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 Lago Ness

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MensagemAssunto: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013, 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Lago Ness

Highland, Escócia


Lago Ness - Página 10 Lago-ness

O lago Ness (Loch Ness) é um lago de água doce localizado em Highland na Escócia, de forma estreita e alongada com cerca de 37 quilómetros de comprimento. O lago ocupa uma área de cerca de 56,4 km² e tem uma profundidade máxima de 226 metros. A visibilidade da água é extremamente reduzida devido ao teor de turfa dos solos circundantes, que é trazida para o lago através das redes de drenagem. Pensa-se que o lago Ness tenha sido modelado pelos glaciares  da última era glacial.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local parcialmente protegido pela lista de Lugares Protegidos.



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Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


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AutorMensagem
Bernardo Gael Rathbone
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeTer 31 Mar 2020, 21:01

Notas Jornalísticas
Interação com Darcy


O homem havia saído para suas patrulhas com os guardas da família na região das Terras Altas na Escócia, por mais que ele não fosse envolvido com a resistência ou qualquer outra organização Bernardo fazia sua parte para ajudar os refugiados a encontrarem um lugar seguro. Foi nesse dia que viu um conhecido que fazia a mesma coisa, Darcy era filho de sua prima, um jovem com quem Bernardo se identificava bastante e gostava. Foram para as praias onde já tinham visto que era seguro e ele abraçou o jovem rapidamente porque ele não estava em casa fazia um tempo. – Patrulhando essa área também? – Questionou o homem para o mais novo, Darcy estava fazendo um trabalho ali perto mas tinha algo o incomodando e Gael notou isso. – O que aconteceu? – Perguntou franzindo o cenho, foi quando Darcy pegou um jornal dobrado do seu bolso e passou para o homem sem dizer mais nada. Gael pegou o jornal e abriu para ler uma matéria com o título de Capítulo Negro, falava sobre Hogwarts e o ataque que sofreram, relatava de uma maneira breve tudo que aconteceu, desde o dia em que Nyx adiantou as provas finais e liberou os alunos pouco a pouco. Quando o ataque aconteceu restavam apenas alguns alunos e isso evitou uma grande tragédia em relação aos números. Também conta que um grupo pequeno ganhou tempo para outros alunos escaparem, Gael lembrou que sua filha Alexandra foi um desses bruxos que lutaram contra militares para ganhar tempo. O castelo foi tomado, mas sem mortes de alunos que era uma coisa muito boa para ele, também trazia uma nota de Nyx sobre o ocorrido. A mulher deixava claro que fez o que estava ao alcance dela e não fechou o castelo para que as crianças aprendessem a se defender, também sempre teve em mente que poderia sofrer com isso, mas ela não recuaria. Nyx ainda ainda filosofava sobre o que era bom e mal para eles naquele cenário. Seria uma derrota para os bruxos? Nyx alertava sobre novos ataques em especial ao Beco Diagonal e a Travessa do Tranco, isso era um movimento importante para as tropas militares, pois ali era o coração do comércio bruxo. Pelo jeito que ela falou ficou claro para Gael que o ataque poderia ser eminente, não tinha como saber apenas se prevenir. – O que vão fazer a respeito disso? – Ele questionou o menino que falou que estava no aguardo das ordens, mas uma coisa era certa, os bruxos deveriam se preparar para mais ataques em qualquer lugares com aglomerações bruxas. O homem respirou fundo e entregou o jornal de volta para o jovem, eles trocaram algumas informações e se despediram pois cada um precisava terminar seu trabalho. Saindo dali.



Quando você ama alguém, você não tem uma escolha
Prefiro pensar que sou mentiroso de um jeito inteiramente meu
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Darcy Bitt. Rathbone
Ministério - Auror de Campo
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeTer 31 Mar 2020, 23:30

Seu coração bate como um tambor. A perseguição apenas começou. Monstros presos na sua cabeça (nós somos) Monstros debaixo da sua cama (nós somos) Nós somos monstros. Nunca atiramos para atordoar, somos os reis da matança e estamos em busca de sangue!
____________________________________________________________________________


O jovem estava recebendo novas ordens para patrulhar um lugar que ele conhecia bem, junto a outro membro da resistência eles foram para a Escócia. Logo que chegaram tiveram acesso ao jornal daquele dia, ele pegou para ler se afastando do outro membro. A matéria contava um pouco sobre a invasão de Hogwarts que acontecia num momento que Darcy estava bem perto, mas não sabia que estavam sofrendo. Ele ainda se martirizava por isso, mas tentava seguir em frente e não ficar remoendo essas coisas. Pela matéria ele sabia que restavam poucos alunos ali porque Nyx acabaou o letivo um mês e meio antes. Os alunos estavam sendo retirados aos poucos, na noite do ataque eles eram um número muito pequeno comparado ao grande exército que tinha ali. A nota contava como os alunos resistiram por cerca de duas horas para que a evacuação dos alunos fosse realizada, as baixas puderam ser evitadas. Em seguida vinha uma dúvida, o que seria agora? Em nota Nyx relatava sobre como as medidas de segurança já tinham sido pensadas, afirmando que os adultos não podem proteger os alunos de tudo o tempo todo. Em tempo de guerras podemos esperar por tudo, mas que ela fez de tudo para manter o castelo e a educação bruxa pelo máximo de tempo que conseguiu. No final Nyx parecia enviar um alerta ao mundo como um novo e iminente ataque ao Beco Diagonal e a Travessa do Tranco, era algo que Darcy já pensava desde quando soube de Hogwarts. Outra coisa que ele sentia com aquela nota era que parecia também um recado aos militares sobre não baixar a cabeça. Nyx deixava uma dúvida para que todos pensassem, seria possível que ela previu tudo até a tomada de Hogwarts? Ele tinha quase certeza de Nyx tinha um plano maior mas ninguém conseguia saber o que ela pensava. [...] Depois de quase meia hora ele acabou encontrando com o primo de sua mãe, mas ele costumava chamar ele de tio. Notou que ele parecia patrulhar a região já que a família morava por ali, foram para as praias onde parecia mais seguro. – Oi Tio, estou bem mas ando bastante preocupado com as coisas. – Confidenciou mas não deu outras informações, ele resolveu dá o jornal dobrado para o homem ler com os próprios olhos. – A nota saiu hoje, daqui a pouco volto e ai saberei o que faremos. Esse tipo de aviso não deve ser tido como falso! – Declarou. Darcy estava ansioso e isso era notável, conversou com o tio por mais um tempo falando que estava bem fazendo seu trabalho, ele desejava ver seus irmãos mas o momento não era oportuno ainda. Se despediram e Darcy saiu dali.

