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 Leinster House

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
Diretor
Diretor
Diretor Alvoros Grunnion

Patrono : Fênix
Bicho-papão : Diretor

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013, 20:46

Relembrando a primeira mensagem :

Leinster House

Dublin, Irlanda


Leinster House - Página 2 J9XnX4RoIgP2u

Leinster House é um palácio da Irlanda. Foi a antiga residência ducal em Dublin do Duque de Leinster, a qual serviu como Parlamento do Estado Livre Irlandês entre 1922 e 1937, e da República da Irlanda de 1937 à actualidade. Serviu de quartel-general à Royal Dublin Society (Sociedade Real de Dublin) até 1922. Os famosos Espectáculo de Primavera de Dublin e Espectáculo de Cavalos de Dublin eram levados a cabo no Relvado de Leinster, de frente para a Merrion Square.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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AutorMensagem
Isaac Zaffini Richmond
Mercenário
Mercenário
Isaac Zaffini Richmond

Bicho-papão : Ser ridicularizado

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Aveleira, 25 cm, Maleável, Pelo de Barba de Gnomo.

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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeSab 31 Dez 2016, 15:31


Em sua passagem de verão pela Irlanda, Isaac decidira fazer o que sempre costumava fazer em locais pouco desconhecidos: caminhar até as pernas cansarem.  E ele fez isso por um longo percurso, contornando ruas e parques, sem algum destino fixo. Quando os pés anunciaram as dores inevitáveis, ele chegara a uma imensa construção que parecia ter alguma importância histórica para os locais. Alguns turistas transitavam por ali, tirando fotografias e conversando animadamente enquanto eram guiados por homens e mulheres com bonés coloridos. O jovem sonserino se sentou em um muro, onde buscou alguma coisa para fumar nos bolsos, tendo encontrado vários nadas ao final do processo. Murmurou um palavrão em italiano e pulou no chão novamente a fim de encontrar alguma loja de conveniência pelas redondezas. Saiu dali.



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Keeley Zarek Ceallach
Sociedade Trouxa - Adulto
Sociedade Trouxa - Adulto
Keeley Zarek Ceallach


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Escola/Casa:
Ano Escolar: 1° Ano
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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeDom 09 Jul 2017, 17:16

Speaking my lesson from the brain

Irlanda - Leinster House
Respiro fundo e subo os primeiros degraus das escadarias que levam a entrada da Leinster House. O lugar tem tamanha importância histórica que só de ser capaz de colocar os pés em frente a esta porta me causa arrepios. Desde 1922 ela se tornou  o edifício parlamentar da República da Irlanda, antes da qual funcionava como sede da Royal Dublin Society. Leinster House era originalmente o palácio ducal dos duques de Leinster, entretanto, atualmente o Presidente e o Parlamento centralizam o poder, sendo conhecidos em conjunto como Oireachtas.

Minha entrada é permitida e me forço para conter minha animação. Foi chamada para estudar - sigilosamente - registros antiquíssimos encontrados numa sessão pouco acessada da enorme biblioteca do local. Estou ciente que grande parte do que aconteceu e do que ainda acontece entre essas paredes são consideradas segredos de estado garanto minha discrição e tenho uma pequena reunião com alguns representantes do Seanad Éireann e o presidente em si antes de mergulhar no trabalho.

Não pensei que os registros seriam tão antigos, mas ao perceber a fragilidade do papel de do modo com que o gaélico preenche as páginas de cima a baixo, acho difícil datar o que tenho em mãos. Espalho sobre a enorme mesa de carvalho que me foi determinada livros de consulta abordando temas históricos do país e de seus vizinhos e até mesmo mapas antigos e atuais da região. Tudo o que possa ser usado para categorização e determinação do período em que os registros foram escritos originalmente. Quando minha vista começa a ficar cansada e os olhos ressecados retiro um óculos da bolsa e o coloco para logo em seguida voltar ao trabalho com o fanatismo de um workaholic. - Ainda não tenho como datar os documentos, mas com toda certeza é anterior ao século dezessete. - Digo a um parlamentar idoso que surgiu a minha frente sem que eu percebesse, imersa em meu trabalho. Ele responde algo, mas minha atenção já voltou a missão que tenho a minha frente.

Passo alguns dias no palácio, mas antes de concluir meus estudos sou chamada para uma visita no Instituto Salem. Como estava interessada a muito tempo em visitar a biblioteca da instituição pedi uma semana de folga no Parlamento e voei para os Estados Unidos.


Saí do local.
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Isaac Zaffini Richmond
Mercenário
Mercenário
Isaac Zaffini Richmond

Bicho-papão : Ser ridicularizado

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Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Aveleira, 25 cm, Maleável, Pelo de Barba de Gnomo.

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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeSab 09 Dez 2017, 17:08


Quando as luzes dos postes anunciaram o início da noite, percebi quantos minutos desperdicei em devaneios. Ao longe, pude escutar o som dos carros, buzinas e freios em alguma avenida movimentada. Parte de mim queria sair daquele lugar, encontrar alguma loja de bebidas ou comprar mais uma caixa de Marlboro, considerando que meu estoque havia acabado. Contudo, apesar da minha mente ordenar mais uma noite de festas, meus membros não conseguiam se mexer. - O que há de errado com você, Isaac? - censurei-me esfregando o rosto com as palmas da mão. No bolso da jaqueta, senti um objeto começar a pesar. O amuleto de meu pai. Uma corrente delicada de metal com uma pedra amarela, desenhada com flores e ramos de videira. Que idiotice! Atirei-o para longe antes de deixar o local.  



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Johnatan Alecssander
Estagiário do Pasquim
Estagiário do Pasquim
Johnatan Alecssander

Patrono : Suricate
Bicho-papão : Aranhas

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Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: 5º Ano
Varinha: Pelo de Rabo de Cérbero, Carvalho Inglês, 29cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeTer 03 Jul 2018, 14:49


Meu passeio como turista estava cansativo, nos fones de ouvido eu ouvia uma música de Tiago Iorc, que curiosamente tinha o mesmo nome que meu irmão mais velho idiota, mas o cantor trouxa era gente fina, pelo menos ele aparentava ser. A música era uma das minhas favoritas dele, apesar de não ser uma música tão popular como as suas outras. A minha vontade era de queimar todo o palácio da Irlanda. Imaginei o prédio pegando fogo... Leinster House incendiada daria uma boa matéria para o Pasquim, mas eu não era um completo idiota, tampouco um terrorista para planejar tal ato. Respirei tirando uma foto com uma das câmeras do Pasquim que eu tinha direito de usar. Agora que eu era um estagiário eu podia usar de seus artefatos trouxas alterado magicamente. Eu não tinha nada contra os artefatos trouxas, porque desde pequeno eu tinha o costume de jogar gameboy da nintendo. Eu levava pilhas para Hogwarts para poder jogar na comunal da Corvinal com o Marc e cá estou eu falando dele outra vez. Mesmo depois te der jogado a nossa história no fundo do rio eu ainda pensava nele. Eu era mesmo um maluco. Arght.

Algumas pessoas já me chamavam de doido pelo simples fato de eu ter começado a trabalhar na revista, mas eu não ligava. Eu nunca fui muito de ligar para que os outros pensavam. Guardei a câmera na mochila e saí de lá em direção a propriedade da minha família.



Johnatan Pascal Alecssander Wichbest Stifler
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Carter Lind Snow
Grifinória
Grifinória
Carter Lind Snow


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Escola/Casa:
Ano Escolar: 1° Ano
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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeQui 31 Out 2019, 12:02


Localizar pessoas era difícil, mas localizar objetos perdidos e ilegais era mais difícil ainda. Ele estava fazendo um favor para uma conhecida que a muito tempo ele havia sido salvo pela mesma. Era o tipo de favor que ele não podia negar e não podia fugir quando um contrato de sangue havia sido assinado. Ele procurava por John Krauss. Um comerciante que morava no interior da Irlanda, o problema era que ele estava perto demais da sua antiga terra natal do Qual era um renegado, se ele chegasse mais perto poderia correr risco de vida. Ele nunca revelou e nem revelaria informações sobre sua terra natal, existia um código de honra que ele não quebraria. Todos os homens precisavam de um código de vida ou de outra forma seriam apenas meros animais. Ele vivia sobre seu próprio código e era leal a ele, bom, lealdade era o princípio de muitas coisas e por isso ele estava ali cumprindo o que foi combinado e não contava mais sua própria vontade. Passou semanas atrás do paradeiro do homem até pagar uma quantia razoável pela informação. Agora ele tinha um endereço e fotos que comprovaram que era o mesmo homem que procurava. Ele pensava que era melhor repassar aquela informação a mulher para depois saber que medidas tomar. Depois de obter ela estava cansado de ficar ali, saiu dali para se encontrar com sua velha e perigosa amiga. Havia algo que estava o deixando intrigado e apenas ela poderia responder, Carter estava se envolvendo em um jogo perigoso que estava começando a notar, valeria a pena tudo aquilo pelo seu código de honra? Era o que ele estava preste a descobrir!


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Martin Tolkien
Grifinória
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Martin Tolkien

Bicho-papão : Sua mãe lhe humilhando

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Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 3º Ano
Varinha: Lasca de Casco de Centauro, Loureiro, 27cm, Inflexível

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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeTer 07 Abr 2020, 19:11


  Embora fosse complicado, eu estava começando a sentir uma certa saudade de Durmstrang. Eu poderia até ter se metido em algumas encrencas, tudo por causa de alunos descompromissados como Mirzan e aquele mais velho idiota, Kurt. Ambos quase tinham me prejudicado, mas felizmente consegui me redimir com a bibliotecária da escola para que eu não perdesse o acesso no local mais importante daquele lado da Europa. Só tinha uma semana e um dia que tinha voltado à grã-bretanha, mas já estava me sentindo bastante péssimo naquele lugar. Quando escurecesse eu teria que voltar para casa e aturar minha mãe tentando me recordar, toda hora, o quanto eu era indesejável e que fui um acidente na vida dela. Enfim, eu estava começando a me acostumar e de certa forma os imprestáveis alunos de Hogwarts quase não interrompiam mais as aulas; estavam começando a se adaptar a um regime mais militar.



"When we don't know who to hate, we hate ourselves."

“I’m no fun, Blood run marathons, Down my chest, I’m a mess, Ain’t nobody gonna clean up”
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Ross Wessex Ambers
Sonserina
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Ross Wessex Ambers


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Escola/Casa:
Ano Escolar: 1° Ano
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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeSab 02 Maio 2020, 13:58

Frederick fez questão de me mostrar um castelo antigo, ele parecia saber muito sobre aquele lugar, que era tipo uma grande ex-sede de parlamento e logo ele me contou que aquele havia sido um de seus  estúdios para um ensaio fotográfico. – Você realmente é um homem cheio de surpresas. – Comentei de um modo leve e ele deu uma risada divertida, eu não era lá um gênio, mas dava para ver que ele sabia muito bem o que fazia, lembrava claramente de Gwen falando que ele havia sido pintor antes de todo o sucesso com fotografias e eu não duvidava que ele era capaz de pintar aquele lugar com perfeição. – Ele seria um de seus quadros e não apenas o estúdio? – Perguntei de um modo curioso e ele concordou, apesar de estar curioso com como eu sabia disso, mas eu apenas dei de ombros e ele riu, dizendo que tínhamos um tour a continuar e assim nós saímos dali para o próximo ponto histórico que ele achava interessante. Eu e Frederick saímos dali.
notes
afternoon + frederick + irlanda


Ross Wessex
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Dawn Evangeline Crywolf
Grifinória
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Dawn Evangeline Crywolf


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Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 3º Ano
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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeQua 01 Jul 2020, 20:08


  Mesmo que mãe e filha não estivessem do lado interno de Leinster House, só por ver um local como aquele e bastante acomodativo em tempos difíceis, Dawn ficou satisfeitíssima de estar ao lado de sua única amiga naquelas novas terras. - Sabia que se um homem perde a perna, ele ainda consegue sentir ela depois de anos? - Dawn riu quando sua mãe fez uma careta, dizendo que não era possível uma pessoa sem perna sentir ela depois que a perdesse. - Não, mãe, não exatamente sentir, mas sim ter a impressão que seu membro ainda está no corpo! - com a explicação, a senhorita Crywolf sentiu-se mais aliviadas, mas não menos atormentada pela primeira coisa que imaginou. E então, enquanto elas iam embora daquele local, foi a vez da mãe de surpreendê-la com algo bizarro, dizendo que as lagartixas moviam seus membros após os perder e ainda por cima conseguiam fazer novos membros crescerem no lugar. - Então elas são imortais! - a filha disse, horrorizada de realmente nunca ter visto uma lagartixa morrer de vez; o que então fazia sua mãe estar, mais ou menos, certa. Por fim, mãe e filha, da mesma maneira como chegaram, com uma pitada maior de felicidade e intimidade entre as duas, saíram dos terrenos de Leinster House, indo direto para casa após mais um passeio pelos locais da Irlanda, o único país que não tinha sofrido tanto, diretamente, com o exército bretão.

