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 Terras Altas da Escócia

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
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Diretor Alvoros Grunnion

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MensagemAssunto: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013 - 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Terras Altas da Escócia

Escócia


Terras Altas da Escócia - Página 9 Olivier

As Terras Altas são uma zona montanhosa do norte da Escócia, onde o catolicismo permaneceu influente ao longo da História da Escócia. As Terras Baixas, por outro lado, são um bastião do protestantismo . Politicamente, as Terras Altas caracterizavam-se até ao século XVIII por um sistema feudal de famílias poderosas, os famosos clãs escoceses.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos



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Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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AutorMensagem
Samantha Colt Singer
Forças Armadas - Aeronautica
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Samantha Colt Singer

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeSex 19 Mar 2021 - 0:06

More Mysteries And The Picture
A
quilo era um cessar fogo? Não parecia, porque Samantha estava sempre lotada de funções, mesmo que não soubesse exatamente para que. Naturalmente, ela não estava gostando nada disso. Veja bem, Samantha é uma lutadora, não uma política, por mais que seja inteligente. De repente, o que parecia uma simples guerra entre trouxas e bruxos estava virando uma espécie de jogo político que faziam grande maioria das pessoas ficarem perdidas com o que estava acontecendo, Sam inclusa nisso. Sua vontade de lutar estava diminuindo a cada dia mais, isso dava margem para questionamentos. Será que estava mesmo fazendo a coisa certa? Será que a Marechal estava fazendo a coisa certa? No que raios ela estava envolvida? A falta de saber era como um grito em seu cérebro que nunca calava a droga da boca. Deana, claro, era muito mais enfática com isso, pelo menos quando as duas estavam sozinhas. Ela sim dava gritos de verdade sobre a sua insatisfação, principalmente quando as irmãs saiam para um bar barato tomar uma cerveja e comer uma torta (no caso, só Deana comia a torta). No entanto, num determinado dia, as irmãs Singer foram chamadas e ganharam uma missão que revelava um pouco mais daquela trama misteriosa. Quer dizer, revelava um pouco mais conhecido como praticamente nada. Foi mais uma ilusão, Samantha apenas achou que ficaria sabendo um pouco mais, mas no fim, foi apenas mais mistério. Vamos aos fatos, as irmãs deveriam ir até o St. George’s Hospital, onde havia um comboio especial. Elas deveriam pegar o que tinha dentro do comboio e entregar ao mestre alquímico que estava fazendo serviços para as Forças Armadas. Sendo assim, as duas inicialmente foram para o St. George’s Hospital, como a missão mandava.

Chegando no St. George’s Hospital, as duas foram recebidas e rapidamente conduzidas até o tal comboio, de onde tiraram uma caixa retangular de largura fina. - Sério? Uma caixa? - Samantha perguntou para Deana, que agora estava segurando a caixa. Ela já tinha lidado com aquele comboio antes, mas não necessariamente tinha visto o que tinha dentro. Deveria ser bem frustrante para ela perceber que era outra caixa misteriosa lá dentro. Deana apenas respondeu com um "é", deixando muito mais claro o que pensava através de suas expressões. Ela estava com uma perfeita e maravilhosa cara de bunda. Em outras ocasiões, Samantha até teria zoado a sua irmã, mas neste caso compartilhava do sentimento dela. - Vamos acabar logo com isso antes que nos dê sono. - Sério, era um tédio. Sendo assim, as irmãs Singer foram até o mestre alquímico e entregaram a caixa para ele. O homem, por sua vez, dispensou a presença delas e falou que as chamaria assim que pudesse. - Sinceramente, ninguém fala nada nessa merda? - Samantha perguntou para Deana, as duas no quarto do hotel de beira de estrada que tinham alugado para a ocasião (elas eram experts em hotéis de beira de estrada graças aos ensinamentos dos pais). Deana, ainda mantendo a sua exímia cara de bunda de mais cedo, comentou que agora Sam conseguia entendê-la a respeito dos pais. Isso era uma verdade. Os pais das duas tinham desaparecido sem deixar nenhuma explicação. Agora as duas não tinham nem explicação no trabalho e nem na vida pessoal. - Eu vou comprar cervejas. - Samantha informou. Foi assim que as irmãs terminaram aquele dia, bebendo e reclamando da vida.

Foram sete dias de espera até que o mestre alquímico as chamasse. Lá foram as duas de novo para receber o que dele... Adivinha só, adivinha... Mais uma caixa. O mestre tinha sido muitíssimo enfático em dizer que a caixa só deveria ser entregue nas mãos da Marechal, ou seja, nada de Samantha e Deana ficarem sabendo o que estava acontecendo. - Minha irmã, vamos virar trabalhadores dos correios, porque é exatamente isso que estamos sendo. - Samantha dizia para Deana no caminho de volta para o quartel. Sam não podia deixar de sentir que seu rosto estava pintado de palhaço... E olha que ela detestava palhaços com todas as suas forças. Deana fazia ponderações sobre como a Marechal deveria ter medo de alguém descobrir o que estava dentro da caixa ou que ela queria, propositalmente, que descobrissem quando já fosse tarde demais, quando o estrago não pudesse mais ser revertido. - Essa história cada vez fica pior. - Samantha falou com um suspiro, porque continuava não gostando em nada de tudo isso. Sam chegava até a pensar como as coisas eram muito mais simples, meramente atacar os bruxos no castelo mágico deles ou em outras localidades importantes para eles. Samantha e Deana retornaram ao quartel e foram direto falar com Nadja, entregando para ela a tal caixa, que tinha vindo bem segura até as mãos de sua dona. Obviamente a mulher não falou para as irmãs o que estava dentro da bendita, mas revelou outra coisa. Finalmente, alguma informação. Samantha não conseguia deixar de pensar com ironia. A Marechal informava sobre uma segunda moldura do quadro que elas tinham entregado ao mestre alquímico. Uau, então era um quadro mágico, que incrível. Depois de algumas pesquisas, a localização desta segunda moldura tinha sido encontrada, quer dizer, pelo menos uma localização próxima. Infelizmente, talvez por feitiços de proteção, a localização exata não pode ser encontrada. Ainda assim, Samantha e Deana iriam ter um bom norte e tinham que levar pelo menos um purgante para lidar com os possíveis feitiços de proteção.

E então, depois de alguns dias para trazerem um batalhão até as Terras Altas da Escócia, ali estavam Samantha e Deana para a missão de recuperar o quadro perdido. Deana estava em chão, junto de seu esquadrão, Samantha estava nos céus junto de mais alguns pilotos. No total, eram três helicópteros militares. Com o lance do cessar fogo, os caças estavam sendo deixados de molho, sem falar que para missões de reconhecimento o melhor mesmo é a máquina que permita a melhor visibilidade, disparado o helicóptero ganhava. - Tudo limpo aí embaixo? - Samantha perguntou pelo rádio, recebendo uma confirmação de Deana. As duas estavam fazendo esse link de dez em dez minutos, à medida que avançavam pela região na qual o mestre alquímico falou que o quadro poderia estar. Dos céus, Samantha só estava vendo vegetação e o grupo de Deana lá embaixo. Alguns minutos se passaram entre essas trocas de rádio até que Sam observou algo no horizonte de sua privilegiada visão aérea. - Deana, construções à direita. É melhor verificarmos. - Lá embaixo, Deana concordava e comandava o seu esquadrão para seguir a direita. - Vocês ouviram senhores, sigam a construção. - Samantha falou através do canal de rádio com os outros dois helicópteros. Para a direita todos seguiram, Samantha e Deana continuavam chegando o status de uma a outra a cada dez minutos. Tudo parecia estar indo de forma bem tranquila até Samantha observar algo bastante inusitado. Estavam a alguns metros de chegar nas primeiras construções quando, debaixo de uma árvore, saíram três pessoas carregando quadros, as três iam uma para cada lado. Só podem ser bruxos tentando proteger o quadro. Dividir para conquistar, é o que dizem. Sam não podia negar que era uma boa estratégia e meio que deixava os adversários sem escolha.

