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 Terras Altas da Escócia

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
Diretor
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Diretor Alvoros Grunnion

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Bicho-papão : Diretor

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MensagemAssunto: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013 - 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Terras Altas da Escócia

Escócia


Terras Altas da Escócia - Página 9 Olivier

As Terras Altas são uma zona montanhosa do norte da Escócia, onde o catolicismo permaneceu influente ao longo da História da Escócia. As Terras Baixas, por outro lado, são um bastião do protestantismo . Politicamente, as Terras Altas caracterizavam-se até ao século XVIII por um sistema feudal de famílias poderosas, os famosos clãs escoceses.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos



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Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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AutorMensagem
Samantha Colt Singer
Forças Armadas - Aeronautica
Forças Armadas - Aeronautica
Samantha Colt Singer

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Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeSex 19 Mar 2021 - 0:06

More Mysteries And The Picture
A
quilo era um cessar fogo? Não parecia, porque Samantha estava sempre lotada de funções, mesmo que não soubesse exatamente para que. Naturalmente, ela não estava gostando nada disso. Veja bem, Samantha é uma lutadora, não uma política, por mais que seja inteligente. De repente, o que parecia uma simples guerra entre trouxas e bruxos estava virando uma espécie de jogo político que faziam grande maioria das pessoas ficarem perdidas com o que estava acontecendo, Sam inclusa nisso. Sua vontade de lutar estava diminuindo a cada dia mais, isso dava margem para questionamentos. Será que estava mesmo fazendo a coisa certa? Será que a Marechal estava fazendo a coisa certa? No que raios ela estava envolvida? A falta de saber era como um grito em seu cérebro que nunca calava a droga da boca. Deana, claro, era muito mais enfática com isso, pelo menos quando as duas estavam sozinhas. Ela sim dava gritos de verdade sobre a sua insatisfação, principalmente quando as irmãs saiam para um bar barato tomar uma cerveja e comer uma torta (no caso, só Deana comia a torta). No entanto, num determinado dia, as irmãs Singer foram chamadas e ganharam uma missão que revelava um pouco mais daquela trama misteriosa. Quer dizer, revelava um pouco mais conhecido como praticamente nada. Foi mais uma ilusão, Samantha apenas achou que ficaria sabendo um pouco mais, mas no fim, foi apenas mais mistério. Vamos aos fatos, as irmãs deveriam ir até o St. George’s Hospital, onde havia um comboio especial. Elas deveriam pegar o que tinha dentro do comboio e entregar ao mestre alquímico que estava fazendo serviços para as Forças Armadas. Sendo assim, as duas inicialmente foram para o St. George’s Hospital, como a missão mandava.

Chegando no St. George’s Hospital, as duas foram recebidas e rapidamente conduzidas até o tal comboio, de onde tiraram uma caixa retangular de largura fina. - Sério? Uma caixa? - Samantha perguntou para Deana, que agora estava segurando a caixa. Ela já tinha lidado com aquele comboio antes, mas não necessariamente tinha visto o que tinha dentro. Deveria ser bem frustrante para ela perceber que era outra caixa misteriosa lá dentro. Deana apenas respondeu com um "é", deixando muito mais claro o que pensava através de suas expressões. Ela estava com uma perfeita e maravilhosa cara de bunda. Em outras ocasiões, Samantha até teria zoado a sua irmã, mas neste caso compartilhava do sentimento dela. - Vamos acabar logo com isso antes que nos dê sono. - Sério, era um tédio. Sendo assim, as irmãs Singer foram até o mestre alquímico e entregaram a caixa para ele. O homem, por sua vez, dispensou a presença delas e falou que as chamaria assim que pudesse. - Sinceramente, ninguém fala nada nessa merda? - Samantha perguntou para Deana, as duas no quarto do hotel de beira de estrada que tinham alugado para a ocasião (elas eram experts em hotéis de beira de estrada graças aos ensinamentos dos pais). Deana, ainda mantendo a sua exímia cara de bunda de mais cedo, comentou que agora Sam conseguia entendê-la a respeito dos pais. Isso era uma verdade. Os pais das duas tinham desaparecido sem deixar nenhuma explicação. Agora as duas não tinham nem explicação no trabalho e nem na vida pessoal. - Eu vou comprar cervejas. - Samantha informou. Foi assim que as irmãs terminaram aquele dia, bebendo e reclamando da vida.

Foram sete dias de espera até que o mestre alquímico as chamasse. Lá foram as duas de novo para receber o que dele... Adivinha só, adivinha... Mais uma caixa. O mestre tinha sido muitíssimo enfático em dizer que a caixa só deveria ser entregue nas mãos da Marechal, ou seja, nada de Samantha e Deana ficarem sabendo o que estava acontecendo. - Minha irmã, vamos virar trabalhadores dos correios, porque é exatamente isso que estamos sendo. - Samantha dizia para Deana no caminho de volta para o quartel. Sam não podia deixar de sentir que seu rosto estava pintado de palhaço... E olha que ela detestava palhaços com todas as suas forças. Deana fazia ponderações sobre como a Marechal deveria ter medo de alguém descobrir o que estava dentro da caixa ou que ela queria, propositalmente, que descobrissem quando já fosse tarde demais, quando o estrago não pudesse mais ser revertido. - Essa história cada vez fica pior. - Samantha falou com um suspiro, porque continuava não gostando em nada de tudo isso. Sam chegava até a pensar como as coisas eram muito mais simples, meramente atacar os bruxos no castelo mágico deles ou em outras localidades importantes para eles. Samantha e Deana retornaram ao quartel e foram direto falar com Nadja, entregando para ela a tal caixa, que tinha vindo bem segura até as mãos de sua dona. Obviamente a mulher não falou para as irmãs o que estava dentro da bendita, mas revelou outra coisa. Finalmente, alguma informação. Samantha não conseguia deixar de pensar com ironia. A Marechal informava sobre uma segunda moldura do quadro que elas tinham entregado ao mestre alquímico. Uau, então era um quadro mágico, que incrível. Depois de algumas pesquisas, a localização desta segunda moldura tinha sido encontrada, quer dizer, pelo menos uma localização próxima. Infelizmente, talvez por feitiços de proteção, a localização exata não pode ser encontrada. Ainda assim, Samantha e Deana iriam ter um bom norte e tinham que levar pelo menos um purgante para lidar com os possíveis feitiços de proteção.

E então, depois de alguns dias para trazerem um batalhão até as Terras Altas da Escócia, ali estavam Samantha e Deana para a missão de recuperar o quadro perdido. Deana estava em chão, junto de seu esquadrão, Samantha estava nos céus junto de mais alguns pilotos. No total, eram três helicópteros militares. Com o lance do cessar fogo, os caças estavam sendo deixados de molho, sem falar que para missões de reconhecimento o melhor mesmo é a máquina que permita a melhor visibilidade, disparado o helicóptero ganhava. - Tudo limpo aí embaixo? - Samantha perguntou pelo rádio, recebendo uma confirmação de Deana. As duas estavam fazendo esse link de dez em dez minutos, à medida que avançavam pela região na qual o mestre alquímico falou que o quadro poderia estar. Dos céus, Samantha só estava vendo vegetação e o grupo de Deana lá embaixo. Alguns minutos se passaram entre essas trocas de rádio até que Sam observou algo no horizonte de sua privilegiada visão aérea. - Deana, construções à direita. É melhor verificarmos. - Lá embaixo, Deana concordava e comandava o seu esquadrão para seguir a direita. - Vocês ouviram senhores, sigam a construção. - Samantha falou através do canal de rádio com os outros dois helicópteros. Para a direita todos seguiram, Samantha e Deana continuavam chegando o status de uma a outra a cada dez minutos. Tudo parecia estar indo de forma bem tranquila até Samantha observar algo bastante inusitado. Estavam a alguns metros de chegar nas primeiras construções quando, debaixo de uma árvore, saíram três pessoas carregando quadros, as três iam uma para cada lado. Só podem ser bruxos tentando proteger o quadro. Dividir para conquistar, é o que dizem. Sam não podia negar que era uma boa estratégia e meio que deixava os adversários sem escolha.

- Deana, eles estão levando o quadro para longe. O problema é que eu não tenho como saber quem está com o quadro verdadeiro. - Ela falou no canal de rádio com Deana, em seguida usou o canal de rádio global, ou seja, agora iria falar com sua irmã e também com os outros pilotos. - Pilotos, cada um de nós vai seguir um dos bruxos. Eu ficarei com o do centro, Harold vai ficar com a direita e Hemett com a esquerda. - Harold e Hemett eram caras legais, bons colegas de trabalho, Samantha não queria ver eles morrendo como já tinha visto acontecer com outros de seu esquadrão. - Deana, você pode seguir um dos helicópteros ou dividir o esquadrão e seguir os três. Nós vamos na frente para não perder os bruxos de vista. - E com isso, Samantha começou a seguir o bruxo que fugiu pelo centro. Ainda ouvindo Deana pelo rádio, percebeu que ela dividiu o seu esquadrão em três, cada divisão seguindo um dos helicópteros. Cada divisão também ficaria com um purgante para casos de feitiços de proteção. Obviamente as irmãs Singer tinham trazido mais de um purgante, por mais que não gostasse da ideia de trabalhar com bruxos que traíram a sua própria espécie. Quem traiu uma vez é capaz de trair uma segunda vez. Dessa forma, a perseguição começou com as Forças Armadas daquela região divididas em três pedaços, uma seguindo cada bruxo que tinha sido avistado carregando um quadro. Perseguindo os bruxos, os esquadrões também se distanciavam das construções, como se estivessem fazendo o caminho de volta. Samantha não ficou muito feliz com isso, mas não era como se ela pudesse se dar ao luxo de ignorar um daqueles bruxos carregando um quadro quando havia a possibilidade de um deles realmente estar com o quadro verdadeiro.

Observando de cima, Samantha conseguiu perceber que estava perseguindo uma outra mulher. Infelizmente não era possível ver bem os traços dela, ainda mais com ela correndo. A sorte é que haviam campos na região das Terras Altas, Sam podia não conseguir fazer um retrato falado da bruxa, mas nem morta que iria perdê-la de vista... Ou pelo menos foi isso que ela achou. No rádio, Hemett falava que seu alvo tinha desaparecido do nada, Harold não demorou nem cinco segundos para falar a mesma coisa e Samantha, olhando para baixo, percebeu que a mulher que estava perseguindo entrou embaixo de uma árvore e não saiu. O esquadrão em solo logo chegou até a árvore no meio do campo e, pela agitação ali embaixo, não tinha ninguém ali. - Droga, droga. - Sam reclamou batendo a mão na lataria interna do helicóptero. - Ela deve ter... Como que falam mesmo? Aparatação, é isso? - Enfrentando os bruxos, nada mais natural do que começar a aprender o nome de algumas magias que eles usavam, ainda mais se você tivesse uma conversinha com um purgante. Samantha apertou o botão do rádio para se comunicar com Deana. - Vamos precisar reagrupar, todos os bruxos desapareceram e agora estamos dispersos demais. - Deana, a muitíssimo contragosto por tudo o que tinha acontecido, concordou que um reagrupamento era necessário. Sendo assim, um bom tempo foi gasto para que todos os militares se agrupassem novamente num ponto, usando os helicópteros como guia, já que esses se comunicavam facilmente por rádio. Só depois disso que as duas poderiam novamente voltar a busca pelo quadro perdido, mas será que ele ainda estava ali, naquela região? Ou os bruxos tinham levado-o para longe?


Pilot of the Royal Air Force
Flight Lieutenant
SAMANTHA COLT SINGER
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Dahlia Alucard Orlok
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeSab 27 Mar 2021 - 18:16



ervas em lugares indesejáveis

Não tinha dormido muito durante a noite por conta da caçada, mas suas energias estavam definitivamente mais renovadas. O dia estava nublado, mas isso não impedia os olhos de Dahlia de ficarem sensíveis por conta da claridade, mas precisava-se manter-se disposta por conta da reunião que viria a seguir. Seu chefe, o dono da fazenda, havia convocado os demais fazendeiros para uma reunião breve, mas importante. Dahlia chegou em uma área da fazenda onde pequenos carvalhos cresciam, aproveitando para dar uma olhada rápida para garantir que não cresciam ervas daninhas por ali. Hm, a princípio nada, observou, tornando a voltar sua atenção para o grupo que agora se reunia ali, aguardando pelo chefe. Não demorou muito para que o homem chegasse falando alto, mas com um sorriso nos lábios que lhe era típico. Dahlia o observou com curiosidade, parecia que algo realmente bom havia chegado até ele e que estava prestes a explodir. Seu rosto redondo e vermelho parecia suar, mesmo que estivessem no inverno, o que deixou a meio-vampira um pouco preocupada. - Fala logo - resmungou, em que recebeu um olhar curioso do chefe e ele pareceu despertar de um transe. Anunciou, então, que tinham recebido uma proposta de uma fábrica de varinhas da França, uma das melhores, então todos ali, em breve, receberiam um aumento ou algum tipo de promoção - Opa, feliz natal para a gente, então! - Dahlia sorriu, expondo as presas sem se importar muito com aquilo, afinal todos já sabiam de sua descendência (que ela nunca escondeu) - Temos que trabalhar para garantir que a próxima remessa seja impecável - comentou com os colegas enquanto o chefe se afastava - Cada árvore deverá ser minuciosamente cuidada, um contrato desses não se recebe toda hora e devemos entregar nossas melhores madeiras para eles - gesticulava distraidamente enquanto falava, erguendo em alerta o olhar quando alguém comentou que talvez fosse bom ampliar o terreno do plantio um pouco para a área da floresta - NÃO - Dahlia gritou, quase que automático. Não podiam tocar na floresta e mal sabiam o perigo que havia por ali - Podemos trabalhar muito bem com o espaço que temos - se recompôs, alisando as vestes antes de cruzar os braços sobre o peito - Não podemos tirar mais árvores - findou, girando em seus calcanhares e caminhando em direção da plantação de Ébano.

