InícioFAQProcurarPortalMembrosRegistarEntrar
Novidades: Leia o o novo informativo e descubra o que tem sido feito em busca por uma solução para nossos problemas.
O provão será realizado do dia 18 ao dia 21 de novembro, a lista de aprovados está disponível aqui!
A lista de alunos aprovados direto foi divulgada, acesse aqui!

 

 Terras Altas da Escócia

Ir para baixo 
+130
Bjord Sigurðsson
Clara Howard Habsburg
Gehard Ziegler McBride
Diane Sparrow Ziegler
Steve Anthony Romanoff
Scott Braddock Salvatore
Lejon Arvid Björklund
Oliver Herczeg Marlboro
Anna Schreave-Casiraghi
Kiwi Hani Mahaoo
Prometheus Morgenstern
Rhea Megalos Kosey
Ares H. Eaton
Lars Klein Hoffmeister
Jodie Boehler Graves
Jane Alucard Orlok
Pandora M. Morgenstern
Leopold Decker-Fitzgerald
Madam Angelique Campbell
Zöe Campbell Hunter
Donatello Pav. Salvatore
Alric Bürckle Salvatore
Josephine Pollok Eltz
Raven Austin Haraldsen
Deana Colt Singer
Max Evanne K. McCready
Vittorino Paolo Lamartine
Pyotr Volkov Turgenev
Samantha Colt Singer
Jafar Kosey Jinxed
Nate Drozdov McBride
Vickon LeBeau Follard
Sigrid Sinclair Campbell
Dahlia Alucard Orlok
Amunet Mert El Sayed
Aredhel Maeir Elric
Ivy Kalinowa Gremory
Gwanwyn Haraldsen Borr
Max Rathbone Tiger
Asha Stackhouse Stryder
Ezreal Brandt Lymere
Wendy Fairy B. Rathbone
Jared L. Siphron
Tereza Ella Von Ziegler
Arthur H. Rathbone
Bernardo Gael Rathbone
Björn Ludwig Hoffmann
Jamie Sawyer McGrath
Darwin Christ. McBride
Thomas Rietmann Rotschild
Carly Vaughan Rathbone
Ofélia Sch. Bittencourt
Sigrid Donati Habsburg
Audrey Sawyer McGrath
Helga Vaughan Rathbone
Arthur Casterly Schmidth
Tessa Molly Eaton
Roman Von Ziegler
Virgo Haraldsen Beoulve
Wane Lannister
Darcy Bitt. Rathbone
Aarush Kalitch Sudarsh
Chloe Sorwyn-Withengar
Ithersta Falin Jinxed
Farlan Rathbone Vaughan
Abell Schreave Beaumont
Caim Koháry Zahariev
Jake Artie Ziegler
Nyx Prince El Bianco
Maxine Norris Wichbest
Nicholas Slytherin Larsen
Morgan T. Fallen Wichbest
Katy Keller D'Amici
Corey Rylee Kozlovsky
Lucas Stack Amundsen Eltz
Erin Sutton Voorhorst
Alasca Kvasir Crawford
Heloise Sinskye Sparrow
Natasha Tudor Sparks
Emma Sparrow Ziegler
Alexandra S. Rathbone
Marcus Alborne Hyeras
Isadora Florian Czarevich
Keith S. Grinfild Zarek
Nick McBride Rathbone
Nina Kalitch Lyonne
Alicia Clarke Scofield
Lucinda Rylee Kozlovsky
Yves Burnier Hoffmeister
Savonya Seawor. Kaminskov
Gabriel Elijah Sparrow
Caitlin Bürckle-Schreave
Caitlin Ziegler Czarevich
Faye Gebühr Wichbest
Maxfield H. Griffith
Uriel Donati von Mühlen
Near Hargreeves Whitmore
Narcissus Poulain
Fênix
Aurora Graham MacKinnion
Aurora Miller Wernersbach
Annelise C. Habsburg
Dandelion Nower Skarsgard
Eileen Von Ziegler
Hórus Mertens Heimdall
Garth Lumière Ward
Isaac F. Wichbest Frostt
Markforth Roberts Milner
The Storyteller
Mike Ledger V. Hansen
Tessa Hoyer Schoenberg
Celina Danäelle Capettine
Kawonin J. Miller
Franklin Evanne McCready
Carter Evanne McCready
Brönn Drescher Donati
Ethan Harris McBride
Pedro Wittels Chthon
Theo Donati Rolstroy
Theo C. Müller
Heyna Chthon Donati
Drake Fitz. Johannessen
Harry Miller Hoffmeister
Steven Von Richmond
Joanne Miller Haraldsen
Matthew A. Baratheon
Lyon Vendetta
John R. Crespann
Archel S. Alecssander
Diretor Alvoros Grunnion
134 participantes
Ir à página : Anterior  1, 2, 3 ... , 9, 10, 11  Seguinte
AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
Diretor
Diretor
Diretor Alvoros Grunnion


Patrono : Fênix
Bicho-papão : Diretor

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013, 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Terras Altas da Escócia

Escócia


Terras Altas da Escócia - Página 10 Olivier

As Terras Altas são uma zona montanhosa do norte da Escócia, onde o catolicismo permaneceu influente ao longo da História da Escócia. As Terras Baixas, por outro lado, são um bastião do protestantismo . Politicamente, as Terras Altas caracterizavam-se até ao século XVIII por um sistema feudal de famílias poderosas, os famosos clãs escoceses.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
Ir para o topo Ir para baixo

AutorMensagem
Leopold Decker-Fitzgerald

Leopold Decker-Fitzgerald


Bicho-papão : Uma mulher de olhos cor ambar

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Durmstrang (Escandinávia)
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeTer 06 Jul 2021, 17:27


As feições dele acompanhavam as dela, cada milímetro de mudança vinha com uma informação oferecida, criando uma animação que crescia conforme compreendiam o que aquilo queria dizer, ao ouvir as informações, ele sorriu sentindo o toque dela e seu corpo respondeu a ele, passando um arrepio por sua espinha — Quase não acreditei, então chequei duas vezes para ter certeza eram tempos difíceis, ele precisava tomar cuidado com tudo o que acontecia, então foi quase como se o mundo girasse ao favor deles — Vamos. Temos um encontro para chegar e recolher um presentinho do destino tomando a mão dela, Leopold abriu um sorriso maligno, juntos ele caminhou até onde estava seu terno, pegando o mesmo e deixando a cabana junto com Pandora. Ambos aparataram juntos para longe da região que permanecia secreta.

Off: Postagem atemporal



Chaos
Ir para o topo Ir para baixo
Madam Angelique Campbell
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Madam Angelique Campbell


Patrono : Escorpião-amarelo
Bicho-papão : Desconhecido

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Beauxbatons (França)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Cabelo de Esfinge, Olmo, 29 cm, Maleável

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeTer 27 Jul 2021, 21:46

Le pouvoir d'une femme déterminée
[Abrigo secreto em Ben Nevis, Terras Altas da Escócia]

O quanto as coisas podem mudar em um curto espaço de tempo? Para alguns, um ano é pouco e passa rápido, já outros acreditam que um ano é tempo demais e a espera é longa. Madam não era do tipo que contabiliza os dias, até porque, contabilizar por qual motivo? A única certeza de quem está vivo é que a morte um dia virá, Madam não estava esperando pela morte para contabilizar - para mais ou para menos -, mas há certas coisas que pedem uma análise do tempo, ou melhor, uma avaliação do quanto algumas coisas podem mudar no período de um ano. Francine estava com uma pistola nas mãos, uma glock 9mm. que tinha recebido de presente da mãe, e mirava para um boneco de treino que estava disposto na clareira da floresta. A cada dia Madam sentia que a compra da casa de campo em Ben Nevis tinha sido uma das melhores escolhas para treinar a filha, pois ali estavam afastadas da cidade grande, protegidas de humanos e criaturas e podiam testar diversas coisas sem preocupações externas. O som dos disparos fez Angelique tragar o cigarro que pendia pelos lábios cobertos de batom vermelho e assim que acertou quatro pontos diferentes do corpo do alvo, Francine encarou a mãe por cima do ombro esperando uma validação. — Muito bom. Cabeça, coração, estômago e joelho. São ótimos pontos para se acertar, mas se o bastardo não morrer com esses tiros o que você faz? — Arqueou uma sobrancelha esperando uma resposta. Francine sacou da bota um punhal, girou-o na mão e avançou rapidamente para o boneco, enterrando a lâmina no olho do manequim de treino. Madam soltou a fumaça lentamente e sorriu, satisfeita. Aquele era um treino sem magia, pois como Angel bem sabia nem sempre era possível matar usando métodos mágicos, justamente por isso acreditava que Francine precisava saber um pouco de tudo: armas de fogo, armas brancas, artes marciais... Tudo isso ela vinha aprendendo no último ano, ano este em que Madam estava se dedicando muito em treiná-la ao menos cinco dias na semana. Não era só porque se tratava de sua filha, mas Francine estava ficando realmente boa. Tinha determinação, foco e muitas das habilidades natas da meio-vampira se tornavam úteis em diversos momentos.

Às vezes Angel gostaria de poder exibi-la a outras mães, contar sobre os feitos e dizer o quanto sua prole era talentosa e acima da média, mas nunca teve contato com outras mães, e Ágatha tinha perdido o filho há pouco tempo. Angel era desprezível, mas não a ponto de provocar a mulher com quem estava envolvida - amorosa e sexualmente - sobre a perda de um filho, não, Angelique não era assim tão baixa. — É o suficiente, chéri. — Elevou um pouco a voz e jogou o cigarro na terra, pisando com a bota em seguida para apagá-lo. — Eu preparei uma coisinha diferente para terminarmos o treino de hoje com estilo. — Angelique sorria quando sacou a varinha e fez alguns movimentos específicos mirando para a porta da casa. De dentro da construção, um homem maltrapilho caminhou com uma expressão retorcida na face. Francine não demorou a entender que Madam estava controlando-o com a Maldição Imperius. — Esse é o Jordan. Diga oi à Francine, Jordan. — O homem obedeceu, ergueu a mão e acenou, mas sua expressão não condizia muito com os gestos. Ele parecia esgotado. — Jordan foi capturado por ter ligação com o tráfico de mulheres na Ásia, o contratante queria que ele sofresse antes de morrer, então decidi deixar você matá-lo. Até porque, preciso saber do que você é capaz, chéri. Considere esse um teste final depois de um ano treinando comigo. — Ainda sorrindo vitoriosa, Angelique caminhou pela clareira, afastando-se da filha e do cativo que mantinha sob efeito da maldição. — Você pode usar o que quiser, arma de fogo, arma branca, magia... Você só tem que fazer ele sofrer antes de matá-lo, é a única regra. Se tiver dificuldade, pense nas meninas de quatro e cinco anos que foram retiradas das mães e enviadas para bordéis sujos, vendidas como meras mercadorias. Foi isso o que ele fez por mais de dez anos, não é Jordan? — A loira continuou sorrindo e conjurou uma cadeira de praia, na qual se sentou para assistir o desempenho da filha. — Vou estar aqui e não vou me meter, então se prepare. Vou liberá-lo da maldição. — Alertou e viu Francine guardar a arma e sacar a varinha, determinada. — Pode começar. — Angel abaixou a varinha e viu o homem tentar fugir, mas Francine o petrificou antes. Ah! Divertidíssimo! Só faltava a pipoca.


Atemporal com Francine Campbell Blodwyn
Ir para o topo Ir para baixo
Zöe Campbell Hunter
Funcionários
Funcionários
Zöe Campbell Hunter



Perfil Bruxo
Escola/Casa: Salem (EUA)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo da Cauda de Testrálio, Ébano, 29 cm, Inflexível

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeTer 24 Ago 2021, 21:27

Revirou os olhos quando Dahlia enviou uma coruja para informar que chegaria mais tarde naquele dia. Z. não tinha o dia todo para ficar ali, mas também não estava com paciência para fazer outra coisa. Caminhou pela fazenda de árvores com um olhar curioso, observando as plantações feitas e cuidada por Dahlia e seus colegas. Estava ali para convidar a sua "chefe" para uma ida ao bar naquele mesmo final de semana, mas a ausência de sua superior tornava as coisas mais difíceis. Dahlia costumava manter uma rotina mais noturna desde que conseguira adaptar seus horários na fazenda com sua rotina de meio-vampira, então os seus horários raramente coincidiam com os de Zöe, que, agora, bufava e decidia aparatar para fora dali. Faria o convite na casa de Dahlia, pois sabia que, lá, encontraria a mulher com mais facilidade.


ZÖE
CAMPBELL
Ir para o topo Ir para baixo
Jodie Boehler Graves

Jodie Boehler Graves


Bicho-papão : Fogo Perpétuo

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Outra
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Cauda de Centauro, Abeto, 28 cm, Inflexível

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeQui 26 Ago 2021, 10:50


Atemporal no início do verão — Propriedade dos Graves, Glencoe Village

— Feyre! — Ergui a cabeça dos arbustos e chamei pela menina. — Vem cá me ajudar com os gnomos! — Estava com problemas no jardim e precisava lidar com as criaturinhas antes de começar o plantio de verão. A menina surgiu de dentro da casa e veio em minha direção amarrando seu cabelo em um rabo alto. — Você sabe como lidar com eles? — Questionei levantando-me do chão e batendo as mãos enluvadas para tirar o excesso de terra. A menina negou com a cabeça dizendo que nunca nem tinha visto um duende antes. Soltei um riso baixo. — É gnomo, tem diferença. — Feyre tinha vindo morar comigo há dois meses e estávamos tentando ter uma boa relação de tia e sobrinha. Os problemas familiares dela me comoviam muito, perder os pais tão cedo e depois ser criada por uma avó de saúde fragilizada não era fácil, eu imaginava a dor dela. O falecimento recente da avó da garota foi o pontapé para a guarda dela ser transferida para o parente mais próximo. Como ela tinha sido aceita em Hogwarts morar comigo vinha a ser a melhor alternativa, pela proximidade e por eu ser uma bruxa também. A diferença é que abdiquei dos meus poderes há muitos anos quando meu pai me obrigou a entrar para o negócio da família: caçar bruxos. Pois é, loucura eu sei. Nasci em uma família de Purgantes, mas nunca fui a favor dos ideais dos Harrison. Por outro lado, minha mãe apoiou minha decisão e me treinou para herdar seu negócio: a Funerária Graves. Hoje em dia eu não uso mais minha varinha, mas vivo num meio bastante mágico. Tenho crupes e amassos em casa, crio pomorins, tenho plantas mágicas e até arrisco mexer com poções quando é necessário, mas não empunho minha varinha há mais de quinze anos, ela fica guardada em uma caixa trancada no fundo falso do meu armário. A parte ruim de ter abdicado dos meus poderes era que eu não podia ajudar Feyre tanto quanto eu gostaria, mas ela não parecia se importar. — É assim. Você pega um gnomo... — Peguei uma das criaturas que corriam para lá e para cá no jardim, erguendo-o no ar pelo pé. — Gira bastante e atira por cima do muro. — Demonstrei e Feyre ficou observando. Ela repetiu de forma impecável e até se divertiu com isso. Em poucos minutos o jardim estava livre dos gnomos e pudemos nos sentar na sombra para tomar a deliciosa limonada que preparei para nos refrescar.


