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 Terras Altas da Escócia

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
Diretor
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Bicho-papão : Diretor

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Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013 - 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Terras Altas da Escócia

Escócia


Terras Altas da Escócia - Página 5 Olivier

As Terras Altas são uma zona montanhosa do norte da Escócia, onde o catolicismo permaneceu influente ao longo da História da Escócia. As Terras Baixas, por outro lado, são um bastião do protestantismo . Politicamente, as Terras Altas caracterizavam-se até ao século XVIII por um sistema feudal de famílias poderosas, os famosos clãs escoceses.

Fonte: Wikipédia



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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AutorMensagem
Emma Sparrow Ziegler
Resistência - Chefe Auror
Resistência - Chefe Auror
Emma Sparrow Ziegler

Patrono : Águia-rebalva
Bicho-papão : Estar presa sem poder fazer nada enquanto sua família corre perigo ou Manequins.

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Escama de Cauda de Sereiano, Espinheiro-Alvo, 28cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeQua 29 Ago 2018 - 22:21

Em poucos segundos a sensação de quase sufocamento passava, tendo eu por sentir o toque de meus pés novamente em chão firme, denunciando assim que havia chego em meu destino. Respirando fundo enquanto buscava ar para meus pulmões, eu podia sentir então o cheiro da água salgada e a forma como o ar gelado invadia minhas narinas de maneira cortante, algo típico para aquele friozinho de inverno. Piscando meus olhos por alguns instantes, apenas me certificava de que ninguém havia visto minha aparatação antes de prosseguir, sempre indo em direção a praia que segundo o nível 03, os que deveriam ser resgatados estavam. Durante o meu caminho, no entanto, era visível a forma como alguns servidores ministeriais trabalhavam para bloquear a região, possivelmente por conta da curiosidade dos trouxas e a forma como, mesmo ao longe, um navio clássico de tempos antigos podia ser visto próximo a costa. Com as mãos nos bolsos de minha calça, buscando mantê-las aquecidas do friozinho local, eu apenas tentava me manter sempre calma e dentro de minha função como auror-chefe, evitando começar a correr em busca de Heloise. Afinal de contas, eu mais do que qualquer um ali deveria saber que além daquela minha atitude não ir ajudar em nada, apenas poderia prejudicar a ação, assim como existiam muitos desaparecidos para serem ajudados. - Boa tarde, Habsburg. - Cumprimentava assim Natasha quando esta veio se colocar ao meu lado, não demorando então a ser atualizada sobre o que acontecia, com a auror me informando que os desaparecidos que estavam pela praia já haviam sido reunidos e, aos poucos estavam sendo convencidos a colaborar e ir para o Mungus. - Certo. - Afirmava apenas para que ela soubesse que estava lhe ouvindo, parando assim meu trajeto que me deixava cada vez mais próxima da praia, podendo ver ao longe uma concentração de pessoas. Momento então que, como era de se esperar, Natasha me informou que alguns haviam já se espalhado pela região próxima e outros até mesmo fugido ao ver nossa chegada, de modo que grupos de buscas estavam sendo necessários.

- Fizeram um bom trabalho reunindo já os que estavam na praia, vou deixá-los serem guiados para o Mungus pelos outros… Quer se juntar a mim nas buscas? - Questionava ao fim a auror, sabendo muito bem que ela preferia se meter no meio do mato a procura das pessoas, do que auxiliar o pessoal na praia com as conversas. De minha parte, naquele momento, apenas tentava me focar no que era necessário e no pensamento de que se Heloise estivesse pela praia, ela certamente já estava bem e eu poderia vê-la no Saint Mungus. No entanto, se ela não estivesse por lá, eu ainda precisaria lhe encontrar no meio de toda a paisagem típica do local, para não mencionar o pequeno vilarejo trouxa próximo. - O nível 03 já está cuidando dos trouxas curiosos, o que diminuí nosso trabalho, sobrando apenas alguns parentes mais desesperados… No que imagino que se algum dos desaparecidos tenha ido pro vilarejo, eles devem encontrar em breve. - Começava então a informar Natasha, lembrando-me do que havia visto em meu caminho até a praia. - Então prefiro buscar pelos arredores, se não os encontrarmos o quanto antes, você sabe, a região é enorme e demoraríamos dias depois para conseguir fazer uma varredura completa. - Justificava assim minha escolha de trajetória, mantendo minhas mãos dentro dos bolsos, mas o olhar sempre atento para os nossos arredores enquanto começava a caminhar em direção a vegetação próxima, acenando para que Natasha me acompanhasse. Por estar ainda em período diurno, a pouca sombra que algumas árvores na região não era o suficiente para atrapalhar nossa visão, fazendo-se assim desnecessário que portássemos nossas varinhas realmente. Um fator que eu agradecia bastante, pois sabia que seria mais fácil me aproximar das pessoas sem ter minha varinha em mãos.

- Alguma sugestão do que pode ter acontecido com essas pessoas? - Questionava assim a auror que vinha junto comigo, quando já havíamos nos afastado um pouco da praia e o silêncio reinava naquele local. Não sendo assim realmente um espanto quando, parecendo um tanto quanto pensativa, Natasha comentava sobre o quão inusitado havia sido tudo aquilo. - Concordo, afinal de contas, qual era o objetivo de sequestrar tantas pessoas e, pelo visto, alterar suas memórias para acharem que estavam em uma época medieval? - Soltava então uma questão que vinha me incomodando desde que soubera de toda a história, não conseguindo ainda entender o que de fato acontecia. - E o pior, para visivelmente deixá-los retornar após certo tempo. - Constatava pouco depois, deixando claro para a auror que eu não via aquele resgate como uma fuga de sequestrados, mas sim como uma espécie de libertação, fosse com consentimento direto dos sequestradores ou não. Afinal de contas, se haviam se esforçado tanto assim para manter a todos longe do mundo, eles não deixariam todos partir sem mais nem menos. Antes, no entanto, que Natasha pudesse me responder, um barulho a nossa direita veio a chamar a atenção das duas, fazendo rapidamente com que olhássemos naquele sentido. - Somos ajuda. - Completava o que Natasha vinha a dizer para quem quer que fosse que estivesse ali, não demorando então para que de entre as árvores, um homem de meia idade saísse acompanhado de um garoto que parecia assustado. Imediatamente então assumia uma pose mais séria, cruzando meus braços enquanto olhava de cara fechada para o homem, o qual claramente não vestia roupas iguais às do menino, que tinha um estilo mais medieval. - Posso saber o que se passa aqui? - Questionei então enquanto erguia a sobrancelha, não demorando a ouvir o homem, de maneira desconfiada, perguntar quem exatamente nós eramos.

- Emma Sparrow, auror chefe do Ministério da Magia. - Apresentava-me então de maneira séria e firme, levando uma de minhas mãos até o distintivo preso em minha cintura, movendo-o um pouco apenas para que o homem notasse que não mentia. Ainda séria enquanto aguardava uma explicação, podia notar que a expressão carrancuda do homem se suavizava, embora para mim fosse mais por não imaginar topar com aurores do que realmente de alívio. – Ele é meu filho, estava desaparecido já a mais de um ano! Eu vim assim que soube que alguns dos desaparecidos tinham aparecido por aqui, mas não o encontrei na praia e não confiava que aurores fossem achá-lo. Vocês não conseguiram achar ninguém em um ano! – A explicação do homem vinha então acompanhada de acusações, de modo que apenas conseguia respirar fundo, compreendendo o lado do mesmo. Era normal de se esperar que os parentes dos desaparecidos houvessem perdido um pouco de fé nos aurores, mas não tínhamos exatamente culpa se o esquema realizado por quem quer que fosse o sequestrador, havia sido tão perfeito e complicado de ser rastreado. - Eu entendo sua falta de confiança, senhor…? - Questionava assim o mesmo, não demorando a tê-lo me informando o seu nome, reconhecendo o sobrenome “Adams” da lista de desaparecidos. - Sr. Adams. - Dizia então enquanto relaxava um pouco minha pose, notando que o garoto parecia assustado com a situação, mas se aconchegava junto ao pai. Algo que me fazia pensar que ele muito provavelmente reconhecia o homem, apenas estava assustado com tudo o que tinha passado recentemente. - Mas nós estamos aqui para ajudar e vamos encontrar todos os desaparecidos, desde os que se perderam com os que chegaram na praia, até os que ainda estão faltando. - Prosseguia de maneira firme, deixando assim que o tom de minha voz se tornasse algo mais melodioso, buscando acalmar o homem a minha frente.

No entanto, mesmo que soltasse um pouco a melodia de minha voz, era visível que o mesmo ainda demonstrava certa desconfiança, mesmo perante as intervenções de Natasha. - Sr. Adams, eu entendo que esteja abalado e desacreditado, minha filha mais velha também está entre os desaparecidos. - Dizia então em um tom mais brando e melódico, conseguindo assim a atenção do homem que me olhou com uma compreensão estranha, parecendo se acalmar enquanto perguntava então o que deveria fazer. Isso é, logo após Tasha intervir mais um pouco, fazendo com que esboçasse um breve sorriso não tão contente como normalmente eram, afinal de contas, fazia já um ano que não sabia o que era sorrir de verdade. - Siga até a praia, um grupo de aurores está responsável por levar todos para o Saint Mungus, o qual já está em alerta e tratando de todo mundo da melhor forma possível. - Informava assim o homem de maneira branda, voltando assim a controlar minha voz enquanto o observava puxar seu filho para mais perto e partir para a praia. Respirando fundo então, apenas buscava conter aquele leve aperto em meu peito que começava a surgir, fazendo com que voltasse meu olhar em direção a Natasha. - Era só desconfiança, eu imagino que muitos outros parentes que sejam encontrados, devam ser muito mais difíceis de serem convencidos. - Dizia de maneira branda, acenando para que prosseguíssemos nosso caminho, momento em que Tasha não demorava a me informar que Heloise não estava com o grupo da praia. Provavelmente notando a forma como podia ter me alterado levemente, fazendo assim com que acenasse de maneira positiva em sua direção, mordendo meu lábio inferior. - Vamos continuar nossa busca. - Sentenciava de maneira firme, deixando claro assim para a mesma que preferia não entrar naquele assunto agora, por saber que era minha obrigação encontrar todos antes que pudesse me preocupar com meus motivos pessoais.


You have made my life complete and I love you so
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Natasha Tudor Sparks
Resistência - Auror
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeQua 29 Ago 2018 - 22:38


De volta a era medieval

A notícia de que os desaparecidos haviam sido encontrados de uma forma um tanto quando inusitada e estranha, chegando em um navio antiquado em plena costa escocesa, havia chego por meio de um patrono enviado por alguém do nível 3. Vindo a pessoa a pedir reforços dos aurores para que todos fossem encontrados e então encaminhados para o hospital bruxo. Patrono este que havia chego enquanto estava em meio a uma reunião com Brooke e Isaac, onde repassávamos para o segundo, tudo o que havia sido descoberto até então em relação as pessoas desaparecidas. Sendo o fato mais estranho sobre a notícia recebida e que havia deixado todos em alerta para se moverem em direção a região, o fato de que não apenas pareciam ter chego no local por meio de uma embarcação antiga, uma daquelas antigas caravelas toda de madeira, mas que realmente acreditavam estar na época em que tais barcos eram utilizados. Estranhando tudo e todos que surgiam a sua volta. Sendo então uma das primeiras aurores a chegar no local, junto com Isaac, aparatava em uma região segura nas proximidades do vilarejo trouxa, não demorávamos a encontrar alguém do nível 3 que nos esclarecia como estava a situação, dando mais informações do que as recebidas através do patrono. Segundo o homem, eles estavam fazendo o possível para manter a população do vilarejo afastada do local, enquanto outra parte do grupo tentava acalmar a ajudar os desaparecidos que ainda estavam junto do barco, que parecia ter passado por uma grande tempestade antes de ali chegar. Sendo assim que então havíamos ido em direção a praia, onde nossos primeiros esforços eram direcionados, com o auror ordenando que prestação no caminho, para termos certeza de não deixar ninguém passar por nós. - Não se preocupe, estou de olho. - Lhe garantia, mantendo meu olhar atento ao que acontecia a nossa volta, até que nos aproximássemos do grupo de pessoas que vinham sendo acalmadas e recebiam os primeiros socorros, quando estavam em estado mais grave. Momento em que me afastava de Isaac, passando a trabalhar por conta própria, quando então avistava alguém se esgueirando, escondido junto de algumas pedras não muito longe dali, como se estivesse assustado e preocupado com o que acontecia por ali.

Deixando minhas mãos livres, ao lado de meu corpo, buscava demonstrar que não lhe oferecia risco algum, ia então me aproximando do que podia notar ser uma menina de cabelos loiros. - Está tudo bem com você? - Perguntava ainda a uma certa distância, tendo a menina por se encolher onde estava, se escondendo atrás da pedra maior, ao notar que havia lhe encontrado. - Calma, eu não vou fazer mal algum a você. - Afirmava me aproximando um pouquinho mais, ainda cautelosa em meus passos, principalmente quando notava alguns soluços de choro em meio a sua voz, quando ela afirmava não confiar em mim. - Seu nome é Sabrina, não? - Lhe questionava buscando lhe trazer conforto e segurança através de minha voz, que soava calma e descontraída. Eu havia reconhecido a mesma dos relatórios que vinha analisando incessantemente todos os dias, assim como havia reconhecido ao primeiro olhar diversas das outras pessoas que se encontravam próximo ao navio. - Você realmente não me conhece. Mas podemos nos conhecer se você deixar eu me aproximar, meu nome é Natasha e posso ajudar você a encontrar seus pais. - Buscava assim encontrar um ponto de apoio que pudesse lhe atrair e assim deixar que eu me aproximasse. - Uhum, eu conversei com eles a um tempo atrás, estão muito preocupados com seu sumiço. - Constatava para a mesma, que surgindo de volta por trás da pedra, deixando agora todo o seu rosto a mostra, havia me questionado se eu conhecia e sabia onde estavam seus pais. Momento em que voltava a andar em sua direção, me aproximando dela aos poucos.

- Eu sei que minhas roupas e tudo a sua volta parece estranho, mas logo tudo vai ficar bem. Prometo para você que vamos resolver isso e que você logo estará com seus pais, está bom? - Continuava a conversar com a menina, me ajoelhando na areia ao seu lado, tendo a mesma por se jogar em meus braços e afirmar que apenas queria seus pais de volta. Envolvendo seu corpo de forma protetora por alguns instantes, vindo então a lhe convidar para que se juntasse a meus outros amigos, me referindo assim aos aurores e servidores do nível 3 que estavam reunidos próximo ao barco. Fazendo então com que ela se colocasse de pé, notando que a mesma parecia estar com o calcanhar machucado. - Seu pé está machucado? - Questionava o notar que ela mancava, me abaixando e tendo a mesma por se apoiar em mim, pegando minha varinha e ali lançando um simples feitiço para dor. - Melhor agora? Então suba aqui! - Lhe oferecia assim minhas costas para que ela subisse, de maneira que assim a mesma não forçasse o tornozelo machucado tentando andar, prevendo que aquele havia sido o motivo pelo qual a menina não havia se afastado tanto do grupo. Lhe segurando de maneira firme junto a meu corpo, com a mesma envolvendo meu pescoço com seus braços, era que então seguia para junto dos aurores, encontrando Brooke entre os mesmos. - Brooke?! - Chamava a mesma, evitando me aproximar muito do grupo ao notar que Sabrina voltava a ficar assustada. - Sabrina, esta é Brooke, uma grande amiga minha, ela vai cuidar de você, okey? Ti levar para um local onde vão cuidar de seu tornozelo e você poderá encontrar seus pais. - Garantia para a menina, tendo ela confirmando com a cabeça que estava tudo bem, momento em que a passava para o colo da auror, alertando o mesma sobre seu tornozelo. Pegando então um bloco de  notas e uma caneta em meu bolso, tentava fazer uma lista de alguns nomes que tinha visto pela praia, mesmo que soubesse que alguns deles já haviam sido levados para o Saint Mngus. Olhando a região a minha volta, buscando assim traçar qual seria meu caminho dali para frente, haviam muitas pegadas na areia, sendo difícil conseguir rastrear as pessoas que dali havia fugido, através de tal forma.

Momento em que buscava reunir os aurores que iam e vinham levando algumas pessoas para o Saint Mungus, formando com os mesmos grupos de busca para vistoriar a região atrás das pessoas que haviam se afastado do navio. Vindo em meio a meu momento de observação e orientação aos demais aurores, notar uma figura loira se aproximando, não demorando a assim que despachei dois aurores em em uma das direções, seguir em direção a mulher, me aproximava de Emma, que parecia ter chego ao local e analisar a situação. - Capitã! - Lhe cumprimentava ao me colocar de seu lado. - Ao que parece todos os que estavam pela praia já foram reunidos junto da embarcação. Aos poucos eles estão sendo acalmados e levados para o Saint Mungus. - Lhe informava tendo em minha mente uma lista de nomes reconhecidos e que ainda não haviam sido encontrados, estando entre eles o nome de Heloise, a filha da mulher ao meu lado. - Acreditamos que uma parcela deles se espalhou pela região, após se assustar com a aproximação de tantas figuras estranhas. Grupo de busca estão sendo montados e estão se dividindo pela região. - Constatava para a auror-chefe ao meu lado, tendo a mesma por analisar o que acontecia por ali.

- A maior parte do trabalho aqui foi realizado pelos servidores e aurores que vocês foram enviando. - Justificava assim a forma como o grupo havia sido efetivo, tendo sido a ajuda enviada pela mulher e Brooke, o que tinha auxiliado a controlar a situação ali de maneira mais afetiva. Porém mesmo assim tendo certeza de que diversos dos desaparecidos poderia estar se escondendo pela região. - Vamos! - Confirmava com um aceno de cabeça seu convite para que seguíssemos juntas nas buscas, com a mulher me informando quanto a como estava a situação em volta do local, com o nível 3 cuidando dos trouxas curiosos, sobrando para nós apenas o trabalho diante de alguns parentes desesperados. Ressaltando o fato de que se alguém havia ido para o vilarejo, seria encontrado por tais servidores. - Uhum, concordo com seu ponto de vista. - Garantia assim após Emma ter falado sobre fazermos uma busca pelos arredores para encontrarmos aquelas pessoas o quanto antes, caso contrário poderiam ficar perdidas por duas até conseguirmos fazer uma varredura completa. Passando assim a lhe acompanhar em direção a vegetação próxima, dando graças pelo fato de que ainda não havia escurecido, afinal caso houvesse, nossas buscas seriam dificultadas pela falta de claridade e pela forma como poderíamos soar ameaçadores para aquelas pessoas. Tendo então Emma, após uma parte do percurso em silêncio, me questionar se eu tinha alguma sugestão sobre o que podeira ter acontecido com aquelas pessoas. - Ainda não sei exatamente o que pensar. As coisas neste caso cada vez ficam mais surreais e estranhas, afinal não bastava as pessoas serem sequestradas através de cartas, agora elas simples mente aparecem acreditando estar na idade média. Isso sem contar o quão inusitado é as mesmas simplesmente surgirem de volta. Aqui. - Comentava com a mulher, mantendo meu olhar atento em todas as direções e meus ouvidos em alerta para qualquer som estranho em meio a vegetação. Momento me que a mulher soltava uma questão que parecia estar lhe incomodando, afinal porque sequestrar aquelas pessoas e alterar a memórias de todas elas para que pensassem estar em uma era medieval? Deixando-as voltar sem mais nem menos.

Porém antes que então pudesse falar qualquer coisa sobre o assunto, um som a nossa direita chamava nossa atenção, podendo eu identificar sussurros e passadas. - Tem alguém ai? Por favor, não fujam! - Pedia de maneira calma, com Emma deixando claro que estávamos ali para ajudar. Vindo então um homem e um menino a aparecer em meio a vegetação, sendo notável a forma como o menino vestia roupas que pareciam ser antigas, enquanto o homem certamente vivia nesta época, por assim se dizer. Olhando mais atentamente o menino, podia o identificar como sendo Taylor Adams, uma das crianças que estavam desaparecidas, porém o homem realmente não me era conhecido como sendo um dos sequestrados, o que fazia com que fechasse minhas feições a tornando mais sérias. Com o homem respondendo ao questionamento de Emma, com outro questionamento em nossa direção. - Natasha Sparks, auror do Ministério da Magia. - Sentenciava de maneira firme após a apresentação de Emma, notando a forma como o menino parecia se encolher nos braços do homem, que lhe acolhiam de forma protetora, o que me fazia suspeitar de que eram parentes e realmente se conheciam. Pensamento que vinha a ser confirmado pelo homem, o qual aliviava suas feições carrancudas, mas mesmo assim não se rendida. Deixando claro que era pai do menino e que havia vindo ali para lhe resgatar, já que naque no decorrer daquele ano em que todos haviam estado desaparecidos, nada havíamos encontrado. O que fazia com que respirasse fundo, sentido um ponto em minha coluna estalar, lhe observando de maneira perspicaz, afinal como aquele homem poderia julgar de tal forma não iríamos resgatar aquelas pessoas como estávamos fazendo naquele exato momento.

