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 Real Jardim Botânico

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
Diretor
Diretor
Diretor Alvoros Grunnion

Patrono : Fênix
Bicho-papão : Diretor

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013, 20:48

Relembrando a primeira mensagem :

Real Jardim Botânico

Edimburgo, Escócia


Real Jardim Botânico - Página 3 JbrEsaFzu6e3R7

O Jardim Botânico Real de Edimburgo é uma instituição científica e uma atração turística. Foi fundado em 1670 como um jardim para o cultivo de plantas medicinais, utilizadas pelos médicos como remédios nos séculos anteriores ao século XX. Atualmente está localizado em quatro diferentes regiões da Escócia: Edimburgo, Dawyck, Logan e Benmore – cada uma delas com suas coleções especiais de plantas.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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AutorMensagem
Julian W. McGregor
Corvinal
Corvinal
Julian W. McGregor


Perfil Bruxo
Escola/Casa:
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeSex 12 Fev 2016, 01:23

Passo por ali, fico observando os turistas e depois me retiro.
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Becca Devereaux Rolstroy
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Becca Devereaux Rolstroy


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Cabelo de Veela, Carvalho, 28cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeQua 20 Abr 2016, 09:16



O tour incluía o Real Jardim Botânico da Escócia. Prendi a respiração de tanta empolgação ao atravessar o lugar, era simplesmente incrível. O grupo caminhou por lá, seguindo as orientações do guia que nos mostrava cada cantinho e sua história. Ao fim tivemos um tempo livre que eu aproveitei para simplesmente caminhar no silêncio relaxante do lugar. Algum tempo depois, assim como o restante do grupo, sai dali e segui para o próximo local a ser visitado.


Rebecca Astória

Devereaux Rolstroy
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Aurora Graham MacKinnion
Fantasmas
Fantasmas
Aurora Graham MacKinnion


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeQui 23 Jun 2016, 19:18

A família Graham MacKinnion sempre gostava de visitar os campos de céu aberto em suas férias para poder aproveitar bem a sensação se brisa e do ar puro. Enquanto o pai e a mãe conversavam, Aurora, a filha única do casal aproveitava para correr por aí toda feliz com a vida. A menina ainda era uma criança, mesmo que uma carta misteriosa tenha sido enviada para a sua casa indicando um novo futuro inesperado para a pequena Aurora. De tão infantil, a menina acabava não percebendo que o assunto dos seus pais a fundo era sério demais para não se espiar um pouco. Tudo o que preocupava ela era poder alcançar um pequeno inseto a sua frente, na folha ainda molhada da noite passada - Eu sempre gostei de joaninhas. - Dissera ela falando sozinha, como estava acostumada a narrar suas próprias brincadeiras. Ela não ficou muito tempo com a sua amiguinha, uma vez que seus pais decidiram não demorar muito ao término do piquenique. Logo, Aurora saiu dali.
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Sophie Cahors D'Amici
Professor de Hogwarts
Professor de Hogwarts
Sophie Cahors D'Amici

Bicho-papão : Perder sua filha

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Espinheiro-Alvo, 16 cm, Elástica, Pena de Hipogrifo.

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeQua 21 Set 2016, 10:14

Chego no Real Jardim Botânico.
Dou um passeio pelo local.
Quando começa a anoitecer decido ir embora dali.
Saio dali.


_ sophie elizabeth cahors d'amici _
❖ cahors family ❖ d'amici family ❖
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Frederick R. McCain
Sociedade Trouxa - Adulto
Sociedade Trouxa - Adulto
Frederick R. McCain


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Outra
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeSex 21 Out 2016, 01:45


Eu odiava os escoceses e não sabia o motivo, porém tinha minhas suspeitas de que isso se devia as gaitas de fole, que eu particularmente detestava ouvir, minha vontade era de quebrar cada uma dessas benditas que estivessem pela Terra, mas como isso me demandar um gasto filho da mãe de dinheiro e tempo, eu simplesmente tentava entrar pra seita, aquela lá mesmo que dói menos. Eu carregava meu conjunto compacto de lentes e um tripé, enquanto meu assistente carregava o material para o ajuste da luz e angulação, fazia um bom tempo que eu não tinha que sair ao ar livre pra fotografar, mas a chegada de uma nova estação sempre "inspirava" saídas ao ar livre pra se aproveitar dele para os novos catálogos. Eu me preocupei em arrumar a estrutura toda que precisávamos pras fotos e deixei o pessoal lidar com o resto, era uma empresa de sapatos e eles que escolheriam as composições que usariam e tudo mais, estava ali pra tirar fotos, como o meu contratante me lembrou algumas vezes. — Ainda não acredito que ele realmente me vetou de decisões sobre o que eles tem de usar. — Falei em voz baixa pra meu ajudante que começou a rir e falar algumas coisas sobre o cara, nós não pudemos aproveitar muito a conversa porque tínhamos poucas horas antes do dia terminar e eu não queria ter que passar mais um dia com o cara chato da empresa de sapatos. — Vamos lá! — Falei em voz alta e fui arrumando os quadros e fotos, falando sobre posições e só, algumas combinações não casavam bem com o ambiente, mas eu me calei e continuei fazendo meu trabalho, até que o fim do dia se deu e nós fomos dispensados, ajudei meu assistente a juntar tudo e dei carona para ele até o hotel, saio dali.
Template By: Déh


FREDERICK MCCAIN
Everybody stops and they staring at me...
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Ivna Cunningham Czarevich
Auror Sênior
Auror Sênior
Ivna Cunningham Czarevich

Patrono : Lince Euroasiático

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Durmstrang
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Lasca de Casco de Centauro, Carvalho, 29cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeSab 25 Fev 2017, 21:14



Caspar se despediu de mim com um aceno, saindo com outro amigo, enquanto eu seguia para o porto [...] Apertei os olhos para enxergar sob o sol brilhante, segurando com força as tiras da mochila. A Escócia era exatamente o que eu esperava, desde as culturas menores até os rosto característicos. Era um novo começo para mim. Finalmente eu podia andar em algum lugar sem os sussurros daqueles que sabiam — ou achavam que sabiam — alguma coisa do meu presente, sem ninguém para me encarar, sem boatos, nada de pena ou julgamento. Eu era tão comum quanto qualquer outra mulher ingênua e possuidora de um cargo cauteloso... [...] Após um bom tempo vagando pelo Jardim, deixei o ambiente.


my lovely hell
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Owain H. Beoulve
Auror Especialista
Auror Especialista
Owain H. Beoulve

Bicho-papão : Auror Ministerial

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Rabo de Cérbero, Cipestre, 30cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeTer 28 Fev 2017, 18:15

Após o combate contra os mercenários no Palácio de Westminster a atenção de Owain em seu trabalho havia sido redobrada e além de manter os olhos atentos, também se via na obrigação de usar algumas leves magias de proteção quando estava sozinho por entre os corredores em suas vigias noturnas, mas desde aquela noite, nada mais de estranho aconteceu no serviço do Auror Ministerial, tudo seguiu normalmente. Porém, conforme os dias se passavam, ele começava a notar uma inquietação se instaurando entre os demais membros do MI6, principalmente porque dentre pouco tempo, a nova primeira-ministra britânica tinha um compromisso na Escócia e apesar de todo o serviço que já era feito com antecedência, alguns dos membros do Serviço de Inteligência, inclusive Owain, temiam que alguma coisa pudesse acontecer e que eles não haviam prevido.

A ansiedade que se apoderava do corpo de Owain, algo incomum na vida do lufano, apenas reduziu quando ele acordou bem cedo naquele dia e lendo suas anotações, reviu quais seriam as suas tarefas naquele dia e após estar vestido a caráter, começou de fato o seu trabalho e foi cuidadoso, pois sabia que no passado, apesar da maior parte do povo escocês ter votado pela permanência do país como parte do Reino Unido, ainda existiam um grande número de pessoas que tinham o mesmo espírito de Willian Wallace e desejavam, mais do que tudo, a liberdade de seu país. Era com essas pessoas que Owain se preocupava, visto que naquele exato momento, enquanto seus olhos guardavam o prédio do Parlamento Escocês, onde a Primeira Ministra deveria estar em reunião com outras pessoas importantes daquele país. Conforme os minutos se passavam e nenhum sinal de protesto surgia, alguns dos outros seguranças ficavam mais tranquilos e gradativamente, o bruxo era capaz de ouvir pequenos comentários ao seu redor, feitos por seus companheiros de trabalho. A maioria tinha interesse em saber qual era o assunto que acontecia dentro da construção que eles protegiam e algumas apostas eram feitas, Owain, obviamente, permanecia em total silêncio e com uma expressão de seriedade estampada em sua face, poderia facilmente ouvir o que estava acontecendo ali dentro com um aceno de sua varinha e dar um fim a discussão de seus colegas, mas ele não havia recebido essa ordem de seus superiores e também não lhe interessava o que as outras pessoas tinham a conversar, se importava apenas com o seu trabalho.

Foi com um suspiro incerto que o Beoulve olhou a sua direita, calmamente, e notou os primeiros veículos de imprensa chegando a frente ao prédio do Parlamento Escocês. Por um momento, viu uma inquietação surgindo entre os demais que trabalhavam consigo, foi nesse momento, então, que balançando a cabeça, falou — A Primeira-Ministra havia marcado uma coletiva para logo depois da reunião — lembrou-se e sentiu um arrepio percorrendo a sua espinha e naquele momento o lufano soube que algo de ruim viria a acontecer naquele dia, pois aquela sensação funcionava como um sentido para coisas negativas e rapidamente, tocou a sua cintura, certificando-se de que sua varinha estava ali. Quando sentiu o volume em sua roupa, soltou um suspiro aliviado. Enfim, assim que Owain deu o aviso de que teria uma entrevista naquele local, as demais pessoas que faziam a segurança pareceram ficarem mais tranquilas com aquelas variedades de câmeras e máquinas fotográficas apontadas diretamente para eles.

Por um momento, conforme a entrevista acontecia tranquilamente, Owain pensou que o seu sentido para identificar problemas havia falhado, mesmo que ele se mantesse alerta a maior parte do tempo, pensou em relaxar um pouco seus músculos e se tranquilizar, mas todos os seus desejos foram por água abaixo quando um dos guardas, nervosamente, se aproximou do Auror Ministerial e o avisou de que manifestantes se aproximavam. Imediatamente, os olhos do Beoulve percorreram o ambiente ao redor do prédio e sua audição, aguçada, conseguiu detectar sons de pessoas se aproximando dali. Sem pensar muito, Owain aproximou-se o mais rápido possível da Primeira-Ministra e não se importando com a enorme quantidade de cliques que aquele ato atraía dos repórteres que ali estavam, cochichou do ouvido da mulher — Senhora, precisamos sair o mais rápido possível. manifestantes estão se aproximando. Queira me acompanhar. — comentou e rapidamente, olhou para os demais guardas, haviam montado um esquema para tirar a Ministra dali caso aquilo viesse acontecer e agora era hora de saber se o plano que haviam formulado no MI6 era realmente infalível ou se os manifestantes descobririam furos naquilo e chegariam ao alvo deles.

Em poucos segundos, o local anteriormente repleto de repórteres se transformou num pequeno cenário de guerra: manifestantes chegavam de todos os lados, jogando bombas caseiras a frente e atirando pedras em qualquer coisa que se parecesse com um inglês. Owain, como os demais guarda-costas haviam feito um sistema de segurança para proteger a Ministra, isolando uma grande área e deixando a mulher bem no meio dela, numa distância onde ninguém com uma força humana comum fosse capaz de atirar bombas ou pedras. Haviam escudos de policiais impedindo que eles atravessassem e Owain, calmamente, tentava ordenar tudo com uma concentração incrível. Ele já havia feito aquilo outras vezes, sim, mas não tinha a segurança de uma pessoa tão importante quanto a daquela mulher em risco e quando ele deu um passo à frente, buscando uma melhor visão do ambiente ao seu redor, sentiu uma dor latente no canto direito de sua testa e em seguida, o líquido de textura diferente escorrendo por sua face ao mesmo momento em que parte de sua visão ficava turva.

Uma pedra havia atingido-o e apesar da dor sentida naquele momento, Owain não gritou e também não caiu no chão, sabia que sua prioridade era a vida de uma outra pessoa e quando entrou naquele serviço, jurou morrer em prol de um bem maior caso fosse necessário. Mesmo tonto, conseguiu ver que o lado “Inglês” naquela batalha campal estava em grande desvantagem para o lado dos manifestantes nacionalistas, as bombas e pedras haviam derrubado e acuado alguns dos guardas que faziam a proteção da ministra, aproximando os escoceses da Ministra. Foi naquela situação de completa destruição que Owain decidiu que não podia mais segurar, respirando fundo, levou a sua mão até a varinha que estava presa na sua cintura e olhando para o caos ao seu redor, viu que não seria difícil usar sua magia sem ser percebido. Suspirou e falando mentalmente os feitiços, enquanto girava a sua varinha o mais furtivo possível, apontou ela em si mesmo “Desilusionar” e no instante seguinte, desapareceu por completo. Sabia que não estava invisível de fato, mas aquele disfarce o ajudaria a afastar os manifestantes dali e também a se aproximar da primeira-ministra ainda há tempo. Rapidamente, Owain correu para perto dos manifestantes e a sua varinha constantemente se movimentava, enquanto sua mente imaginava feitiços como “Cofundus” e “Repello Mugletum”. Em poucos minutos, o homem havia conseguido conter a maioria dos manifestantes que ali estavam e ele, coincidentemente, havia chegado ao lado da primeira ministra segundos após o efeito do desilusionar sumir, conseguindo sair com ela dali.

Foi só então, ao sair dali, que percebeu como uma pedra lançada por um trouxa poderia doer tanto como um feitiço bruxo.


Owain Henry Beoulve
Auror Perito em Esconderijos e Disfarces
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Youngjae Ahne Hwang
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Youngjae Ahne Hwang

Bicho-papão : Não identificado.

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Mahoutokoro (Japão)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Presa de Vampiro, Espinheiro-Negro, 28cm, Rígida.

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeQua 03 Maio 2017, 20:55


these flowers are mine

Cheirou uma margarida que repousava na sombra lentamente. Desde quando o acidente aconteceu Nimue começou a perceber o quanto margaridas eram belas, e toda vez que saia, geralmente para o jardim botânico, gostava de cheira-las. Apertou o bichinho de pelúcia contra seu peito e continuou a observar a flor atentamente. Sabia que não poderia retira-la dali caso não quisesse receber uma bela bronca de um guarda ambiental, e mesmo que sua mãe a fitasse reprovando sua ação, a lufana conseguiu ter pulso firme o suficiente para não fazer daquilo um assassinato da flor.

Olhando aos poucos para trás, caminhou rapidamente na direção de sua responsável e lhe deu a mão. Sabia que quando chegasse em casa teria que presenciar um séria conversa, porém não ligava muito para isso. Contanto que estivesse sã e salvo em seu quarto, a garota já ficaria feliz. Ambas das mulheres deram uma breve volta pelo jardim botânico, e assim que decidiram que era a hora certa, não hesitaram de deixar o local e logo pegar o carro de volta para casa. Talvez algum dia Minue voltaria a visitar aquele lugar. Talvez, nunca mais o visse na vida.
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Youngjae Ahne Hwang
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Youngjae Ahne Hwang

Bicho-papão : Não identificado.

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Escola/Casa: Mahoutokoro (Japão)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Presa de Vampiro, Espinheiro-Negro, 28cm, Rígida.

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeQua 03 Maio 2017, 20:55


Depois que o post bugou e postou a mesma caralha duas vezes, Nimue novamente acompanhou sua mãe e saiu do local.
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Asher Moore Schrödinger
Sociedade Trouxa - Adulto
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Asher Moore Schrödinger


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Escola/Casa: Trouxa
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeSex 10 Nov 2017, 12:11

Realmente, aquele lugar era um antro de plantas e a maioria das pessoas que visita aquele jardim botânico procura por plantas, Asher era diferente, ele estava procurando por pássaros. Era um ornitólogo, e realmente observar e fotografar pássaros era um passatempo seu. Asher estava precisando mesmo de um passatempo, seu pai não estava na melhor das saúdes e também era velho, não demoraria para ele bater com as botas. O homem não sabia o que mais lhe dava medo, se era perder o seu pai ou se era assumir a família, porque lá é como uma monarquia e Asher era da família real, o príncipe. Pelo menos agora ele podia apenas se concentrar em observar pássaros. Após tirar uma belas fotografias, o homem saiu do local.


ASHER MOORE
Real Jardim Botânico - Página 3 COuKGhz
SCHRÖDINGER
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Veruska W. Rathbone
Auror Especialista
Auror Especialista
Veruska W. Rathbone

Bicho-papão : Perder sua família

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Cerda de Acromântula, Carvalho Inglês, 28cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeDom 30 Set 2018, 19:13

A morena sempre gostara de plantas, de modo que assim que conseguiu uma folga do seu emprego, não hesitou em visitar o Real Jardim Botânico, em Edimburgo. O sorriso da mulher era discreto, no entanto, não conseguia esconder sua admiração pelas espécies maravilhosas de plantas espalhadas pelo local em questão. O perfume, a beleza das flores, a fisiologia única das orquídeas, tudo ali a deixava mais a vontade para continuar explorando. Qualquer amante de botânica iria sentir-se no paraíso por estar em um local como aquele. Veruska não conseguia esconder seu entusiasmo, tampouco queria guardá-lo apenas para si, ao menos ali queria entregar-se àquilo que tanto amava. A botânica, de certo modo, integrava-se a alma da mulher como se fosse parte da mesma. Assim, após passar um tempo explorando o local, a auror arrumou suas coisas e deixou aquele ambiente



Veruska W. Rathbone
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Malu Lima B. Stravos
Grifinória
Grifinória
Malu Lima B. Stravos

Bicho-papão : Zumbis

Perfil Bruxo
Escola/Casa:
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeTer 02 Out 2018, 20:27

Oie


Maluh Nigstingale Lima -------♥️
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Mikael Kosey Schrödinger
Resistência - Membro
Resistência - Membro
Mikael Kosey Schrödinger

Bicho-papão : Peter morto

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Durmstrang (Escandinávia)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Rabo de Testrálio, Loureiro, 30 cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeSex 14 Dez 2018, 00:41


Memories
Eram raras as vezes que eu deixava o Ministério da Magia e não voltava imediatamente para minha casa, mas julguei que dessa vez valeria a pena. O pensamento rondava minha mente há algum tempo e eu tinha uma sensação estranha de nostalgia e antecipação, misturada com a melancolia das lembranças tristes que vinham junto logo naquela data.

Por isso eu me sentia nu estando ali naquele belo jardim, em plena paz com a luz do tímido sol de inverno. Eu caminhava lentamente com um sorriso bobo em meu rosto, algo tão comum quanto eu tirar algum tempo de folga, quase imperceptível para mim mesmo. As lembranças voltavam aos poucos. As boas e as más.

Eu quase podia ver Leia correndo para ver as flores que cresciam em uma longa fileira, mudando suas cores gradativamente enquanto a pequena não parava de soltar gritinhos de excitação com toda a beleza do jardim. Me faltavam palavras naquele momento, mas o sentimento que me fazia continuar as minhas pesquisas e principalmente desvendar alguns mistérios que haviam me aparecido de tão bom grado estava presente, como o espírito da minha garotinha, que agora se fora. E, assim como ela, eu também fiz meu caminho para fora do jardim, deixando o local por o que eu imaginava ser para sempre.


Mikael Kosey Schrödinger
Conselheiro da Ministra da Magia
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Tereza Ella Von Ziegler
Procurados
Procurados
Tereza Ella Von Ziegler


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeQui 28 Nov 2019, 13:37



Diários!

Fiscal de Novembro (2019.02)  -----------♥

[Janeiro]
Fazia algumas semanas desde quando KJ havia morrido pelas mãos da mulher, ela não precisava mais dele depois que ele deu a receita da poção que fazia ela suprimir sua outra personalidade, ficando apenas ela e somente ela. Whitney tinha agora mais liberdade para agir da maneira que bem quisesse, ela estava sempre armando alguma coisa e ficar presa dentro do território bretão foi uma benção. Depois de se livrar da última ponta solta do seu passado ela se sentia mais segura, Nigel estava aparentemente morto, mas seus filhos gêmeos não. Por pena ou por querer algo a mais em um futuro ela trouxe os meninos para dentro do território bretão alguns dias antes do fechamento da barreira. Esperava que eles ficassem a salvos ali e no momento certo os pegaria para criar da maneira certa, eram bruxos e tinham o seu sangue, mas ela ainda queria saber se valiam a pena o esforço de ficarem vivos. Ela esperava que um deles tivesse o gene da metamoformagia, pois ela precisava de uma metamorfo para um ritual, e por isso pediu um favor para Carter. Um bruxo que ela ajudou no passado por obra do destino, Tereza não era nenhuma santa caridosa, quando ela ajudava alguém era pensando em seu próprio benefício no futuro e tudo veio muito a calhar para ela. Carter só precisava ficar de olho neles e medir o poder magico que tinham naqueles corpos mestiços nojentos. Com alguns meses ela teve uma terrível notícia. – Ele está vivo senhora, Darcy voltou! – Falou Neff, um dos seus ajudantes. Darcy era um Rathbone que a rastreava e por muitas vezes esteve a ponto de a pegar. – Grrr. Essa praga não morre nunca? O que sabe sobre ele? – Ela quis saber, e não demorou muito para que Darcy rastreasse ela pelo País de Gales, isso forçou Tereza a se mover pelo país a ponto de nunca ficar mais de uma semana em um esconderijo.

O que ela não esperava era que Darcy fosse chegar nos gêmeos. – COMO É QUE É? – Ela gritava ao saber que Darcy esteve no orfanato procurando os meninos que foram trazidos da ilha, como eles sabiam da ilha? – Não vamos fazer nada, duvido que eles saibam a origem dos fedelhos, talvez seja alguma missão de investigação auror de rotina. – Ela pensou mais calma, no entanto não evitou que a mesma quebrasse alguns móveis com a raiva que sentia dele. Ela tentou se acalmar para tentar ver através dos movimentos do auror. – Ligue para Carter, não quero que ele tire os olhos desses moleques, não posso deixar eles saberem da verdade ainda. – Falou ela. [...] Whitney tinha um diário que ela escrevia algumas lembranças, depois que desenvolveu a dupla personalidade perdeu parte da memória, entre elas as memórias de onde tinha escondido o livro e como havia conseguido tirar as páginas deles, já que os livros eram indestrutíveis seguros por magia. Ela não lembrava o que fez, mas sabia que isso envolvia as consequências que tinha acontecido com ela, mexer com poderes fortes trazem esse tipo de coisa. Ela escrevia alguns sonhos porque podiam ser lembranças, depois comparava com outros que já tinha dito tentando correlacionar eles e descobrir qualquer pista. O ritual que conseguiu com Nigel não estava completo, ela precisava da outra parte, mas os testes estavam começando a serem feitos. E foi quando ela começou a pensar que talvez a resposta estivesse na mente dos filhos de Nigel, sim, ela iria entrar na mente dos jovens para tentar descobrir alguma coisa.

No entanto, ela recebeu uma mensagem de Carter, Farlan estava ali tentando um contato com os garotos. – Que inferno, por que sempre cruza meu caminho amorzinho? – De todas as memórias que podia ficar o ruivo era uma delas, lembrava do pequeno namorico de adolescentes que tiveram, mas não podia negar que ele tinha ficado um homem bem atraente e doentiamente leal ao seu irmão. Whitney não poderia permitir que descobrissem dos gêmeos logo agora que ela realmente tinha uma utilidade para eles. Mandou que Carter interferisse nisso e arrumou seus companheiros de para irem até o local, ela já tinha perdido Meg para eles, não deixaria os gêmeos saírem de suas mãos. Saiu dali.





I'm a rollin' freight train. One more time. Gotta start all over. Can't slow down
I'm a lone red rover
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Esme Shelby Rathbone
Grifinória
Grifinória
Esme Shelby Rathbone


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 3º Ano
Varinha: Pelo de Unicórnio, Azevinho, 25 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeSab 14 Dez 2019, 21:59

Seus dedos estavam grudentos do sorvete de chocolate que acabara que chupar, antes de passar pela portaria do Real Jardim Botânico. Esme esfregou-os com o guardanapo fininho da sorveteria em vão, antes de jogá-lo no lixo, amassado em uma bolinha. Fazia tempo que não passeava por ali, por algum motivo que desconhecia, visto que era um de seus lugares preferidos em Edimburgo. Era como um ponto verde enorme em meio àquela cidade sombria. E eles também tinham aquelas casinhas chinesas que, com um pouco de imaginação, podiam virar parte de um vale oriental, muito longe dali. Mas agora ele seguia para a borda de herbáceas, ladeada por um caminho longo e estreito, por onde se podia perambular sem prestar muita atenção no caminho. Aquela parte do jardim estava maravilhosamente vazia, exceto por ele e a trilha infindável de flores. Permaneceu assim por um tempo, até alguém vir andando enquanto Esme perdia-se observando algumas centáureas. Era um menino mais ou menos da sua idade, que parecia perdido, não nas próprias idéias, como ela, mas no parque. Evitou encará-lo por medo de ser tido como inconveniente, então disfarçou e continuou observando as flores, até o momento que percebeu que o garoto não viria falar com ela. Esme deixou o local.


Grynffidor Pride
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Margot Wittels. Bradshaw
S.I.C.P.V.M. - Herbologista
S.I.C.P.V.M. - Herbologista
Margot Wittels. Bradshaw


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Unicórnio, Espinheiro-Alvo, 28cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeTer 31 Dez 2019, 13:48


─ I was like, "Why are you so obsessed with me?" So oh oh oh oh, so oh oh oh oh... So oh oh oh oh, so oh oh oh oh... Will the real MC please, step to the mike? So oh oh oh oh, so oh oh oh oh... So oh oh oh oh, so oh oh oh oh. ─ Cantou em tom baixo a música que estava altíssima em seus fones, enquanto caminhava pelo caminho de pedra da instituição científica, seu plano era chegar até a estufa que lhe foi incumbida no dia anterior, era uma estufa mais isolada e até escondida por magia, assim os trouxas nem sonhariam o real milagre existente ali. As barreiras vinham sendo reforçadas diariamente, assim garantindo que nenhum tipo de bruxo, cuja moral duvidosa, conseguisse desfazer com facilidade os feitiços lançados. A meio-veela agradeceu mais uma vez por não ser a pessoa que faria tal trabalho, pois não conseguia imaginar quantas horas eram necessárias para planejar esta ação e executá-la. A loira prendeu os cabelos em um coque e vestiu suas vestes de proteção, seu trabalho envolvia um estudo aprofundado sobre a estrutura dos cogumelos estridentes, tanto que chegou mais cedo para garantir que a planta não gritaria nem tão cedo, apesar disto ela colocou abafadores só por proteção, após os procedimentos de segurança a Bradshaw pegou sua varinha e apontou ela para o cogumelo. ─ Immobilus. ─ Usou o feitiço para se certificar de que o cogumelo não teria qualquer tipo de reação inesperada e logo o tirou da terra, pegou a planta com as mãos protegidas por couro de dragão e usou uma adega de prata para dividir a planta em duas.

E logo ela foi tomando algumas anotações, mediu um cogumelo de dois centímetros e meio com um chapéu oval levemente deformado do lado direito, o que ela achou bem engraçado. A mulher continuou seu trabalho de catalogação da planta indo pela quantidade de dutos condutores o cogumelo tinha, depois notou com clareza onde estava o cerne mágico da planta e fez um breve relato a respeito deste. Seu trabalho não costumava ser tão chato, mas como o seu chefe havia solicitado tal estudo no dia anterior, Margot fez de bom grado o trabalho mais entendiante. Ela também fez anotações sobre as cores em seu relatório, só para garantir que tinha feito tudo certo. A loira levou cerca de uma hora para definir a idade certa da planta, pois não haviam estudos relevantes que dissessem como quantificar os anos de um cogumelo, ela utilizou a lógica mais simples a se fazer e foi checando quantas paredes, que são o equivalente aos anéis de um fungo, que haviam ali naquele exemplar. Depois de uma regra de três e uma certa dor de cabeça, Margot conseguiu determinar que o fungo tinha exatos três anos de vida e deixou claro o método de teste que usou. Após finalizar o relatório, a meio-veela pôde sair de seu canto e foi cuidar das outras plantas ali da estufa, ela primeiro regou as plantas e depois foi pondo alguns produtos e substâncias indicadas para elas ficarem nutridas e vívidas de maneira otimizada. A loira teve de se desfazer dos fones quando viu o homem de bigode farto diante de si, perguntando qual era o resultado final e a mulher fez questão de explicar tudo, para tal foi para fora da estufa com o chefe, levando com ela o relatório para expor os cálculos e análise menores que fez para o relatório.




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Margot Wittels. Bradshaw
S.I.C.P.V.M. - Herbologista
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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeSeg 20 Jan 2020, 15:01


Sentia suas mãos soarem e seus batimentos mais acelerados que o normal, o publico não era lá muito grande, mas aquela era a primeira mesa redonda que a mesma organizava inteiramente sozinha. Com muito esforço e um bom jogo de cintura, a loira conseguiu confirmar a presença de dois botânicos da nova geração e guiar o evento para um olhar mais jovem. Ambos se apresentaram, contaram um pouco de sua história, escolha e experiencias acadêmicas, mas sempre deixando claro a importância de popularizar mais os cuidados e pesquisas na área da botânica, principalmente em que se referia a preservação da natureza. Margot se juntou aos palestrantes para responder os questionamentos finais e abordar mais alguns assuntos agendados para aquela palestra, aos poucos ia ficando mais tranquilo e se sentindo mais solta, o que tornava tudo mais saudável e divertido. ─ A Fisiologia vegetal nos levará ao estudo das forças vitais que, em sua constante evolução, constituem seu alimento e desenvolvimento. ─ Completou o raciocínio de Joshua que explicava um pouco mais da importância de seu trabalho de pesquisa e como isso deveria ser valorizado pela sociedade. Em seguida uma pergunta um pouco fora do esperado pelo trio foi feita e percebendo a situação, a Herbologista tomou a palavra e fez questão de responder, mas ela tinha bastante conhecimento sobre o assunto já que havia nascido no berço da botânica oculta e conhecia sua história desde muito nova. ─ Na botânica oculta cada planta é uma estrela terrestre. Suas propriedades celestes se acham inscritas nas cores das pétalas e suas propriedades terrestres, na forma das folhas, toda a Magia se encerra nelas, já que em seu conjunto as plantas representam as potências dos astros. Classificação de elementos, importâncias das estações, significados e mil outros assuntos. É quase que uma religião, um estudo extremamente complexo e antigo. ─ Respondeu de forma didática, mas sem entrar muito no assunto, aquela não era a pauta abordada na palestra e eles precisavam manter aquele roteiro para melhor aproveitamento de todos. As perguntas foram seguindo e o tempo também e faltando dez minutos para estourar o tempo final, os palestrantes se despediram e agradeceram por aquela tarde tão agradável. Margot deixou o local.




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Cédric William Chantrell

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeSeg 03 Fev 2020, 13:39

A universidade de Oxford organizou um evento semanal junto da administração do jardim real botânico, o intuito de tudo no fim das contas era arrecadar doações e conscientizar a população em diversos nichos diferes, mas o mais importante da pauta era de falto os assuntos climáticos de nosso planeta. Obviamente que a maior parte dos trabalhos eram desenvolvidos por alunos, mas Cédric foi escolhido para representar os mestres e doutores em filosofia de sua academia, infelizmente não tinha como fugir de suas obrigações. — Bom dia, Adele. — Cumprimentou uma das alunos nitidamente nervosa, a mesma logo iria discursar e dava para o loiro ouvir seus sussurros sobre pontos importantes de sua fala. Poderia fazer um, dois ou mais discursos encorajadores a pobre alma aflita, mas a verdade era que ele estava mais preocupado com o café da manhã especial para os funcionários e palestrantes. Cédric preferia camuflar sua preguiça em uma boba justificativa de como aquela situação poderia ser de grande ganho pessoal e que sua interferência seria errado para a evolução humana da mesma. — Obrigado. — Agradeceu após escolher o que queria e então se encaminhou para a sala aonde aconteceria a reunião com membros da reitoria de sua instituição. Cédric deixou o local.


Now we're finding a different way
We've been chasin' each others tails. Now we're ridin' a new wave, all on our own way.
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Margot Wittels. Bradshaw
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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeQui 26 Mar 2020, 15:51


Possuidora de uma pele clara, que em épocas de pouco sol beirava ao tom de porcelana chinesa in natura, Margot naquele momento sentia a umidez e áspera da terra tocar seus longos dedos. Estava fazendo a primeira avaliação da manha com as jovens Mandrágoras, que de forma externa estavam perfeitas e de acordo com o planejamento feito pela herbologista. Sua folhagem possuía um tom de verde escuro, um brilho que significava que as doses de água estavam na medida certa e suas ramificações pareciam bem fortes. Todos os sinais estavam de acordo para que o reenvasamento fosse feito naquele dia, logo estariam bem grandes para um recipiente daquele tamanho e precisavam continuar a evoluir para chegar a fase adulta. A loira se caminhou até o lavatório, onde lavou suas mãos e iniciou o processo de segurança. Vestiu uma capa para proteger suas poucas e por mais que não fosse esse caso, o acessório também servia para lhe proteger de acidentes. Em seguida colocou as luvas e o abafador, esses sim eram essenciais quando se ia cuidar de Mandrágoras gritantes.

Retornou a sua mesa de trabalho, local onde já estava os vasos para o revezamento e todos os itens de jardinagem disponíveis para tal tarefa. Com o auxílio de uma pá, a loira acrescentou um pouco de terra fertilizada e tratada no vaso vazio e então seguiu para o árduo trabalho de puxar a mandrágora. Segurando com firmeza em seu caule e usando toda a força de seu fino braço, a mulher teve uma certa dificuldade já que a plantinha estava bem forte graças ao tratamento especial que vinha recebendo, mas que não fim Margot conseguiu fazer a extração com sucesso. Colocou a plantinha no vaso maior e já com um pouco de terra, e em seguida voltou a colocar mais terra fertilizada até cobrir por completo a raiz gritante da Mandrágora juvenil. Esse processo foi repetido por mais vinte e sete vezes, o que tomou todo o seu tempo da manhã e somente ao reenvasar a última plantinha conseguiu perceber como o tempo voou. Retirou todo seu uniforme de segurança, lavou novamente muito bem as mãos e então pode seguir para o seu horário de almoço, seu estômago já gritava dentro de seu corpo.

Margot deixou o local.




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Arthur Highmore Schmidth
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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeQua 13 Maio 2020, 01:28


FILE: Vodu no sangue
LOCATION: Hogsmeade, Escócia
ARCHIVE: Number 1

Quando entrei na loja senti um aroma de incenso doce, à medida que ia digerindo todas as coisas que apareciam na minha frente. Eu nunca, em minha vida, havia presenciado tantos objetos mágicos diferentes reunidos em apenas um lugar. Mais do que isso, objetos que eu nem ao menos conhecia mesmo depois de todos os anos de experiência com o meu pai. Uma dupla de meninos saiu da loja com um bisbilhoscópio e tagarelando algo sobre presentes enquanto eu ia prestando atenção em coisas muito mais bacanas que um aparelho comum. Em um quadro pendia uma máscara estranha, aparentemente envolta em uma névoa brilhante. Globos de vidro repletos de uma fumaça colorida eram exibidos em prateleiras. Cristais de todos os tipos de tamanho faziam parte de uma caixa dourada. Encontrei um conjunto de livros antigos acerca de deuses celestiais e uma enorme pira contendo pétalas de flores para oferendas. “O que deseja?”, perguntou alguém, tirando-me do meu transe momentâneo. Era uma mulher postada atrás do balcão; ela tinha pele negra, olhos grandes e escuros e uma boca carnuda. Usava uma roupa roxa salpicada de estrelas enquanto seus cabelos eram presos em um turbante com o mesmo tecido. – Preciso de ferramentas. – Informei, dando uma olhada no balcão de vidro a qual ela se dispunha. Potes com insetos diferentes foram colocados à venda. A mulher me analisou, esboçando um leve sorriso. “Que tipo de ferramentas?” E eu acabei que por morder o lábio inferior, sem saber muito como responder sinceramente. A verdade é que eu percebi um imenso espaço vago onde deveria possuir algumas armas e objetos mágicos que ajudassem nas caçadas individuais. Meu pai tinha uma sala inteira de armas enquanto eu, bem, eles não deixavam manter nem ao menos facões afiados dentro de Hogwarts. Em uma tarde, decidi que iria até uma loja de Hogsmeade chamada “Voodoo Tricks” na busca de apetrechos mágicos direcionados tanto para curiosos quanto profissionais do ramo. “Deixa-me adivinhar. Você é um caçador, não é?” A mulher perguntou, colocando as mãos na cintura e me arrancando de meus pensamentos de imediato. – C-como sabe? – Eu não tinha nem ao menos aparência de um caçador aos meus humildes dezessete anos. Ela deu de ombros, indiferente. “Digamos que eu tenho um bom sentido para problemas.” Então se desvencilhou de mim, dirigindo-se a uma bancada onde se dispôs a organizar uma pilha de livros.

