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 Anagach Woods

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
Diretor
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Patrono : Fênix
Bicho-papão : Diretor

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeQui 12 Jan 2017, 22:53

Relembrando a primeira mensagem :

Anagach Woods

Escócia


Anagach Woods - Página 4 JAMBqy0

Um pântano único com plantas raras e animais. Contem uma rede de caminhos facilmente acessível, incluindo parte das trilhas e pistas para mountain bike, um esporte radical trouxa.

OBS.: Local parcialmente protegido pela lista de Lugares Protegidos.



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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AutorMensagem
Wade Thelxiepia Kalitch
Sociedade Estudantil - Estudante
Sociedade Estudantil - Estudante
Wade Thelxiepia Kalitch

Patrono : Polvo-de-anéis-azuis
Bicho-papão : Render-se às Trevas

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Corda de Coração de Dragão, Nogueira, 29 cm, Quebradiça

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeQui 18 Fev 2021, 12:50



Unfortunate Events

A vida fora dos trilhos era uma metáfora que Wade odiava, pois na mente dele ela simplesmente não fazia sentido algum. O meio-sereiano nunca foi adepto ao modo de vida que a sociedade fazia questão de impor, afinal, ele não queria casar, não queria ter filhos e não tinha muitas pretensões de estudo além do mundo das poções, que era uma coisa que realmente gostava. Caso você não tenha essas pretensões ou esteja parado sem um emprego, os mais velhos costumam dizer que sua vida está fora dos trilhos e que você é um fracassado. — Eu quero que se foda você e os seus trilhos. — Gritou em voz alta no meio das trilhas ao lembrar da discussão com o pai. Isaiah era muito tóxico e exigia demais de Wade e, por muito tempo, o garoto nunca resmungou e nem teve coragem de retrucar nada que o progenitor dissesse. No entanto, semanas atrás, impulsionado pelo álcool e pelas drogas, o sonserino conseguiu iniciar uma briga com o outro Kalitch, e olha, não foi nada bonito. No dia seguinte ao da briga, Wade queria sumir daquela casa e não olhar para a cara do pai por alguns dias. A partir daí, Wade acabou tendo uma ideia que juntou o útil ao agradável e, por esse motivo, ele resolveu fazer uma trilha em Anagach Woods durante o fim de semana completo. O mestiço juntou uma mochila com tudo que precisaria e avisou a uma das tias o que iria fazer e quando voltaria.

Não chamou nenhum de seus amigos para acompanhá-lo, afinal, ele precisava ficar sozinho por alguns dias e pensar se devia ou não se submeter aos trilhos ao qual o pai e a sociedade tanto veneram. O jovem ficou tentado a levar drogas e álcool, mas não poderia ter uma overdose e morrer sozinho no meio da mata, por isso, se contentou em apenas levar álcool e não ter uma morte tão sem graça por exagerar no pó. Wade trajava uma calça preta, uma camiseta branca básica, um moletom preto e tradicional da adidas e um par de coturnos pretos e um tanto quanto surrados. A roupa estava confortável e aquecia bem o corpo do sereiano, mesmo o clima estava ameno e a brisa suave. Depois de muitas horas perdido em seus pensamentos, Wade acabou percebendo que não sabia onde estava. — Ah não, puta merda. Caralho, eu devia ter pegado o mapa antes de ter entrado nas trilhas sem rumo algum. — Falava sozinho enquanto se xingava mentalmente. — Agora não sei onde estou. — Revirou os olhos e bateu em uma das árvores. O mestiço parou por alguns segundos e tentou dar uma respirada, e por mais que soubesse que o estresse não ia ajudar nada, ele simplesmente não conseguia ter tanto controle com a raiva. De repente, uma voz feminina chamou a atenção de Wade, que virou rapidamente e deu de cara com uma moça ruiva e bastante atraente.

Ele não sabia quem era e nem o que era, mas ficou um pouco assustado ao receber uma proposta de ajuda. Wade estava muito desconfiado e, nessa situação, o radar de desconfiança dele apitou ainda mais. “Será que essa mulher é apoiadora do exército?” Pensou. O sonserino ficou tentado a puxar a varinha e apontar para ela, mas seria muito inconveniente e outra, ela também não sabia que ele tinha sangue mágico. — Estou meio perdido. — Disse de maneira um tanto quanto irritada, mas já tentando controlar a raiva para dar lugar a desconfiança, que se instalou em questão de milésimos. Mesmo não usando a magia diretamente, Wade poderia ter um pouco de controle sobre a moça só de usar suas habilidades de meio-sereiano, então ele ia aproveitar muito bem isso para não acabar sendo morto caso ela de fato trabalhe caçando bruxos. — Prazer, me chamo Wade. — Disse quando a moça se apresentou como Chicago. A voz melodiosa que saia da garganta do mestiço era encantadora e ninguém podia negar, e quando ele forçava, o poder de persuasão ficava ainda mais forte. A ruiva comentou sobre estar acampando e ofereceu companhia a Wade até chegarem a um local seguro. O sonserino ainda estava desconfiado, mas mesmo assim concordou com a ideia. — Vamos lá, acho bastante válido. — Tentava usar a persuasão. — Você conhece a região? Acho que sim, né. Você está bastante calma. — Deu um comando usando suas habilidade de maneira indireta ao encaixar uma frase imperativa em uma frase mais completa e que disfarce o propósito real dele. Não tinha muitos meios de saber se ela era uma bruxa, e os meios que existiam deixavam Wade um tanto receoso. Então, ele apenas seguiu com o caminho que a moça estava levando-o, pois era questão de tempo até ele descobrir se ela tinha ou não sangue mágico.

