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 Bar de Cumberland

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
Diretor
Diretor
Diretor Alvoros Grunnion

Patrono : Fênix
Bicho-papão : Diretor

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeQui 12 Jan 2017, 22:52

Relembrando a primeira mensagem :

Bar de Cumberland

Edimburgo, Escócia


Bar de Cumberland - Página 2 KIAdl5P

Frequentado mais por escoceses do que turistas, apesar de ser convidativo à estrangeiros, o Bar de Cumberland é um bom lugar para aquelas pessoas que querem beber um pouco após trabalhar durante o dia inteiro, onde seus clientes poderão escolher entre uma enorme variedade de cervejas e também acompanharem os principais eventos esportivos que acontecem no mundo e trazem atenção dos escoceses.

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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AutorMensagem
Arthur O. Belmonte
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Arthur O. Belmonte


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pena de Agoureiro, Cerejeira, 31cm, Flexível.

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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeTer 05 Nov 2019, 22:29





Certa vez, quando tinha quase dezessete anos, Arthur foi ao Bar de Cumberland na companhia de alguns amigos mais velhos (sempre havia gostado de andar com pessoas mais velhas, especialmente depois que passara a beber, mais ou menos aos quatorze anos, porque tornara-se vantajoso ter amigos que topavam pedir as bebidas para si, mesmo que as vezes isso significasse pagar a conta da turma). Não foi a primeira vez que entrou naquele bar, naquela época tinha o hábito de ir a Edimburgo com seu pessoal sempre que o ano letivo se encerrava no verão, para curtir a praia de “Porty” antes de ter de retornar à América do Sul, onde passava o resto das férias. Aquela vez aos dezesseis anos, no entanto, foi a última vez que pisou no Bar de Cumberland. Os garotos se reuniram para beber e estavam se divertindo, mas Jared arrumou confusão com um irlandês e antes que percebessem, a coisa toda acabou virando uma briga generalizada e até Arthur acabou trocando socos com alguns garotos sem nem mesmo saber ao certo o motivo. Foi o dono do bar quem pôs fim à pancadaria expulsando os meninos e banindo-os dali.

Anos depois, Arthur ainda se lembrava daquele dia, porque costumava gostar de quando a turma se envolvia em confusão, eles sempre haviam sido bons de briga, afinal, mas presumia que o pessoal que trabalhava ali já devia ter esquecido. De qualquer forma, não estava pensando nisso quando adentrou o bar naquela noite. Estava passando alguns dias na cidade porque havia decidido dar um tempo de toda a responsabilidade que vinha batendo à porta nos últimos meses e, naquela noite, acabou decidindo que ir ao bar e passar a noite na companhia de alguma mulher bonita seria um bom jeito de encerrar aquele fim de semana e se sentir novamente ele mesmo e não o cara em que a vida parecia querer transformá-lo. Cruzar a entrada do bar automaticamente trouxe lembranças de sua adolescência. Belmonte sentia falta daquela época, era bom saber que havia vivido. Dirigiu-se ao balcão e pediu uma Curim Gold, bebendo-a sem pressa enquanto observava a movimentação no local.

Diferente da maioria dos jovens dos tempos atuais, que haviam nascido em uma época em que mesmo bruxos vinham se rendendo à tecnologia trouxa (com melhorias, é claro), os adolescentes da época de Arthur tinham de se virar sem o auxilio de mensagens de texto quando queriam chegar em alguém. Alguns costumavam escrever bilhetes ou fazer aviõezinhos de papel e enfeitiça-los para que a mensagem fosse entregue à pessoa de seu interesse, entre outras técnicas. A favorita de Belmonte consistia em avistar a garota mais bonita do recinto e esbarrar nela propositalmente para assim oferecer uma bebida como um pedido de desculpas e iniciar uma conversa.

