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 Terras Altas da Escócia

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MensagemAssunto: Terras Altas da Escócia   Seg 14 Jan 2013, 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Terras Altas da Escócia

Escócia



As Terras Altas são uma zona montanhosa do norte da Escócia, onde o catolicismo permaneceu influente ao longo da História da Escócia. As Terras Baixas, por outro lado, são um bastião do protestantismo . Politicamente, as Terras Altas caracterizavam-se até ao século XVIII por um sistema feudal de famílias poderosas, os famosos clãs escoceses.

Fonte: Wikipédia



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Alvoros Grunnion
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Dom 27 Jan 2013, 23:39

Miro mais uma vez para cima e digo.

- Finite Incantatem

Desaparato dali, rumo ao ministério, os aurores precisariam daquelas informações recentes.

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John R. Crespann
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Dom 27 Jan 2013, 23:44

*Saio Dali*

OFF: Garantir, né
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Lyon Vendetta
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sex 10 Maio 2013, 18:54

Chego no local com minha vassoura. pouso ela e logo aponto a varinha para cima.

-Repello Aparatio

Em seguida aponto para a vassoura.

-Animus Corpus

Escondo ela atras de um arbusto, fazendo com que ninguem veja ela.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sex 10 Maio 2013, 18:57

Chego no local e vejo meu oponente. Aponto minha varinha para ele e digo:

—Confringo!

Em seguida, aponto para uma pedra que estava no local.

—Locomotor pedra!

Movimento a pedra para que ela se choque contra meu oponente (Lyon).
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sex 10 Maio 2013, 18:59

Aponto para uma árvore ao meu lado esquerdo.

-Carpe Retractum

me desvio da explosão. Em seguida, vejo uma pedra se mover ao lado do oponente. antes que ela se mova muito, miro nela.

-Confringo

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sex 10 Maio 2013, 19:01

Aponto para uma arvore do meu lado.

—Carpe Retractum.

Sou puxado até ela. Miro com a varinha na garganta de meu inimigo.

—Diffindo!
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sex 10 Maio 2013, 19:04

Aponto para seu feitiço e uso.

-Speculum

Em seguida, miro para um ponto nas costas do oponente.

"Ignotus Glaciare"

Faço um fogo ser conjurado e atacar ele, congelando-o e ainda minha vassoura sair do arbusto para acerta-lo. Miro para o peito do cara.

-Avada Kedavra!

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sex 10 Maio 2013, 19:07

Meu inimigo defende e me ataca.

"Ignotus Gaubracianus".

Vejo uma vassoura vindo contra mim.

-Bombarda!

Faço ela quebrar.
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sex 10 Maio 2013, 19:08

OFF= O Avada n valeu. Usou muitos Feitiços por post.
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sex 10 Maio 2013, 19:09

Aponto para cima.

-Finite Incantatem!

Desfazendo a barreira de aparatação. Em seguida aparato do local, indo para a sede dos comensais.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sex 10 Maio 2013, 19:12

Aponto minha varinha contra Lyon.

—Avada Kedavra!

Aguardo sua defesa.
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Matthew A. Baratheon
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sex 10 Maio 2013, 19:22

Meu inimigo morre e saio do local.
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qua 20 Nov 2013, 19:22



Era uma péssima noite para acampar ali na região das Terras Altas na Escócia. Principalmente devido ao fato de ser uma noite de lua cheia. A lua já estava no ponto mais alto do céu, e um uivo cortou o silêncio da noite como uma lâmina. Joanne estava por ali ainda na seu estudo de campo sobre criaturas mágicas, e neste último mês estava sem companhia e totalmente sem recursos para ter um estoque de poção mata-cão. A garota estava na fase de aprender a se virar totalmente sozinha, dispensando qualquer tipo de ajuda ou amparo. Mas não seria ela quem precisaria de ajuda naquela noite.

Em seu corpo lupino, ela já farejava carne humana e deixava um rastro de saliva por onde corria atrás de suas presas. O cheio de carne, de sangue, temperados de medo. Estava perto, e então parou de correr para contemplar a lua mais uma vez, com um uivo excitado e ansioso para o jantar. O cheiro estava ficando mais forte em suas narinas, e ela mal podia conter a saliva em sua boca. Há quanto tempo não provava daquela carne? Ela não sabia, não se recordaria. Se não fosse aquela a primeira vez, seria como se fosse.

A licantropa já podia ouvir a agitação daquele pequeno grupo de campistas aventureiros escoceses, arriscando uma fuga, mas num salto ela alcançou a primeira presa na clareira. Eram trouxas, desmunidos de qualquer artifício contra lobisomens. Tudo o que eles tinham, era o desespero. E quem sabe um pouquinho de esperança. A criatura cravou os dentes no pescoço de uma mulher, uma que ficara para trás enquanto os outros fugiam. A mulher não gritava mais, mas seu rosto ainda estava cheio de lágrimas sob as manchas de sangue. Aquela estava morta.