Nobody said It'd be an easy ride.
Ir para o topo Ir para baixo
Dahlia Alucard Orlok
FTI - Especialista
FTI - Especialista
Dahlia Alucard Orlok


Bicho-papão : O Espantalho

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Salem (EUA)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Lobisomem, Castanheira, 29 cm, Inflexível

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeTer 31 Ago 2021, 22:10



welcome to the jungle

Qual das duas vai torrar minha paciência hoje? Olhava com certo criticismo para as duas estagiárias que Dahlia tinha sido escalada para auxiliar durante o dia. A luz solar fazia com que sentisse uma forte dor de cabeça, o que a levava a comer diversos pirulitos de sangue para se distrair um pouco e sentir-se melhor - Aqui nós estocamos as madeiras cortadas - levou as garotas até um enorme galpão, abrindo-o com um movimento da varinha e entrando rapidamente no local. A escuridão repentina fez com que seus olhos relaxassem e, sem acender a ponta da varinha como as duas estagiárias, apenas seguiu mais para dentro - Cada tipo de madeira fica estocado em um local específico - explicou - Temos que manter um catálogo atualizado e bem organizado na hora de prepararmos as encomendas para as lojas de varinhas - apontou para tabelas na frente de cada setor, sendo que nestas era indicado a quantidade de troncos e o tipo de madeira que ali estava - Não é muito complicado, mas qualquer erro pode comprometer o salário de todo mundo no final do mês - deu de ombros. Era um aviso bem sério e as mais novas pareciam ter compreendido, então não tinha muitos motivos para permanecer dentro do galpão. Dahlia soltou um suspiro e puxou um par de óculos de sol de dentro do bolso interno de seu casaco, encaixando-os no nariz e voltando seu olhar para as jovens - Eu costumo estar por aqui durante a noite, então vai ser raro trabalharmos juntas. Isso não quer dizer que eu vou simplesmente ignorar os erros de vocês, vou verificar tudo durante a madrugada - agora soava um pouco cruel, mas o que poderia fazer? Aquele trabalho era crucial para a distribuição de varinhas. Saindo do galpão, Dahlia espremeu os olhos, sentindo a forte dor de cabeça voltar. O sol lhe fazia muito mal quando estava forte e, naquele dia, parecia até mesmo um dia de verão - Venham, vou mostrar onde ficam as plantações - fez um sinal para que as estagiárias acompanhassem até o local onde a meio-vampira, junto com os outros fazendeiros, faziam os devidos cultivos.

- Não usamos nada além de adubo para fazer com que as plantas cresçam. Volta e meia utilizamos a poção herbicida, mas nunca utilizamos feitiços ou poções para o crescimento. Esse é nosso diferencial - deu uma piscadela e abriu um sorriso, mesmo que sua cabeça doesse ao fazê-lo - Basicamente, é um processo demorado, mas como sempre mandamos remessas absurdamente grandes, temos tempo suficiente para o plantio e retirada das árvores - explicou, apontando para mudas de carvalho que cresciam - Ali, por exemplo, plantei carvalho já fazem algumas semanas. Com o adubo certo, crescem fortes para garantir varinhas de boa qualidade - as garotas pareciam até mesmo animadas, o que deixou Dahlia confusa. Era um trabalho divertido, mas não imaginava que adolescentes fossem gostar - Olha, não tenho muito mais o que explicar… Ah, ali naquela casinha - indicou um galpão bem menor que o anterior - Ficam os adubos. Ali dentro também tem uma estufa beeeeeem grande, onde ficam as mudas antes de irem para a terra - findou a explicação - Vamos entrar? Estou morrendo de dor de cabeça e também estou responsável pelos contratos de vocês - acompanhou as garotas para a enorme casa principal onde ficava o escritório. Adentrando o local, Dahlia fez um sinal com a varinha e fez com que dois pergaminhos flutuassem, cada um, para as meninas - Aqui está. Tem tudo explicadinho, função de vocês e podem assinalar o horário de preferência para trabalhar. Aí vocês assinam e eu encaminho para quem precisa deles - quando as meninas assinaram, Dahlia arqueou uma sobrancelha - Vocês realmente querem trabalhar de madrugada? - Seus dias de sossego estavam realmente contados - Bom, fico feliz que tenham gostado de mim, mas não pensem que vou pegar leve com vocês só porque já nos conhecemos - explicou - Hoje às 19h quero vocês aqui - falou, selando os contratos e os entregando para uma coruja, que levantou voo para entregá-las - Enquanto isso, vou revisar nossos pedidos na sala ao lado - despediu-se das garotas, rumando para outro cômodo para verificar os contratos e pedidos mais urgentes.



thanks covfefe



Dahlia Alucard Orlok
UMA DAS BRUXAS DE BLAIR | CAÇADORA | CLÃ ALUCARD

--
Ir para o topo Ir para baixo
Lars Klein Hoffmeister
Membro da Guilda
Membro da Guilda
Lars Klein Hoffmeister


Bicho-papão : Morrer e perder a sanidade

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Ferrão de Explosivin, Videira, 28 cm, Flexível

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeQua 01 Set 2021, 19:36

Another mission sucessfully accomplished
Eu nem me lembrava da última vez em que havia sido designado para uma missão na guilda. Para ser sincero, as lembranças no fundo do oceano junto a Makida eram vagas. Não era como se eu estivesse reclamando do meu trabalho, contudo, eu sentia falta de algum tipo de emoção maior desde a guerra. Foi quando, dias atrás, eu recebi a ilustre presença de Savonya, uma das conselheiras de Nyx, que não demorou a informar sobre um sequestro de cavalos alados realizado pelas forças armadas. Aquele assunto em especial, me provocava um misto de sentimentos, pois mesmo que todo o caos tivesse terminado oficialmente, ainda assim, tínhamos que lidar com trouxas por debaixo dos panos. Mesmo não tendo nenhum problema em acatar as ordens da chefe, admito que essa acabou sendo a razão principal para que eu realmente me sentisse disposto a salvar as criaturas ao lado de Savonya. Eu já estava impaciente quanto aos militares, porém, eu precisaria conter meu ímpeto de avançar. Embora ninguém se opusesse à matança, eu sabia que quando me encontrava tomado pela raiva, poderia arruinar tudo. Meu trabalho logo foi designado a focar nos cavalos alados, uma vez que a víper se asseguraria do resto, portanto, ficamos a observar o grupo do exército em uma das florestas da Escócia. Savonya havia tomado uma dose da poção polissuco e rapidamente se transformaria em uma das envolvidas da captura dos animais - ela havia tratado de “apagar” a mulher sem muita hesitação. Distante da ruiva, eu apenas a fitei e gesticulei de modo a demonstrar que eu estava a postos. Vez ou outra eu tocava em minha varinha posicionada em um dos bolsos traseiros da calça. Meus olhos, mesmo focados no grupo e o camburão adiante, ainda rolavam insistentemente ao meu redor, de maneira a me precaver de qualquer perigo.

Com a transformação, Savonya logo se endireitou e apressou os passos aos militares. A observei adentrar o grande camburão, antes de o silêncio vir a imperar. Vagarosamente, comecei a me movimentar rumo à localização dos cavalos alados, enquanto ouvia sons de pássaros voarem ao longe. Naquele momento, eu só desejava que tudo estivesse ocorrendo bem dentro do automóvel, até que gritos abafados invadiram meus ouvidos. Batidas contra o interior do camburão também podiam ser ouvidas, fazendo meus lábios se erguerem em um sorriso automaticamente - Ei, ei, ei – sussurrei ao me aproximar do rebanho. Não se tratavam de hipogrifos, mas não deixei de me reverenciar de forma a demonstrar que vinha em paz. Alguns animais de porte grande poderiam ser extremamente perigosos quando em alerta de perigo, especialmente os Granianos, no caso. Sem vacilar, toquei a pelagem cinzenta do primeiro a minha frente, e quando ele se tornou mais calmo, levei a mão vaga até uma pequena pochete que carregava. Savonya havia providenciado dardos calmantes, e sem pensar duas vezes, utilizei-os nos poucos cavalos ali. Aquilo era apenas uma maneira de mantê-los tranquilos até que chegássemos em Alderney. Àquela altura, eu já conseguia ouvir tiros vindos de dentro do camburão, até cessarem completamente após poucos segundos - Enjaulius – da ponta de minha varinha se fez uma grande jaula que poderia comportar o grupo de criaturas. As portas do camburão foram abertas com voracidade, e de dentro, a víper surgira já retirando sua máscara de oxigênio - Tudo certinho – respondi a sua pergunta. Olhando-a agora nos olhos, sustentamos aquele contato somente por instantes antes de eu pressionar os dedos em minha varinha e apontá-la ao camburão - Ignotus Gaubracianus – não contive o sorriso largo. Logo mais, me posicionei ao lado da enorme jaula e segurando firme, aguardei até que Savonya fizesse o mesmo. Meus olhos permaneceram nos cavalos adormecidos até que aparatássemos dali por ela.


Lars Klein Hoffmeister
Terras Altas da Escócia - Página 10 23mocHm
Terras Altas da Escócia - Página 10 M30pcq6
I am a poison and you know that is true, but I feel like I'm drowning.
Ir para o topo Ir para baixo
Ares H. Eaton
Fantasmas
Fantasmas
Ares H. Eaton



Perfil Bruxo
Escola/Casa: Não possui
Ano Escolar: Criança
Varinha:

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeQui 02 Set 2021, 09:21


O dia estava agradável para qualquer ser vivo, se pelo menos Arícia pudesse tocar as flores novamente já estaria feliz. A parte amarga de não estar vivo e nem morto era aquele estado de não pertencer a coisa alguma, vagar pela terra até que todos que conhecesse sumisse ou viram-se pó. Era triste, agora ela entendia o que era aquele risco de virar um fantasma agourento, lutando contra todas as estatísticas tentava se manter lúcida e ter pensamentos bons, apesar que todos sempre soavam melancólico para ela. Naqueles dias era mais ainda, quando a cidade se mobilizava para a chegada do natal, as lembranças que tinha de sua família ficavam maiores. Como algum humano podia a ver, preferiu sair dali antes que o sol saísse por completo.


is this the real life?
is this just fantasy?
Ir para o topo Ir para baixo
Savonya Seawor. Kaminskov
Conselheiro da Guilda
Conselheiro da Guilda
Savonya Seawor. Kaminskov


Bicho-papão : Vampiro da Névoa

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pluma de Basilisco, Azevinho, 28cm, Maleável.

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeQui 02 Set 2021, 11:48


burning


 
O disfarce de Savonya era de uma oficial das Forças Armadas, tendo desacordado permanentemente a senhorita Graves, que era uma das envolvidas na captura dos cavalos alados. Lars vinha por outra frente, deixando a ruiva sozinha para executar a distração, sendo o viper responsável em tirar os cavalos alados de lá. O acordo era simples: dentro da floresta das terras altas, Savonya, que trazia consigo uma máscara de gás, despejaria bombas de gás tóxico no camburão onde os soldados se encontravam, sendo esta a deixa para que Lars viesse e organizasse os cavalos alados para que pudessem aparatar com eles para ilha de Alderney. Era um trabalho direto e arriscado, sendo este o motivo pelo qual precisariam de perfeição na hora de executar cada um dos passos. Savonya, trajando o uniforme e sob efeito da polissuco, avançou de maneira confiante em direção do camburão já previamente localizado pela dupla viper. Respirava profunda e calmamente, algo que não era difícil para a víper que já estava acostumada com missões desse tipo. Mentalmente, relembrava o recado de Nyx que podia dar um “retorno” aos soldados. Aquilo fez com que Savonya abrisse um meio sorriso, logo voltando com o olhar sério enquanto se aproximava do local do camburão. Estava no meio da floresta, não muito afastado de onde os cavalos alados tinham sido acomodados antes que pudessem retirá-los de lá. Adentrou o camburão e fez uma continência ao seu superior - Cabo Graves, senhor - nada que uma sessão de “terapia” na maldição Crucio não resolvesse e, nesse caso, era com quem deveria falar lá dentro. Trouxas eram muito fracos às vezes. Ninguém parecia desconfiar de Savonya, o que a fez refletir o quão confiante o exército estava naquela guerra. Aquilo era absurdo. Mas uma coisa era certa: quem canta vitória antes do tempo, raramente vence a guerra - que, naquele caso, era literal. Outro soldado fechou a porta, trancando-os no camburão. Os militares ali presentes comiam e bebiam algo de fast food, completamente confortáveis e sem medo algum de serem pegos. Isso facilitava tanto as coisas… Sentou-se em uma cadeira e pegou uma batata frita, comendo-a com um sorriso. Ninguém conversava com ela, talvez Graves não fosse uma pessoa de muitas palavras. Puxou uma garrafa de água e bebeu seu conteúdo, logo levantando-se de maneira preguiçosa e forçando um bocejo - Senhor, permissão para usar o banheiro - pediu, logo recebendo a confirmação e indo em direção de um pequeno banheiro improvisado. Fechou a porta de correr. Não pode deixar de abrir um sorriso. Eram tão tolos… As armas estavam jogadas de qualquer jeito dentro do camburão, o que dificultaria qualquer tipo de contra ataque.

Os soldados não esperavam que bruxos estivessem nessa região, até porque havia tido uma escolta há uns dois dias atrás, então não estavam sendo tão cuidadosos quanto deveriam. Isso vinha sendo bem comum nos últimos meses, até porque a presença de órgãos internacionais dificultava a liberdade das Forças Armadas, mas faziam vista grossa para qualquer ordem “por baixo dos panos”. Não precisava ser um membro da inteligência britânica para saber que a Marechal certamente tinha amigos dentro desses órgãos, amigos que eram completamente coniventes com aquela maldita guerra. Aquilo irritava Savonya. Se não suportava a incapacidade do Ministério da Magia há anos atrás, imagine se ela era a favor do governo monarca daquele maldito país. Não era uma pessoa anarquista ou coisa do tipo, era simplesmente consciente e fiel à única pessoa que considerava digna de fidelidade: El Bianco. Dentro do banheiro, Savonya vestiu a máscara e puxou as bombas de gás do bolso expandido do uniforme de couro de dragão que trajava, mais um presente da falecida Cabo Graves. E pensar que Savonya nem ao menos tinha perguntado o primeiro nome dela… Poxa, que pena, não é mesmo? A família que desse um jeito de encontrar os restos já carbonizados até virarem pó. Abriu a porta com um sorriso escondido por trás da máscara, logo destravando as seis bombas e jogando-as para dentro do camburão. Trancou-se no banheiro para evitar que a utilizassem de alvo. Não demorou muito para que os gritos e tentativas de atirar cessassem, o que dava cerca de uns cinco minutos antes dos reforços virem verificar o que estava acontecendo. Quanto aos soldados que ali estavam? Completamente intoxicados e sem vida. Savonya fez questão de chutar a cabeça de um deles antes de sair do camburão e fechar a porta atrás de si. O recado estaria dado quando viessem averiguar… aquilo que tinha restado.

