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 Odeon Bar & Grill

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Diretor Alvoros Grunnion
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MensagemAssunto: Odeon Bar & Grill    Seg 14 Jan - 19:45:41

Relembrando a primeira mensagem :

Odeon Bar & Grill

Dublin, Irlanda



Um bar e restaurante para os que gostam de aproveitar as melhores bebidas da cidade junto com sua gastronomia de pratos saborosos e originais. Apesar do local ter sido restaurado e mantido com seu ar do passado, dentro a decoração é bastante moderna e conta com mesas, sofás e até um mini palco montado para show's acústicos no local.

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos.



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Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


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Themer Werner Ludwig
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Sab 5 Nov - 21:24:20

Waiting for someone to call out.
Never stop
Olhei para os lados procurando tal dono do restaurante, não havia nenhum responsável pelo bar por ali. O rapaz que estava na minha frente logo comentou que não havia dono nenhum, queria somente dissipar o tom pesado que estava entre eu e o outro moço, que havia saído do lugar. Não tinha consciência do que estava fazendo, havia bebido uma das substâncias mais fortes e era suscetível ao álcool. - Reparei que não tinha dono nenhum. Não acho que iriamos brigar ali dentro, era apenas uma discussão normal... Pessoas brigam as vezes... - falei olhando para o rapaz, que não havia me dito o seu nome.

Um enorme silêncio tomou conta da região em que estávamos, quando o rapaz resolveu interromper o silêncio respirei aliviado. - Não precisa se desculpar. Deixe-o ir, isso fica para um dia. Cerveja? Acho melhor não, bebi algo bem forte ali dentro do bar. Só iria piorar o jeito que estou me sentindo, agradeço o convite. Aliás, meu nome é Thomas. E o seu é? - olhei para ele sorrindo, estava tentando esquecer o que havia se passado dentro do bar. Encolhi meus braços, estava tímido. Era difícil conversar com alguém que há pouco havia conhecido. O conheci? Acho que precisarei saber o nome dele antes. Olhei pela porta, a mesa estava vazia, estava na torcida também para que ninguém aparecesse por ali. Estávamos a sós.

NOTES : NONE.


A frase criativa é aqui. Mas eu não sou criativo :c
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Khän Graham Haraldsen
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Ter 8 Nov - 11:18:39

ODEON BAR & GRILL
– Tudo bem. Se você prefere não beber.. – Disse calmamente dando de ombros, só não acrescentaria que eu precisava do alcool pra me manter espontâneo a ponto de deixar a conversa com um estranho descontraída. Não tão estranho assim a partir do momento que me dissera o seu nome. Envergonhei-me por não ter me apresentado antes. – Nuss, foi mal! Eu interrompo sua briga, faço seu amigo ir embora sem te comunicar e não  tenho a capacidade de dizer meu nome. – Comentei coçando a nuca esboçando aquele sorriso de constrangimento. – Que a proposito, é Khän! Mas então, Thomas.. – *Pigarro* – Se não vai beber, poderia apenas me acompanhar?! – Gesticulei pro bar procurando rapidamente um canto menos movimentado, o que era quase impossível, mas ali na beira perto mesmo de onde estávamos o parecia mais privado.

Corajosamente passei o braço em volta do ombro dele meio que arrastando-o comigo alguns passos até o canto desejado. Sentei-me deixando o banco ao meu lado vago para que ele se aconchegasse e pedi ao garçom que me trouxesse uma cerveja bem gelada. Tomaria devagar pra não passar do espontâneo ao ridículo e fazê-lo se arrepender por ter levantado largado sua briga pra dar ouvidos a um bebum, o que eu nem era. Então não podia enfiar os pés pelas mãos. Agradeci ao garçom que não demorara a trazer meu pedido e dei uma bebericada antes de me voltar ao rapaz ao meu lado. – Você ta bem? Parece meio pensativo. Olha, espero mesmo que não tenha feito uma cagada ainda maior no que já parecia cagado. – De repente já não estava falando nada com nada e eu mesmo não entendia bem o que queria dizer. Suspirei tentando reorganizar meus pensamentos, esperando que ele não se arrependesse em estar ali.
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Themer Werner Ludwig
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Ter 8 Nov - 21:57:21

Waiting for someone to call out.
Never stop
Continuei olhando firmemente para o rapaz enquanto o ouvia pedir desculpas pelo que havia feito e também por ter esquecido de se apresentar, arqueei as sobrancelhas e o olhei com um sorriso brilhante. - Não se preocupe, foi até bom você ter quebrado a discussão que estava tendo ali... Khän? Que nome bonito, combina com você, sabe? - olhei para os lados, o rapaz era extremamente carinhoso, era impossível não conversar com ele, por mais que ele estivesse mostrando sinais de embriaguez. Ele havia me feito o convite para entrar e o acompanhar, iria de qualquer modo. 
O rapaz colocou o braço no meu ombro e me levou exatamente aonde estava sentado anteriormente, me sentei ao seu lado ainda o olhando firmemente, alguma coisa em Khän me fazia me sentir melhor, minha vertigem havia passado. - Se eu tô bem? Eu estou ótimo, na verdade, acho que desde que você parou a conversa lá, eu melhorei bastante. Agradeço. - coloquei minha mão em cima da dele assim que percebi que o mesmo havia parado de beber. - Posso fazer uma sugestão? Pare de beber, por favor. Não sei lidar com gente que bebe bastante, ainda mais com alguém bonito como você. - revirei os olhos, rindo logo em seguida. - Por que mentiu sobre o dono do bar? - escondi um sorriso malicioso com as duas mãos entrelaçadas perto a minha boca.
NOTES : NONE.


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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Qua 9 Nov - 12:40:34

ODEON BAR & GRILL
Eu não estava tão bêbado ao ponto de imaginar coisas, ou estava? Senti aquele extinto frio na barriga ao ouvir o elogio que Thomas me fizera, mesmo que discreto, teria me dado um ponto extra de coragem. Deixei o copo sobre o balcão de repente sentindo-me um pouco desconfortável por ele estar fazendo uma ideia completamente avessa de mim. Eu não era mesmo nenhum bebum, aquele tratava-se de um dia a parte, logo, o rapaz tornou-se resultado dessa minha exceção. Então, se me perguntasse ''você voltaria a beber como hoje?'' Eu diria com segurança que por conhecer alguém como ele, sim! Mas apenas assenti acatando sua sugestão, certamente ele falava pro meu bem. Mal me conhecia e dava indícios de preocupação. Tentei não imaginar o quão rubro eu deveria estar diante daquela situação onde Thomas repousara sua mão sobre a minha. – Talvez não tenha sido eu a beber mais do que devia afinal.. – Interrompi-o mais em relação ao comentário sobre eu ser tão bonito.

Ajeitei minha postura no banco desconfortável mantendo minha mão em baixo da sua e de forma distraída acariciava-o com o polegar. – Você parece estar se saindo muito bem para alguém que não sabe lidar com bêbados. – Sorri aproximando-me de seu ouvido como quem fosse contar um segredo. – E fique sabendo que estou na minha perfeita sanidade, ouviu? – Disse de um jeito provocante, graças a liberdade que eu percebi receber dele. Meu coração tamborilava graças aos pensamentos inapropriados, ou talvez fossem mais do que próprios. Seria fraco, ridículo eu responder que ''apartei a briga'' apenas por ser um bom cidadão que detestava conflitos.– Estava planejando rouba-lo pra mim assim que coloquei os olhos em você. E seu amigo fez por onde merecer esse meu lado perverso. – Confessei corajosamente tacando o foda-se no que ele poderia achar. Já me definira como bêbado, pior não ficaria. – E não vou me desculpar por isso. – Completei ...
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Qua 9 Nov - 19:17:25

Waiting for someone to call out.
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A sugestão para que o rapaz parasse de beber havia sido feita, junto com a minha pergunta. Rapaz, como eu queria ter desfeito aquela pergunta... Já foi, e logo ele começaria a esboçar algumas reações sobre cada uma delas. Reparei que ele havia estranhado quando coloquei minha mão em cima da dele fazendo carinho, o rapaz logo havia sugerido que eu estivesse bêbado ou tivesse bebido. - Eu não bebi. Só uma coisinha, mas o efeito já passou. Obrigado por se preocupar, mas não precisa, mesmo. - dei um sorriso, voltei a colocar minha mão em cima da dele por mais alguns segundos.
Eu não estava contente só com as carícias na mão, me levantei da cadeira e a coloquei do lado dele, conseguindo ficar mais perto do rapaz. - Não diga mais nenhuma palavra, Khän. - interrompi a fala sobre saber lidar com bêbados, Khän havia me lançado uma cara de assustado, não queria que ele tivesse a impressão que estava bravo, logo dei um abraço nele, me sentindo mais confortável. Depois disso, coloquei minha mão no queixo do mesmo soltando uma última frase. - As vezes precisamos tomar à frente de algumas coisas ou pessoas. Você parece ser um pouco tímido, então vou facilitar as coisas pra você, okay? - revirei os olhos, colocando meus lábios próximos ao dele, logo depois iniciei um beijo colocando minhas mão no abdômen do rapaz para ter firmeza.
Depois disso, me afastei dando um sorriso. - Agora acho que sou eu quem ter que pedir desculpas, não consegui me conter... Mas foi bom... - comecei a rir, voltei minha mão para a minha perna ainda encarando o rapaz. - Pelo jeito vai conseguir me roubar de qualquer um se continuar sendo essa pessoa perfeita que você é. - concluí.
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Lohann Moriarty Pallas
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Sex 11 Nov - 15:50:44

Estava afim de curtir, então aproveitei minha breve estadia na Irlanda. Adentrei no bar e logo fui servida, após algumas generosas doses nem sabia meu nome, então algum anjo chamou um táxi e eu voltei por hotel. Deixei o local.