Todos pareciam ter entendido o recado e se espalharam para cuidar das mudas que cresciam. Dahlia adentrou o canteiro e caminhou por ele, olhando com atenção para garantir que ervas-daninhas não cresciam escondidas. Agachou-se e apalpou a terra; estava úmida e isso era bom. Olhou para o céu com certa dificuldade, estreitando os olhos quando o fez, mas conseguiu confirmar que não choveria naquele dia, pelo menos não durante a manhã. Enquanto levantava-se, percebeu que, na divisa do canteiro de ébano com o de videira, algumas ervas-daninhas queriam crescer - Hm, preparar uma herbicida e borrifar nessa zona aqui - falou mais para si do que para qualquer outra pessoa, como se fizesse uma nota mental. Era estranho que estivessem crescendo, afinal tinham feito uso da poção herbicida não fazia muito tempo. De qualquer modo, era claro que era necessário novamente, então Dahlia não se ateve muito a isso. Contra fatos, não há argumentos, pensou, girando em seus calcanhares e olhando para a floresta que se estendia logo depois da fazenda, sendo que um feitiço as separava para que nenhuma criatura aparecesse na plantação. Dahlia sentiu um calafrio quando uma brisa passou pelo seu corpo, fazendo com que se despertasse e tornasse a caminhar pelos canteiros, mas não viu mais ervas daninhas por ali. Retirando-se da plantação de ébano, encontrou com outro colega, o que vinha da área das videiras - Você achou ervas-daninhas além daquelas que tinham na divisa? - perguntou, em que o homem assentiu com um olha preocupado - Curioso. Bem, vamos preparar alguns borrifadores com poção herbicida - sugeriu, em que o colega complementou que deveriam aproveitar e borrifar outras áreas que pudessem estar com crescimento iminente daquelas malditas plantinhas - Boa ideia. Estranho, não gosto desse crescimento - comentou enquanto seguia para onde ficava a sala em que preparavam poções.



thanks covfefe



Dahlia ALucard Orlok
UMA DAS BRUXAS DE BLAIR | CAÇADORA | CLÃ ALUCARD

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeTer 30 Mar 2021 - 23:38



A caçada
Pyotr havia voltado para as terras altas da Escócia, deveria procurar resquícios de seu pai, mesmo que tivesse que ir até o inferno para acha-lo, o garoto que não havia terminado de se se formar a muito tempo adentrou o casebre, o cheiro era o mesmo de sempre, o mesmo cheiro que o havia torturado dia e noite em sua mente.  A sala estava uma zona, garrafas de cerveja espalhadas por todos os cantos, comida que já estava se estragando em cima da mesa, Pyotr ergueu seu braço e pegou uma caneca que estava em cima da mesa –então você ainda está por aqui-  A caneca ainda estava quente, o que mostrava que o homem parecia estar perto dali, Pyotr subiu as escadas, o quarto havia sido esvaziado, apenas algumas roupas haviam sido levadas, a arma que dantes ficava pendurada na parede também sumira, o garoto puxou a varinha do bolso, o homem ainda poderia estar por ali –Apareça seu verme! Venha até aqui e lute como um homem! - O garoto procurou por toda a casa, mas para sua infelicidade não achou nada, o garoto se sentou no sofá e deitou sua cabeça “Onde ele pode ter ido? Onde ele pôde ter se escondido?” Olhou para a mesa, pedaços de papel estavam picotados ali –Reparo- Os peados de papel se juntaram, formando então o recibo de uma passagem de ônibus, seu destino era Edibungo  -então foi para ai que você foi?- A noite se aproximou, o garoto não queria ter que passar a noite ali, então foi para uma casa na árvore, o seu esconderijo, muitas vezes usada quando era pequeno, a casa já estava em pedaços, o tempo a havia feito em pedaços, o garoto juntou alguma lenha -incendio- Disse apontando a varinha para o montante de madeira que ele havia feito. E ali foi onde ele passou a noite, não havia muito o que ser feito, ele não poderia aparatar para a cidade, estava muito longe, além disso aquela casa ficava no meio do nada, sua única opção era passar a noite ali. Um gatou selvagem passou perto dele, o gato se parecia muito com um que seu pai havia matado em sua frente quando ele era pequeno. –Crucio- O gato se contorceu em agonia, gritando gata vez mais alto –Relaxe, em breve sua dor vai sarar, em breve você terá sua vingança- Aquelas palavras não eram ditas para o gato, mas sim para o próprio Pyotr –Avada kedavra- um clarão verde atingiu o gato, o fazendo levantar do chão por algumas poucos segundo, quando o gato voltou ao chão, já estava sem vida. Pyotr deu um sorriso malicioso e disse –Eu vou encontrar você, eu irei te torturar e te fazer sangrar, sua morte não era lenta, você não merece uma morte lenta, pai-

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeTer 30 Mar 2021 - 23:55



Café da manhã
Um dia de má sorte para a cobra
Na manhã seguinte o garoto levantou com o nascer do sol, a hora de começar sua caça estava chegando, ele vestiu suas vestes que estavam guardadas na mochila “Sem comida de novo?” olhou ao redor –parece que terei que caçar de novo- procurou pelo chão alguma pegada que o pudesse ajudar, quando olhou de relance para debaixo de uma pedra, avistou uma pegada nostálgica –Ah sim, cobra- Ele puxou a varinha e apontou para a cobra que ali passava - Diffindossum – Ouve um som de algo quebrando, sem seguida a cobra estava ali, imóvel. O garoto, depois de limpa-la, a espetou em uma vara e a deixou sob o fogo da fogueira, ele tinha que se apressar, estava na hora de seguir em frente  

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Vittorino Paolo Lamartine
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeQua 31 Mar 2021 - 20:50

A chave-de-portal nos deixou no meio de um bosque nas Terras Altas da Escócia, próximo a um povoado. À nossa volta, árvores altas e troncudas pontilhavam o caminho, com copas tão emaranhadas que nem dava vista para o céu, somente uns feixes de sol que penetravam pelo dossel de folhas. Estava calmo e silencioso; a não ser por um farfalhar de folhas, quando o vento soprava, trazendo o cheiro de flores do campo. Tinha sido o lugar perfeito para aterrissar. Max prontamente realizou um feitiço de orientação, que funcionava como uma bússola, e nos deu um “norte” para seguir. — Eu nunca imaginaria que a Evelyn Pallas tinha uma casa de campo por essas bandas — comentei assim que começamos a andar. Seguia logo atrás de Max; às minhas costas Raven e Josephine vinham, fazendo a escolta. Vestíamos aqueles uniformes de couro sintético de dragão, os mesmos que vínhamos usando há tempos para nos camuflar. Toda aquela comitiva era para prestar uma visita à Ministra Presidente da Suprema Corte Bruxa, e tentar conseguir informações sobre o plano de emergência da ex-ministra Purcell, o qual o quadro de Wilhelmina Tuft afirmara existir. — Eu só espero que ela não solte os crupes pra cima da gente — (porque seria algo que eu faria se tivesse uma casa de campo e me aparecesse visitas) —, mas seria pedir muito que nos fosse servida ao menos uma taça daquele famoso vinho dela? — Continuamos por uns cem metros, onde o bosque começava a se abrir em campos verdejantes e floridos. Max nos atualizava quanto à distância do nosso destino; ainda tinha um bocado de chão para andar. Caminhávamos no encontro do bosque com um campo aberto, que se perdia de vista no horizonte. Usávamos a sombra das árvores a nosso favor. Eu pensava que estávamos indo bem até ali, que o resto do caminho, se continuássemos naquele passo, seria moleza. Porém, um barulho distante destruiu as minhas suposições. Era o ruído inconfundível de motores de helicóptero, que estavam se aproximando.

São as Forças Armadas — disse, olhando alarmado para o céu. Rapidamente, nos escondemos na sombra das árvores. Puxei a minha varinha, por precaução. O barulho dos motores continuava aumentando. Então, Max nos passou novas ordens. Deveríamos ficar e causar uma distração nas tropas do exército, enquanto ela seguiria o caminho para a casa da Ministra Pallas. O nosso objetivo era afastar o batalhão dos seus rastros. Assenti, e, junto com as outras duas mulheres, percorri o caminho oposto de Max, contornando a borda do campo pela sombra das árvores do bosque. — Precisamos de alguma estratégia para distraí-los — falei, parando num ponto sob a sombra de uma grande árvore que se projetava para o campo aberto. O barulho dos helicópteros se aproximava cada vez mais. Uma delas sugeriu que usássemos a nós mesmos como iscas; dessa forma, poderíamos seguir caminhos diferentes e dispersar a tropa, que imaginávamos ser imensa. Porém, ela disse, precisávamos de algo que chamasse atenção. — O quadro — lembrei. Minha intuição me apontou justamente para ele. Devíamos usar o quadro de Wilhelmina Tuft como isca. Ambas concordaram, e Raven se dispôs a conjurar três réplicas falsas, uma para cada um. Enquanto isso, nos preparamos… usei um feitiço para mudar a cor do meu cabelo, de ruivo para preto; peguei um lenço que trazia no bolso e amarrei no rosto, cobrindo o nariz e a boca, feito uma máscara de bandido. O ruído dos helicópteros estava tão próximo agora, que parecia estar bem acima de nós. O vento das hélices começava a soprar na nossa direção. Ligeiramente, acordamos a parte final do plano e, com uma contagem regressiva a começar do 3, deixamos a sombra da árvore, correndo em direções diferentes, cada um com uma cópia falsa do quadro de Tuft.

Eu corri para a esquerda, serpeando o caminho que margeava o campo e o bosque. Soube imediatamente que havia sido visto porque um dos helicópteros começou a me perseguir. Usei as sombras ao meu favor. Eu não confiava naqueles caras; podíamos estar no meio de um “cessar fogo”, mas eu já havia visto o suficiente deles para esperar o pior. Continuei correndo, o mais rápido que consegui, carregando o quadro falso. Naquelas horas os meus treinos de condicionamento físico se colocavam à prova, e não me decepcionaram. Junto a uma maré de boa sorte, não encontrei dificuldades pelo caminho que fazia; o terreno era fácil, eu tinha as árvores para despistar o helicóptero (que, infelizmente, continuava bem em cima de mim), e sentia que aguentava correr naquele ritmo por mais umas centenas de metros. Eu já havia percorrido uma distância de uns oitocentos metros quando ouvi vários passos pesados, que vinham de trás e pelo bosque, como um estouro de manada. Podia ouvir estalos de armas, sendo preparadas para atirar. Hora de concluir o plano, determinei a mim mesmo. Continuei por mais cinquenta metros, então saltei para trás de uma árvore. Rapidamente, visualizei o lugar que queria ir (onde Raven havia estacionado o seu carro); concentrei todas as minhas energias; e, por fim, dei um giro no ar, desaparatando com o quadro. [...] Aparatei junto ao carro de Raven. Ela e Josephine já se encontravam no lugar, ambas ainda com seus quadros falsos. — Deu certo! — comemorei, arrancando o lenço, empapado de suor, da cara. Eu estava arfando, meu peito queimava. — Espero que Max tenha conseguido chegar. — Saltei pra dentro do carro no banco traseiro, levando minha cópia falsa. Raven deu partida e arrancou; então pegou a longa estrada de volta para a sede da Resistência.

Off: o conteúdo deste post se passa no início de Agosto, depois da retomada de Hogwarts e Hogsmeade.


Vittorino Paolo Lamartine
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Max Evanne K. McCready
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeQua 31 Mar 2021 - 23:57

O resgate do quadro de Wilhemina Tuft havia aberto novas possibilidades e a confirmação de algumas hipóteses anteriormente levantadas sobre determinados aspectos do Ministério da Magia antes de sua queda. O trabalho inicial de McCready com a pintura de Tuft consistiu em grande parte em explicar à mulher da pintura quem era, quais eram os propósitos e intenções da Resistência, conquistando assim a confiança necessária para que a ex-ministra revelasse o que sabia. O relato de Tuft afirmava que existia um plano emergencial a ser posto em ação caso algo viesse a acontecer dentro do Ministério, garantindo que cópias de registros e arquivos ministeriais e alguns originais de documentos mais importantes fossem retirados do Ministério. O conhecimento do plano se limitava a alguns quadros, a Esmée Purcell e a Evelyn Pallas, cujo paradeiro McCready conhecia unicamente pela ligação familiar que possuíam. Pouco após reunir todas as informações possíveis com Tuft, Max começou a trabalhar na próxima etapa do plano.  

Junto de Vittorino, Josephine e Raven, utilizaram uma chave de portal para chegarem nas Terras Altas da Escócia. Durante o tempo que vinha passando na Grã-Bretanha, Max mantinha residência em uma das propriedades da Família Keller quando não estava pela sede da Resistência, sendo que conhecia bem os arredores e sabia se localizar bem pela região. Era pouco comum que se encaminhasse até a casa de campo, mas tinha conhecimento de sua localização e dos feitiços de proteção que garantiam a segurança do local. Assumiu a dianteira do grupo, indicando o caminho por onde deveriam seguir e permaneceu em silêncio enquanto Vittorino, Josephine e Raven trocavam um ou outro comentário. Refletia sobre as descobertas recentes, sobre o impacto da chegada da Confederação na Inglaterra e sobre maneiras de abordar o assunto com Pallas. Apesar de Evelyn ser irmã de sua mãe, Maxine nunca tivera muito contato com a mulher e imaginava que não seria exatamente agradável para a mesma receber visitas não-anunciadas em uma casa de campo que quase ninguém deveria conhecer.

Ainda faltava uma distância considerável até os arredores da casa de campo quando, em meio ao um momento de silêncio absoluto, o barulho característico de um helicóptero pôde ser ouvido. Vittorino foi o primeiro a verbalizar o pensamento de que estavam próximos de militares, sendo que era de se imaginar que o helicóptero estava ali mais como suporte aéreo; ou seja, havia certamente mais militares não muito longe dali. Não era uma surpresa para Max o fato de que as Forças Armadas não aceitariam com facilidade a ordem de cessar fogo, mas a presença de um helicóptero ali era um mau sinal. — Eu preciso que vocês despistem as Forças Armadas e os afastem o máximo possível da propriedade. Instruiu os membros da Resistência, complementando que seguiria para a casa de campo e informaria a presidente da Suprema Corte. — Também não duvido nada que os militares estejam acompanhados de alguns purgantes, então peço que tomem cuidado. Considerando o cessar fogo, o mais adequado seria evitarem um conflito direto, algo que poderia ser complicado caso um purgante estivesse no meio dos militares. Tomaram então caminhos opostos, Max seguindo pelo caminho mais rápido até a casa de campo e Josephine, Raven e Vittorino indo na direção contrária.


início de agosto | Citando Josephine, Raven & Vittorino


Max Evanne K. McCready
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Deana Colt Singer
Forças Armadas - Exército
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeQui 1 Abr 2021 - 14:51

The boxes and the patience test
A cada dia que passava, Deana estava sentindo sua paciência ser testada mais e mais, começando pela própria Marechal que vinha guardando segredos e mais segredos do restante do exército. Inicialmente acreditava que aquelas eram medidas de prevenção, mas a impressão que a Major começava a ter de sua superior não estava se tornando a das melhores, agora desconfiava mais do que acreditava, seus instintos falavam mais alto nessa parte, e se esses instintos estavam falando, então Deana se colocava em estado de alerta, mesmo que inicialmente de maneira passiva. Somente Samantha sabia a respeito das desconfianças da mais velha, isso porque não conseguia mentir para a irmã e sempre que bebiam ela acabava desabafando de uma maneira mais… violenta, por assim dizer. Os gritos dados por ela naquela espelunca de bar após a reunião com as Forças Armadas e com a própria Marechal eram a única maneira de conseguir desabafar sem colocar seu emprego em risco. Naquele dia, porém, Deana não se sentia absolutamente melhor em nada, mas com sorte sua missão seria ao lado de Samantha e não necessariamente precisaria ficar escondendo suas expressões para ela. Assim, seguiram até o St. George’s Hospital, sendo guiadas até um comboio especial localizado no subsolo do hospital. Decidindo fazer tudo o que lhe havia sido pedido sem questionar ou se comunicar muito, foi direto ao ponto, para que dessa forma pudesse fazer a tal entrega ao mestre alquímico. Mas é claro que Samantha precisava fazer seus questionamentos de “sério, é uma caixa?” em voz alta logo após ambas enxergarem a caixa fina e de formato retangular. — É. — Respondeu a mulher, com a maior cara de bunda do mundo. Sim, ela sabia que a irmã estava tão indignada quanto ela, mas não era como se conseguisse falar qualquer outra coisa além daquele seco “é”. Respirando fundo, assentiu quando Samantha pediu para que acabassem logo com aquilo antes que ela ficasse com sono, e assim foram de encontro ao mestre alquímico, entregando finalmente aquela maldita caixa.

Honestamente falando, a Major não esperava que o tal mestre alquímico lhe desse alguma resposta, na verdade, já imaginava que ele manteria o sigilo das operações, ainda mais se levar em consideração que Nadja é quem estava trabalhando com ele. E dentro do hotel de beira de estrada que haviam alugado, Samantha parecia indignada, e mesmo que Deana quisesse consolá-la, não havia consolo para aquela situação. — Agora você entende o que eu quero dizer quando mencionou a situação do papai e da mamãe. — Deu de ombros, ainda com a cara de bunda de sempre. Samantha logo mencionou que iria comprar cervejas para que elas tomassem. — Vê se traz hambúrgueres e torta também! — Foi tudo o que pediu, voltando a olhar para a tela da televisão. [...] Passaram cerca de sete dias esperando uma resposta do mestre alquímico, que logo chamou por ambas e assim retornaram ao seu encontro. Dando de cara com uma nova caixa totalmente sigilosa que precisava ser entregue em mãos para Nadja, Deana deu um sorrisinho totalmente amarelo para o homem, pegando aquela porcaria de caixa e saindo dali com a irmã. Samantha mencionava que ambas acabariam virando trabalhadoras dos correios, e a mais velha até soltou um sorrisinho. — Nadja deve estar com medo de algo… Talvez tem medo que as Forças Armadas decidam não colaborar se souberem do que se trata. Assim, quando todos puderem descobrir, talvez já seja tarde demais. — Ponderava com a irmã, criando várias teorias sobre tantos segredos guardados. Ao retornarem ao quartel, Deana mostrou sua credencial como sempre tinha que fazer e adentrou o espaço com Samantha, ambas caminhando diretamente para a sala onde Nadja ficava. Assim, entregaram para ela aquela caixa idiota sem fazer perguntas, até porque sabiam que não teria resposta. No entanto, mal haviam terminado de fazer uma coisa e já tinham um novo trabalho. De acordo com a Marechal, havia uma segunda moldura do quadro recém entregue ao mestre alquímico, e aparentemente agora tinham uma localização próxima de onde esse quadro estava. Dando as orientações adequadas para que fossem atrás do quadro, Nadja também reforçou que Deana precisava organizar um batalhão e levar ao menos um purgante consigo, na intenção de lidar com possíveis feitiços de proteção. Absolutamente desgostosa com a ideia de levar um bruxo traidor consigo, cedeu e foi se preparar.

