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 Castelo Eilean Donan

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
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MensagemAssunto: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013, 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Castelo Eilean Donan

Loch Duich, Escócia


Castelo Eilean Donan - Página 2 2-Castelo+Eilean+Donan+%E2%80%93+Esc%C3%B3cia

O Castelo de Eilean Donan foi construído em uma pequena ilha em Loch Duich, a oeste das Terras Altas escocesas, conectada à margem próxima por uma ponte e situa-se a meia milha da vila de Dornie. A ilha de Eilean Donan foi nomeada em homenagem a Donan de Eigg, um mártir celta da Alta Idade Média.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos



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Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


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- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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AutorMensagem
John B. Smooken
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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeDom 14 Dez 2014, 23:13

Ao ver um feitiço, aponto para um bloco de pedra, caido ao lado do homem.

-Locomotor Bloco!

O ponho na frente do feitiço e ele logo se parte. Por ser grande e uma coluna, parecida, o objeto cai em cima do auror, e o soterra. Caia pelas costas, sem possibilidade de ser arremessado contra mim. Miro contra o peito dele.

-Spiculums Ardens!
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Tristan Bennett Murray
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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeDom 14 Dez 2014, 23:15

Ao levantar a minha cabeça, vejo as pedras e então miro para as mesmas.

- Ferreous!

As mando para o além e então miro diante de mim antes que as flechas me atingissem.

"Conjurius Army"

Crio uma parede grande, o suficiente para me esconder, e resistente que recebe todas as flechas.


tristan alexander bennett murray  
"Are you lost? Can't find yourself, you're north of heaven, maybe somewhere west of hell"
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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeDom 14 Dez 2014, 23:16

Ao ver uma parede, o homem ao tinha mais como me ver, logo, nao saberia de onde vem o ataque. Aponto para o muro ali.

-Impdimenta!

Ele é arremessado contra o auror, e mesmo que ele se defenda, a barreira faria com que tudo voltasse ns fuças dele, repelindo. Corro, ficando nas costas do auror e digo:

-Petrificus Totalus!
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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeDom 14 Dez 2014, 23:18

Aponto para as grades da rota de fuga e conjuro.

- Carpe Retractum!

Em seguida ao ver o colega vindo por trás, me viro e aponto diante de mim.

- Reflectus Petrify!


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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeDom 14 Dez 2014, 23:19

O castelo estava sendo até que útil, o menino não parava de correr para la. Sendo assim Mirei para o castelo, acima da onde o menino estava.

"Ignotus Gaubracianus"

o fogo apareceu lá e fez com que a estrutura toda desmoronasse sobre o garoto, ou ao menos a torre que estava ali. Por fim, fiz as chamas irem de encontro com a varinha do menino e queimar tudo. APonto para suas costas.

-Impedimenta!

Faço uma barreira muito rente a ele, que certeza que quando mexesse um músculo para se mover seria arremessado de cara contra o chao e perderia a varinha
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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeDom 14 Dez 2014, 23:22

Antes mesmo que o fogo dele chegasse perto do castelo, queridinho castelo, mirei a certa distancia de mim.

"Ignotus Glaciare!"

Conjurei uma chama forte o suficiente para bloquear o seu ataque, fazendo com que tudo se cancelasse e em seguida me protegesse contra seu ataque, mais uma vez cancelando tudo. Com cuidado, viro a cabeça o mínimo possível, e vejo o seu ataque. Então, como a minha varinha já estava pra baixo, na direção do meu sapato, conjuro:

- Portus!

OFF: Casa da Mams


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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeDom 14 Dez 2014, 23:24

Se pa tudo caiu no manolo ali. Miro para cima.

-Finite Incantatem!

Cancelo a barreira de aparatação e desaparato do local, saindo do mesmo.
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Steven Von Richmond
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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeQui 30 Abr 2015, 19:43

O homem se materializou inesperadamente, poucos metros de distância do Castelo de Eilean Donan, nas Terras Altas da Escócia. Por um momento Steven ficou imóvel, reconhecendo o local e atentando-se para verificar se havia alguém ali. Sua varinha se mantinha erguida a altura dos ombros. – Não há outro lugar, senão esse. – Concluiu o ex-inspetor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. O céu começara a enegrecer, não havia muito tempo, Steven precisava agir. O caminho que levava a ruína era acompanhado por uma ponte de pedra, que ligava a pequena ilha. Steven caminhou depressa pela extensa ponte. Sua mochila pendia para o lado com a veracidade de seu andar. Em silêncio, o homem andou pela ruina e sem delongas adentrou o castelo. Meses atrás havia visitado aquelas áreas, no entanto o Castelo de Eilean era uma novidade. -  Lumus – Proferiu. Subiu as escadas em caracol, até a torre mais alta. O anoitecer já pairava sobre a Escócia. Ao chegar na área externa do castelo, jogou a mochila no chão e fitou os céus. Seus olhos aparentavam estar hipnotizados com o anoitecer, ambos seguiam os rastos de uma possível luminosidade branca.

Steven despiu de suas roupas de viajante, jogando-as em um canto. Estava pronto. Enfrentaria mais uma de suas noites tortuosas de lua cheia. – Vamos. Acabe logo com isso. – Disse, abrindo os braços. E lá estava ela, a lua cheia. Contemplo-a com muito esmero, o que vinha depois era só consequência da maldição. Sentiu uma grande pontada no abdômen, seus nervos começaram a tremer desesperadamente. A pupilas de seus olhos delataram, assumindo forma amarelada. – AHHHHHHHHHHHHHHH!! – Tombou seu corpo para o lado, apoiando-se nas paredes rochosas. Uma dor percorreu do seu cérebro desenvolvendo sua amplitude no decorrer da coluna vertebral. Consequentemente sua pele começou a queimar feito brasa, juntamente da dor na quebra de ossos, que iam tomando forma. A pele alva desaparecia dado lugar à pelagem acinzentada que encobria sua estrutura física por completo. No lugar de unhas, garras extremamente afiadas sobressaltavam de suas mãos.

Grandes presas tomavam espaço a um focinho de lobo, a fera começava a tomar forma. A transformação durou mais alguns tortuosos minutos. Steven havia perdido seus últimos resquícios de lucidez. – AUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU – Uivou o lobisomem, ao erguer seu focinho e encarar a lua como uma velha amiga. Usufruiu de seu olfato e audição para identificar o local. Estava com fome, não havia dúvidas de que a fera iria procurar seu alimento. Colocou-se a quatro patas e disparou em uma corrida incansável por comida. Saiu Dali.  


STEVEN BRYAN WILLIAMS VON RICHMOND
Ex-Inspetor e Chefe dos Funcionários da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts 2012.1 - 2014.2
Ex-Membro da Ordem da Fênix 2012.1 - 2012.2
Ex-Matador de Dragão Negro 2012.2
Ex- Servidor Responsável pelo Escritório do Uso Indevido de Magia 2017.2 - 2019.1
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Heyna Salvatore Czarevich
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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeDom 19 Jul 2015, 22:29

*Aparato ali, e dou uma volta, depois saio dali caminhando.*



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irmã de nikolaus - súcubo - czarevich family - irmã gêmea de dante
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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeSex 19 Fev 2016, 19:50

. Adentro o local portando a minha varinha em minhas mãos, o dono daquele castelo o senhor rabugento filha de uma quenga leiteira do bar da Sônia me devia alguns trocados da última discussão nossa que eu havia ganho, quando o pai aqui não ganha né. Adentrei pelo salão principal da parada e pensei que é hoje que vou comer o rabo desse infeliz, mirei para o teto do local e disse .
" Ignotus Glaciare "
. O meu fogo azul se expandiu por todo o teto, não tocando o mesmo, mas apenas fazendo uma superfície com 5cm de diferença antes de tocar o mesmo, ou seja NADA ESTAVA PEGANDO FOGO, com a varinha fiz movimentos para que o fogo aumentasse de tamanho e cobrisse todas as paredes do local, todas estavam sobre o efeito desse meu fogo do capiroto, impedindo que qualquer cabra tentasse entrar no local por alguma entrada ou fizesse alguma entrada, caso isso rolasse iria queimar pelo fogo quase que instantaneamente. Miro para uma parede e digo .
- Fosforepelio
. Uma barreira de ectoplasma foi criada de maneira similar a de fogo que está no loca, faço que o ectoplasma cubra as quatro paredes do local de uma maneira ficando paralela à barreira do ignotus, recobri a mesma no teto, porém deixando apenas uma falha circular em cima de onde eu estava, pelo fato de segurança para que não escorra essa coisa em mim; Depois de todo esse procedimento retiro um charuto e começo a fumar esperando que o fdp do dono do castelo aparecesse .


Legenda de duelo:
. Ações Abigos .
- Feitiços Verbais Abigos
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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeSex 19 Fev 2016, 19:54

. Após ver que o fdp não entrou ainda no recinto, desejo pregar uma peça contra o mesmo que pudesse entrar no local; Mirei para a minha frente e disse .
- Dilma Roussef, eu te invoco
. A porra ia ficar séria demais, então resolvi deixar essa maldição imperdoável para outra hora e com a varinha mirada para a minha frente ainda fiz com os lábios .
" Conjurius Army "
. Conjurei duas estátuas de dragões, cada uma apresentando 3m de altura, não chegando nem perto do teto onde se queimaria nas paredes e tal, cuidar dos meus bebês né Castelo Eilean Donan - Página 2 29356 e logo após miro para eles .
- Draconifors
. Os dois dragões ganharam vida e logo após vou até os mesmos e faço um carinho no fucinho dos dois, os dois eram dragões negros e soltavam rajadas fortes de fogo, eles estavam sobre o efeito de meus feitiços e a função deles era matar qualquer pessoa que se arriscasse a entrar no local; Deixei os dois prontos para atacar qualquer quenga que entrasse no local e sento na poltrona esperando o ataque de meu adversário, ou adversária que pretendia ser o quengudo do dono do castelo, mas podia ser um auror por aí, vai entender .


Legenda de duelo:
. Ações Abigos .
- Feitiços Verbais Abigos
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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeSex 19 Fev 2016, 20:02

OFF: CORDÉLIA ARREGONA


Legenda de duelo:
. Ações Abigos .
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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeSex 19 Fev 2016, 20:04

. Miro para a barreira de ectoplasma .
- Skurge
. O fosforopélio e o ectoplasma sumiram aos poucos e Depois mira pra barreira de ignotus .
"Ignotus Gaubracianus"
. Os fogos se encontraram e foram anulados.


Legenda de duelo:
. Ações Abigos .
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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeSex 19 Fev 2016, 20:08

. Saio de lá com meus dois dragões, projetos de Tiamite.


Legenda de duelo:
. Ações Abigos .
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Maryska S. Sparrow
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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeSeg 20 Mar 2017, 10:32

Há alguns anos venho atormentado os atuais donos do Castelo de Eilean Donan para me permitir estudar o local. Na verdade eu sou meio obsessiva quando a historia da Escócia e infelizmente deixei isso bem claro ao líder do clã do MacRae, provavelmente me passando por uma pedinte infantil. Venho atormentando o velho desde quando completei dezesseis anos quando consegui minha especialização em História Escocesa e finalmente consegui colocar meus pezinhos em Eilean Donan. Tenho uma pequena mala de rodinhas em mãos e a arrasto ao passar pelos enormes portões.

