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Novidades: Leia o o novo informativo e descubra o que tem sido feito em busca por uma solução para nossos problemas.
O provão será realizado do dia 18 ao dia 21 de novembro, a lista de aprovados está disponível aqui!
A lista de alunos aprovados direto foi divulgada, acesse aqui!

 

 Terras Altas da Escócia

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Bjord Sigurðsson
Clara Howard Habsburg
Gehard Ziegler McBride
Diane Sparrow Ziegler
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Lars Klein Hoffmeister
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Jane Alucard Orlok
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Helga Vaughan Rathbone
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MensagemAssunto: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013, 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Terras Altas da Escócia

Escócia


Terras Altas da Escócia - Página 11 Olivier

As Terras Altas são uma zona montanhosa do norte da Escócia, onde o catolicismo permaneceu influente ao longo da História da Escócia. As Terras Baixas, por outro lado, são um bastião do protestantismo . Politicamente, as Terras Altas caracterizavam-se até ao século XVIII por um sistema feudal de famílias poderosas, os famosos clãs escoceses.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos



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Scott Braddock Salvatore
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeSeg 01 Ago 2022, 19:45


O serviço de segurança não era um mistério mais e mesmo com todo meu azar para andar sobre o plano, eu vinha me saindo bem até. Bom, não tivemos ação nenhuma que exigisse expertises, então eu estava indo bem dado às situações que estava sendo exposto — Bom dia… — os outros seguranças da casa estavam tomando café também, já que era nossa troca de turno, então sentei e me servi da bebida quente e intensa, que de acordo com o chefe, tinha que ser feita ao modo brasileiro ou seria apenas água suja e realmente, a bebida estava sempre quente, reconfortante e gostosa. — preciso aprender fazer desse jeito pro meu namorado experimentar, ele vai gostar — um dos caras me encarou de forma curiosa, perguntando sobre meu status e eu confirmei, engolindo a torrada com um gole do café enquanto respondia — Nos conhecemos na escola… Já estamos juntos há uns bons anos — sorri para ele e terminei, enquanto ria ouvindo ele dizer que achava que eu era um daqueles desligados que ficavam solteiros por não ver as dicas. Contei um pouco como foi isso e depois fomos ao trabalho, eles assumindo o posto dos portões e eu indo para meu lugar, a entrada sul dos estábulos. O contrato do chefe com a gente era longo, então mesmo com as trocas de funcionários, permanecemos com ele. O dia estava calmo, sem muito acontecendo ao redor dos estábulos, quando um movimento chamou minha atenção, uma ondulação na grama. Senti o arrepio na espinha e me apressei a conferir — Petrificus Totalus o feitiço atingiu o que quer que fosse e ouvi o baque surdo, mas enquanto eu lidava com um, outro vulto passou — droga! — peguei o alarme e soei o aviso de invasão nos terrenos, indo de varinha em riste até o ser petrificado. Aquela era a primeira situação de invasão que vivia e senti meu coração acelerar conforme me aproximava do ser encapuzado. Quando estendi a mão e removi o capuz me vi sendo encarado por um jovem, cabelos loiros intensos e olhos verde esmeralda. Removi a varinha dele, amarrei suas mãos e o desacordei. Meu coração ainda estava a mil quando um dos outros seguranças voou até onde estava e recolheu ele amarrado para o interrogatório, era hora de seguir o protocolo, checar o perímetro e depois me preparar para o relatório final.


[atemporal - residência fechada. Scott não se encontra no local mais]



B.S
Scott
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Diane Sparrow Ziegler
FTI - Especialista
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeQui 04 Ago 2022, 22:10


As aulas estavam para começar e com isso a Força Tarefa Internacional buscava manter uma vigilância maior sobre Mag Mell e as viagens para o vilarejo, se certificando de que ninguém que não devesse, viesse a descobrir sobre a Ilha que vinha sendo um refúgio para os bruxos que ainda se sentiam inseguros com a guerra ou que desde então apenas preferiam se manter longe dos não-mágicos. Com isso, restava para mim, como especialista em vigilância e rastreamento me certificar de que estava tudo certo, ao menos no navio onde as pessoas iam embarcando naquele momento. Sendo a única falha que eu via em todo o plano de viagens e também de segurança, a forma como era fácil que purgantes pudessem surgir ali e se passar por um bruxo normal, seguindo até a Ilha de Mag Mell sem que fosse identificado. Porém parecia que ninguém estava realmente se importando com os purgantes e isso me deixava bastante incomodada e preocupada. Tais pessoas, para mim, eram a pior espécie de bruxos, pois traiam a seu próprio povo e ainda traziam ainda mais risco para estes. Com bruxos das trevas sendo o tipo de bruxo que agia mais contra apenas uma parte da população mágica, as vezes agindo apenas contra não-mágicos. Muitas vezes sendo contra mágicos que se misturavam com outras espécies, por assim se dizer, fossem mágicos que se misturavam com trouxas ou mágicos que se misturavam com criaturas. Já purgantes não faziam distinção, muitas vezes agindo apenas por dinheiro ou ganância, pois não ganhavam nada além disso por destruir a própria espécie. Atacando sem dó até mesmo seus descendentes, já que haviam atacado Hogwarts.

Seja como for, lá estava eu com minha caracterização típica de Louise Cartier, para que não chamasse atenção com a mesma aparência que a ex-auror-chefe da Grã-Bretanha. Estando por nos últimos tempos criar um novo disfarce, porém ainda estando por trabalhar com o mesmo. Com isso buscava me misturar com a população mágica que se encontrava pelo porto em questão, da onde o navio para Mag Mell partiria em pouco tempo. Poucas pessoas já haviam entrado no navio, com muitas pessoas ainda estando por aproveitar o tempo que podiam em terra firme. Com isso tratava de logo adentrar ao navio, tendo que apresentar meus documentos franceses falsos, criados pela própria Confederação a muitos anos atrás, para isso. _Obrigada! Tenha uma boa tarde. Desejava em francês para o homem que ia fazendo a verificação de cada bruxo que adentrava ao navio. Com isso seguia para a proa do navio da onde tinha boa visão de todos que iam adentrando ao navio e também de quem ainda se encontrava pelo cais, vigiando por qualquer ação suspeita dos que ali se encontravam, verificando a ação dos que controlavam o navio e outras coisas do tipo. Me certificando também que ninguém tentava entrar no navio por outras formas. Ficando bem de olho em um homem que criava certa situação desnecessária quando lhe proibiam de adentrar ao navio portando um aparelho celular, tipo de equipamento que era proibido de ser portado em Mag Mell devido a forma como podiam rastrear o mesmo para tentar descobrir a localização da Ilha. Porém os próprios responsáveis pelo meio de transporte e vistoria dos que adentravam no navio lidaram com o problema sozinhos. Depois de uma meia hora o navio então partiu em direção a Mag Mell, passando eu a andar pelo mesmo para ver como as pessoas se portavam.

Saio dali.

Emme




Diane Sparrow Von Ziegler
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Gehard Ziegler McBride
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Ano Escolar: Concluído
Varinha: Cabelo de Veela, Macieira, 30cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeDom 07 Ago 2022, 19:52


Fazia um certo tempo que Maureen sumiu do mapa, era estranho eu não ter pensado em seguir em frente, apesar da insistência de Bruce de que eu deveria seguir em frente, permaneci resignado, preso em um noivado que não sabia em que pé estava. Bruce tinha seguido em frente com a vida dele após o término com Bella e sempre buscava me incentivar a fazer o mesmo, de forma que eu ficasse tão bem quanto você. Como parte das minhas muitas manias e projetos malucos, eu decidi explorar um pouco mais da Grã-Bretanha, começando pela Escócia. Inverness foi o meu local escolhido, o que me fez conhecer alguns museus relacionados a história Highlander, estava saindo do Castelo Urquhart em Culloden quando tive que agarrar uma moça para que nenhum de nós acabasse caindo. – Foi mal. Como você está? Se machucou? – Perguntei apressado e ergui as sobrancelhas pra ela só por curiosidade, suspirei baixo, eu estava fazendo tudo errado muito rápido, porque eu estava me agarrando a alguém que eu nem conhecia e enchendo ela de perguntas que nem um maluco alucinado.

Com Clara Howard Habsburg


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Gehard Nikolas Von Ziegler McBride
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Clara Howard Habsburg
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Varinha: Pelo de Lobisomem, Cerejeira, 27 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeSeg 08 Ago 2022, 22:25

Darkness
Here in the darkness I know myself
Can't break free until I let it go, let me go
Dizem que é na Escócia que se encontra bons itens de magia das trevas, os mais potentes e proveitosos feitiços e rituais, bom e se não for lá, a Romênia seria um ótimo destino. – Essa vela não vale muito, já usei melhores – disse ao vendedor e deixei sua loja sem gastar meus galeões com os itens de quinta feitos por ele. Não era conhecida por oferecer leituras boas ou serviços para prosperidade, meu nome vinha de quem fazia o pior, da melhor maneira. E tá tudo bem, nem todo mundo pode ser a rainha boa da história e Clara, eu só tinha o nome. O vestido preto esvoaçava de leve conforme eu caminhava pela calçada da entrada do histórico Castelo Urquhart em Culloden, minha bolsa com algumas ervas boas para rituais de proteção, quando meu corpo colidiu com o de um homem forte, ele impediu a minha queda e a dele com um giro de maestria – Estou bem… Desculpe, estava andando com a cabeça nas nuvens – soltei um suspiro, me recuperando do susto e tirando o cabelo do rosto, algo no brilho do olhar dele me fez lembrar da voz de uma antiga professora de adivinhação que me descobriu em meio às pesquisas do oculto ”Você não vai ser assim para sempre e a mudança vai vir na forma de um jarro precioso destruído para você sofrer colando, sangrando seus dedos no processo. Só assim vai mudar”, os olhos do homem não gritavam destruição, então certamente ele não era o jarro da profecia –  E você? Se machucou? – olhei para ele e sorri de maneira suave, notando o volume onde o coldre da varinha se encontrava – Turismo mágico, certo? – movi a sobrancelha na direção do ponto e claro, pelas minhas vestes ele sabia que eu não era uma trouxa poser vestindo-se por algum motivo qualquer.