- Deana, eles estão levando o quadro para longe. O problema é que eu não tenho como saber quem está com o quadro verdadeiro. - Ela falou no canal de rádio com Deana, em seguida usou o canal de rádio global, ou seja, agora iria falar com sua irmã e também com os outros pilotos. - Pilotos, cada um de nós vai seguir um dos bruxos. Eu ficarei com o do centro, Harold vai ficar com a direita e Hemett com a esquerda. - Harold e Hemett eram caras legais, bons colegas de trabalho, Samantha não queria ver eles morrendo como já tinha visto acontecer com outros de seu esquadrão. - Deana, você pode seguir um dos helicópteros ou dividir o esquadrão e seguir os três. Nós vamos na frente para não perder os bruxos de vista. - E com isso, Samantha começou a seguir o bruxo que fugiu pelo centro. Ainda ouvindo Deana pelo rádio, percebeu que ela dividiu o seu esquadrão em três, cada divisão seguindo um dos helicópteros. Cada divisão também ficaria com um purgante para casos de feitiços de proteção. Obviamente as irmãs Singer tinham trazido mais de um purgante, por mais que não gostasse da ideia de trabalhar com bruxos que traíram a sua própria espécie. Quem traiu uma vez é capaz de trair uma segunda vez. Dessa forma, a perseguição começou com as Forças Armadas daquela região divididas em três pedaços, uma seguindo cada bruxo que tinha sido avistado carregando um quadro. Perseguindo os bruxos, os esquadrões também se distanciavam das construções, como se estivessem fazendo o caminho de volta. Samantha não ficou muito feliz com isso, mas não era como se ela pudesse se dar ao luxo de ignorar um daqueles bruxos carregando um quadro quando havia a possibilidade de um deles realmente estar com o quadro verdadeiro.

Observando de cima, Samantha conseguiu perceber que estava perseguindo uma outra mulher. Infelizmente não era possível ver bem os traços dela, ainda mais com ela correndo. A sorte é que haviam campos na região das Terras Altas, Sam podia não conseguir fazer um retrato falado da bruxa, mas nem morta que iria perdê-la de vista... Ou pelo menos foi isso que ela achou. No rádio, Hemett falava que seu alvo tinha desaparecido do nada, Harold não demorou nem cinco segundos para falar a mesma coisa e Samantha, olhando para baixo, percebeu que a mulher que estava perseguindo entrou embaixo de uma árvore e não saiu. O esquadrão em solo logo chegou até a árvore no meio do campo e, pela agitação ali embaixo, não tinha ninguém ali. - Droga, droga. - Sam reclamou batendo a mão na lataria interna do helicóptero. - Ela deve ter... Como que falam mesmo? Aparatação, é isso? - Enfrentando os bruxos, nada mais natural do que começar a aprender o nome de algumas magias que eles usavam, ainda mais se você tivesse uma conversinha com um purgante. Samantha apertou o botão do rádio para se comunicar com Deana. - Vamos precisar reagrupar, todos os bruxos desapareceram e agora estamos dispersos demais. - Deana, a muitíssimo contragosto por tudo o que tinha acontecido, concordou que um reagrupamento era necessário. Sendo assim, um bom tempo foi gasto para que todos os militares se agrupassem novamente num ponto, usando os helicópteros como guia, já que esses se comunicavam facilmente por rádio. Só depois disso que as duas poderiam novamente voltar a busca pelo quadro perdido, mas será que ele ainda estava ali, naquela região? Ou os bruxos tinham levado-o para longe?


Pilot of the Royal Air Force
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SAMANTHA COLT SINGER
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Dahlia Alucard Orlok
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeSab 27 Mar 2021 - 18:16



ervas em lugares indesejáveis

Não tinha dormido muito durante a noite por conta da caçada, mas suas energias estavam definitivamente mais renovadas. O dia estava nublado, mas isso não impedia os olhos de Dahlia de ficarem sensíveis por conta da claridade, mas precisava-se manter-se disposta por conta da reunião que viria a seguir. Seu chefe, o dono da fazenda, havia convocado os demais fazendeiros para uma reunião breve, mas importante. Dahlia chegou em uma área da fazenda onde pequenos carvalhos cresciam, aproveitando para dar uma olhada rápida para garantir que não cresciam ervas daninhas por ali. Hm, a princípio nada, observou, tornando a voltar sua atenção para o grupo que agora se reunia ali, aguardando pelo chefe. Não demorou muito para que o homem chegasse falando alto, mas com um sorriso nos lábios que lhe era típico. Dahlia o observou com curiosidade, parecia que algo realmente bom havia chegado até ele e que estava prestes a explodir. Seu rosto redondo e vermelho parecia suar, mesmo que estivessem no inverno, o que deixou a meio-vampira um pouco preocupada. - Fala logo - resmungou, em que recebeu um olhar curioso do chefe e ele pareceu despertar de um transe. Anunciou, então, que tinham recebido uma proposta de uma fábrica de varinhas da França, uma das melhores, então todos ali, em breve, receberiam um aumento ou algum tipo de promoção - Opa, feliz natal para a gente, então! - Dahlia sorriu, expondo as presas sem se importar muito com aquilo, afinal todos já sabiam de sua descendência (que ela nunca escondeu) - Temos que trabalhar para garantir que a próxima remessa seja impecável - comentou com os colegas enquanto o chefe se afastava - Cada árvore deverá ser minuciosamente cuidada, um contrato desses não se recebe toda hora e devemos entregar nossas melhores madeiras para eles - gesticulava distraidamente enquanto falava, erguendo em alerta o olhar quando alguém comentou que talvez fosse bom ampliar o terreno do plantio um pouco para a área da floresta - NÃO - Dahlia gritou, quase que automático. Não podiam tocar na floresta e mal sabiam o perigo que havia por ali - Podemos trabalhar muito bem com o espaço que temos - se recompôs, alisando as vestes antes de cruzar os braços sobre o peito - Não podemos tirar mais árvores - findou, girando em seus calcanhares e caminhando em direção da plantação de Ébano.

Todos pareciam ter entendido o recado e se espalharam para cuidar das mudas que cresciam. Dahlia adentrou o canteiro e caminhou por ele, olhando com atenção para garantir que ervas-daninhas não cresciam escondidas. Agachou-se e apalpou a terra; estava úmida e isso era bom. Olhou para o céu com certa dificuldade, estreitando os olhos quando o fez, mas conseguiu confirmar que não choveria naquele dia, pelo menos não durante a manhã. Enquanto levantava-se, percebeu que, na divisa do canteiro de ébano com o de videira, algumas ervas-daninhas queriam crescer - Hm, preparar uma herbicida e borrifar nessa zona aqui - falou mais para si do que para qualquer outra pessoa, como se fizesse uma nota mental. Era estranho que estivessem crescendo, afinal tinham feito uso da poção herbicida não fazia muito tempo. De qualquer modo, era claro que era necessário novamente, então Dahlia não se ateve muito a isso. Contra fatos, não há argumentos, pensou, girando em seus calcanhares e olhando para a floresta que se estendia logo depois da fazenda, sendo que um feitiço as separava para que nenhuma criatura aparecesse na plantação. Dahlia sentiu um calafrio quando uma brisa passou pelo seu corpo, fazendo com que se despertasse e tornasse a caminhar pelos canteiros, mas não viu mais ervas daninhas por ali. Retirando-se da plantação de ébano, encontrou com outro colega, o que vinha da área das videiras - Você achou ervas-daninhas além daquelas que tinham na divisa? - perguntou, em que o homem assentiu com um olha preocupado - Curioso. Bem, vamos preparar alguns borrifadores com poção herbicida - sugeriu, em que o colega complementou que deveriam aproveitar e borrifar outras áreas que pudessem estar com crescimento iminente daquelas malditas plantinhas - Boa ideia. Estranho, não gosto desse crescimento - comentou enquanto seguia para onde ficava a sala em que preparavam poções.