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Naomi von Hansen
S.I.C.P.V.M. - Magizoologista
S.I.C.P.V.M. - Magizoologista
Naomi von Hansen

Patrono : Golfinho-rotador
Bicho-papão : Mortalha Viva

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Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pelo de Unicórnio, Aveleira, 25cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeQua 26 Ago 2020, 19:06

]
Quando os minutos passados foram o suficiente para a população local se mostrar mais acordada e os ambientes de trabalho começar a funcionar com mais energia, a americana deixou sobre a mesinha redonda do barzinho uma quantia de dinheiro trocado para a moeda local que pagaria sua bebida e se levantou com decisão. As mãos ajeitaram as roupas de aspecto mais formal e, depois de livre, os dedos agarraram a caixa com firmeza para prendê-la próximo ao corpo de modo a dar mais estabilidade ao objeto durante a caminhada que seguiu-se por alguns minutos mais para perto do porto e dali para uma casinha aconchegante que mais parecia um pequeno museu local, embora sua identidade verdadeira fosse muito mais além. Ali a ministerial já estava sendo esperada e isso ficou evidente pela forma como o jovem estagiário a tratou antes de ir buscar pelo magizoologista responsável naquela sexta-feira. Ágil, não demorou muito para que de uma portinha o garoto voltasse acompanhado por um homem de vestes excêntricas e cabelos bagunçados que se embolavam em cachos rebeldes acima da cabeça. — Sr. Cowen— Cumprimentou Johanna assim que o grego lhe estendeu a mão com um sorriso enorme no rosto. Era visível que o bruxo estava interessadíssimo em saber se o que esperava estava realmente em posse da morena, mas como era arriscado demais que continuassem a conversa ali a melhor escolha foi rumarem juntos para uma salinha tão exótica quanto o responsável por ocupá-la. Saindo dali
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Sarah Sinskye Sparrow
Resistência - Auror
Resistência - Auror
Sarah Sinskye Sparrow

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Bicho-papão : Delphine Rokenbach

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Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Formado
Varinha: Cabelo de Esfinge, Faia, 27cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeQua 02 Set 2020, 23:02


The Sunset on the Bridge
Meus pés bateram no chão e ao redor estava a viela de tijolos encardidos que eu conhecia de anos, na Wellington Quay, em Dublin. Soltei a cintura de Faye e entrelacei novamente nossos dedos, conduzindo-a comigo para fora da viela até pararmos de frente ao local que eu queria levá-la. — Estamos em Dublin e esse é o Rio Liffey. — Apontei para o outro lado da rua onde não havia casas e prédios como do lado que estávamos, mas sim uma barreira de proteção de um rio que cortava a cidade; sobre ele uma charmosa ponte branca. Ainda segurando a mão de Faye atravessei a rua e parei na grade de proteção do rio, dando uma olhadinha na  água antes de começar uma caminhada com ela pela extensão de calçada até a entrada da ponte. — Essa é a Ha’penny Bridge. O nome original era Wellington Bridge, por causa da rua que acabamos de atravessar e foi construída em 1816. — Explicar sobre a ponte era um passatempo gostoso, desde que estive ali pela primeira vez me interessei pela história da ponte branca, talvez pela beleza ou só pelo meu costume de querer saber a história por trás de lugares históricos. — Antes dela as travessias eram feitas apenas de balsa, o que era péssimo porque a quantidade de pessoas mais o uso frequente não era exatamente rentável, pelo contrário, era meio perigoso. Então, o Lord Mayor de Dublin encomendou a construção de uma ponte. — Parei a caminhada na entrada da ponte e encarei Faye, dando um sorriso admirado. — O negócio é que o nome que eles deram à ponte não pegou, era mais conhecida como Liffey Bridge. Você deve estar pensando “mas Sarah, você disse que a ponte se chama Ha’penny Bridge” e é aí que está. — Encarando-a com intensidade eu a puxei comigo para a ponte, iniciando finalmente nossa travessia. Algumas pessoas transitavam de um lado para o outro, algumas claramente saindo de seus trabalhos e voltando para casa, outras à passeio como nós. — O apelido Ha’penny Bridge se deu porque era cobrado meio penny para atravessar a ponte. As balsas perderam espaço e para cobrir os prejuízos eles acharam justo que a travessia fosse cobrada, é daí o “half penny”, ou “ha’penny”. — Era divertido contar aquilo, o tipo da história que eu não me cansava.

Após umedecer os lábios prossegui. — O pedágio para atravessar foi extinto ainda em 1919, mas o apelido ficou. Em 1922 ela foi renomeada para Liffey Bridge, mas nada tira o posto de Ha’penny Bridge — nossos passos eram tranquilos, o ritmo perfeito para apreciar a paisagem do rio e o céu no pôr-do-sol. Ficava belíssimo visto da ponte, por isso decidi levar Faye ali. — Ha’penny Bridge passou por uma reforma em 2001 e voltou a ter a cor original, o branco, e toda a estrutura foi reforçada devido ao grande fluxo de pessoas passando por ela diariamente. Ela também é conhecida como Ponte Branca por causa da cor e por destacar no cinza de Dublin, dá uma olhada. — Incentivou Faye a examinar o contraste da cidade com a cor da ponte, era realmente algo belo de se ver. As duas pararam então no num ponto da Ha’penny mais alto, não exatamente no meio, mas que tinha uma excelente vista. — Casais apaixonados aparecem sempre por aqui pra ver o sol nascer ou se pôr, e alguns prendem cadeados pra selar o amor assim como fazem na Pont des Arts, Paris. — Encarei Faye e aproximei-me um pouco mais dela, tocando seu rosto com a ponta dos dedos em direção aos cabelos perto de sua orelha. — Mas a maioria dos cadeados foi retirada por uma questão de segurança. — Uma risada baixa me escapou e aproveitei para desviar o olhar para o horizonte, admirando a paisagem e absorvendo as cores do céu. Em partes eu me sentia uma nerd falando de história, contando dados sobre uma ponte secular de Dublin, eu só estava sendo eu mesma, falando de coisas que eu gostava com uma pessoa que me fazia sentir à vontade. Se estava sendo um passeio interessante ou não aí já não saberia dizer, mas poderia ficar. A minha vontade de beijá-la aumentou quando os feixes de sol tocaram sua pele e seus cabelos, trazendo uma explosão de cores em seus olhos e sorriso. — Céus... Se eu não tivesse certeza de que estamos aqui de verdade poderia até dizer que é só um sonho muito bom. — Sussurrei diminuindo a distância entre nós e a beijei, envolvendo sua cintura e sua nuca para mantê-la perto de mim enquanto explorava seus lábios.

.:: atemporal com Faye Gebühr Wichbest :: vestindo isso aqui :: música ::.


find my own bravado

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Faye Gebühr Wichbest
Professor de Hogwarts
Professor de Hogwarts
Faye Gebühr Wichbest

Patrono : Coywolf
Bicho-papão : Enlouquecer

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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeSex 11 Set 2020, 23:05

That Good Feeling
J
á fazia uns bons anos que Faye não aparatava de forma acompanhada, lembrar-se da sensação não foi muito boa. Assim que sentiu os seus pés no chão, o enjoo veio a ser inevitável antes que pudesse parar para olhar onde estavam. Respirou fundo e se controlou, haviam coisas piores para se acontecer com um organismo, tipo uma transformação que não era bem-vinda. De efeitos colaterais no corpo humano Faye já era calejada de experiências, de forma que não demorou muito até que ela se sentisse melhor. Segundo Sarah, ela estavam em Dublin, no Rio Liffey. Faye olhou em volta enquanto as duas atravessavam a rua de mãos dadas. O rio, a ponte e aquela calçada lhe eram familiares. Muitos lugares para Faye era familiares, viver num trailer tem disso, mas foram poucos os lugares que Faye pode mesmo visitar com calma, passar uns dias e conhecer de verdade os lugares. Aquele local poderia ser familiar, mas Faye não sabia absolutamente nada sobre ele. Ha’penny Bridge era o nome do local, realmente era um nome familiar. Enquanto caminhavam, Sarah contava um pouco da história do local. Antes da ponte existir, as travessias eram somente feitas de balsa, algo que não era muito recomendado levando em conta o perigo, já que muitas pessoas precisavam fazer a utilização delas. As balsas deveriam ser utilizadas de forma a se superlotarem, Faye imaginou. Sendo assim, o Lord de Dublin mandou que construíssem uma ponte. Por sinal, as duas agora estavam na entrada da ponte branca. Faye não resistiu a dar uma risadinha sobre Sarah imitando alguém que a contestasse durante a história. Dessa forma, Sarah começou a cruzar a ponte com Faye, explicando sobre as balsas fazerem uma cobrança por atravessar o rio, mas agora com a ponte, elas não eram mais necessárias, ou seja, os caras das balsas começaram a cobrar um pedágio para as pessoas que passassem pela ponte, se achando no direito de fazer isso. - Humanos e como são interessados em dinheiros. - Faye falou de forma neutra. Ela era mulher de negócios e sabia mesmo como era importante esse negócio de oferta e demanda, de certa forma, até entendia a galera das balsas, embora não concordasse com o método que eles escolheram para contornar as coisas. O nome "Ha'penny" vinha de "half penny", a tal cobrança.

- Fico feliz que o nome tenha ficado no gosto popular, é mais interessante mesmo. - A menos "Ha'penny" parecia ser mesmo um nome, não somente uma referência a uma área geográfica. Sarah, depois de terminar a história da ponte, ainda contou sobre a sua reforma, voltou a ser branca e também era reforçada, já que virou ponto turístico e muitas pessoas passam por ela. - Não existem tantas pontes brancas assim no mundo, eu acho. Pelo menos não conhecidas como Ponte Branca também. Isso é legal. - Faye comentou sobre a questão da ponte ser branca. Faye apreciava a diversidade e unicidade, coisas únicas são as que deveriam ser verdadeira valorizadas, afinal, não existe mais nenhuma igual a ela no mundo, como uma vida. Faye tornou a deixar seus olhos vagarem pelo contraste branco e cinza da cidade, mas os raios do pôr do sol ainda chamavam mais atenção. Faye já tinha visto muitos, quando se é lobisomem você aprende a olhar mais para eles, afinal, depois deles vem a noite e a noite trás a Lua. O dali era bem bonito. Faye não costumava contemplar a natureza o tempo todo, mas reconhecia que tinha que fazer mais vezes. Do ponto mais alto da porte era ainda mais visível aquele cenário. A ponte também era usada para selar um amor a cadeado, pelo que Sarah contava. Faye quase perguntou se fariam isso, mas como Sarah estava passando a mão próximo aos seus cabelos e a deixando envolvida com isso, ela nem falou nada. Também, a maioria dos cadeados era retirado por questões de segurança, então lá se ia a ideia. Sarah voltou a observar o céu, no que Faye acabou fazendo o mesmo. Faye até gostaria de tomar alguma atitude ou falar alguma coisa, mas ela não sabia que atitude tomar ou o que falar. Existem certos momentos que não se cabe fazer alguma coisa, você apenas fica ali parado e aproveitando. Era como esse momento soava, olhar uma passagem bonita na companhia de uma pessoa querida. Não precisava de palavras naquele momento. Faye apenas se aproximou um pouco mais de Sarah, tendo até um pouco de cautela como se não quisesse ser notada. Claro que Faye queria ser notada, mas o divertido da brincadeira era tentar fazer que Sarah não notasse, porque quando ela notasse iria se sentir feliz não só por Faye ter chegado perto, mas também por perceber, ler isso de Faye.

