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 Terras Altas da Escócia

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
Diretor
Diretor
Diretor Alvoros Grunnion

Patrono : Fênix
Bicho-papão : Diretor

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013, 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Terras Altas da Escócia

Escócia


Terras Altas da Escócia - Página 7 Olivier

As Terras Altas são uma zona montanhosa do norte da Escócia, onde o catolicismo permaneceu influente ao longo da História da Escócia. As Terras Baixas, por outro lado, são um bastião do protestantismo . Politicamente, as Terras Altas caracterizavam-se até ao século XVIII por um sistema feudal de famílias poderosas, os famosos clãs escoceses.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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AutorMensagem
Arthur Highmore Schmidth
Grifinória
Grifinória
Arthur Highmore Schmidth


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 6º Ano
Varinha: Ferrão de Explosivin, Figueira, 25cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQui 07 Maio 2020, 16:25


FILE: Crianças não podem brincar com a Internet
LOCATION: Lake Bridge, Escócia
ARCHIVE: Number 4

Beatrice e Gilbert aceitaram me acompanhar até o Garbor Hedge. À noite o local realmente parecia oriundo de um filme de terror e os meninos tremeram com a ideia de entrarem ali naquela situação crítica. – Vocês já entraram uma vez, não foi? Vamos fazer que essa seja a última. – Os dois me encararam assustados e eu percebi que tinha falado merda. – Não nesse sentido. Ah, vocês entenderam. – Balancei a cabeça negativamente e incitei para que adentrássemos entre os arames enferrujados para o campo de mato descuidado. Era ali que derrotaríamos a coisa que tanto os assombrava durante aqueles dias.

Algumas horas antes, depois de ter certeza que os pais da menina tinham saído ilesos do ataque do chamado Cartoon Cat, usei um feitiço de esquecimento e os coloquei para dormir com o Hypno. Só então procurei o bestiário do meu avô e finalmente encontrei aquilo que procurava. “Boogey? O que é isso?” Questionou Gilbert quando já estávamos a caminho do manicômio. – O boogey é uma forma corrompida de um bicho-papão. Ele se torna esse monstro violento e voraz quando permanece muito tempo acumulando energias pesadas e negativas dos seres humanos. – Expliquei rememorando as anotações do bestiário. – Quando vocês foram ao manicômio, abriram alguma porta antiga que estava trancada com cadeado ou algo assim? – Beatrice e Gilbert se entreolharam, ele assentiu: “Tinha aquele quarto trancado. O Dennys quebrou a maçaneta com uma pedra. Só que não encontramos nada de interessante para as fotos, só umas camas velhas.” Eu escutei com atenção, juntando ainda mais as peças da minha constatação. Os garotos libertaram um monstro trancafiado há anos sem nem ao menos perceberem, monstro este do qual se alimentara das emoções tortuosas dos habitantes do manicômio até ser totalmente corrompido. Quando um bicho-papão se torna um boogey, a sua natureza também muda. Ele se transforma em uma criatura predadora que gosta de brincar com as suas presas antes de devora-las inteiramente. O boogey assume a forma de um monstro da sua escolha, não necessariamente o maior medo do afetado, e atormenta o indivíduo antes de abatê-lo friamente. Ele gosta do medo que eles sentem na perseguição. – Esse boogey escolheu persegui-los depois que foi libertado do quarto em Garbor Hedge. Queria se divertir atacando um por um. Como sabia que vocês gostavam dos monstros de Henderson, achou que seria ainda mais prazeroso assusta-los assumindo a forma deles. O Smile Room com o Dennys, o Siren Head com o Ethan, o Cartoon Cat... – Os dois meninos permaneceram quietos, apenas assimilando a teoria. – Os boogeys não podem ser mortos, eles repelem feitiços comuns, embora não gostem de luz. – Foi justamente o que faltou para montar o quebra-cabeça quando o Cartoon Cat se irritou com o brilho das chamas. – Mas, – prossegui. – existe uma forma de sela-los no local onde nasceram. O cômodo original o deixa fraco, mas um feitiço antigo pode o prende-lo eternamente nele. – Aquele foi o ponto final de minha pesquisa e embora soasse como uma esperança, Beatrice e Gilbert não se mostraram muito animados. “Arthur... Isso significa que... Dennys e Ethan estão realmente...” A garota ruiva começou a questionar, encontrando forças para terminar a sua sentença. Eu inspirei fundo e esperei alguns instantes antes de dizer com pesar. – Sinto muito. – Era muito difícil acreditar que o boogey não teria engolido as outras crianças assim que as capturara. Imaginar que o pobre Gilbert seria sua próxima vítima se eu não tivesse o impedido naquela noite ainda me dava calafrios na espinha. "Você disse que ia encontra-los..." Ela murmurou, entristecida com a bombinha de asma na mão. Não consegui responde-la. Os meninos ficaram quietos e continuamos o nosso caminho até o prédio abandonado nesse mórbido silêncio.

Sem a iluminação solar, precisei da minha varinha para guiar o caminho repleto de móveis em estado de decomposição nos corredores esquecidos. Meu plano era relativamente simples, ainda que perigoso. Queria atrair o boogey para o manicômio, onde trataria de prendê-lo no seu quarto original e utilizar o feitiço encontrado no bestiário para selá-lo eternamente. “Eu estou com medo.” Confidenciou Beatrice, segurando o braço de Gilbert. – Esse lugar já foi a casa do medo por muitos anos. – Comentei. – Hoje nós acabaremos com isso! – Depois de andarmos um pouquinho, Gilbert me orientou a seguir em um corredor na direção dos quartos. Imediatamente percebi que eram quartos de tortura, embora não tenha esclarecido a informação aos meninos. “Tem alguma coisa ali.” O garoto falou, apontando para o topo de uma escadaria, onde uma criatura aparecia em pé. Ele tinha o mesmo tamanho de um pré-adolescente como os outros, embora todo o corpo fosse coberto por carne fresca e cortando o centro os mesmos dentes do Smile Room escorrendo da cabeça ao fim do tronco. “D-Dennys?” Beatrice balbuciou. – Ele está brincando conosco. Vamos em frente! – Incitei para os meninos continuarem, vigiando-os enquanto a criatura desaparecia no topo das escadas. Seguimos cautelosamente pelo corredor escuro, escutando alguns ratos correndo nas beiradas das paredes. De repente o som de um alto falante soou em todo o manicômio. “SOCORRO! SOCORRO!” Era a voz de Ethan gritando por ajuda em plenos pulmões, em meio a ruídos de carne sendo arrancada e sangue espirrando. Beatrice começou a chorar e Gilbert a seguiu logo em seguida. Eu sabia que aquilo era suficientemente assustador para duas crianças a ponto de traumatiza-las por muito tempo. – Vamos sair dessa, eu prometo! – Queria ajuda-las a ter coragem pelo menos para seguir em frente, era o mínimo que poderia alcançar em duas mentes fragilizadas. Em dado momento chegamos ao quarto que Gilbert apontou como o procurado. Um cadeado e uma pedra foram jogados ao chão. “C-como pretende atrai-lo para cá?” Beatrice questionou, abraçando o próprio corpo. – Fiquem perto de mim. – E não demorou a que ele aparecesse. Dessa vez, o boogey se posicionou no final do corredor assumindo a forma de um homem com a cabeça invertida. (x) “The Man with the Upside-Down Face.” Gilbert disse. “É a criatura mais forte do Henderson!” E eu considerei bastante conveniente para o monstro permanecer longe de nós, perto do fim do corredor. – Ele não quer chegar perto do quarto, ele sabe que é uma armadilha, mas... Consegue nos atacar de tão longe? – Encarei-o em análise, a criatura macabra com a cabeça de cabeça para baixo, sorrindo e acenando delicadamente. Então o monstro estendeu a mão e todo o prédio começou a tremer sob os nossos pés. Logo algumas partes do teto caíram de tão velhas e danificadas que estavam, assim como pedaços de parede derrubando os móveis. “O homem tem o poder de manipular desastres naturais!” Disse Beatrice alarmada. – Se ele continuar assim, pode acabar destruindo o quarto ou mesmo nos soterrando. – Imediatamente senti uma dose de desespero sabendo que o boogey conseguiria nos acertar mesmo de longe e não parecia nada disposto a facilitar o meu feitiço final. Um pedaço de parede caiu bem ao meu lado, assustando Gilbert em um pulo. “O que faremos?” Ele perguntou começando a choramingar novamente. Senti uma onda de raiva misturada com um desejo de vingança crescente. – Eu sei o que faremos. Vamos brincar com esse filho da mãe!