Note: 1. Interação de Trama: X



Darcy Ex - Auror perito em esconderijos e disfarce.
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Kai'Sa Binsikhi Zirima

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Escola/Casa:
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeTer 21 Abr 2020, 03:20

Nem só de frutos vive uma mulher, não é mesmo? Por esse motivo Kai'Sa estava acocorada sobre algumas pedras mais distante da borda do Lago Ness, uma vara de pescar improvisada com fios de feitos com cordas de cipós e outros achados da Floresta, assim como o galho que envergava agora que uma isca havia sido pega. A isca, não era exatamente o pedaço de carne preso na ponta da corda que agora era esticada, mas sim, a presa que Kai'Sa usaria para alimentar a sua parte humana que precisava de nutrientes para sobreviver mais alguns dias. Com um puxão a morena jogou o peixe mediano para no solo fora da água e o assistiu se debater por cima do ombro no mesmo espaço onde outros peixes jaziam mortos, e enquanto se virava novamente para o cesto de carne para prender outra isca, se perguntava se o peixe podia saber que seu destino era exatamente igual aos daqueles outros sem vida ao lado de si. Não muito tempo após isso, Kai'Sa saiu dali, bem longe dos olhos de qualquer tipo de vida que pudesse alcançar aquele lugar.
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Arícia Felipa Rathbone
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Ano Escolar: Criança
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeQui 30 Abr 2020, 11:43

Para sempre

Com o dia raiando a fantasma estava parada perto do lago, ela lembrava do tempo em que era viva e corria pelas margens daquele lago com os cabelos ao vento. Depois ela passou a lembrar da sua adolescência em que vivia tentando pegar algum monstro no lago com seus primos, eles sempre eram parados por algum funcionário dos Rathbone. As lembranças eram boas e bonitas, mas causavam uma sensação estranha, porque logo elas sumiam e davam lugar as terríveis lembranças que assolavam ela naquela década. Estar presa em algum tipo de ritual onde ela tinha que agir contra sua família era algo muito ruim. Ela não ficou muito tempo ali porquê de dia era perigoso, ela logo saiu dali.


is this the real life?
is this just fantasy?
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Leon McCallister Belmore
Liga Profissional - 2ª Divisão
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Leon McCallister Belmore



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Varinha: Lasca de Casco de Centauro, Aveleira, 30cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeQui 14 Maio 2020, 18:01


  Tudo estava diferente e aquele era um dos momentos em que notava aquilo. Minha mãe tinha sido salva de um ataque em Queerditch, quando tinha ido atrás de mim, mas eu já não estava mais lá, pela guilda dos Vípers. O grupo inimigo do extinto Ministério da Magia havia levado ela para um local seguro, mas minha mãe não tinha dito qual era. A única coisa que ela soube me informar com uma mensagem usando seu patrono era que ela já estava à salvo e que eles (os Vípers) iriam tirar as pessoas da grã-bretanha que era um local perigoso até então e as levariam para uma ilha protegida. Seria a ilha da própria guilda que muitos especulavam? Se fosse, não haveria previsão de quando ela voltaria. Era estranho, pois agora era eu quem estava responsável por meu irmão. As pessoas estavam sendo levadas para um outro local para que não fossem caçados pelo exército bretão e só alguns restavam; dentre eles eu. Próximo da beirada do lago ness, ficava olhando para o outro lado da margem da água, me perguntando quando tudo aquilo acabaria. Os times de quadribol já não sabiam o que fazer e a solução até onde tinham ideia, era demitir os jogadores para depois recontratá-los... se um dia acabasse aquela guerra. Minha carreira era afetada tão cedo, e por isso conseguia entender os jogadores mais experientes que optavam por se aposentar. Cansado de questionamentos sem respostas, me levantei e caminhei para casa. Ao menos a Escócia não era tão perigosa assim, embora Hogwarts houvesse sido destruída por completo.

Off: Leon saiu dali.





— i'm a little loser
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Jucca Godofredo Austin
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeTer 23 Jun 2020, 01:56


A parte difícil mesmo só foi ter que passar dois dias inteiros convencendo o tio de que ele deveria deixa-lo ir até a residência da família Rathbone. Felizmente conseguiu fazer com que ele deixasse. “Com a condição de que o elfo doméstico o acompanhe, já que não posso o fazer...” – E ele que deverá busca-lo, nada de transporte alternativo! O loiro reprisava o que o tio havia especificado, enquanto terminava de vestir o sobretudo marrom que lhe parecia ser o ideal para sair naquele dia. Ao menos era quente! Colocou também luvas nas mãos para mantê-las aquecidas. Não se incomodava em ter que ser acompanhado por Pipoquinha, mas é que Hector algumas vezes não confiava muito na capacidade maturacional de Jucca – certo que ele tinha seus motivos. Conferiu se estava com o relógio de pulso e então caminhou ao lado do elfo doméstico até os jardins da mansão, ambos se preparam em um local aponto dos terrenos e então o elfo usou de sua magia para aparatar com o garoto preso ao seu antebraço.

A viagem não tivera sido longa, mas ficou evidente que o rapaz se sentiu abalado com o impacto que aquele meio de locomoção trazia. Ao desampararem em um ponto especifico perto do destino, Jucca se despediu de Pipoquinha e caminhou em passos largos em direção ao grande portão de entrada da mansão. Podia perceber de soslaio que o elfo ainda estava escondido o observando caminhar até o lugar, com certeza aquilo era para ter certeza de que o loiro iria realmente para onde disse que iria. Assim que atravessou o portão, Jucca esgueirou-se, quase pendendo o corpo todo para trás, por sorte segurou-se nas barras de ferro do portão, para ver se o domestico ainda estava lá. Certificou-se de que não! Mas mesmo assim não demorou parado ali, já que Carly estava um pouco mais a frente - Como poderia não vir? Questionou já abrindo um largo sorriso, enquanto envolvia a garota em um abraço apertado e que teria sido quente, se não fosse o caso dela ter saído de seus braços. Não hesitou em segui-la, terreno a fora, quando a mesma deu uma fisgada em suas vestes. Mesmo sendo um pouco lento aos sinais, ele entendeu que era por causa do homem que estava parado ali perto.

Nos dois primeiros minutos Jucca até quis perguntar se aquele homem iria acompanha-los; se ele era uma espécie de baba ou guarda costas; ou até mesmo um mordomo para servi-los. Não estava habituado aquele tipo de cena. Até olhou umas três vezes para ter certeza de que ele realmente não estava os acompanhando! A caminhada tivera sido silenciosa, já que Jucca não soube absorver direito a presença do “guarda costas” antes – e aquilo meio que o incomodava um pouco. “Espero que venha, estou preocupada com ela!” Lembrava enquanto parava de caminhar ao lado da ruiva. Foi justamente Verena, a irmã mais velha de Carly, que havia mandado uma carta para ele. Segundo ela, a irmã não estava bem e sabia que ele poderia anima-la de alguma forma, nem que fosse só para conversar ou distrai-la, já que ambos eram amigos e partilhavam alguns segredos – aos quais ela não mencionou, mas que o garoto soube na hora quais eram. – Por onde prefere começar? Indagou enquanto cruzava as mãos atrás do próprio corpo, mantendo uma distância de 25 centímetros da amiga. Não sabia o quanto poderia estar perto dela.  

Off: Interação atemporal com Carly Vaughan Rathbone.


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Jucca Godofredo Austin
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Bicho-papão : A diretora do orfanato

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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeTer 23 Jun 2020, 02:01


Estava admirado de saber que Carly havia demonstrado surpresa por ele estar ali. Quer dizer, ele a considerava como uma grande amiga, alguém que o conhecia e o respeitava de uma maneira diferente, que não o tratava de maneira concupiscente, igual a maioria das outras garotas. Além de que se sentiria um péssimo amigo em saber que ela estava mal e que não havia movido um dedo para ao menos tentar fazê-la ficar bem. Sua afeição por ela era real. Amava sua amizade! Os dois trocaram algumas palavras sobre sua ida até aquele lugar, conversaram até mesmo sobre o tempo e também de como o lago parecia ser um cristal negro no inverno. Era como se Carly quisesse evitar o assunto que a afligia, e de alguma maneira o loiro respeitou aquilo, ao menos por enquanto. – Não acha que poderíamos ir para um lugar mais quente? Mesmo que estivesse vestido com roupas e coturnos que aquecessem bem, ele não se agradava muito do vento gélido que vez ou outra aparecia e lhe tocava a ponta do nariz – que provavelmente estava avermelhada, junto a ponta das orelhas. A amiga concordou que seria uma boa ideia e então os dois começaram a caminhar refazendo aquele mesmo caminho que traçaram. A volta não demorou muito, tanto que em poucos minutos os dois já haviam saído juntos daquelas dependências.  

