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 Terras Altas da Escócia

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MensagemAssunto: Terras Altas da Escócia   Seg 14 Jan 2013, 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Terras Altas da Escócia

Escócia



As Terras Altas são uma zona montanhosa do norte da Escócia, onde o catolicismo permaneceu influente ao longo da História da Escócia. As Terras Baixas, por outro lado, são um bastião do protestantismo . Politicamente, as Terras Altas caracterizavam-se até ao século XVIII por um sistema feudal de famílias poderosas, os famosos clãs escoceses.

Fonte: Wikipédia



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Alvoros Grunnion
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Emma Sparrow Ziegler
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qua 29 Ago 2018, 22:21

Em poucos segundos a sensação de quase sufocamento passava, tendo eu por sentir o toque de meus pés novamente em chão firme, denunciando assim que havia chego em meu destino. Respirando fundo enquanto buscava ar para meus pulmões, eu podia sentir então o cheiro da água salgada e a forma como o ar gelado invadia minhas narinas de maneira cortante, algo típico para aquele friozinho de inverno. Piscando meus olhos por alguns instantes, apenas me certificava de que ninguém havia visto minha aparatação antes de prosseguir, sempre indo em direção a praia que segundo o nível 03, os que deveriam ser resgatados estavam. Durante o meu caminho, no entanto, era visível a forma como alguns servidores ministeriais trabalhavam para bloquear a região, possivelmente por conta da curiosidade dos trouxas e a forma como, mesmo ao longe, um navio clássico de tempos antigos podia ser visto próximo a costa. Com as mãos nos bolsos de minha calça, buscando mantê-las aquecidas do friozinho local, eu apenas tentava me manter sempre calma e dentro de minha função como auror-chefe, evitando começar a correr em busca de Heloise. Afinal de contas, eu mais do que qualquer um ali deveria saber que além daquela minha atitude não ir ajudar em nada, apenas poderia prejudicar a ação, assim como existiam muitos desaparecidos para serem ajudados. - Boa tarde, Habsburg. - Cumprimentava assim Natasha quando esta veio se colocar ao meu lado, não demorando então a ser atualizada sobre o que acontecia, com a auror me informando que os desaparecidos que estavam pela praia já haviam sido reunidos e, aos poucos estavam sendo convencidos a colaborar e ir para o Mungus. - Certo. - Afirmava apenas para que ela soubesse que estava lhe ouvindo, parando assim meu trajeto que me deixava cada vez mais próxima da praia, podendo ver ao longe uma concentração de pessoas. Momento então que, como era de se esperar, Natasha me informou que alguns haviam já se espalhado pela região próxima e outros até mesmo fugido ao ver nossa chegada, de modo que grupos de buscas estavam sendo necessários.

- Fizeram um bom trabalho reunindo já os que estavam na praia, vou deixá-los serem guiados para o Mungus pelos outros… Quer se juntar a mim nas buscas? - Questionava ao fim a auror, sabendo muito bem que ela preferia se meter no meio do mato a procura das pessoas, do que auxiliar o pessoal na praia com as conversas. De minha parte, naquele momento, apenas tentava me focar no que era necessário e no pensamento de que se Heloise estivesse pela praia, ela certamente já estava bem e eu poderia vê-la no Saint Mungus. No entanto, se ela não estivesse por lá, eu ainda precisaria lhe encontrar no meio de toda a paisagem típica do local, para não mencionar o pequeno vilarejo trouxa próximo. - O nível 03 já está cuidando dos trouxas curiosos, o que diminuí nosso trabalho, sobrando apenas alguns parentes mais desesperados… No que imagino que se algum dos desaparecidos tenha ido pro vilarejo, eles devem encontrar em breve. - Começava então a informar Natasha, lembrando-me do que havia visto em meu caminho até a praia. - Então prefiro buscar pelos arredores, se não os encontrarmos o quanto antes, você sabe, a região é enorme e demoraríamos dias depois para conseguir fazer uma varredura completa. - Justificava assim minha escolha de trajetória, mantendo minhas mãos dentro dos bolsos, mas o olhar sempre atento para os nossos arredores enquanto começava a caminhar em direção a vegetação próxima, acenando para que Natasha me acompanhasse. Por estar ainda em período diurno, a pouca sombra que algumas árvores na região não era o suficiente para atrapalhar nossa visão, fazendo-se assim desnecessário que portássemos nossas varinhas realmente. Um fator que eu agradecia bastante, pois sabia que seria mais fácil me aproximar das pessoas sem ter minha varinha em mãos.

- Alguma sugestão do que pode ter acontecido com essas pessoas? - Questionava assim a auror que vinha junto comigo, quando já havíamos nos afastado um pouco da praia e o silêncio reinava naquele local. Não sendo assim realmente um espanto quando, parecendo um tanto quanto pensativa, Natasha comentava sobre o quão inusitado havia sido tudo aquilo. - Concordo, afinal de contas, qual era o objetivo de sequestrar tantas pessoas e, pelo visto, alterar suas memórias para acharem que estavam em uma época medieval? - Soltava então uma questão que vinha me incomodando desde que soubera de toda a história, não conseguindo ainda entender o que de fato acontecia. - E o pior, para visivelmente deixá-los retornar após certo tempo. - Constatava pouco depois, deixando claro para a auror que eu não via aquele resgate como uma fuga de sequestrados, mas sim como uma espécie de libertação, fosse com consentimento direto dos sequestradores ou não. Afinal de contas, se haviam se esforçado tanto assim para manter a todos longe do mundo, eles não deixariam todos partir sem mais nem menos. Antes, no entanto, que Natasha pudesse me responder, um barulho a nossa direita veio a chamar a atenção das duas, fazendo rapidamente com que olhássemos naquele sentido. - Somos ajuda. - Completava o que Natasha vinha a dizer para quem quer que fosse que estivesse ali, não demorando então para que de entre as árvores, um homem de meia idade saísse acompanhado de um garoto que parecia assustado. Imediatamente então assumia uma pose mais séria, cruzando meus braços enquanto olhava de cara fechada para o homem, o qual claramente não vestia roupas iguais às do menino, que tinha um estilo mais medieval. - Posso saber o que se passa aqui? - Questionei então enquanto erguia a sobrancelha, não demorando a ouvir o homem, de maneira desconfiada, perguntar quem exatamente nós eramos.

- Emma Sparrow, auror chefe do Ministério da Magia. - Apresentava-me então de maneira séria e firme, levando uma de minhas mãos até o distintivo preso em minha cintura, movendo-o um pouco apenas para que o homem notasse que não mentia. Ainda séria enquanto aguardava uma explicação, podia notar que a expressão carrancuda do homem se suavizava, embora para mim fosse mais por não imaginar topar com aurores do que realmente de alívio. – Ele é meu filho, estava desaparecido já a mais de um ano! Eu vim assim que soube que alguns dos desaparecidos tinham aparecido por aqui, mas não o encontrei na praia e não confiava que aurores fossem achá-lo. Vocês não conseguiram achar ninguém em um ano! – A explicação do homem vinha então acompanhada de acusações, de modo que apenas conseguia respirar fundo, compreendendo o lado do mesmo. Era normal de se esperar que os parentes dos desaparecidos houvessem perdido um pouco de fé nos aurores, mas não tínhamos exatamente culpa se o esquema realizado por quem quer que fosse o sequestrador, havia sido tão perfeito e complicado de ser rastreado. - Eu entendo sua falta de confiança, senhor…? - Questionava assim o mesmo, não demorando a tê-lo me informando o seu nome, reconhecendo o sobrenome “Adams” da lista de desaparecidos. - Sr. Adams. - Dizia então enquanto relaxava um pouco minha pose, notando que o garoto parecia assustado com a situação, mas se aconchegava junto ao pai. Algo que me fazia pensar que ele muito provavelmente reconhecia o homem, apenas estava assustado com tudo o que tinha passado recentemente. - Mas nós estamos aqui para ajudar e vamos encontrar todos os desaparecidos, desde os que se perderam com os que chegaram na praia, até os que ainda estão faltando. - Prosseguia de maneira firme, deixando assim que o tom de minha voz se tornasse algo mais melodioso, buscando acalmar o homem a minha frente.

