InícioBuscarPortalRegistrar-seConectar-se
Narração Geral: Regras & Avisose Narração
Todas as Interações de Hogwarts já foram liberadas, clique aqui e fique atento para os prazos e regras!
Uma nova interação de trama já está disponível! Confira aqui!
Fique por dentro dos acontecimentos da trama, leia nosso Resumo da Linha do Tempo!
Membros da SICPVM, chequem suas caixas de entrada!
Moderadores de famílias, por favor, verifiquem suas MPs!

Compartilhe
 

 Lago Ness

Ir em baixo 
Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9
AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
Diretor
Diretor
Diretor Alvoros Grunnion

Patrono : Fênix
Bicho-papão : Diretor

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

Lago Ness - Página 9 Empty
MensagemAssunto: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013, 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Lago Ness

Highland, Escócia


Lago Ness - Página 9 Lago-ness

O lago Ness (Loch Ness) é um lago de água doce localizado em Highland na Escócia, de forma estreita e alongada com cerca de 37 quilómetros de comprimento. O lago ocupa uma área de cerca de 56,4 km² e tem uma profundidade máxima de 226 metros. A visibilidade da água é extremamente reduzida devido ao teor de turfa dos solos circundantes, que é trazida para o lago através das redes de drenagem. Pensa-se que o lago Ness tenha sido modelado pelos glaciares  da última era glacial.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos.



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
Voltar ao Topo Ir em baixo

AutorMensagem
Elijah Szpilman Keynes
Lufa-Lufa
Lufa-Lufa
Elijah Szpilman Keynes

Patrono : Akita

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: 7º Ano
Varinha: Pluma de Basilisco, Azevinho, 31cm, Maleável.

Lago Ness - Página 9 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeTer 20 Ago 2019, 14:38

Um gesto sugestivo foi realizado com os ombros quando Piper falou e, ainda que fosse uma brincadeira e o garoto não pensasse realmente naquelas trocas de afeto o tempo todo, ele deixou que parecesse que sim apenas porque sua personalidade desprendida dizia o contrário. Para uma pessoa que achava estranho abraços de saudações, era bem evidente que grudes e beijos o tempo todo não faziam seu estilo. Sobre isso, no entanto, Elijah não podia tirar conclusões a respeito da morena ou de seu relacionamento, porque a mesma sequer havia feito esforço para falar a respeito. Não era como se ele a culpasse ou estivesse realmente interessado em se intrometer, mas certamente gostaria de implicar com uns detalhes sobre aquilo se pelo menos o tivesse. Bom, ficaria para a próxima, se é que uma próxima existia. Ser pessimista não era bem de seu feitio, tampouco se preocupar com questões que envolviam o mundo bruxo, mas daquela vez ele tinha que confessar que as coisas estavam ficando feias, então talvez se envolver não dependesse muito da vontade de alguém. Na pior das hipóteses, porém, ele pelo menos iria se ferrar com a boca curada, afinal a grifina mexeu sua varinha e proferiu um feitiço de cura mesmo contra a vontade de seu paciente temporário. Ele agradeceu ao ato, algo talvez inédito na visão de sua companhia que pareceu entrar em estado de choque ao parar e ficar olhando-o como se procurasse entender em qual momento daquele acidente ele havia sido abduzido e trocado por alguém capaz de demonstrar uma pequena gentileza. Incomodado com o silêncio, Keynes franziu o cenho e agitou o corpo, os músculos reclamando no ato.

Decidiu então falar sobre os machucados de Piper e como esperava ela o respondeu da mesma forma como talvez ele fosse responder - embora provavelmente ele não fosse tão polido nas insinuações. — Estava apenas sendo gentil, isso é tão estranho assim? — A pergunta era claramente uma ironia porque qualquer um que o conhecesse a pouco tempo saberia que sua gentileza tinha sim motivos para ser estranha. Pelo menos não havia nenhum motivo oculto por trás dos bons modos a não ser o de atormentar. Sua ajuda, contudo, foi negada. Ele não soube dizer se foi pela desconfiança em seus talentos ou intenções, mas ao ouvir a morena fazer a primeira reclamação camuflada do dia a respeito do namorado que ele particularmente desconhecia, o lufano não conteve um “talvez ele esteja ocupado beijando outras bocas” que acompanhou um sorriso. Se Piper não levasse aquilo a sério seria ótimo. Ela o conhecia o suficiente para saber que não precisava saber de algo para levantar teorias ruins, então com sorte a garota não estaria sentimental o suficiente para se preocupar com os comentários de um implicante. — Você é até que boa nisso, tenho que dar algum crédito. — Falou quando a viu aplicar os limitados primeiros socorros a parte do corpo antes que voltasse os olhos mais para o horizonte, reflexivo sobre alguns detalhes daquele encontro desastroso e ao mesmo tempo divertido. Não era de se admirar que Seaworth estranhasse tanto o comentário do polonês sobre a separação ao ponto de caçoar. — Talvez eu tenha batido a cabeça muito forte e esteja a ponto de um colapso agora por isso disse essas coisas estranhas. — Justificou com um dar de ombros, mas a verdade era que despedidas tendiam a ser estranhas e exigiam um tato que ele não descobrira ainda dentro de si.

— Não é questão de querer. Vamos aos fatos: você se formou, eu vou me enfiar em Hogwarts, não há muitas desculpas pra usar e motivos para nos encontrarmos, né? Além disso do jeito que essa Nyx está qualquer um pode sumir de vez, vai que no final das contas ela só tem que estalar os dedos para que todo mundo vire pó. — Teorizou com um sorrisinho no canto dos lábios, mas a piada não pareceu surtir tanto efeito em sua companhia. A questão era que independentemente de entender ou não a referência aos quadrinhos trouxas, Piper havia entrado no clima de nostalgia que antecedia despedidas, fazendo com que Elijah risse brevemente das recordações. Se nada falhava na memória a água era o ponto fraco de ambos, talvez eles fossem uma obra de M. Night Shyamalan e não sabiam. — Claro que eu lembro, você queria até tirar a roupa! — Disse, fingindo um tom de ofensa pessoal exagerado. — Agora me diz, sempre que toma banho você se lembra de mim, né? — A pergunta tinha uma malícia contida, malícia essa pelo qual ele pagou o preço com um pouco mais de água em seu rosto. — Mas uma queda no Lago Ness, muita dor e água gelada parece mesmo uma boa forma de lembrar de alguém, afinal certamente não vou fazer algo estúpido assim de novo. — Mentiu. Era tão a cara dele repetir coisas assim. Depois de rirem, o silêncio chegou novamente. Foi estranho e ao mesmo tempo os aproximou de algumas formas, física e emocionalmente. Quem diria que uma queda de moto faria algo desse tipo, não é?! Talvez tivessem mesmo batido a cabeça com muita força. Apesar de querer falar e tirar a estranheza do momento, Seaworth foi mais rápida em prever e exigir que ele não estragasse o momento, fazendo com que as palavras tomassem o caminho inverso do meio da garganta e descessem derrotadas.

[...] Ficaram ali por tempo suficiente para que o sol se escondesse por trás das montanhas, deixando que apenas seus raios longos ainda cortassem o céu e iluminassem com mais dificuldade o Lago Ness. Elijah moveu o corpo, fazendo os cascalhos abaixo de si criarem um barulho de alerta que fez ambos se mexerem. Os músculos ainda doíam quando ele se levantou, mas isso não o impediu de estender a mão para a grifina na intenção de ajudá-la a fazer o mesmo. — É hora de dizer adeus. — Ele disse dentro da lenta melodia, desafinando no inglês que formava uma versão de Con Te Partiro - não que fosse o tipo de música que ele ouvia, mas era famosa o suficiente para usar na ocasião. — Acho que aquela coisa não vai explodir se tentarmos empurrar… — Comentou aleatório, olhando para a moto que soltava apenas um fio de fumaça depois de tanto tempo lutando para sobreviver aos engasgos. Eles caminharam até o automóvel e de lá tomaram o caminho para a trilha que os levou para longe do Lago Ness em alguns demorados minutos - não estavam fazendo questão de caminhar muito rápido e as dores também não permitiam. Ali eles se separariam e Elijah logo partiria da Escócia para retornar à Varsóvia… Ou pelo menos era o que ele imagina. Seus planos, ele soube mais tarde, não seriam concluídos porque de acordo com as notícias do dia seguinte a Grã-Bretanha fora isolada. Ninguém entrava, ninguém saía. Ele ficaria preso ali.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Alexandra Pollok Eltz
Sonserina
Sonserina
Alexandra Pollok Eltz

Patrono : Rouxinol
Bicho-papão : Catástrofes naturais

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: 6º Ano
Varinha: Pluma de Basilisco, Carvalho Inglês, 29cm, Maleável.

