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 Terras Altas da Escócia

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
Diretor
Diretor
Diretor Alvoros Grunnion

Patrono : Fênix
Bicho-papão : Diretor

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013, 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Terras Altas da Escócia

Escócia


Terras Altas da Escócia - Página 7 Olivier

As Terras Altas são uma zona montanhosa do norte da Escócia, onde o catolicismo permaneceu influente ao longo da História da Escócia. As Terras Baixas, por outro lado, são um bastião do protestantismo . Politicamente, as Terras Altas caracterizavam-se até ao século XVIII por um sistema feudal de famílias poderosas, os famosos clãs escoceses.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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AutorMensagem
Arthur Highmore Bellator
Grifinória
Grifinória
Arthur Highmore Bellator


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 6º Ano
Varinha: Ferrão de Explosivin, Figueira, 25cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQui 07 Maio 2020, 16:25


FILE: Crianças não podem brincar com a Internet
LOCATION: Lake Bridge, Escócia
ARCHIVE: Number 4

Beatrice e Gilbert aceitaram me acompanhar até o Garbor Hedge. À noite o local realmente parecia oriundo de um filme de terror e os meninos tremeram com a ideia de entrarem ali naquela situação crítica. – Vocês já entraram uma vez, não foi? Vamos fazer que essa seja a última. – Os dois me encararam assustados e eu percebi que tinha falado merda. – Não nesse sentido. Ah, vocês entenderam. – Balancei a cabeça negativamente e incitei para que adentrássemos entre os arames enferrujados para o campo de mato descuidado. Era ali que derrotaríamos a coisa que tanto os assombrava durante aqueles dias.

Algumas horas antes, depois de ter certeza que os pais da menina tinham saído ilesos do ataque do chamado Cartoon Cat, usei um feitiço de esquecimento e os coloquei para dormir com o Hypno. Só então procurei o bestiário do meu avô e finalmente encontrei aquilo que procurava. “Boogey? O que é isso?” Questionou Gilbert quando já estávamos a caminho do manicômio. – O boogey é uma forma corrompida de um bicho-papão. Ele se torna esse monstro violento e voraz quando permanece muito tempo acumulando energias pesadas e negativas dos seres humanos. – Expliquei rememorando as anotações do bestiário. – Quando vocês foram ao manicômio, abriram alguma porta antiga que estava trancada com cadeado ou algo assim? – Beatrice e Gilbert se entreolharam, ele assentiu: “Tinha aquele quarto trancado. O Dennys quebrou a maçaneta com uma pedra. Só que não encontramos nada de interessante para as fotos, só umas camas velhas.” Eu escutei com atenção, juntando ainda mais as peças da minha constatação. Os garotos libertaram um monstro trancafiado há anos sem nem ao menos perceberem, monstro este do qual se alimentara das emoções tortuosas dos habitantes do manicômio até ser totalmente corrompido. Quando um bicho-papão se torna um boogey, a sua natureza também muda. Ele se transforma em uma criatura predadora que gosta de brincar com as suas presas antes de devora-las inteiramente. O boogey assume a forma de um monstro da sua escolha, não necessariamente o maior medo do afetado, e atormenta o indivíduo antes de abatê-lo friamente. Ele gosta do medo que eles sentem na perseguição. – Esse boogey escolheu persegui-los depois que foi libertado do quarto em Garbor Hedge. Queria se divertir atacando um por um. Como sabia que vocês gostavam dos monstros de Henderson, achou que seria ainda mais prazeroso assusta-los assumindo a forma deles. O Smile Room com o Dennys, o Siren Head com o Ethan, o Cartoon Cat... – Os dois meninos permaneceram quietos, apenas assimilando a teoria. – Os boogeys não podem ser mortos, eles repelem feitiços comuns, embora não gostem de luz. – Foi justamente o que faltou para montar o quebra-cabeça quando o Cartoon Cat se irritou com o brilho das chamas. – Mas, – prossegui. – existe uma forma de sela-los no local onde nasceram. O cômodo original o deixa fraco, mas um feitiço antigo pode o prende-lo eternamente nele. – Aquele foi o ponto final de minha pesquisa e embora soasse como uma esperança, Beatrice e Gilbert não se mostraram muito animados. “Arthur... Isso significa que... Dennys e Ethan estão realmente...” A garota ruiva começou a questionar, encontrando forças para terminar a sua sentença. Eu inspirei fundo e esperei alguns instantes antes de dizer com pesar. – Sinto muito. – Era muito difícil acreditar que o boogey não teria engolido as outras crianças assim que as capturara. Imaginar que o pobre Gilbert seria sua próxima vítima se eu não tivesse o impedido naquela noite ainda me dava calafrios na espinha. "Você disse que ia encontra-los..." Ela murmurou, entristecida com a bombinha de asma na mão. Não consegui responde-la. Os meninos ficaram quietos e continuamos o nosso caminho até o prédio abandonado nesse mórbido silêncio.

