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 Terras Altas da Escócia

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MensagemAssunto: Terras Altas da Escócia   Seg 14 Jan 2013, 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Terras Altas da Escócia

Escócia



As Terras Altas são uma zona montanhosa do norte da Escócia, onde o catolicismo permaneceu influente ao longo da História da Escócia. As Terras Baixas, por outro lado, são um bastião do protestantismo . Politicamente, as Terras Altas caracterizavam-se até ao século XVIII por um sistema feudal de famílias poderosas, os famosos clãs escoceses.

Fonte: Wikipédia



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Alvoros Grunnion
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Emma Sparrow Ziegler
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qua 29 Ago 2018, 22:21

Em poucos segundos a sensação de quase sufocamento passava, tendo eu por sentir o toque de meus pés novamente em chão firme, denunciando assim que havia chego em meu destino. Respirando fundo enquanto buscava ar para meus pulmões, eu podia sentir então o cheiro da água salgada e a forma como o ar gelado invadia minhas narinas de maneira cortante, algo típico para aquele friozinho de inverno. Piscando meus olhos por alguns instantes, apenas me certificava de que ninguém havia visto minha aparatação antes de prosseguir, sempre indo em direção a praia que segundo o nível 03, os que deveriam ser resgatados estavam. Durante o meu caminho, no entanto, era visível a forma como alguns servidores ministeriais trabalhavam para bloquear a região, possivelmente por conta da curiosidade dos trouxas e a forma como, mesmo ao longe, um navio clássico de tempos antigos podia ser visto próximo a costa. Com as mãos nos bolsos de minha calça, buscando mantê-las aquecidas do friozinho local, eu apenas tentava me manter sempre calma e dentro de minha função como auror-chefe, evitando começar a correr em busca de Heloise. Afinal de contas, eu mais do que qualquer um ali deveria saber que além daquela minha atitude não ir ajudar em nada, apenas poderia prejudicar a ação, assim como existiam muitos desaparecidos para serem ajudados. - Boa tarde, Habsburg. - Cumprimentava assim Natasha quando esta veio se colocar ao meu lado, não demorando então a ser atualizada sobre o que acontecia, com a auror me informando que os desaparecidos que estavam pela praia já haviam sido reunidos e, aos poucos estavam sendo convencidos a colaborar e ir para o Mungus. - Certo. - Afirmava apenas para que ela soubesse que estava lhe ouvindo, parando assim meu trajeto que me deixava cada vez mais próxima da praia, podendo ver ao longe uma concentração de pessoas. Momento então que, como era de se esperar, Natasha me informou que alguns haviam já se espalhado pela região próxima e outros até mesmo fugido ao ver nossa chegada, de modo que grupos de buscas estavam sendo necessários.

- Fizeram um bom trabalho reunindo já os que estavam na praia, vou deixá-los serem guiados para o Mungus pelos outros… Quer se juntar a mim nas buscas? - Questionava ao fim a auror, sabendo muito bem que ela preferia se meter no meio do mato a procura das pessoas, do que auxiliar o pessoal na praia com as conversas. De minha parte, naquele momento, apenas tentava me focar no que era necessário e no pensamento de que se Heloise estivesse pela praia, ela certamente já estava bem e eu poderia vê-la no Saint Mungus. No entanto, se ela não estivesse por lá, eu ainda precisaria lhe encontrar no meio de toda a paisagem típica do local, para não mencionar o pequeno vilarejo trouxa próximo. - O nível 03 já está cuidando dos trouxas curiosos, o que diminuí nosso trabalho, sobrando apenas alguns parentes mais desesperados… No que imagino que se algum dos desaparecidos tenha ido pro vilarejo, eles devem encontrar em breve. - Começava então a informar Natasha, lembrando-me do que havia visto em meu caminho até a praia. - Então prefiro buscar pelos arredores, se não os encontrarmos o quanto antes, você sabe, a região é enorme e demoraríamos dias depois para conseguir fazer uma varredura completa. - Justificava assim minha escolha de trajetória, mantendo minhas mãos dentro dos bolsos, mas o olhar sempre atento para os nossos arredores enquanto começava a caminhar em direção a vegetação próxima, acenando para que Natasha me acompanhasse. Por estar ainda em período diurno, a pouca sombra que algumas árvores na região não era o suficiente para atrapalhar nossa visão, fazendo-se assim desnecessário que portássemos nossas varinhas realmente. Um fator que eu agradecia bastante, pois sabia que seria mais fácil me aproximar das pessoas sem ter minha varinha em mãos.

- Alguma sugestão do que pode ter acontecido com essas pessoas? - Questionava assim a auror que vinha junto comigo, quando já havíamos nos afastado um pouco da praia e o silêncio reinava naquele local. Não sendo assim realmente um espanto quando, parecendo um tanto quanto pensativa, Natasha comentava sobre o quão inusitado havia sido tudo aquilo. - Concordo, afinal de contas, qual era o objetivo de sequestrar tantas pessoas e, pelo visto, alterar suas memórias para acharem que estavam em uma época medieval? - Soltava então uma questão que vinha me incomodando desde que soubera de toda a história, não conseguindo ainda entender o que de fato acontecia. - E o pior, para visivelmente deixá-los retornar após certo tempo. - Constatava pouco depois, deixando claro para a auror que eu não via aquele resgate como uma fuga de sequestrados, mas sim como uma espécie de libertação, fosse com consentimento direto dos sequestradores ou não. Afinal de contas, se haviam se esforçado tanto assim para manter a todos longe do mundo, eles não deixariam todos partir sem mais nem menos. Antes, no entanto, que Natasha pudesse me responder, um barulho a nossa direita veio a chamar a atenção das duas, fazendo rapidamente com que olhássemos naquele sentido. - Somos ajuda. - Completava o que Natasha vinha a dizer para quem quer que fosse que estivesse ali, não demorando então para que de entre as árvores, um homem de meia idade saísse acompanhado de um garoto que parecia assustado. Imediatamente então assumia uma pose mais séria, cruzando meus braços enquanto olhava de cara fechada para o homem, o qual claramente não vestia roupas iguais às do menino, que tinha um estilo mais medieval. - Posso saber o que se passa aqui? - Questionei então enquanto erguia a sobrancelha, não demorando a ouvir o homem, de maneira desconfiada, perguntar quem exatamente nós eramos.

- Emma Sparrow, auror chefe do Ministério da Magia. - Apresentava-me então de maneira séria e firme, levando uma de minhas mãos até o distintivo preso em minha cintura, movendo-o um pouco apenas para que o homem notasse que não mentia. Ainda séria enquanto aguardava uma explicação, podia notar que a expressão carrancuda do homem se suavizava, embora para mim fosse mais por não imaginar topar com aurores do que realmente de alívio. – Ele é meu filho, estava desaparecido já a mais de um ano! Eu vim assim que soube que alguns dos desaparecidos tinham aparecido por aqui, mas não o encontrei na praia e não confiava que aurores fossem achá-lo. Vocês não conseguiram achar ninguém em um ano! – A explicação do homem vinha então acompanhada de acusações, de modo que apenas conseguia respirar fundo, compreendendo o lado do mesmo. Era normal de se esperar que os parentes dos desaparecidos houvessem perdido um pouco de fé nos aurores, mas não tínhamos exatamente culpa se o esquema realizado por quem quer que fosse o sequestrador, havia sido tão perfeito e complicado de ser rastreado. - Eu entendo sua falta de confiança, senhor…? - Questionava assim o mesmo, não demorando a tê-lo me informando o seu nome, reconhecendo o sobrenome “Adams” da lista de desaparecidos. - Sr. Adams. - Dizia então enquanto relaxava um pouco minha pose, notando que o garoto parecia assustado com a situação, mas se aconchegava junto ao pai. Algo que me fazia pensar que ele muito provavelmente reconhecia o homem, apenas estava assustado com tudo o que tinha passado recentemente. - Mas nós estamos aqui para ajudar e vamos encontrar todos os desaparecidos, desde os que se perderam com os que chegaram na praia, até os que ainda estão faltando. - Prosseguia de maneira firme, deixando assim que o tom de minha voz se tornasse algo mais melodioso, buscando acalmar o homem a minha frente.

No entanto, mesmo que soltasse um pouco a melodia de minha voz, era visível que o mesmo ainda demonstrava certa desconfiança, mesmo perante as intervenções de Natasha. - Sr. Adams, eu entendo que esteja abalado e desacreditado, minha filha mais velha também está entre os desaparecidos. - Dizia então em um tom mais brando e melódico, conseguindo assim a atenção do homem que me olhou com uma compreensão estranha, parecendo se acalmar enquanto perguntava então o que deveria fazer. Isso é, logo após Tasha intervir mais um pouco, fazendo com que esboçasse um breve sorriso não tão contente como normalmente eram, afinal de contas, fazia já um ano que não sabia o que era sorrir de verdade. - Siga até a praia, um grupo de aurores está responsável por levar todos para o Saint Mungus, o qual já está em alerta e tratando de todo mundo da melhor forma possível. - Informava assim o homem de maneira branda, voltando assim a controlar minha voz enquanto o observava puxar seu filho para mais perto e partir para a praia. Respirando fundo então, apenas buscava conter aquele leve aperto em meu peito que começava a surgir, fazendo com que voltasse meu olhar em direção a Natasha. - Era só desconfiança, eu imagino que muitos outros parentes que sejam encontrados, devam ser muito mais difíceis de serem convencidos. - Dizia de maneira branda, acenando para que prosseguíssemos nosso caminho, momento em que Tasha não demorava a me informar que Heloise não estava com o grupo da praia. Provavelmente notando a forma como podia ter me alterado levemente, fazendo assim com que acenasse de maneira positiva em sua direção, mordendo meu lábio inferior. - Vamos continuar nossa busca. - Sentenciava de maneira firme, deixando claro assim para a mesma que preferia não entrar naquele assunto agora, por saber que era minha obrigação encontrar todos antes que pudesse me preocupar com meus motivos pessoais.


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Natasha Habsburg Sparks
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qua 29 Ago 2018, 22:38


De volta a era medieval

A notícia de que os desaparecidos haviam sido encontrados de uma forma um tanto quando inusitada e estranha, chegando em um navio antiquado em plena costa escocesa, havia chego por meio de um patrono enviado por alguém do nível 3. Vindo a pessoa a pedir reforços dos aurores para que todos fossem encontrados e então encaminhados para o hospital bruxo. Patrono este que havia chego enquanto estava em meio a uma reunião com Brooke e Isaac, onde repassávamos para o segundo, tudo o que havia sido descoberto até então em relação as pessoas desaparecidas. Sendo o fato mais estranho sobre a notícia recebida e que havia deixado todos em alerta para se moverem em direção a região, o fato de que não apenas pareciam ter chego no local por meio de uma embarcação antiga, uma daquelas antigas caravelas toda de madeira, mas que realmente acreditavam estar na época em que tais barcos eram utilizados. Estranhando tudo e todos que surgiam a sua volta. Sendo então uma das primeiras aurores a chegar no local, junto com Isaac, aparatava em uma região segura nas proximidades do vilarejo trouxa, não demorávamos a encontrar alguém do nível 3 que nos esclarecia como estava a situação, dando mais informações do que as recebidas através do patrono. Segundo o homem, eles estavam fazendo o possível para manter a população do vilarejo afastada do local, enquanto outra parte do grupo tentava acalmar a ajudar os desaparecidos que ainda estavam junto do barco, que parecia ter passado por uma grande tempestade antes de ali chegar. Sendo assim que então havíamos ido em direção a praia, onde nossos primeiros esforços eram direcionados, com o auror ordenando que prestação no caminho, para termos certeza de não deixar ninguém passar por nós. - Não se preocupe, estou de olho. - Lhe garantia, mantendo meu olhar atento ao que acontecia a nossa volta, até que nos aproximássemos do grupo de pessoas que vinham sendo acalmadas e recebiam os primeiros socorros, quando estavam em estado mais grave. Momento em que me afastava de Isaac, passando a trabalhar por conta própria, quando então avistava alguém se esgueirando, escondido junto de algumas pedras não muito longe dali, como se estivesse assustado e preocupado com o que acontecia por ali.