Off: Interação atemporal com Carly Vaughan Rathbone. Carly e Jucca saíram do local.


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Helga Vaughan Rathbone
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeQua 01 Jul 2020, 00:50

You watch me bleed until I can't breathe I'm shaking falling onto my knees And now that I'm without your kisses I'll be needing stitches I'm tripping over myself Aching begging you to come help
Goodbye

Sabe qual era a pior parte de se perder alguém? Era a ausência de palavras que nunca seriam ditas, a morte de sentimentos presos que ninguém entenderia, exceto você. Ok, podia ser um drama a parte, mas perder o primeiro bicho de estimação tinha feito a menina chorar rios de lágrimas durante uma hora toda. Bem, até que finalmente ela desceu para poder cremar o corpo, todos os animais passavam pelo mesmo processo e suas cinzas e restos eram jogados na floresta mágica que cercava o castelo. “Na natureza nada se perde, tudo se transforma”, era uma frase que ela pensava enquanto ouvia o crepitar das chamas consumindo a sua fada. Ela quis assistir até o final para que pudesse honrar a existência de um ser que amou, era o jeito particular dela ser forte. Depois da cerimônia ela saiu dali.
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeSab 04 Jul 2020, 16:40

As terras altas eram o meu lar, meu sotaque deixava bem claro de onde eu vinha. Ainda falava muito bem o gaélico e poderia me comunicar apenas assim pelo resto da minha vida se não fosse a necessidade do mundo ao inglês. Parado ali, com um grosso casaco de lã, braços fechados segurando aquilo que me aquecia, eu olhava para o Lago Ness enquanto o vento soprava. Era o início do inverno, em breve tudo ali estaria congelado. Eu gostava da tranquilidade, de estar sozinho, de estar na minha terra natal. Sempre que parava no lago Ness sentia algo diferente, não sabia explicar o que era mas mesmo assim sentia. Nunca, no entanto, vislumbrei monstro algum. Após algumas longas horas ali, quando o clima começou a ficar frio demais, eu fui embora.


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Nate Drozdov McBride
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeQua 16 Set 2020, 23:16


  Com o estoque de poção polissuco abastecido, graças ao Drake que tinha me fornecido uma caixa e me ensinado, ao menos o básico, de como cozinhar tal poção, eu finalmente podia começar a me arriscar por ai, mesmo que fosse em regiões locais e nunca lugares tão distantes da fazenda, já que ele não queria que eu desperdiçar-se minha vida por nada. Assumindo a forma de um jovem garoto de mais ou menos catorze a quinze anos, eu me encontrava naquele exato momento no Lago Ness, vislumbrando o local onde muitos diziam haver um monstro, o que aparentemente não era tão lenda assim, embora os bruxos costumavam dizer que se tratava de uma criatura mágica extinta e solitária que há muito se abrigou ali. Se aquele ponto era real, eu não sabia. O cheiro de um ar diferente, que não fosse merda e adubo, era algo legal. A purificação daquele ambiente por causa da umidade do lago era boa e me fazia sentir saudades da época que eu era mais novo... embora achasse que era o adolescente que eu tinha assumido que me dava aquela impressão. De qualquer maneira, passeei pouco pelo local, sentando em dois bancos diferentes para ter duas perspectivas do lago divergentes e até pensei em me comunicar com alguém, porém todos ali eram adultos e nenhum parecia ser trouxa. Felizmente eu poderia repetir os mesmos passeios mais vezes, se não me pegassem antes, claro. Quando começou a escurecer, decidi que já era uma boa hora para voltar pra casa e repensar, sozinho, sobre todas as merdas que tinha feito e que Nyx tinha abafado. No fundo eu sempre tive medo de decepcioná-la, mas sinto que fui além. Ela teve que sacrificar a verdade para me salvar. Me deixando escapar e me dando como morto para os Vípers. De alguma maneira eu a amava. Nunca tive coragem de dizer em sua frente, mas sempre a vi como uma tia... ou mãe. Com tais pensamentos, deixei o local mais cabisbaixo do que na hora que cheguei, deixando não somente o Lago Ness para trás, como um pouco de mim. Escócia era um local muito tranquilo pro meu gosto.

Off: Nate saiu dali, rapeizes.




— Oh shit, a rat! ; let me love, let me love you
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeQua 21 Out 2020, 20:53

i'm sorry but i won't follow your steps

- Algumas coisa nunca mudam, não é? - sorriu enquanto aproximava-se de Isabel, que lhe recebeu com um abraço carinhoso. - Você e sua obsessão pelo Lago - continuou o raciocínio, arrancando um revirar de olhos de sua antiga tutora, que parecia genuinamente feliz por encontrar com Chicago. - Pois é, voltei - ergueu as mãos como se estivesse se rendendo em uma discussão, mas logo sentiu suas bochechas esquentarem pelo o que iria dizer - Eu... Eu vim tentar entrar no time de quadribol - falou de maneira rápida e desviou o olhar, mas logo sentiu uma mão pousar em seu ombro. Isabel lhe parabenizou e disse que as coisas dariam certo, o que fez com que Chicado arqueasse uma sobrancelha - Você não está brava? Quero dizer, depois de tudo que você me ensinou... Acho que só consigo brincar com jogo do copo? - afirmou de maneira divertida, tendo seus ouvidos preenchidos pela risada doce de Dodson. Ouviu atentamente o que ela tinha a dizer e sentiu-se aliviada. Como sempre, Dallas estava sofrendo por antecedência e sem necessidade alguma, pois Isabel parecia compreender - Mas... Eu sinto que eu fui chamada até aqui - comentou. Keller fez uma breve pausa antes de pigarrear e dizer que poderia investigar aquilo - Não, sério, tá tudo bem. Acho que... Se eu encontrar algo, eu lhe aviso, ok? Agora... Vamos jantar? - sugeriu, enganchando-se no braço de sua mestra e a arrastando para fora dali.
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Gwanwyn Haraldsen Borr
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeSab 31 Out 2020, 15:38


O barulho das pequenas rochas quicando na superfície do lago eram a única fonte de barulho que entrava nos ouvidos de Gwanwyn que se recusava ao extremo a se quer soltar uma palavra, ela mesma gostaria de simplesmente contemplar a visão enevoada do lago sem se quer dizer nada e somente sentir o que a natureza tinha para dizer para si ao passo que arremessava algumas pedras na superfície da água — A Frei...Gostaria tanto que nossas terras fossem intocadas e se quer tivessem tido contato com tantos seres os quais eu realmente não gostaria de ter encontrado — Lamentou quebrando seu silêncio — As criaturas daqui não mereciam encontrar os humanos que as maltratam de maneira quase barbara...Droga — Completou tacando mais uma pedra, que afundou com força no rio graças a certa falta de humor de Gwan, que voltava a se sentar nas pedras com o rosto completamente emburrado. A mulher parecia se perder em pensamentos da tribo, ela gostaria de largar os costumes retrógrados sem perder o contato com o seu povo, talvez as brigas com seus pais tivessem resultando em uma possível fuga? talvez, ela se quer conseguia responder aquilo sem sentir certo problema em pensar no que fazer — Minha vida era mais fácil em Hogwarts, droga — Resmungou ao passo que se levantava e voltava a andar em direção a sua tribo, talvez recebesse alguns xingos pela fuga ou coisa do tipo mas ela odiava ser tratada como uma criança que deveria dizer tudo o que faz para outros, mesmo já tendo mais de 24 anos e já tendo morado em outros lugares a trabalho, ela odiava ser tratada como criança pelos seus semelhantes.
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Max Rathbone Tiger
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeQui 11 Fev 2021, 17:34

