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 Anagach Woods

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
Diretor
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Diretor Alvoros Grunnion

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Bicho-papão : Diretor

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Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeQui 12 Jan 2017, 22:53

Relembrando a primeira mensagem :

Anagach Woods

Escócia


Anagach Woods - Página 3 JAMBqy0

Um pântano único com plantas raras e animais. Contem uma rede de caminhos facilmente acessível, incluindo parte das trilhas e pistas para mountain bike, um esporte radical trouxa.

OBS.: Local parcialmente protegido pela lista de Lugares Protegidos.



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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AutorMensagem
Piper Alborne Seaworth
Sociedade Bruxa - Adulto
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Piper Alborne Seaworth

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Bicho-papão : Dirigir uma moto com Elijah gritando atrás

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Ano Escolar: Formado
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeQua 12 Fev 2020, 15:47



Não posso deixar de amar você, eu sei que morreria sem você
Olhei ao redor para procurar um lugar para nossa barraca e tirei a mochila das minhas costas. Apertei os meus ombros pelo alívio do peso que tirei, abri um sorriso largo quando ele falou sobre a fogueira e nossa guloseima. – Realmente impressionante como conhece meus gostos Tiger! – Contente peguei a varinha para limpar uma área para colocar a barraca. Todos sabiam que era preciso tirar gravetos e pedras antes de colocar uma lona no chão. Depois disso peguei a barraca na mochila de Tiger e com um aceno da varinha ela se montou, parecia pequena pelo lado de fora mas por dentro tinha um espaço maior. – Como eu amo a magia por isso! – Falei rindo e entrei para arrumar onde ficariamos, tinha três áreas ali dentro. Um quarto com a cama no chão e uma área que tinha cadeiras e uma mesa pequena e mais um lado que não usariamos. A barraca Tiger pegou do tio dele e era perfeita, embora eu quisesse o modo trouxa de acampar. Mas ali tínhamos mais conforto e era o que eu queria mesmo, um tempo com ele. Deixei as mochilas ali dentro e troquei de roupa colocando uma blusa mais folgada e um short de caminhada, soltei os cabelos e fui para o lado de fora. Chris já tinha dado um jeito no lado de fora e por precaução lancei uns feitiços de proteção na área a nossa volta. – Pronto. – Falei satisfeita e me juntando com ele. Queria saber se íamos comer, nadar ou caminhar, talvez tudo não nessa ordem. – O que vamos fazer agora? Sabe como eu não planejo as coisas com tantos detalhes assim! – Fiz uma careta para ele.






Piper Justine
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Chris L. Tiger
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeSab 15 Fev 2020, 14:06

Camping, marshmallows and the best girl ✖

Piper pareceu ficar extremamente feliz com a notícia dos marshmallows, tirou a mochila pesada de suas costas e passou a montar rapidamente a barraca, que por fora parecia pequena e normal, mas por dentro graças a um feitiço, estava magicamente enorme, com um quarto, uma área com mesa e cadeiras, etc. — Amor, eu te conheço como ninguém. — Pisquei para ela e saquei a varinha, com alguns movimentos um tronco seco foi cortado em vários pedaços que serviriam como lenha. Outro movimento e acendi todos aqueles pedaços com uma labareda vermelha e quente, a fogueira estava pronta finalmente. — Eu também amo a magia. — Repeti o que Piper havia comentado antes, assim que utilizou magia também para montar a barraca e com o feitiço de extensão. — Mas posso dizer, com certeza, que tem uma garota aí que eu gosto bem mais do que a magia. Pisquei para ela, que seguiu para dentro da barraca. Pouco depois, Piper retornou de dentro da barraca já com os cabelos soltos, uma camiseta confortável e um short de caminhada, se juntou a mim próximo à fogueira e me perguntou, com uma careta fofa, o que faríamos a seguir, muitas opções eram válidas e todas elas seriam incríveis ao lado da garota que amo. Eu toquei a ponta de seu nariz, carinhosamente. — Primeiro, eu vou te beijar, depois vamos pegar esse pacote de bolachas aqui.... — E puxei um pacote grande de bolacha de chocolate. — ... e faremos alguns “sanduíches” de marshmallows. Em seguida, faremos o que a senhorita quiser fazer. Você que manda. — Piper sabia do meu apreço por seu domínio nas situações em que estamos juntos.
- With Piper Braddock Seaworth.



Chris Tiger
Ex-estagiário da Força Tarefa - ex-Auror - Amor da Piper.
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Piper Alborne Seaworth
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeSeg 24 Fev 2020, 11:33



Não posso deixar de amar você, eu sei que morreria sem você
Abri um sorriso grande com a ideia que ele estava falando. Fui até ele jogando os braços ao redor do seu pescoço. – Gostei desse plano! Vamos começar! – Iniciei o beijo com ele, apesar de ficarmos a um bom tempo, não me cansava nunca daquela boca. Aquele beijo eu acabei sorrindo, porque eu estava feliz em termos um tempo bom novamente. Aquilo lembrava um pouco  do tempo que éramos namorados real oficial, parei e olhei bem para ele. – Agora quero ver você de cozinheiro! – Mordi seu lábio inferior para o provocar. Depois me afastei conjugando um puff grande perto do fogo, era a maravilha de sermos bruxos. Me sentei ali esperando ele fazer nossos aperitivos, claro que estava esperando ele ficar ao meu lado. Naquele momento eu não pensava em fazer nada tão radical a não ser ficar ao lado de Chris. – Estava pensando em ti apresentar para minha mãe, mais do que na hora dela conhecer meus amigos. Sabia que ela nunca conheceu ninguém? – Minha mãe era parceira, mas não era muito presente na minha vida social. Na realidade esperava que ela pudesse encontrar alguma coisa ou alguém para ela também.





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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeSab 07 Mar 2020, 22:32

friends with benefits ✖


Eu sabia que Piper iria gostar da ideia de beijar, com o combo de sanduíche de marshmallows e um adicional de “você decide”, era nosso jeitinho. E eu gostava de passar mais tempo assim com ela, sentia que eu poderia ser eu mesmo, falar sobre o que eu sentia e ter uma companhia que me aceitava, que me amava. Me fez sentir falta da época em que namorávamos sério, que passávamos mais tempo juntos, hoje tudo é tão complicado, tudo tão difícil, por tais razões que eu aproveitava ao máximo quando estava só eu e ela, mesmo que fosse por um curto período. Piper se jogou em meus braços e me beijou, nós nos beijamos, e sempre que isto acontecia parecia que era a primeira vez que eu a beijava, sentia que estava no lugar certo e fazendo a coisa certa quando a beijava. E pode ser que muitos não acreditem, mas quando um beijo encaixa é para sempre. Então nos largamos e ficamos olhando um para o outro por algum tempo, aquele rosto era o mais lindo que eu já vi, Piper me fazia rir, como neste momento em que ela saltou de meu colo, conjurando um puff para deitar, pois queria me ver cozinhando.
 
– Mademoiselle, sua refeición neste restaurant será magnifique.... ok, ok não sei falar francês, nem se depender da minha vida, MAS garanto que esse será o melhor sanduíche de bolacha com marshmallows que você já experimentou na vida. Espere e verá. – Peguei minha varinha e fiz com que os gravetos que coloquei os marshmallows flutuassem em cima do fogo, Magia meus senhores, melhor do que ficar segurando até que os marshmallows esquentem. Estava pegando as bolachas de chocolate do pacote que trouxa na mochila, quando Piper mencionou que queria me apresentar para a mãe dela, já que a mãe nunca tinha conhecido nenhum amigo dela. E confesso que a palavra “amigo” ficou pairando em frente aos meus olhos, eu sabia é claro que eu e Piper não queríamos complicar as coisas, era um fato que nos amávamos, mas ouvir que sou um amigo ainda me causava frios na barriga. E Piper não falava muito da mãe, embora eu soubesse um pouco sobre a mulher, era importante ter a mãe presente na vida, então pesei o que valia mais naquela frase: ficar chateado por ser um amigo ou ficar feliz e honrado por Piper querer me incluir ainda mais em sua vida. Óbvio que fiquei com a segunda opção. – Vou adorar conhece-la, e ela vai me amar. Sou muito fácil de se gostar... – Pisquei e sorri para ela. – Só marcar o dia, a hora e o lugar. Eu estarei lá.
- With Piper Braddock Seaworth



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Alexandra S. Rathbone
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeTer 31 Mar 2020, 18:16

Avisos Ignorados

O ataque ao Beco Diagonal nos deixou bem alarmados, recebemos notícias de Darcy e um pedido de encontro, por isso meu pai e eu fomos até Anagach Wood para nos encontrarmos com o procurado. Eu só fui por insistir muito nisso, estava cansada de esperar por notícias tardias. A floresta era um dos lugares protegidos pela família especialmente por abrigar criaturas de diversas espécies, além de representar um lugar de ritos dos nossos antepassados escoceses. Era um dos lugares preferidos do meu pai e íamos muito ali quando eu era criança, tinha boas recordações do lugar. – Tem uma trilha aqui! – Falei ao sair do carro, existiam pegadas propositais na lama por perto, não era o estilo de Darcy e isso significava que era falso. Por isso seguimos para o outro lado com nossas varinhas em punho, meu pai ia na frente e eu seguia atrás dele olhando para os lados. Vimos um jovem sentado num tronco de árvore caída lendo um exemplar do Profeta Diário, ele tinha um olhar vago e parecia cansado, mas baixou o jornal e nos encarou. Era Darcy, ele levantou e se aproximou com calma e observei ele cumprimentar primeiro o meu pai e depois a mim. – Você está horrível! – Foi a primeira coisa que falei para ele e sorri, sentia falta da presença dele em casa e ele vivia nos encontrando em locais isolados para falar um pouco da situação. Ele havia se juntado ao grupo da resistência e por uma questão de segurança não tinha voltado para casa, sabia que os irmãos deles estavam loucos para o ver novamente. – Me deixe ler! – Ele contava sobre o Beco e falava quais eram as principais informações que tinham, mas eu me atentei a ler o jornal. Havia uma manchete sobre a invasão militar, alguns dias antes Nyx tinha alertado para esse ataque e alguns comerciantes haviam fechado suas lojas e também tirado alguns materiais dali. No entanto, o Beco Diagonal e a Travessa do Tranco eram lugares onde o comércio bruxo de Londres funcionava intensamente, era impossível fechar o comércio completamente e transportar todas as coisas para fora do lugar, por essa razão alguns estabelecimentos estavam funcionando no momento da invasão. Eles queimaram e mataram bruxos, mas levaram outros cativos. Até onde eu lia Olivaras tinha sido esvaziado antes, assim como o próprio Profeta Diário que levou os arquivos para um lugar seguro. Era muito perigoso aquilo porque as Mídias tinham arquivos sobre muitas coisas e lugares, além dos contatos que podiam ser rastreados. A redatora chefe quem assinava a matéria falava que as próximas edições poderiam vim em notas, já que o jornal deveria estar provisoriamente em outro lugar. – Aqueles desgraçados, eles vão vasculhar cada loja e torturar os bruxos para tentar saber dos segredos e mistérios. Eles tomaram quase tudo, falta invadirem a escolinha infantil e o orfanato. Bufei entregando o jornal para o meu pai. Andei de um lado para o outro remoendo a história, até que Darcy comentou sobre o centro de Londres e suas missões de resgate. Eles faziam o que podiam para não terem mais bruxos mortos ou capturados, mas era impossível proteger todos o tempo todo. Ele entregou um mapa com as principais rodas pelas Terras Altas e pediu que evitemos nos expor fora do castelo. – Quer dizer como agora? – Revirei os olhos, ele sabia como éramos teimosos com certas coisas. Darcy terminou de conversar com meu pai antes de sumir dali, suspirei fundo esperando pelas ordens de meu pai. Iriamos retornar ao castelo para olhar melhor o que Darcy nos repassou, eu tinha certeza que meu pai iria querer fazer alguma coisa. Voltamos para o carro e saímos dali.


BEKKS;
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Bernardo Gael Rathbone
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeTer 31 Mar 2020, 21:04

Avisos Ignorados
Interação com Darcy e Alexandra


Quando o ataque realmente caiu sobre Queerditch ele ficou bastante perturbado porque soube das baixas que tiveram ali. Por isso entrou em contato com o filho de sua prima para que pudesse ter mais informações, pois Bernardo estava começando a pensar que o refúgio não era tão seguro assim, na verdade não existiam mais lugares seguros. Ele não conseguiu deixar a filha em casa e Alexandra estava o acompanhando para o encontro com Darcy em Anagach Wood. Ele mesmo dirigia o carro para o local, sua filha fazia o papel de segurança e ele sabia como ela era boa nessa função, mas ainda assim ele ficava preocupado com a segurança dela. Pegaram a trilha que conheciam e parou o carro antes da mata ficar densa, assim que saíram Alexandra notou uma trilha falsa e ele ficou feliz por ela ter notado que era falsa, seguiu na frente para a trilha que geralmente pegava para encontrar com Darcy. Ele estava com a varinha em punho e seguia atento, até ver o jovem sentado em um tronco caído, ele relaxou os ombros. – Olá Darcy. – Cumprimentou o jovem, Darcy passou o jornal para Alexandra que lia rapidamente. – Você está bem? – Ele queria saber se o jovem estava machucado, mas ele afirmou que estava bem. Em seguida pegou o jornal com a filha para ler. A matéria contava sobre o ataque, aparentemente algumas lojas já tinham fechado com o primeiro aviso de Nyx sobre o possível ataque. Algumas coisas importantes foram salvas e retiradas do local, mas outras lojas estavam funcionando como o profeta diário. Gael entendia que os militares usariam tudo que encontrassem contra os bruxos, por isso ficava aliviado com a nota no final da matéria em que os documentos importantes do profeta diário tinham sido levados a um lugar seguro, logo as informações não caíram em mãos trouxas. Porém não podiam garantir isso para todos os lugares, ele só pensava nas perdas que os bruxos tiveram. Estavam perdendo espaço. – O cerco se fecha cada vez mais, isso é muito perigoso. Não podem mais colocar muitos bruxos num só lugar. Eu não sei mais o que pensar, parece que só levamos baixas sem nunca atacar. O que é melhor?  – Ponderava sentindo a cabeça latejar. Olivaras e a fauna bruxa foram os mais vasculhados, levando em consideração as varinhas sendo importantes para os bruxos e as criaturas mágicas usadas em experiências pelos militares. Ele esperava que os militares não tenham pegado nada de mais dali, na verdade a matéria não dizia quais as lojas já evacuadas e quais lojas foram achadas com alguma coisa. Ele estava apenas pensando na pior das hipóteses. – Tome cuidado Darcy, temos que ir. – Recebeu um envelope do menino que continha dados sobre as patrulhas militares nas Terras Altas, onde a família Rathbone morava. Eles se despediram e Gael voltou ao carro porque ele precisava pensar bastante para saber seu próximo passo. Saíram dali.