Deixando minhas mãos livres, ao lado de meu corpo, buscava demonstrar que não lhe oferecia risco algum, ia então me aproximando do que podia notar ser uma menina de cabelos loiros. - Está tudo bem com você? - Perguntava ainda a uma certa distância, tendo a menina por se encolher onde estava, se escondendo atrás da pedra maior, ao notar que havia lhe encontrado. - Calma, eu não vou fazer mal algum a você. - Afirmava me aproximando um pouquinho mais, ainda cautelosa em meus passos, principalmente quando notava alguns soluços de choro em meio a sua voz, quando ela afirmava não confiar em mim. - Seu nome é Sabrina, não? - Lhe questionava buscando lhe trazer conforto e segurança através de minha voz, que soava calma e descontraída. Eu havia reconhecido a mesma dos relatórios que vinha analisando incessantemente todos os dias, assim como havia reconhecido ao primeiro olhar diversas das outras pessoas que se encontravam próximo ao navio. - Você realmente não me conhece. Mas podemos nos conhecer se você deixar eu me aproximar, meu nome é Natasha e posso ajudar você a encontrar seus pais. - Buscava assim encontrar um ponto de apoio que pudesse lhe atrair e assim deixar que eu me aproximasse. - Uhum, eu conversei com eles a um tempo atrás, estão muito preocupados com seu sumiço. - Constatava para a mesma, que surgindo de volta por trás da pedra, deixando agora todo o seu rosto a mostra, havia me questionado se eu conhecia e sabia onde estavam seus pais. Momento em que voltava a andar em sua direção, me aproximando dela aos poucos.

- Eu sei que minhas roupas e tudo a sua volta parece estranho, mas logo tudo vai ficar bem. Prometo para você que vamos resolver isso e que você logo estará com seus pais, está bom? - Continuava a conversar com a menina, me ajoelhando na areia ao seu lado, tendo a mesma por se jogar em meus braços e afirmar que apenas queria seus pais de volta. Envolvendo seu corpo de forma protetora por alguns instantes, vindo então a lhe convidar para que se juntasse a meus outros amigos, me referindo assim aos aurores e servidores do nível 3 que estavam reunidos próximo ao barco. Fazendo então com que ela se colocasse de pé, notando que a mesma parecia estar com o calcanhar machucado. - Seu pé está machucado? - Questionava o notar que ela mancava, me abaixando e tendo a mesma por se apoiar em mim, pegando minha varinha e ali lançando um simples feitiço para dor. - Melhor agora? Então suba aqui! - Lhe oferecia assim minhas costas para que ela subisse, de maneira que assim a mesma não forçasse o tornozelo machucado tentando andar, prevendo que aquele havia sido o motivo pelo qual a menina não havia se afastado tanto do grupo. Lhe segurando de maneira firme junto a meu corpo, com a mesma envolvendo meu pescoço com seus braços, era que então seguia para junto dos aurores, encontrando Brooke entre os mesmos. - Brooke?! - Chamava a mesma, evitando me aproximar muito do grupo ao notar que Sabrina voltava a ficar assustada. - Sabrina, esta é Brooke, uma grande amiga minha, ela vai cuidar de você, okey? Ti levar para um local onde vão cuidar de seu tornozelo e você poderá encontrar seus pais. - Garantia para a menina, tendo ela confirmando com a cabeça que estava tudo bem, momento em que a passava para o colo da auror, alertando o mesma sobre seu tornozelo. Pegando então um bloco de  notas e uma caneta em meu bolso, tentava fazer uma lista de alguns nomes que tinha visto pela praia, mesmo que soubesse que alguns deles já haviam sido levados para o Saint Mngus. Olhando a região a minha volta, buscando assim traçar qual seria meu caminho dali para frente, haviam muitas pegadas na areia, sendo difícil conseguir rastrear as pessoas que dali havia fugido, através de tal forma.

Momento em que buscava reunir os aurores que iam e vinham levando algumas pessoas para o Saint Mungus, formando com os mesmos grupos de busca para vistoriar a região atrás das pessoas que haviam se afastado do navio. Vindo em meio a meu momento de observação e orientação aos demais aurores, notar uma figura loira se aproximando, não demorando a assim que despachei dois aurores em em uma das direções, seguir em direção a mulher, me aproximava de Emma, que parecia ter chego ao local e analisar a situação. - Capitã! - Lhe cumprimentava ao me colocar de seu lado. - Ao que parece todos os que estavam pela praia já foram reunidos junto da embarcação. Aos poucos eles estão sendo acalmados e levados para o Saint Mungus. - Lhe informava tendo em minha mente uma lista de nomes reconhecidos e que ainda não haviam sido encontrados, estando entre eles o nome de Heloise, a filha da mulher ao meu lado. - Acreditamos que uma parcela deles se espalhou pela região, após se assustar com a aproximação de tantas figuras estranhas. Grupo de busca estão sendo montados e estão se dividindo pela região. - Constatava para a auror-chefe ao meu lado, tendo a mesma por analisar o que acontecia por ali.

- A maior parte do trabalho aqui foi realizado pelos servidores e aurores que vocês foram enviando. - Justificava assim a forma como o grupo havia sido efetivo, tendo sido a ajuda enviada pela mulher e Brooke, o que tinha auxiliado a controlar a situação ali de maneira mais afetiva. Porém mesmo assim tendo certeza de que diversos dos desaparecidos poderia estar se escondendo pela região. - Vamos! - Confirmava com um aceno de cabeça seu convite para que seguíssemos juntas nas buscas, com a mulher me informando quanto a como estava a situação em volta do local, com o nível 3 cuidando dos trouxas curiosos, sobrando para nós apenas o trabalho diante de alguns parentes desesperados. Ressaltando o fato de que se alguém havia ido para o vilarejo, seria encontrado por tais servidores. - Uhum, concordo com seu ponto de vista. - Garantia assim após Emma ter falado sobre fazermos uma busca pelos arredores para encontrarmos aquelas pessoas o quanto antes, caso contrário poderiam ficar perdidas por duas até conseguirmos fazer uma varredura completa. Passando assim a lhe acompanhar em direção a vegetação próxima, dando graças pelo fato de que ainda não havia escurecido, afinal caso houvesse, nossas buscas seriam dificultadas pela falta de claridade e pela forma como poderíamos soar ameaçadores para aquelas pessoas. Tendo então Emma, após uma parte do percurso em silêncio, me questionar se eu tinha alguma sugestão sobre o que podeira ter acontecido com aquelas pessoas. - Ainda não sei exatamente o que pensar. As coisas neste caso cada vez ficam mais surreais e estranhas, afinal não bastava as pessoas serem sequestradas através de cartas, agora elas simples mente aparecem acreditando estar na idade média. Isso sem contar o quão inusitado é as mesmas simplesmente surgirem de volta. Aqui. - Comentava com a mulher, mantendo meu olhar atento em todas as direções e meus ouvidos em alerta para qualquer som estranho em meio a vegetação. Momento me que a mulher soltava uma questão que parecia estar lhe incomodando, afinal porque sequestrar aquelas pessoas e alterar a memórias de todas elas para que pensassem estar em uma era medieval? Deixando-as voltar sem mais nem menos.

Porém antes que então pudesse falar qualquer coisa sobre o assunto, um som a nossa direita chamava nossa atenção, podendo eu identificar sussurros e passadas. - Tem alguém ai? Por favor, não fujam! - Pedia de maneira calma, com Emma deixando claro que estávamos ali para ajudar. Vindo então um homem e um menino a aparecer em meio a vegetação, sendo notável a forma como o menino vestia roupas que pareciam ser antigas, enquanto o homem certamente vivia nesta época, por assim se dizer. Olhando mais atentamente o menino, podia o identificar como sendo Taylor Adams, uma das crianças que estavam desaparecidas, porém o homem realmente não me era conhecido como sendo um dos sequestrados, o que fazia com que fechasse minhas feições a tornando mais sérias. Com o homem respondendo ao questionamento de Emma, com outro questionamento em nossa direção. - Natasha Sparks, auror do Ministério da Magia. - Sentenciava de maneira firme após a apresentação de Emma, notando a forma como o menino parecia se encolher nos braços do homem, que lhe acolhiam de forma protetora, o que me fazia suspeitar de que eram parentes e realmente se conheciam. Pensamento que vinha a ser confirmado pelo homem, o qual aliviava suas feições carrancudas, mas mesmo assim não se rendida. Deixando claro que era pai do menino e que havia vindo ali para lhe resgatar, já que naque no decorrer daquele ano em que todos haviam estado desaparecidos, nada havíamos encontrado. O que fazia com que respirasse fundo, sentido um ponto em minha coluna estalar, lhe observando de maneira perspicaz, afinal como aquele homem poderia julgar de tal forma não iríamos resgatar aquelas pessoas como estávamos fazendo naquele exato momento.

O que me fazia deixar com que Emma prosseguisse lidando com a situação, já que não queria agir de maneira brusca para cima do homem. Sentindo o tom de voz melodioso de Emma, aos poucos fazendo com que pensasse com maior clareza, a medida que respirava de forma mais calma e deixava a tensão que havia tomado conta de meu corpo aos poucos aliviar. - Senhor Adams, eu lhe garanto que durante todo este tempo, nós temos feito o possível e o impossível para encontrar e resgatar todos os estão desaparecidos. - Esclarecia para o homem, sentindo por suas feições que minhas palavras haviam soado em vão para o mesmo, notando como Emma deixava a melodia de sua voz soar ainda mais clara, ao lhe garantir que entendia como o mesmo se sentia. - Acredite em nós, em momento algum desistimos ou diminuímos nossos esforços para encontrar seu filho, a filha de Emma e todos os outros desaparecidos. Por favor senhor Adams, nós de um voto de confiança e não torne o trabalho que já tem sido difícil, ainda mais complicado. - Pedia para o homem, tentando lhe convencer a cooperar com nossa situação, afinal caso ele não fizesse aquilo, poderia levar o filho para casa sem que recebesse o tratamento adequado e isso poderia prejudicar a criança com quem o mesmo tanto se preocupava e abraçava protetoralmente. Se rendendo o homem então nos questionava o que podia fazer, com Emma pedindo para que o mesmo seguisse até a praia, onde encontrariam um grupo de aurores que lhes auxiliaria a seguir para o Saint Mungus, onde o menino poderia receber os tratamentos necessários. Levando uma de minhas mãos em direção a minha nuca, buscava assim aliviar por completo a tensão sobre a região, acenando com um leve sorriso que ela estava certa em suas palavras, sabendo que deveria melhorar minha forma de agir caso viéssemos a topar com outro caso daqueles. Momento em que então prosseguíamos pelo caminho através de outras pessoas.

Sabendo que devia uma certa informação para a mulher, antes que fosse necessário que nos afastássemos a qualquer momento. - Emma… sobre Heloise… não a encontrei em meio as pessoas que estavam na praia. Mas não se preocupe, logo vamos encontrá-la. - Sentenciava, não deixando que a confiança em encontrar a menina abandonasse minha voz, pois tinha certeza de que logo poderíamos topar com ela escondida por ali, assustada com todas aquelas coisas novas surgindo diante de seus olhos. Com Emma acabando por não adentrar no assunto, apenas prosseguir com nossas buscas, as quais se tornavam mais cansativas a medida que vínhamos tendo que lidar com pessoas curiosas que para lá haviam ido e outros familiares preocupados que tentavam encontrar e proteger quem haviam perdido. Até que então topássemos com um casal um pouco inusitado, o qual claramente fazia parte dos desaparecidos, algo que conseguíamos identificar por suas vestes antiga. - Por favor, não fujam! Podemos não nos conhecer, mas meu nome é Natasha Sparks, nós somos aurores e estamos aqui para lhes ajudar. - Sentenciava de forma branda para o casal enquanto tentava me lembrar qual era o nome de ambos, procurando por minha mente nomes de casais que haviam desaparecido juntos, não me dando conta de que naquele ano para mais em que aquelas pessoas haviam desaparecido, poderiam ter vivido e se conhecido em meio ao lugar em que se encontravam.





