InícioBuscarPortalRegistrar-seConectar-se
Narração Geral: Regras & Avisose Narração
Todas as Interações de Hogwarts já foram liberadas, clique aqui e fique atento para os prazos e regras!
Uma nova interação de trama já está disponível! Confira aqui!
Fique por dentro dos acontecimentos da trama, leia nosso Resumo da Linha do Tempo!
Moderadores de famílias, por favor, verifiquem suas MPs!

Compartilhe
 

 Lago Ness

Ir em baixo 
Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9  Seguinte
AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
Diretor
Diretor
Diretor Alvoros Grunnion

Patrono : Fênix
Bicho-papão : Diretor

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013, 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Lago Ness

Highland, Escócia


Lago Ness - Página 8 Lago-ness

O lago Ness (Loch Ness) é um lago de água doce localizado em Highland na Escócia, de forma estreita e alongada com cerca de 37 quilómetros de comprimento. O lago ocupa uma área de cerca de 56,4 km² e tem uma profundidade máxima de 226 metros. A visibilidade da água é extremamente reduzida devido ao teor de turfa dos solos circundantes, que é trazida para o lago através das redes de drenagem. Pensa-se que o lago Ness tenha sido modelado pelos glaciares  da última era glacial.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos.



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
Voltar ao Topo Ir em baixo

AutorMensagem
Fenrir Pollok Eltz
Sociedade Bruxa - Criança
Sociedade Bruxa - Criança
Fenrir Pollok Eltz


Perfil Bruxo
Escola/Casa:
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeSeg 10 Jun 2019, 20:59

Acampamento em família
Os Pollok

Finalmente as férias de fim de ano tinham chegado, o castigo que a menina tinha sofrido durante um ano também tinha chegado ao fim por causa de sua briga na escola, desde aquele dia não brigava mais com ninguém, pelo menos não na escola. Todas as meninas estavam em seus quartos fazendo uma mochila de roupa para ir para um lago que Fenrir nem lembrava mais o nome, mas sua irmã Alex disse que tinha um grande dragão de água que chamava Ness e a pequenina estava doida para ver. O problema é que a única que não estava fazendo mochila alguma era a caçula, pois sua mãe tinha feito a sua, pois se dependesse dela, só iriam brinquedos na dela, mas claro que a progenitora permitiu que escolhesse alguns brinquedos para levar, não muitos, mas o suficiente para entretê-la, até estava levando jogos para toda a família se divertir.

- Já tô descendo! - Falou alto o suficiente para sua mãe escutar e colocou sua mochila nas costas e desceu correndo os degraus, levando uma bronca em seguida por fazer aquilo pelo medo de sua mãe de acabar caindo e quebrar a cara. - Eu estava pegando a Pipoca, eu não durmo sem ela.. - Respondeu enquanto abraçava a elefantinha com força, todas as irmãs já estavam na sala e ela foi a última a chegar.  - Sim, prontaaaaa! - Sorriu de orelha a orelha e foi para o lado da mais velha que explicava sobre a tal chave do portal que levaria todas elas para o local de acampar. - Porque a Myranda vai ficar com o primo Soren? - Perguntou sem entender porque ela era a única que não estava indo já que a prima estava morando com elas desde que tinha perdido a mãe e o pai. - Entendi….. - Respondeu e então se junto na rodinha em frente ao objeto e segurou firme a mão de sua mãe, mas claro que a progenitora que segurou mais firme ainda a mão da criança.

** ** ** **
A menina sentiu o estômago embrulhado por conta da viagem que não estava acostumada a fazer, então segurou-se em sua mãe assim que seus pés tocaram ao chão. - Bem.. - Respondeu fazendo uma careta enquanto via as coisas rodando, mas nada que cinco minutos não a fizesse ficar bem ao ponto de largar a progenitora do abraço que dava ao redor da cintura. - Que lugar grande! - Falou olhando para os lados e encarou a grande água, mas não disse nada sobre o dragão de água, pois Alex disse que era segredo e que viriam sozinhas sem a mãe saber. - Mas eu não quero ajudar a montar a barraca.. - Fez bico assim que escutou a ordem de Joseph sobre todas ajudarem a montar a grande barraca que abrigaria todo mundo durante os dias de acampamento. - Mas mamãe… - Resmungou, porém não teve jeito algum, pois quando sua mãe decidir algo, ou as filhas faziam ou faziam. Emburrada por hora a menina se juntou as irmãs e começou a ajudar as outras, era tudo um trabalho em equipe. Não demorou muito para que a grande barraca estivesse montada e que fosse liberada a entrada para que cada uma guardasse suas coisas para que as regras fossem passada sobre o que iriam fazer, o que era ou não permitido e coisa do tipo, era normal Josep passar aquele tipo de informação em coisas com a família.






FENRIR
.
Pollok Eltz || 7 anos || Caçula || Filha de Josephine || irmã de Alex, Robyn e Liz
Voltar ao Topo Ir em baixo
Liz Hwang
Sonserina
Sonserina
Liz Hwang

Bicho-papão : Formigas, aranhas e borboletas.

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: 2° Ano
Varinha: Pelo de Unicórnio, Cipreste, 27cm, Maleável

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeTer 11 Jun 2019, 15:39

Liz não queria que as aulas acabassem, a verdade é que depois de viver todo aquele tempo em Hogwarts e de tudo o que aconteceu na sua vida em tão pouco tempo, não se sentia preparada pra lidar com a família, pensou que ia ficar no seu quarto aturando apenas Robyn passando pra lá e pra cá, enquanto apreciava seu mau humor, e estava tudo bem até que alguém teve a brilhante ideia de irem a um acampamento. Obviamente ela relutou, não queria ir de jeito nenhum! Seria uma ótima oportunidade pra ficar em casa olhando pro teto na companhia de Kai, mas não teve escolha e agora socava algumas coisas na mochila com um bico do tamanho de uma tromba. – Sabe gordo, nunca pensei que fosse preferir a escola. – Conversava com ele, queria poder entendê-lo como entende as criaturas aquáticas, mas as vezes acha que é melhor não saber o que se passa na mente do seu gato ranzinza.

Depois guardar suas coisas de qualquer jeito, teve dificuldade pra enfiar o gato gordo na sua caixa de transporte. – Mais um pouco e você não caberá nela, seu obeso, vai fazer dieta! – Resmungou, mostrando a língua para o gato que a encarava com o mesmo desdém de sempre. Munida de suas coisas, desceu as escadas sem tempo pra pentear o cabelo e no fim acabaram tendo que esperar Fenrir. Assim que ela chegou, puderam usar a chave do portal, outra coisa que a pequena detesta.

**

Liz jogou-se no chão agarrada a caixa de Kai enquanto a tontura não passava, ergueu-se apenas quando achou que estava segura para fazê-lo e verificou se o seu gato estava bem, ao julgar pela cara mau humorada de sempre, nada mudou, mas achou melhor não liberta-lo enquanto a barraca não estivesse pronta, o fresco gosta do conforto da sua almofada. Ergueu a cabeça e deu uma breve olhada em volta. – Oh... – Soltou um suspiro abafado ao ver que estavam perto de um lago, não tinha prestado atenção alguma em nada do que disseram sobre o acampamento, já que tentou até o ultimo segundo não ir. Encarou, com as bochechas ruborizadas e os olhos iluminados o rosto de Alex, a única pessoa com que havia compartilhado seu segredo, era sua forma de dizer que agora estava feliz. – Acho que não foi cem por cento uma má ideia... Talvez só... Setenta. – Embora não fosse poder entrar em contato com a água e muito menos submergir, só de estar perto e sentir o ar úmido, fez seu humor melhorar.

Liz retirou do bolso uma bala de chocolate cremoso e colocou na boca de forma discreta, guardando o papel de volta. Se sentia ainda melhor em poder consumir algo doce, mesmo que diante de Josephine tivesse que fingir que uma balinha era suficiente. Talvez por essa mudança repentina de humor, não se procurou em ajudar a montar a barraca e ignorou as outras que tentavam fazer corpo mole, trabalho braçal nunca foi um problema pra pequena, só era um desastre com coisas que precisavam de delicadeza ou equilíbrio.

Com @FamíliaPollok





I can so overcomplicate, people tell me to medicate.

Voltar ao Topo Ir em baixo
Alexandra Pollok Eltz
Sonserina
Sonserina
Alexandra Pollok Eltz

Patrono : Rouxinol
Bicho-papão : Catástrofes naturais

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: 6º Ano
Varinha: Pluma de Basilisco, Carvalho Inglês, 29cm, Maleável.

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeQua 12 Jun 2019, 16:19

Tinha levantado mais cedo do que o restante da família naquele dia para já ir cuidado de algumas preparações. Sabia que muitas tarefas acabavam sobrando para a mamãe sempre que saímos em família e sempre tentava fazer o possível para ajuda-la como pudesse. Daquela vez, havia me encarregado de preparar alguns lanches para que ninguém ficasse ranzinza de fomo até o acampamento estar instalado e podermos cozinhar por lá mesmo. Boa parte dos sanduíches que estava preparando e as frutas que estava cortando já estavam devidamente embalados quando minha mãe levantou e percebeu que eu já estava de pé. — Bom dia, mamis — depositei-lhe um beijo na bochecha, precisando ficar só um pouquinho na ponta dos pés para alcança-la. Apesar do último espichão pelo qual passara em Hogwarts, ainda faltavam alguns centímetros para ficar do mesmo tamanho de minha mãe. — Assim que terminar aqui eu vou lá acordar as meninas — comuniquei-a, recebendo como resposta um comentário da mesma sobre já ter se encarregado disso. Apesar de meu bom humor por estar novamente com a família toda reunida e podermos fazer tudo juntas, havia uma pontinha de preocupação em minha cabeça devido a assuntos que pareciam cada vez mais urgentes de serem tratados com minha mãe. Podíamos ainda não ter começado a conversar sobre meu noivado iminente que pairava em cima de minha cabeça assim que me formasse, mas a cada dia que se passava tinha mais certeza de que nunca conseguiria cumprir meu dever pelo simples fato de não ter interesse em nenhum menino. Suspirei baixinho quando minha mãe deixou a cozinha e terminei calada meus afazeres. Precisava achar uma maneira de me abrir sobre aquele assunto com minha mãe.

Todas nós já estávamos prontas na sala quando Fenrir veio correndo. Surpreendia-me toda vez que percebia como minha irmã caçula havia crescido e estaria em poucos anos indo para Hogwarts. Sabia que tudo aquilo era parte do ciclo natural da vida, mas existia dentro de mim uma vontade absurda de que minhas irmãs ficassem para sempre pequenas. Assim era mais fácil de cuidar delas e também era mais certo que elas não começassem a se rebelar e passassem cada vez menos tempo com a família. Sorri revirando os olhos ao perceber que às vezes parecia ter pensamentos que deveriam ser puramente de nossa mãe, mas culpava parcialmente minha idade por isso. O outro elemento que levava a culpa era a responsabilidade que havia tomado como minha de ajudar a mamãe a cuidar das três depois de nosso pai ter falecido. — Bom, todas prontas? Perguntei mudando o foco de meus pensamentos para não me enfiar em um vórtice de sensações desagradáveis; aquelas férias eram para ser somente repletas de bons momentos. — Como vocês sabem, chaves de portal são itens encantados para transportarem bruxos em segurança a um local X. Inclusive, antes da criação do Expresso de Hogwarts era assim que os alunos iam para a escola! Mas por conta de todo o mal estar e os muitos imprevistos, foi preciso criar uma alternativa. Mas enfim, vamos deixar o resto dessa história para o acampamento! Fiz uma pausa, aproveitando para para colocar a alça da bolsa do meu violão nos ombros e pegar minha mochila, certificando-me também que todas estavam com seus pertences em mãos. — Eu já aviso logo que é bom todo mundo se preparar para o desconforto que virá, porque esse meio que é o lado negativo de usar uma chave de portal… Peguei na mão de Robyn de lado e na de Liz do outro, esperando até que todas estivéssemos em contato uma com a outra e pudéssemos zarpar.

Fui tomada imediatamente por uma onda absurda de náuseas assim que senti meus pés tocarem o chão. — Por Merlin, espero que aparatar seja menos desconfortável do que isso… Resmunguei baixinho, esperando alguns minutos até o incômodo passar e poder tomar focar em montar a barraca. Quando observei a expressão de puro fascínio no rosto de Liz ao se ver tão perto de um corpo vasto de água, lancei-lhe uma piscadinha discreta quando as outras estavam distraídas se preparando para começa a tarefa que tínhamos pela frente.

Robyn assumiu a dianteira de analisar o manual e nos passar as principais instruções, enquanto Liz e eu cuidávamos das partes um pouco mais pesada do trabalho e Fenrir ficava com as partes mais leves. A mamãe nos auxiliava onde quer que estivéssemos mais precisando, mas ela basicamente deixava que fizéssemos a maior parte para que aprendêssemos também a lidar com tamanha responsabilidade. Com nosso trabalho em equipe sendo efetuado de maneira exemplar, não tardou até que nos víssemos diante de uma barraca de aparência trouxa por fora, mas que sabíamos esconder um mundo lá dentro. Enquanto as meninas iam explorar o interior, estendi um pano de piquenique do lado de fora e comecei a arrumar os lanchinhos para nosso café da manhã. — Alguém está com fome? Perguntei colocando apenas a cabeça para o lado de dentro da barraca.


follow me down
to the river
Voltar ao Topo Ir em baixo
Josephine Pollok Eltz
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Josephine Pollok Eltz

Patrono : Pastor-alemão
Bicho-papão : Inferis

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Beauxbatons (França)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pena de Hipogrifo, Loureiro, 30cm, Inflexível.

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeQua 12 Jun 2019, 21:48

Josephine se levantou assustada por achar que havia ignorado o despertador, já que sentia como se tivesse dormido por várias horas. Para sua surpresa, ainda tinha mais dez minutos, agora desperdiçados, o que a fez se jogar para trás, afundando a cabeça no travesseiro. Bom, agora já não adianta mais. Ela bocejou e se sentou na cama, alongando-se antes de começar os afazeres do dia. Havia muito a fazer em pouco tempo e algo lhe dizia que as meninas não estavam exatamente empolgadas em ajudar. – Vai ser uma longa manhã. Começou a se movimentar pelo quarto, garantindo que a mala arrumada na noite anterior estava realmente pronta e que não havia esquecido nada. Hora de acordar as onças. À exceção de Alexandra, nenhuma das meninas havia parecido particularmente interessada no acampamento. Entrou no quarto da caçula que dormia pacificamente, fazendo com que sentisse pena de acordá-la. – Bom dia princesa. – falou em voz baixa, dando um beijo em sua testa. – Está na hora de acordar. Fenrir bocejou e esfregou os olhos, parecendo relutante em acreditar na mãe. – Daqui a pouco eu volto para arrumar suas coisas, mas vamos acordando ok? Ligou o abajur na cabeceira para que a pequena não voltasse a dormir. Começou a separar apenas algumas roupas e itens necessários, deixando-os organizados em cima da mesa. – Se eu voltar e você ainda estiver dormindo são três brinquedos a menos na mala! – falou em voz alta ao sair, deixando a porta aberta para que a luz entrasse. A porta do quarto de Alexandra estava entreaberta e a luz passava, o que a deixou feliz já que pelo menos uma das filhas havia ouvido seu pedido na noite anterior. Menos uma para acordar. Fez o caminho até o quarto das outras duas, respirando fundo antes de entrar. – Bom dia meus amores. Caminhou até as cortinas, abrindo apenas uma fresta para iluminar o quarto. – Sei que está cedo, mas temos que começar a arrumar tudo para sairmos na hora.
 
Robyn bufou e colocou o travesseiro sobre o rosto, ignorando solenemente o pedido da mãe. Até mesmo Lizbeth que geralmente era mais animada e receptiva a ela parecia irritada com a ideia do acampamento, relutando em sair da cama. – Quanto mais demorarem a levantar, maior a chance de esquecerem alguma coisa em casa. E aviso logo, não vou voltar para buscar. A atitude das meninas chateou Josephine, que escancarou as cortinas de uma vez, fazendo as duas soltarem reclamações. Ela começava a se perguntar se realmente era uma boa ideia passar uma semana em uma barraca com tanto mau-humor, mas tentou se manter positiva. – Se tivessem arrumado a mala ontem como eu pedi, poderiam dormir mais hoje. Agora se levantem, não me façam voltar aqui. Saiu do quarto pisando firme, descendo as escadas em direção à cozinha. Vai dar tudo certo quando chegarmos lá. Repetia mentalmente, tentando não se estressar antes mesmo de chegar ao lago. Para sua surpresa, Alexandra já estava na cozinha e preparava alguns lanches para a viagem. – Bom dia meu anjo. – respondeu sorridente, dando um beijo na testa da filha. Começou a trabalhar com ela, arrumando o café da manhã para as meninas para que pudessem comer antes de ir. Seu coração se alegrava ao ver como a filha estava grande e responsável, pois sabia que não conseguiria lidar com tudo aquilo sozinha. – Já tirei todo mundo da cama, a onda de irritação lá em cima está contagiante. Josephine percebia que as vezes o olhar de Alexandra se dirigia a ela, como se desejasse falar algo, mas por fim voltava sua atenção para seu afazer. Ok, algo está acontecendo aqui. Conversaria com a filha depois, provavelmente em algum momento que tivessem a sós no lago. Lavou as mãos após arrumar tudo e subiu para verificar se suas ordens haviam sido seguidas e, pelo visto, suas filhas ainda tinham alguma noção de perigo.
 
Uma Lizbeth irritada socava seus pertences na mala e Robyn em seu habitual mau-humor matinal jogava coisas do armário para cima da cama, algumas indo diretamente para o chão. Caminhou até o quarto de Fenrir que já parecia pronta e separava alguns brinquedos que desejava levar. – Mamãe vai arrumar tudo, pode descer e tomar o café da manhã. A pequena balançou a cabeça em concordância e saiu saltitando, parecendo um pouco mais animada para a viagem. – Chame suas irmãs. – acrescentou em voz alta. Pegou a mala no armário e começou a colocar tudo que a filha precisaria, algo que tomou mais tempo do que imaginava. Quando terminou, foi até seu quarto e pegou sua própria mala, encantando-a para que flutuasse ao seu lado. Fez o mesmo com as malas das filhas que já estavam colocadas ao lado da porta, levando tudo para o andar debaixo. – Você vai também? Cuidado para não se perder na floresta. – falou para o gato ranzinza que estava em sua caixa de viagem, parecendo levemente apertado. Largou tudo na frente da escada e foi para a cozinha, tomando apenas um café enquanto observava a interação das meninas. Um sorriso apareceu em seu rosto, acompanhando o calor que sentia em seu coração. Queria que a Myranda fosse também. A sobrinha se recusara a acompanhar a tia, preferindo ficar junto com o irmão em seu apartamento. – Não corre! – gritou Josephine quando Fenrir se lançou escada acima, deixando a mãe preocupada. – Se você cair e quebrar alguma coisa eu ainda bato em cima. – Ralhou com a pequena quando ela apareceu novamente, com o bichinho de pelúcia nos braços. – Todas estão prontas? – perguntou quanto se organizaram em círculo na sala, esperando o horário correto. Alexandra explicava para as irmãs sobre a chave de portal, aproveitando para alertar sobre o possível desconforto que poderia ser causado pela viagem. – Peguem suas malas. – falou Josephine, segurando sua própria e a da caçula. Com a mesma mão encostava em Robyn para que partissem e a outra segurava firmemente Fenrir, pois seria sua primeira vez viajando de tal forma.
 
Todas deram as mãos e então a mãe pegou no objeto encantado, sentindo o familiar gancho puxando seu umbigo. Durou apenas alguns segundos e logo todas estavam na grama, ela e Alexandra as únicas em pé enquanto as outras tombaram no chão com seus pertences. – Vai passar daqui a pouco, não se preocupem. As meninas começaram a dividir funções na montagem da barraca enquanto Josephine lançava alguns feitiços de proteção na área. Sabia que aquele local estava sob a proteção do Ministério da Saúde, mas mal não faria. Robyn estava sentada lendo as instruções enquanto Lizbeth e Alexandra ajeitavam a barraca, a mais nova parecendo um pouco mais alegre do que antes. Graças a Deus. A mãe evitou ditar o que deveriam fazer, deixando que pegassem a responsabilidade para si. – Devo dizer que estou impressionada! – falou sorrindo ao ver a barraca pronta, usando um feitiço para assegurar que não tombaria enquanto estivessem ali. Antes que se espalhassem, Josephine ditou algumas regras para que não acabassem se acidentando. – Se alguém desobedecer, vai passar o resto das férias trancada no quarto. – acrescentou por fim, as mãos na cintura como de costume. Permitiu então que todas saíssem para explorar, ficando na barraca com Alexandra para organizar um lanche. Logo a primogênita colocou a cabeça para fora, chamando todas para comerem. Aos poucos as meninas foram aparecendo, Fenrir já suja de terra para a surpresa da mãe. – Você não perde mesmo tempo né? Estavam sentadas na mesa com os lanches quando Josephine teve uma ideia, pegando a mais nova no colo. – Que tal irmos nadar no lago mais tarde? Talvez o monstro apareça para nos fazer companhia. – falou fazendo cosquinha na pequena e arrancando risadas da mesma. – E talvez a noite possamos fazer uma fogueira e assar marshmallows. Sei que temos uma cozinha, mas acho que vai ser legal. Ela realmente desejava passar uma experiência autêntica de acampamento para as filhas, assim como seus pais fizeram com ela e Esteban tantos anos atrás.
「R」


Because maybe
you're gonna
be the one
that saves me
Voltar ao Topo Ir em baixo
Mia Juliet Offred
Grifinória
Grifinória
Mia Juliet Offred


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 6º Ano
Varinha:

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeQui 13 Jun 2019, 14:00



PASSEANDO POR AÍ


Minha irmã me arrastou para o lago Ness com seu amigo Léo. Eu estava sendo a vela da ocasião e isso nunca foi agradável para mim. Olhei para ela uma última vez tentando causar pena nela, para que ela me deixasse ir daquilo. Léo e ela eram amigos fazia alguns anos, mas estavam se paquerando fazia uns meses e nenhum deles tinha a coragem de falar sobre isso. Eu não me metia. Sai do carro suspirando fundo e olhando para os lados com o vento deixando meu cabelo bagunçado. Famos andando pelo caminho que nos levava a um pier para turistas. Eu andava na frente com as mãos para trás pensando como eu queria estar em outro lugar. Eles riam baixinhos e eu me sentia mal por estar ali sem fazer nada. Me sentei no Pier e fiquei olhando para as águas turbulentas. Eles não ligaram muito para mim e eu não liguei para eles. Fiquei pensando se ainda tinha aquele Kelpie grande morando no lago. Quantos anos essas criaturas poderiam viver? O Ministério ainda controla? Os feitiços ilusórios são colocados todos os dias? Existiam famílias bruxas protegendo aquele território? Não coloquei o pé na água com medo dessas coisas, pelo contrário, recuei um pouco na plataforma. [...] Quando eles se enjoaram de ficar ali, caminhamos de volta para o carro e saímos dali.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Robyn Pollok Eltz
Sonserina
Sonserina
Robyn Pollok Eltz

Bicho-papão : casamento

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: 2° Ano
Varinha: Corda de Coração de Dragão, Bordo, 28cm, Flexível.

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeQui 13 Jun 2019, 21:02

I'm so much stronger
they will need to listen to what I have to say
Robyn tentou ignorar a voz de sua mãe e continuar dormindo, mas acabou por bufar irritada e se virou na cama, colocando o travesseiro sobre o rosto para tentar bloquear a claridade quando uma fresta da cortina foi aberta. Não sabia qual era a graça de estar de férias se tinha que acordar cedo. — Ah mãe, já acordei cedo o ano inteiro... - resmungou, quando a mulher abriu completamente as cortinas, as passadas após suas próximas palavras indicando que havia se irritado com a atitude das meninas. Apesar de não estar se preocupando muito com o humor de sua mãe no momento, pois ela própria estava chateada também, a garota respirou fundo e sentou na cama, preparando-se mentalmente para se colocar de pé. Desejou dividir o quarto com Alex, pois poderia fazer manha para tentar convencê-la a arrumar sua mochila. Bufando novamente, colocou-se de pé alguns minutos depois e rumou para o banheiro para fazer xixi e pentear seus cabelos antes de retornar ao quarto. — Ah, mas que saco! Nem magia posso usar nesse inferno! - resmungou, abrindo as portas do armário com uma força física desnecessária. Passou a atirar coisas contra a cama, algumas que já sabia que não levaria, apenas para descontar sua raiva nelas, enquanto organizava a mochila. — Ela mandou você pra vigiar a gente? - perguntou seca quando Fenrir chegou ao quarto para chamá-las para a refeição matinal. — Pelo menos uma coisa positiva nessa coisa toda. - murmurou, retirando um par de óculos escuros de sua bolsa ao concluir que não precisaria deles e seguiu para o andar inferior na companhia das outras, sutilmente tentando segurar a mão de Fenrir enquanto desciam as escadas.

A menina apenas se permitiu sorrir quando chegou à cozinha e viu alguns dos lanchinhos embalados por Alex. — Você lembrou que não como carne? - perguntou, abraçando-a, ao que a irmã respondeu de forma positiva, dizendo que lembrara dos de Liz também. — São todos para a viagem? Não posso pegar uns pedacinhos de frutas? - olhou das frutinhas para a mais velha. — Deixa vaaai, por favorzinho! - pediu, fazendo sua melhor carinha de cãozinho que caiu da mudança. Alexandra não deixou, uma vez que já havia terminado de embalar tudo, mas prontamente cortou mais algumas frutinhas para que as mais novas pudessem comer, o que deixou Robbie feliz. — Mamãe, onde vamos acampar mesmo? - perguntou quando Josephine chegou a cozinha. Finalizada sua salada de frutas, Robyn se apressou para escovar os dentes e foi à sala se reunir com as demais, estranhando a ausência de Fenrir, que não tardou a descer as escadas correndo com sua mochila nas costas.

Robyn, tal como as outras, ouviu com atenção o que Alex dizia sobre a chave de portal. Admirava como sua irmã parecia inteligente e esperava um dia ser uma mistura dela e de sua mãe, que não tardou a solicitar que pegassem suas malas. Colocou a mochila nas costas e deixou que Alex segurasse uma de suas mãos e com a outra, permitiu-se tocar a mão de sua mãe, satisfeita por estar entre as pessoas mais velhas que mais admirava. Todas, de mãos dadas, encostaram no ferro de passar roupas que sua mãe segurava e então, algo como um gancho pareceu puxar Robyn pelo interior de seu umbigo, tirando seus pés do chão. Como alertado por sua irmã, a sensação ao girar e se chocar contra Alex e sua mãe enquanto pareciam girar contra o vento não foi nada parecido e a mistura de cores durante aquele giro pareceu deixá-la tonta, mas durou apenas um instante e logo seu traseiro se chocou contra o chão. — Ai! Cuidado aí - resmungou, afastando-se de Liz, que chocara consigo durante a queda.

Colocou-se de pé e, assim que a sensação desagradável passou, se aproximou de Josephine. — Mamãe, como você e a Alex fizeram para continuar de pé? - questionou baixinho para que suas irmãs não escutassem. Uma vez que as meninas começaram a montar a barraca, Robyn se apressou para pegar o manual de instruções e se sentou para ler. — Gente, diz aqui que precisamos preparar o solo antes... - mas Alex já sabia e, naquele momento, elas já estavam acabando aquela parte, mesmo Fenrir estava auxiliando retirando alguns gravetos. Robyn até tentou ficar apenas dando instruções, mas em algum momento acabou indo ajudar a encaixar algumas peças para terminarem mais rápido. Com a barraca finalmente montada, Robyn se apressou para guardar suas coisas no interior da barraca que, aliás, era bem aconchegante e organizada e, assim que foram convidadas para comer, a garota foi se reunir com as outras, pois estava mesmo com fome (e de olho nos sanduíches desde que colocara os olhos neles ainda em casa).  — É uma ótima ideia, mamãe, o dia está bonito, seria estupidez não aproveitar o lago.- sorriu, dando uma mordida em um sanduíche. — Talvez a gente possa contar umas histórias à beira da fogueira...? - sugeriu. Embora a princípio tivesse se mostrado mal-humorada devido ao horário, a verdade era que estar em contato com a natureza era bastante agradável para Robyn, ainda mais com sua família junto de si.
there's a bigger sea for a girl like me
Voltar ao Topo Ir em baixo
Piper Braddock Seaworth
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Piper Braddock Seaworth

Patrono : Boston Terrier
Bicho-papão : Dirigir uma moto com Elijah gritando atrás

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Formado
Varinha: Ferrão de Explosivin, Carvalho, 30cm, Inflexível

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeSab 15 Jun 2019, 22:52



Paradise: One more day

Antes de ir para minha tão sonhada viagem pela América Latina com o meu pai, precisava resolver algumas coisas, visitar Ash, aquele estranho, conversar com minha mãe, aquela neurótica, e andar de moto com Elijah, aquele pirata-anjo. Jurei para mim mesma que ‘superamos aquela fase’ em definitivo com aquele beijo, que nem tinha sido um dos melhores, só foi...empolgante de certa forma. Agora eu era uma jovem adulta pronta para explorar o mundo, se sobrevivi a Ninive e outros docentes, além de sobreviver a puberdade e tolices de adolescente, eu podia sobreviver a um passeio de moto trouxa. Convenhamos, eu tinha uma sorte grande em várias coisas, esperava que a sorte fosse me ajudar naquele momento. Depois de conversar com um amigo de meu pai, consegui uma moto trouxa, um moto bros 150 que tinha a suspensão necessária para andar numa trilha que tinha próximo ao lago Ness. Claro, se eu levasse Elijah para casa com uma moto minha mãe teria surtado, não seria qualquer surto, ela teria quebrado ou incinerado a moto, o que fosse mais dramático, além de gritar comigo na frente dele. Imagina essa cena? Eu não, me dava arrepios porque o menino iria pegar no meu pé por isso a vida toda, e essa era a primeira vez que iriamos nos encontrar em um evento marcado, nada de destino ou acaso, o que era estranho para mim. – Se aquele desgraçado não aparecer eu vou em Hogwarts socar sua cara noutro letivo! Ah se vou! – Fazia juras de bater nele enquanto empurrava a moto para a trilha, o lugar que tinha combinado de encontrar com ele. Eu vestia uma roupa rosa e preta, com detalhes de chamas, tinha toda a proteção necessária para andar de moto e dois capacetes pretos pendurados na parte da frente da moto.

Ela era em partes pesada, o terreno não era regular e eu tinha que botar força naquilo, e força eu tinha de sobra. Ou teimosia. De qualquer forma eu cheguei no local baixando o descanso da moto e suspirando fundo. Meu cabelo estava num coque apertado, mas eu soltei deixando ele cair sobre minhas costas. – Você também cabelo, vai ter suas últimas experiências antes de eu finalmente o cortar. – Joguei eles de um lado para o outro e me encostei na moto olhando para o lago mais a frente, ainda distante mas bem legal, ele sempre me botou medo e eu não era tão corajosa para entrar nele. Puxei um aparelho celular trouxa, para checar o horário, eu estava usando um daqueles agora que ficava fora de Hogwarts, adorava tocar minhas músicas trouxas na rádio, era bem prático e muito diferente de não ter nenhum contato com o mundo como era em Hogwarts. Liberdade? Oh como eu adorava ela, e estava começando a entender esse lance de adulto, ou não, porque para mim ainda era tudo diversão. Em pouco tempo escuto ele se aproximar, me viro com um sorriso de orelha a orelha. – Por um momento pensei que fosse amarelar! Mas parece que lufanos podem ser corajosos de vez em quando! – Provoquei ele, não me entenda mal, eu curtia a lufa-lufa, só queria começar nosso papo saudável e nada irônico.





Piper Justine
love is suicide.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Elijah Szpilman Keynes
Lufa-Lufa
Lufa-Lufa
Elijah Szpilman Keynes

Patrono : Akita

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: 7º Ano
Varinha: Pluma de Basilisco, Azevinho, 31cm, Maleável.

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeDom 16 Jun 2019, 00:12

Os dias de Elijah pela Escócia estavam chegando ao fim. Para ser mais específico o garoto partia para Varsóvia na noite do dia seguinte, então a ideia de aproveitar o tempo restante pelo país fazendo algo fora do normal ao ar livre lhe parecia ótima. Tudo bem que a decisão não fora exatamente tomada por ele, mas já que estava por ali, furar o “compromisso” não era uma opção. O clima fresco do verão também ajudava a aumentar a empolgação para se aventurar em alguma coisa, e saber que tal aventura não teria nada voltada ao mundo mágico já era um ponto a mais a favor dos gostos de Szpilman. Isso, é claro, se realmente fossem seguir os planos iniciais de Piper. Não podia negar que ele duvidava um pouco das ideias traçadas por ela, afinal a garota não parecia do tipo que tem muito contato com trouxas e suas tecnologias, mas talvez estivesse enganado. Se ela não o estivesse enrolando com a ideia já era um grande avanço. Mas confessava não achar que ela simplesmente lhe daria um bolo, afinal a grifina era doida o suficiente para realmente querer levar o desafio adiante. Caminhando pelo local marcado, Elijah não se espantou em ver tudo praticamente solitário. O Lago Ness era famoso e atraía turistas, mas era provável que os mesmos chegassem só daqui a algumas semanas, quando as férias fossem finalmente estabelizadas pelas escolas trouxas de toda a Europa. Seguindo por uma trilha o lufano analisou as pedras pequenas no chão e as árvores ao redor, mas nada disso chamou mais atenção do que a cena de Piper encostada contra uma moto em algum ponto da estrada. O garoto não se deu ao trabalho de sorrir em cumprimento, apesar de estar tendo sua coragem colocada em dúvida.

— Não se preocupe, de amarelo eu só tenho o uniforme. Mas por via das dúvidas eu já coloquei uma frauda. — Comentou em tom simples. Não sentia a necessidade de provar sua bravura, até porque para alguém que implicava com tudo, seria estranho que levasse as coisas muito a sério. — Mas e você? Por que esses capacetes? Não é como se você quisesse preservar essa cabeça se nem tem nada nela, não é? — Rebateu, o tom estabilizando-se à medida que chegava mais perto. Um sorriso surgiu no canto dos lábios e o polonês não cessou os passos rapidamente, seguiu com calma até estar de frente para a morena e inclinou o corpo em sua direção até que os rostos estivessem próximos o suficiente para sentir as respirações se misturando. — Caramba... — Praticamente sussurrou. — Mal se formou e já está com cara de velha. — Diante ao que disse o ar foi solto em um riso curto e baixo antes que se afastasse. Ele não roubaria um beijo dela porque preferia pegar o que queria sem precisar de “sustos”, mas não era como se estivessem ali para algo além da amizade. Na verdade a provocação apenas ressaltava que nada havia mudado em relação a como se tratavam. Poderia talvez abraçá-la e deixar um beijo em seu rosto de cumprimento, mas sinceramente esse não era o tipo de coisa que faria. — Então, onde conseguiu essa moto? Você não tem cara de quem sabe andar nessas coisas. — Comentou, o corpo girando até se recostar também contra o automóvel, ficando lado a lado com a grifina. — E eu espero que você tenha aprendido algo nas aulas de curandeirismo porque se eu quebrar algum osso você vai ter que consertar. Sua ideia, sua responsabilidade. Tenho que ir vivo pra casa amanhã. — Pontuou decidido, mas duvidava que esse peso fosse mesmo cair ou ser considerado por Piper.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Piper Braddock Seaworth
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Piper Braddock Seaworth

Patrono : Boston Terrier
Bicho-papão : Dirigir uma moto com Elijah gritando atrás

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Formado
Varinha: Ferrão de Explosivin, Carvalho, 30cm, Inflexível

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeDom 16 Jun 2019, 18:01



Paradise: One more day

Ele não tinha vergonha de admitir fraqueza e eu via aquilo como algo positivo, apesar de sempre querer sair por cima, acabei sorrindo com sua frase inicial sobre fraudas. – Com essa cara de bebê eu diria que usaria fraudas ainda!  – Comentei casualmente como um pensamento dito em voz alta e dei os ombros, porque não tinha tanta relevância. Já que em seguida ele disparou sobre os capacetes e minha cabeça, pura implicância, era isso que resumia nosso relacionamento de amigos, nunca tive alguém mais implicante como ele. De certa forma Elijah me ensinou a retrucar respostas como aquela, porque eu nunca antes precisei retrucar nada, talvez um soco ou outro na cara de alguém. Se eu tinha vontade de socar aquela carinha de bebê? Era quase um sonho para mim, desde o dia que conheci ele e sua língua afiada, mas eu nunca tive essa oportunidade, talvez ali estivesse começando a aparecer uma. Fora de Hogwarts as leis não me prenderiam por socar ele! – Fala isso por você não é verdade? Deveria deixar você sem um para aprender a ter modos! – Falei lançando um olhar semicerrado para ele, mas duvidava que isso fosse intimidar Elijah, que de lufa-lufa tinha só a cor. E quando pensei que ele fosse me bater eu recuei um pouco mais para a moto, ele chegou tão perto e eu olhava para ele com uma careta de ‘o que você está fazendo patinho?’, meu coração deu um salto que quase saiu pela minha boca quando ele chegou perto de mim, o que ele estava querendo fazer? Lembrei do roubo de beijo a meses atrás, esperava que ele não pensasse em retribuir, na época eu estava solteira. Brigada e solteira.

Mas claro, se fosse outro lufano poderia ser, mas estávamos falando de Elijah e ele não tomava medidas tão drásticas, talvez tenha feito apenas para me fazer pensar isso, como um bom sacana que era. No final falou outra coisa sobre minha aparência, abri a boca em espanto e pela audácia dele. Puxei uma luva de couro que estava no meu bolso da calça, empurrei o ombro dele com força e comecei a bater com a luva nele, pelo ombro e braço. –Você não tem mesmo tato não é? Não me provoque! – Falei parando com o mini surto, tinha começado a rir com a situação também, ele era mesmo um chato, mas eu gostava de como ele era, acho que era exatamente por ele ser do jeito que era. – Amigo do meu pai conseguiu, ele queria me ensinar mas suas mãos bobas estavam apertando muito minha cintura e quebrei o nariz dele. Peguei a moto ‘emprestada’ em seguida! – Falei no tom casual, eu realmente tinha batido nele depois do segundo dia que aparecia ali para treinar ligar e sair da moto, mas ele estava começando a tirar uma casquinha quando isso acontecia e eu odiei, meu pai não sabia. Depois disso, ele ficou caído no chão e eu empurrei a moto dele até em casa, sim, levei sem permissão porque ele tinha sido um babaca. Quando ele ligou para o meu pai não podia contar o que ele fez, e eu falei que ele tinha deixado e no final para o bem dele mesmo, confirmou minha história.

Sorri para Elijah que falava sobre curandeirismo. – Ai credo, eu sou um trasgo com feitiços de cura, esperava que você fosse bom com isso! – Falei gesticulando as mãos para ele, eu realmente era ruim, mas não tão ruim quanto um dia eu já fui, sabia prestar os primeiros socorros já que a grade de auror exigia isso. – Minha ideia? Minha responsabilidade? Tá dizendo que está deixando sua vida nas minhas lindas e habilidosas mãos? – Sorri de canto de boca para ele, no fundo ele era o mais louco de nós dois, porque eu era louca, se ele estava confiando em mim era bem mais louco ainda. – Eu gosto da ideia de ser minha responsabilidade! – Soltei uma piscadela seguida de uma risada alta. – Mas não hoje, você veio pela sua própria escolha e risco meu caro, e vamos logo. – Me virei para pegar os capacetes jogando um deles para Elijah. – Tem certeza que nunca andou numa moto? – Eu tinha quase dois por cento de experiência com aquela moto, eu tinha aprendido a ligar e me equilibrar, sabia a ignição e os freios, deveria ser fácil,, trouxas faziam isso o tempo todo. – Dizem que essa moto é boa para terrenos como esse, espero que ela seja muito boa mesmo! – Falei um pouco nervosa colocando a chave ali, ainda sem colocar meu capacete!





Piper Justine
love is suicide.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Elijah Szpilman Keynes
Lufa-Lufa
Lufa-Lufa
Elijah Szpilman Keynes

Patrono : Akita

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: 7º Ano
Varinha: Pluma de Basilisco, Azevinho, 31cm, Maleável.

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeSab 22 Jun 2019, 16:35

O sorriso teatral apareceu no rosto do garoto tão logo quanto a resposta da voz feminina lhe chegou aos ouvidos. Ela tinha o dom de guiá-lo por um caminho de piadas – não necessariamente engraçadas ou boas – que ele muito apreciava. — Infelizmente para você eu não vou tirar as calças para que sacie a curiosidade sobre eu usar ou não fraudas. — Respondeu com um dar de ombros, não era um garoto tímido e certamente não se importaria em se despir em qualquer lugar que precisasse, mas obviamente uma implicância típica e inocente como aquela não tornava o ato realmente necessário. Elijah ignorou a retaliação alheia sobre ele não ter nada na cabeça pelo simples fato de achar pouco convincente qualquer coisa que falasse em sua defesa. Achou, naquele momento, que era melhor perder seu tempo implicando de forma física com Piper e foi exatamente isso o que fez ao se aproximar o suficiente dela para dar uma margem clara a uma só interpretação. Ele não a beijaria, é claro. Mantinham apenas um tipo estranho de amizade ou coisa próxima. Além disso, Keynes nada sabia da vida pessoal da morena, mas julgava que ela tinha namorado ou olhos para alguém; era irrelevante, na verdade, afinal tudo o que queria era deixá-la nervosa e seu objetivo foi concluído com sucesso, prova disso foi o surto que se sucedeu, rendendo ao lufano tapas de luva que foram divertidas o suficiente para fazê-lo rir enquanto se ajeitava ao lado dela, apoiando-se também contra a motocicleta. — Eu posso ser um perfeito cavalheiro quando quero, o problema é só querer. — Deu de ombros. Estava exagerando ao falar da aparência da garota, é claro. Piper não parecia nenhum pouco velha, embora também não parecesse uma criança. Digamos que tinha a feição de alguém de sua idade, bastava que ela acreditasse nisso. Felizmente não perderam tempo no assunto e logo mudaram o foco para uma das coisas que realmente importava ali: a moto.

Ainda que não fosse exatamente certo, Elijah riu só de imaginar Piper quebrando o nariz de um cara supostamente mais velho e “tarado”, mas não negava que tinha uma ponta de dúvida sobre o quanto daquilo havia sido realmente real e quanto era apenas efeito dramático para dar mais dificuldade à tarefa de conseguir a arma mortal daquele dia. — Você tem mesmo cara de cleptomaníaca. — Comentou casualmente, os braços cruzando na frente do corpo. — Eu acredito em direitos iguais entre homens e mulheres, então se você ficar apertando a minha cintura eu vou quebrar o seu nariz também, pode ser? — Sugeriu simples. Obviamente não estava falando sério e para ser sincero nem sabia quem conduziria as voltas no automóvel furtado que a grifina havia conseguido. — Não posso negar que estou curioso... Se deu um murro em alguém que apertou sua cintura, imagino o que faria com quem apertasse outros lugares... — Comentou reflexivo, recebendo um olhar típico da mais velha naquelas situações, mas como antes ela pareceu lidar bem com as insinuações. Quando falaram sobre as aulas de curandeirismo o polonês mal acreditou no que ouviu sobre si. Era algum tipo de zoação fajuta ela dizer que o achava ser bom com aquele tipo de feitiço? Ok, Elijah não era um total idiota. Na verdade ele era um bruxo talentoso, embora não praticasse muito ou levasse os estudos muito a sério, no entanto isso não queria dizer que fosse se aventurar pelo meio dos tratamentos e arriscar matar a si mesmo acidentalmente. Talvez fosse melhor morrer acidentalmente com uma batida de moto ou então, como a própria morena lhe dera a ideia, morrer acidentalmente por confiar sua vida nas responsabilidades alheia. Não que ele fosse confiar mesmo, não era maluco... Não tanto. Ajeitou o corpo ao pegar o capacete que lhe fora jogado e com um olhar pouco criterioso ele avaliou o veículo do dia. — Na verdade eu já andei de moto, mas isso não quer dizer que eu saiba ou que tenha acabado bem. — Deu de ombros. Não achava, na verdade, que a moto ser boa para aqueles terrenos iria ajudar em alguma coisa. — Bom, vamos tentar, no máximo quebraremos o pescoço. Você quer dirigir primeiro? Ou eu? — Perguntou, o capacete já indo à cabeça para ser ajustado sob o queixo.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Piper Braddock Seaworth
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Piper Braddock Seaworth

Patrono : Boston Terrier
Bicho-papão : Dirigir uma moto com Elijah gritando atrás

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Formado
Varinha: Ferrão de Explosivin, Carvalho, 30cm, Inflexível

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeQua 26 Jun 2019, 12:21



Paradise: One more day

Elijah e eu era um verdadeiro show de ironia e sarcasmo, mas eu não achava isso ruim, eu até gostava do jeito que isso soava era diferente de todos que conhecia, porque eu não provocava meus amigos daquela maneira. – Nossa Elijah, 10 minutos e você já está falando de tirar as calças, deveria me levar para jantar primeiro! – Ri com aquilo, mas não falei mais nada, porque eu queria mesmo andar de moto, e depois de dar uns tapinhas nele eu me sentia bem melhor. Era como um jogo para saber quem era o mais implicante, mas uma coisa era clara, o nível de imaturidade batia forte nas nossas conversas. – Não sou cleptomaníaca, eu vou devolver, posso até pegar emprestado sem permissão, mas eu devolvo ok? – falei naturalmente porque era bem verdade, mas eu não costumava ficar pegando as coisas dos outros com frequências, eram raras as vezes que isso acontecia. Eu ri alto e escandalosamente do que ele tinha falado sobre segurar sua cintura, mas depois disso fui ficando séria, cruzando os braços numa posse engraçada. – E por que acha que eu vou segurar em você? Eu quem vou dirigir, você não tem experiência com motos, vai nos matar! – Falei toda convencida como se eu soubesse andar profissionalmente. – Se tocar em mim de maneira desrespeitosa vai levar na cara! – Abri um sorriso sapeca para ele, não era bem verdade que eu ia bater nele, também não acreditava que ele fosse fazer alguma coisa mais ousada, podíamos nos provocar sempre, mas isso não queria dizer que algo de verdade ia acontecer. Só teve aquela vez e isso porque eu tive a iniciativa impulsiva, e era quase certeza que seria apenas aquilo e eu não falaria sobre isso com ele. Hahaha. Ele falou de outros lugares e eu primeiro corei um pouco, mas eu não era nenhuma puritana, só que ele tinha esses comentários que eu nem pensava que um lufano pudesse falar #preconceito.

– Nossa, ai depende de quem é! – Falei rindo apenas para deixar no ar e não falei mais nada, virei o rosto para sorrir com aquilo, não era o tipo de conversa que eu teria com qualquer outra pessoa além de Chris, meu namorado, e mesmo assim ele era tímido demais. No final ficamos de tentar e ele falou que já tinha experimentado andar de moto uma vez, o que era um progresso, Merlin, estávamos bem ferrados! – Tudo bem, eu dirigo até cair depois você dirige! – Falei rindo, porém era 100% verdade aquilo, iria dirigir até cair ou não consegui mais. Coloquei o capacete e subi na moto ajeitando ela sobre mim e liguei a mesma. – Sobe aí ‘gata’, eu ti levo! – Falei rindo, a expressão ‘gata’ me fazia tremer porque eu odiava ser chamada desse jeito, era um tipo de coisa que me faria bater no cara. Esperei para ele se sentar e mordi os lábios por baixo do capacete, sentia a moto viva sob minhas mãos, era uma sensação bem louca que deixava meus braços formigando. Eu conseguiria controlar a moto com outra pessoa? As vezes que tentei tinha um instrutor, fiquei parada um tempo até ele me lembrar que tinha que andar, aos pouco fui largando o aperto na minha mão e ela foi andando.

Devagar eu me equilibrava, e tirava os pés do chão para a moto ir, ela pendia para o lado e eu rapidamente colocava no centro novamente. – Calma, não me deixa nervosa! – Alertava Elijah, eu sentia que tremia um pouco e era a primeira vez que podia dizer que andava eu mesma numa moto, por baixo do capacete eu sorria demais e quando passamos pelo primeiro monte de terra e a moto pulou eu soltou um longo grito. Ao bater no chão eu tive que colocar uma perna para me equilibrar, mas eu não parei de acelerar e a moto seguiu e de algum modo nós ainda estávamos em cima dela. Aquilo ainda era o início da trilha que não era bem uma reta, eu não ia tão rápido assim porque o terreno nos fazia subir e descer quase me uma constante, e por incrível que pareça eu conseguia controlar aquele guidão sempre nos mantendo no centro. Claro, eu tive que colocar meu pé no chão outra vez, quando a moto quis deslizar numa parte com areia, eu ri daquilo e não conseguia iniciar alguma conversa, pois estava totalmente concentrada nisso. Mas o terreno irregular parecia acabar em poucos metros, conseguia notar o lago Ness mais perto de nós. – Uuul, isso não é incrível? – Falei alto com ele, porque estávamos quase lá! A única coisa que faltava ali era uma música de fundo, sabe? Igual um clipe!





Piper Justine
love is suicide.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Elijah Szpilman Keynes
Lufa-Lufa
Lufa-Lufa
Elijah Szpilman Keynes

Patrono : Akita

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: 7º Ano
Varinha: Pluma de Basilisco, Azevinho, 31cm, Maleável.

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeTer 02 Jul 2019, 01:19

Levar alguém para jantar, ‘tá aí uma coisa que fez Elijah refletir por alguns segundos. Nunca havia levado alguma garota para “comer em algum lugar”, ou pelo menos não em um restaurante que se encaixasse naquelas concepções de convite para jantar. Talvez ele fizesse aquilo algum dia em um futuro distante, afinal precisava de mais do que boa vontade; dinheiro era essencial e não era como se fosse simplesmente pedir a Otto porque seria, no mínimo, totalmente sem noção que o pai pagasse algo para uma garota que apenas o filho tinha intenção de agradar. Quem sabe quando fosse adulto... No momento parecia haver outros jeitos de aproveitar. — E eu achando que você era diferente das outras garotas... Sabe, do tipo com quem eu poderia abaixar as calças e depois jantar. — O garoto enfatizou as duas últimas palavras com um sorriso malicioso nos lábios, era um típico comentário, algo do qual Piper já nem se surpreendia ou ouvi-lo proferir como se fosse a coisa mais normal do mundo. Mas acredite quem quiser, ele não fazia isso com intenções desrespeitosas, em sua visão eram apenas comentários. E por falar em comentários, foi exatamente isso o que fez ao mencionar o furto que a grifina havia cometido, mesmo que, segundo ela, fosse só um empréstimo temporário sem o conhecimento do dono, justificado pelas inclinações pervertidas do mesmo à sua cintura durante as aulas de direção. Quase comentou, naquele momento, que ela podia acreditar naquela desculpa se quisesse, mas preferiu falar sobre sua própria cintura, algo que pareceu divertir a morena já que ela não se segurou para gargalhar e fazer ecoar o som pela trilha. — Quem é você pra falar de mim? Tem tanta experiência quanto eu e a mesma chance de matar a nós dois. — Rebateu antes de fazer um gesto com a mão como se estivesse “apertando” algo, apenas para provocar. Szpilman certamente não agarraria a garota do jeito que o cara de nariz quebrado havia feito. O mais interessante de tudo, porém, foi ver Piper corar diante sua nova observação.

Elijah já estava até acreditando que ela não ficasse mais constrangida com seus comentários, mas ficava. Bom, talvez tenha achado o ponto fraco da garota, afinal. Isso o fez rir, mas não chegou a comentar sobre a cor vermelha em suas bochechas. — É tudo relativo, não é? Se fosse eu tenho certeza que você só pediria pra apertar mais. — Brincou, a mão já agarrando o capacete para ajeitar na cabeça e o assunto retornando à protagonista do dia: a motocicleta. Havia ficado decidido – sem muita democracia, diga-se de passagem – que a garota começaria pilotando, e isso não foi algo pelo qual o polonês protestou, ou pelo menos não até ser chamado de gata. — Eu sinto lhe informar, mas não vai conseguir muitas gatas como eu na sua moto se ficar falando assim. — Respondeu, o tom de voz afinando de forma estranha enquanto forçava um ar ofendido e enojado que via muitas vezes em algumas garotas. — Mas eu sempre soube que me queria atrás de você. — Completou, agora voltando ao normal, algo esclarecido pelo riso. O lufano esperou então que a morena se ajeitasse sobre a moto e apenas depois de ter certeza de que ela estava “pronta” foi que ele aproximou-se dois passos e rodou a perna esquerda para o outro lado do assento. Seu corpo deu um novo peso ao automóvel e ele temeu que naquela hora pudessem levar a primeira queda, mas felizmente estavam firmes o suficiente para não adquirir os hematomas tão cedo. Primeiro ele fez menção de segurar na cintura da menina, mas haviam motivos pelos quais hesitou: o mais importante era pelo fato de Piper não ser a melhor piloto que conhecia, então levar um tombo não ia mesmo depender de estar firme sobre a moto ou não. — Só tem que soltar aos poucos... — Ditou por instinto. Não podia negar que a adrenalina vinha acompanhada de certa hesitação, mas essa era a graça de fazer algo que você sabe que não vai terminar bem. Piper protestou, pedindo para não deixá-la nervosa. Sinceramente Keynes duvidava que ficar em silêncio fosse acalmá-la, porém decidiu fechar a boca e apenas apoiar as mãos no espaço ao final do banco. Foi, certamente, o momento certo para que segurasse porque no segundo seguinte sentiu o solavanco que os tirou do lugar.

Com alguma desconfiança ele deixou que o pé direito raspasse o chão e o firmou no apoio enquanto o rosto espiava sobre o ombro da motorista para tentar ver se não estava indo em direção à morte. O barulho das pedras abaixo indicava que a velocidade ia sendo tomada, mas apenas o fato de estarem “de pé” já parecia uma grande vitória. Sentiu os altos e baixos da estrada, apesar da direção tremida que tomavam. O primeiro susto, contudo, foi quando passaram sobre algo e praticamente voaram por alguns centímetros acima do chão até baterem novamente contra o sólido. Pensou que naquele momento iriam cair, mas o sorriso se abriu em seu rosto ao notar que Piper estava indo muito bem. — Parece que as poucas aulas foram suficientes, ele segurou tão firme assim? — A voz se elevou acima do barulho do motor, mas ele não esperava realmente uma resposta, na verdade nem sabia se ela estava escutando, tamanho seu foco em guiá-los. Pouco tempo depois sentiu o barulho das rodas deslizando pela areia, mas o trajeto se manteve intacto graças a ajudinha dos pés da grifina. Bom, Elijah tinha que admitir que estava surpreso com o desempenho da mulher, então quando esta gritou animadamente, ele riu atrás, algo do qual se arrependeu já que querendo ou não o vento fez com que comesse um pouco do cabelo da garota. Foi depois de sua tentativa de afastar alguns fios do rosto com uma das mãos que o lufano percebeu o lago cada vez mais próximo; era uma bela vista e poderia aproveitá-la não fosse pela aproximação meio desenfreada que tinham. — Eu espero que ele tenha te ensinado a parar uma moto. — Elijah comentou com a voz alta por cima dos ombros da motorista que não passou muita confiança. Que ótimo, ele pensou automaticamente ao notá-la ficar mais nervosa conforme se aproximavam da curva. — Fica na estrada. — Falou uma vez. — Fica na estrada. — Falou uma segunda vez. — Fica na estrada, porra! — Falou uma terceira vez, mas não adiantou. Não sabia se o nervosismo havia contribuído na perda da direção ou foi o terreno, mas pouco depois do palavrão ele sentiu a curva ser ignorada e o chão se inclinar um pouco na direção da margem do lago.

A pequena descida foi o suficiente para que os corpos escorregassem no assento e a garota perdesse completamente o controle do veículo. Pareceu que as coisas ficaram em câmera lenta quando a moto tombou e o polonês foi arremessado para longe. Sentiu tudo rodar porque estava literalmente dando voltas sobre os cascalhos na borda do lago e não soube quantos segundos levou até que estivesse imóvel, de bruços contra o chão. Alguma coisa úmida tocava parte do corpo, mas felizmente – ele notou pouco depois – era apenas a água do lago. — Au! — Exclamou ao sentir a dor finalmente chegar. Em algum lugar dali o motor ainda fazia barulho, embora ficasse evidente que não estava em movimento. Szpilman apoiou os cotovelos contra o chão e subiu o tronco, mas a dor o fez reclamar novamente. Os músculos estavam protestando e havia uma sensação de ardência no braço direito que lhe indicava não estar ileso. Ele virou o corpo até se sentar, não se preocupando com o pouco de água que batia na borda. As mãos tiraram o capacete antes que examinasse os arranhões no músculo que denunciavam uma coisa certa – e com a qual ele tinha experiência sempre que beijava o asfalto durante uma descontração com o skate –: ia arder pra caramba quando tomasse banho. Do braço os olhos seguiram para a borda do lago, tudo acontecendo muito rápido, embora parecesse devagar. Encontrou Piper deitada mais para dentro do que para fora da água. — Você está viva? — Quis saber, ainda que a visse se movimentar com a velocidade de quem estava cheia de dor. Ele riu, mas rir não ajudou muito porque sentiu pontadas por todo o corpo. Levantou-se meio cambaleando; não foi uma tarefa fácil se colocar de pé. Lentamente andou até mais perto de onde a menina estava e se sentou ao lado dela, agora molhando mais as roupas do que antes. — Bom, para uma primeira vez foi melhor do que eu esperava. — Deu de ombros e se rendeu novamente ao chão porque deitou de costas contra a umidade sem se importar. Precisava de um intervalo, estava dolorido.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Piper Braddock Seaworth
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Piper Braddock Seaworth

Patrono : Boston Terrier
Bicho-papão : Dirigir uma moto com Elijah gritando atrás

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Formado
Varinha: Ferrão de Explosivin, Carvalho, 30cm, Inflexível

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeTer 02 Jul 2019, 17:41



Paradise: The Lake

Haviam coisas que eu não era acostumada a ouvir, deveria ser por isso que ainda era pega de surpresa. Elijah conseguia me surpreender desse jeito, algumas coisas eu tinha que ficar calada porque nem sabia como rebater, mas a mão chegava a coçar para não bater nele. Andar de moto era algo que sempre tinha me interessado desde quando eu vi nas ruas, parecia ser perigoso e divertido, um misto de adrenalina com medo, não sabia explicar com clareza as motivações dos meus desejos. A princípio, tudo parecia caminhar bem, entre trancos e barracos a moto avançava e a ansiedade no meu peito diminuía, eu ria alto já, apesar de não estarmos 100% retos. O que? Considerava aquilo uma grande vitória percorrer metros sobre rodas, ainda tendo um companheiro como Elijah, que apesar de ter ficado mais calado, ainda me deixava nervosa, sentia que ele tinha críticas a fazer sobre mim como motorista. – Acalma o coração! – Gritei para ele quando parecia que íamos cair, não sei, a parte da frente da moto parecia travada, como se a terra estivesse impedindo que a roda virasse para o lado. Minha mão chegava a doer em como eu apertava ao redor do acelerador da moto, notava que a curva estava mais perto, mas naquela velocidade que a moto tinha alcançado achava complicado virar sem derrapar.

Elijah começou a gritar comigo, eu estava vendo que a moto estava saindo do eu caminho, ele não precisava falar nada, eu estava tentando não sair, mas acabei pisando no freio cedo demais, ou rápido demais, não sabia. A moto saiu da estrada bem na cursa e voamos para longe, mas pela posição que estávamos colocar o pé no chão não foi a melhor das ideias. A moto deslizou e eu já não tinha controle de mais nada, soltei um berro quando notei que Elijah voou para o lago e depois disso a moto ficou leve muito rápido, soltei dela e encolhi os braços porque depois disso eu só me senti rodando no ar e depois o impacto no chão. A moto rodou por cima de mim, mas sem me atingir, foi tipo Capitão América em suas lutas, eu estava completamente chocada com tudo isso. a dor que foi no meu ombro e a terra que entrou em mim foi bem incomodo. Fechei os olhos enquanto rolava alguns metros para o lado dando de costas num monte de areia e água, o capacete tinha evitado maiores danos na cabeça, ainda assim, meu braço e perna tinham sofrido com isso. Fiquei um tempo de cara por chão respirando com dificuldades, depois tirei o capacete da cabeça para respirar melhor e sentir o gosto de sangue na boca, eu deveria ter mordido a boca na queda.

Deitei de costas no chão olhando para o céu que parecia bonito demais, eu tinha sido levada mais para dentro do lago, quase boiando ali, a sensação era boa, mas sentia dores por todo o corpo, isso era terrível, minha varinha ficava na bota que usava, mas estava dolorida demais para pegar ali. Ouvi a voz e Elijah e me lembrei do menino, parecia que estava vivo e era isso que importava no momento, não sabia o que responder para ele. Movi a cabeça para o lado vendo o corpo dele por ali, mas ia me afogar e fechei os olhos e prendi a respiração. Deixei meu corpo ser envolvido pela água por completo, talvez dando um susto nele, mas logo vim para a superfície e me sentei. – Poseidon pode nos curar nesse lago? Ou tem ser as niades?  – Falei de maneira aleatória para ele. – Quebrou alguma coisa?  – Perguntei depois e vi que o sague dos pequenos cortes eram lavados ali, ardia bastante a pele que sofreu, fiz uma careta e sentia meu estômago embrulhar. – Preciso de ajuda médica! – Sorrir e peguei minha varinha para me aliviar da dor! Olhei para Elijah que parecia bem, comecei a rir alto que chegava a doer minha costa. Fui até onde ele estava e me sentei do seu lado. – Reparo funciona em motos não é?  – Questionei ele ao olhar para a moto caida e soltava um pouco de fumaça.

– Quer ajuda da enfermeira Piper? – falei sendo ironica, depois disso sacudi a varinha no rosto dele e soltei um aguamenti bem no rosto dele. – Ops errei! – falei caindo na gargalhada, ele ficaria bravo, mas eu rapidamente lancei um relidor nele para tentar amenizar a situação. – Ora, confia em mim. Eu curo você! – Soltei uma piscadela para ele e um beijo no rosto. Gostava do menino apesar dessas nossas conversas de implicância, ele podia não notar, mas éramos amigos. Quase nunca via ele com outras pessoas, mas se ele tivesse esse humor com todos, era compreensível que houvesse mais inimigos. Lufanos eram confusos!





Piper Justine
love is suicide.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Elijah Szpilman Keynes
Lufa-Lufa
Lufa-Lufa
Elijah Szpilman Keynes

Patrono : Akita

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: 7º Ano
Varinha: Pluma de Basilisco, Azevinho, 31cm, Maleável.

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeQua 03 Jul 2019, 00:16

Apesar de todo o corpo estar doendo o que mais incomodava Elijah era a ardência no braço. O músculo estava cheio de cortes e o sangue escorria um pouco fazendo parecer como se tivesse acabado de esfregar a pele com força em um ralador de cozinha. A gravidade da situação, no entanto, adormecia um pouco a região, então não era como se o garoto fosse se preocupar tanto com o ferimento. Fora isso, haviam escoriações na palma das mãos e sujeira por toda a roupa, mas ele estava vivo e inteiro. Piper também parecia estar longe do outro lado do véu, afinal sua resposta à pergunta do lufano chegou aos ouvidos do mesmo, ainda que somente depois dela fingir boiar na beira do lago, algo que obviamente não funcionou em assustá-lo. E se funcionasse? O que poderia fazer? Correr não era uma opção, estava se sentindo moído em uma máquina ou algo muito parecido a isso; o pior era pensar que as dores piorariam muito na manhã seguinte. — Eu não ligaria de ser curado por uma náiade, ela podia até me curar com uns beijos. — Comentou aleatório quando a grifina falou sobre a cura por meio das divindades da água. Sem pressa alguma, até porque não conseguiria ser rápido nem que quisesse, ele se aproximou dela e se sentou ao seu lado, perto o suficiente para notar um corte na boca da garota que deixava seus lábios úmidos e vermelhos. — Melhor ter uma boa explicação pra dar ao seu namorado quando ele ver essa sua boca. — Mencionou, mas não arriscou rir porque sabia que isso lhe causaria algumas dores espalhadas pelo corpo. Acreditava, porém, que a garota resolveria aquilo com uma simples magia ao contrário do que ele esperava fazer com seus próprios machucados.

Quando ela questionou sobre a moto, Elijah já estava deitando contra as pedras molhadas e por isso não se deu ao trabalho de olhar na direção do veículo que ainda produzia um som engasgado em algum ponto atrás de onde estava. Não parecia muito esperto usar magia em uma coisa trouxa que acabara de lhes transformar em saco de pancadas, então a resposta do lufano foi um claro “não faço ideia”. Bom, sinceramente não era seu problema que a motocicleta estivesse na pior, não havia sido ele quem “pegou emprestado” o veículo para começo de história. — Você vai estar ferrada, sabia? Agora ao invés de apertar sua cintura o cara vai apertar o seu pescoço. — Respondeu sobre o dono da motocicleta e ainda que não quisesse rir unicamente para não sentir dor, foi impossível evitar que o som deixasse a garganta, proporcionando desconforto em todos os músculos. O garoto fechou os olhos ao se incomodar com a claridade que vinha do céu com nuvens e a resposta à oferta de ajuda da suposta enfermeira foi uma negativa com a cabeça, algo que não adiantou muito já que no segundo seguinte ele notou a varinha erguendo-se e um jato de água disparando exatamente no meio de seu rosto. Seu olhar não era o de muitos amigos. — Até parece que vou te deixar me “curar” — fez as aspas com a mão do braço ileso —, você mesma admitiu que não tem dom para essas coisas.

Enquanto falava o bruxo se sentava novamente, reclamando durante o processo. Não esperou pelo beijo no rosto e certamente estreitou os olhos pela atitude inesperada; ela sabia que ele não era exatamente muito delicado para coisas daquele tipo. — Não preciso disso, o machucado vai melhorar naturalmente. — Deu de ombros. — Mas obrigado pelo feitiço de dor. — Agradeceu, algo que podia ser chamado de raro, visto que era o mínimo que a causadora da queda poderia fazer. — E você? Quer ajuda com essa boca? — Perguntou, o sorriso formando-se no canto dos lábios. — Não se preocupe, não vou fazer nada do tipo “um beijo sara”. Mas se quiser ajuda vou precisar da sua varinha porque eu não trouxe a minha. — Informou simples. Estava de férias e isso significava que voltara à vida de um quase completo trouxa. Tinha mais graça viver daquele jeito na visão do polonês. — Então, agora que assassinamos a moto e quase nos suicidamos, é hora de dizer adeus? Porque você sabe, não vamos nos ver mais. — Certamente o seu jeito de falar não era cheio de tato, todavia não podia negar que agora que refletia sobre isso o clima mudava um pouco; tinha mais valor de certa forma. Piper havia se formado e eles viviam vidas diferentes demais para acreditar que um dia se veriam de novo. — Sinceramente parece uma boa forma de dizer adeus. — Sorriu de leve, a postura tornando-se pensativa ao mirar o lago.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Fenrir Pollok Eltz
Sociedade Bruxa - Criança
Sociedade Bruxa - Criança
Fenrir Pollok Eltz


Perfil Bruxo
Escola/Casa:
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeSeg 15 Jul 2019, 19:08

Acampamento em família
Os Pollok


Apesar de não ter gostado muito no começo sobre ter que ajudar a montar uma barraca, suas irmãs a fizeram gostar daquela atividade, pois todas estavam ajudando, fora que Fenrir só ficou com as partes dele por causa de sua pouca idade. - A gente vai acampar aqui e vamos ver um grande dragão.. - Comentou enquanto encaixava o tecido da barraca no gancho que prendia no chão. - Mas como eu vou assistir os desenhos? - Perguntou baixo para si mesma enquanto encarava a grama, pois não viu ninguém colocando televisão na mochila. - Alguma das minhas irmãs deve ter trazido celular.. - Assentiu e então ajeitou a mecha do cabelo que estava atrapalhando sua visão. Mesmo que estivesse ocupada, ela viu sua irmã tirar algo do bolso de sua calça e colocar na boca. “Achei doce.” Pensou com um sorriso nos lábios, mas não foi até ela pedir, pois bala para uma pessoa já é pouca, duas já ia ser complicado, imagine dividir com quatro? Não daria nem para ser petisco de solitária na barriga de Fenrir, que era apaixonada por doce. “Porque a Robyn sempre fica com livros e não ajuda muito? Ela é preguiçosa.” Como sempre a cabecinha da caçula da família sempre estava pensando em várias coisas ao mesmo tempo em que ajudava em tudo. Quando não dava mais para ajudar na montagem da barraca, tratou de pegar alguns gravetos, pois de acordo com as histórias e filmes de gente que acampava, sempre tinha fogueira durante as noites, onde comiam um negócio grudento que tinha que derreter no fogo.

A pequenina ficou toda feliz quando a mãe elogiou o trabalho em equipe das irmãs para a montagem da barraca, o que arrancou um grande sorriso da pequenina. Quando as regras começaram a ser passadas, Fenrir sentou na grama e ficou escutando com a maior cara de tédio, tão pequena e já dotada de grande personalidade. Claro que na terceira regra já tinha desligado o seu botão de ouvir e estava com o pensamento em outro lugar, mas foi puxada de volta para a realidade quando escutou sobre ficar trancada no quarto, não estava nenhum pouco afim de voltar a ficar de castigo. Assim que teve o passe livre para a liberdade, pegou sua bola na mochila, em seguida saiu de perto das irmãs e começou a andar pelo local, seus olhos estavam vidrados na água pela esperança de encontrar o tal dragão da água, mas tudo que vi era o líquido transparente de longe, pois tinha sido proibida pela mãe de chegar até a beira da mesma sem uma das irmãs mais velhas. Por nada na água chamar sua atenção foi brincar com o brinquedo e não demorou em ficar suja, era normal Fenrir sempre estar suja. - Eu to!!! - Berrou assim que escutou sobre fome, como sempre a menina estava com seu grande apetite gritando por qualquer coisa que fosse gostoso de mastigar. - Perde tempo? - Ela não entendeu o que Josephine quis dizer, mas abriu um grande sorriso ao ser pega no colo. - Vamos!!! E aí eu monto no dragão da água! - Ficou tão empolgada que acabou falando alto o tal segredo que tinha com a irmã. Soltou aquela gargalhada gostosa quando os dedos de sua mão moveram em sua barriga e sorriu ainda mais. - Esse masshmarrom é aquele negócio que fica grudento no fogo nos filmes? - Perguntou e fez um grande bico quando as irmãs e a mãe riram da maneira que pronunciou o nome da comida. Ignorando elas, esticou o braço e pegou um sanduíche, ficando quieta no colo da mãe enquanto comia com a maior cara emburrada.

x x x 

Na parte da tarde, umas duas horas após almoçar, Fenrir pediu para a mãe para ficar brincando fora da barraca antes da hora que todas iriam nada. Com a permissão, a menina pegou um graveto do lado de fora e começou a brincar com ele como se o mesmo fosse um cavalo, foi então que uma borboleta azulada chamou sua atenção, fazendo com que a pequena fosse em direção a mesma sem nem se tocar que estava se afastando da barraca. - Você é muito linda.. - Comentou enquanto adentrava a floresta atrás da borboleta sorrindo, sem nenhuma das irmãs ver para onde a menina tinha ido, nem mesmo sua mãe viu já que estava dentro da barraca. - Você está indo a onde? Tem mais de você por aí? - Como qualquer criança conversava com a borboleta e adentrava cada vez mais a floresta, virando a esquerda e a direita, passando por lugares que nem tinham uma trilha. Depois de muito caminhar a borboleta voou para cima e sumiu entre as flores, deixando a pequena sozinha e só então notou o que tinha acontecido. - Alex? - Olhou para os lados sem nem saber de onde tinha vindo, pois tinha árvore por todos os lados. - Liz… Robyn… Mamãe? - Chamou por elas sem gritar por medo de alguma criatura selvagem aparecesse. Apesar de ser aventureira e corajosa, ela estava com medo, pois sabia o significado de estar perdida em uma floresta e os risco que estava correndo. Sentou numa pedra e ficou olhando de um lado para o outro sem saber o que fazer, seus olhos encheram de lágrimas por medo de ficar perdida para sempre. Depois de um tempo parada pensando no que fazer, ela levantou e voltou a andar na tentativa de achar sua família. - Mamãe? Alex? - Chamava enquanto caminhava, porém, quando mais ela andava para mais fundo da floresta estava indo sem saber. 

A hora parecia passar mais rápido do que devia com a menina enfiada na floresta, ela não sabia se as irmãs e a mãe já tinham dado conta de seu sumiço. - Liz? Roby? - A voz de choro denunciava o medo que estava sentindo e as lágrimas que escorriam pela sua face mostrava o quanto estava assustada, foi então que escutou o choro que denunciava ser de um cachorrinho. Mesmo que estivesse perdida, Fenrir foi atraída e então seguiu aquele som que só a elevou ainda mais para uma parte densa da floresta cheia de flores altas e arbustos. Quando o som começou a ficar mais alto ela tinha certeza que era de um cachorrinho e depois de muito procurar achou um filhotinho caído em um buraco. - Com se caiu ai? - Perguntou como se o dog fosse lhe responder e abaixou, depois deitou no chão e esticou os bracinhos para pegá-lo sem se importar de ficar suja ou não. Mordeu a pontinha da língua, uma mania que tinha toda vez que estava concentrada em algo e depois de muito se esticar conseguiu pegá-lo e puxar para cima. O buraco não era muito fundo para ela, mas para o cão sair sozinho era. Ele estava todo sujo, molhado e tremendo de frio, além de estar bem magrinho. - Calma, eu cuidar de você. - Falou igual as irmãs falavam com ela quando se machucava ou tinha um pesadelo e abraçou o cachorrinho contra seu corpo. Ficou sentada no chão e ficou olhando para os lados, o sol já não dava mais para ser visto e a noite logo chegaria. - MAMÃE!!! - O medo aquela altura já era grande e não pensava mais em não gritar, tudo que queria era ser achada. Levantou com o animal no colo e voltou a andar, mas para sua infelicidade só afastava cada vez mais da onde a barraca estava. 






FENRIR
.
Pollok Eltz || 7 anos || Caçula || Filha de Josephine || irmã de Alex, Robyn e Liz
Voltar ao Topo Ir em baixo
Piper Braddock Seaworth
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Piper Braddock Seaworth

Patrono : Boston Terrier
Bicho-papão : Dirigir uma moto com Elijah gritando atrás

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Formado
Varinha: Ferrão de Explosivin, Carvalho, 30cm, Inflexível

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeQua 17 Jul 2019, 23:10



Paradise: The Lake

Rir alto do jeito que Elijah falou sobre as ninfas da água. – Você pensa em beijo o tempo todo, ou só quando fica perto de mim? – Falei aquilo soltando outra gargalhada, era impressionante como todas nossas brincadeiras ficam desse jeito, eu me divertia com isso. Mas levando em consideração que as ninfas eram bonitas descritas em todos os livros da mitologia grega, até eu iria querer uns beijos sobrenaturais por ali, e pensando nisso...nunca tive nenhum beijo com outra menina....como seria? Mas ele lembrou do namorado quando falou a boca, fiquei pensando no que responder, já que não estávamos tão bem assim depois da formatura, ele tinha uma grande tendência a se fechar. Chris nunca me deixava saber dos problemas que ele passava, e isso me chateava, eu queria poder ajudar ele e fazer parte de sua vida completamente. Por isso nem falei nada, apenas sorrir e continuei implicando com ele, mesmo que tenha recusado a minha ajuda, algo que não liguei, eu não era uma especialista em cura, mas sabia muito bem usar feitiços básicas sem matar ele. – Não seja medroso Elijah! – Falei para ele quando usei o feitiço para aliviar suas dores, que ele agradeceu, e isso me fez baixar um pouco a guarda com ele. Eram raros os momentos que ele falava alguma coisa gentil, fiquei olhando para seu rosto que tinha um tom diferente pela luz que estava fazendo ali no lago. Eu não ligava para o que parecia de minha parte, raras eram as vezes que ligava para o que alguém pensava sobre minhas atitudes. Salvo algumas pessoas realmente importantes para mim, mas sempre iria parecer que eu queria alguma coisa, na maioria das vezes sim, mas nem sempre. Queria só olhar para ele, sempre achei suas feições lindas como de um anjo, e ele era mesmo uma das pessoas mais bonitas que conhecia. Mas pra que eu iria falar para ele? Ele já tinha um ego gigante para eu ficar elogiando o tempo todo, por isso admirava em silêncio.

E quando ele falou da minha boca toquei novamente no corte. – Isso tá tão feio assim? Ou você não consegue parar de olhar para a minha boca? – Sentia dor ao tocar, mas meu corpo sentia tantos picos de dores que a boca passava despercebida por mim mesma. – Não vai pegar minha varinha rapazinho! – Eu não confiava na minha varinha para obedecer outra pessoa, ela era tão ridicularmente impulsiva quanto eu, por isso faria algo idiota quando usada por outra pessoa. Eu mesma fui aliviando minha dor, não fiz mais do que isso naquele momento. – Do jeito que meu namorado tem me evitado vou precisar procurar outros beijos que saram! – Comentei, mas no momento tinha a imagem de outra pessoa, uma coisa que me fez rir e sacudir a cabeça tentando fazer essa imagem sumir dali. Oh droga! Minha mente era um caos, a confusão de Nyx seria fichinha comparada a confusão de sentimentos que existiam dentro de mim. E parei de pensar nisso ouvindo as palavras de Elijah. Minha face virou uma careta de “WTF?”, e depois disso abri um sorriso batendo a água com minhas mãos de maneira forte. – Ai meu Merlin, que drama! Parece até que vou morrer depois de sair de Hogwarts! – Passei a mão no cabelo dele bagunçando um pouco mais, às vezes eu parecia como uma irmã mais velha com ele. – Tudo bem se nunca mais quiser me ver, mas não penso em sumir de vez. – Falei voltando a me deitar na água, enquanto estava ali os cortes não doíam tanto. – Realmente não parece tão ruim assim, ficar na água vendo um pôr-do-sol, é até poético! Lembra? Quando nos falamos pela primeira vez estávamos molhados de chuva, agora estamos molhados de novo...isso parece obra do destino. – Lembrei ele.

Mas nunca mais ver Elijah parecia demais para mim, talvez fosse verdade que enquanto ele estivesse em Hogwarts não o veria, e nas férias nossas vidas nos levariam a lugares diferentes. O que me lembrou uma música, sobre vidas que separavam as pessoas, e não pensava apenas em Elijah no momento, mas em outros amigos que tomamos caminhos diferentes e estava tudo bem com isso. – Se eu nunca mais for ver você, pelo menos tem uma lembrança forte de mim, cair de moto no lago Ness, quantas vezes vai fazer algo absurdamente estupido desse jeito? – Talvez não fosse mais cair de moto, mas certamente ele tinha cara de quem faria estupidez novamente, mas essa parte eu não falei. Me sentei e fui para perto dele, não queria encarar aquilo como uma despedida, mas um até logo. – Você certamente é a pessoa mais irritante que eu já conheci, nossa, como eu quero bater em você todas as vezes que faz gracinha! – Encostei minha cabeça no ombro dele e olhei para o céu, ele tinha me deixado emotiva e eu já estava querendo falar bobeiras. – Não sei como vai ser, mas não estraga o momento diabo! – Falei sorrindo, não queria pensar muito nisso e fiquei em silêncio e parada, só parada em um momento raro de nós dois, era tipo uma trégua. Era um céu bonito, apesar da queda eu realmente tinha gostado de fazer aquilo, eu conseguir andar por aquele terreno até que bem. Certamente tentaria noutra oportunidade andar de moto.





Piper Justine
love is suicide.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Josephine Pollok Eltz
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Josephine Pollok Eltz

Patrono : Pastor-alemão
Bicho-papão : Inferis

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Beauxbatons (França)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pena de Hipogrifo, Loureiro, 30cm, Inflexível.

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeSex 19 Jul 2019, 23:30


Após a chegada de todos, o clima foi se tornando gradativamente melhor. As meninas pareciam empolgadas agora que haviam conhecido o local, o que deixou Josephine feliz. Afinal, após tudo que acontecera na família e as mudanças repentinas que elas haviam passado, era bom passarem um tempo juntas, sozinhas, sem nenhuma perturbação externa. Até mesmo Robyn que parecia a mais avessa à ideia agora dava sugestões de como poderiam passar o dia. – Tenho certeza que será muito divertido! – falou sorrindo e acariciando o cabelo de Fenrir que estava sentada em seu colo. A pronúncia errada da palavra marshmallow fez todas rirem, deixando a caçula irritada. – Isso mesmo meu amor, é aquele que você vê nos filmes. Continuaram comendo e conversando sobre o que fariam naqueles dias no lago, Josephine observando com profunda felicidade ao ver aquele raro momento de harmonia entre as quatro. Deus, eu as amo tanto. Eram todas perfeitas em sua singularidade, o maior orgulho que ela tinha. Após terminarem, as mais velhas saíram para procurar algo para fazer, deixando apenas Fenrir e Josephine dentro da barraca. A mãe deitou-se para ler um livro enquanto a pequena assistia algo em seu celular que milagrosamente funcionava ali, as duas em silêncio por bastante tempo. Jo estava quase cochilando quando a filha pediu para brincar do lado de fora da barraca antes de irem nadar. – Ok meu amor, mas fique por perto, cuidado! Observou a pequena que saltitava para fora e voltou a atenção para o livro, mas não conseguia se concentrar então se levantou para beliscar mais alguma coisa. Comeu algumas frutas que estavam cortadas acima do balcão da pequena cozinha da barraca. Acho que é uma boa ideia irmos nadar agora... Foi até a mala e retirou um biquíni, se trocando rapidamente antes de chamar as filhas. – Venham se trocar! – gritou sem colocar a cabeça para fora. – Vamos nadar antes que fique frio. Voltou para a poltrona e para o livro, esperando as meninas que entraram rapidamente. – Estão prontas? – perguntou finalmente, levantando o olhar.
 
Ali estavam Alexandra, Lizbeth e Robyn, mas Fenrir não estava ao lado delas. – Cadê a irmã de vocês? As três se entreolharam e então começaram a caminhar pela barraca, chamando pela pequena. – Fenrir! – chamou em voz alta saindo e procurando pelo terreno. – Anda, vamos para o lago! A caçula não estava em lugar nenhum, o que causou um enorme aperto no coração de Josephine. Jesus do céu, se essa menina estiver se escondendo... – Não tem graça Fenrir! Anda logo, cadê você? As outras saíram da barraca dizendo que a menina não estava ali, o que deixou a mãe completamente nervosa. Suas mãos suavam frio e ela sentia como se todo o sangue tivesse saído de seu corpo. – Ela saiu para brincar há alguns minutos! – explicou gesticulando nervosa, andando de um lado para o outro enquanto balançava desesperadamente a cabeça, esperando encontrar a pequena ajoelhada em algum lugar por ali. Alexandra foi em direção a mãe, esticando a mão para segurar a sua, mas Josephine estava tão completamente aflita que apenas balançou as mãos, afirmando estar bem. – Ela deve estar brincando... – a voz falhou no meio da frase, saindo quase que como um sussurro. Seus olhos ardiam pela vontade de chorar, mas não se permitiria demonstrar fraqueza naquele momento, afinal, de nada adiantaria. Alguém sugeriu que se dividissem para procurar, fazendo com que a mãe acenasse desatentamente. – Sim, é, vamos fazer isso. – concordou passando as mãos pelos cabelos. – Alexandra, você pode ir por ali, mas não se afaste muito, por favor. A mais velha acenou com a cabeça e saiu rapidamente, parecendo quase tão aflita quanto a mãe. – Lizbeth, Robyn, procurem pela margem do lado. Sim, juntas, não preciso de mais uma filha perdida. – falou antes que qualquer uma das duas discordasse, mas elas apenas saíram andando juntas, chamando o nome da irmã. Josephine puxou a varinha e então se embrenhou na mata, o desespero em seu olhar. Deus, não permita que nada tenha acontecido a ela.
 
Só a ideia a fazia sentir vontade de chorar, um frio em seu estômago deixando-a enjoada. Como aquilo podia ter acontecido? Ela se distanciara da menina por apenas alguns minutos, mas fora suficiente para que ela desaparecesse. – FENRIR! – gritava repetidas vezes, a varinha virando de um lado por outro e iluminando a mata ao redor. Há quanto tempo ela havia desaparecido? Pareciam horas. As piores possibilidades passavam em sua cabeça, ainda mais considerando tudo que acontecia no mundo bruxo naquele momento. Sequestros, assassinatos, Nyx... Era um verdadeiro pesadelo. Suas mãos estavam frias e seu corpo inteiro tremia por dentro, as lágrimas rolando silenciosas por seu rosto. Caminhava há vários minutos quando parou, as mãos apoiadas no joelho, a respiração pesada. Ela nunca se perdoaria se algo acontecesse com a filha. Que ideia fora aquela? Viajar para um lugar daqueles, onde facilmente poderiam sequestrar a menina. Ela se sentia a pior mãe do mundo. O silêncio momentâneo permitiu que ela ouvisse o que acontecia ao seu redor, captando um choro baixo em algum lugar ao seu lado. Fenrir... Começou a correr na direção do barulho, gritando pela filha em plenos pulmões. Enfim, lá estava ela, o rostinho inchado e vermelho por ter chorado, com um animal que Josephine não identificou no colo. Seu coração se encheu de alívio e ela correu na direção da pequena, pegando-a no colo e apertando forte, chorando de alegria. A menina estava abatida e suja, mas fora isso parecia perfeitamente bem. A mãe a segurou por vários minutos, agradecendo aos céus por ter achado a filha. – O que aconteceu? Você se machucou? – perguntou colocando a pequena no chão e verificando cada centímetro de seu corpo. Fenrir soluçava, evidentemente ainda nervosa, então Josephine a pegou no colo e começou a andar de volta para a barraca, usando um feitiço para se localizar. Quando chegou à barraca, as meninas já estavam ali, parecendo cansadas e tristes. – Eu achei! – gritou Josephine, chegando com a pequena e colocando-a no chão novamente.
「R」


Because maybe
you're gonna
be the one
that saves me
Voltar ao Topo Ir em baixo
Freya Fallen Wichbest
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Freya Fallen Wichbest

Patrono : Cavalo Mustang Stallion
Bicho-papão : Ficar presa

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Durmstrang (Escandinávia)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Presa de Vampiro, Olmo, 28cm, Inflexível.

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeTer 23 Jul 2019, 15:30

Interests
De cima de uma árvore Freya conseguia ver a belíssima paisagem do Lago Ness, mais precisamente na margem onde as pessoas costumavam vir quando davam uma escapadinha das trilhas normais que o local proporciona para os seus visitantes. Não havia ninguém ali ainda, mas o local era bastante pacifico, e na boa, até que Freya gostava de um pouco de paz. Aquele lugar seria muito mais legal se os seus fantasmas não estivessem a observando, alguns lá embaixo, outros também voando entre as copas das árvores com seus corpos espectrais. Talvez a coisa que estivesse deixando Freya um pouco mais tranquila era o fato de que estava começando a provar da sua vingança, ao qual estava fria, praticamente congelado, de tanto que ela esperou. No entanto, aquele dia não era dedicado a sua vingança, fora uma coincidência ela descobrir sobre o nome daquele menino. Um Wichbest perdido? Freya sabia o que era se sentir perdida e longe da família, pois mesmo morando naquela mansão, nunca se sentiu parte dela ou das pessoas daquelas família. Leu sobre ele no jornal e esperou até um momento ideal enquanto o observava, Freya sabia que ele iria estar ali naquele momento, é claro que não era todos os dias que Freya o stalkeava, mas naquele em especifico ela viu quando ele deu uma saidinha e foi caminhando até o Lago Ness, ela então apenas aparatou, subiu na árvore, e tornou a esperar, porque era ali que as pessoas iam. Era bom que o menino aparecesse ali mesmo, porque ela não estava a fim de ir procurar nos lugares mais perigosos, dos quais tinham que se atravessar a floresta e tudo mais. Felizmente, após esperar mais alguns minutinhos, pode observar ele vindo, momento em que ela se colocou ainda mais entre as folhas da árvore, pois não queria ser vista.

