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 Lago Ness

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
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Diretor Alvoros Grunnion

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MensagemAssunto: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013, 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Lago Ness

Highland, Escócia


Lago Ness - Página 8 Lago-ness

O lago Ness (Loch Ness) é um lago de água doce localizado em Highland na Escócia, de forma estreita e alongada com cerca de 37 quilómetros de comprimento. O lago ocupa uma área de cerca de 56,4 km² e tem uma profundidade máxima de 226 metros. A visibilidade da água é extremamente reduzida devido ao teor de turfa dos solos circundantes, que é trazida para o lago através das redes de drenagem. Pensa-se que o lago Ness tenha sido modelado pelos glaciares  da última era glacial.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos.



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Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


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Fenrir Pollok Eltz
Sociedade Bruxa - Criança
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Fenrir Pollok Eltz


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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeSeg 10 Jun 2019, 20:59

Acampamento em família
Os Pollok

Finalmente as férias de fim de ano tinham chegado, o castigo que a menina tinha sofrido durante um ano também tinha chegado ao fim por causa de sua briga na escola, desde aquele dia não brigava mais com ninguém, pelo menos não na escola. Todas as meninas estavam em seus quartos fazendo uma mochila de roupa para ir para um lago que Fenrir nem lembrava mais o nome, mas sua irmã Alex disse que tinha um grande dragão de água que chamava Ness e a pequenina estava doida para ver. O problema é que a única que não estava fazendo mochila alguma era a caçula, pois sua mãe tinha feito a sua, pois se dependesse dela, só iriam brinquedos na dela, mas claro que a progenitora permitiu que escolhesse alguns brinquedos para levar, não muitos, mas o suficiente para entretê-la, até estava levando jogos para toda a família se divertir.

- Já tô descendo! - Falou alto o suficiente para sua mãe escutar e colocou sua mochila nas costas e desceu correndo os degraus, levando uma bronca em seguida por fazer aquilo pelo medo de sua mãe de acabar caindo e quebrar a cara. - Eu estava pegando a Pipoca, eu não durmo sem ela.. - Respondeu enquanto abraçava a elefantinha com força, todas as irmãs já estavam na sala e ela foi a última a chegar.  - Sim, prontaaaaa! - Sorriu de orelha a orelha e foi para o lado da mais velha que explicava sobre a tal chave do portal que levaria todas elas para o local de acampar. - Porque a Myranda vai ficar com o primo Soren? - Perguntou sem entender porque ela era a única que não estava indo já que a prima estava morando com elas desde que tinha perdido a mãe e o pai. - Entendi….. - Respondeu e então se junto na rodinha em frente ao objeto e segurou firme a mão de sua mãe, mas claro que a progenitora que segurou mais firme ainda a mão da criança.

** ** ** **
A menina sentiu o estômago embrulhado por conta da viagem que não estava acostumada a fazer, então segurou-se em sua mãe assim que seus pés tocaram ao chão. - Bem.. - Respondeu fazendo uma careta enquanto via as coisas rodando, mas nada que cinco minutos não a fizesse ficar bem ao ponto de largar a progenitora do abraço que dava ao redor da cintura. - Que lugar grande! - Falou olhando para os lados e encarou a grande água, mas não disse nada sobre o dragão de água, pois Alex disse que era segredo e que viriam sozinhas sem a mãe saber. - Mas eu não quero ajudar a montar a barraca.. - Fez bico assim que escutou a ordem de Joseph sobre todas ajudarem a montar a grande barraca que abrigaria todo mundo durante os dias de acampamento. - Mas mamãe… - Resmungou, porém não teve jeito algum, pois quando sua mãe decidir algo, ou as filhas faziam ou faziam. Emburrada por hora a menina se juntou as irmãs e começou a ajudar as outras, era tudo um trabalho em equipe. Não demorou muito para que a grande barraca estivesse montada e que fosse liberada a entrada para que cada uma guardasse suas coisas para que as regras fossem passada sobre o que iriam fazer, o que era ou não permitido e coisa do tipo, era normal Josep passar aquele tipo de informação em coisas com a família.






FENRIR
.
Pollok Eltz || 7 anos || Caçula || Filha de Josephine || irmã de Alex, Robyn e Liz
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Liz Pollok Eltz
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeTer 11 Jun 2019, 15:39

Liz não queria que as aulas acabassem, a verdade é que depois de viver todo aquele tempo em Hogwarts e de tudo o que aconteceu na sua vida em tão pouco tempo, não se sentia preparada pra lidar com a família, pensou que ia ficar no seu quarto aturando apenas Robyn passando pra lá e pra cá, enquanto apreciava seu mau humor, e estava tudo bem até que alguém teve a brilhante ideia de irem a um acampamento. Obviamente ela relutou, não queria ir de jeito nenhum! Seria uma ótima oportunidade pra ficar em casa olhando pro teto na companhia de Kai, mas não teve escolha e agora socava algumas coisas na mochila com um bico do tamanho de uma tromba. – Sabe gordo, nunca pensei que fosse preferir a escola. – Conversava com ele, queria poder entendê-lo como entende as criaturas aquáticas, mas as vezes acha que é melhor não saber o que se passa na mente do seu gato ranzinza.

Depois guardar suas coisas de qualquer jeito, teve dificuldade pra enfiar o gato gordo na sua caixa de transporte. – Mais um pouco e você não caberá nela, seu obeso, vai fazer dieta! – Resmungou, mostrando a língua para o gato que a encarava com o mesmo desdém de sempre. Munida de suas coisas, desceu as escadas sem tempo pra pentear o cabelo e no fim acabaram tendo que esperar Fenrir. Assim que ela chegou, puderam usar a chave do portal, outra coisa que a pequena detesta.

**

Liz jogou-se no chão agarrada a caixa de Kai enquanto a tontura não passava, ergueu-se apenas quando achou que estava segura para fazê-lo e verificou se o seu gato estava bem, ao julgar pela cara mau humorada de sempre, nada mudou, mas achou melhor não liberta-lo enquanto a barraca não estivesse pronta, o fresco gosta do conforto da sua almofada. Ergueu a cabeça e deu uma breve olhada em volta. – Oh... – Soltou um suspiro abafado ao ver que estavam perto de um lago, não tinha prestado atenção alguma em nada do que disseram sobre o acampamento, já que tentou até o ultimo segundo não ir. Encarou, com as bochechas ruborizadas e os olhos iluminados o rosto de Alex, a única pessoa com que havia compartilhado seu segredo, era sua forma de dizer que agora estava feliz. – Acho que não foi cem por cento uma má ideia... Talvez só... Setenta. – Embora não fosse poder entrar em contato com a água e muito menos submergir, só de estar perto e sentir o ar úmido, fez seu humor melhorar.

Liz retirou do bolso uma bala de chocolate cremoso e colocou na boca de forma discreta, guardando o papel de volta. Se sentia ainda melhor em poder consumir algo doce, mesmo que diante de Josephine tivesse que fingir que uma balinha era suficiente. Talvez por essa mudança repentina de humor, não se procurou em ajudar a montar a barraca e ignorou as outras que tentavam fazer corpo mole, trabalho braçal nunca foi um problema pra pequena, só era um desastre com coisas que precisavam de delicadeza ou equilíbrio.

Com @FamíliaPollok




LIZ POLLOK ELTZ
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Alexandra Pollok Eltz
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeQua 12 Jun 2019, 16:19

Tinha levantado mais cedo do que o restante da família naquele dia para já ir cuidado de algumas preparações. Sabia que muitas tarefas acabavam sobrando para a mamãe sempre que saímos em família e sempre tentava fazer o possível para ajuda-la como pudesse. Daquela vez, havia me encarregado de preparar alguns lanches para que ninguém ficasse ranzinza de fomo até o acampamento estar instalado e podermos cozinhar por lá mesmo. Boa parte dos sanduíches que estava preparando e as frutas que estava cortando já estavam devidamente embalados quando minha mãe levantou e percebeu que eu já estava de pé. — Bom dia, mamis — depositei-lhe um beijo na bochecha, precisando ficar só um pouquinho na ponta dos pés para alcança-la. Apesar do último espichão pelo qual passara em Hogwarts, ainda faltavam alguns centímetros para ficar do mesmo tamanho de minha mãe. — Assim que terminar aqui eu vou lá acordar as meninas — comuniquei-a, recebendo como resposta um comentário da mesma sobre já ter se encarregado disso. Apesar de meu bom humor por estar novamente com a família toda reunida e podermos fazer tudo juntas, havia uma pontinha de preocupação em minha cabeça devido a assuntos que pareciam cada vez mais urgentes de serem tratados com minha mãe. Podíamos ainda não ter começado a conversar sobre meu noivado iminente que pairava em cima de minha cabeça assim que me formasse, mas a cada dia que se passava tinha mais certeza de que nunca conseguiria cumprir meu dever pelo simples fato de não ter interesse em nenhum menino. Suspirei baixinho quando minha mãe deixou a cozinha e terminei calada meus afazeres. Precisava achar uma maneira de me abrir sobre aquele assunto com minha mãe.

Todas nós já estávamos prontas na sala quando Fenrir veio correndo. Surpreendia-me toda vez que percebia como minha irmã caçula havia crescido e estaria em poucos anos indo para Hogwarts. Sabia que tudo aquilo era parte do ciclo natural da vida, mas existia dentro de mim uma vontade absurda de que minhas irmãs ficassem para sempre pequenas. Assim era mais fácil de cuidar delas e também era mais certo que elas não começassem a se rebelar e passassem cada vez menos tempo com a família. Sorri revirando os olhos ao perceber que às vezes parecia ter pensamentos que deveriam ser puramente de nossa mãe, mas culpava parcialmente minha idade por isso. O outro elemento que levava a culpa era a responsabilidade que havia tomado como minha de ajudar a mamãe a cuidar das três depois de nosso pai ter falecido. — Bom, todas prontas? Perguntei mudando o foco de meus pensamentos para não me enfiar em um vórtice de sensações desagradáveis; aquelas férias eram para ser somente repletas de bons momentos. — Como vocês sabem, chaves de portal são itens encantados para transportarem bruxos em segurança a um local X. Inclusive, antes da criação do Expresso de Hogwarts era assim que os alunos iam para a escola! Mas por conta de todo o mal estar e os muitos imprevistos, foi preciso criar uma alternativa. Mas enfim, vamos deixar o resto dessa história para o acampamento! Fiz uma pausa, aproveitando para para colocar a alça da bolsa do meu violão nos ombros e pegar minha mochila, certificando-me também que todas estavam com seus pertences em mãos. — Eu já aviso logo que é bom todo mundo se preparar para o desconforto que virá, porque esse meio que é o lado negativo de usar uma chave de portal… Peguei na mão de Robyn de lado e na de Liz do outro, esperando até que todas estivéssemos em contato uma com a outra e pudéssemos zarpar.

Fui tomada imediatamente por uma onda absurda de náuseas assim que senti meus pés tocarem o chão. — Por Merlin, espero que aparatar seja menos desconfortável do que isso… Resmunguei baixinho, esperando alguns minutos até o incômodo passar e poder tomar focar em montar a barraca. Quando observei a expressão de puro fascínio no rosto de Liz ao se ver tão perto de um corpo vasto de água, lancei-lhe uma piscadinha discreta quando as outras estavam distraídas se preparando para começa a tarefa que tínhamos pela frente.

Robyn assumiu a dianteira de analisar o manual e nos passar as principais instruções, enquanto Liz e eu cuidávamos das partes um pouco mais pesada do trabalho e Fenrir ficava com as partes mais leves. A mamãe nos auxiliava onde quer que estivéssemos mais precisando, mas ela basicamente deixava que fizéssemos a maior parte para que aprendêssemos também a lidar com tamanha responsabilidade. Com nosso trabalho em equipe sendo efetuado de maneira exemplar, não tardou até que nos víssemos diante de uma barraca de aparência trouxa por fora, mas que sabíamos esconder um mundo lá dentro. Enquanto as meninas iam explorar o interior, estendi um pano de piquenique do lado de fora e comecei a arrumar os lanchinhos para nosso café da manhã. — Alguém está com fome? Perguntei colocando apenas a cabeça para o lado de dentro da barraca.


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Josephine Pollok Eltz
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeQua 12 Jun 2019, 21:48

Josephine se levantou assustada por achar que havia ignorado o despertador, já que sentia como se tivesse dormido por várias horas. Para sua surpresa, ainda tinha mais dez minutos, agora desperdiçados, o que a fez se jogar para trás, afundando a cabeça no travesseiro. Bom, agora já não adianta mais. Ela bocejou e se sentou na cama, alongando-se antes de começar os afazeres do dia. Havia muito a fazer em pouco tempo e algo lhe dizia que as meninas não estavam exatamente empolgadas em ajudar. – Vai ser uma longa manhã. Começou a se movimentar pelo quarto, garantindo que a mala arrumada na noite anterior estava realmente pronta e que não havia esquecido nada. Hora de acordar as onças. À exceção de Alexandra, nenhuma das meninas havia parecido particularmente interessada no acampamento. Entrou no quarto da caçula que dormia pacificamente, fazendo com que sentisse pena de acordá-la. – Bom dia princesa. – falou em voz baixa, dando um beijo em sua testa. – Está na hora de acordar. Fenrir bocejou e esfregou os olhos, parecendo relutante em acreditar na mãe. – Daqui a pouco eu volto para arrumar suas coisas, mas vamos acordando ok? Ligou o abajur na cabeceira para que a pequena não voltasse a dormir. Começou a separar apenas algumas roupas e itens necessários, deixando-os organizados em cima da mesa. – Se eu voltar e você ainda estiver dormindo são três brinquedos a menos na mala! – falou em voz alta ao sair, deixando a porta aberta para que a luz entrasse. A porta do quarto de Alexandra estava entreaberta e a luz passava, o que a deixou feliz já que pelo menos uma das filhas havia ouvido seu pedido na noite anterior. Menos uma para acordar. Fez o caminho até o quarto das outras duas, respirando fundo antes de entrar. – Bom dia meus amores. Caminhou até as cortinas, abrindo apenas uma fresta para iluminar o quarto. – Sei que está cedo, mas temos que começar a arrumar tudo para sairmos na hora.
 
Robyn bufou e colocou o travesseiro sobre o rosto, ignorando solenemente o pedido da mãe. Até mesmo Lizbeth que geralmente era mais animada e receptiva a ela parecia irritada com a ideia do acampamento, relutando em sair da cama. – Quanto mais demorarem a levantar, maior a chance de esquecerem alguma coisa em casa. E aviso logo, não vou voltar para buscar. A atitude das meninas chateou Josephine, que escancarou as cortinas de uma vez, fazendo as duas soltarem reclamações. Ela começava a se perguntar se realmente era uma boa ideia passar uma semana em uma barraca com tanto mau-humor, mas tentou se manter positiva. – Se tivessem arrumado a mala ontem como eu pedi, poderiam dormir mais hoje. Agora se levantem, não me façam voltar aqui. Saiu do quarto pisando firme, descendo as escadas em direção à cozinha. Vai dar tudo certo quando chegarmos lá. Repetia mentalmente, tentando não se estressar antes mesmo de chegar ao lago. Para sua surpresa, Alexandra já estava na cozinha e preparava alguns lanches para a viagem. – Bom dia meu anjo. – respondeu sorridente, dando um beijo na testa da filha. Começou a trabalhar com ela, arrumando o café da manhã para as meninas para que pudessem comer antes de ir. Seu coração se alegrava ao ver como a filha estava grande e responsável, pois sabia que não conseguiria lidar com tudo aquilo sozinha. – Já tirei todo mundo da cama, a onda de irritação lá em cima está contagiante. Josephine percebia que as vezes o olhar de Alexandra se dirigia a ela, como se desejasse falar algo, mas por fim voltava sua atenção para seu afazer. Ok, algo está acontecendo aqui. Conversaria com a filha depois, provavelmente em algum momento que tivessem a sós no lago. Lavou as mãos após arrumar tudo e subiu para verificar se suas ordens haviam sido seguidas e, pelo visto, suas filhas ainda tinham alguma noção de perigo.
 
Uma Lizbeth irritada socava seus pertences na mala e Robyn em seu habitual mau-humor matinal jogava coisas do armário para cima da cama, algumas indo diretamente para o chão. Caminhou até o quarto de Fenrir que já parecia pronta e separava alguns brinquedos que desejava levar. – Mamãe vai arrumar tudo, pode descer e tomar o café da manhã. A pequena balançou a cabeça em concordância e saiu saltitando, parecendo um pouco mais animada para a viagem. – Chame suas irmãs. – acrescentou em voz alta. Pegou a mala no armário e começou a colocar tudo que a filha precisaria, algo que tomou mais tempo do que imaginava. Quando terminou, foi até seu quarto e pegou sua própria mala, encantando-a para que flutuasse ao seu lado. Fez o mesmo com as malas das filhas que já estavam colocadas ao lado da porta, levando tudo para o andar debaixo. – Você vai também? Cuidado para não se perder na floresta. – falou para o gato ranzinza que estava em sua caixa de viagem, parecendo levemente apertado. Largou tudo na frente da escada e foi para a cozinha, tomando apenas um café enquanto observava a interação das meninas. Um sorriso apareceu em seu rosto, acompanhando o calor que sentia em seu coração. Queria que a Myranda fosse também. A sobrinha se recusara a acompanhar a tia, preferindo ficar junto com o irmão em seu apartamento. – Não corre! – gritou Josephine quando Fenrir se lançou escada acima, deixando a mãe preocupada. – Se você cair e quebrar alguma coisa eu ainda bato em cima. – Ralhou com a pequena quando ela apareceu novamente, com o bichinho de pelúcia nos braços. – Todas estão prontas? – perguntou quanto se organizaram em círculo na sala, esperando o horário correto. Alexandra explicava para as irmãs sobre a chave de portal, aproveitando para alertar sobre o possível desconforto que poderia ser causado pela viagem. – Peguem suas malas. – falou Josephine, segurando sua própria e a da caçula. Com a mesma mão encostava em Robyn para que partissem e a outra segurava firmemente Fenrir, pois seria sua primeira vez viajando de tal forma.
 
Todas deram as mãos e então a mãe pegou no objeto encantado, sentindo o familiar gancho puxando seu umbigo. Durou apenas alguns segundos e logo todas estavam na grama, ela e Alexandra as únicas em pé enquanto as outras tombaram no chão com seus pertences. – Vai passar daqui a pouco, não se preocupem. As meninas começaram a dividir funções na montagem da barraca enquanto Josephine lançava alguns feitiços de proteção na área. Sabia que aquele local estava sob a proteção do Ministério da Saúde, mas mal não faria. Robyn estava sentada lendo as instruções enquanto Lizbeth e Alexandra ajeitavam a barraca, a mais nova parecendo um pouco mais alegre do que antes. Graças a Deus. A mãe evitou ditar o que deveriam fazer, deixando que pegassem a responsabilidade para si. – Devo dizer que estou impressionada! – falou sorrindo ao ver a barraca pronta, usando um feitiço para assegurar que não tombaria enquanto estivessem ali. Antes que se espalhassem, Josephine ditou algumas regras para que não acabassem se acidentando. – Se alguém desobedecer, vai passar o resto das férias trancada no quarto. – acrescentou por fim, as mãos na cintura como de costume. Permitiu então que todas saíssem para explorar, ficando na barraca com Alexandra para organizar um lanche. Logo a primogênita colocou a cabeça para fora, chamando todas para comerem. Aos poucos as meninas foram aparecendo, Fenrir já suja de terra para a surpresa da mãe. – Você não perde mesmo tempo né? Estavam sentadas na mesa com os lanches quando Josephine teve uma ideia, pegando a mais nova no colo. – Que tal irmos nadar no lago mais tarde? Talvez o monstro apareça para nos fazer companhia. – falou fazendo cosquinha na pequena e arrancando risadas da mesma. – E talvez a noite possamos fazer uma fogueira e assar marshmallows. Sei que temos uma cozinha, mas acho que vai ser legal. Ela realmente desejava passar uma experiência autêntica de acampamento para as filhas, assim como seus pais fizeram com ela e Esteban tantos anos atrás.
「R」


Because maybe
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeQui 13 Jun 2019, 14:00



PASSEANDO POR AÍ


Minha irmã me arrastou para o lago Ness com seu amigo Léo. Eu estava sendo a vela da ocasião e isso nunca foi agradável para mim. Olhei para ela uma última vez tentando causar pena nela, para que ela me deixasse ir daquilo. Léo e ela eram amigos fazia alguns anos, mas estavam se paquerando fazia uns meses e nenhum deles tinha a coragem de falar sobre isso. Eu não me metia. Sai do carro suspirando fundo e olhando para os lados com o vento deixando meu cabelo bagunçado. Famos andando pelo caminho que nos levava a um pier para turistas. Eu andava na frente com as mãos para trás pensando como eu queria estar em outro lugar. Eles riam baixinhos e eu me sentia mal por estar ali sem fazer nada. Me sentei no Pier e fiquei olhando para as águas turbulentas. Eles não ligaram muito para mim e eu não liguei para eles. Fiquei pensando se ainda tinha aquele Kelpie grande morando no lago. Quantos anos essas criaturas poderiam viver? O Ministério ainda controla? Os feitiços ilusórios são colocados todos os dias? Existiam famílias bruxas protegendo aquele território? Não coloquei o pé na água com medo dessas coisas, pelo contrário, recuei um pouco na plataforma. [...] Quando eles se enjoaram de ficar ali, caminhamos de volta para o carro e saímos dali.
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeQui 13 Jun 2019, 21:02

I'm so much stronger
they will need to listen to what I have to say
Robyn tentou ignorar a voz de sua mãe e continuar dormindo, mas acabou por bufar irritada e se virou na cama, colocando o travesseiro sobre o rosto para tentar bloquear a claridade quando uma fresta da cortina foi aberta. Não sabia qual era a graça de estar de férias se tinha que acordar cedo. — Ah mãe, já acordei cedo o ano inteiro... - resmungou, quando a mulher abriu completamente as cortinas, as passadas após suas próximas palavras indicando que havia se irritado com a atitude das meninas. Apesar de não estar se preocupando muito com o humor de sua mãe no momento, pois ela própria estava chateada também, a garota respirou fundo e sentou na cama, preparando-se mentalmente para se colocar de pé. Desejou dividir o quarto com Alex, pois poderia fazer manha para tentar convencê-la a arrumar sua mochila. Bufando novamente, colocou-se de pé alguns minutos depois e rumou para o banheiro para fazer xixi e pentear seus cabelos antes de retornar ao quarto. — Ah, mas que saco! Nem magia posso usar nesse inferno! - resmungou, abrindo as portas do armário com uma força física desnecessária. Passou a atirar coisas contra a cama, algumas que já sabia que não levaria, apenas para descontar sua raiva nelas, enquanto organizava a mochila. — Ela mandou você pra vigiar a gente? - perguntou seca quando Fenrir chegou ao quarto para chamá-las para a refeição matinal. — Pelo menos uma coisa positiva nessa coisa toda. - murmurou, retirando um par de óculos escuros de sua bolsa ao concluir que não precisaria deles e seguiu para o andar inferior na companhia das outras, sutilmente tentando segurar a mão de Fenrir enquanto desciam as escadas.

A menina apenas se permitiu sorrir quando chegou à cozinha e viu alguns dos lanchinhos embalados por Alex. — Você lembrou que não como carne? - perguntou, abraçando-a, ao que a irmã respondeu de forma positiva, dizendo que lembrara dos de Liz também. — São todos para a viagem? Não posso pegar uns pedacinhos de frutas? - olhou das frutinhas para a mais velha. — Deixa vaaai, por favorzinho! - pediu, fazendo sua melhor carinha de cãozinho que caiu da mudança. Alexandra não deixou, uma vez que já havia terminado de embalar tudo, mas prontamente cortou mais algumas frutinhas para que as mais novas pudessem comer, o que deixou Robbie feliz. — Mamãe, onde vamos acampar mesmo? - perguntou quando Josephine chegou a cozinha. Finalizada sua salada de frutas, Robyn se apressou para escovar os dentes e foi à sala se reunir com as demais, estranhando a ausência de Fenrir, que não tardou a descer as escadas correndo com sua mochila nas costas.

Robyn, tal como as outras, ouviu com atenção o que Alex dizia sobre a chave de portal. Admirava como sua irmã parecia inteligente e esperava um dia ser uma mistura dela e de sua mãe, que não tardou a solicitar que pegassem suas malas. Colocou a mochila nas costas e deixou que Alex segurasse uma de suas mãos e com a outra, permitiu-se tocar a mão de sua mãe, satisfeita por estar entre as pessoas mais velhas que mais admirava. Todas, de mãos dadas, encostaram no ferro de passar roupas que sua mãe segurava e então, algo como um gancho pareceu puxar Robyn pelo interior de seu umbigo, tirando seus pés do chão. Como alertado por sua irmã, a sensação ao girar e se chocar contra Alex e sua mãe enquanto pareciam girar contra o vento não foi nada parecido e a mistura de cores durante aquele giro pareceu deixá-la tonta, mas durou apenas um instante e logo seu traseiro se chocou contra o chão. — Ai! Cuidado aí - resmungou, afastando-se de Liz, que chocara consigo durante a queda.

Colocou-se de pé e, assim que a sensação desagradável passou, se aproximou de Josephine. — Mamãe, como você e a Alex fizeram para continuar de pé? - questionou baixinho para que suas irmãs não escutassem. Uma vez que as meninas começaram a montar a barraca, Robyn se apressou para pegar o manual de instruções e se sentou para ler. — Gente, diz aqui que precisamos preparar o solo antes... - mas Alex já sabia e, naquele momento, elas já estavam acabando aquela parte, mesmo Fenrir estava auxiliando retirando alguns gravetos. Robyn até tentou ficar apenas dando instruções, mas em algum momento acabou indo ajudar a encaixar algumas peças para terminarem mais rápido. Com a barraca finalmente montada, Robyn se apressou para guardar suas coisas no interior da barraca que, aliás, era bem aconchegante e organizada e, assim que foram convidadas para comer, a garota foi se reunir com as outras, pois estava mesmo com fome (e de olho nos sanduíches desde que colocara os olhos neles ainda em casa).  — É uma ótima ideia, mamãe, o dia está bonito, seria estupidez não aproveitar o lago.- sorriu, dando uma mordida em um sanduíche. — Talvez a gente possa contar umas histórias à beira da fogueira...? - sugeriu. Embora a princípio tivesse se mostrado mal-humorada devido ao horário, a verdade era que estar em contato com a natureza era bastante agradável para Robyn, ainda mais com sua família junto de si.
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Piper Braddock Seaworth
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeSab 15 Jun 2019, 22:52



Paradise: One more day

Antes de ir para minha tão sonhada viagem pela América Latina com o meu pai, precisava resolver algumas coisas, visitar Ash, aquele estranho, conversar com minha mãe, aquela neurótica, e andar de moto com Elijah, aquele pirata-anjo. Jurei para mim mesma que ‘superamos aquela fase’ em definitivo com aquele beijo, que nem tinha sido um dos melhores, só foi...empolgante de certa forma. Agora eu era uma jovem adulta pronta para explorar o mundo, se sobrevivi a Ninive e outros docentes, além de sobreviver a puberdade e tolices de adolescente, eu podia sobreviver a um passeio de moto trouxa. Convenhamos, eu tinha uma sorte grande em várias coisas, esperava que a sorte fosse me ajudar naquele momento. Depois de conversar com um amigo de meu pai, consegui uma moto trouxa, um moto bros 150 que tinha a suspensão necessária para andar numa trilha que tinha próximo ao lago Ness. Claro, se eu levasse Elijah para casa com uma moto minha mãe teria surtado, não seria qualquer surto, ela teria quebrado ou incinerado a moto, o que fosse mais dramático, além de gritar comigo na frente dele. Imagina essa cena? Eu não, me dava arrepios porque o menino iria pegar no meu pé por isso a vida toda, e essa era a primeira vez que iriamos nos encontrar em um evento marcado, nada de destino ou acaso, o que era estranho para mim. – Se aquele desgraçado não aparecer eu vou em Hogwarts socar sua cara noutro letivo! Ah se vou! – Fazia juras de bater nele enquanto empurrava a moto para a trilha, o lugar que tinha combinado de encontrar com ele. Eu vestia uma roupa rosa e preta, com detalhes de chamas, tinha toda a proteção necessária para andar de moto e dois capacetes pretos pendurados na parte da frente da moto.

Ela era em partes pesada, o terreno não era regular e eu tinha que botar força naquilo, e força eu tinha de sobra. Ou teimosia. De qualquer forma eu cheguei no local baixando o descanso da moto e suspirando fundo. Meu cabelo estava num coque apertado, mas eu soltei deixando ele cair sobre minhas costas. – Você também cabelo, vai ter suas últimas experiências antes de eu finalmente o cortar. – Joguei eles de um lado para o outro e me encostei na moto olhando para o lago mais a frente, ainda distante mas bem legal, ele sempre me botou medo e eu não era tão corajosa para entrar nele. Puxei um aparelho celular trouxa, para checar o horário, eu estava usando um daqueles agora que ficava fora de Hogwarts, adorava tocar minhas músicas trouxas na rádio, era bem prático e muito diferente de não ter nenhum contato com o mundo como era em Hogwarts. Liberdade? Oh como eu adorava ela, e estava começando a entender esse lance de adulto, ou não, porque para mim ainda era tudo diversão. Em pouco tempo escuto ele se aproximar, me viro com um sorriso de orelha a orelha. – Por um momento pensei que fosse amarelar! Mas parece que lufanos podem ser corajosos de vez em quando! – Provoquei ele, não me entenda mal, eu curtia a lufa-lufa, só queria começar nosso papo saudável e nada irônico.





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Elijah Szpilman Keynes
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeDom 16 Jun 2019, 00:12

Os dias de Elijah pela Escócia estavam chegando ao fim. Para ser mais específico o garoto partia para Varsóvia na noite do dia seguinte, então a ideia de aproveitar o tempo restante pelo país fazendo algo fora do normal ao ar livre lhe parecia ótima. Tudo bem que a decisão não fora exatamente tomada por ele, mas já que estava por ali, furar o “compromisso” não era uma opção. O clima fresco do verão também ajudava a aumentar a empolgação para se aventurar em alguma coisa, e saber que tal aventura não teria nada voltada ao mundo mágico já era um ponto a mais a favor dos gostos de Szpilman. Isso, é claro, se realmente fossem seguir os planos iniciais de Piper. Não podia negar que ele duvidava um pouco das ideias traçadas por ela, afinal a garota não parecia do tipo que tem muito contato com trouxas e suas tecnologias, mas talvez estivesse enganado. Se ela não o estivesse enrolando com a ideia já era um grande avanço. Mas confessava não achar que ela simplesmente lhe daria um bolo, afinal a grifina era doida o suficiente para realmente querer levar o desafio adiante. Caminhando pelo local marcado, Elijah não se espantou em ver tudo praticamente solitário. O Lago Ness era famoso e atraía turistas, mas era provável que os mesmos chegassem só daqui a algumas semanas, quando as férias fossem finalmente estabelizadas pelas escolas trouxas de toda a Europa. Seguindo por uma trilha o lufano analisou as pedras pequenas no chão e as árvores ao redor, mas nada disso chamou mais atenção do que a cena de Piper encostada contra uma moto em algum ponto da estrada. O garoto não se deu ao trabalho de sorrir em cumprimento, apesar de estar tendo sua coragem colocada em dúvida.

— Não se preocupe, de amarelo eu só tenho o uniforme. Mas por via das dúvidas eu já coloquei uma frauda. — Comentou em tom simples. Não sentia a necessidade de provar sua bravura, até porque para alguém que implicava com tudo, seria estranho que levasse as coisas muito a sério. — Mas e você? Por que esses capacetes? Não é como se você quisesse preservar essa cabeça se nem tem nada nela, não é? — Rebateu, o tom estabilizando-se à medida que chegava mais perto. Um sorriso surgiu no canto dos lábios e o polonês não cessou os passos rapidamente, seguiu com calma até estar de frente para a morena e inclinou o corpo em sua direção até que os rostos estivessem próximos o suficiente para sentir as respirações se misturando. — Caramba... — Praticamente sussurrou. — Mal se formou e já está com cara de velha. — Diante ao que disse o ar foi solto em um riso curto e baixo antes que se afastasse. Ele não roubaria um beijo dela porque preferia pegar o que queria sem precisar de “sustos”, mas não era como se estivessem ali para algo além da amizade. Na verdade a provocação apenas ressaltava que nada havia mudado em relação a como se tratavam. Poderia talvez abraçá-la e deixar um beijo em seu rosto de cumprimento, mas sinceramente esse não era o tipo de coisa que faria. — Então, onde conseguiu essa moto? Você não tem cara de quem sabe andar nessas coisas. — Comentou, o corpo girando até se recostar também contra o automóvel, ficando lado a lado com a grifina. — E eu espero que você tenha aprendido algo nas aulas de curandeirismo porque se eu quebrar algum osso você vai ter que consertar. Sua ideia, sua responsabilidade. Tenho que ir vivo pra casa amanhã. — Pontuou decidido, mas duvidava que esse peso fosse mesmo cair ou ser considerado por Piper.
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Piper Braddock Seaworth
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeDom 16 Jun 2019, 18:01



Paradise: One more day

Ele não tinha vergonha de admitir fraqueza e eu via aquilo como algo positivo, apesar de sempre querer sair por cima, acabei sorrindo com sua frase inicial sobre fraudas. – Com essa cara de bebê eu diria que usaria fraudas ainda!  – Comentei casualmente como um pensamento dito em voz alta e dei os ombros, porque não tinha tanta relevância. Já que em seguida ele disparou sobre os capacetes e minha cabeça, pura implicância, era isso que resumia nosso relacionamento de amigos, nunca tive alguém mais implicante como ele. De certa forma Elijah me ensinou a retrucar respostas como aquela, porque eu nunca antes precisei retrucar nada, talvez um soco ou outro na cara de alguém. Se eu tinha vontade de socar aquela carinha de bebê? Era quase um sonho para mim, desde o dia que conheci ele e sua língua afiada, mas eu nunca tive essa oportunidade, talvez ali estivesse começando a aparecer uma. Fora de Hogwarts as leis não me prenderiam por socar ele! – Fala isso por você não é verdade? Deveria deixar você sem um para aprender a ter modos! – Falei lançando um olhar semicerrado para ele, mas duvidava que isso fosse intimidar Elijah, que de lufa-lufa tinha só a cor. E quando pensei que ele fosse me bater eu recuei um pouco mais para a moto, ele chegou tão perto e eu olhava para ele com uma careta de ‘o que você está fazendo patinho?’, meu coração deu um salto que quase saiu pela minha boca quando ele chegou perto de mim, o que ele estava querendo fazer? Lembrei do roubo de beijo a meses atrás, esperava que ele não pensasse em retribuir, na época eu estava solteira. Brigada e solteira.

Mas claro, se fosse outro lufano poderia ser, mas estávamos falando de Elijah e ele não tomava medidas tão drásticas, talvez tenha feito apenas para me fazer pensar isso, como um bom sacana que era. No final falou outra coisa sobre minha aparência, abri a boca em espanto e pela audácia dele. Puxei uma luva de couro que estava no meu bolso da calça, empurrei o ombro dele com força e comecei a bater com a luva nele, pelo ombro e braço. –Você não tem mesmo tato não é? Não me provoque! – Falei parando com o mini surto, tinha começado a rir com a situação também, ele era mesmo um chato, mas eu gostava de como ele era, acho que era exatamente por ele ser do jeito que era. – Amigo do meu pai conseguiu, ele queria me ensinar mas suas mãos bobas estavam apertando muito minha cintura e quebrei o nariz dele. Peguei a moto ‘emprestada’ em seguida! – Falei no tom casual, eu realmente tinha batido nele depois do segundo dia que aparecia ali para treinar ligar e sair da moto, mas ele estava começando a tirar uma casquinha quando isso acontecia e eu odiei, meu pai não sabia. Depois disso, ele ficou caído no chão e eu empurrei a moto dele até em casa, sim, levei sem permissão porque ele tinha sido um babaca. Quando ele ligou para o meu pai não podia contar o que ele fez, e eu falei que ele tinha deixado e no final para o bem dele mesmo, confirmou minha história.

Sorri para Elijah que falava sobre curandeirismo. – Ai credo, eu sou um trasgo com feitiços de cura, esperava que você fosse bom com isso! – Falei gesticulando as mãos para ele, eu realmente era ruim, mas não tão ruim quanto um dia eu já fui, sabia prestar os primeiros socorros já que a grade de auror exigia isso. – Minha ideia? Minha responsabilidade? Tá dizendo que está deixando sua vida nas minhas lindas e habilidosas mãos? – Sorri de canto de boca para ele, no fundo ele era o mais louco de nós dois, porque eu era louca, se ele estava confiando em mim era bem mais louco ainda. – Eu gosto da ideia de ser minha responsabilidade! – Soltei uma piscadela seguida de uma risada alta. – Mas não hoje, você veio pela sua própria escolha e risco meu caro, e vamos logo. – Me virei para pegar os capacetes jogando um deles para Elijah. – Tem certeza que nunca andou numa moto? – Eu tinha quase dois por cento de experiência com aquela moto, eu tinha aprendido a ligar e me equilibrar, sabia a ignição e os freios, deveria ser fácil,, trouxas faziam isso o tempo todo. – Dizem que essa moto é boa para terrenos como esse, espero que ela seja muito boa mesmo! – Falei um pouco nervosa colocando a chave ali, ainda sem colocar meu capacete!





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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeSab 22 Jun 2019, 16:35

O sorriso teatral apareceu no rosto do garoto tão logo quanto a resposta da voz feminina lhe chegou aos ouvidos. Ela tinha o dom de guiá-lo por um caminho de piadas – não necessariamente engraçadas ou boas – que ele muito apreciava. — Infelizmente para você eu não vou tirar as calças para que sacie a curiosidade sobre eu usar ou não fraudas. — Respondeu com um dar de ombros, não era um garoto tímido e certamente não se importaria em se despir em qualquer lugar que precisasse, mas obviamente uma implicância típica e inocente como aquela não tornava o ato realmente necessário. Elijah ignorou a retaliação alheia sobre ele não ter nada na cabeça pelo simples fato de achar pouco convincente qualquer coisa que falasse em sua defesa. Achou, naquele momento, que era melhor perder seu tempo implicando de forma física com Piper e foi exatamente isso o que fez ao se aproximar o suficiente dela para dar uma margem clara a uma só interpretação. Ele não a beijaria, é claro. Mantinham apenas um tipo estranho de amizade ou coisa próxima. Além disso, Keynes nada sabia da vida pessoal da morena, mas julgava que ela tinha namorado ou olhos para alguém; era irrelevante, na verdade, afinal tudo o que queria era deixá-la nervosa e seu objetivo foi concluído com sucesso, prova disso foi o surto que se sucedeu, rendendo ao lufano tapas de luva que foram divertidas o suficiente para fazê-lo rir enquanto se ajeitava ao lado dela, apoiando-se também contra a motocicleta. — Eu posso ser um perfeito cavalheiro quando quero, o problema é só querer. — Deu de ombros. Estava exagerando ao falar da aparência da garota, é claro. Piper não parecia nenhum pouco velha, embora também não parecesse uma criança. Digamos que tinha a feição de alguém de sua idade, bastava que ela acreditasse nisso. Felizmente não perderam tempo no assunto e logo mudaram o foco para uma das coisas que realmente importava ali: a moto.