Tasha Habsburg Sparks



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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qua 29 Ago 2018, 22:44

A medida que as buscas progrediam comigo e Natasha explorando a região, não demorávamos a esbarrar em algumas pessoas curiosas, as quais sempre tínhamos que dar um jeito de dispersar, tornando toda aquela vistoria algo mais cansativo. Estávamos já a um bom tempo naquilo quando, inusitadamente topávamos com um casal vestido de maneira mais medieval, denunciando para nós duas que se tratavam de dois dos desaparecidos que tinham saído da praia. Porém, a medida que Natasha nos apresentava para o homem e a mulher, eu começava a reconhecer a figura feminina como uma de minhas primas pela parte dos Ziegler, a qual havia desaparecido também. - Catherine? - Chamava a mesma de maneira incerta, não demorando a ganhar a atenção da professora de adivinhação, a qual também passou a me reconhecer de imediato. - Sim, sou eu… Está tudo bem. - Confirmava assim minha identidade, aproximando-me um pouco mais da mesma enquanto um sorriso leve surgia em meus lábios, tendo eu por agir sempre com certa cautela para não assustá-la. Ao seu lado podia notar um homem coberto por tatuagens, o qual não conseguia reconhecer de forma alguma, mas imaginava se tratar de um conhecido de minha prima. - O que está acontecendo? Bom… Eu acho que vai ser um pouco difícil lhe explicar tudo dessa forma, mas vou precisar que você confie em mim, prima. - Respondia a mesma de maneira branda, aproximando-me mais um pouco e então parando junto a mesma. - Eu preciso que você nos acompanhe de volta a praia, lá os outros que chegaram com vocês estão já sendo encaminhados para o hospital, onde poderão ser examinados em busca de ferimentos e então tudo vai ser explicado. - Prosseguia então minha explicação do que precisava que ela fizesse, tendo sempre certa cautela para evitar que ela se retraísse, já que apesar de sermos primas, eu imaginava que a situação poderia ser confusa para ela.

Felizmente, no entanto, após Natasha também intervir na situação Catherine não demorava a dizer que confiaria em nós duas, mesmo que ainda parecesse confusa com tudo o que acontecia. - Cathe… Você viu Heloise? - Não conseguia então conter a pergunta, pouco após ouvir a confirmação de Catherine de que nos acompanharia, passando assim a se ajeitar para começarmos a caminhada. Momento em que, para a minha felicidade e um erro nas batidas de meu coração, minha prima afirmou ter visto sim minha filha pelo navio, mas que depois de uma tempestade em alto-mar, todos haviam ficado meio perdidos e ela não mais tinha lhe visto. - Está tudo bem, já é um alívio saber que ela estava com vocês. - Dizia para Catherine enquanto um sorriso de alívio tomava conta de meu rosto, tendo uma dificuldade imensa para conter a vontade repentina de sair correndo atrás de minha filha. No que Natasha não demorava a se pronunciar, falando que com a tempestade, o mar e todo o susto ao chegar na civilização, Heloise poderia ter tentado buscar conforto em meio ao mar em vez de fugir para se esconder em terra. - Você tem razão… - Dizia para Tasha enquanto tentava voltar a pensar racionalmente, sabendo que a auror falava algo com bastante sentido, de forma que assim que chegássemos novamente na praia, daria um jeito de entrar na água para poder procurar minha filha por lá. - Ah! - Exclamava então de repente, lembrando-me de que Mellanie também estava entre os desaparecidos, quando então associava Heloise ao mar. - Cathe, você também viu Mellanie? - Questionava a mulher com cautela, não demorando a ouvir a mesma dizer que havia visto a garota apenas quando estavam embarcando no navio, mas que ela tinha ficado “na ilha”. Algo que me fazia trocar um olhar com Natasha de imediato, pois aquela informação era algo novo, mas poderia ser apenas alguma ilusão causada por quem realizou todo o sequestro. Infelizmente, até todos terem passado por uma boa avaliação no Mungus, ficaria difícil levarmos realmente a sério qualquer alegação sobre o local onde estavam.

Antes, porém, que pudesse dizer qualquer coisa, minha atenção era chamada por um agito a nossa esquerda da onde um dos aurores aspirantes saía, parecendo realmente assustado e aliviado por ter me encontrado. - O que aconteceu? - Questionei-o de imediato, já preocupada com o que poderia ter acontecido, tendo ele então por dizer que “Nyx” estava por ali, atraindo de imediato minha curiosidade. - Nyx? - Questionava sem ter muita certeza, pois a procurada número um do ministério da magia não era conhecida por ter clemência, de forma que se ela estivesse realmente por ali, eu tinha minhas dúvidas que ela deixaria alguém lhe ver e escapar com vida para alertar o restante. O aspirante, no entanto, parecia convicto de que era ela e apontava na direção da onde estava vindo, dizendo que ela estava para lá e parecia ter uma outra pessoa com ela. - Acompanhe esses dois até a praia então, eu e Habsburg checaremos essa “Nyx”. - Dizia ainda meio incerta e levemente descontente, pois estaria atrasando minha busca por Heloise para checar o que parecia mais ser um boato. Permitindo assim que o auror aspirante levasse Catherine e seu acompanhante, apenas acenava para que Natasha seguisse comigo na direção indicada. No que a mesma não demorava a me falar sobre a irmã gêmea de Nyx também estar sumida, algo que me fazia mais sentido do que a alegação da presença da procurada na região. - Lembro de uma informação dessas nos relatórios. Assumo que faz mais sentido que a presença da própria por aqui, ainda mais nessas condições. - Comentava com Natasha a medida que caminhávamos naquela direção, desviando assim de alguns arbustos antes de avistar duas mulheres ao longe. Não foi difícil para mim reconhecer a figura loira, a qual o aspirante havia chamado de “Nyx”, sendo realmente um certo desconforto parar próxima a mulher enquanto erguia meus braços em sinal de rendição.

- Está tudo bem. - Começava ao reconhecer a Ministra Braddock ao seu lado, o que me fazia ter a certeza absoluta de que aquela não era realmente Nyx, enquanto apenas prosseguia com cautela. - Suzanah, certo? - Prosseguia tentando deixar claro que sabia quem era ela, parecendo até mesmo notar um certo alívio vindo das expressões da loira, que também não parecia estar com a melhor das paciências. - Boa tarde, Ministra Braddock. - Dirigia-me então a morena ao seu lado, cumprimentando-a com o devido respeito que sua posição impunha. Notando então que a mesma me analisava por um momento, parecendo me reconhecer de alguma forma, mas ainda deter alguma dúvida. - Emma Sparrow, auror chefe. - Dizia então de maneira branda, baixando calmamente meus braços enquanto tentava auxiliar a ministra a me reconhecer, notando que ela parecia então chegar a alguma conclusão. Sendo que ao ouvi-la dizer que achava que poderiam confiar em mim, eu apenas sorria da melhor forma possível em direção as duas, mantendo a distância apenas para que não se retraíssem. - Eu entendo que estejam confusas, mas eu preciso que confiem em mim e me acompanhem… Todos vocês que chegaram agora, estão sendo levados para o hospital bruxo para que sejam examinados atrás de ferimentos, lá eu poderei explicar melhor tudo a vocês. - Começava assim de maneira branda, esperando que ao menos a ministra resolvesse colaborar, já que a loira parecia realmente não estar no seu melhor dia ou humor. Porém, a situação não se resolvia assim de maneira tão fácil, quando então a ministra resolvia se pronunciar e dizer que estavam bem e não precisavam do hospital, adicionando que apenas desejava retornar logo para junto de suas filhas. Algo o qual eu podia compreender, de modo que lhe sorria compreensiva enquanto ouvia Natasha sagazmente fazer uma observação sobre a presença de sangue em uma das mangas da blusa de Victorie, denunciando assim um possível machucado da mesma.

- Eu entendo que esteja com saudades de suas filhas e queira saber como estão, Ministra Braddock. - Prosseguia de maneira branda, aproveitando assim a deixa dada por Natasha. - Mas como Habsburg observou, a senhora está ferida e precisa de cuidados médicos primeiro. - Dizia então enquanto apontava brevemente para o braço da ministra, da onde agora para mim era visível um possível corte. No que aquilo parecia não agradar cem por cento a mulher, algo que novamente era bem compreensível dado o seu motivo para querer ser dispensada, de forma que apenas suspirava baixo. Eu sabia que seria necessário alguém levá-las pessoalmente ao Mungus, principalmente pela comoção que a loira poderia trazer consigo, caso desacompanhada de alguma autoridade para explicar que ela não era sua gêmea. Assim como, a julgar pela forma como haviam já reagido a sua presença, seria melhor que aquilo fosse feito por mim ou Natasha. - Fazemos o seguinte, vocês duas me acompanham até o Hospital, eu mesma faço questão de acompanhá-las durante todo o tempo, evitando assim que alguém lhe confunda… - Começava enquanto apontava então para a loira, que parecia entender o recado mesmo que esboçasse uma careta. - E assim que chegarmos ao hospital, eu trato de providenciar para que alguém vá atrás de suas filhas, Ministra Braddock. - Findava assim minha proposta enquanto voltava o olhar para a Ministra do judiciário, a qual parecia não estar cem por cento a favor, mas compreender a situação o suficiente. De modo que quando decidiram por me acompanhar, apenas acenei de maneira positiva para as duas me aproximando e então estendendo meus braços, para que cada uma segurasse em um. - Segurem firme, por favor. - Pedia assim para ambas que acabaram por fazer o que havia pedido, momento em que olhava uma última vez em direção a Natasha. - Continue as buscas e, Tasha… Por favor, verifique a região costeira. - Pedia assim para a auror que entenderia o recado, não demorando então para que respirasse fundo, me concentrando em meu destino e então aparatando dali com as outras duas mulheres.


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Natasha Habsburg Sparks
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 30 Ago 2018, 00:10


De volta a era medieval

Acabando por identificar a mulher quando Emma sentenciava seu nome, afinal aquela era uma de suas primas que estava desaparecida, não? Aquela cuja a irmã havia visitado por diversas vezes o quartel-general dos aurores, buscando notícias verdadeiras em relação ao que havíamos descoberto, já que não confiava muito no que as mídias noticiavam vez ou outra. Acabando então por reconhecer o homem tatuado, o qual se não me engano trabalhava na reserva de dragões da Romênia. Se aproximando da mulher, Emma vinha então a responder suas perguntas, tentando lhe acalmar em relação ao que acontecia, afirmando que ambos precisavam nos seguir em direção a praia, onde alguns aurores estavam auxiliam as pessoas que haviam chego com os dois, lhes levando para o hospital onde teriam seus ferimentos tratados. - Se vierem com nós, iremos lhes ajudar e logo toda essa confusão via ser resolvida. Não se preocupem, nada de mal vai lhes acontecer! - Confirmava as palavras de Emma para sua prima e o homem que lhe acompanhava, estando ambos bastante confusos com toda aquela situação, parecendo não saber no que podiam confiar, no que era e não era real. Vindo a mulher, após a uma troca de olhares com o homem, sentenciar que confiariam em nós e iriam nos acompanhar. Vindo Emma a lhe questionar então sobre Heloise e se ambas estavam juntas. Sendo um grande alívio quando Catherine afirmou que ambas estavam juntas no navio, porém tinham se separado em meio a tempestade que havia lhes atingido em alto-mar. - Pelo que conheço de sereianos, ao contrário de vocês que vieram se abrigar aqui em busca de um local seguro, Heloise pode estar dentro do mar ou da costa. - Constatava assim para Emma, trazendo aquilo em questão justamente pelos que conhecia de Emma, acreditando que sua filha podia ter algum pensamento similar, já que ambas eram sereianas e eu sabia que a loira vinha buscando exatamente aquele tipo de refúgio para aliviar a dor que sentia pelo sumiço da filha.

