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 Anagach Woods

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MensagemAssunto: Anagach Woods   Qui 12 Jan - 17:53

Anagach Woods

Escócia



Um pântano único com plantas raras e animais. Contem uma rede de caminhos facilmente acessível, incluindo parte das trilhas e pistas para mountain bike, um esporte radical trouxa.

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


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- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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Bernardo Gael Rathbone
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Seg 31 Jul - 20:22

Um lugar para descansar
Às vezes no silêncio da Noite...


Anagach Wood parecia tão selvagem a noite, com seus barulhos noturnos e ventos gelados deixariam qualquer pessoa tenebrosa, não Bernardo. Ele costumava ir ali quando criança, uma tradição entre os Rathbone que passou a fazer com a família. Mas uma coisa que ninguém sabia era que aquele lugar era como um refúgio para ele, passava longas noites andando pelas suas trilhas, quando queria ficar um momento sozinho consigo mesmo. Bernardo não contou para ninguém sobre ele ficar ali para lembrar dos dias felizes da sua juventude, quando o peso da família ainda não tinha recaído sobre ele. Naquele dia ele tinha ido deixar as crianças da sua família no Expresso de Hogwarts, e ficou pensativo sobre o futuro de cada um deles. Ninguém escolhia a família em que nascia, e nem as responsabilidades que delas vinham, eram crianças inocentes como Bernardo era antes de ter que crescer, amadurecer de forma que deixou marcas profundas no bruxo. Ele não se arrependia das escolhas que havia feito, apenas não queria que as crianças fossem forçadas a crescer como ele, eram esses os pensamentos e preocupações que o Barão tinha ao sentar na velha raiz. A lua iluminava a floresta, Bernardo parecia ser parte do lugar tão bem quanto qualquer outra árvore, quando o vento sobrou gelado em seu rosto ele pensou no quanto era sozinho. Para um líder de família tomar a decisão correta nem sempre agradava aqueles que estavam a sua volta, a vida pública o forçava a viver com uma máscara nas duas sociedades. Bernardo não tinha herdeiros de sangue, mesmo noivo ainda não nutria o amor devido a mulher, o respeito e lealdade eram reais entre os dois, o que poderia ser descrito como um acordo comercial. O pio da coruja alertava ao homem que deveria voltar para casa, o lugar que sacrificou sua vida para manter seguro, ele jamais podia esquecer o real significado de ser um Rathbone, e para proteger o segredo e a vida da família o homem seguiria com aquilo até o final. Ele ficou em pé olhando para os lados daquela floresta solitária, dando um até logo no único lugar que ele se permitia confiar para guardar suas dúvidas e preocupações, aparatou para a entrada do Castelo dos Rathbone.

Off: Bernardo saiu dali.



Quando você ama alguém, você não tem uma escolha
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Niels Dohn Hayes
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Qui 31 Ago - 14:27

Jogo os papéis sobre a mesa e me deixo que meu tronco encoste no encosto da cadeira. Me sinto cansado, a cabeça dói na área próxima aos olhos: provavelmente meu corpo está reclamando das horas de leituras consecutivas. Já não aguento mais ler reclamações sobre dragões que estão saindo de sua área ou causando problemas. São dragões, todos sabemos que eles dão problemas, o único jeito de não darem é matando um por um. - Esse é o seu trabalho, Niels. Não reclame. - Suspiro ao passo que tento conter minha irritação e uma batida na porta interrompe meu momento de relaxamento.

O assistente do Ministro da Magia irrompe pela entrada para me entregar uma carta que, após uma leitura rápida, mostra a inquietação de meu chefe com relação aos incidentes recentes. Não é muita surpreendente quando algo com tantas reclamações e animais de grande porte tenham se tornado do conhecimento do chefão do ministério. Ele exigia na carta que eu resolvesse o problema pessoalmente, então agora não é mais optativo viajar até a Escócia para lidar com os grandes animais alados cujo a violência estava sendo notada de modo estrondoso. Não posso mentir que a excitação tomou conta de meu corpo ao perceber que tenho que viajar a escócia. Trabalhos de campo são o motivo de ter entrado nesse ramo.

Pego minha varinha e junto algumas coisas dentro de uma bolsa aparatando em seguida para meu local de destino. As reclamações dizem especificamente sobre as lutas que estão sendo travadas nos céus entre os dragões, além de alguns ataques isolados aos trouxas. Algo normal, se levarmos em consideração o fato de que dragões nunca foram animais domesticáveis e também que, a raça que povoava as Ilhas Hébridas, é extremamente violenta e possessiva com território, que por acaso era bem grande. Tendo aparatado próximo a vila dos bruxos que vivem ali, trato de procurar imediatamente o chefe do clã encarregado do cuidado desses dragões. Entro numa taberna, digo o nome do homem que estou procurando e uma mulher com feições estranhas me direciona até uma sala onde o encontro. - Bom dia. Sou Niels Hayes, do Ministério da Magia britânico. Recebi inúmeras reclamações sobre os dragões dessa área e gostaria de saber o que está acontecendo. Em nossos registros, o clã MacFusty é encarregado dessa área e dessa raça, talvez seja a hora de aposentarmos a família? - Minha voz soa um tanto ameaçadora e sei que esta não é a melhor forma de iniciar uma conversa com alguém que deveria me ajudar, mas lidar com pessoas irresponsáveis ou incapazes era algo que não me deixava feliz.

Após poucos minutos de conversa, saio da pequena sala com paredes de madeira com a decisão de que é necessário fazer reformulações naquela área. Harry, o ancião que me atendeu, não sabe o que pode ter acontecido para que os dragões estejam agindo de forma tão violenta. Respiro fundo e aparato dali para mais próximo da floresta, a fim de procurar qualquer evidência que me dê ideia sobre o causador daqueles problemas. Estou pisando em solo infestado de dragões violentos, meu coração bate tão forte que o ouço em meus ouvidos, a respiração ofegante pode me denunciar e a varinha em mãos serve para caso tenha que me proteger. Aponto a varinha para meu rosto e me concentro num feitiço silencioso, para que os animais não sejam capazes de ouvir meus ruídos. Lidando com criaturas territoriais, invadir seu território não é a coisa mais inteligente a se fazer.

Algum tempo de caminhada passado, me deparo com galhos esmagados misturados com folhas; pequenas áreas queimadas e para meu assombro, resquícios de ovos. - Mas que porra… - Me abaixo, ainda com a varinha empunhada e pego uma das cascas. Não há notícia alguma de dragões se reproduzindo, pelo o que o chefe do clã me informou há horas atrás. Ele está desinformado ou algo está errado. Pelo que eu vejo, vou demorar mais que um dia para resolver isso.

Resolvo montar um pequeno e discreto acampamento, conjuro alguns feitiços de proteção e busco provisões para os dias que podem vir a seguir. Talvez essa seja a melhor parte de trabalhar na área de criaturas mágicas do ministério, o perigo misturado com a emoção de fazer algo útil. Impedir que dragões matem bruxos é, de fato, mais útil ao mundo bruxo do que aqueles amantes de trouxas que ficam dentro de seus escritórios estudando seus objetos e seus costumes, como se o mundo deles fosse mais interessante que o nosso. Dou um sorriso me divertindo com meus pensamentos mas  logo ou distraído por um rugido alto seguido de um clarão. Estou agachado de costas para o céu arrumando minha mochila, mas o som faz com que eu me vire e contemple uma briga entre dois dragões no céu. Apalpo minha mochila a procura de um binóculo e ao achar, volto em direção aos dois dragões.

Algo está errado, os dragões possuem tamanhos diferenciados e até mesmo características diferentes. Certamente, o maior é o dragão residente dessa área, o Negro das Ilhas Hébridas: conhecido pela cor, tamanho e agressividade. Mas o outro… - Não é possível. - O dragão Negro possui uma característica especifica da raça: a ponta da cauda forma uma seta. O dragão menor que possivelmente seria apenas um filhote, é na verdade outra raça. Me viro novamente para minha mochila e procuro um pequeno caderno onde, além de desenhos dos dragões que já havia visto, há informações sobre os mesmos. Há algum tempo, havia tido problemas com uma certa especie de dragões no Peru e aquele que está travando uma batalha sangrenta com Negro me parece familiar. - Dente-de-vibora peruano, acho que você está um pouco longe de casa. - Murmuro ao comparar os desenhos no caderno ao que vejo no céu.

Como esses dragões vieram parar aqui? Por que eles estão aqui? Contrabando? Fuga? Muitas perguntas rodam minha cabeça no momento, mas a principal é como fazer com que as criaturas que lutam por espaço no céu se acalmem e parem de chamar atenção. Em momentos como esse, Harry MacFusty deveria agir, mas o velho deve estar muito cansado para realizar seu trabalho. Sozinho, serei massacrado. É madrugada, não há possibilidade de chamar a equipe que lida com isso para me auxiliar. O jeito é desejar que todos os humanos ao redor daqui estejam dormindo e tenham o sono pesado. Minhas preocupações agora são para como a raça peruana chegou a Escócia.

Em meus problemas no Peru há algumas semanas atrás, os dente de vibora estavam atacando camponeses e se mostrando demais ao mundo. Assim como houve há anos, foi necessário fazer o que chamamos de “limpa” com relação a raça. Haviam muitos dragões e estes não sabiam ser discretos, causavam muitos problemas e foi necessário diminuir a quantidade. Talvez, vendo o que estava acontecendo, alguns tenham fugido daquela área. Isso explicaria os ataques fora de controle… Os Dentes de Vibora tem predileção por carne humana. Mas por que ir tão longe? E como mais de um dragão fugiu e não foi visto por nossos funcionários? Cabeças vão rolar quando eu descobrir o culpado por isso. Os dragões se acalmam no céu, o intruso acaba fugindo e o Negro, cansado de lutar, voa em direção contrária. Talvez as cascas de ovo de dragão que encontrei mais cedo sejam da raça peruana. - Uma mamãe esperta causou isso tudo? - É impossível não reconhecer os esforços das mães, de quaisquer espécie de criatura, em cuidar de suas crias. Dragões eram conhecidos por sua inteligência, mesmo que não fossem animais pensamentos como os humanos.  Não seria surpresa alguma que uma mãe tenha fugido com seus ovos ao ver o que estava acontecendo em seu território, o instinto em proteger sua cria lhe guiou para longe de seu habitat natural. No entanto, acabou sendo guiada para o pior lugar possível. Os Negros das Ilhas Hébridas são violentos, com quase o dobro de tamanho dos Peruanos, tornando a sobrevivência ali quase impossível.

Fecho o caderno que ainda estava em mãos e me volto para meu acampamento improvisado. Não conseguirei dormir esta noite, então o que posso fazer é procurar pelo dragão fugido e tentar descobrir se minha teoria estava certa. Arrumo todos os itens dentro da mochila com fundo aumentado e começo a minha caminhada, sempre com a varinha empunhada e dessa vez com sua ponta iluminada a fim de facilitar minha caminhada. A noite está fria, os sons da floresta fazem com que meu corpo se arrepie. Alterno horas de caminhada com bons minutos de descanso. O dia já está amanhecendo e finalmente começo a encontrar rastros de vida, ou semi-vida. As árvores quebradas, sangue vivo espalhado por elas. Ouço grunhidos que se assemelham a lamentos e meu corpo entra em alerta novamente. A luz da varinha já não se faz necessária, uma vez que os raios fracos de luz passam pelas copas das árvores, me permitindo avistar uma clareira logo a frente e nela e mesmo com dificuldade, consigo entender que a massa de cor acobreada deitada no chão é o dragão que perdeu a batalha. - Pobre coitado. - Me aproximo mais um pouco e aponto a varinha para a criatura. - Incarcerous. - Correntes são conjuradas e prendem o animal incluindo seu focinho.  Mesmo que o dragão esteja incapacitado devido a batalha recente, não há motivos para duvidar que me mataria com o menor esforço.

Ao sair de trás das árvores, no entanto, sou pego de surpresa. Três dragões menores, com pouco mais de um metro de comprimento, se despertaram com meu feitiço. - Merda. - Fico feliz, por alguns momentos, por ter  confirmado minha teoria, mas logo percebo a enrascada na qual me meti. Duas alternativas: fugir ou lutar. Se fugir, eles me alcançarão. Se lutar, há alguma possibilidade de não sair morto dessa clareira. Nos poucos segundos que tenho para pensar, os dragões se entreolham e avançam em minha direção. Aparato para o outro lado da clareira e conjuro correntes novamente, conseguindo prender um deles. - Só falta dois. - Mesmo aparatando novamente, os dragões são rápidos o suficiente para me alcançar com facilidade. Um rabo me acerta, lançando-me contra uma árvore. Meu tronco queima e minha mente fica atordoada. - Alart Animals! - As criaturas gritaram em resposta ao feitiço e ganhei tempo o suficiente para recuperar minha estabilidade física. - Incarcerous! - Lanço em um deles e ao mesmo tempo que me viro para a última criatura, ela lança uma pequena rajada de fogo em minha direção. Me jogo para o lado, mas parte de minhas vestes são pegas pelo fogo assim como minha pele. Sinto a dor lacerante das queimaduras na lateral de meu corpo quando estou jogado no chão. O dragão anda lentamente em minha direção, como quem já ganhou a guerra e aproveita os momentos que antecedem a morte de seu adversário. Não tão cedo, amigo. - Bombarda Maxima! - O dragão é jogado para trás, mesmo que em uma distância pequena e parece confuso sobre o que acabara de acontecer. - Incarcerous! - Finalmente, os quatro dragões estão presos.

Me levanto com dificuldade, o corpo dolorido e as feridas sujas. Se alguém me falasse daquela situação, eu teria pensado que lidar com um dragão machucado e três filhotes seria mais fácil. - Não posso subestimar vocês. - Resmungo olhando para os dragões que se contorcem e tentam se livrar das correntes para chegar até a mãe, que ainda se lamentava. Não havia o que fazer mais além de tentar transportá-los de volta a seu habitat natural. Aquela fêmea havia sido forte o suficiente para sobreviver ali, ainda estou admirado com o feito. - Vou me encarregar de manter você viva. - Sinto algo pelas criaturas mágicas que vai além de admiração: o respeito. As criaturas que viviam séculos, que eram fortes, destemidas e temidas. Fazia parte do meu trabalho cuidar de sua preservação. A lei do mais forte prevalecia, não deixaria que uma espécime forte como aquela fosse morta por conta de seu instinto de defesa. Após alguns minutos de análise, enquanto ainda conseguia me manter de pé, decido voltar ao ministério para convocar uma equipe especializada a fim de fazer a transferência daquelas criaturas para seu local de origem. Aparato dali para Londres, enfim.
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Dimitri J. Rathbone
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Ter 19 Set - 2:56





Interrogatório!

Já era noite quando John chegou na floresta, o lugar estava escuro e deserto, a não ser pela imponente presença Bergan iluminando alguns metros a frente com a varinha. - Se você é quem diz que é, me diga algum segredo que sei sobre você! - Ordenou John de forma calma apontando a varinha para o peito de Bergan e com um olhar ameaçadoramente penetrante, entretanto Bernardo respondera corretamente a pergunta.- Boa noite! Me desculpe, fazê-lo vir aqui neste horário e minha atitude, mas preciso que o senhor veja algo importante e poderia me dar o luxo de estar falando com um impostor!- disse John num tom preocupado- Antes é melhor nos protegermos, nunca se sabe o que pode haver por aqui esse horário e não queremos que nenhum intruso, seja ele trouxa ou bruxo nos encontre! Terminando de falar ele se precipitou a construir uma barreira mágica circular em volta deles com cerca de 3 metros de raio, lançando também sobre ela todos os feitiços de proteção mágica que conhecia.

As atitudes de John assustaram o barão que ficara confuso e perguntara se realmente aquilo tudo era necessário. - É apenas uma precaução, não se preocupe!- ele alertou e enfiou a mão no bolso interno da capa um pequeno baú que posicionou no chão próximo de onde estava, em seguida com o toque da varinha fez com que o baú se transformasse num imenso baú de aproximadamente meio metro de altura, um metro de largura e meio metro de profundidade. O baú era revestido com um tecido preto que cobria toda a sua extensão, na parte de cima havia a imagem de uma fênix que brincava de sumir e reaparecer no meio das chamas, na parte lateral voltada para John e Gael brotava da madeira uma escultura de uma fênix de ouro, onde se encontrava um orifício com tamanho suficiente para se colocar a ponta de uma varinha localizado no centro do bico parcialmente aberto da ave.

- Irei mostrá-lo agora meu maior segredo! Disse John a Gael, conduzindo sua varinha em direção baú e a introduzindo no orifício presente no bico da Fênix, imediatamente a imagem que antes brincava no teto do baú parou - Senha?- perguntou a imagem - Monte Sinai!- respondeu John, fazendo com que a tampa do baú levantasse e revelasse uma rampa inclinada que levava diretamente para dentro do baú. - Vamos!continuou fazendo sinal para que Bernardo lhe acompanhasse, retirou a varinha da Fênix e sentou-se no escorrega onde deslizou até a beirada e levantou-se, logo em seguida o barão apareceu repetindo o que John acabara de fazer.

- Bem vindo a minha casa portátil! Esta é a sala! Disse John. Eles se encontravam no interior de uma ampla sala, era possível observar algumas janelas no local que revelavam um campo aberto algo que dava a impressão de ser uma montanha e o teto tinha o mesmo encantamento que o teto do salão principal de Hogwarts, reproduzia com exatidão o céu. Era um lugar fresco, com uma grande estante de livros numa parede, em outra encontrava-se uma lareira, uma pequena mesa com quatro lugares e bancos de madeira estava ao centro do lugar, e duas poltronas defronte pra lareira, na mesma parede em que esta se encontrava pouco acima do console da lareira havia um quadro, era o retrato de uma bela jovem loira com olhos verdes como esmeraldas e pele clara como a neve de aproximadamente vinte anos, ela observava Gael curiosa, seus olhos acompanhavam os movimentos dele.

Uma forte corrente de ar entrava pelas janelas, quando a jovem do quadro falou num sotaque típico da Suécia: - John querrido, que é erte?- - Um grande amigo que me acolheu em sua família e meu atual chefe, mas temos que ir preciso mostrar algo importante pra ele! - respondeu John dirigindo-Se a uma porta de madeira que dava para um estreito corredor, saindo da sala seguido de Gael.

- Ela - sussurrou McDonald para Bergan - era minha noiva e estava grávida quando foi assassinada junto da família a mando de meu pai. uma lágrima correu dos olhos de John, por mais que ele fosse uma pessoa forte pensar no monstro que o pai era lhe entristecia demais.

No corredor havia seis portas, três de cada lado, eles pararam defronte pra porta que ficava ao lado da que acabara de sair. - Carcerium!  Pronunciou John e a porta se abriu, revelando uma espécie de cela de prisão, tudo era branco feito neve, desde as paredes até a pouca mobília que existia. Era um quarto pequeno onde havia uma cama, um vaso sanitário, um chuveiro, uma mesa e duas cadeiras colocadas paralelamente defronte uma para outra em cada lado da mesa. Contudo o que mais chamava atenção era a figura de uma jovem com cabelos cor de fogo e pele quase tão branca quanto o restante do local, presa pela cintura na parede dos fundos por uma espécie de cinta, não havia janelas, a iluminação vinha de um lustre pequeno, mas encantado para emitir uma luz forte o suficiente para iluminar todo o local.