thanks covfefe



Dahlia ALucard Orlok
UMA DAS BRUXAS DE BLAIR | CAÇADORA | CLÃ ALUCARD

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeTer 30 Mar 2021 - 23:38



A caçada
Pyotr havia voltado para as terras altas da Escócia, deveria procurar resquícios de seu pai, mesmo que tivesse que ir até o inferno para acha-lo, o garoto que não havia terminado de se se formar a muito tempo adentrou o casebre, o cheiro era o mesmo de sempre, o mesmo cheiro que o havia torturado dia e noite em sua mente.  A sala estava uma zona, garrafas de cerveja espalhadas por todos os cantos, comida que já estava se estragando em cima da mesa, Pyotr ergueu seu braço e pegou uma caneca que estava em cima da mesa –então você ainda está por aqui-  A caneca ainda estava quente, o que mostrava que o homem parecia estar perto dali, Pyotr subiu as escadas, o quarto havia sido esvaziado, apenas algumas roupas haviam sido levadas, a arma que dantes ficava pendurada na parede também sumira, o garoto puxou a varinha do bolso, o homem ainda poderia estar por ali –Apareça seu verme! Venha até aqui e lute como um homem! - O garoto procurou por toda a casa, mas para sua infelicidade não achou nada, o garoto se sentou no sofá e deitou sua cabeça “Onde ele pode ter ido? Onde ele pôde ter se escondido?” Olhou para a mesa, pedaços de papel estavam picotados ali –Reparo- Os peados de papel se juntaram, formando então o recibo de uma passagem de ônibus, seu destino era Edibungo  -então foi para ai que você foi?- A noite se aproximou, o garoto não queria ter que passar a noite ali, então foi para uma casa na árvore, o seu esconderijo, muitas vezes usada quando era pequeno, a casa já estava em pedaços, o tempo a havia feito em pedaços, o garoto juntou alguma lenha -incendio- Disse apontando a varinha para o montante de madeira que ele havia feito. E ali foi onde ele passou a noite, não havia muito o que ser feito, ele não poderia aparatar para a cidade, estava muito longe, além disso aquela casa ficava no meio do nada, sua única opção era passar a noite ali. Um gatou selvagem passou perto dele, o gato se parecia muito com um que seu pai havia matado em sua frente quando ele era pequeno. –Crucio- O gato se contorceu em agonia, gritando gata vez mais alto –Relaxe, em breve sua dor vai sarar, em breve você terá sua vingança- Aquelas palavras não eram ditas para o gato, mas sim para o próprio Pyotr –Avada kedavra- um clarão verde atingiu o gato, o fazendo levantar do chão por algumas poucos segundo, quando o gato voltou ao chão, já estava sem vida. Pyotr deu um sorriso malicioso e disse –Eu vou encontrar você, eu irei te torturar e te fazer sangrar, sua morte não era lenta, você não merece uma morte lenta, pai-

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeTer 30 Mar 2021 - 23:55



Café da manhã
Um dia de má sorte para a cobra
Na manhã seguinte o garoto levantou com o nascer do sol, a hora de começar sua caça estava chegando, ele vestiu suas vestes que estavam guardadas na mochila “Sem comida de novo?” olhou ao redor –parece que terei que caçar de novo- procurou pelo chão alguma pegada que o pudesse ajudar, quando olhou de relance para debaixo de uma pedra, avistou uma pegada nostálgica –Ah sim, cobra- Ele puxou a varinha e apontou para a cobra que ali passava - Diffindossum – Ouve um som de algo quebrando, sem seguida a cobra estava ali, imóvel. O garoto, depois de limpa-la, a espetou em uma vara e a deixou sob o fogo da fogueira, ele tinha que se apressar, estava na hora de seguir em frente  

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Vittorino Paolo Lamartine
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeQua 31 Mar 2021 - 20:50

A chave-de-portal nos deixou no meio de um bosque nas Terras Altas da Escócia, próximo a um povoado. À nossa volta, árvores altas e troncudas pontilhavam o caminho, com copas tão emaranhadas que nem dava vista para o céu, somente uns feixes de sol que penetravam pelo dossel de folhas. Estava calmo e silencioso; a não ser por um farfalhar de folhas, quando o vento soprava, trazendo o cheiro de flores do campo. Tinha sido o lugar perfeito para aterrissar. Max prontamente realizou um feitiço de orientação, que funcionava como uma bússola, e nos deu um “norte” para seguir. — Eu nunca imaginaria que a Evelyn Pallas tinha uma casa de campo por essas bandas — comentei assim que começamos a andar. Seguia logo atrás de Max; às minhas costas Raven e Josephine vinham, fazendo a escolta. Vestíamos aqueles uniformes de couro sintético de dragão, os mesmos que vínhamos usando há tempos para nos camuflar. Toda aquela comitiva era para prestar uma visita à Ministra Presidente da Suprema Corte Bruxa, e tentar conseguir informações sobre o plano de emergência da ex-ministra Purcell, o qual o quadro de Wilhelmina Tuft afirmara existir. — Eu só espero que ela não solte os crupes pra cima da gente — (porque seria algo que eu faria se tivesse uma casa de campo e me aparecesse visitas) —, mas seria pedir muito que nos fosse servida ao menos uma taça daquele famoso vinho dela? — Continuamos por uns cem metros, onde o bosque começava a se abrir em campos verdejantes e floridos. Max nos atualizava quanto à distância do nosso destino; ainda tinha um bocado de chão para andar. Caminhávamos no encontro do bosque com um campo aberto, que se perdia de vista no horizonte. Usávamos a sombra das árvores a nosso favor. Eu pensava que estávamos indo bem até ali, que o resto do caminho, se continuássemos naquele passo, seria moleza. Porém, um barulho distante destruiu as minhas suposições. Era o ruído inconfundível de motores de helicóptero, que estavam se aproximando.

São as Forças Armadas — disse, olhando alarmado para o céu. Rapidamente, nos escondemos na sombra das árvores. Puxei a minha varinha, por precaução. O barulho dos motores continuava aumentando. Então, Max nos passou novas ordens. Deveríamos ficar e causar uma distração nas tropas do exército, enquanto ela seguiria o caminho para a casa da Ministra Pallas. O nosso objetivo era afastar o batalhão dos seus rastros. Assenti, e, junto com as outras duas mulheres, percorri o caminho oposto de Max, contornando a borda do campo pela sombra das árvores do bosque. — Precisamos de alguma estratégia para distraí-los — falei, parando num ponto sob a sombra de uma grande árvore que se projetava para o campo aberto. O barulho dos helicópteros se aproximava cada vez mais. Uma delas sugeriu que usássemos a nós mesmos como iscas; dessa forma, poderíamos seguir caminhos diferentes e dispersar a tropa, que imaginávamos ser imensa. Porém, ela disse, precisávamos de algo que chamasse atenção. — O quadro — lembrei. Minha intuição me apontou justamente para ele. Devíamos usar o quadro de Wilhelmina Tuft como isca. Ambas concordaram, e Raven se dispôs a conjurar três réplicas falsas, uma para cada um. Enquanto isso, nos preparamos… usei um feitiço para mudar a cor do meu cabelo, de ruivo para preto; peguei um lenço que trazia no bolso e amarrei no rosto, cobrindo o nariz e a boca, feito uma máscara de bandido. O ruído dos helicópteros estava tão próximo agora, que parecia estar bem acima de nós. O vento das hélices começava a soprar na nossa direção. Ligeiramente, acordamos a parte final do plano e, com uma contagem regressiva a começar do 3, deixamos a sombra da árvore, correndo em direções diferentes, cada um com uma cópia falsa do quadro de Tuft.

