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 Terras Altas da Escócia

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
Diretor
Diretor
Diretor Alvoros Grunnion

Patrono : Fênix
Bicho-papão : Diretor

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013 - 19:48

Relembrando a primeira mensagem :

Terras Altas da Escócia

Escócia


Terras Altas da Escócia - Página 7 Olivier

As Terras Altas são uma zona montanhosa do norte da Escócia, onde o catolicismo permaneceu influente ao longo da História da Escócia. As Terras Baixas, por outro lado, são um bastião do protestantismo . Politicamente, as Terras Altas caracterizavam-se até ao século XVIII por um sistema feudal de famílias poderosas, os famosos clãs escoceses.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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AutorMensagem
Arthur Highmore Schmidth
Grifinória
Grifinória
Arthur Highmore Schmidth


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 6º Ano
Varinha: Ferrão de Explosivin, Figueira, 25cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQui 7 Maio 2020 - 16:25


FILE: Crianças não podem brincar com a Internet
LOCATION: Lake Bridge, Escócia
ARCHIVE: Number 4

Beatrice e Gilbert aceitaram me acompanhar até o Garbor Hedge. À noite o local realmente parecia oriundo de um filme de terror e os meninos tremeram com a ideia de entrarem ali naquela situação crítica. – Vocês já entraram uma vez, não foi? Vamos fazer que essa seja a última. – Os dois me encararam assustados e eu percebi que tinha falado merda. – Não nesse sentido. Ah, vocês entenderam. – Balancei a cabeça negativamente e incitei para que adentrássemos entre os arames enferrujados para o campo de mato descuidado. Era ali que derrotaríamos a coisa que tanto os assombrava durante aqueles dias.

Algumas horas antes, depois de ter certeza que os pais da menina tinham saído ilesos do ataque do chamado Cartoon Cat, usei um feitiço de esquecimento e os coloquei para dormir com o Hypno. Só então procurei o bestiário do meu avô e finalmente encontrei aquilo que procurava. “Boogey? O que é isso?” Questionou Gilbert quando já estávamos a caminho do manicômio. – O boogey é uma forma corrompida de um bicho-papão. Ele se torna esse monstro violento e voraz quando permanece muito tempo acumulando energias pesadas e negativas dos seres humanos. – Expliquei rememorando as anotações do bestiário. – Quando vocês foram ao manicômio, abriram alguma porta antiga que estava trancada com cadeado ou algo assim? – Beatrice e Gilbert se entreolharam, ele assentiu: “Tinha aquele quarto trancado. O Dennys quebrou a maçaneta com uma pedra. Só que não encontramos nada de interessante para as fotos, só umas camas velhas.” Eu escutei com atenção, juntando ainda mais as peças da minha constatação. Os garotos libertaram um monstro trancafiado há anos sem nem ao menos perceberem, monstro este do qual se alimentara das emoções tortuosas dos habitantes do manicômio até ser totalmente corrompido. Quando um bicho-papão se torna um boogey, a sua natureza também muda. Ele se transforma em uma criatura predadora que gosta de brincar com as suas presas antes de devora-las inteiramente. O boogey assume a forma de um monstro da sua escolha, não necessariamente o maior medo do afetado, e atormenta o indivíduo antes de abatê-lo friamente. Ele gosta do medo que eles sentem na perseguição. – Esse boogey escolheu persegui-los depois que foi libertado do quarto em Garbor Hedge. Queria se divertir atacando um por um. Como sabia que vocês gostavam dos monstros de Henderson, achou que seria ainda mais prazeroso assusta-los assumindo a forma deles. O Smile Room com o Dennys, o Siren Head com o Ethan, o Cartoon Cat... – Os dois meninos permaneceram quietos, apenas assimilando a teoria. – Os boogeys não podem ser mortos, eles repelem feitiços comuns, embora não gostem de luz. – Foi justamente o que faltou para montar o quebra-cabeça quando o Cartoon Cat se irritou com o brilho das chamas. – Mas, – prossegui. – existe uma forma de sela-los no local onde nasceram. O cômodo original o deixa fraco, mas um feitiço antigo pode o prende-lo eternamente nele. – Aquele foi o ponto final de minha pesquisa e embora soasse como uma esperança, Beatrice e Gilbert não se mostraram muito animados. “Arthur... Isso significa que... Dennys e Ethan estão realmente...” A garota ruiva começou a questionar, encontrando forças para terminar a sua sentença. Eu inspirei fundo e esperei alguns instantes antes de dizer com pesar. – Sinto muito. – Era muito difícil acreditar que o boogey não teria engolido as outras crianças assim que as capturara. Imaginar que o pobre Gilbert seria sua próxima vítima se eu não tivesse o impedido naquela noite ainda me dava calafrios na espinha. "Você disse que ia encontra-los..." Ela murmurou, entristecida com a bombinha de asma na mão. Não consegui responde-la. Os meninos ficaram quietos e continuamos o nosso caminho até o prédio abandonado nesse mórbido silêncio.

Sem a iluminação solar, precisei da minha varinha para guiar o caminho repleto de móveis em estado de decomposição nos corredores esquecidos. Meu plano era relativamente simples, ainda que perigoso. Queria atrair o boogey para o manicômio, onde trataria de prendê-lo no seu quarto original e utilizar o feitiço encontrado no bestiário para selá-lo eternamente. “Eu estou com medo.” Confidenciou Beatrice, segurando o braço de Gilbert. – Esse lugar já foi a casa do medo por muitos anos. – Comentei. – Hoje nós acabaremos com isso! – Depois de andarmos um pouquinho, Gilbert me orientou a seguir em um corredor na direção dos quartos. Imediatamente percebi que eram quartos de tortura, embora não tenha esclarecido a informação aos meninos. “Tem alguma coisa ali.” O garoto falou, apontando para o topo de uma escadaria, onde uma criatura aparecia em pé. Ele tinha o mesmo tamanho de um pré-adolescente como os outros, embora todo o corpo fosse coberto por carne fresca e cortando o centro os mesmos dentes do Smile Room escorrendo da cabeça ao fim do tronco. “D-Dennys?” Beatrice balbuciou. – Ele está brincando conosco. Vamos em frente! – Incitei para os meninos continuarem, vigiando-os enquanto a criatura desaparecia no topo das escadas. Seguimos cautelosamente pelo corredor escuro, escutando alguns ratos correndo nas beiradas das paredes. De repente o som de um alto falante soou em todo o manicômio. “SOCORRO! SOCORRO!” Era a voz de Ethan gritando por ajuda em plenos pulmões, em meio a ruídos de carne sendo arrancada e sangue espirrando. Beatrice começou a chorar e Gilbert a seguiu logo em seguida. Eu sabia que aquilo era suficientemente assustador para duas crianças a ponto de traumatiza-las por muito tempo. – Vamos sair dessa, eu prometo! – Queria ajuda-las a ter coragem pelo menos para seguir em frente, era o mínimo que poderia alcançar em duas mentes fragilizadas. Em dado momento chegamos ao quarto que Gilbert apontou como o procurado. Um cadeado e uma pedra foram jogados ao chão. “C-como pretende atrai-lo para cá?” Beatrice questionou, abraçando o próprio corpo. – Fiquem perto de mim. – E não demorou a que ele aparecesse. Dessa vez, o boogey se posicionou no final do corredor assumindo a forma de um homem com a cabeça invertida. (x) “The Man with the Upside-Down Face.” Gilbert disse. “É a criatura mais forte do Henderson!” E eu considerei bastante conveniente para o monstro permanecer longe de nós, perto do fim do corredor. – Ele não quer chegar perto do quarto, ele sabe que é uma armadilha, mas... Consegue nos atacar de tão longe? – Encarei-o em análise, a criatura macabra com a cabeça de cabeça para baixo, sorrindo e acenando delicadamente. Então o monstro estendeu a mão e todo o prédio começou a tremer sob os nossos pés. Logo algumas partes do teto caíram de tão velhas e danificadas que estavam, assim como pedaços de parede derrubando os móveis. “O homem tem o poder de manipular desastres naturais!” Disse Beatrice alarmada. – Se ele continuar assim, pode acabar destruindo o quarto ou mesmo nos soterrando. – Imediatamente senti uma dose de desespero sabendo que o boogey conseguiria nos acertar mesmo de longe e não parecia nada disposto a facilitar o meu feitiço final. Um pedaço de parede caiu bem ao meu lado, assustando Gilbert em um pulo. “O que faremos?” Ele perguntou começando a choramingar novamente. Senti uma onda de raiva misturada com um desejo de vingança crescente. – Eu sei o que faremos. Vamos brincar com esse filho da mãe!

À medida que o teto ia desabando a criatura permanecia causando o pequeno terremoto, sem se preocupar em abandonar a sua posição de conforto. Foi então que eu joguei uma peça em cima de sua única fraqueza. – Lumus Solem! – Um globo de luz gigantesco foi lançado na direção do monstro, o qual sibilou irritado e desapareceu do fim do corredor, reaparecendo bem ao meu lado logo em seguida. Ele me jogou em uma parede, derrubando um candelabro e machucando meu braço no impacto. A varinha escapou de minhas mãos quando senti a dor imensa tomar conta do membro acertado. O homem então se aproximou lentamente, sempre sorrindo em seu rosto invertido perturbador, prestes a me matar em meio aquele tremor de terra que não cessara desde então. Foi quando escutei duas pessoas gritando. Eram Beatrice e Gilbert acenando em sinal de afronta. Um deles mostrou a língua e ambos correram para dentro do quarto escuro. O monstro sibilou, esqueceu-me por um momento e pulou dentro do cômodo na busca pelas crianças, suas primeiras e almejadas presas. Foi então que eu reuni forças para me levantar, suportando a dor no braço, e fechar a porta com um estrondo enorme. O tremor aumentou drasticamente, ele percebeu que tinha sido trancafiado no cômodo que lhe enfraquecia e reagiu com violência em cima de mim. – Esconde-Esconde, boogey! Você gosta? – Saquei a minha varinha com o braço bom e pronunciei o feitiço escrito no bestiário. – OPERITE... TIMORE! – Uma luz dourada surgiu na ponta da varinha e se lançou na porta, criando um jogo de luzes na forma de símbolos antigos e poderosos. O boogey urrou, mais pedaços do teto caíram enquanto o chão tremia em uma escala enorme e o manicômio todo enfrentava o som de destruição e agonia constante. Foi quando as luzes finalmente finalizaram um símbolo maior e brilhante que a porta se trancou magicamente e o caos cessou. O tremor parou de súbito, alguns últimos pedaços do teto desabaram por fim e o monstro calou-se, preso eternamente dentro do seu quarto. – Fim de brincadeira! – Suspirei alto, jogando-me em uma cadeira velha para enfim respirar em paz. Só então escutei os passos de duas crianças se aproximando. Os verdadeiros Beatrice e Gilbert reapareceram de seus esconderijos e eu nunca me senti tão aliviado em ver duas crianças vivas. Enquanto distraía o boogey com um o Lumus Solem, usei um feitiço pra criar duas cópias de luz iguais aos meninos e usá-las como iscas no meio da luta. Funcionou bem, eu só precisava que o monstro os perseguisse por um segundo antes de notar que eram falsos. – Vocês estão bem? – Perguntei me erguendo de imediato. Eles acenaram positivamente e deram uma olhada na porta. “Ele... ele está preso mesmo?” Gilbert focou na maçaneta. – Ele não poderá mais afetar ninguém aí dentro. – Mas Beatrice balançou a cabeça. “Mas ele ainda está vivo.” Mostrava-se inquieta e preocupada e eu entendia o porquê. É difícil se sentir confortável sabendo que uma criatura sedenta pelo seu sangue está a apenas uma porta de distância da liberdade, mas eu confiava o suficiente em meu avô para acreditar na eficácia do feitiço. – Ei, ei, ei. Vocês estão salvos, ok? Agora podem dormir tranquilos. Tudo está acabado. – Os dois se entreolharam tristes. De certa forma me arrependi de minhas palavras, afinal após perder dois amigos de um modo brutal, eu tinha dúvidas que a tranquilidade regaria a vida dos meninos daqui pra frente. Por fim eles pediram para ir embora. Concordei, pois não existia mais nada no mundo que eu desejasse mais.

Quando retornamos para a casa, consertei os estragos nas janelas e portas para que os pais não reparassem em nada. Beatrice e Gilbert pediram para que eu os acompanhasse durante a noite e claramente concordei, para garantir. Eles eram tão jovens e já tinham sofrido um trauma tão grande que a vitória sobre o boogey me trouxe nada mais que um gosto agridoce. Em dado momento acabaram adormecendo de cansaço. – Bem, vocês não merecem essas memórias. – Inspirei profundamente e apontei a varinha para os dois. – Obliviate. – Lentamente suguei as lembranças ruins da cabeça deles, deixando apenas algum senso de perigo em forma de um simples pesadelo. Pelo menos a existência daquela noite seria lembrada como uma fantasia ruim. Depois disso, deixei a casa e segui para Hogwarts antes que dessem minha falta de verdade. Sobrevoando as florestas e o lago de Lake Bridge, senti-me inspirado a continuar fazendo o que faço e imaginei se meu pai teria orgulho de mim naquele momento. Então recordei o bicho-papão do manicômio e de repente a felicidade sumiu. É agridoce, agridoce.

[atemporal]: Saí do lugar.
BESTIÁRIO #3: BOOGEY
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Helga Vaughan Rathbone
Grifinória
Grifinória
Helga Vaughan Rathbone


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Ano Escolar: 4º Ano
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeSex 8 Maio 2020 - 20:35

You watch me bleed until I can't breathe I'm shaking falling onto my knees And now that I'm without your kisses I'll be needing stitches I'm tripping over myself Aching begging you to come help
Lago Ness

O dia estava bem ensolarado e ela pediu permissão para sair de casa, ela estava em casa presa fazia muitos dias. Com o clima de tensão apenas subindo os pais dela não a permitiam sair de casa, mas ela foi falar com seu tio. — Por favor, apenas meia hora e pode ir comigo, você também deve estar querendo isso. Vamos comigo? — Ela conseguia convencer qualquer pessoa com seus olhos claros e seu sorriso meigo. Os dois saíram do castelo Rathbone descendo para o Lago Ness onde ela poderia ficar sentada na areia, os dois conversaram algum tempo sobre a família deles e a vontade de ir para fora da Grã-Bretanha quando tudo passasse. Eles ficam mais que meia hora e o sol estava se pondo, depois que notaram o atraso ficaram assustados, caíram na gargalhada sabendo que iriam escutar algumas reclamações quando voltassem para casa. Saíram dali rapidamente.

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Audrey Sawyer McGrath
Sociedade Bruxa - Criança
Sociedade Bruxa - Criança
Audrey Sawyer McGrath


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Ano Escolar: Criança
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQua 20 Maio 2020 - 20:36


Audrey caminhava entre as flores, passando as pequenas mãos nas pétalas enquanto observava o gato que ia a sua frente. Naquele momento apenas o rabo do felino era visível, movendo-se no alto, acima das flores, e fazendo com que a criança risse enquanto o perseguia. Sr. Otto Beauchamp havia sido o presente pelo aniversário de cinco anos da garota, algo que se passou algumas semanas antes, apesar de ser um filhote o Sr. Otto Beauchamp era grande e esguio, talvez fosse ser um gato grande para o colo da pequenina, mas isso não era algo em que ela pudesse reparar. As brincadeiras acabaram quando Audrey escutou a mão chamá-la para comer, a toalha de piquenique já estava estendida sobre a grama, longe das flores e ela correu até lá, animada com a refeição. — Venha Sr. Beauchamp, hora de comer! — Chamava o novo amigo, mas o felino estava mais interessado em praticar sua higiene pessoal deitado sob a sombra de uma árvore. Audrey apenas deu de ombros, recebendo seu sanduíche e dando a primeira mordida. Após o fim do piquinique e de Audrey brincar mais um pouco, eles deixaram o local.


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Sigrid Donati Habsburg
Ex-ministerial
Ex-ministerial
Sigrid Donati Habsburg

Bicho-papão : Reencontrar seu passado

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Durmstrang (Escandinávia)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pena de Hipogrifo, Espinheiro-Negro, 29 cm, Rígida

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQui 28 Maio 2020 - 21:23


Travel

Into the Woods


Após deixarem o abrigo juntos e conseguirem sem muitos problemas chegarem nas terras altas da Escócia, Sigrid começou a perceber que com o fim da tarde uma agitação começou a tomar conta do grupo. Começou com o homem, que já desde a saída parecia incomodado que era o único no grupo, questionando todas as decisões e tornando tudo um tanto desconfortável. As mulheres que acompanhavam trataram de ignorar e após deixarem Sr. Ives ele havia se calado, mas vez ou outra Ofélia pedia licença e saia para o meio da mata, fora da trilha que seguiam e isso, foi um comportamento que deixou Sigrid ainda mais desconfortável. A ex-ministerial conhecia pouco sobre a outra mulher e começou a pensar o pior, mas deixou seu rosto e expressão neutros. Como uma funcionária da sessão dos mistérios, uma coisa que ela sabia bem era fazer o "rosto de paisagem", principalmente durante momentos onde estava desconfiada de algo ruim. A menina que ajudou resgatar estava com uma das mulheres, ela vinha cuidando da pequena desde que chegaram ao abrigo, então era seguro afirmar que ficaria bem. Ainda estavam há uma distância considerável da caminhada quando Ofélia pediu licença para sair de novo, chamando de "natureza me chama", - Tudo bem… Vamos continuar a caminhada em linha reta para o oeste - Ofélia sabia o que ela queria dizer e com um sorrisinho amarelo saiu, o que fez o homem resmungar novamente, mas logo ele se calou quando notou o pôr-do-sol alaranjado entre as árvores.


