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Novidades: Leia o o novo informativo e descubra o que tem sido feito em busca por uma solução para nossos problemas.
O provão será realizado do dia 18 ao dia 21 de novembro, a lista de aprovados está disponível aqui!
A lista de alunos aprovados direto foi divulgada, acesse aqui!

 

 Lago Ness

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Aapeli Lund Bladorthin
Noah P. Scott
Ares H. Eaton
Rhea Megalos Kosey
Solara Allein Jinxed
Fauna Aphelion Strider
Calum Edwards Thompson
Corina Kwon Lynden
Max Rathbone Tiger
Gwanwyn Haraldsen Borr
Chicago Sinclair Dallas
Nate Drozdov McBride
Aleksander R. McCain
Helga Vaughan Rathbone
Jucca Godofredo Austin
Leon McCallister Belmore
Kai'Sa Binsikhi Zirima
Darcy Bitt. Rathbone
Carly Vaughan Rathbone
Arthur Eaton Snow
Scarlet Lynn Eaton
Cédric William Chantrell
Kendra Sinclair Norwood
Derick Stokes Lykaios
Max d'Aumont Grimaldi
Josephine Pollok Eltz
Suzanah Tudor Ziegler
Wane Lannister
Benício Hugo Pollok Eltz
Maximus van S. DiBord
Rose Vaughan Rathbone
Savonya Seawor. Kaminskov
Farlan Rathbone Vaughan
Thera Rathbone Vaughan
Freya Fallen Wichbest
Fenrir Pollok Eltz
Elijah Szpilman Keynes
Piper Alborne Seaworth
Robyn Pollok Eltz
Mia Alborne Rathbone
Alexandra Pollok Eltz
Timothée Gauthier Hwang
Athelstan Gremory D'Anjou
Laren C. Amundsen
Leah B. Ziegler Wichbest
Chris L. Tiger
Erik Holtzer Demele
Ive Drayt. Knowles-Carter
Audrey Brooks Rathbone
Morgan T. Fallen Wichbest
Deméter Alborne Looken
Arthur H. Rathbone
Veruska W. Rathbone
Paul McBride Zarek
Fredrik Dahlberg
Anne K. Rathbone
Jessie V. Hansen Adamatti
Bernardo Gael Rathbone
Ander Iliev Bittencourt
Angeline Keller D'Amici
Astrid Ludwig Hoffmann
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Benjamin S. Chevrin
Luhan Park Sparrow
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Antwon McBride Salvatore
Faye Gebühr Wichbest
Noah Austin Salvatore
Alex Orion Kosey
Dandelion Nower Skarsgard
Olga Bach Gebühr
Sam D. McCain Wichbest
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Alexandra S. Rathbone
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Jared D'Amici Czarevich
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Veronika Grinfild Donati
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The Storyteller
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Rachel Tudor Pallas
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Holly Kalitch Obelitz
Carolyn Krochan Fontaine
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Liz Hool Ceallach Romanov
Jabari Latrell Parker
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Diretor Alvoros Grunnion
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MensagemAssunto: Lago Ness   Lago Ness - Página 11 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013 - 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Lago Ness

Highland, Escócia


Lago Ness - Página 11 Lago-ness

O lago Ness (Loch Ness) é um lago de água doce localizado em Highland na Escócia, de forma estreita e alongada com cerca de 37 quilómetros de comprimento. O lago ocupa uma área de cerca de 56,4 km² e tem uma profundidade máxima de 226 metros. A visibilidade da água é extremamente reduzida devido ao teor de turfa dos solos circundantes, que é trazida para o lago através das redes de drenagem. Pensa-se que o lago Ness tenha sido modelado pelos glaciares  da última era glacial.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local parcialmente protegido pela lista de Lugares Protegidos.



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Ares H. Eaton
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 11 I_icon_minitimeSab 10 Set 2022 - 22:09




Chovia muito naquela noite, o dia foi estranho com muitos ventos que a meterologia não sabia dizer de onde vinha, isso era um mau sinal para a família que já esperava por uma tempestade. por isso a fantasma foi para fora, já que vento ou chuva não tocariam e nem a faria mau, isso era até bom porque não haviam trouxas por perto ou que se arriscariam a sair num tempo como aquele, a baixa luminosidade da rua estava ajudando a fantasma que era quase invisivel naquele momento. A translusidade era algo maravilhoso, foi pelas ruas até perto do lago, as criaturas que antes estavam escondidas pareciam agitadas, os Kelpies do Lago Ness. Observou por um momento tentando captar todas as mudanças, naturais ou não, mas sabia que parecia ter sido feito com magia, andou pela beirada e viu com certo fascinio os raios que agora podiam ser vistos, trovões altos eram como tiros de canhão e ela soube...imediatamente voltou ao castelo.




is this the real life?
is this just fantasy?
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Harper von Ziegler
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 11 I_icon_minitimeTer 27 Set 2022 - 16:15

Apesar de ainda ser novo no trabalho em questão, Harper já estava preparado para mais um dia de trabalho. Entretanto, antes mesmo de chegar ao departamento de número quatro, recebeu uma informação de que o chefe do departamento queria falar com sua pessoa. Geralmente não era assim que acontecia, apenas as missões eram passadas através de corujas ou até mesmo por terceiros, já que não era tão complicado de se andar no departamento em questão. Aquilo fez com que o jovem rapaz se sentisse um tanto acuado, pois possivelmente tinha feito algo de errado e o chefe queria saber os detalhes. Podia imaginar mil coisas passando por sua mente, algo que nem mesmo chegou a cogitar, era que poderia ser um trabalho. Sério, Harper já estava preparado para arrumar sua mesa e se despedir do cargo, de tanto que estava nervoso com aquele encontro. Nunca era bom falar diretamente com o chefe, ainda mais quando se é novo no cargo. Contudo, tentou ao máximo deixar suas preocupações de lado e seguiu caminho para o andar e, consequentemente, a sala do chefe do departamento. Para sua sorte, não tinha nada relacionado ao seu emprego, ou seja, nada relacionado a perder o cargo ou alguma bronca relacionado a algum trabalho executado de maneira errônea. Entretanto, o trabalho envolvia uma missão de campo, o qual seria a sua primeira naquele cargo. De fato, respirou aliviado por saber que se tratava de uma missão, porém estava mais apreensivo, já que era sua primeira e, mesmo sabendo que teriam colegas por perto, ainda era o responsável por aquela divisão.

A missão consistia em uma denúncia de que existia uma Banshee assombrando um pequeno vilarejo bruxo, o qual era necessário que a divisão fosse resgatar o ser antes que pudesse causar mais mortes por causa de seus gritos. Certamente nunca tinha lidado com aquela espécie de criatura, mas tinha lido tudo o que podia, portanto também seria a sua primeira vez enfrentando-a. — Só espero que tudo acabe bem… — Falava consigo enquanto terminava de listar os detalhes com o chefe do departamento e tudo o que deveria ser feito. Pelo que o chefe explicou, era necessário capturar a banshee e levá-la para o ministério para que pudesse realizar alguns estudos e, depois soltá-la em algum lugar próprio, no qual não causasse mais mortes e nem assombrasse os bruxos e muito menos aqueles desprovidos de magia. O único problema era que o grito de uma banshee era fatal, portanto teriam que ter todo o cuidado necessário para que não houvesse mais fatalidades, ainda mais se tratando de servidores ministeriais. Logo, despediu-se do chefe e apressou para criar um plano, junto com os outros servidores, afinal precisariam de toda a ajuda necessária. — Precisamos encontrar uma forma de não escutar… — Comentava com os colegas, pois assim teriam uma forma de combater o ser sem que tivessem perigos de fatalidades. A verdade é que precisavam ficarem surdos por um determinado tempo, pelo menos até que a criatura fosse capturada e seus gritos estivessem sido controlados. O problema era que tinham que agir com cautela e depressa.

