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 Anagach Woods

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
Diretor
Diretor
Diretor Alvoros Grunnion

Patrono : Fênix
Bicho-papão : Diretor

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeQui 12 Jan 2017, 21:53

Relembrando a primeira mensagem :

Anagach Woods

Escócia


Anagach Woods - Página 2 JAMBqy0

Um pântano único com plantas raras e animais. Contem uma rede de caminhos facilmente acessível, incluindo parte das trilhas e pistas para mountain bike, um esporte radical trouxa.

OBS.: Local parcialmente protegido pela lista de Lugares Protegidos.



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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AutorMensagem
Thea Von Ziegler
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Thea Von Ziegler

Bicho-papão : Fica dependente do meu pai

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Cabelo de Veela, Mogno, 28cm, Rígida.

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeTer 05 Fev 2019, 09:09

Eu e meu negócio eram duas coisas que colocavam em perigo qualquer ser humano que não fosse eu, eu havia descoberto uma espécie de planta ideal para uma das minhas bebidas soníferas, sim haviam pessoas que bebiam para conseguir dormir e esse nicho era pouco explorado, o que implicava em mais dinheiro. Uma pessoa prestes a casar precisa de dinheiro, então era a soma perfeita. Estava com uma calça jeans até os tornozelos e blusas de manga comprida, além de carregar um par de luvas em meu bolso de trás da calça. Caminhei cerca de cinco metros pela trilha, seguindo as instruções do meu contato, até que vi uma flor que parecia refletir as cores do arco-íris, sorri com essa descoberta e coloquei as luvas que estavam em meu bolso e, em seguida, peguei a minha varinhas. ~Petrificus Totalus! ~  falei e logo a plantinha não era mais um perigo, me agachei e segurei ela pela base e puxei-a de vez, arrancando a planta com raiz e tudo. Peguei um saco daqueles zip-zap e guardei o saco dentro da minha bolsa. Voltei a caminhar e sai dali como se nada tivesse acontecido, só o sorrisinho sacana em meus lábios denunciava algo. Saio dali.


Thea Von Ziegler
#formada em pilantragem  
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May Hool Stackhouse Snow
Professor de Hogwarts
Professor de Hogwarts
May Hool Stackhouse Snow

Patrono : Águia-de-Bonelli
Bicho-papão : Lobos

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Formado
Varinha: Lasca de Casco de Centauro, Choupo-Branco, 26cm, Flexível

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeQua 06 Fev 2019, 13:28


Orion  

Conseguia entender o que Orion falava, eu sentia que no mundo adulto não existiam segundas chances, ou você aguentava ou recuava. Não era como se eu precisasse trabalhar para me manter, se eu quisesse poderia ficar na loja com meu pai, mas não era isso que eu sentia que deveria fazer. Eu era muito nova e não queria ser comparada a minha irmã mais velha, até porque ela era incrível e eu não sabia se eu seria tanto quanto ela. – Ninguém gosta de ser comparado, minha irmã Cheryl é um sucesso em sua área. Eu faço o mesmo que ela com Poções, mas eu não sei como irei me sair. Ai parece que cria-se uma expectativa que me pressiona a ser boa. – Comentei como um desabafo, fora que minha mãe seguia o mesmo ramo, mas nada tinha sido combinado entre nós a não ser nossos gostos parecidos. – Sem contar que minha mãe entrou como chefe do meu departamento de pesquisa, e eu ainda estou lhe dando com isso. Não quero que comentem que eu entrei ali por ser filha dela, e nem por ser irmã de Cheryl, uma promessa no ramo das pesquisas de Poções. Eu sou a mais nova de toda a equipe e isso me assusta um pouco, porque a expectativa de uma resposta positiva é grande! – Soltei um longo suspiro, achava que nunca ia ter coragem de colocar minhas inseguranças para fora. Com Nate e eu afastados eu não tinha muito com quem conversar, mas ali eu sentia que podia falar porque ele passava por algo parecido, éramos muito jovens e cada um era uma promessa para seu ramo.

Sorri aliviada em poder falar aquilo, num lugar bem inesperado e com Orion, um colega de aula que por sete anos conhecia sem ter muito contato. Ri um pouco do jeito que ele interagia com os animais, não por achar que era um palhaço, mas porque eu achava realmente bom aquele dom. Apenas mostrava como ele era alguém especial! – Eu acho fascinante esse dom. Não se preocupe Diarmuid, eu tenho muitas coisas gostosas em casa para você comer quando aparecer por lá! – Falei para a coruja preta de Orion, não sabia o que a ave tinha falado para Orion, mas por ele falar em pacote pesado achava que era algum tipo de reclamação. – Eu criei essas fichas porque era mais fácil quando eu tinha que ir buscar pacotes, porque como sou a mais nova virei uma espécie de menina de recado por aí! – Falei fazendo uma careta não muito feliz, e eu realmente ia e vinha pegando pesquisas e levando amostra pelos laboratórios do mundo. Descobri que ter aquele tipo de cartão me ajudava demais para entregar nesses lugares. – Preciso ir, foi bom conhecer você e seus amigos fofos! – Acenei para cachorro, em seguida dei um passo em direção dele com os braços um pouco aberto, eu ia dar outro abraço nele.



Formada pela Grifinória - Hogwarts. Ex estagiária do Profeta Diário. Ex supervisora do Clube de Poções e Formada no Clube de Poções. Ex Pociologista da SICPVM. Sobrevivente de Mag Mell. Ex docente de Artes das Trevas em Durmstrang. Atual docente de Poções em Hogwarts 6° e 7° ano May Snow
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Convidado
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Perfil Bruxo
Escola/Casa:
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeSeg 11 Fev 2019, 00:43

VELHOS CONHECIDOS
— Muitíssimo obrigado! Realmente, não sei o que seria de mim sem o senhor! — Riu uma risada alta e bastante sincera, afinal, não havia nada mais verdadeiro que a sua fala. O homem a quem Nicolás agradecia tinha como nome Galahad Barkridge, um feiticeiro que o jovem conheceu ainda nos seus primeiros anos na ilha. O motivo do encontro, bem lembrava Nicolás, não foi muito agradável, uma vez que se deu a luz de uma doença contraída pela espanhol assim que havia posto os pés no país — o acontecimento quase o fez arrumar as malas e retornar imediatamente a sua terra natal, aterrorizado pela total completa de sorte. Galahad era um dos melhores, se não o melhor curandeiro de toda a Escócia, e por conta disso havia recorrido a ele no momento de sua desgraça. Tinham noites que ele ainda acordava de pesadelos nos quais cerdas feito as de aranhas cresciam ao longo de sua pele, espessas e pontudas. A mera lembrança fazia Nicolás se arrepiar. — Está brincando? Isso é mais do que necessário, está ótimo. — O ministerial se referia ao pequeno saquinho de pano que carregava em sua mão, dentro do qual contia algumas gramas de pelos de unicórnio, que ele pretendia empregar numa de suas poções. O ancião também comercializava alguns itens para poções, e Nicolás gostava de obter do homem aquele tipo de produto em específico — pelos, chifres, dentes, unhas e afins — porque confiava em sua integridade; haviam mercadores que exploravam animais e criaturas, ou fazia uso de redes ilegais que abusavam dos mesmos métodos, para a aquisição desses artigos, e o bruxo com certeza não iria contribuir para aquilo. No final das contas, valia a pena viajar até o pequeno chalé escondido nos confins daquela imensa floresta escocesa.

Quando todas as despedidas foram enfim feitas, Nicolás deixou algumas moedas nas mãos do feiticeiro (com muito esforço, pois o velho sempre parecia relutante a receber qualquer tipo de quantia em dinheiro, o que ele sempre achava engraçado) e tão logo se retirou dali.
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Ares Fontaine D'Amici
Grifinória
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Ares Fontaine D'Amici

Patrono : Raposa-cinzenta
Bicho-papão : Perder o controle de seus atos

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Lasca de Casco de Centauro, Espinheiro-Alvo, 31cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeDom 31 Mar 2019, 23:57

Instinto. Meu corpo automaticamente se desviou para o lado, ainda que eu tenho me desequilibrado e a besta tombado na árvore. Seu impacto gerou um buraco grande o suficiente para me fazer imaginar o quão ferrado eu estaria se tivesse permanecido no caminho. Corri pela mata, escutando o monstro grunhindo e o som de suas patas reptilianas ecoando pelo carpete. Ele ameaçou outro salto e abocanhou meu longo sobretudo, puxando-me violentamente para trás. Eu podia sentir o odor pútrido de seu bafo e a saliva pingando da boca, mas com determinada dificuldade consegui me livrar da peça de roupa. Agora com uma vantagem posicional, pois a criatura se ocupou em mastigar o pano de meu sobretudo, apontei a varinha e conjurei: - Alart Animals. - Um som inaudível para os ouvidos humanos, mas suficientemente forte para gerar uma onda tremeluzente, alcançou a besta que contraiu os olhos, encolhendo-se em agonia expressiva. Ele demorou apenas alguns segundos para recobrar a consciência e rugiu, espalhando perdigotos por todos os lados. Então deu um imenso salto e conseguiu me derrubar antes mesmo que eu tomasse uma atitude planejada. Seu focinho de leão ficou bem próximo de minha cara, quase o suficiente para arrancar um pedaço do meu nariz. Não lhe faltaram tentativas, mas uma surpreendente força desesperadora surgiu em meu interno, ajudando-me a segurar a criatura com as próprias mãos a tempo de rolar pelos galhos e sentir os cortes em meus braços. Foi quando me reergui e proferi no exato momento que ela deu outro salto. - Petrificus Totalus! - Um jato congelante atingiu seu rosto, espalhando-se em um segundo pelo restante do corpo e petrificando qualquer ação do monstro. Perdi o equilíbrio e cai por trás de um tronco, aproveitando para finalizar em um combo. - Reducto! - O raio poderoso encontrou a estátua petrificada e a reduziu a uma grande explosão de pó. Em apenas um segundo, nada mais tinha restado da besta, senão uma fraca fumaça branca que sumiu tão logo apareceu. Arfando de cansaço e com o coração a mil, estendi os braços no chão e permaneci descansando por alguns instantes. Mais a mil que meu órgão bombeador de sangue, estava apenas o meu cérebro criando teorias para justificar a loucura que tinha acabado de acontecer. Olhando para os lados e dando uma última observada no que tinha restado da floresta, concentrei minha magia e desaparatei dali.


LION HEART
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Morgan T. Fallen Wichbest
Jogador do Time da Corvinal
Jogador do Time da Corvinal
Morgan T. Fallen Wichbest

Bicho-papão : Sangue

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Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: 7º Ano
Varinha: Escama de Cauda de Sereiano, Azevinho, 26cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeQua 05 Jun 2019, 10:10


 
[Dia 18 de Junho de 2019, céu aberto e com poucas nuvens]

Havia chegado o dia do casamento de seu pai. Estavam na proximidade de um castelo que Morgan nem lembra mais o nome, não por conta do seu pai – um mero relojeiro – mas pela família de Olivia, eles eram ricos. Todo tipo que compra coisas estupidas de cara, simplesmente por não ter com o que gastar. Porém, a Wichbest desde que nasceu parecia que havia sido anestesiada, nada o que os outros lhe diziam pareciam causar alguma reação e ela sempre tinha um sorriso fraco no rosto – melhor, um sorriso falso. Seu vestido havia sido escolhido a poucas semanas e para ser bem sincera, ela preferia o vestido cinza e com flores bordadas. Esse era simplesmente, ridículo. Nunca em seus cinco mil duzentos e cinquenta e sete dias de vida, Morganna havia vestido uma roupa tão horrorosa. A cor amarela que deixava a menina ainda mais pálida, e parecia aqueles vestidos de princesa de uma ilha do terror, nada na vida poderia ser superar isso, ela ti há certeza disso. Morgan suspirou ao tocar no tecido grosso e esquisito, olhou em sua volta e um bando de mulheres caminhavam em total confusão - Faltam apenas vinte minutos minutos. - uma delas gritou perto de mais do ouvido da menina, que fez sua cabeça zunir. Por todos os deuses, ela estava odiando cada minuto desse dia, segurou a feição de nojo e caiu no sofá que parecia ser uma nuvem de confortável.

Um vento frio fez um arrepio crescer em sua espinha, já havia passado dois anos desde do seu acidente e a descoberta de que estava parecendo aquele menino estranho do sexto sentido – e mesmo assim ela não havia se acostumado com a estranha sensação de quando um espirito vinha lhe visitar. Alguns já lhe eram bastante conhecidos, como o menino que lhe falava obscenidades no meio das aulas, o senhor com cicatriz no rosto que lhe parecia se recusar querer falar com Morgan, e por fim, a figura mais misteriosa de todas, a mulher de branco. Ela sempre aparecia nas situações em que a menina se estressava com o casamento, bufou ao observar ao espirito ao seu lado – que bem diferente das últimas vezes, estava como um sorriso alegre no rosto. Por um instante, Morgan estranhou, mas como não sabia muito sobre os sentimentos de fantasmas em geral, preferiu deixar de lado dando os ombros.

Por minutos a mulher ficou ao seu lado apenas observando o movimento, foram tantos que a menina até mesmo parou de se importar com sua presença. A cerimônia seria daqui trinta minutos, em outras palavras iria demorar uma eternidade – Ela é minha octaneta. - levou um susto ao ouvir a voz da mulher, só para que você meu caro leitor tenho uma ideia, as vozes de espíritos pareciam como um eco bem distante e ao mesmo tempo tão perto que causava tremores. Morgan levou a mão no coração, observando o olhar da mulher que não estava em sua direção, mas sim, sobre Olivia no vestido de noiva. Rapidamente Morganna pode juntar as peças, a mulher de branco era uma parente distante de Olivia – deveria ser por isso que ela estava lhe perseguindo durante esses últimos dias de organização para a festa. A menina não pode evitar deixar um pequeno ohh de surpresa sair de seus lábios finos, como também o questionamento de “O que ela tinha haver com toda a situação?”. Não queria que fosse uma festa grandiosa, mas essa sua esperança havia sido deixada de lado a muito tempo atrás.  Olhou para espectro ao seu lado com um sorriso amarelo e totalmente forçado, só queria ter um pouco de paz – e mesmo essa mulher lhe intrigando, naquele momento Morganna não queria ser levada por usa natural curiosidade e sim, pela melancolia.

-Me faça um favor...- ao ouvir a frase, a menina não pode evitar revirar os olhos azulados. Não queria fazer favores nem para vivos, imagina para mortos. Mas, o comportamento da corvina não impediu que a mulher continuasse – Não deixe que nada estrague esse dia para ela. - sem mais nem menos, o espirito tomou seu rumo para o outro lado da vida ou vai saber para onde, deixando Morgan além de confusa, irritada. Nunca vai conseguir entender esses fantasmas que falassem lhe perseguir, todos tem algum tipo de problema ou história, e normalmente sempre falam coisa que lhe perturbam. Ora essa, ela já era uma adolescente não precisava de outras pessoas lhe colocando pensamentos perturbadores, ela podia fazer isso sozinha, muito obrigada.  

Em um grunhido ela se levantou do sofá e se aproximou de Olivia, ela realmente não queria e culpava sua personalidade naturalmente boa e medrosa - Você precisa de alguma coisa? - disse com a voz fraca quase mesmo falhando, por um momento a mulher de cabelos negros arregalou os olhos surpresa. Morganna nem mesmo falava muito e tinha dias que nem mesmo direcionava a palavra para ela, mas isso era mais pelo fato de não a conhecer o suficiente e não, por pura implicância. Morgan nunca trataria mal por causa disso, ou trataria? – Uma foto com você, seria interessante. O que você acha? - a corvina apenas balançou a cabeça em concordância e enquanto o fotógrafo se ajeitava em sua frente, Morgan ajeitou sua roupa e se ficou ao lado da mulher. Ao sorrir para a foto até mesmo pensou em falar: Se você trair o meu pai, eu te mato. Apenas como alivio cômico, mas pela imagem que a mulher havia dela iria ficar com medo até mesmo de olhar para Morganna ou com vontade de lhe mandar para um hospital psiquiátrico.  

Depois disso, Morgan fez de tudo para não fazer com que aquele dia não fosse um pesadelo para Olivia, não sabia o porquê, mas parecia que realmente havia prometido para a mulher fantasma que iria garantir a felicidade de sua madrasta naquele dia.  A festa realmente só foi acabar depois de oito horas e como seu pai foi direto para lua de mel, Morgan teve que esperar a boa vontade de seus tios para que finalmente pudesse vazar do lugar. E que alivio foi quando ela finalmente foi embora.






Hold me down, I’m so tired now, aim your arrow at the sky. Take me down, I’m too tired now, leave me where I lie.
Fire!
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Daniel Fiatti Lancastell
Professor de Hogwarts
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Daniel Fiatti Lancastell

Patrono : Chacal-Dourado
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Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Presa de Vampiro, Carvalho, 31cm, Inflexível

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeSex 28 Jun 2019, 17:38

Desde que Nyx decidiu sair das sombras e fazer o seu retorno para os holofotes da sociedade bruxa, uma série de catástrofes anunciadas vinha acontecendo por todas as partes. As ações terroristas da psicopata - e do seu grupo de seguidores - causavam sérios danos não só a pessoas, mas também criaturas, seres e toda uma sociedade em geral. O tsunami de problemas ameaçava até mesmo o véu mágico que mantinha o sigilo do mundo bruxo. Um exemplo disso foi o nascimento do termo "inimigo invisível" por parte de um dos líderes do exército britânico, o que colocou ainda mais lenha na fogueira em que os trouxas costumavam usar para queimar os bruxos. A partir de então, várias operações de resgate e proteção foram acionadas, não só pela SICPVM, mas um conjunto de órgãos políticos e administrativos do mundo bruxo. A grande preocupação era que, em meio à crescente onda de desconfiança que partia dos trouxas, a fauna e flora mágica corria um grave perigo de exposição nos habitats frequentados por públicos mistos. E era justamente nessas áreas que precisávamos intervir.

Em Anagach Woods, uma floresta ao norte da Grã-Bretanha, na Escócia, os casos mais comuns que poderiam ocorrer remetiam à exposição de criaturas como agoureiros, fadas, tronquilhos e besouros-da-melancolia. Muitos trouxas caminhavam pelas trilhas da floresta, ou usavam dos seus caminhos para praticar esportes. Uma vez ou outra, haviam casos de ataques por parte de diabinhos ou fadas mordentes. Nada tão irreversível. Mas com as frequentes notícias que aterrorizavam a sociedade, até mesmo pequenos incidentes como esses poderiam causar um grande abalo nas organizações do mundo bruxo. Por conta disso, uma operação de urgência foi montada no arquipélago, com o auxílio do Departamento para a Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas. A ideia era simplesmente ocultar ao máximo a presença dessas criaturas na área utilizada pelos trouxas, evitando assim o risco maior de exposição. Para os casos que envolviam diabinhos e fadas mordentes, a ordem era de realocação para o arquipélago. Para todos os efeitos, aos olhos dos trouxas, tais criaturas jamais existiram por ali.

Era fim de tarde quando chegamos à floresta por meio de uma chave-de-portal. O trabalho que deveríamos realizar era relativamente simples, mas, para alguns, materiais específicos foram necessários. Junto à minha equipe, adentrei a floresta por meio das árvores, procurando pontos específicos em que a vegetação ficava à margem de trilhas ou caminhos. Observava principalmente se existiam moitas mais espinhosas nessas regiões, onde era provável de conter ninhos de agoureiros. Eu sabia que tronquilhos eram os mais fáceis de encontrar, mas em geral o comportamento desses pequenos não gerava muitos problemas. Ao encontrar uma região que oferecia riscos próximo à trilha principal da floresta, observei e estudei bastante os arredores antes de sacar a varinha e apontá-la para o alto. — Cave inimicum! — recitei ao realizar a magia. Encobria aquela região com uma barreira ilusória, de forma a ocultar a visão de quem passeia pelas trilhas para os acontecimentos floresta adentro. Ainda no interior da área protegida pela barreira, ergui a varinha mais uma vez. — Abaffiato! — Lancei então o encantamento que impediria que os ruídos de dentro denunciassem as presenças ali. Era basicamente o serviço que precisava ser feito. Com isso, tratei de vasculhar mais áreas de risco e encobrir os seus traços com os respectivos feitiços. […]Acho que o trabalho aqui já está feito — comentei ao encontrar o restante da equipe. Não demorou então para que organizássemos tudo que era necessário, e conjurássemos uma chave-de-portal de volta para o arquipélago.

Saio daqui.


Daniel Fiatti Lancastell
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Azri Arkley D'Anjou
S.I.C.P.V.M. - Magizoologista
S.I.C.P.V.M. - Magizoologista
Azri Arkley D'Anjou

Bicho-papão : Cavalo-do-Lago

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Ferrão de Explosivin, Mogno, 31cm, Rígida.

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeSab 29 Jun 2019, 09:37


- Proteção!;

O mundo mágico parecia a beira de um colapso desde que a bruxa das trevas Nyx resolvera sair das sombras e iniciar uma série de ataques, dentre eles o da Ilha de Alderney e Beco Diagonal. Desde então o Ministério e demais organizações mágicas estavam em constante alerta, inclusive a SICPVM passou a trabalhar com mais afinco, realocando e cuidando de animais mágicos que pudessem causar alguma exposição ou insegurança para os trouxas.

 Era meados de dezembro e Azri bebericava uma xícara de chá e comia muffins preparados por Eibhlin, estavam deliciosos e eram os favoritos de sua irmã Gina – tinha certeza que tinham sido feitos para atender as vontades da menina, se ele bem conhecia Eib ela não estragaria suas unhas cozinhando algo se não fosse para mimar as extravagâncias da garota – enquanto lia o jornal antes de ir para o trabalho, hábito de velho que tinha aprendido com o pai. Soube com as notícias e reuniões entre colegas que desde o mês anterior o caos parecia ter se espalhado pelo mundo trouxa, apesar de Nyx aparentemente ter dado uma “pausa” aos ataques em locais bruxos, os trouxas pareciam enlouquecidos e criaram uma teoria sobre um “inimigo invisível”, que a sociedade mágica sabia se referir aos bruxos escondidos. Com isso, a sobrecarga de trabalho havia dobrado diante de ações dos magizoologistas que pegaram a função de proteger e preservar o habitat das criaturas mágicas e afastá-las de possíveis olhares trouxas.  A cada dia uma nova ação era realizada nos locais mais prováveis de causar exposição ao mundo bruxo ou incidentes, a crescente desconfiança pelos trouxas da existência de coisas ocultas deixou todos em alerta. Naquele dia, a floresta de Anagach Woods na Escócia seria um dos locais que a Sociedade Internacional trabalharia.  Um local pantanoso cheio de plantas raras e animais mágicos, com uma série de trilhas utilizadas pelos trouxas para caminhadas e os mais diversos esportes, lotado de fadas mordentes, besouros-da-melancolia, tronquilhos e agoureiros, propício à incidentes com trouxas. Havendo a necessidade de proteção destes locais com feitiços ilusórios e deslocamento de algumas criaturas de forma temporária para a Ilha Scamander, o Departamento para Regulamentação e Controle de Criaturas Mágicas pediu ajuda para realização da tarefa.

A equipe designada para a missão chegou ao local por volta de três horas da tarde, subdividindo-se em direções diferentes e pontos específicos, alguns foram sozinhos, outros em dupla. O loiro gostava de trabalhar sozinho em situações como aquela, preferia se concentrar e o silêncio facilitava a execução da tarefa.  Caminhava devagar vasculhando o local,  se atentando para as espécies de plantas que tinham ali, em estado de alerta com a varinha empunhada, prestando atenção no solo em locais onde fadas mordentes poderiam ter enterrado seus ovos e árvores ocas com espaços escuros e protegidos que poderiam abrigar os ninhos de besouro-da-melancolia. Escolheu partes estratégicos perto das trilhas para lançar os feitiços, caminhava alguns metros e erguia a varinha – Repello Trouxatum – Um campo anti trouxas para impedir que adentrassem a floresta para além da  trilha – Abaffiato – Uma barreira mágica para abafar  quaisquer ruídos,  e por fim – Cave Inimicum – O campo incolor de proteção se espalhou,  cuja função seria impedir trouxas de ver ou ouvir o que se passava do lado de dentro da barreira mágica ao redor das trilhas. Depois de vasculhar e lançar o trio de feitiços por todo o perímetro que lhe foi designado, encontrou e deu apoio aos demais colegas da equipe que ainda não tinham finalizado, auxiliando na captura de diabinhos e fadas mordentes para serem transportados para a ilha de Scamander. O crepúsculo já se aproximava quando a equipe de deslocamento das criaturas partiu e  os responsáveis pelos feitiços cobriram  toda a área. Azri suspirou satisfeito, guardando a varinha na bainha antes de saírem dali de volta ao arquipélago.


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Hades Hammerfest-Rietmann
S.I.C.P.V.M. - Diretor de Operações
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Hades Hammerfest-Rietmann

Patrono : Salamandra
Bicho-papão : Perder a Alma

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Espinheiro-Negro, 20cm, Inflexível, Pelo de Barba de Gnomo.

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeDom 30 Jun 2019, 11:46

Morde Morde

Realizando um belo trabalho
#Junho

Após uma longa conversa com o Augustus, nosso chefe, decidimos que precisamos ir à campo dar nossas caras para prevenir muitos problemas. Ele veio com a notícia de que o Ministério da Magia está pedindo nossa ajuda, o nível quatro, que também vai a campo. Algumas criaturas podem ser expostas por causa de uma trilha que os não mágicos usam, em Anagach Wood. Me reuni com os Magizoologistas para delegar suas funções nesse caso muito importante. – Vocês vão localizar os pontos onde as criaturas vivem. Em seguida vão proteger as áreas ao redor dos espécimes existentes na região, usando feitiços ilusórios para deixar o habitat seguro para eles e para os trouxas que frequentam a trilha. – Afirmo com uma prancheta em mãos, com as relações das criaturas que habitam no lugar. – Algumas criaturas como Diabinhos e fadas mordentes, teremos que trazer e deixar na nossa ilha Scamander, afinal, são as mais encrenqueiras. – Entrego por fim, algumas copias das relações que tenho sobre as criaturas e dispenso os colegas. – Breve estarei me reunindo a vocês para ajudar no que for necessário. – Informo só para finalizar nosso encontro. Após me ver sozinho, preciso tomar algumas decisões, preciso escolher um lugar para relocar essas criaturas que vão chegar para ficarem temporariamente.

Se elas estão sendo tiradas de uma trilha, nada melhor que deixarem a mesma em um lugar tão familiar quanto. A trilha da ilha Scamander. Vou em busca de alguns mapas para deixá-los separados para os Magizoologistas e vou ligeiramente ao Anagach Wood, no norte da Grã-Bretanha, na Escócia, me encontrar com os demais. Quando chego, eles já haviam encantando maior parte das áreas, mas não poupei esforço para reforçar. Com varinha em mãos, comecei a gesticula-la proferindo os encantamentos de proteção. – Abaffiato! Cave inimicum! Repello Trouxatum! – Caminho até outro lado ainda repetindo os feitiços. O engraçado são os diabretes e fadas mordentes voando de um lado para o outro emitindo sons irritantes, loucos para aprontarem com a gente, esperando brechas para nos agarrarem. Sempre estamos de prontidão, mas nosso papel principal além de feitiços de proteção e repelir trouxas, é capturar cada animalzinho abençoado que adora encrenca. – Agora precisamos capturar sem machucar, por favor, para serem levados para a ilha Scamander. Immobilus! – Brado o feitiço contra um diabrete em um galho de uma árvore e assim seguimos, alguns imobilizando os animais, outros colocando-os em gaiolas espaçosas para não se sentirem sufocados.

Somos práticos, ágeis, profissionais e treinados para essas situações, então é muito difícil algumas criaturas traquina conseguir nos ludibriar, o que torna tudo mais divertido, porque elas tentam, mas não conseguem porque estamos sempre de olhos abertos. – Cuidado com essas asas, por favor. – Repreendo um colega preocupado com a maneira que carregou uma fada mordente. – Acho melhor levitá-las do que carregar com a mão, assim pode machucá-las, são frágeis com nossos apertos. – Sugiro e vejo eles fazendo seus bons trabalhos. Quando pôr fim terminamos de recolher provavelmente todas, reunimos todas as gaiolas, com diabinhos, fadas mordentes e diabretes para irmos a Ilha Scamander. Saimos do local.


Hades vs Aslan
Hades vs Aslan
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Milo Yungi Hwang
Resistência - Membro
Resistência - Membro
Milo Yungi Hwang


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Escola/Casa: Mahoutokoro (Japão)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Escama de Cauda de Sereiano, Espinheiro-Negro, 31 cm, Rígida.

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeDom 30 Jun 2019, 13:24

Milo havia acordado naquela manhã cheio de expectativas para como seria seu primeiro dia de trabalho no Ministério da Magia, uma vez que tinha sido contratado há pouco para ser o responsável pela regulamentação e divisão dos seres e espíritos. Era um trabalho que exigia muito de uma pessoa, e óbvio que o jovem ministerial estava capacitado para tal, já que assumiria o cargo. Naquela manhã em particular, enquanto caminhava para a entrada secreta do ministério, Milo imaginava como seria seu primeiro dia no trabalho, esperava que fosse algo mais simples e tranquilo já que estava começando o trabalho. Fazia muito pouco tempo que o jovem havia se mudado para o país, uma vez que tinha decidido seguir um caminho todo diferente da de seus pais. Ambos os mais velhos eram professores de Mahoutokoro, algo que sempre ajudou o garoto mas também atrapalhou muito. Quem é que gosta de estudar junto dos pais? Pois bem, não demorou muito para que estivesse no átrio do ministério e com toda a certeza estava extasiado com tudo que via, tanto é que ouviu de um bruxo que passara ao seu lado para fechar a boca pois poderia entrar algum mosquito. É, talvez os britânicos não fossem tão calorosos quanto pensava. Por não saber muito o caminho dentro do ministério, apenas seguiu o fluxo que levava direto para os elevadores, estes que estavam lotados de bruxos, ou seja, tivera que se esgueirar bem ao fundo do elevador e praticamente ficar espremido durante todo o trajeto. Era por isso que odiava elevadores, já tinha passado por muita coisa ruim durante seu estágio no ministério de seu país.

Parecia que o jovem tinha saído de uma daquelas lutas de ringue quando saiu de dentro do elevador, uma vez que tinha que se desviar de braços que vinham em sua direção, pés que tinham a mania de chutar a sua canela e até pastas voando por todo o interior do objeto. Ah! Sem contar que vez ou outra engolia tufos de cabelos feminino que teimavam em ser jogado contra sua face. É, não tinha começado o primeiro dia muito bem, mas por sorte havia chegado bem antes do horário de trabalho, caso contrário levaria uma baita bronca de sua chefe, o que era algo que não gostaria de passar no momento, até porque a mesma lhe dava um certo medo. Assim sendo, sem perder muito mais tempo, caminhava pelos corredores do departamento quatro em direção a sala de sua chefe. Milo estava um tanto cauteloso e com as mãos suadas devido a todo o nervosismo que estava naquele momento, uma vez que era seu primeiro dia no trabalho e não sabia o que esperar. Achou que, por ser seu primeiro dia no trabalho, teria algo mais leve, simples e sem muito esforço, mas não! É, não seria como seu primeiro dia de trabalho como estagiário. O rapaz teria que se deslocar do departamento para o meio de uma floresta escocesa para dar assistência a criaturas e seres que viviam naquela floresta, tudo porque o risco de exposição das criaturas para os olhos dos trouxas estavam crescendo absurdamente devido aos últimos acontecimentos, ou melhor, ataques. A floresta de Anagach Woods seria uma das primeiras a ter a realocação das criaturas para uma outra ilha, já que as trilhas do local potencializavam ainda mais o contato dos espécimes da região com cidadãos trouxas.

Não demorou muito para que o jovem ministerial estivesse aos arredores daquela floresta para começar o trabalho que deveria ser feito. Primeiro, tudo o que ouviu foi as ordens vinda dos magizoologistas da Sociedade Internacional, uma vez que foram eles quem deram a informação para o que estava acontecendo e o que deveria ser feito. Segundo, as pessoas presentes naquela missão tinham sido divididas em regiões diferentes para que cobrissem o mais terreno possível, assim como ter o trabalho feito com mais rapidez, uma vez que as criaturas apresentavam um certo perigo para os trouxas que viviam perto daquelas trilhas do local. Assim sendo, Milo acabou ficando com um grupo que ficaria mais perto das trilhas para dar uma certa assistência aos bruxos que chegavam com as criaturas capturadas e que seriam realocadas para a Ilha Scamander, algo totalmente provisório para aquele momento, já que o risco de exposição era enorme. Mas isso não queria dizer que o jovem ficaria sem fazer nada, muito pelo contrário, ficaria responsável pelas criaturas que ficavam por ali ou que apareciam naquela região, como também daria uma boa assistência aos trouxas que caminhavam por aquela trilha, mesmo que logo no começo da mesma havia um sinal de que estava fechada. Apesar de ser um trabalho bem mais simples, já que seu cargo era voltado mais para os seres e espíritos, Milo daria seu melhor para ajudar no que fosse preciso. E, assim sem perder muito tempo, pode ver os pequenos grupos de bruxos entrando cada vez mais adentro da floresta escocesa. O trabalho precisava ser feito rapidamente.

Não demorou muito para que a primeira leva de criaturas que seria transferida chegassem até o local indicado, fazendo assim com que alguma das pessoas que estavam presentes, fossem para o local que seria realocada aquelas criaturas. Milo se mantinha na posição que tinha sido colocada, a de dar uma certa assistência aquelas criaturas e também ajudar no que fosse preciso. Havia diversos tipos de animais espalhados pela floresta e todos os seus arredores, assim como era quase inevitável se não ouvir pessoas curiosas passando por aquelas trilhas, não por conta das criaturas, uma vez que as mesmas estavam sob feitiços ilusórios contra todos os trouxas, mas porque era uma floresta conhecida naquela região. Era possível encontrar quase todos os tipos de criatura dentro daquela floresta, desde os mais tediosos como diabinhos e fadas, como também alguns centauros, estes últimos que se recusaram a sair de seu habitat, até porque moravam bem no fundo da floresta, onde era praticamente impossível de se chegar, tanto é que tinha sido uma missão quase impossível tentar encontrar o bando quando o ministério decidiu fazer a tal realocação. Mas foi exatamente naquele momento que o ministerial foi pego de surpreso quando uma das criaturas conseguiu escapar, agindo o mais rápido possível, caso contrário sofreria as consequências do ataque vindo do animal. — Immobilus — se tratava de um arpéu que aparentemente não estava nem um pouco feliz com a tal mudança de cenário, tanto é que Milo agiu rapidamente puxando sua varinha do bolso e acertando a criatura com um feitiço paralisante, com o qual fizera a criatura ficar imóvel.

Enjaulius — rapidamente lançou outro feitiço fazendo com que barras de ferros cercassem o animal como uma espécie de jaula. Certo que era algo que não gostava de ver, no caso animais trancafiados em jaulas, no entanto, aquilo era para o próprio bem de cada criatura, além do que ficaria naquele desconforto por pouco tempo, uma vez que seriam soltos em uma ilha especialmente para eles serem livres e sem se preocupar com trouxas — esta situação no caso se encaixava somente para os bruxos, até porque muito dos animais não compreendia o que estavam acontecendo, mas sabiam que algo terrível estava acontecendo, e talvez tenha sido por isso o ataque da criatura há pouco. De fato que havia muita coisa para ser feita é aquela visita era o primeiro contato com tais criaturas, tanto é que precisou da ajuda de muitas pessoas, tanto do ministério da magia quanto da Sociedade Internacional, esta última que auxiliava de todas as maneiras para que o trabalho fosse feito nos mínimos detalhes e que todas as criaturas tivessem o cuidado necessário com sua espécie e sua captura. Era um trabalho difícil e um tanto complexo, uma vez que tinha que fazer tudo cautelosamente e com muita calma. Por outro lado sabia que era preciso aquela realocação das criaturas, já que seria bem melhor eles conviverem de uma forma bem melhor e não correr o risco de serem descobertos. Claro que essa parte era mais preocupante para o ministério do que as próprias criaturas, né? Por fim, tudo o que precisavam fazer para aquele primeiro dia era catalogar todas as criaturas que foram capturadas e consequentemente levá-las para onde viveriam, tudo para deixá-las com mais segurança e sem correr risco de exposição.


milo yungi hwang
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Matheus O. Belmonte
S.I.C.P.V.M. - Magizoologista
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeDom 30 Jun 2019, 23:48

Eram raras as criaturas que me causavam desconforto, principalmente se tratando das mágicas. Além de quem quem me via de fora, jamais imaginaria que um cara barbado em seus quase quarenta anos tivesse certo mal estar de lidar com criaturas tão pequenas quanto diabinhos e fadas mordentes, tanto que quando tento trocar de equipe recebo risadas em troca de meus parceiros de trabalho - Ah, qualé... Até os mais fortes tem seus tendões de Aquiles, sabiam? - Um barulho diferente surge atrás de mim, e imediatamente me viro em posição de ataque, o que só serve como mais piadas para meus companheiros e me faz suspirar - Tá certo, riam a vontade vocês aí... Vai ter volta. - Assim que tenho a certeza que estava tudo bem, volto a seguir a trilha com meus companheiros de trabalho. No fim, meu medo era totalmente lógico e racional: Tinha pavor de Fadas Mordentes desde um episódio de infestação das mesmas em minha própria casa, onde infelizmente descobri que minha filha Isadora tinha certo nível de alergia às criaturas, o que a levou ao hospital por um dia completo. Desde então tinha um cuidado redobrado com infestações aparentemente inofensivas das mesmas, o que era algo bem justo.

Enfim mais sinais das Fadas Mordentes surgem, e com uma pequena análise no solo consigo encontrar um ninho dos pequenos seres humanoides. Tinha conhecimento o suficiente para saber que logo as fadas adultas se aproximariam ao ver que tentávamos seus ninhos, então retiro de minha bolsa lateral uma lata de spray muito útil, e em troca recebo olhares feios de meus colegas de equipe - Ah, gente... Não é menos pior do que um feitiço em cada fada, concordam comigo? E só vai deixá-las desmaiadas por pouco tempo. -  Me referia a Doxycide, um fadicida mundialmente conhecido e item indispensável no momento. Deixo a lata no chão enquanto realoco com cuidado o ninho para uma caixa de transporte, e como imaginado antes logo ouço zunidos de asas furiosas cindo em nossa direção - Preparem as varinhas e venenos, queridos bruxos e bruxas. 3...2... - Bem como havia falado, pequenos seres começam a se aproximar de nosso quarteto de trabalho mas antes que se aproximem eu agito a lata e aperto sua válvula para liberar o fadicida no ar, enquanto um dos voluntários de forma esperta abre uma caixa e a coloca embaixo do local onde as fadas sobrevoavam - Genial, Sr. Steel. Assim nos poupa o trabalho de pegar fadinha por fadinha. Podemos seguir então? -

Depois de demonstrado como devia ser feito, o trabalho tornou-se até mais interessante, e não foram encontradas grandes dificuldades com o resto dos ninhos e fadas. O veneno logo perderia seu efeito e as fadas despertariam, então a equipe se organiza para voltarmos para a sede o mais cedo possível - e para meu maior alívio, ilesos. (saio dali)


gado  d+
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Lorraine L. Rathbone
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeDom 21 Jul 2019, 17:44



I miss our conversations
Sentada sobre as folhas secas no chão, passando as mãos sobre Miah, minha gata malhada, pensava em como era bom estar ali. Me afastar de onde tinha muitas pessoas e me permitir ter um contato com a natureza, me fazia me sentir melhor. Fechei os olhos e inspirei, deixando o ar puro encher meus pulmões. Ainda com os óleos fechados, pensei em meus pais. Ainda sentia muita falta deles e eu não tinha vergonha de admitir isso. Tentei concentrar minha mente e meditar em tudo o que eu havia descobrido nos últimos meses. Muitas coisas aconteceram e eu precisava, mais do que nunca da um passo adiante. Não podia mais viver as escondidas, nas sombras das coisas. Eu precisava amadurecer. Recentemente, havia descoberto um dom em mim. Achava que isso era comum e que todos no mundo mágico eram capazes de fazer, porém não era essa a realidade. Eu possuía a capacidade de me comunicar com animais telepaticamente. Um dom herdado de minha avó paterna. Eu não sabia disso e por isso nunca havia desenvolvido o meu dom, ate agora. Como a comunicação com os animais era totalmente através da mente, precisava ter uma boa concentração, pois me manteria conectada ao animal durante nossa conversa. Naquele dia, eu estava ali, com a minha gata, quem passará toda a minha infância comigo. Miah havia vivido juntamente comigo, todos os meus problemas na escola trouxa e na sociedade em que vivia. Por muitas vezes, ela havia sido minha única companhia dentro de casa e nós conversávamos por muito tempo, mesmo que eu ainda não tivesse noção do meu dom. Já havia muito tempo que não conversávamos, por culpa minha, tenho que admitir. Hoje eu queria acabar com esse silêncio em que ficamos por quase um ano, mas não sabia se conseguiria, já que o conhecimento sobre esse dom era recente.

-Miah! Você consegue me ouvir? - Pensei, tentando fazer uma conexão entre mim e a gata. Miah, que estava deitada sobre meu colo de costa para mim, escorregou do lugar em que estava confortável e se sentou sobre as folhas secas se colocando de frente para mim. " Sim, consigo te entender! " Pensou a gata olhando para mim. Sorri quando senti uma energia nos conectando e vi que ela conseguia me entender. Minha cabeça doeu um pouco, mas nada que eu não pudesse aguentar, afinal, sentia muita falta dela. - Fico feliz que possa me entender! - Pensei, mantendo minha mente concentrada na gata, não queria cortar nossa ligação por causa de minha distração. " Também estou feliz que você voltou a conversar comigo! Já tem muito tempo! "  Pensou a gata, o que me fez sentir culpa. Não queria ter a deixado assim, Mesmo que estivéssemos tão próximas, nunca estivemos tão distante uma da outra e ver que Miah também sentira aquela distância, fez meu coração sangrar de tristeza e culpa. - Me desculpe! Isso foi culpa minha! Depois que entrei para Hogwarts e depois que meus pais morreram, não quis conversar com ninguém por um bom tempo! Mas isso foi um erro! Também senti muito a sua falta! -  Confessei segurando as lágrimas. Queria ser sincera com a gata, afinal de contas ela merecia uma explicação, mesmo que ela soubesse tudo o que eu tinha passado. " Não precisa se desculpar! Eu vi pelo que você passou! Também sinto muita falta dos seus pais, eles me deram para você quando eu ainda era filhote. Podia escolher qualquer outro animal, mas me escolheram! Graças a isso, hoje tenho uma ótima dona! "  Pensou ela, o que me emocionou. Os animais eram realmente muito puros. Mesmo depois de quase um ano sem conversar com ela, Miah não havia guardado magoa ou ficado com raiva de mim. Sorri, deixando que uma lágrima escorresse pelo meu rosto.

Tirei a gata do chão, colocando-a sobre o meu colo para lhe dar um forte abraço. - Muito obrigada por me perdoar minha gatinha linda! - Pensei apertando-a. Vi que ela soltou um miado, mas não me importei. " Ta bom, de nada! Agora me solta ou eu arranho sua cara! " Pensou ela. Rindo, libertei-a do meu abraço esmagador. Assim que se viu livre, ela pulou para fora do meu colo e caminhou para um pouco longe de mim com a orelha mucha. " Vou ter que me banhar de novo! " Pensou ela, começando a se banhar lambendo, da forma dos gatos. Comecei a rir da forma com que a gata ficara estressada. - Eu estou muito bem limpa tá! E saiba que sua forma de banho não vai te livra do seu banho semanal! - Pensei levantando as sobrancelhas e rindo. Miah não gostou do que disse, pois o pelo de suas costas se eriçou todo. " Não se atreva a me colocar naquela água gelada que me apavora, se não vou arranhar sua cara inteira! " Pensou ela, o que me fez rir mais ainda. " Não deboche de mim! " Pensou ela irritada, o que me fez rir mais ainda. - Fica tranquila, não vai ser hoje! Mas já vai se preparando! Vamos para casa? - Pensei, tentando parar de rir da gata. Me levantei do chão e limpei as folhas da minha calça. Senti que a energia que me conectava a Miah tinha sumido e minha cabeça não doía mais, era como se nunca tivesse começado a doer. Miah começou a andar por entre minhas pernas, fazendo carinho. A peguei no colo e saímos dali, voltando para a casa. 



Postagem de fiscalização*atemporal*Vestindo
                   




◥ LORRAINE LESLY RATHBONE ◣
GRIFINÓRIA * 3° ANO * FAMÍLIA RATHBONE
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Sargie N. Kvasir
Membro da Guilda
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Sargie N. Kvasir

Bicho-papão : Ficar sem sua magia

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeSeg 02 Set 2019, 23:45


alfa
Não havia sido muito complicado lançar encantamentos ali e levar o trouxa até a floresta. Você pode até se perguntar: Mas com tos locais já prontos e mais reservados no mundo, porque utilizar uma floresta de certa forma até que bem visitada para realizar torturas? Bem, não era comum, mas haviam dias onde minha preguiça vencia meu corpo e o que desse menos trabalho era o que toparia, como caso, uma pequena cabana aparentemente vazia bem em Anagach Woods - ... Acho que me ouviu bem, Sam. - Digo já com uma voz impaciente para o jovem amarrado em uma cadeira a minha frente, na intenção que que o mesmo me desse detalhes sobre sua equipe. Não foi necessária muita pesquisa para descobrir que o loiro estava envolvido com uma espécie de nova inquisição não mágica, e é claro que qualquer que fossem as atividades da pseudo-gangue, provavelmente teria a atenção de Nyx e meus parceiros de Guilda caso viesse a causar algum mal. Bem, com os acontecimentos recentes não era de se duvidar que mais e mais grupos assim surgissem pela Grã-Bretanha, tanto que até o momento nossa missão era tentar acompanhar de perto o movimento de cada núcleo desses.

Reviro os olhos profundamente quando mais uma vez não consigo obter respostas do outro, e por fim minha paciência se esgota - Okay, você venceu dessa vez. - Arqueio uma das sobrancelhas, e podia quase sentir entre os dedos o medo do jovem, seu olhar e corpo todo demonstrando isso. Mesmo querendo muito penso duas vezes antes de apenas matá-lo, visto que o outro ainda poderia ser útil, ainda mais já comigo tendo conhecido todos os seus hábitos e horários para um possível novo sequestro, e quando termino de ponderar sobre seu futuro lanço-lhe um sorriso de canto de lábios, mantendo meu olhar fixo em seus olhos claros - Hoje é seu dia de sorte. - Falo ao fim, com um breve aceno da varinha o desacordo. Haviam poucas marcas de esfoliações em seu corpo graças a tortura, e nem me preocupo tanto com essas, concentrando-me mais nas lembranças que queria implantar em sua mente logo após apagar sua memória. O garoto usava frequentemente a trilha próxima a cabana para ir até sua casa de bicicleta, então nada impediria de que acidentalmente naquele dia ele perdesse o controle de seu veículo e caísse em um buraco para animais ali próximo e mal sinalizado, não é mesmo? Seguindo esta linha de raciocínio eu o desamarro da cadeira e faço com que o outro levite até o dito buraco, não esquecendo de também guiar sua bicicleta até o local. O fato do garoto estar desacordado também fazia parte da história, e ao finalizar todo o contexto me parabenizo pela ideia, conferindo se havia apagado todos os meus rastros antes de finalmente sair dali para a ilha - tinha muita coisa para pensar.

valeu @ carol!



Víper da Guilda de Nyx • Procurada pelo Ministério da Magia por assassinato infantil e outros delitos • Seguidora e protegida de Hecate • Família Kvasir • Irmã de Frigga • Mãe de Skitter (†) , Ícaro, Stella & Annemette • Apreciadora de vinhos e artes nas horas vagas
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Molly Stumpp
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Molly Stumpp

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeSex 22 Nov 2019, 07:44

คหтεร



Anagach Woods - Página 2 2LwZsVr



pequeno lobisomem olhava a lua cheia, e a lua cheia iluminava a criatura presa à árvore por uma corrente. Por quanto tempo a troca ocorria? Muito. O filho da noite, no entanto, não se sentia sozinho: sua mãe iluminada o protegia.

Ele moveu lentamente a pata presa, mas a corrente machucou um pouco mais a pele da região que apertava; pele que já estava assada e sangrando porque a criatura fora bem menos cuidadosa nas primeiras tentativas de lutar pela liberdade. Liberdade... Ela ergueu a boca e reclamou para a noite. Estava presa, e com fome, por quê?

Sentia a vida no pântano a seu redor, mas não podia tocar em nem mesmo uma. A vida aproveitava-se disso, esperta, e provocava a criatura. Como? Passos que vêm, vêm para perto.

A dor vem.

O lobisomem escutava e recuava, querendo encolher o próprio corpo. Ficar invisível para que não fosse machucado novamente pelo homem magrelo, que entrou em sua área com uma varinha erguida. Sim, o lobisomem reconheceu o cheiro do outro. Sabia que aquele homem não era um humano bobo  – era um fiel praticante de crimes de ódio.

A criatura tentou avançar contra o homem, depois recuou com um berro de dor quando a corrente o castigou. O humano riu. É claro que riu. Ele estava no controle e, finalmente, poderia descontar a sua raiva em alguém que, para ele, não é um cidadão protegido por leis. Não é um cidadão. Ele acha que olha para uma raça suja, primitiva e selvagem que atrasa o progresso da bruxandade. 

Para ele, sua exemplar habilidade com feitiços deve corrigir o que o Ministério da Magia não corrige. Isso aliviará o humano por uma noite. Oh, como o homem quer quinze minutos de alívio! 

Nós sabemos que ele correria loucamente, caso o lobisomem não estivesse preso. Mas a criatura estava – e percebendo a própria vulnerabilidade, ela optou por ficar atrás da árvore, estudando o humano.

O homem ergueu a varinha, um sorriso animado brincando com os seus lábios. O que ele faria não era surpresa para ninguém. Eu. Você. O próprio lobisomem. Todos nós sabemos que o ser humano pode se tornar pior que o diabo, caso o deem poder para isso e pré-conceitos aprendidos e legitimados por meio de discursos e mídias.

O primeiro feitiço atingiu o lobisomem que, dividido entre proteger e avançar, gritou e, em seguida, choramingou. A corrente em sua pata o condenava tanto quanto o humano com complexo de superioridade. Dor, dor e dor. Por que tanta dor? A criatura desejou morrer. A cada pausa do humano, o lobisomem lambia as patas como um cachorrinho, querendo diminuir o desconforto. No entanto, o homem não tardava a lançar mais feitiços, a criar mais feridas. 

A lua não podia fazer nada, era uma mãe indefesa. Mollie sequer estava lá. Infelizmente, o lobisomem não encontrou nenhuma saída — a árvore e a corrente insistiam que a criatura não sairia de lá.

[....]

Meus pés tocaram o chão e arderam como se pisassem em algo muito quente, escaldante. Olhos marejados, mas sem recuo dos pés. Vamos, Mollie! Você consegue chegar lá, tem que conseguir. Você conseguiu vestir a roupa! O casarão não é tão longe

Na cozinha, peguei o primeiro pano que pude ver, um balde com água e um pedaço de sabão. O barulho da louça lavando-se sozinha encobriu cada gemido de dor meu. Todos eles são avisos tristes do que houve comigo...

Corri para o armário-mãe. Lá, eu estava sozinha e protegida. Algumas crianças batiam à porta às vezes, pois queriam que eu soubesse que tinham uma coleira para mim. Ignorava. Eu estava sozinha e protegida naquele armário que cheirava a produtos de limpeza.

O balde foi colocado ao meu lado, mas ficou um pouco virado contra o meu quadril. Lugar pequeno. Molhei a ponta do pano com água e sabão. Respirei, e o ato machucou. Apertei as mãos no pano e fiz força para suportar o aperto, mas – mordi os lábios para conter um grito – a ardência em minhas palmas fizeram eu colocar o pano no balde. Como vou limpar os ferimentos se segurar um pano é quase como colocar a mão em uma fogueira?

Sentada, olhei para as minhas mãos, então os braços, pernas e passei os dedos pelos meus lábios. Até mesmo a lateral de minha testa tinha sangue seco. Cortes. Claro que isso aconteceria. Não precisei pensar muito sobre os motivos que os causaram. Algumas vezes, Tio Krol estava irritado demais para não me procurar durante a minha transformação. Pela criatura que sou estar bem presa, ele criava coragem e me machucava.

Agradeci mentalmente por conseguir ter andado até aqui. Em seguida, respirei fundo. Com dor ou sem, apertei bem os olhos e obriguei a minha mão a suportar segurar o pano e limpar as minhas feridas – do desconforto leve para a agonia. Dos gemidos de dor solitários para os acompanhados pelo choro de uma criança que sonhava em um dia ser considerada gente. Bem quis eu.

Meu corpo fora generoso, pois obedeceu. Estava acostumado com a dor. Mais ainda, estava acostumado a continuar a vida de mãos dadas com ela.


Saí dali algumas horas depois.


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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeQui 05 Dez 2019, 18:26



A fuga
Fiscal de Habilidade
Eu corria de maneira apressada no meio daquela floresta. Alguns minutos atrás havia sido descoberto por um grupo de trouxas furiosos que passaram a me perseguir no meio daquela mata para acabarem comigo. Eu poderia tentar um contra-ataque com magia, mas havia muitos deles e consequentemente a dificuldade para me defender seria muito alta. Não tive escolha naquela situação a não ser correr para aquela mata. Minha roupa de inverno não me ajudava muito na hora de correr, mas fiz questão de forças os músculos da minha perna para que finalmente eu pudesse perde-los de vista. Estava escondido entre as florestas altas daquele lugar, esperando conseguir recuperar o folego e manter minha respiração menos ofegante. Sabia que naquele momento eu poderia usar a animagia para me esconder e causar uma distração para poder fugir. Então sem perder muito tempo, fechei meus olhos e respirei fundo duas vezes para me concentrar no segundo batimento cardíaco que em questão de segundos começava a bater de maneira mais intensa. Os segundos se arrastavam e mantive a concentração na figura felina que havia dentro de mim, sentia cada célula do meu corpo se materializar de maneira que rápida e simultânea e no mesmo instante que abri meus olhos, já pude notar que me encontrava na minha forma felina de onça pintada. Os sentidos também começavam a se aguçar e graças a minha audição felina eu conseguia perceber que aos poucos o grupo de trouxas se aproximava. Optei por correr um pouco mais para me afastar tirando proveito das arvores altas para me esquivar por entre elas para poder tirar vantagem para mim. Graças a flexibilidade que a anatomia do corpo felino tinha, eu conseguia andar por entre as árvores sem muitas dificuldades, porém ainda era possível ouvir os sons do burburinho de gritos trouxas que vinham na minha direção.


Havia conseguido manter uma distância segura, mas sabia que não poderia correr ali por muito tempo, pois seria muito arriscado de eu ser visto por outros grupos trouxas que poderiam estar próximos daquela área. Olhando para todos os lados, pude avistar uma arvore alta de troncos altos e galhos grossos e firmes, o que me deu a ideia de subir até lá antes que meus perseguidores chegassem. Iniciei um rápido trote até a arvore e agachei meu corpo já preparando minhas patas traseiras para que me impulsionassem. Após o alto salto, passei a usar as garras retrateis para que fincassem no tronco da arvore para que me impedissem de cair. Utilizei novamente as patas traseiras para que me levassem até a parte mais alta da árvore e na medida que subia eu conseguia ouvir os gritos furiosos dos trouxas se aproximando. Eu sentia a força do meu musculo ir embora na medida que mais força era utilizada por mim, até que finalmente consegui subir na parte do tronco onde o mesmo conseguia aguentar o peso do meu corpo. O grupo de trouxas estavam se aproximando e não demorou muito para eu conseguir avista-los. Me agachei mais uma vez para evitar de ser flagrado em cima da árvore e por sorte todos passaram direto sem percebem minha presença. Minha respiração ainda estava um pouco ofegante, então decidi ficar por ali por mais alguns antes de descer para fugir dali. Decidi esperar e ter paciência, esperando aproximadamente uma hora antes de descer dali com cuidado. Já com as quatro patas no chão. Olhei para todos os lados, lançando mão também da minha audição para ter certeza que não havia mais nenhum trouxa ali perto. Sem perder tempo, foquei minha mente na minha forma humana, me concentrando no meu primeiro batimento cardíaco que acelerava na medida que o batimento felino ia perdendo sua intensidade, tão logo minha forma original estava de volta e sem pensar duas vezes, sai dali e deixei o local sem ser visto por ninguém.
 


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Arthur H. Rathbone
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeSex 27 Dez 2019, 15:22

Viper's Mouth Rescue

Finalmente os Rathbone estavam livres das vistas governamentais, ao menos extra oficialmente. O acordo, se é que o desfecho da negociação entre a família e a Coroa poderia ser chamado dessa forma, colocava a situação da família em suspensão, onde nos registros oficiais nada mudaria, mas nada seria feito contra eles. General Ryuu, o carrasco das Highlands, foi afastado do cargo por legitima ofensiva contra a Coroa e levado à Corte Marcial, mas não sem antes ter sua mente rastreada por Bernardo Rathbone, o chefe da família recém saído de seu exílio auto-imposto. O mundo mudou e as coisas teriam que se mover para que tudo se ajustasse da melhor maneira possível, e essa maneira seria benéfica aos Rathbone.


Como resultado de sua investigação mental, Bernardo conseguiu informações cruciais sobre algumas atividades relacionadas à Nova Inquisição, mais precisamente operações locais. Uma delas, a mais importante no momento, eram dados complementares referentes á Operação Presa de Víbora, operação ao qual resultou o ataque as Highlands e a constante captura de bruxos no território. Dentre esses dados, a localização de uma instalação militar, somente conhecida como O Ninho, onde General Ryuu e associados comandavam pesquisas com criaturas mágicas e bruxos para fins militares. Em suma, era um campo de concentração com mais de 200 bruxos capturados. Um contingente militar residia dentro da instalação com pouco mais de 5 hectares de extensão em um local remoto da Escócia. Dentre os residentes, neurocientistas, geneticistas, biomédicos, além de químicos e físicos da área quântica compunham a população. Fora isso, apenas informações quanto à rotina da instalação, sendo composta pelo prédio central com três andares, um galpão de máquinas e um estábulo, onde ficavam as criaturas mágicas capturadas. A prisão com os bruxos ficava em algum lugar dentro da instalação. As chaves de segurança mudavam de 4 em 4 horas, sendo os cartões de acesso os únicos fixos, além de alguns setores exigirem leitura óptica. Câmeras de segurança foram instaladas a cada 150 metros, e alguns setores continham sensores de calor para evitar infiltradores invisíveis.


"Quem quer que tenha projetado essa instalação, a fez pensando em evitar invasores mágicos", comentou Bernardo, sentado na ponta da mesa. Sua expressão era séria e um tanto irritada, enquanto fitava o mapa esquematizado à partir de dados coletados pelos animagos da família. "O ponto principal de acesso é aqui", apontou para o portão principal, "Não existem torres de vigilância, mas a área aberta é repleta de acromântulas controladas por magia. As rondas principais acontecem de 2 em 2 horas, e os soldados são armados até os dentes", franziu o cenho  e apertou a mandíbula, "Um grupo grande não poderia fazer nada sobre o resgate, por isso estou enviando vocês. Eu sei, é um risco, mas assim que obtiverem os reféns, disparem esse sinalizador e nós os tiramos de lá" disse, estendendo com pesar o objeto para sua filha, Alexandra. Sua expressão era pesada, como sentisse que estava se despedindo da filha "Todo cuidado é pouco. É de suma importância que encontrem nosso povo, mas se estiverem em risco, saiam de lá o mais rápido possível! Entenderam?" ele disse em um tom mais sério que o anterior, como uma ordem expressa. Não havia pessoa melhor para liderar essa infiltração que sua filha, já que ela se mostrou muito competente em lidar com questões mais subversivas da família, além de ser a pessoa na linha direta de sucessão quando Bernardo deixar o posto. Para auxiliá-la, convocou Diego Hyeras, descendente direto de uma família de grandes duelistas, cujo talento foi herdado com louvor. Bernardo esperava que toda a experiência da família na Ordem da Fênix venha a trazer sucesso para a missão e segurança para sua herdeira. Arthur observava a reunião ao longe, julgando cada um dos detalhes estratégicos colocados à mesa. Eles teriam que partir imediatamente e pensar em uma forma de infiltrar-se no perímetro da instalação sem serem detectados. Eles poderiam tentar transpassar a cerca eletrificada de alguma forma, ou utilizar a saída de esgotos e dejetos químicos aos fundos do perímetro, local sem nenhum tipo de informação sobre extensão, nível de segurança ou desafios esperados, mas talvez sendo o caminho mais furtivo para a infiltração. 


 

Informações!

– Boa tarde pessoal! É minha primeira narrativa no org, logo tenham paciência comigo! Prometo não machucar vocês... bem, não muito xD
– Como solicitado, o prazo será de 3 dias corridos (72 horas), sendo atrasos na postagem acarretando em punições e consequência um tanto desagradáveis. Mas, contudo, no entanto, essa primeira rodada é introdutória, somente para conhecer mais a personalidade de cada um de vocês e saber o que vou jogar pra cima de vocês, MHAHAHAHAH! Tá parei...
– Trama familiar fechada, nenhuma postagem fora dos participantes será considerada. 
Status dos Participantes:
 



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"Pulvis et umbra sumus. Uma frase de Horácio. Somos pó e sombras. Adequado, não acha? Do pó ao pó, literalmente. E então desaparecemos nas sombras da história, nem uma marca na página de um livro mundano para lembrar que sequer existimos um dia"
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeSex 27 Dez 2019, 18:40





E aí?

Quando o inimigo do seu inimigo se torna seu inimigo também, o melhor a se fazer é juntar as trouxas e focar na questão da sobrevivência. Em algum momento daquele apocalipse trouxa eu me encontrei com Alec, a garota mais insuportável de todo o mundo bruxo, e me juntei a ela e sua família. Foi no meio de uma correria onde nos esbarramos e unimos força para escapar. As ruas estavam muito perigosas e eu aceitei o convite de Bernardo para ficar na mansão deles por uns dias. E eu, oportunamente, fui. Sequer precisei planejar a invasão para roubar uma relíquia que eu sabia que estava sob posse da família da Alec, e que serviria de grande ajuda para os rituais necromânticos.

Bom, seguindo as orientações do senhor dos Espinhos, o espírito que me guia em troca de favores ritualísticos, eu consegui a peça na mansão e a guardei no bolso da calça, enfeitiçado com feitiço indetectável de extensão. Quando eu pensei em ir embora, o espírito me fez ficar: ele queria que eu fizesse parte da missão que Bernardo nos convocara. Eu queria saber o motivo de o mundo espiritual estar interessado na minha ida até aquele Forte trouxa, mas não recebi nenhuma resposta. Eu não podia tentar contato com o mundo paralelo para qualquer duvidazinha. Eles me enviavam uma ordem e eu cumpria... Só depois eles voltavam a me contactar. Eu odiava aquilo. Me sentia preso. "Se eu morrer nessa missão, vou te assombrar o resto da sua eternidade", cuspi no espírito imundo. - Tem varinhas extras aí? Seria bom armar alguns bruxos na saída. Falei na ocasião em que nos foi dada a missão. Sempre fui bom em feitiços e duelos. Talvez não tanto quanto Chris, que tivera treinamento com aurores por todo o estágio. Mas no que eu estava bom mesmo era com rituais. Infelizmente eles eram considerados ilegais pelo extinto ministério e não eram bem vistos pela maioria dos bruxos ingleses decentes. E também não sei se teriam alguma utilidade numa missão como essa. Receio que não.

Tínhamos uma teoria no mapa, mas decidimos fazer o reconhecimento de campo antes de agir, assim poderíamos discutir melhor um plano de ação. Então lá fomos nós: Alec e eu, numa longa caminhada noturna para não corrermos o risco de sermos detectados. Eu não podia vê-la sob efeito do feitiço desilusionador, mas ouvia seus passos. Alec e eu em um ambiente com trouxas podiamos nos tornar best friends forever. Mas ainda não estávamos tão próximos da instalação militar: - Você continua insuportável como antes ou já aprendeu algo da vida? - fazia perguntas desse tipo para amenizar o clima tenso e, talvez, trazer algo de normal dos velhos tempos para aquele momento tão tenso. Eu sentia o peso do colete a prova de balas trouxa que havia roubado de um soldado, assim como uma granada de mão, da qual eu só sabia o básico: onde puxar e o tempo para explosão. Eu a enfeitiçara com Repello Mugletum para confundir os trouxas, caso eu fosse pego. Também apliquei o feitiço nas varinhas extras que estavam comigo, mesmo sem ter certeza de que o encantamento funcionaria nelas (ou se me foi dado varinhas extras).



Thanks to Julian

[/quote]





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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeSex 27 Dez 2019, 23:32

Sinto cheiro de problemas!

Eu não podia acreditar nos acordos estabelecidos naquele dia, eu nunca me senti tão pressionada como naquele encontro. Meu pai tinha um plano, como sempre tinha e levaria um tempo para ele fazer um reconhecimento, nesse tempo eu voltei para lecionar em Hogwarts e teve muita confusão e morte. Minha primeira batalha real em clara desvantagem, pude sentir o que os trouxas faziam e como agiam, quando voltei para casa eu soube do plano e de um intruso no meu castelo. Diego Hyeras, o ser mais desprezível que eu tive a infelicidade de conhecer, como se já não bastasse o Tiger rondando minha casa com seu olhar de menino morto. Aquela dupla nunca foi boa para mim e não era naquele momento que eu teria que engolir a presença deles, não mesmo. – Só podem estar loucos, nunca! – Bati o pé, trabalhar ao lado do Hyeras era pior que um pesadelo, nunca pensei que precisaria de uma família como aquela. Podia dá conta de tudo muito bem, além disso tínhamos uma grande equipe de bruxos treinados e que dariam a vida por nossa família de livre escolha, mas um Hyeras nunca pensava noutros. Tinha certeza de uma coisa, ele não era alguém que se sacrificava por algo, seu ego era grande demais.

No entanto, eu ainda estava fraca da batalha de Hogwarts, desgastada por ter perdido o castelo e não quis mais brigar com meu pai, tínhamos um longo caminho para reatar nosso sentimento de pai e filha. – Esses trouxas…eles não são como antigamente, o medo deles só fez piorar tudo, são cegos de ódio por algo que desconhecem, a ganancia deles é infinita. – Comentava durante a última reunião, nunca vi tanto ódio em uma só pessoa como nos trouxas que matamos. Eu só queria tirar aquelas pessoas dali, sem qualquer sentimento de heroísmo, mas uma obrigação. Aquelas pessoas eram nossas subordinadas e quando viramos Condes de uma região essa região está sobre a nossa responsabilidade, ou seja, aqueles bruxos deveriam ter sido protegidos por nós, mas ao invés disso lidamos primeiro com nossas próprias problemáticas. A conta era simples, estávamos no vermelho e queríamos quitar nosso debito com eles, eu estava começando a entender as responsabilidades que caiam sobre nós. – Entrar em Guerra diretamente com eles seria loucura, eu sei, eles tem mais poder de fogo que imaginamos e vem evoluindo com tudo que pegam de nós.  – Entrar na surdina, pegar os reféns e evitar conflitos era nossa melhor opção, essa era uma missão para Darcy fazer pois era o perito em esconderijos e disfarces na força tarefa dos aurores, mas ele lutava em outro lugar naquele momento.

Voltei para o meu quarto e coloquei a minha roupa de couro de dragão que tinha pegado com Nyx ainda em Hogwarts. Calça, camisa de mangas compridas, botas, luvas e um boné preto, uniforme padrão negro completo. Isso ajudaria a me camuflar naturalmente, além de proteger meu corpo contra feitiços e balas, mesmo sabendo que ainda doeria pra caramba. Além disso eu podia levar outra coisa, que meu pai me empurrou um sinalizador trouxa. WTF. No entanto não falei nada e coloquei na minha cintura preso numa bolsinha. Em seguida olhei para Diego perto da porta e revirei os olhos, não podia deixar de pensar que se ele morrer eu não me sentiria culpada. [...] No caminho até a base eu não falava muito, sempre revisava o plano na minha mente, fiz meu cabelo ficar curto e preto debaixo daquele boné. Usamos o feitiço desilusionar para andar sem sermos vistos na rua. – Defina o seu conceito de aprender com a vida! – Respondi sem emoção para ele, tentava não perder a calma de uma vez. – Não sei porque meu pai fez questão de deixar você vim, da última vez eu lembro de roubar sua varinha, grande duelista! – Realmente, ele não era a pessoa mais esperta do mundo, mas Tiger estava ocupado com seus próprios assuntos para ir comigo.

– Você mente e eu sinto o cheiro de podridão em você Hyeras! – Parei de andar, pois o fato dele ter acesso a nosso castelo não me deixava confortável, ele não era confiável para mim. – Chegamos! – Havia uma cerca ali e precisávamos passar, mas primeiro um pequeno teste. *Conjurius Army* me concentrei em conjurar um cortador de arame vermelho. – Animus Corpus! – Mirei nele e o encantei para ganhar vida, desse jeito ele pulou até a cerca, caso estivesse eletrificada iria causar dano apenas no objeto e não em mim. Me afastei e deixei o objeto fazer o resto do trabalho. Estávamos na parte leste da instalação trouxa.


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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeDom 29 Dez 2019, 15:32

Viper's Mouth Rescue

A lua crescente reinava sobre os céus, permitindo uma penumbra noturna que em outro momento talvez fosse até mesmo romântica. Porém, romantismo não combinava com o sentimento predominante na mente dos dois jovens adultos que visitava a floresta naquela mesma noite. Por um acaso do destino, uma patrulha externa de militares fazia ronda a poucos metros do perímetro, sendo surpreendidas rapidamente pelos dois bruxos. Junto ao soldado abatido, havia um rifle de longo alcance, uma pistola, um rádio comunicador, tipos de granadas e um colete do tipo Kevlar especial, onde Alexandra rapidamente reconheceu o material como couro de dragão. Aparentemente, os militares já tinham acesso à tecnologia bruxa e já estavam adaptando-a para fins bélicos. Diego recolheu o pesado cinto com granadas e o rádio anexado, porém já estava carregando um par de varinhas extras cedidas por Bernardo a muito contragosto. Não havia nenhuma certeza de que há bruxos prisioneiros vivos na instalação, nem se possuíam condições de lutar com varinhas improvisadas, portanto o líder dos Rathbone acreditava ser uma perda de tempo.
 
Se aproximando da cerca de proteção, puderam perceber duas coisas distintas: havia uma movimentação maior na ala aposta a que estavam, com um trânsito relativamente grande de veículos. Mais precisamente, um grande caminhão acabou de entrar no perímetro, e seu conteúdo não poderia ser verificado a partir do local que se encontravam. A outra coisa é que Diego estava chamando muita atenção com seu sobrepeso, visto que o equipamento militar, apesar de incompleto, era desajeitado e pesado demais para uma missão furtiva, com o tilintar de metal das granadas parecendo um soar de sinos à meia-noite. Alexandra utiliza o Conjurus Army para conjurar uma ferramenta vermelha e o Animus Corpus para dar vida ao objeto e direcioná-lo à cerca. Como suspeitava, a mesma era eletrificada, e o som de estática reverberou pela mata. Para a sorte dos dois, estavam próximos dos estábulos, onde as criaturas mágicas ficavam aprisionadas, então barulhos e ruídos poderiam ser normais naquele setor, e talvez isso encobrisse a investida. Após alguns minutos, a ferramenta abriu um buraco grande o bastante para que eles pudessem passar em segurança, logo o caminho estava livre para dentro do perímetro da instalação. De cara, haviam duas possibilidades óbvias: a porta da frente, muito bem guardada e protegida, cujas chances de passar despercebido eram ínfimas, e a entrada de segurança, logo à frente deles, entre os dois principais geradores. Ambas continham um nível de segurança significante, podendo gerar um atraso no avanço dos dois bruxos. Uma outra alternativa surgiu acima deles: o segundo andar possuía uma espécie de varanda, podendo proporcionar um acesso facilitado. A questão era o quão grande esse desvio poderia ser e como subiriam até lá. Havia outra questão no ar: a instalação não possuía três andares? O tempo era curto, e logo as acromântulas ou uma ronda de guardas apareceria por ali, como a luz das lanternas indicava. Eles deveriam pensar e agir rapidamente.
 

