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 Lago Ness

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Diretor Alvoros Grunnion
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MensagemAssunto: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013 - 19:48

Relembrando a primeira mensagem :

Lago Ness

Highland, Escócia


Lago Ness - Página 9 Lago-ness

O lago Ness (Loch Ness) é um lago de água doce localizado em Highland na Escócia, de forma estreita e alongada com cerca de 37 quilómetros de comprimento. O lago ocupa uma área de cerca de 56,4 km² e tem uma profundidade máxima de 226 metros. A visibilidade da água é extremamente reduzida devido ao teor de turfa dos solos circundantes, que é trazida para o lago através das redes de drenagem. Pensa-se que o lago Ness tenha sido modelado pelos glaciares  da última era glacial.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos.



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Alvoros Grunnion
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Elijah Szpilman Keynes
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Elijah Szpilman Keynes

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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeTer 20 Ago 2019 - 14:38

Um gesto sugestivo foi realizado com os ombros quando Piper falou e, ainda que fosse uma brincadeira e o garoto não pensasse realmente naquelas trocas de afeto o tempo todo, ele deixou que parecesse que sim apenas porque sua personalidade desprendida dizia o contrário. Para uma pessoa que achava estranho abraços de saudações, era bem evidente que grudes e beijos o tempo todo não faziam seu estilo. Sobre isso, no entanto, Elijah não podia tirar conclusões a respeito da morena ou de seu relacionamento, porque a mesma sequer havia feito esforço para falar a respeito. Não era como se ele a culpasse ou estivesse realmente interessado em se intrometer, mas certamente gostaria de implicar com uns detalhes sobre aquilo se pelo menos o tivesse. Bom, ficaria para a próxima, se é que uma próxima existia. Ser pessimista não era bem de seu feitio, tampouco se preocupar com questões que envolviam o mundo bruxo, mas daquela vez ele tinha que confessar que as coisas estavam ficando feias, então talvez se envolver não dependesse muito da vontade de alguém. Na pior das hipóteses, porém, ele pelo menos iria se ferrar com a boca curada, afinal a grifina mexeu sua varinha e proferiu um feitiço de cura mesmo contra a vontade de seu paciente temporário. Ele agradeceu ao ato, algo talvez inédito na visão de sua companhia que pareceu entrar em estado de choque ao parar e ficar olhando-o como se procurasse entender em qual momento daquele acidente ele havia sido abduzido e trocado por alguém capaz de demonstrar uma pequena gentileza. Incomodado com o silêncio, Keynes franziu o cenho e agitou o corpo, os músculos reclamando no ato.

Decidiu então falar sobre os machucados de Piper e como esperava ela o respondeu da mesma forma como talvez ele fosse responder - embora provavelmente ele não fosse tão polido nas insinuações. — Estava apenas sendo gentil, isso é tão estranho assim? — A pergunta era claramente uma ironia porque qualquer um que o conhecesse a pouco tempo saberia que sua gentileza tinha sim motivos para ser estranha. Pelo menos não havia nenhum motivo oculto por trás dos bons modos a não ser o de atormentar. Sua ajuda, contudo, foi negada. Ele não soube dizer se foi pela desconfiança em seus talentos ou intenções, mas ao ouvir a morena fazer a primeira reclamação camuflada do dia a respeito do namorado que ele particularmente desconhecia, o lufano não conteve um “talvez ele esteja ocupado beijando outras bocas” que acompanhou um sorriso. Se Piper não levasse aquilo a sério seria ótimo. Ela o conhecia o suficiente para saber que não precisava saber de algo para levantar teorias ruins, então com sorte a garota não estaria sentimental o suficiente para se preocupar com os comentários de um implicante. — Você é até que boa nisso, tenho que dar algum crédito. — Falou quando a viu aplicar os limitados primeiros socorros a parte do corpo antes que voltasse os olhos mais para o horizonte, reflexivo sobre alguns detalhes daquele encontro desastroso e ao mesmo tempo divertido. Não era de se admirar que Seaworth estranhasse tanto o comentário do polonês sobre a separação ao ponto de caçoar. — Talvez eu tenha batido a cabeça muito forte e esteja a ponto de um colapso agora por isso disse essas coisas estranhas. — Justificou com um dar de ombros, mas a verdade era que despedidas tendiam a ser estranhas e exigiam um tato que ele não descobrira ainda dentro de si.

