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 Terras Altas da Escócia

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Diretor Alvoros Grunnion
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MensagemAssunto: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013, 19:48

Relembrando a primeira mensagem :

Terras Altas da Escócia

Escócia


Terras Altas da Escócia - Página 6 Olivier

As Terras Altas são uma zona montanhosa do norte da Escócia, onde o catolicismo permaneceu influente ao longo da História da Escócia. As Terras Baixas, por outro lado, são um bastião do protestantismo . Politicamente, as Terras Altas caracterizavam-se até ao século XVIII por um sistema feudal de famílias poderosas, os famosos clãs escoceses.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos



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Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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AutorMensagem
Faye Gebühr Wichbest
Professor de Durmstrang
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeSab 20 Abr 2019, 19:32

Armed Peace
Era engraçado como as vezes Faye se transformava com a mente bastante transtornada, mas outras vezes ela apenas aceitava o que lhe acontecia todas as noites de lua cheia e simplesmente... Ficava tranquila. Aquele era um dos dias, enquanto sol ia se ponto e os últimos raios luminosos iam dando suas últimas caras, Faye estava deitada na grama apenas observando o céu que ia ficando gradativamente mais escuro. Ela pensava sobre tudo... Havia um tempo em que ela acreditava que era capaz de lidar com a licantropia, de conviver com ela e aceitá-la, e assim ela chegaria aquele nível onde o licantropo é um pouco híbrido, mas não de forma absurda. Meras ilusões. Depois do que aquela maldição tinha lhe causado, muito mais do que apenas transformar-se todas as noites de lua cheia num lobo sanguinário, ela realmente tinha cortado todas as relações que pensava ter com o seu lobo anterior. Era triste sim, mas ela simplesmente não conseguia perdoa-lo, talvez não conseguisse nem perdoar a si mesma, por mais que não tenha consciência quando está em sua forma de lobo. Faye não sabia o que faria agora, estava melancólica e meio que sem rumo, a única coisa que a sustentava era a sua especialização em herbologia, pelo menos agora estava tratando da matéria da qual realmente gostava, pelo menos era isso que esperava, por mais que tivesse que fazer poções de novo. Era realmente uma sacanagem o que as burocracias podem fazer as vezes, não era culpa dela, mas ela estava pagando o pato sozinha por isso. Apenas tentava seguir em frente com todos os seus problemas, não reclamava mais de nada, não queria mais reclamar, só queria ficar daquele jeito, deitada esperando o fatídico momento em que iria se transformar. Ele estava chegando sim, porque os raios solares eram menos, o céu estava mais escuro, em breve ela iria visualizar a lua cheia e seria a sua última visão antes dos borrões que via antes de desmaiar, a dor balançava seus sentidos.

E por falar em dor, ela havia chegado, quer dizer, a primeira coisa que chegava era o seu corpo esquentando, e com isso as dores vinham quando seus ossos e músculos começavam a se remodelar. Faye começou a se contorcer no chão, visto que já estava deitada no mesmo, as dores logo começaram a ofuscar seus sentidos e pensamentos, sua visão estava começando a ficar com uma penumbra em volta, cheio de pontinhos pretos, nos seus ouvidos vinha aquele zumbido que não lhe permitia ouvir mais nada, seu olfato ela nem sabia, a dor fazia ela se esquecer do mesmo. Logo seu corpo já estava mais no porte de um quadrúpede, embora as mudanças continuassem porque ainda havia o que mudar, principalmente no rosto, onde o mesmo se alongava, forçando o focinho, na sua boca os dentes cresciam e se tornavam mais pontudos, os transformando em dentes de um carnívoro. As últimas coisas aconteciam então, os pelos iam crescendo por todo o corpo, negros como a noite, os bigodes em seu rosto também, assim como os seus olhos ficavam coloridos num amarelo vivo. Sua transformação estava pronta, as dores já tinham sumido, mas elas tinham levado também a consciência de Faye embora, deixando somente o lobo no meio da floresta. Como sempre, ele fazia o mesmo movimento, como se fosse um cumprimento a lua que tinha lhe trazido a vida, seu pescoço erguia-se para cima enquanto suas cordas vocais iam produzindo o som de uivo, uivo este que cortava o silêncio da floresta, um uivo que para muitos podia ser um alerta de que o perigo estava se aproximando.

Começou a sentir os cheios e ouvir a floresta com os seus sentidos apurados, os barulhos eram dos mais variados, desde as folhas se mexendo por causa do vento até os pequenos roedores que caminhavam de noite, todos com passadas rápidas com medo dos predadores noturnos, dos quais eram muitos. Os cheiros também eram variados e provinham dos animais da floresta, aos quais se tratavam de inúmeras espécies das quais ocupariam linhas demais se fossem todas citadas. No entanto, nada daquilo que realmente importava para o lobisomem, que era o cheio do sangue humano, da carne humana, só de pensar nela a sua fome (que já era muita mesmo) aumentava. Entender o porque daquilo era simplesmente inviável, era algo mais forte, primitivo, algo que nunca deixaria de estar impregnado em todo o corpo daquela criatura, a vontade insana de devorar uma pessoa. Começou a correr pela floresta, as vezes tinha sorte de conseguir encontrar algum humano acampando, poderia sentir o cheiro de um a uma distância formidável, era por conta disso que mesmo correndo o lobisomem estava atento aos odores do ambiente. Foi quando parou em um dado momento quando captou o cheiro característico de um humano, ou melhor, mais de um, no entanto, já não estavam mais ali. Como caçador árduo que era, parou a sua corrida e prostrou o nariz mais próximo ao solo, tentando seguir aquele odor característico. O lobisomem, com muito vigor durante a única noite que ele aparecia, ficou o resto da noite inteira tentando achar os humanos provenientes daquele cheiro, no entanto, eles já tinham saído da floresta a muito tempo, deixando apenas os seus rastros. Os raios solares começaram a surgir novamente porque o sol nascia, momento em que a transformação começou a se reverter e Faye voltou a ser humana, desmaiando por algumas horas até finalmente acordar e tratar de sair da floresta. Retirou-se dali.


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeSab 25 Maio 2019, 16:04

The Moment To Think
A quanto tempo estava andando? Ou melhor, correndo? A quanto tempo será que estava desesperadamente procurando aquele cheio tão bom de carne humana? O cheiro que provinha do suor de sua presa, embora tal cheiro fosse muito mais atrativo quando o humano estava machucado, porque dai o cheiro do sangue também era captado. A quanto tempo também estava procurando o som das passadas características de um ser humano? Ah sim, cada animal tem um som diferente para as suas passadas, um ritmo diferente, um abafamento diferente, afinal, alguns animais tem quatro patas, outros tem duas, algumas animais são muito mais maiores do que outros. Alguns são caçadores, outros são presas. É, quando se vive na floresta você acaba por pegar este extinto, e por mais que o lobisomem não seja exatamente uma criatura que viva sempre na floresta, afinal, só está vivo nas noites de lua cheia, sempre que se transformava, o lobo de Faye se encontrava naquela mesma floresta, de forma que, modestiamente, até conhecia aquele ambiente. As vezes encontrava algumas pessoas acampando naquela região, eram dias de prato cheio, embora nem sempre (ou quase nunca) conseguisse realmente capturar as pessoas, elas sempre viam preparadas já esperando ataques de animais. No entanto, naquele dia (ou melhor, noite), seus sentidos não captaram nenhum humano, apenas os mais variados sons e cheiros dos animais noturnos da floresta. As corujas que gostavam de aparecer para caçar, alguns felinos também, pequenos roedores, dentre outra variedade de fauna. O lobisomem, naquele espaço amplo da floresta, não descansaria até procurar em todos os lugares sobre a sua presa, e somente depois disso se entregaria ao desespero de começar a se morder, era por isso que Faye sempre se transformava ali naquele lugar amplo, o lobisomem iria se manter bem ocupado até o amanhecer. Amanhecer este que, por sinal, já estava começando a acontecer, mostrando os primeiros raios de luz que faziam o céu ir, aos poucos, de negro para azul claro novamente. Se lobisomens sentem medo, eu também não sei, mas imagino que o lobo de Faye, ao ver o amanhecer, sempre tenta fugir dele para continuar a sua caçada nas terras escuras. Claro que a velocidade da rotação da terra é sempre maior do que a sua mera corrida, e quando menos se vê, a luz do sol atinge a pele do animal, que começa a reverter o seu processo de transformação.

Diga-se de passagem, não é legal acordar com a dor de uma transformação. Sim, é como acordar quando se está voltando a ter o controle de seu corpo, só que Faye volta ainda no processo de transformação, enquanto o lobo está sendo posto para dormir por mais um mês a força. Imaginava ela que ele também sentia todas as suas dores, embora no fim, eles fossem a mesma pessoa apenas em condições diferentes. Era sempre uma dor muito grande, mesmo depois de anos e anos de licantropia, ainda era uma dor terrível, a febre que acometia todos os seus membros por causa da transformação fazia tudo doer. Os ossos e músculos que voltavam ao normal também geravam as suas dores, assim como o crânio se remodelando... Oh, essa sem dúvida era a parte mais dolorida. Faye por vezes já se pegou pensando se era assim também com os animagos, por mais que soubesse que não era. Seus pelos negros se retraiam deixando exposta novamente a sua pele de mulher, seus cabelos voltavam a crescer, seus olhos deixavam de ser aquele amarelo vivo do lobo para voltarem a ser seus ternos verdes claros. Faye sempre enxergava de forma turva a copa das árvores e a luz do sol, mas toda vez depois de uma transformação ela desmaiava. Não teve uma só vez que isso aconteceu. Acordava então, horas depois, despida de suas roupas, mas com a varinha presa ao pescoço com uma coleira especial que ela tinha feito, assim podia conjurar tecidos para cobrir o seu corpo e assim começar a peregrinação para sair da floresta. Faye não sabia aparatar, por conta disso, usava feitiços de localização para sair da floresta. Nessas caminhadas, ela sempre tinha bastante tempo para pensar.

Pensava dessa vez em como a sua memória estava uma verdadeira bagunça, como haviam certas lacunas, ela sabia a causa disso, mas nem por isso deixava de ser menos confuso ou estranho. A maioria das pessoas que imaginam perder a memória pensam que vão viver numa eterna agonia de não saberem como foram as suas vidas, mas Faye não sentia isso, ela se sentia tranquila mesmo com várias partes da sua memória faltando, como se a parte que tivesse restado fosse totalmente suficiente para saber quem era, seu carater, e tudo mais. As vezes ela se pegava pensando se o que lhe fez perder a memória também a fazia ficar de boas com isso, como se fosse uma espécie de castigo não sentir essa agonia, viver com isso e ficar bem, causando o mal para outra pessoa. Isso por si só acabava a deixando mal também, quem sabe a deixasse ainda mais sem paz do que se ela tivesse agonia de ter perdido a memória. Em meio a esses pensamentos, acabou encontrando a saída da floresta, encontrando uma pequena cidade do interior, já era um ótimo começo. Retirou-se das terras altas.


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeSeg 03 Jun 2019, 02:17



“Em rodopio as almas volteavam, ao capricho do vento que as trazia.”

O sorriso de claro divertimento ainda estampava o rosto da procurada quando, ao contrário de suas outras aparições, esta simplesmente veio a se materializar naquele lugar em frente a Caim e aquelas cinco vítimas especiais. Seu olhar dançando entre eles a medida que apenas começava a fazer sua escolha, pois sabia que estavam próximos do lugar onde a primeira etapa deveria acontecer. E apenas de saber aquilo a adrenalina em suas veias aumentava, fazendo seu coração bombear o sangue mais rápido, lhe dilatando as pupilas e acelerando sua respiração. Com um sorriso único em seus lábios, a mulher então capturou aquele que julgou ser o mais velho, por achar que este serviria melhor para iniciarem aquele que seria um de seus melhores truques. Mesmo que, é claro, este não fosse ser aparente de imediato, ele ainda teria o seu efeito no momento certo. Segurando o garoto pela camisa, estando esse devidamente amarrado já que antes que acordassem Caim veio a amarrar todos, para evitar assim qualquer gracinha – embora Nyx adorasse quando suas vítimas tentassem fugir –, a mulher apenas sorriu e analisou-o por um momento, pouco se importando com qualquer coisa que pudesse sair de sua boca. - Diga-me rapaz… Você já pecou em vida? - Sua voz era rouca e debochada, não dando sentido algum para aquele tipo de pergunta, a qual realmente não era para ter. Nyx, por sua vez, apenas mirou a varinha em direção ao rapaz e, com um rápido aceno e um “Wingardium Leviosa” sendo entoado, esta passou a levitá-lo para que não lhe desse trabalho no caminho. Em outros momentos ela se divertiria com aquilo, deixando-o correr para caçá-lo, mas naquele momento ela tinha uma agenda realmente apertada.

A procurada levou o garoto (Jake Ziegler) consigo por mais alguns metros, parando no que parecia ser um local próximo a uma estrada de asfalto, mas com quase nenhum movimento de carro era impossível dizer com precisão. Sem cuidado algum a mulher veio a jogá-lo no chão, com um sorriso satisfeito ao ouvir o baque provocado pela queda, antes de então aproximar-se do garoto e puxá-lo pelos cabelos. Com um de seus pés pressionando as cordas que uniam as pernas do mesmo, Nyx não demorou a retirar de dentro de suas vestes uma adaga reluzente e aparência incomum, a qual veio a repousar no ombro de sua vítima enquanto olhava para os lados. - Sabe, esse é um lugar muito especial… Morrer aqui, muito provavelmente, deveria ser uma grande honra. - Sua voz soava de maneira ansiosa e cheia de expectativas, como se estivesse prestes a presenciar uma das melhores coisas do mundo. - Algumas coisas existem para serem inevitáveis, garoto. Eu apenas sou uma delas. - Sentenciou a procurada e, antes de deixá-lo ter a chance de falar mais alguma coisa, principalmente pela forma como este agora se sacudia, Nyx segurou-o de maneira mais brusca e afundou a adaga em sua garganta realizando um corte profundo. E enquanto a vida se esvaia de dentro do garoto, a procurada sorria extasiada e o segurava de maneira que seu sangue banhasse o chão onde estavam. Tudo aquilo tinha um significado, mesmo que este fosse de conhecimento exclusivo de Nyx, o significado existia e para a mulher era simplesmente perfeito. A sensação de prazer e o rejubilo de alegria que a procurada sentia, definitivamente eram enormes, algo que apenas conferia aquele momento um significado maior ainda. Quando sua vítima finalmente deixou de se mover completamente, ela apenas jogou seu corpo no chão, usando de um feitiço para cortar sua mão fora e de um belo “Airpin” para desaparecer de vez com o corpo. Aquela parte estava feita, mas para a diversão extrema da procurada mais quatro ainda estavam por vir, de forma que esta apenas retornou para onde os outros estavam e atirou a mão do garoto morto em direção a Caim. - Guarde, vai ser útil até o fim do dia. Agora, vamos para o nosso próximo ponto de encontro, sim? - Disse a mulher com um sorriso maldoso, antes de então segurar duas das outras vítimas e aparatar dali.

OBS.: Postagens ocorrendo por volta das 13h no dia 31 de Outubro, sendo interações já combinadas (fechadas) para trama com Caim Ford Beaumont e Jake Artie Ziegler, de forma que qualquer interação não combinada será ignorada. Postagens retratando as proximidades de Campbeltown na Escócia.


Legenda de Duelos:
 
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeSab 08 Jun 2019, 21:13

Game Over, Part 2
Porque Jake? Ele sequer sabia porque a procurada Nyx estava o segurando pela camisa naquele momento, olhando para ele como se estivesse o analisando. Eram muitos os sentimentos que o percorriam naquele momento, ele tinha pavor de Nyx, estava achando o tempo todo que iria morrer, afinal, estava subjugado por uma mulher considerada a mais perigosa pelas autoridades bruxas. Também havia uma parte de si que dizia que se fosse morrer, então não iria sem lutar, embora continuasse em desespero, tentando não transparecer isso com os seus olhos. Queria ser forte, mas não era, porque seus olhos arregalados e expressões ruins diziam que o medo estava claramente ali. Enquanto ela o observava, Jake pensava em mil coisas para dizer, como pedir para não morrer, pedir para não sofrer, ou simplesmente começar a xingar Nyx de todos os nomes ruins que conhecesse, no entanto, ele nada dizia, só não conseguia escolher o que dizer, no entanto, quando ela fez a pergunta, isso foi uma direção para a uma resposta. - Não tanto quanto você. - Se ele fosse mais corajoso, teria cuspido na cara dela, realmente pensou em fazer isso, mas depois pensou que isso era um passaporte ainda mais elevado para sofrer ou morrer, então, era melhor se preservar, sua mente esperançosa dizia que ele ainda tinha chance de se livrar daquilo tudo, ainda estava vivo. Sim, amarrado, com a procurada número um do ministério, mas ainda estava vivo. Jake achou que estava morto logo em seguida, quando viu a procurada apontar a varinha para ele, mas a magia que veio não era uma maldição de morte, era apenas um feitiço de levitação para carregá-lo. Seus pensamentos estavam a mil pensando para onde ela o levaria, o que iria fazer com ele. Nossa, ele só queria a sua liberdade, sair correndo e nunca mais sair de dentro de casa, não correr riscos, queria viver.