Era a vez de Lars. Provavelmente ele tinha já se posicionado quando a ruiva entrou no camburão, mas não era da conta de Savonya coordenar cada passo do viper, até porque ele era bem crescido e tinha noção o suficiente para saber que a Chefe da Organização não era tolerante com falhas ou qualquer tipo de atrasos. Sendo esse o motivo que a fez não ficar surpresa ao encontrá-lo ao lado dos cavalos alados, já tendo os enjaulado e os desacordado devidamente para que eles não se agitassem durante a viagem (para isso, Savonya havia fornecido dardos calmantes para o viper, algo que conseguiu com comerciantes que eram fornecedores da guilda) - Tudo certo? - falou enquanto retirava a máscara, aproveitando para respirar o ar puro da floresta. Lars assentiu e, como em um acordo silencioso, apontaram a varinha para o camburão, pronunciando - Ignotus Gaubracianus - teria sido lindo ouvir os gritos se ainda houvesse vida lá dentro, mas não era hora de esperar muito tempo. Savonya queria que os militares ficassem irritados; se seu recado não fosse o suficiente, ela faria questão de retornar e deixar claro que aquela guerra ainda não tinha terminado. Junto de Lars, a ruiva agarrou a enorme jaula onde os cavalos estavam acomodados e mentalizou o local combinado com o homem, aparatando em direção da ilha de Alderney. Saíram dali.





Savonya Seaworth Kaminskov

∆ LYL - FG
Ir para o topo Ir para baixo
Dahlia Alucard Orlok
FTI - Especialista
FTI - Especialista
Dahlia Alucard Orlok


Bicho-papão : O Espantalho

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Salem (EUA)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Lobisomem, Castanheira, 29 cm, Inflexível

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeSeg 01 Nov 2021, 22:23



extra shift

Dahlia colocou seus óculos de sol e franziu a testa quando saiu na rua. Detestava ter que fazer turno extra, principalmente pela manhã, mas naquele dia seria mais do que necessário. Precisaria tirar folga no próximo final de semana para… resolver coisas do Clã, então trabalharia dois turnos por dia naquela semana. Sentia-se mais fraca e mais irritadiça na luz do dia, mas isso já era comum entre seus colegas de trabalho, afinal era impossível (e ela nem tentava) disfarçar suas presas proeminentes. Abriu um pirulito de sangue e o enfiou na boca enquanto deslocava-se até o cercado de Azevinho para espalhar um pouco da poção Herbicida, tendo em vista que algumas ervas-daninha começaram a crescer rapidamente na plantação. Droga, alguém poderia fazer isso e me deixar só com a burocracia hoje, né? Pensou, adentrando o cercado e começando a espalhar a poção herbicida por entre os Azevinhos que cresciam de maneira forte. Aproveitou para dar uma analisada nos espaçamentos, pois foram as estagiárias novatas que prepararam aquele terreno na semana anterior. Sentiu que estava sendo observada - Sim, estou conferindo o trabalho de vocês… E por que diabos vocês estão aqui de manhã? Vocês só trabalham de noite - olhou por cima do ombro para ver as duas garotas que tinha treinado no início do mês passado. Elas pareciam nutrir uma certa admiração esquisita por Dahlia e, apesar de não gostar muito disso, tinha aprendido a gostar delas - Fizeram um bom trabalho, meninas, mas vocês não precisam vir em todos os turnos que eu vier - explicou, mordendo o pirulito de sangue e logo enfiando outro na boca - Sol. Fico com muita dor de cabeça e o pirulito me ajuda a me distrair da dor… Os óculos de sol não são o suficiente e tal - explicou para elas, que encaravam Dahlia de maneira curiosa - Ok, ok, já entendi que vocês vão vir em todos os meus turnos - jogou a poção herbicida para uma delas - Você vai terminar isso e você - deu um tapinha no ombro da segunda estagiária - Vai me ajudar a revisar os contratos que temos com a Olivaras - Dahlia realmente queria uma desculpa para sair daquele sol.

A meio-vampira entrou na sala e fechou as cortinas, retirando seus óculos de sol - Se eu ficasse mais um segundo lá fora, tenho certeza que explodiria - brincou, apontando a varinha para uma pasta e fazendo com que ela flutuasse até em cima da mesa - Preciso que você anote quais os pedidos da próxima remessa que temos que enviar, enquanto eu confiro o que temos disponível no catálogo - puxou o caderno e foi conferindo. A cada pedido anunciado, Dahlia fazia uma marcação no caderno, o que não foi um trabalho muito demorado - Sem dúvida, nossa melhor loja afiliada. Tudo dentro dos conformes e dos estoques. Agora, vá ajudar Kayla, coitada. O cercado de Azevinho é enorme - deu um sorriso e dispensou Leah, agora ficando sozinha na sala. Aproveitou para atualizar o catálogo, retirando os números pedido pela loja associada. Não demorou muito mais para que seu turno acabasse e, quando isso ocorreu, Dahlia foi até a rua para acenar para as garotas - LIBERADAS - gritou, logo aparatando dali para sua própria casa, onde aproveitou para beber uma taça de vinho misturado com sangue para reestabelecer suas forças.



thanks covfefe



Dahlia Alucard Orlok
UMA DAS BRUXAS DE BLAIR | CAÇADORA | CLÃ ALUCARD

--
Ir para o topo Ir para baixo
Dahlia Alucard Orlok
FTI - Especialista
FTI - Especialista
Dahlia Alucard Orlok


Bicho-papão : O Espantalho

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Salem (EUA)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Lobisomem, Castanheira, 29 cm, Inflexível

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeQua 29 Dez 2021, 02:57



running with the devil

Apesar de não trabalhar mais naquela região, Dahlia tinha coisas a cuidar na floresta que se estendia pelas terras altas. Aparatou no local mais distante do bosque que, ali, era tão denso que não era possível enxergar o céu e dizer se era dia ou noite. Claro que era noite, pois Dahlia estava cheia de energia e sua cabeça não doía. Tinha ido até ali para caçar e treinar com… presas vivas. Tinha deixado dois vampiros por ali há mais ou menos uns três anos, então certamente já teriam se reproduzido. Se tivesse sorte, encontraria três ou mais vampiros grandes o suficiente para satisfazerem a vontade voraz de Dahlia de exterminar aquela raça que, ironicamente, também fazia parte de seu sangue. Os vampiros deixados ali eram mais para afastar viajantes curiosos, afinal tinha um segredo bem maior escondido mais fundo ainda naquela floresta; um segredo que só ela, Alysson e Zöe tinham conhecimento. Todavia, agora que Dahlia tinha bloqueado o suficiente os arredores desse “segredo”, não tinha necessidade nenhuma manter aqueles vampiros por ali - era hora de dar um fim a eles. Todos seus sentidos estavam em alerta, pois antes de mais nada queria se alimentar e faria isso com aquele lobo solitário que vagava também em busca de uma presa. Todo predador precisa morrer de algum jeito, e essa noite eu não serei a vítima, meu chapa, pensou de maneira divertida. Era bem clichê uma meio-vampira matar um lobo, principalmente por conta de toda rivalidade criada em livros entre vampiros e lobisomens, mas alimento era alimento e sangue era sangue. Dahlia preparou-se para o bote e, no segundo que o Lobo se distraiu, a meio-vampira pulou em sua direção, prendendo-o com os joelhos. Num movimento rápido e certeiro, a bruxa cravou suas presas no pescoço do lobo, ignorando as camadas de pêlo que ali havia. O sangue era saboroso e quente, satisfazendo tudo que Dahlia precisaria para aquela noite. Sentiu seu corpo ficando mais forte, como se tivesse comido depois de muitas horas em jejum. Por mais que comesse pirulitos de sangue com frequência, não eram tão satisfatórios como seu alimento direto da fonte, por assim dizer. Quando ficou saciada, levantou-se e limpou os lábios com as costas da mão, endireitando-se e tirando a besta que estava presa em suas costas. Puxou uma flecha da aljava presa em sua coxa (visto de fora, era apenas uma pequena bolsa presa em um coldre, mas, por dentro, era uma aljava bem abastecida) e a posicionou na arma, olhando ao redor com um sorriso nos lábios. A noite não era um problema para a meio-vampira, que já estava com seus sentidos melhorados depois de uma boa refeição.

Avançou por entre as árvores com passos extremamente silenciosos, algo que tinha aprendido desde criança com o clã Alucard, mais especificamente sua mãe. Dahlia e sua irmã tinham crescido e sido ensinadas a serem caçadoras, utilizando sua descendência para eliminar as “pragas” que envolviam o vilarejo de Blair. Aquilo era praticamente brincadeira de criança para ela. Respirou fundo e prendeu a respiração enquanto caminhava para evitar maiores barulhos, logo ouvindo uma certa perturbação que claramente não era causada por animais pequenos, mamíferos e muito menos aves. Dahlia reconhecia um vampiro quando ouvia um. Parou de caminhar e olhou com muita atenção ao seu redor, buscando pelo som que tinha escutado. Não demorou muito para avistar, um pouco mais a frente, uma espécie de vulto que parecia esconder-se para encará-la. Reconheceria aquela silhueta até mesmo com sede e embaixo do sol, quando sua cabeça doía por conta da luz: era um vampiro. E dos grandes. Deu um meio sorriso e apoiou a besta em seu ombro para mirar. Um tiro certeiro e o vulto desapareceu. Dahlia aproximou-se com passos cautelosos, mantendo-se alerta, afinal agora tinha iniciado uma pequena batalha com as criaturas que ali se escondiam. Ao aproximar-se do local em que havia mirado sua flecha, olhou para o chão e viu um vampiro caído no chão, completamente sem vida. Menos um, pensou com satisfação. Uma leve brisa invadiu a floresta, fazendo com que as folhas farfalhassem e uma coruja batesse as asas de maneira irritada, mas esse não era o único barulho por ali. Logo atrás de Dahlia, passos intensos e raivosos se aproximavam, o que fez com que a bruxa girasse em seus calcanhares enquanto puxava uma flecha da aljava de sua coxa, colocasse na besta e, sem pensar duas vezes, atirasse mais uma vez, dessa vez em direção da criatura que corria em sua direção. Vamos lá, sejam mais imprevisíveis, pensou enquanto revirava os olhos e colocava mais uma flecha na besta.

Agora, um silêncio sepulcral se espalhou pela floresta. Nem mesmo o vento soprava, muito menos os animais faziam algum tipo de barulho. Dahlia sentia que tinha atingido um ponto da mata que já tinha sido consumido pelos vampiros, o que quase a deixou triste. A natureza certamente se reestabeleceria por ali quando terminasse seu trabalho, então não tinha muito porque se preocupar. Aliás, aquilo era um bom cenário para uma caçadora treinada, pois conseguia identificar facilmente a presença de mais duas criaturas ao seu redor. Uma, à esquerda, estava mais próxima e movimentava-se em direção da meio-vampira, enquanto a outra estava parada mais para a direita, observando e certamente esperando o momento certo para atacar. Com a besta carregada em uma mão, Dahlia puxou um revólver antigo de sua cintura, sendo que este havia sido utilizado por sua avó por anos na pacificação de Blair. Nada melhor do que terminar a noite fazendo o que os Alucard faziam de melhor: concluir uma caçada - Vocês vão vir juntos, separados ou querem que eu ataque primeiro? - seu tom era de deboche. Mal terminou a frase quando o vampiro mais próximo pulou em sua direção. Ele era pequeno ainda, mas altamente veloz e parecia inteligente o suficiente para querer distrair Dahlia enquanto o outro planejava seu ataque. Sem mãos livres, o movimento instintivo da caçadora foi usar a própria besta para golpear o rosto do vampiro, causando-lhe um corte profundo na testa e fazendo-o cair. Atirou no local do corte, logo prendendo a arma em suas costas novamente. A criatura restante parou de avançar, posicionando-se atrás de uma árvore para encarar Dahlia, que encarou de volta com um sorriso nos lábios - Podemos fazer isso a noite toda - brincou, apontando o revólver na direção do vampiro e atirando uma única vez. Aquelas eram a proles do casal que tinha matado anteriormente, tendo aproximadamente uns dois anos cada. Agora, não iriam mais fazer mal para aquela parte da floresta, que não muito adiante guardava o segredo das irmãs Alucard. As runas bem posicionadas fariam o serviço de guarda, sem contar, é claro, os inúmeros feitiços colocados por Dahlia e Zöe na última semana. A natureza poderia se reestabelecer ali sem aquelas pragas mágicas que haviam sido introduzidas de maneira improvisada. As coisas melhorariam naquela parte das Terras Altas da Escócia. Aparatou para longe dali, deixando para trás um aviso em quatro atos para qualquer outro vampiro ou semelhante que viesse se aventurar pela floresta.


thanks covfefe



Dahlia Alucard Orlok
UMA DAS BRUXAS DE BLAIR | CAÇADORA | CLÃ ALUCARD

--
Ir para o topo Ir para baixo
Rhea Megalos Kosey
Centro de Cura - Treinamento
Centro de Cura - Treinamento
Rhea Megalos Kosey


Bicho-papão : Ser mãe

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pelo de Unicórnio, Aveleira, 25cm, Maleável.

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeSab 08 Jan 2022, 18:14

Os Olhos Nunca Metem!
vantagens:desvantagens:

Entenda-se seu proposito no mundo e vivará melhor com essa sabedoria que poucos conseguem ao decorrer do tempo. Acredito que sim, Naomi de anos atrás que causou diversas barbaridades é quem eu seja realmente – Hannah me deu o poder do autoconhecimento e do entendimento que sim, podemos mudar ou deixarmos de sermos quem éramos por um determinado tempo, esconder-se pro dentro das camadas mais profundas que existem no nosso corpo e conviver com elas adormecidas, ou até quando ela acordar novamente. Não deveria mentir para mim mesma e muito menos para Hannah por mais que ela não fosse concordar com meus atos impuros que estaria prestes a cometer ou se ela se recusar de ser cuidada por mim ainda sim iria amar ela para sempre e não me arrependeria de ter escolhido ela para ser minha filha por mais que ela tenha perdido seus pais, no fundo tudo o que realmente importa é o amor e como aplicamos ele, as consequências são apenas consequências. Com as pernas tremulas, saberia que a partir de ali tudo poderia voltar a ser como era antes – sentir aquela adrenalina e insanidade por ceifar vidas e achar isso natural, o que não deixaria de ser verdade, e não estava querendo admitir isso novamente.