Seguindo meu raciocínio, auro-chefe confirmava que eu deveria estar certa, não demorando a questionar Catherine em relação a uma das outras meninas de sua família que estava desaparecia, a qual Emma havia me falado que também era sereiana, o que me fazia entender seu questionamento justamente em relação a mesma. Vindo a mulher a falar que esta havia ficado “na ilha”. Momento em que eu e a Capitã trocávamos um olhar significativo, quando ali identificávamos uma pista que precisava ser melhor analisada dentro dos próximos dias, a medida que aquelas pessoas fossem sendo avaliadas e pudéssemos identificar o que era e o que não era real em suas histórias. E assim, quando estava prestes a chamar o homem para que seguíssemos e direção a praia, tomando o rumo que devíamos, era então interrompida por um agito a nossa esquerda, de onde um dos aurores aspirantes saía, falando algumas coisas um tanto quanto sem nexo quando então Emma lhe questionava o que havia acontecido, pedindo para que o mesmo se acalmasse. - Tenha calma e pense com clareza, tem certeza de que a pessoa que você viu era realmente Nyx? - Questionava o mais novo que sem exitar afirmava ter certeza daquilo, dizendo que ela tinha até mesmo tentado lhe atacar, mas ele havia escapado. O que fazia com que mordesse meu lábio inferior, um pouco incerta de que o jovem havia realmente conseguido escapar dos braços da procurada nº1 do Ministério da Magia e estar vivo diante de nossos olhos. Era diante daquilo que Emma então pedia para que o auror cuidasse de encaminhar o casal em direção a praia, enquanto nós duas iríamos investigar o que o mesmo havia visto.

- Porque será que acho que ele está falando de Suzanah e não de Nyx? Ela e ministra da suprema com quem se relacionava estão entre os desaparecidos. - Lembrava a Capitã com um certo tom zombeteiro em minha voz, enquanto íamos adentrando a região, seguindo pela direção que nos fora indicada pelo aspirante auror. Tendo Emma concordado com minha suposição, afinal que sentido fazia a presença de Nyx por ali, nas condições em que aquelas pessoas se encontravam? No que mais afrente, logo conseguíamos avistar e identificar a mulher a qual o aspirante havia se referido, a qual realmente estava acompanhada da Ministra Braddock. Fazendo assim com que nos aproximássemos em total sinal de rendição, tendo nossas mãos a mostra, longe do local onde a varinha estiva guardada, mesmo que não nos sentíssemos completamente confortáveis com aquilo. Afinal a mulher loira parecia mais com Nyx do que eu poderia imaginar, com Emma vindo a lhes cumprimentar a frente, sendo fácil que notássemos um certo alívio na irritação da loira, quando está então era identificada de maneira correta. - Estamos aqui para lhes ajudar e não apontar varinhas ou acusar de coisas que não fizeram. - Deixava claro ao notar que por mais que confiassem nas palavras de Emma, com Victorie tendo lhe reconhecido de alguma forma, elas não pareciam realmente tentadas a cooperar 100% com nossa oferta de ajuda, a qual vinha a ser oferecida por Emma logo em seguida. Notando eu que a mulher não estava tão bem quanto dizia estar ao dizer que não precisava de nenhum tratamento e apenas queria voltar para junto das filhas, podendo eu me lembrar da loira com feições muito parecidas com a sua, a qual também tinha ido algumas vezes buscar informações em meio aos aurores. - Por mais que o corte em seu braço pareça ter sido estancado, você ainda deveria deixar que um curandeiro lhe auxiliasse com isso, Victorie. - Chamava assim atenção de Emma e da própria mulher, falando da maneira calma. Buscando dar para Emma uma pequena pista de como agir para convencer a mulher, já que ela insistia em ir atrás das filhas.

Vindo aquilo a realmente lhe servir de apoio para tentar assim convencer as mulheres a nos acompanharem, tendo eu já abaixado meus braços a certo tempo, porém a todo momento mantendo minhas mãos longe de minha varinha. - Acredito que suas filhas não gostariam e ficariam preocupadas de lhe ver machucada, não? - Tentava assim ajudar Emma a convencer a ministra, esperando que se esta fosse convencida, fosse mais fácil convencer a outra a lhe acompanhar, já que até onde sabia, tinham um relacionamento firme e que vinha perdurando já a um bom tempo. Momento em que Emma se oferecia então para acompanhar as duas mulheres até o hospital, onde estando em sua companhia, ninguém seguiria contrária a afirmação de que aquela se tratava realmente de Suzanah e não de Nyx. Acabando ambas por concordarem com aquela ideia, podendo eu notar que Emma não se sentia tão confortável assim em abandonar as buscas que fazíamos, mesmo que aquilo fosse realmente necessário, já que sua presença certamente teria uma visão melhor diante aos funcionários e outras pessoas que estivessem no hospital bruxo, do que a de qualquer outro auror. - Não abandonarei as buscas sem encontrá-la. - Deixava claro para mesma que ela assim podia confiar em mim para procurar por Heloise e seguir em frente com a busca pela menina, assim como pelos outros desaparecidos que pudessem estar ainda pela região. Vindo Emma a então aparatar com as mulheres que seguravam seus braços de maneira firme, direto para o Saint Mungus. O que fazia com que então saísse dali em direção a uma região mais costeira, da onde os demais aurores provavelmente mantinham distância, devido a forma como alguns penhascos, mesmo que não tão altos por aquela região, podiam gerar certo risco para suas vidas.





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Isaac F. Wichbest Frostt
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 30 Ago 2018, 00:17

New waves


[Ministério da Magia ]
 
Fora quase instantâneo tudo o que aconteceu. Logo após a reunião com a Ministra, Isaac voltou a encontrar Brooke e Natasha, onde mais algumas informações puderam ser ditas. O detalhe era que a conversa não teve tempo de ser estendida, pois não demorou muito para um patrono roubar a atenção dos três, dizendo que algumas pessoas que haviam sido dadas como desaparecidas estavam começando a sair da ilha. Ele solicitava então o auxílio dos aurores, porque a situação das pessoas não era lá das melhores.

Agora, Isaac estava junto de Natasha, chegando ao local solicitado. Brooke permanecera no Ministério para poder contatar Emma e comunicar todos os outros aurores. Era dada uma situação de emergência.

[Escócia]

Os pés do comandante tocaram por fim o solo frio da praia. Fora ele e Natasha, já não havia um número muito grande de pessoas, mas era possível ver que o nível três já vinha tomando determinadas providências sobre a situação. De forma automática, passou a caminhar lentamente até quem ele julgou estar no comando. Não teve pressa para permitir que seus sentidos se adequassem ao local. Uma aparatação nunca era a melhor sensação do mundo. E assim que seu corpo começou a se acostumar, puxou sobre si a sua capa e colocou as mãos nos bolsos para tentar aquecer o corpo. Nem se comparava ao frio russo, mas ainda assim, não queria dar bobeira e acabar se resfriado por essa constante troca de clima. - Olá. Isaac Frostt, Comandante da Força Tarefa. - se apresentou ao homem em sua frente que parecia precisar dessa confirmação para poder dizer qualquer coisa. O rapaz foi técnico. Citou a forma com que estavam trabalhando, e mostrou o navio - arcaico, pode-se dizer - com que os desaparecidos apartaram na praia. Reforçou que o nível três estava tomando o devido cuidado com os trouxas curiosos e que a área já estava cercada. Isaac acenou com a cabeça, mostrando que concordava com tudo. - Vejo que a situação esta sob controle. Nossa ajuda é necessária para que, mesmo? - não queria soar rude, mas detestaria saber que os aurores haviam sido convocados em vão. Entretanto, o homem completou dizendo que por mais que estivessem se esforçando e que a situação estivesse sob controle, ainda era necessária a ajuda de mais pessoas, pra que não passassem por eventuais surpresas. - Faz sentido. Mais aurores estão a caminho. Enquanto eles chegam, nós vamos dar uma olhada pelo local pra verificar. - Fez sinal para Natasha e ambos seguiram pela praia. - Olhos abertos. Não queremos que ninguém passe sem que vejamos. - não era uma ordem, era mais um comentário descontraído. Isaac já havia passado por situações tensas demais para ficar levando tão a sério uma situação que aparentemente viria a ser boa.

No entanto, em um determinado momento, Natasha se separou do comandante, e o homem não a impediu. O local não representava uma ameaça, e separados podiam cobrir uma área maior, enquanto os outros não chegavam. Isaac passou a verificar um pouco mais afastado da praia, onde provavelmente pessoas que imaginavam estar na idade média achariam mais cômodo. Não precisou caminhar muito pra ouvir um estalido que chamou sua atenção. Levantou os olhos na direção do barulho, e encontrou alguém que, pelo visto não queria ser encontrado, a julgar pela forma como tentava se esconder atrás da árvore, mas ainda assim, observava o comandante com certa curiosidade. Isaac engoliu em seco. Não sabia como conquistar a confiança de alguém tão facilmente assim. Ah, como ele queria que sua esposa estivesse ali para tomar as rédeas da situação.

Com passos lentos e ainda mais calmos do que já vinha, tirou as mãos do bolso, se mostrando desarmado. Dali de onde estava, era meio que impossível discernir as feições da garota que o observava, mas não parecia ter mais de dezesseis anos. - Ei, não precisa ter medo. Eu estou aqui pra te ajudar. - tentou esboçar um sorriso porque sabia que suas feições sérias não ajudariam muito ali. Quando a garota pareceu querer fugir, parou em seu lugar, e se abaixou, para ficar com os olhos pelo menos na altura dos dela. - Meu nome é Isaac. E você, como se chama? - e permaneceu parado, mostrando que estava paciente com o tempo da garota.

Ela não demorou muito a se aproximar, o que foi bom para o auror. Ao que ele compreendeu, a vontade de estar perto de pessoas novamente era maior do que o medo de algum desconhecido. - Vamos, eu vou te levar até pessoas que podem te ajudar. - estendeu sua mão para ela, que a tocou. Sorriu, e a conduziu novamente até onde os medibruxos e agentes do nível três ainda mantinham seus trabalhos. A maioria dos aurores parecia que já havia chegado, e o trabalho continuava. Isaac deixou a garota com os responsáveis pela situação e voltou sua atenção nos outros que se mantinham ali. Quando encontrou um rosto conhecido, não pode conter a surpresa. - Franklin? - perguntou como se confirmasse se era mesmo o homem. Este olhou para o auror como se tentasse lembrar se o conhecia. - Parece que os anos não se importaram em nos unir em uma nova situação inusitada, não é? - mais uma vez o homem não pareceu se lembrar de Isaac, e ele então entendeu a situação. Seria até errado de sua parte tentar forçar as memórias de um homem que passara tanto tempo sofrendo sabe-se lá que tipos de hipnose e outros experimentos. Quanto a isso, só com um certo tempo pra poder descobrir, o que era uma pena. Um conhecido de tantos anos, apresentados pelos eventos da TV Pirata e agora em outro evento de sequestro, talvez tivessem muito a conversar, se não fosse a constante necessidade de alterar a memória daqueles envolvidos. Fora assim com a jovem Sky, e agora, Franklin. Isaac só esperava que no caso da ilha, a mente do homem não fosse tão afetada quanto a da garota.