Arthur nunca soubera se aquela era realmente uma boa estratégia ou se seu belo rosto fora o responsável pelas investidas bem sucedidas ao longo dos anos, naquela noite utilizaria a mesma abordagem de sempre. Estava já na quarta ou quinta garrafa de cerveja quando decidiu dar uma passada do banheiro. Havia pelo menos três mulheres desacompanhadas no bar, todas atraentes à sua própria maneira, mas a voz de uma delas parecia tão irritante que o homem achou que suas curvas não seriam o bastante para aturá-la, já que não parava de falar com seus amigos, que aquela altura pareciam já impaciente. Uma segunda, de cabelos ruivos e rosto cheio de sardas parecia interessante, mas foi uma outra, cujo sotaque fez Arthur imediatamente perceber que não era natural da Irlanda, quem mais chamou sua atenção. Embora não tivesse chegado a ver seu rosto, não deixou de observar que suas curvas pareciam ter um total de zero defeitos e a voz era agradável de se ouvir.

Com sua garrafa ainda em mãos, o brasileiro aproximou-se e esbarrou na figura feminina, com força o bastante para fazer-se notar, mas não o suficiente para machuca-la. —Desculpe, te machuquei? – disse propositalmente em um falso tom inocente, virando-se para olhá-la. Arthur estava pronto para se oferecer para pagar uma cerveja alegando que seria um pedido de desculpas, mas ele próprio foi pego de surpresa quando viu o rosto da mulher. — Andy? - como se a vida realmente quisesse lembrá-lo de tudo o que vivera durante sua adolescência, naquele exato momento, encontrava-se diante de ninguém mais, ninguém menos que sua “primeira” namorada.

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Andy Holstein Stryder
Comerciante
Comerciante
Andy Holstein Stryder

Bicho-papão : Sua loja ser saqueada

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Cerda de Acromântula, Abeto, 28cm, Flexível.

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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeQui 14 Nov 2019, 16:26

Can't believe!
Interação com Arthur O. Belmonte
Desempregada, sem dinheiro e com depressão, ficava difícil sair de casa. Andy andava tão estressada com tudo, com sua situação financeira, com seus pais a irritando e por ter quase quarenta anos e não ter saído de casa. Já tinha ido mais de duas vezes fazer entrevista no comércio, mas foi reprovada todas as vezes. Treinava muito com sua mãe para as entrevistas, e era ela quem dava força para continuar. Sempre que falava que iria desistir, ouvia sua mãe falando que ela iria conseguir da próxima vez, a sustentando. Se Andy não tivesse ela, talvez estaria em um lugar por aí, vivendo a custas de amigas e com depressão profunda. As pessoas a admiram por querer tanto um trabalho, mas não a ajudavam para conseguir seus objetivos. Não aguentava mais ver a cara de Vittorino nos lugares onde eles se encontravam para fazer as entrevistas. E também ele já estava ficando de saco cheio, provavelmente. Mas precisava seguir em frente. Precisava se livrar de todas as distrações, que a atrapalhavam para conseguir a vaga de costureira, e apenas focar naquilo. Não iria para festas ou coisas do tipo, e também não dormiria. Apenas ficaria estudando seu cargo a fundo, e na próxima vez que fizesse uma entrevista, iria tão bem que o avaliador daria uma festa porque Andy seria a melhor pessoa para aquilo. Pegou os papéis que tinha treinado as entrevistas e jogou-os fora. Pegou um novo pergaminho e escreveu o que iria precisar falar. Colocou todas as coisas que uma boa costureira precisa fazer, e também como devia se comportar no trabalho.

Umas quatro horas depois, umas amigas de Andy apareceram em sua casa e a convidaram para sair. Ela negou muito, e quase que suas amigas e ela tiveram uma briga feia. Mas elas convenceram de que para fazer uma coisa boa, era necessário descansar a mente, para que saísse uma coisa perfeita. Andy podia até ficar apenas pensando em uma coisa, mas deveria descansar a cabeça. Ela não iria responder se iria ou não então pediu para que sua mãe falasse por ela. Ela pensou um pouco, e disse que a filha deveria ir para descansar a mente e fazer algo melhor depois. Como Andy foi encurralada, a única opção dela foi ir para o Bar. Vestiu um look bem básico, e pegou um pouco de suas economias, mas as amigas não deixaram e disseram que iriam pagar por ela. Agradecida, elas aparataram perto do bar e entraram.

O ar do bar estava fresco e o ambiente estava claro. Era já noite quando elas entraram. Não tinha muita gente lá, e a maioria estava quieta e separada. Elas estavam conversando alto demais, e ficaram com medo do que os outros poderiam escutar. Estavam sentadas em uma das mesas mais afastadas, como os outros que estavam ali. Mary, Andy, Katie, Carolyn e Jenna estavam conversando sobre a vida, mas logo Mary começou a falar de homens. Essa era a única palavra que Andy não gostaria de ouvir, porque sua cabeça já estava cheia o bastante. A opinião dela foi que homens só serviam para ficar bebendo e sentado no sofá nos dias de semana, e não era isso que ela queria. Essa opinião se fundamentação com seu pai, apesar de já estar velho. Ela não disse nada, apesar de querer tanto. Logo Mary começou a falar - Ontem de noite, meu namorado, sabe, o Noah, ele me entregou rosas que mudavam de cor tão lindas… Junto, minha um cartão assinado por ele e explicava o quanto tinha amor por mim e porque me amava. A carta deu mais de duas folhas, imaginem só! E começou a olhar para o teto, pensativa e sorrindo. Carolyn também começou a falar sobre seu namorado ou cônjuge. Andy se virou para o lado e começou a pensar "O que estou fazendo aqui…" Bebia seu drink tranquilamente, enquanto sentia o gosto da vodka na sua boca. Mas devia ser bom acordar e ter um café na cama, buquês de flores lindas e cheirosas esperando por você e todas as outras coisas que maridos e namorados fazem. Perdida em pensamentos, ela quase não escutou quando Jenna a chamou. Ela se virou quando a amiga dela quase gritou. - Que foi? Falou quando todas estavam em silêncio, e soou meio áspero. Ela não respondeu nada, e virou e começou a falar com Katie. Elas deram algumas risadinhas, mas logo pararam e se olharam acima da cabeça de Andy. Logo, sentiu uma batida razoavelmente forte em seu ombro. Dava para ver que foi por querer, e ela olhou para ver quem era e esperar por um pedido de desculpas. Andy se levantou e olhou no rosto de um homem que a conheceu vários anos atrás. Arthur, seu primeiro namorado em Hogwarts, estava com a sua idade, 37 anos. Estava muito bonito, vestindo uma camisa polo com o primeiro botão aberto, como sempre fazia. Seu cabelo estava penteado para trás, deixando a testa à vista. Seu sotaque brasileiro fazia com que seu inglês ficasse mais "abrasileirado". Um cheiro de perfume masculino saia de seu pescoço que era quase impossível de não sentir. - Não mudou de perfume ainda, não é mesmo Arthur? Lembranças surgiram em sua mente quando ela falou aquele nome. O dia em que eles se separaram, o dia em que Arthur mudou de cidade. O dia em que ela descobriu em que ele se mudaria de cidade. O último dia em que se viram. Aí estavam eles, 21 anos depois. Ficaram um pouco desconfortáveis, até que Art falou - Ãã, você quer sentar em algum lugar e… conversar? Andy não estava abalada com o que aconteceu 21 anos atrás, mas algumas marcas ficam. Nunca irá esquecer do dia em que o viu sorrindo e indo embora. Não tinha sido culpa dele ter que se mudar de uma cidade para a outra. Andy olhou para as amigas e esperou que elas fizessem ou falassem algo, e algumas até a encorajaram para ir. Ela nunca tinha falado nada de Arthur, já que fazia tempos que eles não se viam. Suas amigas deviam achar que Andy era uma solteirona louca que só pensava em trabalho.

A mão de Arthur pousava delicadamente na clavícula de Andy. Eles não falaram nada até que se sentaram na banqueta, que ficava no balcão do bar. Aquela hora ele já estava mais movimentado, com mais gente e mais barulho. A timidez entre os dois não acabava, até que Andy teve coragem. - E aí, como foi depois que você saiu de Hogwarts? O som da sua voz soou alto e claro, mas mesmo assim ele não virou para falar com ela. "Será que fiz algo de errado? Já na primeira vez que se encontramos depois de 21 anos já errei?"
chaotic


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Andy Holstein Stryder
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Ágatha Merle J. Kosey
Mercenário
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Ágatha Merle J. Kosey


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Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeTer 03 Mar 2020, 05:26

Ah, finalmente um lugar para beber. Eu não irei revelar como eu consegui entrar na Grã-Bretanha para dar aquele passeio, mas o que importava era que eu estava ali e pronta para me divertir até conseguir atravessar a barreira mais uma vez. Havia algumas pessoas ali, até me surpreendi por ver tanta gente em um bar no meio da tarde. É, acho que a guerra faz todo mundo querer encher a cara, não é? De qualquer forma, eu me sentei no balcão do bar e apoiei os cotovelos na madeira, olhando curiosa para um dos garçons e lhe sorrindo quando este virou a cara para mim - Oi, eu gostaria de uma cerveja. Hein? Sei lá, não entendo de cerveja com nome estranho, pode ser a que você preferir - falei, dando de ombros e olhando ao redor. As pessoas pareciam despreocupadas e olhavam para a tv com muita atenção, o que me fez torcer o nariz ao perceber que estavam vidrados em um jogo de futebol. - Ah, me poupe. Não tem nada melhor para ver na TV? - resmunguei, vendo que o copo de cerveja surgira na minha frente naquele mesmo instante. Dei um bom gole e senti o líquido amargo descer pela minha garganta. Ao olhar para o relógio, sorri: - Três da tarde é um ótimo horário para começar os trabalhos - dei de ombros.

Eu estava na terceira cerveja - eu bebo rápido, eu sei - quando uma mulher adentrou o bar com uma cara de poucos amigos, mas ainda assim parecendo estar se divertindo com algo. Um dos garçons resmungou algo e foi em direção a ela, agarrando-a pelo braço e tentando puxa-la para a porta novamente. - E lá vamos nós… - falei, observando a morena começar a debochar do rapaz com toda a razão do mundo. Por trás do copo, vi que os que ali estavam observavam com certa cautela a situação, enquanto eu me divertia bastante com aquilo tudo. Quando o show finalmente terminou e ela se dirigiu até uma mesa, peguei meu copo e a acompanhei, sentando-me na sua frente - Finalmente algo legal nesse país sério e sem graça! - larguei a cerveja na mesa e empurrei para a mulher - Eu já estava achando que ia morrer de tédio aqui com esse bando de velho viciado em futebol - dei de ombros e recostei-me na cadeira - Me chamo Ágatha, por sinal - apresentei-me e aguardei a reação da misteriosa, mas divertida, mulher.

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Ginn Evanne K. McCready
Sociedade Bruxa - Adulto
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Ginn Evanne K. McCready

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Bicho-papão : A família morta e Mortalha-viva.

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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeSab 07 Mar 2020, 18:01

Sabe, aquela história de divórcio era até que libertadora. Claro, existiam umas partes ruins, provavelmente pela falta de costume ou o fato de que o divórcio não foi porque simplesmente deixei de gostar de Juliet, mas essas coisas a gente conserta com o tempo. A melhor parte era a liberdade para, finalmente poder fazer o que queria sem me preocupar com horário, mulher ficando brava, não passar de limites e tudo o mais. Então, desde que as crianças tinham ido para Durmstrang, tudo que podia fazer era passear por alguns bares e me divertir quase como se não existisse amanhã. E por falar nisso, minha parada naquele momento era novamente o bar de Cumberland, onde alguns dias atrás tinha feito uma visitinha com Liz e, bom as coisas poderiam ter desandado um pouquinho, mas quem liga. Bom, aparentemente um dos garçons ligava porque mal me viu e eu podia jurar que ele quis que um raio acertasse ele, não demorando a vir com tudo na minha direção e começar a tentar me arrastar pra fora. O problema? Bom, ele era bem magricela e eu ainda era uma licantropa, então podemos dizer que ele mal conseguia me fazer mover alguns centímetros. - Cara, só desiste tu não consegue me arrastar nem poucos centímetros na direção da porta e tá todo mundo olhando essa vergonha que você tá passando. - Não demorava a zoar um tiquinho com o garçom, o qual podia me lembrar vagamente de ter tomado um fora bem épico de Liz da última vez. Ter irmãs gêmeas era uma maldição as vezes, vou te contar, porque aposto que era tudo dor de cotovelo e não porque quase destruímos o bar. Algo bem claro pela forma como ninguém vinha ajudar ele, o qual continuava a insistir que eu não podia ficar ali. - Porque? Aqui vocês não gostam de dinheiro? - E bom, poderíamos dizer que nem sempre a zoeira era do tipo leve, não demorando muito para que com todo mundo olhando praticamente, o gerente surgisse para perguntar o que tava rolando ali. - Aparentemente ele não recuperou do fora que tomou da minha irmã gêmea, sabe. - Dizia só pra botar lenha na fogueira, não demorando para ouvir o garçom dizer que aquilo não tinha nada a ver, falando sobre como quase tínhamos quebrado algumas coisas da última vez. - Quase e pagamos por tudo se bem me lembro. - Corrigia ele rapidamente, não demorando a ouvir o gerente me dizer que poderia ir me sentar enquanto puxava o garçom pra uma conversinha.

Algo que me fazia apenas acenar sínica para o garçom e ir logo para uma das mesas, me jogando bem de boas em uma das cadeiras. Sendo que enquanto via algum dos garçons para que pudesse acenar e pedir um copo de cerveja – porque se fosse direto no whisky aquilo não ia prestar –, eu podia notar uma mulher literalmente “surgindo do nada” em minha mesa. Bem estilo: A wild woman appears. Okay, isso soou estranho até em meus pensamentos, melhor guardar pra mim mesma o comentário. Aparentemente ela achava a Escócia tão chata quanto eu, pois não demorava a dizer isso depois de se sentar na minha frente e largar a cerveja que segurava na mesa, claramente empurrando em minha direção. Bom, eu provavelmente deveria desconfiar dessas coisas, mas considerando que ela realmente tinha razão com o comentário, eu deixaria aquilo passar. Eu sabia reconhecer pessoas interessantes e legais a distância, acredite. Elas só nem sempre eram o seu ideal de interessantes e legais, mas sabe como são McCreadys. - Sei bem como é isso, aquele cara ali tá sempre naquela cadeira, vidrado em jogos na televisão, toda vez que eu resolvo vir aqui. Já até quis perguntar se ele é uma estátua, mas, as vezes, ele parece dar sinal de vida. - E, é claro que eu comentária sobre a população do bar, que naquele momento era realmente composta por velhos viciados em futebol. E foi então que eu ouvi seu nome, sabendo agora que o certo era um: A wild Ágatha appears. Tá, sem piadas de pokémon, ninguém nunca entendia. - Prazer Ágatha, me chamo Ginny, mas as pessoas normalmente me chamam de Ginn. - Porque claro que meu apelido tinha que lembrar birita. - Então, também está presa misteriosamente na Escócia por alguma “macumba” bruxa? Você claramente não é daqui. - Bela forma de começar um assunto, não? Mas eu tinha que tomar cuidado, certo? Estávamos em um bar trouxa e tudo o mais. Não se denunciar como bruxa era o primeiro passo, ao menos parecia ser.


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Ágatha Merle J. Kosey
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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeSex 03 Abr 2020, 17:28

Eu tinha acertado na escolha de sentar com aquela mulher desconhecida, ela era bastante divertida e claramente julgava os velhos dali tanto quanto eu. Não pude deixar de dar uma risada e olhei para o homem que mencionara, até que estreitei os olhos na direção dele. - Nah, totalmente morto por dentro. Televisão consumiu sua alma - dei de ombros, pegando novamente minha cerveja e dando um bom gole nela. - Prazer, Ginn, seu sobrenome é Tanqueray? - dei uma risada e recostei-me na cadeira, olhando ao redor. - Aliás, muitos aqui parecem estar totalmente sugados pra dentro das televisões, né? Parecem uns zumbis esquisitos movidos a homens correndo atrás de bola - comentei, voltando meu olhar para Ginn.