À medida que o teto ia desabando a criatura permanecia causando o pequeno terremoto, sem se preocupar em abandonar a sua posição de conforto. Foi então que eu joguei uma peça em cima de sua única fraqueza. – Lumus Solem! – Um globo de luz gigantesco foi lançado na direção do monstro, o qual sibilou irritado e desapareceu do fim do corredor, reaparecendo bem ao meu lado logo em seguida. Ele me jogou em uma parede, derrubando um candelabro e machucando meu braço no impacto. A varinha escapou de minhas mãos quando senti a dor imensa tomar conta do membro acertado. O homem então se aproximou lentamente, sempre sorrindo em seu rosto invertido perturbador, prestes a me matar em meio aquele tremor de terra que não cessara desde então. Foi quando escutei duas pessoas gritando. Eram Beatrice e Gilbert acenando em sinal de afronta. Um deles mostrou a língua e ambos correram para dentro do quarto escuro. O monstro sibilou, esqueceu-me por um momento e pulou dentro do cômodo na busca pelas crianças, suas primeiras e almejadas presas. Foi então que eu reuni forças para me levantar, suportando a dor no braço, e fechar a porta com um estrondo enorme. O tremor aumentou drasticamente, ele percebeu que tinha sido trancafiado no cômodo que lhe enfraquecia e reagiu com violência em cima de mim. – Esconde-Esconde, boogey! Você gosta? – Saquei a minha varinha com o braço bom e pronunciei o feitiço escrito no bestiário. – OPERITE... TIMORE! – Uma luz dourada surgiu na ponta da varinha e se lançou na porta, criando um jogo de luzes na forma de símbolos antigos e poderosos. O boogey urrou, mais pedaços do teto caíram enquanto o chão tremia em uma escala enorme e o manicômio todo enfrentava o som de destruição e agonia constante. Foi quando as luzes finalmente finalizaram um símbolo maior e brilhante que a porta se trancou magicamente e o caos cessou. O tremor parou de súbito, alguns últimos pedaços do teto desabaram por fim e o monstro calou-se, preso eternamente dentro do seu quarto. – Fim de brincadeira! – Suspirei alto, jogando-me em uma cadeira velha para enfim respirar em paz. Só então escutei os passos de duas crianças se aproximando. Os verdadeiros Beatrice e Gilbert reapareceram de seus esconderijos e eu nunca me senti tão aliviado em ver duas crianças vivas. Enquanto distraía o boogey com um o Lumus Solem, usei um feitiço pra criar duas cópias de luz iguais aos meninos e usá-las como iscas no meio da luta. Funcionou bem, eu só precisava que o monstro os perseguisse por um segundo antes de notar que eram falsos. – Vocês estão bem? – Perguntei me erguendo de imediato. Eles acenaram positivamente e deram uma olhada na porta. “Ele... ele está preso mesmo?” Gilbert focou na maçaneta. – Ele não poderá mais afetar ninguém aí dentro. – Mas Beatrice balançou a cabeça. “Mas ele ainda está vivo.” Mostrava-se inquieta e preocupada e eu entendia o porquê. É difícil se sentir confortável sabendo que uma criatura sedenta pelo seu sangue está a apenas uma porta de distância da liberdade, mas eu confiava o suficiente em meu avô para acreditar na eficácia do feitiço. – Ei, ei, ei. Vocês estão salvos, ok? Agora podem dormir tranquilos. Tudo está acabado. – Os dois se entreolharam tristes. De certa forma me arrependi de minhas palavras, afinal após perder dois amigos de um modo brutal, eu tinha dúvidas que a tranquilidade regaria a vida dos meninos daqui pra frente. Por fim eles pediram para ir embora. Concordei, pois não existia mais nada no mundo que eu desejasse mais.

Quando retornamos para a casa, consertei os estragos nas janelas e portas para que os pais não reparassem em nada. Beatrice e Gilbert pediram para que eu os acompanhasse durante a noite e claramente concordei, para garantir. Eles eram tão jovens e já tinham sofrido um trauma tão grande que a vitória sobre o boogey me trouxe nada mais que um gosto agridoce. Em dado momento acabaram adormecendo de cansaço. – Bem, vocês não merecem essas memórias. – Inspirei profundamente e apontei a varinha para os dois. – Obliviate. – Lentamente suguei as lembranças ruins da cabeça deles, deixando apenas algum senso de perigo em forma de um simples pesadelo. Pelo menos a existência daquela noite seria lembrada como uma fantasia ruim. Depois disso, deixei a casa e segui para Hogwarts antes que dessem minha falta de verdade. Sobrevoando as florestas e o lago de Lake Bridge, senti-me inspirado a continuar fazendo o que faço e imaginei se meu pai teria orgulho de mim naquele momento. Então recordei o bicho-papão do manicômio e de repente a felicidade sumiu. É agridoce, agridoce.

[atemporal]: Saí do lugar.
BESTIÁRIO #3: BOOGEY
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Helga Vaughan Rathbone
Grifinória
Grifinória
Helga Vaughan Rathbone


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Escola/Casa:
Ano Escolar: 4º Ano
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeSex 08 Maio 2020, 20:35

You watch me bleed until I can't breathe I'm shaking falling onto my knees And now that I'm without your kisses I'll be needing stitches I'm tripping over myself Aching begging you to come help
Lago Ness

O dia estava bem ensolarado e ela pediu permissão para sair de casa, ela estava em casa presa fazia muitos dias. Com o clima de tensão apenas subindo os pais dela não a permitiam sair de casa, mas ela foi falar com seu tio. — Por favor, apenas meia hora e pode ir comigo, você também deve estar querendo isso. Vamos comigo? — Ela conseguia convencer qualquer pessoa com seus olhos claros e seu sorriso meigo. Os dois saíram do castelo Rathbone descendo para o Lago Ness onde ela poderia ficar sentada na areia, os dois conversaram algum tempo sobre a família deles e a vontade de ir para fora da Grã-Bretanha quando tudo passasse. Eles ficam mais que meia hora e o sol estava se pondo, depois que notaram o atraso ficaram assustados, caíram na gargalhada sabendo que iriam escutar algumas reclamações quando voltassem para casa. Saíram dali rapidamente.

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Audrey Sawyer McGrath
Sociedade Bruxa - Criança
Sociedade Bruxa - Criança
Audrey Sawyer McGrath


Perfil Bruxo
Escola/Casa:
Ano Escolar: Criança
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQua 20 Maio 2020, 20:36


Audrey caminhava entre as flores, passando as pequenas mãos nas pétalas enquanto observava o gato que ia a sua frente. Naquele momento apenas o rabo do felino era visível, movendo-se no alto, acima das flores, e fazendo com que a criança risse enquanto o perseguia. Sr. Otto Beauchamp havia sido o presente pelo aniversário de cinco anos da garota, algo que se passou algumas semanas antes, apesar de ser um filhote o Sr. Otto Beauchamp era grande e esguio, talvez fosse ser um gato grande para o colo da pequenina, mas isso não era algo em que ela pudesse reparar. As brincadeiras acabaram quando Audrey escutou a mão chamá-la para comer, a toalha de piquenique já estava estendida sobre a grama, longe das flores e ela correu até lá, animada com a refeição. — Venha Sr. Beauchamp, hora de comer! — Chamava o novo amigo, mas o felino estava mais interessado em praticar sua higiene pessoal deitado sob a sombra de uma árvore. Audrey apenas deu de ombros, recebendo seu sanduíche e dando a primeira mordida. Após o fim do piquinique e de Audrey brincar mais um pouco, eles deixaram o local.


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Sigrid Donati Habsburg
Ex-ministerial
Ex-ministerial
Sigrid Donati Habsburg

Bicho-papão : Reencontrar seu passado

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Durmstrang (Escandinávia)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pena de Hipogrifo, Espinheiro-Negro, 29 cm, Rígida

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQui 28 Maio 2020, 21:23


Travel

Into the Woods


Após deixarem o abrigo juntos e conseguirem sem muitos problemas chegarem nas terras altas da Escócia, Sigrid começou a perceber que com o fim da tarde uma agitação começou a tomar conta do grupo. Começou com o homem, que já desde a saída parecia incomodado que era o único no grupo, questionando todas as decisões e tornando tudo um tanto desconfortável. As mulheres que acompanhavam trataram de ignorar e após deixarem Sr. Ives ele havia se calado, mas vez ou outra Ofélia pedia licença e saia para o meio da mata, fora da trilha que seguiam e isso, foi um comportamento que deixou Sigrid ainda mais desconfortável. A ex-ministerial conhecia pouco sobre a outra mulher e começou a pensar o pior, mas deixou seu rosto e expressão neutros. Como uma funcionária da sessão dos mistérios, uma coisa que ela sabia bem era fazer o "rosto de paisagem", principalmente durante momentos onde estava desconfiada de algo ruim. A menina que ajudou resgatar estava com uma das mulheres, ela vinha cuidando da pequena desde que chegaram ao abrigo, então era seguro afirmar que ficaria bem. Ainda estavam há uma distância considerável da caminhada quando Ofélia pediu licença para sair de novo, chamando de "natureza me chama", - Tudo bem… Vamos continuar a caminhada em linha reta para o oeste - Ofélia sabia o que ela queria dizer e com um sorrisinho amarelo saiu, o que fez o homem resmungar novamente, mas logo ele se calou quando notou o pôr-do-sol alaranjado entre as árvores.


[...]

Estavam a uma distância média do ponto de encontro quando Ofélia voltou de uma das várias “idas a natureza”  - Você está bem mesmo? Tenho noção de primeiros socorros, posso te ajudar se for alguma coisa simples - a mulher parecia saudável, mas ninguém ia tantas vezes ao ‘banheiro’, então dessa vez Sigrid a seguiu mata adentro, deixando o grupo reunido, a mulher foi furtiva pela mara atrás da companheira e se deparou com a outra falando com algo em sua mão ”Ah não, que ela não seja um dos traidores…”, Sigrid suspeitava que existiam traidores na resistência e estes foram parte responsáveis pela queda não só do Ministério, mas também de Queerditch. Apontou a varinha para si e lançou o feitiço de maneira não verbal - Desilusionar - , deu a volta pela árvore e ficou de frente, foi quando viu que a mulher falava com algo em sua mão… Aquilo era uma…  - Você está falando com uma barata? - pálida a outra a encarou e deu uma tossida ao dizer que sim, compreendia os animais, e vinha recebendo informações deles ao longo da viagem  - Então todas as idas “à natureza”... - um pouco mais recomposta, a companheira de viagem respondeu que sim, mas questionou também porque foi seguida e dessa vez, Sigrid que ficou desconcertada - perdão… Ando meio desconfiada de todos após o que houve em Queerditch e… Desculpe, achei que fosse uma traidora - foi difícil para ela admitir isso em voz alta, afinal jamais dividiu suas desconfianças antes, mas Ofélia pareceu compreender bem. Exceto que o momento foi interrompido quando ouviram um grito abafado e ambas se olharam lembrando do grupo que acompanhavam, voltando os passos apressados em meio às árvores para onde haviam deixado eles na espera. Quando se aproximaram do local, as duas mulheres afastaram a menina e estavam de varinhas expostas e apontadas para o homem que se revirava no chão  - D - Droga - a garotinha estava assustada e parecia travada no lugar.

Tudo parecia estar acontecendo em câmera lenta, mas na verdade foi questão de segundos. O homem barbudo se retorceu no lugar e Sigrid olhou para a companheira de viagem, como se ambas tivessem um acordo interno de trabalho. Haviam lidado com coisas demais nos últimos meses para terem tempo de planejar, então sabiam bem como improvisar - Aresto Momentum -v o impulso de magia atingiu o homem tempo o suficiente para Ofélia também atingi-lo com o feitiço homorfo, trazendo ele de volta, tremendo no lugar. A ex-ministerial soltou um suspiro, pensando ter passado pelo pior e olhando ao redor para ver o quando do show tinha chamado atenção, quando viu o homem tentar se levantar, com as roupas em frangalhos e a uma das mulheres que estava assustada, atingi-lo com um estupefaça, fazendo ele cair desacordado. - Droga… Mais essa - se aproximou dele, conferindo que respirava e apontou a varinha para a cabeça do homem - Ilcorporis crânio - o feitiço demonstrou que não havia nada de errado, mas nesse momento, Ofélia surgiu com uma brilhante ideia, fazendo com que Sigrid a olhasse horrorizada, enquanto uma das mulheres que as acompanhava, apoiasse a ideia de pronto.

- Como pode? Estamos falando de um ser humano… Vamos acordá-lo e ajudar ele a chegar no barco são e salvo, como elas - uma das mulheres concordou com Sigrid, enquanto a que o havia atingido estava extremamente descontente com a presença dele. Ela se identificava como Luandra e dizia que se pudesse, largaria ele ali para os trouxas encontrarem, só por ter colocado ela em risco. - Não vamos deixar ninguém aqui… Pode fazer isso, mas ambas são responsáveis por levá-lo - Ofélia deu de ombros, transfigurando sem muitos problemas o homem no objeto e Luandra a ajudou a carregá-lo. Enquanto isso, Sigrid e se aproximou da criança e da outra jovem que as acompanhava, continuando a viagem até a costa onde o barco esperava para a viagem até a ilha.


Off: Postagem referente a trama oficial se passando de maneira fechada
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Ofélia Sch. Bittencourt
Ex-ministerial
Ex-ministerial
Ofélia Sch. Bittencourt

Patrono : Gato Manx
Bicho-papão : Se ver velha

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Beauxbatons (França)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Garra de Barrete Vermelho Romeira 25cm, Flexível

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQui 28 Maio 2020, 21:38


Lobisomens e Baratas


UM AMOR BEM VERDADEIRO, UMA VIDA BEM ÍNTIMA COM UMA MULHER, A QUEM SE QUEIRA COMO AMANTE, QUE SE ESTIME COMO IRMÃ, QUE SE VENERE COM MÃE, QUE SE PROTEJA COMO FILHA, É EVIDENTEMENTE O DESTINO MAIS NATURAL AO HOMEM, O COMPLEMENTO DA SUA MISSÃO NA TERRA.

Os problemas não sumiram, eles apenas se esconderam por alguns poucos dias. Ofélia já estava preparada para os acontecimentos e um deles era sua missão, junto com a Sigrid Donati Habsburg, uma ex-ministerial também. Recentemente, a resistência soube do uso da ilha de “Mag Mell” como um porto seguro. Ninguém sabia ao certo a localização do lugar, mas lá estavam eles, indo de encontro a um barco para seguirem mar a dentro. Ofélia e Sigrid estavam na Escócia levando até a costa um grupo de refugiados compostos por duas mulheres, um homem mal encarado e uma criança, local em que um dos navios estava ancorando. Porém, existia uma preocupação: as forças armadas. Eles estavam fazendo constantes rondas por toda a região costeira. Desconfiavam certamente de atividades ilegais por parte dos bruxos, e qualquer vacilo eles poderiam comprometer toda a operação.

Desde que usaram chaves de portal no vilarejo de St. Ives para chegarem na Escocia, Ofélia teve a brilhante ideia de usar suas amiguinhas baratas para investigarem toda a área para ela, servindo como espiãs, então vez ou outra, durante o caminho, Ofélia pedia licença e se afastava para conversar com suas agentes secretas. – A natureza me chama, querida. – Ofélia falou com Sigrid e se afastando do grupo mais uma vez. Adentrou um pouco na floresta e esperou o inseto voar para mais perto. – Descobriu algo? – Ofélia perguntou para a barata que estava pousando em um tronco de uma árvore. “Nenhum sinal até o momento.” A barata respondeu. Ofélia bufou um tanto frustrada, ela queria novidades... fofocas. – Tão estupidos esse exército. – Ela revirou os olhos. – Vou acabar logo essa missão, já estou ficando entediada. – A mulher deu as costas ao isento e retornou para a trilha em linha reta para o oeste, assim como havia dito Sigrid.

O tempo não parecia amigo, parecia torturar e estar ali com aquelas pessoas desconhecidas e refugiadas era desolador para Ofélia. Ela se sentia uma babá e o que lhe deixava mais confortável era sair para conversar com a barata, o que era melhor que ficar ouvindo resmungos de um homem tolo mal humorado. Em mais uma volta da Ofélia, Sigrid a questionou sobre seu bem-estar, o que a fez franzi o sobrecenho. Ofélia sorriu sarcasticamente. – Estou apenas entediada, querida, mas passo muito bem. Eu agradeço sua... – Ofélia pensou um pouco para não dizer alguma palavra grotesca. – Sua preocupação. – Completou sua frase e viu atrás da parceira de missão, sua barata amiga voar floresta a dentro. Ofélia imaginou então que era uma novidade, afinal, acabaram de conversar. – Talvez eu precise voltar lá... – Ofélia falou cinicamente e seguiu o isento. – O que você viu? – Ela perguntou estendendo sua mão para a barata pousar sobre ela.