Depois de um tempo de contemplação, Sarah comentou sobre estar num sonho muito bom. Faye estava para fazer uma piadinha com isso, querendo provar que não era um sonho e que Faye era bem real, mas a própria Sarah parecia querer provar isso. Sarah beijou Faye, segurando-a pela nuca e pela cintura como se não quisesse deixar ela fugir. Faye entregou-se a tal beijo, por mais que beijar em público lhe desse um pouco de vergonha, era impossível de resistir ou demonstrar qualquer sinal de descontentamento. Sarah era envolvente e decidida, assim como o seu beijo naquele momento, tirava Faye de onde ela estava, no meio de uma ponte onde várias pessoas estavam passando, assim como também era decisivo, como se as duas estivessem selando ali o que sentiam uma pela outra. Era isso o que Faye estava tentando responder com sua correspondência de beijo por sinal, as duas estavam mesmo selando o fato de que queriam se conhecer mais, que queriam se encontrar mais vezes, e que, quem sabe, isso fosse mais para frente depois de alguns encontros, se tornando um futuro namoro. Assim que as duas soltaram os lábios, por um momento Faye ficou olhando para a mulher que estava a sua frente. Ela ficava ainda mais bonita com aquela pintura que os raios solares do por do sol davam. - Você é sempre assim? Tão envolvente? - Faye comentou num tom de desafio, olhando para Sarah, levando uma de suas mãos até o cabelo dela e enrolando de leve. Faye tinha mania de fazer isso com o seu próprio cabelo, mas naquele momento sentiu vontade de mexer no cabelo de Sarah daquele jeito. - Poderia até ser confundida com uma veela. Tem certeza que não é? - Faye deu um sorriso, era uma piada, mas também um elogio. - Você sabe tanto sobre história desse jeito? Além de tudo até poderia virar guia turística. - Era outra piada. Pelo visto, Faye estava cheia de piadinhas naquele momento. Deveria ser o bom humor que o beijo tinha lhe causado, quando você é beijado por alguém que está afim é como se o corpo se enchesse de energia e de alegria. - Também vou ter que pensar num lugar secreto para te levar depois, quero retribuir. - Sem falar que ter outro encontro com Sarah seria ótimo. Faye foi tomada por um súbito de ternura e abraçou Sarah ali mesmo. - Obrigada pela surpresa por sinal. Já fazia tempo que eu não sentia essas coisas... Essas borboletas no estômago. - Esses sorrisos bobos, como o que ela dava neste momento.


I can feel it in your voice, ever so sweet, no! Do I really have a choice? No, no, no!
Leinster House - Página 2 CARo7iG
Leinster House - Página 2 IEwmlY5
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Sarah Sinskye Sparrow
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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeSeg 14 Set 2020, 11:49


The Sunset on the Bridge
Um beijo correspondido à altura não é só apenas um beijo. Completamente envolvida por Faye, me entreguei de forma completa ao sentimento maravilhoso que me preenchia. O formigamento nas pernas, as borboletas no estômago, aquela coisa toda que assusta e ao mesmo tempo apetece. Não dava para saber o que o futuro me reservava em relação à ela, mas eu torcia para que nossos caminhos não se distanciassem. Tudo isso faz parte do processo de amadurecer e descobrir quem você realmente é... as palavras de McCready ecoaram distantes em minha mente, não se crucifique por não ter certeza de tudo, e ela tinha toda razão. Usando a conversa que tive com Max logo após a Batalha de Hogwarts, agarrei-me ao argumento de que eu estava na época de viver, experimentar e cometer erros, então não havia motivo para não dançar conforme a música e se estar com Faye me fazia feliz eu iria me entregar a isso. Não que eu acreditasse que ela era um erro, estaria sendo dura demais e pessimista demais, mas como a própria disse ela era cheia de tribulações e isso eu já tinha de sobra na minha vida por si só. Quando o beijo cessou e Faye me encarou tive certeza que não queria nada além daquilo, daquele olhar tão intenso e tão doce sobre mim. — Só às vezes — dei uma risada boba quando ela perguntou se eu era sempre envolvente, sentindo os dedos dela enrolando uma mecha do meu cabelo. A menção de eu poder ser confundida com uma veela me fez dar outra risadinha boba, apertando de leve a cintura dela que eu ainda segurava, agora com as duas mãos. — Bom, talvez minha mãe tenha me ensinado alguns truques, a vice-diretora de Hogwarts tem todo um jeitinho sabe... — Dei uma piscadinha fazendo referência à descendência veela de Lucy e também ao cargo dela na escola onde Faye e eu estudamos. — Uma súcubo e uma veela, uma bela dupla fatal. — Falei baixo, admirando-a. A mulher me fez rir novamente quando falou sobre eu saber muito sobre história e levantar a possibilidade de me tornar uma guia turística. De fato, eu poderia ser uma guia turística da Irlanda.

Ia contar que gostava muito de história e que tinha até vontade de me especializar na área, mas ouvir sobre ser levada a um possível lugar secreto varreu de minha mente todos os pensamentos. Constatei duas coisas: 1) aquele era o sinal que rolaria um próximo encontro e 2) estava sendo fortemente correspondida em meus sentimentos! Fui envolvida pelo abraço de Faye, um pouquinho surpresa mas muito feliz, e retribui apertando-a com carinho. Fechei os olhos apreciando o cheiro de seus cabelos, de sua pele e de suas roupas, bem característico dela, e o mesmo perfume que eu tinha sentido no Rising Sun quando dançamos juntas. O agradecimento dela por ter proporcionado uma surpresa agradável e borboletas no estômago novamente me deixou sorrindo feito boba, mas nem me importei de estar parecendo mesmo muito apaixonada na dela porque era a verdade. — As minhas borboletas ficam bem agitadas quando estou com você — confessei ao encará-la e afaguei sua bochecha de leve com o polegar, encostando nossas testas e narizes. Fechei os olhos por um segundo. — Vou adorar ser levada a algum lugar secreto por você, a mulher misteriosa dos drinks e dos negócios. — Dei uma risada baixa e afastei-me devagar, como se desfazer-me do abraço fosse um gesto difícil, e segurei sua mão. — Você ficaria linda em um quadro ou em uma escultura... Já foi modelo de alguém? Seus traços são tão harmoniosos! — Estava admirando o rosto dela quando disse aquilo, embora achasse que a beleza de Faye não se limitasse apenas ao rosto. Ela era esbelta, sexy, talvez nem tivesse real noção do quanto era sedutora. Ou talvez eu estivesse enfeitiçada pela sabedoria de ser um pouco mais velha que eu; isso me deixava à mercê, confesso. Voltei a caminhar conduzindo-a pela ponte comigo, o movimento de pessoas diminuía aos poucos. — E eu gosto de história. Quem sabe não me especializo em línguas antigas e arqueologia? Acha que me encaixo como professora ou tenho mais cara de quem faz a segurança? — Eram perguntas bobas, mas que no fundo eu tinha vontade de verdade de saber a opinião dela. Não sei quando se tornou importante, nem qual a proporção, e não estava procurando por tais respostas.

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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeQui 17 Set 2020, 03:17

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ma súcubo e uma veela, era interessante pensar desse jeito. Eu tenho mesmo cara de maligna. Faye pensou. Ela já teve feições mais inocentes, mas a vida deixou Faye um pouco calejada, sem falar que os olhos vermelhos não eram nada discretos, muito menos sinal de pessoa bondosa. De toda forma, Faye ainda sabia que mantinha a sua essência, essa era boa e um pouco inocente até. Por um momento, Faye pensou em fantasiar-se de súcubo e invadir o quarto de Sarah. Será que ela iria pensar que Faye era um demônio de verdade, usando o feitiço para repelir tal demônio? A imagem tornou-se ainda mais interessante, porque Faye não iria ser repelida por feitiço algum. Como Sarah se sentiria? Controle... Controle... Ela pensou logo em seguida, antes que começasse a viajar ainda mais na imaginação. Quem sabe um dia... Que as duas morassem juntas... Faye não fizesse isso... Opa, é pra parar, não pra continuar imaginando. Faye concentrou-se nas palavras de Sarah antes que seus pensamentos novamente mergulhassem num outro cenário, era bom saber que Faye não era a única que sentia o estômago bagunçado perto de Sarah, ela sentia o mesmo por Faye. Por um momento, Faye fechou os olhos para sentir o leve toque em sua bochecha, escutando que Sarah gostaria de ser levada por Faye. Ela iria matutar bastante sobre qual lugar levar Sarah, porque queria que existisse um lugar delas. Aquele lugar que quando você se lembra automaticamente se pensa na pessoa e no acontecimento, esses que tornaram tal lugar tão especial na sua cabeça.

Faye acabou corando quando Sarah falou sobre Faye ficar linda num quadro ou em uma escultura. - Eu, modelo? Não. - Faye disse sorrindo. Nunca tinha pensado em ser uma modelo, embora já tivesse pensado em pelo menos posar para algumas fotos, algo totalmente pessoal, como se quisesse fazer um daqueles álbuns personalizados. - Mas até que seria interessante ter alguma arte sobre mim. - Faye gostava de arte, principalmente daquelas que, de alguma forma, fossem surpreendentes, fizessem aquela explosão mental que deixa tudo mais intenso. Sarah também complementou que gostava mesmo de história, pensava em se especializar em línguas e arqueologia. Também quis saber se Faye achava ela mais com cara de professora ou de segurança, o que fez Faye dar uma leve risada da pergunta, enquanto as duas voltaram a caminhar. Faye imaginou Sarah numa sala de aula ou combatendo alguns bruxos das trevas, mas a sua mente vagou em Sarah usando artes marciais vestida numa armadura leve e possivelmente carregando uma espada. Fantasioso? É, talvez. Controlar a imaginação é bem difícil às vezes. - Eu a vejo mais como uma combatente. - Faye informou, era verdade mesmo. - Mas quem vê cara não vê coração, então né. - Faye deu os ombros. - Vê se eu tenho cara de professora. - Acho que só os olhos vermelhos já vai embora com o estereótipo de professora, Faye achava que parecia mais uma bruxa das trevas misteriosa, se fosse somente avaliar a aparência dela. Quer dizer, talvez não, ela não andava com roupas dark, embora fossem mais puxadas para tons neutros. - Teve um tempo que eu pensei em fazer alguma coisa voltada a história. Sempre achei interessante. - De fato, Faye já gostava dos livros de história trouxa, não foi diferente quando aprendeu sobre história da magia, inclusive, era uma das matérias que ela se dava bem. - Mas fazer o que... Eu amo plantas. - E isso sim tinha muito cara de Faye, principalmente quando você vê ela dando bom dia às árvores.

- Sarah... - Faye parou a caminha, olhando para a outra. Seu rosto ficou um pouco rubro enquanto abaixava um pouco seus olhos. - Você nos imagina? Em outras situações? - Faye tinha imaginado que sentiu vontade de perguntar isso. - Imagina coisas boas, é claro. - Na verdade, Faye imaginava várias coisas. Ela imaginava coisas intensas, era quase como se Faye sentisse uma ânsia por isso, mas soubesse que ainda não é um momento. Mesmo com todos seus pensamentos, sonhos e desejos, Faye sabia que não podia ficar fazendo tudo cedo demais. Tudo tem o seu tempo, hora e lugar. Faye torcia para que ela e Sarah continuassem e esses tempos, horas e lugares chegassem.