A decoração é rustica, obviamente medieval. Toda a estrutura é feita em pedra com suportes em madeira para dar sustentação. A emoção de estar num lugar onde um dia grandes personalidades históricas viveram despeja uma grande dose de adrenalina em minhas veias. Vejo a inscrição gravada em pedra “Whilst there is a MacRae inside, there will never be a Fraser outside” e praticamente solto um gritinho de animação. Quando termino o meu momento groupie me permito ser guiada sem mais alarde para a biblioteca para analisar os documentos que remontam a construção de Eilean Donan para validar evidencias recentemente encontradas que cimentam os vínculos entre os Clãs MacRae e Mackenzie.

Na reforma realizada no ano anterior foi encontrada uma entrada para um minúsculo cômodo num dos quartos principais ele estava abarrotado de documentos e obras de arte. Minhas frequentes solicitações e crescente especialização me deu acesso a este acervo e farei jus a honra que é ter esses documentos em mãos fazendo um bom trabalho de catalogação analise, confirmação de data de emissão e veracidade das informações contidas. Tudo isso antes de mexer com as pinturas.

Com tudo retirado do local cuido para que o transporte para a University of Glasgow, onde terei acesso aos equipamentos necessários e uma das mais ricas bibliotecas do Reino Unido.

Saio do local.



Maryska Salvatore Sparrow;
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Caitlin Ziegler Sturdza
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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeSeg 16 Abr 2018, 05:12

O temporal tinha começado arrasador, fazendo com que a chuva que batia em meu rosto parecia pequenas navalhas tentando me cortar. Era apenas uma sensação, mas não deixava de incomodar (e doer). Era tinha vindo precedido por um frio gigantesco que fazia por toda Escócia, e por mais que em partes era bom que a chuva surgisse aumentando as temperaturas, ela não conseguia fazer isso de forma muito proficiente, de modo que eu conseguia perceber que no momento em que ela parasse, uma camada de neve podia facilmente se formar na grama. Depois de encontrar com meu pai, e falar com minha irmã, eu tinha decidido viajar a procura de criaturas. Era quase como realizar os desejos contrários do velho, tanto que como eu tinha recém saído da Irlanda, meu destino tinha sido a Escócia, mas agora eu percebia o erro. — Eu vou me ferrar muito — concluí em voz alta, mesmo sabendo que não conseguia ouvir aquelas palavras em meio a tanta chuva. A sorte é que eu conseguia aparatar, e perto havia o Castelo de Eilean Donan. Chegar as paredes seguras e grossas do castelo fez com que eu ficasse mais calmo, mesmo que lá fora o temporal parecia um monstro tentando me atacar e me devorar. Eu sabia que podia dormir tranquilo, ou relativamente tranquilo, e eu tinha todos os apetrechos para isso. Se quisesse era capaz de montar uma barraca dentro de algum cômodo da gigantesca construção, mas havia um medo em mim que tinha bloqueado qualquer sensação de calma, ou sono. Foi estupidez, pois tinha passado a noite acordado pensando em paranoias em relação a chuva, e só tinha dormido quando o som tinha vindo para dar adeus ao temporal. No fim, foi uma grande perda de tempo, mas depois que acordei, próximo ao período da tarde, retornei a minha viagem, arrependido por ter que viajar grande parte a noite, ou me manter acordado durante ela até acertar meu horário biológico. Desse modo segui meu curso, saindo dali.


Caitlin Ziegler Sturdza
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Aleksander R. McCain
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Aleksander R. McCain

Patrono : Tubarão-azul

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Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeQua 02 Maio 2018, 13:47

Me espreguicei com vontade ao ver o sol nasceu. Curiosamente apenas de ser um pouco turístico e uma construção bastante sólida, sempre havia um problema de se abrirar naquele castelo, que tinha se transformado uma espécie de bruxos fracassados, que tentavam fazer mochilões e que logo no primeiro momento se deparavam com um lugar extremamente ardiloso. —  Eu definitivamente moraria aqui para sempre. —  esse tinha sido o meu primeiro pensamento ao entrar no Castelo Eilean Donan, mas bastava algumas noites ali para que você rapidamente percebia que morar naquele lugar por mais de uma semana era o caminha perfeito para que você ferrasse completamente com qualquer tentativa de se manter lúcido. O primeiro ponto era que existia uma espécie de magia que te impedia de sair. Era algo inventado, onde você sempre inventava algum motivo maior para permanecer ali, enquanto a sua viajem acontecia. Muitas pessoas afirmavam que aquilo era bobagem, e que tudo não passava de nossas cabeças, como se nos agarrássemos ao comodismo, mas eu sentia na pele que existia algo bizarro naquele castelo que impedia de seus habitantes de seguir viagem. Eu tinha precisado de muita forma de vontade e apoio dos amigos para conseguir sair dessa, e seguir minha peregrinação pelas terras altas, mesmo que havia algo meio que de viciado que queria muito voltar ao castelo. Quase como uma sereia me chamando. Só quando me afastei a metros suficientes, eu me sentia mais tranquilo. E conseguia refletir o quão idiota eu era. Desse modo, voltei a minha viagem, saindo daquele lugar tenebroso. Eu tinha uma viagem gigantesca pela frente, até conseguir chegar a Itália, inclusive tendo que atravessar o mar, mas depois daquela noite macabra na Escócia, nada parecia tão bizarro para isso. Um barquinho balançando na água não parecia tão violento que uns demônios querendo te prender em um navio.
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Katherine Matt. Chevalier
Mercenário
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Katherine Matt. Chevalier

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Escola/Casa: Beauxbatons (França)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Escama de Kappa, Loureiro, 27cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeSab 30 Jun 2018, 14:39




Em Cannes, França, Mansão Matthieu Chevalier
Pouco tempo havia se passado desde que Katherine havia sido admitida no seu novo trabalho, a mulher não esperava encontrar dificuldades em seus futuros serviços na organização, afinal, ela já estava acostumada com a categoria de serviço dos mercenários sem mesmo estar trabalhando com eles, mas tudo isso foi ao estilo de unir o útil e o agradável, e claro sem esquecer das recompensas. A loira conseguia administrar tudo perfeitamente antes, então porque não iria conseguir agora no novo emprego? Uma das qualidades da mulher é saber separar o trabalho de sua vida pessoal, muito útil quando o medo é carregar sentimentos sobre feitos passados para o futuro. ― Filha, me passe o açúcar por favor. ― Pediu para a caçula que tomava café junto a mãe quando uma coruja das torres surgiu na janela da cozinha. Logo imaginou o que poderia ser visto que não estava esperando por cartas. Katherine não era burra, ao ler o conteúdo da mesma logo entendeu do que se tratava. Uma missão em dupla era totalmente compreensível, principalmente pelo fato de Katherine ser nova no pedaço. Não levou isso como um desaforo a sua profissionalidade, e sim como uma maneira de provar que era capaz de fazer o que fosse solicitado, além de conhecer um de seus colegas de trabalho. Animada, terminou o seu café da manhã, organizou as suas coisas e as coisas da filha caçula para que a mesma seguisse a própria rotina. Katherine não aceitava que os filhos ficassem sem ter o que fazer, todos eles tinham os seus deveres e cronogramas quando estavam em casa, então sem dificuldade Katherine conseguia sair de casa sem deixar que tudo virasse uma baderna.


Sede dos Mercenários, Black Forest
Antes de aparatar para a sede a mulher colocou uma de suas roupas mais comuns, para que não demonstrasse tanta singularidade. Segundo a carta recebida de Nyx o seu companheiro de missão seria um tal de Maekar Bittencourt, sobrenome familiar para a loira. Esperava se encontrar logo com ele, para que assim pudesse resolver como seria a missão. Seguiu caminhando com os cliques de seu salto pela sede até um corredor, parando em frente a uma janela com vista para a paisagem do lado de fora da sede, que pelo horário não estava muito movimentada igual da última vez que esteve ali. Passou apenas alguns minutos até que a voz de um homem pronunciou o nome na mulher por suas costas. Se virou para o mesmo, o olhando de ponta a ponta. ― Maekar? ― Perguntou, lançando um olhar incisivo para o homem.

Além de bonito, o loiro parecia ser um homem descente, normal e com uma cara de ser um debochador nato, logo Katherine poderia poder analisar o homem melhor, podendo descobrir mais sobre ele. ― Prazer. ― Disse sorrindo para o homem, causar uma boa impressão em primeiro lugar né. Maekar então tomou as rédeas, levando-a para a sala de reuniões para que eles pudessem conversar de maneira mais privativa e decidir os acertos sobre a missão. ― Certo. ― Concluiu, balançando a cabeça de forma afirmativa ao entender as estratégias, sem dificuldade os dois conseguiram se entender e bolar um plano razoável, afinal, serão dois contra um. O alvo dos dois é um foragido chamado Iain MacGregor, cujo esteve andando pelas redondezas do Castelo Eilean Donan na Escócia. Os objetivos com Iain são nada mais nada menos que a captura e extorsão de informações. ― Eu estou acostumada a trabalhar sozinha, mas vamos ver no que isso dará... ― Finalizou, largando na mesa os documentos que os mercenários haviam reunido sobre a missão. ― Nos vemos amanhã então. ― Se dirigiu a saída da sala, passando ao lado de Maekar lentamente com um leve sorriso no rosto, deixando a impressão que daria um beijo na bochecha do homem como despedida, mas apenas passou reto com passos decididos. A mulher iria para casa se preparar para o dia seguinte em que Maekar e Katherine iriam se encontrar na sede novamente para irem juntos a Escócia.


Castelo Eilean Donan, Arredores da Vila de Dornie
Conforme o planejado, os dois identificaram Iain MacGregor e acompanharam os passos do homem durante três dias, sua rotina era quase todos os dias a mesma, e com poucas mudanças nos horários. A rota do homem naquele dia foi a mesma dos outros dias, ele ia até o café, gastava cerca de trinta minutos lá e depois seguia carregando consigo algum tipo de alimento até uma praça próxima do café onde parava para comer o que havia comprado no café. Quando Iain saiu da padaria Maekar e Katherine estavam sentados juntos em uma das mesas na calçada da frente, onde fica uma pequena pensão cujo havíamos nos hospedado, foi aí que Maekar questionou se era a hora de agir. Katherine assentiu, então os dois saíram de sua mesa e começam a caminhar discretamente atrás do alvo. Os mercenários pareciam mais um casal mal-humorado que só queriam paz, em que ninguém se atrevia a para-los durante uma caminhada, Katherine então para entrar no papel seguiu ao lado de Maekar até que o mesmo ficasse para trás.

O intuito de Katherine naquele momento era chegar até Iain sem espanta-lo. O alvo dos mercenários como predestinado parou em um banquinho logo a frente de Katherine sem perceber que a mesma caminhava em linha reta até ele, ao chegar mais perto do homem ela parou em sua frente chorando e abalada. ― Com licença, se importaria? ― Katherine se referiu ao lugar ao lado do homem enquanto as lágrimas falsas escorriam lentamente em seu rosto, como se o choro já estivesse cessando. A capacidade de Katherine forçar sentimentos e emoções para manipulação sempre foi bem pontual. Ela se sentou enquanto o homem não parava de a encarar. ― Por que a vida tem que ser tão injusta? ― Falou para o homem que estava parado ao seu lado, chateada ela fez alguns comentários sobre a versão de Maekar como um péssimo marido, sendo assim a mulher conseguiu com que o homem ficasse entretido com a história dela e mordesse a isca, então a loira levou então a mão até seu rosto para enxugar uma lagrima e depois levou a mão até perto da mão do homem, cujo ela pode agarrar com força e o levar junto para uma floresta próxima onde Maekar e ela poderiam o abordar decentemente.