Quando você ama alguém, você não tem uma escolha
Prefiro pensar que sou mentiroso de um jeito inteiramente meu
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Darcy Bitt. Rathbone
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeTer 31 Mar 2020, 23:33

Seu coração bate como um tambor. A perseguição apenas começou. Monstros presos na sua cabeça (nós somos) Monstros debaixo da sua cama (nós somos) Nós somos monstros. Nunca atiramos para atordoar, somos os reis da matança e estamos em busca de sangue!
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Quando soube do ataque do Beco e da Travessa do Tranco ele ficou bastante perturbado porque o aviso foi dado e muitos ignoraram. Ele acabou entrando em contato com o Tio Bernardo para saber se algum membro da família estava ferido como para entregar um número sobre militares na área das Terras Altas. Darcy sentia muita falta da família mesmo por trás daquela marra de durão, ele pegou um jornal que saiu logo cedo e foi para Anagach Wood encontrar com o tio. [...] Chegando ali ele ficou sentado numa árvore caída para ler finalmente a matéria. Era sobre o ataque do beco e trazia novas informações, ele ficou curioso para ter novas notícias e viu que era uma matéria que retratava o dia. O que mais perturbou ele era saber que mesmo com os avisos algumas lojas continuaram a funcionar, outras já estavam sem os funcionários e mercadorias. Uma das lojas que foram reviradas pelos militares foi o Olivaras, onde eles vendiam as varinhas dos bruxos por décadas. Ele esperava que não tivessem encontrado nada, já não bastava eles usarem roupas com couro de dragão, ter acesso as varinhas seriam algo muito ruim. A fauna bruxa também foi uma loja que foi vasculhada, as criaturas magicas também eram alvos dos militares para experiências. A única coisa que ele tinha gostado de saber era que o Profeta Diário tinha conseguido tirar todas as informações da sede antes dos militares invadirem, isso porque duas Vipers chegaram antes avisando e evacuando o local, mas para ele ainda era insuficiente. Agora eles perderam o centro comercial de maior importância, aparentemente eles tiveram esse cuidado e podia ser a diferença entre a vida e a morte de outras pessoas. Ele levou um leve susto ao ver Bernardo chegando com Alexandra, ele nem sabia que a menina vinha. – Olá tio. Olá Alexandra! – ele falou e deu o jornal para a menina ler enquanto trocava uma ideia com o tio. – Eu só queria falar com vocês porque não sei das baixas, mas estão bem não é? – Deixou eles lerem o jornal e comentarem sobre. – É bem verdade que os lugares seguros estão acabando, mas não temos o que fazer no momento, na verdade estão tentando tirar as pessoas das áreas de risco iminente. – Finalizou entregando o envelope para o tio, desejou boa sorte para eles, lembrou para eles ficarem de olho nas notas que o profeta diário poderia lançar noutros dias ou nas próximas horas, porque a informação era algo muito importante naquele momento e mudava de hora em hora. Em seguida ele aparatou dali.

Note: 1. Interação de Trama: XI


Darcy Ex - Auror perito em esconderijos e disfarce.
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeQui 02 Abr 2020, 00:07



Não posso deixar de amar você, eu sei que morreria sem você
Eu ri do francês dele mas tinha certeza que Chris faria nosso melhor jantar, o conhecendo bem seus esforços sempre valiam a pena. – Com você tenho certeza que qualquer coisa que eu comer será maravilhosa, sério, você sempre foi um fofo assim? Ou quer me fazer morrer de amores por você novamente? – Apertei a bochecha dele fazendo uma careta de quando a gente se controla para não tirar um pedaço da bochecha de uma criança. Chris era um menino fechado, meio bruto e muito romântico, como se fosse um contraste de si próprio o tempo inteiro e isso era muito legal. Via ele fazendo nosso jantar super saudável com brilhos nos olhos como se a guerra nunca estivesse existido, porque naquele nosso pequeno paraíso não existia. – Claro que ela vai amar você, alguém precisa porque meu pai odeia você! – chamei ele para sentar ao meu lado e o abracei assim que sentou. – Fica perto de mim, senti tanto sua falta! – Éramos inseparáveis desde o terceiro ano, amigos inicialmente e depois namorados, ele me ajudou com meus medos, me ajudou com meus trabalhos de aula, me acalmava e me passava aquela sensação de paz. Tiger me amou mesmo eu sendo um problema ambulante e mesmo quando eu gostava do melhor amigo dele. Não merecia ele eu sabia disso, nem em mil vidas iria merecer ele. – Eu amo você! – Sussurrei no ouvido dele e depois apontei para o sanduíche de bolacha que ele assava. – Me deixe provar isso Tiger, ai eu digo se já pode casar ou não! – Falei rindo pegando um deles que ainda estava quente, tive que puxar um pano para colocar sobre mim e poder provar com calma, aquele tipo de gostosura que comia uma vez a cada ano. Dei uma generosa mordida quase queimando a boca, mas logo fiz um barulho com a boca para provar que estava uma delícia. ‘Huuuummmm’ Encostei minha cabeça no ombro dele e fiquei assim enquanto terminava de mastigar. – Isso tudo é perfeito! – Murmurei entrelaçando nossas mãos umas nas outras. Eu costumava ser feliz daquele jeito, eu ainda era, mas faltava algo.




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Darcy Bitt. Rathbone
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeSab 16 Maio 2020, 04:30

Seu coração bate como um tambor. A perseguição apenas começou. Monstros presos na sua cabeça (nós somos) Monstros debaixo da sua cama (nós somos) Nós somos monstros. Nunca atiramos para atordoar, somos os reis da matança e estamos em busca de sangue!
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Os dias passavam tão rápidos quanto agitados, ele ainda se recuperava de uma bala que ficou alojada nas costelas. Lidar com arma de fogo nunca esteve nos treinamentos de autores. Eles eram treinados para lutar contra bruxos e não trouxas. A grande ironia da vida tinha se voltado para eles, como Darcy conhecia melhor a Escócia ele sempre era desginado a ir para o local. Eventualmente ele ia para o bosque que era um lugar sagrado para a família. Era final da tarde e uma leve garoa começa a cair, Darcy andava lentamente por entre as poças de lamas no caminho. Ele queria achar a cabana escondida da família para dormir, também estava com fome. Tudo que ele precisava teria naquela cabana, parou de andar apenas quando chegou nela. Teve o trabalho de ligar a lareira, trocou as roupas molhadas e colocou água para ferver. Darcy comeu, se aqueceu e dormiu, noutro dia ele ouviu um corvo do lado de fora. O corvo se tornou homem, era Wane irmão gêmeo de Wade. Eles eram animagos que trabalhavam para a família  Wane estava apenas patrulhando o local. Mas ele também tinha um recado para Darcy. Ao final da curta conversa o jovem Rathbone partiu para um novo destino: Ottery. Saiu dali.
Note: 1. Introdução da trama


Darcy Ex - Auror perito em esconderijos e disfarce.
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeSex 22 Maio 2020, 22:47

Escócia
Desde os últimos acontecimentos que surgiram em minha vida, não conseguia mais ter a paz interior que outrora afagava docemente meu espírito. Tomada por ansiedade, frustração e medo, pedi licença da escola de Ensino Médio que estava lecionando já se faziam três anos, e decidi fazer uma viagem pelas belíssimas paisagens da Escócia. 


Já se fazia uma semana que estava pelo país e tentava colocar minha cabeça em dia. Anagach Woods era um belíssimo local que me fazia ter paz interior para colocar as ideias em dia. Enquanto andava pela paisagen alaranjada, ouvindo o farfalhar das árvores e o grito de alguns pássaros, meus pensamentos corriam pelos inúmeros encontros que tive desde então, incluindo uma prima. Tudo aquilo era novo e temido por mim. Mamãe, é lógico, não sabia dos meus encontros, mas também não estava decidida a contá-la, embora ela fosse minha melhor amiga. De braços cruzados e andando calmamente, pudia contemplar a beleza natural do pântano. Sua cor era vívida diante de meus olhos escuros. 


A única certeza de que eu havia de fato, era que eu precisava rever a minha vida e as minhas escolhas. O céu estava nublado, fazendo com que o contraste entre as cores do bosque e céu fossem completamente opostas. Olhei rapidamente ao redor, percebendo que eu era uma das poucas pessoas que andavam por ali, perdida, sentindo o gosto agridoce da solidão. Ainda de braços cruzados, olhei mais uma vez para a quantidade de árvores que tinham ali e sai lentamente, perdida em lembranças. 


Fiorella Decameron
Cogito, ergo sum
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeTer 16 Jun 2020, 22:49

A lousy cook and a wonderful evening ✖

Ouvir a risada de Piper me deixava feliz, era óbvio que meu inglês não era tão bom quanto o jantar que eu faria, entretanto eu gostava de fazê-la rir. Os marshmallows já estavam bem quentes e quase caindo dos gravetos, por sorte fui bem rápido em coloca-los no meio das bolachas e entreguei um dos “sanduíches” para Piper. – O jantar está servido. – E soltei um riso alto, aquilo nem poderia ser considerado um jantar, mas nós adorávamos a combinação de acampamento com marshmallows e fogueira, sabia que ela ficaria tão animada quanto eu. E quando fez aquela carinha, dizendo que eu era fofo e que eu estava fazendo ela se apaixonar novamente por mim, eu levantei uma sobrancelha e sorri de lado. – Você tinha parado de morrer de amores por mim, é isso mesmo mocinha? – Deixei que ela apertasse a minha bochecha e a surpreendi fazendo cócegas em sua barriga. E voltamos ao assunto da mãe dela, eu tinha aprendido a dar o espaço que ela precisava para falar de sua família, porque eram raras as vezes que acontecia isto, portanto quando Piper me incluiu, me senti animado por conhece-los, principalmente sua mãe. Não queria que ela não gostasse de mim, muito pelo contrário. Piper garantiu que a mulher gostaria de mim, embora fosse muito diferente com seu pai, o que me fez revirar os olhos. – Ele é duro na queda, sorte a sua que sou muito persistente. Eu vou vencer seu pai pelo cansaço, nem que eu tenha oitenta anos, ele vai acabar gostando de mim. – Era uma ideia bem ridícula, me imaginei velho com o pai dela mais velho ainda e eu ainda insistindo para que ele me deixasse namorar sua filha. Mas deixei a imagem sumir da minha cabeça e sentei ao lado da garota que eu amava, sentia falta de ficar tão perto assim dela, principalmente porque fomos inseparáveis desde Hogwarts, então estar longe era bem estranho e eu não gostava nem um pouco, já tinha ficado muito tempo longe de Piper. A ouvi sussurrar em meu ouvido que me amava e encostei minha testa na dela, sendo romântico. Tinha sido bem difícil abrir meus sentimentos para alguém, contudo para Piper era tão fácil, deixava de ser tão turrão e me tornava até um cara agradável. – Também te amo. Agora chega de papo, me diga logo se este jantar está bom. – Piper me garantiu que iria experimentar e apreciar cada pedacinho, só então ela diria se eu estava pronto para casar, o que me fez rir bastante. – Então para casar basta apenas saber cozinhar? Estou ferrado! – Balancei a cabeça e fingi decepção, Piper riu e encostou a cabeça em meu ombro enquanto mastigava o marshmallow com bolacha, acabou que eu finalmente consegui fazer algo comestível e a noite estava ficando cada vez melhor. Segurei sua mão e apertei forte por alguns segundos. – Me disseram que terão estrelas cadentes agora a noite, quer fazer alguns pedidos?
- With Piper Braddock Seaworth.

Off: mil perdôes pela demora mozão.



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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeSex 03 Jul 2020, 00:50



Não posso deixar de amar você, eu sei que morreria sem você
Dizem que o tempo pode curar todas as feridas, mas eu não imaginava como aquilo se aplicaria a nós dois. O tempo sempre foi relativo para mim que tinha TDAH, algumas vezes eu via coisas que nenhuma outra pessoa ao meu lado poderia ver. O tempo era diferente quando eu me empolgava, era confuso quando eu estava confusa ou irritada, além de ter uma ótima intuição para pessoas e coisas, especialmente pessoas. Era capaz de sentir a maldade ou péssimas intenções disfarçadas de ‘beijos de luz’, porque algumas pessoas conseguiam mentir e colocar uma máscara, mas para uma alma pura a imundice era muito visível. Por isso que naqueles momentos com Chris eu me peguei pensando em coisas que tínhamos feito no passado, em momentos tão semelhantes aquele que o tempo não importava. – Com esse jantar super saudável vai conquistar meu velho! – Falei rindo e terminei de comer lambendo os dedos que ficaram pelados. A naturalidade das coisas que fazíamos era o que me deixava feliz ao lado dele, eu não precisava forçar nenhuma situação ou fingir de coisas que não sabia. – Quando seus pratos tiverem esgotados sempre temos a possibilidade de pedir pizza! – Falei puxando ele e mordendo os lábios, o gosto da comida ainda estava presente na minha boca, o que me dava algumas ideias. Mas Chris falou sobre estrelas e virei o rosto para olhar para o céu, havia mesmo uma estrela cadente que peguei por pouco tempo. – Um pedido? Tem que ser mentalmente ou posso falar? – Como sempre eu não planejava nada, olhei para ele e sentir vontade de realmente fazer um pedido. – Eu tenho um, que já devia ter feito a muito tempo! – Sorri e deixei um suspense no ar para dá mais ansiedade nele, hahaha era bom hein. – Chris Tiger, quer namorar comigo? De novo? – Falei fitando ele, eu acho que vivíamos aquele romance bandido desde os 13 anos, rolou muita coisa e ainda assim continuávamos juntos. Eu só não queria perder ele de novo, podia ser egoísmo, mas era o que sentia naquele momento.