Sem a iluminação solar, precisei da minha varinha para guiar o caminho repleto de móveis em estado de decomposição nos corredores esquecidos. Meu plano era relativamente simples, ainda que perigoso. Queria atrair o boogey para o manicômio, onde trataria de prendê-lo no seu quarto original e utilizar o feitiço encontrado no bestiário para selá-lo eternamente. “Eu estou com medo.” Confidenciou Beatrice, segurando o braço de Gilbert. – Esse lugar já foi a casa do medo por muitos anos. – Comentei. – Hoje nós acabaremos com isso! – Depois de andarmos um pouquinho, Gilbert me orientou a seguir em um corredor na direção dos quartos. Imediatamente percebi que eram quartos de tortura, embora não tenha esclarecido a informação aos meninos. “Tem alguma coisa ali.” O garoto falou, apontando para o topo de uma escadaria, onde uma criatura aparecia em pé. Ele tinha o mesmo tamanho de um pré-adolescente como os outros, embora todo o corpo fosse coberto por carne fresca e cortando o centro os mesmos dentes do Smile Room escorrendo da cabeça ao fim do tronco. “D-Dennys?” Beatrice balbuciou. – Ele está brincando conosco. Vamos em frente! – Incitei para os meninos continuarem, vigiando-os enquanto a criatura desaparecia no topo das escadas. Seguimos cautelosamente pelo corredor escuro, escutando alguns ratos correndo nas beiradas das paredes. De repente o som de um alto falante soou em todo o manicômio. “SOCORRO! SOCORRO!” Era a voz de Ethan gritando por ajuda em plenos pulmões, em meio a ruídos de carne sendo arrancada e sangue espirrando. Beatrice começou a chorar e Gilbert a seguiu logo em seguida. Eu sabia que aquilo era suficientemente assustador para duas crianças a ponto de traumatiza-las por muito tempo. – Vamos sair dessa, eu prometo! – Queria ajuda-las a ter coragem pelo menos para seguir em frente, era o mínimo que poderia alcançar em duas mentes fragilizadas. Em dado momento chegamos ao quarto que Gilbert apontou como o procurado. Um cadeado e uma pedra foram jogados ao chão. “C-como pretende atrai-lo para cá?” Beatrice questionou, abraçando o próprio corpo. – Fiquem perto de mim. – E não demorou a que ele aparecesse. Dessa vez, o boogey se posicionou no final do corredor assumindo a forma de um homem com a cabeça invertida. (x) “The Man with the Upside-Down Face.” Gilbert disse. “É a criatura mais forte do Henderson!” E eu considerei bastante conveniente para o monstro permanecer longe de nós, perto do fim do corredor. – Ele não quer chegar perto do quarto, ele sabe que é uma armadilha, mas... Consegue nos atacar de tão longe? – Encarei-o em análise, a criatura macabra com a cabeça de cabeça para baixo, sorrindo e acenando delicadamente. Então o monstro estendeu a mão e todo o prédio começou a tremer sob os nossos pés. Logo algumas partes do teto caíram de tão velhas e danificadas que estavam, assim como pedaços de parede derrubando os móveis. “O homem tem o poder de manipular desastres naturais!” Disse Beatrice alarmada. – Se ele continuar assim, pode acabar destruindo o quarto ou mesmo nos soterrando. – Imediatamente senti uma dose de desespero sabendo que o boogey conseguiria nos acertar mesmo de longe e não parecia nada disposto a facilitar o meu feitiço final. Um pedaço de parede caiu bem ao meu lado, assustando Gilbert em um pulo. “O que faremos?” Ele perguntou começando a choramingar novamente. Senti uma onda de raiva misturada com um desejo de vingança crescente. – Eu sei o que faremos. Vamos brincar com esse filho da mãe!

