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 Odeon Bar & Grill

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Diretor Alvoros Grunnion
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MensagemAssunto: Odeon Bar & Grill    Seg 14 Jan 2013, 20:45

Relembrando a primeira mensagem :

Odeon Bar & Grill

Dublin, Irlanda



Um bar e restaurante para os que gostam de aproveitar as melhores bebidas da cidade junto com sua gastronomia de pratos saborosos e originais. Apesar do local ter sido restaurado e mantido com seu ar do passado, dentro a decoração é bastante moderna e conta com mesas, sofás e até um mini palco montado para show's acústicos no local.

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos.



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Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


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- Falas
"Falas de outros personagens"
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Aurora Miller Wernersbach
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Sex 17 Jun 2016, 02:02



Frente a um velho casarão sem cor localizado em Dublin, respirava fundo, observando o lugar no qual me encontrava, provocando-o com a descrição e endereço que marcavam um pergaminho em minhas mãos. Por fim, ao me aproximar da entrada, vendo a porta, quase de imediato, se abrir, meus olhos correram pela abertura, parando centímetros abaixo, constatando a incoerência que seu cenário do lado de fora, tão estrategicamente inteligente, apresentava ali dentro. Ouvia muitas historias sobre o lado exótico da Irlanda, sua cidade belíssima e, em especial, alguns lugares específicos que costumavam reunir estudiosos de todo o mundo quanto sua peculiaridade na botânica. Era uma noite cálida, movimentada e completamente especial. Não fazia muitos dias desde que deixei o Expresso de Hogwarts para embarcar em minhas aventuras - que não seriam poucas - pelo mundo atrás de raridades e afim de acentuar minhas tão desejadas férias do colégio. O ano havia sido longo, e desde então meus sutis passeios passaram a ganhar um quê de esquecimento e segundo plano, já que as aulas, por mais surpreendente que soasse, conseguiriam, naturalmente, prender-me no castelo de uma maneira quase que extraordinária. Naquela noite, então, meio  orientada e meio leiga, eu resolvi visitar um restaurante qualquer que pudesse dar ênfase à minha chegada e também abrir bons momentos para se começar a ter lembranças marcantes do ambiente escolhido. Léon, meu melhor amigo, fora o responsável por conduzir-me ao Odeon, porém, sem sua doce companhia, eu decidi procurar pelo bar sozinha, tal como eu preferia, e poder brindar a noite do meu jeito, com quem eu quisesse e da maneira que eu escolhesse. Trajando um vestido branco altamente próprio para ambientes elegantes, com uma mini bolsa em mãos, procurava por uma mesa perfeita e que, primordialmente, presenteasse-me com uma vista única do local. Ironicamente, embora eu estivesse atrás de diversão - isso se exemplifica em música e gente - optei por um dos lugares mais calmos e estratégicos para se poder ter uma noção do tipo de gente que costumava passar por ali, apreciar sozinha o som calmo do fundo e saciar-me a bel prazer da culinária própria do bar.

No instante em que meus olhos, finalmente, puderam observar uma mesa solta, arrumei as madeixas loiras que cascateavam soltas e bem escovadas pelos meus ombros enquanto, devagar, demarcava meu território e sentava-me na cadeira tão logo. Deixando a bolsa sobre a mesa, abri-a em seguida retirando dali um pequeno livro que abordava assuntos triviais sobre Burren. Com um sorriso e um delicado gesto com as mãos, pedi para um dos serventes uma bebida leve apenas para umedecer os lábios, sem grandes expectativas. Tão logo, cruzando as pernas sob a mesa e concentrando meus olhos em meu mais novo pequeno exemplar, abri o livro em tal capítulo e embarquei numa envolvente e curiosa leitura ao som de alguma nota suave que surgira ao longe. Burren, nada mais é do que o meu principal ponto de estadia e estudo no qual me trouxera até ali. Era de longe um dos lugares mais surpreendentes e fascinantes que eu havia visitado, mas que por alguma razão chamara minha atenção e despertara, obviamente, aquele desejo insano de estar em lugares diferentes, conteudistas e atraentes. Desde muito tempo, eu passei a levar a vida da mesma maneira que um trouxa, a fim de somente entender a dinâmica deste grupo; em como ganhavam a vida; viviam com todas as dificuldades; em como se sustentavam. Dessa forma, embora minha criação se delimitava em algo completamente diferente, era meio impossível não apreciar os costumes não mágicos e desejar conhecê-los tal como uma. Após concluir o meu intercâmbio, passei a estudar a natureza da botânica trouxa e conhecer as pequenas mágicas que tais espécies exalavam com os seus mais simples e puros charmes, algo que, talvez, para muitos soasse como completamente insignificante, outros, encantadoras e maravicherrys. Sendo assim, com o exemplar em mãos e descobrindo o universo em forma de letras de Burren, notei quando o servente chegara com minha bebida em mãos tão logo servindo-me com uma pequena taça e acomodando a garrafa num canto qualquer da mesa, retirando-se em seguida. Eu não fazia ideia do que era aquilo, somente virei, delicadamente, o objeto em meus lábios e senti seu gosto adocicado e, aparentemente, suave. Pousando a taça sobre a mesa, umedeci pela última vez meus lábios, sentindo o gosto se desfazer aos poucos e deixar aquele ar agradável na boca.

Quando pensei em voltar para minha leitura, abaixando o olhar em uma posição favorável, instintivamente, eles se desviaram para pousar na imagem de Roman que já havia ocupado a cadeira oposta do meu espaço. Não acredito. Com um olhar fixo, incrédulo e desafiador, ouvia suas palavras e tentava não denunciar minha real afeição por sua chegada tão repentina - Antes de mais nada, claro, você pode se sentar! - comentei com um sorriso de canto perante meu pequeno sarcasmos e sua audácia. Suspirei.  - Se o seu nome fosse botânica e o seu corpo expelisse plantas exóticas e raras, eu, de fato, concordaria com essa sua hipótese. Mas, veja como a vida é injusta, não é mesmo? - tão logo fechei o meu exemplar, controlando a respiração após concluir minhas falas e ignorando por total sua linguagem estranha - Você é somente...O Roman. Além disso, quem deve estar a procura de alguém aqui é você - retruquei, assim devolvendo o livro a minha bolsa antes que ele desejasse indagar a respeito, já que ultimamente ele parecia bem interessado em se intrometer nas minhas coisas - Agora que chegamos a esse ponto, diga-me, o que você quer, Roman? - questionei, sinceramente solícita. No mesmo instante em que fiz aquela pergunta, tentava formular alguma outra frase, mas permaneci com os lábios entreabertos sentindo uma fraca passagem de ar. Um suspiro preso. Ao mesmo tempo que, imperceptivelmente, meus olhos analisavam a estética do vice-ministro e eu me perguntava porque diabos ele sempre estava bonito quando vinha me infernizar. Definitivamente, aquilo não chegava perto de uma questão passageira de lógica. Ouvia suas palavras e arrumava espaço para retruca-lo na primeira oportunidade.


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Roman Haraldsen Ziegler
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Sab 18 Jun 2016, 20:14



Meeting with the past, once again...

A chegada do Vice-Ministro fora tão repentina, e a mesma não tivera outra reação, a não ser olhá-lo e aceitar a sua presença, que perduraria por toda a noite, caso fosse necessário. Esboçara um sorriso de canto, e balançou a cabeça negativamente com o primeiro comentário de Aurora, por um momento o homem se perguntou até quando ela continuaria com aquelas piadas do tempo de escola, tão antigas quanto a própria; até mesmo as tumbas de diversos faraós do Egito. Viu a mulher fechar o exemplar, mas, sua respiração denunciava a insatisfação em ver o ministerial, ou talvez por não ter entendido o que o ex colega de classe havia dito. Estranho é que, depois do primeiro reencontro, o destino fazia questão de colocá-los frente a frente sempre que podia, e isso o intrigava bastante. Esboçara um sorriso quando a Aurora usou do sarcasmo, já estava calejado e nada do que a mesma dissesse, iria atingi-lo. Afirmou positivamente com a cabeça, concordando quando a loira disse que o Vice-Ministro estava a procura de alguém. Repousou suas mãos sobre a mesa e fechou uma palma à outra. Por um momento, quis perguntar sobre o que era o livro recém-guardado, no entanto, preferiu manter-se calado. Ao ouvir a pergunta de Aurora, Roman engoliu seco e ergueu as sobrancelhas. — Ok, vamos lá. Em primeiro lugar, eu não vim aqui procurar confusão com você, ainda mais em um bar trouxa como este. O que pensariam de nós? — perguntou retoricamente, fazendo-a pensar, enquanto seu olhar mantinha-se fixado ao rosto angelical de Aurora, tão linda.Havia alguma coisa de diferente em Aurora, que Roman não conseguiu definir em primeiro momento, talvez a educação; não que ela não fosse, mas, diante de todos os últimos acontecimentos ao longo dos anos, seria muito natural que a mulher agisse grosseiramente ou ironicamente.

Talvez como forma de defesa, mas, o estranho é que ela soltara apenas piadas idiotas, não parecia a Aurora de antes. Ainda sem receber qualquer resposta, ambos estavam calados naquela mesa. Sem delongas, um garçom atravessou o salão cheio de pessoas bem arrumadas, com roupas elegantíssimas, outras com algumas coisas estranhas nas mãos. Roman parou o garçom e o fez olhar para si. — Por favor, me vê uma Água de Gi... — atrapalhou-se em suas falas, afinal, ali era um bar trouxa, e com certeza eles não teriam Água de Gilly, uma bebida bruxa. Ergueu a mão fechada aos lábios, e fingiu uma tosse seca e rápida. — Eu quis dizer, um vinho, um dos melhores da casa. — o garçom, entre risos, anotou o pedido e retirou-se do local. Torceu para que Aurora não fizesse qualquer piada, e antes disso, resolveu dar início ao assunto. — Então, primeiramente, eu quero pedir desculpas por aquele incidente no... — interrompeu as falas, para encostar mais o rosto ao centro da mesa, a fim de falar mais baixo. — Caldeirão Furado. Talvez você não saiba, mas... Eu fiquei bastante sentido com tudo aquilo, mesmo você não acreditando. E... Inclusive, eu pedi para a Cheryl ir falar com você, e sei que te devo um pedido de desculpas. — falou, num tom bastante sereno, mas, logo, o clima fora desfeito quando o garçom lhe trouxe a bebida e a colocou sobre a mesa, tão logo, Ziegler segurou na base da taça, e ficou a olhar as expressões de Aurora. A real é que Roman esteve pensando muito no acontecido, automaticamente, a sua preocupação passou a se transformar num carinho completamente estranho, algo que, se contado a alguém, morreria de tanta vergonha, e sua timidez aflorada, o faria ficar com as bochechas coradas, e para um homem como ele, isso não seria nada bom. Estar na presença da loira, já não era ruim como antigamente, pelo contrário, queria ele ser a sua melhor companhia naquela noite; que só estava para começar.