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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeQua 05 Ago 2020, 18:10

Enfim, namorados... de novo! ✖

Ali, sentado com Piper ao pé da fogueira e olhando sua animação genuína por causa dos marshmallows malfeitos que eu havia preparado, me fez sorrir. Era tão fácil estar ao lado dela e me apaixonar cada vez mais e, ao seu lado, podia ser um cara diferente do que eu costumava ser, um cara que por vezes errou naquele relacionamento, mas que agora dava mais valor do que nunca, pois tinha medo de perde-la novamente. E mesmo com todos meus defeitos e minha personalidade por vezes impulsiva e outras extremamente tímida, que não sabia tomar a frente das situações, Piper me entendia, me compreendia e, o mais importante, me aceitava do jeito que eu era. Por causa dessa confiança e desse amor que aquela garota sentia por mim, que me fazia ser a melhor versão do Chris Tiger, eu estava confiante, feliz, leal, carinhoso e protegeria aquela pessoa ali de qualquer coisa que poderia fazê-la infeliz. – Oi? Que? – Dei risada quando Piper interrompeu meus pensamentos e disse que seu pai gostaria muito de meus “dotes culinários”. – Epa, espera um pouco, se eu quiser agradar seu pai, terei que fazer algo bem mais gostoso do que esta gororoba. Mas fico feliz por você ter gostado. E pizza não chega nem aos pés desta obra de arte feita na fogueira. – Disse, batendo no peito, fingindo que eu era o maior cozinheiro da história, mas me perdi no meio da piada quando ela me puxou para perto e mordeu meus lados. Piper, você me deixa louco. – Sim, um pedido ou vários pedidos. Verbalmente seria bem mais interessante, mas você escolhe. – Abracei-a quando me perguntou se tinha que fazer um pedido verbal ou mentalmente. Se me dissesse as palavras seria mais fácil de eu me esforçar para realizar seus pedidos, pois eu queria vê-la sempre sorrindo daquela maneira, já que me fazia sorrir também. Então fui surpreendido por um novo pedido de namoro, quero dizer, estávamos juntos novamente, mas o relacionamento era um tanto complexo desde a adolescência, ainda mais com a constante interrupção de Diego, portanto fiquei realmente surpreso e com um sorriso bobo no rosto. – Uau, esta é uma ótima pergunta... deixe-me pensar um pouco... – Cocei o queixo, fingindo que estava tomando a maior decisão da minha vida e, mesmo que eu quisesse ter feito o pedido, aquela personalidade mandona e líder de Piper me atraía demais. A beijei lentamente e por vários segundos, quando fazíamos isso, parecia que tudo ao nosso redor ficava em silêncio, apenas nos assistindo. – É claro que eu quero, eu te amo! Você é o amor da minha vida, clichê eu sei, mas é verdade... – Nós dois rimos e nos beijamos novamente, como se fosse a primeira vez. Até me esqueci de fazer meu próprio pedido, embora eu não tivesse mais nenhum, tudo o que eu queria estava ali.
- Com Piper Braddock Seaworth



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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeSab 15 Ago 2020, 15:17



Não posso deixar de amar você, eu sei que morreria sem você
Tiger deu uma de engraçadinho comigo, mas no fundo eu senti um medo dele dizer ‘não’. Acontece que a nossa história estava longe de ser um conto de fadas, estava mais para um American Pie. Durante aqueles anos foram muitas idas e vindas e machucados que poderiam ser mais profundos do que eu realmente gostaria. – Você é muito palhaço sabia!? – Ri e beijei ele quando aceitou a proposta de namoro, o beijo feio apenas para selar aquele novo compromisso. Eu esperava que conseguíssemos fazer algo mais tranquilo daquela vez, eu me sentia sempre segura com ele. Ficar ali era uma boa memória, porque tínhamos que começar a fazer boas memórias novamente, não importava mais se o mundo estava em guerra. Eu era como aquela música: Nascida para ficar em guerra, um trem de carga sem freio. Ah, até que era uma boa vida. [...] Noutro dia Tiger e eu acordamos antes do amanhecer, isso porque precisávamos desmontar o acampamento e apagar nossos vestígios, ainda éramos cuidadosos mesmo em nossos momentos imprudentes. Pegamos nossas coisas e saímos dali.




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Arthur Richmond Schmidth
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeDom 23 Ago 2020, 16:42


FILE: Vida de inseto
LOCATION: Grawtown-on-Spey, Escócia
ARCHIVE: Number 1

O corpo de Marisa Ware há muito se diferenciara da foto que eu encontrara no jornal. Ware fora uma dona de casa, viúva há sete anos desde que seu marido falecera em um acidente de carro. Ela tinha uma filha de vinte e dois anos que morava em Edimburgo e retornara rapidamente a cidade natal depois que fora informada da trágica morte de sua mãe. O cadáver da mulher terminou sendo casualmente localizado por um pescador de salmão nas margens do Rio Spey. Olhando para este, eu finalmente compreendia o porquê das autoridades notificarem o susto imenso do pescador. Marisa sempre fora uma mulher com excesso de peso, mas o seu cadáver já não possuía muita gordura acumulada para lhe clamar alguns quilinhos próprios. Do contrário, restaram apenas finas banhas de gordura molenga em um tronco totalmente seco e esquelético. Lendo o seu obituário, fiquei ainda mais surpreso em compreender que boa parte de seus órgãos internos foram de alguma forma sugados para fora, assim como os médicos legistas identificaram um tipo de substância estranha misturada aos poucos fluídos que restaram. Visualmente a coisa ainda era pior do que no relatório, pois eu podia enxergar a ausência dos globos oculares e mesmo dos próprios cabelos da mulher. Seu crânio fora bastante danificado, pois alguma coisa afiada arrancou o couro cabeludo brutalmente. – Vejamos o que temos aqui. – Então minha atenção se dirigiu aos ouvidos dela, no qual aos pingos, um líquido amarelo e pegajoso escorria para a maca metálica. – Ew. O que diabos é...? – Mas antes que eu tentasse me aprofundar, fui surpreendido com uma interrupção. “Esse café parece um suco de esgoto com açúcar.” Logo meus ouvidos captaram risadas no corredor e eu precisei me apressar para me esconder antes que alguém me pegasse no flagra. Empurrei a gaveta guardando o corpo de Marisa no necrotério e a fechei, cobrindo-me com a capa da invisibilidade assim que dois homens adentraram no cômodo gargalhando. Eram os médicos legistas retornando do café. Aproveitei a oportunidade com a porta entreaberta e com cautela, esgueirei-me por ela e caí fora do local o quanto antes.

Eu queria ter investigado melhor aquele corrimento nojento, porém limitei-me a acreditar que era apenas uma parte do corpo humano em decomposição. Marisa fora totalmente massacrada internamente por algum tipo de criatura que lhe sugou os fluídos corporais. Lendo o bestiário do meu avô, eu imediatamente me senti extremamente desconcertado com a quantidade de monstros interessados em fluidos humanos – e eles eram MUITOS – portanto considerei não apostar minhas fichas em um palpite antes de procurar mais informações úteis. O fato é que Marisa não fora o único desaparecimento nas últimas semanas na pequena cidade de Grawtown-on-Spey, apenas se tornou a primeira infeliz a ser encontrada morta. Mais duas pessoas foram notificadas como desaparecidas para a polícia, entre elas um eletricista e uma florista. O homem caiu em um buraco no porão de casa enquanto tentava se livrar de uma infestação de cupins e quando os policiais tentaram seguir o buraco, depararam-se apenas com um caminho subterrâneo fechado. A mulher não deixou muitas pistas para trás, embora os vizinhos tenham escutados os seus gritos no jardim de casa. Quando chegaram lá nada encontraram. Como eu adorava me desafiar na busca de rastros difíceis, decidi que iniciaria a minha investigação na pequena floricultura/casa misteriosa. Ninguém consegue simplesmente desaparecer sem explicações, pois sempre existe algum detalhe despercebido aos olhos trouxas. A magia deixa a sua marca, não é?! Não foi difícil adentrar na casa de Jasmine Morgan, a florista, pois sendo uma mulher solteira e solitária, não chamava a atenção dos vizinhos para si. Percorri o caminho para o jardim, encontrando um espaço amplo e cheio de vasos contendo plantas, flores, além de equipamentos de jardinagem com adubos e sacos de areia. No chão, um gnomo de jardim tombado. – Revele Seus Segredos. – Murmurei ao sacar minha varinha e apontar para o ambiente. Não consegui identificar nada revelador de imediato, embora tenha localizado uma fada irritadiça escondida embaixo de um balde velho. Rondei o local durante alguns minutos, sentindo-me ligeiramente frustrado a cada passo dado em direção ao nada. Foi quando escutei um som incômodo junto de um cheiro bastante pesado. – Argh... Eu acho que esse fedor não é excremento. – A origem do som e do cheiro se encontrava em uma velha casinha de cachorro no fundo do quintal. Quanto mais eu me aproximava, mais o odor putrefato irritava minhas narinas e obrigava as lágrimas de repulsa surgirem em meus olhos. O zumbido de inseto se tornou claro assim que eu me aproximei do objeto, como uma legião de criaturas abafadas em um bunker. Foi quando tomei coragem e ergui o teto quebrado da casinha com velocidade. – Ugh... UGH! Nossa! Ugh. – Dei pelo menos três passos para trás, desviando o olhar da figura de um cachorro morto e embalsado embaixo de um ninho de vespas. O animal já passara de todos os estados de putrefação possíveis, mas o corpo esquelético e açoitado com picadas revelava que ele morrera ali mesmo. O pior de tudo era o ninho de vespas. A construção era gigantesca e tomara o interior da casinha inteira, consumindo até parte do corpo inferior do pobre cachorro. – Argh... Que nojento. Vespas matando cachorros? Eu nunca vi isso antes... – De cócoras, estreitei os olhos para identificar algum ponto ainda mais estranho no acontecido, deparando imediatamente com a causa do embalsamento. – Wingardium Leviosa. – Um balançar de varinha e uma pedra coberta por um líquido amarelo flutuou até perto de mim. Sem dúvidas era a mesma substância encontrada no ouvido de Marisa. “E a julgar como esse cachorro morreu, acho que temos uma ligação aqui.” Eu não queria admitir, mas infelizmente minha cabeça começou a suspeitar de vespas assassinas.

Eu não entendo nada de insetos. Quer dizer... Até entendo um pouco. Eu sei que alguns insetos podem ser úteis em poções, por exemplo. Entretanto, afirmar algo concreto sobre os hábitos agressivos de um grupo de vespas certamente fugia de meu conhecimento mundano. Afastei-me da casinha coberta pelo vespeiro e demandei um tempo analisando a substância. Sem nenhuma conclusão plausível, meus olhos acabaram pousando em um folheto preso em um quadro da floricultura. Ele dizia: “Conheça o Biodomo James Grant, o maior espaço de convivência de insetos em toda região!” Embaixo uma imagem de um biodomo em formato de estufa localizado não muito longe dali, nos limites da cidade e na borda de Anagach Woods. – Hum... Acho que está na hora de me interessar um pouco por biologia. – Coloquei o folheto no bolso de minha jaqueta e abandonei o local, rumo ao biodomo. Se eu queria encontrar alguma informação sobre insetos, certamente seria lá. E o espaço era realmente bonito como uma estufa moderna de filmes futuristas. Naquela tarde quente, ninguém parecia ter disposição para frequentar o biodomo vazio então apenas adentrei pela entrada principal, sem identificar nenhuma alma viva na recepção. Tão cedo me dirigi à área verde e fui cercado por plantas nativas de outros países, favorecidas pelo clima tropical criado com o efeito da estufa e uma climatização interna. Pingos de suor surgiram em minha testa enquanto eu contornava uma pequena trilha ao lado de uma lagoa artificial. Foi quando um mosquito pousou em meu braço que eu o esmaguei com um tapa. Imediatamente uma criança, até então ignorada por mim, gritou em surpresa. “AAAAAAAAAAAAH!” Um garotinho de aparentemente oito ou nove anos surgiu a minha frente. “NÃO MATE OS MOSQUITOS!” E diante de seu protesto, eu apenas fiquei calado por alguns instantes, surpreso e meio abismado. – Eu... ahm... Ah, claro. Eu entendo! Caramba, mil perdões! Ele era algum tipo de inseto raro? Eu achei que fosse apenas um mosquito. – Mas o menino, antes totalmente emburrado, apenas deu uma risada diante de meu desespero, aproximando-se em seguida com um sorriso travesso. “É brincadeira. Eu amo insetos, mas não ligo muito para os mosquitos daqui.” Ele deu uns pulinhos. Identifiquei uma centopeia em sua camiseta, suas mãos e braços sujos e terra e grama. Uma dose de alívio percorreu meu corpo. – Ah, você me assustou! Então... Está visitando o biodomo também? – O garoto deu de ombros e se dirigiu a um cercado, ficando de joelhos para continuar o que aparentemente estava fazendo antes de eu aparecer. “Nah. O biodomo está fechado hoje. Meu irmão trabalha aqui.” E continuou olhando diretamente para algo do outro lado da cerca. “Você sabia que os escorpiões viveram junto dos dinossauros? Eles existem há mais ou menos 400 milhões de anos!” Tinha um escorpião parado em uma pedra ao lado da cerca e eu entendi o que o menino tanto admirava. Meus joelhos foram de encontro ao chão na contemplação do animal. – Eu suponho que esse escorpião aí não seja tão velho. – Não gosto de escorpiões, mas eles não superam meu pavor por aranhas. “O Toby? Não mesmo. Eu me lembro de quando ele nasceu. Ficou um tempão andando nas costas da Roberta.” Sua informação me fez arquear as sobrancelhas. – Nossa, mas quem é Roberta? – Como ela deixou um escorpião se alojar em suas costas por tanto tempo? E o menino apenas riu. “A mãe escorpião dele, claro.” Obriguei-me a rir também, pois definitivamente não imaginei que Roberta fosse um inseto. “George. O que está fazendo?”

A voz que surgiu atrás de nós tragou minha visão para encarar um homem um pouco mais velho que eu, carregando alguns livros nos braços. “Nada demais. Estou mostrando o Toby para ele.” Os olhos do homem se dirigiram diretamente para mim, desconfiados e julgadores sob os seus óculos quadrados. “E quem é você?” Engoli em seco e me ergui, limpando a sujeira da calça jeans. – Daniel. Estou aqui para conversar com o... Responsável pelos insetos. – Falha minha. Existia algum nome em específico para aqueles que estudavam insetos? Felizmente George me acudiu em uma correção. “Entomologista. É o meu irmão, Arnold!” Ele apontou com orgulho para o homem de óculos, Arnold, o qual apenas suspirou fundo. “O biodomo está fechado hoje. Estamos com alguns problemas hidráulicos e as visitas foram interrompidas durante o final de semana. Sinto muito.” O homem arrumou os livros nos braços, os quais todos possuíam alguma menção a artrópodes, de borboletas a carrapatos. – Eu entendo. – Logo me apressei a dizer. – Mas já que estou aqui, gostaria de saber se não poderia me ajudar com algo. – Então retirei a pedra embrulhada em um papel e a mostrei para ele. – Encontrei sob um vespeiro hoje cedo. Infelizmente acho que matou o meu... cachorro. – Fingi estar abalado com o acontecido, suspirando alto por um momento antes de continuar. – Isso é algum tipo de veneno? – O meu companheiro de conversa apenas juntou as sobrancelhas, tentando compreender o que eu lhe mostrava. George pulou ao nosso redor, tentando enxergar também. “Eu sinto muito sobre o seu... cachorro.” Começou a responder arrumando o óculos. “Mas não creio que eu possa ajudar.” Virou o rosto e recomeçou a andar, deixando-me para trás. – Por quê? – E George também pareceu triste com a resposta do irmão. Ele colocou os livros em cima de um assento e depois suspirou fundo. “Isso não é veneno de vespa. Nenhum inseto produz uma substância como essa.” Então deu de ombros. “Pelo menos nenhum que eu conheça.”

