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 Odeon Bar & Grill

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
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MensagemAssunto: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeSeg 14 Jan - 20:45:41

Relembrando a primeira mensagem :

Odeon Bar & Grill

Dublin, Irlanda


Odeon Bar & Grill  - Página 10 Jm5QwvILMDW3J

Um bar e restaurante para os que gostam de aproveitar as melhores bebidas da cidade junto com sua gastronomia de pratos saborosos e originais. Apesar do local ter sido restaurado e mantido com seu ar do passado, dentro a decoração é bastante moderna e conta com mesas, sofás e até um mini palco montado para show's acústicos no local.

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos.



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


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- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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Sarah P. Rogers Austin
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeDom 27 Out - 22:10:52



Just Survive Another Day

Mexendo a bebida no copo, a jovem tomou um gole lento e suave, sentiu o calor desce por sua garganta e aquecer seu corpo como um todo. Passou um dedo sobre a marca na mesa e ouviu passos atrás de si, sentindo-se entrar em estado de alerta, até que ouviu a voz rouca, suave e agradável as suas costas. Neal. Lembrava-me de pronunciar aquele nome inúmeras vezes e muitas outras coisas na breve troca de olhares, sorriu suavemente ao cumprimentar ele, se levantando e lhe abraçando brevemente - Neal… É bom rever você! Estou sozinha e você? Esperando alguém? - desvencilhou-se dele e analisou o rosto do homem a sua frente, ele havia mudado pouco no último ano e ela saberia bem, já que o conhecia em mais partes do que ele exibia no momento, mas deixou que ele decidisse se iria se juntar a ela essa noite ou não.



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Neal Salvatore Zarek
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeDom 27 Out - 22:28:17


I know that we don't speak...

the same language! So I'm gonna let my body talk for me.
Sua recepção foi espontânea, mas trazia um ar de intimidade. Ela imediatamente havia lembrado dele, soube disso ao ouvir a voz de Sarah pronunciar seu nome: “Neal...”. Aquele tom singelo e natural era tão agradável de ouvir, que ele fez questão de retribuir o abraço com uma prolongação só para poder ouvi-la mais de perto. -  Zero companhia para essa noite! Ele afirmou com um sorrisinho no canto dos lábios. Repousou o próprio copo no centro de madeira que havia em frente ao sofá e tão logo sentou ao lado de Sarah. – Não sabia que estava aqui em Dublin! Ele analisou o rosto da morena com calma; passando desde o delineador nos olhos até descer pelo contorno dos lábios dela. E que lábios, ein? – Pensou por lembrar do toque deles em lugares que jamais poderão ser citados. Sarah não era uma daquelas garotas nas quais se passa uma noite e esquecesse no dia seguinte! Ela era exatamente uma daquelas garotas que marcam, que deixam o gostinho de quero mais. – Apesar de que a verdade é que não nos vemos desde... Quando mesmo? Perguntava, mas lógico que sabia que era desde o verão passado. Era mais uma analogia para que o subconsciente dela lembrasse da nossa última noite de verão juntos. Agora de perto, era inevitável que ele não lembrasse! Esticou a mão até o copo que estava no centro de madeira e deu um gole no uísque.



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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeDom 27 Out - 22:44:08



Just Survive Another Day


Ele se sentou ao lado da jovem e está analisou a forma como o corpo dele parecia responder ao dela, eram como satélites conectados e que giravam um em torno do outro, se moldando aos passos, toques e sons. Sorriu para sua resposta de estar só, Sarah gostou de saber que poderia ter uma noite, ou mais, para relembrar o verão que viveu ao lado dele, mordiscou o lábio inferior e voltou o olhar para o copo, era hora de encobrir fatos - Ah, Estou viajando… Vou começar alguns estudos acadêmicos de Herbologia e poções no semestre que vem… E você? O que te fez viajar  para Dublin? - tomou ela mesma um gole de sua bebida, sentindo o sabor forte misturar com o cheiro agradável dele, Sarah queria não lembrar tanto, mas se ele pudesse ler sua mente, saberia bem no que ela pensava neste exato momento. Cruzou as pernas com a saia de couro  levemente curta e moveu os ombros tirando a jaqueta, deixando a blusa preta de banda trouxa a vista, diferente de Neal, se vestia como uma "metaleira". Respondeu ele com seu tom que sem dúvidas ele lembrava - Tempo demais para me deixar com saudades e de menos para me fazer esquecer… - piscou rindo e tirou a máscara apenas respondendo a pergunta em si - Festa de fim de verão, não formos para a festa, mas depois daquela tarde eu viajei de volta e você seguiu seu rumo - era isso, simples e direto. Sarah não tinha amarras ou rodeios, então não tinha fingimentos. Apenas a verdade, na extensão que podia ser compartilhada.



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Neal Salvatore Zarek
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeDom 27 Out - 23:12:24


I know that we don't speak...

the same language! So I'm gonna let my body talk for me.
Ele já estava totalmente confortável naquele sofá, não exatamente pela tranquilidade do ambiente, já que era sua primeira vez ali, mas sim pela familiaridade que aquela companhia feminina trazia. – Então só relaxando antes de se isolar em livros? Ele brincou. Conhecia Sarah o suficiente para saber que ela era inteligente! A conversa dela não era igual a das demais, ela conseguia manter um diálogo aberto sobre qualquer tipo de assunto. Desde os mais nerds, até os mais ousados! E aquilo, meus caros amigos, era um diferencial para o Zarek. – Costumo fazer uma viagem para cá ao menos uma vez no ano! É um lugar diferente dos demais, não acha? Sim, Dublin era totalmente atrativa, em qualquer época do ano, não dava para negar. Sem contar que um amigo, dos tempos em Koldovstoretz, morava naquela área. O rapaz não conseguiu disfarçar o olhar nos movimentos, que pareciam já programados, de Sarah. Ela acaba de cruzar as pernas, o que era natural para qualquer pessoa, exceto quando se está usando um couro negro daqueles em uma pele tão branca. Era uma mistura nitidamente atraente – ele concluiu. E aquela menção dela, naquele tom delicioso, sobre o tempo e as lembranças, o fez umedecer os lábios vagarosamente. Ela realmente lembrava! – Isso mesmo! Infelizmente o verão termina e leva consigo as coisas boas que traz! Dizia ao se acomodar um pouco mais para o lado, se aproximando de Sarah – agora estavam a um pouco menos de 30cm de distância. Bebeu um pequeno gole do royal salute, na verdade era o último do copo. – O que não devo negar é que uma reprise daquela tarde me cairia como uma luva para essa noite! De forma ousada, sem escrúpulos e medição de palavras, ele sugeria. Talvez ela levasse na brincadeira, já que sabia que Neal brincava sobre quase tudo o que dizia. É tanto que haviam se conhecido em meio a uma resenha/trocadilho sobre a camiseta de banda dela – que previsivelmente parecia ter um armário cheio delas, alias. Porém, o esperado era o contrário: que ela tomasse como indireta, não como brincadeira.




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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeDom 27 Out - 23:23:30



Just Survive Another Day


- Essa é uma forma de pensar… - A jovem estava gostando do rumo que a noite tomava, Neal era a surpresa agradável e inesperada daquele momento ela sabia exatamente como poderiam terminar aquele momento especial, a lembrança dos abraços, dos toques, dos beijos. Tudo era real e vivido na mente dela e ao ver os lábios do Zarek se entreabirem, soube que não teria volta. Tomou seu gole final da bebida e puxou as notas que pagavam a sua e a dele - pago sua bebida e você me mostra a cidade então, o que acha? - o convite não era para mostrar a cidade, mas essa era a mesma cantada que ele havia usado para ela quando se conheceram, então ele saberia que ela estava concordando com a ideia de saírem dali para quem sabe criar memórias melhores ainda. Ele estava próximo o suficiente para que ela o tocasse e com gentileza, ela subiu uma unha vermelha e preta bem feita pelo braço dele, vagarosamente e parando em sua nuca, onde tocou suave e delicadamente a pele da região são sensitiva dele.



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Neal Salvatore Zarek
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Neal Salvatore Zarek

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeDom 27 Out - 23:51:33


I know that we don't speak...

the same language! So I'm gonna let my body talk for me.
Aquele jovem rapaz poderia jogar na loteria bruxa amanhã mesmo! Não é possível que tivesse mais sorte do que estava tendo naqueles últimos dias. Primeiro havia presenciado sua namorada, ele estava em um relacionamento aberto, ficando com outra garota – aquela tinha sido, sem sombra de dúvidas, a experiência mais diferente e instigante que teve ao longo da vida. Será que havia nascido virado para a lua? Com certeza só poderia ser isso! Ele mordiscou o lábio inferior ao perceber que Sarah não só estava concordando com o que ele disse, mas estava sugerindo algo mais ousado. Definia como algo ousado por lembrar que aquela foi a exata frase que usou na primeira ocasião. – Não consigo pensar em outra coisa, além de dizer que devemos ir agora! Ele afirmou sem nem pensar duas vezes. Instantaneamente sentiu um arrepio percorrer a nuca, descendo lentamente até a parte inferior do abdômen, quando a senhorita arranhou seu braço subindo. Sarah sabia bem, ele já havia dito, que o lado esquerdo da nuca era o seu ponto fraco. Um tipo de tendão de Aquiles devasso. Foi imoral a maneira em que o rapaz olhou a companhia, enquanto ela fazia curtos movimentos para se recompor e pagar o garçom, assim que o mesmo chegou com a conta. Só Deus sabe qual seria o destino daqueles dois naquela noite estrelada, apesar de que havia a certeza de que não era só o céu que exibiria estrelas para aquela senhorita. Neal e Sarah saíram juntos do estabelecimento.