Com Chicago Sinclair Dallas


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meio-sereiano
estudante
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Brooke Sinclair McBride
Mercenário
Mercenário
Brooke Sinclair McBride

Bicho-papão : Imagem de Florence morta por sua culpa

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Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Formado
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeTer 23 Fev 2021, 00:17

Pedras no Caminho - Revie
Pressionou fortemente as pálpebras, quando pensou já não estar mais tão sozinha no local. Pelos deuses, que azar. Brooke terminava de comer um pedacinho de rosquinha, a cobertura típica de morango, repleta de granulados. Você deve estar estranhando alguém que come enquanto faz um trabalho tão fúnebre quanto matar alguém, sem muitos motivos para tal. Ela era impulsiva, agia de forma não racional e aquilo acabava sempre da mesma forma: uma mortezinha aqui, outra ali. Na real, dessa vez até que tinha uma listinha do que desencadeou sua nova vítima, era nada mais do que trabalho, embora pudesse simplesmente não aceitar. O ramo dos vípers andava meio travado e ela corria risco de enferrujar, por isso aceitara qualquer coisinha para manter-se na ativa, ganhando uma grana consideravelmente boa para fazê-lo. Só que hoje nem tudo sairia como ela bem queria... Engoliu a rosquinha com agilidade, mastigando fortemente a massa que lhe lembrava fortemente à um pão, macia e ainda morna. Praguejou, retirou a adaga, um pouco presa ao crânio do agora morto, limpando-a na calça branca. Reclamou, não se lembrava da cor que a vestimenta tinha, por tanto fora algo mais não pensado por força de hábito. Dane-se. Seu calcanhar permitiu que seu corpo encontrasse o responsável, ou melhor, a responsável pela intromissão; a expressão da Sinclair era abruptamente insatisfeita. Por que caralhos isso tinha que rolar agora? Tinha a maior intenção de sair dali com o serviço todo feito, vazar e ir para casa tomar um bom whisky. Mas não, seu momento iria se prolongar mais um pouco. Respirou fundo, centrou a atenção as orbes da desconhecida, uma moça de madeixas loiras. Oh... Não tão desconhecida assim. Brooke já tinha visto aquele rosto em alguma reunião do clã de bruxinhas, sua família materna. Puta merda... Ainda dava para ficar pior? Ela soube que a mulher temeu o encontro consigo, pois julgando sua presença, ela provavelmente tentara sair de fininho. Coisa que não funcionou muito bem. Parada, encarando fortemente a não tão desconhecida, ela girava a adaga com detalhes vermelhos antigos entre os dedos, parecia até brincadeira pela facilidade. Estudava os movimentos do corpo dela, tentaria fugir... Hm, teria que agir mais rápido. Felizmente nisso ela era bem boa, for real, não era atoa que ainda se arriscava naquele joob.

O movimento calmo de sua cabeça fazia jus à um não. Quando a provável parente começou a se mover para sair dali, Brooke empunhou a varinha e tomou a sua, após desarmá-la com facilidade. Sabia que ela muito provavelmente ficara assustada, e só por isso pensou em correr e nada mais, caso contrário correriam risco de batalha, um duelo. Felizmente não se dera o trabalho disto. Após o Expelliarmus, Brooke guardou a varinha dela dentro dos coturnos pretos, e então proferiu um incarcerous, fazendo com que ela caísse sob a terra, completamente amarrada. A ruivas estava visivelmente incomodada, ela tinha planos para o restante do seu tempo, e agora precisaria infelizmente adiá-los por um período indeterminado. O álcool precisaria aguardar mais um pouco... Aproximou-se da mulher, encarando fixamente seu rosto, sem medo de que ela gravasse suas expressões e traços, não tinha receios quanto aquilo... Mas, o receio existia. Bom, ela tinha opções, mas não sentia que eram tão viáveis neste momento. Decidiu brincar um pouquinho com o psicológico dela, pensando o seguinte: já que faria maldade, então capricharia na maldade. Abaixou-se, um pouco acrocada com os joelhos dobrados, ajeitando os fios de cabelo loiros dela, que cobriam seu rosto. Ela estava caída de bruços, mas tão logo permitiu que ficasse de barriga para cima. Ela lhe fitava de lado e isso incomodava a Maxinne. — Você não me conhece, mas eu sei quem você é. — Dizia sorrindo, um sorrisinho sugestivo e totalmente gracinha, como quem não tinha capacidade de matar uma mosca. O que era bem o contrário, Brook tinha uma imaginação para lá de longa. — Talvez conheça minha irmãzinha morta, Brooke, mas... Bom, somos gêmeas mas nem tanto. — Brincava. Não diria o nome de Florence à qual estava se apossando da identidade, seria no mínimo desrespeitoso, então deixou aquela vibe mais de curiosidade mesmo propositalmente. Whatever... Brooke analisava os detalhes do rosto de sua próxima vítima, decidindo que abriria o jogo para ela agora, sem mais delongas. Ela merecia um pouco de pressa no final, seria mais piedosa por conhecê-la minimamente. Um bônus, era sortuda! 

Então... Escolha uma mão. — Oferecia para a outra, com os punhos fechados. Ela parecia lhe encarar como quem não podia selecionar, mas tão logo abriu a boca para responder. Brooke a impediu, interrompendo o caso. — Deixa que eu escolho para você, hm... A direita. — E então ela abriu o punho em questão, fingindo ler um papel invisível, fingindo que a escolha de sua vida saída dali. Eram duas: obliviá-la ou matá-la. Max franziu o cenho em dó, entregando seu destino propositalmente. — Oh, que pena... Você vai ter que morrer. Até estava pensando que alterar sua memória seria o suficiente, mas deixa quieto. — E proferiu um pano na boca dela, sabendo que protestaria contra a decisão tomada. A verdade era que Brook já tinha se decidido sobre o que faria faz tempo, só estava fazendo um joguinho com a mente da loira. Foda... A mulher ruiva levantou-se finalmente, decidindo que iria desamarrá-la. Algo como dar a oportunidade de correr, parecido. Sumiu com as cordas da outra, mas fez com que ela permanecesse de mãos atadas. A boca ainda coberta, Brooke fez um gesto de contagem regressiva, era meio óbvio o que tinha de ser feito. A loira então não pensou duas vezes, virou-se para correr, e fora quando a McBride decidiu agir finalmente. Sem pudor empunhou sua varinha, apontando para suas costas. Só lançou o feitiço quando seus olhares se cruzaram de novo, sabia que quando matava alguém, olhar em seus faria com que nunca esquecesse de sua última expressão. No caso de Brook era diferente... Não olhar era pior, pois parecia não ter coragem do feito, algo semelhante. Avada Kedavra, ela disse. Sua parente estava morta. O corpo despencou ao chão de olhos bem abertos, arregalados, após a rajada esverdeada atingi-la em cheio. Bom... não sentia arrependimentos, mas precisava levar o corpo consigo, para enterrá-lo um pouco mais longe dali. Antes Brook ocultou seu primeiro cadáver, e depois ela carregou a defunta nos ombros para uma região mais afastada. Lá descartou-a, permanecendo com sua varinha. Tinha de destrui-la, se alguém a encontrasse, saberiam que algo tinha acontecido com a não tão desconhecida. Enfim, trabalho concluído, além do extra. Brooke saiu dali, sem ninguém ter visto o ocorrido, apagando seus rastros inclusive.