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Natasha Habsburg Sparks
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 30 Ago 2018, 18:42


Encontrando um peixinho

Foi seguindo em direção a costa que havia auxiliado um dos outros aurores a convencer uma mulher que estava na lista de desaparecidos a deixar que o auror lhe acompanhasse até o Saint Mungus. Tendo eu reconhecido a mesma como a mãe da menina com quem havia conversado a um tempo atrás. Era um pequeno alívio saber que havia lhe encontrado entre as pessoas que ali haviam chego no navio, tendo conseguido lhe convencer a acompanhar o auror justamente devido ao fato de que conseguiria ter contato fácil com a mãe dela e sua filha, lhe convencendo de que se acompanhasse o auror, daria um jeito de fazer com que sua filha e sua mãe lhe encontrassem no hospital ainda naquele dia. E assim, após constatar que a mulher havia sido resgatada sem demais problemas, tinha voltado a prosseguir em direção a costa, sempre andando pela região com extremo cuidado, por mais que tivesse um dos melhores equilíbrios de minha turma durante os testes auror. Sabendo eu que qualquer passo em falso poderia ser um grande risco para minha vida. Vindo a andar um longo trajeto acompanhando a costa, até que então algo chamasse minha atenção na água, metros abaixo de mim, quando me encontrava em um ponto de onde conseguia ver ao longe o barco e a praia onde todos ainda se reuniam. Mais precisamente se tratando do que ao olhar de forma mais atenta, parecia se tratar de alguém observando o que acontecia ao longe, alguém de cabelos loiros. - Heloise? - Me perguntava, tentando identificar tal forma, porém não conseguindo direito devido à distância, o que me fazia aparatar para uma pedra na região inferior, tendo um pouco de dificuldade em encontrar a figura loira em meio água, provavelmente devido ao fato da mesma ter levemente se assustado com minha aproximação em meio a aparatação. - Heloise! - Gritava então buscando chamar sua atenção, esperando que ao ouvir minha voz, a menina pudesse me identificar, algo que não tinha certeza de ter acontecido, porém pouco depois fazia com que a forma loira voltasse a surgir na superfície, podendo eu lhe identificar agora que estava mais próxima, como realmente sendo a filha de Emma.

Aquilo fazia com que meu coração batesse mais acelerado e conseguisse respirar de maneira mais aliviada por finalmente ter encontrado minha sobrinha. - Você se lembra de mim?… Tasha?… Amiga de sua mãe… - Buscava conversar com a menina que me olhava de maneira um tanto quanto analítica, provavelmente tentando me reconhecer e tendo alguma leve dificuldade. Eu havia conhecido Emma quando a mesma entrara para os aurores a anos atrás e desde então tínhamos nos tornado amigas, realizando diversos trabalhos em conjunto, comigo consequentemente vindo a conhecer sua família algum tempo depois. No que podia identificar que ela me reconhecia de alguma forma por como falava meu nome, me chamando de Natasha. - Não lhe farei mal algum, você me conhece e sabe disso. - Buscava assim lhe convencer a se aproximar, tendo a mesma por olhar em direção ao barco por alguns instantes, onde alguns poucos desaparecidos e aurores ainda se encontravam, imaginando eu que ela pudesse ter visto alguma cena um pouco tensa do trabalho de algum deles, já que havíamos sido autorizados a usar feitiços para combater quem tentasse fugir. - Eu prometo. - Cruzava os dedos em sinal de promessa, mostrando para ela. Vindo assim a ter a mesma se aproximando aos poucos, no que com cuidado descia algumas pedras para ficar mais próxima e ajudar a mesma a sair da água. - Vamos baixinha, suas mães estão morrendo de preocupação com você. - Sentenciava com um sorriso convidativo por meus lábios, com a mesma vindo a perguntar se eu sabia onde estava sua mãe, tendo eu certa dificuldade para assimilar a pergunta ao início devido a forma como sua voz acabava soando melódica.

- Se você vier comigo, vou ti levar até ela. - Informava a loirinha, que não demorava a então começar a sair da água, vindo para junto de mim. - Você está congelando. - Constatava quando chegávamos no topo das pedras onde antes me encontrava, já longe da água, enquanto ela tossia algumas vezes a medida que podia notar as alterações de seu corpo acontecendo agora que ela saia da água. Momento em que tirava o casaco de minha farda, fazendo com que Heloise o vestisse. - Sei que você se sente mais segura na água, mas não devia ter ficado tanto tempo lá dentro, estamos no inverno e a água está gelada de mais. - Lhe repreendia de maneira leve, lhe abraçando de forma a tentar aquecer um pouco seu corpo. - Você está bem? Tem algum machucado? - Lhe questionava então, afinal algumas pessoas haviam se machucado devido a tempestade que o navio havia pego em alto-mar e a forma como ia escurecendo dificultava que eu conseguisse analisar seu corpo para ver se encontrava algum corte ou machucado aparente, mas segundo a mesma, ela apenas estava com frio, tendo passado a tremer a medida que seu corpo antes adaptado a temperatura da água gelada, agora vinha sendo atingido pelo frio. - Tudo bem, pronta para reencontrar sua mãe? - Lhe questionava após receber sua resposta, passando a estender meu braço em sua direção, ficando ao seu lado. - Segure meu braço de maneira firme. - Pedia para Heloise, esperando até ter certeza de que ela estava se segurando direitinho em meu braço, para poder aparatar dali com a mesma, a levando direto para o Saint Mungus.





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Heloise Sinskye Sparrow
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sab 01 Set 2018, 00:42

❝ de volta ao lar: a chegada❞
O que havia acontecido? Onde estava? Havia tantas perguntas a serem feitas e tantas lacunas a serem preenchidas que tudo se tornava assustador. A longa viagem feita era um borrão, borrão este onde pessoas amedrontadas enfrentando uma tempestade compunham todo o cenário. Quando encontraram terra as coisas poderiam ter mudado, mas tamanha era a confusão das pessoas que muitas mal sabiam para onde seguir. Heloise se encaixava entre essas sem rumo. Tudo era tão confuso e incerto em sua memória que após chegar na costa ela se isolou em uma pedra, esperando ter a sorte de colocar sua mente em ordem. Mas isso não aconteceu. Ou pelo menos não aconteceu totalmente já que algum tempo considerável depois uma nova confusão começou a se instalar. Pessoas vestidas de formas semelhantes começaram a surgir de um lado ao outro, causando susto e euforia. Alguns gritaram por instinto, outros correram. Os que escolheram a segunda opção, no entanto, foram presos com um aceno da varinha; os que gritaram também foram sendo pegos de toda forma. Quem eram aqueles? O que estavam querendo? Mais perguntas surgiram. Talvez se analisasse melhor a situação a menina entendesse a realidade do que se passava, mas estava amedrontada o suficiente para ceder ao instinto e pular da pedra onde estava para dentro do mar. A água gelada imediatamente tocou a pele, porém um segundo depois foi como se ela se fundisse ao líquido, tornando-se imune ao frio. Os pulmões também mudaram a forma de funcionar. Pouco acima do pescoço fendas surgiram e por entre os dedos as peles começaram a se formar, dando-a uma mobilidade ainda melhor que a ajudou rapidamente se afastar do lugar e nadar até uma margem a alguns bons metros de distância onde esperava ficar em paz. E ficou. Ficou por um bom tempo aproveitando da solidão sem saber para onde seguir. Neste tempo tamanha foi sua distração que mal ouviu a aproximação de alguém até que essa pessoa estivesse próxima o suficiente para se materializar em uma pedra pouco acima das que ficavam nas margens. Instintivamente Heloise mergulhou para se esconder, mas o abafado som de seu nome fez com que não fugisse para longe. Ela então ergueu o olhar para a superfície onde uma mulher de fios loiros que beiravam aos ombros tremulava conforme o movimento da água.

Com hesitação, percebendo que a figura não avançara, ela subiu o corpo um pouco mais, deixando que seu rosto ficasse visível para a companhia que parecia ser familiar, embora a realidade estivesse totalmente misturada ao mundo no qual acreditara com tanta intensidade viver. Quando a mulher se apresentou, fazendo perguntas que sugeriam fazer delas conhecidas, a mais nova não se viu menos confusa. Mentalmente ela estava fazendo algum esforço para distinguir as memórias certas e as implantadas, mas o pior disso era também perceber que da mesma forma em que a haviam levado para aquele lugar longínquo e inabitado, a então apresentada como Tasha poderia fazer o mesmo. Mas não... Havia algo diferente nela. Algo que passava alguma confiança e que despertava no fundo do peito uma vozinha que lhe dizia ser certo confiar em suas palavras, até mesmo naquelas que diziam que nenhum mal lhe seria feito. Mas como não pensar que a loira era exatamente igual aquelas outras de jeito e vestes tão semelhantes? Era exatamente essa desconfiança que ainda pairava na cabeça de Heloise, fazendo-a demorar um pouco para confiar nas lembranças que alfinetavam mais fortemente sua cabeça. A imagem de Emma era certamente a mais forte e, levando em consideração o impulso de querer vê-la, era tentador realmente acreditar que sua companhia era um caminho seguro para ter o conforto dos braços da mãe. — Natasha? — Perguntou com a voz meio falha, buscando concretizar melhor as memórias de alguns encontros que a assolavam. Em seguida ela ouviu a mulher voltar a falar e o olhar desviou para os dedos que a mesma sustentava em sinal de promessa. Depois de dois segundos em silêncio, ela chegou para mais perto das pedras onde a outra parecia disposta a ajudá-la caso fosse necessário. Ouvir novamente sobre sua família fez então com que Heloise sentisse uma palpitação de ansiedade no peito, algo que fez com que a voz pulasse da garganta, arranhando-a de forma baixa e enrouquecida. — Você sabe onde elas estão? — Questionou, mas talvez por seu estado emocional no momento, a auror não deu localizações concretas, embora deixasse claro que a levaria até lá. Não totalmente convencida, mas guiada pela saudade, a menor impulsionou o corpo para fora da água e escalou as pedras para se aproximar de Natasha.

A temperatura fora do mar não era tão agradável e suas roupas molhadas só faziam com que a pele gelada sentisse ainda mais o frio do momento. Era inegável que se sentisse mais à vontade onde estava antes e o fato de seu corpo estar mudando para um aparentemente normal só enfatizava os motivos pelo qual isso acontecia. Ainda era confuso na cabeça dela pensar se os traços de sua linhagem eram conhecidos pela mais velha ou se ela só estava sendo muito legal em não tecer comentários a respeito enquanto cedia seu casaco para agasalhá-la. A verdade, porém, era que Heloise sentia-se tão gelada e ocupada em tossir e bater os dentes uns nos outros que não sobrava muito tempo em sua cabeça para questionamentos daquele tipo, por isso também sentiu-se aliviada quando a mulher demonstrou conhecê-la bem o suficiente para saber como se sentia em relação ao ambiente aquático e como, mesmo naqueles casos, era mais prudente que tentasse se aquecer em terra firme. — Eu não sabia bem para onde ir... — Explicou-se ao ser abraçada, mas sua voz era tão baixa que poderia ter parecido simplesmente mais uma sequência discreta de tosse. — Eu estou bem. — Agora tentou aumentar um pouco o tom, tendo que pigarrear uma vez para conseguir algum resultado. — Não tenho machucados, mas estou com frio... Bastante. — Enfatizou a última palavra com mais um bater de queixo que pôde facilmente ter passado despercebido já que ela movera a cabeça para cima e para baixo em uma resposta positiva à pergunta de Natasha sobre reencontrar sua mãe. Não havia dúvidas quanto a isso, estava ansiosa de tantas formas que os dedos começavam a formigar – e ela tinha certeza de que isso não era pelo frio. — Quero muito ver ela, por favor. — Disse assim que o braço da auror foi estendido para si e ela o agarrou de modo automático, tendo então apertado um pouco mais quando o aviso de segurar firme foi feito. Definitivamente ela não desobedeceria uma ordem que a levaria até Emma, ainda que no fundo houvesse o risco de sua cabeça estar lhe pregando uma peça. Acenou então em um último aviso sobre estar pronta e apertou mais os dedos no braço da mais velha. No segundo seguinte tudo o que sentiu foi um puxão para fora do chão e soube, de alguma forma, que desaparatara dali.



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Alasca R. Liechtenstein
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 06 Set 2018, 17:49


¤ Apenas uma lembrança ¤
Post Atemporal – Alone


Quando as notícias sobre os primeiros aparecidos chegaram nos noticiários eu fiquei muito curiosa, com meu pai trabalhando no Ministério eu podia conseguir mais informações, ainda que eu não quisesse falar com ele por muito tempo, consegui descobri onde era e convencer a Killi, nossa elfa domestica a me levar ali. De longe ainda podíamos ver os aurores patrulhando, alguns feitiços foram feitos para manter os trouxas longe, segundo o que Killi estava contando. Eu queria apenas ver o Navio que eles estavam, queria saber mais de onde tinham vindo, se era um Navio como daquele colégio búlgaro. Mas Killi tinha presa, pois meu pai tinha me proibido de ir ali, e eu tentava tranquilizar a elfa, pois não iria fazer nada demais, queria apenas observar. Ela conjurou um tapete e ficamos sentadas ali por um tempo. Eu só queria ficar longe da casa nova que Samwell tinha comprado, ainda estava tentando superar todas as coisas ruins que tinham acontecido antes mesmo daquele letivo começar. No final Killi me apressou e saímos dali.