Eu corri para a esquerda, serpeando o caminho que margeava o campo e o bosque. Soube imediatamente que havia sido visto porque um dos helicópteros começou a me perseguir. Usei as sombras ao meu favor. Eu não confiava naqueles caras; podíamos estar no meio de um “cessar fogo”, mas eu já havia visto o suficiente deles para esperar o pior. Continuei correndo, o mais rápido que consegui, carregando o quadro falso. Naquelas horas os meus treinos de condicionamento físico se colocavam à prova, e não me decepcionaram. Junto a uma maré de boa sorte, não encontrei dificuldades pelo caminho que fazia; o terreno era fácil, eu tinha as árvores para despistar o helicóptero (que, infelizmente, continuava bem em cima de mim), e sentia que aguentava correr naquele ritmo por mais umas centenas de metros. Eu já havia percorrido uma distância de uns oitocentos metros quando ouvi vários passos pesados, que vinham de trás e pelo bosque, como um estouro de manada. Podia ouvir estalos de armas, sendo preparadas para atirar. Hora de concluir o plano, determinei a mim mesmo. Continuei por mais cinquenta metros, então saltei para trás de uma árvore. Rapidamente, visualizei o lugar que queria ir (onde Raven havia estacionado o seu carro); concentrei todas as minhas energias; e, por fim, dei um giro no ar, desaparatando com o quadro. [...] Aparatei junto ao carro de Raven. Ela e Josephine já se encontravam no lugar, ambas ainda com seus quadros falsos. — Deu certo! — comemorei, arrancando o lenço, empapado de suor, da cara. Eu estava arfando, meu peito queimava. — Espero que Max tenha conseguido chegar. — Saltei pra dentro do carro no banco traseiro, levando minha cópia falsa. Raven deu partida e arrancou; então pegou a longa estrada de volta para a sede da Resistência.

Off: o conteúdo deste post se passa no início de Agosto, depois da retomada de Hogwarts e Hogsmeade.


Vittorino Paolo Lamartine
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Max Evanne K. McCready
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeQua 31 Mar 2021 - 23:57

O resgate do quadro de Wilhemina Tuft havia aberto novas possibilidades e a confirmação de algumas hipóteses anteriormente levantadas sobre determinados aspectos do Ministério da Magia antes de sua queda. O trabalho inicial de McCready com a pintura de Tuft consistiu em grande parte em explicar à mulher da pintura quem era, quais eram os propósitos e intenções da Resistência, conquistando assim a confiança necessária para que a ex-ministra revelasse o que sabia. O relato de Tuft afirmava que existia um plano emergencial a ser posto em ação caso algo viesse a acontecer dentro do Ministério, garantindo que cópias de registros e arquivos ministeriais e alguns originais de documentos mais importantes fossem retirados do Ministério. O conhecimento do plano se limitava a alguns quadros, a Esmée Purcell e a Evelyn Pallas, cujo paradeiro McCready conhecia unicamente pela ligação familiar que possuíam. Pouco após reunir todas as informações possíveis com Tuft, Max começou a trabalhar na próxima etapa do plano.  

Junto de Vittorino, Josephine e Raven, utilizaram uma chave de portal para chegarem nas Terras Altas da Escócia. Durante o tempo que vinha passando na Grã-Bretanha, Max mantinha residência em uma das propriedades da Família Keller quando não estava pela sede da Resistência, sendo que conhecia bem os arredores e sabia se localizar bem pela região. Era pouco comum que se encaminhasse até a casa de campo, mas tinha conhecimento de sua localização e dos feitiços de proteção que garantiam a segurança do local. Assumiu a dianteira do grupo, indicando o caminho por onde deveriam seguir e permaneceu em silêncio enquanto Vittorino, Josephine e Raven trocavam um ou outro comentário. Refletia sobre as descobertas recentes, sobre o impacto da chegada da Confederação na Inglaterra e sobre maneiras de abordar o assunto com Pallas. Apesar de Evelyn ser irmã de sua mãe, Maxine nunca tivera muito contato com a mulher e imaginava que não seria exatamente agradável para a mesma receber visitas não-anunciadas em uma casa de campo que quase ninguém deveria conhecer.

Ainda faltava uma distância considerável até os arredores da casa de campo quando, em meio ao um momento de silêncio absoluto, o barulho característico de um helicóptero pôde ser ouvido. Vittorino foi o primeiro a verbalizar o pensamento de que estavam próximos de militares, sendo que era de se imaginar que o helicóptero estava ali mais como suporte aéreo; ou seja, havia certamente mais militares não muito longe dali. Não era uma surpresa para Max o fato de que as Forças Armadas não aceitariam com facilidade a ordem de cessar fogo, mas a presença de um helicóptero ali era um mau sinal. — Eu preciso que vocês despistem as Forças Armadas e os afastem o máximo possível da propriedade. Instruiu os membros da Resistência, complementando que seguiria para a casa de campo e informaria a presidente da Suprema Corte. — Também não duvido nada que os militares estejam acompanhados de alguns purgantes, então peço que tomem cuidado. Considerando o cessar fogo, o mais adequado seria evitarem um conflito direto, algo que poderia ser complicado caso um purgante estivesse no meio dos militares. Tomaram então caminhos opostos, Max seguindo pelo caminho mais rápido até a casa de campo e Josephine, Raven e Vittorino indo na direção contrária.


início de agosto | Citando Josephine, Raven & Vittorino


Max Evanne K. McCready
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Deana Colt Singer
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeQui 1 Abr 2021 - 14:51

The boxes and the patience test
A cada dia que passava, Deana estava sentindo sua paciência ser testada mais e mais, começando pela própria Marechal que vinha guardando segredos e mais segredos do restante do exército. Inicialmente acreditava que aquelas eram medidas de prevenção, mas a impressão que a Major começava a ter de sua superior não estava se tornando a das melhores, agora desconfiava mais do que acreditava, seus instintos falavam mais alto nessa parte, e se esses instintos estavam falando, então Deana se colocava em estado de alerta, mesmo que inicialmente de maneira passiva. Somente Samantha sabia a respeito das desconfianças da mais velha, isso porque não conseguia mentir para a irmã e sempre que bebiam ela acabava desabafando de uma maneira mais… violenta, por assim dizer. Os gritos dados por ela naquela espelunca de bar após a reunião com as Forças Armadas e com a própria Marechal eram a única maneira de conseguir desabafar sem colocar seu emprego em risco. Naquele dia, porém, Deana não se sentia absolutamente melhor em nada, mas com sorte sua missão seria ao lado de Samantha e não necessariamente precisaria ficar escondendo suas expressões para ela. Assim, seguiram até o St. George’s Hospital, sendo guiadas até um comboio especial localizado no subsolo do hospital. Decidindo fazer tudo o que lhe havia sido pedido sem questionar ou se comunicar muito, foi direto ao ponto, para que dessa forma pudesse fazer a tal entrega ao mestre alquímico. Mas é claro que Samantha precisava fazer seus questionamentos de “sério, é uma caixa?” em voz alta logo após ambas enxergarem a caixa fina e de formato retangular. — É. — Respondeu a mulher, com a maior cara de bunda do mundo. Sim, ela sabia que a irmã estava tão indignada quanto ela, mas não era como se conseguisse falar qualquer outra coisa além daquele seco “é”. Respirando fundo, assentiu quando Samantha pediu para que acabassem logo com aquilo antes que ela ficasse com sono, e assim foram de encontro ao mestre alquímico, entregando finalmente aquela maldita caixa.