[...]

Estavam a uma distância média do ponto de encontro quando Ofélia voltou de uma das várias “idas a natureza”  - Você está bem mesmo? Tenho noção de primeiros socorros, posso te ajudar se for alguma coisa simples - a mulher parecia saudável, mas ninguém ia tantas vezes ao ‘banheiro’, então dessa vez Sigrid a seguiu mata adentro, deixando o grupo reunido, a mulher foi furtiva pela mara atrás da companheira e se deparou com a outra falando com algo em sua mão ”Ah não, que ela não seja um dos traidores…”, Sigrid suspeitava que existiam traidores na resistência e estes foram parte responsáveis pela queda não só do Ministério, mas também de Queerditch. Apontou a varinha para si e lançou o feitiço de maneira não verbal - Desilusionar - , deu a volta pela árvore e ficou de frente, foi quando viu que a mulher falava com algo em sua mão… Aquilo era uma…  - Você está falando com uma barata? - pálida a outra a encarou e deu uma tossida ao dizer que sim, compreendia os animais, e vinha recebendo informações deles ao longo da viagem  - Então todas as idas “à natureza”... - um pouco mais recomposta, a companheira de viagem respondeu que sim, mas questionou também porque foi seguida e dessa vez, Sigrid que ficou desconcertada - perdão… Ando meio desconfiada de todos após o que houve em Queerditch e… Desculpe, achei que fosse uma traidora - foi difícil para ela admitir isso em voz alta, afinal jamais dividiu suas desconfianças antes, mas Ofélia pareceu compreender bem. Exceto que o momento foi interrompido quando ouviram um grito abafado e ambas se olharam lembrando do grupo que acompanhavam, voltando os passos apressados em meio às árvores para onde haviam deixado eles na espera. Quando se aproximaram do local, as duas mulheres afastaram a menina e estavam de varinhas expostas e apontadas para o homem que se revirava no chão  - D - Droga - a garotinha estava assustada e parecia travada no lugar.

Tudo parecia estar acontecendo em câmera lenta, mas na verdade foi questão de segundos. O homem barbudo se retorceu no lugar e Sigrid olhou para a companheira de viagem, como se ambas tivessem um acordo interno de trabalho. Haviam lidado com coisas demais nos últimos meses para terem tempo de planejar, então sabiam bem como improvisar - Aresto Momentum -v o impulso de magia atingiu o homem tempo o suficiente para Ofélia também atingi-lo com o feitiço homorfo, trazendo ele de volta, tremendo no lugar. A ex-ministerial soltou um suspiro, pensando ter passado pelo pior e olhando ao redor para ver o quando do show tinha chamado atenção, quando viu o homem tentar se levantar, com as roupas em frangalhos e a uma das mulheres que estava assustada, atingi-lo com um estupefaça, fazendo ele cair desacordado. - Droga… Mais essa - se aproximou dele, conferindo que respirava e apontou a varinha para a cabeça do homem - Ilcorporis crânio - o feitiço demonstrou que não havia nada de errado, mas nesse momento, Ofélia surgiu com uma brilhante ideia, fazendo com que Sigrid a olhasse horrorizada, enquanto uma das mulheres que as acompanhava, apoiasse a ideia de pronto.

- Como pode? Estamos falando de um ser humano… Vamos acordá-lo e ajudar ele a chegar no barco são e salvo, como elas - uma das mulheres concordou com Sigrid, enquanto a que o havia atingido estava extremamente descontente com a presença dele. Ela se identificava como Luandra e dizia que se pudesse, largaria ele ali para os trouxas encontrarem, só por ter colocado ela em risco. - Não vamos deixar ninguém aqui… Pode fazer isso, mas ambas são responsáveis por levá-lo - Ofélia deu de ombros, transfigurando sem muitos problemas o homem no objeto e Luandra a ajudou a carregá-lo. Enquanto isso, Sigrid e se aproximou da criança e da outra jovem que as acompanhava, continuando a viagem até a costa onde o barco esperava para a viagem até a ilha.


Off: Postagem referente a trama oficial se passando de maneira fechada
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Ofélia Sch. Bittencourt
Ex-ministerial
Ex-ministerial
Ofélia Sch. Bittencourt

Patrono : Gato Manx
Bicho-papão : Se ver velha

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Beauxbatons (França)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Garra de Barrete Vermelho Romeira 25cm, Flexível

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQui 28 Maio 2020 - 21:38


Lobisomens e Baratas


UM AMOR BEM VERDADEIRO, UMA VIDA BEM ÍNTIMA COM UMA MULHER, A QUEM SE QUEIRA COMO AMANTE, QUE SE ESTIME COMO IRMÃ, QUE SE VENERE COM MÃE, QUE SE PROTEJA COMO FILHA, É EVIDENTEMENTE O DESTINO MAIS NATURAL AO HOMEM, O COMPLEMENTO DA SUA MISSÃO NA TERRA.

Os problemas não sumiram, eles apenas se esconderam por alguns poucos dias. Ofélia já estava preparada para os acontecimentos e um deles era sua missão, junto com a Sigrid Donati Habsburg, uma ex-ministerial também. Recentemente, a resistência soube do uso da ilha de “Mag Mell” como um porto seguro. Ninguém sabia ao certo a localização do lugar, mas lá estavam eles, indo de encontro a um barco para seguirem mar a dentro. Ofélia e Sigrid estavam na Escócia levando até a costa um grupo de refugiados compostos por duas mulheres, um homem mal encarado e uma criança, local em que um dos navios estava ancorando. Porém, existia uma preocupação: as forças armadas. Eles estavam fazendo constantes rondas por toda a região costeira. Desconfiavam certamente de atividades ilegais por parte dos bruxos, e qualquer vacilo eles poderiam comprometer toda a operação.

Desde que usaram chaves de portal no vilarejo de St. Ives para chegarem na Escocia, Ofélia teve a brilhante ideia de usar suas amiguinhas baratas para investigarem toda a área para ela, servindo como espiãs, então vez ou outra, durante o caminho, Ofélia pedia licença e se afastava para conversar com suas agentes secretas. – A natureza me chama, querida. – Ofélia falou com Sigrid e se afastando do grupo mais uma vez. Adentrou um pouco na floresta e esperou o inseto voar para mais perto. – Descobriu algo? – Ofélia perguntou para a barata que estava pousando em um tronco de uma árvore. “Nenhum sinal até o momento.” A barata respondeu. Ofélia bufou um tanto frustrada, ela queria novidades... fofocas. – Tão estupidos esse exército. – Ela revirou os olhos. – Vou acabar logo essa missão, já estou ficando entediada. – A mulher deu as costas ao isento e retornou para a trilha em linha reta para o oeste, assim como havia dito Sigrid.

O tempo não parecia amigo, parecia torturar e estar ali com aquelas pessoas desconhecidas e refugiadas era desolador para Ofélia. Ela se sentia uma babá e o que lhe deixava mais confortável era sair para conversar com a barata, o que era melhor que ficar ouvindo resmungos de um homem tolo mal humorado. Em mais uma volta da Ofélia, Sigrid a questionou sobre seu bem-estar, o que a fez franzi o sobrecenho. Ofélia sorriu sarcasticamente. – Estou apenas entediada, querida, mas passo muito bem. Eu agradeço sua... – Ofélia pensou um pouco para não dizer alguma palavra grotesca. – Sua preocupação. – Completou sua frase e viu atrás da parceira de missão, sua barata amiga voar floresta a dentro. Ofélia imaginou então que era uma novidade, afinal, acabaram de conversar. – Talvez eu precise voltar lá... – Ofélia falou cinicamente e seguiu o isento. – O que você viu? – Ela perguntou estendendo sua mão para a barata pousar sobre ela.

Ofélia estava destinada a lhe esmagar caso fosse alguma besteira, mas pensou em reconsiderar caso fosse algo razoavelmente agradável. “Tem homens das forças armadas acampando na floresta.” A barata informou e um grande sorriso cresceu nos lábios na Ofélia, mas ligeiramente desapareceu quando a Sigrid apareceu perguntando se ela estava falando com uma barata. Ofélia tomou em pequeno susto, a barata voou para uma árvore. – Sigrid... – Ofélia encarou sua colega. – Claro, eu posso compreender os animais... um dom de família. – Ela abriu um grande sorriso e se aproximou da mulher. – Ela está me ajudando com algumas informações sobre nosso perímetro. – Ofélia revelou seu segredinho e Sigrid parecia compreender.

– Exatamente. Eu sempre prefiro manter esses diálogos em segredo, entre eu e minhas amiguinhas. – Ofélia soltou uma piscadela para sua barata. – E você, Sigrid, muito me admira deixar um grupo de refugiados sozinhos, apenas para me seguir. – Ofélia parecia curiosa, mas logo gargalhou com a resposta da mulher, que alegou estar desconfiada de que ela, Ofélia, poderia ser uma traidora. – isso sim é diversão, querida, Sigrid. – Ofélia tentou se recompor. – Não, jamais serei uma traidora da causa em que decidi abraçar, mas vou relevar, dessa vez. – Ofélia sorriu cinicamente, soltou uma piscadela e fora interrompida por um súbito grito. As duas se olharam e sabiam que algo estava acontecendo. Voltaram às pressas para o grupo e ao chegarem, uma cena estava formada. As duas mulheres empunhavam suas varinhas miradas para o homem que se revirava possuído no chão. – O que temos aqui? – Ofélia perguntou com um discreto sorriso assistindo a situação, mas não se poupou em sacar sua varinha delicadamente. Ela não costumava atacar ou usar em combates, mas se fosse preciso, ela estava pronta para confrontos.

A noite estava cobrindo o céu e a lua cheia refletia um iminente perigo diante do grupo. Ofélia olhou para a lua, para o homem e para Sigrid, elas sabiam o que estava acontecendo, mas fora algo doloroso e rápido. O homem estava virando um lobisomem. Sigrid o acertou com um feitiço, o que deu tempo para Ofélia agir logo em seguida. – Homorfo! – Usou um feitiço que obrigava o lobisomem a voltar a sua forma humana. – Agora faz sentido o odor de cachorro molhado, por um momento pensei que fosse você, querida. – Ofélia riu de sua piadinha olhando para Sigrid, porém, ambas foram surpreendias por um estupefaça lançado por uma das mulheres, acertando o homem que tentava se levantar. – Maravilhosa! – Ofélia comemorou. Sua parceira de missão foi consultar o bem estar do rapaz, fazendo Ofélia revirar os olhos. – Não temos tempo para cuidar de um homem que poderia devorar todas nós em piscares de olhos. Eu sugiro, Sra. Habsburg, que o amarremos em pesadas pedras e o joguemos no fundo do mar, assim o pouparemos de sofrer com essa maldição. – Ofélia suspirou, uma das mulheres a apoiou, diferente da Sigrid que ficou horrorizada.

Era uma discussão de mérito à vida, a vida de um homem que mataria elas. Ofélia compreendia do que estavam falando e por mais que fosse contra a ideia de leva-lo a uma provável utopia, deveria concordar com a Sigrid por causa da missão e ela era fiel a missão. – Infelizmente! – Ofélia bufou e revirou os olhos frustrada. – Pelo menos transforma ele em uma mala... assim não teremos mais problemas. – Sigrid não se opôs. Então Ofélia balançou sua varinha na direção do rapaz desacordado. – Suitcaseles! – Ofélia transformou o homem em mala e uma das mulheres ajudou a carregá-lo, seguindo assim então estreada a fora em direção a costa da Escócia.


Ofélia Bitt. Stackhouse está em interação com Sigrid Donati Habsburg; vestindo isto aqui; no Alto da Escócia, Missão Fechada da Trama Oficial e está se sentindo entediada e agradece à  Maay do TPO pelo template.


Ofélia Vasseur Schmidth Bittencourt,
A guerra é mãe e rainha de todas as coisas; alguns transforma em deuses, outros, em homens; de alguns faz escravos, de outros, homens livres. O peso das escolhas chega, até mesmo para os deuses. Eu sou uma deusa - ou talvez acredite que seja - e estou pagando por isso.
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Alexandra S. Rathbone
Sociedade Bruxa - Adulto
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Alexandra S. Rathbone

Patrono : Gineta

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pena de Hipogrifo, Olmo, 25cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQua 3 Jun 2020 - 20:21

A little drunk, I’m better when I’m broken

Eu não dormia a mais de vinte quatro horas, estava em incursão para salvar alguns trouxas que estavam nas Terras Altas, levávamos para a floresta de Anagach Woods por um pequeno período. Isso porque a minha família tinha uma propriedade ali que as barreiras mágicas eram super protegidas, era o caminho mais seguro a se fazer, depois dali levávamos para onde os Vipers retiravam algumas pessoas. Exatamente por causa dessa situação que tínhamos que falar com o Mr. Prince, ele tinha nos prometido segurança, mas isso poderia ser estendido para outros bruxos ou que ele conseguisse algum lugar seguro temporário. Marcou uma reunião com ele naquele dia, mesmo cansada eu precisava resolver isso porque não aguentava mais ver corpos de bruxos mortos a bala como animais. No entanto, eu tinha um plano e para isso contaria com a ajuda de minha prima mais nova que já estava em casa. – Carly, tudo é bem simples. Você vai usar essa capa de invisibilidade e ficar na sala no fundo, sem barulho e só ouvindo a conversa. No entanto eu quero que use sua habilidade para saber se uma pessoa está mentindo. Eu não entendo de empatia, mas use um caderno para notar que trechos da conversa essa pessoa ficou extremamente nervosa ou calma, eu sei que quem mente fica nervoso. Não se preocupe eu vou cuidar de você e Nik vai conosco! – Comentei com minha prima mais nova, eu tinha conseguido uma capa de invisibilidade para isso. Nik era um segurança novo que me acompanhava em quase todas as missões que ia. Meu pai não sabia que pensei em levar Carly, ele não aprovaria porque ela era nova, mas já estava na hora dela começar a participar das missões de família.

Fomos juntas para o local de encontro, ela já estava com a capa nela quando chegamos, eu estava um pouco nervosa também. A cor o meu cabelo ficou castanha e com as pontas onduladas, olhos azuis claros e um nariz mais afilado. Fazia isso porque os militares conheciam meus cabelos loiros quando eu lutava com eles. O Mr. Prince era neto da rainha da Inglaterra, por isso era minha melhor opção nesse momento. – Querido Mr. Prince, eu sei que não deveríamos nos falar por um tempo, mas a situação é caótica pelas terras altas. – Comecei a falar, não tinha tempo para formalidades. – Tem muitos bruxos precisando de um lugar, os militares os matam aos milhares. Eu quero um galpão grande para eles ficarem por um tempo, sim, um pedido especial. – Fui direta ao ponto. – Esses bruxos são inofensivos e querem apenas o direito de viver. Se quisessem atacar os trouxas como nos atacam, ai sim teríamos um problema. Não somos assassinos Mr. Prince, não nos torne um. – Falei me sentindo mais aliviada, então foi a vez de ouvir o que ele tinha para falar. Embora eu olhava bem para ele não tinha como saber o que ele sentia, mas Carly podia e eu estava contando com isso. Por isso eu confiei que ela pudesse assimilar tudo. Mr. Prince afirmou que nos ajudaria e me passou um endereço de uma fazenda de propriedade dele que não estava catalogado pela realeza. Ele iria jogar a segurança para um outro ponto para que tivéssemos mais facilidade para chegar ao local. – Agradeço por isso!  – Falei para ele, olhei para os lados, não sabia como me despedir dele. – Acho que agora nos despedimos. Passar bem! – Falei para ele.

[...] Algum tempo depois naquele mesmo dia Carly e eu fomos conversar sobre. – Agora me fale o que ele sentia! – Conforme ela ia falando eu ficava nervosa e pensativa. Sem notar meus cabelos ganharam mechas loiras, fiquei com uma aparência bem engraçada. Mas estava cansada e com fome, minha concentração e controle da habilidade estava toda dispersa. Eu fiquei bem chocada porque o Mr. Prince estava nervoso, mas segundo Carly não era mentira, ele parecia tenso e depois aliviado, o que isso queria dizer? – Obrigada, você foi ótima, vamos para casa! – Puxei ela para um abraço e em seguida saímos dali.



BEKKS;
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Carly Vaughan Rathbone
Grifinória
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Carly Vaughan Rathbone

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQua 3 Jun 2020 - 21:02


Jogando alto!