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Aurora Miller Wernersbach
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Seg 20 Jun 2016, 21:32



Aquele momento tranquilo e alguns gestos gentis do vice-ministro fizeram com que, em dado momento, imaginasse com quais contextos ele, ironicamente, resolveu tomar a iniciativa e se arrastar ao meu encontro, já que, naturalmente, era bem mais comum tê-lo como meu inimigo e longe do que um inimigo e perto demais. Um suave movimento dele acabou por me tirar daquelas considerações, fazendo-me ouvi-lo com atenção e, de certo modo, concordar internamente quanto ao fato de ser o centro de olhares naquele ambiente com ele. Por um momento cogitei retruca-lo, a fim de implicar com sua discrição que era alta demais. Essa era uma das formas com as quais, durante muito tempo, aprendi a reproduzia-las sabendo que, por alguns momentos, incomodaria Roman seja como um aluno ou como, agora, um homem extremamente importante. Sorri, curvando-me de leve para me manter mais ereta na cadeira e para também fazê-lo entender que eu não o atrapalharia naquele momento com alguma frase. No instante seguinte ao pequeno silêncio iniciado, girei meus olhos do grifino e os pousei no garçom que viera  atendê-lo prontamente. Nesse mesmo momento, elevei minha mão até minha taça contida de algum líquido cujo qual eu não sabia o nome, e umedeci a garganta para, de uma vez, prepara-la para o assunto em questão. Lancei um olhar rápido para o servente assim que Roman, por um momento, atrapalhou-se com as palavras quanto ao seu pedido, notando um serviçal sorridente e completamente ingênuo. Ri comigo mesma, meneando a cabeça para indicar de que tinha ciência do quanto qualquer ato comum do vice poderia trazer certas indagações das pessoas normais ao seu redor, fosse pela sua aparência completamente galante ou por alguma frase calculista e fria aos seus ouvintes. Além disso, ao lançar um breve olhar em direção ao grifino, fiz um bico irônico constatando o quanto eu desejava deixa-lo sem graça em frente ao garçom, este que logo se retirou após anotar o pedido um tanto natural do apanhador.

Não podia dizer com toda a certeza que, de fato, aquela companhia estaria me rendendo algum incomodo ou algo parecido. Para o meu grande alívio, as coisas com o Roman ganharam dimensões diferentes desde que, em um exato momento, ele soube da real verdade perante seu ódio por mim e minha visão com nós dois. Não existia mais um porque para tratá-lo com tanta indiferença assim, o único problema era justamente não ter me acostumado a olhá-lo de outra maneira. Era quase automático arrumar alguma forma de defesa para afastá-lo em todas as vezes nas quais estávamos próximos demais, facilitando a nossa convivência de alguma forma. Mas, em momento algum, eu conseguia perceber que a solução poderia surgir tão simples. Quando ouvi seu pedido de desculpas, deixei que meus pensamentos fizessem uma rápida passagem pelas lembranças acontecidas no caldeirão furado e me lembrava do motivo que me levara a adquirir um certo receio do homem a minha frente, por mais pacifico que fosse. Sabia que ninguém, racionalmente, conseguiria entender a gravidade daqueles gestos e até interpretariam como a forma mais óbvia de esclarecer as coisas de uma vez, no entanto, ou fosse pelo próprio ego do vice-ministro resolvendo as coisas do seu jeito ou fosse pelo o meu lado privado de desejar concentrar histórias e ir jogando-as ao vento quando eu bem entendesse, assim como ele, eu também estava bastante sentida. Com um olhar de soslaio, percebi quando o servente retornou à mesa trazendo consigo a bebida indicada, tão logo fazendo-me, mais uma vez, desviar os olhos de Roman e me concentrar em mais um um gole em minha própria taça, sutilmente. Sorrindo com simpatia como forma de agradecimento ao garçom - mesmo a bebida não sendo para mim - logo desfiz o semblante e foquei minha atenção ao grifino. Suspirando profundamente. - De fato Cheryl veio falar comigo a respeito, e acabei contando o meu lado da história, embora ela já soubesse de alguma coisa - aleguei com uma naturalidade peculiar - E por mais que aquele encontro não tenha se concluído em muita coisa, eu acabei percebendo que era melhor dar um ponto final por definitivo nessa história toda. Eu também não estou me sentindo muito bem com isso, e não é nem por estar nesse clima contigo, mas sim por, acho que pela primeira vez durante muito tempo, desejar não carregar nas costas alguma pendência com você - sentenciei com uma educação tão típica, dando a entender que minhas palavras possuíam bem mais do que sinceridade.

- Naquele momento no Caldeirão, eu não desejava mais nada a não ser te fazer entender a real verdade por trás do que aconteceu com você na floresta. Tudo bem que seria uma tarefa muito difícil, até porque você é teimoso demais... - enunciei meio divertida - ...Mas eu também não esperava que você fosse resolver as coisas daquela forma. E esse foi o grande problema. - disse, enquanto pela última vez, revirava minha taça sobre os lábios ao mesmo tempo que dava espaço para amenizar um pouco a seriedade daquele momento - Eu não me importo se você já sabe da verdade, até te agradeço de alguma forma por isso, Roman! - observei ante minha conclusão atípica - Só queria que por algum momento você entendesse o meu lado também, por mais superficial que fosse, apenas entenda de alguma forma - afirmava, quase com o tom carinhoso demais - Se tudo for acabar aqui com um pedido de desculpas, então eu aceito o seu pedido e, por Merlin, nunca mais me olhe daquele jeito indiferente - querendo ou não, eu me importava demais com aquilo. Pensei que seria uma noite tranquila, animada e completamente divertida, mas não imaginaria que ela poderia render bem mais do que isso. Fiquei por um momento em silêncio cogitando em minhas próprias palavras e observando o Roman com um quê de adoração quase esquisita, e resolvi permanecer assim por mais algum tempo até a ficha cair de vez e eu entender que aquilo não era só mais umas de minhas visões. Era real e eu realmente estava fazendo aquilo, fosse soando como estranho para o Roman ou não.


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Amanda R. McGregor Ledger
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Ter 21 Jun 2016, 01:28

O tão esperado dia da coruja

Andava pela rua concentrada em meus pensamentos quando reparei no velho Odeon, no outro lado da calçada. Eu tenho certeza que ela está aí! - pensei enquanto atravessava a rua saltitando. Enquanto empurrava a porta, meus olhos passavam de cabeça à cabeça procurando por um rosto familiar quando senti uma mão em meu ombro. "O  que a senhorita faz aqui?" e instantaneamente reconheci aquela voz. Era Tia Kiara, exatamente quem eu procurava.Ela chegou, Tia. Ela chegou! disse enquanto virava para abraça-la.   Eu sabia que minha carta de Hogwarts chegaria, sempre soube! - Ela retribuiu o abraço, beijando minha testa e dando tapinhas nas minhas costas. "Eu sempre acreditei, querida. Essa é a herança de seu pai...", de repente ela olhou para mim como se acabasse de pousar um dragão no meu nariz. " Ah, por Merlim! Vá já para casa, arrume suas coisas. Pegamos o primeiro voo amanhã. Vou te levar ao beco diagonal."  Antes que eu pudesse ter qualquer reação, tia Kiara me empurrou porta afora. 

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Roman Haraldsen Ziegler
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Qua 22 Jun 2016, 10:09




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Os lábios da loira voltaram a movimentar-se em conjunto, e suas palavras soaram tão sinceras; tão naturais, fazendo-o, pela primeira vez, acreditar no que aqueles lábios tão carnudos haviam dito. Mas, será que Aurora estava falando a verdade? Ziegler sabia que se a mulher tivesse falando mentira, havia um jeito de descobrir, e este, pelo visto, não seria a melhor maneira para a própria. Roman manteve seus olhos fixados aos da mulher, e como um legilimente nato, o homem tinha o costume de olhar aos olhos das pessoas, era assim que o próprio conseguia descobrir se era verdade o que a Aurora havia falado. Repousou suas costas sobre o encosto da cadeira, e com a sua mão destra, elevou-a até a nuca, depositando algumas carícias calmas sobre o local, neste meio tempo, as palavras doces, e aparentemente verdadeiras, entravam aos ouvidos do homem. Tão logo, um sorriso apareceu aos lábios assim que fora chamado de teimoso, de fato, o homem era teimoso, e às vezes rude com alguma situação com alguém que não tem uma relação amistosa. Em alguns momentos, o próprio Roman admitia ter um temperamento difícil, embora Aurora sempre tivesse disposta a aflorá-lo. De fato, o grande problema foi o homem ter se deixado levar pela emoção do momento e resolver tudo da maneira mais errada. Viu a loira bebericar a bebida e então suspirou e espremeu os lábios. Observou a sua bebida sobre a mesa e levou sua mão destra à mesma, retirando-a de onde estava; a nuca, passando a deslizar o dedo indicador sobre a borda da taça, agora com seu olhar fixado sobre a própria e não mais na mulher.

Aurora agradecendo por alguma coisa? Por um momento, Ziegler achou que seu fim estivesse próximo, já que ele jamais havia imaginado receber um pedido de desculpa vindo da sua companheira de mesa. — Eu entendo. — sussurrou em meio as palavras da mulher, quando a mesma pediu que o seu ex-colega de classe entendesse o seu lado. O fim da frase da mulher foi tão verdadeiro, que sentiu um breve arrepio tomar-lhe o corpo. Ouvir todas aquelas palavras, fez com que o homem viajasse em seus pensamentos, durante alguns minutos, desviando sempre o olhar da mulher, a fim de fugir dali, mas não, o mesmo jamais agiria de forma tão infantil. Pegou a sua bebida e levou-a aos lábios, degustando-a, por conseguinte, a mesma desceu quente por sua garganta, só então, olhou a mulher a sua frente. — Eu entendo o seu lado, eu agi errado, mas foi o único meio de conseguir a verdade. — e respirou fundo. — Não vai acabar aqui, porque ainda temos muitas coisas a fazermos juntos. — continuou, e assim que levou a taça a sua posição inicial, esticou a sua canhota à uma das mãos da mulher. Ziegler havia criado um carinho por Aurora, que nem ele mesmo saberia explicar, mas assim que seus dedos tocaram a pele macia da mesma, seu rosto corou e queria enfiá-lo debaixo da terra, para nunca mais ter que olhá-la. — Perdoe-me por isso. — pediu, educadamente, e logo afastou a mão da mulher. — Aurora, pode parecer estranho, mas, eu estou sentindo uma coisa muito estranha acontecendo diante de toda essa situação. — e deixou a curiosidade tomar a mulher, de maneira proposital. Roman sabia que estava adquirindo um sentimento especial pela mesma, porém, havia negado a si mesmo, mas estando frente a frente com a loira, seu coração disparava incessante, como se fosse sair pela boca.
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Qua 22 Jun 2016, 16:01


Quase engasguei quando ouvi que os Zarek estavam aberto, e aquilo foi como um sinal vermelho que ambos estávamos ultrapassando. Caí em mim. Terminei a taça e tirei algumas notas da carteira, imaginei que fosse o suficiente para pagar tudo, e deixei sobre a mesa. – Na verdade surpreendentemente sua companhia está adorável, mas você me fez lembrar de algo que preciso resolver... Hãn, obrigada pelas... er palavras?! – suspirei e juntei minhas coisas saindo dali: apressada, tropega, e um tanto bêbada, quase um risco até para quem estivesse ao meu lado. Saio dali.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Sex 24 Jun 2016, 22:05

O silêncio de Roman, que estávamos dividindo desde o início, tinha possibilitado que meu desejo de fala chegasse a um limite onde, por mais que eu estivesse finalmente tendo a liberdade de expressar tudo o que estava sentindo diante aquele momento, tocasse em um ponto completamente sensível e um pouco intimo demais. Às vezes, tinha a impressão de que Roman conseguia bagunçar alguns sentimentos escondidos dentro de mim e, por isso, de certa forma, a vontade de fazê-lo me enxergar de outra maneira - que não era a de verdadeira vilã - em todos os nossos encontros sempre era mais forte. Naquele momento, então, eu entendia que, sim, por que não dá uma chance para a ocasião e esperar para ver onde aquela conversa quase sem intenção poderia terminar? Afinal, eu estava procurando manter o véu da serenidade em minhas palavras, além de fazê-la como minha principal aliada diante Roman, impedindo - ou tentando - que as más impressões se aflorassem diante aqueles olhos observadores. Ali, éramos apenas dois conhecidos de colégio trocando palavras passadas e conhecendo o quão o peso destas alcançou uma dimensão completamente sufocante. Mantive meu olhar compenetrado ao seu, deixando que o momento guiasse nossos próximos passos. Eu o ouvia, aproveitando para, em gestos corporais, absorver suas falas e tentar encerrar aquele assunto de uma vez antes que eu deixasse escapar alguma reação desagradável. O olhar antes altivo e fixo, tornava-se cada vez mais gentil e, num jogo de imagens e ponderações, mal notei quando automaticamente meus olhos acompanharam sua mão ágil tão logo sobrepondo-a sobre a minha, fazendo-me morder o interior dos lábios e suspirar em silêncio.