Informações!



– Boa tarde pessoal! Agora a coisa começa pra valer, indiquem o caminho a tomar e como farão para entrar na instalação.


– Como solicitado, o prazo será de 3 dias corridos (72 horas), sendo atrasos na postagem acarretando em punições e consequência um tanto desagradáveis. Talvez ninguém morra hoje... talvez... >.<
– Trama familiar fechada, nenhuma postagem fora dos participantes será considerada.
- Diego está com status "Sobrepeso". Quaisquer ações furtivas terão chance de falha caso o peso não seja aliviado.


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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeSex 03 Jan 2020, 13:58





E aí?

- Gentileza gera gentileza, educação, prepotência faz mal... Esse tipo de coisa que digo que é aprender com a vida, sabe. Você era mea burrinha nessa parte, sabendo que tudo que se planta, se colhe - dei de ombros, invisível. - Você roubou minha varinha dentro do castelo mais seguro do mundo, sem perigo iminente, cheio de alunos bêbados em volta... Nossa que grande feito. Quando voltarmos te peço uma medalha - falei vigiando nosso derredor, apertando a varinha no punho. Dei uma cheirada no meu subaco pra ver se eu estava mesmo fedendo como ela havia dito, mas estava bem ok. - Hm - funguei. Nessa exata hora, percebemos uma movimentação e paramos de caminhar. Até de respirar eu parei. A patrulha estava pra passar bem na nossa frente e estava sem óculos de detecção de calor. Ótimo. - Vou pegar as granadas - sussurrei pra avisar a Alec e os abati com magia. Percebi que uma das minhas magias quase não fez efeito e, só depois, a garota falou do couro de dragão como proteção. Perturbado com aquilo, retirei o que podia deles e carreguei comigo até ouvir a reclamação da Alec, de que estava tilintando demais.

Respirei chateado. Não porque teria que largar algumas coisas. Mas porque ela estava certa. Escondemos os soldados e a vi testando a cerca, que quase explodiu em contato com o objeto que não consegui ver o que era no escuro. Quando fez barulho, quase bati palmas pra ela, parabenizando-a. Enquanto isso, escolhi deixar as bugigangas pra trás. Apenas vesti o colete, deixei tudo no chão, mas o rádio tomei o cuidado de deixar no volume mínimo. E ele apitou bem na hora que a cerca se abriu num rombo que daria pra passar tranquilamente. Apertei o radio na orelha e ouvi a comunicação: era sobre a movimentação do outro lado. Obtive informações suficientes pra tomar uma decisão. - Alec! - chamei, dessa vez de forma mais séria. Não podíamos deixar nossa rincha atrapalhar a missão (mesmo que eu a estivesse fazendo a contragosto). - A guarda do andar de cima está se concentrando na entrada do caminhão! Eu vou subir. Me dê cobertura. Se algum alarme me identificar, eles vão na minha direção e as portas de baixo ficam livres pra você. Se nenhum alarme tocar, venha atrás de mim! - Eu esperava que, se aquele fosse um plano ruim, os espíritos me avisassem ou tentassem me parar, pois são invisíveis e podem ver mais que eu; pena que só falam comigo quando querem. Levantei abruptamente e atravessei o campo. Nem parei de correr e executei: - Ascendio! - fui levantado magicamente num salto curvado que me fez pousar na varanda do primeiro andar, acima do térreo. O outro andar deveria estar no subsolo. Ergui minha varinha esperando algum combate enquanto esperava algum alarme de invasão.

Thanks to Julian






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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeSex 03 Jan 2020, 21:44

Sinto cheiro de problemas!

Não importava o quão cuidadoso fossem, o quais os planos traçados, porque quando tinha que ser real as coisas sempre saiam do controle. Talvez não tivesse como controlar essas coisas, era isso que eu tinha aprendido na batalha de Hogwarts. Depois de Diego assaltar um militar que encontramos rapidamente e o pegamos de surpresa continuamos a andar, mas ele estava tentando me ensinar alguma coisa. Amado??? Desde quando os Hyeras pensavam? Eles viviam a vida como uma orgia e pensavam que isso era aproveitar a vida. – Uma boa educação bruxa na infância pode ensinar isso, a não ser que sua família não siga a educação em casa! – Um tom de ironia podia ser sentindo, minha família era uma família tradicional mesmo que tenhamos muito envolvimento com os trouxas não era comum mestiços. – Sem perigo iminente? Você não viveu a mesma Hogwarts que eu! – Aquela era uma escola amaldiçoada com tudo que vi, isso me deixava com um gosto amargo na boca ao lembrar da batalha perdida. – Se não pode no pouco não pode no muito! Isso é tudo que eu sei! – Findei minha parte, não adiantava discutir com um Hyeras! Ele nunca teve responsabilidades, quero dizer, ele nunca levou a sério suas responsabilidades nem quando era monitor. A verdade era que Hogwarts já estava caindo aos pedaços no meu tempo, sem critério para cargos com alunos cada vez piores sem contar os diretores, talvez Hogwarts merecesse ser destruída com o monte de merda nele.

Não esperava que a cerca fizesse tanto barulho. – Droga! – No entanto o objeto encantado continuava a fazer o seu trabalho e abriu uma boa passagem para nós. – Elemento surpresa já era! – Pensei alto ao passar pelo buraco aberto com cuidado para não encostar na cerca. Meus olhos mudaram rapidamente para olhos de coruja, desse jeito eu podia ver melhor no escuro apesar de ficar com uma aparência estranha. Podia ver mais longe e com mais clareza e saber da movimentação deles. – Tenha cuidado, essas roupas repelem quase todos os feitiços conhecidos e até balas, o ponto fraco é a face. – Comentei com ele antes que colocasse seu plano em ação, eu apenas fiquei olhando para ele tomando a dianteira. O que? Ele parecia não saber trabalhar em grupo e me lembrava de Kurt, a última coisa que eu precisava nesse momento era ver a bunda de um Hyeras também. *Conjurius Army* Novamente me concentrei para conjurar uma estátua de gato de tamanho mediano, em seguida mirei na estátua que coloquei no chão. – Animus Corpus – A estátua ganhou vida e fiz ela andar perto da cerca, isso seria algo para distrair eles, talvez pensarem que era apenas um gato solto por ali. De qualquer forma coloquei a varinha na minha nuca e usei Delusionar novamente para continuar invisível depois que Diego subiu dali.

Em seguida caminhei lentamente para perto de onde Diego estava, eu seguia atenta ao meu redor e especialmente para o solo onde eu ia. Cheguei perto da entrada de segurança e olhei ao redor falando bem baixinho. – Cave Inimicum – Isso faria uma barreira invisível no local que eu estava, mais especificamente para não verem o que eu faria com a parede. – Muri Lacuna – Falava baixo para não me ouvirem, o feitiço abria um buraco na parede que ficava aberto por cerca de dois minutos, desse jeito eu entrava sem precisar pegar uma porta. Assim que a coluna abriu eu fiz outra barreira do lado de dentro para não verem o buraco. – Cave Inimicum – Me dava tempo de pensar em algo enquanto verificava o lugar que eu estava entrando. Isso apenas dividiria a missão, Diego por cima e eu por baixo. Que merda!  


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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeTer 07 Jan 2020, 17:48

Viper's Mouth Rescue

Planos e estratégias são traçados de modo que alguma ação complexa ocorra da melhor forma possível, e o objetivo seja alcançado com sucesso tendo o mínimo de contratempos. Um plano perfeito indica que o objetivo fora alcançado tendo nenhum contratempo. Quando Bernardo convocou os dois jovens para o ousado resgate, ele estava longe de traçar um plano perfeito devido às inúmeras incógnitas a serem calculadas, muitas delas totalmente desconhecidas. Assim sendo, havia uma grande margem para improvisações, e isso caberia aos dois jovens incumbidos da perigosa tarefa.
 
Temendo que sua investida inicial tivesse revelado suas posições, Alexandra temia o pior. Diego indicou a varanda do segundo andar como um local seguro e provavelmente com baixa vigilância. O jovem optou por seguir por este caminho, saltando direto para o alto. Alexandra sentia que seria um alvo fácil se esperasse algum sinal, então fez sua própria entrada no primeiro andar, abrindo um buraco na parede e camuflando com magia. Agora os dois jovens, enviados em dupla para trabalharem juntos, estavam separados em um ambiente totalmente hostil e perigoso. O que Bernardo diria nesse momento?
 
Diego:
 
Pousando levemente sobre a varanda de madeira e vidro, Diego se viu diante de uma porta de correr, também de vidro. A sala à sua frente estava um tanto escura, mas ainda era possível enxergar. Passando pela porta, logo à sua frente, havia uma mesa de bilhar, sobre elas algumas bolas e dois tacos. Aparentemente, o jogo foi interrompido antes de se finalizar. À esquerda, duas máquinas de pinball e um fliperama. À direita, um sofá de três lugares, duas poltronas, uma mesinha de centro uma com uma televisão mediana e uma estante com alguns livros e revistas. Aquilo parecia uma sala de recreação. À sua frente, um corredor estreito seguia dividindo o longo salão, com salas dividas por madeirite e acrílico. Cada sala possuía um beliche, uma mesa com um computador e um armário pequeno. Talvez ali fosse uma espécie de alojamento para pesquisadores. Uma das salas estava aberta e o computador ligado. As duas camas da beliche estavam semi arrumadas, com roupas de cama e roupas pessoais jogadas sobre o colchão. Havia um laptop fechado sobre a cama de cima, além de alguns livros sobre neurociência e genética. Na cama de baixo, havia livros sobre mapeamento genético, um artigo em alemão e um bloco de notas com rabiscos diversos e confusos. Na lateral das camas, havia plaquinhas com nomes. “R. Trevor” na de cima e “P. Lightwood” na de baixo. O computador estava ligado, porém em estado de hibernação, requerendo uma senha de oito dígitos para desbloqueio. O rádio toca novamente, e várias palavras confusas são ouvidas: “Setor Sierra 4. Livre”, “Setor Sierra 5. Livre”, uma voz parecia solicitar um comando e outras respondiam, como uma checagem. “Sierra 7. Sierra 7, na escuta?”, ninguém respondeu, “Rainha para Cavalo, Sierra 7 offline. Sierra 6, cubra o perímetro. Informe em 20 minutos”, “Copiado Rainha, Sierra 6 à caminho”. “Cavalo para Rainha, H7 em Lima 4”, uma outra voz surgiu. “Rainha para Cavalo, H7 copiado. Avance com cautela”. Cerca de um minuto e meio depois: “Abortar H7, era apenas um gato.”. “Entendido Cavalo. Prossiga”.
 
Alexandra
 
Terminando seu trabalho na parede na instalação, logo de cara Alexandra avista uma câmera de segurança, aparentemente sem sensores de calor. À sua direta, bem próxima de si, há uma grande porte de metal, um leitor de cartão ao lado e um letreiro indicando “Elevador de Segurança” sobre uma lâmpada grande vermelha. No final do corredor, tendo alguns metros de extensão, ela pode avistar uma outra porta de metal, maior que a primeira, tendo dois soldados fazendo a guarda, armados com rifles. Ao longo do corredor, mais câmeras. No chão, algo semelhante à trilhos percorre toda a extensão do mesmo, tendo uma bifurcação a alguns metros à frente de onde se encontra. Esse trilho bifurcado segue após um portal de metal reforçado, sem bloqueios ou leitores de cartão, é uma passagem livre. Avançando por ela, existem quatros portas de metal com leitores de cartão ao lado e uma janela de acrílico, sendo as portas dispostas entre duas à direita e duas à esquerda. À frente, após as portas, há uma porta maior com um letreiro “Área de Esterilização”. Os trilhos continuam se estendendo ao longo de toda a instalação.


Informações!



– Boa tarde pessoal e desculpem a demora. Mas aqui estamos novamente! Quaisquer dúvidas, só perguntar.


– Como solicitado, o prazo será de 3 dias corridos (72 horas), sendo atrasos na postagem acarretando em punições e consequência um tanto desagradáveis (sem exceções agora, e isso vale para o narrador também >...<)


– Trama familiar fechada, nenhuma postagem fora dos participantes será considerada.


