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 Odeon Bar & Grill

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MensagemAssunto: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeSeg 14 Jan 2013, 19:45

Relembrando a primeira mensagem :

Odeon Bar & Grill

Dublin, Irlanda


Odeon Bar & Grill  - Página 11 Jm5QwvILMDW3J

Um bar e restaurante para os que gostam de aproveitar as melhores bebidas da cidade junto com sua gastronomia de pratos saborosos e originais. Apesar do local ter sido restaurado e mantido com seu ar do passado, dentro a decoração é bastante moderna e conta com mesas, sofás e até um mini palco montado para show's acústicos no local.

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos.



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Liam Chandler Wichbest
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeSex 22 Maio 2020, 00:17




Segundo meu irmão, após algumas folgas acumuladas ele conseguiu uma determinada liberdade para me encontrar, tragando-me um pouco de inveja de seu suposto conforto na SI. Não era a mesma coisa na Inglaterra, onde a palavra “liberdade” se tornou um sinônimo de risco de vida caso você relaxasse demais em seu aparente esconderijo. Ele mesmo me trouxe algumas informações sobre como a mídia internacional vinha reportando o caso, citando mesmo alguma ação sendo realizada mesmo que ninguém soubesse exatamente o que seria. “No fim ninguém pode recuperar toda a tragédia que já ocorreu.” Pensei tristemente, suspirando baixinho para não desviar o foco do nosso encontro para algo além do simples reencontro familiar. O aroma de álcool forte sendo derramado em um copo adentrou em minhas narinas quando o barman serviu uma mulher sentada perto de nós, o que já me deixou parcialmente tonto com a cena toda. Eu nunca fui chegado a bebidas muito pesadas e normalmente apenas as experimentava em ocasiões bem sociais, acompanhado de alguns colegas e amigos próximos. Eu não sabia quais eram os hábitos de Summer, embora ele já me parecesse alguém bastante entendido do assunto, como eu descobriria a seguir com sua sugestão. – Tequila, limão e... Sal? Isso funciona? – Minha dúvida era pertinente, pois onde no mundo as pessoas inventariam de misturar sal e limão juntos? Eram dois sabores tão contraditórios entre si que faziam a minha boca assumir um instantâneo gosto amargo na língua. Logo, antes mesmo de encontrar uma resposta para a questão anterior, fui apresentado a um tipo de poção oferecida por Summer de modo a evitar uma possível ressaca. Um ou dois goles do preparo desceram por minha garganta ao encarar o troço. – Se você diz, eu aceito. Quer dizer... O curandeiro da família que recomenda, quem sou eu para contrariar. – Ergui as mãos em sinal de rendição enquanto o barman rapidamente usava suas habilidades manuais para misturar bebidas, frutas e gelo em doses dos drinks peculiares.

Um homem usou o taco de sinuca para acertar uma bola, enquanto duas mulheres gargalhavam em uma mesa sobre algum ocorrido no trabalho. – Merlin. Esse tipo de normalidade me faz falta. – Comentei analisando o ambiente ao meu redor com os olhos. – Era tudo tão simples em Belfast. – Minha cidade de criação, na Irlanda do Norte. Olhei então para Summer, perguntando-me aleatoriamente como seriam seus hábitos, interesses e relacionamentos durante o crescimento. – Você cresceu na América do Norte, não é? Quer dizer... Americanos sempre me pareceram mais vívidos e animados que europeus. Aposto que teve uma vida mais divertida que a minha. – Um pouco exagerado imaginar algo assim de acordo com estereótipos? Quem sabe, um pouco. Se ele conhecia algo sobre misturas alcóolicas era porque conhecia pelo menos um pouco da vida noturna. Eu me tranquei em quartos, videogames, livros e bibliotecas na maior parte do tempo durante a adolescência e nem ao menos tive coragem de me meter em festas quando fui convidado para tais. Era um fato que sempre ao imaginar os pormenores da vida de Summer, acabava abarrotado com as mais estranhas questões sobre como seriam as experiências do meu gêmeo em comparação as minhas. O que fora diferente? O que fora parecido? Ao mesmo tempo em que possuía interesse no assunto, também me controlava para não me aprofundar demais em fatos comparativos. Não é como se eu tivéssemos as mesmas oportunidades em ambientes tão desiguais, separados mesmo por um oceano de distância. Quando o barman colocou os dois shots de tequila em dois copinhos pequenos, junto da estranha combinação de sal e o limão, encarei a bomba motal antes de perguntar: – Certo. Como é que eu faço? Eu bebo com o limão? Como o limão antes de beber? Ou bebo e depois chupo o limão? – Visivelmente confuso, deixei escapar uma risadinha antes que prosseguíssemos. Embora eu não fosse acostumado com o álcool, achei justo me deixar levar pelo momento que compartilhávamos juntos... Longe do mundo real.
 


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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeSab 23 Maio 2020, 00:47


Liam parecia pensativo, o que me fez pensar se havia dito ou feito algo errado. Ele tinha um ar sério, um jeito levemente mais fechado, o que me fazia continuar projetando nele a figura mais velha ”Preciso começar a ver ele como meu igual, porque é o que ele é na verdade…”, o bar estava movimentado, bebidas estavam sendo servidas e me senti de volta aos anos de estudo em treinamentos nas faculdades voltando. Lá os barzinhos eram sempre o point, mesmo durante o período de ensino básico na Ilvermorny, quantas vezes fugi para beber escondido ou ia nas festas de verão… Lá que aprendi o truque que mostraria ao Liam - relaxa, você vai entender bem quando as bebidas chegarem - meio desconfiado, mas depois cedendo, ele aceito a poção e tomou dela, ao que fiz o mesmo no meu vidrinho e bebida poção meio amarga. Dei uma leve risada enquanto constata o óbvio = você não é acostumado com bebidas… Certo? - , mesmo após sua resposta, notei como seus olhos corriam pelo ambiente e sua exclamação me fez sorrir, mas por dentro eu sentia uma pontada, as coisas na ilha britânica deveriam estar beirando o colapso, certamente ele desejava estar livre e bem, aqui eram horas de liberdade garantida.

Mas o que me fez franzir o cenho mesmo foi sua menção a um nome específico ”Belfast… porque esse nome não me é estranho…” deixei a informação para perguntar depois e lhe respondi com um riso baixo - Sim, cresci nos Estados Unidos. Mais precisamente em Nova York, mas isso de serem mais vívidos e animados, depende muito de você não ser o nerd da turma... eu fui para bares, festas e curti? Sim. Mas também tive minha cota escondido, então boa parte do que vivi, foi no meses após a formatura, receber a maioridade me deu o ânimo de sair da caixinha que criei para mim, e do plano de crescer na medibruxaria, é claro. Mas olhando para Liam, notei que ele viveu dentro das regras, seguiu os protocolos, provavelmente se rebelou pouco ou quase nada ao longo dos anos - bom, até meus quinze anos eu era tão nerd e calado, que meu melhor amigo era um dos quadros da escola… Mas no verão dos quinze, eu escolhi mudar. O que não deu muito certo, ao menos, não até eu conhecer o pessoal do curso de férias de medibruxaria. Lá eu encontrei uma turma para beber escondido e ainda estudar para os exames, ir em festas e correr para o teste no dia seguinte... - olhar em retrospecto me fez pensar em tudo que parecia anos e anos atrás,mas não faziam mais que dois ou três anos no passado, sorri quando as bebidas chegaram e ele pareceu perdido, continuando a história e apresentando meu irmão as loucuras do álcool - Foi uma menina de Santa Fé que me ensinou isso, primeiro… Sal nessa mão, assim, deixa o limão na mesa, aqui… Copo de tequila na mão - preparei rapidamente o meu e sorri da sua cara de medo - parece ruim, mas é bom, primeiro sal, depois tequila e por fim limão e não precisa ter pressa - lambi o sal do canto da mão, ergui o copo em saudação a ele e tomei o shot sem pressa, pegando o limão do pratinho e chupando. Era uma maneira boa de começar a noite, forte, mas muito boa. peguei um guardanapo, limpando a mão do sal e sorri para ele - Drink up brother! - era hora dele sair da caixinha também.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeSex 29 Maio 2020, 22:36



Summer tentou me tranquilizar sobre os nossos próximos passos e eu não tinha como não confiar nas suas recomendações já que... Bem, se eu não confiasse nele era como se eu mesmo me traísse. Certo? Eu já me traí alguma vez? Parando para pensar, sim. Minha mente me traía todos os dias. Entretanto, Summer era uma pessoa de verdade e eu tinha de parar de imagina-lo como uma parte perdida de mim andando por aí com pernas, braços e cabelos sedosos. Excluindo o fato de que provavelmente já compartilhamos do mesmo ovócito fecundado ou a mesma placenta na barriga de nossa mamãe, eu não podia me comparar a ele nesse sentido. Meus pensamentos já divergiam alto ao responder a sua pergunta sobre meu costume com bebidas. – Nem um pouco, mas... Eu tenho curiosidade. Minha adolescência nunca exigiu bebidas. Eu nunca me importei. Agora me sinto meio idiota quando meus colegas de trabalho falam sobre marcas famosas de álcool e tudo que me limito a fazer é concordar sobre meu falso conhecimento sobre elas. – Essa declaração saiu como um desabafo, obrigando-me a dar uma risada logo em seguida. Foi estúpido e sempre seria. Os encontros sociais entre amigos de trabalho já terminaram com bebedeira e alguém dormindo no bar. Isso me fazia pensar se valia a pena ou não entornar copos até acabar naquela mesma situação. Há certa felicidade agridoce em beber até perder a consciência e depois escutar as memórias criadas por seus amigos na noite anterior de diversão. Summer cresceu em New York e, woah, eu realmente não me lembrava disso. Ou pelo menos esqueci caso ele tenha me dito antes. New York era uma cidade muito interessante para jornalistas e escritores, pois todos os tipos de coisas acontecem entre os arranha-céus banhados pelo sol norte-americano. Crimes, paixões, mistério, arte contemporânea e carrinhos com fast food em cada esquina... Ainda que eu imaginasse Summer como um garoto popular da escola, levando-me à estranha sensação de que “se ele conseguiu, por que eu não?”, logo me descobri diante da sua realidade como um perfeito estudante nerd durante alguns anos da vida.

Ele relatou que em dado momento abandonou o seu melhor amigo quadro de anotações e se juntou aos outros amigos humanos do curso de férias de medibruxaria, onde aprendeu a curtir a vida com certa moderação. Perguntei-me se medibruxos eram todos daquele jeito. Meu irmão parecia mais descolado e confiante, uma coisa que eu nunca fora mesmo quando tirava notas altas em História da Magia. Logo chegamos ao momento de experimentar os drinks. Eu não tinha medo, claro, porém queria fazer do jeito certo para não acabar pagando um mico na frente dele e do barman. Tinha a impressão que o barman iria olhar exatamente no momento em que eu espirrasse o álcool pelo nariz depois de engasgar ao tomar a tequila de forma errada. Summer explicou o passo a passo envolvendo o sal, o shot e depois o limão – fruto de uma técnica aprendida em Santa Fé – e eu o encarei realizando a arte da tequila bem diante dos meus olhos. Será que aquilo era realmente bom? Ele não sofreu em nada. Então encarei meu copinho enchido até a borda e dei de ombros, jogando-me a todo o risco naquela coisa. Um punhado de sal na mão, tragado a boca com uma lambida discreta – que eu espero não ter sido constrangedora – seguida pelo shot entornado. Isso foi extremamente pesado! Não demorei a me arrepender nos segundos posteriores. Uma onda de ardência atingiu meu rosto, ao passo que lágrimas surgiam involuntariamente em meus olhos. Summer me incitou a pegar o limão e assim o fiz, aproximando a fatia dos lábios e chupando o líquido azedo. Balancei a cabeça negativamente, com o gosto mesclado em minha boca deixando-me agitado e com expressões estranhas. – Woah. Que louco. – Então acabei sorrindo com a ideia de continuar bebendo. A sensação de engolir um shot inteiro foi confusa. Começou ruim e terminou ruim. O problema é que depois eu queria mais. A música aumentou nas caixas de som, tocando um rock mais pesado e eu pedi mais dois shots para o barman. Ele apenas arqueou uma sobrancelha e recolocou mais bebida em nossos copinhos. – À irmãos reencontrados! – Ergui outro shot e repetimos o processo. Eu não tinha a mínima ideia de quanto tempo demoraria até que terminássemos tontos. Meu intuito não seria ficar bêbado, pelo menos não naquela noite. Dois copinhos não fariam mal a ninguém, certo? Quer dizer... três. Eu já queria um terceiro.


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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeQua 03 Jun 2020, 10:58



new perspective
Em determinadas ocasiões, sua mente funcionava com maior clareza quando estava levemente embriagada. Sua investigação havia lhe levado até a Irlanda, onde encontrara um bar qualquer para beber naquela noite. Sentada numa mesa de localização bastante estratégica, revisava o arquivo que tinha em suas mãos, buscando conectar os pontos. Já faziam bons meses desde que vinha buscando encontrar o assassino de sua irmã, esquecendo até mesmo de qualquer outra coisa que não fosse encontrar um culpado. Serviu mais uma dose de whisky da garrafa que havia comprado. Aquela noite seria longa e recusava-se a levantar dali antes de conseguir ao menos compreender em partes as conexões entre todas as informações que já havia encontrado até então. Após semanas vidrada em uma tela de computador e em linhas de código, era uma boa mudança de cenário ler informações impressas no papel. Muitas horas após terminar a garrafa, guardou seus pertences e só então deixou o local.

alone | atemporal | in ireland


Edited from: Ross


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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeSex 05 Jun 2020, 23:14



Ver Liam soltando as feras, literalmente ali no bar estava sendo incrível para mim, ele fez uma careta engraçada ao provar o drink, mas mergulhou fundo no segundo e foi até mais rápido do que eu esperava - Vai com calma, tequila sobe rápido! - . Meu irmão não parecia ser do tipo falante, diferente de mim que soltava os cavalos ao receber qualquer simples pergunta, como aquela feita por ele para mim. Meu riso já estava levemente solto ali - Vou pedir uma cerveja, para calibrar… Se não vou ficar louco bem rápido - ergui a mão e pedi ao barman uma cerveja e fritas, algo que concordando ele anotou o pedido de Liam e saiu providenciar tudo - Me conte aí, como é ser jornalista… Eu leio muito o jornal que você trabalha, você escreve bem - eu queria saber mais sobre o mundo dele, sobre o que ele vivia e tudo mais. Era como ver uma vida que poderia ter sido a minha, uma maneira estranha de pensar? Sim. Mas eu poderia jurar que em alguns momentos ele também pensava assim, afinal, não crescemos juntos, isso é novo, diferente dos gêmeos que passavam a vida toda juntos.




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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeTer 16 Jun 2020, 23:36



Eu não me recordo o exato momento em que tudo se tornou tão engraçado. Quer dizer... Quando foi que as palavras daquele homem do outro lado do bar se transformaram em piadas? Eu não costumo rir de piadas bobas, mas o que aquele homem dizia – algo que já não me recordo no momento – soou hilário enquanto eu ia sugando o álcool no meu copo. Summer, do contrário, parecia um técnico meticulosamente seguro quanto à quantidade de bebida ingerida enquanto eu não parecia muito interessado em me controlar. Isso certamente ocorria pela minha falta de experiência sobre noites de bebedeiras, pois se fosse algum tipo de adivinho e previsse a dor de cabeça no dia seguinte, certamente teria parado naquele exato momento com os goles em sequência. Meu irmão então decidiu variar e solicitou uma cerveja para não se aprofundar apenas nos drinks mais pesados e eu pensei em imita-lo, abandonando a ideia logo em seguida ao pensar que a cerveja misturada com aquela coisa não me soava tão saborosa assim. Ele até tentou me alertar e eu decidi seguir as suas recomendações por um momento, dando uma pausa e apenas me direcionando ao barman. – Me traz umas onion rings? Obrigado. – Eu tinha um pouco de fome também e esses aperitivos de bar eram sempre uma boa opção.

Summer me perguntou sobre minha experiência no jornal e por um momento eu percebi ter realmente esquecido que era um jornalista em missão. – É, eu sempre gostei de escrever e expressar minhas opiniões. Quer saber... O Profeta Diário é tudo que eu queria depois de trabalhar em uma revista por um ano, na qual tudo que fiz foi corrigir os erros ortográficos dos outros redatores. – Uma experiência dolorosa, mas bastante engrandecedora e conveniente já que pagou meu aluguel durante esse período. – Eu podia ter procurado algo melhor, mas nem sempre a gente tem uma oportunidade realmente boa logo de cara. – Engoli em seco e esbocei um pequeno sorriso. – Também queria independência financeira, então... – Os ombros se ergueram tipicamente com o “ você já sabe o porquê”. Os Wichbest eram uma família de estranhos para mim e meus pais adotivos ficaram em Belfast, sendo que também não eram financeiramente estáveis de modo a me auxiliar nessa fase. Seria totalmente injusto depois do investimento caro em Hogwarts. – Mas agora que sei que meu irmão lê o PD, estou um tanto mais honrado. – Minhas onion rings chegaram e eu imediatamente pesquei uma com um palito de dente. Embora ser jornalista fosse minha paixão, imaginei que não era nada parecido com a excitante rotina de Summer na área da saúde. – E você? Já decidiu com o que mais gosta de trabalhar? Sei que o curandeirismo tem muitas ramificações... – Era verdade, não é? Quase como a medicina trouxa, embora menos complexa e mais resolutiva. Dei outro gole em minha caipirinha enquanto oferecia os anéis de cebola a Summer já que me passava como um guloso na frente dos demais.


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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeSex 19 Jun 2020, 10:19


Contratos

O que aconteceu foi o seguinte: Depois da última perseguição em Nova York ele decidiu voltar para a Europa, porém o momento não era propicio para uma vida estável e confortável. Ele teve que ir para lugares desconhecidos na tentativa de ficar longe dos crescentes conflitos que as duas sociedades estavam enfrentando. No começo ele acreditava que o Ministério da Magia podia controlar a situação, o que não foi verdade. Mas ele não queria viver daquele jeito e voltou aos grandes centros comerciais para encontrar com seus antigos contratantes. Entre eles estava uma mulher que sempre lhe pagou bem pelos serviços, ele tinha apenas que ficar de olho em algumas pessoas para ela. Anotar e prestar relatório do dia-a-dia, no começo era bem chato, mas logo ele notou que tal pessoa parecia envolvida com tráfico de pessoas e isso o deixou assustado pra caralho. Ele contatou novamente a mulher para perguntar o que era aquilo, ele não era uma pessoa má que torturava e matava por dinheiro. O seu trabalho era sempre de rastrear e identificar pessoas realmente ruins para tomarem medidas cabíveis, ou de detetive como fazia e ele era realmente bom nisso.

Ficou na cidade por um tempo, vez ou outra ia até o bar ou um restaurante qualquer, mas ele tinha suas preferencias como qualquer ser humano normal. Por isso ia pelo menos uma vez na semana no mesmo lugar, apesar de ser perigoso, padrões eram facilmente lidos. Ele estava a ponto de deixar o trabalho quando recebeu um bilhete perturbador de sua contratante, ele não podia abandonar o trabalho por conta de uma clausura que proibia e o preço era alto demais para ele. Por isso depois daquele dia não voltou mais para aquele lugar com receio de ser encontrado novamente. Saiu dali.
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeSex 19 Jun 2020, 19:28



Talvez incentivar Liam a beber não tenha sido uma boa ideia, mas isso eu só teria certeza um certo tempo depois que o caos estivesse instalado, ou seja, naquele minuto, eu só estava observando como meu irmão parecia ver graça em tudo e começava levemente a ficar com a fala arrastada. ”Pelo menos ele não vai acordar com as dores que viriam após essa onda de bebedeira”, o barman trouxe minha cerveja e eu apenas continuo me mantendo nos amendoins do bar . Ele tinha um jeito carinhoso e ao mesmo tempo cheio de orgulho ao tratar sobre o emprego dele e como mudou sua vida, saindo de um lugar que não gostava, para algo que levava seu nome, mas quando falou de independência financeira, ergui o copo em brinde e tomei um gole - sei perfeitamente o que quer dizer - minha mãe ajudou bastante, mas não era como se eu gostasse de viver às custas dela, eu gostava de enviar um dinheiro para ela, ter minhas coisas e ser dono de mim, Liam tinha muito disso e fiquei feliz com esse ponto em comum.

Mas quando seu pedido chegou, apenas sorri - Onion rings… acredita que não gosto de cebola? Tipo, não consigo comer de maneira nenhuma - era como se eu estivesse aliviado em ver que tínhamos algo tão simples e completamente oposto. Éramos realmente seres diferentes afinal - um pouco de tudo, mas ando me enveredando pela alquimia atualmente, estudando ramificações, melhorias, usos e coisas do tipo - era uma área experimental e nova para mim, claro que existiam os livros, mas nem tudo se mantinha pelo que era descrito nos exemplares publicados e a alquimia era muito sobre descobrir novos mundos, novos usos de substâncias mágicas e muito mais - acho que minha essência no curandeirismo ainda está entrando nos eixos, mas sei que estou fazendo o que gosto na sociedade… Como foi Hogwarts? - era uma pergunta súbita, mas que eu sempre quis fazer, minha experiencia envolvia castelos, estatuas que se mexiam e sempre a busca pela inovação, me perguntava como tinha sido a vida dele aqui, como que buscando mais coisas que nos tornassem diferentes.



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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeSex 03 Jul 2020, 22:57



O gosto por comida certamente seguiu caminhos diferentes no útero de nossa mãe, pois ao descobrir que Summer não gostava de onion rings, arregalei os olhos, meio descrente. Claro que sobrava mais para mim, e isso é bom, porém imagino como alguém pode rejeitar anéis de cebola tão crocantes? Deve ter algo relacionado com o cheiro forte e pesado. Eu não ligo bastante, mas imediatamente comecei a me perguntar o que mais Summer detestava. Uma coisa que passava longe da sua lista de ódio era o curandeirismo, já que o mesmo falou abertamente sobre seu interesse em estudar a alquimia nessa área. – Sério? Caramba... É diferente mesmo. Você tem muito espaço para experimentar técnicas novas? Quer dizer... Você tem que testar essas coisas em alguém, né? – A medibruxaria era relativamente mais simples nesses termos de pesquisa, porém potencialmente perigosa. Se você quer comprovar a efetividade de um feitiço em relação a um problema de saúde, ele pode acabar piorando o estado da pessoa se não tiver cuidado. – Se precisar de uma cobaia, estou aqui. Eu gosto de testar teorias. – Embora não garantisse certamente que realmente engataria em um projeto desses ou simplesmente o dizia por estar começando a ficar bêbado. Summer tinha que esperar um pouco antes de se decidir e quem poderia culpa-lo? Eu ainda nem sei qual o ramo do jornalismo é o adequado para mim, embora considerando que como a magia é mais limitada que a tecnologia trouxa, não é como se houvessem muitas opções além do meio impresso.

– Hogwarts? – Fui tomado por uma pergunta inesperada sobre a escola. – Vou resumir Hogwarts para você. Professores tentando te matar, alunos que se acham melhores que os outros e um diretor desaparecido, perdido em uma caverna qualquer. Isso é Hogwarts. – Tomei outro gole do drink. – Todo mundo sabe que a Corvinal é a melhor casa da escola. As pessoas babam o ovo da Grifinória porque um ou outro bruxinho famoso passou por lá, mas no fim ninguém liga mais para isso. – As palavras saíam naturalmente e eu me sentia muito livre para expressar meus pensamentos naquele momento. Tal momento a música se tornou mais agitada e algumas pessoas saíram dos seus assentos para dançar. Estranhamente queria fazer o mesmo, mas me segurei para não passar mais vergonha. – E você? – O foco então foi direcionar o assunto de volta para nossa vida. – Como é Ilvermorny? Sente falta de lá? – Pisquei os olhos rapidamente e depois continuei. – E escuta, você já viu uma Serpente-Chifruda de verdade? Digo... Eu sei que elas são de verdade, mas eu nunca vi uma na minha vida e dizem que é muito foda... – Logo me interrompi quando escutei um assovio. Sentadas em uma mesa próxima, duas mulheres acenavam diretamente para mim. Ou melhor, para ambos. – Espera, quê? Isso é pra gente? – Elas sorriam e erguiam os drinks, mostrando o melhor charme que possuíam. Seria algum tipo de acordo? “Eu pego um gêmeo e você pega o outro.” Entornei outro gole para afastar o pensamento ruim da cabeça.


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Lars Klein Hoffmeister

Bicho-papão : Morrer e perder a sanidade

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Ferrão de Explosivin, Videira, 28 cm, Flexível

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeSeg 06 Jul 2020, 09:31

bad, but also good decisions
xxxxx
Caminhava vagaroso pelas ruelas. As olheiras estampadas em meu rosto eram bem chamativas, mas não me incomodava com aquilo, embora algumas pessoas passassem com olhares fixos em minha direção - Tá olhando o quê?! – arqueei as sobrancelhas enquanto gesticulava com os braços, de maneira a afrontar um homem ao meu lado, que agora parecia assustado, mas logo seguiu seu rumo calado. Andava bastante impaciente durante as últimas noites. Um de meus amigos mais chegados, insistia que aquilo era apenas por falta de sono, mas eu sabia que a causa do meu estresse ia muito além. Eu costumava trabalhar com tráfico e produção de drogas, além do tempo restante que me era tomado entre dividir criação de documentos falsos com meu trabalho no Odeon Bar & Grill. Eu mal conseguia dormir e comer, era perturbador. Mas ainda assim, meu nome continuava a ser o mais falado no meio. Minha demanda era alta, visto que meu trabalho era o mais bem feito e agradava todos os clientes, e isso era o que ainda me mantinha vivo. Desde a morte de meus pais e irmão, fui pego algumas vezes me cortando ou inventando outras diversas maneiras de tirar minha vida. A depressão fazia parte de mim, mas com o tempo, fui me acostumando com ela. Eu ainda sentia que estava apenas existindo. Era difícil encontrar um sentido em meus dias. Tudo o que eu fazia para me sustentar, era apenas com esse objetivo. A felicidade já não era minha amiga fazia um bom tempo.

Descansei as mãos sob os bolsos de meu casaco, e com a cabeça baixa, tentei apressar os passos em direção ao bar na próxima esquina. Meu chefe tinha gosto em se irritar, e já havia perdido as contas de quantas brigas eu tomava por chegar atrasado. Mas dessa vez, eu corria não por tal motivo. Há uma semana, havia recebido a visita de um homem alto e misterioso em meu local de trabalho. Em uma discreta conversa, aproveitando que era final de expediente e o tumulto era quase nulo, não demorou para que eu soubesse que se tratava de um dos recrutadores dos vípers. Eu havia tentado contato com amigos e conhecidos que me ajudassem a encontrar algum membro que fizesse parte da guilda. Desde os últimos acontecimentos no mundo bruxo, pela primeira vez, eu senti que precisava buscar novas perspectivas. Minha vida precisava ganhar um novo significado, e eu sabia que com aquele grupo, eu iria longe. Diferente de vários, eu acreditava que eles eram os heróis de toda aquela história, afinal, os trouxas estavam querendo se apropriar de coisas que não lhes pertenciam. Eu era a favor de Nyx, e sabia que se eu estivesse em sua organização, poderia auxiliá-la a engrandecer mais e mais. Eles precisavam de meu trabalho. E com isso, hoje, eu voltaria a me encontrar com o homem de dias atrás, que aguardava por um bom material de minha parte.

Assim que adentrei pelos fundos do lugar de destino, guardei meus pertences, me desfiz do casaco, e mais à vontade, me dirigi ao balcão do bar. Por sorte, ainda era de manhã, e o sol mal havia surgido. Eu era o único funcionário por ali, e até que algum cliente chegasse, resolvi me servir de um copo de uísque – coisa essa que eu adorava fazer na ausência de meu chefe. Minutos depois, ouvi a porta principal ranger e um homem encapuzado se fazer presente. No momento em que se encaminhou até mim, notei suas feições reluzirem sob a luz fraca do ambiente e percebi se tratar do tal recrutador. Me mantive sério até que ele finalmente se sentasse a minha frente e lhe ofereci uma caneca gelada de cerveja. Assim, sem muita cerimônia, levei uma de minhas mãos ao bolso traseiro de minha calça e depositei um par de passaportes sobre a madeira do balcão – registros falsificados de alguns criminosos trouxas - E aí? – quando me debrucei sobre o mesmo, ele franziu o cenho, abrindo ambos os documentos. Aos poucos, ele lia seus conteúdos, mas agora, parecia estar visivelmente irritado. Eu esperava que ele pudesse se surpreender um pouco com o tipo de trabalho que eu fazia, visto que falsificar passaportes, identidades e carteiras, era algo no qual eu poderia contribuir dentro dos vípers. Haviam centenas de procurados pelo mundo, desde o falecido ministério, e sabia que eles poderiam buscar refúgio com a ajuda da guilda. Com um documento falso em mãos, suas vidas se tornariam menos complicadas.

O homem logo me encarou com um olhar perturbador, perguntando quase sarcástico se eu acreditava que lhe mostrar aquilo era o suficiente. Mas antes que eu pudesse argumentar, um rapaz adentrou o bar – ele deveria ter por volta de minha idade. Este então se aproximou e com um sorriso amigável, solicitou por um drink. Jovens eram os mais assíduos àquela hora do dia - Ok – sussurrei ao homem a minha frente, mas logo me aproximei do outro, que aguardava pelo seu pedido. Assenti e dei meia-volta, buscando por uma garrafa de tequila. Em seguida, com um copo de vidro em mãos, iniciei o preparo. Eu ainda sentia o olhar do encapuzado sobre mim, e senti que a qualquer hora, ele sairia frustrado dali, então resolvi me apressar. Rumei de volta aos fundos, na pequena sala onde os barmen guardavam seus objetos pessoais, e abri minha mochila rapidamente, recolhendo um pequeno frasco de coloração estranha. Eu costumava cultivar algumas plantas trouxas e bruxas numa estufa improvisada em minha garagem, e sempre levava algumas amostras de poções vindas delas, aonde quer que eu fosse – nunca se sabe quando eu poderia precisá-las.

Assim que voltei, desviei o olhar ao recrutador. Seu semblante não era nada agradável. Eu devia agir rápido, caso contrário, perderia minha chance. Então, cuidadosa e disfarçadamente, misturei o conteúdo do frasco pego anteriormente, com a bebida alcoólica. Imediatamente, guardei o recipiente vazio em meu bolso. Finalizei com um pouco de suco e pedras de gelo, depositando o drink na frente do rapaz, que agora me agradecia com um sorriso. Deslizei as mãos pelo balcão e o encarei experimentar a bebida, dando alguns bons goles. No minuto seguinte, percebi o homem ao seu lado, que até então me esperava impaciente, se levantar como se estivesse prestes a ir embora. Ainda assim, consegui ouvir seu resmungo, reclamando de que eu havia lhe feito perder seu tempo, porém, preferi não responder. Os segundos se passavam e eu contava mentalmente, desejando que o efeito do drink viesse à tona. Dito e feito, o jovem começou a pigarrear. Seu rosto se tornava vermelho e a tosse agora era constante. Eu conseguia reparar as veias saltarem de seu pescoço, como se estivesse engasgado. O corpo do rapaz se debatia cada vez mais, indo de encontro ao chão. A coloração de sua pele se intensificava e suas bochechas ficavam roxas.

Me mantive quieto e na mesma posição, apenas aguardando o membro da guilda, que agora segurava a maçaneta da porta, se virar. Eu queria provar de que era capaz de tudo. Os vípers precisavam de mim, assim como eu precisava deles para ter um propósito na vida. Eu estava agarrado àquela ideia. O veneno de tentáculo venenoso já corria pelo interior da vítima e era apenas questão de tempo até que seu coração cessasse as batidas. Arqueei as sobrancelhas e fitei o homem ao longe, que observava a vítima finalmente desfalecer. Momentos após, contornei o balcão e toquei um ponto específico de seu pescoço, procurando por uma pulsação, mas já era tarde demais. A poção fora fatal - E... morreu – disse sério. Aquilo fora o suficiente para surpreender o homem encapuzado, que trocou olhares comigo naquele mesmo momento. Um sorriso no canto de seus lábios foi a única resposta para o acontecimento, antes dele então deixar o recinto. Suspirei um pouco orgulhoso, e enfim, me levantei repousando as mãos na cintura. Agora era hora de me livrar do cadáver. Logo mais, o bar encheria e eu precisava agir rápido.

Não era a primeira vez que eu havia feito algo do tipo. Se envolver com gangues, traficantes e demais pessoas que mexiam com coisas ilegais, também não me faziam ser inocente. Já havia presenciado assassinatos, tanto provindos de varinhas, quanto armas, e de certa forma, estava acostumado. Desde que me formei em Hogwarts, pude encontrar e fazer verdadeiras amizades com bruxos e trouxas que também pensavam da mesma maneira que eu. O mundo do crime não é algo ruim como todos pensam. Se alguma morte ocorre, é por um motivo. Saquei minha varinha escondida dentro de meu coturno e conjurei mentalmente o feitiço "Levicorpus". De ponta a cabeça, o corpo foi levitado. Em passos lentos e observando atentamente os fundos do bar, me dirigi com o morto até a caçamba de lixo no lado de fora. Como a entrada dos funcionários se localizava em um beco, era difícil ser visto por alguém. Ainda era de manhã e Oliver, o barman que sempre costumava ser o primeiro a chegar, não havia dado as caras. Com um rodopio da varinha, o corpo caiu entre os sacos de lixo. Com uma última checada, confirmei que não era mais possível ver nenhum braço ou perna por ali. Todo o lixo pareceu o consumir. Sendo assim, suspirei pesadamente e guardei o fino pedaço de madeira. Nenhum rastro. Nada poderia me incriminar. Missão cumprida. Logo, sai dali.
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Cahira Basro Waiãpi

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Bicho-papão : Mapinguari

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Escola/Casa: Castelobruxo (Brasil)
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeSeg 20 Jul 2020, 18:52


O silêncio durante viagem de volta, intercalado apenas por alguns soluços de Safira que chorava a morte dos pais, era insuportável e motivou a Sra. Green a parar em um bar para comerem alguma coisa antes de voltar para a estrada. Com os olhos inchados, Safira não fez questão de pedir nada do cardápio e aceitou qualquer coisa que a supervisora quisesse comprar, estava completamente sem fome e indisposta a continuar a viagem. No entanto, tudo o que queria era chegar logo à escola para ir para o quarto e chorar sozinha com a cara no travesseiro, então quanto mais se demorassem ali mais Safira teria de esperar para extravasar sua tristeza e sua raiva. Quando notou que a menina não ia comer a porção de fritas nem o milk-shake, a Sra. Green solicitou para embrulhar para viagem e voltaram para o carro. Quando estavam de cinto, prontas para voltar à estrada, a mulher perguntou se Safira queria falar sobre. A menina nada falou e a supervisora começou a dirigir, afastando-se do bar cada vez mais. Safira comeu as batatas durante a viagem, ao menos o som da mastigação tornava o clima suportável.
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Summer Chandler Wichbest
S.I.C.P.V.M. - Enfermeiro
S.I.C.P.V.M. - Enfermeiro
Summer Chandler Wichbest

Bicho-papão : Perder a mãe

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Ilvermorny (EUA)
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeSeg 27 Jul 2020, 21:28



Liam parecia descrente do meu desgosto por cebola, mas ao mesmo tempo, focou em algo como ‘terreno seguro’, falando mais sobre minha paixão pelo curandeirismo e tudo relacionado a ele - na verdade tudo começa com testes em outras substâncias, reações ao fogo e coisas assim… Mas certamente se for algo para a medicina, testes passam para animais e finalmente humanos. Como nossos corpos reagem diferente dos trouxas, precisa sempre encontrar o nicho certo e etc… mas isso ainda é terreno desconhecido até mesmo para mim - voltei a beber e pescar uma batata ou outra, mas não contive o riso com sua oferta de ser voluntário - certamente vou manter isso em mente - comíamos e eu pensava em quanto isso era bom, ter um irmão e conhecer ele estava sendo interessante, quase como um esquema de pesquisa, afinal, descobrimos novidades desconhecidas a cada palavra trocada, gesto ou olhar.

Apesar do tom sério, não contive a gargalhada sobre o caos que parecia aquela escola em suas palavras, afinal, Hogwarts era um total buzz até mesmo nos Estados Unidos - Ilvermorny não foi diferente nos testes de sobrevivência, mas eles são bem chatos quanto a politica de contato com o mundo trouxa, então Merlim que me livre se eu aparecesse com um quadrinho na mala - arregalei os olhos lembrando da suspensão que levei quando tal ato aconteceu e como minha mãe recebeu uma mensagem sobre o assunto. A música agitada tomou conta do ambiente e apesar de não saber dançar, senti meu pé começar a bater involuntariamente, - só vi a da estátua na seleção mas… fui interrompido pelo som e me virei olhando as mulheres que nos saudavam - acho que vou sair com você mas vezes, assim quem sabe eu desencalho! - dei um sorriso e ergui a bebida para elas. Era estranho isso já que eu nem mesmo sabia se ele era afim de mulheres ou não, bom, logo eu talvez fosse descobrir mais essa.



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Anlow Ehrich Bradley
Lufa-Lufa
Lufa-Lufa
Anlow Ehrich Bradley

Bicho-papão : Solidão

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Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeQua 29 Jul 2020, 11:31

Parado, Anlow permitia que as íris castanhas acompanhassem os carros e, eventualmente, pessoas que perambulavam pela fachada do bar Odeon. Apesar da dedicação em mexer a cabeça cada vez que algo se movimentava na rua asfaltada, nada do que passava ali realmente prendia sua real atenção - muito pelo contrário, repassava vividamente parte de uma série que seu tio John via antes de dormir. O programa de televisão contava os dilemas de uma bruxa que acabou por se apaixonar um mortal, em como era complicado conciliar sua bruxidade com a vida pacata do marido, completamente mortal. Com uma facilidade que lhe incomodava, Anlow era capaz de cruzar certa semelhança entre a série de televisão e a vida dos pais - um trouxa e uma bruxa. A única diferença gritante era que Samantha, apesar de muitas vezes encurralada por sua vizinha fofoqueira, não acabará morta por ser algo que sequer teve chance de escolher ser ou não - apenas era. Não sabia qual fora o rumo das últimas temporadas da série, mas podia concluir, em base nas coisas que acompanhará enquanto viverá por três meses com seu tio trouxa, era que os trouxas não faziam sentido. Se os imaginavam do jeito que pintavam na cinematografia, com vidas pacatas e um humor ácido, que tipo de perigos poderiam oferecer aos que eram desprovidos de magia? Não sabia, não entendia e talvez demorasse muito para compreender qualquer que fosse a resposta para sua questão - mas ainda assim, seria cômico se não fosse trágico, podia dizer com a sua dolorosa realidade.

Uma voz masculina estourará sobre seus ouvidos, roubando sua atenção e fazendo com que piscasse os olhos diversas vezes - como se tentasse livrar-se do aparente transe em que se encontrava, completamente perdido em suas revoltantes reflexões. Era John, seu tio, que chamava sua atenção para a figura masculina que se aproximava. O homem grisalho dará lugar a outro tão grisalho quanto, mas com um cheiro mais forte do que o outro que passará horas debaixo de um carro, mexendo em sua fiação e coisas do tipo, suando demasiadamente. Contando com suas últimas decisões imprudentes, Anlow achará o pai cada vez mais parecido com o tio. Havia deixado que os cabelos grisalhos dessem as caras, assim como também aparentemente não preocupou-se mais em fazer a barba. Seu pai havia envelhecido trinta anos em menos de seis meses, o luto definitivamente não era para todos. Não se preocuparia com o mecânico aposentado apenas com base em sua aparência, mas seus hábitos alcoólicos estavam além de sua aparência. Suas narinas eram invadidas por um cheiro que mesclava cigarro e álcool cada vez que homem dava um passo em sua direção, atravessando a rua e se aproximando com o semblante de quem preferia estar deitado na poça do próprio vômito à ter que lidar com o que lhe restará do que uma vez fora a sua vida - seu primogênito bruxo, como a falecida esposa também era.

Era novo demais para que tal tragédia em sua vida, refletisse tanto em sua aparência como ocorreu com o pai - mas Anlow sabia, tinha endurecido tanto quanto o progenitor desde que a vida de sua mãe forá tomada. A maior prova disso era que, apesar da aparência física e trejeitos da mulher ainda estarem tão vívidos em sua memória, sentia que de pouco a pouco, os princípios que lhe fora passado pela ex-lufana, estavam escapando através de seus dedos. Para um trajeto tão curto quanto a calçada do bar Odeon até o seu interior, Anlow tinha relutado vezes demais para não falar algo ácido demais para o pai. O entendia, ambos estavam de luto, mas fora abandonado à mercê de pessoas que se encontravam tão perdidos quanto ele - e pior, que não tinham conhecimento da sua bruxidade. Não via John com maus olhos, mas sentia que seu pai não tinha aprendido nada com a morte de sua mãe. E se entendia, era hora para começar a desconfiar dele também. — V-Você… — As ácidas palavras que passaram por sua cabeça, desceram pela sua garganta como cacos de vidro. Estava mais magoado do que triste, porém não sabia como expressar tal fato - e, era para se lembrar, ainda era o filho no cenário atual. — O senhor voltou para o País de Galês… — Inicialmente o tom da voz ainda em amadurecimento era de revolta, mas fora atingida por certa mágoa mais cedo do que queria. — E simplesmente me esqueceu aqui. Tudo bem, o meu tio é legal. Ele me levou em alguns jogos de Rugby, viu desenho e me deu muita bobagem para comer… Mas sabe, eu tenho pai. É é difícil pôr em palavras os últimos três… seis meses, mas eu posso falar com tranquilidade que a sua família pensou a mesma coisa. — Referia-se ao fato de nunca ter tido tanto contato assim com a sua família paterna e, repentinamente, ter sido deixado lá sem previsão de busca - sem aparentar ter um pai que encontrava-se vivo e em ótimo estado de saúde.

Assim como quando raramente se desenrolava uma discussão entre ele e sua mãe, Thomas tinha poucas palavras. No geral, nunca fora de sustentar discussões que achava desnecessária - e isso falava muito. — Quer saber? Na verdade eu só preciso que o senhor assine isso aqui. — Permitirá que a destra escorregasse o envelope pela mesa do bar, esse que tinha o selo de Hogwarts virado para baixo - de modo que não chamasse a atenção de qualquer que fosse o trouxa no local que tivesse conhecimento sobre a escola. Uma coisa que fugia da realidade que tinha quando conversava com a mãe sobre a escola de magia e bruxaria: agora estavam expostos e Hogwarts não existia mais. Iria para Durmstrang junto com o corpo docente de Hogwarts caso fosse da vontade do progenitor e, se levasse em consideração o quanto havia sido ignorado nos últimos meses, ir para o outro continente não faria tanta diferença assim para o homem. Suspeitava, talvez, que isso lhe abrisse uma porta para reconstruir sua vida sem a bruxidade que tanto detestava. — Quando necessário, vovó disse que eu posso ficar com ela. Além dessa assinatura, o senhor só precisa arrumar uma desculpa para eu sumir em determinadas épocas do ano… Sei lá? Um colégio militar, quem sabe? — Sugeriu ironicamente, enquanto sua gesticulação parecia mais expressiva do que suas reais palavras. Ouvira da mãe, certa vez, que essa fora a desculpa que seus avôs deram para a primeira vez que os Ehrich se depararam com um nascido trouxa na família, da onde vinha sua descendência ao dom. — Enfim, você não tem muito o que se preocupar. Estarei em outro continente na maior parte do ano. —  “Tomando cuidado para não morrer, obviamente”, completou mentalmente. O instituto de magia sempre terá uma fama absurdamente sombria, e se fosse considerar o cenário atual e as palavras recentes de Nyx, sabia que nem mesmo um castelo com diversas barreiras e uma localidade desconhecida, era um local seguro quando se era bruxo nos dias de hoje. Afinal, nem mesmo Hogwarts fora pareá. Enfim, em meio aos pensamentos, se dará conta de que aquela seria a última vez que veria o pai em um longo tempo - era capaz de supor. Fora deixado com os trouxas outra vez, tinha sido abandonado por ser bruxo, por ser parecido com aqueles que mataram sua mãe.


Anlow
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Liam Chandler Wichbest
Funcionário do Profeta Diário
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Liam Chandler Wichbest

Patrono : Guaxinim
Bicho-papão : Buracos negros

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Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeQua 19 Ago 2020, 14:44



A explicação bastante formulada de Summer parecia bastante plausível, embora eu tentasse associar cada palavra dita por ele como peças de um quebra-cabeça para crianças. Minha cabeça se encontrava em um estado tão aleatório que concordando com meu gêmeo, permaneci alguns segundos raciocinando sobre o que ele dizia. – Os nossos corpos reagem de forma diferente aos dos trouxas... Uau... nunca parei para pensar nisso. – Divaguei viajando, sentindo-me meio tonto e quase inclinado a tomar mais um gole de bebida, parando apenas ao perceber que o corpo magicamente se tornara vazio. Ou melhor, minha boca fora responsável pela criação daquela mágica. A música tocou ainda mais alta, enquanto discutíamos nossas experiências e de repente tudo se tornou atraente para mim. Fiquei chocado quando Summer falou sobre quadrinhos serem rejeitados em Ilvermorny. – Que absurdo! – Boquiaberto, balancei a cabeça negativamente de forma rápida. – Eu não sei como resistiria a Hogwarts sem os meus quadrinhos. – E os livros. E meu gato, Purr. Eram basicamente meus companheiros. – Nunca fui bom em fazer grandes amizades. – Acabei admitindo naquele momento. – Meus primos nunca foram próximos de mim e a escola pode ser bem elitista, ás vezes... Sempre as mesmas panelinhas. – Engoli em seco, suspirando alto. – Acho que seria bom ter um irmão nesses momentos. – De repente fui tomado por uma estranha dose emocional e portanto, evitei encarar Summer no rosto.

Era engraçado chegar àquela conclusão apenas depois de algumas doses de álcool já que a ideia de ter um gêmeo na terra me assombrou deveras durante as semanas anteriores. Agora, parando para refletir melhor sobre o assunto, senti-me totalmente injustiçado pelo mundo em tê-lo descoberto apenas depois de adulto. Eu conhecia outros irmãos gêmeos e sabia como funcionava o sistema de parceria e proteção fraternal entre eles. Será que eu e Summer teríamos desenvolvido isso se tivéssemos crescido juntos? Será que algum dia desenvolveríamos algo parecido? No momento, éramos adultos discutindo nossas vidas com bastante maturidade e realidade, mas não pude ignorar aquela sensação de ter perdido a chance de experimentar algo totalmente único durante a minha infância e adolescência. Embora possuísse um irmão mais novo na minha família adotiva, não era a mesma coisa. Ignorando aquela mistura de sentimentos incômodos, a agitação do bar permitiu que nos distraíssemos e ainda que eu quisesse escutar mais da experiência de Summer com uma estátua da serpente-chifruda, ele também prestou atenção nas moças flertando conosco. Summer parecia estar encalhado? Nenhum pouco. Quer dizer, nós não éramos feios, certo? – Não sei qual o nosso problema, então. – Admiti dando de ombros. O mundo girou e o meu estômago embrulhou. Uma das mulheres mandou um beijo e eu engasguei. – Eu acho que... – Então corri para o banheiro mais próximo antes que pagasse um micão na frente de todo mundo. O meu encontro com o vaso sanitário foi regado ao odor de álcool forçadamente regurgitado, mais conhecido como vômito nas línguas populares.


hello, liam's here!

ALEMBROL
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Summer Chandler Wichbest
S.I.C.P.V.M. - Enfermeiro
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Bicho-papão : Perder a mãe

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Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeQui 20 Ago 2020, 19:28



Dei risada com o rosto do Liam se tornando cada vez mais perdido com meu papo, isso era comum, quando eu começava com as nerdices esse olhar sempre surgia, era como se ele tentasse visualizar minhas palavras, buscando sentido - normal, muita gente se sente assim… É algo que você só descobre quando estuda muito - nossas experiências escolares foram opostas, ele com seus quadrinhos em Hogwarts e eu quase levando detenção pelos meus. Mas algo tínhamos em comum, a timidez, a dificuldade de se enturmar. Perdi as contas de quanto tempo desejei ser melhor em comunicação para me aproximar de alguém, manter um papo e não parecer o mais estranho dos garotos - Olha… você não é o único… Acho que só deixei de ser “o estranho”, quando encontrei outra meia dúzia de estranhos como eu… Também acho que teria sido bom ter um irmão comigo - era tão estranho isso. Mas ao mesmo tempo, era normal, era o meu novo normal, seus olhos eram grandes ao me encarar e dei um largo sorriso para ele colocando a mão em seu ombro brevemente - o lado bom é que agora que a gente se encontrou, podemos viver algumas aventuras de irmãos por aí - dei risada e chamei o garçom, pedindo mais uma rodada.

Pensar em como teria sido é algo que fiz durante muito tempo desde que nos encontramos, em como teria sido estudar na famosa Hogwarts, conhecer o lugar tão falado e viver aventuras com ele, trocar de aula só pra se divertir. Suspirei de leve e observei melhor nossa situação ali - o meu b.o é ser tímido mesmo… Porque bonito nós dois somos - mas antes que pudéssemos concluir o papo ou até descobrir o que as garotas queria, Liam correu aos trancos e barrancos  -volto já - deixei algumas moedas trouxas no balcão, o dinheiro deles era de papel, estranho. Corri até o banheiro e entrei bem a tempo de ouvir o caos acontecendo - puts cara… perai - , ajudei ele se erguer depois e o levei para a pia do banheiro, vi que ninguém estava olhando e pesquei um frasco do bolso - Aguamenti - era um frasquinho com um pó no fundo e a água tornou ele azulado claro, com um cheirinho de menta - sua boca vai ficar bem melhor depois disso… confie - fui até o banheiro e dei a descarga - Odoreum lavender - o feitiço simples deu um jeito no lugar e guardei a varinha rapidamente, voltando para o lado dele.

post atemporal com #Liam Chandler Wichbest
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Audrey V. Fallen Wichbest
Funcionário do Pasquim
Funcionário do Pasquim
Audrey V. Fallen Wichbest

Bicho-papão : Escuridão

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Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Rabo de Cérbero, Azevinho, 28cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeSeg 07 Set 2020, 04:37


journal
of a young soul

Audrey não era muito frequentadora de bares, até porque nunca ingerira bebida alcoólica antes. Não era de seu feitio, mas ela gostava de estar rodeada de pessoas. O motivo? Bem, ela poderia escrever em seu diário tranquilamente. Ora, não era de se surpreender que a jovem ex-lufana e atual redatora do Pasquim mantivesse um diário. Lá, ela anotava todos seus pensamentos que, para ela, faziam bastante sentido. Pode-se dizer que Audrey vivia no país das maravilhas e ela estava muito bem com isso; aquilo a fazia bem. Desde a morte de sua mãe, a alegre e saltitante garota não estava tão saltitante, mas não deixara de ser alegre nem por um momento. Anotava, agora, seu pensamento principal: por que as pessoas bebiam? Bebidas alcoólicas eram extremamente amargas e tinham um cheiro ruim - para não dizer que nunca ingerira, já havia provado um gole de uísque e não foi uma experiência agradável. Além do mais, qual a graça de ficar bêbado? Audrey não entendia porque as pessoas precisavam de um líquido para interagirem com as outras, já que isso era extremamente para a jovem adulta de personalidade tão inocente quanto a de Alice no mundo das Maravilhas. Às vezes a loira poderia ser um pouco de chapeleiro maluco, mas ela não sabia disso. De qualquer forma, não demorou-se muito no bar; haviam coisas a serem feitas e ela se tornara uma pessoa responsável para orgulho de sua falecida mãe.

thanks covfefe


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Francesca Olsen Howard
Forças Armadas - Afiliados
Forças Armadas - Afiliados
Francesca Olsen Howard

Bicho-papão : Desprezo do pai

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Escola/Casa: Trouxa
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeDom 20 Set 2020, 23:16



fucking tired

Nos últimos meses, Francesca com toda certeza estava tendo muita dificuldade em se desligar e apenas viver o momento. Desde a morte do pai a loira era frequentemente perturbada por pesadelos e um constante aperto em seu peito que tentava convencê-la a procurar um pouco mais sobre a família biológica que havia sido escondida dela. Isso somado ao trabalho que com toda certeza estava exigindo bastante dela fazia com que ela não soubesse a última vez em que tivera um tempo para si mesma, para apenas relaxar e quem sabe descansar. Aquela noite, entretanto, provavelmente não seria um desses momentos, afinal de contas o bar que frequentava regularmente para se alimentar de algo que não fosse processado estava bem cheio como sempre, o barulho lhe irritando no instante em que abriu a porta. Apenas comer e sair Francesca, só isso. Pensou procurando uma mesa afastada e se sentando, largando os pertences no banco ao lado. Não demorou para que um garçom se aproximasse e ela fez seu pedido, escolhendo o primeiro prato que viu no cardápio e também uma dose de whisky. A bebida obviamente chegou primeiro e ela a virou em um gole só, devolvendo o copo para a bandeja do garçom em seguida. – Continue trazendo. – falou em voz baixa, a cabeça repousando no encosto do assento e seus olhos se fechando por alguns segundos.
 
O pai com certeza não ficaria orgulhoso da quantidade de álcool que a loira começara a ingerir, afinal de contas ele nunca bebera uma gota sequer de álcool e sempre fora terminantemente contra. Bom, acho que agora é tarde demais para julgamentos não é? Pensou raivosa quando o segundo copo chegou, bebendo-o na mesma velocidade que o primeiro. Que engraçado pensar que você sempre se sentiu no direito de subir no seu banquinho da alta moral quando na verdade escondia coisas assim como o resto de nós mortais. Era minimamente injusto pensar que o pai morrera levando todos os segredos para o túmulo, e dessa forma Francesca vivia eternamente dividida entre a raiva pelo que descobrira e a vergonha de estar tão irritada com alguém que morrera. – Acho que foder o meu psicológico é divertido até no céu... Ou seja lá onde você foi parar. O garçom que havia se aproximado sem que ela percebesse a olhou sem entender o comentário, mas Francesca apenas acenou e balançou a cabeça. – Falando sozinha, desculpa. O terceiro copo chegou acompanhado da refeição e então a loira jantou rapidamente, bebendo o terceiro whisky em pequenos goles. Havia uma garrafa lacrada em seu quarto que ficava a apenas alguns minutos dali, então não havia necessidade alguma de permanecer ali. Francesca terminou de comer e então deixou algumas notas sobre a mesa, pegando suas coisas e saindo do bar rapidamente em direção ao hotel.


francesca
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Soreh Waldorf Moon
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Soreh Waldorf Moon

Bicho-papão : Dementador

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Corda de Coração de Dragão, Olmo, 31 cm, Inflexível

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeTer 06 Out 2020, 16:59


Soreh estava de volta aos redores de sua cidade de origem, de sua família, mas ainda não sabia se queria realmente um reencontro com todos aqueles que conheceu e principalmente, se queria ver novamente o rosto de Cassius. Dava graças todos os dias por não ser o mesmo rosto que encarava no espelho, já não bastando a desgraça de dividirem o mesmo dia de nascimento. O jovem Moon pediu uma dose de destilado e tomou de um gole só, pagando pela mesma e deixando um dinheiro que renderia pelo menos mais três delas. Sua mente maquinava em planos, ideias e possibilidades, mas curiosamente, tudo acabava sempre voltando ao mesmo lugar - casa. Deixou o bar sem ainda ter uma ideia formada, mas com possivelmente um destino em mãos, retornar para onde tudo começou.
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Alex Schmidth Gremory
Conselho de Mag Mell
Conselho de Mag Mell
Alex Schmidth Gremory

Bicho-papão : Perder Clara ou Zoe

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeTer 17 Nov 2020, 01:04



NOVA GASTRONOMIA

No dia de hoje Alex se encontrava Odeon Bar & Grill , na Irlanda. Desde pequeno o Schmidth adorava provar pratos de diferentes sabores e apreciar as diferentes gastronomias do mundo. O restaurante que se encontrava era minimamente famoso por conta dos sabores originais da cidade. A sua decoração possuia uma classificação moderna ao olhos de sua prima Tery, quem o indicou o local. Mesas, sofás e até um mini palco eram presentes no local.

Alex saboreava um prato de sabores fortes. Os talheres de metal entravam em contato com seus lábios e ele fechava os olhos. Ao engolir o alimento, tocou em sua bebida e a levou a boca. Ele conseguia sentir o cheiro forte do vinho que havia escolhido. - Eu deveria anotar o nome deste vinho, provavelmente o pedirei mais vezes!  - Exclamou para si. Ao concluir a refeição da noite, o rapaz pagou, levantou da mesa que estava, vestiu seu casaco de frio e deixou o lugar.

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Alanis Ziegler Schmidth
Sociedade Estudantil - Estudante
Sociedade Estudantil - Estudante
Alanis Ziegler Schmidth


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Pumaruna, Nogueira-Negra, 30 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeSeg 07 Dez 2020, 17:30


A fumaça do cigarro, acompanhada do vapor do cozido fumegante que começava a ser servido em sua mesa fazia com que Alanis pensasse se nicotina e uma sopa seriam uma combinação certa ou no mínimo higiênica — Ainda bem que eu não fumo, não mais — Disse soltando um sorriso leve, depositando o cigarro no cinzeiro mais próximo antes que alguém conseguisse ver que ela estava fumando em um local fechado. O cozido era facilmente um de seus pratos preferidos, não pelos ingredientes ( até porque ela não comia a carne que geralmente as pessoas colocavam, portanto não era tão fácil achar um cozido vegetariano por ai ) mas sim talvez pela memória e pelo sentimento bom que o alimento quente gerava naquele clima meio hébrido. Era no mínimo a própria definição de comfort food, a cada nova colherada no cozido Alanis não conseguia resistir a um sorriso, ok que na Romênia não tinha quase nenhum semelhante ao que ela gostaria de consumir e que lembrasse a Irlanda, mas as visitas não era tão rotineiras quanto ela gostaria portanto Alanis realmente queria aproveitar todos os segundos daquela refeição. Ao fim de tudo, já com um sorriso absurdo no rosto, a ruiva deixou uma quantia de dinheiro na mesa e se levantou sem muitas palavras para aqueles que encontrava no caminho, soltando uma risada ao sair do restaurante — Eu tenho que aprender a fazer esse tipo de prato — Brincou, ela não lidava muito bem com fogo mas adoraria aprender a fazer algo que a lembrasse de casa, porém, decidiu aproveitar melhor a visita e seguiu seu caminho pela cidade.


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Max Evanne K. McCready
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Max Evanne K. McCready

Patrono : Urso polar
Bicho-papão : Perder pessoas próximas

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Presa de Vampiro, Cipreste, 30 cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeDom 31 Jan 2021, 18:11

Com as informações inicialmente juntadas por Vittorino e Max após a análise do bilhete deixado por Purcell, puderam traçar um plano de ação concreto. Naquela mesma tarde da discussão sobre o bilhete encontrado, decidiram que iriam atrás de algumas das pessoas que fizeram parte do Ministério enquanto Esmée estava no poder. Buscariam, assim, por mais esclarecimentos de pontos ainda não esclarecidos. Alguns desses nomes faziam parte da Resistência e seriam mais fáceis de contactar, já outros iriam requerer um esforço maior. Dentre todos eles, o paradeiro mais incerto era o de Evelyn Pallas, que permanecia incomunicável desde a queda do Ministério da Magia. McCready tinha uma ideia que poderia se mostrar bem sucedida, mas a execução daquela parte do plano teria de aguardar até o seu retorno da Irlanda.

A descoberta da existência da Loja de Doces onde a ex-ministra Tuft  comprou o fudge de Alihotsy expandiu ainda mais os horizontes na busca por mais informações. Após investigarem mais sobre a loja, descobriram que desde o início da guerra a loja de doces mágicos havia fechado suas portas, mas ao que tudo indicava o local seguia intacto por dentro. Se não fosse pelo bilhete encontrado de Purcell, a conexão com a loja e o final trágico de Willemina Tuft dificilmente teria sido trago para a mesa. Tal constatação, na cabeça de Max, apenas indicava que a possibilidade do exército ter feito um limpa no local era muito baixa. Enquanto aguardava em pé no pequeno hall de entrada do restaurante, ouvia com rasa atenção a interação de Vittorino e do rapaz responsável pelas reservas. Haviam descoberto que o depósito do restaurante onde agora se encontravam dividia uma parede com a loja de doces. Dessa forma, haviam traçado um plano de usar o depósito do restaurante para acessar o da loja de doces. Era necessário usar de toda a cautela para agir em locais potencialmente vigiados pelo exército, o que demandava cuidado ao se colocarem em campo daquela forma. E, apesar das baixíssimas chances de que a loja de doces estivesse na mira das Forças Armadas, seria extremamente suspeito se simplesmente entrassem na loja forçando a porta da frente. Justamente pela cautela necessária haviam resolvido usar aquele plano, que até então estava se desenrolando conforme o esperado.

A poção polissuco tomada pouco antes de seguirem para o restaurante teria efeito durante o tempo previsto para a operação e o retorno a um local seguro. Todavia,  mesmo com o rosto modificado e o disfarce eficiente, McCready mantinha a guarda alta. Seus olhos, agora negros pela poção, escaneavam o local em busca de qualquer indício de que o restaurante estava sendo vigiado pelo exército. Ao que tudo indicava, os fregueses não passavam de cidadãos comuns, aproveitando seus jantares e suas conversas. Era um fato que o local abarrotado facilitaria o trabalho da Resistência por oferecer boas distrações, porém qualquer passo em falso poderia acarretar em resultados desastrasos. Após serem direcionados a uma mesa num ponto mais afastado do centro, McCready bebericava ocasionalmente do drink de cortesia, enquanto tentava conversar com Vittorino no meio daquela cacofonia de vozes e tilintar de talheres.

Durante o tempo de aguardo até a chegada das refeições, Max havia visitado o banheiro e analisado atenciosamente o local, conseguindo definir melhor o plano previamente traçado sobre como agiriam. — Diria que o mais adequado é esperarmos o restaurante encher um pouco mais. Começou, inclinando o corpo para mais perto da mesa, buscando assim fazer-se ouvida por Vittorino. — Os garçons estarão ocupados com os clientes e a cozinha igualmente, o que pode nos dar uma brecha para agirmos. Explicou então para o rapaz a disposição dos locais como havia conseguido analisar durante sua ida ao banheiro, juntando a análise ao que haviam previamente estudado. Seguindo a arquitetura de muitos restaurantes da Europa, a cozinha, o depósito e a área dos banheiros se encontravam no primeiro andar do recinto, sendo que era através de um mini-elevador que as comidas desciam da cozinha ao térreo. Ao subir as escadas que levavam ao piso superior, era possível ver no fim do mesmo corredor uma porta onde se encontrava a cozinha e uma outra que levava para o depósito. — Se cronometrarmos bem, na hora que a apresentação do show acústico começar no palco, você sobe primeiro para o banheiro e eu sigo logo depois. Como as comidas desciam pelo elevador, eram baixas as chances de que um garçom estivesse no primeiro andar quando fossem agir. Seria preciso considerar que algum chefe da cozinha poderia adentrar o depósito enquanto estivessem por lá, mas esse seria um risco que precisariam correr. — Uma vez no depósito, podemos abrir uma passagem na parede para que consigamos chegar no depósito da loja de doces. Todo o plano foi repassado em poucos minutos, a vozes baixas, combinando os últimos detalhes necessários para garantir a eficácia da pequena operação.

Como planejado, permaneceram na mesa enquanto aguardavam o momento certo. O prato que Max havia pedido e seu drink repousavam ainda parcialmente cheios na mesa, visto que a mulher estava concentrada e atenta demais no local para focar em comer. Tocara apenas o bastante da comida e da bebida para que não acabasse levantando suspeitas e chamando atenção para a mesa onde estavam. Com o início do show acústico no pequeno palco, trocou um olhar com Vittorino no momento em que o mesmo se levantou, tomando o rumo para as escadas. Aguardou cerca de dois minutos antes de se levantar, retirando a bolsa magicamente expandida com um feitiço indetectável do apoio da cadeira e seguindo o caminho até os banheiros. Antes de começar a subir as escadas, certificou-se de que os olhares dos clientes estavam voltados para o palco e de que os garçons estavam ocupados serpenteando entre as mesas. Segura de que nenhuma suspeita fora levantada e de que não era seguida, começou a subir os degraus.

Chegando no primeiro piso, não demorou a encontrar Vittorino e ouvir que, até então, o corredor permanecera vazio e que a barra estava limpa. Com o foco dos clientes no show e em suas refeições, os banheiros encontravam-se igualmente vazios, o que facilitava na tarefa de não serem vistos invadindo o depósito. A varinha de Max deslizou do apoio no antebraço para sua mão enquanto caminhava até a porta do depósito, que contava com uma plaquinha de “Acesso Restrito” em seu centro. Alohomora... Sussurrou em baixo tom de voz, destrancando assim a porta do depósito do restaurante. Com cautela, cruzou a soleira e lançou um Homenum Revelio, constatando assim que, ao menos por hora, estavam sozinhos no depósito.

Uma vez que uma das partes mais delicadas do plano havia sido posta em ação, era preciso agir com rapidez. A passos rápidos, cruzaram o depósito caminhando entre as prateleiras com alimentos, até chegarem na parede conectada ao depósito da loja de doces. Com Vittorino do seu lado, mirou a varinha num pequeno raio ao redor de onde estavam e disse: Cave Inimicum. Dessa forma, se alguém entrasse no depósito enquanto estavam ocupados na loja de doces, não daria de cara com nada suspeito. Protegidos de olhares curiosos pela cúpula mágica e sabendo que seguiam sozinhos no depósito, McCready apontou para a parede e lançou um Finestra, abrindo assim uma abertura grande o bastante para que atravessassem a passagem sem precisar se agachar.

Antes de atravessar concretamente a passagem, McCready certificou-se de lançar feitiços para identificar se o local havia sido protegido de alguma forma mágica, ou se havia uma armadilha ali. Deu-se por satisfeita após a inspeção, apenas então ultrapassando a passagem aberta na parede e adentrando a construção da loja de doces. Com o uso de mais um feitiço para garantir que estavam também sozinhos no depósito, Max acendeu a ponta da varinha com um Lumus para facilitar a busca pelo depósito. Estavam andando em território desconhecido e apostando fichas em possibilidades, e apesar de acreditar que eram grandes as chances de que a loja de doces tivesse um quadro da ex-ministra que havia comprado o doce de Alihotsy ali, preocupava-se de talvez estarem perdendo tempo. Todavia, se Purcell havia deixado um bilhete codificado com nomes de ex-ministros, supunha-se que existia a possibilidade de que o quadro pudesse ter algum outro recado, ou ao menos saber de mais algo que pudesse ajudar a Resistência.

Em meio a fileiras de caixas e embalagens de doces, à primeira vista não encontraram o que estavam procurando. O depósito da loja de doces não aparentava guardar nada fora do que se esperava, como prateleiras preenchidas por caixas e outras embalagens. Foi então que resolveram se separar para cobrir mais rapidamente a área do local. Enquanto Vittorino seguiu para o canto oposto da parede por onde haviam entrado, Max caminhou até uma mesa que ficava embaixo de uma janela coberta momentaneamente por tábuas de madeira. Escaneou as gavetas e as pilhas de pergaminhos no topo da mesa, que tratavam-se apenas de pedidos de doces e fichas de funcionários. Terminava de lançar um último olhar pelo conteúdo da mesa quando ouviu Vittorino chamando por seu nome com a voz baixa.

Seus olhos se iluminaram quando, ao chegar onde o rapaz estava, enxergou a moldura dourada de um quadro de uma mulher com olhos sagazes. O quadro de Wilhemina Tuft fazia definitivamente jus à sua história narrada nos livros. Suas feições animadas e a áurea que exalava de alguém que fora ministra em um período de paz e prosperidade era certamente uma imagem melhor do que se tivessem focado em sua morte trágica na hora de pintar o quadro. Assistiu a imagem de Tuft abrir os olhos e espreguiçar-se antes de começar a falar com a voz baixa. — Boa noite, senhora Tuft. Espero que a senhora não se importe de levarmos a senhora para um passeio… Cumprimentou a mulher no quadro, que retrucou dizendo que já estava farta daquele ambiente escuro do depósito da loja que a levara a um final trágico. Acontece que antes de prosseguir com o trabalho de retirar a moldura da parede e guardá-la na bolsa, Tuft segredou a McCready que ela pudesse talvez querer verificar um armário na parede oposta. Num primeiro momento, o armário parecia inofensivo e indicava guardar apenas mais caixas de doces. Porém, após uma inspeção mais minuciosa, Max se deparou com alguns cadernos de capa de couro gasta. Não teve tempo de verificar o achado naquele momento, mas suponha que havia um motivo para a figura da ex-ministra ter lhe aconselhado a pegá-los. Assim, guardou o que Tuft indicara dentro de sua bolsa. Teria tempo mais tarde para averiguar melhor o achado.

Vittorino já havia retirado o quadro da parede quando Max se juntou novamente a ele, sendo que então abriram a bolsa magicamente expandida e começaram a tarefa de guardar o quadro. — Ah, apenas mais um detalhe! Interrompeu a tarefa antes de guardarem o quadro. — Senhora Tuft, a senhora se importaria de ficar rapidinho num canto do gabinete onde não possamos vê-la? Esperta e sagaz, a figura da ex-ministra compreendeu o plano de McCready sem pedir mais explicações. O quadro tinha sido pintado no gabinete de Tuft, capturando sua mesa de mogno e uma cadeira de couro elegante, imagem que compunha o plano de fundo do objeto. Assim que a bruxa desapareceu de vista dentro do quadro, McCrady apontou a varinha para o mesmo e disse: Protean! Segurou a cópia não-mágica do quadro, analisando rapidamente o resultado e dando-se por satisfeita pelo fato de ambos serem idênticos, não fosse pelo fato de que o original contava com a presença da ex-ministra.

Enquanto Vittorino segurava o quadro com Tuft, agora novamente sentada em sua cadeira, McCready pendurou a cópia criada do mesmo na parede. Era melhor deixar um quadro vazio na parede do que apenas um prego solitário, afinal de contas. Se algum trouxa fosse vistoriar o depósito da loja de doces, o mesmo apenas se questionaria o porquê de existir um quadro de uma mesa e uma cadeira. Já se algum bruxo ou funcionário da loja voltasse ali antes que conseguissem retornar o quadro original, acabaria supondo que Tuft tinha ido dar uma voltinha. Agradeceu novamente a figura da ex-ministra pela colaboração e, continuou: — Prometo que iremos retirar a senhora de dentro da bolsa o mais rápido possível. Com Tuft concordando, seguiram com a tarefa de acomodar o quadro, agora magicamente encolhido pelo feitiço de Vittorino, dentro da bolsa. Assim, estavam prontos para deixar o depósito da loja de doces, levando consigo a moldura do quadro de Tuft e os cadernos de couro.

Acomodou a correia da bolsa no ombro e prontificou-se a atravessar a passagem na frente. De imediato, seu corpo inteiro gelou quando seus olhos bateram na figura de um cozinheiro, que olhava fixamente para o local onde a passagem fora aberta na parede. A falta de reação do homem significava que a barreira do Cave Inimicum fizera seu trabalho de ocultar a passagem, mas o mesmo estava perigosamente perto de atravessar a linha da cúpula e se deparar com a imagem de McCready cruzando a passagem. Apesar da visão da parede aparentemente normal, o cozinheiro possivelmente ouvira algum barulho que havia chamado sua atenção. Rápida na tarefa de reagir, Max ergueu a varinha e disse: Confundus! Antes que tivesse tempo de explicar a Vittorino o que estava acontecendo, deu dois passos para frente, ficando a poucos centímetros de distância do cozinheiro com apenas a fina barreira invisível separando os dois. Hypnus… Induziu assim o alvo ao sono, possibilitando que deixassem o depósito sem correr riscos do cozinheiro relatar algo esquisito a alguém. Enquanto Vittorino terminava de atravessar a passagem, averiguou o resto do depósito do restaurante e constatou que Vittorino, o cozinheiro adormecido e ela eram os únicos ali. Vittorino encarregou-se de acomodar o corpo adormecido do cozinheiro para que parecesse que o mesmo havia simplesmente cochilado durante o expediente, ao passo em que Max tratou de selar a passagem e usar um Finite Incantatem para retirar a barreira do Cave Inimicum. Dessa forma, tendo conseguido o que tinham ido até ali procurar, deixaram o depósito do restaurante com extrema cautela, garantindo que não havia ninguém no corredor ao cruzarem a porta.

Toda a ação tinha se desenrolado no tempo previsto, apesar de que ainda assim era necessário seguir com a cautela de disfarçarem bem. Tinha ainda tempo suficiente com os disfarces, mas quanto menos tempo permanecessem por ali, melhor seria. McCready encaminhou-se ao banheiro, onde ficaria apenas alguns instantes, enquanto Vittorino retornou à mesa no andar de baixo. Passariam apenas tempo o bastante no restaurante para poderem pagar a conta e deixar o local com segurança. Como previsto, ao retornar ao salão do restaurante a clientela seguia entretida com o show e os garçons com as mesas. Ainda assim, Max seguia atenta a qualquer olhar suspeito que pudesse vir em sua direção, sabendo que só conseguiria relaxar por inteiro quando estivesse em um local seguro. Ainda mais agora, que carregava dentro da bolsa objetos valiosos, sua atenção havia triplicado. Não demoraram nem mesmo um quarto de hora para conseguirem chamar a atenção do garçom que os servia e pagarem a conta, podendo então deixar o local um bom tempo antes do efeito da polissuco começar a passar.



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Bicho-papão : Perder a memória

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeSeg 01 Fev 2021, 00:52

Hugo desembarcou no Aeroporto de Dublin, situado no norte da cidade, quando o Sol tinha acabado de nascer no horizonte. A comunidade bruxa já desenvolveu uma variedade de meios de transporte próprios, desde lareiras que conectavam-se umas às outras até tapetes voadores, mas ainda não existia nada muito seguro que interligasse dois pontos a milhares de quilômetros de distância, sobrepondo-se até mesmo a imensidão do mar; por conta disso, haviam certas circunstâncias que o obrigava a se infiltrar no mundo dos trouxas para fazer uso de suas invenções que desafiavam a capacidade de entendimento do homem — como era o caso desses aviões, que nada mais era que caixas metálicas que flutuavam no ar, mas pior: sem o auxílio de qualquer feitiço de levitação. Apesar disso, felizmente não enfrentou nenhuma situação estressante durante o voo, podendo até mesmo aproveitar um bom cochilo. O mesmo, contudo, não pode dizer a respeito da comida servida, cujo gosto o deixou enjoado. Como não conseguiu comer nem uma porcentagem mínima do prato, a primeira coisa que fez foi procurar o melhor restaurante da cidade. A indicação partiu do próprio taxista que o levava de carro; no começo, ficou hesitante, porém, após chegar no local e deparar-se com um ambiente bastante movimentado, ficou aliviado. No fim, o bruxo entrou, pediu sua comida e quando enfim se sentiu satisfeito, pagou pelo atendimento e deixou o local.


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Vittorino Paolo Lamartine
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeSeg 01 Fev 2021, 02:22

Meu estômago deu uma fisgada no momento que entrei no restaurante e o cheiro da comida se instalou nas minhas narinas. O lugar estava cheio; a maioria das mesas, se não ocupadas, exibia plaquinhas pretas de reserva para o jantar. Max e eu nos detivemos na entrada, um pequeno hall antes do salão. À nossa esquerda, um homem bem-vestido, de rosto ovalado e cabelo liso bem preto, nos saudou por detrás de um balcão. “Boa noite! Reservas?” Rapidamente, troquei um olhar com Max e me adiantei para o balcão. — Boa noite! Não fizemos reserva, mas gostaríamos de uma mesa para dois, por favor — expliquei, usando a diplomacia que aprendera ao trabalhar para o Ministério da Magia. — Estamos na cidade só por esta noite e queríamos ter uma refeição decente. Nada tão especial; uma mesa simples é suficiente. — O rapaz me fitou por alguns segundos, e por uma fração senti como se o seu olhar fosse me petrificar. Ele consultou alguma coisa por baixo do balcão e em seguida, sorrindo desajeitadamente, pediu que o acompanhássemos. Ele serpenteou entre as mesas muito juntas, sob o som de conversas animadas, talheres tilintando e música ao vivo. Eu ia no seu encalço, lançando olhares esquivos para Max. Sua aparência estava tão diferente; fruto da poção polissuco que nós dois havíamos tomado àquela noite, minutos antes de entrar no restaurante. Com o meu gole generoso e nojento, tinha tomado a fisionomia de um homem atarracado e infeliz, de rosto redondo com olhos miúdos e nariz torto, como se tivesse quebrado pelo menos três vezes. Os cabelos muito encaracolados cor de cobre, tão diferentes do meu habitual liso bem vermelho. Sentia-me vestindo uma roupa que não cabia muito bem. Finalmente, ele nos encontrou uma mesa bem no fim do salão, junto ao caminho que os garçons faziam com os pratos, que por sua vez subiam e desciam num pequeno elevador ligando a cozinha, no andar de cima, e o salão. Qualquer cliente teria ficado extremamente decepcionado com a localização da mesa, mas Max e eu não poderíamos ter pedido um lugar melhor para o nosso plano.

Durante vários minutos, Max e eu esperamos enquanto apreciávamos a música e os drinks de cortesia. Por vezes, tentávamos alinhar as nossas estratégias, a fim de repassar o plano para chegarmos ao depósito do restaurante (que, como havíamos descoberto anteriormente, dividia-se por uma parede do depósito da loja de doces fechada), mas os sons do ambiente atrapalhavam a nossa conversa e definitivamente não queríamos gritar um para o outro o que pretendíamos fazer. Se ao menos eu conseguisse lançar magias mais complexas…, pensei, frustrado. Max, por outro lado, se ausentou da mesa por demorados minutos em uma ida ao banheiro. Se eu bem sabia, ela estava estudando cada possibilidade do caminho que poderíamos fazer para chegar ao depósito do restaurante. Ela voltou quase junto com os nossos pedidos, trazendo novidades sobre as suas descobertas. Inclinei-me ligeiramente para frente, debruçando-me sobre o prato enquanto comia, para ouvir tudo que Max tinha para dividir. Segundo a sua visão do plano, iríamos esperar até que o restaurante estivesse em seu ponto mais cheio, de forma que tanto os garçons quanto o pessoal da cozinha estivesse a todo vapor. Entrementes, a nossa distração aliada seria o show acústico de um cantor irlandês, o qual eu fiquei sabendo ser bastante conhecido pelos clientes daquele restaurante. Sendo assim, eu iria na frente, abrindo caminho para o trajeto do banheiro, enquanto ela seguiria depois. Nessa parte, seu plano tinha um salto para dentro do depósito do restaurante, onde criaríamos uma passagem pela parede para chegar ao depósito da loja de doces. Eu ouvira Max muito bem, tínhamos um plano até então bem traçado, mas com potencial para imprevistos. Repassei as etapas mentalmente entre as garfadas na comida, que, considerações à parte, estava deliciosa.

Pouco mais de dez minutos depois de terminar a refeição - Max, de tão focada na missão, mal havia remexido a comida em seu prato -, ouvi batidinhas surdas no microfone, e então o cantor da noite foi anunciado sob uma onda de aplausos. Max e eu trocamos um olhar significativo, e no segundo seguinte me levantei da mesa. Calmamente, fiz meu caminho para a área do banheiro, seguindo pelo corredor e subindo a escada sem levantar suspeitas. Ao apontar no corredor do primeiro andar, olhei nas duas direções, situando-me no lugar. Para a direita, o caminho era breve e terminava numa parede pontilhada de retratos em preto e branco de pessoas brindando, comendo e comemorando; dos dois lados, em paredes opostas, duas portas se encaravam, informando com plaquinhas os banheiros masculino e feminino. Já para a esquerda, o corredor era mais alongado, seguindo para uma porta com uma escotilha redonda, de onde eu podia ver o aposento iluminado por luz branca e muita fumaça. A cozinha devia estar a todo vapor. A meio caminho da cozinha, o contorno de uma porta solitária e fechada se desenhava na parede de duas cores. Parando de chofre, e espiando a escada, dei dois passos no corredor da cozinha e analisei a porta do meio do corredor. Uma plaquinha, diferente dos toaletes, informava que era de “Acesso Restrito”. Fiquei ali, estacado, fingindo apreciar os retratos de longe, até que alguns segundos depois Max surgiu da escada e nós seguimos rapidamente para aquela porta. Com um feitiço rápido para destrancá-la, Max a abriu e nós entramos; eu tive o cuidado de fechá-la assim que passamos.

Equiparado a uma grande despensa, o depósito do restaurante tinha prateleiras altas, de vários andares, com ingredientes enlatados, em potes de vidro, e sacos amontoados; diversos caixotes de madeiras ficavam empilhados nos cantos, estes contendo verduras, legumes e frutas frescas. Uma vez lá dentro, Max e eu não perdemos tempo e percorremos depressa a extensão da sala. Do outro lado, de frente para uma parede nua, Max ergueu a varinha e descreveu um arco que cobriu os nossos arredores, murmurando um encantamento de proteção. Eu conhecia o feitiço, sabia que, se tudo ocorrera com sucesso, quem entrasse no depósito e olhasse diretamente para onde estávamos, não veria absolutamente nada que não fosse uma parede lisa; contanto que não se aproximasse o bastante para cruzar a barreira mágica. Tão logo terminou de traçar o encantamento que nos deixara invisível, Max apontou a varinha para a parede, murmurando agora um feitiço que abriu uma passagem ampla, e que nos permitia passar para o outro lado sem muitas dificuldades. Porém, antes de dar o primeiro passo, Max realizou algumas outras magias complexas para desativar qualquer armadilha que pudesse haver e confirmar a segurança do lugar. Feito isso, e com o sinal verde, atravessamos e mergulhamos em um aposento escuro, cujo ar cheirava a mofo e poeira. Puxei a varinha e, assim como Max, recitei baixinho um feitiço: — Lumus! — A ponta das nossas varinhas acenderam quase no mesmo instante, projetando luz na escuridão modorrenta do lugar. Com poucas diferenças da despensa do restaurante, o depósito da loja de doces mágicos, além das caixas fechadas e estantes com um estoque diferenciado, também colecionava pó, manchas de infiltração e teias de aranha. O estado de total abandono do lugar me fez recear as surpresas que poderíamos encontrar ali.

À primeira vista, nada de interessante chamou a nossa atenção. O que se abria para a gente, daquele raio que as luzes da varinha atingia, eram pilhas de caixas e embalagens de doces amontoadas; os quais, não fosse o histórico trágico do local, e a aparência de terem sido deixados ali por um baita tempo, dariam uma ótima sobremesa. Decididos a avançar um pouco mais, Max e eu nos separamos. Eu tomei um corredor e segui em frente, passando por prateleiras com potes de vidro cheios de balas e algo que eu podia identificar como abacaxis cristalizados. Ao final do corredor, outra parede se erguia, feita de tijolos rústicos e pintura descascada. Sobre ela, no entanto, havia um quadro solitário que fora largado às traças como tudo que se via. Tanto a moldura quanto a tela estavam cobertas com uma camada generosa de poeira. Deslizei a varinha sobre a superfície do quadro, murmurando: — Limpeza! — E em segundos a imagem se formou, limpa e colorida, diante dos meus olhos. Sobre a tela, agora envelhecida e encardida, estava a pintura de um gabinete elegante, com uma escrivaninha de mogno e uma cadeira imponente, sobre a qual uma mulher pomposa repousava de olhos fechados. Não demorou quase nada para eu perceber que a pintura era animada, e era possível ver que o peito da mulher subia e descia lentamente. — Hey, Max! — sibilei, procurando manter a voz baixa, mas ainda num tom grave que ela pudesse escutar de algum canto daquele depósito. E para a minha satisfação ela respondeu. — Vem ver o que eu achei. — Pude então ouvir o som de passos se aproximando, e Max chegou bem a tempo de ver a mulher no quadro piscar os olhos diversas vezes e se espreguiçar com um bocejo. Max cumprimentou a senhora… e só naquele instante percebi que estávamos de frente para a própria Wilhelmina Tuft, ministra da Magia de algum período do século XX.

Deixei que Max conduzisse a conversa com a ex-ministra, e lhe entregasse a novidade de que a levaríamos para um outro local. As duas trocaram algumas palavras, nas quais, após concordar em ser levada, a mulher confidenciou a Max uma pista, pedindo-a para olhar em um armário no canto do depósito. Dessa forma, Max foi averiguar a pista, enquanto eu tive o trabalho de remover o quadro da parede, que felizmente não havia sido encantada com um feitiço adesivo. — Com sua licença, senhora Tuft. — Manuseando-o com cuidado, estava prestes a deixar o corredor quando Max reapareceu, a bolsa já estava aberta para guardarmos o quadro. Entretanto, antes de começarmos a tarefa, Max combinou alguma coisa com a ministra, e segundos depois fez uma cópia mágica do quadro, a qual pendurou na parede, no lugar do original. Prosseguimos então com o plano, mas agora era a minha vez de agir. Com a varinha, dei uma pancadinha na moldura do quadro. — Reducio! — recitei; e a pintura diminuiu do tamanho de um porta-retratos. Sem muitas dificuldades então, guardamos o quadro na bolsa de Max - encantada com um feitiço indetectável de expansão -, e com aquilo já estávamos prontos para deixar o lugar. Mas o que parecia simples se tornou bem próximo de ser um desastre. Quando me aproximei da passagem aberta na parede que ligava os dois depósitos, parei bruscamente com um sobressalto. Max estava com a varinha empunhada na direção de um cozinheiro curioso e acabava de lançar uma azaração para confundi-lo. Precisei até mesmo prender a respiração; não sabia até onde o rapaz tinha visto. Em seguida, Max o colocou para dormir com uma boa dose de Hypnus. O homem se largou no chão, respirando pesadamente. Max foi correndo verificar os outros corredores do depósito. Eu atravessei a barreira e, me certificando de que o moço estava de fato adormecido, comecei a posicioná-lo de maneira simples, encostado em um saco de arroz, onde poderia acordar sem lembrar de nada e achar que adormeceu de cansaço. Entrementes, Max selava a passagem entre os depósitos e finalizava a barreira protetora. Então saímos para o corredor da cozinha.

Sem topar com mais ninguém à espreita, Max e eu tomamos rumos diferentes para não levantar suspeitas. Enquanto ela se dirigia ao banheiro feminino, tomei as escadas e desci para o salão, onde a música ainda tocava, o cantor dava seu show e os clientes o admiravam com gosto. Sentei-me na mesa e, sem demora, chamei o garçom que nos atendera. — A conta, por favor — pedi com um sorriso. Minutos depois, Max reapareceu quase junto com o tio, que trouxe a conta numa pastinha de couro encadernada. Depositei ali notas de dinheiro trouxa, deixando uma quantia a mais para a gorjeta do rapaz. — Ótima comida — disse a ele, já me colocando de pé. — Transmita meus cumprimentos ao chef. Boa noite! — E, junto de Max, serpeamos as mesas enquanto os restante da clientela apreciava a apresentação do cantor. Despedimos do maitre, e fomos embora com os nossos disfarces ainda preservados.

Off: os acontecimentos deste post se passam de forma atemporal, ocorrendo no mês de Maio antes da retomada de Hogwarts e Hogsmeade pelos bruxos.


Vittorino Paolo Lamartine
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Helen Campbell Braddock
Avaliadores
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Helen Campbell Braddock

Bicho-papão : Mortalha-viva

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Pumaruna, Pinho, 27 cm, Quebradiça

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeSab 06 Fev 2021, 10:09

Adentrei o bar indicado por um frentista do posto de gasolina onde abasteci meu carro e deparei-me com um ambiente mais agradável do que eu esperava. Relaxei os ombros ao ver os clientes distraídos com suas comidas e bebidas, vendo que dificilmente prestariam atenção em mim ali quando tudo indicava que apreciar o que era servido era bem mais interessante. Caminhei para uma mesa vazia mais ao fundo e retirei o casaco antes de sentar, deixando a peça de roupa junto de minha bolsa na cadeira vazia ao meu lado. O cardápio estava em cima da mesa, portanto não demorei a olhar as opções para decidir o que comer. Logo uma jovem simpática de cabelos loiros e óculos de grau se aproximou para anotar meu pedido. — Onion rings e... uma limonada. — Não estava habituada a comer em estabelecimentos trouxas, nem a comida deles eu tinha costume em consumir, mas estando por ali à negócios não vi problema em sair da rotina. A moça anotou o solicitado e saiu, deixando-me sozinha. Retirei da bolsa meu caderno de anotações e uma caneta, iniciando uma breve carta que seria enviada à Zöe, informando que em dois dias eu estaria em Londres, caso ela quisesse ir almoçar comigo. Assim que terminei de redigir, a garçonete voltou com meu pedido e o colocou na mesa, deixando também a comanda. Comi sem pressa, apreciando a crocância da cebola empanada e o leve azedinho da limonada. Logo que terminei a breve refeição, conferi o relógio de pulso e já comecei a me levantar, apanhando minhas coisas. Levei a comanda até o caixa, fiz o pagamento e deixei o bar. Eu ainda tinha alguns compromissos na cidade antes de voltar para casa.


Helen Campbell Braddock
Irmã de Agnes e Victorie || Mãe de Zöe, Morrigan e Mason || Membro do Círculo Superior de Hebrom || Amaldiçoada || Administradora do apotecário Rose & Co. || Sommelier e Enófila
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Avelin Devereaux Holstein
Ministério - Auror Aspirante
Ministério - Auror Aspirante
Avelin Devereaux Holstein

Patrono : Águia-das-estepes
Bicho-papão : Seu pai biológico

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Lariço, 19 cm, Maleável, Cabelo de Veela.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 11 I_icon_minitimeSab 20 Fev 2021, 12:42

Ward estava se dando bem como professor de Poções e isso me deixava feliz, enquanto aproveitava uma bebida e ares diferentes, puxei meu caderno de anotações e desenhos, onde eu vinha reunindo as informações sobre os próximos passos, já tinha conseguido encontrar o rumo que Hades tinha tomado após largar a mim e minha mãe na casa dos Devereaux, de brinde, encontrei um rastro dela com seu atual marido, um comerciante francês que não tinha lá muitas posses. E o melhor. Um ritual que poderia me ajudar a usar essas informações para conquistar o poder que eu desejava. Terminei de me alimentar e finalizei as anotações, estava passando um tempo por ali, mas em breve iria retornar para os arredores de Hogwarts. Pago minha conta ali e deixo o lugar.



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