Honestamente falando, a Major não esperava que o tal mestre alquímico lhe desse alguma resposta, na verdade, já imaginava que ele manteria o sigilo das operações, ainda mais se levar em consideração que Nadja é quem estava trabalhando com ele. E dentro do hotel de beira de estrada que haviam alugado, Samantha parecia indignada, e mesmo que Deana quisesse consolá-la, não havia consolo para aquela situação. — Agora você entende o que eu quero dizer quando mencionou a situação do papai e da mamãe. — Deu de ombros, ainda com a cara de bunda de sempre. Samantha logo mencionou que iria comprar cervejas para que elas tomassem. — Vê se traz hambúrgueres e torta também! — Foi tudo o que pediu, voltando a olhar para a tela da televisão. [...] Passaram cerca de sete dias esperando uma resposta do mestre alquímico, que logo chamou por ambas e assim retornaram ao seu encontro. Dando de cara com uma nova caixa totalmente sigilosa que precisava ser entregue em mãos para Nadja, Deana deu um sorrisinho totalmente amarelo para o homem, pegando aquela porcaria de caixa e saindo dali com a irmã. Samantha mencionava que ambas acabariam virando trabalhadoras dos correios, e a mais velha até soltou um sorrisinho. — Nadja deve estar com medo de algo… Talvez tem medo que as Forças Armadas decidam não colaborar se souberem do que se trata. Assim, quando todos puderem descobrir, talvez já seja tarde demais. — Ponderava com a irmã, criando várias teorias sobre tantos segredos guardados. Ao retornarem ao quartel, Deana mostrou sua credencial como sempre tinha que fazer e adentrou o espaço com Samantha, ambas caminhando diretamente para a sala onde Nadja ficava. Assim, entregaram para ela aquela caixa idiota sem fazer perguntas, até porque sabiam que não teria resposta. No entanto, mal haviam terminado de fazer uma coisa e já tinham um novo trabalho. De acordo com a Marechal, havia uma segunda moldura do quadro recém entregue ao mestre alquímico, e aparentemente agora tinham uma localização próxima de onde esse quadro estava. Dando as orientações adequadas para que fossem atrás do quadro, Nadja também reforçou que Deana precisava organizar um batalhão e levar ao menos um purgante consigo, na intenção de lidar com possíveis feitiços de proteção. Absolutamente desgostosa com a ideia de levar um bruxo traidor consigo, cedeu e foi se preparar.

[...]

Terras Altas da Escócia
Foram necessários alguns dias para que pudessem dar sequência ao solicitado, mas agora estavam prontas para dar início a missão. Como sempre, Samantha ficava pilotando aquele negócio idiota enquanto Deana se mantinha no chão, junto de seu esquadrão. — Você fica com Judd, você comigo e você com Jones. — Orientava aos três purgantes que havia levado consigo, apontando na direção de outros dois soldados, dentre aqueles que Deana mais confiava, assim conseguiria ficar de olho o suficiente para conseguir trabalhar sem se preocupar. Conforme o esquadrão avançava pelas Terras Altas da Escócia, o purgante buscava por sinais de feitiços de proteção que pudessem atrapalhar, mas por sorte até o momento não tiveram nenhuma dificuldade. No rádio, Samantha questionava como estava a situação em terra. — Sim, sem complicações. Me mantenha informada se achar algo aí de cima. — Solicitou, voltando a avançar. Aquela era uma missão de recuperação, e com o cessar fogo, não havia necessidade para que todos mantivessem suas armas a postos, no entanto, prevenida como sempre, mantinha sua mão na arma. Avançavam todos em linha reta até o momento em que a irmã novamente a chamou pelo rádio, indicando que havia uma construção à direita. — Certo, vamos seguir pela direita. — Respondia enquanto indicava com os dedos o lado que o esquadrão precisaria seguir, já informando a respeito da construção que haviam encontrado. De dez em dez minutos, Deana buscava se comunicar com Samantha e vice-versa, e conforme se aproximavam, o que viram há alguns metros de distância, o suficiente para que não conseguissem ver o rosto, deixou os soldados a postos, com as armas na mão. — Não atirem. — Dizia na tentativa de lembrá-los do maldito cessar fogo. Três pessoas carregavam quadros e saíram cada uma para um lado diferente, obviamente escolhendo aquela estratégia para lidar com o esquadrão e suporte aéreo. Ser soldado nos dias de hoje estava cada vez mais difícil. — Se chegarmos perto e encurralarmos os três, você consegue saber qual é a cópia? — Perguntou ao purgante assim que a irmã informou no rádio que estavam levando os quadros para longe. Deana não fazia a menor ideia de como a magia funcionava.

Escutando as orientações de Samantha para os pilotos, ela conseguia também bolar uma estratégia para seu esquadrão, no que após ouvir a irmã falar sobre cada um ir para um lado, Deana já conseguia pensar melhor. — Certo. — Seguiam primeiro em linha reta, avançando mais rápido do que antes e agora sempre atentos para novas surpresas que talvez pudessem surgir. — Jones, você e seu grupo para a direita. — Deixava avisado, vendo o parceiro de equipe levando seu pessoal para o lado direito enquanto continuavam seguindo adiante. — Judd, pela esquerda. E nós seguiremos pelo centro. — As orientações eram precisas, mas seu esquadrão já estava bem acostumado com a maneira que Deana falava e orientava, então não havia surpresas quanto a isso. Com ela seguindo pelo centro, da mesma forma que a irmã faria, e assim avançavam de maneira mais ágil e atenta. Nenhuma distração poderia acontecer naquele ponto, precisavam ser totalmente focados. Nenhum dos grupos divididos conseguia ver aqueles que estavam perseguindo durante todo o momento por conta das plantações, mas por sorte as aeronaves estavam dando detalhes de localização para que a perseguição pudesse continuar. Pra piorar, eles poderiam estar despistando com aquela fuga e o quadro verdadeiro ter ficado em uma daquelas construções. Mas não tinha como saber, não haviam respostas suficientes. Não demorou muito para que seus olhos voltassem a avistar uma pessoa correndo e isso fez com que a caça ficasse mais prazerosa. No entanto, foi uma questão de segundos para que ela fosse para uma árvore e os soldados se aproximassem mais. — Sammy, onde está? Como... — Questionava quase num grito, irritada por tê-la perdido de vista. Não gostava de trabalhar às cegas, a incomodava demais. Segundo a irmã, os três bruxos tinham desaparecido do nada e agora os grupos estavam muito dispersos.

— Merda! — Jogou sua arma no chão com toda força, puta da vida por ter perdido seu alvo de vista. Estavam tão perto e agora mais uma frustração pra conta? Tomando fôlego, pegou novamente a arma e apertou o botão do rádio para se comunicar com Judd e Jones. [color:a302=2095C7]— Todos sumiram. Reagrupar a partir do ponto onde nos separamos. — Informava Deana com uma voz raivosa, desligando o rádio e sinalizando com os dedos para que dessem meia volta. E assim todos seguiram, e a sensação de frustração seguia junto. Aquele quadro poderia nem estar mais por ali, e se fosse o caso, continuariam a busca como um esquadrão de idiotas. Era isso o que todos, incluindo Deana, eram, grandessíssimos idiotas.


Deana Colt Singer
Irmã mais velha da Samantha e Major de Exército das Forças Armadas Britânicas. "Saving peoples, hunting things, the family business"
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Raven Austin Haraldsen
Resistência - Auror
Resistência - Auror
Raven Austin Haraldsen

Patrono : Vespa do mar
Bicho-papão : O corpo dissecado de uma Merrow

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Espinheiro-Negro, 31 cm, Inflexível, Ferrão de Explosivins.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeSex 2 Abr 2021 - 18:11

Fatal Frame
Raven sentia um aperto diferente na boca do estômago, pois aquela estava sendo sua primeira missão oficial em campo como auror, ela estava até uniformizada com a roupa de couro sintético de dragão, o exato mesmo modelo utilizado antes, quando esteve em campo pela última vez. Tentava não pensar que talvez tivesse que lidar diretamente com as Forças Armadas novamente, o que com certeza traria à tona suas tristes lembranças da Batalha de Hogwarts, e redirecionou seu foco para o plano que tinha traçado com seus companheiros de missão: Max, Vittorino e Josephine, que inclusive era mãe de Alex. Era fim de tarde quando a meio-sereiana sentiu seu corpo ser puxado pela chave de portal que em segundos levou-a para outro lugar. Abriu os olhos e encarou com atenção as árvores da floresta mais próxima de onde precisavam estar. Inspirar o ar fresco da mata encheu Raven de coragem e vitalidade, confiava o bastante em Max para saber que estavam bem respaldados e nada de ruim aconteceria. Com o auxílio de um feitiço de direção, Max logo apontou a direção correta e o grupo começou a seguir de forma cuidadosa pela floresta. Com a varinha empunhada, Raven caminhava alguns passos atrás de Josephine cuidando da retaguarda. Mantinha olhos e ouvidos atentos a qualquer movimento suspeito, justamente por isso tratou de molhar os cabelos com um Aguamenti, aumentando sua percepção do ambiente por entrar em contato com a água, um dos efeitos de sua descendência. — Muita gente não imagina nem a metade do que bruxas como ela escondem. — Raven murmurou com a voz rouca e melódica em resposta ao comentário de Vittorino. Realmente achava que Evelyn Pallas, a ex-ministra da magia, escondia coisas inimagináveis. Só o fato de ter estado à frente do Ministério por anos era o suficiente para torná-la uma caixa de segredos. Raven não podia negar que estava bastante curiosa para encontrar Pallas, mas não deixava transparecer, afinal, estava cercada de gente mais velha e mais experiente, não precisava parecer uma novata deslumbrada.