— Não é questão de querer. Vamos aos fatos: você se formou, eu vou me enfiar em Hogwarts, não há muitas desculpas pra usar e motivos para nos encontrarmos, né? Além disso do jeito que essa Nyx está qualquer um pode sumir de vez, vai que no final das contas ela só tem que estalar os dedos para que todo mundo vire pó. — Teorizou com um sorrisinho no canto dos lábios, mas a piada não pareceu surtir tanto efeito em sua companhia. A questão era que independentemente de entender ou não a referência aos quadrinhos trouxas, Piper havia entrado no clima de nostalgia que antecedia despedidas, fazendo com que Elijah risse brevemente das recordações. Se nada falhava na memória a água era o ponto fraco de ambos, talvez eles fossem uma obra de M. Night Shyamalan e não sabiam. — Claro que eu lembro, você queria até tirar a roupa! — Disse, fingindo um tom de ofensa pessoal exagerado. — Agora me diz, sempre que toma banho você se lembra de mim, né? — A pergunta tinha uma malícia contida, malícia essa pelo qual ele pagou o preço com um pouco mais de água em seu rosto. — Mas uma queda no Lago Ness, muita dor e água gelada parece mesmo uma boa forma de lembrar de alguém, afinal certamente não vou fazer algo estúpido assim de novo. — Mentiu. Era tão a cara dele repetir coisas assim. Depois de rirem, o silêncio chegou novamente. Foi estranho e ao mesmo tempo os aproximou de algumas formas, física e emocionalmente. Quem diria que uma queda de moto faria algo desse tipo, não é?! Talvez tivessem mesmo batido a cabeça com muita força. Apesar de querer falar e tirar a estranheza do momento, Seaworth foi mais rápida em prever e exigir que ele não estragasse o momento, fazendo com que as palavras tomassem o caminho inverso do meio da garganta e descessem derrotadas.

[...] Ficaram ali por tempo suficiente para que o sol se escondesse por trás das montanhas, deixando que apenas seus raios longos ainda cortassem o céu e iluminassem com mais dificuldade o Lago Ness. Elijah moveu o corpo, fazendo os cascalhos abaixo de si criarem um barulho de alerta que fez ambos se mexerem. Os músculos ainda doíam quando ele se levantou, mas isso não o impediu de estender a mão para a grifina na intenção de ajudá-la a fazer o mesmo. — É hora de dizer adeus. — Ele disse dentro da lenta melodia, desafinando no inglês que formava uma versão de Con Te Partiro - não que fosse o tipo de música que ele ouvia, mas era famosa o suficiente para usar na ocasião. — Acho que aquela coisa não vai explodir se tentarmos empurrar… — Comentou aleatório, olhando para a moto que soltava apenas um fio de fumaça depois de tanto tempo lutando para sobreviver aos engasgos. Eles caminharam até o automóvel e de lá tomaram o caminho para a trilha que os levou para longe do Lago Ness em alguns demorados minutos - não estavam fazendo questão de caminhar muito rápido e as dores também não permitiam. Ali eles se separariam e Elijah logo partiria da Escócia para retornar à Varsóvia… Ou pelo menos era o que ele imagina. Seus planos, ele soube mais tarde, não seriam concluídos porque de acordo com as notícias do dia seguinte a Grã-Bretanha fora isolada. Ninguém entrava, ninguém saía. Ele ficaria preso ali.
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Alexandra Pollok Eltz
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeQui 22 Ago 2019 - 18:04

Enquanto Ben foi se entreter com seu cubo mágico do lado de fora da barraca e Fenrir ficou perto da mamãe assistindo algum desenho que ela adorava, peguei Robyn antes que a espertinha fugisse de mim e ofereci jogarmos um jogo de cartas trouxa, onde você precisava fazer três trincas para poder bater e ganhar. Se me lembrava bem, o jogo se chamava Pife e era até bem famosinho entre os trouxas. Para tornar o jogo mais interessante, apostei um galeão com Robyn para quem ganhasse, sabendo que o espírito competitivo inato de sonserinos e a motivação em ganhar a aposta seriam o bastante para manter minha irmã mais envolvida. Tomei todo o cuidado do mundo para que nossa mãe nem sonhasse que estávamos apostando dinheiro, pois sabia bem como ela desaprovaria tal ato e o fato de estar incentivando minha irmãzinha a apostar em jogos. — Pronta para perder? Provoquei, recebendo uma revirado de olhos da minha pré-adolescente mais querida, que claramente só estava topando jogar comigo pela motivação da aposta. Passadas algumas rodadas sem que nem Robyn nem eu conseguíssemos formar nossas trincas para bater, comecei a ficar um pouco preocupada da mamãe vir ver o que estávamos fazendo e acabar brigando com a gente. Acontece que, no final das contas, a espertinha da minha irmã estava fingindo estar se saindo mal no jogo para, no final, em uma jogada de mestre, formando três trincas e ainda juntando uma décima carta para fazer o que era conhecido como “bater de 10”. — Você estava fingindo estar com um jogo ruim esse tempo todo, pilantrinha! Exclamei de boca aberta, sorrindo indignada com a audácia da mais nova. Mais ou menos ao mesmo tempo que nossa mãe nos chamou, deslizei o galeão da aposta para dentro do bolso de Robyn e pisquei-lhe um olho antes de ir me trocar.