À medida que o teto ia desabando a criatura permanecia causando o pequeno terremoto, sem se preocupar em abandonar a sua posição de conforto. Foi então que eu joguei uma peça em cima de sua única fraqueza. – Lumus Solem! – Um globo de luz gigantesco foi lançado na direção do monstro, o qual sibilou irritado e desapareceu do fim do corredor, reaparecendo bem ao meu lado logo em seguida. Ele me jogou em uma parede, derrubando um candelabro e machucando meu braço no impacto. A varinha escapou de minhas mãos quando senti a dor imensa tomar conta do membro acertado. O homem então se aproximou lentamente, sempre sorrindo em seu rosto invertido perturbador, prestes a me matar em meio aquele tremor de terra que não cessara desde então. Foi quando escutei duas pessoas gritando. Eram Beatrice e Gilbert acenando em sinal de afronta. Um deles mostrou a língua e ambos correram para dentro do quarto escuro. O monstro sibilou, esqueceu-me por um momento e pulou dentro do cômodo na busca pelas crianças, suas primeiras e almejadas presas. Foi então que eu reuni forças para me levantar, suportando a dor no braço, e fechar a porta com um estrondo enorme. O tremor aumentou drasticamente, ele percebeu que tinha sido trancafiado no cômodo que lhe enfraquecia e reagiu com violência em cima de mim. – Esconde-Esconde, boogey! Você gosta? – Saquei a minha varinha com o braço bom e pronunciei o feitiço escrito no bestiário. – OPERITE... TIMORE! – Uma luz dourada surgiu na ponta da varinha e se lançou na porta, criando um jogo de luzes na forma de símbolos antigos e poderosos. O boogey urrou, mais pedaços do teto caíram enquanto o chão tremia em uma escala enorme e o manicômio todo enfrentava o som de destruição e agonia constante. Foi quando as luzes finalmente finalizaram um símbolo maior e brilhante que a porta se trancou magicamente e o caos cessou. O tremor parou de súbito, alguns últimos pedaços do teto desabaram por fim e o monstro calou-se, preso eternamente dentro do seu quarto. – Fim de brincadeira! – Suspirei alto, jogando-me em uma cadeira velha para enfim respirar em paz. Só então escutei os passos de duas crianças se aproximando. Os verdadeiros Beatrice e Gilbert reapareceram de seus esconderijos e eu nunca me senti tão aliviado em ver duas crianças vivas. Enquanto distraía o boogey com um o Lumus Solem, usei um feitiço pra criar duas cópias de luz iguais aos meninos e usá-las como iscas no meio da luta. Funcionou bem, eu só precisava que o monstro os perseguisse por um segundo antes de notar que eram falsos. – Vocês estão bem? – Perguntei me erguendo de imediato. Eles acenaram positivamente e deram uma olhada na porta. “Ele... ele está preso mesmo?” Gilbert focou na maçaneta. – Ele não poderá mais afetar ninguém aí dentro. – Mas Beatrice balançou a cabeça. “Mas ele ainda está vivo.” Mostrava-se inquieta e preocupada e eu entendia o porquê. É difícil se sentir confortável sabendo que uma criatura sedenta pelo seu sangue está a apenas uma porta de distância da liberdade, mas eu confiava o suficiente em meu avô para acreditar na eficácia do feitiço. – Ei, ei, ei. Vocês estão salvos, ok? Agora podem dormir tranquilos. Tudo está acabado. – Os dois se entreolharam tristes. De certa forma me arrependi de minhas palavras, afinal após perder dois amigos de um modo brutal, eu tinha dúvidas que a tranquilidade regaria a vida dos meninos daqui pra frente. Por fim eles pediram para ir embora. Concordei, pois não existia mais nada no mundo que eu desejasse mais.

Quando retornamos para a casa, consertei os estragos nas janelas e portas para que os pais não reparassem em nada. Beatrice e Gilbert pediram para que eu os acompanhasse durante a noite e claramente concordei, para garantir. Eles eram tão jovens e já tinham sofrido um trauma tão grande que a vitória sobre o boogey me trouxe nada mais que um gosto agridoce. Em dado momento acabaram adormecendo de cansaço. – Bem, vocês não merecem essas memórias. – Inspirei profundamente e apontei a varinha para os dois. – Obliviate. – Lentamente suguei as lembranças ruins da cabeça deles, deixando apenas algum senso de perigo em forma de um simples pesadelo. Pelo menos a existência daquela noite seria lembrada como uma fantasia ruim. Depois disso, deixei a casa e segui para Hogwarts antes que dessem minha falta de verdade. Sobrevoando as florestas e o lago de Lake Bridge, senti-me inspirado a continuar fazendo o que faço e imaginei se meu pai teria orgulho de mim naquele momento. Então recordei o bicho-papão do manicômio e de repente a felicidade sumiu. É agridoce, agridoce.

[atemporal]: Saí do lugar.
BESTIÁRIO #3: BOOGEY
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Helga Vaughan Rathbone

Helga Vaughan Rathbone


Perfil Bruxo
Escola/Casa:
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeSex 08 Maio 2020, 20:35

You watch me bleed until I can't breathe I'm shaking falling onto my knees And now that I'm without your kisses I'll be needing stitches I'm tripping over myself Aching begging you to come help
Lago Ness

O dia estava bem ensolarado e ela pediu permissão para sair de casa, ela estava em casa presa fazia muitos dias. Com o clima de tensão apenas subindo os pais dela não a permitiam sair de casa, mas ela foi falar com seu tio. — Por favor, apenas meia hora e pode ir comigo, você também deve estar querendo isso. Vamos comigo? — Ela conseguia convencer qualquer pessoa com seus olhos claros e seu sorriso meigo. Os dois saíram do castelo Rathbone descendo para o Lago Ness onde ela poderia ficar sentada na areia, os dois conversaram algum tempo sobre a família deles e a vontade de ir para fora da Grã-Bretanha quando tudo passasse. Eles ficam mais que meia hora e o sol estava se pondo, depois que notaram o atraso ficaram assustados, caíram na gargalhada sabendo que iriam escutar algumas reclamações quando voltassem para casa. Saíram dali rapidamente.

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Audrey Sawyer McGrath

Audrey Sawyer McGrath


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQua 20 Maio 2020, 20:36


Audrey caminhava entre as flores, passando as pequenas mãos nas pétalas enquanto observava o gato que ia a sua frente. Naquele momento apenas o rabo do felino era visível, movendo-se no alto, acima das flores, e fazendo com que a criança risse enquanto o perseguia. Sr. Otto Beauchamp havia sido o presente pelo aniversário de cinco anos da garota, algo que se passou algumas semanas antes, apesar de ser um filhote o Sr. Otto Beauchamp era grande e esguio, talvez fosse ser um gato grande para o colo da pequenina, mas isso não era algo em que ela pudesse reparar. As brincadeiras acabaram quando Audrey escutou a mão chamá-la para comer, a toalha de piquenique já estava estendida sobre a grama, longe das flores e ela correu até lá, animada com a refeição. — Venha Sr. Beauchamp, hora de comer! — Chamava o novo amigo, mas o felino estava mais interessado em praticar sua higiene pessoal deitado sob a sombra de uma árvore. Audrey apenas deu de ombros, recebendo seu sanduíche e dando a primeira mordida. Após o fim do piquinique e de Audrey brincar mais um pouco, eles deixaram o local.


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Sigrid Donati Habsburg
Ex-ministerial
Ex-ministerial
Sigrid Donati Habsburg

Bicho-papão : Reencontrar seu passado

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Durmstrang (Escandinávia)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pena de Hipogrifo, Espinheiro-Negro, 29 cm, Rígida

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQui 28 Maio 2020, 21:23


Travel

Into the Woods


Após deixarem o abrigo juntos e conseguirem sem muitos problemas chegarem nas terras altas da Escócia, Sigrid começou a perceber que com o fim da tarde uma agitação começou a tomar conta do grupo. Começou com o homem, que já desde a saída parecia incomodado que era o único no grupo, questionando todas as decisões e tornando tudo um tanto desconfortável. As mulheres que acompanhavam trataram de ignorar e após deixarem Sr. Ives ele havia se calado, mas vez ou outra Ofélia pedia licença e saia para o meio da mata, fora da trilha que seguiam e isso, foi um comportamento que deixou Sigrid ainda mais desconfortável. A ex-ministerial conhecia pouco sobre a outra mulher e começou a pensar o pior, mas deixou seu rosto e expressão neutros. Como uma funcionária da sessão dos mistérios, uma coisa que ela sabia bem era fazer o "rosto de paisagem", principalmente durante momentos onde estava desconfiada de algo ruim. A menina que ajudou resgatar estava com uma das mulheres, ela vinha cuidando da pequena desde que chegaram ao abrigo, então era seguro afirmar que ficaria bem. Ainda estavam há uma distância considerável da caminhada quando Ofélia pediu licença para sair de novo, chamando de "natureza me chama", - Tudo bem… Vamos continuar a caminhada em linha reta para o oeste - Ofélia sabia o que ela queria dizer e com um sorrisinho amarelo saiu, o que fez o homem resmungar novamente, mas logo ele se calou quando notou o pôr-do-sol alaranjado entre as árvores.


[...]

Estavam a uma distância média do ponto de encontro quando Ofélia voltou de uma das várias “idas a natureza”  - Você está bem mesmo? Tenho noção de primeiros socorros, posso te ajudar se for alguma coisa simples - a mulher parecia saudável, mas ninguém ia tantas vezes ao ‘banheiro’, então dessa vez Sigrid a seguiu mata adentro, deixando o grupo reunido, a mulher foi furtiva pela mara atrás da companheira e se deparou com a outra falando com algo em sua mão ”Ah não, que ela não seja um dos traidores…”, Sigrid suspeitava que existiam traidores na resistência e estes foram parte responsáveis pela queda não só do Ministério, mas também de Queerditch. Apontou a varinha para si e lançou o feitiço de maneira não verbal - Desilusionar - , deu a volta pela árvore e ficou de frente, foi quando viu que a mulher falava com algo em sua mão… Aquilo era uma…  - Você está falando com uma barata? - pálida a outra a encarou e deu uma tossida ao dizer que sim, compreendia os animais, e vinha recebendo informações deles ao longo da viagem  - Então todas as idas “à natureza”... - um pouco mais recomposta, a companheira de viagem respondeu que sim, mas questionou também porque foi seguida e dessa vez, Sigrid que ficou desconcertada - perdão… Ando meio desconfiada de todos após o que houve em Queerditch e… Desculpe, achei que fosse uma traidora - foi difícil para ela admitir isso em voz alta, afinal jamais dividiu suas desconfianças antes, mas Ofélia pareceu compreender bem. Exceto que o momento foi interrompido quando ouviram um grito abafado e ambas se olharam lembrando do grupo que acompanhavam, voltando os passos apressados em meio às árvores para onde haviam deixado eles na espera. Quando se aproximaram do local, as duas mulheres afastaram a menina e estavam de varinhas expostas e apontadas para o homem que se revirava no chão  - D - Droga - a garotinha estava assustada e parecia travada no lugar.

Tudo parecia estar acontecendo em câmera lenta, mas na verdade foi questão de segundos. O homem barbudo se retorceu no lugar e Sigrid olhou para a companheira de viagem, como se ambas tivessem um acordo interno de trabalho. Haviam lidado com coisas demais nos últimos meses para terem tempo de planejar, então sabiam bem como improvisar - Aresto Momentum -v o impulso de magia atingiu o homem tempo o suficiente para Ofélia também atingi-lo com o feitiço homorfo, trazendo ele de volta, tremendo no lugar. A ex-ministerial soltou um suspiro, pensando ter passado pelo pior e olhando ao redor para ver o quando do show tinha chamado atenção, quando viu o homem tentar se levantar, com as roupas em frangalhos e a uma das mulheres que estava assustada, atingi-lo com um estupefaça, fazendo ele cair desacordado. - Droga… Mais essa - se aproximou dele, conferindo que respirava e apontou a varinha para a cabeça do homem - Ilcorporis crânio - o feitiço demonstrou que não havia nada de errado, mas nesse momento, Ofélia surgiu com uma brilhante ideia, fazendo com que Sigrid a olhasse horrorizada, enquanto uma das mulheres que as acompanhava, apoiasse a ideia de pronto.

- Como pode? Estamos falando de um ser humano… Vamos acordá-lo e ajudar ele a chegar no barco são e salvo, como elas - uma das mulheres concordou com Sigrid, enquanto a que o havia atingido estava extremamente descontente com a presença dele. Ela se identificava como Luandra e dizia que se pudesse, largaria ele ali para os trouxas encontrarem, só por ter colocado ela em risco. - Não vamos deixar ninguém aqui… Pode fazer isso, mas ambas são responsáveis por levá-lo - Ofélia deu de ombros, transfigurando sem muitos problemas o homem no objeto e Luandra a ajudou a carregá-lo. Enquanto isso, Sigrid e se aproximou da criança e da outra jovem que as acompanhava, continuando a viagem até a costa onde o barco esperava para a viagem até a ilha.


Off: Postagem referente a trama oficial se passando de maneira fechada
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Ofélia Bitt. Stackhouse
Ex-ministerial
Ex-ministerial
Ofélia Bitt. Stackhouse

Patrono : Gato Manx
Bicho-papão : Velhice

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Beauxbatons (França)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Garra de Barrete Vermelho Romeira 25cm, Flexível

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQui 28 Maio 2020, 21:38


Lobisomens e Baratas


UM AMOR BEM VERDADEIRO, UMA VIDA BEM ÍNTIMA COM UMA MULHER, A QUEM SE QUEIRA COMO AMANTE, QUE SE ESTIME COMO IRMÃ, QUE SE VENERE COM MÃE, QUE SE PROTEJA COMO FILHA, É EVIDENTEMENTE O DESTINO MAIS NATURAL AO HOMEM, O COMPLEMENTO DA SUA MISSÃO NA TERRA.

Os problemas não sumiram, eles apenas se esconderam por alguns poucos dias. Ofélia já estava preparada para os acontecimentos e um deles era sua missão, junto com a Sigrid Donati Habsburg, uma ex-ministerial também. Recentemente, a resistência soube do uso da ilha de “Mag Mell” como um porto seguro. Ninguém sabia ao certo a localização do lugar, mas lá estavam eles, indo de encontro a um barco para seguirem mar a dentro. Ofélia e Sigrid estavam na Escócia levando até a costa um grupo de refugiados compostos por duas mulheres, um homem mal encarado e uma criança, local em que um dos navios estava ancorando. Porém, existia uma preocupação: as forças armadas. Eles estavam fazendo constantes rondas por toda a região costeira. Desconfiavam certamente de atividades ilegais por parte dos bruxos, e qualquer vacilo eles poderiam comprometer toda a operação.

Desde que usaram chaves de portal no vilarejo de St. Ives para chegarem na Escocia, Ofélia teve a brilhante ideia de usar suas amiguinhas baratas para investigarem toda a área para ela, servindo como espiãs, então vez ou outra, durante o caminho, Ofélia pedia licença e se afastava para conversar com suas agentes secretas. – A natureza me chama, querida. – Ofélia falou com Sigrid e se afastando do grupo mais uma vez. Adentrou um pouco na floresta e esperou o inseto voar para mais perto. – Descobriu algo? – Ofélia perguntou para a barata que estava pousando em um tronco de uma árvore. “Nenhum sinal até o momento.” A barata respondeu. Ofélia bufou um tanto frustrada, ela queria novidades... fofocas. – Tão estupidos esse exército. – Ela revirou os olhos. – Vou acabar logo essa missão, já estou ficando entediada. – A mulher deu as costas ao isento e retornou para a trilha em linha reta para o oeste, assim como havia dito Sigrid.

O tempo não parecia amigo, parecia torturar e estar ali com aquelas pessoas desconhecidas e refugiadas era desolador para Ofélia. Ela se sentia uma babá e o que lhe deixava mais confortável era sair para conversar com a barata, o que era melhor que ficar ouvindo resmungos de um homem tolo mal humorado. Em mais uma volta da Ofélia, Sigrid a questionou sobre seu bem-estar, o que a fez franzi o sobrecenho. Ofélia sorriu sarcasticamente. – Estou apenas entediada, querida, mas passo muito bem. Eu agradeço sua... – Ofélia pensou um pouco para não dizer alguma palavra grotesca. – Sua preocupação. – Completou sua frase e viu atrás da parceira de missão, sua barata amiga voar floresta a dentro. Ofélia imaginou então que era uma novidade, afinal, acabaram de conversar. – Talvez eu precise voltar lá... – Ofélia falou cinicamente e seguiu o isento. – O que você viu? – Ela perguntou estendendo sua mão para a barata pousar sobre ela.

Ofélia estava destinada a lhe esmagar caso fosse alguma besteira, mas pensou em reconsiderar caso fosse algo razoavelmente agradável. “Tem homens das forças armadas acampando na floresta.” A barata informou e um grande sorriso cresceu nos lábios na Ofélia, mas ligeiramente desapareceu quando a Sigrid apareceu perguntando se ela estava falando com uma barata. Ofélia tomou em pequeno susto, a barata voou para uma árvore. – Sigrid... – Ofélia encarou sua colega. – Claro, eu posso compreender os animais... um dom de família. – Ela abriu um grande sorriso e se aproximou da mulher. – Ela está me ajudando com algumas informações sobre nosso perímetro. – Ofélia revelou seu segredinho e Sigrid parecia compreender.

– Exatamente. Eu sempre prefiro manter esses diálogos em segredo, entre eu e minhas amiguinhas. – Ofélia soltou uma piscadela para sua barata. – E você, Sigrid, muito me admira deixar um grupo de refugiados sozinhos, apenas para me seguir. – Ofélia parecia curiosa, mas logo gargalhou com a resposta da mulher, que alegou estar desconfiada de que ela, Ofélia, poderia ser uma traidora. – isso sim é diversão, querida, Sigrid. – Ofélia tentou se recompor. – Não, jamais serei uma traidora da causa em que decidi abraçar, mas vou relevar, dessa vez. – Ofélia sorriu cinicamente, soltou uma piscadela e fora interrompida por um súbito grito. As duas se olharam e sabiam que algo estava acontecendo. Voltaram às pressas para o grupo e ao chegarem, uma cena estava formada. As duas mulheres empunhavam suas varinhas miradas para o homem que se revirava possuído no chão. – O que temos aqui? – Ofélia perguntou com um discreto sorriso assistindo a situação, mas não se poupou em sacar sua varinha delicadamente. Ela não costumava atacar ou usar em combates, mas se fosse preciso, ela estava pronta para confrontos.

A noite estava cobrindo o céu e a lua cheia refletia um iminente perigo diante do grupo. Ofélia olhou para a lua, para o homem e para Sigrid, elas sabiam o que estava acontecendo, mas fora algo doloroso e rápido. O homem estava virando um lobisomem. Sigrid o acertou com um feitiço, o que deu tempo para Ofélia agir logo em seguida. – Homorfo! – Usou um feitiço que obrigava o lobisomem a voltar a sua forma humana. – Agora faz sentido o odor de cachorro molhado, por um momento pensei que fosse você, querida. – Ofélia riu de sua piadinha olhando para Sigrid, porém, ambas foram surpreendias por um estupefaça lançado por uma das mulheres, acertando o homem que tentava se levantar. – Maravilhosa! – Ofélia comemorou. Sua parceira de missão foi consultar o bem estar do rapaz, fazendo Ofélia revirar os olhos. – Não temos tempo para cuidar de um homem que poderia devorar todas nós em piscares de olhos. Eu sugiro, Sra. Habsburg, que o amarremos em pesadas pedras e o joguemos no fundo do mar, assim o pouparemos de sofrer com essa maldição. – Ofélia suspirou, uma das mulheres a apoiou, diferente da Sigrid que ficou horrorizada.

Era uma discussão de mérito à vida, a vida de um homem que mataria elas. Ofélia compreendia do que estavam falando e por mais que fosse contra a ideia de leva-lo a uma provável utopia, deveria concordar com a Sigrid por causa da missão e ela era fiel a missão. – Infelizmente! – Ofélia bufou e revirou os olhos frustrada. – Pelo menos transforma ele em uma mala... assim não teremos mais problemas. – Sigrid não se opôs. Então Ofélia balançou sua varinha na direção do rapaz desacordado. – Suitcaseles! – Ofélia transformou o homem em mala e uma das mulheres ajudou a carregá-lo, seguindo assim então estreada a fora em direção a costa da Escócia.


Ofélia Bitt. Stackhouse está em interação com Sigrid Donati Habsburg; vestindo isto aqui; no Alto da Escócia, Missão Fechada da Trama Oficial e está se sentindo entediada e agradece à  Maay do TPO pelo template.


OféliaStackhouse
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Alexandra S. Rathbone
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Alexandra S. Rathbone

Patrono : Gineta

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pena de Hipogrifo, Olmo, 25cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQua 03 Jun 2020, 20:21

A little drunk, I’m better when I’m broken

Eu não dormia a mais de vinte quatro horas, estava em incursão para salvar alguns trouxas que estavam nas Terras Altas, levávamos para a floresta de Anagach Woods por um pequeno período. Isso porque a minha família tinha uma propriedade ali que as barreiras mágicas eram super protegidas, era o caminho mais seguro a se fazer, depois dali levávamos para onde os Vipers retiravam algumas pessoas. Exatamente por causa dessa situação que tínhamos que falar com o Mr. Prince, ele tinha nos prometido segurança, mas isso poderia ser estendido para outros bruxos ou que ele conseguisse algum lugar seguro temporário. Marcou uma reunião com ele naquele dia, mesmo cansada eu precisava resolver isso porque não aguentava mais ver corpos de bruxos mortos a bala como animais. No entanto, eu tinha um plano e para isso contaria com a ajuda de minha prima mais nova que já estava em casa. – Carly, tudo é bem simples. Você vai usar essa capa de invisibilidade e ficar na sala no fundo, sem barulho e só ouvindo a conversa. No entanto eu quero que use sua habilidade para saber se uma pessoa está mentindo. Eu não entendo de empatia, mas use um caderno para notar que trechos da conversa essa pessoa ficou extremamente nervosa ou calma, eu sei que quem mente fica nervoso. Não se preocupe eu vou cuidar de você e Nik vai conosco! – Comentei com minha prima mais nova, eu tinha conseguido uma capa de invisibilidade para isso. Nik era um segurança novo que me acompanhava em quase todas as missões que ia. Meu pai não sabia que pensei em levar Carly, ele não aprovaria porque ela era nova, mas já estava na hora dela começar a participar das missões de família.

Fomos juntas para o local de encontro, ela já estava com a capa nela quando chegamos, eu estava um pouco nervosa também. A cor o meu cabelo ficou castanha e com as pontas onduladas, olhos azuis claros e um nariz mais afilado. Fazia isso porque os militares conheciam meus cabelos loiros quando eu lutava com eles. O Mr. Prince era neto da rainha da Inglaterra, por isso era minha melhor opção nesse momento. – Querido Mr. Prince, eu sei que não deveríamos nos falar por um tempo, mas a situação é caótica pelas terras altas. – Comecei a falar, não tinha tempo para formalidades. – Tem muitos bruxos precisando de um lugar, os militares os matam aos milhares. Eu quero um galpão grande para eles ficarem por um tempo, sim, um pedido especial. – Fui direta ao ponto. – Esses bruxos são inofensivos e querem apenas o direito de viver. Se quisessem atacar os trouxas como nos atacam, ai sim teríamos um problema. Não somos assassinos Mr. Prince, não nos torne um. – Falei me sentindo mais aliviada, então foi a vez de ouvir o que ele tinha para falar. Embora eu olhava bem para ele não tinha como saber o que ele sentia, mas Carly podia e eu estava contando com isso. Por isso eu confiei que ela pudesse assimilar tudo. Mr. Prince afirmou que nos ajudaria e me passou um endereço de uma fazenda de propriedade dele que não estava catalogado pela realeza. Ele iria jogar a segurança para um outro ponto para que tivéssemos mais facilidade para chegar ao local. – Agradeço por isso!  – Falei para ele, olhei para os lados, não sabia como me despedir dele. – Acho que agora nos despedimos. Passar bem! – Falei para ele.