O ar gélido pairou sobre o rosto úmido provenientes das lágrimas deixando uma sensação de estar mais frio o ambiente, a saliva descia vagarosamente podendo sentir que o caos que iria continuar, e, a protagonista naquele momento em diante seria eu – tal como a mão tremula segurando a varinha tentando-se recompor e acabar com aquilo de vez por todas, por mais que o risco fosse alto, a ideia de se manter viva ainda era uma ótima opção. Dei-me o primeiro passo e não seria com o pé esquerdo para dar sorte, e sim com a confiança e a maior certeza do mundo que encontraria quem fizeste aquilo e teria seu julgamento ali com a maior imparcialidade do Mundo Bruxo. A cada passo sentia-me como se estivesse correndo em um vale sobre uma trilha enorme com arvores da primavera caindo em câmera lenta sobre meus olhos a cada passo que dava, e, no fim dessa trilha lá estaria meu eu antigo me esperado como se fosse me abraçar novamente. Entre os becos era possível ver a escória que os arruaceiros causaram, tudo estava de pernas para o ar e porquê causar esse tipo de caos iria vir a cair bem? A aceitação juntamente com aderir uma ideia vem de uma educação não com linchamentos e rebeldia – uma pena eles aprenderem isso da pior forma, não terão uma próxima vez para fazerem da forma correta. 

Ruídos de vozes, risadas grosseiramente robustas alertavam que eu não estaria mais sozinha diante de meros passos à frente e que possivelmente meu destino havia chegado – hora bem ou hora má. Os toques dos copos entre si eram auditivos e com certeza seria da cerveja amanteigada, mas o que me interessava realmente era qual o motivo da festança em meio dos ataques terríveis dos marginais sobre pessoas que não teriam tido nem escolhas para pouparem suas vidas? Incompreensível. ‘’Vocês viram como eu causei? Viram como eu acabei com aqueles bruxos que não se aliaram a nós?’’ Aquela voz rouca e extremamente aguda dava-se para ouvir naquele quarteirão inteiro, sem contar com a risada extravagante. Com certeza eram eles, estava de lado para eles se aproximando com aquele pensamento único de encontrei vocês canalhas. A mão baixa apanhando a varinha, mas não deixando ela visível, enquanto a outra sacando três bombardas que ganhei para usando em momentos oportunos como este agora. Elas foram arremessadas para cima contra os vidros das lojas que estavam atrás dos mesmos. Elas levaram exatamente cinco segundos para explodirem e meus olhos avistavam três rapazes possivelmente levemente bêbados, mas que ainda sim poderia causar um leve desconforto numa batalha.  Aparatei saindo dali.
Ir para o topo Ir para baixo
Aredhel Maeir Elric
Sociedade Estudantil - Estudante
Sociedade Estudantil - Estudante
Aredhel Maeir Elric


Bicho-papão : Vampiros

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Escama de Cauda de Sereiano, Carvalho Inglês, 27cm, Maleável.

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeDom 30 Jan 2022, 22:30


regular day
ordinary shift
Pegou o frasco com poção herbicida e se dirigiu até onde as novas mudas tinham sido plantadas há mais ou menos duas semanas. Uma espécie de praga tinha se instaurado e as estagiárias tinham ficado em estado de pânico, acreditando que aquilo tudo era culpa delas. Aredhel chegou até onde ambas estavam reunidas e entregou um frasco para cada uma com um sorriso calmo nos lábios - Gente, calma - encaixou o tampo de spray no topo do frasco - Essas coisas acontecem e não é culpa de nenhuma de nós. Simplesmente a natureza gosta de pregar algumas peças de vez em quando e - ergueu a poção herbicida como se fosse uma arma, segurando com as duas mãos - Nós vamos resolver essa situação - seu tom de voz era divertido e pareceu acalmar as duas - Eu cuido do lado esquerdo e vocês se dividem pelo direito, pode ser? - elas concordaram e se dirigiram para pegar o material de proteção, este que a fazendeira já estava utilizando. Aredhel ainda não tinha aprendido o nome delas, mas sabia que trabalhavam melhor quando estavam juntas e não via motivos para pedir para que fizessem coisas separadas. Seguindo para o lado esquerdo, Aredhel logo começou a esguichar o spray de herbicida diretamente nas ervas daninhas, tomando cuidado para que nada respingasse onde não devia. Não era um trabalho fácil, afinal de contas se tratavam de 500 mudas de Azevinho daquele lado que estavam com ervas daninhas, então levaria bastante tempo para cobrir todo o local. Olhou por cima do ombro e viu que as duas estagiárias pareciam concentradas e organizadas, o que a fez sorrir. Lembravam muito quando Aredhel e seus irmãos cuidavam da horta na casa dos Elric e essa era uma memória tão distante e ao mesmo tempo muito recente. Queria muito poder ter momentos assim com os meninos novamente.

Suas costas doíam quando finalmente terminou de jogar spray nas ervas daninhas. Encontrou com as estagiárias na pequena casinha onde guardavam o material de proteção, logo retirando os óculos, luvas, avental e máscara - Ufa, foram quase duas horas nisso - espreguiçou-se - Agora eu vou precisar de ajuda para regar os olmos, tudo bem? - as garotas assentiram. Com as varinhas em mãos, Aredhel guiou as meninas até onde tinham plantado os Olmos no mês passado. As plantas cresciam muito bem e bastante saudáveis; a infestação de ervas-daninhas parecia realmente ter se resumido aos azevinhos - Não vejo nenhum tipo de problema por aqui… Sempre que estiverem preocupadas com algo, eu estou aqui para ajudar vocês - explicou. As meninas estavam lá há mais tempo que Aredhel, mas ainda eram estudantes e tinham seus medos e receios de fazer algo de errado na Fazenda. Utilizando sua varinha com Aguamenti para encher os regadores mágicos, a jovem se recostou na cerca junto com as garotas para observar as plantas serem regadas - Isso é bem relaxante. Quando eu era mais nova, gostava de regar manualmente, mas essa extensão da fazenda é muito superior ao que consigo aguentar, principalmente depois de 500 plantinhas sendo salvas com herbicida - brincou. As meninas conversavam de maneira animada sobre como os olmos pareciam saudáveis e que aqueles regadores mágicos eram incríveis - Podiam usar isso nas aulas de herbologia, né? Mas acho que os professores de Hogwarts têm algo no contrato dizendo que precisam nos levar ao extremo - brincou, lembrando-se de uma aula em que todos os alunos tiveram que regar mais de mil plantas mágicas que, naquele momento, Aredhel nem ao menos se recordava quais eram. Os regadores lentamente retornaram aos seus locais de descanso e Aredhel fez um sinal para as meninas - Vamos fazer uma pausa para o almoço e depois vamos revisar os pedidos da Olivaras, ok? - e, dessa forma, rumaram para a casa principal para almoçarem antes de iniciarem a parte mais burocrática do trabalho.

thanks covfefe



aredhel maeir elric
Ir para o topo Ir para baixo
Prometheus Morgenstern
Forças Armadas - Afiliados
Forças Armadas - Afiliados
Prometheus Morgenstern



Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeQui 03 Fev 2022, 19:45

A missão no povoado de Ottery em busca de Francesca serviu para traçar uma ideia do que poderia ter resultado em seu desaparecimento. Enviado até lá com Major Singer para averiguar a passagem misteriosa da agente em um hotel local, as investigações só serviram para concluir que ela poderia estar sob efeito de um feitiço imperius e acompanhada de algum bruxo invisível. Sendo impossível detectar o destino, nossa melhor pista era as possíveis aparições da agente Howard no norte, onde a major deixou o Capitão Mitchell encarregado de investigar. Foi na visita rápida à base de Ottery que em um ligação, Singer foi informada que a militar desaparecida estava mudando de cidade em cidade, e depois de ser vista entregando algo a um grupo de bruxos, ela ficou completamente sozinha desde então. A viagem na manhã seguinte até o norte foi rápida, tomando um helipopitero até a base sob jurisdição de Mitchell, que não disfarçou os olhares de desprezo em minha direção. Nossa chegada foi acarretada com novas informações, indicando que novos vestígios da presença de Francesca nas proximidades foram encontrados, desta vez, na forma de uma camareira de um hotel local. A presença dos militares tornavam os trouxas civis colaborativos, e embora eu odiasse como eles cediam fácil aos fardados, era útil para não me gastar mais tempo. Segundo o capitão, a funcionária relatou que ouviu ela resmungando sobre encontrar corujas para enviar um recado. Foi explicado que a mulher era idosa, o que explicava a dificuldade em assimilar a gravidade da situação, não que eu me importasse muito. Foi interessante assistir as engrenagens da cabeça dos militares somando dois mais dois, até a major se preocupar em falar comigo sobre nossa primeira teoria. Por que Francesca precisava de uma coruja se já estava na companhia de um bruxo?
[...]

—O que eles disseram? - Singer respondeu que o endereço era de uma loja em Newtonmore, nas Terras Altas da Escócia. Isso não estava me cheirando nada bem. Algumas horas atrás, a major e eu optamos por falar com a senhora Bishop pessoalmente. Nosso tempo no hotel foi mais rápido do que na pousada de Ottery, meu acesso ao quarto de Howard sendo rapidamente liberado para uma busca enquanto minha parceria conversava com a civil. Livre de qualquer sinal de magia, o quarto foi usado de maneira mundana, o que incluiu um banho, uma cama agora arrumada e uma lareira usada. O que mais chamava a atenção na lareira, não eram as toras queimadas, mas um papel que parecia ter sobrevivido às chamas. Enquanto Singer ligava para o capitão e enviava uma foto da folha chamuscada, aproveitei meu momento com a camareira para checar sua mente, garantindo que ela tinha falado tudo o que havia para ser dito: —Loja de que? O que vamos encontrar lá? - A major claramente não gostava de ser interrogada, mas ela sabia tão bem quanto eu que estávamos em uma missão de rastreamento. Ela explicou que o setor de inteligência sabia do que a loja se tratava, pertencendo a um homem de 51 anos que costuma criar documentos falsos: —Isso derruba a minha ideia da maldição imperius. Entregas para bruxos, conversando com falsificadores… Talvez devêssemos colocar traidora nas opções. - Eu mantinha um tom desinteressado, mas as pessoas no carro de transporte pareciam bastante incomodadas com meu comentário. Era exatamente essa a minha intenção. Foram várias as vezes que fui taxado de traidor em meios às Forças Armadas. Seria uma visão agradável ver a visão deles quando o purgante era um deles.
[...]

O céu daquela região das Terras Altas da Escócia estava nublado devido a época chuvosa do ano, embora aquele fim de tarde indicasse que não teríamos chuva nas próximas horas. Eu preferia daquela forma, já que muita água prejudicava meu nariz. Não demorou para o veículo frear na rua principal de Newtonmore, Singer, indicando uma rua lateral que levava até uma loja de utilidades que tinha uma placa na porta escrito aberto. O combinado era deixar a militar tentar persuadir o homem, só fazendo uso da força se ele enrolasse muito. Novamente deixando as formalidades para a major, fiquei estudando a loja à procura de algum sinal de magia ou câmeras, ouvindo Victor Roswell ser mais escorregadio naquela conversa do que Babbitty seria sobre seu sombrio passado. Singer não foi direto ao ponto, enrolando sobre estarmos procurando uma amiga nossa, mentindo sobre a ligação com as Forças Armadas e só depois fazendo uso de sua posição para tentar alguma informação: —Talvez você devesse deixar eu brincar um pouco com a comida. - Meu sorriso animalesco foi suficiente para detectar o suor descendo pela testa do mais velho, a varinha sacada sendo suficiente para ver o olhar arregalado do elusivo homem. Singer me encarou por alguns segundos antes de eu abrir um sorriso frio: —Se quiser presenciar o show… - Ela bufou antes de se retirar e apontei a varinha para Rowell, mentalizando o feitiço silenciador: —Eu vou explicar com cuidado como tudo isso vai funcionar. Você vai acenar com a cabeça se tiver entendido. Okay? - Ao perceber que ele não parecia disposto a colaborar, apontei a varinha para a cabeça dele: —Crucio! - Deixei meu desejo de ferir cada auror e militar falar por mim, enquanto o homem se contorcia perante minha maldição: —Estamos entendidos? - Meu mais novo amigo concordou.

—Sempre que eu fizer uma pergunta você deverá responder sim ou não. Quando precisar elaborar uma resposta mais longa… Vou remover o feitiço silenciador. Já aviso… Eu odeio ouvir porcos guinchando antes do abate, então… Espero que a gente não chegue tão longe… - Eu não pretendia matar o trouxa, principalmente com um grupo de militares do lado de fora, mas assim como a Marechal tinha urgência em localizar Francesca, eu sempre podia apagar a memória do meu mais novo amigo. Com o aceno de concordância do civil, fiz minha primeira pergunta: —Eu encontrei seu endereço nas coisas da Francesca e sei que viu uma foto dela dez minutos atrás. Ela esteve aqui? - O homem negou e apontei a varinha direto para seu estômago: —Vomere! - O bruxo começou a expelir seu almoço e um pouco de sangue. Quando ele parecia prestes a engasgar nos próprios desejos, girei a varinha removendo o feitiço e auxiliando a volta a respirar: —Anapneo! Certo… Ela esteve aqui? - O trouxa tentava se limpar em pânico confirmando minha pergunta com a cabeça: —Só avisando que posso ser calado, mas sou bastante criativo. - Uma risada fria escapou pelos meus lábios, como se eu estivesse contando uma piada sobre o tempo, e segui com o interrogatório: —O que Francesca queria? - Removendo o feitiço silenciador, o trouxa explicou que não era segredo seu envolvimento com a falsificação de documentos: —E ela te pediu o que exatamente? - Ele apontou na direção de um arco com cortinas e refiz o feitiço do silêncio, conjurando cordas para impedir Victor de bancar o engraçadinho.

Do outro lado, encontrei alguns papéis com algo mostrando um documento de identidade, passapotes entre outros papéis, todos com o rosto da agente do MI5: —Sua amiga Deana ficará contente com sua colaboração. - O civil respirou aliviado quando abri um novo sorriso, ainda parado na batente da porta: —Para onde ela queria ir? - Removi o feitiço silenciador e o trouxa explicou que ela não contou o destino final: —Talvez mais uma rodada da maldição cruciatus, não é mesmo? - Em geral eu evitava utilizar aquele feitiço pelo desgaste físico, mas os trouxas sempre quebravam mais fácil sob o efeito dela. Eu estava prestes a erguer a varinha quando Roswell se debateu, afirmando que ela comentou algo sobre o sul: —Parece que estamos chegando a algum lugar, caro amigo! Mas eu odeio quando tentam me fazer de idiota… - E com a mão livre, meti um murro na cara do falsificador, o barulho do nariz quebrando preenchendo o cômodo. Sangue espirrou pelas roupas do meu alvo, assim como pelo meu punho: —Gemendo por um nariz quebrado? Esperava mais. - O sarcasmo saiu como um rosnado enquanto eu usava as roupas do homem para me limpar: —O que ela disse sobre o sul? - O homem negou com a cabeça e ergui a varinha silenciando-o, antes de apontando a varinha para sua mão direita: —Talvez você tenha problemas em falsificar após esta aqui… Dormentia! - O grito silencioso me deixou eufórico, me mantendo parado bem próximo de Victor enquanto aguardava ele parar de se mover.