Lago Ness - Página 9 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeQui 22 Ago 2019, 18:04

Enquanto Ben foi se entreter com seu cubo mágico do lado de fora da barraca e Fenrir ficou perto da mamãe assistindo algum desenho que ela adorava, peguei Robyn antes que a espertinha fugisse de mim e ofereci jogarmos um jogo de cartas trouxa, onde você precisava fazer três trincas para poder bater e ganhar. Se me lembrava bem, o jogo se chamava Pife e era até bem famosinho entre os trouxas. Para tornar o jogo mais interessante, apostei um galeão com Robyn para quem ganhasse, sabendo que o espírito competitivo inato de sonserinos e a motivação em ganhar a aposta seriam o bastante para manter minha irmã mais envolvida. Tomei todo o cuidado do mundo para que nossa mãe nem sonhasse que estávamos apostando dinheiro, pois sabia bem como ela desaprovaria tal ato e o fato de estar incentivando minha irmãzinha a apostar em jogos. — Pronta para perder? Provoquei, recebendo uma revirado de olhos da minha pré-adolescente mais querida, que claramente só estava topando jogar comigo pela motivação da aposta. Passadas algumas rodadas sem que nem Robyn nem eu conseguíssemos formar nossas trincas para bater, comecei a ficar um pouco preocupada da mamãe vir ver o que estávamos fazendo e acabar brigando com a gente. Acontece que, no final das contas, a espertinha da minha irmã estava fingindo estar se saindo mal no jogo para, no final, em uma jogada de mestre, formando três trincas e ainda juntando uma décima carta para fazer o que era conhecido como “bater de 10”. — Você estava fingindo estar com um jogo ruim esse tempo todo, pilantrinha! Exclamei de boca aberta, sorrindo indignada com a audácia da mais nova. Mais ou menos ao mesmo tempo que nossa mãe nos chamou, deslizei o galeão da aposta para dentro do bolso de Robyn e pisquei-lhe um olho antes de ir me trocar.

Quando nos juntamos do lado de fora da barraca e percebemos que a caçula da família não estava ali, senti como se o peso do mundo tivesse acabado de cair em cima de meus ombros. — Ela deve estar distraída com o desenho e deve estar sentada em algum cantinho por aí… Sugeri em baixo tom de voz, começando a me amaldiçoar mentalmente por ter me entretido com um jogo de cartas estúpido e ter deixado de ficar de olho em Fenrir. Tentei me aproximar de nossa mãe assim que os minutos começaram a voar e nada da caçula aparecer, mas sabia que a única coisa capaz de acalmar minha mãe naquele instante seria o surgimento de sua filha. Apenas acenei com a cabeça com a instrução que recebi de minha mãe para procurar pela minha irmã no lado oposto ao que ela seguiu. Por ser mais velha, segui meu caminho sozinha, lançando um último cuidado preocupado para Robyn e Benício. — Por favor, tomem cuidado… Sussurrei quando já estava longe demais para que eles me ouvissem.

— FENRIR! Segui gritando a plenos pulmões, assustando aqui e ali alguns dos animais menores que ali habitavam. Depois de passar sabe-se lá quanto tempo revirando os arredores e gritando para que minha irmãzinha aparecesse, voltei para o acampamento quanto o céu já começava a dar sinais de que logo estaria coberto pelo véu da noite. — Onde é que você se meteu, Fenrir? O desespero e a culpa que vinham borbulhando dentro de mim desde o momento em que demos falta da caçula da família apenas aumentou quando não avistei os gêmeos em lugar algum. — Robyn? Benício? Não pode ser que agora vocês dois também sumiram! Meu lábio inferior tremeu com o calafrio que subiu minha espinha. E se aquilo tudo fosse obra de bruxos das trevas? Parte do medo que corroía-me de dentro para fora sumiu ao avistar Robyn e Benício voltando para o acampamento. — Eu não sei onde aquela baixinha foi se meter e a mamãe também não surgiu ainda… Respondi, despencando sentada em um toco de madeira e apoiei a cabeça nas mãos, não conseguindo deixar de pensar que aquilo era culpa minha.

Passou-se o que pareceram horas até que avistasse sombras se mexendo dentro dos arredores do acampamento e levantei num pulo me colocando na frente de meus irmãos para protege-los, se necessário fosse. O suspiro de alívio que dei ao reconhecer o corpo pequeno de Fenrir nos braços de nossa mãe foi absurdo e enquanto Ben corria para abraçar Fenrir, fui atrás de nossa mãe e dei-lhe um forte abraço. — Eu estava quase indo atrás de você, mamãe… Onde ela estava? O que aconteceu? Você está bem? Lancei pergunta atrás de pergunta, soltando minha mãe antes de obter minhas respostas para ir dar um abraço em Fenrir. — Você quase nos matou do coração, sabia? Agora que boa parte da aflição havia ido embora, consegui rir de leve ao depositar um beijo no topo da cabeça da caçula. Percebi pelo canto do olho que Ben estava segurando o que parecia ser um filhotinho, mas estava tão distraída e sobrecarregada com o momento, não consegui me prender muito ao cãozinho. — Então você agora virou uma salva-cãezinhos?

Robyn assumiu meu lugar paparicando Fenrir logo em seguida, me dando tempo para chegar mais perto de Benício para ver o filhote que ele acomodava em seu colo. — A gente sempre pediu para a mamãe deixar a gente adotar um cãozinho! Será que agora… Antes de ter a chance de tratar do assunto, vi minha mãe virar o furacão que era ela brava, puxando Fenrir para dentro da barraca. Eu sabia que era estupidez de minha parte tentar interferir, mas todo o altruísmo que existia dentro de mim quando o assunto eram meus irmãos me levou a cometer algo de que certamente me arrependeria mais tarde. — Mamãe! Você não pode fazer isso com ela! Parei bem na frente de nossa mãe, impedindo que ela movesse mais um segundo. — A Fenrir deve ter se perdido! Ela não fez por mal! Podia sentir que estava prestes a apanhar junto, mas tudo o que passava pela minha cabeça naquele momento é que não podia permitir que Fenrir apanhasse por ter se perdido.


follow me down
to the river
Voltar ao Topo Ir em baixo
Robyn Pollok Eltz
Sonserina
Sonserina
Robyn Pollok Eltz

Bicho-papão : casamento

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: 2° Ano
Varinha: Corda de Coração de Dragão, Bordo, 28cm, Flexível.

Lago Ness - Página 9 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeTer 27 Ago 2019, 13:28

I'm so much stronger
they will need to listen to what I have to say
Depois da refeição, quando finalmente puderam gastar seu tempo com atividades que quisessem (desde que não desrespeitassem as regras previamente citadas pela mãe), Robyn não pensou duas vezes antes de aceitar o convite de Alex para um jogo que ela ainda não conhecia. A Eltz mais nova não saberia dizer o que sua mãe, Fenrir ou Benny estavam fazendo, apenas sabia que seu irmão estava na área externa porque o vira deixar a barraca na primeira oportunidade que teve, mas optou por não ir atrás dele. Na verdade, tinha planejado finalizar a leitura de um livro ainda naquela tarde, mas a chance de passar um tempo a sós com sua irmã mais velha pareceu-lhe interessante, ainda mais quando Alex sugeriu que apostassem um galeão. Robyn ouviu com bastante atenção quando o jogo, que segundo Alexandra se chamava Pife, foi explicado. Não pareceu difícil de entender, mas decidiu que apenas teria certeza quando iniciassem. Revirou os olhos em resposta as palavras da irmã, que naquele momento distribuía nove cartas para cada. — Puts... - fez uma careta infeliz ao olhar suas próprias cartas, havia dado muita sorte, tinha já duas trincas formadas, mas sua adversário não precisava saber disso. Robbie aproveitou para jogar conversa fora a medida em que as rodadas se seguiam e, no fim, conseguiu vencer o jogo. Alex mostrou-se surpresa com a estratégia da mais jovem e explicou sobre o que era conhecido como "bater de 10", jogada que Robyn nem sabia muito bem como fizera. — Só jogo para ganhar, sis. - lançou-lhe uma piscadela, rindo em seguida.