Thanks The Fox! of Ops! & Aglomerado



— the true Queen ,
Drop a heart, break a name. We're always sleeping in. And sleeping for the wrong team. We're going down, down in an earlier round. And sugar, we're going down swinging. I'll be your number one with a bullet. A loaded God complex, cock it and pull it;
Von Liechtenstein
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Faye Gebühr Miller
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sex 14 Set 2018, 23:14

The Rising Sun
Qual era o dia? Qual era aquela transformação? A terceira, a décima ou a vigésima? Talvez a humana que dava origem aquele lobo soubesse a resposta para essas perguntas, mas o lobo não sabia, o que lhe importava é que ele estava novamente a ativa. A criatura voraz corria pelas árvores daquela floresta que deveria lhe ser conhecida, isso porque na rotina mensal daquela humana já estava fixo aquele lugar para se transformar, as terras altas tinham uma grande faixa de florestas bem longe da civilização, ela se sentia melhor sabendo que se transformaria longe de humanos. O lobo claro, não sabia disso, mas certamente não ficaria muito feliz em saber que a humana que lhe dava o corpo todas as noites de lua cheia estava a se transformar longe do seu prato preferido: a carne humana fresquinha. Era isso o que ele estava procurando enquanto corria pela floresta, o lobo era uma criatura voraz, cheia de fome e de energia, uma criatura que só tinha a sua vida uma única vez a cada mês, e mesmo que não soubesse exatamente essa data, sabia que eventualmente seu tempo iria acabar, talvez era por isso que ela corresse tanto, sempre usava o corpo quadrúpede, sentia o vento passar em seus pelos, vida, era bom ter vida finalmente. Já parou pra pensar que talvez seja por isso que os lobos uivam para a luz cheia, inclusive os lobisomens? Seria uma curiosidade interessante se fosse mesmo uma verdade, mas eu digo que este lobo aqui sempre uiva para a lua logo em seguida a transformação.

Sua corrida era veloz pela floresta, podia ser bem veloz aos humanos na verdade, porque o lobo sabia que poderia correr mais, apenas precisava de um incentivo, tipo uma de suas presas. Seu olfato sentia os odores da floresta em busca do cheiro característico da carne humana que o deixaria salivando se conseguisse a sentir, mas nada na floresta parecia remeter aquilo, eram apenas cheiros de plantas e de outras animais dos quais nem se importava, sua fome era para um tipo de carne especifica. Seus ouvidos também eram bem utilizavam, captavam o som de onde o vento soprava, das folhas das árvores se mexendo, dos animais que se movimentavam perto dele, pequenos que fugiam do possível predador, maiores que não o considerável como tal, mas nada dele ouvir as passadas humanas em uma corrida ou sequer a respiração dos mesmos. Ainda sim, aquele lobo não era desistência, a sua fome por carne humana ultrapassava qualquer coisa, até mesmo o fato de procurar sem achar, essa frustração, porque cansado não se sentir, uma noite de lua cheia não era o suficiente para cansá-lo, muito pelo contrário, lhe proporcionada a vida.

Porém como sempre, esse seu tempo de vida era limitado, de forma que acabasse por se extinguir quando os primeiros raios de sol começassem a surgir no céu e pousassem sobre o corpo do lobo. Era como uma reação catalisada por luz, assim que a mesma incidia sobre o lobo, ele começava a se contorcer, transformando-se novamente na humana ao qual lhe emprestava o corpo nas luas cheias, humana essa que então tomaria o seu rumo para voltar para a sua casa. Saiu dali.


FAYE ZAYAS GEBÜHR MILLER
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Isaac F. Wichbest Frostt
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qua 26 Set 2018, 00:37

Searching forgotten points


[Ministério da Magia]

 A operação na Escócia poderia até ser considerada um sucesso, mas o comandante não sentia nenhum orgulho. Apesar de - aparentemente - todos os resgatados estarem em segurança aos cuidados do Mungus, algumas dúvidas ainda percorriam a mente não só dele, mas de outros aurores ligados ao caso também. E dúvidas não podiam se manter em um caso daquele, não com todas as outras coisas acontecendo ao mesmo tempo, como o Bertolini e o ministro morto.

Por serem casos que pareciam estar um pouco mais calmos, mas ainda asism, precisavam de uma explicação, tanto Isaac quanto Emma e Octave sabiam que abraçar tudo aquilo sozinhos não era uma decisão sábia. Logo, Isaac decidiu dar continuidade ao caso dos refugiados, ao qual tinha dado certa atenção a pouco tempo, e necessitava de mais cuidados, assim como cada um encontrado no episódio. O homem decidiu começar suas pesquisas diretamente no hospital, onde todos estavam sendo tratados até então. Poderia conter informações mais precisas diretamente com os medibruxos responsáveis, mas ainda que imaginasse não ser o suficiente, já era ao menos um começo.

[Ministério da Magia]

Uma vez nos átrios do prédio, dirigiu-se à recepção apenas para oficializar o motivo da sua visita. Explicou à recepcionista que viera em busca de informações sobre os pacientes. Procurou pelo medibruxo responsável, e quando o encontrou, foi direto como sempre fazia. - Isaac Frostt, comandante da Força Tarefa. - Apresentou-se, apertando a mão do homem - Eu estou em busca de informações que possam ajudar os aurores quanto à investigação do caso. Acredito que você seja a pessoa certa para isso. - em tom sério, o comandante esperou a resposta do homem, que prontamente aceitou auxiliar no que sabia. Isaac interrogou sobre a atual situação, e o homem não disse muito. Apenas que pelo que podia compreender das frases que muitas vezes não tinham muito sentido, era que haviam passado por uma certa lavagem cerebral, mas era comum ouvir o termo "ilha", de cada um dos pacientes. Apesar de vaga, a informação podia ter certa importância. Porém, fora tudo isso, ainda havia um ponto que intrigava não somente o comandante, mas também boa parte do esquadrão. - Atualmente, - começou, calmamente - Quantos e quais são os pacientes que vieram dessa ilha? - O medibruxo pareceu surpreso com a pergunta, mas não hesitou em procurar os laudos com os nomes de cada um ali. Isaac sabia que não eram todos os desaparecidos que haviam sido encontrados, mas além do receio de haver mais pessoas ainda presas na tal ilha, ainda haviam chances de existirem pessoas encontradas por outros. Agradeceu ao homem, mas antes de sair, ainda precisava de uma autorização. - Acredito que ainda seja necessária uma conversa mais próxima com os envolvidos no caso, e para isso, preciso que um dos meus aurores possa fazer esse trabalho. - O medibruxo consentiu, e o comandante agradeceu pela colaboração, dizendo que assim que possível, um auror voltaria ali para ter contato com eles.
[Ministério da Magia]

Uma vez novamente no Ministério, dirigiu-se à sua sala e pediu para que chamassem Natasha, a auror que esteve com ele e Emma nas investigações na Escócia. Enquanto a esperava, começou a comparar os nomes dos pacientes do Saint Mungus com a lista de desaparecidos. Ouviu batidas em sua porta, e respondeu - Pode entrar. - enquanto finalizava a linha que estava conferindo. Natasha apareceu na sala, e o homem convidou-a para sentar-se. Tão logo, passou a repassar as informações que havia coletado no Mungus, e explicou a ela as atuais necessidades. Por estar junto com ele e Emma dias atrás, Isaac julgou como a mais adequada a dar continuidade naquele caso, e pediu para que ela fosse até o Saint Mungus para tentar recolher alguma informação a mais diretamente com os pacientes. - O medibruxo com quem conversei pareceu bastante proativo, muito embora não tivesse informações muito relevantes. Talvez você possa receber mais informações de outros medibruxos. Tudo é importante. É necessário que eles compreendam isso. - Completou, e permitiu que a jovem tirasse alguma dúvida antes de liberá-la para tal missão. Quanto a ele, voltou sua atenção à planilha de nomes, agora com todos os encontrados e os ainda desaparecidos. Isaac procurou nos nomes dos que ainda não haviam sido encontrados, possíveis familiares que moravam nas proximidades da ilha em que todos apartaram. Não demorou para encontrar duas específicas. Decidiu continuar suas investigações por lá.

[Escócia - Vilarejos]

Seus pés encontraram o solo escocês mais uma vez em uma vertiginosa aparatação. Fechou a capa um pouco mais contra o corpo para impedir que os ventos gelados atingissem seu corpo. Soturno, caminhou até encontrar um vilarejo próximo. Era começo de uma das primeiras tardes de inverno. Pela fumaça das chaminés, pode constatar que haviam pessoas nas casas que ele estava procurando. Bateu na porta da primeira, e esperou ser atendido. Uma senhora de meia idade o recepcionou, e quando o viu, pareceu surpresa. Isaac não a culpava. Uma visita daquelas não parecia muito comum. - Com licença, senhora. - tentou parecer não muito invasivo - Meu nome é Isaac, sou comandante dos aurores britânicos. - A mulher pareceu se assustar ainda mais. Em uma tentativa de tranquilizá-la, tirou as mãos dos bolsos da capa mostrando estar desarmado. - Eu estou aqui em busca de informações sobre a sua filha, dada como desaparecida. - A expressão da mulher mudou de surpresa para uma tristeza eminente, como se alguém tivesse lembrado da morte de alguém próximo. "Ah, entre. Eu não poderei ser muito útil para sua investigação, uma vez que minha filha ainda se encontra desaparecida." havia um tom de acusação em sua voz que não passou despercebida aos ouvidos do auror. Ainda assim, deixou que continuasse. A mulher pareceu bastante decepcionada ao ouvir os boatos de que algumas pessoas haviam sido encontradas enquanto sua filha ainda permanecia desaparecida. Em suas palavras, era como se os aurores tivessem feito metade do trabalho apenas. - Minha senhora, eu compreendo sua indignação, mas posso lhe garantir que estamos fazendo muito mais do que o possível para que todos, sem exceção, sejam encontrados. Inclusive, minha visita aqui hoje é justamente para recolher possíveis informações, e se possível, encontrar mais pessoas para que possam ser medicadas no Saint Mungus. - a sua surpresa pareceu voltar. "Mungus? Como assim? Se todos precisam ser tratados, por que o filho dos Svenasson está com a família?" Dessa vez, foi tempo do auror se mostrar surpreso - Perdão? - A mulher confirmou, dizendo que o jovem, que aliás era um dos que estavam na lista dos nomes de Isaac estava com os pais desde que fora encontrado. Isaac não quis demonstrar que aquilo poderia ser interpretado como uma possível falha dos aurores que estavam buscando pelos jovens, ou até mesmo do nível três. Não podia arriscar a reputação do Ministério que já andava em cordas bambas, ainda que fosse para uma simples senhora. - Eu suponho que o jovem esteja em sua casa nesse momento, e vou ter uma palavra com ele. Quanto à sua filha, te asseguro, nós iremos encontrá-la. - não era uma promessa vã. Era necessário que todos fossem encontrados.