Jake observou a paisagem enquanto era levitado para sabe-se lá onde, estavam num lugar desértico em pessoas que, quando viu que estavam se aproximando de uma estrada, teve esperança de algum carro passar e quem sabe até atropelar Nyx, o livrando do que quer que fosse acontecer. Doce mente imaginativa, a estrada era tão deserta quanto todo o lugar, nem sequer barulho de carro vindo ao longe era possível de ser ouvida. Foi a primeira vez que ele se pegou pensando em onde estava, porque o que via, estrada e vegetação nativa, nada dizia de em qual região do globo estaria. Será que ainda estava perto de Hogwarts? Ou será que estava do outro lado do planeta na América? Realmente não tinha como saber, e isso não era uma boa sensação. Seus pensamentos foram cortados quando a gravidade voltou a agir sob seu corpo e ele caiu todo desconjuntado no chão por conta das cordas que o amarravam. Ficou ali sentindo o seu corpo dolorido por um tempo, alheio as ações da procurada até que ela puxasse os seus cabelos. Jake não podia evitar soltar alguns grunhidos de dor, ela parecia estar se divertindo com ele, ele não queria isso, mas simplesmente doía e ele simplesmente reagia a isso, não tinha como simplesmente evitar. Quando vira a adaga, seu coração começou a disparar e ele agora sentiu que realmente iria morrer. Bruxos podem matar com uma varinha, se trazem armas brancas então é porque realmente pretendem a utilizar. Ao mesmo tempo em que ficava mais desesperado, também ficava mais corajoso, se era pra morrer, que morresse não sendo um bebê chorão divertindo tanto aquela mulher. - Se isso é tanta honra, porque não morre você aqui? - Perguntou com uma voz baixa, valha, podia ser corajoso para dizer isso, mas ainda estava morrendo de medo.

Jake percebeu que ela estava falando as suas palavras finais, que ela iria matá-lo naquele momento, e o seu extinto falou muito mais quando isso aconteceu, ele simplesmente começou a se debater como pode, tentar livrar-se daquelas cordas, tentar rolar para outro lado, qualquer coisa. Literalmente qualquer coisa que pudesse salvá-lo, no entanto, logo logo ele iria descobrir que todo esse esforço seria em vão. Nyx era inevitável segundo as suas próprias palavras, e por mais que Jake quisesse fugir disso, se debater, qualquer coisa, ele sentiu ela o segurando, restringindo ainda mais as suas tentativas inúteis de fuga até finalmente cortar-lhe a garganta. Certamente ele sentiu a dor no inicio, mas depois ele sentiu algo pior, tentava respirar, puxar o ar, mas não conseguia fazer isso direito, sentia outras coisas entrando ali, era o seu sangue que estava adentrando na via respiratória e causando a sua própria asfixia. Jake ainda tentou se debater, talvez ainda tivesse uma chance, era o extinto falando, mas logo os seus membros começaram a ficar cansados, tudo começou a ficar extremamente difícil, a agonia de não conseguir respirar o consumiu por completo até que, finalmente, a vida estava deixando o seu corpo. Seus olhos começaram a escurecer, até que ficou tudo negro de vez, e com isso, Jake tinha partido para uma outra vida, aquela que vem depois da morte. O que a sua morte significaria para o mundo? Jake já tinha pensado nisso antes. No fim das contas, a sua morte foi usada para o mal, mas ele em si, em vida, tinha sido uma boa pessoa, uma boa vida.


DIMITRI
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeSex 14 Jun 2019, 10:40

Take Care When Camping In The Forest
A Lua Cheia já estava erguida no seu escuro tinha algumas horas, horas essas que o lobo corria enquanto seus ouvidos apurados captavam os sons do ambiente e o olfato era utilizado para captar o cheiro que tanto queria sentir por perto. Ah sim, um caçador nato sempre quer encontrar a sua presa perfeita. Já estava nessa sina a horas e nunca se cansava, até porque, só despertava numa única noite, e juntava todo o seu vigor para ser gasto nessa única noite, não havia descanso. Continuou a correr até que finalmente o seu focinho captou um cheiro diferente dos normais da floresta, aquele cheiro que tanto gostaria de sentir, o cheiro de carne humana estava exalando e o hipnotizando. Sem mais delongas, o lobo seguiu o caminho que esse cheiro produzia até encontrar-se em um pequeno acampamento com duas barradas. É, não havia somente uma pessoa ali, haviam várias pessoas, um verdadeiro prato cheio, um banquete, para qualquer lobisomem que se prese. Seus passos tornaram-se mais cautelosos ao chegar perto de um lugar, podia ser impulsivo e sanguinário, mas ainda tratava-se de um caçador, e antes de pular em sua presa um caçador sempre analisa a melhor forma de fazer isso para não perder a sua caça. Os humanos não podiam ser vistos, estavam dentro de suas cavernas de pano, barracas na linguagem normal, mas isso não seria uma problema para o lobo. Ele também não estava ouvindo muitos ruídos, o que indicava que os humanos ali presentes estavam repousados, dormindo em seu sono profundo, sem nem desconfiar que do outro lado de suas barracas havia uma criatura sedenta pela carne deles.

Já não podia mais esperar, já tinha analisado o suficiente, apenas correu e partiu para cima de uma das barracas, pulando na mesma com as suas patas posicionadas para frente de forma a arrancar a força do pano daquela barraca. Não fora fácil, o material era resistente e fez um efeito de ação e reação com o lobo, empurrando-o para trás novamente, mas é claro que a criatura não desistiu, partindo para cima com unhas e dentes para rasgar aquele tecido. Seus ouvidos captavam os gritos estridentes dados pelos humanos, era o som do desespero deles, o som de presas que sabem que serão capturadas, um som que o lobisomem gostava de ouvir isso não tenha dúvidas. O lobo continuou a forçar as suas partes afiadas contra o tecido até que um furo se fez, depois do furo estar feito, já estava ganho, bastava apenas começar a morder o lugar para os seus dentes rasgarem ainda mais o tecido. Não deu outra, logo o mesmo estava arrombado com um buraco que permitia a entrada da criatura, que partiu para cima da primeira pessoa que viu, um homem, pulando e mordendo-o logo no pescoço, um ponto vital. Ouvia os gritos da menina ao seu lado, mas não iria soltar o homem até ter certificado-se que tinha morrido. Enquanto isso, os seus ouvidos a mil por hora captavam algo vindo do lado de fora, provavelmente eram os humanos da outra barraca correndo para sobreviver. Não podia negar, o lobisomem queria devorar todos os humanos, mas até mesmo essa criatura impulsiva sabia que não era o suficiente para capturar sozinho de quatro a cinco humanos. Logo a mulher que dividia a barraca com o lobo também fez o mesmo, abrindo a mesma e retirando-se, tentando seguir aqueles que tinham saído primeiro. Sobrou apenas o lobo e o homem morto, este que seria a sua refeição daquele dia. Finalmente, depois de várias Luas Cheias escassas, finalmente um pouco de recompensa. Não que o lobo lembrava-se de suas noites anteriores, para falar a verdade, talvez ninguém saiba responder isso, mas certamente o lobo estava feliz enquanto saboreava a carne fresquinha do que tinha acabado de morrer.

A refeição durou até que o lobo conseguisse a terminar, e assim que isso aconteceu, ele já estava com vontade de caçar os outros que tinham fugido. O quão longe estariam? Era uma floresta grande, certamente ainda poderiam estar por ali, bastava ele usar o seu focinho e os farejar. Essa foi a estratégia da criatura até que o dia amanheceu, momento em que a transformação retornou de lobo para humana. Faye, obviamente, como sempre desmaiava, mas assim que acordava já buscava a sua varinha (presa uma coleira resistente que usava desde antes da Lua Cheia ir aos céus) para conjurar roupas e então conseguir retirar-se da floresta em segurança. Saiu dali.


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Caim Koháry Zahariev
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeQua 19 Jun 2019, 22:13


Eram cinco. Castanhos, os olhos viajavam pelas silhuetas inertes das vítimas que ali se encontravam, desacordadas, compartilhavam da mesma inconsciência que não tão gentilmente o homem concedeu, ainda assim, deu-lhes a chance de experimentar o que se tornaria eterno para cada insignificante presença ali deitada com a face rente a grama verde do local. Descruzando os braços, Beaumont se colocou em ação enquanto aguardava Nyx aparecer ali para dar sequência aos atos premeditados que haviam sido discutidos. Começou a amarrar um por um, nós fortes, unia as duas mãos  passava a corda por ali, dando três voltas e então um nó, repetia o processo nos pés, unindo as pernas, isso obviamente impossibilitava a locomoção deles, porém, há de se usar a sinceridade: para onde correriam? Um bando aleatório de pobres coitados escolhidos como sacrifício para algo maior que sua existência de ínfimo sentido poderiam imaginar. O homem amarrou todos os cinco, alguns corpos já se moviam, retornando a consciência e ele só pode rolar os olhos. Ter vítimas era bom, ruim eram as vítimas que apelavam para a misericórdia, rogavam pela vida e citavam com tom de emoção coisas da vida era entediante, não havia lugar para misericórdia ali, menos ainda no novo mundo que aos poucos se erguia. Colocou as mãos nos bolsos do longo sobretudo que usava, preto, como a maioria das roupas que trajava em seu corpo. Num piscar o ar ficou mais pesado, a mulher de fios loiros tinha em seus lábios um sorriso, o francês nada falou, apenas deu um aceno e saiu da frente, dando espaço para a procurada observar as vítimas - agora acordadas - de perto e escolher o primeiro infeliz a ser executado. O garoto tinha cabelos castanhos e olhos claros, um nariz ligeiramente pontudo e a tez caucasiana, era agora erguido pela camisa por Nyx que ostentava o sorriso em lábios, o homem então não evitou sorrir de lado, apenas a presença da mulher mudava totalmente o clima do local, era palpável a tensão que se sentia.

Caim ficou como mero espectador até que alguma conduta sua fosse necessária, o que ele certamente duvidava, porém se dava o presente de observar Nyx brincar com suas vítimas como uma aranha brinca com suas presas, tecendo teias onde não havia escapatória. A pergunta da mulher não pareceu abalar muito o menino, embora sua expressão facial denotasse o medo que corria em si, será que ele se mijaria em algum momento? Isso seria engraçado, pensou o homem ouvindo a resposta do garoto, arqueou a sobrancelha novamente, surpreso pela audácia, ah, os resistentes e metidos a corajosos, crianças crescidas num falso ideal de grandeza e heroísmo perpetuado pela cultura histórica. A vítima agora flutuava e o Viper seguia a líder que ia a frente até que chegassem perto de uma estrada asfaltada, ainda que não houvesse movimento de automóveis por ali. O homem observou ao redor e decidiu dar uma pequena volta pelo local apenas pela garantia de não haver ninguém ali, porém sua pequena busca não achou ninguém além do trio. Relaxou a postura e escondeu as mãos no bolso da veste citada anteriormente observando a adaga de Nyx reluzir, era diferente da que o grupo tinha, similar em sua estrutura, obviamente, porém parecia diferir em algo. O garoto ainda tentava erguer uma barreira de coragem e rebatia a fala da mulher, garotinho insolente, tão logo sucumbiu ao instinto de preservação, o desespero percorria-lhe o corpo, seu sistema nervoso em alerta exigindo uma ação que lhe deixasse vivo, sorriu o francês ao presenciar aquilo, era divertido ver a esperança esvair-se de seus olhos. A mulher o segurava com firmeza, não havia escapatória, o metal frio percorreu a garganta do menino, carmim, viscoso, o sangue escorreu e a líder colocou em posição do sangue macular o chão, coisa que fez o homem relembrar do ritual.

Cessado os movimentos, finalizada a vida. O corpo foi ao chão, tão logo Caim retirou as mãos dos bolsos, o corpo se corroía frente a um feitiço, sua identificação seria extremamente dificultosa se é que chegasse a isso. Rapidamente o homem pegou o membro que fora jogado em sua direção, era a mão do falecido. Tirou um lenço de um dos bolsos e enrolou o tecido na parte cortada, ouviu a mulher indicar que ele guardasse pois teria posterior utilidade. — Certo. — Falou, não era de muitas palavras quando não necessário, tinha coisas a cumprir e faria isso do melhor modo possível. Chegaram ao local onde as outras pessoas ali foram agarradas por Nyx que logo falava para seguirem para o próximo ponto de encontro. — Nos vemos lá. — Falou e viu a mulher desaparecer diante seus olhos, exalou o ar e teve cuidado com a mão, conjurando logo uma pequena caixa para colocar o membro. Não delongou mais que o necessário e aparatou para a próxima localidade.



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Abell Ford Beaumont
Resistência - Auror
Resistência - Auror
Abell Ford Beaumont


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pena de Hipogrifo, Aveleira, 30 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeSab 27 Jul 2019, 18:39

GLENCRAIGS (CRAIGS (KINTYRE) STANDING STONE), CAMPBELTOWN, SCOTLAND
Tudo o que vinha acontecendo com certeza deixava a todos extremamente alarmados, todas aparições de Nyx Prince El Bianco e seus seguidores, eram nítidas todas as suas intenções nos últimos tempos, ela queria expor completamente a magia e para isso estava fazendo tudo o que podia para colocar o mundo trouxa a par da nossa existência e contra nós. Antes sabíamos que ela estava a frente dos Mercenários mas agora havia dois grupos perigosos totalmente contra nós e isso não era uma tarefa fácil, ainda não haviam informações de que eles estavam unidos ou de que pudessem se unir de alguma forma, por conta disso talvez houvesse uma tensão no ar. Fosse como fosse nós estávamos tomando as medidas que podíamos tomar e naquela manhã eu estava em uma missão quase como de Guarda-costas enquanto precisava garantir a segurança de uma das servidoras do Ministério da Magia. Chelsea Salvatore Zarek era a pessoa a quem Sean e eu fomos instruídos a cuidar. Fomos instruídos a encontrá-la no Ministério da Magia onde poderíamos fazer uso de Chaves de Portal para ir até Glencraigs. Não éramos os únicos a fazer esse trabalho já que outros dois grupos estavam sendo enviados para fazer a mesma coisa, acompanhando um ou mais ministeriais. A função de Chelsea era criar uma barreira de proteção, aliada às outras duas, para proteger toda a Grã Bretanha e isolá-la de certa forma. Sean e eu estávamos ao lado de Chelsea apenas para garantir que nada acontecesse, a magia drenaria muito de sua energia e ela estaria completamente a mercê de qualquer coisa ou de qualquer um.

Quando chegamos ao local onde a Chave de Portal nos deixou aguardamos, Chelsea era quem possuía um mapa com a localização exata do ponto onde ela deveria estar. Sean foi ao lado dela enquanto eu me mantinha alguns passos atrás, observando tudo a todo o tempo. Assim que chegamos a um certo ponto, o ponto mais alto daquele local, Chelsea parou. — Chegamos? — Perguntei e a mulher confirmou dizendo que era ali mesmo. Antes que ela começasse demos uma conferida no perímetro e nos colocamos em alerta máximo, era evidente que existia certo perigo no que estava acontecendo ali, se não houvesse a ministerial não estaria escoltada por dois Aurores de alta patente e de extrema competência. O que estava se passando tinha grandes chances de chamar a atenção de Nyx e seus seguidores, é claro que em três pontos diferentes e com um número de Ministeriais e Aurores eles não teriam grandes chances em seu ataque, mas mesmo assim ainda havia perigo. Chelsea executou a magia, usando palavras que eu nunca tinha ouvido antes ou que eu podia reconhecer, não importava o que era desde que funcionasse. Quando a barreira subiu nós pudemos vê-la por um período de tempo antes que desaparecesse. Se tudo desse certo nas outras duas missões nós agora teríamos a proteção por toda Grã Bretanha. Chelsea ficou extremamente esgotada, por isso permiti que ela se apoiasse em mim enquanto Sean providenciava a Chave de Portal para a nossa volta. Nós dois seguramos a mulher enquanto deixamos o local. Saímos dali.