A movimentação acontecia por causa do quadro de Wilhelmina Tuft e do plano da falecida ministra, Esmee Purcell. O caminho prosseguia com comentários debochados de Vittorino que até teriam provocado o riso de Raven se ela não estivesse concentrada no objetivo. A piada de soltar os crupes foi realmente boa e em relação ao famoso vinho de Evelyn, Raven com certeza não recusaria uma taça se ela oferecesse de boa vontade, mesmo que fosse eticamente errado beber em serviço. Mais algum tempo de caminhada e os quatro chegaram na divisa da floresta com um prado aberto, tomando o cuidado de sempre manterem-se escondidos nas sombras das árvores para não chamar atenção indesejada. Raven enrijeceu o maxilar quando ouviu o som de motores de helicópteros não muito longe de onde estavam e sentiu o coração disparar de ansiedade. Era um som muito vívido, ela lembrava bem, e Vittorino sequer precisava explanar em voz alta quem era a companhia deles. — Companhia para o jantar, que delícia. — Resmungou, rosnando baixinho como um animal que é provocado com um pedaço de galho, sendo cutucado para explodir em raiva. Era de fato como Raven se sentia em relação ao exército. Raven esgueirou-se para as sombras e encostou as costas no tronco de uma árvore, mantendo sempre a varinha preparada para o uso. Max passou novas instruções ao grupo, solicitando uma distração para mudar o foco das tropas do exército que estavam atrapalhando a conclusão da missão. Raven engoliu em seco por Max seguir com parte do plano sozinha, mas McCready era grandinha o bastante para se cuidar e logo a mestiça tratou de confiar que era a melhor solução. Ignorando o som das aeronaves do exército, Raven encarou Vittorino que sugeriu traçar um plano. Josephine, por sua vez, sugeriu se fazerem de iscas em campo aberto, mas ainda faltava alguma coisa. Vittorino então falou do quadro de Tuft, fazendo Raven assentir por concordar que o objeto deveria ser de grande interesse da Marechal Henningar.

— Eu posso conjurar e copiar um para cada um de nós. — Se colocou à disposição, confiante de que não era um trabalho difícil, sempre tivera notas altíssimas em Transfiguração. Como o quadro só seria visto de longe pelo exército, não era necessário conjurar uma obra de arte exatamente igual nos mínimos detalhes. Raven então pensou em um quadro que já tinha visto muitas vezes no museu e era uma obra bem famosa na cultura dos trouxas, a Mona Lisa. Pensou em um tamanho suficientemente grande para ser visto como um quadro, com moldura dourada e bem trabalhada para deixá-lo ainda mais requintado. O desenho de Mona Lisa, no entanto, era uma piadinha interna. Estourando uma bola de chiclete e com óculos modernos no rosto, a mulher dos anos 1500 parecia muito mais adequada ao século XXI. Após a mentalização precisa da obra, Raven ditou em pensamento movimentando a varinha no chão adiante: “Conjurius Army”. A obra idealizada surgiu no solo da floresta, deixando a meio-sereiana bastante satisfeita com o resultado. Em seguida, mirou a varinha para o quadro e murmurou: Protean. — O quadro gerou uma cópia exatamente igual. Raven então repetiu o processo, pois precisavam de três. Com a distração pronta, Raven decidiu mudar a cor de seus cabelos para não ser facilmente reconhecida caso eles tivessem câmeras com zoom potente ou coisa assim, ela sabia que a tecnologia dos trouxas era bem surpreendente. Usou um feitiço simples para tornar seus cabelos ruivos vibrantes como os de sua amiga Nancy e também conjurou uma máscara que pegava apenas a metade de seu rosto, deixando apenas os olhos de fora. Tal máscara tinha uma bocarra mosntruosa desenhada, inspirada em uma personagem do jogo Mortal Kombat. Mileena sempre foi a char favorita de Raven no jogo de vídeogame. Após colocar a máscara no rosto e se certificar de que estava bem presa, Raven pegou sua cópia do quadro e colocou-a debaixo do braço de modo a não ser difícil carregá-la de um lado para o outro.

Se garantia bastante na corrida, afinal, era descendente de Merrow e estava com o cabelo molhado, isso aumentava bastante sua agilidade em terra. Só precisava se concentrar e aquietar o coração para ficar fria durante a missão, por isso tratou de afastar as lembranças dolorosas da Batalha de Hogwarts e focar no que era interessante. Quando o trio ficou pronto, Raven fez um sinal de despedida para ambos e saiu correndo pela direita, seguindo o caminho oposto de Vittorino. Lançou um último olhar em direção à Josephine, mãe de sua melhor amiga e por quem nutria grande afeto, não se perdoaria jamais se algo acontecesse à ela, por isso pediu a proteção de Freya, a deusa das batalhas e dos guerreiros. As pernas longas de Raven ajudaram-na a tomar distância sem dificuldade, principalmente quando sua presença foi notada e o som do motor de um dos helicópteros começou a ficar mais alto e mais forte. Estava sendo seguida, e não era só pelo ar. Sentia a terra sob seus pés vibrar com a corrida dos soldados em seu encalço com certa desvantagem, é claro, Raven estava bem adiantada. — Can you even see what you're fighting for? — Raven falou consigo mesma as palavras de uma música que ela gostava. Era como uma prece, uma oração de força que ajudou-a impulsionar mais ainda a corrida. — Blood lust in a holy war. Listen up, hear the patriots shout: times are changing! — Sabe quando corredores em olimpíadas do nada dão uma arrancada e tiram força e velocidade de onde ninguém imaginava que existia? Essa era Raven, meio Merrow e meio sereiana, correndo com toda a sua vontade e tomando grande distância de seus perseguidores. Se eles pensavam que uma bruxa não poderia ser veloz sem usar magia, é porque ainda não a conheciam. — Do you believe that you can walk on water? — Deu uma risada contagiante quando o corpo recebeu uma forte descarga de adrenalina fazendo-a saltar uma pequena deformação no solo e aterrissar com maestria sem diminuir em nada seu ritmo. Implacável. Feroz. Raven avistou uma árvore baixa adiante e soube que era o momento de finalizar.

Quando aproximou-se da árvore já preparou a varinha e ao ser coberta pela sombra da copa desaparatou sem demora junto do quadro. Foi puxada pelo umbigo para o local previamente combinado com o grupo, local este onde a BMW da mestiça estava estacionada e ocultada por feitiços de proteção. Foi a primeira a chegar, rapidamente largando o quadro no chão e retirando a máscara. Seu cabelo voltou ao castanho-escuro habitual, mais seco do que antes. Mirou a varinha para o local onde estava o carro. Finite Incantatem. — A barreira de invisibilidade foi removida e o carro ficou visível novamente. Raven deu largo sorriso observando seu possante e apoiou as mãos na cintura. Josephine foi a segunda a desaparatar e Raven nem hesitou em correr para abraçá-la. — Que bom que não é hoje que a Alex me mata. — Deu uma risada baixa ao soltar a mulher e logo em seguida Vittorino surgiu intacto dizendo que tinha dado certo. — Isso foi demais! Preciso correr do exército mais vezes, essa adrenalina me deu até fome. — Comentou tirando a chave do bolso e destravando o veículo. Colocou a cópia falsa do seu quadro e de Josephine no banco de trás com Vittorino e em seguida ocupou o banco do motorista. — Também espero que a Max tenha conseguido. E tomara que ela consiga pegar uma garrafa de vinho para comemorarmos mais tarde. — Brincou na última parte, mas queria muito que o vinho de Pallas viesse. A mãe de Alex tomou o assento ao lado de Raven e após colocar o cinto a meio-sereiana deu partida no veículo, arrancando dali em alta velocidade. Deixaram o local.