Não houve muito tempo para comemorar, no entanto, pois Josephine logo chamou os filhos para irem ao lago, tal como haviam combinado durante a refeição da manhã. Com o galeão em seu bolso, dirigiu-se a sua mala para se trocar e retornou com um vestido sobre o biquíni azul, somente notando a ausência de Fenrir quando todos voltaram a se reunir. "Ah, mas é claro..." pensou impaciente, já era de se esperar que alguém ali daria um jeito de atrasar as coisas. — Não tem graça, Fenrir, aparece logo! Vamos assar marshmallows, lembra?! - disse em voz alta, esperando que a ideia de comer bastasse para fazer com que a pequena saísse de seu esconderijo. Mas não houve qualquer manifestação por parte da mais nova e, uma vez que a própria mãe e Alex pareciam nervosas, foi impossível não começar a se preocupar também. Embora preferisse que sua irmã mais velha permanecesse perto de si e de Benício, Robyn não se opôs à ideia da divisão, seguindo com seu gêmeo em direção ao lago. — FENRIR? - chamava em voz alta. Havia escutado a irmã falar algo sobre um monstro no lago mais cedo e secretamente estava ficando com mais medo a cada segundo que se passava, não da criatura em si, mas receava que a pequena tivesse ido procurar pelo tal monstro sozinha e tivesse se afogado ou mesmo sido atacada por alguma coisa. Ainda haviam todas as coisas que estavam acontecendo no mundo bruxo... Fenrir podia ser esperta, é verdade, mas nunca havia enfrentado uma criatura perigosa. Nunca nem havia utilizado uma varinha!

Apenas revirou os olhos às palavras de Benício sobre ela tentar jogá-lo no lago, afinal, o momento era sério demais para perder tempo com brincadeirinhas inúteis. Os gêmeos procuraram pelas redondezas, mas por mais que chamassem, não obtinham resposta alguma, então chegou o momento em que Benny sugeriu que voltassem, pois Fenrir não estava por ali e logo ficaria tarde. De volta a barraca, encontraram Alex, sua expressão, além do fato de estar sozinha, deixava claro que também não havia obtido sucesso em sua busca. Robyn quis consolá-la ao vê-la esconder o rosto entre as mãos, quis dizer algo para tentar confortar o irmão também, pois sabia que ele estava preocupado também, mas a única coisa que conseguiu fazer foi se sentar em um cantinho e cruzar os braços. Não queria dizê-lo em voz alta, mas a ideia de Fenrir ter caído no lago continuava em sua mente. Ela conseguia ver nitidamente a irmãzinha se afogando e/ou sendo puxada para o fundo por algo e as imagens não eram nada agradáveis.

Pareceu se passar uma eternidade até que Josephine retornou com Fenrir em seus braços, para o alívio dos filhos mais velhos. Robyn prendeu a respiração para evitar as lágrimas, pois por mais que fosse otimista na maioria das situações, tivera medo de perder a pequenininha como antes perdera o pai. Levantou-se, tal como os outros e buscou se aproximar para ver se a mais nova estava machucada. Estava suja e claramente havia chorado, o que significava que realmente havia se perdido. "Ou já apanhou..." Robbie pensou, mas não perdeu muito tempo com suas teorias, pois Benny agora segurava um cachorro que Fenrir trouxera consigo e o animalzinho acabou por atrair a atenção da Sonserina. — Ficaremos com ele? - perguntou ao irmão em voz baixa, imaginando se poderiam levá-lo escondido caso a mãe não permitisse. Depois de observar o bichinho e concluir que ele certamente precisaria de um banho antes de ser colocado na cama de qualquer um, voltou sua atenção a Fenrir. — Você se machucou? - perguntou a ela, baixando o tom de voz em seguida para que Josephine não pudesse ouvir: — Onde conseguiu o cachorrinho? - mas a pequena não teve tempo para responder, pois a mãe logo a puxou pelo bracinho para o interior da barraca.

— Ela não vai te ouvir... - murmurou para Benício, que foi atrás para dizer que Fenrir não tinha culpa. Robyn se sentou em um pedaço de tronco, pois a última coisa que queria era apanhar no lugar de Fenrir. Preferia manter-se longe de punições. O gêmeo logo retornou, certamente por não querer se encrencar também. Era mais fácil dar um doce ou algo do tipo para a irmãzinha depois. Alex, no entanto, que também havia saído em defesa de Fenrir, não retornou. Robyn apenas balançou a cabeça negativamente, pois embora concordasse que a mais nova não merecia apanhar, não via vantagem alguma em colocar seu traseiro na reta por alguém e buscou se aproximar de Benny para novamente olhar o filhote que ele segurava, acariciando a cabeça do bichinho. — A gente vai ficar com ele, né? Precisamos pensar em como levá-lo se a mamãe disser não... - murmurou, aproveitando que a mulher não estava por perto para ouvi-los.
there's a bigger sea for a girl like me
Voltar ao Topo Ir em baixo
Wane Lannister
Procurados
Procurados
Wane Lannister

Bicho-papão : Se perder no próprio ódio

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pena de Agoureiro, Nogueira-Negra, 29cm, Inflexível.

Lago Ness - Página 9 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeQui 05 Set 2019, 19:22



Fiscal de Habilidade
Não sabia o que eu encontraria ao aparatar na região do lago ness, já havia vindo para este local algumas vezes e sempre me lembrava o quão receptivo era aquele lugar, não pelas pessoas que habitavam as proximidades, mas sim pelo clima e ambientação tranquila que o lago Ness nos proporcionava. O céu estava coberto com nuvens escuras, indicando que logo cairia uma forte chuva sobre a área. Olhando ao redor eu não conseguia enxergar nenhuma presença de alguma pessoa que estivesse próxima, sendo assim optei por continuar andando pela área para tentar flagrar alguma atividade suspeita da mesma forma que minha coruja Aura havia me informado. Era um verdadeiro incomodo imaginar um grupo de trouxas atacando bruxos e inevitavelmente vinha a minha cabeça as histórias passadas da época da caça às bruxas. Eu não conseguia compreender qual o motivo que Nyx teve em expor o mundo bruxo daquela maneira e nem gostaria de imaginar uma guerra sendo travada entre bruxos e trouxas, no qual na minha opinião, estes últimos citados estariam em vantagem apesar de nossas habilidades mágicas e consequentemente haveria muitas mortes de pessoas inocentes de ambos os lados. Não me parece está ocorrendo nada de mais por aqui, pensei após caminhar por quase 20 minutos, até que poucos segundos depois, escuto um som de um pequeno burburinho vindo a alguns metros de onde eu estava.

Imediatamente acelerei os passos, sendo guiado pelo barulho de gritos de ameaça que chegavam a meus ouvidos e a medida que eu me aproximava, eu diminua a minha velocidade para poder analisar melhor o que se passava por ali. Aos poucos no meu raio de visão eu conseguia enxergar um trio de pessoas adultas, que carregavam consigo objetos como um forcado, um pedaço de madeira quebrado e até mesmo o que me parecia ser, uma espingarda, uma arma trouxa que os mesmos classificam como arma de fogo. Aparentemente os três haviam perseguido uma quarta pessoa, que no momento parecia estar deitada no chão e com uma feição totalmente assustada. Analisando melhor parecia se tratar de uma criança, que não devia ter mais do que 10 anos de idade. Me escondi atrás de uma árvore enquanto analisava melhor aquela cena. Em passos curtos, os agricultores se aproximavam, demonstrando um pouco de receio antes de tomar qualquer atitude diante do menino. Tudo aconteceu muito rápido, mal pude perceber se a criança realizou algum tipo de movimento antes de um dos adultos ser jogado para longe como se algo o tivesse atingido. Foi nesse momento que notei que aquela criança era um bruxo e os três adultos possivelmente seriam trouxas que o estavam perseguindo.

A criança não tinha varinha e parecia que mal sabia o que estava fazendo para se defender. Ela gritava e chorava desesperadamente, entretanto não pareceria que aparecia alguém ali para ajuda-la. Eu não podia deixar aquilo acontecer, mas também não poderia ser visto por ninguém devido a minha atual situação. Sendo assim eu precisaria de um disfarce antes de fazer qualquer coisa. No mesmo instante que fechei meus olhos, eu pude sentir a transformação do meu corpo ocorrer de maneira simultânea. Pele, musculo, gordura, pelos e sentidos, tudo se materializava ao mesmo tempo para que eu pudesse tomar forma de uma onça pintada por completo. Já na minha forma felina, me aproximei devagar do trouxa que havia sido arremessado para longe, que no momento voltava a se aproximar do seu grupo para cercar a criança que tentava inutilmente sair correndo dali. Ambos estavam tão concentrados no pequeno bruxo que mal conseguiram notar a presença do grande felino que se aproximava e graças a isso pude me aproximar o suficiente para poder impulsionar minhas patas traseiras e saltar nas costas do trouxa que carregava uma espingarda nas mãos. O susto que ele havia tomada fora tão grande que o mesmo acabou disparando a espingarda para o alto sem atingir ninguém e acabei aproveitando aquela brecha para poder cravar minhas presas em seu ombro. O abate foi tão forte que pude sentir seus ossos fraturarem em questões de segundos, fazendo com que o mesmo soltasse a arma de fogo no chão.

O trouxa foi ao chão ao mesmo tempo que gritava de dor. O gosto do sangue era sensível ao meu paladar felino, mas me dava um certo nojo ao mesmo tempo. Enquanto os outros dois estavam em choque, aproveitei para jogar a espingarda no lago de águas escuras utilizando minha pata dianteira. Tomei a frente da criança bruxa que naquele instante parecia estar tão confusa que mal sabia que tipo de atitude tomar diante daquilo que estava acontecendo. A dupla restante parecia estar apavorada, mas ainda assim era perceptível o sentimento de raiva que eles transmitiam através daqueles olhares cheio de ódio. Um deles tentou me atingir com o forcado, mas pude desviar facilmente e aproveitei a chance para atingir seu rosto com minhas garras. O último a sobrar pareceu recuar, parecia ter se dado conta que não poderia sozinho contra uma onça pintada, então a única coisa que poderia fazer, era ajudar seus companheiros a se levantarem e saírem dali. Permaneci encarando os três com o olhar sério e ameaçador até que ambos estivessem fora do meu alcance de visão. Minha respiração estava ofegante e sentia o pulso das minhas artérias palpitarem pelas minhas patas. Quando senti que estávamos fora de perigo, dei uma olhada para trás e notei que a criança parecia ainda está com um pouco de medo. Eu a encarava com um olhar manso, sem tentar transmitir algum sinal de ameaça para ela e pouco tempo depois que ficamos sozinhos ali, pude ouvir novamente um som de pessoas gritando alto, que pareciam estar chamando por alguém. Minha orelha se levantou e meus olhos foram em direção ao local de onde vinha o barulho e logo percebi que um casal de adultos se aproximava. Pude escutar da criança que aqueles pareciam ser os seus pais que finalmente a encontraram, me fazendo entender que o garoto acabou se perdendo antes de entrar nessa confusão.

Eu tinha que sair dali o mais rápido possível, então apenas dei meia volta e comecei a correr em alta velocidade em direção a floresta de arvores altas mais próximas dali. Quando finalmente estava numa distância segura no meio daquela plantação, aproveitei a oportunidade para me transformar de volta a forma humana. Realmente a situação era pior do que eu imaginava e eu teria que tomar mais cuidado dali em diante quando fosse me misturar no mundo trouxa. Se eu iria tentar fazer algo para ajudar ambos os lados a entrarem em conflito, era algo que eu ainda não tinha decidido e precisaria de mais alguns dias até tomar uma decisão. Por enquanto eu precisaria apenas ir embora, tão logo me concentrei e sai dali através da aparatação, tomando rumo para a floresta de Ottery novamente.


Wane Lannister
Voltar ao Topo Ir em baixo
Josephine Pollok Eltz
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Josephine Pollok Eltz

Patrono : Pastor-alemão
Bicho-papão : Inferis

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Beauxbatons (França)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pena de Hipogrifo, Loureiro, 30cm, Inflexível.

Lago Ness - Página 9 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeSab 07 Set 2019, 23:39


Josephine colocou Fenrir no chão quando alcançou o acampamento, permitindo que os outros verificassem que a menina estava inteira e sem machucados significativos. Era engraçado observar como as crianças conseguiam colocar suas brigas e confusões de lado pelo bem-estar da caçula, todos parecendo genuinamente felizes por perceber que anda acontecera com ela. Enquanto conversavam com a pequena e brincavam com o cachorro em seus braços, a mais velha adentrou a cabana, colocando um pouco de água para ferver para que pudesse fazer um chá. É tudo que eu preciso agora. Naquele momento tudo que ela conseguia sentir era um enorme alívio percorrendo todo seu corpo, seus filhos estavam a salvo e debaixo de seu olhar clínico que se asseguraria de não os perder de vista por mais nem um segundo. – Eu não devia ter deixado ela sair da cabana. – se martirizava inutilmente, ainda que soubesse que nada ruim realmente acontecera. Enquanto se movimentava, entretanto, a felicidade foi se esvaindo, dando lugar à uma certa irritação ao perceber o que realmente havia acontecido mais cedo. – Eu falei para eles não se afastarem daqui... – falava desatenta enquanto colocava a erva de cidreira para ferver. Não é necessário pensar nisso, ela está bem e é isso que importa. Pensava tentando não criar uma situação desagradável. – Por outro lado, se ela tivesse o mínimo de atenção, isso não teria acontecido. Todos os irmãos dela estavam lá fora de olho. Essa discussão interna durou o que lhe pareceu uma eternidade, mas por fim seu lado irritado e tornou maior e venceu. Desligando o fogo, ela saiu da cabana e encontrou os meninos basicamente no mesmo lugar, o que indicava que passara menos tempo lá dentro do que imaginava. – Fenrir, para dentro, AGORA! – chamou em voz alta, pegando a filha pelo pulso e a puxando antes que ela pudesse tentar se afastar. Os gêmeos apenas se entreolharam e se afastaram da confusão, temendo que a bronca pudesse cair para cima deles. A primogênita, entretanto, acabou se colocando na frente, na esperança de impedir o que fosse acontecer. – Alexandra, é melhor você sair da minha frente antes que eu me irrite de verdade. – falou tentando controlar ao máximo seu tom de voz. A menina não parecia nem um pouco interessada e permaneceu na sua frente, exigindo toda sua força de vontade para não simplesmente a empurrar para o lado para conseguir passar. Ela não tem nada a ver com isso, não foi culpa dela a Fenrir ter se perdido.
 
Ela conseguia sentir a filha se tremendo dos pés à cabeça ao seu lado, mas a caçula seguia calada, apenas obedecendo às ordens da mãe. – Ela não teria se perdido se tivesse me obedecido não é mesmo? – respondeu ríspida, virando-se para a mais nova. – Eu posso saber o que diabos você achou que estava fazendo entrando na floresta quando eu fui bem clara quando mandei vocês ficarem por perto?! – perguntou com raiva desistindo de entrar na cabana novamente. A pequena soluçava enquanto tentava se explicar, falando sobre uma borboleta que vira mais cedo. – Você tem noção do que está acontecendo por aí? Sua voz se tornava cada vez mais alta, mas ela não se importava, a irritação quase que saindo em ondas que seriam capazes de dar choque. – Será que é tão impossível assim para você me ouvir por cinco minutos e obedecer quando eu digo para não fazer algo?! – ela se abaixou e sacudiu a filha pelos ombros, o que fez com que a mais velha se movimentasse na direção delas. – Alexandra, eu juro por Deus, se você se meter de novo vai passar um mês se alimentando através de um canudo! – falou virando-se para a primogênita. – Você não vai dar palpite na forma como eu educo os meus filhos! Josephine tentava ao máximo não estragar sua relação com os filhos, mas no final era ela a responsável por assegurar que estivessem a salvo, e não pediria desculpas pela forma como faria aquilo. Ela se voltou para a caçula e sua mão subiu ao ar, mas naquele momento ela se lembrou do absoluto desespero que tomara conta de si algumas horas antes, e o quão aliviada ela se sentira ao perceber que a filha estava bem. Isso fez com que ela ponderasse, jogando a cabeça para trás na tentativa de puxar um pouco mais de ar para os seus pulmões. – Eu quero que você entre nessa cabana agora e vá para a sua cama. – falou para Fenrir, apontando para dentro com um olhar impassível. – Eu vou tomar o meu chá e tentar relaxar antes de decidir qual será a sua punição, porque no momento eu juro que seria capaz de te matar! A pequena limpou as lágrimas e obedeceu às ordens da mãe, caminhando rapidamente para evitar que Josephine mudasse de ideia e decidisse puni-la ali mesmo. – Diga para os seus irmãos não demorarem para entrar, eu não gostaria de ter outro filho perdido esta noite. – falou para Alexandra antes de entrar, se dirigindo à cozinha numa tentativa de acalmar seus nervos.
「R」


Because maybe
you're gonna
be the one
that saves me
Voltar ao Topo Ir em baixo
Suzanah Ferrer Ziegler
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Suzanah Ferrer Ziegler

Bicho-papão : Perder Victorie por culpa de sua gêmea.

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha:

Lago Ness - Página 9 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeSex 13 Set 2019, 20:58



Eu não gostava do que estava acontecendo ali, desde o segundo que meus pés tocaram a grama nos arredores do lago Ness, até o momento em que visualizei uma figura feminina aproximando-se de mim. Era inquietante notar que aquela não se tratava de Nyx ou Delphine, as quais já estava cansada de ter de lidar e sabia muito bem o quão bem informadas eram. No entanto, a presença da mulher deixava-me bem claro uma coisa: Nyx estava confiando em mais alguém, um sinal que eu claramente não sabia como interpretar. Mesmo com toda minha concentração unida, não era capaz de desvendar o que estava para acontecer, mas algo me dizia que existia bem mais por trás das cortinas do que eu já tinha tido acesso. A contragosto então, apenas me mantive séria e irritada ao lado da outra mulher, não demorando para que lhe esticasse um pedaço de pergaminho com o que sabia serem informações sigilosas. Delphine tinha me garantido que ninguém poderia descobrir o pergaminho, desta forma havia lhe mantido o mais seguro possível até mesmo de meus olhos, mesmo que aquela parte não me agradasse realmente. - Não acho que o cavalo do lago que habita esse lugar discorde. - Dizia de maneira azeda mediante seu comentário sobre a paisagem e as lendas envolvendo o lago. Um azedume costumeiro de meu profundo mal humor, o qual apenas veio a piorar ainda mais quando a mulher citou minha varinha, fazendo com que a claro contragosto e irritação, levasse minha mão até um de meus bolsos.

E aquela era outra coisa que me incomodava naquela parte da história, a necessidade de Nyx em possuir minha varinha, a que me fazia entender muito bem que ela usufruiria de minha identidade em breve. Quando, no entanto, a mulher veio a me dizer que eu precisava ficar fora do caminho de Nyx, uma risada baixa e debochada escapou rapidamente de meus lábios. Fora do caminho de Nyx… Para mim eu jamais teria entrado nele, mas por ironia do destino nem que nós duas quiséssemos aquilo seria possível. Porém, aquele era um comentário arriscado demais para ser feito em voz alta, ainda mais na frente de estranhos e seguidores sem futuro de minha gêmea. Com certa brusquidão não demorava assim a me virar para a ruiva, olhando em seus olhos com a frieza necessária para o momento, contendo um pouco a minha irritação. - Diga a sua alteza para que ela me avise quando for necessário que eu suma de cena. - Dava o recado sem me importar com meu tom, afinal de contas, minha situação “especial” me permitia alguns abusos em alguns momentos. Foi com um revirar de olhos que vi a mulher se afastar de mim, alegando que repassaria meu desejo para frente, parecendo um cachorrinho adestrado que correria imediatamente novamente para a casa de seu dono. Sem muito mais o que fazer por ali e extremamente irritada, apenas voltava meu olhar para frente e aparatava de uma vez, pouco me importando com o resto. Saio dali.

Interação com Savonya Seawor. Kaminskov; atemporal e finalizada.


Suzanah Tudor Ziegler,
In a sea of people, my eyes will always searching you
Voltar ao Topo Ir em baixo
Fenrir Pollok Eltz
Sociedade Bruxa - Criança
Sociedade Bruxa - Criança
Fenrir Pollok Eltz


Perfil Bruxo
Escola/Casa:
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

Lago Ness - Página 9 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeTer 22 Out 2019, 21:38

Acampamento em família
Os Pollok

A criança estava muito assustada depois de ter se perdido em um lugar que nunca tinha ido antes, mas não estava sozinha graças ao filhotinho que tinha achado no meio da floresta. Soluçava muito de tanto chorar quando escutou um barulho e ao levantar o rosto viu a figura indo ao seu encontro, só não teve medo porque a claridade da varinha mostrou quem ia em sua direção. Assim que foi pega no colo se aconchegou e voltou a chorar, mas agora não era um choro só de medo, mas sim de felicidade, pois estava nos braços de sua mãe, sabia que nada de ruim lhe aconteceria por estar no aconchego de sua progenitora. - Eu.. Eu… - Não consegui responder as perguntas sobre o que tinha acontecido ou ter se machucado, então apenas fez sinal negativo com a cabeça para deixar claro que não estava nenhum pouco ferida. Escondeu o rosto no ombro da mãe enquanto foi tirada daquele lugar muito, muito ruim aos olhos dela, pois nunca tinha sentido tanto medo antes, não queria ficar sem sua mãe, suas irmãs e o irmão implicante. 

Quando foi colocada no chão já na frente da barraca não estava chorando mas, tinha se acalmando durante o caminho de volta ao recinto seguro. Foi abraçada pelas irmãs e pelo irmão, mesmo que os gêmeos implicam consigo sabia o quanto eles lhe amavam só por causa das perguntas, mas não respondeu nenhuma elas e então olhou para eles sorrindo ao mostrar o bichinho que tinha nos braços. - Eu achei… É meu.. Salva-cãezinhos? - Perguntou baixo para Alex ao escutar o nome engraçado que ela disse. O filhote estava quietinho e dormia em seu colo, estava com os braços cansados de segurá-lo, então permitiu que o Benício segurasse o filhote. - A gente pode ficar com ele? - Perguntou para os irmãos mais velhos e viu eles se entreolharam. O bom de ser criança era que sempre esquecem as coisas com facilidade, a poucos minutos ela chorava na floresta achando que não veria mais sua mãe, irmãs e irmão, e agora estava querendo saber se a mãe deixaria o filhote ir para casa com eles, tinha uma mente muito inocente por conta da pouca idade que carregava nos ombros.  

Antes que pudesse escutar uma resposta positiva deles escutou a ordem da mãe sobre entrar e o grito informando que era para fazer o que mandava no mesmo instante, Fenrir só pela voz percebeu que a mãe estava bem brava, pois quando brigou na escola ela tinha gritado daquela mesma maneira consigo e a caçula implorou para não acabar apanhando, mas não entendia o porquê da mãe estar gritando, pois não tinha feito nada de errado, pelo menos era isso que pensava, afinal não tinha sumido de propósito. Sentiu o pulso ser segurado e com isso seu coração acelerou por medo, mas agora o medo era diferente do que sentia quando estava perdida dentro da floresta. Sua irmã mais velha tentava aliviar a barra, mas não adiantou muito não, na verdade pareceu deixar a mãe mais brava e com isso a pequenina tremeu toda sem nem mover o braço que a mãe segurava para a mesma não achar que tentava puxar e acabasse apanhando ali fora. Abaixou a cabeça quando o olhar da progenitora caiu sobre si, tentou pensar na resposta a ser dada, mas tudo que sabia fazer era chorar e soluçar, entre o soluçou acabou falando sobre a borboleta e depois de ter escutado um cachorrinho chorando e foi ajudá-lo. 

A cada vez que a voz da mãe ficava mais alta, a menina tremia e seus ombros encolhiam, estava realmente com muito medo da mais velha, nunca tinha visto ficar tão brava assim. Ao ser sacudida para frente e para trás quase caiu, só não aconteceu isso porque a mulher lhe segurava com firmeza. O choro da menor se tornou alto, quando viu a mão ser levantada apenas fechou os olhos e ergue as mãos no ar como forma de se proteger do que estava por vir. Geralmente Josephine não batia em seu rosto, para acontecer isso ela tinha que está realmente fora do controle, afinal, todos os filhos eram brancos demais e um tapa com força no rosto causaria um hematoma feio, ou seja, se fosse vista na escola com uma marca daquelas daria problema, então apanhava na bunda ou nas pernas, mas pelo estado que a mãe se encontrava naquela noite não sabia o que esperar da mesma. Quando a ordem de entrar foi dada de novo, passou as costas das mãos nos olhos para limpar um pouco das lágrimas para conseguir ver sem cair e então entrou correndo na barraca indo para onde a mãe mandou, não queria acabar com mais problemas por não fazer o que tinha sido ordenado pela mulher em fúria, vulgo sua mãe. 

A menina foi para a divisão da barraca onde ficavam as camas, não tinha um quarto para cada um, era uma espaço na grande barraca onde tinham três camas de solteiro e uma cama de casal, vulgo a cama que dormiria com a mãe sem dúvida alguma, afinal mesmo já estando com seus sete anos quando ia para lugares diferentes dormia com a mais velha. Olhou para as camas e depois olhou para o próprio corpo, estava as vestes todas sujas, sabia que a mãe ficaria ainda mais brava ao ver as roupas de camas sujas, mas ela tinha dito para ir para a cama. Ficou dividida entre  tomar banho ou sentar na cama, então acabou sentando no chão encostando as costas contra o tecido que formavam a parede da barraca. Encarou a entrada do cômodo em silêncio e sem saber o que fazer, não se lembrava de muita coisa que a mãe tinha avisado de tarde, pois sua mente se distraiu com facilidade, culpa de seu déficit de atenção com hiperatividade. Sem nem perceber mudou a posição que estava, deitou de bruços no chão e começou a brincar com duas escovas de cabelos que estava no chão, sua criatividade ia longe. Conseguiu escutar uma discussão e as vozes de sua mãe e Alex, mas não escutava a dos gêmeos, olhou a entrada por alguns segundos e depois voltou a brincar com as escovas de cabelo até que escutou a ordem para se levantar, nem tinha visto a mãe aparecer e ela estava sozinha. Fenrir respirou fundo e levantou, viu a cortina que dava para o quarto ser fechada trancando só ela e a mãe no cômodo que era o quarto da família no acampamento. Deu alguns passos para trás sem nem piscar só de ver que a mãe mostrava estar ainda mais brava.






FENRIR
.
Pollok Eltz || 7 anos || Caçula || Filha de Josephine || irmã de Alex, Robyn e Liz
Voltar ao Topo Ir em baixo
Benício Hugo Pollok Eltz
Sonserina
Sonserina
Benício Hugo Pollok Eltz


Perfil Bruxo
Escola/Casa:
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

Lago Ness - Página 9 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeTer 22 Out 2019, 22:22


Benício acolheu o cachorrinho em seus braços com muito cuidado, apesar de seu gênio bravo e sério, era um menino cuidadoso e que sabia demonstrar amor, além de cuidado. - Eu acho que podemos ficar com ele se conversamos com a mãe, mas não acho prudente fazer isso por agora e até mesmo esta noite. A mãe ficou muito nervosa quando a Fenrir se perdeu e isso fez com que os nervoso dela fossem lá para Marte e voltassem com fogo até onde não devia ter. - Falou para sua gêmea e então olhou para a irmã Alex que conversava com a caçula. - Porque ela sempre faz isso? A mãe fala e Fenrir testa a paciência dela, com isso na maioria das vezes todos acabam com problemas porque a mãe fica nervosa e acaba dizendo não para um monte de coisa. - Suspirou e então pensou no que vinha estudando a algum tempo, talvez falar sobre isso com sua mãe pudesse ajudar a lidar com a caçula, mas era só uma hipótese que tinha levantado depois de muita pesquisa. 

Foi tirado de seus pensamentos quando escutou a mãe gritar para Fenrir entrar e isso fez o cachorro se agitar. - Shiuuu, ou vai virar salsicha.. - Falou baixo para o animal que estava em seu colo e ficou de longe vendo o que iria acontecer. “Alex nunca aprende.” Sua irmã sempre se metia quando a mãe estava brava e queria corrigir um dos irmãos, mas sempre era com Robyn ou com Fenrir, já que Benício era um menino que não dava trabalho para nada, era um menino até calmo desde que ninguém mexesse em suas coisas. - Quer apostar dois sapos de chocolate que a Alex vai acabar levando um tapa ou ficando de castigo? Eu aposto no castigo por se atrever a questionar a ordem da mãe, o que você aposta? - Enquanto a discussão entre a progenitora e a primogênita  corria, os gêmeos negociavam suas apostas em voz baixa para não serem escutados. Sorriu de canto ao escutar no que a outra tinha apostado e então voltou a olhar em direção a mãe, Alex e Fenrir, estava doido para ganhar os sapos. 

No fim de tudo as três entraram na barraca. - A aposta está valendo até o fim do acampamento e não aceito não como resposta. - Comentou baixo para a menina ao seu lado e então lançou o olhar para a entrada da barraca quando Alex apareceu falando sobre não demorarem para entrar conforme as ordens da mãe. - Já vamos. - Respondeu para a mesma e a viu sumir. - Espero que a mãe não resolva ir embora amanhã cedo só por causa da Fenrir, não é justo a gente pagar por causa dela. - Caso a progenitora tomasse tal decisão, a caçula não se daria muito bem em sua mão. - Sim, vamos. - Respondeu quando a gémea falou sobre entrarem logo. Com o filhote no colo passou pela entrada da barraca e foi para a sala da mesma, onde sentou no chão no meio das almofadas e deixou o filhote ali, que não demorou em se ajeitar e ficar quietinho. - Ele está cansado… - Sorriu de leve ao ver a irmã fazer carinho no canino e então olhou em direção a cozinha quando escutou a voz da mãe e de Alex discutindo. “Não sei porque ela está tentando impedir o que já está no destino de Fenrir, mas sei que não fez de propósito.” Pensou e então encarou a menina em sua frente. - Vou te contar uma coisa. Fiz umas buscas no tablet que ganhei de aniversário e depois de muito que vai ter uma feira de ciências no próximo fim de semana, espero a mãe deixar eu participar. - Benício era um garoto bem inteligente e por isso ganhou várias medalhas em concursos de ciências que tinha participado antes de ir para Hogwarts. - Eu queria participar antes de voltar para a escola de novo. - Suspirou e começou a pensar como abordar o assunto com a mãe, talvez fizesse isso no outro dia quando estivesse sozinho com ela. “Vou acordar mais cedo, isso.” As meninas gostavam de dormir bastante e ele tinha o costume de acordar cedo que nem a progenitora, então seria o melhor momento. Arqueou a sobrancelha esquerda quando de repente a discussão na cozinha acabou e viu o vulto rápido de alguém passando em direção ao quarto. Não moveu um único músculo para ir em direção a Alex e muito menos o quarto, não era o seu problema o que aconteceria com a irmã, apesar de tudo tinha feito a mãe passar por um desespero grande e achava justo ser punida.