Well Mrs. L.
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Sab 19 Nov - 13:18:10

ODEON BAR & GRILL
Era bobo na forma como eu sorria enquanto admirava não tão discretamente os lábios do rapaz a cada palavra pronunciada, mais como uma espécie de hipinose que não conseguia frear, e nem queria. Desviei o olhar por um instante para sua mão novamente sobre a minha e através daquele gesto eu sabia que havia uma reciprocidade no desejo. Alarguei mais o sorriso com meu ''eu'' em pensamentos que gritava exigindo por alguma iniciativa. As luz fraca e a música agora não tão alta sugeriam um clima ideal, ou eu estava fantasiando porque queria muito aquilo. Entreabri a boca pra dizer algo após o abraço não esperado.. mas foi tarde. A iniciativa vinda dele pegou-me completamente de surpresa. Enrijeci a postura e agora nem mesmo meu ''euzinho'' tinha o que dizer ou pensar. Cedi.. Fechando os olhos pelo breve momento pelo qual tanto esperei. Seu rosto, a primeira coisa que vi ao abrir os olhos, me encantou ainda mais. Sorri descaradamente.

– Agora eu que digo que você não tem porque se desculpar. – Respondi colocando uma mão sobre a coxa dele. – E obviamente não espero te roubar novamente.. – Completei deixando ele pensar o que quisesse sobre aquilo. Seria ainda muito cedo pra declarar que não se poderia roubar o que já nos pertence. E mais cedo ainda pra confessar temer ser roubado da mesma forma. – Você não sabe como eu queria fazer isso.. – Disse reaproximando meu rosto do dele, enquanto uma de minhas mãos fez caminho ao seu rosto, deslizando numa carícia à sua nuca onde pressionei puxando-o para mim. Tornando aquele segundo beijo ainda mais intenso. Mordisquei de leve seu lábio inferior sorrindo entre o beijo que cessei nada tímido. – Poderia continuar o resto da noite assim. – Murmurei contra seu lábio, roçando a ponta do nosso nariz. Mas sabia que estávamos no foco de pelo menos meia duzia de enxeridos. Ajeitei-me dando um pigarro e pegando a cerveja antes esquecida sobre o balcão. Dei apenas uma bebericada, já não estava mais tão gelada. – Certeza que não vai beber? Não vou te julgar. Ou se quiser sair daqui.. – Findei sugestivamente erguendo uma sobrancelha ao encara-lo.
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Seg 21 Nov - 21:27:16

Waiting for someone to call out.
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O beijo havia sido dado, uma atitude um pouco duvidosa, eu deixei me levar pelo o que estava sentindo naquele momento e era amor, era diferente de qualquer outra coisa que havia sentido e tudo isso em um curto período de tempo. Khän esbanjava felicidade após o beijo, não só isso, mostrava estar bastante confuso ou nervoso com o que havia acontecido. Estava com medo de pensarem que ele estava me roubando de qualquer outra pessoa, mas ele não estava, seria uma escolha minha caso eu quisesse ter algo com ele. - Não se rouba algo que você tem, espero que entenda isto. - falei olhando atentamente a mão do rapaz se deslocar par a minha coxa, dei um sorriso besta.

- Fazer o q... - ia perguntar, mas fui impedido graças a um outro beijo, dessa vez Khän teve a iniciativa e eu apenas me deixei levar pelo o que estava sentindo, de novo. Esse segundo beijo havia sido bem mais marcante e intenso, ele leva jeito com isso... Não só com isso, mas comigo. Nunca havia me visto tão desconsertado antes, o que estava acontecendo? Depois do beijo, o rapaz utilizou seu nariz para fazer algumas carícias e eu apenas ri. - Eu continuaria a noite toda, contanto que nós não continuássemos aqui. - falei sorrindo. - Eu não consigo sair daqui, você me prende aqui. - olhei fortemente para os olhos do rapaz, dando um abraço nele logo em seguida. - Esqueça a bebida, marque na sua cabeça o que eu vou lhe dizer a seguir: Eu te amo. - falei, ainda aguardando reações.
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Qui 1 Dez - 9:16:34

ODEON BAR & GRILL
Não precisamos conversar tanto quando um entendi bem o que o outro estava pensando, e eu estava adorando aquilo em Thomas. Quem diria que me intrometer na briga de um estranho no bar poderia me render uma ótima noite.. Eu sequer sonhava em esperar por aquilo quando resolvera sair de casa assim sem mais nem menos. – Saiba que não te prendo aqui porque quero.. por mim já teria te arrastado comigo há algum tempo. – Sugeri num murmuro dando de ombros. Mas me calei para ouvir o que ele tinha a dizer e as pronúncias de suas palavras me paralisaram por completo. Não tinha certeza se meus olhos estavam arregalados ao encara-lo meio abismado. Não tinha certeza se a música havia parado ou eu que não ouvia mais.. Não tinha certeza se minha garganta estava realmente seca ou se estava prestes a desmaiar por esquecer de respirar. Estava tudo preto? Não! Era apenas eu tonto. Embriagues e declaração de amor era uma combinação perigosa. ''Diga alguma coisa, Khän.. Qualquer coisa..'' Pensava mas meu corpo não respondia, tão pouco minha boca falava. '' Ok, com calma ou vai assusta-lo. Você só precisa falar.. Qualquer coisa é melhor do que nada.'' Não fazia ideia do que Thomas estaria pensando daquele meu silêncio e todo a reação estranha. Não que eu não tivesse gostado do que ouvir, muito pelo contrário.. A vontade de responder com reciprocidade era imensa, mas meu euzinho não conseguia. Havia sido muito magoado no passado e algumas cicatrizes não cicatrizaram por completo. Meu primeiro reflexo após alguns minutos foi tirar a mão que repousava sobre a coxa dele e vagaroso acariciei seu rosto, então, finalmente consegui me mover novamente de encontro a ele.. fechei os olhos roçando de leve meus lábios nos seus, sentindo nossa respiração quente se encontrar. – Vamos sair daqui! – Não foi um pedido. Levantei do banco puxando com certa dificuldade a carteira do bolso de trás do jeans apertado. Levantei o braço chamando atenção do garçom que já trouxera consigo a conta do  meu consumo. Semicerrei os olhos tentando enxergar bem os números pequenos no cupom. Além da minha conta, estava inclusa também a de Thomas e provavelmente do cara que saiu sem se despedir. ''Certo!'' Puxei um pouco mais do que a quantia cobrada e entreguei junto com a nota. – Obrigado! – Disse puxando Thomas pela mão. Agora sim o roubaria para mim! Saímos dali.
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Caitlin Ziegler Czarevich
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Qui 15 Dez - 19:35:03




In search of the wand!
No dia anterior, havia disputado uma partida de quadribol, onde desenvolvi o meu papel de apanhadora num jogo completamente difícil, mas que no final tudo ocorreu da melhor forma possível e favorável para os Canhões. Ao contrário da partida, o final da noite não havia sido tão bem assim. Na verdade, encontrar com o Elvis nunca era bom e eu sempre saia irritada, isso quando um dos dois não saia machucado. Desta vez, por insistência do garoto e por seguir os meus passos, o mesmo acabou resgatando a minha varinha e resistindo em me devolver. Entre beijos e pirraças, Elvis tinha algo que me fazia gostar do seu jeito ao mesmo tempo que eu o odiava. E naquele instante, eu estava o detestando por ter que, por obrigação, me encontrar de frente a um espelho enquanto me arrumava para mais um encontro. Encontro esse que eu desejava que não acontecesse tão cedo, já que, na maioria das vezes, eu não suportava nem olhar para a cara do Elvis e muito menos ouvir as suas palavras de ironia. Entretanto, já que o garoto havia marcado um lugar para a troca de varinha, e este lugar era o Odeon Bar & Grill, eu precisava ir, no mínimo, um tanto arrumada, até porque era um dos lugares que eu sempre frequentava devido a paixão pela música. Trajando um vestido preto de renda, apenas retocava a maquiagem de frente ao espelho. Por fim, guardei os materiais e me sentei na cama, agora pondo os pares de sapato alto, que me deixavam um pouco maior. Ao terminar de colocar os sapatos, levantei-me e novamente me posicionei de frente ao espelho, agora, notando o quanto meus cabelos estavam naturais, tendo a certeza de que eles ficavam bem melhores assim de que quando eu utilizava o meu dom.

Ao julgar que havia finalizado tudo, lembrei-me de que não poderia esquecer da varinha do Elvis, a qual seria o objeto de troca, era através dela que eu conseguiria a minha novamente. Então, peguei a varinha e fiquei observando a mesma, seu material era resistente. Mas não por muito tempo, logo olhei no relógio que a hora se aproximava e guardei a varinha dentro da bolsa. Dei alguns passos em direção a saída do chalé e não tardei a me colocar para fora, passando imediatamente pela ponte de ligação, onde cruzei com a Cheryl, que me avistou um pouco de longe, mas não deixou de perguntar para onde eu estava indo naquela hora. — Estou indo recuperar o que é meu, Cheryl. — disse, em resposta a minha irmã, que apenas fez uma cara confusa e não disse mais nada, até mesmo porque eu não dei muito espaço, já que estava com receio de chegar atrasada. Segui caminhando em direção ao portal, enquanto passava apressadamente pelos terrenos, vez ou outra observando o céu forrado de estrelas, onde também habitava uma lua que iluminava aquela noite. Com isso, não demorei a chegar, atravessando o portal e logo aparatando diretamente para o meu local de destino. [...] Pelo menos Elvis não tinha marcado em um lugar muito distante da minha residência, parecia até que o garoto sabia exatamente onde eu morava, ou talvez ele só gostasse de frequentar aquele bar. Eu não tinha boas recordações da última vez que nos encontramos ali, um beijo havia acontecido, o nosso primeiro beijo. Ao desaparatar em frente ao estabelecimento, logo pude adentrar ao mesmo, tendo um filme rebobinado em minha mente, onde a cena se repetia claramente.