O dia estava agradável para uma volta no lago, fazia muito tempo que ele e Hans não iam para o lugar, talvez por medo do homem que ainda tinha lembranças violentas do lugar. Max tentava voltar sua vida com a família longe da Grã-Bretanha, mas Wendy sentia muita falta dos irmãos e dos familiares que vez ou outra eles iam para o castelo ficar com a família. Ele considerava importante para Hans crescer perto de amigos e familiares, para não ser um menino solitário como Max foi na idade do filho. Só tiraram algumas horas para ficarem juntos e poderem conversar, Hans sempre tinha muitas perguntas para fazer e Max mais paciência para responder. Exatamente por isso que eles se afastam para as conversas, Hans sempre perguntava sobre a guerra, sobre antes de seu nascimento e sobre preocupações com o futuro. Não era algo que Max ficava confortável em responder, ele era apenas um menino se preocupando com algo que não podiam prever. Por outro lado só mostrava como ele havia herdado a melhor parte dos pais deles, algo que o homem poderia se orgulhar. Eles ficaram ali cerca de uma hora e depois voltaram para o castelo, saindo dali.


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Corina Kwon Lynden

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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeDom 14 Mar 2021, 17:16


Sunshine


Fazia 3 meses desde a morte da Lydia e ainda sigo escondida na Escócia usando roupas diferentes da que eu usava (mas felizmente aprendi a gostar delas) e perucas de diversas cores que tinha, hoje estava usando uma peruca chanel loira com uma boina Borgonha e com vestido florido avantajado com coturno e uma parka verde e acabei indo para o lago ness observar e esfriar a cabeça.

Estava estudando uma forma de falar com Lucinda, já que tenho certeza de que ela estava preocupada comigo depois de tudo que aconteceu... Me sentei no chão encostada em uma arvore, peguei o meu pergaminho o comecei a escrever rapidamente tudo que eu desejava expressar.

"Lucinda

Primeiramente eu gostaria de me desculpar pelo meu sumiço repentino, isso aconteceu por que eu cometi o pior erro da minha vida e por causa disso tem pessoas me caçando e me perseguindo, então não fique brava por não revelar meu paradeiro, pois tenho certeza que eles vão procurar por você então nesse caso, quanto menos você souber onde estou, melhor para a senhora.

Mas não se preocupe, pois assim que a poeira abaixar, vamos nos encontrar e vou explicar tudo que a senhora quiser... Só peço para que não acredite nos boatos sobre mim, pois a maioria deles não são verdadeiros.

Enfim, como a senhora esta? Eu estou bem apesar de tudo, mas com saudades de você e da sua comida... Vamos nos ver em breve.

Com amor: C.K

Finalizei a carta enquanto eu suspirava e pensava em tudo que eu fiz para chegar até aqui, ao mesmo tempo que me sentia triste, eu estava aliviada e me sentindo em paz, já que não tem ninguém para atrapalhar o meu caminho.
Me levanto dali e deixo o Lago Ness com objetivo de entregar a carta á Lucinda de um jeito ou de outro.

Trama atemporal



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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeSab 31 Jul 2021, 15:16

As informações que me foram repassadas eram sobre a movimentação do exército em alguns pontos da Grã-Bretanha. Já estava mais do que claro que eles seguiam disfarçando a ação e por mais que eu quisesse acreditar que a Confederação Internacional estivesse “dando conta de tudo”, era sabido que seria em vão. Mesmo assim, seguia fazendo meu trabalho, que agora era o de reformular uma rota segura para o Nôitibus Andante. Usando um disfarce que me permitia transitar entre os trouxas sem chamar atenção, dei uma volta por Londres, Glasgow, Dublin e Edimburgo, visitando ainda alguns locais do interior. Foi um trabalho feito com cuidado e por isso demorou alguns dias. Em minhas visitas eu anotava o movimento, tanto dos trouxas quanto das Forças Armadas, sempre buscando caminhos alternativos para auxiliar aqueles que necessitavam do transporte mágico. Devo admitir que visitar alguns desses lugares, após tanto tempo vivendo sob a pressão dos no-maj, me causou certo mal-estar, o que tentei afastar aproveitando um pouco das iguarias de cada lugar. Estaria eu sendo um péssimo profissional por visitar cafeterias e barzinhos nas minhas horas livres? Era um trabalho de campo, oras, eu precisava conhecer o terreno, ver pessoas, entender o funcionamento dos lugares e os horários de pico. Estava o tempo todo com minha agenda, fazendo anotações, marcações de horário, locais e pontos estratégicos para paradas do ônibus. O interior foi a melhor escolha, afinal, os militares, por mais discretos que estivessem tentando ser nos últimos tempos, ainda se concentravam nos grandes centros. A entrada para o Beco Diagonal, localizada em Londres, estava com uma presença maior de militares. E era só um dos vários locais da cidade que se podia ver os homens da Marechal. A princípio decidi não colocar Londres no trajeto do Nôitibus, acreditava ser perigoso mesmo confiando no trabalho de meus colegas na questão da ocultação do transporte. De qualquer maneira, eram sugestões que eu apontaria para meus superiores. Não tinha intenção de bater de frente com os membros da Confederação, principalmente quando isso significava trabalhar para eles. Na Escócia, o Lago Ness foi um dos pontos que incluí na rota, acreditando que era uma localização acessível para tomarem o ônibus. Outros pontos que entraram no trajeto escocês foram River Kelvin, Cuningar Loop e Ben Navis, nas Terras Altas. Na Irlanda, escolhi as proximidades do Phoenix Park, em Dublin, e Cave Hill Country Park, em Belfast. Com tudo anotado, ao término da minha expedição profissional, retornei às instalações do antigo Conselho, pronto para repassar a sugestão de rota aos chefes.
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Solara Allein Jinxed
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeSab 02 Out 2021, 19:21

Duel
Com o novo Ministério da Magia sendo reconstruído aos poucos, e com a Força Tarefa Internacional ainda em atividade em solo bretão, minha função como comandante auror ainda não estava tão sobrecarregada e por isso tomei a decisão de manter meus olhos sobre os aurores que vieram para o Ministério comigo, de forma a fazer uma avaliação de suas aptidões em algumas áreas. Fauna era a mais nova dentre os efetivados, havia ingressado aos aurores numa época conturbada, sendo membro da resistência e passando lá os três anos necessários para a formação. Agora, como auror de campo, bastava averiguar se seu treinamento em duelos estava bom e em quê ela precisava melhorar, para que assim eu pudesse passar ao sênior algumas informações para que ele aprimorasse o treinamento da jovem. Soltamos a bota usada para a chave de portal e logo me encontrava às margens do Lago Ness, local escolhido por mim para a avaliação de Fauna. Já havia protegido os arredores, é claro, impossibilitando que trouxas e curiosos bisbilhotarem aquele ambiente. — Sim, nosso cenário será este! — Respondi com um sorriso no rosto. — Minha intenção, hoje, é avaliar suas competências nos duelos, até pra saber alertar o que precisa de melhora. — Era uma informação pertinente para a garota saber, afinal, aquele não seria um treinamento. — E não se preocupe, estamos devidamente seguras. Encantei os arredores para que ninguém consiga enxergar o que se passa aqui. — Com todas as informações passadas para a D’Amici, agora era hora de saber mais com respeito aos seus conhecimentos em combate, por isso decidi praticar primeiro com foco para o que ela não fazia uso frequente. — Está mais familiarizada com qual tipo de feitiço? — Não foi nenhuma surpresa, porém, escutá-la dizer serem feitiços ofensivos, o que me fez prender o riso. — Muito bem então, Fauna. Vou te tirar de sua zona de conforto e te atacar primeiro. Fique atenta.

Sendo uma avaliação auror ou não, a cordialidade quanto aos duelos se fazia necessária, afinal, não estávamos combatendo de verdade e tudo não passaria de uma espécie de simulação, mesmo que os efeitos colaterais fossem bem reais. Retirei minha varinha das vestes e logo me posicionei de frente para Fauna, fazendo uma reverência enquanto a mais nova retribuía. Mantendo meus olhos sobre os de Fauna, aguardei um tempo considerável, buscando testar a paciência da jovem, afinal, eu sabia muito bem que de paciente ela não tinha nada. Então somente quando julguei ter dado tempo suficiente é que fiz meu primeiro movimento. — Ferreous! — Bradei, lançando-o em sua direção e tão logo Fauna resolveu usar o Carpe Retractum para se defender, sendo levada para uma árvore longe da mira do Ferreous. Nada mal, mas ela mal deu tempo para alguma coisa e conjurou a corrente contra mim através do Incarcerous, o que me fez sorrir de leve enquanto apontava a varinha para a corrente que vinha em minha direção. — Finite Incantatem! —  A corrente logo caiu no chão, totalmente inanimada.Incarcerous era um feitiço que conjurava e encantava cordas ou correntes na direção do alvo, então era mesmo necessário acabar com aquela gracinha. — Locomotor Mortis! — Bradei assim que mudei a direção da minha varinha e a apontei para onde Fauna estava. Naquele momento, percebi a dificuldade de Fauna para com os feitiços defensivos, demorando bastante para tomar uma atitude e quase sendo alvejada pela azaração.

Um Wavius logo foi lançado em minha direção, mas não demorei tanto para me defender, apontando a varinha e pronunciando: — Desino Lacesso! — O Wavius desapareceu antes de chegar em mim e aproveitando o momento, tratei de lançar mais um contra a garota. — Flipendo Tria! — Aquele era um feitiço semelhante ao Ferreous, só que em forma de tornado. As expressões de Fauna eram bem evidentes, ela havia detestado brincar com variações do Ferreous, ainda mais começou aquilo se protegendo de um. Ainda à postos, mantive meus olhos sobre ela e suas reações, vendo o momento em que uma barreira, aparentemente fixa, fora conjurada por ela para impedir que o feitiço chegasse em si. O duelo que seguia, continuando nessa mesma base de ataque-defesa por um bom tempo, até que ambas ficássemos cansadas demais para dar continuidade. — Você precisa treinar mais os feitiços defensivos, conhecer melhor como usá-los e como fazer uma situação desfavorável mudar. Trabalhar fora da zona de conforto ajuda mesmo. — Alertei, sentando-me perto do lago. Ela parecia irritada pela constatação, mas agora queria saber se havia passado na avaliação, o que me fez sorrir. — Você conseguiu se defender de todas as investidas, então passou sim, é claro. Só precisa de aperfeiçoamento, mas isso acontece a medida em que for treinando. — Expliquei com calma. Sentia orgulho da mulher que Fauna vinha se tornando, e eu sabia que, quando lapidada, ela tinha a capacidade de se tornar uma das melhores do Ministério. — E com certeza, podemos marcar de duelar novamente. — Pisquei em sua direção.


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Scarlet Lynn Eaton
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeQua 10 Nov 2021, 19:49

O que ela estava fazendo ali? Scar acompanhava seu tio, mas eles tinham um encontro com um homem misterioso. Por isso a menina se mantinha afastada do tio, pois ela deveria observar e aprender sobre negociação. O que era estranho devido a idade dela, mas sua família era estranha. Nas suas mãos um livro, ela estava estudando um pouco de história da Magia. Sentou em uma posição que dava para ver bem os dois conversando, em certos momentos seu coração acelerava, pois a conversa parecia calorosa. Tentou de todo o modo focar na conversa e no movimento dos lábios dos homens. Anotou mentalmente certas frases, algumas vezes era mais complicado. Foi assim por quinze minutos, nem sempre ela podia encarar, tinha que ler ou fingir que lia o livro. Quando o homem se afastou ela ainda ficou ali por vinte minutos, até se afastar para encontrar com o tio. Saindo dali.


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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeSex 19 Nov 2021, 12:41

Lago Ness

Aquele final de semana foi realmente único para Derwyn: pela primeira vez em sua vida, ele havia deixado o perímetro de Edimburgo. O destino para qual se dirigiram foi Inverness, terra-natal dos seus pais adotivos, na costa nordeste da Escócia, onde se encontrariam com alguns familiares. A viagem, feita por transporte público, durou quase quatro horas, e em nenhum momento o menino desgrudou os olhos da janela do veículo, decidido a não deixar passar qualquer informação (embora não houvesse muita coisa para absorver além de longos campos de grama baixa e um céu cinzento que derramava chuva em intervalos curtos). O ponto alto, porém, aconteceu no último dia de estadia na cidade, quando foram visitar o famoso Lago Ness. Seu tio, irmão do seu pai, contou-lhe que dentro daquelas águas geladas vivia uma serpente marinha com um pescoço mais comprido que o de uma girafa, e um corpo maior que o de um elefante adulto. Não era necessário dizer que o relato encher Derwyn de medo, mas mesmo assim não deu para trás, e se juntou ao grupo de parentes para visitar a bacia. Porém, após mais de uma hora no local sem ter avistado nada de estranho, mesmo após tocar rapidamente a água escura, o menino se convenceu que fora ludibriado, e deixou o campo com a promessa de que não acreditaria mais tão facilmente nas pessoas.

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Rhea Megalos Kosey
Sociedade Estudantil - Estudante
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeSab 08 Jan 2022, 18:18

Os Olhos Nunca Metem!
Verão; Evento; Conversas
vantagens:desvantagens:

Sentada sobre a pequena estrutura de madeira, olho para o mar diante de mim distraída o suficiente para não notar a movimentação dos peixes ou as bolhinhas de ar que às vezes aparecem na superfície. É muito estranho para mim estar aqui, rodeada pela natureza - seus sons e cheiros - e ao mesmo tempo completamente desligada dela, como se eu não estivesse presente de corpo e alma onde estou. Mamãe e Hera sempre nos disseram que esse é um ótimo lugar para visitar quando precisamos apaziguar nosso interior, por a cabeça no lugar, quando precisamos ficar sozinhas e foi pensando nisso que hoje de manhã eu decidi vir para cá, na intenção de me reconectar com o mundo. Eu não consigo colocar em palavras como eu me sinto agora; é como se o barulho que vem de dentro de mim fosse tão alto, mas tão alto, que eu não consigo ouvir o ambiente externo. Me sinto alheia, a tudo e todos, e isso é desesperador para alguém que costuma ser tão presente. Ao me dar conta de que estou olhando um ponto fixo por muito tempo, pisco algumas vezes tentando afastar a turbulência de pensamentos e me aproximo da beira da estrutura até que eu possa afundar meus pés descalços na água. Por um instante, tenho o vislumbre de uma lembrança com a minha irmã Despina caçoando de mim quando eu ainda não tinha altura suficiente para alcançar a água assim e sorrio com nostalgia, apreciando a sensação da água em minha pele e a visão dos peixes nadando entre meus pés com curiosidade. Esse é aquele momento que eu costumo pensar como deve ser bom viver como um animal assim, sem preocupações, movidos apenas pelos sentidos mais primitivos. Veja, eles se afastam quando movimento meus pés, mas se eu jogar algumas iscas na água todos voltam e fazem a festa. É tudo tão… distinto e definido. Por que precisamos dificultar a vida? Balanço a cabeça tentando afastar essas reflexões que me deixam ainda mais distante do presente e procuro me concentrar na água, sentindo a temperatura gelada do início de manhã. Reflito sobre tudo e todos em silêncio por um bom tempo, um tempo que passa e não vejo passar. Logo, saio dali.
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Arícia Felipa Rathbone
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Arícia Felipa Rathbone