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Arthur Richmond Schmidth
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeDom 23 Ago 2020, 16:49


FILE: Vida de inseto
LOCATION: Grawntown-on-Spey, Escócia
ARCHIVE: Number 2

Arnold pareceu extremamente irredutível quanto a sua resposta e eu não queria contestá-lo, afinal ele era o especialista em insetos. Depois de uma conversa rápida, ele pediu que eu me retirasse já que o logo os homens da companhia hidráulica apareceriam. Meio frustrado, suspirei fundo e segui meu caminho para fora do biodomo. Entretanto, antes que chegasse à porta, avistei uma coisa incomum. Um imenso buraco no meio de um dos jardins. “Ou realmente estão mexendo nos canos ou alguma coisa muito grande cavou isso.” Quando a noite chegou, eu me esgueirei pelas dependências do biodomo na busca de uma investigação mais clara. Um pouco depois da meia-noite, esperei as luzes serem apagadas para então entrar sorrateiramente na imensa construção de vidro. Lá dentro, o som de cigarras fazia meus ouvidos doerem e a quantidade de mosquitos pareceu dobrar de tamanho. Pelo menos não podia me culpar em matar pelo menos uma dúzia deles durante o percurso. – Lumus. – Lentamente fui analisando o caminho entre plantas e rochas, buscando o buraco suspeito. Colocando minha varinha para dentro, notei que ele era suficientemente largo para um homem adulto adentrar engatinhando. Quando enfim decidi jogar-me completamente em seu interior, fiquei ainda mais surpreso ao perceber que na realidade o buraco terminava em um túnel. – Definitivamente não é obra de encanadores. – Eu conseguia até ver uns canos meio quebrados entre as paredes cavadas, mas eles certamente foram negligenciados durante a criação daquele caminho subterrâneo, pois se encontravam quebrados.

Quando mais eu andava, mais eu notava o trabalho que deve ter dado para escavar um percurso tão grande como aquele. Passaram-se minutos e eu continuei andando pelos túneis, iluminados apenas pela luz da minha varinha, escutando alguns ruídos discretos de vez em quando. Foi quando uma risadinha alcançou meus ouvidos que então alguma coisa aconteceu. “AAAAAAAAAAAAAAAH!” Um grito infantil se seguiu quando um indivíduo deixou cair uma lanterna no chão. Eu claramente também me assustei, porém não o suficiente para me arrancar um berro. – G-George? Por Merlin, o que está fazendo aqui, cara? – Olhei para os lados procurando a presença do irmão mais velho, porém apenas o menino se encontrava diante de mim, tremendo de susto. “D-desculpa. O que v-você está fazendo aqui?” Ele recuperou a lanterna e então direcionou para meu rosto, obrigando-me a cobrir o feixe com a mão. – Escuta, esse local não me parece seguro. Você não devia se embrenhar em um túnel subterrâneo no meio da noite. – Minha advertência soou mais parental do que pensei. “Ah é? E por que você está aqui, então?” Cruzou os braços, desafiante. Minha língua estalou o céu da boca. – Isso não vem o caso. – Desviei o olhar, então me liguei em algo. – Espera... Você já conhecia esse túnel? Há quanto tempo tem andado por aqui? – A julgar a competência do garoto, não me surpreenderia se ele enganasse seu irmão para esconder a existência do túnel. “Bem... Eu... Já fazem algumas semanas.” Ele parecia meio envergonhado. “Um dia o buraco apareceu no biodomo. Arnold me mandou ficar longe, mas... As formigas desceram até aqui e eu fiquei curioso...” Opa, parece que eu já entendia o caminho que aquela história queria seguir. – Formigas? Insetos usam esses túneis? – O que me soava como ligações para o quebra-cabeça. “O eletricista foi puxado para dentro da terra. Os demais podem ter sido trazidos posteriormente... George parecia mais animado ao tocarmos no assunto dos insetos. “Muitos! Nunca vi tantos insetos juntos! Até mesmo o Toby!” Olhando aquele garotinho entusiasta, senti-me um tanto entristecido, pois a situação era menos animadora do que parecia. – Vem, eu vou te levar de volta lá pra cima! – Estendi a mão para que George a segurasse e embora ele fosse cortado no meio do seu discurso, percebi que não iria contestar a minha ordem. Foi quando unimos as nossas mãos que um segundo barulho começou.

Inicialmente tímido, mas a cada segundo mais potente. O túnel tremeu e pedaços de areia caíram de seu teto. – O que... George, você sabe o que é isso? – Mas o menino parecia tão intrigado quanto eu. “N-não!” Foi quando o ruído se clareou como se uma manada de animais corresse em nossa direção. A manada na verdade se revelou em uma onda escura surgindo na extremidade inferior do túnel. Essa mesma onda nos acertou tão fortemente que, de imediato, ambos fomos derrubados com a força. – GEORGE! – O menino gritou, mas a onda o tragou para longe de mim. Eu mesmo não conseguia me desvencilhar dela, pois a onda se espalhou por cima de meu corpo na forma de pequenas criaturas. “Formigas!” Mesmo no escuro, eu conseguia perceber que a onda na verdade eram centenas de milhares de formigas nos carregando junto de si. A força dos insetos era tão poderosa, que a junção delas me prendeu como se me envolvessem com uma corda. Eu continuei a escutar os pedidos de ajuda de George e entendi que tinha de fazer alguma coisa urgente. – Relashio! – Com a ajuda da varinha ainda em mãos, lancei um feitiço para me liberar do domínio das formigas que na realidade me jogou para o alto em um golpe bruto. Eu caí no chão de areia, assim que a própria onda continuou seu percurso sem o meu peso, livre da prisão momentânea. É claro que o instinto me obrigou a procurar por George, porém a velocidade das criaturas era tão grande que elas logo sumiram de vista dentro do túnel. Quando finalmente cheguei a um ponto, deparei-me com uma parede sem fim. – Droga! – Uma sensação de frustração e fúria tomou conta do meu corpo, enquanto tentava não manter a mente culpada por ter perdido aquele garotinho tão rápido, comecei a criar algum plano de resgate urgente. Foi quando escutei alguém gritando não muito longe. – Arnold... – Imediatamente me guiei pelo som dele até que o encontrasse no meio do túnel, carregando a lanterna, aquela antes utilizada por seu irmão. “Você... O que está fazendo...?” Mas ele então arregalou os olhos, imersos em fúria. “O que fez com o George?!” Logo me afastei de Arnold, pois sentia que ele tinha tomado algumas conclusões precipitadas. – Arnold... Precisa me escutar. Tem algo bizarro acontecendo aqui! Me diga que notou alguma coisa... – O homem então engoliu em seco, tremia de tensão e seus olhos encontraram outro lugar. “Eles fizeram algo com meu irmão?” Então analisou o ambiente. “Todos os insetos do biodomo sumiram. Quando notei o silêncio das cigarras, também percebi que elas corriam para o buraco e... o George também sumiu... Eu...” Felizmente, em minha defesa, Arnold possuía alguma testemunha sobre os hábitos estranhos daquelas espécies de modo que eu pudesse lhe dar uma sugestão. – Temos que encontrar o caminho traçado por esses bichos, só então podemos encontrar o George. – O problema era encontrar o caminho em meio aquele túnel escuro como breu. Entretanto, eu consegui notar uma expressão de compreensão no rosto de meu recente colega de busca. “Eu... acho que tenho uma ideia.”

Arnold tinha uma barata. Sim, uma barata de estimação. Ele a guardava dentro de uma caixinha climatizada. O problema é que a barata parecia bastante impaciente, querendo deixar a sua casinha e fugir para fora. “Hercules não costuma ser assim.” O homem explicou. Tínhamos entrado no escritório do biodomo, onde ele costumava passar boa parte do seu dia. “Mas é o único inseto que ainda está ao meu alcance.” Finalmente a sua ideia se clareou em minha cabeça. – Certo! Claro! Usamos a barata como guia. Boa ideia! – Mas antes teríamos que dar um jeito de marca-la e, portanto saquei minha varinha. Arnold era uma trouxa e ficou de olhos arregalados enquanto eu pronunciava. – Colovaria! – Com um simples gesto, a barata mudou de cor, assumindo um verde marcador de texto. “Como...?” Suspirei fundo e o acalmei. – Isso não importa agora. Porém, a barata está marcada. Ela irá brilhar no escuro com essa cor. – Minhas palavras pareceram ser suficientes para o assustado George assentir. “Eu vou com você!” É claro que eu não queria outro inocente em perigo, mas quanto mais eu tentasse debater com o moço, mais ele iria me contrariar. “É o meu irmão!” Ah, o amor entre família. Balancei a cabeça e juntos, soltamos Hercules. A barata correu em disparada e nosso trabalho era, de fato, apenas segui-la. Ultrapassou os jardins do biodomo até pular dentro do buraco. Seguimos o animal por pelo menos alguns minutos, sempre discutindo e apontando para não perde-la de vista. Por fim, Hercules terminou seguindo uma dobra dos túneis que levava diretamente a um espaço aberto. Uma caverna. – Ei, isso já é Anagach Woods, não é? – Indaguei percebendo que algumas raízes desciam acima do teto de pedra. Arnold não conseguiu responder, mas apontar para algo a nossa frente. Iluminado por uma fresta ao luar, uma espécie de casulo pendia preso a uma estalactite. “Você acha que...?” Eu entendia o que ele queria inferir, mas preferi apenas me limitar: - Bom... Só há um jeito de descobrir. – Juntos nos aproximamos do casulo cor de um amarelo desbotado e eu cortei o prolongamento superior de modo que juntos pudéssemos segura-lo na queda. “Ah, George?” Arnold tocou na pele do casulo enquanto a criatura em seu interior parecia continuar se debatendo. Claro que podia ser George, mas também um inseto gigante monstruoso. No entanto, não tínhamos muito tempo para discutir as possibilidades já que aparentemente o compartimento não permitia tantas entradas de ar. – Diffindo! – Usando magia novamente, abri um corte na pele nojenta enquanto um bocado de gosma amarelada escapava pelo chão. Então, do meio daquela sopa artrópode, surgiu o menino George, lutando para respirar e tomando uma enorme golfada de oxigênio assim que deixou o casulo. Sem ligar nenhum pouco para a quantidade de gosma em cima do irmão, Arnold o abraçou com força sem conseguir conter as lágrimas. “Caramba, você parece uma Eupeodes americanos deixando a sua pupa, sabia?” George, mesmo abalado, conseguiu sorrir com a referência biológica do seu irmão.

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeDom 23 Ago 2020, 16:59


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LOCATION: Grawntown-on-Spey, Escócia
ARCHIVE: Number 3

O problema é que mesmo após termos conseguido encontrar o menino, eu ainda não tinha uma resposta concreta para aqueles ataques. Foi quando nos deparamos com o som de centenas de asas batendo. “O que é isso?” George perguntou e Arnold apenas o abraçou. – Fiquem juntos! Repello Inimicum! – Apontei a varinha para o alto, criando o nosso próprio domo de proteção quando centenas de gafanhotos surgiram em uma nuvem gigantesca. Assim que a nuvem tocou a barreira de proteção, cada um dos insetos se desintegrou e rapidamente o enorme odor de algo queimado tomou conta de nossas narinas. Só desfiz o feitiço depois que tudo parecia normal. “Argh, que nojo.” George murmurou diante das centenas de restos de gafanhotos assados. – Eu não sei o que é isso, mas claramente não está com boas intenções. – Então me dirigi à dupla. – Vocês devem retornar para o biodomo. Agora é comigo! – Acenei com a cabeça e enquanto George não parecia muito feliz em me abandonar, seu irmão tinha certeza que eu precisaria de ajuda. “Eu irei chamar a polícia... Sei lá...” Suas intenções eram boas, mas a polícia não podia se deparar com aquela aparente ameaça sobrenatural. – Não ainda. Se eu não retornar até amanhã, procure este homem. Você entende que a polícia não pode fazer nada com esses insetos, não é?! – Entreguei a ele o endereço de meu pai, sentindo-me estranho por estar quase prevendo uma possível morte. Só por precaução, claramente. “E não é assim em todos os outros casos?” Os dois logo sumiram no túnel e eu continuei meu percurso para dentro da caverna. Em poucos segundos outros insetos surgiram nas paredes, desde besouros, mariposas, formigas e cupins. Mais formações pegajosas, semelhantes a casulos foram se espalhando pelo teto e de repente o próprio chão parecia repleto da mesma substância amarelada encontrada no corpo de Marisa e na casinha de cachorro. Foi quando despontei em outra área mais ampla, porém precisei segurar o susto ao perceber o que era, de fato. – Um ninho. – Sussurrei. Apenas não conseguia determinar de qual espécie, considerando que o próprio chão continha tantos insetos diferentes que era impossível não andar por ali sem esmagar alguns. No centro do espaço, um buraco no chão continha uma poça repleta da substância amarela e formações ovais do tamanho de hidrantes. E eles eram muitas, contei pelo menos trinta. Também percebi que flutuando no líquido, haviam aparentemente... fios de cabelo? Pelos corporais e fios foram misturados ao troço. – O que está prestes a nascer desses ovos não é nada pequeno. – E se aquele era o tamanho dos ovos, eu imaginei o tamanho da mãe. Logo procurei o bestiário do meu avô objetivando enfim reunir as informações para descobrir a verdadeira ameaça a ser enfrentada, quando imediatamente fui nocauteado por algo que surgiu atrás de mim tão silenciosamente quanto uma aranha.