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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeSeg 21 Set 2020, 17:12

Ainda estava buscando por uma informação que recebeu sem ter total certeza de que era certo que isso aconteceria, só falaram a respeito de um grupo que estava se fazendo ao equivalente aos aurores, algo que o moreno esperava que logo mais retornasse, uma vez que ele havia sido forjado e trabalhado em sangue e suor para ser um deles. Talvez ter quatro filhos não havia sido planejado e feito ele rumar por um meio que não era o esperado, mas o ex-auror não se arrependia dos sacrifícios feitos para garantir que Ross, Bárbara, Serys e Robyn, eles estavam todos em Hogwarts e isso era um grande prestígio mesmo sabendo dos ocorridos com a escola, que parecia uma fênix, pois ressurgiu das cinzas com força total. – Eu vou querer uma entrada. – Anunciou e logo recebeu a entrada para visitar o local mais cheio de significados para os irlandeses, Leinster House havia sido de tudo um pouco. O tour era bastante interessante, a começar pela história local e terminando nos desfechos da guerra para todos. Ao findar o tour, ele seguiu com os demais para o próximo ponto dos tours turísticos da cidade, deixando o local por tabela.
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Sarah Sinskye Sparrow
Resistência - Auror
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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeTer 29 Set 2020, 20:47


The Sunset on the Bridge
Vê-la surpresa por eu ter perguntado se já tinha posado como modelo me deixou sorridente, esperançosa em ser a primeira a fazer aquilo, mas como convidá-la para ser minha musa sem parecer estranho? Me imaginei levando-a até minha casa em Godric’s Hollow, apresentando-a ao pequeno estúdio que eu tinha montado em meu quarto até encontrar um espaço maior para trabalhar, pedindo que ela me deixasse desenhar seu rosto ou modelá-la na argila... O quanto ela acharia isso estranho? E o quanto poderia ser sexy? Pode parecer improvável, mas já beijei pessoas graças aos meus talentos como desenhista, Brooke e Orion eram ótimos exemplos. Mas, e Faye? Quem ela era nesse caso? Curiosa, mordisquei meu lábio inferior recebendo dela a avaliação de que me via mais como uma combatente do que como uma professora, e nem tentei conter a risada quando ela disse que quem vê cara não vê coração. Em seguida ela perguntou se tinha cara de professora. Quer dizer, não foi bem uma pergunta, era mais uma constatação dela própria. — Mas é claro que você tem cara de professora! Aposto que você usa óculos. — Joguei verde mordendo meu lábio inferior novamente, precisando de muito esforço para controlar minha imaginação no lance de professora, afinal, minha súcubo no sexto ano tinha relação direta com um teatrinho aluna e professora. Súcubo, professora, perita em drinks e mulher das plantas e de negócios, no mínimo inusitada e completamente apaixonante. Até mesmo os olhos vermelhos caíam bem nela, parecia estranhamente planejado, sei lá. Faye falou sobre já ter pensado em fazer algo voltado para a história, mas seu amor por plantas foi maior. Eu entendia bem isso, no meu caso era quase como estar dividida em atuar como auror e querer sumir no Egito para estudar hieróglifos.

Estava em silêncio absorvendo as informações dadas por ela e a bela paisagem na ponte que quando paramos com ela falando meu nome eu quase pensei que iria acordar de um sonho. Encarei o rosto de Faye e apreciei o rubor em suas bochechas seguido de uma pergunta que também me deixou sem graça. Ela queria saber se eu nos imaginava em outras situações e isso disparou meu coração, secou minha boca e por alguns segundos me deixou sem palavras. “É claro que sim!”, meu cérebro respondeu imediatamente, mas da minha boca nada saiu. Umedeci os lábios dando um sorriso sem jeito, colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. — Eu... — Comecei sem conseguir sustentar o olhar dela, fitei o chão, sentindo-me bem bobona por estar sem graça de assumir algo que eu já tinha feito antes de outras formas. — É claro que imagino. — Ergui os olhos ao responder em um tom baixo e doce, um sorriso leve dançando no canto dos meus lábios. Aproximei meu corpo um pouco mais do dela, enlaçando sua cintura. — Você precisa conhecer meus gatos, e a Nancy, e comer a comida da minha mãe que é divina! — Ri quando finalmente consegui relaxar e levar mais na boa aquela situação, depositando um beijo leve nos lábios da bruxa. — Da próxima vez que viermos aqui podemos trazer um cadeado. — Sussurrei antes de afastar completamente minha boca da dela e desvencilhei-me do abraço, voltando a caminhar pela ponte de mãos dadas com Faye. Comprei algodão doce para comermos com um vendedor ambulante logo ao final da travessia na ponte. Assim que terminamos de comer, seguimos para uma viela vazia onde desaparatei com ela de volta para Londres. Faye e eu deixamos o local.

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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeSab 03 Out 2020, 20:18

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m levantar de uma sobrancelha foi inevitável quando Sarah comentou a respeito de Faye usar óculos. Será que ela já tinha notado isso em alguma ocasião ou foi um palpite de sorte? Era possível notar que Faye chegava perto demais de coisas com letras para ler, mas ela era boa em disfarçar isso também. Faye ficou por cinco anos de Hogwarts disfarçando os seus óculos, ou seja, não levava eles para as salas de aula e, por consequência, tinha que praticamente meter a cara no livro para conseguir ler alguma coisa. Ela tinha vergonha de usar eles, mas hoje em dia isso não a acometia mais, pelo contrário, gostava bastante, mas continuava os usando apenas para ler em vez de tempo integral. - Que mocinha perspicaz, eu uso mesmo. - No próximo encontro, Faye com certeza iria vir com eles para mostrar.

Depois disso, a conversa foi para os caminhos sobre a história, com Faye ao final perguntando se Sarah imaginava coisas entre as duas. Num primeiro momento, Faye percebeu que Sarah não conseguiu responder, ela tinha ficado sem graça e era bonitinho ver Sarah daquele jeito, olhando para o chão e ficando sem palavras. Dava vontade de guardar num pontinho. Ainda sim, ela deu a sua resposta. Imaginava. - Eu também faço muito isso. - Disse Faye, se aproximando ainda mais de Sarah como se fosse escorar o seu corpo no dela. Em seguida, ela falou sobre algumas coisas que Faye precisava fazer com ela. Tipo conhecer os gatos de Sarah. Por um momento, Faye pensou em como seria tenso apresentar todo o seu zoológico, sem falar nos seus filhos. Tenso não de ruim, mas de ser algo mais inusitado. Faye também tinha que conhecer Nancy. - Não vejo a hora. - Ela falou. Sarah já tinha falado tanto de Nancy que realmente atiçou a curiosidade de Faye. Faye também tinha que comer a comida da mãe de Sarah. Isso deve ser ótimo. Ela pensou, mas não falou, já que sua fala sairia num tom mais cabisbaixo. A mãe de Faye nunca foi presente a ponto de fazer comidas gostosas.

Faye deu um sorriso de leve quando Sarah falou sobre a próxima, as suas saindo de um beijo rápido e leve que tinham acabado de dar. Mesmo breves, essas demonstrações de carinho deixavam Faye mais segura no relacionamento. Tão logo as duas voltaram a caminhar e Sarah fez o favor de comprar um algodão doce. - Doces não mágicos são os melhores. - Ela disse ao ver aquele tudo de açúcar colorido. As duas continuaram a caminhar até uma viela isolada, Sarah usando a aparatação para tirar elas do local. Saíram dali.


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Arthur Highmore Schmidth
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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeQui 29 Out 2020, 15:56



FILE: Travessuras ou Travessuras
LOCATION: Londonderry, Irlanda
ARCHIVE: Number 1

As ataduras começaram a pinicar em regiões das quais eu não gostaria de comentar. Não imaginei que aquela fantasia, de alguma forma, seria um problema considerando se tratar apenas de faixas brancas enroladas pelo meu corpo. Mesmo usando uma roupa decente por baixo, ainda as sentia apertando desconfortavelmente algumas juntas localizadas naquelas áreas bem específicas. A garota que cuidava do barzinho pouco movimentado percebeu a minha coceira ininterrupta e não conseguiu se conter. - Isso não deve ser muito… aconchegante. Me pergunto se todas as múmias egípcias sentiam o mesmo. - Ela encheu um copo de Coca-Cola com gelo para mim, o drink que pedi assim que adentrei no local considerando o calor daquela noite. - Um pouquinho, - Com descuido, ocorreu uma tentativa de arrumar uma atadura solta no braço antes de prosseguir. - mas foi a única coisa que consegui conjurar… quer dizer, montar em tão pouco tempo. - Me referia ao fato de ter descolado uma viagem gratuita para a cidade de Londonderry, na Irlanda, naquele mesmo dia de sábado festivo. Fora um fruto do concurso do Profeta Diário prometendo premiar o leitor responsável pelo conto mais assustador com uma noite no festival de Halloween trouxa mais conhecido da Grã-Bretanha. É claro que a ideia se mostrou imensamente fácil para mim. Apenas relatei um dos casos que enfrentei com meu pai, o mais sangrento que consegui lembrar. No fim do concurso, a coruja com o vencedor se perdeu no meio do caminho. Só me encontrou algumas horas antes do início do festival, permitindo que eu me arrumasse às pressas até que conseguisse definir um jeito seguro de escapar do castelo sem ser notado. - De onde você é? - A garota perguntou. Ela parecia ter a minha idade, mas diferente dos outros jovens no pub, não usava nenhuma fantasia. - Inglaterra… atualmente Escócia, na verdade. - Tomei um gole do refrigerante, sentindo o líquido gelado descendo em minha garganta. Ela continuou limpando a bancada, um pouco entediada. - Nunca esteve em Derry antes? - Sua pergunta acabou me soando engraçada ao imaginar o quão limitada fora a minha vida durante todos esses anos de caçada. Quer dizer… no aspecto geográfico da coisa. - Nunca nem estive nesse lado do Irish Sea. - E para chegar na cidade, precisei descolar uma Chave de Portal urgente. 

Para a minha sorte, Desmonia conhecia alguém, que conhecia outra pessoa que conhecia um homem portador de uma toalha com um destino para a Irlanda. Depois bastou um voo de vassoura no fim de tarde para que eu chegasse no centro do local. Tudo era temático durante o final de semana de Samhain. As ruas foram enfeitadas com todo o tipo de decoração aparentemente assustadora, as pessoas andavam em grupos comemorando e se divertindo. Desfiles com bonecos alegóricos e apresentações de artistas de rua com suas maquiagens e roupas extravagantes aconteciam em determinados momentos da noite. Era engraçado e curioso ver os trouxas se esbaldando com aquela percepção sobre o mundo sobrenatural. Quase uma afronta. - Bem, espero que esteja valendo a pena. - Minha companheira de bar continuou. - Derry é uma cidade muito interessante. Com exceção do Halloween, isso não ajuda. - Olhou com desgosto para um grupo de adolescentes, provavelmente também na nossa idade, sentado em uma mesa próxima e falando alto sobre uma festa qualquer. Captei rapidamente o olhar de uma garota loira me fitando com interesse. - Parece que alguém está amargurada com o festival.  Não a culpo. Pode ser um pouco bobo ver tanta gente fantasiada de forma ridícula. - Eu mesmo podia ser um deles. Aquelas pessoas não tinham a mínima ideia do que era realmente enfrentar monstros de verdade. Meus olhos passaram da loira para a atendente do barzinho. Será que ela tinha uma péssima experiência com o Halloween também? Ou simplesmente fazia a linha rebelde “eu versus a sociedade alienada”? A garota deu de ombros. - Você também teria motivos se fosse eu. - Mas antes de eu me aprofundar em sua história, senti um cutucão no ombro, revelando a figura de uma pessoa tentando chamar minha atenção.