Lago Ness - Página 9 BPWlmuu
Voltar ao Topo Ir em baixo
Josephine Pollok Eltz
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Josephine Pollok Eltz

Patrono : Pastor-alemão
Bicho-papão : Inferis

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Beauxbatons (França)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pena de Hipogrifo, Loureiro, 30cm, Inflexível.

Lago Ness - Página 9 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeQua 23 Out 2019, 23:10

Josephine tremia dos pés a cabeça na cozinha, a chaleira esquentando progressivamente no fogão enquanto ela se encostava na pia improvisada com os olhos fechados, tentando se acalmar. Ser mãe de quatro crianças sozinha era com certeza um desafio, mas ela nunca reclamara, fazendo todo o possível para se assegurar de que seus filhos estavam seguros e bem cuidados, até mesmo durante seu período de luto após a perda do marido e do irmão, quando seu mundo pareceu desaparecer diante de seus pés. Agora, com a confusão que se instalara no mundo bruxo e o perigo que os trouxas representavam para aqueles como ela, tudo parecia mais instável e complicado, fazendo-a duvidar de sua capacidade de mantê-los em segurança. O apito da chaleira indicando que a água havia fervido a tirou de seus pensamentos, fazendo com que se movimentasse vagarosamente, adicionando o saquinho de chá de camomila na caneca e em seguida despejar a água quente e adicionando um pouco de açúcar. – E agora, o que fazer? – se perguntou bebericando a bebida quente bem devagar, sentindo-se progressivamente melhor e mais calma. Parecia um pouco exagerado bater na menina, afinal seu nervoso já havia passado e, ainda que estivesse furiosa com a desobediência, sabia que aquilo de nada adiantaria. Ela precisava que Fenrir entendesse a gravidade de seus atos, de uma vez por toda, de forma a garantir que aquilo nunca acontecesse novamente. Desatenta, mordiscou um pedaço de biscoito que estava disposto em um pote sobre a mesa, uma mão posicionada na cintura enquanto a outra desenhava a beira de sua caneca. De repente, uma ideia brotou em sua mente, fazendo com que adentrasse a parte da cabana que funcionava como um quarto. – Mas não é possível, o que você está fazendo aí? – reclamou irritada ao perceber que a filha estava deitada no chão brincando com algumas escovas de cabelo. – Você tem noção do quão imunda você está? Para o banho, agora! – ordenou se exaltando um pouco, todo seu controle sendo empregado para não machucar a menina. – Quando terminar, espero você na sala! – acrescentou em voz alta, caminhando para a poltrona maior e soltando seu peso ali. Passou vários minutos refletindo sobre a punição e apreciando seu chá, as feições se tornando progressivamente menos carregadas conforme sua irritação se esvaía, dando lugar a um olhar levemente travesso e divertido. 

Fenrir não esqueceria do que fizera, e não seria ela a responsável por isso. Quando a caçula finalmente apareceu, devidamente limpa e com o rostinho preocupado, Josephine depositou a caneca no chão, pedindo que ela chamasse os outros para entrar. – Agora que já estão todos aqui. – falou com um sorriso debochado se levantando e cruzando os braços. – Fenrir, eu realmente já desisti de tentar te fazer entender a importância de me obedecer. – começou calmamente, fazendo certo esforço para manter a voz em um tom sereno. – Parece que quanto mais eu expresso que você deve se comportar, mais esforço você faz para me desobedecer. Os outros filhos observavam com certa apreensão, Alex estrategicamente posicionada ao lado da menor na intenção de interferir caso as coisas ameaçassem se tornar físicas. – Dito isso, eu tomei minha decisão, o acampamento está terminado. – decretou, observando as expressões das crianças mudarem, sem entender a razão de uma decisão tão extrema. – E graças à atitude irresponsável da irmã de vocês, pelas próximas duas semanas estão OS QUATRO de castigo. – acrescentou dando ênfase à palavra, de forma a deixar claro que todos seriam punidos. – Sem sair de casa, para lugar nenhum, sob qualquer circunstância, podem agradecer sua irmã por isso. Nesse momento o cachorro que Fenrir havia achado adentrou a cabana, pulando sobre a perna de cada um deles, numa tentativa de que brincassem com ele. E agora mais essa… Pensou colocando os dedos na têmpora e massageando. – Se despeçam do cachorro e arrumem suas coisas, nós partimos assim que o Sol nascer. Apesar da punição, seria muito arriscado sair dali àquela hora da noite, Josephine sabia disso e não arriscaria a segurança de seus filhos. – Eu vou me deitar pois estou com uma dor de cabeça enorme. Sequer desejou boa noite, apenas saiu andando em direção à cozinha, largando a caneca sobre a pia. – E antes que eu me esqueça, se eu ouvir um ai sobre essa castigo a pessoa terá suas duas semanas transformadas em um mês. A mulher então entrou no quarto e se direcionou ao banheiro, desejando um banho quente antes de dormir. Muito além de qualquer punição que pudesse dar à Fenrir, ela sabia que aquela ficaria grudada em sua mente por bastante tempo. Afinal, seus irmãos nunca a deixariam esquecer daquilo.
「R」


Because maybe
you're gonna
be the one
that saves me
Voltar ao Topo Ir em baixo
Max d'Aumont Grimaldi

Max d'Aumont Grimaldi


Perfil Bruxo
Escola/Casa:
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

Lago Ness - Página 9 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeQui 24 Out 2019, 05:19

Não podia dizer que não me sentia tentada a continuar por ali, mesmo que o entardecer já conotasse que a noite se aproximava. Eu sei! Tinha prometido à mamãe que não ficaria fora de casa depois que sol se pusesse, mas é que eu gostava particularmente de apreciar o pôr do sol do que o nascer, a tonalidade alaranjada se transformando num tom de vermelho - quase beirando ao sangue - e enchendo o céu até que tudo fosse envolvido por um escuro tom azulado antes que o céu se transformasse no profundo e sem fim negro, como um gigante poço sem fundo. Não podia negar que às vezes eu viajava em questões como: o que aconteceria com todos se não existisse a gravidade? Apesar de todos os estudos científicos sobre o espaço eu sempre imaginava que tudo acabava num completo e absoluto nada. Assim como o céu. Um correnteza de ar e corpos flutuantes que vagariam sem objetivo ou destino, apenas existindo, sem um começo meio ou fim, uma fonte inesgotável de lugar algum. — Já vou! — Gritei ao ouvir a voz de minha mãe que gritava de nosso casebre não muito distante dali. Me colocando de pé sabendo exatamente que ouviria um belo de um sermão, me adiantei para casa, saindo dali bem rapidinho.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Robyn Pollok Eltz
Sonserina
Sonserina
Robyn Pollok Eltz

Bicho-papão : casamento

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: 2° Ano
Varinha: Corda de Coração de Dragão, Bordo, 28cm, Flexível.

Lago Ness - Página 9 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeSex 25 Out 2019, 16:33

I'm so much stronger
they will need to listen to what I have to say
Repois Robyn assentiu com a cabeça ao ouvir o irmão, permitindo que um sorrisinho se formasse em seus lábios pelo otimismo dele. Não era como se ela própria estivesse considerando falar com a mãe naquele momento, mas tinha de concordar que talvez fosse melhor deixar para o dia seguinte. Talvez pudessem preparar um café da manhã ou alguma coisa legal para contribuir para que Josephine tivesse um bom dia no dia seguinte, mas teria de ser tão maravilhoso a ponto de quase fazê-la esquecer do sumiço de Fenrir. —Sei lá, ela precisa entender que não é mais um bebê... – respondeu quando Benício falou a respeito do comportamento da mais nova. A garota achava que aquele era o jeito da irmã tentar chamar atenção ou algo do tipo, razão pela qual normalmente se irritava com algumas ações da pequena, afinal, ela e seu gêmeo costumavam receber mais atenção antes do nascimento da irmãzinha, o que era natural, já que Fenrir havia precisado de mais cuidados durante a fase em que era apenas um bebê, então Robyn não conseguia entender o que julgava ser a necessidade dela de chamar a atenção.