[...]

Terras Altas da Escócia
Foram necessários alguns dias para que pudessem dar sequência ao solicitado, mas agora estavam prontas para dar início a missão. Como sempre, Samantha ficava pilotando aquele negócio idiota enquanto Deana se mantinha no chão, junto de seu esquadrão. — Você fica com Judd, você comigo e você com Jones. — Orientava aos três purgantes que havia levado consigo, apontando na direção de outros dois soldados, dentre aqueles que Deana mais confiava, assim conseguiria ficar de olho o suficiente para conseguir trabalhar sem se preocupar. Conforme o esquadrão avançava pelas Terras Altas da Escócia, o purgante buscava por sinais de feitiços de proteção que pudessem atrapalhar, mas por sorte até o momento não tiveram nenhuma dificuldade. No rádio, Samantha questionava como estava a situação em terra. — Sim, sem complicações. Me mantenha informada se achar algo aí de cima. — Solicitou, voltando a avançar. Aquela era uma missão de recuperação, e com o cessar fogo, não havia necessidade para que todos mantivessem suas armas a postos, no entanto, prevenida como sempre, mantinha sua mão na arma. Avançavam todos em linha reta até o momento em que a irmã novamente a chamou pelo rádio, indicando que havia uma construção à direita. — Certo, vamos seguir pela direita. — Respondia enquanto indicava com os dedos o lado que o esquadrão precisaria seguir, já informando a respeito da construção que haviam encontrado. De dez em dez minutos, Deana buscava se comunicar com Samantha e vice-versa, e conforme se aproximavam, o que viram há alguns metros de distância, o suficiente para que não conseguissem ver o rosto, deixou os soldados a postos, com as armas na mão. — Não atirem. — Dizia na tentativa de lembrá-los do maldito cessar fogo. Três pessoas carregavam quadros e saíram cada uma para um lado diferente, obviamente escolhendo aquela estratégia para lidar com o esquadrão e suporte aéreo. Ser soldado nos dias de hoje estava cada vez mais difícil. — Se chegarmos perto e encurralarmos os três, você consegue saber qual é a cópia? — Perguntou ao purgante assim que a irmã informou no rádio que estavam levando os quadros para longe. Deana não fazia a menor ideia de como a magia funcionava.

Escutando as orientações de Samantha para os pilotos, ela conseguia também bolar uma estratégia para seu esquadrão, no que após ouvir a irmã falar sobre cada um ir para um lado, Deana já conseguia pensar melhor. — Certo. — Seguiam primeiro em linha reta, avançando mais rápido do que antes e agora sempre atentos para novas surpresas que talvez pudessem surgir. — Jones, você e seu grupo para a direita. — Deixava avisado, vendo o parceiro de equipe levando seu pessoal para o lado direito enquanto continuavam seguindo adiante. — Judd, pela esquerda. E nós seguiremos pelo centro. — As orientações eram precisas, mas seu esquadrão já estava bem acostumado com a maneira que Deana falava e orientava, então não havia surpresas quanto a isso. Com ela seguindo pelo centro, da mesma forma que a irmã faria, e assim avançavam de maneira mais ágil e atenta. Nenhuma distração poderia acontecer naquele ponto, precisavam ser totalmente focados. Nenhum dos grupos divididos conseguia ver aqueles que estavam perseguindo durante todo o momento por conta das plantações, mas por sorte as aeronaves estavam dando detalhes de localização para que a perseguição pudesse continuar. Pra piorar, eles poderiam estar despistando com aquela fuga e o quadro verdadeiro ter ficado em uma daquelas construções. Mas não tinha como saber, não haviam respostas suficientes. Não demorou muito para que seus olhos voltassem a avistar uma pessoa correndo e isso fez com que a caça ficasse mais prazerosa. No entanto, foi uma questão de segundos para que ela fosse para uma árvore e os soldados se aproximassem mais. — Sammy, onde está? Como... — Questionava quase num grito, irritada por tê-la perdido de vista. Não gostava de trabalhar às cegas, a incomodava demais. Segundo a irmã, os três bruxos tinham desaparecido do nada e agora os grupos estavam muito dispersos.

— Merda! — Jogou sua arma no chão com toda força, puta da vida por ter perdido seu alvo de vista. Estavam tão perto e agora mais uma frustração pra conta? Tomando fôlego, pegou novamente a arma e apertou o botão do rádio para se comunicar com Judd e Jones. [color:a302=2095C7]— Todos sumiram. Reagrupar a partir do ponto onde nos separamos. — Informava Deana com uma voz raivosa, desligando o rádio e sinalizando com os dedos para que dessem meia volta. E assim todos seguiram, e a sensação de frustração seguia junto. Aquele quadro poderia nem estar mais por ali, e se fosse o caso, continuariam a busca como um esquadrão de idiotas. Era isso o que todos, incluindo Deana, eram, grandessíssimos idiotas.


Deana Colt Singer
Irmã mais velha da Samantha e Major de Exército das Forças Armadas Britânicas. "Saving peoples, hunting things, the family business"
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Raven Austin Haraldsen
Sociedade Estudantil - Estudante
Sociedade Estudantil - Estudante
Raven Austin Haraldsen

Patrono : Vespa do mar
Bicho-papão : Medea Moon

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Espinheiro-Negro, 31 cm, Inflexível, Ferrão de Explosivins.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeSex 2 Abr 2021 - 18:11

Fatal Frame
Raven sentia um aperto diferente na boca do estômago, pois aquela estava sendo sua primeira missão oficial em campo como auror, ela estava até uniformizada com a roupa de couro sintético de dragão, o exato mesmo modelo utilizado antes, quando esteve em campo pela última vez. Tentava não pensar que talvez tivesse que lidar diretamente com as Forças Armadas novamente, o que com certeza traria à tona suas tristes lembranças da Batalha de Hogwarts, e redirecionou seu foco para o plano que tinha traçado com seus companheiros de missão: Max, Vittorino e Josephine, que inclusive era mãe de Alex. Era fim de tarde quando a meio-sereiana sentiu seu corpo ser puxado pela chave de portal que em segundos levou-a para outro lugar. Abriu os olhos e encarou com atenção as árvores da floresta mais próxima de onde precisavam estar. Inspirar o ar fresco da mata encheu Raven de coragem e vitalidade, confiava o bastante em Max para saber que estavam bem respaldados e nada de ruim aconteceria. Com o auxílio de um feitiço de direção, Max logo apontou a direção correta e o grupo começou a seguir de forma cuidadosa pela floresta. Com a varinha empunhada, Raven caminhava alguns passos atrás de Josephine cuidando da retaguarda. Mantinha olhos e ouvidos atentos a qualquer movimento suspeito, justamente por isso tratou de molhar os cabelos com um Aguamenti, aumentando sua percepção do ambiente por entrar em contato com a água, um dos efeitos de sua descendência. — Muita gente não imagina nem a metade do que bruxas como ela escondem. — Raven murmurou com a voz rouca e melódica em resposta ao comentário de Vittorino. Realmente achava que Evelyn Pallas, a ex-ministra da magia, escondia coisas inimagináveis. Só o fato de ter estado à frente do Ministério por anos era o suficiente para torná-la uma caixa de segredos. Raven não podia negar que estava bastante curiosa para encontrar Pallas, mas não deixava transparecer, afinal, estava cercada de gente mais velha e mais experiente, não precisava parecer uma novata deslumbrada.

A movimentação acontecia por causa do quadro de Wilhelmina Tuft e do plano da falecida ministra, Esmee Purcell. O caminho prosseguia com comentários debochados de Vittorino que até teriam provocado o riso de Raven se ela não estivesse concentrada no objetivo. A piada de soltar os crupes foi realmente boa e em relação ao famoso vinho de Evelyn, Raven com certeza não recusaria uma taça se ela oferecesse de boa vontade, mesmo que fosse eticamente errado beber em serviço. Mais algum tempo de caminhada e os quatro chegaram na divisa da floresta com um prado aberto, tomando o cuidado de sempre manterem-se escondidos nas sombras das árvores para não chamar atenção indesejada. Raven enrijeceu o maxilar quando ouviu o som de motores de helicópteros não muito longe de onde estavam e sentiu o coração disparar de ansiedade. Era um som muito vívido, ela lembrava bem, e Vittorino sequer precisava explanar em voz alta quem era a companhia deles. — Companhia para o jantar, que delícia. — Resmungou, rosnando baixinho como um animal que é provocado com um pedaço de galho, sendo cutucado para explodir em raiva. Era de fato como Raven se sentia em relação ao exército. Raven esgueirou-se para as sombras e encostou as costas no tronco de uma árvore, mantendo sempre a varinha preparada para o uso. Max passou novas instruções ao grupo, solicitando uma distração para mudar o foco das tropas do exército que estavam atrapalhando a conclusão da missão. Raven engoliu em seco por Max seguir com parte do plano sozinha, mas McCready era grandinha o bastante para se cuidar e logo a mestiça tratou de confiar que era a melhor solução. Ignorando o som das aeronaves do exército, Raven encarou Vittorino que sugeriu traçar um plano. Josephine, por sua vez, sugeriu se fazerem de iscas em campo aberto, mas ainda faltava alguma coisa. Vittorino então falou do quadro de Tuft, fazendo Raven assentir por concordar que o objeto deveria ser de grande interesse da Marechal Henningar.

— Eu posso conjurar e copiar um para cada um de nós. — Se colocou à disposição, confiante de que não era um trabalho difícil, sempre tivera notas altíssimas em Transfiguração. Como o quadro só seria visto de longe pelo exército, não era necessário conjurar uma obra de arte exatamente igual nos mínimos detalhes. Raven então pensou em um quadro que já tinha visto muitas vezes no museu e era uma obra bem famosa na cultura dos trouxas, a Mona Lisa. Pensou em um tamanho suficientemente grande para ser visto como um quadro, com moldura dourada e bem trabalhada para deixá-lo ainda mais requintado. O desenho de Mona Lisa, no entanto, era uma piadinha interna. Estourando uma bola de chiclete e com óculos modernos no rosto, a mulher dos anos 1500 parecia muito mais adequada ao século XXI. Após a mentalização precisa da obra, Raven ditou em pensamento movimentando a varinha no chão adiante: “Conjurius Army”. A obra idealizada surgiu no solo da floresta, deixando a meio-sereiana bastante satisfeita com o resultado. Em seguida, mirou a varinha para o quadro e murmurou: Protean. — O quadro gerou uma cópia exatamente igual. Raven então repetiu o processo, pois precisavam de três. Com a distração pronta, Raven decidiu mudar a cor de seus cabelos para não ser facilmente reconhecida caso eles tivessem câmeras com zoom potente ou coisa assim, ela sabia que a tecnologia dos trouxas era bem surpreendente. Usou um feitiço simples para tornar seus cabelos ruivos vibrantes como os de sua amiga Nancy e também conjurou uma máscara que pegava apenas a metade de seu rosto, deixando apenas os olhos de fora. Tal máscara tinha uma bocarra mosntruosa desenhada, inspirada em uma personagem do jogo Mortal Kombat. Mileena sempre foi a char favorita de Raven no jogo de vídeogame. Após colocar a máscara no rosto e se certificar de que estava bem presa, Raven pegou sua cópia do quadro e colocou-a debaixo do braço de modo a não ser difícil carregá-la de um lado para o outro.

Se garantia bastante na corrida, afinal, era descendente de Merrow e estava com o cabelo molhado, isso aumentava bastante sua agilidade em terra. Só precisava se concentrar e aquietar o coração para ficar fria durante a missão, por isso tratou de afastar as lembranças dolorosas da Batalha de Hogwarts e focar no que era interessante. Quando o trio ficou pronto, Raven fez um sinal de despedida para ambos e saiu correndo pela direita, seguindo o caminho oposto de Vittorino. Lançou um último olhar em direção à Josephine, mãe de sua melhor amiga e por quem nutria grande afeto, não se perdoaria jamais se algo acontecesse à ela, por isso pediu a proteção de Freya, a deusa das batalhas e dos guerreiros. As pernas longas de Raven ajudaram-na a tomar distância sem dificuldade, principalmente quando sua presença foi notada e o som do motor de um dos helicópteros começou a ficar mais alto e mais forte. Estava sendo seguida, e não era só pelo ar. Sentia a terra sob seus pés vibrar com a corrida dos soldados em seu encalço com certa desvantagem, é claro, Raven estava bem adiantada. — Can you even see what you're fighting for? — Raven falou consigo mesma as palavras de uma música que ela gostava. Era como uma prece, uma oração de força que ajudou-a impulsionar mais ainda a corrida. — Blood lust in a holy war. Listen up, hear the patriots shout: times are changing! — Sabe quando corredores em olimpíadas do nada dão uma arrancada e tiram força e velocidade de onde ninguém imaginava que existia? Essa era Raven, meio Merrow e meio sereiana, correndo com toda a sua vontade e tomando grande distância de seus perseguidores. Se eles pensavam que uma bruxa não poderia ser veloz sem usar magia, é porque ainda não a conheciam. — Do you believe that you can walk on water? — Deu uma risada contagiante quando o corpo recebeu uma forte descarga de adrenalina fazendo-a saltar uma pequena deformação no solo e aterrissar com maestria sem diminuir em nada seu ritmo. Implacável. Feroz. Raven avistou uma árvore baixa adiante e soube que era o momento de finalizar.

Quando aproximou-se da árvore já preparou a varinha e ao ser coberta pela sombra da copa desaparatou sem demora junto do quadro. Foi puxada pelo umbigo para o local previamente combinado com o grupo, local este onde a BMW da mestiça estava estacionada e ocultada por feitiços de proteção. Foi a primeira a chegar, rapidamente largando o quadro no chão e retirando a máscara. Seu cabelo voltou ao castanho-escuro habitual, mais seco do que antes. Mirou a varinha para o local onde estava o carro. Finite Incantatem. — A barreira de invisibilidade foi removida e o carro ficou visível novamente. Raven deu largo sorriso observando seu possante e apoiou as mãos na cintura. Josephine foi a segunda a desaparatar e Raven nem hesitou em correr para abraçá-la. — Que bom que não é hoje que a Alex me mata. — Deu uma risada baixa ao soltar a mulher e logo em seguida Vittorino surgiu intacto dizendo que tinha dado certo. — Isso foi demais! Preciso correr do exército mais vezes, essa adrenalina me deu até fome. — Comentou tirando a chave do bolso e destravando o veículo. Colocou a cópia falsa do seu quadro e de Josephine no banco de trás com Vittorino e em seguida ocupou o banco do motorista. — Também espero que a Max tenha conseguido. E tomara que ela consiga pegar uma garrafa de vinho para comemorarmos mais tarde. — Brincou na última parte, mas queria muito que o vinho de Pallas viesse. A mãe de Alex tomou o assento ao lado de Raven e após colocar o cinto a meio-sereiana deu partida no veículo, arrancando dali em alta velocidade. Deixaram o local.