Outra garota, mas agora usando uma fantasia de zumbi estilizado com uma temática gótica. Não era ela que há pouco tempo se encontrava junto dos demais adolescentes na mesa? - Eu sei que é totalmente constrangedor, - Começou esboçando um sorriso confiante. - mas a minha amiga te achou super bonitinho. Ela quer saber se você está afim de conhecer ela. - Então apontou com a cabeça para a amiga, a loira a qual troquei um breve olhar anteriormente. Um pouco surpreso, acabei sorrindo com a intervenção inesperada. Não tinha muita experiência com flerte - ou qualquer outro assunto social - mas à medida que eu ia me afastando da bolha do meu pai, também ganhava mais confiança para expressar meus desejos. - Bem… gosto de garotas com atitude. Que tal eu te conhecer primeiro? - Falei aquilo com uma pretensão bem explícita. Se fosse para me divertir, que fosse com a garota certa. A zombie girl certamente tomara uma coragem que a outra ainda não possuía. Ela soltou uma gargalhada e colocou as mãos na cintura, suspirando alto e mordendo o lábio inferior. - Ai, não me tenta, gatinho. Infelizmente… meu namorado está logo ali. - Me avaliou da cabeças aos pés, certamente se atentando a como aquelas ataduras pareciam coladas ao meu corpo. Eu também chutei o balde depois dessa. - De boa, pontos para a sua amiga então. - Dei uma piscadela, jogando meu maior charme para a amiga na mesa. A loira retribuiu me direcionando um olhar paquerador, enquanto eu ia deixando uma graninha para a barman. Esta última parecia extremamente desgostosa em presenciar minha aproximação ao grupo que tanto desprezava.

Eles eram quatro amigos residentes da cidade. Stephanie, como se apresentou, era a zumbi que naquela noite compartilhava a companhia de seu namorado Lucas, fantasiado de jogador de futebol americano. A garota loira trajando roupas de cowgirl se chamava Veronica. Tinha também um outro carinha com uma armadura de centurião romano, Robbie. Aquelas placas douradas pareciam tão pesadas que me surpreendeu o fato dele não ter músculo algum. Quando me juntei à mesa, o grupo me interrogou animadamente sobre as minhas origens, pois adoravam conhecer pessoas de fora de Derry. Eu respondi ao que podia, tentando transformar minhas experiências mais emocionantes em situações normais para a consciência deles. Em dado momento, o Lucas falou que a festa na casa de um amigo já começara e era hora deles irem embora continuar a farra em outro lugar. Achei que seria minha deixa também, afinal queria conhecer mais do festival livremente na rua, entretanto Veronica - se apegando ao meu braço - insistiu para que eu fosse junto deles para a baladinha improvisada. O que eu podia dizer? Era apenas uma jovem múmia sendo levemente seduzida por uma cowgirl e seu laço. Meio que larguei o foda-se e decidi acompanha-los, pois certamente teria a mesma diversão em uma festinha particular. Bem… pelo menos achei que seria particular. A casa do amigo fora completamente coberta por decorações ridículas, mas bastante brilhantes em um neon grafite. Na rua de frente, nos jardins, na varanda… todos os lugares repletos de gente trouxa ouvindo música alta, dançando e bebendo sem nenhum controle explícito. Lá dentro parecia um inferno. Não apenas porque me deparei com três demônios diferentes e uma mulher fantasiada do próprio Lúcifer, mas também porque fazia um calor de derreter um Iéti. Poxa, nunca imaginei que em pleno Outono eu ia suar tanto quanto naquela sala de estar entupida por esqueletos, bruxas, vampiros e fantasmas adolescentes.

Esbarrei em um astronauta ao tentar acompanhar a apressada Veronica, ela me entregou um copo com alguma bebida azul desconhecida cheirando a álcool. Eu já tinha experimentado outra coisa na cozinha da casa, um drink chamado “Sangue de Porco” - na minha época isso era conhecido como Black Pudding, apenas - e agora sentia-me suficientemente animado para mandar qualquer coisa forte para dentro. Argh… o gosto era amargo, mas… bastante eletrificante. Me colocou em um estado de espírito predisposto a passar ainda mais vergonha mostrando passos de dança de forma desengonçada. Não lembro bem o que aconteceu durante aquela hora, mas tenho certeza que aproveitei boa parte dela beijando Veronica, dançando, bebendo e até experimentando um brownie com um gosto estranho. - Uma barca! - Eu dizia quase gritando em determinada conversa, com a música explodindo feito uma rave em meus ouvidos. - Foi muito louco. Nós mergulhamos no meio do oceano enquanto bebíamos drinks com sabores que eu nunca experimentei antes. Uma baleia passou por baixo do meu pé! - Era claramente mentira. Eu nunca nem vira uma baleia no aquário de Londres, imagina no próprio oceano Atlântico. Mas... é claro que minha mirabolante história sobre como atravessei o Mar da Irlanda para chegar em Derry fora suficientemente convincente para a minha ficante exclamar desacreditada. - Sem chance! Que demais! Eu quero fazer isso também! Como nunca ouvi falar desses barqueiros de festa? - Ela permanecia dançando, mais tonta que o normal e já tendo perdido o chapéu de cowgirl em algum lugar da sala. Fiquei alguns instantes pensando em um argumento desfavorável antes de responder. - Ér… uma lista de pessoas convidadas. É VIP. Tudo muito fechado. Sabe como é. - Depois daquilo, tentei engolir mais um gole do drink para disfarçar, mas descobri tristemente que ele já tinha secado fazia alguns minutos. Veronica então aproveitou a oportunidade para continuar flertando. - Você bem que podia me levar junto, não é?! - Ela colocou os braços ao redor da minha nuca, ficando de ponta de pé, já que ela era mais baixinha e eu mais alto. Continuei sorrindo de forma confiante. - Não me dê ideias, por favor! - Então voltamos a nos beijar loucamente por um tempo,. 

Poxa… então essa era a vida de um adolescente… “normal”? Sei que nem todo mundo compartilha das mesmas experiências, claro, porém a normalidade daquele grupo de amigos parecia muito atrativa ao meu ver. Depois de tanto tempo vivendo uma realidade para muitos demente e perigosa, senti uma inspiração poderosa durante as horas que permaneci na festa. Um diferente bom. Uma sensação de estar realizando vontades há muito suprimidas por obrigações as quais inicialmente não pedi para ter. Expressando minha ingenuidade e simples interesse em realizar bobagens juvenis, esqueci de toda a minha precaução e continuei curtindo junto daquelas pessoas à medida que a noite ia avançando. Não tinha ideia de que horas eram, e basicamente encontrar um relógio parecia uma tarefa impossível. O batidão continuou forte e pesado. Eu sentia o chão tremendo e as pessoas pulando. Como ninguém chamou a polícia ainda? Tudo começou a girar com a pressão e eu me desequilibrei, caindo em cima de uma garota em uma poltrona. Ela tinha sentado ali para chorar. O DJ improvisado organizara seu equipamento no meio da sala. Alguém se jogou da escada, tentando ser segurado por um amigo, mas os dois se estapelaram juntos no chão. Quando finalmente me ergui depois de um empurrão bruto da garota em lágrimas, encarei uma figura localizada não muito longe, perto da porta de entrada em madeira. Era um coelho. Ou melhor, uma pessoa fantasiada de coelho rosa. Não muito incomum em uma festa de Halloween, entretanto alguma coisa naquele indivíduo imediatamente ativou meu senso de alerta. Sim, aquele senso de perigo que herdei junto dos Schmidth, acredito eu. O coelho se mantinha em pé. Todo mundo permanecia dançando ao seu redor, mas ele não fazia nada com o corpo senão me encarar profundamente. Um músculo sequer se movia com a música ou os empurrões dos outros. O pior de tudo? Mesmo coberto por uma máscara de coelho, eu sentia que ele me fitava com intensidade. O corpo direcionado a mim, era como se estivesse apenas me observando de longe com um sorriso bizarro estampado na cabeça da fantasia. Minha visão daquela figura inusitada apenas foi interrompida com um susto. Veronica apareceu perguntando onde eu me metera. Olhando dela para o coelho, engoli em seco e balancei a cabeça. - Espera um segundo… preciso ir ao banheiro. - Então me afastei tropeçando em coisas no chão, acho que uma delas era o corpo desacordado de alguém.

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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeQui 29 Out 2020, 16:05



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LOCATION: Londonderry, Irlanda
ARCHIVE: Number 2

De repente aquela festa me pareceu bastante perturbadora. Se antes o efeito do álcool causara uma injeção de serotonina no meu corpo, agora descia ladeira abaixo como se minha cabeça pesasse uma tonelada. Limpei meu rosto com a água da pia. Senti o cheiro do vômito de alguém. Uma pessoa adentrou pela porta, percebendo que o banheiro já vinha sendo ocupado apenas depois de ter urinado no vaso. Continuei tentando molhar meu rosto para melhorar o estado dos meus sentidos. “Eu nunca mais bebo tanto assim…” Especialmente bebidas desconhecidas. Além do mais… o que diabos fora aquele coelho? Será que eu começara a imaginar coisas? Será que tinha alguma substância dentro daquele brownie? Fiquei um tempo sentado no trono do lavatório, o mundo girando feito um brinquedo de parque de diversões. Então simplesmente não consegui mais segurar a náusea e acabei colocando toda a bebida para fora. - Nunca mais, nunca mais, nunca m... - Foi quando assim que ergui a minha cabeça molhada de suor, deparei-me com algo que me arrepiou até no fundo do buraquinho. O coelho parado dentro do banheiro. Quando e como ele entrara? Eu não fazia ideia! Imediatamente senti um odor putrefato adentrando minhas narinas, intensificando ainda mais o meu mal estar. Aquela coisa não podia ser apenas uma pessoa fantasiada… Simplesmente não podia! - O que é você? - Indaguei me endireitando e fazendo o possível para disfarçar minha péssima aparência de vulnerabilidade. Uma das mãos também lentamente se aproximou da varinha escondida em uma das ataduras na cintura. O coelho não respondeu, seria muito polido se o fizesse. Do contrário, permaneceu ali parado me encarando. Então subitamente estendeu os braços e se jogou em cima de mim. Eu ainda não tinha recuperado todo o meu senso de direcionamento, então recebi o baque com uma imensa dor. Escorreguei no chão e caí, o coelho se colocou em cima de meu corpo e prendeu as duas mãos no meu pescoço. Começou a me sufocar. - Est… Gasp! Estupefaça! - Meu tronco se debateu, mas minhas forças foram suficientes para sacar a varinha e apontar ao peito da criatura. Ela foi lançada longe, colidindo com a parede branca e derrubando uma prateleira. Imediatamente comecei a tossir, segurando-me para não tropeçar em mais nada. Deu apenas o tempo de eu me jogar cambaleando para fora do banheiro, antes do coelho se erguer para me tentar me capturar. - Colloportus! - Ainda com a varinha em punho, lancei um feitiço na maçaneta da porta que imediatamente se fechou. Logo me afastei ao me encontrar com a parede do segundo andar, à medida que o agressor permanecia tentando empurrar a porta do outro lado. Seus esforços eram extremamente pesados, definitivamente sobre humanos. Se continuasse assim, ia quebrá-la em algum momento. Decidido a não comprar briga naquele estado, simplesmente saí dali o mais rápido que pude, esbarrando em um casal no meio do caminho, tão preocupados em se agarrar que mal perceberam o acontecimento.