—O que tem o sul? - Removendo o feitiço silenciador, Victor sussurrou o nome de uma pequena cidade da Cornualha que eu conhecia bem, afinal, era onde os Morgenstern moravam há séculos: —As praias de St. Ives costumam ser lindas no verão. Nem imagina quantos corpos já deixei ali. - Comentando num tom de voz que lembrava um guia turístico, pensei nas operações militares que costumavam acontecer por ali, assim como o navio de Babbitty e minha residência onde meus familiares ficavam escondidos: —Isso é realmente tudo o que você sabe, Roswell? - Minha varinha foi erguida novamente quando ele começou a suplicar que sim e abri um sorriso, silenciando-o novamente antes de aplicar uma nova rodada de cruciatus. Após finalizar a maldição, removi o feitiço silenciador refazendo a pergunta: —Dizem que as pessoas podem enlouquecer após muitas horas desta maldição. Algo mais que acredite que precisa compartilhar? - Negando enquanto algumas lágrimas escorriam, meti um murro na boca do estômago do trouxa antes de caminhar até a porta de entrada da loja: —Major? - A militar entrou na loja e indiquei o arco com a cortina: —Vai encontrar algumas coisas interessantes ali no fundo. Aliás, temos uma localização. - Singer me encarou por alguns segundos e abri um sorriso frio: —St. Ives! - Provavelmente pensando nas operações militares que aconteciam por lá, a militar concordou antes de sumir pelo arco: —Deixo esse homem assim ou apago a memória? - A major pediu para deixá-lo sem saber da nossa visita e puxei a varinha, pensando nas propriedades do feitiço obliviate antes de executá-lo no trouxa. Deletando as informações sobre nossa presença ali, acrescentei que as dores e sensações estranhas foram produzidas por uma briga no bar após muita bebedeira. Não demorou para a operação militar deixar não apenas Newtonmore, mas o norte da Grã Bretanha, sendo a viagem até St. Ives um trajeto cheio de perguntas e teorias sobre o que Francesca Howard estava aprontando.
Ir para o topo Ir para baixo
Kiwi Hani Mahaoo
Sonserina
Sonserina
Kiwi Hani Mahaoo


Bicho-papão : Taniwha

Perfil Bruxo
Escola/Casa:
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha: Pelo de Seminviso, Abeto, 28 cm, Maleável

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeSex 11 Mar 2022, 20:56



FÉRIAS EM FAMÍLIA
MEMÓRIAS





Sair da Nova Zelândia e conhecer outras regiões do planeta estava sendo um bálsamo para Kiwi e sua família. Apesar da resistência de seu pai em deixar o acalento do lar e da cidade pequena em que viviam, também tinha a ciência de que experimentar coisas novas, era aprendizado e desenvolvimento intelectual para a adolescente. Eles escolheram as terras altas da Escócia no domingo de manhã, que era parte do roteiro organizado pela agência de viagens. A família Mahaoo então aproveitou do desjejum do hotel e seguiu com o guia turístico para conhecer não somente a região histórica, como também toda a parte teórica da construção. Eles caminharam pelas ruínas, visitaram cada espaço consumido pelo tempo, tiraram fotos em determinados pontos e assim que finalizaram todo roteiro se retiraram do local, buscando outras atrações curiosas para visitar.  


cold as hell
Yes, we are pond that has dried up A place nobody will come by
Ir para o topo Ir para baixo
Anna Schreave-Casiraghi
Sociedade Estudantil - Estudante
Sociedade Estudantil - Estudante
Anna Schreave-Casiraghi


Patrono : Borboleta Tigre Laranja
Bicho-papão : Perder sua liberdade

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pluma de Basilisco, Carvalho Inglês, 29cm, Maleável.

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeQua 23 Mar 2022, 23:03


Missão resgate

[ Hospital & Maternidade, Arredores de Inverness - Terras Altas da Escócia ]

— Se for para continuar reclamando sobre o lugar então pode desaparatar! - A voz cortante de Anna soou mais alta ao passo que lançava um ultimato em Oliver que a acompanhava pela subida de degraus da maternidade em que tudo havia começado. Ter optado pela Escócia ao invés da limpa e civilizada Londres como local de parto foi algo tão fora da curva que, por incrível que pareça, foi justamente o que a levou a ser a escolha ideal. Isso pelo que ela pensava e também passava naquela época. Foram os nove meses mais conturbados e nebulosos que Casiraghi já havia vivido, fazendo-a deixar de ser quem era para fazer escolhas que, pensando bem agora, enquanto abria a grande porta de vidro do hospital, deixaram de fazer sentido. A verdade era que ela só queria estar bem longe de onde normalmente estaria, um lugar que pudesse pensar e refletir sem interferências sociais e psicológicas, como a cafeteria, os amigos que tinha e a lembrança do homem que agora estava em seu encalço, avaliando o ambiente. Devido sua ausência longa do trabalho nos meses finais da gravidez, poucos eram os que sabiam sobre seu estado e isso se deu graças aos meses que passou em cidades como Edimburgo, nas Terras Baixas - mais próximo da Inglaterra - e também em Inverness, nas Terras Altas, onde estava quando sua bolsa rompeu. Quando foi colocada na maca e entrou sob efeito de anestesia, sua mente não passava de um amontoado de pensamentos aleatórios, ora planejando sua vida com a criança, ora em dúvidas que a deixava confusa e com um medo que não lembrava de ter sentido nada parecido antes.

A situação caótica que passava tanto no corpo quanto no coração somou-se ao pedido de uma família devastada pela perda de um filho algumas horas depois de já estar no quarto. O casal, em meio aos prantos, contou-lhe sua história: não podiam ter filhos e perdiam sempre que tentavam. Anna não entendia o porquê alguns que desejam ter bebês passavam por dificuldades que mulheres como ela mesma, que não se vêm mudando suas vidas para ter uma criança, não passavam. Ela não queria isso, apesar de se sentir atraída quando olhava o rosto de sua filha no berçário. Porém, existia alguém que cuidaria melhor do que ela e isso não havia como negar. Portanto, a decisão estava tomada e, depois de um dia em observação, aceitou fazer a papelada para a adoção. Contudo, algumas manobras padrões precisavam ser feitas, de acordo com eles, como registrar a menina recém nascida em um dos orfanatos antes de repassar a guarda para a nova família. Casiraghi concordou em assinar mais um dos papéis que lhe foi entregue, e logo depois mais outro… No fim, ela não estava vendo muita coisa por ainda não ter se recuperado completamente, o que deixou sua mente vagar mais nebulosa do que antes. Mas de uma coisa ela se lembrava: antes de partirem, eles lhe deram uma boa quantia pela adoção e, no automático, aceitou também. Não precisaria pensar mais sobre isso, apenas fechar os olhos e voltar para seu apartamento, onde tudo voltaria como era antes e sem mais dúvidas. Só que não. No momento, lá estava ela, um ano depois, refazendo seus passos novamente - pelo menos em partes.

A lembrança dos dois dias que passou naquele hospital passou em segundos na mente de Anna alguns passos antes de chegar na recepção do local. Apesar da cara de irritado de Oliver, o ambiente não era ruim, pelo contrário. Aquele era um dos melhores hospitais que a Escócia podia oferecer, depois dos que haviam nas grandes cidades do sul do país e disso a mulher tinha noção. — Por favor. — Pediu uma última vez depois de entrarem em uma pequena discussão sobre quem faria a abordagem. — Quem estava aqui sou eu, ou foi você quem pariu? — Com essa, virou e apressou o passo até uma das mulheres que aguardava a próxima pessoa que aparecesse. Aquele seria o primeiro passo do plano que tinham para encontrar a filha perdida, que poderia estar em qualquer lugar do Reino Unido e, quiçá do mundo. Isso tudo porque ela não fez questão de ler o nome do orfanato usado para o primeiro registro, algo que foi outro ponto questionado sobre sua falta de responsabilidade afetiva. Mas como poderia saber que voltaria atrás em uma decisão como aquela? Nem ela mesma acreditaria se contassem. Anna se aproximou da recepcionista e formulou as frases de maneira decidida. — Olá. Eu me chamo Anna, fui paciente de vocês em Março passado. Estou em busca de algumas informações, vocês conseguem me ajudar? Sim, aguardo… Isso, Anna Schreave-Casiraghi. Maternidade, sim. — O tique e taque do relógio da parede era a única fonte de som que ecoava pela sala, deixando-a desconfortável e um tanto impaciente.

Enquanto esperava o sistema ser vasculhado e seus dados recuperados, notou poucas pessoas passando pelo corredor adiante, mostrando como o dia estava sendo fraco por ali. Quando, enfim, sua ficha foi encontrada, ela precisou explicar o que de fato desejava. — Correto, foi uma doação. Porém, um dos acordos firmados foi o de me manter informada de como a menina estava, mas faz alguns meses que não recebo notícias. — Assim que deixou claro seu problema, a feição da mulher do outro lado mudou. Sua postura ficou rígida e a mulher que a auxiliava parou para lançar um olhar de atenção para a parceira e isso foi perceptível para o casal que queria respostas. Não demorou nem dois segundos para entenderem que não forneceriam informações, algo que foi explícito com palavras objetivas. — Como assim, não podem nos dizer? — Anna estava começando a ficar irritada e olhou de uma recepcionista para outra, esperando uma resposta plausível para a barreira. Você deixou de ser a responsável quando assinou o termo de adoção, não tem direito sobre as informações. A frase que disseram despertou uma raiva tão grande e repentina que ela bateu a mão com força no balcão de vidro, o que gerou uma trinca grande e um barulho alto. — Como é? Eu não posso saber sobre minha filha? Acho que não entendi muito bem. — Apesar do susto que tomaram, ambas repetiram a frase que disseram antes, mas algo fez com que sua atenção se voltasse para algo atrás da loira, que ela imaginou logo ser Oliver prestes a falar também. Mesmo com isso, ela não se deixou perder o foco, mantendo a mão no balcão e esperando uma posição.

Com Oliver Herczeg Marlboro


Anna Schreave-Casiraghi
Dona do All Star Café & Piano Bar - Acadêmica & Sommelier - Aventureira
Ir para o topo Ir para baixo
Ezreal Brandt Lymere
Funcionário do Pasquim
Funcionário do Pasquim
Ezreal Brandt Lymere


Bicho-papão : Solidão e cobras

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Unicórnio, Aveleira, 28 cm, Maleável

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeQua 30 Mar 2022, 17:17

Era bom respirar, depois de muito tempo, os ares das Terras Altas Escocesas novamente. Aquele odor que penetrava nas minhas urinas tinha dois cheiros, que era capaz de distinguir muito bem: o primeiro, da pureza daquele local, bem afastado da população, principalmente das grandes cidades trouxas, era possível não respirar os gases soltados por aqueles enormes veículos que usavam, já o segundo, era o de aventura. Durante o pequeno tempo que fiquei em hiato, afastado das minhas pesquisas presenciais no mundo mundano, aproveitei o meu tempo livre para ler livros, ainda estudar sobre os estranhos acontecimentos da humanidade e como a magia poderia estar envolvida - se tivesse sorte, até seria capaz de encontrar algum artefato perdido, que me faria pegar as primeiras páginas nos jornais bruxos e quem sabe até mesmo os trouxas.

Esse era o pensamento que me guiava a continuar pesquisando e trabalhando, talvez meus pais, perdidos no Egito, me veriam na Televisão ou em qualquer outro veículo de mídia, se lembrariam que deixaram um filho para trás, na Alemanha, que agora vive na Grã-Bretanha e finalmente voltariam para a casa. O plano não era dos melhores, mas podia apenas confiar nisso para conseguir descobrir o paradeiro da minha família, já que viajar para o País das Esfinges não era lá algo muito viável no momento, mas então, com um suspiro incerto, voltei minha atenção para o mundo real. Estava num dos parques florestais da Escócia e era capaz de ouvir vozes ao meu redor, pessoas, turistas, animados conversavam entre si, antes de visitarem a parte interna do local. Queriam ver as Pinturas Rupestres que estavam protegidas ali e eu também, mas precisava aguardar o meu momento na fila, o Guarda não parecia tão animado assim, por isso, sabendo que meu tempo ia demorar, eu apenas tentei puxar assunto com a moça que estava ao meu lado. — Que estranho esse tanto de gente num lugar desses, achei que estariam num estádio de futebol, não tem nenhum jogo passando hoje? — questionei, usando algumas frases que havia planejado no meu Guia de Sobreviência Trouxa.
Ir para o topo Ir para baixo
Oliver Herczeg Marlboro
Ministério - Auror Especialista
Ministério - Auror Especialista
Oliver Herczeg Marlboro


Patrono : Iguana Verde
Bicho-papão : Nunca conhecer a filha

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Espinheiro-Negro, 31 cm, Flexível, Pelo do Rabo de Cérbero.

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeDom 03 Abr 2022, 09:07

Em busca do tesouro perdido


- Puta que pariu, que muquifo do caralho! - Oliver olhava para as paredes descascadas, o mofo no teto e a falta de manutenção em algumas estruturas da maternidade em que Anna havia lhe levado. Tinha sido o lugar escolhido para dar à luz a filha do casal, e ainda que tivesse sido uma gravidez indesejada, o ambiente não agradava ao homem por achar que seriam capazes de dar condições melhores, tanto para a mulher quanto para a criança. Mas, mal tinha fechado a boca, quando recebeu o embate de sua namorada sobre expor seus pensamentos altos demais. - Eu não vou desaparatar, já falei que estamos juntos nessa. - Respondeu, arrumando a gola da jaqueta ao parar em um dos degraus para olha-la nos olhos. Engoliu as palavras que estavam prontas para serem expelidas, dessa vez pela iluminação falha naquele determinado ponto. Entretanto, ele foi incapaz de deixar passar a opinião que compartilhou apenas consigo mesmo em pensamento. - Não poderia ter escolhido um lugar pior, não? - Pensou, mas o lugar não era realmente o motivo do seu desgosto e queixa, mas sim o jeito que Anna acabou lidando com a filha deles. Ele conseguia entender a situação em que a falta de planejamento e claro, a ausência dele causaram na mente de uma mulher afetada pelos hormônios, e precisando lidar com tudo sozinha. Porém, ele era orgulhoso demais para admitir que ela era inocente e agiu de acordo com o que acreditou ser melhor para ela naquele momento. Tudo o que Oliver lembrava-se era: “Se não tivesse me enfiado na cadeia, como um filho da puta, as coisas teriam sido diferentes. Ela teria o seu pai e as condições tanto dela, quanto da filha teriam sido diferentes.” Ele estava disposto a usar por muito tempo esse discurso esfarrapado, e jogar a culpa toda na mulher, que um dia deixou sua cria para a adoção. A verdade, é que ele ainda tinha lembranças horríveis dos momentos vividos na prisão, Anna não sabia exatamente nada do que ele tinha passado no sistema carcerário.  