Eu acordei dentro de um casulo. Novamente. – Merda! – O que quer que tenha me nocauteado agiu tão rapidamente que nem ao menos me senti ser enrolado naquele conglomerado de gosma. Tão logo saquei minha varinha e gritei: – Diffindo! – Agoniado pela claustrofobia momentânea e o medo de morrer sufocado, saí do casulo para dar de cara com um inseto gigantesco. O meu susto foi tamanho que eu tropecei para trás, ao passo que a criatura notava minha libertação e urrava em um grito agudo, uma mistura de zumbido com grunhido. O bicho tinha pelo menos três metros de altura, longas pernas e um abdômen posicionado para frente. Sua cabeça era esticada e duas pinças surgiam da boca. Eu podia dizer que aquela criatura era uma mistura de pelo menos dez insetos diferentes juntos. Ela urrou novamente e naquele momento percebi o efeito que ela tinha por sobre os insetos normais. Com a sua ordem, as centenas de milhares de criaturas começaram a correr, voar e rastejar na minha direção. – Lascou! – Dei meia volta e lancei-me a disparar pelos corredores da caverna, escutando os animais me perseguindo e logo atrás deles, a própria rainha da colmeia. É claro que minha simples velocidade humana não superou a das vespas, por exemplo, que logo me alcançaram. – Vejam se gostam disso! Incendio! – Lancei uma labareda em cima dos insetos, dos quais se afastaram, então continuei mirando no chão. – Incendio! – Uma barreira de chamas surgiu, criando um espaço entre mim e os demais. O próprio monstro apareceu logo atrás, também rugindo, porém respeitando a ameaça do fogo. – AH, TOMA ESSA! – Para mim se tornara bem claro o que ela era. Com foco no ela, já que claramente se tratava de uma fêmea. Porém, antes que eu tomasse qualquer atitude, percebi que teria de me atentar a outro acontecimento. O chão tremeu e quando menos percebi, fui sugado para a seção ainda mais subterrânea do complexo cavernoso. Então compreendi que ao meu redor, centenas de cupins armaram uma armadilha. – Ai, essa doeu. – Só então escutei o monstro se aproximando por baixo. Ela desceu pelo buraco e me encontrou. Tentei alcançar a minha varinha, mas não a tinha em vista. Logo apenas a figura da criatura com seus imensos e afiados braços se manteve a minha frente. Tentei chuta-la, porém minha perna bateu em seu abdômen duraço e nada conseguiu de efeito. – Argh, eu não posso morrer comido por projeto de aranha-louva-deus gigante!

E supostamente algum ser superior escutou minhas preces, pois a criatura foi interrompida quando uma segunda labareda surgiu no buraco. Lá em cima, Arnold aparecia segurando uma arma lança-chamas. “Me dê sua mão!” Ele a esticou para que eu pudesse segura-la. Claro que aceitei a ajuda inesperada do até então inocente entomologista, que agora se sobrepunha acima de mim com sua fodástica arma. – Valeu, como...? – Mas ele apenas balançou a cabeça. “Olha... Eu entendo de insetos, se tem alguém que poderia te ajudar agora, sou eu.” Depois se direcionou com a cabeça para o monstro dentro do buraco, tentando apagar algumas chamas que a alcançaram. – Kamikiri. Uma criatura japonesa, na verdade. São enormes monstros insectoides com hábitos carnívoros. Essa é uma fêmea, portanto deve ter se utilizado de seus feromônios poderosos para manter os insetos sob seu controle e... trazer alimento para se fortalecer. – Arnold ouvia tudo meio horrorizado, mas ainda compreensível. “Então, aquele ninho...?” Eram todos ovos de Kamikiri envoltos em um embalsamento criado por órgãos humanos, incluindo os cabelos, e secreções da própria fêmea. – Nojento. – Mas o tempo para conclusões era pouco, pois a Kamikiri logo berrou algum tipo de ordem e logo seus minions começaram a agir. – Afaste-os, eu cuido dela! – Arnold assentiu e ligou o lança-chamas, tentando ao máximo queimar a maior quantidade de ameaças possíveis. Eu também queria usar o fogo, porém meu alvo era diferente. Encontrei minha varinha jogada no chão no mesmo momento que o monstro pulou para fora do buraco. Então apontei diretamente para o seu peito e ordenei: – Incendio! – Novamente, chamas poderosas surgiram de sua ponta, porém imediatamente tomaram o corpo da nossa recente mamãe. Ela começou a ser tomada por enormes focos de fogo e, desorientada, retornou a cair no buraco onde finalmente se tornou uma fogueira viva. Não demoraram mais que alguns segundos para que todos os insetos parassem de atacar, significando que os feromônios também haviam perdido o efeito e o monstro enfim, morrido. Nossas respirações permaneciam pesadas pela luta, porém logo se estabilizaram à medida que todos as criaturas sumiam em buracos, deixando-nos posteriormente sozinhos com um enorme corpo queimado. “Então... acabou?” Arnold questionou e eu esperei alguns segundos antes de responder. – Sim. – Estendi a mão para o alto de modo que ele batesse nela, já que no fim ele me ajudara a escapar daquela enrascada. “E o que fazemos com o ninho?” Parecia bem óbvio para mim. – Prepare esse lança-chamas porque temos alguns bebês monstruosos para assar. – Joguei minha varinha para o bolso e acenei com a cabeça, direcionando nosso caminho para a caverna.

Tão logo terminamos de derrubar o ninho, encontramos a saída diretamente em Anagach Woods. Os túneis subterrâneos eram tão grandes que saíam da cidade e terminavam no coração da floresta. – Depois dessa eu nunca mais duvido da força do trabalho em conjunto. – Admiti, observando uma fila de formigas carregando folhas em um tronco apodrecido. “Insetos estão na terra há muito mais tempo que nós...” Arnold complementou. “Temos que respeita-los. Isso aqui nunca foi nosso. Isso é aqui é território deles.” O comentário causou um impacto interessante em mim, pois este é um fato para muitas criaturas monstruosas que já enfrentei antes. Eles sempre proclamam domínio antes dos humanos. – É, mas felizmente existem aqueles rebeldes que contestam esse poder todo. – Dito isso, esmaguei uma barata que surgiu entre as folhas com a bota. – Espera, não era o Hercules, né? – Os olhos arregalados se direcionaram a Arnold, mas ele apenas deu uma boa risada e juntos caminhamos para longe dali. Era tudo felicidade até que eu apagasse a memória deles e mais um caso fosse escondido dos olhos trouxas.


BESTIÁRIO #6: KAMIKIRI
post atemporal, saiu do local
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Kishan Heimich Sondheim
S.I.C.P.V.M. - Aprendiz
S.I.C.P.V.M. - Aprendiz
Kishan Heimich Sondheim


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Uagadou (Uganda)
Ano Escolar: Formado
Varinha: Rabo de Manticore, Faia, 31cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeDom 30 Ago 2020, 03:27

Die Of Own Creation
A cadeira havia sido conjurada por Kishan, o homem sentado nela tinha sido capturado por ele também, estava amarrado a mesma por cordas bem presas. - Você teve bastante esmero em se livrar dos trouxas, mas se esqueceu que também tem que fugir de bruxos. - Kishan falou ao homem que estava acordando depois de um nocaute. Aquele era um velho ex-comensal de anos atrás, atualmente trabalhando em amaldiçoar objetos para compradores que tivessem grana para gastar. Quantas pessoas será tinham sido feridas e poderiam ter perdido a vida por conta das coisas que este homem produzia? Kishan não tinha como predizer, mas ao ficar sabendo sobre ele pelo canais do mundo do crime, assim como ficou sabendo que ele ainda estava na Grã-Bretanha, Kishan viu a sua chance. Ficou observando Kaleb, o homem em questão, por alguns dias e descobriu que ele estava bem paranoico com a guerra e o caos da Grã-Bretanha, fazendo de tudo para parecer o mais trouxa possível, realmente conseguindo, Kishan não podia negar que se militares visitassem a casa dele, iriam achar que era apenas um velho ancião que perdeu a esposa e hoje em dia morava sozinho. No entanto, tanto esmero com trouxas não tinha uma recíproca verdadeira para bruxos, Kaleb até mesmo estava mais acessível, sua demanda diminuiu e ele precisava se tornar mais evidente se quisesse mais clientes, por sinal, foi aí que Kishan ouviu falar dele. Nocauteá-lo não foi difícil então, bastou apenas querer contratar os serviços dele, combinar um encontro. Kaleb nem teve tempo para reagir contra o feitiço que recebeu pelas costas. É, Kishan não tinha muita honra como justiceiro. Criminosos não tinham honra alguma, então porque ele deveria fazer o mesmo? Seria apenas uma desvantagem para ele. No fim, tudo deu certo, agora os dois estavam no meio da floresta, Kishan com o seu prisioneiro.

Kaleb perguntou quem era Kishan, se ele era algum tipo de auror tentando fazer as coisas por conta própria. - Achando que eu vim da barra da saia do Ministério caído? - Kishan perguntou com ironia, andando em círculos ao longo da cadeira. Estava de noite, as pessoas não se aventuravam muito por aquelas trilhas de madrugada. Não que seria um problema, Kishan tinha colocado barreiras protetivas ali em volta como Cave Inimicum e Abaffiato. - Não, não. A queda do Ministério foi boa para você né? Menos fiscalização bruxa. Achou que nenhum bruxo iria te caçar pelo seus crimes? Achou errado. - Isso que era o bom de ser um justiceiro para Kishan, ver o olhar dos criminosos não esperando por alguém como ele. Kishan agachou-se no chão quando estava nas costas de Kaleb e pegou uma flecha negra, voltando a circular a cadeira e ficar de frente ao prisioneiro. - Achei interessante a descrição dela. Você queria vendê-la, não é mesmo? Uma flecha com magia negra que causa uma dor tão forte que quase se iguala ao Crucio até matar sua vítima. - O velho olhou com medo para a sua criação, pretendia falar, mas Kishan não gostava de ficar ouvindo as ladainhas dos criminosos, apenas cravou a flecha entre as costelas do homem, perfurando o pulmão. - Morra para a sua própria criação. Pode gritar a vontade, ninguém vai vir te salvar. Quer dizer, não que você consiga muito. Além de morrer com dor, também vai morrer vendo o ar escapando de você a cada segundo. - Kishan escorou-se em uma árvore e ficou esperando até que Kaleb morresse. Um a menos. Kishan se sentia tão bem quando matava um criminoso que era praticamente um vício, se ele parasse de fazer isso entraria em abstinência. Ao final de tudo, queimou o corpo do homem junto com a cadeira conjurada e flecha, fazendo uma incineração com fogo perpétuo. Apagou o mesmo usando a chama oposta e então retirou-se do local.


Now it's just
Kishan
I'ma treat you right, you'll wanna be mine, and baby that's the worst part
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Nate Drozdov McBride
Procurados
Procurados
Nate Drozdov McBride

Patrono : Macaco-japonês

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Rabo de Testrálio, Aveleira, 30 cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeQui 26 Nov 2020, 01:30

  Eu sai bem de fininho do pântano quando comecei a ouvir barulhos de rodas se aproximando e galhos sendo quebrados, pensando ser uma perseguição de sabe-se lá o que, já que uma vez flagrei caçadores caçando um javali. E javali era um bicho que eu odiava, pois parecia a mistura de um porco com um rato; o verdadeiro porco selvagem, como chamavam habitualmente. Drake agora aparecia poucas vezes na fazenda, o que me possibilitava fugir sempre que podia, embora ele sempre ficasse sabendo quando eu saía. Mas ele era mais novo que eu, e provavelmente mais fraco. Ele tinha vinte anos e eu era um ano e meio mais velho. Em uma rinha de feitiços, com certeza o meu faria mais efeito. Eu tinha lutado em duas guerras, se é que me entende. A primeira sendo a enorme e desastrosa guerra em Hogwarts. A outra foi simplesmente uma guerra de onze homens, mais ou menos, contra duzentos da marinha. Meus homens não era soldados, aliás. Sai vivo. E até onde sei, o único. Não sabia se era uma benção viver mais um dia ou uma maldição por ter tido que me isolar. Nyx sempre recebia minhas cartas, segundo Drake, mas nunca pensou em me responder. O mais provável era que ela não estava sequer abrindo-as. Tinha salvo minha vida, não me devia nada. Eu que devia à ela. Antes que eu me complicasse ali, simplesmente retornei para a fazenda, onde podia estar seguro, aconchegado e solitário! Nunca foi tão ruim ter uma vida nomeada como simples.


— Oh shit, a rat! ; let me love, let me love you
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Alanis Ziegler Schmidth
Sociedade Estudantil - Estudante
Sociedade Estudantil - Estudante
Alanis Ziegler Schmidth


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Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Pumaruna, Nogueira-Negra, 30 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeSeg 07 Dez 2020, 17:31


— Sinceramente eu acho que devia ter chamado o Julian — Disse dando uma risada mais alta do que acha que deveria ter dado, afinal sua situação não era a melhor do mundo. Os irmãos haviam se distanciado de uma maneira bem grande desde a formatura e o crescimento da vida adulta, claro que ambos continuavam se encontrando no santuário e ao mesmo tempo participavam dos rituais e conversavam entre si sempre que possível, mas não ter a figura do irmão mais velho sempre presente fazia com que Alanis se sentisse sozinha em alguns momentos, mesmo já tendo se “ acostumado “ com a distância. Uma chuva torrencial caía em Aganach Woods, por algum motivo ela havia decidido fazer uma trilha naquele dia e por sorte havia levado sua varinha, porém ao invés de simplesmente desaparatar dali e deixar a enxurrada para trás, quis aproveitar o momento da chuva para observar o ambiente. As folhas depositadas no chão, eram levadas pela água que descia o caminho da trilha rapidamente, ao passo que a própria Alanis movia parte das torrentes graças ao guarda-chuvas que se formava em sua varinha, somente sendo molhada nos momentos os quais a ruiva gostaria. — Será que se eu chamar ele para uma trilha ele vem? Bem, tenho que primeiro convidar né — Brincou, ela talvez ainda fosse tímida com o irmão mais velho, mas decidida a manter sua fala consigo, observou a paisagem por mais alguns minutos até sair dali para tentar convencer a si mesma a chamar Julian para um passeio, talvez como nos velhos tempos, ela não tinha como afirmar se ele aceitaria ou não, mas ansiava por aquilo.


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Samantha Colt Singer
Forças Armadas - Aeronautica
Forças Armadas - Aeronautica
Samantha Colt Singer

Bicho-papão : Palhaços

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Trouxa
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeSab 19 Dez 2020, 00:35

Inappropriate Times For Appropriate Things
- Se você hackear o meu helicóptero, eu vou te matar. - Samantha comunicou-se pelo rádio para Aciel. Ao seu lado, Deana fez um sinal positivo com a mão, aprovando muito a forma de tratamento. Samantha estava pilotando um helicóptero que carregava dez soldados, mais ela e Deana, que iam na cabine de comando. Outros dois helicópteros vinham atrás dela, pilotados por pilotos de sua confiança, carregando o restante do esquadrão de Deana para aquela missão. Sam estava sobrevoando Anagach Woods, uma denúncia de que atividades estranhas estavam acontecendo ali precisava ser investigada. As ordens eram claras, caso houvessem mesmo bruxos ali, pelo menos deveria ser capturado para ser levado ao laboratório e, caso não houvessem bruxos, aqueles que tinham contado a mentira quem deveriam ser presos. Samantha estava acostumada com essas missões, ela já tinha sobrevoado diversos lugares meramente para fazer mapeamento e constatar se um lugar era suspeito por conter bruxos ou não, mas Deana era diferente. Sam conseguia sentir o quanto sua irmã estava ansiosa por algo mais do que meras prisões. Samantha conseguia entender isso fácil, ela já era uma Major, já tinha o seu próprio esquadrão. Sam também tinha a sua patente, mas não era tão alta. No xadrez, Deana poderia ser considerada um bispo ao lado da rainha, Samantha estava mais para uma torre, distante dos mais poderosos, mas bastante útil. Ouviu Aciel no rádio fazendo uma piada sobre hackear o helicóptero ser como colocar um vírus para combater a "médica de aviões". Sam deu um sorriso bem de leve, não querendo deixar claro para a irmã sua reação, tão pouco queria que Aciel ouvisse algum resquício de risada. Felizmente não precisou dar satisfações a ninguém, pois precisou pegar a palavra para outra coisa. - Logo a frente a clareira indicada, vamos pousar. - Dessa forma, concentrou-se na tarefa de pousar o seu helicóptero em coordenação com os outros dois. Aquela clareira era a mais próxima da possível localização do grupo de bruxos sem que eles ouvissem o barulho dos helicópteros. Aciel quem tinha passado as coordenadas.

- O restante do caminho vai ser a pé. - Samantha anunciou assim que desligou o helicóptero, liberando os seus ouvidos dos fones. Os militares do esquadrão de Deana foram descendo, seguido por ela. Samantha ainda verificou algumas coisas do helicóptero enquanto Deana organizava o seu pelotão. Percebeu o momento em que sua irmã se aproximava, provavelmente para se despedir e dizer para "Sammy se cuidar" enquanto esperava pelo retorno deles. Antes mesmo que ela começasse a falar, Samantha estendeu a sua palma, saindo de dentro do helicóptero com uma maleta. Abriu ela no chão do helicóptero (que agora estava mais servindo como uma mesa). - Hoje estarei indo com você minha irmã. - De dentro da maleta Samantha tirou peças, montando elas de forma rápida e precisa, terminando com um fuzil de precisão. - Eu estava guardando esse segredo para fazer surpresa, eu já treino com o grupo de atiradores de elite tem alguns anos. - O caminho foi meio que facilitado para ela em alguns aspectos, por já ter estudado física na sua faculdade de engenharia, não precisou fazer isso novamente para se tornar uma atiradora de elite, foi direto para o treinamento. Desde então, nunca tinha parado, até porque como os próprios instrutores diziam, atirar com um fuzil de precisão requer treino constante, não se pode ficar enferrujado. A cada que Deana fez com a revelação parecia até que ela tinha dado uns vinte passos para trás, em seguida comentando que achava que Samantha era somente dos livros. - Evolui um pouquinho. - Samantha falou para a irmã e caminhou para frente, parando e esperando Deana adiante. Enquanto isso, Aciel aproveitou para exaltar que além de fazer aviões e cigarros voarem, ela também fazia isso com cabeças. - É meu charme pessoal fazer coisas voarem. - Se os cabelos de Samantha não estivessem num coque neste momento, ela certamente teria os jogado para trás. Após todos ficarem em forma, começaram a se mobilizar. Samantha já tinha avisado para seus colegas pilotos que faria parte da ação em terra, então somente eles iriam ficar de vigia dos helicópteros.

Dessa forma, as irmãs seguiram na frente conduzindo os homens, as duas seguindo as instruções de Aciel pelo rádio. Na verdade, Samantha estava seguindo Deana. Os dois estavam falando de triangulação de informações para descobrir a localização exata de onde estavam os bruxos. Sam entendia aquilo muito por cima, mas o jeito que eles estavam falando fazia muito complicado para ela. Era como se ela falasse de uma bolinha caindo no chão, só que usando todas as equações de Newton. Alguns minutos depois, Deana fez sinal para que todos parassem. Eles tinham chegado nos arredores, inclusive, vozes poderiam ser ouvidas mais para frente. - Aciel, preciso do lugar mais alto por aqui. - Samantha nem precisou explicar, como estava em seu papel de atiradora de elite, precisava de uma posição elevada. Não demorou para Aciel lhe dar algumas direções para onde seguir. - Estarei sendo o anjo da guarda. - Sam falou para Deana, então desapareceu na vegetação, caminhando pelas direções indicadas, não demorando a avistar um planalto mais elevado que daria uma boa visão do local onde os bruxos estavam. Samantha arrumou-se no local, deitou-se no chão e ajeitou a sua sniper no suporte. Fechou um dos olhos, enquanto o outro ia para a lente da arma. Ela conseguia observar a movimentação lá embaixo, tinha um bruxo levitando uma espécie de panela. Samantha percebeu o uso da varinha. Bingo, a tal da triangulação bizarra acertou em cheio o local. Samantha continuou a observar, o local era constituído de umas três cabaninhas onde viviam pequenas famílias bruxas. Samantha observou quando um homem retirou-se de uma dessas cabanas, parecendo olhar em volta e falar com outras pessoas. Tem cara de ser o alfa do grupo. Ela comentou em seus pensamentos, movendo a lente de um lado para o outro, continuando a reconhecer o local, até que sua lente captou um dos militares do esquadrão de Deana. Samantha continuou movendo a arma, achando mais homens esgueirados. Deana não é muito de ações furtivas, o que será que ela está planejando? Samantha se perguntou, observando pela lente da arma como aquilo ia se discorrer.

Num momento, tudo mudou. O que estava quieto, o que eram apenas poucas vozes de pessoas convivendo naquela floresta, virou gritos intimidadores. O esquadrão de Deana invadiu por todos os lados. Era por isso que eles estavam antes se esgueirando, era apenas uma preparação para o ataque de verdade. O jeito que o esquadrão dela invadiu o local onde os bruxos estavam era avassalador, somente os gritos e as armas apontadas já intimidavam o inimigo a desistir. A maioria dos bruxos que ali estavam foram para as suas cabanas, que rapidamente foram cercadas e invadidas pelos militares. No centro de tudo, Deana começou a lutar com aquele que Samantha disse parecer ser o chefe do local, pelo visto ele estava mesmo fazendo esse papel, pois escolheu lutar. Samantha não duvidava da capacidade de Deana, mas como atiradora de elite ela sabia que tinha que se concentrar na área que estivesse mais tensa. As cabanas estavam sendo tomadas facilmente pelo esquadrão junto de seus inquilinos, Deana quem estava em combate, então Sam tinha que focar sua lente naquela ação. Samantha gostava de ver sua irmã em ação, era como uma inspiração para ela. Deana não fugia das lutas, pelo contrário, ela ia para elas, peitava e não deixava seus homens sujarem todas as mãos. Ela não era covarde e gostava de peitar os líderes dos locais no qual fazia suas missões. Ela era uma líder de verdade. O combate entre eles estava quase de igual para igual, mas dava para notar a vantagem de Deana. Enquanto ela era uma militar treinada, o seu oponente ou estava enferrujado ou não tinha treinado tanto assim combate na vida. Outra coisa que poderia ser é ele não estar acostumado a combater alguém que não se utiliza de magia, mas sim de outros artifícios. Era até normal ver alguns bruxos sofrerem disso, nunca pensaram que os trouxas iriam revidar algum dia, como se fossem inferiores. Bom, os bruxos estavam aprendendo que a tecnologia tem suas muitas vantagens.

Deana estava prestes a render o líder daquela pequena comunidade bruxa, no entanto, alguém estava vindo sorrateiramente por trás. Não sob a minha vista. Samantha comentou, colocando tal bruxo em sua mira, pronta para puxar o gatilho, mas acabou não sendo necessário, outro militar do esquadrão cobriu as costas de sua irmã. Bom saber que são bem coordenados. Samantha pensou. Com isso, todos os bruxos acabaram sendo rendidos. Pelo rádio, Deana avisava que estava pegando os capturados, fazendo a contagem dos mesmos e também a contagem dos mortos. Samantha continuou em sua vigília para qualquer eventualidade. No fim das contas, terminaram com cinco bruxos capturados, dentre eles o chefe. Acabaram tendo quatro mortes, três de pessoas que tentaram fugir correndo e a quarta sendo o homem que tentou atacar Deana pelas costas. Era possível que alguns bruxos tivessem fugido por aparatação, o que era um verdadeiro pé no saco mesmo. Era uma das magias que Samantha mais detestava combater, porque na verdade ela nem dava um combate, era apenas uma fuga totalmente covarde. Com a ação terminada, Samantha saiu de sua posição e desceu lá embaixo, observando as coisas agora do ponto de vista de seus dois olhos e nada mais. Os bruxos estavam sem suas varinhas e amarrados a cordas bem presas. Todos seriam carregados para um dos helicópteros que faria o transporte para o laboratório. - Bom, podemos fazer nosso caminho de volta. - Com Aciel ainda no rádio, era impossível o esquadrão se perder pela selva. E por falar no Aciel, enquanto todo mundo fazia o caminho de volta, ele, literalmente, convidou Samantha para um encontro através do rádio. Isso mesmo, do rádio.

- Espera, você está me chamando para sair? - Samantha perguntou, incrédula, lançando um olhar para Deana. Deana, por sua vez, estava olhando para Sam com aquela cara que diz tudo o que precisa dizer numa única expressão. Era como se ela estivesse mandando um "uiui, a Sam tem namoradinho" sem nem precisar verbalizar. Sam não sabia se ficava contente ou se morria de vergonha. Não tinha nenhum momento melhor? Que tal fora do horário do trabalho? Melhor ainda, fora do meio de uma missão numa floresta, que tal? Samantha já sabia a sua resposta, mas ela não iria deixar aquilo barato. - Eu darei a resposta pessoalmente. - E quem sabe eu leve o fuzil nas mãos apenas para dar um medinho. Samantha imaginou e bem... Ela gostou dessa imaginação. Em alguns minutos a caminhada de volta terminou, os militares foram se realocando nos helicópteros, os capturados também sendo acomodados da melhor forma possível para não fugirem ou causarem quaisquer problemas. Com isso, Samantha desmontou e guardou seu fuzil na maleta, lamentando não ter conseguido usá-lo para valer. Missões de atirador de elite são assim, nem sempre você acaba mesmo usando a arma. Subiu no helicóptero, assumindo o assento do piloto, conferiu tudo para a decolagem e então lançou a máquina aos céus. Estava na hora de retornar para a base, entregar alguns bruxos presos, escrever alguns relatórios... E fazer uma visitinha para um certo hacker.


Samantha Colt Singer
Tenente | Piloto | Sniper | Wayward Sister
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Aciel D. Bulyet
Forças Armadas - Afiliados
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Aciel D. Bulyet


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Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeDom 27 Dez 2020, 16:19


Collide With The Sky
FISCAL DE DEZEMBRO COM SAMANTHA E DEANA

[ Centro de comunicações militar, fora de Anagach ]

Aquele não era um dia muito distante do corriqueiro trabalho que Aciel estava fazendo nos últimos dias, operações remotas realmente necessitavam de um trabalho especial e graças a reforma no sistema de comunicações militar, tudo era facilitado de alguma maneira. O requerimento do dia seria investigar algumas pendências que pareciam estar acontecendo em território escocês, ou seja, bem debaixo do nariz da rainha, sendo assim ele havia se unido com um time de respeito e que ele evidentemente não sabia lidar tão bem : Samantha e sua irmã, Deana. Ok, não era como se ele tivesse problemas com elas era só que...A piloto conseguia retirar toda a bobeira que ele guardava dentro dele fora do ambiente profissional e a escancarar nos momentos menos oportunos, como por exemplo neste exato momento — Seria hackear o helicóptero, botar um vírus pra atacar a médica dos aviões? — brincou girando em sua cadeira enquanto voltava a se concentrar em seu trabalho. As denúncias pareciam partir de pontos dispersos no mapa que se prostrava em frente ao monitor, e caso tivessem que investigar todos os pontos, possivelmente perderiam todo o tempo da missão e possivelmente não conseguiriam capturar o possível alvo, então não era mistério que eles teriam de no mínimo traçar uma estratégia com relação aos pontos de denúncia do mapa.

Enquanto as irmãs faziam a viagem em direção ao local, Aciel parecia viver um torpor dentro das linhas de comunicação como se estivesse sozinho no escritório, ignorando ele por completo em alguns momentos para que simplesmente começasse a traçar uma estratégia bem definida o que fazer. A primeira ideia, seria procurar os meios de telecomunicação e invadir possíveis câmeras que estariam por ali, mas o próprio hacker dispensou a ideia, ele não teria meios tão fáceis de definir as coordenadas das câmeras ao menos que estivessem em uma rede pública com acesso a internet — o que na verdade ele duvidava muito — portanto decidiu não perder tempo procurando pontos de acesso os quais ele sequer sabia se existiam naquele lugar. A outra ideia, seria procurar todo e qualquer tipo de objeto conectado a rede mundial de computadores, mas caia no mesmo problema das câmeras, a possibilidade de terem um celular ou qualquer que seja o objeto ali com sinal o suficiente para se traçar o caminho via geolocalização era tão mínima que não valia o esforço, portanto teria que investir em um caminho bem mais...Arcaico, diria, que o próprio Hacking.

Ele necessitaria de triangular as informações, para que no mínimo entendesse um padrão nas denúncias e também na própria localização de onde poderiam vir os casos, portanto, ainda com os olhos no mapa e partindo de uma análise muito certa, precisaria de definir coordenadas próximas ao “ triângulo “ de área que possivelmente possuiria o ponto de denúncia correto, portanto, abriu um software de triangulação em outra máquina do escritório e logo começou a digitar as coordenadas para que encontrasse um local de pouso próximo, o repassando por rádio para os militares do helicóptero a partir do momento que os mesmos ficaram prontos.— Ok Sam...antha — Disse o nome da mulher de forma pausada sem ver que havia usado um apelido em meio ao trabalho — Vocês tão bem perto dos pontos de denúncia e eu sei mais ou menos o que faremos pra tentar traçar o caminho de forma exata, já to trabalhando nas coordenadas exatas do lugar mas nessa clareira onde estão, foi uma das primeiras triangulações feitas — Comentou tentando parecer mais sério do que era, olhando para outro monitor que começava a ter alguns “ pings “ na tela, mostrando quais seriam os pontos de denúncia do mapa. Ao ouvir a conversa de ambas as irmãs sobre o rifle de precisão, a característica que Samantha tinha de fazer ele se tornar o homem mais bobo do mundo aflorou novamente — Além de cigarros voadores e aeronaves, você faz cabeças voarem? Ok, agora tomarei cuidado com as piadas — Brincou sacando um cigarro do maço e logo o depositando entre os dentes, sem o acender somente o deixando na boca.

Aciel voltou a prestar atenção no processo de triangulação que fazia com os pontos já demarcados no mapa, querendo ou não a necessidade de se praticar uma triangulação geodésica era algo não tão fácil de se fazer considerando o centro geográfico de cada país e a relação dos pontos com os totens, mas considerando a tecnologia disponível não seria nada impossível, ou assim ele no mínimo esperava. — Er, vou encaminhar as coordenadas assim que terminar o processo de triangulação, vou pegar os pontos em que obtivemos denúncias e coisas do tipo e simplesmente correlacionar suas posições gerais e tentar traçar uma linha central entre eles, nada muito extensivo até porque não posso fazer um triângulo muito aberto considerando os erros matemáticos que isso pode acabar gerando pra posição geral, sigam em frente que vocês estão na borda do triângulo ok — Disse de maneira meio desatenta ( ainda que segura afinal Deana havia demonstrado saber um pouco como funcionava aquele processo ) enquanto corria o lápis por algumas folhas de rascunho para conseguir calcular não só a posição de maneira certa, mas também retirar os possíveis erro por métodos de diferenciação e coisas do tipo...Talvez estudar topografia em meio aos estudos de anti-terrorismo teriam sim na verdade ajudado em alguma coisa no MI5.

O processo de triangulação era mais simples do que na verdade deveria ser, considerando não só os softwares matemáticos disponíveis mas também graças a algumas experiências ruins que o próprio membro do exército havia tido, não era complicado encontrar as coordenadas entre a figura geométrica que tentava cobrir toda a área, ainda que com auxilio de alguns drones pessoais militares que sobrevoavam a área bem acima com seus radares, Aciel logo despontou as coordenadas para as mulheres — 57°19'31.3"N 3°35'58.4"W são as coordenadas, vou acompanhar de cima usando os drones, cuidado com o caminho, mesmo que eu não tenha visto nada em meio as varreduras nada impede que eles estejam preparados para algum tipo de emboscada — Falou de maneira assertiva, logo trocando para as máquinas que possuíam os drones remotos conectados — Ok, Samantha, perto do lugar vai ter um monte em meio às árvores que parece ter sido um tipo de abrigo ou mina abandonada que te deixa com uma visão privilegiada de tudo, você vai ficar um pouco longe mas nada de mais considerando a luneta — Continuou com o ar sério, fazendo com que os drones circundassem a área fazendo varreduras de calor para tentar observar alguém por cima, ou ao menos acompanhar o combate de forma remota para tentar auxiliar caso necessário.

Ele conseguiu acompanhar parte do processo inteiro de maneira remota, as leituras de calor conseguiam demarcar a organização do pelotão militar invadir o pequeno local e sair de maneira organizada capturando cada um dos novos “ brinquedos “ que os militares teriam adquirido, portanto dividindo a atenção entre os drones e outros membros que estavam no escritório, Aciel ralhou algumas palavras — Preparem as celas e avisem a Marechal, vão voltar com presentes para a base...Inclusive, atenção, não quero que causem nenhum acidente...Erros podem ser bem fatais em algumas situações — Enfatizou para os colegas que saiam da sala, enquanto voltava sua atenção para a missão, não era como se ele tivesse feito tudo sozinho ou coisa do tipo, não tinha ninguém subordinado a ele ou assim ele acreditava, ele preferia simplesmente focar sua atenção na estratégia de toda a missão e em sua logística de maneira meio individual — As coordenadas de volta são 57°19'31.9"N 3°35'14.3"W , vocês tão a mais ou menos 2km, uma boa caminhada mas pelo que os drones apontaram o caminho é seguro e não tem nenhum tipo de obstrução...Não que isso tenha parecido ser muito importante, Deana parece ter basicamente subjugado todos pelo que consegui ver dos VANTs — Deu o último clique no comando dos VANTs disponíveis para acompanhar o pelotão, ficando somente focado no próprio rádio — Aproveitando que vocês têm tempo, Samantha você tá livre essa semana pra dar uma saída? Sei que não sou um rifle de sniper e nem um helicóptero mas a gente bem que poderia sair pra jantar — Falou de maneira brincalhona, ainda que séria com relação ao convite — Sim ue, estou te chamando para sair médica das aeronaves, obviamente respeitando sua irmã né, peço até perdão por você estar ouvindo isso.... — Continuou de maneira meio tímida, ansiando pela resposta da mulher que havia feito seus cigarros voarem — Ok, amedrontador hein...Gostei, te espero na pista de pouso com a equipe de recolhimento — Falou dando as últimas palavras, somente aguardando para que entrassem no helicóptero e alçassem voo de volta para a base — Cuidem do retorno, tenho que relatar isso para a Marechal e também...Cuidar do recolhimento — Cuspiu as palavras, sabendo que aquilo não era sua função, mas ele realmente iria falar com a marechal sobre a captura...E talvez ajudar a recolher os bruxos, talvez.



INUTILIA
Death
Aciel
By Dishonor
TRUNCAT
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Gustav Campbell McCready
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Gustav Campbell McCready

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Escola/Casa: Corvinal
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeQui 14 Jan 2021, 23:24

How The Change Started, Part 3
F
ugir da segunda vez foi mesmo mais difícil. Era como se Gustav ganhasse um par de olhos a mais o vigiando em cada lugar. Ao menos, não esperavam que ele fugissem pela manhã e nem que fosse fazer isso pelo banheiro. Entrou no mesmo, ligou a ducha e fugiu pela janela. Esperava Gustav que essa precisasse ser a sua última fuga antes de se tornar um viper oficial, porque não iria conseguir manter isso por muito tempo. Quando voltasse para casa dessa vez, seriam três pares de olhos e grades nas janelas. Bom, este último era um exagero, mas você entendeu. O encontro com Romanoff seria a umas duas quadras de distância da Galeria Grogan Stump (porque a Galeria em si estava lotada de militares hoje em dia e não era uma boa ideia ter um ponto de encontro por ali). Dessa vez, Gustav levou a sua varinha e um frasco de Poção do Ódio, basicamente as únicas que ele tinha que poderiam ser úteis para o que viria a enfrentar neste encontro. Ainda sim, agia como trouxa caminhando até a Galeria, buscando evitar os locais com maior concentração de militares. Gustav já tinha visitado a Galeria outras vezes, lá era um ótimo lugar para dar um passeio em Londres, tinha até um andar para bruxos. Bem, agora não deveria mais ter com a presença dos militares, mas antes tinha. Com isso, dessa vez Gustav não precisou de um mapa para conseguir encontrar o local. Encontrou com Romanoff, que o levou para um beco isolado e o fez segurar uma latinha amassada de refrigerante. Foi uma sensação bem chata ser puxado por ela naquele rodopio sem chão até conseguir sentir novamente os pés numa superfície e o seu próprio centro de gravidade. Mesmo já tendo frequentado um ano de aulas de aparatação, a sensação de usar uma chave de portal continuava sendo um porre. O local onde estava parecia uma construção de madeira bastante empoeirada com poucos móveis. Os sons que podia ouvir do ambiente denotavam que não deveria ter uma cidade por perto. Olhando de relance a janela empoeirada, ele só conseguiu enxergar tons de verde e azul. Estava numa mata? Ele não sabia dizer, mas esperava voltar para Londres antes que a manhã terminasse. Apesar de sentir que estava dando o payback na mãe e na madrasta, a ideia não era matar elas do coração. Queria aparecer ainda antes do almoço, dessa vez retornando para casa, usando a desculpa que tinha apenas dado uma volta porque não estava aguentando os olhares sufocantes (o que não era mentira).

Sua mudança de comportamento deveria estar chorando um pouco a sua família, mas o que eles esperavam? Que Gustav continuasse sendo aquele mané de sempre que aceitava tudo de cabeça baixa? Estava cansado de sempre ser um filho modelo para ganhar separações e nem sequer um "melhor aluno da turma". Nem monitor ele foi! E olha que era um exemplo em não quebrar regras antes do sexto ano. O chefe de recrutamento chegou logo em seguida segurando outro objeto banal. Não tardou para ir até o outro cômodo daquela pequena construção, onde encontrou um homem bem amarrado a uma cadeira que, na mesma hora que viu o homem e o garoto, começou a fazer perguntas relativas ao que raios estava acontecendo. Gustav recebeu as ordens ali mesmo, tinha que torturar aquele homem por informações, pois ele era um purgante. Gustav olhou para o homem, depois para Romanoff (que ficou num canto parado apenas observando), depois voltou a olhar para o homem. Pensar em ser viper? Okay. Pensar em ajudar na guerra? Okay. Torturar uma pessoa? Nada okay. Será que todos os vipers passavam por isso quando chegavam com isso era um rito de passagem que o chefe de recrutamento gostava de fazer? Afinal, de que essa pergunta importava agora? Gustav era um menino inteligente, agora ele tinha "visto demais", se não continuasse com aquilo, iria acabar morto no final. Só que ele não queria morrer. Em cima de uma mesa de madeira empoeirada, percebeu que existiam alguns instrumentos. O garoto caminhou até eles e pegou a menor das facas que tinha ali. A mão dele tremia ao segurar a lâmina e na mesma hora ele percebeu que não queria fazer aquilo. Só de pensar em perfurar uma pessoa com aquela faca, suas estranhas se reviraram. Os pensamentos deixaram a sua convicção fraca e seus dedos deixaram a faca escorregar, a mesma caiu no chão. O homem na cadeira começou a rir, estava muito feliz em saber que não iria sofrer, pelo menos não pelas mãos daquele garoto. Era desdém. Gustav ainda não podia morrer, no entanto, o seu corpo estava gritando para que ele fizesse alguma coisa porque ele não queria morrer. Seus pensamentos viajavam entre essa necessidade e se martirizar por pensar onde tinha se metido. Todos aqueles sentimentos de autossuficiência caíram por terra. Gustav até poderia ter feito algumas coisas novas sozinho, mas agora estava diante de algo que não sabia se iria conseguir realizar, por mais que fazer isso fosse salvar a sua própria vida.

A pressão do momento, no entanto, o fez pensar em como fazer aquilo. Usa a cabeça, a cabeça. Ele pensou. Okay, estava claro que ele não iria ficar esfaqueando o purgante, mas não era só de dor que eram feitas torturas. Gustav já tinha lido em alguns livros que as piores torturas não eram aquelas que causavam dor, mas aquelas que retiravam coisas básicas para a vida de uma pessoa. Sim, Gustav lia muito sobre muitas coisas, no fundo, ele sabia que era isso que o fazia não ser o melhor da turma. Ele nunca focava apenas em se aperfeiçoar nas matérias do ano em que estava, pelo contrário, ele começava a ler coisas sobre os anos futuros ou ler coisas que nem sequer caiam em provas. Ele era muito mais mente do que ação e, embora um dos motivos para querer se juntar aos viper seja melhorar suas habilidades no quesito ação, ele ainda não deixaria de usar a arma que considerava a mais importante. Como um bom corvino, para ele o conhecimento era o verdadeiro poder, era ele quem vencia tudo. A primeira coisa que Gustav precisava naquele momento era mais do que a vontade de apenas querer sobreviver, ele precisava dos culhões para querer fazer algo contra o homem que estava ali e, felizmente, ele sabia como fazer isso. Sem dizer uma palavra, aproximou-se do homem e retirou um fio de cabelo dele, ignorando as perguntas ou as frases de desdém que ele fazia. Pegou o frasco da Poção do Ódio que tinha trago consigo, botou o fio de cabelo na mesma e tomou-a rapidamente. A primeira regra sobre todas as guerras e conflitos é conhecer o seu inimigo. Gustav pensou, abrindo seus olhos e olhando para o purgante amarrado. Os seus piores traços começaram a surgir à sua volta e em pouco tempo Gustav estava tendo noção da pessoa suja que ele era. Não passava de um covarde, o tipo de pessoa vendida que se bandeava para o lado que acreditava que iria vencer. Se ele começasse a acreditar que os vipers venceriam, iria voltar para o lado dos bruxos, mas agora ele acreditava mais nos trouxas, então tornou-se um purgante. Esse era o seu pior traço, mas seu pior hábito era fazer tudo pelas costas dos outros. Todas as conquistas que conseguiu como purgante foram atacando outros pelas costas. Gustav nem precisava ver mais para saber que aquele cara não era nada resistente. Ele só precisava tomar um susto bem dado e até merecia. Tomar a poção tinha sido uma ótima decisão, Gustav ainda estava longe de querer torturar alguém por simplesmente querer, mas para garantir sua sobrevivência, sabendo que a pessoa machucada ainda iria merecer isso? Não era mais um destino tão ruim assim e odiar aquele purgante não era nada difícil.

Gustav puxou a sua varinha e imaginou um objeto. Era como uma barra de ferro com uma ponta que começava fina como uma agulha, então ia aumentando até se tornar a barra. A barra não era mais grossa do que o dedo mindinho. Gustav não fez questão de pensar muitos detalhes de aparência, ele apenas queria a funcionalidade. Conjurius Army. Realizou o feitiço mentalmente, a conjuração nasceu onde a sua varinha estava apontada, ou seja, para o chão a sua frente. Gustav examinou a barra de ferro, olhando para ela. Estava como ele gostaria, embora não fosse a conjuração mais bonita que você via por aí. - As coisas são simples. Conte o que queremos saber, caso contrário, vou acabar com seus sentidos um por um. Como estou com pressa, vou começar primeiro pela visão. - Ele disse com voz robótica. Estava um pouco atônito em estar fazendo aquilo, em choque, seus sentimentos estavam desaparecendo e provavelmente voltariam em um turbilhão quando aquilo tudo acabasse. O purgante, por sua vez, apenas riu e desdenhou. Depois de ter visto Gustav deixar a faca cair, não acreditava mesmo que ele fosse fazer alguma coisa. Gustav apontou a sua varinha para o barra de ferro. - Locomotor Barra. - A barra levantou-se no ar, conforme Gustav ordenava pela sua varinha. Movendo seu objeto mágico de acordo com o movimento que gostaria que a barra fizesse, Gustav fez ela começar a se aproximar vagarosamente do olho direito do purgante. Sem dizer nada, o corvino apenas seguiu com esse movimento, a ponta apontada para o homem. Ele continuava suas frases de desdém, dizendo que Gustav não teria coragem, mas o garoto apenas seguiu com o movimento. Quanto mais a barra se aproximava, mais o homem parecia ficar incomodado e falar menos, mas ainda não desatava a falar as informações. Quando a barra começou a chegar perto demais, ele tentou recuar o seu rosto, mas foi em vão, a ponta da barra furou o seu olho e Gustav continuou o feitiço para empurrá-la. Ele se concentrava em olhar para a barra e evitava o restante, mas logo seus olhos curiosos captavam a visão do purgante que agora gritava de dor. Fluidos e sangue saiam de seu globo ocular furado, a visão por si só dava agonia, a aflição atingiu o olho de Gustav e ele sentiu um pinicar no mesmo. Gustav começou a se sentir enjoado com o que estava vendo, perdeu o controle do feitiço, a barra de ferro foi atraída pela gravidade e caiu, quicando na perna do homem com o lado que não tinha ponta, em seguida caindo no chão.

Desviando o olhar, Gustav falou, seu tom de voz vacilante. - Fale o que queremos saber, ou seu último olho bom será o próximo. - Gustav sentia vontade de vomitar, mas controlou o seu estômago, sua vida também estava em jogo. O purgante não pareceu querer falar, então Gustav apontou a varinha para a barra de ferro, agora ensanguentada na ponta e utilizou o mesmo feitiço. - Locomotor Barra. - Mirou a barra no olho bom do homem, segurando o enjoo em ver o olho furado ainda sangrar e manchar metade do rosto dele. A barra avançou, por meio da magia de Gustav, na direção do homem. Gustav sabia que não conseguiria machucar o homem se estivesse segurando a barra de ferro, mas por algum motivo, estar longe ajudava, utilizando apenas o feitiço para controlar a barra. Era quase como se ele não fizesse, embora ele estivesse fazendo. A barra avançou até chegar bem próximo ao homem, que não tinha parado com os seus gritos. Xingou Gustav, xingou o chefe dos recrutas que ainda estava ali assistindo tudo, então, quando a barra estava quase perfurando seu olho bom, ele falou que contaria as informações. Gustav segurou a barra de ferro. - Fale. - E só para fazer uma pressão psicológica, deixou a barra de ferro próximo ao olho do purgante. Gustav não precisava ficar prestando atenção nas informações, não quando Romanoff estava ali para também as ouvir. Ele quem queria saber de verdade, Gustav só estava tendo seu estômago testado. Ainda sim, ele captou algumas coisas ditas como quem era o chefe do purgante e como ele tinha conseguido se tornar um, com quem tinha falado primeiro e tudo mais. Também falou algumas informações sobre o posto avançado no qual ficava e seus últimos trabalhos. Realmente, o cara falou muita coisa. Ele só precisava de um susto mesmo. Pegou para ver da primeira vez por não acreditar em Gustav, mas agora que tinha perdido um dos olhos, ele sabia que Gus poderia perfurar seu segundo olho. Perder a visão era algo que sempre botava medo nas pessoas. Feridas podem ser curadas, a dor pode ser superada, mas um sentido danificado de forma permanente jamais poderia ser reavido. Naturalmente, muitas pessoas sucumbem à dor, mas Gustav não estava interessado em fazer alguém sentir dor por puro prazer, ele não via prazer naquilo, só queria logo terminar com aquilo, sair daquele lugar, voltar para a sua vidinha como se nada tivesse acontecido. Fingir que estava tudo bem. Era irônico, agora ele estava querendo a vidinha que antes tinha desprezado.

Depois do purgante ter falado tudo, Gustav apenas ouviu uma ordem feita com uma única palavras. Mate. Tudo só piorava. Agora ele tinha que tirar a vida de alguém? Guerras são assim não são? Vidas se perdem. Gustav honestamente deveria ter pensado nisso antes. Parando para pensar, era até tranquilizador saber que iria matar uma pessoa que não poderia revidar. Gustav nunca foi um bom samaritano, ele sempre lutaria mais por si mesmo e era bom saber que não estava em um combate com aquele purgante, pelo menos assim não existia chance de Gustav morrer. O purgante começou a implorar pela vida. Gustav decididamente não queria fazer isso, mas uma voz começou a falar em sua cabeça. "Você já foi longe demais", ela dizia. Ele olhou para as suas mãos. Não tinha um respingo de sangue sequer, mas ele sentia que elas estavam se sujando. "Você não queria isso? Agora ninguém mais pode te chamar de fraco, são poucos os que conseguem torturar e matar", a voz continuava dizendo. Era o próprio Gustav conversando consigo mesmo. A barra de ferro já tinha caído no chão novamente, Gustav nem sequer percebeu o momento em que tinha perdido o controle do feitiço novamente. - Locomotor Barra. - Ele pronunciou apontando para a barra. Dessa vez não foi nem um pouco vagaroso, como se quisesse arrancar um bandaid, lançou a barra com velocidade no peito do homem. Ele deu um grito e começou a agonizar. Gustav puxou a barra com magia e empurrou ela novamente, em outra parte do peito, mas ainda neste. O homem gritou mais uma vez. Gustav continuou repetindo os movimentos, toda vez que furava o homem ele se encolhia involuntariamente. Até que, enfim, um dos gritos do homem começou alto, então foi se contendo, esvaindo. A cabeça dele caiu sobre o corpo, o purgante estava morto, o sangue escorrendo e pingando da cadeira, fazendo uma pequena poça no chão que, em breve, tornaria-se grande. Gustav ficou vidrado nessa imagem, completamente em choque com o que tinha acabado de fazer. De repente, todos os seus problemas pareciam tão pequenos perante ao que ele tinha acabado de fazer. O que ele estava fazendo? Isso tinha ajudado a guerra ou foi apenas um capricho do homem que o trouxe até ali para Gustav "provar o seu valor"? Em seu interior, Gustav esperava que todos os vipers tivessem que passar por isso, porque ele de longe queria ser o único a ter passado por essa situação. Ao menos, ele iria viver. No entanto, iria conseguir viver com isso? Ele era um assassino agora.

Eu sou mesmo um assassino se for para ajudar numa guerra? Gustav pensou. Como se fosse uma voz de fundo, Gustav ouviu Romanoff dizer que seu nome seria levado a Nyx para ser recrutado ou não, dependendo da vontade da mulher, e que o levaria de volta de onde veio. Num instante de tocar em outro objeto, Gustav estava novamente no beco duas quadras da Galeria. Ele rapidamente começou a caminhar, queria voltar para casa o quanto antes. Embora estivesse muito enfornado em seus pensamentos, Gustav sabia qual caminho pegar para ser menos visto por militares. Não tinha sequer um respingo de sangue em suas roupas ou sua pele, já que Gustav tinha feito tudo de longe. Para aqueles que o vissem, Gustav apenas parecia um garoto cabisbaixo andando por Londres, até parecendo invisível tamanha sua insignificância. Se alguém o parasse ele saberia o que dizer, tinha ido ao mercado comprar um tempero especial, mas não encontrou, então agora estava voltando para casa, triste. Ele estava carregando dinheiro trouxa, então sua história seria verídica com isso. Ele caminhou até chegar nos Pallas novamente. A ação inteira demorou duas horas e Gustav realmente tinha chego na hora do almoço, quem sabe uns quinze minutos atrasado. Isso não importava, nada estava importando muito para ele. Gustav entrou no local e logo recebeu a pergunta de alguém. Gustav estava alheio a quem era, poderia ser sua irmã, sua mãe, qualquer outro parente que nem sabia se era primo ou não, mas ele respondeu. - Saí pra pensar na minha vida sem ter que ser observado a cada cinco segundos. Eu voltei, não voltei? Eu teria voltado ontem também. Então só me deixa em paz, eu não sou mais criança. - E fez seu caminho até seu quarto, trancando a porta do mesmo. Agora Gustav só queria ficar sozinho, nem sequer estava com fome. Sentou na cama e abraçou as suas pernas. Seus pensamentos estavam superlotados de perguntas. Como ele tinha feito aquilo? O que estava fazendo da sua vida? Será que ainda queria ser um viper? Será que aquilo tinha volta? Isso o tornava uma pessoa ruim? Como ele pode? Gustav até tentava achar resposta para essas perguntas, mas todas as respostas pareciam meras desculpas. Seu único consolo era que, apesar de tudo, aquelas informações deveriam mesmo ajudar na guerra. No fundo, ele estava tentando ajudar, estava fazendo uma coisa boa. Guerras nunca eram legais, vários livros ensinavam isso. Quem sabe ele devesse contar logo às suas mães sobre isso. Não, melhor era esperar a confirmação chegar, então contar e enfrentar o julgamento delas. Ao menos, agora já estava feito. As coisas nunca mais seriam as mesmas. Gustav já não mais se encontrava em Anagach Woods.


Gustav Campbell McCready
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Chicago Sinclair Dallas
Liga Profissional - 2ª Divisão
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Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeTer 09 Fev 2021, 18:10

into the wild

De todas as atividades esportivas que Chicago gostava além do quadribol, trilhas em meio a florestas certamente ficavam em primeiro lugar. Aproveitando o curto período de folga que possuía entre os treinos quase exaustivos de seu time na luta para chegar na primeira divisão, a mulher de cabelos cor de fogo resolveu fazer uma breve visita a um de seus locais favoritos de trilha: Anagach Woods. O objetivo era bem simples: alcançar o meio da floresta além da trilha, montar um acampamento e passar dois dias, retornando sem preocupar-se muito com horários ou coisas do tipo. Resolveu ir sozinha, mas não por opção; a realidade é que nenhum de seus amigos residiam na Grã-Bretanha e seus colegas de time preferiam descansar nos períodos de folga. Não é como se eu pudesse julgar, deu de ombros enquanto ajeitava uma mochila simples em suas costas, sendo que esta obviamente estava bem mais pesada do que aparentava por conter um feitiço expansivo para que não precisasse carregar algo tão grande quanto seu corpo para um simples passeio em uma floresta. O clima estava ameno, com uma brisa suave batendo no rosto de Chicago, que trajava uma blusa preta, calça jeans e botas especiais para trilhas. O local estava vazio; bem, quer dizer, quase vazio, pois não demorou muito para que Dallas avistasse um rapaz à sua frente, também com uma mochila nas costas e que parecia atrapalhado com algo. A jogadora então aproximou-se, um pouco receosa de que talvez ele pudesse ser um dos apoiadores do exército, sendo esse o motivo pelo qual não retirou sua varinha do cós de sua calça - Você precisa de ajuda? - perguntou de maneira suave, parando ao lado do rapaz e o analisando com cuidado. É, não podia negar que ele era bonito, mas tinha um olhar um tanto quanto irritado naquele momento. Algo nele indicava que talvez ele fosse um bruxo, mas ela não ousaria expor sua magia enquanto não tivesse certeza absoluta de que era seguro ajudá-lo com sua varinha - Eu me chamo Chicago, vim acampar - comentou, olhando ao redor - É final da tarde e talvez seja perigoso que caminhemos sozinhos, podemos fazer companhia até algum local seguro antes de nos separarmos - ofereceu, afinal caminhar acompanhada era realmente mais divertido do que fazer tudo sozinha. Caso o rapaz aceitasse, até mesmo poderiam tornar-se amigos, mas o que será que o futuro próximo reservava para ambos? Isso só a trilha poderia dizer.

thanks covfefe


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Revie Sinclair Wichbest
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Perfil Bruxo
Escola/Casa: Durmstrang (Escandinávia)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Lasca de Casco de Centauro, Romeira, 27cm, Flexível

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 3 I_icon_minitimeTer 09 Fev 2021, 23:19

Game Over
Carregando um baú, Revie caminhava por Anagach Woods. Eram coisas de sua antiga eu, coisas de Yen, que ela queria enterrar. Era como fazer uma passagem, uma transição. Aquilo era importante para si mesma. Caminhar pela natureza era algo que ela gostava bastante, sentir as energias que vinham da floresta era revigorante. Por ser alguém que sabe mexer com rituais, se aperfeiçoou nisso, Revie era muito boa em sentir essas energias. Estava até andando de pés descalços pela trilha. Alguns pedaços de madeira e algumas pedras machucavam seus pés, mas ela não se importava com isso, contando que a energia da natureza fluísse pelo seu corpo. Seus olhos passavam pelos lugares, ela estava procurando o solo ideal para enterrar aquele baú. Caminhou por alguns minutos pela floresta até encontrar um local com o solo mais fofo. Seria ali. Saiu da trilha e foi até o local, pegando a sua varinha, já se preparando para fazer a pequena cova do baú quando ela ouviu um barulho. Provavelmente deve ser apenas um animal. Ela pensou, mas outro barulho acabou se repetindo e não parecia natural da floresta. Largando o seu baú, com curiosidade, Revie seguiu o som.

A mulher andou pela floresta até encontrar a origem do outro. Tinha outra pessoa ali, uma mulher. No primeiro momento, Revie não achou que isso significava qualquer perigo, observando o que ela estava fazendo nas costas dela. Quando Revie percebeu que ela estava tentando se livrar de um corpo, colocando as mãos na boca rapidamente para não soltar qualquer som. Eu tenho que sair daqui. Ela pensou no mesmo momento, girando o seu corpo com cautela para se afastar. Não sabia se a mulher já tinha avistado ela ou não, a questão é que Revie tinha que tentar sobreviver. Ela tinha filhas para cuidar, neste momento estava pensando mais em deixar elas sem uma tutora do que em seu próprio bem estar. Revie tentou o máximo de cautela, mas não era como se ela fosse treinada em qualquer coisa do gênero. Ela era uma artista mágica, estava mais acostumada a falta de cautela, inclusive. Sendo assim, acabou pisando em um galho que fez o maior barulho, ecoando pela floresta. Revie virou a sua cabeça para ver se a outra mulher tinha reparado, momento em que as duas cruzaram os olhos. Será que ainda dava tempo de fugir e sair correndo?


~Yen~ Revie Sinclair Wichbest
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