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 Lago Ness

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
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Diretor Alvoros Grunnion

Patrono : Fênix
Bicho-papão : Diretor

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013, 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Lago Ness

Highland, Escócia


Lago Ness - Página 7 Lago-ness

O lago Ness (Loch Ness) é um lago de água doce localizado em Highland na Escócia, de forma estreita e alongada com cerca de 37 quilómetros de comprimento. O lago ocupa uma área de cerca de 56,4 km² e tem uma profundidade máxima de 226 metros. A visibilidade da água é extremamente reduzida devido ao teor de turfa dos solos circundantes, que é trazida para o lago através das redes de drenagem. Pensa-se que o lago Ness tenha sido modelado pelos glaciares  da última era glacial.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos.



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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AutorMensagem
Bernardo Gael Rathbone
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Bernardo Gael Rathbone


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Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeTer 13 Nov 2018, 21:34

No Panic
Interação para Trama com Audrey Rathbone


Era com certa maravilha estampado nos olhos de Gael que ele via a cena da menina mudando a tonalidade de seus cabelos. ”Isso é uma benção Gael, você não sabe as maravilhas que podemos fazer. Poucos são os bruxos como nós!” Ele lembrava das palavras de seu pai na primeira vez que ele teve uma mudança significativa, era o orgulho da família e também um benção que era passada através de sangue. Ele sorriu para a menina e olhou pra Frank como se fosse o teste de DNA que precisavam. – Somos bruxos e pelo que posso ver você é mais parecida conosco do que imagina pequena Audrey! – Ele comentou alegremente enquanto a menina disparava com novas perguntas, as quais ele ainda não queria responder. – Respire fundo, sabe, nossas emoções podem ser nossa maior fraqueza. – Ele cruzou as pernas pronto para suas lições sobre emoções e como controlar a habilidade, tinha feito isso tantas vezes com outros membros que sabia as palavras decorado. Ele sentia orgulho dos membros que dominaram cedo seus sentimentos, ter uma mente racional não era uma coisa ruim enquanto se mantivesse um coração. – É sobre ele que vim conversar com sua mãe, e espero que ela chegue para poder tocar nesse assunto! – Ele foi direto com a garota mais uma vez, não gostava de ser enrolado e nem de enrolar, por isso decidiu ser o mais sincero possível. – Eu sei que parece ansiosa, mas as respostas que procura podem estar bem perto, apenas paciência. – Ele tentou ser gentil sorrindo no final, ainda maravilhado com ela ter herdado a habilidade da família.

Ouviram um barulho na porta e tanto Frank quanto Gael viraram a cabeça para a porta de entrada, a mãe de Audrey e seus avós voltaram mais cedo que o previsto. Gael ficou um pouco tenso sabendo que a conversa poderia não ser tão leve ou divertida quanto foi com a menina. Os olhos da mulher alcançaram os homens no sofá, que lentamente se levantaram para receber a mulher, enquanto a menina não notava a tensão que preenchia a sala e ficava tagarelando com a mãe. Laren parecia não acreditar e Gael pensava que poderia ter sido muito ruim para ela os anos sem notícias, imaginando o que seu primo estava pensando quando não contou para ninguém. – Bom dia! – Bernardo tentou ser educado para falar com as pessoas, mas eles não estavam levando numa boa, e ele não julgaria eles. Bom, isso foi até mandarem Audrey sair da sala, Gael sentiu um onda de choque percorrer todo o seu corpo numa súbita vontade de mandar Audrey ficar, mas ele precisava manter-se frio naquelas situações e engoliu seus sentimentos. Vendo o quão hostil aquilo poderia ser Gael já se preparava, não antes de acenar e sorrir para Audrey, pois já tinha decidido que nada e nem ninguém afastaria aquela menina dos Rathbone. E assim que ela saiu deixou seu rosto mais duro, abandonando sua suavidade que mantivera enquanto estava com a menina, do mesmo modo que Frank estava parado com um olhar mais sério. Frank nunca falava muito, mas podia comunicar-se bem com sua linguagem corporal, e o ruivo não gostava muito que Gael tivesse problemas.

O senhor Brooks começou a falar com Gael como se estivesse desprezando a presença do mesmo. Frank parecia querer o mandar ter modos, mas Gael tocou o ombro do amigo pois não queria começar uma briga. – Sou primo de Athelstan. – Ele começou a falar ainda de pé com Frank, queria mostrar que não queria nenhum atrito e sim resolver a situação. – A existência de Laren e Audrey foi descoberta recentemente depois que Athelstan reapareceu em nossa família. Meu primo havia sumido misteriosamente quase 12 anos atrás. – Aquilo foi o suficiente para explicar um pouco do que tinha acontecido para os Rathbone nunca ampararem Laren e sua filha durante todos aqueles anos. Esperava que eles compreendessem isso e que pudessem sentar para conversar. – Ele foi mantido prisioneiro por alguns mercenários...por minha causa, sua memória não voltou intacta e faz algumas semanas que sumiu novamente. Ele não voltou o mesmo homem e estávamos procurando por ele! – Gael continuou a história que sabia, seu primo foi mantido em cativeiro sendo torturado e tendo sua mente invadida muitas vezes para que revelasse onde Gael mantinha os livros de alquimia antigos, uma herança familiar e seus maiores bens. Eles eram bem próximos antes dele sumir, por isso pagou e Gael se sentia mal por mais uma vez o poder fazer pessoas sofrerem, ainda existiam bruxos maus por ai a ponto de tortura.


Quando você ama alguém, você não tem uma escolha
Prefiro pensar que sou mentiroso de um jeito inteiramente meu
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Audrey Brooks Rathbone
Grifinória
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Audrey Brooks Rathbone

Bicho-papão : Rejeição paterna

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Escola/Casa: Grifinória
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeQua 14 Nov 2018, 10:50

Reunião Familiar
Legenda: Falas :: Narrativa :: Pensamentos


O velho senhor Brooks ouvia toda a história de modo impassível, sem mudar nenhuma ruga de seu rosto um centímetro que fosse, porém a senhora Brooks e a jovem mãe já a recebiam com mais pesar e certa compreensão. A menina estava certa: Laren, apesar dos anos, ainda sentia algo por Athelstan e a presença de Bernardo só reforçava esse sentimento. Audrey, por sua vez, se encontrava no vão da escada, escondida atrás do corrimão, observando silenciosamente o que se passava lá embaixo. Apesar de algumas colunas de madeira estarem na sua frente, conseguia ver Gael e a nuca de sua mãe e avô, assim como o peito de Frank ao lado de seu senhor, mas não conseguia ver seu rosto ou sua avó. A acústica da casa permitia que o som da conversa chegasse perfeitamente aos ouvidos da menina. Então Bernardo realmente era parente de seu pai e se assim o era, também era parente seu! Um sorriso radiante se desenha no rosto de Audrey. Havia se ligado a Gael, não só pelo fato dele ter notícias de seu pai, mas sim pela própria pessoa que ele era, e saber que podia vê-lo mais vezes a deixara muito feliz. Sem perceber, a cor amarronzada de seus cabelos adquiriram um tom mais claro, chegando a ficarem loiros - como aos de, seu agora, parente - em algumas pontas.

- Sumiu novamente, você diz? - interpela novamente o ancião, com um sorriso irônico nos lábios. - Eu nunca fui com a cara daquele... - Ailbert! - interrompe a avó, indicando com o olhar a escada, conhecedora que era da neta que possuía. Apesar de não aprovar o rapaz, não queria que a menina ouvisse xingamentos sobre seu pai. O senhor resmunga algo em gaélico e volta a encarar Bernardo, cruzando os braços. - Isso, é claro, se ele estiver dizendo a verdade. Afinal, você é um deles e defender a família... acredito que seja sua obrigação. - E finalmente se volta para Frank com um olhar ameaçador, apesar do corpo frágil se encontrar ligeiramente encurvado pra trás. O velho podia não ser tão forte quanto o guarda-costa, porém não hesitaria em defender sua família.- Se assim não fosse, não precisaria trazer esse gorila treinado com você. O que você veio fazer aqui? O que você quer de verdade? - Pai! - desta vez, se adianta a filha, receosa que a atitude de seu pai pudesse ofender, de alguma forma, os dois homens e a situação acabasse piorando por conta disto, porém esse questionamento também se fazia presente em seu peito. Será que Gael só veio esclarecer o desaparecimento de Athelstan ou tinha outras intenções, como levar sua filha com ele? Porque se era isso que ele pretendia, obviamente era uma coisa que ela não permitiria. E pelo visto, não era a única que pensava assim.




FEAR MY ROAR
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Bernardo Gael Rathbone


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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeQui 15 Nov 2018, 21:33

Conversas complicadas
Interação para Trama com Audrey Rathbone


As coisas ficaram realmente tensas depois que a menina saiu da sala, o senhor estava pronto para defender sua família assim como Gael estava pronto para defender a sua. O que ele falou não surtiu efeito que ele esperava, pois a guarda de todos, e o senhor Brooks ainda atacava eles. – Eu vim pela menina! – Ele falou bem objetivo depois que o senhor parou de perguntar. – Você pode não acreditar na história, mas disse uma coisa muito certa, eu protejo a minha família. Audrey é minha família também! – Ele falou de maneira firme para que o senhor entendesse suas intenções. – Não posso me desculpar pelo meu primo e nem podem nos culpar por não ter nenhum conhecimento sobre vocês, ou por um acaso nunca ouviram o nome da família dele? Não era tão difícil chegar até nós! – Era a vez de Gael atacar eles, pois Rathbone foi um nome do parlamento britânico por anos, em especial pela política dentro do território escocês. Olhou para a mulher e a senhora esperando para que elas falassem, Frank demostrava cada vez mais impaciente naquela sala e com as ofensas. Ele tentou se controlar para não assustar mais eles, porém Gael não era um homem que barganhava as coisas, ele foi ensinado a conquistar e pegar como a lei do mais forte, mesmo que ele nem usasse a força para tal coisa. – Ela é uma de nós, está no sangue e no dom que ela carrega. Ela precisa de uma educação adequada para controlar sua habilidade, algum de vocês sabe treinar ela? sabe pelo menos o nome da herança genética dela? – Ele começou a questionar eles, olhando por alguns segundos para os rostos individuais.

Frank resolveu sentar enquanto todos permaneciam em pé, ele cruzou as pernas e encostou a costa no sofá, estava ficando confortável para a conversa que viria. – Quero mostrar ela a nossa sociedade, ensinar e preparar para Hogwarts, assim como ajudar a entender sua habilidade. – Ele comentou com um tom mais ameno, estava falando de coisas boas que iriam acontecer caso ela ficasse com ele. – Ela já ficou tempo demais na ignorância trouxa, vivendo desse jeito é o mesmo que prender um animal numa gaiola. – Ele falou com certa repugnância. – Não quero separar ela de sua família, mas quem sabe unir nossas famílias para o bem dela, para o seu bem Laren. Nós Rathbone temos empregos, estabilidade e oferecemos segurança para as famílias que nos escolhem também! – Ele apontou para Frank quando falou em segurança, e o ruivo apenas revirou os olhos depois que foi chamado de matador e gorila, seu humor tinha caído para zero. – Não vim para brigar senhor, estou aqui para conversar, quero a chance de conhecer ela e que ela tenha a chance de nos conhecer.  – Ele findou se sentando também no sofá e esperando que eles pudessem conversar.


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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeSex 16 Nov 2018, 14:07

A tomada de decisão
Legenda: Falas :: Narrativa :: Pensamentos


A medida que Gael falava e esclarecia suas intenções, o senhor Brooks balbuciava palavras que se tornariam audíveis, caso a senhora Brooks não o impedisse, segurando sua mão e a apertando levemente no intuito de calá-lo. Laren, por sua vez, absorvia as falas de Bernardo com menos resistência: era o que ansiava ouvir, porém de uma outra pessoa que, no momento, nem mesmo seu parente mais próximo sabia onde se encontrava. Não sabia explicar, mas a jovem mãe internamente sentia que aquele homem estava sendo sincero e... estava certo. - Metamorfomagia. - Sussurrou enfim, quando indagada sobre a habilidade da filha. O casal de idosos olha confuso para a mulher. Era um termo que eles nunca tinham ouvido falar antes. - O nome do dom da Audrey é metamorfomagia. - Explica com um meio sorriso para seus pais, enquanto as lembranças das situações em que a menina demonstrara esta habilidade percorriam sua mente. - É como chama... o que a Audrey faz. - Só porque conhecia o nome, não significava que sabia como funcionava ou como poderia ajudar a filha. As consequências de quando a mudança de coloração dos cabelos da garota ocorriam em público, por falta de controle da mesma, também vinham à sua mente e o único jeito que encontrou de protegê-la das represálias dos ditos trouxas foi a isolando, de certa forma, dessa sociedade.

O coração de Audrey dá uma leve acelerada. Eram palavras que ela também esperava ouvir e tudo bem que foram ditas por seu pai, ainda, mas eram de alguém que o representava e saber que ela era desejada por parte da família que ainda não conhecia e nem sabia se iria conhecer era algo que ela não conseguia descrever. Sentia seu peito ser preenchido por um rio de alegria e gratidão, um rio dourado, que clareava ainda mais seus cabelos e desejava transbordar através de seus olhos, mas claro que isso a menina não permitiu. Chorar naquele momento era algo que considerava bobo.

- Que seja! - Retoma o diálogo o ancião, impaciente com o rumo que aquela conversa estava tomando. Aquilo já estava se alongando por tempo demais. - Quem disse a você que não fomos atrás? Assim que descobrimos que Laren estava grávida, entramos em contato com esse Athe... Athel... ele! E quando não obtivemos respostas, nós fomos até o SEU gabinete, mas não nos permitiram sequer entrar. Telefonamos e sua secretária nos garantiu que retornaria e... nada. Você pode nos chamar de “trouxas”, mas nós sabemos associar um sobrenome, sr. Rathbone! A Audrey é uma Brooks e é assim que vai ser! - E com isto dito, esperava ter dado um ponto final naquela ideia. Enquanto a senhora tentava ponderar com o ancião teimoso, Laren se adianta sem dar brecha para Gael rebater as palavras de seu pai. - O que meu pai quis dizer, sr. Rathbone, é que entendemos suas intenções e sabemos que quer o melhor para Audrey, porém o melhor para ela é permanecer com a família que a acolheu. É verdade que não entendemos essa habilidade da forma adequada, mas aprendemos com nossos erros e sei que MINHA filha ficará melhor em um ambiente e com pessoas que ela conhece. - A possibilidade de ter sua filha levada para um lugar estranho e distante, sem saber se a veria novamente, era demais para aquela jovem mãe, que era quem enxugava as lágrimas da garota e estava ao seu lado quando as consequências do seu “dom”, como era dito por Gael, alcançavam sua pequena. - Agora, se nos der licença...