Com Josephine, Max e Vittorino | soundtrack


Bullet With Butterfly Wings
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Josephine Pollok Eltz
Resistência - Membro
Resistência - Membro
Josephine Pollok Eltz

Patrono : Pastor-alemão
Bicho-papão : Os filhos mortos

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Beauxbatons (França)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pena de Hipogrifo, Loureiro, 30cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeSex 2 Abr 2021 - 22:45

Run like hell
They are the hunters, we are the foxes and we run!
O familiar puxão da chave de portal levou Josephine às Terras Altas da Escócia em mais uma missão para resistência, o grupo chegando no local no final da tarde, aproveitando a cobertura das árvores para que pudessem seguir caminho sem serem notados. À frente ia Max, líder da resistência, utilizando um feitiço para guiá-los. Depois dela estava Vittorino e em seguida Josephine, Raven fechando o grupo. A bruxa não sabia exatamente como se sentia estando em uma missão com a melhor amiga de sua primogênita, afinal de contas ainda tinha muita dificuldade de enxergar Alexandra como adulta, mas lá estava Raven, varinha em mãos, pronta para qualquer problema que surgisse no caminho deles. Josephine realmente rezava para que aquela fosse uma missão simples, apenas seguir com o grupo até a casa onde a ex-Ministra Presidente da Suprema Corte estava escondida e quem sabe conseguir mais informações sobre os próximos passos que seriam tomados. – E é exatamente por isso que é o lugar perfeito para se esconder. – comentou Josephine. Em outro momento, os comentários de Vittorino provavelmente fariam a bruxa rir, mas naquele momento ela estava tão aflita que sequer conseguia esboçar um sorriso, varrendo o local com os olhos, atenta ao menor dos movimentos. – Se o dia de hoje terminar com uma taça de vinho, vou considerar ele o mais bem-sucedido desde que aceitei esse emprego. Josephine conhecia a Ministra Purcell apenas por reputação, embora imaginasse que com certeza seria um encontro muito interessante. O grupo seguiu praticamente em silêncio, apenas alguns comentários sendo trocados quando necessário, Josephine por vezes olhando para trás para garantir que Raven seguia sem problemas. Era difícil dispensar o instinto maternal e ela sabia que Alexandra nunca a perdoaria se algo acontecesse à melhor amiga enquanto esta estivesse sob o olhar da mãe, além do fato de Josephine realmente gostar da jovem.
 
A bruxa se perguntava se estavam perto e se realmente a missão seria tão tranquila quanto aparentava quando um barulho acima deles fez com que os quatro ficassem em estado de alerta. O comentário de Vittorino apenas confirmou o que todos já sabiam, as Forças Armadas se aproximavam. Eles precisavam fazer algo, e rápido, afinal de contas não podiam arriscar que a localização de Purcell fosse descoberta. Foi Max que prontamente ditou o plano, afirmando que seguiria em frente enquanto os outros três deveriam despistar o exército. Josephine se perguntou se a bruxa realmente deveria seguir sozinha, mas ela sabia que Max era mais que capaz de cuidar de si mesma e seguir sozinha com certeza chamaria menos atenção do que acompanhada. No meio tempo, os três teriam de dar um jeito de afastá-los da casa. – Podemos ser iscas no campo aberto. – sugeriu Josephine colocando a mão no bolso e puxando dali um lenço. – Se nos separarmos conseguimos fazer com que eles se dispersem e se afastem daqui, e até que eles consigam entender o que aconteceu, Max provavelmente já estará a salvo na casa da Ministra. Ainda assim, eles precisavam de algo que atraísse as tropas na direção deles e não na direção da casa, Vittorino sugerindo que utilizassem o quadro que todos sabiam que era buscado pela Marechal. – Ótimo. Enquanto Raven conjurava um quadro e fazia outras duas cópias para que cada um pudesse levar uma, Josephine utilizou um feitiço para tornar seus cabelos ruivos em pretos, amarrando o lenço no rosto como em um antigo filme de faroeste. Após afastarem os militares, eles deveriam aparatar onde Raven havia deixado seu carro, podendo assim ir embora juntos. Josephine aceitou o quadro que a jovem a entregava, colocando-o debaixo do braço e então se preparando para correr. Foi Vittorino que fez a contagem para que o grupo dispersasse, seguindo pela esquerda e se afastando das outras duas.
 
A bruxa se permitiu uma última olhada na direção de Raven antes de disparar também. Ela nunca se perdoaria se algo acontecesse à jovem, então apenas rezou para que ela conseguisse seguir sem problemas. Enquanto Raven seguiu pela direção oposta à de Vittorino, Josephine seguiu em uma direção mais central, segurando com força o quadro falso. Ela soube exatamente quando foi avistada, o barulho de pés atrás dela se tornando bem mais intenso, mas a bruxa não se permitiu virar para descobrir quantos estavam atrás dela. Ela corria rapidamente, por vezes se utilizando das árvores para que pudesse se esconder, mas logo aparecendo novamente no caminho dos trouxas, afinal de contas seu objetivo era ser vista e seguida. Max afirmara que o grupo provavelmente contava com purgantes e Josephine sabia que aquilo poderia ser verdade, rezando para que o uniforme de couro de dragão fosse o suficiente para barrar quaisquer feitiços que pudessem ser lançados em sua direção. Sim, eles estavam em um cessar fogo, mas ela seria louca de confiar em qualquer um daqueles traidores ou nos trouxas que eles acompanhavam. Ela conseguia ouvir o sangue latejando conforme corria, o suor se acumulando na parte de dentro do lenço e dificultando um pouco sua respiração, mas em momento algum ela diminuiu o passo. Ela não sabia exatamente qual era o interesse dos trouxas no quadro que ela supostamente carregava, mas parecia ser vital pois conseguia ouvi-los gritar que não a perdessem de vista, bem como o barulho alto do helicóptero parecendo estar praticamente na sua cola. Josephine apenas rezava para que o quadro fosse importante o suficiente para que o helicóptero não decidisse atirar dali de cima, caso contrário estaria em sérios problemas. Ela não fazia ideia da distância que percorrera, mas quando a primeira bala foi atirada em sua direção, acertando a terra logo atrás dela, a bruxa concluiu que era hora de encerrar a distração.
 
Com cuidado, Josephine se enfiou na mata novamente, se colocando atrás de uma das árvores e sumindo da vista do exército. Sem perder tempo, a bruxa girou no lugar e então se permitiu desaparecer dali, aparatando para bem longe. A primeira coisa que Josephine viu quando fincou os pés no chão novamente foi o carro, mas logo seus olhos se fixaram em Raven que corria em sua direção, lhe dando um abraço apertado. – Por Deus, acho que ela não me perdoaria nunca se eu dissesse que perdi a melhor amiga dela. – falou com um sorriso fraco abraçando-a de volta, extremamente aliviada por ver que ela estava bem. – Sem nenhum arranhão certo? – perguntou se afastando e analisando Raven da cabeça aos pés, em seguida apoiando o quadro no carro. Vittorino apareceu logo em seguida, Josephine respirando aliviada mais uma vez. Tudo parecia ter dado certo, e agora apenas rezavam para que a distração tivesse sido suficiente para Max passar ilesa. Josephine arrancou o lenço do rosto e então tomou o banco dianteiro do carro, colocando seu quadro na parte de trás junto com os outros dois e Vittorino. Com todos já dentro do carro, Raven arrancou dali rumo à sede da resistência.


— we keep living anyway
we rise and we fall and we break and we make our mistakes
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Alric Bürckle Salvatore
Conselheiro da Guilda
Conselheiro da Guilda
Alric Bürckle Salvatore


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Corda de Coração de Dragão, Olmo, 30cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeSab 3 Abr 2021 - 0:00



[DIA 01 - PLANEJAMENTO]

Nyx havia me designado um trabalho e tanto, não porque eu não acreditasse no potencial de Donatello, mas porque eu tinha péssimas lembranças da última pessoa que eu "treinei", Alina havia sido uma cobra venenosa que dividiu os Mercenários por querer tomar o poder e surtou atacando aurores indiscriminadamente, inclusive chegou a matar uma mercenária e isso virou algo terrível, afinal ela se tornou procurada pelo Ministério da Magia e os Mercenários acabaram no radar ministerial. Eu já havia visto o potencial de Donatello e fui um dos meios que ele conseguiu utilizar para chegar a Guilda, afinal era o mínimo que eu podia fazer por alguém da minha família, visto que eu conseguiria ter alguns meios para evitar que eles acabassem se encrencando de verdade, porém isso enquanto eles não mostrassem ser um perigo para nós de alguma forma. Quando Donatello chegou a Casa Principal de Alderney, eu me sentei com ele em uma mesa e respirei fundo. — Eu acho que vamos precisar de uns dias acampados fora do radar, para termos uma ideia de como estão funcionando os turnos, quais as brechas e o que precisamos para nos infiltrar de modo silencioso e sem toparmos com algum dos trouxas que podem ser um perigo para nós. — Comentei de um modo sincero e ele pareceu concordar, afinal adicionou que poderíamos pegar os uniformes dos soldados que havíamos sequestrados e acenei com a cabeça para ele. — Perfeito! Já temos o disfarce. O que acha de usarmos uma poção polissuco também? Acho que consigo com um dos meus contatos. — Perguntei e esperei para que ele me dissesse o que achava, claro que tudo que fomos planejando e falando foi devidamente anotado, então chegamos a conclusão de criarmos chaves de portal para essa missão, uma ideia que o próprio Donatello, algo que eu achei perspicaz e eficiente para o trabalho, eu adicionei algumas observações sobre como iríamos duplicar as caixas com Protean depois de separar as que seriam nossas, assim os trouxas não notariam a diferença. Além disso, precisaríamos de uma boa noção do local antes de irmos direto para o depósito, talvez conseguir um mapa do local de um modo trouxa, eu fiquei responsável por buscar um mecanismo que conseguisse criar uma interferência nas câmeras do local, mas não de modo direto, talvez algo que os trouxas chamavam de repetição de cena, isso talvez fosse ideal.

[DIA 15 - ROUBANDO INFORMAÇÕES]

Nós abordamos um dos guardas, normalmente no horário do almoço eles deixavam apenas dois homens, cada um cobrindo áreas opostas, então criamos uma distração entre as florestas da proximidade e um dos guardas veio até nós, Donatello foi o responsável por essa distração, uma vez que eu precisava vasculhar as memórias do homem, eu apontei a varinha para o homem e ergui as sobrancelhas de uma forma divertida. — Hypnus. — Murmurei e assim o coloquei em um estado de sono, durante o qual amarramos o homem na árvore e eu usei um pouco das várias Poções Polissuco que eu havia adquirido para esse trabalho, enquanto me passava pelo guarda, eu dei meu jeito para conseguir andar por todos os locais daquele ponto dos trouxas, de forma que fui desenhando um mapa. Eu confiava que Donatello conseguisse cobrir umas horas de sono do trouxa, ao fim do meu esboço, guardei o pequeno caderno de anotações dentro das minhas vestes, não em bolsos ou afins, dentro da própria roupa mesmo, antes de deixar o local alegando que precisava reforçar a segurança em um ponto da floresta, onde havia visto um animal a espreita, como só eu sabia a localização do pseudo-problema, não foi difícil convencer que eu conseguiria lidar só com o mesmo. Nós acabamos implantando a tal memória na mente do trouxa de forma convincente, comigo usando o Obliviate, com o feitiço fui incluindo o "turno interno" dele em suas memórias, alegando que ele havia visto o tal animal sair de dentro da base para o exterior, assim como ele o havia matado, pois não podiam correr risco de ser uma das aberrações bruxas que se transformavam em animal, neste caso em específico era um lobo-eurásiatico, algo comum onde estávamos, segundo o que andei estudando e notando.

[DIA 17 - O ROUBO]

Nós deixamos nosso acampamento desmontado e reduzido em uma maleta que reduzimos até caber no bolso, eu iria pegar o guarda que ficava na entrada, enquanto Donatello cuidaria do que ficava na parte de trás da instalação, iríamos pegar a última ronda da noite, quando eles diminuíam todo o fluxo externo e se acautelavam dentro da base, o que nos daria tempo suficiente para entrar e sair sem notarem que tinha acontecido algo. Eu vi o homem desatento e me concentrei, apontando a varinha para ele, e só quando senti que sabia onde ele estaria no passo seguinte foi que eu decidi agir.  apagamos os dois trouxas e os mandamos para o meio da floresta, em um local que havíamos criado só para isso. — Imperium. — Murmurei e fiz o homem deixar seu posto e checar algo onde eu estava, quando ele chegou, eu o apaguei sem o uso de magia, pois os benditos trouxas podiam estar com dispositivos que detectassem isso, então vi Donatello acenando para que eu chegasse até ele, o que eu fiz, repeti o feitiço no segundo guarda e nós os levamos até o esconderijo no coração da floresta nas proximidades, ambos estavam apagados e em um local isolado acusticamente, tanto por feitiço quanto por materiais trouxas. — Lembre de focar em tudo que você fez para alterarmos as memórias deles, ok? — Murmurei para Donatello antes de nos separarmos, faltavam apenas três minutos para a troca de turno, então conseguimos chegar a tempo de entrarmos, eu peguei o pendrive que me disseram que era necessário por em um dos servidores da segurança, algo que era a minha missão, enquanto Donatello tinha que comparecer para a troca de vigia do depósito. Não foi fácil conseguir chegar no tal servidor, mas consegui com um pouco de sorte e seguindo os meus esboços, aleguei que me pediram para checar um cabeamento, deixei o pendrive inserido no local até fechar o carregamento que apareceu na tela.

Só o retirei quando recebi a mensagem de que estava tudo certo na tela, então peguei o pendrive e segui em direção a saída, alegando que havia conseguido ajeitar o cabeamento, antes de seguir para o depósito. Dei mais um gole no meu cantil, que continha poção polissuco e então analisei as câmeras, pelo tempo já devia estar em repetição o vídeo do corredor de acesso ao depósito e do depósito, então nós adentramos o local, eu e meu primo de alguns graus, primeiramente nós checamos se era mesmo o que precisávamos e se eram verdadeiros, para só então começarmos a duplicar as caixas com tudo que tinham dentro, usando o Protean com cuidado, deixando as caixas que iríamos levar empilhadas em um canto enquanto as cópias assumiam os posicionamentos das originais. Tudo foi feito de uma forma cuidadosa e milimétrica para não alertar que estava havendo uso excessivo de magia, afinal os Purgantes não precisavam disso tudo e eu tinha certeza que, se houvessem presos ali, eles não deviam ter tantos rompantes de magia, afinal eu podia pensar que criariam meios deles ficarem exaustos demais para terem energia para tal. As caixas marcadas foram então amarradas por nós manualmente e nós então usamos as chaves de portal para sair do local, indo em direção ao esconderijo na floresta das redondezas, obviamente. Toda a ação levou cerca de duas horas, nós então libertamos os trouxas que estavam presos, depois de usar o Obliviate para fazer eles terem as memórias que tínhamos: eles entraram após a troca de turno e decidiram se ajudar com a contagem do estoque e, depois, ficaram do lado de fora de vigia, onde eles realmente apareceram devido a chave de portal que criamos para deixá-los dentro do depósito, então pegamos tudo que roubamos e seguimos para Alderney, deixando o local para trás sem deixar vestígios de tudo que aprontamos. Saio dali.


ALRIC THOMAS BÜRCKLE SALVATORE

★ GOULART
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Donatello Pav. Salvatore
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Donatello Pav. Salvatore

Patrono : Gato Andino
Bicho-papão : tia Natasa

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pelo de Barba de Gnomo, Espinheiro-Negro, 29cm, Rígida.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeSex 23 Abr 2021 - 15:56


[Dia 15 - Roubando Informações]
Passamos vários dias acampados nas cercanias da base trouxa. Criamos uma espécie de toca na encosta da colina, e a escondemos com magia. Durante as noites, trocamos turnos para andar pela região e fazer o reconhecimento do terreno. Nossa grande vantagem estava na floresta que cercava a base militar, que, embora estivesse bem guardada pelos soldados, ainda tinha seus pontos vulneráveis. O conselheiro Salvatore e eu havíamos juntado diversas informações a respeito das trilhas e o mapeamento da área. Tínhamos, também, uma ideia concreta sobre a rotina dos guardas e as trocas de turno. Era mais ou menos a hora do almoço quando decidimos agir. O dia estava particularmente quente; o sol brilhava com toda força no alto do céu. Dois soldados guardavam as entradas de áreas opostas, o que era a brecha perfeita. Posicionados estrategicamente na floresta, próximo à área do nosso alvo, colocamos aquela etapa do plano em ação. Ao sinal de Alric, coloquei-me na direção do vento e brandi a varinha, convocando: ― Fumus! ― Uma fina cortina de fumaça começou a ganhar corpo e foi se expandindo, carregada pelo vento, como uma bruma escura na direção da base. Rapidamente, a fumaça engolia tudo em seu caminho e não demorou para chamar a atenção do nosso soldado. Possivelmente, pensando que fosse mais um incêndio causado pelo calor da região, o homem veio investigar. E foi quando Alric o colocou para dormir. Quando o homem caiu no sono, dissipei a fumaça com rapidez, antes que alertasse alguém mais. Depois de amarrá-lo numa árvore, Alric pegou alguns fios de cabelo e colocou na poção polissuco, que ele mesmo bebeu. Agora, com a aparência do soldado, ele partiu para mapear a base por dentro. Assim que ele foi embora, ergui a varinha e conjurei: ― Cave inimicum! ― Subi a barreira ao redor da árvore na qual o soldado estava amarrado, dormindo profundamente. E eu permaneci ali, velando-o. [...] Alric voltou e nos encontrou no mesmo ponto da floresta. O soldado ainda dormia, mas porque eu tinha prolongado o efeito do feitiço. Alric trouxera novas informações, mas, antes de dividi-las comigo, se abaixou e cuidou do soldado com um feitiço da memória. Depois de tudo resolvido, voltamos para o nosso acampamento.

