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 Terras Altas da Escócia

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MensagemAssunto: Terras Altas da Escócia   Seg 14 Jan 2013, 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Terras Altas da Escócia

Escócia



As Terras Altas são uma zona montanhosa do norte da Escócia, onde o catolicismo permaneceu influente ao longo da História da Escócia. As Terras Baixas, por outro lado, são um bastião do protestantismo . Politicamente, as Terras Altas caracterizavam-se até ao século XVIII por um sistema feudal de famílias poderosas, os famosos clãs escoceses.

Fonte: Wikipédia



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Carter Evanne McCready
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qua 22 Jul 2015, 06:00


A viagem até as Terras Altas da Escócia tinha sido verdadeiramente difícil. Era complicado ter dezesseis anos e ainda não poder aparatar. Voar de vassoura chamava muito a atenção, e eu ainda não tinha permissão para usar magia fora do colégio. Viver pulando de um lugar para o outro sempre tinha sido a história da minha vida, mas isso não tornava as coisas mais fáceis. Sem contar que um adolescente viajando sozinho à noite, por estradas perigosas, sempre chamava a atenção. Se não eram algumas aberrações buscando algo comigo, então os bons samaritanos me atacavam pensando que eu era algum tipo de bandido. Isso quando eu não era abordado por policiais Trouxas e o próprio MM tinha que se meter no meio. Entretanto, com o avançar da idade, eu já tinha me tornado mais esperto e calejado para esse tipo de coisa, e sempre tentava chamar o mínimo de atenção. Não que sempre funcionasse, mas definitivamente eu não andava com um sinalizador de neon colado na testa. Sem contar que ter acesso a pó de flu e lareiras por perto sempre ajudavam a cortar um caminho considerável e era por esse motivo que eu tinha conseguido sair de Londres e chegar à Escócia, em menos de uma semana.

Para um bruxo poderia ser muita coisa, mas não para um bruxo adolescente que tinha viajado a maioria do percurso caminhando e sem conhecer a direção correta. Se chegar em Glasgow já tinha sido um parto, ir para o interior havia sido mais complicado. Era sempre fácil encontrar uma cidade no mundo atual, mas um lugar realmente deserto onde nenhuma câmera ou alguém estivesse te vigiando era praticamente impossível – Maldita modernidade! Ninguém mais está 100% escondido! Antigamente era tudo melhor! – tá, eu estava exagerando, e até parecia que eu era realmente velho, mas é que era realmente irritante tentar andar sem ser notado e perceber que era uma tarefa impossível. Pelo menos agora eu tinha finalmente chegado ao meu destino, e havia me tornado apenas um pequeno ponto no meio de toda aquela imensidão de terra circundada pelo mar e pelo negro céu coberto de nuvens. Parecia que o mundo ia desabar sobre a minha cabeça, mas era apenas o frio. Munido apenas de uma mochila, caminhei até um enorme castelo que existia bem na ponta de um penhasco.

Finalmente abrigado, pude tirar algumas horas para esticar as pernas, comer alguma coisa e descansar. Por sorte eu não me lembraria de nada que aconteceria naquela noite, mas a manhã seria longa. Dentro de uma sacola estavam mais algumas mudas de roupa, mas mesmo assim resolvi garantir – É melhor eu não estragar mais nenhuma calça. O preço das coisas anda caro! – não valia a pena ficar se transformando vestido quando eu estava isolado em um local onde ninguém poderia me encontrar. Alguns minutos passaram até que eu sentisse os primeiros afeitos da minha maldição. As pequenas cicatrizes que carregava no antebraço esquerdo começaram a arder. Flexionei os dedos, e senti meu sangue queimando. – Aaaargh, droga! Eu nunca vou me acostumar com isso! – eu nem sabia como era não ser um Lobisomem, mas ainda assim as dores eram insuportáveis. Meu sangue começou a correr lentamente pelas minhas veias como se fosse ácido. Cada milímetro avançado era como se parte de mim estivesse morrendo – Aaaaaaaaaaaarrrrrrrrgggggggghhhh – o grito ecoou pelos cômodos vazios do castelo, e alguns morcegos que começavam a se levantar para suas caçadas noturnas, resolveram sair mais cedo.

Eu tinha aquele prazer doentio de tentar lutar contra a própria transformação e até aquele momento, eu ainda continuava de pé. Bem, continuava. Minha coluna pareceu se partir em mil pedaços e minha medula espinhal parecia ter sido arrancada pelos dentes de um Trasgo. Não conseguindo mais sentir minhas pernas, e nem grande parte do meu corpo, tombei como um peso morto. O alívio não durou por muito tempo. Logo, o meu sistema nervoso se realinhou e restaurou apenas para que eu sentisse a dor de todo o restante dos meus ossos se partindo violentamente. Junto com os ossos, os músculos e tendões também arrebentavam, tudo para dar lugar a uma nova forma. A dor era horrível. Todos os meses da minha vida eu tinha que passar por aquilo. Era a punição por um crime que eu jamais cometera. Quando a mandíbula começou a se realocar para suportar as grandes presas, e as unhas deram lugar às garras, a dor foi tão insuportável, que eu simplesmente apaguei.

[...] Lá estava o Lobisomem novamente. Axl tinha sumido e agora a fera havia assumido o controle. Aquele era o acordo: Uma vez por mês ela se via livre de sua prisão e fazia o que bem entendia. O que o garoto ganhava com isso? Absolutamente nada a não ser problemas, mas ele nunca tinha pedido por aquele acordo. O pacto com o diabo tinha sido selado quando o menino tinha apenas três anos de idade, então era claro que ele não havia decidido nenhum dos termos. Saltando no parapeito de uma das janelas do castelo, o lobo olhou para lua e uivou. Se não fosse por ela, a fera jamais sairia da sua jaula. Ignorando qualquer ato de prudência, o animal saltou. A queda era de quase 20 metros de altura. E caiu nas gélidas águas escocesas. O porquê de ter feito aquilo era uma incógnita, mas a fera não pensava, apenas agia por instinto e sua visão apurada havia avistado algo que poderia ser uma presa. Ela estava certa. Era uma espécie de tubarão. Desses de pequeno porte. Suficiente para aguçar sua fome, mas não para saciar seu desejo assassino por sangue quente. De volta à margem, como um cachorro, o Lobisomem se debater e viu seus pelos ficarem parcialmente secos.

Seu corpo era bem mais quente que o da maioria das criaturas, então o frio que fazia por todo aquele lugar não era nada. Tentando farejar por algo, seu olfato não encontrou nada além de criaturas marinhas. Aquilo o frustrou – Grrrrrr! – o lugar era gigantesco, mas existia pouco lugar onde animais viviam. Axl tinha feito aquilo de propósito. Uma forma de provocar o monstro que vivia dentro dele. Era quase como se dissesse por um momento que ainda estava no controle. O plano não era dos mais inteligentes. O Lobisomem podia querer ir mais longe. Ir para a cidade. Pelo menos para a sorte do garoto o mais longe era outra floresta. Distante para um humano, mas não para uma fera que corria como se pudesse controlar o vento. Alguns cervos foram devorados. Axl pagaria por aquilo e teria uma bela indigestão, sem contar que alguns pequenos felinos e outros lobos tiveram seus caminhos cruzados com o monstro e viram suas vidas chegarem ao fim. Por algum motivo, antes do sol se por, a criatura voltou ao campo aberto. Talvez a floresta limitasse seus movimentos, ou existia algo instintivo que lhe mandasse voltar. [...]

Eu tinha tido sorte. – Cinquenta metros, não mais do que isso! – essa era à distância do castelo que eu havia acordado. Estava sem varinha e sem roupas. A manhã recém tinha chegado e o sol nem tinha nascido. Estava congelando. Fazer uma longa caminhada não era algo que eu queria, mas por sorte minha outra parte havia me dado uma aliviada e não ido muito longe. – Droga! Eu devo ter comido algo! – não consegui segurar e vomitei. Meu estômago lupino era muito maior do que o meu humano. Apesar da digestão ser mais rápida, a quantidade de comida e coisas esquisitas que entravam no meu corpo era algo que poucos conseguiam aguentar. Eu já estava acostumado a vomitar pelos, ossos e dentes. Sim, era nojento demais, mas com o tempo se acostumava. Não tinha como reclamar. E mesmo se o fizesse, meus problemas não iam se solucionar. Pense pelo lado bom. Sentindo nojo daquilo, eu acabava conseguindo vomitar mais rápido ainda. Quando enfim estava me sentindo melhor, consegui voltar para o castelo e achar minha mochila. Ali pude colocar algumas roupas e descansar. Apesar de não ter vontade nenhuma de comer nada, me forcei a fazer um lanchinho. Nunca era bom ficar de estômago vazio, principalmente depois de ter colocado praticamente todo o “alimento” da noite para fora. Demorou mais ou menos uma hora até que eu estivesse pronto para viajar novamente. O sol já tinha nascido e o clima estava razoavelmente quente. Dando adeus às Terras Altas, segui meu rumo e saio dali

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sex 24 Jul 2015, 00:35




C onfesso que sentia falta do clima tranquilo onde Londres se encontrava a algum tempo atrás. Eu gostava de passar o pouco tempo livre que tinha andando pelas ruas, vagando por livrarias e lanchando em alguma lanchonete retrô aleatória que aparecia em minha frente. Os acontecimentos recentes haviam mudado tudo, e as livrarias qual frequentava ficavam a maior parte do tempo fechadas. O ministério estava mais movimentado que o normal, e a pressão que jornalistas faziam em busca de alguma informação era deveras grande. Já estava exausto de tantas reuniões que o nível 1 discutia, e nem se quer havia tempo para tomar um copo de café sem ser convocado para a sala de algum chefe de departamento, seja de minha responsabilidade ou não.

A descoberta dos bruxos para os trouxas também era um grande problema, ainda mais com a grande dificuldade em entender a magia. Éramos sempre culpados pelo acontecimento, e que claro que terei que concordar com uma boa parte, afinal, nenhum trouxa conseguiria conjurar aquela névoa negra que sequestrava as pessoas repentinamente. E por conta de grandes desentendimentos entre o mundo trouxa e o mundo bruxo, havia sido convocado pela própria Ministra da Magia a achar algum lugar seguro para abrigar alguns membros de nossa sociedade. Separá-los dos trouxas, para ser mais exato. O trabalho parecia fácil, mas acredite, passei um bom tempo pensando em algum lugar realmente seguro para todos ficarem.

[...]

Escócia fora a escolhida. As terras altas definitivamente eram pouco movimentadas e um bom lugar para abrigar as pessoas, excerto pelo frio um pouco forte do local. Carregava comigo uma mala maior do que de costume, e ao chegar perto de uma das construções antigas depois de uma ponte, coloquei-a no chão. Dei uma boa olhada pelo local, apenas para ter a certeza de que estava completamente seguro. Me afastei por poucos metros, sacando minha varinha e apontando para a mala deitada sobre o chão, fazendo a mesma abrir. Não demorou muito até uma grande barraca saltar de dentro da mesma e montar-se em poucos segundos. Era de tamanho médio vista pelo lado de fora, porém ao adentra-la era possível ver que poderia abrigar, pelo menos, a maioria dos bruxos. Tudo já estava em seus devidos lugares. Sacos de dormir estavam espalhados pelo chão de um lado da tenda, e do outro, uma pequena enfermaria improvisada cuidaria de pessoas machucadas ou as que passavam mal. Para disfarçar o frio, ali dentro era bem aquecido e cobertores poderiam ser encontrados em uma baú também na enfermaria.

Do lado de fora, uma cerca de ferro rodeava a parte de frente da tenda. Mesas e cadeiras estavam espalhadas, e logo logo uma fogueira seria montada - tudo para o conforto dessas pessoas. Alguns Medibruxos e aurores ficariam atentos ao local, e eles chegariam junto dos desabrigados. - É, acho que não falta nada. - Disse observando os mínimos detalhes. Apontei a varinha para a tenda novamente, agora ditando todos os feitiços que ajudariam a manter o local mais seguro ainda, bem a tempo de já observar alguns adultos, medibruxos e aurores aparatando junto de crianças e adolescentes. Tive o cuidado de ajudar todos a entrarem no território da tenda e verificar se estavam bem. Também não demorou muito para alguns medibruxos chegarem e logo começarem seu trabalho na enfermaria. Comandei a força tarefa a ficar de olho em cada ponto território, e caso vissem algo de estranho, teriam que reagir imediatamente.

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➵ Pra quem quiser usar de referência, essa aqui é a tenda qual foi montada: clica

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Kawonin J. Miller
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sex 24 Jul 2015, 01:32


Cansado. Esse era o meu estado após tudo o que ocorreu em Whitechapel, Londres. As imagens nao saiam de minha cabeça, só queria um lugar para descansar, nao aguentava mais aquela confusao, era Inferis, dementadores, sequestros tudo em um único lugar. Mesmo depois de ter encontrado meus pais nao me sentia seguro, eles estavam feridos por conta do ataque dos Inferis.