Despediu-se e seguiu para a segunda casa, onde o jovem parecia estar. Bateu ali também, e foi recebido dessa vez por um homem desconfiado, com uma mão na porta e a outra nas costas. - Boa tarde. Eu me chamo Isaac, sou comandante dos aurores britânicos. - esperou alguns segundos - o senhor me permitiria uma palavra rápida? - O homem não pareceu convencido, mas permitiu sua entrada. Não precisou procurar muito para encontrar um jovem sentado sobre o sofá, com o olhar distante, parecendo preocupado. - Esse é seu filho? - perguntou meio retoricamente, em esperar por uma resposta. Não sentou-se, permaneceu em pé, para anunciar o motivo da sua visita. - Eu estou procurando informações das pessoas que até então vinham sido dadas como desaparecidas. - o homem que atendera Isaac ainda mantinha distância, como se estivesse receando a atitude que o comandante pudesse tomar. - Vejo que seu filho foi um dos que teve a sorte de voltar. - Voltou atenção ao jovem, mas ouviu, ali ao seu lado, a voz do homem recitar algumas palavras de acusação que saíram até meio tremidas. Não voltou o olhar imediatamente, porque sua intuição dizia que havia uma varinha apontada para ele. Infelizmente, Isaac não sabia ser carismático o suficiente para transmitir calma a terceiros. Para sua sorte, a voz tremida do homem que perguntava "O que você quer com ele?" denunciava que ele estava instável. Em um movimento rápido, sacou sua varinha e antes que o homem tentasse qualquer coisa, pronunciou - Expelliarmus. - e o desarmou. Guardou sua varinha logo em seguida, e decidiu que a tentativa de carisma já não era mais necessária. - Acalme-se homem, eu não vim aqui para machucá-lo, muito menos seu filho. - Ele estava assustado, mas ainda assim, desconfiado. - Bom, vou ser direto. Seu filho não pode ficar aqui, pelo menos por enquanto. - ele até tentou protestar, mas Isaac o cortou. - Seu filho precisa de cuidados médicos. Veja os sintomas. Olhar preocupado, apreensivo, e parece que nem está nos ouvindo. - Ao dizer isso, uma outra voz surgiu no recinto. "Ele está assim desde que voltou." Isaac virou seu olhar, e encontrou uma outra senhora, agora um pouco mais velha do que a que havia conversado anteriormente, a quem julgou ser mãe do rapaz. "Sentimos que não é mais nosso filho, como se sua alma tivesse sido tirada dele." Isaac não culpava os pensamentos simples dos aldeões, era provável que nunca tivessem visto um beijo de dementador na vida, então até fazia sentido atrelar o distúrbio pelo qual seu filho passava a um roubo de alma. - Ele precisa de cuidados especialistas. Ele só está perturbado com tudo o que viveu, e muito provavelmente não conseguem mais assimilar o que é real ou não. - pelo menos, era o que parecia. - Eu prometo devolver seu filho em breve, curado. - Mais uma vez, uma nova promessa, mas Isaac não era de prometer o que não poderia cumprir. Sentia que, ao tirar um filho de um humilde casal, o mínimo que devia era uma palavra de conforto. A mulher parecia ser mais sensata que o homem, e permitiu que levasse o rapaz ao Mungus para que fosse tratado. Isaac agradeceu, e se aproximou do jovem que se assustou ao sentir o toque da mão de Isaac em seu ombro. - Ei, acalme-se. Eu sou um amigo. - mesmo assim, ele não parecia mais acreditar nessas palavras. O que quer que tenha visto ou vivido na tal ilha, parecia ser um trauma bastante presente. Isaac precisava desaparatar dali, mas com ele agitado daquela maneira, poderia ser perigoso, isso se tivesse sorte de chegar ao hospital com ele inteiro. Não havia outra maneira. Sacou a varinha novamente, e aproximou dele. Houve um movimento instintivo do homem atrás dele, mas pode ver sua esposa o impedindo. - Immobilus. - pronunciou, e o rapaz se acalmou, devido ao feitiço. Voltou seu olhar para o casal, sentindo certa pena dos dois, mas no fundo, os três sabiam que era o necessário. - Enviarei notícias. - prometeu, antes de desaparatar dali, seguindo diretamente ao Saint Mungus com o jovem. 




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Erin Sutton Voorhorst
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Ter 30 Out 2018, 16:44

A correria no ministério da magia era algo que chamava sempre a atenção da mulher visto que não gostava de ficar parada em eu escritório tendo que resolver com papéis e arquivos burocráticos e chatos sobre sua divisão. Claro que, todo o trabalho dentro do ministério sempre tinha dois lados, o mais chato que era ficar revisando todo o material a ser arquivado depois de uma captura de um ser ou espírito, como também tinha a parte boa, que no caso se tratava da tarefa prática na qual tinha que sair e explorar o mundo em busca de alguma aventura que sua chefe a designava. Naquele dia tinha sido um pouco diferente, pois havia recebido um comunicado diretamente da Suprema Corte Bruxa direto em suas mãos um caso em que teria que ir para um castelo nas terras altas da Escócia para averiguar tudo a respeito daquele castelo onde um vampiro havia morrido após um acidente inusitado. Escócia era um país que a ministerial conhecia muito bem pois era o local onde havia nascido e crescido desde criança, então conhecia bastante sobre os costumes e as lendas que por ali o povo dizia, ou seja, conhecendo aquele lugar como conhecia sabia o que deveria ser feito e o que não deveria ser feito, isso é, em relação aos bruxos e trouxas que por lá moravam. No entanto, a situação seria mais complicado já que, logo desde quando recebeu as primeiras instruções sobre aquele caso, foi informado de que ela teria que lidar com uma coleção estranha e inusitada de Poltergeist e mal espíritos. E, ao saber sobre isso, a mulher não demorou muito para marcar uma reunião urgente com sua chefe para chegar a um bom plano.

O que foi decidido foi que Katy, sua chefe, mobilizou todo o nível quatro para que aquela tarefa viesse a ser executada. Claro que precisariam de bastante ajuda já que se tratava de um castelo e não uma casa normal. Limpar todo aquele lugar não seria uma tarefa simples em apenas fazer um gesto com magia e pronto, acabado. Muito pelo contrário. Claro que a magia seria algo fundamental para aquela limpeza, no entanto, trabalhar com aquilo rodeado de espíritos malignos e poltergeist não seria algo tão fácil, já que seria bem visível que eles não deixariam a execução do trabalho ser simples. Seguido pelos membros do departamento quatro do ministério da magia assim como um auror especializado por criaturas perigosas, Erin pegou a primeira lareira para fazer a viagem através do pó de flu. Era bem mais eficiente daquela maneira já que sabia exatamente onde havia uma outra para que não fossem descobertos ou vistos através de aparatação. […] Como era de imaginar, o castelo era imenso. — Talvez devemos dividir o trabalho. Começar pelo interior e vindo para o exterior, o que acham? — na verdade aquele plano era o mais lógico até porque do que adiantaria limpar a parte de fora primeiro sendo que, ao limpar a parte interior depois, consequentemente teriam que limpar o exterior novamente, ou seja, fazer o trabalho uma vez e bem feito do que simplesmente ter que fazer duas ou três vezes. Assim, ficou decidido que naquele mês eles limpariam toda a parte interior do castelo e consequentemente fazer a “limpeza” de toda a assombração que por ali tinha.

Acho que deveríamos nos separar. — dizia enquanto entrava dentro daquele castelo mal assombrado. Talvez não fosse uma excelente ideia fazer aquilo afinal de contas lidariam com espíritos malignos e até mesmo outros tipos de criatura que estaria escondido por ali. Mas veja bem, se tratavam de adultos já formados e educados para lidar com todos os tipos de situação, talvez a parte que sofreria mais seria a do estagiário, mas, com toda a certeza ele estaria em boas mãos ao lado de Erin. Não que ela se achasse a última bolacha do pacote, mas tinha estudado para aquilo. — Assim o trabalho seria bem mais rápido e menos cansativo, pelo menos é o que eu acho. — disse novamente dando de ombros e em seguida começou a adentrar o local. Não demorou muito para se ver desvencilhada do restante do grupo e entrando em um cômodo dividido em dois. Já que estava acompanhada de Corey, era bem mais fácil pegar aquele cômodo grande para limpar em duas pessoas do que simplesmente fazer sozinha. O local em si estava imundo, diversas madeiras do teto caída no chão, como também os pisos do local estavam quase todos soltos e até mesmo alguns quebrados. A parede estava rachada e até tinha um buraco nela, um buraco que dava para ver exatamente todo o outro cômodo da casa. Lustre caído, lareira toda suja, sem contar que os móveis da casa estava todos do avesso, ou melhor dizendo, estava todos sujos, revirados ou quebrados. Aquela situação não seria algo tão simples de se fazer, mas daria o melhor de si para terminar, pelo menos aquela tarefa naquele dia.

Oras, eles tinham o mês inteiro para lidar com aquela limpeza, já que se tratava de um castelo de muitos cômodos, ou seja, não seria um trabalho tão simples a ponto de ser feito em apenas um dia ou uma semana. Isso sem contar que teria que lidar com espíritos e o poltergeist a qualquer hora visto que não sabia exatamente por onde eles estavam. Mas pelo que conhecia daqueles seres, Erin sabia que era preciso ter bastante cautela e paciência para lidar com eles, já que não se tratavam de espíritos do bem, mas daqueles que podiam, de alguma forma fazer sua vida virar um inferno a ponto de te deixar louco ou bem doente. — Reparo. — com sua varinha em mãos, a ministerial lançou sobre um quadro que estava caído no chão todo despedaçado, fazendo então com que ele, através de magia fosse concertado e consequentemente colocado novamente na parede em que deveria estar pendurado. Contudo, a situação começou a ficar um pouco pesada para a mulher visto que começou a sentir um pequeno mal-estar parecendo que tinha um peso enorme em suas costas como também uma agonia percorria por todo o seu corpo. Sabia que o local teria espíritos malignos, por isso sabia que provavelmente aquilo tudo que estava sentindo era por conta deles. Infelizmente tivera que continuar todo seu trabalho com aquela sensação ruim pois não podia ver o fantasma caso ele não quisesse, mas ela sabia que o ser estava por ali. E por mais que chamava-o para aparecer, era tudo em vão. Só esperava que o restante da turma soubesse como lidar com esse tipo de “criatura”.

Foi então que, no meio de todo aquele trabalho, o que menos esperava aconteceu. O tal do poltergeist que vivia naquele castelo aprontando e até mesmo aterrorizando o pessoal da vizinha apareceu para atrapalhar totalmente o serviço da ministerial. Já não bastava ela ter que lidar com espíritos malignos que estavam a sua volta que, mesmo que não conseguisse vê-los sabia que estavam por perto por conta de sentir aquela energia pesada pelo local, porém nada poderia fazer pois eles estavam invisíveis para os bruxos e humanos, ou seja, ela não tinha como se defender daquela agonia que sentia por dentro. No entanto, com o poltergeist era completamente diferente, pois o mesmo apareceu na frente de Erin atirando pedaços de objetos como também destruindo algumas coisas que havia sido consertadas naquele ambiente. — Eu acabei de arrumar isso... — dizia como se aquilo fosse fazer algum efeito, porém o único efeito que teve foi o contrário. Quanto mais Erin falava, reclamava e tentava mandar para que o fantasma parasse, mais a criatura continuava. — Eu vou ser obrigada a usar magia... — Erin era do tipo que sempre lidava com os seres e espíritos de forma amigável, ou seja, recorria a magia em caso extremo até porque tudo pode ser resolvido através de uma boa conversa, isso é, se o outro lado colaborasse. — Skurge — mirou a varinha para o poltergeist que estava atrapalhando seu trabalho. Não tinha como deixar ele quebrar tudo o que havia sido consertado por isso não viu outra opção. Sendo assim, logo que executou o feitiço fez com que atordoasse o fantasma.