Problemas? Normalmente eu tento acabar com os problemas. Muito embora, em alguns casos, acabe gerando mais problemas do que soluções. – Eu... Qual seu nome? – Perguntei, aproximando-me dela. A mulher virou-se estendendo a mão e eu a cumprimentei. “Edmonia.” Por algum motivo aquele nome me deu calafrios. – Arthur. – Edmonia assentiu e me deu outro sorriso amigável, retornando ao balcão para continuar suas arrumações diárias. “Bem, Arthur, fique à vontade para procurar a melhor arma ou truque contra os seus monstros e fantasmas assassinos.” Entortei a boca ao escutar aquela fala e me dispus a rondar a loja, buscando algo que realmente me chamasse atenção ou pelo menos estivesse dentro do preço adequado. Escolhi um Sachê de Espíritos e um tubo de Gás de Alho, contando em minhas moedas o quanto poderia gastar. “Muito bem. Escolheu?” Questionou Edmonia depois de atender uma mulher no balcão. – Eu acho que sim. Nunca se sabe quando uma gangue de vampiros irá aparecer... – O que me lembrou dum evento recente em Londres. Enquanto ela ia colocando os pedidos em uma sacola, prestei atenção em uma capa estendida atrás de uma estante. – Isso é uma... Capa da Invisibilidade? – Os olhos arregalaram enquanto eu ia contemplando aquele objeto extremamente raro. “Feita de tecido de seminviso, sim. Uma das mais antigas na minha loja.” Ela então pegou a capa e a estendeu no balcão, mostrando a delicadeza do tecido e sumindo com seu braço de modo a testa-la para mim. – Esqueça esses troços. Eu quero a capa! – Que se dane o gás de alho, uma capa de invisibilidade me permitiria um mundo de possibilidades. “Hummm... Certamente, rapaz. Este é o preço.” Ela mostrou uma etiquetinha e meu coração quase saiu da minha boca ao perceber que nem em um ano de mesadas eu conseguiria juntar tudo aquilo. – Eu... Eu não tenho tudo isso. Será que não existe nenhum desconto para a primeira compra? – Procurei uma negociação, frustrado. Edmonia então recolheu a capa lentamente, enrolando-a em um protetor. “Está me confundindo com algum negociante trouxa, querido.” Então deu uma risadinha. “Esse item é muito valioso. Não posso entrega-lo por menos que isso.” E tratou de guardar a capa, entregando-me a sacola com os objetos anteriores e recebendo alguns sicles em troca. – Mas... Não tem nada que eu possa fazer? – Perguntei pela última vez, dando o meu melhor rostinho de adolescente injustiçado. Ela suspirou fundo e então pensou um pouco. “Bem... Há uma coisa, caçador, mas não garanto lhe entregar a capa porque tudo dependerá do seu resultado.”

O que ela queria dizer? Independente de quais fossem os seus pensamentos, apenas acenei com a cabeça de modo que ela continuasse com a explicação. “Sou uma exímia praticante de magia vodu. É minha fonte primordial de crença, embora eu tenha conhecimento acerca de diversas formas de magia pelo mundo.” Edmonia novamente se pôs a andar pela loja até parar em frente um armário trancado por feitiços. Lá dentro ela mostrou quatro figuras humanoides feitas apenas de madeira, sem expressões ou detalhes específicos. Eram apenas bonecos aparentemente antigos, me pareceram ser usados em rituais ou algo do tipo. “Loá. É como chamamos os espíritos do vodu e como você sabe, imagino, os espíritos são a base de nossa crença mágica.” Ela então voltou a olhar para as figuras de madeira. “Essas são representações de Guédé, espíritos ligados a morte e fertilidade, embora muitos o tratem com respeito e temor apenas considerando a primeira característica. Eram cinco, agora são quatro.” Disse batendo com o dedo no vidro e finalmente se reaproximando de mim. “Alguém entrou na loja e roubou um dos Guédé. Essas figuras podem ser utilizadas em diferentes rituais, mas... Em sua grande parte para convocar os espíritos da morte a este plano terreno.” Eu comecei a entender o que ela queria dizer com aquele papo de morte. – Você acha que alguém roubou o Guédé para... Matar? – A ideia de uma pessoa controlando um boneco para machucar os outros era um dos estereótipos vodus mais conhecidos, embora nenhuma tradição do verdadeiro vodu haitiano contenha práticas ridículas como um bruxo colocando alfinetes em um bonequinho de pano para fazer parte de seu bumbum doer. Entretanto, se fosse mesmo possível convocar os espíritos da morte através de uma figura, alguém estaria basicamente utilizando uma forma relativamente autêntica desta concepção para criar uma ameaça bem mais perigosa. “Eu não acho. Eu tenho certeza.” Edmonia contou, retirando-se para o balcão e encontrando em meio a alguns documentos espalhados, uma pasta. Ela abriu e me mostrou um recorte de jornal. “Eu rastreei o boneco através de um feitiço relativamente eficiente e... Consegui identifica-lo nessa região ao redor de Stirling.” Stirling era uma cidade de médio porte localizada não muito longe de Edimburgo.  “Logo procurei por alguma morte não explicada e...” Quando a mulher me passou o jornal, eu li a seguinte manchete: “Influenciadora Digital morre em transmissão ao vivo no YouTube.” Chocante, não é?! Segundo o pequeno artigo publicado no diário local, Selene Vermont pereceu em seu apartamento em Stirling enquanto fazia uma “live” sobre um tutorial de maquiagem, com os mais de setenta mil inscritos de seu canal, quando “foi tomada por um aparente taque epilético do qual entortou e fraturou completamente a sua coluna e quebrou seu pescoço, além de outros ossos do corpo”. – Ugh, me parece doloroso. – Mas diante do meu comentário, Edmonia apenas balançou a cabeça. “Os trouxas dizem que foram complicações médicas, mas nenhum ataque de epilepsia quebra oitenta por cento dos seus ossos em apenas alguns segundos. Isso é obra de uma força muito poderosa e além desse plano.” E ela tinha razão, se quer saber. Era para lá de bizarro e estranhamente coincidente que uma pessoa morresse dessa forma depois do sumiço de uma figura daquelas. – Então considere o caso em minhas mãos! – Falei pegando a manchete de jornal e a enfiando em meu bolso. “Descubra se essa morte tem alguma ligação com o Guédé. Se não... Apenas faça o seu trabalho e se livre dessa criatura maligna. De qualquer forma, a capa será sua retribuição ao final do caso.” Ela então me deu uma encarada, incitando o desafio e eu concordei, aceitando a proposta. Logo me despedi de Edmonia e peguei minha vassoura, rumo a Stirling.

[atemporal]: Deixei o local.
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Arthur Highmore Schmidth
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Arthur Highmore Schmidth


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Ano Escolar: 6º Ano
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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeQua 13 Maio 2020, 12:14


FILE: Vodu no sangue
LOCATION: Stirling, Escócia
ARCHIVE: Number 2

Aquele lugar era uma memória medieval presa no século XXI. Boa parte das construções tinham traços antigos e mesmo o Castelo de Stirling, erguido em um monte íngreme, reinava sobre o resto da cidade velha em plena soberania. – Eu queria ter tempo para explorar cada pedacinho desse lugar. – Murmurei, voando em minha vassoura por cima de Stirling. Entretanto, meu objetivo no local era primeiramente encontrar o apartamento fechado de Selene Vermont, um prédio moderno no centro da cidade. Pousei no teto da construção e rapidamente guardei minha vassoura, procurando uma porta que me permitisse adentrar em surdina. Depois de arrombar a saída de incêndio com um feitiço, finalmente me encontrei no corredor dos apartamentos do quarto andar, topando com uma senhorinha que me cumprimentou e eu retribuí, fingindo também ser um morador. Esperei ela sumir de vista para que finalmente ficasse sozinho e encontrasse a porta de número 406. – Alohomora. – Entrar foi extremamente fácil, afinal já fazia uma semana desde que o local fora fechado e as coisas de Selene retiradas por seus familiares. O que restara foram apenas alguns móveis e objetos antigos como armários, cadeiras e lustres presos ao teto. – Revele Seus Segredos. – Apontei com a varinha para cada um dos cômodos, investigando qualquer vestígio de histórico mágico, porém não encontrei nada conclusivo. Foi quando adentrei no quarto onde a mulher morreu que retirei o jornal do bolso e analisei a reportagem mais uma vez. O texto dizia que seu corpo fora retirado de cima de um tapete e para a minha surpresa, um tapete ainda permanecia esquecido no mesmo lugar. Eu não encontrei nenhuma mancha de sangue ou ectoplasma, mas depois de mexer com a posição do tecido, deparei-me com um enorme desenho inscrito no chão. Ele parecia ter sido feito por garras afiadas, pois fora entalhado brutalmente na madeira. Consistia em duas setas cortando-se de forma a criar um losango esticado com um ponto no meio. – Onde eu já vi esse símbolo antes? – Perguntei-me, estreitando os olhos e cobrindo a minha memória com páginas e mais páginas do bestiário. Certamente um símbolo incomum como decoração para o quarto de uma influenciadora digital. – O que quer que tenha desenhado isso, tinha garras longas e uma força comunal. – Comentei para mim mesmo, cobrindo a imagem com o tapete novamente. Em pouco tempo, abandonei o apartamento de modo a começar uma pesquisa.

O centro também possuía algumas lojas charmosas com produtos antigos, além de mais casinhas medievais com telhados vermelhos. Enfiado no meio delas e quebrando a estética escolhida, um condomínio modernoso chamado Castle Living erguia-se com paredes brancas e brilhantes. O café que encontrei ao lado do condomínio dispunha de alguns computadores, o que me permitiu alugar um notebook e pesquisar algumas informações enquanto tomava um cappuccino quente. O vídeo contendo a morte de Selene foi retirado respeitosamente do seu canal, mas outros sites rapidamente espalharam as cópias piratas para os curiosos de plantão. Em um deles, consegui assistir a filmagem da garota aplicando um batom quando subitamente foi tomada por uma espécie de possessão, os olhos arregalados e a boca aberta. Seu corpo girou, escutou-se um “crac” repetido enquanto outros membros eram colocados do avesso até que finalmente seu pescoço quebrou e ela despencou da cadeira, direto para o tapete no chão. – Argh. Eu perdi a fome. – Lamentei empurrando para longe alguns biscoitos oferecidos pelo café. Em todos os portais de notícia, alguém falara da estranha morte de Selene, mas fora principalmente no próprio YouTube que alguns temas adjacentes foram levantados. Canais de investigação sobrenatural levantaram a hipótese de uma possessão, enquanto admiradores ufológicos afirmaram ser uma atitude típica de controle por alienígenas. Outros apenas lamentaram a morte tão precoce de uma colega de trabalho, considerando que no mundo das influenciadoras, a maioria delas são aparentes “amigas de negócios”. Em um dos canais, uma das influenciadoras de beleza chamada Ramona Ferhn chorou afirmando que por também morar em Stirling, conhecia Selene de #publis locais. – Okay. Eu preciso de mais café para aguentar tudo isso. – Selene aparentemente não tinha inimigos declarados, embora uma multidão de setenta mil pessoas como seguidores envolvessem muitos admiradores e talvez invejosos. Depois de uma pesquisada, descobri que o símbolo no assoalho era de fato vodu, associado aos Guédé, portanto confirmei a teoria de Edmonia acerca da utilização da figura. – A pessoa agiu de perto. Será que buscava alguma vingança...? – Olhei os últimos vídeos de Selene, mas todos eram reviews de produtos de maquiagem. Dei uma checada nos comentários, procurando alguma ameaça, porém todo mundo parecia realmente amar aquela mulher!  Nenhum comentário negativo, com exceção de “Alyssa2019Love” que reclamara do tamanho dos vídeos, exigindo que fossem maiores para apreciar o talento de Selene. Depois de uma tarde inteira revirando comentários e aprendendo sobre delineadores e máscaras, decidi dar uma pausa e procurar algum hotel para me hospedar durante a noite em Stirling.

O hotel era muito charmoso e tinha aroma de produto de limpeza. A mulher da recepção me emprestou seu notebook depois de eu alegar precisar fazer uma pesquisa urgente acerca de problemas intestinais. Dentro do quarto, continuei procurando mais informações sobre a vida de Selene em outras redes sociais quando uma notificação me chamou a atenção na lateral da tela. O YouTube dizia que Ramona Fehrn iria entrar em uma “live” em apenas alguns segundos, o que me trouxe um leve interesse de abrir uma aba e escutar a influenciadora enquanto prosseguia com a pesquisa. “Oi, Ferhnlovers. Ramoninha aqui! What’s Up? Como vocês sabem, eu me mudei recentemente para um apartamento no Castle Living, um dos melhores condomínios de Stirling, que é um absurdo de bonito, não é?” Uma pausa. Mal prestei atenção no que ela dizia, embora desejasse um apartamento em um condomínio chique em meus sonhos mais culpados. “Comentem aí se quiserem um vlog conhecendo meu apartamento! Eu amo mostrar minha vida pra vocês, gente! HAHAHAHA. Bom, como prometido, hoje faremos uma live de maquia e fala sobre meus segredos mais secretinhos, rsrsrsrs. Ontem eu comprei uma paleta da MAC e...” De repente ela ficou em silêncio, o que me soou estranho considerando que eu já tinha me acostumado com a sua voz melódica de apresentadora de rádio. Então Ramona gritou. “AAAAAAAAAAAAAAH. SOCORRO!” Imediatamente mudei para a aba, onde em transmissão ao vivo, Ramona berrava enquanto ia andando lentamente para fora de seu quarto. “EU NÃO CONSIGO ME CONTROLAR! SOCORRO!” Eu podia enxergar o desespero em seu rosto, embora seu corpo seguisse em frente, andando calmamente como se fosse, de fato... Controlado. Os comentários estouraram e de repente, os números de pessoas presenciando a cena cresceram aos montes. – Castle Living! – Era o condomínio erguido ao lado do café. Eu ainda podia fazer alguma coisa se me apressasse! Peguei minha vassoura, abri a janela do quarto de hotel e saí voando em alta velocidade na direção do centro da cidade. Em pouco tempo, alcancei o local a ponto de encarar uma Ramona apavorada, berrando e aos prantos, andando contra a sua vontade até a beirada da cobertura do prédio, sendo esta uma queda mortal de mais de vinte metros. – Ramona, não! – Mas ela já tinha se jogado. Eu conduzi minha vassoura em sua direção, segurando-a no exato momento que ela caía na altura do segundo andar, perdendo o equilíbrio logo em seguida e mergulhando junto dela em uma piscina iluminada por lâmpadas azuis. Muitas pessoas saíram de seus apartamentos para entender o que acontecia e depois do pouso desastrado, eu conduzi uma Ramona molhada e assustada de volta ao seu próprio, tentando acalma-la ao máximo que podia. “O que... O que... Quem é você?” Ela questionou tremendo. – Isso não importa agora. – Eu também estava completamente molhado, porém minha preocupação era apenas com a garota. Quando chegamos a porta do seu apartamento, talhado na madeira encontramos o conhecido símbolo vodu.

[atemporal]: Saí do lugar.

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeQua 13 Maio 2020, 12:35


FILE: Vodu no sangue
LOCATION: Stirling, Escócia
ARCHIVE: Number 3

Eu vigiei Ramona durante aquela noite, embora nada mais tenha acontecido depois da transmissão gravada ao vivo que estourou na Internet logo depois. Quando amanheceu e ela dormia de forma inquieta, apaguei a parte da memória que continha a imagem de um adolescente a segurando de uma queda livre, em cima de uma vassoura voadora. Depois dei uma última olhada no símbolo da porta e abandonei o condomínio, na busca de uma xícara quente de café revigorante. – O feiticeiro segue um padrão. Ele está atacando influenciadoras digitais em Stirling. – Murmurei enquanto ia rolando em vídeos do YouTube sobre o acontecimento da noite anterior. Meu intuito era encontrar uma próxima vítima, a qual se mostrou em potencial no canal de Lily Van Roberts, maquiadora que seguia o mesmo tipo de conteúdo oferecido por Selene e Ramona, e morava também na mesma cidade. Eu identifiquei que as duas primeiras eram as mais seguidas de Stirling e Lily surgia em terceiro lugar. Não foi muito difícil encontrar a sua casa, considerando que essas pessoas fazem questão de expor suas vidas íntimas em fotos e boomerangs aleatórios. Naquele mesmo dia, segui para um bairro mais afastado e composto de mais casinhas semelhantes a uma vila da Idade Média, encontrando em uma delas o endereço de Lily. Com meu binóculo mágico, observando de longe, percebi que a garota não gostava muito de sair de casa e pelo menos quando o fez, deu um pulo no supermercado e retornou apressadamente com um pacote de pão. – Se pelo menos ela me convidasse para comer um lanchinho. – Reclamei com a barriga roncando. Mais tarde eu encontraria um sanduíche em minhas coisas, matando a fome para que ficasse de plantão à noite. Só depois de proteger a garota, eu teria conforto suficiente para interroga-la e tentar descobrir alguma pista, coisa que não me permiti com Ramona. Já eram umas 19h30 quando decidi me aproximar da casa, posicionando-me perto da cerca do jardim. Comecei a bocejar minutos depois, pensando em outro sanduíche de queijo quando um grito me tirou instantaneamente do mundo imaginário, obrigando-me a olhar pela janela. Encarei uma Lily sendo arrastada por uma força sobrenatural para sua própria lareira, a qual expandira de tamanho com o fogo queimando parte do carpete e um sofá. – Merda! – Imediatamente arrombei a porta e corri para a sala, tombando com uma Lily cercada por sombras gigantes das quais dançavam e gritavam em língua estranha, mudando de forma frequentemente às gargalhadas. Na parede, uma delas provavelmente cuidava de entalhar o símbolo de origem vodu e imediatamente me veio uma ideia aleatória. – Bombarda! – Direcionado ao local do entalhe, explodi aquela parte da parede de forma a destruir também a confecção do símbolo. Logo em seguida as danças e risadas desapareceram, assim como Lily parou de ser arrastada até o fogo. – Merlin! Aguamenti! – Lancei um jato de água que tratou de apagar o pequeno foco de incêndio, deixando apenas os restos carbonizados dos móveis. – Você está bem?