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Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeSeg 08 Ago 2022, 22:52


A mulher não pareceu estar chateada e eu podia dizer que isso era o melhor que eu poderia desejar, pois eu não estava pronto para ter que brigar, na verdade não tinha paz de espírito para ter que lidar com a ira de alguém, a morena me encarou com uma profundidade que me deixou meio tenso. – Tudo bem, eu também estava desatento, minha sorte é que eu sempre tive bons reflexos ou estaríamos os dois no chão. – Fui bem sincero ao dizer isso, porque eu tinha muitas coisas passando na mente, tanto que foi por isso que eu não a vi a tempo, eu ergui as sobrancelhas curioso quando ela retribuiu a minha preocupação e pensei um pouco a respeito. – Acho que não, não estou sentindo nada doendo. Talvez um pouco o orgulho?! Porque os caras tem de ser super cavalheiros e afins. – Brinquei com ela e ela pareceu me ler como um livro, eu não sabia como ela tinha adivinhado que eu era bruxo e passei uma mão pela nuca, tombando a cabeça sutilmente para o lado. – Como você adivinhou? E eu que achava que estava me passando perfeitamente por um trouxa... – A decepção estava clara na minha voz, pois eu de fato acreditava piamente que minhas vestes estavam dignas de um belo trouxa, talvez ela tivesse notado alguma aura mágica e se fosse esse o caso eu iria querer aprender mais sobre isso.

Com Clara Howard Habsburg


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeTer 09 Ago 2022, 22:02

Darkness
Here in the darkness I know myself
Can't break free until I let it go, let me go


Abri um sorriso maior para ele, ainda tímido e tirei o cabelo do rosto, realmente os reflexos dele tinham nos salvo ali naquele momento –Acho que tenho que agradecer então por esses reflexos – as reações dele eram as melhores, com isso eu ri de leve, principalmente quando notei que realmente o homem parecia estar com o ego ferido –Realmente, homens tendem a ser mais cavalheiros ou os heróis em toda situação, geralmente não gostam de serem os resgatados – ele certamente não era nenhuma porcelana quebrada, ele sabia muito bem me fazer rir e ainda mais, sabia se passar de tímido – Me chamo Clara Howard… Quem sabe, por um nome, eu diga o que te entregou o sr. Mago de Bons Reflexos– estendi a mão para ele e com sorte, eu saberia o nome do homem que estava diante de mim.




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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeQua 10 Ago 2022, 02:37


A morena parecia não estar tão confiante em mim, mas parecia estar passando por algumas barreiras e dei um sorrisinho de canto quando ela fez uma brincadeirinha inocente e acenei com a cabeça pra ela. – Eu diria que pode sim, mas deixo aqui avisado que só os tenho porque meu irmão treinou ele muito bem. – Brinquei com a situação e dei um sorrisinho maroto, o mais louco era que ela parecia me entender um pouco e falou sobre os costumes masculinos e eu não tive como fazer algo diferente de assentir. – Um mal de uma raça inteira, infelizmente. Apesar de eu não achar que me enquadro nesse tipo de esteriótipo. – Falei meio reflexivo e franzi as sobrancelhas de leve, pensando um pouco sobre a situação, eu estava levando tudo em um tom de brincadeira, mas fui surpreendido com a pequena chantagem da parte dela. – Caramba! É a primeira vez que uma informação é vendida por um preço até fácil... Prazer, Gehard McBride. – Me apresentei e segurei a mão dela, dando um beijo no dorso da mão dela, fazendo meu papel em ser o cavalheiro da história, mas desfiz o contato pouco depois. – Acho que agora você me deve uma resposta, não? – Perguntei de um modo leve e coloquei as mãos nos bolsos da calça, foi quando senti o peso do anel que carregava comigo e senti meus ombros tencionarem um pouco, mas tentei manter a postura relaxada, pois não queria que a mulher diante de mim acabasse sendo arrastada para minha própria tempestade, o que não era justo.

Com Clara Howard Habsburg


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Wendy Fairy B. Rathbone
Funcionário do Profeta Diário
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Ano Escolar: Formado
Varinha: Pelo de Nundu, Bordo, 28cm, Flexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeTer 30 Ago 2022, 17:38

Wendy não tinha dormido muito bem naquela noite depois de receber uma informação sobre a Ilha de Mag Mell. Não gostava do lugar porque foi onde seu irmão mais novo foi sequestrado, teve sua memória perdida e ficou ali por uns dois anos. Só que agora o lugar era um lugar seguro para todos os outros bruxos, porém nada daquilo fazia ela se sentir mais segura em relação ao lugar. Devido aos boatos sobre movimentação estranha o jornal a mandou investigar, falar sobre a situação do Centro de cura e das crianças que perderam os pais. Como estavam as famílias que perderam casas, dinheiro, parentes, assim como ouvir as histórias que estavam contando. Para se acalmar ela precisava andar, esperou o dia raiar e trocou de roupas para ir, gostava de morar na Escócia e nas redondezas, era familiar e mesmo depois da guerra ainda se sentia segura. Foi para perto do lago primeiro, ali ficou por cerca de meia hora sentindo a brisa e tendo boas lembranças. Ela saiu para andar perto das ruas, também podia sorrir ao sentir o cheiro de pão que vinha das lojas que estavam abrindo. Os trouxas ainda eram os mesmos, mas agora sabiam dos bruxos e isso a fazia perguntar se tinha como eles saberem quem ela era. Só que por vias das dúvidas não ficava tanto tempo entre os trouxas, houve uma época que era até incentivada a conhecer mais da cultura deles e andar como eles. Sua família era bem chegada com a cultura trouxa, por isso que o impacto foi grande para eles. Não importava, tudo que Wendy queria era manter o filho seguro, agora que ia para Hogwarts as preocupações aumentavam, visto que a escola já foi atacada várias vezes. Voltou para casa porque precisava arrumar uma pequena mala para levar consigo a Mag Mell. saiu dali.


Wendy Fairy Bittencourt Rathbone  
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Bjord Sigurðsson
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Bjord Sigurðsson



Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Escama de Cauda de Sereiano, Videira, 30cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeSex 02 Set 2022, 22:00


Rosewood
Evergreen tem manhãs muito bonitas por causa da localização estratégica em que se encontra nas terras altas. A posição elevada é para poder ter uma visão em 180° do terreno, a maioria das árvores da fazenda desce o vale pela encosta e parece tranquila quando mais um dia nasce por detrás dos picos altos da montanha nas costas da construção rústica de pedra e madeira. É bonito porque é tranquilo, a pedra da casa quase se confunde com a montanha então nada parece muito fora do lugar.

Bjord pensava sobre isso toda vez que dava uma primeira olhada pela janela depois de acordar. Seu quarto no terceiro e último andar, mais precisamente onde seria o antigo sótão, tem apenas essa janela de vidros desiguais. Ela possui a vista mais alta que a casa pode ter do vale, então se for o primeiro a acordar é o primeiro a saber se tem algum problema à vista.

Já faz parte de sua rotina avaliar o que antes só contemplava, a natureza lhe dizia muito mais no silêncio da manhã do que qualquer livro ou instrução humana poderia apontar. Dois ou três minutos sonolentos olhando pela pequena janela de seu quarto, esperando algo acontecer, tinham rapidamente se tornado seu momento favorito dos seus dias tranquilos de aprendiz. Se sentia conectado com aquela terra quando conseguia interpretar os seus sinais do mesmo jeito que ficava em paz quando não lhe era dito nada. O silêncio também é uma resposta positiva nesse caso, significa que tudo está bem.
 
Ele desejou um bom dia para a Freya da fotografia que ficava na parede ao lado da cama, sempre ocupada tentando fazer todos eles ficarem no enquadramento. Sempre abria um sorrisinho quando olhava para a cena, e depois um pouco triste por ela estar tão longe. Daí puxava a escama feita de pingente e a beijava. Se sentia mais próximo dela com isso. Desceu para preparar o café da manhã o quadro de avisos na parede anunciava a mesma coisa dos dois últimos dias:

Problemas com umidade
 
Não demorou nem dois dias de trabalho para Bjord perceber que por mais necessária que seja em alguns aspectos a umidade das montanhas adoece muitas das árvores que são plantadas ali. As terras altas da Escócia estão muito longe de ser um paraíso fértil, mas não é como se a Grã-Bretanha tenha muitos deles. É entendível que a escolha se deu pelos bruxos preferirem lugares mais ermos e isolados, assim poderiam fazer florescer a vegetação que quisessem sem chamar atenção. O problema é que isso nem sempre dá certo, a magia por trás da técnica ainda não é tão rudimentar a ponto de superar o poder implacável da natureza.
 
“Os jacarandás estão morrendo! Morrendo!”— o homem barbudo bate na mesa e quase derruba sua caneca de café com conhaque. Bjord a pegou com a varinha bem a tempo, ela voltou flutuando para a mesa e fumegou. Desde que veio morar com o homem Bjord nunca ouviu um “Bom dia” sequer, não que isso o incomodasse, na verdade achava muito espirituoso que seu patrão se importasse mais com as árvores e a fazenda do que com qualquer outra coisa. — “Eu sabia que era um mau negócio, essas mudas... Não aguentam um frio sequer! E aquele larápio dizendo que seria um bom negócio...”