- Parem! - Antes que Laren se dirigisse à porta de entrada da casa, indicando claramente a retirada dos homens, Audrey desce as escadas, avançando sala a dentro, e estaca entre Gael e seus outros parentes. - Chega de brigas! - Os olhos da menina se encontravam úmidos. Não entendia porque havia tanta raiva e desprezo entre as duas famílias que deveriam se unir e acreditava que, de alguma forma, aquilo era culpa sua. - Audrey! - A mãe atenta reparara na coloração dourada em algumas mechas no cabelo da filha, entendendo que a mesma se afeiçoara ao loiro da outra família. Não sabia se sentia raiva ou não de Gael por isso, mas o incômodo com certeza estava presente em seu peito. - Quantas vezes eu vou ter que dizer que criança não se mete em conversa de adulto? Pro seu quarto, anda. - Não! - O avô quase cai no sofá atrás de si com a resposta da neta. Ela nunca o tinha enfrentado antes. Havia uma decisão na atitude de Audrey: não importava muito o que eles dissessem, ela iria com Bernardo. Queria aprender mais sobre seu dom e o mundo bruxo, porém, acima de tudo, queria estar mais perto daquela figura paterna que acabara adotando inconscientemente. - Eu não sou mais criança! Eu não quero ver vocês brigando. Nós somos uma mesma família! Será que é tão difícil vocês entenderem isso? - Uma lágrima teimosa se desprende de um dos olhos verdes, mas é rapidamente interrompida pela mão da menina de continuar seu percurso. Havia um turbilhão de sentimentos lhe percorrendo naquele momento e muitas coisas em sua garganta querendo serem ditas, porém aquele formigamento que a menina vinha sentido em seu rosto desde que voltara à sala, revela outra faceta de sua habilidade. Assim que Audrey abre a boca para protestar, não são palavras que são ouvidas, mas sim latidos já que agora sua bica e nariz haviam se transformado num focinho. Esta nova descoberta abala a família Brooks: o ancião vai para trás, com o susto, caindo no sofá de forma desengonçada enquanto que um xingamento gaélico escapa de seus lábios; a senhora Brooks rapidamente faz o sinal da cruz e uma oração, enquanto que Laren permanece estupefata: a sua filha estava se transformando em cachorro? Audrey, por sua vez, continuava a latir e a rosnar, numa tentativa de falar, enquanto que capturava odores que não conseguia. Não entendia como sabia, mas sentia o cheiro do medo, da raiva, do desprezo, do encantamento... Não queria mais farejar aquilo e uma onda de vergonha e desespero começa a lhe invadir: começou mal a sua promessa de domar seu dom e deixar Gael orgulhoso, e o pior, não sabia nem conseguia voltar ao normal.




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Bernardo Gael Rathbone
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeSex 16 Nov 2018, 14:51

Conversas complicadas
Interação para Trama com Audrey Rathbone


Não era como se pudesse ser resolvido em poucas palavras, estavam inflexíveis, pena que não sabiam como Gael era, tão decidido que chegava a ser louco quando queria alguma coisa. Eles sempre rebatiam o que falava, e não considerou como verdade a parte de terem procurado ele, pois nunca se negaria. Aquilo parecia uma invenção para ele do velho, que não queria que a filha tivesse associação com bruxos, e Frank pensava a mesma coisa, ou quem sabe, alguém que não queria contar para Bernardo, seria traição ele pensava e acharia as respostas. – Me parece improvável que tenham me procurado! – Ele falou cético, enquanto ouvia a mulher finalmente se manifestar, ele notava como ela ainda parecia abalada com tudo e poderia tirar vantagens de toda a situação. Ele ouvia cada palavra já pensando nas respostas, eles não deixariam ela ir com ele de jeito algum, era o que sentia, medo. – Ela nasceu Rathbone Sr. Brooks, mas vocês quiseram a criar longe de nós! – Ele respondeu sem humor. – A habilidade de metamorfomagia é passada por sangue, isso prova que ela é uma Rathbone, como os membros de minha família! – Ele falou ao mudar a coloração de seu cabelo dourado para vermelho cor de fogo, as pupilas de seus olhos mudaram como de ursos e até o cabelo ficou mais volumoso, era a famosa transformação parcial dele em um urso pardo. Bernardo era conhecido como Lord Bear, justamente porque quando ele perdia o controle sua aparência mudava para algo parecido com um urso. Assim surgiu o apelido dele como werebear ou Bergan! Ele quis mudar de forma para mostrar como tinha a mesma habilidade que Audrey provando que era o mais indicado para ajudar a menina. – Eu posso treinar ela porque eu também sou um, assim como outros membros da minha família, somos uma família de metamaformagos! – Ele concluiu quando voltou sua aparência ao normal, Frank sorria timidamente.

Laren parecia dispostar a chutar os dois homens dali, eles porém, não moveram um musculo do sofá, a conversa acabaria quando Gael estivesse disposto para tal. Antes de continuar a menina Audrey apareceu ali, Gael apenas olha com um sorriso para a menina que parecia ainda mais com ele quando apareceu com o cabelo loiro. As transformações eram devido ao subconsciente deles, algo que gostavam, que associavam inconscientemente. – A magia revela o que tem no coração! – Ele murmurava enquanto notava como ela estava enfrentando os avós e a mãe para que a briga acabasse, em seguida uma transformação animalesca aconteceu como de Gael, ele ficou bem admirado enquanto os outros estavam chocados. Gael ficou em pé deixando que criasse um focinho de gato com orelhas fofinhas de felino enquanto caminhava para perto da menina. – Fique calma, está tudo aqui! – Ele se ajoelhou perto dela tocando sua cabeça com um dedo, queria mostrar que ele também era como ela e que não tinha nada de errado em ser uma metamarfomaga! – Se concentre em deixar os seus sentimentos controlados, e tudo volta ao normal, você é dona de suas emoções e habilidade! – Ele falou fazendo seu rosto voltar ao normal com um sorriso e olhou para a mãe e avós dela.

– Vocês podem odiar o pai dela e o nome de minha família, porém privar a menina de ser uma bruxa em sua plenitude é uma total falta de respeito e amor para com ela, por sentimentos egoístas vocês irão prejudicar quem dizem amar. – ele falou firme ficando em pé. – Quando um bruxo jovem é privado de viver como bruxo e tem que esconder sua essencia magica pode ser fatal, chamamos de obscurial. A magia guardada fica forte demais dentro de um corpo mal treinado e uma mente fraca e ignorante. Então a magia se torna poderosa consumindo o bruxo e o transformando em algo incontrolável que vai machucar outras pessoas, tais bruxos nunca sobreviveram na adolescência. – Ok que um obscurial ia até os 10 anos, mas ele precisava de argumentos e era algo novo. – Sr. Brooks, vai deixar que sua teimosia e ressentimento o impeçam de pensar com clareza sobre o futuro dela. Laren, você estudou e conheceu um pouco de Hogwarts, mas preferiu viver como trouxa. Vocês vivem aqui sem saber dos perigos que enfrentamos, como vão proteger ela? como vão ensinar? – Ele falava como um político afinal de contas. – Isso não é amor, é apenas um sentimento egoísta da parte de vocês! – Ele findou sua fala voltando a olhar para Audrey. – Não quero brigar pequena, mas por você e pelo seu bem estar eu farei isso! – findou para a menina no momento que Frank se levantou e caminhou para a porta, era a decisão final se aproximando.


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Audrey Brooks Rathbone
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeSab 17 Nov 2018, 14:15

A tomada de decisão
Legenda: Falas :: Narrativa :: Pensamentos


Audrey se sentia muito envergonhada. Havia assustado seus parentes e sentia pelo odor que percorria o ar que havia uma certa desaprovação por parte deles. Será que o medo se transformara em ódio? Era o que acontecia com as pessoas, já testemunhara isso diversas vezes, quando surpreendia os trouxas com seu dom. Não queria imaginar que isso acontecesse com seus parentes também e por isso trata de cobrir, ou pelo menos tentar, seu recém adquirido focinho com as mãos. Seus olhos se fecharam infantilmente para o mundo. Quem sabe assim tudo aquilo passasse e acabasse, porém um toque em sua cabeça e palavras de carinho e encorajamento a fazem abrir os olhos novamente. A menina se surpreende ao ver que Gael também apresentava uma forma animalesca. Ela havia perdido a parte em que o mesmo se transformara quase em urso, já que se encontrava engolida pelos seus pensamentos e sentimentos devido ao conflito entre as famílias. Vê-lo daquele jeito e saber que havia feito aquilo pra ela, pra ajudá-la a entender que não estava sozinha e que não havia problema em ser quem era, a acalma quase que de imediato, fazendo um sorriso surgir em seus lábios que haviam retornado ao seu estado original.  - Gatinho fofinho. - Comenta a transformação de Bernardo e repara que dessa vez saíram palavras ao invés de latidos, confirmando, ao passar a mão no rosto, que realmente havia voltado ao normal.

Laren observara a todo o momento a cena que se desenrolava na sua frente: o carinho com que Gael auxiliava Audrey em sua transformação, a confiança da menina nas palavras do homem ao retornar seu rosto ao estado original, a alegria transbordar nos cabelos da menina ao adquirir uma coloração que variava entre o alaranjado e o dourado e o agradecimento da mesma ao envolver Bernardo em um abraço caloroso e genuíno. A mulher enfim percebera que em 11 anos não conseguira fazer pela filha o que Gael fizera em apenas alguns minutos. As palavras que vieram pesaram em seu coração materno: nunca desejara o mal para a menina, mas agora que havia alguém que poderia auxiliá-la melhor, iria mesmo privá-la disso por puro... apego e egoísmo? A menção do obscurial toca em um ponto esquecido da memória do Laren. Havia estudado sobre eles em seu tempo de escola, mas não havia lhe passado pela cabeça, até o momento, que estava infligindo na menina esse destino. Não se perdoaria por isso. O casal mais velho permanecia em um silêncio pensativo. O sr. Brooks não queria admitir, porém os acontecimentos metamorfomágicos que testemunhou não deixaram dúvidas: havia perdido aquela batalha. Tentava se conformar em seu silêncio solitário, mas se despedir da neta não seria uma tarefa fácil.

Audrey observava com admiração o discurso de Gael. Não eram bem suas palavras e retórica que a impressionavam, mas sim sua postura e decisão, uma certeza absoluta naquilo que dizia. E o modo como era incisivo, sem permitir que a opinião alheia o fizesse pestanejar. Absorvia e aprendia essa nova "habilidade" com vontade. Sorri ao final da colocação de Bernardo e entende agora porque ele trabalhava em tantos governos: estava na profissão certa. - Aposto que você evitou um monte de guerra. Você também trabalhou na ONU? - - Audrey... - Os olhos verdes se voltam para sua genitora. A mulher parecia ter um semblante distante, porém um pequeno sorriso se formara em seus lábios, contrastando com os olhos tristes. - O sr. Rathbone parece ser um homem ocupado, então... - Inconscientemente, a mão da menina vai de encontro a de Gael. Não queria que ele fosse embora ou muito menos expulso. - ... eu acho melhor você arrumar suas coisas agora. Não o deixe esperando. - Os olhos verdes se arregalam numa enorme surpresa. Sua mãe estava dando permissão para ir morar com Bernardo? - Mamãe! - Uma enorme onda de gratidão e alegria, salpicada com empolgação e fascínio, tomam conta de todo o corpo da menina, que corresponde se jogando nos braços maternos. Seus cabelos, agora livres do julgamento e da prisão mental - como bem dito por Gael - , parecia querer mostrar ao mundo todo o seu potencial herdado pelo sangue em novas tonalidades. Repentinamente, as mechas que brigavam entre o tom amarronzado ou dourado adquirem uma cor rosada, que nascia da raiz e rapidamente chegava a ponta dos fios. Por coincidência ou não, era a cor favorita de sua mãe. Laren, ao ver aquela nova faceta das madeixas de sua filha, suprime uma provável repreensão automática e se limita a acarinhar a cabeça da menina, admirando de fato aquela nova habilidade. Audrey deposita um beijo no rosto da mulher e se apressa para seu quarto, porém, assim que sobe o primeiro degrau da escada, se recorda de algo importante que não poderia ser negligenciado. - É verdade! - E com a mesma energia que havia se dirigido para um lado da casa, se volta para o outro, parando em frente ao guarda-costa que agora se encontrava na porta de entrada. - Desculpa pelo o que meu avô te chamou. É que ele é um velhinho teimoso e resmungão mesmo. - O senhor Brooks suspira irritado não concordando muito com a neta, enquanto a vovó Brooks esconde um risinho. - Mas eu sei que ele não quis dizer isso, mesmo porque não é verdade. Você é uma pessoa muito legal. Um pouco calado, mas legal. - Com carinho genuinamente infantil, Audrey abraça Frank e sorri para ele, indo pro seu quarto logo em seguida.




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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeSeg 19 Nov 2018, 17:12



Família de verdade
é aquela que a vida nos dá.


Lago Ness - Página 7 Tumblr_inline_p0f9bkLGEN1uf3z8f_400Lago Ness - Página 7 76740f1eed875a642afa31b602416e81

- Desce dai, Thor. - Aconselhou ao amigo assim que o viu subir em uma das estruturas antigas, o que sobrara de um muro. Olhou para trás com o intuito de saber como ele havia conseguido subir ali e riu sozinha por não achar nenhuma falha que pudesse ajudá-lo a subir naquela parte. Thor sempre estava subindo nas coisas. - Eu não vou cair, bobona. - Garantiu a amiga e fingiu perder o equilíbrio por um instante, mas ao notar que ela havia tomado susto, caiu na gargalhada. Ao notar que tudo não passara de mais uma das brincadeiras idiotas do amigo, Ive revirou os olhos e os apertou em seguida, o olhando com censura. - Eu não vou te ajudar se cair. - Mentiu e continuou andando pelo gramado rumo as margens do lago e ele a acompanharia enquanto pudesse por cima daquele muro.

A medida que se aproximavam do lago, a grama começava a dar lugar a terra úmida misturada com pedrinhas. O muro já não passava por aquela parte, então o rapazinho loiro teve que pular e rolar para diminuir o impacto da queda. Ive caiu na gargalhada ao notar que as vestes dele haviam se sujado quase que em sua totalidade de terra. Ele tentou dirigir a ela um olhar censurador, mas logo caiu na risada também. Pararam de rir ao escutar seus nomes serem chamados por vozes familiares e sorrisos tomaram seus rostos. Eram Sophie e Theodora. As meninas fechavam o quarteto do barulho e, já que eram irmãs e possuíam grana e carro, trariam o lanche da tarde, enquanto a morena e o loiro contribuiriam com seus estômagos. Correram na direção das ruivas e quase as derrubaram em meio a um abraço. A morena pegou a cesta de lanches, as ruivas carregavam as cangas e duas garrafas de suco, sobrando para o loiro as cadeiras.

Pararam a quase que um metro da água, arrumando pela terra o que haviam trago de forma até que ordenada. - Então você vai mesmo deixar a gente? - Começou a proferir uma das ruivas. - ISSO QUE É AMIZADE. - Berrou Thor enquanto tentava armar uma das cadeiras. Ive caiu na gargalhada com os comentários e balançou a cabeça, virando-se para eles após centralizar a cesta nas cangas. - Eu já não aguentava vocês... - Falou dramatizando uma expressão de cansaço, em seguida passou as mãos pelo rosto, deixando que elas repuxassem um pouco da sua pele enquanto desciam em direção ao queixo. Em seguida sorriu e riu ao ver uma das gêmeas fazendo uma mímica, imitando seu próprio gesto. - Não vai ser pra sempre e vocês são a minha família de verdade. Não se esquece jamais da família. - Disse de forma sincera e sentiu sua garganta arder um pouco. Descobriu sua origem bruxa aos oito anos de idade e desde estão ficou temerosa com o dia de sua ida para Hogwarts. Seria um mundo totalmente diferente do que estava habituada. Readaptações, novas amizades, nova vida... Respirou fundo, deixando seus ombros caírem ainda inerte em seus pensamentos.

Despertou ao sentir mãos pesadas em seus ombros e virou um pouco seu rosto, podendo observar o garoto atrás de si. Riu baixo ao ver o sorriso leve e simpático que estava diante dos lábios dele. Thor afastou as mãos dos ombros da amiga, juntando-se as ruivas em sua frente. - A gente já não te aguenta mais, você é um saco, é mandona, reclamona, mas como ninguém é perfeito né.. - Ele disse e soltou um suspiro, seguido de um balançar de ombros e revirar de olhos. - Mas sem você não seremos mais quatro, seremos só... três... você vai fazer falta. - Ive riu e sentiu seus olhos ficarem marejados com a declaração do amigo que, apesar de um tanto que provocativa e implicante, sabia que era verdadeira e significava mais do que qualquer declaração com palavras bonitinhas. Riu mais alto ao notar suas amigas concordarem. - Lembra quando aquele cachorro queria me morder e a Ive assustou ele latindo mais alto? - Disse Sophie morrendo de rir e todos a acompanharam nas risadas devido a recordação. O loiro jogou-se ao chão de forma dramática e rolou de tanto rir. Ive revirou os olhos e cruzou os braços, tentando segurar suas risadas. - Pelo menos ele olhou assustado e deu tempo da gente correr. - Defendeu-se e continuaram a rir.

Sophie ocupou um espaço ao lado da cesta, Thor encontrava-se sentado mais a frente, na ponta da canga, mexendo na terra, Theodora estava sentada em uma das cadeiras e Ive havia ocupado a outra cadeira. - Seus pais pararam de brigar? - Perguntou a morena para as ruivas e os olhares foram direcionados a Sophie, ela sempre conseguia falar mais sobre o assunto do que a Dora. A cacheada pegou a xícara branca, levando-a para perto dos lábios e bebericou um pouco do suco como se fosse gente grande, se achando. Thor não pode deixar de dar umas risadinhas, mas assim que Soph tomou a palavra, todos se calaram. - Eles iam começar a discutir ontem, mas a Dora deu um berro mandando eles calarem a boca. Nem eu esperava, muito menos eles. Achei que fossem brigar com ela, mas eles ficaram parados, tipo, parecendo que haviam acordado de alguma hipnose, sabe? Ainda não brigaram hoje. Espero que parem com isso. - A outra ruiva balançou a cabeça de forma positiva, concordando com as palavras da irmã e Ive desencostou-se da cadeira, apoiando os cotovelos sobre seus joelhos. - Eles podia estar presos em uma hipnose mesmo, ué. Alguma coisa podia estar cegando eles, sabe? Perturbando eles. Quando a Dora gritou, pode ter sido tipo... POW.. - Abriu uma das mãos de forma rápida, tentando similar a explosão de uma bomba, arregalou também os olhos para dar mais ênfase. - ... eles acordaram. - Concluiu e pode ver o loiro balançar a cabeça de forma positiva, concordando com o que ela dizia. Arrastou o corpo para mais perto das amigas, deitando-se do outro lado do cesto. - Grite mais vezes, Dora. - Disse ele por fim, descontraindo a situação, como sempre.

Continuaram mais um tempo conversando como se fossem adultos, comeram algumas coisas e se levantaram. Tiraram seus sapatos e dobraram a bainha de suas calças, para que enfim pudessem se aproximar do lago. - AAAAH! - Berrou Ive apontando para um lugar aleatório na água com o intuito de assustar os amigos e caiu na gargalhada ao notar que Thor e Dora haviam tomado susto. Soph já havia se acostumado com isso. O rapaz ameaçou jogá-la na água, mas ao sentir os braços da amiga agarrando-lhe o pescoço, mudou de ideia com medo de cair também. Pegaram algumas pedrinhas e começaram a arremessar na água, apostando para ver quem conseguia fazer com que uma delas quicasse mais vezes. Ive compartilhou seus medos, receios e expectativas para com sua nova realidade. Thor começou a direcionar a conversa de modo que ela pudesse não se tornar triste, despertando a criatividade de todos com suas hipóteses de como poderia ser esse tal mundo mágico. Para ele, perder Ive seria como perder uma parte do seu corpo, então apegava-se a esperança de que a veria durante os verões. [...]

Após algumas brincadeiras e terem boa parte de suas vestimentas molhadas, saíram da água com a pele dos pés já enrugada. Terminaram de comer o que havia sobrado, beber do suco e juntaram seus pertences. Calçaram seus sapatos e começaram a andar rumo a uma praça que havia não muito longe dali, desfrutariam mais a presença uns dos outros até o dia da despedida de Ive.


Nota: Ive não se encontra mais no lago.
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Bernardo Gael Rathbone
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeSeg 19 Nov 2018, 21:11

Uma resolução
Interação para Trama com Audrey Rathbone


A transformação da menina ajudou no processo de conversa de uma forma melhor do que todas as palavras que Gael poderia dizer. Eles viram na prática como ele era o caminho para um futuro promissor da garota. Rathbone deveriam permanecer juntos para Gael, era a única forma que ele tinha para proteger seus membros, de maneira que ele estava se esforçando para achar todos os seus membros. Ele observou a face de Laren mudar aos poucos, e podia contar o que se passava na cabeça da mulher, estava ansioso para a conclusão da conversa. Gael considerava que já tinha falado sobre tudo e agora era a decisão final, podia sentir que o Sr. Brooks também ficou assustado com as transformações e Audrey ficou animada. Era um mundo novo se abrindo para ela, Gael sentia uma certa felicidade em saber que a nova geração de sua família era boa e animada, ele sentia que teriam menos problemas em comparação a sua antiga. – Algumas! – Ele respondeu para a menina, a mais recente ‘guerra’, ou melhor conflito, tinha sido quando Bertolini morreu e deixou as criaturas mágicas soltas. Ele viajou para o Japão e Rússia ajudando vítimas de um dragão que espalhava varíola e um Basilisco, foi quando ele resolveu entrar no Ministério de vez e cuidar dos obliviadores, para manter a sociedade segura.

– Eu era do Parlamento Britânico, mas hoje em dia eu trabalho para o Ministério da Magia, para o governo do mundo bruxo! – Ele falou pausadamente para explicar a menina sobre quem era, claro, não foi uma explicação completa e era apenas o suficiente para sanar a curiosidade da pequena. E finalmente ele concordaram em deixar ela ir para o alivio de Gael, ele acenou positivamente a cabeça para o Sr. Brooks e Laren, como quem agradecia a eles por aquilo. – Eu garanto a vocês, minha intenção não é afastar ela, mando notícias sempre! – Ele olhou para as janelas da casa, lembrando que era costume escrever cartas de seu próprio punho, mas era considerado retrógrado para os trouxas. – Sugiro que deixem uma janela aberta, as corujas costumam mandar nossas cartas! – Ele lembrou disso para Laren, certamente ela poderia lembrar de como funcionava. Ele viu a menina saltitar para arrumar suas coisas, eles teriam que esperar ainda e viu Frank sendo abraçado, o que fez Gael sorrir de verdade. Frank por sua vez ficou parado como sempre, não era costume abraçar as crianças da família. – Bem-vinda a família Miss Rathbone! – Frank falou com sua voz rouca pela primeira vez, o que foi uma surpresa até para Gael que não esperava por aquilo.

[...] Depois de um tempo Audrey apareceu com suas coisas, estavam se despedindo e Gael preferiu apenas assistir de longe, já tinha passado o endereço e o número para o qual a família dela poderia ligar. Enfim estavam prontos para partir para o castelo, ele nem imaginava qual seria a reação da menina, Frank pegou as malas e ele estendeu o braço para a pequena se apoiar e assim saíram dali. Um novo capítulo da história começaria.


Quando você ama alguém, você não tem uma escolha
Prefiro pensar que sou mentiroso de um jeito inteiramente meu
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Erik Holtzer Demele
Estagiário do St. Mungu's
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeSeg 03 Dez 2018, 17:12

Lake Ness Mermaid?

Já estava a alguns dias de férias, havia descoberto uma outra habilidade em mim, mas não sabendo totalmente ao certo o que poderia fazer com ela, sendo assim, havia de descobrir tudo por minha conta, o que poderia dar errado com um garoto de treze anos na beira do lago mais misterioso do mundo: Lago Ness. Sempre tem rumores e reportagens de pessoas que viram um tal monstro do Lago Ness, dizendo suas várias formas e tamanhos, onde até então nada seria comprovado. Por ter descoberto o mundo bruxo a pouco tempo, ter estudado HDM e até ver/conviver com criaturas mágicas, parecia que o papo de monstro do Lago Ness poderia ser real, uma criatura mágica vivendo no fundo do lago talvez? Ou apenas um animal aquático de eras antigas que ainda tem a vida até os dias atuais? Não saberia o certo, mas sabia que se fosse visto por algum trouxa, ainda mais numa forma incomum, poderia ser visto como o talvez novo monstro do Lago Ness. Tinha ideias de apenas ficar submerso e apenas emergir quando fosse sair do lago, apenas queria ver o que realmente acontecia com o meu corpo e ver as mudanças aparecerem. O tempo estava fechado como o de comum do reino unido, a água completamente um gelo, mas estava meio que acostumado com a água assim, o inverno polonês te ensina muitas coisas e a adaptação com temperaturas frias é uma delas.

Entrava na água, mergulhava e não poderia ver nada naquela água turva, apenas partes de meu corpo que estavam próximas, por pouco tempo já tinha perdido um pouco do senso de direção. Percebia a transformação acontecer, de pouco a pouco, passar com os dedos no pescoço e perceber que tinha acontecido as mesmas coisas do que a primeira vez, agora não teria só que ler livro sobre empatia, teria de no próximo letivo, achar algum livro que fale sobre sereianos ou criaturas aquáticas, aprender um pouco mais sobre biologia marinha. A aventura pelas águas frias e turvas do Lago Ness continuava ainda um pouco, algumas nadadas a mais e observações sobre as mudanças aconteciam e me fazia pensar cada vez mais sobre mim, onde que isso iria dar. Finalmente, emergia e estava a uns metros da mesma borda onde tinha iniciado a atividade, sem sinal de monstros e de vida humana, era sortudo por não ser percebido ali, deveria continuar uma bateria de testes nessas férias sobre esta nova habilidade, não saberia por onde começar mas tinha uma ideia. Saia do local após alguns minutos.


Erik Höwedes Schrödinger
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeDom 23 Dez 2018, 23:12



Pela primeira vez em muito tempo a menina estava com seu cabelo totalmente penteado, usava um pequeno laço sobre os fios loiros – que beiravam o castanho – e vestia uma jardineira de veludo marrom, mesmo estando mais arrumada que o normal ainda dava para ver pequenos cortes no seu rosto, havia passado vinte dias desde o acidente, Morgan ainda estava presa ao gesso em seu braço e tornozelo direito. Sempre que alguém lhe perguntava sobre, ela sempre inventava a desculpa de que não conseguia se lembrar muito bem do que realmente havia acontecido, mesmo ela lembrado cada pequena cena – a menina somente não queria ficar lembrando de tudo, queria na verdade esquecer ou pelo menos não revisitar tais memorias tão frequentemente. Ficar entre a vida e morte não é a melhor experiência para ficar se repetir a todo momento, era um assunto mórbido e estranho para se discutir com qualquer um.

As coisas em sua casa haviam finalmente voltado ao normal, bem, seu pai e Olivia ainda estavam juntos, os eventos anteriores parecia que tinha fortalecido a relação dos dois e até mesmo entre Morganna e a mulher. Ter sua presença ali era bem reconfortante, Olivia tinha um sorriso e olhar maternal – mesmo sem quer admitir, Morgan estava a cada dia gostando mais dela.  Fazia cerca de trinta minutos que a menina estava escorada no balcão, tentando com muita dificuldade arrumar um relógio de pulso enferrujado usando só uma das mãos, o médico havia dito para ela continuar com a rotina e exercitar os braços e pernas o máximo possível. A relojoaria ficava no centro da cidade, do lado de fora havia uma placa antiga com o lema “Relógios, fazemos e concertamos desde da guerra da independência. Salve os Stuarts!” é eles desceriam ter tirado a ultima parte a muito tempo, tipo assim, uns cento e cinquenta anos atrás - havia várias janelas que faziam o lugar ficar bem iluminado mesmo os moveis sendo de madeira escura – aquele lugar era como sua própria casa, ela sabia onde ficava cada coisa e conhecia cada um dos antigos clientes. Seu pai como o normal, ficava no fundo da loja cuidando dos concertos dos clientes, ele nunca havia deixado Morgan concertar os relógios dos clientes.  

De súbito, a menina em uma onda de frustação bateu as duas mãos no balcão causando um pequeno estrondo, as peças eram pequenas demais para fazer sem toda sua movimentação motora. Forçar só a deixaria mais angustiada. Ao olhar para frente viu uma figura cinza estranha, sua pulsação aumentou e mesmo querendo com todas suas forças gritar, da sua garganta não saia nenhum som audível. Piscava continuadamente tentando de certa forma ter a certeza que não estava vendo tal imagem tão irreal e de certa forma tão próxima. O vulto se aproximava vagorosamente, Morgan sentiu todos seus pelos se arrepiarem, o quando mais perto o aspecto se aproximava, mais ela se encolhia. Quando não podia esperar pelo pior, outros variados vultos apareceram, todos se aproximando de Morgan e a deixando ainda mais receosa. Sua visão foi ficando cada vez mais turva e seu senso de direção já estava totalmente perdido. A única coisa que a menina podia perceber era os vultos avançado em seu rosto, ela soltou um grito estridente que preencheu toda a loja e despencou no chão totalmente desacordada.

Seu pai saiu correndo do fundo da loja ao ouvir o grito, claramente preocupado com o que poderia ter acontecido, na mente do homem até mesmo a ideia de um assalto – algo que nunca havia acontecido na loja, mas, a onda de crime havia crescido na região - ao ver a filha desmaiada no chão, Johnathan Threhorn não se moveu por um minuto inteiro, o choque era grande demais. Ele se sentou no chão e colocou a cabeça da menina no seu colo, sem saber muito bem como reagir em tal situação e esperou que ela acordasse.

O rosto de Morgan, que normalmente já era pálido, foi ganhando um pouco de cor e suas mãos foram lentamente ficando mais aquecidas. Abriu os olhos lentamente sentindo ainda os sintomas da vertigem, a luz fazia suas retinas arderem por alguns rápidos segundos – conseguindo se acostumar com a luminosidade, viu o rosto preocupado de seu pai. Ela havia recebido muitas características físicas do homem, como os cabelos loiros, olhos azuis e a estranha marca de nascença no peito da mão direita – Morgan! O que aconteceu? Você desmaiou. - a pergunta a deixou um tanto inquieta, ela se lembrará com perfeição o que havia acontecido antes de cair no chão. Mas, como explicaria aquilo? Sendo que nem ela mesma havia entendido. Franziu o cenho e com grande esforço se sentou, evitou o máximo olhar para qualquer lugar que não fosse o chão, pois o receio de ver sombras, vultos, ou seja lá que aquilo fosse, era bem grande no momento - Não sei muito bem...Talvez minha pressão tenha caído... - sua voz saiu fraca, quase mesmo oscilante. Deveria ter contado para seu pai sobre o que tinha visto, mas só de pensar dele falando que era tudo coisa da sua imaginação, ela se angustiava. Por isso preferiu mentir, mas lá no fundo se questionava se tudo estava sendo uma grande e excêntrica armação de sua imaginação. Uma vez ela achou que uma ave estava caindo em cima dela, mas era apenas uma folha caindo de uma árvore alta. O meu ponto é que a mente pode nos enganar.


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Erik Holtzer Demele
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeSab 05 Jan 2019, 00:20

Last Visit
"O que estou fazendo aqui novamente?" o pensamento era apenas uma pequena reclamação com o meu eu. O Lago Ness era o único lugar que poderia usar para descobrir mais sobre a habilidade de Sereiano, o lugar por ter uma história de suspense por trás, acaba por facilitar a minha vida, pois poucas pessoas visitavam o lugar e muito menos entravam na água. As férias estavam acabando, passavam voando igual a um apanhador atrás de um pomo de ouro no quadribol, me sentia cada vez mais acostumado com o que acontecia em minha vida e as mudanças, parecia que essa "nova" vida era algo bom. "Daqui em diante, só poderei mergulhar no Lago Negro do castelo, o dinheiro está acabando" mesmo assim observando as transformações que agora não me surpreendiam depois de tantas vezes observadas, poderia pensar em coisas comuns da vida como o pequeno problema de dinheiro. A mãe era apenas uma bibliotecária e trabalhava duro para manter a ordem e as contas pagas em casa, agora com o novo irmão e com ele indo para Hogwarts, o dinheiro guardado foi gasto com os materiais e livros dele. A temperatura no local era baixa, mas os 7 ou 8 graus não poderiam ser comparados com o inverno Polonês que já estava acostumado, mesmo que a água estivesse quase Hipotérmica, ainda tinha um pouco de resistência a ela. "A profundidade em seu pico no local é de 227m, mas o ser humano apenas precisa de 18m para perder os sentidos" olhava em meu relógio que marcava a profundidade de 127m, podendo perceber que ainda estava bem, era para algo ter acontecido comigo por causa da pressão. "Isso é algo novo, meu corpo não sente nada, poderia querer saber meu limite mas já está ótimo até aqui" olhava para cima e não conseguia ver nada, a profundidade atual não permitia nenhum tipo de luz entrar para iluminação. A atividade deveria acabar por ali e deveria me concentrar em voltar e dar uma visita ao Beco Diagonal para comprar novos uniformes para o próximo letivo além do material escolar, talvez por dar uma passada na loja de artigos para quadribol lembrando de ter de perguntar a mãe se precisaria alguma coisa para o Jay.


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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeSab 05 Jan 2019, 13:28



Estava um pouco cansado de sempre estar rodeado por pessoas na Mansão Rathbone, não passava uma boa impressão passando o dia trancado no quarto, meu tio Max pedia para que pelo menos saísse para andar pelos terrenos e conhecer os familiares de maneira mais natural. O problema era que eu me via como o estranho da situação, qualquer conversa me fazia me sentir desconfortável. Por isso, como já era final da tarde e todos se reuniam para tomar um café em conjunto nos jardins, resolvi me afastar e andar pela vizinhança, assim poderia passar o tão requisitado tempo sozinho. Andei pelas redondezas do bairro, adentrando um matagal que parecia conduzir até a um lugar específico, porém não sabia dizer muito bem o que era. Continuei a caminhada por alguns minutos até me deparar com um lago com as aguas escuras, lembrando-me um pouco da escola, aquele seria um ótimo lugar para despertar a nostalgia do período escolar, afinal aquele seria o último ano letivo e já deixava saudades. Como já estava há um tempo sem praticar a animagia e queria guardar as menores sensações que o lugar possuía, saquei a varinha de dentro das vestes e com um simples gesto me transformei num lobo. Andei até a beirada do lado e repousei as patas traseiras, atentando-me aos barulhos a minha volta, sempre ajustava a posição das orelhas para certificar de tudo que captava era alguma movimentação tranquila da vegetação que rodeava o lugar e não de pessoas se aproximando, não queria gerar problemas já que não costumava ser muito pacífico quando encontravam um animal selvagem, eu sempre tive que fugir em situações como essas e me esconder nos arbustos, pelo menos tinha uma pelagem que favorecia a minha camuflagem. Inspirava captando cada cheiro diferente, pairava uma essência de terra molhada juntamente com o típico aroma do capim que estava distribuído pelo local, fechei os olhos tentando guardar na memória as peculiaridades do lugar. Após alguns minutos de olhos fechados volto a abrir os olhos novamente e observo o pôr do sol, a estrela estava sendo refletida nas aguas escuros e criava uma paisagem interessante, após assistir ao fenômeno, voltei-me para o caminho de onde havia percorrido para chegar até ali. Não era o maior tempo que havia ficado transformado, porém, pelo menos voltei a colocar a animagia em prática novamente e assim como qualquer outra habilidade, muito tempo sem praticar, ficava cansado mais rápido. Portanto, certifiquei que não havia ninguém próximo e voltei a tomar a forma humana novamente, foi ótimo passar um tempo sozinho desfrutando a beleza do lugar. Saio dali.



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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeSex 18 Jan 2019, 00:43

open your eyes and look outside find the reason why you've been rejected and now you can't find what you left behind

A água estava fria, como se avisando que o verão estava acabando levando consigo os passeios ao redor do Lago. As sandálias de dedo que eu havia descartado assim que pus os pés na grama estavam ao lado de minha mãe que conversava a muitos metros de distância de mim e Darwin, que não havia achado utilidade em ficar batendo os pés no lago como eu e puxava com os punhos fechados pedaços de grama apenas pelo simples prazer de destruir alguma coisa.

Você não precisa ficar aqui só por minha causa – falo, olhando para o montinho de grama que Darwin faz ao meu lado.

Meu irmão mais velho me responde negativamente, deixando bem claro sua aversão a fazer favores. Decidida a não questionar mais sua decisão, olho para o lado oposto onde um grupo de meninos da idade de Darwin brigam entre si, ou pelo menos era o que parecia para mim.

Se você ganhar uma vassoura de presente de Natal vai me emprestar? – Foi a primeira pergunta que me veio a cabeça, ao lembrar da conversa que havia escutado entre mamãe e papai na sala na noite anterior.

Novamente Darwin me responde negativamente, mas eu sabia que era só pra me chatear. Se ele não me emprestasse eu pegaria escondido de qualquer jeito. Um dos meninos começou a gritar o nome de Darwin do outro lado, acenando para ele de longe, chamando-o para perto. Meu irmão ergueu os olhos apertados na direção das vozes distantes de nós, questionando-os em alto e bom som o motivo de o estarem chamando. Era um jogo, eles disseram, e precisavam de apenas mais um pra completar o time.

Como sempre.

Eu nem havia notado que estava prestando atenção na conversa até perceber que em nada me envolvia. Voltei a olhar os meus pés balançando na água bem a tempo de ouvir Darwin recusar o convite, sob os protestos do grupo de meninos ao longe.

Vai lá ou eles vão ficar reclamando a tarde toda – tento fingir que não me importo em ficar sozinha.

Darwin nunca foi de ceder tão facilmente e eu sabia que ia precisar de um pouco mais de insistência pra ele sair dali mesmo que contra sua vontade. Enquanto ele listava os motivos pelos quais não queria ir - e nenhum deles tinha absolutamente nada haver comigo, claro -, bem fundo no meu subconsciente, ouvi um sussurro arrastado, diferente do que estava acostumada mas que aguçou minha curiosidade ainda mais do que o normal.

Orla...

Darwin me chamou a atenção, notando visivelmente que eu estava dispersa da realidade. De novo. Meu irmão mais velho era o único que parecia aceitar que eu parecesse meio absorta as vezes, já que a maioria das crianças que moravam nas redondezas de nossa casa costumavam me evitar por me acharem estranha demais. Talvez por eu já ter conversado com Darwin sobre as vozes, ele me entendesse mais que a maioria. Mas uma parte de mim acreditava que ele nunca se acostumaria.

Vai logo – empurrei o ombro de Darwin com uma mão, fazendo o garoto apenas balançar no mesmo lugar em que estava sentado. – Não dá mais motivo pra eles ficarem falando que você só brinca com garotinhas.

Darwin fez um som estalado de reprovação, claramente não se importando com o que falavam dele.

E de qualquer jeito eu não vou ficar sozinha, sabe – com a voz um pouco mais sussurrada completo. – Elas estão aqui.

Darwin ergueu os olhos escuros até os meus e eu sabia que ele tinha entendido. Sorri pra ele, como quem se desculpa e ao mesmo tempo dando aval pra que ele fosse pra bem longe dali. Eu tinha sete anos mas não era como se passasse despercebido que meu irmão, apenas dois anos mais velho que eu, se sentia desconfortável em saber que sua irmã mais nova escuta vozes vez ou outra.
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeSab 19 Jan 2019, 19:56


  Darwin não era do tipo de garoto que se vendia por atenção ou hierarquia entre as outras crianças. Preferia mil vezes estar com sua irmã do que brincando com outras crianças, pois Orla era especial ao olhos do pequeno. Enquanto Beatrice conversava com outras mães sobre seus maridos e o que cada um faz, se estão sendo bons pais e se estão recebendo o suficiente para comprar o que seus filhos desejassem, Orla e Darwin estavam na beirada do lago, quebrando e juntando gramas sem benefício algum naquela prática. Ao longe outro grupo de crianças, mas só de garotos, brincavam de espanquear um ao outro. Darwin de vez em quando olhava na direção deles e se perguntava quantos minutos ele duraria em pé antes de levar a primeira bifa. Talvez eu derrube cinco antes de cair, pensava o garoto.

Orla percebendo os vários olhares trocados que seu irmão dava na direção das outras crianças, soltou algumas palavras para o mesmo, algo que fez Darwin voltar a olhar para ela, dessa vez com os olhos mirando as mãos de sua irmã e não o rosto. - Não estou aqui só por causa de você. - diz sem adicionar nem retirar nenhuma vogal, continuando a mirar o chão. A justificativa não era uma das melhores, mas Darwin realmente preferia ficar ao redor da irmã do que longe dela. Ele a amava como nunca amou seus pais, talvez por conviver mais com ela do que com eles. Beatrice não trabalhava, mas quase não tinha tempo de olhar os filhos, já George gastava seu tempo em pesquisas que resultava em galeões o suficiente para durar três meses sem ter que trabalhar novamente, porém o homem preferia exercer o que gostava do que ficar em casa cuidando dos filhos.

Quando questionado sobre a vassoura, Darwin trocou olhares com o lago e por um momento achou ter visto algo de estranho, mas se tratava apenas do reflexo de um pássaro que passava por cima bem na hora em que o garoto olhava. - Não. - Respondeu secamente, mas preferindo se explicar do porquê aquele não ter sido a resposta definitiva. - Primeiro porque o papai me mataria se eu te deixasse voar nela. E em segundo, você não sabe voar. - Nem Darwin sabia na verdade, mas Orla mal prestou atenção no que seu irmão dizia, pois sabia que a resposta seria negativa. No fundo Darwin deixaria Orla voar, caso ganhasse uma vassoura. Mas primeiro ele tentaria ensiná-la isso sem ter que tocar em uma vassoura.

Agora quem chamava a atenção do garoto era o grupo de crianças, que, ao longe, chamava o mesmo para completar a brincadeira que planejavam fazer. Darwin olhou na direção deles e fixou os olhos bem estreitos por causa do sol, jogando os ombros para cima em forma de dúvida sobre o que o assunto se tratava e quando imediatamente respondido, o moreno soltou um grito fino por causa de sua voz jovial. - Deixa para a próxima! - Disse antes mesmo de Orla abrir a boca para argumentar sobre ele dever ir brincar com os outros garotos. Ao longe um coral de amargura vindo das crianças foi escutada por causa da recusa de Darwin e logo sua irmã estava cutucando seu ombro para que o mesmo fosse. - Já falei que prefiro ficar aqui - comentou esfregando o local onde Orla havia o encostado, tentando evitar que ela o tocasse novamente.

Antes mesmo de Darwin poder dar outro bom argumento para ficar perto da irmã, Orla citou algo até muito comum que ocorria com frequência com ela. As vozes. Mais uma vez a menina escutava elas e isso deixava Darwin, de certa forma, tenso. Tenso por não saber como reagir ou como aconselhar a irmã. Ele era só um garoto e não entendia praticamente nada da vida, quem dirá o que escutar vozes significava. - Bom... - balbuciou - se é assim, então vou lá. - E assim Darwin prosseguiu para perto dos outros colegas, mas antes olhando para trás e fitando o rosto de Orla enquanto andava para frente, sem saber se acabaria esbarrando em alguma coisa ou em alguém. - Se precisar é só me chamar! - exclamou, voltando a olhar para frente e correndo na direção dos meninos.




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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeDom 20 Jan 2019, 03:52

open your eyes and look outside find the reason why you've been rejected and now you can't find what you left behind

Meus pés pararam de bater na água assim que Darwin se afastou do montinho de grama que havia feito tanto quanto de mim. Nunca diria que eu havia ficado chateada por ele ter ido brincar com os outros garotos mesmo que eu fosse forçada, mas minha expressão enquanto olhava com os olhos apertados para onde meu irmão estava naquele momento talvez me entregasse se visto por um par de olhos mais atentos. Os ombros caídos, talvez até um pouco mais do que antes, voltei a olhar para frente onde a linha do grande lago tocava o céu azul ao longe que ameaçava alguns tons de amarelo bem sutilmente.

Tudo bem ele ir brincar, não falta muito pra gente ir embora de qualquer jeito.

Mentalmente eu justificava os motivos que tinha para não ser egoísta, mesmo que meu orgulho infantil se sentisse ferido mesmo sabendo que eu havia insistido para ele sair dali e se divertir. A verdade é que eu queria ter sido convidada para a brincadeira também, mesmo que fosse com meninos. Seria legal, pra variar, ser convidada pra qualquer coisa.

Um sussurro arrastado rodeava o lugar, mas eu já tinha me acostumado com ele. Estava ali há algum tempo, rodeando as pedras ao redor da orla do Lago Ness, se esgueirando por entre as árvores que se espalhavam pela clareira próxima a onde o grupo de pessoas socializavam, cada um a sua própria maneira. Eu sentia que era uma aproximação, tão sutil quanto uma brisa, como se antecedesse algum tipo de contato e isso me deixava curiosa. Há algumas semanas que eu sentia aquela presença, mas naquela tarde ela parecia mais... densa.

Orla...

O sussurro se transformou numa sonora e tangível palavra, aguçando meus sentidos e mudando o foco de meus pensamentos. Minha intuição me fez querer seguir o rastro, invisível aos olhos, mas ainda assim tão claro quanto o dia. Meus membros se ergueram juntos quando me coloquei de pé, a voz arrastada me guiando pela borda do Lago enquanto meus passos curtos me afastavam lentamente do lugar onde eu estava.

Eu sei como se sente...

O sibilar preenchia minha mente como se as palavras se formassem ali dentro.

Sabe?

Sim... Você está sozinha...

Não estou não, meu irmão...

Te deixou pra brincar com os outros garotos...

Porque eu pedi.

Sim... E parece que ele está se divertindo bem mais que com você...


Involuntariamente interrompi meus passos para olhar mais uma vez para o grupo de garotos que corriam de um lado ao outro, rindo alto e gritando uns para os outros. Darwin, entre eles, agindo como se esquecesse todas as vezes que eles haviam deixado ele de fora, todas as vezes que haviam feito piadinhas sobre ele. Tudo o que já haviam feito... Como ele conseguia sequer falar com eles?

Você sabe que é culpa sua...

A voz voltava, arrastando-se a minha volta como uma névoa, puxando-me em sua direção que sempre me levava cada vez mais distante do lugar onde eu estivera.

Minha?

Seu irmão não ter amigos... Porque ele precisa estar com você todo o tempo...


Eu não preciso que ele fique comigo! – Meus pensamentos saíram em forma de fala e talvez fosse alto o suficiente para minha mãe ter ouvido se eu já não tivesse me afastado consideravelmente dela.

Silêncio. A gritaria das crianças cessara, as vozes das conversas entre os adultos também. Nem sequer o som arrastado que me levara até ali estava presente. A sensação em meu peito era estranhamente leve, como se um peso tivesse sido tirado. Eu sentia a raiva ainda correndo por minhas veias, mas não conseguia lembrar o porquê de eu tê-la sentido. Confusa, olhei à minha volta, procurando com os olhos o motivo de eu estar ali, notando bem ao longe a movimentação humana que eu deixara pra trás. Apesar da mente confusa, piso decidida na direção de onde viera; o céu já tomava um tom laranja-avermelhado e a orla do Lago escurecia gradativamente em alguns pontos mais privados de luz solar. E onde eu estava era um desses lugares.

Um passo. Um passo foi suficiente para desencadear toda uma reação.

Meus olhos se arregalaram assim como minha boca se escancarou num grito mudo que nunca saiu. Uma forma fantasmagórica, espessa, escura como fumaça com vida própria me envolveu mas eu não podia vê-la. As imagens que eu via, no entanto, estavam todas somente em minha mente. Caos. Destruição. Morte. Eu era muito nova para entender o significado de tudo aquilo, mas a sensação de terror deixava tudo suficientemente claro. O ar ficava cada vez mais rarefeito enquanto o cerco se fechava à minha volta. Os músculos em meu corpo não responderiam aos comandos se minha mente não estivesse em um lugar atemporal e longínquo. O peso deixou minhas pernas e eu podia sentir meu corpo flutuar ao mesmo tempo que visualizava a silhueta de uma mulher, sua sombra negra como a noite em contraste com um céu acinzentado, ao seu redor um mundo sem o mínimo sinal de vida. E o seu rosto... Parecia...

O grito finalmente saiu da minha garganta, provavelmente ecoando por toda a extensão do Lago Ness. A visão se foi levando consigo a mulher e trazendo de volta a claridade do dia que ainda findava e os sons naturais à minha volta. O peso de meu corpo retornou e o senti sobre os meus pés pouco antes de batê-los no chão, caindo sobre os joelhos logo em seguida, meus músculos cansados demais para reagir contra a pressão contra meu pulso que me puxava na direção do Lago. Ouvi meu nome numa voz desesperada e distante e logo em seguida o rosto de quem me chamava, mas era tarde demais.

Darwin...

Minhas costas bateram na água gelada primeiro e então todo meu corpo submergiu, a pequena quantidade de ar reservada não sendo suficiente para manter minha lucidez por muito tempo. Eu queria me debater, sabia que tinha que lutar contra o que me prendia e me arrastava cada vez mais para longe da superfície, mas eu não tinha forças. Em poucos segundos meus olhos estavam embaçados e enxergavam cada vez menos o interior do Lago que me engolia cada vez mais fundo, cada vez mais pro escuro.
Minhas Falas    •    Meus Pensamentos    •    Narração    •    Fala de Outrem    •    Fala de Animal










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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeDom 20 Jan 2019, 15:47


  Darwin não sabia esconder sua empolgação de poder brincar com seus colegas sem ter que se preocupar se Orla iria ficar decepcionada, ou não, com ele, já que a própria irmã havia o liberado de sua companhia. Mas Darwin sabia que ela se sentia infeliz sempre que o mesmo tinha que se afastar dela. Uma vez Darwin foi acampar com seu pai e ficou afastado de casa por três dias, nesses três dias Orla mal se alimentará, segundo Beatrice. Uma vez ou outra não faria mal, queria acreditar Darwin, já que eles não viveriam a vida toda grudados um no outro.

Enquanto o moreno se enturmava com os outros garotos, Orla continuava próxima do lago, sozinha, pelo menos para uma pessoa comum que olhasse em sua direção. Em poucos minutos Darwin já estava sujo como os outros garotos, essa era a parte que Beatrice menos gostava de trazer seus filhos ao Lago Ness, pois acabavam voltando imundos de terra e folhas para casa. Mas nada que uma magia rápida de limpeza não resolvesse.  Darwin sentia-se inseguro e com uma sensação não muito boa, porém não queria aparentar ser do tipo de irmão protetor. Ele, mesmo não fazendo isso nada bem, gostava de tentar ser durão, só para se identificar mais com os heróis de filmes trouxas que ele assistia.

Só que dessa vez a intuição estava certa. Ao longe o grito de Orla ecoou por todo o local, Darwin com um certo delay olhou na direção de sua irmã e o coração começou a acelerar como se tudo estivesse em câmera lenta, menos seu órgão. Beatrice gritava o nome da filha ao longe, e Orla, em seu último ato antes de ser arrastada para dentro do lago, olhou na direção de seu irmão. - Orla! - gritou, agitando as pernas e correndo na direção da irmã, tentando ser mais rápido do que a criatura que arrastava sua irmã para dentro do lago. Enquanto corria, Darwin acabou tropeçando no próprio pé que não havia mais um ritmo de corrida definida, caindo com a bochecha colada no chão, causando alguns cortes em seu joelho e na maçã de seu rosto.

Darwin chegou a se levantar mais uma vez e tentar voltar a correr, mas quando se aproximou o suficiente do lago, já era tarde demais para salvar sua irmã. Beatrice agarrará o garoto pela barriga, evitando ele de pular para dentro do lago. - Me solta! - Se agitava o moreno nos braços da mãe, balançando as duas mãos mas sem sucesso algum para sair daquela investida que Beatrice havia feito.


[...]


Em casa, longe de onde Orla poderia estar, Darwin se encontrava sentado no banco de concreto do lado de fora de sua residência, próximo ao jardim que ele costumava brincar com sua irmã... e que nunca mais poderia voltar a brincar com ela ali ou em qualquer outro lugar. George e Beatrice choravam do lado de dentro da casa, George chorava mais do que a própria esposa, pois sua mulher estava depondo para alguns aurores do Ministério, algo que ela já havia feito para a Polícia da Escócia, mas invertendo alguns fatos para que seu dom não fosse exposto ao mundo trouxa. Darwin não conseguia pensar em nada, nem na irmã, mas lágrimas escorriam por seu rosto, o jovem pela primeira vez não tentava conter o choro na vida. Ele só não conseguia entender como aquilo fora acontecer bem debaixo de seu nariz. Sabia que se tivesse ficado perto dela, talvez Orla estaria agora de seu lado, tomando um sorvete ou brincando com gravetos na intenção de que fossem varinhas.




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Laren Cooper
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeSex 22 Mar 2019, 22:29

Christmas Lights
Finalmente o recesso escolar para o natal havia chegado e sua filha estava vindo para casa. Todos os anos a decoração de natal ficava por conta das duas, aquele era um momento único de mãe e filha que Laren não quis abrir mão. Por mais que já estivesse em cima da hora – afinal faltavam dois dias para a véspera –, decidiu esperar. Depois de receber a coruja pela manhã com o bilhete de Audrey avisando que chegaria no início da noite, Laren tirou o dia para deixar tudo preparado. Foi até o armário sob a escada e tirou todas as caixas que continham luzinhas, enfeites e guirlandas de natal, e também a árvore de tamanho médio que ficava lá dentro junto com meia dúzia de outras coisas, colocando tudo na sala onde montariam tudo. Na parte da tarde comprou meias para pendurarem na parte de fora da lareira, novas luzinhas coloridas e alguns doces típicos como candy cane. Decidida a fazer algo bem caprichado foi até a floricultura e colheu rosas brancas e vermelhas, enchendo o carro.

Quando chegou em casa o sol já estava se pondo, não estava nevando, mas havia uma fina camada de gelo sob as árvores e o telhado das casas. Seus pais esperavam para serem levados para a igreja, e após levá-los voltou para casa, optando por ir organizando e deixar apenas a árvore para montarem juntas quando Aud chegasse.  Com dificuldade desembolou os fios de pisca-pisca, colocando os coloridos na parte de fora da casa  contornando toda a parte de entrada. Na parte de dentro, separou pequenos vasos com rosas brancas e vermelhas colocando-os em pontos estratégicos pela sala. O perfume se espalhando no ambiente. Entre as rosas instalou algumas luzes de led, deixando os arranjos muito bonitos. Enquanto trabalhava tinha sua mente ocupada, sem lembrar de quaisquer das preocupações ou questionamentos que andara tendo nos últimos dias – Tu, é trevo de quatro folhas é manhã de domingo a toa. Conversa rara e boa, pedaço de sonho que faz meu querer acordar, pra vida… Ai ai ai – Cantarolava feliz. Posicionou a árvore em um canto estratégico da sala  e separou todas as bolinhas e demais enfeites de pendurar na árvore. Colocou as meias afixadas na parte de fora da lareira, e na mesinha de centro colocou um pequeno boneco de papai noel. Subiu as escadas até o quarto e pegou as caixas de presente, descendo e colocando perto dos enfeites para colocarem embaixo da árvore quando terminassem a montagem. Conferiu no relógio de parede que já eram sete horas da noite, decidindo tomar um banho quente antes da filha chegar. Se aprontou colocando calças jeans e um suéter preto confortável e bem quente com um cachecol vermelho por cima, deixando o cabelo castanho escuro solto.

Estava terminando de se aprontar quando a campainha tocou, desceu as escadas praticamente correndo com um enorme sorriso se formando no rosto. Abriu a porta e ali na soleira da  estava ela. Sua Aud! Acompanhada da minúscula Fyfa e seu novo animal de estimação, o Zé, que a mãe tanto leu sobre nas cartas que recebia. A saudade era tanta que ambas se abraçaram imediatamente – Como você cresceu meu amor!   – Disse um pouco abaixada dando um abraço de urso na filha, que parecia igualmente animada. Soltou-a e encarou a menina, como se estivesse conferindo se tinha chegado inteira dos Rathbone – Senti tanto a sua falta! Olha a mamãe te esperou para montarmos a árvore juntas, e já deixei algumas coisas preparadas. O vovô e a vovó estão na igreja, então seremos só nós duas!   – Disse apontando para a parte de dentro, se afastando um pouco para o lado permitindo que a filha tivesse um vislumbre da sala. Segurando a mão da menina, se deu conta que não tinha cumprimentado o homem que a havia trazido, que estava um pouco mais ao lado na parte de fora como se não quisesse atrapalhar o encontro das duas – imaginava ser Frank, um dos seguranças da família –, de modo que teve que sair até a soleira se inclinando um pouco para olhar lá fora – Hey Frank, tudo bem? Obrigada por trazer Aud em segurança. Pode ir, agora é comigo! – Disse sorrindo para o homem que estava encostado na parede  e vestia um capuz, que desencostou e foi até ela, erguendo-o permitindo que ela visse seu rosto. Não era Frank, e sim Athelstan. Teve que fazer todo o esforço do mundo para disfarçar seu olhar de desgosto ou de não xingá-lo ali, pois olhou de rabo de olho e notou que a filha estava atenta com as ações dos dois – Ah… Hum, olá.   – Seu tom de voz estava um pouco desanimado – Bom, ao que parece ele sabe da existência da filha e quer ser pai. Legal. – Pensou ironicamente. Apertou a mão da filha que ainda segurava e fez menção de entrar – Hum, então obrigada por trazer min… nossa filha. Agora é comigo. Vamos montar nossa árvore de natal! – Não pôde deixar de sorrir nas últimas palavras.

Soltou a mão de Audrey para que ela pudesse se despedir do pai, e para seu desgosto a menina o convidou para entrar.  Olhando Laren de forma irônica, Athelstan disse que dependeria do convite de sua mãe. Ela cruzou os braços e ficou de uma forma que a leitura corporal mostrava que ela não estava nada feliz, e ele sabia porquê. Não dava para esquecer facilmente que tinha sido estuporada. A filha lhe olhava com expectativa, pedindo por favor. Respirando fundo, Laren olhou nos olhos de Gordon e o convidou por pura educação e para agradar a filha, rezando para que ele não aceitasse – Hum, bom… Você quer entrar? Pode nos ajudar. – Antes mesmo que terminasse de falar, All cruzou a soleira da porta na maior cara de pau, com Aud seguindo-o toda feliz. A mulher fechou a porta com um pouco de violência,  fazendo um pouco de barulho – Ops desculpem, foi o vento.   – Disse indo com os dois para perto da árvore e iniciarem a decoração.

Enquanto os três colocavam os enfeites e enrolavam as luzinhas na árvore, Gordon falou alguma coisa elogiando a decoração que ela  já tinha feito, agindo como se nada tivesse acontecido nos últimos diasse  aproveitando do fato de que Audrey estava ali. Ele sabia que a mulher não diria nada na frente da menina. Também estava claro para Laren que ele ficava encostando nela de propósito conforme colocava os enfeites na árvore.  Apesar de tudo ela estava muito feliz de ter a filha ali, aproveitando o momento para conversarem coisas sobre Hogwarts – Eu recebi umas cartas sobre umas detenções… Depois vamos falar sobre isso viu mocinha?   – Disse ela olhando para a filha, ao mesmo tempo que seu tom era sério e divertido. Aquele não era o momento, mas Audrey sabia que a mãe iria lhe dar uma pequena bronca depois.  Finalmente terminaram colocando as luzes pisca-pisca e ajeitando as caixas de presentes embaixo da árvore.  Laren entregou para Athelstan o plugue para conectar na tomada, sentindo um pequeno formigar nos dedos quando encostou sua mão na dele – Conecte naquela tomada atrás da árvore por favor. – Seu tom era formal, estava tensa. Ele ligou na tomada e se afastaram para admirar a decoração. Os olhos dela brilharam, tinha ficado tudo muito bonito. Olhou com carinho para Audrey, passando a mão em sua cabeça e bagunçando seu cabelo – Que tal filhota?   –  Aguardou a resposta da menina.

Os três se sentaram no sofá, Laren e Athelstan muito calados. Ela tentava não pensar no quanto estava furiosa com ele, afinal a filha não sabia que já tinham se encontrado e quais foram as circunstâncias. Ela sorriu e falou para os dois – E então, quais são as novidades do mundo dos Rathbone? Fora o fato de que estão monopolizando minha menina…   – Perguntou ela, um tom acusatório nas últimas palavras e olhando sério para o pai dela.



Interação com Athelstan Gordon Rathbone e Audrey Brooks Rathbone.


I was falling in slow motion, and they brought me to life


Playing with fire
cut out your heart and show me confidently, sometimes chic, chic, so hot, so hot, make me not know what to do. softly call out to me like a whistle in my ear. don’t pass me by if you can’t forget me either.
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Athelstan Gremory D'Anjou
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeSab 23 Mar 2019, 02:41

Tensão de Natal
Trama Particular com Audrey & Laren


As festas de fim de ano se aproximavam, Audrey iria passar o Natal com a mãe, a pequena já havia ficado tempo demais longe da família materna e Athelstan como seu pai resolvera que a levaria junto de Frank, o chefe de segurança do Castelo Rathbone, de volta ao seio materno naquela tarde. Vestiu-se com seu Kilt com o tartan da família e uma bermuda por baixo deste, uma jaqueta de couro preta, onde guardou a varinha, alguns presentes e cartões de natal. Nos pés colocou botas de couro, completando um estilo mais rebelde, a desgosto do Conde. 


- Bonito casaco! - elogiou a filha ao ver que ela estava bem agasalhada quando desceu para encontrar o pai no Jardim de Entrada do castelo Frank, eu irei com vocês quero passar mais um pouco de tempo com a Aud! disse virando para o guarda, não revelando que desejava conversar com Laren naquele dia para abrir jogo sobre suas atitudes com ela nas últimas vezes que se viram. - Vamos a mala já está no carro! -  alertou Frank, aguardando que os dois entrassem na parte de trás do Rolls Royce preto.  


A viagem até a casa de Laren não demorou muito, Audrey estava agitada e ansiosa pra rever a mãe depois de tantos meses longe. - Vai lá, toque a campainha estou bem atrás de você! recomendou All a filha que saiu correndo para a porta tentando alcançar o instrumento sem êxito enquanto All pegava a mala com Frank, antes deste entrar no carro. - Te ajudo!- pronunciou ao tocar a campainha sorrindo para a infanta. Deu um passo para trás, deixando-a com maior liberdade para brincar com Fyfa e Zé, e colocou o capuz da jaqueta na cabeça imaginando como seria a reação da mulher que amava ao vê-lo, se preparava para ser escorraçado dali. 


A porta finalmente se abriu, mãe e filha se abraçaram, o amor exalava pelo local, a saudade era imensa, para não quebrar o clima, Athelstan continuou afastado apenas observando a cena com um sorriso no rosto, queria viver mais momentos como aquele, momentos em que estaria junto da filha e da mulher que amava, juntos como se fossem uma família.


O capuz fazia sombra sobre o rosto de All e a mulher não esperava sua presença ali, já que havia sido informada de que Frank era quem levaria a criança para a mãe, motivada por isso ela dispensou o homem, que imediatamente retirou o capuz revelando-se. Ele sabia que era persona non grata, mas arriscava, precisava abrir o jogo, não iria obrigá-la a ouvi-lo, sobretudo depois do modo ele agira nos últimos encontros que tiveram, havia sido rude e dispensado a mulher, para que esta se afastasse dele e não corresse perigo, sacrificara o amor em nome do amor, coisas que somente quem ama é capaz de entender. - Oi! cumprimentou  com uma voz rouca, dando um sorriso tímido, estava totalmente envergonhado e apenas assentiu com a cabeça ao ouvir o agradecimento. 


Para a surpresa de Athelstan, a menina pedira que ele entrasse, nitidamente a desgosto da mulher, mas era tudo que ele queria, poder ficar mais um pouco - Se sua mãe quiser minha companhia! respondeu ironicamente, sabia que ela não recusaria o pedido, entrou com a mala de Audrey,, antes mesmo de Laren terminar sua fala, que por sua vez descontou a raiva na porta, fazendo um estrondo.


Iniciaram a decoração da árvore de natal colocando alguns enfeites e luzes, o clima estava tenso entre os mais velhos, nem um pouco natalino. - Você tem um bom gosto pra decoração Laren ! elogiou tentando quebrar aquele clima ruim, era o primeiro momento em que os três passavam juntos desde que descobrira a existência da filha e não queria fosse uma lembrança ruim para a menina, no entanto por mais que evitasse encostar na mulher para evitar problemas, não conseguia evitar a atração que seus corpos sentiam um pelo outro, o provocava um certo desconforto ao se encostarem, a linguagem corporal dela indicava que ela achava que ele a tocava de propósito, o que não era bem uma mentira e nem uma verdade absoluta. Com o comentário da mãe sobre as detenções de Hogwarts, a pequena grifina olhara para o pai como se pedisse socorro, os dois já haviam tido essa conversa no dia em que ela retornara da escola, mas ele apenas fez uma careta brincando e inclinando levemente a cabeça enquanto erguia os ombros, como se dissesse “eu avisei”.  


As luzes do pisca-pisca foram as últimas decorações colocadas na árvore, só precisavam ser ligados, Laren entregou a Athelstan o plugue que deveria ser conectado na tomada, seus dedos se tocaram disparando emoções, All sentiu um enorme desejo de puxá-la e roubar um beijo, seu coração estava disparado, contudo controlou seus instintos, precisava ter uma conversa com ela primeiro e não queria agarrar a mãe na frente da filha, então optou por ignorar a magia e inclinou-se para ligar as luzes de natal e afastou-se para acompanhar as duas enquanto admiravam a decoração.  Riu da espontaneidade da filha quando a mãe lhe perguntou sobre o resultado final.
Com o trabalho de decoração tendo chegado ao seu final, os três se sentaram no sofá, com Audrey no meio dos pais. Athelstan, estava tenso, e percebia que Laren também estava, provavelmente ela tentava disfarçar o ódio que sentia dele, para não influenciar as opiniões da filha sobre o pai. - Monopolizando? respondeu dando uma breve risada - Jamais permitiria uma coisa dessas, pelo contrário, você será muito bem vinda caso queira visitar a Audrey enquanto ela estiver no Castelo! respondeu serenamente, apesar do tom acusatório que havia no comentário dela - Audrey, por que não conta pra sua mãe as novidades do Castelo? solicitou com um sorriso , acreditando que ela seria a melhor pessoa para quebrar a tensão que ainda havia no ambiente.


Interação de Fim de Ano com Audrey Brooks Rathbone & Laren Brooks



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O pior pesadelo das trevas!


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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeSeg 25 Mar 2019, 23:43

O melhor dia do ano!!!
Interação com Laren Brooks e Athelstan Rathbone
E finalmente, o dia mais importante do ano havia chegado para a menina: iria pra sua casa ver sua família. Não que os Rathbone não fossem sua família – claro que eram – mas a garota considerava sua “verdadeira” família aquela em que havia nascido e sido criada, ou seja, os Brooks. Já fazia um bom tempo que Audrey não via seus parentes mais próximos e havia uma enorme saudade desejando ser extinta, principalmente em relação a sua mãe. Desde pequena, fora muito ligada a ela, sempre fazendo coisas juntas, principalmente nessa época do ano, o feriado mais familiar do calendário.

Após vestir um de seus velhos casacos – seu favorito na verdade: sua mãe havia lhe dado de presente de aniversário! – a metamorfomaga desce as longas escadas pulando alguns degraus, seguida de perto pela sua velha amiga Fyfa, saudosa também em rever sua antiga casa, mas principalmente a floresta de onde viera. Zé Kaeru, bem acomodado no topo da cabeça infantil como sempre, era o único que não parecia ter uma reação empolgada: para ele, sua casa era o Castelo Rathbone e Hogwarts, claro. O cabelo da mais nova delatava os sentimentos que percorriam seu corpo demonstrando várias cores que se misturavam e “dançavam” pelos fios, porém, ao perceber uma figura masculina parada no Jardim de Entrada a esperando, rapidamente retornam a coloração natural, imaginando que fosse o Conde,o homem que a trouxera para o Castelo e que prezava pelo controle das emoções. Ao chegar mais perto, os olhos verdes se surpreendem ao ver que na verdade se tratava de ser seu pai, Athelstan, e um meio sorriso se forma nos lábios da infanta com a confirmação da companhia do mais velho na viagem. Assim seria mais fácil.

Durante o trajeto, era bastante difícil dizer qual era o ser mais animado, se a menina de cabelos rosa ou o ser alado que, inicialmente, se escondera do bruxo mais velho nas vestes largas de sua amiga, mas que, ao vislumbrar a paisagem cada vez mais familiar, voava de um lado para o outro do automóvel, falando em um idioma não muito entendível e sendo “seguida” por uma longa língua que quase conseguia alcançá-la. - Chegamos!!! - Mal o carro estacionara, a porta de trás já se abria e, tanto Audrey quanto Fyfa, corriam em direção a casa, que se mostrava iluminada pelas luzes de Natal, deixando a garota mais ansiosa. Ao ver o rosto da sua mãe, seus curtos fios adquirem instantaneamente uma coloração rosa chiclete e um largo sorriso se forma em seu rosto. - Mamãe!!!!! - Um abraço saudoso se faz entre mãe e filha, a mais nova aproveitando o contato mais próximo do rosto da mais velha para enchê-lo de beijos. A pequena fada cumprimenta rapidamente a adulta, mas logo some pela casa a dentro, procurando ver como estava seu antigo “território”. Já o sapo decidira ficar pela própria sala mesmo, já que algo apetitoso chamara sua atenção: era colorido e tinha cheiro doce. Quem poderia resistir? Assim que Laren confunde a figura masculina próxima com o segurança que esperava no carro, a menina esconde um risinho e observa ambos com bastante atenção. “É agora!” Era o momento que esperava a algum tempo, quando seus pais iriam se reencontrar depois de anos separados, porém a reação de ambos não foi a que ela esperava, longe disso. Não teve surpresa, apreensão, felicidade ou raiva. Ao invés disso, se trataram com frieza e um clima tenso e estranho pairou no ar. Audrey sentia que coisas queriam ser ditas, mas sua presença impedia como ocorrera outras vezes da mesma forma e, nas outras vezes, as pessoas envolvidas haviam trocado palavras que não foram bem ouvidas e uma discussão tinha ocorrido. Então... seus pais já haviam se encontrado... e por que não falaram pra ela isso??? Suspira. Mais uma vez fora tratada como criança. Isso já estava ficando cansativo. Havia coisas que ainda precisavam ser resolvidas e por isso não poderia deixar Athelstan ir tão cedo. - Está meio frio. Por que você não entra pra tomar um chá com a gente? Mesmo porque o Frank já foi embora, ó! - E aponta para onde estaria o carro que os havia trazido até a casa, mas agora o local se encontrava vazio. Esboçando um pequeno sorriso, a menina entra correndo em casa e respira fundo o perfume tão familiar das flores de sua mãe. - Que gostoso, mam… - Porém um forte estrondo de bater de porta a cala, os olhos verdes arregalados de susto olhando para a mais velha, que dizia ter sido o vento. Seja qual foi conversa que eles tiveram anteriormente, era claro que não havia sido boa.

Audrey começa a enfeitar a árvore de Natal junto de seus genitores tentando ignorar o clima de tensão entre ambos, porém não pôde evitar algumas mechas de seus cabelos se embranquecerem com a menção das detenções vinda de sua mãe. Já havia levado um puxão de orelha de Bernardo e seu pai, agora de sua mãe também? A grifina suspira, desejando que seus avós não soubessem de nada. Uma quarta e/ou quinta seria demais. “Nunca mais pego uma detenção de novo.” Prometeu para si mesma. Ao término do trabalho, a menina se afasta um pouco, junto com os adultos, para admirar o resultado. - Hum… - A garota sapeca finge analisar profundamente a decoração natalina como se fosse uma especialista. - Até que não ficou tão ruim... pra um bando de desajustados.  - Ri com sua comparação. Sua família nunca fora normal mesmo.

Audrey se senta no sofá entre seu pai e sua mãe, acabando por ficar no meio. Os três ficam breves momentos em silêncio, observando o apagar e acender das luzes coloridas. Aquele clima estranho estava começando a influenciar a menina, relembrando a ela um fato que podia ter acontecido, mas do qual ela não fora informada. Tudo bem que os adultos tinham seus segredos, mas naquele caso ela estava tão envolvida quanto eles, afinal ela havia nascio da união dos dois. A infanta suspira com a troca de palavras entre eles. Laren parecia acusar Athelstan e o mesmo rebatia passando a palavra a mais nova, lhe dando, de certa forma, a responsabilidade de aliviar a tensão entre os adultos, o problema é que ela estava influenciada demais pelas energias que circundavam a situação. - Já chega! - A garota se põe de pé, ficando de frente para os pais. - Quando foi que vocês se viram de novo? - O olhar esverdeado estava sério e os braços cruzados diante do peito. - Não precisam mais fingir. Eu sei que vocês já se encontraram antes. Quando vocês iam me falar? - E até quando iriam continuar tratando ela como uma “criança que não sabe de nada do mundo”?
Legenda: - Falas - :: Narrativa :: “Pensamentos”



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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeTer 26 Mar 2019, 12:07

D.R Familiar
Sobressaltou-se com a reação da filha. Claro que ela perceberia, Audrey sempre fora uma criança esperta. E a atmosfera entre ela e Athelstan não estava das melhores. Ergueu uma sobrancelha diante do questionamento da filha. Bem, não podia negar que estava pensando em ocultar os últimos acontecimentos da filha, mas diante daquela reação a menina tinha direito de saber pelo menos o necessário. Na verdade ela estava demonstrando ser muito mais madura do que os adultos. Ela suspirou e se levantou do sofá – Tudo bem, vamos conversar. Você vai saber o que precisa. Antes vou preparar algo para tomarmos. – Foi até a cozinha, e por volta de quinze minutos retornou com uma bandeja com três xícaras. Uma com chá para ela, outra com chocolate quente para Audrey e uma com café mocha, que entregou para Gordon. Por mais que o momento fosse tenso ela queria agradar todo mundo. 

 Sentou novamente onde estava, indicando para que a filha voltasse para o meio dos dois. Bebericou o líquido da xícara e olhou nos olhos da pequena – Eu e seu pai nos vimos sim. Logo depois que você foi com os Rathbone. – Fez uma pausa para mais um gole, atenta às expressões da mesma – Foi uma coincidência. Eu tinha ido fazer compras em Londres para a floricultura e dei uma passada na biblioteca, acabamos nos esbarrando lá é a conversa não foi muito boa.  Desconfio que ele não tivesse te conhecido ainda. – Fechou os olhos lembrando do quanto havia doído ouvir do homem que ele estava bem sem ela – Na segunda vez a mamãe tinha ido ao cinema com ... um amigo. E esse amigo era um dos homens maus que sequestraram seu pai.  –Seus lábios se estreitaram numa linha fina, um pouco de raiva contida na voz. Aquele homem era um dos responsáveis pelas mazelas que sofreu quando Gordon sumira – É claro que eu não sabia. Seu pai estava perseguindo-o, acabou me ajudando quando levou o homem. Impediu que ele fizesse algum mal a mim. – Colocou a xícara na bandeja e entrelaçou suas mãos com as da filha, ocultando a parte de ter sido estuporada ou do outro homem ter tentado pegá-la a força. Afinal até para adultos o assunto era pesado, para uma menina de onze anos não era um detalhe necessário, por mais madura que ela fosse – Nós dois não conversamos nada. Por isso esse clima... Só queria te poupar da preocupação. É complicado... – Audrey olhava para ela com a expressão inquisitiva, como se incentivasse a  mulher a prosseguir. Laren dessa vez olhava para ela e para o homem alternadamente – Entenda, tudo é novo para mim... Para nós. Alguns meses atrás eu achava que tinha sido abandonada na gravidez. Eu e seu pai temos uma longa história mal resolvida, que por conta de desencontros chegou num ponto de muita mágoa. Mas isso só o tempo irá resolver minha pequena. – Ela sorriu passando a mão na cabeça da filha, como um carinho – E algumas coisas são mais complicadas do que parecem.  É meio difícil quando depois de onze anos sentimentos que pensava que tinham morrido renascem... – Falou baixinho. Realmente alguns assuntos eram de adultos, como o sentimento dela por Athelstan e entender de verdade o que tinha acontecido com ele. Se arrependia de não ter contado para ela a verdade sobre o pai desde sempre, pode até ter feito errado mas a única coisa que queria era proteger seu bem mais precioso de qualquer sofrimento. Todos ali estavam envolvidos, era mais do que justo Audrey saber o que lhe cabia – Me desculpe por não ter comentado com você. Alguns assuntos são difíceis de tratar por carta!  – Exclamou ela olhando para a filha e em seguida para Athelstan, esperando ele dizer alguma coisa. 

Com Audrey Rathbone e Athelstan Gordon Rathbone – Trama familiar


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Athelstan Gremory D'Anjou
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeQua 27 Mar 2019, 23:20

Tensão de Natal
Trama Particular com Audrey & Laren


Athelstan levantou-se colocou a xícara vazia sobre a mesa mais  próxima, inclinando-se para amarrar a bota, deixando com que um colar com a aliança do noivado entre ele e Laren saísse para fora da jaqueta, respirou fundo, retirou do bolso dois presentes com seus respectivos cartões de Natal. - Vocês precisam de algumas respostas, e chegou a hora de obtê-las, mas antes quero entrega a vocês seus presentes! pegou um saco de presentes rosa e entregou para a filha - Como não estarei com vocês no Natal, se quiser pode abrir, é um suéter, com as cores e o brasão de sua casa em Hogwarts, espero que goste! disse com um sorriso discreto e sincero, pegando em seguida uma caixinha de presente vermelha e entregando para Laren - Apenas uma lembrança de um dia que nunca esqueci! dentro havia uma miniatura da Torre Eiffel, que ele comprara na intenção de mencionar discretamente o dia em que haviam ficado noivos. 


Junto dos presentes entregou um cartão de natal, no que entregou para Audrey dizia:


“ De seu pai, que tanto te ama, mesmo que pouco te conheça. Sei que não está fácil pra você e que a primeira impressão que teve sobre mim não foi boa, mas espero um dia poder corresponder suas expectativas como pai. Feliz Natal!”


O que entregou para Laren estava escrito: 

“Perdoe-me por mentir e fazê-la sofrer, naquele dia na Sfinga fui obrigado a te dizer coisas que não queria, espero que um dia me entenda! Feliz Natal!”


Respirou fundo mais uma vez, antes que pudesse continuar, precisava manter a calma. - Audrey, a primeira coisa que você precisa saber é que eu só fiquei sabendo que você existia no dia em que te conheci, não fazia ideia que sua mãe estava grávida quando fui sequestrado. soltou a primeira bomba, tentava medir bem as palavras para não fazer com que se assustassem. - Quando finalmente fugi do sequestro, eu sabia que minha presença poderia lhe causar perigo, Books! falou desviando o olhar da filha para mãe, ao pronunciar o apelido que lhe dera quando namoravam - Talvez você não me entenda, mas a verdade é que nunca deixei de te amar Laren, pelo contrário, foi o que sentia por você que me motivou a me manter vivo todos esses anos! fez uma breve pausa para observar as reações das duas - Mas eu sabia que minha presença em sua vida poderia colocá-la em perigo, e não me perdoaria se algo acontecesse com você por minha causa. uma nova pausa foi necessária, precisava de fôlego, era um assunto que ainda mexia com sua cabeça - Então para protegê-la não te procurei, optei por me manter afastado para não correr riscos, sabia que só poderia me reaproximar depois de ter a certeza que seria seguro! Eu tinha medo! a voz começava a ficar embargada - Retornei ao Castelo Rathbone, pois precisava me recuperar do que havia sofrido, e sumi novamente, sem avisar a ninguém para que não tentassem me impedir de ir atrás daqueles que me sequestraram, acreditava que isso era o necessário para não te colocar em risco quando te reencontrasse! os olhos começaram a lacrimejar
- Não esperava te encontrar naquele dia, confesso que quase larguei tudo o que planejava quando nos beijamos, mas aquele seu tapa me fez acordar, sabia que não poderia viver esse amor naquele momento, e acabei te dizendo coisas que machucaram a nós dois, espero que me entenda e um dia possa me perdoar pelas coisas que disse, nada daquilo era verdade, eu apenas queria te afastar, pra te proteger de mim e todos os perigos que minha família pode te causar.  outra breve pausa, sem dar tempo para que falassem algo - Naquele dia, percebi que precisava ser mais rápido, precisava acabar logo com aqueles caras, as minhas investigações avançaram e eu acabei encontrando um daqueles homens que me sequestraram, para minha surpresa ele estava saindo com você. Eu enlouqueci, pensei que você também fazia parte do Silver Moon; este é o nome do grupo que me sequestrou, felizmente eu estava enganado!


 Respirou fundo mais uma vez - No dia seguinte eu te conheci, Audrey! - disse olhando para a menina - E tudo mudou, a partir daquele momento eu soube que seria inevitável que os perigos que rondam os Rathbone se aproximassem de vocês, por isso andei frequentando sua floricultura e me mantendo por perto, todos os dias desde que nossa filha foi para Hogwarts, você não me reconheceu porque eu tomava a poção polissuco, queria esperar o momento certo para me revelar! explicou voltando-se novamente para a mulher - Tudo estava tranquilo, até o dia da saída dos alunos de Hogwarts para as férias de fim de ano, eu te fiz uma grande encomenda pra não pudesse ir buscar a Aud. Acreditava que seria arriscado demais. E estava certo, os Silver Moon, atacaram na estação 9¾, foi um ataque surpresa, e graças a minha desconfiança, estava lá para poder salvar vida da Audrey! olhou para as duas, observou suas reações - Acredito que seja perigoso demais para vocês continuarem morando aqui, e não me perdoaria se acontecesse algo com vocês, por isso ... tomou fôlego e coragem para dizer - ... penso que o melhor seja que feche a floricultura e venham morar no Castelo Rathbone! Você poderia levar seus pais e trabalhar por lá cuidando dos jardins do Castelo, desta forma poderíamos garantir a segurança de vocês! O que me diz?


Interação de Fim de Ano com Audrey Brooks Rathbone & Laren Brooks



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O pior pesadelo das trevas!


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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeQui 28 Mar 2019, 23:02

Era pra ser o melhor dia do ano...
Interação com Laren Brooks e Athelstan Gordon Rathbone
Parece que finalmente alguém passou a respeitá-la como um ser pensante e esse alguém só podia ser a sua mãe. Alguém que a criara desde que nascera sabia as suas necessidades e como agir em relação a elas. Enquanto Laren ia até a cozinha, a menina se aproxima da árvore de Natal recém-decorada. Era a segunda vez que fazia aquilo nesse ano. A primeira foi no Castelo Rathbone e, apesar da grandiosidade da decoração natalina, aquela árvore singela bem ali na sua frente era com certeza a mais importante. Ali era a sua casa. Um pequeno sorriso se forma nos lábios da menina, enquanto instintivamente guardava as mãos nos bolsos laterais de seu casaco, seus dedos esbarrando em um objeto metálico que ali se encontrava esquecido. Era a jóia da família que Gael havia lhe dado. A infanta se perguntava se voltaria pra lá...

Com o retorno de sua mãe, Audrey aceita alegremente o melhor chocolate quente do mundo, porém se recusa a sentar entre os adultos. Permanece em pé onde estava anteriormente, observando o casal . Ouvia atentamente as palavras da mais velha, vez ou outra se esquecendo até de ingerir o líquido. O olhar infantil não esboçava nenhuma reação, porém não pôde evitar uma pequena reação com a menção de um “amigo” com quem sua progenitora havia saído. Parecia que Laren estava experimentando sair com outras pessoas, o que a garota achou muito bom. Sempre achou sua mãe muito bonita e jovem, alguém que merecia ser feliz mesmo que tivesse que dividi-la com outra pessoa, uma boa pessoa. Instintivamente, os olhos verdes se dirigem a Athelstan. O primeiro encontro de pai e filha ainda pairava por sua mente. Não confiava no mais velho e em suas atitudes. Apesar do momento de calmaria, pôde observar sua fúria reavivar sua habilidade metamorfomaga com o ataque que sofreram na estação. É claro que muitos na família podiam fazer isso, como ela própria – com certa dificuldade ainda – e Gael, porém confiava plenamente no controle do Conde. Já havia testemunhado uma “conversa” entre ele e seu avô - a única que tiveram – que o final foi o melhor possível. Entretanto, quando pensava na discussão entre Athelstan e o ancião – porque sim, inevitavelmente isso iria acontecer! – imaginava que o resultado seria completamente diferente, não duvidando que, em seu descontrole, aquele homem matasse o seu avô, mesmo que sem querer. Ao sentir os dedos de Laren procurarem espaço pelos seus, rapidamente deposita sua caneca numa bandeja próxima e volta sua atenção à mãe, permitindo o entrelaçar de mãos acontecer. Ao final da fala da mais velha, Audrey a envolve em um abraço amoroso. Entendia seus motivos e percebia que a mesma sofria tanto quanto ela. Um sentimento de culpa começa a nascer em seu peito. Se não tivesse aceitado e insistido no convite dos Rathbone, nada disso estaria acontecendo agora e aquele Natal seria como outro qualquer e não o pior de suas vidas. - Não se preocupe. - Falou baixinho em seu ouvido, ainda entrelaçada em seu pescoço. - Você não vai precisar mais de carta nenhuma! - Só desfez o abraço com as palavras pronunciadas pelo homem foram ouvidas. Agora era a vez dele de falar.

Observa o pacote rosa nas mãos de Athelstan direcionado a si. Com alguma relutância, pega o embrulho agradecendo mecanicamente. Apesar de tudo, sua mãe havia lhe dado educação e não aceitar iria denegrir a sua imagem como educadora. Observa as palavras no cartão que viera junto com o presente, conseguindo ler, pela proximidade, o que havia sido escrito no que sua mãe recebera. Sabia o que a Torre Eiffel significava na vida de sua mãe; ela havia lhe contado pouco, mas o suficiente para a menina entender que fora um dia importante, porém... o que será que ele queria com aquilo? Assim como na explicação de Laren, Audrey não esboçou nenhuma reação com a história de Athelstan, seu olhar um pouco mais frio para o adulto. Alguns detalhes ela já sabia através de Gael, nem mesmo o conde sabendo as motivações de seu primo. Como alguém não podia confiar em sua família para lhes contar o que estava acontecendo? A menina não conseguia entender. Uma sensação pesada toma conta de seu peito. Então ele foi sozinho enfrentar uma organização inteira? É claro que isso coloca um alvo na família, sem falar na preocupação que todos, principalmente Bernardo, devem ter ficado com esse sumiço repentino. Era uma decisão muito egoísta. À medida que a história avançava, aquele pesar em seu peito aumentava e se transformava. Sentia indignação, raiva, não sabia dizer ao certo. Sua respiração ficava mais difícil a cada palavra. A infanta sabia dos sentimentos da mais velha escondidos em seu coração, mesmo ela não admitindo, então como poderia aceitar que o loiro lhe desse esperanças com um beijo para depois arrancá-las com palavras cortantes e pior: desconfiar da conduta da pessoa que dizia amar e de toda a história que viveram juntos! Para agora voltar com... Cerra o punho, acabando por amassar o cartão que estava segurando. A garota se sentia usada, usada pelo homem para chegar e abrandar, de certa forma, a mulher. A mão fechada rente ao corpo tremia levemente. - Você espionou a minha mãe? - Perguntou baixinho, mais para si do que necessariamente para o adulto. Porém, o que calou mais fundo na menina veio logo em seguida: Fora ele quem impedira Laren de ir buscá-la na estação! Quem disse que elas iriam embora com os Rathbone? O ataque foi direcionado para a família e por qual motivo? Porque alguém resolveu bancar o herói e enfrentar todos eles sozinho, marcando assim as pessoas que do seu ciclo social. Audrey já estava abalada pelo fato de não poder ter feito nada em relação ao ataque, mas saber que o mesmo sentimento que fizera sua mãe sofrer fora o mesmo utilizado como desculpa para aquela situação, acrescentando o seu salvamento, havia sido demais. - Pára de me usar para bancar o herói!!! - Gritara, jogando o presente que recebera e o cartão amassado no chão e subindo correndo para seu quarto, sem nem mesmo ouvir o final da conversa, sendo seguida de perto por um sapo assustado e confuso com o que estava acontecendo. Fecha a porta com força, o sapo tendo sorte de ter conseguido entrar a tempo, e se joga na cama abraçando seu travesseiro, não conseguindo mais conter as lágrimas. Havia muitos sentimentos que precisavam sair e muita mágoa pra ser apaziguada.
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeSex 29 Mar 2019, 05:41

Get out of here!
O abraço de sua menina era reconfortante. Por mais que  ela já estivesse crescida, para Laren ela sempre seria sua bebê. Frágil e indefesa. Franziu o cenho com as palavras da filha sobre não precisar mais enviar cartas… entendeu bem o que ela quis dizer com aquela mensagem  – Conversaremos sobre isso numa hora melhor, meu amor – Beijou uma das bochechas de Audrey,  suspirando quando a mesma se desvencilhou do abraço e Athelstan começou a falar. Suspirou pesadamente, pousando a xícara na bandeja. Não sabia se queria ter aquela conversa naquele momento. Encarava o homem observando seus movimentos, seu coração palpitando quando ele abaixou para amarrar a bota e um pingente saiu de dentro da jaqueta. Era o anel de quando ambos haviam noivado. Ela tinha um praticamente igual. Reconheceria em qualquer canto. Pegou com hesitação a caixinha que ele lhe entregara, abrindo com cuidado e certa curiosidade. Para sua surpresa lá dentro tinha uma miniatura da torre Eiffel, e junto um cartão de natal com um pedido de desculpas sobre o acontecido na livraria. Sua expressão era ilegível, impenetrável. Bem, infelizmente as coisas não se resolviam com um simples cartão. 

Ouvia com atenção a versão do homem para toda a história. Então realmente ele não tinha sumido de propósito. Uma raiva crescente dos Rathbone dentro de si. Graças a eles perdera seu noivo, e agora eles estavam tentando lhe tirar sua filha. Alternava os olhares de Gordon para Audrey, que não parecia nada feliz. Ela entendia o lado de All, e por mais que estivesse com raiva, se mostrou compassiva até certo ponto. Afinal ser sequestrado por motivos desconhecidos e torturado por onze anos não devia ter sido nada fácil. O sentimento que por muito tempo fora renegado e isolado estava ali, intocado e mais vivo do que nunca. Porém era diferente, ele dividia espaço com algo maior e mais forte: amor materno. O fato de Gordon ter desconfiado de sua índole lhe incomodou. Ter sido esplanada e enganada para não buscar a filha na estação, na sua visão não fora um ato de proteção. Mentira, enganação. O ataque fora para o grupo dos Rathbone em específico, se ela tivesse buscado a filha como combinado nada teria acontecido com ela. Ouví-lo dizer que a menina quase foi morta no ataque fez o olhar da mulher escurecer instantaneamente. Seus olhos azuis sempre vivos assumiram um tom azul escuro, morto... Imediatamente procurou o rosto da menina. Laren estava chocada, paralisada por saber que poderia a ter perdido. Não parecia acreditar no que ouvia. Aqueles desgraçados se intrometeram em suas vidas para tirar sua filha de dentro de sua casa, com a desculpa de que ela ficaria melhor com eles e no primeiro recesso da escola a criança sofrera um atentado em uma estação cheia de gente! O que mais não poderia acontecer? Sua mente vagou por esses questionamentos em segundos, numa espécie de transe. Foi desperta por Audrey, que acusava o pai de bancar o herói. Assustou-se ao vê-la daquele jeito. Tristeza, raiva e revolta era o que ela via. Nunca tinha presenciado aqueles sentimentos na garota . Sentimentos despertos por aqueles que se fizeram de bonzinhos e graças a eles quase Laren tinha perdido outro amor de sua vida. O maior deles. 

Não esboçou reação nenhuma para a atitude de Audrey. Não incentivava certos comportamentos, como jogar presentes no chão. Mas entendia o que ela passava e sua vontade era de subir as escadas atrás dela, abraçá-la e ir embora pra longe  de tudo. Athelstan terminou seus dizeres com a proposta mais indecente que Laren já tinha ouvido na vida. Ele queria mesmo que ela largasse tudo para morar de favor e trabalhar para aqueles que no começo as trataram com desprezo? De um salto levantou-se do sofá, irada, esbarrando na mesinha e derrubando a bandeja com as xícaras que se quebraram num estrondo – O que disse? –sibilou ela com os olhos semicerrados   – Quer dizer então que sua família idiota vem na minha casa tirar minha filha de mim depois de tantos anos, após terem me ignorado quando eu estava grávida e precisando de apoio, não me deixaram nem chegar perto para ter uma conversa com seu amado “conde”! E sim, eles não me deram nenhum suporte! – Disse ao ver a expressão de surpresa  – Ai eles inventam de vir pegar a minha filha só para fazê-la correr perigo de vida? ! – Nesse ponto seu tom de voz havia aumentado quase num grito, o suficientemente alto até para Audrey poder ouvir do quarto – Eu me afastei dessa merda, guardei a minha varinha há anos para ficar longe disso tudo e agora você e aqueles demônios aparecem para acabar com nossa paz? – Ela já gritava com o homem, tudo que estava entalado a muito tempo sendo despejado  – Você me estuporou, me largou sozinha no meio da rua sem ter como voltar pra casa, e acha que um cartão de natal vai suprir o que você fez nesses dois encontros? – Tudo bem, ele tinha salvo a mulher de um abuso. Mas também tinha mostrado que a vingança era mais importante que ela. – Resumindo... A sua família tem culpa de TUDO!!! – Estava vermelha de ódio  – Agora você me vem com essa de abandonar a minha vida para viver de favor naquele castelo ridículo com aqueles que DESPREZARAM A MIM E MINHA FILHA QUANDO ELA NEM TINHA NASCIDO??? Por causa de um perigo que supostamente estamos sofrendo por causa de vocês? Eu não vou permitir perder mais uma vez alguém que amo por causa deles, NÃO VOU! – Seus punhos estavam fechados com força, como se a qualquer momento pudesse socar alguma coisa. – A resposta é NÃO! Nós não vamos a lugar algum. O que vocês podem fazer pra nos proteger é sumir em das nossas vidas. Eu dou meu jeito de cuidar deles. – Parou de gritar, seu tom de voz baixando – Por favor All, saia da minha casa. – Observou a reação dele – Saia daqui. Vá embora! – Disse ela apontando para a porta, indicando a saída. A qualquer momento o turbilhão de lágrimas viria. A dor dividindo espaço com a raiva. Por mais que amasse aquele homem com todas as suas forças, não aceitaria aquela situação. Acima de tudo ela era uma mãe, e não mais a adolescente de dez anos atrás. Se fosse preciso ela ignoraria todos os seus sentimentos pela filha, viraria uma leoa para proteger a cria. 
com Audrey Brooks Rathbone e Athelstan Gordon Rathbone


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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeSex 29 Mar 2019, 17:43

Tensão de Natal
Trama Particular com Audrey & Laren


A reação de Audrey não foi bem o que o homem esperava. Ver seu desprezo pelo presente que comprara com tanto carinho, amassar o cartão e acusá-lo daquela forma injusta, foi pior do que qualquer tortura que ele sofrera, ficou imóvel em seu lugar, não tentou repreendê-la porque sabia que não estava sendo fácil para a pequena, apenas fechou os olhos e deixou uma lágrima descer pelo rosto. Ela não poderia estar mais enganada, em nenhum momento ele buscava ser o herói, não buscava honrarias, apenas não queria que as pessoas que amava sofressem o que ele sofreu, daria a própria vida se fosse necessário para isso, simplesmente queria protegê-las. Era uma simples vítima dos segredos obscuros de sua família, e ali estava sendo condenado como vilão pela própria filha. 


Um turbilhão de emoções tomava conta de Gordon enquanto a mulher que ele amava descontava sua ira contra ele. Sentia-se como um palhaço que fora colocado num picadeiro, um mero peão de xadrez no tabuleiro dos Rathbone. No entanto não a interrompeu, aguentou tudo calado, ouvia com atenção, sentia-se culpado, havia feito as escolhas erradas, ela merecia esse ato de fúria contra ele. 
- Não! - respondeu sério a ordem para que fosse embora - Não vou sair daqui! Não sem antes você me ouvir - falou mantendo a calma, ou pelo menos disfarçando o nervosismo. - Eu entendo que não queira ir para o Castelo, ainda mais agora depois do que me disse! Eu sei que um pedido de desculpas não vai reparar o passado, até porque sou obrigado a concordar com você, minha família tem culpa em tudo que nos aconteceu!- explicou-se fitando-a nos olhos - Sinceramente não sei o que aconteceu e nem os motivos que impediram sua conversa com Gael no momento em que você mais precisava, mas não me parece ser o tipo de coisa que ele faria. Acredito que os mesmos que foram responsáveis pelo meu sequestro tenham sido responsáveis por impedir esse contato entre vocês!  disse demonstrando uma certa preocupação com o que havia acontecido - A verdade Laren, é que, os Silver Moon estão atrás dos segredos obscuros de minha família, e Gael optou por ocultar a verdade de todos! Eu não saberia de nada se não tivesse sido sequestrado e os próprios sequestradores tivessem me revelado suas intenções, até esse dia nem sabia da existência desses segredos!  - suspirou fundo.


- Não está sendo fácil para mim, por causa desses malditos segredos, perdi tudo que mais amava, não pude me casar com a mulher que amava, não fiquei sabendo quando ela estava grávida, não vi minha filha nascer, dar seus primeiros passos, suas primeiras palavras, não pude vê-la crescer!  - mais lágrimas caíram de seus olhos  - Sei que errei, quando agi daquela maneira com você, jamais deveria ter desconfiado de ti e muito menos te estuporado, mas aquela era a forma que havia encontrado de protegê-la! Jamais imaginaria que você se afastaria do mundo bruxo e assim como você agora, eu também acreditei que manter os Rathbone afastados fosse a melhor forma para garantir sua segurança. No entanto estava enganado, e vocês correm perigo mesmo que se afastem. Interroguei aquele desgraçado que tentou abusar de você naquele dia e acabei descobrindo que vocês se tornaram alvos no dia em que Gael veio buscar a Audrey! É por isso que quero vocês venham morar no Castelo Rathbone, assim não serão um alvo fácil e isolado para eles, e...- fez uma breve pausa - ... eu poderei garantir que estejam seguras, não irei obrigá-la, mas pelo menos permita-me ajudá-la a treinar! Ou se preferir podemos fugir juntos, deixar que os Rathbone e seus problemas se explodam! -


- Se lembra daquilo que nos disseram em Paris no dia em que te pedi em noivado?  Quero que sejamos esse casal feliz, quero desafiar o tempo e o universo com você. Só preciso de uma chance pra te mostrar que ainda sou aquele mesmo homem pelo qual você se apaixonou, um pouco mais calejado, é verdade, mas ainda o mesmo  que sempre te amou!  -


Interação de Fim de Ano com Audrey Brooks Rathbone & Laren Brooks



Athelstan  Gremory D'Anjou
O pior pesadelo das trevas!


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Laren Cooper
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Laren Cooper


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Rabo de Cérbero, Carvalho Inglês, 29cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Lago Ness - Página 7 I_icon_minitimeSab 30 Mar 2019, 00:47

Decisões Importantes
Depois daquele ataque de fúria foi se acalmando, enquanto esperava Athelstan atender seu pedido e sair dali. Algumas lágrimas já desciam involuntariamente de seus olhos, que estavam marejados. Laren evitava piscar para não descerem tanto. Prestou atenção no rosto do homem à sua frente. Ele tentava parecer calmo, e foi desta forma que para a surpresa da mulher ele se negou a sair dali – Como…? – Pareceu exasperada com a teimosia, mas deixou  ele falar. Começava a pensar que poderia ter exagerado um pouco em sua reação, com um pouco de vergonha, inclusive da filha que provavelmente tinha ouvido tudo em seu quarto. Ouviu com atenção a explicação de Athelstan, cruzando os braços numa atitude obstinada. As lágrimas já desciam sem controle, e ela tentava ignorá-las, olhando-o de volta nos olhos  – Todo o mal que nos fizeram por segredos… – Sussurrou ela diante da revelação sobre o motivo do sequestro. Estava muito triste, seu coração doía com toda aquela situação. Começava a sentir remorso de ter gritado com ele conforme ele ia falando, numa expressão de pesar e  cheia de lágrimas. – Audrey foi o bebê mais lindo e adorável do mundo… Sempre muito esperta… – Comentou ela fungando, descruzando os braços e tentando secar o rosto com a manga  do suéter. Ele só confirmava tudo que ela havia dito, a culpa era toda dos Rathbone. E tudo aquilo por conta e malditos segredos. Se eles não tivessem aparecido… Bem, agora não adiantava pensar em como teria sido, e sim no que poderia acontecer. Com o ataque de fúria abrandado, conforme ouvia Gordon seus pensamentos estavam frenéticos em busca de soluções. Não podia ir pro Castelo e ele sabia muito bem disso. Citar a frase de Paris foi como um golpe para ela. Laren se lembrava nitidamente daquele dia, em especial a frase dita pelo chefe de cozinha a eles. Ela tinha os dizeres gravados em seu corpo, tinha feito escondido antes da festa de formatura. Iria mostrá-la para Athelstan no dia seguinte quando fossem revelar sobre o noivado para as famílias, já que ele tinha a intenção de pedir a mão da jovem para seus pais, numa atitude de respeito. Seria uma homenagem ao casal e um último ato de rebeldia enquanto adolescente, porém nunca pôde mostrá-la,  já que ele sumiu antes disso.

Deixando-se levar novamente pelo impulso,  se aproximou de Gordon, levando uma das mãos até o rosto dele, passando o polegar em sua bochecha para secá-la – Eu fugiria com toda certeza com você e minha filha. – Sussurrou ela. Apesar de tudo ela sabia que aquele homem que tinha amado a tanto tempo ainda estava ali – Mas não é simples, jamais deixaria meus pais. Meu pai te odeia. Audrey precisa ir para a escola... E tenho que entender o que está acontecendo com ela e ajudá-la. De todos nós ela é a mais confusa nisso tudo! Sempre fomos eu, ela, vovô e vovó. Do nada surge uma família, um pai… E todo esse perigo. Ela é só uma menina! – Lamentou Laren, olhando nos olhos dele – Eu lembro muito bem dessa frase, Rathbone. Como eu poderia esquecer detalhes do segundo dia mais especial da minha vida? O primeiro foi quando minha pequena nasceu, claro. Aqueles olhinhos azuis pequeninos, poucos minutos de vida e já estavam lá arregalados e atentos. – Não conseguiu conter o sorriso ao se lembrar – Eu não vou para o castelo, sabe disso. Mas vou te dar um voto de confiança. Não é hora de decidirmos nada, estou com a cabeça quente e preciso colocar todas essas informações em ordem na minha cabeça. – Estava séria novamente, as lágrimas contidas – Vamos juntos conseguir resolver isso. – E  devagar abraçou aquele homem, entrelaçando os braços em volta dele, acomodando a cabeça na curva entre o ombro e o pescoço, os lábios roçando sutilmente na pele do moreno,  respirando vagarosamente como se tentasse dividir naquele abraço todo o pesar que sentia. Ficaram assim por quase um minuto, quando sentiu algo em seu bolso. Era seu celular. Se desvencilhou do abraço se afastando alguns passos e atendeu, falando com carinho e fazendo pequenos acenos com a cabeça. Desligou o aparelho e encarou All – Agora você vai ter que ir mesmo. Meus pais estão saindo da igreja, me ligaram dizendo que não preciso buscá-los. Estão vindo de carona e chegarão em poucos minutos.   – O homem pareceu querer protestar – Prometo que vamos resolver isso, mas agora não é a hora. Preciso recolher essa bagunça e me acalmar. – Ela colocou uma das mãos no peitoral dele e o empurrou até a porta, abrindo-a – Tchau! – Estava afobada, já tinha tido muitas surpresas naquela noite e ainda precisava processar tudo aquilo, dar suporte para filha e juntas tomarem uma decisão. Sem mencionar seus pais no meio de toda aquela história. Se despediu apertando uma das mãos dele, indo dar um beijo na bochecha mas com tanta pressa que acabou errando e acertando um selinho. Seu coração acelerou um pouco e sentiu seus lábios formigarem, mas disfarçou um pouco falando tchau mais uma vez e fechando a porta sutilmente, correndo para arrumar toda a bagunça de xícaras quebradas antes que seus pais chegassem. Tinham muito o que conversar ainda. Mas depois, num outro dia.


Off: Fim.
Com Athelstan Gordon Rathbone e Audrey Brooks Rathbone


Playing with fire
cut out your heart and show me confidently, sometimes chic, chic, so hot, so hot, make me not know what to do. softly call out to me like a whistle in my ear. don’t pass me by if you can’t forget me either.
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