Lá embaixo encontrei o grupo que me acompanhara reunido na varanda da casa. Lucas foi o primeiro a perceber o meu estado de alerta no rosto pálido. - O que aconteceu? - Ele questionou parando de prestar atenção na conversa de seu amigo, Robbie. Stephanie também passou a me contemplar com uma expressão misturando confusão e bom humor. - É, parece que viu um fantasma. - Não fora um fantasma. Pelo menos nenhum fantasma que eu conhecesse tinha tamanha força física. Balancei a cabeça, tentando colocar o cérebro no lugar e não falar nada demais na frente daqueles trouxas. - Uma pessoa tentou me estrangular no banheiro. - Os olhos deles se arregalaram por um momento, mas logo depois Lucas acabou quebrando a tensão com uma gargalhada estridente. - O quê?! - Os outros o seguiram, rindo da mesma forma e com a mesma intensidade. Fiquei um pouco abismado com a minha credibilidade sendo colocada em jogo ali. - É SÉRIO! - Mas eles apenas continuaram rindo, trocando comentários bobos sobre o nível de maluquice. - Diagnóstico: bêbado. - Stephanie debochou fazendo uma expressão de gente otária. Robbie também opinou. - Eu te entendo. Na última festa eu jurei que encontrei fadas no jardim de casa. - E depois foi complementado por seu amigo. - E um gnomo. - Ambos concordaram e relembraram o quão bêbados ficaram em determinada festa, antes mesmo que eu questionasse a simplicidade de encontrar fadas e gnomos em um jardim. - Já deu pra mim. - Anunciei erguendo as mãos e descendo as escadas da entrada. - Preciso ir embora. - Não queria mesmo continuar me embebedando, ainda mais depois daquela experiência terrível no banheiro. Com sorte ainda encontraria alguns desfiles rolando nas ruas. Contudo, quando fiz a menção da despedida, Veronica me interrompeu. - Não, não vai, Arthur! - Fez um biquinho com a boca, demonstrando estar entristecida. Sua amiga ergueu as sobrancelhas exibindo um sorriso sugestivo. - Ela tá gamadona em você. - Mas Veronica apenas lhe deu um empurrãozinho, protestando com a afirmação da outra. Cruzei os braços e fraquejei um pouco. Veronica não tinha sido a pior parte da festa, afinal. MERLIN! Por que não estava pensando direito? Ainda era efeito da bebida ou eu simplesmente queria algo a mais? - Ahm… Vocês não tem nada melhor para fazer além de ficarem aqui? - Perguntei suspirando fundo, mas desejando que eles tivessem uma ideia diferente. Acabou que Lucas surgiu com uma. - Vamos. Já sei o que podemos fazer para continuarmos a diversão de Halloween.

A ruazinha do pub onde eu fora mais cedo já não tinha muita gente, pois ficava localizada em uma área pouco frequentada. Ao longe eu podia escutar a animação da festa em uma das ruas principais da cidade, onde claramente as pessoas continuavam comemorando o Halloween de Derry. - Por que paramos aqui? - Questionei curioso, finalmente sentindo o quão exposta podia ser a minha fantasia em relação a brisa fria soprando as folhas na calçada. Lucas e Robbie trouxeram uma sacola após passarem em um mercadinho aberto, sendo o primeiro a responder casualmente depois de avaliar o conteúdo dela. - Antes de irmos, temos que resolver uma coisa. - Ele retirou um ovo de dentro e depois entregou a sacola para que Robbie também pegasse um. Stephanie imediatamente sacou a parada. - Ah não, você não está pensando… - E então olhou para Veronica que apreciava a cena com satisfação. - Estamos sim. - A loira replicou. - Ela merece! - Eles se animaram ainda mais, entretanto esqueceram que o bobo aqui ainda não sabia de nada da história. - Ela quem? - Foi o meu questionamento cortando a conversa. Stephanie, aparentemente mordendo as unhas para fofocar sobre o assunto, sanou a minha dúvida com uma risadinha. - Bridgette Humphy. A barwoman do pub. - Opa, a barwoman que me atendera? Não lembro de nenhuma outra ali, a não ser aquela a qual acabei papeando por uns minutos. Então ela e o grupo realmente tinham algum tipo de desavença existente? - A Veronica tem recalque nela. - Stephanie continuou olhando de soslaio para a amiga. Esta se defendeu. - Isso não é verdade! - Entretanto deu de ombros, tomada por uma percepção bem simples. - Mas… o fato é que ela é uma vadia. Ela pegou o meu ex, o Peter. - Eu a encarei duvidosamente tentando compreender como aquilo podia ser um problema na cabeça de um ser humano. - É um estado livre, não é?! - Logo ficou claro que as leis do Estado não funcionavam na mente dos meus companheiros, já que tão cedo prestaram atenção e tão cedo ignoraram o meu comentário. Logo escutamos as portas do pub sendo abertas. - Veja. Ela está saindo! - Robbie murmurou dando um tapinha em Lucas. Os dois atravessaram a rua salpicada em orvalho, carregando cada um três ovos nas mãos.

Okay. Muita sacanagem! Eu não podia simplesmente ignorar aquela atitude completamente infantil. Até a infantilidade adolescente tem limite. Bridgette encerrava seu turno, verificando alguma coisa em sua bolsa tricotada. Não reparou na aproximação dos demais. Com muita velocidade, mas bastante discrição murmurei apontando a varinha para eles. - Reducto! - O efeito foi imediato, não apenas os ovos nas mãos, mas em seguida a sacola inteira explodiu banhando ambos os garotos em clara e gema. Diante daquilo, Bridgette finalmente percebeu o que iria acontecer. Ela acompanhou a minha posição no outro lado e me devolveu um olhar curioso. Enfim acabou rindo da situação de Lucas e Robbie, dando-lhes o dedo do meio antes de ir embora tranquilamente. Aquilo me arrancou um sorriso imediato. - ARGH… Que nojo! - Lucas praguejou, tentando limpar o excesso de clara em suas roupas. Veronica parecia mais furiosa do que enojada com a cena que acabara de presenciar. - Seus imbecis! Por que apertaram tantos os ovos? - A loira deu um empurrão em Robbie, o qual procurou se explicar antes de receber mais agressões. - Mas eu não apertei, eles simplesmente explodiram! - Imaginei que fosse a hora de contribuir no conto de ilusão trouxa sobre a magia e acrescentei. - Talvez tenham mesmo apertado demais. - Robbie me encarou feio, tentando retirar as cascas presas em sua armadura. Lucas então puxou Stephanie, dando a palavra final de ordem. - Vamos embora daqui!

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Arthur Highmore Schmidth
Grifinória
Grifinória
Arthur Highmore Schmidth


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 6º Ano
Varinha: Ferrão de Explosivin, Figueira, 25cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeQui 29 Out 2020, 16:14



FILE: Travessuras ou Travessuras
LOCATION: Londonderry, Irlanda
ARCHIVE: Number 3

O nosso destino acabou sendo uma casa abandonada. Sim, quer algo mais Halloween do que permanecer em uma casa abandonada durante a noite inteira? Lucas explicou que o local era assombrado, disse que pertencia a um falecido homem que costumava sequestrar pessoas e mantê-las em cativeiro no porão. - Dou vinte pratas a quem se arriscar descer ali. - Eu claramente aceitei o desafio, pois além de ser a pessoa mais adequada a impedir um ataque sobrenatural, também queria uma graninha extra em minha carteira. Como esperado, a história do fantasma era apenas uma lenda urbana. Não senti nada além de cheiro de mofo no porão, com exceção da presença de alguns ratos nos buracos roídos. A casa realmente caía aos pedaços, com pichações nas paredes, móveis quebrados e restos de lixo abandonados por pessoas que também a utilizavam para festinhas. Entretanto, era bem espaçosa e continha dois andares com quartos e salas abertas. Foi em uma delas, no primeiro andar, que permaneci alguns minutos junto de Veronica. O local era bem escuro, apenas o luar emergia por uma janela quebrada iluminando parcialmente o chão de madeira. Nos sentamos em um sofá coberto por um lençol e ficamos ali em intensa pegação. Caralho, de repente valeu super a pena ter aceitado a ideia de seguir aquele grupo de amigos. Uma das poucas ocasiões onde me senti realmente ausente de preocupações. Do contrário, meu corpo parecia relaxar ainda mais ao compartilhar os beijos e agarros com Veronica. Meus olhos permaneciam fechados durante o momento, até que subitamente sentisse um arrepio gelado percorrer afiado em minha espinha. Considerando o calor da garota, percebi que o meu senso de alerta gritava mais uma vez clamando por atenção. JUSTO AGORA, SENSO? Com uma pequena brutalidade e impaciência, afastei Veronica para me atentar ao ambiente obscuro da sala. - O que foi? - Ela perguntou um pouco desconcertada. Eu não a respondi, apenas coloquei o indicador nos lábios pedindo silêncio. Tinha alguém ali. Eu podia sentir, ainda que não conseguisse ver. - Viu alguma coisa? - Ela continuou ignorando meus pedidos. Permaneci mais alguns segundos calado, apenas atentando meus sentidos já melhorados depois da bebedeira antes de finalmente anunciar, confuso. - Hm… Não foi nada. Apenas uma impressão… - E suspirando aliviado continuei a puxá-la para perto de mim, até que Veronica fosse a responsável por me afastar bruscamente. - E não está errado… - Ela pulou para fora do sofá e se aproximou da janela. - ROBBIE! PODE IR SAINDO, SEU TARADO! - Os gritos ecoaram pelo cômodo, revelando a cabeça do garoto localizada do outro lado da janela, no jardim. Ele imediatamente se ergueu e disparou, correndo. Não soube compreender se sentia pena dele ou apenas achava aquela situação demasiada engraçada. Robbie só queria tirar um pedacinho, afinal fora o único a segurar a vela. - Ah, mas eu pego… AH SE PEGO! - Veronica reclamou, retornando a se aconchegar no sofá. Tentei desviar a atenção dela de Robbie e se concentrar em mim, obtendo sucesso depois de mais alguns amassos. Continuamos aproveitando até que… - Espera, esse grito não foi seu, né? - Veronica perguntou ironicamente depois de ambos termos captado um grito oriundo não muito longe. - Ah… deve ter sido o Lucas. Ele não controla os gritos quando tem contrações no corpo… - Como ela sabia aquela informação, bem… quem poderia afirmar com certeza? Entretanto não me dei por satisfeito com seu palpite. Não podia ignorar um grito, por mais inconveniente que fosse. - Ahm… é melhor eu verificar. - Pedi para uma relutante Veronica permanecer na sala enquanto eu saía na direção do corredor, tentando encontrar a direção de onde viera o som. 

Por alguns instantes, nada aconteceu. Apenas meus passos podiam ser escutados ecoando pela madeira apodrecida do assoalho. Cheguei na sala de estar, rondei um quarto e um escritório e não encontrei sinal algum de Lucas e Stephanie. Foi quando me aproximei da cozinha que a aproximação silenciosa de Veronica me assustou. - Que merda! Eu mandei ficar na sala. - Praguejei revoltado, pois toda e qualquer distração era completamente desnecessária. - Foi mal, agora eu também estou assustada. - Ela abraçou o próprio corpo, querendo se aquecer e sendo pouco favorecida por sua fantasia de cowgirl revelando boa parte dos braços e coxas. Empurrei a porta da cozinha com cautela, ainda que tenha sido completamente traído pelo ruído irritante das dobradiças enferrujadas. Ainda assim, temendo por algo pior, respirei fundo com o coração batendo forte para me deparar apenas com Robbie sentado de costas na mesa. Não apenas suspirei aliviado, mas como também Veronica que agora parecia ainda mais puta com a situação. - ROBBIE! O que pensa que está fazendo? - Ela se aproximou, colocando as mãos na cintura. Ele não respondeu. - É melhor olhar para mim quando eu falo, seu filho da… - Mas antes que ela terminasse, eu a interrompi segurando seu ombro. Tinha algo errado. Eu não conseguia ver o rosto de Robbie e muito menos presenciar qualquer movimento em seu corpo. - Robbie? - Chamei novamente, afastando Veronica para trás com o braço. Ele permaneceu quieto. Me preparei para o que aconteceria em seguida, mas não imaginei que seria tão grotesco. Quando toquei na armadura de Robbie ela caiu em duas partes. Uma delas contendo a parte superior do garoto tombou na mesa, enquanto o resto contendo a parte inferior despencou no chão, trazendo consigo as entranhas e os órgãos internos em uma enxurrada de sangue. Ele havia sido literalmente cortado em dois pedaços. 