[...] Algum tempo depois naquele mesmo dia Carly e eu fomos conversar sobre. – Agora me fale o que ele sentia! – Conforme ela ia falando eu ficava nervosa e pensativa. Sem notar meus cabelos ganharam mechas loiras, fiquei com uma aparência bem engraçada. Mas estava cansada e com fome, minha concentração e controle da habilidade estava toda dispersa. Eu fiquei bem chocada porque o Mr. Prince estava nervoso, mas segundo Carly não era mentira, ele parecia tenso e depois aliviado, o que isso queria dizer? – Obrigada, você foi ótima, vamos para casa! – Puxei ela para um abraço e em seguida saímos dali.



BEKKS;
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Carly Vaughan Rathbone
Grifinória
Grifinória
Carly Vaughan Rathbone

Bicho-papão : Machucar alguém

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 6º Ano
Varinha: Cabelo de Veela, Macieira, 27cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQua 03 Jun 2020, 21:02


Jogando alto!

As aulas tinham acabado e eu estava finalmente em casa, passei muito tempo com minha mãe contando tudo que havia acontecido ali. Mas meu pai estava mais interessado em saber sobre Octávio, era difícil para eles aceitarem que eu estava crescendo, eu ainda corava muito para falar disso. Verena ria muito, mas ela nunca tinha apresentado nenhum namorado para meus pais, ela parecia não querer nenhum relacionamento sério. Eu também aproveitei para ler todos os jornais e me inteirar sobre os últimos acontecimentos da guerra, queria muito que tudo fosse apenas um sonho ruim. Mas isso era algo de uma criança ainda, precisava entender que eu tinha que crescer e encarar a triste realidade, minha família fazia o que podia para abrigar os bruxos que sofriam pela guerra. E foi um dia que Alexandra, a herdeira da família chegou comigo. Ela queria me levar em uma missão da família para falar com um príncipe da Inglaterra, eu fiquei sem reação por um tempo. – Como? O que...isso, minha mãe sabe? Quero dizer, ela permitiu isso? – Alexandra não pedia permissão para quase nada, ela me convenceu que era o melhor para a nossa família. Ela queria que eu lesse as emoções do príncipe quando fosse falar com ele, mas eu estaria escondida com uma capa de invisibilidade dela. Era a coisa mais insana que eu faria na vida, mesmo assumindo um jornal ilegal e sabendo como era a adrenalina de coisas ilegais eu estava muito confusa. – Eu posso sentir emoções, pessoas que mentem tem um grau de nervosismo e tensão, acho que consigo sentir quando o humor dele alterar sim. – Confessei para ela mordendo os lábios. Ela me falou pela manhã e duas horas depois estava no carro indo para um lugar afastado, a capa já estava sobre mim e meu coração batia tão forte que parecia que seria ouvida.

Não tive muito tempo para me preparar, mas quando chegamos ali eu comecei a me concentrar para acalmar minhas emoções, era o primeiro passo para conseguir controlar minha empatia. Em seguida segui para onde Alexandra e Mr. Prince começaram um diálogo, fixei um olhar nele e me concentrei em sentir o que ele sentia. Ele estava nervoso e com medo, parecia que ele tinha medo da minha prima, seu nervosismo era apenas disso. Conforme ela falava sobre querer a ajuda dele suas emoções mudaram, ele sentia aliviado, relaxado. Mr. Prince não parecia mentir quando falava, porque suas emoções ficaram mais estáveis, ele continuava relaxado e isso atestava que estava sendo verdadeiro. No final ele sentiu uma fração de satisfação com os acordos que ele fez com minha prima, parecia ser uma cooperação bem sucedida entre trouxa e bruxos. Afinal, nem todos eram maus assim. Por fim eu parei minha conexão empática com ele, trabalhando para me blindar novamente e que nenhum sentimento alheio me influenciasse. Estava ficando melhor nisso com o passar o tempo. Ele se afastou e voltamos para o carro, mas eu continuei a usar a capa de invisibilidade até irmos para uma área segura. Alexandra parecia tão nervosa que não estava mais controlando sua habilidade, porém eu não falei nada. Queria apenas falar o que soube sobre Mr. Prince. – Não acredito que ele tenha mentido, ele sentia-se nervoso perto de você, mas acho que ele se sente intimidado com sua presença. Ele também ficou aliviado em saber que foi apenas um pedido de ajuda e não um problema com ele. Parecia relaxado ao propor o acordo, ele não teria a capacidade de inventar algo sem ficar nervoso. Acho que deve acreditar nele, mesmo ele sendo um comandante né? Eu me pergunto por que ele quer ajudar? – Eu sabia que ela sabia. Mas não me contou nada no momento, Alexandra me abraçou e agradeceu. – Pensei que fosse ter uma parada cardíaca. – Ri e depois saímos dali. Minha mãe não podia sonhar que tinha ido numa missão.



Carly
E quando temos de escolher, só esperamos que a nossa escolha seja a certa.
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