O que me fazia deixar com que Emma prosseguisse lidando com a situação, já que não queria agir de maneira brusca para cima do homem. Sentindo o tom de voz melodioso de Emma, aos poucos fazendo com que pensasse com maior clareza, a medida que respirava de forma mais calma e deixava a tensão que havia tomado conta de meu corpo aos poucos aliviar. - Senhor Adams, eu lhe garanto que durante todo este tempo, nós temos feito o possível e o impossível para encontrar e resgatar todos os estão desaparecidos. - Esclarecia para o homem, sentindo por suas feições que minhas palavras haviam soado em vão para o mesmo, notando como Emma deixava a melodia de sua voz soar ainda mais clara, ao lhe garantir que entendia como o mesmo se sentia. - Acredite em nós, em momento algum desistimos ou diminuímos nossos esforços para encontrar seu filho, a filha de Emma e todos os outros desaparecidos. Por favor senhor Adams, nós de um voto de confiança e não torne o trabalho que já tem sido difícil, ainda mais complicado. - Pedia para o homem, tentando lhe convencer a cooperar com nossa situação, afinal caso ele não fizesse aquilo, poderia levar o filho para casa sem que recebesse o tratamento adequado e isso poderia prejudicar a criança com quem o mesmo tanto se preocupava e abraçava protetoralmente. Se rendendo o homem então nos questionava o que podia fazer, com Emma pedindo para que o mesmo seguisse até a praia, onde encontrariam um grupo de aurores que lhes auxiliaria a seguir para o Saint Mungus, onde o menino poderia receber os tratamentos necessários. Levando uma de minhas mãos em direção a minha nuca, buscava assim aliviar por completo a tensão sobre a região, acenando com um leve sorriso que ela estava certa em suas palavras, sabendo que deveria melhorar minha forma de agir caso viéssemos a topar com outro caso daqueles. Momento em que então prosseguíamos pelo caminho através de outras pessoas.

Sabendo que devia uma certa informação para a mulher, antes que fosse necessário que nos afastássemos a qualquer momento. - Emma… sobre Heloise… não a encontrei em meio as pessoas que estavam na praia. Mas não se preocupe, logo vamos encontrá-la. - Sentenciava, não deixando que a confiança em encontrar a menina abandonasse minha voz, pois tinha certeza de que logo poderíamos topar com ela escondida por ali, assustada com todas aquelas coisas novas surgindo diante de seus olhos. Com Emma acabando por não adentrar no assunto, apenas prosseguir com nossas buscas, as quais se tornavam mais cansativas a medida que vínhamos tendo que lidar com pessoas curiosas que para lá haviam ido e outros familiares preocupados que tentavam encontrar e proteger quem haviam perdido. Até que então topássemos com um casal um pouco inusitado, o qual claramente fazia parte dos desaparecidos, algo que conseguíamos identificar por suas vestes antiga. - Por favor, não fujam! Podemos não nos conhecer, mas meu nome é Natasha Sparks, nós somos aurores e estamos aqui para lhes ajudar. - Sentenciava de forma branda para o casal enquanto tentava me lembrar qual era o nome de ambos, procurando por minha mente nomes de casais que haviam desaparecido juntos, não me dando conta de que naquele ano para mais em que aquelas pessoas haviam desaparecido, poderiam ter vivido e se conhecido em meio ao lugar em que se encontravam.





Tasha Tudor Sparks



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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeQua 29 Ago 2018 - 22:44

A medida que as buscas progrediam comigo e Natasha explorando a região, não demorávamos a esbarrar em algumas pessoas curiosas, as quais sempre tínhamos que dar um jeito de dispersar, tornando toda aquela vistoria algo mais cansativo. Estávamos já a um bom tempo naquilo quando, inusitadamente topávamos com um casal vestido de maneira mais medieval, denunciando para nós duas que se tratavam de dois dos desaparecidos que tinham saído da praia. Porém, a medida que Natasha nos apresentava para o homem e a mulher, eu começava a reconhecer a figura feminina como uma de minhas primas pela parte dos Ziegler, a qual havia desaparecido também. - Catherine? - Chamava a mesma de maneira incerta, não demorando a ganhar a atenção da professora de adivinhação, a qual também passou a me reconhecer de imediato. - Sim, sou eu… Está tudo bem. - Confirmava assim minha identidade, aproximando-me um pouco mais da mesma enquanto um sorriso leve surgia em meus lábios, tendo eu por agir sempre com certa cautela para não assustá-la. Ao seu lado podia notar um homem coberto por tatuagens, o qual não conseguia reconhecer de forma alguma, mas imaginava se tratar de um conhecido de minha prima. - O que está acontecendo? Bom… Eu acho que vai ser um pouco difícil lhe explicar tudo dessa forma, mas vou precisar que você confie em mim, prima. - Respondia a mesma de maneira branda, aproximando-me mais um pouco e então parando junto a mesma. - Eu preciso que você nos acompanhe de volta a praia, lá os outros que chegaram com vocês estão já sendo encaminhados para o hospital, onde poderão ser examinados em busca de ferimentos e então tudo vai ser explicado. - Prosseguia então minha explicação do que precisava que ela fizesse, tendo sempre certa cautela para evitar que ela se retraísse, já que apesar de sermos primas, eu imaginava que a situação poderia ser confusa para ela.

Felizmente, no entanto, após Natasha também intervir na situação Catherine não demorava a dizer que confiaria em nós duas, mesmo que ainda parecesse confusa com tudo o que acontecia. - Cathe… Você viu Heloise? - Não conseguia então conter a pergunta, pouco após ouvir a confirmação de Catherine de que nos acompanharia, passando assim a se ajeitar para começarmos a caminhada. Momento em que, para a minha felicidade e um erro nas batidas de meu coração, minha prima afirmou ter visto sim minha filha pelo navio, mas que depois de uma tempestade em alto-mar, todos haviam ficado meio perdidos e ela não mais tinha lhe visto. - Está tudo bem, já é um alívio saber que ela estava com vocês. - Dizia para Catherine enquanto um sorriso de alívio tomava conta de meu rosto, tendo uma dificuldade imensa para conter a vontade repentina de sair correndo atrás de minha filha. No que Natasha não demorava a se pronunciar, falando que com a tempestade, o mar e todo o susto ao chegar na civilização, Heloise poderia ter tentado buscar conforto em meio ao mar em vez de fugir para se esconder em terra. - Você tem razão… - Dizia para Tasha enquanto tentava voltar a pensar racionalmente, sabendo que a auror falava algo com bastante sentido, de forma que assim que chegássemos novamente na praia, daria um jeito de entrar na água para poder procurar minha filha por lá. - Ah! - Exclamava então de repente, lembrando-me de que Mellanie também estava entre os desaparecidos, quando então associava Heloise ao mar. - Cathe, você também viu Mellanie? - Questionava a mulher com cautela, não demorando a ouvir a mesma dizer que havia visto a garota apenas quando estavam embarcando no navio, mas que ela tinha ficado “na ilha”. Algo que me fazia trocar um olhar com Natasha de imediato, pois aquela informação era algo novo, mas poderia ser apenas alguma ilusão causada por quem realizou todo o sequestro. Infelizmente, até todos terem passado por uma boa avaliação no Mungus, ficaria difícil levarmos realmente a sério qualquer alegação sobre o local onde estavam.

Antes, porém, que pudesse dizer qualquer coisa, minha atenção era chamada por um agito a nossa esquerda da onde um dos aurores aspirantes saía, parecendo realmente assustado e aliviado por ter me encontrado. - O que aconteceu? - Questionei-o de imediato, já preocupada com o que poderia ter acontecido, tendo ele então por dizer que “Nyx” estava por ali, atraindo de imediato minha curiosidade. - Nyx? - Questionava sem ter muita certeza, pois a procurada número um do ministério da magia não era conhecida por ter clemência, de forma que se ela estivesse realmente por ali, eu tinha minhas dúvidas que ela deixaria alguém lhe ver e escapar com vida para alertar o restante. O aspirante, no entanto, parecia convicto de que era ela e apontava na direção da onde estava vindo, dizendo que ela estava para lá e parecia ter uma outra pessoa com ela. - Acompanhe esses dois até a praia então, eu e Habsburg checaremos essa “Nyx”. - Dizia ainda meio incerta e levemente descontente, pois estaria atrasando minha busca por Heloise para checar o que parecia mais ser um boato. Permitindo assim que o auror aspirante levasse Catherine e seu acompanhante, apenas acenava para que Natasha seguisse comigo na direção indicada. No que a mesma não demorava a me falar sobre a irmã gêmea de Nyx também estar sumida, algo que me fazia mais sentido do que a alegação da presença da procurada na região. - Lembro de uma informação dessas nos relatórios. Assumo que faz mais sentido que a presença da própria por aqui, ainda mais nessas condições. - Comentava com Natasha a medida que caminhávamos naquela direção, desviando assim de alguns arbustos antes de avistar duas mulheres ao longe. Não foi difícil para mim reconhecer a figura loira, a qual o aspirante havia chamado de “Nyx”, sendo realmente um certo desconforto parar próxima a mulher enquanto erguia meus braços em sinal de rendição.

- Está tudo bem. - Começava ao reconhecer a Ministra Braddock ao seu lado, o que me fazia ter a certeza absoluta de que aquela não era realmente Nyx, enquanto apenas prosseguia com cautela. - Suzanah, certo? - Prosseguia tentando deixar claro que sabia quem era ela, parecendo até mesmo notar um certo alívio vindo das expressões da loira, que também não parecia estar com a melhor das paciências. - Boa tarde, Ministra Braddock. - Dirigia-me então a morena ao seu lado, cumprimentando-a com o devido respeito que sua posição impunha. Notando então que a mesma me analisava por um momento, parecendo me reconhecer de alguma forma, mas ainda deter alguma dúvida. - Emma Sparrow, auror chefe. - Dizia então de maneira branda, baixando calmamente meus braços enquanto tentava auxiliar a ministra a me reconhecer, notando que ela parecia então chegar a alguma conclusão. Sendo que ao ouvi-la dizer que achava que poderiam confiar em mim, eu apenas sorria da melhor forma possível em direção as duas, mantendo a distância apenas para que não se retraíssem. - Eu entendo que estejam confusas, mas eu preciso que confiem em mim e me acompanhem… Todos vocês que chegaram agora, estão sendo levados para o hospital bruxo para que sejam examinados atrás de ferimentos, lá eu poderei explicar melhor tudo a vocês. - Começava assim de maneira branda, esperando que ao menos a ministra resolvesse colaborar, já que a loira parecia realmente não estar no seu melhor dia ou humor. Porém, a situação não se resolvia assim de maneira tão fácil, quando então a ministra resolvia se pronunciar e dizer que estavam bem e não precisavam do hospital, adicionando que apenas desejava retornar logo para junto de suas filhas. Algo o qual eu podia compreender, de modo que lhe sorria compreensiva enquanto ouvia Natasha sagazmente fazer uma observação sobre a presença de sangue em uma das mangas da blusa de Victorie, denunciando assim um possível machucado da mesma.

- Eu entendo que esteja com saudades de suas filhas e queira saber como estão, Ministra Braddock. - Prosseguia de maneira branda, aproveitando assim a deixa dada por Natasha. - Mas como Habsburg observou, a senhora está ferida e precisa de cuidados médicos primeiro. - Dizia então enquanto apontava brevemente para o braço da ministra, da onde agora para mim era visível um possível corte. No que aquilo parecia não agradar cem por cento a mulher, algo que novamente era bem compreensível dado o seu motivo para querer ser dispensada, de forma que apenas suspirava baixo. Eu sabia que seria necessário alguém levá-las pessoalmente ao Mungus, principalmente pela comoção que a loira poderia trazer consigo, caso desacompanhada de alguma autoridade para explicar que ela não era sua gêmea. Assim como, a julgar pela forma como haviam já reagido a sua presença, seria melhor que aquilo fosse feito por mim ou Natasha. - Fazemos o seguinte, vocês duas me acompanham até o Hospital, eu mesma faço questão de acompanhá-las durante todo o tempo, evitando assim que alguém lhe confunda… - Começava enquanto apontava então para a loira, que parecia entender o recado mesmo que esboçasse uma careta. - E assim que chegarmos ao hospital, eu trato de providenciar para que alguém vá atrás de suas filhas, Ministra Braddock. - Findava assim minha proposta enquanto voltava o olhar para a Ministra do judiciário, a qual parecia não estar cem por cento a favor, mas compreender a situação o suficiente. De modo que quando decidiram por me acompanhar, apenas acenei de maneira positiva para as duas me aproximando e então estendendo meus braços, para que cada uma segurasse em um. - Segurem firme, por favor. - Pedia assim para ambas que acabaram por fazer o que havia pedido, momento em que olhava uma última vez em direção a Natasha. - Continue as buscas e, Tasha… Por favor, verifique a região costeira. - Pedia assim para a auror que entenderia o recado, não demorando então para que respirasse fundo, me concentrando em meu destino e então aparatando dali com as outras duas mulheres.


You have made my life complete and I love you so
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Natasha Tudor Sparks
Resistência - Auror
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Natasha Tudor Sparks

Bicho-papão : Manequins

Perfil Bruxo
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Ano Escolar: Concluído
Varinha: Cabelo de Veela, Abeto Vermelho, 29cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeQui 30 Ago 2018 - 0:10


De volta a era medieval

Acabando por identificar a mulher quando Emma sentenciava seu nome, afinal aquela era uma de suas primas que estava desaparecida, não? Aquela cuja a irmã havia visitado por diversas vezes o quartel-general dos aurores, buscando notícias verdadeiras em relação ao que havíamos descoberto, já que não confiava muito no que as mídias noticiavam vez ou outra. Acabando então por reconhecer o homem tatuado, o qual se não me engano trabalhava na reserva de dragões da Romênia. Se aproximando da mulher, Emma vinha então a responder suas perguntas, tentando lhe acalmar em relação ao que acontecia, afirmando que ambos precisavam nos seguir em direção a praia, onde alguns aurores estavam auxiliam as pessoas que haviam chego com os dois, lhes levando para o hospital onde teriam seus ferimentos tratados. - Se vierem com nós, iremos lhes ajudar e logo toda essa confusão via ser resolvida. Não se preocupem, nada de mal vai lhes acontecer! - Confirmava as palavras de Emma para sua prima e o homem que lhe acompanhava, estando ambos bastante confusos com toda aquela situação, parecendo não saber no que podiam confiar, no que era e não era real. Vindo a mulher, após a uma troca de olhares com o homem, sentenciar que confiariam em nós e iriam nos acompanhar. Vindo Emma a lhe questionar então sobre Heloise e se ambas estavam juntas. Sendo um grande alívio quando Catherine afirmou que ambas estavam juntas no navio, porém tinham se separado em meio a tempestade que havia lhes atingido em alto-mar. - Pelo que conheço de sereianos, ao contrário de vocês que vieram se abrigar aqui em busca de um local seguro, Heloise pode estar dentro do mar ou da costa. - Constatava assim para Emma, trazendo aquilo em questão justamente pelos que conhecia de Emma, acreditando que sua filha podia ter algum pensamento similar, já que ambas eram sereianas e eu sabia que a loira vinha buscando exatamente aquele tipo de refúgio para aliviar a dor que sentia pelo sumiço da filha.

Seguindo meu raciocínio, auro-chefe confirmava que eu deveria estar certa, não demorando a questionar Catherine em relação a uma das outras meninas de sua família que estava desaparecia, a qual Emma havia me falado que também era sereiana, o que me fazia entender seu questionamento justamente em relação a mesma. Vindo a mulher a falar que esta havia ficado “na ilha”. Momento em que eu e a Capitã trocávamos um olhar significativo, quando ali identificávamos uma pista que precisava ser melhor analisada dentro dos próximos dias, a medida que aquelas pessoas fossem sendo avaliadas e pudéssemos identificar o que era e o que não era real em suas histórias. E assim, quando estava prestes a chamar o homem para que seguíssemos e direção a praia, tomando o rumo que devíamos, era então interrompida por um agito a nossa esquerda, de onde um dos aurores aspirantes saía, falando algumas coisas um tanto quanto sem nexo quando então Emma lhe questionava o que havia acontecido, pedindo para que o mesmo se acalmasse. - Tenha calma e pense com clareza, tem certeza de que a pessoa que você viu era realmente Nyx? - Questionava o mais novo que sem exitar afirmava ter certeza daquilo, dizendo que ela tinha até mesmo tentado lhe atacar, mas ele havia escapado. O que fazia com que mordesse meu lábio inferior, um pouco incerta de que o jovem havia realmente conseguido escapar dos braços da procurada nº1 do Ministério da Magia e estar vivo diante de nossos olhos. Era diante daquilo que Emma então pedia para que o auror cuidasse de encaminhar o casal em direção a praia, enquanto nós duas iríamos investigar o que o mesmo havia visto.

- Porque será que acho que ele está falando de Suzanah e não de Nyx? Ela e ministra da suprema com quem se relacionava estão entre os desaparecidos. - Lembrava a Capitã com um certo tom zombeteiro em minha voz, enquanto íamos adentrando a região, seguindo pela direção que nos fora indicada pelo aspirante auror. Tendo Emma concordado com minha suposição, afinal que sentido fazia a presença de Nyx por ali, nas condições em que aquelas pessoas se encontravam? No que mais afrente, logo conseguíamos avistar e identificar a mulher a qual o aspirante havia se referido, a qual realmente estava acompanhada da Ministra Braddock. Fazendo assim com que nos aproximássemos em total sinal de rendição, tendo nossas mãos a mostra, longe do local onde a varinha estiva guardada, mesmo que não nos sentíssemos completamente confortáveis com aquilo. Afinal a mulher loira parecia mais com Nyx do que eu poderia imaginar, com Emma vindo a lhes cumprimentar a frente, sendo fácil que notássemos um certo alívio na irritação da loira, quando está então era identificada de maneira correta. - Estamos aqui para lhes ajudar e não apontar varinhas ou acusar de coisas que não fizeram. - Deixava claro ao notar que por mais que confiassem nas palavras de Emma, com Victorie tendo lhe reconhecido de alguma forma, elas não pareciam realmente tentadas a cooperar 100% com nossa oferta de ajuda, a qual vinha a ser oferecida por Emma logo em seguida. Notando eu que a mulher não estava tão bem quanto dizia estar ao dizer que não precisava de nenhum tratamento e apenas queria voltar para junto das filhas, podendo eu me lembrar da loira com feições muito parecidas com a sua, a qual também tinha ido algumas vezes buscar informações em meio aos aurores. - Por mais que o corte em seu braço pareça ter sido estancado, você ainda deveria deixar que um curandeiro lhe auxiliasse com isso, Victorie. - Chamava assim atenção de Emma e da própria mulher, falando da maneira calma. Buscando dar para Emma uma pequena pista de como agir para convencer a mulher, já que ela insistia em ir atrás das filhas.

Vindo aquilo a realmente lhe servir de apoio para tentar assim convencer as mulheres a nos acompanharem, tendo eu já abaixado meus braços a certo tempo, porém a todo momento mantendo minhas mãos longe de minha varinha. - Acredito que suas filhas não gostariam e ficariam preocupadas de lhe ver machucada, não? - Tentava assim ajudar Emma a convencer a ministra, esperando que se esta fosse convencida, fosse mais fácil convencer a outra a lhe acompanhar, já que até onde sabia, tinham um relacionamento firme e que vinha perdurando já a um bom tempo. Momento em que Emma se oferecia então para acompanhar as duas mulheres até o hospital, onde estando em sua companhia, ninguém seguiria contrária a afirmação de que aquela se tratava realmente de Suzanah e não de Nyx. Acabando ambas por concordarem com aquela ideia, podendo eu notar que Emma não se sentia tão confortável assim em abandonar as buscas que fazíamos, mesmo que aquilo fosse realmente necessário, já que sua presença certamente teria uma visão melhor diante aos funcionários e outras pessoas que estivessem no hospital bruxo, do que a de qualquer outro auror. - Não abandonarei as buscas sem encontrá-la. - Deixava claro para mesma que ela assim podia confiar em mim para procurar por Heloise e seguir em frente com a busca pela menina, assim como pelos outros desaparecidos que pudessem estar ainda pela região. Vindo Emma a então aparatar com as mulheres que seguravam seus braços de maneira firme, direto para o Saint Mungus. O que fazia com que então saísse dali em direção a uma região mais costeira, da onde os demais aurores provavelmente mantinham distância, devido a forma como alguns penhascos, mesmo que não tão altos por aquela região, podiam gerar certo risco para suas vidas.