Status dos Participantes:
 


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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeQui 09 Jan 2020, 14:13

Sinto cheiro de problemas!

O plano era atacar! Como já diria meu querido Tony Stark. Eu não sabia o que poderia encontrar ali dentro mas já vinha preparada para coisas terríveis, no entanto eu nunca sabia como reagiria em situações extremas e nem sabia o que veria ali. A parede foi aberta e eu entrei olhando com cuidado para todos os lados, eu precisava saber que caminho tomar e ali parecia uma espécie de deposito como uma sala velha que não tinha realmente uma função. O silêncio aparente significava que Diego também não tinha sido pego, eu precisava encontrar ele que deveria fazer o caminho para baixo, e para baixo nós iriamos. Leitor magnético? Isso quase matou uns aurores pelo que eu tinha escutado, histórias corriam rápido demais. Essa tecnologia trouxa deveria ser feita uma de maneira semelhante para abrir, ou pegar de algum guarda, conjuração não ia funcionar, mas primeiro eu tinha que dá um jeito nas câmeras. Mas o que fazer? Eu realmente não tinha nenhum plano mais elaborado, no quartel dos aurores eu tinha afinidade em esconderijos e disfarces. Isso significava que eu fazia as coisas com o mínimo de conflitos e com a maior descrição. Para quem me conhecia ia completamente contra o que eu era, mas por ser metamaformaga isso podia ser vantajoso. – Droga! – Apontei a varinha para a câmera sabendo que eu teria poucos segundos para agir. – Radium – Uma descarga elétrica na câmera iria inutilizar ela porque eu me concentrei para fritar os fios dela, no entanto como qualquer sistema de segurança eles mandariam técnicos para verificar o que estava acontecendo. Fui para o elevador do carão magnético, esse por sua vez também receberia uma pequena descarga elétrica. – Radium – Com menor intensidade apenas para que o Sistema recebesse o sinal verde, Bip! Trouxas eram criaturas excelentes quando tinham que inventar coisas, ainda assim os bruxos superavam elas porque nascemos dotados com magia! Eu sei eu sei, esse tipo de pensamento parece ser reprovado por grande parte dos bruxos hipócritas, no fundo todos os bruxos querem se sentir especiais de alguma forma. Ainda estava com o feitiço da invisibilidade, me posicionei ao lado do elevador esperando pela abertura da porta, podia ser que o elevador estivesse com técnicos. Minha menta passava por mil possibilidades por aquele meu pequeno e importante ato, mas eu tinha certeza que o duelo viria. Mas eu precisava tentar seguir sem maiores conflitos para o andar de cima, eu estava basicamente improvisando tudo que fazia. Quando o elevador abriu eu mantive minha respiração baixa, sem nervos à flor da pele, assim minha mente podia ficar menos nublada para minhas futuras escolas.


BEKKS;
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Diego Accietti Hyeras
Lufa-Lufa
Lufa-Lufa
Diego Accietti Hyeras


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha: Pelo de Unicórnio, Videira, 28cm, Flexível.

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeSab 11 Jan 2020, 12:52





E aí?


A varanda estava livre. Abri a porta de correr depois que vi que Alec não veio atrás de mim. Jura? Separação logo no início? Qual a dificuldade de usar um feitiço de salto pra me alcançar? Ela com certeza fez de propósito. A última checada minha pra baixo foi pra vê-la entrando por baixo. Pelo menos não havia sido pega. Dei uma boa olhada na sala. Utilizei do feitiço que detectava presença de humanos. Nada. Acendi a luz da varinha e avaliei a sala e, em seguida, o corredor. A informação que o rádio me dera fora real: desceram para recepcionar o caminhão. A primeira coisa que fiz foi me sentar no computador e fuçar. Não encontrei nada que pudesse nos ajudar a encontrar possíveis prisioneiros.

Tomei um baita susto quando o radio tocou. Corri de volta para o corredor para verificar se havia gente ali que pudesse me ouvir mas estava limpo ainda. Provavalmente era o andar menos guardado da instalação. Eles estavam fazendo chamada. Merda. Corri de volta pra varanda e bisbilhotei o movimento apreensivo. Procurei por Alec preocupado. Baixei ainda mais  volume do rádio e apertei na orelha até apitar novamente: estava tudo certo. Soltei o ar aliviado e segui corredor adentro até encontrar o elevador. Não havia câmera dentro. Ok. Vou entrar e descer um andar: Alec deve estar lá. Quando apertei o botão, o elevador pareceu dar tiúti, piscou umas luzes, fez sinal de pifar, ainda assim desceu aos trancos um andar e abriu a porta. - MERLIN! QUE SUSTO! Pensei que fosse um fantasma - quase atingi Alec com um feitiço quando vi o vulto de sua silhueta coberta pelo feitiço desilusionador na frente do elevador. Eu não estava invisível. Foi quando senti um arrepio na nuca e o ar pareceu ficar obscuro: havia um espírito ali, uma presença do mundo paralelo. Decidi ignorar torcendo pra que não fosse nenhuma mensagem importante: eu não tinha tempo pra ficar zonzo com contato com o mundo espiritual.

Thanks to Julian






Diego Accietti Hyeras
Ex-Monitor da Lufa-Lufa * Piper, my crush
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Piper Braddock Seaworth
Sociedade Bruxa - Adulto
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Piper Braddock Seaworth

Patrono : Boston Terrier
Bicho-papão : Dirigir uma moto com Elijah gritando atrás

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Formado
Varinha: Ferrão de Explosivin, Carvalho, 30cm, Inflexível

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeTer 11 Fev 2020, 12:16



Não posso deixar de amar você, eu sei que morreria sem você

Fazia alguns meses desde quando Chris voltou, mas ao saber de Diego ele ficou um pouco estranho comigo. Era confuso novamente para mim ter os dois presentes na minha vida, eu gostava muito deles e não escolheria nenhum, mas eu dividia meu tempo para dá atenção aos dois de maneira igual. Naquele dia depois de muito insistir com Tiger fomos para Anagach Woods, porque eu queria fazer alguma coisa ao ar livre, odiava ficar parada em casa. Íamos para uma parte mais afastada que criaturas mágicas eram protegidas e tinha feitiços para os trouxas. – Vem amor! – Corria na frente dele pela floresta com uma mochila cheio de caretas e chaveiros, coisas que eu comprava para colecionar. Subi numa pedra e olhei para onde estávamos indo. – Vem, o rio tá perto! – Falei olhando para onde eu podia ver a ponta do rio entre as árvores. Pulei da pedra e esperei pelo jovem que vinha com sua própria mochila. Estendi a mão para ele para entrelaçarmos nossos dedos, sorria alegremente para ele, estava feliz dele ter aceitado acampar comigo mesmo em meio a guerra. Era muito arriscado fazer isso, mas eu sabia que Chris Tiger era o melhor duelista que eu conhecia, de certa forma eu sempre me senti segura perto dele. – Essa floresta é linda! – Falei animada enquanto caminhávamos lado a lado como nos velhos tempos, Chris antigamente era um animago, mas depois do que ele passou na busca de vingança ele perdeu a capacidade de se transformar. Não falava para ele, mas tinha gostado disso porque a transformação deixava ele cansado.

Paramos perto do rio e eu me abaixei para tocar na água e era bem frio. – Ah, quero ver você entrando aqui, está geladíssima! – Falei rindo jogando um pouco de água na direção dele e depois correndo para longe, Chris veio tentar me pegar e ficamos naquilo de correr um do outro. Eu me sentia tão adolescente ao lado dele, rindo e me desviando dele até que ele me pegou. – Aaaaah – lamentei, mas nem tanto. Tiger começou a me beijar pelo rosto várias vezes e eu ria com isso, soltei uma das minhas mãos do seu aperto para segurar seu rosto fazendo ele me encarar por um tempo. – Te amo sabia? – Falei antes de beijar ele, gostava muito de beijar ele enquanto ele me apertava contra o corpo dele. Nossa sincronia era perfeita, cedia um pouco e depois voltava a controlar o ritmo do beijo, ele sabia que eu gostava de dominar. Na verdade, ambos sabíamos o gosto um do outro. Nos afastamos puxando o ar novamente porque estava sem folego já, fiz carinho no seu rosto enquanto ele afrouxava seu aperto ao redor da minha cintura. – Temos que achar um bom lugar para a barraca! – Falei para ele.




Piper Justine
love is suicide.
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Chris L. Tiger
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Chris L. Tiger

Bicho-papão : O retorno da mãe

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pena de Agoureiro, Carvalho Inglês, 29cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitimeQua 12 Fev 2020, 13:23

Camping with my bae ✖

Desde que havia voltado a ter contato constante com Piper, as coisas eram estranhas e boas ao mesmo tempo. Eu não suportava vê-la com Diego e amava tê-la comigo, e tenho Certeza de que Piper conhecia essa ambiguidade que rolava em minha mente. Eu tentava ficar magoado e demonstrar realmente que esse triângulo amoroso me machucava, contudo era só eu olhar para aqueles olhos me implorando que fôssemos acampar em Anagach Woods, que meu coração se derretia. E Piper sabia que isso acontecia comigo, que era só me chamar de “amor” e demonstrar seus sentimentos por mim, que eu correria até ela. E foi a palavra “amor” que me despertou dos pensamentos, enquanto caminhávamos pela floresta, procurando um lugar bom para se montar as barracas. Piper me chamava e estendia sua mão para a minha, eu sorri. – Estou indo, amor. – Eu também apreciava estar ao ar livre e fresco, não podia negar, ainda mais em tão boa companhia.
 
Piper subiu em uma pedra e viu que estávamos próximos do rio, me aproximei então, demonstrando interesse genuíno em continuar explorando aquela mata e entrelacei meus dedos no dela. Não estava preocupado com os perigos de estarmos nos divertindo sozinhos em meio a uma situação de guerra, eu sabia cuidar de nós dois muito bem e não deixaria que nada atrapalhasse o passeio. O cheiro da floresta ainda era diferente e vívido para mim se comparado ao que as outras pessoas sentiam, talvez fosse relacionado a minha antiga Animagia. Droga, como eu sentia falta de me transformar, falta da sensação, todavia prefiro encarar a perda de minha habilidade como um sinal de que aquilo um dia me mataria ou mataria quem estava próximo de mim. Preferi voltar minha atenção à Piper, que estava maravilhada com a beleza do lugar. – É linda mesmo. – Respondi ambiguamente, sobre a mata e sobre Piper, ela pareceu perceber meu elogio indireto. E como era comum dela, me provocou fingindo que não percebeu e se abaixou perto do rio, para sentir a temperatura da água. Eu sorri, desafiando. – Não se preocupe, a hora eu mergulhar, te levarei junto e... – Minhas palavras foram interrompidas, quando Piper espirrou um pouco de água em mim, e como vingança saí correndo atrás dela, que corria ainda mais, rindo ao mesmo tempo.
 
Até que eu a alcancei, já cansado. – Você é rápida, mas nem tanto. Quero ver fugir de mim agora. – E parti para seu rosto, enchendo-a de beijos, e fazendo cosquinhas em sua barriga. Aquela sensação de estar com ela e rir com ela era a melhor sensação do mundo. Piper então se livrou de minhas cosquinhas e conseguiu agarrar meu rosto, agora com uma expressão de ternura, e disse que me amava. Continuei olhando para aqueles olhos redondos e brilhantes que eu tanto amava por vários minutos, até que finalmente a respondi num sussurro. – Eu te amo mais. – Então ela me beijou, seu ritmo era sufocante e ardente, ela controlava tudo por alguns segundos, depois eu a beijava no meu ritmo, mas eu gostava mesmo era de quando ela controlava nossas ações. Nós ficamos provando o gosto um do outro por algum tempo, quando enfim paramos para respirar, Piper lembrou-me de que ainda não tínhamos montado a barraca. – Ok, você procura um lugar legal por aqui mesmo e eu vou buscar lenha para acender uma fogueira e, adivinhe só? Marshmallows.
- With Piper Braddock Seaworth, my love.
- In Anagach Woods.



Chris Tiger
Ex-estagiário da Força Tarefa - ex-Auror - Amor da Piper.
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Anagach Woods - Página 2 I_icon_minitime

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