E, não demorando muito, várias ideias foram surgindo, a qual certamente precisariam utilizar de equipamentos não mágicos, afinal se tratava apenas de algumas horas sem o poder da audição. Assim, também aproveitaram para criarem uma espécie de sinal para que ninguém se perdesse no caminho, uma vez que viajariam para o Lago Ness, o qual a banshee havia sido vista. Algumas horas se passaram, pois um plano havia sido criado, portanto já estavam prontos para irem até o local e vasculhar mais sobre a criatura que estava causando um alvoroço no vilarejo. A viagem seria feita de chave de portal. Não iriam diretamente até o casebre, mas alguns metros de distância, pois precisavam manter uma certa segurança, assim como não queriam ser pegos de surpresa com o grito fatal. — Não esqueçam de seus aparelhos, e boa sorte a todos… — Disse e, rapidamente seguraram no objeto inusitado para a viagem. A partir daquele momento, nenhum servidor seria escutado pelo outro, pois todos estavam usando protetores auricular de ouvido para não caírem em uma cilada com a banshee. Não demoraram muito e estavam perto de um casebre abandonado, o qual era a informação que tinham sobre onde a banshee estava. Assim sendo, Harper coordenou os outros servidores, mandando dois para o lado esquerdo da casa e dois para o lado direito. Ele e mais um ficariam a frente, uma vez que precisava da casa cercada para que não fugisse. Mexeu em seu ouvido, apenas ajeitando o protetor e seguiu caminhando, empunhando sua varinha para frente.

Tentava ao máximo não fazer muito barulho, porém não conseguia escutar nada, portanto não sabia se os galhos estavam estralando e alertando a banshee de que tinha presença de humanos por perto. Assim sendo, caminhava com toda a cautela, se aproximando do casebre abandonado. Se não fosse pelo trabalho, com toda a certeza admiraria a vista que tinha do local, uma vez que era bem perto do lago mais famoso do mundo, o qual tinha uma vista espetacular. Tudo bem que era preciso uma boa reforma naquele casebre, mas não era bem para isso que estava naquele lugar. Quando voltou a tona, viu alguns flashs diante seus olhos, vindo de dentro do casebre, o que chegou a conclusão de que os servidores tinham encontrado a banshee e estavam tentando sua captura. Logo, começou a andar mais depressa para ajudá-los, uma vez que não deveria ser uma tarefa muito fácil, mesmo com seis servidores indo para aquele casebre apenas tentar fazer a captura. Movimentou as mãos para o seu parceiro e ambos adentraram a residência, com as varinhas em mãos, prontos para deter aquela criatura. A verdade é que, quando a viu, Harper ficou paralisado por alguns segundos, pois era um ser fascinante, mesmo que perigoso. Entretanto, não teve tempo para admirar aquela beleza, uma vez que viu um flash, ou melhor, um feitiço passar ao seu lado, o qual a banshee havia desviado. Assim sendo, movimentou novamente as mãos para os outros servidores, mostrando que precisavam ficar em volta da criatura, uma vez que ela não teria tanta escapatória.

Não era um plano muito mirabolante, era apenas acertar a criatura que, com toda a certeza estava gritando a todos os ventos e para quem pudesse ouvir. No entanto, estava com proteção para os ouvidos, o qual não conseguia escutar nada. Tinha acertado em cheio naquilo, mesmo que fosse completamente estranho ficar sem ouvir, mas era para sua segurança e para os de seus companheiros. — Agora! — Mesmo que tivesse gritado, sabia que ninguém tinha o ouvido, pelo menos não nas palavras, mas nos gestos todos entenderam. Logo, vários flashs de luzes saíram das pontas de cada varinha, que acertou em cheio a banshee, fazendo com que ficasse praticamente estuporada. Rapidamente, um outro servidor lançou um feitiço para que a criatura não pudesse mais gritar, o que tinha vindo em extrema necessidade, porém, Harper apontou para os ouvidos e fez o sinal negativo com as mãos, mostrando que era melhor não tirarem o protetor por enquanto. Toda segurança era necessária, ainda mais não sabendo como a banshee poderia reagir a tais acontecimentos. Então, não perdeu tempo em capturar a criatura e pedir para que três dos servidores que estavam presentes levarem diretamente para o ministério. E, não demorando muito, os três foram na frente com a banshee, o que fez com que retirasse os protetores. — Vasculhem o casebre e a floresta para ver se está tudo em ordem, depois voltem para o Ministério. — Alertou aos dois outros servidores que haviam ficado consigo. E, rapidamente aparatou dali, afinal tinha um trabalho para fazer no Ministério.


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Prometheus Morgenstern
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 11 I_icon_minitimeSab 5 Nov 2022 - 23:17


[Estradas de Drumnadrochit - Terras Altas da Escócia, Grã Bretanha]
Circe Wright Schmidth. Fazia uma década desde a última vez que eu me preocupei com a apanhadora. Depois de levá-la para o mal caminho, matar seu pai e a incriminá-la para ser trancafiada em Azkaban, a loira tinha se tornado uma pequena diversão para trazer caos e tragédia para os habitantes de Cair Paravel. Era parte da tradição quando um Morgenstern assumia a liderança da Strix comprovar seu compromisso com a família, cometendo um ato de lealdade ao primeiro licantropo e a Feiticeira Negra. Se passar pelo Ritual da Lua de Prata era uma honra para os descendentes de Mefisto, derramar sangue Schmidth era mais do que suficiente para Dahlia. Com Circe Schmidth tendo sido um plano de mestre para o meu teste de lealdade, meu trabalho como agente das Forças Armadas tinha me dado uma pista quanto a uma possível ponta solta. Oferecendo cidades natais de vários times de quadribol, diversas batidas dos oficiais ocorreram pela Grã Bretanha, sendo que eu me encarreguei pessoalmente de Ballycastle. Os arquivos da sede dos Morcegos tinham várias informações sobre funcionários atuais e antigos, e enquanto investigava ex-atletas acabei topando com um mago que eu conhecia muito bem: Ragnar Odger Beowulf. O ex-capitão era conhecido por seu relacionamento conturbado com Circe, sendo que o Semanário das Bruxas não perdia um episódio da decadência da prisioneira. Entretanto, Ragnar era um excelente batedor e um dos favoritos para liderar a seleção britânica, e aceitando na época que sua saída se deu por um sentimento verdadeiramente genuíno pela ex-namorada, agora minhas suspeitas eram bem diferentes. Havia uma ficha dele como treinador, com algumas ausências identificadas como problemas de saúde do filho.

[Floresta nos arredores de Drumnadrochit - Terras Altas da Escócia, Grã Bretanha]
—Saberia me dizer para que lado fica o Castelo de Urquhart? - As nuvens carregadas sobre o vilarejo de Drumnadrochit indicavam que a chuva cairia em breve lavando as ruas e limpando os restos mortais da residência que eu estava prestes a purificar. Após parar um trouxa buscando informações sobre a possível localização de Beowulf, ele educadamente me apontou na direção leste do vilarejo, explicando que depois da rodovia, bastava seguir para a esquerda depois de ver o Lago Ness. Agradeci de forma seca antes de começar a caminhar, analisando cada centímetro do vilarejo na procura de algum feiticeiro. Eu usava a farda militar como forma de me disfarçar e conseguir a cooperação dos trouxas locais. Desde a minha descoberta sobre o filho de Beowulf e sua possível conexão com Circe, eu havia tomado a decisão de caçá-los. Não por necessidade, não por medo, mas pela minha compulsão. Fazia tempo que eu não saciava meu apetite de sangue humano e aquelas eram as minhas vítimas perfeitas. Parecia bom demais poder queimar arquivos, derramar sangue Schmidth e ainda ter uma oferenda ao meu outro lado naquela noite de lua cheia. Quando finalmente visualizei o lago que abrigava alguns kelpies, tomei o caminho da esquerda bem antes do castelo para vasculhar a pequena reserva florestal que havia ali. Eu precisava garantir que o perímetro estivesse livre de problemas para minhas ações daquela noite. A varinha foi puxada do coldre enquanto sumia atrás de algumas árvores, e após me tornar desilusionado, girei a varinha sobre a minha cabeça. “Katoamistaika!” Meu corpo tomou a forma de penumbra, desta vez invisível, e voei pela copa das árvores checando todo o local.

[...]

[Urquhart Castle, Drumnadrochit - Lago Ness, Terras Altas da Escócia - Grã Bretanha]
—Estou chegando, Beowulf… - Cerca de uma hora e meia após sobrevoar todo o perímetro, tive certeza que não haviam militares ou bruxos na região. Aproveitando que estava na floresta, escolhi um grande carvalho e lancei alguns feitiços de proteção para abrigar meus pertences após a transformação antes de me dirigir para o meu destino final. Não demorou para a caminhada para fora da floresta me levar direto para a rodovia, tomando a estrada rumo às ruínas de Urquhart. Não demorou muito para o sol começar a se pôr, fazendo as sombras das ruínas recaírem sobre mim. Quando estava perto de pisar no território, puxei novamente a varinha, fazendo pequenos testes para saber quais feitiços de proteção poderiam existir no perímetro. A primeira pedra atravessou o ar tranquilamente. A segunda bateu na parede de uma das ruínas e quicou para fora. A terceira atingiu uma barreira invisível ao fim, servindo de denúncia da possível entrada da casa secreta. Passos suaves foram suficientes para eu conseguir me aproximar de forma furtiva, a varinha sempre em punho enquanto eu buscava me atentar a qualquer mudança de aroma ou som anormal. Foram longos meses após a batida em Ballycastle para eu encontrar um homem disposto a falar. Precisei refazer todos os passos de Ragnar após a fama, desde retornar à Noruega para ficar com sua família até buscar uma residência escondida dos trouxas para criar a criança. A barreira de proteção era simples, não causando danos físicos, mas bloqueando qualquer tentativa de visão, olfato ou audição: —Vejamos… - As tentativas de invadir Cair Paravel me levaram a um grau de conhecimento privilegiado sobre proteções, o que tornava situações como aquelas risíveis. Depois de identificar os encantos, comecei a fazer floreios com a minha varinha, sussurrando cândidos celtas enquanto me concentrava em quebrar os feitiços de proteção.

Foi há poucas semanas que descobri que Beowulf estava residindo em Drumnadrochit, não pelos pergaminhos sobre seu cargo de treinador, que convenientemente não mencionava sua residência, mas por um dos seus amigos fora de Mag Mell. Foi uma longa semana de tortura no navio de Babbitty, mas cedo ou tarde as pessoas acabam quebrando e revelando seus segredos mais profundos: —Finalmente! - Um sorriso tenebroso surgia em meus lábios quando finalmente avancei para a lateral das ruínas, onde eu conseguia sentir a força da magia. Eu tinha aprendido do jeito difícil que algumas entradas mágicas poderiam ser construídas das mais diversas formas, o que me fez tatear a parede torcendo para que não existisse nenhum sistema rúnico que realmente pudesse me impedir. Ao longo das várias batidas de varinha ao longo dos tijolos, finalmente minha mão passou por cima de algo diferente, um tijolo torto que emanava algo genuíno: —Achei! - Mexi no tijolo de forma manual até ele se acertar na parede, e após uma pequena batida com a varinha, todos os tijolos começaram a se mexer de forma semelhante à entrada do Beco Diagonal, revelando um pequeno pátio para uma bela casa de dois andares, com um jardim e um crupe que se levantou no segundo em que me viu. “Silencio!” Garantindo que os latidos do cachorro fossem silenciosos, avancei pelo pátio em direção à entrada quando o Feitiço de Miadura foi acionado por mim: —Droga! - O xingo em forma de rosnado fez eu correr em direção à porta, aproveitando que ainda estava sob o feitiço de desilusão para me preparar para algum tipo de ataque direto.

Eu sabia que a casa estava sob um feitiço de imperturbabilidade sonora no segundo que identifiquei um agitado Ragnar correndo com o seu filho pela casa. Ele estava visivelmente mais envelhecido, com o cabelo preso em um rabo de cavalo e as típicas vestes bruxas de um homem adulto maduro, as rugas denunciando sua idade em torno dos 34 ou 35 anos: —Bombarda Maxima! - A porta voou pelo interior do hall enquanto eu avançava com delicadeza, o cheiro de comida invadindo meu nariz enquanto buscava identificar o cheiro de carne humana para me familiarizar com seu odor: —Parece que alguém andou brincando de esconde-esconde… - Os passos fortes de Ragnar indicavam que ele estava correndo escada acima com a criança, então cruzei rapidamente a sala e a cozinha procurando pela escada. Não demorei a identificar a escada em caracol, a qual subi em alta velocidade: —Um… - Minha audição permitia eu escutar o pedido de Beowulf para que seu filho jamais esquecesse o quanto ele o ama. A cada passo eu me atentava mais às instruções rápidas que eram entregues de pai para filho, fosse explicando o seu destino ou a confiança que deveria atribuir aos Schmidth: —Dois… - Finalmente localizei a porta lacrada e apontei a varinha na direção do topo: —Três… - O ácido acertou o topo da madeira e a porta começou a derreter, permitindo que eu desse uma boa olhada na criança enquanto um bisbilhoscópio, que girava loucamente, terminava de brilhar em azul, terminando de se transformar em uma chave de portal: —Ragnar e seu filho no quarto. - Ao erguer minha varinha, Beowulf lançou um Aresto Momentum que me impediu de avançar sobre ele, garantindo que seu filho tivesse tempo de pegar a mochila e tocar a chave de portal.

—Eu vou te achar, moleque! E quando eu fizer isso, vou triturar cada osso do seu corpo! - A ideia da minha caçada se manter prolongada era fantástica demais para deixar passar. No segundo que a criança sumiu, Ragnar desfez o feitiço tentando me acertar com uma azaração do corpo preso: Reflectus Petrify! - O feitiço foi rebatido de volta para Ragnar e movi a varinha em direção a parede em suas costas: —Confringo! - A parede explodiu em chamas, fazendo os fragmentos acertarem as costas do meu alvo. Meu movimento para fora da sala foi bastante rápido, usando a parede do corredor como forma de proteção. A varinha estava erguida no segundo que olhei para o corpo do feiticeiro petrificado no chão, sua expressão de pânico paralisada enquanto eu pisava em sua varinha a partindo em duas: —Não aprendeu que brincar de esconde esconde com um rastreador nunca termina bem? Boa noite, Beowulf… - Enquanto o fogo ardia começando a tomar a casa, peguei algumas peças de roupa da criança, pergaminhos e correspondências, antes de arrastar o corpo para o corredor. Depois de desfazer o feitiço do corpo petrificado, puxei minha vítima para fora da casa, me deleitando com seus gritos de desespero enquanto implorava para eu não ir atrás do seu filho: —Ele é a cara da mãe, não é? Exceto no cabelo… Esse ele puxou de você. - O homem se debatia contra a minha forma incomparavelmente superior, mas como forma de fazê-lo ficar quieto, no segundo que chegamos do lado de fora casa pela casa, apontei a varinha na direção do cachorro: —Avada Kedavra! - O feitiço silenciador ainda se mantinha sobre o inquieto cachorro que tremia e rosnava até tombar morto ao ser atingido pelo clarão verde esmeralda: —Você é o próximo. - E lançando um feitiço silenciador na minha vítima, caminhei para fora do arco de entrada antes de assumir a forma de penumbra, voando pelo céu noturno acompanhado da minha vítima.
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