"A soldier with a broken arm, Fixed his stare to the wheel of a Cadillac, A cop knelt and kissed the feet of a priest, And a queer threw up at the sight of that"

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Farlan Rathbone Vaughan
Auror de Campo
Auror de Campo
Farlan Rathbone Vaughan

Patrono : Águia Pescadora

Perfil Bruxo
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Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pluma de Basilisco, Cipreste, 32cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeQua 16 Out 2019, 19:09

I got smarter, I got harder in the nick of time;
I rose up from the dead, I do it all the time

Ele não concordava com o rumo das coisas, mas ele também tinha prometido cuidar de todos os Rathbone, inclusive dos problemáticos, e isso queria dizer Alexandra. Ela era muito parecia com o pai na hora de tomar decisões, só que a menina levava as coisas até a última consequência que para Farlan era extremo e radical. No fundo ele achava que era a melhor forma de resolver o problema de uma vez, mas uma arma? Farlan segurava uma Pistola Taurus 39 calibre 380, tinha a capacidade para 16 tiros. Aquele tipo de coisa podia ser encontradas na sala de armas do castelo, alguns guardas trouxas tinham nas suas rondas assim como motorista. Mas ele mesmo nunca precisou usar aquelas armas e não gostava nenhum pouco dessas coisas, ele não se sentia confortável, apesar de ter feito aulas de tiros a muitos anos atrás ele usava mais a varinha para tudo. Alexandra estava com suas armas preferidas e juntos eles deixaram o castelo em um carro mais antigo da família, tentando não serem reconhecidos, um Ford Fusion SEL V6 2008 na cor preta, como a maioria dos carros da família. Farlan dirigia pelas ruas que estavam ficando escuras, enquanto Alexandra mexia no celular passando os últimos detalhes daquele plano.

[...] Meia hora depois eles paravam em uma rua estreita com casas com faixadas parecidas, um condomínio mais rico da cidade, onde morava o prefeito e alguns senadores, eles iriam ter uma ‘conversa’ com eles sobre a família que estava sofrendo ameaças do governo britânico e pressões para perderem o título e o castelo. Farlan estava bem nervoso, mas a menina parecia mais tranquila. — Pela última vez, tem certeza disso? Questionou ele olhando para a face jovem da menina que confirmou, ele recordou de Tereza, a mãe da menina naquela idade parecia tão inconsequente quanto a menina. Eles saíram do carro e andaram pelas ruas com a cabeça baixa, Farlan colocou um boné e seguiram para perto de uma casa alta que tinha mais a frente com um grande portão. Perto de chegarem ali cada um deles colocou a varinha na própria nuca e usou o feitiço Desilusionar, assim ficariam invisíveis, eles fizeram isso numa área ‘cega’ das câmeras, coisa que Alexandra já havia visto quando invadiram o prédio de segurança na semana anterior. Com Ascendio passaram por cima do muro parando no gramado do lado de dentro da casa, Farlan não via Alexandra mas podia ouvir a sua respiração e passos na grama. Seguiram em silêncio para o lado sul, onde havia a entrada dos empregados passando por eles e seguindo para a cozinha e sala. O plano era acharem o senador no seu escritório, e subiram as escadas procurando o local, eles não sabiam onde era e nem onde o senador estaria, mas a sorte veio quando Alexandra entrou no escritório e ele estava ali.

Farlan imediatamente trancou a porta e usou Abaffiato para que tudo fosse feito sem interferência externa, além disso ele usou Radium para danificar qualquer aparelho eletrônico como câmeras, fones, microfones e redes de fio. Revelaram-se então para o homem que levou um grande susto, ele reconheceu ambos porque Farlan já acompanhou Conde Rathbone em muitas de suas reuniões e conhecia Alexandra por isso também. A menina não deu tempo de falar, ela não tinha ido pedir permissão para ele, ela estava ali exigindo. O homem não fez muita coisa, apenas deixou a menina resolver do jeito dela, o que quase foi engraçado uma vez que Alexandra era a menor pessoa naquela sala. Mas ela tinha um jeito único de usar suas habilidades para assustar pessoas, mas ele foi segurar o trouxa na cadeira dele para que ouvisse tudo. — Ninguém pode ti ouvir agora, sugiro que pare de tentar gritar por ajuda. Preste atenção! Empurrou os ombros dele para baixo e apertou, assim o trouxa pareceu entender melhor o recado, em uma semana teria uma reunião no parlamento sobre isso, Alexandra estava conseguindo os votos que defenderiam o título e a permanência da família. Mas Farlan pensava que era como mexer em casa de abelhas, uma vez que o tal general Carter estava com fogo nos olhos em busca de bruxos, a família poderia se complicar mais. O trouxa estava suando como um porco no abate, mas ele pareceu entender bem os ternos e Farlan tirou a arma colocando na cabeça o homem, que começou a chorar e pedir desculpas. — Viu, nós também sabemos usar os seus brinquedos! No entanto, acredito que não tenha entendido a senhorita, mas eu vou falar em termos práticos, se a nossa família sofrer mais um ataque a sua família vai receber em dobro e não chegará a ver sua filha num vestido de debutante. Fomos claros? Ele falou de maneira suave, no entanto era firme e sem nenhuma hesitação.

Alexandra iria mais longe ainda, ela queria executar o voto perpetuo no homem, ela explicou como funcionaria e ele não tinha escolha. Farlan seria o avaliador e fez eles darem as mãos, de maneira que o homem tinha que repetir em voz alta o que jurava, ele estava apavorado. Farlan olhou para Alexandra para ter certeza e realizou o voto perpétuo nos dois. Caso ele contasse para alguém sobre o encontro ou votasse contra a família ele morreria na hora, Alexandra estava satisfeita também e depois disso eles deixaram o homem dormindo na cadeira, desfizeram os feitiços feito na sala e aparataram para perto do carro depois de usarem o feitiço da invisibilidade novamente. — Acha que vai funcionar mesmo? Se isso der errado vamos ter alguns cadáveres para cobrir! Ele falou ao ligar o carro, eles se afastaram dali o mais rápido e discretamente que podiam, mas não iriam parar ali, ainda precisavam ir para Londres e pegar um dos votos mais importantes de todos, do príncipe.

Off: Saíram dali.



FARLAN ANTHONY RATHBONE VAUGHAN
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Ithersta Falin Jinxed
Fantasmas
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Ithersta Falin Jinxed


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeSab 25 Jan 2020, 02:49

O seu primeiro dia como Fazendeira de Árvores iria ser mais para que tomasse reconhecimento do local. Hebert, o recém ex-fazendeiro daquele lugar, cumprimentava Ithersta com energia. Ele estava feliz que alguém finalmente tinha surgido para assumir o seu posto, pois ele queria fazer parte de uma outra fazenda de árvores em outro país para ficar mais perto da mulher de sua vida, para que assim possam viver sem distância e se casarem. É, ele contou tudo para Ithersta enquanto mostrava o caminho da cidade trouxa mais próxima até onde ficava a fazenda. Era um longo chão. Para um bruxo isso não era problemas, claro, mas Hebert preferiu fazer o trajeto a moda trouxa. O mundo bruxo anda perigoso da Grã-Bretanha para ficar voando de vassoura, mesmo que as Terras Altas não sejam populosas em suas regiões do interior. Pois bem, antes de deixar o local de vez, Hebert iria dar um tour com Ithersta, mostrando os lugares e tudo o que precisava saber. O primeiro lugar que Hebert quis mostrar, nem preciso dizer, eram as árvores. Diferente de uma fazenda trouxa normalzinha que possui hortas ou animais, os terrenos da fazenda de árvores eram enormes, muito enormes. Dava para fazer até uma competição de sobrevivência por ali, o local era literalmente uma floresta. Hebert explicou que animais passavam por ali com frequência e as vezes até moravam nas florestas de árvores. A fazenda tinha várias regiões, em cada região havia um tipo especifico de árvore a estar sendo cultivada, todas as regiões eram interligada por meio de trilhas marcadas no chão, lugar onde claramente muitas pessoas pisaram ao longo dos anos, fazendo a grama ficar rala e a terra mais a mostra. - A beleza é estonteante. - Comentou Ithersta olhando para as árvores que os cercavam por todos os lados. - São abetos, eu acredito. - Hebert confirmou que eram Abetos e ficou feliz que Ithersta sabia reconhecer pela aparência da árvore. Estavam na região onde os Abetos eram cultivados, Hebert explicou que na fazenda existem praticamente regiões para todos os tipos de árvores que crescem normalmente no ambiente da Escócia.

Numa dessas regiões, no entanto, Ithersta observou pela primeira vez uma triste realidade que acontecia com a fazenda de árvore. As vezes vândalos visitavam ela para roubar a madeira, ou as vezes simplesmente colocavam fogo para conseguirem ter um lucro maior. Hebert achava um absurdo existir competição na área da fazenda de árvores, mas existia. - Realmente detestável. - Comentou Ithersta, ela não esperava por isso. Pelo visto nem mesmo uma fazenda de árvores longe da sociedade se livra de alguns problemas com os seres humanos. Hebert avisou Ithersta que ela deveria sempre revistar as regiões e caso encontrasse uma área desmatada, deveria tratar logo de reflorestar tal área para que não seja perdida. - Tenha certeza de que será feito. - Disse a mulher. Ela que não ia deixar um lugar caído na morte por causa de algumas pessoas babacas, certamente devolveria vida para aquele lugar, só não podia fazer isso naquele exato momento porque o tour com Hebert ainda estava longe de terminar. Por horas os dois andaram em várias regiões e Ithersta viu várias espécies diferentes de árvores crescendo por essas regiões. Eram muitas trilhas e ela tinha certeza de que não iria decorar todas em um único dia, mas Hebert avisou que tinha um mapa dentro da casa da fazenda, que por sinal, era para lá que estavam indo. A casa da fazenda era um lugarzinho humilde, mas bastante aconchegante e nada faltava. Ao lado da casa havia um galpão, Hebert a levou para lá e explicou que ali ficavam guardado a maioria dos materiais que Ithersta podia vir a utilizar em seu trabalho. Ali dentro ela identificou vários materiais de jardinagem, lugares para o armazenamento apropriado de sementes, sacos de fertilizantes, dentre várias outras coisas que todo herbologo sonha em ter. Quanto mais Ithersta conhecia o local, mais ela estava feliz por ter arranjado aquele emprego, seu primeiro dia conhecendo tudo estava sendo esplendoroso.

A última parte do tour não foi tão divertida assim quanto as demais, mas foi necessária. Seguindo uma trilha que partia da casa da fazenda, Hebert mostrou a Ithersta uma pequena cabana feita de pedras e madeira. Seu interior era tão aconchegante quanto a casa, ainda que fosse mais bem organizado. Havia apenas um cômodo na cabana e Ithersta não demorou a entender que ali era uma espécie de escritório. Dava para notar julgando pela mesa com uma cadeira atrás e outra na frente, ou pelos armários cheios de gavetas. Hebert explicou que quando os clientes vinham era recebidos nessa cabana, assim como as transações eram feitas nela também. Ithersta sempre tinha que tomar cuidado para que fossem fornecidas as madeiras para a confecção de varinhas e vassouras, sendo que todos os números, documentos, registros e demais coisas burocráticas eram guardadas ali dentro. - Sendo assim, eu acho que passarei este restante de fim de dia aqui. - Disse a mulher sentando-se na cadeira que agora seria sua. Ithersta queria vasculhar os papéis e se colocar a par de como andavam os negócios da fazenda. Hebert avisou que ali era a última parada e que agora iria ir embora, então Ithersta despediu-se do homem e agradeceu por todas as instruções que ele tinha dado a ela naquela espécie de primeiro dia de trabalho. Após Hebert ter ido, Ithersta ainda ficou um pouco folheando papéis e mais papéis que continham todo o trabalho desempenhado na fazenda. Antes da noite cair, ela retornou para a casa grande a fim de também arrumar o local que seria o seu novo lar. Saiu dali.


Ithersta Falin Jinxed
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Chloe Sorwyn-Withengar
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeDom 26 Jan 2020, 14:22

Playing after the rain


Mamãe estava me ensinando a arrumar a cama sozinha. Pode parecer uma tarefa boba, mas por ser bem menor para minha idade, ainda era difícil segurar bem as pontinhas do cobertor juntas para formar o quadrado certinho. Uma vez, perguntei porque não usávamos magia e ela respondeu que algumas pequenas coisas, deveríamos saber fazer mesmo sem magia, então apenas concordei, já que deve ser igual a fazer bolinhos de lama. Depois de terminarmos, é hora de se preparar para o dia, ela me deixa escolher a roupa que vou usar, então pego meu short azul e o vestido roxo, meus favoritos e que talvez, terminem o dia de outra cor. Já tomo banho sozinha, então mamãe só me ajuda a terminar de me vestir e estou pronta para o café. Minhas irmãs estão a mesa já, mamãe normalmente acorda da mais velha para a mais nova, e nos coloca para dormir na ordem inversa, não entendo o porquê, mas aceito por parecer certo. Nossa rotina é acordar, preparar o café em conjunto, sentar a mesa, saborear a refeição e então, mamãe vai trabalhar nas árvores eu e as meninas arrumamos a cozinha. Eu sempre ajudo guardando as coisas, tirando as migalhas da mesa e coisas assim. Às vezes a rotina mudava, mas sabe como é, sempre é bom variar. A parte que eu gosto? Essa vem agora.

Terminadas as tarefas e com nossa mãe indo trabalhar, tem dias que escolho explorar nosso quintal, ou seja, a orla da floresta. Corro no meu quarto pegar meu balde de ferramentas e desço anunciando para as meninas que vou brincar lá fora, Chloe e Pan de que vou para o quintal e elas não discutem. Pandora vem brincar comigo vez ou outra, hoje eu estou sozinha em minha jornada. Ontem a noite caiu uma chuva fininha que fazia um som gostoso na janela, então meus pés afundavam um pouco na lama, e eu amo lama. Fui até a orla e encontrei o que procurava, a árvore grande de tronco dividido em dois, atravessei ele e me sentei na grama molhada. Minha mãe não se importava com sujeira, já que ela sempre usava magia para me limpar. Os sons e bichinhos não me assustavam, mamãe me ensinou a respeitar cada um deles e eu sempre amei a terra. Enquanto brincava ali, como se estivesse eu mesma farmando as árvores, ouvi um gargalhar bem próximo e analisei a pequena criaturinha a minha frente, era um tronquilho bem pequenininho, seus olhos pretos eram quase tão grandes que pareciam duas bolinhas de chocolate - oi… Quer brincar? - ele ficou me olhando apenas, mamãe havia me dito para tomar cuidado, eles eram bonitinhos, mas poderiam ser perigosos, o que ela não sabia, é que eu estava me familiarizando com eles. O pequeno ficou me olhando ali e eu continuei brincando com meu montinho de lama. Horas passaram até que ouvi minha mãe me chamar - volto mais tarde… vou trazer umas coisinhas pra você, acho que hoje teremos uvas de sobremesa… até! - eu me ergui, guardei meus brinquedos e saí dali, retornando para a fazenda. Será que tronquilhos gostam de uvas? Vou perguntar a mamãe, ela sempre sabe de tudo.

Deixo a floresta com meus brinquedos e minha mãe me esperava na entrada com um sorriso grande. Volto para casa em segurança com ela.


*Postagem se passando na casa da fazendeira de árvores, a personagem não se encontra em local aberto. Postagem fechada.






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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeTer 25 Fev 2020, 01:23

Mud And Rain
O céu estava nublado, a nuvem negra em cima de Ithersta era até uma coisa irônica. Diziam que nuvens negras representam o azar em cima de uma pessoa. A mulher sabia que isso não era verdade, pois se assim fosse, teria uma nuvem negra sobre sua cabeça para toda a vida. Era apenas a chuva que se aproximava. Ithersta estava realizando apenas uma vistoria nas árvores da área mais próxima a casa, sua filha Primeve estava a acompanhando naquele dia. Primeve gostava da natureza tanto quanto sua mãe. Isso era bom, se tinha algo que Ithersta gostaria de passar aos seus filhos era o amor as coisas da terra e também o cuidado para com elas. A natureza podia ser um ótimo lugar para se viver se você soubesse ter paciência e a respeitar. As primeira gotas da chuva começaram a cair. O chuvisco não iria incomodar nenhuma das duas, afinal, a natureza não acompanha a vontade de nenhum humano, pelo contrário, é o humano que deve a acompanhar. - Primeve, venha. Vamos voltar. - Chamou a garota que estava um pouco longe olhando para uma das árvores. Ela prestou atenção na fala da mãe e logo veio ao encontro da mulher. - Essa chuva não vai ficar assim por muito tempo. - Ah, o tempo estava feio. O negro poderia assustar algumas pessoas, não irai demorar para raios começarem a cruzar os céus. Elas deveriam voltar logo para a casa grande e sair debaixo de árvores. Perto da casa grande o campo era aberto e haveriam menos riscos também.