Tudo girou e um segundo depois Katherine pôs os pés no chão, como já estava preparada para o que ia acontecer, teve um momento de vantagem sacando a sua varinha e em seguida mirando no homem cujo ela trouxe junto. ― Sectumsempra! ― Lançou contra o homem, que apesar de estar com uma pequena desvantagem escapou do feitiço ao ir para atrás de uma árvore. Katherine sorriu, animada para a festa. ― Vamos seu medroso de merda, está com medo de enfrentar uma pobre mulher indefesa? ― Provocou, fazendo com que o alvo saísse de trás da árvore lançando um feitiço cujo Katherine nem precisou se defender pois foi em outra direção, na direção de Maekar que estava um pouco mais ao lado dela, o homem errou a mira, mas a cara de surpresa que ele fez foi ao perceber que haviam dois de nós ali. Maekar havia surgido do além alguns segundos atrás e quase foi pego por um feitiço se não tivesse se escondido atrás de uma árvore, foi aí então que Katherine atacou. ― Expulso! ― Lançou, ainda mirando no peito do homem, a intenção primeiramente era nocauteá-lo e faze-lo falar, e não o matar de primeira, mas infelizmente ele estava dando conta de se defender e ainda por cima nos atacar. Enquanto isso a sua dupla encantava o local para que Iain não aparatasse dali já que o alvo havia caído em si de que aquele seria um duelo que ele não ganharia, mas ao invés de desistir ele persistiu e continuou a atacar lançando um deprimo contra a dupla. Maekar de maneira ágil e útil criou uma barreira à nossa frente, impedindo que o feitiço nos acertasse. ― Obrigada querido. ― Disse ao seu companheiro, os dois pareciam muito com o senhor e a senhora Smith de um filme trouxa.

Rapidamente Maekar se afastou dela, realizando uma formação triangular entre os três, cada um em uma ponta. ― Dormentia! ― Lançou mirando no braço em que o alvo segurava a varinha, novamente sem sucesso o feitiço não o atingiu, mas em seguida Katherine teve a sua chance de ouro, mais exatamente quando Maekar alterou os efeitos meteorológicos sobre o alvo deles, fazendo o mesmo se distrair com um mini ciclone que estava sendo criado e enviado por Maekar em sua direção, foi aí que Katherine mirou na varinha de seu alvo. ― Incendio! ― Pronunciou no momento exato em que ele foi cancelar o mini ciclone, torrando a mesma em suas mãos, que foi obrigado a soltar sua única arma de ataque e defesa. Aproveitando a situação, Maekar o derrubou. ― Olha, eu não esperava nada menos que isso. ― Falou a Maekar, se referiu a toda aquela situação, ela não sabia quais teriam sido os últimos feitos do rapaz, mas concluiu que era de boa trabalhar com ele, agradeceria a Nyx outra hora por ter enviado Maekar junto a ela, ele não era um total desperdício de homem.  Pois bem, você prefere deixar isso para os mais velhos honey? ― Novamente se dirigiu a sua dupla, brincando obvio. Então se aproximou de Iain MacGregor enquanto Maekar deixou a parte de extrair as informações com ela e com o auxílio de sua varinha, em alguns minutos a mulher mexeu tanto com o psicológico do alvo que o mesmo falou tudinho do que eles precisavam saber.

Se afastou um pouco de Iain que agora estava mais que derrotado. ― Hora de se despedir. ― Anunciou a Maekar que ficou calado observando durante todo o processo de extração, afinal, Katherine já havia feito o que tinha que fazer, então escutou Maekar dar o seu desconcertante adeus ao homem. ― Uh que? Fique à vontade para finalizar com ele você! ― Falou com desdém, mas Maekar partiu para o deboche alegando que se deixássemos vivo o alvo ele se tornaria um perigo para a organização, o que fez a mulher revirar os olhos, é obvio que ela sabia disso, afinal ela não era nenhuma iniciante. ― Nossa, muito bem senhor Cavalheirismo. ― Deu as costas para Maekar, mas é claro que aquilo não passava de apenas modo de falar, os dois haviam se dado tão bem até agora, que Katherine percebeu que o seu par estava apenas fazendo o seu trabalho diante a mercenária novata, então com um movimento de sua varinha, Katherine finalizou. ― Avada Kedavra. ― Sem dó nem piedade, a Chevalier deu fim à vida do foragido influencier. ― Mas é claro que eu sou das suas fofinho! ― Sorriu para Maekar, o loirinho aparentava ser apenas alguns anos mais jovem que a mulher, e apesar de ser atraente, não fazia o tipo de Katherine, tampouco ela achava que fazia o dele rsrsrs. Agora era hora de ir embora, então aguardou o cavalheirismo de Maekar para que os dois saíssem dali juntos. Observou o mercenário ir até o corpo do homem morto e pegar um livro meio amassado de um dos bolsos, o mesmo utilizou o livro para criar uma chave de portal. Katherine então segurou o livro junto ao seu companheiro, que fez os dois girarem no ar e saírem dali.

Interagindo com Maekar Ilev Bittencourt


KATHERINE MATTHIEU CHEVALIER


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Maekar Iliev Bittencourt
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Maekar Iliev Bittencourt

Bicho-papão : Sucumbir à loucura.

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Beauxbatons (França)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Escama de Cauda de Sereiano, Cerejeira, 30cm, Flexível.

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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeTer 03 Jul 2018, 01:13


Mansão Bittencourt, Belfort
– Mas hein? É sério que ela acha que eu sou uma babá? – Maekar reclamava, algo que era bem comum e ocorria muitas vezes após receber a carta de Nyx com o trabalho para aquele mês. O mercenário não gostava muito de ter de acompanhar e recepcionar novatos no grupo, sobretudo quando suas últimas missões não tinham qualquer emoção. Ora, nos últimos três meses havia passado mais tempo na antiga Sede do que por aí caçando os alvos de Nyx, algo que realmente o deixava frustrado e irritado, pois aquele era um dos motivos que havia o levado à integrar o grupo, o de matar pessoas. – Vendo pelo lado bom, esse pelo menos tem alguma ação, né non... – murmurava para si, coçando a nuca enquanto mantinha a cabeça voltado para o papel que segurava com a mão livre. Aparentemente, a missão daquele mês seria basicamente encontrar algum alvo e extrair informações do mesmo, uma coisa que Maekar já tinha feito inúmeras vezes, seja sozinho ou em companhia (nesse último caso, quase sempre sua parceira se tratava da Colorida). Mas naquele mês teria uma dupla diferente, e deveria conferir se de fato ela era confiável. – Katherine... Só espero que ela seja rígida e não sentimental – proferiu, amassando o papel e jogando no canto de seu quarto. O Bittencourt realmente odiava quando seus parceiros não se dedicavam totalmente ao trabalho. Não que ele seguisse cegamente a causa mercenária, era apenas uma questão de perfeccionismo de sua parte, odiava fazer as coisas malfeitas. De todo modo, ele ainda tinha que encontrar com a tal novata, então acabou por vestir uma roupa qualquer e, após isso, criou uma chave de portal que o levou até a Sede.

Sede dos Mercenários, Black Forest
– Cara, sério, por que não pegaram uma casa bonitinha, velho? – frustração após frustração, era isso que estava acontecendo na vida de Maekar em relação ao trabalho. Para aqueles que o conhecem, sabem muito bem a implicância que o Bittencourt tinha com o estado da Sede antiga dos mercenários, quando esta ainda era localizada em um imóvel extremamente malcuidado e caindo aos pedaços em Godric’s Hollow. Logo, quando o Iliev soube que a Sede seria transferida para o interior da Alemanha, se animou pensando que finalmente poderiam desfrutar de um ambiente arrumado e luxuoso. Obviamente que sonhou todo ele, pois a Sede Alemã se encontrava no mesmo estado que a outra, senão pior. – Tá, e quem deve ser Katherine? – Maekar não era muito de se integrar aos colegas de trabalho. Na realidade, conhecia o nome de poucos ali dentro, como Angelina e Savonya, ou até mesmo o finado Peter, o Covarde. Isso se devia ao fato de que, sinceramente, o Iliev estava pouco se lixando para as outras pessoas, a única coisa que o prendia ali era o salário.  Caminhando pelos corredores da mansão, acabou por avistar uma mulher loira parada em um deles, e então se aproximou da mesma. – Katherine? – perguntou, vendo então a mulher se virar em sua direção.

Maekar a mediu dos pés a cabeça, analisando sua expressão para tentar retirar qualquer tipo de informação dela. Não conseguiu, suas habilidades de dedução andavam péssimas, mas pelo menos descobriu que de fato aquela era a mercenária que deveria procurar. – Maekar – se apresentou, apontando o indicador em direção ao seu rosto como quem fala “olha, sou eu mesmo”. – Certo, precisamos decidir alguns detalhes sobre como isso vai ser... – iniciou, caminhando em direção à sala de reuniões apenas para que pudessem ter privacidade e conversar sem ser interrompidos. No que, ali, acabaram por formular todas as estratégias a seguir, e então puderam de fato se programar para quando iniciariam o trabalho de fato. Ficou decidido que seria inteligente que os mercenários passassem alguns dias observando a rotina do alvo, um tal de Iain MacGregor, que estava foragido no interior da Escócia, e conseguir informações dele. Curiosamente, um detalhe que Maekar notou, era que não dizia nada em relação à morte do bruxo, mas era algo tão comum aquilo que ele pensou que havia sido uma forma extra de testar a confiança de Katherine. Acabou então não tocando naquele assunto, deixando apenas para quando chegasse a hora. Tendo então tudo sido acertado, a dupla combinou então para que se encontrassem na Sede logo no dia seguinte, para que fossem juntos para a Escócia.

Castelo Eilean Donan, Arredores da Vila de Dornie
– Esse cara é muito metódico... – murmurei para Katherine, enquanto observava Iain sair de uma pequena padaria levando um café e uma pequena embalagem com algum tipo de comida. Estávamos os dois sentados em uma mesa na calçada de uma pequena estalagem na vila de Dornie. Já observávamos a ação do bruxo por três dias seguidos, e as mesmas ações sempre se repetiam: o homem chegava, entrava no café, ficava cerca de trinta minutos, deixava o local levando consigo um copo de café e algum tipo de alimento e ia em direção à pequena praça da vila, local onde se sentava para comer. – Acha que devemos agora? – perguntou para Katherine, pensando se já seria adequado que agissem naquele momento. A resposta positiva fez com que Maekar sorrisse, seu interior começando a se agitar com a emoção do duelo próximo. Sendo assim, ambos se levantaram e começaram a seguir o homem até o local onde ele iria repousar. Os mercenários caminharam lado a lado até se aproximarem da praça, onde Iain já aproveitava seu café da manhã, e então trocaram um aceno com a cabeça silencioso e rápido. Haviam combinado de que Katherine iria se aproximar do homem, distraindo-o até que conseguisse toca-lo, enquanto Maekar observava de longe. Assim que o contato ocorreu, a mercenária desapareceu dali, assim como Iain, sinal de que o plano havia funcionado. A dupla havia combinado de que a mulher deveria aparatar para o interior de uma floresta nas proximidades, pois não seria adequado realizar um combate onde qualquer um pudesse intervir. De todo modo, assim que a sua parceira desapareceu, o Iliev não perdeu tempo e acabou por desaparatar também dali, pousando no ponto combinado na floresta.