Fazia tempo que eu não pisava meus pés naquele lugar, fazia tempo que eu havia deixado a música de lado para então me dedicar mais ao quadribol e a carreira profissional, mas isso não queria dizer que a música não fazia parte de mim. O bar, como sempre, estava movimentado e as pessoas se dividiam entre preencher o balcão e as mesas. Ao fundo, era possível ouvir o som de música ao vivo, mas não me permiti chegar perto do palco para saber de qual banca se tratava. Tinha ciência de que a maior parte dos presentes ali eram trouxas e os seus costumes eram completamente diferentes aos meus, mas eu tentava me adaptar em determinados locais, principalmente agora que meu novo emprego me forçava um contato maior. Analisei rapidamente e tentei observar onde seria melhor para me localizar, até mesmo por já ter percebido a ausência do Elvis. Eu não estava em busca de diversão, tampouco queria desfrutar de uma boa música e companhia, apenas estava ali pela troca da minha varinha. Devido a isso, dirigi-me até uma mesa ao canto, onde eu pudesse ter uma vista privilegiada do local, mas que eu não fosse tão observada. Consegui avistar a mesa ideal e então segui caminhando calmamente, puxei a cadeira e me sentei, colocando sobre a mesa uma pequena bolsa. Da mesma, retirei um relógio e verifiquei a hora, o qual marcava exatas nove horas, momento certo para a chegada do Elvis. Guardei o relógio e permaneci aguardando, até que os minutos começaram a correr e o garoto ainda não havia aparecido. Por um momento, comecei a cogitar que o Elvis havia me feito perder tempo acreditando em mais uma de suas idiotices. Ele não apareceria.

Quinze minutos depois.

Minhas pernas balançavam incessantemente e eu apresentava todos os sinais de impaciência, estava quase decidida a ir embora e deixar aquela doce ilusão para trás; eu jamais teria a minha varinha novamente. Dei um gole no copo de água que havia sobre a minha mesa, que outrora eu havia pedido. Cruzei as pernas e decidi aguardar mais cinco minutos...



Caitlin Jane

Ziegler Czarevich
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Elvis K. Von Richmond
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Varinha: Espinheiro-Negro, 26 cm, Quebradiça, Cerda de Acromântula.

MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Sab 17 Dez - 12:59:32

Girava a varinha da querida Ziegler entre meus dedos, tentando conter o riso ao me lembrar do nosso último e inesperado encontro. A varinha não era de todo ruim, até tentei usa-la com alguns feitiços básicos, mas ela não respondia muito bem meus comandos. Aquela noite seria reservada não só para a devolução da varinha, mas como também para um encontro com Caitlin Ziegler. Nunca tivemos um momento que não fosse de brigas, embora ontem na praça, nosso encontro não tivesse passado de beijos e provocações. Havia combinado de estar as nove no Odeon Bar & Grill. Entretanto, o que a garota não fazia ideia é que eu iria comparecer ao local pouco antes do nosso encontro. Odiava ter que ir em um bar trouxa, principalmente conviver um só minuto com eles, eram deploráveis! Aparatei em um dos becos irlandeses, portando a varinha da garota no interior do terno negro, este semelhante ao que eu vestia no sétimo ano. Meus cabelos estava modelados em um penteado voltado para o social. Caminhei tranquilamente pela avenida onde se localizava o Odeon Bar. Como de costume, logo na entrada um Trouxa alto e esquisito se deu ao trabalho de me revistar. Revirei os olhos, com a imensa vontade de causar um dano em seu rosto, porém me contive, apenas esboçando um sorriso forçado. Não me atentei a varinha da Ziegler, um Trouxa jamais encontraria ela no meu terno. — Obrigado. — Agradecei, falsamente. — Demente. — Murmurei logo depois. Meus olhos rolaram para o interior do bar, que da última vez eu havia causado alguns estragos. Os trouxas tinha reconstruído parte da entrada e obviamente a cortina que eu tinha colocado fogo não se encontrava mais lá.

Me aproximei do balcão e pedi um whisky para o atendente. Virei a dose e logo fui direto ao ponto. — Como faço para pedir uma mesa para dois, sem ter reservado uma? — Questionei. O atendente não hesitou em dizer que não tinha como e que o agendamento é no mínimo cinco dias de antecedência. Retirei do bolso inúmeras notas de dinheiro trouxa e depositei no balcão. — Quero um ambiente mais agradável (Se é que tem algum aqui) e uma mesa com todas aquelas baboseiras de encontrinho de casal. — Disse, empurrando um bolo de dinheiro para o homem. O atendente sorriu e pediu para acompanha-lo. O bom dos trouxas era que nem sempre eu precisava usar a legilimencia com eles, bastava suborna-los. Tão logo Frederico pediu para seus colegas preparem uma mesa. Conforme ordenei a mesa estava toda decorada, forrada com cetim vermelho, pratarias (todas espelhadas), taças e uma garrafa do vinho mais velho da casa. Para finalizar um par de velas dava o toque final. — É...Não é lá essas coisas. Já podem ir! — Exclamei. Antes de saírem dei instruções para ficarem de olho quando Caitlin chegasse. Sentei-me a mesa e aguardei a Ziegler aparecer. Alguns minutos se passaram e pela demora julguei que os incompetentes dos Trouxas não tinha seguido minhas ordens. Áquela altura a garota poderia até ter ido embora. Sem delongas me coloquei de pé e voltei para o outro ambiente. Apressei meus passos e rolei meus olhos para o salão. Se Caitlin tivesse ido embora eu mataria todos aqueles trouxas, nem que eu usasse sua varinha para isso. Quando finalmente estava acreditando nessa hipótese, avistei ao longe a Ziegler sentada em uma mesa de canto.

Ajeitei meu terno e aproximei vagarosamente da mesa. — Que bom que você... — Não consegui concluir a fala. Minha atenção sem dúvida se voltou para a forma como Caitlin estava vestida. Ao contrário do dia anterior, a garota vestia um vestido preto de renda, que deixava ela ainda mais atraente. — Você está linda! — Seus cabelos estavam pretos, acreditava que aquele seria seu tom natural. Em outras palavras, Caitlin estava incrivelmente linda. Pela expressão da garota, era eu é quem estava atrasado. — Desculpa o atraso. Tive alguns contratempos. — Tentei justificar, sendo educado. Estendi minha mão direita para Caitlin. — Me acompanhe, por favor. — Segurei sua mão e antes que a apanhadora dos Canhões protestasse continuei. — Me acompanhe ou não terá sua varinha. — Chantageei, rindo logo em seguida. Caminhei segurando a mão da garota sexy até o ambiente a qual havia reservado. Quem nos visse de mãos dadas, acharia que éramos um casal, embora eu não me preocupasse com isso. Ao nos depararmos com a mesa decorada soltei sua mão e afastei a cadeira para que ela se sentasse. — Sente-se, Cait. — Convidei a garota.  Sentei logo em seguida. Não tardou até que o garçom surgisse e despejasse o vinho nas nossas taças. Em seguida, perguntou o que iriamos comer. Como bom Irlandês, eu não teria problemas para realizar o meu pedido, uma vez que o bar se localizava no mesmo pais de origem e servia as mesmas comidas típicas. — Um Shepherd’s Pie, carne de carneio, por favor. — Fiz meu pedido. Shepherd’s Pie não mais era que uma torta pode ser feita com carne de carneiro ou bovina e coberta com purê de batatas. O garçom anotou o pedido e se voltou para Caitlin. Ergui a taça de vinho no alto e aguardei o brinde. — Que tal um brinde a este momento? — Disse em tom debochado.


ELVIS KLAUS WAYANS VON RICHMOND
| EMPRESÁRIO BRUXO | HERDEIRO DO CLÃ RICHMOND | LEGILIMENTE & OCLUMENTE |
@rich
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Caitlin Ziegler Czarevich
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Seg 19 Dez - 9:33:25




In search of the wand!
Estava quase ficando cansada de tanto esperar pelo Elvis e meus corpo dava sinais daquela impaciência toda. Fitei o copo d’água sobre a minha mesa, o qual estava me ajudando a controlar minhas emoções, visto que, eu ainda tinha uma varinha para recuperar e ir embora não poderia ser a melhor opção. Ajeitei meus cabelos e mantive meu olhar atento ao ambiente, na esperança que o garoto aparecesse. E quando, de repente, ouvi uma voz próxima a mim, foi que dei conta de que o Elvis havia chegado sem que eu percebesse. Permaneci com minhas expressões sérias e agora passei a fitá-lo como se quisesse fuzilá-lo com os olhos, era só a minha indignação quanto ao seu atraso e toda aquela frescura de trocar a varinha em um bar. O elogio do Elvis não iria diminuir o que eu estava sentindo, muito menos o que eu pensava a respeito do mesmo, por isso mesmo mantive minhas feições. Elvis tinha feito questão de marcar o encontro de acordo aos seus horários e ainda mencionar sobre atrasos quando, em verdade, parecia fazer questão de fazer tudo ao contrário para me irritar. No entanto, aquela era a primeira vez que eu ouvia um pedido de desculpa vindo da boca do garoto, mas o que estava em questão era se eu realmente o levaria a sério ou não. Talvez eu gostasse de ficar com a segunda opção. Questionava-me em pensamentos se o Elvis não sentaria, já que o mesmo ainda se mantinha em pé e insistia em manter um diálogo assim. Mas, tão logo, o garoto foi capaz de esticar sua mão direita em minha direção e pedir para que eu o acompanhasse.

Foi então que minha expressão séria se transformou em um riso frouxo, mas de deboche. Será mesmo que eu esperaria tanto tempo para não resultar em nada? Continuei sentada e na mesma posição, apenas fitando aquela cena protagonizada pelo sonserino. Não levei muito tempo até ter minha mão segurada pela dele, no que não restou espaço para negar o seu pedido, pior ainda quando o mesmo chantageou utilizando a minha varinha. Eu ainda precisaria (e muito) daquele objeto. Então, de mãos dadas com o Elvis, apenas segurei a minha bolsa e me levantei, pedindo a todos os deuses que não fosse mais nenhuma brincadeira sem graça que me levasse ao arrependimento. Seguindo os passos do garoto e deixando que o mesmo me guiasse, fomos caminhando de mãos dadas pelo recinto, no que atraía o olhar de algumas pessoas e aquilo me deixava envergonhada. Nunca tinha passado por uma exibição com um garoto daquela forma, como se fôssemos um casal. — Para onde estamos indo? — perguntei no meio do caminho, mas como sempre meus questionamentos eram ignorados pelo garoto. Tudo o que fizemos foi atravessar o recinto e caminhar até outra mesa, a qual, de longe, era possível ver que estava muito mais bem decorada, com velas, vinho, taças e outros adereços que a fazia ser diferente. Optei por deixar que o Elvis continuasse com o seu espetáculo, até mesmo porque eu não poderia desistir aquela altura.