Ithersta seguia na frente, Primeve vinha logo atrás. As duas seguiam a trilha de terra que levaria para a casa grande. As trilhas eram feitas pela própria pisada das pessoas ao longo tempo, ou seja, eram naturais, a grama havia se condicionado a não crescer mais na região delas, fazendo mais terra aparecer. Não demorou muito para que duas chegassem ao campo aberto que dava lugar a casa grande em alguns metros, momento este que Ithersta sentiu algo bater em suas costas. Ela virou-se para Primeve, que estava com as mãos embarradas, e levou uma das mãos até as suas costas, tocando na substância fria e gosmenta que estava ali atrás. Levou a mão para frente novamente e viu que estava embarrada. - Sua danadinha. - Ithersta não perdeu tempo, pegou uma bola de barro do chão com as suas mãos e jogou na direção do corpo da menina. Mãe e filha, literalmente, começaram uma guerra de bolas de barro. Quem precisa de neve não é mesmo? A chuva foi aumentando e elas não demoraram a ficar encharcadas. Ithersta não podia dizer que se lamentava por isso, a chuva ajudava a limpar a lama das roupas e também tornava o solo mais molhado e fácil de ser maleável. Em dado momento, depois de várias bolinhas arremessadas, Ithersta não resistiu e investiu contra a sua filha, derrubando a cara no chão, claro de forma delicada, fazendo ela ficar com as costas todas sujas de lama. - Eu ainda sou a rainha das Guerras de Lama, precisa treinar muito ainda. - Guerra de bolas de lama, esporte muito vivenciado por Ithersta e seus filhos. Por falar nisso, ela tinha que pensar em como seria o próximo torneio.

Primeve puxou Ithersta para deixar-se no chão e a mulher assim o fez. As costas ficaram sujas de lama enquanto a água da chuva caia diretamente sobre a sua cabeça, obrigando-a a fechar os olhos. Muitas pessoas poderiam estar achando estranho uma mulher com tanta jovialidade, mas isso que era vida para Ithersta. O contato com a natureza, a vida um pouco primitiva, a alegria nas pequenas coisas, e é claro, o contato com seus amados filhos. No entanto, as duas não poderiam ficar mais muito tempo lá fora. - Agora precisamos voltar, ninguém vai ficar resfriado para eu ter que viajar e comprar mais Poção Apimentada. - Como Ithersta morava no campo, era sempre uma viagem para conseguir comprar as coisas. Não que viagens fossem lances muito complexos para bruxos, ainda sim, era um esforço a mais. Com isso, as duas foram para a casa grande e se retiraram do local onde estavam.


Ithersta Falin Jinxed
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Chloe Sorwyn-Withengar
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeQua 26 Fev 2020, 22:36

Mud War


Estava colhendo folhas quando senti uma leve mudança no cheiro da floresta. Mamãe dizia que esse cheiro era de chuva e quando olhei para cima, vi a mudança das nuvens. Peguei algumas folhas novas para a coleção e fui voltando, bem quando ouvi minha mãe me chamar. A voz dela nunca era alarmada, sempre soava calma e alegre, então corri em sua direção logo que senti os primeiros pingos e chuva sobre mim. Caminhávamos para casa, mas eu queria brincar, e bem quando meus pés se encharcaram na lama, tive uma ideia.

Mamãe nunca foi de frescura, tanto que andava na chuva de maneira natural, então molhei a mãos na lama e fiz um bolinho que se desfazia conforme eu caminhava até ela, lançando em sua cintura e não segurando o riso com sua declaração de guerra. Ela era boa nisso, então eu precisava ser rápida. Sempre brincávamos juntas, e às vezes as meninas também, quando isso acontecia, era quase como que a casa toda enlameada. Me preparei pegando as bolas de terra molhada e conforme eu lançava nela, corria das suas, mesmo que ela fosse rápida e sempre me atingisse em cheio. - Ataque !!! - a casa lançamento de sequências de bola de lama em suas pernas, mamãe descia uma chuva delas sobre mim. Caímos no chão rolando no barro e logo éramos tão parecidas com as árvores na terra, quanto elas em si. O que me fez parar foi a menção da cidade. Eu não gosto de cidade. Torci o nariz na chuva e me agarrei a ela - Para casa então mamãe! Pra você não ficar dodói! - dei um beijinho em seu rosto, com lama e tudo e saímos dali juntas para dentro de casa, em segurança.






*Postagem se passando na casa da fazendeira de árvores, a personagem não se encontra em local aberto. Postagem fechada com Ithersta Falin Jinxed






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Aarush Kalitch Sudarsh
S.I.C.P.V.M. - Historiador Mágico
S.I.C.P.V.M. - Historiador Mágico
Aarush Kalitch Sudarsh

Bicho-papão : A personificação original de Rakshasa

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Outra
Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeSab 29 Fev 2020, 21:38

Ele se esforçou para respirar fundo quando os flocos de gelo chegaram em sua narina. Tudo que conseguia escutar era o lamento de seu pulmão e a intensa nevasca flagelando o seu corpo que mal conseguia suportar a pressão do vento, mesmo que agasalhado. Não contou quanto tempo passou no chão desde a inesperada queda, podiam ter sido minutos ou horas, ainda que a segunda opção fosse improvável considerando que não morrera de hipotermia durante o processo. O que sentia era uma dor na nuca e no ombro esquerdo, mas o resto dos membros incrivelmente pareciam intactos. Aarush tossiu, em uma falha tentativa de respirar e encher o corpo de um ar gelado e cortante. Não queria inalar aquele ar - era como carregar espinhos para o pulmão - mas se não respirasse morreria no sopé da montanha. Os olhos mal conseguiam abrir com a força dolorosa do vento, mas ele se esforçou para engatinhar pela neve, protegendo o rosto com uma mão e alternando com a outra para se movimentar. Depois de um tempo parou e respirou fundo, reunindo o que sobrara da coragem física para erguer o montante do corpo e tentar ficar de pé. Aarush sentiu uma dor enorme no ombro, mas não desistiu até que permanecesse mais ou menos ereto e menos cambaleante.

Olhou para os lados. Sua respiração ainda se mantinha cansada e cada arfada trazia uma fumaça gelada de seus lábios secos. O que conseguia discernir eram as árvores partidas ao meio, onde após a queda, o homem perdido que era encontrou o chão. As árvores eram como lanças. Secas, pontiagudas e sem nenhuma folha para decorar os galhos. Eram como se estivessem apontadas para ele, como guardas cercando um prisioneiro. “Se meu corpo tivesse encontrado um desses galhos ao invés da neve no chão.” Pensou assustado, afastando-se debilmente do tronco mais próximo. Olhou para o alto e fitou o céu tomado por nuvens cinzentas e os ventos poluindo o seu campo de visão com o branco atravessando em velocidade. Parou por alguns instantes, apurando a audição para além do ambiente ao seu redor na busca de outro sinal sonoro. Teria sido coisa de sua cabeça? Imediatamente tateou os bolsos na procura de sua varinha, mas sentiu uma onda de desespero subir pela garganta ao lembrar de tê-la guardado na mochila. E a mochila? Nenhum sinal do velho tecido cor de madeira adornado com bottons e chaveiros magicamente animados. Quão difícil seria encontrar a mochila no meio de uma montanha? Começou a pensar em todos os feitiços de detecção os quais sua cabeça perturbada conseguisse listar em um segundo.

Aarush tremia da cabeça aos pés. Seu cabelo parecia congelar e acumular neve. Nunca se sentiu tão acometido por frio a ponto dos próprios cílios começarem a ficar brancos. Abraçou o próprio corpo e iniciou a caminhada que descia o sopé e adentrava nos limites de uma floresta. Percebeu imediatamente que a neve se acumulara de um jeito a encontrar os seus joelhos. Abriu caminho por entre as camadas de gelo, exigindo um esforço extra dos seus músculos enrijecidos e encontrou uma trilha que descia embaixo de um tronco podre caído por cima de uma grande pedra cinza. “Merlin, como é difícil…” E realmente era. Usar a energia limitada em seu sangue para desbravar um caminho atolado de neve era muito difícil. Aarush sentia que podia cair a qualquer momento. A garganta lhe incomodava, como se fosse colocar a comida de mais cedo para fora e ele sentia uma estranha sonolência. Será que cairia no chão desmaiado? Não, ele era mais forte que isso. A trilha nunca parecia acabar, mas onde ele esperaria que acabasse? Apenas florestas boreais e ruínas perdidas encobriam aquela região, sem nenhum sinal de presença humana em quilômetros a fio. As grandes árvores o cercavam, resistentes e frias, quase como se o julgassem com olhares oriundos de suas copas. Continuou a caminhar, sem ter muita certeza se seus incentivos saíam por entre os seus lábios ou permaneciam presos na cabeça. “Eu sou um bruxo. Eu consigo sobreviver a isso.” Mentalizou, fitando a carcaça de um veado vermelho destroçada por um animal selvagem. Ah, antes conseguisse aparatar para longe dali. Mesmo assim ele era um bruxo. Ele encontraria um modo de sobreviver. Foi quando depois de muito esforço, distinguiu o que parecia as ruínas de um acampamento abandonado. Em algum momento já não estava mais ali.


there's always something in the way, there's always something gettting through. it's not me, it's you. I find peace when I'm confused, I find hope when I'm let down. not in me, in you. hope to lose myself for good, I hope to find it in the end. not in me, in you. it's in you, it's all I know.

aarush kalitch sudarsh
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Alexandra S. Rathbone
Sociedade Bruxa - Adulto
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Alexandra S. Rathbone

Patrono : Gineta

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pena de Hipogrifo, Olmo, 25cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeTer 03 Mar 2020, 15:41

Long Road for a tired man!

A carta não tinha assinatura mas eu sabia exatamente de quem era, fazia um tempo desde quando havia encontrado com Darcy. Ele fazia parte do grupo de resistência e agora eu estava pegando um carro para encontrar com ele, eu havia pegado minha carteira de habilitação naquele ano, também dirigia bem depois de aulas em casa. Durante o caminho mudei minha aparência deixando meus cabelos mais curtos e ruivos, meus olhos eram castanhos claros e eu tinha a pele mais branca. Pintas pelo rosto e lábios grossos. Além disso eu usava uma roupa jeans que eu geralmente não usaria, apenas para ficar o mais distante possível do reconhecido. Cheguei ao ponto que ele marcou, na frente de um restaurante italiano que eu costumava pedir comida quando mais nova. Darcy estava sentado numa mesa e eu o reconhecia porque ele estava ruivo e usava jeans como os meus, eu rir porque ele parecia engraçado ali. – Não vou nem comentar que está ridículo. Mas vamos ao assunto principal! – Me sentei e pedi uma água com gás, ele me passou um pequeno envelope que não deveria abrir ali, apenas coloquei na minha bolsa. – Você nunca para de trabalhar? – Não sabia se admirava ele ou se sentia pena, ele era esforçado sempre tentando acertar, mas isso o levava para longe de casa. De todos os seguranças e parentes ele era o que eu menos odiava, fitei ele por um tempo enquanto tomava minha água. – Wendy está ficando maluca sem notícias, deveria tentar falar com ela e acalmar o coração dela. – Dei essa sugestão, ele sabia que tinha que fazer mas homens sempre precisavam de um empurrãozinho. Ele contou sobre minha mãe, que ela apareceu perto do porto da Escócia, muito perto de nós né? – Você se especializou em rastrear ela, poderia me ensinar! –Despois de ver ela pessoalmente eu tinha ficado bem confusa, ela era insana e eu queria duelar com ela sem me tremer toda ou ficar congelada como eu tinha ficado. Mas ele não estava disposto a fazer isso por mim e por isso encerramos a conversa ali mesmo, Darcy falou que eu deveria levar as informações direto para meu pai sem abrir, eu sabia que era porque deveria ter algo de minha mãe. Voltei ao carro brava chutando o pneu e batendo a porta de maneira violenta. – Droga! – Liguei o carro e saí dali. Lentamente deixei os cabelos voltarem a crescer, ainda na tonalidade roxa, mas eu odiava usar cabelo curto. Deixei a aparência ainda diferente da minha mudando apenas quando já estava nos portões de casa.


BEKKS;
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Darcy Bitt. Rathbone
Resistência - Auror
Resistência - Auror
Darcy Bitt. Rathbone

Patrono : Papa-léguas
Bicho-papão : Matar um inocente

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Durmstrang (Escandinávia)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Corda de Coração de Dragão, Azevinho, 30cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeQui 05 Mar 2020, 15:45

Seu coração bate como um tambor. A perseguição apenas começou. Monstros presos na sua cabeça (nós somos) Monstros debaixo da sua cama (nós somos) Nós somos monstros. Nunca atiramos para atordoar, somos os reis da matança e estamos em busca de sangue!
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Mesmo com ele vivendo naquelas circunstâncias o jovem não parava suas investigações pessoais, principalmente aquelas relacionada com sua família materna. Ele conseguiu entrar em contato com Alexandra, esperando que ela pudesse ler nas entrelinhas para ir ao local combinado no horário exato. Ele não podia se dá ao luxo de ficar perambulando pelas ruas por muito tempo, tampouco gostava de mentir para sua equipe para onde ia. Antes de sair da sede mudou a aparência, seus cabelos negros agora eram ruivos bem vivos, com pintinhas pelo rosto e uma pele bem clara. Mudou a cor dos olhos para castanho claro, afinou os lábios e afilou o nariz para dá um toque final, também mudou na estrutura do queixo. Assim caminhou até um restaurante italiano que ele costumava pedir comida para Alexandra quando ele trabalhava como ‘babá’ da menina. Sentou-se e pediu um prato de massa, porque também estava com fome, não podia apenas sentar ali e pedir um café, as pessoas desconfiavam e naquele momento tudo era suspeito. Pediu suco para acompanhar a comida e comia lentamente, estava gostoso e fazia ele ter boas lembranças. Mas quando acabou esperou que a menina não demorasse a aparecer, e lá estava uma ruiva com a mesma altura de Alexandra, ergueu a sobrancelha e esperou a menina se aproximar. – Fico feliz que tenha aceitado meu convite senhorita! – Resquício de sarcasmo podia ser entendido naquela frase. Ele não demorou a passar um envelope para a menina, era do interesse dele rastrear a mãe, mas ele não queria mais que Alexandra encontrasse com aquela mulher. – Você não está pronta para rever ela, ela sabe o que causa em você e isso seria muito perigoso! – Darcy gostaria de ficar mais tempo em família, queria poder ensinar os mais novos, queria poder abraçar a irmã. Mas sacrifícios precisavam ser feitos e ele sabia o preço. – Tentarei falar com ela, de qualquer forma obrigado! Tome cuidado por aí. – Ele falou pagando a conta e ambos seguiram para caminho diferentes. Darcy desceu algumas ruas antes de entrar num banheiro público, ali ele mudou de aparência novamente para um jovem afro descendente, cabelos pretos, olhos escuros, pele escura, lábios grossos e nariz largo. Ele queria ficar bem diferente. Isso era bom para ele não ser seguido e ter aquela habilidade era realmente um dom. Em seguida saiu dali.
Note: 1. Fiscal de habilidade com Alexandra



DarcyAuror perito em esconderijos e disfarce. Sobrevivente de Mag Mell
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Wane Lannister
Procurados
Procurados
Wane Lannister

Bicho-papão : Se perder no próprio ódio

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pena de Agoureiro, Nogueira-Negra, 29cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeQui 05 Mar 2020, 16:23



Freedom
Fiscal de habilidade
As vezes eu decidia caminhar sozinho para tentar esquecer um pouco o mundo a minha volta, mas na minha atual situação eu sempre sentia como se estivesse me arriscando demais quando saía de casa sem que ninguém soubesse. Mas eu tinha a necessidade de esquecer aquilo por um tempo, as vezes eu gostaria de deixar de lado minhas responsabilidades apenas para tentar fingir que elas não existiam. Eu caminhava pelas montanhas da Escócia e percebia que não havia ninguém por perto, aproveitaria então aquele momento para iniciar minha transformação animaga, me concentrando e fechando os olhos, invocando e trazendo para fora o animal que havia dentro de mim. Aos poucos meu corpo ia mudando sua forma, deixando que os sistemas e demais órgãos do corpo se transformassem de maneira simultânea. A transformação era rápida e indolor e assim que abri os olhos eu estava transformado por completo. Meus sentidos estavam mais aguçados e eu sentia que a força do meu corpo estava muito maior do que antes. Sempre que me transformava eu me sentia invisível ao olhos do bruxos e trouxas, pois eram muitos poucos os que sabiam da minha habilidade de animagia. Eu caminhava tranquilamente pela aquela imensa área, deixando que minhas patas me levassem para onde elas bem desejassem ir. O ar gélido batia no meu rosto e balançava parte da minha pelagem dourada, os sons dos pássaros que voavam ao redor eram como música para aquele ambiente que me trazia paz. Aos poucos iniciei um leve trote até uma parte alta das montanhas, subindo até a localidade aonde eu poderia ver a maior parte das torres altas escocesas. Decidi deitar-me em meio a grama para aproveitar aquele pequeno momento livre, deixei meu queixo tocar o solo enquanto minha visão me trazia a imagem do sol escondido por trás das nuvens que eram ambos refletido no rio que passava ali em baixo. Optaria por ficar ali até o por do sol e aproveitaria melhor aqueles minutos sem me preocupar com mais nada, pelo menos durante aquele tempo eu gostaria de me sentir livre. 


Entretanto eu sabia que aquele momento teria seu fim e eu precisaria voltar para s realidade. O sol laranja já começava a descer atrás do horizonte e era hora de eu voltar. Forcei minhas patas para levantarem aquele corpo felino pesado e estiquei milha coluna para me espreguiçar em seguida abrindo minha enorme boca para um último bocejo. O vento sibilava e talvez isso indicasse que uma chuva estivesse a caminho. Decidi então caminhar a passos curtos para fora dali deixando os rastros de pegada felina por onde havia passado, minha audição aguçada me fazia escutar os ventos ficando mais forte e de maneira gradual o barulho da água caindo do céu começava a ser perceptível também. Logo então decidi voltar a forma original e de maneira rápida em que caminhava, fui me concentrando no Wane Lannister em pessoa e assim que voltei a andar sobre os dois pés, sai dali direto para um lugar seguro.  


Wane Lannister
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Ithersta Falin Jinxed
Fantasmas
Fantasmas
Ithersta Falin Jinxed


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Cerda de Fada Mordente, Amieiro, 29 cm, Rígida

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeDom 15 Mar 2020, 00:15

Work And Teach
Se tinha uma das coisas que Ithersta mais gostava naquele emprego, depois de anos nele, era a liberdade que possuía. Diferente de outros trabalhos onde as pessoas precisam bater pontos em horários específicos, Ithersta podia "chegar atrasada" quando quisesse, dar-se um dia de folga, fazer horas extras quando bem entendesse ou fazer horas a menos também. Não tinha um chefe propriamente dito a mandando fazer determinadas coisas, ela era completamente livre, desde que as árvores ficassem saudáveis. Isso Ithersta iria mesmo garantir, afinal, ela gosta das árvores e não gostaria de ver elas sofrendo. A fazenda das Terras Altas eram muito vastas, muitos hectares de árvores de várias espécies diferentes, era quase impossível ver todas as regiões em um dia de fato. Por isso, não era um grande problema deixar as árvores sozinhas por mais alguns dias. Tratar de árvores está muito longe de tratar de uma horta, as árvores requerem tempo para crescer e muita paciência. Às vezes você pode plantar uma árvore e não ver o momento em que ela irá adquirir a sua maturidade. Mas voltando a parte sobre flexibilidade no trabalho, outra coisa ótima sobre a fazenda era que Ithersta podia levar as suas filhas para o trabalho, elas podiam aprender coisas novas sobre o cuidado com as árvores, assim como também podiam ajudar Ithersta com algumas tarefas. Primeve estava querendo aprender a como plantar uma árvore e finalmente a ocasião para isso chegou, embora não tenha sido por um motivo feliz. - Já está pronta? - Perguntou para Primeve, que não só estava pronta como também segurava uma muda de Álamo. A muda da árvore, nas mãos da garota, ultrapassava a sua altura e fez Ithersta dar uma risadinha. Primeve ficava engraçada naquela visão. Com o auxílio de um feitiço de levitação, Ithersta iria carregar todos os outros materiais necessário numa única bolsa. Com isso, as duas saíram da casa grande na fazenda e começaram a andar pelas trilhas do local, o objetivo era ir até a região onde ficava o aglomerado de árvores de Álamo.

- Diferente das plantas da nossa horta, o crescimento das árvores não são tão rápidos. - Ithersta explicou para a sua filha, que a acompanhava. - Ainda sim, plantar uma árvore é uma atitude sublime. Sem árvores, nem iríamos conseguir viver. - Afinal, elas fazem a fotossíntese, transformam o gás carbônico em oxigênio, por sua vez as pessoas respiram este oxigênio e devolvem gás carbônico. A natureza era sempre interesse neste ponto, ela é cíclica e perfeita feita para todos os seres sobreviverem e evoluírem ao longo dos tempos, deixando o seu legado. Ithersta era uma pessoa privilegiada por poder trabalhar com a natureza. Infelizmente, assim como pode-se ser plantada uma árvore, também existe a possibilidade de alguém causar dano a uma árvore. Mais infelizmente ainda era o fato de que para fazer uma árvore crescer pode demorar muito tempo, mas para derrubar uma árvore bastavam poucos minutos. A mulher e sua filha estava diante de cerca de dez tocos de árvores que tinham sobrado no chão. Contrabandistas de árvores às vezes ousavam cortar algumas árvores e levá-las consigo, faziam as mesmas vendas que Ithersta, mas para o mundo do crime ou até mesmo para consumidores honestos que eram fisgados por preços melhores. Ithersta ficava incomodada pelo prejuízo em seus negócios, mas ficava mais triste porque aquelas árvores não foram tratadas com nenhum respeito. Nem tinham atingido a sua idade de maturidade ainda, embora a madeira já pudesse ser usada. Ithersta não tinha nada que poderia fazer senão começar com o reflorestamento do local, por conta disso Primeve estava carregando uma muda de Álamo. - Alguns bruxos ruins ainda insistem em cortar as árvores dessa fazenda, infelizmente. Quando isso acontece, nós temos que plantar mais e mostrar que estamos aqui, protegendo essas árvores e sempre plantando-as de novo. - Bom, existia a parte do proteger que era colocar alguns feitiços de proteção e armadilhas para possíveis novos ladrões, mas Primeve ainda não tinha idade para entrar neste assunto.

- Primeiro você tem que saber se o solo que está plantando é apropriado para a planta que quer plantar. Bom, álamos já crescem naturalmente nessa região, então, não será problema algum plantá-los aqui. Vamos cavar. - Disse Ithersta, e com isso ela e a filha começaram a cavar um buraco adequado para posicionarem a muda de álamo. Ithersta não se importava de fazer isso com as mãos, tão pouco a sua filha, que se divertia com a terra desde pequena. Depois de cavarem o buraco apropriado, Ithersta tomando cuidado para o buraco não ser muito grande ou muito pequeno, assim como ter uma distância agradável das outras árvores, estava na hora do próximo passo. - Agora pegue a muda e coloque ela no buraco. - Deixou que Primeve fizesse essa parte do serviço sozinha, até porque, era a garota que estava interessada em aprender, então tinha que continuar pondo a mão na massa. Colocar a muda no buraco não tinha erro, depois disso, Ithersta conjurou um pouco de água em volta da muda, mais precisamente onde deveriam estar as suas raízes abaixo. - É sempre importante fornecer um pouco de água para a sua muda ficar úmida. - Disse brevemente, indo pegar o adubo na bolsa que tinha levitado até o local. - Já pode colocar a terra em volta para cobrir a muda. - Disse para Primeve, que estava bastante a fim de uma nova tarefa. Depois que a menina colocou terra o suficiente, Ithersta tratou de adubar o local. Regar e adubar Ithersta preferia fazer, isso porque Primeve poderia colocar um pouco a mais ou a menos de cada coisa, o que não seria raro para uma criança fazer. Quem sabe, para ensinar isso a ela, Ithersta a desse um vaso de alguma planta menor que fosse realmente de Primeve. As árvores não eram de Ithersta, tão pouco eram de alguém de verdade, e por isso a mulher não deveria entregar todo o trabalho nas mãos de uma criança, somente aquilo que não teria perigo de matar a muda.

Depois de adubar a árvore, Ithersta ainda colocou um pouco de água na superfície da terra que tinha sido recolocada pela Primeve. - Pronto. Agora só precisamos deixar ela crescer e vir cuidar dela dia após dia. - Disse para Primeve. - Mas agora nós vamos voltar para a casa, porque você precisa fazer os seus deveres de casa. - Primeve participava de ensino domiciliar, tanto bruxo como algumas coisas trouxas importantes. Ithersta poderia morar no interior, mas não gostaria que suas filhas crescessem ignorantes ao conhecimento. - Amanhã você pode ver como ela está. - Referiu-se a planta. Ithersta deixou a bolsa no local, porque iria retornar para ali, aproveitando também para ir para casa para pegar novas mudas de álamo. A lição de Primeve poderia ter terminado, mas o trabalho de Ithersta ainda não, que tinha a área desmatada para reflorestar. Com isso, pegou o rumo da trilha para levar Primeve de volta para a casa e pegar novas mudas.


Ithersta Falin Jinxed
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Chloe Sorwyn-Withengar
Sociedade Bruxa - Criança
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Chloe Sorwyn-Withengar


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeTer 24 Mar 2020, 22:49

Learning


Primeve estava animada para sair aquele dia, ela sempre gostou de ir trabalhar com a mãe e naquele dia teria uma nova tarefa: aprender plantar uma árvore. a menina havia escolhido sua roupa, um conjunto de jardineira verde musgo e sua camiseta vermelha favorita, bem como estava calçando suas botas de caminhada. Após o café, a menina saiu antes da mãe e correu para o armazém, escolhendo uma das mudas de Álamo e erguendo a mesma com cuidado, era leve até, apesar de ser grande e a menina caminhava sem dificuldade, quando viu sua mãe lhe esperando sorriu e confirmou - tudo pronto por aqui! - caminhou com a mãe pelo caminho, sempre tomando cuidado com onde pisava e sentindo o ar da floresta ao redor.

Sorrio para a mãe enquanto caminhavam e confirmou com a cabeça, fazendo seu cabelo preso em um rabo de cavalo balançar um pouco - Então é quase como a gente, você me ensinou que as pessoas demoram crescer e cada um tem um ritmo, mas leva aaaaanos… Se bem que acho que as árvores são mais legais, nao tem humano que deixa passarinho morar nele… ou tem? - a pequena Lilac era cheia de curiosidades, gostava de explorar o mundo das ideias e absorvia tudo ao redor como uma pequena esponjinha em crescimento, em sua mente, analisa tudo com cuidado, mas às vezes, falava um pouquinho mais rápido do que poderia pensar. Notou a forma como a mãe parecia pensativa e percebeu que a lição era mais séria, como quando sua mãe lhe ensinou sobre os perigos de mexer com fogo, ou sofre ir na parte mais funda do riacho. Mais um dos questionamentos aleatórios da menina ficaram presos em sua garganta conforme seus olhos seguiram os tocos adiante. Lágrimas se acumularam em seus olhos, ela sabia antes que sua mãe falasse que aquilo era trabalho de alguém ruim,. Era claro a falta de carinho, de cuidado e o pior, a menina mesmo pequena, sentia a falta de respeito. Abraçou a muda em suas mãos, sentindo a terra que vazava da proteção, mas ficou firme, era hora de ser grande.

- Acho que aqui é bom, o que acha mamãe? - viu como a mãe analisava os espaços e acompanhou no processo. Deixou a muda ao seu lado e se ajoelhou na terra, cavando com as mãos mesmo, sentindo a terra de seca, mudar para o estado mais úmido e encontrando inclusive uma ou duas minhocas. Primeve amava as minhocas e sempre dava risada, elas faziam cócegas. A menina observou bem o tamanho que o buraco ficou ao final e como sua mãe pediu que colocasse a muda ali, posicionou a mesma no buraco com cuidado e assistiu a mãe preparar o próximo passo, ávida por mais o que fazer, então quando lhe foi pedido, cobriu a muda com a terra e com cuidado,foi afofando com carinho - isso, cresça bem bonitinha! - viu como a mãe colocou uma mistura que era mal cheirosa, mas que parecia bem útil e depois regou. Mentalmente, anotou a ideia, algo que certamente ia usar para o seu diário, já que estava aprendendo a escrever mais palavras.

Abraçou a mãe com um grande sorriso - Vamos cuidar dela e deixar ela crescer bem forte e bonita - concordou com a mãe sobre ir estudar e seguiu com ela para casa, estava feliz por ter ajudado e mais ainda, por estar criando um novo lar para bichinhos legais como os que via perto da casa. Mas isso, ela deixou em segredo sabia que sua mãe conhecia eles também, não era preciso dizer.


*Postagem se passando na casa da fazendeira de árvores, a personagem não se encontra em local aberto. Postagem fechada com Ithersta Falin Jinxed






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Darcy Bitt. Rathbone
Resistência - Auror
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Darcy Bitt. Rathbone

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Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeSeg 30 Mar 2020, 12:31

Seu coração bate como um tambor. A perseguição apenas começou. Monstros presos na sua cabeça (nós somos) Monstros debaixo da sua cama (nós somos) Nós somos monstros. Nunca atiramos para atordoar, somos os reis da matança e estamos em busca de sangue!
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[Sede da resistência, em algum lugar secreto]
Sentado no sofá ele revisava algumas anotações que tinha feito num caderno grande, recortes de notícias, informações que tinha acesso, fotos dos lugares por onde passou ou dos desastres que ocorreram. Ele não estava nada feliz porque os avisos de Nyx tinham mesmo ocorrido e eles não puderam fazer nada para evitar, também os Vípers começavam a ter uma certa reputação de bonzinhos com as pessoas. Algumas matérias dos jornais já questionavam sobre a índole deles e todos os salvamentos que fizeram desde então, mas Darcy sabia que a real história era outra. Por isso ele não gostava dessas conversas, as pessoas eram facilmente levadas a crer em algo e depois seguir o que os Vipers e Nyx acreditavam, essa história de liberdade sem limites não era real. Ainda mais quando naquele mesmo dia foi chamado a sala de reuniões, Darcy pegou o jornal e leu com atenção duas vezes. Todos da resistência tiveram a oportunidade de ler o jornal que vinha de fora da barreira, como ele chegou até eles? Bom, Darcy já desconfiava fazia um tempo que Nyx compartilhava informações só quando ela via algum ganho nisso. – Eu sempre fiquei curioso para saber o que o lado de for a pensava, parece que eles estão dando um jeito de contornar. Não sei se isso é bom ou ruim, podem estar tentando tanto quanto queremos sair. Mas sair significa vazar informações trouxas e uma guerra generalizada. Merlin, parece que nunca vai acabar! – Ele passou o jornal para o lado e ficou em pé caminhando pela sala, sua cabeça doía com as novas informações e ele não sabia mais o que era certo. Talvez Darcy estivesse perdendo a fé, porque ele estava longe de casa e de sua família, e talvez fosse o único que fazia isso ainda. Ele teve novas ordens depois disso e precisou se concentrar para sua nova missão.

[Terras Altas – parte sul]
Ele e Roman foram novamente designados a trabalharem juntos, ele até gostava visto que o outro auror não era de muitas palavras como ele. Eles dividiram a área para melhor busca, Roman conseguiu umas roupas comuns dos trouxas que moravam por ali e Darcy vestiu. Se concentrou para mudar a cor dos cabelos para castelo e deixar eles enrolados, assim como afinou o nariz e o queixo, a cor dos olhos permaneceu mas ele fez ficarem mais redondos diferente do seu. Com tudo pronto desejou sorte ao companheiro enquanto caminhava na direção oposta dele. Depois que Queerditch caiu muitos bruxos foram mortos ou capturados, outros levados pelos Vípers para algum lugar seguro, outros ficaram a sua própria sorte tentando se esconder dos militares. Uma parte parecia ter se instalado ali nas praias pelo das terras altas da Escócia, mas os militares estavam os achando e eles não podiam mais terem baixas. Por isso ele e Roman estavam ali, para tirar aqueles sobreviventes da área e os levar até a sede da resistência para depois os levarem a outro lugar seguro. Darcy conhecia bem a região porque sua família materna era dali e ele costumava andar pela área, imaginava que eles estariam seguros e até ajudando os refugiados. No entanto, Darcy não podia se desviar do objetivo daquela missão, ele começou a caminhar pela costa de maneira calma, precisava identificar primeiro as rondas e ver quantos militares patrulhavam. Darcy gostava muito de trabalhar com números e estatísticas, já tinha lido os jornais trouxas e sabia que eles estavam alterando ou escondendo as verdadeiras informações. Era o que ele faria, confundir os bruxos que lessem os jornais porque certamente leriam, era por isso que as mídias bruxas estavam segurando informações também, porque os militares poderia ter acesso ao jornal.