Bjord se serviu de café e pão de centeio que ele mesmo tinha preparado na noite anterior. Tinha ficado meio aguado, mas ninguém reclamou. Ali é um lugar onde só se reclama sobre as árvores. É assim que as coitas funcionam em Sìor-uaine. Teve de ouvir resmungos durante todo o café da manhã, quando os outros dois homens que trabalhavam no lugar desceram pra comer ele ficou assistindo-os pensar em formas de Fraser punir o homem que o incentivou a plantar jacarandás no terreno ao sul, o que recebe mais incidência de sol.

Foi uma escolha pensando um mercado mais específico, portanto, mais lucrativo. Jacarandás são plantas tropicais e pelo que se ouve falar o cheiro da madeira fica na por anos depois de ser feita, que é por isso que as varinhas são sempre sentimentais e difíceis de serem manuseada, mas muito úteis para propósitos específicos. O argumento da manhã era de que talvez nem valesse tanto à pena por causa do trabalho que estavam tendo para manter a árvore viva durante o outono.
 
Bjord limpou a cozinha foi preparar a mochila quando a conversa mudou de rumo drasticamente indo de formas cômicas de agressão para mais uma procura de soluções de lidar com os Jacarandás. Tinha apenas meia atenção enquanto ouvia sugestões muito bobas de costurar agasalhos para as árvores e muito ruins de apenas desistir de tudo e arcar com o prejuízo.

Se perguntava se haveria esse tipo de árvore onde Freya estava. Vendo as árvores adoecendo no frio ele ficou preocupado se o inverso também aconteceria, mas com ela, será se Freya adoeceria em um lugar que é quente o tempo todo? Aparentemente essa pergunta foi a responsável por ter girado a chave dentro da cabeça dele.

— Bruxas na fogueira. — disse quando entrou no cômodo que podia ser uma sala, mas também um estoque ou uma galeria de cabeças de criaturas mágicas.
 
Quando falou interrompeu o discurso de Hagar, o outro empregado da fazenda que tinha um sotaque turco forte e braços parecidos com os de um gorila. Todo mundo já estava convencido de que colocar cachecóis de lã nas árvores era uma má ideia, mas ninguém tinha coragem de dizer isso a ele diretamente pelo seu porte avantajado e ameaçador que contrastava com sua paciência minúscula. Por isso pararam para escutar Bjord quando ele afirmou de novo com sua voz monotônica.
 
— Bruxas na fogueira. — “Já escutamos, mas o que raios isso quer dizer?” perguntou o velho, impaciente, algo na expressão por trás de sua barba grande e desgrenhada suplicava por uma solução. O segundo amor do proprietário de Sìor-uaine depois de suas árvores era o dinheiro, antes até mesmo que as mulheres. Ele dizia que se tivesse o dinheiro poderia comprar todas elas, uma filosofia abjeta na opinião de Bjord, mas nunca o julgou. Também tinha seus defeitos. O caso é que as mudas custaram alguns preciosos galeões por serem importadas de um lugar chamado Brasil. Bjord só retomou a fala quando Hagar finalmente parou de mastigar a língua por ter sido interrompido.
 
— O feitiço de congelar chamas, transformá-las em brisa morna... As bruxas usavam para livrar a si mesmas quando condenadas a fogueira na idade média... Como Wendelin, a Esquisita.... — os outros três homens ficaram parados olhando para o mais jovem deles como verdadeiras crianças perdidas. Bjord estava até então muito acostumado em ser a parte mais simples de um grupo, aquele que as instruções precisariam ser explicadas mais de uma vez para que aí sim ele pudesse compreender. A inversão de papeis lhe causou muita estranheza no começo da vida fora de Hogwarts, nunca tinha visto alguém mais velho que ele que não fosse mais sábio. — As chamas param de queimar... Se tornam apenas... Brisa quente... Achei que... — sua fala mansa habitual, meio complacente, foi morrendo diante da perda de convicção do próprio plano.
 
Primeiro Fraser riu e os outros dois acompanharam forçadamente, ainda não tinham entendido qual era a proposta colocada ali. Depois o homem ponderou se apoiando no seu cajado enquanto observava o tempo pela janela. Até o próprio Bjord a achava meio absurda, mesmo que tivesse essa grande convicção de que resolveria o problema ao menos por enquanto. Não é algo que está no solo nem na planta, é uma variável muito mais difícil de controlar sem afetar as outras árvores ao redor. A prova era a primeira ideia de quando o clima começou a mudar ter se mostrado um completo fiasco.
 
Ela veio do próprio Fraser. O sol artificial do tamanho de um balão de ar quente ficou planando metros acima das árvores por cerca de uma hora até alguns trouxas que estavam pelas montanhas próximas acabarem achando que era algum tipo de fenômeno extraordinário, o ministério da magia foi alertado e mandou alguém para lidar com aquilo. Tiveram que apagar as memórias dos trouxas para acabar com toda a confusão.

Mesmo não recebendo uma multa o homem teve que admitir para si mesmo que com o tempo as outras árvores nos arredores iriam sofrer demais com a exposição exagerada. Também tentaram poções no dia anterior, a situação pedia mesmo medidas desesperadas, mas que não fossem tão bobas quanto agasalhar as árvores e servir canecas de quentão à suas raízes.
 
[...]
 
Meia hora antes quando sua ideia foi aprovada Bjord sentiu-se muito bem, mas sua confiança foi descendo assim como o relevo que levava até onde os jacarandás tinham sido plantadas. E se errasse o feitiço e acabasse com tudo? Lembrou de como o aprendeu ainda no terceiro ano da escola, as pontas das vestes chamuscadas a semana toda. Tinha conseguido resultados depois de umas semanas, mas já fazia muito tempo. Não é mais comum bruxos acabarem dentro de fogueiras para dar ao encantamento um uso prático, a aula era mais sobre história do que sobre utilidade, mesmo que por outro lado acabasse sendo útil para evitar queimaduras.

Ainda assim sentia-se disposto a tentar. Estava lidando com aquela vontade súbita de se provar que já tinha tido durante os dois últimos anos em Hogwarts, ela o fazia ignorar a angústia e ansiedade que espiralavam em seu estomago. Pronto para agir ele experimentou uma daquelas técnicas de respiração que a professora McCready ensinou nas aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas.
 
Observou as jovens árvores de Jacarandá, o tronco meio acinzentado e as poucas folhas que não caducaram possuíam uma cor cinzenta e sem graça bem diferente do lilás vivo que tinham quando germinaram através de poções e encantamentos. Não precisavam ficar coloridas de novo, só longe da umidade o suficiente até acharem uma maneira de mantê-las nutridas para aguentar as chuvas imprevisíveis das Highlands. O plano final era produzir um adubo especial, mas Fraser não estava conseguindo achar um alquimista capacitado. De dentro da bolsa ele tirou quatro frascos grandes de vidro que continham labaredas dançantes e quentes.
 
Teria poucos segundos para congelá-las depois de espalhá-las nas raízes e troncos. Todas as chamas foram encantadas previamente para ficarem impermeáveis, Bjord não era o melhor nisso, mas acreditava que elas dariam conta num primeiro momento. Depois só precisaria fazer a manutenção para mantê-las vivas até acharem a solução definitiva. Suspirando fundo se aproximou da árvore menor, achou prudente que se desse errado na primeira tentativa que fosse na que fizesse menos falta. Guiou a chama para fora com a ponta da varinha, fora do pote ela era maior e mais quente, cintilando entre azul e laranja enquanto se mexia junto ao vento.
 
Antes do fogo mágico atingir a árvore Bjord o encantou novamente. “Amornae”, disse, sua voz ecoando por entre as árvores parecia a de outra pessoa. Ficou surpreso primeiro pelo eco parecer muito mais confiante do que ele de fato se sentia e depois por ter dado certo. A pequena Jacarandá estava em chamas, mas nenhuma parte dela estava queimando de verdade. Bjord tirou do bolso do casaco um instrumento enferrujado que parecia um termômetro de alguma caldeira antiga. Tinha uma espécie de ferrão em uma ponta que ele espetou direto na árvore, mas ele não conferiu de primeira, foi para as outras. Se sentia mais confiante agora que tinha dado certo. O próximo passo seria simular chuva e ver se o feitiço impermeável tinha funcionado.  
 
[...]
 
Sete da noite quando finalmente alcançou o cercado ao redor da fazenda, estava sujo de lama e cansado. Passou o dia inteiro tentando corrigir as falhas do plano que iam aparecendo durante a execução. Primeiro teve que improvisar uma forma do fogo ficar apenas na árvore e não se alastrar junto do vento, depois teve que lidar com o fato de que se ele era impermeável e imune as lufadas de ar não sabia como fazer para apagá-lo quando precisasse. Teve sorte de a área estar um pouco escondida pelo resto de cume porque mais cedo pareceria que tudo estava coberto por um grande incêndio azul e verde e lilás. Como o fogo não soltava fumaça parecia menos perturbador de perto, mas sabia que não seria a mesma coisa de longe.
 
Hesitou na soleira da porta, a luz amarelada da cozinha vazava pelas janelas sem sombras, mas havia barulho de coisas batendo lá dentro. Estava com vergonha, no meio de toda a confusão mais cedo ele entendeu o que Fraser pretendia deixando cuidar de seu plano sozinho. Sentiu Newt subir por sua perna depois de vê-lo atravessar a fresta de baixo como se fosse feito de gelatina. Foi enquanto fazia carinho no amigo que a porta se escancarou e o velho com cara carrancuda perguntou impaciente:

“Não vai entrar?”.