Perfil Bruxo
Escola/Casa: Não possui
Ano Escolar: Criança
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeTer 25 Jan 2022, 16:22




O lago era sempre bonito de se observar a luz do luar, o céu estava belíssimo naquela noite, como se fosse um espelho pelo qual Arícia era extremamente encantada. Fazia dias, ou quem sabe meses que não deixava o castelo para ir até o lado. No passado quase se tornou um espírito agourento, não queria repetir isso e ser usada ainda na morte para ferir pessoas. Por isso permanecia no castelo como uma espécie de segurança para si mesmo e outros. Sempre pensou no seu pós vida como alguém que iria iluminar o caminho de outros para algo melhor. No entanto, por conta de um encantamento machucou até mesmo sua família. Suspirou fundo, se ainda fosse capaz de chorar não hesitaria em fazer isso. Não era aconselhável nutrir sentimentos negativos, diante disso não demorou ali. Não queria assustar trouxas e voltou para o castelo antes do raiar do sol.




is this the real life?
is this just fantasy?
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Noah P. Scott
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Noah P. Scott


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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeSex 04 Fev 2022, 22:15

Foi ali que Noh, aprendeu a nadar!!




Noah P. Scoot

 
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Aapeli Lund Bladorthin
Mercenário
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Aapeli Lund Bladorthin


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Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeDom 15 Maio 2022, 20:53



Uma redenção para Paul Bailey






[Terça-feira: Na barraca de acampamento – Localizada nas trilhas da floresta em Black Forest]


Aapeli arqueou as sobrancelhas e jogou o periódico matinal na mesa de madeira, bufava ao ler a manchete, onde a figura do homem caucasiano sorria compassivo para a mídia. - Babaca! - Xingou ao passar as mãos pelos cabelos recentemente raspados, pressionando as pontas dos dedos pelas falhas feitas ainda na infância, por pedras, quedas e contusões. O homem estava indignado ao ver corrupto medibruxo que agora assumia um cargo dentro do ministério, sua função era ser a ponte entre o bom relacionamento entre trouxas e bruxos. O que indignava Bladorthin nas recentes notícias era o fato desse individuo estar sendo tratado como o salvador do mundo bruxo, não era novidade pra ninguém toda a dificuldade relacional que vinham enfrentando nos últimos tempos. Não existia esse termo, conversa amistosa não era uma opção, principalmente de um falso redentor cheio de promessas vazias. Levantou-se da cadeira e a ajeitou para alinhar o móvel as outras três, dobrando as mangas da camisa até a altura dos cotovelos e caminhou descalço até a área da cozinha. Abriu a torneira e fez uso do sabão para lavar as mãos e enquanto a espuma massageava sua pele fazendo a assepsia do local, uma breve lembrando de Paul Bailey e da primeira vez que em que tiveram contato. - Os pais de Aapeli estavam desesperados, a mão chorosa abraçava o filho ao recebê-lo ensanguentado no hospital. As notícias de um homem que fabricava maquinários para torturar e matar suas vítimas, ganhou o mundo rapidamente. Muitas eram as vítimas fatais de “Saw,” e poucos eram o que tinham escapado do serial killer. O caçula dos Bladorthin era uma exceção e evidentemente os oportunistas aproveitaram-se do momento, prometendo a resolução do caso. Além, das promessas vazias do doutor Bailey, que além da cura física, psicológica, estavam iniciando a sua vida política e o voto de que sua justiça ia chegar. Fora as fotos de jornais e os infindáveis discursos, Aapeli nunca recebeu a ajuda que precisava naquele momento, nem mesmo a sua justiça foi feita.  

Mas Paul Bailey conseguiu o que queria, o título de “mais bem votado,” nas eleições daquele ano. Após sua candidatura, o jovem Blaborthin foi jogado no limbo, de todas as vezes que procurou ajuda do medibruxo, bateu com a sua cara na porta. Inclusive o seu olho, que poderia ter tipo uma história diferente, mas sem tratamento, acabou com cem por cento da visão prejudicada.
- O bruxo saiu dos pensamentos e lavou a mão embaixo da água corrente. Secou no guardanapo branco preso ao prego na parede e então começou a preparar um café, além da bebida quente, também fez questão de fritar alguns ovos e esquentar duas fatias de pão na torradeira. Com a refeição já pronta, ele retornou para o local anterior e colocou o prato e os talheres sobre o jogo americano, além da caneca de café quente e sentou-se. Começou a saborear o desjejum, uma comida simples e reconfortante para começar o dia, entretanto, quando fazia pausas para mastigar o alimento, deparava-se com a figura do bruxo que se mexia, com aquele sorriso nojento, que causava ânsia no bruxo só de observá-lo. - Desgraçado! - Ditou com a boca cheia de comida e irritado virou o jornal para a última página. Ao mesmo tempo que mastigava o restante de alimento na boca, foi inevitável não notar a pequena nota, com uma imagem quadrada que se movia sombriamente e um título pequeno lhe chamou a atenção. “O grupo de rebeldes, não ameaça a posse de Paul Bailey.” - Aapeli puxou o jornal para perto e leu a reportagem na íntegra finalizando o café da manhã. Permaneceu sentado digerindo a comida e também a informação preciosa que tinha em suas mãos. Sorriu de lado enquanto sua mão dominando alisava o próprio rosto e por vezes parava em determinados pontos para que pudesse apoiar a cabeça, e junto com a ação divagava sobre a ideia de visitar esse “evento.” Como contava a nota, haveria a posse de alguns cargos públicos dentro de alguns dias, e ainda que fosse protegido, havia uma ameaça. Eles poderiam até fingir que isso não os deixava apreensivos, mas ela era real, algo talvez pudesse acontecer de fato. Mas, o que mais chamou a atenção do homem, foi o grupo de rebeldes, eles não o nomearam no jornal, porém Aapeli conhecia bem. Talvez seu momento para fazer parte de algo que realmente funcionasse tinha chegado.

Suas habilidades poderiam ser bem aproveitadas dentro de um grupo que pudesse valorizar quem ele realmente era, como alguém que tinha nascido sem qualquer sorte na vida, mas tinha adquirido um histórico impecavelmente doentio dela. Ele levantou-se e foi lavar a louça que tinha acabado de usar, secou e guardou os utensílios no armário, além da manteiga, dos ovos e de tudo o que tinha usado para preparar o café da manhã. Limpou a mesa e aguou a planta que ficava no centro dela e ao finalizar a tarefa doméstica, lavou as mãos novamente, usando muito sabão e muita água corrente. O que de fato vazia sempre com muito zelo e muita atenção, dividiram espaço com os pensamentos nesse novo projeto, era tentador, mas muito arriscado. Mas, ele pensava que não tinha mais nada a perder na vida, se ele fosse notado por aquela organização, talvez tivesse um pouco mais de sorte. Senão, ele seria enviado para Azkaban e em breve o seu julgamento culminaria em pena de morte. - Tentador... Ganho de todos os jeitos. - Comentou consigo mesmo e atravessou o acampamento magico, que por fora era uma barraca pequena de camping, mas por dentro era maior que um apartamento de sessenta metros quadrados. Bladorthin foi para o segundo quarto e ao adentrar acendeu as luzes nas lamparinas e sentou-se na cadeira de costura. Uma espécie de máscara de couro estava sendo trabalhada anteriormente, continuou o seu projeto de costura, tecendo um novo acessório para o seu rosto. O que parecia um trabalho artesanal relaxante e envolvente, que era como um hobby ao homem, escondia um segredo muito macabro, afinal, ele unia pedaços de tecido humano um ao outro. Era perturbador imaginar que aquele homem, tão cuidado com a limpeza de casa e também na profissão, conseguia lidar com a morte e a vida de forma peculiar. A maneira como ele usava a pele humana em si próprio depois de um longo processo de preservação de tecido morto e as técnicas de empalhar. Com a nova máscara pronta, ele respirou de uma maneira profunda, sentindo a caixa toráxica expandir com abundância e logo em seguida esvaziar-se igualmente rápida. Saiu da máquina de costura com desejo de usar o novo acessório, mas antes era necessário criar um plano completo para ser notado.