Ele observava a movimentação e quase não via nada, nem o trafego estava muito e isso era preocupante, poderia ter alguma barreira policial mais a frente. Darcy pegou a própria varinha e colocou na sua nuca para usar o feitiço Desilusionar antes de fazer uma varredura completa. Começou a andar de maneira ‘invisível’ pela região, ele sabia que os acampamentos de bruxos não ficariam ao céu aberto, isso porque eles levantariam barreiras para ninguém os ver, por isso de alguma forma aquelas patrulhas tinham a presença de bruxos para desfazer essas barreiras. Malditos traidores! Ele estava na praia quando a patrulha apareceu no seu campo de visão, cinco homens devidamente armados e vestidos de preto e um bruxo, porque ele carregava uma varinha. Darcy se deitou na areia mesmo invisível poderia ser detectado por um bruxo experiente, ele precisava levar eles para longe do seu caminho. – Avis – Conjurou algumas aves as fazendo voar para longe dele, na direção da rodovia. Com a varinha apontada para os animais pronunciou outro feitiço de maneira baixa. – Alart Animals – Os pássaros começaram e piar alto e voar de maneira que batiam um no outro, isso chamou a atenção dos militares que ficaram bem alertas e correram para verificar o local. Quando viraram de costas Darcy ficou em pé e caminhou para longe deles, ainda verificando sempre onde os homens estavam, notava que o bruxo tinha desconfiado que era magia. Ele não ficou para trás para saber, antes disso fazia um feitiço para tirar o rastro dele da areia. – Rudis – Seria estranho deixar suas pegadas ali para ser seguido. Ele usava outro feitiço para detectar as barreiras que poderiam estar por ali. – Homenum Revelio – Esperava que alguma luz brilhasse indicando o local, deveria ser isso que o Bruxo traidor usava para localizar os acampamentos.

Depois de quase meia hora finalmente ele conseguiu um fio de rastro, podia ver um fio de magia que levava para a direita de onde ele estava, mas não tinha absolutamente nada ali. A noite já tinha caído fazia uns minutos e ele já estava visível novamente, catou umas pedrinhas e ficou na sua mão. Mudou a aparência dos olhos para ficarem parecido com olhos de coruja e assim ter uma visão melhor no escuro. Jogou a primeira pedrinha e a viu cair no chão, caminhou alguns passos na direção da pedrinha e parou um pouco antes da mesma. Jogou nova pedrinha que sumiu, não caiu onde ele poderia ver e isso significava que tinha uma barreira ali, mas não uma que desintegrava coisas. – Protego Maxima – Usou o feitiço em si mesmo porque bruxos traumatizados pela Guerra atacavam primeiro e perguntavam depois. Ele estendeu a mão para o alto mostrando que estava em paz, mas como saberiam? Ninguém conhecia seu rosto. Desfez a transformação dos seus olhos para olhos normais e voltou com sua aparência normal, cabelos negros e corte baixo, nariz maior, queixo quadrado. Com aquela aparência poderiam lembrar quem ele era, embora não usasse sua real aparência muito tempo. – Eu sei que podem me ver, eu vou entrar na barreira. Não ataquem, eu sou auror! – Falou em voz alta e entrou na barreira rapidamente, do lado de dentro podia ver barracas montadas e meia dezena de varinhas apontadas para sua direção, haviam pelo menos 12 pessoas ali incluindo 3 crianças com idade inferior a 10 anos. Ele passou o olho pela área a fogueira que eles tinham para se aquecer era pequena para não chamar atenção com fumaça. Todos estavam assustados e ele podia notar pelo rosto delas.

– Eu sou um auror e estou aqui procurando refugiados para os levar a outro lugar. Há patrulhas militares nessa área e logo vão achar vocês. Deveriam usar uma barreira mais forte! – Ele falava sobre a barreira que destruía qualquer coisa que a tocasse. Uma senhora passou pelos homens e mulheres que apontavam as varinhas para Darcy reconhecendo ele, foi uma das senhoras que ele tirou do centro de Londres e levou para Queerditch. Darcy ficou mal quando soube que mesmo tirando as pessoas dali e levando para outro lugar não evitou a tragédia. – Você? Eu conheço, você me tirou da casa para morrer noutro lugar. Meu menino...meu menino morreu! Não vou a lugar nenhum com você novamente. – Ela falou e isso foi como um murro no estomago do jovem auror. – Acredite em mim, Londres ou Queerditch, o ataque viria. Assim como aqui e agora, há bruxos com eles patrulhando e eles vão encontrar o local. – Falou novamente baixando os braços quando alguns adultos baixaram a guarda. – Lamento pelo que ocorreu, o cerco tem ficado menor a cada instante, mas desse vez vocês vem para onde a resistência se esconde, depois achamos áreas realmente seguras para vocês! – Ele ainda tentava convencer os bruxos a irem com ele, pois não obrigaria ninguém a ir com ele. Os adultos conversavam entre eles e faziam perguntas para Darcy que tentava responder com rapidez porque eles não tinham tempo a perder. O grupo que incluía a senhora decidiu ir, ela ainda olhava feio para ele que o deixava muito triste por dentro. Darcy criou dois objetos para portal, dividindo o grupo que os levaria direto para onde a resistência estava. – Espere, a barreira estava desse jeito porque um de nós saiu para verificar o local, estávamos sem comida e ele foi tentar achar um lugar para pescar. Ele ainda está fora. – Avisou um homem, Darcy mandou todos para o portal enquanto destruía o acampamento e esperava por essa pessoa que era um jovem de cabelos loiros na faixa dos vinte anos chamado Bob. Ele sentou e esperou mudando os olhos para olhos de coruja novamente e ficou de vigia.

O tempo passou e cerca de vinte minutos depois podia ver uma figura de capuz se aproximando, mas atrás dele estava um grupo de militares. Darcy ficou em pé saindo da barreira porque o jovem não notou que foi seguido. – Abaixa! – Gritou para o jovem que se jogou no chão. – Repello Inimigotum – A barreira criada entre o jovem e os militares era para proteger dos tiros disparados na direção deles, pois as balas eram desintegradas ao tocarem na barreira. Darcy correu pegando o jovem pelas roupas e o colocando em pé. – Quieto, estão todos seguros. Vamos sair daqui! – Falei pegando um objeto e o transformando em portal rapidamente para saírem dali antes que o bruxo que estava na patrulha destruísse a barreira. [...] Quando chegaram a sede as outras pessoas resgatadas estavam ansiosas com a presença de Bob. Darcy se afastou e deixou que eles se abraçassem, ele olhava para aquilo com certo alivio, porque não conseguiu salvar as pessoas mortas em Queerditch, mas tinha chegado a tempo para levar 13 bruxos com ele, era um bom número certo? Pelo menos ele considerava que sim, mas saiu dali para procurar por notícias de Roman.

Off: Saiu do local!

Note: 1. Fiscal de Março 2. Fiscal de habilidade sublinhado.


DarcyAuror perito em esconderijos e disfarce. Sobrevivente de Mag Mell
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Aeryn Sondheim Beoulve
Corvinal
Corvinal
Aeryn Sondheim Beoulve


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: 4º Ano
Varinha: Pelo de Rabo de Cérbero, Cerejeira, 29cm, Flexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeQua 22 Abr 2020, 02:54

Aeryn não era de pregar peças, mas algo nas montanhas da Escócia — fosse o cheiro do pasto verde, fosse o sopro gelado do vento — despertava em si uma euforia incomum. Corria, pulava, aventurava-se pelo meio da mata e, sem qualquer preocupação no mundo, batia o pé para que os familiares a acompanhassem em aventuras. O desafio daquele dia, no entanto, era enganar Roland.

Como quem não queria nada, Aeryn correu até às margens de um dos lagos que os acompanhava naquela trilha. — Irmão, vem cá! — Gritou-o. Ouviu um protesto. — Sério, é rápido! Tem alguma coisa se mexendo aqui! A curiosidade do gêmeo falou mais alto; bastou que se aproximasse da margem para que Aeryn o desse um belo de um empurrão. Depois de tomar a queda e ter as vestes desconfortavelmente cheias de lama, Roland passou a persegui-la, em busca de sua vingança. Juntos, correram para longe dali.


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Roman Von Ziegler
Resistência - Auror
Resistência - Auror
Roman Von Ziegler

Patrono : Raposa do Ártico
Bicho-papão : Mortalha-Viva

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pelo de Rabo de Cérbero, Teixo, 31cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeQui 23 Abr 2020, 19:02

A situação estava demasiadamente caótica, no entanto, as operações da resistência logravam êxito em sua plenitude. A resistência levava bruxos de vários pontos de zona de guerra para a segurança de Queerditch. Essas operações eram a brecha que permitia o grupo engajar em outras operações, em busca de informações por pessoas que porventura precisariam de ajuda, quanto a respeito dos movimentos do exército, assim como os vípers ao redor de toda a Grã-Bretanha. A cada saída de Roman, Aurora mostrava-se extremamente preocupada, ainda mais que o casal tinha um filho que precisava de cuidados específicos, e não queria ser mãe solteira tão cedo. Apesar da dificuldade, Roman sempre foi um homem esperançoso, e não deixaria que essa chama se apagasse de si mesmo. O mundo bruxo já viveu situações diversas, e acreditava piamente que poderia ajudar significativamente, devido a grande experiência como auror de combate ao longo dos anos. Talvez, o que esteja acontecendo no mundo atual, seja a soberba que os bruxos sempre tiveram em face dos trouxas. Após tomarem ciência do que acontecia do lado de fora através de um jornal estrangeiro que, ao tudo indica, fora entregue por Nyx, Roman e Darcy, seu companheiro de missão, foram convocados para mais uma ronda.

Ambos estavam encarregados de fazerem a checagem da situação pelas Terras Altas da Escócia, local onde era sabido haver um grande volume de atividades. Na ocasião, tudo indicava que muitos bruxos e bruxas fugiram para que pudessem viver em pequenos acampamentos, na clandestinagem. Entretanto, o que não contavam, era que os militares, pouco a pouco, conseguiram descobrir esses acampamentos. Roman e Darcy precisavam fazer a ronda pelo local indicado, com a finalidade de encontrar os acampamentos e levar seus habitantes até a sede da resistência, uma vez que Queerditch havia caído. O meio mais eficaz a chegar nas Terras Altas da Escócias era por meio de uma vassoura, já que os demais meios continuavam impossibilitados. Sem mais delongas, Roman e seu parceiro saíram da sede da resistência, e uma vez fora desta, o magizoologista olhou o parceiro auror. ▬ Não sei o que acontecerá na trajetória daqui até lá, sabemos o que deve ser feito no local, então, cada um segue seu rumo a partir de agora. ▬ disse firmemente o magizoologista com a vassoura em posição. Ao montar sobre esta, apoiou-se, como de praxe, e impulsionou-se para ganhar velocidade pelos céus. Após ter voado numa altura consideravelmente segura, Roman chegou até ao seu destino, e era possível perceber que Darcy estava logo atrás.

Naquele momento, o bruxo naturalista concentrou em suas memórias mais importantes, a fim de mantê-las numa caixinha invisível dentro da própria cabeça; vez que outros bruxos não poderiam descobrir a localização exata da sede da resistência. Alterou as memórias mais recentes da resistência, onde esteve há pouco tempo; no lugar, pôs uma casa excessivamente molhada e abandonada, além de uma discussão com alguém que não mostrava o rosto, com o intuito de induzir a erro quem porventura ousasse entrar em sua mente. Sem mais demora, Roman deu uma volta sobre a localidade. O homem sobrevoava o local em busca dos acampamentos. Os acampados pareciam ter ideia do perigo, ou não, porque ninguém em sã consciência acamparia em locais tão óbvios de serem descobertos. Ao avistar o primeiro acampamento, ao longe, Roman, sobre sua vassoura, voou até o local e quando deixou a vassoura flutuar sobre o chão, reuniu alguns bruxos acampados. ▬ Pessoal, eu me chamo Roman, auror da resistência britânica. Tenho ordens para guiá-los até a resistência imediatamente. É medida de urgência e preciso da cooperação de todos vocês. Agora, sabem me informar de mais algum acampamento? ▬ ao lançar o questionamento, surgiu uma mulher mais velha que informou que o outro acampamento mais distante ficou por conta de outro homem que também havia se identificado como auror da resistência.

Afirmou positivamente com a cabeça. ▬ Perfeito! Todos estão com suas vassouras? Porque necessito que todos vocês me sigam em silêncio. ▬ anunciou a todos os bruxos. Logo desviou seu olhar à sua vassoura, mantendo todo o seu foco nesta por alguns segundos. Assim, concentrou-se no feitiço que utilizaria sobre a sua tão amada e companheira de voo, mas, naquele mesmo instante, Ziegler deixou que a sua magia interna fluísse por todo o seu corpo antes de canalizá-la em sua mão direita. Nesta hora, o auror ergueu-a direção à vassoura. Accio! proferiu o feitiço, e o objeto desejado voou diretamente para a palma de sua mão, pondo-a de pé. ▬ Arrumem-se, iremos agora! ▬ ordenou, num tom de voz mais sério. Entretanto, mais ao longe, fora possível perceber uma movimentação estranha, e na atual circunstância, Roman não conseguiria pensar em outra coisa, senão os militares. ▬ Vamos, não temos tempo a perder! Vamos, todos vocês! ▬ à medida em que o auror palavreava, os demais bruxos arrumavam-se o quanto podia, e montavam em suas vassouras, num misto de bruxos, desde adolescentes aos mais velhos que o próprio auror. Torceu para que Darcy tivesse logrado êxito em sua missão. Segundos após, Roman montou em sua vassoura, dando partida logo em seguida, e levou consigo uma boa quantidade de bruxos. Saíram dali, direto para a sede da resistência.  
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Molly Stumpp
Grifinória
Grifinória
Molly Stumpp

Bicho-papão : ••

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha: Pluma de Basilisco, Videira, 28cm, Flexível

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeTer 05 Maio 2020, 19:34

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Meu ombro ainda doía no exato local em que fui mordida, mas a mamãe estava comigo, então a dor não era importante. Não, não. Ignorei o choque doloroso de mover o ombro que estava machucado, porque somente assim consegui me abaixar e colher uma flor, a qual ofereci para a minha mãe. Ela ignorou a minha mão estendida com a flor, segurando a minha outra e puxando o meu corpo para frente.

Eu ainda estava com medo e confusa, mas se a mamãe estava aqui, então por que deveria me importar com isso? Por quê? Ela me ajudaria, eu tinha certeza. Ainda que eu não reconhecesse a zona muito verde pela qual ela me guiava, sabia que devia ser algum cantinho que ajudaria tanto o meu destino quanto o dela. Segurança.

Mamãe subiu os degraus de uma varanda, uma casa perdida no verde, fechou o guarda-chuva cinza e pediu para que eu me sentasse em um dos dois banquinhos do lado direito da varanda. Fui até lá. Ela parou à frente da entrada da casa de pedra e bateu à porta rapidamente. Eu apertei a alça da minha bolsa de ombro. Mamãe não tinha me impedido de trazer algumas coisas.

Não demorou muito para que o rosto de uma velhinha aparecesse do outro lado da porta. E era estranho a forma como ela parecia já saber o porquê de minha mãe estar lá. A velhinha vivia sem ninguém? Parecia viver sozinha.

A presença da velha iniciou uma conversa que durou poucos minutos. Mamãe parecia... desesperada. Ela olhou-me por alguns segundos e, de repente, algo dentro de mim pareceu escorrer pelos meus olhos. A esperança, pois a vi abrir o guarda-chuva e começar a se afastar da casa. Sem mim?

— Mamãe! — Tentei alcançá-la, porque eu a contei o que eu sou e precisava dela, mas uma mão em meu ombro impediu que o meu corpinho deixasse a varanda.

Muitas palavras nasceram em minha cabeça, tantas, mas nem mesmo uma teve a coragem de pular para fora da boca.

— Calma, garota, calma. — Então, os olhos da velhinha caíram para a flor em minha mão. — Uma crisântemo... — Houve tristeza em seu tom.

Naquele dia, eu não importei-me com o último comentário dela, mas aquela flor foi colocada em minha mão como um presente debochado da vida. Crisântemo é muito conhecida como uma flor de despedida do verão, de um amor ou de uma paixão que acabou. Mas ainda que eu não soubesse o significado da flor naquele dia, de alguma forma, eu lutava contra o conhecimento de que a mulher que me colocou no mundo não voltaria para me buscar. A velhinha, de forma doce e compreensiva, me acompanhou para outro lugar.