Tasha Tudor Sparks



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Isaac F. Wichbest Frostt
Resistência - Comandante
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Isaac F. Wichbest Frostt

Patrono : Leopardo-africano

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Durmstrang (Escandinávia)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Rabo de Cérbero, Freixo, 31cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeQui 30 Ago 2018 - 0:17

New waves


[Ministério da Magia ]
 
Fora quase instantâneo tudo o que aconteceu. Logo após a reunião com a Ministra, Isaac voltou a encontrar Brooke e Natasha, onde mais algumas informações puderam ser ditas. O detalhe era que a conversa não teve tempo de ser estendida, pois não demorou muito para um patrono roubar a atenção dos três, dizendo que algumas pessoas que haviam sido dadas como desaparecidas estavam começando a sair da ilha. Ele solicitava então o auxílio dos aurores, porque a situação das pessoas não era lá das melhores.

Agora, Isaac estava junto de Natasha, chegando ao local solicitado. Brooke permanecera no Ministério para poder contatar Emma e comunicar todos os outros aurores. Era dada uma situação de emergência.

[Escócia]

Os pés do comandante tocaram por fim o solo frio da praia. Fora ele e Natasha, já não havia um número muito grande de pessoas, mas era possível ver que o nível três já vinha tomando determinadas providências sobre a situação. De forma automática, passou a caminhar lentamente até quem ele julgou estar no comando. Não teve pressa para permitir que seus sentidos se adequassem ao local. Uma aparatação nunca era a melhor sensação do mundo. E assim que seu corpo começou a se acostumar, puxou sobre si a sua capa e colocou as mãos nos bolsos para tentar aquecer o corpo. Nem se comparava ao frio russo, mas ainda assim, não queria dar bobeira e acabar se resfriado por essa constante troca de clima. - Olá. Isaac Frostt, Comandante da Força Tarefa. - se apresentou ao homem em sua frente que parecia precisar dessa confirmação para poder dizer qualquer coisa. O rapaz foi técnico. Citou a forma com que estavam trabalhando, e mostrou o navio - arcaico, pode-se dizer - com que os desaparecidos apartaram na praia. Reforçou que o nível três estava tomando o devido cuidado com os trouxas curiosos e que a área já estava cercada. Isaac acenou com a cabeça, mostrando que concordava com tudo. - Vejo que a situação esta sob controle. Nossa ajuda é necessária para que, mesmo? - não queria soar rude, mas detestaria saber que os aurores haviam sido convocados em vão. Entretanto, o homem completou dizendo que por mais que estivessem se esforçando e que a situação estivesse sob controle, ainda era necessária a ajuda de mais pessoas, pra que não passassem por eventuais surpresas. - Faz sentido. Mais aurores estão a caminho. Enquanto eles chegam, nós vamos dar uma olhada pelo local pra verificar. - Fez sinal para Natasha e ambos seguiram pela praia. - Olhos abertos. Não queremos que ninguém passe sem que vejamos. - não era uma ordem, era mais um comentário descontraído. Isaac já havia passado por situações tensas demais para ficar levando tão a sério uma situação que aparentemente viria a ser boa.

No entanto, em um determinado momento, Natasha se separou do comandante, e o homem não a impediu. O local não representava uma ameaça, e separados podiam cobrir uma área maior, enquanto os outros não chegavam. Isaac passou a verificar um pouco mais afastado da praia, onde provavelmente pessoas que imaginavam estar na idade média achariam mais cômodo. Não precisou caminhar muito pra ouvir um estalido que chamou sua atenção. Levantou os olhos na direção do barulho, e encontrou alguém que, pelo visto não queria ser encontrado, a julgar pela forma como tentava se esconder atrás da árvore, mas ainda assim, observava o comandante com certa curiosidade. Isaac engoliu em seco. Não sabia como conquistar a confiança de alguém tão facilmente assim. Ah, como ele queria que sua esposa estivesse ali para tomar as rédeas da situação.

Com passos lentos e ainda mais calmos do que já vinha, tirou as mãos do bolso, se mostrando desarmado. Dali de onde estava, era meio que impossível discernir as feições da garota que o observava, mas não parecia ter mais de dezesseis anos. - Ei, não precisa ter medo. Eu estou aqui pra te ajudar. - tentou esboçar um sorriso porque sabia que suas feições sérias não ajudariam muito ali. Quando a garota pareceu querer fugir, parou em seu lugar, e se abaixou, para ficar com os olhos pelo menos na altura dos dela. - Meu nome é Isaac. E você, como se chama? - e permaneceu parado, mostrando que estava paciente com o tempo da garota.

Ela não demorou muito a se aproximar, o que foi bom para o auror. Ao que ele compreendeu, a vontade de estar perto de pessoas novamente era maior do que o medo de algum desconhecido. - Vamos, eu vou te levar até pessoas que podem te ajudar. - estendeu sua mão para ela, que a tocou. Sorriu, e a conduziu novamente até onde os medibruxos e agentes do nível três ainda mantinham seus trabalhos. A maioria dos aurores parecia que já havia chegado, e o trabalho continuava. Isaac deixou a garota com os responsáveis pela situação e voltou sua atenção nos outros que se mantinham ali. Quando encontrou um rosto conhecido, não pode conter a surpresa. - Franklin? - perguntou como se confirmasse se era mesmo o homem. Este olhou para o auror como se tentasse lembrar se o conhecia. - Parece que os anos não se importaram em nos unir em uma nova situação inusitada, não é? - mais uma vez o homem não pareceu se lembrar de Isaac, e ele então entendeu a situação. Seria até errado de sua parte tentar forçar as memórias de um homem que passara tanto tempo sofrendo sabe-se lá que tipos de hipnose e outros experimentos. Quanto a isso, só com um certo tempo pra poder descobrir, o que era uma pena. Um conhecido de tantos anos, apresentados pelos eventos da TV Pirata e agora em outro evento de sequestro, talvez tivessem muito a conversar, se não fosse a constante necessidade de alterar a memória daqueles envolvidos. Fora assim com a jovem Sky, e agora, Franklin. Isaac só esperava que no caso da ilha, a mente do homem não fosse tão afetada quanto a da garota.




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Natasha Tudor Sparks
Resistência - Auror
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeQui 30 Ago 2018 - 18:42


Encontrando um peixinho

Foi seguindo em direção a costa que havia auxiliado um dos outros aurores a convencer uma mulher que estava na lista de desaparecidos a deixar que o auror lhe acompanhasse até o Saint Mungus. Tendo eu reconhecido a mesma como a mãe da menina com quem havia conversado a um tempo atrás. Era um pequeno alívio saber que havia lhe encontrado entre as pessoas que ali haviam chego no navio, tendo conseguido lhe convencer a acompanhar o auror justamente devido ao fato de que conseguiria ter contato fácil com a mãe dela e sua filha, lhe convencendo de que se acompanhasse o auror, daria um jeito de fazer com que sua filha e sua mãe lhe encontrassem no hospital ainda naquele dia. E assim, após constatar que a mulher havia sido resgatada sem demais problemas, tinha voltado a prosseguir em direção a costa, sempre andando pela região com extremo cuidado, por mais que tivesse um dos melhores equilíbrios de minha turma durante os testes auror. Sabendo eu que qualquer passo em falso poderia ser um grande risco para minha vida. Vindo a andar um longo trajeto acompanhando a costa, até que então algo chamasse minha atenção na água, metros abaixo de mim, quando me encontrava em um ponto de onde conseguia ver ao longe o barco e a praia onde todos ainda se reuniam. Mais precisamente se tratando do que ao olhar de forma mais atenta, parecia se tratar de alguém observando o que acontecia ao longe, alguém de cabelos loiros. - Heloise? - Me perguntava, tentando identificar tal forma, porém não conseguindo direito devido à distância, o que me fazia aparatar para uma pedra na região inferior, tendo um pouco de dificuldade em encontrar a figura loira em meio água, provavelmente devido ao fato da mesma ter levemente se assustado com minha aproximação em meio a aparatação. - Heloise! - Gritava então buscando chamar sua atenção, esperando que ao ouvir minha voz, a menina pudesse me identificar, algo que não tinha certeza de ter acontecido, porém pouco depois fazia com que a forma loira voltasse a surgir na superfície, podendo eu lhe identificar agora que estava mais próxima, como realmente sendo a filha de Emma.

Aquilo fazia com que meu coração batesse mais acelerado e conseguisse respirar de maneira mais aliviada por finalmente ter encontrado minha sobrinha. - Você se lembra de mim?… Tasha?… Amiga de sua mãe… - Buscava conversar com a menina que me olhava de maneira um tanto quanto analítica, provavelmente tentando me reconhecer e tendo alguma leve dificuldade. Eu havia conhecido Emma quando a mesma entrara para os aurores a anos atrás e desde então tínhamos nos tornado amigas, realizando diversos trabalhos em conjunto, comigo consequentemente vindo a conhecer sua família algum tempo depois. No que podia identificar que ela me reconhecia de alguma forma por como falava meu nome, me chamando de Natasha. - Não lhe farei mal algum, você me conhece e sabe disso. - Buscava assim lhe convencer a se aproximar, tendo a mesma por olhar em direção ao barco por alguns instantes, onde alguns poucos desaparecidos e aurores ainda se encontravam, imaginando eu que ela pudesse ter visto alguma cena um pouco tensa do trabalho de algum deles, já que havíamos sido autorizados a usar feitiços para combater quem tentasse fugir. - Eu prometo. - Cruzava os dedos em sinal de promessa, mostrando para ela. Vindo assim a ter a mesma se aproximando aos poucos, no que com cuidado descia algumas pedras para ficar mais próxima e ajudar a mesma a sair da água. - Vamos baixinha, suas mães estão morrendo de preocupação com você. - Sentenciava com um sorriso convidativo por meus lábios, com a mesma vindo a perguntar se eu sabia onde estava sua mãe, tendo eu certa dificuldade para assimilar a pergunta ao início devido a forma como sua voz acabava soando melódica.

- Se você vier comigo, vou ti levar até ela. - Informava a loirinha, que não demorava a então começar a sair da água, vindo para junto de mim. - Você está congelando. - Constatava quando chegávamos no topo das pedras onde antes me encontrava, já longe da água, enquanto ela tossia algumas vezes a medida que podia notar as alterações de seu corpo acontecendo agora que ela saia da água. Momento em que tirava o casaco de minha farda, fazendo com que Heloise o vestisse. - Sei que você se sente mais segura na água, mas não devia ter ficado tanto tempo lá dentro, estamos no inverno e a água está gelada de mais. - Lhe repreendia de maneira leve, lhe abraçando de forma a tentar aquecer um pouco seu corpo. - Você está bem? Tem algum machucado? - Lhe questionava então, afinal algumas pessoas haviam se machucado devido a tempestade que o navio havia pego em alto-mar e a forma como ia escurecendo dificultava que eu conseguisse analisar seu corpo para ver se encontrava algum corte ou machucado aparente, mas segundo a mesma, ela apenas estava com frio, tendo passado a tremer a medida que seu corpo antes adaptado a temperatura da água gelada, agora vinha sendo atingido pelo frio. - Tudo bem, pronta para reencontrar sua mãe? - Lhe questionava após receber sua resposta, passando a estender meu braço em sua direção, ficando ao seu lado. - Segure meu braço de maneira firme. - Pedia para Heloise, esperando até ter certeza de que ela estava se segurando direitinho em meu braço, para poder aparatar dali com a mesma, a levando direto para o Saint Mungus.





Tasha Tudor Sparks



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Heloise Sinskye Sparrow
Resistência - Membro
Resistência - Membro
Heloise Sinskye Sparrow


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Corda de Coração de Dragão, Nogueira, 30cm, Quebradiça

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeSab 1 Set 2018 - 0:42

❝ de volta ao lar: a chegada❞
O que havia acontecido? Onde estava? Havia tantas perguntas a serem feitas e tantas lacunas a serem preenchidas que tudo se tornava assustador. A longa viagem feita era um borrão, borrão este onde pessoas amedrontadas enfrentando uma tempestade compunham todo o cenário. Quando encontraram terra as coisas poderiam ter mudado, mas tamanha era a confusão das pessoas que muitas mal sabiam para onde seguir. Heloise se encaixava entre essas sem rumo. Tudo era tão confuso e incerto em sua memória que após chegar na costa ela se isolou em uma pedra, esperando ter a sorte de colocar sua mente em ordem. Mas isso não aconteceu. Ou pelo menos não aconteceu totalmente já que algum tempo considerável depois uma nova confusão começou a se instalar. Pessoas vestidas de formas semelhantes começaram a surgir de um lado ao outro, causando susto e euforia. Alguns gritaram por instinto, outros correram. Os que escolheram a segunda opção, no entanto, foram presos com um aceno da varinha; os que gritaram também foram sendo pegos de toda forma. Quem eram aqueles? O que estavam querendo? Mais perguntas surgiram. Talvez se analisasse melhor a situação a menina entendesse a realidade do que se passava, mas estava amedrontada o suficiente para ceder ao instinto e pular da pedra onde estava para dentro do mar. A água gelada imediatamente tocou a pele, porém um segundo depois foi como se ela se fundisse ao líquido, tornando-se imune ao frio. Os pulmões também mudaram a forma de funcionar. Pouco acima do pescoço fendas surgiram e por entre os dedos as peles começaram a se formar, dando-a uma mobilidade ainda melhor que a ajudou rapidamente se afastar do lugar e nadar até uma margem a alguns bons metros de distância onde esperava ficar em paz. E ficou. Ficou por um bom tempo aproveitando da solidão sem saber para onde seguir. Neste tempo tamanha foi sua distração que mal ouviu a aproximação de alguém até que essa pessoa estivesse próxima o suficiente para se materializar em uma pedra pouco acima das que ficavam nas margens. Instintivamente Heloise mergulhou para se esconder, mas o abafado som de seu nome fez com que não fugisse para longe. Ela então ergueu o olhar para a superfície onde uma mulher de fios loiros que beiravam aos ombros tremulava conforme o movimento da água.

Com hesitação, percebendo que a figura não avançara, ela subiu o corpo um pouco mais, deixando que seu rosto ficasse visível para a companhia que parecia ser familiar, embora a realidade estivesse totalmente misturada ao mundo no qual acreditara com tanta intensidade viver. Quando a mulher se apresentou, fazendo perguntas que sugeriam fazer delas conhecidas, a mais nova não se viu menos confusa. Mentalmente ela estava fazendo algum esforço para distinguir as memórias certas e as implantadas, mas o pior disso era também perceber que da mesma forma em que a haviam levado para aquele lugar longínquo e inabitado, a então apresentada como Tasha poderia fazer o mesmo. Mas não... Havia algo diferente nela. Algo que passava alguma confiança e que despertava no fundo do peito uma vozinha que lhe dizia ser certo confiar em suas palavras, até mesmo naquelas que diziam que nenhum mal lhe seria feito. Mas como não pensar que a loira era exatamente igual aquelas outras de jeito e vestes tão semelhantes? Era exatamente essa desconfiança que ainda pairava na cabeça de Heloise, fazendo-a demorar um pouco para confiar nas lembranças que alfinetavam mais fortemente sua cabeça. A imagem de Emma era certamente a mais forte e, levando em consideração o impulso de querer vê-la, era tentador realmente acreditar que sua companhia era um caminho seguro para ter o conforto dos braços da mãe. — Natasha? — Perguntou com a voz meio falha, buscando concretizar melhor as memórias de alguns encontros que a assolavam. Em seguida ela ouviu a mulher voltar a falar e o olhar desviou para os dedos que a mesma sustentava em sinal de promessa. Depois de dois segundos em silêncio, ela chegou para mais perto das pedras onde a outra parecia disposta a ajudá-la caso fosse necessário. Ouvir novamente sobre sua família fez então com que Heloise sentisse uma palpitação de ansiedade no peito, algo que fez com que a voz pulasse da garganta, arranhando-a de forma baixa e enrouquecida. — Você sabe onde elas estão? — Questionou, mas talvez por seu estado emocional no momento, a auror não deu localizações concretas, embora deixasse claro que a levaria até lá. Não totalmente convencida, mas guiada pela saudade, a menor impulsionou o corpo para fora da água e escalou as pedras para se aproximar de Natasha.

A temperatura fora do mar não era tão agradável e suas roupas molhadas só faziam com que a pele gelada sentisse ainda mais o frio do momento. Era inegável que se sentisse mais à vontade onde estava antes e o fato de seu corpo estar mudando para um aparentemente normal só enfatizava os motivos pelo qual isso acontecia. Ainda era confuso na cabeça dela pensar se os traços de sua linhagem eram conhecidos pela mais velha ou se ela só estava sendo muito legal em não tecer comentários a respeito enquanto cedia seu casaco para agasalhá-la. A verdade, porém, era que Heloise sentia-se tão gelada e ocupada em tossir e bater os dentes uns nos outros que não sobrava muito tempo em sua cabeça para questionamentos daquele tipo, por isso também sentiu-se aliviada quando a mulher demonstrou conhecê-la bem o suficiente para saber como se sentia em relação ao ambiente aquático e como, mesmo naqueles casos, era mais prudente que tentasse se aquecer em terra firme. — Eu não sabia bem para onde ir... — Explicou-se ao ser abraçada, mas sua voz era tão baixa que poderia ter parecido simplesmente mais uma sequência discreta de tosse. — Eu estou bem. — Agora tentou aumentar um pouco o tom, tendo que pigarrear uma vez para conseguir algum resultado. — Não tenho machucados, mas estou com frio... Bastante. — Enfatizou a última palavra com mais um bater de queixo que pôde facilmente ter passado despercebido já que ela movera a cabeça para cima e para baixo em uma resposta positiva à pergunta de Natasha sobre reencontrar sua mãe. Não havia dúvidas quanto a isso, estava ansiosa de tantas formas que os dedos começavam a formigar – e ela tinha certeza de que isso não era pelo frio. — Quero muito ver ela, por favor. — Disse assim que o braço da auror foi estendido para si e ela o agarrou de modo automático, tendo então apertado um pouco mais quando o aviso de segurar firme foi feito. Definitivamente ela não desobedeceria uma ordem que a levaria até Emma, ainda que no fundo houvesse o risco de sua cabeça estar lhe pregando uma peça. Acenou então em um último aviso sobre estar pronta e apertou mais os dedos no braço da mais velha. No segundo seguinte tudo o que sentiu foi um puxão para fora do chão e soube, de alguma forma, que desaparatara dali.



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Alasca Kvasir Crawford
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Alasca Kvasir Crawford

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Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: 7º Ano
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeQui 6 Set 2018 - 17:49


¤ Apenas uma lembrança ¤
Post Atemporal – Alone


Quando as notícias sobre os primeiros aparecidos chegaram nos noticiários eu fiquei muito curiosa, com meu pai trabalhando no Ministério eu podia conseguir mais informações, ainda que eu não quisesse falar com ele por muito tempo, consegui descobri onde era e convencer a Killi, nossa elfa domestica a me levar ali. De longe ainda podíamos ver os aurores patrulhando, alguns feitiços foram feitos para manter os trouxas longe, segundo o que Killi estava contando. Eu queria apenas ver o Navio que eles estavam, queria saber mais de onde tinham vindo, se era um Navio como daquele colégio búlgaro. Mas Killi tinha presa, pois meu pai tinha me proibido de ir ali, e eu tentava tranquilizar a elfa, pois não iria fazer nada demais, queria apenas observar. Ela conjurou um tapete e ficamos sentadas ali por um tempo. Eu só queria ficar longe da casa nova que Samwell tinha comprado, ainda estava tentando superar todas as coisas ruins que tinham acontecido antes mesmo daquele letivo começar. No final Killi me apressou e saímos dali.

Thanks The Fox! of Ops! & Aglomerado



— the true Queen ,
Drop a heart, break a name. We're always sleeping in. And sleeping for the wrong team. We're going down, down in an earlier round. And sugar, we're going down swinging. I'll be your number one with a bullet. A loaded God complex, cock it and pull it;
Lady Crawford
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Faye Gebühr Wichbest
Sociedade Estudantil - Estudante
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Faye Gebühr Wichbest

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Bicho-papão : Enlouquecer

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Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Formado
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeSex 14 Set 2018 - 23:14

The Rising Sun
Qual era o dia? Qual era aquela transformação? A terceira, a décima ou a vigésima? Talvez a humana que dava origem aquele lobo soubesse a resposta para essas perguntas, mas o lobo não sabia, o que lhe importava é que ele estava novamente a ativa. A criatura voraz corria pelas árvores daquela floresta que deveria lhe ser conhecida, isso porque na rotina mensal daquela humana já estava fixo aquele lugar para se transformar, as terras altas tinham uma grande faixa de florestas bem longe da civilização, ela se sentia melhor sabendo que se transformaria longe de humanos. O lobo claro, não sabia disso, mas certamente não ficaria muito feliz em saber que a humana que lhe dava o corpo todas as noites de lua cheia estava a se transformar longe do seu prato preferido: a carne humana fresquinha. Era isso o que ele estava procurando enquanto corria pela floresta, o lobo era uma criatura voraz, cheia de fome e de energia, uma criatura que só tinha a sua vida uma única vez a cada mês, e mesmo que não soubesse exatamente essa data, sabia que eventualmente seu tempo iria acabar, talvez era por isso que ela corresse tanto, sempre usava o corpo quadrúpede, sentia o vento passar em seus pelos, vida, era bom ter vida finalmente. Já parou pra pensar que talvez seja por isso que os lobos uivam para a luz cheia, inclusive os lobisomens? Seria uma curiosidade interessante se fosse mesmo uma verdade, mas eu digo que este lobo aqui sempre uiva para a lua logo em seguida a transformação.

Sua corrida era veloz pela floresta, podia ser bem veloz aos humanos na verdade, porque o lobo sabia que poderia correr mais, apenas precisava de um incentivo, tipo uma de suas presas. Seu olfato sentia os odores da floresta em busca do cheiro característico da carne humana que o deixaria salivando se conseguisse a sentir, mas nada na floresta parecia remeter aquilo, eram apenas cheiros de plantas e de outras animais dos quais nem se importava, sua fome era para um tipo de carne especifica. Seus ouvidos também eram bem utilizavam, captavam o som de onde o vento soprava, das folhas das árvores se mexendo, dos animais que se movimentavam perto dele, pequenos que fugiam do possível predador, maiores que não o considerável como tal, mas nada dele ouvir as passadas humanas em uma corrida ou sequer a respiração dos mesmos. Ainda sim, aquele lobo não era desistência, a sua fome por carne humana ultrapassava qualquer coisa, até mesmo o fato de procurar sem achar, essa frustração, porque cansado não se sentir, uma noite de lua cheia não era o suficiente para cansá-lo, muito pelo contrário, lhe proporcionada a vida.

Porém como sempre, esse seu tempo de vida era limitado, de forma que acabasse por se extinguir quando os primeiros raios de sol começassem a surgir no céu e pousassem sobre o corpo do lobo. Era como uma reação catalisada por luz, assim que a mesma incidia sobre o lobo, ele começava a se contorcer, transformando-se novamente na humana ao qual lhe emprestava o corpo nas luas cheias, humana essa que então tomaria o seu rumo para voltar para a sua casa. Saiu dali.


Faye Zayas Gebühr Wichbest
Do you really think I'm out of line tonight? If you play my game, you may just make it out alive
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Isaac F. Wichbest Frostt
Resistência - Comandante
Resistência - Comandante
Isaac F. Wichbest Frostt

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Escola/Casa: Durmstrang (Escandinávia)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Rabo de Cérbero, Freixo, 31cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeQua 26 Set 2018 - 0:37

Searching forgotten points


[Ministério da Magia]

 A operação na Escócia poderia até ser considerada um sucesso, mas o comandante não sentia nenhum orgulho. Apesar de - aparentemente - todos os resgatados estarem em segurança aos cuidados do Mungus, algumas dúvidas ainda percorriam a mente não só dele, mas de outros aurores ligados ao caso também. E dúvidas não podiam se manter em um caso daquele, não com todas as outras coisas acontecendo ao mesmo tempo, como o Bertolini e o ministro morto.

Por serem casos que pareciam estar um pouco mais calmos, mas ainda asism, precisavam de uma explicação, tanto Isaac quanto Emma e Octave sabiam que abraçar tudo aquilo sozinhos não era uma decisão sábia. Logo, Isaac decidiu dar continuidade ao caso dos refugiados, ao qual tinha dado certa atenção a pouco tempo, e necessitava de mais cuidados, assim como cada um encontrado no episódio. O homem decidiu começar suas pesquisas diretamente no hospital, onde todos estavam sendo tratados até então. Poderia conter informações mais precisas diretamente com os medibruxos responsáveis, mas ainda que imaginasse não ser o suficiente, já era ao menos um começo.

[Ministério da Magia]

Uma vez nos átrios do prédio, dirigiu-se à recepção apenas para oficializar o motivo da sua visita. Explicou à recepcionista que viera em busca de informações sobre os pacientes. Procurou pelo medibruxo responsável, e quando o encontrou, foi direto como sempre fazia. - Isaac Frostt, comandante da Força Tarefa. - Apresentou-se, apertando a mão do homem - Eu estou em busca de informações que possam ajudar os aurores quanto à investigação do caso. Acredito que você seja a pessoa certa para isso. - em tom sério, o comandante esperou a resposta do homem, que prontamente aceitou auxiliar no que sabia. Isaac interrogou sobre a atual situação, e o homem não disse muito. Apenas que pelo que podia compreender das frases que muitas vezes não tinham muito sentido, era que haviam passado por uma certa lavagem cerebral, mas era comum ouvir o termo "ilha", de cada um dos pacientes. Apesar de vaga, a informação podia ter certa importância. Porém, fora tudo isso, ainda havia um ponto que intrigava não somente o comandante, mas também boa parte do esquadrão. - Atualmente, - começou, calmamente - Quantos e quais são os pacientes que vieram dessa ilha? - O medibruxo pareceu surpreso com a pergunta, mas não hesitou em procurar os laudos com os nomes de cada um ali. Isaac sabia que não eram todos os desaparecidos que haviam sido encontrados, mas além do receio de haver mais pessoas ainda presas na tal ilha, ainda haviam chances de existirem pessoas encontradas por outros. Agradeceu ao homem, mas antes de sair, ainda precisava de uma autorização. - Acredito que ainda seja necessária uma conversa mais próxima com os envolvidos no caso, e para isso, preciso que um dos meus aurores possa fazer esse trabalho. - O medibruxo consentiu, e o comandante agradeceu pela colaboração, dizendo que assim que possível, um auror voltaria ali para ter contato com eles.
[Ministério da Magia]

Uma vez novamente no Ministério, dirigiu-se à sua sala e pediu para que chamassem Natasha, a auror que esteve com ele e Emma nas investigações na Escócia. Enquanto a esperava, começou a comparar os nomes dos pacientes do Saint Mungus com a lista de desaparecidos. Ouviu batidas em sua porta, e respondeu - Pode entrar. - enquanto finalizava a linha que estava conferindo. Natasha apareceu na sala, e o homem convidou-a para sentar-se. Tão logo, passou a repassar as informações que havia coletado no Mungus, e explicou a ela as atuais necessidades. Por estar junto com ele e Emma dias atrás, Isaac julgou como a mais adequada a dar continuidade naquele caso, e pediu para que ela fosse até o Saint Mungus para tentar recolher alguma informação a mais diretamente com os pacientes. - O medibruxo com quem conversei pareceu bastante proativo, muito embora não tivesse informações muito relevantes. Talvez você possa receber mais informações de outros medibruxos. Tudo é importante. É necessário que eles compreendam isso. - Completou, e permitiu que a jovem tirasse alguma dúvida antes de liberá-la para tal missão. Quanto a ele, voltou sua atenção à planilha de nomes, agora com todos os encontrados e os ainda desaparecidos. Isaac procurou nos nomes dos que ainda não haviam sido encontrados, possíveis familiares que moravam nas proximidades da ilha em que todos apartaram. Não demorou para encontrar duas específicas. Decidiu continuar suas investigações por lá.

[Escócia - Vilarejos]

Seus pés encontraram o solo escocês mais uma vez em uma vertiginosa aparatação. Fechou a capa um pouco mais contra o corpo para impedir que os ventos gelados atingissem seu corpo. Soturno, caminhou até encontrar um vilarejo próximo. Era começo de uma das primeiras tardes de inverno. Pela fumaça das chaminés, pode constatar que haviam pessoas nas casas que ele estava procurando. Bateu na porta da primeira, e esperou ser atendido. Uma senhora de meia idade o recepcionou, e quando o viu, pareceu surpresa. Isaac não a culpava. Uma visita daquelas não parecia muito comum. - Com licença, senhora. - tentou parecer não muito invasivo - Meu nome é Isaac, sou comandante dos aurores britânicos. - A mulher pareceu se assustar ainda mais. Em uma tentativa de tranquilizá-la, tirou as mãos dos bolsos da capa mostrando estar desarmado. - Eu estou aqui em busca de informações sobre a sua filha, dada como desaparecida. - A expressão da mulher mudou de surpresa para uma tristeza eminente, como se alguém tivesse lembrado da morte de alguém próximo. "Ah, entre. Eu não poderei ser muito útil para sua investigação, uma vez que minha filha ainda se encontra desaparecida." havia um tom de acusação em sua voz que não passou despercebida aos ouvidos do auror. Ainda assim, deixou que continuasse. A mulher pareceu bastante decepcionada ao ouvir os boatos de que algumas pessoas haviam sido encontradas enquanto sua filha ainda permanecia desaparecida. Em suas palavras, era como se os aurores tivessem feito metade do trabalho apenas. - Minha senhora, eu compreendo sua indignação, mas posso lhe garantir que estamos fazendo muito mais do que o possível para que todos, sem exceção, sejam encontrados. Inclusive, minha visita aqui hoje é justamente para recolher possíveis informações, e se possível, encontrar mais pessoas para que possam ser medicadas no Saint Mungus. - a sua surpresa pareceu voltar. "Mungus? Como assim? Se todos precisam ser tratados, por que o filho dos Svenasson está com a família?" Dessa vez, foi tempo do auror se mostrar surpreso - Perdão? - A mulher confirmou, dizendo que o jovem, que aliás era um dos que estavam na lista dos nomes de Isaac estava com os pais desde que fora encontrado. Isaac não quis demonstrar que aquilo poderia ser interpretado como uma possível falha dos aurores que estavam buscando pelos jovens, ou até mesmo do nível três. Não podia arriscar a reputação do Ministério que já andava em cordas bambas, ainda que fosse para uma simples senhora. - Eu suponho que o jovem esteja em sua casa nesse momento, e vou ter uma palavra com ele. Quanto à sua filha, te asseguro, nós iremos encontrá-la. - não era uma promessa vã. Era necessário que todos fossem encontrados.

Despediu-se e seguiu para a segunda casa, onde o jovem parecia estar. Bateu ali também, e foi recebido dessa vez por um homem desconfiado, com uma mão na porta e a outra nas costas. - Boa tarde. Eu me chamo Isaac, sou comandante dos aurores britânicos. - esperou alguns segundos - o senhor me permitiria uma palavra rápida? - O homem não pareceu convencido, mas permitiu sua entrada. Não precisou procurar muito para encontrar um jovem sentado sobre o sofá, com o olhar distante, parecendo preocupado. - Esse é seu filho? - perguntou meio retoricamente, em esperar por uma resposta. Não sentou-se, permaneceu em pé, para anunciar o motivo da sua visita. - Eu estou procurando informações das pessoas que até então vinham sido dadas como desaparecidas. - o homem que atendera Isaac ainda mantinha distância, como se estivesse receando a atitude que o comandante pudesse tomar. - Vejo que seu filho foi um dos que teve a sorte de voltar. - Voltou atenção ao jovem, mas ouviu, ali ao seu lado, a voz do homem recitar algumas palavras de acusação que saíram até meio tremidas. Não voltou o olhar imediatamente, porque sua intuição dizia que havia uma varinha apontada para ele. Infelizmente, Isaac não sabia ser carismático o suficiente para transmitir calma a terceiros. Para sua sorte, a voz tremida do homem que perguntava "O que você quer com ele?" denunciava que ele estava instável. Em um movimento rápido, sacou sua varinha e antes que o homem tentasse qualquer coisa, pronunciou - Expelliarmus. - e o desarmou. Guardou sua varinha logo em seguida, e decidiu que a tentativa de carisma já não era mais necessária. - Acalme-se homem, eu não vim aqui para machucá-lo, muito menos seu filho. - Ele estava assustado, mas ainda assim, desconfiado. - Bom, vou ser direto. Seu filho não pode ficar aqui, pelo menos por enquanto. - ele até tentou protestar, mas Isaac o cortou. - Seu filho precisa de cuidados médicos. Veja os sintomas. Olhar preocupado, apreensivo, e parece que nem está nos ouvindo. - Ao dizer isso, uma outra voz surgiu no recinto. "Ele está assim desde que voltou." Isaac virou seu olhar, e encontrou uma outra senhora, agora um pouco mais velha do que a que havia conversado anteriormente, a quem julgou ser mãe do rapaz. "Sentimos que não é mais nosso filho, como se sua alma tivesse sido tirada dele." Isaac não culpava os pensamentos simples dos aldeões, era provável que nunca tivessem visto um beijo de dementador na vida, então até fazia sentido atrelar o distúrbio pelo qual seu filho passava a um roubo de alma. - Ele precisa de cuidados especialistas. Ele só está perturbado com tudo o que viveu, e muito provavelmente não conseguem mais assimilar o que é real ou não. - pelo menos, era o que parecia. - Eu prometo devolver seu filho em breve, curado. - Mais uma vez, uma nova promessa, mas Isaac não era de prometer o que não poderia cumprir. Sentia que, ao tirar um filho de um humilde casal, o mínimo que devia era uma palavra de conforto. A mulher parecia ser mais sensata que o homem, e permitiu que levasse o rapaz ao Mungus para que fosse tratado. Isaac agradeceu, e se aproximou do jovem que se assustou ao sentir o toque da mão de Isaac em seu ombro. - Ei, acalme-se. Eu sou um amigo. - mesmo assim, ele não parecia mais acreditar nessas palavras. O que quer que tenha visto ou vivido na tal ilha, parecia ser um trauma bastante presente. Isaac precisava desaparatar dali, mas com ele agitado daquela maneira, poderia ser perigoso, isso se tivesse sorte de chegar ao hospital com ele inteiro. Não havia outra maneira. Sacou a varinha novamente, e aproximou dele. Houve um movimento instintivo do homem atrás dele, mas pode ver sua esposa o impedindo. - Immobilus. - pronunciou, e o rapaz se acalmou, devido ao feitiço. Voltou seu olhar para o casal, sentindo certa pena dos dois, mas no fundo, os três sabiam que era o necessário. - Enviarei notícias. - prometeu, antes de desaparatar dali, seguindo diretamente ao Saint Mungus com o jovem. 




Isaac Fallen Wichbest frostt
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Erin Sutton Voorhorst
Professores
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Erin Sutton Voorhorst


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeTer 30 Out 2018 - 15:44

A correria no ministério da magia era algo que chamava sempre a atenção da mulher visto que não gostava de ficar parada em eu escritório tendo que resolver com papéis e arquivos burocráticos e chatos sobre sua divisão. Claro que, todo o trabalho dentro do ministério sempre tinha dois lados, o mais chato que era ficar revisando todo o material a ser arquivado depois de uma captura de um ser ou espírito, como também tinha a parte boa, que no caso se tratava da tarefa prática na qual tinha que sair e explorar o mundo em busca de alguma aventura que sua chefe a designava. Naquele dia tinha sido um pouco diferente, pois havia recebido um comunicado diretamente da Suprema Corte Bruxa direto em suas mãos um caso em que teria que ir para um castelo nas terras altas da Escócia para averiguar tudo a respeito daquele castelo onde um vampiro havia morrido após um acidente inusitado. Escócia era um país que a ministerial conhecia muito bem pois era o local onde havia nascido e crescido desde criança, então conhecia bastante sobre os costumes e as lendas que por ali o povo dizia, ou seja, conhecendo aquele lugar como conhecia sabia o que deveria ser feito e o que não deveria ser feito, isso é, em relação aos bruxos e trouxas que por lá moravam. No entanto, a situação seria mais complicado já que, logo desde quando recebeu as primeiras instruções sobre aquele caso, foi informado de que ela teria que lidar com uma coleção estranha e inusitada de Poltergeist e mal espíritos. E, ao saber sobre isso, a mulher não demorou muito para marcar uma reunião urgente com sua chefe para chegar a um bom plano.

O que foi decidido foi que Katy, sua chefe, mobilizou todo o nível quatro para que aquela tarefa viesse a ser executada. Claro que precisariam de bastante ajuda já que se tratava de um castelo e não uma casa normal. Limpar todo aquele lugar não seria uma tarefa simples em apenas fazer um gesto com magia e pronto, acabado. Muito pelo contrário. Claro que a magia seria algo fundamental para aquela limpeza, no entanto, trabalhar com aquilo rodeado de espíritos malignos e poltergeist não seria algo tão fácil, já que seria bem visível que eles não deixariam a execução do trabalho ser simples. Seguido pelos membros do departamento quatro do ministério da magia assim como um auror especializado por criaturas perigosas, Erin pegou a primeira lareira para fazer a viagem através do pó de flu. Era bem mais eficiente daquela maneira já que sabia exatamente onde havia uma outra para que não fossem descobertos ou vistos através de aparatação. […] Como era de imaginar, o castelo era imenso. — Talvez devemos dividir o trabalho. Começar pelo interior e vindo para o exterior, o que acham? — na verdade aquele plano era o mais lógico até porque do que adiantaria limpar a parte de fora primeiro sendo que, ao limpar a parte interior depois, consequentemente teriam que limpar o exterior novamente, ou seja, fazer o trabalho uma vez e bem feito do que simplesmente ter que fazer duas ou três vezes. Assim, ficou decidido que naquele mês eles limpariam toda a parte interior do castelo e consequentemente fazer a “limpeza” de toda a assombração que por ali tinha.

Acho que deveríamos nos separar. — dizia enquanto entrava dentro daquele castelo mal assombrado. Talvez não fosse uma excelente ideia fazer aquilo afinal de contas lidariam com espíritos malignos e até mesmo outros tipos de criatura que estaria escondido por ali. Mas veja bem, se tratavam de adultos já formados e educados para lidar com todos os tipos de situação, talvez a parte que sofreria mais seria a do estagiário, mas, com toda a certeza ele estaria em boas mãos ao lado de Erin. Não que ela se achasse a última bolacha do pacote, mas tinha estudado para aquilo. — Assim o trabalho seria bem mais rápido e menos cansativo, pelo menos é o que eu acho. — disse novamente dando de ombros e em seguida começou a adentrar o local. Não demorou muito para se ver desvencilhada do restante do grupo e entrando em um cômodo dividido em dois. Já que estava acompanhada de Corey, era bem mais fácil pegar aquele cômodo grande para limpar em duas pessoas do que simplesmente fazer sozinha. O local em si estava imundo, diversas madeiras do teto caída no chão, como também os pisos do local estavam quase todos soltos e até mesmo alguns quebrados. A parede estava rachada e até tinha um buraco nela, um buraco que dava para ver exatamente todo o outro cômodo da casa. Lustre caído, lareira toda suja, sem contar que os móveis da casa estava todos do avesso, ou melhor dizendo, estava todos sujos, revirados ou quebrados. Aquela situação não seria algo tão simples de se fazer, mas daria o melhor de si para terminar, pelo menos aquela tarefa naquele dia.

Oras, eles tinham o mês inteiro para lidar com aquela limpeza, já que se tratava de um castelo de muitos cômodos, ou seja, não seria um trabalho tão simples a ponto de ser feito em apenas um dia ou uma semana. Isso sem contar que teria que lidar com espíritos e o poltergeist a qualquer hora visto que não sabia exatamente por onde eles estavam. Mas pelo que conhecia daqueles seres, Erin sabia que era preciso ter bastante cautela e paciência para lidar com eles, já que não se tratavam de espíritos do bem, mas daqueles que podiam, de alguma forma fazer sua vida virar um inferno a ponto de te deixar louco ou bem doente. — Reparo. — com sua varinha em mãos, a ministerial lançou sobre um quadro que estava caído no chão todo despedaçado, fazendo então com que ele, através de magia fosse concertado e consequentemente colocado novamente na parede em que deveria estar pendurado. Contudo, a situação começou a ficar um pouco pesada para a mulher visto que começou a sentir um pequeno mal-estar parecendo que tinha um peso enorme em suas costas como também uma agonia percorria por todo o seu corpo. Sabia que o local teria espíritos malignos, por isso sabia que provavelmente aquilo tudo que estava sentindo era por conta deles. Infelizmente tivera que continuar todo seu trabalho com aquela sensação ruim pois não podia ver o fantasma caso ele não quisesse, mas ela sabia que o ser estava por ali. E por mais que chamava-o para aparecer, era tudo em vão. Só esperava que o restante da turma soubesse como lidar com esse tipo de “criatura”.

Foi então que, no meio de todo aquele trabalho, o que menos esperava aconteceu. O tal do poltergeist que vivia naquele castelo aprontando e até mesmo aterrorizando o pessoal da vizinha apareceu para atrapalhar totalmente o serviço da ministerial. Já não bastava ela ter que lidar com espíritos malignos que estavam a sua volta que, mesmo que não conseguisse vê-los sabia que estavam por perto por conta de sentir aquela energia pesada pelo local, porém nada poderia fazer pois eles estavam invisíveis para os bruxos e humanos, ou seja, ela não tinha como se defender daquela agonia que sentia por dentro. No entanto, com o poltergeist era completamente diferente, pois o mesmo apareceu na frente de Erin atirando pedaços de objetos como também destruindo algumas coisas que havia sido consertadas naquele ambiente. — Eu acabei de arrumar isso... — dizia como se aquilo fosse fazer algum efeito, porém o único efeito que teve foi o contrário. Quanto mais Erin falava, reclamava e tentava mandar para que o fantasma parasse, mais a criatura continuava. — Eu vou ser obrigada a usar magia... — Erin era do tipo que sempre lidava com os seres e espíritos de forma amigável, ou seja, recorria a magia em caso extremo até porque tudo pode ser resolvido através de uma boa conversa, isso é, se o outro lado colaborasse. — Skurge — mirou a varinha para o poltergeist que estava atrapalhando seu trabalho. Não tinha como deixar ele quebrar tudo o que havia sido consertado por isso não viu outra opção. Sendo assim, logo que executou o feitiço fez com que atordoasse o fantasma.

Parecia que a situação em vez de melhorar tinha ficado pior, até porque podia ver claramente a raiva que pairava na face do poltergeist que queria porque queria uma vingança por ter sido atacado. Erin novamente tentou argumentar pedindo para que o poltergeist parasse de gracinha e de atazanar todos que estavam ali presentes, mas, novamente, era tudo em vão já que vez ou outra ele atormentava a ministerial e em seguida ia para algum outro cômodo atormentar alguma outra pessoa. — Skurge — lançava um atrás do outro para ver se o fantasma desistia daquela ideia pois ele poderia ser persistente mas Erin também era. Seu trabalho era dar um jeito naquele castelo e faria aquilo com ou sem aqueles fantasmas e poltergeist. […] Após um bom tempo discutindo com os fantasmas presentes naquele castelo, Erin chegou a conclusão de que teria que se aprofundar mais naqueles seres pois não conseguiria se livrar deles sem uma força tarefa e um bom plano, até porque ela não tinha como capturar espíritos que não queria aparecer até porque, para começo de conversa ela nem sabia por onde eles andavam. Contudo, após uma batalha com o poltergeist e com aquela sensação de agonia e sufoco pelo seu corpo, a ministerial conseguiu terminar de arrumar o cômodo que tinha ficado responsável. Um trabalho que durou o dia todo visto que a todo momento era alguma coisa que aparecia para atrapalhá-la. — Um já foi, agora falta o resto. — e aquele foi seu primeiro dia de trabalho, sendo que ainda teria mais um mês pela frente, tudo para organizar aquele castelo e tentar dar um jeito nos fantasmas.


wow wow thing
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Lucas Stack Amundsen Eltz
Servidores do Ministério da Magia
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Lucas Stack Amundsen Eltz

Bicho-papão : O comensal que matou seus dois irmãos

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Escola/Casa: Sonserina
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Varinha: Lasca de Casco de Centauro, Aveleira, 29cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeTer 30 Out 2018 - 22:03




Ultimamente, a comissão de feitiços experimentais estava um tanto quanto movimentada demais. Era incrível como os períodos em que Hogwarts estava em atividade fazia com que o nível três aparentasse estar sob pressão, os feitiços que chegavam à Lucas e toda sua equipe, na maioria das vezes, eram mandados por professores ou diretores da instituição citada acima, o que fazia Lucas pensar em como os alunos do século atual estavam num nível avançado e cada vez mais alto, fazendo com que o Stackhouse se sentisse cada vez mais orgulhoso de todos eles. Ainda no seu apartamento, Lucas trajou-se do seu característico sobretudo, que era acompanhado de um sapato social preto, calça preta e camisa social vinho, as 09:50 da manhã, o mais velho caminhou por entre as ruas da movimentada Londres até chegar ao banheiro qual lhe levaria ao ministério da magia. Era incrível como aquele caminho rotineiro era feito todos os dias e ainda assim, Lucas olhava para trás temendo estar sendo seguido por mais um trouxa que por vezes suspeitava de um homem que entrava num banheiro e sumia do nada. Assim como os alunos do século atual de Hogwarts, os trouxas estavam cada vez mais inteligentes e espertos, o que era bastante preocupante para o ministério da magia.

Em seu departamento, no nível três do MM, Lucas encaminhou-se até sua sala e recitou um belo “Bom dia” para a secretária Dessiré, imediatamente, pegou algumas pilhas de relatórios sobre os últimos experimentos e tornou a ler, tornando a revisar se todo o processo de avaliação estava nos conformes, para que assim os documentos pudessem ser anexados à ata mensal do nível três e à biblioteca do Ministério. No exato momento em que lia os imensos pergaminhos, Lucas foi surpreendido por Dessíre, que o entregava uma carta-aviso mandada pela ministra Esmée — Obrigado, Dessiré — Falou enquanto pegava o bilhete em mãos, basicamente tratava-se de um medido da ministra, solicitando que todos os funcionários do departamento ajudassem os aurores na obliviação de  alguns trouxas nas redondezas da Escócia, localizada no Reino Unido. O Stackhouse não pensou duas vezes ao mobilizar toda a sua equipe, afinal, era mais um dos momentos mais delicados que ambos enfrentariam naquela semana, sem falar que toda a integridade da sociedade mágica estava em risco, a obliviação deveria acontecer o mais rápido possível.

Já no Reino Unido, Lucas manteve-se cauteloso por onde passava, o cenário não eram dos mais agradáveis. O ministerial tivera sido levado para a costa da Escócia, um local tomado por curiosos e trouxas que esboçavam uma enorme interrogação em suas faces em torno dos desaparecidos, ambos se perguntavam como, quando e o porquê — Bom dia, senhorita... Sim, sou da equipe de buscas —Comentava com uma senhora de idade avançada, a qual esboçava uma face de preocupação ao falar com Lucas — Qual o seu nome? — Questionava a mais velha,  que se apresentou como Adeline Bowman, mãe do desaparecido Bernardo Rowan Bowman — Senhorita... Bernardo Bowman fora encontrado a pouco mais de duas horas, pelo menos é o que diz aqui nessa lista — Comentou esboçar a lista em sua mão — Peço que me siga, por favor. A levarei ao alojamento onde Bernardo se encontra — E assim, ambos caminharam até uma casa a qual o ministério usava como base para por os trouxas já obliviado, felizmente, Bernardo encontrava-se lá — Antes de entrarmos... Obliviate! — Comentou ao sacar sua varinha e apontar na face da mais velha, que imediatamente esqueceu-se de tudo o que acontecera.

Como Bernardo também havia sido obliviado, tudo na vida daqueles dois havia seguido o curso normal. O que infelizmente aconteceu, foi que um trouxa testemunhou Lucas obliviar Adeline, o que não foi algo agradável tendo em vista que o mesmo trouxa saira gritando por todo a costa “Há um feiticeiro entre nós! Protejam-se” Foi o suficiente para que Lucas corresse atrás do trouxa, e antes mesmo dele se aproximar do primeiro grupo de trouxas, Lucas apontara sua varinha para as pernas do rapaz e proclamou — Immobilus! — O imobilizou — Você corre bem rápido, hein? — Ironizou, apontando imediatamente para o rapaz — Obliviate! — Obliviou o mesmo com vigor, que voltou ao seu estado normal totalmente inconsciente do que havia acontecido nos segundos atrás — Olá, senhor. Acontece que você estava correndo por esse caminho e acabou tropeçando e batendo a cabeça no chão, por isso sua memória deva ter sido afetada — Mentiu descaradamente, ajudando o mais velho imediatamente a levantar-se dali — Espero que fique tudo bem, um dos nossos ajudantes irá ajuda-lo a chegar em sua residência — Lucas então chamou mais dois membros de sua equipe, afim de levar o rapaz até sua casa e assim, obliviar toda a sua família. E assim sucedeu todo aquele dia, Lucas obliviou como jamais imaginara, foram tantas obliviações que o ministerial perdera a conta. Ao anoitecer, retirou-se dalí para os seus aposentos.
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Corey Kozlovsky McCready
Resistência - Auror
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Corey Kozlovsky McCready

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Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Formado
Varinha: Rabo de Manticore, Carvalho Inglês, 27cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeQua 31 Out 2018 - 17:36


Finalmente Corey sairia em missão do departamento, e cara, seria animal. Não era algo nada simples, exigia de todos do departamento, até mesmo sua própria chefe, Katy. Erin lhe acompanharia em questão, e sentiu-se aliviado em saber que, caso fizesse alguma besteira, contaria com sua ajuda. Enfim, o caso era mais interessante do que poderia aparentar. Tratava-se de um antigo vampiro, no qual era morador de um castelo nas terras altas da Escócia, que havia falecido recentemente após um acidente julgado inusitado. O monitor estranhou, mas não contestou enquanto as informações lhes eram passadas. A questão era, o castelo havia ficado desocupado, tendo um meio-vampiro até mesmo tentado entrar na justiça para provar que era herdeiro do vampiro em questão, mas nada conseguindo. Dessa forma, o cartório passaria a propriedade pelas burocracias necessárias antes de retorná-la para o mercado imobiliário, mas existia um pequeno problema no caminho do Ministério: O Castelo era mal assombrado. Sim, senhoras e senhores, mal assombrado. Se antes já estava estranho, agora havia se tornado bizarro. De acordo com alguns relatos, o local contava com uma coleção estranha e inusitada de Poltergeist e mal espíritos. Com nível 04 todo mobilizado, não demorou até que todos fossem ao tal castelo, contando inclusive com a presença de alguns aurores.

Trabalharemos na parte interna, certo? — Indagava para Erin, recebendo uma confirmação mais do que rápida. Por algum motivo ele sentiu um arrepio com essa informação, a parte externa também poderia ser assustadora, mas locais fechados... Ainda mais com espíritos, ele realmente não gostava muito dessa ideia. Sabia que em diante, provavelmente contaria com mais situações assim, afinal, queria ser um Magizoologista e isso lhe colocaria em diversos momentos, com as mais diversas capacidades. Enfim, empunhando a varinha em mãos, Corey trajava um sobretudo negro, o cachecol de sua amada casa e vestimentas boas o suficiente para lhe manter aquecido pelo resto da missão. Conforme caminhavam, pôde perceber que logo adentrariam da residência, coisa que não demorou para acontecer. A primeira impressão era mesmo horripilante, Corey analisava bem o estado do interior do castelo, bem como Erin e os aurores faziam o mesmo. Se bem que eles já cuidavam do assunto diretamente, não estavam ali para perder tempo, diferente do lufano, que parecia encantado com o cenário praticamente inacreditável. Era deplorável, certamente, mas encantador. Alguns lustres se mantinham firmes, mas pareciam correr o risco de caírem a qualquer momento. Outros já estavam plenamente ao chão, e como Erin sugeriu que se dividissem, resolveu acompanhá-la e ajudá-la no processo do restauramento dos cômodos. — Reparo. — Proferiu apontando para uma coleção de quadros, enquanto os observava retornarem a seu estado anterior - provavelmente -, assim como fazia o mesmo com algumas lamparinas e poltronas.

Ele descobrira que tinha alergia a poeira. Bom, se não tinha, ao menos era um pouco. Ou uma irritação, sei lá, mas que ele estava espirrando demais, isso ele estava. — Reparo! — Proferia mais uma vez, mordendo a boca sutilmente ao escutar uma movimentação estranha no cômodo, sentindo seu coração palpitar consequentemente. Mas que diabos? O rapaz suspirou, moveu o corpo para frente e ouviu alguns estalos causados pela construção, mas como o local era assombrado, poderia ser muito bem outra coisa. De repente, um frio insuportável lhe cercou perante onde estava, era como se o calor nem existisse mais. Em qualquer lugar dali, ou de seu corpo. Os olhos claros do menino buscavam a razão para tal sensação, e proferindo o feitiço Lumus, iluminou a razão para tal sensação. Um fantasma, extremamente feio, com uma aparência... De dar enjoo. Sua boca se mantinha sempre aberta, seus olhos estavam brancos, como se fosse a pura cegueira aplicada ali. Em geral, uma mulher, de vestido vermelho como o próprio sangue. Ela parecia tramar alguma coisa contra o monitor, tanto que teve a ousadia de lhe arremessar em direção a parede manchada por vestígios de musgo. Sentiu o peso em seu corpo, o ar era tenso e seu corpo estava dolorido. — Desgraçada... — Reclamou, com os olhos entreabertos, enquanto tentava alcançar a varinha. Infelizmente, ele não estava conseguindo esforçar-se demais, porém, a tempo, encontrou o que ela mais precisava agora. Uma criatura, um furãozinho negro. ''Eu vou te ajudar!'' a voz doce do animalzinho se formava na mente do rapaz, que sorriu cansado, mas apenas concordou. Com a varinha capturada entre os dentinhos dele, logo teve o objeto em mãos, e assim apontou-a em direção ao fantasma. Mal espírito, para falar a verdade, não era nem um pouco amigável. — Skurge! Skurge! — Proferia convicto.

Minutos depois, fora a hora de receber auxílio de um dos aurores que por ali passava. O ectoplasma do fantasma já não se encontrava ali, sua presença logo se tornaria insuportável com o cheque mate dos mais profissionais. Era apenas um estagiário. Em pé novamente, Corey retirou a poeira de sua roupa, procurando o furãozinho entre os móveis acabados. — Gostaria de vir comigo? — Perguntou sorrindo, mas a resposta viera rapidamente. Uma furão fêmea apareceu ao seu lado, e alguns filhotinhos também. Pareciam felizes ali, por tanto, não se preocupou com mais nada. — Entendi. Se cuidem, em breve voltarei para terminar o trabalho. A oferta ainda está em pé. — Avisava, acenando para todos, antes de deixar o cômodo e encontrar-se com Erin, já que havia se separado um pouco dela por pura desatenção. Enfim, após um tempo, retornaram ao Ministério, com alguns relatórios e observações em mãos para a próxima rodada.



Corey Aegon,
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LUFANO
Ex-Estagiário do MM, ex-monitor da Lufa-Lufa, aluno destaque do quarto ano, auror
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Faye Gebühr Wichbest
Sociedade Estudantil - Estudante
Sociedade Estudantil - Estudante
Faye Gebühr Wichbest

Patrono : Coywolf
Bicho-papão : Enlouquecer

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pelo de Rabo de Testrálio, Carvalho, 26cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeDom 25 Nov 2018 - 15:18

Melancholy Night
Faye poderia estar feliz, mas não estava. Não tem como sempre manter a compostura em todas as noites de lua cheia, fingir que vai tudo ficar bem no final, não tem como. E em meio a tantos meses nos quais já se transformou em sua vida, aquele era um dos que Faye apenas estava sentindo o pesar nisso ter que acontecer. As maldições são assim, elas vem mesmo que a gente não queira, nos perturbam até sugar tudo. Ao menos Faye sabia que depois das dores ela não mais sentiria nada, entraria na escuridão do desmaio, ou do sono, como preferir, o lobo assumiria e ela ficaria apenas dormindo, em paz. Quer dizer, isso somente as vezes, visto que vislumbres da noite de licantropia podem vir para a sua mente, lhe dando mais lembranças do que deveria ter. Aquele lugar que tantas vezes se transformara já poderia guardar alguns de seus rastros, quem sabe marcar de garras pelas árvores, qualquer coisa do gênero, mas não precisava de marcas para a sua memória agir e pensar em quantas vezes já havia utilizado aquele espaço para se transformar. Era uma boa extensão de floresta, assim não correria o risco de matar uma pessoa, o que ela com certeza mais temia na forma de lobo, ainda que não se controlasse. Atualmente ela estava como sempre ficava antes de começar a transformação, sentada com as costas apoiadas em uma árvore, olhando para o que conseguia vislumbrar do céu por entre as folhas das árvores, que eram, de certa forma, densas. Podiam ser o quão densas fossem, Faye sempre conseguia vislumbrar quando os raios da lua começavam a irradiar, e assim ela começava a sentir a sua pele ficando mais quente, ainda mais quente que um ser humano quando está com febre.

A sua transformação começou portanto, como sempre a parte interna era a primeira, os seus ossos começavam a estalar e quebrar, remodelando-se a um quadrúpede em vez de um bípede, assim como os seus músculos também faziam o mesmo, se remodelando para adequar-se aos ossos recém transformados. Essas primeiras transformações eram sempre doloridas e faziam o seu corpo esquentar mais do que tudo, o que também fazia com que todas as partes do corpo doessem, suassem, e que ela se remexesse sem parar para tentar aliviar um pouco a dor, que bem, não ficava menor por conta disso. Após isso, o seu rosto também tinha que se remodelar, os ossos e os músculos do mesmo também tinham que mudar, tinham que se alongar e um focinho ser criado no lugar de um nariz, suas orelhas tinham que localizar-se mais acima para parecer as de um lobo, seus dentes tinham que crescer em sua boca para se transformar em poderosos caninos que poderiam dilacerar carne vermelha com muita facilidade. Em seu corpo, os pelos cresciam e se tornavam mais abundantes, fazendo a pele branca ser coberta pelo negro dos mesmos, seus olhos eram tingidos com um tom mais amarelado, e aos poucos a sua nova forma estava estabelecida. Um lobo erguia-se no solo, ainda meio atordoado pela transformação, no entanto, livre de sua prisão. Seu pescoço erguia-se aos seus e uivava para a lua cheia, aquela que era a chave da jaula que o continha em todos os dias do mês, tirando naquele único onde o astro se colocava na noite escura.

Logo após uivar para a lua, a lobo respirava o ar da floresta, e enquanto capturava o oxigênio para a sua sobrevivência, também captava os odores presentes ao redor, procurando aquele característico que tanto gostava, o que mais lhe apetecia, o cheio do sangue humano, o que obviamente, evidenciava ainda mais a sua carne. O fato de não conseguir captar esse cheiro, somente cheiros de outros animais ou flora da floresta, deixava-o ainda mais impaciente, de forma que não demorasse muito para que começasse uma corrida, sempre procurando farejar a carne que finalmente iria saciar a sua fome. Não comia a quanto tempo? Nem se lembrava, apenas se lembrava que o gosto era bom, que seu apetite por tal carne é voraz, incontrolável, não é uma questão de querer, era de necessidade. Continuou sua corrida tentando farejar um resquício do cheiro humano, já não estando mais onde tinha se transformado, retirou-se do local.


Faye Zayas Gebühr Wichbest
Do you really think I'm out of line tonight? If you play my game, you may just make it out alive
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Corey Kozlovsky McCready
Resistência - Auror
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Corey Kozlovsky McCready

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeQua 28 Nov 2018 - 20:37


Embora ele não sentisse medo de um castelo mal-assombrado nas terras alas da Escócia, ainda era de dar calafrios, retornar ao local onde vira aquele fantasma horrendo durante a primeira parte da missão. Ele vinha tendo vários pesadelos relacionados ao momento, mas sempre acabava acordando no meio da noite com uma respiração descontrolada e os batimentos cardíacos exaltados. Além disso, Corey vinha enfrentando problemas com seu lado anicôncio, escutando sem querer a conversa atrapalhada de insetos e afins. Quando menos se esperava, durante as aulas, ele só conseguia prestar atenção em diálogos de formigas. Era deplorável. — Ouvi falar que uivos ecoaram por aqui. — Comentava diretamente para Erin, encarando de soslaio os aurores que estavam lhes acompanhando na missão. Dentre eles, o que lhe ajudara no episódio com as lontras, e só de vê-lo se perguntou se elas estavam bem. — Seria muito estranho estar empolgado? — Murmurou baixo, ajeitando o cachecol lufano que contornava seu pescoço. Vestia o mesmo sobretudo de sempre, mas desta vez ele estava limpo. Antes, completamente empoeirado. Era frio demais naqueles morros altíssimos, e embora fosse fácil e rápido cuidar de um resfriado ou até mesmo uma gripe, ainda conseguia ser bastante trabalhoso. Odiava pensar que acabaria debaixo de cobertas pelo restante do dia.

Seus olhos claros se puseram perante o terreno meramente escuro do local, cogitando a ideia de que ali, o sol reinava de maneira cálida. Talvez fossem os dias em que escolheram para a limpa, mas de qualquer forma, era bizarra a maneira como tudo parecia sempre durante a noite. Para ajudar, Corey sacou a varinha das vestimentas e manuseou com uma das mãos, enquanto a outra gesticulava em acompanhamento sutilmente. Uma mania sua. — Lumus. — A ponta da varinha de carvalho-inglês iluminou-se, deixando todo o ambiente ao redor dele mais esclarecedor. — Erin, ainda posso ser sua dupla? — Indagava encarando diretamente os olhos da ministerial, que parecia não se importar com o conjunto. Por mais que sempre acabassem em grupinhos, o lufano sempre dava um jeito de se afastar, e fora exatamente isso o que estava acontecendo. Ele se viu envolvido por vaga-lumes mágicos das florestas da escócia, um tipo raro de inseto que geralmente pertencia a biologia trouxa, mas que agora parecia ter se adaptado para não só um tipo de cor em relação à sua luz, mas várias. Isso fazia com que sua atenção toda fosse depositada nas pequeninas criaturas que recém se desenvolviam, e desta forma, acabou nem notando a movimentação estranha por detrás das árvores. Um uivo alcançou seus ouvidos. Corey teve todos os pelos do corpo eriçados, virando-se bruscamente em direção ao barulho. Segurava a varinha de modo atento, seu semblante era fechado, já que sabia exatamente o que iria enfrentar ali. — Pode vir, não tenho medo de você. — Anunciava, fitando aquele par de olhos amarelos dentro da penumbra.

O coração em disparada anunciava o quão nervoso estava. Tudo bem que possuía de fato coragem, mas ainda assim... Ele jamais havia lidado com um Lobisomem em carne e osso, nada que as aulas de DCAT não mostrassem. Os meios que lhes ensinavam, funcionavam mesmo? Dedilhou a medeira da varinha, deixando o corpo em uma posição de alerta. Fora aí que a criatura finalmente surgiu. Corey sentiu suas pupilas dilatarem, e por algum motivo, formas de defesa surgiam automaticamente, mas ele não faria nada por enquanto. O que mais lhe deixou curioso fora a maneira como aquele grandalhão lhe olhava, as cicatrizes em seu corpo deixou-lhe apreensivo, e imaginou o que teria acontecido para ganhá-las com o tempo. — Não quero te machucar. — O que estava fazendo, tentando interagir com um Lobisomem? Corey não tinha limites mesmo, mas parece que pedir para que não se confrontasse o deixou irritado. A criatura começou a avançar na direção do lufano. — Locomotor tronco! — Apontou para um imenso pedaço de madeira ao lado de seu corpo, permitindo que ele caísse em frente ao Lobisomem, fazendo com que ele parasse de lhe seguir por alguns instantes. Fora um susto para ele. Corey viu a oportunidade de correr, e assim o fez. O Kozlovsky encarava de soslaio seu oponente sobre que podia, e percebeu que seria péssimo caso ele acabasse machucando uma pessoa inocente, até porque, ninguém tinha culpa de acabar contraindo a Licantropia. Brooke lhe explicara bem isso, e por ter uma amiga com essa mesma situação, não teria coragem de machucar quem quer que fosse. 

O que ele poderia fazer sem que tivesse muito trabalho? Porque, feitiços complexos exigiam movimentos complexos, e ele não poderia fazer algo assim enquanto corria dessa maneira tão apressada... Mas, fora aí que teve a brilhante ideia de utilizar o que ele mais sabia fazer: sua inteligência com criaturas mágicas. Parou de correr, por alguns instantes, vasculhando o bolso direito em busca de sua mochila. Fora difícil tirá-la dali, mas quando teve a oportunidade, deixou-a no chão e abriu o seu zíper. Em seguida, assobiou. O tecido começou a tremer simultaneamente, indicando que a qualquer hora a sua carta mestre apareceria. Corey percebeu que não conseguiria ficar ali para esperá-la, e então, voltou a correr. Estava contando com sua ideia, de verdade, entretanto, quando percebeu a proximidade do Lobisomem, a única coisa que pensou fora se afastar. Se não poderia para trás nem para frente, seria para cima. — Ascendio! — Apontava e proferia as palavras em direção aos pés, sentindo o corpo ser arremessado para cima. Gritou em desespero, mas a sensação que predominava era adrenalina, e felizmente, seu plano tinha tudo para dar certo. Os pelos brilhosos e azuis passaram entre seus olhos de maneira ágil, o belo animal, Pixels, que agora se encontrava adulto, olhava diretamente para o anicôncio. Suspirou aliviado, agarrando-se ao azulado quando teve a chance, subindo em suas costas sem pensar. — Boa, Pixels! — Comemorou, agarrando-se em algumas de suas barbatanas, que eram extras em casos de ataques. — Accio! — Proferiu quando virou o corpo para trás e mirou na mochila abandonada, sentindo-a entre as mãos sem muita pressa. Antes mesmo que pudesse pensar em algo, seu enorme gato-aquático adentrou no escuro lago da Escócia - muito gélido por sinal.

Mantinha-se agarrado a Pixels enquanto ele perambulava pelas profundezas do lago. Segurava fortemente a varinha em um dos palmares, com medo de perdê-la naquela profundidade toda. Não conseguia enxergar absolutamente nada pela escuridão, mas sentia a presença de outras criaturas mágicas ali dentro. Felizmente, Pixels saíra de maneira ágil dali de dentro, e em pouco tempo, encontravam-se do outro lado do castelo mal-assombrado, mais ou menos nos arredores de trás do terreno. O vento era tão congelante que ele tremia em medo de alguma hipotermia, mas Erin estava ali. Perguntava ao menino o que ele fizera para acabar todo molhado, e sua resposta inicial fora uma risada. — Uma longa história, Erin. Você não acreditaria. — Sentiu medo também de lhe explicar que tipo de bicho era o azulado, mas antes de se dar conta, ele já havia desaparecido. Precisamente, adentrou novamente na mochila alheia. Respirou aliviado, mordendo a boca. Com um movimento rápido da ministerial, ela manuseou sua varinha e sugou toda a água das vestimentas do rapaz, que sentiu-se quentinho em questão de segundos. Agradeceu menos tremelico, concordando em continuarem com a limpeza por ali. Quando finalmente concluíram, todos deixaram o local, e ele só sabia sorrir com as lembranças de suas atitudes consideravelmente radicais.



Corey Aegon,
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Heloise Sinskye Sparrow
Resistência - Membro
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Heloise Sinskye Sparrow


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Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeQui 29 Nov 2018 - 22:49

❝entre lobos e lobisomens❞
A limpeza na parte interior do castelo finalmente havia sido findada e a equipe ministerial sido liberada para um final de semana de folga. Porém muita coisa ainda estava por vir e era assim que Heloise havia aproveitado o final de semana para descansar e agora estava pronta para agir outra vez. Os aurores que vinham fazendo a vigilância do local havia escutado informações sobre lobos uivando pela região, o que deixava todos em dúvida se realmente se tratavam de lobos ou então de um lobisomem. – Eu posso dar conta disso. –  Sentenciou a menina de cabelos claros enquanto a equipe tentava decidir quem iria para qual direção e lidaria com o que. Afinal ela era a responsável pela divisão de feras, então aquilo certamente se encaixava melhor em suas atividades, no que por mais que ainda tivesse algumas inseguranças desde que havia voltado da ilha em que vivia na idade média, Heloise sabia que apenas conseguiria lidar com todos aqueles receios e inseguranças, caso enfrentasse os mesmos. – É claro, que aceito sua companhia. – Afirmou prontamente quando a chefe do setor se ofereceu para se juntar a ela naquele trabalho e andança pela floresta local. E assim depois que todos se organizaram e dividiram como realizariam suas atividades naquele dia, Heloise e a Senhora D’Amici se encaminharam em direção a floresta. […] Com árvores altas, de copa densa, a floresta onde andavam era escura e as vezes até mesmo lhe dava alguns calafrios enquanto andava pela mesma, acompanhada da mulher mais velha que vinha logo em seu encalço.

Era como se depois de um tempo, em que ali havia adentrado e se aprofundado ainda mais a floresta, algo tivesse começado a lhes vigiar, por mais que nada tivessem visto até aquele momento. Porém isso não queria dizer que nada haviam ouvido e fora justamente alguns dos barulhos ouvidos que tinham deixado a menina mais nova com os pelinhos da nuca arrepiados. Os uivos escutados vez ou outras se misturavam entre uivos que ela reconhecia como sendo de um lobisomem e uivos que ela reconhecia como sendo de lobos, algo que vinha lhe deixando bastante confusa. – Seria possível que estejamos lidando com algum lobisomem selvagem ou algo do tipo? – Heloise sussurrou após um novo uivo, se mantendo alerta para qual direção o mesmo estava vindo, enquanto aos poucos se sentia como se estivesse sendo cercada, afinal já haviam escutado sons de diferentes direções e era justamente isso que vinha lhe deixando ainda mais confusa. – Tenho certeza de que o uivo que se assemelha ao de um lobisomem está vindo desta direção. – Sussurrou outra vez, para a mais velha, optando por manter um tom baixo de voz, mesmo que este saísse levemente mais melodioso do que o normal, por não querer chamar a atenção das criaturas que vinham lhes cercando. – Lumus! – O feitiço fez assim com que uma luz clara surgisse da ponta de sua varinha, quando após mais alguns metros, ela se sentia cega diante ao quão tendo as árvores tão próximas uma da outra e tão densas, haviam limitado toda e qualquer raio de sol que por ali pudesse adentrar e iluminar o caminho que seguiam. Porém a luz também lhe revelou algo mais, um movimento logo a frente, de algo que parecia estar incomodado com seu brilho, algo que provavelmente estava tão acostumado com a escuridão, que tinha a visão incomodada até mesmo pela mais leve iluminação proveniente de sua varinha.

Katy havia lhe cutucado e chamado a atenção para aquilo, mesmo que não fosse necessário por seus olhos já terem seguido para lá diante ao barulho de galhos se partindo. Rosnados começaram a surgir pouco depois, com ambas as mulheres tendo ficado imóveis no mesmo lugar, apenas esperando por alguns instantes, enquanto vigiavam a região onde se encontravam, procurando por mais sinais de para onde a criatura que haviam vislumbrado havia seguido. Até que algo saltasse na direção de ambas, sendo possível apenas que Heloise tivesse tempo de empurrar a mais velha para o lado, enquanto saltava para o outro, bem a tempo de escaparem do lobo que pousava no chão bem no lugar onde antes se encontravam. – Immobilus! – O encantamento foi lançado prontamente contra a criatura, mesmo que por ter caído de mal jeito no chão repleto de folhas e galhos, ela sentisse uma leve dor por seu braço. Com a criatura passando a ficar imóvel, mesmo que rosnados escapassem por sua boca aperta. Se tratava de um lobo de pelagem cinzenta escura e médio porte, certamente não sendo um lobisomem. – Eu estou bem e você?… Impedimenta! – A menina assim conjurou uma barreira em forma de cúpula em volta dela mesma, da criatura imobilizada e da outra mulher, garantindo assim certa proteção para ambas, quando enquanto se levantava passou a ouvir o som de mais patas mais pesadas batendo contra o chão, recebendo uma pequena ajuda da mais velha com aquilo. O grande problema ali era que não podiam simplesmente espantar aquelas criaturas para longe, afinal isso podia fazer com que atacassem moradores de algum vilarejo próximo, assim como que o Espantamuns podia fazer com que o lobisomem também fosse espantado para longe. Teríamos de nos proteger e ficar de olho até que a criatura aparecesse. Coisas essas que a Senhora D’Amici sentenciava e Heloise apenas acenada positivamente com a cabeça, por saber que a mulher estava certa. Os lobos não podiam ser espantados da região, sem que antes o lobisomem fosse capturado.

Foi assim que outros dois lobos vieram a atacar, um deles vindo a atingir a barreira conjurada pela Sparrow e o outro sendo atingido por um feitiço da mais velha, com ambos lhes atacando quase em conjunto, fazendo assim D’Amici e Sparroe recuarem para mais perto uma da outra. Até que mais três lobos surgissem, ou melhor falando, um homem quase sem roupas e feições lupinas, que lhe deixava bastante sem jeito e mais dois lobos, um de cada lado do mesmo. – Enjaulius! – A menina assim conjurou em direção ao homem que caia ao chão como uma criatura e se demonstrava prestes a lhes atacar, porém se tratando mais de um homem, do que de uma criatura propriamente dita, o feitiço não funcionava como devia. – Petrificus Totalus! – Foi o feitiço que veio em seguida a sua mente, enquanto Katy lidava com os lobos, sendo o homem prontamente atingido pelo feitiço quando estava prestes a lhes atacar, em meio a um salto, caindo ao chão petrificado, logo a seus pés, a fazendo cair para trás em um breve susto com o possível ataque. – Essa foi por pouco. – Suspirou aliviada, se levantando do chão com as costas rentes a uma das árvores. – É apenas um corte bobo, não se preocupe. – Afirmou quando a mais velha pontou para uma mancha de sangue por suas vestes, com Heloise só então notando o corte em seu braço, com a outra lançando ali ao menos um feitiço para estancar o sangramento. – Obrigada!… Certamente um lobisomem que se rendeu a maldição. – Falou ao analisar de maneira breve o homem com feições animalescas, ainda estando alerta para a possível presença de mais lobos pela região.

Acho que o melhor é levarmos ele para o mungus e voltarmos amanhã para checar a área, quem sabe capturar alguns dos lobos e os levar para áreas onde tragam menos problemas. – A mais nova constatou quando a outra, parecendo levemente lhe testar perguntou o que ela achava que era melhor fazerem naquele momento. Foi assim que antes que os lobos imobilizados voltassem a ter seus movimentos, elas lançaram alguns feitiços para afastar qualquer outra criatura ainda pudesse estar por perto, assim como a chefe do departamento enviou um patrono para os demais membros do departamento avisando da captura que haviam realizado e como iriam levar o homem para o Saint Mungus. Vindo a aparatar direto dali para o hospital bruxo, onde o mesmo podeira ser tratado e passar por uma fase de recuperação, assim como o ferimento em seu braço poderia ser devidamente tratado antes que sua mãe ficasse sabendo sobre o mesmo de alguma forma. Aparato dali com Katy e o lobisomem capturado.



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Katy Keller D'Amici
Ex-ministerial
Ex-ministerial
Katy Keller D'Amici

Patrono : Ovelha
Bicho-papão : Morte da Família

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Teixo, 30 cm, Elástica, Pena de Hipogrifo.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeSex 30 Nov 2018 - 1:13


Terras Altas da Escócia

Trabalhar no nível quatro era realmente algo interessante e sem rotina nenhuma, o que era perfeito para mim, pois não gostava nenhum um pouco de rotinas. Apesar dos dias não serem repetitivos, os últimos tempos estavam girando em torno dos mesmos assuntos, como por exemplo as criaturas que estavam soltas por aí por conta dos depósitos de Bertolini. Fiquei realmente surpresa, e até feliz para variar um pouco, quando o caso do castelo mal assombrado chegou ao ministério, esse acaso acabou rendendo muito trabalho, e dividimos em duas partes. A primeira que era “limpar” o interior de castelo que acabou levando quase uma semana inteira, devido ao tamanho do local e também à quantidade de mal espíritos e poltergeists presentes por ali. Sem falar no trabalho de revisar várias vezes os mesmos cômodos, pois assim que terminávamos de limpar um, alguma assombração podia correr para outro que já estava limpo. Enfim, apesar de todo o trabalhão, eu animada, sempre gostei do meu emprego (só me questionava sobre quando tinha que lidar com uma centenas de gnomos).

Mais uma vez, todo o departamento voltava ao castelo para dessa vez limpar a parte externa, e poderíamos encontrar um pouco de tudo, espíritos e criaturas, que segundo os aurores que tomaram conta do local, ouviram histórias de viajantes que passavam e ouviam uivos vindo da região. Então sim, poderíamos topar com um lobisomem a qualquer momento, mas poderiam ser apenas lobos também, só que devido ao histórico do local, eu duvidava que fosse algo simples como uma matilha. Antes de começarmos com toda a ação, estávamos reunidos organizando e nos dividindo em grupos para saber quem ficaria com tal parte ou tal problema. Heloise, que era responsável pela divisão de feras, disse que poderia cuidar da parte dos uivos. – Posso ajuda-la nessa parte senhorita Sparrow? Ofereci minha ajuda à moça que aceitou minha companhia, e depois de terminarmos toda a organização, caminhamos em direção à floresta.

Não precisou de muito tempo andando pela floresta para perceber um clima estranho, não me sentia confortável e estava extremamente alerta, sem falar nos uivos que escutávamos de vez em quando, que eram uma mistura de uivos de um lobisomem com os de lobos mesmo. – É possível sim ser um lobisomem selvagem ou algo do tipo, desde que ouvi sobre esses uivos minha intuição disse que não se tratava de simples lobos. Respondi a garota ao meu lado me estendendo um pouco mais do que o normal, em situações assim eu costumava ser mais objetiva. A mesmo logo depois me informou a direção de onde vinham os uivos, e concordei com ela, eram exatamente da direção que ela apontava e foi para onde seguimos. Como o local era realmente escuro e impossível de se enxergar algo, tivemos que utilizar o feitiço Lumus para continuarmos avançando, não gostava disso, pois não queria espantar o que estávamos procurando, mas não havia outro jeito, tínhamos que ver por onde estávamos indo e também ver o possível lobisomem selvagem.

As luzes da varinha acabaram alcançando alguma coisa que se movimentou rapidamente fugindo da luz, cutuquei levemente Heloise para a mesma ver a movimentação que veio a seguir, com direito a barulho de galhos sendo quebrados e rosnados, é estávamos bem perto. Paramos de andar e de nos mexer por um momento, apenas observando tudo ao nosso redor, até que um lobo saltou em nossa direção e eu acabei sendo empurrada pela garota que nos defendeu imobilizando o lobo. Eu não estava tão enferrujada assim. Com o empurrão acabei caindo não chão, mas não me machuquei, rapidamente me levantei e voltei para o lado de Heloise. – Você está bem? Perguntei preocupada alternando meu olhar entre ela e o lobo cinzento. A mesma respondeu que estava bem e eu apenas sacudi a cabeça positivamente pois pudemos escutar mais barulhos de patas pesadas batendo no chão, logo mais deles chegariam ali. – Temos que dar um jeito nisso, não podemos simplesmente espantar os lobos ou o lobisomem, pois eles podem ir para o vilarejo e acabar atacando os moradores, por isso o feitiço Espantamuns não é uma opção. Explicava em tom baixo para a garota, que provavelmente já sabia disso, mas era apenas um começo para bolarmos um plano.