Bjord fez que sim com a cabeça, mas não se mexeu, parecia analisar com muita seriedade como a lama escorria de seus sapatos e sujava o assoalho de pedra. Tinha uma postura de uma criança pronta para receber um sermão, apertava a alça da bolsa com mais força do que se precisaria. Newt pareceu ler o clima porque saltou para dentro de volta e sumiu numa sombra.

Demorou alguns segundo até para de olhar o chão, ao encarar o homem viu uma coisa incomum em sua expressão: um sorriso cheio de dentes amarelos. “Como?” perguntou o homem. E Bjord entendeu a pergunta, meio acanhado, quase sorrindo também. — Finite Incantatem. — respondeu, fazendo os dois outros homens sentados no chão da cozinha descascando batatas rirem também, mas Fraser foi o mais altissonante. O riso fazia Bjord imaginar um lobisomem cansado.

“Quatro horas para pensar no óbvio, ainda tem muito que aprender, garoto”. Sabia que era uma espéciede elogio pois tinha tom de aprovação. Quando finalmente entrou percebeu que estava morto de fome, que finalmente entendia o porquê adultos sentem necessidade de beber hidromel no final do dia. Às vezes batalhas simples do cotidiano podem render uma comemoração exagerada. Não pareceu errado brindar o próprio progresso naquela noite, se sentia verdadeiramente realizado.
[end]



Bjord Sigurðsson
Atlas at last you're in love.
Though you're small and illiterate,
u know best that this it.
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Athena MacFusty Schmidth
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeSex 30 Set 2022, 16:57

Conscientização
Inverness era uma simpática cidade das Terras Altas da Escócia que me abrigava naquele crepúsculo de sexta-feira. Minhas vestes eram grossas devido ao frio característico do norte da Grã Bretanha, cuja neve deixava os vilarejos parecidos com belos bolos de glacê. Minha visita ao vilarejo era parte de uma ação do ministério em prol de conscientizar a população bruxa sobre meios de ocultar e proteger criaturas mágicas em prol do Estatuto de Sigilo em Magia. Vários casos de trouxas avistando animais fantásticos estavam tirando o sossego do departamento de acidentes e catástrofes mágicas, o que levou minha prima a dar iniciativa nesta ação. O casebre escondido com vista para Moray Firth já estava devidamente encantado e organizado, com várias cadeiras já preenchidas pelos moradores bruxos locais. Era estranho pensar na divergência do norte e do sul da Grã Bretanha, onde vilarejos mistos eram tão comuns. Após aguardar o representante ministerial falar sobre a importância de fazer cumprir o Estatuto de Sigilo em Magia e as atualizações da Confederação Internacional dos Bruxos sobre a melhor forma de lidar com o conflito, finalmente a palavra me foi entregue, fazendo eu me levantar com um sorriso enquanto acenava discretamente para Circe.

—Boa noite à todos! - Mantendo um tom alto e claro, pensei um pouco na minha organização para levar a informação: —Sou Athena Schmidth, mestre em feitiços pelo Instituto Internacional de Estudos Mágicos Avançados. - Respirando fundo, coloquei minha cola com as pautas enquanto indicava a ausência de água para eu poder beber enquanto falava: —Com o atual estado da Grã Bretanha, existem alguns feitiços de extrema importância para termos em nosso arsenal no dia-a-dia. Irei falar um pouco sobre alguns e ensiná-los, de forma que possam usá-los. - Uma mesa flutuou até o meu lado, onde havia alguns objetos que eu iria encantá-los para as demonstrações. Pegando uma maçã, ergui ela diante dos olhos do meu público enquanto começava pelo feitiço mais importante da minha lista: —O feitiço de desilusão é um feitiço de nível NIEMs, um grave problema considerando sua importância para o Estatuto de Sigilo em Magia. Por sorte, irei ensinar sua aplicação hoje. - Finalmente trouxeram a minha água e tomei um longo gole, voltando a falar: —Tenham em mente que ele pode ser utilizado tanto em objetos quanto em seres vivos. Sua duração vai do seu poder como bruxo, o que pode exigir uma manutenção do feitiço. - Aos poucos fui falando mais sobre o encanto, antes de mover a varinha sobre a maçã em minha mão e torná-la invisível diante dos olhos do público.

—Agora vamos abordar o Repello Mugletum. - Após discursar sobre diferentes feitiços de desilusão, comecei a explicar um clássico feitiço de proteção que se baseava em afastar trouxas de um local: —Ele é bastante útil em propriedades com um grande número de criaturas mágicas, o que ajuda a manter os não mágicos distantes. - Expliquei mais sobre o feitiço e o meio correto de usá-lo, falando também sobre outros métodos de defesa e maneiras de reconhecer um trouxa bisbilhoteiro: —Apesar das controvérsias acerca do feitiço Ariannum Detectum, ele pode ser bem útil para detectar um trouxa curioso que possa estar suspeitando de algo. - Abordei o feitiço e expliquei maneiras discretas de utilizá-lo, antes de finalmente chegar a conclusão do meu discurso: —Lembrando que todo cuidado é pouco. Se você tem alguma suspeita de algo acontecendo, está com problemas em fazer feitiços de ocultação ou viu algo estranho, envie uma coruja para o Ministério da Magia. - Conferindo a nota sobre os panfletos feitiços pegos pelo estagiário de Circe, peguei um deles e ergui para que todos pudessem ver: —No fundo da sala estão algumas cartilhas feitas por mim em parceria com o Ministério. Eles tem algumas dicas para executar os feitiços mencionados e manter o sigilo. - Não tardou para que eu finalmente me despedisse, deixando a palestra seguir com os outros convidados que apresentavam tópicos igualmente importantes. Foi inevitável pensar em como Cair Paravel é extremamente segura, o que garantiu o sossego para meus familiares durante aquele sombrio período. Logo a palestra acabou e deixei o casebre, ficando em um hotel na cidadezinha antes de finalmente tomar uma chave de portal rumo à Cair Paravel.






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Narcissus Poulain
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeSex 30 Set 2022, 22:13

hunt
A
urgência dos acontecimentos clamava pelo estado constante de vigília com a qual os servidores ministeriais foram submetidos na tarde em questão. Segundo as informações preliminares, um dragão negro das Ilhas Hébridas acabou se evadindo do hábitat, de modo a causar riscos, dentre os quais aquelas feras aladas eram capazes de infligir a qualquer pessoa, seja bruxo ou não-mágico. O jovem loiro se dirigiu à localidade dos acontecimentos, através da rede de flu, tendo se deparado em uma loja de souvenirs. As faíscas ígneas lambiam suas vestes, no momento em que ele apontou da lareira, surpreendendo a alguns bruxos mais desavisados. - Boa tarde, sou Narcissus Poulain, representante do ministério mágico britânico. - Informou, em tom cortês, embora dispensasse as formalidades de praxe da ocasião. Seu olhar em feixes fulgurantes consumiram os do senhor de idade acentuada, fazendo-os refém de si. Os cabelos aloirados pareciam executar um bailado hipnotizante, ao passo que o sorriso recaiu feito bálsamo ao interlocutor, o qual se fez deslumbrado diante do visitante.1 O chamativo adulto sequer necessitou dizer o que procurava, quando o próprio comerciante passou a informar tudo que sabia. Aparentemente, o dragão houvera sido avistado ao noroeste, perdendo certa altitude. Sem rodeios, o loiro agradeceu com um aceno de fronte, deixando o ambiente sob a toada de passos apressados.

No exterior ele avistou o sentido informado pelo comerciante, tendo visto uma densa floresta adiante. - Se ele estiver com fome, provavelmente foi atrás de algum cervo. - Proferiu a si, ao rememorar que aquela espécie em questão, optava por predar aqueles tipos de animais não-mágicos. Seguiu adiante, então, embrenhando-se na densa mata com a varinha em riste. Apesar de muitos bruxos estarem alarmados, até o momento pelo menos, não houvera relatos de nenhum tipo de incidente gravoso. Uma ligeira animosidade podia ser facilmente captada. Algum tipo de inquietação. O ministerial passou a correr, sob o farfalhar da relva irregular do entorno verdejante. Adiante, numa espécie de clareira, somente o sinal de presa - nada de predador. A carcaça do que um dia fora um cervo jazia próxima de um descampado. O odor ocre evidenciava que o ataque fora realizado há poucos instantes. Pelo menos os resquícios do animal assim o indicavam.

Narcissus ergueu a amadeirada, ao escutar um som dissonante provindo do promontório. Engoliu em seco ao perceber que estaria mais próximo do que imaginava da fera alada. Aparentemente apenas algumas árvores o separavam do alvo de suas buscas. Seus passos, agora, eram inaudíveis. Embora ele não se recordasse, quando esteve no refúgio mágico, após a guerra entre bruxos e não-mágicos, ele viveu um tempo como eremita, de modo a ter colocado em prática, muitas técnicas de sobrevivência à prova. Surpreender para não ser surpreendido seria uma delas. Utilizou-se, pois, da guarida de um robusto tronco de árvore ao avistar mais à frente, aquele ser colérico. Aquele dragão era uma das espécies mais agressivas e, naquele momento, parecia que gostaria de marcar território, através de alguns rompantes e movimentos inatos da espécie. Respirou fundo ao brandir a amadeirada, no mesmo instante em que deixava sorrateiramente a guarida daquele grande tronco. - Glacius duo! - Bradou, com a ponta do objeto mirada na asa esquerda da fera. Imediatamente a criatura reagiu, quando o ministerial somente tivera tempo de tornar a se esconder no mesmo abrigo natural. Uma rajada de fogo cortou tente a si, ao que o ministerial somente deixou o esconderijo, quando passou a escutar o som das asas ruflando de par em par. A ponta daquela atingida estava ligeiramente mais incômoda, devido à algidez do feitiço empregado. Certamente aquela fera estava incomodada e mais lenta, por conta do cervo que houvera abocanhado e dos efeitos do feitiço ora utilizado. Aquele era o momento mais propício para recapturar aquele dragão. Assim, seguindo-o por terra, o ministerial veio deixar a localidade em prol daquele mister.

Spoiler:


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Circe Wright Schmidth
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeDom 02 Out 2022, 23:59

Aquele dia tinha tudo para ser normal, se não fosse por aquela batida. Dragões! Com os inferi modificados em St. Ives e a explosão dos membros da reunião para transformar o cessar fogo em uma paz duradoura, um acidente envolvendo uma criatura de nível cinco era a última coisa da qual precisávamos. Eu estava em meu gabinete quando um memorando voou pela porta aberta e se transformou em um relatório explicando sobre o avistamento de um dragão negro das Ilhas Hébridas. O documento indicava que Mag Mell era o ponto de origem do dragão, sendo que a fera foi vista pela última vez sobrevoando a costa escocesa na região das Terras Altas da Escócia. Uma vez que outros departamentos, como o de Execução das Leis da Magia e o de Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas, estavam envolvidos, uma reunião de emergência serviu para traçarmos o papel de cada um para controlar a situação. Devido a urgência da situação, não foi um encontro demorado, sendo que meu departamento faria a parte de controlar a informação para impedir que os trouxas entrassem em pânico. Após definir uma equipe com membros do meu departamento para me acompanhar até o norte da Grã Bretanha, foi iniciado o processo de disfarce, sendo que logo após o almoço uma chave de portal foi montada, nos levando à nevada região litorânea da Escócia.

—Tudo bem contigo, senhor Campbell? - Perguntei ao meu estagiário após ele ser escolhido como minha dupla. Como forma de cobrir uma área maior em menos tempo, a equipe que veio comigo se dividiu em pares, me restando descer a praia com o jovem corvino. Aos poucos fomos conversando sobre dragões e métodos de captura, pensando em como a equipe de dragonologistas costumavam trabalhar. O moreno prestava atenção a tudo o que eu dizia, mostrando tanto responsabilidade quando inteligência para manter uma conversa sem parecer um adolescente idiota. Não demorou para as primeiras fazendas apontarem o horizonte, fazendo eu ter uma ideia: —Em locais mais remotos, notícias ruins se espalham rápido. Vamos ir perguntando pelas fazendas que estão pelo caminho, mas nosso foco principal é alcançar algum estabelecimento. - Após um aceno de concordância por parte de Gunner, logo nos dirigimos até a primeira fazenda, onde várias ovelhas estavam espalhadas pelo pasto: —Boa tarde, tudo bem? - Ao me aproximar de um cuidador de gado, ele retribuiu o cumprimento estranhando uma pessoa à pé em uma região de campos, e apostei no disfarce de repórter investigativa, o mais comum naquelas situações. Ele foi bem direto ao perguntar o que queríamos com ele, fazendo eu abrir um sorriso simpático.

—Somos jornalistas de Londres. Recebemos uma denúncia de um ministro com uma fazenda ilegal por essas bandas. Decidimos investigar para fazer uma manchete, caso seja real. - Campbell perguntou se ele não havia escutado nenhum avião ou carro esportivo, o que fez o homem parar por algum tempo enquanto refletia. Uma troca de olhares entre o corvino e eu foi suficiente para sabermos que ele não sabia de nada. Após ouvir suas considerações sobre como lidar com um governo corrupto, partimos em direção às próximas fazendas, nenhum relato sendo feito sobre algo estranho passando pelos céus. Não demorou para nossos passos nos levar até um pequeno vilarejo, minha conversa com Gunner começando a focar no nosso amigo alado e o que dizia o meu relatório, fosse a falta de vítimas e acidentes, ou o fato de que os dragões negros costumavam ser os mais agressivos: —Eu tenho um primo que a mãe dele é uma MacFusty. Ele me contou que a família toda lida com essa espécie de dragão. Eles são realmente perigosos. - Não demorou para finalmente chegarmos na praça principal da cidadezinha, que possuía o mesmo formato padrão de tantas outras, como a igreja e seu cemitério lateral, um banco, um mercado razoavelmente grande e um espaço para os moradores socializarem.

—Vamos entrar neste bar. Toma aqui, cinco dólares. Pede um refrigerante e senta na mesa central, assim você me aguarda enquanto tenta ouvir as conversas perto de ti. Vou falar com o responsável pelo lugar. Se perguntarem, sou sua tia. - Adentrando o estabelecimento junto com o meu estagiário, deixei meu casaco na mesa escolhida por Gunner antes de ir até o balcão, ocupando o assento mais ao canto de forma a observar a porta. Não demorou para o barman se aproximar de mim, perguntando se eu precisava de alguma coisa: —Informações e uma dose de gin. - Considerando minha habilidade em beber grandes quantidades de bebida alcoólica sem ficar tonta, era fácil empregar essa maravilha no meu disfarce. Quando o atendente retornou com minha bebida, ele se debruçou sobre o balcão perguntando o que uma bela dama bem vestida como eu poderia querer saber em um estabelecimento tão simples: —Sou uma jornalista de Londres. Estou investigando um ministro que parece ter uma fazenda ilegal pelas redondezas. Queria saber se não ouviu nenhum jatinho ou carro esportivo. - O barman balançou a cabeça decepcionado, perguntando o nome do ministro em questão.

—Desculpa, é confidencial. Pelo sigilo da matéria. - O barman concordou com um sorriso e pensei em como poderia fazer mais perguntas sem mencionar um dragão: —Soube que ele anda criando alguns animais contrabandeados. Tem certeza que não ouviu nenhum barulho estranho, ou algum fazendeiro comentando sobre algo diferente? - O barman me encarou por alguns segundos antes de se aproximar falando sobre alguns boatos envolvendo uma forma grande e rápida que passou pelo céu no dia anterior, mas enquanto alguns juravam que se tratava de um avião militar, outros juravam que era um animal: —O exército está cada dia mais armado com essa guerra. Só fico pensando em quanto dinheiro público está sendo gasto com esses equipamentos. - O barman concordou e tomei um pouco do gin antes de depositar uma nota no balcão e retornar até Campbell, que parecia entretido ao experimentar a bebida trouxa: —Está pronto, querido? - O garoto piscou levemente confuso antes de acenar com a cabeça, se levantando com a latinha em mãos. Acenando discretamente para o barman, deixei o estabelecimento caminhando em direção a um beco onde seria fácil para desaparatar.

—O que você descobriu? - Questionei Campbell depois que ele se recuperou da viagem desconfortável através do todo. A viagem através da aparatação nos levou até um ponto fora do vilarejo, onde havia algumas árvores que ajudariam na discrição da operação. Ele relatou as conversas de algumas pessoas no bar, fazendo eu me preocupar levemente. Embora a busca por respostas normais fosse fácil, ainda tinham aqueles cujo impossível tinha se tornado uma possibilidade de crença: —Tenho uma missão para você. - Meu sorriso fez o corvino arquear as sobrancelhas em curiosidade, e enquanto eu estendia a mão em direção a latinha de refrigerante que ainda estava na mão dele, comecei a explicar o que ele teria que fazer: —Você vai voltar ao ministério e falar com o chefe do escritório de justificativas e com o encarregado da central de obliviadores que eu preciso de uma equipe aqui na Escócia. - O garoto concordou e puxei a varinha, começando a me concentrar na região de Anglesey onde ficava o Ministério da Magia: —Portus! - Mantendo o foco no feitiço, não demorou para a latinha assumir um brilho azulado, que foi se intensificando até desaparecer: —Diga que vou seguir tomando depoimentos até Gairloch. Eles podem me encontrar no museu local em duas horas. Quando estiver pronto. - E deixando a latinha no chão, tomei distância para que o garoto tomasse o meio de transporte.

Quando Gunner finalmente tinha desaparecido em meio ao ar, pensei em um meio de me comunicar com as outras duplas que também estavam tomando notas. Eles precisavam saber que uma equipe já estava a caminho para fazer o trabalho de obliviação. Fazendo uso de um feitiço simples para não deixar meu rastro sobre a neve, comecei a descer a costa de forma que eu pudesse ver o mar, parando em fazendas e cidades pequenas cujos moradores não pareciam saber de nada. Foi então que finalmente desaparatei novamente, seguindo em direção ao ponto de encontro. Não estava mais ali.