A vida continuaria, pois é impaciente e não espera a dor de ninguém passar para seguir adiante. Nem mesmo a de uma criança com o coração partido.

Saiu dali.


mollie

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Arthur Highmore Bellator
Grifinória
Grifinória
Arthur Highmore Bellator


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 6º Ano
Varinha: Ferrão de Explosivin, Figueira, 25cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeQui 07 Maio 2020, 14:41


FILE: Crianças não podem brincar com a Internet
LOCATION: Lake Bridge, Escócia
ARCHIVE: Number 1

Lake Bridge é uma pequena cidade localizada a uns poucos quilômetros de Hogwarts, em meio a florestas temperadas, elevações montanhosas e um lago enorme que deu início a ocupação do local. Ela tem uma herança relacionada às minas de carvão, hoje fechadas por conta da escassez do produto natural e a falta de segurança nos caminhos tortuosos do subsolo. Suas ruas são preenchidas com casinhas tipicamente escocesas, um centro comercial resumido em uma rua e uma praça principal com a estátua de um minerador chamado Herbert Georgeson. Um local altamente trouxa. Comia um pretzel em uma barraquinha, sentindo o aroma de açúcar caramelizado e espiando por entre as lojinhas, pessoas vivendo suas vidas normais, aparentemente inatingidas. Porém em uma das mãos, eu tinha um artigo jornal informando o desaparecimento e consequente suspeita de morte de um garoto chamado Dennys Farley. Ele fora dado como desaparecido na última semana quando sumiu durante o percurso para casa após um encontro com os amigos de escola. O curioso é que a polícia trouxa encontrou um pedaço mutilado de braço humano no corredor do prédio de Dennys e a análise de DNA confirmou que se tratava do braço do menino. Embora tenham mantido o caso em aberto, já que ninguém encontrou o resto do corpo, boa parte das pessoas supõem que o garoto já está morto. Desaparecimentos e mutilações misteriosas chamam a atenção de qualquer caçador atento, portanto me dirigi o mais rápido que podia, fugindo da escola em um final de semana e voando de vassoura até Lake Bridge. – Trágico, não é?! O que ocorreu com esse menino... – Comentei com o vendedor de pretzels, o qual era careca, mas mantinha um bigode enorme. Eu já vira várias vezes meu pai puxar assunto com pessoas comuns de forma a tentar arrancar uma informação qualquer. “Sim, muito trágico!” Ele concordou. “Minha sobrinha tem uma colega que é amiga dele. Ou era, pelo menos. Esses jovens... Na minha época isso não acontecia.” Em cidades pequenas isso é muito comum, tanto o fato de todos os moradores terem algum tipo de relação com menos de duas pessoas de distância quanto homens com cinquenta e poucos anos reclamando da nova geração. O caso não tinha testemunhas concretas senão as últimas pessoas a encontrarem Dennys naquela noite, seu grupo de melhores amigos. Este fora interrogado pela polícia, mas não tiveram as identidades reveladas publicamente. – E... quem seria essa amiga, por acaso? – Perguntei despretensiosamente ao vendedor.

Eu não tenho muito afinidade com escolas e adolescentes trouxas. Cheguei à Lake Bridge Elementary School um pouco depois das aulas terminarem e tratei de me informar com alguns alunos antes de encontrar a minha primeira testemunha. Em dado momento ela apareceu descendo as escadarias do prédio para buscar uma bicicleta atrelada a um pequeno estacionamento. Um grupo de outros adolescentes também apareceu logo atrás, parando perto da menina. “Ei, B-Tossinha! Teve outra crise de paranoia na aula? Você devia ter visto a sua cara.” Um deles, alto e com cabelos cacheados falou rindo, enquanto outro, mais baixo e gordo completou: “Não, não, não! Deixem-no em paz! Não, não, não!” Os meninos gargalharam, embora eu pudesse reconhecer uma expressão de fúria no rosto da menina que sofria bullying tão abertamente. “Calem a boca, imbecis! Vocês não tem mais nada para fazer, não? Tipo limpar a meleca do nariz ou o resto da bunda?” Em resposta ao afrontamento dela, eles soltaram uma vaia discreta. “Cuidado, B-Tossinha. Se eu te pego, você sai tossindo pelo resta da vida...” Foi quando eu decidi que era hora de interromper a reuniãozinha entre crianças e seus afrontamentos muito odiosos para a idade. – Ô bando de trombadinha mirim. Algum problema? – Meu anúncio de chegada chamou a atenção dos três, os dois meninos arregalaram os olhos. O grupo não parecia ter mais de onze ou doze anos de idade em média. “Com quem você pensa que está falando?” Reclamou o mais gordinho. – Eu não me importo em saber com quem estou falando. Vocês deviam se preocupar com o tipo de pessoa que atormentam. – Um sorriso se abriu no meu rosto. – E essa aí é minha irmã! – Olhei para a garota, esperando que ela falasse alguma coisa e até mesmo me contrariasse, porém permaneceu quieta. – Eu sugiro que os dois corram para longe antes que eu decida coloca-los na minha lista negra. Vocês conhecem alguém da minha lista negra? – Os dois meninos negaram com a cabeça. – É porque nenhum deles está vivo. – Sendo assim, a dupla de opressores infantis acenaram com a cabeça para caírem fora o quanto antes e em poucos segundos, já tinham dobrado a esquina às pressas. Eu comecei a rir, assim como a garota a minha frente. Beatrice tinha uma pele clarinha, olhos verdes, sardas no rosto e cabelos ruivos. Ela me observou atentamente depois que terminara de rir, expelindo uma pequena tosse contida. “Essa foi boa, mas não precisava... Eu já estou acostumada com esses babacas.” Então arqueou uma sobrancelha. “Quem é você?” Eu assenti com a cabeça e estendi a mão. – Colton Farley. Sou primo do Dennys. – Ela hesitou um pouco, analisando minha aparência, mas depois estendeu a mão. “Beatrice.” De repente sua expressão ficou mais escura, como se eu tocasse em um assunto doloroso. – Eu sei, estava procurando por você. – Tentei soar o mais amigável possível, usando o melhor de meu charme para facilitar. – Sabe, quero fazer uma homenagem para o Dennys, de modo a encorajar nas buscas, e gostaria de alguns depoimentos dos amigos dele. Quer dizer... vocês o conhecem até demais. – Ela assentiu, ainda silenciosa, mordendo a boca antes de responder. “Eu não sou muito boa com palavras...” Deu de ombros, desviando o rosto para encarar o chão. – Não precisa escrever nada. Eu só queria mesmo conversar sobre, não sei, como vocês se divertem juntos ou... os lugares que gostam de ir. – Sugeri, tomando um caminho para a conversa. – Como o que fizeram naquela noite. – A menção do ocorrido gerou um efeito contrário em Beatrice que balançou a cabeça e se afastou, cautelosamente.

Foi quando outro garoto apareceu no estacionamento. Ele tinha aparentemente a mesma idade de Beatrice, era moreno e magro e nos interrompeu chamando a garota. “B. É hora da reunião!” Ele indicou o caminho para a outra direção do pátio e Beatrice assentiu, quase como se agradecesse por alguém aparecer. “Desculpa. Eu tenho que ir!” Ela e o menino correram para outro caminho, sumindo em uma curva detrás da escola. – Okay. É hora de me meter um pouco na vida dessas crianças. – A curva seguia para um pátio e posteriormente uma quadra esportiva. Escondi-me atrás das arquibancadas a tempo de enxergar o grupo de três adolescentes cochichando entre si. Então desenrolei uma orelha extensível e a estiquei o quanto podia para escutar a conversa. Dois deles eram Beatrice e seu amigo anterior e o terceiro, um menino roliço usando um boné vermelho. “Animal. Ficou demais, Gilbert!” Este último afirmou. Eu notei que o menino que puxou a garota antes, Gilbert, tinha um notebook entre as pernas e os três pareciam entretidos com alguma coisa na tela do aparelho. “O pessoal do fórum vai achar bizarro!” Disse Gilbert, com um sorriso animado no rosto. A única que não sorria era a pequena Beatrice, a qual tirou uma bombinha de asma da mochila para respirar direito. “Isso não tem graça. É... estranho e assustador. O Dennys não...” Mas então o menino ao seu lado lhe interrompeu, segurando o notebook. “O Dennys criou antes do que aconteceu. Foi a última imagem do celular dele que os policiais encontraram no corredor. Ainda bem que a Sra. Farley me deixou pegar algumas coisas no apartamento e eu confisquei isso. É uma montagem boa, vamos postar no fórum em homenagem a ele.” Escutei alguns cliques e teclas batendo até que Gilbert terminasse. “Feito. Dennys agora é um membro honrado dos ‘Seguidores de Trevor Henderson’!” Os dois meninos riram baixinho, mas a garota precisou de mais uma respirada na bombinha para aparentemente acalmar os ânimos. “Eu não consigo... Eu não sei se consigo continuar mentindo, gente.” Desabafou ela. Nesse momento, o garotinho roliço a censurou. “B. Não podemos falar para os nossos pais que fomos ao Garbor Hedge naquela noite. Eles nos poriam de castigo por séculos.” E Gilbert concordou. “O Ethan tem razão, B. Sabe que aquele lugar é proibido para adultos, imagina para crianças.” Mas Beatrice não parecia satisfeita. “Eu sei, mas e se tiver alguma coisa a ver com o desaparecimento do Dennys? Podemos estar escondendo uma informação importante...” Seus dois companheiros balançaram a cabeça negativamente. “Nem mais um pio sobre esse assunto. O Dennys vai ser encontrado! Não tem nada a ver com um manicômio abandonado, Beatrice!” Gilbert e Ethan retornaram a falar de assuntos triviais enquanto uma desanimada Beatrice encolhia-se emitindo um muxoxo. Decorei os nomes que foram citados e parti para a investigação. Parece que aquelas crianças já não eram mais tão inocentes assim.

[atemporal]: Saí do lugar.
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Arthur Highmore Bellator
Grifinória
Grifinória
Arthur Highmore Bellator


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 6º Ano
Varinha: Ferrão de Explosivin, Figueira, 25cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeQui 07 Maio 2020, 15:24


FILE: Crianças não podem brincar com a Internet
LOCATION: Lake Bridge, Escócia
ARCHIVE: Number 2

Tecnologia trouxa nunca foi um problema para mim, embora eu não utilizasse celulares e computadores com frequência. Entrei na Biblioteca Municipal de Lake Bridge para utilizar um computador bastante antigo e buscar algumas informações no Google sobre o que escutara. Trevor Henderson era uma personalidade da internet, ilustrador, escritor e artista canadense conhecido principalmente por criar lendas acerca de assombrações e criaturas misteriosas através de fotografias modificadas digitalmente. Seu trabalho gerou muita repercussão com criaturas fictícias como o Siren Head, Cartoon Cat, The Man With the Upside-Down Face, entre outras entidades pertencentes ao folclore moderno da web. É algo parecido com as lendas do Slender Man, por exemplo, totalmente baseadas em contos de blogs. Gilbert, Ethan, Beatrice e mesmo Dennys eram membros de um fórum para admiradores do trabalho de Henderson e muitos deles postavam fotos montadas, simulando o aparecimento desses monstros em lugares aleatórios do mundo. – Então é isso que os adolescentes trouxas gostam? Monstros fantasiosos da internet? – Tudo bem, as criaturas eram meio assustadoras de fato, mas não passavam de uma montagem em um jogo de luz conveniente. Entre as fotos postadas, encontrei aquela da qual Gilbert parecia se referir na quadra, retirada do celular de Dennys depois de seu desaparecimento. “Em homenagem ao nosso amigo Dennys, posto esse registro criado por ele do Smile Room. #animal #smileroom #sddsdennys” E a imagem era a de um corredor ao término da subida de uma escada, ocupado por uma espécie de criatura resumida em uma gigantesca boca vertical de aparência humana com dentes tortos que se manifestavam junto de pedaços de gengiva estendidos como pequenos tentáculos. Um monstro muito estranho e repulsivo. (x) Os comentários se liam: “uau, demais”, “eu nunca vi uma montagem tão perfeita!” e “caramba, parece até de verdade!”. Sua foto realmente bombou no fórum e eu comecei a me perguntar por que me sentia perturbado com aquela imagem em específico. Aquelas crianças tinham um segredo e escondiam da polícia e os parentes alguma coisa relacionada à Garbor Hedge. Este era, na verdade, o nome de um manicômio abandonado nos limites da cidade. Sua construção caía aos pedaços e nunca mais fora utilizada desde o fechamento da instituição em 1966. Uma reportagem mais recente afirmava a tentativa de prefeitura em reformar o prédio embora o projeto se provasse bastante incongruente considerando que iria exigir um investimento absurdo para restaurar tanto tempo de abandono e descaso. – Um cenário perfeito para tirar algumas fotos assustadoras e depois inserir um monstro qualquer em um programa de edição. – Concluí, girando o círculo do mouse para imprimir a localização do manicômio. Eu já tinha onde começar a minha investigação e seria em um hospital abandonado.

Garbor Hedge fora construído ainda em 1842 para abrigar casos de insanidade e loucura quando a ciência ainda era bastante precária sobre o assunto. Sua arquitetura era tipicamente vitoriana, com janelas altas e tijolos escuros. Era tardinha quando cheguei ao local, rodeado por arames e pedaços de pau improvisados em uma cerca. Uma placa dizia “PROPRIEDADE PARTICULAR”. – Isso nunca me foi um problema. – Estendi a varinha para o arame e proferi de imediato. – Diffindo. – O feitiço rasgou um pedaço inteiro do material, permitindo que eu me enfiasse nos terrenos aparentemente particulares do manicômio, embora eu notasse algumas pichações nas paredes e latinhas de cerveja jogadas na grama descuidada. Em pouco tempo eu já havia adentrado no interior da construção, percorrendo os corredores com cheiro de mofo e poeira, topando com paredes despedaçadas e um rato correndo em um buraco. Mobílias quebradas e tomadas por cupins se encontravam espalhadas por todos os lugares, embora eu não notasse nenhuma marca estranha de luta ou inscrições malignas. Lugares abandonados normalmente são um chamariz para criaturas estranhas, especialmente quando acumulam uma carga negativa de energia. Seja pela ligação dessas criaturas com o ambiente, seja pelo o que andou ocorrendo lá antes de ser abandonado. Um manicômio era particularmente problemático nesse aspecto. – Alohomora. – Usei o feitiço para destrancar um cadeado muito antigo e entrar em uma ala com quartos fechados. Ali não tinha janelas, portanto logo se tornou bastante escuro. – Lumus. – Quanto mais eu desbravava o coração do local, mais eu sentia o quanto estava sozinho. Normalmente os caçadores possuem um bom senso para a presença de outras pessoas ou mesmo entidades sobrenaturais e por mais que eu tentasse, minha impressão era apenas que o prédio permanecia abandonado e ninguém, nem menos fantasmas, quiseram usá-lo como abrigo. Quase desistia de continuar explorando quando escutei um barulho de ferro sendo empurrado. Ele vinha de dentro de um quarto. Meu coração acelerou por alguns momentos enquanto eu lentamente me aproximava da porta enferrujada deste. – Você já passou por isso antes, Arthur. Seja o que for, está preparado! – Acalmei meus ânimos e empurrei a porta bruscamente com o pé, gerando um som enorme de metal batendo. Finalmente encontrei alguma coisa e ela era... Meu pai! Sim, meu pai em pé dentro do quarto. Seu rosto escuro e sisudo me encarou por um momento, soltou um suspiro e depois estalou a língua no céu da boca. – P-pai? – Indaguei inicialmente pego de surpresa com a sua presença. Meu pai entornou a cabeça levemente, avaliando-me da cabeças aos pés. “Desgosto. É o meu limite, Arthur. Você me decepcionou de todas as formas possíveis. Não quero mais lhe ver na minha frente!” Eu hesitei e dei um passo para trás, engolindo em seco. “SUMA DAQUI, ARTHUR! VOCÊ NÃO É MEU FILHO! NUNCA FOI! SUMA DAQUI!” Ele gritou de repente enfurecido, embora não quisesse sair do quarto para não se aproximar demais. – Já chega! Ridikkulus! – Com o uso dessa magia, uma maquiagem exagerada surgiu no rosto do meu pai, pintando mesmo sua barba em um verde berrante. Ele ficou totalmente ridículo. – HAHAHAHA! Mano... – Comecei a gargalhar com aquela imagem, limpando algumas lágrimas do meu rosto, enquanto o bicho-papão tentava se livrar dos adereços improvisados. Ele se irritou com as minhas gargalhadas e fechou a porta do quarto, trancando-se novamente na escuridão. Eu permaneci rindo por alguns segundos até entender que as únicas criaturas que amariam aquele manicômio eram esses troca-peles inúteis sem nenhuma graça. Ignorando o impacto das palavras do meu falso pai, deixei a ala dos quartos e segui para o resto dos corredores, usando o Revele Seus Segredos de modo a descobrir alguma coisa.