Ele não costumava falar muito no assunto, sempre quis manter a pose de cara durão, sem medo de nada e que encara qualquer coisa ou alguém. Mas, somente ele sabia dos momentos de violência e horror, que deixaram marcas profundas e incuráveis. Enquanto passeava pelas tenebrosas lembranças do passado, manteve-se calado e seguia os passos de Casiraghi por um longo percurso até chegar a um corredor extenso e mais iluminado que os ambientes anteriores, era arejado e fresco e aparentemente recentemente limpo e reformado. Mas isso não diminuía a irritação de Oliver, que começou a pensar no conflito que teriam em poucos instantes.- Você deixa que eu falo, não se pode fazer a pessoa complacente nesse país, tem que chegar na objetividade. - Comentou com a loira, que achava melhor chegar com uma estratégia diferente, sobre como iam começar a busca por sua filha. Ele notou quando ela torceu os olhos e sua voz era de alguém que estava perdendo a paciência. Após pedir por favor, deu a sua opinião do porquê, seria ela quem ia iniciar contato. - Tá, vai lá e faz o que você. - Chacoalhou as mãos mostrando a sua irritação. - Depois não diga que eu não te avisei. - Deixou que ela partisse na frente, enquanto voltou a pensar consigo mesmo. - Esse podo daqui são tudo uns pau no @#! - Estava ficando cada vez mais irritado, na verdade, estava irritado desde que deixou seu apartamento na região em que costumava se hospedar, quando não estava no quartel dos aurores. Alguma energia diferente, estava consumindo o homem, uma ansiedade e apreensão que ele não estava acostumado a lidar. Passou a mão na barba, como um escape para seu nervosismo e acelerou os passos para acompanhar sua namorada. Anna já estava encostada no balcão e ele achou melhor ficar um pouco longe e deixar que ela resolvesse parte do problema sozinha, já que era assim que ela queria.  

Manteve-se alerta, massando a mão por dentro da jaqueta, checando a varinha no coldre preso a calça, além da carteira de cigarros. - Hummm, que vontade de fumar um “Craudinho.” - Cochichou consigo mesmo, sem tirar os olhos da mulher e a recepcionista do outro lado do balcão. Demorou um certo tempo entre o primeiro contato com a funcionária, até ela sair por alguns instantes e voltar com pastas e documentações e começar a buscar registros. Ele fazia esse tipo de trabalho com os relatórios dos artefatos enfeitiçados, sabia como as coisas funcionavam, levava um certo tempo para deixar tudo organizado para que pudessem ser de fácil acesso no futuro, mas valia a pena. Anna trocava algumas palavras com a mulher, que ele não podia ouvir dali, então sorrateiro foi caminhando mais pra frente, olhando de um lado ao outro e verificando os presentes naquele momento. Ele observou o local com cautela, vendo portas e janelas, guardas e possíveis rotas de fuga, caso precisasse. Até deparar-se com uma segunda funcionária que se aproximou e trocou um olhar com a que atendia Casiraghi. Marlboro achou bastante estranho os sinais, e então imediatamente que não era uma simples troca de olhar e sim um repasse de informação. Ele ouviu a voz de Anna se exaltar bastante e de repente a mulher desferiu um golpe pesado e raivoso contra o vidro da recepção. Fazendo o bruxo aproximar-se mais rápido e para atrás do corpo feminino, mostrando solicito, apesar de apreensivo. Nesse momento, ele ouviu da boca de uma delas que não podiam passar informações sobre a criação que havia sido adotada. A criança que estavam falando era filha de Oliver, que não tinha lá um gênio muito bom, combinado com a explosiva loira e seu desejo de fazer aquela mulher feliz. - O que foi? - Segurou no ombro dela, que imediatamente virou-se raivosa, xingando a funcionária e dizendo que ela não queria falar sobre sua filha. Inspirado pelo desejo de encontrar o bebê que um dia não puderam cuidar juntos, mas muito mais por sua característica de brigão, ele tomou a frente da situação. - Qual é, vocês vão dar a merda da informação, ou vou arrebentar a porra desse vidro e levar esse monte de papel comigo?  

- A voz grave de Oliver, assustou as mulheres do outro lado, que eram bastante indefesas e uma delas já tinha até mesmo uma idade mais avançada. Elas deram passos para trás e então uma delas disse: “- Lamento, senhor. São normas do hospital.” - Era nítido o tom de voz trêmula em que a resposta tinha sido formulada. Entretanto, aquilo não impediu o bruxo de fechar os punhos dos dois braços e socar o vidro de uma vez, ao mesmo tempo que ele grunhiu para assustar as funcionárias do outro lado. Percebeu que o vidro vibrou, mas não se partiu e começou a ficar ainda mais irritado quando as mulheres começaram a falar que iam chamar a segurança para tirá-lo dali. - Vai lá, chama lá. Você acha que eu tenho medo de um guardinha com uma gravatinha bonitinha? - Debochou, voltando a socar o vidro mais duas vezes. Chamando a atenção de alguns pacientes e acompanhantes que estavam por ali. - Você não vai me dar? Então você vai ver só! - Tomado pela fúria, ele começou a ficar cego, esquecendo-se completamente de como se portar de como um bruxo não deve chamar a atenção de trouxas. Ele rodou sobre os próprios calcanhares, buscando algo pesado que poderia utilizar e deparou-se com as cadeiras que serviam de assento. - Isso vai servir! - Falou, pegando os três assentos soldados juntos, como se desse um abraço no móvel e começou a forçá-lo para arrancar os parafusos que o prendia ao chão. Ele gemeu, forçando o máximo que pode, até poder arrancá-lo, e gemeu mais ainda agora que estava com as cadeiras em seus braços, com certa dificuldade. Com o móvel entre os braços o lançou com força por duas vezes, até estourar o vidro que se partiu em centenas de pedaços e as cadeiras foram parar do outro lado do balcão. Mas para a surpresa do casal, uma delas apertou um botão na parede, que soou como uma campainha. Logo, Marlboro viu três seguranças correndo em sua direção.- Que droga!- Cuspiu ao ver que Anna estava congelada com a situação. - Vai, Anna vai! - Gritou para a mulher ir atrás do documento, enquanto ele correu dos seguranças para não ser pego. Já que não podia usar magia por ali, pelo menos por enquanto, pois ainda tinham muitas testemunhas, entretanto, Oliver foi surpreendido por uma arma do tipo taser que o atingiu nas costas, o fazendo perder o controle e cair. Porém, conseguiu ver quando Casiraghi pulou o balão para dentro da recepção.


Com Anna Schreave-Casiraghi


Coração apaixonado é trouxa.
Ir para o topo Ir para baixo
Anna Schreave-Casiraghi
Sociedade Estudantil - Estudante
Sociedade Estudantil - Estudante
Anna Schreave-Casiraghi


Patrono : Borboleta Tigre Laranja
Bicho-papão : Perder sua liberdade

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pluma de Basilisco, Carvalho Inglês, 29cm, Maleável.

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeSeg 04 Abr 2022, 19:00


missão resgate

Enquanto fixava o olhar enfurecido para a atendente, esperando que ela lhe desse melhores explicações, Anna sentiu a mão de Oliver em seu ombro. Ele queria saber o que estava acontecendo e ela, demonstrando deboche, se virou para contar. — Simplesmente não querem contar sobre nossa filha. Tinha que ser f**** de uma p*** mesmo. Imagina, se isso é possível. — A loira soltou uma risada irônica e deixou que ele fizesse o que quisesse ali. Como seu companheiro mesmo havia constatado antes, não se podia fazer uma pessoa complacente naquele país, deveriam ter chegado já da maneira que estavam acostumados. A voz grave dele soou de repente, alta o suficiente para entenderem que não estava brincando. Ela o conhecia para saber que podia fazer isso e até algo bem pior, só deus sabia o que viraria aquele lugar se ambas as recepcionistas continuassem a negar o que queriam. Entretanto, este foi o caminho que escolheram e confirmaram dizendo que tratava-se, na verdade, das normas do hospital. No mesmo instante Anna xingou, mas o som foi abafado pelo choque dos dois punhos do homem no vidro. Só a ideia de não ter as informações que queria para iniciar as buscas pela recuperação da filha a deixava frustrada de uma forma gigantesca. Os dois, depois daquilo, foram alertados pela possível chegada de policiais no local mas em nada os abalou, tanto que Oliver desferiu mais dois golpes no vidro. Ela pode notar como ele estava ficando nervoso a ponto de perder o controle e não se importou com isso, afinal, agilizaria as coisas.

Vendo a situação de longe, pelos olhos dos poucos pacientes e acompanhantes que passavam pelo ambiente e se alarmaram pelo que viram, ambos pareciam dois adultos encrenqueiros e sem noção. E de fato eram, mas somente se não levarem em conta que se tratava de Anna e Oliver. A loira, mesmo acostumada com a perda de controle do então namorado, não estava esperando que ele pegasse uma fileira de três cadeiras para jogar contra o vidro que os separava da parte interna da recepção. Aquilo talvez fosse demais, considerando que eram bruxos e não deveriam chamar tamanha atenção para si assim. Com o vidro se partindo em infinitos pedaços, ela pulou para trás alarmada ao tentar não se ferir. As duas atendentes também fizeram o mesmo, mas logo uma delas voltou para a posição para soar o alarme e, com isso, três seguranças trouxas surgiram no corredor que seguiram direto para Oliver. Casiraghi, ainda que agitada, se mantinha parada vendo tudo acontecer, até que ouviu a voz de seu parceiro, fazendo-a despertar do devaneio e seguir com o que tinha que fazer. Tomada pelo impulso que na maioria das vezes a dominava, ela se apoiou numa das poucas partes segura do balcão e pulou para dentro, ficando no mesmo espaço que as duas mulheres. — Isso fica comigo. — Declarou, juntando os papéis com as informações que queria com as mãos e os tirando da mesa. Pelo sistema completamente ultrapassado, foi fácil pegar tudo o que queria, mesmo que tivesse dados de várias crianças de que não precisava. A iminência de algo mais perigoso acontecer fez com que a mulher mais velha saísse correndo, com medo.

Quando olhou por cima do balcão para ver o que estava acontecendo do outro lado, viu Oliver caído no chão com três homens apontando armas em sua direção. A visão fez com que ela acelerasse o que estava pretendendo e se apoiou para pular de volta e ajudá-lo, mas antes que pudesse fazer isso sentiu um puxão de cabelo forte por trás. O ataque fez com que Anna desequilibrasse e deixasse cair todos os muitos documentos no chão, mas ainda conseguiu se manter de pé. ”Não vou deixar você levar isso”, a mulher disse. Aparentemente tomada pela sensação de segurança que os policiais traziam para a mais jovem das atendentes, ela se sentiu confiante o suficiente para tentar impedir que a loira continuasse. Mesmo sentindo uma dor incômoda no couro cabeludo, ela olhou rapidamente na direção de Oliver de novo a ponto de ver os primeiros golpes dos seguranças serem feitos. Sem magia eles teriam dificuldades de enfrentar todos ali e menos chances ainda de sair ilesos daquele hospital. Apesar de não haver mais pessoas circulando pelo local - devido a toda confusão -, ainda existia uma mulher e três homens trouxas presentes. Então, sem pensar duas vezes, a Casiraghi usou uma das coisas que sabia desde criança e que era uma das que realmente era agradecida por ter se dedicado, até mesmo por gostar de ambientes frequentemente usados por homens e, infelizmente, estar sujeita a situações do tipo. Pouco tempo antes da agressora fazer mais alguma coisa, ela usou de sua força para girar o corpo a ponto de ficarem de frente uma para outra. Com uma das mãos segurou o braço cuja mão ainda segurava seu cabelo e, fazendo força para baixo, obrigou-a a afrouxar o aperto e até mesmo a se inclinar para o lado da bancada.

Com a deixa, Anna usou sua outra mão para segurar o cabelo da mulher e a empurrou para baixo, fazendo-a soltar o cabelo e ainda bater a cabeça contra a mesa onde existiam alguns monitores com imagens de vigilância. Ela caiu com um baque no chão, desmaiada. Com a situação sob controle agora que a atendente não oferecia perigo, Casiraghi olhou em volta para se certificar que não existia chance de ser vista e finalmente tirou a varinha do bolso do casaco que usava. Por um momento pensou em usar de sua magia para impedir a morte da mulher, já que dependendo de como tinha batido a cabeça algo grave poderia acontecer, mas não havia sangue no local, fazendo-a apontar para a papelada e as organizar, juntando tudo. Os seguranças, por estar ocupados com Oliver, não a olhava enquanto procurava os fios ou até mesmo o computador que estava ligado às câmeras. Ela procurava tudo com urgência para ajudá-lo e, para isso, precisava arrumar um jeito de retirar as formas de serem vistos usando magia. Porém, por sua paciência ter ido embora muito cedo, a loira saiu cortando todos os fios que podia, mas parou quando notou, em meio a isso, que em um dos computadores havia um programa contendo uma relação de vídeos de dias anteriores e aproveitou para deletar o que podia, inclusive o daquele momento. Somente depois disso ela voltou a cortar as ligações. Tudo durou poucos minutos e, quando as evidências da presença deles tornou-se pequena, Anna girou a varinha e fez surgir uma fumaça estranha a ponto de deixar os três homens recuarem sem entender. Pouco antes de pular de volta levando os papeis para fora do balcão, ela ouviu gemidos de dor e sons de corpos tombando.

Com Oliver Herczeg Marlboro


Anna Schreave-Casiraghi
Dona do All Star Café & Piano Bar - Acadêmica & Sommelier - Aventureira
Ir para o topo Ir para baixo
Oliver Herczeg Marlboro
Ministério - Auror Especialista
Ministério - Auror Especialista
Oliver Herczeg Marlboro


Patrono : Iguana Verde
Bicho-papão : Nunca conhecer a filha

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Espinheiro-Negro, 31 cm, Flexível, Pelo do Rabo de Cérbero.