Olhei para o lado logo em seguida e rir silenciosamente de Roman, não por ter recebido aquele contato tão imprevisto com nossas mãos, mas sim por achá-lo tão divertidamente correto, sério e perigosamente atraente naquelas roupas sociais; no mesmo instante, também sorria do movimento em minha volta constatando que já havia passado tempo o suficiente sentada ali e perdendo a diversão da noite. Instintivamente voltei a olhar para o grifino, com um interesse peculiar. Naquele instante, não pensei direito nas consequências e nas palavras ouvidas, fui tomada pela súbita vontade de contrariar o andamento daquele assunto. Eu não fazia sequer ideia do que o vice-ministro se referia, somente entendia que, por mais irônico que pudesse parecer, algo dentro de mim começara a bater num ritmo completamente acelerado, e aquilo não era bom. Cuidadosamente deixei minha bolsa sobre a mesa no mesmo instante que ergui o corpo - Não é um convite... - lancei um olhar divertido e intimidador para ele, assim que parei ao seu lado e o olhava de cima, estendendo minha mão - O mais sábio a fazer é segurar em minha mão e me conduzir para aquele meio ali... - virei-me para o nosso lado oposto apontando com a mão livre o ambiente próprio para danças - Senhor vice-ministro... - acrescentei em tom solene, sorrindo cordialmente para ele. Mantive minha postura irrefutável a espera de alguma reação do grifino, por mais negativa que fosse, diante meu convite. Com um sorriso maroto nos lábios, gentilmente deixei que as mãos ásperas dele se misturasse com as minhas para, só então, acompanha-lo rumo ao novo espaço daquele bar. Algumas pessoas aproveitavam a música agitada que embalava a noite cálida ali dentro, mas nada muito bagunçado ou agonizante demais para se aventurar naquele meio.

Enquanto elas se divertiam ao som de longe, parei em frente ao vice, não muito longe, mas perto o suficiente para poder trocar algumas palavras sem precisar aumentar a voz. Com movimentos leves e ritmados com a música, deixei que meus pés me guiassem naquele momento movendo o corpo e sentindo uma sensação completamente agradável tomar conta dos meus sentidos; reavivando memórias antigas. Perdi o foco naquele instante, embora mantivesse meu olhar no mesmo ponto. Minha mente flutuava para longe, perseguindo a melodia e cantarolando-a mentalmente - Entre os leões não devemos nos comportar como gazelas ou, do contrário, seremos comidos sem dó - um sorriso jocoso, tentando descontrair aquele momento quase surreal - O que eu quero dizer, senhor vice-ministro, é que um bom parceiro agora faria toda a diferença - referia-me a dança, já tomada por uma intimidade peculiar com as notas ao longe enquanto tentava incentivar o grifino a relaxar em minha companhia - Engraçado olhar para você agora, depois de tanto tempo, e não achar tudo estranho. É como se realmente você fosse um grande desconhecido para mim, e pela primeira vez na vida eu nao soubesse como reagir... - murmurei - Tenho a péssima mania de falar, não me deixe tomar conta dessa conversa, Roman! - confidenciei, transparecendo o bom humor, meu comportamento livre e uma alegria genuína na ponta dos lábios.



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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Dom 26 Jun 2016, 19:19




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A situação na qual Roman havia se encontrado há alguns minutos, fora no mínimo, muito engraçada. A cada investida, uma expressão diferente, deixando-o empolgado, no entanto, sem deixar transparecer tamanho sentimento. Olhar para a elegantíssima mulher a sua frente, já não trazia lembranças ruins, pelo contrário, havia uma grande mudança em seu interior a cada encontro casual, era como se o destino quisesse que ambos tivessem que se encontrar sempre. Ziegler era inteligente o suficiente para criar várias teses, para obter respostas a fim de saber o real motivo da Aurora procurar por diversão justamente na Irlanda. Sem delongas, a mulher levantou-se da cadeira onde estava, fazendo o Vice-Ministro manter-se ereto, obrigando-o a olhar em direção ao rosto da mesma. — Não é o quê? — perguntou, curioso. No entanto, sem respostas para a pergunta, observou a tão delicada mão da mulher convidando-o a dançar. Há muito tempo Roman não sabia o que era dançar; uma das artes milenares mais lindas que existia, era a expressão da alma em atos, a leveza e a pureza de uma canção o guiariam naquela noite, com certeza. Elevou uma das mãos, a fim de segurá-la fielmente sobre a que havia lhe sido entregue com tanta delicadeza e bondade. Ouviu a doce voz chamá-lo, mais uma vez.

Tão calmamente, Roman se pôs em pé, com o corpo ligeiramente próximo ao da Aurora, que por sinal, exalava um cheiro único, como uma verdadeira rosa misturada a milhares de plantas insignificantes. Quando ajeitou suas mãos na mulher, não demoraram a trilhar um caminho em direção a um espaço apropriado para dançar. A música que tocava era ligeiramente agitada, e por um momento, pensou em como dançaria junto da Aurora, já que há muito tempo não sabia o que significado de dança, em sua devida prática. Roman posicionou-se defronte a Aurora, e sorriu com os lábios, deixando que seus pés fossem envolvidos pelo ritmo da dança, calmamente, guiou a sua mão destra em direção à cintura da loira, e a cada momento, seu corpo colava um pouco mais ao da mesma. Seu coração passara a palpitar cada vez mais, e a voz da Aurora soou pela primeira vez após o início da dança, uma sábia frase, porém, dita em momento inapropriado. Mas, logo em seguida, a mulher tratou de explicar o seu significado para aquele momento. Roman esboçou um sorriso cheio de ternura, porém, tímido, e mirou seu olhar aos olhos da mulher, enquanto a música, aos poucos, adentrava em seu ser, tomando-o a cada minuto. Seus passos eram calmos, porém, ritmados, e naquele momento, não hesitou em comandar o ritmo da dança.

Aurora tinha toda razão, ambos passaram toda a vida feito cão e gato, brincando incessantemente, até mesmo após o fim dos estudos em Hogwarts. Parecia que o efeito da bebida havia tomado a mulher, não que estivesse bêbada, mas, levemente alterada, já que Ziegler nunca havia visto Aurora falar tanto daquele jeito. — Péssima mania de falar?! — sussurrou com os lábios próximos à bochecha direita da mulher. — Nunca a vi falar tanto assim, sinto em você, agora, uma leveza jamais sentida anteriormente. — comentou ainda como um sussurro. Aproximou seus lábios da orelha da mulher, cautelosamente. Consequentemente, a mão que estava segura sobre a palma da mulher, fora guiada em direção à cintura, mantendo-a colada em seus dois braços. Seu corpo esquentava externamente, porém, internamente, um frio tomava-lhe inteiramente, deixando-o ainda mais nervoso, então engoliu seco. Lentamente, elevou seus olhar em direção ao de Aurora e a fitou. — Eu... Essa música. — engoliu seco e guiou seu rosto em direção ao rosto da sua parceira. Uma onda de desejos tomou-lhe o corpo, seu coração começou a disparar, e isso o deixara ainda mais nervoso, mas, tarde demais. Fechou seus olhos e colou seus lábios aos tão carnudos e macios lábios de Aurora, lentamente a colou em seu corpo, cessando qualquer passo de dança.
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Erick Deutsch Fontaine
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Qua 29 Jun 2016, 23:14

Dou uma passada no bar, tomo umas e saio dali.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Qua 29 Jun 2016, 23:19



Odeon




Enquanto eu ficava ali sentada imaginando como seria assistir um show ao vivo e perdida em pensamentos, quase não percebi a aproximação de alguém. Uma garota que parecia ter a minha idade ou até menos veio saltitando em minha direção enquanto eu olhava com uma expressão confusa. Ela se apresentou como Vênus simpaticamente e perguntou se eu me importava que ela sentasse ali, já que não queria sentar sozinha. Sorri também simpaticamente para ela e assenti: - Claro que não me importo. É bom ter uma companhia. – Para variar era muito bom ter a chance de conversar com alguém. Assim que se sentou, Vênus foi logo perguntando se eu já havia ido à Hogwarts. Tive que rir baixinho com a animação e simpatia dela: - Ainda não. Recebi a carta há alguns meses e vou para lá assim que começarem as aulas. – Disse sorrindo. – Ah... Não me apresentei. Perdão. Sou Michelli. – E estendi minha mão para cumprimentá-la. Eu não tinha muito o costume de fazer isso, mas parecia que as pessoas achavam educado então concluí que fosse bom naquele momento.

- Mas e você? Já esteve em Hogwarts? - Perguntei tentando continuar o assunto. Lembrei-me que minha prima uma vez me disse que existiam mais escolas além de Hogwarts para estudar magia, então resolvi perguntar: - Ou vai para alguma outra escola? – Eu não sabia exatamente se ela já estudava ou não, já que pela aparência ela parecia ter minha idade, mas pela maneira com que ela perguntou se eu já estive em Hogwarts parecia ansiosa tanto quanto eu.



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Aurora Miller Wernersbach
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Sab 02 Jul 2016, 01:51

Não era exatamente uma linha filosófica, nem algo que pudesse ser compartilhado, menos ainda com Roman, mas era isso que eu estava fazendo...Dançando. E até agora os primeiros poucos minutos em sua companhia ao som envolvente do bar tinham sido até que razoáveis. Talvez amanhã ou um outro dia qualquer, depois de um chá de camomila e um passeio pelo jardim, eu conseguisse reunir sanidade para nomear este momento em algo peculiar ou gargalhar até não ter mais forças. Nas poucas vezes em que estive em sua companhia eu sempre acabava sucumbindo aos caprichos do grifino, retribuindo suas cortadas ou nem isso. Não havia razão para não fazer, já que nossa única meta se delimitava a ofensas, deboches e cinismos. Era bom tentar algo novo que não fosse nem uma coisa nem outra, e o mais importante, olhar para ele como se fosse a primeira vez. Eu havia começado o meu aquecimento antes mesmo de ocupar aquele pequeno espaço junto de outras pessoas que remexiam seus corpos em sintonia, embalando-me ao ritmo divertido que me encorajara a estar ali. Ao sentir as mãos firmes e delicadas do grifino em minha cintura, minha única reação foi sorrir, mas não devido sua atitude natural, mas sim por, enfim, ter derrubado uma das milhares barreiras que ainda o afastava de mim. Eu observava o seu reflexo e, vez ou outra, minha tão alardeada mente funcionava rápido demais e isso só aumentava minha capacidade de quebrar aquele silêncio e fazê-lo falar cada vez mais. Era como se o som da música tocada não fosse o suficiente. Seus olhos estavam brilhantes e irônicos, assim como os dois vincos nos cantos de sua boca rasgada, parênteses marcantes que se aprofundavam quando ele sorria, o que eu não via com frequência.

A ideia de era somente findar o assunto da mesa e nada mais com uma dança divertida e que pudesse abrir um novo sentido para aquela noite na companhia de Roman. A música, diferente de antes, alcançara uma nota mais suave e mais relaxante ao ponto de, num misto de naturalidade e interesse, sentir o corpo do grifino cada vez mais colado ao meu assim como o seu rosto próximo aos meus ouvidos. Tinha consciência que, por um momento, hesitei ao deslizar minhas mãos pelos seus braços e pousá-los em seus ombros como uma forma mais confortável de ser guiada naquela dança, ao mesmo tempo que o magnetismo inexplicável de Roman grudava meus pés ao chão e tornava aquele bailar um fardo pesado demais para se continuar. A melodia tinha se reduzido a um delicado tinir de instrumentos, ao longe. Naturalmente, sem ter certeza se sorria ou não, deixei que meus olhos observassem com cautela a pele alva de seu rosto e minhas narinas respirassem aquele cheiro tão...Por um momento, meu corpo parecia mais neutro e obedecia com veemência aos comandos do vice-ministro com nossos corpos juntos e envolvidos numa doce sincronia. Nada mais do que isso. Admirava-me refletida naquele olhar faiscante, profundo e tão cheio de ternura. Aquele homem era mesmo o Roman? Ele parecia ler e compreender todas as minhas lacunas, e isso, mesmo que de uma forma tão porca, fazia-me ter um misto de certeza de que ele estava conseguindo. Meu olhar vacilava, caindo até os lábios entreabertos do grifino em minha frente à medida que seu rosto parecia cada vez mais próximo, outrora retornava em busca de seus olhos a fim de encontrar algum sentido para tudo aquilo. Mas, eu estava tomada pela firmeza de seus braços e pela indescritível força que me conduzia a continuar com aquilo...

As perguntas sem respostas continuavam martelando minha cabeça e eu não encontrava explicação para a sensação especial daquele instante. Perguntava-me se eu não estava só impressionada com ele justamente porque era o oposto de mim e mesmo sem me dizer, os seus olhos firmes e suas atitudes tão convincentes evidenciavam que ele queria tanto quanto eu...Eu tentava me convencer que meu lado emocional estava desabrochando, enquanto meu corpo dava sinais de não impedi-lo de fazer aquilo. Sua respiração fugaz se juntava a minha e sem sequer perceber meus olhos estavam se fechando lentamente, entregando-me em frenesi. Seus lábios se juntaram aos meus, dessincronizados. Mas aos poucos, o encaixe perfeito ia acontecendo retirando por fim minha traidora lucidez. Minhas mãos deslizaram pelos seus ombros até alcançarem sua nuca, aconchegada pela maciez de seus cabelos e sua pele quente. Era ele que depois de tanto tempo me levava a fazer coisas que em sã consciência eu não costumava fazer e desde o começo foi assim. Algo imprevisível e luxurioso me dominava em relação a ele. Algo que eu não podia controlar, mas ao mesmo tempo um sentimento doce e calmo. Roman era assim, às vezes um crime, às vezes um vício entorpecente, despretensioso e completamente encantador, mas que eu só estava descobrindo agora. Nossos lábios, após algum tempo e com muita relutância, desgrudaram-se e tão logo abri meus olhos. Voltei a encará-lo sem dizer nada, apenas o olhei como se estivesse o vendo pela primeira vez, mas que eu sabia que algo, por um momento, havia me unido a ele com uma linha tênue de raiva e...um estranho sentimento - Eu... - foi minha única tentativa de fala, antes de voltar a encontrar seus ombros e deitar meu rosto ali por um tempo até que o silêncio se transformasse em algo mais importante. Inconscientemente, abaixei meus braços e os envolvi por suas costelas até senti-lo, mais uma vez, preso em meu corpo num abraço culposo e sem malícias. Na verdade eu estava apenas tentando ganhar tempo para lidar com Roman após aquele beijo.

Não estava me culpando pelo acontecido, mas sim, pela primeira vez na vida, sentindo-me completamente envergonhada e uma grande e completa idiota. Eu não conseguia dizer nada. Não sabia o que falar, apenas sentia um aperto no peito, algo que me impulsionava a abraçá-lo, esperar o nosso momento e só então poder conversamos como...Adultos. Friamente, enquanto mantinha meu rosto deitado no ombro de Roman cogitando sobre o ocorrido, meus olhos vagavam pelo ambiente em nossa volta observando a diversão que, outrora, fizera parte dos nossos momentos também - Acho que somos o único casal unido dessa forma aqui no meio... - comentei quase em murmúrio, dessa vez retirando delicadamente meu rosto de seu apoio e encontrando seus olhos num ângulo quase perto de mais, sem deixar que o tom descontraído se fizesse ausente em minhas falas - Faria-me companhia até a mesa? Estou com sede... - sorri, tão logo soltando seu corpo lentamente e silenciosamente implorar para que ele não comentasse nada por agora, ao menos não agora. Eu não queria uma explicação, tampouco algum pedido de desculpas por um momento tão doce e único, pois, de alguma forma, havia sido um dos beijos mais fascinante e curioso que tinha recebido até aquele momento.



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Roman Haraldsen Ziegler
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Seg 04 Jul 2016, 17:13




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Roman sentiu-se ainda mais nervoso quando Aurora tocou-lhe os ombros, até alcançar a nuca, um local sensível a toques tão carinhosos como os que a mulher depositara sobre o local. A mulher havia dado continuidade no beijo que recentemente havia tido seu início, por um momento o homem sentiu-se tenso e preocupado, e mais uma vez, um filme lhe tomou os pensamentos, no entanto, aquela não era para pensar nos problemas passados. Havia um beijo entre os dois, mas que ao mesmo tempo os completavam como nunca, e esse era o principal medo de Roman; não conseguir não viciar-se naqueles lábios carnudos e macios. Durante o beijo, Roman notou que aquela Aurora, não era mais aquela arrogante de antigamente, e talvez, até esse jeito arrogante, não passasse apenas de uma capa para mostra-se forte diante do próprio Roman. Então, durante todo esse tempo, Cheryl estava certa quanto a amiga que tinha, bendita teimosa seja a sua prima, teimou, teimou, até que conseguiu provar ao primo que o que tanto dizia a respeito da loira, era puramente verdadeiro; era o próprio Roman que não enxergava um palmo a frente do próprio nariz, e achava que conhecia a loira suficientemente a ponto de odiá-la mortalmente, e hoje, naquele bar, seu coração e seus instintos estavam calmos, graças a mesma. Sem delongar tanto, seus lábios desprenderam-se dos lábios da sua parceira de dança, tão logo, abriu seus olhos e a encarou, deixando explícito seus olhar um pouco envergonhado. — Eu... — tentou dizer algo, sem ao menos saber o que diria, e os dizerem soaram durante o momento em que a loira quase deixaria escapar alguma frase.

Ambos resolveram se mantiveram calados naquele momento especial e raro, e logo Roman a acolheu em um dos seus ombros, consequentemente a isso, o homem elevou seus braços até as costas da loira, na tentativa de depositar diversas carícias pelo local. Naquele mesmo instante, sentiu os braços da mulher abraçar-lhe as costelas, completando um abraço carregado de bons sentimentos, causando-lhe uma onda de bem-estar e sorrisos bobos, jamais arrancados pela mesma que o abraçava. No entanto, Aurora parecia levemente alterada por bebidas alcoólicas, nada lhe tiraria essa desconfiança da mente. Aquele beijo havia quebrado qualquer barreira que haveria de existir entre os dois, teria sido o beijo o início de uma relação amistosa? Ou até mesmo, uma relação? Cedo demais. Roman teria que dar cada passo devagar, para não agir como se tivesse a pisar em areia movediça. Com a sua palma canhota, seguiu a acariciar as costas da loira, deixando-a completamente à vontade em seu refúgio repentino. Assim que as palavras da mulher invadiram os tímpanos do Vice-Ministro, o mesmo ergueu uma de suas sobrancelhas e entortou os lábios. “Casal?”. Pensou, mas desfez as expressões assim que a mulher voltou a olhá-lo aos olhos, com os lábios tão próximos, fazendo-o engolir seco. — Claro, por favor. — respondeu-lhe, educadamente, com um sorriso cheio de ternura formado aos lábios. Sem delongas, deu espaço para que Aurora passasse a sua frente, consequente a isso, atravessou seu braço canhoto pela cintura da mulher, até alcançar o outro lado, onde firmou sua mão com suavidade. Procurou o melhor caminho para trilhar calmamente com a sua companheira.

Antes de chegar à mesa, o garçom sem nenhuma atenção, chocou-se em seu braço e quase caiu com a própria bandeja, e logo o mesmo pediu desculpas, educadamente o Roman acenou positivamente com a cabeça e guiou a Aurora a sua cadeira. — Não olha por onde anda... — reclamou em baixo tom, tão logo, sentou-se em seu lugar. Logo, mirou seus olhos aos de Aurora. — Deseja beber algo, sim? O que deseja? Hoje será por minha conta, e não adianta insistir. Por favor, Aurora. — quebrou o clima de romantismo com a mulher, já que havia sido bem visível a sua vergonha diante do seu ex-colega de classe. Minutos antes, Roman e Aurora dançavam de maneira amistosa, embora colados, seus instintos falaram mais altos e ambos deixaram a vontade falar mais alto, e beijaram-se, sem vergonha, sem medo de serem feliz. No entanto, essa lembrança fora guardada dentro das lembranças mais felizes de Roman, e no lugar da memória real, criou um fato irreal; uma briga feia entre ambos, Aurora deu-lhe um tapa na face, deixando uma marca horrível sobre o local, e os insultos voltaram com mais frequência do que os antigos insultos. Após modificar a sua memória, pondo uma falsa no lugar da verdadeira, Ziegler avistou um garçom próximo de um casal trouxa, e assim que os serviu, chamou a sua atenção discretamente, e o empregado do local andou em direção à mesa onde estavam. — Sinta-se à vontade, Aurora. Eu estou satisfeito, mas fique à vontade para pedir. Do contrário, podemos ir para algum lugar mais reservado. — falou, expondo um sorriso com os lábios para a mulher, e tocou-lhe a superfície de uma das mãos. Estava sendo difícil esquecer o beijo, era possível sentir o gosto dos lábios da mulher ali sobre os seus, e quanto mais pensava, a vontade de beijá-la aumentava.
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Harold S. Zarek
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Qua 06 Jul 2016, 22:01


if you'll be my star, i'll be your sky
You can hide underneath me and come out at night. When i turn jet black and you show off your light

Eu dei um sorrisinho com a reação dela e cobri o sorriso com a mão e controlei a risada, porque sabia que ela me mataria se eu inventasse de rir da cara dela, literalmente, e fiquei confuso quando ela tirou dinheiro da bolsa dela ou era carteira, nem notei direito de tão chocado que fiquei com o fato dela sair assim, quase me fez lembrar de quando Giulia fugiu de mim por conta do outro cara, mas afastei a lembrança nada conviniente da mente. - Morgana... - Falei meio confuso e fiquei ainda mais perdido com aquela resposta e ri de nervoso com aquele agradecimento. - Ehr... Por nada, né. - Falei ainda confuso e observei ela saindo apressada e só consegui pensar que ela podia cair, acabei me levantando da mesa e deixando algumas notas ali em cima também, de modo que a conta ficasse paga, não ligava pra trocos nesse momento. Peguei meus pertences e fui atrás de Morgana só pra ter certeza que ela não ia cair e quebrar o pescoço ou algo assim, sabe como é quando a gente tá bebendo e levanta rápido demais e tudo sobre pra cabeça como se você tivesse bebido só álcool. No meio do caminho entre ela e a saída, acabei afundando o pé em uma famosa poça d'água, quase como se ela tivesse sido criada ali só pra me atrasar, e no meio tempo de olhar onde pisei pra voltar a ver Morgana, ela já tinha sumido da minha frente e ido parar em algum canto que eu desconhecia o destino. Suspirei frustrado e fui em direção a uma das paradas de táxi e esperei um até conseguir, então subi no táxi e sai dali pra o meu Hotel pra juntar minhas coisas e voltar pra casa, não haviam negócios que me fizessem ficar ali por mais tempo. Saio dali.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Sab 09 Jul 2016, 02:22

Senti os braços dele me envolverem, guiando-me de uma forma que fez com que um sorriso leve e involuntário escapasse de meus lábios. Quando enfim senti meus pés entrando em movimento, segura ao corpo de Roman, apreciando a aproximação quente, tentei observar o rosto dele, procurando algum indício ou ideia sobre o que acabara de acontecer no meio do salão, uma vez que por mais que eu soubesse que deveria agir normalmente, não tinha muita certeza de como agir com naturalidade em frente do grifino após aquele beijo imprevisível. Fetei-o por alguns segundos que pareceram longos demais com o olhar estreito de quem o analisava cautelosamente, no entanto, antes de pensar em fazer algo por impulso, senti um pequeno choque em meu corpo devido o pequeno esbarrão que um dos garçons pareceu causar no corpo de Roman, algo que, senão por um pedido interno dos meus mais frágeis sentimentos para desviar minha atenção daquele rosto penetrante de vez, fora, simplesmente, um pequeno ato causado pelo alto movimento no salão e a possível desatenção do servente - Deixa pra lá... - comentei com cumplicidade após, suavemente, ouvir a possível reclamação do grifino. Entortando os lábios, sentei-me em minha cadeira após Roman, gentilmente, afasta-la da mesa e, tão logo, acomodar-me mais uma vez ali tal como no início.

Pensei em perguntar ao Roman se a bebida que ainda se encontrava em nossa mesa se igualava nas maravilhas de apreciar um bom Whisky bem como ao nosso gosto bruxo, porém, fitando a figura a minha frente e desviando os olhos para a garrafa logo ao lado, apenas ouvi o comentário do vice e sorri em silêncio, revirando os olhos em forma de deboche, entretanto, com um pequeno quê de diversão - Eu estava pensando em algo mais discreto, não quero que você ache que estou bêbada ou querendo ficar - comentei, lançando um olhar rápido para Roman, girando o olhar então novamente para a bebida - Não conheço essa, mas deve ser boa - observei, apoiando as mãos na base da mesa, quase relaxada demais. Quis colocar em palavras muitas coisas, mas eu não conseguia chegar nem perto do que fazer. Roman parecia tão tranquilo, à vontade com o momento, e isso só me deixava cada vez mais acanhada e ansiosa por alguma reação contrária ao seu sossego. Desfocando meus olhos do vice-ministro, pousei no novo garçom que viera em nossa mesa com fins característicos, enquanto mais uma vez eu ouvia a voz do grifino - Soube que esse vinho é um dos melhores da casa, acho que vamos querer repetir a dose - aleguei com um sorriso divertido, não conseguindo desgrudar os olhos da face do Roman e dos nuances de expressões. Dessa vez, umedecendo meus lábios, assim que o garçom se retirou anotando o pedido, girei meu punho para sentir sua mão de uma forma mais genuína e inocente na minha, engolindo em seco - Roman... - ditei de um modo tanto abrupto e quase sussurrado, repentinamente sentindo aquela doce sensação correndo por dentro - ...Vamos dividir essa conta - sugeri, ocultando o que na verdade eu desejava falar naquele momento. Sentia meu coração palpitar e minhas mãos, por instinto, acariciarem as suas. Curiosamente uma parte de minha mente permanecia bem acesa, ditando o sim, o não ou o talvez, envolvida por uma onda de sensações que pareciam até surreais, fosse naquele ambiente fosse pela presença e com o Roman. Não sabia o que se passava na cabeça dele ou mesmo se havia de fato algo a se falar sobre aquilo. Aquilo. Tudo que eu precisava ter certeza era que Roman percebesse que eu estava ali com ele, porque eu queria. E que eu estava muito ansiosa por uma coisa... - Roman - e, por fim, dando um longo suspiro e desviando o olhar do vice, fui interrompida pela chegada repentina do garçom que tão logo preenchia as duas taças com o líquido escuro da garrafa em suas mãos. Com um sorrisinho nos lábios, ora olhava para o garçom e seu profissionalismo teatral ora olhava para minha mão junto a do Roman. Eu estava feliz, mesmo que estivesse evitando admitir em voz alta - Acho que você não tem escolha... - comentei, apontando com os olhos para a taça a sua frente - Prometo te levar em casa e dizer que você se comportou muito bem, e que foram só uns goles e nada mais - disse com um sorriso largo nos lábios - O que você veio procurar aqui nesse bar hoje? 

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Roman Haraldsen Ziegler
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Sab 09 Jul 2016, 09:35



Meeting with the past, once again...

A insistência de Aurora para querer dividir a conta era tão grande, e fez com que Roman esboçasse um sorriso com os lábios, no entanto, sua palma macia continuou a acariciar a mão da mulher, que em retribuição ao ato, não hesitara em fazer o mesmo com as costas da mão do ministerial. A noite não poderia ter sido maravilhosa, o beijo foi a porta de entrada para uma relação muito mais próxima e amistosa, todavia, muitos pensamentos rodeavam a mente de Roman, talvez Aurora pudesse sumir da sua vida para não ter que encarar um pouco daquela realidade. Mas, o convite ainda estava de pé, Ziegler queria ir para algum local reservado, para terminarem a noite juntos, que não fosse bebendo qualquer tipo de bebida alcoólica. Tão logo, o garçom chegara com mais uma garra de vinho e não tardara a encher as duas taças com o líquido escuro. Esboçou um sorriso com os lábios e espremeu ambos enquanto mantinha seu olhar fixado aos olhos da mulher em sua frente. — Só mais um... — sua fala fora interrompida por conta da presença do garçom, e Roman o olhou e afirmou positivamente com a cabeça, e tão depressa, o servente retirou-se da mesa com toda a sua educação e gentileza. Após o comentário a respeito de levá-lo até em casa, um sorriso maroto apareceu aos lábios do ministerial.

— Ora essa, Aurora, me chamando de irresponsável? É isso mesmo? — lançou a pergunta em um tom de brincadeira, e não hesitou em segurar a sua taça cheia pela borda, guiou-a aos lábios e deu um gole rápido antes de repousá-la sobre a mesa. Juntou ambas as palmas e esfregou-as cautelosamente, procurando as palavras certas para a pergunta da mulher. — Então, eu estava em casa sem muito a se fazer, além das minhas pesquisas alquímicas, mas isso não vem muito ao caso. Eu precisava me divertir um pouco fora do ambiente em que estamos tão acostumados. — sua voz grave ecoou num tom sereno, para que apenas a Aurora lhe ouvisse e compreendesse, já que ele citou implicitamente o mundo bruxo. — E foi assim que vim parar aqui. — em sua pausa, observou o local, que era bastante arejado e cheio de pessoas. — Mas, a minha maior surpresa foi ter encontrado a sua pessoa por aqui. Mas, isso não vem ao caso agora, porque deu a minha hora, está um pouco tarde e preciso descansar o corpo e a mente para amanhã. E sei que também deve tá um pouco cansada desta noite. — e respirou fundo, antes de continuar. — Você não vai aceitar o meu convite, então só me resta ir embora. — e sorriu de maneira divertida, para descontraí-la. Colocou a mão dentro do bolso interno da sua roupa e tirou um pouco de notas de Euro, que foram trocadas por galeões, e colocou sobre a mesa. Convidou a Aurora para ir embora, e juntos, saíram do bar.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Sab 09 Jul 2016, 17:09



sudden and unpleasant encounter!

Podia jurar que aquela seria mais uma noite qualquer, mas não, era apenas mais uma noite em que o meu pai detestaria. Liam ainda não tinha se acostumado com a ideia de que a garotinha que ele tanto mantinha presa havia crescido. Sorte a minha. Sorte em ter me libertado, em ter chorado, aprendido e amadurecido o quanto antes. O Ziegler era aquele tipo de pai que não suportava ver que as filhas estavam criando asas e ganhando o mundo. Para o homem, era mais conveniente nos ter por perto e dentro do santuário. O que era algo completamente contraditório, visto que o mesmo era o primeiro a sumir durante dias sem nem dar satisfação a ninguém. Ao atingir a maioridade, eu entendia que podia desobedecer as regras importas por ele, assim como as minhas irmãs o contrariavam. Depois de concluir meus estudos, o que deveria ser motivo de orgulho para o Liam (o que eu não tinha certeza se era), eu dividia meu tempo entre os treinos com o time das Harpias e os instrumentos. O esporte e a música eram as coisas que mais me ocupavam ultimamente, era uma diversão. Tocar nas noites da Irlanda acabou se tornando parte da minha rotina aos finais de semana, e aquilo era algo extremamente prazeroso. Em meros três meses, eu estava começando a crer que a vida aqui fora seria muito mais proveitosa do que os longos sete anos em Hogwarts. Trajando um vestido vermelho apropriado para o ambiente, havia me concentrado o suficiente a fim de utilizar o dom da metamorfomagia para deixar meus cabelos mais longos do que o normal e em tom castanho escuro. Caminhando cautelosamente pelos terrenos, dessa vez eu não troquei palavras com nenhum parente, atravessei o portal rapidamente e logo aparatei.

Sair de Dublin não estava em meus planos. Tão logo, meu corpo fora materializado em frente ao Odeon Bar, o qual eu faria a apresentação naquela noite. Por mais que não fosse a primeira vez, o nervosismo e o frio na barriga era incessante. A verdade é que era como jogar uma partida de quadribol em meio a um estádio lotado, eu nunca sabia o que esperar. A diferença é que, naquele lugar, eu estava em meio a trouxas e vestida como uma. Coloquei-me para dentro do recinto e percebi o quanto estava cheio, no que só aumentava a minha responsabilidade diante aquele público. Caminhei até os fundos, onde eu tinha livre acesso devido ao meu conhecimento e encontrei com o restante do pessoal, alguns eram amigos do Roman. — Tudo pronto? — perguntei aos outros instrumentistas, e logo fui puxando uma garrafa de água da mão violinista, bebendo o líquido em seguida. Recebi uma reposta positiva dos todos e então repousei a garrafa sobre uma mesinha ao lado. — Vamos! — chamei-os, caminhando em direção ao palco e ligeiramente subindo ao mesmo, arrancando aplausos de quem prestava atenção. Cada um preencheu o seu devido lugar e então peguei o violão que descansava em seu suporte. Cheguei mais perto do microfone, e então demos início ao show ao soar harmonicamente todos os instrumentos, em sintonia com a minha voz. Dedilhava o violão sem fitar o mesmo, apenas encarando o público, que parecia curtir a música agradável. Era a primeira música da noite, mas eu sentia como se fosse a primeira da minha vida, era sempre assim.

Dali de cima, eu tinha uma visão privilegiada do ambiente, conseguia ver amplamente o recinto que ia das mesas na frente do palco até o balcão ao fundo. Segui tocando o instrumento. — Just a little more time, was all we needed. Just a little time for me to see... — e cantando, pronunciando cada palavra em sintonia com os toques dos outros instrumentos que eram tocados pelos companheiros. Quem me visse, até poderia estranhar. A garotinha tímida e séria da escola agora se soltava diante de várias pessoas. E assim, a primeira música passou tão rápido que logo estávamos seguindo o repertório previamente ensaiado. [...] As pessoas degustavam a boa comida que aquele restaurante oferecia, bebia os melhores líquidos e, ao menos, pareciam curtir o som ao vivo. Num intervalo de uma música para a outra, retirei o violão e repousei o mesmo em seu suporte. A última canção estava prevista para ser tocada no piano, e então rapidamente me sentei em frente ao instrumento, ainda em cima do palco. Os primeiros movimentos com os dedos sobre o piano, revelou que a música estava sendo iniciada. Desta vez, o microfone estava sobre o piano, o que me favorecia para cantar. Meus dedos deslizavam sobre as teclas, produzindo um som agradável e ritmado junto aos outros instrumentos, somado a minha voz. — You appear just like a dream to me, just like Kaleydoscope colors... — cantava, como se não existisse mais ninguém ali além de mim e o piano, isso fazia com que eu não me importasse com a movimentação das pessoas fora do palco e ajudava a manter a concentração no que eu estava fazendo. E fazendo com o fundo da minha alma. Não tinha fama por isso, e nem pretendia ter, tudo o que fazíamos ali era por diversão e amor a música. Foi então que continuamos e tocar em meio a última música daquela noite...

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Dom 10 Jul 2016, 17:22

ODEON BAR & GRILL
Não pensei que iria me arrepender de aceitar a proposta do Steven. Cuidar do PUB estava me deixando louco! Não era aquele tipo de trabalho que eu almejava depois de formado. Buscava a todo custo esconder o ramo das famílias bruxas, assim como meu tio jurou que o acordo não sairia das paredes do seu escritório. O Ministério da Magia ainda era meu foco. Depois de enviar um grande número de currículos, percebi que os cargos disponíveis pelos departamentos não me agradavam em nada, o que não me restava escolha senão administrar os negócios da família. Depois de uma semana agitada, o sábado estava reservado para uma bebida com meus velhos amigos de casa. Pelo menos assim que eu esperava, até os dois fracassados desmarcarem nosso reencontro. Com ou sem a presença de Joseph e Stuart, eu estava determinado a sair da tediosa mansão Richmond. Diante da tediosa noite de sábado, eu não suportaria ficar um só minuto aquele dormitório, que a propósito, estava precisando de uma boa limpeza. – Elfo imprestável! – Exclamei, no momento em que ajeitava o terno negro. Encarei-me no reflexo do espelho, ao findar o nó da gravata, esta na cor verde esmeralda. Todos os Richmond estavam proibidos de aparatar estando dentro da mansão, porém eu não estava dando a mínima para as regras impostas pelos meus tios.  Agarrei a varinha de espinheiro-negro do criado-mudo e aguardei-a no interior do terno. Tudo estava pronto. E no piscar de olhos, minha imagem foi distorcida, desaparatando de vez do dormitório.

Aparatei em um isolado beco, que ligava as demais avenidas mais movimentadas da Irlanda. Seria um tanto curioso para os Trouxas me verem surgir do nada em uma das avenidas. Ajeitei o terno, assim como meus cabelos negros, que haviam encarados a aparatação. Apesar de odiar os trouxas, optei desta vez, por o Bar Trouxa mais conhecido da Irlanda o famoso: “Odeon Bar & Grill”. Longe dos holofotes bruxos, eu procurava o anonimato, embora algumas famílias bruxas frequentassem aquele ambiente. Logo na entrada fui barrado por um segurança, que era encarregado de nos revistar com seu detector de metal. Sim! Os Trouxas conseguiam ser tão patéticos ao ponto de criarem um dispositivo para tal finalidade. Para minha sorte (ou até mesmo do segurança), o mesmo não ousou me revistar com as mãos. Todavia, o bolso onde guardava a varinha estava enfeitiçado para confundir qualquer um que tentasse agarra-la. – Já posso entrar? Obrigado! – Disse, já irritado com toda aquela palhaçada. Adentrei o local e por incrível que pareça o ambiente me agradou os olhos. Seria perfeito, exceto pelo fato de abrigar Trouxas. Caminhei lentamente em direção ao bar. Não pude deixar de notar que logo mais à frente haviam mesas distribuídas por todo salão, ambas voltadas para um palco, este que estava oculto por uma cortina. No entanto, um som ambiente tratava de acolher quem ali se encontrava.  Ignorei o palco, até por que não estava a fim de assistir um Trouxa cantando.

Aproximei-me do balcão, puxei o banco e sentei-me. Eu estava tão acostumado a bebidas bruxas que já não me lembrava de uma só bebida trouxa. Ouvi um velho pedir um “Whisky”, o que não me deu outra escolha senão pedir o mesmo. – Um Whisky. – Fiz o pedido, mantendo a mesma expressão séria de sempre. O atendente não tardou em descansar o copo de cristal sobre a mesa e despejar parte do liquido da garrafa em seu interior. Agarrei o copo, exibindo meu anel com o símbolo da sonserina estampado na pedra verde. O objeto tomou a atenção do atendente por alguns segundos, porém o mesmo foi chamado por um outro cliente. Aproximei o copo de meus lábios e antes de “vira-lo”, senti o aroma da bebida, não escondendo minha reação ao sentir cheiro do Whisky. Tomei a bebida rapidamente, sentindo o ácido do liquido subir pela garganta e sair até mesmo pelas minhas narinas. A bebida tinha um efeito bem mais atenuado do que o Whisky de Fogo. Recuperei-me da ardência prazerosa e pedi novamente mais uma dose. A música que soava das caixas de som teve sua melodia cortada inesperadamente. Em seu lugar, o dedilhar das cordas de um violão pode ser ouvida. Não era bem uma música, mas sim, o afinar e um mero teste no instrumento. Tão logo o dedilhar tornou-se o ritmo de uma música lenta. Toda a mudança tomou não só a atenção de todos, que não hesitaram em ir para as mesas a frente, quanto por mim. No entanto, eu estava “apertado” e precisava ir ao toalete. Coloquei-me de pé e segui as placas que indicavam o banheiro.

Senti minhas pernas trepidarem, me fazendo esbarrar nas mesas próximas, porém o efeito da bebida não fora o suficiente para me fazer perder a consciência ou até mesmo cair ao chão. – Esses Trouxas são deploráveis. – Reclamei, assim que sai do compartimento onde se encontravam os vasos sanitários. Caminhei até a pia e joguei água no rosto. Porém, algo me fez parar. Girei a torneira em sentido antihorário e interrompi a água. Ouvi o soar de uma música vindo do salão, acompanhado de uma doce voz feminina. Aquela voz me parecia familiar, embora eu não tenha o costume de ir em shows, muito menos em um show trouxa. Não era adepto a música, mas eu estava curioso para ver quem cantava. Me despedi do toalete com a sensação que eu já estava me sentindo um imundo, estando naquele lugar. – Mais um whisky, por favor! – Disse, chamando a atenção do balconista. Mudei meu campo de visão, voltando-se agora para o palco. Em poucos minutos em que fui ao toalete, ao voltar percebi que o local já estava lotado. As luzes do salão se apagaram lentamente, apenas um foco de luz forte focava o centro do palco.  Ao longe pude ver uma garota sentada em um banco, frente ao piano. Tocava o instrumento com tanto esmero, sem ao menos hesitar em encarar a multidão.

– Vejamos isso...- Murmurei, agarrando o copo de whisky e caminhando em direção as mesas. Conforme eu me aproximava, o rosto da garota se formava em minha visão. “Que voz...”. Voz? Aquela voz não me era estranha. Assim como a garota parecia muito a garota da detenção...do expresso. “Nossa... Estou tão bêbado ao ponto de comparar a garota do piano com Caitlin?”, pensei. Jurava que a bebida não estava me fazendo bem, pois eu não só estava comparando, mas estava realmente achando que era Caitlin quem tocava piano e cantava aquela música. – Não, não pode ser ela. – Disse, me sentando em uma mesa mais próxima do palco. Apesar de Trouxa, a garota tinha outro diferencial além da voz, ela estava linda e eu jurava que ganharia de qualquer Czarevich do castelo. Forcei minha visão e não estava acreditando no que via. - Caitlin Ziegler? – Perguntei.  Nunca soube que a chatinha cantava, nem mesmo que tocava piano. Deixei meus pensamentos de lado e foquei minha atenção na garota. Ela estava incrivelmente linda. Acompanhava o movimento de seus dedos e o soar de sua voz. Era nítido ver como Caitlin conseguia se expressar tão bem no palco. Confesso que eu estava me sentindo bem ali.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Dom 10 Jul 2016, 21:50



sudden and unpleasant encounter!

A noite estava agradável, pelo menos a meu ver. Esperava que quem tivesse de plateia pensasse o mesmo. A sensação de que eu estava sozinha no local permanecia, o que me favorecia – e muito. Permanecia sentada no banco em frente ao piano, enquanto produzia as notas que beneficiavam aquela música, a qual eu também cantava. Vez ou outra, eu olhava para alguns integrantes da banda. Quem diria que um dia eu fosse fazer parte de alguma banda, por menor que ela fosse. Os componentes também exerciam sua função harmonizando o som dos instrumentos que faziam nascer aquela canção. Meus dedos deslizavam sobre as teclas do piano, realizando cada nota, ao mesmo tempo em que meu rosto estava próximo do microfone e minha voz era emitida através do objeto. — Every breath that I breathe, dontcha know? You're beautiful... — e continuei cantando no ritmo que a canção pedia. Era a última música da noite quando deixei a distração de lado e voltei a encarar o público. Não era segredo pra ninguém que de cima do palco nós tínhamos uma vista privilegiada, víamos praticamente todo o recinto. Não com nitidez, mas dava pra ver.

E mesmo produzindo aquele som que alguns poderiam achar estranho ou monótono demais, eu ainda tinha tempo de prestar atenção na movimentação que acontecia em volta. Foi então que notei a presença de um rapaz vestido de preto sentado em uma das mesas mais próximas ao palco. Podia jurar que aquele era o garoto irritante da escola. Pisquei algumas vezes e voltei a me concentrar na música que eu tocava. Sem perder o ritmo, pressionava as teclas do piano e cantava através do microfone que se encontrava em cima do instrumento. Era aquele garoto! Ele estava tirando toda a minha concentração. Tentei não encarar, mas foi impossível, eu queria ao menos ter certeza de que não era o Elvis. Não podia ser ele. E então seu olhar parecia penetrar o meu, o garoto me fitava sem parar. Sorte a minha que aquela era a última música, pois eu não conseguia tocar mais nenhuma com aquele garoto insuportável preenchendo uma das mesas. Aquela altura, Elvis já tinha tirado toda a minha concentração, mas eu não podia deixar que isso ficasse visível para o pessoal que ainda me assistia. Permaneci executando o papel de pianista e vocalista até a música chegar ao fim. — You appear just like a dream to me. — e encerrei, exibindo um singelo sorriso nos lábios. Ao fim da melodia, me coloquei de pé e fiz um gesto de agradecimento, tentando ignorar completamente a presença do garoto vestido de preto.

Após isso, troquei breves palavras com os integrantes e logo caminhei em direção a descida do palco. Depois de vários minutos cantando, tudo o que eu mais precisava era de alguma coisa para molhar a garganta. Avistei o balcão de longe e desci do palco, rapidamente passando por entre as mesas e, consequentemente, próxima do garoto da escola, o qual fingi não ter visto. Estava tentando ignorar o máximo a presença do Elvis, mesmo sabendo que o mesmo estava ali e aquilo me incomodava bastante. Fazia três meses que não nos víamos e eu jurava nunca mais vê-lo. Passei apressadamente pelas mesas, mantendo certa distância do garoto e nem sequer olhei naquela direção. Meus passos me levavam até o balcão, estava tão nervosa e cega ao mesmo tempo, que cheguei a me esbarrar em uma pessoa, julguei ser um homem. — Desculpa! — e minha palavra saiu meio que automática, no instante em que continuei andando rumo ao balcão. Eu parecia estar fugindo de alguém, mas nem eu mesma sabia de quem. Tinha receio de me certificar de que o garoto estava vindo atrás. Mas por que Elvis viria trás de mim? Pra me insultar, como sempre fez. Olhei de soslaio e percebi que eu estava certa, estava sendo seguida. Apressei meus passos e não demorei muito tempo até alcançar o balcão, ali era o lugar que eu desejava ficar e não ser incomodada.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Qui 14 Jul 2016, 00:28

ODEON BAR & GRILL
Eu ainda estava tentando acreditar que a garota do piano era Caitlin Ziegler. Desconhecia o dom musical da garota, além da habilidade de mudar a cor de seus cabelos. Odiava confessar, mas eu estava me sentindo hipnotizado com aquela voz. Olhei para os Trouxas e eles pareciam abobalhados com a apresentação. Dei mais um gole no Whisky e fitei Caitlin. Até o momento eu não tinha ideia se a Ziegler havia me visto no meio da plateia, até porque seria algo bem engraçado. Ela me odiava. Um sorriso de canto se formou em meus lábios. Já estava começando a ver Caitlin com os outros olhos. “Ela está linda...”, meus pensamentos me forçavam a acreditar que aquela versão da Caitlin era bem mais atraente do que a chatinha do trabalho de poções. Ela encerrou a música, o que arrancou muitos suspiros. Levantei-me da cadeira e aplaudi a apresentação de Caitilin. Quem me conhece sabe que não do a mínima para algumas pessoas, o que não difere as garotas. Durante meus anos em Hogwarts eu me envolvia com algumas delas, mas não era de implorar por atenção, geralmente elas facilitavam. Porém, naquele momento, eu estava decidido que ficaria com Caitlin. Esperava que sua irmã enxerida não estivesse naquele salão, caso o contrário meu plano estaria arruinado. Antes de mais nada, eu precisava me desculpar pelas brincadeiras no Expresso, realmente fui um babaca.

Não me arrependo de ter feito, porque tornou a viagem divertida. Observei Caitlin juntar-se ao grupo de músicos para uma conversa. Aguardei impacientemente que ela descesse do palco.  Só então quando ela sumiu de vista, que percebi que logo ele desceria as escadas ou até mesmo pelos fundos do palco. Naquele instante uma música agitada começou a tocar no salão. Alguns Trouxas se levantaram e arriscavam alguns passos, algo complemente patético. Caminhei a procura da garota, até finalmente avistar ela do outro lado do salão. Segundo seus passos, Caitlin estava caminhando em direção ao bar. Não me importei em esbarrar em um ou dois Trouxas. – Sai da frente! – Ditei, para um deles que parecia está em outro mundo. Empurrei o homem com toda minha força e continuei a caminhar atrás de Caitlin, sem me importar com o homem caído ao chão. Desde o momento em que iniciei a caminhada atrás da garota, percebi que Caitlin havia me notada e jurava que estava fugindo da minha perseguição. – Cait. – Chamei pelo seu apelido. Sim, eu me sentia na liberdade de chama-la assim. O volume da música talvez estivesse dificultando meu chamado, porém seguiria a garota para onde quer que ela fosse. Quando estou de determinado a realizar qualquer coisa, não sossego até concretiza-la.

Aumentei meus passos até finalmente alcançar a garota. Ela estava de costas e prestes a fazer seu pedido para o atendente. – Olá Cait. – A surpreendi, tocando em seu ombro. Ela se virou, e então pude ver o quanto ela estava ainda mais linda com cabelo vestido vermelho. Arqueei a sobrancelha, esboçando um sorriso de canto. – Que surpresa eu te encontrar aqui.  Faz tempo que não a vejo, desde o...- Interrompi. Seria uma boa ideia tocar no assunto do Expresso. – Desde Hogwarts. – Continuei. Eu precisava tomar certo cuidado. Ao contrário das outras garotas, Caitlin sempre tinha uma boa resposta na ponta da língua e pelas suas expressões ela aparentava não estava nenhum pouco interessada em conversar. Ainda esperava a oportunidade certa para dizer que sempre soube que foi ela quem me ajudou com o episódio do hipogrifo. – Não sabia que você cantava. A propósito, canta muito bem. Parabéns! – Elogiei a garota, na tentativa de conseguir um sorriso. – Eu sei que não tivemos bons momentos, mas quero que você me dê uma nova chance de poder conversar com você. Você quer beber alguma coisa? Eu trouxe dinheiro trouxa... – Sugeri, tentando parecer simpático. Seria uma tarefa difícil, visto que nossos encontros eram sempre marcados por alguma discussão.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Qui 14 Jul 2016, 10:16



sudden and unpleasant encounter!

Além de querer algo para beber, eu estava tentando fugir de um garoto insuportável do tempo da escola. De canto de olho, pude notar que estava sendo seguida por ele e isso não estava sendo nada bom. Ao alcançar o balcão, repousei meus cotovelos sobre o móvel e estava prestes a solicitar uma bebida ao atendente. No entanto, antes mesmo que isso fosse possível, ouvi uma voz muito familiar vinda de trás e logo uma mão fora tocada em meu ombro. Suspirei pesadamente e revirei os olhos, mantendo meu rosto na direção das bebidas expostas no balcão. Mesmo sem ter me virado, podia saber de quem se tratava. Por alguns instantes, pensei em deixar o ambiente, ou simplesmente ignorá-lo. Mas não, eu precisava saber se aquela conversa daria em mais uma confusão entre nós. Deixei o balcão e virei o corpo de frente para o Elvis, tendo ainda mais certeza de que o garoto de terno que antes me observava cantar sentado na mesa era realmente ele. Minhas expressões eram sérias, enquanto eu o ouvia dizer que estava surpreso em me encontrar ali. Decerto, Elvis não sabia que eu morava em Dublin e que aquele bar era um dos lugares mais frequentados por mim ultimamente.

Em seguida, o mesmo disparou que não nos víamos desde Hogwarts. Ou melhor, desde o Expresso, onde o sonserino tinha armado aquele circo diante a minha prima. Eu não tinha muito interesse naquela conversa. Se fosse possível, seria melhor que eu não tivesse encontrado o Elvis. Bastava eu mirar a sua imagem e toda a cena do Expresso voltava em minha mente, suas ironias e deboches martelavam em minha cabeça como se o episódio tivesse acontecido ontem. O garoto, então, disse não saber que eu cantava e tão bem. Tê-lo me parabenizado foi realmente uma grande surpresa, o que me fez estreitar os olhos e continuar fitando-o. A verdade é que aquele Elvis estava demonstrando ser uma pessoa completamente diferente daquele estúpido da sala de poções e do trem. Só que era impossível apagar tudo o que o garoto tinha feito até aqui, sobretudo a ingratidão quanto o acidente na cerca dos hipogrifos. Prendi o riso no instante em que o garoto me ofereceu uma bebida, não iria me igualar ao mesmo que fazia deboche com tudo. Eu só não era o tipo de pessoa que conseguia esquecer facilmente das coisas. — Obrigada pelo elogio! A cada reencontro eu vejo que você realmente não sabe nada sobre mim... — alfinetei, e só então desprendi a atenção do garoto, dando uma rápida olhada no que acontecia em volta. Os trouxas tinham comportamentos diferentes, mas nada que eu não pudesse me acostumar com algumas idas aquele bar.

E meu olhar foi depositado novamente no garoto a minha frente. — Nós não tivemos bons momentos e nem sei se somos capazes de ter algum dia, é por isso que eu não consigo me comportar como se as coisas fossem normais entre nós. — eu não sabia fingir que estava tudo bem, eu não sabia ser o Elvis. — Eu prefiro que sejamos meros conhecidos, como você mesmo fez muita questão de colocar. Ou talvez seja melhor que não passemos de dois estranhos, porque assim eu vou poder recusar sua bebida sem nenhum peso na consciência. — disparei, usando das palavras para fazer com que o Elvis se lembrasse do que havia me dito durante a viagem. Poderíamos ser colegas ou quem sabe bons amigos, mas o sonserino conseguiu estragar essa possibilidade quando me provocou e me fez passar por mentirosa. — Além disso, não há conversa pendente entre estranhos. — e não tinha mais nada que pudesse ser dito. Aquele diálogo antes iniciado pelo Elvis, tinha acabado de ser finalizado por mim. E então, comecei a realizar passos que levariam em direção à saída. Tudo o que eu mais queria era deixar o Elvis para trás, mas não caminhei em passos rápidos, até por que não cogitei a possibilidade do garoto vir atrás novamente. E dessa vez eu não quis constatar.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Qui 14 Jul 2016, 23:34

ODEON BAR & GRILL
De todas as vezes em que eu estava determinado a me fazer de "Bonzinho e Gentil”, para conseguir algo, eu obtinha sucesso. Não era lá um trabalho muito fácil, esboçar um sorriso cínico quando na verdade você quer beijar uma garota. – Mais um copo, por favor. – Fiz meu pedido. O atendente despejou a bebida no copo e então tratei de deixar posicionado próximo da Ziegler. A todo momento em mantinha minha expressão calma, como alguém que apenas quer conversar. As minhas intenções eram sim, ficar com ela, porém eu não podia negar que Caitlin tinha um grande talento com a música e como ela conseguiu prender minha atenção com sua voz. Bem, essa parte ela não precisava saber. – Não precisa me agra...- Fui interrompido pela sua fala. Segundo a garota, a cada reencontro ela diz que eu não sabia nada sobre ela. Obvio que Caitlin não havia esquecido do incidente com sua prima no expresso. Acredito que até hoje Meryl acha que sou vítima do ocorrido. – É exatamente por isso que estou aqui. Eu te devo desculpas pelas brincadeiras no Expresso, mas é passado. Certo? – No momento em que perguntei, Caitlin desprendeu sua atenção de mim e rolou seus olhos para os Trouxas.

Como eu odiava ser ignorado! Pigarrei, chamando a atenção da garota, no entanto, não repetiria a mesma pergunta. Caitlin frizou que não tivemos bons momentos e que nem sabia se ainda teríamos, por esse motivo ela não conseguia se comportar como se as coisas fossem normais entre nós dois.  Abaixei a cabeça, demonstrando que não estava contente com seu argumento. Claro que eu não estava dando a mínima para o que ela dizia. Minha meta naquela noite era beijar a cantora mais linda daquele bar. – Não somos mais estranhos. Vamos esquecer o incidente no Expresso, ok? – Disse, me segurando para não retrucar todo o drama. Porque as garotas tinham que ser tão dramáticas?? Como Caitlin não superava um brincadeira?  Revirei os olhos e virei o copo de whisky, saboreando o mesmo gosto que queimava minha garganta. Então a garota findou seu último argumento dizendo que não havia conversa pendente entre dois estranhos. Meu plano de manter uma boa conversa já estava sendo arruinado. Não adiantar elogiar....pedir desculpas, a Ziegler estava imbatível.

Percebi que aquelas palabras não passavam de despedida e se que se fosse depender dela, seria uma despedida para sempre. Quando me dei por conta, a garota já estava virando de costas e caminhando em direção a saída. Não, ela não iria recusar minha bebida, virar as costas e sair andando! Só havia  uma coisa a ser feita com uma garota marrenta como Caitlin Ziegler. Descansei o copo de whisky no balcão e rapidamente segui a mesma com passos largos. Num rápido movimento segurei sua mão e puxei-a para próximo de mim. Segurei sua cintura com força, fitando o mais profundo de seus olhos. Elevei minha mão esquerda até seu rosto e sem perder tempo conduzi próximo do meu. Nossos lábios se encontraram. Ela me beijou raivosamente, tentando se livrar a todo custo do meu beijo. Seus lábios eram macios, e apesar da raiva, nossos lábios buscavam se moldar. Pude sentir sua respiração quente e agitada. Um beijo forçado e roubado, que iria acabar com toda aquela marra e orgulho.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Sex 15 Jul 2016, 10:32



sudden and unpleasant encounter!

Parecia que só a presença do Elvis conseguia me incomodar, bastava vê-lo em minha frente para que a raiva tomasse conta do meu corpo. Mas dessa vez eu não gritei, sequer havia elevado o tom de voz. Achava que as coisas não funcionariam desse jeito. Elvis não deixaria de ser um perfeito idiota se a minha voz fosse mais alta em meio a todos daquele bar. A única alternativa que eu havia encontrado foi disparar algumas firmes palavras, na tentativa de fazê-lo entender que não tinha possibilidade alguma de haver amizade entre nós. Após proferir as duras falas, minha única reação foi deixá-lo sozinho e seguir andando em direção à saída do bar. Caminhava normalmente, tentando alcançar a porta o mais rápido, pois não desejava permanecer no mesmo ambiente que aquele garoto. No entanto, não queria demonstrar que estava correndo ou fugindo de alguém. Por isso, mantive meus passos tranquilos e em momento algum olhei para trás, não desejava ter o desprazer de olhar para o rosto do Elvis pela última vez, nem que fosse de longe. Engana-se quem pensa que o garoto estava tão longe assim como eu imaginava. Antes que eu pudesse deixar o bar, subitamente, senti alguém segurar uma de minhas mãos e me puxar rapidamente. Era o Elvis. Como se não bastasse isso, o garoto segurou firmemente em minha cintura e nossos olhos se cruzaram.

O que estava acontecendo? Tudo foi muito rápido que não consegui dizer nada, apenas senti que meu rosto foi aproximado ao dele e, nesse instante, nossos lábios se colaram. No momento em que Elvis roubava aquele beijo, eu tentava me libertar a todo custo. Repousei uma das mãos em seu ombro, mas não era um gesto comum entre um casal, nós não éramos um casal, eu apenas queria aproveitar as minhas mãos ali para empurrar o seu ombro, fazendo-o se afastar. Meu dom entrou em descontrole, meus cabelos começaram a mudar a coloração, abandonando a cor anterior e aderindo ao castanho claro. Tinha receio que estes passassem a ter cores quentes e chamassem a atenção dos trouxas que não faziam a menor ideia do que era a metamorfomagia. Já as íris dos meus olhos, involuntariamente deixaram transparecer a raiva que eu sentia, ficando na tonalidade vermelha. Elvis sabia sobre o meu dom, desde a nossa primeira briga, então eu imaginava que aquilo não seria uma surpresa. No entanto, o que me deixava ainda mais irritada, era fato de saber que meus olhos e cabelos entregariam minhas emoções. Eu daria tudo pra saber o que se passava na cabeça desse garoto. Era claramente visível que não nos dávamos bem, e é óbvio que eu iria acreditar que aquele beijo era mais um espetáculo dele, fazia parte de um circo. Ou talvez... Deixa pra lá! Eu estava muito confusa para tentar decifrar os pensamentos do Elvis.

Além do mais, estava tomada pela raiva e ainda tentando escapar dos seus braços. O que estava sendo difícil, pois o garoto mantinha uma de suas mãos em minha cintura e a outra em meu rosto. Minha respiração estava ofegante de tanto tentar me livrar, foi então que usei da ideia de pisar em seu pé, com a parte da frente do sapato. Tão logo, aproveitando que minha mão ainda estava em seu ombro, o empurrei com mais força, fazendo o Elvis me soltar. Comecei a pensar em tudo o que o garoto havia me feito até a realização daquele beijo forçado, o que eu achava muito abuso da sua parte. Não me contive. Aproximei-me do garoto e estendi o braço em sua direção, colocando força para, só então, depositar um tapa em seu rosto. Eu ainda me perguntava o que havia levado o Elvis a fazer aquilo, talvez fosse o efeito da bebida alcoólica, mas isso era só mais um pensamento confuso meu. — Você enlouqueceu? — e dessa vez foi inevitável não bradar. Com certeza aquele ato tinha chamado a atenção dos que estavam presentes, pelo menos dos que estavam mais próximos, já que a música ao fundo deixava o ambiente barulhento. — Nunca mais faça isso! — elevei o dedo indicador em sua direção, como se isso fosse fazê-lo levar o aviso a sério. A verdade é que eu não sabia mais o que soava ser sério para o Elvis, o mesmo levava a vida como se fosse uma brincadeira. Dei as costas, como se fosse ir embora, mas rapidamente voltei a olhar para o Elvis. — E não venha atrás de mim. — pra quem já tinha sido seguida por ele duas vezes numa só noite, tinha que avisar para ter a terceira. E logo voltei a caminhar rapidamente em direção a saída do bar, saindo dali.

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Vênus Von Ziegler
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Dom 17 Jul 2016, 18:11

Para a minha sorte, a garota era gentil, e não ligou quando uma louca simplesmente tentou se juntar a ela. Sorte a minha. Sentei-me junto com ela a mesa e esbocei um sorriso de alívio. -Obrigada, você é muito gentil! - Fui sincera. Assim como eu, Michelli não tinha ido para Hogwarts ainda, mas já tinha recebido a tão esperada carta. -Entendo você, minha coruja chegou a algum tempo também, mas estou muito ansiosa pra ir!. - Quase dei pulinhos de alegria na cadeira. -Michelli? Você é de onde? Gostei do seu nome, de onde venho não escuto nomes assim. - Puxei papo com a morena. Cumprimentei-a assim que vi sua mão esticada. Quase confundi qual mão deveria esticar, mas no final havia dado tudo certo. -Meus irmãos são de Hogwarts, eu sou a mais nova e a única que não fui pra lá ainda, estou praticamente morrendo de ansiedade. - Comentei apressadamente devido a animação. Nesse momento, meus cabelos ficaram cor-de-rosa, devido ao tamanho de minha alegria. -Ouvi coisas tão legais de lá, meu irmão disse que quando alguém faz algo errado, eles penduram no teto da masmorra. - Expliquei o que lembrava de Jake contar. -Alguém que você conhece também foi pra Hogwarts? Já ouviu histórias de lá? - Questionei Michelli.



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Michelli Dosseau McFlont
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Qua 20 Jul 2016, 16:38



Odeon




Fiquei impressionada com a simpatia de Vênus. Ela sentou-se alegremente e agradeceu, dizendo que eu era gentil. Estava tão ansiosa quanto eu para ir à Hogwarts, e sua coruja havia chegado há algum tempo. Maior foi minha ansiedade quando descobri que era bruxa, porém ainda não havia recebido a carta... Fiquei com medo de por algum motivo não ter vaga para estudar em uma escola da magia, então quando a coruja chegou fiquei aliviada. A garota perguntou de onde eu era e comentou que tinha gostado do meu nome, pois para ela era bem diferente: - Eu nasci na França, em Lyon. Mudei para cá há alguns meses. E você? Vive aqui? – Perguntei curiosa. Era bom conhecer pessoas novas, principalmente quando eram animadas e extremamente simpáticas.

Ela apertou minha mão que estava estendida para cumprimentá-la e falou que era a irmã mais nova e única que ainda não tinha ido para Hogwarts e por isso estava bem ansiosa. Comentou que seu irmão havia dito que quando alguém não respeitava as regras, era pendurado no teto da masmorra. Naquele instante fiz uma expressão assustada e ao mesmo tempo surpresa. E minha expressão só aumentou ao ver o cabelo de Vênus mudar de cor... O que será que significava aquilo? Eu não fazia ideia. Obriguei-me a rir com a animação da garota, e então ela perguntou se eu já tinha escutado histórias sobre lá. Respondi simpaticamente: - Lá em casa a maioria dos meus primos já estuda lá, e eu gosto de ficar ouvindo tudo que eles falam a respeito da escola, e isso faz com que a ansiedade só aumente. – Disse rindo baixo no final lembrando dos comentários que eles faziam. – : Eles falam bastante sobre quadribol. Geralmente só conversam bobagens, mas quando percebem que eu estou ouvindo e prestando atenção começam a falar sobre criaturas que vivem na Floresta Proibida... Uma vez disseram que viram lobisomens lá. – Eu disse estremecendo um pouco, mesmo que não acreditasse em quase nada do que falavam.

Percebi que seria interessante se a conversa continuasse no rumo de histórias sobre Hogwarts e decidi continuar: : - Eles também falam que os fantasmas flutuam livremente pelo castelo e conversam com os alunos. Eu li sobre os fantasmas das casas, mas ainda não consigo imaginar eles flutuando por aí e falando comigo. – Eu disse rindo ao final. Como havia ficado muito curiosa sobre a mudança de cor de seu cabelo, resolvi perguntar da maneira mais educada possível: : - Ahn... Desculpe perguntar, mas... Seu cabelo, ele... Mudou de cor?
 



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Elvis K. Von Richmond
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Seg 25 Jul 2016, 21:43

ODEON BAR & GRILL
Talvez beijar Caitlin sempre esteve em meus planos. Acontece que o sentimento de afronta às vezes é tão grande que mal consigo enxergar a beleza de uma garota. No Expresso Hogwarts Caitlin Ziegler era só mais uma, das que eu adorava perturbar, era prazeroso ver suas feições de raiva. Nada como um beijo, para desarmar qualquer postura de valêntia. Mantive-me firme, segurando-a pela cintura, enquanto nossos lábios, nossas línguas se entrelaçavam, até a garota recuar. Em um brusco movimento vindo de Caitlin, senti o fincar do seu salto sobre meu sapato social. A dor foi o suficiente para que eu parasse de beijar-la, seguindo de um empurrão que quase me fez cair para trás. Era evidente que aquele comportamento chamaria a atenção de todos, e foi exatamente isso que aconteceu. Encarei seus olhos, que agora tomavam uma coloração avermelhada, ardiam como fogo. Fios vermelhos cobriam lentamente seus cabelos, Caitlin poderia estar entregando sua habilidade para todos presente no salão. Não era surpresa que a garota tinha como habilidade a Metamorfomagia. Se ela havia gostado do beijo ou não, eu teria a certeza segundos mais tarde. A resposta para minha pergunta veio em forma de um tapa, este que fora tão forte ao ponto de virar minha face para o lado esquerdo. Logo a queimação tomou o lado do meu rosto, o que me fez elevar minha mão até o local. Senti o pulsar do coração acelerar, assim como uma tensão tomar meu corpo. Eu definitivamente odiava aquele tipo de comportamento. Garota nenhuma costumava recusar meu beijo, sempre se entregavam, e claro, não só gostavam como tinha uma  segunda vez.

Naquele momento alguns Trouxas se aproximaram e minha vontade de dizimar eles eram tanta que por um pouco não saquei minha varinha. Eu estava pagando o ridículo na frente de Trouxas imundos! Tão logo Caitlin soltou o verbo, perguntando se eu havia enlouquecido. Já eu estava com muita raiva para responder, apenas fechei meu punho e me contentei em apenas arquear a sobrancelha e serrar os dentes. Elevou seu dedo indicar em minha direção e pediu para que nunca mais eu faça aquilo.  – O que há de errado como você, garota?? – Perguntei, já sabendo a resposta. Havia tudo de errado naquela garota, não haviam dúvidas. Caitlin então me deu as costas, pedindo para que dessa vez eu não a seguisse. Não só concedi seu pedido, como também faria a questão de não procurar por ela. Haviam outras garotas para me divertir. A música aparentava não surtir mais efeito e os Trouxas começaram a me encarar.  – O QUE ESTÂO OLHANDO, SEUS BABACAS?? – Bradei. Ouvi algumas risadas ao fundo, mas que me conhece sabe que não deixo nada barato. Girei os calcanhares, caminhando agora em sentido a porta do salão. Saquei minha varinha lentamente, de forma tão discreta que nenhum trouxas notaria o movimento, é só então quando estava próximo da porta, toquei levamente a ponta da varinha na cortina. – Incendio. – Sussurei. Uma pequena chama se formou, se alastrando por toda a cortina. Guardei a varinha e tratei de sair o mais rapido que pude. Em questão de segundos todo o bar seria destruído pelo fogo, ao menos era assim que eu esperava. Caitlin acabava de perder seu “lugarzinho” para apresentações.  – Bando de imprestáveis! - Disse furioso. Saio Dali em sentido a algum beco, para que assim pudesse aparatar na mansão Richmond.

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