The lives that I fake
Going
The vows that I break
To
The ways that I hurt
Hell
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Chicago Sinclair Dallas
Liga Profissional - 2ª Divisão
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Bicho-papão : Espantalhos

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeTer 09 Mar 2021, 12:08

into the wild

Chicago sorriu quando o rapaz disse que estava meio perdido. Era perceptível em seus olhos que ele parecia desconfiado da mulher, afinal, em tempos como aqueles, nada mais justo do que desconfiar de estranhos que te abordam no meio de uma floresta. Ergueu as mãos como se estivesse sendo rendida, dando uma risadinha - Não sou culpada de nada, moço - falou de maneira divertida, mas logo sentiu um calafrio quando o desconhecido apresentou-se como Wade. Era como se a voz dele fosse… Sedutora? Não, essa não era a palavra, mas Sinclair definitivamente o escutaria falando por algum tempo… Espera. Ela já tinha sido treinada para não ceder a esse tipo de influência, um treinamento bastante intenso. Respirou fundo e concentrou-se no ambiente ao seu redor enquanto Wade falava, não tardando a deixar de sentir a voz dele mexendo com seu cérebro. Tornou a olhar diretamente para ele, abrindo um sorriso quando ele perguntou sobre ela conhecer a região - Conheço, eu vinha bastante para cá quando criança e… Você fez de novo, não é? - falou quando percebeu que havia relaxado após o comando indireto de Wade. Maldito, ele com certeza tinha algo na voz, mas Chicago nunca tinha conhecido ninguém com uma uma influência tão… potente - Eu já estava calma antes, mas agora definitivamente estou mais - deu uma risadinha - Voltando, eu conheço, sim, a região. Você quer andar pela trilha ou se aventurar pelos lados inexplorados da floresta? - sua voz era alegre e bastante divertida, sendo que o final da frase foi acompanhado de uma entonação de propagandas de televisão. Fez um sinal para que ele a acompanhasse enquanto decidia o que fazer - Então, qual o lance da sua voz? Você não é loiro - falou estreitando os olhos, pois não queria falar em voz alta qualquer coisa que remetesse a algum tipo de descendência mágica, afinal não sabiam quem poderia estar ouvindo. Como ele parecia perdido e desconfiado, Chicago não imaginou que ele pudesse ser algum purgante ou coisa do tipo, pois com certeza um deles já teria deixado claro suas intenções. - E você, Wade, você não parece vir muito por aqui. Por quê veio sozinho? - perguntou um tanto quanto curiosa. Não era muito seguro fazer trilhas ou acampamentos sem ninguém por perto, pelo menos não nas primeiras vezes em algum lugar.

thanks covfefe


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Revie Sinclair Wichbest
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Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeQui 11 Mar 2021, 02:07

Game Over
Não, não dava tempo de fugir e sair correndo. Revie até tentou sair correndo, sua varinha foi tomada dela por um Expelliarmus ao fundo, mas ela nem ligou para isso. Revie já tinha vivido muito de sua vida sem a varinha, então deixaria ela para trás facilmente. O problema foi que, mesmo assim, mesmo tentando fugir, ela ainda terminou acertada por um Incarcerous, que a fez desequilibrar e cair no chão, completamente amarrada em seu escapatória. Revie até tentou se arrastar como as minhocas fazem, mas a velocidade era o mesmo que nada. A mulher caiu de barriga para baixo, o que dificultou sua visão sobre o que acontecia em sua volta, mas logo uma força exterior fez com que ela ficasse de barriga para cima. Ali estava a sua atacante, uma ruiva que não parecia ser uma pessoa velha. Na verdade, aquela que tinha lançado os feitiços parecia uma garota jovem. Revie ficou olhando para a garota, meio que não acreditando que ela estava fazendo tudo aquilo com tão pouca idade. Revie era, de fato, de uma outra geração. Na geração dela, a maioria dos criminosos tinham um pouco mais de idade, às vezes já tinham até ido para a prisão, mas conseguiram fugir e se tornaram o terror da nação. É, agora estava tudo bem diferente e Revie tinha sido pega. Ela iria morrer agora? Logo agora que tinha tomado a sua identidade novamente? Logo agora que não era mais considerada uma procurada por um crime que não tinha cometido? Isso era um tanto injusto. Eu deveria ter continuado a minha vida como Yen. Ela pensou neste momento, se arrependendo de suas escolhas. Revie gostaria de não se arrepender disso, mas nem sequer tinha conseguido revelar aos seus filhos quem ela era de verdade. Uma perfeita covarde. Quem sabe ela merecesse mesmo a morte.

As palavras da garota chamaram sua atenção. Revie tinha que escolher uma mão. Ora, porque ela deveria fazer isso? Qual era o joguinho daquela ruiva? Revie não entendeu nada e algo lhe dizia que não deveria tentar escolher uma das mãos, mas não era como se ela tivesse muita escolha naquele momento, não é mesmo? Ela estava amarrada e tudo que podia fazer era seguir o joguinho da ruiva. - Es... - Mal pronunciou a primeira sílaba e a sua atacante voltou a falar. Ela disse que ela mesma iria escolher e que sua escolha seria a direita. Os instantes seguintes fizeram Revie ver como aquela garota era louca, ela estava mesmo fingindo que tinha algo dentro de sua mão e que estava lendo este algo. Em momentos seguintes, a ruiva falou que Revie iria morrer, o que fez a mulher arregalar os olhos. Então ela iria mesmo morrer... No entanto, ainda lhe seria dada uma chance. Mesmo com as mãos amarradas e com um pano em sua boca, Revie foi libertada das amarras e pode ficar em pé novamente. Ela ainda tinha as suas pernas e poderia tentar correr. Nem tudo estava perdido e parecia que esse era o joguinho da garota, pois ela estava fazendo uma contagem regressiva. Revie nem pensou duas vezes, deu meia volta e começou a correr na direção oposta de onde estava aquela maluca. Por um momento a mulher achou que estava conseguindo, mas o seu erro foi olhar para trás. Revie queria ver se estava mesmo se afastando consideravelmente e, assim que virou seu rosto para trás e seu olhar bateu na ruiva, um lampejo verde veio mais rápido do que qualquer corrida na direção de Revie.

No instante seguinte, Revie estava vendo seu corpo caído no chão, sem vida, com os olhos estatelados pela última coisa que viu. Então eu morri mesmo. Ela pensou. A questão era, seguiria em frente ou ainda ficaria naquele plano como uma fantasma? Nem mesmo ela sabia responder essa questão, mas sabia de uma coisa. Sabia que queria retornar para casa e ver uma última vez seus filhos. O corpo de Revie poderia estar morto, mas seu espírito jamais estaria.


~Yen~ Revie Sinclair Wichbest
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Wade Thelxiepia Kalitch
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Wade Thelxiepia Kalitch

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeSeg 22 Mar 2021, 14:04



Unfortunate Events

Wade não conseguiu prender o sorriso no momento em que Chicago perguntou se ele havia feito de novo. Bom, obviamente ela sabia que ele não era um trouxa, e como ainda não havia o atacado, o meio-sereiano começou a desconfiar que a ruiva possivelmente seria uma bruxa também. — Fiz de novo? Do que você tá falando? — Obviamente Wade iria pagar de doido o máximo que conseguisse. A ruiva dissera que havia ficado mais calma, o que atestou a influência da voz do moreno, no entanto, ele franziu o cenho como se de fato não entendesse sobre o que Chicago estava falando. Aparentemente cansada de tentar fazer Wade soltar alguma coisa, ela voltou para o assunto da trilha, questionando o mestiço se ele queria ir pela trilha ou desviar para os caminhos inexplorados da floresta. Novamente um sorriso escapou, deixando seus lábios bem abertos e mostrando os lindos dentes brancos. — Se você não tiver a intenção de me matar, te acompanho pra onde você quiser. — Deu de ombros, usando novamente sua habilidade para deixar a voz bastante melodiosa e atrativa. Chicago fazia o tipo de Wade, então com toda certeza do mundo ele iria dar em cima dela.

Seguindo a indicação da moça, Wade começou a caminhar ao lado dela, enquanto a mesma voltava sobre o assunto da voz. “Ela de fato quer descobrir o que tem comigo, que coisa chata”. Revirou os olhos ao pensar isso. No entanto, a cara emburrada do meio-sereiano não durou mais que dois segundos, já que Chicago provavelmente achava que ele era um meio-veela. — Nossa, essa doeu. — Colocou a mão sob o coração ao gargalhar. Certamente a ruiva não oferecia mal algum, já que se ela não sabe nem que existe outra descendência mágica, certamente não estaria apta a entrar no exército britânico. — Você acha que sou um… — Aproximou-se da moça e colocou a boca perto do ouvido dela. — meio-veela? — Sussurrou e se afastou. Aquela situação toda era bastante engraçada, ele nunca teve sequer uma interação parecida, já que normalmente todos sabiam sobre a descendência dele em Hogwarts e até mesmo em Durmstrang. — Minha mãe é uma sereia. — Sussurrou novamente, mas a voz dele saiu tão melodiosa, que foi quase impossível Chicago não desviar a atenção da trilha e focar por alguns segundos no rosto dele. Quando o transe de segundos passou, eles seguiram caminhando, até Chicago questionar o motivo de ele estar ali. — Então, briguei com meu pai babaca e cansei de interagir com humanos, por isso quis vir onde eu tinha certeza que não acharia um. — Wade observava bem o caminho que estava seguindo, tentando decorar o máximo de informações. — E você? O que te trouxe até Anagach Woods? — Às vezes a voz do mestiço saia com mais graça do que ele gostaria, como aconteceu agora. — Você mora por aqui? — Queria puxar assunto e descobrir mais algumas coisas, já que seu sol em escorpião não costumava confiar cem por cento nas pessoas.

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Dahlia Alucard Orlok
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeSab 27 Mar 2021, 17:50



snacks

Seus pés pousaram na relva e não demorou absolutamente nada para que seus olhos se acostumassem com o breu da noite. Já fazia alguns dias desde sua última caçada e só os pirulitos de sangue não vinham saciando sua sede, então aproveitou a oportunidade para dar uma voltinha com sua irmã - Oi, Aly - surgiu por trás da irmã, logo posicionando-se ao seu lado - Como você está? - perguntou de maneira descontraída, sendo que não foi preciso de sinal algum para que ambas começassem a avançar pela floresta com passos leves e quase inaudíveis em busca de boas presas para aquele dia. Dahlia deu um sorriso ao ouvir passos assustados ao redor, virando para a esquerda com os lábios recolhidos para cima de seus dentes protuberantes. Seus olhos atentos vasculhavam pelo terreno ao seu redor, sentindo que sua irmã fazia o mesmo não tão muito longe de si. Puxou a varinha do coldre preso em sua perna e a manteve empunhada em modo de ataque, pronta para imobilizar a primeira criatura que cruzasse seu campo de visão. - Quem caçar por último é a mulher do vampiro - Dahlia brincou quase com um sussurro, avançando para entre as árvores e se inclinando para frente um pouco abaixada. Venham, bichinhos, venham, pensou e estreitou os olhos, avistando, não muito longe, um animal relativamente parecido com um cervo. Dahlia abaixou-se, diminuindo o passo e segurando a respiração para que o animal não sentisse sua presença mais do que o necessário. Quando atingiu uma distância de mais ou menos dois metros, a meio-vampira já conseguia visualizar com perfeição o corpo do cervo, dando um sorrisinho quando usas orelhinhas mexeram-se para tentar captar algum som de predadores se aproximando. Tarde demais, pensou - Petrificus Totallus! - atingiu a criatura, fazendo com que ela instantaneamente caísse de lado, completamente petrificada. Dahlia aproximou-se do cervo e umedeceu os lábios, abaixando-se ao seu lado e colocando a cabeça do animal em cima de um tronco caído, o que deixava seu pescoço mais exposto. Arreganhou os dentes e os cravou com força no pescoço do animal, sentindo suas presas atravessarem sem muita dificuldade o couro do cervo, logo lhe dando acesso ao gosto férreo que, agora, escorria para fora do animal. Dahlia encheu a boca com sangue e o engoliu quase que instantaneamente; não havia nada melhor do que uma boa refeição antes de voltar a comer comida de seres humanos… normais? É, talvez essa realmente fosse a melhor palavra.

Sentia sua fome, aos poucos, saciar, ao passo que podia ver a vida se esvaindo dos olhos do cervo. Dahlia não gostava de tomar sangue humano, então já tinha se acostumado com o triste fim das criaturas que lhe serviam de alimento. Acreditava que aquela era uma maneira justa de lidar com as coisas, pois era melhor que o animal morresse para alimentar alguém do que só para acabar na parede de um caçador. Quando estava realmente saciada, Dahlia ergueu-se, não demorando muito para encontrar a irmã no meio do escuro que rondava a floresta. Limpou os lábios com as costas das mãos enquanto se aproximava - Então, como andam as coisas? Tenho conseguido conter nossos… hóspedes lá nas Terras Altas, mas anda sendo um pouco complicado - comentou baixinho enquanto seguiam numa caminhada descontraída por entre as árvores - Sem contar que ouvi dizer que algumas criaturas foram espalhadas pela Grã-Bretanha por causa do exército; sabe de algo? - perguntou, genuinamente curiosa, ouvindo atentamente o que a irmã tinha a dizer, mas a resposta foi um tanto quanto… Nada agradável - Vampiro da Névoa? Você tá tirando com a minha cara - estreitou os olhos, mas percebeu pelo olhar de Alysson que aquilo não era brincadeira - Hidebehind não era o suficiente, pelo visto - suspirou, olhando ao redor só para dar aquela checada que não tinha nenhum bicho diferentão perto delas - Acho que é bom a gente ficar de olho. Essas coisas não podem sair daqui. Se chegarem em Blair, sabe-se lá como, não sei se conseguiremos proteger a cidade - era realmente um tanto impossível que as coisas criadas pelo exército bretão pudessem chegar aos Estados Unidos, mas nunca era bom duvidar da capacidade dos trouxas de odiarem a existência de bruxos. Só para “testes”, o exército americano poderia muito bem encomendar algumas criaturas e aquilo não era nada agradável para Dahlia, que agora sorria para sua irmã - Qualquer coisa eu chamo você. Como estão as coisas com Diane? - sua voz era bastante sugestiva, abrindo um sorriso divertido com a resposta de Alysson - Não passaremos o Natal só nós duas, então - Dahlia brincou - Já aviso que eu não vou querer meias de presente, passe o recado a diante - franziu a testa como se falasse sério. Olhou para o céu e observou algumas estrelas que conseguiam aparecer por entre as copas das árvores e logo olhou em seu relógio. Não demoraria muito para que o dia amanhecesse, então seria bom que saíssem logo dali - Bom, acho que está na hora de irmos, trabalho cedo amanhã e tenho uma reunião com uns caras insuportáveis - revirou os olhos - Até mais, maninha - sorriu, não demorando muito para aparatar e sair dali.



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Dahlia ALucard Orlok
UMA DAS BRUXAS DE BLAIR | CAÇADORA | CLÃ ALUCARD

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeDom 28 Mar 2021, 23:27

into the wild

Revirou os olhos quando Wade se fez de sonso com a pergunta feita por Chicago, mas ela não conseguiu deixar de sorrir. Fazia tempo que não conversava com alguém que poderia ser mais irritante do que ela mesma, então com certeza as coisas pareciam ficar mais divertidas a cada segundo que passava. - Ah, claro, deve ser coisa da minha cabeça - respondeu com um tom claramente irônico, olhando um pouco curiosa para o rapaz que caminhava consigo. Sentiu o corpo estremecer quando Wade falou, com uma voz que quase fez seu coração saltar pela boca, que a acompanharia para onde ela quisesse. Chicago respirou fundo. Que coisa esquisita, mas ele com certeza tinha algo na voz, mas não queria demonstrar que tinha sido abalada por aquele belo espécime masculino que havia encontrado - Não tenho vontade de te matar, pelo menos não ainda - deu uma piscadela, sinalizando para que Wade a acompanhasse pela trilha - Por aqui é mais divertido - sua voz soou misteriosa, mas ela divertia com aquela situação. Era claro que o rapaz não fazia ideia de como se encontrar naquela floresta e era sortudo por ter encontrado justamente Chicago como “guia”, mas ele teria que se acostumar com a ironia constante dela. Enquanto caminhavam, não demorou muito mais para que Wade respondesse seu comentário sobre descendência, arrancando uma risada da ruiva quando comentou que aquilo havia doído - Oh, meu bem, não quis te ofender - fez um beicinho, logo sentindo o corpo inteiro arrepiar com a voz melodiosa dele logo tão próxima de seu ouvido. Chicago conteve sua vontade de fazer algum comentário, afastando-se um pouco de Wade para tentar retirar o som de sua voz que ressoava dentro de sua cabeça.

Arqueou uma sobrancelha quando ele, ainda com aquela maldita voz, respondeu que sua mãe era uma sereia. Ora, por essa Chicago não esperava. Tinha esquecido completamente da existência de meio-sereianos, sentindo-se um pouco boba por causa disso. Suas bochechas automaticamente ficaram rosadas, mas ela não conseguiu conter a vontade de olhar diretamente para os olhos de Wade. Isso, obviamente, resultou em um breve tropeço de Chicago, que agarrou o braço do recém conhecido para não cair - Ah… Desculpe, não quis te ofender falando de Veelas - resmungou, mordiscando o lábio inferior e se recompondo. Sentia-se presa no olhar de Wade, mas aquilo não demorou muito para passar e, quando deu por si, já estavam caminhando novamente - Talvez eu não seja humana, já pensou nisso? - brincou, fazendo um sinal para que desviassem um pouco da trilha, caminhando por entre as árvores. Chicago conhecia a floresta como a palma de sua mão, então era difícil que aquilo resultasse em dois viajantes perdidos. Não demorou muito para que escutasse a voz de Wade como se fosse o único som que a rodeava, parando de caminhar para olhar para o meio-sereiano que a acompanhava - Eu… - engoliu em seco antes de conseguir responder - Eu costumo vir para cá quando estou de férias. Acampo há muito tempo por aqui - respondeu quase que no modo automático, sentindo que a voz de Wade a guiava dentro de sua própria mente - É… Eu moro por perto, junto com minha irmã e a colega de trabalho dela - falou, sacudindo a cabeça e seguindo para dentro da floresta. Enquanto caminhava, a presença de Wade era quase como um mistério, pois não sabia o que ele queria com aquela voz altamente sugestiva. Subitamente, parou de caminhar e olhou para cima, vendo as folhas das árvores movendo-se com ferocidade - Acho que vamos enfrentar um temporal - deu de ombros, continuando a caminhar - Acampar é uma decisão forte para se fazer sozinho. Você gosta de se arriscar, eu suponho - olhou de canto de olho para Wade, tentando se conter para não se derreter por completo toda vez que aquele rapaz abria a boca.


thanks covfefe


Chicago Sinclair Dallas
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Madam Angelique Campbell
Mercenário
Mercenário
Madam Angelique Campbell

Bicho-papão : Desconhecido

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Beauxbatons (França)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Cabelo de Esfinge, Olmo, 29 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeQua 21 Abr 2021, 13:11

La recherche
Angelique não era mais tão adepta a se arriscar em atividades físicas intensas como em outra época de sua vida, mesmo nunca tendo deixado de lado exercícios como corridas e ioga para manter sua bela forma física. Eventualmente ela também colocava em dia suas habilidades com artes marciais para jamais perder o que tinha aprendido com excelentes mestres no passado, mas agora como mercenária - e ainda com seus restaurantes para gerir - Angel não gastava mais seu precioso tempo com aventuras na floresta. Fazia tanto tempo desde sua última trilha que sentia-se estranha naquelas roupas de caminhada, muito embora seus gestos e feições nada indicassem sobre esse pequeno desconforto. Estava na Anagach Woods a trabalho, era um pedido de Mademoiselle Kalitch para que a maleta perdida de Petrus, o falecido marido de Madam, fosse finalmente recuperada. Claramente Angel poderia ter usado métodos simples para chegar às coordenadas onde a maleta tinha sido enterrada, uma chave de portal, por exemplo, mas por ser sempre uma mulher cuidadosa a loira optou por criar um roteiro e uma personagem: uma mulher em seus quarenta anos aproveitando o clima ameno da Escócia e seus dias de folga para curtir o silêncio da natureza. Abdicou dos saltos para ser condizente, afinal, o terreno na floresta era perigoso e não estava em seus planos se locomover com dificuldade, por isso calçava tênis específicos para trilha. Seus cabelos loiros estavam presos em um pequeno rabo baixo atrás da cabeça e um boné preto cobria os fios, escondendo parte de seu rosto e a protegendo do sol da manhã. Nas costas da mercenária ia uma mochila típica de camping, relativamente grande, mas extremamente leve, isso porque Angel tinha tomado providências para encantar o peso do acessório, além de expandir seu interior para caber mais coisas.

Seu corvo, Durga (em homenagem à deusa hindu de mesmo nome), tinha sido transfigurado em um border collie de pelagem tão preta quanto às penas do animal em sua forma original. O canídeo preso na coleira era a complementação perfeita da personagem, além de ajudar a farejar o ambiente. Durga era treinada, inteligente e leal, isso se mantinha em qualquer que fosse o animal que Angel a transformasse, ainda que tivesse instintos condizentes com a espécie em questão. A coleira de Durga ia presa na mão esquerda da mercenária e a direita ia dentro do bolso segurando a bússola mágica. Era um objeto modificado com alquimia, um objeto que ela roubou do pai quando ainda se chamava Desiré, e que fora perdido e encontrado diversas vezes no decorrer de sua vida. Parecia que a bússola tinha sua própria lealdade (o critério, no entanto, seguia sendo um mistério) e sempre apontava para o objetivo do dono, que precisava manter o contato direto o tempo todo para continuar funcionando; o calor da magia do bruxo e suas intenções eram responsáveis por fornecer a localização. Como Angelique já tinha lido e estudado as coordenadas antes de partir para sua busca, ela sabia exatamente onde queria chegar e a bússola mantinha-se quente, sinal de pleno funcionamento. A bruxa vez ou outra checava o ponteiro do objeto, que ficava mais comprido - em direção aos pontos cardeais - quando o destino estava mais próximo, e mais curto quando o destino estava distante. A trilha estava bem demarcada naquele ponto, mas não demorou para que o objeto indicasse o noroeste, obrigando Madam a sair da trilha com Durga farejando um pouco a frente. Conforme avançava, mais próximas as árvores ficavam e mais alto ficava o som de animais silvestres, Angel até viu uma lebre selvagem passar correndo para se esconder da presença dos estranhos.

O clima de silêncio e natureza trouxe certa paz à bruxa, que começou a cogitar a ideia de comprar uma casa com um lago para passar seus dias de folga do trabalho. Era uma boa ideia. Entretanto, o momento de paz foi se esvaindo como uma lâmina sobre a carne e Angel parou de caminhar no mesmo tempo que Durga latia para uma grande árvore que estava cinco metros adiante da dupla. — Isso não parece bom. — Angel murmurou. Seu objetivo deveria estar ali, enterrado debaixo daquela árvore, mas a terra revirada deixou claro que alguém chegou antes dela. Soltou a bússola dentro do bolso e sacou a varinha, mantendo a coleira de Durga bem rente ao seu corpo. Silencio. — Mirou em Durga e murmurou para que a cadela não continuasse fazendo alarde, pois ainda não sabia dizer se o furto da maleta era recente, se o responsável estava ali. Ainda sem sair do lugar, Angel fez desenhos no ar com a varinha, murmurando concentrada alguns feitiços de proteção para que o que estivesse dentro do perímetro delimitado não conseguisse sair, ou entrar, usando mais especificamente Repello Aparatio e Cave Inimicum. Em seguida, usou o Homenum Revelio para checar as possíveis presenças humanas, fazendo tudo de forma silenciosa e cuidadosa conforme avançava dentro do perímetro. Estava sozinha, não havia ninguém. Conforme se aproximava da árvore com Durga, mais claro ficou que a terra remexida não era recente, havia folhas e gravetos dispostos de forma natural, mostrando que a desfolhagem da árvore tinha acabado por cobrir os rastros. Angel afrouxou a coleira de Durga, que aproximou-se para cheirar o solo. Não parecia ter sido feito por um animal ou uma criatura, não havia rastros de outros animais - a não ser de Durga que agora farejava a terra e as folhas caídas - e o tempo parecia ter levado embora qualquer evidência fresca.

Exceto por... — Durga? — Angel encarou a cadela que começou a cavar eufórica, puxando uma luva do solo com os dentes.Revele Seus Segredos. — Disse rápido mirando na luva, temendo que estivesse amaldiçoada, mas não havia nada. Com o coração disparado, a loira se aproximou de Durga. Angel mirou na cadela e desfez o feitiço silenciador. — Vou preparar fígado pra você no jantar. — Afagou a cabeça do animal e pegou a luva, examinando-a com cuidado. Não tinha sido enterrada, provavelmente alguém deixara cair após revirar a terra e tentar acobertar o furto. Durga não cavou muito, ela tinha praticamente apenas revirado a superfície, retirando basicamente folhas de cima. Não tinha sido corroída pela ação do tempo, mas estava bem suja, úmida e demonstrava sinais de usos anteriores devido ao desgaste na ponta dos dedos e palma; era couro falso de dragão, a mão direita de que parecia ter sido um par aceitável para uma réplica. Pelo tamanho, não podia precisar qual peso e altura do dono ou dona, além disso, a luva poderia ter sido encantada para se ajustar ao usuário, e averiguar isso requer um feitiço. Finite Incantatem. — A luva permaneceu a mesma, intrigando a francesa. Pegou na mochila um saco plástico com lacre, parecido com os usados pela polícia para coletar evidências, e guardou a luva. Não sabia ainda o que Mademoiselle Kalitch diria sobre a recuperação da maleta ter falhado, também não tinha mais certeza se a tal ruiva informante, a assassina de Petrus, dissera toda a verdade. Guardou a prova na mochila e continuou procurando por mais alguma coisa relevante, mas nada aproveitando para tomar água e desfazer os feitiços de proteção que colocou no perímetro ao redor da árvore. Voltou a prender Durga e seguiu na direção por onde tinha vindo. Quando julgou seguro o bastante, transformou a mochila em uma chave de portal e segurou Durga bem junto, deixando a floresta de volta para os arredores da sede dos Mercenários.
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Wade Thelxiepia Kalitch
Sociedade Estudantil - Estudante
Sociedade Estudantil - Estudante
Wade Thelxiepia Kalitch

Patrono : Polvo-de-anéis-azuis
Bicho-papão : Render-se às Trevas

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Corda de Coração de Dragão, Nogueira, 29 cm, Quebradiça

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeTer 18 Maio 2021, 21:27



Unfortunate Events

Chicago estava dando as informações que Wade pedia sem nem hesitar, afinal, a descendência de meio-sereiano permitia ao bruxo caminhar pela mente da ruiva e arrancar de maneira “voluntária” quase tudo que quisesse saber. Pelas informações dadas, o moreno não desconfiava mais dela, pelo menos não quanto antes. Ao analisar mais o lugar ao qual estavam, Chicago percebeu a ferocidade do balançar das folhas nas árvores e logo avisou sobre um possível temporal. Wade olhou para o céu, tentando achar essas pistas, mas como não era muito bom em acampar, ficou igual um otário olhando para cima e não percebendo nada mais do que um vento um pouco mais forte que o normal. — Acha que devemos acampar? — Perguntou, mas provavelmente usou um tom de voz baixo demais. A ruiva continuou caminhando, sem responder o questionamento do meio-sereiano, que só continuou seguindo-a. — Sim, gosto bastante de me arriscar. — Respondeu de maneira serena enquanto dava um sorriso ao responder a suposição de Chicago. Por ser um sedutor nato, o moreno sabia muito bem quando alguém estava tentando ser persuasivo para arrancar informações. Como ele já sabia o suficiente sobre ela, achou normal que a mesma também quisesse obter informações para confiar mais nele. Por isso, Wade começou a responder as perguntas sem dar importância.

— Por enquanto moro em Ottery, mas só estou esperando uma oportunidade para me livrar do meu pai. — Respondeu ao questionamento. A conversa continuou por uma descida um pouco lamacenta, que fez Chicago escorregar. De maneira reflexiva e bem rápida, o meio-sereiano dobrou os joelhos e fez força para se manter de pé enquanto segurava a ruiva pela cintura. — Opa!! Tenha mais cuidado. — Sorriu, exalando aquela voz melodiosa de maneira involuntária. Por um breve momento o rosto deles estava bem perto um do outro, sendo que a troca de olhares profunda aconteceu e, consequentemente, a cor de uma das pupilas de Wade para laranja néon. Esse fato era engraçado, pois acontecia somente quando o sonserino passava por fortes emoções, como se sua natureza sereiana quisesse se mostrar, mesmo sem contato com a água. Obviamente o bruxo não percebeu a mudança nos olhos, então ajudou Chicago a se equilibrar e fingiu que nada aconteceu. — Talvez seria melhor se a gente parasse pra acampar. O que acha? — A pergunta era meio que retórica, afinal, a voz totalmente persuasiva não dava muita opção. A ruiva acatou, então eles seguiram o caminho até uma clareira um tanto quanto pequena e finalmente pararam. — Minha barraca já tá armada. — Gargalhou e abriu os braços ao responder o questionamento de Chicago sobre montar a barraca ou fazer a fogueira.

Com Chicago Sinclair Dallas


Ψαδε ᚜Θελξιέπεια᚛ ΚάλιΘΓΞ
meio-sereiano
estudante
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Chicago Sinclair Dallas
Liga Profissional - 2ª Divisão
Liga Profissional - 2ª Divisão
Chicago Sinclair Dallas

Bicho-papão : Espantalhos

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Bigode de Trasgo, Faia, 27 cm, Rígida

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeQui 10 Jun 2021, 15:51

into the wild

Wade seguia atrás de si enquanto Chicago o guiava pela floresta com um sorriso nos lábios. Tinha gostado de encontrar uma companhia interessante; já fazia algum tempo desde que conversara com alguém em dias de acampamento. Não conseguiu evitar que um calafrio percorresse seu corpo quando o meio-sereiano informou que gostava de se arriscar, o que fez com que a jogadora olhasse por cima do ombro rapidamente antes de voltar a encarar o caminho que seguia - Posso tornar nossa jornada mais arriscada - mordiscou seu lábio inferior. O rapaz respondia suas perguntas, atiçando ainda mais a curiosidade de Chicago que, por sua vez, queria mais e mais saber da vida de Wade - Já morei algum tempo em Ottery, mas gosto da vida na cidade grande - brincou. Era irônico ela dizer isso enquanto o guiava pelo meio de uma floresta, mas a jogadora adorava a vida na natureza também. Equilíbrio era tudo e mais um pouco, principalmente quando se era jogadora de quadribol e precisava relaxar em suas folgas. Iniciaram uma descida meio lamacenta em que Chicago tomava o maior cuidado que conseguia - Sabe, normalmente não é tão… - interrompeu a frase quando pisou em falso e escorregou, sendo segurada por Wade. Seus rostos ficaram bem próximos, o que fez com que o coração de Chicago acelerasse quando ele disse que precisava tomar mais cuidado. Ficou sem reação por alguns instantes, principalmente quando os olhos dele mudaram de cor. Uau, pensou, encantada pelo efeito que provavelmente era causado pela ascendência do garoto - Huh… Obrigada por não me deixar cair - desvencilhou-se do rapaz e botou uma mecha de cabelo atrás da própria orelha, retomando a descida e tentando acalmar seus batimentos cardíacos. Não era só o fato de ele ser meio-sereiano, realmente tinha algo nele que atraía Chicago a ponto de ela ficar sem palavras.

Assentiu quando Wade disse que seria melhor pararem para acampar - Você tem razão - sinalizou para que se acomodassem entre as árvores - Vamos montar as barracas ou fazer uma fogueira primeiro? - perguntou. Quando o meio-sereiano abriu os braços, Chicago revirou os olhos, deixando que sua mochila caísse pesadamente no chão. Olhou ao redor para garantir que não havia ninguém ali e puxou sua varinha, agitando-a em direção de seus pertences e logo montando uma barraca que, em seu interior, continha sacos de dormir e uma lamparina - Quer ajuda com a sua? - perguntou, arqueando uma sobrancelha - Por que será que eu acho que você esqueceu a barraca? - sua voz era sugestiva e logo foi seguida de um sorrisinho. Ajudou Wade a pegar gravetos secos e montaram a fogueira, que logo passou a esquentar a dupla que se acomodava ao redor do fogo. Estava prestes a dizer algo quando ouviu passos vindos das árvores - Wade? Você ouviu isso? - os sentidos de Chicago ficaram em alerta. Ela levantou-se e segurou a varinha com força, vendo que alguém se aproximava com um olhar nada amigável. A jogadora deu um passo para trás e esbarrou suavemente em Wade, mas sentiu-se um pouco mais segura na presença do rapaz. O homem aproximou-se e Chicago conseguiu vislumbrar o uniforme das Forças Armadas e, sem demorar, o homem ergueu uma arma (Dallas não entendia de armas, apenas sabia que eram perigosas) e mandou que a dupla largasse as varinhas. Chicago engoliu em seco, mordiscando o lábio e esperando que Wade tomasse a dianteira da situação.

thanks covfefe


Chicago Sinclair Dallas
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James Henrie Walker
Forças Armadas - Marinha
Forças Armadas - Marinha
James Henrie Walker

Bicho-papão : kraken

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Trouxa
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 4 I_icon_minitimeSeg 05 Jul 2021, 21:08



Gun's and Wand's
Seasons Change

As ordens de James envolviam não só vistoriar a área, como também garantir que a mesma estava limpa, mas por algum motivo, ele acabou se afastando de seu pelotão. Eram apenas em cinco e estavam espalhados por toda a região, olhando com calma, ele sentiu como a região parecia calma, mas conforme ia caminhando, um calafrio lhe subia a espinha, um sentido que algo estava prestes a acontecer, algum mal a lhe tomar ou talvez, algum dos bruxos que iria encontrar. Mal sabia ele o que o destino tinha lhe reservado, mas pegou os binóculos com visão especial e conferiu os arredores, permanecendo bem escondido e longe da clareira, notou que uma jovem ruiva ia a frente com um outro garoto. Acompanhou eles de longe, mantendo o passo baixo e cuidando para não causar mais sons do que o de animais da região já faziam, sua mente era um turbilhão e cuidou de usar um deslize do casal para pegar a arma, ficando atento. Respirou algumas vezes e tentou usar o rádio, falando baixo no rádio — alguém na escuta?. movimentação localizada. Câmbio?— apertou o botão algumas vezes, mas só voltou estática.

Xingando internamente ele continuou a observar, até que notou exatamente isso, a ruiva puxou o graveto do bolso e com isso, movimentou o mesmo, fazendo objetos levitarem. Aquilo era a prova de que sua batalha nunca foi em vão e que a verdade sobre o que aconteceu com sua família era respondida com aqueles seres que se achavam superiores, seus passos de maneira reflexiva deixaram de ser furtivos e com isso notou o alarme dela, tirou o binóculos que usava e posicionou a arma, engatilhando a mesma — Atenção, vocês estão prestes a ser cercados, soltem a varinha ou vou atirar… — o aviso sempre vinha primeiro, mas a vontade de James naquele segundo era só apertar o gatilho e deixar a rajada de balas, que não eram de borracha ou com pontas faltas e sim verdadeiras, atingirem o alvo.




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