Tornou a observar o que o menino fazia, apenas esperando quando ele ficaria de costas para a árvore dela, momento em que Freya usaria de aparatação brotar atrás dele. - Você não deveria estar aqui. - Disse com aquele seu olhar imprevisível. Usualmente Freya é imprevisível, até porque, nem mesmo ela sabia as suas próximas ações, dependia do que o menino iria fazer. Podia ao final daquilo tudo deixar ele vivo ou simplesmente querer o matá-lo, seria uma ótima ideia ter menos um fantasma para lhe atormentar. - Deveria estar junto dos seus em vez de tentar dar escapadinhas. - E agora ela também deu um sorriso ironico. - Tudo bem, quando eu era mais jovem, eu também era muito boa na arte de fugir. - Tanto que quando criou idade, Freya realmente fugiu de casa. - Estou interessada em você e vou fazer você também ficar interessado em mim. - Na verdade, ela não sabia bem se ele iria ficar interessado nela só por ouvir um nome, é por isso que suas expressões eram quase sempre imprevisíveis, porque o mundo em si é completamente imprevisível, e Freya tinha aprendido isso com ele. - Meu nome é Freya Fallen Wichbest, Darwin. - A diversão estava escrita na sua postura, no seu tom de voz, até mesmo em seu rosto.


Lago Ness - Página 8 FVUlRQh
Lago Ness - Página 8 6tTzfk0
Lago Ness - Página 8 McRCXWR
Lago Ness - Página 8 KD0xzn8
Freya Fallen Wichbest
Voltar ao Topo Ir em baixo
Thera Rathbone Vaughan
Grifinória
Grifinória
Thera Rathbone Vaughan

Bicho-papão : Tempestades

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha: Cabelo de Veela, Aveleira, 26 cm, Maleável.

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeTer 30 Jul 2019, 18:44

— O ATAQUE


Eu estava realmente cansada de ficar presa em casa. Depois daquele pronunciamento da Primeira-Ministra dos Trouxas, tudo ficou mais complicado para toda e qualquer família bruxa, principalmente a minha, que era um tanto conhecida pelos dois lados. Mas aquilo já estava passando um pouco dos limites, qualquer um precisaria de ar puro uma hora ou outra. Sei bem que as crianças da família Rathbone estavam proibidas de sair de casa nas férias escolares, e eu era uma delas, contudo um pequeno e rápido passeio pelo Lago Ness não iria ser de todo o mal, certo? Ainda mais durante o dia, eu com certeza iria passar despercebida.
 
A vista estava realmente incrível quando eu cheguei ao meu destino, não era à toa que aquele era um de meus lugares favoritos. Pude sentir o oxigênio entrar em meus pulmões e a brisa do ar fresco atingir meu rosto, só de estar ali há alguns segundos já estava fazendo uma diferença enorme. Havia poucas pessoas perto de onde eu estava e, cada uma delas, estava entretida com suas próprias coisas. Minha intenção de não chamar nenhuma atenção estava sendo um sucesso. – Finalmente – suspirei quando sentei à beirada do lago e deixei minhas sandálias ao lado, mergulhando levemente meus pés na água, balançando-os distraidamente. 
 
Peguei uma pequena pedra e joguei ao longe, fazendo-a quicar várias vezes antes de afundar e se perder da minha vista. Soltei uma risada, achando graça de minha própria infantilidade. "Jogar pedrinhas, isso é tão... três anos de idade", pensei. Todavia continuei jogando mais algumas, enquanto observava o sol se pôr suavemente, dando lugar à um céu alaranjado que ia escurecendo aos poucos. – Bem melhor que a vista da janela de meu quarto, obrigada por isso, Sol – fechei os olhos e senti a última luz solar do dia invadir minha pele, me dando uma sensação boa. Tal sensação que foi interrompida pelo som de alguns passos que se aproximaram, fazendo com que eu abrisse meus olhos, assustada.
 
– Ah desculpe, não queríamos te assustar – um garoto alto e loiro, de nariz comprido, se aproximou de mim com mais dois outros garotos, pareciam ter quinze ou dezesseis anos de idade. Eu levantei, rapidamente, de onde eu estava e os encarei, sem dizer nada. – Não queríamos mesmo – o outro confirmou o que o primeiro tinha dito, mas tinha algo em suas expressões que não me deixava nada confortável. – Você é uma Rathbone, não? – O terceiro, mais alto e mais troncudo do que os outros, perguntou com a voz rouca e nada gentil. Já imaginava onde aquilo iria dar, não era possível que alguém tinha me reconhecido ali, depois de ser tão discreta, achei melhor negar. 
 
– Não, sinto muito, acho que estão me confundindo com alguma outra pessoa – tentei parecer educada e sorri, pegando minhas sandálias do chão e virando as costas para eles, na intenção de me afastar. Porém fui impedida por um deles, o loiro, que me agarrou pelo braço de forma rude, fazendo-me virar de volta para eles. Naquele momento, não consegui mais disfarçar meu medo, podia sentir meus olhos começarem a arder com as lágrimas que começavam a se formar. Não podiam ser Bruxos das Trevas, deviam ser de alguma família Trouxa que conhecia meu sobrenome e minha família, poderiam até fazer parte daqueles que depredaram algumas de nossas propriedades, após o pronunciamento de Theresa May.
 
– Não, eu tenho certeza que você é dessa família, alguma coisa me diz que já te vi antes – ele ainda segurava meu braço, mesmo com minhas falhas tentativas de me desvencilhar. – Me solte ou eu vou gritar – minha voz saiu trêmula, quando olhei em volta à procura de alguém que pudesse me defender, o que me deixou ainda mais em pânico ao ver que não havia ninguém em meu campo de visão que pudesse me ajudar. – Só gritar? Achei que, por ser de uma família de aberrações bruxas, você conseguiria fazer mais do que isso! – O mais forte deles veio até mim, enquanto o loiro ainda me segurava, e bateu em minha mão que segurava as sandálias, jogando-as para longe e deixando uma marca vermelha em meus dedos. – Vamos lá, nos ataque com sua magia, aberração! – O último, aquele que ainda não tinha encostado em mim, se aproximou, soltando uma gargalhada alta, que me fez arrepiar, e levantou sua mão esquerda. – Não, por favor... – eu apenas fechei os olhos, esperando a dor do soco que viria a seguir.



– falas – 
– NPC – 
"pensamentos"

 

TEMPLATE FEITO POR MOON


Thera Rathbone Vaughan
"Genius, billionaire, playboy, philanthropist."
Voltar ao Topo Ir em baixo
Erik Holtzer Demele
Estagiário do St. Mungu's
Estagiário do St. Mungu's
Erik Holtzer Demele

Bicho-papão : Mimfobia

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: 5º Ano
Varinha: Escama de Cauda de Sereiano, Carvalho Inglês, 29cm, Maleável

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeQua 31 Jul 2019, 23:47

Paying a visit to Nessie
Novamente uma visita ao "Nessie" ou Lago Ness. Muitas pessoas poderiam invejar e querer estar em meu lugar neste lugar tão icônico na história por seus contos e relatos de aparições de algum monstro, o que traz até em certos períodos muitos aventureiros esperando que algum dia uma criatura lhes de algum tipo de prova. A temperatura do local não ajudava muito, mesmo em dias de verão o local ficava com temperaturas de menos de 20 graus o que não ajudava de forma alguma a temperatura da água. O meu desejo real era uma viagem a Grécia ou ao Caribe, mas não havia o poder monetário para isto e até as idas ao Lago Ness eram caras para o meu bolso, deveria ficar algum bom tempo sem elas para conseguir ir para algum destes lugares. Além disto, havia a questão de acostumar com a água fria, por ser descendente de uma espécie de água quente, as temperaturas frias ainda era algo a se bater.

"Isso é mais profundo do que a última vez que visitei" cada vez que visitava o local metas eram estabelecidas e deveria bate-las, algumas eram para testar o quão longe esses "benefícios" por ser sereiano iriam e por parte das Guelras cada vez estava mais me acostumando com elas e sofrendo menos com a pressão da água "44 metros, apenas 4 metros a mais do que anteriormente" pude chegar em meu relógio a profundidade que estava atual, mesmo que soubesse que havia ao menos mais 160 metros de profundidade além dos 44 no lago, cada progresso feito era uma vitória. Ao voltar para a superfície, pude perceber que nenhuma calma do mundo se comparava a do fundo de um oceano, onde as vezes poderia sentir apenas o peso da minha mente e ouvir meus próprios pensamentos ecoando em minha cabeça. Nessie era divertido por isto, toda a sua história e característica do local e ainda por cima nadar nele e poder explorar o que muitos não podem sem equipamentos caros e ainda por cima por tempo limitado pelos os tanques de oxigênio, a descendência tem seu lado bom, acho que foi por isto que aceitei ela mais facilmente do que a Empatia, nela eu não vejo algum problema, mesmo que tenha nadar sozinho por ter a vergonha de mostrar, não fazia isto por medo de me verem como uma criatura estranha e sim por causa dos grandes holofotes que iria haver com isto, prefiro deixar isto apenas comigo mesmo e possivelmente contar para Jason, pois Helena já deve saber tudo sobre mim, como a diretoria de Hogwarts.


Erik Höwedes Schrödinger
Ten more days under water
And I already know
I'll be fine
Ten more days 'till it's over
'Till the darkness goes
And I see the light
Voltar ao Topo Ir em baixo
Farlan Rathbone Vaughan
Auror de Campo
Auror de Campo
Farlan Rathbone Vaughan

Patrono : Águia Pescadora

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pluma de Basilisco, Cipreste, 32cm, Maleável.

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeSeg 05 Ago 2019, 16:14

though the future got here so fast;
It's a knowing that the hardest part is letting go

A vida coditiana já era bem corrida para Farlan, mas nos últimos meses ele mal conseguia dormir a noite, estava com um estresse acumulado. Ele sempre se dedicou ao seu trabalho muito bem, ficava totalmente envolvido com seus afazeres e não gostava de deixar pontas soltas. Talvez por isso ele tenha negligenciado suas funções de pai, com Thera alcançando seus 11 anos de idade tinha traços cada vez mais semelhante com a mãe, e ela logo sairia de casa para ir a Hogwarts. Aquele verão os Rathbone estavam sempre em casa, orientados a não sair enquanto o mundo trouxa estivesse em estado de alerta contra os bruxos, e por isso parecia ser entediante para as crianças, mas ele se sentia aliviado em não ter que sair. Eles tiveram que esconder o castelo dos trouxas, usando feitiços ilusórios colocaram um portão falso, mas estava em uma localização diferente do original. Eles tiveram incidentes com homens jogando pedras ou tentando pichar o muro, por isso tiveram que tomar essas medidas, mas ainda era perigoso sair nas Terras Altas naqueles dias. — Fale com Rosa, pegue uma lista do que precisamos, um levantamento do estoque, não vamos ficar saindo para comprar comida todos os dias, faça valer a pena.   Falou com um outro segurança de campo, eles estavam evitando a saída até de funcionários do castelo por uma medida de contenção. Os Rathbone não se preocupavam apenas com seus membros, eles tinham uma logística para proteção e cuidado de todos os funcionários e famílias menores que naquele momento foram colocadas em chalés dentro das propriedades do castelo.

Farlan estava responsável pelo castelo, embora alguns membros tivessem em outra propriedade ele sempre era deixado ali, talvez por tempo de serviço no local ou por confiança. Isso tornava a sua tarefa mais árdua, ele não gostaria de falhar com a segurança deles e ele estava indo falar com Meg, o guarda que ficava perto da floresta, quando uma menina de cabelos enrolados e loiro apareceu correndo perto dele. Era a filha dos jardineiros. – Senhor Farlan, eu...a sua filha saiu do castelo. – ela falou apreensiva, o que fez ele fazer uma careta séria, Thera sabia que não podia sair. — Muito bem, obrigado por avisa! Ele respondeu antes de soltar um longo suspiro, a menina indicou para que lado a filha dele tinha ido. Ele decidiu ir atrás dela pessoalmente, estava preocupado também para mandar outra pessoa. Saiu do castelo de maneira apressada para descer até o Lago Ness, não era longe do lugar e costumeiramente as crianças brincavam por ali, mas não era tempo de ir até o local e ele já estava com o discurso na cabeça formado para quando encontrasse com sua filha. Mas ao longe ele pode ver que algo não estava certo, ela estava cercada por meninos trouxas, e o instinto de pai já não gostou disso, mas deixando de lado seu lado protetor, o instinto de ex auror falou mais alto. Ele começou a acelerar o passo, mas não evitou os primeiros golpes dos trouxas na menina e por pouco não tirou sua varinha para lançar feitiços nos meninos. Podia ouvir sobre o que falavam dela, ou sobre todos os bruxos!

Correu e não duvidou em empurrar o primeiro menino para longe, com as duas mãos bateu no peito dele que voou para longe, não precisava de magia para lhe dar com aquele tipo de pessoa. — Melhor tirar a mão dela antes que fique sem a mão! Ele soou firme para o outro garoto que ainda tinha a mão no braço da pequena, o outro que ainda estava em pé o acusou de ser bruxo. — Com magia ou sem magia ainda posso quebrar o seu nariz, a escolha é sua! Ele disparou na direção do outro menino, sua voz e sua postura eram de quem não se podia mexer, ele não era a favor da violência, mas fazia aquilo com mais frequência que gostaria. Como estava sem paciência ele mesmo tirou a mão do menino de perto de sua filha, puxando a mão do mesmo para trás apenas parando quando escutou o grito de dor do trouxa. — Se voltarem a perturbarem qualquer outro membro da minha família, certamente irá sentir mais dor do que isso, considere-se com sorte por hoje garoto, volte para seus pais. Falou de maneira firme empurrando ele para trás, e assim os três garotos saíram correndo dali, mas ainda gritaram frases de ameaças contra ele. Era fácil gritar quando não se estava mais perto, Farlan se virou para olhar a sua filha e tomou nos seus braços, abraçou a menina com um alivio no peito. — É por isso que não saímos do castelo nesse tempo! Falou afastando ela para olhar sua face. — Machucada? Ele quis saber, olhava para ela de maneira analítica. — Poderia ser pior, e se eu não tivesse vindo? Questionou ele com um tom chateado, mas não queria começar alguma discursão no local, ele realmente estava feliz que nada de ruim havia acontecido com ela.


FARLAN ANTHONY RATHBONE VAUGHAN
Voltar ao Topo Ir em baixo
Savonya Seawor. Kaminskov
Conselheiro da Guilda
Conselheiro da Guilda
Savonya Seawor. Kaminskov

Bicho-papão : Palhaços

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pluma de Basilisco, Azevinho, 28cm, Maleável.

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeSex 09 Ago 2019, 21:55

Passados três dias que orientou Alric a apagar as memórias de Viktor, Savonya aparatou para o local indicado por Nyx. Não era um lugar comum para encontros daquele tipo, mas como Suzanah era uma figura pública na Inglaterra, era menos provável que fosse interrompida durante o encontro em um lugar um pouco mais... afastado. Quando pousou seus pés na grama coberta de orvalho, não foi difícil de encontrar a gêmea de sua líder. Ambas eram esbeltas e eram, de fato, gêmeas, mas algo em Suzanah era bastante diferente: não possuía o olhar ameaçador de Nyx. Aproximou-se da mulher e parou ao seu lado, observando o lago tal qual a jogadora. – É realmente um lugar encantador, mas suas lendas são mais empolgantes – comentou, chamando a atenção da loira. Estendeu a mão e recebeu um pergaminho, o qual guardou no bolso interno de seu casaco de lã. Virou-se para Suzanah e arqueou uma sobrancelha.

– Ela também exigiu sua varinha – apesar de estar claramente incomodada com aquela exigência, a mulher lhe entregou o condão, que também foi guardado no mesmo bolso do papel. – Agora você precisa ficar fora do caminho de Nyx – anunciou, como fora indicado pela líder quando se reuniram pela última vez. Suzanah assentiu, mas olhou fundo nos olhos da ruiva e disse que sua irmã deveria avisar quando isso fosse necessário. – Vou repassar seu desejo – a voz de Savonya era suave. Em tudo que fazia, era possível perceber o quão devota era por Nyx e o quão obediente era, tal qual um cachorrinho adestrado pelo seu dono.

Virou-se em seus calcanhares e afastou-se de Suzanah, tendo em mente o quão importante eram aquelas informações que agora repousavam suavemente em seu bolso. Precisava entrega-las para Nyx o quanto antes. Aparatou para a ilha e foi diretamente para a Sala de Reuniões, onde encontrou a líder sentada em uma das poltronas. Aproximou-se da mulher cautelosamente e a olhou em seus olhos. – Está feito – entregou-lhe o que havia pegado com Suzanah – Ela apenas solicitou que a informe quando deve estar fora do caminho – falou e aguardou suas próximas orientações. 



Savonya Seaworth Kaminskov
Fiel seguidora cadelinha de Nyx. Mãe de Ted, Alexia, Cheryl e Anya. Víper. Ex-mercenária. Viúva de Vladmir. I don't want to set the world on fire, i just want to start a flame in your heart. In my heart i have but one desire and that one is you - no other will do. 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Rose Vaughan Rathbone
Sonserina
Sonserina
Rose Vaughan Rathbone

Bicho-papão : Altura e moscas

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: 2° Ano
Varinha: Pluma de Basilisco, Loureiro, 23cm, Inflexível

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeSeg 12 Ago 2019, 15:31

Interação

Tudo o que estava acontecendo parecia muito estranho para Rose, Nyx Prince El Bianco havia colocado todo mundo bruxo de cabeça para baixo e havia pessoas protestando na frente da sua casa, pois haviam visto o Conde usar magia. E para piorar todo o sentimento de segurança que ela tinha em andar pelos corredores da mansão, voou junto ao vento que carregava os gritos abafados das furiosas almas do lado de fora. Rose não queria, e nem mesmo acreditava que ficar muito tempo olhando para o jardim vazio.

Ela precisava ver o mundo e andar pelos lugares para pelo se sentir minimamente feliz. Por isso mesmo, só tinha duas conclusões: o mundo estava muito confuso para um jovem de doze anos, e se ela não fugisse de casa nos próximos trinta minutos, ela iria trazer o inferno para dentro daquela mansão. Para sua surpresa, nem foi tão complicado assim, somente teve que descer as escadas com um livro na mão e fingir para sua mãe que estava indo para a biblioteca, depois passar pelos parentes que eram aurores jogando algumas pedras no sentido contrário, e por fim, só precisou sair pelo portão da garagem. Pensando bem, não foi tão fácil assim. Sem falar que não havia realmente um lugar especifico para ir, com toda a certeza não confiava em ficar em um lugar trouxa, havia visto na internet as pessoas sendo expostas e vídeos dos trouxas batendo nesses bruxos. Será que realmente valeria pensa fugir de casa?

Resolveu ir para o lago Ness, era um bom lugar – calmo e cheio de pessoas, mesmo desconfiada era isso que ela precisava. O clima era mais fresco do que esperava, mesmo assim havia jovens fazendo piquenique e outros jogando futebol, pelo menos o lago não estava congelado. Não demorou a reconhecer alguém conhecido, com os cabelos curto e negro, a postura tão reta que parecia que havia sido pregada em uma tabua dura – Max! – Rose gritou sem nem mesmo se importar com uma ilusão da sua cabeça. Uma largo sorriso se abriu ao ver o rosto do garoto, que não via há muito tempo para dar um abraço.

-Oi, tudo bem com você? – Disse enfiando o as mãos na calça – Eu estou ótima, mesmo as coisas estando estranhas nesses últimos tempos... - Respondeu em tom baixo quando o menino lhe perguntou a mesma coisa.  Não estava confiando nas pessoas para anunciar essas coisas em voz alta, mesmo nem mesmo falando de forma direta, sempre tem aquela senhora fofoqueira que fala mais do que deveria – Falando nisso, o que você está fazendo aqui? Você mora aqui perto? – Ela parecia que estava fazendo um interrogatório, mas infelizmente não deu tempo para que Max respondesse, uma confusão se formou na beira da agua. Um casal que estava caminhando começou a serem ridicularizados pelo restante, os chamavam de aberração e de Rose teve a certeza que ouviu a palavra herege. Seu cenho se enrugou em três linhas, estava confusa e extremamente triste – Acho que eles são bruxos...- Sussurrou afastando um pouco da confusão.

-Vocês vão fazer o que? Vão enfeitiçar a gente, não é? Não vai funcionar, temos Deus...- ouviu um homem com o rosto vermelho esbravejar, parecia a merda da inquisição.  Só faltavam as fogueiras e as pessoas gritando coisas sem sentido – A gente deveria ir embora daqui. – Segurou no braço de Max e o puxou para longe, bem no momento que as agressões verbais esquentaram e provavelmente, os trouxas iriam agredir os bruxos e pior, provavelmente eles nem mesmo eram bruxos. Era o tal do efeito da massa que tantos psicólogos falam, as pessoas agem como o grupo age. E Rose, agia da maneira que lhe salvaria. Ambos saíram do local.


[Com Maximus]

Voltar ao Topo Ir em baixo
Maximus van S. DiBord
Sonserina
Sonserina
Maximus van S. DiBord


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha: Pluma de Basilisco, Olmo, 25cm, Inflexível.

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeTer 13 Ago 2019, 12:24

Ventos gélidos sopravam do leste trazendo consigo presságios de tempos sombrios. Uma angustiante sensação de insegurança baixara sobre todos desde que El Bianco atacara o palácio de Westminster, expondo o mundo bruxo e transpassando uma imagem que não necessariamente refletia a faca de dois gumes da magia. O prelúdio de uma guerra. Alguns preferiram lançar mão de suas varinhas até que as coisas se acalmassem, mas para outros, não era uma opção a ser considerada.

Maximus fora retirado de Hogwarts meses antes do supracitado ataque, sem explicações esclarecedoras, e por outro motivo desconhecido se via obrigado a ficar confinado com a família paterna na Escócia. O contexto fático lhe despertava maquinações e muita desconfiança. 

Reuniões de adultos que discutiam política durante toda a tarde haviam se tornado praxe na casa em que o garoto se encontrava "exilado", e apesar de a temática lhe estimular um certo interesse, não dispunha de um mínimo de embasamento teórico e empírico necessário àqueles inclinados.

Era mais uma tarde amena, ótima para espairecer e respirar o mais puro oxigênio produzido pelas algas marítimas oriundas das águas turvas do Lago Ness. Passaram-se alguns minutos desde que Maximus se puseram a caminhar às margens do lago, absorto em profundos devaneios, até que uma voz ecoou em seu interior trazendo-o de volta à realidade. Ele se virou e identificou a inconfundível menina de olhos tão lindos e peculiares que não conseguia distinguir-lhes a exata coloração. Rose!- Pronunciou em êxtase indo de encontro a ela, e em um impulso inato abraçou-a de forma dejaseitada durante breves segundos, mas para ele pareceram uma eternidade. Eu vou levando da melhor possível, e você? - Maximus tinha tanto a dizer, mas não houve tempo para mais palavras. Um conflito se desencadeou próximo dali. Aparentemente, trouxas subjulgavam bruxos somente por serem o que eram, sem qualquer outro motivo plausível.

Maximus levou a mão entremeio as vestes e segurou firme sua varinha, sentindo uma vontade imensa de fazer aquilo que julgava correto, mesmo que  atitudes imponderadas pudessem gerar consequências difíceis de lidar. Rose, espere um pouco. Não podemos deixar que isto aconteça, o que estes porcos imundos pensam que estão fazendo?! - bradou tentando resistir aos puxões da garota, mas fora em vão. Maximus cedeu e ambos foram se distanciando da multidão.


Com Rose Vaughan Rathbone


Lago Ness - Página 8 >
Voltar ao Topo Ir em baixo
Benício Hugo Pollok Eltz
Sonserina
Sonserina
Benício Hugo Pollok Eltz


Perfil Bruxo
Escola/Casa:
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeQui 15 Ago 2019, 19:43

Ele não gostava de lugares com muita natureza, ou seja, ficar enfiado no meio do mato sem ter contato com eletrônicos, longe da civilização, porém sua mãe quando decidida algo todos os filhos eram obrigados a embarcar na aventura querendo ou n;ao. A pior parte de todo passeio não foi ter que acordar cedo, mas sim montar uma maldita barraca com uma irmã que se achava estar na liderança daquela tarefa, pois ficou só lendo instruções e não ajudou praticamente em nada. Para evitar brigar e acabar de castigo resolveu que não iria reclamar, então fez a sua parte e depois escutar as orientações dadas pela mais velha quando a barraca estava de pé, além das consequências de quem descumprisse alguma das regras citadas. Quando finalmente a mãe permitiu que cada um fizesse o que quisesse na medida das regras, ele pegou o seu cubo mágico e foi se sentar em um tronco um pouco afastado da barraca, não por gostar da natureza, mas sim para ficar longe da parte interna da barraca para evitar que uma certa pessoa ficasse lhe mandando fazer coisas. “Acho que consigo sobreviver uma semana aqui.” Pensou encarando o lago de longe e suspirou, pois não tinha certeza de sobrevivência sendo o único homem no meio de três melhores e meia, afinal Fenrir tinha apenas 6 anos. 

Tudo estava na maior paz e ele já tinha mais uma vez quebrado seu record em deixar todos os lados da mesma cor. Assim que a mãe falou sobre se vestir para irem para o lado, ele respirou fundo, não gostava muito de água, mas sem dúvida alguma não seria permitido ficar na barraca sozinho. Entrou no abrigo e foi vestir sua sunga e uma bermuda contragosto e faria de tudo para não entrar na água. Foi então que escutou a voz de sua mãe gritando por Fenrir. - O que foi dessa fez? - Perguntou baixo para si mesmo e saiu do cômodo onde estavam as camas e foi para onde já estavam suas irmãs ao lado da mais velha, mas nenhum sinal da caçula da família. - Ela deve estar se escondendo fazendo graça. - Falou cruzando os braços e respirou fundo, ia soltar mais alguns comentários, mas quando percebeu o quão a mãe estava aflita, resolveu não dizer nada, fora que Fenrir sabia que esse tipo de brincadeira sempre acabava mal. - Isso, ela deve estar brincando distraída, mãe. Vamos procurar ela lá fora, é a melhor a fazer, não deve estar longe. - Sugeriu Benício, mesmo que não gostasse de mato e fosse implicante com a irmã, ele estava preocupado, pois querendo ou não era o homem da família e tinha que ajudar a mãe a cuidar das outras. 

- Na margem? - Bufou inconformado, pois a mais velha sabia o quanto ele não gostava de água, mas preferiu não debater ao ver o olhar que foi lançado em si, não era hora para discussões. - Se você me empurrar no lago quando a gente tiver procurando por lá, vai se arrepender. - Falou para sua gêmea e então começou a busca pelo local onde a mãe tinha ordenado. - FENRIR, SE VOCÊ NÃO APARECER LOGO EU JURO QUE VOU BOTAR FOGO NO SEU QUARTO E EM TODOS SEUS MALDITOS BRINQUEDOS!  - Berrava o menino na beira da margem enquanto olhava atento para a água para ver se a irmã não estava em algum lugar por ele se afogando. - Ai, calma! Eu esqueci que divide o quarto com ela, não vou colocar fogo.. - Rolou os olhos e por um minuto deu graças a deus por ser o único menino, pois tinha um quarto só para si, enquanto a gémea dividia com Fenrir e a irmã mais velha dividia com a prima Myranda que morava com eles. - O NANICA APARECE!!!! - O sol já deixava o céu dando o lugar para a lua, mas nada dá menina aparecer. - Acho melhor a gente voltar para a barraca, se a gente não voltar logo vai ficar escuro e a mãe não vai ficar contente com mais dois filhos perdidos. - Disse para a menina ao seu lado e então voltou para onde Alex já estava chamando por eles. - Estamos aqui! Achou ela? - Perguntou passando as costas das mão na testa e olhou para os lados em busca da irmã, apesar de ser implicante Benício amava todas elas e estava com um aperto no coração com medo de nunca mais pode ver a maninha. Seus olhos ficaram marejados e suas mãos já estavam gélidas, não queria que a irmã estivesse ferida em algum lugar dos arredores. 

Os irmãos não conversavam entre si, somente o barulho os pássaros noturnos eram escutados, algumas lamparinas estavam acesas para clarear onde estavam quando escutou a voz da mãe informando que tinha achado, sem pensar duas vezes Benício correu até elas e viu Fenrir grudada em Josephine, ela não estava chorando, mas sim quieta e com algo no colo que não deu para ele identificar até elas chegarem para a entrada da barraca. - Não faz mais isso! - Foi a primeira coisa que ele disse antes de abraçar a menor com carinho e sorriu de leve.  “Que bom que ela está bem.” - Não vou machucar ninguém! - Retrucou quando sentiu as mãos da outra lhe empurrando falando que ele iria machucar o que ela segurava. - Um cachorro! - Benício sempre quis ter um cão, então seus olhos logo brilharam. - Deixa eu segurar um pouco. - Fenrir por incrível que pareça deixou que o menino o pegasse em seus braços, e depois que as outras duas irmãs viram que a menor estava bem, Josephine puxou a caçula para dentro da barraca pelo pulso. - Mãe, ela não fez de propósito! - Exclamou indo atrás com medo do que podia acontecer, pois conhecia sua progenitora. Por não querer acabar apanhando também por se meter, ele apenas afastou com o filhote no colo e deixou que a conversa entre as duas rolasse, antes Fenrir se ferrar do que ele, não era seu problema. A irmã já estava em segurança, agora se iria se ferrar pelo sumisse ou não, já não lhe importava nada.



Lago Ness - Página 8 BPWlmuu
Voltar ao Topo Ir em baixo
Conteúdo patrocinado




Lago Ness - Página 8 Empty
MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitime

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
Lago Ness
Voltar ao Topo 
Página 8 de 9Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9  Seguinte

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
 :: Ilhas Britânicas :: Norte da Grã-Bretanha-
Ir para: