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 Lago Ness

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Diretor Alvoros Grunnion
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MensagemAssunto: Lago Ness   Seg 14 Jan 2013, 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Lago Ness

Highland, Escócia



O lago Ness (Loch Ness) é um lago de água doce localizado em Highland na Escócia, de forma estreita e alongada com cerca de 37 quilómetros de comprimento. O lago ocupa uma área de cerca de 56,4 km² e tem uma profundidade máxima de 226 metros. A visibilidade da água é extremamente reduzida devido ao teor de turfa dos solos circundantes, que é trazida para o lago através das redes de drenagem. Pensa-se que o lago Ness tenha sido modelado pelos glaciares  da última era glacial.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos.



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Alvoros Grunnion
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Benjamin S. Chevrin
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Qua 29 Nov 2017, 15:12


[Nível 04, Ministério da Magia. - 09 AM]

Naquela quarta-feira o nível quatro do Ministério da Magia estava exageradamente silencioso, isso porque a maior parte dos colegas de trabalho de Benjamin haviam ido tratar de assuntos externos mais importantes, deixando-o, mesmo que sem intenção, como a única alma viva para representar o setor se não contasse também a ajuda eficiente da secretária. Durante boa parte da manhã, como de praxe, o jovem ministerial precisou trabalhar com assuntos burocráticos, ouvindo com o máximo de educação e paciência as inúmeras senhoras de idade que vinham fazer uma queixa de infestação de gnomos nos jardins, diabretes causando confusão e ainda mais dores nas juntas sofridas pelo peso da idade e outras “pestes” que eram comum de acontecer naquela época do ano. Apesar de sempre explicar alguns métodos para que os moradores conseguissem ter um pouco de paz até que a equipe do Ministério da Magia chegasse em suas casas para fazer o trabalho necessário, o francês também deixava muito claro que tudo seria resolvido tão rápido quanto possível, fazia a ficha para arquivo, separava por tópico e se despedia de mais um velhinho. Era um trabalho fácil se não contasse a dor nas falanges por tanto fazer anotações.

Toda essa calma e tédio, porém, mudou com a chegada da tarde. Em questão de um piscar de olhos a mesa do ministerial começou a encher de cartas que passaram a ser lidas tão rápido quanto possível, já que tamanho fluxo geralmente indicava gravidade. Quase todas as correspondência faziam menção a uma parte da Escócia e citavam a presença de um cavalo alado da raça Abraxana solta aos arredores do Lago Ness. Outras, no entanto, variavam um pouco as informações, descrevendo o animal de forma diferente em características físicas e em comportamento, fazendo-o mais parecer um demônio aquático transformista. A verdade era que, independente do que estava causando a euforia daqueles bruxos, Ben deveria verificar (já que era o único ali) a situação o mais rápido possível, afinal o mundo bruxo estava instável demais para adiar o que poderia ser uma fuga de uma das criaturas do bruxo assassinado, Vicenzo Bertolini. Decidindo então arregaçar as mangas e deixar o nível sob os cuidados apenas da secretária, o francês se encaminhou para uma lareira e pela rede de flu deixou o escritório rumo à Hogsmeade, de onde aparataria mais próximo do local citado nas cartas.

[Arredores do Lago Ness, Escócia - 04 PM]

Aparatando na área coberta de árvores que ficava ao redor do famoso lago escocês, Benjamin imediatamente tomou como sua primeira providência lançar os feitiços de proteção por um bom perímetro a todo seu redor. Aquilo obviamente tomou um pouco do tempo do lufano, mas se parasse para pensar no quão frágil o sigilo em magia se encontrava nos últimos meses, aquele cuidado certamente não era algo do qual pudesse abrir mão, não importasse quão deserto o local estava naquela tarde. Depois de terminado a preparação em um extenso raio pelas proximidades, coube ao ministerial explorar a volta, saindo do conforto das árvores na orla e assim caminhando pela parte da beira d'água sem que sua atenção esquecesse de tudo o que estava à sua volta. Demorou um pouco, mas quando menos esperava encontrar o que procurava ou pelo menos sinal dele, ouviu um relincho forte vindo de algum ponto mais a frente. De modo automático, Chevrin ergueu as orbes azuis a fim de procurar pelo dono de tal som e este não foi difícil de encontrar. A alguns metros de onde estava, batendo a pata no terreno pedregoso e úmido da beira do lago estava um imponente cavalo. Seu corpo era esguio e musculoso, deixando claro a boa forma do animal, seus olhos eram escuros suficiente para não reluzirem a luz com facilidade, a pele de seu corpo era negra como um ônix e sua crina era leve suficiente para balançar até com a suave brisa presente naquelas margens. Aquele era, de fato, um animal incrivelmente belo, capaz de causar atração até aos não amantes da natureza.

“Definitivamente não é um Abraxana” o servidor refletiu ao voltar seus pensamentos ao dever e não apenas à admiração do belo animal. Tudo nele era convidativo, tentador à aproximação e toque. Não que os cavalos alados da raça Abraxana não fossem também incrivelmente atraentes, mas em seu caso a pele e crina eram douradas, além dos olhos os denunciarem com uma cor mesclada de laranja e vermelho que fazia parecer fogo. Com a cautela redobrada, Benjamin sacou a varinha de um bolso ao lado da calça e prosseguiu seu avanço em um passo por vez, mantendo-os o mais leve possível para que o barulho de cascalho batendo debaixo das solas dos sapatos não chamasse ainda mais a atenção da criatura. Circulando o pedaço de Cedro com discrição, os lábios do francês mal se moveram enquanto sua mente proferia o feitiço “Conjurius Army” com tamanha atenção, fazendo com que apenas um segundo depois uma rédea negra com detalhes em metal prata surgisse na mão livre, ao qual até o momento a ponta do objeto mágico havia apontado. Agora ele só deveria colocar o acessório no cavalo e tudo ficaria bem, no entanto, a teoria sempre era mais fácil do que a prática, principalmente quando se era a primeira vez enfrentando um animal daqueles, já que em Hogwarts o lufano só havia tido bonecos com baixos graus de periculosidades imitando aqueles seres. Calma. Ditou para si. Pelo menos calma era fácil de conseguir.

Segurando bem o couro com a canhota, Ben encarou o cavalo-do-lago com as orbes azuis e logo em seguida mirou a varinha na direção do animal que, parecendo prever os riscos, bateu seu casco contra o chão pedregoso e partiu para frente em uma corrida agressiva que o levaria na direção do ministerial. — Petrificus Totalus! — O rapaz disse, mas o corcel deslizou as patas, desviando. Chevrin acompanhou a ação, embora o tenha feito para o lado oposto a fim de ficar tão longe quanto possível de seu inimigo quadrúpede. — Petrificus Totalus! — Repetiu e com um aceno mais bem pensado, conseguiu atingir seu alvo, parando-o de imediato. Sem pensar duas vezes, o jovem bruxo se aproximou para colocar as rédeas no animal e enquanto o fazia, podia sentir a ira em seus olhos semelhantes a grandes jabuticabas. — Agora vai ficar calminho não é, rapaz? — Apesar do tom acompanhado de um sorriso, não duvidaria que a criatura o xingaria se fosse possível. Benjamin pôs-se então a despetrificar o cavalo agora manso, mas manteve-se focado em segurar bem as rédeas em mãos. Em seguida, o garoto desfez os feitiços de proteção de todo o redor já que no máximo qualquer um o veria guiando um belo animal e, em seguida deixou os arredores do Lago Ness, guiando o demônio aquático por uma pequena estradinha que os levaria sem muita pressa até um lugar mais afastado daquela parte da Escócia e assim mais próximo de Hogsmeade, onde poderia usar meios melhores para transportar o ser transformista agora sob cuidados do Ministério da Magia Britânico.

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Stephanie Wright
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Qua 13 Dez 2017, 23:01

Lago Ness


Um dia tedioso...

Estava caminhando pela beirada do lago, sentindo a água muito gelada transpassar pelos meus dedos, fazendo com que minha pele parecesse mais pálida do que já era. Com as mãos voltadas para trás, e me balançando de um lado para o outro. Sentia um aperto no peito, não saberia dizer o que era exatamente, muito menos sabia se significava alguma coisa, talvez fosse apenas ansiedade, mas me sentia muito inquieta com os pensamentos a milhões.


Decidi me deitar na grama, não me importava em sujar meu vestido, mesmo que ele fosse branco, com alguns detalhes em azul, no momento eu não estava me importando com nada. Apesar de minha tia não ter autorizado que eu saísse para dar uma voltinha, mas eu não me importava com que ela falasse. Já que meu pai teve que fazer uma de suas viagens urgentes, muito provavelmente era o motivo de minha tristeza anormal hoje. Sentia falta dele, minha tia era uma pessoa terrível, não conseguia entender o tanto de prazer que ela tinha em me tratar mal. E pior, não entendia como meu pai, mesmo sabendo disso, tinha a coragem sempre de me deixar com ela! Bem, tínhamos outros parentes, alguns deles gostavam muito mais de mim. Achava por vezes que por mais que Mafalda, minha tia, gostasse de seu irmão - meu pai -, ela sentia uma certa inveja porque ele se casou, teve uma filha e foi feliz, coisa que ela nunca foi, era maldosa demais. "Será que ela sentia inveja da beleza de minha mãe? Eu acho que meu pai enviou uma foto dela a muitos anos atrás...". Lá estava eu perdida nos meus próprios pensamentos, tentando traçar uma linha racional para tanta amargura de minha tia. Ela claramente odiava minha mãe, mas eu mesma não entendia tanto ódio. Claro, a família de meu pai no começo foi contra o casamento, pelo menos a maioria, mas depois de um tempo aceitaram melhor minha presença. Minha mãe eu não sei, já estava morta...Mas se me aceitaram com o tempo, certamente a aceitariam também, já que éramos tão parecidas.

O dia estava passando mais rápido do que eu esperava, ainda não havia escurecido, mas logo, logo, iria. Decidi correr o mais depressa possível, minha casa ficava um pouco longe dali, e se eu chegasse tarde demais, certamente arrumaria problemas. Minha tia já estava se acostumando com certos sumiços meus, por vezes ela não se importava tanto, sentia que era quase um alívio se livrar de mim certas vezes. Porém, algumas vezes quando ela estava de muito mau humor, aproveitava para descontar suas frustrações todas, e eu que me dava mal. Mas gostava dessa sensação de liberdade que tinha em pequenos momentos. Nada comparado ao que seria estudar em Hogwarts, não via a hora de estar lá, queria envelhecer logo e ser mais independente. 

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Ronnie Schrödinger Miller
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Seg 01 Jan 2018, 23:47

Acampar o/

Novamente aquela sensação estranha de aparatar. Mesmo auxiliada de seus amigos que já tem permissão de realizar o tal efeito. Ronnie estava sentindo um leve enjoo quando pousou seus pés firmes ao chão. Seus ouvidos zumbiam, mas reparou que estava inteira e sem nenhum ferimento, a habilidade de Jesse e Benjamin deixava a garota mais confiante em saber que podia contar com eles.  Foi no local ideal. Pensou ainda observando a paisagem, o lago de águas escuras tranquila, e estava rodeada de árvores. Havia uma enorme Clareira que eles podiam ficar por ali mesmo.

Um enorme sorriso transbordou o seu rosto ao notar a sua amiga ruiva retirar a barraca de dentro da sua pequena bolsa. -Olha só! O que seriamos sem você!? – comentou se aproximando da mesma – Foi a única coisa que esqueci completamente! – riu de seu próprio comentário -Quer ajuda? – perguntou por fim. Porém a grifina pareceu ser ágil com seus feitiços em montar a pequena barraca. Logo em seguida Melanie questionou do seu vestido, dizendo barbaridades a qual Ronnie deveria ter explicado antes de saírem de casa. -Não vai me dizer que não gostou da surpresa? – disse se voltando para irmã. -Tente achar alguma coisa que sirva. – Sua voz saiu um pouco seca, já estava demonstrando a sua impaciência.


-Bem o que faremos agora? – perguntou depois de algum tempo. – Vamos buscar comida? – sugeriu, enquanto mais uma vez revirava a sua mochila em busca de instrumentos de caça.

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Angeline Keller D'Amici
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Ter 02 Jan 2018, 19:45

Surpresa totalmente inesperada
Continuei andando ao lado de Ronnie em silêncio por insuportáveis dez minutos, totalmente indiferente ao que acontecia ao meu redor, enquanto  minha mente fervilhava de curiosidade e ao mesmo tempo tentava decifrar o que a sonserina poderia estar aprontando, até que alguém próximo a nós gritou pelo nome da minha irmã tirando-me dos meus devaneios. Olhei para os lados à procura da voz desconhecida e encontrei uma mulher de pele clara e com lindos cabelos avermelhados acenando alegremente em nossa direção. Olhei para Ronnie com o intuito de perguntar quem era aquela moça, mas ela já estava alguns passos a minha frente, caminhando com visível empolgação em direção à ruiva que deveria ser uma amiga de longa data. Sem querer ser mal educada aproximei-me lentamente das duas garotas, sentindo que estava interrompendo algum tipo de momento pessoal "entre amigas", mas fui recebida com um abraço caloroso pela amiga de Ronnie, que se apresentou como Jessie. — Olá Jessie. Meu nome é Melanie, sou a irmã de Ronnie. — "Só eu que estou sentindo cheiro de encrenca no ar?" Perguntou minha deusa interior, olhando de Ronnie para Jessie com uma expressão de genuína desconfiança. "Odeio ter que concordar com você, mas também não estou gostando nadinha disso aqui e tenho a impressão que as duas estão escondendo alguma..." Antes mesmo que meu pensamento se concretizasse a verdade foi dita espontaneamente por Jessie.

— Nós iremos acampar? — Perguntei totalmente surpresa, evitando olhar para Ronnie enquanto um sentimento de raiva se apoderava de mim. "Por que ela não me contara o que estava planejando? Eu nem sequer havia levado nada comigo! E...E... Eu estava usando um vestido! Como alguém poderia acampar de vestido?" Pensei, sentindo a raiva fervilhar ainda mais dentro de mim. Entretanto, tão rápido como ela veio a raiva de dispersou dando lugar à emoções mais positivas como a alegria e empolgação. "Pelas calças de Merlin! Eu vou acampar pela primeira vez na vida! Eu mal posso esperar!" Pensei alegremente segurando as lágrimas que ameaçavam escapar do meus olhos ao pensar em todo o trabalho que Ronnie tivera para preparar aquela surpresa para mim e como Jessie havia me acolhido bem. Quando meu olhar se cruzou com o da sonserina eu a agradeci silenciosamente, sabendo que se eu a abraçasse naquele momento ou tentasse agradecê-la em voz alta eu acabaria aos prantos. Sem perceber acabei me enturmando facilmente com Jessie, que demonstrava ser uma garota extrovertida e espontânea. Nossa conversa foi interrompida minutos depois devido à chegado de um garoto de pele bronzeada e olhos escuros, também amigo de Ronnie, chamado Benjamin Chevrin. — Olá Benjamin. Sou irmã da Ronnie, Melanie. — Disse ao garoto de cabelos castanhos, cumprimentando-o com um aperto de mão breve. Assim que todos deram as boas vindas ao garoto recém chegado, a conversa tomou um novo rumo: Onde seria o melhor lugar para acamparmos. Decidido o lugar para onde iríamos, Ronnie segurou minha mão e juntas fechamos um circulo com Benjamin e Jessie e e aparatamos para longe dali, com a ajuda dos dois recém formados em Hogwarts já que eu e Ronnie ainda não podíamos aparatar, rumando para um lugar totalmente desconhecido: A Escócia.
                                                      


                                                            


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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Ter 02 Jan 2018, 20:31

Acampamento de bruxinhos.

Eu já havia aparatado um vez na vida, com o auxílio de uma tia por parte da família Miller, mas isso não significava que eu estava preparada para aparatar novamente. Segundos após darmos as mãos, senti novamente a sensação de estar sendo puxada para o centro de um furação, a escuridão indo e voltando enquanto vislumbres de lugares desconhecidos apareciam brevemente à minha frente. Apertei ainda mais a mão de Ronnie e de Jessie,  torcendo para que chegássemos ao nosso destino rapidamente. Aparatar era um meio rápido e prático para um bruxo se locomover de um lugar para outro, mas eu tinha que confessar que eu não era muito fã dele e pressentia que eu teria muita dificuldade em aprende-lo quando chegasse a hora. Quando meus pés atingiram algo sólido tentei inutilmente apoiar-me em Ronnie mas acabei caindo no chão, devido à tonteira que sentia. "Nada mal. Pelo menos dessa vez eu não fiquei enjoada." Pensei, levantando-me do chão ao mesmo tempo que ajeitava meu vestido. — Vocês aparatam muito bem! Obrigada. — Disse me dirigindo à Jessie e Benjamin com um sorriso largo nos lábios. "Bem melhor que nossa tia Miller". Murmurou minha Deusa interior, tentando arrumar seu cabelo que mais parecia um ninho de cobras depois de aparatarmos.
 
Ao terminar de me limpar notei que Jessie havia providenciado a barraca para nós utilizarmos durante o acampamento, e por um momento pensei em oferece-la ajuda assim como Ronnie fizera, mas a ruiva já começava a monta-la com o auxilio da magia e o fazia com muita precisão. Somente naquele momento eu percebi como estava vestida de forma inadequada para a ocasião, e uma pontada de desespero brotou em mim.— Você devia ter falado para onde iria me levar Ron. Ou pelo menos não ter deixado em vim assim. — Disse baixinho, de modo que só a sonserina escutasse, ao mesmo tempo que apontava para meu vestido um pouco sujo apesar das minhas tentativas de limpá-lo. — Eu estou pagando mico desse jeito! — Completei, sentindo o rosto corar ao olhar para Jessie e Benjamin ambos vestindo calças jeans e blusas que demonstravam ser resistentes. "Haha, você está parecendo uma menina mimada, daquele tipo que tem medo de sujar as mãos e morre de medo de passar um dia fora de casa." Caçoou minha deusa interior, o que só piorou meu estado de espírito. — É claro que eu gostei da surpresa. Na verdade eu amei. Mas.. — Antes que eu pudesse completar a frase, Ronnie jogou sua mochila em minha direção pedindo que eu procurasse algo que me servisse. Era visível que meus comentários haviam diminuído sua paciência, mas eu não tinha culpa se ela havia decidido fazer tudo às escondidas. "Mas será que ela se arrependeu de ter me convidado?" Perguntei para mim mesma, sentindo-me naquele momento uma intrusa no meio de um grupo de amigos. Entretanto, já que eu estava ali eu daria meu jeito. Retirei uma blusa azul sem manga e um calça jeans da bolsa de Ronnie, juntamente com um tênis e um par de meia e devolvi a mochila para a dona a qual estava planejando sair com Benjamin para procurar comida. Como Jessie ainda estava montando a barraca, caminhei em direção às arvores mais próximas com o intuito de trocar de roupa o mais rápido possível.
 

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Benjamin S. Chevrin
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Qua 10 Jan 2018, 15:12


A sensação de aparatar era como a de aprender a nadar. Primeiro sempre parece difícil e desesperador demais, porém depois de alguns meses dando umas braçadas para sobreviver, você começa a sentir como se a água fosse sua segunda casa e seu corpo fica tão à vontade que nem mais se pergunta como poderia temer algo tão agradável. É claro que com aparatação as coisas não eram tão simples. Mesmo que se acostumasse, nunca poderia dizer que era agradável. Ficava mais suava, de fato, mas ainda assim parecia aquele arranque da montanha-russa que faz um frio percorrer a espinha por mais que amasse aquele tipo de adrenalina. Com os pés tocando bem o chão e as mãos soltando os dedos de suas companhias de viagem, Chevrin soltou o ar com algum alívio. Era bom não ter matado ninguém, afinal ainda não confiava em suas habilidades.

Felizmente Jessie era aplicada suficiente para compensar toda a possível falha. — Estamos todos inteiros! — Comentou aleatório, sorrindo antes de dar alguns passos mais para frente. Naturalmente o som de cascalho criou um ritmo sob a sola dos sapatos, mas o garoto pouco se importou com isso enquanto rodava a mochila nas costas, tirando uma das alças do ombro para colocar o objeto pesado e cheio de “equipamentos úteis para acampar” no chão bem ao seu lado. Não que ele soubesse muito o que precisaria, já que odiava aquelas coisas de arrumar malas, mas pelo menos se esforçou em tentar reunir algo relevante, mesmo que devesse confessar ter passado os dias anteriores mais preocupado com sua vida (uma vez que visitara a casa dos Howards naquele mesmo dia) do que em comer e dormir fora de casa.

Enquanto Jessie adiantava-se então para tirar uma barraca de seus pertences e começar a monta-la por meio de magia, Benjamin acabou prestando mais atenção em apalpar o  próprio bolso para procurar a varinha que estava escondida em algum buraco da calça jeans. — Bom, está cedo então talvez seja bom procurar frutas mais dentro da floresta. — Disse, apontando para a orla de árvores que ficava ao redor do grande lago. — Mas também dá pra pescar, apesar de eu não poder dizer que sei realmente como os trouxas fazem isso. — Neste ponto seu argumento terminou quase que para si mesmo. — Mas por via das dúvidas, também comprei uns sanduíches no caminho pra Hogsmeade, então se não conseguirmos nada, acho que sobrevivemos durante a noite, pelo menos. — Finalizou com um dar de ombros. Aceitaria o que a maioria quisesse fazer e estava consciente de que poderiam se meter em grandes confusões. A verdade era que, independentemente do que acontecesse, sua cabeça ainda estava em uma casinha no vilarejo escocês de onde haviam saído pouco tempo antes.

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Ander Iliev Bittencourt
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Dom 14 Jan 2018, 16:43

O carro atingia uma velocidade de 90 quilômetros por hora. Havia abastecido umas três ou quatro vezes o carro durante a viagem inteira, mas foi por uma boa razão. Cruzar o país até chegar à Escócia foi até que tranquilo, por assim dizer. Tudo bem que Letícia poderia agilizar o processo, mas Ander não queria que toda aquela tranquilidade envolvesse bruxaria. Poderiam ter um dia livre e surpreendente sem utilizar magia para isso. Olhar pela janela e ver todo o movimento era bom demais e Ander fez questão de que a namorada apreciasse a paisagem. De prédios altos, passaram por uma estrada deserta, e dessa estrada passaram por uma praia. O cenário mudava constantemente, era bom ver como o caminho tinha seus benefícios. Pararam várias vezes para comer alguma coisa e até tirar algumas fotos que Letícia fazia questão de o fazer. Ander achava graça nisso tudo. Estava entardecendo, no entanto, e precisavam descansar em algum lugar. Seria a oportunidade perfeita para fazer uma surpresa para ela.

Por já estar perto do local pensado por ele, Ander continuou mais um pouco até chegar ao Lago Ness, e quando chegou, observou a constelação no céu. Sabia que Letícia iria gostar e resolveu passar a noite por lá enquanto esperavam o dia raiar para aproveitarem o lugar. — Amanhã a gente aproveita esse lugar todo porque praticamente vai ser nosso. — confirmou, meneando a cabeça positivamente e dando um selinho nela. Estacionou o carro perto de uma árvore e retirou da mala uma barraca que sempre levava consigo para qualquer tipo de passeio, rapidamente a armou para que pudessem entrar. — Olha o céu. — disse enquanto deitava dentro da barraca e colocava a cabeça um pouco para fora. Esperou que ela fizesse o mesmo. A combinação das estrelas era estonteante, ele adorava estar fora da cidade que não dava para praticamente ver nada, pois as luzes atrapalhavam todo aquele show que se fazia no céu. Segurou a mão dela e brincou com os seus dedos com um sorriso vindo de um riso baixo, sentindo-se satisfeito com aquele dia.

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Bernardo Gael Rathbone
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Ter 16 Jan 2018, 16:59

Sob o véu
Interação com Anne Rathbone – Trama familiar


Escritório – Casa Rathbone
Bernardo não dormiu mais depois que veio do porão com Gordon, ele foi para seu escritório e ali procurou e releu alguns diários de família tentando encontrar as palavras para falar com Anne sobre aquele assunto. Ele não sabia como ela poderia reagir a tais informações e aquilo o deixava inquieto, certamente ele passaria por louco, pouca coisa se sabia sobre a magia antiga que fizera parece uma lenda. Frank foi instruído a levar Anne assim que a mesma acordasse, então Gael ficou ali até as nove esperando a irmã, ele já tinha tomado uma boa quantidade de café, sentia-se desperto ao mesmo tempo que com o pensamento perdido. Ele olhou com certo carinho para sua irmã cabeça oca, ou era isso que ele pensava da mulher que chegou reclamando como sempre, ele de certa forma invejava a ignorância dela. – Bom dia para você também irmãzinha! – Ele falou apontando a cadeira para ela sentar, Gael não sabia ser diferente daquilo, talvez tivesse desacostumado com aquilo, ele esperou que Frank saísse para então ficar de pé e ir senta-se na cadeira ao lado da sua irmã. – Anne, passou do momento de você saber algumas coisas, lamento não ter contado antes, minha intensão não era mentir, apenas proteger!  – As palavras de desculpas vieram antes que ele percebesse, o peso de não contar agora tinha um preço, ele se pôs a falar tudo que o pai deles um dia havia contado para Gael. Ele tinha algumas expressões atípicas dele, o que fez Anne ficar um pouco mais interessada naquela história, não obstante, era muito mais difícil para a mulher acreditar em uma história de magia que mexia com o caráter de um bruxo, ou que poderia afetar cada membro da família. Era como uma história baseada em ensinamentos bíblicos de trouxas, sobre lutas de bem e mal, mas no caso não haviam anjos ou demônios. Apenas a força interna de cada bruxo. 

Após uma risada da mulher ele percebeu que era mais difícil se fazer acreditar, ele respirou fundo e passou as mãos pelos poucos cabelos ainda dourados. – Anne eu não estou brincando!  – Ele falou sério com a irmã, Gael nunca faria uma piada como aquela, era um homem importante para perder tempo, mas sua irmã costumava pensar em coisas simples, e por isso ele precisava fazer uma coisa a mais. Levantou-se e foi pegar no cofre da família um anel de obsidiana parecido com o que ele usava, entregou a mulher com um olhar sério e só voltou a falar quando ela pôs o anel. – É um anel especial, ele carrega uma magia de proteção antiga, e por favor não ria! – Ele estava cansado, estava sentindo uma crescente irritação que preferia sufocar. – Quero que sinta e veja com seus próprios olhos! Vamos a Escócia! – O anel deixava a influência negativa longe deles, podendo ser mais suportável estar perto do Lago Ness, lugar onde seu antepassado liberou a Magia Antiga Nirvana, que tornava luz em trevas e trevas em luz, fazendo pessoas boas cometerem maldades por ganancia ou a sensação inebriante de poder puro. No momento que Anne colocou o anel pode sentir-se mais leve, Gael sorriu ao ver a expressão da mulher mudar, pois sabia que era um começo. 

Lago Ness – Escócia
Eles aparatarão perto do antigo Castelo Rathbone às margens do Lago Ness, o lugar era mantido por alguns abortos que não sofriam com influencias magicas como quem era bruxo. Gael visitava o local uma vez na semana, apenas para checar a propriedade, porém a mesma era cercada por feitiços de proteção, afastando os trouxas, e o castelo nem era visto por quase ninguém naqueles tempos. – Viemos daqui, nossas terras vão até aquele monte! – Ele falou animado para a irmã, mas logo notou que Anne estava diferente, ela estava calada e por isso Gael a apoiou com os braços, era a primeira vez que Anne ficava muito próxima do lago, ali os pensamentos ficavam confusos, mas Gael estava acostumado. – Pode sentir? É como eu lhe falei, todo esse lugar é cercado mais fortemente por essa magia, e por isso não podemos mais viver aqui, somos duas vezes mais afetados. – Ele caminhou com ela ainda segurando seus braços, algumas vezes Gael podia ver uma sobra sobre o lago, não era qualquer coisa. O tão famoso mostro do Lago Ness era um Rathbone, o homem que despertou a magia havia virado aquela criatura, mas para todos os que tinham sangue Rathbone podiam ver o homem sobre o lago, o qual ele não poderia mais sair, ou era isso que eles pensavam. – Aquilo é apenas uma sombra do que um dia ele já foi. Anne não podemos nos tornar aquilo, é por isso que sou rigoroso com regras, viver uma vida no limite da moralidade é o mesmo que decair para nós. – Querer fazer o bem mas não poder era uma coisa que acontecia, o lema da família era muito claro, era fácil um ataque de raiva um membro matar outro, mesmo que fosse por causa de uma futilidade. – A descida ao inferno é fácil! – Ele sussurrou as palavras para a mulher que estava gelada. 

Anne pediu para ir embora daqui, ele sentiu a fragilidade da irmã e a pegou em um abraço, ele sentia seu corpo vibrar, uma sensação de falta de ar misturada com raiva, era o pecado dele, raiva. Gael sabia que não poderiam ficar ali muito tempo. – Essa magia nem sempre é má, ela torna alguém ruim em boa, mas controlar é difícil. – Ele tocou os cabelos bem arrumados da irmã e a puxou para longe do lago, eles ficaram em silêncio por um tempo. Anne não tinha percebido que Gael estava muito carinhoso, um dos efeitos da magia antiga, trouxe a amabilidade de volta em Gael, tornando ele capaz de expressar melhor seus sentimentos. Aquele Nirvana era contraditório, misterioso e muito perigoso para bruxos que não tinham uma estabilidade emocional. – Vamos voltar para casa, eu ainda tenho mais uma coisa para falar! – Gael ainda tinha que falar sobre a volta do primo Al Gordon, talvez Anne me lembrasse mais daquele fato, ou não tivesse mais cabeça para notícias como aquela. Saíram dali.

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Jessie V. Hansen Adamatti
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Qui 25 Jan 2018, 09:38

Com amigos
Acampamento
Será que algum dia Jessie acostumaria com a sensação de Aparatar? Quando chegou ao local desejado, sentia seu estômago revirar, suas feições talvez não era das melhores, mas fingia que estava tudo bem. – Chegamos! - abriu um sorriso largo. Já havia todos se apresentados para Melanie, irmã de Ronnie e já podíamos prosseguir com os preparativos. A grifina pegou dentro de sua bolsa mágica, uma barraca, na qual serviria de descanso para todos. Com a varinha em mãos, a jovem iniciou a montagem do objeto, tudo era menos cansativo quando se podia usar mágica. – Que bom que a barraca que trouxe cabe todo mundo! - referia a convidada especial e de surpresa. Aos poucos a armação ganhava forma e o tecido começou a parecer com uma barraca/tenda. – Acho que posso fazer isto sozinha. - falou não em convencimento, mas dando espaço e liberdade para a jovem sonserina fazer o que achar necessário.

Com o local para descanso montado, roupas adequadas a todos, ainda teriam algum tempo de sol que poderiam aproveitar. – Podemos pescar! - falou animadamente. Jessie imaginou os quatros usando lança e tentando acertar o peixe, era algo divertido não era? – A gente pode fazer as ferramentas para pegar peixe Bem. - falou a garota. – Vocês tem boas pontarias? - indagou para as irmãs MIller. Crescia uma euforia de aventura na jovem, como se todas as preocupações pós formatura tivessem sumidos, ou melhor, nunca existido. Por fim, ela imaginou também na forma animaga e caçando peixe com a boca de cão (hahaha) não seria uma má ideia.
Ben, Mel e Ron


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Anne K. Rathbone
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Qua 31 Jan 2018, 18:43

Sensações
Acordei um pouco mais cedo que o normal naquele dia. Estava um pouco exausta, só queria voltar para minha cama e dormir mais algumas horas, entretanto, aquilo era impossível, eu tinha negócios a tratar com os agentes do meu ex-marido e para o meu bem, não poderia falhar, não mesmo. Após findar minha higiene matinal, desci para a cozinha, com o intuito de comer e beber alguma coisa no lugar do café da manhã. Não estava com fome, mas, ainda sim, resolvi empurrar um pouco de comida goela abaixo; era necessário, pois o dia ainda seria bastante longo. Estava pensando nos meus filhos, tranquila, apenas misturando o açúcar que tinha colocado no meu chá de camomila, quando vejo o segurança do meu irmão se aproximar. Aquele homem me dava pavor e, por mais que eu tentasse lembrar, nunca sabia o seu nome. – Pois, não? – seu recado é explicitamente claro: Bergan está me esperando em seu escritório. Bufo, um pouco cansada. Queria só terminar meu café e iniciar os meus afazeres. Uma conversa com meu irmão agora não seria nada rentável, só me deixaria ainda mais nervosa.

Poderia ter negado ou feito qualquer outra coisa; porém, a única coisa que fiz foi levantar da cadeira e seguir o homem até o escritório do meu irmão. Adentrei a sala, sorrindo. Não era um sorriso verdadeiro, era apenas um esboço falso da minha pessoa. – Espero que seja algo realmente importante, Gael. Tenho muitos compromissos hoje e, portanto, não posso demorar muito com você. – encarei seu rosto de forma intensa; ele, definitivamente, parecia estar cansado. Sem mais delongas, o mais velho pede para que eu me sente a sua frente. – Está bem. – ainda com o segurança estranho do meu lado, Bergan então dá início ao seu relato; algo totalmente surreal e que não me convenceu muito no quesito veracidade. Sinceramente, Bernardo não era mais nenhuma criança para ficar acreditando em lendas bobas, sem falar que ao me chamar, tinha atrapalhado boa parte dos meus planos. Eu já estava atrasada para os meus compromissos; precisava resolver todas as pendências o mais rápido possível. – Isso é uma brincadeira, não é mesmo? – um sorriso brota na minha face e aos poucos vai se transformando em uma risada débil e descontrolada. No entanto, o que vem a seguir me deixa sem ar, Bergan nunca brincaria com aquilo, não mesmo. Ele era sério demais para ficar por aí, contando lorotas aos outros.

Ai, meu Deus! – os fatos eram surreais, contudo, prestei atenção em todos eles; precisava saber no que estava me metendo. Tão logo, ele me entregou um anel, explicando a função do mesmo. Tratei de coloca-lo, sentindo uma grande leveza de imediato. Assim, sem mais delongas, meu irmão e eu partimos para o lar ancestral de nossa família, na Escócia.

[...]

O castelo estava totalmente deteriorado, mas o que mais me preocupou foi à visão a minha frente, o Lago Ness. Sentia algo estranho rondar o meu ser, como se estivesse sussurrando algumas palavras desconexas perto do meu ouvido. Gael falou que o lugar era fortemente cercado por magia, a fim de que ninguém fosse afetado pelas forças que pairavam ali. Cada verdade que era revelada me deixava completamente sem ar, não queria ouvir mais nada, era tudo muito surreal. Meu irmão afirmara que um dos motivos de termos saído dali era que nós, os Rathbone, éramos duas vezes mais afetados pelas forças mágicas daquele lugar; de alguma forma, elas poderiam nos influenciar. – Estou com medo, Bergan. – segurei fortemente na sua mão, deixando-o sentir a frieza da mesma. Ao passo que nos aproximávamos do lago, mais histórias era contadas por Bergan. O lendário monstro do lago Ness tinha sido um Rathbone, que fora transformado em criatura após despertar aquelas forças e que, de algum modo, tinha acionado uma maldição sobre a família e as terras que um dia levaram o seu sobrenome. Sentia uma leve tontura tomar conta de mim, não queria mais ficar ali, porém decidi ser forte e ver até onde meu irmão me levaria.

Simplesmente não dava mais para continuar, as misturas de sensações eram fortes e perigosas demais. Os sussurros continuavam, estavam me deixando louca. O medo e a culpa eram os mais fortes, eles queriam me controlar, sim, eles queriam. Apertei o braço de Bergan com forma, olhando-o de forma suplicante. – Me tire daqui, não aguento mais, não tenho mais forças para continuar aqui. – lágrimas desciam dos meus olhos e, naquele instante, todos os meus pecados vieram à mente. – Por favor. – Gael não protestou, apenas disse que a levaria de volta para casa, uma vez que ainda tinha muito que contar. Assim, ambos saíram dali.  

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Fredrik Ahlberg
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Qua 31 Jan 2018, 22:46


Nessi or Nii?
Silenciosamente, eu sobrevoava o grande lago, observando toda a sua extensão. Se eu pudesse sorrir, estaria sorrindo, mas no momento minha boca e nariz estavam transfigurados em um bico, enquanto minhas asas batiam fortemente para eu ganhar impulso para o rasante. Pousei com graça sobre a terra firme à beira do lago, já voltando ao meu estado natural bruxo, finalmente podendo abrir meu sorriso de canto, fazendo o tapa-olho quase sair do lugar.

Aspirei o ar agridoce da Escócia. Fazia anos que não aparecia por aqui, mas decidi que era hora de revisitar uma velha amiga. — Boa tarde, Nii. — Cumprimentei para o vento que batia em meus cabelos, fazendo-os esvoaçar sob o chapéu, que só prendia a parte de cima, deixando minhas madeixas grisalhas à mostra. — Ainda lembra de mim. Sei que estou velho, mas você sempre foi velha perto de mim, hã? — Ri abertamente, sentando-me com as pernas cruzadas "de índio" sobre a grama, observando o sol brilhar por ente o campo vasto e frio do país. — Tímida como sempre, não é? — Balancei a cabeça, procurando em meus bolsos internos algo que havia trazido comigo, encontrando se dificuldade. — Acho que vai gostar. São de Yggdrasill. — Lancei as folhas de alface no lago, deixando-as boiar por vários minutos, permanecendo em silêncio. Observava tudo com atenção, mas além das folhas que jogara, de alguns ocasionais galhos e algas soltas, o lago continuava inteiramente imóvel.

Mesmo assim, não perdi a paciência. Em todos os meus anos de experiência, aprendi que a paciência era a maior das virtudes que tanto um homem quanto um deus poderia ter. E eu me orgulhava de possui-la.

Por fim, após quase uma hora, um movimento sutil e delicado do fundo de Ness. Timidamente, a criatura abocanhou as folhas, uma a uma, grunhindo em agradecimento. Assenti em resposta, sabendo que ela podia me ver, mesmo sob a água e sem esperar por mais interação com Nii, alcei voo, transfigurando-me novamente e voando para longe de lá.

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Ronnie Schrödinger Miller
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Ter 06 Fev 2018, 17:27

Acampar o/

Era engraçado como Melanie se irritava fácil, mas pelo menos parecia que ela havia se esquecido de seu ex, pelo menos foi o que Ronnie acreditou. As coisas no acampamento pareciam andar bem, principalmente Jessie que armou a barraca perfeitamente. Ron precisou apenas organizar algumas coisas dentro da barraca; arrumar alguns utensílios e estocar suas coisas debaixo da cama, já que não era preciso desfazer as malas, pois a ideia não era ficar muito tempo por lá. – Claro, vamos pescar! – concordou com a ruiva assim que saiu da barraca, mas algo a intrigou. – Quais ferramentas? Vamos pegar uma corda e... - franziu o cenho pensativa, em seguida se dirigiu até  sua mochila na expectativa de achar alguma solução. – Tenho essa lança aqui! – voltou segurando uma pequena vara de madeira, a qual poderia ser confundida facilmente por uma varinha. Mas Melanie, com certeza iria reconhecer aquela ferramenta, já que Ronnie pegou escondido do tio. – Sim é uma lança – afirmou quando ouviu a voz de um dos amigos questionando sobre ser apenas um pedaço de madeira. Antes de responder, a loira olhou para o objeto e começou a balbuciar algumas palavras como se estivesse falando com uma criança – Hoje a gente vai pegar alguns peixes, você nos ajuda? – Sim ela parecia uma louca agindo daquela maneira, mas acreditem isso funciona –q. Após terminar o seu pedido, o silêncio tomou conta do ambiente, mesmo assim a garota ficou com esperanças observando o objeto como se fosse seu filho prestes a dar seus primeiros passos, porém nada aconteceu. Após longos segundos, Ronnie começou a se sentir uma idiota por ter tentando aquilo, quando de repente o objeto começou a se modificar, instantaneamente aumentou o seu tamanho ficando com quase dois metros de largura e na ponta surgiu uma lança. – Isso aqui serve? – sorriu sem acreditar que realmente havia dado certo. Havia visto algumas vezes o seu tio manusear, mas era a primeira vez que tinha tentado. Sem contar que o objeto pode se modificar em outras mil coisas. No entanto, Alan não poderia nem sonhar que Ronnie tinha pegado emprestado dele. 

Aquele lugar era lindo, mesmo estando próxima a orla da floresta, era possível ser ouvido o barulho das folhas batendo entre os galhos, o clima estava agradável com a leve brisa das águas que se movimentavam tranquilamente. Quando Ronnie mergulhou seus pés na água escura, sentiu um medo repentino. E se o monstro Ness surgisse do nada? Seria engraçado se ela fosse engolida por um monstro de repente. Voltando a tentativa de caça, pelo menos a lança não estava pesada, era fácil de manusear. No entanto, as águas eram escuras demais para poder enxergar algo. – Não da para ver nada aqui! – reclamou enquanto girava seus calcanhares, dando volta em si mesmo. – Alguém quer tentar? – gritou, acreditando que pelo menos um deles havia ido buscar frutas, pois já estava começando a ficar com fome e não sabia se realmente ia conseguir pegar algum peixe.
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Angeline Keller D'Amici
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Qui 08 Fev 2018, 20:52


Acampamento *-*

Depois de ter trocado o vestido que eu usava por algo mais apropriado para alguns dias de acampamento, como uma calça jeans resistente e uma blusa azul de manga curta, eu finalmente comecei a entrar no clima do passeio. Ao voltar para onde Ben, Jessie e Ronnie estavam me surpreendi com a rapidez com que aquele pequeno grupo havia se organizado. A barraca já estava montada graças à magia de Jessie e Ben já estava se preparando para buscar algumas frutas que seriam um dos nossos alimentos para aquele dia. Um sorriso brotou em meus lábios diante à animação de todos, principalmente de Jessie que emanava alegria ao propor que nós fôssemos pescar. —  Excelente ideia! —  Disse animadamente para ambos, querendo me enturmar o máximo que pudesse, mas desejando internamente que eu fosse designada para colher as frutas, já que minha aptidão para com a pescaria era quase nula. "Bem que você poderia tentar. Você nunca pescou como os não bruxos antes, não deve ser muito difícil!” Minha Deusa interior parecia estar no seu melhor dia e tentava me incentivar ao máximo a me enturmar com os amigos de Ronnie.
 
Não querendo atrasá-los, entrei rapidamente na barraca para guardar meu vestido dentro da mochila de Ronnie e ao voltar encontrei minha irmã portando um objeto que parecia ser uma lança. Ao me aproximar mais da sonserina reconheci imediatamente qual ferramenta ela estava portando e de quem ela pertencia. “Isso vai causar uma encrenca daquelas quando voltamos para casa. Pelo que eu conheço da Ronnie aposto que ela pegou isso sem pedir ao Alan, e ele vai ficar uma fera quando perceber que uma das suas ferramentas favorita fora roubada por um adolescente. Aquele objeto se me lembro bem poderia se modificar de acordo com o pensamento de quem o portava, e poderia ser muito perigoso se caísse em mãos erradas.” Pensei, olhando fixamente para a lança que estava nas mãos da sonserina e que em poucos minutos aumentara consideravelmente de tamanho, ficando um pouco maior que a garota. Eu desaprovava completamente a ideia de andar com aquele objeto por aí, mas dessa vez eu não bancaria a irmã chata que fica pegando no pé da outra, então permaneci em silêncio com o intuito de evitar chatear ainda mais Ronnie e também para não estragar o bom humor de Jessie e Ben.
 
Ao chegarmos ao Lago Ness retirei meus calçados e entrei na água até que a água ficasse na altura dos meus joelhos e observei o ambiente ao meu redor em busca de algum peixe o qual Ronnie pudesse tentar pegar com a lança.  Entretanto, a água do lago era de um tom azul muito escuro mal permitindo que eu visse dois centímetros abaixo dela. A vontade que eu sentira alguns minutos atrás de nadar um pouco naquele lago para me refrescar se dissipou completamente. Depois de ter vivenciado o Inferno Azul eu havia aprendido a não confiar muito na sensação de tranquilidade que o ambiente ao meu redor aparentava, pois ela poderia mudar drasticamente de uma hora para outra me colocando em risco. Olhei mais uma vez para aquela água escura na altura dos meus joelhos. Que mistérios e segredos ela continha? Quais criaturas viviam ali? Será que o mostro do lago Ness realmente existia? Quando Ronnie ofereceu a lança para quem quisesse tentar pescar algo e as esperanças que nós conseguíssemos pegar algo caiu para dois terços resolvi sair do lago e ir procurar por algumas frutas perto dali. —  Vou procurar algumas frutas. Alguém gostaria de ir comigo? —  Perguntei ao trio, na esperança de ter companhia para um novo passeio, ao mesmo tempo em que calçava novamente meus sapatos.  Ben havia comprado alguns sanduíches no caminho para Hogsmeade para um pequeno lanche, mas eu duvidava muito que eles seriam o suficiente para satisfazer todos, em especial a minha pessoa, e seria ótimo achar algo para acrescentar a nossa refeição. “Sinbora caçar algo prá noís cume! Mim estar com fome!”  Minha Deusa interior já estava no papel de exploradora caipira, trajando uma roupa de explorador e com uma lança de madeira na mão mostrando-se pronta para  explorar aquela floresta.  Era quase impossível não rir diante aquela imagem e com um sorriso bobo nos lábios caminhei em direção à floresta.
 
 

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Faye Gebühr Miller
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MensagemAssunto: Re: Lago Ness   Sab 23 Jun 2018, 00:02

The Most Enormous Potion Ever
Certamente que Faye ficou agradecida pela carta que havia recebido do Mungus agradecendo pelo preparo dos elixires para o pesar, mas se num momento você recebe uma notícia boa nessa sociedade estudantil, no outro momento você recebe uma bomba, claro, só pela carta do ministério Faye não sabia que era uma bomba, mas ela iria descobrir no dia seguinte, ao qual compareceu no nível seis junto de demais estudantes de poções. O supervisor então começou a contar a história por trás daquela convocação que veio tão rápido, um grupo de pessoas ao qual participaram de um evento musical tinham sido roubadas, sendo que o plano dos ladrões foi colocar poção do morto-vivo nas bebidas deles, a quantidade de pessoas era muito grande para serem transportadas até um hospital, e por conta disso os cuidados deveriam ser feito no local mesmo, tendo tendas sido montadas e demais coisas. Nessa história toda, sobrava para os estudantes de mestre em poções preparam a poção despetrificante, vulgo só uma das mais complexas, tão complexas que ela tem até uma especificação pra cada pessoa que tenha habilidade especial. Faye até foi conferir o calendário lunar e constatou que ainda estava longe da lua cheia para a alegria da nação, segundos seus cálculos mentais, deveria ser lua crescente atualmente. Sendo assim, todos os estudantes começaram a viajar por chaves de portais e então pararam nos arredores do Lago Ness, local onde tinha sido o evento musical. Realmente, era bem chocante ver a cena, ainda tinham pessoas trabalhando para colocar os "petrificados" em macas improvisadas, e era realmente muitas pessoas. Será que esse grupinho de estudantes vai dar conta? Pensou Faye ainda não tão bem humorada com a situação, mas olha pelo lado bom, pelo menos iria ajudar na cura de algumas pessoas que iriam acordar tendo a notícia que seus pertences foram roubados. Sem muito demorar dirigiu-se até uma das tendas, ali tinha tudo preparado realmente, muitos matérias utilizados em poções, mesas com fogareiros montados, bolsas com os mais diversos ingredientes, isso sem falar do próprio kit de poções de Faye ao qual ela aprendeu a ficar carregando por ai. Sendo assim, estava mais do que na hora de mãos a obra.

A primeira coisa que Faye fez foi abrir o seu kid de poções e dali pegar vários potinhos, esses que ela usualmente usava para colocar os ingredientes de forma separada. Tendo os potinhos em cima da bancada ao qual iria trabalhar, tratou de começar a pegar os ingredientes, começando por aqueles ao qual havia a necessidade de serem medidos. Observando a receita notou que eram três, sendo assim, levou três potinhos para perto da balança que havia no local, assim como também pegou um copo graduado de 50mL do armário de utensílios que ali fora instalado. Das bolsas de ingredientes que haviam espalhadas pelo local, Faye localizou uma garrafa de absinto, ao qual tinha que resistir a tentação de não dar um gole, um pote contendo pedaços de chifre de bicórnio e também outro pote com fígado de dragão. Sendo assim, foi até a balança para medir as 70 gramas do chifre e as 30 do fígado, sendo que transportava as medidas uma para um potinho diferente, depois disso com o copo graduado mediu mais ou menos as 13ml de absinto, também colocando o líquido medido em outro potinho. Colocando estes potinhos em sua bancada, agora ela podia tratar daqueles que eram pegos por unidades, então Faye tratou de achar nas bolsas os potes que continham cenouras, ovos de cocatriz e as folhas secas do outono passado, no primeiro potinho ela colocou as 2 cenouras, no segundo 1 ovo de cocatriz e no terceiro algumas folhas secas, como não tinha especificação de quantidade, ela sempre pegava uma quantidade mediana. Por fim, pegou uma mandragora inteira e deixou ela pousada na bancada (nossa, como ela era feia), assim como também pegou um copo graduado de 1 litro e conjurou água dentro deste até alcançar a marca, tendo assim 1 litro de água medida para usar. Com todos os ingredientes separados em sua bancada, ela devolveu os potes originais destes para as bolsas ao qual tinha os encontrado e então tratou de continuar com os preparativos para a poção.

Seu ritual para preparar poções era sempre o mesmo, e depois de organizar os ingredientes na bancada estava na hora de preparar os mesmos, como Faye é um pouco lerda, preparar os ingredientes no meio da poção pode gerar atrasos. Lendo a receita, a primeira coisa que ela identificava que tinha que fazer era preparar a mandragora, melhor dizendo, preparar todo o aparato para ela, sendo assim ela procurou algo que fosse útil e ficou deveras feliz em saber que na tenda já havia uma espécie de suporte com um fio que continha dois prendedores. Perfeito. Pegou este e o levou até a bancada, com a sua varinha ela conjurou uma vasilha de tamanho mediano e deixou embaixo do suporte, então pegou a mandragora e foi arrancando as folhas dela, deixando as separadas em um cantinho, após terminar de "depenar" a coitada, deixou a planta morta pendurada no suporte, sendo que sua seiva ia escorrendo até pingar na vasilha. O próximo ingredientes a ser tratado era o chifre de bicórnio, então foi até os utensilios para pegar um pilão, despejou todos os pedaços de chifre de bicórnio ali e começou a bater, de forma que alguns minutos depois ela tinha apenas o pó do chifre. Optou por não fazer nada com as cenouras ainda porque o tempo gasto para prepará-las também era o tempo gasto em que a poção deveria ficar cozinhando, então pulou para os cuidados com o ovo de cocatriz. Novamente conjurou uma vasilha e então pegou uma colher de pau de tamanho pequeno, pegou o ovo de cocatriz e bateu este delicadamente até que a casca quebrasse, assim ela pode despejar o conteúdo interior na vasilha, em seguida pegou a colher e começou a bater a gema e a clara. Algumas batidas depois e a mistura tinha ficado homogênea e deixou separado. Em seguida, foi preparar o fígado de dragão e as folhas da mandragora, enrolando o primeiro no segundo, ela sentia que estava fazendo um cigarro de fígado, o que era deveras nojento. Leu o restante da poção e constatou que não tinha mais nada para ser preparado previamente, então pegou dois caldeirões e um suporte para cada um, colocando os mesmos sobre a mesa, agora sim estava com tudo pronto para começar a fazer de fato a poção.

Ao ler o início da poção, Faye já notava que apenas um potinho de folhas secas não seria necessário, tendo então trazido logo para perto de si a bolsa toda que tinha as folhas secas, pegando um belo torrão delas com as duas mãos e colocando em cima da bancada, juntando elas de forma a fazer uma fogueirinha de folhas, tendo colocado o suporte do caldeirão com o mesmo em cima das folhas secas do outono passado. Apontou então a varinha para as suas folhas secas e pronunciou. - Incendio. - E assim iniciou o fogo ali. Tendo feito essa aparelhagem, Faye pegou o copo graduado que continha toda a água e despejou essa sobre o caldeirão, então tornou a esperar a água ferver, momento em que ela foi preparando um relógio que trazia no seu kit, porque se tem uma coisa que essas poções trabalhosas possuem é "espera x minutos". Quando Faye notou as bolhas surgirem na água, constatou que essa estava fervida, então pegou a mandragora morta, que essa altura do campeonato já tinha pingado toda a sua seiva, e largou esta sobre o caldeirão fervente, um vapor verde-musgo surgiu no mesmo instante, fazendo com que Faye abanasse um pouco os arredores do seu rosto. E bem, naquele momento tinha começo o lance do "espere x minutos", então ela marcou quatro minutos no relógio e esperou esses quatro minutos até voltar a mexer com a poção.

Tendo os quatro minutos passados, Faye pegou o pó de chifre de bicórnio e adicionou este ao caldeirão, observando a coloração da poção mudando para verde musgo como dizia no livro, então pegou uma colher de pau e começou a mexer a poção no sentindo anti-horário enquanto marcava no relógio 3 minutos ao qual deveria esperar. - Coisas que o curso de mestre em poções da pra você, a primeira delas é um kit de poções, a segunda delas é uma mão bem marombada de tanto ficar mexendo poção de um lado e para o outro. - Dizia bem humorada enquanto mexia a poção, não tinha nada melhor pra fazer mesmo que estava apelando para a arte de conversar consigo mesma. Após passarem esses 3 minutos, Faye tinha um braço bem torneado agora e poderia continuar a poção, ela pegou uma tábua de madeira e também uma faca, certificando-se de que a mesma era de prata, pegou as 2 cenouras e começou a picar elas. Trouxas dizem que prata machuca lobisomem... Que coisa, se fosse pela minha habilidade e pelo conhecimento trouxa eu nem estaria aqui. Até seus pensamentos estavam ficando um pouco noiados. Depois de ter picado as cenouras, pegou um segundo pilão para colocar os cubinhos nele e começar a esmagá-los até que virassem uma pasta, o que levou mais alguns minutos. Quando terminou e verificou a qualidade da pasta de cenoura, adicionou a mesma ao caldeirão e só pra variar pegou a colher de pau e marcou novamente os três minutos, porque ali estava mais um exercício de tornear o braço, vulgo girar a poção no sentido anti-horário. Ao passar desses três minutos de muito exercício braçal, uma fumaça laranja começou a sair da poção, sinal de que já poderia parar com esse movimento por ali e deixar a poção repousando. Obviamente que ela se abanou um pouco pra tirar aquela fumaça, aquela poção além de querer tornear o seu braço também queria te matar intoxicado, o que era totalmente paradoxal se parar pra pensar.

Terminando essa primeira parte, Faye pegou um novo caldeirão e suporte, assim como também fez um novo montinho de folhas secas bem robusto pra não ficar precisando repor elas de tempos em tempos, em seguida apontando para o mesmo. - Incendio. - Ascendeu o fogo e pousou o suporte e o caldeirão sobre estes, em seguida adicionando ao mesmo a sua batida de ovo de cocatriz e logo em seguida a seiva da mandragora, misturando os dois ingredientes portanto. Feito isso, colocou o fígado de dragão ao qual estava enrolado nas folhas de mandragora dentro do caldeirão e marcou dez minutos no relógio, visto que esse era o tempo que deveria esperar para que este novo ingrediente adicionado cozinhasse. Passados os dez minutos, Faye pegou luvas para proteger suas mãos, pegou o caldeirão que estava trabalhando atualmente e verteu todo o seu conteúdo sobre o caldeirão principal, misturando portanto todos os ingredientes usados até o momento. O próximo passo vinha a ser um sinônimo de paciência, visto que tinha que esperar a poção ferver por 25 minutos, porem não simplesmente bastava esperar isso, tinha que mexer a poção no sentido horário de 5 em 5 minutos, de forma que Faye ficou marcando em seu relógio 5 em 5 minutos para que pudesse mexer a poção no tempo certo. Assim que passou este processo de mexer a poção de 5 em 5 minutos até dar os 25, Faye tirou o caldeirão do fogo e deixou as chamas continuarem a queimar as folhas, provavelmente iria demorar mais alguns minutos visto que ela tinha usado bastante folhas secas mesmo.

Agora, depois de tornear o braço e ter provações de paciência com a arte de esperar minutos, seria a hora de ter a prova da concentração, porque o próximo passo era o mais delicado da poção, até porque se você erra ela é obrigado a começar a poção tudo de novo, não tinha nenhuma chance de salvar. Faye pegou um conta-gotas e mergulhou este no absinto, sugando um pouco da bebida e em seguida levanto a mesma até o caldeirão. Faye apertou pacientemente o utensílio até a primeira gota cair, e unicamente ela. - Hoc corpus despetrifique. - Recitou as palavras em latim, em seguida pingando mais uma gota, sempre cuidando para que não caísse uma outra acidentalmente. - Hoc corpus despetrifique. - Falou mais uma vez e se preparou para pingar a terceira gota, essa logo desceu e novamente Faye recitava as palavras. - Hoc corpus despetrifique. - Pronto, estava feito, parecia até gincana de programa de TV aquilo, a maioria das gincanas são difíceis mesmo pra galera não ficar ganhando tanto dinheiro sempre de graça. Tudo que tinha que fazer agora era meramente esperar, então enquanto a poção resfriava naturalmente, Faye ia arrumando todas as coisas que tinha bagunçado pela tenda, e felizmente as folhas secas do outono passado tinham sido todas consumidas minutos depois dela terminar a poção em si. Minutos após ter deixado tudo já organizado, limpado e em seu devido lugar, assim como também tinha pego um frasco e uma concha pra colocar a poção, Faye voltou a testar qual era a temperatura da poção com um termômetro apropriado.

Quando a poção esfriou, Faye pegou a concha e o frasco para fazer o armazenamento da mesma. Em seguida, carregando o frasco por ai, levou até um dos responsáveis pela empreitada de curar todo aquele povo que tinha sido vítima do roubo. - Um litro de poção despetrificante ao seu dispor. - Disse ela mostrando o seu frasco, qual é, era uma poção trabalhosa cheia de passos, mostrava orgulho em ter conseguido terminá-la. - É só pingar três gotas na boca da pessoa, isso já é o suficiente para que ela acorde, então acredito que esse frasco já dê muito para o gasto, provavelmente deve reanimar todo mundo que está adormecido. - Falou para o responsável, que logo chamou outros servidores e demais profissionais que ali estavam para ajudar a dar as três gotas para as pessoas, explicando que bastava só isso para uma pessoa ser acordada. Faye conduziu as pessoas até a tenda das poções e distribuiu conta-gotas para quantas pessoas pudessem, e assim como todos estavam ajudando, Faye também pegou um conta-gotas para conduzir a poção até alguns adormecidos. O trabalho tinha sido árduo para fazer a poção, e ele também foi para acordar tantas pessoas, mas depois de algumas horas, todos estavam acordados e já dando depoimentos, assim como dizendo que pertences tinham perdido e coisas do gênero. O supervisor de Faye logo veio agradecendo pelos serviços prestados, além de liberar ela, visto que agora o trabalho iria ser bem mais burocrático, coisa com os servidores, do que algo que precisasse de ajuda dos estudantes. - Obrigada. - Disse Faye se encaminhando para uma chave de portal, visto que ela não sabia aparatar e não tinha nenhuma lareira ali pra usar a rede de flú. Apesar de estar sendo bem educada em suas falas, seus pensamentos estavam mais para. FINALMENTE ATÉ QUE ENFIM QUE POÇÃO ENORME PELO AMOR. Sendo assim, saiu do local.    

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Faye Gebühr Miller
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Lago Ness
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