No entanto, mesmo que soltasse um pouco a melodia de minha voz, era visível que o mesmo ainda demonstrava certa desconfiança, mesmo perante as intervenções de Natasha. - Sr. Adams, eu entendo que esteja abalado e desacreditado, minha filha mais velha também está entre os desaparecidos. - Dizia então em um tom mais brando e melódico, conseguindo assim a atenção do homem que me olhou com uma compreensão estranha, parecendo se acalmar enquanto perguntava então o que deveria fazer. Isso é, logo após Tasha intervir mais um pouco, fazendo com que esboçasse um breve sorriso não tão contente como normalmente eram, afinal de contas, fazia já um ano que não sabia o que era sorrir de verdade. - Siga até a praia, um grupo de aurores está responsável por levar todos para o Saint Mungus, o qual já está em alerta e tratando de todo mundo da melhor forma possível. - Informava assim o homem de maneira branda, voltando assim a controlar minha voz enquanto o observava puxar seu filho para mais perto e partir para a praia. Respirando fundo então, apenas buscava conter aquele leve aperto em meu peito que começava a surgir, fazendo com que voltasse meu olhar em direção a Natasha. - Era só desconfiança, eu imagino que muitos outros parentes que sejam encontrados, devam ser muito mais difíceis de serem convencidos. - Dizia de maneira branda, acenando para que prosseguíssemos nosso caminho, momento em que Tasha não demorava a me informar que Heloise não estava com o grupo da praia. Provavelmente notando a forma como podia ter me alterado levemente, fazendo assim com que acenasse de maneira positiva em sua direção, mordendo meu lábio inferior. - Vamos continuar nossa busca. - Sentenciava de maneira firme, deixando claro assim para a mesma que preferia não entrar naquele assunto agora, por saber que era minha obrigação encontrar todos antes que pudesse me preocupar com meus motivos pessoais.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qua 29 Ago 2018, 22:38


De volta a era medieval

A notícia de que os desaparecidos haviam sido encontrados de uma forma um tanto quando inusitada e estranha, chegando em um navio antiquado em plena costa escocesa, havia chego por meio de um patrono enviado por alguém do nível 3. Vindo a pessoa a pedir reforços dos aurores para que todos fossem encontrados e então encaminhados para o hospital bruxo. Patrono este que havia chego enquanto estava em meio a uma reunião com Brooke e Isaac, onde repassávamos para o segundo, tudo o que havia sido descoberto até então em relação as pessoas desaparecidas. Sendo o fato mais estranho sobre a notícia recebida e que havia deixado todos em alerta para se moverem em direção a região, o fato de que não apenas pareciam ter chego no local por meio de uma embarcação antiga, uma daquelas antigas caravelas toda de madeira, mas que realmente acreditavam estar na época em que tais barcos eram utilizados. Estranhando tudo e todos que surgiam a sua volta. Sendo então uma das primeiras aurores a chegar no local, junto com Isaac, aparatava em uma região segura nas proximidades do vilarejo trouxa, não demorávamos a encontrar alguém do nível 3 que nos esclarecia como estava a situação, dando mais informações do que as recebidas através do patrono. Segundo o homem, eles estavam fazendo o possível para manter a população do vilarejo afastada do local, enquanto outra parte do grupo tentava acalmar a ajudar os desaparecidos que ainda estavam junto do barco, que parecia ter passado por uma grande tempestade antes de ali chegar. Sendo assim que então havíamos ido em direção a praia, onde nossos primeiros esforços eram direcionados, com o auror ordenando que prestação no caminho, para termos certeza de não deixar ninguém passar por nós. - Não se preocupe, estou de olho. - Lhe garantia, mantendo meu olhar atento ao que acontecia a nossa volta, até que nos aproximássemos do grupo de pessoas que vinham sendo acalmadas e recebiam os primeiros socorros, quando estavam em estado mais grave. Momento em que me afastava de Isaac, passando a trabalhar por conta própria, quando então avistava alguém se esgueirando, escondido junto de algumas pedras não muito longe dali, como se estivesse assustado e preocupado com o que acontecia por ali.

Deixando minhas mãos livres, ao lado de meu corpo, buscava demonstrar que não lhe oferecia risco algum, ia então me aproximando do que podia notar ser uma menina de cabelos loiros. - Está tudo bem com você? - Perguntava ainda a uma certa distância, tendo a menina por se encolher onde estava, se escondendo atrás da pedra maior, ao notar que havia lhe encontrado. - Calma, eu não vou fazer mal algum a você. - Afirmava me aproximando um pouquinho mais, ainda cautelosa em meus passos, principalmente quando notava alguns soluços de choro em meio a sua voz, quando ela afirmava não confiar em mim. - Seu nome é Sabrina, não? - Lhe questionava buscando lhe trazer conforto e segurança através de minha voz, que soava calma e descontraída. Eu havia reconhecido a mesma dos relatórios que vinha analisando incessantemente todos os dias, assim como havia reconhecido ao primeiro olhar diversas das outras pessoas que se encontravam próximo ao navio. - Você realmente não me conhece. Mas podemos nos conhecer se você deixar eu me aproximar, meu nome é Natasha e posso ajudar você a encontrar seus pais. - Buscava assim encontrar um ponto de apoio que pudesse lhe atrair e assim deixar que eu me aproximasse. - Uhum, eu conversei com eles a um tempo atrás, estão muito preocupados com seu sumiço. - Constatava para a mesma, que surgindo de volta por trás da pedra, deixando agora todo o seu rosto a mostra, havia me questionado se eu conhecia e sabia onde estavam seus pais. Momento em que voltava a andar em sua direção, me aproximando dela aos poucos.

- Eu sei que minhas roupas e tudo a sua volta parece estranho, mas logo tudo vai ficar bem. Prometo para você que vamos resolver isso e que você logo estará com seus pais, está bom? - Continuava a conversar com a menina, me ajoelhando na areia ao seu lado, tendo a mesma por se jogar em meus braços e afirmar que apenas queria seus pais de volta. Envolvendo seu corpo de forma protetora por alguns instantes, vindo então a lhe convidar para que se juntasse a meus outros amigos, me referindo assim aos aurores e servidores do nível 3 que estavam reunidos próximo ao barco. Fazendo então com que ela se colocasse de pé, notando que a mesma parecia estar com o calcanhar machucado. - Seu pé está machucado? - Questionava o notar que ela mancava, me abaixando e tendo a mesma por se apoiar em mim, pegando minha varinha e ali lançando um simples feitiço para dor. - Melhor agora? Então suba aqui! - Lhe oferecia assim minhas costas para que ela subisse, de maneira que assim a mesma não forçasse o tornozelo machucado tentando andar, prevendo que aquele havia sido o motivo pelo qual a menina não havia se afastado tanto do grupo. Lhe segurando de maneira firme junto a meu corpo, com a mesma envolvendo meu pescoço com seus braços, era que então seguia para junto dos aurores, encontrando Brooke entre os mesmos. - Brooke?! - Chamava a mesma, evitando me aproximar muito do grupo ao notar que Sabrina voltava a ficar assustada. - Sabrina, esta é Brooke, uma grande amiga minha, ela vai cuidar de você, okey? Ti levar para um local onde vão cuidar de seu tornozelo e você poderá encontrar seus pais. - Garantia para a menina, tendo ela confirmando com a cabeça que estava tudo bem, momento em que a passava para o colo da auror, alertando o mesma sobre seu tornozelo. Pegando então um bloco de  notas e uma caneta em meu bolso, tentava fazer uma lista de alguns nomes que tinha visto pela praia, mesmo que soubesse que alguns deles já haviam sido levados para o Saint Mngus. Olhando a região a minha volta, buscando assim traçar qual seria meu caminho dali para frente, haviam muitas pegadas na areia, sendo difícil conseguir rastrear as pessoas que dali havia fugido, através de tal forma.