Caminhavamos sem nenhum destino, rezando para que encontrassemos um lugar seguro em meio a todosl esse caos. Em nosso caminho encontramos dezenas de monstros tentando nos impedir, até que uma horda de Inferis, suficientemente grande, aparece em nossa frente. Meus pais, mesmo sem nenhuma força, apunharam a varinha e entraram em combate com esses monstro - Filho, corra o mais rapido que puder enquanto impedimos esses monstros- meu pai dizia com a respiraçao pesada, e eu obviamente fiz o que ele mandou. Corria desesperadamente, sem força e rumo nenhum, me viro para tras para ver o que estava acontecendo, porém foi meu pior erro, meus pais estavam no chao mortos.

Corria e chorava ao mesmo tempo, porém que iria perceber as minhas lagrimas com essa neve?. Após um longo periodo de temo caminhando, com as roupas todas rasgada, havia acabado todo os mantimento havia pelo menos 1 dia de vida. Parei, agora co muito frio, pego uma blusa minha coloco-a ao chao e com um choacoalhar da varinha faço uma fogueira improvisada e logo após caio no sono. Provavelmente, se passaram uma hora quando despertei morrendo de fome, me levatei e continuei minha caminhada. Andava, andava e andava agora com a visao começando a embaçar, nao sabia se estava alucinando ou nao, mas logo a frente tinha uma tenda montada, me aproximava rapidamente, mas quando chego na porta da mesma caio ao chao, olho para cima com a visao um pouco embaçada, vejo um homem chegando perro de mim, porém desmaio.

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Celina Danäelle Capettine
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sab 25 Jul 2015, 00:01



Em dias como aquele parecia que o inferno abrira suas portas. Meus pais estavam novamente brigando com um casal trouxa na portaria do prédio onde vivíamos, nosso disfarce estava completamente arruinado. Nas televisões aquele show de horrores era exibido e todos eram forçados a engolir aquela desgraça, sem nenhuma noção do que fazer. E eu? Bom, eu já estava de saco cheio de tudo aquilo. Há uns três dias sequer saia para fora de casa e tudo que via de soslaio pela janela era um confusão intensificando cada vez mais. Sabia que aquela situação desgovernada arruinaria nossa sociedade e ainda que pareça egoísta, preferia que os trouxas tivessem sido arrastados para aquele buraco onde os sequestrados pareciam ter sido jogados.

Revirei os olhos e respirei fundo, estávamos agora seguindo para um local desconhecido, distante o suficiente da nossa pequena cidade na Escócia. Meus pais acreditavam que correr para o meio do mato seria a forma mais eficaz de se esconder, eu não era um membro da família que podia opinar, então se eu concordava ou não era o menor dos interesses deles.

A paisagem ao decorrer do caminho indicava claramente que estávamos indo para o fim do mundo. Nunca gostara de lugares isolados, fora o meu nojo completo de insetos e todas as coisas estranhas que viviam no meio das matas. O quê havia de errado com a boa e velha comodidade? A humanidade em geral não evoluiu dentro das florestas, todos sabem disso.

Chegamos em uma tenda escondida por entre a vegetação rasteira, não aparentava ser mais do que um pequeno acampamento. Fui arrastada para dentro e desfiz minhas coisas, sentando-me em um dos sacos de dormir. Podia ser infinitamente pior, pelo menos ali tínhamos certo espaço e eu não teria que ouvir nenhuma acusação dos trouxas.

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Tessa Hoyer Schoenberg
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sab 25 Jul 2015, 15:40




Me senti estranha quando uma auror se aproximou de mim e, juntas, aparatamos para um lugar que eu desconhecia. Ouvi alguém mencionar que eram as terras altas da Escócia e que ali era o lugar mais seguro que conseguiram encontrar para proteger os bruxos de toda a ira dos trouxas. Me agarrei naquele pensamento, queria muito sobreviver em meio a todo aquele caos que estava se instalando. Pensava o quanto havia tido sorte de não ter sido uma das sequestradas, toda vez que ligava a Tv, havia apenas uma única programação. Todos os dias, vinte e quatro horas, estávamos expostos àquelas cenas de tortura vividas pelos jovens sequestrados. Estavam completamente certos quando nos avisaram naquele recado medonho na televisão que nosso mundo estava prestes a mudar. Ajeitei o casaco rente ao corpo e cruzei os braços, dirigi meus passos para a tenda que havia sido montada com o intuito de nos abrigar, ali estava me sentindo mais segura, por conta da quantidade de aurores e ministeriais. Me perguntaram várias vezes se eu estava bem ou se tinha algum ferimento, respondia apenas balançando a cabeça. Peguei um dos cobertores e me acomodei num cantinho junto de outras crianças e simplesmente fiquei esperando que algo de bom acontecesse apesar de tudo.



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Franklin Evanne McCready
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Dom 02 Ago 2015, 15:02




E ra certo de que algumas pessoas ainda estavam confusas de o que estava acontecendo aqueles dias. Teria que dar toda a atenção do mundo para quem precisasse e, é claro, auxiliar todos que tinham suas devidas dúvidas. Esperei um pouco até decidir que era hora de dizer algumas coisas. Não havia mais bruxos chegando e a maioria já estava dentro da tenda, acomodando-se nos sacos de dormir espalhados pelo chão. Andei em direção à entrada, chamando a minoria de pessoas que estava ali fora para adentrarem a mesma. - Boa tarde gente! Queria a atenção de todos, por favor... - Em poucos segundos a tenda ficou silenciosa, e eu pude ver todos os rostos se virando para mim. - Bem, como a maioria sabe, a motivo desta tenda ser construída foi para abrigar os bruxos e separa-los dos trouxas, já que recebi vários relatos de desentendimentos entre as duas sociedades. Tentei fazer deste lugar o mais confortável para vocês, então espero que gostem. - Respirei fundo.

- Logo logo será servido do lado de fora da tenda, sopas, comidas e bebidas como suco e água para o pessoal que está com fome. Não esqueçam de que se estiverem machucados, procurem a enfermaria que se encontra ao lado direito da tenda. Sintam-se a vontade para escolherem seus sacos de dormir, temos cobertores extras dentro de um baú também na enfermaria, então não hesitem em pegar um. Vou ficar o tempo inteiro do lado de fora, então se tiverem alguma dúvida me procurem que responderei com o maior prazer. - Dei um sorriso de lado. - Por enquanto é apenas isso. Mais tarde eu volto caso tiver algumas notícias. - Dei um pequeno aceno com a cabeça e sai de dentro do local. Estava feliz em saber que estava ajudando todas aquelas pessoas a sentirem-se confortáveis. Nunca pensei que em uma situação como essas, eu me sentiria feliz em algum momento.

[...]

Fiquei parado alguns minutos do lado de fora até o pessoal qual havia feito a comida chegar. Não demorou muito para a mesa de carvalho que se encontrava por ali encher-se de panelas grandes e jarras de suco e água. Agradeci aos mesmo que havia feito tudo aquilo e logo aparataram para longe dali. A quantidade de comida era suficiente para agradar a todos, então comandei um auror da força tarefa a chamar todos os refugiados para comerem. Observei todos saindo da tenda, e cada um tinha uma reação diferente. Esperava que todos gostassem da comida, afinal, a sopa daquela equipe era deliciosa.
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➵ Quem quiser interagir comigo, estamos aí /o/
➵ Não tem apenas sopa, necessariamente, podem inventar qualquer comida aí que está valido.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Seg 03 Ago 2015, 02:21


A procura de um novo Líder.

Boatos e mais boatos chegava por corujas, muitas delas era falando que um homem do Ministério, estava ajudando contra a tal criatura. Qualquer ajuda seria bem vinda, naquele momento da situação, a última caçada a pistas não deu muito certo. Ser  o líder de uma Organização não era fácil, eu precisava de alguém que pudesse liderar firmemente. Recebi muitas cartas enquanto descansava com o Ran no Chalé Orquestral. Várias  delas, era que o suposto homem do  Ministério estaria hoje na Escócia. Sem querer perder muito tempo, coloquei um  pedaço de pergaminho e alguns conjuntos de roupa em minha mochila. Ran pediu para ir, eu não podia deixar o meu primo ali. - Qualquer ajuda é bem vinda, Ran. - Disse, dando um sorriso a ele. O complicado seria chegar na Escócia, eu tinha apenas uma vassoura, iria precisar de uma outra, procurei por todos os quartos, até que vi uma vassoura velha, uma Nimbus. Aquela vassoura não era útil para voar rápido, mas era uma ótima vassoura, para Ran começar a voar, pela primeira vez.

[...]

Após muitas horas voando (Por causa da Nimbus), chegamos na Escócia, a viagem tinha que valer a pena. Não é muito fácil sair de vassoura sem ser visto. O ar do ambiente era um pouco ruim, tinha que respirar pela boa, pois o  nariz não conseguia puxar oxigênio suficiente, para respirar  sem incomodo. A vista era péssima, muito nublado e sem falar que iriamos ter que subir as terras grandes e visivelmente difícil a não ficar cansado naquele percusso.

[...]

Depois de meia hora subindo, percebi que o pequeno Adhara estava cansado e Ran parecia esta ainda mais. - Chegamos. - Sussurrei. Respirei bem fundo e procurei algum sinal de movimentação, havia uma cabana de tamanho médio, deveria ser ali que o tal Ministro McCready estaria. Cheguei até a entrada da cabana, percebi que haviam segurança bruxa, com certeza ele estava ali. Olhei ao redor e então chamei a atenção de todos. - Alguém aqui sabe onde está o Sr. McCready ? - Perguntei com um tom de voz calmo. Todos olharam pra mim, um homem que estava em um dos bancos de fora barraca se levantou. Meu coração começou a bater forte nesse momento.





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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Seg 03 Ago 2015, 20:22


Mais um Corpo


Acampamento na Escócia - 20 de Julho de 2015; 15h

Em uma Grã-Bretanha mais organizada, um acampamento daqueles seria motivo de festas e algum evento especial, cheio de sorrisos e entusiasmo. Porém, não estamos mais em uma Grã-Bretanha assim, estamos em uma Grã-Bretanha caótica onde o caos gera mais caos ainda e por isso, ninguém ali festejava. Os sorrisos se limitavam ao agradecimento pelo acolhimento e a proteção de um lugar “seguro”, até o alívio de reconhecer pessoas próximas que por ali estavam e chegavam.

Do lado de fora da barraca magicamente ampliada, a comida aguardava pelos que tinham seus estômagos vazios, juntamente do Vice-ministro que havia sido o responsável por tudo aquilo. Poucas conversas enchiam o lugar, a grande maioria referente a preocupações e a situação atual. Foi nesse clima de pequena união, que os presentes escutaram o barulho de trovões. Minutos se passaram, mas nenhuma chuva caiu naquele lugar. O céu permanecia marcado pela tempestade desde o início, mas nenhuma gota d'água se fez presente no local.

Ao longe, as pessoas puderam ver a névoa negra se aproximando sorrateiramente. Vários gritaram e outros começaram a correr, mas não havia real necessidade disto. A névoa nunca chegou perto do acampamento, pelo contrário, ela parou na metade do caminho, em cima da colina logo em frente e após poucos minutos retrocedeu até desaparecer novamente. Para o bom observador e aqueles de boa visão, era possível notar um vulto caído lá em cima. Para os corajosos, aqueles que vieram a se aproximar com as varinhas em punho, não foi dificultoso notar que o vulto, na realidade, era uma garota. Sky, para quem a conhecesse.

Mais uma dos sequestrados, mais uma vítima, mais uma ferida desmemoriada que necessitaria dos cuidados médicos do Hospital bruxo. Era possível ver sua perna quebrada em dois lugares, algo desagradável já que uma das lesões era exposta. Se alguém aproximasse ainda mais, poderia ver um corte profundo costurado precariamente em sua cabeça, cercado pelo roxo de uma provável batida. A garota não parecia bem e estava cada vez mais pálida, a batida na cabeça deveria ter sido realmente grave. Por algum motivo desconhecido, a relva ao seu lado estava suja de algum tipo de líquido escuro e espesso, não identificado. Para os bons aventureiros e rastreadores, talvez, e apenas talvez, uma trilha para o desconhecido poderia ser identificada.

Código:
OBS: Narração única. Aos que desejam seguir a pista do fim do post, aguardem próximas postagens minhas.

Narradora: Harleen Quinzel.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Seg 03 Ago 2015, 21:28



Até que as coisas ali não estavam tão ruins. Olhei para o lado, brincando de fazer caretas com uma menina no saco de dormir ao lado. Interrompi minha brincadeira quando uma voz masculina chamou por atenção. Não sou reconhecer a figura, mas certamente deveria ser alguma autoridade do Ministério. Escutei as palavras com cautela, imaginando quantas pessoas mais haviam por chegar ali. Esperava que não muitas, um aglomerado de gente não era algo que me agradasse.