Era isso que Aapeli queria, finalmente estava trabalhando por um objetivo, não estava mais só focando em pagar as contas e comprar comida, ele queria que seu propósito de vida fosse visto, que alguém se beneficiasse dele. Retornou para a área social da barraca e jogou a máscara recém costurada sobre a mesa e ouviu o piado do pardal preso na gaiola presa a um prego na parede. - Oi amiguinho, sua liberdade está prestes a chegar! - Conversou com a pequena ave, passando o dedo indicador pelas frestas de arame e acariciando o topo da cabeça do animal. Sorriu e deixou o pássaro quieto e ficou divagando sobre como faria o seu novo projeto acontecer. Ele tinha alguns dias para preparar tudo e assim o fez, sentou-se e começou a colocar tudo no papel, com tudo aparentemente pronto. Ele precisava de alguns dias para colocar os pensamentos em ordem e não deixar que a ansiedade o dominasse. Pegou a varinha sobre um dos móveis de apoio e ligou o pequeno aparelho de som, uma guitarra e uma percussão pesada começaram a tocar seguidamente pela voz grave. “Rammstein – Angst” começou a tocar e homem tirou a camisa de botões e de forma ágil jogou-se no chão sendo apoiado pelos braços estendidos, ficando a alguns centímetros do chão. Ele moveu-se para cima e para baixo, fazendo incansáveis flexões até seu corpo ficar soado e exausto, ou até o disco da banda terminar de tocar as quase quinze músicas. Após o exercício, ele tomou banho e foi trabalhar, ao voltar para casa ajeitou as casas e esse foi o término do primeiro dia antes do seu primeiro novo feito. Mais dois dias se passaram, até que sexta-feira chegou e com ele o grande dia. Bladorthin fez as mesmas coisas que costumava fazer, se alimentar, cuidar da higiene e também dar conta do trabalho e assim que retornou para casa, iniciou os preparativos para deixar a região ainda naquele dia. Coisas simples como passar um terno e acrescentar itens importantes dentro de uma mochila mágicas, que funcionava exatamente como a barraca. Parecia um objeto pequeno e simples por fora, mas que seu interior guardava grandes segredos. E ao sair da casa móvel que para ele ainda era um lar, desmontou a barraca e ela foi reduzida a bagagem de camping e com ela em seus ombros, com a outra, deixou o local no transporte de aparatação.

[Sexta-feira: - Nas proximidades de Anglesey - Localização incerta.]

Usava o terno alinhado e os cabelos penteados para trás, ele era um homem elegante em uma vestimenta social passando pelas ruas próximas ao local onde seria a nova sede do ministério. Era uma travessa escura, um beco por assim dizer e ele pode deixar os itens que trouxera consigo dentro de uma caçamba de lixo.  Enquanto ele rumou com os demais para a posse dos novos candidatos em meio a “praça pública” fingindo serem pessoas simples, pessoas do povo. Aapeli assistiu a tudo, a todos os discursos à sangue frio, e aplaudiu com os demais e também riu das piadas patéticas dos “palhaços” no palanque, e antes do evento acabar, finalmente deixou o local. Era o início do seu plano, e apesar de todo o nervosismo que tomava conta de si da cabeça aos pés, tentou não deixar se levar pelo descontrole focou no mantra que tudo daria certo. E como rato, escondeu-se entre as sombras atrás de latões e entulhos, esperando o momento ideal para agir. Demorou mais que o esperado, mas ele sabia que Paul não teria outra opção senão passar por aquela região. Ele certamente ia evitar o contato com o público e seus admiradores, aquela área era certamente a sua única rota de fuga, só precisava ter um pouco mais de calma. Nesse tempo de espera, abriu a mochila e colocou a máscara recentemente fabricada e a colocou em sua face, e já estava com a varinha empunhada de maneira firme na mão dominante. A eletricidade passou pelo corpo do homem e não era por ter o poder de criar qualquer coisa por magia, mas sim pela máscara feita de tecido humano. O homem calmo e frio deu espaço uma nova personalidade, ele sentiu o seu sangue esquentar e como um automóvel recebe um combustível melhorado, ele sentiu novo, revigorado e forte. Preso nos detalhes e no passo-a-passo do plano elaborado por ele mesmo, começou a ouvir vozes e passos. O véu da noite cobriu o céu completamente e somente a luz luar era a auxiliar em meio ao breu. Aapeli levantou-se e sorria por baixo da máscara, segurando a amadeirada pronto para atacar. Os três homens se assustaram com a figura do desconhecido e logo estavam prontos para defender a figura pública. “- Quem é você? Larga essa varinha, jovem!” - Um deles berrou.

Mas não houve tempo para uma conversa, pois logo uma rajada verde saiu da varinha do mascarado: - Avada Kedavra! - O homem à esquerda foi atingido e foi lançado a alguns metros de distância. Ele não perdeu tempo e logo o homem da direita recebeu o mesmo feitiço, sendo igualmente abatido como o primeiro. Paul estava no meio e também estava com a varinha em mãos, pronto para atacar Aapeli, entretanto o homem defendeu-se: - Silvarm! - Feitiço ao ser rebatido, voltou para o candidato recentemente eleito e logo seus joelhos tocaram e grudaram no chão rapidamente. E ao perder o equilíbrio acabou deixando a amadeirada cair ao chão, e mascarado aproximou-se do homem, chutando a varinha dele para longe. - Finalmente nos reencontramos! - Exclamou com sedosidade na voz e então ajoelhou-se de frente para o seu inimigo ainda com a máscara. - Você não se lembra de mim? - Foi uma pergunta retórica, até porque ele não esperava que o homem o reconhecesse com máscara, tão pouco sem ela. Paul pedia por misericórdia, sua voz era de medo e ele tentava acalmar Bladorthin e lhe prometia uma centena de coisas caso fosse solto. - Cala a boca, porra! - Desferiu um tapa no rosto dele, depois de exigir silêncio. -Tsc, tsc, tsc... Sempre as mesmas promessas vazias, não é? - Novamente a sua voz era macia. E ele olhava no rosto de Bailey sentindo a raiva aumentar dentro do seu inconsciente perturbado. - Não quero mais nada de você, quando eu precisei de você, fui tratado como um rato! - Berrou por baixo da máscara. - Pior do que um bicho, seu merda! Lembra da porra do meu olho! Você me deixou cedo dele, seu filho da puta! - Ele cuspia as palavras em um tom bastante alto, mas tentou ponderar o tom de voz e finalmente Paulo reconheceu e lamentou pela falta de ajuda, fez novas promessas, disse que podia reparar todos os seus erros. - Claro que você vai reparar todos os seus erros. - Disse de forma mais calma e levantou-se de maneira serena e caminhou no entorno do homem ainda preso de joelhos e foi até as suas costas e curvou-se sobre ele. Aapeli é um homem alto, mas conseguiu alcançar a boca até a orelha de Paul e sussurrou: - Hoje é seu dia de sorte, dia de se redimir de todos os seus pecados. Guardou a varinha no bolso do paletó e ainda nas costas do homem agarrou o seu pescoço por trás. Um “mata-leão” bem encaixado e logo ele podia sentir as unhas do agredido tentando lhe impedir.

- Shiiii, shiiii! - Ele fechou os olhos por baixo da máscara, enforcando e sufocando o homem com a força dos músculos. Paul se debatia e tentava se desvencilhar do “abraço da morte,” e então começou a cantar baixinho: - Listen, everyone, the time will come when all of us say goodbye. Feel that aching in your heart, leaving you broken inside. But we're never really gone, as long as there's a memory in your mind. - Enquanto cada sílaba da mórbida canção era proferida, Aapeli sentia a vítima em suas mãos cada vez mais entregue àquele momento, ele se rendeu completamente e logo não havia mais sinal algum de vida. Bladorthin jogou o corpo desfalecido no chão e ficou de pé, respirando de forma aprofundada. O prazer de sentir o ar nos pulmões nem se comparava ao prazer de ter o poder da vida e da morte em suas mãos, mesmo que por um curto pedaço de tempo. Virou o cadáver de barriga para cima, ele ainda estava quente e era de fácil manuseio. Entretanto os sinais cadavéricos da forma que havia morrido eram evidentes, os olhos esbugalhados e a boca aberta com a língua para fora, na tentativa de buscar o ar. Fez o homem de pé sorrir para o corpo no chão e pensar na ironia entre os olhos do morto e seus próprios olhos, principalmente o que não tinha mais o dom da visão. - Faça uma boa passagem!- Curvou-se novamente e fez o sinal da cruz na testa do corpo no chão e sem mais delongas usou a própria varinha para retirar de jeito cautelo todo o tecido que cobria a face do cadáver. Não demorou muito, o feitiço bem utilizado fez todo o trabalho, ele só precisava gesticular com a mão dominante, seguindo os traços de sua feição. Com a pele que seria a sua futura máscara pronta, a enfiou dentro da mochila e logo começou a segunda parte de seu plano. Ele tirou madeiras e as uniu com feitiço, formando uma cruz e arrastou o corpo de Paul para até o objeto e então colocou seu corpo com cuidado sobre ele e também com feitiço pegou seus pés e mãos, exatamente como descrito em determinadas religiões. Aapeli arrastou a cruz com o homem morto, já era tarde da noite e sentiu-se aliviado por não ter uma alma viva na rua e a colocou posicionada de pé em frente ao órgão que seria seu futuro local de trabalho. Com um novo pedaço de madeira ele entalhou uma frase que dizia: “Aqui está o seu salvador! Isso te conforta ou te amedronta?” - Ao prender a madeira sob os pés do homem preso a cruz, pegou todos os pertences e saiu dali novamente por aparatação.


[Segunda-feira: - Barraca própria na região do Lago Ness]


Aapeli carregava algumas lenhas nos próprios braços, caminhando em busca do entalhe feito no chão, uma marca pessoal que ele usava para poder localizar a barraca que havia enfeitiçado magicamente para afastar o olhar dos curiosos. Tinha montado o acampamento naquela área desde o crime de Paul Bailey e desde então os jornais não paravam de mencionar as atrocidades do corpo encontrado da manhã do dia seguinte. Ao encontrar sua marca, logo encontrou a entrada da barraca e então passou pela pequena abertura e já no início do primeiro cômodo tirou os calçados e então colocou os tocos de madeira ao lado da lareira e foi lavar as mãos na pia da cozinha. Enquanto fazia a assepsia dos membros notou de canto de olho algo sobre a mesa na área de refeições. Franziu o cenho nervosamente e secou as mãos no guardanapo de pano rapidamente e correu até o local. - Que merda é essa? - Indagou a si mesmo e notou a manchete no jornal, estavam falando sobre o assassinato de Paul e ao lado um envelope com brasão curioso, que ele nunca tinha visto em sua vida. Sua curiosidade foi maior que qualquer coisa naquele instante e ele não hesitou em ler o conteúdo daquela misteriosa carta. Nem mesmo questionava-se em como alguém tinha estado ali, já que ninguém sabia de seu paradeiro até então, ele começou a ler em voz altas as palavras escritas em uma grafia delicada e firme:

- Olá senhor Bladorthin! Estimamos que estejas bem, e viemos através desse breve recado lhe convidar para o futuro de seu dom. Quer saber mais sobre os mercenários? Abaixo está a data e o nosso local de encontro, você será muito bem-vindo ao nosso time. - Ao terminar a leitura, ele viu as iniciais do nome, que ele não reconheceu obviamente. Aapeli sorriu, era realmente o que ele queria e finalmente estava acontecendo. Ele não tinha sido visto ou pego, mas suas habilidades tinham chamado a atenção de quem ele realmente queria que o notasse. Comemorou o feito e ansioso começou os preparativos para deixar o local, primeiro porque confiava na veracidade do convite, mas em segundo plano, alguém sabia a sua localização, ele não estava mais seguro ali e se fosse uma armadilha, era o momento certo deixar o local. Arrumou tudo e logo a barraca estava dentro da mochila de acampamento, ele segurava apenas a gaiola com o pardal que ainda não tinha sido liberto e o acampamento todo dentro da bagagem de costas. - Hora sair pra viver, amiguinho! - Deixou a mochila no chão e abriu a portilha do viveiro, segurando a ave com cuidado nas duas mãos, com ternura e carinho e então a deixou na palma de sua mão e com um impulso ajudou o pássaro a ganhar a sua liberdade. - Voa Paul, voa! Sua redenção finalmente chegou! - Despediu-se do pardal, o envolvimento que Aapeli tinha com a vida e morte era algo particular e peculiar, mas ele acreditava que a alma de pudesse encontrar refúgio e liberdade sempre que libertava um animal inocente. E sem demora deixou para trás a região do lago Ness em busca de um novo lugar para se estabilizar e montar acampamento para ir ao encontro do remente da carta.  



música de despedida cantada por Aapeli

 

(C) Ross
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Lejon Arvid Björklund
Ministério - Auror Especialista
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Lejon Arvid Björklund



Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Chifre de Basilisco, Espinheiro-Negro, 34 cm, Rígida

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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 10 I_icon_minitimeSex 20 Maio 2022, 16:48

Olhando para o horizonte, Lejon bocejou. O vento frio invadiu seu peito descoberto, mas ele já estava acostumado com temperaturas muito piores. O barco balançava suavemente pelas águas do Lago Ness, o que fazia com que o homem voltasse a sentir um pouco de sono. Não se lembrava por quantos dias estivera viajando, mas havia saído da Escandinávia rumo a Grã-Bretanha com a promessa de tempos melhores. O mar revolto havia feito com que algumas rotas tivessem que ser alteradas e alguns locais onde o excesso de gelo tinha se tornado um problema, havia mudado completamente o itinerário, mas pelo menos agora, depois de descansarem na Escócia, a Inglaterra parecia estar chegando. Sem contar que o famoso lago Ness era um ambiente muito mais harmonioso do que todos que tinha encontrado durante a viagem. Talvez ele encontraria o tal lendário monstro, provavelmente era por isso que Lejon olhava com tanta calma para todos os pontos do lago, mas sabia que nada aconteceria, e nada seria pior do que tudo que tinha encontrado durante aquela turbulenta viagem. O navio seguiu seu destino, enquanto o homem seguia analisando tudo ao seu redor, e enquanto todos os outros tripulantes dormiam. E assim o barco seguiu viagem, saindo dali.


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