O céu se tornara estrelado quando deixei Garbor Hedge sem nenhuma conclusão plausível e segui calmamente pela estrada que cortava a floresta de Lake Bridge. Foi quando topei com três crianças andando de bicicleta. Eram os três dito cujos da escola. – Hey, Beatrice! – Acenei, cumprimentando-a com uma falsa simpatia. Ela parou de pedalar, assim como os outros, e me devolveu um sorriso contido. “Oi... Ahm... Colton, não é?” Então se virou para os companheiros. “Esse é o Colton, primo do Dennys, gente.” Os dois meninos acenaram para mim, um tanto quanto desinteressados com o carinha estranho que sugira do nada. – O que estão fazendo tão tarde na rua? – Questionei tentando parecer um quase adulto responsável preocupado com crianças quaisquer. “Nada demais. Estamos voltando para a casa.” Ela respondeu rapidamente e embora eu não confiasse naquele grupo de mentirosos mirins, senti que era, de fato, verdade. “Eu não sabia que o Dennys tinha primos.” Comentou Ethan, o garoto roliço de boné. – Ele tem. – Não tinha porque me aprofundar em explicações sobre a mentira. – Bom... Tenham cuidado, meninos. A gente nunca sabe o que... – Então, antes que eu terminasse o meu sermão, comecei a escutar uma estranha sirene tocando ao longe. (som) Parecia mais um anúncio de tornado pelo tamanho e intensidade do som, mas não haviam tornados na Escócia, não é?! “O que é isso?” Indagou Gilbert demonstrando estar um tanto quanto assustado. O som continuou, a sirene forte que fez meus ouvidos doerem, aumentando a cada segundo passado e acompanhada de uma espécie de urro. “Tem alguma coisa vindo... na floresta.” Murmurou Beatrice e ela tinha razão! Na estrada podíamos ver as árvores balançando à medida que o som e o urro aumentavam. Um grupo de corvos saiu voando quando algo bateu em um carvalho e os espantou. – Saiam daqui! Agora! Usem as suas bicicletas! – Ordenei e ninguém pareceu protestar a minha sugestão. Eles começaram a pedalar e eu comecei a correr atrás deles.

Alguma coisa pulou na estrada no segundo seguinte, criando um impacto forte, embora silencioso, e trazendo consigo o barulho da sirene que mudou de som logo em seguida. Agora eram alto falantes emitindo uma espécie de notícia política repleta de interferências de rádio: “...plebiscItO, rEalizAdo em 23 de jUnhO de 2016, EleITorEs brItâNiCos... bzzz... mORRamm... bzzz... pUdEram decIDir se O Reino... BZZZ... MoRrAmM... BZZZ... UnIDo deVeRia pErmaNEcer ou dEIxAr a UnIãO EUrOPeia...” Foi então que olhei para trás e encarei uma criatura humanoide gigantesca e esquelética, mais semelhante a um poste em pé começar a correr na nossa direção e nos perseguir consequentemente. (x) Ele tinha longos braços e pernas desproporcionais, mas no lugar do pescoço e a cabeça, um pedaço de carne segurando dois alto falantes que continuaram a emitir notícias em um tom bizarro, imitando de repente uma jornalista de fofocas do rádio: “...mAIs Um ERro DE PhOtoShop... bzzz... EsTÃo mORTos... bzzz... nO Clã KArdAsHian. OMG! KiM ApaR... BZZZ... VOcêS EStãO MorTos... BZZ.. eCe cOm tRêS mãOs nO lUGar DE dUaS...” Os meninos gritaram enquanto o monstro do alto falante persistia em nos perseguir, extremamente rápido e determinado, o som se tornando mais deformado a cada segundo. – Bamboé! – Mirei nas longas pernas do bicho, mas aparentemente acabei errando por conta da pressa e a falta de mira enquanto corria na direção contrária. Os alto falantes mudaram a estação e de repente se tornaram ainda mais perturbadores: “...Socorro! Me ajudem! Tem um assassino na minha casa! Por favor, eu acho que ele está no meu quarto! Ele vai me encontrar! SOCORRO!” O som de interferência tomou conta da gravação e continuou tocando os gritos de uma mulher sendo atacada até a morte, atordoando os meus sentidos e aparentemente também os das crianças, pois Ethan se desequilibrou e caiu da bicicleta. O homem-sirene deu um pulo, passou por mim e se dirigiu ao garoto. – Não sobre a minha vista, demônio! – Me apressei para alcança-lo e a criatura usou um de seus longos braços para tentar me acertar. – Protego! – O braço bateu na barreira escudo e se interrompeu no meio do caminho. – Foge, Ethan! Vai! Incarcerous! – Lancei as cordas na esperança que elas prendessem a ameaça, porém a criatura tinha uma força surpreendente para rasga-las no mesmo momento que se ataram nele. O menino arregalou os olhos e abandonou a bicicleta, correndo o mais rápido que podia. O monstro então mudou de tática. “Ethan! Sou eu, DEnNys! ...Bzzz... Eu eSTou aquI!” Meu coração acelerou em desespero quando eu percebi que ele era um mímico. Ethan parou ao escutar a voz de seu amigo nos alto falantes e se virou para olhar no mesmo momento em que o monstro saltou e o pegou pelo braço. Em menos de um segundo, a criatura pulou na floresta carregando aos berros um Ethan para o meio da escuridão.

[atemporal]: Saí do lugar.
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Arthur Highmore Bellator
Grifinória
Grifinória
Arthur Highmore Bellator


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 6º Ano
Varinha: Ferrão de Explosivin, Figueira, 25cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 6 I_icon_minitimeQui 07 Maio 2020, 15:47


FILE: Crianças não podem brincar com a Internet
LOCATION: Lake Bridge, Escócia
ARCHIVE: Number 3

Embora eu passasse a noite toda vasculhando os arredores da floresta, nada consegui encontrar de Ethan ou do homem-sirene que o raptara. Na manhã seguinte ele foi dado como desaparecido pelas autoridades de Lake Bridge. Eu fui até a casa de Beatrice tentando buscar respostas sobre a criatura e a encontrei no jardim, sentada tristemente em um balanço. “Beatrice. Esse garoto diz que é o seu tutor de Matemática.” Informou a mãe da menina, chamando a sua atenção. Quando me reconheceu, ela arregalou os olhos, mas depois recobrou a seriedade. “Ahm... É... Eu ando com problemas de cálculo mesmo.” Saiu em balbúcie, coçando os olhos. Sua mãe hesitou. “Tem certeza, querida? Não precisa se preocupar com a escola hoje...” Mas a menina a interrompeu. “Pode deixar, mãe. O Sr. Binnigham que me recomendou e... o Stephen também precisa cumprir os horários dele.” A mulher então suspirou alto e depois concordou, sem muitas objeções, acenando brevemente para mim e nos deixando sozinhos no jardim em seguida. – Agora eu me chamo Stephen? – Indaguei me aproximando dela e ocupando o outro balanço. “Não. Não acho que seja nem Stephen, nem Colton. Você não é primo do Dennys, né?!” Sua pergunta tão direta me deixou bastante surpreso de início, mas eu logo entendi que Beatrice era mesmo uma garota bastante esperta. – Quem sabe eu seja um parente distante dele e ainda não sei... Mas certamente Farley não é meu sobrenome. – Admiti dando de ombros. Ela demonstrou estar um pouquinho brava. – Tudo bem. Não precisa confiar em mim agora. Eu menti para você. Isso não é legal. – Meus olhos se concentraram em uma mangueira azul usada para regar algumas plantas cultivadas pela mãe de Beatrice. A garota mordeu um lábio e entortou a boca. “Eu não sei se devo ou não confiar em você, mas... eu vi o que fez contra o Siren Head. Você manja dessas coisas de magia?” Minhas sobrancelhas foram erguidas depois do que escutei. – Sim, de certa forma. É o meu trabalho quer dizer... Estou há um tempo na carreira. Comecei investigando o que poderia ter causado o sumiço de seu amigo e agora... Entendo que é uma criatura diferente de todas que conheço. – Uma pausa. – Então o Siren Head existe? O monstro criado por Trevor Henderson? – Ela desviou o rosto, fechou os olhos e abaixou a cabeça. “Eu nunca poderia imaginar... Eu e os meninos sempre gostamos de lendas e histórias de terror na Internet e como também adoramos mexer com o Photoshop e o Ilustrator... Agora ele está nos perseguindo de verdade! Será que é um castigo por brincarmos com a existência dele?” Ela começou a chorar, lágrimas borbulharam e desceram por suas bochechas até que a menina se obrigasse a limpa-las com a manga do moletom. – Você nunca saberia, Beatrice. Não é culpa sua. – Tentei acalma-la, apertando seu ombro. – Eu descobrirei um jeito de impedir esse monstro e encontrar seus amigos o quanto antes. – Foi então que tomei coragem para falar a minha última conclusão, temendo o quanto aquilo a afetaria. – Mas... Se ele buscou o Dennys e o Ethan... – Porém falhei na hora de continuar com a notícia. Beatrice me fitou, ela já sabia. “Ele vem buscar a mim e o Gilbert também.” Minha expressão exibia um “provavelmente” bem claro, antes que eu continuasse com um plano em mente: - Peça a sua mãe para o Gilbert dormir aqui essa noite. Não posso vigiar os dois em locais diferentes, então teremos que nos arriscar. Enquanto isso você me conta tudo que sabe sobre o Siren Head.

Eu estava me cagando de medo! Não do Siren Head em si, mas da forma como conseguiria enfrenta-lo. Encarei nos olhos de Beatrice uma esperança de proteção e meu coração sabia que não podia decepciona-la. Eu entendia, de certa forma, que as chances de Dennys e Ethan estarem vivos eram pequenas, portanto carregava em minhas mãos a responsabilidade de proteger aqueles dois moleques de uma morte quase inevitável. Quando a noite chegou, eu já tinha revirado todas as informações possíveis sobre o Siren Head em fontes de pesquisa, além das quais a garota me confidenciou, embora não tivesse encontrado nada sobre a fraqueza do monstro. O bestiário do meu avô tão pouco me ajudou, pois eu não tinha certeza acerca da natureza de Siren Head. Seria um zumbi? Uma mutação genética? Uma criatura sensível ao fogo? Gelo? Eu tentaria todas as possibilidades assim que o reencontrasse. Fiquei em posição de alerta, voando em minha vassoura enquanto me escondia dos trouxas e vasculhava a área em busca de qualquer suspeita. Vi o Gilbert entrando na casa de Beatrice, a fome bateu na hora do jantar e eu desci para comer alguma coisa quando a menina ressurgiu me oferecendo peixe e batatas fritas. Depois retornei a patrulhar a área até que a rua se tornasse calma e as pessoas se retirassem para a cama. Foi suficientemente seguro então guardar a minha vassoura e ficar observando a casa do chão, na calçada da rua. Os pais de Beatrice apagaram as luzes da sala, embora eu tenha notado uma pequena iluminação constante no quarto da menina. Ela e Gilbert não pareciam estar com sono, assim como eu. Em dado momento, senti uma estranha sensação de frio e então o inesperado aconteceu. Os postes falharam e de repente a rua inteira foi tomada por um breu. – Merda. – Murmurei. – Lumus. – Sem como enxergar perfeitamente, olhei para todos os lados sem parar, atentando minha audição para qualquer barulho estranho. Foi quando olhei para cima que tombei com uma criatura me encarando. Um bicho esguio e preto, também humanoide, sorria para mim com a boca aberta, dentes afiados salivantes pingando sangue e olhos em arco, quase inteiramente preenchidos com uma pupila negra. (x) Ele mais parecia um felino, um gato em específico, embora fosse absurdamente grande e macabro já que permanecia parado em pé, apenas me encarando. Tinha pelo menos uns cinco metros de altura. No lugar de patas usava luvas e imediatamente me pareceu com um personagem de desenho animado possuído por um demônio. O gato então me surpreendeu com uma ação e me deu um enorme empurrão, do qual me jogou para longe batendo em sacos de lixo, e saltou para o jardim da casa, dando um jeito de quebrar o vidro do quarto mais próximo. Escutei gritos à medida que ia me reerguendo, provavelmente dos pais de Beatrice, e adentrei na casa à força, correndo para socorrê-los antes que o monstro fizesse alguma tragédia. Quando cheguei ao quarto, o gato tinha a mãe de Beatrice entre os braços e engolia a cabeça da mulher inteira enquanto ela gritava em desespero. Imediatamente minha mente iluminou uma ideia e eu mirei nela. – Petrificus Totalus! – Acertando-a, a mulher se tornou tão dura quanto pedra, obrigando-o o gato a parar de engoli-la. Ele a jogou no chão e urrou para mim. – Incendio! – Agora eu podia testar meus feitiços de ataque e labaredas de fogo acertaram o monstro estranho, ele gritou e me empurrou, se dirigindo para fora do quarto. – Beatrice! – Murmurei, sem tempo para verificar a situação da mãe ou o pai da menina enquanto ela estava ameaçada.

A criatura arregaçou a porta do quarto de Beatrice e eu escutei os gritos dos meninos. – Incendio! – Proferi novamente, os alcançando e acertando o gato que sibilou para mim, mostrando os dentes demoníacos. Ele não foi machucado propriamente pelo fogo, mas pareceu se incomodar com as chamas. Beatrice caiu da cama e se escondeu embaixo dela enquanto Gilbert começou a chorar, imobilizado na parede. – Estupefaça! – Tentei outra alternativa, tentando ao menos derrubar o atacante, mas ele não sentiu nada além de um pequeno empurrão. – Como...? – A cabeça do gato estendeu de tamanho e seu pescoço também, ele se projetou para cima de mim e tentou me abocanhar, os dentes cheios de sangue em meio àquele sorriso doentio. Eu me joguei para trás, desviando de seu ataque enquanto o pescoço continuava se esticando e me perseguindo. “Arthur!” Gritou Beatrice e então eu percebi que estava sendo propositalmente afastado dos garotos. O gato retirou o pescoço de forma tão rápida que acabara me distanciando o suficiente para adentrar no cômodo anterior e se trancar lá dentro antes que eu o alcançasse. Quando tentei abrir a porta, ela tinha sido realmente fechada com alguma força poderosa. – Cistem Aperio! – Usando esse feitiço em específico, destruí a fechadura e escancarei a porta a ponto de encarar uma Beatrice encolhida no chão e a janela destruída. “Ele saiu com o Gilbert! O Cartoon Cat!.” Ela choramingou e eu corri para a janela conseguindo discernir o menino sendo carregado na rua pelo gato. – Ajude seus pais! Eu volto já! – Eu consegui pegar minha vassoura e saltar em cima dela para perseguir os dois. O monstro felino corria em pé pelas ruas escuras de um jeito bizarro enquanto eu o perseguia de perto. Ele era extremamente veloz, embora minha vassoura também fosse. – Locomotor Mortis! – Mirei em suas pernas, porém mais uma vez o feitiço ricocheteou e sumiu depois de acertar o alvo. “Ele não sente o feitiço, assim como o Siren Head! A não ser que...” Fossem a mesma coisa! Essa conclusão me pegou no meio da perseguição, mas se tornou tão clara quanto seria se ocorresse em meio a uma dose de estudos silenciosos. Gilbert não conseguia gritar, porém sua expressão era de puro terror. – Eu consigo... Incarcerous! – Mirei novamente nas pernas longas do bicho, jogando cordas mágicas que se ataram a elas. Ele não pareceu esperar o movimento físico, portanto acabou se desequilibrando e caindo para frente, colidindo com um poste da rua. Gilbert se desprendeu das mãos da besta e rolou para longe. Pousei no asfalto e me pus a atacar a criatura com diversos feitiços diferentes. Ele simplesmente sorriu para mim, repelindo todos, rasgou as cordas e se reergueu balançando o corpo de um lado para o outro. Foi quando a energia do poste explodiu e alguns fios caíram, tomados por fogo, na rua. O gato urrou de irritação à medida que as chamas iam se alastrando e se afastou lentamente para longe. Ele me encarou uma última vez, sorrindo diabolicamente e arreganhando os dentes antes de sumir nas sombras de um beco. Foi nesse exato momento que eu descobri quem ele realmente era.

[atemporal]: Saí do lugar.
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