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 Torneio Bruxo

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AutorMensagem
Evelyn Gardner Pallas
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Bicho-papão : Como assim acabou o vinho?!

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Escola/Casa: Sonserina
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MensagemAssunto: Torneio Bruxo   Sab 25 Fev 2017, 15:38

Torneio Bruxo

Copa Intercasas 2017.1


Neste tópico devem ser postadas as poções da Competição do Torneio Bruxo.

Tempo de duração da prova: 1h 30min após o envio da MP.

www.rpghogwarts.org

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Evelyn Gardner Pallas
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Grayer Shaw Beoulve
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MensagemAssunto: Re: Torneio Bruxo   Sab 25 Fev 2017, 17:26

Brincadeira de Halloween
fora dos limites



A noite sombria da época de Halloween me fazia querer chegar logo ao salão comunal. Não por uma questão de medo, mas sabia que muitos alunos e até mesmo funcionários do castelo estariam pregando peças em qualquer um que estivesse vagando por aí. Pelas janelas via-se o clima nublado e nevoado, resultado de um dia pós chuva que ainda fazia sua ameaça de continuar.

Foi ainda no segundo andar que meus planos de descansar no dormitório da Corvinal desapareceram. Um aviãozinho de papel acertou-me na testa, e após reclamar meramente com as feições de meu rosto, peguei-o antes que tocasse o chão. Em seguida observei os arredores sem encontrar o responsável e dando de ombros, abri para ler o conteúdo. Era sucinto e misterioso. “Me encontre na estufa número sete. É importante!” Nada mais, nenhum remetente, nenhuma dica. Isso não parece bom... Mas não posso ignorar simplesmente.

Curioso e cauteloso eu rumei para fora do castelo em direção às estufas. No caminho estava ficando um pouco apreensivo, a grama estava úmida da chuva de horas atrás, e o clima não estava muito agradável. Aos redores das estufas notava a bagunça que havia por ali. Era estranho, pois o local era geralmente bastante organizado e decorado com poucas coisas para não prejudicar as plantas. Mas não naquele dia...

Enfeites jogados pelo chão dentro e fora das estufas, terra bastante remexida, sacos de adubo rasgados, um regador destroçado, e até mesmo algumas plantas destruídas. Ai ai... Por que eu sinto que isso é algum tipo de armadilha para me incriminar por essas coisas? Pensava ainda sem parar de rumar para a Estufa de nº7. Algo mais me incomodava... O silêncio. Estava tudo calmo demais, chegava a ser perturbador.

Quase chegando ao destino da carta, um grito estridente de uma garota se fez claro e proveniente de dentro da estufa maior, onde me destinava. Sem pensar direito, corri para a entrada do local para avistar a cena. Cinco fadas mordentes rodeavam uma aluna pequena que se via pendurada de cabeça para baixo (sem nada a segurando) sobre um lago artificial. Não bastando, 3 esqueletos encontravam-se no caminho para a garota, todos de pé, porém imóveis, como se estivessem esperando algo para dar sinal de vida. Isso era o que mais chamava atenção, contudo não dava para desconsiderar o fato de que aquela era a estufa mais perigosa, cheia de plantas assustadoras. Se aquilo era uma “pegadinha” de alguém, esse alguém estava indo muito além dos limites.

Abri a porta da estufa devagar, não queria chamar muita atenção, mas obviamente, seria praticamente impossível não ser notado. Algumas das fadas mordentes foram as primeiras a me avistarem. Tinha que pensar rápido, aquela era uma situação muito perigosa. Eu não tinha Fadicidas e a menina não gritava mais, parecia inconsciente, talvez por causa do medo, talvez por conta da toxina de alguma das fadas que a mordera, se é que isso havia acontecido. À minha volta observei as plantas que tinham.

Era difícil reconhece-las com velocidade, mas era possível ver vários vasos quebrados ao redor... Vasos grandes inclusive, o que significava que provavelmente, tinha algo mais por ali. Ao canto da estufa notei a movimentação de algo que se assemelhava a uma cobra grossa. Estranhei, e tentei enxergar melhor do que se tratava. Foi quando uma das fadas veio me confrontar. Voou rápida em minha direção, mas não diretamente, parecia estar me analisando antes de atacar, aproveitei o momento que ela se estabilizou parada no ar e a ataquei. – Incarcerous! Disse apontando a varinha na direção da fada mordente e conjurando uma corda que a prendeu fortemente. Ela foi ao chão, incapaz de voar e certifiquei-me de que sua boca estava bem atada.

Olhei na direção das outras fadas e notei que elas pareciam rir do ocorrido, mas o assustador não era isso. Onde estão os esqueletos? E correndo por dentro dos arbustos laterais, um deles esticou o os braços para me puxar. Por reflexo rapidamente mirei a varinha em direção ao pescoço da criatura e lancei o feitiço que já estava planejando caso os esqueletos decidissem se mover. – Diffindossum Quebrando o osso que ligava a coluna ao crânio, o esqueleto se desmontou em minha frente.

Escutei então um barulho estranho no meio das plantas e um esqueleto voou completamente desmontado e em seguida um Arpéu saiu do meio dos arbustos. Parecia furioso, e sua presença me distraiu do terceiro esqueleto que saltou. Abaixei a tempo o fazendo cair um pouco distante à minha frente.  – Bombarda! Disse apontando para o esqueleto e o fazendo em pedaços que voaram pela estufa. Enquanto o Arpéu se preparava para correr para me atacar como um touro, notei que aquilo que parecia ser uma cobra grande antes, eram meramente tentáculos da planta Tentácula. Ótimo! O Arpéu do professor de TCM do quarto ano! Os alunos devem ter achado engraçado soltá-lo na noite de Halloween! Isso explicaria a bagunça lá fora e aqui dentro! Agora o Arpéu corria contra mim e tive de pensar rápido. – Carpe Retractum! Lancei contra um dos poucos vasos enormes que tinha por perto. Desviei da criatura, mas sacudi o vaso com o choque de meu corpo.

Observei a planta que nele estava e assustei. Rapidamente Encantei minhas vestes e com ela cobri meu rosto. – Impervius Quase não foi à tempo. A planta tratava-se de um Mimbulus Mimbletonia, parecido com um cacto cinza que liberava uma toxina escura caso fosse perturbado. A toxina atingiu minha vestimenta encantada, e em seguida, corri em direção às fadas. Preciso dar um jeito de tirar elas dali e coloca-las perto da Tentácula! Pensei enquanto corria e já formulando meu plano. Peguei um galho no caminho, apontei a varinha para ele e pronunciei. –Incendio! Formando uma espécie de tocha Corri contra elas fazendo-as virem contra mim também. Certificando que todas me acompanharam, saltei na direção próxima dos tentáculos entre os arbustos. Notei a enorme Tentácula prestes a atacar e largando a tocha ali mesmo, saltei para longe.

Perto dali, avistei os tentáculos capturarem as fadas mordentes uma a uma. Foi perfeito, mas ainda tinha o Arpéu. Saí do meio dos arbustos e notei que ele parecia confuso, não sabia onde eu estava. Apontei a varinha para ele ainda escondido, e conjurei. – Enjaulius. Uma grande gaiola surgiu para encarcerá-lo.

Com a situação controlada, aproximei-me do lago, onde a garota já acordada gritava por ajuda. -Regimen Radix! Disse apontando a varinha na direção da margem, e raízes foram em diagonalmente em direção a ela, envolvendo-a. - Liberacorpus! A garota se soltou, continuando presa nas raízes. Voltei a controla-las com o feitiço, fazendo-a voltar ao chão em segurança e livre. Ouvi então as explicações dela sobre o garoto mais velho que tinha feito aquilo, e cheguei por mordidas. Tinha uma mordida no braço, e a disse para ir à ala hospitalar tratar daquilo o mais rápido que pudesse. Enquanto isso, chequei se não tinha mais nada de anormal por ali e em seguida saí da estufa de número 7 em busca de algum docente para avisar da situação. Havia sido uma noite bastante conturbada... Alguém merecia uma punição severa por aquilo, mas naquele momento, estava contente de ter escapado com vida e com a garota daquele lugar.

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Grayer Shaw Beoulve

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Jake von Ziegler
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MensagemAssunto: Re: Torneio Bruxo   Sab 25 Fev 2017, 17:27


Não fazia ideia do que aquela mensagem poderia significar... Sequer sabia se era uma mensagem realmente pra mim. Um aviãozinho de papel poderia ser pra qualquer um, e ainda assim cá estava eu entrando na área das estufas. O clima de Halloween que circundava a escola não ajudava em muita coisa, as estufas estavam bem macabras, principalmente com toda aquela bagunça. "Alguma coisa aconteceu aqui". A primeira atitude que tive foi sacar a varinha, precisava ter uma visão melhor das coisas - Lumus - um murmúrio bem baixinho pra não chamar a atenção de quem (ou do que) quer que fosse. Quando finalmente estava em vésperas de chegar à estufa de meu destino, a de número 07, escutei um grito do lado de dentro que fez meu coração gelar. Era um grito de terror.

Empurrei a porta o mais depressa e silenciosamente possível. Não foi difícil notar o cenário seguinte: uma garota estava presa ao teto, de ponta cabeça, rodeada por fadas mordentes e suspensa acima de um lago artificial. "Quem coloca um lago artificial no meio de uma estufa?" Minha primeira atitude foi olhar ao redor pois tinha certeza que não foram as fadas mordentes que levantaram a garota até o alto, mas estava escuro e meu campo de visão era limitado, mesmo com a varinha. Decidi dar atenção à garota que corria problemas mais urgentes. - O que as aulas de TCM diziam sobre fadas mordentes mesmo? - cocei a cabeça tendo certeza que elas pediam alguma defesa própria. Comecei a ficar ansioso, com a varinha nas mãos, olhando pra garota até que ela gritou de novo. Sem conseguir me lembrar mirei a varinha num montinho próximo a ela: - Petrificus Totalus! - a luz do feitiço atingiu um montinho de fadas mordentes, ainda que não todas. Eu pretendia lançar o feitiço novamente, é claro, mas fui impedido por uma pancada na cabeça (que fez minha cabeça latejar por um bom tempo) - Ai! - exclamei caindo no chão.

Notei que um punhado de esqueletos estavam me cercando, alguns deles usando porretes, outros sem nada nas mãos, e o que me bateu segurava um regador: aqueles ossinhos pareciam bem maléficos. A ponta da minha varinha ainda emanava luz e pude identificá-la com rapidez a poucos passos de mim, de modo que pulei até ela para recuperá-la. - Espero que não sejam alunos, e se forem é melhor se revelarem agora! - falei em tom autoritário enquanto empunhava a varinha e via um esqueleto pulando sobre mim - Ferreous! - lancei o primeiro feitiço que pensei, ao passo que um jato de ar similar aos ventos de uma tempestade empurraram o esqueleto para o alto das estufas. Cercado por outros cinco esqueletos, girei a varinha na direção deles arremessando todos descontroladamente pelas estufas e resultando em inúmeros vasos quebrados. Eu sabia que eles voltariam, mas aquilo me fazia ganhar tempo. Sobre os vasos... Se me perguntassem depois eu diria que quando cheguei já estava assim.

"Como eu vou tirar aquela garota lá do alto?" - Petrificus Totalus! - congelei um novo montinho de fadas mordentes, prevenindo que atacassem a garota. Olhei para o lago embaixo dela. Seria fundo o suficiente pra amortecer uma queda? Acho melhor não arriscar. "Pensa Jake, pensa. Você é um bruxo e tem uma varinha, precisa de mais o que?" Aquelas fadas mordentes eram numerosas. Olhei para o lago, depois para a garota, até que surgiu uma lâmpada acima da minha cabeça - Aguamenti - usei o feitiço mirando no lago artificial e em seguida dando uma de Aang, o avatar dos desenhos. Sabendo que minha utilização do feitiço era limitada tratei de controlar apenas o necessário e criar uma espécie de tobogã. Tendo moldado a água fui ágil a seguir: - Glacius! fazendo a água se solidificar e mirando na corda que suspendia a garota: - Diffindo! - a corda se partiu, a garota caiu diretamente no meu toboágua improvisado e começou a deslizar. Sendo essa apenas uma forma de garantir que eu teria mira suficiente antes que ela chegasse ao solo, pois o feitiço que se seguiu era primordial para conter qualquer tipo de impacto: - Aresto Momentum! - por fim corri na direção da garota, ao passo que as fadas mordentes ficaram um tanto irritadas com o fato de eu ter tirado o jantar delas. - Você tem uma varinha? - foi a primeira coisa que perguntei enquanto pegava a garota do fim do toboágua e a trazia para o solo onde seus movimentos voltavam a ter gravidade. Ela negou com a cabeça e eu fiquei bem chateado. Atrás de nós os esqueletos voltavam a se organizar e só teve uma coisa que eu pude sugerir: - Corra! - puxei-a pela mão por um corredor paralelo.

Aulas de Herbologia nunca foram meu forte, isso dificultava um pouco que eu soubesse me localizar na estufa em questão. Mas apesar de não reconhecer plantas, uma coisa eu tinha certeza: Plantas com tentáculos que terminam em bocas cheias de dentes... Não parecem ser nem um pouco plantas amigáveis. Puxei a garota pra perto de mim quando uma daquelas bocas avançou para tentar... Comê-la? - Volta!!! - alertei quando vários daqueles tentáculos apareceram ao longo do corredor em que passávamos. Atrás de nós os esqueletos e uma ninhada inteira de fadas mordentes. "Como eles deixam essas coisas acontecerem em Hogwarts?" - São tentáculas! - ouvi pela primeira vez a voz da garota. Eu não fazia ideia do que era uma tentácula, mas eu via aqueles tentáculos bem ameaçadores mesmo - Fadas mordentes são o alimento preferida delas. Vamos apenas nos certificar de que não nos comam e as fadas mordentes vão distraí-las - sim, tudo isso foi dito tão rápido que eu não sei como consegui entender. Por sorte os tentáculos das Tentáculas não eram tão rápidos, sempre que um se aproximava eu gritava: - Diffindo! - e cortava o pedaço da planta mais próximo. As plantas que deixávamos pra trás não voltavam pra nos buscar, até porque havia um banquete de fadas mordentes pra elas se divertirem, e a situação ficou melhor pra nós quando as fadas mordentes começaram a nos cercar. Mas os esqueletos tiravam os mesmos proveito que nós.

Ao fim do corredor saímos da estufa 07. Voltei para fechar a porta e prender os esqueletos lá dentro. - O que você fez pra esses caras?? - perguntei em parte retoricamente, em parte sério (vai que tinha feito alguma coisa mesmo?). Peguei um pedaço de madeira, depois outro, fazendo um bloqueio na porta. A garota me contava apressadamente que havia sido obra de outro aluno - Esses alunos perderam o juízo? - aparentemente a gente estava correndo risco de morrer ou de acidentes gravíssimos ali. - Vamos, vou te levar pra um lugar seguro, depois procuraremos por... - percebi naquele momento um rastro cinza que se estendia pelo chão e ia na direção de outra estufa. Eu conhecia bem aquele rastro, pois era de uma das poucas criaturas que eu me lembro ter estudado em TCM. - Tem um cinzal por aqui. - aquelas estufas estavam cheias de plantas, o risco de um incêndio era enorme. - Oh, Merlin - corri o mais depressa que pude sem me importar se a garota me seguia ou não. Não sei que estufa era aquela, se tinha ou não os mesmos tipos de planta, mas cheguei entrando mesmo. Por sorte o cinzal deixava rastros.

- Aqui, cinzalzinho, aqui... - chamei procurando pela cobrinha. Escutei um crack e corri naquela direção, percebendo agora que a garota estava em meu encalço. - Os cinzais sempre botam ovos. Eles liberam muito calor, o risco de incêndio é enorme - adverti a garota, não sabendo se ela já havia estudado cinzais. - Os ovos de cinzais são tipo aqueles? - olhei para onde ela apontava: três gnomos brincando de jogar ovinhos um pro outro. Pulavam de mesa em mesa, quebrando tudo ao redor: provavelmente eram eles que causaram toda essa bagunça nas estufas. Um deles arremessou o ovo com tanta força que o outro não pôde segurar de onde estava, e o ovo sumiu de vista. - Incarcerous! - conjurei uma corda que imediatamente amarrou e prendeu um dos gnomos. Os outros correram. - Ache o ovo por favor, junte eles e congele com Glacius. Eu vou atrás dos gnomos - comecei a correr. Eu tinha a vantagem sobre eles de possuir uma varinha. - Wingardium Leviosa! - levitei um deles. Todos aqueles ano desgnomizando jardins me fez não ter muita piedade dos danadinhos, muitos daqueles já morderam meus calcanhares. - Hoje ninguém vai morder meu calcanhar! - falei vitorioso. Levitando um deles, e ainda correndo, mirei e quando o segundo pulou por cima de uma mesa, antes que ele pudesse escapar, joguei o levitado na direção dele, tentando fazer bater cabeça com cabeça e... pá! Dois gnomos tontos em uma tacada só. As mãos deles estavam queimadas por conta do ovo de cinzal. "Que burros". Lancei - Glacius! - em cada um dos ovos, e em seguida - Incarcerous! - amarrando um de costas para o outro, fazendo com que imediatamente eu sentisse um cheiro de queimado. Eu não deveria sentir um cheiro de queimado ao conjurar cordas, por isso virei pra trás e... - POR QUÊ? - corri de volta na direção do fogo.

Eu não entendia porque tudo isso estava acontecendo comigo, eu só queria se feliz. A garota não parecia saber o que fazer - Por que não congelou os ovos?? - quis saber. - Aqua Eructo! - lancei no pano que começava aquele incêndio. Por se tratar apenas do começo, foi um fogaréu controlável. - Eu já disse, não tenho uma varinha! - No meio daquela confusão acabei me esquecendo desse detalhe. - Tudo bem, tudo bem. Os outros ovos estão congelados. Vamos dar o fora daqui, chamar mais gente pra ajudar - ela assentiu. Não era toda noite que aquele tipo de coisa acontecia, e parecia muito mais coisa do que podíamos dar conta. Halloween de fato era uma época difícil de lidar numa escola cheia de adolescentes. Puxei a garota pela mão e saímos correndo dali procurando por algum funcionário.

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Orion Lionhart Beoulve
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MensagemAssunto: Re: Torneio Bruxo   Sab 25 Fev 2017, 17:29

“Noite estranha com clima esquisito” imaginou o lufano Orion, enquanto lentamente caminhava pelos corredores de Hogwarts durante o período noturno. Seus olhos, apesar de forçarem um pouco na visão que tinha dentro do castelo mal iluminado ocasionalmente passavam pelas janelas dos longos corredores pelos quais ele transitava. Para o rapaz era fácil notar que mesmo lá fora, por conta de um clima nublado, era impossível que qualquer pessoa conseguir enxergar, mesmo tendo uma visão aguçada como a de um caçador. “Eu não tô legal” continuou pensando consigo mesmo, conforme tentava se lembrar o caminho que precisava fazer para voltar às masmorras, onde a Lufa-Lufa tinha a entrada de seu salão comunal. Porém, conforme avançava e tinha quase certeza de que estava indo para o caminho errado, o jovem Beoulve sentia-se num daqueles cenários de filmes de terror trouxas: ambientes poucos iluminados e quase sem sons, ele era capaz de ouvir apenas seus passos pelos corredores do segundo ou terceiro andar, parecendo que a qualquer momento algum assassino portando uma faca surgiria de trás de uma das armaduras que haviam por ali, prestes a matá-lo.

Soltou, então, um pequeno suspiro aliviado quando finalmente conseguiu localizar a escadaria que o levava para o segundo andar e foi procurando aumentar a velocidade do movimento de suas pernas que o rapaz tentava o mais rápido possível atingir o próximo lance de escadarias, antes que o assassino invisível e existente apenas em sua mente o alcançasse. — Caramba, mano! Os diretores de Hogwarts andaram tendo aulas de como decorar um castelo com a turma de Castlevania. — Exclamou o lufano em voz alta para que parasse de ouvir apenas o som de seus passos pelos corredores. Mas no fundo, a afirmação de Orion era completamente verdadeira: o alegre e colorido castelo que era usado como escola por todos que ali moravam não existia naquele dia, parecia-se muito mais com uma criação daqueles livros de vampiros onde o Drácula tocava o terror na população mundana. — Mais vinte minutos aqui e eu mudo meu nome para Richard Belmont e começo a caçar vampiros com o meu crucifixo por esse castelo — continuou comentando quando quase pisou em um degrau em falso escondido pela névoa daquele andar.

Por alguns segundos, enfim, Orion não fez jus ao seu nome do meio, “coração de leão” e sentiu que iria morrer de uma parada cardíaca, pois quando foi acertado por algo em sua testa, em um primeiro momento a sua reação foi soltar um grito silencioso de pavor e a segunda, por conta dos reflexos que tinha do quadribol, foi movimentar sua mão livre para frente rapidamente, apanhando algo no ar que parecia ter uma textura semelhante a de um papel. Respirou fundo, sentindo seus batimentos voltar ao normal e quando percebeu que o objeto que quase havia tirado sua vida era um avião de papel, sentiu o seu rosto corar e quase pensou em guardá-lo no bolso e seguir viagem como se nada daquilo tivesse acontecido, mas, levado pela curiosidade comum de um aluno que frequentava Hogwarts, o Beoulve sentiu-se obrigado a abri-lo e ver se havia alguma mensagem secreta em seu interior.

De fato, existia.

Era uma mensagem que falava sobre um encontro na estufa sete, Orion não conseguiu ler muito bem tudo o que estava escrito ali, pois a pessoa não tinha uma das melhores letras, mas foi capaz de identificar palavras-chaves e mesmo sabendo que aquilo representava perigo, o lufano resolveu ir. Movido pela curiosidade e sabendo que um caçador de verdade não poderia ter medo, ignorou completamente aquela névoa que estava ao seu redor dentro do castelo e o mais rápido e furtivo que pode, tentou sair de dentro da enorme construção de pedra.

Não soube dizer com precisão quanto tempo levou a sua viagem, mas quando passou pelas portas que fechavam o castelo de Hogwarts, o lufano sentiu um pouco de suor escorrendo por sua testa, mas decidiu ignorar esse fato. Então, levantando a varinha acima da cabeça, pronunciou — Lumus! — e de imediato, uma luz surgiu da ponta de seu graveto mágico. Não fornecia muita iluminação, mas era o suficiente para auxiliar Orion, visto que ele sabia de cabeça como chegar às estufas. Obviamente, o lufano preferiria ter uma tocha à disposição, pois ficaria mais com ar de caçador de vampiro, mesmo que ele não fosse fazer aquilo, do que com uma varinha que funcionava como uma lanterna. Por fim, deixando os pensamentos de lado, avançou pela noite escura com um pouco de pressa.

Quando chegou às estufas, viu que o ambiente presente ali não era muito diferente do que existia dentro do castelo de Hogwarts: o silêncio reinava completamente pelo perímetro, mas conforme avançava pelas estufas, via que em alguns dados locais, parecia que uma festa entre as plantas deveria ter sido feita ali, pois havia uma bagunça incomum. — Será que essas plantas também gostavam de Raça Negra? — questionou o lufano e riu em seguida, tentava usar o bom humor naquele momento para que o medo não tomasse conta de si, pois aquele ambiente realmente era retirado de um filme de terror. Faltava apenas um pouco de sangue nas paredes para que Orion sentisse o seu peido pesando. Suspirou. Sabia que o seu objetivo estava numa das estufas mais inacessíveis das que haviam por ali, a de número sete, onde apenas um seleto grupo de alunos tinha a autorização. Conhecia algumas formas de atalhos para cortar aquelas enormes construções com um pouco mais de velocidade e conforme avançava precisava tomar cuidado para não acordar nenhuma das plantas que ainda estavam adormecidas por ali.

A viagem de Orion correu num ritmo moderado até a quarta estufa, mas foi então que ele ouviu o som de estalos como o de vasos quebrando ao cair no chão e uma pressa tomou conta de suas pernas, fazendo-o avançar com o máximo de velocidade possível por entre as demais construções que haviam ali e um pouco antes de chegar onde o seu objetivo pedia, viu a primeira barreira de sua aventura, pois na estufa de número cinco, haviam cinco pequenas criaturas azuladas no ar que o fez dar um passo para trás. Diabretes da Cornualha sobrevoavam as estufas, jogando objetos pelo chão e, consequentemente, quebrando-os. Rapidamente, o lufano colocou sua visão para trabalhar e ao procurar entre vasos quebrados, encontrou algo que pode lhe auxiliar naquele momento: um grande regador azul, ainda intacto, repousava felizmente no chão e Orion, vendo que teria apenas uma chance de acertar o seu movimento, apontou sua varinha para ele e murmurou — Wingardium Leviosa — e num passe de mágica, o objeto azulado começou a voar. Tentando se aproveitar da distração que as criaturas tinham, o Beoulve o pôs acima da maior quantidade de Diabretes que pode e rapidamente, desfez o feitiço. Dos cinco que ali estavam, três foram capturados pelo seu regador e sem dar tempo para reações, Orion apontou sua varinha para os dois que tentavam entender o que estava acontecendo ali — Petrificus Totalus! — e como ditava as leis da magia, as criaturas ficaram paralisadas. Antes de prendê-las, o lufano petrificou as outras três e antes de entrar na porta que levava para a sétima estufa, o Beoulve, sem mover seus lábios para falar, conjurou uma pequena gaiola com o auxilio de Conjurius Army e um pouco cansado, deixou-os de lado e continuou avançando.

Com os cabelos grudando ao lado do rosto por causa do suor cobrindo a pele quente depois de tamanho trabalho com as criaturinhas travessas dona de um corpo pequeno e azul-elétrico, Orion se viu ofegando na tentativa de conseguir um pouco mais de ar ao mesmo que o corpo tombado para frente tentava a todo custo se amparar nos joelhos levemente dobrados em exaustão. O barulho era ainda mais alto da porta e alguns tinidos agudos indicavam o inconfundível barulho de vidro quebrando, não fruto dos gritos da garota de cabelos loiros que quase varriam o chão de terra abaixo de si, mas da bagunça desorganizada que seres facilmente reconhecidos como fadas mordentes faziam por todo o perímetro. — Só pode ser brincadeira... — Lamentou com a voz por um fio. Nos olhos da menina presa de cabeça para baixo por uma corda o lufano podia ver a esperança e o medo de fundindo, criando os típicos sons de pedido de ajuda que só atiçavam ainda mais os animaizinhos voadores que a rodeavam. Por um segundo o jovem menino atrapalhado pelo destino pensou em dar meia volta e sair em busca de ajuda, mas a julgar pelo caos da estufa, ele provavelmente não voltaria antes de todo o resto estar destruído.

Agora, após o choque inicial da visão da sétima estufa ter passado, as narinas de Orion identificaram no ar um cheiro estranho. Não era algo bom e prazeroso como o de comida ou de rosas, muito pelo contrário, era algo que irritava o seu nariz e fazia com que a sua cabeça ficasse um pouco tonta. Sentiu dificuldades para focar sua visão naquele ambiente e conforme avançava para ter um pouco mais de proximidade do lago, para então resgatar a garota, notou que tudo ao seu redor parecia girar. Ao fundo, borrões brancos pareciam se aproximar de Orion lentamente e a mente do lufano buscava uma explicação para o que estava acontecendo, não tardou muito para que ele entendesse que estava correndo risco de vida: pois seus olhos notaram não muito longe dali, talvez à uns 10 ou 12 metros, um cogumelo de cores amareladas e logo a mente do lufano lembrou-se de uma das aulas, onde relacionava o cheiro de enxofre sentido por ele com aquela planta, ou melhor, cogumelo, que era capaz de ver. Desesperadamente e sem ouvir direito a sua voz, Orion apontou a varinha para algum lugar e exclamou — Accio Algodão! — e em poucos instantes, tinha em sua posse dois, que foram enviados em seu nariz sem demorar muito. Aos poucos, a situação do Beoulve melhorou, gradativamente a sua visão melhorou e ele percebeu, de fato, que estava dentro de uma masmorra de algum necromante maligno: haviam esqueletos vindo em sua direção e ele torceu para que fossem semelhantes e fáceis como os de Skyrim e não dificieis como os de Dark Souls. Sabendo que passaria por locais onde veneno poderia atingi-lô a qualquer momento, apontou a varinha para a própria roupa e exclamou — Impervius! — e continuou avançando, soltando alguns Petrificus Totalus para paralisar as caveiras que avançavam em sua direção.

Conjurius Army foi usado novamente por Orion e um pedaço de madeira, que usaria como tacape, surgiu em suas mãos e ele usou para se defender de alguns esqueletos que estavam muitos próximos e não daria tempo para conjurar algum feitiço. Estava tudo indo bem acima da visão do Beoulve, porém, ele não prestava muita atenção onde pisava e um esqueleto o puxou pelos pés, fazendo-o escorregar no chão e quando golpeou bem forte na cabeça, destruindo-o, sentiu um tentáculo puxando a mesma perna do passado. — Eu estou num anime… — exclamou, piedosamente, enquanto sem se importar muito com a vida da planta que estava puxando-o, soltou — Petrificus Totalus! — e de imediato, viu que aquilo não o incomodaria mais.

Antes de resgatar a garota, Orion percebeu que a criatura que havia tentado puxá-lo era uma Tentácula e ela, também tentava se alimentar de algumas das fadas mordentes que atazanavam a vida da garota pendurada de cabeça para baixo. O Beoulve, usando o seu instinto de caçador apontou a varinha para o lado e conjurou — Accio Doxycide! — e lançando-o no ar, viu que as fadas mordentes desmaiavam e algumas, que caiam da esposa do tentáculo, eram comidas. Uma visão dolorosa, admitiu, mas necessária. Algumas, que não foram acertadas pelo fadicida, eram petrificadas por Orion, enquanto com a mão direita, pouco inábil, ele tentava afastar os esqueletos com o pedaço de madeira. Quando a situação, enfim, estava controlada, retirou a garota da corda, usando diffindo para cortá-la e a primeiranista, desesperada, contou a Orion o que havia acontecido.

Segundo ela, algum aluno dos anos mais avançados havia convencido os esqueletos a prende-la ali dentro. Orion ficou preocupado, pois parecia um ritual macabro que estava prestes a acontecer ali e por isso, precisava reportar para alguém o mais rápido possível, por isso, saiu dali rapidamente. Precisava encontrar alguém antes que aquele fato viesse a ocorrer de novo. Deu à sua companheira algodões, antes de começar a correria, e viu que haviam janelas abertas no topo da sétima estufa. Os diabretes e fadas deveriam ter entrados por ali.

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Orion Gerrard Lionhart Beoulve

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Bicho-papão : A mãe culpando-o pela morte

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MensagemAssunto: Re: Torneio Bruxo   Sab 25 Fev 2017, 17:31

Oneself
Do you dare to look him right in the eyes?
Partindo do princípio de que já havia terminado não apenas seus objetivos curriculares exigidos perante ao horário e tempo de "folga" que os alunos haviam recebido durante o Halloween, tal como suas buscas extracurriculares um tanto quanto duvidosas, Daniel estava, sem medir a desmesura das palavras, sem nada para fazer. Já havia revirado os antigo Profetas da biblioteca e ainda tinha muito o que desenvolver com Cheryl, ainda que já tivesse terminado a leitura de seu livro, assim dito, especial, afinal a mulher não era tão desocupada quanto o monitor e encontrá-la com tempo podia se provar difícil.

Assim, ele encontrava-se pelos corredores, em passos arrastados e desacompanhado, percorrendo o castelo em sua busca de alguma coisa. Havia, sim, encontrado com os desafios de Halloween alguma diversão com Athena durante o sábado, mas após o descanso e um dia inteiro sem rondas, tarefas ou qualquer ocupação, o tédio já tomava conta do rapaz. Não esperava que após a bateria de atividades da noite anterior algo inusitado viesse a acontecer, mas viu que estava errado pela altura do terceiro andar.

Como todos os locais do castelo perante não apenas o clima atual, mas as modificações e encantamentos impostos, talvez pelos docentes, para dar à época uma caracterização peculiar e interessante, os corredores proibido encontravam-se escuros como, bem, muitas vezes eram, mas especialmente dotado de uma camada espessa de névoa que acumulava-se à visão do sonserino, tal como barrava completamente o vislumbre de seus próprios pés em seus passos que pareciam cortar nuvens, deixando um rastro que logo sumia com a junção do elemento que pairava no ar. Foi ali que, durante sua caminhada de volta às masmorras para a Sala Comunal Sonserina que, repentinamente Daniel sentiu algo tocar-lhe a testa por um breve instante — a visibilidade estava desavantajada ao ponto de não ter visto aquilo chegando —, e agiu por puro reflexo ao parar a mão alguma altura abaixo do contato e perceber que ali agora encontrava-se um bilhete encantado em forma de aviãozinho. — Lumus. — Ele pronunciou tão logo retirou a varinha de dentro das vestes, comumente posicionada no suporte similar a um coldre à altura das costelas. A ponta se iluminou e forneceu-lhe a visão completa do que estava escrito assim que ele abriu o bilhete, esperou um pouco para que os olhos se adaptassem à claridade e começou a ler.

Não demorou muito a finalizar a leitura, o bilhete era curto, de poucas palavras e detalhes mínimos, o que tipicamente despertava a desconfiança de Daniel. Em contrapartida, sua desconfiança era quase sempre a grande companheira de sua curiosidade, como se tais emoções, na cabeça do monitor, andassem em conjunto, de mãos dadas, portanto ele não precisou de muito tempo para tomar a decisão de ir ao local indicado no papel. — Nox. — Apagou a varinha, claro que não a deixaria de lado, mas em seu rumo pensava numa nova aventura para não desnivelar a noite anterior com um domingo seguido de tédio; podia, também, pensar num encontro real para além das expectativas, com uma pessoa específica, mas julgava que esta segunda opção não aconteceria assim, tão cedo ou tão facilmente.

Encontrava-se numa espécie promulgada de necrópole. Não que ali houvessem corpos enterrados — esperava, sim, que os esqueletos da noite anterior aparecessem em algum momento —, mas o silêncio que se fazia presente causava até mesmo calafrios. Havia bagunça pelo caminho, a grama parecia ter sido arrancada em alguns pontos e marcas de contato indicavam que em partes alguém fora arrastado. Não fosse por Clement ensinando ao garoto a sempre manter a atenção aos detalhes perante as entrelinhas, Daniel não teria percebido isso perante a escuridão que se formava. A lua poucas vezes deixava seu esconderijo nas nuvens, e quando o fazia despejava sua luz prateada por momentos breves e posteriormente sumia, assim era quase impossível contar com a iluminação natural que muitas vezes circundava as noites dos terrenos.

Ele continuou cauteloso rumando a Estufa 7, os dedos entrelaçados na cobra prateada que adornava o punho do condão, e observou que do lado de fora a bagunça parecia ter sido focalizada, pois não se dispersava como fazia durante o percurso ali, era simplesmente proveniente do local. Haviam vasos quebrados para todo lado, plantas arrancadas dos pomares exteriores, tufos de grama exibindo a terra onde parecia ter havido luta, se aquilo era parte do cenário de Halloween, alguém andara sendo bem criativo. Não tardou para que, próximo ao local, o garoto entrasse em alerta e erguesse a varinha num susto repentino; um grito agudo cortou o ar soturno do local, chegou aos ouvidos de Daniel como um sinal e ele olhou ao redor um grande sentimento instintivo de que algo aconteceria, mas por fim, nada chegou a ocorrer, ele ficou ali, girando no próprio eixo por segundos prolongados, esperando qualquer figura surgir para azarar.

Decorrido o período onde seu sinal de alerta mental apitava para que se mantivesse firme, ele suspirou e relaxou os ombros de sua tensão. Encarou a estufa como se esperasse que se erguesse repentinamente e decidiu que, por mais desencorajadora que fosse a ideia, deveria seguir para seu interior, ignorando o que seu instinto dizia, afinal não sabia quem estava lá dentro gritando, haviam sim umas quatro pessoas em Hogwarts que mereciam a ajuda do sonserino, seria decepcionando se fosse alguma das outras centenas cuja atenção ele não depositava por não haver motivos para seu interesse. Os passos o levaram à porta onde a única fonte de iluminação era uma tocha cujo fogo dançava ao vento da noite, e Daniel decidiu pega-la por segurança, luminosidade e fogo eram sempre um contato desejável perante a escuridão e uma ameaça que podia prescrutar seus passos, desde os primórdios da humanidade o fogo era o contribuinte de superioridade para o homem, talvez fosse servir de algo.

A porta não estava trancada, mal estava fechada, não havia exatamente uma fechadura para lacrar o acesso, parecia ter sido arrombada a base de força, ignorando o uso de magia. Daniel a empurrou e ficou postado por alguns momentos do lado de fora, a varinha na mão direita, firme e estendida, e a tocha na esquerda, oferecendo-lhe iluminação. O uso do Lumus chegou sim a passar por sua cabeça, mas aquele feitiço tinha um foco extenso de iluminação e atingia também a visão daquele que empunhava a varinha, não era a melhor opção numa situação de perigo como Daniel imaginava estar vivendo. Decidiu então dar o primeiro passo para dentro e também cometer seu primeiro erro de uma vez só: — Olá? — Falou em alto e bom som, e então uma figura branca surgiu repentinamente diante da tocha, avançando na direção do rapaz, de mãos nuas não apenas de armas, mas também de pele, carne, veias, tudo. O esqueleto atingiu Daniel no peito com um empurrão e o rapaz cambaleou para trás, precisando usar um pé de apoio pra se manter de pé. Os olhos azuis vislumbraram quase imediatamente a aproximação de outros, e a varinha erguida estava em tempo de começar a agir. — Bombarda Maxima! — Disse o sonserino com a voz retumbante, apontando a varinha para o primeiro esqueleto da fila. Uma explosão ribombou dele aos outros e aos seguintes, e então, foram lançados para longe com uma força de impacto suficiente para desmembrá-los dada a constituição inferior de seus corpos.

Tomado pela adrenalina que o momento injetou nele, o rapaz avançou para dentro, triunfante, com a tocha erguida e a sensação de que agora deveria seguir em frente a qualquer custo. Reconheceu quase de imediato o vislumbre de um enorme Tentácula ao se aproximar o suficiente. A planta estava postada próxima a porta e um de seus tentáculos tentou alcançar o garoto, Merlim abençoe essa tocha. Seu primeiro instinto, como se portasse um espada, foi atingir o tentáculo que tentava alcançá-lo com a parte em chamas, e a planta recuou-o imediatamente ao sentir o impacto. Daniel percebeu o acontecimento e já tomava rumo na direção contrária à planta quando ergueu a varinha para o tentáculo que se direcionava a ele a seguir, com a insistência da planta que queria se alimentar do rapaz. — Incendio! — Conjurou as chamas quase perante a ponta do condão, logo adiante o tentáculo avançou e foi envolvido pelas chamas, e tornou a recuar, sabia que se a planta pudesse estaria guinchando de dor. Ele correu para fora do alcance dos tentáculos e tropeçou, atingindo uma mesa no meio da estufa diante da escuridão formada.

A mesa tremeu e um regador caiu em sua extensão mais distante de Daniel. O som não foi bem o normal de um vaso, ao atingir o chão, uma espécie de explosão aconteceu, e uma fumaça repentina subiu distante. Daniel olhou para trás, a Tentácula se movera demais e apagara as chamas, ele deveria continuar avançando, mas sabia que havia algo errado com o campo. — Depulso! — Bradou ao vaso logo adiante com a varinha em riste, e então ele foi lançado contra os outros e um a um foram caindo para todo lado. Daniel viu que na extrema lateral direita, onde a explosão acontecera, o fato tornou a ocorrer, não poderia pisar no chão, ali havia alguma espécie de campo minado.

Daniel tomou impulso e se içou para cima da mesa, ainda olhava vez ou outra para trás, assustado com a Tentácula, embora fora de seu alcance. Vislumbrou, conforme avançava e a luminosidade da tocha percorria o local, viu que a fumaça criada era proveniente de pequenos cogumelos no chão os quais não reconheceu, mas sabia, por instinto e tempo suficiente nas estufas, que provavelmente não era seguro entrar em contato com aquilo, o cheiro de enxofre já era nauseante o suficiente. — Ventus. — Cortou o ar com um floreio suave e uma brisa foi criada diante da varinha e empurrou a fumaça gradativamente para a porta, enquanto o sonserino percorria a direção oposta na direção de um lago artificial no extremo oposto da mesa.

Socorro! — Gritou a garotinha, pendurada de ponta cabeça por uma corda e cercada de fadas mordentes quando viu Daniel se aproximar. O garoto conhecia aquela espécie muito bem, já teve de lidar com ela e seus primos diabretes da cornualha, e sabia como fazê-lo. As fadas se alertaram a ele conforme descia da mesa gradativamente, e então ele imaginou que havia um daqueles por ali: — Accio fadicida! — Fez o palpite e graças a Merlim acertou. Largou a tocha na água assim que o fadicida chegou a sua mão, e ergueu a mesma mão da varinha à boca e nariz quando pressionou o borrifador e as fadas mordentes se aproximaram, atingidas em cheio e caindo perante ele, uma a uma, paralisadas ou mortas, ele não saberia julgar após algumas vezes borrifando.

Diffindo! — Ele agiu rápido, ergueu a varinha à corda que prendia a garota e ela despencou imediatamente, mas não chegou a cair no lago: — Levicorpus! — Apontou a ela e a garota flutuou, começou a ir na direção de Daniel e, quando suficientemente próxima ao solo, ele finalizou: — Liberacorpus! — E ela caiu de bumbum no chão. — Obrigada! Foi um aluno do Sétimo Ano, ele... ele... — Ela caiu aos prantos, e ele não via tempo para continuar cuidando dela, vislumbrou um ouriço se aproximando repentinamente pelo canto da estufa, com um pedaço de frango na mão, aparentemente enfurecido com os dois.

Corre! — Daniel içou a menina ao topo da mesa e começou a correr, o ouriço em sua cola subiu na mesa e começou a segui-los. — Wingardium Leviosa! — As fadas mordentes caídas no chão começaram a flutuar, e então passaram pelos dois zunindo, controladas pela varinha do sonserino, e foram lançadas contra a Tentácula que começou a capturá-las no ar. Daniel e a garota passaram pela porta correndo, e o ouriço parou para lutar com a Tentácula. Dali adiante ele deveria ir reportar o caso do aluno de ano superior apressadamente.


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Daniel Salvatore Strauss  Monitor da Sonserina Vice-Capitão do Time de Quadribol da Sonserina
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MensagemAssunto: Re: Torneio Bruxo   Qua 01 Mar 2017, 22:26

Resultado - Torneio Bruxo

XIII Copa Intercasas


Objetivo: Fazer uma postagem em 1 (uma) hora e 30 (trinta) minutos, cumprindo com um desafio proposto em forma de Quest One-post.

Observações Gerais:

> A primeira MP foi enviada às 11:03 do sábado, informando aos participantes sobre como seria o desenrolar da prova. A segunda MP, enviada às 16h em ponto continha o conteúdo da “missão” que todos deveriam cumprir.

> Uma situação única foi enviada para todos os participantes, onde alguns detalhes poderiam alterar de acordo com sua escolha, como: Itens para serem citados e usados de alguma forma em algum momento do post, 1 tipo de criatura, 2 tipos de plantas mágicas avançadas plaúsiveis de estarem na última estufa. etc. Sendo que itens obrigatórios como fadas mordentes em volta da garota presa, deveriam ser colocados no post.

> Como informado na primeira MP aos competidores, todas as criaturas, plantas e feitiços utilizados, deveriam pertencer aos livros da Wikipédia do RPG ou a lista de feitiços das Regras de Duelos. Qualquer coisa de fora de ambos os locais, seria desconsiderada.

> Prova avaliada tanto por mim quanto pela adm Lucy Elrich Sinskye.

Critérios de Avaliação das Postagens:

> Criatividade e Originalidade;
> Coerência;
> Ortografia & Gramática;
> Melhor uso de itens propostos;
> Conhecimento Geral;
> Utilização de Recursos Oferecidos Somente em Material do RPG;
> Prazo de Entrega;

Sobre a Classificação e Pontuação:

Nesta fase, temos então a colocação dos três melhores, sendo que o primeiro arrecada para a sua casa o valor de 20 (vinte) pontos, o segundo o valor de 15 (quinze) pontos e o terceiro o valor de 10 (dez) pontos.

Comentário Individual:

Grayer Shaw Beoulve: Foi um post bom, embora tenha vindo a se esquecer de citar um dos itens obrigatórios, o seu post seguiu sem mais erros a serem apontados. Apenas ficou um pouco confuso a parte dos vasos quebrados, já que fazia parte da gama de objetos que deveriam ter sido citados e utilizados em algum momento. No mais, parabéns pelo bom desenvolvimento.

Jake von Ziegler: O maior problema da sua situação foi justamente o fato de ter dito que 2 dos 3 desafios, vinham a ser criaturas mágicas sendo que, como a MP ditava, 2 eram plantas e apenas 1 era uma criatura mágica. No que ao decorrer da postagem, podemos notar que embora tenha dado algum sentido para os gnomos, os cinzais simplesmente surgiram sem explicação nenhuma nas estufas. Foi o que melhor justificou e utilizou os objetos, mas quase cometeu um erro no lance do Glacius na água, uma vez que o “tobogã” não ficaria parado no ar esperando o feitiço, após você perder o controle da água, assim como a base dele (o lago) não foi descrita como atingida, o que não teria ajudado ele a ficar de pé. Porém, esse erro vem a ser ignorado pelo Aresto Momentum, o qual impede realmente a garota de se machucar com a queda. Para próxima, recomendo ficar atento aos desafios, os quais vieram a ser o seu maior problema.

Orion Lionhart Beoulve: Você cometeu vários erros que causaram a sua colocação. Como, por exemplo, o fato de que você usou tanto do accio algodão, quanto do accio doxycide, como se o feitiço fosse rápido, não descrevendo ter visto os objetos vindo de algum lugar próximo a você, então existiria certa demora para que os objetos lhe alcançassem. Outro problema que também lhe prejudicou foi seu uso dos feitiços, já que um petrificus teria funcionado apenas contra um diabrete, sendo necessário assim que o feitiço fosse realizado repetidas vezes para que realmente funcionasse contra uma quantidade maior de diabretes. Você fez um bom uso dos objetos citados, porém se utilizou de muitos feitiços repetidos e não justificou como os diabretes haviam ido parar nas estufas. Por outro lado você alterou parte de situação descrita quando disse que a menina estava perto do chão, quando a situação enviada deixava claro que ela estava dependurada perto do teto das estufas, embaixo em um lago. Para próxima, recomendo ficar atento ao uso realiza dos feitiços, assim como com a importância que dá para cada momento de sua ação.

Daniel Salvatore Strauss: Infelizmente você acabou sendo desclassificado por passar do prazo de postagem, uma vez que este ia até as 17:30 em ponto.


Comentário Geral:

A classificação veio a ser feita com base em quem cometeu menos erros, assim como em quais erros vinham a pesar mais que os outros. No que volto a chamar a atenção dos competidores para as especificações enviadas por MP, como o fato de dois dos três desafios serem plantas, ou que a garota estava dependurada próxima ao teto acima de um lago. Detalhes importantes que colocam em risco a coerência na postagem do Torneio, os quais vieram a dar ao corvino uma ótima vantagem sobre os outros dois competidores.

Classificação Final:

1º Lugar: Grayer Shaw Beoulve - 20 Pontos para a casa + 1 Cromo de Platina + 100xp’s.
2º Lugar: Jake von Ziegler - 15 Pontos para a casa + 1 Cromo de Ouro + 75xp’s.
3º Lugar: Orion Lionhart Beoulve - 10 Pontos para a casa + 1 Cromo de Prata + 50xp’s.

Desclassificado:

Daniel Salvatore Strauss

Observação Importante: Visando manter a transparência, assim como sanar dúvidas, todos os competidores e usuários do RPG que desejarem saber qual era a situação da fase da prova, poderão me enviar uma MP pedindo por isto. Para todos que solicitarem, responderei a MP o quanto antes com tudo certinho, basta pedirem.

www.rpghogwarts.org

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Evelyn Gardner Pallas
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