Em poucos segundos os lobos começaram a chegar, um deles foi barrado pela barreira que Heloise havia feito. – Immobilus! Acabei conseguindo parar o segundo. Mais dois lobos surgiram e junto com eles com homem com feições lupinas que Heloíse conseguiu lidar com ele antes que ele a atacasse e enquanto isso, consegui imobilizar os outros dois lobos. Acabei lançando o feitiço das cordas em todos os lobos, que iriam ter trabalho para se livrar delas depois que acordassem. Com toda a situação controlada, fui verificar a garota e percebi que a mesma estava machucada. – Precisamos cuidar disso. Falei apontando para a mancha de sangue em sua roupa, mas mesmo ela me informando que “era apenas um corte”, não me deixou menos preocupada. Aproximei-me e primeiro estanquei o corte com Estanque Sangria e logo em seguida limpei com Tergeo. – Asclépio! Finalizei cicatrizando, mas eu não era medibruxa, então mais tarde eu insistiria para ela verificar de verdade com um médico. – Pois é, temos um lobisomem selvagem. Acabei falando depois de seu comentários sobre o homem que encontramos.

- O que devemos fazer agora? Perguntei apenas testando um pouco a garota, ela era nova, tinha muito a aprender, mas era extremamente esperta e respondeu corretamente o que deveríamos fazer. – Muito bem, vou mandar um patrono avisando os outros que capturamos o lobisomem e estamos levando para St. Mungus.  E foi o que fizemos, partimos do local com o lobisomem, antes que os lobos conseguissem voltar a se mexer e voltaríamos no dia seguinte para realocar os animais em uma região que não causassem tantos problemas.
Aparato dali com a Heloise e o lobisomem capturado.


by nay


Katy Blanche Keller D'Amici
mãe da athenodora, da scarlett e do luca
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Erin Sutton Voorhorst
Professores
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Erin Sutton Voorhorst


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Mahoutokoro (Japão)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Cerda de Fada Mordente, Romeira, 29cm, Flexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeSex 30 Nov 2018 - 16:19

Após aquela semana muito complicada e agitada que havia se passado devido a limpeza no interior do castelo abandonado localizado nas terras altas da Escócia, Erin finalmente teria um tempo para descansar, nem que fosse, pelo menos, um ou dois dias já que voltaria ao trabalho logo cedo no começo da semana, porém, dessa vez seu trabalho seria focado mais na parte externa do castelo uma vez que todo o trabalho na parte interior foi feita em uma enorme força-tarefa entre ministeriais e até mesmo aurores. No entanto, sabia que a diferença entre as duas partes era bem grandes, uma vez que na parte interna ela sabia do conhecimento do que encontrar na questão de seres e criaturas, afinal foi avisado com antecedência que havia um meio vampiro morando na casa como também um poltergeist e para melhorar um pouco mais a situação, espíritos malignos estavam a solta para prejudicar os humanos, enquanto que, na parte exterior o perigo seria maior devido a boatos de que havia diversas criaturas escondidas na floresta como também relatos de pessoas que ouviam uivos vindo daquela região. Para Erin, aquele relato poderia resultar em apenas duas coisas, ou se tratava de um lobisomem que morava pela floresta ou seria uma matilha que vivia naquela floresta que compunha a propriedade. Ou seja, Erin passaria a sua folga toda no final de semana estudando para saber o que fazer caso encontrasse com tais animais, afinal de contas não poderia machucá-los pois era algo que ia contra sua própria natureza, mesmo se tratando de lobos ou de um lobisomem, sem contar que também haveria outras criaturas.

Não demorou muito para que o final de semana se passasse e com ele todo o descanso da ministerial junto com seus estudos. Estava pronta e bastante preparada para voltar ao trabalho e encarar qualquer tipo de criatura que poderia vir a encontrar. Sem demora, se juntou com o restante do pessoal que também foi chamado para aquela força tarefa e então foram para o castelo abandonado. Como da primeira semana, Erin resolveu palpitar e falar para que cada um ocupasse um lugar para fazer a limpeza, pois o local era imenso já que se tratava da parte exterior do castelo. Por sorte, a jovem ministerial ficou responsável – naquele primeiro dia de trabalho – por um pequeno jardim, bem estilo um jardim para se passar uma tarde bastante agradável e tomar um belo de um chá da tarde. Afinal de contas o local consistia em mesas e cadeiras de ferro que estavam quebrados e seus pedaços espalhados pelo local, sem contar que também tinha um pequeno jardim que estava deplorável com bastante plantas e flores mortas tudo por conta do mal cuidado, além também de uma pequena fonte quebrada que ficava ao centro do jardim no qual, em vez de jogar água estava toda coberta de lama e nem seus jatos estavam mais funcionando. — Meu irmão iria adora esse lugar. — comentou alto lembrando do irmão pois por ser um professor de herbologia sabia que ele adoraria fazer o replantio de diversas plantas, mas por hora ficaria apenas em limpar o local que estava amontoado de terra pois a grama que deveria conter por ali tinha se esvaído com o tempo sobrando apenas terra e sujeira.

Reparo — retirou a varinha de dentro de suas vestes e apontou para a cadeira de madeira que estava toda quebrada no chão perto de onde estava, em seguida lançou a magia fazendo com que os destroços daquela cadeira começasse a se juntar pelo ar e se encaixando como um quebra-cabeça. Era incrível como um simples feitiço poderia mudar muita coisa, não é? — Limpeza — novamente apontou sua varinha para a cadeira que agora estava completamente intacta e proferiu o feitiço para que aquela cadeira que estava toda suja e, em seguida, a cadeira começou a ganhar um brilho pois estava sendo limpada pelo feitiço lançado. Era um móvel que tinha aspecto antigo o que realmente trazia um bom agrado para aquele local. Não demorou muito para que começasse a arrumar todos os objetos quebrados que haviam por ali. Porém, começou a ouvir um uivo vindo de muito perto e mesmo que procurasse para onde o som estava vindo, não conseguia ver nada. — Estamos de dia, então não pode ser um lobisomem como estavam dizendo. — comentou para si mesma afinal de contas estava sozinha naquele ambiente. Mesmo ouvindo aquele barulho e tomando todo o cuidado que podia, a jovem ministerial continuou o trabalho, agora ela focava em uma das fontes que havia no centro do jardim, uma escultura e tanto que acabou se perdendo e se destruindo conforme o tempo. Erin, no entanto, se mantinha empolgada para o trabalho, mesmo depois de tudo o que havia passado na semana anterior. Contudo, o uivo começava a se tornar mais presente assim como mais próximo, o que começava a assustar.

Tudo o que pode ver foi o lobo pulando em sua direção. Não teve tempo de pensar em nada muito menos em gritar. — Petrificus Totalus — foi tudo o que conseguiu fazer com a varinha apontada em direção ao lobo e em seguida se jogando no chão para escapar da fera. Pelo que ela pode ver, logo que se levantou e viu p animal petrificado ao seu lado, era que o lobo parecia estar com muita fome no qual parecia que fazia dias que não comia nada, talvez tenha sido por isso que o animal atacou-a. Mas talvez tinha escapado daquele perigo contra o lobo porém sentiu seu corpo pesado, uma angústia dentro de seu peito que fez com que ela caísse no chão, pode ver há alguns metros que havia um espírito presente, um espírito que parecia estar ali há anos e que tinha sido sucumbido pelas trevas. O espírito andava lentamente em direção da ministerial que parecia presa no chão, não tinha forças para se levantar e muito menos para agir contra. — Está tudo bem, só estamos aqui para fazer uma limpeza na propriedade. Mas se precisar de ajuda, estou à disposição. — por mais que estivesse naquela situação, Erin falava calmamente pois querendo ou não aquele era seu trabalho, lidar com seres daquele tipo. Tudo o que teve em resposta foram gritos que machucavam seus ouvidos, pelo visto o espírito maligno não que saber de nada com nada, apenas espantar todas aquelas pessoas da propriedade. Foi quando, de repente, sentiu seu corpo ser “seu” novamente e o fantasma tinha desaparecido. Olhou ao redor e pode encontrar um auror que estava fazendo uma pequena fiscalização pelo local para ver se todos estavam bem.

Você chegou a tempo, obrigada. — Por mais que o homem tinha salvado Erin, a própria não sabia onde enfiar a cara já que estava no chão com uma cara de espanto, tanto é que somente conseguiu falar aquelas palavras e em seguida se levantou para continuar seu trabalho. O auror perguntava se ela estava bem se precisava de algo, mas Erin apenas balançava a cabeça positivamente ou negativamente enquanto realizava seu trabalho em arrumar aquele local, o que não demorou muito agora que estava fora de perigo. […] O restante da semana foi até que tranquilo já que o auror ficou ao lado de Erin para ajudá-la é assim, quando terminaram todo o trabalho a única coisa que faltava era avisar a corte sobre os acontecimentos que tinham acontecido naquele local, assim como a retirada de algumas criaturas daquele ambiente e recolocadas em outros mais propícios para eles viverem tranquilos. Erin tentou o máximo lidar com os espíritos presentes, mas não sabia se tinha conseguida dar um jeito na situação ou se eles continuariam ali para assombrar o local, provavelmente não uma vez que agora o castelo estava arrumado e poderia ter moradores novamente. Por fim, no último dia a ministerial agradeceu ao auror que ficou ao seu lado naquela semana assim como a todos os envolvidos para que aquela limpeza no local acontecesse, claro que ela não era nenhuma chefe do departamento é muito menos responsável por aquela força tarefa, mas simplesmente se sentiu na vontade de agradecer. Com isso, a jovem ministerial desaparatou do local retornando para onde passou p final de semana estudando para recolher suas coisas e ir embora para sua casa.


wow wow thing
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Faye Gebühr Wichbest
Sociedade Estudantil - Estudante
Sociedade Estudantil - Estudante
Faye Gebühr Wichbest

Patrono : Coywolf
Bicho-papão : Enlouquecer

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pelo de Rabo de Testrálio, Carvalho, 26cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeSab 15 Dez 2018 - 14:37

Hunting Day
Sua corrida era ritmada e nem cansava o lobo, seu olfato estava a todo o tempo respirando o captando os cheiros do ambiente, sentia outros animais de médio e pequeno portes, sentia o cheiro de muitas plantas, que juntas, tornavam-se o clássico cheiro de uma floresta densa. No entanto, nenhum desses cheiros eram os que de fato interessavam o animal, mas sim um único ao qual perseguia sem descanso: o cheiro de um humano, isso porque a sua carne era a mais apetitosa de todas. Já havia muitas noites que lhe foram frustradas, e talvez essa pudesse ser mais uma dessas noites, mas eis que algo aconteceu: o cheiro tão requerido entrou pelas suas narinas, e logo a sua boca começou a salivar só de pensar no quão seria bom saciar a sua fome. Sua corrida foi aumentada, as patas cravavam o chão de maneira mais enfática enquanto o lobo corria na direção do cheiro que não estava muito distante. Em alguns minutos de pelos ao vento, ali estava o lobo escondido num arbusto observando a sua presa perto do que parecia ser um abrigo daquela espécie, e como os lobisomens são diferentes dos lobos comuns, bem mais vorazes, não esperou muito tempo escondido naquela planta alta e tão pouco foi ardiloso, preparando algum tipo de estratégia de caça, ele apenas pulou dos arbustos com os dentes afiados a mostra e um rosnado deveras intimidante, seguindo numa corrida ainda mais acelerada para pegar a sua presa, que obviamente começou a correr.

A corrida durou somente poucos minutos, mas ela não terminou com o lobo conseguindo pular em sua presa e a dilacerar, aquele ser humano era duro na queda e subiu habilmente em uma árvore, indo cada vez mais e mais alto até fixar-se em um galho lá em cima. O lobo olhou com seus olhos amarelados cheios de fúria para a sua presa que agora estava fora de seu alcance, não era um primata para subir em árvores, tão pouco um felino que também tinha essa habilidade, era um cão, e cães não tem toda essa habilidade. Ainda sim, o lobo tentou por algumas vezes subir na árvore, pulando no caule da mesma e tentando se agarrar com as suas garras, mas a sua fisionomia não era feita para isso, ele não podia dar grandes saltos e tão pouco conseguia se segurar na árvore por muito tempo. Bom, uma coisa era certa no mundo animal: também há como se vencer por exaustão. Sendo assim, o lobo olhou mais uma vez para a sua presa em cima da árvore, soltou um rosnado e depois deu algumas voltas no solo, amaciando o mesmo, em seguida deitando-se sobre as quatro patas, mas não ousaria deitar a cabeça sobre o solo, isso porque o que estava fazendo ela não era descansar, mas sim deixar algumas coisas claras, a primeira era que a presa da árvore era sua, a segunda era que não sairia dali até aquele humano descer, ele alguma hora iria ter que buscar sua sobrevivência, todos os animais faziam, e quando ele fizesse, esse seria o seu fim.

Porém o lobo não contava com uma coisa: que aquela pessoa ia ficar ali até a luz do sol invadir a floresta. Geralmente o lobo corria dessa luz, mas não queria livrar-se de sua presa, então quando a luz começou a invadir a grama alta da floresta, o lobo tentou desesperadamente mais uma vez subir na árvore, e outras vezes até que seu corpo não aguentou mais, começou a queimar e a retroceder aquela dolorida transformação. Pouparei-o dos detalhes dessa vez. O que importa de verdade é que depois de algumas horas, visto que a humana daquele lobo sempre desmaiava após sua transformação de volta, ela acordou numa estranha situação, era normal acordar num lugar aleatório, mas não era nada normal acordar e verificar que nos galhos acima havia uma outra pessoa imóvel. Faye não se atreveria a chamar pela pessoa, não estava em boas condições de fazer isso, sem falar que também ela era um fato estranho, uma pessoa na floresta após uma transformação é considerada uma louca, se é que você consegue me entender. Deve estar dormindo. Faye não sabia o que tinha acontecido, mas aparentemente a pessoa da árvore também se entregou a exaustão. Bom, a lua cheia já havia passado, agora tinha lidar com a pós, mas não ali, logo iniciou uma caminhada. Faye saiu do local.    


Faye Zayas Gebühr Wichbest
Do you really think I'm out of line tonight? If you play my game, you may just make it out alive
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Morgan T. Fallen Wichbest
Jogador do Time da Corvinal
Jogador do Time da Corvinal
Morgan T. Fallen Wichbest

Bicho-papão : Sangue

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: 5º Ano
Varinha: Escama de Cauda de Sereiano, Azevinho, 26cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeSex 21 Dez 2018 - 0:53



Seis horas e vinte oito minutos, sexta feira.

O quarto pouco iluminado, com as paredes pintadas de branco e vermelho escarlate, uma pilha de livros jogada em um canto embaixo de um relógio de madeira feito à mão, algumas peças de roupas espalhadas pelo chão e uma cama de ferro preto – sob ela, debaixo de uma coberta grande e quente, Morgan dormia tranquilamente. Havia poucos dias que a menina havia voltado para casa, e já havia transformado seu quarto em sua caverna novamente, tudo estava no lugar que ela gostava. Por isso mesmo, estava conseguindo dormir profundamente, caso contrário ainda estaria s revirando na cama. Três batidas fortes na porta foram o suficiente para ela despertar zangada, a menina gemeu palavras incoerentes e virou para o lado e cobriu o rosto com a coberta – Morgan! Você tem dez minutos para se arrumar e descer para a cozinha. - a voz mesmo abafada era autoritária. As vezes seu pai consegui ser deverás irritante, lhe atrapalhar justo em sonho tão gostoso - bem, ela já não lembrará muito bem como era o seu sonho, mas os sonhos sempre são coisas boas, não é? Caso contrário, seriam pesadelos. Com o rosto inchado e os cabelos desgrenhados a menina se sentou lentamente na ponta da cama, resmungou pelo chão tão gelado que passava até mesmo pelos fios grossos da lã de sua meia.

Se espreguiçou tal como sua pequena gata branca ao seu lado, que por um milagre havia dormido ao seu lado naquela noite. Mesmo o quarto só sendo iluminado por uma pequena frecha de luz que saia da janela, a menina pode ver a hora no relógio, respirou fundo não acreditando que havia sido acordada em tom tão ameaçador àquela hora da manhã. Amarrou o cabelo em coque alto e bagunçado, logo já estava totalmente arrumada - não era uma pessoa que gostava de acordar cedo, na verdade, duvidava se realmente existiam pessoas assim. Abriu a porta e deu de cara com seu pai, Johnathan  Alexander Threenhorn  era tão pontual quanto o relógio prateado de bolso que segurava, o homem abriu um grande sorriso de aprovação, mas a menina o fuzila-lo somente com os olhos azuis e zangados – Olivia está te esperando com pão fresco. - o homem disse, enquanto a menina descia as escadas batendo os pés.  

A menina havia esquecido totalmente que hoje era o dia da viagem de carro para Angach Woods que seu pai havia falado, ele havia arranjado uma nova namorada e queria que Morgan se comunicasse bem com a pobre coitada - não a entenda mas, seu pai nunca ficava muito tempo com a mesma namorava e a menina previa que com essa não seria diferente. Abriu um largo e falso sorriso ao entrar na cozinha e tomou o café da manhã, se questionando o porquê de seu pai aceitar ir para um lugar praticar Moutain bike, ele não era ao homem mais esportivo que conhecerá.

Com as bicicletas no suporte na traseira do carro , uma música brega tocando na rádio local, a menina se via no banco de trás carro, olhando atentamente para as pequenas gotas de chuva se desenhavam no vidro da janela  da frente– até tentaria fazer o pai mudar de ideia e voltar para casa, mas eles estavam na Escócia e ali chovia mesmo com poucas nuvens no céu. A menina emburrou de fazer bico e cruzar os braços, sem querer conversar com ninguém - Se alegre, eu tenho certeza que a gente vai se divertir muito hoje! - a mulher no banco da frente lhe falou com um leve sorriso esperançoso, Morgan retribui com um sorriso de canto e voltou a olhar para a estrada. Ao contrário da maioria, ela gostava de ficar no meio do banco, era espaçoso, dava para ver todas pessoas do carro e principalmente, ela tinha um melhor alcance para trocar a estação de rádio. Principalmente quando o mesmo está sintonizado a estação que só tocava Creed, Morgan rapidamente trocou a estação pois não aguentava a repetição de “With arms wide open”, aquilo era meloso demais – preferia a estação de notícias do que algo mais melancólico que a própria viagem.

Oito horas e quarenta minutos, ainda na sexta feira.

"A Ford sempre preocupada com sua segurança e tranquilidade, convoca os donos do modelo Ka 2019 para um recall de concerto e trocas de peças. Foi encontrado problemas de insuficiência de contenção no cinto de segurança do banco traseiro, o que pode acarretar em colisão frontal grave, resultar lesões físicas graves aos ocupantes do veículo. A operação dura cerca de trinta minutos e não será cobrado, o serviço pode ser realizado em qualquer agencia ou oficina protocolada. De todo modo, agradecemos a sua compreensão." *

O carro estava totalmente amassado, o que havia sobrado das duas portas do lado esquerdo estavam espalhas pelo asfalto e mais estranho de tudo, era ao rádio funcionar com uma notícia tão desafortunadamente atrasada. Alguns diriam que era culpa da chuva, ou de seu pai, o motorista do ônibus que não freio ou até mesmo do cervo que parou no meio da estrada – mesmo esses sendo animais noturnos – para Morgan, não havia culpados.  Nem por um minuto imaginaria que aquilo iria acontecer, mesmo Morgan sendo o tipo de pessoa que só de passar perto de um riacho pensa na possibilidade de se afogar, mas a possibilidade de que seu pai ter que bruscamente acionar o freio para não atropelar o veado que passava no meio da rodovia e do carro derrapando pelas duas vias e ser massacrado por um ônibus que tinha como destino Inverness, a rodovia era movimentada, principalmente porque a AS9 a que ligava Culloden a Cawdor. Tudo aquilo havia sido um grande acidente e nada mais, o próprio conceito de acidente era: acontecimento inesperado. Sendo assim, não há culpados.

E naquele momento para a menina só lhe importava a dor que sentia por todo seu corpo, sentia seu estomago pulsar igual seu coração. É estranho como só se consegue sentir os órgãos quando ele está ferido, caso contrário ele passa despercebido – quando digo sentir meu leitor, realmente digo sentir cada centímetro, cada célula e cada veia de sangue rudemente ferida. Morgan estava estirada a quatro metros de distância do carro, além das feridas no abdômen, seu rosto estava cortado e cheio de estilhaços do vidro da janela – o seu cinto não havia funcionado e ela havia sido jogada para frente, passando o capo do carro. Uma vez ela havia subido em uma grande macieira na casa de seus avós e não consegui descer, até que escorregou e se quebrou os dois tornozelos - até aquele momento, aquela havia sido sua maior dor. Agora, no chão com seu sangue pintando de vermelho o lugar que a água da chuva o levava, nunca havia sentido algo tão mórbido e de tamanha agonia.  

Ela não conseguia ouvir nada, sua visão ficava cada vez mais turva e esbranquiçada, a pouca força que tinha estava concentrada em respirar. Aos poucos seus olhos foi perdendo o brilho, até que finalmente suas pupilas cansadas se fecharam ao ver de longe a reluzente luz da ambulância vindo lentamente de longe. Um homem e uma mulher se aproxima, ambos socorristas – Péssimo dia para começar novato...- a mulher disse claramente triste para o homem ao seu lado, eles ajeitaram a menina lhe colocando um colar cervical e todo o processo de primeiros socorros – Acho que ela está em como, não há muitas respostas...- o homem estava indeciso sobre, já haviam colocado Morgan na ambulância e estavam checando sua pontuação na escala de Glasgow, no mesmo instante o coração da Wichbest começou a parar lentamente – Fique com a gente! - foi pedido por um dos socorristas, antes de ligarem o desfibrilador em cento e cinquenta. A ambulância partiu até se perder de vista no horizonte, levando Morgan embora do local.

OFF:
 


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Nicholas Slytherin Larsen
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Nicholas Slytherin Larsen

Patrono : Jiboia
Bicho-papão : Alessa Larsen (Mãe)

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Escama de Kappa, Bordo, 26cm, Flexível

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeSex 4 Jan 2019 - 17:50



freedom is for all after all


Nicholas desaparatou no final da tarde daquele sábado de sol fraco e nuvens no céu, vindo do Beco Diagonal. Ele carregava consigo um aquário de vidro que estava coberto por um pequeno pedaço de tecido. Nich andou um pouco no gramado verde com a brisa morna bagunçando seus cabelos. Ele usava a sua habilidade de ofidioglota para conversar com a serpente que havia dentro do aquário. “Então, gostou da vista? Tem um lago maravilhoso aqui perto e vários pequenos animais... bem, para você caçar, certo?” A cobra respondeu com um aceno de cabeça. Ela parecia feliz, e ao mesmo tempo maravilhada com a vista do lugar.           


Nich não sabia muito bem o motivo de estar dando tanta atenção para aquela serpente, ele só se sentia conectado a ela, não só por ser portador de ofidioglossia, mas por ter visto ela presa, assustada dentro de uma loja escura e lotada. Ele parou no meio do campo, próximo à umas rochas com musgo. “Bem, chegamos.” Larsen tirou a tampa do aquário e com a sua varinha disse em voz alta “Wingardium Leviosa”. Ele usou o feitiço para tirar a cobra de dentro do aquário e deposita-la no chão. No começo a cobra apenas ficou parada no lugar que Nicholas tinha a colocado. Sua língua entrando e saindo de sua boca ferozmente. Ela estava conhecendo o lugar. Depois de um tempo, ergueu sua cabeça na direção do homem e sibilou sons que apenas ele conseguia ouvir. “Ah, de nada. Não precisa agradecer mesmo. Eu te vi presa lá na loja e me deu muita agonia. Não sou tão malvado assim não é? Acho que é o amor, agradeça a Emanuel Stackhouse pelo meu coração mole, ok?”     


Depois que os dois terminaram de conversar a serpente se locomoveu pela grama. Nich a obervava em todo percurso até a mesma desaparecer em um arbusto baixo. “Bem, então é isso.” Disse ele com as mãos nos bolsos da calça jeans. O loiro observava a belíssima paisagem da Escócia. Ele não estivera muitas vezes ali, apenas uma ou duas. Era um lugar maravilhoso. “Preciso vir aqui com o Manu.” Disse ele para si mesmo enquanto dava uma pequena caminhada pelo gramado e sorria um sorriso tranquilo com o olhar vago no horizonte. Ele andou mais alguns minutos e deu uma última olhada no lugar, agora um pouco longe, que tinha deixado a sua amiga cobra. O homem então apararou para a casa de seu namorado que o aguardava pacientemente.  




Nicholas Slytherin Larsen
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Faye Gebühr Wichbest
Sociedade Estudantil - Estudante
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Faye Gebühr Wichbest

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Bicho-papão : Enlouquecer

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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2019 - 3:05

Once In A Million
O cheiro... Estava sentindo aquele cheiro, o cheiro do suor humano, da carne humana... Do sangue também, aquela pessoa deveria estar ferida. Era a sua presa, iria pegar ela com suas garras, morder-lhe o pescoço e a matar, por fim, devoraria a sua carne e finalmente saciaria a sua fome. Queria muito, vivia para isso, o lobisomem amava a carne humana. Continuava a sua corrida, o lobisomem não se cansava, seu período de vida era somente naquela noite e ele acordava poucas vezes, não tinha espaço para sentir-se cansado, iria perseguir a noite inteira se fosse necessário, mas iria conseguir. No entanto, algo inusitado aconteceu na sua caçada, em meio a tudo aquilo aparecera outra criatura como ela, outro lobo, e não era um lobo comum, podia sentir isso, era um lobo que também possuía aquele voraz apetite por carne humana. Os dois lobos se olharam e por um momento esqueceram até mesmo da caça, sim, dois lobos daqueles eram muito difíceis de se encontrarem, isso tinha acontecido porque estavam perseguindo a mesma presa, acabaram se encontrando no caminho. Encontrar outro lobisomem era ainda mais difícil do que encontrar uma presa, era mais raro do que o número de dias que um lobo acordava de sua pele humana, era uma vez em um milhão. Os dois lobos pareciam saber disso, e por isso não se afastavam um do outro, sequer brigavam, apenas ficavam se observando até finalmente o outro lobo dar passos a frente.

Começaram então a se cheirar. O lobo fêmea, que provinha de Faye obviamente, sentiu os odores presentes no outro animal e exalou os seus próprios feromonios, ainda que fizesse isso de maneira inconsciente, era o organismo quem comandava tais coisas. Alguns minutos os dois lobos ficaram conhecendo um ao outro e convivendo, a loba sabia que outra oportunidade de procriar a sua espécie seria de uma percentagem muito baixa, era extintivo o seu desejo por querer acasalar com aquele macho e ter suas proles, mais uma necessidade do que uma querencia. Sendo assim, a loba colocou em sua posição e esperou para ver se o macho continuaria com o ato. Logo não demorou muito para que o acasalamento entre lobisomem acontece, durou alguns minutos e quando acabou, o outro lobisomem ficou ali por alguns poucos minutos até retirar-se do local. Será que iria muito longe? Pouco importava, só precisava dele para garantir a procriação, não precisava de um parceiro. Estava cansada, nesse caso, deixou-se deitar, mas seu olfato estava bem acordado para captar qualquer cheiro que indicasse carne humana, pelo visto todo aquele ato tinha a feito perder a sua presa, ela já estava a muito tempo longe.

Demorou menos de uma hora para que nos céus surgissem os raios providos do sol, que iniciaram a transformação do lobo para humano novamente. As dores eram sempre grandes o suficiente para que Faye desmaiasse, ela até aguentaria, mas o cansaço de passar uma noite inteira em movimento na pele de lobo sempre a fazia ficar mais fraca para aguentar as dores. Quando acordasse, daria um jeito de voltar para a casa como sempre fazia, uma rotina ao qual já tinha se acostumado. Retirou-se dali.    


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeSex 15 Mar 2019 - 14:22

Denial
Ela tentou. Faye realmente tentou ao máximo, mas no fundo, ela sabia que não seria possível aquela mútua convivência. Quisera ela ser uma lobisomem que consegue abraçar o seu lado lobo, mas desde que a sua memória ficou bugada, esquecendo de uma única pessoa, ela não se sentia mais em paz com aquela sua outra forma. De algo forma, ela sabia que tudo tinha sido culpa daquela lobisomem, de certa forma sabia, mesmo que não fosse uma forma clara e mesmo que tudo pudesse ser apenas coisa de sua cabeça. Faye se lembrava mesmo assim dos pesadelos que tinha, as vezes ela estava devorando o corpo morto de uma criança, sentindo o gosto bom da carne em seus lábios, as vezes sonhava com uma velha lhe proferindo uma maldição, as palavras da maldição eram sempre avulsas e difíceis de fazerem um sentido no total, mas ainda sim, ela se lembrava de ter ouvido sobre esquecimento. Sua mente estava tão enevoada de perguntas sem nenhuma resposta, e isso a deixava cada dia mais irritada, especialmente próximo a chegada da lua cheia, e este era o último dia antes dela aparecer nos céus. Na verdade, esse era o último fim de dia, porque sim, já estavam no final do mesmo. Faye atualmente estava socando uma árvore, não se importando muito com as dores que poderia sentir nos seus dedos que cravavam a árvore com raiva. Quem sente as dores da licantropia pouco se importa com cortes nos dedos. Ela socava, socava e socava de novo. Não era culpa da árvore, Faye amava árvores, mas naquele momento ela só estava frustrada e confusa, e precisava descontar a raiva em alguma coisa, qualquer coisa. Certamente depois iria curar a planta de alguma forma, porque Faye é assim, as plantas são tão iguais aos animais que são tão iguais aos seres humanos.

Faye só parou de socar a árvore quando começou a sentir aquelas dores cortantes que faziam o seu corpo inteiro ficar quente, como se uma febre furiosa a atacasse. O calor fazia todos os seus músculos doerem, e logo os seus ossos também começaram a aparecer nas dores, pois estavam se deformando, alguns se alongando e outros diminuindo para ficarem do tamanho dos ossos de um lobo. Sua coluna vertebral também doía bastante, ela se deformava para que o corpo de Faye passasse de bípede para quadrúpede. Os músculos não ficavam para trás e também faziam as suas mudanças, ao mesmo tempo em que os ossos faziam as suas próprias, o que deixava as dores ainda piores. Porque tinha que ser assim? Porque tinha que ser licantropa? Faye se perguntava mesmo com as dores. Logo sua cabeça começou a mudar e seus dentes onívoros deram lugar a caninos poderosos de carnívoros, enquanto o seu nariz ia se alongando para virar um focinho e os olhos tomavam um tom amarelado. As orelhas ao lado da cabeça se deslocavam para cima, os pelos de seus poros cresciam por todo o seu corpo, fazendo a pele clara das lugar a uma pelagem completamente negra. Após muitas dores, finalmente Faye perdia a consciência de suas ações e se entregava a mercê do transe, o lobisomem recém posto a vida novamente curvava o seu pescoço ao céu e soltava um uivo característico de todas as noites. O uivo que anunciava a sua vinda, um uivo que dizia que estava de novo pelas florestas, um uivo que agradecia a lua cheia por mais um momento de vida sob os seus raios de luz brancos.

No entanto, aquela momento onde o lobisomem nascia não durava tanto assim, após alguns segundos depois de seu uivo algo já começava a tomar conta da criatura, aquela sua sede por carne humana, a vontade que movia todas as suas ações em cada uma das luas cheias. Suas passadas começavam numa caminhada, enquanto o seu olfato fazia questão de captar todos os cheiros do ar, muitas plantas e outros animais podia sentir, mas nada da carne humana, o que era um tanto frustrante, mas a sua fome era maior e ele não desistiria, sabendo que ainda tinha lugares para procurar. Sua audição também estava bastante apurada, suas orelhas pontudas se moviam quando captavam alguns som diferente, mas nada que lhe interessasse correr atrás. E por falar em correr, já estava correndo agora, correndo para encontrar um cheiro que fosse característico do suor humano, ou até mesmo da própria carne, só que usualmente era mais fácil captar pelo suor mesmo, ou sangue, sangue sim era a melhor forma das melhores. O lobisomem passaria assim toda a noite, porque neste dia não iria encontrar nenhum humano, quando o sol fosse se erguer nos céus e ele virasse novamente uma humana, ela sairia dali o mais rápido que podia. Faye retirou-se do local.    


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeSex 22 Mar 2019 - 14:33


Family, lights and snow
I say "love don't mean nothing unless there's something worth fighting for" It's a beautiful war
Os Wichbest passavam a maior parte do ano na cidade, pois meu pai gostava de permanecer no centro dos acontecimentos políticos. No final do ano porém, ele vestia seu manto highlander, abraçava suas crenças e subia as montanhas. A família possuía um chalé em Glencoe, cuja pequena população era majoritariamente bruxa, e ele era nosso destino no Natal. Tia Mary me mandara um coruja um mês antes para confirmar a minha presença. Éramos um núcleo familiar muito pequeno (três pessoas), logo, qualquer ausência era sentida. Eu demorei cinco dias para tomar coragem de responder, mas o fiz, dizendo que estaria com eles para as festividades. Natal,afinal, era sobre família.

Ao contrário do indicado, tomei um trem de Londres para a Escócia e só aparatei na última parte do caminho. Gostava das viagens de trem, elas me lembravam da escola e da minha mãe, fascinada por ferrovias. O ar era mais puro em Glencoe e mais frio também. A propriedade de meu pai ficava em uma encosta, protegida o suficiente das chuvas mais severas, e era uma herança de família muito antiga. A pedra na entrada da casa marcava a passagem do Clã Donald, os Senhores das Ilhas, de quem levávamos o sangue mas não o nome. Não foi preciso bater na porta para que tia Mary viesse correndo ao meu encontro. Ela usava o verde e azul dos Donald, como sempre costumava fazer quando vinha pro Chalé. Soltei minha bagagem e corri pro seu abraço. - Oh, querida, que saudades! Fez boa viagem? Te esperávamos mais cedo! .

- Eu também estava morrendo de saudades! Eu vim de trem até a cidade. Perdão por não ter avisado. - Falei, quase sendo sufocada por seu cabelo loiro. Tia Mary garantiu que não havia problemas e que os preparativos estavam quase finalizados. Antes que eu pudesse reagir, ela pegou minha mochila e começou a me guiar pra dentro. O lugar não mudara nada. - Ele já está aqui? - Perguntei antes de cruzar a porta. Era claro que eu falava de meu pai. - Ele precisou ir a cidade. Não quis mandar uma coruja. Mas volta logo. - Informou Mary.

Não havia empregados na casa. Mary dispensava todos para que pudessem passar as festas em família. Então, logo que cheguei, fui para a cozinha temperar os cortes de pato e cordeiro que seriam levados ao forno mais tarde. Mary me falou das flores novas que mandara plantar, das reformas na casa em Edimburgo e de como ela conseguira um grande desconto em uma loja em Hogsmeade. Era muito fácil estar ali com ela, era como estar de volta à adolescência. Quando a cozinha já estava organizada e todos os pratos encaminhados, fomos para a sala de jantar.

- Pensei em montar a árvore aqui. Ia usar magia mas pensei que você quisesse me ajudar. Sabe, como os trouxas fazem. - Disse Mary, com um sorriso largo de orelha a orelha. Às vezes, eu esquecia de como a minha partida a afetava. Quando deixei meu pai, acabei a deixando também. - Ótima ideia, tia Mary. Vou abrir as caixas de enfeites. - Ofereci, me adiantando. Algumas caixas eram mais pesadas do que pareciam.

A árvore que Mary escolhera por pouco não chegava ao teto. Foi preciso uma escada para que conseguíssemos passar as luzes e correntes coloridas ao redor dela, e um pouco de levitação para que a estrela fosse posta no lugar. A cor predominante era o vermelho, mas havia muito espaço para o dourado e para enfeites personalizados da Corvinal. Papai adorava exaltar nossa casa em Hogwarts. O corvo de Rowena estava junto com as estrelas, bolinhas, flocos de neve e até mesmo nos guardanapos que usaríamos no jantar.

Com a ajuda de Mary, espalhei neve falsa pelos batentes da janela, e pequenas lanternas em forma de renas pela entrada da casa. Papai acharia infantil, mas eu não ligava. Havia grandes flocos de neve para serem pendurados no teto, mas não foi possível realizar a tarefa sem magia. Com um aceno, Mary fez com que os objetos iluminados flutuassem a uma altura segura de nossas cabeças. Pendurei nossas meias na lareira, mesmo que nenhum presente fosse ser colocado ali, e fiquei encarregada de escolher a louça do jantar. Algumas horas depois, a sala de jantar antiga mal podia ser reconhecida. Havia luzes em todos os lugares, brilho, flores vermelhas e neve falsa. - Perfeito, querida. Magnífico. - Disse Tia Mary, juntando as mãos com entusiamos. Sorri diante do trabalho concluído e a abracei pelos ombros. - Senti sua falta, Mary. Muito. - Declarei. Estar em casa aquecia o coração.


Solo de Lyara Wichbest. Qualquer interação será desconsiderada.


Lyara
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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitimeSex 22 Mar 2019 - 15:12


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O cheiro de assado encheu toda a casa. Papai havia subido para se trocar enquanto Mary e eu colocávamos a mesa. Não foi preciso muito tempo, já que apenas três pessoas iriam jantar. Não me lembrava da última vez em que as coisas tinham sido tão fáceis e tão certas. Haviam batatas gratinadas, três tipos de molho, pato e cordeiro assados, aspargos salteados, torta de abóbora e biscoitos de mel que eram a especialidade de Mary. Ela também havia preparado licor, comprado vinho e suco de pitanga, que era o meu favorito. Colocamos velhas por toda a sala de jantar e subimos para nos arrumar também.

Não tinha separado nada glamouroso, apenas confortável. Me enfiei em uma calça de tecido e um moletom verde muito quente. As temperaturas em Glencoe caiam ainda mais. Quando cheguei na sala, meu pai já ocupava a cabeceira da mesa, com minha tia à sua esquerda. Ele parecia mais saudável do que em nosso último encontro. Estava mais corado e ostentava um olhar muito calmo. Ele sorriu discretamente e se levantou para me cumprimentar. Eu herdara seus olhos, mas não suas madeixas escuras. Me apertei em seu abraço sem dizer nada. Não queria correr o risco de estragar o momento.

Papai também pareceu querer a mesma coisa. - Querida, é bom tê-la aqui. Como estão as coisas em Londres? - Perguntou ele. - Vão bem, papai. É bom estar com vocês. - Garanti, tomando meu lugar a mesa. Mary nos serviu, e começamos nossa refeição em silêncio. Felizmente, o desconforto não durou muito. Mary queria saber da faculdade e eu contei o mais importante, papai ouviu em silêncio, sem demonstrar o incomodo habitual.

- Minha professora me indicou para um trabalho aqui na Éscocia, sobre a guerra da independência trouxa. Eu começo em breve. - Informei, muito animada. - Isso é maravilhoso! Poder falar da luta do Clã Donald contra a dominação inglesa. Não acha, Greoff? - Perguntou ela, voltando-se para meu pai, que fez algo surpreendente: concordou. - Claro. Se precisar de algumas anotações da família, Lya. - Ofereceu, me deixando sem palavras. Concordei com um sorriso e com um aceno da cabeça.

A noite foi confortável, calma e alegre. A comida estava ótima e nós estávamos em perfeita sintonia. Quando terminamos, tiramos a mesa e seguimos para perto da árvore, onde Mary havia colocado três grandes poltronas antigas. Os presentes estavam dispostos cuidadosamente debaixo da árvore, e não esperaríamos até o dia seguinte para trocá-los. Mary foi a primeira, muito ansiosa e contente. O seu primeiro embrulho era pequeno e direcionado a mim. Quando abri, fui surpreendida por um par de Espelhos de Dois sentidos. Mary tinha os olhos cheios de lágrimas e eu a agarrei em um abraço. - Assim vou te ver mais - Disse ela, me colocando a beira das lágrimas também.

Papai ganhou um relógio de Mary, e se adiantou para entregar os próprios presentes. Mary e eu ganhamos jóias, colares muito refinados com a inicial da família, o brasão no fundo porém era o do Clã Donald, uma águia pousada sobre um navio de três mastros. Agradeci e fiquei de pé para entregar meus presentes. Comecei por Mary, lhe entregando uma capa de viagem nova, preta com bordados dourados. Ela havia se apaixonado por ela em Londres, mas ficou sem coragem de entrar na loja trouxa para comprá-la. Perto do seu presente, o meu não parecia tão sentimental, mas ela não pareceu se importar. O presente do papai era um pouco menor, mas mais pesado: um xadrez bruxo novo. Depois de trocarmos os presentes, Mary colocou mais lenha na lareira e nos sentamos para conversar. Papai falou de negócios, Mary o repreendeu, e eu soltei uma risada gostosa. Tanto tempo sozinha tinha me feito esquecer dos aspectos positivos de se estar em família. Estar com eles ali, sem brigas ou críticas, era um verdadeiro milagre de Natal.


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MensagemAssunto: Re: Terras Altas da Escócia   Terras Altas da Escócia - Página 5 I_icon_minitime

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