– Opa, a ação já começou aqui! – gritou com um tom animado, exibindo um sorriso sádico no rosto, enquanto se jogava atrás de uma árvore para escapar de um feitiço lançado por Iain. Disse isso porque, nos poucos segundos em que demorou para chegar ali, Katherine e o alvo já haviam começado uma troca de feitiços. Antes de se envolver, porém, Maekar se adiantou contra uma possível fuga do bruxo ao notar que estava numa desvantagem de dois contra um. Sacou sua varinha, apontando a cerejeira para o alto. – Repello Aparatio – criou a barreira como uma forma de garantir que o mesmo não desaparatasse dali. Mesmo aquilo podendo oferecer um risco aos próprios mercenários caso alguma emergência acontecesse, o Bittencourt confiava em si mesmo, e esperava que Katherine fosse boa o suficiente para não acabar sendo atingida naquele momento. Enfim, o duelo continuava a ocorrer, e então Maekar decidiu entrar em cena, saindo de trás daquela árvore e imediatamente mirando em direção à perna de Iain. – Dormentia! – recitou, azarando o outro, que para a infelicidade da dupla conseguiu se defender. – Fianto Duri! – o Iliev ergueu uma barreira à sua frente que também encobria Katherine, a tempo de defender um Deprimo que lhe era direcionado e um Fodio que era direcionado à outra. O mercenário então começou a se mover para longe da bruxa, num movimento circular em relação à Iain, de modo que uma espécie de triângulo foi formado, com cada um dos três ocupando uma vértice.

– Ceruleanous! – proferiu, a varinha apontada a área acima da cabeça do outro. Maekar encantou a área fazendo com que um miniciclone fosse formado e partisse em direção ao oponente. Foi então naquele momento em que o duelo foi decidido. Assim que Iain se virou para cima para cancelar o ciclone, expondo sua varinha, Katherine incendiou a mesma. – Diffindossum! – Maekar aproveitou a deixa para atingir o outro em uma das pernas, fazendo com que ele caísse ao chão por não ter como conseguir se defender. – Olha, eu realmente estava esperando um pouco mais... Tava com expectativa porque a Nyx mandou dois atrás de você, mas acho que me enganei... – Maekar se direcionava ao bruxo caído, se aproximando do mesmo, suspirando um pouco entediado. – Bom, faça as honras, Katherine, o alvo é todo seu... – se dirigiu à mercenária, permitindo que ela extraísse as informações do bruxo da forma que ela quisesse. A sessão de extração das informações ocorreu até que rápido, Iain não era um homem muito resistente pelo que parecia, de modo que após um pouco de tortura por parte de Katherine todas as informações necessárias foram dadas, tendo Maekar apenas assistido aquilo de longe.

– Acho que é isso então – o Iliev finalmente se pronunciou após algum tempo calado, dando duas batidinhas com as mãos. – Então, Iain, foi um enorme... prazer? Não sei se foi um prazer. Enfim, foi interessante te conhecer. Você pode finalizar com ele agora. – a última parte foi direcionada à Katherine, que apenas encarou Maekar por alguns instantes. – Ora, você se compromete com essa organização, não? Ele vivo oferece um perigo para nós. – disse aquilo como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, cruzando os braços para encarar a mercenária. Maekar apenas esboçou um sorriso irônico quando a outra chamou aquilo de cavalheirismo, mas não respondeu nada. – Lindíssima, você é uma das minhas então – disse, com um sorriso sádico, caminhando até o corpo e mexendo nos bolsos do casaco que usava. Retirou dali um livro meio surrado, mas que serviria para aquele propósito. – Você não vai precisar disso mais mesmo... Bora lá, encosta aí se não quiser ficar pra trás. – estendeu o livro em direção à parceira, que logo o tocou. Por fim, Maekar utilizou aquilo para criar uma chave de portal, e assim que o fez, ambos foram puxados em direção ao ar, saindo dali.


it's... maekar?
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Aluara B. Eleanor D'Anjou

Aluara B. Eleanor D'Anjou

Bicho-papão : Não ser forte o suficiente

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Koldovstoretz (Rússia)
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha: Pena de Hipogrifo, Videira, 29cm, Flexível.

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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeQui 23 Maio 2019, 11:32

Conhecendo os vipers...




Algumas noites atrás venho buscando em diversos livros, rituais e até mesmo meios de devoção total ao meu clã, preciso mostrar minha fidelidade para meu tio e para meu avô, eles são os líderes dos Noctem da família D'anjou e eu quero ser um dia! Mas, para isso preciso me tornar uma pessoa importante e mostrar que não sou uma simples bruxa — Frederic! — chamei o mordomo da família — Onde está aquele jornal que meu avô Fulque  estava lendo? — o velho líder da família adorava manter-se atualizado , sabia que aquilo poderia ser uma fraqueza, por causa da veracidade dos fatos — Pode me trazer um café também — solicitei ao mesmo que saiu concordando  — Seguirei os seus passos, mas, eu irei além — sussurrei para mim mesma, meu avô sempre estava por dentro das notícias do mundo bruxo seja as do bem ou as das trevas que são nossas favoritas — Agradecida…dispensado, mais tarde passe no meu quarto — soltei um risinho sexy — Sem vergonhas, você deveria considerar uma honra  eu  o querer como diversão — fiz um leve aceno para o empregado bonitão e segui meu plano  abrindo o jornal enquanto me encostava na poltrona confortável do castelo — Vamos vê o que ele marcou aqui — beberico meu café, sentindo o cheiro do mesmo.


— Crimes patéticos…roubos, assaltos em pequenas escalas — chegava a da (sono) as primeiras páginas, — Quadribol…Hogwarts — serio o Profeta Diário é um puro tédio quando se trata de assuntos realmente interessantes — Opa, o que o esperto marcou aqui… — vi uma marcação tipica de Fulque  quando algo o interessa e pelo visto havia alguns dias atrás “No dia trinta e um de outubro a maior procurada do Ministério da Magia, Nyx! Voltou tocando o terror fazendo ataques a população da ilha Alderney, além de terem encontrados muitos procurados, além do hospital patético bruxo está lotado…até mesmo os trouxas estavam divulgando em seus jornais” — Como se eles pudessem fazer algo… — murmurei continuando a lê “Como grande feito a ilha ainda desapareceu, o ministério confirmou que possivelmente Nyx a procurada número um é a responsável por todo esse caos” — Essa mulher é magnifica! Ela  é tudo o que eu quero ser! — conclui terminado de tomar meu café, enquanto guardava o jornal em uma gaveta, retirando somente a parte da notícia que envolvia Nyx minha mais nova inspiração. — Ela deve está reunindo um clã…um grupo os tals de Vipers — acabei lendo uma anotação sobre na borda da parte que peguei do jornal “Valeu vovô, me aliar a eles será muito útil” pensei, saindo do local indo em direção ao meu quarto enquanto pensava em meus próximos passos.

]Mila / MKD
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Arthur Highmore Schmidth
Grifinória
Grifinória
Arthur Highmore Schmidth


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 6º Ano
Varinha: Ferrão de Explosivin, Figueira, 25cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeSeg 01 Jun 2020, 20:22


FILE: Ecos da Guerra
LOCATION: Portree, Escócia
ARCHIVE: Number 1

Entreguei meu crachá falso para a supervisora de cozinha, a qual analisou o documento com desconfiança e depois decidiu me questionar em um tom seco. “E você foi indicado pela Portree Gourmet? Eu não me lembro da chefia ter solicitado pessoal auxiliar.” Imediatamente tirei o boné da cabeça e fiz uma carinha de incompreensão. – Como não...? Eles me contrataram para as cozinhas há uma semana. Passei o resto dos dias me preparando para a viagem... – Indiquei até mesmo a minha mochila surrada, aparentemente abarrotada de itens. O local onde me encontrara era um dos portos da cidade de Portree, na Ilha Skye, na Escócia. Em todos os lugares ao meu redor os trouxas andavam de um lado para o outro, carregando mantimentos dos mais diversos tipos e abastecendo carrinhos de mão com pacotes e caixas. Todos eles eram direcionados para o imenso navio cruzeiro aportado nas águas da cidade, o glorioso nomeado como Royal Skies. Aquela mulher na entrada de funcionários parecia bastante durona, mas antes que ela ameaçasse questionar mais informações sobre minha aparente função como cozinheiro, alguém derrubou uma caixa no chão e espalhou o ruído perturbador de utensílios finos quebrados. “ORA, MAS PELO O AMOR DE DEUS! O que vocês fizeram?” Ela urrou na direção dos dois homens assustados, os quais acabavam de gerar um enorme prejuízo em pratos de porcelana. Então se dirigiu a mim com impaciência. “Entre pelo portão lateral, onde encontrará as acomodações dos funcionários. Mais tarde organizarei as tarefas da equipe.” Indicou um dos portões com a cabeça, arrancando-me um leve sorriso de vitória quando finalmente adentrei clandestinamente naquele cruzeiro milionário.

Edmonia me ensinou a aperfeiçoar a transfiguração de documentos, pois do contrário, nunca teria conseguido forjar um crachá igual ao utilizado dentro da embarcação. Na área dos funcionários, dezenas de pessoas andavam de um lado para o outro, organizando os utensílios dos mais variados tipos em almoxarifados e estoques fechados. O Royal Skies tinha a capacidade para cerca de setecentos passageiros na categoria de hóspedes, e cerca de trezentos tripulantes na categoria de serviços. Era um cruzeiro luxuoso, frequentado apenas pela elite escocesa, com centenas de quartos, um número menor de restaurantes, salões de festas, piscinas em um parque aquático, observatório espacial moderno, academias de alta complexidade, ambientes para jogos e diversão – incluindo teatro e cinema – e até mesmo algumas lojas de marcas famosas. Basicamente, era como morar em um pequeno bairro compacto flutuante. Seu percurso sairia de Portree e terminaria em Miami, uma badalada cidade do estado da Flórida, nos Estados Unidos. Eu naturalmente sentiria um pouco de aversão a tamanha extravagância, mas o que me atraiu àquele lugar foi uma dica da própria Edmonia quando encontrou uma notícia no jornal acerca da morte do seu capitão, Paul Duncan. Segundo a reportagem, Duncan se jogou da sua cabine após mostrar sinais de assombramento e distúrbios psicológicos nas últimas semanas. Ele afirmou que o fantasma de um marinheiro vinha lhe aterrorizando todas as noites com ilusões vividas de tragédias no cruzeiro, mandando-o impedir a todo custo a inauguração do navio. A mudança de temperamento de Paul foi considerada um mistério para os seus colegas de trabalho, especialmente por ser enxergado como um homem otimista e corajoso, totalmente alheio às superstições ou histórias sobrenaturais. Naquela noite de enfim inauguração em sua primeira viagem transatlântica, o Royal Skies faria uma imensa festa reunindo os magnatas mais ricos e esbanjadores do país, o que me daria a oportunidade de investigar os ambientes vazios durante o decorrer da comemoração. Tudo o que tinha de fazer era permanecer escondido no meio dos funcionários da cozinha até ter tempo suficiente de me concentrar no meu plano.