Ofélia estava destinada a lhe esmagar caso fosse alguma besteira, mas pensou em reconsiderar caso fosse algo razoavelmente agradável. “Tem homens das forças armadas acampando na floresta.” A barata informou e um grande sorriso cresceu nos lábios na Ofélia, mas ligeiramente desapareceu quando a Sigrid apareceu perguntando se ela estava falando com uma barata. Ofélia tomou em pequeno susto, a barata voou para uma árvore. – Sigrid... – Ofélia encarou sua colega. – Claro, eu posso compreender os animais... um dom de família. – Ela abriu um grande sorriso e se aproximou da mulher. – Ela está me ajudando com algumas informações sobre nosso perímetro. – Ofélia revelou seu segredinho e Sigrid parecia compreender.

– Exatamente. Eu sempre prefiro manter esses diálogos em segredo, entre eu e minhas amiguinhas. – Ofélia soltou uma piscadela para sua barata. – E você, Sigrid, muito me admira deixar um grupo de refugiados sozinhos, apenas para me seguir. – Ofélia parecia curiosa, mas logo gargalhou com a resposta da mulher, que alegou estar desconfiada de que ela, Ofélia, poderia ser uma traidora. – isso sim é diversão, querida, Sigrid. – Ofélia tentou se recompor. – Não, jamais serei uma traidora da causa em que decidi abraçar, mas vou relevar, dessa vez. – Ofélia sorriu cinicamente, soltou uma piscadela e fora interrompida por um súbito grito. As duas se olharam e sabiam que algo estava acontecendo. Voltaram às pressas para o grupo e ao chegarem, uma cena estava formada. As duas mulheres empunhavam suas varinhas miradas para o homem que se revirava possuído no chão. – O que temos aqui? – Ofélia perguntou com um discreto sorriso assistindo a situação, mas não se poupou em sacar sua varinha delicadamente. Ela não costumava atacar ou usar em combates, mas se fosse preciso, ela estava pronta para confrontos.

A noite estava cobrindo o céu e a lua cheia refletia um iminente perigo diante do grupo. Ofélia olhou para a lua, para o homem e para Sigrid, elas sabiam o que estava acontecendo, mas fora algo doloroso e rápido. O homem estava virando um lobisomem. Sigrid o acertou com um feitiço, o que deu tempo para Ofélia agir logo em seguida. – Homorfo! – Usou um feitiço que obrigava o lobisomem a voltar a sua forma humana. – Agora faz sentido o odor de cachorro molhado, por um momento pensei que fosse você, querida. – Ofélia riu de sua piadinha olhando para Sigrid, porém, ambas foram surpreendias por um estupefaça lançado por uma das mulheres, acertando o homem que tentava se levantar. – Maravilhosa! – Ofélia comemorou. Sua parceira de missão foi consultar o bem estar do rapaz, fazendo Ofélia revirar os olhos. – Não temos tempo para cuidar de um homem que poderia devorar todas nós em piscares de olhos. Eu sugiro, Sra. Habsburg, que o amarremos em pesadas pedras e o joguemos no fundo do mar, assim o pouparemos de sofrer com essa maldição. – Ofélia suspirou, uma das mulheres a apoiou, diferente da Sigrid que ficou horrorizada.

Era uma discussão de mérito à vida, a vida de um homem que mataria elas. Ofélia compreendia do que estavam falando e por mais que fosse contra a ideia de leva-lo a uma provável utopia, deveria concordar com a Sigrid por causa da missão e ela era fiel a missão. – Infelizmente! – Ofélia bufou e revirou os olhos frustrada. – Pelo menos transforma ele em uma mala... assim não teremos mais problemas. – Sigrid não se opôs. Então Ofélia balançou sua varinha na direção do rapaz desacordado. – Suitcaseles! – Ofélia transformou o homem em mala e uma das mulheres ajudou a carregá-lo, seguindo assim então estreada a fora em direção a costa da Escócia.


Ofélia Bitt. Stackhouse está em interação com Sigrid Donati Habsburg; vestindo isto aqui; no Alto da Escócia, Missão Fechada da Trama Oficial e está se sentindo entediada e agradece à  Maay do TPO pelo template.


Ofélia Vasseur Schmidth Bittencourt,
A guerra é mãe e rainha de todas as coisas; alguns transforma em deuses, outros, em homens; de alguns faz escravos, de outros, homens livres. O peso das escolhas chega, até mesmo para os deuses. Eu sou uma deusa - ou talvez acredite que seja - e estou pagando por isso.
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Alexandra S. Rathbone
Sociedade Bruxa - Adulto
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Alexandra S. Rathbone

Patrono : Gineta

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pena de Hipogrifo, Olmo, 25cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQua 03 Jun 2020, 20:21

A little drunk, I’m better when I’m broken

Eu não dormia a mais de vinte quatro horas, estava em incursão para salvar alguns trouxas que estavam nas Terras Altas, levávamos para a floresta de Anagach Woods por um pequeno período. Isso porque a minha família tinha uma propriedade ali que as barreiras mágicas eram super protegidas, era o caminho mais seguro a se fazer, depois dali levávamos para onde os Vipers retiravam algumas pessoas. Exatamente por causa dessa situação que tínhamos que falar com o Mr. Prince, ele tinha nos prometido segurança, mas isso poderia ser estendido para outros bruxos ou que ele conseguisse algum lugar seguro temporário. Marcou uma reunião com ele naquele dia, mesmo cansada eu precisava resolver isso porque não aguentava mais ver corpos de bruxos mortos a bala como animais. No entanto, eu tinha um plano e para isso contaria com a ajuda de minha prima mais nova que já estava em casa. – Carly, tudo é bem simples. Você vai usar essa capa de invisibilidade e ficar na sala no fundo, sem barulho e só ouvindo a conversa. No entanto eu quero que use sua habilidade para saber se uma pessoa está mentindo. Eu não entendo de empatia, mas use um caderno para notar que trechos da conversa essa pessoa ficou extremamente nervosa ou calma, eu sei que quem mente fica nervoso. Não se preocupe eu vou cuidar de você e Nik vai conosco! – Comentei com minha prima mais nova, eu tinha conseguido uma capa de invisibilidade para isso. Nik era um segurança novo que me acompanhava em quase todas as missões que ia. Meu pai não sabia que pensei em levar Carly, ele não aprovaria porque ela era nova, mas já estava na hora dela começar a participar das missões de família.

Fomos juntas para o local de encontro, ela já estava com a capa nela quando chegamos, eu estava um pouco nervosa também. A cor o meu cabelo ficou castanha e com as pontas onduladas, olhos azuis claros e um nariz mais afilado. Fazia isso porque os militares conheciam meus cabelos loiros quando eu lutava com eles. O Mr. Prince era neto da rainha da Inglaterra, por isso era minha melhor opção nesse momento. – Querido Mr. Prince, eu sei que não deveríamos nos falar por um tempo, mas a situação é caótica pelas terras altas. – Comecei a falar, não tinha tempo para formalidades. – Tem muitos bruxos precisando de um lugar, os militares os matam aos milhares. Eu quero um galpão grande para eles ficarem por um tempo, sim, um pedido especial. – Fui direta ao ponto. – Esses bruxos são inofensivos e querem apenas o direito de viver. Se quisessem atacar os trouxas como nos atacam, ai sim teríamos um problema. Não somos assassinos Mr. Prince, não nos torne um. – Falei me sentindo mais aliviada, então foi a vez de ouvir o que ele tinha para falar. Embora eu olhava bem para ele não tinha como saber o que ele sentia, mas Carly podia e eu estava contando com isso. Por isso eu confiei que ela pudesse assimilar tudo. Mr. Prince afirmou que nos ajudaria e me passou um endereço de uma fazenda de propriedade dele que não estava catalogado pela realeza. Ele iria jogar a segurança para um outro ponto para que tivéssemos mais facilidade para chegar ao local. – Agradeço por isso!  – Falei para ele, olhei para os lados, não sabia como me despedir dele. – Acho que agora nos despedimos. Passar bem! – Falei para ele.

[...] Algum tempo depois naquele mesmo dia Carly e eu fomos conversar sobre. – Agora me fale o que ele sentia! – Conforme ela ia falando eu ficava nervosa e pensativa. Sem notar meus cabelos ganharam mechas loiras, fiquei com uma aparência bem engraçada. Mas estava cansada e com fome, minha concentração e controle da habilidade estava toda dispersa. Eu fiquei bem chocada porque o Mr. Prince estava nervoso, mas segundo Carly não era mentira, ele parecia tenso e depois aliviado, o que isso queria dizer? – Obrigada, você foi ótima, vamos para casa! – Puxei ela para um abraço e em seguida saímos dali.



BEKKS;
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Carly Vaughan Rathbone
Grifinória
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Carly Vaughan Rathbone

Bicho-papão : Machucar alguém

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQua 03 Jun 2020, 21:02


Jogando alto!

As aulas tinham acabado e eu estava finalmente em casa, passei muito tempo com minha mãe contando tudo que havia acontecido ali. Mas meu pai estava mais interessado em saber sobre Octávio, era difícil para eles aceitarem que eu estava crescendo, eu ainda corava muito para falar disso. Verena ria muito, mas ela nunca tinha apresentado nenhum namorado para meus pais, ela parecia não querer nenhum relacionamento sério. Eu também aproveitei para ler todos os jornais e me inteirar sobre os últimos acontecimentos da guerra, queria muito que tudo fosse apenas um sonho ruim. Mas isso era algo de uma criança ainda, precisava entender que eu tinha que crescer e encarar a triste realidade, minha família fazia o que podia para abrigar os bruxos que sofriam pela guerra. E foi um dia que Alexandra, a herdeira da família chegou comigo. Ela queria me levar em uma missão da família para falar com um príncipe da Inglaterra, eu fiquei sem reação por um tempo. – Como? O que...isso, minha mãe sabe? Quero dizer, ela permitiu isso? – Alexandra não pedia permissão para quase nada, ela me convenceu que era o melhor para a nossa família. Ela queria que eu lesse as emoções do príncipe quando fosse falar com ele, mas eu estaria escondida com uma capa de invisibilidade dela. Era a coisa mais insana que eu faria na vida, mesmo assumindo um jornal ilegal e sabendo como era a adrenalina de coisas ilegais eu estava muito confusa. – Eu posso sentir emoções, pessoas que mentem tem um grau de nervosismo e tensão, acho que consigo sentir quando o humor dele alterar sim. – Confessei para ela mordendo os lábios. Ela me falou pela manhã e duas horas depois estava no carro indo para um lugar afastado, a capa já estava sobre mim e meu coração batia tão forte que parecia que seria ouvida.

Não tive muito tempo para me preparar, mas quando chegamos ali eu comecei a me concentrar para acalmar minhas emoções, era o primeiro passo para conseguir controlar minha empatia. Em seguida segui para onde Alexandra e Mr. Prince começaram um diálogo, fixei um olhar nele e me concentrei em sentir o que ele sentia. Ele estava nervoso e com medo, parecia que ele tinha medo da minha prima, seu nervosismo era apenas disso. Conforme ela falava sobre querer a ajuda dele suas emoções mudaram, ele sentia aliviado, relaxado. Mr. Prince não parecia mentir quando falava, porque suas emoções ficaram mais estáveis, ele continuava relaxado e isso atestava que estava sendo verdadeiro. No final ele sentiu uma fração de satisfação com os acordos que ele fez com minha prima, parecia ser uma cooperação bem sucedida entre trouxa e bruxos. Afinal, nem todos eram maus assim. Por fim eu parei minha conexão empática com ele, trabalhando para me blindar novamente e que nenhum sentimento alheio me influenciasse. Estava ficando melhor nisso com o passar o tempo. Ele se afastou e voltamos para o carro, mas eu continuei a usar a capa de invisibilidade até irmos para uma área segura. Alexandra parecia tão nervosa que não estava mais controlando sua habilidade, porém eu não falei nada. Queria apenas falar o que soube sobre Mr. Prince. – Não acredito que ele tenha mentido, ele sentia-se nervoso perto de você, mas acho que ele se sente intimidado com sua presença. Ele também ficou aliviado em saber que foi apenas um pedido de ajuda e não um problema com ele. Parecia relaxado ao propor o acordo, ele não teria a capacidade de inventar algo sem ficar nervoso. Acho que deve acreditar nele, mesmo ele sendo um comandante né? Eu me pergunto por que ele quer ajudar? – Eu sabia que ela sabia. Mas não me contou nada no momento, Alexandra me abraçou e agradeceu. – Pensei que fosse ter uma parada cardíaca. – Ri e depois saímos dali. Minha mãe não podia sonhar que tinha ido numa missão.



Carly
E quando temos de escolher, só esperamos que a nossa escolha seja a certa.
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Faye Gebühr Wichbest
Professor de Durmstrang
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Faye Gebühr Wichbest

Patrono : Coywolf
Bicho-papão : Enlouquecer

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Formado
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeTer 07 Jul 2020, 02:47

The Magic Bond
Seus olhos se abriam conforme Faye despertava. Estava num lugar estranho, diferente. Não era branco pelo menos, quer dizer, não do jeito daquele quarto assassino a visões sensíveis. Eu não estou lá. Foi a primeira coisa que ela pensou logo depois de lembrar-se disso, olhando para si mesma e percebeu, mais do que a cama onde estava, o fato de que não existiam cordas que restringiam seus movimentos. Mesmo com isso, sentia-se dolorida em várias partes do corpo, principalmente nas costas e nas canelas. Faye levantou o tronco e sentou-se na cama. Estava com um pouco de dor de cabeça, uma dor de forma diferente do que outras que já sentira. - Usei demais. - Referiu-se a empatia. Nunca tinha a usado tanto. Depois disso Faye sentia que conseguiria controlar a empatia até se tomasse um susto repentino (era comum ela emancipar o medo por um microssegundo). Faye olhou o quarto. Duas portas, a cama onde estava, armário e uma escrivaninha. Os tons da decoração era branco e cinza, sendo os móveis amadeirados assim como o piso. Não era uma decoração colorida, mas também não deixava de parecer aconchegante e adulto. A garota se levantou e deu uma explorada. Não tinha muita coisa para ser vista, dentro do armário havia algumas roupas (Faye não sabia distinguir se eram para ela ou não) e também alimentos como salgadinhos e bolachas (talvez aquelas coisas fossem pra elas). Haviam alguns livros também, Faye observou os títulos brevemente, muito terror e ficção gótica e algumas coisas que pareciam remeter a curandeirismo (Faye estreitou os olhos ao se lembrar que não era muito boa nessa matéria). Uma das portas estava trancada (o que deixou ela frustrada, por um momento teve esperanças que não estava num cativeiro), já a outra estava aberta e dava para um banheiro. Bom, apesar da frustração de estar presa num lugar sem janelas e com a porta de saída fechada, ainda era bom estar num quarto e não amarrada na sala branca até demais.

Em algumas horas (ou sabe-se lá quanto tempo passou, podiam ter se passado apenas minutos ou um dia inteiro), Faye percebeu que era inconcebível ter uma rotina sem ter a mínima noção se era dia ou noite (afinal, nada de janelas ou relógios naquele quarto). Basicamente, ela fazia tudo quando tinha vontade de fazer. Lia e quando cansava resolvia fazer outra coisa, como tentar achar uma forma de escapar dali. Depois sentia fome e ia se atracar em algum salgadinho. Acabava se sentindo suja e ia tomar banho. Voltava a ler, voltava a tentar achar uma forma de abrir a porta (uma vez tentou arrombá-la, não deu certo). Quando se sentia cansada o suficiente ia dormir. E assim se seguiu. Em muitos momentos também apenas pensava, estava sozinha, somente com seus pensamentos. Suas memórias de ter matado a criança vinham constantemente, assim como Jared querendo ensinar ela sobre como o sufocamento era uma melhor tática. Faye até tentou ler sobre isso num dos livros de curandeirismo, mas apesar de achar interessante eles pareciam complicados para ela. Às vezes tornava a chorar, pensando em como queria apenas ter a sua vida de volta, que não queria ter matado ninguém, que não queria ser interessante aos olhos do maníaco que decidiu escolher ela para sequestrar. Depois das amarguras gastas ela voltava a ler. O primeiro livro que a chamou atenção foi um que tinha na capa alguns homens que pareciam meio lobos, como os trouxas retratam os lobisomens. Ela era uma, então nada mais natural se interessar. A história era bem fantasiosa, uma guerra entre duas raças, um personagem que se transformava uma caveira ou num gato, outra que podia se comunicar com ele telepaticamente. Apesar de tanta fantástica, tinha uma certa seriedade interessante no livro, sem falar em seu tom sombrio, já que os poderes dos personagens só eram ativados de noite, então tudo era focado em madrugadas sombrias que precediam uma amedrontadora guerra.

Num certo momento ela acabara de sair de um banho. Já tinha comido antes e durante o tempo que passou ali bebeu tantos gatorades e águas de coco que só sabia quantos eram porque dava para contar as embalagens vazias. Seus olhos estavam um pouco vermelhos, ela tinha chorado no banheiro. Estava usando camisa e calças que encontrou no armário (nos primeiros banhos ela até aproveitou suas roupas, mas ao decidir que elas estavam sejas demais resolveu usar as que estavam no armário, tirando pelas roupas íntimas que fez questão de lavar a mão durante o banho, elas secaram no tempo em que Faye gastou as lágrimas). De volta ao seu quartinho cativeiro, Faye tentou por mais um tempo descobrir um jeito de abrir a porta, mas nada surgiu em sua mente. Cansada disso, sentou-se na cama, com as costas escoradas no travesseiro rente a parede e decidiu ler Drácula. Vampiros são legais. Era bom ter livros por ali de gêneros que ela gostava, a distraia de seus tristes pensamentos. Faye quase os metia na cara, claro, estava sem os seus óculos. Sentia falta deles. Alguns minutos de leitura depois ela ouviu a maçaneta da porta. Ela não resistiu em desviar o olhar da leitura. Pretendia fingir que continuaria lendo (até porque parte de sua atenção queria mesmo terminar o capítulo que estava lendo), mas era mais do que óbvio que ela não iria conseguir fazer isso. O nervosismo iria tomar conta de si, o livro ainda era mantido perto de seu rosto até demais, mas os pensamentos dela estavam no homem que abriria a porta. Ela não queria mais torturas.


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Don't trust people
It's something I can't do
Am I too weak?
Anyway, i can't get rid of it
Faye Zayas Gebühr Wichbest
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Thomas Rietmann Rotschild
Resistência - Auror
Resistência - Auror
Thomas Rietmann Rotschild

Patrono : Águia Chilena

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pelo de Rabo de Cérbero, Álamo, 29cm, Quebradiça.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeTer 21 Jul 2020, 00:55

Fique seguro ...
Repeti meus erros, mas ainda estou aqui ...
A guerra da resistência não havia acabado, mesmo com alguns sucessos recentes, se é que poderiam considerar algumas últimas missões desta forma. Mais honestamente, parecia que ainda estava muito longe de acabar. Tinham conquistado ligeiras vitórias, novas alianças mesmo que um tanto duvidosas, mas também acabaram por sofrer baixas por motivos variados. Thomas por sua vez tentava manter o seu foco, de forma que não se deixasse levar por ligeiras positividades, nem muito menos se afetar com as perdas. O equilíbrio entre o positivo e o negativo trazia a coerência do realismo, era justamente isto que o rapaz buscava. Havia muito a ser feito, não era como se houvesse folgas longas para qualquer membro da resistência. Se tratava de uma vida complicada, bem diferente do que a que o Thomas do passado, ou outros jovens pensam antes de aceita-la de bom grado. O Thomas do presente reaconselharia qualquer um, pediria que revise seus conceitos. Eram tantas as tarefas, que estavam sendo divididas em três. Resgates, buscas e auxílios de informações à população, sendo justamente no grupo desta última que Thomas preferiu se enquadrar. Não se dava tão bem com criaturas e seres mágicos, além de talvez não fosse tão discreto em fuçar algo em busca de outro algo mais valioso. Melhor dialogar com a população.

De tal forma, seu objetivo passou a ser auxiliar a população mágica e deixa-las cientes sobre como as coisas estavam ficando muito complicadas para a raça dos bruxos. Tanto os militares das três forças armadas britânicas, quanto a próprias população trouxa vinha se tornando um perigo real para qualquer um que suspeitassem se tratarem de bruxos. Por dias, Thomas visitou locais mais afastados e de pouca comunicação, imaginando que por lá era capaz de ainda haverem bruxos que não faziam muita ideia sobre o que estava realmente acontecendo pelo conjunto de países bretões. Talvez o povo mais isolado fosse o que mais precisasse de ajuda e auxílio no momento. Casa por casa das famílias bruxas de um pequeno vilarejo, Thomas dialogava com os líderes da família. Explicava o que fosse necessário e tirava todas as dúvidas de cada um que lhe perguntasse algo. Obviamente não tinha resposta para tudo, portanto contava apenas o que sabia e o que lhe era permitido, já que gostava de guardar segredos e informações valiosas para o grupo da resistência. Já no último recinto, o jovem não deixou de perguntar por educação. -- É exatamente por isto que deve manter sua família em casa, senhor. É mais seguro. - Findava as suas palavras. -- No mais, há algo que eu possa fazer para ajudar? - Indagou novamente por pura educação e auxílio ao povo. -- Tudo bem então. Lembre-se que estaremos aqui quando precisarem de ajuda. - Terminou a última visita, se despedindo do líder da família, se retirando do local. Retornou para a base secreta da resistência.
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Darwin Christ. McBride
Grifinória
Grifinória
Darwin Christ. McBride

Patrono : Esquilo-voador
Bicho-papão : Assistir a morte de seu pai

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Formado
Varinha: Ferrão de Explosivin, Abeto Vermelho, 26cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQua 22 Jul 2020, 22:41


  Quando Darwin tocou o chão após a viagem pela chave de portal, sentiu-se estranhamente mais confortável, pois sabia que ninguém ali o vigiaria. Ao contrário de seu companheiro de viagem, é claro, que estava no chão, chorando. O mesmo não se importou com o que viu e simplesmente olhou ao redor do local e notou que continuava da mesma maneira que antes. Uma espécie de mini-fazenda que habitualmente ele tinha construído desde sua saída da escola conforme Nyx pedira. Chegou até a achar que ele ficaria com o local, mas estava enganado. - Você irá morar aqui, Nate. Há raras movimentações nesta parte das montanhas da Escócia, porém gigantes podem espreitar o lugar, então certifique-se de ter uma varinha por perto no momento certo. - Quando terminou de instruí-lo, Nate fungou e disse que não tinha mais sua varinha, pois havia sido tomada ao voltar do navio. - Ela tinha que ser destruída. Por isso tenho outra aqui comigo. Pegue-a. - e tirando uma varinha cor mel, vinte e oito centímetros e todas as especificações clara e blá, blá, blá de uma núcleo, barba, pelo ou fio, Darwin jogou a mesma na direção de seu novo portador, desvinculando o “pacto” que tinha com aquela varinha ao desarmar o antigo bruxo.

Nate ao invés de pegá-la, apenas deixou que a mesma acertasse seus glúteos, fabricando faíscas. Darwin certamente não riu, muito menos Nate. Quando finalmente o ex-servidor de Nyx desistiu ou simplesmente se convenceu de que do chão ele não passaria, levantou-se com certa melancolia e finalmente Darwin pôde apresentar ao garoto cada local daquela pequena fazenda. Certamente Darwin havia preenchido com alguns animais e com magia das avançadas para que os alimentos fossem multiplicados sempre sós, assim como a higiene do local e segurança; que ele periodicamente visitaria para verificar se estaria tudo sob controle. O rapaz optou por apresentar a Nate os cômodos principais da casa, depois celeiro, que era maior que a própria casa e por último os cercados com cavalos, vacas, galinhas, galos, tronquilhos de segurança e Pomorims que alertariam os presentes na fazenda, caso estivessem em perigo ou se relampejasse (essa parte Darwin não queria deixa-los sob vigília, porém não os educou a desaprender). Ao final, Darwin passou alguns minutos com o menino. Estava noite até demais e ele só queria aguardar o amanhecer para voltar até Nyx, um horário que seria confiável voltar ao acampamento para dizer que a missão estava cumprida. E quando o sol ameaçou dar suas primeiras aparições, o rapaz se despediu de Nate, mas avisando que voltaria em uma semana ou quinze dias e ele sentindo-se estranhamente satisfeito pela despedida dele. Darwin andou alguns passos na direção do gramado, fora da casa, e então se preparou para aparatar, rodopiando os calcanhares e sentindo a brisa contê-lo por certo tempo... até que ele se entregasse totalmente ao teleporte, vulgo aparatação. Logo deixou aquela parte da Escócia para finalmente retornar com boas notícias à lady.

Off: Darwin saiu dali.




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Savonya Seawor. Kaminskov
Conselheiro da Guilda
Conselheiro da Guilda
Savonya Seawor. Kaminskov

Bicho-papão : Palhaços

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pluma de Basilisco, Azevinho, 28cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeTer 28 Jul 2020, 00:51


the old lady


 
Seus pés pousaram na relva com delicadeza naquela manhã. Havia recebido um pedido especial de uma pessoa em Mag Mell para convencer uma senhora a aceitar a ajuda dos Vípers e ser realocada, mas, pelo que Savonya havia entendido, seria uma tarefa quase impossível. Nem todo mundo aceitava que a guilda queria, de fato, ajudar os bruxos, mas era ainda mais difícil convencer o pessoal mais velho a sair de suas casas. A conselheira entendia, afinal não era de se admirar que as pessoas tivessem apego por suas vidas depois de tanto tempo as vivendo, mas as coisas mudaram de uma hora para a outra e era papel de Savonya, naquele dia, garantir que a senhora encontrasse sua filha em Mag Mell. O lugar era calmo e nem parecia que um dia o exército ali chegaria, mas a ruiva sabia que aquilo era uma utopia. As forças armadas mais pareciam um vírus que se espalhava em uma velocidade galopante pelo país, o que fez com que os bruxos tivessem que se recolher à ilha de Mag Mell pela sua própria segurança, então definitivamente aquele local em breve seria infestado.

Savonya torceu o nariz, mas logo avistou uma pequena casa com algumas rosas formando uma cerca viva. É, era uma residência bem bonita, a mulher não iria querer abandonar para viver em uma ilha distante e com futuro incerto. Aproximou-se com passos largos, mas comedidos, logo chegando em frente de um portão enferrujado e que nada condizia com as flores bem cuidadas ao seu redor. Definitivamente, ela deve gostar bastante de plantas, pensou, temendo o confronto que talvez viesse a seguir. - Senhora Kovac? - a voz de Savonya era suave e alta, suficiente para que uma senhora de cabelos azulados surgisse tranquilamente na janela. Seu sorriso era cativante e a víper sentiu um certo conforto em vê-la, afirmando para si mesma que definitivamente seria uma conversa complicada. Evangeline Kovac abriu a porta e, em seguida, utilizou sua varinha para abrir o portão enferrujado. Savonya suspirou: era como se a senhora não se importasse em esconder sua magia naqueles momentos de guerra e agora a víper entendia o motivo da filha ter pedido para a guilda tentar arrastar a mãe para Mag Mell: ela não parecia ter senso crítico.

- Senhora Kovac, não acha deveria ser mais cuidadosa durante a guerra? -
a voz da ruiva saiu seca e rude, mas isso não pareceu abalar a idosa, que sorriu de maneira simpática e um tanto quanto inocente. - Oh, minha querida, isso não é problema, até parece minha filha falando - fez um sinal com as mãos e indicou a porta de entrada para Savonya, que relutantemente adentrou a casa. O local era bem maior do que parecia de fora, além de estar repleto com samambaias e flores penduradas no teto. Era um ambiente quase irritante por ser tão alegre e a Kaminskov não gostava de coisas assim. - Tem militares executando bruxos por todas as cidades, é um motivo a se preocupar - sugeriu uma vez mais, acompanhando Kovac até uma cozinha apertada e com uma mesa de chá já posta. Ignorando completamente o que a viper havia dito, a idosa continuou: - Eu tinha começado a tomar um chá, já faço um para você também - mas aquilo apenas irritou a ruiva - Senhora, eu vim aqui a pedido de sua filha. Ela quer que você a encontre - ao mencionar isso, a mulher ficou séria e quase... psicótica.

Evangeline sentou-se na cadeira e começou a beber com raiva o chá que havia preparado. - Ela tentou me internar uma vez, sabia? - falou. Eu consigo imaginar, pensou a viper. - Me internar porque eu não quis que ela casasse com um homem vinte anos mais velho do que ela - ok, aquilo não era o que Savonya esperava ouvir. - Você está se escondendo dela, não é? - sentou-se na frente da mulher e apoiou os cotovelos na mesa, observando a raiva ser substituída por tristeza. Suspirou e serviu-se com um pouco de chá, bebendo o líquido e dando um meio sorriso. - É um ótimo chá. Adoro camomila - não estava acostumada a ser simpática, mas sentia empatia por mães que tentavam proteger seus filhos. - Eu entendo que não queira vê-la, mas não pode arriscar sua vida por causa disso - a senhora olhou nos olhos de Savonya e mordiscou o lábio antes de largar a xícara e cruzar os braços. - Eu não quero deixar minhas flores - foi incisiva. - Eu conheço uma pessoa que tem ótimas plantas lá em Mag Mell e ele com certeza precisa de ajuda - lembrou-se do quão sobrecarregado Viktor estava e certamente iria adorar a ajudar de uma senhora que parecia gostar de plantas tanto quanto ele. O olhar de Kovac brilhou em direção de Savonya e logo levantou-se num salto. - E quando iremos? - a ruiva arqueou uma sobrancelha, afinal não esperava que fosse tão fácil.

- Agora. Arrume o que precisa e te acompanho até os pontos de embarque - falou, recordando-se de uma chave de portal que havia ali perto. A senhora não demorou muito para organizar suas coisas, aliás, nem parecia que ela havia sido resistente antes. Savonya acreditava que isso poderia ser algum sinal de senilidade ou, apenas, vontade de conhecer plantas novas. Quando saíram da casa, Kovac lançou os feitiços necessários para ocultar a casa e garantir que ninguém se aproximasse, o que a viper acreditou ser uma boa ideia. Caminharam em silêncio até encontrarem uma garrafa de plástico vermelha, que seria a chave que as levaria para um dos locais de embarque. Chegando lá, orientou a idosa para acomodar-se em um dos barcos e indicou a barraca de Viktor, esperando profundamente que ele permitisse que a senhora ao menos o ajudasse algumas vezes. Não, ela não mandaria uma carta, esperava que ele fosse inteligente o suficiente para perceber que Evangeline era um recado.




Savonya Seaworth Kaminskov
Fiel seguidora cadelinha de Nyx. Mãe de Ted, Alexia, Cheryl e Anya. Víper. Ex-mercenária. Viúva de Vladmir. I don't want to set the world on fire, i just want to start a flame in your heart. In my heart i have but one desire and that one is you - no other will do. 
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Jamie Sawyer McGrath
Funcionários
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Jamie Sawyer McGrath


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeTer 28 Jul 2020, 19:31


Visitar a nossa terra natal era sempre uma experiência maravilhosa, eu havia crescido ali nas highlands e me orgulhava das minhas raízes mais do que qualquer outra coisa na vida. O ar limpo e frio entrava nos meus pulmões, me fazendo quase estufar completamente o peito, enquanto eu passava os instantes observando o horizonte, aquele tapete verde que se formava, a vista que tanto me encantava. Um escocês de cabelos loiros, nascido em uma família que tinha praticamente só ruivos, eu era quase o patinho feio das highlands, dos McGrath pelo menos. Depois de passar um tempo contemplando a vista eu achei melhor ir embora.
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Helena Rathbone Snow
Sociedade Bruxa - Adulto
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Helena Rathbone Snow


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeSex 31 Jul 2020, 22:24

Quando os minutos passados foram o suficiente para a população local se mostrar mais acordada e os ambientes de trabalho começar a funcionar com mais energia, a americana deixou sobre a mesinha redonda do barzinho uma quantia de dinheiro trocado para a moeda local que pagaria sua bebida e se levantou com decisão. As mãos ajeitaram as roupas de aspecto mais formal e, depois de livre, os dedos agarraram a caixa com firmeza para prendê-la próximo ao corpo de modo a dar mais estabilidade ao objeto durante a caminhada que seguiu-se por alguns minutos mais para perto do porto e dali para uma casinha aconchegante que mais parecia um pequeno museu local, embora sua identidade verdadeira fosse muito mais além. Ali a ministerial já estava sendo esperada e isso ficou evidente pela forma como o jovem estagiário a tratou antes de ir buscar pelo magizoologista responsável naquela sexta-feira. Ágil, não demorou muito para que de uma portinha o garoto voltasse acompanhado por um homem de vestes excêntricas e cabelos bagunçados que se embolavam em cachos rebeldes acima da cabeça. — Sr. Levi— Cumprimentou Helena assim que o grego lhe estendeu a mão com um sorriso enorme no rosto. Era visível que o bruxo estava interessadíssimo em saber se o que esperava estava realmente em posse da morena, mas como era arriscado demais que continuassem a conversa ali a melhor escolha foi rumarem juntos para uma salinha tão exótica quanto o responsável por ocupá-la. Helena estava curiosa a respeito do homem, qual função ele desempenhava em Ilvermorny? Usou o seu olhar clínico para observá-lo meticulosamente, sabendo como ser discreta e cuidadosa, a maioria das pessoas não reagia bem a curiosos e ela era uma delas - o mundinho da enfermeira era protegido por uma barreira bastante sensível que facilmente se incomodava com olhares ou toques atrevidos. Helena começou a tomar nota, o seu colega sabia como ser gentil e ela tinha percebido isso em poucos minutos de conversa, no entanto, a mulher conseguia, com muita facilidade, enxergar uma aura de seriedade rondando o outro, talvez fosse professor, o corpo docente da escola estava com muitos rostos novos, pensou Helena ao se lembrar de uma celebração que a diretora realizou para dar boas vindas aos novos funcionários. Logo, saiu dali.
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Bernardo Gael Rathbone
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Bernardo Gael Rathbone


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQui 06 Ago 2020, 18:50

O dia depois de amanhã!

O dia do ataque finalmente tinha chegado, Bernardo havia deixado de lado seu tradicional terno para vestir algo mais robusto. Um conjunto de roupas que pareciam reluzir ao sol, mas era uma mistura de couro de criaturas que repeliam o uso de feitiços e tinham força para aguentar as balas. Não era sintético, era couro de verdade e por isso bem mais eficiente! – Já estão todos reunidos? – A maioria já estava no jardim de entrada, eram criaturas, bruxos, abortos e alguns automóveis blindados, eles estavam prontos para atacar a base militar trouxa que ficava nas terras altas. Bernardo foi um dos últimos a chegar, olhava a todos com um olhar encorajador, estava disposto a sacrificar tudo para eliminar aquela base. Não era apenas por uma retaliação, ainda existiam bruxos presos no subsolo sendo testado como ratos em um laboratório, animais sendo usados em experiências e eles estavam começando a secar o lago Ness, uma afronta para a família que por séculos era o guardião daquele lago. – Família, amigos! – Ele falou com sua voz mais elevada, rapidamente o ambiente encheu-se em silêncio e ele pode continuar a falar. – Hoje é o dia que vamos mostrar a força de nossa magia, a coragem de nossas almas e a fibra de nossas convicções! – Ele começou a falar, precisava passar coragem para os outros porque não era um pedido simples. – Confiem em seus parceiros, confiem em seus instintos, confiem em mim! – Uau, aquele era um pedido e tanto e quando ele falou seu corpo foi tomado de um calafrio. Bernardo não era ingênuo o bastante para acreditar que não haveria mortes, ele sabia que perderiam pessoas e animais, o que ele temia era que as mortes fossem todas em vão.

Depois passou a palavra para Alexandra, uma vez que ela iria repassar a posição de cada um deles, voltou para o seu cavalo-alado e montou nele. Bernardo ficaria atrás do primeiro regimento, pois iria cuidar dos aviões que poderiam ir ajudar, era uma tarefa complicada, mas ele levava no Abraxana uma cesta com granadas desenvolvidas para aquele ataque. Era uma mistura de fogo vivo e ácido. O primeiro regimento estaria Farlan e Max, com os carros e criaturas da terra, fortes o suficiente para aguentar um tiroteio. O segundo regimento era de Darcy e Meg, operações s táticas, entrariam por outro lado para o resgate das pessoas e criaturas presas, Meg era um domador muito bom e Darcy um auror especialista em esconderijos e conhecimento sobre tecnologia trouxa. O terceiro regimento era composto por Sam e Wendy, apoio médico, eles também dariam suporte na retaguarda e nas pessoas resgatadas. Bernardo e Alec eram o quarto regimento, vários cavalos-alados, fantasmas e bruxos iriam cobrir o céu. Arthur, o fantasma da família pegaria uma pequena parcela e causaria um tumulto, eram o elemento surpresa. Quando o ataque terminasse, iriam direto para Aganach Wood, onde uma equipe estaria esperando por eles com portais.

Feito a revisão das equipes os portões foram abertos e cada regimento saiu para os lados. Logan e Helena ficaram responsáveis por proteger o castelo e as crianças, uma tarefa difícil pois eles não sabiam quem voltaria vivo da guerra. Bernardo voou com Alexandra pelos céus trouxas, usaram feitiços para ficarem invisíveis pelo menos naquele momento, outros sete bruxos com cavalos seguiam eles, dois estavam em vassouras comuns. Eles seguiram rumo a base em linha reta, com os olhos atentos no céu, pararam duzentos metros e esperaram pelo sinal que seria dado por Farlan. Os batimentos cardíacos do Conde estavam altos, ele sentia todos os músculos contraídos e tremia algumas vezes. Sua filha ao lado parecia tão ansiosa quanto eles, o primeiro regimento a entrar em contato seria o mais prejudicado. Dez minutos se passaram quando o barulho de tiros começou. – Esse é o sinal! – Gritou Bernardo, tomou as rédeas e voaram descendo alguns pés, pois assim podiam ter uma visão mais clara da situação. A qualquer momento poderiam ouvir os aviões se aproximando, embaixo a visão era caótica porque ele não conseguia diferenciar tão bem. – Formação de quatro! – Assim eles podiam cobrir melhor as direções. Arthur apareceu mais abaixo com trestálios e outros quartos fantasmas da família. Esperando o momento certo para aparecerem, mas ainda não era...Bernardo olhou para o lado ouvindo aquele som característico. – Os aviões estão chegando! Vamos!  – Virou a rédea do cavalo e se preparou.

Pegou uma de suas granadas controlando ela com um locomotor bem longe deles, quando o primeiro caça apareceu ele ergueu a mão para lançar o objeto na direção do mesmo. Atingiu o nariz do caça e viu o mesmo pegar fogo, desviou dos destroços e ouviu os tiros vindo em sua direção. – Wavis! – Lançou as balas para longe dele e pegou outro caminho, logo os outros lançavam suas granadas e feitiços na direção dos caças que apareciam ali. – Arthur, vai ajudar a equipe em solo! – Falou para o fantasma que levou sua equipe para baixo. Bernardo viu dois de seus carros explodirem, sabia que quem estava dentro havia morrido. Não havia tempo para lamentações, ele deu meia volta mirando noutro caça que chegava. – Bombarda Maxima! – Estava com raiva, por isso estava reagindo melhor e o cavalo era um animal inteligente, sabia como voar e para qual direção seguir. Ficou ali tão distraído que nem viu quando Alexandra foi para o solo ajudar a equipe dali. Enquanto ele lançava as investidas contra os caças, mas eles eram mais rápidos e passam por eles, o que fazia com que tivessem quem caçar eles no céu para os atingir. A batalha seguia barulhenta embaixo, com todos fazendo o seu melhor. Os caças pararam de vim depois de um tempo, visto que nenhum atingia seu objetivo, foi quando ele notou a ausência de sua filha. Quando viu o cavalo morto de Alexandra ficou em pânico, mas a pequena garota estava em solo duelando. – Os dois destruam a torre deles!  – Apontou para os bruxos com as vassouras, enquanto eles dariam suporte dali de cima.

Sem comunicação os trouxas não iriam mais pedir ajuda ou relatar o que viam, ele desceu para ajudar em solo. – Amornae – Ele fazia o fogo das explosões não pegar os seus vivos, começou a retirar os feridos de campo colocando eles no cavalo e levando para onde Wendy estava. Estavam apenas esperando o sinal de Darcy e Meg para saírem dali, a base estava em chamas e o Erumpente estava morto. Os trestalios estavam servindo para retirar os feridos também. Ele procurava por Alexandra que parecia estar mais a frente, quando ouviu uma grande explosão que fez seu cavalo alado pular. Da construção principal o rugido da Manticora soou, ele viu Meg ferido junto a um corpo, os cabelos pretos deixaram o coração dele temendo, parecia...não, era Darcy. – RECUEM! – Ele gritou e começaram a sair dali, iriam para Anagach Wood. Os fantasmas começaram a atrasar os trouxas, aparecendo na frente deles gritando e deixando um rastro de plasmas. Ele esperou por Meg e sua Manticora que vinha sangrando, parecia que eles tinham conseguido ter sucesso na invasão, mas Darcy pagou o preço.

– Ele..? – Não conseguia falar porque notou como ficaria triste com a morte do jovem. Meg afirmou que estava vivo, só que estava ferido e desmaiado. Bernardo suspirou fundo e ergueu voo para verificar o perímetro, disparou feitiços contra os trouxas e viu Alexandra junto a Farlan em um Arpéu. Eles logo saíram dali.


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