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeSab 09 Abr 2022, 11:26

EM BUSCA DO TESOURO PERDIDO


As coisas saíram um “pouco” do controle, e quando Oliver se deu conta do resultado de sua fúria, estava com a eletricidade passando por todo o seu corpo o impossibilitando de permanecer em pé. O homem de quase um metro e noventa de altura tinha sido derrubado por armas trouxas, das quais ele já tinha tido o desprezar em provar o sabor. Naquele instante o bruxo lembrou-se das prisões que já tinha enfrentado, por sua delinquência em gostar demais do dinheiro e da vida boa que ele é capaz de proporcionar. No instante em que estava caído, lhe passou um filme pela mente, era como retroceder no tempo, e pareceu que por um instante, tudo a sua volta tinha ficado em “câmera lenta.” Marlboro apenas viu quando Anna deu um jeito de atravessar o balcão de vidros estilhados e quando um dos guardas a sua volta pisou em seu pescoço e o pouco de ar que ainda tinha em seus pulmões, estava passando ainda mais limitado por suas vias aéreas. A expressão de dor que se formara em sua face era real e sincera, ele apertou os punhos para suportá-la, desta vez muito diferente de momentos atrás. De repente ele se viu com os homens puxando seus braços para trás de seu corpo e o levantando do chão com dificuldade, mas fazendo um ótimo trabalho em equipe. Logo, ele estava de pé e com um dos guardas segurando forte os seus braços atrás de si, falando comandos de ordem: “- Fica quietinho seu filho da p&#@!” - A voz ordenava que ele parasse de tentar se soltar, mas obviamente que Oliver chacoalha-se na esperança de poder se esquivar da apreensão. Ainda que estivesse a represália dos guardas do hospital, parou para lembrar-se de Anna do outro lado do balcão e se tivesse correndo algum risco, não era capaz de ajudá-la naquele momento. Ele lembrou-se da varinha no coldre e por um instante sentiu a sua alma sair e voltar do corpo tão rapidamente quanto a velocidade da luz. Era o calvário e a sua misericórdia, ao mesmo tempo que teria a única chance de sair ileso dos guardas, também poderia ter sua vida bruxa descoberta e ele precisa agir logo, antes que fosse revistado e exposto.  

Chacoalhou-se mais uma vez, dando um tranco rápido dos braços para se soltar. - Me solta, vocês vão se arrepender! - Avisou a primeira vez, lembrando-se de como a legilimência poderia lhe ajudar nesse momento. - Se eu não fosse um desgraçado, poderia usá-la. Mas se eu usar, logo o ministério estará todo aqui atrás de mim, vai ser muito pior do que três guardinhas de hospital. - Pensou consigo mesmo, enquanto caminhava pelo corredor do local, na verdade, ele estava sendo arrastado pelos três homens, quando ele tentava fincar os pés no chão, na esperança de dificultar a sua ida a um local ainda desconhecido para ele. Marlboro estava sendo rastreado pelo ministério bruxo e sua habilidade mal vista para a sociedade “padrão” era um passaporte para sua nova prisão, ele estava sendo assistido e qualquer saída da linha, estaria jogando toda a sua liberdade fora. Só lhe restava um golpe de sorte, entretanto, o golpe que recebeu foi um soco do lado esquerdo do abdômen. Ele gemeu pela dor aguda que pareceu lhe atingir algum órgão vital e involuntariamente o fez curvar-se para frente. “- Você não parece tão fodão agora, não é?” - Um dos homens olhou para o seu rosto curvado para o chão, com deboche na voz. O bruxo grunhiu mostrando os dentes ameaçando o homem, tentando soltar-se novamente e esticou-se na esperança de poder atacar-lhe com a cabeça. Até sentir um golpe na região da nuca, que por alguns segundos o fez perder parte da consciência. Oliver estava com a visão turva, embaçada e seu corpo agora não tinha mais força nem mesmo para resistir a prisão. Ele estava sendo puxando pelos três homens, com os pés arrastando pelo piso frio do hospital, enquanto eles seguravam seus braços e o puxavam para um local desconhecido. De repente ele ouviu o barulho da porta se abrir e bater contra a parede oposta, quando um dos homens abriu a porta com o pé. Os guardas puxaram o bruxo pela pequena sala de segurança e jogaram no chão, até um deles desferir um chute na região das costelas do auror, que sentindo impacto e a dor do coturno de borracha chacoalhou-se no chão e então virou-se de barriga para cima. Ele gemia e segurava a região atingida, como se aquilo fosse capaz de aliviar parte da dor.  

Ao menos, sentir o furor de toda aquela agressão, fez Marlboro despertar-se do último golpe desferido em sua nuca, e sua visão voltou a tornar-se mais nítida. - Vocês.... estão fu... - Ameaçou novamente e antes de terminar a palavrão, ouviu quando um dos guardas deu comando aos outros dois. “- Revista esse filho da mãe, tem uma algema na segunda gaveta da minha mesa.” - Oliver estava sentindo-se fraco, mas precisava agir antes que fosse revistado e descoberto, passou a mão na região do coldre em sua cintura, quando de repente um deles gritou: “- O sistema, o sistema caiu!” - Os três pararam o que estavam fazendo e passaram a observar a região onde continha alguns monitores de segurança, o que antes estava ligado com imagens de diversas localidades do hospital, agora estavam sem imagem ou sinal algum. “- Corram para a região dos “armários.” - O mesmo homem que dava comando momentos antes, agora indicava o que deveriam fazer. “- Mas e o grandão ali?” - Um mais jovem lembrou. E o mesmo homem que parecia ser o líder deles respondeu sem pensar demais. “- Ele não vai a lugar algum.” - O trio saiu junto, com um deles passando a chave na porta do lado de fora, Oliver ouviu o exatamente momento do barulho do trinco no miolo e levantou-se rápido ao mesmo tempo que tirou a varinha do acessório que costuma usar. Seu corpo ainda estava dolorido, porém precisava agir antes que encontrassem Anna. Com a mão dominante, girou a madeirada no ar em sentido horário como se girasse um laço no ar. - Bombarda! - Bradou alto e de repente a fechadura explodiu e a porta se abriu em seguida. Ele correu de volta pelos corredores, sem saber direito onde estava, segurando a parte do abdômen que ainda estava dolorida. Ele começou a andar mais rápido, mas não era o suficiente e então percebeu quando a borboleta voou próximo dele, era o patrono de Anna que batia as asas e lhe instigava a segui-la. O fez sem nem pensar até encontrar os três guardas correndo e uma fumaça densa vindo da região do balcão, que certamente era feita por Casiraghi. Antes de poder ser tomado pela falta de visibilidade, o auror apontou para a varinha na direção de um dos homens: - Junleum! - Os joelhos do mais novo dos guardas dobrou-se aos comandos do feitiço ditado por Oliver, claro que de forma inconsciente, mas ele não tinha opção. O homem apontou a varinha ao outro: - Incarcerous! - Bradou, apontando a varinha no movimento correspondente ao feitiço e correntes grossas e largos saíram da madeirada do bruxo e atingiu o segundo homem, que foi capturado e preso pelo objeto, fazendo-o perder o equilíbrio e cair no chão amarrado como um animal selvagem.  

O terceiro e último era o mais velho do trio, era quem dava os comandos e também que tinha desferido os golpes em Marlboro, que não hesitou em apontar a varinha na direção de sua perna e berrar com força e desejo: - Diffindossum! - Ouviu o osso partir-se ao meio e o homem rolar no chão de dor, mas foi tempo suficiente de notar a fumaça criada por magia espalhar-se para todos os lados. Correndo com dificuldade até o balcão, viu Anna do outro lado e não resistiu em provocá-la: - Demorou hein!? - Falou para a loira e esticou a mão para ajudá-la a pular do outro lado. Com ela sobre o móvel segurou na região das axilas femininas, lhe ajudando a saltar em meio a fumaça. - Vamos vazar logo daqui. - Orientou, pois sabia que em breve a notícia ia correr por todos os outros departamentos do hospital e outros seguranças iam aparecer para ajudar. Casiraghi citou que era melhor aparatarem e deu a mão ao namorado, notando que ele estava ferido, pois ainda segurava a região machucada. - Eu tô bem! - A tranquilizou e segurou sua mão para fugir dali, porém soltou rapidamente e informou: - Espera. - Foi até o homem de joelhos presos ao chão e com um pé fora do chão, desferiu um chute com a sola do sapato na região do rosto dele, que caiu de um jeito esquisito e dobrado no chão. Anna tentou impedi-lo, mas ele estava cego para ter sua vingança e desvencilhou-se da tentativa de ser parado. Ele fez o mesmo com o segundo, preso as correntes, percebendo o sangue jogar pelo seu nariz e boca. Novamente a loira gritou seu nome, lembrando-o que não tinham mais tempo. Mas o auror foi até o terceiro e último, que ainda estava no chão, rolando pela dor do fêmur partido e olhou bem em seus olhos: - Eu disse que você ia se arrepender. - A fechar a boca desferiu um soco pesado e forte na região do rosto do terceiro homem, sentindo seus ossos doerem, mas com prazer de ver o rosto do guarda sangrar. Ainda com a varinha na mão, apontou na região da têmpora, sentindo Anna puxar seu braço para lhe impedir, ele gritou com ela e puxou seu braço com rispidez.- Espera, porra! - Ela o apressava pois estava ouvindo gente chegando, Oliver voltou a prestar atenção ao homem com a perna quebrada e bradou: - Obliviate! - Ele girou a varinha, percebendo que um feixe de luz saiu da cabeça do homem e começou a ser sugada pela madeirada magica, com rapidez ele limpou a memória do instante em que se conheceram até ali, porém ele achou que queria um pouco mais. Começou a limpar outras memórias do guarda, mas foi impedido por Anna, que tocou com força o seu braço e o puxou para desaparatarem do local, viajando rapidamente de forma magica saíram dali antes que mais alguém pudessem vê-los.  


Com Anna Schreave-Casiraghi


Coração apaixonado é trouxa.
Ir para o topo Ir para baixo
Lejon Arvid Björklund
Ministério - Auror Especialista
Ministério - Auror Especialista
Lejon Arvid Björklund



Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Chifre de Basilisco, Espinheiro-Negro, 34 cm, Rígida

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeSex 22 Abr 2022, 04:14

De uma ilha para a outra, o barco atracou num dos pontos das terras altas da Escócia. Lejon sabia que aquele não era seu destino final, mas seu pai tinha alertado a tripulação de que ali havia um espaço mais adequado para todos descansarem. Por mais que o navio era grande e mágico, ele era bem mais voltado ao transporte de alta velocidade, e o objetivo era fazer viagens rápidas que não exigissem estádia. Já no solo, o garoto ajudou seu pai a montar as barracas magicamente expandidas. A tripulação era relativamente grande, e de todo tipo. Haviam outras crianças, assim como o garoto, que estavam indo para Hogwarts, mas também haviam apenas demais comerciantes. A noite foi repleta de comilança e festas. E só depois que todos dormiram e estavam bem descansados, que todo mundo voltou para o barco, saindo das terras altas e seguindo viagem.
Ir para o topo Ir para baixo
Wendy Fairy B. Rathbone
Funcionário do Profeta Diário
Funcionário do Profeta Diário
Wendy Fairy B. Rathbone


Bicho-papão : Inferis

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pelo de Nundu, Bordo, 28cm, Flexível.

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeQua 04 Maio 2022, 01:39

Havia algo nos livros que sempre a encantou, algo em histórias como super heróis ou homens comuns que na opinião dela, eram os mais heróicos, que a fazia ler por horas. Na adolescência costumava pensar ou sonhar em viver dentro de um desses contos. De certa forma viveu algo parecido, quer dizer, teve muitas aventuras e se aventurou pelo mundo. Mas nada se comparava a ela ter uma família. Ser mãe não era um plano formado, aconteceu e isso mudou sua vida para sempre, assim como a tornou uma mulher feliz. Não foi algo tradicional que teve, como nos contos que leu foi bem dramático e cheio de reviravoltas. Ficou um tempo longe de tudo para proteger o filho, mas com as coisas mais calmas podia finalmente voltar a birmalidad que, procurou um emprego menos perigoso e algo que pudesse a deixar atenta as novidades. Seja como fosse, estava pronta para sua nova vida e fase. Estava na cidade para fazer algumas compras e isso levou o dia todo, tudo que queria era ir para casa.  Logo, saiu dali.


Wendy Fairy Bittencourt Rathbone  
Ir para o topo Ir para baixo
Zöe Campbell Hunter
Funcionários
Funcionários
Zöe Campbell Hunter



Perfil Bruxo
Escola/Casa: Salem (EUA)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo da Cauda de Testrálio, Ébano, 29 cm, Inflexível

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeDom 08 Maio 2022, 04:04


Depois de percorrer todo o perímetro daquela região a mando de Dahlia, Hunter descansou entre as raízes de algumas árvores. As criaturas estavam muito bem contidas no local que as mulheres haviam preparado quando chegaram na Grã-Bretanha, mas era necessário que fosse conferido eventualmente como estavam as coisas ao redor do local, tendo em vista que não tinha chance alguma de alguém descobrir ou de as criaturas escaparem. Era mais uma ronda de um presídio de segurança máxima do que qualquer coisa, mas era algo que precisava ser feito. Pegou uma maçã e a comeu para saciar brevemente sua fome, afinal tinha mais algumas coisas a fazer antes de poder ir para casa e jantar. Depois da ronda, Z. aparatou para longe dali.



ZÖE
CAMPBELL
Ir para o topo Ir para baixo
Scott Braddock Salvatore
Funcionários
Funcionários
Scott Braddock Salvatore


Bicho-papão : Perder meus irmãos e meu pai

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pelo de Rabo de Cérbero, Cipreste, 31 cm, Maleável

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeQua 01 Jun 2022, 15:23


Meu pai tinha muitos contatos e um deles era com uma agência de serviços para segurança particular, o que tornava aquele o meu primeiro dia oficial de trabalho. Deixei Santiago ainda dormindo em meu quarto e me arrumei, saindo para o espaço onde poderia aparatar em segurança para o ponto de encontro — E lá vamos nós… Espero não me acertar com um Speculum ardens ou qualquer outro feitiço — balancei a cabeça e me concentrei, focando em mover o corpo e deixar por ele deliberar minha vontade, aparatando para o ponto de encontro. Abri meus olhos e me vi diante do local onde fora marcado para encontrar com o homem ao qual eu faria a segurança, segundo meu pai, ele era um dos membros do alto escalão de uma família tradicionalista estrangeira que estava de passagem a negócios pela europa — Bom dia senhor, sou Scott Salvatore e farei sua segurança hoje — o homem me encarou e parecia segurar o desinteresse, mas por fim, ofereceu um sorriso que parecia torcer já seus lábios finos em uma linha, apontando para o fato de que eu deveria ser o “filho do velho Bückle”, me fazendo concordar com a cabeça — Isso. Começando nos serviços da família de segurança, por assim dizer— ele riu alto, como se existisse uma piada da qual eu não tinha sido informado.
Ele explicou brevemente como seria o processo, desde os horários e também como sua agenda exigia minha presença em alguns dias do fim de semana — Sem problemas, inclusive, já me inscrevi para as aulas de direção trouxa — ele concordou e pediu a agenda de aulas, mesmo que eu não seria seu segurança principal, na verdade, era importante que os contratados direto estivessem cientes de quando eu não estaria disponível. Ele indicou a sala e eu entrei, encontrando um homem que parecia um auror de combate antigo, versado e mais perigoso que meu pai quando se vestia como tal. Ele explicou como seria o trabalho e que eu treinaria primeiro, passando por um tempo de acompanhamento com ele — Sem problemas. Ser uma sombra, presente e silencioso — quando repeti a frase, entendi meu erro e apenas concordei, o seguindo para fora da sala e pelo casarão. Aquela seria um longo primeiro expediente.