Com Josephine, Max e Vittorino | soundtrack


Bullet With Butterfly Wings
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Josephine Pollok Eltz
Resistência - Membro
Resistência - Membro
Josephine Pollok Eltz

Patrono : Pastor-alemão
Bicho-papão : Os filhos mortos

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Beauxbatons (França)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pena de Hipogrifo, Loureiro, 30cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeSex 2 Abr 2021 - 22:45

Run like hell
They are the hunters, we are the foxes and we run!
O familiar puxão da chave de portal levou Josephine às Terras Altas da Escócia em mais uma missão para resistência, o grupo chegando no local no final da tarde, aproveitando a cobertura das árvores para que pudessem seguir caminho sem serem notados. À frente ia Max, líder da resistência, utilizando um feitiço para guiá-los. Depois dela estava Vittorino e em seguida Josephine, Raven fechando o grupo. A bruxa não sabia exatamente como se sentia estando em uma missão com a melhor amiga de sua primogênita, afinal de contas ainda tinha muita dificuldade de enxergar Alexandra como adulta, mas lá estava Raven, varinha em mãos, pronta para qualquer problema que surgisse no caminho deles. Josephine realmente rezava para que aquela fosse uma missão simples, apenas seguir com o grupo até a casa onde a ex-Ministra Presidente da Suprema Corte estava escondida e quem sabe conseguir mais informações sobre os próximos passos que seriam tomados. – E é exatamente por isso que é o lugar perfeito para se esconder. – comentou Josephine. Em outro momento, os comentários de Vittorino provavelmente fariam a bruxa rir, mas naquele momento ela estava tão aflita que sequer conseguia esboçar um sorriso, varrendo o local com os olhos, atenta ao menor dos movimentos. – Se o dia de hoje terminar com uma taça de vinho, vou considerar ele o mais bem-sucedido desde que aceitei esse emprego. Josephine conhecia a Ministra Purcell apenas por reputação, embora imaginasse que com certeza seria um encontro muito interessante. O grupo seguiu praticamente em silêncio, apenas alguns comentários sendo trocados quando necessário, Josephine por vezes olhando para trás para garantir que Raven seguia sem problemas. Era difícil dispensar o instinto maternal e ela sabia que Alexandra nunca a perdoaria se algo acontecesse à melhor amiga enquanto esta estivesse sob o olhar da mãe, além do fato de Josephine realmente gostar da jovem.
 
A bruxa se perguntava se estavam perto e se realmente a missão seria tão tranquila quanto aparentava quando um barulho acima deles fez com que os quatro ficassem em estado de alerta. O comentário de Vittorino apenas confirmou o que todos já sabiam, as Forças Armadas se aproximavam. Eles precisavam fazer algo, e rápido, afinal de contas não podiam arriscar que a localização de Purcell fosse descoberta. Foi Max que prontamente ditou o plano, afirmando que seguiria em frente enquanto os outros três deveriam despistar o exército. Josephine se perguntou se a bruxa realmente deveria seguir sozinha, mas ela sabia que Max era mais que capaz de cuidar de si mesma e seguir sozinha com certeza chamaria menos atenção do que acompanhada. No meio tempo, os três teriam de dar um jeito de afastá-los da casa. – Podemos ser iscas no campo aberto. – sugeriu Josephine colocando a mão no bolso e puxando dali um lenço. – Se nos separarmos conseguimos fazer com que eles se dispersem e se afastem daqui, e até que eles consigam entender o que aconteceu, Max provavelmente já estará a salvo na casa da Ministra. Ainda assim, eles precisavam de algo que atraísse as tropas na direção deles e não na direção da casa, Vittorino sugerindo que utilizassem o quadro que todos sabiam que era buscado pela Marechal. – Ótimo. Enquanto Raven conjurava um quadro e fazia outras duas cópias para que cada um pudesse levar uma, Josephine utilizou um feitiço para tornar seus cabelos ruivos em pretos, amarrando o lenço no rosto como em um antigo filme de faroeste. Após afastarem os militares, eles deveriam aparatar onde Raven havia deixado seu carro, podendo assim ir embora juntos. Josephine aceitou o quadro que a jovem a entregava, colocando-o debaixo do braço e então se preparando para correr. Foi Vittorino que fez a contagem para que o grupo dispersasse, seguindo pela esquerda e se afastando das outras duas.
 
A bruxa se permitiu uma última olhada na direção de Raven antes de disparar também. Ela nunca se perdoaria se algo acontecesse à jovem, então apenas rezou para que ela conseguisse seguir sem problemas. Enquanto Raven seguiu pela direção oposta à de Vittorino, Josephine seguiu em uma direção mais central, segurando com força o quadro falso. Ela soube exatamente quando foi avistada, o barulho de pés atrás dela se tornando bem mais intenso, mas a bruxa não se permitiu virar para descobrir quantos estavam atrás dela. Ela corria rapidamente, por vezes se utilizando das árvores para que pudesse se esconder, mas logo aparecendo novamente no caminho dos trouxas, afinal de contas seu objetivo era ser vista e seguida. Max afirmara que o grupo provavelmente contava com purgantes e Josephine sabia que aquilo poderia ser verdade, rezando para que o uniforme de couro de dragão fosse o suficiente para barrar quaisquer feitiços que pudessem ser lançados em sua direção. Sim, eles estavam em um cessar fogo, mas ela seria louca de confiar em qualquer um daqueles traidores ou nos trouxas que eles acompanhavam. Ela conseguia ouvir o sangue latejando conforme corria, o suor se acumulando na parte de dentro do lenço e dificultando um pouco sua respiração, mas em momento algum ela diminuiu o passo. Ela não sabia exatamente qual era o interesse dos trouxas no quadro que ela supostamente carregava, mas parecia ser vital pois conseguia ouvi-los gritar que não a perdessem de vista, bem como o barulho alto do helicóptero parecendo estar praticamente na sua cola. Josephine apenas rezava para que o quadro fosse importante o suficiente para que o helicóptero não decidisse atirar dali de cima, caso contrário estaria em sérios problemas. Ela não fazia ideia da distância que percorrera, mas quando a primeira bala foi atirada em sua direção, acertando a terra logo atrás dela, a bruxa concluiu que era hora de encerrar a distração.
 
Com cuidado, Josephine se enfiou na mata novamente, se colocando atrás de uma das árvores e sumindo da vista do exército. Sem perder tempo, a bruxa girou no lugar e então se permitiu desaparecer dali, aparatando para bem longe. A primeira coisa que Josephine viu quando fincou os pés no chão novamente foi o carro, mas logo seus olhos se fixaram em Raven que corria em sua direção, lhe dando um abraço apertado. – Por Deus, acho que ela não me perdoaria nunca se eu dissesse que perdi a melhor amiga dela. – falou com um sorriso fraco abraçando-a de volta, extremamente aliviada por ver que ela estava bem. – Sem nenhum arranhão certo? – perguntou se afastando e analisando Raven da cabeça aos pés, em seguida apoiando o quadro no carro. Vittorino apareceu logo em seguida, Josephine respirando aliviada mais uma vez. Tudo parecia ter dado certo, e agora apenas rezavam para que a distração tivesse sido suficiente para Max passar ilesa. Josephine arrancou o lenço do rosto e então tomou o banco dianteiro do carro, colocando seu quadro na parte de trás junto com os outros dois e Vittorino. Com todos já dentro do carro, Raven arrancou dali rumo à sede da resistência.