Lily precisou de ajuda para se reerguer e recobrar a calma, pois limpava as lágrimas dos olhos e tremia mais que uma vara. “Sim... Quem é você?” Ela começou a me encarar, assustada, voltando a olhar para os lados em um típico estado de assombração. – Eu sou o Arthur. Estou aqui para ajudar! – Respondi logo de imediato antes que ela pensasse em chamar a polícia. – Lily. Você tem alguma ideia se alguém gostaria de lhe ver morta? – A pergunta a assustou de uma forma visível, embora isso não me impedisse de ser francamente direto naquela altura do campeonato. “Mor... Morta? Não! Quer dizer... Eu acho que... não!” Ela se afastou, abraçando o corpo e encarando a parede bombardeada. – Certo. Você tinha alguma relação com Selene e Ramona, além do profissional? – A cada pergunta, Lily parecia ficar mais nervosa, andando de um lado para o outro e evitando me olhar na cara. Ela então focou em minha varinha, a qual eu mantive na mão por precaução. “Eu não tenho nenhuma relação com elas... Eu... Ahm... Eu não preciso dizer nada a você... Quem quer que seja... Saia da minha casa.” E apontou para a saída, pegando-me de surpresa com a ordem. – Tem certeza? Existe algo ou alguma pessoa colocando uma praga de vodu em vocês. Não acho que conseguirá lidar com isso sozinha. – Ergui-me também e me aproximei, embora ela tenha erguido a mão. “Eu consigo. Eu...” Mas então ambos viramos o rosto quando alguma coisa se mexeu em meio a lareira carbonizada. – O que foi...? – Então me dirigi ao local enquanto Lily abria a boca para tentar me impedir. Foi então que identifiquei a figura roubada de Guédé jazendo nas cinzas, embora permanecesse em perfeito estado mexendo-se sozinha. – Foi... você? Você roubou o Guédé! – Imediatamente me virei para encontrar uma Lily com a varinha apontada para mim. Levantei a minha no mesmo momento. – Expelliarmus! – Ou ela não tinha muita experiência ou estava nervosa demais para pensar rápido, pois sua varinha foi jogada longe. “Argh... Escuta, eu... realmente roubei esse boneco quando fui a Hogsmeade há umas semanas. Eu queria... Eu queria... Encontrar algo para me livrar da concorrência. Eu queria ser a número um em Stirling, mas elas pegavam todos os patrocínios.” Lily abaixou a cabeça, envergonhada. – Concorrência? Selene e Ramona? Lily... Uma delas morreu e a outra... – Imagino que ela se referia ao fato de todas serem influenciadoras e concorrerem juntas pela fama, mas tramar para mata-las era um pouco demais no mercado atual. “Eu não queria machuca-las! Eu juro! Quando escutei acerca da loja de vodu, imaginei que poderia achar um boneco de pano para enfiar agulhas, mas... não sabia que teria algo tão poderoso nas mãos.” Ela continuava a tremer com o rosto fitando o chão. “Eu pesquisei e fiz um ritual em casa para libertar os espíritos ligados ao boneco. Depois os ordenei para mexerem com a Selene durante a live, queria envergonha-la, apenas... Nunca imaginei que iriam...” Ela desatou em um choro, o que demorou alguns segundos antes que fungasse e limpasse as lágrimas para prosseguir. “Prometi que não mexeria mais com vodu, mas então a Ramona fez um vídeo criticando o meu tutorial de maquiagem e eu fiquei com tanta raiva... Imaginei que se falasse claramente as minhas ordens aos espíritos eles não iriam agredi-la.” O que claramente não se tornou realidade. – Lily, esses espíritos são responsáveis por levar as almas da terra para o além. Se você os mandar diretamente a uma pessoa, certamente eles cumprirão nada mais que suas missões originais. – De certa forma não era culpa dos espíritos, já que eles tinham sido controlados diretamente por ela e seguiam sua própria natureza. “Eu não sabia!” Ela fungou novamente. “Quando pensei em me livrar do boneco, decidi joga-lo na lareira para queima-lo e acabar com isso. De repente eles reapareceram, puxando-me também para o fogo... Queriam fazer o mesmo comigo!” E o choro recomeçou, obrigando-a parar e procurar lenços de papel para limpar as secreções expelidas pelo nariz. Nada glamoroso! “Não me julgue, por favor!” Disse de repente, alterada. “Eu sou mestiça criada em um mundo trouxa. Você não tem noção do que as pessoas fazem para se tornarem famosas nessa sociedade!” É, concordei mentalmente, com certo deboche. Assassinato é uma das técnicas.

[atemporal]: Saí do lugar.

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Arthur Highmore Schmidth
Grifinória
Grifinória
Arthur Highmore Schmidth


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 6º Ano
Varinha: Ferrão de Explosivin, Figueira, 25cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeQua 13 Maio 2020, 12:55


FILE: Vodu no sangue
LOCATION: Stirling, Escócia
ARCHIVE: Number 4

Quando consegui contato com Edmonia usando pó de flu na lareira queimando, ela ralhou com a Lily em plenos pulmões. “MENINA ESTÚPIDA! ALÉM DE ROUBAR MEU GUÉDÉ, AINDA O JOGA NO FOGO COMO SE FOSSE CARVÃO!” E a outra apenas pediu desculpas, encolhendo-se toda diante da cabeça flamejante da mulher mais quente que as próprias chamas infernais. – Edmonia, já que essa técnica... bem, não surtiu o efeito, como podemos garantir que os espíritos irão parar de persegui-la? – Afinal, embora eu tivesse os afastado por um momento, ainda sentia que a persistência do boneco os atrairia de volta. “Quando se convocam os espíritos em um ritual sagrado, abre-se um portal entre este plano e o outro possibilitando a transição dos Guédé entre os dois. A única maneira de impedir o destino fatídico dessa garota é fechando esse mesmo portal o quanto antes, especialmente agora que eles estão agindo por conta própria em um único objetivo.” Ela então suspirou alto, preocupada. “Mas tenha cuidado, Arthur. Os espíritos foram seriamente ofendidos com os atos dessa garota. Eles farão de tudo para traga-la junto deles para o outro plano.” Lily ficou branca ao escutar aquilo e pareceu perder o pico da pressão, procurando uma cadeira para descansar. – Mas como conseguirei fechar o portal? Isso me parece... Complicado. – Imaginei que fosse um trabalho digno de um grande líder vodu, não apenas um caçador qualquer. Edmonia discordou. “Você consegue! Eu irei lhe explicar cada pequeno detalhe do ritual. Antes de tudo consiga uma dose de rum cru, uma dose de clarin, vinte e uma pimentas de bode...”.

Depois de passar um tempo conversando com Edmonia e anotando as exigências do ritual, eu e Lily seguimos para o cemitério de Stirling na calada da noite. “Por que... Temos que fazer no cemitério?” Ela questionou ainda assustada com as últimas notícias sobre o seu risco de vida. – Edmonia disse que o lugar é favorável por causa das energias associadas à morte. – E de fato, fazia todo o sentido. Também consegui em uma loja de artigos exóticos alguns itens os quais fariam uma festa para os nossos espíritos Guédé perseguidores. Segundo a especialista em vodu, eles aceitariam melhor o fechamento do portal quando fossem agraciados por uma festa típica do Haiti. Era por tal motivo que eu carregava um tambor junto das demais compras. Em pouco tempo chegamos à entrada do cemitério e adentramos, sem muitos problemas, até encontrar um aglomerado de catacumbas e mausoléus. – O que acha desse lugar? – Indiquei uma árvore qualquer plantada em um jardim, mas Lily apenas deu de ombros, infeliz. Coloquei então a figura do Guédé nas raízes da planta, usando uma pequena faquinha para entalhar na madeira o símbolo do grupo. Depois estiquei uma toalha no chão, pondo em cima uma garrafa de rum normal, já que não encontrara a sua edição crua, uma garrafa de vodka, já que também não achara a aguardente haitiana chamada clarin, e as vinte e uma pimentas malagueta, pois ninguém parecia ter as tais bodes no supermercado. – Espero que pelo menos considere a nossa tentativa. – Murmurei para quem quer que me escutasse naquele momento. Era importante trazer Lily comigo, pois não podia arriscar tirar o olho dela. De forma a protege-la, criei um círculo de sal para que a garota ficasse dentro. “O que faremos agora?” Perguntou então Lily. Eu olhei para os lados, atentando-me a qualquer presença antecedente e então, respondi: – Agora os chamamos. – Sentei-me ao lado da garota, segurando o tambor entre as pernas e comecei a cantar com a minha melhor afinação possível. – Oh, espíritos de Guédé. Ghede Masaka, Guédé Nibo, Guédé Plumaj, Guédé Malis Ti, e Guédé Zaranye. Aproveitem a nossa festa, compartilhe do nosso banquete e nos concedam as suas honradas presenças. – Enquanto ia cantando, tocava o tambor lentamente e prestava atenção em qualquer movimento incomum. Foi quando um grupo de sombras surgiu em meio às catacumbas, projetando-se para perto de nós. Os espíritos vodus começaram a dançar, gargalhar e a mudarem de formas à medida que iam se aproximando. Lily murmurou algo, mas eu não consegui escuta-la por completo, pois imediatamente ela foi puxada para o alto e o pano jogado para o lado com as supostas oferendas. – Poxa, deu trabalho, sabia? – Ergui-me de imediato enquanto Lily gritava, carregada por uma força invisível para cima, embora eu pudesse notar as sombras continuando a dançar ao nosso redor. – Aguente firme, Lily! – Eu pedi, pegando minha vassoura e voando até a garota. Consegui puxa-la para perto de mim, tirando-a do controle do Guédé e colocando-a no chão novamente em apenas um minuto. Só após garantir a sua segurança, agarrando-a em meu braço, eu estiquei o outro em direção a árvore e recitei a série de versos ensinados por Edmonia para revelar o portal para o outro plano. Eu não entendia aquela língua, embora tenha repetido tudo direitinho para depois de terminar o ritual, o chão tremer e o som de terra rachando se tornar audível quando no lugar das raízes, um buraco começou a se revelar. O portal já tinha sido aberto desde o começo do caso, porém eu não conseguia vê-lo até completar os versos antigos. Ele então cresceu o suficiente até então ocupar metade do jardim, com uma energia tão poderosa que começou a atrair tudo ao redor como um buraco negro sugando a luz.

Os espíritos começaram a gritar e eu juro que escutei o som do tambor batendo sozinho enquanto eles iam retornando para o outro plano. O problema é que um deles ainda queria carregar a Lily na caravana e rapidamente começou a lhe puxar para dentro do buraco. “Não! Arthur, me ajuda!” Eu a segurei pelos dois braços enquanto a força espiritual lhe puxava aparentemente pelas pernas, uma disputa claramente injusta. A quem eu queria enganar? Os Guédé eram muito mais fortes que um simples humano, portanto fui facilmente arrastado junto dela na direção do portal. “Arthur, não! Não me solta! Não me solta!” E eu não queria solta-la, juro por tudo que é mais sagrado, mas quanto mais eu perdia o equilíbrio, mais apavorado eu ficava com a ideia de afundar naquele buraco. “Por favor, não! Eu não quero morrer! Por favor!” Lily tinha as lágrimas correndo pelo rosto, elas eram sugadas na direção da força sobrenatural e eram a única parte de si que já pertenciam ao interior do portal. Eu conseguia enxergar o desespero de seus olhos amedrontados e ameacei fraquejar por um instante, porém eu não podia... Eu simplesmente não podia. “Eu não posso salva-la.” Pensei imediatamente, assustando-me com tamanha sinceridade. “Se eu continuar tentando, eu morro junto.” Um dedo soltou e o buraco continuou nos sugando pela terra enquanto o tambor continuava a bater e os espíritos a gritarem na noite escura. Olhei novamente para o rosto assustado de Lily, notando uma súplica silenciosa em seus olhos molhados, permitindo que eu também começasse a chorar quando soltei mais um dedo. Os espíritos gritaram ainda mais alto e eu já chegara à borda do buraco, prestes a soltar o resto de suas mãos quando escutei uma voz reconhecível atrás de mim gritando. Ela recitou uma série de palavras rápidas, semelhantes as quais utilizei em meu ritual inicial, e de repente o buraco começou a tremer em ritmo de fechamento, assim como a força que nos puxava para dentro dele. Em questão de segundos ele acabou sumindo, jogando-me junto de Lily nas raízes da árvore entalhada com um baque doloroso. – Ugh... O que... Quem? – Finalmente olhei para trás de modo a encontrar Edmonia em pé, com o braço estendido e o rosto tranquilo. “Esqueceu-se de recitar os versos de fechamento do portal.” Ela me censurou, balançando a cabeça e nos ajudando a se reerguer. – Obrigado. Nossa, eu... Eu achei que... – Agradeci, limpando as lágrimas e recobrando a seriedade. Ela me encarou, entendendo tudo mesmo que eu não ousasse dizer nada. “Coragem é um tipo de salvação, Arthur.” Então afagou meu rosto, acenando com carinho antes de se direcionar a Lily e mudar de tom. “E você... Matou uma pessoa em pró do seu egocentrismo. Não há punição maior do que viver com essa verdade.” Lily ficou calada, desviando o rosto entristecido. Edmonia se aproximou da árvore, recuperando o supostamente inofensivo Guédé e o guardando em uma grande bolsa colorida. “Vodka? Sério?” Ela chutou a garrafa enrolada no pano. "Bom, pelo menos sobrou para a gente." Abriu o exemplar de vodka e deu um enorme gole, soltando uma baforada refrescante.

Lily me agradeceu por tudo que eu fizera para protege-la. – Eu... ahm... – Mas antes que eu encontrasse palavras para me explicar, ela se despediu e foi embora carregando uma aura de arrependimento junto de si. Não tinha porque puni-la considerando que seus intuitos iniciais nunca foram violentos. Entretanto... Ela sabia, eu sabia... Nunca esqueceríamos a troca de olhares durante aquele momento. Meu rosto expressando o sofrimento da desistência e o dela não conseguindo aceitar o seu destino. "Você está bem?” Edmonia se reaproximou, oferecendo a vodka pela metade, mas eu neguei e sentei-me na grama. Ela sentou ao meu lado. Depois me entregou a capa da invisibilidade. “É sua, você mereceu.” Eu segurei o tecido fino e confortável, sentindo-me imediatamente indigno de possui-lo. – Eu... fraquejei. – Murmurei sendo direto, deixando a capa de lado e abraçando meus joelhos de modo a afundar o rosto neles. Minha companheira ficou um tempo calada antes de comentar qualquer coisa. “Somos todos espíritos e espíritos podem ser imperfeitos.” Então me deu um empurrãozinho. “É uma bela noite estrelada no cemitério, Arthur. Você devia abrir os olhos.” Quando a escutei, arrisquei erguer as minhas pupilas para o céu e enxergar milhares de estrelas cintilantes acima da minha cabeça.

Pelo menos ela estava certa... Era uma bela noite estrelada no cemitério, afinal.

[atemporal]: Saí do lugar.
 
BESTIÁRIO #4: LOÁ E GUÉDÉ

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Lexie Krähenbühl Windsor
Corvinal
Corvinal
Lexie Krähenbühl Windsor


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: 7º Ano
Varinha: Pelo de Unicórnio, Lariço, 27cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeQui 23 Jul 2020, 01:11



Alexander, Albert e Alexandra Windsor, as três mais recentes gerações de bruxos da família real. O avô de Lexie, Alexander era nascido-trouxa, e foi apagado de qualquer registro publicado da família Windsor. Lexie desconfiava que outros vieram antes, talvez antes da dinastia Windsor propriamente dita, mas seria impossível encontrar qualquer registro, afinal Rei George V era muito cauteloso quanto à imagem da realeza diante os súditos. Tão cauteloso a ponto de deixar seu primo Nicholas Romanov morrer na mão dos revolucionários russos; tão cauteloso a ponto de mudar o nome de origem alemã da família para um muito inglês em meio a primeira guerra mundial. Alexander era um homem de 79 anos, exausto, e viveu muito bem depois de ser omitido da família real. Era neto de um rei, foi sobrinho de um, mas os Windsor reais nunca foram uma família. Sempre estiveram mais para uma companhia, Commonwealth, outrora um império, uma empresa. Alexander abraçou o mundo bruxo, e fez de todo ele uma família, nunca se sentiu em uma família ao ser neto de um rei.

As gotículas de suor eram visíveis pela sua testa e sua careca idosa rosada com manchas de sol, numa tensão tão grande que acometia Lexie como se ela mesmo tivesse sido rejeitada e apagada da família quando ainda era criança. Albert, filho de Alexander e pai de Lexie não concordava com a situação. - Nós não deveríamos estar aqui. - Ele disse mais uma vez, como se já não tivesse dito outras milhares de vezes no caminho até ali. - Papa... - Você não ajuda assim..., pensou Lexie, na verdade querendo dizer isso com o olhar empático e repreendedor que direcionou ao pai. Ela entendia, ou pelo menos tentava, os dois lados. Bertie não tinha nada contra trouxas, nunca teve. Repudiava todo aquele ataque de Lady Nyx, com força, mas também o contra-ataque do exército. Estava preocupado com a exposição que poderiam ter indo da Alemanha, onde viviam, só para tomar um chá com a rainha, aliás prima de seu pai, para tentarem ter alguma ponte diplomática entre os dois mundos feita por um laço de sangue. Albert tinha mais rancor quanto a isso do que o próprio pai, o príncipe oculto, como alguns diziam, embora fosse no máximo um duque. Na verdade, Lexie era mais uma republicana, democrata, e não fazia questão de entender qualquer coisa sobre títulos reais e etc da monarquia. - Bertie, por favor... Basta! - A voz de Alexander era cansada, porém firme. Anos e anos de exaustidão, era só o que Lexie conseguia pensar.  

Devido aos acontecimentos e a vulnerabilidade da Inglaterra, aparentemente a rainha estava em uma das residências na Escócia, e o primeiro-ministro bretão marcou um encontro ali no Real Jardim Botânico, com os outros Windsor que foram possíveis de localizar. Não demorou muito até que um homem de bigode e um terno impecável se aproximou. - Vossa Alteza irá recebê-los. - Um lacaio... O homem engoliu seco, claramente desconfortável com a explícita presença dos três bruxos ali. Alexander respirou fundo e seguiu o caminho indicado pelo homem trouxa. Albert e Alexandra foram logo atrás, e consequentemente saíram dali.



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Radovan Mažuranić
Corvinal
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Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Real Jardim Botânico   Real Jardim Botânico - Página 3 I_icon_minitimeTer 18 Ago 2020, 23:35

Adorava estar em contato com a natureza. O verde lhe acalmava. Respirar a brisa fresca era revigorante. Por conta disso, sempre que tinha a rara oportunidade de se dirigir ao Real Jardim Botânico, aproveitava, afinal, possuía o maior acervo de plantas que já tinha visto, e devido a isso, cada vez que visitava o local aprendia um pouco mais sobre a flora nacional e mundial. Não conseguia olhar tudo durante um único passeio, era claro, afinal a dimensão do terreno era grandiosa, mas o tanto que conseguia já era uma experiência única. Assim sendo, após passar cerca de sessenta minutos andando por entre as árvores, decidiu que já era hora de se despedir. O Sol já se punha, e com ele a temperatura caía. Saiu dali.
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