E que péssima ideia ter escolhido a cozinha! Eu podia ter ficado com o serviço de quarto ou mesmo a manutenção técnica, pois nada parecia pior do que ser mandado por um chef autoritário e ditador. Ele me ordenou cortar legumes para as sopas a serem servidas, porém ao ver o meu atraso bem explícito com as habilidades culinárias, simplesmente me rebaixou para o cargo de carregador de lixo. Disse que me demitiria da equipe se o navio já não tivesse zarpado, fazendo-me agradecer internamente por não se jogarem mais homens ao mar como forma de punição. Mais tarde, ainda no começo da noite, eu abarrotei o enorme tanque de lixo com os mais diversos tipos de restos de comida, sentindo-me relativamente cansado em andar para lá e para cá o dia inteiro. “Ei, carregador. Tem mais dois sacos ali.” Gritou um dos funcionários da cozinha, rindo da minha situação. – Excelente. Espero que isso realmente valha a pena. – Enquanto segurava mais duas sacolas com cheiro de temperos e cascas de frutas misturadas, ia formulando uma estratégia para adentrar na cabine do capitão sem despertar suspeitas. O atual capitão, chamado Vance Armond, estaria na festa para recepcionar os convidados, então eu teria pelo menos algumas horas para investigar seus aposentos sem ser interrompido. Só teria que ter cuidado para nenhum outro tripulante me pegar no flagra. Quando o relógio bateu às 19h, o cheiro de comida fazia meu estômago roncar e sem a menor pena, afinal o chef praticamente me escorraçara a tarde toda, eu roubei alguns bolinhos de bacalhau e fiz um rango antes de desaparecer nos corredores do cruzeiro. Quanto mais eu encarava as pessoas trajando roupas elegantes e usando adereços caros, mais eu me sentia um mero carregador de lixo. Mal conseguia acreditar no tamanho daquele lugar, passando por pelo menos três restaurantes diferentes e um cassino brilhante antes de me perder e finalmente reencontrar a direção por intuição. Por fim abandonei a área comunitária e me meti nas cabines privadas da equipe operacional, onde estariam os armadores, estivadores, carregadores, agentes de navegação etc. Em uma delas encontraria cabine do capitão. – Merda. – Logo que adentrei em uma dessas esquinas de corredor, eu precisei me esconder ao encarar um dos funcionários mexendo no celular logo mais a frente. O homem parecia tão entretido que se passaram minutos inteiros e ele não abandonou o aparelho na mão. Olhei então para o ambiente, procurando uma distração e encarei um retrato erguido para Paul Duncan no final do corredor em homenagem aos seus anos de serviço. – Sinto muito, capitão. – Então apontei a varinha para a moldura e murmurei. – Flipendo. – Com o feitiço acertando o retrato, ele caiu do pedestal e pousou nas flores colocadas pelos tripulantes em um pequeno memorial improvisado. O homem do celular tomou um susto, arregalou os olhos e logo correu para socorrer o retrato caído, aparentemente temendo que alguém o culpasse pelo acontecido. Isso me permitiu esgueirar silenciosamente pelo corredor, identificando a cabine do capitão logo de imediato com o nome de Vance Armond entalhado em uma plaquinha de bronze na porta. – Alohomora. – Destrancada a entrada, tratei de fecha-la o quanto antes de modo a ter a liberdade preferida assim que me pusesse dentro.

A cabine do capitão possuía um aspecto totalmente refinado, com móveis luxuosos e iluminação oriunda de um lustre de cristal. Ela também possuía uma larga sacada com vista para o mar, onde os homens relataram terem visto Duncan se jogar em uma noite gelada. – Espectrum Revellium. – Esse feitiço era bem antigo e pouco conhecido, mas meu pai me ensinara como forma de identificar a presença especificamente de fantasmas. Como esse fora o palpite dado pelo próprio capitão, eu fui direto ao ponto começando a investigar com a varinha na mão as dependências da sacada. Quanto mais perto de vestígios fantasmagóricos eu estivesse, mais azulada ficaria a ponta iluminada da varinha. O que ocorreu, no entanto, foi que a iluminação indicou um caminho diferente do que eu previra. Caminhei por dentro da cabine, analisando os armários com réplicas de pequenos navios em garrafas, conchas diversas e um boneco articulado do Pato Donald em seu traje de marinheiro. Foi quando a luz se intensificou ao ser apontada para a mesa de trabalho de Armond, contendo esta alguns documentos náuticos e, contrariando a cena comum, um estranho livro com aparência antiga aberto aleatoriamente em uma página qualquer. Foquei no livro e rapidamente o identifiquei como um provável diário, pois a escrita a mão e a identificação de uma data estavam presentes nas páginas amareladas. Eis o que encontrei registrado:

04 de Maio de 1941,
Eu estou desolado, perdido... E não consigo acreditar onde estou passando os últimos momentos de minha vida... Todos estão destinados a uma morte certa... Eu sei disso, eu sei. Consigo escutar o som das aeronaves sobrevoando o céu, imaginando quando uma delas aparecerá para bombardear o navio. É questão de tempo para que nosso destino seja selado... Todos esses soldados... Uma hora serão apenas zumbis...

O resto do texto fora manchado com algum tipo de líquido que borrou a tinta. As palavras escritas em uma letra garranchada me soaram intrigantes. Quão estranho era encontrar um diário muito antigo no meio das anotações do comandante, tendo como principal tema a morte dos tripulantes de um navio? – 1941? Bombardeio? Isso foi... A Segunda Guerra Mundial? – Seria um diário de bordo de um soldado da guerra? Como ele fora parar no carregamento daquele cruzeiro, afinal? Uma propriedade particular de Armond? Coloquei os olhos novamente nas palavras do homem, disposto a continuar a leitura misteriosa, mas fui interrompido com o som de passos inesperados no corredor. Logo me escondi sorrateiramente na parede, temendo que alguém adentrasse pela porta, mas quando os passos sumiram à distância, suspirei mais aliviado por ter me safado dessa. Já era a minha deixa para sair da cabine do capitão, pois a minha melhor pista eram aquelas estranhas anotações e elas podiam ser desmembradas em qualquer lugar, senão aquele no qual eu corria risco em ser descoberto. Em poucos segundos, pulei para fora do cômodo e segui tranquilamente pelo corredor, escondendo o livro embaixo de minha camisa de auxiliar de cozinha. Já tinha descido um lance de escadas cobertas por um tapete vermelho quando os gritos então alcançaram os meus ouvidos. E eles eram muitos, muitos mesmo. Imediatamente corri na direção de sua origem, todos oriundos de um dos enormes salões do Royal Skies, apostando em meu íntimo que seria aquele o responsável por sediar o grande evento da noite. – O que...? – Antes que eu terminasse a minha pergunta, fui tomado por um grupo de homens e mulheres correndo completamente apavorados e sem destino, alguns chorando e pedindo socorro. Contrariando o fluxo, corri na direção do foco do problema e me deparei com o imenso salão de festas principal do navio, ocupado anteriormente com decorações caras e mesas repletas de comida chique, agora tomado por focos de incêndio causado por um grupo de indivíduos trajando roupas militares e com armas pesadas nas mãos. Eles começaram a mandar todos os convidados se retirarem, destruindo mesas, luminárias e esculturas de gelo com seus armamentos. Um deles ainda apontou para um piano e o explodiu em centenas de pedaços com o seu fuzil. Foi quando o resto dos magnatas desatou a correr para fora, gritando de medo e horror. Eu saquei a minha varinha, pois não podia estar totalmente desarmado naquele momento. Foi quando um deles me encarou diretamente que eu senti uma enorme dor de cabeça. Uma fisgada tão grande que me obrigou a cair de joelhos, segurando minha testa de modo que ela não explodisse com aquele baque. Não suportei o tamanho da dor e finalmente cedi a ela, desmaiando no chão logo em seguida.

[Atemporal]: Deixei o local em algum momento.


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Arthur Highmore Schmidth
Grifinória
Grifinória
Arthur Highmore Schmidth


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 6º Ano
Varinha: Ferrão de Explosivin, Figueira, 25cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeSeg 01 Jun 2020, 20:29


FILE: Ecos da Guerra
LOCATION: Portree, Escócia
ARCHIVE: Number 2

Quando acordei ainda tinha uma forte dor martelando a cuca, embora tenha demorado pelo menos alguns instantes antes de lembrar o inesperado ataque militar no Royal Skies. Ergui-me enxergando apenas um ambiente escuro, tomado por nenhuma iluminação senão um pequeno feixe de luar oriundo de uma apertada janela. – Onde... Onde...? – As mãos apoiaram-se em uma mesa quebrada de modo a me endireitar sem me afundar em tontura. Logo tateei meu corpo na busca da varinha, desesperando-me a não identifica-la imediatamente no bolso, mas recebendo uma dose de alívio momentâneo ao enxerga-la caída em um tapete embolorado. Eu não sabia que área era aquela do navio, mas certamente fora há muito tempo abandonada aos cuidados dos ratos. – Cadê todo mundo? – Meus olhos percorreram o ambiente de um lado para o outro até que eu finalmente o reconhecesse. Mas ora, era o mesmo salão de festas do evento de inauguração? A diferença era que naquele momento ele parecia ter sido negligenciado por anos e caía aos pedaços com mobília quebrada e objetos enferrujados. O palco ainda possuía uma cortina esfarrapada, rasgada e um piano partido ao meio. – Isso... Isso não é bom. – Logo tratei de deixar aquela evolução bizarra, recuperando a varinha e partindo para a saída onde há pouco uma multidão de ricos e famosos saía correndo em desespero. Como esperado, os corredores fora do salão muito se assemelhavam aos seus percursores modernos, com a diferença que estes também pareciam abandonados e ocupados por carregamentos diferentes. Abri uma porta de onde ficaria um dos restaurantes e apenas identifiquei caixas e mais caixas com inscrições militares relacionadas à armamentos bélicos. Em outro encontrei dois tanques gigantescos em armazenamento. Quanto mais eu explorava, mais sinais eu encontrava acerca daquele local ser um imenso navio de guerra. – Mas isso não é possível... É coisa da minha cabeça? – Ou será que eu tinha sido carregado para uma cópia perfeita do Royal Skies em sua versão de batalha? Minha varinha iluminava o caminho, revelando alguns itens de destaque como boletins governamentais sobre perdas em combate e mesmo notícias de jornais velhos presos em flanelógrafos. Em uma janela encontrei uma bandeira dos Estados Unidos balançando com uma brisa. Foi quando um som atentou meus sentidos. Ele começou baixo, mas foi aumentando à medida que os segundos passaram. Meu coração acelerou. Eram passos ecoando pelo chão de aço da embarcação em uma corrida. Para a escuridão, apontei a minha varinha quando de repente uma garota surgiu a minha frente, interrompendo a sua maratona com um salto para trás. Ela gritou de susto. “AAAAAAAAAAAAAAAH! Por favor, não me machuque!” Lágrimas brotaram de seus olhos já imensamente vermelhos de tanto chorar.

Demorou um tempo para que ambos nos acalmássemos. Ela precisou sentar em cima de uma caixa e eu me escorar na parede. “De repente eu perdi a consciência.” Relatou a menina. “E quando acordei estava nesse navio... Já estou correndo por ele há tanto tempo e não encontrei ninguém!” Ela cobriu o rosto com a palma das mãos. Seu cabelo era de um tom castanho-escuro e a face redonda como uma bolacha. Tinha uma roupa de gala composta por um vestido verde-claro com detalhes brilhantes. “Eu sou Nahelle.” Finalmente ergueu os olhos inchados para me encarar devidamente. – Me chamo Arthur e acho que estamos na mesma situação. – Dei alguns passos a frente, analisando a realidade ao meu redor. O que era realmente realidade ou apenas fruto da manipulação da mente? Eu já tinha as minhas dúvidas sobre isso. – Existe alguma força sobrenatural muito poderosa dentro desse lugar. Precisamos descobrir o quê... – Coloquei a mão no queixo, pondo-me a raciocinar sobre o assunto e pensando na lenda do fantasma. Praguejei ao lembrar que deixara o bestiário do meu avô na mochila junto dos demais itens nas acomodações dos funcionários. Isto é... Se ainda o encontrasse no mesmo lugar. “Sobre-sobrenatural? O que quer dizer? Não... Isso não é...” Ela colocou as mãos na face novamente, segurando o choro e obrigando-me a inspirar fundo para consola-la. – Eu irei descobrir o que está acontecendo. Não se preocupe. Foi por isso que me meti aqui, de qualquer jeito. – Minha mão apertou o ombro da menina, a qual controlou os soluços depois de um momento de calma. “Tudo bem. Eu acho que estou...” Foi quando ela começou a esboçar um pequeno sorriso que sua expressão se transformou em um prenúncio sombrio. Ela deu outro grito de estourar os tímpanos e apontou para algo trás de mim. Foi quando me virei que uma criatura tentou me atacar com as suas garras cinzentas. Dei um chute na barriga da coisa, afastando-a com gemidos e grunhidos pavorosos. “O QUE É ISSO?” Nahelle gritou. – Shhhhh! – Eu precisei censura-la, pois mesmo que fôssemos atacados por apenas um monstro naquele momento, não significava que ele estava sozinho. Logo identifiquei as roupas militares trouxas antigas, assim como um capacete usado nas guerras. O resto de carne em estado de putrefação, com cortes e machucados espalhados por toda a pele. Basicamente era um soldado zumbi. – Pode ser um inferius. – O zumbi grunhiu e tentou me atacar novamente, mas eu lhe dei outro forte chute e o joguei ao chão. Os inferi eram basicamente cadáveres reanimados através de magia negra, sendo controlados por um bruxo como seu exército particular. Inferis na forma de soldados realmente faziam o termo se adequar perfeitamente. “Hein? Como... O que está acontecendo?” Ela desatou a chorar novamente, afastando-se do monstro, quando ele tentou se reerguer com dificuldade. – Fique longe! Incendio! – Apontei a varinha para o adversário, gerando uma torrente de chamas que imediatamente se espalharam pelo corpo da criatura. Ela gritou, urrou e se debateu ficando ainda mais brava e continuou tentando nos atacar mesmo assim. – Droga! – Eu apenas o tornara duas vezes mais perigoso já que ele podia nos queimar até que o fogo finalmente o consumisse. Nahelle gritou novamente e antes que eu a censurasse entendi que ela sofria com outro ataque. Mais um zumbi a segurara pelo pescoço, pronto para machuca-la quando eu apontei. – Lumus Solem! – Com o globo fortemente iluminado, o monstro grunhiu e se afastou, dando-me a oportunidade de resgata-la. Ela então berrou outra vez, apontando agora para o corredor a nossa frente. Dele, dezenas de soldados zumbis vinham andando em marcha, os braços erguidos em nossa direção, enquanto o anterior consumido em fogo perdia uma perna, mas persistia em tentar nos alcançar também. – Certo... Acho que agora é hora de corrermos. – Ela não precisou me esperar, pois já tinha recomeçado a maratonar antes mesmo de eu afirmar isso.

Segui-a pelo corredor com a horda de inferi ao nosso encalço, até que alcançássemos outro caminho dobrando uma esquina. O problema é que ainda mais zumbis apareceram naquele local. Tínhamos entrado em um beco sem saída. “VAMOS MORRER!” Chorou a minha companheira, abraçando o próprio corpo. Eu balancei a cabeça, usando todo o meu pensamento estratégico para encontrar alguma saída. Então encarei uma plataforma acima de nós. – Não quero morrer hoje. Segura o meu tronco, Nahelle! – Ela arregalou os olhos, sem compreender, mas eu apenas a puxei para perto de mim. – Segura firme! Ascendio! – Erguendo a varinha para o alto, demos um enorme pulo até subirmos o suficiente para aterrissarmos na plataforma de aço. Ela ameaçou quebrar com o nosso impacto, certamente enferrujada com o tempo, mas aguentou por pouco. A garota tremia, afastou-se ainda com medo do ocorrido e me encarou de olhos arregalados. “Como... Como fez...?” Ah então só agora ela questionara a minha magia? Eu já tinha me acostumado de tamanha forma que praticamente esquecera que utilizara tão abertamente diante de um trouxa. – Bem... Você está vendo aqueles zumbis ali embaixo. – Apontei para a horda aglomerada em um conjunto só, grunhindo em vão para o alto. – Acho que é o suficiente para saber que existem coisas que ainda não pode entender. Quer sair viva daqui? – Ela balançou a cabeça positivamente. – Então apenas confie em mim. Incendio! – Lancei mais chamas em cima dos inferi, favorecendo a multidão de forma a espalhar um verdadeiro incêndio. Eles logo foram definhando com o fogo até que não restasse nada além de alguns corpos carbonizados gemendo baixinho. – Vamos lá. – Descemos da plataforma para seguirmos em frente, afinal com ou sem zumbis, tínhamos que descobrir o que realmente assombrava aquele local.

[Atemporal]: Deixei o local em algum momento.


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Arthur Highmore Schmidth
Grifinória
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Arthur Highmore Schmidth


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 6º Ano
Varinha: Ferrão de Explosivin, Figueira, 25cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeSeg 01 Jun 2020, 20:35


FILE: Ecos da Guerra
LOCATION: Portree, Escócia
ARCHIVE: Number 3

- Não consigo entender como essas histórias se alteram tanto... Tudo começou com um fantasma assombrando o Duncan e agora nos deparamos com um bando de inferi dentro de um suposto navio de guerra parecido com o Royal Skies – Eu e Nahella caminhamos pelos corredores, passando por mais e mais compartimentos de carga onde outrora eu enxergara cabines de hóspedes. Ela ficara calada por um tempo, mas decidira finalmente expor alguma opinião infeliz. “É como se fosse um pesadelo.” Limpou uma lágrima no olho e fungou. Sua afirmação, no entanto, apenas fortaleceu uma teoria minha a ser formulada. Um pesadelo? Uma ilusão? Seria isso? – Gostaria de pelo menos entender onde foram parar os demais tripulantes. – Continuei a andar, mas Nahella parou por um momento, sendo tomada por algum tipo de lembrança. “Espera... Eu lembro que o capitão falou na festa... O Royal Skies era um navio de guerra antes. Eles compraram essa embarcação usada na Segunda Guerra pelos Estados Unidos e o transformaram no cruzeiro.” Meus passos foram interrompidos ao escutar a informação enfim esclarecedora. – Então isso condiz com a aparência do navio agora, os soldados na festa e os zumbis militares. Mas quem poderia...? – Finalmente recordei o bendito diário encontrado na cabine do capitão há apenas algumas horas. Logo meti a mão embaixo de minha camisa e localizei o caderninho antigo ainda escondido. – Eu encontrei esse diário mais cedo. Ele relata a rotina de alguém em um navio durante a guerra... Só pode ser o mesmo navio. – Folheei algumas páginas, encontrando aquela na qual eu pausara a leitura. Logo depois li em voz alta as anotações seguintes de seu dono:

17 de Maio de 1941,
A guerra deu uma pausa nessas áreas, mas o navio enfrenta mais algumas falhas técnicas. Os operadores falam de um dano nas turbinas, xingaram todo mundo e até mesmo o kraken pelo prejuízo. Eu sei que eles têm medo, na verdade, dos sermões do chefe comandante. O chamam de “Homem Caveira” por conta de seu rosto fino e atitudes dignas de um ser demoníaco. Estou cansado de dormir nessas camas duras. O ar é sempre molhado e salgado. Sinto falta dos campos perto do Mississipi.

22 de Maio de 1941,
Eu odeio aquele show de ventríloquos improvisado pelo Ryan. Ele insiste que sua boneca Helena é engraçada, mas a acho completamente mórbida. Gostaria de joga-la aos tubarões! Pelo menos os demais gostam do que veem. Sinto como se isso os parasse por um momento já que usualmente todos andam tão estressados. Não é justo que continuemos nessa batalha. É um caminho sem volta. Tenho medo, muito medo...

Ela balançou a cabeça negativamente. “Isso não ajuda em nada. São apenas anotações bobas!” Eu tinha as minhas dúvidas. Precisaria ler mais sobre os textos daquele homem de modo a encontrar alguma relação condizente. Nahelle, no entanto, andou de um lado para o outro, procurando pensar em alguma solução até que seu rosto se iluminou de supetão. “Escuta! Tem uma torre de comunicação em algum lugar, não é? Quer dizer... É um navio de guerra. Podemos tentar nos localizar!” Ela tinha um bom ponto, afinal ajudaria pelo menos na compreensão de nossa posição geográfica. – É... Eu acho que tem razão. Não gosto de ficar nesses corredores escuros de qualquer modo. Vamos. – Acenei com a cabeça, de modo a que procurássemos a saída mais próxima. Ela deu para o convés frontal do navio, o qual no Royal Skies fora ocupado por um parque aquático, mas agora era apenas carregado por imensas caixas de madeira amarradas por cordas e correntes de metal. O problema era que uma chuva torrencial desabou em cima de nós, acompanhada de trovoadas e um mar extremamente volátil chapinhando o casco. Logo a frente uma pequena torre continha uma antena característica de uma sala de comunicação. “Isso. É a nossa chance!” Nahelle parecia mais disposta a agir enxergando aquilo como uma esperança. Percorremos o longo convés, assolados pela chuva tempestuosa até que um imenso baque no casco do navio nos derrubou para o lado. – Ugh! – Eu fui me chocar direto com uma das caixas, enquanto Nahelle bateu em um longo mastro. – Argh... O que foi isso? – Outro empurrão no casco balançou toda a embarcação e derrubou algumas caixas no chão, as quais se espatifaram e soltaram sacos de arroz. “Arthur! Tem alguma coisa no mar!” Nahelle então apontou para a lateral do barco, embora fosse realmente difícil enxergar alguma coisa com a chuva e a neblina cercando tudo. No entanto, em algum momento identifiquei pequenos globos brilhantes no meio da escuridão que logo se revelaram na figura de um monstro imenso nos atacando. Ele tinha pelo menos uns vinte metros de altura, sendo capaz de gerar ainda mais empurrões no casco à medida que grunhia em ira. Nahelle berrou alto, correndo para se esconder atrás de um conglomerado de caixas, porém isso apenas irritou a criatura que surgiu com um imenso tentáculo, destruindo as caixas em apenas um golpe. – NAHELLE! CORRA PARA A TORRE! – Gritei para a garota, sacando a minha varinha.

Eu me sentia ainda mais confuso do que nunca. Era como um verdadeiro pesadelo. Qual seria a próxima aparição? Um curupira? – Lumus Maxima! – Balancei a varinha de modo a chamar a atenção do monstro para mim. Ele piscou os olhos, rugindo alto e dedicando sua ira de Nahelle para um novo alvo. – É, agora lascou. – Afinal eu não sabia nem o que diabos era aquela criatura. Seu corpo cor de lama relativamente humanoide possuía longos braços terminando em garras afiadas, ainda que também possuísse alguns supostos tentáculos. Em sua cabeça, os globos se mostraram como seis pequenos olhos amarelos acima de uma enorme boca dotada de imensos dentes afiados. Com a tempestade caindo e o céu iluminando com relâmpagos, sua sombra parecia ainda mais amedrontadora. Ele acertou o casco do convés, criando um imenso buraco no mesmo local que eu estava antes de pular para o lado, safando-me do golpe. – Depulso! – Apontei para o rosto do monstro, gerando um pequeno choque de empurrão na criatura. Aproveitei a oportunidade para me desvencilhar e correr na direção oposta da torre de comunicação, já que queria afastar a ameaça de Nahelle. O monstro enfim usou outro tentáculo para golpear uma pilha de sacos e derruba-los quase em cima de mim. – Confundus! – Em outro feitiço, procurei confundir os seus sentidos, porém parece que ele ficou ainda mais irritadiço e agitado, pois seus braços e tentáculos começaram e literalmente destruir o convés criando enormes buracos a cada golpe. – Preciso dar um jeito de nocauteá-lo. Algo pesado... – Muitas coisas pesadas me rodeavam, porém qual delas seria suficiente para bater de frente com o bicho? Foi quando encarei um longo guindaste em cima de mim. Ele parecia preso apenas por uma corrente o segurando. Se eu o soltasse, ele iria de encontro com o rosto do monstro. – Reducto! – Mirando nas correntes, destruí a prisão da barra de ferro a qual, com a força do vento, foi arrastada com velocidade e brutalidade para a cabeça da criatura. Após um imenso som do sino do guindaste batendo, o monstro rugiu com dor e colocou toda a sua força para cima do barco. – Essa não! – Então ele abriu um imenso buraco na madeira, derrubando para baixo tudo o que tinha no convés, incluindo eu.

[Atemporal]: Deixei o local em algum momento.


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Arthur Highmore Schmidth
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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeSeg 01 Jun 2020, 21:06


FILE: Ecos da Guerra
LOCATION: Portree, Escócia
ARCHIVE: Number 4

Meus olhos se adaptaram a pouca iluminação oriunda de uma lamparina. Ela balançou levemente, de um lado para o outro, flutuando na escuridão. – Como... O quê? – Pisquei repetidamente para tentar me acostumar com o ambiente e sentindo uma tremenda dor no corpo. Este havia sido amarrado com uma rede de pesca em uma cadeira. – De novo não. – Já era a terceira vez nos últimos tempos que alguém fazia questão de me amarrar. Só porque eu sempre possuíra essa dificuldade com os nós. “Espera... Onde está o...?” Logo minhas lembranças retornaram ao monstro gigante atacando o convés, embora eu não enxergasse nenhum sinal de destruição na saleta a qual fora trazido. De fato a tempestade rugia do lado de fora, porém nenhum sinal de empurrões anormais no casco. Então finalmente lembrei-me de minha companheira Nahelle e em como ela teria escapado. “Espero que longe daqui.” Eu não tinha a mínima ideia de quem me prendera, porém me sentia imensamente observado naquele instante. “Vamos. Você consegue desatar isso.” O tronco se mexeu, assim como as mãos amarradas para tentar encontrar uma falha no nó. Minha única fonte de luz se resumia a lamparina que continuava a balançar lentamente na escuridão. “Onde ela está presa, afinal?” Tão logo me questionei sobre isso e percebi que ela não estava presa em lugar algum. Ela estava sendo carregada. Uma figura deu um passo para fora das sombras e se posicionou a minha frente. Imediatamente segurei a respiração com a imagem em seu rosto. O homem possuía metade da cabeça tomada por carne e pele e a outra metade, uma caveira sangrenta. O resto do corpo era aparentemente normal, trajando um uniforme militar antigo de guerra. Algo semelhante a um comandante. – O que você quer? – Indaguei em tom de confrontamento. O homem apenas esboçou um sorriso malicioso. “Disseram-me que você andou brincando no convés. Isso é verdade, marinheiro?” Aproximou a lamparina do meu rosto, trazendo consigo um hálito horroroso e o calor das chamas queimando. “Normalmente eu sou um homem muito paciente, jovem, mas... O que ocorreu ali? É um grande estrago.” Sua língua fluía pela boca e eu podia enxerga-la por dentro da abertura de caveira, assim como as metades dos demais órgãos da cabeça pingando sangue. Extremamente nojento. “Eles me chamam de Homem Caveira. Não é? Eu sei o que seus amigos falam. Eu não sou idiota!” Então se endireitou e arrumou sua gola no uniforme. “Infelizmente consegue imaginar o que aconteceu. Hoje todos eles são apenas caveiras sobre o meu comando.” Os olhos foram tomados por um fogo vermelho. “E você também!” O Homem Caveira jogou a lamparina no chão e ela espalhou fogo pelo ambiente. Os trovões rugiram mais uma vez quando ele sacou uma pistola de guerra e mirou em mim. – NÃO! – Gritei tomado pela emoção do momento. Foi quando escutei o som de carne perfurada e o comandante urrou estranhamente, o corpo sumindo em uma fumaça vermelha em questão de segundos. Logo atrás dele, Nahelle surgiu tremendo e segurando uma adaga de prata.

Ela jogou a arma no chão com temor e depois emitiu um gritinho ao encarar as chamas se espalhando. Derrubou um saco de areia guardado naquela saleta por cima delas até que apagassem. “Eu- Eu consegui...” Lágrimas brotaram dos seus olhos enquanto ela procurava manter a calma. “Eu matei o fantasma.” Um sorriso também surgiu de forma inevitável, totalmente desacreditada de seus atos. “EU CONSEGUI! EU MATEI O FANTASMA!” Nahelle se jogou em pulos e palmas, realizando mesmo alguns passos de dança em comemoração. – É, parece que sim. Consegue me ajudar aqui? – Indiquei o nó com a cabeça e ela soltou um “ah!”, apressando-se para me auxiliar. Ela encontrou um interruptor escondido e acendeu uma luz velha no teto. “Você está bem?” Me sentia melhor sem uma rede de pesca enrolada em meu corpo. – Eu que pergunto... Você... Está bem? Como conseguiu essa adaga? – Olhei para o item jogado no chão e tentei compreender a sua origem. “Na cabine de comunicação presa em uma foto do Hitler na parede. Achei que poderia ser útil.” Se fora totalmente eficaz, eu não tinha certeza, mas certamente afastou aquela criatura por um momento. Entretanto... Como uma adaga material atingiria um espírito incorpóreo? – Obrigado, Nahelle. – Agradeci verdadeiramente. – Mas acho que ainda estamos em perigo. E... não creio que ELE fosse o nosso fantasma. – Logo procurei o diário escondido em minhas vestes, tragando a atenção de uma confusa Nahelle para perto de mim. – Veja as anotações do dono do diário. Eu não tinha compreendido antes, mas eram pistas sobre as assombrações do navio. Olhe... – Meus dedos procuraram os primeiros registros lidos. “Todos esses soldados... Uma hora serão apenas zumbis...”Como a horda de inferi que nos atacou logo no começo. – Depois se direcionaram a outras frases específicas. “... xingaram todo mundo e até mesmo o kraken pelo prejuízo.” – Certamente está relacionado ao monstro gigante do lado de fora. E... – Então localizei outro ponto de interesse. “O chamam de “Homem Caveira” por conta de seu rosto fino e atitudes dignas de um ser demoníaco.” Logo continuei. – Foi aqui que liguei os pontos. O comandante não é o nosso maior inimigo. Ele é apenas um fantoche controlado por algo ainda mais poderoso. – O que fazia todo sentido parando para pensar naquele momento. O diário também era a única rota comum entre todos os ataques, o que significava que ele certamente influenciava em algum ponto dos acontecimentos. – Se relermos os próximos escritos, quem sabe... – E eles eram os seguintes:

22 de Maio de 1941,
Eu odeio aquele show de ventríloquos improvisado pelo Ryan. Ele insiste que sua boneca Helena é engraçada, mas a acho completamente mórbida. Gostaria de joga-la aos tubarões! Pelo menos os demais gostam do que veem. Sinto como se isso os parasse por um momento já que usualmente todos andam tão estressados. Não é justo que continuemos nessa batalha. É um caminho sem volta. Tenho medo, muito medo...

Entretanto não consegui discutir o tema abordado na última mensagem com Nahelle, pois ela foi subitamente puxada para trás por alguma coisa violenta. A garota gritou e meu coração disparou. Corri na sua direção, enquanto ela era carregada por braços negros na escuridão e sendo levada para o corredor. “SOCORRO! ARTHUR!” Suas súplicas ecoaram em meus ouvidos duramente até que finalmente a garota conseguiu segurar nas beiradas de uma porta no fim do corredor. Então eu fui tomado por uma percepção totalmente óbvia. “ARTHUR! ME AJUDA!” Nahelle se segurava com desespero enquanto os braços tomados por sombras a enrolavam pelo pescoço, a barriga e as pernas. “EU NÃO IREI AGUENTAR POR MUITO TEMPO!” Persistiu em tentar se desvencilhar sem muito sucesso, enquanto eu apenas a encarava ofegante e parado a apenas alguns metros. “O QUE ESTÁ FAZENDO? ME AJUDA!” Mas eu não iria lhe ajudar. Não mais. – Eu não irei cair nessa! – Finalmente anunciei, olhando para ninguém em específico, apenas esperando que minhas palavras surtissem algum efeito. Logo os gritos e choramingos de Nahelle se cessaram em um silêncio absurdo. Quando meus olhos se puseram nela, o corpo se transformara em um boneco de ventríloquo antigo e inanimado, com a mesma aparência da menina anterior e usando até o mesmo vestido verde brilhante. O nome bordado no peito se transfigurou de NA HEL LE para HE LE NA, as sílabas apenas trocando de posição e omitindo uma letra L. ”Ele insiste que sua boneca Helena é engraçada, mas a acho completamente mórbida.” – Já chega de todos esses joguinhos. Não acredito mais em suas ilusões. – Sim, Nahelle fora uma ilusão desde o início e quem sabe até mesmo programada para me tragar para aquelas situações perigosas. Uma parte de mim se sentia totalmente estúpido por ter caído facilmente nesse truque. – Qual era o plano? Fazer-me acreditar na garota e finalmente me matar? – Continuei perguntando e erguendo os braços para o alto, tendo como sinfonia apenas o retorno da tempestade. Foi quando senti a presença de um espírito atrás de mim e eu soube que agora enfrentava a origem verdadeira de todos os problemas. O homem era magricela e ao contrário dos demais tripulantes do navio, trajava roupas típicas dos anos quarenta e um chapéu estilo boina. – Você é um bruxo. Não é?! – Fantasmas apenas se manifestavam nesse plano quando eram próximos à magia durante a vida terrena. O espectro do homem flutuante permaneceu um tempo calado e depois balbuciou. “A g-guerra trouxa... Eu n-não suportei a g-guerra... Ninguém d-deve retornar a g-guerra...” Seus olhos pareciam verdadeiramente assustados e traumatizados. Logo imaginei o que aquele homem deveria ter visto durante os anos de combate, assim como a provável forma que acabou morrendo. “E-eu morri nesse n-navio...” Prosseguiu como se lesse os meus pensamentos. “E-ele não é s-seguro... V-vocês n-não podem t-trazer a guerra d-de volta...” Enfim as concepções de suas atitudes formularam um sentido em minha cabeça. Ainda que ele fosse totalmente deturpado. – Você assombrou um homem até a morte. Você tentou me matar. – Rebati antes que ele começasse a se justificar. “F-foi necessário... O imp-portante é retirar t-todos do n-navio... Ele n-não pode r-retornar a guerra...” O problema com espíritos presos a algum tipo de trauma ou lembrança é que eles ignoram completamente as mudanças temporais. Ficam alinhados a um sentimento específico, muitas vezes de horror e medo, que os motiva a tomar as suas atitudes por mais drásticas que elas sejam. – A guerra acabou, marinheiro. E você tem de ir para casa também... – Mesmo que o homem não acreditasse que o Royal Skies não traria a guerra de volta, eu não tinha como apenas confiar em um diálogo. Peguei o diário guardado em minha camisa e o ergui para o alto, procurando em seguida a minha varinha. O espírito então imediatamente reagiu e me empurrou para trás com uma força sobrenatural.

Seu diário foi jogado pela janela para o convés dianteiro inferior. – Droga! – Ele assumiu uma expressão de fúria e saltou em um voo para cima de mim. – Skurge! – Imediatamente saquei a varinha e conjurei um feitiço para repeli-lo por um tempo. – Tenho que pegar aquele diário! – Como eu desconfiei, o diário era o objeto que fortalecia a conexão do fantasma com o mundo mortal e, portanto, precisava ser de alguma forma destruído. O problema é que, tendo controle de todo o navio, meu adversário colocou os seus poderes em ação assim que eu reagi. À medida que eu corria pelos corredores, escutei o grunhido dos inferi tomando o percurso em minha direção. Apressei o passo e os prendi dentro da área interna, trancando a porta com magia. Depois, na área externa, o céu foi tomado por luzes rodopiantes, essas completamente diferentes das originadas por trovões, e o som das hélices dos helicópteros e o motor dos aviões dominaram o ambiente em uma plena cena de combate de guerra. Eles miraram no navio e começaram a atirar, tentando me alcançar enquanto flashes mostravam dezenas de outras embarcações imaginárias se dirigindo ao Royal Skies. Um verdadeiro cenário de batalha com estrondosas explosões originadas em bombardeios ao meu redor. “É tudo ilusão! É tudo ilusão!” Procurei manter a informação em mente até que enfim avistasse o diário pendente na borda do convés. Um pouquinho mais e ele cairia direto no oceano. – Accio diário! – Um gesto de varinha ele voou na minha direção, porém foi segurado por alguma força no meio do caminho. O fantasma do marinheiro reapareceu do outro lado, controlando o diário flutuante no ar. Enquanto ele se aproximava furioso, mais bombas explodiam em algum lugar e homens gritavam pedindo socorro. “N-NÃO! A GUERRA NÃO P-PODE CONTINUAR! ESCUTE O SOM DA GUERRA!” Olhei para o espírito raivoso, segurando as minhas emoções de temor e hesitação e enfim formulei uma pequena estratégia na cabeça. – Incendio! – Mas assim que as chamas chegaram perto do diário, elas foram apagadas pela intensidade da tempestade. Ela ainda rugia altos trovões e raios no mar tormentoso. – Bem, eu acho que é hora de improvisar. – Apontei a minha varinha para o céu e pronunciei o feitiço relacionado ao Tempest. Lá de cima um raio caiu e atingiu diretamente o diário. Com a força da descarga elétrica, o livro imediatamente foi destruído em pedaços chamuscados e jogado para dentro do oceano. O fantasma certamente não esperara por essa. Ele gritou em um urro gutural. Depois sumiu em fumaça e eletricidade, desaparecendo completamente após alguns segundos. – Boa viagem. A sua batalha já foi encerrada, amigo! – Anunciei fingindo me despedir. O problema é que sem o seu criador, as ilusões iniciaram a desabar e girar ao redor de minha cabeça. – Ugh! – Logo minha cabeça também foi tomada por uma tontura gigantesca e eu caí no chão, o mundo girou como um furacão e eu perdi a consciência.

Quando acordei de supetão, procurei a minha varinha e a encontrei guardada no bolso da calça. Suspirei aliviado e enfim analisei a tenda a qual fora trazido. Era uma tenda trouxa iluminada pelo sol. Nenhum sinal de tempestade se estendia pelo céu azul do porto de Portree. “Ai... Onde eu estou agora?” Não era mais nenhuma ilusão do fantasma, não é? Quer dizer... Eu literalmente destruíra a ligação dele com essa realidade, o que certamente o libertou para o além. Não demorou a que uma técnica de enfermagem aparecesse para me acudir. “Está tudo bem, rapaz? Você desmaiou feio.” Ela colocou uma maleta de primeiro socorros ao lado de minha cama improvisada. – O que aconteceu? – Parte de mim realmente estava confuso, porém fiquei ainda mais interessado nas memórias conturbadas ao enxergar o Royal Skies aportado não muito longe. Sua aparência não se assemelhava em nada a um navio de guerra, mas sim o luxuoso e extravagante cruzeiro que conheci primeiramente. “Você foi o único a permanecer a noite inteira no navio depois que os demais foram retirados às pressas.” Ela informou abrindo a maleta para retirar um medidor de pressão. “Uma loucura. Nunca vi um caso tão sério de histeria coletiva.” Espera, o que ela queria dizer? Histeria coletiva? “Todos os passageiros afirmaram com unhas e dentes que o navio foi invadido por soldados malignos e pediram ajuda a guarda costeira ontem à noite.” Soldados malignos? Então, eles foram vítimas das ilusões do espírito do marinheiro da mesma forma? “A diferença é que conseguiram escapar. Ao contrário de mim.” Eu fora o único a ficar no navio e por isso o único alvo durante o resto da noite. Que sorte. Coloquei a mão na testa, pressionando para aliviar a dor nas têmporas depois que a técnica terminou de medir a minha pressão. “Muito bem. Está excelente. Como se sente?” Sinceramente? Acordando de um pesadelo. Eu nunca encarei um espírito com um poder tão forte em manipular a realidade. Depois dessa precisaria de uma dose imensa de descanso. “Mas e você? Realmente viu aqueles soldados... Ou algo do tipo?” Ela enfim questionou curiosa. Ergui minhas sobrancelhas e apenas suspirei alto. – Não vi nada. Se tinha algo nesse navio, morreu há muito tempo. – Mais especificamente na Segunda Guerra Mundial. Olhei uma última vez para o Royal Skies e encostei minha cabeça no travesseiro, decidido a tomar um cochilo de verdade. Sem sonhos para mim nessa tarde.

[Atemporal]: Deixei o local em algum momento.

BESTIÁRIO #5: ESPÍRITO DEPENDENTE


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Darwin Christ. McBride
Grifinória
Grifinória
Darwin Christ. McBride

Patrono : Esquilo-voador
Bicho-papão : Assistir a morte de seu pai

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Formado
Varinha: Ferrão de Explosivin, Abeto Vermelho, 26cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Castelo Eilean Donan   Castelo Eilean Donan - Página 2 I_icon_minitimeSex 24 Jul 2020, 12:42


  Era estranho estar novamente ali, Darwin sentia. Mas era onde ele costumava ir com seus pais, visitar um ou outro patrimônio histórico da Escócia, viver daquela maneira durante sua infância era bom e alegre... mas ele não sabia. Já era o terceiro dia seguido que ele aparecia por aquelas bandas, pensando no que deveria fazer para não explodir de raiva. Mesmo que estivesse, aos poucos, começando a pegar o jeito da oclumência, ainda estava em um riacho enorme de insensatez e solidão e ambos misturados não era uma combinação considerada saudável. Porém tinha que continuar. Continuar de alguma maneira para que não ficasse a mercê de pensamentos maquiavélicos e alto-destrutivos. Enquanto observava o castelo de Eilean Donan, sentia uma pequena nostalgia e até conseguia visualizar seu pai e sua mãe, estendendo os braços para que ele se pendurasse e risse daquilo como se fosse a coisa mais incrível do mundo, tirar os pés do chão. Por muito tempo aquilo realmente foi algo que ele amava, voar, porém o sonho foi retirado quando perdeu a visão de seu olho direito, pois já não conseguia distinguir se algo estava perto ou longe, se ia esbarrar ou não em algo.

E ele tentou voltar ao quadribol, porém sem sucesso. Há algo mais cruel do que tirar o sonho de uma criança, caros leitores? Provavelmente sim, mas esta crueldade foi o fim de Darwin. Convencido de que não conseguiria mais ser um jogador de quadribol, goleiro do Canhões de Chudley e de sua seleção sem muitos talentos, Escócia, o jovem simplesmente aceitou sua mediocridade e voltou a viver... como um lobo. Durante dois anos o rapaz se escondeu do Ministério da Magia, que não sabia que ele era um animago e por isso nunca o encontrava. Aquele período de sua vida foi, de certa forma, libertador e incrivelmente depressivo.

Não tinha amigos, senão animais da floresta e a maioria ele o odiava por ser um lobo, fora que costumava comer aqueles que cogitavam ameaçar sua vida. Poucas vezes ele se transformava novamente em humano, mas quando assim fazia, sentia-se estranho, esquisito... como se aquela pele não o pertencesse. Foi então que começou a perceber que estava deixando de ser Darwin para se transformar em um ser que, de primeira, serviria apenas como uma “pele”. Quando retornou a sociedade bruxa, já havia se tornado bastante quieto e notoriamente esquisito àqueles que não tinham a menor ideia de seu passado. Darwin ainda tentava ficar o mais longe possível de Rob naquela época e quando se recordou daquilo, o moreno que realmente estava presente naqueles pensamentos, percebeu que fora ali que cavara sua cova com o irmão. Era por isso que Rob não o amava tanto quanto amava Jensen. Talvez, Darwin cogitou, ele sequer me ama hoje. Com toda seu sofrimento a respeito daquilo, a oclumência não sendo capaz de bloquear tal coisa, o moreno aparatou dali, para bem longe; ao menos o mais longe que conseguia pensar. Darwin estava imerso em agonia, mas se recusava a acreditar. Estava em uma guerra com os trouxas... e uma outra em sua cabeça. Na maioria das vezes, pessoas que lutavam em duas guerras, perdiam ambas.

Off: Darwin aparatou dali como especificado nos últimos trechos.




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