John fez um gesto com a varinha e conjurou uma confortável poltrona branca e fez sinal para que Bernardo sentasse nela em seguida com um outro gesto fez com que a conta que prendia a moça se soltasse, era visível o medo que ela sentia, seus olhos âmbar estavam arregalados e suas mãos suavam frio, sua respiração era ofegante e por mais que ela tivesse sido libertada da cinta que lhe prendia ela permanecera grudada na parede. - Não precisa ter medo, não irei te machucar se você colaborar! John tentara acalmar a mulher, mas sem sucesso algum, o clima estava tenso. - Irei interrogá-la novamente - continuou ignorando a tensão que se instalava e olhou na direção do barão - e quero que o senhor veja com seus próprios olhos o que ela tem pra nos dizer! - retornou o olhar para a mulher assustada e continuou - Venha e sente-se aqui - falou sério apontando para a cadeira que ficava no lado oposto dele, imediatamente ela correu para sentar onde ele mandara, então ele conjurou uma taça de vidro onde despejou o líquido incolor de um frasco pequeno que acabara de sacar de dentro da capa. - e beba isso! ordenou e novamente fora obedecido.

- Muito bem! Como te mostrei ontem, aqui nesta casa tenho uma sala de tortura a qual não gosto de usar, mas se preciso for irei usar pra te fazer falar, então peço que colabore e responda as minhas perguntas, não precisa ter medo, eu alterei as memórias de suas irmãs e elas acham que você está numa missão secreta da qual não podem falar e que você matou seu pai ao invés de ajudá-lo a fugir e que você está guardando o dinheiro que seria roubado com você, você está de acordo com isso?- questionou John -Sim!- respondeu a ruiva - Qual o nome de completo que seus pais lhe deram?- Samantha Woody Jones- - Samantha, qual é o nome dos seus pais?- - Michael Woody Jones e Isabelle Woody Jones-- Você tem irmãs de sangue?- - Sim, Jéssica Woody Jones, Mikaela Woody Jones e Ágatha Woody Jones. - - Ontem no Cabeça de Javali vocês se referiram com outros nomes! Que nomes seriam esses  e a quem pertencem ?- - Sim, eu sou a Michelle, Jéssica é a July, Mikaela é a Kate e Ágatha é a Rose-

- Elas falaram que você teria que cumprir uma missão que não cumpriu! Que missão seria essa? - Matar meu pai para que pegássemos o dinheiro que ele guardava e entregarmos para a Noctem recrutar bruxos na região das Terras Altas da Escócia. - Se Bergan estava achando aquilo desnecessário, finalmente chegara num ponto que seria de interesse dele.  - Nós sabemos que a Noctem é uma máfia bruxa que atua no Reino Unido! Como eles chegaram até vocês?
- Através de meu pai, ele era um ladrão e foi recrutado para usar suas habilidades a favor da organização, depois disso meu pai nos convenceu a entrar quando eu e minhas irmãs nos formamos em Durmstrang. - - Você está a quanto tempo dentro da organização? - Dois anos!-- Você sabe o porquê deles quererem recrutar pessoas especificamente na região das Terras Altas da Escócia? - Queriam alguém para matar ele! - A ruiva apontara para o barão.

- Por que querem matá-lo? - Ele é uma pessoa influente e está impedindo que eles atuem na região! - Eles já contactaram alguém para matar ele? - Não sei, acho que estavam esperando o dinheiro do meu pai! - - Se seu pai fazia parte da Organização por que mandaram você matá-lo?! - Meu pai escondeu dinheiro deles! - - Seu pai roubou o dinheiro deles?! - - Não, meu pai guardou o dinheiro que tinha roubado de um gringo rico e eles se acharam no direito de possuir o dinheiro. - Dee quantos estamos falando?! - Mil galeões! - Quem mandou você matar seu pai?! - Uma mulher conhecida como Dori! Eu não sei o nome real dela. - Por que mudaram o nome real de vocês para fictícios?! - Parece que a Noctem é controlada por uma família e há uma maldição que diz que um rapaz vai matar a todos que possuem o sangue dessa família, mas sinceramente não sei se isso é verdade. - Sim é verdade, e eu sou esse rapaz, mas não quero matar ninguém, quero que eles paguem por seus crimes e você me ajudará nisso! Onde posso encontrar o responsável pelo recrutamento de membros da Noctem? - Não sei, ele que geralmente encontra as pessoas! - Qual o nome dele?! -Julius! - Sobrenome?! - McDonald, todos os membros recebem este sobrenome quando entram. - Como ele é? - Tem uns 30 anos, é careca e tem uma tatuagem de um olho na testa, segundo ele pra enxergar além da visão, mas não acredito nisso. - Seus país aonde estão?! - Minha mãe faleceu quando nasci e meu pai está no Caribe. - Muito bem acabamos por hoje!

O barão levantou-se e saiu com John dali deixando a ruiva em sua cela, ao chegar na primeira  sala, havia uma ave escarlate pousada sobre a mesa, mas que voou para perto para o ombro de John assim que ele entrara. - Esta é Felix, minha fênix! Diz oi pra ele Felix!- Imediatamente a ave soltou um pio e saiu voando pela janela, permitindo que John e Bernardo subissem pela escada que existia onde antes era um escorrega. Após saírem para a floresta, John trancou o baú e fez com que encolhesse  novamente, guardando o baú  e no bolso e ambos  os homens aparataram para o castelo da família Rathbone.
off: John e Bernardo saíram dali  


DIMITRI J. RATHBONE 
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Bernardo Gael Rathbone
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Sab 7 Out - 21:32

Advinhas no Escuro
Com John Rathbone McDonald


Era noite e o bosque tinha seus barulhos noturnos, Bernardo acabara de aparatar no local, ele tinha um encontro. Embora não fosse um que ele gostaria, pois ele havia recebido um convite para encontrar-se com John, um homem em que Bernardo depositou confiança, afinal, John fazia certos serviços para a família Rathbone. Em poucas palavras, John era responsável pela segurança dos membros da família, uma vez que os Rathbone tinham influencias dentro do Parlamento Trouxa, Bernardo era o porta voz do Ministério da Magia na sociedade Trouxa. Não era uma tarefa nada fácil, mas ele aprendeu a lhe dar com os conflitos das duas sociedades, sempre limpando a bagunça de terceiros, além de proteger o mundo de um mal intocado, a ambição do homem parecia não ter limites. Como de costume John recebeu Bernardo na defensiva, ele não esperava outra atitude do auror. – Contratei você para investigar membros da minha própria família. – Era algo que apenas os dois homens sabiam, Bernardo tinha medo que o poder pudesse corromper seus próprios familiares, porque ele sabia o quanto a cede por poder era venenoso ao homem. – Cautela nunca é demais! – Observou Bernardo ao comentário do outro homem, ele apenas ficou parado vendo a barreira mágica ser construída. O Barão pensava em como sua vida tinha se tornado perigosa vendo aquilo, era tudo sempre assim e ele pensava na ideia de poder ficar esquizofrênico como seu avó ficou. – Será que tudo isso é necessário? – Pensou em voz alta, e escutou John responder a pergunta e apenas balançou a cabeça em um tom de entendimento. 

Ele ficou impressionado com o nível de preparo que John aparentava ter, vendo o baú que ele carregava pensava em como era triste levar uma vida daquela maneira. Quando se tornou Barão o jovem precisou desconfiar de todos que o cercava, aquilo foi o matando ao longo dos anos, era como uma maldição levar as suas responsabilidades. O momento passava em silêncio, pois Bernardo havia se transformado um homem de poucas palavras, e certas coisas não precisavam de tantas palavras assim. – Não é uma coisa que se vê todos os dias! – Observou o homem ao notar que o baú com a escultura da fênix era como uma casa, ele havia ouvido falar de muitas coisas parecidas com aquelas. Quando o baú revelou a passagem Bernardo fez a mesma coisa que John fez e entrou no ambiente novo, e era extremamente belo em seu interior, sem muitas extravagâncias, Bernardo notou como John teve um cuidado em decorar aquele lugar a seu gosto. – Uma bela casa! – Seus elogios eram tão simplórios que por vezes parecia que ele não se importava mesmo, mas vindo de Bernardo os elogios eram mais que mera formalidade. 

A voz feminina chamou a atenção do Barão que semicerrou os olhos para o quadro, onde uma formosa mulher apareceu. Achou divertido o jeito que ela tratou John, assim como o homem respondeu de forma educada a mulher do quadro, havia uma ligação ali. Bernardo fez uma pequena reverencia para a mulher em sinal de cortesia, e disfarçou bem sua cara ao ouvir a palavra ‘chefe’. Era algo que ele não gostava muito de ouvir, mas que em sua vida era o que mais escutava, além do termo ‘Senhor’ como se fosse dono de alguém. Seguiu John pelo corredor onde o mesmo revelou quem era a mulher, o sinal de fraqueza do homem fez Bernardo ficar desconfortável. Ele tinha aprendido a guardar suas próprias emoções para si mesmo, e expressar elas era um sinal de fraqueza pois expunha o seu ponto fraco, além dele saber a dor de amar muito uma pessoa e perder, ele começou a se preservar de futuras perdas. – Compartilho sua dor! – Em um gesto silencioso tocou e apertou os ombros de John, pois Bernardo compartilhava a mesma dor de perder mulher e filho. 

[...] Quando John revelou uma pessoa amarrada os olhos do Barão arregalaram-se, que tipo de negócios John estava fazendo? Quem era aquela pessoa? John indicou uma poltrona para que ele sentasse, e foi isso que fez por não ter palavras para descrever o que estava acontecendo ali. Seria John algum tipo de maníaco? Mas o que aconteceu a seguir deixou Bernardo bem mais perturbado, houve um interrogatório a menina de cabelos ruivos, e foi revelado uma conspiração de um grupo chamado Noctem. Por um tempo Bernardo apenas assistia ao interrogatório torcendo para que a agressão física não fosse necessária. – Matar a mim? Não parece ser nenhuma novidade! – Exclamou o Barão, ele havia sido ameaçado de morte muitas vezes, em especial quando acabava com práticas ilegais da região da Escócia e amenizava os conflitos nas duas sociedades. A família de John estava envolvida, aquele tinha sido um dos principais motivos para que Bernardo quisesse John por perto, pois os Rathbone protegiam algo valioso e poderoso que muitas máfias tentaram e ainda tentariam roubar. [...] Tudo ocorreu de maneira calma, Bernardo tinha muitos assuntos a discutir com John, mas antes ele desejava sair dali, pois aquele era um lugar triste para o homem, tendo fantasmas e pessoas presas não fazia bem para sua saúde mental, ele já tinha problemas demais para enfrentar sozinho. Bernardo ainda viu a fênix de John e achou uma pena ela viver trancada ali, mas não falou nada e seguiu John para fora, logo em seguida eles aparataram dali para a mansão Rathbone. Saíram dali. 



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Jonah Herveaux Makuch
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Qua 20 Dez - 16:05

Apesar de seu amor incondicional por seu país natal, Jonah encontrava-se cada vez mais irritadiço com a sua prévia estádia no lugar. Longe dele sentir tal incômodo por conta da presença de seus familiares, apenas não conseguia lidar com o choque de perder toda a pouca liberdade que Hogwarts lhe proporcionava em grande parte do ano. Era obrigado a fazer coisas que nem mesmo Evey, a professora de Defesa Contra as Artes das Trevas, era capaz de lhe obrigar a fazer. E, veja bem, sentia que estava prestes a levar um feitiço bem no meio das fuças sempre que a loira fazia algum tipo de pedido. Exagero seu? Talvez, mas nem sob tal pseudo ameaça se colocaria a correr, por isso, permitiu que seus pés afundassem sob a o chão úmido do Anagach Woods uma última vez antes de voltar aos seus sete anos de idade, onde fazia drama para ir embora de algum lugar. Saindo dali.
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Isabel Von Ziegler
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Qua 21 Fev - 18:31

O final do curso havia finalmente chego e, com ele a apresentação de minha tese de conclusão no Ministério da Magia, a qual tinha acontecido a bem pouco tempo. De forma que ainda me encontrava tensa com relação a aquele assunto e, mesmo que estivesse aguardando o resultado final daquilo, tinha começado a dedicar o meu tempo livre a uma proposta vinda de Hunter Pratt. Seria correto de minha parte admitir que, foi com certa curiosidade que tinha resolvido por me empenhar em mais uma tarefa junto ao historiador, já que achava curioso o fato dele ter resolvido me oferecer mais uma chance de ajudá-lo. Foi sabendo do quão Pratt gostava de ser metodista, que tinha pego todos os livros e materiais possíveis sobre a segunda guerra bruxa, para começar a estipular o texto que ele tanto queria que eu fizesse. Organizando cada assunto com uma pilha e marcadores (folhas de papéis soltas), eu era interrompida em meu metodismo quando Lizzy chegava em casa, anunciando que algumas amigas de seu curso iriam visitá-la naquele dia para lhe ajudar com sua tese. Algo que me fazia bufar alto, pois por mais que soubesse que minha namorada estivesse precisando mesmo de uma ajudinha, eu não saberia me concentrar com Lizzy e outros projetos de Lizzy – que era como imaginava suas amigas – andando livremente por ali. “Era exatamente assim mesmo que eu queria iniciar o dia.”, pensava de maneira irritada, não demorando a puxar minha mochila para perto e começar a colocar novamente, de maneira ainda organizada, tudo o que estava em cima da mesa. - Não, eu não vou ficar em casa onde você e sua amiguinha vão me atrapalhar, porque ao contrário de você eu não consigo me concentrar com gente inquieta ao meu redor. - Disparava em direção a Lizzy, de claro mal humor enquanto erguia-me da cadeira onde estava, caminhando em direção ao quarto que eu utilizava. Tinha em mente sair de casa, igual havia feito em diversos momentos nos últimos tempos, podendo assim relaxar devidamente e escrever meu texto em paz, desfrutando de alguma refeição ou paisagem tranquilamente.

Porém, só me decidia por qual tipo de atividade e lugar optar, quando abria meu guarda-roupa e começava a olhar as opções do que vestir, tendo topado com uma de minhas roupas costumeiras de usar no santuário. Fato era que, para alguém que tinha crescido junto a natureza e em contato com a mesma, estar longe da forma como estava era realmente incomodativo e, exatamente por aquilo vinha a optar por um pequeno piquenique. Obviamente que qualquer pessoa em sã consciência procuraria o Hyde Park para a atividade, mas eu ainda era uma bruxa e sabia aparatar perfeitamente, então procuraria por uma floresta real e parecida com as da Irlanda. Deste modo, após arrumar-me rapidamente com roupas confortáveis o suficiente para estar em uma floresta, recolhia na cozinha uma toalha de mesa e uma mochila térmica. Passando assim a encher a mochila térmica com pequenos sanduíches naturais de pão integral sem açúcar, além de um potinho pequeno de morangos picados. No que, é claro, levava comigo uma garrafa d’água e uma seringa já com a dose de insulina pronta, a qual deveria tomar dali a pouco. “Não se esqueça do aviso para não botarem fogo no apartamento, Isabel. Ele é importante.”, lembrava com certa ironia já que deveria me lembrar que eu era a única adulta da casa, infelizmente. E foi assim que, após colocar a bolsa térmica dentro da mochila – a qual era equipada com feitiço de extensão por conta das viagens –, acabava então por me virar em direção a Lizzy. - Estou de saída, por favor não ponha fogo no apartamento e no prédio até eu voltar. - E eu pedia com tanto ênfase no “por favor”, que foi fácil que Lizzy me olhasse quase que ofendida antes de confirmar meu pedido, fazendo com que revirasse os olhos. - Bons estudos e juízo. - Despedia-me então de minha namorada, tendo eu o trabalho de me abaixar em direção a seus lábios, beijando-os com carinho antes de me afastar em direção a porta.

[…] Havia acabado por aparatar para o bosque de Anagach, na Escócia, um local o qual tinha visitado rapidamente durante os últimos meses, assim como sabia ser bastante utilizado para quem queria ficar um pouco sozinho na natureza. De forma que, foi quase que instantâneo sorrir ao me ver rodeada por tantas cores e o ar puro, fazendo questão de respirar fundo e ajeitar meus óculos em meu rosto antes de começar a andar pela trilha onde estava. Encontrar um lugar para estender o forro, logo junto ao tronco de uma grande árvore não foi difícil, de forma que estava já muito bem arrumada em cima da toalha com a comida espalhada por ali, assim como meus livros. Naquele momento, eu tentava resistir a minha vontade de desenhar a paisagem – já que me encontrava a pouca distância de um riacho bem fofo –, canalizando minha concentração para a atividade que deveria exercer naquele local. E assim, após arrumar a caneta tinteiro e o pergaminho, colocava alguns livros abertos ao meu lado e pegava um sanduíche natural com a mão livre. [ “A Queda do Ministério” ], escrevia o título de meu texto após ter decidido que abordaria aquele momento em específico da segunda guerra bruxa. Mordendo o meu sanduíche mais uma vez, passava então a me concentrar em redigir o restante do texto: [ “O Ministério da Magia, que até então mantinha sua popularidade em baixa após o governo de Cornélio Fudge, enfrentou o golpe dos comensais da morte em 1º de agosto de 1997, quando caiu no controle de Lord Voldemort. Muito embora este venha a ser descrito por muitos historiadores como ‘quieto e suave’, não devemos esquecer que ele custou a vida do Ministro da Magia Rufus Scrimgeour.” ], e assim as minhas primeiras linhas estavam escritas. Parando um pouco para reler o que já tinha até ali, tentava não ser muito crítica comigo mesma e resolvia não mexer em nada, tendo pego mais algumas mordidas do sanduíche nesse meio tempo. Era quando me esticava um pouco para buscar pela água, no entanto, que lembrava-me que por não ter tomado a injeção de insulina antes de começar a comer, deveria administrá-la logo em seguida sem falta. “Tire a cabeça das nuvens e se concentre, Isabel!”, ralhava comigo mesma em meio a um suspiro, decidindo por voltar ao meu texto logo em seguida.

[ “A tomada do Ministério não fora algo muito difícil, uma vez que na época uma grande quantidade dos servidores de topo do Ministério já estavam sobe influência da maldição imperiatus, algo que veio até mesmo a facilitar a batalha contra o Ministro da Magia. Dentre os que estavam sobe o controle de Voldemort, devemos destacar o chefe do departamento das leis da magia, Pio Thicknesse, o qual se tornou uma espécie de marionete do antigo lord como Ministro da Magia.” ], escrevia mais um pouco e então parava. Respirando fundo, me focava em minhas anotações e apontamentos em uma folha próxima, resolvendo fazer algumas checagens nas páginas que tinha anotado serem sobre o assunto, para ver se deveria colocar mais algo. […] Já se fazia mais de hora que estava ali sentada, tendo devorado nesse tempo dois sanduíches e bebido já grande parte da água, vindo a finalizar até mesmo o meu pequeno potinho de morango durante aquilo. No que meu texto já estava enorme, cheio de detalhes e apontamentos, tendo surgido muito poucas correções até o momento, de forma que estava bastante orgulhosa de mim mesma. E assim, após ministrar em mim mesma a injeção de insulina direto em minha barriga, eu pegava novamente o pergaminho e a caneta tinteiro, preparando-me para escrever as últimas informações do texto: [ “O regime estabelecido pelos comensais da morte, não só causou um grande reinado de terror para os bruxos, como principalmente para os nascidos trouxas, os quais passaram a ser caçados pela comissão de registro dos nascidos trouxas. A comissão veio a prender diversos bruxos com tal status sanguíneo, sobe as alegações de que estes estavam ‘roubando’ magia de verdadeiros bruxos para serem mágicos.” ]. E ali estava a parte que mais achava ridícula daquela guerra, o preconceito demasiado dos bruxos, pois nada me convencia de que foram apenas comensais da morte a curtirem aquela medida.