Parecia que a situação em vez de melhorar tinha ficado pior, até porque podia ver claramente a raiva que pairava na face do poltergeist que queria porque queria uma vingança por ter sido atacado. Erin novamente tentou argumentar pedindo para que o poltergeist parasse de gracinha e de atazanar todos que estavam ali presentes, mas, novamente, era tudo em vão já que vez ou outra ele atormentava a ministerial e em seguida ia para algum outro cômodo atormentar alguma outra pessoa. — Skurge — lançava um atrás do outro para ver se o fantasma desistia daquela ideia pois ele poderia ser persistente mas Erin também era. Seu trabalho era dar um jeito naquele castelo e faria aquilo com ou sem aqueles fantasmas e poltergeist. […] Após um bom tempo discutindo com os fantasmas presentes naquele castelo, Erin chegou a conclusão de que teria que se aprofundar mais naqueles seres pois não conseguiria se livrar deles sem uma força tarefa e um bom plano, até porque ela não tinha como capturar espíritos que não queria aparecer até porque, para começo de conversa ela nem sabia por onde eles andavam. Contudo, após uma batalha com o poltergeist e com aquela sensação de agonia e sufoco pelo seu corpo, a ministerial conseguiu terminar de arrumar o cômodo que tinha ficado responsável. Um trabalho que durou o dia todo visto que a todo momento era alguma coisa que aparecia para atrapalhá-la. — Um já foi, agora falta o resto. — e aquele foi seu primeiro dia de trabalho, sendo que ainda teria mais um mês pela frente, tudo para organizar aquele castelo e tentar dar um jeito nos fantasmas.



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Lucas Stack Amundsen Eltz
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Ter 30 Out 2018, 23:03




Ultimamente, a comissão de feitiços experimentais estava um tanto quanto movimentada demais. Era incrível como os períodos em que Hogwarts estava em atividade fazia com que o nível três aparentasse estar sob pressão, os feitiços que chegavam à Lucas e toda sua equipe, na maioria das vezes, eram mandados por professores ou diretores da instituição citada acima, o que fazia Lucas pensar em como os alunos do século atual estavam num nível avançado e cada vez mais alto, fazendo com que o Stackhouse se sentisse cada vez mais orgulhoso de todos eles. Ainda no seu apartamento, Lucas trajou-se do seu característico sobretudo, que era acompanhado de um sapato social preto, calça preta e camisa social vinho, as 09:50 da manhã, o mais velho caminhou por entre as ruas da movimentada Londres até chegar ao banheiro qual lhe levaria ao ministério da magia. Era incrível como aquele caminho rotineiro era feito todos os dias e ainda assim, Lucas olhava para trás temendo estar sendo seguido por mais um trouxa que por vezes suspeitava de um homem que entrava num banheiro e sumia do nada. Assim como os alunos do século atual de Hogwarts, os trouxas estavam cada vez mais inteligentes e espertos, o que era bastante preocupante para o ministério da magia.

Em seu departamento, no nível três do MM, Lucas encaminhou-se até sua sala e recitou um belo “Bom dia” para a secretária Dessiré, imediatamente, pegou algumas pilhas de relatórios sobre os últimos experimentos e tornou a ler, tornando a revisar se todo o processo de avaliação estava nos conformes, para que assim os documentos pudessem ser anexados à ata mensal do nível três e à biblioteca do Ministério. No exato momento em que lia os imensos pergaminhos, Lucas foi surpreendido por Dessíre, que o entregava uma carta-aviso mandada pela ministra Esmée — Obrigado, Dessiré — Falou enquanto pegava o bilhete em mãos, basicamente tratava-se de um medido da ministra, solicitando que todos os funcionários do departamento ajudassem os aurores na obliviação de  alguns trouxas nas redondezas da Escócia, localizada no Reino Unido. O Stackhouse não pensou duas vezes ao mobilizar toda a sua equipe, afinal, era mais um dos momentos mais delicados que ambos enfrentariam naquela semana, sem falar que toda a integridade da sociedade mágica estava em risco, a obliviação deveria acontecer o mais rápido possível.

Já no Reino Unido, Lucas manteve-se cauteloso por onde passava, o cenário não eram dos mais agradáveis. O ministerial tivera sido levado para a costa da Escócia, um local tomado por curiosos e trouxas que esboçavam uma enorme interrogação em suas faces em torno dos desaparecidos, ambos se perguntavam como, quando e o porquê — Bom dia, senhorita... Sim, sou da equipe de buscas —Comentava com uma senhora de idade avançada, a qual esboçava uma face de preocupação ao falar com Lucas — Qual o seu nome? — Questionava a mais velha,  que se apresentou como Adeline Bowman, mãe do desaparecido Bernardo Rowan Bowman — Senhorita... Bernardo Bowman fora encontrado a pouco mais de duas horas, pelo menos é o que diz aqui nessa lista — Comentou esboçar a lista em sua mão — Peço que me siga, por favor. A levarei ao alojamento onde Bernardo se encontra — E assim, ambos caminharam até uma casa a qual o ministério usava como base para por os trouxas já obliviado, felizmente, Bernardo encontrava-se lá — Antes de entrarmos... Obliviate! — Comentou ao sacar sua varinha e apontar na face da mais velha, que imediatamente esqueceu-se de tudo o que acontecera.

Como Bernardo também havia sido obliviado, tudo na vida daqueles dois havia seguido o curso normal. O que infelizmente aconteceu, foi que um trouxa testemunhou Lucas obliviar Adeline, o que não foi algo agradável tendo em vista que o mesmo trouxa saira gritando por todo a costa “Há um feiticeiro entre nós! Protejam-se” Foi o suficiente para que Lucas corresse atrás do trouxa, e antes mesmo dele se aproximar do primeiro grupo de trouxas, Lucas apontara sua varinha para as pernas do rapaz e proclamou — Immobilus! — O imobilizou — Você corre bem rápido, hein? — Ironizou, apontando imediatamente para o rapaz — Obliviate! — Obliviou o mesmo com vigor, que voltou ao seu estado normal totalmente inconsciente do que havia acontecido nos segundos atrás — Olá, senhor. Acontece que você estava correndo por esse caminho e acabou tropeçando e batendo a cabeça no chão, por isso sua memória deva ter sido afetada — Mentiu descaradamente, ajudando o mais velho imediatamente a levantar-se dali — Espero que fique tudo bem, um dos nossos ajudantes irá ajuda-lo a chegar em sua residência — Lucas então chamou mais dois membros de sua equipe, afim de levar o rapaz até sua casa e assim, obliviar toda a sua família. E assim sucedeu todo aquele dia, Lucas obliviou como jamais imaginara, foram tantas obliviações que o ministerial perdera a conta. Ao anoitecer, retirou-se dalí para os seus aposentos.


Lucas Stackhouse.
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Corey Rylee Kozlovsky
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qua 31 Out 2018, 18:36


Finalmente Corey sairia em missão do departamento, e cara, seria animal. Não era algo nada simples, exigia de todos do departamento, até mesmo sua própria chefe, Katy. Erin lhe acompanharia em questão, e sentiu-se aliviado em saber que, caso fizesse alguma besteira, contaria com sua ajuda. Enfim, o caso era mais interessante do que poderia aparentar. Tratava-se de um antigo vampiro, no qual era morador de um castelo nas terras altas da Escócia, que havia falecido recentemente após um acidente julgado inusitado. O monitor estranhou, mas não contestou enquanto as informações lhes eram passadas. A questão era, o castelo havia ficado desocupado, tendo um meio-vampiro até mesmo tentado entrar na justiça para provar que era herdeiro do vampiro em questão, mas nada conseguindo. Dessa forma, o cartório passaria a propriedade pelas burocracias necessárias antes de retorná-la para o mercado imobiliário, mas existia um pequeno problema no caminho do Ministério: O Castelo era mal assombrado. Sim, senhoras e senhores, mal assombrado. Se antes já estava estranho, agora havia se tornado bizarro. De acordo com alguns relatos, o local contava com uma coleção estranha e inusitada de Poltergeist e mal espíritos. Com nível 04 todo mobilizado, não demorou até que todos fossem ao tal castelo, contando inclusive com a presença de alguns aurores.

Trabalharemos na parte interna, certo? — Indagava para Erin, recebendo uma confirmação mais do que rápida. Por algum motivo ele sentiu um arrepio com essa informação, a parte externa também poderia ser assustadora, mas locais fechados... Ainda mais com espíritos, ele realmente não gostava muito dessa ideia. Sabia que em diante, provavelmente contaria com mais situações assim, afinal, queria ser um Magizoologista e isso lhe colocaria em diversos momentos, com as mais diversas capacidades. Enfim, empunhando a varinha em mãos, Corey trajava um sobretudo negro, o cachecol de sua amada casa e vestimentas boas o suficiente para lhe manter aquecido pelo resto da missão. Conforme caminhavam, pôde perceber que logo adentrariam da residência, coisa que não demorou para acontecer. A primeira impressão era mesmo horripilante, Corey analisava bem o estado do interior do castelo, bem como Erin e os aurores faziam o mesmo. Se bem que eles já cuidavam do assunto diretamente, não estavam ali para perder tempo, diferente do lufano, que parecia encantado com o cenário praticamente inacreditável. Era deplorável, certamente, mas encantador. Alguns lustres se mantinham firmes, mas pareciam correr o risco de caírem a qualquer momento. Outros já estavam plenamente ao chão, e como Erin sugeriu que se dividissem, resolveu acompanhá-la e ajudá-la no processo do restauramento dos cômodos. — Reparo. — Proferiu apontando para uma coleção de quadros, enquanto os observava retornarem a seu estado anterior - provavelmente -, assim como fazia o mesmo com algumas lamparinas e poltronas.

Ele descobrira que tinha alergia a poeira. Bom, se não tinha, ao menos era um pouco. Ou uma irritação, sei lá, mas que ele estava espirrando demais, isso ele estava. — Reparo! — Proferia mais uma vez, mordendo a boca sutilmente ao escutar uma movimentação estranha no cômodo, sentindo seu coração palpitar consequentemente. Mas que diabos? O rapaz suspirou, moveu o corpo para frente e ouviu alguns estalos causados pela construção, mas como o local era assombrado, poderia ser muito bem outra coisa. De repente, um frio insuportável lhe cercou perante onde estava, era como se o calor nem existisse mais. Em qualquer lugar dali, ou de seu corpo. Os olhos claros do menino buscavam a razão para tal sensação, e proferindo o feitiço Lumus, iluminou a razão para tal sensação. Um fantasma, extremamente feio, com uma aparência... De dar enjoo. Sua boca se mantinha sempre aberta, seus olhos estavam brancos, como se fosse a pura cegueira aplicada ali. Em geral, uma mulher, de vestido vermelho como o próprio sangue. Ela parecia tramar alguma coisa contra o monitor, tanto que teve a ousadia de lhe arremessar em direção a parede manchada por vestígios de musgo. Sentiu o peso em seu corpo, o ar era tenso e seu corpo estava dolorido. — Desgraçada... — Reclamou, com os olhos entreabertos, enquanto tentava alcançar a varinha. Infelizmente, ele não estava conseguindo esforçar-se demais, porém, a tempo, encontrou o que ela mais precisava agora. Uma criatura, um furãozinho negro. ''Eu vou te ajudar!'' a voz doce do animalzinho se formava na mente do rapaz, que sorriu cansado, mas apenas concordou. Com a varinha capturada entre os dentinhos dele, logo teve o objeto em mãos, e assim apontou-a em direção ao fantasma. Mal espírito, para falar a verdade, não era nem um pouco amigável. — Skurge! Skurge! — Proferia convicto.

Minutos depois, fora a hora de receber auxílio de um dos aurores que por ali passava. O ectoplasma do fantasma já não se encontrava ali, sua presença logo se tornaria insuportável com o cheque mate dos mais profissionais. Era apenas um estagiário. Em pé novamente, Corey retirou a poeira de sua roupa, procurando o furãozinho entre os móveis acabados. — Gostaria de vir comigo? — Perguntou sorrindo, mas a resposta viera rapidamente. Uma furão fêmea apareceu ao seu lado, e alguns filhotinhos também. Pareciam felizes ali, por tanto, não se preocupou com mais nada. — Entendi. Se cuidem, em breve voltarei para terminar o trabalho. A oferta ainda está em pé. — Avisava, acenando para todos, antes de deixar o cômodo e encontrar-se com Erin, já que havia se separado um pouco dela por pura desatenção. Enfim, após um tempo, retornaram ao Ministério, com alguns relatórios e observações em mãos para a próxima rodada.



Corey Rylee Kozlovsky
anicôncio; monitor da lufa-lufa; estagiário do mm
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