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Eibhlin D'Anjou Hwang
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Eibhlin D'Anjou Hwang

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeSeg 4 Nov - 23:47:36


You thought you had me, didn't you?

When you lied to my face, I could see the truth. Every step with the way I knew how you fooled me, boo.

Eib não queria ficar em casa naquela noite, por isso entrou dentro de um jeans escuro colado, colocou um sutiã de renda preto com uma blusa transparente de mangas por cima. Após dar um nó no tecido fino na altura da barriga, observou sua imagem no espelho. A jovem deslizou os dedos pelas ondas de seus cabelos castanhos e estalou os lábios vermelhos, piscando para si mesma. Decidiu que não ficaria chorando dentro do quarto cheio de lembranças, isso não combina nada com a nova vida que quer levar. Sentou-se na cama e encaixou em seu pé o mais recente lançamento do seu deus dos sapatos Louboutin. Com uma Chanel nos ombros, a morena deixou sua casa e aparatou.

Já havia ouvido falar daquele lugar, mas nunca teve a oportunidade de ir. A verdade é que pouco saía pra se divertir sozinha, isso requer um pouco de coragem, fator esse que vinha faltando muito na sua vidinha pacata. Estava destinada a sair da dedos de mel e ir pra casa, de casa para loja... Um saco! Está na flor da idade, dezoito anos, e continua vivendo assim? Cansou, queria provar tudo que a vida tinha a lhe oferecer, então por que não começar dando uma chance para explorar novos lugares e novos sabores? Sorriu, parada diante da entrada do ambiente que escolheu essa noite. - Odeon Bar & Grill... Nada mal. – Respirou fundo e cheia de atitude adentrou ao local. Poucos passos e já ouvia o som de algum show acústico, a música era legal... Graças a Merlim. Andou com um sorrisinho desenhado em sua boca, jogando o cabelo e retribuindo os olhares. Definitivamente não ia se privar de nada naquela noite.

Eibhlin encontrou uma mesa de canto, onde um sofá aconchegante a esperava, tinha uma visão privilegiada do palco e da entrada. Deixou seu corpo magro cair sobre o local estofado e pousou a bolsa sobre o seu colo, dando uma olhada em volta. Embora no seu exterior mostrasse ser uma mulher cheia de confiança, por dentro seu coração batia forte e nervoso... Não passa de uma menina usando saltos. Engoliu a seco e deslizou uma mecha espessa para trás da orelha, observando o cardápio que estava posto sobre a mesa de madeira. Lembrou-se do dia que começou a querer ter experiência com bebidas, aquele foi um bom final, será que hoje conseguiria um desfecho bom? Duvidava, mas iria tentar. – Pode me trazer uma garrafa de vinho, por favor? – E assim começou a sua saga.

Quietinha em seu canto, tudo parecia normal, mas depois do segundo copo, já sentia seu rosto quente. Reparou também que o movimento aumentou bastante e já não havia alguma mesa livre. Eib estava animadinha, toda sorridente e cantarolando a música baixinho, acompanhada do cantor. Foi em uma de suas viradas de cabeça para observar o ambiente, que viu uma loira, alta e que parecia sozinha também. Não pode deixar de notar que ela tem uma aparência muito refinada, gostou particularmente do que ela vestia e continuou a encara-la até receber uma olhada de volta, foi quando acenou. Não sabia bem o que estava fazendo, mas meio que o álcool falava por si e por isso ergueu a taça em direção a ela. Quando a loira se aproximou um pouco mais, sua voz que estava saindo um pouco mais melódica do que o normal, elevou-a para que a outra ouvisse. – Está sozinha também? Não quer se juntar a mim? – Fez um pequeno bico, e sorriu depois. – Eu não sei se dou conta dessa garrafa. – E suspirou, apontando para o vinho. Já estava assim, mas ainda queria provar outras bebidas. – Eu gostei do seu cabelo... – Disse curvando-se e apoiando a cabeça na mão, enquanto os cabelos deslizavam para o lado. Como já estava sentindo os efeitos do álcool, não teve pudor ao encarar os traços fortes do belo rosto da moça, achou que era bom ter uma companhia como a dela, acredita que seu porte ficaria bem ao seu lado. Também gostava da cor dos seus olhos, e era loucura achar que ela tem aparência de uma pessoa cheirosa? Mesmo que não pudesse sentir seu cheiro. – Eu sou a Eib. – Se apresentou assim bem informal, abrindo outro sorriso largo.

COM Anna D'Anjou Casiraghi



There's people up in my zone, but they can't turn me on ', cause baby, you're the only one I'm coming for, I can't take no more. I wanna fu-oo-oo, but I'm broken hearted, cry but I like to party. Touch but I got nobody.
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Angel Ivy Rhodes
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Angel Ivy Rhodes

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeTer 5 Nov - 13:29:56

I WAS
ADDICTED
TO YOU
Angel estava entediada. Havia ficado dois meses num período “god vibes” com uma pausa na rotina de bares e bebidas, numa fase de reflexão e paz. Acontece que tal situação lhe deixou mais estressada, e a mulher entendeu que sua vida era aquilo mesmo. Gostava de pessoas, de aproveitar tudo do bom e do melhor, e isso incluía festas e bebidas. Sempre fora boêmia, e não seria agora na flor da idade que a jogadora iria sossegar. Ainda mais que estar em um time de quadribol lhe trazia diversos benefícios, não poderia perder a oportunidade. Estava em seu chalé no hotel em queerditch, lugar que era para ser sua residência temporária e acabou se tornando definitiva até comprar um apartamento. Para a noite de seu retorno,  decidiu caprichar. Tomou um banho relaxante e foi até o guarda-roupas, optou por vestir uma saia jeans com detalhe de tachas, um top preto e por cima uma jaqueta preta de couro e franjas. Prendeu o cabelo num rabo de cavalo no topo da cabeça, maquiando-se de forma a destacar os olhos claros. Sentou-se na cama para calçar as sandálias de salto fino, indo até o espelho e dando um suspiro ao fitar seu próprio reflexo, virando de lado para admirar as próprias nádegas – Eu te pegaria demais hein Angelina. To de volta! – Pegou sua varinha e guardou nas vestes, borrifando perfume em si antes de aparatar. 

Chegou na porta do local e encarou a placa - Odeon Bar & Grill - um dos locais favoritos de Angel, simplesmente pelo fato de terem o melhor Whisky 12 anos envelhecido em barris de carvalho. Salivou  quando passou pela porta, cumprimentando alguns garçons conhecidos que estavam por ali e indo direto para o bar, dando uma risadinha ao notar alguns olhares sobre si. As pessoas seriam seu segundo foco, primeiro precisava de sua bebida. A música acústica de fundo era agradável, e o ambiente propício. A morena sentou-se em um dos banquinhos do bar e virou-se para o jovem que  trabalhava ali como bartender, que já lhe conhecia de longa data – Olá! Sentiram saudades? – Deu seu melhor sorriso e uma piscada para o rapaz, que pareceu desconcertado. Ela adorava fazer aquilo – Quero o de sempre. – Indicou com o rosto a prateleira de bebidas lateral, o rapaz prontamente preparando o copo como se atender Angel fizesse parte de sua rotina diária - por um tempo, foi mesmo - ela continuou sorrindo e fez uma observação  – Sem gelo, por gentileza. – Ele pegou uma garrafa fechada e abriu, colocando o copo na frente da mulher e servindo. Encarou-a com uma ruga de dúvida na testa, e antes que ele perguntasse algo Angelina já respondeu – Sim, pode deixar a garrafa. Obrigada. – Pegou seu copo e virou-se de costas para o balcão para poder observar o ambiente, cruzou as pernas e deu um gole em sua bebida. Um leve semblante de prazer perpassou seu rosto, estava com saudades daquilo tudo. 

Seus olhos percorreram todo o salão, tinha bastante gente ali mas não estava exatamente cheio, algumas mesas estavam vazias. Homens e mulheres, todos de aparência agradável aos olhos da jogadora. Angel era o tipo que entendia as peculiaridades da beleza de cada um e admirava, mas havia aqueles que lhe chamavam mais atenção. Como uma jovem garota de traços orientais muito bem vestida que adentrou sozinha o lugar e sentou-se em uma das mesas alguns metros do bar, olhando o cardápio e pedindo algo para o garçom quando ele foi atendê-la. Angelina observou cada detalhe da linguagem corporal da jovem, tendo a impressão de que ela estava tensa. Contemplou a maneira delicada que ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha, tomando mais um gole de seu whisky. Ficou curiosa para saber o que ela tinha pedido para beber, um drink, talvez? Seus olhos estavam fixos nela como se assistisse uma TV. Logo o garçom retornou à mesa, com uma garrafa de vinho. Angel sorriu de canto – Mas é claro. – Desviou seu olhar da mulher e observou o salão, que ficava cada  mais cheio e com mesas indisponíveis, de modo que o bar também estava lotado. A morena sentiu falta daquele movimento. Vez ou outra lançava olhares na direção da outra jovem, notando que as bochechas dela já estavam levemente rosadas e a garrafa de vinho nem tinha chegado na metade. Em uma dessas olhadas, percebeu que a desconhecida direcionou seu olhar para alguém entre os que estavam ali. Curiosa, acompanhou a direção do olhar da oriental,  travando seus olhos numa garota loira bem atraente,  que na perspectiva de Angel estava de lado, o que lhe dava uma  visão privilegiada.  Trocou o lado cruzado das pernas e deu uma boa encarada de cima abaixo na mulher. Seu traseiro era magnífico. Mordeu o lábio inferior, não conseguindo refrear os pensamentos  indecentes que vieram em sua mente que envolviam as duas garotas. Já tinha tempo que não fazia aquele tipo de brincadeira, e geralmente sempre tinha homens envolvidos. Uma “noite das garotas proibida para menores” seria interessante, pra variar. 

Não soube dizer se as duas se conheciam, mas com o aceno da que estava sentada a loira foi até ela e se acomodou no sofá ao sei lado. Angel remexeu-se interessada na cadeira, curiosa para ouvir sobre o que conversavam. Nunca foi uma mulher de pouca atitude, e aquele joguinho de ficar observando não estava mais lhe agradando. Levantou-se do banco de um pulo e pegou a garrafa de whisky em cima do balcão, servindo mais um pouco seu copo. Caminhou entre as mesas, desviando com cuidado de algumas pessoas que estavam de pé. Iria conversar com elas, no mais sabia que se não rolasse nada pelo menos conheceria novas pessoas. Essa era uma qualidade de Angelina, literalmente qualquer paixão a divertia. Colocou seu melhor sorriso no rosto e se aproximou da mesa, colocando a garrafa de whisky em cima dela com delicadeza – Hmm, com licença, meninas. – Sua voz era tranquila, uma oitava mais alta que o normal para se fazer ouvir no meio da música e barulhos de conversa – Se importam se eu me sentar com vocês? Estou sozinha essa noite e todas as mesas estão lotadas. – O tom firme e educado, sorrindo mais abertamente quando elas assentiram de forma positiva. Sentou-se no espaço vazio ao lado da morena, tomando o último gole do copo e servindo mais um pouco de sua garrafa,  erguendo levemente a bebida como se oferecesse – Muito prazer, sou Angelina. Mas podem me chamar de Angel. Vocês são? –  Se apresentou normalmente, talvez elas já até a tivessem visto por conta do time, mas não podia saber se as garotas eram chegadas em quadribol.  

 


or do you not think so far ahead? cause I been thinkin' 'bout forever
i've been thinking about you
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Anna D'Anjou Casiraghi
Sociedade Bruxa - Adulto
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Anna D'Anjou Casiraghi


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Varinha: Pluma de Basilisco, Carvalho Inglês, 29cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeQua 6 Nov - 23:59:31




Noite do Pagode -q
Interação com Angel e Eib

Aquele era um dos típicos dias que Anna separava para sair e se divertir. Havia voltado para casa cedo e se preocupou somente em tomar um banho demorado e se vestir com um de seus vestidos casuais, não muito vulgar mas o suficiente para ser ela mesma. Seu batom vermelho reluzia em seus lábios quando finalmente parou de frente ao espelho para se certificar de que tudo estava correto. Nada melhor do que uma boa noite para relaxar, principalmente quando a vida de adulto nos surpreende com problemas. Anna geralmente rebatia-os com um pouco de rebeldia, era o que seus pais lhe diziam quando os visitavam, mas ela não se via assim. Ela era, na verdade, uma mulher dona de si e que escolhia relaxar a ponto de deixar a vida lhe atropelar. ‘Viva la vita’ era o que dizia, em traços finos a tatuagem em sua cintura e que tinha orgulho de levar como lema de vida.

Quando estava finalmente pronta, aparatou para uma rua lateral ao Odeon Bar & Grill, onde não haveria riscos de ser vista usando magia. Anna andou calmamente até a entrada do local e logo se sentou em uma das poltronas vazias do lugar. Ela carregava apenas uma bolsa pequena, que não demorou para ser colocada ao lado de seu corpo antes de levantar uma das mãos, solicitando a vinda de algum dos garçons. - Boa noite, pode me trazer um copo de vinho, por favor? - Aquela era sua bebida favorita, sem dúvidas. Todavia, esperava poder beber algo diferente até o fim da noite. O homem não demorou para lhe trazer seu pedido, que chamava atenção pelo copo grande e cintilante que carregava. Anna cruzou as pernas e relaxou em sua mesa, que até então estava vazia. Pouco se importava pela solidão que poderia ser beber sem alguma companhia, mas a verdade é que já havia se acostumado e podia dizer que até gostava. [...]

Enquanto terminava seu terceiro copo e iniciava seu quarto, já havia se levantado e ido até o bar algumas vezes para ter certeza de que não estava perdendo o controle. Anna estava acostumada a beber mas preferia não passar dos limites, principalmente quando estava sozinha. Em uma das vezes que estava sentada, olhando em volta a procura de algum conhecido que pudesse lhe ajudar caso algo ocorresse, reparou no olhar de uma mulher que estava sozinha, assim como ela. A loira sorriu, como de praxe, levantando seu copo de vinho em retribuição ao aceno da jovem. Ela não sabia se era apenas um comprimento aleatório ou se a garota coreana, estava querendo dizer alguma coisa. Depois de terminar de beber seu vinho, Anna se levantou, decidida em fazer companhia para a mulher que estava sozinha em outra mesa. Carregando seu copo em uma mão e a bolsa em outra, ela andou com calma até a outra, se apoiando em uma das poltronas ao se aproximar mais. 

Antes que Anna precisasse falar algo, a coreana com cabelos lisos e pele clara havia passado em sua frente. - Sim, estou sozinha. - Uma pausa se sucedeu até que ela pudesse formular uma nova frase. - Ah sim, claro… Se não der conta a gente dá um jeito. - A loira sorriu, se sentando na poltrona ao lado da morena. Sem cerimônias, Anna colocou um pouco de vinho em seu copo enquanto ouvia atentamente o que a outra dizia. - Obrigada. E eu amei a sua blusa, chama bastante atenção. - Ela riu, perdendo um pouco da noção. Ficou observando com certa curiosidade o jeito da moça ao seu lado, que a olhava da mesma forma antes de levar o copo de vinho aos lábios e tomar um gole generoso. - Prazer Eib, eu me chamo Anna. - Sorrindo de lado, ela deixou a taça encostar na mesa delicadamente, deixando-a lá por um instante.

Sabia que não demoraria até que estivesse um pouco mais bêbada do que estava planejando, e pensando nisso, ela preferiu esperar um tempo sem completar o copo com outro vinho. - Eu amo vinhos, sabe? Se deixar bebo uma garrafa dessas sozinha. - Anna murmurou para Eib, tentando forçar sua mente a pensar. Pouco tempo depois uma mulher alta, com um dos olhos mais bonitos que ela já vira, se aproximou da mesa, comprimentando-as. - Por mim tudo bem, e pra você? - E sorriu para a coreana, esperando uma resposta amigável. Se ela havia a convidado para se sentar ali, então era provável que não se importasse se mais uma se juntasse à mesa. - Eu sou Anna, o prazer é meu. - ”Angel tipo anjo?”, ela queria dizer mas apenas pensou. O álcool estava começando a fazer efeito nela, mesmo não se dando conta disso. - Nada melhor do que juntar três mulheres sozinhas em uma única mesa, não é? - Anna levantou seu copo após enchê-lo novamente especialmente para a ocasião, gesticulando um brinde com as outras. Observando Angelina com calma, ela reparou que já tinha lhe visto em algum outro lugar, talvez até no Café, mas antes de comentar sobre isso teria que pagar uma nova garrafa à Eib, pois a dela já estava acabando.





ANNA D'ANJOU CASIRAGHI
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Eibhlin D'Anjou Hwang
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeSab 9 Nov - 20:20:28


You thought you had me, didn't you?

When you lied to my face, I could see the truth. Every step with the way I knew how you fooled me, boo.

Mesmo sabendo que não tem resistência a bebida, a garota pediu uma garrafa de vinho com a intenção de toma-la completamente, queria se divertir e esquecer-se do sentimento estranho que lhe rondava a cabeça. A família estava um caos depois do sequestro de Claire, o mundo de cabeça pra baixo, estresse para todos os lados!! Ela é só uma menina de dezoito anos, que quer mais do que tudo, viver como uma. Por que a vida adulta estava chegando de forma tão impetuosa e rápida? Desde que se formou em Hogwarts, não tem tido verdadeiros momentos de paz. Agora estava optando pela bebida, por sair de casa, por ser livre... Mesmo que por uma noite só. A jovem não tem o habito de sair também, por isso possui um pouco da dificuldade de se abrir e de saber como se comportar, só após umas taças de vinho que ela conseguiu se soltar, cantar, e sorrir. Era como se seus ombros estivessem mais leves. Além disso encontrou uma possível parceira de bebida e se animou com a possibilidade.

A aproximação da loira foi bem vinda, seria bom ter alguém com quem dividir uma bebida e conversar, ela parecia ser alguém de bom gosto, considerando as roupas que usava.  – Sim, por favor, vamos dar um jeito, pode ficar a vontade. – Quando fica bêbada, é fácil perceber que sua voz fica mais melosa e musical, como se ela não tivesse mais controle de suas contas vocais. Deslizou os dedos pelos fios castanhos e se arrastou um pouco para o lado, para que a mesma pudesse se acomodar ao seu lado. Dessa forma, Eib debruçou um pouco o corpo sobre a mesa, apoiando seu braço direito e virando-se um pouco na direção dela, que havia atraído seu interesse. – Obrigada pelo elogio, pode-se viver que tem bom gosto. – Como não gostar de uma mulher que elogia o trabalho de alta costura de suas roupas? Sorria e então pegou seu copo e levou a boca, tomando um gole da bebida doce. Estalou os lábios, e voltou a encara-la quando ouviu seu nome. – Ah, Anna é um bonito nome. – Ressaltou, abandonando seu copo e deslizando um pouco no estofado, recostando as costas no mesmo.

- Eu não sou muito conhecedora de bebidas alcoólicas, sabe? Mas de todas que provei até agora, o vinho tem estado no meu top um, vinho tinto... De preferência. Realmente cai bem em todas as situações. – Enquanto fala, gosta de olhar nos olhos na pessoa, repara-la e mostrar-se interessada que dizia. Os olhos dela passavam uma sensação reconfortante e ao mesmo tempo, de mistério, dava vontade de ficar observando-os e navegando ali. Reparou que ela de fato é cheirosa, agora que estava tão perto. – Gostei do seu perfume. – Mas por talvez estar meio bêbada e o local estar cheio de odores diferentes, ela que normalmente é boa nisso, não conseguiu reconhece-lo.  Pensou no que mais poderia dizer para manter aquela conversa, quando uma jovem de cabelos negros e belos olhos se aproximou, Eib demorou um pouco a entender o que fazia ali, até ouvir o comentário da loira. – Ah sim, claro. Por favor, fique a vontade. – Sorriu de forma receptiva, esperando ela se acomodar. A recém chegada, que se apresentou como Angel, trazia consigo com copo de bebida. – Me chamo Eib. – E então ouviu o comentário de Anna e concordou com a cabeça.

Mordeu seu lábio inferior e encheu o seu copo que estava quase vazio, mas haviam só algumas gotas... Misericórdia, quando foi que bebi tudo isso. ?O que está bebendo Angel? – Perguntou curiosa, para a bela jovem ali, que tinha o rosto um pouco familiar. – Não conheço muitas bebidas, mas gostaria de provar. Aceito dicas...- Comentou de forma tranquila, cruzando as longas pernas. – Esse é um lugar legal, nunca tinha vindo antes. – Nunca foi em muitos lugares mesmo, mas não vinha ao caso. Se sentia leve, quente, e desinibida, sentia também que isso não acabaria bem. – E vocês tem o habito de sair sozinhas? Eu admito que é a minha primeira vez, mas eu precisava curar a dor de cotovelo. – Também quando está bêbada, não para de falar, por isso acabava emendando um assunto no outro. – Oh... Vocês conhecem alguma boate? – Fazia um tempo que queria sair pra dançar. Isso sim é vida, mover o corpo no som da música até de madrugada e chegar com os pés pedindo arrego, era o tipo de coisa que estava precisando também, e a ultima vez que tentou fazer não deu muito certo, então não pretendida voltar a tal lugar. - Vamos pedir mais bebida? – Perguntou as outras, dando o ultimo gole do vinho que estava no seu copo.

COM Anna and Angel



There's people up in my zone, but they can't turn me on ', cause baby, you're the only one I'm coming for, I can't take no more. I wanna fu-oo-oo, but I'm broken hearted, cry but I like to party. Touch but I got nobody.
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Orion Haraldsen Beoulve
Jogadores Profissionais - 1ª Divisão
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Patrono : Ornitorrinco
Bicho-papão : O fracasso como jogador de Quadribol

Perfil Bruxo
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Ano Escolar: Formado
Varinha: Pelo de Nundu, Cedro, 27cm, Quebradiça.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeQua 13 Nov - 20:27:16

Se fosse para resumir como foi o seu último jogo profissional em poucas palavras, Orion não pensaria muito para dizer "Um começo brilhante, mas com um final tenebroso". Se lembrava bem dos primeiros gols marcados durante o início da partida, quando conseguia ganhar com facilidade dos defensores da equipe adversária e em pouco tempo, havia conseguido uma grande vantagem à favor de sua equipe, algo de 30 ou 40 pontos, contudo, num passe de mágica, toda aquela situação mudou. Estava um pouco mais alto que todos os outros jogadores, buscando um lugar com muitos espaços para fazer um novo avanço e chegar com liberdade no campo de ataque, contudo, a sua concentração naquele momento estava tão grande que não notou um balaço voando ferozmente em sua direção e aquele choque da esfera enfurecida contra sua barriga foi o suficiente para desestabilizar o rapaz. Durante todo o resto da partida, parecia que a goles simplesmente queimava em sua mão, não conseguia manter a posse dela por muito tempo e sempre que recebia um passe, tinha dificuldades em segurar o lançamento na primeira tentativa e todas essas dificuldades contribuiram para que aquele jogo, teoricamente fácil, se tornasse numa grande dor de cabeça. Ao final, o apanhador do União de Puddlemore ainda havia conseguido capturar o pomo e pela vantagem de 10 pontos, a equipe de Orion conseguiu a vitória.

De qualquer forma, mesmo com o resultado positivo, o lufano não estava feliz com o seu desempenho. Depois de tanto esforço durante os treinos na pré-temporada e a esperança de exibições melhores, o choque de realidade o surpreendeu, apesar de toda a preparação, o seu nível continuava muito aquém dos jogadores profissionais, provando a cada novo jogo que a fase vivida em Hogwarts era apenas um ponto fora da curva. O que poderia fazer naquela situação? Continuar com o trabalho duro e torcer por dias melhores? Também, mas naquele exato momento, estava sentado numa das mesas do Odeon Bar & Grill afogando todas suas frustrações com o álcool. Nunca imaginou que faria aquilo antes, mas depois que saiu de Hogwarts, percebeu que aquela bebida poderia oferecer um conforto muito bom frente aos problemas que deveria enfrentar sozinho. Suspirou e olhou para a primeira taça de hidromel que havia pedido há poucos minutos, o recipiente ainda estava pela metade e Orion tinha dificuldades em consumir todo o líquido, pois seu paladar ainda não estava acostumado com aquele gosto peculiar, mas mesmo assim, insistia. Um gole por vez e torcia para que em pouco tempo aquela sensação de auto-depreciação desaparecesse completamente.


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Charlotte d'An. Casiraghi
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeQua 13 Nov - 23:20:44

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Era uma bosta ter que viver clandestinamente. Não que os bruxos já não fizessem isso durante a vida inteira, mas a pressão imposta sobre isso – que se baseava exclusivamente no fato de que seu bem estar dependia da clandestinidade – era muito pior agora e fazia com que até eu pensasse duas vezes antes de ir nos lugares que frequentava. Eu gostava de me gabar sobre fazer parte dos dois mundos – mágico e não mágico – principalmente porque eu não estipulava os vínculos de relacionamento que eu tinha com as pessoas somente pelo que elas eram ou não. Afinal, não é como se eu fosse manter um relacionamento duradouro com ninguém de qualquer forma, então porque escolher a dedo? Era só escolher qualquer produto de uma prateleira no mercado porque todos eram capazes de fazer a mesma coisa. Mas voltando ao ponto principal; a vida tinha se tornado entediante apesar do perigo parecer rondar as esquinas de qualquer viela por onde eu passasse. A queda do Ministério, a ascensão de Nyx, os avisos do Exército Britânico e a extensiva busca dos olhares de todos para qualquer indício de magia que atravessasse seu caminho não causavam aquela adrenalina em que você pensa que cada dia possa ser seu último. Eu aprendera a me camuflar bem desde sempre e isso continuou mesmo quando cheguei na Grã-Bretanha; tinha um apartamento confortável num centro residencial de luxo trouxa em Londres o qual logo dividiria com minha irmã, frequentava o mesmo café diariamente e lia os jornais revistas trouxas à vista dos olhos curiosos de vizinhos assustados para provar que eu tinha algum interesse em seu mundo.

Mas não; fazia tempo que eu não me interessava por uma coisa sequer. Me chame de egoísta, eu gostava mesmo era de dar atenção às coisas que me traziam algum prazer na vida. Dinheiro, conforto, comida, sexo. Não necessariamente nessa ordem. E Quadribol; essa última sendo provavelmente a única coisa que transformava minha rotina para algo que valia a pena ser vivida. Então imagine como eu me sentia agora, sem poder jogar porque simplesmente não era o melhor momento para Campeonatos. Eu não era idiota; sabia muito bem o quão arriscado manter jogos oficiais em tempos como aquele, mesmo com todos os esforços para manter sigilo e a segurança dos envolvidos. Todo o mundo bruxo havia sido exposto; um simples jogo de quadribol não seria? E era isso que enchia meus pensamentos quando entrei naquele bar no fim de uma tarde chuvosa, porque permanecer em casa mais um dia não parecia a melhor das opções. Havia recebido o convite anônimo - provavelmente as partes sabiam que corriam riscos mandando esse tipo de coruja para pessoas por aí - para comparecer num jogo não-oficial, isso pra não dizer bem audacioso, como uma forma de protesto contra Nyx e apesar de minha resposta já estar formada, eu devo confessar que estava bastante dividida. Passar os últimos dias enfurnada em casa era imensuravelmente pior do que treinar arduamente todos os dias, mas nem o convite para montar sobre uma vassoura novamente era suficiente para me fazer perder o juízo; afinal, será que ninguém sabia que aquilo era praticamente um convite pra ser mandado para os confins do inferno por Nyx e seus seguidores?

A porta foi empurrada e o som familiar do tilintar de vidro de copos e garrafas em meio à conversas altas me envolveram como se eu tivesse entrado num lugar que eu poderia muito bem associar com lar, doce lar. Olhei ao redor como de costume apenas para me certificar de que nada ali havia de anormal ou precisasse de atenção extra, em caso de precisar usar a varinha que eu mantinha escondida dentro da bota de cano alto. Me dirigi, balançando algumas gotas de água que haviam molhado meus fios quando a chuva começou a cair do lado de fora antes de alcançar o balcão e erguer o dedo para o bartender pedindo uma mistura de gin e o uísque mais envelhecido da casa. Começaria com uma bebida fraca – para meus padrões. Me virei de costas para o balcão, levando o copo aos lábios. Não me sentia pronta para sentar ainda, mas sabia que não sentaria ali. Uma mulher sozinha sentada no bar esperava um convite – ou era isso que a maioria dos homens pensavam, já que se sentiam à vontade de abordar estas com mais frequência – e eu sinceramente não estava afim de ter que travar uma batalha verbal com esse tipo de figura misógina. Por isso, apenas rodeei o lugar com os olhos em busca de um lugar onde pudesse ter um pouco de privacidade com meus próprios pensamentos. O que prendeu minha atenção, o suficiente para me fazer apertar os olhos castanhos enquanto considerava a lembrança daquele rosto, fora um rapaz sentado sozinho numa mesa de canto, numa espécie de poltrona acolchoada grudada à parede. Ele estava curvado, os dedos fechados ao redor do copo de vidro mesmo que não fizesse menção em leva-lo a boca naquele momento. Os olhos apontavam fixamente para o mesmo lugar e apesar de toda sua imagem demonstrar que ele, assim como eu, não estava muito afim de ter companhia, os motivos pelos quais aquela figura em específico chamaram minha atenção surgiram em minha mente no momento que o vi erguer o copo e virar o que restava para o interior da boca. Soltei um sorriso e também meu corpo do apoio de madeira atrás de mim; segui em sua direção e o fato de ele não ter erguido seu olhar à minha aproximação só provavam o quão absorto eu imaginava que ele estava.

— Ou você é um dos artilheiros do Puddlemere ou eu preciso considerar a aposentadoria por minha vista me incapacitar de continuar meu trabalho como batedora — falei com um sorriso contido enquanto analisava os traços do rosto do jovem que finalmente me dava a atenção devida. — É, minha vista continua tão boa quanto no último jogo em que acertei um balaço num certo artilheiro — exatamente o que estava à minha frente. — Posso, Beoulve? — Minha memória era tão boa quanto minha habilidade com balaços e eu não tinha o mínimo de pudor em afirmar isso, nenhuma das duas coisas. Questionei sobre o lugar à frente do rapaz sem considerar sua resposta de verdade, uma vez que puxava a cadeira para me sentar mesmo antes de sua resposta. — Prometo que serei uma companhia civilizada e a prova disso — ergui minha mão para puxar um garçom que passava pelo braço, completamente indiferente ao fato de que aquela não era a melhor forma de pedir a atenção de um funcionário. — Pode trazer outro para o meu colega? Na minha conta. Por favor — empurrei o copo vazio sobre a mesa na direção do garçom que o pegou e levou consigo sem dizer mais que duas palavras. — E nem se atreva a pensar que isso é um pedido de desculpas. Bebidas, bebidas, balaços à parte.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeQua 13 Nov - 23:22:15

Todo o momento de reflexão por parte de Orion foi deixado de lado quando uma voz que não lhe era familiar, mas fazia parte do seu âmbito profissional, soou pelo ambiente, fazendo uma piadinha que num primeiro instante, o rapaz apenas ignorou. Obviamente, para a desconhecida, era apenas uma forma de puxar assunto, mas aquele lance era o motivo do rapaz estar ali naquele bar, desabafando todos os problemas da própria vida com um líquido de sabor estranho que odiava. Enfim, o jogador de quadribol poderia ter muitas reações, onde a principal seria apenas ignorar e fingir que não estavam tentando dialogar com ele, mas agiu de maneira completamente oposta ao pensamento. Abriu um leve sorriso com a boca, ainda umedecida pelo hidromel, e afastou o copo enquanto buscava ajeitar uma cadeira para a mulher. — Charlotte, não é? — questionou, enquanto piscava os olhos uma ou duas vezes para ver se a imagem borrada da garota ficava um pouco mais nítida. Sorriu quando conseguiu focalizar aqueles cabelos castanhos e o porte atlético que a diferenciava muito do padrão das irlandesas, onde os fios geralmente eram ruivos e a pele em tons pálidos. — Você não está um pouco longe de casa, Harpia? Pensei que a toca do seu time fosse em algum lugar da Inglaterra, não perdida aqui na Irlanda! — exclamou, em tom de brincadeira. Naquele momento sua memória já estava um pouco falha, então, não tinha certeza de onde aquela equipe costumava treinar, mas tinha quase certeza que era no país que fazia parte do Reino Unido.

Em seguida, deixou todo o ressentimento que havia do último embate profissional entre os dois de lado e meneou a cabeça quando ouviu os comentários sobre ter sido o alvo de um balaço dela durante o jogo. Aquele lance voltou à sua mente durante alguns instantes e num movimento de puro reflexo, levou a mão até a parte do corpo onde havia sido acertado, próximo ao ombro esquerdo. — Bem que você poderia ser incapacitada de ser uma jogadora, Senhorita Castanhari. — comentou, enquanto movimentava o braço. O erro do sobrenome dela não era proposital, mas era de um idioma o qual Orion não dominava muito bem e só o ouviu em algumas raras ocasiões, quando o narrador a anunciava como parte do time principal das Harpias de Hollyhead. — Dessa forma, não estragaria o meu jogo como fez da última vez. A União conquistaria uma vitória bem mais fácil se não fosse por aquela jogada sua, quase perfeita. — as frases saiam dos lábios dele de maneira descoordenada, algumas vezes, falava muito rápido, mas quando percebia isso, tentava reduzir o ritmo do diálogo. — Sinta-se à vontade para se acomodar, mas não precisa se preocupar com bebidas. Não é porquê você está me pagando uma que no nosso próximo encontro em campo eu deixarei ser acertado por ti novamente. — provocou, enquanto arqueava uma das sobrancelhas. 


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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeSex 15 Nov - 4:50:39

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Os movimentos descoordenados do artilheiro condiziam exatamente com a imagem de um homem que provavelmente deveria ter perdido as contas de quantos copos haviam ido parar em suas mãos numa mesma noite. As palavras que deixavam sua garganta também tinham um compasso desacelerado, como se ele mesmo não tivesse muita certeza do que estava dizendo. Apenas meneei afirmativamente com a cabeça quando meu primeiro nome foi colocado em mesa; sua embriaguez não privara completamente sua memória de fazer um bom trabalho - ou talvez sua memória trabalhava melhor exatamente por conta da quantidade de álcool presente em seu organismo - vindo o rapaz a se lembrar de mim, aquela que o havia ferido propositalmente durante minha última partida de Quadribol desde que os jogos foram interrompidos por conta da exposição do mundo mágico.

— Se você tivesse o mínimo de senso geográfico talvez soubesse desviar melhor de balaços, rapaz — brinquei, erguendo uma sobrancelha. — Holyhead fica a menos de cento e vinte quilômetros daqui. Três horas de balsa não são lá essas coisas — as palavras saíram alguns tons mais baixos para evitar chamar a atenção de possíveis trouxas ao nosso redor; o corpo também foi projetado mais para a frente de forma que meus antebraços se apoiassem sobre a madeira da mesa enquanto depositava meu próprio copo sobre a superfície lisa. — Mas você sabe que não estamos treinando, então não preciso te privar da verdade. Minha irmã mora em Holyhead; estamos procurando apartamentos nos entornos pra morarmos juntas; Londres atualmente não está sendo o melhor lugar para se viver sozinha — meu próprio copo foi levado à boca, o amargor da bebida acompanhando o calor que o etílico era capaz de causar nos órgãos pelos quais passava.

— Não me diga que corremos o risco de sermos vizinhos — questionei indiretamente se aquele país era o lugar onde Beoulve morava. — Não quero pensar que serei obrigada a lhe usar como guia turístico pelos bares da Irlanda — e a julgar pela facilidade com que ele levava o novo copo, recém recebido do garçom, para os lábios novamente, o jogador provavelmente conhecia bem aquele tipo de estabelecimento. — É que eu não acredito muito nessa história de manter os amigos perto e os inimigos mais perto ainda — pendi a cabeça para o lado num sorriso maroto tentando delimitar que, qualquer tipo de relação que fosse criada a partir daquela conversa, definitivamente não seria de amizade. Apesar disso, a risada escapuliu entre meus dentes como se fôssemos velhos amigos dividindo uma piada. Castanhari? Sério? Pensei em corrigi-lo tão rapidamente quanto a ideia se desfez em minha mente. O estado de embriaguez de Orion era divertido daquele ponto de vista e duvidava que minha correção o ajudasse a verbalizar meu sobrenome corretamente.

— Estou surpresa, artilheiro — comentei, me recostando de volta na cadeira, a voz voltando ao normal. — Não pensei que você, como um exímio jogador da União, gostasse de coisas que vêm fácil arrastei o copo em círculos sobre a mesa com a mão direita enquanto o antebraço da esquerda se apoiava no encosto braçal da cadeira em que estava sentada. — Quase perfeita — dei um sorriso contido, desviando o olhar para o copo. — Receberia isso como um elogio não fosse o desprezo presente em cada palavra que você diz — apesar de meus olhos subirem até os dele para o mirar em desafio, eu não estava procurando por uma reação hostil de Beoulve. Na verdade tudo o que era dito não passava de insinuações sarcásticas e brincadeiras irônicas entre dois torcedores que defendiam seus times. — Não é porque estou te pagando uma bebida que vou esquecer que você é minha mira ambulante favorita, então acho que estamos de acordo quanto à isso — ergui o copo oferecendo um brinde sem precisar de incentivo verbal para o fazer entender o significado do gesto.

Os copos tilintaram e foram levados à boca, o líquido dentro deles consumidos em uma golada só por ambos. O garçom não demorou para levar os copos com o aviso de trazer novos cheios em troca. Aguardei até que o homem uniformizado se afastasse e arrastei os olhos de volta para o rapaz que esfregava os cabelos em desânimo. — Qual é, Orion. Seu desempenho foi mais que satisfatório depois de receber um balaço daqueles; outro artilheiro teria saído do jogo — não precisava de muito mais informação para perceber que o rapaz parecia bastante desgostoso com o último jogo; havia deixado aquilo claro em suas últimas sentenças. — E você não deveria colocar o peso do que aconteceu todo em suas costas. Sua posição é de artilharia, sua função é lidar com a goles. Se alguém deu mole naquele jogo foram seus batedores — puxei os fios para o alto de minha cabeça, envolvendo-os num coque bagunçado. A região ao redor de meu pescoço havia ficado quente por conta da bebida e já estava cogitando me livrar da jaqueta pesada.

Não era de meu feitio inflar o ego alheio, pelo contrário; mas se entendia muito sobre as motivações que levavam alguém a se embebedar num início de noite no meio da semana, sabia que a maior causa era a frustração. Já estive naquele lugar, vezes demais para o meu gosto até. E de certa forma, um Beoulve bêbado entregava muito mais do que ele provavelmente gostaria de se lembrar pela manhã e isso me fazia sentir o mínimo que era possível sentir quando se tratava de ter empatia pelo próximo. — Se significa alguma coisa, eu mirei aquele balaço em você porque sabia que você era uma ameaça. E na Rússia ensinam desde cedo que devemos nos livrar de ameaças. Não é nada pessoal — os ombros balançaram num pedido divertido de desculpas. — Mas se vale de alguma coisa, prometo não arruinar esse seu rostinho bonito. Mesmo se eu te arrancar um braço com um balaço ainda vai ser capaz de se dar bem com as menininhas.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeDom 17 Nov - 22:11:08

Não sabia o porque, mas talvez devido ao seu nível inicial de embriaguez causado pelos primeiros goles na bebida que havia pedido há mais de cinco minutos, o raciocínio lógico de Orion já estava um pouco mais lento do que o normal. Dessa forma, ele precisava ficar alguns segundos extras formulando uma resposta em sua mente antes de falar algo, para ter certeza que seus comentários não soariam estranhos a outra pessoa com quem interagia. Entretanto, conforme ouvia o que Charlotte tinha a dizer, a vontade de falar alguma besteira, seja por brincadeira ou não, era latente. — Não precisa de nenhum bom conhecimento geográfico, mas apenas do bom senso, para estranhar uma pessoa atravessar todo o atlântico só para visitar um bar qualquer da Irlanda. Ok, o Odeon é um lugar famoso, mas em Gales ou na Inglaterra não há uns lugares tão bons quanto esse aqui? — questionou, enquanto afastava o copo com a bebida alcoólica. Então, voltou a ficar pensativo durante alguns segundos e se lembrou da situação que o maior país da grã-bretanha estava passando e arqueou a sobrancelha. — Imagino que sim, atualmente nenhum lugar no mundo está seguro. Sem provocações, se quiser um lugar para se proteger, pode visitar o Castelo dos Beoulves, só não tente soltar nenhum feitiço dentro das paredes ou os deuses antigos podem lançar uma maldição em cima de você. — e no instante seguinte, puxou o recipiente que estava afastando de volta para si e tomou o resto do líquido que sobrava ali dentro. — Mas eu acho que ser odiada pela Mor-Ríogain é melhor do que conviver sob algumas circunstâncias. — optou por falar o nome da divindade em gaélico, o idioma da sua terra natal e escondeu que estava se referindo ao governo atual do mundo bruxo, para evitar futuras dores de cabeça. — A propósito, sou melhor como guia turístico em castelos do que bares.

Em seguida, a garota já estava sentada com ele na mesa, o acompanhando durante as bebidas. Obviamente, o ritmo de Orion era muito lento se comparado ao dela, mas de qualquer forma, tinha certeza que sentia mais a embriaguez subir a cada gole do que sua companheira e em meio as conversas, era inevitável que comentassem sobre o último jogo entre as equipes de cada um. Ela, por um momento, parecia querer animar o artilheiro dos Tornados de Tudshill, mas ele ficava um pouco receoso com os elogios. — Não acho que meu coração aguente tantas emoções de uma partida assim, nos segundos finais, eu já esqueci de atacar com a goles e fiquei apenas observando nosso apanhador finalizar o encontro. Foi questão de detalhe para vocês não saírem de lá com a vitória. — exclamou, levantando os braços, parecia estar empolgado com toda aquela história, mas no instante seguinte, afundou-se na cadeira onde estava e suspirou. — Somos jogadores de alto desempenho, a mídia e a torcida espera que tenhámos regularidade durante a temporada, caso contrário... perguntas como "Por quê pagar 200 mil galeões no Orion, que não sabe o que é uma goles direito?" ficam frequentes. Os colunistas do jornal dedicam uma página para rir de sua cara e por aí vai. — as frases, antes animadas, pareciam sair com um pouco de desgosto. Sem pensar muito, o rapaz deu um gole na bebida que havia recebido de presente.

A pequena risada que veio logo após descansar o copo sobre a mesa poderia representar várias coisas. Talvez fosse Orion fazendo humor do próprio azar que tinha como jogador ou, mais provavelmente, fosse um sinal de que durante o tempo que passasse ao lado de Charlotte naquela noite, uma desconhecida que tinha alguns fios da vida levemente presos ao dele por conta da vida profissional, não reclamaria tanto de não ser o jogador que esperassem que ele fosse ao sair de Hogwarts e da Lufa-Lufa. Piscou duas vezes e quando voltou a focar o rosto de Charlotte, arqueou uma das sobrancelhas num sinal de desafio. — Acertar a pessoa no ar é fácill, principalmente quando o balaço tem vida própria e tenta perseguir qualquer coisa que tenha batimentos cardíacos, mas aposto que num outro território, você não teria chances! — provocou. Apesar de ser muito bom em cima das vassouras, o rapaz também tinha um amplo conhecimento sobre as florestas da Irlanda e poderia apostar com quem quisesse que naquele ambiente, poucas pessoas o encontraria. Provavelmente seu tio Owain alcançaria aquele feito, mas de resto.... Era capaz de paralisar Charlotte com um feitiço antes mesmo dela encontrar o primeiro rastro de pegadas dele. — Mas enfim, Charlotte. Numa próxima situação, não me esmague com balaços, há coisas mais interessantes e menos violentas para me atingir. — sugeriu.


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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeSex 20 Dez - 12:13:42

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— Eu gosto de conhecer lugares novos — respondi simplesmente, quase que como encerrando o assunto que denotava os motivos que me haviam feito atravessar um pequeno pedaço de mar para tomar bebidas em um bar. Orion não parecia ter muita noção do que dizia, ou talvez o sentido estivesse implícito apenas em sua mente, como se dividisse uma piada consigo mesmo. Não entendi o que ele quis dizer sobre deuses antigos me amaldiçoarem tanto quanto não entendi o significado daquele convite ofertado tão de repente. — Agradeço, mas não é de meu feitio ir pra casa de rapazes depois de algumas bebidas — a risada disparou de meus lábios sem que eu pudesse conter efetivamente, o som saindo de uma forma estranha mesmo que eu pressionasse a vontade com os lábios. Aquilo era meio verdade, na real; eu geralmente preferia escolher a minha casa pra não ter o trabalho de sair de fininho na manhã seguinte. Meia verdade ainda era uma verdade, certo?

Começava a achar que nada que eu dissesse era capaz de trazer alguma animação para o artilheiro da União à minha frente. Eu entendia a melancolia que vinha acompanhada da embriaguez, mas aquilo não significava exatamente que eu gostava daquilo. Na verdade, eu começava a ficar um pouco impaciente. — Se você não aguenta as emoções de uma partida, sinto muito, mas está na profissão errada — ergui as sobrancelhas ao mirar o rosto de Beoulve. — Não dá pra controlar tudo, Orion. Pelo menos você sabe onde errou; daqui pra frente é só trabalhar em cima dessa falha pra não acontecer de novo. Mas ainda acho que vocês tinham que reavaliar os batedores de vocês — critiquei com um sorriso, dando outro gole de minha bebida. — E você tem como bônus os colunistas estarem escrevendo sobre o que você faz ou deixa de fazer dentro de campo — o comentário a seguir veio acompanhado de um gosto amargo que não tinha nada haver com a bebida que eu consumia — e não com quem você tá transando.

Eu não devia ter levantado aquele assunto. Mas apesar de todos os anos de experiência com o álcool, meu corpo ainda tinha formas de responder às mudanças que o etílico causava em meu cérebro. Eu ficava mais impulsiva, menos – se é que era possível – inibida e definitivamente não considerava o resultado de nenhuma de minhas ações antes de fazê-las. Talvez era por isso que eu me arrependia em oitenta por cento das vezes de ter dormido com alguém quando acordava no dia seguinte. — Há! Alguém anda usando balaços adulterados nos seus jogos, Beoulve? — Ergui a sobrancelha, me debruçando para a frente mais uma vez com interesse. — Pode me dar um cabo de vassoura e uma goles que eu ainda consigo acertar você — desafiei com um sorriso sacana, decidindo por fim me livrar da jaqueta, cortando o contato visual com o artilheiro enquanto prendia a gola do agasalho nas costas da cadeira na qual eu estava sentada.

Aproveitei pra erguer a mão e sinalizar com o indicador erguido em movimentos giratórios que queria mais uma rodada, sinal recebido pelo garçom que antes mesmo de nos alcançar tornou a voltar na direção do bar. Apesar disso, as palavras do jovem jogador não passaram despercebidas e eu quase podia notar a sutileza da ambiguidade presente na frase, não o suficiente pra que eu percebesse o que ele queria realmente dizer. — Quais são essas outras coisas? Por acaso tem uma lista aí com você? Talvez eu considere levar alguns deles no próximo jogo das Harpias contra a União — zombei displicentemente, soltando os cabelos num movimento involuntário e os bagunçando levemente logo em seguida. — A não ser que você prefira encarar um x1 pra tirar a prova, já que duvida tanto de minha capacidade física. O que não faz sentido nenhum quando considerado que eu já te derrotei uma vez, mas é isso que os mais velhos fazem, cedemos pelo bem geral da nação — considerei que, pela aparência física, Orion não tivesse nem minha idade ainda. Talvez não fosse tão novo, seu rosto jovem podia estar em enganando, mas eu geralmente errava em meus julgamentos. Principalmente quando se tratava do sexo oposto.

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charlotte casiraghi
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Orion Haraldsen Beoulve
Jogadores Profissionais - 1ª Divisão
Jogadores Profissionais - 1ª Divisão
Orion Haraldsen Beoulve

Patrono : Ornitorrinco
Bicho-papão : O fracasso como jogador de Quadribol

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pelo de Nundu, Cedro, 27cm, Quebradiça.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeSex 20 Dez - 13:54:38

Orion não era uma pessoa de pilhar as outras com provocações, aquela única exceção era um caso raro, mas parecia que para cada palavra que escapava dos lábios do rapaz, a garota que dividia a mesa com ele tinha uma resposta pronta que fazia com que ele pensasse uns bons segundos antes de dar sua nova réplica. Suspirou por um momento e deu de ombros, enquanto afastava o recipiente com algo de perto das suas mãos. Aquele havia sido o terceiro ou quarto copo na noite, mas mais do que suficiente para fazê-lo enxergar dobrado ou ter coragem suficiente para enfrentar um dragão sem o uso de magia. — O convite não foi exatamente para esse momento, até porque seria um escândalo muito bom para a mídia se descobrissem que dois jogadores de times rivais estão fazendo algo desse tipo no meio da temporada. — riu, enquanto movia suas duas mãos no ar como se tivesse brincando de marionetes. — Imagina como seria a manchete do Profeta Diário do fim de semana? Chuto algo como "Romeu e Julieta Moderno: Unidos pelo destino, mas separados pelo profissionalismo"! — e durante um tempo relativamente curto, continuou com aquela expressão meio boba na face, pois pelo menos em seu subconsciente, a piada que havia acabado de contar fazia muito sentido. Talvez não para Charlotte, visto que a relação dela com a grande mídia esportiva do mundo bruxo deveria ser bem melhor da que o ex-capitão da Lufa-Lufa tinha, pautada em perseguições pelo lado dos repórteres e em recusas de convites para a entrevistas pelo rapaz.

No instante seguinte, qualquer traço de ânimo no semblante do rapaz desapareceu completamente, sendo substituída por uma expressão preocupada. Obviamente, o que a outra garota falou para ele tinha muito sentido e até que concordava com as afirmações, entretanto, cada um lidava com as coisas de uma forma e Orion, principalmente na época escolar, era a esperança irlandesa para ganhar um mundial de quadribol, visto que desde os anos 90, a seleção não conseguia sequer chegar nas finais, mas ao chegar no nível profissional, simplesmente não correspondeu o que era esperado e por isso as pessoas - que um dia o exaltaram - se voltaram contra ele, tecendo críticas sobre cada um de seus erros. — A União de Puddlemore é um time que está se reconstruindo, após quase caírem para a segunda divisão. Então, é normal que alguns membros sejam apostas, assim como eu estou sendo. — balançou os ombros e o movimento foi seguido de um leve suspiro. — Eu nunca cheguei a ler a coluna de fofocas, mas acho que deve ter alguém comentando sobre o que acontece com a minha vida fora do profissional, sabe? Os fãs sempre querem saber um pouco mais de seus ídolos, inclusive acho que já devo ter visto uma foto sua numa dessas edições do Profeta Diário. — voltou a brincar. Para bem ou para o mal, não conseguia ficar triste, irritado ou deprimido por um tempo e em questão de segundos, voltava com as típicas brincadeiras de sempre.

Mas eu nunca duvidei da capacidade física de ninguém, senhorita Casiraghi. — falou com certa estranhesa, enquanto arqueava uma de suas sobrancelhas em sinal de dúvida. — Só que se me acertar novamente é uma questão de honra para você, significa que temos um encontro marcado? — não sabia se era o álcool que acrescentava alguns traços à sua personalidade, mas algumas coisas que falava não eram frequentes quando estava num estado mais sóbrio. Dessa vez, não tentou desviar o contato visual que os dois mantinham e devolveu o mesmo sorriso sarcástico que ela mantinha em seus lábios. — Pode marcar o dia e o horário, Charlotte. Não sei se sua maestria como batedora é sete, mas... — parou um tempo para pensar no que poderia falar sem soar estranho — sem a ajuda do artilheiro do seu time, você não consegue. — e num passe de mágica, voltou para sua expressão habitual de sempre. Olhou rapidamente pela janela do bar e aos arredores, geralmente vinha algum trouxa naquele local, então, prestava atenção para ver se não havia atraído olhadres desnecessários para si.

Enfim, quer algo para comer? Hoje é por minha conta! — exclamou, resolvendo que era melhor mudar um pouco o assunto para algo mais informal. As provocações poderiam ficar para outro momento.   


Sim
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Charlotte d'An. Casiraghi
Jogadores Profissionais - 1ª Divisão
Jogadores Profissionais - 1ª Divisão
Charlotte d'An. Casiraghi


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Durmstrang (Escandinávia)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Corda de Coração de Dragão, Cipreste, 29cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeQui 26 Dez - 6:23:53

I like when you get mad
I guess I'm pretty glad that you're alone

Eu ri audivelmente. Pude ver algumas cabeças se virarem para entender o motivo da risada, mas isso não interveio contra a vontade de continuar o assunto que dividíamos tão amigavelmente e ainda assim, com uma pitada agridoce de indiretas e provocações. — Acredite ou não Beoulve, esse não seria de todo a pior das manchetes com meu nome envolvido — comentei com um sorriso, virando o que restava do conteúdo de meu copo garganta adentro. — E considerando que você não é tão ruim assim, eu até me sentiria lisonjeada, não fosse pela probabilidade de eu ser chamada de papa-anjo, senão coisa pior — o sorriso permaneceu nos lábios, agora de uma forma mais cínica, porque estava intencionalmente jogando baixo trazendo à tona a pouca idade do jogador da União à minha frente.

— Se você é uma aposta pra União, então trate de agir como uma e não se deixe abater por uma quase derrota — afirmei, me debruçando sobre os braços cruzados acima da mesa. — Vocês venceram, afinal de contas; não devia se sentir tão miserável por isso. E usa o que falam de você como combustível, porque tabloides nunca estarão satisfeitos; se não te afetarem profissionalmente, afetarão sua vida pessoal. Acredite em mim, eu sei — a vontade de virar outro gole da bebida ruim que estava consumindo veio, mas meu copo estava vazio. — Mais uma rodada? — Ofereci, sem esperar resposta de Orion para erguer a mão e pedir novamente a atenção do garçom. — Espero realmente que você não tenha visto nada sobre mim — murmurei, erguendo as sobrancelhas, mas sem manter contato visual com Beoulve. Estava mais falando comigo mesma do que com o rapaz à minha frente, cogitando mesmo a chance dele não se lembrar de qualquer coisa que tivesse lido.

Ora ora, pelo menos dessa vez acertou meu sobrenome, considerei com um sorriso. — Não sei não, acho que já teremos muito o que lembrar para um próximo jogo com só um encontro ao acaso, não acha, artilheiro? — Sorri, recebendo as canecas cheias do mesmo líquido que consumíamos há algum tempo diretamente das mãos do garçom. — Não podemos dar brecha pra repórteres curiosos, não se esqueça — murmurei como se confidenciasse um segredo, enquanto empurrava o vidro cheio para Beoulve, trocando-o pelo vazio à frente dele. Ignorando minha negativa, Orion continuou a propor o que poderia ser entendido como uma espécie de revanche com uma insistência confusa, suas palavras mais desordenadas do que seus movimentos agora que ele parecia se atrapalhar com o copo recém recebido, o qual entornava um pouco do liquido ao puxar sobre a mesa em sua própria direção.

— Talvez quando você estiver mais sóbrio eu considere esse convite, Beoulve — brinquei, erguendo meu próprio copo com um sinal para o jogador da União de Puddlemere. — Até lá, vamos manter as provocações numa mesa de bar mesmo — pisquei para o rapaz e levei a bebida à boca. Orion ofereceu algo para comer e considerei que ele mais do que eu precisava colocar alguma coisa no estômago para segurar a animação recente proveniente do álcool consumido. — Se você está pagando, não vou me opor — ri ao sinal desajeitado que o rapaz fazia para o garçom, não me contendo somente a sorrir naquele momento, mas durante o resto da noite até que as mesas ao redor começassem a esvaziar.

[ ... ]

— Acho melhor a gente ir antes que nos expulsem — minha voz não saía exatamente na tonalidade e cadência normais, o que era esperado quando considerado a quantidade de álcool consumido. Orion, diferente de mim, parecia num estado de embriaguez muito pior e era incapaz de se manter de pé por muito tempo sem cambalear. — É desse jeito que você me chama pra uma revanche? — Ironizei, puxando o braço do artilheiro da União para a parte de cima de meus ombros a fim de trazer alguma estabilidade pro rapaz durante o percurso até a porta de saída do estabelecimento. — Não, não, não... Nada de dormir. Eu não sou Legilimente pra adivinhar o caminho pro seu castelo então é bom que fique acordado até a gente chegar lá ou serei obrigada a te largar na sarjeta debaixo de chuva — era pra soar como uma piada e não como uma ameaça, mas só de colocar os pés do lado de fora e ver a chuva torrencial que caía eu sabia que mesmo que ele fosse meu pior inimigo eu não o deixaria passar a noite na rua.

Considerando que eu também não encontraria o meu caminho pra casa tão facilmente – as barcas costumavam interromper suas atividades quando a chuva caía forte o suficiente para desestabilizar o mar –, mantive Beoulve ao lado durante todo o tempo e percurso, evitando aparatar por conta do álcool presente não só no sangue dele como no meu, e me esforçando o suficiente para não usar magia de forma errada e ser descoberta pelos trouxas nas proximidades. Minutos antes do fechamento do estabelecimento, sendo nós dois os últimos clientes a deixarem o lugar, ambos saímos de lá rumo à residência de Beoulve e um lugar mais seco para ficar.

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charlotte casiraghi
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Irving Schimitd Lyesmith
Mercenário
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Irving Schimitd Lyesmith

Bicho-papão : Fantasmas dos seus torturados

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Beauxbatons (França)
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeSeg 27 Jan - 10:39:44

Eu estava incrivelmente bravo nesse dia e eu não sabia a real o porque que era. E simplesmente não conseguia parar de ficar bravo. A demora da atendente para trazer meu desjejum atenuava esse meu ser raivoso e eu simplesmente queria jogar aquela xícara de café em sua cara quando a mesma chegasse, porém não poderia fazer isso... infelizmente ainda precisava de descrição e o que eu mais queria no momento era só comer e seguir meu rumo. Facilitaria se a mulher chegasse logo. Quer saber? Desisto! Peguei minhas coisas e caminhei em direção da porta, saindo dali em seguida em direção ao sul do país.
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Kael Ford Blackwood
Sonserina
Sonserina
Kael Ford Blackwood


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Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: 3º Ano
Varinha: Pelo de Unicórnio, Cerejeira, 30cm, Flexível.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeQua 5 Fev - 22:22:28

A sensação de queimação que acometia suas pernas não foi o suficiente para fazê-lo parar de correr. Gotas de suor rolavam sutilmente pelas laterais de sua face, o sol, acanhado, não estava em seu fulgor completo, mal nascia naquele início de manhã. Mais rápido, impulsionava-se para frente e tentava acelerar, porém não estava imune ao cansaço e sentiu o alívio ao ver sua casa cada vez mais próxima. Parou um pouco antes e apoiou as duas mãos nos joelhos, a boca aberta sugando o ar com certo empenho. O peito subia e descia. Tomou alguns minutos para que a respiração retornasse ao ritmo comum. Vagaroso, adentrou a residência e seu primeiro encontro foi com o silêncio que rodeava o ambiente de forma, para ele, aprazível. O cheiro de bolo fresco invadiu suas narinas e a barriga protestou, exigindo que fosse alimentada o mais rápido possível. Andou até a cozinha e ouviu o cumprimento matinal de sua mãe, em resposta ofereceu-lhe um sorriso de lábios e um aceno. — Vovô não acordou? — A mulher negou com a cabeça e explicou que o velho já havia saído para trabalhar, porém chegaria mais cedo do trabalho. Kael acenou em resposta e foi em direção a seu quarto, retirando as vestes úmidas de suor que estavam grudadas. O banho foi rápido, enxugou o cabelo o máximo possível e passou a mão arrumando-o desleixadamente, não era do tipo vaidoso. — Sssss Kael? Já está de volta? ssss — A serpente rastejou pela cama até ficar de frente com o sonserino, ele sorriu para o animal e sua feição pareceu ligeiramente mais leve. — Sim, venha, vamos tomar café. — Estendeu o braço e Astoria não demorou a subir por ele até chegar aos ombros, onde decidiu ficar. A cobra real mexicana era seu bicho de estimação, havia salvo ela em uma feira local na sua cidade, encontrou a cobra acuada em um tipo de jaula, estava sendo contrabandeada junto com os demais. Num ato ousado ele pegou a cobra e fugiu, desde então a tinha como companheira e animal de estimação. Não demorou a sair do quarto e retornar a cozinha para o desjejum [...]

Seamus, seu avô, realmente chegou mais cedo e convidou a família para ir até o bar, mudar um pouco a rotina. O Blackwood mais novo não sabia de onde ele tirou dinheiro para os levar para comer fora, porém não reclamou. — Bom, parece que vamos sair mesmo, quem diria né? — Astoria silvou visivelmente incomodada, pois não iria com eles. O garoto considerou levar, porém sua mãe negou categoricamente. Ajustou o jantar de sua cobra e colocou um grande rato morto para que ela se alimentasse, em compensação a ficar só por algumas horas. Tão logo a família partiu em direção ao Odeon Bar & Grill. O bar e restaurante era bem aconchegável e eles aproveitaram e experimentaram deliciosos pratos. Foi uma noite estranhamente agradável para Kael, era bom fugir da rotina vez ou outra. As férias estavam cada vez mais entediantes. Após comer a sobremesa, pagaram e saíram do local.


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Nealie Lynch Schrödinger
Sociedade Trouxa - Adulto
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Nealie Lynch Schrödinger

Bicho-papão : Fracassar no trabalho

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Escola/Casa: Trouxa
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitimeDom 9 Fev - 15:58:14


Soltei meu corpo na poltrona do Odeon Bar & Grill e sem delicadeza larguei minha pasta na mesa, fatigada do longo dia de trabalho em Dublin. Não demorou para que um garçom se aproximasse da minha mesa e anotasse meu pedido. — Espaguete ao pesto e uma taça do melhor Merlot que você tiver. — Embora minha expressão fosse de alguém que não quer muito papo, minha voz soava agradável e cadenciada, mostrando que ainda que meu humor não fosse dos melhores eu ainda prezava a boa educação que recebi dos meus pais. O garçom saiu, deixando-me sozinha com meus pensamentos. Abri a pasta onde diversos documentos e relatórios estavam, todos pendentes para serem analisados, estudados, corrigidos e devolvidos para o setor jurídico da Delegacia de Glascow. Em meu trabalho como investigadora muitas vezes me deparava com impasses como aquele, em que uma bruxa havia sido cruelmente assassinada e sua família culpava um grupo trouxa extremista. Meu dever era descobrir o culpado e jogá-lo atrás das grades, mesmo que a investigação perdurasse por mais longos seis meses. Quando minha comida chegou guardei os papéis de volta na pasta e comi com calma, saboreando o vinho tinto delicioso e apreciando o blues que tocava no bar. Demorei cerca de uma hora para comer o prato principal e a sobremesa, assim que terminei a refeição juntei minhas coisas e paguei a conta. Não muito depois deixei o local rumo ao hotel em que estava hospedada.



NEALIE


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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Odeon Bar & Grill  - Página 10 I_icon_minitime

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