Respirei fundo e coloquei-me de pé, quando os avisos terminaram eu segui para o lado de fora afim de conferir a tal enfermaria. Meus pais pareciam murmurar sobre um conhecido entre os sequestrados e eu não quis interromper, me dirigindo para a parte lateral do acampamento. Um barulho irrompeu nos céus anunciando algo catastrófico, naquela situação a única coisa que eu esperava era atrair algo ruim já que era o cenário perfeito para isso. Recolhi minha varinha e abaixei-me atrás de um baú, pronta para incendiar o quê quer que aparecesse perto de mim.

Acompanhei com os olhos o correr de uma névoa negra gravando o chão em ritmo acelerado. Inflei os pulmões e coloquei-me a correr na direção dos adultos, aquilo não era um bom sinal. - Vamos todos morrer! - Anunciei tropeçando entre os passos e escondi-me atrás dos meus pais. A névoa parou na metade do caminho e com dificuldade notei que deixara algo para trás.

Contra todas as indicações dos adultos segui um grupo para perto do local. O que vira não foi nada bonito e embrulhou todo o meu estômago. Uma garota desfalecida no chão parecia estar morta. Afastei-me do corpo conforme os mais hábeis tratavam de verificar sua situação e tomei em mãos a varinha por cautela. Olhei um pequeno rastro negro no chão que corria para dentro da floresta formando uma trilha. Olhei para trás afim de ver se meus pais notariam minha falta e caminhei seguindo o rastro da trilha sem saber ao certo para onde iria, saindo dali.

OFF: Saio do local e sigo a trilha sz.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Seg 03 Ago 2015, 22:06


Entidade surpresa !
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 Michael falava com o tal homem, enquanto isso eu acariciava o Adhara, que estava em meu ombro. Adhara deu uma dolorosa arranhada em meu pescoço. - Aii ! - Disse olhando para trás. Nesse momento uma fumaça preta se aproximava da barraca, iria pegar todos de surpresa. - Michael ! - Chamei sua atenção, apontando o dedo para a negra e assustadora fumaça. A fumaça surpreendeu todos, quando parou colocou alguma coisa ou objeto no chão e foi embora. Todos ficaram sem saber o que tinha ocorrido. Michael e um grupo de adultos, se aproximou do que estava no chão, de longe aquilo parecia ser um corpo morto no chão. Cheguei mais perto e vi que aquilo realmente era um corpo, um corpo de  uma garota, parecia que tinha sofrido muito, suas pernas estavam totalmente quebradas, aquilo fez Adhara entra por dentro da minha camisa. - Calma Adhara. - Disse tentando acalmar o pequeno e assustado Adhara. Assim que fiquei alguns segundo parado olhando o corpo, percebi que havia uma estranha coisa deixado um pequeno caminho. Provavelmente aquilo seria da fumaça, com certeza deveria ser. Chamei a atenção de Michael e apontei para a trilha deixado para trás. Michael se tocou do que eu queria falar a ele, mas tinha muitas pessoas ali. Eu e ele começou a seguir a pista que poderia levar, ou não, para algum lugar.




Terras altas da Escócia. » Michael Ledger » Casaco grande & Calça jeans azul. » made by secret from tpo ?
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Kawonin J. Miller
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Seg 03 Ago 2015, 22:15

[size=61]
 [/size][size=61]Acordo, ainda meio sonolento, em cima de uma maca dentro de uma tenda. Não estava entendendo tudo aquilo, será que tudo o que eu passei na floresta foi um sonho. O lugar estava um pouco cheio, apesar daquele local ser desconhecido. Um homem, que aparentava ser um membro do ministério começou seu discurso de "boas vindas" ao presentes, após seu maravilhoso discurso a comida foi servida fora da tenda, como estava debilitado, trouxeram sopa e aproveitei-a lentamente.[/size]


[size=61]Cada vez que o tempo passava, mais gente chegava ao local, até aparecer o menino da floresta e de Whitechapel, Michael Ledger, perguntando sobre o membro do Ministério, virei a cara para o mesmo não me reconhecer até ele sair. Tudo estava tranquilo, coisa rara, porém uma menina adentrou a tenda dizendo que todos nós iriamos morrer e logo em seguida ficou pálida. Me levantei com dificuldade da maca, apoiado-me em uma bengala, e fui em direção ao aglomerado de pessoas, a cena que vi era macabra e horrenda, havia no chão outro corpo que fora desaparecido, até parecia que isso me perseguia, olhei atentamente, parecia morta e possuia em sua volta alguns rastros de fluidos escuros formando uma trilha, porém imperceptivel para desatentos. Discretamente, sigo a trilha que vai dar em algum lugar interessante e talvez que resolva todos os problemas.[/size][size=61]
[/size]

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Seg 03 Ago 2015, 22:24


    Bodies

       

Caos era uma palavra que resumia bem o nosso redor naqueles dias. Ninguém mais tinha confiança em ninguém, e ouso dizer que até a esperança estava acabando aos poucos. Sei disso porque me sentia assim. Não conseguia mais olhar para o rosto de Leah e ver que já não havia mais lágrimas de desespero, pois ela não tinha forças mais nem para isso. E de minha parte, queria poder dizer que tinha certeza de que Will estava bem. Queria dar essa notícia otimista a todos que me perguntavam, mas no fundo, estava tão desesperado quanto minha esposa. Eu precisava fazer alguma coisa.
 
Não por coincidência, mas por uma trama do destino mesmo, acabei caindo nas terras altas da Escócia, em companhia de um amigo auror, que dizia que devia comparecer a um acampamento com o Vice-ministro. Eu precisava de motivos para sair de onde eu estava, nem que fosse só para conseguir organizar meus pensamentos, e formular algum plano e seguir atrás de Will, tanto que não pensei duas vezes antes de aceitar a viajem com Vince. Para voltar, daria meu jeito. Eu sempre conseguia dar um jeito.
 
Aparatei com ele, que seguiu prontamente até as barracas armadas ali perto, mas não o segui. Decidi tomar um caminho diferente, um mais isolado. O clima das montanhas seguia o seu habitual, pelo menos nos primeiros minutos que permaneci por ali. Não sei dizer por quanto tempo fiquei rondando o local e raciocinando, mas depois de algum tempo, outra coisa conseguiu me chamar a atenção. Uma névoa densa e negra se aproximava de uma maneira tão sorrateira que as pessoas só se deram conta dela quando ela já estava bem próxima. Vi pessoas correndo para se proteger, mas notei que a névoa não atingiu o acampamento. Ao chegar em uma colina bem próxima, parou e permaneceu, por poucos minutos, e se dissipou novamente, calma e silenciosa. Entretanto, aquele vulto não estava ali antes da névoa aparecer.
 
Olhei para os lados, e parecia que ninguém mais havia notado. Saquei minha varinha e segui em direção ao local, sem entender absolutamente nada do que havia acontecido. Apressei o passo e comecei a correr, pois a situação parecia ser urgente. Só que, ao me aproximar um pouco mais, reduzi o ritmo e adotei passos mais cautelosos, pois poderia estar me colocando em uma situação bastante perigosa. Foi então que consegui focalizar o vulto e notei que perigo era a coisa menos presente ali, pelo menos para mim. Uma garota, com ferimentos o suficiente para leigos terem certeza que estaria morta. Só que minha curiosidade foi maior, e me aproximei, medindo sua pulsação. Senti meu estômago saltar quando vi que ainda estava viva. Meu primeiro pensamento foi levantá-la do lugar e levar para um local seguro, mas ao notar sua perna quebrada em dois lugares, um com fratura exposta e ainda sua cabeça costurada por alguém que parecia estar com muita pressa – ou preguiça – mostravam que se eu tentasse qualquer coisa, poderia matá-la. Logo, não tive outra opção a não ser chamar alguém. O acampamento estava próximo, e eu apenas rezava para que não acontecesse nada com a garota nos poucos segundos que a deixasse sozinha. Corri até as barracas, sem olhar para trás. Não parei até encontrar o Vice-ministro. Supunha que ele fosse quem estava liderando o local. Notei a surpresa em seu olhar, e não o julguei, afinal, só não caí em cima dele ao reduzir minha corrida porque consegui segurar minhas pernas. – Uma garota... desacordada... quase morrendo... ali... na colina. – tentava dizer, em meio a tentativas desesperadas de respirar. O Vice-ministro pareceu entender o recado. Era o que eu queria. Ele se levantou, apressado, e pediu para que eu o guiasse. Tomei a dianteira, e seguimos para a colina. Para meu alívio – ou não – a garota continuava ali, da mesma maneira que eu a havia deixado. O Vice-ministro se aproximou e analisou a garota, e seu olhar ia se alarmando cada vez mais. Não havia mais tempo. Precisávamos tirá-la dali. – Temos que tirá-la daqui. Sabe-se lá quantos minutos de vida ela ainda tem. – O homem assentiu, e disse que aparataria com ela ao St. Mungus. Mas eu sabia que uma viagem aparatando não era das mais confortáveis, então me dispus a ir com ele, segurando o corpo da garota. Ajoelhei-me no outro lado do seu corpo, e segurei na cabeça da jovem desacordada. Com a outra mão, segurei a do Vice-ministro e desaparatamos com o corpo da jovem dali.


Obs: Isaac e Franklin estão retirando o corpo da Sky dali. Sigam a trilha feliz ;D
   
"

   
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Mike Ledger V. Hansen
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Seg 03 Ago 2015, 23:07

Off : O Ran postou por mim e por ele, estou um pouco ocupado.

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Franklin Evanne McCready
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Ter 04 Ago 2015, 12:49

A calmaria do lugar me deixava um pouco alegre para ser mais exato. Tudo o que eu queria era que aquelas pessoas estivessem tranquilas quanto ao acontecimento atual, e bem, eu consegui propor para as mesmas uma certa tranquilidade. Todos diziam que a comida estava boa e que o clima do local era um pouco agradável para os demais. Foi bom saber que havia escolhido um bom lugar, longe de toda a correria e stress de Londres e seus habitantes trouxas. Cada vez mais eu podia ver pessoas chegando ao acamapamento, sendo de vassoura, aparatando ou até mesmo à pé.

[...]

Gostaria de que toda aquela tranquilidade continuasse do jeito que esperava continuar. Ao longe, a nevoa negra se aproximava, e tudo o que conseguia ouvir era os gritos das pessoas que pensavam estar seguras. Por sorte a névoa não chegou perto demais, muito pelo contrário, ela parou no meio do caminho, em cima da colina logo em frente. Não demorou muito para que a mesma voltasse até sumir praticamente de vista — o que achei totalmente estranho.

Acalmava as pessoas que estavam gritando e correndo pelos arredores do acampamento, não havia total necessidade de todo aquele alvoraço. Aquela névoa havia apenas chego perto, porém ninguém se machucou nem nada disso. Estava tudo normal. Era um local seguro, afinal. Senti uma mão pesada pousar em meu ombro, e em um susto, virei para ver quem era o mesmo. Um homem um pouco estranho tentava falar algo sobre o corpo de alguém ou algo do tipo, mas sua falta de ar dificultava a fala. - Espera, um corpo? Me mostre onde está! - Disse com uma certa pressa.

O homem havia me levado até onde a névoa havia parado, e ele estava certo. Realmente havia um corpo por ali, de uma menina loira, completamente desacordada e cheia de ferimentos. Precisávamos levar ela para o hospital o mais rápido possível, caso ao contrário, ela poderia morrer nos braços de um completo desconhecido. Não pensei duas vezes depois de ver o mesmo pega-la no colo. Com uma mão, segurei no braço do homem, e com a outra, segurei a mão da garota, e numa certa pressa, aparatei com ambos para o hospital St. Mungus.

Off: Aparato com Isaac para o hospital St. Mungus, saindo do local. Mas eu volto ok? sz

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Garth Lumière Ward
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 06 Ago 2015, 14:40

zlodej!

Estava na forma animaga já fazia quase oito horas. Voava em uma velocidade bastante rápida para quem não tinha pressa alguma, nem quase nenhuma força. Usava o chifre como lança para tirar as folhas do meio em manobras espirais para escapar com precisão de predadores naturais. Dois pássaros tão rápidos quanto ele o perseguiam a certa de uma hora e ele só por adrenalina continuava fugindo dos animais deixando de lado a viagem de quase dois dias que tinha que fazer para chegar a Escócia. Dentro de uma espécie de bosque, ele já não sabia mais para onde ficava o norte, mas estava tão distraído esquivando-se de mergulhos aéreos que nem se importou em seguir o itinerário.

Só parou quando despistou as aves em uma plantação, pairando por entre as arvores até chegar em girassóis que enfeitavam um jardim bastante humilde. Tomou então do néctar, embriagando-se a ponto de ter que voltar para forma humana, resmungando em francês algo sobre o gosto horrível. Quase imediatamente, sai uma senhora bastante robusta munida de uma vassoura e bastante coragem. Ele se assustou, mas suspirou quando viu do que se tratava. Seu erro foi subestimá-la, já que com a vantagem − ele estava no chão afinal – ela pode acertá-lo em cheio com o cabo de madeira. Literalmente viu estrelas, como nos desenhos animados, daí acordou horas depois em algum lugar que parecia um celeiro de cereais. Alguns cavalos comiam tranquilamente suas cenouras enquanto o francês saia do monte de feno.

Tirou a varinha do bolso e a balançou, abrindo as grandes portas de madeira e dando de cara com a linda vista dos campos verdes. Seguindo o percurso do rio o que parecia ser uma pequena aldeia ao redor de uma estrutura antiga ecoava sons festivos. Ele bateu a roupa e se montou em um dos cavalos, o mais manso é claro. Quando passou pelo casebre de novo, a senhora gritou esganiçada um “ladrão” em seu dialeto. Garth riu, e antes que pudesse ser seguido pulou do animal voltando a forma animaga antes mesmo de chegar ao chão, voando para longe dali. Iria aproveitar o possível festival, quem sabe embebedar-se de vinho e arrumar uma companhia para noite, daí depois de uma mudança no itinerário conseguiria voltaria a jornada para visitar sua mãe. 


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Tessa Hoyer Schoenberg
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 06 Ago 2015, 21:09




Havia tentado prestar atenção ao que o Ministerial estava falando, mas na minha cabeça só corriam cenas de terror e me encolhi ainda mais num canto, queria muito que toda aquela loucura tivesse um fim o quanto antes. Não sabia aonde estariam meus familiares e temia que também fossem feitos vítimas do tal sequestrador que andava naquela névoa. Respirava profundamente tentando me acalmar enquanto homem ainda falava conosco e assim que ouvi que estavam servindo comes e bebes do lado de fora, abri um sorriso tímido. Tinha acabado de me dar conta de que estava com fome e meu estômago também fez questão de me alertar. Me levantei e me apressei em me juntar aos vários que faziam uma fila para pegar um prato de sopa e um copo de suco, alguns preferiam outras coisas, tínhamos uma boa variedade de alimentos que eu não fazia ideia de onde tinha vindo. Me ajeitei num cantinho perto da fogueira e comecei a comer, devo ter repetido a refeição umas três vezes, não sabia se estava tudo tão bom daquele jeito ou se estar com fome também ajudava a melhorar o sabor. – Isso está uma delícia, só não como mais por medo de acabar passando mal. – comentava com uma garota que estava ao meu lado terminando seu prato de sopa, ela parecia ser legal, mas estava tão assustada quanto eu, a diferença era que eu conseguia disfarçar às vezes. 


– Não está achando estranho esse céu? Parece que uma tempestade está se preparando pra cair desde a hora em que cheguei e até agora nem sinal de água. – instantes após meu comentário, um trovão foi ouvido e assim nossa calmaria teve um fim. Gritei, assustada. Uma névoa negra começou a se aproximar, rapidamente me levantei e comecei a correr desesperada pra longe daquela coisa, eu sabia o que ela vazia e não queria ser levada. Procurava por ajuda ou algum lugar para me esconder; muitos fizeram o mesmo. Instantes após a névoa aparecer, começou a retroceder, até que sumiu por completo, acreditava eu, porém havia deixado algo para trás. Curiosa do jeito que eu era, me aproximei junto com os outros e tive uma visão que me aterrorizou. – Mas é... é... uma garota. Ela está morta? – gaguejava enquanto tentava pronunciar as palavras que todos já sabiam e esperavam ouvir, um outro grupinho se aproximou daquele corpo até que o Ministerial teve conhecimento do ocorrido e agiu rapidamente. Observava tudo enquanto cobria a boca, estava muito impressionada com a cena. A garota estava bem machucada e quando notei seu ferimento exposto na perna e o machucado bem mal tratado na cabeça, me afastei e deixei que os adultos tomassem conta da situação e fizessem o que fosse melhor. Depois daquele susto, saí dali e segui com os outros pela trilha que haviam descoberto.



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Mike Ledger V. Hansen
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qua 16 Dez 2015, 19:59


the road so far

 Após explicar o plano para o Jensen, meu irmão fica me encarando e então discorda de tudo. Diz que eu não posso acabar morrendo para terminar com a maldição Ledger. - Ou eu, ou você, Jensen. - Jensen então joga uma coisa especial para mim. Sobre minha promessa de morrer, só depois de realizar o meu sonho... aquilo me tocou por dentro. - Jensen... meu verdadeiro sonho é ficar ao lado da minha mãe. - o homem fica quieto e então me abraça. Sem saber o que fazer, apenas digo. - Eu te amo. - uma coisa que nunca esperei aconteceu. Jensen está ao meu lado e não quer me matar. Ele quer me proteger, não quer que eu morra para dar um fim à maldição... mas já está decidido. Jensen me entrega a espada que ele furtou de um museu da Espanha e então me entrega. Dou um sorriso para ele e olho para o Lago.

  Vasculhou a minha mochila e então retiro de dentro um colar que me pertencia até esse momento. Era de bronze, formato de um pentagrama de 6 lados e um cordão de prata. - Toma, isso vai te proteger. Enquanto você estiver com isso, eu saberei que você está bem. - Jensen recolhe o colar e coloca em seu pescoço. Agora não tenho mais tempo de enrolar. Tenho que adentrar logo o Lago e ir lá no fundo dele, procurar a bruxa Morgana e quem sabe, ter a sorte de não ser morto por falta de atenção. Jensen então me entrega um musgo verde e pede para mim engolir. Obedeço suas ordens e então enfio o musgo verde na boca e por culpa do gosto ruim, engulo de uma vez.

  Jensen fez igualmente e então adentramos o Lago gelado e sujo. Enquanto estou mergulhando, percebo que minha mão está diferente e algo aconteceu com meu pescoço, mesmo assim, não paro de mergulhar, já que Jensen não parou. A cada minuto que passa, o Lago fica mais escuro e sombrio. Já senti umas três vezes á impressão de estar sendo perseguido. Jensen, por outro lado, continua com um foco total em mergulhar até o fim do lago, enquanto carrega a espada na mão. Apenas observo o quanto focado ele consegue estar, sabendo que nós corre perigo de morrer da pior forma possível.

  Os minutos se passam e nada acontece, tudo está tão tenso que eu seria capaz de desistir de acabar com a maldição e ir embora, porém eu não posso... tenho que fazer isso. Dou um impulso grande, com os pés e consigo alcançar Jensen. Faço um gesto com os dedos, indicando que seria melhor nós ser mais rápido, e logo ele concorda com um aceno com a cabeça. A espada que está em minha mão, começa a ficar pesada e do nada fica ofuscando uma cor verde. Olho fixamente para ela e percebe que o peso é causado por culpa de sua lâmina, que está apontando para algumas rochas grandes. Cutuco Jensen e então ele toma um susto ao ver a espada daquele jeito. Logo ele pega a espada de minha mão e começa a caminhar até às rochas. Começo a segui-lo, pois também estou curioso em saber o porque disso, mas no fundo sei que isso pode ser perigoso. Estamos tão perto da rocha, que é capaz de ver um brilho que vem de dentro dela. Fico ao lado de Jensen, quando vejo o que está transmitindo a luz dentro dela... uma varinha de aspecto antiga, tem inciais cravada nela. L.L the D.L.

  Aquilo não significava nada para mim, mas o Jensen... ele lembra de algo que eu não lembro. Olho para Jensen, mas ele apenas fixa a varinha velha e logo ele toca nela. A varinha não sai do lugar, mesmo que Jensen tente tira-lá. É como se ela fosse apenas um holograma. Jensen então olha para mim e faz um gesto, indicando que era para nós tocar nela ao mesmo tempo. Meu coração dispara com a ideia de fazer isso. Algo de errado pode acontecer, quando fazermos isso. Sem hesitar, toco na varinha ao mesmo tempo que Jensen e algo estranho acontece. Uma luz branca se alastra pelo lago e logo somos sugados por ela.

  Track ! Eu e Jensen cai em um chão semi-confortável. Abro meus olhos, sem mover meu corpo e vejo que estou em um tipo de floresta extinta. Novo minha cabeça para a direita e então vejo a face de Jensen. - O que aconteceu ? - pergunto. Jensen estava com cara que sabia de algo, quando decidiu fazer nós dois tocar na varinha velha. Jensen então da um suspiro. - Luciano Ledger. Você é o herdeiro dele... - Isso que Jensen diz me ataca de surpresa. Fico sem saber o que falar e logo Jensen fala sobre a segunda inicial da varinha. - Damiani Ledger. Eu sou o herdeiro dele. - no exato momento em que Jensen diz isso, uma voz é escutada, vindo de dentro de uma cabana abandonada da floresta. - Isso mesmo, queridinhos. - olho de relance para de onde veio a voz e logo vejo a figura de uma mulher aparecer.

  Jensen da um pulo e fica em pé, após ver a aparição daquele mulher,no garoto ficou assustado. Ao contrário, apenas fico observando a cena, até que percebo que a espada não está mais em minha mão e sim á uns 12 metros de distância. Olho fixamente a mulher e vejo sua face. Uma mulher morena, com cabelos não muito longos, olhos castanhos e sua pele tem um tom de branco muito forte. O batom em sua boca se destaca, pois tem a cor de sangue de humano. Jensen então interrompe minha observação e grita. - Mike, ela é a bruxa Morgana !

  Não pode ser... Então quer dizer que é verdade. Tem como quebrar a maldição. Meu corpo fica imóvel, não sei o que fazer. Se verdadeiramente ela é a Morgana, eu não tenho chance alguma de vence-lá. Olho para Jensen, que está apontando sua varinha a ela e logo vejo uma rajada vermelha sair de sua varinha, indo em direção a mulher. Morgana apenas estrela os dedos e o feitiço é barrado no caminho. - Mais que falta de respeito... Damiani era mais educado ! - a mulher aponta um dedo ao Jensen e logo ele é jogado para trás. Nesse momento, o meu corpo volta ao controle e me levanto. Olho para a mulher e de relance para a espada. Sei que não chegarei a tempo na espada, então retiro a varinha do meu bolso. Ergo ela até Morgana. - Ferreous ! - um vento forte saí de minha varinha, em direção á mulher. Porém a fada desaparece do lugar onde estava e logo o vento destrói a pequena cabana que estava na floresta. - Pensou mesmo que iria me matar assim ? - a voz da mulher é escutada atrás de mim e logo fico paralisado. - Nenhum feitiço é capaz de me matar. Foi um erro grande vir até aqui me enfrentar. - assim que a fada termina de dizer isso, a tal me joga em cima do Jensen.

  O corpo do Jensen me ajuda a suportar o impacto com o chão e logo ele sussurra algumas palavras. - Vá pegar a espada, eu vou ficar distraindo a Morgana. - suas palavras me faz levantar e logo ajudo o Jensen a se levantar. O garoto então joga mais feitiços na fada, enquanto eu corro em direção da espada. Quando estou perto de agarrar a espada, algo me joga para trás com brutalidade. Caio no chão, sentindo dores fortes. Minhas costas está queimando de tanta dor, é tão forte que eu seria capaz de desmaiar em momento menos importantes, mas agora... Isso é importa.

  Ouço o grito do Jensen, mas não me viro para ver o que ocorreu. - E que tal colocar um irmão contra o outro ? - diz a fada. Olho para ela e vejo a tal estalando os dedos. No mesmo momento uma raiva invade minha mente e meu corpo se corrói por dentro. Olho de relance para o Jensen e fico com uma vontade louca de mata-lo. Me levanto aos poucos e então cerro os meus punhos. Saio correndo descontroladamente em direção do Jensen, que logo lança um feitiço em mim, mas acabou errando o alvo. Com minha mãos, jogo o tal no chão e começo a esmurra-lo. Morgana está rindo da cena, enquanto a espada continua a ofuscar. Dou vários socos no rosto de Jensen que agora ele está quase irreconhecível. Jensen tenta falar algo, mas eu quase não dou brecha para que ele abra a boca. - Michael... Eu to aqui... Eu to aqui, maninho. - Jensen diz essas palavras e apenas suspiro de raiva e continuo a dar socos nele. Quando me preparo para dar o último soco de misericórdia, algo aparece no pescoço de Jensen. O colar que era da nossa mãe.

  O colar penetra em minha mente e meus olhos começa a lacrimejar. Meus sentimentos se tornam outros em questão de segundos. Várias coisas estão se passando pela minha cabeça. Um filme de minha infância e atual situação passa por minha mente. O dia em que fui deixado na casa da minha tia, junto com o colar da minha mãe. O dia em entrei em Hogwarts e fui selecionado na Grifinória. O dia em que eu vi a ilha ser prisioneira de um domo. O dia em que eu batalhão contra o Jensen e quase morri. O dia em que dei o colar para o Jensen, em forma de paz... E a algumas horas atrás, quando abracei ele pela primeira vez. Retomou a consciência de tudo e vejo o que eu havia feito com o Jensen. Meu irmão está com o rosto todo ensaguentado e irreconhecível, mas ele ainda está acordado. Jensen me olha com cara de medo e a fada Morgana nos encara. - Aí que lindo. Pena que você não verá mais ele. - Jensen continua no chão e logo me levanto. Sem varinha, sem espada, sem proteção. Fecho meus olhos e então me concentro, tentando me comunicar com a criatura que habita em mim. - Então você achou ela ? - uma voz grossa foi ouvida. Estou numa total escuridão. Estou no meu sub-consciente. Dou um sorriso de lado e logo respondo. - Sim... Eu encontrei. - a criatura que está na escuridão, da uma risada e então diz. - Como prometido, vou tomar conta do seu corpo, mas você vai ter consciência de tudo. - concordo com um aceno de cabeça e logo volto a consciência.

  Encaro Morgana, enquanto meu corpo ganha pelos, unhas grandes, altura elevada e presas maiores. Tudo isso ocorre rápido, mas não me transformou por completo, apenas metade. Olho para trás e vejo que Jensen já está de pé. - Jensen, vá buscar a espada, eu te dou cobertura. - Morgana da uma risada e então eu corro em direção a ela. A tal começa a estalar os dedos e meu corpo começa a ser empurrado para trás, porém eu consigo aguentar todos aqueles empurrões e logo chego na sua frente. A bruxa então, conjura uma rajada de gelo, que atinge meus dois braços, deixando eles imóveis. Começo a rosnar e logo percebo que a fada está fitando o Jensen. O garoto já está com a espada na mão, e antes que Morgana possa pensar em fazer algo. Quebro o gelo com toda a força que meus braços tinha. Me jogo na frente dela e logo sinto algo cortando meu estômago. Minha respiração fica mais abafada e sangue se espartana pelo chão gélido. Jensen nesta correndo em nossa direção e logo agarro Morgana pelos braços. - Jensen, agora ! - grito. Jensen para, quando está em nossa frente e logo o homem não sabe se me mata junto com a Morgana, ou se deixa a chance passar. - Eu te perdoou ! Jensen, eu te perdoou. - o homem maneira a espada e logo perfura meu coração, junto com o corpo da Morgana, que estava atrás de mim.

  Ouço um grito atrás de mim e então vejo a fada se despedaçar no chão. A espada que estava entre eu e ela é retirado por mim. Agora ela parou de brilhar e eu... bom, eu estou caído no chão, agonizando a dor. - Mike ! Você vai sair dessa. Vamos, se levanta ! - diz o mais novo herói dos Ledger, Jensen. Dou um sorriso e então vejo tudo ficando preto. - Jensen... você é o melhor irmão do mundo.

  Abro meus olhos e me vejo em um lugar todo branco. Uma mulher está a minha frente, uma mulher com os cabelos loiros, pele branca como a neve e... os olhos iguais aos meus. Me levanto com um impulso e então abraço ela. - Mãe ! - a mulher retribui o abraço e então me pergunta. - Então quer dizer que Jensen matou você e o Stiles... ? - saio de seu abraço, com um sorriso no rosto e digo. - Não... Quebramos a maldição, ou melhor ! Jensen acabou com a maldição, ele é o herói ! - Stella me da um abraço e então diz. - Eu sempre soube que vocês iam me orgulhar ! - uma sensação nunca sentida antes, invade o meu peito. Amor. Não um amor comum, mas sim um grande amor de filho por mãe. Agora eu sei o que é esse sentimento. É inexplicável... Tudo isso. - Mãe... Eu te amo.

Off: Fim do personagem.





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Hórus Mertens Heimdall
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Ter 29 Dez 2015, 06:23

Tava com vontade dar um rolê mil grau pela Escócia. Aí eu fui em Edimburgo passear, logo após, saio dali.
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Eileen Von Ziegler
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sab 27 Fev 2016, 13:28






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Jantar Ziegler

Folga que palavra maravilhosa, os dias da minha folga então, são mais lindas ainda,mas essa folga era só do MM, porque eu ainda tinha que resolver um assunto para os mercenários,  um auror que havia chegado muito perto de Franklin um mercenário “aposentado” e eu tinha que dar um jeito nisso porque ele era muito considerado por todos inclusive por mim pois eu devia muito a ele, claro que o gosto pela maldade veio também do meu pai e da minha mae, eles fizeram dois, não um, mas dois mercenários, alguma coisa no DNA deles não andava muito bem.

Há alguns dias eu havia sido contratada como cozinheira.-sim eu cozinho, e muito bem.- na casa do auror, uns dias atrás quando investigava a casa dele, sua rotina e etc, observei que ele estava pesquisando em um catalogo bruxo, cozinheiros, imediatamente fiz alguns cartões de visita e fui ate a casa dele e fiz toda uma encenação, com referencias e tudo mais, ele tinha uma historia trágica, passou a vida em um orfanato, se casou mas a mulher morreu de forma misteriosa e eu aposto que foi o Franklin, pelo que ouvi falar o caixao nem pode ser aberto, que triste não? Não.Ele me fez algumas perguntas, entrevista e obviamente eu passei, se ate pra auror ministerial eu passei, isso era fichinha né por favor.

Cheguei na casa dele bem cedo, ele abriu a porta e voltou a se deitar, um homem solteiro na casa dos 38 anos, não aguentou o decote de uma mulher ainda mais sendo tao abundante quanto o meu, o que me concedeu  uma confiança extra, você já notou como você confia em quem flerta com você? Vejam meu caso ate defender Rapunzel pro meu irmão eu já defendi. (-q) Preparei seu café, com torradas, geleias, paes, presuntos, uma bandeja enorme e em todos os líquidos e frutas uma poção de sono profundo, não deu outra quando ele veio pra sala e comeu não demorou 5 minutos e ele já estava dormindo.- Anestecsi.- o anestesiei e logo continuei.- Mobilicorpus.- e assim o corpo dele estava a flutuar e com o meu auxilio foi parar em cima da bancada, desmaiado e anestesiado não deu outra, peguei minha bolsa de ferramentas e temperos e peguei um serrote afiado, não demorou para que lhe cortasse a perna, pra ser exata um pedaço de sua coxa.- Estanque Sangria.- completei e logo o levei para a cama e o cobri, agora era cozinhar, peguei a carne e a faca de peixe que era mais afiada e maleável.- Querido você terá a melhor refeição... E ultima, refeição da sua vida.- sorri maleficamente e retirei a pele e cortei um longo bife bem fino e bati toda a carne, temperei e fiz trouxinhas de carne com legumes recheado e arroz branco, assim que fui pro quarto e o servi ele acordou mais ainda estava anestesiado, só que com metade da coxa arrancada.

Comeu e comeu tudo com gosto, elogiando meu tempero e dizendo que era a melhor carne de sua vida.- Espero que tenha gostado mesmo, foi trabalhoso pegar essa carne.- quando ele ouviu e me perguntou onde eu tinha arranjado a carne sua perna já começava a doer e ele começou a agonizar um pouco dizendo que estava com muita dor na perna, eu havia trocado de roupa porque tinha sujado e eu ainda não queria que ele notasse a verdade dos fatos, logo que ele sentiu mais a dor e empurrou a bandeja eu puxei o lençol.-Espero que tenha gostado de sua carne.- gargalhei e não vacilei.- Petrificus Totalus.- balancei a cabeça de modo negativo enquanto o mesmo agonizava e gritava de dor, peguei a faca e sorri diabolicamente.- Com os cumprimentos de Franklin, mercenário e assassino de sua esposa.- Falei cortando sua garganta vendo o sangue esguichar alto me sujando toda de sangue incluindo minha roupa o que eu achei extremamente interessante serrei ele em vários pedaços e logo o pus em sacolas usando o feitiço limpeza para deixar a casa inteira um brinco e minhas roupas foram queimadas e eu tomei um belo banho, tive que ir pro próximo lugar só de lingerie tambem, estava um calor imenso, mas nao sem antes pegar todas as provas que ele tinha sobre o Franklin. Aparatei com as sacola para um canil enorme e observei 100 lindos cães comerem o agora ex-auror.-Se aquele idiota tivesse usado a cabeça eu não teria que estar com os aurores uma hora dessa, tanto cachorro no mundo pra alimentar, tanto leao, aparatação, idiota.- resmunguei e sai dali sem ser vista.


By:Fran & Nickie

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sab 26 Mar 2016, 12:40

Ride
- Nãnãnãnãnã... Yet I Can't Stay... - Cantarolava Dandelion fingindo ser uma alegre florista enquanto organizava as orquídeas, a proprietária do lugar morrera alguns dias atrás e surpreendentemente tinha deixado o estabelecimento para Dande, que não esperava tal ato, aceitou de bom grado este. Caminhou até a salinha de trás e passou a fazer palavras cruzadas esperando o tempo passar, se algum cliente chegasse o sino iria tocar avisando que a porta tinha sido aberta, logo não tinha que se preocupar de ignorar alguém. O barulho diferente ouvido pela mulher não fora o bater de um sino, mas sim o bater de asas que adentravam rapidamente pela janela do local, a coruja negra jogou a carta ali e foi-se sem nem parar para um descanso, desaparecendo no horizonte. Aquela coruja era assim, rápida e grossa. Jogou a caneta em cima da mesa e foi pegar o pergaminho no chão, abriu este voltando a se sentar, a missão a fez arregalar uma das sobrancelhas por um momento, era impossível não ter a curiosidade atiçada sobre o que deveria ser tão bem protegido, mas foi apenas por um momento, seu estado monótono e sem interesse para com o que acontecia em sua vida logo voltaram e ela se viu novamente diante de apenas mais um trabalho lucrativo.

Caminhando até a frente da floricultura Dandelion tratou de fecha-la, aparatou para o seu pequeno apartamento aonde teria uma fonte de pesquisa, desde que lera a carta já pensava em ser um lugar trouxa o candidato a esconderijo, assim como é dificil achar algo bruxo em meio aos trouxas também é dificil esconde-lo ao meio deles sem que isso chame muita atenção, por isso que as buscas sempre começariam pelo mundo bruxo, era o mais lógico. Dandelion não tinha problemas em trabalhar um pouco mais para esconder algo, logo iria pegar o caminho mais dificil e esforçar-se para esconder num local trouxa sem chamar atenção. Obviamente a mulher não sabia sobre todos os lugares trouxas do mundo, logo apelou para a internet, coisa muito bem inventada pelo trouxas que deveria ser inserido no mundo bruxo, tinha tantas vantagens. Alguns minutos de pesquisa e ela achou seu lugar, uma caverna nas Terras Altas Da Escócia que não parecia ser muito atrativa a turistas, era um bom lugar.

Com mais uma aparatação Dandelion se viu na floresta das Terras Altas, era uma floresta bem viva, não tinha muita interferência do seu humano, quanto menos melhor, significava que pessoas não passavam por ali. A sua frente estava a tal da caverna, a entrada não era escondida dos olhos de ninguém, Dande sacou a sua varinha e então adentrou a caverna. - Lumus. - A ponta da varinha se iluminou e ela pode ver as pedras e estalactites que faziam as paredes da caverna, aquela não era uma caverna grande, não seria muito dificil chegar ao seu fim, por isso os turistas trouxas não tinham interesse nesta, não tinha muito o que oferecer. Teve de se encolher para passar por um lugar estreito e enfim encontrou-se com o final da caverna, um hall sem nada além de uns dois ou três morcegos pregados no teto. Seja lá qual for o tamanho da coisa, aqui é um bom lugar, só tem uma entrada e esta é bem estreita. Lugar aprovado agora era a hora de se fazer os feitiços de proteção.

Por um momento sentou-se ali e ficou a elaborar a forma que colocaria os feitiços de proteção que conhecia, tinha que ser algo inteligente em vez de simplesmente os por um após o outro, pois apenas Finites já seriam o suficiente para desfazer tudo caso fosse notado a presença de tais feitiços. Enfim com a estratégia feita, Dandelion rumou para a passagem estreita, a única porta de entrada para aquele hall. - Repello Inimigotum. - A barreira conjurada por ela ocupava praticamente todo o hall, quem quer que ali entrasse seria desintegrado. Continuou com a varinha apontada para o hall. - Fianto Duri. - A nova barreira estava em volta da primeira, assim quem quer que usasse Finite teria que usar no mínimo mais duas vezes, uma pra cancelar de vez o Fianto e outra para desfazer o Repello, era apenas uma jogada para pessoas desatentas que achariam que ali haveria apenas uma única barreira. Todo cuidado era pouco. Em seguida atravessou a passagem estreita e apontou a varinha para esta. - Fosforepelio. - A barreira ectoplásmica seguia por toda a passagem, e como o ambiente ali era escuro essa tornava-se um pouco dificil de se enxergar, indivíduos com falta de atenção rapidamente sofreriam danos ali se fossem logo atravessar. Se é que conseguiriam chegar até tal parte, porque ainda faltavam os feitiços lá de fora. Rumou para fora da caverna usando o Rudis atrás de si algumas vezes para apagar as duas pegadas lá dentro, quanto menos achassem que alguém não tinha passado ali melhor, assim achariam que lá dentro não teria nada além dos animais que viviam na caverna, ou seja, não se preocupariam com feitiços de proteção. Antes de sair totalmente da mesma ela usou o Cave Inimicum, apenas mais um contratempo para quem estaria tentando adentrar ali.

Do lado de fora, Dande apontou a varinha para o chão. - Regimen Radix. - As raízes brotaram do solo, Dandelion ordenou que essas cobrissem um pouco da entrada de caverna, deixando esta mais discreta a olhares. Apontou a varinha enfim para a entrada da caverna. - Desimo Domus. - Nos estudos da vida aquele feitiço funcionava com casas e prédios, mas o conceito de casa é bem relativo não é mesmo? As pessoas podem muito bem viver numa caverna e essa ser sua casa, o que importava era o que o feitiço protegia recintos, seria útil para Dande naquele momento. Afastou-se um pouco, faltava apenas um último feitiço. - Repello Mugletum. - O raio do feitiço era grande, tudo que ela menos queria ali eram trouxas indo bisbilhotar aonde não deviam, só iriam acumular corpos dentro da caverna, a ideia não era chamar a atenção de quem entrasse dentro desta. Se é que alguém fosse mesmo desconfiar de uma caverna no meio da floresta das Terras Altas da Escócia, existiam muitas outras florestas pelo mundo ao qual desconfiariam primeiro.

Seu trabalho ali estava terminado, agora bastava avisar o responsável pelo pedido do trabalho sobre as precauções que deveria tomar ao por algumas coisa lá dentro, como a maioria dos feitiços eram para pessoas, coisas entrariam ali com facilidade, nada que um Wingardium Leviosa e um bom conhecimento da parte interna do local não dessem um jeito. Ok, talvez não fosse assim tão simples, mas o que quer que fosse Dandelion dariam um jeito, afinal, era seu arranjo de feitiços protetivos que estava ali. Tornou aparatar para fora do local afim de comunicar sobre o trabalho realizado. Saiu dali.

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Annelise Donati Campbell
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sab 21 Maio 2016, 00:26


Abri os olhos e descobri que eu estava no meio do nada, deitada sobre a grama gelada e coberta por uma leve camada de neve que começava a cair. Por sorte a história de Lobisomem fazia com que a minha temperatura corporal fosse elevada, ou eu tenho certeza que já estaria completamente congelada. Me levantei com extrema dificuldade, sentia dores por todo o corpo conforme me movia. Não era uma tarefa fácil e difícil do que se possa imaginar não estava melhorando a cada ciclo de luas. Assim que fiquei de pé comecei a passar as mãos em algumas partes do corpo, era uma tática que eu sempre usava em busca de machucados, sempre haviam hematomas pelo meu corpo, alguns já estavam em um tom mais escurecido e outros clareavam como se fossem sarar rápido demais. Por sorte todos eles podiam ser facilmente escondidos, era uma das vantagens. Estava frio demais e eu estava nua, era a pior parte das transformações, aquilo estava destruindo o meu guarda-roupa aos poucos. Era como um câncer. Caminhei sobre a grama agora toda branquinha, abraçava o meu corpo na tentativa de esconder o que não queria que fosse visto. Apesar de saber que eu estava sozinha eu não conseguia deixar o pudor completamente de lado naqueles momentos. Encontrei, depois de algum tempo, as roupas que havia deixado escondidas em uma árvore. Precisei apenas espanar a sujeira que se acumulou e vesti a calça e depois o moletom largo, era o suficiente para o momento. Puxei o cabelo, soltando-o de onde havia ficado preso sob o moletom, e sentindo - como sempre - o gosto de ferrugem na boca. Era um gosto característico que eu infelizmente estava sempre sentindo. Eu odiava aquele sabor. Agora precisava retornar ao Hotel Hoffmeister, onde estava morando com a graça da liberdade adquirida ao se ter dezessete anos e herança suficiente para isso, caminhava descalça sobre a neve até chegar a um local seguro onde aparatei para Londres.

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Aurora Miller Wernersbach
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Dom 29 Maio 2016, 20:35



Léon levou-me até a periferia da cidade, onde as ruas estreitas davam lugar a estradas mais largas, com casas baixas, em ambos os lados, destroços e pedras entre elas, cabras pastando e crianças brincando, o cheiro de fossa que exalava no centro da cidade mudando para um misto de poeira, odores de animais e fumaça das lareiras das casas, a fim de mantê-las aquecidas. Ele me conduziu até uma estrada que parecia levar direto às montanhas, mas depois diminuiu a velocidade do carro uns trinta metros à frente - Achei que finalmente estávamos chegando! - exclamei assim que o observei retirando o cinto de segurança e se precipitando em abrir a porta - Vamos chegar lá, Aurora! Mas antes precisamos nos alimentar - ele destravou a porta, subiu a janela e pediu para que eu fizesse a mesma coisa, caso contrário ficaria torrando ali dentro sozinha. Por uma rampa de terra, atravessamos um tablado de madeira, sem corrimão para segurar, onde antes ficava um rio, ou um córrego de esgoto, até um local onde havia contêineres metálicos perfilados de uma ponta à outra. Alguns possuíam palavras escritas em árabe, inglês e russo - Isso parece coisa de cidade fantasma - comentei desviando os olhos pela paisagem ao redor. Ao redor deles, havia carros velhos, com homens dentro, tomando chá - Não é tão fantasma assim! - sorriu Léon ao notar a presença de trouxas por ali. Uma velha caminhonete estava aberta na traseira, com quatros rapazes dentro, sentados nos velhos bancos do veículo comendo algo. Eu me sentia em outro planeta. - Estamos longe? - comentei olhando para os rapazes com a barba suja de gordura enquanto me comunicava quase em sussurros com o bruxo à minha frente. A sensação de espreita e inferioridade naquele lugar era tamanha ao ponto de, assim que os homens estranhos levantaram e pousaram seus olhares desafiadores em nossa presença com suas armas presas em seus ombros, chamei por Léon, meio desesperada meio em choque, para que ele resolvesse aquele pequeno problema, afinal, a culpa era toda dele de estarmos ali. - Está tudo bem! - exclamava o francês tão logo pronunciando algumas frases em árabe para os homens armados. Por minha vez, segurava em seu braço e olhava ao meu redor com o intuito de avistar mais alguma presença humana por aquelas bandas além de montanhas e ares desérticos. Léon precisou de alguns segundos de conversa para persuadir nossos, aparentemente, caçadores e retornarmos à caminhada em direção a algum estabelecimento próximo - Você deve viver disso não, é? Em periferias abandonas manipulando trouxas com sua linguagem estranha. Eu te conheço há tantos anos e você ainda é um estranho, Léon! - comentava em aflito arrancando somente um sorriso de deboche do francês de olhos verdes.

- A gente aprende a viver com o que temos, Aurora! Eu aprendi com a força do diálogo a driblar situações que te façam recuar de alguma forma, seja emocionalmente ou psicologicamente. E aquelas armas de fogo enormes, sem dúvidas, assustam qualquer indivíduo e pressionam o psicológico dele a demonstrar medo, exatamente como você fez - claro que ele não iria perder a oportunidade de me zombar; sorrindo entre aquela barba perfeita - ...O porém, é que eu sempre estarei perto para te proteger - e, claro também, que ele não se livraria de um pequeno tapa no braço perante o seu discurso tolo - Mas o problema de tudo isso é que você possuí um dom e, obviamente, vai ganhar vantagens sobre os mais desavisados. E é por isso que você não ganha créditos algum sobre mim com esse discurso atrasado, tá? Fique você sabendo! Quando entramos no café, um sino começou a tocar fazendo com que um cachorro acorrentado saísse correndo de trás de um balcão enfurecido em nossa direção. A corda que o prendia, logo mostrou sua força e o impediu de continuar, porém o seu latido ainda era o som mais forte da pequena cafeteria. Imediatamente franzi o cenho na tentativa de abafar os ouvidos, mas sem muito sucesso. Além do cachorro, existia uma moça de cabelos grisalhos e fumante com uma vassoura em mãos nos observando abaixo de um televisor que não possuía imagens, apenas chiava - Ele normalmente não costuma latir desse jeito, só quando há ameaças por perto - disse a senhora, mantendo o seu olhar profundo em nossa direção. - É mesmo? - respondi - Por quê? O que há de tão ameaçador em duas pessoas, que nunca estiveram aqui antes e que só estão procurando por uma misera refeição num estabelecimento nada higiênico e sem estrutura alguma? - disparei, logo notando a minha postura nada peculiar e respirando fundo. Na verdade aquilo era somente o efeito do susto adquirido pelo cachorro. - Calma, Aurora! Agora você está refém do medo emocional - riu Léon às minhas costas - Ei, eu acabei de te arrumar um ótimo cachorro para protegê-la - dizia ao mesmo tempo que olhava para o cão em nossa frente - Eu não pedi - retruquei ainda sob efeito de um possível descontrole - É, mas você precisa - insistiu o bruxo - E como é que você sabe do que preciso? - indaguei em irônia - Você precisa de alguma coisa, meu bem, para quando eu partir - ditou com o tom meio sério.

- Quando você partir? E não me chame de meu bem. Não se preocupe comigo! - rebati, fazendo Léon sorrir - Você pode se cuidar. Isso é o que eu adoro em você - continuou o francês - Isso está ficando feio, Léon! - dessa vez foi minha vez de sorrir - Se estamos sendo literais novamente, há uma coisa que eu gosto em você: que você é teimosa como uma rocha, mas igualmente forte - o interrompi... - É mesmo? E o que mais? - tentei dar as costas, mas ainda não era a hora. Léon me olhou por um longo tempo, depois disse baixinho... - Como você finge ser durona, quando não é. Como você ferroa com palavras agradáveis, mas tem um grande coração. Eu simplesmente adoro isso em você. Essa é a triste e maldita verdade - ele tocou seus cabelos com dois dedos - Nossa! Quantos anos você tem? Doze? - dessa vez Léon estava mais perto de mim ao ponto de conseguir enxergar suas íris esverdeadas e belíssimas - Quase trinta e oito! Você está ficando corada, Aurora! - então, Léon inclinou-se em minha direção e, antes que eu pudesse recuar, deu um beijo em meu rosto. Ele sorria e após aquilo, era como se sua risada fosse permanecer em seus lábios por um bom tempo. Que diabos eu deveria fazer com aquilo? Eu toquei em minha bochecha, e eu sabia o que fazer: absolutamente nada! - Então o casal já decidiu o que vai pedir? - protagonizou a moça desconhecida com um semblante completamente ensaiado a deboche - Não somos um casal! - exclamei com uma plena necessidade - E eu prefiro morrer de fome a me alimentar aqui - e umedeci os lábios - Aurora! - intensificou Léon, a fim de me fazer pegar leve nas palavras - Iremos levar o que tiver! - afirmou o francês para a mulher, fazendo com que ela sumisse por uma das portas existentes atrás do balcão - Eu não vou comer nada do que ela trouxer - eu estava até sendo sincera - Eu também não. Mas faz parte da lenda que existe por aqui. Você sabia da peste que anda atormentando essa pequena região nas noites de lua cheia? - indagou-me o francês - Claro que não! É lenda trouxa? - perguntei também com uma generosa curiosidade - Talvez sim, se lobisomens fossem criaturas imaginárias para nós - automaticamente arregalei os meus olhos entendendo o nosso pequeno diálogo - É por isso que aqueles animais estão lá fora? Refiro-me às cabras e não aos homens - tentei sorrir, porém no fundo havia um pingo de verdade nas palavras - Sim! A lenda é que em toda noite de lua cheia, eles presenteiam o lobisomem com cabras na expectativa da peste ir embora sem machucar o restante da população austríaca - contava Léon - Mas que absurdo! - exclamei - É, porém para eles isso deve funcionar.... - chamando a nossa atenção, a mulher dos cabelos arrepiados surgiu em nossa direção com pequenos pratos encobertos de alumínio e com alguma porcaria dentro - ...e curiosamente quando há turistas em nossa vizinhança, o lobisomem costuma aparecer - ela ainda ditava furiosa - Por isso peguem isso e sumam daqui! - ela possuía traços de bruxa que praticava magia negra, mas não passava de uma pobre velha com a esperança fragilizada. Eu permaneci em silêncio olhando para o cachorro que não parou de latir um segundo se quer diante nossa presença, sempre mostrando seus dentes amarelados e banhados de saliva em direção ao Léon.

Nesse pequeno instante, analisando a cena e pensando na história que o bruxo havia contado anteriormente, juntando às minhas palavras grosseiras e recebendo o quão difícil deve ser para aquela gente lidar com uma criatura praticamente poderosa, notei quando meu olhar começou a ficar turvo e minha audição perdendo completamente o sentido dos sons ao meu redor...

A enorme bola branca pairava no centro do infinito céu escuro. O tempo praticamente estava parado e não existia nada em minha volta, além de pedras, um rio e umas montanhas ao longe. Nada muito diferente do lugar no qual eu e Léon estávamos planejando passar a noite como dois turistas desavisados. No entanto, não fora muito difícil deduzir que aquele cenário visto era o mesmo frequentado. Havia também a cafeteria, porém ela estava completamente modificada, como se algo superior houvesse passado ali e danificado todo os restos de paredes e teto que ela suportava. Em suma, o estabelecimento estava caindo aos pedaços num piscar de olhos. Ao longe, as cabras soavam num possível desespero enquanto a luz lunar iluminava o estrago que a pequena cidade estava sofrendo. Além das cabras, o cachorro também latia em direção a uma das pedras, o tão corajoso cachorro que, num estalar dos dedos, trocara seu latido por um uivo de dor, até infelizmente desaparecer. E aos poucos, o soado das presas também iam cessando à medida que se tornavam alimentos de seus predadores. Haviam criaturas ora montadas em dois pés, ora correndo com suas quatro patas de um lado ao outro, destruindo tudo em seu caminho. Eram os lobisomens, que pareciam tão acostumados com aquilo. Gritos e mais gritos eram reproduzidos ao longe e, aos poucos, era como se aquele ambiente estivesse sendo alvo do último massacre da noite [...]

Senti os braços de Léon me carregando em direção ao nosso carro, tão logo me apoiando no banco traseiro e tomando posse do banco de motorista, acelerando a todo o limite - O que houve? - perguntei, mas sabendo do que havia acontecido comigo - Você desmaiou, e isso não foi uma vista nada legal. Eles acharam que você pudesse estar se transformando devido o horário! - meus olhos reagiram num espanto diante as assertivas de Léon, logo imaginando que o maior predador não era eu - Povo lunático! - conclui - Precisamos mudar o nosso rumo. Essa cidade não é muito apropriada para se passar a noite, pelo menos não hoje - comentei já recuperando por total os sentidos - O que você viu na visão? - já era óbvio os sintomas do meu dom a ele - O óbvio! - e fiquei em silêncio deixando que o ar atravessasse pelas janelas e sacudissem os meus longos e ondulados fios loiros.

[...]

Ao chegarmos nas terras altas da escócia, abandonamos o veículo em algum ambiente e saímos dali.

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Aurora Graham MacKinnion
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sab 09 Jul 2016, 12:18

Caminhar ao céu aberto, sorrir para as nuvens em forma de desenhos era a atividade favorita de Aurora, para ser exato, uma das, já que a menina tinha várias atividades favoritas porque uma só era deveras pouco. A viagem com seus pais se prolongava, neste período de férias uma das coisas mas quais a garota gostava mesmo de fazer era viajar. Todavia, o período de espera quase sempre a deixava entediada, não se tinha muito o que fazer nesta situação. O que poderia então tentar para matar o seu tédio então ? Continuar olhando o teto talvez ? Era chato demais quando não se tinha muito para se pensar. Uma viajem, longa ou passageira, Aurora não soubera dizer qual seria o tempo que demoraria para chegar, muito menos indagaria aos seus pais, mas tinha a certeza de que em algum momento chegaria. A garota sentou-se ao lado da janela do carro e ali começou a cantarolar. O tempo parecia voar, bem mais rápido do que o carro vagaroso dos seus pais. A menina trocava de cantiga na medida em que o cenário lhe proporcionava coisas diferentes. Cores, animais e relevos, qualquer coisa poderia inspirar a sua voz infantil deixar a garganta e se espalhar pelo carro. Não sabia como os seus pais aturavam, ou estavam distraídos demais com aquilo tudo ou poderiam gostar de um passatempo como a voz da loirinha que se fazia presente por aí. Todavia, mais não poderia aguentar, nem ao menos sabia lidar, o sono lhe abordou e grata a garota a deitou sobre o banco traseiro do carro para então tranquila poder dormir. Quando acordasse estaria em seu lugar. Logo saiu dali.
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Seg 25 Jul 2016, 14:51






A dança executada pelas nebulosas aos cumes, evidenciavam a dificuldade em se manter na rota teleguiada, o borrão avermelhado da envergadura dava a impressão do descortinar das nuvens aos primeiros feixes da aurora. Os olhos do pássaro desvendavam a rota a ser traçada, ao passo que o bico curvo rasgava o infinito celeste. Suas asas se agitavam o suficiente para que o sobrevoo sobre a região montanhosa fosse o mais discreto possível. Num ponto calculado pela experiência conferida através do renascer que remontavam décadas, a bela ave iniciou o mergulho vertical, a distinguir ainda mais cores à medida que decrescia. Seu alvo era certo, de modo que não existiria margem de erros para a investida.

A Reserva de Dragões Negros das Ilhas Hébridas seria uma das mais visitadas e com as melhores recomendações de todas as ilhas britânicas; referência nos cuidados e proteções mágicas empregadas, transpassar as barreiras da mesma, seria algo incogitável. Até hoje.

Servindo-se de sua habilidade natural de camuflagem, a bela ave transpôs as barreiras naturais e mágicas sequer sendo notada. Marcado pela presença maciça das rochas metamórficas, a ave esgueirou-se por além das maiores, olhos fixos no alvo. Logo à frente, a fêmea de focinho curto sueco, zelava por seus ovos com todo o cuidado que seu instinto materno poderia proporcionar, de modo que seria fácil fazê-la sair de sua redoma calcada pela aspereza de pedregulhos menores. O pássaro não teria tempo a perder, cada fração de segundo marcaria o insucesso da tarefa.

Um novo bater de asas lhe conferiu a aerodinâmica necessária para cruzar uma extremidade a outra apenas num borrão, sumindo de vista em outro promontório mais ao cerne do viveiro. Isso bastou para que a atenção da fera recaísse sobre o ponto em questão. Primeiro uma bufada que lembrava a fumaça expelida das chaminés, seguida do erguer súbito das ancas, revelando, assim, os preciosos tesouros. Foi ao verificar o local em que a fênix havia feito seu esconderijo, para que a fera cometesse o erro que justificaria toda sua a fúria em chamas. Nesse ínterim, a ave tangenciou a lateral direita, tendo conseguido atingir o seio daquele habitat. As garras serviram para que o primeiro ovo fosse subtraído, além do segundo, por meio do bico. Um agitar intenso de asas e logo a ave lançava-se no ar, tendo uma explosão de chamas em seu encalço. Atingiu o limite que marcava o início ou término, por assim dizer, da cúpula, transpondo o espaço destinado ao visitantes.

A mãe dragão hesitou, pois conhecia as fronteiras que repeliam magicamente o entorno, permitindo que a fênix ganhasse uma dianteira considerável. Essa já havia quebrado as barreira, de modo que a lendária e a bestial, ganharam os céus da reserva muito além terra. Alternava o voo em zigue-zagues, evadindo-se das rajadas de fogo que mal alcançavam o penacho da parte anterior. A velocidade média alcançada pelo pássaro era de causar inveja mesmo nas vassouras de última geração. Uma dúzia de vultos podiam ser avistados à distância se aproximando, entretanto, a ave suplantou-os, pois eles tinham como alvo, a bestial que rasgava os céus, traçando um rastro de destruição consigo. O dragão decrescia e, na contramão, a ave se fazia não mais que um borrão indistinto às nuvens. Agindo ao comando de seu mandante, ela despojou a mãe dragão de duas de suas futuras crias e tal qual invadido a reserva, evanesceu sem qualquer chance de rastreio. A imortal deixou as imediações das terras escocesas.



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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 28 Jul 2016, 19:55


Limitless
Theme song in the middle: Moving on


O terceiro nível ministerial encontrava-se em situação caótica - numa redundância, em vista dos trabalhos realizados no referido setor. Pilhas e pilhas de documentos se acumulavam a transpor o limites da magia arraigados às gavetas servidas de feitiços de extensão; os costumeiros aviõezinhos utilizados no trâmite interno de informações, cortavam a altitude do topo das cabeças, forçando um desviar ou abaixar ou outro, por parte dos ministeriais que compunham o amplo recinto tropegamente. Tudo isso se devia ao fato de que referido nível ministerial de acidentes mágicos encontrava-se sem chefia há (pasmem) mais de mês. E evidente que um navio sem a quem guiar-lhe o leme, fadado está a naufragar nas profundezas do oceano. Narcissus, até onde suas atribuições alcançavam, tomara as rédeas de tantas solicitações, quanto demandas a ele apresentadas, de modo que a central de obliviação permanecia razoavelmente organizada. O charmoso e atrativo ministerial perambulava sobre todos os vértices de sua sala, tendo certa dor de cabeça por conta de certas justificativas a serem dadas a respeito de um caso que envolvia a aparição de Inferis, próximo à mansão dos Riddle, em Little Hangleton. - Eu já falei, sr. Blackwell, a estratégia da intervenção artística baseada naquela série de sucesso é a melhor das justificativas ao caso. No mais, os trouxas que presenciaram a tal aparição já tiveram suas mentes apagadas e a seção já está em contato com as autoridades trouxas... sim... exato, seu chefe já está a par das informações. Até logo. - Falou, ao membro da seção de justificativas que sequer sabia que o seu superior hierárquico na referida seção já houvera tratado do incidente em voga.

Mais alguns pergaminhos revirados, palavras ditadas a uma pena que se punha a rabiscar em papéis de tons pastéis desenfreadamente, quando do vislumbre das letras engarrafadas num quadro cujo palavras inscritas perdiam-se de vista. Lá estavam elas, acima de todas as outras junções emaranhadas e, de acordo com o mesmo, uma notificação preocupante teria ocorrido nas terras altas escocesas. Nesse ponto, vale a menção que mesmo que não sendo em solo britânico, em virtude dos pactos mútuos de cooperação internacional, cumpria aos ministeriais da terra da Rainha prestarem auxílio mútuo com vistas ao bem comum com fulcro na cooperação mútua entre as nações - o que se revelaria, dentre instantes, apenas em tese.

Irrompeu de sua sala atarantado, olhar correndo aos quatro cantos. - Senhores, senhores... - Falou, num tom de voz de pouca, ou quase nenhuma valia. - Senhores, por favor... senhores! - Bradou, conseguindo ter a atenção de um número considerável de servidores com o ato. - Acabamos de receber uma notificação dos escoceses que uma focinho curto sueco escapou da reserva das Ilhas Hébridas. - Ponderou, mais do que enervado. - Eu considero que devamos mover os esquadrões imedia... - Antes que o ministerial pudesse completar seu raciocínio, uma voz ao fundo ressoou. - Aaaaaah... isso é com o Departamento de Controle das Criaturas. - E logo um coro de vozes e gesticulações de fronte vieram a apoiar o quê o a servidora de cabelos alaranjados propagou. - Não, eles pediram o auxílio de nosso departamento e, além do que, o pacto de cooperação estabelece... - E mais uma legião de vozes contrárias às indicações dadas pelo jovem adulto veio a desencorajá-lo. - Vai cuidar da central! - Outro berrou, mais distante e indistinguível. Com isso, Narcissus praticamente ruiu. - Mas... - Os presentes voltavam aos afazeres, ao passo que o louro clamava por apoio de apenas um servidor que pensasse como ele com um olhar imerso em consternação.

- Narcissus, eu vou, pegue. - O rapaz virou na direção do chamado, não tardando a abrir um tímido sorriso em retribuição ao moreno de face resplandecente que lhe oferecia um exemplar de uma Firebolt (provavelmente retirada do armário de utensílios do setor). - Obrigado, Near, não temos tempo a perder. - Disse, com um leve aceno de cabeça ao outro. - Se importaria de executar a aparatação por nós? - Indagou, não tardando a encostar a destra por sobre o ombro de seu companheiro assim que recebeu uma resposta positiva.

O local em que os pés de ambos repousou era tão ermo, quão acidentado, de modo que Near precisou recorrer ao apoio do ombro de Narcissus que, prontamente, serviu de apoio, além de ampará-lo com a mão em seu cotovelo. A atmosfera subitamente parecia descortinar um brilho translúcido à medida que o olhar de ambos se entrecruzou a poucos centímetros de distância. - Ali! - Falou, apontando para uma porção de infinito que revolvia pela fúria do dragão fêmea. O louro, então, perpassou uma das pernas sobre o cabo da vassoura, não tardando a impulsionar com os pés, passando a ganhar o ar a favor das correntes de vento. Evidente que Narcissus não poderia precisar quando da última vez de ter montado numa vassoura - se é já ter montado algum dia, embora considerasse que sim -, porém, os movimentos executados pelo mesmo vinham dos manuais dos quais, sim, lembrava ter lido. Suas mãos iam cerradas na haste, ao passo que o tronco ia flexionado à base, quase que cerrado - o que lhe conferiu uma velocidade média considerável em poucos segundos. Precisava forçar as vistas, por conta da presença do ar atmosférico e assim que conseguiu aproximar da criatura - pela retaguarda -, levou uma das mãos ao bolso frontal da camisa, munindo-se do instrumento amadeirado.

Alguns outros vultos se juntavam aos dois pela parte posterior e, segundo julgava, em questão de segundos poderiam fazer uma triangulação perfeita contra a bestial. Mais à frente, olhos aprumados, Narcissus poderia jurar ter visto uma figura flamejante, embora não conseguisse distinguir. - Immobilus! - Proferiu, hesitante, sobre qual a melhor abordagem que se revelou sem êxito. - Alart Animals! - Berrou uma voz mais à frente, vinda de outros servidores, muito provavelmente do departamento de criaturas mágicas do próprio ente ministerial escocês. O feitiço utilizado foi o suficiente para desencadear ainda mais ira nos sentidos do dragão, que não tardou a recuar com um agitar ruidoso de asas, passando a cuspir fogo contra Narcissus e Near que, até então, passavam-se despercebidos pela fera na posição em que se encontravam. - Amornae! - Encantou, no exata fração de ter a rajada alcançando sua fronte, numa guinada brusca, além da condução lateralizada num semicírculo a tornar a contornar a fera na direção oposta.

O grandioso ser se movimentava com agilidade, de modo que mirá-lo se tornava uma tarefa complexa, que dirá acertá-lo. Narcissus recuou mais uma vez, ao perceber que os lampejos lançados pelos outros ministeriais pouco surtiam efeito. Até que Near, subitamente, trespassou o campo de visão como um raio, parecendo tentar cercar o animal pela frente. Apenas num vislumbre rápido, ele conseguiu captar a atenção de seu alvo, o suficiente para que Narcissus conseguisse uma aproximação longitudinal certeira. - Glacius! - Bradou, a conseguir conjurar uma quantidade boa de gelo, a dificultar a movimentação de asas do ser. Entretanto, a distração realizada por seu parceiro quase lhe custou caro, visto que o mesmo conseguiu evadir-se de uma rajada de fogo no último instante, mas não o suficiente para que a traseira de sua vassoura fosse consumida pelas chamas.



- Neeeeeeaaaar! - Bradou, lançando-se em direção da figura que realizava rodopios desvairados no céu, fruto da rajada de fogo contra o instrumento de voo. O jovem veela iniciou um voo verticalizado com o coração à boca. Quando distou a poucos centímetros em relação ao moreno que decaía do que restara de sua vassoura, ele lançou a canhota a alcançar uma das mãos do outro. - Eu não vou deixar você cair! - Eis que com toda a força que detinha na outra, Narcissus passou a puxar a dianteira do cabo, haja vista que o peso de alçar Near compeliam ambos numa eminente colisão contra o solo. E o quadro só se tornou ainda mais grave, quando percebeu que a fera decaía, igualmente, na direção dos dois.

O moreno balançou a mão que portava a varinha, lançando um lampejo quase que sobre as costas de Narcissus, como forma de protegê-los do animal. A queda se tornava mais vertiginosa, ao passo que o louro já não mais conseguiria precisar quantos segundos mais, restariam a aguentar o peso do outro ministerial em apenas uma das mãos. O esforço quase que sobre humano realizado, surtiu efeito quando das últimas frações, tendo a vassoura correspondido ao comando, ao conferir a ambos, a horizontalidade na queda. O verde das pradarias se tornava mais majestoso, de modo que a aproximação contra o mesmo decaía diretamente proporcional ao esforço empenhado pelo ministerial a manter o curso. O louro soltou a mão de Near que rolou pelo gramado, ao passo que ele próprio colidiu ruidosamente contra o solo, visto que ao soltar o sobrepeso, a haste da vassoura deu uma guinada e tanto para trás. Narcissus igualmente rolou gramado a fora. Instintivamente, assim que conseguiu, colocou-se em pé, apenas sentindo-se ligeiramente aéreo - além das escoriações sobre partes do rosto, pernas e mãos. Correu com os olhos a estância, tendo vislumbrado Near que também se recuperava e mais atrás deste, o dragão fêmea que, agora, restara apaziguado desfrutando do sono, fruto do encantamento dos outros abatedores ministeriais.

O obliviador levou as mãos às coxas com o tronco arqueado, a respiração ia mais do que exasperada, face mais do que rubra. Seu braço ainda latejava pelo esforço de segurar o outro membro do esquadrão, além do movimento febril utilizado com a outra na frenagem durante a queda. Tornou a olhar em direção de Near e através de um gesto de mãos realizado com o indicador e polegar de "ok", certificou-se de que ele estaria bem. Ainda, com outro gesto de mãos, apontou para Near seguir os outros membros que tratavam de iniciar a recondução da fera ao seu habitat, enquanto ele, seguiria o rumo do caminho trilhado às casas de um vilarejo mais próximo, a fim de minimizar os estragos feitos pela ruidosa aparição no céu. Apesar da distância ser considerável e o caminhar depois do baque não ser dos melhores, ainda sim, considerava por bem se certificar se os moradores locais presenciaram ou não eventual acidente em magia.

O ministerial não demorou a encontrar algumas pessoas que se colocavam a admirar o céu - ou mais precisamente, procurar algo que fugisse à normalidade - o que o fez enrijecer um pouco mais as feições diante destas. Caminhou ante um pequeno agrupamento de pessoas composta de umas quatro, cansaço mais que aparente. - Vocês sabem o que aconteceu? - Indagou, com ares mais de conhecido, do que de forasteiro. Entrementes, as pessoas restaram emudecidas, pela fulgência que seu dom aflorava no ambiente e, por conseguinte, sobre seus interlocutores. Calmamente, esperou que um senhor apontasse o céu, bem como recitasse a palavra "monstro", aproveitando o momento do deslumbre dos demais a sacar a varinha com destreza. - Immobilus! Petrificus Totalus! Immobilus! Immobilus! - Proferiu, contra cada um dos presentes. Olhou por cima dos ombros, a fim de se certificar de que ninguém veria ele desempenhar seu ofício para tornara a apontar a varinha discretamente na direção do crivo do senhor mais velho. - Obliviate! - Bradou, passando a percorrer um leque de recordações com o auxílio da varinha, até chegar ao dia corrente, tornando a visão do dragão explodindo em chamas cada vez mais e mais distante.

- Obliviate! - Proferiu, em direção da testa do do meio, que devia contar com uns vinte e poucos anos. Narcissus repetiu o mesmo procedimento anterior com o rapaz, piscando os olhos com força após o borrão branco ecoar de sua própria mente. - Obliviate! - Conjurou, ao terceiro, notando o medo que saltava de seus olhos em forma de lágrimas. Com esse, o ministerial demorou um pouco mais, posto que sua mente estava "fechada", tendo perdido alguns minutos na tarefa realizada, por fim, com êxito.

- Obliviate! - Conjurou, varinha encostada na testa do adulto de meia idade. A cada nova piscada de olhos, mais e mais lembranças eram o sendo desvendadas, até que a mais atual foi soprada, como o correr da brisa fresca de uma manhã de veraneio. Piscava mais vezes que o normal, perpassando os dedos na base da testa. Com um floreio de mãos sobre cada um deles, o ministerial recitou um encantamento que fez cessar a paralisação de cada qual por ali.

Pois bem. Deambulou pela trilha sinuosa cujo estepe de gramíneas era mais batido, conseguindo avistar as primeiras casas mais próximas. Foi então que notou uma criança que puxava a barra das vestes de sua mãe que conversava num aparelho celular animadamente. A criança apontava par o céu com furor, tendo Narcissus se colocado à espreita, a verificar se a mãe teria presenciado o mesmo que o pueril. Prosseguiu o trajeto ao se certificar que a desconhecida não havia notado o mesmo que seu filho e, evidentemente, seria incapaz de usar de um feitiço de natureza tão agressiva contra a mente de uma criança em pleno estado de desenvolvimento intelectual e psicológico. Ele continuou, a presenciar uma senhora a olhar para o céu de maneira preocupada. Foi até ela. - Bom dia... - Tal o agrupamento, o ministerial precisou esperar que a mulher se livrasse de seus encantos, embora ele tivesse pressa. - Você viu o mesmo que eu essa manhã? - Questionou, fingindo um falso ar de espanto na voz e nas feições. A mesma lhe comentou as "sandices" que corriam no pacato vilarejo, revelando um detalhe interessante: ter avistado um belo pássaro vermelho que migrava com dois ovos. Não havia ninguém por perto. - Obliviate! - Ordenou e, agora, ele via o tal pássaro nas memórias da mulher; uma fênix, para ser mais preciso, que realmente carregava algo no bico que lembrava um ovo de... (?) dragão?

Sentiu a cabeça ligeiramente mais torpe ao dissipar a lembrança, mas seguiu. Outros dois sujeitos à frente que comentavam com gestos que suscitavam dúvidas acerca do que poderiam ter visto no céu. Narcissus caminhou com vagar até distar poucos passos dos rapazes. - Com licença, eu tô com o meu carro lá atrás soltando fumaça e, e... eu não sei o que fazer. Poderiam me ajudar? - Em relação a ambos, seu carisma se revelou no sentido de se prontificarem ao atendimento de sua solicitação e no ponto ermo da estrada sinuosa, o jovem bruxo que ia mais à frente, parou quando um deles questionou onde estaria o carro. - Não há nenhum carro. Sinto muito... immobilus! - Proferiu, ao outro, colocando o instrumento em riste contra o que lhe fitava atordoado. - Obliviate! - Um novo apagão se fez sobre o sistema nervoso central do trouxa, tendo não tardado em repetir o ato com o imobilizado. - Obliviate!

Eis que o louro vacilou, necessitando se agachar em virtude de clarões provindos de sua massa encefálica que chegavam a cegá-lo. Elevou a fronte assustado ao ouvir um grito agudo, provindo de uma senhora cujas compras, agora, rolavam ao chão e que corria em direção da cidade outra vez. O rapaz esforçou-se para colocar-se sobre os dois pés e concentrar todos os seus esforços no sentido de apontar a varinha em direção da mesma. - Petrificus totalus! - Bradou, ao tempo de vê-la caindo de barriga para cima sobre a elevação do relevo gramado em vegetação rasteira. - Eu lamento... - Ciciou, abaixando-se perto da senhora, bem como a colocando de barriga para cima. Narcissus respirou fundo, repassando passo a passo as etapas a serem executadas no feitiço a seguir, contudo, seu senso de autopreservação o forçava a não executar o feitiço desfazedor de lembranças, pois sabia que a ele, aquilo poderia acarretar-lhe consequências graves. Ele não tinha escolha, era a vida de uma pessoa que talvez não tivesse o discernimento correto para lidar com o que havia presenciado que estava em jogo.

- Obliviate! - Palavreou, de olhos estatelados. E mais uma vez, ele evanesceu uma recordação; a de ter sido presenciado apagando a mente daqueles dois outros cavalheiros. Ao brandir a varinha para cessar o feitiço, o exaurido ministerial vacilou três passos para trás, não mais conseguindo distinguir nada além de um etéreo borrão branco. Em seus ouvidos, tão somente um zumbido agudo como sinfonia de fundo. Exasperado, costelas parecendo guardar um beija-flor prestes a fugir da gaiola, ele girou o tronco na direção contrária abruptamente - indo ao chão. Com dificuldade, colocou-se em pé, forçando os pés a subirem o curto barranco na direção de onde tinha vindo pela primeira vez, ainda que o silvo e o papel de parede branco impedissem sua audição e visão, respectivamente.

No alto do descampado, conseguiu sentir o terreno voltar a ser plano e uma enxurrada de imagens, sons, cheiros pareciam se misturar num frenesi sinestésico em sua mente. Era como se ele próprio vivesse as recordações dos quais houvera concedido o esplendor eterno de uma mente sem recordações. E isso lhe era muito terrificante. 

Até que pouco a pouco, um conhecido som tornou a fazer seu coração a suspirar na frequência costumeira. - ...cissus! Narcissus! - O louro tinha seus finos cabelos platinados imantados pela presença dos raios de sol, concedendo-lhe feições divinais. A palheta de cores tornava a ser focada pelos seus globos, tendo aberto um sorriso digno de ser lembrado através dos séculos ao seu parceiro de esquadrão que corria em sua direção.

Até que tudo se fez breu e ele sucumbiu, sangue escorrendo do nariz. Tentou, ah, como ele tentou responder ao estímulos externos e a última coisa que vislumbrou fora o mesmo borrão branco, só que dessa vez ele era macio e lembrava a textura de flocos de neve, além das maçãs de seu rosto umedecerem com algo viscoso.

[...]

Narcissus deixou o local sob os cuidados de Near Whitmore Grey. Saiu de lá.

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Narcissus Poulain


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