Quando nos juntamos do lado de fora da barraca e percebemos que a caçula da família não estava ali, senti como se o peso do mundo tivesse acabado de cair em cima de meus ombros. — Ela deve estar distraída com o desenho e deve estar sentada em algum cantinho por aí… Sugeri em baixo tom de voz, começando a me amaldiçoar mentalmente por ter me entretido com um jogo de cartas estúpido e ter deixado de ficar de olho em Fenrir. Tentei me aproximar de nossa mãe assim que os minutos começaram a voar e nada da caçula aparecer, mas sabia que a única coisa capaz de acalmar minha mãe naquele instante seria o surgimento de sua filha. Apenas acenei com a cabeça com a instrução que recebi de minha mãe para procurar pela minha irmã no lado oposto ao que ela seguiu. Por ser mais velha, segui meu caminho sozinha, lançando um último cuidado preocupado para Robyn e Benício. — Por favor, tomem cuidado… Sussurrei quando já estava longe demais para que eles me ouvissem.

— FENRIR! Segui gritando a plenos pulmões, assustando aqui e ali alguns dos animais menores que ali habitavam. Depois de passar sabe-se lá quanto tempo revirando os arredores e gritando para que minha irmãzinha aparecesse, voltei para o acampamento quanto o céu já começava a dar sinais de que logo estaria coberto pelo véu da noite. — Onde é que você se meteu, Fenrir? O desespero e a culpa que vinham borbulhando dentro de mim desde o momento em que demos falta da caçula da família apenas aumentou quando não avistei os gêmeos em lugar algum. — Robyn? Benício? Não pode ser que agora vocês dois também sumiram! Meu lábio inferior tremeu com o calafrio que subiu minha espinha. E se aquilo tudo fosse obra de bruxos das trevas? Parte do medo que corroía-me de dentro para fora sumiu ao avistar Robyn e Benício voltando para o acampamento. — Eu não sei onde aquela baixinha foi se meter e a mamãe também não surgiu ainda… Respondi, despencando sentada em um toco de madeira e apoiei a cabeça nas mãos, não conseguindo deixar de pensar que aquilo era culpa minha.

Passou-se o que pareceram horas até que avistasse sombras se mexendo dentro dos arredores do acampamento e levantei num pulo me colocando na frente de meus irmãos para protege-los, se necessário fosse. O suspiro de alívio que dei ao reconhecer o corpo pequeno de Fenrir nos braços de nossa mãe foi absurdo e enquanto Ben corria para abraçar Fenrir, fui atrás de nossa mãe e dei-lhe um forte abraço. — Eu estava quase indo atrás de você, mamãe… Onde ela estava? O que aconteceu? Você está bem? Lancei pergunta atrás de pergunta, soltando minha mãe antes de obter minhas respostas para ir dar um abraço em Fenrir. — Você quase nos matou do coração, sabia? Agora que boa parte da aflição havia ido embora, consegui rir de leve ao depositar um beijo no topo da cabeça da caçula. Percebi pelo canto do olho que Ben estava segurando o que parecia ser um filhotinho, mas estava tão distraída e sobrecarregada com o momento, não consegui me prender muito ao cãozinho. — Então você agora virou uma salva-cãezinhos?

Robyn assumiu meu lugar paparicando Fenrir logo em seguida, me dando tempo para chegar mais perto de Benício para ver o filhote que ele acomodava em seu colo. — A gente sempre pediu para a mamãe deixar a gente adotar um cãozinho! Será que agora… Antes de ter a chance de tratar do assunto, vi minha mãe virar o furacão que era ela brava, puxando Fenrir para dentro da barraca. Eu sabia que era estupidez de minha parte tentar interferir, mas todo o altruísmo que existia dentro de mim quando o assunto eram meus irmãos me levou a cometer algo de que certamente me arrependeria mais tarde. — Mamãe! Você não pode fazer isso com ela! Parei bem na frente de nossa mãe, impedindo que ela movesse mais um segundo. — A Fenrir deve ter se perdido! Ela não fez por mal! Podia sentir que estava prestes a apanhar junto, mas tudo o que passava pela minha cabeça naquele momento é que não podia permitir que Fenrir apanhasse por ter se perdido.


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Robyn Pollok Eltz
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeTer 27 Ago 2019 - 13:28

I'm so much stronger
they will need to listen to what I have to say
Depois da refeição, quando finalmente puderam gastar seu tempo com atividades que quisessem (desde que não desrespeitassem as regras previamente citadas pela mãe), Robyn não pensou duas vezes antes de aceitar o convite de Alex para um jogo que ela ainda não conhecia. A Eltz mais nova não saberia dizer o que sua mãe, Fenrir ou Benny estavam fazendo, apenas sabia que seu irmão estava na área externa porque o vira deixar a barraca na primeira oportunidade que teve, mas optou por não ir atrás dele. Na verdade, tinha planejado finalizar a leitura de um livro ainda naquela tarde, mas a chance de passar um tempo a sós com sua irmã mais velha pareceu-lhe interessante, ainda mais quando Alex sugeriu que apostassem um galeão. Robyn ouviu com bastante atenção quando o jogo, que segundo Alexandra se chamava Pife, foi explicado. Não pareceu difícil de entender, mas decidiu que apenas teria certeza quando iniciassem. Revirou os olhos em resposta as palavras da irmã, que naquele momento distribuía nove cartas para cada. — Puts... - fez uma careta infeliz ao olhar suas próprias cartas, havia dado muita sorte, tinha já duas trincas formadas, mas sua adversário não precisava saber disso. Robbie aproveitou para jogar conversa fora a medida em que as rodadas se seguiam e, no fim, conseguiu vencer o jogo. Alex mostrou-se surpresa com a estratégia da mais jovem e explicou sobre o que era conhecido como "bater de 10", jogada que Robyn nem sabia muito bem como fizera. — Só jogo para ganhar, sis. - lançou-lhe uma piscadela, rindo em seguida.

Não houve muito tempo para comemorar, no entanto, pois Josephine logo chamou os filhos para irem ao lago, tal como haviam combinado durante a refeição da manhã. Com o galeão em seu bolso, dirigiu-se a sua mala para se trocar e retornou com um vestido sobre o biquíni azul, somente notando a ausência de Fenrir quando todos voltaram a se reunir. "Ah, mas é claro..." pensou impaciente, já era de se esperar que alguém ali daria um jeito de atrasar as coisas. — Não tem graça, Fenrir, aparece logo! Vamos assar marshmallows, lembra?! - disse em voz alta, esperando que a ideia de comer bastasse para fazer com que a pequena saísse de seu esconderijo. Mas não houve qualquer manifestação por parte da mais nova e, uma vez que a própria mãe e Alex pareciam nervosas, foi impossível não começar a se preocupar também. Embora preferisse que sua irmã mais velha permanecesse perto de si e de Benício, Robyn não se opôs à ideia da divisão, seguindo com seu gêmeo em direção ao lago. — FENRIR? - chamava em voz alta. Havia escutado a irmã falar algo sobre um monstro no lago mais cedo e secretamente estava ficando com mais medo a cada segundo que se passava, não da criatura em si, mas receava que a pequena tivesse ido procurar pelo tal monstro sozinha e tivesse se afogado ou mesmo sido atacada por alguma coisa. Ainda haviam todas as coisas que estavam acontecendo no mundo bruxo... Fenrir podia ser esperta, é verdade, mas nunca havia enfrentado uma criatura perigosa. Nunca nem havia utilizado uma varinha!

Apenas revirou os olhos às palavras de Benício sobre ela tentar jogá-lo no lago, afinal, o momento era sério demais para perder tempo com brincadeirinhas inúteis. Os gêmeos procuraram pelas redondezas, mas por mais que chamassem, não obtinham resposta alguma, então chegou o momento em que Benny sugeriu que voltassem, pois Fenrir não estava por ali e logo ficaria tarde. De volta a barraca, encontraram Alex, sua expressão, além do fato de estar sozinha, deixava claro que também não havia obtido sucesso em sua busca. Robyn quis consolá-la ao vê-la esconder o rosto entre as mãos, quis dizer algo para tentar confortar o irmão também, pois sabia que ele estava preocupado também, mas a única coisa que conseguiu fazer foi se sentar em um cantinho e cruzar os braços. Não queria dizê-lo em voz alta, mas a ideia de Fenrir ter caído no lago continuava em sua mente. Ela conseguia ver nitidamente a irmãzinha se afogando e/ou sendo puxada para o fundo por algo e as imagens não eram nada agradáveis.

Pareceu se passar uma eternidade até que Josephine retornou com Fenrir em seus braços, para o alívio dos filhos mais velhos. Robyn prendeu a respiração para evitar as lágrimas, pois por mais que fosse otimista na maioria das situações, tivera medo de perder a pequenininha como antes perdera o pai. Levantou-se, tal como os outros e buscou se aproximar para ver se a mais nova estava machucada. Estava suja e claramente havia chorado, o que significava que realmente havia se perdido. "Ou já apanhou..." Robbie pensou, mas não perdeu muito tempo com suas teorias, pois Benny agora segurava um cachorro que Fenrir trouxera consigo e o animalzinho acabou por atrair a atenção da Sonserina. — Ficaremos com ele? - perguntou ao irmão em voz baixa, imaginando se poderiam levá-lo escondido caso a mãe não permitisse. Depois de observar o bichinho e concluir que ele certamente precisaria de um banho antes de ser colocado na cama de qualquer um, voltou sua atenção a Fenrir. — Você se machucou? - perguntou a ela, baixando o tom de voz em seguida para que Josephine não pudesse ouvir: — Onde conseguiu o cachorrinho? - mas a pequena não teve tempo para responder, pois a mãe logo a puxou pelo bracinho para o interior da barraca.

— Ela não vai te ouvir... - murmurou para Benício, que foi atrás para dizer que Fenrir não tinha culpa. Robyn se sentou em um pedaço de tronco, pois a última coisa que queria era apanhar no lugar de Fenrir. Preferia manter-se longe de punições. O gêmeo logo retornou, certamente por não querer se encrencar também. Era mais fácil dar um doce ou algo do tipo para a irmãzinha depois. Alex, no entanto, que também havia saído em defesa de Fenrir, não retornou. Robyn apenas balançou a cabeça negativamente, pois embora concordasse que a mais nova não merecia apanhar, não via vantagem alguma em colocar seu traseiro na reta por alguém e buscou se aproximar de Benny para novamente olhar o filhote que ele segurava, acariciando a cabeça do bichinho. — A gente vai ficar com ele, né? Precisamos pensar em como levá-lo se a mamãe disser não... - murmurou, aproveitando que a mulher não estava por perto para ouvi-los.
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Wane Lannister
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeQui 5 Set 2019 - 19:22



Fiscal de Habilidade
Não sabia o que eu encontraria ao aparatar na região do lago ness, já havia vindo para este local algumas vezes e sempre me lembrava o quão receptivo era aquele lugar, não pelas pessoas que habitavam as proximidades, mas sim pelo clima e ambientação tranquila que o lago Ness nos proporcionava. O céu estava coberto com nuvens escuras, indicando que logo cairia uma forte chuva sobre a área. Olhando ao redor eu não conseguia enxergar nenhuma presença de alguma pessoa que estivesse próxima, sendo assim optei por continuar andando pela área para tentar flagrar alguma atividade suspeita da mesma forma que minha coruja Aura havia me informado. Era um verdadeiro incomodo imaginar um grupo de trouxas atacando bruxos e inevitavelmente vinha a minha cabeça as histórias passadas da época da caça às bruxas. Eu não conseguia compreender qual o motivo que Nyx teve em expor o mundo bruxo daquela maneira e nem gostaria de imaginar uma guerra sendo travada entre bruxos e trouxas, no qual na minha opinião, estes últimos citados estariam em vantagem apesar de nossas habilidades mágicas e consequentemente haveria muitas mortes de pessoas inocentes de ambos os lados. Não me parece está ocorrendo nada de mais por aqui, pensei após caminhar por quase 20 minutos, até que poucos segundos depois, escuto um som de um pequeno burburinho vindo a alguns metros de onde eu estava.

Imediatamente acelerei os passos, sendo guiado pelo barulho de gritos de ameaça que chegavam a meus ouvidos e a medida que eu me aproximava, eu diminua a minha velocidade para poder analisar melhor o que se passava por ali. Aos poucos no meu raio de visão eu conseguia enxergar um trio de pessoas adultas, que carregavam consigo objetos como um forcado, um pedaço de madeira quebrado e até mesmo o que me parecia ser, uma espingarda, uma arma trouxa que os mesmos classificam como arma de fogo. Aparentemente os três haviam perseguido uma quarta pessoa, que no momento parecia estar deitada no chão e com uma feição totalmente assustada. Analisando melhor parecia se tratar de uma criança, que não devia ter mais do que 10 anos de idade. Me escondi atrás de uma árvore enquanto analisava melhor aquela cena. Em passos curtos, os agricultores se aproximavam, demonstrando um pouco de receio antes de tomar qualquer atitude diante do menino. Tudo aconteceu muito rápido, mal pude perceber se a criança realizou algum tipo de movimento antes de um dos adultos ser jogado para longe como se algo o tivesse atingido. Foi nesse momento que notei que aquela criança era um bruxo e os três adultos possivelmente seriam trouxas que o estavam perseguindo.

A criança não tinha varinha e parecia que mal sabia o que estava fazendo para se defender. Ela gritava e chorava desesperadamente, entretanto não pareceria que aparecia alguém ali para ajuda-la. Eu não podia deixar aquilo acontecer, mas também não poderia ser visto por ninguém devido a minha atual situação. Sendo assim eu precisaria de um disfarce antes de fazer qualquer coisa. No mesmo instante que fechei meus olhos, eu pude sentir a transformação do meu corpo ocorrer de maneira simultânea. Pele, musculo, gordura, pelos e sentidos, tudo se materializava ao mesmo tempo para que eu pudesse tomar forma de uma onça pintada por completo. Já na minha forma felina, me aproximei devagar do trouxa que havia sido arremessado para longe, que no momento voltava a se aproximar do seu grupo para cercar a criança que tentava inutilmente sair correndo dali. Ambos estavam tão concentrados no pequeno bruxo que mal conseguiram notar a presença do grande felino que se aproximava e graças a isso pude me aproximar o suficiente para poder impulsionar minhas patas traseiras e saltar nas costas do trouxa que carregava uma espingarda nas mãos. O susto que ele havia tomada fora tão grande que o mesmo acabou disparando a espingarda para o alto sem atingir ninguém e acabei aproveitando aquela brecha para poder cravar minhas presas em seu ombro. O abate foi tão forte que pude sentir seus ossos fraturarem em questões de segundos, fazendo com que o mesmo soltasse a arma de fogo no chão.

O trouxa foi ao chão ao mesmo tempo que gritava de dor. O gosto do sangue era sensível ao meu paladar felino, mas me dava um certo nojo ao mesmo tempo. Enquanto os outros dois estavam em choque, aproveitei para jogar a espingarda no lago de águas escuras utilizando minha pata dianteira. Tomei a frente da criança bruxa que naquele instante parecia estar tão confusa que mal sabia que tipo de atitude tomar diante daquilo que estava acontecendo. A dupla restante parecia estar apavorada, mas ainda assim era perceptível o sentimento de raiva que eles transmitiam através daqueles olhares cheio de ódio. Um deles tentou me atingir com o forcado, mas pude desviar facilmente e aproveitei a chance para atingir seu rosto com minhas garras. O último a sobrar pareceu recuar, parecia ter se dado conta que não poderia sozinho contra uma onça pintada, então a única coisa que poderia fazer, era ajudar seus companheiros a se levantarem e saírem dali. Permaneci encarando os três com o olhar sério e ameaçador até que ambos estivessem fora do meu alcance de visão. Minha respiração estava ofegante e sentia o pulso das minhas artérias palpitarem pelas minhas patas. Quando senti que estávamos fora de perigo, dei uma olhada para trás e notei que a criança parecia ainda está com um pouco de medo. Eu a encarava com um olhar manso, sem tentar transmitir algum sinal de ameaça para ela e pouco tempo depois que ficamos sozinhos ali, pude ouvir novamente um som de pessoas gritando alto, que pareciam estar chamando por alguém. Minha orelha se levantou e meus olhos foram em direção ao local de onde vinha o barulho e logo percebi que um casal de adultos se aproximava. Pude escutar da criança que aqueles pareciam ser os seus pais que finalmente a encontraram, me fazendo entender que o garoto acabou se perdendo antes de entrar nessa confusão.

Eu tinha que sair dali o mais rápido possível, então apenas dei meia volta e comecei a correr em alta velocidade em direção a floresta de arvores altas mais próximas dali. Quando finalmente estava numa distância segura no meio daquela plantação, aproveitei a oportunidade para me transformar de volta a forma humana. Realmente a situação era pior do que eu imaginava e eu teria que tomar mais cuidado dali em diante quando fosse me misturar no mundo trouxa. Se eu iria tentar fazer algo para ajudar ambos os lados a entrarem em conflito, era algo que eu ainda não tinha decidido e precisaria de mais alguns dias até tomar uma decisão. Por enquanto eu precisaria apenas ir embora, tão logo me concentrei e sai dali através da aparatação, tomando rumo para a floresta de Ottery novamente.


Wane Lannister
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Josephine Pollok Eltz
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Varinha: Pena de Hipogrifo, Loureiro, 30cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeSab 7 Set 2019 - 23:39


Josephine colocou Fenrir no chão quando alcançou o acampamento, permitindo que os outros verificassem que a menina estava inteira e sem machucados significativos. Era engraçado observar como as crianças conseguiam colocar suas brigas e confusões de lado pelo bem-estar da caçula, todos parecendo genuinamente felizes por perceber que anda acontecera com ela. Enquanto conversavam com a pequena e brincavam com o cachorro em seus braços, a mais velha adentrou a cabana, colocando um pouco de água para ferver para que pudesse fazer um chá. É tudo que eu preciso agora. Naquele momento tudo que ela conseguia sentir era um enorme alívio percorrendo todo seu corpo, seus filhos estavam a salvo e debaixo de seu olhar clínico que se asseguraria de não os perder de vista por mais nem um segundo. – Eu não devia ter deixado ela sair da cabana. – se martirizava inutilmente, ainda que soubesse que nada ruim realmente acontecera. Enquanto se movimentava, entretanto, a felicidade foi se esvaindo, dando lugar à uma certa irritação ao perceber o que realmente havia acontecido mais cedo. – Eu falei para eles não se afastarem daqui... – falava desatenta enquanto colocava a erva de cidreira para ferver. Não é necessário pensar nisso, ela está bem e é isso que importa. Pensava tentando não criar uma situação desagradável. – Por outro lado, se ela tivesse o mínimo de atenção, isso não teria acontecido. Todos os irmãos dela estavam lá fora de olho. Essa discussão interna durou o que lhe pareceu uma eternidade, mas por fim seu lado irritado e tornou maior e venceu. Desligando o fogo, ela saiu da cabana e encontrou os meninos basicamente no mesmo lugar, o que indicava que passara menos tempo lá dentro do que imaginava. – Fenrir, para dentro, AGORA! – chamou em voz alta, pegando a filha pelo pulso e a puxando antes que ela pudesse tentar se afastar. Os gêmeos apenas se entreolharam e se afastaram da confusão, temendo que a bronca pudesse cair para cima deles. A primogênita, entretanto, acabou se colocando na frente, na esperança de impedir o que fosse acontecer. – Alexandra, é melhor você sair da minha frente antes que eu me irrite de verdade. – falou tentando controlar ao máximo seu tom de voz. A menina não parecia nem um pouco interessada e permaneceu na sua frente, exigindo toda sua força de vontade para não simplesmente a empurrar para o lado para conseguir passar. Ela não tem nada a ver com isso, não foi culpa dela a Fenrir ter se perdido.
 