Momento em que buscava reunir os aurores que iam e vinham levando algumas pessoas para o Saint Mungus, formando com os mesmos grupos de busca para vistoriar a região atrás das pessoas que haviam se afastado do navio. Vindo em meio a meu momento de observação e orientação aos demais aurores, notar uma figura loira se aproximando, não demorando a assim que despachei dois aurores em em uma das direções, seguir em direção a mulher, me aproximava de Emma, que parecia ter chego ao local e analisar a situação. - Capitã! - Lhe cumprimentava ao me colocar de seu lado. - Ao que parece todos os que estavam pela praia já foram reunidos junto da embarcação. Aos poucos eles estão sendo acalmados e levados para o Saint Mungus. - Lhe informava tendo em minha mente uma lista de nomes reconhecidos e que ainda não haviam sido encontrados, estando entre eles o nome de Heloise, a filha da mulher ao meu lado. - Acreditamos que uma parcela deles se espalhou pela região, após se assustar com a aproximação de tantas figuras estranhas. Grupo de busca estão sendo montados e estão se dividindo pela região. - Constatava para a auror-chefe ao meu lado, tendo a mesma por analisar o que acontecia por ali.

- A maior parte do trabalho aqui foi realizado pelos servidores e aurores que vocês foram enviando. - Justificava assim a forma como o grupo havia sido efetivo, tendo sido a ajuda enviada pela mulher e Brooke, o que tinha auxiliado a controlar a situação ali de maneira mais afetiva. Porém mesmo assim tendo certeza de que diversos dos desaparecidos poderia estar se escondendo pela região. - Vamos! - Confirmava com um aceno de cabeça seu convite para que seguíssemos juntas nas buscas, com a mulher me informando quanto a como estava a situação em volta do local, com o nível 3 cuidando dos trouxas curiosos, sobrando para nós apenas o trabalho diante de alguns parentes desesperados. Ressaltando o fato de que se alguém havia ido para o vilarejo, seria encontrado por tais servidores. - Uhum, concordo com seu ponto de vista. - Garantia assim após Emma ter falado sobre fazermos uma busca pelos arredores para encontrarmos aquelas pessoas o quanto antes, caso contrário poderiam ficar perdidas por duas até conseguirmos fazer uma varredura completa. Passando assim a lhe acompanhar em direção a vegetação próxima, dando graças pelo fato de que ainda não havia escurecido, afinal caso houvesse, nossas buscas seriam dificultadas pela falta de claridade e pela forma como poderíamos soar ameaçadores para aquelas pessoas. Tendo então Emma, após uma parte do percurso em silêncio, me questionar se eu tinha alguma sugestão sobre o que podeira ter acontecido com aquelas pessoas. - Ainda não sei exatamente o que pensar. As coisas neste caso cada vez ficam mais surreais e estranhas, afinal não bastava as pessoas serem sequestradas através de cartas, agora elas simples mente aparecem acreditando estar na idade média. Isso sem contar o quão inusitado é as mesmas simplesmente surgirem de volta. Aqui. - Comentava com a mulher, mantendo meu olhar atento em todas as direções e meus ouvidos em alerta para qualquer som estranho em meio a vegetação. Momento me que a mulher soltava uma questão que parecia estar lhe incomodando, afinal porque sequestrar aquelas pessoas e alterar a memórias de todas elas para que pensassem estar em uma era medieval? Deixando-as voltar sem mais nem menos.

Porém antes que então pudesse falar qualquer coisa sobre o assunto, um som a nossa direita chamava nossa atenção, podendo eu identificar sussurros e passadas. - Tem alguém ai? Por favor, não fujam! - Pedia de maneira calma, com Emma deixando claro que estávamos ali para ajudar. Vindo então um homem e um menino a aparecer em meio a vegetação, sendo notável a forma como o menino vestia roupas que pareciam ser antigas, enquanto o homem certamente vivia nesta época, por assim se dizer. Olhando mais atentamente o menino, podia o identificar como sendo Taylor Adams, uma das crianças que estavam desaparecidas, porém o homem realmente não me era conhecido como sendo um dos sequestrados, o que fazia com que fechasse minhas feições a tornando mais sérias. Com o homem respondendo ao questionamento de Emma, com outro questionamento em nossa direção. - Natasha Sparks, auror do Ministério da Magia. - Sentenciava de maneira firme após a apresentação de Emma, notando a forma como o menino parecia se encolher nos braços do homem, que lhe acolhiam de forma protetora, o que me fazia suspeitar de que eram parentes e realmente se conheciam. Pensamento que vinha a ser confirmado pelo homem, o qual aliviava suas feições carrancudas, mas mesmo assim não se rendida. Deixando claro que era pai do menino e que havia vindo ali para lhe resgatar, já que naque no decorrer daquele ano em que todos haviam estado desaparecidos, nada havíamos encontrado. O que fazia com que respirasse fundo, sentido um ponto em minha coluna estalar, lhe observando de maneira perspicaz, afinal como aquele homem poderia julgar de tal forma não iríamos resgatar aquelas pessoas como estávamos fazendo naquele exato momento.

O que me fazia deixar com que Emma prosseguisse lidando com a situação, já que não queria agir de maneira brusca para cima do homem. Sentindo o tom de voz melodioso de Emma, aos poucos fazendo com que pensasse com maior clareza, a medida que respirava de forma mais calma e deixava a tensão que havia tomado conta de meu corpo aos poucos aliviar. - Senhor Adams, eu lhe garanto que durante todo este tempo, nós temos feito o possível e o impossível para encontrar e resgatar todos os estão desaparecidos. - Esclarecia para o homem, sentindo por suas feições que minhas palavras haviam soado em vão para o mesmo, notando como Emma deixava a melodia de sua voz soar ainda mais clara, ao lhe garantir que entendia como o mesmo se sentia. - Acredite em nós, em momento algum desistimos ou diminuímos nossos esforços para encontrar seu filho, a filha de Emma e todos os outros desaparecidos. Por favor senhor Adams, nós de um voto de confiança e não torne o trabalho que já tem sido difícil, ainda mais complicado. - Pedia para o homem, tentando lhe convencer a cooperar com nossa situação, afinal caso ele não fizesse aquilo, poderia levar o filho para casa sem que recebesse o tratamento adequado e isso poderia prejudicar a criança com quem o mesmo tanto se preocupava e abraçava protetoralmente. Se rendendo o homem então nos questionava o que podia fazer, com Emma pedindo para que o mesmo seguisse até a praia, onde encontrariam um grupo de aurores que lhes auxiliaria a seguir para o Saint Mungus, onde o menino poderia receber os tratamentos necessários. Levando uma de minhas mãos em direção a minha nuca, buscava assim aliviar por completo a tensão sobre a região, acenando com um leve sorriso que ela estava certa em suas palavras, sabendo que deveria melhorar minha forma de agir caso viéssemos a topar com outro caso daqueles. Momento em que então prosseguíamos pelo caminho através de outras pessoas.

Sabendo que devia uma certa informação para a mulher, antes que fosse necessário que nos afastássemos a qualquer momento. - Emma… sobre Heloise… não a encontrei em meio as pessoas que estavam na praia. Mas não se preocupe, logo vamos encontrá-la. - Sentenciava, não deixando que a confiança em encontrar a menina abandonasse minha voz, pois tinha certeza de que logo poderíamos topar com ela escondida por ali, assustada com todas aquelas coisas novas surgindo diante de seus olhos. Com Emma acabando por não adentrar no assunto, apenas prosseguir com nossas buscas, as quais se tornavam mais cansativas a medida que vínhamos tendo que lidar com pessoas curiosas que para lá haviam ido e outros familiares preocupados que tentavam encontrar e proteger quem haviam perdido. Até que então topássemos com um casal um pouco inusitado, o qual claramente fazia parte dos desaparecidos, algo que conseguíamos identificar por suas vestes antiga. - Por favor, não fujam! Podemos não nos conhecer, mas meu nome é Natasha Sparks, nós somos aurores e estamos aqui para lhes ajudar. - Sentenciava de forma branda para o casal enquanto tentava me lembrar qual era o nome de ambos, procurando por minha mente nomes de casais que haviam desaparecido juntos, não me dando conta de que naquele ano para mais em que aquelas pessoas haviam desaparecido, poderiam ter vivido e se conhecido em meio ao lugar em que se encontravam.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qua 29 Ago 2018, 22:44

A medida que as buscas progrediam comigo e Natasha explorando a região, não demorávamos a esbarrar em algumas pessoas curiosas, as quais sempre tínhamos que dar um jeito de dispersar, tornando toda aquela vistoria algo mais cansativo. Estávamos já a um bom tempo naquilo quando, inusitadamente topávamos com um casal vestido de maneira mais medieval, denunciando para nós duas que se tratavam de dois dos desaparecidos que tinham saído da praia. Porém, a medida que Natasha nos apresentava para o homem e a mulher, eu começava a reconhecer a figura feminina como uma de minhas primas pela parte dos Ziegler, a qual havia desaparecido também. - Catherine? - Chamava a mesma de maneira incerta, não demorando a ganhar a atenção da professora de adivinhação, a qual também passou a me reconhecer de imediato. - Sim, sou eu… Está tudo bem. - Confirmava assim minha identidade, aproximando-me um pouco mais da mesma enquanto um sorriso leve surgia em meus lábios, tendo eu por agir sempre com certa cautela para não assustá-la. Ao seu lado podia notar um homem coberto por tatuagens, o qual não conseguia reconhecer de forma alguma, mas imaginava se tratar de um conhecido de minha prima. - O que está acontecendo? Bom… Eu acho que vai ser um pouco difícil lhe explicar tudo dessa forma, mas vou precisar que você confie em mim, prima. - Respondia a mesma de maneira branda, aproximando-me mais um pouco e então parando junto a mesma. - Eu preciso que você nos acompanhe de volta a praia, lá os outros que chegaram com vocês estão já sendo encaminhados para o hospital, onde poderão ser examinados em busca de ferimentos e então tudo vai ser explicado. - Prosseguia então minha explicação do que precisava que ela fizesse, tendo sempre certa cautela para evitar que ela se retraísse, já que apesar de sermos primas, eu imaginava que a situação poderia ser confusa para ela.

Felizmente, no entanto, após Natasha também intervir na situação Catherine não demorava a dizer que confiaria em nós duas, mesmo que ainda parecesse confusa com tudo o que acontecia. - Cathe… Você viu Heloise? - Não conseguia então conter a pergunta, pouco após ouvir a confirmação de Catherine de que nos acompanharia, passando assim a se ajeitar para começarmos a caminhada. Momento em que, para a minha felicidade e um erro nas batidas de meu coração, minha prima afirmou ter visto sim minha filha pelo navio, mas que depois de uma tempestade em alto-mar, todos haviam ficado meio perdidos e ela não mais tinha lhe visto. - Está tudo bem, já é um alívio saber que ela estava com vocês. - Dizia para Catherine enquanto um sorriso de alívio tomava conta de meu rosto, tendo uma dificuldade imensa para conter a vontade repentina de sair correndo atrás de minha filha. No que Natasha não demorava a se pronunciar, falando que com a tempestade, o mar e todo o susto ao chegar na civilização, Heloise poderia ter tentado buscar conforto em meio ao mar em vez de fugir para se esconder em terra. - Você tem razão… - Dizia para Tasha enquanto tentava voltar a pensar racionalmente, sabendo que a auror falava algo com bastante sentido, de forma que assim que chegássemos novamente na praia, daria um jeito de entrar na água para poder procurar minha filha por lá. - Ah! - Exclamava então de repente, lembrando-me de que Mellanie também estava entre os desaparecidos, quando então associava Heloise ao mar. - Cathe, você também viu Mellanie? - Questionava a mulher com cautela, não demorando a ouvir a mesma dizer que havia visto a garota apenas quando estavam embarcando no navio, mas que ela tinha ficado “na ilha”. Algo que me fazia trocar um olhar com Natasha de imediato, pois aquela informação era algo novo, mas poderia ser apenas alguma ilusão causada por quem realizou todo o sequestro. Infelizmente, até todos terem passado por uma boa avaliação no Mungus, ficaria difícil levarmos realmente a sério qualquer alegação sobre o local onde estavam.

Antes, porém, que pudesse dizer qualquer coisa, minha atenção era chamada por um agito a nossa esquerda da onde um dos aurores aspirantes saía, parecendo realmente assustado e aliviado por ter me encontrado. - O que aconteceu? - Questionei-o de imediato, já preocupada com o que poderia ter acontecido, tendo ele então por dizer que “Nyx” estava por ali, atraindo de imediato minha curiosidade. - Nyx? - Questionava sem ter muita certeza, pois a procurada número um do ministério da magia não era conhecida por ter clemência, de forma que se ela estivesse realmente por ali, eu tinha minhas dúvidas que ela deixaria alguém lhe ver e escapar com vida para alertar o restante. O aspirante, no entanto, parecia convicto de que era ela e apontava na direção da onde estava vindo, dizendo que ela estava para lá e parecia ter uma outra pessoa com ela. - Acompanhe esses dois até a praia então, eu e Habsburg checaremos essa “Nyx”. - Dizia ainda meio incerta e levemente descontente, pois estaria atrasando minha busca por Heloise para checar o que parecia mais ser um boato. Permitindo assim que o auror aspirante levasse Catherine e seu acompanhante, apenas acenava para que Natasha seguisse comigo na direção indicada. No que a mesma não demorava a me falar sobre a irmã gêmea de Nyx também estar sumida, algo que me fazia mais sentido do que a alegação da presença da procurada na região. - Lembro de uma informação dessas nos relatórios. Assumo que faz mais sentido que a presença da própria por aqui, ainda mais nessas condições. - Comentava com Natasha a medida que caminhávamos naquela direção, desviando assim de alguns arbustos antes de avistar duas mulheres ao longe. Não foi difícil para mim reconhecer a figura loira, a qual o aspirante havia chamado de “Nyx”, sendo realmente um certo desconforto parar próxima a mulher enquanto erguia meus braços em sinal de rendição.

- Está tudo bem. - Começava ao reconhecer a Ministra Braddock ao seu lado, o que me fazia ter a certeza absoluta de que aquela não era realmente Nyx, enquanto apenas prosseguia com cautela. - Suzanah, certo? - Prosseguia tentando deixar claro que sabia quem era ela, parecendo até mesmo notar um certo alívio vindo das expressões da loira, que também não parecia estar com a melhor das paciências. - Boa tarde, Ministra Braddock. - Dirigia-me então a morena ao seu lado, cumprimentando-a com o devido respeito que sua posição impunha. Notando então que a mesma me analisava por um momento, parecendo me reconhecer de alguma forma, mas ainda deter alguma dúvida. - Emma Sparrow, auror chefe. - Dizia então de maneira branda, baixando calmamente meus braços enquanto tentava auxiliar a ministra a me reconhecer, notando que ela parecia então chegar a alguma conclusão. Sendo que ao ouvi-la dizer que achava que poderiam confiar em mim, eu apenas sorria da melhor forma possível em direção as duas, mantendo a distância apenas para que não se retraíssem. - Eu entendo que estejam confusas, mas eu preciso que confiem em mim e me acompanhem… Todos vocês que chegaram agora, estão sendo levados para o hospital bruxo para que sejam examinados atrás de ferimentos, lá eu poderei explicar melhor tudo a vocês. - Começava assim de maneira branda, esperando que ao menos a ministra resolvesse colaborar, já que a loira parecia realmente não estar no seu melhor dia ou humor. Porém, a situação não se resolvia assim de maneira tão fácil, quando então a ministra resolvia se pronunciar e dizer que estavam bem e não precisavam do hospital, adicionando que apenas desejava retornar logo para junto de suas filhas. Algo o qual eu podia compreender, de modo que lhe sorria compreensiva enquanto ouvia Natasha sagazmente fazer uma observação sobre a presença de sangue em uma das mangas da blusa de Victorie, denunciando assim um possível machucado da mesma.

- Eu entendo que esteja com saudades de suas filhas e queira saber como estão, Ministra Braddock. - Prosseguia de maneira branda, aproveitando assim a deixa dada por Natasha. - Mas como Habsburg observou, a senhora está ferida e precisa de cuidados médicos primeiro. - Dizia então enquanto apontava brevemente para o braço da ministra, da onde agora para mim era visível um possível corte. No que aquilo parecia não agradar cem por cento a mulher, algo que novamente era bem compreensível dado o seu motivo para querer ser dispensada, de forma que apenas suspirava baixo. Eu sabia que seria necessário alguém levá-las pessoalmente ao Mungus, principalmente pela comoção que a loira poderia trazer consigo, caso desacompanhada de alguma autoridade para explicar que ela não era sua gêmea. Assim como, a julgar pela forma como haviam já reagido a sua presença, seria melhor que aquilo fosse feito por mim ou Natasha. - Fazemos o seguinte, vocês duas me acompanham até o Hospital, eu mesma faço questão de acompanhá-las durante todo o tempo, evitando assim que alguém lhe confunda… - Começava enquanto apontava então para a loira, que parecia entender o recado mesmo que esboçasse uma careta. - E assim que chegarmos ao hospital, eu trato de providenciar para que alguém vá atrás de suas filhas, Ministra Braddock. - Findava assim minha proposta enquanto voltava o olhar para a Ministra do judiciário, a qual parecia não estar cem por cento a favor, mas compreender a situação o suficiente. De modo que quando decidiram por me acompanhar, apenas acenei de maneira positiva para as duas me aproximando e então estendendo meus braços, para que cada uma segurasse em um. - Segurem firme, por favor. - Pedia assim para ambas que acabaram por fazer o que havia pedido, momento em que olhava uma última vez em direção a Natasha. - Continue as buscas e, Tasha… Por favor, verifique a região costeira. - Pedia assim para a auror que entenderia o recado, não demorando então para que respirasse fundo, me concentrando em meu destino e então aparatando dali com as outras duas mulheres.

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Natasha Habsburg Sparks
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 30 Ago 2018, 00:10


De volta a era medieval

Acabando por identificar a mulher quando Emma sentenciava seu nome, afinal aquela era uma de suas primas que estava desaparecida, não? Aquela cuja a irmã havia visitado por diversas vezes o quartel-general dos aurores, buscando notícias verdadeiras em relação ao que havíamos descoberto, já que não confiava muito no que as mídias noticiavam vez ou outra. Acabando então por reconhecer o homem tatuado, o qual se não me engano trabalhava na reserva de dragões da Romênia. Se aproximando da mulher, Emma vinha então a responder suas perguntas, tentando lhe acalmar em relação ao que acontecia, afirmando que ambos precisavam nos seguir em direção a praia, onde alguns aurores estavam auxiliam as pessoas que haviam chego com os dois, lhes levando para o hospital onde teriam seus ferimentos tratados. - Se vierem com nós, iremos lhes ajudar e logo toda essa confusão via ser resolvida. Não se preocupem, nada de mal vai lhes acontecer! - Confirmava as palavras de Emma para sua prima e o homem que lhe acompanhava, estando ambos bastante confusos com toda aquela situação, parecendo não saber no que podiam confiar, no que era e não era real. Vindo a mulher, após a uma troca de olhares com o homem, sentenciar que confiariam em nós e iriam nos acompanhar. Vindo Emma a lhe questionar então sobre Heloise e se ambas estavam juntas. Sendo um grande alívio quando Catherine afirmou que ambas estavam juntas no navio, porém tinham se separado em meio a tempestade que havia lhes atingido em alto-mar. - Pelo que conheço de sereianos, ao contrário de vocês que vieram se abrigar aqui em busca de um local seguro, Heloise pode estar dentro do mar ou da costa. - Constatava assim para Emma, trazendo aquilo em questão justamente pelos que conhecia de Emma, acreditando que sua filha podia ter algum pensamento similar, já que ambas eram sereianas e eu sabia que a loira vinha buscando exatamente aquele tipo de refúgio para aliviar a dor que sentia pelo sumiço da filha.

Seguindo meu raciocínio, auro-chefe confirmava que eu deveria estar certa, não demorando a questionar Catherine em relação a uma das outras meninas de sua família que estava desaparecia, a qual Emma havia me falado que também era sereiana, o que me fazia entender seu questionamento justamente em relação a mesma. Vindo a mulher a falar que esta havia ficado “na ilha”. Momento em que eu e a Capitã trocávamos um olhar significativo, quando ali identificávamos uma pista que precisava ser melhor analisada dentro dos próximos dias, a medida que aquelas pessoas fossem sendo avaliadas e pudéssemos identificar o que era e o que não era real em suas histórias. E assim, quando estava prestes a chamar o homem para que seguíssemos e direção a praia, tomando o rumo que devíamos, era então interrompida por um agito a nossa esquerda, de onde um dos aurores aspirantes saía, falando algumas coisas um tanto quanto sem nexo quando então Emma lhe questionava o que havia acontecido, pedindo para que o mesmo se acalmasse. - Tenha calma e pense com clareza, tem certeza de que a pessoa que você viu era realmente Nyx? - Questionava o mais novo que sem exitar afirmava ter certeza daquilo, dizendo que ela tinha até mesmo tentado lhe atacar, mas ele havia escapado. O que fazia com que mordesse meu lábio inferior, um pouco incerta de que o jovem havia realmente conseguido escapar dos braços da procurada nº1 do Ministério da Magia e estar vivo diante de nossos olhos. Era diante daquilo que Emma então pedia para que o auror cuidasse de encaminhar o casal em direção a praia, enquanto nós duas iríamos investigar o que o mesmo havia visto.

- Porque será que acho que ele está falando de Suzanah e não de Nyx? Ela e ministra da suprema com quem se relacionava estão entre os desaparecidos. - Lembrava a Capitã com um certo tom zombeteiro em minha voz, enquanto íamos adentrando a região, seguindo pela direção que nos fora indicada pelo aspirante auror. Tendo Emma concordado com minha suposição, afinal que sentido fazia a presença de Nyx por ali, nas condições em que aquelas pessoas se encontravam? No que mais afrente, logo conseguíamos avistar e identificar a mulher a qual o aspirante havia se referido, a qual realmente estava acompanhada da Ministra Braddock. Fazendo assim com que nos aproximássemos em total sinal de rendição, tendo nossas mãos a mostra, longe do local onde a varinha estiva guardada, mesmo que não nos sentíssemos completamente confortáveis com aquilo. Afinal a mulher loira parecia mais com Nyx do que eu poderia imaginar, com Emma vindo a lhes cumprimentar a frente, sendo fácil que notássemos um certo alívio na irritação da loira, quando está então era identificada de maneira correta. - Estamos aqui para lhes ajudar e não apontar varinhas ou acusar de coisas que não fizeram. - Deixava claro ao notar que por mais que confiassem nas palavras de Emma, com Victorie tendo lhe reconhecido de alguma forma, elas não pareciam realmente tentadas a cooperar 100% com nossa oferta de ajuda, a qual vinha a ser oferecida por Emma logo em seguida. Notando eu que a mulher não estava tão bem quanto dizia estar ao dizer que não precisava de nenhum tratamento e apenas queria voltar para junto das filhas, podendo eu me lembrar da loira com feições muito parecidas com a sua, a qual também tinha ido algumas vezes buscar informações em meio aos aurores. - Por mais que o corte em seu braço pareça ter sido estancado, você ainda deveria deixar que um curandeiro lhe auxiliasse com isso, Victorie. - Chamava assim atenção de Emma e da própria mulher, falando da maneira calma. Buscando dar para Emma uma pequena pista de como agir para convencer a mulher, já que ela insistia em ir atrás das filhas.