Veronica gritou e ninguém podia culpá-la por isso. Depois saiu correndo da cozinha, deixando-me sozinho com o corpo estraçalhado de Robbie e a expressão de puro horror dentro de seu elmo de centurião romano. - Veronica! - Imediatamente parti na direção dela, tentando alcançá-la. O que quer que tenha matado o seu amigo daquele jeito brutal ainda podia estar nas proximidades. Tombei com a garota se debulhando em lágrimas, sendo aparada por uma perturbada Stephanie e um confuso Lucas na sala de estar. - O que diabos está acontecendo? - Lucas interpelou. Ela continuou a chorar, tremendo feito uma louca. Ele me encarou procurando uma resposta. - O que fez com ela, seu maldito! - Então avançou com o punho erguido, para a minha sorte consegui desviar de seu murro usando meus muitos anos de treinamento na mansão Schmidth. Lucas ainda tentou arrumar uma briga, mas Veronica mandou ele parar, segurando-o antes que o garoto ameaçasse outro punho fechado em meu rosto. - R-Robbie… - Ela começou balbuciando, mas então não conseguiu continuar e apenas apontou para a cozinha. Claro que Lucas e Stephanie apenas se entreolharam ainda mais perdidos. Eu tomei as rédeas da situação, temendo não mais pelo que já tinha presenciado, mas pelo que aconteceria em seguida se continuássemos lesando por ali. - É melhor irmos embora logo! Agora! - Minha estratégia seria levá-los para longe da casa o quanto antes e colocá-los em um local seguro. Merlin… QUE DROGA! Como uma noite tão prazerosa feito aquela se tornara um pesadelo mortífero? É uma coisa de Halloween, tem que ser. Lucas não se deu por convencido. - Não irei embora até descobrir o que aconteceu com o Robbie… - Outra discussão parecia prestes a explodir, ameaçando meu senso de impaciência a pegar a minha varinha. Contudo, nosso princípio de debate foi subitamente interrompido com um som muito forte se espalhando pelo eco da casa. Eu reconhecia aquele som. - Serra elétrica. - Murmurei na busca de encontrar a sua origem. Stephanie abraçou Veronica, perguntando o que era aquilo. Lucas também arregalou os olhos, buscando qualquer sinal do equipamento. Foi quando a criatura apareceu na porta da sala, segurando a arma de corte ligada e coberta por sangue fresco. Sangue de Robbie. Ela usava uma fantasia infantil e perturbadora. Uma fantasia de coelho rosa com um sorriso na cara.

O QUE FEZ COM MEU AMIGO? - Por mais assustado que parecesse, Lucas ainda tomou coragem para gritar e ameaçar o homem na fantasia. Seria mesmo um homem? Eu não sabia responder, ainda que sentisse o mesmo cheiro putrefato assim que coloquei os olhos naquele indivíduo. - Lucas, pare! Saiam já daqui! Pelos fundos! - Eu indiquei com a cabeça a saída de trás e ainda que o macho alfa do grupo tenha hesitado, precisou ceder aos puxões desesperados de Stephanie. Logo os três desapareceram no corredor inferior. Eu retomei a encarar o recém-chegado e sua perigosa arma trouxa. - Eu perguntei uma vez, irei perguntar de novo… O que é você? - Às vezes a melhor forma de lidar com criaturas sobrenaturais é tentando dialogar, já que algumas delas realmente sentem a necessidade de explicar as suas motivações. Infelizmente não recebi nada daquela fantasia ridícula, agora também coberta por manchas vermelhas e brilhantes. Manchas de uma vida inocente. Foi ao relembrar o terror nos olhos do pobre Robbie que uma onda de raiva surgiu em meu corpo, fervendo feito um vulcão em erupção. Com a varinha já na mão preparando o ataque, apontei para o coelho. Ele ficou alguns instantes parado, segurando a serra ligada com um ruído irritante. Então finalmente se movimentou feito bala na minha direção, tentando me acertar erguendo-a para o alto. - Everte Statum! - O feitiço acertou o adversário antes mesmo que ele percebesse, lançando-o em piruetas pelo ar. O coelho colidiu com uma estante, quebrando-a em vários pedaços e erguendo uma poeira que me causou uma tosse. A cabeça sorridente da fantasia saiu rolando para longe ao ser arrancada com o golpe. Tão logo o derrubei, me prontifiquei em verificar a sua identidade. Logo compreendi o porquê do cheiro putrefato. - Inferius. - Ora, parecia muito simples. O rosto apodrecido de um jovem, os cabelos decompostos e os olhos secos esbugalhados. Era um zumbi manipulado. O inferius grunhiu pela primeira vez, afinal mesmo que o golpe o derrubasse… ele era um morto-vivo! Não sentia dor alguma. - Incarcerous! - Imediatamente lancei na tentativa de prendê-lo. As cordas se enrolaram no corpo da criatura, tentando fortemente imobilizá-lo. - Quem é o seu bruxo? - Perguntei de forma retórica, ainda formulando qualquer explicação lógica em minha cabeça. Quem quer que tenha produzido aquele inferius, certamente não gostava nenhum pouco de Robbie. “Ou de mim.” Afinal ele também me atacara na festa. Será que eu era o principal alvo? E se Robbie apenas tivera o azar de se encontrar no meio do caminho? Eu causara a morte de Robbie?

Eu devia ter prestado atenção nos sinais. Eu não podia simplesmente ter ignorado… Em algum lugar de meu cérebro uma voz grossa de meu pai parecia dizer “é tudo culpa sua!”. Como achei que, de alguma forma, teria uma simples noite de diversão com gente da minha idade? Eles sempre falavam que atraímos coisas ruins na minha família, acho que dessa forma nunca conseguirei ter uma vida aparentemente normal sem machucar os outros. Tomado por ainda mais fúria e frustração, ergui a minha varinha para acabar logo com a existência daquele monstro anormal, uma aberração da necromancia e as artes das trevas. - Incendi… - Contudo, minha varinha sumiu de minha mão em um estalo. Na realidade, um feitiço simples de Expelliarmus a lançou para longe. Meu rosto se virou para o lado, distinguindo uma forma na escuridão apontando seu instrumento mágico para mim. - Não deixarei que machuque o meu amor. Não mais do que já fizeram. - Dela surgiu a barwoman do pub, a garota que eu ajudei a escapar de um banho de ovos. Bernadette Humphy. - Assim que entrou no pub, percebi que era um bruxo como eu. Meu senso não falha. - Ela continuou, apontando a varinha para mim e me obrigando a erguer as mãos para uma rendição temporária. - Uma pena que tenha se associado a gente como essa... - Se aproximou do inferius, liberando-o de suas cordas amarradas. Imaginei que a criatura tornasse a me atacar, contudo esta permaneceu quieta, apenas sob o controle de Bernadette. - Eles não são os melhores… - Meu comentário saiu depois de alguns instantes de forma a demonstrar confiança em uma situação de risco. Internamente a fúria ainda cozinhava meu estômago. - Mas as suas companhias também não me parecem muito agradáveis. - A piadinha não ofendeu Bernadette, pois esta apenas acariciou o rosto nojento do inferius. O olhar terno dela para a criatura finalmente me fez concluir que a garota possuía uma relação bem… íntima com o defunto. “Espero que esta não tenha prosseguido depois da morte.” Ela continuou acariciando e arrumando os poucos cabelos despenteados dele. - Simon tinha uma melhor aparência quando vivo. Mas… ahm… as pessoas não entendiam o seu humor. - O inferius murmurou algo, coisa de zumbi, ao passo que a bruxa prosseguia. - Me apaixonei por esse visionário trouxa tão logo o conheci. Ele me ensinou muitas coisas, sabe? Junto dele, arrisquei realizar loucuras que nunca considerei em minha vida tediosa. Éramos perfeitos um para o outro… até que… - Bernadette balançou negativamente a cabeça, tentando afastar alguns pensamentos dolorosos. Então retomou a assumir mais compostura. - Eu tentei me distrair com outros trouxas, mas... ninguém é igual a ele. Agora que estamos juntos novamente, podemos continuar fazendo o que fazíamos antes. - Sua varinha continuou apontada para mim. - Esses asquerosos adolescentes prepotentes, não é divertido brincar com eles? Foi uma das coisas que Simon me ensinou. E o melhor? É o meu amorzinho que continua realizando a melhor parte. - Uma risadinha perversa saiu de seus lábios, enfurecendo ainda mais meu sangue quente. - Divertido? Muito bem… Pelo visto também me considera um adolescente prepotente, já que ele tentou me matar na festa. - Descobrir que não era a principal causa do ataque do inferius não diminuiu meu ódio crescente por Bernadette. 

Ás vezes me surpreendo com a brutalidade de algumas criaturas malignas, mas… ah, sempre existem os seres humanos, não é!? Qual a desculpa deles? Não são as motivações vingativas ou mesmo a natureza maligna presente no obscuro de seus espíritos. Eles simplesmente agem assim por terem uma mente doentia. A garota passou mais um tempo limpando a poeira acumulada na fantasia de coelho, retornando a colocar sua atenção em minha presença. - Bem… é verdade. Quando se juntou aos nossos alvos de ataque, percebi que podia ser um problema… Mas… Vi o que fez com os ovos. - Ela então deu de ombros. - Prometo não te machucar, contanto que não se meta no assunto. Não te diz respeito. - Então deu as mãos com os inferius. Merlin, tinha como ficar ainda mais perturbador? - Sinceramente… se eu soubesse o que aconteceria aqui, você teria sofrido algo pior do que um banho de ovos. Eu posso garantir que ia doer um pouquinho mais! - Controlando a minha raiva, encarei-a de forma a enfrentá-la. Bernadette continuou sorrindo e antes mesmo que eu reagisse, tornou-se um estalo junto do inferius e aparatou para fora de meu alcance.


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MensagemAssunto: Re: Leinster House   Leinster House - Página 2 I_icon_minitimeQui 29 Out 2020, 16:38



FILE: Travessuras ou Travessuras
LOCATION: Londonderry, Irlanda
ARCHIVE: Number 4

Simon Curtis morreu há pouco tempo, cerca de cinco meses em Londonderry, Irlanda. Segundo o relatório da polícia, o cara acabou se acidentando durante uma "pegadinha" mortal quando o mesmo tentou afogar uma garota em um lago da região. Terminou que o próprio Simon acabou se afogando e a vítima escapou por pouco. As investigações posteriores descobriram que aquele trouxa fora responsável pela morte de mais três jovens em Derry no último ano, todas elas envolvendo as mesmas situações onde os indivíduos eram atacados em uma "pegadinha" que terminava tragicamente. Concluiu-se que Simon não agia sozinho, mas a polícia não descobriu nenhuma pista ou paradeiro de quem lhe ajudou. Perguntei-me como Bernadette conseguiu se safar daquilo, teria usado alguma magia no processo? Essa pequena reunião de informações ocorreu no departamento de polícia da cidade, sob o disfarce da minha capa da invisibilidade de modo que pudesse ter acesso aos arquivos confidenciais. Quando me coloquei para fora da sala, ainda em incógnita, acabei encontrando Veronica nas cadeiras de espera. Ela tinha chorado tanto que sua maquiagem criara linhas enormes nas bochechas, os olhos esbugalhados e vermelhos. - Tome um pouco de água. - Ofereceu uma oficial pegando um copo de plástico e o enchendo em um gelágua nas proximidades. Veronica aceitou e tomou a água silenciosamente, fungando um pouco. - Não consigo acreditar. Quem faria isso com o Robbie? - Murmurou fraquejando. Eu reencontrei o trio de amigos na delegacia, pois sabia que tinha de pôr um olho neles antes que sofressem qualquer ataque de Bernadette. A polícia já encontrara o corpo de Robbie e começara a interrogar os garotos, mas eu permanecia invisível, sumindo da vista deles, pois de forma alguma queria perder meu tempo com as autoridades trouxas. 

Tinha que dar um jeito de alertá-los sobre o perigo real da situação, mas não podia fazer aquilo explicitamente no departamento. -  Psiu… Veronica… - Murmurei para ela quando a garota tornou a ficar sozinha. Ela ergueu os olhos e me encontrou na portinha da sala do almoxarifado. Apontei com a cabeça para que ela entrasse rápido. - Arthur, o-onde esteve? A polícia quer te interr… - Sua reação era bem previsível, mas eu não tinha tempo para uma explicação bem dada. - Veronica. Precisa me escutar. Quem matou o Robbie pode muito bem superar a polícia, mas você estará ainda mais vulnerável retornando para casa. - Então segurei as suas mãos tentando lhe dar mais confiança em minhas palavras. - Preciso que você e seus amigos se escondam. Eu sei que pode parecer loucura, mas... - A ideia seria juntar os três em um local desconhecido para Bernadette, apagando a localização deles com algum feitiço de disfarce. Isso me daria tempo para enfrentar aquela louca sem temer pela segurança dos garotos. Ela me encarou retornando a ficar assustada, mas não conseguiu falar muita coisa além de murmúrios nervosos. - N-não… Eu tenho que ver meus pais, os policiais já levaram o Lucas e a Stephanie e… - Ao escutar aquela informação senti um solavanco no estômago. - O quê? Onde estão Lucas e Stephanie? - Eu acabara os perdendo de vista ao realizar minha pequena investigação sobre Simon. Veronica explicou que após o interrogatório eles foram escoltados pelos policiais de forma a terem um retorno seguro para a casa enquanto ela esperaria os próprios pais virem lhe buscar. Que merda! Agora eu tinha de encontrá-los antes que o pior acontecesse. - Fique aqui. Não saia dessa delegacia ou permaneça longe da proteção deles! - Esperei apenas um consenso dela para sair da sala às pressas. Do banheiro abandonei aquela área sob a proteção da capa. Quando saí do prédio, usei alguns feitiços de proteção para mantê-lo relativamente mais seguro.

Minha expectativa podia ser sempre a pior em relação a situações arriscadas como aquela. Usando minha vassoura, procurei rapidamente o direcionamento do carro da polícia e se não o encontrasse, o endereço dos dois jovens. O fato é que encontrei o carro primeiro. Abandonado na beirada da estrada, colidido com uma árvore. - Droga! - Eles foram atacados e a julgar pela gravidade da destruição do carro, por algo muito forte e capaz de serrar metal. Acompanhei os arredores com os olhos para topar com uma trilha seguindo pela floresta. Pelo que compreendi, tinha sido recentemente aberta por mais cortes pesados. Era hora de seguir o caminho desconhecido e a julgar pelas minhas experiências, acabaria em uma toca de coelho que nem uma Alice. O fim da trilha era um cemitério, no entanto. Olhando uma placa em sua entrada, compreendi que ele fora fechado fazia algumas semanas então permanecia ausente de visitações. Isso não me impediu de saltar o muro e pousar em cima de uma catacumba. Assim que comecei a percorrer o caminho entre elas, distingui uma iluminação inusitada a poucos metros de distância. As luzes me tragaram até um galpão enorme localizado aos fundos do cemitério. Imediatamente encontrei a sua entrada que subia uma escada, posicionando-me em forma de ataque surpresa e pronto para interromper uma cena acontecendo. Bernadette permanecia em pé na área superior do galpão tendo Lucas e Stephanie presos em suas cordas mágicas. - Sejam bem-vindos a nossa festinha de Halloween! Nossos convidados são uns velhos amigos. Estiveram há um tempo enterrados, mas agora mal podem esperar para recebê-los. - Diante dessa fala, a garota finalmente apontou para a área inferior do galpão revelando uma imagem que arrancou a minha respiração brevemente. Uma dezena de inferi fora agrupada ali, todos eles corpos de trouxas aparentemente desenterrados do cemitério. Outro corpo também aparecia jazendo no chão, desmembrado. Era a policial do departamento que dirigia o carro. - A oficial Gerard foi muito bem abraçada pelos nossos companheiros. Agora vocês também terão essa oportunidade dando um mergulho. Não tentem reagir, eles foram enfeitiçados para destroçar ainda mais quando precisam lutar. - Bernadette falava de forma animadora, andando calmamente pelas beiradas da área superior. Lucas e Stephanie choramingavam alto. Posicionei-me pronto para o combate assim que tivesse uma chance. Ela então acenou com a varinha, começando uma magia para empurrar a dupla naquele poço de inferi, as criaturas animadas de forma perversa a matar uma pessoa violentamente. - Expelliarmus! - Entretanto meu ataque não foi suficientemente rápido, pois Bernadette se protegeu com o Commoror Virga. Mesmo assim assumi a posição de coragem para afrontá-la. - Já chega, Humphy. - Exclamei ao longe. - Que tal parar de brincar com trouxas e enfrentar um bruxo de verdade? Depulso! - Novamente ela se protegeu e a partir dali, começamos um duelo. Feitiços foram e vieram, a habilidade da garota era excelente, mas não o bastante para quem tem experiência como eu. Em dado momento, imobilizei-a no chão com um baque surdo. Foi quando tive a oportunidade de liberar os dois garotos e mandá-los escapar o quanto antes para fora do galpão. Nesse meio tempo, Bernadette sumiu aparatando e eu corri para acompanhá-los antes que ela os capturasse. Na frente da construção, Lucas e Stephanie já disparavam feito loucos e eu os segui, protegendo-os de qualquer ameaça. Foi quando escutamos uma risada e o portão principal do galpão abriu. "Lascou." Dele saíram todos os inferi ao mesmo tempo, cadáveres andantes rápidos e com força extraordinária. - Incendio! Fiquem perto de mim! - Indiquei para os meninos e eles não hesitaram em me obedecer. Bernadette permanecia rindo. - Incendio! - Chamas surgiam da varinha e ateavam as peles apodrecidas deles. Minhas tentativas eram boas, entretanto falhas considerando a desvantagem de número. Um dos inferius segurou meu braço e tentou rasgar minha roupa, contudo o repeli com mais fogo. "Isso não funciona, tenho que dar um jeito de queimar algo maior…" Foi quando notei um velho carvalho erguido no meio das catacumbas. Corri para ele acompanhando os outros garotos, atraindo a horda de mortos-vivos junto de nós até que eu mirasse diretamente em seu tronco antigo. - Bombarda Maxima! - Uma grande explosão se sucedeu, com a árvore se partindo e o tronco caindo no chão. Ela atingiu imediatamente os inferi restantes, prendendo-os momentaneamente. - Incendio! - Para finalizar ainda mais o processo, o fogo se espalhou rapidamente no material inflamável e em apenas questão de segundos todas as criaturas foram aos pouco consumidas pelas chamas. 

Verifiquei rapidamente o estado dos dois adolescentes. - Que… que… - Lucas parecia prestes a ter um colapso nervoso, enquanto Stephanie não conseguia parar de tremer feito uma vara. - O que são… Como…? - Uma típica reação de trouxa,  a qual eu muito conhecia. - Ainda não acabou. - Adverti, sabendo que os inferi não eram nada comparados a bruxa que os criara. Para uma pessoa tão jovem, Bernadette já tinha quebrado mais leis que muitos bruxos adultos e amadurecidos. Ela retornou a aparatar a apenas alguns metros, em cima de uma catacumba contendo flores murchas. - Você destruiu a nossa pegadinha de Halloween! Eu falei para não se meter! - Apontou a varinha e conjurou um feitiço, o qual logo me defendi na mesma velocidade. - Não achei nenhum pouco engraçada. E aliás… Pode se esforçar o quanto quiser, eu não irei desistir até destruir você e seu namoradinho podre. - Que inclusive reapareceu na cena alguns instantes depois. Simon permanecia segurando a sua serra elétrica ligada em um clique emitindo o barulho irritante. Ele retornara a utilizar a cabeça sorridente de coelho, a qual não lhe deixava nenhum pouco menos nojento. - Vejamos o quanto consegue enfrentar o meu bebê. - Ela então acenou com a cabeça e Simon avançou. - Incendio! - Eu sabia que o fogo era o principal inimigo de um inferius, portanto mandei uma labareda poderosa assim que pude. O problema? Ela não surtiu efeito algum. - Não esperou que eu simplesmente ignorasse o seu último ataque contra o meu Simon. Agora essa fantasia é a prova desse seu fogo maldito. - Gargalhou à medida que as chamas iam sumindo por sobre o pano protegido magicamente. Agora a coisa realmente ficara séria. - Para trás! - Exclamei, afastando Lucas e Stephanie. Eles se esconderam atrás de uma lápide quebrada. - Estupefaça! - Mas Simon tinha uma defensora anulando minhas investidas com sua varinha, e avançou com a serra elétrica ligada, prestes a cortar o meu braço. Por sorte, ela arrancou apenas um pedaço da roupa e causou um leve machucado de raspão. O corte ardeu demais, no entanto, acho que por conta do quão afiada era a máquina. - UghEverte Statum. - Bernadette continuou anulando o feitiço lá de cima. Soltou uma gargalhada, pois mais do que ninguém parecia apreciar perfeitamente aquela cena. - Você nunca conseguirá machucar o meu Simon com seus feitiços inúteis. - Debochou colocando as mãos na cintura. De fato… tentar acertar a criatura com feitiços não iria ajudar a destruí-lo sem uma estratégia diferente. - Tem razão. - Concordei à medida que o coelho permanecia avançando. - Mas acho que tenho uma boa ideia. Wingardium Leviosa! - O feitiço da levitação foi suficiente para erguer a serra elétrica das mãos de Simon, erguendo-a feito uma pena pelo ar. Antes mesmo que Bernadette terminasse de gritar de forma pavorosa, movimentei a serra ligada e direcionei para a cabeça de Simon. Em um corte rápido e audível, ele foi decapitado e seu corpo despencou no chão, enquanto a cabeça coberta pela máscara de coelho era lançada ao longe, tombando diretamente com as chamas ainda existentes no tronco derrubado. - NÃO! SIMON! - Bernadette pulou para fora da catacumba, tentando socorrer seu namorado. O fato é que ela podia consertar a sua cabeça e controlar o corpo da mesma forma, mas àquela altura o membro já tinha sido atingido pelas chamas na abertura da máscara. - O QUE VOCÊ FEZ? SEU MONSTRO! VOCÊ NÃO ENTENDE… NÃO ENTENDE O QUE EU SINTO POR ELE! - A garota esbravejou, abraçando o corpo decapitado do namorado já morto. - Ah, eu realmente não entendo. - Falei de forma tranquila. - E é muito melhor para a minha sanidade continuar não entendendo. Petrificus Totalus! - Aproveitei o momento de vulnerabilidade emocional dela e rapidamente a petrifiquei, a imagem extremamente perturbadora de Bernadette Humphy abraçando o cadáver de seu namorado Simon Curtis.

Bernadette foi levada para as autoridades bruxas irlandesas, onde seria devidamente colocada na prisão por conta de seus atos. O processo todo ocorreu de forma inteiramente secreta, pois eu não queria ser encontrado por bruxos mais velhos, ainda mais longe da escola. Acerca dos três amigos, feitiços de memória foram usados e transformaram a noite de Halloween em apenas uma lembrança triste sobre um serial killer assassinando um amigo de infância. Acompanhar Veronica, Lucas e Stephanie reunidos ao longe me gerou uma onda de empatia com o grupo, mas também garantiu que eu não gostaria de reencontrá-los novamente, não apenas por causa da péssima experiência que tivemos juntos, mas também por eles não serem realmente o grupo de pessoas as quais espero ter afinidade em amizade. Além do mais, sinto que a ideia de ser um adolescente normal se tornou bastante inalcançável depois do acontecimento. Quem sabe eu tenha nascido e criado para cuidar dos outros, não para me divertir com eles. Um pouco entristecido com aquele final agridoce do meu Halloween, decidir retornar para a escola e me concentrar nas aulas de forma que pudesse esquecer meu draminha juvenil. Sentia que ia amadurecendo a cada dia passado e por mais que não quisesse admitir, os alertas de meu pai acerca de “você nunca será como os outros enquanto souber dos males desse mundo” permaneciam latejando dolorosamente em minha cabeça. Ele tinha a sua razão, não é?! Ás vezes o conhecimento é uma praga.

BESTIÁRIO #09: INFERIUS
post atemporal, saiu do local
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