— we keep living anyway
we rise and we fall and we break and we make our mistakes
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Alric Bürckle Salvatore
Conselheiro da Guilda
Conselheiro da Guilda
Alric Bürckle Salvatore


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Corda de Coração de Dragão, Olmo, 30cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeSab 3 Abr 2021 - 0:00



[DIA 01 - PLANEJAMENTO]

Nyx havia me designado um trabalho e tanto, não porque eu não acreditasse no potencial de Donatello, mas porque eu tinha péssimas lembranças da última pessoa que eu "treinei", Alina havia sido uma cobra venenosa que dividiu os Mercenários por querer tomar o poder e surtou atacando aurores indiscriminadamente, inclusive chegou a matar uma mercenária e isso virou algo terrível, afinal ela se tornou procurada pelo Ministério da Magia e os Mercenários acabaram no radar ministerial. Eu já havia visto o potencial de Donatello e fui um dos meios que ele conseguiu utilizar para chegar a Guilda, afinal era o mínimo que eu podia fazer por alguém da minha família, visto que eu conseguiria ter alguns meios para evitar que eles acabassem se encrencando de verdade, porém isso enquanto eles não mostrassem ser um perigo para nós de alguma forma. Quando Donatello chegou a Casa Principal de Alderney, eu me sentei com ele em uma mesa e respirei fundo. — Eu acho que vamos precisar de uns dias acampados fora do radar, para termos uma ideia de como estão funcionando os turnos, quais as brechas e o que precisamos para nos infiltrar de modo silencioso e sem toparmos com algum dos trouxas que podem ser um perigo para nós. — Comentei de um modo sincero e ele pareceu concordar, afinal adicionou que poderíamos pegar os uniformes dos soldados que havíamos sequestrados e acenei com a cabeça para ele. — Perfeito! Já temos o disfarce. O que acha de usarmos uma poção polissuco também? Acho que consigo com um dos meus contatos. — Perguntei e esperei para que ele me dissesse o que achava, claro que tudo que fomos planejando e falando foi devidamente anotado, então chegamos a conclusão de criarmos chaves de portal para essa missão, uma ideia que o próprio Donatello, algo que eu achei perspicaz e eficiente para o trabalho, eu adicionei algumas observações sobre como iríamos duplicar as caixas com Protean depois de separar as que seriam nossas, assim os trouxas não notariam a diferença. Além disso, precisaríamos de uma boa noção do local antes de irmos direto para o depósito, talvez conseguir um mapa do local de um modo trouxa, eu fiquei responsável por buscar um mecanismo que conseguisse criar uma interferência nas câmeras do local, mas não de modo direto, talvez algo que os trouxas chamavam de repetição de cena, isso talvez fosse ideal.

[DIA 15 - ROUBANDO INFORMAÇÕES]

Nós abordamos um dos guardas, normalmente no horário do almoço eles deixavam apenas dois homens, cada um cobrindo áreas opostas, então criamos uma distração entre as florestas da proximidade e um dos guardas veio até nós, Donatello foi o responsável por essa distração, uma vez que eu precisava vasculhar as memórias do homem, eu apontei a varinha para o homem e ergui as sobrancelhas de uma forma divertida. — Hypnus. — Murmurei e assim o coloquei em um estado de sono, durante o qual amarramos o homem na árvore e eu usei um pouco das várias Poções Polissuco que eu havia adquirido para esse trabalho, enquanto me passava pelo guarda, eu dei meu jeito para conseguir andar por todos os locais daquele ponto dos trouxas, de forma que fui desenhando um mapa. Eu confiava que Donatello conseguisse cobrir umas horas de sono do trouxa, ao fim do meu esboço, guardei o pequeno caderno de anotações dentro das minhas vestes, não em bolsos ou afins, dentro da própria roupa mesmo, antes de deixar o local alegando que precisava reforçar a segurança em um ponto da floresta, onde havia visto um animal a espreita, como só eu sabia a localização do pseudo-problema, não foi difícil convencer que eu conseguiria lidar só com o mesmo. Nós acabamos implantando a tal memória na mente do trouxa de forma convincente, comigo usando o Obliviate, com o feitiço fui incluindo o "turno interno" dele em suas memórias, alegando que ele havia visto o tal animal sair de dentro da base para o exterior, assim como ele o havia matado, pois não podiam correr risco de ser uma das aberrações bruxas que se transformavam em animal, neste caso em específico era um lobo-eurásiatico, algo comum onde estávamos, segundo o que andei estudando e notando.

[DIA 17 - O ROUBO]

Nós deixamos nosso acampamento desmontado e reduzido em uma maleta que reduzimos até caber no bolso, eu iria pegar o guarda que ficava na entrada, enquanto Donatello cuidaria do que ficava na parte de trás da instalação, iríamos pegar a última ronda da noite, quando eles diminuíam todo o fluxo externo e se acautelavam dentro da base, o que nos daria tempo suficiente para entrar e sair sem notarem que tinha acontecido algo. Eu vi o homem desatento e me concentrei, apontando a varinha para ele, e só quando senti que sabia onde ele estaria no passo seguinte foi que eu decidi agir.  apagamos os dois trouxas e os mandamos para o meio da floresta, em um local que havíamos criado só para isso. — Imperium. — Murmurei e fiz o homem deixar seu posto e checar algo onde eu estava, quando ele chegou, eu o apaguei sem o uso de magia, pois os benditos trouxas podiam estar com dispositivos que detectassem isso, então vi Donatello acenando para que eu chegasse até ele, o que eu fiz, repeti o feitiço no segundo guarda e nós os levamos até o esconderijo no coração da floresta nas proximidades, ambos estavam apagados e em um local isolado acusticamente, tanto por feitiço quanto por materiais trouxas. — Lembre de focar em tudo que você fez para alterarmos as memórias deles, ok? — Murmurei para Donatello antes de nos separarmos, faltavam apenas três minutos para a troca de turno, então conseguimos chegar a tempo de entrarmos, eu peguei o pendrive que me disseram que era necessário por em um dos servidores da segurança, algo que era a minha missão, enquanto Donatello tinha que comparecer para a troca de vigia do depósito. Não foi fácil conseguir chegar no tal servidor, mas consegui com um pouco de sorte e seguindo os meus esboços, aleguei que me pediram para checar um cabeamento, deixei o pendrive inserido no local até fechar o carregamento que apareceu na tela.

Só o retirei quando recebi a mensagem de que estava tudo certo na tela, então peguei o pendrive e segui em direção a saída, alegando que havia conseguido ajeitar o cabeamento, antes de seguir para o depósito. Dei mais um gole no meu cantil, que continha poção polissuco e então analisei as câmeras, pelo tempo já devia estar em repetição o vídeo do corredor de acesso ao depósito e do depósito, então nós adentramos o local, eu e meu primo de alguns graus, primeiramente nós checamos se era mesmo o que precisávamos e se eram verdadeiros, para só então começarmos a duplicar as caixas com tudo que tinham dentro, usando o Protean com cuidado, deixando as caixas que iríamos levar empilhadas em um canto enquanto as cópias assumiam os posicionamentos das originais. Tudo foi feito de uma forma cuidadosa e milimétrica para não alertar que estava havendo uso excessivo de magia, afinal os Purgantes não precisavam disso tudo e eu tinha certeza que, se houvessem presos ali, eles não deviam ter tantos rompantes de magia, afinal eu podia pensar que criariam meios deles ficarem exaustos demais para terem energia para tal. As caixas marcadas foram então amarradas por nós manualmente e nós então usamos as chaves de portal para sair do local, indo em direção ao esconderijo na floresta das redondezas, obviamente. Toda a ação levou cerca de duas horas, nós então libertamos os trouxas que estavam presos, depois de usar o Obliviate para fazer eles terem as memórias que tínhamos: eles entraram após a troca de turno e decidiram se ajudar com a contagem do estoque e, depois, ficaram do lado de fora de vigia, onde eles realmente apareceram devido a chave de portal que criamos para deixá-los dentro do depósito, então pegamos tudo que roubamos e seguimos para Alderney, deixando o local para trás sem deixar vestígios de tudo que aprontamos. Saio dali.


ALRIC THOMAS BÜRCKLE SALVATORE

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