Vindo aquilo a realmente lhe servir de apoio para tentar assim convencer as mulheres a nos acompanharem, tendo eu já abaixado meus braços a certo tempo, porém a todo momento mantendo minhas mãos longe de minha varinha. - Acredito que suas filhas não gostariam e ficariam preocupadas de lhe ver machucada, não? - Tentava assim ajudar Emma a convencer a ministra, esperando que se esta fosse convencida, fosse mais fácil convencer a outra a lhe acompanhar, já que até onde sabia, tinham um relacionamento firme e que vinha perdurando já a um bom tempo. Momento em que Emma se oferecia então para acompanhar as duas mulheres até o hospital, onde estando em sua companhia, ninguém seguiria contrária a afirmação de que aquela se tratava realmente de Suzanah e não de Nyx. Acabando ambas por concordarem com aquela ideia, podendo eu notar que Emma não se sentia tão confortável assim em abandonar as buscas que fazíamos, mesmo que aquilo fosse realmente necessário, já que sua presença certamente teria uma visão melhor diante aos funcionários e outras pessoas que estivessem no hospital bruxo, do que a de qualquer outro auror. - Não abandonarei as buscas sem encontrá-la. - Deixava claro para mesma que ela assim podia confiar em mim para procurar por Heloise e seguir em frente com a busca pela menina, assim como pelos outros desaparecidos que pudessem estar ainda pela região. Vindo Emma a então aparatar com as mulheres que seguravam seus braços de maneira firme, direto para o Saint Mungus. O que fazia com que então saísse dali em direção a uma região mais costeira, da onde os demais aurores provavelmente mantinham distância, devido a forma como alguns penhascos, mesmo que não tão altos por aquela região, podiam gerar certo risco para suas vidas.

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Isaac F. Wichbest Frostt
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 30 Ago 2018, 00:17

New waves


[Ministério da Magia ]
 
Fora quase instantâneo tudo o que aconteceu. Logo após a reunião com a Ministra, Isaac voltou a encontrar Brooke e Natasha, onde mais algumas informações puderam ser ditas. O detalhe era que a conversa não teve tempo de ser estendida, pois não demorou muito para um patrono roubar a atenção dos três, dizendo que algumas pessoas que haviam sido dadas como desaparecidas estavam começando a sair da ilha. Ele solicitava então o auxílio dos aurores, porque a situação das pessoas não era lá das melhores.

Agora, Isaac estava junto de Natasha, chegando ao local solicitado. Brooke permanecera no Ministério para poder contatar Emma e comunicar todos os outros aurores. Era dada uma situação de emergência.

[Escócia]

Os pés do comandante tocaram por fim o solo frio da praia. Fora ele e Natasha, já não havia um número muito grande de pessoas, mas era possível ver que o nível três já vinha tomando determinadas providências sobre a situação. De forma automática, passou a caminhar lentamente até quem ele julgou estar no comando. Não teve pressa para permitir que seus sentidos se adequassem ao local. Uma aparatação nunca era a melhor sensação do mundo. E assim que seu corpo começou a se acostumar, puxou sobre si a sua capa e colocou as mãos nos bolsos para tentar aquecer o corpo. Nem se comparava ao frio russo, mas ainda assim, não queria dar bobeira e acabar se resfriado por essa constante troca de clima. - Olá. Isaac Frostt, Comandante da Força Tarefa. - se apresentou ao homem em sua frente que parecia precisar dessa confirmação para poder dizer qualquer coisa. O rapaz foi técnico. Citou a forma com que estavam trabalhando, e mostrou o navio - arcaico, pode-se dizer - com que os desaparecidos apartaram na praia. Reforçou que o nível três estava tomando o devido cuidado com os trouxas curiosos e que a área já estava cercada. Isaac acenou com a cabeça, mostrando que concordava com tudo. - Vejo que a situação esta sob controle. Nossa ajuda é necessária para que, mesmo? - não queria soar rude, mas detestaria saber que os aurores haviam sido convocados em vão. Entretanto, o homem completou dizendo que por mais que estivessem se esforçando e que a situação estivesse sob controle, ainda era necessária a ajuda de mais pessoas, pra que não passassem por eventuais surpresas. - Faz sentido. Mais aurores estão a caminho. Enquanto eles chegam, nós vamos dar uma olhada pelo local pra verificar. - Fez sinal para Natasha e ambos seguiram pela praia. - Olhos abertos. Não queremos que ninguém passe sem que vejamos. - não era uma ordem, era mais um comentário descontraído. Isaac já havia passado por situações tensas demais para ficar levando tão a sério uma situação que aparentemente viria a ser boa.

No entanto, em um determinado momento, Natasha se separou do comandante, e o homem não a impediu. O local não representava uma ameaça, e separados podiam cobrir uma área maior, enquanto os outros não chegavam. Isaac passou a verificar um pouco mais afastado da praia, onde provavelmente pessoas que imaginavam estar na idade média achariam mais cômodo. Não precisou caminhar muito pra ouvir um estalido que chamou sua atenção. Levantou os olhos na direção do barulho, e encontrou alguém que, pelo visto não queria ser encontrado, a julgar pela forma como tentava se esconder atrás da árvore, mas ainda assim, observava o comandante com certa curiosidade. Isaac engoliu em seco. Não sabia como conquistar a confiança de alguém tão facilmente assim. Ah, como ele queria que sua esposa estivesse ali para tomar as rédeas da situação.

Com passos lentos e ainda mais calmos do que já vinha, tirou as mãos do bolso, se mostrando desarmado. Dali de onde estava, era meio que impossível discernir as feições da garota que o observava, mas não parecia ter mais de dezesseis anos. - Ei, não precisa ter medo. Eu estou aqui pra te ajudar. - tentou esboçar um sorriso porque sabia que suas feições sérias não ajudariam muito ali. Quando a garota pareceu querer fugir, parou em seu lugar, e se abaixou, para ficar com os olhos pelo menos na altura dos dela. - Meu nome é Isaac. E você, como se chama? - e permaneceu parado, mostrando que estava paciente com o tempo da garota.

Ela não demorou muito a se aproximar, o que foi bom para o auror. Ao que ele compreendeu, a vontade de estar perto de pessoas novamente era maior do que o medo de algum desconhecido. - Vamos, eu vou te levar até pessoas que podem te ajudar. - estendeu sua mão para ela, que a tocou. Sorriu, e a conduziu novamente até onde os medibruxos e agentes do nível três ainda mantinham seus trabalhos. A maioria dos aurores parecia que já havia chegado, e o trabalho continuava. Isaac deixou a garota com os responsáveis pela situação e voltou sua atenção nos outros que se mantinham ali. Quando encontrou um rosto conhecido, não pode conter a surpresa. - Franklin? - perguntou como se confirmasse se era mesmo o homem. Este olhou para o auror como se tentasse lembrar se o conhecia. - Parece que os anos não se importaram em nos unir em uma nova situação inusitada, não é? - mais uma vez o homem não pareceu se lembrar de Isaac, e ele então entendeu a situação. Seria até errado de sua parte tentar forçar as memórias de um homem que passara tanto tempo sofrendo sabe-se lá que tipos de hipnose e outros experimentos. Quanto a isso, só com um certo tempo pra poder descobrir, o que era uma pena. Um conhecido de tantos anos, apresentados pelos eventos da TV Pirata e agora em outro evento de sequestro, talvez tivessem muito a conversar, se não fosse a constante necessidade de alterar a memória daqueles envolvidos. Fora assim com a jovem Sky, e agora, Franklin. Isaac só esperava que no caso da ilha, a mente do homem não fosse tão afetada quanto a da garota.


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 30 Ago 2018, 18:42


Encontrando um peixinho

Foi seguindo em direção a costa que havia auxiliado um dos outros aurores a convencer uma mulher que estava na lista de desaparecidos a deixar que o auror lhe acompanhasse até o Saint Mungus. Tendo eu reconhecido a mesma como a mãe da menina com quem havia conversado a um tempo atrás. Era um pequeno alívio saber que havia lhe encontrado entre as pessoas que ali haviam chego no navio, tendo conseguido lhe convencer a acompanhar o auror justamente devido ao fato de que conseguiria ter contato fácil com a mãe dela e sua filha, lhe convencendo de que se acompanhasse o auror, daria um jeito de fazer com que sua filha e sua mãe lhe encontrassem no hospital ainda naquele dia. E assim, após constatar que a mulher havia sido resgatada sem demais problemas, tinha voltado a prosseguir em direção a costa, sempre andando pela região com extremo cuidado, por mais que tivesse um dos melhores equilíbrios de minha turma durante os testes auror. Sabendo eu que qualquer passo em falso poderia ser um grande risco para minha vida. Vindo a andar um longo trajeto acompanhando a costa, até que então algo chamasse minha atenção na água, metros abaixo de mim, quando me encontrava em um ponto de onde conseguia ver ao longe o barco e a praia onde todos ainda se reuniam. Mais precisamente se tratando do que ao olhar de forma mais atenta, parecia se tratar de alguém observando o que acontecia ao longe, alguém de cabelos loiros. - Heloise? - Me perguntava, tentando identificar tal forma, porém não conseguindo direito devido à distância, o que me fazia aparatar para uma pedra na região inferior, tendo um pouco de dificuldade em encontrar a figura loira em meio água, provavelmente devido ao fato da mesma ter levemente se assustado com minha aproximação em meio a aparatação. - Heloise! - Gritava então buscando chamar sua atenção, esperando que ao ouvir minha voz, a menina pudesse me identificar, algo que não tinha certeza de ter acontecido, porém pouco depois fazia com que a forma loira voltasse a surgir na superfície, podendo eu lhe identificar agora que estava mais próxima, como realmente sendo a filha de Emma.

Aquilo fazia com que meu coração batesse mais acelerado e conseguisse respirar de maneira mais aliviada por finalmente ter encontrado minha sobrinha. - Você se lembra de mim?… Tasha?… Amiga de sua mãe… - Buscava conversar com a menina que me olhava de maneira um tanto quanto analítica, provavelmente tentando me reconhecer e tendo alguma leve dificuldade. Eu havia conhecido Emma quando a mesma entrara para os aurores a anos atrás e desde então tínhamos nos tornado amigas, realizando diversos trabalhos em conjunto, comigo consequentemente vindo a conhecer sua família algum tempo depois. No que podia identificar que ela me reconhecia de alguma forma por como falava meu nome, me chamando de Natasha. - Não lhe farei mal algum, você me conhece e sabe disso. - Buscava assim lhe convencer a se aproximar, tendo a mesma por olhar em direção ao barco por alguns instantes, onde alguns poucos desaparecidos e aurores ainda se encontravam, imaginando eu que ela pudesse ter visto alguma cena um pouco tensa do trabalho de algum deles, já que havíamos sido autorizados a usar feitiços para combater quem tentasse fugir. - Eu prometo. - Cruzava os dedos em sinal de promessa, mostrando para ela. Vindo assim a ter a mesma se aproximando aos poucos, no que com cuidado descia algumas pedras para ficar mais próxima e ajudar a mesma a sair da água. - Vamos baixinha, suas mães estão morrendo de preocupação com você. - Sentenciava com um sorriso convidativo por meus lábios, com a mesma vindo a perguntar se eu sabia onde estava sua mãe, tendo eu certa dificuldade para assimilar a pergunta ao início devido a forma como sua voz acabava soando melódica.

- Se você vier comigo, vou ti levar até ela. - Informava a loirinha, que não demorava a então começar a sair da água, vindo para junto de mim. - Você está congelando. - Constatava quando chegávamos no topo das pedras onde antes me encontrava, já longe da água, enquanto ela tossia algumas vezes a medida que podia notar as alterações de seu corpo acontecendo agora que ela saia da água. Momento em que tirava o casaco de minha farda, fazendo com que Heloise o vestisse. - Sei que você se sente mais segura na água, mas não devia ter ficado tanto tempo lá dentro, estamos no inverno e a água está gelada de mais. - Lhe repreendia de maneira leve, lhe abraçando de forma a tentar aquecer um pouco seu corpo. - Você está bem? Tem algum machucado? - Lhe questionava então, afinal algumas pessoas haviam se machucado devido a tempestade que o navio havia pego em alto-mar e a forma como ia escurecendo dificultava que eu conseguisse analisar seu corpo para ver se encontrava algum corte ou machucado aparente, mas segundo a mesma, ela apenas estava com frio, tendo passado a tremer a medida que seu corpo antes adaptado a temperatura da água gelada, agora vinha sendo atingido pelo frio. - Tudo bem, pronta para reencontrar sua mãe? - Lhe questionava após receber sua resposta, passando a estender meu braço em sua direção, ficando ao seu lado. - Segure meu braço de maneira firme. - Pedia para Heloise, esperando até ter certeza de que ela estava se segurando direitinho em meu braço, para poder aparatar dali com a mesma, a levando direto para o Saint Mungus.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sab 01 Set 2018, 00:42

❝ de volta ao lar: a chegada❞
O que havia acontecido? Onde estava? Havia tantas perguntas a serem feitas e tantas lacunas a serem preenchidas que tudo se tornava assustador. A longa viagem feita era um borrão, borrão este onde pessoas amedrontadas enfrentando uma tempestade compunham todo o cenário. Quando encontraram terra as coisas poderiam ter mudado, mas tamanha era a confusão das pessoas que muitas mal sabiam para onde seguir. Heloise se encaixava entre essas sem rumo. Tudo era tão confuso e incerto em sua memória que após chegar na costa ela se isolou em uma pedra, esperando ter a sorte de colocar sua mente em ordem. Mas isso não aconteceu. Ou pelo menos não aconteceu totalmente já que algum tempo considerável depois uma nova confusão começou a se instalar. Pessoas vestidas de formas semelhantes começaram a surgir de um lado ao outro, causando susto e euforia. Alguns gritaram por instinto, outros correram. Os que escolheram a segunda opção, no entanto, foram presos com um aceno da varinha; os que gritaram também foram sendo pegos de toda forma. Quem eram aqueles? O que estavam querendo? Mais perguntas surgiram. Talvez se analisasse melhor a situação a menina entendesse a realidade do que se passava, mas estava amedrontada o suficiente para ceder ao instinto e pular da pedra onde estava para dentro do mar. A água gelada imediatamente tocou a pele, porém um segundo depois foi como se ela se fundisse ao líquido, tornando-se imune ao frio. Os pulmões também mudaram a forma de funcionar. Pouco acima do pescoço fendas surgiram e por entre os dedos as peles começaram a se formar, dando-a uma mobilidade ainda melhor que a ajudou rapidamente se afastar do lugar e nadar até uma margem a alguns bons metros de distância onde esperava ficar em paz. E ficou. Ficou por um bom tempo aproveitando da solidão sem saber para onde seguir. Neste tempo tamanha foi sua distração que mal ouviu a aproximação de alguém até que essa pessoa estivesse próxima o suficiente para se materializar em uma pedra pouco acima das que ficavam nas margens. Instintivamente Heloise mergulhou para se esconder, mas o abafado som de seu nome fez com que não fugisse para longe. Ela então ergueu o olhar para a superfície onde uma mulher de fios loiros que beiravam aos ombros tremulava conforme o movimento da água.

Com hesitação, percebendo que a figura não avançara, ela subiu o corpo um pouco mais, deixando que seu rosto ficasse visível para a companhia que parecia ser familiar, embora a realidade estivesse totalmente misturada ao mundo no qual acreditara com tanta intensidade viver. Quando a mulher se apresentou, fazendo perguntas que sugeriam fazer delas conhecidas, a mais nova não se viu menos confusa. Mentalmente ela estava fazendo algum esforço para distinguir as memórias certas e as implantadas, mas o pior disso era também perceber que da mesma forma em que a haviam levado para aquele lugar longínquo e inabitado, a então apresentada como Tasha poderia fazer o mesmo. Mas não... Havia algo diferente nela. Algo que passava alguma confiança e que despertava no fundo do peito uma vozinha que lhe dizia ser certo confiar em suas palavras, até mesmo naquelas que diziam que nenhum mal lhe seria feito. Mas como não pensar que a loira era exatamente igual aquelas outras de jeito e vestes tão semelhantes? Era exatamente essa desconfiança que ainda pairava na cabeça de Heloise, fazendo-a demorar um pouco para confiar nas lembranças que alfinetavam mais fortemente sua cabeça. A imagem de Emma era certamente a mais forte e, levando em consideração o impulso de querer vê-la, era tentador realmente acreditar que sua companhia era um caminho seguro para ter o conforto dos braços da mãe. — Natasha? — Perguntou com a voz meio falha, buscando concretizar melhor as memórias de alguns encontros que a assolavam. Em seguida ela ouviu a mulher voltar a falar e o olhar desviou para os dedos que a mesma sustentava em sinal de promessa. Depois de dois segundos em silêncio, ela chegou para mais perto das pedras onde a outra parecia disposta a ajudá-la caso fosse necessário. Ouvir novamente sobre sua família fez então com que Heloise sentisse uma palpitação de ansiedade no peito, algo que fez com que a voz pulasse da garganta, arranhando-a de forma baixa e enrouquecida. — Você sabe onde elas estão? — Questionou, mas talvez por seu estado emocional no momento, a auror não deu localizações concretas, embora deixasse claro que a levaria até lá. Não totalmente convencida, mas guiada pela saudade, a menor impulsionou o corpo para fora da água e escalou as pedras para se aproximar de Natasha.

A temperatura fora do mar não era tão agradável e suas roupas molhadas só faziam com que a pele gelada sentisse ainda mais o frio do momento. Era inegável que se sentisse mais à vontade onde estava antes e o fato de seu corpo estar mudando para um aparentemente normal só enfatizava os motivos pelo qual isso acontecia. Ainda era confuso na cabeça dela pensar se os traços de sua linhagem eram conhecidos pela mais velha ou se ela só estava sendo muito legal em não tecer comentários a respeito enquanto cedia seu casaco para agasalhá-la. A verdade, porém, era que Heloise sentia-se tão gelada e ocupada em tossir e bater os dentes uns nos outros que não sobrava muito tempo em sua cabeça para questionamentos daquele tipo, por isso também sentiu-se aliviada quando a mulher demonstrou conhecê-la bem o suficiente para saber como se sentia em relação ao ambiente aquático e como, mesmo naqueles casos, era mais prudente que tentasse se aquecer em terra firme. — Eu não sabia bem para onde ir... — Explicou-se ao ser abraçada, mas sua voz era tão baixa que poderia ter parecido simplesmente mais uma sequência discreta de tosse. — Eu estou bem. — Agora tentou aumentar um pouco o tom, tendo que pigarrear uma vez para conseguir algum resultado. — Não tenho machucados, mas estou com frio... Bastante. — Enfatizou a última palavra com mais um bater de queixo que pôde facilmente ter passado despercebido já que ela movera a cabeça para cima e para baixo em uma resposta positiva à pergunta de Natasha sobre reencontrar sua mãe. Não havia dúvidas quanto a isso, estava ansiosa de tantas formas que os dedos começavam a formigar – e ela tinha certeza de que isso não era pelo frio. — Quero muito ver ela, por favor. — Disse assim que o braço da auror foi estendido para si e ela o agarrou de modo automático, tendo então apertado um pouco mais quando o aviso de segurar firme foi feito. Definitivamente ela não desobedeceria uma ordem que a levaria até Emma, ainda que no fundo houvesse o risco de sua cabeça estar lhe pregando uma peça. Acenou então em um último aviso sobre estar pronta e apertou mais os dedos no braço da mais velha. No segundo seguinte tudo o que sentiu foi um puxão para fora do chão e soube, de alguma forma, que desaparatara dali.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Qui 06 Set 2018, 17:49


¤ Apenas uma lembrança ¤
Post Atemporal – Alone


Quando as notícias sobre os primeiros aparecidos chegaram nos noticiários eu fiquei muito curiosa, com meu pai trabalhando no Ministério eu podia conseguir mais informações, ainda que eu não quisesse falar com ele por muito tempo, consegui descobri onde era e convencer a Killi, nossa elfa domestica a me levar ali. De longe ainda podíamos ver os aurores patrulhando, alguns feitiços foram feitos para manter os trouxas longe, segundo o que Killi estava contando. Eu queria apenas ver o Navio que eles estavam, queria saber mais de onde tinham vindo, se era um Navio como daquele colégio búlgaro. Mas Killi tinha presa, pois meu pai tinha me proibido de ir ali, e eu tentava tranquilizar a elfa, pois não iria fazer nada demais, queria apenas observar. Ela conjurou um tapete e ficamos sentadas ali por um tempo. Eu só queria ficar longe da casa nova que Samwell tinha comprado, ainda estava tentando superar todas as coisas ruins que tinham acontecido antes mesmo daquele letivo começar. No final Killi me apressou e saímos dali.

Thanks The Fox! of Ops! & Aglomerado


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Sex 14 Set 2018, 23:14

The Rising Sun
Qual era o dia? Qual era aquela transformação? A terceira, a décima ou a vigésima? Talvez a humana que dava origem aquele lobo soubesse a resposta para essas perguntas, mas o lobo não sabia, o que lhe importava é que ele estava novamente a ativa. A criatura voraz corria pelas árvores daquela floresta que deveria lhe ser conhecida, isso porque na rotina mensal daquela humana já estava fixo aquele lugar para se transformar, as terras altas tinham uma grande faixa de florestas bem longe da civilização, ela se sentia melhor sabendo que se transformaria longe de humanos. O lobo claro, não sabia disso, mas certamente não ficaria muito feliz em saber que a humana que lhe dava o corpo todas as noites de lua cheia estava a se transformar longe do seu prato preferido: a carne humana fresquinha. Era isso o que ele estava procurando enquanto corria pela floresta, o lobo era uma criatura voraz, cheia de fome e de energia, uma criatura que só tinha a sua vida uma única vez a cada mês, e mesmo que não soubesse exatamente essa data, sabia que eventualmente seu tempo iria acabar, talvez era por isso que ela corresse tanto, sempre usava o corpo quadrúpede, sentia o vento passar em seus pelos, vida, era bom ter vida finalmente. Já parou pra pensar que talvez seja por isso que os lobos uivam para a luz cheia, inclusive os lobisomens? Seria uma curiosidade interessante se fosse mesmo uma verdade, mas eu digo que este lobo aqui sempre uiva para a lua logo em seguida a transformação.

Sua corrida era veloz pela floresta, podia ser bem veloz aos humanos na verdade, porque o lobo sabia que poderia correr mais, apenas precisava de um incentivo, tipo uma de suas presas. Seu olfato sentia os odores da floresta em busca do cheiro característico da carne humana que o deixaria salivando se conseguisse a sentir, mas nada na floresta parecia remeter aquilo, eram apenas cheiros de plantas e de outras animais dos quais nem se importava, sua fome era para um tipo de carne especifica. Seus ouvidos também eram bem utilizavam, captavam o som de onde o vento soprava, das folhas das árvores se mexendo, dos animais que se movimentavam perto dele, pequenos que fugiam do possível predador, maiores que não o considerável como tal, mas nada dele ouvir as passadas humanas em uma corrida ou sequer a respiração dos mesmos. Ainda sim, aquele lobo não era desistência, a sua fome por carne humana ultrapassava qualquer coisa, até mesmo o fato de procurar sem achar, essa frustração, porque cansado não se sentir, uma noite de lua cheia não era o suficiente para cansá-lo, muito pelo contrário, lhe proporcionada a vida.

Porém como sempre, esse seu tempo de vida era limitado, de forma que acabasse por se extinguir quando os primeiros raios de sol começassem a surgir no céu e pousassem sobre o corpo do lobo. Era como uma reação catalisada por luz, assim que a mesma incidia sobre o lobo, ele começava a se contorcer, transformando-se novamente na humana ao qual lhe emprestava o corpo nas luas cheias, humana essa que então tomaria o seu rumo para voltar para a sua casa. Saiu dali.

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