As aulas tinham acabado e eu estava finalmente em casa, passei muito tempo com minha mãe contando tudo que havia acontecido ali. Mas meu pai estava mais interessado em saber sobre Octávio, era difícil para eles aceitarem que eu estava crescendo, eu ainda corava muito para falar disso. Verena ria muito, mas ela nunca tinha apresentado nenhum namorado para meus pais, ela parecia não querer nenhum relacionamento sério. Eu também aproveitei para ler todos os jornais e me inteirar sobre os últimos acontecimentos da guerra, queria muito que tudo fosse apenas um sonho ruim. Mas isso era algo de uma criança ainda, precisava entender que eu tinha que crescer e encarar a triste realidade, minha família fazia o que podia para abrigar os bruxos que sofriam pela guerra. E foi um dia que Alexandra, a herdeira da família chegou comigo. Ela queria me levar em uma missão da família para falar com um príncipe da Inglaterra, eu fiquei sem reação por um tempo. – Como? O que...isso, minha mãe sabe? Quero dizer, ela permitiu isso? – Alexandra não pedia permissão para quase nada, ela me convenceu que era o melhor para a nossa família. Ela queria que eu lesse as emoções do príncipe quando fosse falar com ele, mas eu estaria escondida com uma capa de invisibilidade dela. Era a coisa mais insana que eu faria na vida, mesmo assumindo um jornal ilegal e sabendo como era a adrenalina de coisas ilegais eu estava muito confusa. – Eu posso sentir emoções, pessoas que mentem tem um grau de nervosismo e tensão, acho que consigo sentir quando o humor dele alterar sim. – Confessei para ela mordendo os lábios. Ela me falou pela manhã e duas horas depois estava no carro indo para um lugar afastado, a capa já estava sobre mim e meu coração batia tão forte que parecia que seria ouvida.

Não tive muito tempo para me preparar, mas quando chegamos ali eu comecei a me concentrar para acalmar minhas emoções, era o primeiro passo para conseguir controlar minha empatia. Em seguida segui para onde Alexandra e Mr. Prince começaram um diálogo, fixei um olhar nele e me concentrei em sentir o que ele sentia. Ele estava nervoso e com medo, parecia que ele tinha medo da minha prima, seu nervosismo era apenas disso. Conforme ela falava sobre querer a ajuda dele suas emoções mudaram, ele sentia aliviado, relaxado. Mr. Prince não parecia mentir quando falava, porque suas emoções ficaram mais estáveis, ele continuava relaxado e isso atestava que estava sendo verdadeiro. No final ele sentiu uma fração de satisfação com os acordos que ele fez com minha prima, parecia ser uma cooperação bem sucedida entre trouxa e bruxos. Afinal, nem todos eram maus assim. Por fim eu parei minha conexão empática com ele, trabalhando para me blindar novamente e que nenhum sentimento alheio me influenciasse. Estava ficando melhor nisso com o passar o tempo. Ele se afastou e voltamos para o carro, mas eu continuei a usar a capa de invisibilidade até irmos para uma área segura. Alexandra parecia tão nervosa que não estava mais controlando sua habilidade, porém eu não falei nada. Queria apenas falar o que soube sobre Mr. Prince. – Não acredito que ele tenha mentido, ele sentia-se nervoso perto de você, mas acho que ele se sente intimidado com sua presença. Ele também ficou aliviado em saber que foi apenas um pedido de ajuda e não um problema com ele. Parecia relaxado ao propor o acordo, ele não teria a capacidade de inventar algo sem ficar nervoso. Acho que deve acreditar nele, mesmo ele sendo um comandante né? Eu me pergunto por que ele quer ajudar? – Eu sabia que ela sabia. Mas não me contou nada no momento, Alexandra me abraçou e agradeceu. – Pensei que fosse ter uma parada cardíaca. – Ri e depois saímos dali. Minha mãe não podia sonhar que tinha ido numa missão.



Carly
E quando temos de escolher, só esperamos que a nossa escolha seja a certa.
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Faye Gebühr Wichbest
Professor de Hogwarts
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Faye Gebühr Wichbest

Patrono : Coywolf
Bicho-papão : Enlouquecer

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Formado
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeTer 7 Jul 2020 - 2:47

The Magic Bond
Seus olhos se abriam conforme Faye despertava. Estava num lugar estranho, diferente. Não era branco pelo menos, quer dizer, não do jeito daquele quarto assassino a visões sensíveis. Eu não estou lá. Foi a primeira coisa que ela pensou logo depois de lembrar-se disso, olhando para si mesma e percebeu, mais do que a cama onde estava, o fato de que não existiam cordas que restringiam seus movimentos. Mesmo com isso, sentia-se dolorida em várias partes do corpo, principalmente nas costas e nas canelas. Faye levantou o tronco e sentou-se na cama. Estava com um pouco de dor de cabeça, uma dor de forma diferente do que outras que já sentira. - Usei demais. - Referiu-se a empatia. Nunca tinha a usado tanto. Depois disso Faye sentia que conseguiria controlar a empatia até se tomasse um susto repentino (era comum ela emancipar o medo por um microssegundo). Faye olhou o quarto. Duas portas, a cama onde estava, armário e uma escrivaninha. Os tons da decoração era branco e cinza, sendo os móveis amadeirados assim como o piso. Não era uma decoração colorida, mas também não deixava de parecer aconchegante e adulto. A garota se levantou e deu uma explorada. Não tinha muita coisa para ser vista, dentro do armário havia algumas roupas (Faye não sabia distinguir se eram para ela ou não) e também alimentos como salgadinhos e bolachas (talvez aquelas coisas fossem pra elas). Haviam alguns livros também, Faye observou os títulos brevemente, muito terror e ficção gótica e algumas coisas que pareciam remeter a curandeirismo (Faye estreitou os olhos ao se lembrar que não era muito boa nessa matéria). Uma das portas estava trancada (o que deixou ela frustrada, por um momento teve esperanças que não estava num cativeiro), já a outra estava aberta e dava para um banheiro. Bom, apesar da frustração de estar presa num lugar sem janelas e com a porta de saída fechada, ainda era bom estar num quarto e não amarrada na sala branca até demais.

Em algumas horas (ou sabe-se lá quanto tempo passou, podiam ter se passado apenas minutos ou um dia inteiro), Faye percebeu que era inconcebível ter uma rotina sem ter a mínima noção se era dia ou noite (afinal, nada de janelas ou relógios naquele quarto). Basicamente, ela fazia tudo quando tinha vontade de fazer. Lia e quando cansava resolvia fazer outra coisa, como tentar achar uma forma de escapar dali. Depois sentia fome e ia se atracar em algum salgadinho. Acabava se sentindo suja e ia tomar banho. Voltava a ler, voltava a tentar achar uma forma de abrir a porta (uma vez tentou arrombá-la, não deu certo). Quando se sentia cansada o suficiente ia dormir. E assim se seguiu. Em muitos momentos também apenas pensava, estava sozinha, somente com seus pensamentos. Suas memórias de ter matado a criança vinham constantemente, assim como Jared querendo ensinar ela sobre como o sufocamento era uma melhor tática. Faye até tentou ler sobre isso num dos livros de curandeirismo, mas apesar de achar interessante eles pareciam complicados para ela. Às vezes tornava a chorar, pensando em como queria apenas ter a sua vida de volta, que não queria ter matado ninguém, que não queria ser interessante aos olhos do maníaco que decidiu escolher ela para sequestrar. Depois das amarguras gastas ela voltava a ler. O primeiro livro que a chamou atenção foi um que tinha na capa alguns homens que pareciam meio lobos, como os trouxas retratam os lobisomens. Ela era uma, então nada mais natural se interessar. A história era bem fantasiosa, uma guerra entre duas raças, um personagem que se transformava uma caveira ou num gato, outra que podia se comunicar com ele telepaticamente. Apesar de tanta fantástica, tinha uma certa seriedade interessante no livro, sem falar em seu tom sombrio, já que os poderes dos personagens só eram ativados de noite, então tudo era focado em madrugadas sombrias que precediam uma amedrontadora guerra.

Num certo momento ela acabara de sair de um banho. Já tinha comido antes e durante o tempo que passou ali bebeu tantos gatorades e águas de coco que só sabia quantos eram porque dava para contar as embalagens vazias. Seus olhos estavam um pouco vermelhos, ela tinha chorado no banheiro. Estava usando camisa e calças que encontrou no armário (nos primeiros banhos ela até aproveitou suas roupas, mas ao decidir que elas estavam sejas demais resolveu usar as que estavam no armário, tirando pelas roupas íntimas que fez questão de lavar a mão durante o banho, elas secaram no tempo em que Faye gastou as lágrimas). De volta ao seu quartinho cativeiro, Faye tentou por mais um tempo descobrir um jeito de abrir a porta, mas nada surgiu em sua mente. Cansada disso, sentou-se na cama, com as costas escoradas no travesseiro rente a parede e decidiu ler Drácula. Vampiros são legais. Era bom ter livros por ali de gêneros que ela gostava, a distraia de seus tristes pensamentos. Faye quase os metia na cara, claro, estava sem os seus óculos. Sentia falta deles. Alguns minutos de leitura depois ela ouviu a maçaneta da porta. Ela não resistiu em desviar o olhar da leitura. Pretendia fingir que continuaria lendo (até porque parte de sua atenção queria mesmo terminar o capítulo que estava lendo), mas era mais do que óbvio que ela não iria conseguir fazer isso. O nervosismo iria tomar conta de si, o livro ainda era mantido perto de seu rosto até demais, mas os pensamentos dela estavam no homem que abriria a porta. Ela não queria mais torturas.


I can feel it in your voice, ever so sweet, no! Do I really have a choice? No, no, no!
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Faye Zayas
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Thomas Rietmann Rotschild
Resistência - Auror
Resistência - Auror
Thomas Rietmann Rotschild

Patrono : Águia Chilena

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pelo de Rabo de Cérbero, Álamo, 29cm, Quebradiça.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeTer 21 Jul 2020 - 0:55

Fique seguro ...
Repeti meus erros, mas ainda estou aqui ...
A guerra da resistência não havia acabado, mesmo com alguns sucessos recentes, se é que poderiam considerar algumas últimas missões desta forma. Mais honestamente, parecia que ainda estava muito longe de acabar. Tinham conquistado ligeiras vitórias, novas alianças mesmo que um tanto duvidosas, mas também acabaram por sofrer baixas por motivos variados. Thomas por sua vez tentava manter o seu foco, de forma que não se deixasse levar por ligeiras positividades, nem muito menos se afetar com as perdas. O equilíbrio entre o positivo e o negativo trazia a coerência do realismo, era justamente isto que o rapaz buscava. Havia muito a ser feito, não era como se houvesse folgas longas para qualquer membro da resistência. Se tratava de uma vida complicada, bem diferente do que a que o Thomas do passado, ou outros jovens pensam antes de aceita-la de bom grado. O Thomas do presente reaconselharia qualquer um, pediria que revise seus conceitos. Eram tantas as tarefas, que estavam sendo divididas em três. Resgates, buscas e auxílios de informações à população, sendo justamente no grupo desta última que Thomas preferiu se enquadrar. Não se dava tão bem com criaturas e seres mágicos, além de talvez não fosse tão discreto em fuçar algo em busca de outro algo mais valioso. Melhor dialogar com a população.

De tal forma, seu objetivo passou a ser auxiliar a população mágica e deixa-las cientes sobre como as coisas estavam ficando muito complicadas para a raça dos bruxos. Tanto os militares das três forças armadas britânicas, quanto a próprias população trouxa vinha se tornando um perigo real para qualquer um que suspeitassem se tratarem de bruxos. Por dias, Thomas visitou locais mais afastados e de pouca comunicação, imaginando que por lá era capaz de ainda haverem bruxos que não faziam muita ideia sobre o que estava realmente acontecendo pelo conjunto de países bretões. Talvez o povo mais isolado fosse o que mais precisasse de ajuda e auxílio no momento. Casa por casa das famílias bruxas de um pequeno vilarejo, Thomas dialogava com os líderes da família. Explicava o que fosse necessário e tirava todas as dúvidas de cada um que lhe perguntasse algo. Obviamente não tinha resposta para tudo, portanto contava apenas o que sabia e o que lhe era permitido, já que gostava de guardar segredos e informações valiosas para o grupo da resistência. Já no último recinto, o jovem não deixou de perguntar por educação. -- É exatamente por isto que deve manter sua família em casa, senhor. É mais seguro. - Findava as suas palavras. -- No mais, há algo que eu possa fazer para ajudar? - Indagou novamente por pura educação e auxílio ao povo. -- Tudo bem então. Lembre-se que estaremos aqui quando precisarem de ajuda. - Terminou a última visita, se despedindo do líder da família, se retirando do local. Retornou para a base secreta da resistência.
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Darwin Christ. McBride
Grifinória
Grifinória
Darwin Christ. McBride

Patrono : Esquilo-voador
Bicho-papão : Assistir a morte de seu pai

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Formado
Varinha: Ferrão de Explosivin, Abeto Vermelho, 26cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQua 22 Jul 2020 - 22:41


  Quando Darwin tocou o chão após a viagem pela chave de portal, sentiu-se estranhamente mais confortável, pois sabia que ninguém ali o vigiaria. Ao contrário de seu companheiro de viagem, é claro, que estava no chão, chorando. O mesmo não se importou com o que viu e simplesmente olhou ao redor do local e notou que continuava da mesma maneira que antes. Uma espécie de mini-fazenda que habitualmente ele tinha construído desde sua saída da escola conforme Nyx pedira. Chegou até a achar que ele ficaria com o local, mas estava enganado. - Você irá morar aqui, Nate. Há raras movimentações nesta parte das montanhas da Escócia, porém gigantes podem espreitar o lugar, então certifique-se de ter uma varinha por perto no momento certo. - Quando terminou de instruí-lo, Nate fungou e disse que não tinha mais sua varinha, pois havia sido tomada ao voltar do navio. - Ela tinha que ser destruída. Por isso tenho outra aqui comigo. Pegue-a. - e tirando uma varinha cor mel, vinte e oito centímetros e todas as especificações clara e blá, blá, blá de uma núcleo, barba, pelo ou fio, Darwin jogou a mesma na direção de seu novo portador, desvinculando o “pacto” que tinha com aquela varinha ao desarmar o antigo bruxo.

Nate ao invés de pegá-la, apenas deixou que a mesma acertasse seus glúteos, fabricando faíscas. Darwin certamente não riu, muito menos Nate. Quando finalmente o ex-servidor de Nyx desistiu ou simplesmente se convenceu de que do chão ele não passaria, levantou-se com certa melancolia e finalmente Darwin pôde apresentar ao garoto cada local daquela pequena fazenda. Certamente Darwin havia preenchido com alguns animais e com magia das avançadas para que os alimentos fossem multiplicados sempre sós, assim como a higiene do local e segurança; que ele periodicamente visitaria para verificar se estaria tudo sob controle. O rapaz optou por apresentar a Nate os cômodos principais da casa, depois celeiro, que era maior que a própria casa e por último os cercados com cavalos, vacas, galinhas, galos, tronquilhos de segurança e Pomorims que alertariam os presentes na fazenda, caso estivessem em perigo ou se relampejasse (essa parte Darwin não queria deixa-los sob vigília, porém não os educou a desaprender). Ao final, Darwin passou alguns minutos com o menino. Estava noite até demais e ele só queria aguardar o amanhecer para voltar até Nyx, um horário que seria confiável voltar ao acampamento para dizer que a missão estava cumprida. E quando o sol ameaçou dar suas primeiras aparições, o rapaz se despediu de Nate, mas avisando que voltaria em uma semana ou quinze dias e ele sentindo-se estranhamente satisfeito pela despedida dele. Darwin andou alguns passos na direção do gramado, fora da casa, e então se preparou para aparatar, rodopiando os calcanhares e sentindo a brisa contê-lo por certo tempo... até que ele se entregasse totalmente ao teleporte, vulgo aparatação. Logo deixou aquela parte da Escócia para finalmente retornar com boas notícias à lady.

Off: Darwin saiu dali.




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Savonya Seawor. Kaminskov
Conselheiro da Guilda
Conselheiro da Guilda
Savonya Seawor. Kaminskov

Bicho-papão : Palhaços

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pluma de Basilisco, Azevinho, 28cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeTer 28 Jul 2020 - 0:51


the old lady


 
Seus pés pousaram na relva com delicadeza naquela manhã. Havia recebido um pedido especial de uma pessoa em Mag Mell para convencer uma senhora a aceitar a ajuda dos Vípers e ser realocada, mas, pelo que Savonya havia entendido, seria uma tarefa quase impossível. Nem todo mundo aceitava que a guilda queria, de fato, ajudar os bruxos, mas era ainda mais difícil convencer o pessoal mais velho a sair de suas casas. A conselheira entendia, afinal não era de se admirar que as pessoas tivessem apego por suas vidas depois de tanto tempo as vivendo, mas as coisas mudaram de uma hora para a outra e era papel de Savonya, naquele dia, garantir que a senhora encontrasse sua filha em Mag Mell. O lugar era calmo e nem parecia que um dia o exército ali chegaria, mas a ruiva sabia que aquilo era uma utopia. As forças armadas mais pareciam um vírus que se espalhava em uma velocidade galopante pelo país, o que fez com que os bruxos tivessem que se recolher à ilha de Mag Mell pela sua própria segurança, então definitivamente aquele local em breve seria infestado.

Savonya torceu o nariz, mas logo avistou uma pequena casa com algumas rosas formando uma cerca viva. É, era uma residência bem bonita, a mulher não iria querer abandonar para viver em uma ilha distante e com futuro incerto. Aproximou-se com passos largos, mas comedidos, logo chegando em frente de um portão enferrujado e que nada condizia com as flores bem cuidadas ao seu redor. Definitivamente, ela deve gostar bastante de plantas, pensou, temendo o confronto que talvez viesse a seguir. - Senhora Kovac? - a voz de Savonya era suave e alta, suficiente para que uma senhora de cabelos azulados surgisse tranquilamente na janela. Seu sorriso era cativante e a víper sentiu um certo conforto em vê-la, afirmando para si mesma que definitivamente seria uma conversa complicada. Evangeline Kovac abriu a porta e, em seguida, utilizou sua varinha para abrir o portão enferrujado. Savonya suspirou: era como se a senhora não se importasse em esconder sua magia naqueles momentos de guerra e agora a víper entendia o motivo da filha ter pedido para a guilda tentar arrastar a mãe para Mag Mell: ela não parecia ter senso crítico.