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Clara Howard Habsburg
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeTer 04 Out 2022, 08:32



Darkness
Here in the darkness I know myself
Can't break free until I let it go, let me go

Ergui uma sobrancelha para o comentário, mas sorrir parecia inevitável, ainda que estivesse levemente curiosa e desconfiada. Ele informava sobre a existência de um irmão, algo que inconscientemente ele fazia para me acalmar, mostrando que que tinha mais pessoas na vida dele – Creio então, que hoje ele não tente nada mais elaborado contra você? – falei com calma para ele, ainda analisando sua resposta corporal. – Fico me perguntando então, quando você deixa a capa de herói de lado? – falei de forma brincalhona, me ajeitando ali e sentindo a brisa ao nosso redor. Minhas roupas estavam no lugar, ele se apresentou com um nome que o forte sotaque fez ficar mais bonito. Gehard se inclinou, beijando minha mão e sorri para ele – Podemos dizer que sou boa com auras… A sua emana magia, em algumas pessoas é algo mais suave, mas você tem algo mais… Intenso, por assim dizer.– minha voz era suave e intensa, mas enfim perdi a pose e dei de ombros – E seu coldre saiu do lugar, dá pra ver no cantinho aqui.– comentei apontando para o bolso direito, onde dava para ver o couro se destacando de leve, onde agora ele tinha colocado a mão, fazendo meus olhos irem naquela direção brevemente, mas logo voltando para os seus olhos intensos e brilhantes.






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Gehard Ziegler McBride
Professor de Hogwarts
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeQui 06 Out 2022, 23:47


Eu sabia que meu comentário causaria uma boa reação, mas o sorriso dela foi uma ótima recompensa pela m,inha gracinha, eu sabia que havia muita coisa que havia exposto ao dizer isso, mas de alguma forma isso não me deixou preocupado como deveria, para ser sincero. – Ahhhh! Eu não cometeria o pecado de afirmar isso tão cedo... Faz um tempo que não nos vemos, mas ele sempre teve o potencial de manter seu lado arteiro em alta mesmo depois de velho, apesar dele ter endurecido bastante no meio do caminho. Não duvidaria nenhum pouco que ele seria capaz de me testar só por diversão. – Comentei de forma bem humorada e dei de ombros, ela parecia estar me analisando com certa curiosidade e um pequeno pedaço de mim queria muito saber o que estava acontecendo. Passei uma mão pela barba, fingindo pensar sobre a brincadeira dela, enquanto deixava um sorriso bem humorado no rosto, nunca pensei que eu fosse ser esse tipo de herói e tal. – Hum. Essa é uma pergunta interessante, eu tiro para tomar banho e para dormir, sabe como é... Ninguém quer acabar enforcado pela capa ou acordar parecendo um sushi. – Comentei bem humorado e dei uma risadinha boba, Clara tinha um senso de humor que me deixava bastante confortável na minha pele, algo que não acontecia tinha um certo tempo, era como estar diante de uma lareira depois de muito tempo passando frio. – Ora ora... Então sua clarividência é apurada? E minha magia é intensa? Interessante isso... – Falei de forma sincera e ergui as sobrancelhas pra mostrar que realmente estava bastante entretetido e entrando no jogo dela e acabei dando uma risada baixa quando ela deu de ombros e revelou a realidade e segui o olhar dela até o meu bolso direito e estalei a língua. – Droga! E eu achando que estava sendo bastante discreto... – Comentei de forma serena e ajeitei a varinha, voltando a escondê-la como deveria e encarei os olhos dela por um momento, curioso com cada linha de pensamento que ela tinha escondido ali. – Então, você também tem a auma com uma magia intensa? – Perguntei sem me dar pé que a pergunta podia parecer muito errada, apesar de, na realidade, ter saído de forma totalmente inocente da minha parte.

Com Clara Howard Habsburg


Enough of this skin, it's time to exchange Underneath is still snake and devours the tail to start...
Gehard Nikolas Von Ziegler McBride
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeSeg 31 Out 2022, 00:13

Não era a primeira vez que passeava por ali e também não seria a última. Era estranho não estar associada à guilda de mercenários, livre. Não que aquilo fosse uma obrigação, muito pelo contrário. Ágatha gostava de matar e gostava do emprego que tinha anteriormente, mas fazer isso por conta própria e seguindo sua própria vontade era infinitamente melhor. Ainda mais tendo ao seu lado Madam, a mulher pela qual Ágatha aceitaria qualquer contrato só para poder ver o sorriso macabro nos lábios dela. Era estranho se envolver com alguém como Angelique, mas Ágatha adorava o perigo e mistério que envolviam a mulher. Era delicioso e viciante. Aparatou dali após andar um pouco, refletindo sobre sua atual situação de assassina de aluguel.



Ágatha Eilander Vandermeer
Will some woman in this desert land make me feel like a real woman? Take this rock and roll refugee, oh, baby set me free
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Wendy Fairy B. Rathbone
Funcionário do Profeta Diário
Funcionário do Profeta Diário
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Ano Escolar: Formado
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeTer 01 Nov 2022, 21:43

Férias em família era uma coisa fadada a alguma confusão, ela bem sabia disso e tentava com todas as forças evitar tal situação. Wendy era uma mulher que preservava muito a família, primos, irmãos, parentes distantes, todos eram importantes para ela, especialmente seu único filho Hans. Assim eles foram para a casa do campo, ela, Max e Hans, mas apenas para terem um pouco de paz e ela começou a organizar tudo. Iria ter uns dias de folga e primeiro ouviu a opinião dos garotos, Hans queria um lugar com criaturas mágicas, o que era legal para levar os cavalos alados da família. Algo para todas as idades, por isso anotou a sugestão. Mesmo que Max considerasse isso uma ideia um pouco ruim, isso porque o mundo ainda era instavel. Então ele sugeriu viajarem para fora da Grã-bretanha, algo que Wendy realmente considerou. Depois que eles saíram para brincar do lado de fora, ela foi pesquisar lugares no interior da Alemanha, visto que conheciam alguns bruxos com propriedades para alugar, também considerou a França, lar de sua mãe, os Bittencourt e também tinham criaturas mágicas. Estava mais inclinada a levar a família para lá, visto que Hans ainda poderia brincar com criaturas mágicas. Seja como fosse, ela listou vários lugares e depois saiu para brincar com seu marido e filho.



Wendy Fairy Bittencourt Rathbone  
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Grifinória
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Escola/Casa: Beauxbatons (França)
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha: Pelo de Lobisomem, Cerejeira, 27 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeSex 04 Nov 2022, 12:08


Darkness
Here in the darkness I know myself
Can't break free until I let it go, let me go

Ergui a sobrancelha para o comentário dele sobre o irmão, o que me fez pensar que talvez essa outra versão do homem diante de mim seria um desafio, não que eu quisesse conquistar, mas para desafiar, ver até onde ele iria – Desafiar ele parece interessante… – movi as sobrancelhas de maneira sugestiva, mas acabei rindo, ele parecia tão fácil de se divertir e me trabalhar, quase como a argila fresca e pronta para ser modelada. Dei uma risada maior com seu comentário sobre a capa e apontei de leve o dedo – Mas ela serve como um bom cobertor, veja bem… Tudo tem seu lado oposto– A forma como ele ficou levemente cheio de si conforme fui falando, parecia interessante, falava muito sobre o ego dele, mas também, pela forma como ele poderia mudar. Quando quebrei a brincadeira, dei uma gargalhada, que fez alguns olhos se voltarem em nossa direção, enquanto ele corria ajustar o coldre, escondendo sua varinha. – Astuta e deslumbrante, eu diria… Gosto de trabalhar minha magia com cuidado, precisão… Sem muita pressa, eu diria– falei em um tom mais baixo, íntimo, mantendo apenas entre nós meu comentário.





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Prometheus Morgenstern
Forças Armadas - Afiliados
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Prometheus Morgenstern



Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeSab 05 Nov 2022, 23:59


[Floresta nos arredores de Drumnadrochit - Terras Altas da Escócia, Grã Bretanha]
—Chegamos! - Rosnei no ouvido de Beowulf no momento que meus pés tocaram o chão da floresta úmida pelo chuvisco, nossos corpos deixando a forma de penumbra negra. O bruxo se mostrava incômodo enquanto era puxado de forma grotesca pela mata: —Agora que você brincou de esconde esconde, vamos brincar de auror e comensal… Ou como rebatizei carinhosamente, Caça e Predador. - Ragnar questionava o que aquilo queria dizer, mas o meu sorriso lupino o fez dar um salto tentando se afastar, a compreensão atravessando seus olhos: —Eu não tive a oportunidade de saborear a carne de Circe, mas vou me contentar com o filho dela. Quanto a você… É apenas uma diversão. - O ex-jogador se debateu dizendo todos os xingamentos que podiam lhe ocorrer, mas havia algo perceptível em sua atitude: Ele tinha aceitado a morte eminente: —Vamos, lá, Ragnar! Você ainda vai ter a chance de correr pela sua vida! - E com um sorriso malicioso, o chutei no chão e apontei a varinha para sua cabeça. “Immobilus!” Aproximei meu rosto do pescoço dele, respirando fundo enquanto decorava seu odor humano que lembrava sândalo, junto aos detalhes que o tornava humano: —Para não dizer que sou cruel, estou de dando um quilômetro de vantagem. - E com uma risada, desaparatei em direção a minha árvore, onde deixaria minha varinha, minhas vestes e os meus pertences.

[...]

Quando o contorno da lua se destacou em uma das nuvens no céu, os olhos negros de Prometheus brilharam dando início a transformação. Era possível ouvir os ossos do licantropo se partindo a cada minuto que passava, sua transformação ocorrendo de forma mais rápida do que nos primeiros anos de transformação. Sua aceitação a quem ele tinha se tornado diminuía a resistência na transformação, e por consequência, tornando o processo mais rápido. Não havia mais gritos durante o processo de se transformar em lobo. Os pensamentos de Prometheus estavam sempre na entrega ao seu outro lado, sempre focando no cheiro da pessoa que pretendia caçar. Naquela noite, Ragnar era sua presa. Após deixá-lo imobilizado no meio da floresta para o feitiço só sumir após sua transformação, o líder da Strix respirou de forma profunda o pescoço do feiticeiro, buscando decorar ao máximo o seu cheiro de humano para que ajudasse o lobo interior a rastrear a presa: —Auuuuuu! - O uivo era o indicativo de que a transformação estava concluída e o monstro estava livre para brincar. Correndo pela floresta aproveitando sua liberdade condicional, a trilha era deixada pelas pegadas na terra lamacenta enquanto uma chuva fina continuava a cair. O lobo farejava as árvores e a terra, apreciando a natureza enquanto um odor apetitoso lutava em sua mente para ganhar sua atenção.