Estranho e gentilmente, o garoto puxou a cadeira para que eu me sentasse e, em seguida, pediu para que eu o fizesse. Suspirei fundo, sem ter condições de recusar. Acomodei-me de frente para o Elvis. — O que você… — contive as minhas palavras ao ver o garçom se aproximando, no que Elvis pôde fazer o pedido sem nenhuma dificuldade, assim, me deixando desconfiada sobre o seu belíssimo idioma. Sacudia as minhas pernas embaixo da mesa, apenas aguardando a saída do garçom. Assim que o homem terminou de anotar o pedido e se afastou, voltei meus olhos para o rosto do Elvis, que agora erguia a taça de vinho, antes servida pelo garçom. Sim, ele estava brincando o momento, o momento que era só dele e de mais ninguém. Revirei os olhos e fitei minha taça de vinho servida sobre a mesa, depositando o olhar no Elvis em seguida. — Agora você já pode acabar com a encenação, Elvis. — e dei início as minhas falas, enquanto alternava o olhar entre as pessoas próximas e o garoto. — Nós dois sabemos que eu só estou aqui porque tenho uma varinha para recuperar, e acho que você também, se realmente fizer questão dela. — disparei, observando a pequena bolsa sobre a mesa, onde estava a sua varinha e logo voltando a mirá-lo com os olhos. — Então eu sugiro que nem continue com esse teatro e pule direto para o que realmente nos interessa. — pausei, dando um suspiro. — Minha varinha, por favor. — e estiquei a mão sobre a mesa, a espera da varinha.



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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Ter 27 Dez - 15:33:56

 


Depois de caminhar um pouco pelas ruas de Dublin, decidi parar para comer alguma coisa. O primeiro lugar que me veio à mente foi o Odeon Bar & Grill, e, logo, lá estava, adentrando o restaurante. Este era, normalmente, o lugar onde meu pai comemorava o seu aniversário e, algumas vezes, até mesmo o meu. Sentei-me a uma mesa próxima à janela e peguei o cardápio. - Acalme-se. Já vamos comer. - Sussurrei ao ouvir aquele típico barulho de fome vindo do meu estômago. Abri o cardápio e comecei a buscar por algo interessante e delicioso. Não era muito difícil, já que quase tudo ali (pelo menos o que já provei) era delicioso. Fechei o cardápio, assim que o garçom se aproximou. Pedi a ele batatas fritas, um filé de peixe empanado e suco de morango. O peixe do restaurante era absolutamente delicioso! Alguns minutos depois, o moço voltou com o meu pedido. Depois de duas horas no local, já alimentada, resolvi voltar para casa. Levantei-me, paguei o prato e saí dali.





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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Seg 9 Jan - 15:27:03



Odeon Bar & Grill 

 - Ihhh! Que frio! – exclamei, retraído com o clima frio a submeter de um esfregar das palmas da mão em busca de algum pouco aquecimento. Estava eu em mais um dia de trabalho, ou melhor, já ao fim. O departamento a qual trabalho está sempre disposto a não só abranger o Reino Unido mas também alguns países circunvizinhos em caso de emergências ou transações e pedidos; nesse meio a República da Irlanda é onde estou nesse momento, especificamente na capital em Dublin. Dessa vez um pedido de emergência para a reparação de um prédio histórico após um atentado abafado pelo governo, nenhum civil sabia mas uma boa parte dos membros do esquadrão do nível 03 estava ali, agora, por fim, estávamos livres para aproveitar o resto do dia.

A vista surreal de uma cidade rodeada de pontes relembrava a mim de Veneza, linda e exuberante em prédios bem acabados e resistentes ao tempo. Além do céu mais lindo e aberto que há muito tempo que não via, as pessoas dali aparentavam ser hospitaleiras e bem humoradas. Imaginava-me morando ali por alguns instantes, mas o vento hostil e gélido não me agradaria tanto e somente desfizera dessa imagem momentânea. Não era como se Godric’s Hollow fosse diferente, lá era bastante frio em boa parte do ano mas tinha aquele ar que relembrava a história bruxa que não encontrava em outro a não ser Hogsmeade. Sentia-me feliz por ter uma casinha naquele condômino, pois era um lugar onde poucos conseguiam residir e se possível resistiria ao frio como um bom britânico que sempre foi.

Memórias a parte; está ali em Dublin sem aproveitar de uma boa bebida e comida não era uma viagem, mesmo que a trabalho. Então não deixaria de observar os estabelecimentos enquanto andava na rua em busca de um lugar bacana para passar o fim da tarde. Ao pôr-do-sol um prédio fez presente e chamou minha atenção e não demorei em adentrar aquele lugar.

De um ambiente um pouco escuro e bastante rústico mesclado de partes modernas, o Odeon Bar & Grill parecia o lugar perfeito. Fui até o balcão com alguns poucos passos a observar muito bem a volta, mas não ao tanto de encontrar um conhecido, não me lembrava de alguém que morasses em Dublin. – Ah, uma boa dose de Uísque. – pedi ao homem do outro lado do balcão, que agilmente trouxera em poucos segundos e um copo d’agua agosto ao estilo irlandês. – Hum, isso pode ficar muito bom. – misturo um pouco no mesmo copo e provo primeiramente do aroma amadeirado, degustando após o sabor forte.

Teria que começar a tomar cuidado com a bebida da Irlanda, soube na primeira provada que se não tomasse um limite sairia dali muito alcoolizado. Meado a esse pensamento, ainda no balcão ouvi passos de que alguém aproximara, vendo após que sentara no banco ao lado. O que eu poderia dizer dessa pessoa? Primeiramente de um sotaque agradável, segundamente de boa estatura porte-q, terceiramente ... poderia listar muitas coisas de muito bem qualificava em uma caprichosa analise. Dei-me conta que estava olhando demais e não só ele pode tirar essa conclusão como também o próprio barmen. Disfarçadamente comentei: – Poderia jurar que te conheço de algum lugar ... de Londres, talvez?  - Esboçava um semblante sério mas internamente estava sorrindo da situação, porém o que mais importava agora? Nada! Só um leve interesse de conhecer esse desconhecido, que muito bem poderia torna-se um conhecido em poucos instantes. – Que estranho ... – falei em tom vago, recapitulando alguma outra abordagem, mas o tal moreno questionava ser Hogwarts. - ... é bem provável que sim. De todo modo, sou Near e é um prazer em conhecê-lo. – saudei com um aperto de mão amigável, ainda bastante aprazível por ter encontrado alguém interessante ali.


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Elvis K. Von Richmond
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Ter 10 Jan - 17:03:23

Continuei com a taça erguida, a espera de um brinde dado pela Ziegler, porém ao contrário do que eu pensava a garota se quer tocou na taça. Caitlin aparentava estar brava, impaciente, sem condições de apreciar aquele momento. Naquele mesmo instante, desfiz o sorriso de canto e respirei fundo, soltando todo o ar logo em seguida. Caitlin estava me fazendo passar vergonha na frente dos Trouxas e isso não era nada bom. Nossos encontros eram sempre marcados por brigas e não era isso que estava procurando para aquela noite. Porém, eu precisava ter mais cuidado desta vez. — Encenação? Eu estou apenas lhe convidando para um brinde, Cait. — Disse, chamando pelo apelido que acabara de colocar. A Ziegler então mencionou que ambos estávamos ali apenas para a devolução de nossas varinhas. Duvidava até mesmo o fato de eu queria minha de volta. – Porque tudo que eu faço agora virou um teatro, um espetáculo? — Questionei, elevando a taça até meus lábios e bebericando da bebida. Caitlin poderia aceitar ou não, mas aquele era nosso encontro e ela estava estragando tudo. — Ok, Cait. Não tivemos um bom começo, e estamos longe de ter um agora. Mas eu quero paz, tudo bem? Chega de discussões, brigas... — Dei uma pausa, procurando palavras para convencer a garota a continuar com o “teatro”. — Olha para isso tudo a sua volta. Preparei para nós dois, para que déssemos uma trégua. — Continuei. Afundei minha mão direita no interior do terno negro e apanhei a varinha da Caitlin. — Não se preocupe com sua varinha. Ela está bem aqui. — Disse, erguendo a varinha a altura dos olhos da garota, em horizontal. Tratei de guardar a varinha logo em seguida, indicando que a Ziegler ainda não a teria. Meus olhos rolaram para sua bolsa, que eu julgava estar minha varinha de espinheiro-negro. Pigarrei, procurando mais e mais palavras para justificar minha atitude, porém optei não dizer mais nada. Faria apenas um novo convite. — Então, uma trégua? Você aceita jantar comigo? — Perguntei, erguendo novamente a taça de vinho.


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Caitlin Ziegler Czarevich
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Qui 19 Jan - 20:29:56




In search of the wand!

Permaneci com a mão estendida para o Elvis, na esperança de que o mesmo devolvesse a minha varinha, mas não foi isso que o garoto fez. Sorte que, apesar de esticada, a minha mão estava repousada sobre a mesa e isso fazia com que meu braço não cansasse. Meus olhos estavam voltados para o rosto do garoto, que afirmava não ter encenação naquele brinde. Estreitei os olhos, estando completamente desconfiada de tudo aquilo e logo ouvi o questionamento do Elvis, optando por não responder. Definitivamente, estava exausta de suas ironias. Estava exausta daquela conversa, daquela noite. Noite essa que havia se iniciado no dia anterior, quando o mesmo havia capturado a minha varinha. Que processo longo! Parecia não ter fim. Encontrava-me impaciente, de modo que deixava isso transparecer em minhas pernas, que balançavam incessantemente debaixo da mesa. Elvis dizia querer paz e cessar as discussões, mas não era isso que parecia. Até porque, se realmente fosse, já teria me devolvido a varinha e me liberado. E quando o mesmo pediu para que eu olhasse em volta, eu não fiz, apenas permaneci o encarando, como se quisesse fuzilá-lo com os olhos.

Eu não iria chamar atenção, fazer nenhum tipo de escândalo ali, até mesmo por conhecer algumas pessoas do bar devido a minha frequência nele. Outro fator que também me impedia era o grande número de trouxas presentes. No entanto, qualquer um que chegasse próximo poderia notar a minha impaciência. Tão logo, em um movimento rápido e discreto, o sonserino retirou minha varinha do seu bolso e trouxe até acima de nossas vistas, deixando em meu campo de visão. Naquele momento, achei que finalmente Elvis tinha percebido que eu só estava ali devido a varinha e me entregaria o instrumento. Mas não, o garoto tratou de guardar novamente, me fazendo revirar os olhos. Seria uma grande batalha! — Tudo bem! — sussurrei comigo mesma após ver o seu ato, me convencendo de que as coisas só funcionariam do seu jeito. Entretanto, aquilo não queria dizer que eu estava de acordo. Depois disso, ouvi Elvis pedir por uma trégua, lançando uma pergunta em seguida, e novamente erguendo a taça de vinho. — Então me fala, Elvis. O que devemos comemorar neste jantar? — perguntei, analisando a mesa totalmente arrumada e logo voltando a encará-lo com a taça erguida, sem esperar por respostas.

— E o que devemos brindar? — e outra pergunta fora dita, em tom claro. Sem deixá-lo responder nenhuma delas. — Estamos saudando o confisco da minha varinha, é isso? — ironizei, ao passo que não pretendia parar com as perguntas. — Ou melhor, será que estamos saudando a minha presença neste local para resgatar um material que é meu, e que você nem deveria ter pego? — e era possível ver o tom de desagrado em minha voz, enquanto eu continuava fitando o rapaz, ignorando tudo aquilo que ele havia preparado. — Não, não! Acho que estamos realmente brindando o seu êxito! Conseguiu confiscar a varinha de uma auror. Parabéns! — e comecei a aplaudir, agora não mais me importando com as pessoas ao redor. Cessei os aplausos e voltei a atenção ao Elvis. — Eu estava suportando tudo até agora para não fazer nada contra você ou até mesmo te denunciar ao Ministério da Magia, Elvis. Até porque você pegou a minha varinha em solos britânicos, não é verdade? — disparei, ao passo que pegava o meu distintivo de dentro da bolsa e o mostrava. — E para você não achar que estou blefando, aqui está. — e erguia o objeto em sua direção. — Se você não devolver o que é meu de direito, infelizmente terei que tomar minhas providências. E garanto que será muito melhor do que meras palavras e logo os aurores estarão indo atrás de você. — findei, guardando o distintivo novamente na bolsa e, de lá de dentro, retirava a varinha do Elvis, depositando a mesma sobre a mesa. — Está entregue!



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Anastasia Ziegler Kosey
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Dom 29 Jan - 14:32:22

Após alguns meses longe de sua família materna, Anastasia volta para a Irlanda, onde tinha marcado alguns compromissos durante a semana que ficaria pelo país, a fim de acertar tudo que tinha relação com a apresentação que sua academia teria por algumas cidades irlandesas dali a dois meses. Aproveitou a oportunidade e a convite de seu primo, que não via com tanta frequência, mesmo ele estando direto no ministério inglês, foram jantar em um restaurante famoso de Dublin para colocar o papo em dia. [...] Quando finalmente chegaram no estabelecimento, foram recepcionados por uma hostess que logo os direcionou para uma mesa mais reservada. – Sabe o que vai querer? – Pergunta ao homem a sua frente enquanto observava as mais variadas opções no cardápio. Assim que decidem o que gostariam para aquele jantar os dois fazem seus pedidos para o garçom e voltam a conversar sobre como estava as suas vidas, as últimas novidades, entre outros assuntos.

Era muito engraçado para Anastasia saber que seu primo estava direto em Londres por conta do trabalho e mesmo assim os dois não conseguiam se encontrar. Os horários de um não batia com os dos outros enquanto em Londres, mas quando a dançarina retorna para seu país natal, finalmente conseguiram marcar algo juntos. [...] Depois de um jantar agradável, os dois decidem passar um pouco no bar do restaurante para beberem algo mais quente, já que era um dia para comemorar as novas oportunidades que Anastasia estava tendo para com sua academia de dança dali a alguns meses. Ao notarem que já era muito tarde, pagam suas contas e voltam para casa. Sai dali.


_ anastasia áine von ziegler kosey _
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Elvis K. Von Richmond
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Ter 31 Jan - 19:02:17

Eram poucas as vezes em que eu doava parte do meu precioso tempo para algo que não me trouxesse certa vantagem, mas aquele jantar arquitetado por mim, tinha passado de uma exceção. Em meio a tantas desavenças, acreditava eu, que era hora de uma trégua. No entanto, a Srta Ziegler estava o tempo todo me mostrando o contrário. O “Tudo bem”, foi uma falsa confirmação de que Caitilin iria aceitar jantar comigo. Daquela fala em diante, começava um jogo de perguntas e respostas curtas e diretas. Era nítido a acidez da Ziegler ao responder meus questionamentos.  — Saudemos ao... — Antes mesmo que eu concluísse minha fala, a garota me interrompeu mencionando o confisco de sua varinha. Àquela altura eu já havia desistido de brindar, seja lá o que fosse nossa comemoração. A verdade que tudo aquilo estava me deixando irritado, podia demorar demonstrar isso, mas as poucos minha paciência estava se esgotando. — Sinceramente achei que você fosse um pouco mais educada, Caitlin. De todas suas perguntas irônicas, nenhuma você me deixou responder. — Afirmei, forçando um sorriso. Elevei a taça até meus lábios e beberiquei da bebida. — Que decepção. — Conclui. Mas foi quando Caitlin soltou sua última ironia que o liquido passou pela minha garganta tão de presa que me engasguei com a bebida. Meus olhos lacrimejaram, e após tossir duas vezes seguidas foi que tentei formar uma opção sobre a atrocidade que a garota acabara de falar. — Confiscar a varinha de uma auror? — Perguntei, arqueando minha sobrancelha esquerda. Do que ela estava falando? Ela só podia estar blefando, tudo na intenção de obter sua varinha de volta.

— Auror, você? Essa foi boa, gata. — Respondi, torcendo para que realmente aquilo fosse um mero blefe. Caitilin ainda batia palmas, me fazendo ficar ainda mais irritado. Precisava me segurar, aquilo não podia ser verdade. Se a Ziegler realmente fosse uma auror, aquilo me traria grandes problemas. Primeiro, porque neste período ela portava minha varinha, sem dúvida, uma prova real do que eu havia feito com o condão. Bastava um estalar de dedos e a garota saberia os feitiços e porque não as maldições que ousei a usar com aquela varinha. Segundo, aurores geralmente dominaram algumas habilidades, como oclumencia e até mesmo legilimencia, o que comprometeria meu anonimato na sociedade bruxa. Mas seria ela capaz de me entrar aos aurores? Ainda mais depois de ter salvo sua vida? Preferia acreditar que não. De toda forma, aquele jantar tinha sido em vão e minha vontade era de enfiar a cabeça do primeiro Trouxa que aparecesse ali no prato de comida. — Você está blefando! — Bradei, tentando parecer seguro de minhas palavras. Caitlin então retirou o distintivo da bolsa e ergueu a altura dos meus olhos e ali estava a prova de que suas palavras eram verídicas, assim como aquele objeto de identificação. Fechei meu punho e bati na mesa. Caitlin Ziegler tinha me enganado este tempo todo!  Como ela pode ter se unido a Força da Tarefa? Várias perguntas consequentemente iriam surgir em minha mente, mas eu precisava manter a calma. Caitlin sendo legilimente ou não, eu precisava me precaver quanto a isso. Devido minha falta de preparo, acabara esquecendo de trancafiar minhas lembranças. No entanto, arriscaria usar a oclumencia.

Fechei meus olhos e me concentrei em minhas lembranças mais importantes, aquelas que eu privava de qualquer bruxo. Naquele instante meu campo de visão se alterou, era como se eu não tivesse mais sentado à mesa, tendo como companhia Caitlin. Estava sendo autor de minhas próprias lembranças, onde de forma precisa pude alterar as menos relevantes e ocultar as mais comprometedoras. Minha atenção foi retornada novamente para a mesa e lá estava Caitlin, que sem dúvida agora me encarava com estranheza. Tão logo, senti algo escorrer de minhas narinas. Uma pequena quantidade de sangue escorria, o que me obrigou a elevar minha mão esquerda sobre o nariz. Antes que a garota questionasse algo, resolvi reagir as suas palavras. — Uma auror....Todo esse tempo você era uma auror. — respondeu, como se aquilo ainda não coubesse em sua cabeça, não havia dúvidas de que a Ziegler me decepcionara de vez.  A ameaça vindo da garota me fazia pensar que a garota indefesa estirada na floresta era pura impressão. Ouvi de seus lábios, mais palavras em tom de ameaça, agora frisava caso eu não devolvesse o que era seu direto, a garota tomaria suas providências, o que deixaria os aurores a minha cola. Cait então depositou minha preciosa varinha a mesa. Deixei que até a última palavra fosse dita para então me posicionar. — Já acabou? Ok. — Meus dedos deslizaram para o interior do meu terno negro, apanhando novamente a varinha de azevinho.

Meus olhos mantinham-se fixos a garota. Como eu queria adentrar sua mente, manipular seus pensamentos e até mesmo alterar seu ponto de vista sobre mim. Seria o melhor a se fazer, garantiria não só minha segurança como também minha imagem.  Porém estávamos em um ambiente composto por Trouxas, qualquer movimento e eu estaria expondo nossa sociedade bruxa, além de ter o Ministério da Magia no meu pé. Descansei lentamente a varinha sobre a mesa e posicionei-a próximo das mãos da Ziegler.  — Sabe. É uma pena que as coisas tenham tomado esse rumo. — Disse calmamente, ainda com meus olhos fixos na garota. Agarrei a varinha de espinheiro-negro e depositei no interior do terno. Coloquei-me de pé, ajeitando a gravata ao colarinho. — Creio que não temos mais nada para conversar, não é mesmo? Mande lembranças a Meryl! — Me despedi, girando meus calcanhares e deixando Caitlin ali, estática a mesa. Realmente não tínhamos mais nada para conversar, não havia mais vinculo algum, assim como um não devia nada para o outro. Deixar a garota  ali, sozinha, era mais do que uma resposta para suas perguntas sarcásticas, embora eu tenha que confessar que desta vez ela tenha ganhado a guerra. Saio Dali.


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Axel Angst R. Chandler
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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Qua 1 Fev - 1:22:07

– Mas vocês tinham que ser todos ruivos... – resmunguei, enquanto caminhava por muitas pessoas morenas ou loiras, num local onde acreditava que os habitantes tinham majoritariamente o cabelo na cor ruiva. Fora essa decepção, a visita à Irlanda estava se mostrando muito agradável. O porquê de estar naquele país? Aproveitar o final das férias. O porquê de ter escolhido aquele país em específico? Nem deus sabe, apenas havia pensado “por que não?” e não encontrado nenhum contra àquela viagem, ainda mais com a hospedagem gratuita que havia conseguido graças a ajuda de Letícia. Esfreguei de maneira um pouco forte demais as minhas mãos gélidas para tentar aquecê-las novamente. Apesar de realmente amar o frio na maioria das situações, sentia falta de ter minhas mãos quentes e coradas (começava a pensar que nunca mais iriam retornar ao modo natural). Parei por um momento, sentindo um incômodo na panturrilha. Sentei num banco de madeira, massageando a área para afastar a câimbra (que palavra horrível), e me pus a observar o local em que me encontrava; era uma praça desconhecida e percebi que estava andando sem rumo e que provavelmente estava perdido.

– Bem que ela podia também ter feito um roteiro do que fazer aqui, porque tá hard ser turista – murmurei, com um pequeno arrependimento de não ter planejado melhor aquela viagem (sou impulsivo, fazer o quê?). Meus olhos pararam em um estabelecimento localizado no outro extremo da praça circular com um letreiro em néon vermelho nos dizeres “Odeon”. Percebi naquele momento que estava com fome, então achei uma excelente ideia jantar naquele local. – Ah, é claro que tinha que estar cheio... – suspirei, assim que cruzei as portas duplas de vidro. Passei os olhos com mais atenção pelo local, tentando achar alguma mesa vaga; sem sucesso. Focalizei, no entanto, um banco vago no balcão. “É melhor do que nada”, pensei, cruzando o espaço até o assento. – Ehh, me surpreenda – disse ao bartender, me referindo a uma bebida que fosse de seu agrado. O vi preparar o drink com muita maestria, e percebi que, como barman, eu era um ótimo professor.

Senti um leve incômodo no lado direito da minha cabeça, e com a visão periférica, percebi que o homem sentado no banco ao lado me encarava incisivamente. “Ai, deus, será que eu tô com algo no rosto? Ou pior, será que a máfia anticomunista me achou?!”, pensei, confabulando desde uma ideia simplista até uma paranoia sem sentido (afinal, eu havia chegado ali depois do homem). Virei lentamente o rosto para olhá-lo diretamente e tentar entender o que o motivava a olhar fixamente. Antes que pudesse abrir a boca, ele foi mais rápido. Um alívio tomou conta de mim – não seria morto pelos fascistas naquele dia – mas logo foi transformado em dúvida. Será que o conhecia? Analisei mais precisamente suas feições, afim de obter uma resposta. – Nhá, acho que não – respondi em negativa sobre a possibilidade de termos nos encontrado na capital inglesa. – Não costumo visitar a cidade. É mais provável que seja Hogwarts, porque eu trabalho lá e talz... – disse. Na verdade, não lembrava de tê-lo encontrado alguma vez na vida, mas já que ele dizia, não tinha porquê duvidar. O vi estender a mão, e retribuí o cumprimento com um sorriso no rosto. – Eu sou o Axel, embora me chamem de senhor Gyllenhaal – me apresentei, rindo em seguida; aquele era o jeito que alguns alunos me chamavam, e me incomodava muito, porém havia aprendido a lidar com aquilo. Ele provavelmente não havia entendido, o que tornava a situação um pouco mais cômica para mim. – Não me chama de senhor Gyllenhaal, e eu não sou louco. Vi o barman colocar um pequeno copo no balcão a minha frente. Repousei o vidro sobre meu lábio e dei um gole no líquido, sentindo minha garganta queimar logo em seguida. – Minha boca e minha garganta acabam de ser esterilizadas – comentei, brincando, mas sofrendo calado porque realmente tava hard o bagulho. -q



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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Qua 1 Fev - 8:55:12




In search of the wand!
Prestava bastante atenção nas reações vindas do Elvis após das minhas falas e ameaça, da qual ele não poderia duvidar nem um pouco. Eu não sei se em meus perfeitos estados seria capaz de entregá-los, pois não tinha feito isso de um dia para outro, mas tendo em vista a raiva contida em mim, não duvidaria que eu saísse dali diretamente para o quartel. Acionar os aurores seria a coisa mais fácil do mundo para mim, vide o meu cargo e a facilidade que eu tinha até chegar ao comandante. Um um dos momentos, o sonserino fechou os olhos por alguns momentos e aquilo me fez perceber o quanto a conversa não estava sendo do seu agrado, e muito menos do meu, pois não desejava ter que resgatar a minha varinha com uma ameaça. Elvis levou sua mão até o rosto e logo proferiu suas palavras, como se eu fosse auror há muito tempo, mas a verdade é que o garoto não sabia a quanto tempo eu estava no cargo. E então, após ver que eu havia devolvido a sua varinha sem muito pestanejar, Elvis fez o mesmo, retirou a minha do seu sobretudo e colocou sobre a mesa, próxima a uma das minhas mãos. Meus olhos saíram da direção da varinha e voltaram para o rosto do Elvis, que agora disparava palavras de lamentação. — É uma pena mesmo… — é uma pena que eu tenha que utilizar de ameaças para que as coisas saiam da forma correta.

Então, se alguém teria que lamentar por alguma coisa, esse alguém era eu. A verdade é que o Elvis estava se colocando como vítima por algo que ele mesmo havia causado, e tudo teria sido evitado se o mesmo não tivesse confiscado a minha varinha. Eu não tinha culpa se o mesmo fazia questão de ser tão idiota comigo desde o nosso primeiro encontro, do qual me lembro bem, na sala de poções. E agora já dando indícios que deixaria o local, Elvis lançou uma pergunta e, em seguida, mandou lembranças para a minha prima. Esbocei um sorriso cínico. — Ah, não irei me esquecer! Até nunca mais. — e essas últimas palavras ditas eu já não sabia se o mesmo teria ouvido, já que o Elvis estava girando a fim de deixar o recinto. E assim, finalmente, aquela noite exaustiva havia terminado para nós dois, principalmente para mim, que agora tinha a minha varinha de volta e poderia suspirar em paz. Elvis agora fazia parte de um passado que eu queria esquecer, ou melhor, não deveria nem ter lembrado. A verdade é que tudo seria muito mais fácil se o garoto continuasse em minhas piores lembranças de Hogwarts, apenas. Agora, olhando para aquele jantar e aquela mesa devidamente arrumada, sendo acessório principal de um espetáculo dele, eu só conseguia sentir raiva de um tempo desperdiçado e tudo minimamente programado pelo Elvis, para me ter ali, sob o seu comando. Suspirei pesadamente e sacudi a cabeça, recolhendo a minha varinha sobre a mesa e guardando-a. Então, me levantei e segui em direção a saída, saindo dali.



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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Qui 9 Fev - 0:12:03



Odeon Bar & Grill 

Poderia ir em frente com a ideia de “eu acho que te conheço” mas preferi não insistir, obviamente não era verdade e o homem a qual olhava talvez tenha percebido, ou simplesmente achou que minha palavras tinham algum teor de verdade. De todo modo, ainda mantinha-me sorridente em pensamento, estava novamente a usar o mesmo truque para começar uma conversa e repreendi-me, também mentalmente, por está entrando em clichês. No entanto, subentendi que ele fosse professor somente pela resposta dada, se era de Hogwarts obviamente era um ... ou quem sabe o guarda-caças? Definitivamente, se eu fosse um estudante até teria prazer em rondar a floresta proibida à noite somente para dar de cara com esse taaaaal guarda-caças, supostamente. Suposições a parte, não tive como conter a interesse assim que ouvi e percebi certo quê oculto no “senhor Gyllenhaal” que o outrem propusera assim que se apresentou. Confesso que tive que me conter para não chama-lo tão formalmente, e intencionalmente, para descobrir o que realmente escondia e significava aquele sorriso formado nas estrelinhas de sua expressão fácil. – Não seria invasão de privacidade se eu perguntasse o porquê, não é? Nunca estive tão tentado a chamar alguém de senhor quanto agora. – dito isso, não contive em formar um sorriso a lhe dirigi-lhe a palavra. Meus olhos reluziam em um brilho de puro divertimento, embora que este estivesse sem sombra de dúvidas abusando da pouca amizade que poderia não mais ter.

Neste tempo, após ver o barman entregar uma bebida a Axel e o mesmo bebê-la, não pude conter o sorriso na última frase dita por ele. – Esterilizadas? Imagino que o seu hálito esteja emanando álcool puro, cuidado com a hora de voltar pra casa, Senhor Gyllenhaal. – Eu devia para de provocá-lo? Parecia tão divertido quanto qualquer outra coisa, mas sinceramente não saberia se ele entraria nesta jogada ou simplesmente não gostava. Para tornar o momento mais ameno, digamos assim, comentei sobre o que acabara de surgir em minha mente. – Nunca pensei que as bebidas da Irlanda fossem tão fortes e pensar que as pessoas pareciam tão hospitaleiras lá fora... no fundo bebem pra c*****. – Realmente estava perplexo com a segunda provada da bebida do meu copo, o whisky era o maior forte que tomara em toda a minha vida. – Essa aqui queima até a alma, mas ainda assim é boa, de excelente qualidade. – Não se fez muito sentido. O que poderia queimar e ser bom?, era incompreensível, mas ainda sim era formidável tal whisky. Esse tipo de bebida na sua maioria era benquisto por mim.

Enfim, como vai a vida de professor? – perguntei, mudando um pouco do assunto e ainda assim chutando o cargo do tal homem, obviamente. Apesar de que os gestos do Axel pareciam tão corretos e convictos em anunciá-lo para qualquer um - quem passasse - que ele fosse um professor de fato ... estava tão na cara -sqn. Por alguma razão estava certo, e eu não me surpreendi. Novamente levei o copo de bebida até a boca recebendo o queimo agradável na garganta, dessa vez bem mais suave. – Alunos devem dar uma baita dor de cabeça! E eu não me surpreenderia que virasse rotina de encontrar professores no Três Vassouras sempre que tivessem uma folguinha das aulas. Mas, estou curioso, qual disciplina você ensina Axel. – perguntei novamente. Será que eu estava um tanto muito curioso ou era somente justificado por alguma coisa que acabara despercebida ...


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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Ter 28 Fev - 3:52:39

Numa escala de zero a dez, o nível de álcool naquele copo era de mais de 8000. A ideia que tinha sobre a minha capacidade de me manter sóbrio ter aumentado em relação à minha época como adolescente caiu por terra assim que percebi que minha vontade de rir por coisas bobas estava aumentando aos poucos, nada que não pudesse controlar, mas mesmo assim já estava ciente de que em pouco tempo a embriaguez estaria mais perceptível pelos outros. Colocando o copo sobre o balcão, estudei o rosto de Near, que exibia uma expressão de prazer com toda aquela situação confusa (sadismo, se colocada em outros cenários), o que me tentou a perguntar se ele realmente tinha me confundido com alguém ou só foi uma tentativa de começar uma conversa. Um meio sorriso se formou em meus lábios, sendo que levei o copo a boca novamente para disfarçar aquilo, mas sofrendo novamente com a ardência do álcool; talvez em outras circunstâncias poderia aproveitar aquilo tudo de forma diferente. – Não, é coisa boba, na real – respondi, esclarecendo que não seria uma invasão da parte dele perguntar o motivo do “Senhor Gyllenhaal”. – Sou um livro aberto, você pode perguntar qualquer coisa. Eu geralmente me apresento pros alunos só como Axel, porque prefiro que me chamem assim – comecei a explicação, repousando novamente o copo sobre a madeira – Só que como a maioria não se sente à vontade de ter essa proximidade com um professor, eles insistem em me chamar desse jeito mais formal, o que me deixa muito incomodado. E como adolescentes que são, continuam me chamando assim pra me irritar. O fato era que eu não sabia se realmente era para me irritar, mas como não via outra razão, essa justificativa era totalmente cabível.

Engasguei assim que ouvi o comentário que se seguiu, e lhe dirigi uma expressão mista de risada com “eu não acredito que disse isso” (shame on you se não pegou a referência). – Me chama assim de novo e vai passar as noites de uma semana limpando o meu quarto – ameacei, brincando, mas realmente ter alguém para limpar meus aposentos seria uma excelente coisa, visto que não sou a pessoa mais organizada – E você está insinuando que eu estou bêbado? – indaguei, meio que rindo um pouco. Tive de concordar com sua opinião sobre o alto teor alcoólico daquelas bebidas. Estudei a quantidade de bebida que ainda restava no copo, pensando se poderia acabar com aquilo em mais um gole. – Vou falar que cada gole é uma espada quente sendo enfiada na minha garganta. – disse, apertando os olhos com força após virar o restante da bebida. Talvez a fala tivesse soado como alguém que começou a beber naquele momento, mas realmente me sentia assim naquele lugar, como um adolescente que bebe vodca barato na praça escondidos dos pais com medo de policiais os acharem. – Mas, se você gosta disso, talvez esteja falando com um alcoólatra, não? – comentei, dirigindo um sorriso ao homem. É claro que aquilo não passava de uma brincadeira, esperava que ele não ficasse ofendido.

Ouvir professor me fez arrepiar. Saberia que assim que retornasse ao trabalho, uma montanha de tarefas e deveres me aguardariam, além de ter que lidar com adolescentes. Beyoncé divina, como adolescentes eram difíceis. – Então... Eu gosto do que faço, me sinto bem. Só que as dores de cabeça que isso me dá, especialmente aquelas pragas – confessei, talvez com um excesso de verdades. Percebi que a bebida já fazia efeito, e que estava com a língua um pouco mais solta do que o normal. Ia tentar disfarçar a fala, porém fiquei aliviado ao ver que compartilhava com Near os mesmos pensamentos sobre os alunos; soltei uma risada aberta, porém controlada. – Ah, quase nunca dá pra escapar. A Lucyene é muito rigorosa com essas coisas, sobretudo considerando o meu cargo – esclareci sobre o fato das visitas ao Três Vassouras. – Se bem que vez ou outra a gente consegue fugir dela... Mas eu leciono Feitiços, já que perguntou... Me peguei em um estado de reflexão, contemplando uma garrafa de vinho na estante de bebidas atrás do balcão. Aquela era a mesma que havia encontrado nas mãos da monitora corvina. Sorri brevemente, pensando na garota. Eu era realmente grato pela ajuda dela em ajudar na direção da Casa, e seria realmente difícil quando a mesma deixasse Hogwarts, o seria em breve se tudo desse certo para ela, afinal, Faye já estava no sexto ano e logo se formaria. Enquanto refletia sobre tudo, percebi que os sons do local foram ficando abafados, e manchas pretas surgiam no meu campo de visão. Ciente do que estava prestes a acontecer, apenas me permiti apoiar as mãos sobre o balcão de madeira, segurando o copo com firmeza entre as duas. Quando todo o som desapareceu e minha visão se resumia a uma escuridão sem igual, observei a loira caminhar pelos corredores de Hogwarts, parecendo procurar alguém em específico. Na cena em seguida, a vi acenar para mim e se aproximar. Por fim, Faye estendia o braço, em sua mão um pequeno distintivo com um “M”. Quando tudo entrou em foco novamente, vi Near com um expressão curiosa e preocupada no rosto. – Por que me olha assim? – disse, um pouco rouco, exibindo um meio sorriso abatido. Ficava sempre cansado após ter visões, mas nada que um pouco de conversa não melhorasse. – Você fez muitas perguntas sobre mim, mas não falou nada de você. O que o traz à Irlanda, Near? – perguntei, tentando tornar o clima novamente normal. Talvez sem sucesso, admito, mas pelo menos não era uma torta de climão ruim.




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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Qua 8 Mar - 23:33:33



Odeon Bar & Grill 

... despercebidas pelos meus próprios instintos. De fato estava, por hora, me divertindo bastante mas lá no fundo algo clamava por uma pitadinha de “mantenha a lenha queimando e ganhará algum bônus no final”(essa foi criada por mim mesmo -q). – Confesso que estou tentado. – dizia com o levantar da palma da mão ao queixo em uma flexão de apalpa-lo e também na reflexão ao comentário advertido, na qual chama-lo por “Senhor Gyllenhaal” receberia uma detenção de uma semana a limpar o quarto dele. Não conseguia conter o riso mais era um riso de divertimento aprazível. Estava em um dilema de seguir normalmente a conversa e não mencionar tal termo ou ser arriscado e insinuar novamente depois, mas já seria bastante previsível, supus. Então definitivamente optei pelo não, a contra gosto. Continuamente, meu comentário foi mais além do que imaginava e por pouco quase, quase mesmo, pensei ter o ofendido pelo “está me insinuando que estou bêbado” mais enfim o sorriso na fala de outrem viera a identificar que não era mais que uma contramedida. De imediato quase falei um “quem sou eu pra falar, mais três doses disso e fico sóbrio” em entoação de defesa, mas acabei não dizendo. O que prolongou no comentário seguinte e trazendo a mim mais um motivo de riso. – Não teria uma colocação melhor para isso aqui. – completei, levantando a dose de Whiskey e mostrando com um leve giro do líquido a analogia de que cada gole seria uma espada quente.  – Ainda não posso tirar conclusões, talvez tenha que comprovar mais vezes... – rebati, deixando completamente claro que não sai ofendido, no entanto, deixando a entender dubiamente o que poderia comprovar.  

Espera, Lucyene? Ah, essa seria é a vice-diretora de Hogwarts, suponho ... – fiz então essa breve pausa para abordar o apelido que Axel dera a mulher, que somente pelo julgar da fala seria deveras rígida. Em meias palavras era como eu pensava, vida de professor era sempre exaustiva e com esse bônus de dores de cabeça, definitivamente os comentários de Axel serviam para reavivar o que achava de si mesmo, nunca queria ser um professor.  – Aposto que são os melhores momentos, digo, essa fugidinhas ... – comentei, “esporadicamente” para entonar a dizer de Axel. Se eu fosse um professor me imaginaria pior que Severo Snape, então, com muita certeza, estaria demitido ou sendo odiado em poucas semanas. Mas fugidinhas o que era o assunto falado e o que importava, suponhara ser, a melhor coisa a ser feita. Entre mais um gole do Whiskey o homem ao lado finalmente dissera qual matéria lecionara e por isso pensei um pouco antes de falar.  – Espera ai, pela segunda vez (rs) ... você leciona feitiços, temo que devo tomar cuidado com ... – o que era pra continuar não continuou a dizer. Por um momento comecei a achar que o homem estava encarando fortemente o copo de bebida da mão e pensando sobre muitas coisas, mas foram mais que sessentas segundos fitando ele com certa curiosidade para saber que Axel completamente ignorara ou não escutara o que acabou dizendo.  Levei a mão ao queixo novamente e desta vez virei-me para apreciar melhor a visão paralisada do homem, a qual não demorara mais que mais alguns segundos para notar minha análise de estranhamento e um pouco de preocupação por pensar ser algum mal-estar ou consequência da bebida. Vai que seja.  Por isso a pergunta dele para mim. – Nada demais, só estava te achando bonito ... brincadeira, não vou dizer. – sorri logo em seguida, nenhuma das partes ditas eram mentiras mas o tom de curiosidade era uma das coisas que mais gostava de fazer, principalmente em fazer os outros ficarem curiosos consigo.  

Nada mais justo, não? Você iria pensar que sou um funcionário do Profeta Diário ou Pasquim e isso hipoteticamente seria uma entrevista... mas não sou. – revelei, ainda de forma lenta, bebendo mais um gole e terminado finalmente a dose. – Não estou aqui como turista, infelizmente, apesar de que gostaria muito. Mas, enfim, revelando mais um pouco sobre mim ... trabalho no Ministério da Magia Britânico e estava a poucas horas atrás ajudando na reparação de um prédio histórico daqui, digamos que esse fosse o motivo da minha presença na Irlanda. Nada proveitoso, não? – questionei-o sem muito que complementar sobre a vinda até a Irlanda. Acenei para que o barman trouxesse mais outra dose de Whiskey. – Talvez esta seja uma forma de aproveitar. Beber alguma bebida somente feita aqui pra mim é aproveitar, também. Mas não esperava encontrar alguém conhecido, ou melhor, que se tornou conhecido agora. – insinuei, tornando claro que o começo da conversa tornara mais que uma forma de conhecê-lo. O que eu poderia imaginar era o pensamento que iria surgir na cabeça dele, mas preferir não imaginar nada-q. – E você, o que faz aqui na Irlanda? – tomei a pergunta dele para mim e também fiz a mesma. Começava a acha que poderia ter feito outra pergunta mas aquela seria a mais devida a situação e vice-versa.

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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Ter 4 Abr - 23:59:41

Ainda me sentia um pouco tonto por conta da visão, e aquela sensação somada a minha pequena embriaguez não era nem um pouco agradável, porém tentei ao máximo evitar deixar aquilo transparecer, afinal, não queria deixar Near preocupado ou algo do gênero. Sorriu ao ouvi-lo falar sobre ter que comprovar mais vezes. – Eu devo entender então que a gente vai se encontrar mais vezes? – perguntei, piscando em sua direção. Pedi ao barman um copo de água para ajudar a me recuperar mais rápido, não sabia se daria certo, mas apenas tentei. – Ela mesma, Lucy Elrich Sinskye Mello – disse, me referindo à vice-diretora de Hogwarts. – Eu, na verdade, quando entrei em Hogwarts, tinha medo dela... – confessei, rindo. A verdade era que talvez ainda tinha algum medo daquela figura loira, mas era de uma forma diferente agora. – Mas eu não quero falar dela, porque já atormenta muito os meus sonhos... – murmurei, em um tom sombrio, lembrando do cenário que havia imaginado onde a loira me prendia a uma roda (tipo aquelas de circo) e, enquanto girava, observava a mulher, com um sorriso maligno em seu rosto, me atirando facas aleatoriamente. Fiquei preocupado com aquilo durante muito tempo, pois não tinha certeza se aquilo havia sido um sonho ou alguma visão de um futuro próximo. “Eu preciso de um psicólogo”, pensei, vendo o barman depositar um copo com água sobre o balcão. Murmurei um “obrigado” seguido de um aceno para o homem, e encarei o copo por um instante antes de bebê-lo.

– É, podemos dizer que sim... – disse, um pequeno sorriso se formando em meus lábios, em resposta ao que ele havia dito sobre as tais fugidinhas. – Apesar de que às vezes acontecem coisas legais no castelo também. – esclareci. A verdade era que, apesar de achar muito difícil lidar com os alunos, vez ou outra eles me surpreendiam com atitudes que me deixavam cativado (palavra do dia, vlw pequeno príncipe). Sorri com o comentário feito pelo homem, felizmente ele ajudou a não deixar que uma torta de climão tomasse conta do ambiente após o acontecimento estranho. Pensei em responder “Se tem uma coisa que tenho certeza, é da minha beleza” (~paola bracho feels), mas deixei a ideia só na mente. – Hm, muito obrigado. Vou dizer o mesmo... Brincadeira – ri, observando o rosto de Near. – Ou não. – disse com simplicidade, cessando o riso de súbito. Fiquei intrigado com o que ele havia omitido. – Nhá, fala logo, não gosto de segredos, sou muito curioso pra isso. Voltei a dar outro gole na água; com certeza se algum dos meus pais me vissem ficariam orgulhosos em observar o filho preferindo o conteúdo daquele copo a álcool.

– Na verdade, eu nunca pensaria nisso – confessei, pela primeira vez considerando aquele cenário que Near supunha. Muito provavelmente, caso alguém quisesse extrair alguma informação de mim, não haveria necessidade de me ameaçar ou torturar de alguma forma, bastava sentar ao meu lado em, por exemplo, um bar, e fazer  as perguntas necessárias. – Pode me chamar de ingênuo, inocente, lerdo ou o que quiser, mas sempre espero o melhor das pessoas, e nesse caso  hipotético, eu provavelmente seria enganado pelo repórter. – disse, rindo, mas sendo totalmente sincero. Ouvi o seu relato enquanto terminava o copo d’água, me sentindo bem melhor do que alguns minutos atrás. – Na verdade, eu acho até que bem interessante, você nunca tem um lugar de atuação fixo então pode conhecer várias coisas... – comecei a refletir se me daria bem naquele tipo de trabalho, mas provavelmente ter de me deslocar tão frequentemente me deixaria cansado. – Então podemos dizer que foi bem proveitoso você ter que vir para cá... – murmurei, mais uma vez sorrindo, estranhamente feliz ao ouvir o que tornava proveitosa a viagem do homem. – O que eu faço aqui na Irlanda? – refleti por um momento antes de responder. Talvez eu teria respondido de forma séria, porém não seria eu mesmo se não aproveitasse uma chance daquelas. Estudei por um momento o rosto de Near, e com uma expressão cômica, respondi com simplicidade: – Sucesso. Consegui me controlar por alguns instantes, porém logo me permiti rir abertamente. – Zoeiras a parte, eu vim visitar a cidade, nunca tinha vindo aqui. Ponderei por um instante se deveria voltar a beber ou parar por ali, mas não conseguindo decidir, resolvi terceirizar o serviço. – Devo me tornar um alcoólatra assim como você e continuar a beber mesmo me machucando? – indaguei, brincando obviamente. É aquele ditado né, quem tem limites é território.




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MensagemAssunto: Re: Odeon Bar & Grill    Dom 16 Abr - 15:23:18

Se tinha uma coisa que as pessoas sempre subestimavam, era o modo de Aloha de conseguir informações sem sequer precisar se mexer muito para isso. Como chefe do departamento de execução das leis da magia, a mulher acabava conquistando uma certa influência perante algumas pessoas e isso a fazia ficar sabendo de algumas coisinhas, principalmente se essas coisinhas envolvessem seus filhos tão queridos. Fazia um certo tempo que não ficava nos Stavros, nos últimos meses, devido ao trabalho de Owain, passou os dias de folga e a volta para casa no castelo dos Beoulve, tentando pelo menos matar um pouco da saudade que sentia do homem e ao mesmo tempo livrar a mente dos acontecimentos do Ministério da Magia que, convenhamos, não conseguiria fazer se tivesse na Grécia, uma vez que seus familiares tinham aquela mania de querer saber das fofocas do mundo bruxo. Além do mais a Irlanda sempre foi o melhor lugar para treinar quadribol e como fazia um tempo que não comparecia aos treinos, poderia praticar bastante ali naquele país.

Estava sentada em uma das mesas medievais que felizmente aquele local proporcionava, embora a maioria delas já fosse dominada pela modernidade, tal como diversos lugares do mundo bruxo. Esperava que o elfo da família Beoulve trouxesse seu filho em segurança para aquele lugar. Aloha precisava muito ter uma conversinha com Grayer, sobretudo entender o que havia acontecido tempos atrás, quando ela mesma estava ausente por problemas ministeriais. Respirou fundo, escrevendo com uma caneta trouxa algumas coisas na palma de sua mão. Ela já estava toda rabiscada, mas não tinha muita importância, aquele bar já sabia exatamente como a mulher era e não pretendia mudar agora. Estava tão comumente desatenta que sequer notou a presença de alguém ao seu lado, levando um susto ao sentir um toque em seu braço. - Mas o que... Grayer! - Um sorriso saudoso já estampava seus lábios e, sem se levantar, puxou o garoto para um abraço, apertando-o em seguida. Sentia saudades do filho, era um fato que não dizia muito, mas mesmo assim, era verdade. - Sente-se - Não deixava de encará-lo, como se quisesse memorizar aquele rosto para uma eternidade. - Garçom, por favor traga alguma coisa para mim e para meu filho, pode ser uma entrada apenas, logo pediremos algo - Pediu, tossindo suavemente em seguida e ajeitando a postura. - Como está indo na escola? Conte-me as novidades... - Por mais que aquela conversa fosse para dar uma bronca no garoto, aquele momento era raro entre os dois e queria aproveitar. A bronca poderia ficar pra mais tarde.


Aloha Demetria Stavros Schrödinger
CHEFE DO DEPARTAMENTO DE EXECUÇÃO DAS LEIS DA MAGIA
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