- Senhora Kovac, não acha deveria ser mais cuidadosa durante a guerra? -
a voz da ruiva saiu seca e rude, mas isso não pareceu abalar a idosa, que sorriu de maneira simpática e um tanto quanto inocente. - Oh, minha querida, isso não é problema, até parece minha filha falando - fez um sinal com as mãos e indicou a porta de entrada para Savonya, que relutantemente adentrou a casa. O local era bem maior do que parecia de fora, além de estar repleto com samambaias e flores penduradas no teto. Era um ambiente quase irritante por ser tão alegre e a Kaminskov não gostava de coisas assim. - Tem militares executando bruxos por todas as cidades, é um motivo a se preocupar - sugeriu uma vez mais, acompanhando Kovac até uma cozinha apertada e com uma mesa de chá já posta. Ignorando completamente o que a viper havia dito, a idosa continuou: - Eu tinha começado a tomar um chá, já faço um para você também - mas aquilo apenas irritou a ruiva - Senhora, eu vim aqui a pedido de sua filha. Ela quer que você a encontre - ao mencionar isso, a mulher ficou séria e quase... psicótica.

Evangeline sentou-se na cadeira e começou a beber com raiva o chá que havia preparado. - Ela tentou me internar uma vez, sabia? - falou. Eu consigo imaginar, pensou a viper. - Me internar porque eu não quis que ela casasse com um homem vinte anos mais velho do que ela - ok, aquilo não era o que Savonya esperava ouvir. - Você está se escondendo dela, não é? - sentou-se na frente da mulher e apoiou os cotovelos na mesa, observando a raiva ser substituída por tristeza. Suspirou e serviu-se com um pouco de chá, bebendo o líquido e dando um meio sorriso. - É um ótimo chá. Adoro camomila - não estava acostumada a ser simpática, mas sentia empatia por mães que tentavam proteger seus filhos. - Eu entendo que não queira vê-la, mas não pode arriscar sua vida por causa disso - a senhora olhou nos olhos de Savonya e mordiscou o lábio antes de largar a xícara e cruzar os braços. - Eu não quero deixar minhas flores - foi incisiva. - Eu conheço uma pessoa que tem ótimas plantas lá em Mag Mell e ele com certeza precisa de ajuda - lembrou-se do quão sobrecarregado Viktor estava e certamente iria adorar a ajudar de uma senhora que parecia gostar de plantas tanto quanto ele. O olhar de Kovac brilhou em direção de Savonya e logo levantou-se num salto. - E quando iremos? - a ruiva arqueou uma sobrancelha, afinal não esperava que fosse tão fácil.

- Agora. Arrume o que precisa e te acompanho até os pontos de embarque - falou, recordando-se de uma chave de portal que havia ali perto. A senhora não demorou muito para organizar suas coisas, aliás, nem parecia que ela havia sido resistente antes. Savonya acreditava que isso poderia ser algum sinal de senilidade ou, apenas, vontade de conhecer plantas novas. Quando saíram da casa, Kovac lançou os feitiços necessários para ocultar a casa e garantir que ninguém se aproximasse, o que a viper acreditou ser uma boa ideia. Caminharam em silêncio até encontrarem uma garrafa de plástico vermelha, que seria a chave que as levaria para um dos locais de embarque. Chegando lá, orientou a idosa para acomodar-se em um dos barcos e indicou a barraca de Viktor, esperando profundamente que ele permitisse que a senhora ao menos o ajudasse algumas vezes. Não, ela não mandaria uma carta, esperava que ele fosse inteligente o suficiente para perceber que Evangeline era um recado.




Savonya Seaworth Kaminskov
Fiel seguidora cadelinha de Nyx. Mãe de Ted, Alexia, Cheryl e Anya. Víper. Ex-mercenária. Viúva de Vladmir. I don't want to set the world on fire, i just want to start a flame in your heart. In my heart i have but one desire and that one is you - no other will do. 
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Jamie Sawyer McGrath
Funcionários
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Jamie Sawyer McGrath


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Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Lasca de Casco de Centauro, Carvalho Inglês, 31 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeTer 28 Jul 2020 - 19:31


Visitar a nossa terra natal era sempre uma experiência maravilhosa, eu havia crescido ali nas highlands e me orgulhava das minhas raízes mais do que qualquer outra coisa na vida. O ar limpo e frio entrava nos meus pulmões, me fazendo quase estufar completamente o peito, enquanto eu passava os instantes observando o horizonte, aquele tapete verde que se formava, a vista que tanto me encantava. Um escocês de cabelos loiros, nascido em uma família que tinha praticamente só ruivos, eu era quase o patinho feio das highlands, dos McGrath pelo menos. Depois de passar um tempo contemplando a vista eu achei melhor ir embora.
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Helena Rathbone Snow
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Helena Rathbone Snow


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Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Presa de Vampiro, Macieira, 27 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeSex 31 Jul 2020 - 22:24

Quando os minutos passados foram o suficiente para a população local se mostrar mais acordada e os ambientes de trabalho começar a funcionar com mais energia, a americana deixou sobre a mesinha redonda do barzinho uma quantia de dinheiro trocado para a moeda local que pagaria sua bebida e se levantou com decisão. As mãos ajeitaram as roupas de aspecto mais formal e, depois de livre, os dedos agarraram a caixa com firmeza para prendê-la próximo ao corpo de modo a dar mais estabilidade ao objeto durante a caminhada que seguiu-se por alguns minutos mais para perto do porto e dali para uma casinha aconchegante que mais parecia um pequeno museu local, embora sua identidade verdadeira fosse muito mais além. Ali a ministerial já estava sendo esperada e isso ficou evidente pela forma como o jovem estagiário a tratou antes de ir buscar pelo magizoologista responsável naquela sexta-feira. Ágil, não demorou muito para que de uma portinha o garoto voltasse acompanhado por um homem de vestes excêntricas e cabelos bagunçados que se embolavam em cachos rebeldes acima da cabeça. — Sr. Levi— Cumprimentou Helena assim que o grego lhe estendeu a mão com um sorriso enorme no rosto. Era visível que o bruxo estava interessadíssimo em saber se o que esperava estava realmente em posse da morena, mas como era arriscado demais que continuassem a conversa ali a melhor escolha foi rumarem juntos para uma salinha tão exótica quanto o responsável por ocupá-la. Helena estava curiosa a respeito do homem, qual função ele desempenhava em Ilvermorny? Usou o seu olhar clínico para observá-lo meticulosamente, sabendo como ser discreta e cuidadosa, a maioria das pessoas não reagia bem a curiosos e ela era uma delas - o mundinho da enfermeira era protegido por uma barreira bastante sensível que facilmente se incomodava com olhares ou toques atrevidos. Helena começou a tomar nota, o seu colega sabia como ser gentil e ela tinha percebido isso em poucos minutos de conversa, no entanto, a mulher conseguia, com muita facilidade, enxergar uma aura de seriedade rondando o outro, talvez fosse professor, o corpo docente da escola estava com muitos rostos novos, pensou Helena ao se lembrar de uma celebração que a diretora realizou para dar boas vindas aos novos funcionários. Logo, saiu dali.
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Bernardo Gael Rathbone
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Bernardo Gael Rathbone


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQui 6 Ago 2020 - 18:50

O dia depois de amanhã!

O dia do ataque finalmente tinha chegado, Bernardo havia deixado de lado seu tradicional terno para vestir algo mais robusto. Um conjunto de roupas que pareciam reluzir ao sol, mas era uma mistura de couro de criaturas que repeliam o uso de feitiços e tinham força para aguentar as balas. Não era sintético, era couro de verdade e por isso bem mais eficiente! – Já estão todos reunidos? – A maioria já estava no jardim de entrada, eram criaturas, bruxos, abortos e alguns automóveis blindados, eles estavam prontos para atacar a base militar trouxa que ficava nas terras altas. Bernardo foi um dos últimos a chegar, olhava a todos com um olhar encorajador, estava disposto a sacrificar tudo para eliminar aquela base. Não era apenas por uma retaliação, ainda existiam bruxos presos no subsolo sendo testado como ratos em um laboratório, animais sendo usados em experiências e eles estavam começando a secar o lago Ness, uma afronta para a família que por séculos era o guardião daquele lago. – Família, amigos! – Ele falou com sua voz mais elevada, rapidamente o ambiente encheu-se em silêncio e ele pode continuar a falar. – Hoje é o dia que vamos mostrar a força de nossa magia, a coragem de nossas almas e a fibra de nossas convicções! – Ele começou a falar, precisava passar coragem para os outros porque não era um pedido simples. – Confiem em seus parceiros, confiem em seus instintos, confiem em mim! – Uau, aquele era um pedido e tanto e quando ele falou seu corpo foi tomado de um calafrio. Bernardo não era ingênuo o bastante para acreditar que não haveria mortes, ele sabia que perderiam pessoas e animais, o que ele temia era que as mortes fossem todas em vão.

Depois passou a palavra para Alexandra, uma vez que ela iria repassar a posição de cada um deles, voltou para o seu cavalo-alado e montou nele. Bernardo ficaria atrás do primeiro regimento, pois iria cuidar dos aviões que poderiam ir ajudar, era uma tarefa complicada, mas ele levava no Abraxana uma cesta com granadas desenvolvidas para aquele ataque. Era uma mistura de fogo vivo e ácido. O primeiro regimento estaria Farlan e Max, com os carros e criaturas da terra, fortes o suficiente para aguentar um tiroteio. O segundo regimento era de Darcy e Meg, operações s táticas, entrariam por outro lado para o resgate das pessoas e criaturas presas, Meg era um domador muito bom e Darcy um auror especialista em esconderijos e conhecimento sobre tecnologia trouxa. O terceiro regimento era composto por Sam e Wendy, apoio médico, eles também dariam suporte na retaguarda e nas pessoas resgatadas. Bernardo e Alec eram o quarto regimento, vários cavalos-alados, fantasmas e bruxos iriam cobrir o céu. Arthur, o fantasma da família pegaria uma pequena parcela e causaria um tumulto, eram o elemento surpresa. Quando o ataque terminasse, iriam direto para Aganach Wood, onde uma equipe estaria esperando por eles com portais.

Feito a revisão das equipes os portões foram abertos e cada regimento saiu para os lados. Logan e Helena ficaram responsáveis por proteger o castelo e as crianças, uma tarefa difícil pois eles não sabiam quem voltaria vivo da guerra. Bernardo voou com Alexandra pelos céus trouxas, usaram feitiços para ficarem invisíveis pelo menos naquele momento, outros sete bruxos com cavalos seguiam eles, dois estavam em vassouras comuns. Eles seguiram rumo a base em linha reta, com os olhos atentos no céu, pararam duzentos metros e esperaram pelo sinal que seria dado por Farlan. Os batimentos cardíacos do Conde estavam altos, ele sentia todos os músculos contraídos e tremia algumas vezes. Sua filha ao lado parecia tão ansiosa quanto eles, o primeiro regimento a entrar em contato seria o mais prejudicado. Dez minutos se passaram quando o barulho de tiros começou. – Esse é o sinal! – Gritou Bernardo, tomou as rédeas e voaram descendo alguns pés, pois assim podiam ter uma visão mais clara da situação. A qualquer momento poderiam ouvir os aviões se aproximando, embaixo a visão era caótica porque ele não conseguia diferenciar tão bem. – Formação de quatro! – Assim eles podiam cobrir melhor as direções. Arthur apareceu mais abaixo com trestálios e outros quartos fantasmas da família. Esperando o momento certo para aparecerem, mas ainda não era...Bernardo olhou para o lado ouvindo aquele som característico. – Os aviões estão chegando! Vamos!  – Virou a rédea do cavalo e se preparou.

Pegou uma de suas granadas controlando ela com um locomotor bem longe deles, quando o primeiro caça apareceu ele ergueu a mão para lançar o objeto na direção do mesmo. Atingiu o nariz do caça e viu o mesmo pegar fogo, desviou dos destroços e ouviu os tiros vindo em sua direção. – Wavis! – Lançou as balas para longe dele e pegou outro caminho, logo os outros lançavam suas granadas e feitiços na direção dos caças que apareciam ali. – Arthur, vai ajudar a equipe em solo! – Falou para o fantasma que levou sua equipe para baixo. Bernardo viu dois de seus carros explodirem, sabia que quem estava dentro havia morrido. Não havia tempo para lamentações, ele deu meia volta mirando noutro caça que chegava. – Bombarda Maxima! – Estava com raiva, por isso estava reagindo melhor e o cavalo era um animal inteligente, sabia como voar e para qual direção seguir. Ficou ali tão distraído que nem viu quando Alexandra foi para o solo ajudar a equipe dali. Enquanto ele lançava as investidas contra os caças, mas eles eram mais rápidos e passam por eles, o que fazia com que tivessem quem caçar eles no céu para os atingir. A batalha seguia barulhenta embaixo, com todos fazendo o seu melhor. Os caças pararam de vim depois de um tempo, visto que nenhum atingia seu objetivo, foi quando ele notou a ausência de sua filha. Quando viu o cavalo morto de Alexandra ficou em pânico, mas a pequena garota estava em solo duelando. – Os dois destruam a torre deles!  – Apontou para os bruxos com as vassouras, enquanto eles dariam suporte dali de cima.

Sem comunicação os trouxas não iriam mais pedir ajuda ou relatar o que viam, ele desceu para ajudar em solo. – Amornae – Ele fazia o fogo das explosões não pegar os seus vivos, começou a retirar os feridos de campo colocando eles no cavalo e levando para onde Wendy estava. Estavam apenas esperando o sinal de Darcy e Meg para saírem dali, a base estava em chamas e o Erumpente estava morto. Os trestalios estavam servindo para retirar os feridos também. Ele procurava por Alexandra que parecia estar mais a frente, quando ouviu uma grande explosão que fez seu cavalo alado pular. Da construção principal o rugido da Manticora soou, ele viu Meg ferido junto a um corpo, os cabelos pretos deixaram o coração dele temendo, parecia...não, era Darcy. – RECUEM! – Ele gritou e começaram a sair dali, iriam para Anagach Wood. Os fantasmas começaram a atrasar os trouxas, aparecendo na frente deles gritando e deixando um rastro de plasmas. Ele esperou por Meg e sua Manticora que vinha sangrando, parecia que eles tinham conseguido ter sucesso na invasão, mas Darcy pagou o preço.

– Ele..? – Não conseguia falar porque notou como ficaria triste com a morte do jovem. Meg afirmou que estava vivo, só que estava ferido e desmaiado. Bernardo suspirou fundo e ergueu voo para verificar o perímetro, disparou feitiços contra os trouxas e viu Alexandra junto a Farlan em um Arpéu. Eles logo saíram dali.


Quando você ama alguém, você não tem uma escolha
Prefiro pensar que sou mentiroso de um jeito inteiramente meu
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Arthur H. Rathbone
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeSeg 10 Ago 2020 - 15:08

O conto dos tolos
Era sabido que Arthur não concordava nenhum pouco com toda aquela armação, mas estava feliz em ver que pela primeira vez todos os adultos estavam prontos a assumir um papel de respeito. Ele era um homem criado em guerras, general e um comandante do passado, podia dizer que sua alma vibrava novamente como se ainda estivesse vivo. Ele se preparou e estudou todas as entradas e saídas do local, deveria ser a primeira família a usar os fantasmas como um esquadrão de ataque surpresa. Ainda tinha os cavalos voadores que mais pareciam espectros da morte, uma vez que quase ninguém podia ver um trestálio. Ele estava parado no portão durante o discurso de Bernardo, observando o que tinha atrás dos muros do castelo, fazia uns anos desde quando saiu do lugar e tudo estava diferente. A passagem de tempo para quem já morreu não era igual para quem estava vivo, ele notava aquela sutileza naquele momento quando foi forçado a seguir Bernardo pelo céu. Junto a outros fantasmas e criaturas aladas eles seguiram, seus olhos minuciosos caiam sobre o topo dos prédios, ele sentia que não seria uma ação totalmente bem sucedida, faltava experiência em perder pessoas para os vivos.

Eles pararam, Arthur um pouco abaixo dos Abraxanas que planavam no ar, ele podia ver a base e os carros se aproximando. Ser um telespectador não era atraente quando queria fazer algo de realmente útil. O confronto havia começado e ele esperou pelas ordens. – Vamos amigos, assustar os vivos! Ele falou e voou na direção do prédio em chamas, sua maior função era desorganizar as linhas de apoio, por isso apareceu para um dos trouxas no rádio que pedia reforços. – Por favor, nada vai salvar vocês hoje! Falou de maneira alta e começou a berrar para cima do trouxa que saiu correndo da frente dele, o homem ficou com tanto medo que tropeçou perto da escada e caiu. – Movam-se! Gritou para os demais fantasmas, ele entrou no prédio e ia assustando quem conseguia, muitos tiros foram dados em direção a ele, mas nenhum o machucou de verdade. Conseguiu atrasar a organização interna e chamar a devida atenção para si, ficou curioso e desceu alguns andares para ver onde a equipe de resgate estava. Chegou ao subsolo depois de descer mais e ouviu o rugido da Manticora, flutuou até onde o barulho estava e viu um duelo acontecendo, eram bruxos traidores ali. Voou na direção deles ajudando Meg e Darcy a se reorganizarem, mas como eram bruxos sabiam que podiam o afastar, teve que recuar para não ser mandado para longe. Subiu uns andares onde havia uma janela e gritou por ajuda.