Ele reconhecia sua presa favorita com facilidade, mas não tinha nenhum rastro dela pela floresta para poder caçar. O licantropo continuou avançando mata adentro, brincando nas poças até ficar incomodado com a chuva que engrossava aos poucos. Odiava ficar molhado: —Auuuu! - Um som diferente dos pingos caindo na terra chamou sua atenção. Algo para brincar? Comer? O lobo correu mais alguns metros, identificando finalmente o rastro humano que estava em sua mente. Havia brilho nos humanizados, ansioso por saber o sabor daquela carne. A besta avançava correndo e rosnando, anunciando sua aproximação à medida que o cheiro ficava mais forte. Foi então que chegou à uma clareira, onde havia poças e um pequeno lago. O lobo começou a farejar o chão, procurando pelo humano enquanto nada era encontrado. Sua visão noturna permitia que ele enxergasse longe, o que só o deixava mais confuso. Não demorou para alguma coisa fazer barulho no lago e ele ver a cabeça de um homem, fazendo-o rosnar antes de saltar na água. Ele sabia nadar. Patas esquerdas. Patas direitas. Patas esquerdas. Patas direitas. Enquanto avançava, ele conseguia ver o homem tentando fugir, suas braçadas em direção à terra firme bem mais competentes que suas patas. Entretanto, não muito depois que sua presa conseguiu correr para dentro da floresta, o lobo atingiu a orla e se pôs na caçada.

—Auuu! - A besta era incomparavelmente mais rápida que o humano, e desviando das árvores com a maior facilidade, o lobo rosnou enquanto baba voava de seu curto focinho devido a ansiedade  com a aproximação do homem. Ele identificava suas longas vestes e o cabelo loiro preso em um rabo de cavalo, não demorando para saltar sobre uma pedra para ganhar impulso e saltar novamente direto nas costas do humano. Os urros de pavor eram grandiosos enquanto presa e predador se debatiam, as tentativas de mordidas por parte do lobo cada vez mais próximas do peito e da cara do homem. Não demorou para as patas pesadas do lobo cansarem a vítima, que devido às garras, já tinham causado alguns cortes nos braços. Foi então que a primeira mordida atingiu o braço, arrancando um pequeno pedaço. A segunda mordida foi direto na barriga. Então ombro, perna, pescoço. O cheiro de sangue inundava as narinas do lobo, que ficava cada vez mais empolgado com o banquete. Foi então que o corpo começou a amolecer, fazendo-o perder o interesse. Ele gostava de ver sua presa se debatendo para sobreviver, mas uma vez que ela desistia, seu instinto de predador se dava por saciado. Virando-se para o outro lado da floresta, ele correu pela noite, desaparecendo atrás de uma árvore enquanto deixava o homem sangrando até morrer.


[...]

Eu conseguia sentir o orvalho nas plantas onde meu corpo estava tombado, o chão bastante frio e úmido devido a chuva da madrugada anterior. Meu corpo tinha alguns cortes que ardiam, mas o cheiro de sangue em meu corpo indicava que eu havia me alimentado. Demorei alguns segundos para reconhecer sua origem, fazendo um sorriso encrespar em meus lábios ao saber que meu lado lupino tinha visitado a minha vítima. Eu poderia ir atrás do corpo, mas era intencional que aquele fosse localizado. Um recado genuíno que eu tinha certeza que chegaria em Circe e seu adorável filho. Ao me localizar na floresta, comecei a caminhar procurando pela minha árvore. Gastei pouco mais de meia hora para finalmente alcançar meus pertences, me vestindo rapidamente e guardando os documentos e vestes roubados. Peguei o pequeno casaco da criança e respirei fundo, decorando os detalhes do cheiro humano da cria Schmidth: —Não seria lindo mandar sua cabeça para Circe? - Enquanto minha mente pensava em formas nefastas de atormentar a prisioneira de Azkaban, abri alguns papéis enquanto procurava o nome da criança. Eu precisava começar por algum lugar. Quando finalmente encontrei, tomei minha varinha em mãos e comecei a desfazer as proteções, apontando o canalizador para o chão enquanto apagava os meus rastros tanto humanos quanto lupinos: —Em breve nos encontraremos de novo, Hyacinth. - Respirando o cheiro de natureza, finalmente desaparetei.
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Chris L. Tiger
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Chris L. Tiger


Bicho-papão : O retorno da mãe

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pena de Agoureiro, Carvalho Inglês, 29cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeDom 06 Nov 2022, 21:49


Não era nenhuma novidade que ele gostava daquele lugar por ter boas memórias com Piper ali, quando ela insistia em aprender a dirigir motos, ou andar de skate, sempre teve umas ideias tortas e perigosas. Ele não morava mais ali, na realidade não tinha nenhuma residência fixa como antes, estava mais para um eremita. Só que a Grã-bretanha ainda era sua casa e tinha pessoas importantes para ele visitar. Estava ali pelo seu primo e único parente vivo Max, mas já tinha o avisado que não ficaria mais que uma semana. Ainda estava pensando se iria ver Piper e Diego, ou se apenas os observaria de longe. Acreditava que só o tempo pudesse dá uma boa resposta. Então saiu dali para encontrar com Max.



Chris Tiger
Ex-estagiário da Força Tarefa - ex-Auror - Amor da Piper.
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Gehard Ziegler McBride
Professor de Hogwarts
Professor de Hogwarts
Gehard Ziegler McBride



Perfil Bruxo
Escola/Casa:
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Cabelo de Veela, Macieira, 30cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeSex 11 Nov 2022, 23:58


Claro que ela aproveitou o gancho sobre Bruce para me importurnar ou algo perto disso, pois ela falou sobre como seria interessante desafiar a minha cópia e dei de ombros, meio pensativo, não me recordava se ele estava comprometido ou não, mas havia um jeito de retribuir a implicância. – Olha, até onde sei, ele é solteiro... – Comentei casualmente e dei de ombros, erguendo as sobrancelhas com um sorrisinho sacana nos lábios, era impressionante como nós dançávamos entre a gente, indo desde de temas sérios a brincadeiras, como a que ela fez, acabei rindo quando ela falou sobre a capa servir como cobertor. – Veja bem! Você acha mesmo que essa é uma utilidade real de uma capa? – Perguntei de modo sério, mas a verdade é que não estava levando tão sério assim a coisa toda. Ela pareceu adorar minhas reações, pois começou a rir pelo que eu disse e eu fiz o mesmo, rindo também da cena e ajeitei a minha varinha e assenti. – Oh! Esse é meu tipo de serviço também, adoro fazer as coisas com calma, principalmente quando se trata de fazer a magia acontecer. – Comentei de um modo malicioso, afinal de contas dava para ver no olhar dela e no tom que ela usou, o qual eu repliquei ao falar com ela. – Maaaaaas temos que ser cuidadosos, claro. – Comentei de modo casual e dei uma risada baixa, a verdade era que tinha algo em Clara que estava me fazendo esquecer boa parte da nuvem negra que se pôs sobre nossas cabeças.

Com Clara Howard Habsburg


Enough of this skin, it's time to exchange Underneath is still snake and devours the tail to start...
Gehard Nikolas Von Ziegler McBride
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Bjord Sigurðsson
Funcionários
Funcionários
Bjord Sigurðsson



Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Escama de Cauda de Sereiano, Videira, 30cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeTer 22 Nov 2022, 18:50


the old oak tree
O dia ainda não havia nascido quando Bjord acordou. Andava tendo noites de sonhos inquietos, sentia que seus Deuses queriam dizer-lhe alguma coisa que não estava conseguindo compreender. Andava foca do muito no próprio trabalho e acabou pagando o preço por negligenciar a própria fé. Deu bom dia à fotografia de sua amada e desejou que ela estivesse bem, depois desceu para descobrir se já havia mais alguém acordado e se deparou com uma cozinha de aspecto gélido. A bebedeira pela comemoração da venda de algumas madeiras mais caras estava mostrando seus frutos.

Ele acendeu o fogo com magia, mas colocou água natural em um bule. Fazia tudo num movimento só demonstrando a agilidade de alguém que já se acostumara com os sábados de ressaca de Evergreen. Pegou o café no armário, colocou para que ficasse forte e escuro, acenou com a varinha e um sanduiche de carne de javali se montou no ar e pousou num prato, depois outro, e por fim uma fatia de pão com geleia de amora veio ate ele como se fosse uma borboleta.

Enquanto comia aprontou sua lancheira e checou alguns itens, mas fez uma pausa para contemplar o nascer do dia pela grande janela da cozinha. A luz incidia sobre os detalhes de pedra da casa como se a dessem um pouco mais de vida. O fazia se sentir mais desperto, mas provavelmente era só o efeito do café bem quente.
 
Meia hora mais tarde ele já estava vestido com sua jardineira e o resto dos equipamentos e aparatos que levava por aí. Bjord pouco percebia, mas estava lentamente se tornando uma espécie de caricatura rural. Os outros moradores da fazenda o apelidavam de “druida”, muito do porquê era devido a sempre levar diversos fertilizantes consigo na sua fiel mochila de colo e por sua postura cada vez mais natural no bosque circundante.

Dado seu treinamento precoce logo mapeou as redondezas, menos de um ano se passara e já conseguia andar livremente por entre as arvores sem se perder. De certa forma era um pouco irônico, sempre precisou de instruções muito especificas para não se perder dentro de Hogwarts e seus corredores e andares labirínticos. Sua relação simbiótica com a natureza faz parecer que aquele rapaz sem direção sequer existiu.
 
Primeiro alimentou as poucas cabeças de gado e deixou tudo pronto para mais tarde elas serem soltas no pasto. Dedicou atenção especial ao bode montanhês que aparecera por ali recentemente. Soltou as galinhas só depois que conferiu se o encantamento anti-predador estava funcionando, daí girou a chave do encantamento que fazia os ovos irem sozinhos até a casa – uma rosa dos ventos em cima da placa que se lia “granja”. Por fim regou as flores e acordou Newt, o Pelúcio. A criaturinha também tinha exagerado na farra da noite anterior e preferiu viajar deitado na cabeça de Bjord usando a aba do boné que ele usava como escoro para o bico de pato.
 
Bjord desceu a encosta do bosque com a varinha em punho, por mais seguro que estivesse de que não se perderia ainda parecia temer os outros imprevistos que habitavam o lugar. A maioria das árvores daquela parte ainda não estava pronta para a extração, muitos de seus troncos ainda estavam mostrando sinais de que foram fertilizados com poções recentemente, rangendo quando um galho ou outro aumentava de tamanho subitamente. Ele não se preocupou com essas, nem ao menos deu muita atenção quando viu uma toca onde provavelmente alguma Acromântula estaria fazendo seu ninho, só continuou seguindo em direção ao oeste.
 
Foram mais ou menos uma hora de caminhada, ele conferiu o relógio no pulso e depois a posição no sol como se só o corpo celeste pudesse confirmar com exatidão o que o acessório no pulso estava lhe dizendo. Newt nessa hora já estava mais desperto, procurava por coisa brilhantes, mas logo se decepcionou ao perceber que além das grandes nogueiras-negras só havia cascalhos da encosta de pedras mais próxima.

A coisa que mais chamava mais atenção na paisagem com certeza era a quantidade de ramos pendurados naquela meia dúzia de árvores. De longe pareciam apenas mais folhas, mas de perto se observava o comportamento das criaturinhas que escolheram aquelas ali como sua morada.
 
Colocou a mochila e a bolsa de colo em um lugar próximo e sentou na terra batida enquanto observava pensativo um tronquilho ou outro andar pelos galhos em busca de insetos. Sabia que era um bom sinal que a grande colônia estivesse ali, mas não tinha ideia de como faria quando tivessem que arrancar a árvore para vender a madeira. De fato, isso já devia ter acontecido, mas Bjord conseguiu ganhar um tempo de Fraser identificando que parte das raízes parecia estar doente.

Agora que a árvore estava curada e não obteve sucesso em mudar o pensamento do resto dos homens, pediu para preservarem ao menos uma daquelas árvores, mas já estavam todas vendidas. Antes de sair de perto ele soltou um suspiro resignado, sua última tentativa foi deixar um rastro de bichos de contas secos em uma trilha até uma outras árvores próximas.
 
Não muito longe dali avistou o grande carvalho que era velho demais para ser vendido. Era o motivo real de Bjord estar ali, tentar lidar com os danos de um raio que o atingiu bem no tronco. Numa primeira análise os danos tinham sido extensos demais, a poção revitalizadora de madeira só tinha feito o mínimo para reparar o tecido vegetal. Parte de seu caule antigo já ganhava um aspecto sem vida e quase não havia musgo em seus galhos longos e tortos. Se aproximou da árvore com certa cautela, depois subiu em alguns galhos para analisar a parte queimada por um ângulo melhor. Estava péssimo.
 
A primeira ação que tomou depois da análise foi banhar as feridas da planta com mais poção, um vapor com cheiro de ervas era exalado quando o líquido tocava a madeira e a fazia borbulhar criando gomos de uma espécie de musgo amarelado que ficava verde escuro quando esfriava. Era um trabalho muito manual, depois tinha que conferir de perto se cada uma das partes danificadas tinha sido completamente coberta por musgo e despejar uma outra solução que o fazia ficar sempre úmido. Como o carvalho era muito grande demorou quase duas horas para que estivesse pronto para a próxima etapa.
 
Mais uma vez conferiu a posição do sol depois de olhar o relógio. Newt tinha achado no mínimo uma dúzia de pedrinhas brilhantes e parecia satisfeito consigo mesmo enquanto as empilhava no colo de um Bjord contemplativo. Pensava como seria fácil para Freya achar uma forma de salvar o Velho Carvalho, seu talento natural para com as plantas já havia feito algo parecido no Salgueiro Lutador em Hogwarts. Tentava imaginar como é que funcionava, tinha na cabeça uma teoria de que se conseguisse se conectar com a planta ele conseguiria repetir o feito dela em alguma escala menor.
 
Fechou os olhos e encostou nas raízes enquanto limpava a mente. Tinha uma posição parecida a que fazia quando precisava orar para divindades da fertilidade e natureza. Com a respiração controlada ele pensou na sensação primaveril que Freya sempre parecia carregar, pensou em seu sorriso e em como ele era capaz de dar cores às flores e fazer germinar qualquer semente. Tentou fazer a parte de Freya que carregava com ele se expressar através do seu corpo por magia. Dez minutos disso e finalmente ouviu um estalo que o fez abrir os olhos depressa para ver se havia funcionado, mas o que inicialmente parecia esperança se transformou em confusão.
 
Tinha, de fato, executado alguma magia que não compreendia, haviam flores saindo de tudo num raio de oito metros ao seu redor. Até as próprias roupas e Newt, que parecia euforico com o que tinha visto acontecer. Bjord demorou mais tempo para processar, só então se deu conta que uma legião de fadas estava circundando a árvore agora, muito mais do que já tinha visto no castelo ou na Floresta de lá. Quando olhou para as próprias mãos ainda segurando nas raízes percebeu que sem querer selou o destino da árvore. Estava fossilizada.  

Depois de analisar a situação não parecia tão surpreso, desde que se formou Bjord passou a perceber cada vez mais que a propriedade de sua magia bruta funciona de uma forma muito específica. Hogwarts só ajudou a refiná-la o suficiente para se encaixar em expressões mágicas mais úteis como era o propósito, mas o cerne sempre estaria ligado à uma troca muito mais fundamental de energia, como na natureza, onde as coisas se transformam. Essa característica xamânica estava se sobressaindo mais desde que seu contato com a natureza virou parte de seu cotidiano, o uso de encantamentos estava sendo substituído lentamente por expressões mágicas mais instintivas e inconscientes.
 
Na tentativa de salvar uma árvore que não tinha mais jeito acabou dando a ela uma outra utilidade, a eternizando numa forma de pedra que agora está cheia de musgo úmido por causa da poção que despejou antes. As flores que a cobriam estavam em sua maioria nas partes cobertas por musgo, mas outras saíam de partes da madeira que não tinham se transformado em pedra.

Parecia achar divertido que a tentativa de replicar a magia de Freya acabasse criando, mesmo sem querer, uma espécie de santuário florido para fadas. No final decidiu que não consideraria isso um erro de trabalho, mesmo que enquanto subisse o morro de volta para a Fazenda ele não tivesse uma explicação plausível que convencesse Fraser do contrário.

[END]



Bjord Sigurðsson
Atlas at last you're in love.
Though you're small and illiterate,
u know best that this it.
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Scott Braddock Salvatore
Funcionários
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Bicho-papão : Perder meus irmãos e meu pai

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pelo de Rabo de Cérbero, Cipreste, 31 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitimeTer 29 Nov 2022, 08:16



A noite ao redor era como as aulas de DCAT que eu fugi ao longo dos primeiros anos, incerta e cheia de mistérios que se espalharam pelos terrenos da propriedade do meu empregador. Cuidar da parte da segurança externa era coisa de tarefa que eu assumia uma vez a cada duas semanas, mas de forma noturna era uma vez por mês, um cuidado que a chefia tentava manter para evitar que alguém estivesse com olhos e ouvidos acostumados demais com o ambiente e deixasse algo passar. — Trazer aquele poncho já não era uma má ideia agora — lembrei a postura que meu pai ensinou e me arrumei, firmando o pé no chão e erguendo os ombros, colocando as mãos nos bolsos e me arrumando de forma ereta olhando o céu que brilhava escuro e silencioso. Um farfalhar das árvores me chamou atenção e a mão foi diretamente para a varinha, sentindo segurança em suas ranhuras adquiridas com o tempo. De forma silenciosa, levei a varinha para mim e repetindo o movimento aprendido há alguns anos, realizei o feitiço — Desilusionar — fiquei imóvel, analisando o ambiente enquanto o feitiço estava ativo, me mantendo escondido no ambiente. Mas apenas o vento soou e passou novamente entre as árvores, sem mais nada acontecer, me causando um arrepio de misto de medo e leve ansiedade. — Okay… Essa vai ser uma noite longa — esfregando as mãos e levando aos lábios, assoprei para esquentar, enquanto tomava o rumo da primeira ronda, vendo a frente meu colega se aproximar. Trocamos a palavra chave e cuidamos de seguir o protocolo de segurança, com algo que só ele sabia e algo que só eu sabia. Segui para a ronda no perímetro, deixando agora ele no lugar. A manhã estava longe, mas eu só sabia desejar por ela.








B.S
Scott
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 11 I_icon_minitime

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