Eu não podia deixar de me perguntar, é claro, se após terem acabado com todos os nascidos trouxas possíveis, o governo tirânico do antigo lord das trevas se voltaria para os mestiços. Afinal de contas, mesmo aqueles que como eu eram metade criaturas, também sofriam preconceito principalmente de bruxos de sangue puro, mas não unicamente. Era uma das coisas que mais me faziam pensar em como a vida dentro do santuário era melhor, pois lá nenhum preconceito de tal tipo era tolerado, mesmo que soubesse que alguns ainda podiam ser existentes. “Se concentre ou você não vai terminar isso e muito menos conseguir desenhar algo, Isabel.”, chamava novamente minha atenção, acabando por morder meu lábio inferior e então voltar para o texto que, com mais duas ou três frases eu já finalizava. A revisão do mesmo veio por inteiro, comigo gostando do resultado final o suficiente para dobrar todo o pergaminho cuidadosamente, voltando a colocá-lo na mochila junto ao restante do material. - Amanhã enviarei sem falta ao sr. Pratt. - Dizia para comigo enquanto puxava um caderno de desenho lá de dentro, trocando a caneta tinteiro por um lápis de desenho e finalmente podendo relaxar. Com um sorriso no rosto, contemplei a paisagem enquanto apenas respirava fundo, recostando minhas costas no tronco da árvore e aproveitando daquela sensação gostosa que era estar em meio a natureza. “Eu sinto tanta falta de casa.”, constatava de maneira triste, mesmo que sabendo que minha volta ao santuário ainda demoraria mais um pouco. “Claro não é mesmo, você não tem um pingo de coragem de enfrentar seu avô e oficializar logo esse namoro. Covarde.”, minha mente rapidamente ironizava minha situação, fazendo com que um suspiro cansado e derrotado escapulisse de meus lábios. - Eu queria que fosse mais fácil. - Sussurrava baixinho para mim mesma, voltando assim minha atenção para o riacho a frente, onde agora um cão bebia água com seu dono um pouco mais atrás. Foi fácil que um sorriso surgisse em meu rosto, comigo resolvendo tirar os pensamentos negativos e problemáticos de minha cabeça um pouco, começando a desenhar a paisagem e o cão enquanto ainda podia. […] Após mais um bom tempo, já no final da tarde, me levantava e arrumava todas as minhas coisas, saindo dali em seguida. Saio dali.


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Liam Cavendish Hwang
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Sab 31 Mar - 21:38

Liam olhou à sua frente, o grupo de garotos do internato se encontravam andando em uma quase linha reta se não fosse por alguns poucos aglomerados que surgiam no decorrer da trilha. Alguns faziam piadas ridículas, outros foleavam uma revista que sem dúvida seria uma playboy, outros mantinham-se focados no mapa, e o Cavendish se mantinha calado, atrás de todos, olhando para o chão e pensando quando finalmente poderia ir embora dali. Felizmente, o ano letivo daquele internado (ou infernato como ele gostava de chamar), estava próximo de acabar, e ele poderia voltar pra Londres, ficar com seus amigos e seu namorado... Luhan... Ele possivelmente tinha seguido com sua vida já, possivelmente já estava feliz novamente, ele merecia aquilo. Aqueles pensamentos que tinham invadido sua mente faziam seu coração doer, Liam balançou a cabeça rapidamente, fazendo com que suas lágrimas desaparecessem momentaneamente -- Droga - resmungou ao ouvir dos garotos falarem para se apressarem que a próxima estação de desafios estavam bem próxima. Limpou as lágrimas que restaram em seus olhos e apertou o passo, seguindo os garotos do seu grupo... Por mais que sair de Gales tivesse parecido uma boa ideia, aquela excursão escolar estava sendo a pior de todas.
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Juno Erza Stackhouse
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Seg 23 Abr - 17:14


Imprevistos em Anagach Woods

Eu tinha caído do papo da menina de ir dar uma volta depois do conclave Stackhouse, eu estava mesmo precisando de um pouco de alívio, essas reuniões familares são tensas! Alexandra e eu não tínhamos muito contato, mas ela foi tão simpática comigo e eu iria me sentir mal em negar aquilo. Quando eu cheguei no bosque que ela queria ir visitar tive uma estranha sensação que algo não se encaixava, a menina estava mais que pálida. Quando vi ela pela primeira vez a sua cor já me chamou atenção, como alguém podia ser tão pálida? Olhei para os lados sentindo um pouco de frio, era uma tarde com muitos ventos frescos. – Eu nunca vim aqui, não parece muito frequentado. Por que quis vim aqui? – A menina estava de costa para mim, eu tive a ligeira impressão que ela estava tremendo, levou um tempo para eu receber a resposta e não foi uma das melhores que tinha escutado. Cruzei os braços dando alguns passos para frente, iria tentar conversar com a menina um pouco, porque ela parecia uma versão mais fechada de mim. Fazia pouco tempo que eu tinha voltado a tentar me socializar com a minha família novamente, e por isso eu estava ali com ela. Ouvimos um barulho no meio das árvores, eu fiquei esperando ser algumas pessoas fazendo trilhas, mas aparentemente era outra coisa. Uma ave avançou de maneira rápida contra nós duas, eu gritei empurrando a menina para fora do caminho da ave, ela parecia ter crescido um pouco mais. Tinha uma coloração forte e sua estava voltando para nos atacar, eu presumia que era uma ave por ter asas, mas ela parecia mesmo uma serpente, a menina falou o nome da ave e eu a puxei para outro lado, a ave era agressiva e parecia pronta para avançar e eu não queria machucar nenhuma criatura. – Vamos embora, devemos estar perto do ninho dela! – Era uma coisa que sabia sobre aves, elas sempre protegiam o ninho com todas as forças. 

Alexandra queria capturar a mesma ou investigar o que ela fazia ali. – Uma das criaturas de Bertolini? – Eu realmente não entendia nada sobre criaturas mágicas, ela avançou novamente – IMPEDIMENTA – Gritei quando eu percebi que ela estava muito perto, coloquei a menina atrás de mim e vi o animal ser repelido, eu iria aparatar dali, mas Alexandra agia estranho, na verdade eu nem conhecia direito a loira. Eu ainda era a responsável por ela, a mais velha e a única que podia usar feitiço, afinal ela só tinha 16 anos. – Não interessa, só vamos sair daqui. É perigoso e eu não sei lhe dar com criaturas mágicas. – Sentia que ela ainda iria discutir comigo quando algo mais estranho aconteceu, a menina perdeu as forças e quase caiu, passei a mão pelos ombros dela ficando realmente preocupada. O corpo da menina estava frio, aquela frieza de uma pessoa que estava doente, perdi a atenção do Occamy e quando eu vi a ave estava vindo em nossa direção. – Aguenta aí! – Falei para a menina aparatando dali em seguida, para o hotel que tínhamos alugado que não era distante de Anagach Woods. Aparatamos dali. 

Off: Interação Especial com Alexandra S. Rathbone
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Bernardo Gael Rathbone
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Qui 24 Maio - 22:25

Tudo vai bem quando termina bem
Trama Familiar – Com Veruska e Gordan


As coisas no parlamento estavam pegando fogo com a volta da Ministra, mas se tudo já não estivesse caótico o Conde Rathbone ainda tinha que lhe dar com os problemas familiares, que aquela medida só crescia. Os últimos ataques contra seus membros tinha sido a gota d’agua para o homem fazer algo ele mesmo, precisava achar a irmã caçula e dar um fim naquela perseguição sem fim. Darcy tinha valiosas informações sobre o paradeiro da mulher, e por isso Bernardo convidou seu primo para ir junto com ele para a Escócia. O plano era Darcy ir falar com seu informante e o levar para Anagach Woods, um lugar que Bernardo considerava místico e sagrado para a família. Durante aquele dia Gordan e Gael andaram por alguns lugares que Bernardo considerava um bom lugar para a irmã estar escondida. Tais lugares faziam parte da memória do Conde em sua infância, assim como aquele bosque era importante para ele, existiam lugares que eram especiais para sua irmã, pelo menos até onde ele lembrava. Por isso eles foram até uma casa de campo abandonada, era uma antiga propriedade da família. – Vamos procurar vestígios de atividade recente aqui! – Gael pegou sua varinha e entrou na casa, o cheiro era amadeirado e certamente poderia ter sido usada por marginais ou moradores de rua, ele nem ao menos tinha mandado algum caseiro, e vendo a situação dos moveis se sentiu culpado pelo estado do lugar. – Foi uma das primeiras casas a serem abandonadas! – Ele falava em voz alta enquanto olhava tudo com nostalgia, uma parte dele esperava que a irmã fosse inocente e estivesse em perigo, tudo seria melhor do que a considerar alguém perigosa e maligna, ainda era sua irmã.

[...] Depois de alguns minutos eles não encontraram nada muito recente, embora houvesse lenha na lareira não era muito recente, alguém acendeu aquela lareira a alguns meses. – Não podemos dizer que foi ela, é melhor irmos encontrar com Darcy! – Ele falou saindo da casa para aparatar com o primo, eles foram parar na entrada da trilha de Anagach Woods, era final da tarde e estavam um pouco atrasados. – Ele já deve estar aqui! – Bernardo sempre foi muito pontual em seus negócios, e se tinha alguém parecido com ele era Darcy, o jovem se parecia em muitos aspectos com o Conde Rathbone. No entanto nenhum dos homens encontrou qualquer vestígio de Darcy, ainda que Gordan considerasse que fosse apenas um atraso, Gael não conseguia acreditar nisso e sua intuição falava que algo errado tinha acontecido, segurou sua varinha e ficou em aguardo, ele esperava mesmo que fosse apenas um atraso comum. – Tenho a sensação que algo aconteceu, tente entrar em contato com ele pelo celular! – Depois de alguns minutos ele pediu para o primo fazer isso enquanto verificava seu próprio aparelho celular, não era comum ele fazer uso daquele. Então o barulho de alguém aparatando ali perto chamou a atenção dos dois homens, e com a varinha apontada para a direção Gael observava com espanto para Veruska Rathbone. 

– O que aconteceu? – Ele sabia que ter a mulher ali era algo ruim, nenhuma outra pessoa sabia que eles estariam ali, então por que ela estaria ali? A mulher estava visivelmente surpresa de encontrar com os dois ali, mas em suas mãos um bilhete estava e logo ele deduziu que algo com Darcy tinha acontecido. – Onde ele estar? – Foi tudo que ele perguntou quando com um movimento de varinha puxou o bilhete para ele. Ali estava algo que não esperava, alguém havia pegado Darcy e o bilhete era para Gael, porque ainda que não tivesse o nome dele apenas o Conde Rathbone conseguiria entender. – Minha irmã pegou Darcy, droga! – Ele amassou o bilhete entre as mãos e seu rosto mostrava como ele estava zangado. – Vamos para casa, ela deve estar nos observando de longe. – Sim, Darcy havia sido sequestrado, ela tinha conseguido atingir a família no seu ponto forte, uma vez que o jovem tinha uma investigação avançada contra ela. Então eles rapidamente aparataram para a casa Rathbone. Saíram dali. 


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Brigit Maille Ziegler
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Qua 30 Maio - 22:43

Acordei de manhã cedo, pois hoje eu teria um grande compromisso, então assim que me levantei, fui escolher uma roupa que fosse bonita, mas que fosse bastante confortável ao mesmo tempo, afinal o evento seria em Anagach Woods. Bom, eu estava ansiosa para o meu primeiro evento como estudante de magizoologia, até porque eu estava gostando muito de aprender tudo sobre as criaturas mágicas. Ter escolhido esse curso foi uma das melhores decisões que tomei em minha vida. Bom, o evento seria ministrado por Mihael Brooks e o tema proposto era sobre Leis Bruxas e a Ocultação de Criaturas Mágicas e seria uma ótima oportunidade para conversar com outros estudantes e especialistas da área, debater ideias e claro tirar dúvidas. Então assim que me troquei, fui direto para a cozinha da casa principal para tomar um bom café da manhã, afinal eu não sabia como as coisas seriam ali e também porque eu costumava sentir bastante fome. Seria horrível ficar com o estômago roncando enquanto o palestrante falar, talvez os presentes ali acabassem acreditando que havia alguma criatura por perto. Ri pensando na cena enquanto terminava de tomar meu suco, de fato quando meu estomago roncava parecia algum animal enfurecido, por isso mesmo eu evitava ficar com fome. Sem falar na sensação de vazio que dá...

Depois de muito bem alimentada, peguei um mochila que havia preparado na noite anterior e deixei a casa indo direto para o local do evento. Ao chegar lá, fui muito bem guiada até uma tenda que foi montada, onde o evento aconteceria e antes de procurar um local para me sentar, tentei achar alguém que conhecia por ali, mas acabei não encontrando ninguém, até porque haviam muitas pessoas e seria um pouco difícil. De qualquer forma, sentei em uma cadeira o mais próxima o possível da frente, sim eu era dessas. Acomodei-me e não demorou muito tempo para que Mihael começasse a falar. Peguei pena e um caderno que havia levado e comecei a anotar todos os pontos que achava importante. Algumas informações esclareceram algumas dúvidas minhas e outras despertaram mais curiosidade, me deixando mais ansiosa para o final da palestra onde poderíamos fazer perguntas.

Assim que Brooks terminou, liberou um tempo para que os estudantes pudessem fazer suas perguntas e obviamente eu já me incluí no grupinho que iria perguntar. Quando chegou minha vez perguntei se um bruxo que precisa manter sua criatura escondida com um feitiço, acaba falhando com esse feitiço e aí trouxas acabam vendo essa criatura, ele tenta utilizar outro feitiço para apagar a memória desse trouxa, só que novamente esse feitiço acaba falhando, o que aconteceria com esse bruxo? E então Mihael me respondeu que por se tratar de um caso grave, o Ministério da Magia seria acionado e esse bruxo teria que encarar as consequências, pois além do feitiço de ocultação de criatura ter sido negligenciado, havia a questão também de tentar mudar as memórias sem sucesso, o que causaria grandes problemas. Com isso, logo em seguida perguntei se havia acontecido algum caso desse tipo e então ele me explicou que sim e começou a citar alguns casos bem bizarros. Perguntei mais algumas outras coisas e então deixei que outras perguntassem também, afinal eu não poderia “alugar” o cara. Ótimas perguntas foram feitas e anotei muita coisa, tanto que quando chegasse em casa, leria tudo. Assim que o evento terminou, peguei minhas coisas e deixei o local para voltar para casa.  



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Athelstan Gordon Rathbone

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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Sex 1 Jun - 23:24

De volta ao cativeiro

Os dias andavam tensos para os Rathbone,  primeiro Athelstan que todos achavam que morrera,  ressurgira como uma fênix no seio da familia,  naturalmente  houve uma certa desconfiança no início com sua chegada,  algo que acabou se dissipando com os dias,  principalmente com a sua disposição  para os seus familiares depois de acontecimentos ainda mais estranhos do que alguém  que retornara após vinte anos dado como morto,  como um ataque que havia proporcionado para alguns Rathbone  uma dolorosa estadia no St.  Mungus. 


E foi justamente  este ataque que levou Athelstan  junto de Gael a Anagach Woods naquela tarde,  a missão dos primos eram simples procurar pistas sobre o paradeiro da irmã de Bernardo,  a principal suspeita pelo ataque.  Após tantos anos em cativeiro Gordan,  esta era uma das primeiras vezes que retornara a Floresta, Gordan permaneceu em silêncio por todo o trajeto que levava até uma antiga propriedade da família que havia sido abandonada há muitos anos.  


“Esse maldito lugar,  parece que não quer sair da minha vida! “  Pensou Gordan furioso hesitando em aceitar o convite de seu primo para entrar no local, ele não  contara a ninguém  onde fora seu cativeiro,  e ali ele se encontrava novamente,  entrar naquela casa lhe trazia as suas piores lembranças a sua cabeça,  era como se revivesse novamente os anos de tortura em que vivera.  Entrou contra sua vontade,  estava tudo do jeito que deixara, antes de partir ao encontro da família,  tivera que matar seus sequestradores e cremar seus corpos na lareira. Fora o único jeito que encontrara de escapar,  aproveitou-se da ganância de seus carcereiros e junto de outros reféns rebelou-se para matá-los.  Em outro  lugar talvez os tivesse lhes poupado a vida,  mas a situação  que lhe haviam colocado somados com a maldição de sua família despertara nele seu pior lado,  ele era um homem frio,  sem compaixão,  capaz de tudo. 


Apesar da hesitação inicial,  resolvera entrar,  sua família era o que mais importava agora,  apesar de terem parcela de culpa em tudo que aconteceu com ele.  O homem simplesmente ignorou os comentários do Conde sobre a casa abandonada,  ergueu sua varinha e passou a vasculhar o lugar,  separou-se do primo,  acendeu sua varinha para iluminar seu caminho,  ninguém  havia entrado na casa depois de sua partida,  não havia nada na casa além de cinzas e lenha.  —Vamos embora!  Não tem nada aqui! Ele tomara a frente como um líder saindo de dentro da casa antes de seu primo,  não aguentava mais aquele lugar tudo que queria era ir embora.  —Primo,  você  acha que sua irmã estivera nesse local? Perguntou apenas para desviar de seu primo,  não queria que soubesse que acabaram de visitar seu cativeiro,  o lugar onde fora explorado e torturado durante anos. Como era de se esperar Gael não  tinha como ter certeza de que sua não tivera ali meses antes,  então  aparatam para a trilha onde se encontrariam com Darcy. 

—Não se preocupe,  com esse pequeno atraso do rapaz! Ele já deve estar chegando! Não era comum que o jovem se atrasasse,  algo estava errado,  Bernardo pressentira,  conhecia ele como ninguém,  estava tenso,  sacou sua varinha,  Athelstan no susto fez o mesmo,  não havia nada no horizonte além de árvores.  A apreensão fez com que o conde pedisse para que Gordan entrasse em contato pelo celular com o jovem Darcy,  o aparelho  era uma novidade para ele, um equipamento trouxa que conhecera a poucos meses,  mas que era uma forma eficiente de comunicação,  no entanto,  as inúmeras tentativas de se comunicar com o Bittencourt  falharam miseravelmente.  Gael,  também tentava,  mas nenhuma resposta era obtida. 


Um estampido,  surgiu de repente próximo ao local onde estavam,  ninguém além deles sabia o local de encontro,  quem poderia ser?  A surpresa levou os primos guiarem suas varinhas para o local onde o barulho surgira,  Veruska Rathbone aparatara para junto deles. “Isso é péssimo sinal! ” Gordan  afirmava para si mesmo,  a surpresa por encontrar os dois homens ali era estampada no rosto da mulher,  todos sabiam que aquele encontro não deveria acontecer,  e se acontecera era porque algo grave estava acontecendo. Ela trazia consigo um bilhete,  que Gael retirou de suas mãos com um movimento da varinha.  Estava cifrado,  de uma maneira que somente ele saberia o significado,  não  havia nome do destinatário,  mas o homem logo percebeu que sua irmã havia raptado Darcy. Athelstan permaneceu mudo,  apenas observando a cena,  contudo algo lhe chamou a atenção,  ao longe percebera a silhueta de uma mulher adentrando a mata como se fosse um vulto que logo sumira como se fosse um fantasma,  ignorou,  e acatou a solicitação do primo de ir embora para casa.  
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Oliver Graham Miller
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Sex 29 Jun - 7:03

Old Dog, new tricks!      
Scotland
Legenda: -Falas- :: :: *Fala de Terceiros*
- Eu não sei se gosto disso! - retruco mais uma vez com Anthony a respeito do plano mirabolante que era ótimo, só que era uma droga. "Não seja covarde!" contrapôs o mais velho tentando me induzir a fazer algo realmente estúpido. “Prometo não dizer uma palavra sequer a Valentina.” Acrescentou enfiando os bolsos dentro do jeans encardidos de lama e surrado de longa data. O observo encontrando sinceridade em seu olhar e promessa. Pondero em silêncio.

Anthony não acrescentou nenhuma palavra a mais, pois sabia que esse era o momento exato de se calar e deixar que eu fizesse a pior escolha para mim mesmo, como sempre fazia. Aquilo era realmente uma ideia estúpida, mas nunca fui do tipo que agiu pela ‘coisa inteligente a ser feita’ e sim pela ‘coisa mais divertida a se fazer’. Valentina não era nada fã desse meu lado de garoto crescido. Por isso a promessa dela não ouvir nada a respeito daquilo era atraente e vital.

– Se eu me encrencar com isso... – aponto o dedo no peito de meu amigo o amassando da maneira que podia apenas com palavras. – Eu juro pelas barbas de Merlin, que ele não será o único a ser perseguido e caçado. – Anthony leva a mão ao peito fazendo um típico sinal do juramento dos escoteiros. Coisa que tinha nenhum valor vindo de Anthony, já que ele, nem eu, nunca fomos escoteiros.

“Ande logo!” ele bate a mão em meu dedo para afasta-lo de seu peito. Reviro os olhos pela falta de educação de Anthony, mas ainda assim rindo do que está preste a acontecer. Sacando a varinha do bolso modificado lateral, direciono-a no centro de meu peito mentalizando o encantamento em latim “AMATO ANIMO ANIMATO ANIMAGUS”. A transformação acontece inicia-se instantaneamente. Gradativamente minha forma física de humano passa a ser de um lobo branco do ártico. Atípico para aquela região da Escócia.

Anthony, em contrapartida, agarra um artefato trouxa. Uma câmera. Aproxima-se em uma janela lateral do velho bar com ar chique para a comunidade mágica. Ele se senta numa roxa próxima a uma janela lateral escondida e ponta o aparato na direção do bruxo sentado no canto do bar.“Vai!” Anthony ordena dando sinal verde para o circo pegar fogo. Rosno com sua autoridade cretina avançando em direção a porta dos fundos do bar de fácil acesso.  Ele me dá um leve empurrão para entrar. Anthony não sabia que poderia perder um braço fazendo aquelas coisas. 

Sorrateiro adentro o pub de moderado movimento para àquela hora da noite. As pessoas estavam ocupadas demais com seus problemas e tentando afoga-los no fundo de seus copos com conteúdo alcoólico para notar a presença de um lobo dentro do bar. Bom, um animado em forma de lobo, pelo menos. Aproximo-me, sem ser visto, cauteloso. O nosso alvo estava sentado no canto do bar em uma mesa solitário. Primo George. O sempre solitário George. Seria apenas um sustinho. Coisa simples. Coisa de família. Próximo o suficiente, dou um salto sobre a mesa que ocupava, tornando-me visível não apenas para George que dá um salto para trás derrubando a bebida que tomava em seu terno caro. Rosno alto exibindo meus dentes para engomadinho latindo. Seu pavor torna-se escancarado em sua expressão e na dos demais a nossa volta. Sua mão se leva para a parte de dentro de seu caro paletó afim de tomar sua varinha e lutar contra a ameaça perante si.  “Not today, satan!” abocanho a manga de seu paletó o rasgando e pulando para cima do homem apavorado. Rosno ainda mais deixando baba de lobo escorrer e pingar em sua cara vermelha de pavor. 

Ouço feitiços nervosos ricochetearem a parede. Aquilo significava que era hora de ir. Corro para fora dali com um pedaço da cara vestimenta de meu primo entre meus dentes. As pessoas apavoradas e outras atordoadas não se atrevem a me seguir. Ponho-me a correr mais e mais, seguido por um Anthony que não parou até que eu parasse no meio da mata voltando a minha forma humana novamente. Soltando o tecido de minha boca para respirar fundo e ver se não me faltava nenhum pedaço. Anthony se joga ao chão achando profunda graça naquela brincadeira toda. Devo dizer que Anthony tinha um senso de humor estranho e perverso. O que esperar de um ex-auror? 

“Ele deve ter se cagado inteiro.” Anthony ria entre lágrimas e arfadas. As risadas já lhe causavam dores pelo corpo. Não posso evitar e caio na risada com ele também. – Essa foi a ultima vez. – afirmo quando finalmente nos acalmamos. “Eu prometo” meu amigo concorda, pois tinha, pelo menos, um pingo de consciência de que aquilo poderia gerar problemas futuros para ambos caso tornasse uma prática comum e constante. Ajeitamo-nos e desapartamos para um pub em Londres que costumávamos a beber.
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Olie
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Brent Pascal Von Chthon
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Ter 7 Ago - 7:03


Ergui minha cabeçorra e olhei para a lua cheia no alto. O disco prateado estava imenso e o céu estrelado era lindo, mas não era capaz de apreciar a beleza desse espetáculo natural. Minha barriga roncava de fome e minha consciência humana estava trancada e amordaçada. Esse mês eu não tinha usado a poção, nem mesmo o Argent, eu fazia isso geralmente quando estava na bad, e isso gerava uma transformação mais dolorosa e agressiva. E a dor me levava a fome e a fome me levava a raiva e isso se tornava um ciclo vicioso onde vocês podem ver um lobisomem de quase 1,90m de altura no meio das árvores de Anagach. Virei meu focinho para o lado esquerdo e farejei o que parecia ser um animal silvestre. Não pensei duas vezes e corri na direção que o cheiro me arrastou, um metro, três metros, nove metros correndo e parei abruptamente. 

De quatro no chão olhei a presa com meus olhos injetados, a visão amarelada me deixava um pouco confuso, mas a minha bocarra cheia de dentes salivava em excesso. Calculei a rapidez do animal e depois de alguns segundos me lancei em sua direção. Ele, obviamente correu, mas não foi páreo. O alcancei no quinto metro de corrida e cravei meus dentes em seu pescoço. Em seguida o abracei até que ele ficasse sem ar e seu corpo morto caiu no solo irregular da floresta. Abri a carcaça e uivei quando o cheiro de carne fresca invadiu os orifícios de meu focinho. Me deleitei e depois cansado da corrida escalei uma árvore frondosa e centenária. Olhei mais uma vez para a lua e dormi.

***

Assim que os primeiros raios de luz solar acariciaram meu rosto me encontrei nu no topo de uma árvore, minha cabeça doía e o cheiro de sangue seco me indicava que eu tinha matado algum animal silvestre na noite anterior, as dores musculares que acometiam quase impossibilitaram meu movimento de sentar em um dos galhos que eu estava sem cair. Por sorte minha forma licantropa tinha escolhido um galho grosso o bastante para suportar nosso peso. O que mais doía eram minhas costas porque minha forma lupina era maior e mais forte do que eu. Aparatei para casa, assim saindo dali, eu precisava mandar uma coruja para Caio ou Moses, um dos dois precisava me tratar e eu só confiava em dois medibruxos, por sorte, eles eram meus melhores amigos e sabiam da minha condição.




BRENT PASCAL VON CHTHON
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Kira Seaworth O'Phelan
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Sex 31 Ago - 20:55

And the battle's just begun
[Anagach Woods, Norte da Grã-Bretanha, Ilhas Britânicas, 17H45] Um chamado urgente da auror chefe fez com que Seaworth largasse seu posto em Hogwarts e viajasse diretamente para a Irlanda. Ao que parecia, alguns dos desaparecidos haviam misteriosamente voltado para o mundo real e, bom, não estavam nas mais perfeitas condições. Pela quantidade de destroços de madeira e panos rasgados que apareceram ao redor de toda a costa, poderiam pressupor que as pessoas haviam sobrevivido de um naufrágio, mas isso só poderia ser motivo de preocupação quando todos estivessem a salvo e, bom, era isso o que Kira estava fazendo naquela tarde estranhamente quente. Na verdade, era quase noite, visto que os primeiros indícios do por do sol já despontavam no horizonte, mas não havia tempo para apreciar isso, visto que a mulher encontrava-se em uma perseguição. Uma das pessoas que havia chego misteriosamente estava um tanto quanto alterada e, bem, simplesmente fugiu. Como O’Phelan era rápida, nem precisou de uma votação entre os aurores para saber que ela iria atrás do fugitivo enquanto os demais ajudavam os outros perdidos e lá foi a morena, correndo no meio do pântano atrás de um homem descabelado e barbudo.

Claramente o humor da auror não era um dos melhores no momento, mas até aí não havia nada novo no horizonte – Impedimenta! – lançou em direção ao fugitivo, que rebatia os feitiços com uma classe admirável, o que a deixava com a pulga atrás da orelha. Era um bruxo dos bons. Como havia sido sequestrado? Como havia fugido? Por que fugia? Ela continuava correndo velozmente em sua direção, e o que lhe dava vantagem era que o homem não conhecia o solo onde estava e vez ou outra tropeçava e isso acabava por o atrasar – Incarcerous! – as cordas que saíram da ponta de sua varinha felizmente atingiram seu alvo, que obviamente não gostou de ser paralisado daquela forma e se contorcia para se soltar. Nisso, Seaworth terminou de se aproximar do homem e se abaixou, segurando-o sobre o ombro – Ow, ow! Sou amiga, estou aqui para te ajudar – tentou dizer de forma amigável, mas ao mesmo tempo deixando claro de que era uma ordem, que ele precisava se controlar. O curioso foi que a mulher não teve mais palavras para dizer, pois assim que havia vislumbrado todo o perfil masculino, notou que o rosto era extremamente conhecido por ela – Eros? Eros! Sou eu, Kira – disse para o primo que havia acabado de reconhecer. Analisou-o de forma breve, não identificando nenhum ferimento grave a principio – Vamos, você ficará bem – finalizou sua fala em um abraço, mas era apenas para conseguir segura-lo melhor enquanto aparatava em direção a emergência do Saint Mungus. Saiu dali.
✖️ Broken bottles under children's feet. And bodies strewn across a dead end street. But I won't heed the battle call. It puts my back up, puts my back up against the wall. Sunday, bloody Sunday. There's many lost but tell me who has won? The trenches dug within our hearts And mothers, children, brothers, sisters torn apart. Sunday, bloody sunday ✖️


I caught the darkness
Drinking from your cup I said: Is this contagious? You said: Just drink it up I've got no future I know my days are few The present's, not that pleasant Just a lot of things to do I thought the past would last me But the darkness got there too
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Anastasia Wittels Looken
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Seg 24 Set - 14:54



– Merda! Xingou baixinho sentindo um de seus pés confortavelmente revestidos por uma bota de combate afundar-se contra o chão enlameado do pântano onde havia se enfiado a procura de uma pequena planta que só ali encontraria para terminar suas mais recentes pesquisas.. Definitivamente vir até a Escócia em tal momento não havia sido uma boa ideia, entretanto, Anastasia não era conhecida por ter boas delas. O caminho até o pântano havia sido parcialmente fácil de percorrer, a trilha de terra feita em meio as tantas folhas da vegetação local que lhe ligou até onde se encontrava no momento permanecia bem conservada uma vez que os trouxas pareciam ter especial apreço para a prática de esportes em tal lugar, entretanto, assim que se viu finalmente dentro do pântano sentiu sua determinação em estar ali esvaindo-se com a rapidez de cem larvas de baratas eclodindo.

De toda forma, se aproveitando do fato de que ali já se encontrava a morena desgrudou seu pé da poça barrenta e se agachou retirando do solo com a ponta dos dedos as pequenas plantas de coloração escura e folhas pequenas que tanto lhe ajudariam. Colocou-as com cuidado dentro do pequeno frasco que havia trago unicamente para tal tarefa e o tampo com delicadeza, retirando em seguida suas luvas de látex pretas. Com a ponta dos dedos da mão direita a morena balançou o frasco frente aos seus olhos e sorriu com o cantinho dos lábios, satisfeita por ter conseguido ao mesmo tempo em que se sentia enfadonha por tê-lo que fazer por si mesma. Sem tanto cuidado como havia tido na chegada, Anastasia caminhou com suas botas agora grossas devido ao barro e revirou os olhos assim que estava de volta a trilha central, com um aceno mínimo da varinha limpou-as antes mesmo de pensar em tocar o piso de sua própria casa com as mesmas e em seguida aparatou do local, saindo dali.



anastasia a. looken
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Orion Lionhart Beoulve
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Seg 5 Nov - 11:35

Agora Orion não tinha a companhia apenas de Diarmuid em seus passeios. Desde alguns meses, a ave havia ganhado a presença de um pequeno beagle que o lufano havia resgatado pelas ruas de Londres, mesmo que a principio aquilo fosse contra a sua vontade. Para ele, ter a presença de um cachorro, ou qualquer outro ser que não fosse humano, significava que seu dono já estava se enjoando de sua presença e frente a isso, a coruja tomava as piores decisões possíveis: por diversas vezes tentou enganar Saturno e leva-lo para longe do castelo dos Beoulve ou bagunçar a casa para culpar o cachorro, mas nada daquilo adiantou. Por sorte, com o passar do tempo, Diarmuid foi se acostumando com a presença do Beagle dentro dos domínios do castelo onde Orion morava e nas últimas semanas os dois animais estavam com um relacionamento amistoso entre si. Por isso, o rapaz resolveu que seria uma boa ideia levar ambos para passearem e escolheu um dos seus locais favoritos: Anagach Woods, na Escócia.

Saturno, o cachorro, tomava a frente naquela expedição, farejando todo o caminho coberto por folhas, enquanto Diarmuid voava um pouco acima de todos que estavam ali. Ele não poderia voar muito mais alto do que aquilo, pois os galhos atrapalhavam. Já Orion, caminhava entre os dois com certa calma em seus movimentos. Conforme andava pela floresta, percebia que os seus demais familiares teriam um imenso prazer em visitar aquele local, mas não para admirar a sua beleza como estava a fazer e sim para caçar. Os Beoulves tinham esse histórico de serem grandes caçadores e a atual geração da família não fugia daquele estereótipo, entretanto, Orion, assim como alguma pequena minoria em outras épocas, era a ovelha negra. Não era por vontade própria, mas o rapaz havia herdado um dom mágico de algum antepassado que o permitia traduzir os sons dos animais em algo entendível e podia dizer com toda certeza: quando se ouvia um javali implorando para viver, perdia um pouco a graça de matar por esporte.

Obviamente aquilo fazia o rapaz ser visto com certo preconceito por alguns membros da família, entretanto, nesse momento Orion apenas balançou sua cabeça e resolveu parar de pensar em como seus familiares eram malvados para se concentrar naquilo que realmente importava. Ou seja, o passeio com seus animais de estimação dentro daquela floresta. Sua atenção, então, foi para o cachorro Saturno, que parecia um pouco empolgado pelo fato de ter encontrado alguma coisa numa parte daquele pântano. — O que foi, amigo? — questionou, arqueando a sua sobrancelha. Antes de latir, o beagle farejou mais um pouco o chão e latiu. Naquele momento, Diarmuid pousou em um galho e começou a observar ao redor com seus olhos precisos. Rapidamente, os sons soltados pelo animal terrestre foram traduzidos pela mente do lufano que entendeu "Algum outro cachorro marcou o território aqui recentemente, mas eu vou resolver isso agora" disse de maneira orgulhosa. Orion apenas ficou em silêncio, constrangido pelo momento, enquanto a coruja pigarreou.


Orion Gerrard Lionhart Beoulve

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May Stackhouse S. Hool
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MensagemAssunto: Re: Anagach Woods   Seg 5 Nov - 16:36


No Bosque das memórias

Uma das coisas que ainda não tinha me acostumado era com a insônia, desde quando eu saí da Ilha de Meg Mell minhas memórias estavam fragmentadas, eu sentia como se não lembrasse mais de parte de minha vida. O que era muito estranho, o meu término de namoro com Nate tinha mexido demais comigo, eu precisava de um tempo para me reencontrar e um pouco de tranquilidade depois de tanto agido. A inserção na comunidade de pesquisa era algo positivo para minha recuperação, sabia que poções era minha paixão e minhas anotações eram a memória mais real de quem eu era. As noites eram difíceis pois me acordava em pesadelos, ou memórias ruins do tempo que fiquei na ilha, dos perigos, da fome, da dificuldade e como eu tinha mudado bastante. Eu via meu reflexo e ainda estava queimada do sol, com um tom de pele mais queimado do que as fotografias do tempo de escola. Cabelo longo diferente de como eu usava, e definitivamente mais magra, e não por vaidade, mas por ter sofrido na ilha de diversas maneiras.

E não querendo ficar pensando bobagens em casa acabei saindo para passear, existia um lugar que era bonito e calmo, tinha ido ali apenas uma vez com meu pai para fotografar algumas plantas da região para o novo livro dele. Levei uma bolsa leve com um livro para passar o tempo, Cheryl me emprestava vez ou outra algum livro, coloquei roupas de cores neutras como sempre e passei um batom simples. Eu tinha ficado um pouco mais vaidosa, até porque minha aparência parecia ser de uma sobrevivente de Lost, então eu precisava disfarçar um pouco. [...] Cheguei a Anagach Woods sentido uma leve brisa atingir meu rosto, abri um sorriso e comecei a caminhar por ali, eu lembrava de pensar em convidar Nate para um piquenique ali, era uma coisa que fazíamos sempre quando estudávamos em Hogwarts, era disso que sentia falta. Parecia que depois de formado tudo tinha mudado, ou mudou antes mas só consegui perceber depois que desapareci e apareci novamente. – Ah, não posso ficar pensando nisso o tempo todo! – Falei para mim mesma ao parar e ouvir outra pessoa ali por perto.

Mais alerta fiquei observando a voz masculina e encontrei uma face não tão desconhecida, eu tinha aquele sentimento de que conhecia o menino, mas de onde? Com minha mente bagunçada eu já não sabia o que era real ou não, mas fiquei tanto tempo olhando para ele e seu animal que nossos olhos se encontraram. Rapidamente virei a face para outro lado, eu ainda não tinha aprendido a ser mais natural em situações daquele tipo. E uma lembrança voltou a minha mente, sim, o rosto dele era totalmente familiar por termos estudado juntos. Virei o rosto novamente pare ele com um sorriso. – Olá! – Me aproximei dele um pouco e as lembranças voltavam pouco a pouco. – Acho que estudamos juntos...Orion! – Parei mais perto segurando a alça da minha bolsa mais para perto. E notei o beagle que era muito lindo, lembrava como eu ainda não tinha um novo pet depois que meu gatinho morreu, ficava triste ao lembrar que Sr. Miau morreu de velhice enquanto eu estava na ilha, não pude cuidar dele.



May Stackhouse Snow Hool
Pociologista da S.I.C.P.V.M. Sobrevivente de Meg Mall. Grifinória e apaixonada por um certo Leão! 
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