Ela conseguia sentir a filha se tremendo dos pés à cabeça ao seu lado, mas a caçula seguia calada, apenas obedecendo às ordens da mãe. – Ela não teria se perdido se tivesse me obedecido não é mesmo? – respondeu ríspida, virando-se para a mais nova. – Eu posso saber o que diabos você achou que estava fazendo entrando na floresta quando eu fui bem clara quando mandei vocês ficarem por perto?! – perguntou com raiva desistindo de entrar na cabana novamente. A pequena soluçava enquanto tentava se explicar, falando sobre uma borboleta que vira mais cedo. – Você tem noção do que está acontecendo por aí? Sua voz se tornava cada vez mais alta, mas ela não se importava, a irritação quase que saindo em ondas que seriam capazes de dar choque. – Será que é tão impossível assim para você me ouvir por cinco minutos e obedecer quando eu digo para não fazer algo?! – ela se abaixou e sacudiu a filha pelos ombros, o que fez com que a mais velha se movimentasse na direção delas. – Alexandra, eu juro por Deus, se você se meter de novo vai passar um mês se alimentando através de um canudo! – falou virando-se para a primogênita. – Você não vai dar palpite na forma como eu educo os meus filhos! Josephine tentava ao máximo não estragar sua relação com os filhos, mas no final era ela a responsável por assegurar que estivessem a salvo, e não pediria desculpas pela forma como faria aquilo. Ela se voltou para a caçula e sua mão subiu ao ar, mas naquele momento ela se lembrou do absoluto desespero que tomara conta de si algumas horas antes, e o quão aliviada ela se sentira ao perceber que a filha estava bem. Isso fez com que ela ponderasse, jogando a cabeça para trás na tentativa de puxar um pouco mais de ar para os seus pulmões. – Eu quero que você entre nessa cabana agora e vá para a sua cama. – falou para Fenrir, apontando para dentro com um olhar impassível. – Eu vou tomar o meu chá e tentar relaxar antes de decidir qual será a sua punição, porque no momento eu juro que seria capaz de te matar! A pequena limpou as lágrimas e obedeceu às ordens da mãe, caminhando rapidamente para evitar que Josephine mudasse de ideia e decidisse puni-la ali mesmo. – Diga para os seus irmãos não demorarem para entrar, eu não gostaria de ter outro filho perdido esta noite. – falou para Alexandra antes de entrar, se dirigindo à cozinha numa tentativa de acalmar seus nervos.
「R」


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Suzanah Ferrer Ziegler
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeSex 13 Set 2019 - 20:58



Eu não gostava do que estava acontecendo ali, desde o segundo que meus pés tocaram a grama nos arredores do lago Ness, até o momento em que visualizei uma figura feminina aproximando-se de mim. Era inquietante notar que aquela não se tratava de Nyx ou Delphine, as quais já estava cansada de ter de lidar e sabia muito bem o quão bem informadas eram. No entanto, a presença da mulher deixava-me bem claro uma coisa: Nyx estava confiando em mais alguém, um sinal que eu claramente não sabia como interpretar. Mesmo com toda minha concentração unida, não era capaz de desvendar o que estava para acontecer, mas algo me dizia que existia bem mais por trás das cortinas do que eu já tinha tido acesso. A contragosto então, apenas me mantive séria e irritada ao lado da outra mulher, não demorando para que lhe esticasse um pedaço de pergaminho com o que sabia serem informações sigilosas. Delphine tinha me garantido que ninguém poderia descobrir o pergaminho, desta forma havia lhe mantido o mais seguro possível até mesmo de meus olhos, mesmo que aquela parte não me agradasse realmente. - Não acho que o cavalo do lago que habita esse lugar discorde. - Dizia de maneira azeda mediante seu comentário sobre a paisagem e as lendas envolvendo o lago. Um azedume costumeiro de meu profundo mal humor, o qual apenas veio a piorar ainda mais quando a mulher citou minha varinha, fazendo com que a claro contragosto e irritação, levasse minha mão até um de meus bolsos.

E aquela era outra coisa que me incomodava naquela parte da história, a necessidade de Nyx em possuir minha varinha, a que me fazia entender muito bem que ela usufruiria de minha identidade em breve. Quando, no entanto, a mulher veio a me dizer que eu precisava ficar fora do caminho de Nyx, uma risada baixa e debochada escapou rapidamente de meus lábios. Fora do caminho de Nyx… Para mim eu jamais teria entrado nele, mas por ironia do destino nem que nós duas quiséssemos aquilo seria possível. Porém, aquele era um comentário arriscado demais para ser feito em voz alta, ainda mais na frente de estranhos e seguidores sem futuro de minha gêmea. Com certa brusquidão não demorava assim a me virar para a ruiva, olhando em seus olhos com a frieza necessária para o momento, contendo um pouco a minha irritação. - Diga a sua alteza para que ela me avise quando for necessário que eu suma de cena. - Dava o recado sem me importar com meu tom, afinal de contas, minha situação “especial” me permitia alguns abusos em alguns momentos. Foi com um revirar de olhos que vi a mulher se afastar de mim, alegando que repassaria meu desejo para frente, parecendo um cachorrinho adestrado que correria imediatamente novamente para a casa de seu dono. Sem muito mais o que fazer por ali e extremamente irritada, apenas voltava meu olhar para frente e aparatava de uma vez, pouco me importando com o resto. Saio dali.

Interação com Savonya Seawor. Kaminskov; atemporal e finalizada.


Suzanah Tudor Ziegler,
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