Seguiu então o rastro de medo que os outros deixaram pra trás e não demorou até alcançar um rapaz robusto. Ele era delicioso! Demorou mais para devorá-lo, porque nunca tinha provado algo tão suculento e viciante como a carne daquele homem. Porém, ainda não estava saciada, e sabia que ainda tinha mais dois pratos para apreciar. Foi muito fácil encontrar e matar os outros dois, e Joanne lambia todos os pedaços de carne humana e sangue que chegaram a espirrar pelos seus pelos, só para não desperdiçar nadinha.




~~


Como vinha acontecendo durante toda aquela minha semana na Escócia, eu acordei nua no meio de um pequeno bosque. Procurava ficar perto das instalações de dragões, mas eu não poderia sabe para onde a minha maldição me levaria. Uma bruxo escocês e conhecido do meu tio Alvin havia me oferecido estadia, mas eu não poderia passar as noites de lua cheia em seu castelo. A dor pelo meu corpo era a usual, assim como a claridade do dia. Mas naquela ocasião, estava sentido os meus olhos mais sensíveis do que nunca, e tapei-os com as mãos. Franzi a testa ao notar que minhas mãos estavam meladas de alguma coisa.

Meu coração fechou a minha garganta e eu não podia respirar. Senti um nojo instantâneo de mim mesma, e apenas virei o meu rosto para vomitar sobre as folhas secas que caíam das árvores naquele último mês de outono. Não só as minhas mãos estavam sujas, mas também várias partes do meu corpo, assim como o meu rosto e meus cabelos loiros. Uma agonia sufocante começou a tomar conta de mim, e eu comecei a chorar de forma desesperadora, fitando as minhas mãos, trêmulas, assim como todo o meu corpo. Não tinha forças para me levantar dali, tinha acabado de ter evidências de ter feito o que eu mais temia. Sempre tomei cuidado para que aquilo não acontecesse, mas no fundo eu sabia que não poderia evitar para o resto da minha vida.

Eu poderia ter matado um animal grande, não? Isso explicaria aquele monte de sangue... Não, não fora um animal grande. Eu ainda sentia o gosto na boca, e era diferente de tudo o que eu me lembrava. Era delicioso, viciante, e o fato de ser proibido o tornava ainda mais suculento. Comecei a pensar naquele gosto que persistia em minha boca, e como seria delicioso provar de novo, dessa vez consciente. - Não! NÃO! - Eu gritava com a minha voz embargada e falha. Era inadmissível! Sentia vergonha de mim mesma por ainda pensar naquilo. E o corpo? Onde estaria? Estava mesmo morto? Eu não sabia o que era pior: ter matado o ser humano ou ter passado a minha maldição. Sinceramente, eu preferia não ter sobrevivido.

Era melhor eu sair da Escócia o mais rápido possível. Precisava chegar ao castelo do meu anfitrião sem ser vista naquele estado, e então fugir. Levantei-me, encolhendo meu corpo e cobrindo as minhas partes, olhando ao redor como se tivesse sendo observada e prestes a ser julgada pelo meu crime. Eufórica e envergonhada, saí correndo dali o mais rápido que pude.






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Steven Von Richmond
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Ter 25 Nov 2014, 20:11

20 de Abril de 1999

Era uma noite chuvosa, quando duas criaturas horripilantes, corriam sem destino para mata a dentro. Steven e Angus, dois lobisomens descontrolados, sedentos por carne fresca corriam em quatro patas, dando grandes saltos sobre os obstáculos e se desviando de balas de pratas disparadas por armas trouxas.  Mataram cerca de 100 aldeões durante a última lua cheia, até finalmente os Trouxas, caçadores de criaturas místicas, descobrirem os autores de toda a matança. Angus em sua forma lupina se desviou de uma bala e atacou um trouxa de longa barba, arrancado em uma só mordida a cabeça do mesmo.  Steven correu tentando chamar a atenção de seu amigo, lobisomens na comunicação de suas espécies. Depois de muita luta e de Angus ter sido atingindo por uma bala na altura da cintura, ambos conseguem despistar os Trouxas.

Já estava amanhecendo, e com o clarear do céu a lua cheia se despedia levando com ela a maldição da licantropia.  Steven e Angus ainda corriam, exaustos até se depararem em uma propriedade em Veritas, Itália. Antes mesmo de se aproximarem do casarão, ambos desmaiaram, completamente desnudos e em suas formas naturais.

Dias Atuais.

Ainda me recuperava da perda de memória, era frustrante não se lembrar do que aconteceu os dois anos para cá. Aos poucos meus familiares iam me contando sobre minha vida, minhas atividades, meu antigo trabalho em Hogwarts... E ainda mais, a existência do Lord das Trevas, o causador dos efeitos colaterais deixados pela legilimência. Mal sabia, mas tive a surpresa de descobrir que cheguei a ficar noivo e que estava prestes a me casar. Eu forçava minha mente para se lembrar da mulher, mas a única prova que eu tinha era uma aliança.  Como uma forma de amenizar as dores e me encontrar, resolvi viajar pelo mundo. Meus filhos ficaram sob os cuidados dos meus irmãos e meu sobrinho. Ambos concordaram com a ideia e não hesitaram em me ajudar a desencadear essa viagem. Em primeiro momento fiquei hospedado em um pequeno Casebre na Escócia. Diferente dos países mais evoluídos a Escócia tinha lá suas qualidades, na verdade não sabia o porquê, mas aquele país havia me chamado muita a atenção. A sensação era de que eu já tinha o visitado antes.