B.S
Scott
Ir para o topo Ir para baixo
Dahlia Alucard Orlok
FTI - Especialista
FTI - Especialista
Dahlia Alucard Orlok


Bicho-papão : O Espantalho

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Salem (EUA)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Lobisomem, Castanheira, 29 cm, Inflexível

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeTer 28 Jun 2022, 21:58



uma caçada entre irmãs

Já fazia algum tempo desde que Dahlia se juntou à Força Tarefa Internacional e deixou de lado seu emprego provisório como fazendeira de árvores nas Terras Altas. Todavia, o que tinha deixado por lá ainda permanecia de maneira sigilosa, algo que somente ela e os membros do clã estavam cientes. Já era hora de tentarem lidar com aquela situação peculiar, então enviou uma coruja no início da semana para Alysson encontrá-la na entrada da fazenda de árvores naquela noite de sábado - Espero não ter atrapalhado os planos de casal - brincou quando ouviu os passos de sua irmã. Por conta de sua descendência, avistar a gêmea não foi algo difícil apesar da pouca luz, podendo vislumbrar a irmã aproximando-se tão facilmente quanto como se estivessem em um ambiente iluminado. De dentro de seu próprio bolso, puxou dois pirulitos de sangue, oferecendo um para Alysson - Pronta para uma diversão ao estilo Alucard? - sorriu e exibiu suas presas proeminentes que eram muito semelhantes às de sua irmã, aproveitando a deixa para saborear o pirulito de sangue antes de colocar Alysson em dia sobre o que vinha acontecendo no local que havia selecionado para “armazenar” as criaturas. Caminharam, depois disso, em silêncio, com Dahlia sempre mantendo-se alerta para garantir que nenhum curioso resolvesse seguir as meio-vampiras em meio ao trabalho delas - É mais ao fundo, vamos ter que quebrar a barreira antes de entrarmos - explicou. Uma barreira para desintegrar qualquer um que se aproximasse era algo perigoso, mas Dahlia tinha escolhido um local que há muito tempo não se via marca de pegadas humanas e até mesmo os animais da floresta preferiam evitar. Pouco a pouco, o ambiente ficava mais quieto e um certo clima hostil pairava sobre o ar. Era como se a natureza soubesse o que era guardado ali e o perigo que representava. Com os olhos acostumados com a escuridão e os instintos predadores aguçados, Dahlia parou de caminhar. Apontou para Alysson uma árvore quebrada, sendo esta a marcação que a auror tinha feito para identificar o início da barreira - Pronta? - perguntou. Retirou a varinha do coldre e, em uníssono com sua irmã, pronunciou - Finite Incantatem - com uma leve iluminação, a barreira se desfez pouco a pouco, liberando o caminho para as meio-vampiras. Um cheiro podre invadiu as narinas de Dahlia, fazendo com que seu nariz torcesse por alguns instantes - Devem ter se libertado das celas - murmurou com um gosto amargo na boca. Assentiu quando Alysson disse para isolarem o caminho assim que adentrassem o local anteriormente isolado.

- Repello Inimigotum - concentrou-se para erguer a barreira com a irmã. Dessa forma, seguiram seu caminho, dessa vez com as varinhas em mãos para caso alguma das criaturas estivesse à espreita. Não estava preocupada com o vampiro da névoa ou o wendigo, afinal estes estavam em jaulas mais reforçadas e certamente ambas já estariam mortas se tivessem se libertado, mas os hidebehind de Blair eram mais sorrateiros e inteligentes, sendo possível que tivessem escapado de alguma forma. Apontou a varinha para seus próprios olhos - Mutato Rattlesnake - e, assim, seus olhos foram transfigurados para o de cascavel, sendo possível enxergar a marca de calor produzida pelas criaturas. Alysson fez o mesmo, estando ambas meio-vampiras preparadas para a caçada. Ficaram em silêncio e paradas, controlando até mesmo a própria respiração para que pudessem escutar tudo que as cercava. Nenhum som de animal era produzido, nem mesmo o vento parecia querer se arriscar por aquelas redondezas. Um calafrio percorreu o corpo de Dahlia, fazendo com que olhasse para trás a tempo de ver uma marca de calor movendo-se por entre as árvores. Fez um sinal com a mão direita para separarem-se, o que atrairia a criatura. Dahlia seguiu pela esquerda, fingindo estar distraída, mas ao mesmo tempo mantendo-se alerta o suficiente para os sons de passos que não eram os seus e muito menos os de Alysson, pois estes eram mais controlados do que um hidebehind pronto para atacar. Olhou para cima das árvores, mas nada enxergou. Era uma criatura que sabia se esconder e provavelmente preparava seu ataque pelas costas de Dahlia, porém Alysson estaria preparada para evitar o incidente. A irmã deu um breve assovio e a auror virou em seus calcanhares, erguendo a varinha ao mesmo tempo que Alysson - Immobilus! - exclamou, acertando em cheio a criatura que foi imobilizada a menos de um metro de distância. Alysson conjurou uma jaula e se aproximou - Como quando éramos crianças - Dahlia sorriu - Vamos levá-lo para junto dos outros - e, assim, usou sua varinha para fazer a jaula levitar ao seu lado e acompanhar o trajeto.

Desfez a transfiguração de seus olhos e olhou para dentro da jaula. Parecia vazia, mas sabia que a criatura tinha utilizado de sua invisibilidade para se proteger - Ah, se isso funcionasse - deu de ombros. Seguiram até mais fundo na floresta, logo podendo avistar uma enorme estrutura que se assemelhava a um galpão, só que suas paredes eram de um metal grosso. A única porta estava intacta, mas na casinha do lado, onde ficavam os vampiros e os hidebehinds, a porta tinha sido arrancada. Aproximaram-se e Dahlia olhou para dentro da casinha - Só uma jaula aberta. Tivemos sorte - comentou, encaixando a criatura recém capturada e a colocando ali. Todavia, os vampiros, que por si só já eram covardes, pareciam ainda mais assustados que o normal, enquanto os hidebehinds permaneciam invisíveis. Estavam com medo de algo. Alysson comentou que deveriam averiguar o galpão, pois o wendigo era inteligente o suficiente para tentar escapar por outro lugar. Dahlia assentiu. Empunhou novamente a varinha de maneira defensiva, refazendo a transfiguração em seus olhos por precaução. Respirou fundo e seguiu ao lado de Alysson para trás do galpão, parando bruscamente ao enxergar um enorme buraco retorcido no metal. Alguma coisa tinha escapado dali, ou tinha fingido escapar para bolar uma emboscada - Vamos entrar - falou baixinho. Tomou a dianteira e adentrou o galpão, olhando ao redor com cautela. A maioria das criaturas permanecia em suas jaulas, em silêncio, mas sentia algo desconfortável por ali. Sentia-se observada e sabia que a irmã sentia a mesma coisa. Olhou de relance para Alysson e - ATRÁS DE VOCÊ - gritou, correndo para a irmã e pulando em sua direção, fazendo com que ambas caíssem no chão e o wendigo passasse de raspão por cima de suas cabeças - Filho da mãe - grunhiu, levantando-se rapidamente - Verdimillious! - tentou acertar a criatura, mas ela era rápida demais. Alysson utilizou um feitiço, mas também tinha sido em vão. O wendigo era ágil e desviava com facilidade, emitindo uma risada a cada feitiço que as gêmeas erravam. Vocês me prenderam muito tempo aqui… E eu estou determinado a fazer com que fiquem no meu lugar a voz da criatura ecoou pelo galpão metálico. Alysson agarrou o braço de Dahlia para aparatar, mas quando estavam sendo sugadas para o local, a meio-vampira sentiu uma mão agarrar sua perna e cravar as unhas em sua panturrilha.

Caíram na floresta em frente ao galpão e o wendigo pulou em cima de Dahlia - ME SOLTA - gritou, mas ele arrastou a auror em direção de uma árvore, usando a bruxa como um escudo para que Alysson não pudesse atacar. A perna de Dahlia ardia em dor e sangrava mais do que o aceitável, fazendo com que a meio-vampira torcesse o nariz com a sensação horrível que subia por seu corpo. O wendigo não tentava matá-la, mas fez questão de acertar a região do estômago, fazendo-a vomitar de dor. Após mais uma risada, a criatura afastou-se, pulando em direção de Alysson e acertando-a em um golpe - Desgraçado - grunhiu Dahlia, tateando o chão em busca de sua varinha. Sua irmã lutava contra a criatura, dando tempo para que a meio-vampira se arrastasse pelo chão e finalmente encontrasse o condão, pegando-o com as mãos machucadas e apontando para o algumas folhas ao lado da luta que o wendigo travava - Incendio! - concentrou-se o suficiente para que a criatura se afastasse. Dahlia, com esforço e dor, levantou-se e caminhou o mais rápido possível em direção de sua irmã, tentando alcançá-la para aparatarem. Porém, o wendigo era mais ágil e pulou entre as duas, jogando uma para cada lado. As costas de Dahlia bateram contra uma árvore, fazendo-a grunhir. De todas as criaturas, logo ele que tinha escapado? Aquele maldito wendigo? A marca de calor da besta movia-se rapidamente por entre as árvores, parecendo indeciso sobre quem atacar primeiro. Dahlia não precisou se comunicar com a irmã para saber que aquele era o melhor momento para tentarem atacar. - Incendio! - pronunciou novamente, cercando-se com fogo quando viu o wendigo pular em sua direção. Alysson, aproveitando do momento, ateou chamas na criatura, fazendo-a gritar de dor. Sabiam que aquilo não mataria o wendigo, mas o controlaria por algum tempo. - Enjaulius - utilizou-se da deixa para prender a besta. Começou a ficar tonta e levou uma mão até a região do estômago. Fez uma careta de dor e sentiu sangue na região. Merda, pensou. Deixou que Alysson decidisse o que fazer com a criatura, concentrando-se apenas em tratar seus ferimentos enquanto observava a irmã direcionar-se para o galpão. Ela não demorou muito tempo mais para voltar. Dahlia, que agora já estava relativamente bem, olhou para Alysson - Achei fácil - deu uma risada, logo torcendo o nariz - Ai, isso dói - reclamou, logo observando a irmã - Mas você também apanhou, esperta - revirou os olhos com a piada da gêmea - Já sabemos que estão saudáveis, volto aqui só com o restante do clã - brincou, aparatando dali com Alysson.



thanks covfefe



Dahlia Alucard Orlok
UMA DAS BRUXAS DE BLAIR | CAÇADORA | CLÃ ALUCARD

--
Ir para o topo Ir para baixo
Steve Anthony Romanoff
Conselheiro da Guilda
Conselheiro da Guilda
Steve Anthony Romanoff


Bicho-papão : Claire

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Ilvermorny (EUA)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pluma de Basilisco, Nogueira-Negra, 31 cm, Inflexível.

Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitimeDom 31 Jul 2022, 09:12

The Test



Com o nome de Nyx sendo um dos menos citados nos jornais da atualidade, já que o enfoque era justamente a retomada após tantos anos presos em uma bolha e sem a presença ativa de um ministério e uma frente de aurores, encontrar novos membros para a equipe de Vipers exigia ainda mais de que Romanoff conferisse o passado dito pelos candidatos e se certificar de quem recebia acesso aos testes finais, inclusive eliminando possíveis ameaças de maneira permanente. Sua líder não gostava de que sangue bruxo fosse derramado, mas até mesmo ela entendia que omeletes se fazem com ovos e eles precisam ser bons, os podres tem que ser exterminados antes de ter a chance de se estragar o prato. — Vou querer uma dose de Bourbon — a jovem de cabelos escuros como a noite e olhos do mais intenso azul encarou o Viper, mas seguiu no preparo de sua bebida. Steve não só vestia uma roupa de acordo com o ambiente, como também tinha realizado pequenas mudanças em sua aparência, se tornando quase um rosto novo em meio a multidão e não o que certamente em breve estamparia os procurados por ser um dos asseclas de Nyx.

Voltou o foco para quem iria encontrar ali, reparando no porte do homem que entrou e como ele se aproximou do balcão, pedindo a mesma bebida e depositando sobre o mesmo um inocente botão, algo que para qualquer um não era nada, mas se tratava do novo código que Steve aplicou para reconhecer possíveis recrutas. Aqueles que chamavam a atenção de Nyx o suficiente, recebiam um desses e um passe de primeiro contato com o Viper, após um teste deliberado e simples, se passassem, receberam o contato da líder do grupo. O convidando a prestar sua lealdade final somente a ela. — Termine, pague e me acompanhe — falou como um sopro, mantendo sua posição e pagou sua bebida, deixando inclusive uma gorjeta boa para a moça de olhos intensos. Ela era linda, mas Steve estava de coração tomado por curiosidade quanto a uma outra mulher que havia conhecido, então não se abalou demais com ela. O mesmo pareceu sobre seu possível recruta que agora o seguia.

Deixando a galeria, tomou o braço dele e deliberou com a imagem da velha cabana conhecida no meio do nada das terras altas da Escócia. Aparatou levando o jovem e ao aterrissarem, observou como ele se portou. — atrás desta porta Você tem você precisa cuidar do serviço que tem lá dentro. Como eu não sei, faça seu melhor — não deu dicas, mas o homem encontraria três pessoas, todos contrabandistas que mereciam a morte. Mas ali o teste era ver se ele questionaria ou apenas executaria o pedido. Ou seria como um unicórnio raro, trazendo além das provas de morte, informações interessantes.



Legenda:
Ir para o topo Ir para baixo
Conteúdo patrocinado





Terras Altas da Escócia - Página 10 Empty
MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 10 I_icon_minitime

Ir para o topo Ir para baixo
 
Terras Altas da Escócia
Ir para o topo 
Página 10 de 11Ir à página : Anterior  1, 2, 3 ... , 9, 10, 11  Seguinte

Permissões neste sub-fórumNão podes responder a tópicos
 :: Ilhas Britânicas :: Norte da Grã-Bretanha-
Ir para: