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 Terras Altas da Escócia

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MensagemAssunto: Terras Altas da Escócia   Seg 14 Jan 2013, 19:48

Relembrando a primeira mensagem :

Terras Altas da Escócia

Escócia



As Terras Altas são uma zona montanhosa do norte da Escócia, onde o catolicismo permaneceu influente ao longo da História da Escócia. As Terras Baixas, por outro lado, são um bastião do protestantismo . Politicamente, as Terras Altas caracterizavam-se até ao século XVIII por um sistema feudal de famílias poderosas, os famosos clãs escoceses.

Fonte: Wikipédia



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Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


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Near Grey Whitmore
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Dom 31 Jul 2016, 10:10




Near enfim sentou-se a mesa, pegou a pena e tratou de rabiscar o pergaminho com sua caligrafia grossa, mas, ainda assim legível. No relato cabiam todas as informações resumidamente feitas da sua atividade, bem como relembrava enquanto escrevia da loja de souvenires, que de grande aperto era mais ainda assim coube o delinquente fugitivo dos ministeriais. A missão matinal era nada mais que reparar a barricada que se tornou a fachada da loja, saraivadas de feitiços por ambos os lados, cacos de vidros espalhados pelo chão e muita correria. Contudo, mesmo entre trouxas espantados em uma ruela movimentada de Londres, o trabalho obtivera êxito, graças ao outros ministeriais que magicamente ocultaram a loja com feitiços ilusórios enquanto Near atarefava-se ao reparo. O ocorrido foi reportado aos trouxas como uma tentativa de assalto e como os presentes não sabiam tantas informações, a não ser os estampidos ouvidos, não foi necessária o chefe de obliviação. Porém, pela primeira vez o ministerial tivera que recorrer ao uso do feitiço obliviate e o mesmo foi relatado no pergaminho, bem como os seus alvos. Não era a sua especialidade de forma alguma era, mas, não era como se ele não soubesse como usar. Assim com bastante cuidado e zelo o Sr. Howard - dono da loja - tivera suas memórias alteradas; o mesmo alegava ter visto e identificado como atitudes demoníacas quando Near fez algumas perguntas e por isso foi necessário, porém não saberia se seria permanente, logo acabou acrescentando essa informação ao caso. E no mais tardar, a loja tanto como suas vidraças e móveis foram reparados como também outros pertences ora irreparáveis transfigurados. Near ficou um pouco pensativo sobre o que acharia o seu colega de trabalho já que o trabalho de obliviador era dele, mais não levou a questão ao mesmo de imediato, pois agora sem um chefe no departamento os afazeres maiores caíram sobre os ombros de Narcissus.

Terminou o relatório com uma assinatura na última linha, e tão logo se levantou para juntasse a barulheira que tomou o saguão repleto de pessoas que imaginava sentadas à mesa, mas agora via que todos os membros estavam em pé a questionar tudo e todos. – Espera ai, vocês acham que essa barulheira toda vai resolver alguma coisa? – questionou a duas pessoas mais próximas a ele, no momento imediato que se aproximou mais não foi ouvido por ambas. Assim com o abrir da porta da sala o rostos de repente viraram-se para ver quem entrava, e lá vinha ele, o loiro. Near tornou a perceber a expressão cansativa que aquela função causava no singelo observar, Narcissus estava numa tremenda pressão psicológica, julgou em sua breve analise. O ministerial retirou a varinha das veste e encantou o pergaminho enrolado do relatório feito, mandando-o pelos ares em destino a transpassar a porta aberta e repousar na mesa da sala que o outro sairá, logo após pôr-se a chegar mais próximo para ouvi-lo.

Parecia que alguns dos membros deram real atenção ao Narcissus, bem como o próprio Near, mas logo após as primeiras palavras já houve um desinteresse e o fuzuê continuou. Por fim, contando os fatos – pelo o que ele pode entender – o esquadrão de Acidentes e Catástrofes Mágicas haviam sidos solicitados em um caso na Escócia, e o principal problema era um dragão. Near olhou para os lados a tentar buscar alguém que apoiasse a ida e representasse o Ministério Britânico em ações de outros países, mas pelo visto ninguém se interessava, a não ser a discursão sobre: a chefia, acidentes e relatos incisivos sobre o departamento. Como não viu rostos amistosos então não via outra solução a não ser ir sozinho com Narcissus, caminhou então até chegar ao armário de pertences mágicos do departamento e retirou de lá duas vassouras: uma Nimbus antiga e uma Firebolt.

- Narcissus, eu vou, pegue. – anunciou ao aproxima-se e entregando por fim a Firebolt ao ministerial. Naquele momento - diga-se de passagem - Near só realmente queria fazer qualquer coisa fora daquela sala, detestava o barulho incomodo de conversas desnecessárias, além de tudo era o seu oficio, mas, de algum modo sentiu-se convidativo somente por ser um “chamado” do loiro, respondeu o sorriso tímido dele com o seu. – De forma alguma. – respondeu ao pedido pela aparatação conjunta proposto por outrem, bem como o pesar da palma no seu ombro esquerdo. Near descansou seu último olhar a mira-lo por poucos segundos, não disse nada, e logo após concentrou-se. O embaralhado de cores distanciava o que via até que num rodopiar de sons e imagens, a sua volta pouco a pouco enegrecia e se misturava, desaparatando do ministério.

As nuvens acinzentadas do céu escocês foram à primeira coisa que avistou além da vila logo abaixo, isso acontecera numa fração de segundos quando seus pés iam firmasse ao solo na qual percebeu o quanto era irregular, o que casou seu desequilíbrio. Near prontamente, quanto instintivamente, levantou seu braço livre a segura-se a Narcissus. – Foi mal. – desculpou-se, mais quando esperou algo a ser dito pelo loiro somente acompanhou o olhar de onde apontava. Sim, depois das casas a noroeste da posição que aparataram, chamas eram vistas sendo lançadas ao céu enquanto pontos, que julgavam serem bruxos, voavam velozmente a desviar e atacar. – Vamos! – Near colocou a Nimbus emprestada entre as pernas e com um impulso dos pés já alcançava o movimento necessário para o voo, guinou a vassoura para que subisse um pouco mais enquanto se mantinha confiante em chegar aonde queria.  Por um momento ele acabou relembrando as disputas de quadribol quando ainda era um estudante, era ótimo voar, uma experiência bastante libertadora. Voltou a mirar Narcissus com o olhar para ver como ele estava, e logo depois partiu a toda velocidade para ajudar os outros bruxos.

Tão logo eles já estavam próximos do dragão, Near conseguiu ver dois ministeriais a atacar a criatura de frente, o que não fez com que o animal os visse de imediato. Porém, não foi um feito duradouro já que com o atingir de um dos lampejos por partes dos outros dois ministeriais escoceses, a criatura agitara as asas e pôr-se-á lançar chamas contra o dois e contra Near e Narcissus. Near simplesmente confiou na sua aptidão para com o voo e simplesmente guinou sua Nimbus rapidamente e com um loop desviou a sentir somente uma brisa quente roçar-se ao corpo. – Essa passou perto. – comentou para si mesmo, mas, quando ponderou a analisar melhor a situação ele pode ver que a pele do dragão era bastante resistente a feitiços ofensivos, não havia muitas opções. Gesticulou para os dois ministeriais a fim de interpretarem e usarem a oportunidade que iria criar e cerrando as mãos em volta do cabo da vassoura tratou de avançar.

Com movimentos rápidos a circular a cabeça do dragão Near sabia que era uma atitude muito arriscada da sua parte, mais suas ações chamaram a atenção da criatura que perseguia com os olhos prestes a lançar mais chamas. A oportunidade foi criada, mas, quando viu o gelo criado em uma das asas do dragão, achou que o trabalho estaria quase feito, porém a criatura não destinou sua atenção aos feitiços como esperado e somente lançou mais chamas a volta. Near tentou fazer mais um loop a fim de desviar, quase conseguiu, pois a calda da vassoura tinha entrado em contato com as labaredas no decorrer do movimento. – Merda! - a vassoura perdeu instabilidade e começou a perde altitude e em meio a isso tentou buscar a varinha no bolso, mas as duas mãos eram necessárias para tentar um possível pouso. E tão logo começara a rodopiar.

Ouviu o chamado do seu nome por Narcissus, mesmo entre os giros Near conseguiu vê-lo voar até si e segurou a mão estendida à salva-lo da queda. A vassoura fora solta e saiu descontroladamente por qualquer direção, enquanto o seu peso só fazia com que a outra simplesmente fosse a decrescer o voo. – Valeu mesmo! – agradeceu a sorrir, mas eles não podiam ter o luxo de uma queda que o dragão já vinha a avançar sobre eles. Near retirou finalmente a varinha do bolso, em vista que a outra mão esquerda segurava a de Narcissus, e então apontou para a criatura com a mira certeira. – Impedimenta! – o lampejo criara uma barreira semelhante a uma parede transparente no ar, pois com certeza não paralisaria uma criatura daquele porte, e com o choque afastara o dragão.

Mais por mais que a criatura estaria afastada por alguns segundos, o que seguiria era a queda vertiginosa contra o solo. Near olhou para Narcissus e via o quanto o esforço de manter o curso e ao mesmo tempo segura-lo eram feitos desgastantes, por um momento ele preferiria que Narci o soltasse mais ai logo pensou no que uma queda poderia o causar, uma quantidade anormal de plaquetas causaria em longas percas de sangue. Narci estaria a fazer um esforço enorme e assim ficou extremamente grato pela atitude. O chão desnivelado coberto por gramíneas já estava mais próximo, no que agora já era possível que estivesse livre, rolou pelo campo gramado sem muitos males, a não ser alguns pequenos cortes nos braços. Quando parou simplesmente moveu-se a auxiliar Narci que agora já estava caído também. – Narci, você está bem? – perguntou com certa preocupação nos olhos. Claro que ele estava bem, mais foi uma queda um tanto feia. Recebeu uma resposta positiva, assim achou, e entendeu os gestos para ajudar os outros ministeriais.

Near agora observava que o dragão estava curiosamente silencioso, na verdade a criatura começava a dormir com os feitiços de sono feitos pelos outros ministeriais. – Genial! Uma ideia super efetiva. – comentou, assim que caminhou para ajudar os outros ministeriais. – Vamos precisar de ajuda para levita-lo até a reserva, além do mais temos que oculta-lo imediatamente para que não sejamos vistos. – ouviu o ministerial escocês falar com o outro. – Eu estou aqui pra isso, vamos lá. – anunciou para que os outros dois ouvisse, entretanto logo após agradeceu em pensamento por os outros dois conseguirem falar em inglês, pois Near de modo algum sabia o falar em gaélico escocês.
Instruídos a um dos fazer a barreira de invisibilidade e os outros dois a levitarem o dragão, Near ficara com a parte de ocultação, porém haviam casas a ser reparada no trajeto em que a criatura seguira, trataria de fazer esses serviços quando voltasse a procurar por Narcissus. - Cave Inimicum! – pronunciou calmamente a criar uma barreira invisível alongada, a fim de terem um maior caminho a percorrer. – Mobilicorpus! – ouviu em uníssono os outros dois ministeriais escoceses a levitar o focinho sueco adormecido a alguns centímetros do solo, e como eles ainda estavam em vassouras o deslocar foi mais rápido, no que mais Near tivera que caminhar até novamente refazer a barreira, novamente e novamente até que chegassem à reserva. Bem que poderiam encantar a própria criatura para torna-la invisível, mas não seria efetivo pelo grande porte do bicho, um ou duas vezes Near tivera que ajudar na levitação.

- Já estamos na reserva com isso não é mais preciso nossa ocultação. Mòran taing dhut! – ouviu o agradecimento por parte do outro ministerial escocês, ainda bem que expressões simples desse idioma ele sabia. – Não é mais que nossa obrigação. E o meu parceiro de trabalho, aquele que ficou pra trás no vilarejo, deve agora mesmo está fazendo as obliviações necessárias. Não se preocupem, quando eu for procurá-lo recuperarei algum dos estragos feitos pelo focinho sueco. – com isso o problema já estava quase resolvido, os outros dois ministeriais também disseram ao Near que assim que o dragão estivesse devidamente no seu lugar os reparos no vilarejo seriam feitos, logo tanto Near como Narcissus já estariam concluído seus serviços.

Aparatou no vilarejo e de imediato viu algum dos telhados com telhas fora do lugar e por sorte somente algumas poucas casas com grandes danos, pois imaginava que esse fosse o primeiro lugar em que a criatura voou logo antes da chegada dos ministeriais, cujo tinha distanciado para um lugar menos habitado. Near se prevenia para que ninguém o visse, - Reparo Totalus! – apontou a varinha e num floreiro tanto os telhados como outros itens quebrados se repararam.  - Reparo Totalus! – findou na reparação de uma das casas mais danificada: a fachada se reconstruirá e tudo ficara novo em folha.

Com mais alguns passos a deslocasse a procura de danos visíveis ao vilarejo, no mais um elevação da terra transpareceu-se entre as casas ao brilho dos raios solares, sua atenção fora aguçada para um ponto a iluminar algo prestes a decair. Enquanto recuperava seus olhos para tentar ao menos visualizar melhor quem poderia ser, foi de imediato que as vestes escuras de um ministerial se tornaram presentes, era Narci. – Narcissus! Narcissus! – chamou-o quase como se a distância fosse tão enorme e com se aproximação demorasse. Ele ficara imensamente preocupado.  

Instintivamente sua necessidade tremenda de chegar o mais rápido possível lhe concedera a transformação animalesca, quase como vertiginosa. Seus membros se encurtaram e as vestes desapareceram-se em meio aos pelos brancos, um focinho se alongara ao rosto, e num brusco movimento já corria em suas quatro patas. Era um lobo branco, alvo como as nuvens no céu, percorrendo o caminho necessário para ajudar alguém, principalmente se fosse ele.

Suas patas já firmaram-se bem perto de onde Narcissus tombara, em meio a vê-lo com os olhos ainda semicerrados e um filete de sangue a escorrer pela narinas. O lobo agitara a cabeça para os lados tentado de algum modo reaviva-lo com amplitude de sua chegada, até ao ponto de lamber a bochecha nessa mesma intenção. Com o ergue da cabeça lupina as feições animalescas começaram por fim a se extinguir, os pelos regrediam a aparecer às vestes, enquanto seu corpo engrandecia tornava novamente ele mesmo, o Near.¹

- Narci .. Narci! – chamou mais uma vez, mas não houve resposta. Near então conferiu o pulso à menção de verificar uma baixa pulsação, mas ainda assim rítmica. Elevou por fim a cabeça de Narcissus pelo braço esquerdo enquanto aspirava aos emblemáticos aromas que não sabia de onde vinha. Nesse instante soube que a causa disso fosse nada mais que a exaustão por grande uso de magia, isso era evidente pelo epistaxe. - Estanque Sangria! – proferiu com o balançar da varinha em direção ao nariz do loiro. Mesmo que uma exaustão não fosse algo perigoso à mesma era necessário um bom repouso. – Dessa vez eu vou cuidar de você. – sussurrou bem perto do ouvido não sabendo se ele ouviria, quando num límpido e revigorante resplandecer dos raios solares sobre eles se misturaram ao sentimento pungente que Near sentia de protegê-lo. Near encontrara a varinha do loiro e logo após – evidentemente a segurar Narcissus – optara pela desaparatação.

¹-> Narrativa com uso da animagia registrada.
Off: Near e Narcissus Poulain saíram dali.



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Brönn Drescher Donati
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Seg 01 Ago 2016, 20:18

Minhas férias estavam sendo intensas. Depois de eu ter passado vexame e quase não ter voltado a minha forma humana de tão bêbado que havia ficado na última vez que tinha me transformado, tinha prometido para mim mesmo que reduziria um pouco o ritmo nas duas coisas: na bebedeira e também só usar minha animagia quando fosse estritamente necessário e acompanhado. Existia uma coisa meio louca nisso, pois fazia anos que eu me transformava. Talvez mais de uma década, mas tinha bastado apenas um evento específico para abalar toda a minha confiança e naturalmente prejudicar minhas habilidades, já que parte em ser um animago envolvia exatamente a confiança. Naquele dia, não sei por qual motivo – provavelmente fazer média com a namorada – eu tinha aceitado fazer um programa de casal, visitando uma espécie de camping meio mágico com a paisagem bonita. Em resumo, era um lugar bonito, feito pela natureza, mas que no fim das contas não passava disso. Olhar uma foto dava no mesmo. — Teria sido melhor ver o filme do Pelé. — resmunguei assim que cheguei no local.

Por sorte Suzan não pegou a referência e nem pediu para que eu repetisse. Ela estava distraída demais com todo o ambiente. O bom desses lugares mágicos era que sempre dava para armar uma barraca por ali e tentar encarar o dia como se fosse algo comum, sem os estresses que a natureza proporcionava. Na realidade, a natureza até que não estava tão chata, mas o pior eram as pessoas. Não demorou muito para que eu fosse reconhecido por um pai de um dos meus ex-alunos. No letivo anterior eu lecionava para o sétimo ano, então o sujeito tinha achado interessante me contar como seu filho estava após a formatura, e a carreira que ele havia decidido seguir. Verdade seja dita: Professor nenhum se importava com isso. Na realidade, o tal ex-aluno em questão costumava ser tão quieto e difícil de ser notado, que eu tinha passado quase quarenta em cinco minutos falando de uma pessoa que eu nem me lembrava. A única vantagem era que o cara tinha cerveja, vodca e uísque. Lógico que eu, como “ótimo” exemplo de pessoa e bom beberrão, usei o álcool para ver se tornava o assunto mais interessante. Como namorar tinha me tornado um cara mais regrado e menos louco, rapidamente o álcool bateu no meu organismo e sabe Deus porquê eu entrei em uma onda hippie de dizer que queria curtir um pouco das estrelas e a paisagem.

Sim, a noite já tinha chegado, e para piorar, Suzan e eu tínhamos sido convidados pelo sujeito, pai do meu ex-aluno, e sua esposa para jantar em sua barraca. O problema é que eu tinha aturado o cara durante toda a tarde e agora a bebida estava me dando coragem para simplesmente fazer o que qualquer pessoa em sã consciência faria: fugir. E foi isso que eu fiz. Existia uma floresta ali perto, e não demorei em adentrar o local. Fui enxotado dali em um primeiro momento, pois pelo visto rolava uma festa Hare Krishna que eu não era bem-vindo, mas minha macheza por causa do álcool fez com que mudasse de forma, deixando de ser o inofensivo humano, para virar o ainda inofensivo urso, mas que metia um pouco mais de medo nas pessoas. Não dava para entender, mas meu corpo peludo, minha cauda curta e meu andar rebolado fazia pessoas (bruxos por sinal) correrem. Depois disso eu não sei muito bem o que aconteceu. O clássico apagão do álcool me dominou, mas por sorte eu não matei ninguém. Quem me achou foi Suzan. Eu estava deitado em um galho de uma árvore ainda como um urso, pelo visto sendo atração para algumas crianças. O sol já tinha nascido. — Perdi o jantar? — comentei enquanto voltava a minha forma humana (dessa vez sem problemas) claramente fazendo uma piada. Minha namorada não gostou muito, mas eu sabia que no fim nos acertaríamos. Quando aos nossos anfitriões, não era como se eu estivesse preocupado. Por isso ajudei Sue a arrumar tudo, e juntos saímos das Terras Altas da Escócia.  



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Uriel Donati von Mühlen
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Bicho-papão : Rodrick, seu filho assassinado

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Ter 08 Nov 2016, 10:25

Minha vida tinha se tornado um inferno nos últimos meses. Eu sempre tinha sido um procurado do Ministério, mas fazia tantos anos, que fugir não era mais algo complicado. As vezes eu conseguia ir aos lugares mesmo de cara limpa, que ninguém me reconhecia. Isso também era devido a minha mudança. Eu tinha envelhecido consideravelmente nesses últimos 20 anos. O problema era que tudo tinha virado de cabeça para baixo. Eu tinha feito algumas coisas erradas que havia gerado a minha expulsão da casa onde eu estava. Para compensar, o Ministério da Magia tinha divulgado alguns cartazes de procurado, e até usado magia para me envelhecer. Meu nome e minha imagem tinham ficado em evidência de novo, ao ponto de eu ser reconhecido por alguns moleques que haviam tentado bancar os heróis e me obrigado a atacá-los. Isso só gerou ainda mais mídia, tanto que agora eu tinha ido até o inferno – as terras altas da Escócia – para conseguir um pouco de sossego e descansar. O início da primavera sempre tornava o lugar mais calmo que o habitual, então era mais fácil não encontrar nenhum turista. Eu tinha conseguido furtar alguns itens de camping, e agora estava alojado em um daqueles tenebrosos castelos. A mudança brusca de temperatura tinha feito com que uma horrível tempestade caísse. — Eu estou bem seguro aqui dentro. — o comentário era uma forma de me acalmar. As paredes eram sólidas, e talvez fosse o melhor lugar do mundo para se proteger, mas eu nunca tinha gostado de climas como aquele. Acabei adormecendo ao som dos altos trovões, e quando a manhã chegou, organizei minhas coisas, e saí dali.


Uriel Donati
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Aurora Miller Wernersbach
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sab 26 Nov 2016, 21:17

Eu sempre gostei do cheiro de cachimbo. Quando eu era criança, sempre sentava no colo do meu pai e fechava os olhos enquanto encostava a cabeça em seu peito. A fumaça do cachimbo impregnava toda minha roupa e aquele aroma significava segurança no mundo da minha infância. Minha mãe ficava furiosa devido os males que, possivelmente, provocar-me-ia com a inalação constante daquele cheiro, vide o vicio rotineiro do meu pai e meu prazer inato de estar ao seu lado. Mas aquilo parecia não importá-lo, tampouco a mim e meu tão prematuro conhecimento sobre, tanto que meu pai sempre envolvia seus braços pelo meu ombro e me pedia para não julgar minha mãe tão duramente. Ela de certa forma tinha razão. Algumas pessoas têm mais dificuldades de mostrar seus sentimentos do que outras, e para mim sempre fora mais fácil seguir a vida lenta e restrita do meu pai do que me envolver nas futilidades da minha mãe. Para ele, minha mãe nunca o tinha amado, e isso era algo que ele teve que levar pelo resto da vida.

Naquele dia tão único, decidi visitar as terras altas da Escócia. Perder um pai era difícil, mas ainda era parte da ordem natural das coisas. É claro, isso tinha sido há quase quinze anos, mas muitas de minhas memórias de infância estavam intimamente associadas àquele lugar. Sentada a beira da ponte e visualizando o cair da noite, balançava minhas pernas lentamente enquanto acariciava a toca com as cores da bandeira escocesa presenteada por ele antes deu ingressar na escola de magia e bruxaria. Meu pai fora um homem recheado de culturas e apaixonado por sua nacionalidade, a qual, eu também pertencia. No entanto, desde muito nova aprendi a viajar pelo mundo e me apaixonar por diversos outros lugares, naturalmente deixando de lado aquela que um dia saturara minha vida de várias lembranças boas. Após sua morte, era como se a Escócia também tivesse perdido parte do seu brilho, motivo o qual, depois de tantos anos, afastara-me de minha terra natal. De qualquer forma, hoje seria o seu aniversário, e aquele lugar especifico fora o último que estive ao seu lado contemplando o clima frio e conversando sobre os aprendizados vividos em Hogwarts. Seu conhecimento sobre bruxaria era quase nenhum, mas era incrível como sua facilidade em lidar com o mundo mágico quase não o assustava. Sua vida trouxa era fascinante.  

 Depois de mais algumas horas em nostalgia, deixei o ambiente.


   "L'harmonie secrète de la discorde".
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Maxfield H. Griffith
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 01 Dez 2016, 21:42


Max chorava. Mas não era um choro qualquer de menino mimado ao ser repreendido, nem um choro de uma topada de pé em uma pedra. Era um choro muito mais triste e soluçado do que um choro comum: Era um choro de perda. Perderia sua liberdade. Perderia seus amigos. Para uma criança de 11 anos, se mudar era muito mais trágico do que para um adulto.

"Vai dar tudo certo filho, você adorará a nova casa e fará novos amigos!" Insistia a mãe do garoto, com esperança de que o rapazinho ficasse empolgado com a ideia de um novo lugar, novos ares - fora assim que tinha ela mesma se convencido.
Porém o moreno permaneceu quieto e chorando, um choro doído de se ouvir. Ele sabia que seria difícil em outro lugar, tinha bons amigos na escola, conhecia todos os cantos de sua pequena cidade bruxa pois vivia se metendo em confusões e podia ir a qualquer hora na padaria pegar um pão doce ou ir na loja de doces e pedir balas abelhudas por ser tão familiar no local, por ser conhecido e sua família respeitada.
O menino sempre foi acanhado, todavia conhecia todas as pessoas da cidadezinha, ou pelo menos todos o conheciam. Não vinha da família mais rica do vilarejo, tampouco da mais pobre. Tudo começou com o desejo de seus pais de serem mais ricos, por isso que iam se mudar para a cidade grande. O emprego novo de seus pais certamente colocaria sua família no meio das mais nobres e isso trazia prestígio.
Apesar do primogênito gostar de ter prestígio, ele estava apavorado com tudo de novo que estava por vir, lembrava das casas mal assombradas que o divertiam e dos grandes gramados que subiam os morros. Até o cheiro de sua pré-escola mágica tão familiar ficaria para trás.

Depois de alguns minutos chorando, Maxfield apenas parou de chorar. Limpou os olhos e foi fazer as malas após um abraço em sua mãe. Nem ele sabia o porquê de ter parado tão repentinamente seu choro, mas sabia que envolvia a conversa que teve com seu pai sobre crescer.

Preparou apenas o básico, pois sua mãe já havia se certificado das vestimentas. Pegou um caderno, que anotava e desenhava sempre que achava algo interessante, uma boina de caçador para dormir, um globo de neve de sua cidade (pensou que isso seria o suficiente para se lembrar de todas as vielas) e um bilhete de sua professora de iniciação às práticas rotineiras bruxas que dizia apenas "Pense. Deseje. Flua". Lembrava-se daquela aula em que questionou se iria bem em Hogwarts e a professora, certamente legilimente, escreveu em um pedaço de pergaminho essas palavras. Pense no feitiço. Deseje o que vai adquirir após realizá-lo. Faça Fluir a magia através do condutor, da varinha, Max. Você terá uma bela varinha! Após se perder nos pensamentos, sentou-se na cama e guardou em um dos bolsos uma foto dele e de seus amigos quebrando vassouras de brinquedo, olhou em volta o seu quarto semi-destruído pela sua habilidade de fazer coisas "sem querer" e foi para perto de seus pais para utilizarem a velha lareira de pó-de-flu naquele lugar e jurou para si mesmo: "Quando eu crescer eu volto aqui e compro essa mesma casa."

[...]

Alguns dias se passaram e, como o rapaz imaginava, a nova casa era entediante. Era enorme, rústica, tinha um jardim grande com muros bem altos: muros que protegiam e aprisionavam. Não podia sair de casa após as cinco da tarde, pois haviam bruxos mal intencionados nas ruas da cidade grande, afirmava sua mãe. Recebia aulas de etiqueta e história da magia em casa, como se fosse tornar tudo menos entediante. Para piorar: não tinha visto nenhuma criança em seu bairro, nem mesmo na hora em que seu pai o levara para o trabalho  - antes de lhe conseguirem uma babá velha, semi cega e com dificuldades de locomoção. O pequeno já estava se tornando rancoroso e mal falava com sua mãe ou com seu pai. Haviam lhe tirado a infância levando-o para longe de sua terra natal.

Os dias começavam com as aulas particulares, depois seu pai o fazia assistir, aprender e saber tudo sobre quadribol com ele, sr. Hans vivia repetindo rolos de filmes de grandes partidas de quadribol da história, era o seu hobbie e queria compartilhar com o filho. O rapaz lia todos os livros interessantes de sua nova imensa biblioteca e queimou alguns que lhe deram sono - culpou a velha babá. Ficava com a senhora Rastings até seus pais chegarem do trabalho, era onde ele dava suas "escapulidas". Fugia pelo portão dos fundos e andava escondido pelo bairro, procurando algo interessante para fazer. Por vezes quase foi visto fazendo uma de suas travessuras - bombas de bosta na caixa de correio dos vizinhos há duas quadras de sua casa. Às vezes se divertia sozinho, mas queria muito alguém para lhe bajular e dizer o quanto era bom em suas peripécias, como faziam seus amigos. Voltava para casa antes das quatro horas da tarde, tomava banho e esperava chegar o outro dia e o outro...

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Maxfield H. Griffith
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Bicho-papão : Ganhar Poder e Perdê-lo

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 01 Dez 2016, 21:45

Saio dali.
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Faye Gebühr Miller
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sab 31 Dez 2016, 22:40

The Worst Day Of Her Life
Vantagens de ter um pai que mora num trailer: você pode pedir para ele ir onde você quiser. Faye tinha virado paranoica com o calendário lunar, não tinha se transformado nunca, se é que iria se transformava, ela esperava tanto que não se transformasse, mas toda vez que prestava atenção na mordida que encontrava-se em sua cintura ela sabia que ia acontecer, iria se transformar. Aquele dia era um dia de lua cheia, logo dias antes ela tinha pedido para o pai ir até as terras altas da Escócia, lá tinha muito floresta, florestas para ela se transformar. O trailer estava parado em uma pequena cidade que ficava por ali, cercada de floresta, ótima para Faye, o dia já estava acabando, em breve o sol iria dar lugar a lua cheia, e Faye tinha que sair do trailer. Seu pai estava mexendo no computador, era o seu trabalho, ficava muito tempo no computador, a oportunidade perfeita para Faye, que estava atrás dele com a varinha apontada para a sua cabeça. - Hypnus. Desculpa. - Disse, saindo do trailer e adentrando a floresta sozinha, esperava que seu pai a encontrasse quando acordasse na manhã seguinte, pois ela não saberia onde iria.

Correu para a floresta até que está começou a ficar mais escura, o céu estava começando a ficar num tom azul escuro, mas ainda não era perto. Faye estava com medo de ficar numa floresta sozinha, gostava de florestas, mas sempre estava com alguém quando entrava nelas, agora era uma floresta totalmente desconhecida, a menina não sabia o que fazer naquela situação, se andava mais ou se parava. Decidiu parar e sentou no pé de uma árvore, com as costas encostadas no caule desta. Estava com medo de tudo. Nunca olhou tanto para o céu, tão profundamente para ele observando a cor que ele ia adquirindo, as estrelas que iam brotando, a lua que ia se mostrando presente aos poucos quando o dia ia embora. Nem mesmo em seus dias de insônia ficou prestando tanta atenção. A escuridão havia chegado, Faye estava nervosa, seu coração batia forte, o que iria acontecer agora? Queria tanto que nada acontecesse, queria tanto voltar para o trailer sorrindo, acordaria seu pai e o abraçaria. Não foi bem assim que aconteceu.

Faye enxergou a lua no céu entre algumas folhas, estava cheia como ela esperava. Sentiu-se queimar, não era uma febre, era pegar fogo, entrar em combustão espontânea sem se queimar e morrer, essa era só a primeira dor de muitas que iriam vir, e ela já estava com lágrimas nos olhos porque agora era oficial, iria se tornar uma besta sanguinária. Se pudesse ver a si mesma, veria os seus olhos adquirindo uma tonalidade amarela viva e assustadora, mas ela apenas podia sentir o seu corpo que mudava, seus ossos que se quebravam e cresciam sem que seu organismo quisesse isso, seus músculos inteiros estavam doendo, estavam aumentando de tamanho, adquirindo mais força, Faye nem se aguentava em pé, já estava deitada no chão sofrendo a metamorfose, suas lágrimas caiam mais ela nem as sentia, só sentia dor e mais dor, uma dor alucinante que a teria feito desmaiar se não estivesse num processo de transformação, o lobisomem queria acordar não dormir, ela não poderia desmaiar, tinha que sentir aquilo. Gritava, era o que podia fazer, gritar, arrastar-se, talvez fugir da dor desse certo, não deu, não tinha como fugir, mais ela tentou, colocou uma mão a sua frente, se arrastar pra frente, apenas viu essa tendo pelos negros crescendo, unhas tornando-se maiores e mais afiadas, mortais. A cabeça foi a pior parte, se Faye achava que tinha sentido dor, ela agora estava sentindo o dobro desta dor horrível, sua cabeça mudava, sua mandíbula se quebrava para para formar o formato da de um lobo, seus dentes estava tão grandes e fortes quanto nunca. Seu grito por fim não era mais um grito, e sim um uivo que anunciava que um novo ser estava presente naquele corpo, não era mais Faye, Faye estava presa no seu subconsciente, agora era um lobisomem que controlava aquele corpo transformado.

Nunca acordou tão ruim, estava ainda cansada, estava com dores, e ao buscar pela sua última lembrança, era também só dor, a dor de ter se transformando num lobisomem. Ficou chorando ali por um momento, na floresta, sozinha e sem nem saber onde estava ao certo. Seu pai a encontrou ali, não sabia como ele tinha conseguido esse, mas apareceu ali, Faye não podia mais esconder dele, ele também saberia de sua triste condição que agora estava confirmada. Não sabia qual fora o pior dia da sua vida, o que Thomas fora embora ou a dor que tinha sentido naquele dia, e o pior é que nem sabia o que tinha feito enquanto estava dominada pelo seu lobisomem interior, o que ele tinha feito, se tinha matado alguém ou não. Foi levada dali pelo seu pai, que a amparou. É, pensando bem, aquele fora mesmo o pior dia de sua vida, não sabia como iria superar aquilo, não via como conseguia superar aquilo uma vez por mês. Saiu dali.
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FAYE ZAYAS GEBÜHR MILLER
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Caitlin Ziegler Czarevich
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sex 13 Jan 2017, 22:28




A woman, an interrogation and an inferi!
Sentia-me relativamente nova para assumir uma posição daquelas dentro dos aurores, mas como sempre, daria o meu melhor para suprir todas as necessidades e exigências do cargo. Não é por ser nova que aquilo me faria menos capaz, mas é que sempre tinha aquele receio de não conseguir dar conta de tudo, principalmente por eu ser, também, jogadora profissional. E meus primeiros dias como especialista em criaturas das trevas já era de muito trabalho, tanto que havia chegado uma denúncia ao quartel, a qual me fez sair do comodismo e ir para as ruas. Usando a metamorfomagia para manter meu disfarce, consegui chegar até a Escócia, tendo todas as instruções passadas pelo Harry em mente. No entanto, eu ainda repassava todas as informações mentalmente numa tentativa bem sucedida de não esquecer nada. Com isso, lembrava-me do endereço e nome da família, a qual havia feito a denúncia para o Ministério. Denúncia essa que se tratava de uma morte recente na Escócia, muito provavelmente causada por Inferis, mas que precisava de uma análise mais de perto e dos cuidados aos olhos dos aurores, até mesmo por se tratar de uma criatura perigosa. Caminhava pelas ruas gélidas, enquanto buscava pelo endereço da família bruxa, a única do vilarejo indicado pelo Harry. De resto, aquele lugar era cheio de trouxas com o mínimo ou nulo conhecimento em magia, o que tornava o aparecimento de um Inferi ainda mais estranho.

Encontrava-me andando pelo pequeno povoado, onde provavelmente a maioria das pessoas se conheciam, o que facilitou a minha procura, pois ao pedir uma informação ou outra, logo encontrei a casa da família que havia denunciado o ataque. O que me deixava mais segura, era o fato de eu estar com outras características, assim ninguém saberia, de fato, quem era eu após aquela noite. Dei umas batidas na porta e aguardei uns minutos. Ninguém apareceu. Comecei a pensar que talvez ninguém estaria ali ou eu pudesse estar na casa errada. De dentro do sobretudo, retirei o papel contendo o endereço completo, incluindo o número da casa e pude constatar que estava no local exato. Guardei o pergaminho e bati na porta novamente, agora tendo um pulso mais impaciente, o que fez com que uma senhora aparecesse. — Boa noite! Os boatos acerca de um corpo encontrado nas redondezas chegaram aos ouvidos do Ministério da Magia, por isso eu peço que me acompanhe até o local, por favor. — disse, enquanto deixava o distintivo de auror amostra apenas para aquela mulher e então vi o receio estampado em sua face, de modo que fechou a porta rapidamente, dando os primeiros passos para que eu a seguisse. Voltei a caminhar pelas ruas, agora ao lado da senhora que me guiava até o cadáver. — Então a desconfiança é de que Inferis estejam por aqui? — perguntei, a fim de arrancar mais informações da mulher, mas tudo o que ela fez foi apenas concordar com a cabeça. — E vocês suspeitam que essa foi a causa da morte? — lancei outra pergunta, enquanto continuava andando ao seu lado.

Após as respostas positivas da mulher, segui fazendo perguntas que pudessem me fornecer mais notícias sobre tudo aquilo. — Sua família é a única bruxa desse vilarejo? — e aquela foi minha última pergunta, sendo respondida rápida e afirmativamente pela senhora, de forma que pude logo avistar um aglomerado de gente em volta do corpo. Me mantive em silêncio, apenas tentando encontrar algum espaço ali, onde eu pudesse enxergar o cadáver que, por sorte, ainda não havia sido recolhido pelas autoridades trouxas. Consegui encontrar um espaço e avistei o corpo do homem jogado ao chão, havia muitos ferimentos no cadáver, o que provavelmente lhe levou a óbito. Cheguei um pouco mais perto, na tentativa de ver melhor o estado do corpo e se realmente era somente aqueles ferimentos. Recuei um pouco o meu corpo, voltando a minha posição normal, agora buscando pelos trouxas ao meu redor. — O que será que aconteceu? — perguntei a uns dois desconhecidos a minha volta, os quais disseram ter sido resultado de uns zumbis, ou algo muito parecido. Na verdade, eles descreveram como um monstro esquelético e assustador, apontando o nome de zumbi ao final. Aquilo me deixou mais próxima do Inferi, mas eu não tinha a menor certeza. As poucas pessoas que faziam um círculo em volta do corpo foram saindo, e as informações que eu havia obtido me fizeram pensar que talvez um bruxo das trevas estivesse próximo. Na dúvida, eu preferia me manter por ali e investigar mais sobre o que poderia ter causado, de fato, aquela morte. Deixei o corpo para trás e saí daquele local, mas não deixando as redondezas do vilarejo, o qual eu tinha como objetivo investigar.

Afundei as mãos dentro dos bolsos do sobretudo e, lá dentro, senti a minha varinha. Agarrei o objeto, mas não retirei de dentro da roupa, apenas mantive as minhas mãos firmes na varinha, mas sem retirá-la do sobretudo. Meus olhos estavam atentos a qualquer movimento, até mesmo conferindo se estava sendo seguida, como se alguém ou alguma criatura pudesse surgir atrás de mim a qualquer momento. No entanto, de dentro do bolso, retirei um bisbilhoscópio, artefato mágico muito usado pelos aurores para se prevenir contra as artes das trevas. Enquanto caminhava, fiquei segurando o objeto e, vez ou outra, me doava a olhar para ver se o mesmo apresentava algum sinal suspeito. Girava o objeto em mãos, em um modo descontraído, mas eu não estava distraída com aquilo, muito pelo contrário, me mantinha atenta a todo movimento. [...] Os minutos se passaram e eu permaneci caminhando, como se estivesse perdida em meio aquele local desconhecido, mas então, ao olhar para o bisbilhoscópio, notei que o mesmo estava diferente: aceso e girando. Era um sinal. Sinal de que havia perigo por perto e eu já poderia imaginar. Continuei caminhando, agora mais devagar e ainda mais atenta. Foi naquele instante que senti um odor desagradável e muito forte, dois Inferis haviam surgido em minha frente. As criaturas em pele e osso, de aparência nada atraente começaram a se aproximar vagarosamente, como se tivessem esperando o momento certo para atacar. Naquele instante, eu já tinha a varinha em uma das mãos e utilizei a mesma para apontar em direção a primeira criatura. “Ignotus Gaubracianus” em um movimento circular, fiz com que o fogo a atingisse e fosse em direção a segunda.

Girei meu corpo, vendo outra criatura como aquela, agora mais próxima do meu corpo. Dei um pulo para trás e mandei as chamas em direção ao Inferi, as quais eu ainda controlava, era o feitiço mais indicado para deter a criatura. Só após enfrentar as criaturas, ouvi uma gargalhada bem perto, e então olhei nessa direção. Era um homem coberto de roupa preta, mas que deixava o seu rosto a mostra, provavelmente o responsável por criar as criaturas. — Coloque a varinha no chão, ou as consequências serão ainda mais graves. Anuncio a sua prisão em nome do Ministério da Magia… — disparei para o homem, ouvindo o mesmo soltar outra gargalhada e logo desobedecer, fazendo pior, lançando um feitiço em minha direção. — Commoror Virga! — e defendi, não sendo desarmada e logo apontando a varinha em sua direção. — Petrificus Totalus! — disparei, vendo o homem se defender com maestria. E então me joguei no chão, assim que vi várias faíscas em minha direção, vendo todas elas passarem direto. Do chão, apontei a varinha para o corpo do homem. — Estupefaça! — ditei, na tentativa de estuporá-lo, mas também foi em vão, pois o bruxo se defendeu muito bem. Ligeiramente, mirei a varinha em direção a um poste próximo ao homem de preto. — Bombarda! — aquele ato foi o suficiente para desestabilizá-lo, fazendo com que sua atenção fosse voltada para o poste que desmoronava perto dele, mas não a ponto de atingi-lo. Em seguida, me levantei e apontei para o bruxo das trevas. — Incarcerous! — falei com firmeza, criando cordas que foram em direção ao corpo do homem e o envolveram rapidamente. E, aparentemente, ele estava capturado. Aproximei-me do homem aparrado e segurei com força em seus cabelos. — Agora você conhecerá a sua nova casa! — “chamada Azkaban”, completei em pensamentos. [...] Aparatei dali junto com o homem.



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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Dom 19 Fev 2017, 13:11

The Last Time
Vento. Seus cabelos balançavam com ele, era algo que Dandelion não parava mais para prestar atenção, porem tempos tensos estavam a se aproximar, e aparatando naquele lugar calmo ela apenas ficou sentindo o vento bater em suas carnes. Era bom observar aquele local também, ela não via a beleza das coisas antes, mas agora tudo estava diferente, tudo era mais bonito, as cores eram mais vivas, a vida tinha que ser vivida. Era irônico isso, porque ela sabia que seus dias estavam contados, claro que lutaria, mas também saberia o porque de sua morte ter vindo, estava pagando pelos seus pecados, morreria com a consciência limpa. Fechou os seus olhos e sentiu o vento uma última vez, aparatando dali para o confronto final. Dandelion saiu do local.


Dandelion.
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Matteo Ziegler D'Amici
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sex 31 Mar 2017, 19:08

Bocejei enquanto aguardava pacientemente o elevador parar no nível 04. Aquele amontoado de gente sempre me entediava. Em compensação, Gabriel, meu colega de departamento, parecia animado com a bebida que ele tinha em mãos. Balancei a cabeça negativamente, respondendo a sua pergunta, mesmo que eu achava que ela fosse retórica. Meu conhecimento com o universo Trouxa era extremamente limitado. Na verdade, isso era modo de dizer. Minha família era bastante tradicional e o pouco que eu sabia dos seres não-mágicos vinha devido ao meu contato com nascidos-trouxas em Hogwarts. Quando finalmente chegamos no departamento, algo nos desviou de nosso caminho. Um patrono. Se tratava do patrono de Katy pedindo para que a encontrássemos em sua sala. Pelo visto tínhamos uma missão para lidar. Em um vilarejo na Escócia os Trouxas estavam tendo contato com uma criatura chamada de Malagarra. Além da caça contra o pobre do bicho, a Malagarra não era exatamente comestível, e seus efeitos eram realmente negativos. Por isso nossa missão era investigar o lugar para ver em que estado estava as pessoas e se o Ministério precisaria intervir. Gabriel, ainda empolgado, me agarrou pelo braço aparatando comigo para fora do MM, mesmo sob meus protestos. Isso era o ruim de ser um estudante de Hogwarts. Eu já sabia aparatar, mas poucas pessoas pensavam nisso.

[…] Eu não sabia o que fazer exatamente. Eu havia pegado o caminho oposto de Gabriel, mas até agora eu não fazia ideia de onde começar minhas investigações. A estrada por onde eu caminhava se encontrava vazia naquela hora da manhã. Eu tinha me aventurado pela única rota em direção ao sul, que as placas identificavam como sendo a estrada A82. Eu me mantinha em alerta para não ser atropelado, já que o asfalto não era exatamente muito espaçoso para uma pessoa andar no meio dele, mas aquele parecia ser o único jeito que me levaria para o centro de Glencoe. Além disso, eu andava totalmente a esmo, esperando que algo acontecesse do nada para elucidar qual era o melhor caminho a se seguir já que sair pedindo sobre os doentes não fazia muito sentido. Gabriel podia ter uma maior facilidade nisso, já que ele passava credibilidade, mas eu era apenas um adolescente. Disfarces eram complicados para mim. — Onde eu posso encontrar as pessoas afetadas pela Malagarra? — questionei baixinho e a resposta veio imediatamente na minha cabeça. — Um hospital. — lá eu poderia ter um contato mais direto com os enfermos e ter uma noção mais específica de quantos tinham sido afetados, o problema era onde encontrar um hospital. Eu não possuía noção nenhuma sobre a cidade, ou a área onde estava, por isso esperava encontrar uma boa alma que pudesse me ajudar. Isso não demorou muito a ocorrer. Um pequeno carro azul andava lentamente pela estrada. Apesar de minha visão não ser das melhores, pude ver que era habitado por um casal. Eu não fazia ideia de como aquelas máquinas funcionavam, mas já tinha visto diversos carros na minha vida, pelo menos o suficiente para ter cuidado. Fiquei no acostamento da estrada, pelo menos o máximo que consegui, e comecei a acenar com as duas mãos. Minha técnica funcionou, já que o casal parou. Talvez Trouxas não fossem tão desconfiados. Ou quem sabe minha cara de bundão passava segurança. Apesar de que aquele lugar era tão pacato, que eu duvidava que existia algum tipo de crime.

Foi só quando os dois olharam para mim, foi que eu percebi que não fazia ideia do que dizer. Precisaria improvisar. — Vocês sabem onde fica o hospital? — não foi surpresa ver que os dois estranharam a pergunta. — Desculpe. Eu me chamo Tommen. — estendi a mão pela janela, obrigando o homem a me cumprimentar meio receosamente. — Eu acabei de me instalar no… No… — notei que tinha esquecido o nome para onde Gabriel havia ido — No coiso lá, no camping. — a mulher completou falando o nome, mas eu não consegui guardar. — Minha pais estavam viajando pela cidade, mas minha querida mãezinha acabou adoecendo, e me passou as instruções de encontrá-los no hospital… Ou posto de saúde — cidades pequenas geralmente não tinham hospital, um exemplo era o Mungus que abrangia quase todo o Reino Unido. Talvez Glencoe só tivesse um centro pequeno de saúde, por isso precisava me assegurar de não falar muita bobagem. Para a minha sorte a mulher que estava no carro aceitou o meu jeito meio lesado, encarando aquilo como algo normal entre adolescentes, e me explicou que provavelmente eu procurava pelo Belford Hospital, que ficava para o outro lado, para o norte, mais precisamente em Fort William, já que como eu previa, Glencoe não tinha mais hospital. — E como eu faço para chegar lá? — chegar lá não era difícil, sendo que eu precisa continuar seguindo na A82. O problema era que a pé eu demoraria cerca de 45 minutos. Novamente a sorte me voltou a sorrir, e o casal me ofereceu uma carona, que eu aceitei prontamente. De carro eu chegaria em 25 minutos, um tempo pequeno a meu ver. Naturalmente que eu podia aparatar, o problema era que não conhecia nada do lugar onde iria, então isso dificultaria muito as coisas.

[…] O percurso ocorreu de forma tranquila, mesmo que durante todo o tempo eu era obrigado a mentir sobre algo, e inventar uma desculpa para a minha falta de entendimento na maioria das coisas que os Trouxas falavam comigo. Por isso me senti aliviado quando finalmente parei na porta do hospital, e vi o casal indo embora com seu pequeno carro azul. — Vamos lá Tommen, agora você precisa fazer sua melhor cara de sofrido. — pronunciei baixinho, e adentrei no saguão de entrada. Uma rápida olhada pelo local demonstrava que ele não estava completamente cheio, mas não era difícil sacar que havia mais gente do que o Hospital costumava atender. Comecei a respirar de forma ofegante, e caminhei até o balcão de atendimento, falando com o recepcionista. — Eu não tô bem. — o sujeito me olhou com a cara mais imbecil do mundo, mas eu entendia que minha abordagem não era a das melhores. Resolvi explicar. — Eu estou com febre, me sinto tonto, e minha barriga dói… Acho que foi algo que comi. Não estou acostumado com frutos do mar. — o sujeito caiu na minha, questionando se eu tinha comido lagosta. Aquilo demonstrava que eu estava no lugar certo e que os Trouxas não estavam totalmente alheios ao que vinha ocorrendo, já que não era o primeiro paciente a ir ali. — Sim. Acho que tava estragada. A cor não era muito boa. — ele concordou meio incerto, e pediu para que eu deixasse meu nome. Geralmente existia aquele processo de preencher ficha, mas como eu estava sozinho, ele deixou para depois.

Olhei novamente pela sala de espera e vi que havia um agrupamento de pessoas sentadas em cadeiras próximas. Todas estavam ocupadas, com exceção de uma que estava no centro. Havia também várias cadeiras livres mais para o fundo da sala, mas decidi sentar justamente no meio do povo. Ninguém gostou muito daquilo e nem entenderam o porquê de eu ter escolhido aquele lugar, mas eu precisava me enturmar. — Ai, Ai, eu tô mal, eu tô mal. — quebrando o silêncio, me queixem em meio ao grupo, enquanto colocava a mão na barriga. Uma rápida olhadela demonstrou que todo mundo virou o rosto, evitando contato direto comigo, e fingindo que eu não existia. Não desisti. — Eu tô mal, meu deus, como estou mal. — meu drama forçado ainda não tinha feito ninguém ficar com pena. — Eu não deveria ter comido aquela lagosta. — agora notei algumas cabeças se virando, e tive a sorte de uma velha puxar assunto. Era isso que eu queria. Junto com ela, outras mulheres começaram a contar seus casos. Não eram todos ali que tinham tido contato com as lagostas, mas de umas 10 pessoas, pelo menos umas 7 estavam ali por isso, ou por seus parentes estarem com algum problema. Muitos deles contavam a mesma história. Tinham ido almoçar na Glencoe House, e tido contato com a Malagarra. Eu até tinha ficado compelido a perguntar se eles sabiam de onde vinham as criaturas e quem as pescava, mas era bom não colocar essa dúvida na cabeça da população. Pelo menos não por hora. Inclusive, foi naquele papo que descobri que a Glencoe House costumava ser o hospital da cidade. Apenas em 2009 que havia sido reformado para virar um hotel. Muitos ali reclamavam de agora precisarem ir até Fort William para se tratar, e ainda tinham pegado uma raiva considerável pelo local ter servido comida estragada.

[…] Minha expressão não era nenhum pouco feliz quando encontrei Gabriel no lugar marcado. Eu tinha conseguido aparatar tranquilamente de volta, não precisando pegar carona, mas em compensação eu esfregava o meu braço compulsivamente. Encontrei meu colega deitado na grama, o que fez com que eu pigarreasse, e ele abrisse os olhos, se pondo de pé e me questionado sobre as novidades. Bufei de forma emburrada, voltando a esfregar meu braço. Aquilo o motivou a questionar o que tinha acontecido. — Várias injeções enormes. — mostrei a área onde haviam diversas picadas de agulha, e expliquei para ele sobre minhas investigações no Belford Hospital, falando sobre minha conversa com as pessoas na sala de espera e também o momento em que tinha sido chamado para atendimento. Havia sido nessa hora que eu tinha levado as injeções e fugido do local antes que o tratamento continuasse. — De qualquer forma, dá pra concluir que já existe um número de pessoas ligando o caso das viroses com a lagosta, afinal, foi algo que chamou atenção e provavelmente a única quebra da rotina deles. — uma lagosta esverdeada chamava atenção. — E você? Descobriu algo? — questionei Gabriel, enquanto voltava a apalpar meu braço. Meu colega não pareceu muito disposto a falar o que tinha ocorrido durante suas investigações, o que demonstrava que talvez tivesse rolado algo meio estranho ou que ele não quisesse falar. Até tentei questioná-lo sobre aquela história de Guarda Sanitário, mas ele apenas se limitou a dizer que era uma longa história.

De qualquer forma, iríamos até a Glencoe House, investigar melhor todo aquele caso, e mais uma vez, sem nenhum aviso, ele agarrou meu braço e aparatou comigo. Só consegui protestar quando já estávamos de frente para a enorme casa. — Você precisa parar de fazer isso. — reclamei, mas meu colega de trabalho não deu muita bola, pois ele já estava rumando em direção a entrada do hotel. Apenas o segui e fui pego de surpresa quando um homem nos abordou. Eu ainda estava com a cabeça presa na aparatação, então dei graças aos Deuses por Gabriel tomar a palavra explicando que estávamos ali a trabalho. Não que aquilo tivesse funcionado muito bem, já que o sujeito simplesmente saiu correndo, pelo menos até que outro homem aparecesse, dizendo que era o gerente. Novamente Gabriel explicou o motivo da nossa visita, seguindo o lance de sermos inspetores de saúde. Aquilo nos deu acesso a cozinha, fazendo com que eu começasse a inspecionar as coisas, enquanto meu companheiro lidava com o tal Jerry. Me encaminhei diretamente para um balcão onde identifiquei as Malagarras. Todas elas já tinham partido dessa para uma melhor, e eu não havia gostado nenhum pouco disso. Não que eu fosse inocente. Eu sabia que os bichos estavam sendo mortos, mas era mais tenso vê-los daquele modo. Aquilo fez com que eu começasse a passar um sermão no gerente, não dando bola para a movimentação que havia por ali. O sujeito até tentou escapar, mas Gabriel o pressionou também, indicando que ele nos falasse seu fornecedor, se é que havia um. De fato não havia, já que Jerry contou que as havia pescado, indicando o lugar. Aquilo fez com que recolhêssemos tudo, e saíssemos dali, para decidirmos qual seriam as melhores providências a serem tomadas.


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Gabriel Elijah Sparrow
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sex 31 Mar 2017, 23:07

Iced Teavana.— Depois de ter pago meu pedido, segui para o aglomerado de pessoas à espera ao lado do balcão onde os pedidos eram entregues. Na época em que eu ainda estava vivendo com Nathan, ele me levou em uma dessas cafeterias Starbucks e eu me apaixonei pelo chá gelado que eles vendem. Desde então, eu decidi encontrar alguma forma de ganhar dinheiro trouxa para que eu pudesse sustentar o meu vício pelo chá gelado da Starbucks e foi assim que eu comecei a passear com os cachorros do pessoal do meu prédio. Foi uma sorte bastante grande encontrar uma proprietária bruxa em um prédio aonde a maioria dos residentes eram trouxas, mas eu conseguia pagar meu aluguel em galeões e ainda ganhar um dinheiro trouxa extra para comprar meus chás gelados. A moça do balcão chamou meu nome e eu saí do estabelecimento, bem feliz da vida, com meu copo de chá gelado Teavana. Royal English Breakfast Tea Latte. Era o que dizia o cardápio. Para mim, era só um chá muito bom. Não era muito relevante se as folhas negras vinham da Índia e do Sri Lanka, que era o caso do chá Teavana que eu bebia. Será que outros bruxos bebem chás trouxas? Provavelmente os mais jovens tinham mais contato com o mundo trouxa que a geração bruxa mais velha. Fui em direção à cabine telefônica mais próxima, digitei o famoso 62442 e comecei a descer em direção ao Ministério da Magia. Aquelas cabines telefônicas com toda a certeza do mundo eram o modo mais divertido de chegar ao Ministério. Eu me pergunto se nenhum trouxa não acabou ali por engano, mas quem é que fica tentando combinações de números no teclado de um telefone público?

— Hey, Tommen! Bom dia. — Disse, ao entrar no elevador ministerial e dar de cara com Tommen, coincidentemente, o estagiário do meu andar. Dei um gole no meu chá. — Tommen, você costuma frequentar estabelecimentos trouxas? — Eu não consegui resistir. — Por acaso você já foi numa tal de Starbucks? — Dei outro gole. — Esse chá é de lá e eu continuo me impressionando com a qualidade das bebidas que os trouxas têm. Credo. — Continuei bebendo o meu chá. Era engraçado a arquitetura dos copos de chá da Starbucks. Os copos para a viagem tinham canudos. Quem bebe chá com um canudo? Aparentemente, eu no elevador ministerial. Chegamos ao nível 4 e fomos logo pedindo licença para os outros bruxos do elevador para que pudéssemos passar. Welcome to the jungle. Eu gosto bastante daquele tapete da entrada do nível 4. Antes que eu pudesse despedir-me de Tommen e me dirigir à minha sala, algo surgiu diante de nós dois e nos fez parar. Era um patrono, uma ovelha. A voz de Katy nos chamava à sua sala. O patrono da Katy é uma ovelha... Que sensacional! Seguimos em direção à sala de Katy sem nem ao menos pestanejar e, quando entramos, encontramos Katy estudando um pergaminho. Ela foi logo explicando a nossa tarefa do dia e eu só pensava no quão rápido o gelo do meu chá havia derretido. — Ok. Malagarra, Glencoe, Escócia. — Coloquei a minha maleta embaixo do braço que segurava o copo de chá, com a mão livre peguei a minha varinha do bolso do paletó e agarrei o braço de Tommen, aparatando da sala de Katy no Ministério. Ignorei toda e qualquer tipo de forma de manifestação do estagiário contra a minha aparatação precoce e apenas em concentrei-me em não deixar meu chá derramar. Não é como se ainda tivesse muito conteúdo no copo de plástico, eu já quase bebera tudo. Em realidade, quando chegamos em Glencoe, dei meu último gole no chá. — Ah, preciso encontrar um lixo. — Aparatamos em um gramado aberto do outro lado da rua de um local que dizia Invercoe Caravan & Camping Park - Now open all year. — Uh, jackpot! — Andando para fora do gramado, eu ia guardando a varinha e pegando a minha maleta com a mão livre. — Então, Tommen, o que acha de esse ser o nosso local de encontro? A gente pode reunir informações até o horário do almoço e nos encontrarmos para almoçar. — Olhei em volta. — Se bem que eu não vejo nenhum restaurante à vista... — Pensei em como arranjaríamos comida por ali. — Ah, não se preocupe. Eu vou arranjar um lugar pra gente comer. Deve ter alguma alma boa hospedada em um desses trailers. — Virei-me para Tommen. — Bom, acho que não deve ser tão difícil encontrar uma mapa por aqui, na administração desse lugar deve ter algum. Enfim, não seja morto, sequestrado ou envenenado, ok? Boa sorte, Tommen! Te vejo no almoço!

[•••]

— Eu tenho certeza de que não cometerá erro algum ao se instalar aqui conosco na Invercoe Caravan & Camping Park, senhor Gabriel. — Melvin foi o primeiro trouxa que eu encontrei ali em Glencoe. Ele era o gerente do estabelecimento responsável pelos trailers que os hóspedes usavam para relaxar durante as férias e aproveitar o ambiente costeiro da pequena cidade que Glencoe era. — Eu poderia dar uma olhada pelos arredores dos trailers para ter certeza da minha escolha? Meu irmão virá ficar comigo e se eu escolher um lugar que não lhe agrade ele vai convencer a nossa mãe a colocar uva passas no arroz deste natal de novo. E você sabe, não é mesmo? Ninguém gosta de uva passas. — Encenei uma cara de nojo, mas, em realidade, eu jamais provara aquilo que os trouxas chamavam de uva passa. Eu tinha uma relação bem saudável com os meus vizinhos trouxas e isso me rendeu algumas curiosidades e informações básicas que eu poderia usar ao meu favor quando fosse entrar em contato com algum deles. Aparentemente, na época natalina, os trouxas gostavam de preparar comidas com frutas cristalizadas ou secas, o que era um gosto um tanto quanto estranho. Qual a graça de comer uma fruta modificada desse jeito? Eu me lembro de ter pensado aquilo quando soube desse costume estranho. No entanto, eram detalhes que faziam com que eu me misturasse mais facilmente em meio a eles. — Claro, claro. Eu abro a cerca pra você. Eu só não recomendo que converse com os hóspedes atuais, para não atrapalhá-los nas férias deles, sim? — Eu apenas concordei e o segui até a entrada do local aonde os trailers ficavam estacionados próximos a um deque. Ao entrar pelo portãozinho que me foi aberto, ouvi uma musica baixinha e percebi que estava vindo do bolso de Melvin. Por que ele carrega um rádio nas calças? Ele tomou o aparelho em mãos e começou a falar com ele. Merlin! O que é essa magia das trevas que tá acontecendo aqui?! Melvin falava com aquele artefato curiosíssimo como se conversasse com uma pessoa. Às vezes, eu questionava seriamente a inocência dos trouxas. — Pode ir explorando o deque, senhor Gabriel, eu tenho de resolver alguns assuntos. Sinta-se livre para voltar e escolher seu próprio trailer! — Ele virou-se e saiu apressado, ainda com o objeto colado ao rosto. Eu apenas comecei a andar em direção aos trailers tentando afastar a imagem assustadora daquele artefato das trevas de minha mente. Comecei a pensar sobre o porquê de Melvin não querer que eu fale com os outros hóspedes. Mas eu nem vou estar atrapalhando, só quero fazer algumas perguntas, que no final, são todas com o intuito de manter a segurança dos trouxas. Eu sou um herói, mesmo u-u.

Passei por um par de trailers fechados e sem muita manifestação de vida até que flagrei uma mulher saindo de seu trailer com um saco, provavelmente de lixo. — Olá, senhorita! — A mulher virou-se para mim e me encarou. — Olha, só, eu não quero comprar nada não, ok? Só quero curtir minhas férias. O proprietário sabe que você entrou nesse terreno? É propriedade privada, sabia? E mesmo com esse seu rosto bonito, ainda pode ser preso por invasão. — Ela era mais baixa que eu, mas parecia ser mais velha. Tinha os cabelos negros, um rosto redondo e uma expressão feroz. Eu fiquei um pouco assustado com aquele fuzilamento de perguntas vindo na minha direção, especialmente devido ao tom agressivo que a mulher usava, mas fui logo me defendendo. — Eu não estou vendendo nada, não. Eu só sou um possível hóspede do lugar e queria saber se o estabelecimento é realmente bom pra que eu me instale aqui. — A mulher mudou de expressão quase que instantaneamente. — Oh. Me desculpe pela grosseria, eu não tinha ideia. — Ela se aproximou de mim ajeitando os cabelos e me cumprimentou com um aperto de mão. — Eu me chamo Amélia. E sobre o lugar... Bom, é agradável e tem um clima de cidadezinha litorânea do interior, bem aconchegante. Eu cheguei aqui com a minha irmã e meu sobrinho. Ah, pobre Donnie! Achou que ia passar duas semanas inteiras correndo pra lá e pra cá na grama à beira mar. — Eu percebi o tom desapontado da mulher e não pude evitar perguntar: — O que aconteceu? — A mulher voltou-se para mim com um olhar melancólico. — O hotel mais caro da região é a Glencoe House e, como o fluxo de hóspedes estava muito baixo, eles decidiram abrir o restaurante ao público. Todos os dias eles tinham pratos diferentes e Liz achou interessante irmos no dia dos frutos do mar. Como eles disseram que a especialidade deles era camarão, todos se concentraram nos diversos tamanhos, cores e formatos de camarão que eles deram pra gente lá. — Eu estava concentrado na história da mulher, mas eu super não me importaria se ela fosse direto ao ponto. — Mas o Donnie ficou muito maravilhado pela lagosta. — Isso! Era isso que eu estava esperando. — Eu já achei aquela lagosta esquisita pela cor. Era cinza. As lagostas que a gente vê na tv são vermelhinhas e bem mais bonitas. — O meu conhecimento sobre aquilo que os trouxas chamavam de TV, curto para televisão, era bastante limitado, mas eu só assenti, como se entendesse 100% do que a mulher falava. — Enfim, no dia seguinte, ele acordou com febre e no final do dia a sua pele começou a ficar verde e toda empolada. — Eu não precisava de muito mais para ir em busca daquela tal de Glencoe House. — Puxa. — Pobre garotinho e pobres malagarras. — Desculpe, mas eu esqueci seu nome. — Eu encarei Amélia. — Eu nunca disse meu nome. Mas é Gabriel. — Eu tinha que falar com Tommen sobre a Glencoe House. — Amélia, aonde fica a Glencoe House? — A mulher me olhou desconfiada. — A menos de meio quilômetro naquela direção. — Ela apontou para o norte. — Muito obrigado e... — Antes que eu me despedisse de Amélia, ela me interrompeu. — Você não é um hóspede, né? Qual é o seu lance? — Não é necessário ressaltar o fato de que eu não estava disposto a contar a verdade para uma trouxa, mas agora eu estava em uma... como eles dizem...? Saia justa! — Então... É, você me pegou. Eu não sou um hóspede, desculpe pelas mentiras, Amélia. — Ela continuava me encarando e eu só pensava em um de meus vizinhos que trabalhava inspecionando estabelecimentos em busca de normas de higiene ignoradas. Eu já tinha pensado nessa desculpa, eu só não me lembrava o nome exato do que ele fazia. Tinha algo a ver com privadas. — Eu trabalho na guarda sanitária. — Amélia arregalou um pouco os olhos. — Você quis dizer vigilância sanitária, né? — Pisquei. — Não, não quis. — Sim, sim eu quis. Mas eu esqueci a palavra "vigilância". Mas tudo bem. — Eu sou da guarda sanitária nacional, Amélia, e fui selecionado para um time de busca responsável por uma grave intoxicação alimentar causada por lagostas cinzas. — Amélia pareceu acreditar. — Mas, então, Donnie está sofrendo de uma intoxicação séria? Meu Deus! Eu preciso avisar Liz. E depois ligar para as autoridades! — Ela estava começando a se desesperar. — Mas eu já sou uma autoridade! — Amélia parecia não levar esse fato em muita consideração. — Mas temos que avisar a polícia! Gabriel ou qualquer que seja o seu nome verdadeiro, eu quero ver todo mundo daquele hotel no xi-lin-dró! Tá me ouvindo?! — Ela estava realmente saindo do controle. — Ai, Amélia... Eu realmente não queria ter de fazer isso... — Murmurei comigo mesmo enquanto Amélia se exaltava sozinha. Tirei minha varinha do paletó. — Obliviate. — Amélia parou de falar instantaneamente e começou a piscar bastante. Eu aproveitei o efeito calmo do feitiço para esconder minha varinha. Suspirei. Amélia me encarou, recobrando a consciência. — Quem é você? — Perguntou-me. — Olha, só, eu não quero comprar nada não, viu? E nem pense em me seduzir com esse seu rostinho bonito! Não é só porque é um vendedor atraente que não pode ser preso por invasão de propriedade! — Eu sorri. — Desculpe-me. Eu não vou mais importunar a senhorita com os meus produtos. — Comecei a caminhar, afastando-me dos trailer e de Amélia.

[•••]

Cheguei no grande descampado aonde eu e Tommen havíamos nos separado e me sentei bem no meio. Eu não sabia ao certo que horas eram, mas eu tinha certeza de que não faltava muito para a hora do almoço. Seria mais fácil se eu tivesse um meio de me comunicar com Tommen. Eram nesses momentos que eu desejava ser capaz de realizar o feitiço do patrono. Será que chegamos à parte do dia em que a depressão bate e começa a tocar I don't wanna miss a thing como soundtrack oficial dos meus momentos de tristeza? É. É bem agora mesmo. Era normal que a maioria dos bruxos não fossem capazes de realizar um patrono corpóreo por falta de treinamento, talvez até mesmo o próprio Tommen ainda não atingira uma maturidade mágica para realizá-lo, mas eu nem ao menos tinha a capacidade de me defender de um dementador. Ou talvez eu simplesmente não quisesse fazê-lo. Era um pouco óbvia a razão para tudo aquilo não ser possível. Eu não tenho nenhuma memória feliz. Em realidade, eu não tenho memória alguma. A minha vida vem voltando aos poucos desde que eu voltei a realizar magia, mas não quer dizer que eu esteja feliz por isso. Às vezes, eu acho que seria melhor se eu nunca me lembrasse de nada e simplesmente começasse a minha vida do zero. E, de novo, aquilo aconteceu. Era uma sensação estranha a de recordar partes do seu passado que você não tinha a real intenção de recordar. Era como se meu eu do presente entrasse em sincronia com o meu eu do passado e eu fosse vendo, dentro da minha mente, flashes de situações que já aconteceram comigo. Dessa vez, eu vi uma sala. Eu não tinha ideia de como sabia que era uma sala, já que não haviam móveis alguns ali, mas sabia que futuramente seria uma sala. A sala de uma casa nova. Uma música baixa começou a tocar. O lugar estava vazio, mas, de supetão, alguém entrou pela porta. Eu só via as costas da pessoa. Era uma mulher. Era mais baixa que eu, mas não muito. Tinha os cabelos louros que escorriam pelas costas como uma cachoeira dourada. Ela começou a dançar pelo espaço vazio da sala e, quando se virou para mim, sorriu e me puxou pela mão. Vi seu rosto e tudo desapareceu. Dei um pulo e abri meus olhos. Estava deitado na grama e com o pulo sentei-me. Tommen estava de pé ao meu lado. — Ah... Desculpa. — Fui me levantando. —  E aí? Novidades? — Eu esperava bastante novidades sobre o caso para interromper os sons melancólicos que o Aerosmith tocava como background musical da minha vida.

Tommen havia ido a um hospital. Muito perspicaz esse menino, tem futuro. Ele disse que já havia pessoas vinculando os casos de enfermidades às lagostas que comeram no Glencoe House. — Então, você já sabe o que devemos fazer a seguir, certo? — Perguntei a Tommen, mesmo que pudesse ter simplesmente falado o que eu tinha em mente. — Vamos pagar de guarda sanitária na cozinha do hotel! — Diferentemente de mim, que tive de ser lembrado que o correto era "inspetor sanitário" e não guarda, Tommen percebeu que o que eu tinha falado não tinha muito sentido e eu não quis confundir mais as coisas. — Esquece... É uma longa história... — Peguei o braço de Tommen, novamente sem aviso prévio, e aparatei. Em frente ao hotel Glencoe House, suspirei. — Vamos, então. — Fomos bem pimpões em direção à entrada principal do hotel. Ao entrarmos, um homem rechonchudo nos recebeu, dando-nos boas vindas e oferecendo pacotes de quartos. — Olá! Bom, nós estamos aqui a trabalho, assim que, pegaria mal se aproveitássemos as ofertas de quartos. —  A expressão do homem mudou quase que instantaneamente e ele desapareceu sem dizer uma palavra sequer. — Nossa... Até parece que não gostam de pessoas trabalhadoras. — Fui entrando e dando uma boa olhada no local. A porta dava entrada a duas grandes salas separadas pela escada, sendo a primeira coisa que vimos ao entrarmos. Fui em direção à escada, subi alguns degraus e dei uma olhada para cima. Eram três andares se a minha percepção não me falhava. Enquanto eu seguia Tommen, que rumava em direção a uma das salas, uma voz chamou nossa atenção e varamo-nos. — Olá! Sou Jerry, o gerente, e fui informado de que vocês não são hóspedes. Então, senhores, em que lhes posso ser útil? — Jerry era mais baixo que Tommen, consequentemente mais baixo que eu, e usava aquelas saias típicas de escoceses, o que não favorecia em nada o seu biotipo bastante magro. — Somos inspetores de saúde e gostaríamos de checar a cozinha do hotel. Recebemos algumas queixas de hóspedes passados e fomos requisitados a inspecionar as condições do estabelecimento. — Que escolha de palavras, hein, amigos! Jerry apenas deus algumas piscadelas, processando o que eu acabara de dizer e depois virou-se e pediu para que o seguíssemos. Quando começamos a andar, virei-me para Tommen e fiz um joinha muito animado.

Tivemos acesso à cozinha por uma porta bem escondida na sala de onde Jerry apareceu. Era um lugar um pouco confuso, com muitas panelas, armários e balcões, mas não demorou muito até que eu avistasse uma bacia com algumas lagostas. Jackpot! — Bem, aqui está. Como você pode ver é um lugar bem limpo, arejado e todos os utensílios estão em perfeita condição. — Disse Jerry. Eu levantei a mão, interrompendo-o e, enquanto comecei a falar, levei à mão às costas e indiquei a Tommen a bacia de Malagarras. — Jerry, o gerente, você não gostaria que eu começasse a falar com os hóspedes perguntando se as instalações estão boas, que eu checasse os gastos do mês ou que regulamentasse o trabalho de cada funcionário da Glencoe House. Então, por favor, Jerry, o gerente, não faça o nosso trabalho por nós. Quem determinará se o loca está apto para garantir o bem-estar dos consumidores somos nós. —De supetão, algo pulou em minhas pernas. — Hey! — Era um cachorro. Eu, imediatamente, larguei minha maleta e sentei-me no chão da cozinha, fazendo carinho no cachorro, que se agitava diante de mim. O novo visitante veio seguido pelo homem rechonchudo da entrada, que se explicava ofegante a Jerry. — O que Nicholas está fazendo na cozinha?! Esses homens são inspetores, Ronald! Eles vão nos fechar! —  Disse Jerry, não sendo nem um pouco discreto. — Oi, Nicholas, muito prazer. — Disse eu, apresentando-me para o cachorro. — O que você está fazendo aí, senhor?! — Jerry, o gerente, já estava estressado pelo descuido de Ronald e, ao notar Tommen vasculhando o balcão aonde as lagostas estavam, esqueceu-se de ser educado. Sentado no chão, eu não conseguia ver a expressão facial de Tommen, mas mesmo que ele possa ter se sentido um pouco intimidado com Jerry, o gerente raivoso, não demorou muito para que começasse a falar sobre o fato de as lagostas acinzentadas serem altamente tóxicas para o consumo humano, o quão perigoso era o hotel as estar usando como alimento e o quão absurdo era o gerente de um estabelecimento naquela região escocesa não saber que lagostas acinzentadas eram uma espécie cujo consumo era proibido pelas normas sanitárias nacionais. Uau, hein... Eu não poderia ter feito melhor. Viva aos estagiários! Jerry, o gerente, parecia estar procurando por palavras fujonas em sua mente para responder Tommen. Ele começou a gaguejar e eu aproveitei a deixa para me levantar. — Já sabe o que deve fazer, então, não é mesmo, Jerry, o gerente? — Perguntei, mas ele pareceu não ter entendido muito bem o que eu queria dizer. — Você vai nos dizer quem é o seu fornecedor, nós vamos levar as lagostas remanescente e nenhuma multa será dada, afinal, mal entendidos acontecem, não é mesmo, inspetor Tommen? — Jerry assentiu nervosa e apressadamente ao ouvir a oferta de acordo e foi logo nos contando como conseguiu as lagostas. Ele mesmo as havia pescado em um fim de semana que passara com o irmão em uma casa próxima ao mar que tinham não muito longe dali. Fora a primeira vez em que viram lagostas tão peculiares e acharam que seria uma atração chamativa ao hotel nessa época parada do ano. Pegamos a bacia lagostas e despedimo-nos de Jerry, o gerente; Ronald, o recepcionista; e Nicholas, o cão. Saímos dali.



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Savonya Seawor. Kaminskov
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Dom 28 Maio 2017, 17:11


Are you ready?
Are you really ready for this?

Savonya estava encostada na parede com um cigarro pendendo em sua boca. Lembrava de cada palavra que Nyx escrevera na carta: treinar disfarces com o novato. Revirou os olhos ao lembrar-se disso e deu uma longa tragada no cigarro. Era tão estranho receber ordens assim, sem um líder presente. Jamais questionaria uma ordem vinda de Nyx, mas era desconfortável ter que obedecer a uma carta. Além disso, era extremamente irritante ter de cuidar dos novatos. Não gostara de ser tratada como uma inútil quando chegara e sabia que o novato não iria gostar disso também. Ser babá era uma missão detestável.  

Seus pensamentos foram interrompidos quando o novato apareceu na sala de treinamentos. – Boa noite, novato. – disse, olhando-o de cima a baixo com um olhar crítico sobre um pequeno amassado na barra de sua camisa. O rosto do garoto era irritantemente bonito, deixando-o deslocado com o ambiente dos Mercenários. Ele parece um garoto mimado. Pensou, torcendo o nariz. Esperava profundamente que ele não fosse arrogante, afinal matar alguém em treinamento não parecia algo agradável e Nyx com certeza não aprovaria essa atitude. - Espero que você não me irrite e decepcione. - Comentou. Aproximou-se com passos lentos e segurou firme o braço dele. – Não treinaremos aqui, venha. – e assim aparatou de lá.

Seus pés pousaram nas rochas que beiravam o enorme lago ao redor das ruínas onde treinariam. Assim que garantiu que o novato não cairia na água, soltou seu braço e seguiu em direção do Castelo rodeado por uma neblina irritante. Enquanto caminhava, empunhou sua varinha e, num gesto rápido, girou seu corpo em direção do novato e proferiu: - Regimen Radix! mas não esperou ver o resultado. De lá aparatou para dentro do castelo e observou da janela o novato se desvencilhando das raízes. Perfeito. Agora posso esperar.

- Repello Inimigotum ­– proferiu, protegendo toda área do castelo, obviamente incluindo onde Yves se encontrava. Afastou-se da janela e encostou-se na parede, apertando a varinha em sua mão esquerda e aguardando o novato encontrá-la. Ouviu o primeiro baque dos pés dele em algum lugar no andar abaixo de onde se encontrava e deixou um sorriso escapar. Tolo, ele vai ter que aprender a aparatar sem fazer barulho. Girou a varinha entre os dedos e desaparatou para o andar debaixo, fazendo quase nenhum barulho ao pousar os pés no chão. – Ora, ora, onde você está? – falou alto, ouvindo sua voz ecoar pelos corredores do castelo abandonado.

Fechou os olhos e tentou escutar passos ou alguma respiração, mas não conseguiu perceber nada. Sabia que ele estava ali, só precisava descobrir onde. Mordiscou o lábio inferior e passou a mão nos cabelos ruivos antes de apontar a varinha para o canto esquerdo e falar: - Incarcerous! -  e observou as cordas caírem no vazio. Droga, como foi que eu errei? Pensou, mas logo ouviu o som de respiração vindo logo de trás de si. Girou o corpo e proferiu: - Expelliarmus! – e observou a varinha de Yves cair no chão. – Lição número um: não faça barulho enquanto respira, você não é um troll para respirar tão alto. -

Passaram-se algumas horas e estava quase na hora de amanhecer. Savonya já havia testado muitas das habilidades do novato – e suas também – e era chegado o momento de reunir-se com ele para saírem de lá. – Yves, venha, precisamos conversar. – aguardou-o com certa impaciência até ele surgir no canto do cômodo em que estava. – Ah, você já estava aqui. – comentou com um tom de desinteresse. – Você aprende rápido, e isso é bom. Mas é fácil pegar você e, adivinha? Isso não é bom. – girou a varinha entre os dedos e colocou no cós traseiro de sua saia. Ouviu a resposta dele e semicerrou os olhos por um instante. Não gostara da resposta dele, mas não o suficiente para castigá-lo por isso. – Mas para um novato, até que você se saiu bem. Espero treinar sua habilidade em duelos da próxima vez. – e, com isso, segurou o braço dele e desaparataram de volta para a sede. Sem se despedir, apenas seguiu para fora da casa.


Savonya Kaminskov
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Yves Chermont Burnier
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Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Dom 28 Maio 2017, 19:47


Yves havia chegado no fundo do poço, mas, infelizmente, motivos de cunho pessoal o levou a ingressar no grupo dos mercenários. Fazia muito tempo desde que tinha pisado em terras bretãs e agora estava de volta para cumprir a sua dívida com o antigo chefe dos mercenários que mesmo afastado, manteve o rapaz na organização para poder continuar com os serviços da mesma. De longe o moreno era uma pessoa sanguinária ou com algum distúrbio mental que envolvia algum tipo de psicopatia, nem mesmo sentia prazer em matar ninguém... Pra falar a verdade, Yves nunca levantou a varinha para machucar outra pessoa gravemente a ponto de matá-la, mas sabia que tudo agora seria diferente e que se ele bobeasse, sua vida poderia ser ceifada naquele seu novo trabalho. Aquele dia ele já tinha algo programado, iria encontrar com outro mercenário para iniciar seus treinamento, não negava que estava um pouco receoso, aquilo era novo e distante da sua antiga realidade, mas mesmo assim seguiu seu caminho até a sala de treinamento e surpreendeu-se ao ver uma mulher bem vestida no canto do recinto enquanto tragava seu cigarro de forma silenciosa. O jovem não pode deixar de notar as suas vestimentas, pois desde sempre fora aficionado pelo universo da moda. Permaneceu então em silêncio e esperou a iniciativa ser tomada pela ruiva que prontamente o cumprimentou de forma seca e sem muita expressão. - Boa noite. Yves. - Quis deixar claro que o nome dele não era novato, mas sim Yves e queria que ela o chamasse pelo próprio nome. O jovem mercenário sabia que teria de manter o respeito perante a mulher, mesmo que ela não aparentasse ser tão mais velha quanto ele, porém ela seria sua tutora e lhe ensinaria os primeiros métodos de treinamento, sendo assim, procurou ser pacífico como sempre fora e voltou a ficar em silêncio.

O moreno sentia o peso nas palavras da mulher e assentiu positivamente com a cabeça ao que ela disse, engolindo em seco posteriormente. Logo a ruiva ainda não identificada segurou o seu braço, fazendo com que Yves sentisse um arrepio na sua espinha seguido por uma fisgada na região umbilical; eles estavam aparatando. Em questão de poucos segundos Yves sentiu seus pés pisar numa região rochosa ao mesmo tempo que sentia um pouco de frio. Percebeu a neblina ao redor daquela região ao olhar para os lados e tentar identificar o local onde estava, mas não fazia a mínima ideia de onde a mulher tinha o levado. Mesmo assim preferiu manter silêncio, não queria passar a impressão de insegurança - mesmo que estivesse sentindo aquela sensação -. A ruiva logo soltou o braço do moreno e começou a caminhar em direção a um castelo, mas Yves permaneceu parado e percebeu a mesma sacar a varinha, apontando para ele e em seguida a ruiva sumiu. O jovem então notou que do chão brotava grossas raízes e logo percebeu que se treinamento havia começado. Droga! Bradou em pensamento ao sentir as raízes começarem a enroscar nos seus pés e se ele demorasse muito seu corpo provavelmente seria esmagado por elas. Então, antes que suas mãos fossem amordaçadas pelas raízes, Yves sacou a varinha do seu bolso e pontou para a mesma. Ignotus glaciare. Fazendo com que uma chama de coloração azul surgisse próximo a raiz e congelasse a mesma, possibilitando a sua liberdade. Respirou fundo, vendo que a ruiva estava disposta até mesmo a matá-lo, então tentou ser ficar mais atento para que sua vida não se fosse ali mesmo naquele treinamento. Yves então olhou para dentro do castelo e logo aparatou, deixando para trás a parte externa daquele local.

Após desaparatar e perceber que já estava dentro do castelo, Yves olhou para os lados na tentativa de encontrar a mulher, mas nada conseguiu. O moreno então resolveu se esconder num dos recintos daquele mausoléu na tentativa de surpreender a mulher de alguma forma, já que não pretendia apenas ficar na defensiva. Achando aquele plano maravilhoso, seguiu para um quarto escuro e úmido, camuflando-se na escuridão daquele local. Seu coração estava acelerado, pois sabia que aquilo não era brincadeira e nem de longe assemelhava-se ao esconde-esconde que brincava com seus amigos quando crianças. Sentia que a mulher poderia lhe matar a qualquer momento, por isso resolver ficar atento. A medida que seus batimentos cardíacos aceleravam, sua respiração ficava ofegante e mais forte, talvez para que seu corpo suprisse o oxigênio que necessitava devido a irrigação apressada do seu sangue por todo o corpo. Então, depois de alguns minutos ali parado e sem nem sequer escutar mais a voz da ruiva, o moreno surpreendeu-se ao notar a aproximação da mulher no local que ele estava, mas permaneceu quieto. Ela era silenciosa e muito calculista, parecia não ter medo de nada. A ruiva então lançou um feitiço na direção oposta do moreno, fazendo com que o mesmo soltasse uma lufada de ar das narinas um pouco mais forte. Aquelo foi o suficiente para que ela identificasse a sua localização e lhe desarmasse. Tudo fora muito rápido. Um feitiço fora lançado e Yves em questão de segundos teve sua varinha tirada de suas mãos, caindo perto da mercenária. - Merda... - Sentiu que ali seria sua morte, mas, por sorte, a ruiva o repreendeu sobre a primeira lição, aconselhando o moreno a controlar sua respiração. - Ok... pardon. - Desculpou-se em sua língua nativa e foi em direção à sua varinha, pegando a mesma em seguida.

[...]


Após o primeiro ensinamento Yves tentou ficar mais calmo na tentativa de controlar sua ansiedade e nervosismo, para que então sua respiração se mantivesse tranquila. O moreno começou a pegar o jeito da coisa e com o passar das horas a ruiva sentia mais dificuldade em achá-lo no meio daquele castelo. Yves ficava cada vez mais silencioso, já que a mercenário ensinou-lhe um método para que ele aparatasse sem produzir barulho, além disso, o moreno aprendeu a movimentar-se em silêncio, como um gatuno. Yves prestava atenção em todas as dicas dada pela ruiva e anotava qualquer coisa em sua mente, pois sabia que tudo aquilo serviria para o futuro, fora que a mulher provavelmente sabia o que estava dizendo por simplesmente ter mais experiência que ele. Ao final do treinamento o moreno foi elogiado por ela, mesmo que as palavras da ruiva fossem soltas num tom de desinteresse. Era visível que ela não estava gostando de estar ali, mas o moreno sabia que esse seria seu trabalho por enquanto e mesmo ela sendo fria, Yves conseguiu sentir empatia com a ruiva, mesmo que aquilo não fosse recíproco. Manteve a seriedade o tempo todo e acenou com a cabeça em forma de respeito e agradecimento. Sendo assim, após tudo ter sido passado, a mercenária mais uma vez segurou do braço de Yves e aparatou junto com ele, onde ambos deixaram o castelo para trás.  



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YVES CHERMONT BURNIER
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Franklin Hwang Wichbest
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sab 25 Nov 2017, 21:10

Era mais uma daquelas manhãs agitadas, na qual Franklin já estava extremamente acostumado. O tempo que teve no Ministério da Magia entregava a paciência que já tinha em enfrentar casos mais extremos, envolvendo acidentes e afins. Ele não estava surpreso com o caso que acabara de receber, na verdade já esperava por algo do gênero. Em todos os cantos, o ministério comportava-se como pessoas apressadas e deveras desesperadas. Franklin mal tinha voltado do último caso com vassouras voadores e agora, já partira para outra situação. Sua secretária havia alegado que, um novo caso envolvendo carros voadores estava em aberto e precisava ser averiguado com antemão. Não perderia tempo, quanto mais rápido resolvesse o caso, mais tempo livre para organizar as outras coisas pendentes ele teria. O coreano então resolveu levar consigo a prancheta usada em casos como estes, na qual iria exigir um pouco de anotações aqui e ali. Aparatou consequentemente, para a região da Escócia, local onde o acidente havia ocorrido anteriormente. — Tinha me esquecido de como aqui faz frio. — Reclamou, mordendo os lábios que ficariam roxos caso permanecesse por muito tempo ali. Franklin ajeitou o sobretudo negro com as mãos e retirou do bolso sob feitiço de extensão um cachecol, contornando o pescoço com o tecido quente. Depois retirou do mesmo local a prancheta, um lápis e resolveu analisar melhor a região. Alguns servidores encontravam-se na cena do ocorrido, felizmente os demais envolvidos já estavam no Saint Mungus; estavam sobre os cuidados dos melhores funcionários do hospital de medibruxaria. Ficava mais aliviado, principalmente por saber que havia uma gestante quando aconteceu o acidente.

Tudo aparentava ter acontecido conforme a descrição: dois carros estavam sobrevoando os montes de Arthur's Seat e um dos carros havia tido problemas durante o ato de sobrevoar o local. Um deles se chocou com o outro após cruzar uma espessa nevoa que cobria as montanhas naquela noite, causando o acidente na qual estava encarregado. Felizmente ninguém se feriu, o problema fora a gestante de cinco meses a bordo de um dos veículos. O mais estranho era que  que Angus Litchwood - amigo íntimo de William Howard - alegava, dizendo que o carro parecia desgovernado e as luzes do mesmo piscavam em excesso; além de ranger e tremer durante a utilização do mesmo. O dono, ainda avisou que o carro não estava se comportando de maneira adequada, mesmo assim dissidiram dividir o espaço. Nisso, a culpa caíra totalmente no responsável. — Certo. Parece que está tudo conforme dito por aqui. — Referia-se a descrição. Nisso, William começou a andar ao redor do veículo, estudando melhor o mesmo. Teve o auxílio de alguns outros servidores, mas estava tudo por sua conta na realidade. — Preciso interrogar as pessoas presentes no momento do acontecimento. — Informou aos demais, ajeitando o sobretudo negro que não parava de balançar com a ventania fria. Consequentemente, Franklin deduziu que seria melhor se ele desse uma passada no Saint Mungus, onde a senhora e o senhor senhora Howard juntamente à Angus Litchwood deveriam estar agora. Apartou o mais rápido que pode, não podia perder tempo, ele era precioso.

Bastou segundos até que o ministerial estivesse no térreo do hospital Mungus. Alguns funcionários já o conheciam por algumas entrevistas feitas em casos anteriores. Lhe conheciam até mesmo por outros motivos, como trazer Kayla até o local por conta de um mal estar. Perguntava-se se a menina estaria bem... De qualquer forma, buscou espantar terceiros pensamentos descantáveis, tomando rumo diretamente até a recepção. As mulheres que eram responsáveis pelo atendimento já haviam sido informadas mais cedo sobre o ministerial, o que facilitou sua entrada. — Franklin Wichbest, Departamento de Transportes Mágicos. — Mostrou a identificação do Ministério, o que lhe fez lembrar que, a foto usada no crachá era horrível! Teve vontade de queima-la no mesmo instante mas, faria isso com calma depois. — Preciso interrogar Nealy Howard, ela veio para cá, uma gestante de cinco meses... — Colocou os braços atrás das costas, segurando o antebraço com um dos palmares. Nisso, observou a enfermeira conferir na planilha a entrada de Nealy para depois levar o coreano em direção a sua sala. Ela dizia durante o trajeto que estava consciente, mas talvez não fosse uma boa ideia fazer perguntas demais. Entendia isso, afinal ninguém gosta de ter a paciência testada em momentos delicados como estes. Agradeceu assim que chegou ao quarto da mulher, dando duas batidas suaves na porta. Sorriu para ela, o melhor sorriso que poderia dar, não queria que Nealy ficasse com medo de sua expressão naturalmente fechada. — Se sente melhor? Oh, sim. Sou Franklin, do Ministério da Magia. Quero fazer apenas algumas mínimas perguntas. Você pode responde-las? — Perguntou dando dois passos a mais para dentro do cômodo, observando-a assentir com uma expressão amigável.

Franklin sentou-se sobre a poltrona no canto do quarto e logo em seguida relaxou o corpo, entrelaçando os dedos em um sinal de concentração. Depois disso, retornou as palavras. — Então, podemos começar? — Ele perguntou. Nealy se mexeu na cama e resmungou algo. Franklin franziu o cenho ao notar que ela precisava ajeitar a postura. Retirou do bolso da varinha e com um movimento rápido fez com que cama ficasse mais ereta, assim ela poderia sentar-se um pouco, ainda se mantendo medianamente deitada. — Bom. De acordo com a descrição feita pela fiscalização ministerial, Angus não lhes informou sobre problemas com o automóvel? — Perguntou arqueando uma das sobrancelhas, voltando a sentar-se na poltrona - deveras bastante dura. Se perguntava como os amigos ou parentes conseguiam ficar ali, a espera. -. Franklin viu a mulher respirar fundo e começar a falar. — William não nos avisou sobre as falhas do carro. Angus, não suspeitou de nada, são amigos de longa data. Na verdade, acho que ninguém suspeitaria... — Desabafou. Fazia sentido, também ficaria surpreso caso algo acontecesse, já que seu marido teve certeza quando dissera que o carro estava em dia, se comportando de maneira improduente. Franklin mordeu os lábios e pensou por alguns minutos, assentindo. — Então... O carro estava desgovernado, correto? As luzes piscavam frequentemente durante o ato de sobrevoar? — Nealy assentiu, meio assustada por lembrar-se dos momentos que viveu. Não precisaria fazer mais perguntas, as consequências viriam diretamente para o dono do veículo mágico. Prontamente ele se levantou, agradecendo pelas palavras, desculpando-se - caso tivesse ocupado muito de seu tempo -. — Entraremos em contato quando o tribunal averiguar a situação. Infelizmente, William terá que arcar com as consequências da irresponsabilidade. — Garantiu, andando em direção a porta. Franklin não tardou em voltar ao ministério, onde teria que dar um jeitinho no responsável. Assim, deixou o local


franklin william hwang fallen wichbest
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Faye Gebühr Miller
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 12 Abr 2018, 20:46

Come Back Is Always Painful
Quem sabe o mais chato da licantropia não fosse se transformar em um lobo sedento por carne humana todo santo mês, mas sim achar um lugar decente pra fazer isso todo o santo mês. Faye tinha aprendido a fazer umas boas chaves de portais e agora as utilizava para ir até um local apropriado, as terras altas da Escócia tinham uma boa área florestal, isso deixava a moça mais tranquila com a baixa probabilidade de encontrar uma pessoa. Como sempre a cada lua cheia ela colocava em volta do seu pescoço a coleira ao qual carregava a sua varinha, ela mesmo tinha feito para aquele tipo de situação, nada que algumas conjurações não resolvessem. Era assim então que Faye ia para a Escócia somente para se transformar. E você acha que o lobo liga pra tudo isso? Claro que não. Ele apenas se mostra quando a noite cai e a lua cheia se ergue nos céus depois de um processo bem dolorido. Faye gostava de imaginar que o lobo também sentia dor pra pegar o corpo dela, era lógico pensar que era assim. O lobo não estava ligando para os cuidados que Faye tinha, e até mesmo já se acostumava a andar de coleira por ai, o que realmente fazia diferença na sua vida era se iria conseguir captar qualquer coisa de um humano, sentir o seu cheiro, ouvir alguns de seus passos, qualquer coisa, porém naquele lugar onde havia muita floresta, o lobo apenas captava outros animais que não lhe interessavam, o que o deixava mais sedento e mais agressivo também.

Sua corrida era veloz pelas árvores da floresta onde se encontrava, seu corpo quadrúpede o proporcionava essa melhor velocidade, em momento alguns os seus sentidos deixavam de ser apurados, o que fazia o lobo um grande caçador da noite. Sorte dos outros animais que um lobisomem sempre está buscando uma carne especifica. A noite se passou de forma rápida, para a criatura que só possui umas algumas horas em trinta dias o seu tempo de liberdade era realmente muito pouco, naquela lua cheia ele não encontrou alimento que o pudesse saciar. Os raios solares vinham sem dó a medida que a noite ia desaparecendo no horizonte, tais raios queimavam mais para um lobisomem do que para qualquer outra pessoa, pois começavam a fazer o corpo ficar todo febril, além de que as mudanças corporais começavam sem piedade. Seus ossos das patas se alongavam para ficarem novamente com os aspecto de braços e pernas humanas, assim como também os músculos faziam o mesmo, ao mesmo tempo que isso ocorria o seu crânio se achatava, tendo o rosto humano tomando mais forma. Seus pelos negros iam se retraindo a medida que os seus cabelos loiros voltavam a crescer na altura de sua cabeça. Seus dentes deixavam de ser caninos poderosos, se transformando novamente em dentes onívoros de humanos, seus olhos também deixavam o tom amarelo vivo (o olhar do lobisomem) para os verdes clássicos de sua versão humana. Estava ali Faye de novo em sua forma humana, mas a dor que sentia na transformação era sempre forte demais para que ela simplesmente levantasse e saísse andando de volta para casa, sempre que se transformava em humana de novo o máximo que lhe acontecia era ter uns trinta segundos de lucidez para então se entregar ao cansaço da dor e desmaiar.

Minutos, horas, Faye não sabia quanto tempo se passava depois que ela desmaiava, só sabia que tinha que voltar para a casa. Após levantar-se e sentar-se na floresta (já estava acostumada a lidar com acordar no meio da natureza mesmo) a primeira coisa que fazia era tatear o seu pescoço e encontrar ali o suporte da sua varinha, pegava esta e conjurava algumas roupas, em seguida num galho fazia uma chave de portal que a levasse para a sua casa. Ao tocar então no galho, Faye retirava-se do local.      


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Alicia Clarke Fraser
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sab 28 Abr 2018, 14:15



Nobody said it was easy


Alicia pela primeira vez em todos os seus 11 anos não estava correndo pelas ruas de Inverness, dessa vez a garota caminhava tristonha por todos lugares que tornaram a cidade o seu lar. A cafeteria, livraria, brechó e até mesmo a lojinha de souvenirs que lotava de turistas sedentos por uma lembrancinha histórica, preferencialmente de um clã que participou da Batalha de Culloden. Rolou os olhos em ver as pessoas saindo felizes com um globo de neve que dentro tinha uma das sepulturas de um clã. Estudou na escola trouxa todas as batalhas da Escócia, em especial com os ingleses e não conseguia imaginar essa rivalidade entre as duas nacionalidades, como os vovôs eram rivais no passado? Sabia que a mãe e o pai foram contra suas famílias para viverem a história de amor, mas saber que muitos sangues foram derramados era algo inimaginável para si.
Alicia voltou para o mundo real quando escutou na loja uma música de fundo, uma canção tradicional escocesa que sempre ouvia de sua mãe antes de dormir, e começou a chorar. Chorar por saudade, por medo de sua nova casa, de não ser uma boa bruxa como seus pais, de não ver diariamente Inverness, seus coleguinhas de escola e de Ian, seu melhor amigo. Quando parou de chorar, viu que já estava atrasada e correu para Loch Ness para encontrar a última pessoa que iria se despedir.

(...)

Ofegante por tanto correr, Alicia respirou fundo e quando seu coração desacelerou, conseguiu começar a procura pelo amigo. Longe dos turistas, viu uma pequena cabeleira loira que esteve com ela desde bebê. Se jogou em cima do amigo, que caiu junto com ela. – Parecia que você não ia vir hoje, Alicia! – O amigo a advertiu. – Por quê, Ian? – A garota sentou e perguntou ao amigo, enquanto tirava a grama que ficou grudada em seu cabelo ruivo, idêntico de seu pai. – Está atrasada. Como sempre! – Alicia parou de mexer em seu cabelo e olhou para o amigo, indignada. – Eu nunca me atraso! Você que sempre chega adiantado. – Ian riu da desculpa que a amiga tentou fazer. – Você chegava atrasada até mesmo na escola. Todos os dias. – Ficaram quietos, pois sabiam que a partir daquele momento seria diferente, Alicia ia se mudar e ficar longe do amigo que topava participar de tantas aventuras que ela inventava. Principalmente aquelas que envolviam o Lago Ness, Alicia se lembrou todas as vezes que achava que tinha visto o monstro, agora ela iria conhecer várias criaturas que poderiam ser consideradas monstros, mas qual seria a graça de conhecer todas as criaturas sem poder ter as aventuras junto com o amigo? Alicia não queria ir para Hogwarts. Ela queria ser bruxa, mas não queria ficar longe de Ian. Depois de tantos minutos em silêncio, a garota ouviu o amigo falando baixinho. – Por que você tem que estudar na Inglaterra, Alicia? – Ela ficou alguns segundos quieta, se controlando para não contar a verdade ao seu amigo. Ela sabia que trouxas não poderiam saber sobre o mundo bruxo, foi a primeira regra que aprendeu quando descobriu ser bruxa. – Mamãe acredita que eu preciso me conectar com as terras inglesas. Vou morar com vovó e estudar em uma escola muito boa lá na Inglaterra. Mas eu vou voltar nas férias e um dia eu voltarei a morar aqui, você não vai se livrar de mim. – Alicia abraçou o amigo e eles ficaram observando o Loch Ness quietos, sabiam que não tinham mais nada para falar. Ia sentir saudades da Escócia, mas estava na hora de começar a viver no mundo bruxo, como sempre soube que esse momento chegaria. 
Quando a manhã se torna tarde, Alicia sabia que precisava ir embora. Depois de prolongar cada segundo com seu amigo, eles se despedem. – Te vejo no Natal? – Ian pregunta, esperançoso. – Claro que sim, não existe melhor natal que não seja o escocês! – Eles se abraçam e se afastam, quando escuta o grito do amigo a chamando, se vira. – Mostra para esses ingleses quem é Alicia Fraser! – Ela ri e volta a caminhar para sua casa, saindo dali.


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thanks
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Ter 29 Maio 2018, 00:59

Howling Deliverer
Um uivo de um lobisomem pode não parecer tão diferente de um uivo de um lobo comum, mas certamente o uivo de um lobisomem e bem mais libertador. Era de praxe, toda noite de lua cheia, assim que a transformação acontecia, a primeira coisa que o lobisomem recém formado fazia era dar um grande uivo com a cabeça voltava para o alto, de forma que som da sua "voz" se propague o máximo que puder. Após anunciar a sua chegava ao mundo em mais uma noite de lua cheia, a única noite que um lobisomem vê na sua vida, o lobo usava os seus sentidos para identificar o local onde estava. Seus olhos captavam muito bem a vegetação, as árvores, ainda que a única luz do local fosse meramente a lua no céu, os seus ouvidos apurados mexiam-se de um lado para outro afim de captar o máximo possível, ouvia sons de outros animais, passados no chão ou até mesmo em cima das árvores. Seu olfato era a sua arma mais poderosa, com ela podia até distinguir que eram apenas outros animais e não aquilo que ele queria: um corpo humano. O cheio de um humano era completamente de um cheiro de qualquer outro animal, e só de se lembrar do cheiro isso já despertava no animal um extinto agressivo de querer devorar algum humano, o problema era que ali ele não captava nenhum humano.

Sua fome deixava o lobo ainda mais agressivo e impaciente, o lugar onde tinha "nascido" não era nada favorável, de forma que o ideal era correr e tentar localizar algum humano, movimentar-se, encontrar a sua presa e caçar a mesma com voracidade. Sua corrida iniciou-se, as quatro patas movimentando-se de forma harmônica a produzir tal movimento, acelerando o mesmo sem problema algum e deixando o seu ritmo estável enquanto corria por entre as árvores. Seus sentidos continuavam agindo, o lobisomem captava ainda muitos barulhos de animais, assim como odores característicos dos mesmos, mas nada que fosse relativamente parecido com o cheiro de um humano ou algo do gênero. A corrida estendeu-se durante toda a noite e a floresta parecia infinita, se entendendo sem que nenhuma presença humana fosse detectada, não sentia aquele cheiro característico, ou ouvia os passos, a voz, a respiração de uma pessoa, eram apenas outros animais dos quais aquele lobo agressivo não queria saber, não se interessava.

Para o lobisomem aquelas poucas horas noturnas passavam rápido, de forma que quando o amanhecer chegasse, a criatura procura-se fugir da mesma extintivamente, embora eventualmente os raios solares iriam bater sobre os pelos negros do lobo, fazendo com que a transformação acontecessem, este era o momento em que a consciência do lobisomem sentia dor e então se adormecia. Sabe-se lá quanto tempo depois Faye acordaria, seu corpo deitado sobre as folhas e a terra, ela iria tatear o seu pescoço procurando o suporte que usava, procurando pela sua varinha e a encontrando ali, conjuraria roupas para si e então daria um jeito de fazer uma chave de portal para retirar-se dali. Sendo assim, saiu do local.    


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 28 Jun 2018, 01:09

The Dawn Is Cruel
Era doloroso. O lobo não mais corria como antes, mas já mancava querendo escapar dos raios solares, porque estes em si já tinham o alcançado. A dor presente era fervorosa no sentindo mais literal da palavra, o lobo sentia como se sua pele estivesse queimando, uma queimação que não passava, e a partir de um dado momento isso ficava tão evidente que o lobo não conseguia mais caminhar, fazendo com que o seu corpo pendesse para o solo. Não era por isso que o lobo ficaria parado, pelo contrário, ele se contorcia porque a dor do seu corpo vinha com tudo por conta dos ossos que mudavam, cresciam e se reorganizavam de forma a suportar não mais um quadrúpede, mas sim um bípede. A remodelagem do rosto também acontecia, a face se achatava e ficava mais compatível com a de uma pessoa, os caninos poderosos na boca se reduziam aos mais onívoros, a cor de seus olhos mudava do amarelo vivo para os verdes claros que a mulher possuía normalmente. Por último os pelos do corpo se reduziam e a pele era o que se fazia mais presente na superfície do corpo. Estava ali a humana novamente, porem o cansaço de uma noite inteira acordada em outra forma e também o processo de transformação, que apesar de durar poucos minutos, era extremamente cansativo, faziam com que Faye apenas ficasse deitada sobre o solo e desmaiasse, como normalmente acontecia.

Quem sabe quanto tempo teria se passado desde o amanhecer, as vezes se passavam minutos, as vezes se passavam horas, mas a sensação de levantar na floresta é sempre a mesma: a primeira coisa desagradável é acordar num lugar desconhecido, como lobo Faye se moveu pela floresta sem nenhuma marcação, ela nem sabia onde estava. A segunda coisa poderia ser acordar toda suja de terra, mas Faye não se importa com isso, nunca se importou de sujar as suas mãos com terra. A segunda coisa de verdade era o corpo todo dolorido pela transformação, esse incomodo e cansaço ficava por alguns dias pós lua cheia, era algo inevitável. Então finalmente, após se acostumar novamente com o mundo, Faye se levantaria e tatearia o pescoço procurando a coleira que fez pra carregar a sua varinha enquanto lobo, até hoje o suporto não tinha falhado, embora a pobre varinha de Faye tenha alguns arranhões, infelizmente a garota não sabia como eles tinham sido feitos, se foi o lobo mesmo tentando tirar ou ela ter raspado em alguns galhos de árvores, coisas do gênero. O importante é que ela tinha a varinha quando voltasse a ser humana, assim podia conjurar roupas e também achar mais facilmente o caminho de casa. Sendo assim, Faye começou a caminhar pela floresta, e eventualmente saiu do local.    


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Seg 27 Ago 2018, 01:24

the young girl of the blue hairs and the ancient man carrying a machete
Será que era muito estranho Nina achar que era mais fácil lidar com algum criminoso, criatura mágica demoníaca, até mesmo um duelo, do que lidar com pessoas que não sabem em que época de verdade estão? Enquanto caminhava na região das terras altas da Escócia, mais precisamente na costa da mesma onde relatos de um navio antigo ter atracado, pensava sobre como iria chegar naquelas pessoas. O que havia sido comentado para todos os aurores é que as pessoas desse navio, aparentemente algumas das que tinham desaparecido a um tempo atrás misteriosamente, tinham aparecido na costa da Escócia, no entanto essas pessoas estavam com a memória alterada e acreditavam que estavam na idade média, portanto todo o cuidado deveria ser pouco para lidar com essas pessoas, a ideia era convencê-las a deixarem serem levadas para o Saint Mungus, além de ajudar no controle dos familiares, que certamente deveriam estar afoitos para reverem os seus parentes. Nina estava mais concentrada em procurar outros desaparecidos pelos arredores da costa do que lidar com os parentes desesperados, o que por um lado ela agradecia e por outro lamentava. Apenas estava se sentindo insegura para aquela tarefa, mal tinha se tornado uma aspirante e já vinha um desafio desses, o mundo bruxo não andava estando muito fácil realmente. Andava com a varinha em mãos só para precaução, mas assim que viu um homem perambulando pela costa parecendo meio perdido, resolveu colocar a varinha novamente nas vestes e aproximar-se dele, provavelmente deveria ser um dos desaparecidos que vinha a reaparecer novamente.

Aproximou-se do homem com as mãos levantadas pra cima em sinal de paz, Nina era tão paz que nem cogitava a ideia de ter cautela, ora, era apenas uma pessoa perdida não é mesmo? Bom, essa pessoa perdida estava segurando um facão, o que já não era um bom sinal. - Com licença... Olá... - Dizia abanando uma das mãos levantadas em sinal de "oi". Pelo menos uma coisa em Nina era bom para aquela missão: sua aparência. Uma garota com aspecto jovial e que ainda possui cabelos coloridos e roupas meio punk não são um indicio de pessoa perigosa, ainda mais quando ela chega perto de você com as mãos levantadas. Ainda sim, Nina não podia negar que suas roupas eram bem moderninhas, o homem que acha que está nos tempos passados poderia muito bem estranhar isso. - Meu nome é Nina, eu vim aqui pra ajudar. - Mas era claro nas faces do homem que ele não estava nada confortável na presença dela, estava super desconfiado daquela estranha de cabelos azuis. Será que já existia tintura nos tempos antigos? Provavelmente não, ele deveria estar achando que ela tinha nascido com alguma anomalia ou não era deste planeta. - Olha, eu sei o que aconteceu, o lance do navio que atracou aqui na costa, eu fui enviada pra ajudar vocês que vieram deste navio para a costa. - Tentava argumentar e explicar o seu ponto, não estava contando nenhuma mentira até o momento, isso porque ela não gostava de mentiras mesmo. Sentia uma vontade de contar logo a verdade, mas sabia que isso poderia deixar o homem em pânico e essa não era a intenção. Também pensou na ideia engraçada de usar um Hypnus nele e depois levitar o seu corpo, mas logo descartou essa ideia, o homem parecia saber bem se defender, já pensou se dá um duelo? Isso sem falar que as ordens eram claras para terem cautela, e também, Nina é toda pacifista, quanto menos duelo melhor.

O homem ainda estava desconfiado com ela, mas abaixou um pouco o seu facão, o que ela levou como um sinal positivo para uma aproximação, não fisicamente, mas sim por palavras. - Qual é o seu nome? - Ele ainda não parecia muito feliz em falar com Nina, mas lhe forneceu seu nome, Alric. - Alric... Oi. - Mais uma vez abanou uma das mãos, que por sinal ainda estavam levantadas. Sério, Nina não parece nem um pouquinho amedrontadora, estava até repetindo ações dado era o seu nervosismo em falar com uma pessoa que não sabe a época em que está vivendo, era uma situação tão inusitada. - Então Alric... Eu vou ser completamente honesta com você tudo bem? - Ou ao menos Nina faria o máximo para não mentir. - Nós estamos agrupando as pessoas como você que saíram daquele navio em um hospital, onde podem ser bem tratadas. Não foi um percurso muito feliz eu imagino. - Isso porque alguns dos desaparecidos eram achados com ferimentos mesmo, vai saber o que aquele navio tinha passado, alias, nem mesmo o navio parecia estar em tão boas condições, ele nem era muito moderno, não sabia Nina como aquele coitado tinha sobrevivido, mas agradecia internamente, senão muitas pessoas iriam morrer e ela detestava ouvir falar sobre tragédias. Alric ainda não estava confiando em Nina, perguntou quem eram aqueles nós. - Nós nos chamamos de aurores, pessoas que zelam para que o mundo bruxo fique em paz por assim dizer, não tenham muitas tretas ou criminosos soltos. Esse tipo de coisa. - Certamente ele deveria estar relacionando os aurores com a "policia bruxa" de sua época, mas bem, Nina sempre acreditava na verdade, quanto mais verdadeira fosse mais sucesso na vida iria conseguir, mentiras sempre são desmascaradas no fim e levam para tristes finais.

Tudo bem, ele ainda não estava convencido. - Olha, eu não vou obrigar você a ir. - Mentira, se fosse necessário ela obrigaria sim. É, no fim precisou contar uma mentirinha, que droga, mas no fundo Nina não queria mesmo obrigar ele a fazer nada, então sabia dizer aquela frase com propriedade. - Mas vai ser pior se você não for. Aqui fora você está perdido sem saber pra onde seguir. Se for comigo, vou te levar onde possa ficar com os outros e ter seus ferimentos cuidados, além de comida e água. - Pronto, era uma simples questão de lógica, era melhor ficar junto daqueles que você conhecia do que perdido na esperança de encontrar alguém ou alguma coisa. Sua barganha estava parecendo chegar naquele homem, e após ele pensar um pouco, resolveu por concordar seguir com ela, fora nesse momento em que ela finalmente desceu os seus braços. Nossa, eles estavam doloridos de terem ficado em pé durante toda quela conversa. - Ninguém vai lhe obrigar a ficar lá depois se não quiser, tenho certeza que sairá melhor. - Ela não tinha certeza se aquelas pessoas iriam ficar bem, mas gostaria muito que isso acontecesse, porque deveria ser um sentimento ruim achar que vive num século e então descobrir que você está em um completamente diferente, que vários e vários anos tinham se passado. O que tinham feito com a mente daquelas pobre pessoas? Nina não sabia, mas achava cruel. Sendo assim, foi conduzindo Alric para onde estavam outros aurores dos quais tratavam do transporte das pessoas da costa para o Saint Mungus. Sendo assim, saiu dali.
The Lost Ones
THAT'S ALL FOLKS


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Nick Sheppard Rathbone
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Seg 27 Ago 2018, 22:11

Help

Nick teve de viajar na noite anterior com o grupo de aurores até a costa da Escócia, onde um navio suspeito com uma aparência antiquada havia atracado no litoral, não era surpresa nenhuma que os moradores daquela região estavam assustados e ao mesmo tempo curiosos, Nick e os outros aurores tinham ordens claras deveriam procurar pela costa possíveis passageiros do navio, segundo o departamento de catástrofes eles poderiam apresentar a memória adulterada o que os levava a crer que estavam na idade média. O jovem auror de campo se perguntava se esse caso tinha alguma relação direta com o desaparecimento em massa de pessoas ocorridos a tempos atrás. O russo caminhava calmamente pela costa não queria chamar atenção e acabar assustando alguém que precisasse de ajuda, o moreno mantinha suas mãos no bolso e segurava a varinha por dentro do casaco. Uma mulher a alguns metros de distancia chamou atenção do moreno, pelo seu tipo de vestimenta era possível que fosse uma das passageiras, se aproximou com cuidado para não assustar a desconhecida. – Senhora? Está tudo bem? – ele chama atenção da mulher a alguns metros de distância. A mulher olhos em direção ao auror e arregalou os olhos. – Quem é você? O que quer? Não se aproxime. – a mulher gesticulava visivelmente nervosa, Nick erguei os braços em siual de redenção mostrando que suas mãos estavam livres. – Meu nome é Nicholas, não tenho nenhuma intenção de fazer mal algum, me deixe te ajudar. – ele permanece com os braços erguidos, enquanto tentava manter a voz em um tom amigável. – Porque me ajudaria? Não me conhece. – a mulher tira do bolso uma espécie de faca medieval, na verdade era algo parecido com uma pedra afiada, Nick ficou em alerta sabendo que poderia ser atacado a qualquer instante.

Mas estava decidido a manter as ordens, não sacaria a varinha, ou poderia acabar iniciando um caos generalizado na região. – Olha entendo que não confie em mim, está confusa e perdida, mas eu posso te levar para um lugar seguro, terá comida e roupas limpas. – tentava convencê-la que não era nenhum tipo de ameaça, ela não respondeu nada apenas o encarava desconfiada e perdida. – Se não quiser vir comigo, entenderei, mas posso ao menos saber seu nome? – o auror mudou sua estratégia, por mais que a desconhecida resistisse a confiar o que era compreensível aos olhos dele, que não sabia o que tinham passado até o navio chegar ali. – Katheryn. – ela respondeu chega, se afastando de costas enquanto mantinham seus olhos sobre o moreno. - Pertenço ao aurores, viemos em missão de paz. - Katheryn olha para o russo, como se uma segunda cabeça houvesse nascido no ombro do auror, Nick explicou do que se tratava, mas ela ainda não parecia entender o que ele dizia. - Sou como um guarda. - usei um termo que ela pareceu compreender, mas a reação da mulher não foi nada como o auror esperava não teve tempo de reação quando a mulher correu em sua direção o fazendo desequilibrar e cair de costas no chão. – Eu não fiz nada de errado, me deixe ir. – seu rosto estava vermelho, era visível sua tensão. Venha comigo e está segura, irei leva a um hospital. - Nick sabia que não poderia deixar que ela fosse embora, por correria serio risco naquele estado.

Mesmo a contra gosto Katheryn acabou concordando em seguir o auror, mas insistiu para ficar com a faca, embora isso não fosse seguro Nick teve de concordar com aquela exigência, pois sabia que ela não cooperaria até que se sentisse segura o bastante. Caminhamos lado a lado, Katheryn olhava ao redor parecendo admirada com o que via, como se fosse a primeira vez. Caminharam por alguns minutos até chegarem a um tipo de quartel improvisado, onde os aurores levavam as pessoas perdidas antes de serem encaminhadas para o Sant Mungus, Katheryn se agarrou ao braço de Nick parecendo assustada com a cena.  Não precisa ter medo, vamos cuidar de todos vocês, conosco não correram mais perigo! - O russo mantinha a conversa para que ela não tentasse fugir mais uma vez. – Encontrou algo? – Nick se aproximou de Marcus um auror perito, que estava ajudando nas buscas e do lado dele reconheceu Alexandra, a estagiaria. – Dando uma de baba agora? – o jovem riu mais relaxado, primeiro anotou o nome de Katheryn na lista de encontrados, que seria divulgada no dia seguinte como uma forma das famílias poderem localizar seus possíveis entres desaparecidos. – A levarei para o Sant Mungus! - Marcus continuaria a busca, e eu voltaria para ajudar, ainda teríamos muito trabalho por ali. – Cuidado, não vai acabar se machucando por ai. – o auror ri, ao ouvir a resposta do mais baixo.  Assim Nick caminhou com a mulher em direção ao aurores responsáveis por encaminhar os passageiros ao Sant Mungus, saíram dali.



Nicholas Rathbone
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Byron Campbell Braddock
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Ter 28 Ago 2018, 23:25

O reaparecimento de diversas pessoas que estavam desaparecidas há algum tempo, estava dando o que falar, afinal todas elas haviam surgido na costa da Escócia, em uma embarcação bastante antiga, por assim dizer e além tudo, suas memórias estavam adulteradas, todos achavam que viviam na idade média. O maior mistério era, quem havia feito isso com elas afinal? E com certeza não havia feito tudo sozinho, vários bruxos deviam estar envolvidos nesse processo, afinal o número de desaparecidos era bastante alto. De qualquer maneira, os aurores foram mobilizados para ajudar nesse caso, deveríamos verificar toda a região à procura de mais pessoas e tomar muito cuidado na hora da aproximação para não assustar mais ainda, afinal vai saber o que eles já haviam visto, poderiam ter encontrado algo moderno pelo caminho o que seria assustador. Caso encontrássemos alguém deveríamos levar imediatamente ao St. Mungus para tratamento e também havia a questão dos parentes desesperados atrás de seus entes, então deveríamos tomar cuidado com eles também. Enfim, antes de sair de casa, tomei o cuidado de não estar vestindo nada moderno demais, para que se topasse com um desaparecido, eu não o assustasse e tivesse que sair correndo atrás do mesmo.

Ao chegar nas Terras Altas da Escócia, tive uma ideia, iria assumir minha forma animada de águia-real para sobrevoar o local e cobrir uma área maior em menos tempo. Como minha animagia não era registrada, esperei estar sozinho para me concentrar. Já com acostumado com a mudança de peso, dei um impulso e alcei voo procurando ganhar uma boa altura que fosse o suficiente para cobrir uma área maior, mas que não fosse muito distante e que conseguisse visualizar as pessoas e as situações delas. Uma coisa que ajudava bastante era que nessa forma, minha visão periférica era muito melhor, sem falar que quando queria focar em algum ponto do local, era muito mais fácil e com certeza com bastante nitidez. Não era cansativo ficar assim, então caso visse algo suspeito, voltava, dava mais uma volta por cima e seguia em frente se visse que não fosse nada demais. O local era realmente muito bonito visto de cima, uma visão para se guardar na memória, e não demorou muito para que meus olhos captassem algo suspeito. Planei um pouco mais baixo e então vi uma mulher sozinha quase correndo, seu vestido era longo e a barra estava bem maltratada, com certeza não era algo que parecesse ser da época atual. Dei mais uma volta e então procurei pousar em meio à árvores, um local mais discreto para assumir minha forma humana sem assustar mais ainda a mulher.

De volta à forma humana, procurei me aproximar com calma e gentileza. – Senhora! Senhora, com licença, mas está perdida? Perguntei com calma, mas a mulher estava bastante apavorada dizendo que havia se separado de seu marido logo após ter desembarcado do navio, confirmando minhas suspeitas sobre sua origem. – Fique calma, ok? Eu sou de um vilarejo aqui perto e lá ficamos sabendo que algumas pessoas chegaram perdidas e então estamos ajudando. Qual se nome? A mulher prestou atenção em mim por um momento, mas voltou a andar rapidamente ainda falando sobre o marido. – Tudo bem, seu marido vai ser encontrado, mas seria melhor se você me acompanhasse para se cuidar, tomar uma água. Tudo bem que eu estava mentindo em alguns pontos, mas era melhor fazer isso do que falar contar logo de uma vez que ela seria levada para um hospital para ser tratada na ala da psiquiatria. Ela falou então que só iria comigo depois que encontrasse o seu marido, e como eu realmente não queria assustá-la, concordei com ela. – Ok, vamos fazer o seguinte, vamos procurar um pouco pelo seu marido, mas como irá chover daqui a pouco se não o encontrarmos a senhora vem comigo, e não se preocupe outros estão à procura. Me chamo Byron. Estendi a mão em sua direção para cumprimenta-la, mas a mesma continuava desconfiada, apesar de ter concordado comigo. A parte da chuva era realmente verdade, mas não precisou que começasse a chover de fato, pois com pouquíssimos minutos de caminhada a mesma teve uma tontura e foi quando assumi o controle da situação e a tirei dali, levando imediatamente para o hospital St. Mungus.









Byron Campbell Braddock





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Faye Gebühr Miller
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Ter 28 Ago 2018, 23:36

The Pains Have Returned
Sentia falta da mata-cão. Esse era o mês seguinte em que ela utilizara a poção, na lua anterior Faye havia sentindo menor dores, elas ainda eram presentes, mas comparada as normais era completamente suportável, porem agora estava a ser assolada pela sua maldição sem nenhum tipo de trégua. A lua cheia banhava a floresta em que Faye estava, como sempre ela ia para as terras altas, um local bem cheio de natureza para que assim não ficasse perto de vilarejos e corresse o risco de ferir uma pessoa, nunca tinha se esquecido do dia em que acordara com a boca e as mãos sujas de sangue. Os raios emprestados do sol que a lua emanava eram como o ativador da transformação de Faye, que estava a se sentir o seu corpo ficando muito quente, aquele febre que faz cara articulação doer, cada parte do corpo, até mesmo os poros. Seus ossos ficavam em constante mudança assim como os seus músculos, que mudavam junto para se adequar aos mesmos, a sua coluna também se transformava para ficar mais apropriada a um animal quadrúpede do que um animal bípede. Mas era claro que Faye não estava pensando em como o seu corpo muda, pensava apenas na insuportável dor que era isso, tanta dor que soltava os seus gritos, estava mesmo sozinha na floresta e iria virar uma criatura das mais perigosas, não tinha porque manter-se calada numa situação daquelas. Boa parte do seu corpo já tinha mudado, a transformação não era lenta, apenas se passava de forma lenta na cabeça de Faye devido as dores que pareciam ser intermináveis, mas em poucos minutos estava ela já com os pelos negros crescendo por todo o seu corpo, seu rosto já tivera se alongado para o formato de um lobo, os caninos cresciam em sua boca e os seus olhos verdes tingiam-se para o amarelo vivo. Estava pronto, completamente transformada, a sua consciência não mais mandava, mas sim a do lobo, que sempre erguia a sua cabeça e uivava para a Lua, aquela da qual lhe trazia a vida.

Assim que terminava o seu uivo, comunicando ao mundo que estava ali presente, nem sequer prestando atenção em ter furtividade, isso porque era uma criatura impiedosa mesmo, conseguiria pegar as suas presas mesmo que se anunciasse, o lobo saia a caminhar pela floresta. As suas passadas eram rápidas porque a sua urgência por comida era presente, seu apetite era sempre voraz e seu paladar também sempre preferia um tipo de carne: a humana. Era por isso que o seu focinho era estendido vez ou outra para captar os adores presentes, eram muitos, de vários animais dos mais diversos que moravam na floresta até algumas plantas que possuem perfumes característicos. No entanto, nada do característico cheiro humano. Nem por isso o lobisomem era uma criatura desistente, muito pelo contrário, era determinada, feroz, e nem sequer encontrava-se cansado, só tinha sempre uma noite de vida, e a criatura sabia que uma noite de vida não lhe era o suficiente. Iniciava então uma corrida enquanto o seu nariz capturava odores do ambiente, assim que captasse o cheiro parecido com o de um humano, ele seguiria sem nem pensar duas vezes, como se fosse um desenho animado encantando com o "vaporzinho de odor". Era assim que seguiria durante todo a noite até que o sol voltasse a dar as caras e acabasse com o tempo de vida do lobo naquele ciclo, momento em que a moça Faye voltaria a controlar o seu corpo, ainda que como sempre, desmaiasse na floresta por cansaço. Ao acordar, daria um jeito de retornar para a casa. Portanto, saiu do local.


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Thaddeus Renard Salvatore
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qua 29 Ago 2018, 09:08

Perdidos na Escócia
Apenas uma notícia para gerar um verdadeiro rebuliço no quartel. Foi uma mensagem que todos estávamos esperando ouvir depois de muito tempo buscando solução e respostas. Um navio antiquado surgiu na costa da Escócia e todos nós aurores fomos convocados a nos encaminharmos ao local afim de ajudarmos os desaparecidos que segundo o chefe, estão com suas memorias adulteradas. Acreditam que são pertencentes a idade média, o que me parece ser muito engraçado. Ao chegarmos no local, tomamos muito cuidado como nos orientado no comunicado, afinal, somos agora totalmente desconhecidos e eles... estrangeiros. Esse lugar não é um que costumo frequentar e na verdade, nunca passei por aqui. É interessante todo o cenário apresentado e mais intrigante ainda é toda essa história. A vontade que tenho é de ficar sabendo logo de tudo que acontece, mas não é tão fácil assim ser portador de tantos conhecimentos secretos do Ministério da Magia. Será que eles sabem o que causou tudo isso? Não digo os que viemos resgatar, mas sim as autoridades... eu sou uma autoridade e não faço a mínima ideia, mas preciso simplesmente cumpri com minhas obrigações como auror.

Ciente da busca que faríamos na Escócia, escolhi uma roupa confortável para mim e principalmente para me livrar de picadas de insetos. Não sei como eles são por essas regiões. Mente chegarmos no ponto de encontro, toda equipe fora dívida e nós Aurores de Campo, ficamos responsáveis pela busca nas redondezas. Se eu encontrar alguém, o que falar para não assustar? Eu tenho certa fama de ser bem grosseiro nas falas, mas eu nem percebo. Com varinha na mão, me separei dos demais e comecei a caminhar olhando para todos os lados, afim de encontrar algum vestígio de desaparecido... qualquer pista já ajuda muito. – Como essas pessoas foram parar nessa situação? – Pergunto-me incrivelmente confuso. – Quem perderia tempo mudando a mente dessas pessoas para pensarem que estão na idade média? – Continuo a me questionar. – Foi uma espécie de jogo que deu errado? Um experimento? Artes das Trevas? – Mordo meu lábio inferior e sinto um calafrio agoniante em todo o meu corpo, principalmente na nuca, o que me faz estremecer e ranger os dentes. Vejo que cada vez me aprofundo mais e o silêncio já se tornou o comum som ambiente desse lugar. Penso em cantarolar, mas quando abro a boca para emitir os primeiros sons, ouço um choro. Paro imediatamente de caminhar, aguço o meu sentido auditivo e tento captar de onde está vindo. Fecho meus olhos e foco apenas nele. O choro é de criança, certamente e cuidadosamente, ainda sem visão, caminho na direção do mesmo.

Abro os olhos na certeza de onde está vindo e acelero os meus passos, mas sempre com cuidado para não assustar a pessoa que está perdida e desesperada. Cada vez que me aproximo, o choro fica mais audível e nítido que se trata realmente de uma criança e logo por trás, há uma voz masculina tentando lhe acalmar. Será que um auror chegou primeiro que eu? Mas pela forma que fala, com certeza não é um e sim um familiar da pessoinha. – Oi, posso ajudar? – Pergunto tentando ser o mais manso possível e agradável para aqueles dois. É um homem alto, corpulento e ao mesmo tempo magro e um garotinho bem parecido com ele. Se vestem estranhamente, o que é interessante, de fato e suas peles são queimadas pelo sol. O menino que chorava, para e ambos se assustam com a minha aparição. – Não precisam ter medo, estou aqui para ajudar vocês. – Sorriu meigamente e vejo que o menino está olhando para minha varinha. – Isso lhe dar medo? Eu guardo então. – Mostro minha boa intenção e guardo meu condão. O rapaz, possivelmente seu pai, o abraça forte em forma de proteção e dar passos para trás. – Os outros já estão sendo cuidados e vocês podem escolher, ficarem aqui perdidos ou serem cuidados. Principalmente seu filho, que parece sentir fome. – Falo e gesticulo para o menino que funga limpado a pequena face. Ele pergunta quem eu sou e logo em seguida faz mais perguntas. – Sou uma autoridade, um... – penso nas palavras certas. – Um benfeitor, policial, xerife... – Vejo pela sua expressão que ele entende.

– Ficamos sabendo do navio que trouxe vocês e viemos ajudar da melhor forma possível. – Explico e ele parece ainda não confiar em mim. A vontade que tenho é de revirar os olhos. – Pense no menino, pelo menos. Se você não quiser me acompanhar, pode me seguir e ver seus amigos sendo tratados por curandeiros. – Sorriu e começo a andar de volta ao ponto de encontro. Vez ou outra, dou uma olhada de relance para trás e vejo que ele está me seguindo bem devagar, como se eu não estivesse vendo e ciente. Não deixo de ficar olhando para os perímetros também em busca de mais pessoas assustadas e perdidas. Junto-me com os demais e os responsáveis pelo encaminhamento ao Saint Mungus. Vejo muitos desaparecidos que foram encontrados conversando com alguns dos Aurores mais experientes. Viro-me e vejo o menino que antes chorava e estava abraçado pelo pai, corre ao encontro de uma mulher e outra garotinha. Uma família. O homem o segue e parece feliz ao rever os sanguíneos. Junto-me a eles e a um outro auror que nos leva ao hospital, nos tirando do local.  


Thaddeus Renard Salvatore ✝
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Marcus Alborne Zarek
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Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qua 29 Ago 2018, 10:34

Filhos da Ilha
Fiscal com Alexandra e Nick

Foi uma grande surpresa ter os bruxos que desapareceram sem deixar pista por meses voltando, sim meus caros leitores, eles brotaram na costa britânica. Por meses eles foram procurados e nenhuma pista apareceu, mas agora eles estavam correndo para pegar as pessoas que chegavam num navio antigo. – O que? Por que eu? – Marcus odiava adolescentes por isso morava longe da família, mas tinha que levar uma estagiaria com ele, tudo bem que ela não era mais uma criança, mas já tinha deixado claro como odiava sua família. Marcus ficou nervoso em saber que a menina sabia dele, poderia ela revelar o segredo para a família dele? Ele torcia que fosse profissional o suficiente para ficar calada, sorriu para a menina quando a viu e rezou para não acontecer nada demais. – Pegue esse caixa com água, elas tem uma substancia que fazem eles ficarem mais calmos. Secreção de besouro da melancolia! – Ele explicava para ela, pois já tinham recebido notícias de alguns muito agitados por ali, parecia que as memórias daquelas pessoas tinham sido alteradas. [...] Chegando no local o sapato dele afundou na areia. – Ah que ótimo, deveria ter vindo de tênis! – Ele chacoalhou os pés algumas vezes antes de voltarem a andar, Marcus olhou admirado para as roupas daquelas pobres almas. – Mas o que é isso? – Ele estava tão curioso quanto ao que tinha acontecido com eles, nada sabiam ainda sobre a ilha, mas a verdade era uma questão de tempo.

Ele viu o amigo Nick vindo com uma bruxa, riu do que o amigo falou. – Acabei de chegar aqui, e sim, sou uma excelente babá, um dia ti ensino! – Tocou no ombro do auror de campo e mexeu com a cabeça para Alexandra seguir ele. Juntos chegaram onde um grupo de grupos estavam sentados, um casal de mãos dadas estavam ali e Marcus se abaixou para falar com eles. – Olá, meu nome é Marcus estou aqui para ajudar vocês. – Falou de maneira mansa e compassadamente. – Podem me dizer o nome de vocês? Estão machucados? – Ele fez um gesto para Alexandra tomar nota, podia sentir que a menina estava xingando ele mentalmente, mas preferiu se concentrar em Kim e Mary, o casal de bruxos. Eles não estavam machucados aparentemente, apenas desorientados, e Marcus pegou uma garrafa com água para dar a eles, tinham sinais de insolação e desidratação. – Todas as perguntas serão respondidas com o tempo, mas primeiro a saúde de vocês! Vamos para um centro médico! – Ficou em pé ajudando Mary a ficar em pé e depois Kim, eles estavam fracos para caminharem sozinhos, mas aos poucos caminharam lentamente. Kim começou a falar algumas coisas e Marcus olhou para a estagiaria numa comunicação silenciosa, deveriam anotar o máximo de informações que eles falavam no caminho, para anexar a um relatório que os ajudaria a entender mais a situação, seria como um quebra cabeça de informações.

Marcus ouvia eles e tentava falar que tudo seria explicado, ele esperava que não houvessem sequelas para aquele grupo de pessoas. – Quantos dias de viagem? – Ele perguntou por curiosidade, mas logo fez uma careta, pois essa parte de interrogar não era com ele, precisam apenas levar eles em segurança para o St. Mungus. No entanto era impossível não sentir curiosidade por aquele mistério, certamente que Marcus queria se envolver mais com o caso, mas por hora a saúde era a prioridade deles. Marcus, Alexandra e o casal saíram dali em direção ao Hospital Bruxo, os aurores teriam um dia longo e cheio.

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Alexandra S. Rathbone
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Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: 7º Ano
Varinha: Pena de Hipogrifo, Olmo, 25cm, Inflexível.

MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qua 29 Ago 2018, 12:42

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We live where darkness hides. We’ll go where no one goes

Assim que cheguei no quartel notei a grande movimentação, olhava para todos que passavam por ali e já suspirei fundo tentando chegar na sala onde Tyron geralmente nos encontrava. Encontrei com ele saindo da sala vestido com sua roupa de campo. – O que houve? – Ele rapidamente me explicou a situação, mas que eu iria com outro auror para o campo porque ele tinha outra pendência para resolver. – Ok! – Respondi dando a volta e indo para a sala onde as informações estavam sendo passadas junto com as funções, eu ia a campo e estava ansiosa. No entanto, minha alegria durou pouco ao receber a notícia que iria trabalhar com Marcus Hyeras, grrr, tio de Diego um garoto detestável que eu tive o desprazer de conhecer, ele me atormentou por anos. Engoli seco mantendo minha boca fechada, afinal, eu queria me tornar um auror e acatar ordens era um ponto dos muitos que eu precisava melhorar. – Um navio vinde de onde? – Questionei de maneira baixa sem receber alguma resposta, mas a nossa tarefa era pegar as pessoas que eram aquelas que desapareceram meses atrás. Arregalei os olhos com a notícia, como assim elas surgiram em um navio? Tudo era muito suspeito para mim, mas tinha certeza que em breve teríamos alguma notícia. Fechei minha jaqueta para começar a viagem, mas o Hyeras se aproximou e começou a me dar ordens, esperava que ele não pudesse ler minha mente para saber o que tinha achado da nossa parceria naquele dia.

– Certo! – Segurei o pequeno contêiner com as águas para irmos. [...] O dia não estava tão quente e ainda assim o sol irritava meus olhos, via o navio na costa e fazia algumas teorias mentais. Só que eu não tinha ido ali para ficar pensando, então caminhei com Marcus para ajudar aquelas pessoas, até encontrarmos com um primo meu, que era amigo do Hyeras. – Oi! – Foi tudo que falei com ele antes de virar o rosto e voltar a seguir, paramos perto de um grupo que estava sentado na areia ainda atordoados, só que mais calmos que outros. – Olá, me chamo Alexandra, vamos ajudar vocês! – Falei em tom moderado e comecei a distribuir as garrafinhas com água para eles, certamente que deveriam estar famintos, tinham um tom corado na pele e sinais que passaram momentos difíceis. Vi Marcus levantar as mãos querendo água e eu cheguei mais perto dele, dei uma garrafinha e ouvi ele falando com um casal, seu olhar sugeria que eu deveria anotar. Suspirei fundo evitando revirar meus olhos e peguei um bloco de papel, coloquei a data e hora e o nome do casal. Gesticulei para outras pessoas ficarem em pé, havia uma tenda mais à frente onde um portal estava sendo feito para irmos ao Mungus, e algumas pessoas nem tinham condições de usar o portal. Kim, o nome do bruxo resgatado, falava sobre uma ilha e o tempo de viagem, eu anotava tudo por saber que eram informações importantes, ele parecia bem confuso em sua memória. O que eles estavam fazendo ali? Como chegaram? Como sabiam navegar em um navio? O que passaram? Eu tinha tantos questionamentos, em especial ao estilo de roupa medieval que vestiam. Acabamos levando o casal para St. Mungus, afinal, eu teria que seguir Marcus até ser solicitada em outro lugar. saímos dali.



BEKKS;
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Terras Altas da Escócia
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