O trestálio veio e quebrou a janela, deu coices nos guardas que não sabiam o que estava fazendo aquilo, na verdade, Arthur como um ótimo ator fazia movimentos para que pensassem que um fantasma tinha aquele poder. Estava abrindo caminho para Meg e Darcy que vinham do andar de baixo, conseguiu dispersar os guardas perto do elevador. – Vamos para o lado de fora! Avisou o cavalo alado quando foi para a linha de frente, esse voou até os tanques para desestabilizar os trouxas dentro, gritando e falando com eles que abandonavam o carro rapidamente. Assim o tempo foi passando e quando ele notou a grande explosão e uma voz que dizia para saírem dali. Ele, como todos os outros fantasmas, ficaram ali para atrasar os trouxas durante a retirada. Arthur e o trestálio causavam grande euforia por onde passavam. Ele até mesmo ria alto ao notar como os trouxas eram sensíveis a ele. No final saiu dali numa direção oposta, isso servia para despistar o verdadeiro local de encontro.


— Clockwork Prince,
"Pulvis et umbra sumus. Uma frase de Horácio. Somos pó e sombras. Adequado, não acha? Do pó ao pó, literalmente. E então desaparecemos nas sombras da história, nem uma marca na página de um livro mundano para lembrar que sequer existimos um dia"
Prince Rathbone
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Tereza Ella Von Ziegler
Procurados
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Tereza Ella Von Ziegler


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeSeg 10 Ago 2020 - 15:56



Distopia!

Atemporal (2020.02)  -----------♥

A verdade meus caros leitores, a verdade era que Tereza estava perto demais de conseguir sua vingança! Por alguma razão ela havia parado seus esforços de seguir adiante, seria um lapso de amor e afeto que a fizeram parar? Algo mais cruel que planejava? Fazia duas semanas desde que viu seu irmão novamente, ele estava voando em um Abraxana próximo ao castelo, se fosse uma trouxa não conseguiria ver pela barreira. No entanto, aquilo apenas a fez lembrar de um tempo em que costumava brincar com seu irmão mais velho, eles voavam em seus cavalos-alados distintos. Tereza era uma menina de longos cabelos dourados, sempre com um sorriso no rosto e com uma vocação para se meter em encrenca. Enquanto o seu irmão era como um paladino em uma armadura branca, sempre a salvando e acobertando suas falhas aos seus pais. Aquela lembrança pareceu abalar a mulher mais do que gostaria, ela ficou em dúvidas sobre a raiva que sentia da família, seriam eles os responsáveis por ela ser como era? Onde foi que Tereza deixou de ser aquela jovem risonha? Ela sempre foi malvada?

Ela atrasou seu plano ao notar que havia alguma coisa de errado na família, todos eles estavam no castelo e pareciam fazer algum movimento. Ela sabia que eles eram os responsáveis pelo resgate e proteção das terras altas, era o dever deles cuidar daquela região e por isso esperava por algo. Os dias de vigia foram passando e quando viu um grande número de carros, bruxos e até criaturas saindo pelos portões ela sabia que eles estavam fazendo alguma coisa. Seguiu eles junto a mais dois de seus companheiros de crime, viram o ataque coordenado a base trouxa. – Eles enlouqueceram de vez, simplesmente saíram dos trilhos! – Ela gargalhou ao notar que o confronto era sangrento. Seu irmão havia abandonado a velha diplomacia e partido para os punhos quando a situação ficou crítica, ela podia ver sua filha no meio da batalha mais feroz e seus instinto era pular e lutar. Tereza ficou parada, observou tudo até certo momento, quando começou a desferir ataques contra os carros trouxas. No meio de toda a batalha, ninguém iria reclamar de uma ajuda externa.

– O que? Vamos ajudar, afinal, a vitória deles também é a nossa! – Falou para seus companheiros, eles viviam nas sombras como ela e ficava mais difícil se esconder dos trouxas. Bombardas derrubaram e explodiram carros, alguns feitiços de proteção para os guardas, especialmente perto de sua filha. Tereza não queria admitir, mas estava enternecida com a menina cuja aparência lembrava muito ela na juventude. Ela correu para perto da batalha. – Animus Corpus – Controlando a arma disparava contra os trouxas, fez isso para proteger a filha que não via o ataque. Foi atingida por uma bala na perna e caiu, seus companheiros tiraram ela dali. – Droga, isso dói tanto!  – Foi arrastada para longe da batalha bem no seu ápice, eles saíram dali.




I'm a rollin' freight train. One more time. Gotta start all over. Can't slow down
I'm a lone red rover
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Jared L. Siphron
Mercenário
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Jared L. Siphron


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Escola/Casa: Durmstrang (Escandinávia)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pluma de Basilisco, Videira, 31cm, Flexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeTer 11 Ago 2020 - 12:50

sacramentum

Escócia era o mais perto que Jared estava disposto a deixar Faye de onde ele a tinha pego, então foi para lá que eles foram. Ela poderia aparatar ou sei lá o que dali- não era da conta dele. O homem cruzou os braços, pensativo sobre o que ia fazer hoje. Era um jogo arriscado, até mesmo para ele. A adrenalina se sentia boa, e Jared estava bastante feliz que ele tinha encontrado alguém que ele sacrificaria sua segurança para se divertir com... Não que ele achasse que Faye gostaria disso, de qualquer forma.

No fim, ele estava apenas apostando.

Jared abriu a porta do quarto, confiante, levando apenas um segundo para registrar que Faye estava em sua cama, com suas roupas, uma cena que ele já tinha visto antes, com outras mulheres, em situações bem diferentes. Um sorriso divertido surgiu em seu rosto, quando ele fechou a porta - trancando, é claro, com a chave logo em seguida sendo bem guardada em seu bolso. — Bom dia. Aproveitou os novos aposentos? — Provavelmente sim, ele podia ver as garrafas e embalagens da comida que ele tinha deixado por ali (que tecnicamente era seu estoque para viagens, mas roubar comida era brincadeira de criança, então ele não se importava). — Eu espero que tenha descansado, porque você vai precisar de energia para decidir qual o seu próximo passo no nosso pequeno jogo. — O homem encostou-se na porta, com um sorriso. — O passo que vai decidir se você pode sair daqui ou não, sabe? Eu nunca deixei ninguém sair, é sempre muito perigoso de me denunciarem. Mas só te matar e lidar com isso é muito tedioso, então você não pode me denunciar. — Ele explicou todo o raciocínio, como se fosse a coisa mais simples e inocente do mundo... E era. Para ele. De qualquer forma, ele estava dando a oportunidade para Faye encontrar uma solução melhor do que a que ele tinha, se ela quisesse.

N I E R U



JARED SIPHRON
He lives down in a ribcage in the dry leaves of a heart.
N I E R U

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Farlan Rathbone Vaughan
Auror de Campo
Auror de Campo
Farlan Rathbone Vaughan

Patrono : Águia Pescadora

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pluma de Basilisco, Cipreste, 32cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeTer 11 Ago 2020 - 14:12

Uma chance;
de mudar o tempo!

— Senhor? Estamos prontos! Ele falou para Bernardo depois de reunir todos os seus guardas na porta de entrada do castelo. Farlan usava uma roupa preta feita de couro de dragão para aquela invasão, terminava de colocar suas luvas enquanto andava ao lado do Conde. Ele parou e estendeu a mão para um Arpéu que estava parado perto dele, o seu animal de guerra que treinou nas últimas semanas para poder montar nele. Havia uma sela especial como as que colocavam em vassouras. Ouviu o que o Conde tinha para falar, olhou para ele dando aquele olhar de entendimento, Farlan era amigo dele fazia anos, desde quando foi designado a cuidar de sua segurança. Aquele era o momento mais crítico pelo qual estavam passando juntos. — Boa sorte senhor! Falou uma última vez antes de ir para perto do seu próprio regimento, Max Tiger estava com ele liderando o ataque por terra. — Não vou mentir…isso vai ser uma zona do caralho! Mas eu escolhi bruxos adequados para fazer a melhor zona de todas! Falou para seu regimento, subiu no seu Arpéu e olhou para eles com um sorriso confiante no rosto, ele precisava liderar com orgulho mesmo que fosse os levar para a morte. — Não se desesperem, nem saiam de perto do regimento! Vamos fazer o que sabemos! Ele deu as últimas instruções antes do portão se abrir, Farlan saiu na frente com o Arpéu correndo em alta velocidade pelas ruas. Podia sentir a vibração da criatura debaixo dele, o animal gostava daquele tipo de ambiente e segundo Meg tinha uma pele boa para evitar as balas.

Ele foi seguido pelos carros e por Max que voava baixo no seu hipogrifo, os carros estavam armados com munição trouxa e outras coisas, feito para ser fogo contra fogo, seu objetivo era chegar na base e destruir sua entrada e portão. Para isso ele usaria magia e umas granadas incendiarias que Wendy havia revestido com uma camada extra. Nas ruas ele desviava dos carros e seguia pela faixa menos movimentada, já tinham estudado todo o percurso até a base trouxa. Possivelmente eles detectassem o ataque um quilometro antes deles chegarem, isso se a tecnologia trouxa funcionasse. Esperavam que Darcy desse um curto circuito naquilo, mas ele não contava com a sorte. Mirou no post antes de um quilometro e começou a explodir os fios, deixando sem luz a área das Terras Altas. — Continuem, mais rápido! Ele gritou enquanto cortava para o flanco esquerdo com o arpéu, ele iria atacar o estacionamento do local, um dos primeiros locais porque havia uma saída que ele queria obstruir ali. Viu o prédio e os carros de vigia já estavam em alerta com o apagão que aconteceu, mais ele não diminuiu a velocidade nem quando os primeiros disparos foram dados em sua direção. Apontou a varinha para sua frente. — Wavius A onda de energia que jogava para trás tudo a sua frente, como as balas que voltaram para quem atirava. — Spiculums Ardens As fechas de fogo foram na direção do primeiro muro, era uma distração para o que ele queria fazer. — Bombarda Maxima! Mirou nos veículos do local explodindo eles em uma reação em cadeia.

— Confringo! Ele não parou de atacar até notar que os bruxos traidores foram chamados para o local. Com isso ele pegou uma arma branca ao lado do pescoço do Arpéu, disparou para cima, era um sinalizador branco, queria dizer que Max podia atacar o portão da frente porque os bruxos tinham sido atraídos para onde Farlan estava, ele era uma isca apenas. O chão tremeu e de onde Max estava dois Erumpentes corriam a toda velocidade para o portão da frente, a equipe tinha apenas que deixar os animais trabalharem e cuidarem de sua proteção. Um agrupamento montado em Arpéus e Hipogrifos chegou onde Farlan estava. — São bruxos, vamos usar as varinhas senhores! Ele falou e todos usaram Locomotor para lançarem as granadas, era outra isca porque assim que os bruxos explodiam elas um gás tomava conta do lugar, era um sonífero poderoso que ia na direção de toda aquela área. — Ventus Eles ajudavam a espalhar o gás enquanto usavam as máscaras próprias para o local. — Avante, destruam a entrada! Gritou ele para seu esquadrão que rumou dentro da cortina de fumaça, o som de tiros começou e podia ouvir os gritos das criaturas atingidas. Farlan não foi, ele ficou onde estava para analisar a situação, um dos Erumpentes havia caído antes de chegar ao portão, outro conseguiu colocar sua secreção no portão de ferro, nada iria impedir do objeto cair e explodir. No entanto, as balas e fogo mataram o segundo Erumpente. Max conseguiu derrubar o portão e agora uma orla de soltados vinha para o lado de fora, junto a alguns veículos blindados. No céu, Bernardo e Alexandra não deixaram nenhum avião dá suporte e isso era bom, porque os carros dos Rathbone estavam em chamas, haviam lança foguetes a curta distância nas torres, eles precisavam que fosse destruído.

Farlan correu para mais perto de onde Max estava, havia um cheiro de carne queimada pelo local que deixava os sentidos do homem desnorteados. — O lança foguetes vai acabar conosco! Gritou ele apontando para a torre, no entanto, haviam bruxos protegendo o local de qualquer feitiço lançado sobre eles, como um escudo protetor. Ele recuou para tentar ajudar um carro em chamas. — Amornae Desceu para puxar os guardas de dentro e colocou eles nos ombros de outros. — Recuem para Wendy, tirem os feridos daqui de uma vez! Ele gritava para seus companheiros. Voltou a montar na criatura e correu para perto da torre. — Bombarda Maxima Começou a atacar a base da torre e notou que era protegida com feitiços também. Um foguete caiu próximo a ele que foi jogado da criatura com um zumbido dolorido em seu ouvido, Farlan se arrastou um tempo e sentou, seus olhos estavam embaçados e ele não conseguia ver direito. Pegou uma capsula e colocou na boca, era uma coisa que Wendy preparou para recuperar eles de maneira rápida. Assim ele pode ficar em pé novamente e ver seu animal mancado. — Relidor! Ele deu a mesma coisa ao animal e subiu nele novamente, saiu de perto da torre e viu que Bernardo mandou dois batedores de vassouras darem um jeito na torre. — Vamos atirar na torre ao mesmo tempo para desfazer sua barreira. No três... Chamou um grupo de bruxos e atacaram com um finite poderoso, assim os batedores conseguiram danificar a máquina. Já haviam se passado vinte minutos e para Farlan eram horas, ver os seus morrendo era algo ruim. Quando a Manticora de Meg apareceu parecia o sinal para eles saírem dali.

— Peguem os feridos, vamos recuar! Ele deu a ordem, não estava rápido porque seu arpéu estava machucado, o que ele não falou era que iriam queimar todos os corpos que não conseguissem recuperar. Começou a jogar as granadas com um time de um minuto pelo campo todo, outros faziam o mesmo e ele lamentava não poder levar os corpos de todos. Só que era mais perigoso os deixar para trás e serem pegos para um experimento. Ele deixou o Arpéu para subir em uma moto com outro bruxo. — Vai, você sabe para onde ir! Todas as criaturas foram para onde Meg estava, eles a treinou para obedecer a ele, iriam ajudar a transportar os feridos. Foi ali que Farlan notou que ainda sangrava pelo ouvido e que Meg trazia no colo um corpo de um jovem, demorou a notar que era Darcy.... — Ah não… Lamentou ele saindo dali.


FARLAN ANTHONY RATHBONE VAUGHAN
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Darcy Bitt. Rathbone
Resistência - Auror
Resistência - Auror
Darcy Bitt. Rathbone

Patrono : Papa-léguas
Bicho-papão : Matar um inocente

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Durmstrang (Escandinávia)
Ano Escolar: Formado
Varinha: Corda de Coração de Dragão, Azevinho, 30cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQui 13 Ago 2020 - 13:26

Vivemos em sombras, vivemos onde a escuridão esconde. Vamos para onde mais ninguém vai, não vamos desistir dessa luta. Estamos indo atrás de você, nenhum lugar para correr. Estamos indo atrás de você, esta é a caça. Esta é a caça. Calling my name...
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Ele chegou cedo no castelo e foi para a sala de armas, estava sem dormir fazia mais de um dia porque sua mente não conseguia desligar. Darcy estava nervoso com o que eles fariam nas próximas horas, tão nervoso quanto as batalhas que travou durante aqueles anos com os trouxas. Tudo isso era devido se tratar de sua família, passou anos longe deles para os proteger, agora os via se jogando na linha de frente para proteger o território deles. Havia um enorme risco de retaliação, além de uma tremenda exposição para a família novamente que já havia conseguido burlar os militares. Escolheu suas armas para uso externo, ele era treinado em armamento trouxa desde Rússia quando trabalhava como auror ali. Colocou a roupa de couro de dragão não sintético, pegou os kits de emergência médicos que sua irmã havia elaborado junto a outro primo russo deles. Rezou silenciosamente para os deuses antigos ligados a natureza, ele não era bem religioso, mas depois de Mag Mell acreditava que havia algo maior que eles no mundo. Naquele momento qualquer ajuda era bem vinda. Só depois de se preparar ele caminhou para a frente do castelo a passos largos, ele era mais alto que qualquer outro ali com seus 1,90 de altura. Ele não estava usando nenhum tipo de disfarce além de um boné preto em sua cabeça, isso porque ele queria se sentir parte da família naquele momento. Procurou por sua irmã mais velho no meio da confusão que estava no pátio externo, tocou-lhe o ombro fazendo ela olhar para ele. – Você está bem? – mal ele foi terminando de falar a mulher abraçou ele pela cintura de maneira forte. Fazia um tempo que ele evitava ver seus irmãos por motivos emocionais, ele não queria nada que pudesse desestabilizar seus sentidos mais racionais. – Tudo vai acabar bem! – Passou seus braços ao redor do corpo da irmã e viu que Max estava perto dela. Ambos iriam!