Ainda que não fosse exatamente certo, Elijah riu só de imaginar Piper quebrando o nariz de um cara supostamente mais velho e “tarado”, mas não negava que tinha uma ponta de dúvida sobre o quanto daquilo havia sido realmente real e quanto era apenas efeito dramático para dar mais dificuldade à tarefa de conseguir a arma mortal daquele dia. — Você tem mesmo cara de cleptomaníaca. — Comentou casualmente, os braços cruzando na frente do corpo. — Eu acredito em direitos iguais entre homens e mulheres, então se você ficar apertando a minha cintura eu vou quebrar o seu nariz também, pode ser? — Sugeriu simples. Obviamente não estava falando sério e para ser sincero nem sabia quem conduziria as voltas no automóvel furtado que a grifina havia conseguido. — Não posso negar que estou curioso... Se deu um murro em alguém que apertou sua cintura, imagino o que faria com quem apertasse outros lugares... — Comentou reflexivo, recebendo um olhar típico da mais velha naquelas situações, mas como antes ela pareceu lidar bem com as insinuações. Quando falaram sobre as aulas de curandeirismo o polonês mal acreditou no que ouviu sobre si. Era algum tipo de zoação fajuta ela dizer que o achava ser bom com aquele tipo de feitiço? Ok, Elijah não era um total idiota. Na verdade ele era um bruxo talentoso, embora não praticasse muito ou levasse os estudos muito a sério, no entanto isso não queria dizer que fosse se aventurar pelo meio dos tratamentos e arriscar matar a si mesmo acidentalmente. Talvez fosse melhor morrer acidentalmente com uma batida de moto ou então, como a própria morena lhe dera a ideia, morrer acidentalmente por confiar sua vida nas responsabilidades alheia. Não que ele fosse confiar mesmo, não era maluco... Não tanto. Ajeitou o corpo ao pegar o capacete que lhe fora jogado e com um olhar pouco criterioso ele avaliou o veículo do dia. — Na verdade eu já andei de moto, mas isso não quer dizer que eu saiba ou que tenha acabado bem. — Deu de ombros. Não achava, na verdade, que a moto ser boa para aqueles terrenos iria ajudar em alguma coisa. — Bom, vamos tentar, no máximo quebraremos o pescoço. Você quer dirigir primeiro? Ou eu? — Perguntou, o capacete já indo à cabeça para ser ajustado sob o queixo.
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 8 I_icon_minitimeHoje à(s) 12:21



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Elijah e eu era um verdadeiro show de ironia e sarcasmo, mas eu não achava isso ruim, eu até gostava do jeito que isso soava era diferente de todos que conhecia, porque eu não provocava meus amigos daquela maneira. – Nossa Elijah, 10 minutos e você já está falando de tirar as calças, deveria me levar para jantar primeiro! – Ri com aquilo, mas não falei mais nada, porque eu queria mesmo andar de moto, e depois de dar uns tapinhas nele eu me sentia bem melhor. Era como um jogo para saber quem era o mais implicante, mas uma coisa era clara, o nível de imaturidade batia forte nas nossas conversas. – Não sou cleptomaníaca, eu vou devolver, posso até pegar emprestado sem permissão, mas eu devolvo ok? – falei naturalmente porque era bem verdade, mas eu não costumava ficar pegando as coisas dos outros com frequências, eram raras as vezes que isso acontecia. Eu ri alto e escandalosamente do que ele tinha falado sobre segurar sua cintura, mas depois disso fui ficando séria, cruzando os braços numa posse engraçada. – E por que acha que eu vou segurar em você? Eu quem vou dirigir, você não tem experiência com motos, vai nos matar! – Falei toda convencida como se eu soubesse andar profissionalmente. – Se tocar em mim de maneira desrespeitosa vai levar na cara! – Abri um sorriso sapeca para ele, não era bem verdade que eu ia bater nele, também não acreditava que ele fosse fazer alguma coisa mais ousada, podíamos nos provocar sempre, mas isso não queria dizer que algo de verdade ia acontecer. Só teve aquela vez e isso porque eu tive a iniciativa impulsiva, e era quase certeza que seria apenas aquilo e eu não falaria sobre isso com ele. Hahaha. Ele falou de outros lugares e eu primeiro corei um pouco, mas eu não era nenhuma puritana, só que ele tinha esses comentários que eu nem pensava que um lufano pudesse falar #preconceito.

– Nossa, ai depende de quem é! – Falei rindo apenas para deixar no ar e não falei mais nada, virei o rosto para sorrir com aquilo, não era o tipo de conversa que eu teria com qualquer outra pessoa além de Chris, meu namorado, e mesmo assim ele era tímido demais. No final ficamos de tentar e ele falou que já tinha experimentado andar de moto uma vez, o que era um progresso, Merlin, estávamos bem ferrados! – Tudo bem, eu dirigo até cair depois você dirige! – Falei rindo, porém era 100% verdade aquilo, iria dirigir até cair ou não consegui mais. Coloquei o capacete e subi na moto ajeitando ela sobre mim e liguei a mesma. – Sobe aí ‘gata’, eu ti levo! – Falei rindo, a expressão ‘gata’ me fazia tremer porque eu odiava ser chamada desse jeito, era um tipo de coisa que me faria bater no cara. Esperei para ele se sentar e mordi os lábios por baixo do capacete, sentia a moto viva sob minhas mãos, era uma sensação bem louca que deixava meus braços formigando. Eu conseguiria controlar a moto com outra pessoa? As vezes que tentei tinha um instrutor, fiquei parada um tempo até ele me lembrar que tinha que andar, aos pouco fui largando o aperto na minha mão e ela foi andando.

Devagar eu me equilibrava, e tirava os pés do chão para a moto ir, ela pendia para o lado e eu rapidamente colocava no centro novamente. – Calma, não me deixa nervosa! – Alertava Elijah, eu sentia que tremia um pouco e era a primeira vez que podia dizer que andava eu mesma numa moto, por baixo do capacete eu sorria demais e quando passamos pelo primeiro monte de terra e a moto pulou eu soltou um longo grito. Ao bater no chão eu tive que colocar uma perna para me equilibrar, mas eu não parei de acelerar e a moto seguiu e de algum modo nós ainda estávamos em cima dela. Aquilo ainda era o início da trilha que não era bem uma reta, eu não ia tão rápido assim porque o terreno nos fazia subir e descer quase me uma constante, e por incrível que pareça eu conseguia controlar aquele guidão sempre nos mantendo no centro. Claro, eu tive que colocar meu pé no chão outra vez, quando a moto quis deslizar numa parte com areia, eu ri daquilo e não conseguia iniciar alguma conversa, pois estava totalmente concentrada nisso. Mas o terreno irregular parecia acabar em poucos metros, conseguia notar o lago Ness mais perto de nós. – Uuul, isso não é incrível? – Falei alto com ele, porque estávamos quase lá! A única coisa que faltava ali era uma música de fundo, sabe? Igual um clipe!





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