Os dias naquele vilarejo eram os mais tranquilos. O frio naquela época do ano se tornara algo natural para a região. A única dificuldade que havia encontrado era se esconder no meio dos trouxas. Ao contrário do que minha família pregava há anos, eu não tinha problema algum com os não bruxos, vamos dizer assim. Soube que residiam apenas duas famílias de bruxos por aquelas bandas, porém, não me sentia confortável me familiar com os mesmos. Umas das coisas que Maffeo tinha me alertado, e que sem dúvida fora de muita influência na minha vida era a Maldição da Licantropia, pelo menos disso eu ainda me lembrava. Assim que chegou o dia que antecedia minha transformação explanei a região, tudo em busca de um local menos movimentado, longe dos vilarejos. Elaborar a poção mata-cão, estava sendo uma tarefa difícil, e por não ter tomado regularmente esta última, a fera poderia causar grande devastação. Com sorte havia encontrado um local isolado, uma caverna, longe da civilização escocesa. Carreguei parte dos meus pertence para lá, o básico para aguentar até o anoitecer.

Os raios de sol atenuavam sua luminosidade, o pôr do sol estava próximo, juntamente ao anoitecer. Eu me encontrava na caverna, como tinha previsto. Me despi de minhas roupas de viajante e joguei-as num canto da caverna. Ao lado, queimava a brasa de uma fogueira que fornecia luminosidade ao local. Depositei a varinha de Faia, 30 cm, junta a minhas roupas. Pendurado ao pescoço trazia um colar, uma espécie de medalhão, que tinha ganhado do meu falecido tio. – Tudo pronto... – Sussurrei, passando as costas da mão sobre minha fronte. O céu finalmente enegreceu, apenas uma bola de luz branca se destacou como cenário de um espetáculo. Fitei a lua cheia, e a contemplei. Não tardou até que as dores começassem a agir sobre meu corpo. Como de costume meu batimento cardíaco acelerou, consegui sentir meu coração bater cada vez mais forte. Senti meus olhos mudarem de cor, e minha visão ficar turva. Uma pressão caiu sobre meus ombros, como um forte feitiço, e não hesitei em cair de joelhos. – AHHHHHH– Meu grito ecoou pela caverna. Morcegos de todas as espécies saíram de seu interior, assustados, voaram para a calada da noite.

A dor percorreu sobre minha coluna dorsal, junta a ela senti minha pele queimar feito brasa. Meus dedos fincaram o chão sólido, só então notei a presença de pelos, que sobressaltavam junto a grandes garras. Neste momento senti o estalar dos meus ossos, que dobravam de tamanho, à medida em que me contorcia de dor. Não havia uma dor pior do que a transformação da licantropia. Meu nariz se alargou em um formato de focinho e sem delongas ergui para o mais alto. – AUUUUUUUUUUUUUU - Uivei. A transformação estava completa, não havia mais Steven ali, apenas uma fera faminta e sedenta por carne. Observei o ambiente em que me encontrava, até ouvir barulhos vindos do lado de fora da caverna. Coloquei-me em quatro patas e sai em busca de alimento. O dia amanheceu, eu me encontrava nú em meio a mata, não fazia ideia de onde eu me encontrava, apenas que permanecia estirado ali. Logo tratei de me recompor, minha cabeça latejava, no entanto, não me impediria de desaparatar daquele local. Saio Dali.

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STEVEN BRYAN WILLIAMS VON RICHMOND
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Harry Miller Hoffmeister
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 04 Dez 2014, 02:46





O barulho do vento se espremendo pelas frestas do enorme penhasco assemelhava-se a um grito de terror de uma mulher que já estava começando a ficar rouca de tanto pedir ajuda. Lá em baixo, as ondas do mar batiam violentamente no paredão completando assim a sinfonia sinistra. Tudo era escuridão. Aquela era uma noite de lua cheia, mas a luz branca do satélite natural havia sido escondida por finas nuvens, que tinham limitado a claridade a apenas alguns feixes cinzentos. Se Harrison não conhecesse aquele lugar, provavelmente teria mergulhado rumo à imensidão do penhasco. Sua queda seria tão violenta e rápida que acabaria indo parar no mundo dos mortos sem nem ao menos se dar conta. Harry estava longe de casa, mas sentia uma atração por aquele lugar. Ter uma ligação tão grande com o limbo talvez fosse à resposta para aquela sensação. Curiosamente, um tufão estava atingindo aquele local, mas ninguém sabia disso, e ninguém parecia se importar. Era engraçado como tais fenômenos eram comumente chamados de catástrofes naturais. Não existia nada de catastrófico naquilo. Era apenas a natureza seguindo o seu curso. Os humanos é que eram os invasores. Os humanos é que eram as sujeiras. Os humanos é que eram as doenças. Se aquele lugar não estivesse completamente vazio, todas as televisões Trouxas estariam noticiando o “desastre”, mas como ninguém estava sendo afetado, porque alguém se preocuparia em noticiar algo?

O vento fez com que um pedaço do penhasco se rompesse e começasse sua vertical decida até se espatifar nas mesmas pedras que as ondas arrebentavam. – Aí está mais uma catástrofe, e ninguém perdeu o sono por causa disso! – Harry comentou ironicamente para o vazio. Meia tonelada de pedra tinha acabado de se perder. O terreno tinha sofrido uma modificação drástica, mas novamente, ninguém ia noticiar sobre isso. Talvez daqui a alguns anos um grupo de ambientalistas usaria o fato para provar suas teorias sobre a destruição do mundo, mas como agora, ninguém ia se importar. Uma voz invadiu a cabeça do ministerial. Ele não saberia dizer de onde vinha, pois pareciam ecoar por todos os lugares. Mesmo assim, o homem tinha passado por aquilo durante toda a sua vida e tinha conhecimento do que significava. Espíritos. A voz em si apenas comentava que estivera o esperando. Era comum Harry sentir uma enorme inquietação e uma necessidade doentia de visitar algum lugar específico. Isso acontecia quando ele era “convocado” por alguém. Entretanto, tal fato só acontecia quando existia um assunto enormemente inacabado. Essas almas atormentadas passavam anos tentando serem ouvidas. Sensitivos eram raros. Harrison não conhecia alguém como ele, então consequentemente ele era um dos poucos que conseguia captar essa estranha energia.

O curioso era que quando ele se abria profundamente para essa interação com as almas presas no limbo, geralmente era como adentrar em uma praça extremamente movimentada. Pessoas morriam a toda hora, e apesar de não ser possível ter um contato direto com todos esses seres, Harry ainda conseguia enxergá-los. Mas naquele momento, apesar de seu enorme relaxamento, o ambiente continuava vazio, sendo apenas habitado por ele e pelo espirito que estava a sua espera. A sensação de paz que aquele penhasco passava demonstrava que a morte não o visitava com frequência. O fantasma era uma mulher. Antes que você pense que isso é mais uma história clichê sobre uma garota gostosa, vestida de noiva, que se suicidou por tristeza após perder o amor da sua vida, saiba que o espirito era de uma velhinha. E ela não usava um vestido. A velha usava um blusão de lã por dentro de uma calça jeans, calça essa que lhe cobria o umbigo. Seu cabelo curto e os óculos gigantes lhe davam uma aparência engraçada, mas o que surpreendeu Harry foi o fato de ela só estar usando um sapato.

– O que você quer? – o homem perguntou secamente. Vale ressaltar que desde os oito anos, Harrison possuía aquela habilidade, então ser um psicólogo dos mortos não era algo que o deixava imensamente feliz. A mulher respondeu que queria justiça, e talvez vingança. Sua expressão era quase maníaca, mas o ministerial continuou parado a observando. Ele tinha experiência suficiente para saber que espíritos não tinham o poder de afetar na vida dos vivos, pelo menos não diretamente. – Espere!... Antes de fazermos isso, deixe-me me sentar! Almas penadas adoravam contar suas trágicas histórias, mas isso raramente era feito em forma de diálogo e sim de flashbacks. Enxurradas de imagens no cérebro causavam efeitos bastante indesejáveis, e esse não é um conceito sobrenatural, mas sim anatômico. O excesso de imagens passando freneticamente, faz com que a atividade cerebral se torne mais intensa, o que pode causar tonturas e danos a longo prazo.

[...] Três pessoas estavam em uma sala. Uma delas era claramente o espirito que estava falando com Harrison. A mulher estava visivelmente mais jovem. Sentado em seu colo estava um garotinho sorridente, enquanto uma garota que não aparentava ter mais de 20 antes, falava alguma coisa com os dois. [...] A imagem mudou. [...] O lugar estava levemente modificado, mas a senhora estava agora com o mesmo garotinho no exato lugar onde Harry se encontrava. Os dois tinham envelhecido poucos anos, e olhavam o penhasco com uma naturalidade assustadora, como se não tivessem medo da altura e do perigo que ele representava. [...] Uma sensação esquisita se apoderou do ministerial. Ele conhecia aquele garoto, apenas não conseguia saber de onde. [...] Os dois continuavam ali. A cena não tinha mudado nem de tempo ou espaço, mas agora a velha tinha tirado sem sapato e batia violentamente no menino, que em vão implorava para que ela parasse. Em seu rosto, atingido pelo calçado, já brotavam algumas feridas e consequentemente o sangue. [...] Harry recobrou a consciência e olhou para a alma que estava na sua frente. Existia algo de sanguinário no olhar do homem. [...] A última cena era uma espécie de reconciliação. A avó pedia desculpas ao menino, que estava com o rosto todo inchado, e parecia exigir um abraço. O garoto até caminhou em direção da velha, mas em vez de abraçá-la a empurrou. O movimento foi involuntário. Era apenas um empurrão de raiva, mas a mulher se desiquilibrou, foi tropeçando para trás até sumir no abismo. O menininho deu um último olhar para o penhasco, e pegando o sapato que havia sido objeto de seu espancamento, saiu dali com uma tranquilidade estranha. [...]

Harrison começou a rir. Talvez aquilo fosse algo um tanto quanto macabro, mas ele não se importava. – O que você espera que eu faça? – ele já previa o que estava por vir: A mulher queria que alguém soubesse que ela tinha morrido e que seu neto fosse acusado por sua morte. – Vamos ser sinceros, você meio que mereceu... Além disso, seu neto já está preso. O homem tinha se lembrado de onde conhecia aquele rosto. Acontece que a criança era Dennis Andrew Nilsen, um serial killer escocês que tinha em seu currículo 16 mortes. Pelo visto, com a da avó eram 17 mortes, além de que a velha havia sido sua primeira vitima. – Ninguém consegue chegar lá em baixo – Harry apontou para o mar – Ninguém vai achar seu corpo, e muito menos acreditar em qualquer coisa que eu disser. A velha não pareceu satisfeita e avançou contra Harrison. Seus reflexos fizeram com que ele se esquivasse sem motivo. – Olha... Seu neto já foi preso. Você já tem a vingança ou a justiça que quer. Fornecer essa informação é a única coisa que posso fazer por você. Cansado de precisar argumentar, Harrison aparatou, saindo dali.


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Harry Miller Hoffmeister
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 04 Dez 2014, 02:47

Saio dali.

Off: Só para garantir e tal.
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Ter 16 Dez 2014, 16:01





Vida Solitária...Escócia... 
Terras Altas da Escócia 



  Escócia, essa era de fato a velha Escócia que eu conheci com meu pai, os castelos, os lagos, os vales, tudo permanecia no mesmo lugar de sempre, essas montanhas foram onde eu passei grande parte da minha infância, onde passei bons tempo em um chalé que talvez nem existisse mais, e aqui estava eu, o griffino que fugiu de sua vida, que abandonou Hogwarts, eu devia ser de fato o garoto que abandonou seu futuro, mas aqui estava eu, eu não poderia voltar atrás, e ficar se remoendo no passados seria ainda pior, talvez essa tenha sido a melhor escolha, viajar pelo mundo, seguir os passos do meu pai.
  
  O vento frio tocava meu rosto como as delicadas mãos de uma dama, a paisagem do local era exuberante, e aqui estava eu, Menos estava enrolado em meu pescoço e meu velho casaco negro cobria meu corpo, ao meu lado estava as ruínas de um chalé, o chalé que pertenceu ao meu pai, agora apenas restavam algumas poucas pilhas de pedra e algumas colunas de madeira, om local estava de fato deserto, e eu estava certo que deveria passar ali antes de começar minha jornada sozinho pelo mundo.
  
  Ao me aproximar eu percebi que alguns velhos móveis estavam arranhados, ao me aproximar mais Menos se levantou e botou sua língua bifurcada para fora, e então se virou para mim e apertou um pouco meu pescoço, e então logo entendi o sinal, isso geralmente significava perigo,  então eu disse -Tudo bem, eu vou ser breve, mas vê se fica mais quietinho- ,eu logo me apressei e me movi para aonde ficaria o antigo quarto de meu pai, lá eu me dirigi à tábua mais distante em um dos pontos do quarto e bati levemente nela,e de fato ela estava oca, logo eu levantei a tábua e peguei um pequeno caderno com capa de couro escuro que estava escondido dentro de um buraco abaixo daquela tábua, aquele era o antigo caderno de anotações do meu pai, ali estavam relatadas várias anotações dele, a casa foi abandonada logo após sua morte, então apenas agora eu tive a chance de pegar aquele caderninho,então logo o guardei em um dos meus bolsos.
  
  Menos apertou-se ainda mais meu pescoço, eu fiquei alerta naquele momento, então puxei minha varinha e me virei rapidamente, assim percebendo que havia um carneiro ali, eu guardei minha varinha rapidamente, mas mesmo assim Menos pulou do meu pescoço e se atirou no pescoço do carneiro, onde o mordeu e soltou veneno em sua veia, eu percebi que seria perigoso intervir, então apenas esperei que Menos se soltasse do carneiro, eu logo lhe estendi a mão e ele se enrolou na mesma, assim eu fui embora do local enquanto dizia -Oh céus, Menos, tenha alguma civilidade e coragem, desde quando você ataca Carneiros indefesos? Eu sei que você é melhor do que isso-.









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Bicho-papão : Ficar presa em uma caixa submersa

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sex 02 Jan 2015, 23:07

*Entro ali e saio depois.*

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vendedora da dedos de mel, infantil e engraçada, heyna agness romanne chthon donati
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Theo C. Müller

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Ter 06 Jan 2015, 16:38

chego ali mas como só vejo gente feia, vou embora rapidinho
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Theo Donati Rolstroy
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sex 09 Jan 2015, 19:45

acontecerá
Me dê a lua que eu te faço adormecer
O olhar cinza já era tão comum que quem me conhecera depois do... Incidente se surpreenderia se descobrisse que não era a cor natural dos meus olhos. Na verdade, eu mesma me surpreenderia muito mais em me olhar no espelho e vê-los no castanho de origem do que ver meu cabelo azul, ou qualquer coisa assim. Até porque, pra ser justa, meu cabelo vinha ficando azul com certa frequência. Por algum motivo incompreensível para mim, o mestre do circo achava que, se eu tocava uma música em um espetáculo aeróbico, eu poderia remeter ao ar e, para ele, nada lembrava o ar mais do que o azul-bebê. Vai entender essas mentes incompreendidas.

Meu peso aos poucos voltava ao normal, o que era bom, de forma que a maquiagem não precisava mais disfarçar a cova de minhas bochechas, como antes, mas apenas colori-las. E era o que eu fazia agora: coloria a bochecha, aplicando na “máscara” de pancake branca tênues tons rosados e alguns círculos azuis, dentro do trailer que rodava por mais uma “cidade qualquer”. Vento. A quem ele queria enganar? Sem sequer perceber, comecei a cantar uma das músicas de minha infância que caberia bem em um espetáculo sobre o ar, embora, talvez, fosse um pouco melancólica demais. – We'll both forget the breeze most of the time. And so it's, yeaaaaah! The colder water! The blower's daughter! The pupil in deniaaaaaal!

Apesar da melancolia, seria uma missão duplamente cumprida se, com meu alaúde e aquela maquiagem tosca de apresentação de colégio infantil, o refrão da música fosse verdadeiro e o público não pudesse tirar os olhos de mim. Quer dizer, em parte. Comecei a azular os fios ruivos, inicialmente num tom vibrante, para em seguida ir clareando-o aos poucos, como uma lâmpada cuja intensidade fosse diminuindo. Em pouco tempo, os fios estavam perfeitos e bastou desejar, mentalmente, que eles ficassem um pouco mais cheios, revoltos e curvos – ou quase isso: explicar a metamorfomagia pode ser complicado. Quase poderia trair olhares para mim. Seria inconveniente para a “garota dos ares” que se apresentasse com o alaúde ao fundo, mas... A filha do vento merecia um pouco de atenção, certo?

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Theo Donati Rolstroy
I only call you when it's half past five
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Joanne Miller Haraldsen
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Dom 29 Mar 2015, 15:48



A criatura ainda corria, atraída pelo cheiro de sangue vivo e pelos gritos de horror. Restos de carne humana ainda estavam presos entre os seus dentes afiados, da vítima que ela acabara de estraçalhar. Aquela mulher nem teria a chance de viver a vida amaldiçoada; tinha recebido o favor de morrer. Mesmo depois da primeira presa, a criatura ainda não estava saciada. Não descansaria enquanto todos queles aventureiros não estivessem mortos em prol de sua saciedade.

As Terras Altas da Escócia era uma região pacata, com uma distância enorme entre uma propriedade habitada e outra. Era uma área muito requisitada por aventureiros que gostavam de acampar ou caçar durante a noite. Infelizmente, foi a área que Joanne escolheu para passar a semana de lua cheia, justamente devido ao fato de ser uma área pacata. Mas durante aquelas noites, o monstro era quem tomaria conta da docente. Com um pulo, ela pegou o adolescente que corria pelo tornozelo, e fincou suas presas na coxa do garoto. Ele berrou enquanto a criatura arrancava um pedaço de sua carne. Eram trouxas, então eram desprovidos de qualquer magia que bruxos costumavam usar para se defenderem de criaturas.

Porém, enquanto o garoto chorava pedindo por misericórdia, um estrondo ensurdecedor foi ouvido e algo atingiu o ombro esquerdo da criatura. Ela rugiu de dor com o ardor que queimava a sua pele, e viu que um buraco ensaguentado havia se aberto. Um homem mais adiante segurava um instrumento comprido, e foi exatamente daquele artefato que o projétil saiu. Aquilo freou a criatura, mas deixou-a mais irada também. Ela avançou em direção ao homem que segurava a espingarda, mas a dor no seu ombro não deixou que ela prosseguisse. O sangue escorria ao longo do braço, e então ela recuou, saindo dali enquanto mais um disparo foi ouvido, mas sem atingi-la.


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Pedro Wittels Chthon
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 14 Maio 2015, 17:59


A noite estava fria, o céu escuro e a névoa que cobria toda a terra alta da escócia. Buscava um abrigo para me refugiar das dores da Licantropia. Mas, não podia esconder, era muito mais forte que eu. Já se passava da meia noite, o que não me dava muito tempo para preparar e tomar a poção mata-cão. Matar pessoas já não era mais minha escolha, já estava virando rotina. Estava correndo na chuva indo em direção da floresta, sentia uma certa ardência no meu pescoço. Naquele temporal, olhava aos céus e não conseguia ver a lua cheia mostrando sua beleza, porém podia sentir que algo estava estranho, me sentindo estranho. Trovoadas fizeram com que uma enorme árvore caísse sobre um animal da floresta, ele gritava, tentava escapar, porém a pobre criatura não resistiu e veio a falecer. Meus olhos ardiam, minha cabeça latejava, meu sangue pulsava com alta força dentro de minhas veias, meus olhos estava escurecendo continuei andando às cegas até cair rolando no chão involuntariamente, fiquei imóvel no chão as dores eram mais fortes do que pensava. Sem persistir em querer me mover, olhei aos céus e vi a imagem da lua cheia. - Raaawwrrr. - Rosnei. Senti minhas pernas ficarem bambas (mesmo caído no chão), meu coração estava mais acelerado do que o normal , Meus olhos mudavam de cor, ficava vermelhos como sangue, meus cabelos agora estava se transformando em pelos de coloração marrom, minhas unhas já eram garras e meus dentes agora eram enormes presas, presas caninas para abocanhar qualquer animal ou ser humano que se impunha-se na minha frente. Minha coluna se curvou, aumentou o tamanho e agora eu já não era mais um ser humano, eu era uma criatura assassina, noturna. - AUUUUUUUU. - Uivei para mostrar o lobisomem presente. Com uma visão e olfato melhor. Farejei um ser humano não muito longe dali, corri em disparada saindo daquela floresta indo saciar minha fome de carne humana.
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Pedro Wittels Chthon
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Patrono : Esquilo-da-Sibéria
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 14 Maio 2015, 18:27

Saio dali.
OFF: só para garantir né.
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Ethan Harris McBride
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 14 Maio 2015, 18:45

Chego no local, faço qualquer coisa e logo saio.

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Brönn Drescher Donati
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Varinha: Escama de Cauda de Sereiano, Cerejeira, Flexível, 22cm

MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sab 27 Jun 2015, 23:25



Tirei a última pá de terra e olhei para a cova. – Deve servir! – as proporções eram grandes o bastante. Escorei o objeto em uma das árvores que existiam ali por perto e caminhei até o caixão onde eu tinha colocado uma cerveja. O fim da tarde estava irritantemente quente demais, algo que quase se aproximava as temperaturas que ocorriam no verão, mesmo que a estação estivesse longe de chegar. O líquido gelado desceu pela minha garganta enquanto pensava mais um pouco se era uma boa ideia o que eu ia fazer. – Uma boa ideia não é, mas pode ser uma solução! – tinha aquela mania de falar comigo mesmo como se eu fosse duas pessoas, algo que frequentemente eu me sentia. Sentei em cima da estrutura de madeira e fiquei encarando o ambiente. O sol já começava a se pôr, dando aquele aspecto avermelhado ao céu. Esfreguei o rosto e suspirei. – Está na hora! Logo a noite chegaria e a minha maldição se tornaria visível e perigosa. – Eu nunca pensei que poderia odiar tanto um satélite natural! – caminhei até uma válvula e comecei a girá-la. O movimento fez com que um barulho de gás sendo liberado fosse escutado. Logo aquilo estabilizou. Olhei para dentro da cova que tinha cavado e vi que meu pequeno projeto estava funcionando.

Debaixo da terra existiam alguns canos que terminavam justamente dentro do buraco. Os compostos liberados por esses canos eram uma mistura segura de oxigênio com óxido nitroso. De modo resumido, aquilo produzia o gás do sono. Entrando em contado com ele, eu dormiria, mas não teria perigo de ser asfixiado. – Isso é loucura. É hoje que morrerei! Respirei fundo e saquei minha varinha fazendo com que o caixão começasse a levitar e fosse parar perfeitamente dentro do espaço debaixo da terra. Não existia nenhuma utilidade para ele existir, apenas tinha optado por utilizá-lo para dar mais classe ao momento. Olhei mais uma vez para o ambiente ao meu redor. – É um bom cenário para um suicídio. Não que esse fosse o caso, mas provavelmente, se eu viesse a falecer, todo mundo ia achar que eu tinha me matado. Esse era o preço de ser um cientista louco. Entrei dentro do buraco e me deitei no caixão. – Isso aqui é bem confortável até. A estrutura de madeira inicialmente me protegeria, evitando que o gás fizesse efeito de modo muito rápido. Antes de fechar completamente a tampa do objeto, deixei uma fresta e fiz um movimento com a varinha fazendo com que a terra desmoronasse e me soterrasse. – Agora sim eu estou enterrado vivo! – acabei rindo com a ideia. Quando tudo acontecesse, eu ia acabar perdendo a varinha que tinha em mãos, mas como ela não era minha, não haveria problemas. Logo o gás fez com que meus olhos ficassem pesados e eu apagasse por completo.

Acordei com uma maldita dor de cabeça e meus ossos sendo destroçados. A dor era intensa, mas existia um estado estranho de inconsciência. Era quase como estar anestesiado, não poder reagir, mas mesmo assim estar sentindo dor. Aquilo era simplesmente horrível. Nas outras transformações, eu sempre podia me contorcer a vontade, mas agora meu corpo estava imóvel. Eu não conseguia mover um músculo. Estava totalmente sem controle. Lógico que meu corpo se movia, até porque ossos estavam sendo quebrados, minha pele rasgava, e minha carne era contorcida, mas eu não tinha poder nenhuma para reagir aqueles estímulos. Rezei para Deus, mesmo sendo ateu, pedindo que o tormento acabasse logo. Tentei gritar, mas minha mandíbula não respondia ao meu comando. Estava literalmente morto dentro de um caixão. Aquele era o efeito do gás. Imaginei como seria agoniante estar naquele mesmo estado de inércia e ser enterrado vivo, sem que tivesse sido pré-programado. Minha mente era insana e agora eu deveria pagar o preço por isso. Senti uma dor trucidante quando minha coluna entortou e bati minha cabeça na madeira do caixão. O espaço estava ficando pequeno demais para o que eu iria me tornar, mas isso fazia parte do experimento. Como normalmente acontecia, a última coisa que senti foi o surgimento dos meus pelos, das minhas garras e das minhas presas, algo bastante dolorido. Não que tudo já não fosse ruim o bastante. Pelo menos depois de alguns meses convivendo com aquilo, eu conseguia identificar quando a tortura acabaria. Depois eu apenas dormiria e teria que lidar com meus atos quando a manhã chegasse. E o mundo se apagou ao meu redor.

[...] A fera estava completamente furiosa. Muito mais furiosa do que o normal. Como qualquer animal selvagem, ela não gostava de estar presa. Se debatendo loucamente, toda a estrutura de madeira, ao seu redor, começou a ruir. As garras arranharam a tampa do caixão que estava muito bem lacrada e também destroçaram o cetim roxo que compunha sua parte de dentro. Apesar de Brönn ter tido inteligência suficiente para pegar um caixão feito para pessoas obesas, o tamanho do lobo era excessivamente grande para a estrutura. Cada vez que a criatura se sentia mais presa, mais angustiada e nervosa ela ficava. Aquilo fez com que a madeira começasse a rachar em várias regiões. Mais algumas batidas foram necessárias para que tudo começasse a se despedaçar. Agora o enorme Lobisomem estava dentro de um buraco, preso debaixo da terra. Sua posição era de quatro patas, pois ele não conseguia se erguer no pequeno espaço.

O oxigênio que entrava pela tubulação era o suficiente para mantê-lo vivo, e apesar do gás do sono diminuir sua força, ainda era algo muito fraco para apagá-lo. Como um cachorro, o monstro começou a cavar as “paredes” e apesar de ter tido certo sucesso em fazer isso, ainda seria difícil de escapar, pois o “teto” continuava intacto. Passaram-se algumas horas até que o lobo começasse a avançar contra a parte de cima. O objetivo daquilo era justamente ter mais espaço, algo que lateralmente e profundamente, ele já tinha tido. O que antes era um buraco com capacidade para um caixão grande, agora cabia mais ou menos uns cinco ou seis. Muita terra foi espalhada, muita terra foi lançada em cima da cabeça da criatura, muitas unhas foram gastas, mas finalmente o monstro conseguiu avistar o primeiro resquício de luminosidade produzido pela gigantesca lua. Quando enfim o Lobisomem saiu do buraco, seus pelos estavam totalmente cobertos de terra e o satélite terrestre já estava bastante baixo no céu. Poucos minutos se passaram, enquanto a fera corria pelos campos, até que o amanhecer desse suas caras.

[...] A primeira coisa que senti foi o gosto de terra em minha boca. Os efeitos da transformação não estavam muito visíveis, mas meu corpo estava completamente nu e parecia que alguém tinha derrubado um caminhão de terra em cima de mim. Espreguicei-me sentindo meus ossos estralarem. – Ai, isso meio que dói um pouco! – doía, mas era também bem prazeroso. Sentei-me de lado, na grama e olhei o ambiente ao meu redor. – Se eu não soubesse o que aconteceu aqui, juraria que estão fazendo uma obra! – era visível que o meu buraco a sete palmos do chão não tinha funcionado. Sem contar que a abertura de escape feita por mim, em minha forma lupina, era algo gigantesco. Não contive a curiosidade e levantei, saltando para dentro do lugar. O que encontrei foi algo de dimensões incríveis – Eu poderia morar tranquilamente aqui. Dei uma volta pelo local, e quando voltei para a superfície, resolvi apenas cobrir com um pouco de madeira, terra e grama a abertura: Como se fosse uma armadilha. Estava sem minha varinha, então não poderia fazer muita coisa, teria que apenas usar meus conhecimentos Trouxas de sobrevivência na selva. Sentei-me, ainda nu, ao pé de um antigo carvalho e fiquei olhando a paisagem ao meu redor. Só teria como sair dali se eu aparatasse e para isso precisaria de todas as minhas energias. Passaram-se duas horas até que eu estivesse totalmente recuperado. Mais forte, aparatei, saindo dali.

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