[Dia 17 - O Roubo]
Nos dois dias que passaram, estudei com afinco o esboço que Alric tinha feito; além de, também, copiá-lo para mim. Na noite da operação, desmontamos todo o acampamento e o guardamos numa maleta, a qual foi diminuída para caber no bolso do conselheiro. Sabendo todas as etapas do plano, fui com Alric até uma parte da floresta, onde nos distanciamos para atacar os guardas. A ronda da noite era ainda mais tranquila do que a do almoço. A maioria dos soldados estavam no interior da base, enquanto outros poucos cumpriam seus turnos. Eu me aproximei pela floresta, na parte de trás da instalação, onde um guarda passava absorto. Parecia que ele estava ali apenas por estar, porque era visível em seu rosto a falta de atenção. Devia fazer aquilo todas as noites e nunca aconteceu nada. Concentrei em seu rosto, enchendo-me de um sentimento repulsivo ao lembrar de tudo que o exército tinha feito até hoje contra os bruxos. Eu queria dar o troco; queria fazer mal para eles. Tomado por aquele sentimento de maldade, apontei a varinha para o soldado e recitei: ― Imperius! ― A maldição o atingiu em cheio. Imediatamente, ordenei que ele abandonasse o seu posto e viesse ao meu encontro. Ele obedeceu. Enquanto o homem vinha, acenei para Alric, informando que tinha conseguido. O conselheiro veio até mim e atingiu o soldado, deixando-o desacordado. Levamos os dois guardar para um ponto da floresta, onde havíamos montado uma área com feitiços protetivos; desde isolação acústica e visual, a interferência de materiais trouxas. Arranquei uns fios de cabelo do homem que eu tinha amaldiçoado e coloquei na poção polissuco, a qual eu bebi. Então, com a aparência do soldado, peguei sua arma e suas identificações. Antes de nos separarmos, Alric me alertou para focar em todos os meus passos, a fim de alterar a memória do sujeito mais tarde. Concordei com a cabeça e fui para o meu posto.

Voltei para a base bem a tempo para a troca de turnos: fui mandado para cobrir a segurança do depósito. Usando de boa localização e a memória do esboço de Alric, consegui chegar no depósito e me apresentar para a troca. Tentei memorizar todos os detalhes do meu trajeto, como havia instruído o conselheiro da guilda. Então, eu postei na entrada do depósito e esperei. Alguns minutos se passaram até que o soldado, no qual Alric estava disfarçado, se aproximou do depósito. Trocamos um rápido aceno de cabeça e entramos no depósito; eu atrás dele. Lá dentro, começamos a trabalhar. Primeiro, conferimos se o material que queríamos (uniformes sintéticos de couro de dragão, doses de dardo neutralizante de magia e outros suprimentos mágicos) eram originais e verdadeiros. Depois, começamos a duplicar as caixas, criando cópias exatas, com o feitiço Protean, de tudo que tinha dentro, enquanto agrupávamos as originais em um canto. Deixamos tudo organizado - as réplicas nos lugares das originais. A nossa ação ali, que durou cerca de duas horas ao todo, foi feita com extrema cautela e o mínimo de magia possível. Amarramos as caixas que pegamos e, depois, acionamos uma chave de portal para o esconderijo na floresta, onde os dois guardas estavam sendo mantidos. Conferi os arredores, então voltei para o homem, cuja aparência eu acabava de abandonar. Concentrei primeiramente na sua memória do momento em que tinha lhe atacado com a maldição Imperius. Em seguida, comecei a construir tudo que veio depois daquilo, com o chamado para a troca de turnos, o caminho detalhado até o depósito, os minutos de espera, a chegada do outro soldado e a entrada no depósito para contagem de suprimentos. Naquele momento, usei todo o meu controle mental para esvaziar a mente e apontei a varinha para a cabeça do homem. ― Obliviate! ― murmurei. A ponta da varinha brilhou. Estava tão concentrado nas memórias que alterava que mal piscava os olhos por vários segundos. Ao final do trabalho, que durou muitos minutos, desamarrei o homem, devolvi seus pertences (depois de limpá-los com um feitiço de esterilização) e, então, Alric e eu os mandamos de volta para o depósito. Dessa forma, pegamos tudo que tínhamos roubado e voltamos para Alderney. Saímos dali sem deixar vestígios do trabalho.

'perché la mia storia non è esattamente una fiaba'
sicurezza viper | con: alric salvatore | highlands scozzesi



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Zöe Campbell Hunter
Sociedade Estudantil - Estudante
Sociedade Estudantil - Estudante
Zöe Campbell Hunter


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Salem (EUA)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo da Cauda de Testrálio, Ébano, 29 cm, Inflexível

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeQui 29 Abr 2021 - 17:31


Entrevista com a Vampira

Sentou-se de frente para Dahlia e deixou o pergaminho e a caneta tinteiro em cima da mesa para que pudesse anotar tudo que a mulher teria a dizer - Então - sua voz rouca preencheu o espaço entre as duas, logo voltando sua atenção para a Meio-Vampira que já conhecia há alguns anos - Como você sabe, eu estou cursando Magizoologia e queria organizar uma pesquisa sobre Meio-Vampiros na Sociedade Bruxa - Dahlia parecia divertir-se com a situação, afinal conhecia Zöe já fazia algum tempo e certamente ambas não esperavam que um dia Hunter quisesse estudar Magizoologia. Convenhamos, era até irônico - Primeiro, eu queria saber de onde você é - anotou a resposta de Dahlia, não sendo nada muito diferente do que já sabia sobre a mulher. Todavia, queria fazer uma entrevista decente, até porque aquilo estaria em sua apresentação de certa forma - E você tem irmãos? - assentiu com a resposta, não deixando uma palavra de fora. Suspirou, puxando um cigarro e o acendendo dentro do escritório de Dahlia, afinal sabia que ela não iria se incomodar - Ok, vamos seguir - soltou a fumaça, deixando o isqueiro de lado e acomodando o cigarro no canto dos lábios - E como você descobriu que era uma Meio-Vampira? Ou foi algo que sempre soube? - Era uma pergunta complicada, mas Z. estava aproveitando aquele trabalho para poder conhecer mais sobre Dahlia, até mesmo para entender coisas que sempre quisera saber, mas nunca o suficiente a ponto de ir atrás e perguntar. Achava que era desnecessário, mas agora havia um propósito. Sua chefe, porém, não parecia importar-se em responder às perguntas, então a coisa toda fluia tranquilamente - Você diria que sofreu algum tipo de preconceito por conta de sua aparência? - Sabia que aquele assunto poderia ser um pouco mais delicado, mas Dahlie respondeu calmamente sobre como muitos de seus colegas de escola acabavam por fazer piadas sobre seus caninos protuberantes e sua palidez exagerada. Zöe torceu o nariz, ficando um pouco desconfortável. A meio-vampira falava de maneira divertida, em que a estudante anotava sobre as dores de cabeça que impediam que ela se levantasse e fizesse algo para se defender. Isso nos primeiros anos, pois nos anos superiores usava seu charme para deixar seus bullies confusos e um tanto quanto atraídos - Interessante - comentou, apoiando-se sobre a mesa e erguendo o olhar para Dahlia - E como você se alimenta? - Essa resposta ela não só sabia como já havia presenciado, mas queria saber o que a mulher queria que fosse escrito de fato no pergaminho. Assentiu enquanto escrevia rapidamente que a mestiça se alimentava principalmente de sangue de animais, nunca optando por beber sangue humano por achar isso extremamente errado. Dahlia sabia que nem todos os meio-vampiros eram assim, mas Z. deixou bem claro em suas anotações que aquela era a visão daquela descendente de criatura.

- Você acha que ainda sofre algum tipo de preconceito? No seu ambiente de trabalho ou na rua? - questionou. Dahlia remexeu-se na cadeira e Z. aproveitou para apagar o cigarro, não demorando muito a registrar que a meio-vampira percebia que muitas pessoas acabavam por ter receio de se aproximar, mas não era algo que a incomodasse - E você acha que é por causa da sua aparência ou por terem algum medo de que você as ataque? - era a última pergunta e Dahlia respondeu que era uma mistura dos dois. Pessoas no geral tinham muito medo de vampiros e seus descendentes, sendo que isso era gerado pela falta de conhecimento de muitos. Zöe terminou suas anotações e guardou o pergaminho junto com a caneta dentro de sua mochila, logo levantando-se junto com sua entrevistada - Muito obrigada por isso, D. - agradeceu - Vou te deixar trabalhar agora. Depois te mando uma coruja com o trabalho pronto, se quiser - falou, acenando para a mais velha antes de aparatar dali. [...] Chegou na Biblioteca com seu pergaminho da entrevista com Dahlia e acomodou-se em um dos assentos vazios, espalhando um pergaminho maior por cima da mesa e utilizando uma pena mais delicada para reescrever toda a conversa que tivera naquela manhã. Ficou contente por ter conseguido entrevistar alguém que conhecia, pois sentia que agora entendia melhor o que se passava na cabeça de Alucard, além, claro, do que ela já sabia. Era um tanto quanto incômodo saber que muitas pessoas ainda sentiam receio de aproximar-se de meio-vampiros, mesmo que Zöe entendesse o motivo. Iniciou o texto de sua pesquisa fazendo um rápido resumo sobre Vampiros e Meio-Vampiros, apontando que os segundos só podiam existir em linhagem direta, ou seja, não tinham como passar a genética adiante. Em seguida, acrescentou que alguns meio-vampiros conseguiam viver em sociedade, anexando a entrevista com Dahlia e fazendo uma descrição de sua aparência: cabelos loiros, olhar penetrante e sedutor, dentes protuberantes e uma pele pálida, além de uma forte irritação a ambientes claros. Tinha reunido informações o suficiente para elaborar um pergaminho inteiro, também acrescentando uma reflexão sobre como meio-criaturas ainda sofriam fortemente com preconceitos e estigmas criados por lendas e falta de informação. ”O mais importante para nós, Magizoologistas, é ensinar no âmbito científico e estudantil que meio-criaturas merecem respeito. Meio-vampiros, que são os representados aqui neste trabalho, ainda sofrem muito por causa de sua aparência, sendo que seja necessário que nós, futuros profissionais, saibamos ensinar os leigos que não há nada de errado em ser diferente”. Findou seu trabalho e o analisou por alguns instantes. Estava bastante satisfeita e esperava enviar para o professor Ares ainda no final daquele dia. Guardou seus pertences e saiu dali, afinal queria tomar um café antes de ter que ir para a primeira aula do dia.
thanks covfefe


ZÖE
CAMPBELL
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Corey Kozlovsky McCready
Sociedade Estudantil - Estudante
Sociedade Estudantil - Estudante
Corey Kozlovsky McCready

Bicho-papão : Si mesmo, em sua forma lupina

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Formado
Varinha: Rabo de Manticore, Carvalho Inglês, 27cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeQui 29 Abr 2021 - 21:51

Lykos Anthropos
Licantropo. Ou melhor dizendo, lobisomem. O termo licantropia vem do grego, mais especificamente lykos, que significa lobo e anthropos, que quer dizer homem. Condição onde alguém, eventualmente, é capaz de se transformar em lua cheia, seja após o ataque de outro em sua forma lupina, aderindo assim através da mordida, ou como herança de sangue, o que é não é comprovado. Quando a saliva do lobisomem se mistura com o sangue de sua vítima, a contaminação acontece. Os vários mitos e lendas trouxas que envolvem os lobisomens são, na maioria, falsas, embora algumas contenham mistos de verdade em alguns momentos. As balas de prata não matam lobisomens, mas uma mistura de prata em pó e ditamno aplicada à mordida recente “sela” o ferimento e impede que a vítima sangre até a morte. Não há conhecimento sobre alguma cura para esse mal, mas na segunda metade do século XX, várias poções foram inventadas para amenizar os efeitos da licantropia, sendo a Poção de Mata-cão a mais bem-sucedida. Existem rumores de bruxos que conseguiram outros meios para conter a transformação, entretanto, é uma questão ainda desconhecida. Talvez por magia negra, ou alquimia... não se sabe ao certo. A transformação para lobisomem pode ser extremamente dolorosa quando não tratada, procedida com alguns dias de palidez e abatimento. Enquanto transformado, a pessoa perde totalmente o censo de humanidade, tornando-se irracional, sendo assim de extremo perigo. Entretanto, é incorreto afirmar que sofra de perda permanente do senso moral, podendo este ser tão bom e gentil quanto qualquer pessoa em sua forma humana. Por outro lado, é sabido que mesmo não estando em sua forma feroz, um lobisomem pode ser muito perigoso. Enfim, muita coisa sobre licantropia... mas meus problemas com ela estavam apenas começando. Na última quinta-feira, fiquei encarregado de um caso específico. Talvez por já ter lidado com algo assim antes, durante a época em que estagiei no antigo Ministério da Magia. Não fora a melhor experiência do mundo, só que eu não estava sozinho, então acabou sendo mais fácil. Até mesmo a irmã de Sarah, Heloise, minha parceira de departamento na época me auxiliou no bagulho todo, por mais que ela tenha feito a maior parte do trampo. É, eu era um simples estagiário, mas sempre curtiram explorar os badecos com habilidades uteis dentro de suas respectivas áreas. Comigo não foi diferente. Enfim, meu destino seria o norte da Grã-Bretanha, com um pequeno grupo de magizoologistas dispostos em auxiliar, embora eu fosse o real encarregado. A questão era: moradores locais estavam relatando ataques frequentes de lobos durante a época de lua cheia, e sinceramente, pelo óbvio já dava para se imaginar que talvez não fossem simples lobos, nem mesmo animagos. A restrição da lua cheia apitava em certo para licans, e pela região abranger uma quantia considerável de famílias, especialmente crianças, não podíamos esperar que algo pior ocorresse. Seria uma irresponsabilidade enorme da nossa parte, como profissionais. Seeley alertou que para qualquer situação de alerta, bastasse contatá-lo, mas algo me dizia que se fosse para dar merda, daria mesmo assim. Carregávamos alguns equipamentos necessários para lidarmos com o pior... eu, por outro lado, optei por apenas utilizar da minha varinha, por mais que eu não curtisse seguir caminhos mais hostis. Um diálogo, sempre que possível, resolvia... mas se fossem lobisomens, isso mudaria muito.

A maior coincidência, era que eu já havia estado ali, nas terras altas da Escócia. Exatamente no mesmo caso do passado, ainda estagiando. Okey, talvez fosse extremamente normal em decorrência de que lobisomens eram encontrados em qualquer canto do mundo, ou lobos, mas hoje... não parecia ser uma simples coincidência. Uma infeliz coincidência, maybe, eu não poderia fugir do trabalho. Poderia estar com um pouco de medo? Sim, afinal, se fosse um lobisomem descontrolado, sabe-se lá o que poderia rolar com toda a confusão. Aparatamos próximos a uma antiga residência da época feudal, aquela vibe meio império, castelos e afins, certamente abandonada mas muito bem conservada. Era final de tarde, nosso meio optado para conseguir sucesso na missão estava sendo baseado em acamparmos ali até que a lua estivesse em seu maior pico, para podermos nos certificar do que realmente se tratava todo o lance. Arrumamos barracas da forma mais convencional possível, por meio de magia, e nos mantivemos sem iluminação do lado de fora, para não acabar chamando a atenção de demais predadores. As barracas eram encantadas para não entregarem nossa localização, estavam sob efeito de um desilusionar, por assim dizer, então era praticamente impossível alguém perambular por ali e enxergar nossa pequena civilização improvisada. Me sentei pacientemente sob uma das poltronas da sala, cruzei as pernas e procurei minha xícara de chocolate quente numa mesinha ao lado, me deliciando com o gosto de chantilly e gotas de chocolate que a bebida proporcionava. Ingeri-la me aqueceu a alma, que estava um pouco gélida de medo. Eu sei lá, meu único contato com licans era por meio de Brooke, agora falecida, e casos do Ministério, nada mais. Sabia que se eu fosse infectado não haveria o que fazer, nem mesmo meios para recorrer, o que lascava tudo ainda mais. Pare de pensar em abobrinhas, me condenei mentalmente, engolindo o restante da bebida. Estávamos em maior número, quais as chances de bruxos preparados serem encurralados nesse lance todo? Eu iria descobrir logo mais. ― São quase sete e meia. ― Digo encarando meus companheiros, que se mantinham ocupados em rever estratégias e outros optavam por distrair a mente. ― Iremos em grupo. Caso necessário, nos separamos para um bem maior. ― Aviso me levantando, caminhando até minha mesa para capturar minha varinha. ― Somente se necessário, por Odin. Não quero ninguém gritando como da última vez... ― Encaro os gêmeos Ted e Tod, novos no emprego e com seus dezoito anos de idade, recém formados, mas que estavam em treinamento. Eles se desesperaram quando lidamos com simples Hipogrifos irritados, e isso já era um ponto para pensar que encarregá-los daquele trabalho hoje, seria uma péssima ideia. Maaaas, vamos lá né. Encarei os gêmeos por alguns segundos e pude presenciar uma certa discrepância em Ted, enquanto Tod já se ocupava em corar de vergonha alheia. Ri, repousei a mão direita sob a cintura e a outra se ocupou em coçar o queixo; eu estava pensativo sobre como lidaríamos com situações de desespero extremo. ― Tudo bem, vocês virão comigo, especificamente. Iremos em grupo, como eu disse, mas fiquem mais próximos de mim. ― Minhas piadas podiam muito bem deixá-los mais a vontade. Eu era tranquilo, mas não um psicólogo.

Cerca de oito e quinze. A lua, naquele período, já estava em seu pico, ou quase lá. Combinei alguns sinais com os demais magizoologistas antes de sairmos e procedemos com o combinado. Éramos preparados, de fato, mas não cem por cento perfeitos, estávamos contando com nossas respectivas experiências e inexperiências por parte de alguns. Apenas lobos, eu esperava que fosse. ― Isso é exagero. ― Digo encarando as bestas que alguns dos meus companheiros optaram por levar. Seriam usadas em casos extremos, onde a magia talvez não fosse o melhor meio, mas apenas nestes casos. Por sorte, ninguém precisaria ser brutalmente machucado, para um bem maior. Eu certamente não concordava com aquilo de jeito nenhum, nunca fui fã dessas coisas medievais. ― Se usarem isso sem necessidade, Seeley saberá. Além do mais, espero que os curandeiros de plantão estejam adeptos. ― Informo. Então notei que só havia um conosco, e talvez fosse melhor deixá-lo ali, em segurança. Ele não era um especialista na área de criaturas, então talvez confronto corpo a corpo, ou varinha a varinha, não fosse sua praia. Cheguei a sugerir que permanecesse no acampamento, mas o ouvi se certificar de que não havia problema algum em nos acompanhar. Desde que ele soubesse se cuidar, perfeito... já existiam crianças demais ali para darmos conta. Enfim, manuseei minha varinha entre os dedos e desfiz toda a toca em que nos acolhemos anteriormente, não deixando qualquer rastro que entregasse nossa possível presença no passado. Isso para evitar confusões ou maus entendidos, vai saber né? Desta forma prosseguimos com o combinado, começando a caminhar para perto da floresta que cercava aquela região, e embora não fosse aterrorizante ou perturbadora, o silêncio interrompido pelo barulho dos insetos como grilos e cigarras me deixava com o coração acelerado. Pedi para permanecerem com as varinhas devidamente abaixadas, sem nenhuma luz, não podíamos correr o risco de nos ferrarmos tão cedo. A escuridão tomou conta dos meus olhos, assim como da região toda, cada vez mais opaca. A única iluminação era a da... lua. Encarei com exatidão aquela enorme bola branca, por mais que naquela noite sua luz estivesse veemente amarelada. Engoli seco. Movi com rapidez minha varinha para frente em defesa assim que meus ouvidos captaram o primeiro uivo. Pude ver meus companheiros ajeitarem suas posturas, e os gêmeos... bem, eles se aproximaram mais de mim, óbvio. ― Atentos. ― Comentei num sussurro. Então, mais um uivo, dessa vez, ele vinha do lado direito do nosso grupo, como se tivesse se movido com agilidade. Inclusive, parecia mais próximo. Talvez nos separarmos seja uma boa ideia para encurralarmos o que quer que seja... afinal, ainda podiam ser lobos, nada mais do que lobos. Me adiantei, fiz uma rápida contagem dos magizoologistas e me certifiquei de que nenhum havia ficado para trás. Eu, Ted e Tod e mais dois. Um bom grupo, o necessário. Tirando o curandeiro, é claro, ele parecia mais preparado do que aquelas duas cópias medrosas.

Evitem conflito brutal! Por favor, usem as varinhas. ― Peço baixo. Não queríamos lobos mortos ou licantropos extremamente machucados... de forma alguma, não tínhamos esse tipo de ética, na verdade nem mesmo ética seria se fosse o caso. Me aproximei do que parecia ser uma clareira, as árvores sumiam em um círculo, uma região mais aberta da floresta... então, enxerguei um vulto rápido. Algo grande, e que certamente não parecia andar em duas patas. Longe disso, muito pelo contrário, minha mente sabia do que se tratava, e agora eu confirmava meus anseios: lidaríamos com um lobisomem, certamente, ou até mais do que um. Os ataques pareciam frequentes pela descrição dos moradores, e os julgando, embora nada listasse mordidas, se tratavam de pelo menos dois. Que tipo de bruxo, ou mestiço, sei lá, não se previne em lua cheia?! indaguei furioso dentre meus pensamentos, ouvindo Ted gemer de medo quando uma figura se aproximou do nosso grupo. Era enorme, corpo esguio e magro, nada bonito, com pelos eriçados e garras compridas. Lá estava nosso primeiro problemão. ― Incarcerous! ― Proferi, no intuito de acertar a criatura e descartá-la o mais rápido possível. Óbvio que nada seria tão simples assim, o licantropo se moveu ao perceber que se não agisse, cordas contornariam seu corpo, e com isso, acabei capturando um tronco de árvore em vez dele. Pressionei meus dedos fortemente contra a varinha, acompanhando sua corrida, que pareciam andar em círculos para confundir nosso grupo. Fora aí que o curandeiro se mostrou mais eficaz do que os gêmeos, por exemplo, numa tentativa de paralisar o lobisomem com um immobilus. É claro que aquele feitiço não seria totalmente tranquilizador para o caso, mas o manteria intacto por um curto período de tempo até que pudéssemos aplicar um sedativo no corpo dele. Não funcionou, inclusive, ele começou a correr na direção oposta, se afastando gradativamente de nós. Parecia estar entretido com outra coisa, ou outro alguém. Um segundo uivo ecoou pela floresta. Agora assim, estávamos fodidos de verdade. Podiam muito bem se encontrarem a acabarem brigando, embora fossem da mesma espécie, se fossem duas fêmeas ou dois machos, etc e tal. Mais problema! ― Agora é a hora de nos dividirmos. Ted, Tod, venham comigo. O restante vai pelo outro caminho, vamos! ― Digo e arrasto os gêmeos pelos braços, os incentivando a me seguirem. Me mantive apressado, mas de certa forma em um ritmo mais calmo. Observei atentamente o corpo que passava entre os troncos se esquivando de feitiços lançados pelos demais magizoologistas, e reclamei pelo o quão isso era arriscado. Se acertasse outra pessoa, era geral na merda. ― Esperem! Ted, Tod, vamos... Ted? ― Assim que diminui os paços para pegarmos outro atalho, notei que apenas Tod estava ao meu lado. Me desesperei... procurei loucamente o outro rapaz e o encontrei, próximo de um lago, encarando totalmente travado, a figura do lobisomem a sua frente. Mas aquele parecia maior, mais adulto... E pelo seu corpo repleto de cicatrizes, mais experiente. Fiquei sem reação de inicio, o que fazer?! Meu coração palpitava. Ted corria risco de vida, pois estava totalmente travado. Aparatei, para perto dele, considerando que estávamos longe um do outro, e agarrei seu corpo com rapidez. O joguei com força para longe, pondo-me em seu lugar automaticamente. Ele caiu sob o gramado molhado, e eu? Senti garras tocarem o meu rosto, como um tapa grotesco que me fez cair sob o orvalho. Amorteci a queda com minhas próprias mãos, mas agora, sentia o sangue quente escorrendo por minhas pálpebras, até as bochechas. Encarei Ted que se arrastava para perto de seu irmão e entreabri os lábios, sussurrando: ― Foge... ― Solicitei, vendo Tod o ajudar a se levantar. Entre uma conversa paralela, ouvi que solicitariam os reforços, provavelmente entretidos com outro lobisomem, pois um uivo ecoava não muito distante dali. Comecei a me arrastar lentamente pois acabei ficando desnorteado com o tapa, mas pior que isso... acabei sendo mantido ali, quando uma dor bruta latejou em meu quadril. 

Minhas pupilas dilataram com agilidade. Meu coração pareceu parar por alguns segundos, e a dor preencheu qualquer pensamento alheio da minha cabeça. Dor, apenas dor. Um zumbido estridente que só eu conseguia captar me manteve ocupado, conforme os dentes da criatura se cravaram em minha pele desprotegida pelo tecido do vestuário recém rasgado. ― ARRGGHHH!! ― Gemi em desespero, dor. Minha varinha acabara caindo longe de mim com o tapa, então me tornei impossibilitado de me proteger. Fora aí que a coisa ficou ainda mais esquisita. Senti os dentes da criatura serem retirados da minha pele precocemente, quando o outro lobisomem avançou em sua direção. Eu mal enxergava, só sabia pensar na dor, então minha visão acabou se tornando turva por isso... mas, mesmo assim, pude notar que parecia uma fêmea, bastante infeliz com o ato do companheiro. O que? Virei meu corpo para cima e pressionei os dedos contra a mordida, que sangrava num excesso gigantesco. Eu morreria, se não chegassem a tempo... então, eu morreria mesmo? Ali, atuando no trabalho, assim? ― Alguém... ― Sussurrei, encarando a cena. Dois lobisomens se enfrentavam, por um motivo desconhecido. Fitei a fêmea, ao máximo que pude, e quando nossos olhos se cruzaram, senti familiaridade. Eu... senti que a conhecia, realmente. E o sentimento que ela emanou ao me encarar, parecia... compaixão? Sim, isso era possível, mas de que maneira? Minhas pálpebras piscavam lentamente, cada vez numa frequência menor. Agora, podia ouvir o barulho de feitiços sendo lançados, e pessoas chamando por meu nome. Ah... eu não morreria, mas carambolas, eu estava pior do que morto... eu havia sido contaminado. O sangue a essa altura já havia adentrado em minhas vistas, causando um incomodo não maior do que a mordida, mas o suficiente para me permitir ficar de olhos parcialmente fechados. O curandeiro havia sido útil, no final das contas hãm? De longe, vi que a fêmea conseguira fugir, mas o lobisomem maior, aquele que realmente apresentava sinais de loucura e semelhantes, tinha sido capturado pelos outros. Suspirei aliviado... tínhamos concluído nossa missão. Curvei meu corpo para frente e vi que a ferida estava sendo tratada, mas logo eles tomariam a frente com o feitiço Vive Mortis, me impedindo de morrer ali mesmo, naquele local gélido. ― Lucinda... ela... precisa saber... ― Digo apenas isso e nada mais, me permitindo apagar totalmente, ao ser induzido por encantamento. Eu sabia que estava em boas mãos, mas minha cabeça só conseguia pensar naquela troca de olhares, e em como minha vida mudaria dali em frente.

Lykos Anthropos, do grego. Agora era possível se dirigir a mim, desta forma. Sai dali.
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeSex 30 Abr 2021 - 20:58



Speak out

Sentia certo orgulho da pontualidade de Zöe, afinal tinha quase certeza que a mais nova tinha aprendido aquilo com ela. A acompanhou até o escritório de reuniões e acomodou-se em uma das poltronas, ficando atrás de uma mesa para que a garota pudesse escrever aquilo que precisaria. Hunter havia lhe mandado uma coruja pedindo uma entrevista para um trabalho do curso de Magizoologia que estava fazendo e Dahlia não pensou duas vezes para aceitar. Adorava a jovem e tinha um carinho forte por ela, sendo que moveria montanhas para lhe ajudar no que precisava, até porque a garota aceitou mudar de país pela causa que lutavam juntas e com o restante da organização. Abriu um sorriso divertido quando Z. deu início à entrevista de maneira formal; pelo visto ela estava realmente levando aquela coisa de graduação bem a sério - e isso era ótimo! Dahlia ficava muito feliz pela garota. - Eu sou natural de Blair, Maryland, Estados Unidos - respondeu de maneira firme e tranquila, recostando-se na cadeira e cruzando os braços sobre o peito para encarar Zöe enquanto ela escrevia rapidamente no pergaminho que havia colocado sobre a mesa. Deu uma risadinha quando a jovem perguntou se Dahlia tinha irmãos - Desculpa, não segurei… Tenho uma irmã gêmea - tamborilou os dedos em seu braço e respirou fundo com a próxima pergunta - Bem - começou, ajeitando-se na cadeira e cruzando uma perna sobre a outra, olhando para cima para refletir antes de continuar - Eu sempre soube que tinha algo esquisito comigo e com minha irmã - pigarreou - Mas um dia eu confrontei nossa mãe e ela nos contou sobre nossa ascendência. A partir daí acho que simplesmente aceitei a coisa toda e segui minha vida - deu de ombros. Não era uma mentira, mas também não precisava acrescentar na entrevista que foi mais ou menos nessa idade que os treinos de caça começaram; Zöe, inclusive, já sabia disso também. Era fácil conversar com a jovem. Considerando que Dahlia não costumava se abrir para desconhecidos, tinha certeza que, se fosse qualquer pessoa fazendo aquelas perguntas, tudo seria bem diferente. Passou a língua em suas presas enquanto tentava pensar na melhor maneira para responder aquela que era uma pergunta um tanto quanto mais… Intensa - Olha, eu nunca dei muita bola para os comentários, mesmo que eles existissem. Alguns de meus colegas faziam piadas sobre minhas presas e também por eu ser bastante branca, mas depois de um tempo eu meio que me vinguei fazendo com que esses chatos acabassem ficando… Encantados por mim, por assim dizer - deu uma risada, recordando-se de todas as vezes que pode se divertir com as pessoas que ela não gostava usando seu charme para deixá-las desconfortáveis. Ah, bons tempos. Dahlia nunca sentiu-se excluída, afinal eram poucas as pessoas que realmente tinham coragem de falar de sua aparência, mas, mesmo quando faziam, ela não se importava. Tinha uma boa confiança em si mesma e isso a ajudava muito a viver normalmente.

- Eu me alimento de pequenos animais ou até mesmo alguns maiorzinhos como cervos - inclinou a cabeça de lado - Não acho certo consumir sangue humano - E você sabe disso, pensou, mas Z. com certeza tinha entendido as entrelinhas - Adoro pirulitos de sangue, por sinal, muito gostosos - acrescentou com um sorriso e lambeu os lábios, pensando que talvez tivesse um em sua bolsa para aguentar o restante do dia que seria bem tedioso depois que Zöe fosse embora. - Cara, eu acho que as pessoas até possuem um certo… Receio, mas eu meio que entendo um pouco - deu de ombros, logo arqueando a sobrancelha com a pergunta seguinte - Hum… É, acho que a aparência é definitivamente o fator que mais faz as pessoas terem receio, mas também não as culpo. Isso acontece porque as pessoas “normais” - fez aspas com as mãos - acabam acreditando bastante nas lendas que a galera conta por aí, então acho que isso influencia bastante - afirmou e, pelo visto, era a última pergunta que Z. faria, pois logo começou a ajeitar suas coisas e levantou-se. Dahlia fez o mesmo e acenou para a garota antes que ela aparatasse, soltando um longo suspiro quando se viu sozinha na sala de reuniões - Bem, hora de ir embora - falou. Saiu do local e estreitou os olhos, sentindo suas têmporas começando a latejar por conta do sol do meio-dia que se instaurava no céu. Maldito sol, pensou, buscando no bolso de seu casaco o óculos de sol que pelo menos amenizava as dores mais intensas, mas não totalmente. Os ajeitou na ponte do nariz e rumou para fora, dando uma última olhada nas árvores antes de aparatar. Ao chegar em casa, retirou os óculos e fechou as cortinas pesadas para escurecer o ambiente, finalmente sentindo-se mais confortável. Ter mudado seu horário de trabalho para noite e manhã era infinitamente melhor, pois podia ficar mais a vontade e com menos dores de cabeças causadas pela luminosidade, sem contar que podia aproveitar o restante do dia para organizar algumas coisas.

OFF.: Dahlia não está mais no local.




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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeSeg 17 Maio 2021 - 20:30

The Gift
And the beginning of the game
A ideia estava sendo divertida, eu não vou negar, mas ao mesmo tempo, percebia que ela não iria me trazer tanta diversão assim. Fingir ser o irmão de alguém iria render deveras outras variáveis futuras. Quando eu comecei com aquilo tudo, eu ainda era mais jovem, pensava que iria ser algo épico, mas agora minha cabeça era outra. Agora eu estava mais centrado, fazendo planos de verdade para o meu futuro, como aprender o máximo que eu conseguisse. Eu não iria ter tempo para criar essa saga imaginária onde eu sou o irmão perdido de um cara com uma cabeça tão considerada doente quanto a minha. Não que eu me considere mesmo doente, mas as pessoas assim me considerariam se soubessem tudo ao meu respeito. Sendo assim, eu aparatei para onde dali, deixando o presente que havia deixado no chão, no entanto. Aquele homem ficaria com o pé atrás da orelha por um tempinho, algo que eu não me importava. Era divertido de pensar, na verdade. Quem sabe depois eu enviasse uma carta a ele dizendo que tinha me enganado de pessoa. Ele iria desconfiar, claro, mas eventualmente iria aceitar. Eu também sei brincar muito bem com as pessoas. Saí da Terras Altas.


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeQui 27 Maio 2021 - 19:31



Oh, memories, where did you go?

Dahlia estava muito satisfeita por ter conseguido transferir-se para o período noturno, o que lhe ajudava bastante a lidar com as fortes dores de cabeça causadas pelo sol em seus olhos sensíveis. Aproveitando a penumbra, deslocou-se por entre os canteiros vazios com a varinha em mãos, fazendo com que sementes de Carvalho caíssem suavemente nos buracos previamente cavados pela meio-vampira. Uma das partes de suas funções, para não dizer que era a favorita (gostava muito da parte da colheita), era o plantio das árvores que haviam sido retiradas para a fabricação de varinhas. Era divertido e relaxante, sem contar que não precisava de muito esforço para espalhar as sementes quando podia fazer isso com auxílio da varinha. Cantarolava uma cantiga que sua mãe costumava usar para tentar fazer com que Alysson e Dahlia dormissem mais tranquilas durante a noite, como se aquilo fosse acalmar as sementes que derrubava nos buraquinhos cavados na terra. Quando findou o perímetro dedicado aos carvalhos, agitou sua varinha e fez com que o saco de sementes voltasse para a pequena casinha onde reservavam sementes e fertilizantes, logo deslocando-se até lá para pegar um balde com excremento de dragão. Não precisava usar iluminação de sua varinha, afinal possuía uma boa visão noturna graças ao seu dom, o que facilitava na hora de usar as duas mãos para carregar um balde pesado com uma pá pequena para espalhar o fertilizante pelo canteiro de carvalhos. Essa parte gostava de fazer manualmente; fazia com que se lembrasse do cultivo da horta que mantinha em Blair desde criança. Como será que estavam as coisas por lá? Precisaria voltar lá assim que possível. Obviamente, arrastaria Alysson e Jane e até mesmo a namorada de sua irmã gêmea. Um natal em casa seria bom para todo mundo e Dahlia gostava de fazer coisas em família. Fazer o quê? Era um pouco melosa com essas datas comemorativas.

Estava bem acostumada com a parte do fertilizante, então não demorou muito mais de uma hora para acomodar um pouco de excremento em cada um dos canteiros com sementes e os fechar antes que a chuva chegasse. O vento já aumentava e Dahlia gostava de plantar em noites de temporal, parecia que as plantas ficavam felizes de serem recebidas na terra por água da chuva. Guardou o balde na casinha e prendeu seus cabelos, aproveitando a pausa para acender um cigarro e observar o tempo mudar rapidamente. O vento aumentava e ficava feroz, sendo que nuvens marrons preenchiam o céu que antes estava estrelado. Aquilo lembrava da noite que encontrara Jane, tão pequena e inofensiva em meio a um temporal e rodeada por vampiros… Aquilo despertou um instinto de proteção que Dahlia só tinha sentido tão forte com sua irmã e mãe. A chuva logo chegou e a meio-vampira se deslocou para dentro da casa principal da fazenda de árvores, onde uma lareira constante mantinha-se acesa e esquentava a sala. Não tinha muito o que fazer durante um temporal além de ficar ali dentro e esperar as pessoas do expediente seguinte, então sentou-se na poltrona em frente da lareira e aconchegou-se, fechando os olhos com um sorriso nos lábios. Aquele clima lembrava exatamente do dia que conhecera Jane, era até como se tivesse com a garota em seus braços, tão pequena e inofensiva… Para Dahlia, que nunca havia cogitado montar uma família e muito menos havia se apaixonado, tinha sido um passo muito grande adotar Jane. Um passo bom, por assim dizer, porque tinham sido bons anos até então.

[ Arredores de Blair, doze anos atrás ]


O temporal era intenso e as denúncias sobre vampiros terem voltado à floresta tinham chegado com ferocidade aos ouvidos de Dahlia, que estava, naquele final de semana, sem Alysson. Seus olhos percorriam a floresta escura com facilidade, sem contar que seus instintos mais selvagens estavam aguçados, pois tinha ativado o modo caçadora para eliminar os vampiros. Realmente esperava não encontrar vampiros por ali, pois não fazia nem um mês que tinham eliminado uma boa quantidade dessas criaturas por ali. Que inferno, pensou, prendendo o cabelo molhado em um rabo de cavalo para que não caísse no rosto enquanto caçava. Sentiu o cheiro típico de sangue e abaixou-se na terra, farejando o local e não demorando muito a encontrar uma enorme poça de sangue próxima a um tronco com fios de cabelo presos entre em algumas cascas. É, alguma coisa tinha acontecido por ali e a presença de sangue não era nada agradável. Rangeu os dentes e deslocou-se como um felino pelo local, tentando ao máximo não fazer barulhos. Aliás, além da chuva, não conseguia escutar nenhum animal por ali, o que não era um bom indicativo. Tinha alguma coisa em Blair e as Orlok sempre souberam disso, não era lá alguma novidade, mas, poxa, tão pouco tempo para aquelas criaturas voltarem? Era realmente desagradável. Sem contar que Dahlia sabia que era inseguro sair sozinha para caçar, mas não tinha ninguém disponível naquela noite e detestava deixar vampiros soltos por ali. Um som de estalo chamou sua atenção, fazendo-a esquivar e esconder-se atrás de uma árvore velha. Escutou um choro através dos relâmpagos que cortavam o céu, o que aguçou ainda mais seus sentidos. Não parecia um choro de adulto… Parecia um bebê. Por que tinha um bebê na floresta? Num temporal? Tinha que ser justo no dia em que ela estava sozinha?

O cheiro de sangue se intensificou e vinha na direção dos sons de choro, o que fez com que Dahlia apertasse o passo em direção do que ouvia e farejava. Seus olhos esquadrinharam a escuridão com facilidade, conseguindo esconder-se entre as árvores o suficiente para poder avistar um grupo de vampiros alimentando-se do que parecia ser a responsável pela enorme poça de sangue que Dahlia havia avistado anteriormente. Estava sozinha e em menor número, então não seria doida de avançar contra o grupo. Ela até podia ser um pouco impulsiva, mas não era despreparada e muito menos inexperiente. Puxou sua varinha e apontou para o grupo Wavius, usou o feitiço de maneira não-verbal, empurrando as criaturas contra uma árvore e liberando o corpo. O choro de bebê aumentou à sua esquerda e Dahlia deslocou-se para aquele local, avistando uma pequena criança com roupas puídas e com muitas manchas de sangue. A meio-vampira rangeu os dentes e pegou o bebê no colo, girando em seus calcanhares para apontar a varinha para as criaturas que tornavam a moverem-se - Incarcerous! - pronunciou, prendendo os vampiros com correntes pesadas que os perseguiram e envolveram com força. Escutou os guinchos irritados daquelas criaturas malditas, apertando o bebê assustado em seus peito. Ora, sua mãe não está bem, então acho que você vai ter que ficar comigo, pensou, sentindo a chuva escorrer pelo seu rosto de maneira irritante. - Entomorphis - falou depois de se aproximar, esmagando com o pé os grilos que anteriormente eram Vampiros. O temporal continuava existindo e Dahlia tornou a prestar atenção no bebê que tinha no colo, que estava com um cheiro bem agradável de sangue. Tinha se saciado na noite anterior, o que era bom, porque tinha tendência a ser bastante impulsiva quando sentia sede, mas não tinha motivos para pensar naquilo agora. Precisava tirar aquele bebê da chuva. Dahlia tinha um compromisso com a criança e pretendia cumpri-lo. Aparatou do local.



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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeDom 30 Maio 2021 - 1:15

Mlle meurtre
[ Castelo Campbell, França ]

Há algum tempo, Madam havia prometido para Francine que a levaria como acompanhante em um de seus serviços, era uma forma de mostrar à filha como trabalhava e como era a vida de um mercenário - já que Francine estava determinada a se tornar uma, inclinada a entrar para o negócio da família. Madam sabia que não era qualquer contrato que Francine poderia participar - mesmo que apenas como observadora - por serem perigosos demais, como o do mês anterior que envolvia a máfia japonesa e uma boate cheia de inocentes em Tóquio. — Bonjour, chéri! — Angelique disse com sua voz sedosa ao entrar no quarto de Francine e gesticular com a varinha para abrir as cortinas. Não era tão cedo, mas a jovem precisava se colocar de pé porque teriam um dia longo. Francine reclamou da claridade, é claro, sem entender direito o que estava acontecendo. Angelique foi direto para o closet da filha escolher uma roupa adequada para o que iam fazer. — Hoje você vai me acompanhar no trabalho. — Encarou a filha e deu um pequeno sorriso.

[ Algum lugar de Edimburgo, Escócia ]

Angelique e Francine trajavam roupas trouxas sociais - terninhos bastante bonitos em tons sóbrios e terrosos -, óculos escuros e bolsas de grife com feitiço de expansão. Os cabelos de Madam estavam longos, chegando um pouco abaixo dos ombros graças a um feitiço. Já Francine experimentava um corte mais curto, dando a ela o ar de uma empresária, assim como Angel. Embora fosse bem mais jovem, Francine tinha uma postura impecável e se passava facilmente por uma mulher adulta. Angelique era uma mãe orgulhosa. No volante do carro alugado com nome e documento falso, Angel dirigia com um cigarro pendendo dos lábios, ora ou outra tirando uma das mãos do volante para tragar e soltar. — O alvo de hoje é um homem. Trinta e cinco anos. Rico, mimado, gênio da programação e um grande filho da puta. — Madam rangeu os dentes num sorriso psicótico, contudo, os óculos escuros escondiam sua feição. — Mark Hill. O Emparedador. Um bruxo que vive no mundo dos trouxas tendo uma vida dupla. Ou tripla, se contar a de assassino que ele esconde muito bem. — Madam atirou o resto do cigarro para fora e indicou o porta-luvas. Francine abriu e encontrou algumas fotografias: algumas mostravam o rosto do sujeito descrito, outras mostravam paredes quebradas onde foram descobertos corpos em decomposição.

— Parece um conto de terror do século dezenove, oui? — Deu uma risadinha de divertimento. — Ele nunca foi pego porque é inteligente. E sádico. Alvos assim precisam de cuidado, nunca é bom atacar de frente. Meu estilo é sempre furtivo e costumo pegar de assalto. Faço a remoção do alvo desacordado e/ou amarrado e levo para outro ponto, um que esteja sob meus domínios. — Era importante estar em uma área segura, da qual se tem conhecimento e controle. Angelique estacionou o carro numa vaga previamente reservada num edifício de luxo de Edimburgo. Abaixou o espelho e retocou o batom vermelho. — É importante nunca matar no local, a não ser que seja estritamente necessário. E é indispensável se livrar de toda ou qualquer prova. Mercenários são limpos, certeiros, implacáveis e invisíveis. — Encarou Francine. — Você deve estar preparada para improvisar caso seja necessário, nem todo plano é perfeito. Mas, não existe desculpa para sujeira. Seja inteligente. Seja sexy. Confie no seu poder feminino, na sua intuição e deixe-se guiar pelos instintos de predador. Seja uma felina, uma pantera. Como sua mama. — Angelique deu uma piscadinha para Francine ao abaixar os óculos e logo os recolocou no rosto. — Commençons. — Saiu do carro com Francine e travou o veículo.  

[...]

Angelique tinha feito uma pesquisa prévia sobre Mark Hill, por isso sabia tantas coisas sobre ele. Foram dois dias para reunir as informações tão preciosas que levou com que Francine e ela fossem até o local de trabalho de Mark. O estacionamento ficava no subterrâneo do prédio e Madam cuidou de deixar o perímetro da vaga do carro protegido pelo Abaffiato e Fianto Duri para não serem ouvidas e nem vistas. Ela também havia estudado o sistema de câmeras do prédio, sabendo exatamente quais eram os pontos cegos para não serem vistas. — Isso é estar um passo adiante. Por isso as informações do seu alvo e do terreno que você vai pisar é tão essencial. — Angelique abriu o mapa das câmeras no capô do veículo, mostrando para Francine o ponto em que estavam. Retirou um cronômetro do bolso e mostrou o tempo que lhes restavam esperar ali. — Mark sai do escritório dentro de treze minutos. Ele demora cerca de oito minutos para chegar aqui no subterrâneo e mais cinco para realmente sair. — Apontou para o carro do homem estacionado há alguns metros. — Tenho cinco minutos para apagar e tirar ele daqui. Eu vou ficar dentro do carro dele, vou apagá-lo e levar o veículo para Ben Nevis. — Madam entregou a chave do carro alugado nas mãos de Francine. — Use o carro como chave de portal, nos encontramos no lugar marcado. — Da onde Francine estava, usando um Homenum Revelio, ela iria conseguir ver perfeitamente a ação de Angelique, que usou o Desilusionar para transitar de um lado ao outro do estacionamento e ir até o carro de Mark.

Mantendo-se abaixada e fazendo o menor barulho possível, mirou a varinha para a porta de trás do veículo. Finestra. — Murmurou e uma  fenda surgiu na porta, permitindo que Angelique passasse por ela já direto no banco de trás, sem disparar o alarme e sem maiores dificuldades. Ajeitou-se no banco e usou novamente o Desilusionar para aguardar o Sr. Hill. Os minutos correram e uma voz masculina tomou o estacionamento; era Mark ao telefone. Angelique se preparou, refazendo o feitiço da desilusão e mantendo a varinha empunhada. Mark encerrou a ligação e abriu a porta do carro, jogou a pasta no banco ao lado e sentou ao volante. Como uma sombra, Angel passou o antebraço ao redor do pescoço do homem, enforcando-o, ao mesmo tempo que mirava a varinha na têmpora dele dando um sorriso torto ao dizer: Petrificus Totalus. — Ele parou de se debater e Angel pôde vasculhar o paletó dele, apanhando assim a varinha que estava escondida nos bolsos internos. Guardou-a consigo e mirou a varinha para o banco do carro em que Mark estava sentado. Portus. — Mentalizou o abrigo secreto nas Terras Altas da Escócia. Em seguida mirou novamente para Mark. Incarcerous. — Cordas saíram da varinha e envolveram punhos e tornozelos do bruxo, para prevenir que ele fizesse alguma gracinha ao término do efeito do feitiço petrificante. Tocou o banco que, por estar grudado no veículo, tornava ele como um todo uma chave de portal. Era uma viagem mais turbulenta e perigosa? Com certeza, mas não era como se eles estivessem sem cinto.

[ Abrigo secreto em Ben Nevis, Terras Altas da Escócia ]

O carro "aterrissou" com um estrondo na clareira da floresta de Ben Nevis onde ficava a cabana secreta de Angelique. Desceu do carro um pouco tonta, mas nada que a impedisse de andar. Segundos depois o carro com Francine surgiu há alguns metros de distância e a filha saiu um pouco enjoada da viagem. Angelique deu uma risada, tomando ar enquanto se livrava dos óculos escuros porque já estava de noite e não fazia mais sentido, embora fosse bem estiloso. — Quer ver a cara do bastardo? — A loira sorriu e fez sinal para Fran segui-la. Madam foi até o carro de Mark e abriu a porta, sem muita delicadeza ela o agarrou pelos cabelos (pelo canto do olho viu Francine se armar, precavida) e o puxou para fora. — Ma chérie, rencontre un homme mort. — Apresentá-lo como um homem morto fez Angel dar uma risadinha. Depois de levar o corpo para dentro usando o feitiço de levitação, Angelique colocou Mark em uma cadeira no meio de um cômodo vazio da cabana (era para ser um quarto de hóspedes, mas ela ainda não tinha montado nada ali). Mark não estava amordaçado, isso porque Angelique optou por desaparecer com a boca dele. Seus punhos e tornozelos se mantinham amarrados, mas agora, além disso, o bruxo estava também atado à cadeira, impossibilitado de se levantar ou de mover qualquer parte do corpo. Francine estava sentada em uma poltrona no fundo do cômodo, oculta pela penumbra que o fogo dos archotes criava no ambiente. — Eu gosto bastante dessa parte. Interrogatórios me deixam bastante animada. — Com animada Angelique queria dizer excitada, mas não queria usar essa palavra na frente de Francine, não vinha ao caso. — Alguns alvos eu simplesmente prefiro não usar como carne, você sabe, existe muita gente podre no mundo. Nesse caso, eu não me importo de deformar, envenenar, fatiar, moer... O que for preciso para arrancar as informações que preciso. — Ia explicando para filha enquanto girava sua faca de chef. — O homem que encomendou a morte dele é o irmão da ex-mulher de Mark. Ex-mulher porque ela foi morta por você, não foi, Mark? Você leu muito os contos de Edgar Allan Poe e por isso decidiu empareda-la? —  Ele obviamente não respondeu, mas seu olhar assustado entregava muito.

— Gostaria de fazer uma boquinha, mon chéri? — Perguntou à filha que por ser meio-vampira tinha suas necessidades para com sangue. — Ele é bom de saúde, deve ser apetitoso, só não é digno para virar um prato meu. — Disse com desdém e caminhou pelo cômodo. Francine decidiu se alimentar, a agitação do dia e o uso de magia criando chave de portal e feitiços de proteção provavelmente eram os motivos, já que a inexperiência fazia com que ela se cansasse mais rápido que Angelique. Deixou a garota se saciar e ao retornar para Mark desfez o feitiço que desapareceu com sua boca. — Agora vamos conversar, Mark. Eu quero uma confissão sua. — Francine jogou para Madam um gravador antigo, mixtape, e ela o apanhou sem dificuldade. Em uma mão mantinha o gravador e na outra a faca de chef. A varinha por sua vez podia ser vista no cós da calça social. — Eu vou começar sendo boazinha. Alguns cortes nos braços. — Ajustou a ponta da faca no braço direito de Mark e pressionou de leve. — Você matou Margareth Gabor-Hill? — Mark estava fraco e nada disse. Madam pressionou e girou a faca, fazendo-o gritar com a dor e choramingar. — Você matou e emparedou Margareth Gabor-Hill? — Ela refez a pergunta, agora com o gravador ligado, para captar de forma bem clara a resposta de Mark. Ele gritou em plenos pulmões toda a confissão, deixando Madam com um sorriso no rosto. Nem precisou usar muito a faca, normalmente ela precisava ser mais incisiva, literalmente falando. Mark começou a chorar descontroladamente e o barulho começou a irritar Angelique, que não suportava aquele tipo de drama vindo de suas vítimas. — Vamos acabar com isso, oui? O bebê chorão já me irritou bastante. — Rolou os olhos e com um único golpe da faca, cortou a jugular de Mark fazendo o sangue espirrar em seu rosto. Francine observava tudo da poltrona no fundo. — Não dá pra negar, eu gosto de um pouquinho de sujeira. — Riu baixo lambendo os lábios sujos.

[...]

Angelique limpou o sangue do cômodo, de suas roupas e pele sem grande demora. Livrou-se do corpo usando ácido, como quase sempre fazia, e aproveitou o momento na cabana segura para tomar banho e trocar de roupa. Francine fez o mesmo. O carro de Mark foi destruído com fogo nessa parte Francine não esteve presente devido sua sensibilidade. Já o carro alugado foi limpo de qualquer vestígio que as ligasse ao desaparecimento de Mark e entregue ao estacionamento. O gravador com a confissão e a varinha de Mark Hill foram deixadas no escritório do irmão de Margareth, durante a madrugada. Angel entrou e saiu como uma sombra, levando consigo o pagamento que o contratante deixou no lugar combinado. Junto de Francine, que aguardava escondida na escuridão, Madam desaparatou do local junto da filha.

Com Francine Campbell Blodwyn
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Leopold Decker-Fitzgerald

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeTer 15 Jun 2021 - 10:22



O local remoto onde sempre encontrava com sua parceira era quase como um casebre abandonado, mas Leo tinha um jeito deixar o local sempre apresentável para ela, preparando não só a segurança do mesmo, como um ambiente agradável. Quando conheceu a mulher, ambos ainda eram jovens estudantes, ele um simples garoto que tinha sangue puro, mas não entendia o que o poder poderia lhe oferecer, ela não era algo muito diferente. Manteve sua postura atenta e seu corpo alinhado, sabia que em breve ela chegaria e teria que estar pronto para lhe contar as novidades, tinha não só conseguido uma boa pista sobre o alvo de ambos, como também uma maneira de manter a identidade deles oculta por mais tempo na sociedade que insistia em os caçar, era quase como conquistar dois coelhos em uma rajada única.


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Pandora M. Morgenstern

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeTer 15 Jun 2021 - 15:45

Lição um: atenção!
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A vida humana é cruel. O mundo é sombrio e não há quem diga o contrário. Tomar cuidado é essencial porque em algum momento a positividade, o amor que existe dentro de você e a esperança não vão ser coisas que manterão seu coração batendo. Tudo bem, talvez você tenha em sua mente uma resposta que retruque a minha linha de pensamento, mas isso não é relevante para mim. Quando o seu mundo estiver desmoronando e a única saída que você possuir for acreditar que algo de bom vai acontecer com o seu ser pela pureza que habita em seu corpo, você vai se lembrar de minhas palavras. E se diante disso você sobreviver, talvez você ganhe o benefício da minha relevância. Esse tipo de pensamento pode nos levar a medidas extremas e cá entre nós, ações desse tipo só acontecem quando vemos que um desastre está próximo. Eu odeio desastres. É impossível vê-los se aproximando, não importa o quão cauteloso você seja. Um piso em falso e tudo muda. Para muitos isso se iguala a uma catástrofe. Para mim isso pode significar minha morte. Digamos que quando o assunto é manter a identidade oculta, viver é como andar por um campo minado. Porém, tudo bem. Eu sempre gostei de sentir adrenalina.

Caminhando em firmes e apressados passos eu me dirigia ao ponto de encontro. Eu não estava longe da pequena residência abandonada. ”Espero que ele já esteja lá!” Pensei avistando na minha linha do horizonte o local. Olhei em alerta para os lados antes de atravessar a pequena rua deserta. Em poucos minutos eu já me localizava em frente ao velho casebre. Com cautela adentrei e rapidamente apontei minha varinha para ele. - Petrificus Totalus!  - Ao sentir a magia fluir pelo meu corpo, percebi o feitiço saindo da ponta do objeto de madeira.  - Gosto assim, atento!  - Declarei caminhando em direção do meu parceiro que se defendeu com mestria.  Meus olhos se prendiam aos de Leo.


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeTer 15 Jun 2021 - 19:18


Quem não conhecesse Leo e pandora, certamente acharia estranho tal cumprimento trocado por ambos e certamente não entenderia o que ele sentiu ao saber da presença dela as suas costas, seu tempo de virar-se e responder ao feitiço foi algo que treinaram quando crianças, ela nunca ia para o ataque realmente contra ele — Reflectus Petrify controlou o ataque provido por sua parceira e abriu um sorriso ao erguer a sobrancelha para ela — Aprendi com a melhor caminhou lentamente até ela, envolvendo a mulher em seus braços e lhe beijando de maneira lenta e intensa. Apesar de ter um relacionamento estável, ambos não viviam juntos, então os encontros precisavam ser aproveitados sempre ao máximo. Leopold era bons centímetros maior que ela, bem como tinha braços fortes, então ao abraçar Pandora, era como se a envolvesse por completo. Se afastou da mesma acariciando seu rosto, tinha boas notícias e não aguentava guardar as mesmas — Tenho um jeito de conseguirmos capturar aquele por quem tem procurado seus olhos claros encontraram os escuros de sua parceira, vendo a informação trazer vida para as engrenagens que maquinaram pelo mal na mente dela.


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeTer 15 Jun 2021 - 19:57



O que tem para mim, Sr. Fitz?

A fala de Leo me fez revirar os olhos e, em seguida, balancei levemente a cabeça para os lados. Um pequeno sorriso se formou em meus lábios; continuava encarando-o. Em poucos segundos eu já estava entrelaçada nos fortes braços do meu parceiro. Não demorou para que nossos lábios se colassem e nossa respiração se transformasse em apenas uma. O beijo foi rápido, porém, intenso e de arrancar meu fôlego. Era bom estar perto do homem, nós não vivemos exatamente colados. Nossos trabalhos individuais exigem que estejamos em não apenas uma única localidade.  Um fato interessante é que eu realmente não gosto de grude ou coisas do tipo. Entretanto com Leopold eu virava hipócrita em relação a isso. Eu gastaria sem problemas uns dez minutos abraçando ele. Passando mais alguns segundos o homem recolheu seus braços que me envolviam por completo e, assim como ele, dei uma passo para trás antes de que ele retirasse sua mão de meu resto - o que me fez fechar os olhos levemente. Ao passar uma de minhas mãos em minhas vestes, arrumando o sobretudo preto, pude ouvi-lo dizer uma frase que fez minha atenção se voltar completamente a ele. Minha mente se recordou de Alex Schmidth Gremory e um olhar que expressava mais do que eu poderia imaginar foi direcionado ao meu parceiro.

Caminhei lentamente ao pequeno sofá que estava perto de nós e me sentei apoiando uma perna sobre a outra. Minhas mãos se juntaram e antes de bramir algo passei a língua pela minha boca.  - O que tem para mim, Sr. Fitz?  - Estava ansiosa. Os planos de meu parceiro sempre eram excelentes e só de imaginar que ele possuía um que envolvesse o Schmidth, meu coração batia cada vez mais rápido.


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeTer 15 Jun 2021 - 21:42


Cada detalhe dela parecia ser conectado a um dele, Leopold e Pandora eram como um encaixe perfeito e para o jovem, cada beijo era uma prova disso. Se afastou mantendo contato suave, dando espaço que sabia que sua amada preferia e almejava, ele mesmo não era do tipo que mantinha muitos contatos, provavelmente razão pela qual se davam tão bem. Mas os momentos que passavam juntos, era como se fossem qualquer casal apaixonado, intensos e cheios do que os trouxas chamam de magia do amor. Ele acompanhou o caminhar de sua mulher que sentou-se no sofá, cruzando as pernas e o encarando-o de uma maneira que sabia exatamente o que ela pensava Como?.  Alex era tão bom quanto o casal em se manter nas sombras e isso já estava mais do que provado, mas um deslize dele deu a vantagem que Pandora precisava para concluir este capítulo.

Fitzgerald sentou ao lado dela e tomou a mão de sua amada na dele, brincando de desenhar na palma dela enquanto explicava o ocorrido, relatando como um de seus contatos em Berlim trouxe a informação de Gremory e como nem mesmo ocultar o nome ele tinha feito — Pra alguém inteligente, tenho que dizer que ele foi burro. Manteve o sobrenome, mas está se identificando como Andrews franziu a testa ao lembrar deste detalhe que até o momento ele não conseguia compreender o tamanho da burrice do homem, até investigou a fundo para buscar se era uma armadilha e não era, foi apenas um erro comum — Usei uma das poções do meu estoque e encontrei com ele… Lógico que não entreguei o que ele procurava, combinei o dia e o horário de entrega para a próxima semana, como sou o único com o que ele precisa, ele vai ter que vir até mim... os olhos claros de Leo recaíram sobre ela de uma maneira sugestiva e clara, Alex iria ao encontro não só de Leopold, ou melhor, Hollow, como era conhecido. Mas sim ao encontro de Pandora, que estaria muito bem disfarçada e pronta para o ataque. Era o momento perfeito e parecia que todas as cartas do universo convergiam para o sucesso de ambos.


Off: Postagem atemporal



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Varinha: Ferrão de Explosivin, Nogueira, 26cm, Quebradiça.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 9 I_icon_minitimeSex 18 Jun 2021 - 0:41


Hit me with your best shot
Os alvos posicionados em linha reta eram o foco dos olhos castanhos da menina e mesmo com a escuridão da noite a envolvendo, conseguia enxergar sem dificuldade as marcações feitas por Dahlia. Eram sete alvos no total, pintados de vermelho-sangue no centro e de cores variadas nas extremidades. Havia garrafas de vidro e latas de alumínio estrategicamente posicionadas pelo espaço também, como escondidas na relva baixa e sobre os próprios alvos pintados - que tinham uma estrutura de madeira para mantê-los em pé mesmo após serem atingidos. Jane posicionou a 9mm, segurando-a com as duas mãos e mirando no primeiro alvo. Pressionou o gatilho e o disparo ecoou pelo campo aberto, mas por estarem protegidas por feitiços sonoros não havia com o que se preocupar. A bala foi enterrada no centro do alvo e apesar de satisfeita com o resultado, Jane não comemorou e rapidamente mudou a mira para o próximo alvo. Outro tiro, centro. Outro tiro, centro. Outro tiro, centro. Parou um pouco, abaixando os braços e suspirando ao olhar por sobre o ombro e ver a mãe cuidando do plantio das árvores. Ela parecia concentrada nas mudinhas, mas Jane bem sabia que por ser uma meio-vampira a mãe estava acompanhando atentamente o desempenho da filha com os alvos.

Tornou a olhar para frente, dessa vez mirando em uma garrafa, e disparou. O vidro estilhaçando foi seguido de outro tiro, este por sua vez acertando uma lata e o seguinte acertando o centro de outro alvo. Não era anormal que Jane tivesse tanta habilidade com uma arma de fogo e uma mira tão precisa, ela treinava desde que se entendia por gente e isso rendia certa experiência em treinos do tipo. Por isso atirar com pouca iluminação tinha se tornado comum, a luz da lua cheia no céu era o suficiente para fazê-la localizar os alvos. — A gente podia caçar um lobisomem hoje. — Jane comentou com a mãe, virando-se na direção dela enquanto travava a 9mm e a colocava no coldre da cintura. Tirou sua faca borboleta da bainha de couro na coxa e girou-a habilmente entre os dedos. — Tô brincando, mãe. Mas seria maneiro, só pela adrenalina de ir atrás mesmo. — Deu um sorrisinho presunçoso e se aproximou observando o plantio. — Quer ajuda? Ou quer propor algum desafio para o treino de hoje? É que esses alvos tão bem fáceis, sinceramente. — Jane encarou Dahlia e arqueou uma das sobrancelhas, ansiando por desafios e testes, coisas que ela sentia grande prazer em realizar.

Com Dahlia Alucard Orlok


Miss Jane Bloom
I'm a wolf in sheep's clothing. Watching, waiting, my prey is praying, there's no escaping.
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