—Aposto que ela leva um tapa no lugar da Fenrir... – disse com ar pensativo, balançando a cabeça por conseguir imaginar a cena. — Nesse caso, uns tapas, porque com certeza essa é só a primeira merda que a Fenrir apronta. – disse rapidamente, não criando qualquer objeção sobre a aposta se estender até o final do acampamento. — Vira essa boca pra lá! – resmungou quando o gêmeo supôs o fim do acampamento como uma punição. — Não sei você, mas eu não vou deixar barato se sobrar pra mim também... – de certa forma, todos já haviam sido afetados naquele ponto, afinal, além da preocupação, haviam deixado de ir nadar e de comer os doces também e Robyn teria gostado de fazê-lo, no entanto, ainda não estava furiosa por saber que ainda poderiam tentar no dia seguinte. Não queria nem imaginar a hipótese levantada por Benny. —Vamos entrar logo, a mãe já tá irritada e se a gente quiser mesmo o filhote precisamos melhorar muito o humor dela... – junto de Benício, adentrou a barraca.

Robyn ergueu o olhar, que até então estivera atento ao cachorrinho, para novamente fitar o gêmeo quando este falou sobre uma feira de ciências. — Ah, eu aposto que a mãe deixa... É estudo, né. – disse de forma sincera, pois Josephine se importava com os estudos dos filhos e embora aquilo não tivesse muita relevância em Hogwarts, não deixava de ser conhecimento. Embora não tivesse o hábito de dizê-lo em voz alta, Eltz achava legal que o irmão tivesse interesse naquela área. À pedido da mãe, todos reuniram-se na sala e aguardaram por Fenrir, que devidamente limpa, juntou-se ao grupo para ouvir o que a adulta tinha à dizer. Robbie olhou rapidamente para o rostinho da mais nova quando a mãe falou com ela, mas voltou seu olhar frustrado à Eltz mais velha quando esta anunciou o fim do acampamento. — Mas mãe...? – resmungou indignada, a expressão tornando-se raivosa ao ouvir que ficaria de castigo por culpa de Fenrir. ”Não é justo!” Ela não tinha nada a ver com aquilo, não havia participado da maldita aventura da irmãzinha e tão pouco tinha interferido na conversa da mãe com a menor... Simplesmente não fazia sentido.

Robyn pensou que não poderia sentir ainda mais raiva naquele fim de dia, mas percebeu estar totalmente errada quando Josephine mandou que se despedissem do cachorro, deixando claro que iriam embora ao amanhecer. ”Maldita Fenrir!” pensou, sentindo tanto ódio que naquele momento seu  rosto parecia ferver. — Obrigada mesmo, Fenrir... – disse de forma raivosa assim que a mãe se retirava. — Isso é tão... – cerrou os punhos, ainda furiosa. — Que se dane... – e bateu os pés para fora da barraca, pois não aguentava mais olhar para a cara da irmã e, apenas naquele momento, chegou a desejar que ela nunca tivesse nascido. Nada daquilo era justo, de que adiantava se comportar se no fim acabava por ser punida também? Fenrir definitivamente pagaria por aquilo quando voltassem para casa e, de alguma forma, sua mãe também. Mas, por hora, apenas arremessaria algumas coisas do lado externo até se acalmar.

there's a bigger sea for a girl like me
Voltar ao Topo Ir em baixo
Alexandra Pollok Eltz
Sonserina
Sonserina
Alexandra Pollok Eltz

Patrono : Rouxinol
Bicho-papão : Catástrofes naturais

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: 6º Ano
Varinha: Pluma de Basilisco, Carvalho Inglês, 29cm, Maleável.

Lago Ness - Página 9 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitimeSeg 28 Out 2019, 18:49

Como irmã mais velha, sempre existiria um lado irracional dentro de mim que me levaria a até mesmo desafiar minha mãe para me assegurar de que meus irmãos não se machucassem. Naquele momento, apesar do palpitar frenético de meu coração, mantive-me firme como uma estátua na tentativa de impedir que minha mãe enchesse a Fenrir de porrada. Concordava plenamente com minha mãe de que minha irmã caçula tinha que encarar a consequência de seus atos, mas Fenrir não passava de uma garotinha e eu não conseguia ficar simplesmente sem fazer nada. As palavras de minha mãe me machucaram, especialmente quando ela deu a entender que eu estava tentando interferir na criação de seus filhos como se eu não fosse filha dela, mas mantive-me firme em meu propósito.

Com a ordem de entrar na cabana e com minha mãe desaparecendo depois da bronca, só consegui ficar mais alguns instantes do lado de fora tentando acalmar meu coração que batia pesado. Quando finalmente me senti num nível estável para continuar lidando com a situação, fui atrás de meus irmãos e entrei no cômodo no momento em que Benício conversava sobre a situação. Caminhei até Fenrir, agachando-me para ficar mais próxima da altura da pequena e a puxei para um abraço independente de suas vestes estarem todas sujas. — Por favor, não some mais, eu achei que alguma coisa muito ruim tinha acontecido com você — sussurrei com a voz calma e baixa, tentando reconfortar mais a mim mesma do que a ela.

A voz alterada de nossa mãe vindo da cozinha fez com que eu deixasse o local onde meus irmãos estavam e caminhasse de encontro a minha mãe. Pouco me importava se eu acabasse tendo que pagar o preço por parte das ações de minha irmã caçula, pois a maneira como nossa mãe estava não era normal. Tentei colocar um pouco de razão nos pensamentos de nossa mãe, argumentando da maneira mais calma e lógica que conseguia pensar. — Eu sei que a Fenrir fez errado e eu sei que você acha que eu estou tentando interferir, mas eu só queria dizer que ela ainda é uma criança!  E a gente sabe como a pequena é no que diz respeito a se distrair e fazer o que bem entende! Não é na porrada que você vai conseguir colocar sentido na cabeça dela! Teria continuado tentando conversar com nossa mãe se não tivesse enxergado em seus olhos uma ameaça ainda mais forte do que as anteriores. Se eu dissesse mais alguma coisa, sabia que ela acabaria quebrando minha cara sem pensar duas vezes. Nossa mãe era a pessoa mais maravilhosa desse mundo, mas quando ela ficava brava, era impossível tentar usar a voz da razão. Afastei-me quando minha mãe me mandou dar o fora dali e deixar ela pensar, finalizando dizendo que não aguentava mais ouvir minha voz.

Quando todos nós nos reunimos ao redor de nossa mãe, que ainda parecia furiosa, suspirei baixinho vendo a expressão de medo na cara de meus irmãos. Aquelas férias não eram para ter acabado daquela forma… Processei as palavras pesadas de nossa mãe ouvindo todos os protestos de meus irmãos. Fenrir parecia segurar com toda a força seu choro, o que fez com que meu coração partisse um pouco mais e quase me levou a abraça-la. Quase, porque eu sabia que qualquer coisa extra que eu fizesse faria com que nossa mãe perdesse a linha. Vi cada um de meus irmãos deixar a sala depois das palavras ásperas de nossa mãe, e consegui apenas ficar parada no lugar fitando o nada. Era extremamente injusto que todos nós pagássemos pelos erros de Fenrir, especialmente porque ouvir as palavras brutas de minha mãe já haviam sido punição o bastante para mim. — Eu não acredito nisso… Disse para mim mesma, pensando que depois de todo o nervoso passado para encontrar Fenrir, aquela era a maneira como as coisas acabariam. As férias que haviam começado como uma oportunidade perfeita para que tivéssemos um tempo de qualidade em família haviam desmoronado. E, o pior de tudo, era que parte de mim não conseguia deixar de pensar que se Fenrir não tivesse desaparecido, tudo ainda estaria bem. Engoli minha vontade de chorar de frustração e caminhei até a entrada da barraca, indo verificar onde Robyn estava antes de voltar para o restante dos cômodos e ir tentar checar como Benício estava e ver se Fenrir precisava de algo.


follow me down
to the river
Voltar ao Topo Ir em baixo
Conteúdo patrocinado




Lago Ness - Página 9 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 9 I_icon_minitime

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
Lago Ness
Voltar ao Topo 
Página 9 de 9Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
 :: Ilhas Britânicas :: Norte da Grã-Bretanha-
Ir para: