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 Anagach Woods

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MensagemAssunto: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeQui 12 Jan 2017, 22:53

Relembrando a primeira mensagem :

Anagach Woods

Escócia


Anagach Woods - Página 4 JAMBqy0

Um pântano único com plantas raras e animais. Contem uma rede de caminhos facilmente acessível, incluindo parte das trilhas e pistas para mountain bike, um esporte radical trouxa.

OBS.: Local parcialmente protegido pela lista de Lugares Protegidos.



RPGHogwarts.org


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Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


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Brooke Casterly Sondheim
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Brooke Casterly Sondheim


Bicho-papão : A imagem de Florence morta por sua culpa

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeTer 23 Fev 2021, 00:17

Pedras no Caminho - Revie
Pressionou fortemente as pálpebras, quando pensou já não estar mais tão sozinha no local. Pelos deuses, que azar. Brooke terminava de comer um pedacinho de rosquinha, a cobertura típica de morango, repleta de granulados. Você deve estar estranhando alguém que come enquanto faz um trabalho tão fúnebre quanto matar alguém, sem muitos motivos para tal. Ela era impulsiva, agia de forma não racional e aquilo acabava sempre da mesma forma: uma mortezinha aqui, outra ali. Na real, dessa vez até que tinha uma listinha do que desencadeou sua nova vítima, era nada mais do que trabalho, embora pudesse simplesmente não aceitar. O ramo dos vípers andava meio travado e ela corria risco de enferrujar, por isso aceitara qualquer coisinha para manter-se na ativa, ganhando uma grana consideravelmente boa para fazê-lo. Só que hoje nem tudo sairia como ela bem queria... Engoliu a rosquinha com agilidade, mastigando fortemente a massa que lhe lembrava fortemente à um pão, macia e ainda morna. Praguejou, retirou a adaga, um pouco presa ao crânio do agora morto, limpando-a na calça branca. Reclamou, não se lembrava da cor que a vestimenta tinha, por tanto fora algo mais não pensado por força de hábito. Dane-se. Seu calcanhar permitiu que seu corpo encontrasse o responsável, ou melhor, a responsável pela intromissão; a expressão da Sinclair era abruptamente insatisfeita. Por que caralhos isso tinha que rolar agora? Tinha a maior intenção de sair dali com o serviço todo feito, vazar e ir para casa tomar um bom whisky. Mas não, seu momento iria se prolongar mais um pouco. Respirou fundo, centrou a atenção as orbes da desconhecida, uma moça de madeixas loiras. Oh... Não tão desconhecida assim. Brooke já tinha visto aquele rosto em alguma reunião do clã de bruxinhas, sua família materna. Puta merda... Ainda dava para ficar pior? Ela soube que a mulher temeu o encontro consigo, pois julgando sua presença, ela provavelmente tentara sair de fininho. Coisa que não funcionou muito bem. Parada, encarando fortemente a não tão desconhecida, ela girava a adaga com detalhes vermelhos antigos entre os dedos, parecia até brincadeira pela facilidade. Estudava os movimentos do corpo dela, tentaria fugir... Hm, teria que agir mais rápido. Felizmente nisso ela era bem boa, for real, não era atoa que ainda se arriscava naquele joob.

O movimento calmo de sua cabeça fazia jus à um não. Quando a provável parente começou a se mover para sair dali, Brooke empunhou a varinha e tomou a sua, após desarmá-la com facilidade. Sabia que ela muito provavelmente ficara assustada, e só por isso pensou em correr e nada mais, caso contrário correriam risco de batalha, um duelo. Felizmente não se dera o trabalho disto. Após o Expelliarmus, Brooke guardou a varinha dela dentro dos coturnos pretos, e então proferiu um incarcerous, fazendo com que ela caísse sob a terra, completamente amarrada. A ruivas estava visivelmente incomodada, ela tinha planos para o restante do seu tempo, e agora precisaria infelizmente adiá-los por um período indeterminado. O álcool precisaria aguardar mais um pouco... Aproximou-se da mulher, encarando fixamente seu rosto, sem medo de que ela gravasse suas expressões e traços, não tinha receios quanto aquilo... Mas, o receio existia. Bom, ela tinha opções, mas não sentia que eram tão viáveis neste momento. Decidiu brincar um pouquinho com o psicológico dela, pensando o seguinte: já que faria maldade, então capricharia na maldade. Abaixou-se, um pouco acrocada com os joelhos dobrados, ajeitando os fios de cabelo loiros dela, que cobriam seu rosto. Ela estava caída de bruços, mas tão logo permitiu que ficasse de barriga para cima. Ela lhe fitava de lado e isso incomodava a Maxinne. — Você não me conhece, mas eu sei quem você é. — Dizia sorrindo, um sorrisinho sugestivo e totalmente gracinha, como quem não tinha capacidade de matar uma mosca. O que era bem o contrário, Brook tinha uma imaginação para lá de longa. — Talvez conheça minha irmãzinha morta, Brooke, mas... Bom, somos gêmeas mas nem tanto. — Brincava. Não diria o nome de Florence à qual estava se apossando da identidade, seria no mínimo desrespeitoso, então deixou aquela vibe mais de curiosidade mesmo propositalmente. Whatever... Brooke analisava os detalhes do rosto de sua próxima vítima, decidindo que abriria o jogo para ela agora, sem mais delongas. Ela merecia um pouco de pressa no final, seria mais piedosa por conhecê-la minimamente. Um bônus, era sortuda! 

Então... Escolha uma mão. — Oferecia para a outra, com os punhos fechados. Ela parecia lhe encarar como quem não podia selecionar, mas tão logo abriu a boca para responder. Brooke a impediu, interrompendo o caso. — Deixa que eu escolho para você, hm... A direita. — E então ela abriu o punho em questão, fingindo ler um papel invisível, fingindo que a escolha de sua vida saída dali. Eram duas: obliviá-la ou matá-la. Max franziu o cenho em dó, entregando seu destino propositalmente. — Oh, que pena... Você vai ter que morrer. Até estava pensando que alterar sua memória seria o suficiente, mas deixa quieto. — E proferiu um pano na boca dela, sabendo que protestaria contra a decisão tomada. A verdade era que Brook já tinha se decidido sobre o que faria faz tempo, só estava fazendo um joguinho com a mente da loira. Foda... A mulher ruiva levantou-se finalmente, decidindo que iria desamarrá-la. Algo como dar a oportunidade de correr, parecido. Sumiu com as cordas da outra, mas fez com que ela permanecesse de mãos atadas. A boca ainda coberta, Brooke fez um gesto de contagem regressiva, era meio óbvio o que tinha de ser feito. A loira então não pensou duas vezes, virou-se para correr, e fora quando a McBride decidiu agir finalmente. Sem pudor empunhou sua varinha, apontando para suas costas. Só lançou o feitiço quando seus olhares se cruzaram de novo, sabia que quando matava alguém, olhar em seus faria com que nunca esquecesse de sua última expressão. No caso de Brook era diferente... Não olhar era pior, pois parecia não ter coragem do feito, algo semelhante. Avada Kedavra, ela disse. Sua parente estava morta. O corpo despencou ao chão de olhos bem abertos, arregalados, após a rajada esverdeada atingi-la em cheio. Bom... não sentia arrependimentos, mas precisava levar o corpo consigo, para enterrá-lo um pouco mais longe dali. Antes Brook ocultou seu primeiro cadáver, e depois ela carregou a defunta nos ombros para uma região mais afastada. Lá descartou-a, permanecendo com sua varinha. Tinha de destrui-la, se alguém a encontrasse, saberiam que algo tinha acontecido com a não tão desconhecida. Enfim, trabalho concluído, além do extra. Brooke saiu dali, sem ninguém ter visto o ocorrido, apagando seus rastros inclusive.


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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeTer 09 Mar 2021, 12:08

into the wild

Chicago sorriu quando o rapaz disse que estava meio perdido. Era perceptível em seus olhos que ele parecia desconfiado da mulher, afinal, em tempos como aqueles, nada mais justo do que desconfiar de estranhos que te abordam no meio de uma floresta. Ergueu as mãos como se estivesse sendo rendida, dando uma risadinha - Não sou culpada de nada, moço - falou de maneira divertida, mas logo sentiu um calafrio quando o desconhecido apresentou-se como Wade. Era como se a voz dele fosse… Sedutora? Não, essa não era a palavra, mas Sinclair definitivamente o escutaria falando por algum tempo… Espera. Ela já tinha sido treinada para não ceder a esse tipo de influência, um treinamento bastante intenso. Respirou fundo e concentrou-se no ambiente ao seu redor enquanto Wade falava, não tardando a deixar de sentir a voz dele mexendo com seu cérebro. Tornou a olhar diretamente para ele, abrindo um sorriso quando ele perguntou sobre ela conhecer a região - Conheço, eu vinha bastante para cá quando criança e… Você fez de novo, não é? - falou quando percebeu que havia relaxado após o comando indireto de Wade. Maldito, ele com certeza tinha algo na voz, mas Chicago nunca tinha conhecido ninguém com uma uma influência tão… potente - Eu já estava calma antes, mas agora definitivamente estou mais - deu uma risadinha - Voltando, eu conheço, sim, a região. Você quer andar pela trilha ou se aventurar pelos lados inexplorados da floresta? - sua voz era alegre e bastante divertida, sendo que o final da frase foi acompanhado de uma entonação de propagandas de televisão. Fez um sinal para que ele a acompanhasse enquanto decidia o que fazer - Então, qual o lance da sua voz? Você não é loiro - falou estreitando os olhos, pois não queria falar em voz alta qualquer coisa que remetesse a algum tipo de descendência mágica, afinal não sabiam quem poderia estar ouvindo. Como ele parecia perdido e desconfiado, Chicago não imaginou que ele pudesse ser algum purgante ou coisa do tipo, pois com certeza um deles já teria deixado claro suas intenções. - E você, Wade, você não parece vir muito por aqui. Por quê veio sozinho? - perguntou um tanto quanto curiosa. Não era muito seguro fazer trilhas ou acampamentos sem ninguém por perto, pelo menos não nas primeiras vezes em algum lugar.

thanks covfefe


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Dahlia Alucard Orlok
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Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeSab 27 Mar 2021, 17:50



snacks

Seus pés pousaram na relva e não demorou absolutamente nada para que seus olhos se acostumassem com o breu da noite. Já fazia alguns dias desde sua última caçada e só os pirulitos de sangue não vinham saciando sua sede, então aproveitou a oportunidade para dar uma voltinha com sua irmã - Oi, Aly - surgiu por trás da irmã, logo posicionando-se ao seu lado - Como você está? - perguntou de maneira descontraída, sendo que não foi preciso de sinal algum para que ambas começassem a avançar pela floresta com passos leves e quase inaudíveis em busca de boas presas para aquele dia. Dahlia deu um sorriso ao ouvir passos assustados ao redor, virando para a esquerda com os lábios recolhidos para cima de seus dentes protuberantes. Seus olhos atentos vasculhavam pelo terreno ao seu redor, sentindo que sua irmã fazia o mesmo não tão muito longe de si. Puxou a varinha do coldre preso em sua perna e a manteve empunhada em modo de ataque, pronta para imobilizar a primeira criatura que cruzasse seu campo de visão. - Quem caçar por último é a mulher do vampiro - Dahlia brincou quase com um sussurro, avançando para entre as árvores e se inclinando para frente um pouco abaixada. Venham, bichinhos, venham, pensou e estreitou os olhos, avistando, não muito longe, um animal relativamente parecido com um cervo. Dahlia abaixou-se, diminuindo o passo e segurando a respiração para que o animal não sentisse sua presença mais do que o necessário. Quando atingiu uma distância de mais ou menos dois metros, a meio-vampira já conseguia visualizar com perfeição o corpo do cervo, dando um sorrisinho quando usas orelhinhas mexeram-se para tentar captar algum som de predadores se aproximando. Tarde demais, pensou - Petrificus Totallus! - atingiu a criatura, fazendo com que ela instantaneamente caísse de lado, completamente petrificada. Dahlia aproximou-se do cervo e umedeceu os lábios, abaixando-se ao seu lado e colocando a cabeça do animal em cima de um tronco caído, o que deixava seu pescoço mais exposto. Arreganhou os dentes e os cravou com força no pescoço do animal, sentindo suas presas atravessarem sem muita dificuldade o couro do cervo, logo lhe dando acesso ao gosto férreo que, agora, escorria para fora do animal. Dahlia encheu a boca com sangue e o engoliu quase que instantaneamente; não havia nada melhor do que uma boa refeição antes de voltar a comer comida de seres humanos… normais? É, talvez essa realmente fosse a melhor palavra.

Sentia sua fome, aos poucos, saciar, ao passo que podia ver a vida se esvaindo dos olhos do cervo. Dahlia não gostava de tomar sangue humano, então já tinha se acostumado com o triste fim das criaturas que lhe serviam de alimento. Acreditava que aquela era uma maneira justa de lidar com as coisas, pois era melhor que o animal morresse para alimentar alguém do que só para acabar na parede de um caçador. Quando estava realmente saciada, Dahlia ergueu-se, não demorando muito para encontrar a irmã no meio do escuro que rondava a floresta. Limpou os lábios com as costas das mãos enquanto se aproximava - Então, como andam as coisas? Tenho conseguido conter nossos… hóspedes lá nas Terras Altas, mas anda sendo um pouco complicado - comentou baixinho enquanto seguiam numa caminhada descontraída por entre as árvores - Sem contar que ouvi dizer que algumas criaturas foram espalhadas pela Grã-Bretanha por causa do exército; sabe de algo? - perguntou, genuinamente curiosa, ouvindo atentamente o que a irmã tinha a dizer, mas a resposta foi um tanto quanto… Nada agradável - Vampiro da Névoa? Você tá tirando com a minha cara - estreitou os olhos, mas percebeu pelo olhar de Alysson que aquilo não era brincadeira - Hidebehind não era o suficiente, pelo visto - suspirou, olhando ao redor só para dar aquela checada que não tinha nenhum bicho diferentão perto delas - Acho que é bom a gente ficar de olho. Essas coisas não podem sair daqui. Se chegarem em Blair, sabe-se lá como, não sei se conseguiremos proteger a cidade - era realmente um tanto impossível que as coisas criadas pelo exército bretão pudessem chegar aos Estados Unidos, mas nunca era bom duvidar da capacidade dos trouxas de odiarem a existência de bruxos. Só para “testes”, o exército americano poderia muito bem encomendar algumas criaturas e aquilo não era nada agradável para Dahlia, que agora sorria para sua irmã - Qualquer coisa eu chamo você. Como estão as coisas com Diane? - sua voz era bastante sugestiva, abrindo um sorriso divertido com a resposta de Alysson - Não passaremos o Natal só nós duas, então - Dahlia brincou - Já aviso que eu não vou querer meias de presente, passe o recado a diante - franziu a testa como se falasse sério. Olhou para o céu e observou algumas estrelas que conseguiam aparecer por entre as copas das árvores e logo olhou em seu relógio. Não demoraria muito para que o dia amanhecesse, então seria bom que saíssem logo dali - Bom, acho que está na hora de irmos, trabalho cedo amanhã e tenho uma reunião com uns caras insuportáveis - revirou os olhos - Até mais, maninha - sorriu, não demorando muito para aparatar e sair dali.



thanks covfefe



Dahlia Alucard Orlok
UMA DAS BRUXAS DE BLAIR | CAÇADORA | CLÃ ALUCARD

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeDom 28 Mar 2021, 23:27

into the wild

Revirou os olhos quando Wade se fez de sonso com a pergunta feita por Chicago, mas ela não conseguiu deixar de sorrir. Fazia tempo que não conversava com alguém que poderia ser mais irritante do que ela mesma, então com certeza as coisas pareciam ficar mais divertidas a cada segundo que passava. - Ah, claro, deve ser coisa da minha cabeça - respondeu com um tom claramente irônico, olhando um pouco curiosa para o rapaz que caminhava consigo. Sentiu o corpo estremecer quando Wade falou, com uma voz que quase fez seu coração saltar pela boca, que a acompanharia para onde ela quisesse. Chicago respirou fundo. Que coisa esquisita, mas ele com certeza tinha algo na voz, mas não queria demonstrar que tinha sido abalada por aquele belo espécime masculino que havia encontrado - Não tenho vontade de te matar, pelo menos não ainda - deu uma piscadela, sinalizando para que Wade a acompanhasse pela trilha - Por aqui é mais divertido - sua voz soou misteriosa, mas ela divertia com aquela situação. Era claro que o rapaz não fazia ideia de como se encontrar naquela floresta e era sortudo por ter encontrado justamente Chicago como “guia”, mas ele teria que se acostumar com a ironia constante dela. Enquanto caminhavam, não demorou muito mais para que Wade respondesse seu comentário sobre descendência, arrancando uma risada da ruiva quando comentou que aquilo havia doído - Oh, meu bem, não quis te ofender - fez um beicinho, logo sentindo o corpo inteiro arrepiar com a voz melodiosa dele logo tão próxima de seu ouvido. Chicago conteve sua vontade de fazer algum comentário, afastando-se um pouco de Wade para tentar retirar o som de sua voz que ressoava dentro de sua cabeça.

Arqueou uma sobrancelha quando ele, ainda com aquela maldita voz, respondeu que sua mãe era uma sereia. Ora, por essa Chicago não esperava. Tinha esquecido completamente da existência de meio-sereianos, sentindo-se um pouco boba por causa disso. Suas bochechas automaticamente ficaram rosadas, mas ela não conseguiu conter a vontade de olhar diretamente para os olhos de Wade. Isso, obviamente, resultou em um breve tropeço de Chicago, que agarrou o braço do recém conhecido para não cair - Ah… Desculpe, não quis te ofender falando de Veelas - resmungou, mordiscando o lábio inferior e se recompondo. Sentia-se presa no olhar de Wade, mas aquilo não demorou muito para passar e, quando deu por si, já estavam caminhando novamente - Talvez eu não seja humana, já pensou nisso? - brincou, fazendo um sinal para que desviassem um pouco da trilha, caminhando por entre as árvores. Chicago conhecia a floresta como a palma de sua mão, então era difícil que aquilo resultasse em dois viajantes perdidos. Não demorou muito para que escutasse a voz de Wade como se fosse o único som que a rodeava, parando de caminhar para olhar para o meio-sereiano que a acompanhava - Eu… - engoliu em seco antes de conseguir responder - Eu costumo vir para cá quando estou de férias. Acampo há muito tempo por aqui - respondeu quase que no modo automático, sentindo que a voz de Wade a guiava dentro de sua própria mente - É… Eu moro por perto, junto com minha irmã e a colega de trabalho dela - falou, sacudindo a cabeça e seguindo para dentro da floresta. Enquanto caminhava, a presença de Wade era quase como um mistério, pois não sabia o que ele queria com aquela voz altamente sugestiva. Subitamente, parou de caminhar e olhou para cima, vendo as folhas das árvores movendo-se com ferocidade - Acho que vamos enfrentar um temporal - deu de ombros, continuando a caminhar - Acampar é uma decisão forte para se fazer sozinho. Você gosta de se arriscar, eu suponho - olhou de canto de olho para Wade, tentando se conter para não se derreter por completo toda vez que aquele rapaz abria a boca.


thanks covfefe


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Madam Angelique Campbell
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Patrono : Escorpião-amarelo
Bicho-papão : Desconhecido

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Ano Escolar: Concluído
Varinha: Cabelo de Esfinge, Olmo, 29 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeQua 21 Abr 2021, 13:11

La recherche
Angelique não era mais tão adepta a se arriscar em atividades físicas intensas como em outra época de sua vida, mesmo nunca tendo deixado de lado exercícios como corridas e ioga para manter sua bela forma física. Eventualmente ela também colocava em dia suas habilidades com artes marciais para jamais perder o que tinha aprendido com excelentes mestres no passado, mas agora como mercenária - e ainda com seus restaurantes para gerir - Angel não gastava mais seu precioso tempo com aventuras na floresta. Fazia tanto tempo desde sua última trilha que sentia-se estranha naquelas roupas de caminhada, muito embora seus gestos e feições nada indicassem sobre esse pequeno desconforto. Estava na Anagach Woods a trabalho, era um pedido de Mademoiselle Kalitch para que a maleta perdida de Petrus, o falecido marido de Madam, fosse finalmente recuperada. Claramente Angel poderia ter usado métodos simples para chegar às coordenadas onde a maleta tinha sido enterrada, uma chave de portal, por exemplo, mas por ser sempre uma mulher cuidadosa a loira optou por criar um roteiro e uma personagem: uma mulher em seus quarenta anos aproveitando o clima ameno da Escócia e seus dias de folga para curtir o silêncio da natureza. Abdicou dos saltos para ser condizente, afinal, o terreno na floresta era perigoso e não estava em seus planos se locomover com dificuldade, por isso calçava tênis específicos para trilha. Seus cabelos loiros estavam presos em um pequeno rabo baixo atrás da cabeça e um boné preto cobria os fios, escondendo parte de seu rosto e a protegendo do sol da manhã. Nas costas da mercenária ia uma mochila típica de camping, relativamente grande, mas extremamente leve, isso porque Angel tinha tomado providências para encantar o peso do acessório, além de expandir seu interior para caber mais coisas.

Seu corvo, Durga (em homenagem à deusa hindu de mesmo nome), tinha sido transfigurado em um border collie de pelagem tão preta quanto às penas do animal em sua forma original. O canídeo preso na coleira era a complementação perfeita da personagem, além de ajudar a farejar o ambiente. Durga era treinada, inteligente e leal, isso se mantinha em qualquer que fosse o animal que Angel a transformasse, ainda que tivesse instintos condizentes com a espécie em questão. A coleira de Durga ia presa na mão esquerda da mercenária e a direita ia dentro do bolso segurando a bússola mágica. Era um objeto modificado com alquimia, um objeto que ela roubou do pai quando ainda se chamava Desiré, e que fora perdido e encontrado diversas vezes no decorrer de sua vida. Parecia que a bússola tinha sua própria lealdade (o critério, no entanto, seguia sendo um mistério) e sempre apontava para o objetivo do dono, que precisava manter o contato direto o tempo todo para continuar funcionando; o calor da magia do bruxo e suas intenções eram responsáveis por fornecer a localização. Como Angelique já tinha lido e estudado as coordenadas antes de partir para sua busca, ela sabia exatamente onde queria chegar e a bússola mantinha-se quente, sinal de pleno funcionamento. A bruxa vez ou outra checava o ponteiro do objeto, que ficava mais comprido - em direção aos pontos cardeais - quando o destino estava mais próximo, e mais curto quando o destino estava distante. A trilha estava bem demarcada naquele ponto, mas não demorou para que o objeto indicasse o noroeste, obrigando Madam a sair da trilha com Durga farejando um pouco a frente. Conforme avançava, mais próximas as árvores ficavam e mais alto ficava o som de animais silvestres, Angel até viu uma lebre selvagem passar correndo para se esconder da presença dos estranhos.

O clima de silêncio e natureza trouxe certa paz à bruxa, que começou a cogitar a ideia de comprar uma casa com um lago para passar seus dias de folga do trabalho. Era uma boa ideia. Entretanto, o momento de paz foi se esvaindo como uma lâmina sobre a carne e Angel parou de caminhar no mesmo tempo que Durga latia para uma grande árvore que estava cinco metros adiante da dupla. — Isso não parece bom. — Angel murmurou. Seu objetivo deveria estar ali, enterrado debaixo daquela árvore, mas a terra revirada deixou claro que alguém chegou antes dela. Soltou a bússola dentro do bolso e sacou a varinha, mantendo a coleira de Durga bem rente ao seu corpo. Silencio. — Mirou em Durga e murmurou para que a cadela não continuasse fazendo alarde, pois ainda não sabia dizer se o furto da maleta era recente, se o responsável estava ali. Ainda sem sair do lugar, Angel fez desenhos no ar com a varinha, murmurando concentrada alguns feitiços de proteção para que o que estivesse dentro do perímetro delimitado não conseguisse sair, ou entrar, usando mais especificamente Repello Aparatio e Cave Inimicum. Em seguida, usou o Homenum Revelio para checar as possíveis presenças humanas, fazendo tudo de forma silenciosa e cuidadosa conforme avançava dentro do perímetro. Estava sozinha, não havia ninguém. Conforme se aproximava da árvore com Durga, mais claro ficou que a terra remexida não era recente, havia folhas e gravetos dispostos de forma natural, mostrando que a desfolhagem da árvore tinha acabado por cobrir os rastros. Angel afrouxou a coleira de Durga, que aproximou-se para cheirar o solo. Não parecia ter sido feito por um animal ou uma criatura, não havia rastros de outros animais - a não ser de Durga que agora farejava a terra e as folhas caídas - e o tempo parecia ter levado embora qualquer evidência fresca.

Exceto por... — Durga? — Angel encarou a cadela que começou a cavar eufórica, puxando uma luva do solo com os dentes.Revele Seus Segredos. — Disse rápido mirando na luva, temendo que estivesse amaldiçoada, mas não havia nada. Com o coração disparado, a loira se aproximou de Durga. Angel mirou na cadela e desfez o feitiço silenciador. — Vou preparar fígado pra você no jantar. — Afagou a cabeça do animal e pegou a luva, examinando-a com cuidado. Não tinha sido enterrada, provavelmente alguém deixara cair após revirar a terra e tentar acobertar o furto. Durga não cavou muito, ela tinha praticamente apenas revirado a superfície, retirando basicamente folhas de cima. Não tinha sido corroída pela ação do tempo, mas estava bem suja, úmida e demonstrava sinais de usos anteriores devido ao desgaste na ponta dos dedos e palma; era couro falso de dragão, a mão direita de que parecia ter sido um par aceitável para uma réplica. Pelo tamanho, não podia precisar qual peso e altura do dono ou dona, além disso, a luva poderia ter sido encantada para se ajustar ao usuário, e averiguar isso requer um feitiço. Finite Incantatem. — A luva permaneceu a mesma, intrigando a francesa. Pegou na mochila um saco plástico com lacre, parecido com os usados pela polícia para coletar evidências, e guardou a luva. Não sabia ainda o que Mademoiselle Kalitch diria sobre a recuperação da maleta ter falhado, também não tinha mais certeza se a tal ruiva informante, a assassina de Petrus, dissera toda a verdade. Guardou a prova na mochila e continuou procurando por mais alguma coisa relevante, mas nada aproveitando para tomar água e desfazer os feitiços de proteção que colocou no perímetro ao redor da árvore. Voltou a prender Durga e seguiu na direção por onde tinha vindo. Quando julgou seguro o bastante, transformou a mochila em uma chave de portal e segurou Durga bem junto, deixando a floresta de volta para os arredores da sede dos Mercenários.
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeQui 10 Jun 2021, 15:51

into the wild

Wade seguia atrás de si enquanto Chicago o guiava pela floresta com um sorriso nos lábios. Tinha gostado de encontrar uma companhia interessante; já fazia algum tempo desde que conversara com alguém em dias de acampamento. Não conseguiu evitar que um calafrio percorresse seu corpo quando o meio-sereiano informou que gostava de se arriscar, o que fez com que a jogadora olhasse por cima do ombro rapidamente antes de voltar a encarar o caminho que seguia - Posso tornar nossa jornada mais arriscada - mordiscou seu lábio inferior. O rapaz respondia suas perguntas, atiçando ainda mais a curiosidade de Chicago que, por sua vez, queria mais e mais saber da vida de Wade - Já morei algum tempo em Ottery, mas gosto da vida na cidade grande - brincou. Era irônico ela dizer isso enquanto o guiava pelo meio de uma floresta, mas a jogadora adorava a vida na natureza também. Equilíbrio era tudo e mais um pouco, principalmente quando se era jogadora de quadribol e precisava relaxar em suas folgas. Iniciaram uma descida meio lamacenta em que Chicago tomava o maior cuidado que conseguia - Sabe, normalmente não é tão… - interrompeu a frase quando pisou em falso e escorregou, sendo segurada por Wade. Seus rostos ficaram bem próximos, o que fez com que o coração de Chicago acelerasse quando ele disse que precisava tomar mais cuidado. Ficou sem reação por alguns instantes, principalmente quando os olhos dele mudaram de cor. Uau, pensou, encantada pelo efeito que provavelmente era causado pela ascendência do garoto - Huh… Obrigada por não me deixar cair - desvencilhou-se do rapaz e botou uma mecha de cabelo atrás da própria orelha, retomando a descida e tentando acalmar seus batimentos cardíacos. Não era só o fato de ele ser meio-sereiano, realmente tinha algo nele que atraía Chicago a ponto de ela ficar sem palavras.

Assentiu quando Wade disse que seria melhor pararem para acampar - Você tem razão - sinalizou para que se acomodassem entre as árvores - Vamos montar as barracas ou fazer uma fogueira primeiro? - perguntou. Quando o meio-sereiano abriu os braços, Chicago revirou os olhos, deixando que sua mochila caísse pesadamente no chão. Olhou ao redor para garantir que não havia ninguém ali e puxou sua varinha, agitando-a em direção de seus pertences e logo montando uma barraca que, em seu interior, continha sacos de dormir e uma lamparina - Quer ajuda com a sua? - perguntou, arqueando uma sobrancelha - Por que será que eu acho que você esqueceu a barraca? - sua voz era sugestiva e logo foi seguida de um sorrisinho. Ajudou Wade a pegar gravetos secos e montaram a fogueira, que logo passou a esquentar a dupla que se acomodava ao redor do fogo. Estava prestes a dizer algo quando ouviu passos vindos das árvores - Wade? Você ouviu isso? - os sentidos de Chicago ficaram em alerta. Ela levantou-se e segurou a varinha com força, vendo que alguém se aproximava com um olhar nada amigável. A jogadora deu um passo para trás e esbarrou suavemente em Wade, mas sentiu-se um pouco mais segura na presença do rapaz. O homem aproximou-se e Chicago conseguiu vislumbrar o uniforme das Forças Armadas e, sem demorar, o homem ergueu uma arma (Dallas não entendia de armas, apenas sabia que eram perigosas) e mandou que a dupla largasse as varinhas. Chicago engoliu em seco, mordiscando o lábio e esperando que Wade tomasse a dianteira da situação.

thanks covfefe


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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeSeg 05 Jul 2021, 21:08



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As ordens de James envolviam não só vistoriar a área, como também garantir que a mesma estava limpa, mas por algum motivo, ele acabou se afastando de seu pelotão. Eram apenas em cinco e estavam espalhados por toda a região, olhando com calma, ele sentiu como a região parecia calma, mas conforme ia caminhando, um calafrio lhe subia a espinha, um sentido que algo estava prestes a acontecer, algum mal a lhe tomar ou talvez, algum dos bruxos que iria encontrar. Mal sabia ele o que o destino tinha lhe reservado, mas pegou os binóculos com visão especial e conferiu os arredores, permanecendo bem escondido e longe da clareira, notou que uma jovem ruiva ia a frente com um outro garoto. Acompanhou eles de longe, mantendo o passo baixo e cuidando para não causar mais sons do que o de animais da região já faziam, sua mente era um turbilhão e cuidou de usar um deslize do casal para pegar a arma, ficando atento. Respirou algumas vezes e tentou usar o rádio, falando baixo no rádio — alguém na escuta?. movimentação localizada. Câmbio?— apertou o botão algumas vezes, mas só voltou estática.

Xingando internamente ele continuou a observar, até que notou exatamente isso, a ruiva puxou o graveto do bolso e com isso, movimentou o mesmo, fazendo objetos levitarem. Aquilo era a prova de que sua batalha nunca foi em vão e que a verdade sobre o que aconteceu com sua família era respondida com aqueles seres que se achavam superiores, seus passos de maneira reflexiva deixaram de ser furtivos e com isso notou o alarme dela, tirou o binóculos que usava e posicionou a arma, engatilhando a mesma — Atenção, vocês estão prestes a ser cercados, soltem a varinha ou vou atirar… — o aviso sempre vinha primeiro, mas a vontade de James naquele segundo era só apertar o gatilho e deixar a rajada de balas, que não eram de borracha ou com pontas faltas e sim verdadeiras, atingirem o alvo.






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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeDom 31 Out 2021, 23:23

into the wild

Nunca ficara numa situação tão próxima de algum membro das Forças Armadas, muito menos com ele apontando uma arma em sua direção - Droga, que porra é essa? - grunhiu, dando um passo para trás quando Wade tomou a dianteira e utilizou Repello Inimigotum na entre eles e o militar. Chicago, desde pequena, se destacou em Voo, mas por muitos anos treinou Artes das Trevas e Feitiços com uma bruxa especialista nessa área antes de desistir de vez e dedicar-se totalmente ao Quadribol. Ou seja, Chicago não era apenas um rostinho bonito, ela era um rostinho bonito e perigoso quando a situação era necessária. Depois do aviso de Wade, a ruiva revirou os olhos e deu um passo a frente, encarando o militar com desdém - Você vai atirar? - sua voz era debochada - Tente a sorte - e, num movimento rápido, Chicago apontou sua própria varinha para o chão - Regimen Radix - Sentiu sua magia borbulhar dentro de si, focando toda sua atenção nas raízes das árvores que os rodeavam. O solo era puro e praticamente intocado, então não foi muito difícil controlar as raízes até que elas se movessem e começassem a agarrar as pernas do militar, subindo aos poucos até seus braços. Enquanto se debatia, o militar tentou atirar para frente e para o chão, mas a barreira conjurada por Wade protegeu os bruxos, enquanto os tiros não fizeram efeito nenhum nas raízes que avançavam e prendiam seus membros. Chicago, depois de prender o militar, olhou por cima do ombro e deu uma piscadela para Wade - E então? O que vamos fazer com o mocinho? - sua voz era provocativa e seguida de um sorrisinho. Esperou que o meio-sereiano anulasse a barreira antes de avançar em direção do Militar, que parecia bastante irritado. Ah, Chicago tinha esquecido da alegria de caçar inimigos… O quadribol não era tão ativo nesse meio. Os olhos da ruiva faiscavam de diversão quando ela aproximou-se do homem desconhecido e apertou a ponta da varinha na bochecha dele - Own, você fica tão bonitinho preso - brincou, dando um passo para trás para ficar próxima de Wade, olhando o meio-sereiano com curiosidade - Ele está aqui… Pronto para a diversão, você não acha? - deu uma risadinha - São tantas coisas que podemos fazer… Me surpreenda, Wade - deu um beijinho na bochecha do garoto antes de observá-lo para ver o que ele faria a seguir.





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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeSeg 20 Dez 2021, 09:10




Com a varinha bem firme entre os dedos, eu forçava meu corpo ao limite numa corrida frenética pela floresta. Sentia os galhos de árvore chicoteando meu rosto, muitos deles formando imagens fantasmagóricas no solo e causando uma crescente sensação de pavor em meu peito. Ela estava vindo rápido, eu podia ouvir claramente sua risada em meus ouvidos e as palavras repetidas tantas vezes “eu vou te pegar”. O ferimento na minha perna esquerda ainda sangrava e doía mesmo com os feitiços que lancei com pressa para conseguir fugir, a desvantagem era clara e era só uma questão de tempo até aquela maluca me alcançar. Forcei uma aparatação para tentar chegar no carro mais rápido e graças a Merlin funcionou. Sentia-me extremamente enjoada e o suor frio que empapava minhas vestes certamente não provinha somente do esforço físico. Será que a adaga que a bruxa usou para me ferir continha algum veneno? Minha visão ficou turva quando me encostei no carro e busquei as chaves no bolso, mas não consegui abrir. Por puro instinto, ergui a varinha no ar ao distinguir o ataque da bruxa e bradei: Reflectus Imprecatio. — O Sectumsempra da mulher foi cancelado antes de me atingir, mas outro clarão foi lançado em minha direção. Desino Lacesso! — Utilizei-me bem a tempo e quando tentei enxergar onde minha oponente estava simplesmente não encontrei nenhum sinal dela. A estranha calmaria que de repente atingiu a área me deixou ainda mais nervosa e em alerta, temia me virar para abrir o carro e ser covardemente atacada pelas costas, mas isso sequer precisou acontecer. O som alto de algo caindo no capô do veículo fez eu me afastar em sobressalto e mirar a varinha para a moça de cabelo azul, mas ela foi mais rápida e apenas movendo os lábios eu vi a palavra “Claustrophobio” se formando. Caí de joelhos tentando respirar, minha visão ficando turva conforme eu sentia meus pulmões serem espremidos como bagos de bergamota. Inclinei-me para frente zonza quase perdendo a consciência, mas é claro que ela não me deixou desmaiar, ela queria brincar antes de terminar com tudo. Recebi um forte chute no rosto e desabei para trás ainda sentindo os efeitos da azaração consumindo minha mente. A mulher de cabelos azuis sentou-se sobre meu estômago e consegui ver seu sorriso sádico. Ela deslizou o dedo pelos meus lábios e levou-o até a boca, experimentando o sangue que fluía do meu nariz quebrado. — Porque não… faz de uma vez? Eles te pagaram, não foi? Eles te pagaram para acabar comigo… — Ela riu do meu esforço para falar e confessou que o veneno da adaga logo daria cabo com a minha vida, mas que não achava que valia a pena me deixar agonizando tanto tempo. A mulher se levantou e mirou sua varinha para mim. A última coisa que vi em vida foi a luz verde nascendo e vindo na minha direção para me engolir para a morte.



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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeSex 31 Dez 2021, 15:36


fun

Ratinha sapeca, pensa que vai conseguir fugir de seu destino inexorável. Eu não costumo sentir pena das minhas vítimas, essa é a melhor parte de adormecer o lado sentimental, mas confesso que ver a Srta. Hunter delirando e chamando pelo irmão desaparecido foi um pouco tocante. Mentira, não foi não, mas me distraiu o bastante lembrando de uma história do meu passado e acabou dando brecha para a garota tentar fugir. Ela não conseguiu ir muito longe, afinal, eu tinha tomado o cuidado de feri-la com uma adaga envenenada para tornar sua morte mais lenta e dolorosa. Contudo, sua tentativa de fuga me fez querer matá-la de uma vez e ir logo atrás dos vampiros que tinham me prometido o pagamento pela vida dela. Correndo pela floresta, eu mantinha meus sentidos sobrenaturais aguçados, que acabavam por deixar meus olhos completamente negros, sem esclera, sem pupila, apenas negros e brilhantes. Sabendo que o carro da bruxa não estava muito longe dali, premeditei que ela tentaria chegar ao veículo para fugir, o que era um pouco burro da parte dela pressupor que eu não alcançaria o veículo de qualquer forma. Assim que a ratinha apareceu no meu campo de visão, preparei a varinha e lancei — Sectumsempra! — Rosnei entre uma risada e adorei a sensação de bravura que vi nela. Apesar de machucada e de saber que ia morrer, Frankie continuava tentando. Incrível. — Stunning! — Usei em seguida, mas a moça continuou resistindo. Se você quer brincar, a gente vai brincar. Meu corpo adquiriu a textura de fumaça e em um voo silencioso eu subi no ar, ficando acima do carro de Frankie.

Saltei sobre o veículo com os coturnos batendo fortemente na lataria do mustang e já mirando a varinha para a ratinha eu murmurei — Claustrophobio. — Olhei friamente para a loirinha no chão, sofrendo com a alta de ar e a impotência de ter perdido a varinha. Movimentei meu condão e fiz a varinha dela voar na minha direção, no que a peguei e a guardei comigo. Um sorrisinho sacana surgiu em meus lábios carmim e saltei para o solo, acertando um chute no rosto de Frankie para quebrar seu nariz. Ela caiu de costas e isso me divertiu bastante, queria ver seu rostinho de perto, por isso sentei sobre sua barriga para observá-la com atenção. Deslizei o indicador da mão livre sobre o lábio da bruxa e provei de seu sangue, era docinho. — Que fofa! — Dei uma risada estridente com o jeito dela de tentar se expressar. — Sabe aquela faca? É, aquela faca estava envenenada. Veneno de acromântula, você deve conhecer… Eu não preciso te matar, o veneno faria isso, mas acho que você me divertiu o bastante para não agonizar tanto antes de morrer. Eu vou acabar com isso logo, seu rostinho bonito não vale meu tempo. — Falei em tom baixo para as vozes não incomodarem e me levantei de cima dela, mirando a varinha após soltar um suspiro pesado. — Avada Kedavra. — A luz verde iluminou meu rosto ao atingi-la, matando-a de forma rápida e indolor. Nah, indolor sabemos que não. Vasculhei os bolsos dela mais uma vez e retirei um de seus olhos azuis bonitos para levar como prova, guardando-o no gelo. Me livrei do restante do corpo com ácido e desapatei do local.



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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeDom 02 Jan 2022, 23:52

Estar responsável por uma missão nunca era fácil, foi complicado me inserir na célula terrorista, mas ganhei a confiança deles aos poucos, tudo bem que eu não estava nem um pouco feliz em ter que ficar flertando com uma terrorista, mas era parte do trabalho aguentar umas coisas assim. – A senhorita McGuy já retornou? – Perguntei a um dos capangas assim que cheguei no que poderia ser visto como o quartel general deles, era um prédio supostamente abandonado e que parecia ser ocupado por mendigos, mas era tudo parte da fachada criada pelos terroristas, pelo que descobri. Assim que fui liberado a entrar, me sente na cadeira diante da mulher, que me encarou um tanto quanto curiosa e eu me ajeitei na cadeira e me inclinei na direção dela. – Soube que começamos os preparativos para o grande ato hoje, queria saber se já temos uma ideia de quando. Meus pais estão planejando uma viagem em família e eu não sei se vão aceitar muito bem que eu enrole outra vez. – Falei de forma quase realística, usando um tom nervoso para ressaltar tudo e essas coisas, a mulher então comentou que ainda não dava para precisar direito porque faltavam detalhes e nisso fomos conversando sobre o que faltava e eu fiz algumas anotações mentais e preparei para o relatório que teria que lançar, a conversa foi para umas amenidades e eu chamei ela para sairmos para beber, meio que insinuando que estava ansioso por isso e tudo mais, fazendo o papel do cara que estava afim. Assim nós deixamos o local em direção ao barzinho onde nós conhecemos, teria um longo trabalho ela frente para embebedar a mulher e tentar arrancar uma data para o próximo passo deles, assim poderia sabotar a operação antes que ela fizesse algo muito ruim. Saio dali.


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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeQui 10 Fev 2022, 07:54



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Eram dois jovens, James não contava com a habilidade deles, já que em Hogwarts e outros ataques ele teve no grupo da dianteira, mas ali ele não teve o elemento surpresa, não teve vantagem. Enquanto os dois lançavam em dia direção um feitiço de proteção e ataque, o soldado Walker teve apenas a chance de tentar se libertar, lançando rajadas de tiros em vão, vendo em descrença as balas se desintegrarem no ar "Será que foi assim para eles? Doloroso? Só pensaram em me tirar da casa antes de ver tudo pelo o que lutaram se tornar cinzas?"nos momentos que se seguiram, ele se debateu, lutou, xingou e tentou atacar as raízes que se apertavam em suas pernas, braços e tronco, mas sua mente estava em busca de qualquer fragmento sobre os pais há muito mortos por bruxos negligentes. O casal de alquimistas que explodiu um laboratório e junto, a casa da família Walker ruiu em poucos minutos. O pai dele tempo apenas de tirar o garotinho, quando voltou tentar tirar a esposa dos escombros, teve uma segunda explosão e morreu com ela. James ouviu a história de seu avô, que não foi obliviado e sabia o segredo dos vizinhos, por anos, foi conivente com os mesmos e até amigo. — vamos lá covardes, vão continuar atrás dessa barreira ou vir me matar como vermes que são? — cuspiu as palavras com ódio queimando. Se fosse sucumbir ali, Walker iria lutando.




Postagem atemporal - Personagem narrando a história - Capitão James Henri Walker





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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeSex 18 Fev 2022, 17:32


Moonchild

Eu preciso sobreviver. Este é o único pensamento que tem passado pela minha mente nos últimos dias e sempre que ele vem até mim lembro-me do que fiz todas as outras vezes para continuar existindo: mudar. O Ministério estava atrás de mim há meses e eu já não aguentava mais migrar de um lado ao outro da Grã-Bretanha em busca de um lugar realmente seguro para mim e para Paimon. Por puro orgulho - e um pouco de medo - decidi não abdicar do meu visual gritante de cabelo azul e vestes extravagantes, mas aquela versão de mim mesma era parte de um passado que eu queria muito esquecer. Para continuar sobrevivendo eu tinha que me deixar transformar, não lutar contra as metamorfoses necessárias para se adaptar ao ambiente hostil. Em minha última noite na Anagach Woods foquei no ritual que trazia de volta a minha antiga aparência, a verdadeira, a que vim ao mundo, ou o mais próximo disso que consegui. Eu jurei para mim mesma que não voltaria ao rosto original desde que sobrevivi aquele tenebroso momento da minha vida, mas eu já não era mais a mulher que fez tal promessa. O cabelo voltou a ser castanho escuro, tão escuro que se confundia com a escuridão da noite. Meus olhos como há muito tempo não via tomaram o tom natural de verde e minha pele ao pálido branco-gesso que eu detestava antigamente, mas que já não incomodava mais. As cicatrizes e tatuagens rúnicas que a aparência de Tamako cobria da minha aparência original infelizmente voltaram a ficar visíveis, mas não pensei em voltar atrás depois de começar o ritual. Foram longas horas de agonia, sentindo minha pele rasgar e colar inúmeras vezes conforme a magia percorria meu interior e exterior para colocar as coisas de volta no lugar. A potência da lua cheia ajudou com o sucesso do ritual e pouco antes do amanhecer tudo estava finalizado. Vesti minhas roupas, peças completamente diferentes do que Tamako usava, e com Paimon transfigurado em um cachorro de pequeno porte, deixei o local sem mais delongas. Eu tinha alguns assuntos para resolver em Hogsmeade e não ia perder a oportunidade de aproveitar o clima de Halloween que certamente tomava o vilarejo.



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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitime

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