Ficou uns segundos com a irmã nos braços e lentamente a soltou, ele não era de muito contato físico. – Não tinha como eu vim antes, você sabe...– Olhou para Max que também era um membro da resistência, nos últimos meses eles estavam envolvidos com o resgate e proteção dos bruxos que estavam indo para Mag Mell. – Não faça nada imprudente Wendy, como correr para o tiroteio se presenciar um ataque a Max ou a mim. – Ele falou bem sério com ela, porque sabia o quanto ela podia ser emotiva e isso afetava o seu julgamento em momentos de seriedade. – Estou falando isso por Hans, ele precisa que a mãe dele volte para casa! – Os olhos de Wendy ficaram marejados e ele se viu obrigado a abraçar ela fortemente uma última vez. Era o único jeito de fazer ela entender como era importante manter a calma, talvez ela não estivesse pronta para uma missão daquele nível como ele era acostumado. Soltou ela com um beijo em sua testa, deu um aperto no ombro de Max antes de se afastar silenciosamente dali. Aquele era o seu jeito de demostrar afeto, ficou perto de Meg que estava em sua Manticora, uma criatura que Darcy não ousava tirar graça e nem tinha certeza se era uma boa ideia levar a mesma com eles. Aos pouco as coisas foram acalmando e os regimentos foram tomando forma, ao lado dele estavam: Steve, Jon, Abigail e Rufus. Bruxos treinados para infiltrações e conhecedores da tecnologia trouxa, sendo Jon um curandeiro para atendimentos rápidos.

– Não sou bom com palavras, mas acredito que vamos enfrentar algo perigoso, não apenas para nós e sim para aqueles que tentamos proteger. Fiquem atentos e sigam o plano! – Ele findou e olhou para Meg que só fez rir, o ex mercenário tinha um ar perigoso que parecia perfeito para o que eles fariam. Darcy pegou a moto que iria e ficou atrás de Meg que iria liderar com sua criatura a corrida até a base trouxa. Depois das palavras do Conde o portão foi aberto e eles aceleram as motos para ficarem perto de Meg, foram por uma rua diferente dos demais regimentos, pois iriam entrar pela porta detrás. Darcy andava na moto com um certo cuidado, pois fazia um tempo que não usava uma moto como aquela, eles seguiam a céu aberto mesmo, porque o feitiço ilusório parecia que Meg andava numa moto turbinada. Dobraram algumas ruas e até pararam no sinal vermelho, ele estava muito nervoso e isso piorou quando puderam ver o prédio. As motos ficaram para trás deixando Meg ir na frente, ele literalmente passou por cima dos carros e derrubou o portão na força bruta. Sem tiros? Sim, porque Farlan havia criado uma distração na parte da frente explodindo a entrada do estacionamento. Isso fez com que a maior parte das forças fossem para a frente, restando alguns guardas atrás. Sendo um ataque surpresa eles tinham essa pequena vantagem até as defesas deles estarem alinhadas. Acelerou a moto para irem até o portão recém derrubado, pararam no pátio bem a tempo da primeira onde de tiros que vinham de uma torre de vigia. Ele desceu pegando sua arma e atirando, estavam usando fogo contra fogo enquanto Meg abria a outra porta, de um elevador que os levaria para baixo.

– A Manticora aguenta? – A criatura foi a primeira a entrar no elevador de carga, eles entraram e desceram. Trocou a arma pela varinha porque sabiam que iriam precisar, ficou na frente para o primeiro ataque. – Wavius! – Disparou jogando os guardas da frente para trás. – Estupefaça! – Mirava no peito deles, alguns estavam com coletes pretos que dificultavam a execução dos feitiços. Por isso eles encantavam as armas para mirarem na cabeça, em apenas 3 minutos os corredores foram manchados de sangue. A bota de Darcy fazia barulho quando passava por locais com muito sangue, era nojento e ele tentava ignorar o barulho. Tentaram algumas portas e viram o mais variado tipo de equipamento de tortura, ele nem impediu que Abigail matasse alguns trouxas vestido com roupa de açougueiro. A Manticora começou a lutar com uns lobos grandes que pareciam ser cruzados com alguma criatura mágica. – Jon, Steve, comigo! – Ele dobrou para um corredor que parecia vazio, mas todo o seu instinto o mandava ter cuidado, não demorou para uma porta abrir e algumas aranhas de muitas pernas aparecerem. – Recuem! – Ele gritou, mas era tarde, as aranhas eram como kamikazes, pularam perto deles e explodiam. O corpo de Darcy foi lançado contra uma parede que rachou, ele perdeu sua visão por alguns segundos com a dor tomando conta do seu corpo. Seus ouvidos zumbiam e ele tossia em meio ao cheiro de poeira de uma parede que desmoronou. – Petrificus Totalus! – Ele conseguiu parar uma outra aranha antes de chegar ao corpo de Jon que estava no chão, sangue escorria ao redor dele. Darcy se arrastou para perto dele, o jovem tinha o rosto desfigurado porque foi explodido pela aranha. Ele tirou a arma de perto dele para usar, o sangue manchou suas mãos e por alguns segundos ele pareceu encantado.

[FLASHBACK ON]
Ele estava com a visão turva devido a bebida que ingeriu naquela noite, os meninos de Durmstrang haviam decidido dá uma festa antes da formatura oficial em que o irmão adotivo dele iria se formar com honra. Hugo era o super-herói de Darcy desde a infância, com 16 anos estava feliz por ele e triste porque iria enfrentar a escola sozinho. – Onde está Hugo? – Ele questionava os amigos dele, mas o jovem estava alterado depois de beber muito e não conseguia processar as palavras com perfeição. Sabia que o irmão estava em alguma sala do terceiro andar, ele subiu as escadas para o procurar, o lugar estava frio e escuro como sempre, mas ele sentia que havia outra coisa que deixava tudo sombrio. Darcy parou de caminhar se encostando na parede, olhou por uma janela que tinha as cortinas afastadas, alguns pares de asas brancas passaram por ali. Era quase certo que fossem os falcões de caça que os jovens treinavam como um passatempo, ele havia ganhado o seu naquele ano quando conseguiu entrar numa fraternidade. Naquele tempo era comum os jovens terem seus próprios grupos de amigos com códigos para seguirem, mas ele era jovem e inocente demais para entender o que isso significava. Coçou a cabeça e ouviu algumas vozes saindo de uma sala, mas ele coçou os olhos e de repente eles não estavam mais ali.

A porta da sala estava aberta e uma fraca luz saia dali, ouviu seu nome. “Darcy? Darcy avise a eles...traidores! Darcy?!”. Seus pés aceleraram em direção a sala e quando entrou ele viu um corpo caído no chão, sangue vertia de um ferimento na cabeça e outro no tronco. Ele perdeu as forças e caiu de joelhos perto do corpo que não queria ter reconhecido, com metade do rosto desfigurado Hugo estava quase morto. O jovem apenas chorava sem saber o que fazer, pois o irmão agora agonizava no próprio sangue, ao lado havia letras escritas com sangue, parecia que Hugo queria dizer algo. A cabeça de Darcy rodava e doía, sentia-se culpado de ter bebido demais, até as lembranças eram um borrão naquele momento. “Avise a eles”, podia ouvir entre os engasgo do irmão. – Quem? Eles quem? – Nenhuma resposta veio. Ao olhar para suas mãos o sangue pingava, ele nem sabia como havia ficado com tanto sangue, não lembrava de ter apertado Hugo em seus braços, nem de ter visto uma sombra no canto da sala. Depois daquela noite ele teve problemas para dormir, dificuldade em ver muito sangue e uma vontade de vingança.
[FLASHBACKS OFF]

Steve tocou no ombro de Darcy depois que esse não respondeu ao chamado, ele engoliu seco e olhou para o rosto do jovem manchado de sangue e poeira. “Ele já morreu, temos que continuar”. Steve ajudou Darcy a ficar em pé, ele queria falar que não deveriam ir, estava com um mal pressagio dentro de si, uma agitação como na noite da morte de Hugo. No entanto, ele seguiu Steve pelo corredor destruído abrindo passagem para uma escada, essa escada parecia que os levaria para onde os prisioneiros estavam. Darcy era o atirador principal, usava mais a arma trouxa para abrir caminho, enquanto Steve lançava feitiços de proteção. Ouviram os gritos por ajuda e ele correu para tentar abrir uma das celas, enquanto Steve duela com um bruxo que estava de vigia. Enquanto tremia para abrir a cela sentiu uma dor aguda na sua perna. Ele havia sido chutado por um guarda trouxa que não tinha arma, caiu e o outro pegou sua arma, mas Darcy ainda conseguiu chutar ele. Foi quando uma luta física começou no chão com o Rathbone pulando contra o militar, seus punhos se fecharam e ele desferiu golpes contra o rosto do guarda. Fez com que as unhas crescessem e sem pensar duas vezes rasgou a garganta do não mágico, o sangue espirrou na cara dele e foi quando ele se afastou do corpo.

Respirando com dificuldade ele começou a pensar direito, viu que tinha matado o homem usando sua habilidade, o sangue quente escorria pelo seu rosto. Talvez estivesse perdendo a razão. “Abra logo”, uma voz fez ele recobrar a noção de onde estava, pegou as chaves novamente e não funcionava, por isso usou a varinha para explodir as dobraduras da porta. – Onde estão suas varinhas? – As varinhas estavam trancadas no andar de cima em alguma sala, por isso eles pegaram as armas dos guardas caídos, alguns prisioneiros precisavam carregar outros, estavam fracos demais para caminharem sozinhos. Ele foi para frente guiando eles para o andar de cima, mas estava ainda em um estado caótico e assim que chegou na parte superior ouviu disparos, ele defendeu alguns. Abigail correu para o ajudar quando foi atingida e caiu perto de Darcy, ver a mulher morrendo o deixou distraído, não demorou para sentir dor no peito. A bala não chegou a penetrar por conta da roupa, mas levou mais três na altura do tórax que o jogou para trás quase perdendo os sentidos. Aquilo doía muito e parecia que tinha quebrado uma ou duas costelas, ele só não foi atingido mais porque os prisioneiros com as armas começaram a atirar. Ele não conseguia ficar em pé e foi ajudado por outros, teve que deixar Abigail para trás a pedido dela mesmo, já que ela estava muito ferida. – Queimem, queimem o corpo dela!  – Ele pediu, não podiam deixar para trás nem mesmo um corpo. Ele lamentava por isso, Jon teve o mesmo destino e quando ele estava para desmaiar Meg apareceu com Rufus. Darcy foi colocado sobre a Manticora para ser tirado dali, Rufus e Steve ajudavam na saída.

Darcy perdeu os sentidos temporariamente, não viu quando Arthur e os fantasmas apareceram para ajudar eles na retirada. Meg não deixaria o que considerava ser um ótimo herdeiro morrer ali, mas o balançar estava piorando o estado dele que tinha uma grande hemorragia no abdômen. Ele não acompanhou mais a retirada, estava perdido em pensamentos e lembranças de sua infância com sua família adotiva, seriam lembranças felizes antes de sua morte? Meg ainda conseguiu explodir uma das torres e chamou os animais, os recém libertos foram colocados sobre cavalos-alados, hipogrifos e arpéus. Eles iriam para a floresta reagrupar, a maioria pensava que Darcy estava morto, isso porque na fuga conseguiu alguns arranhões no rosto depois que o boné dele caiu. Coberto de sangue nos braços dos outros, não tinha como saber a diferença. Darcy foi carregado para longe dali. Saindo do campo de batalha.
Note: 1. Trama Familiar


DarcyAuror perito em esconderijos e disfarce. Sobrevivente de Mag Mell
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Faye Gebühr Wichbest
Professor de Hogwarts
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Faye Gebühr Wichbest

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Bicho-papão : Enlouquecer

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Formado
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQui 13 Ago 2020 - 16:57

The Magic Bond
Num primeiro momento em que viu o homem entrar pela porta, nos pensamentos de Faye ela acreditava que iria sentir medo, de fato sentiu medo quando viu ele entrando e fechando a porta atrás de si, mas no momento em que ele falou o medo foi se esvaindo. Aquele homem tinha um jeitinho tão irritante, com aquela ar de confiança, aquela maldita pergunta se ela tinha gostado de seu cativeiro... Ah, ela apenas estreitava os olhos. Não tinha como não se irritar com ele, não ficar com raiva, não querer enfrentar. Guardaria seu medo para mais tarde. Também aproveitou para fechar o seu canal empático antes que começasse a sentir para valer os sentimentos daquele cara. Longe de Faye querer ter que aguentar aquela diversão sádica que Jared sentia. Hoje tinha forças para ficar apenas com os seus próprios sentimentos. Quanto a pergunta dele em si, Faye não quis responder, ela apenas fechou o livro e ficou parada no mesmo lugar, observando. Faye não estava com cordas prendendo ela dessa vez, ela poderia tentar alguma coisa se ele abrisse a guarda pelo menos por um segundo. Ela só tinha que ser uma boa observadora e ter paciência, esperar pelo momento certo. Faye não resistiu em revirar os olhos ao ouvir sobre "pequeno jogo", malditos os jogos de Jared que ela participava por livre e espontânea pressão. Seus pensamentos vagaram brevemente pelo "jogo" anterior, mas ela logo cortou essa linha antes que fosse tarde demais. Agora não era um bom momento para começar a ter uma crise sobre ter matado uma criança. Faye não estava tão interessada em novos jogos sádicos, mas eu olhar foi até Jared quando ele falou sobre ela sair.

Com curiosidade, Faye ouviu quando Jared falou sobre como ele nunca tinha deixado ninguém sair, já que era sempre perigoso que o denunciassem. Bem, claro, se você faz merda isso pode acontecer, não é mesmo? No entanto, parecia que Faye era interessante o suficiente para tornar tedioso apenas matá-la. - Devo me sentir lisonjeada porque o maníaco gostou de mim? - A língua de toda pessoa que tem gene licantrope é afiada e quase sempre não controlada. Faye não resistiu em comentar isso, considerando que toda aquela situação era estranha. Faye já tinha sido sequestrada antes e durante a sua fuga passou por poucas e boas, até por gás alucinógeno que a fez enfrentar seus medos, mas tinha conseguido escapar. Agora veja como é estranho conseguir a proeza de ser sequestrada uma segunda vez, por um cara que tem um certo prazer sádico em torturar pessoas que por algum motivo achou Faye interessante o suficiente pra decidir que não quer matar ela, quer continuar com mais joguinhos. Vai me dizer que isso não é de fazer pelo menos um comentário irônico? Okay, Jared não sabia que esse era o segundo sequestro da vida dela, mas ainda estava valendo. Por mais que Faye quisesse ironizar mais, passasse pela sua cabeça só pular em cima de Jared e tentar se libertar, ela sabia que as chances de tudo isso dar certo eram poucas. Ele estava oferecendo uma barganha e, de acordo com as chances que ela tinha, era uma barganha boa. Para quem está desesperado pela própria liberdade, porque não tentar negociar, mesmo que seja um com demônio? Era isso ou acabar ali para sempre, também tinha a parte em que Jared só matava ela quando se desinteressasse. - Não te denunciar... - Disse Faye num tom pensativo, levantando-se da cama. Não tinha porque se mostrar uma garota frágil e assustada. - Pela minha liberdade? - Uma coisa sobre quem trabalha com empreendimentos é que negócios precisam ser feitos... E em negócios todos precisam ganhar, se não nada é feito. Da mesma forma, você não pode forçar a barra da pessoa ou entidade com quem está negociando, se não todo o negócio se perde. Faye gostaria de fazer trocentas exigências, mas tinha que começar com básicas, tão básicas que até um maníaco como Jared entenderia e iria valorizar, como por exemplo, a própria vida. - Realmente bastante tentador, mas... Vamos lá, eu não quero morrer. Então, você também não pode me matar, mesmo que termine desinteressado em mim no futuro. - Ela disse. Também havia uma outra coisa nisso tudo. - Você está interessado em mim agora, modéstia parte isso é óbvio, já que você mesmo disse que nunca libertou alguém antes. - Faye estava vestindo mesmo a carapaça de negociante, quando se negocia você tem que mostrar o que a outra pessoa está interessada e oferecer, depois falando o preço e analisando todos os termos. - Então minha liberdade não será completa, de alguma forma, você vai me querer de volta. Eu quero saber como isso vai funcionar. - Faye encarou Jared ao terminar. Ah, ainda tinha um certo medo em seu olhar, ela não se esqueceu das outras coisas que tinha passado, ainda sim, tinha que se manter focada e determinada. Não se ganha barganhas com medo.


I can feel it in your voice, ever so sweet, no! Do I really have a choice? No, no, no!
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Faye Zayas
Gebühr Wichbest
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Wendy Fairy B. Rathbone
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Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Formado
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQui 20 Ago 2020 - 19:05


Não é sobre você!
Trama Familiar

Passei a madrugada toda preparando os kits de primeiro socorros para todos os bruxos que iriam conosco, Sam me ajudou e o trabalho não foi tão pesado. Eu só não conseguia dormir e fazer alguma coisa me deixava menos nervosa, já tinha revisto o que iriamos fazer várias vezes, sempre com um pesar no peito. O dia amanheceu e Max apareceu ali para saber como estávamos. – Preciso me despedir de Hans! – Falei com cansaço na voz e subir para o quarto onde ele estava. Dormindo ainda porque era bem cedo, toquei no seu cabelo grande e tirei de perto dos seus olhos, beijei sua testa com carinho. Ele foi abrindo os olhos assustado, não demorou nem dois segundos e nós já estávamos abraçados porque ele sabia que eu partiria naquela manhã. – Como dormiu meu querido? – Ele não queria me largar, mas eu nem queria falar da partida, eu só queria ficar um pouco mais com ele. Toquei seu cabelo novamente com carinho e ele apenas falou que estava bem.

[...] Estava toda arrumada para irmos, minha roupa tinha mais bolsos que da maioria, isso era para guardar alguns equipamentos em bolsos expandidos. Max me lembrava onde eu deveria ficar. – Eu sei disso Max, estou mais preocupada com você lá na frente!  – Falei depois de ajeitar a camisa dele, eu tinha uma mania de arrumar sua roupa mesmo quando não precisava, era quando eu ficava mais nervosa. – Por favor tenha cuidado! – Comentei com ele rapidamente o beijando nos lábios, meu irmão apareceu e dei atenção para ele. – Darcy, por onde andou? – Fui logo perguntando, mas ele me abraçou e eu fiz o mesmo. Ele era bem sumido quando queria. Darcy começou a falar comigo sobre minha impulsividade, não era justo uma coisa daquelas comigo. No entanto ele tinha razão. – Eu sei disso, eu vou tentar! – Meus olhos logo se encheram de água, estava pensativa sobre minha vontade de correr para salvar quem amava. Do outro lado estava a vontade de viver pelo meu filho, não podia me arriscar mais do que deveria pelo Hans. Olhei para Max e o abracei uma última vez. Eu o vi se afastar para ir para a frente e Sam se aproximou, íamos em um carro depois de todos. Nossa equipe era pequenina comparada as outras, quatro medibruxos para tantos, isso me doía o coração.

Entrei no carro que ele iria dirigir, limpei o rosto das lágrimas que insistiram em cair. – Você sabe mesmo dirigir? – Funguei, porque eu não me dava bem com carros. Ele confirmou e esperamos os primeiros carros saírem, íamos pelo caminho tradicional em uma velocidade moderada, os outros dois iam noutro carro. Eu apertava uma mão contra a outra, estava aflita e olhava pela janela como se estivesse em um território de guerra. Aquilo apenas me fez lembrar de como era no Cairo, algumas cidades mais pobres era um verdadeiro palco de horrores. Mas eu nunca tive que me meter em nenhum conflito civil deles, o sentimento era semelhante de insegurança ao andar pelas ruas, mesmo que o cenário seja mais bonito do que o Cairo. – Vamos escutar as explosões antes mesmo de chegarmos! – Comentei com ele enquanto observava o sinal fechar mais uma vez. Não podíamos mais ver o primeiro regimento, mas depois de alguns minutos no transito ouvimos a primeira explosão. – As redes elétricas!  – Exclamei vendo alguns postes explodiram em sequência, deveriam ser eles tentando cortar a comunicação e luz do lugar. Sam acelerou o carro e me segurei, meu coração estava pulsando tão forte que até o ar estava me faltando. Peguei a minha varinha e o transito fechou, estavam fechando as principais vias e foi quando Sam passou a barreira policial. Abri a janela e coloquei meu tronco para fora mirando na viatura que queria nos seguir. – Radium! – O feitiço sobrecarregaria o motor, em seguida o carro foi parando e pudemos continuar.

– Vai! – Voltei para dentro do carro respirando fundo. Meus olhos agora estavam no horizonte onde podia ver outro carro explodindo e os disparos dos tiros. Sam parou o carro onde alguns outros guardas estavam, desci e corri para mais perto deles. Aqueles guardas estavam afastando trouxas e policiais do lugar, esperei Sam e avançamos andando para perto de um canteiro. Agachava observávamos a luta, peguei uma bandeirinha branca e fixei no chão, era como eles podiam nos achar, a outra dupla foi para outro lado. Não conseguia entender bem o que acontecia ali, olhei para o céu e vi asas brancas enormes, os cavalos alados. Podíamos ouvir os gritos e Sam foi o primeiro a ir, ele traria os mais feridos para perto de nós, ele se levantou e eu ergui a varinha para o proteger caso precisasse. Ele tirou dos escombros um guarda jovem e o arrastou até mais perto de onde eu estava. – Relidor – A perna dele estava cortada em várias partes. – Estanque Sangria! – Sam cuidava da parte de cima e eu das pernas. Tudo que eu não queria era que ele a perdesse, parei o sangramento e vi a fratura externa. – Anestesci – Era bem mais forte para o que eu iria fazer, com as duas mãos eu apertei colocando o osso de volta no lugar. – Ilcorporis perna esquerda! – A mancha verde foi bem visível. – Inner Curats! – Precisava tratar dessa hemorragia, eu nem tinha tratado inicialmente, porque era uma situação complicada. Eu precisava estar calma quando o mundo pegava fogo ao nosso redor. – Quieto se quiser manter essa perna! – Avisei ele entre os dentes, mas Sam cuidava dos ombros dele também, era uma loucura e sujeira.

Rapidamente fixei os olhos e os juntei, mas sem tempo para nova verificação, limpei a ferida e fechei. Enfaixei o mesmo tentando o imobilizar. Ele estava melhor e sairia vivo dali. – Perdeu muito sangue, vai pro carro! – Ajudei Sam a levar ele para um dos carros da ponta, que os feridos iriam. – Fique quieto, não pode mais lutar! – Fechei a porta e limpei o rosto, voltamos para onde os carros estavam. Não deveria me separar de Sam, mas era uma área grande demais para cobrir, acabamos por andar juntos. – Cheguei. Parado! – Um outro guarda gemia no chão, havia levado muitas balas e a maioria estava na roupa, mas a dor era intensa. – Relidor! – Ajudava ele apenas para que ficasse em pé, mas esse não conseguia. Ali no chão tive que pensar em algo. Usei Mobilicorpus e o levei para mais longe da batalha. – Ilcorporis tronco! – Havia pelo menos duas manchas verdes consideráveis ali. Curei as hemorragias internas rapidamente e alguns cortes que ele tinha. Ele podia lutar e o ajudei a ficar em pé. – Proteja os que não podem! – Alertei ele para um dos flancos que parecia mais desorganizado. Enquanto ele ia para um lado eu via um grupo com um corpo para perto de mim, a cabeça estava um mar de sangue. Assim que eles o colocaram perto eu sabia que não teria mais jeito. – Pelos céus! – Me ajoelhei perto do corpo, eu o conhecia porque era um dos guardas da casa pequena. Olhei para os outros dois, não tinha mais jeito, uma bala na cabeça pelo que tinha visto. – Vão, saiam daqui!  – Falei para os outros dois, eu tinha que fazer algo, tirei o anel do dedo dele e guardei. As ordens eram para não deixar nenhum corpo para trás que pudesse ser usado, todos concordaram de que se morressem deveriam ter o corpo cremado. Por isso me afastei com um pesar no coração, apontei para o corpo dele. – Incendio! – Aquilo acabou comigo.

Olhei para o lado e haviam mais corpos caídos, eu respirava com dificuldade enquanto me movia para tentar os tirar dali. Alguns tiros passaram perto de mim e cai no chão, nem sabia de onde vinham. Mas quando notei Alexandra estava perto no seu cavalo-alado, ela havia descido dos céus para ajudar em terra. Olhei para a menina e fiquei em pé novamente, balancei a cabeça e corri para outro corpo. – Estanque sangria. – Parava o sangramento da cabeça. – Ilcorporis cabeça – Ela pegou um tiro de raspão. – Vai viver! – Falei, curei a hemorragia interna, limpei e fechei os ferimentos. Usei o feitiço para manter a consciência dela, aliviei a dor de alguns cortes e ajudei ela ficar em pé. Estava a tirando dali para os carros de fuga, ela era muito jovem para ser deixada ali. Quando chegamos perto outro guarda veio me ajudar. – Pegue ela, com cuidado. Isso! – Voltei para a área quando ouvi uma forte explosão na torre, eles estavam realmente destruindo tudo. Era o momento de retirar quem conseguíamos e corri para mais perto do conflito. – Consegue andar? – Era a primeira coisa que eu perguntava, depois tirava a dor e o sangramento, o tratamento de emergência era esse. Fazia isso e orientava eles a saírem dali de uma vez quando eu vi as criaturas correndo para onde Meg apareceu. Procurava por Max, mas era difícil. – Calma, continue! – Ajudava as pessoas.

No entanto eu acabei tropeçando quando um Arpéu correu muito perto de mim tremendo o chão, na verdade era porque sentia que algo estava muito errado. Sabe aquele instinto que diz que deve ter acontecido algo de muito muito ruim? Era o que eu sentia naquele momento. – MAX – Gritei, mas percebi que não deveria gritar nossos nomes verdadeiros. Corri para ajudar um dos guardas feridos. – Estaque Sangria. Relidor. – Estava nervosa que falava tudo ao contrário. Conjurei uma muleta para ele conseguir se locomover, mas não fui em retirada. Peguei uma poção de super cura e entreguei para um homem no chão, depois estaquei o sangramento e limpei um corte profundo que ele tinha nos ombros. Era uma bala alojada, ele ia ficar bem. Conjurei ataduras para ele pressionar o lugar. – Não dá tempo, tem apenas que sair daqui logo! – Ajudei ele a ficar em pé, peguei uma das pastilhas repositoras de sangue e entreguei para o mesmo. Ele teve ajuda e eu fiquei para trás, as criaturas traziam agora no dorso pessoas feridas que foram resgatadas. – Os carros, eles estão ali! – Entregava uma solução fortalecedora para eles, daria tempo deles fugirem dali. Meus sentidos foram completamente entorpecidos quando vi Meg vindo e reconheci os cabelos de duas cores, porque o jovem caído na Manticora era meu irmão mais novo que não estava controlando a habilidade dele muito bem. – Darcy, meu… – Quis correr na direção dele, mas ouvi Sam me chamando, ele estava coberto de sangue. O que eu poderia fazer? Era o meu irmãozinho, Meg falou que ele estava vivo e seguiu adiante, minhas pernas estavam tremendo por demais e não conseguia me mexer, era como se meu mundo estivesse girando e girando. Sam se aproximou de mim me sacudindo pelos ombros. Havia algo para fazermos antes de sair, queimar os corpos. – Oh não por favor! – Comecei a chorar, vi que Farlan estava ali queimando também. Eu não conseguira, os rostos conhecidos, era cruel e necessário fazer aquilo, o cheiro da carne putrefata era insuportável. Sentia ânsia tomando conta dos meus sentidos. – Incendio! – Era o que precisava ser feito.

No entanto, procurei por Sam que tentava ainda resgatar alguém. – Não temos onde levar mais ninguém Sam!  – Avisei a ele, era o que mais me doía, ainda estavam vivos...alguns deles estavam vivos e não poderíamos os levar. Era por isso que a equipe de Farlan ficou para trás, eles estavam acabando com o sofrimento antes de os queimarem. Segurei o braço de Sam com força para ele parar de tentar ajudar. – Pare com isso. Não faça...por favor! Deixe ele partir! – Mas o jovem era mais forte que eu e não consegui o fazer parar, eu estava tremendo. Olhei para trás e via que uma pequena barreira impedia os trouxas restantes de virem até nós, não iria aguentar e eu precisava sair dali com o menino. – Sam, não podemos ficar, temos que ir! – Puxei ele uma última vez, mas como ele não queria deixar o corpo ali porque ainda respirava, eu tive que fazer a coisa mais humana que poderia naquele momento. Peguei o bisturi de um dos meus bolsos e me ajoelhei onde o guarda respirava de maneira fraca. – Não temos como salvar a todos! Mas podemos salvar aqueles que foram levados! Me perdoe por isso! – Falei para ele, em seguida enfiei o bisturi na garganta do homem no chão terminando de o matar. Sam gritou e eu me afastei, havia sangue em mim e não era apenas dele, eu estava muito suja. Ouvi Farlan gritar para irem embora, corri para Sam com todas as minhas forças o puxando para irmos até as motos de fuga. Eu só queria ficar com Darcy, mas aquele menino lembrava um pouco Max mais jovem, não podia o deixar para trás. Meti o tapa na cara dele. – Recomponha-se! – Falei firme e ele parou de resistir, coloquei ele numa das motos e esperei por outra que passava lá perto. Subi e saímos dali.



Wendy Fairy Bittencourt Rathbone  
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Jared L. Siphron
Mercenário
Mercenário
Jared L. Siphron


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Durmstrang (Escandinávia)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pluma de Basilisco, Videira, 31cm, Flexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeQui 20 Ago 2020 - 19:40

sacramentum

unbreakable promises
with Faye Gebühr Wichbest
Aparentemente algum tempo livre havia sido o suficiente para Faye recuperar um pouco da luta, os lábios de Jared se curvaram num sorriso satisfeito com isso. Ela realmente fazia um péssimo trabalho se queria afastar o interesse de Jared, mas isso era bom para ele, então o homem não disse nada, se divertindo demais com a situação como era. Ela também finalmente mostrou um pouco daquele cérebro dela, se levantando e repetindo o que Jared tinha dito, questionando a sugestão de Jared. — Sim, essa é a ideia da troca. — Jared disse, divertido. Ela parecia mais atenta dessa vez, rapidamente pegando no fato que Jared provavelmente queria mais dela que isso, e fazendo exigências do lado dela mesmo. Os olhos de Jared brilharam perigosamente as exigências. — Você gosta de brincar com o perigo, huh? — Jared questionou. — Eu não gosto muito que tentem me controlar... — Sua voz deixava seu desprazer bem claro, porque Faye estava exigindo coisas, colocando ordens... E não era assim que as coisas funcionavam.

Jared mandava ali, não ela.

Mas a exigência havia colocado ele num canto desagradável. Ele não podia só dizer não, porque se ele dissesse não, todo o plano ia por água a baixo, e ele teria que matar ela eventualmente. Ele não pretendia matar ela no plano, mas ainda odiava ter que se submeter a uma regra que Faye havia criado para ele... Como se ela tivesse algum direito a isso naquele lugar. Ele cruzou o braços, com um grunhido irritado. — Bem, eu suponho que posso não te matar, ou causar algum dano permanente, já que você está tão preocupada com isso. — Essa segunda parte era mais por segurança dele mesmo - pessoas que conheciam Faye poderiam ficar desconfiadas e Jared decidisse fazer algo muito extremo com ela, afinal de contas. Mas Jared sabia como se manter abaixo do radar - ele tinha feito isso por anos em Durmstrang. — E sim... Você tem razão. Eu vou te chamar. — Ele deu um meio sorriso. — Não consegui brincar com você nem metade do que eu gostaria. Então mandarei cartas... E você tem que vir. Para manter as coisas seguras, você só precisa vir em dia de folga de qualquer trabalho que você tiver, e estará liberada de não vir e estiver incapacitada para isso. O que acha? — O tom de Jared se tornou sarcástico e mal humorado, ele claramente ainda estava irritado com limitações. — É gentil o suficiente pra você, princesa? Honestamente, era uma barganha muito maior do que Jared precisava fazer. Porém Jared tinha outras coisas pra fazer durante o ano, missões e afins. Era mais seguro assim, para os dois.




JARED SIPHRON
He lives down in a ribcage in the dry leaves of a heart.
N I E R U

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Alexandra S. Rathbone
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Alexandra S. Rathbone

Patrono : Gineta

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pena de Hipogrifo, Olmo, 25cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeSex 21 Ago 2020 - 23:32

To the right to the left. We will fight to the death.
Eu terminava de colocar a bota que usaria naquele dia, o colete e as luvas que eram feita de um material resistente a feitiços e a balas. Depois de semanas de treinamento com montaria, duelos e uma interminável aula de geografia estávamos prontos para o nosso ataque. Não sabia o que esperar, era como se o meu corpo estivesse inebriado por adrenalina e uma vontade forte de vingança. Era o meu motivador principal, sempre falavam que eu guardava muito rancor e desejo de vingança, isso não era de hoje. Por alguns anos pensava que havia resquícios da loucura de minha mãe em mim, algumas vezes me senti fora de mim e não havia nada que pudesse fazer a respeito. Ser telespectadora das minhas próprias ações, era uma sensação ruim que me deixava nauseada quando tudo acabava. Depois de uns anos eu li em um artigo trouxa, quando eu tinha que ficar atenta as notícias deles para me fazer passar como uma mundana. Transtorno de explosão imediata, era algo que Carly tinha e recebia tratamento para isso, eu também tinha e isso explicava muitas das minhas ações. Ficar brava e querer quebrar tudo por coisas bobas e poucas, no final o arrependimento vinha como uma bala bem no peito. Naquele momento tudo que eu queria era sentir isso, que fosse ativado com minha raiva e entrar no meu modo de morte súbita contra os militares. Terminei de me vestir e fui para o andar de baixo procurar os outros, era a primeira vez que via o castelo tão cheio fora de uma festa. Se tinha algo bom naquilo tudo eram as festas, não precisávamos mais confraternizar com políticos e bancários.

– Onde estão? – Questionei Dóris, uma das guardas que ficariam no castelo, ela apontou para a cozinha que servia um verdadeiro banquete. Eles comiam e outros apenas olhavam, meu estômago embrulhou apenas de olhar, não conseguiria comer nada. – Não comam tanto! – Alertei eles quando caminhei para perto da bancada, andando como se fosse a maior do lugar, quando eu era a menor. Alguns estavam agora trabalhando comigo, tinham confiança e mim e isso não era porque era filha de meu pai, levou tempo para eles me verem como uma do bando. Peguei uma maçã verde e mordi contra a minha vontade, olhei para eles que pareciam esperar alguma coisa de mim, meu pai era bom em discursos motivacionais. Aquelas coisas de dever, justiça, honra, lealdade, morte, mas eu não era ele, não sabia o que falar e como motivar eles. Afinal, estávamos pedido que morressem por nós. Como a vida deles poderia ser maior que a nossa? Continuei a mastigar a maçã rapidamente, meu coração começou a palpitar forte, parecia um ataque de pânico e eu falava para mim mesma ficar calma. Um toque no telefone me trouxe de volta a vida. Sim, eu usava celular ali porque ainda precisávamos nos conectar com os mundanos. Mr. Prince?! Parecia que o contato com ele ficou mais...constante? Ele se mostrou confiável até o momento, mas eu tinha minhas dúvidas sobre o que ele ganhava com isso, nunca confie em quem diz que não quer nada. Todos os mundanos querem alguma coisa! A mensagem era para saber se estava tudo bem, ele sabia do ataque porque deslocou metade das forças para outra área, assim teríamos mais chances de sucesso. Respondi que estávamos ok para o ataque. Ele continuou a mandar mensagem de boa sorte e falou que poderia avisar ele, caso precisasse de algo. – Ok! – Pensei em voz alta desligando o aparelho, levaria comigo para depois da operação, talvez a ajuda dele fosse necessária.

Olhei para os homens que continuavam a comer, as conversas haviam diminuído, olhei no relógio e faltava apenas uma hora para irmos. – Bom, eu não sou boa com as palavras, como bem me conhecem! Só queria agradecer previamente por estarem nessa empreitada, não é algo fácil e muito menos seguro. Acredito que depois de tantos anos entendi o que meu pai queria me ensinar, família. Todos aqui fazem parte da mesma família, irmãos e companheiros por lealdade. Agradeço por isso! – Fiz um pequeno movimento com a cabeça, era como um reverencia, em seguida deixei a cozinha porque eu precisava manter minha pose de durona. Fui para o lado de fora onde os animais já estavam junto com vários carros e motos. – Puro estilo…– Falei de maneira irônica ao notar que todos eram pretos. Fui até o meu cavalo-alado, Teddy era uma égua muito forte e veloz para sua espécie. – Hey garota, pronta para hoje? – [...] No determinado tempo todos estavam ali, mas odiava cada minuto daquelas cenas de despedidas. Meu olhar focou em Darcy, ele era meu antigo babá e para meu pai era como um filho que nunca teve, naturalmente eu sentia certa rivalidade com ele. Montei em Teddy e esperei o comando, meu estômago reclamava, eram as borboletas começando a voar ali, isso porque notei que aquilo cheirava a morte. Talvez eu estivesse começando a sentir medo, era palpável a tensão que me rodeava, a responsabilidade de guiar uma equipe, o medo de perder todos. Até minha respiração ficou pesada, enquanto meus olhos se atentavam as pessoas a minha volta. Meu pai estava ali, ver ele me deixava mais calma, os acontecimentos nos reaproximou, passava bastante tempo com ele. Na verdade, conseguia o ouvir e compreender melhor, as razões que antes não entendiam sobre dever e poder. Papai deixou a palavra para mim, olhei para nosso regimento e passei as posições de cada um novamente, explicando o que usaríamos contra os aviões. Em seguida o portão abriu, era nossa deixa...puxei as rédeas e alçamos voo.

No céu o meu ar ficou pesado novamente, podia ser a altura ou a ansiedade que provocava aquela reação. Ia mais a frente com os olhos atentos ao que estava ao meu redor. O feitiço servia para nos proteger dos olhos humanos, coloquei assim que saímos, com a varinha presa na cintura ainda. Podia ver o primeiro regimento a nossa frente, Farlan e Max com suas criaturas e carros de guerra. Usava minha habilidade para ver e ouvir melhor, apesar de ter que colocar mais concentração para as mudanças. – Eles vão interceptar em poucos minutos, fiquem preparados.  – Falei indo para o leste enquanto outros iam para outra posição. Era meu pai quem diria a hora de dividir, tivemos que esperar até a primeira explosão para fazer isso. Peguei minha varinha, comecei a fazer barreiras no ar, na direção que prováveis caças viriam, em seguia segurei as granadas nas mãos, pronta para o primeiro ataque. Meus olhos iam para o chão, porque as explosões me chamavam atenção, estava uma bagunça, os regimentos trabalhando como formigas para mim. Foi quando eu ouvi o primeiro caça vindo. – Ouço eles!  – Gritei apontando para onde o som aumentava, usei Locomotor na granada e esperei. Quando os jatos entraram no nosso campo de visão começou o duelo, com o locomotor eu podia controlar a direção, o problema era a rapidez deles. Lancei sobre um pegando apenas na sua asa, o suficiente para o fazer despencar. – Bombarda Maxima! – Sem sobreviventes, era o que eu tinha pensado e por isso o exploder quando tentou fugir com paraquedas.

Dei a volta com Teddy que estava muito agitada. – Calma garota, o show mal começou! – Dei um tapa no dorso dela. Instinto animal era maravilhoso, Teddy manobrava muito bem, mergulhamos quando um outro avião se aproximava. – Wavius – Usei para jogar as balas de volta no jato mesmo, ouvi a explosão e tive que manobrar rápido para não cair sobre nós. Depois de alguns minutos concentrada nos céus eu resolvi olhar para baixo. Algumas criaturas mortas e muito sangue nas ruas, aquilo me fez quase perder a concentração, o cenário era o pior. As chamas, fumaça, cheiro de carne queimando, gritos, explosões. Vi que Wendy estava em perigo, ela era a única mãe com um filho realmente pequeno. Não sei o que pensei, mas eu não queria que o pequeno crescesse sem a mãe como eu tinha crescido sem uma figura feminina para me ensinar. Por isso movi para baixo em direção a Wendy, os céus estavam seguros porque eles perceberam que não podiam passar por nós. – Estupefaça! – Acertei um trouxa que atirava contra ela. O sangue no seu corpo apenas me deixou arrepiada, ela tratava dos feridos. Teddy chamava muito atenção em solo. – Deprimo! – Mirei no joelho de um que gritou de dor, muitos deles não estavam com todo o uniforme para repelir magia, mostrando que não estavam preparados para o que caiu sobre eles. – Wavius – usava a onda contra eles. – Flipendo Tria – Fazia alguns feitiços mais elaborados que aprendi com a invasão de Hogwarts. No entanto, tive que descer de Teddy. – Vai para o céu novamente. Vai logo! – Empurrei o cavalo-alado, isso para proteger ele das balas, sozinha eu era pequena o suficiente. Correndo para a linha de frente. – Relidor! – Parei perto de Dorothea, irmã gêmea de Dóris, que agonizava no chão, havia recebido muitos tiros, embora sem perfuração pela roupa ela deveria ter quebrado algo por dentro, a dor e o impacto ainda eram fortes. – Droga! – Eu não era curandeira, sabia primeiro-socorros básico, apesar de já ter feito uma cirurgia durante a guerra em Hogwarts. Não dava para tratar ela ali, abri a jaqueta dela. – Ilcoroporis tronco – Era um festival de manchas verdes.

Elas eram da família Tahir, oriundos da África e que a gerações trabalhavam conosco, era neta de Rosa, a cozinheira chefe da família. Não era tão mais velha que eu e a vi sendo treinada por anos, ela tinha lágrimas nos olhos e olhei ao meu redor, não via nenhum bruxo para ajudar. Lembrava que não deveríamos perder tempo com quem não iria sobreviver ao transporte, todos concordamos com termos radicais, inclusive ela. “Por favor”, ela sussurrou entre soluços e cuspes com sangue. Por uma fração de segundos eu quis correr, ela me pedia para a matar, acabar com a dor era a coisa mais misericordiosa que poderia fazer. As explosões continuavam e eu ainda estava parada ali, por que? Uma explosão muito perto de nós me fez abaixar, havia um purgente ali lançando feitiços contra nós. Ele me viu e mirou em mim. – Impedimenta! – me defendi, mas eu estava atordoada demais para duelar, a minha sorte foi que um dos meus desceu para me ajudar. Ele chegou com o cavalo lançando flechas por detrás dele. – Fodio! – Aproveitei a distração dele. Quando ele caiu no chão Uriah parou perto de mim, ele falava que deveria sair dali, estava exposta. – Leve ela com você! – Falei rapidamente, mas ele a olhou e sabia que não poderia fazer nada. – Droga Uriah, faça o que falo! – Ele desceu do cavalo rapidamente e parou ao meu lado. “Alexandra você precisa ir, eu cuido disso. Só vá!” Ele me colocou em pé. Eu sabia o que ele faria, como eu poderia ser tão fraca? Parei ele quando uma seringa com algumas ml de poção da paz, era dado para tirar a dor de quem estava para morrer, uma morte limpa. Tirei das mãos dele. – Saí daqui! – Me agachei segurando a mão de Dorothea, coloquei a agulha no seu pescoço e ela lentamente fechou os olhos.

Uriah não tinha ido, ele fazia a proteção de onde estávamos, tirei o anel dela e sua varinha colocando em um bolso. Toquei no ombro dele para dizer que estávamos indo, foi Uriah quem colocou fogo no corpo dela enquanto eu ia para o outro lado com ódio no meu coração. – Wavius – Comecei a mandar tudo de volta na direção do prédio, explodir os carros e armas deles. Comecei a mirar na cabeça e pescoço deles com feitiços como Fodio, Desidratio, Diffindossum, eu queria eles mortos o mais rápido possível. Fiquei ali e nada parecia me atingir, era o meu modo morte subida, a morte de Dorothea apenas aumentou a raiva com toda aquela situação. Quantos mais morreriam? A torre mais alta explodiu em chamas e um rugido veio dali, a Manticora de Mag parecia ferida, com raiva, era como eu. Farlan me viu e gritou para eu recuar, nem era para eu estar ali...deveria ter ouvido. Porque o cenário dos corpos queimando, do cheiro, do sangue, de ter que matar eles porque não os salvaria estava me deixando mal. Estava chorando sim e não esconderia, aquele era um horror que não queria mais passar, é por isso que diziam que apenas os tolos querem guerra. Entendia o motivo de meu pai ser tão diplomático, ele já tinha perdido muito. As criaturas começaram a correr para pegar os feridos, Teddy desceu até mim. – Eu não garota, faça como combinamos! Tire eles daqui! – Por lealdade ela voltou para mim primeiro, mas os animais iriam carregar os sobreviventes e bruxos resgatados. Uriah apareceu com um Arpéu ali, ele queria me tirar de lá. – Você sabe bem que eles não são para nós! – Não iria, eu queria ficar até o final, mas ele foi bem firme comigo. “Você tem que ir, é a nossa condessa”. Não, eu não era, não era herdeira ainda. No entanto, ao ver que Darcy estava caído no colo da Manticora eu corri para perto dele. Ou correria, pois Uriah me puxou pela cintura. – Me largue, ficou maluco? – Bati nele como pude. “Eu também tenho ordens! O que adiantaria morrer aqui?”. Ele tinha razão, eu iria viver mais um dia para me vingar. Subi no Arpéu com ele, olhei para Farlan acenando que iria embora. Passamos por metros de horrores, os corpos todos foram queimados, o cheiro era nauseante e algo que jamais esqueceria. Fechei os olhos e encostei a cabeça na costa dele, apertando firme seu corpo, não queria mais ver nada. Saímos dali.


BEKKS;
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Faye Gebühr Wichbest
Professor de Hogwarts
Professor de Hogwarts
Faye Gebühr Wichbest

Patrono : Coywolf
Bicho-papão : Enlouquecer

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pelo de Rabo de Testrálio, Carvalho, 26cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeSab 22 Ago 2020 - 2:21

The Magic Bond
Por mais que Faye estivesse sentindo uma pontada de medo, ela não deixou de encarar Jared quando ele perguntou se ela gostava de brincar com o perigo. Ele também advertiu que não gostava de ser controlado. Quase que seu pé deu um passo para trás por puro receio, mas naquele momento ela tinha que se manter firme para a negociação. - Eu não gosto de brincar com o perigo, mas digamos que eu e ele temos uma certa familiaridade de encontros. - Faye respondeu em tom mais brando, não era um tipo de frase para desafio, era apenas uma resposta completamente sincera. Aquele não era o primeiro sequestro dela, Faye teve a proeza de ser mordida por um lobisomem em sua vida também. Convenhamos, o perigo vinha até ela de formas que nem mesmo ela esperava. - Estou acostumada. - Embora não quisesse estar acostumada com isso, mas essa era a realidade. Mesmo com Jared não gostando de ser controlado e de Faye sabendo que ele realmente não gostaria de exigências por parte dela, ela também sabia que era algo que até mesmo ele, em seu jeito de ser, entenderia. Ele cedeu, dizendo que consideraria não matar ela, além de também barganhar um pouco. Ofereceu a Faye a garantia de também não deixar ela com danos permanentes, o que na opinião dela já era uma boa vitória. Ela deu um sorriso de canto, não queria parecer muito feliz, apenas contente controlada. Negócios, não se pode ficar demonstrando tanto o que você sente com negócios. - Eu fico contente que você tenha pensado na minha integridade. - Ela comentou num bom tom de negociante, quase como se estivesse dizendo "é, você realmente está ganhando a barganha me oferecendo isso". Ao ver de Faye, garantir não só a sua vida, mas também a possibilidade de não ficar com sequelas era uma belíssima vitória. Não era bem o tipo de vida que ela sonhou para o seu futuro, mas levando em consideração que era ou isso ou a morte, talvez ela poderia se acostumar. Como ela mesmo disse, estava acostumada com os perigos, eles sempre circundaram a sua vida.

Logo em seguida eles estavam na pauta sobre Jared querer Faye de volta. Como ela tinha pensado, ele iria mesmo a chamar mais vezes, dizendo que ainda não tinha brincado com ela nem metade do que gostaria de brincar. Fica calma, não pensa. Ela pensou. Não era hora de se desesperar ou ficar com mais medo, ela tinha que negociar, sua vida dependia disso. Ela tinha que continuar sendo forte, pelo menos durante aquele momento. Jared disse que mandaria cartas, ela teria que vir. Ainda sendo bastante generoso, na opinião dela, Jared deixou claro que ela só precisaria vir quando estivesse de folga, assim não atrapalharia o seu trabalho, também não tinha a necessidade de vir caso estivesse incapacitada de alguma forma. Faye estreitou os olhos ao ser chamada de princesa, considerando que não se achava em nada com uma princesa. - Reconheço, você foi generoso. - Faye falou, mas como sempre ao falar com Jared, ao mesmo tempo que sentia medo, também sentia raiva. - Deve ter sido um esforço enorme para você considerar um pouco das minhas vontades, não? - Aí estava ela brincando com o perigo, mas fazer o que, licantropos tem uma bela de uma língua solta. - Mas considerando tudo o que você vai poder fazer comigo daqui para frente, é bem justo o nosso acordo. - Faye falou desviando os olhos, não querendo deixar suas imaginações ruins invadirem seu cérebro naquele momento. Ela tinha acabado de provocar Jared, mas reconhecia que isso era mesmo brincar com o que não deveria, então o ideal era falar algo que iria deixar ele satisfeito depois. Faye apostava que ele ficaria satisfeito com qualquer posição um pouco mais submissa da parte dela. - Só falta uma coisa. - Ela disse, assumindo uma postura mais séria. Essa era a parte mais importante. - Garantia. Você não pode trair o acordo, tão pouco eu. Qual vai ser a nossa garantia? - Faye perguntou. Sem condições dela apenas acreditar na palavra dela, era como assinar uma sentença de morte, não ganharia nada com isso mesmo não tendo grandes opções. Aquela era uma via de mão dupla, Faye também poderia nunca ir até Jared quando ele chamasse, afinal, quem quer voltar para os braços de um maníaco, não é mesmo? Os dois estavam na mesma posição ali, os dois estavam precisando de garantia.


I can feel it in your voice, ever so sweet, no! Do I really have a choice? No, no, no!
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Faye Zayas
Gebühr Wichbest
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Jared L. Siphron
Mercenário
Mercenário
Jared L. Siphron


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Durmstrang (Escandinávia)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pluma de Basilisco, Videira, 31cm, Flexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitimeSeg 24 Ago 2020 - 20:13

sacramentum

unbreakable promises
with Faye Gebühr Wichbest
Os olhos de Jared observaram Faye por alguns segundos, depois que ela terminou de falar - honestamente, ver ela sendo ativa e desafiando era bom. Jared gostava, mas ao mesmo tempo... Ele deu um sorriso apertado, e se aproximou de Faye. O quarto não era muito grande - dois ou três passos e Jared estaria na frente de Faye. E Faye mesmo tinha apenas um ou dois passos atrás dela para se afastar, até chegar a parede. — Pedindo garantias, huh? Eu poderia fazer sua vida uma garantia. — Jared sussurrou para a mulher, se inclinando para ficar mais baixo. Ele era, afinal, muito mais alto que Faye. — Eu posso ouvir sua raiva, Faye... Você deveria aprender a mentir um pouco mais. — Com um movimento rápido, Jared pegou o cabelo de Faye atrás dela, puxando para baixo de forma que ela tivesse que levantar a cabeça e se inclinar para trás. — A menos que queira que eu mude de ideia. — Jared colocou a varinha, tocando no pescoço de Faye. — Eu não preciso dar garantia para um corpo, não é mesmo?

Jared deu uma risada então, e soltou-a, dando um passo para trás, com um sorriso que poderia ser considerado amigável - se não fosse a situação que eles se encontravam. — Mas, é claro, eu pensei sobre isso já. — Jared disse, alegremente. — Diga-me, você já ouviu falar de Voto Perpétuo? — Toda a ameaça de trinta segundos atrás tinha desaparecido completamente. Jared estava se divertindo.



JARED SIPHRON
He lives down in a ribcage in the dry leaves of a heart.
N I E R U

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 7 I_icon_minitime

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