Quando ela comentou sobre a macumba bruxa, eu arqueei uma sobrancelha em sua direção. Ok, eram tempos em que não podia simplesmente falar por aí que eu era uma bruxa, saudades quando eu só explodia bancos e coisas do tipo sem me preocupar com um exército na minha cola, mas eu também não podia simplesmente falar abertamente sobre isso com uma estranha, podia? - Eu não faço ideia como vim parar aqui, só quero vazar logo. Ninguém me avisou que iria ter uma caça às bruxas tão cedo, não tô afim de morrer não - é, talvez um pouco de cerveja na cachola e eu fale mais do que deveria, mas quem sabe ela interpretaria aquilo como uma piada? Olha, qualquer coisa eu dava é um bombarda na gurizada e saía aparatando por aí antes do exército chegar. Bem, se é que Ginn não era do exército. Ah, quer saber? Dei mais um gole na cerveja e cruzei os braços sobre o peito, olhando diretamente nos olhos de Ginn, afinal eu precisava estar atenta se ela fosse tentar me eliminar ali, né.

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Ezreal Brandt Lymere
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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeSex 03 Abr 2020, 22:13

A Guerra entre trouxas e bruxos estava dificultando meu trabalho em diversas maneiras, os magos pareciam se esconder cada vez mais em locais isolados, temendo ser capturados e isso me dava um grande problema, pois sem eles, era difícil encontrar fontes confiáveis para comprar informações sobre onde seria a minha próxima expedição, além disso, por correr o risco de virar prisioneiro de pessoas indesejáveis, também evitava usar alguns feitiços ou a aparatação, para não chamar a atenção, mesmo que eu gostasse disso. Dessa forma, viagens que deveriam ser mais rápidas eram estendidas por inúmeras horas, enquanto ele andava pelas estradas da Grã-Bretanha usando os veículos tipicamente trouxas, como carros, ônibus ou até mesmo avião, por mais que não conseguisse explicar de maneira lógica como algo tão pesado era capaz de sair do chão.

De qualquer jeito, independente da situação, no momento eu me encontrava perdido por um dos diversos bares espalhados pela região de Cumberland. Não sabia exatamente onde estava, apenas desci no ponto que achei mais interessante e então segui para o local com a maior movimentação de pessoas, aproveitei que a atenção de todos estavam voltada para a televisão, onde o que parecia ser uma reprise de Liverpool e Tottenham era transmitida, para me concentrar no jornal que havia comprado minutos atrás perto da entrada. Por ser de origem trouxa, não era difícil encontrar diversas citações sobre a guerra e os efeitos dela em diversos fatores daquele mundo, principalmente sobre a economia, porém não eram aqueles temas que me chamavam a atenção, procurava por alguma informação que remetia aos Lymeres, meus pais que viajaram para a Inglaterra há muito tempo, em busca de encontrar o túmulo do Rei Arthur e desapareceram desde então. Quando a guerra começou, passei a teorizar que eles talvez tivessem sido capturados pelas Forças Armadas há muito e que agora, os parlamentares soltariam alguma informação sobre tais bruxos capturados no passado, entretanto, fora o fato de que alguns famosos estavam sendo perseguidos sob suspeitas de envolvimentos com magia, nada de diferente parecia estar naquelas páginas amareladas.

Suspirei, um pouco incerto, e levantei-me do local onde estava sentado, no exato momento em que os torcedores vestidos de vermelho passavam a comemorar o gol feito nos minutos finais que garantia o título da Champions League 2018/19, aproveitei a oportunidade para sair daquele local de fininho, sem chamar muita atenção, por mais que não precisasse me procurar muito com isso, mas na minha mente, lamentava o fato do Harry Kane, jogador do Tottenham, não ter conseguido estar 100% para aquela partida.
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Otto Donati Nottingham
Jogadores Profissionais - 2ª Divisão
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Otto Donati Nottingham

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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeTer 19 Maio 2020, 06:39

Escócia estava fria como nunca naquele fim de tarde. Aquela costumeira fumaça que insiste em sair de nossos lábios e narinas quando se trata do inverno, era visível a cada expiração minha. Me sentia um pouco aflito com a situação e o caos que assolava a comunidade bruxa. Fazia tempo em que não via meus pais, nem se quer me comunicava com eles. Há alguns dias, não sabia ao certo sobre o paradeiro de ambos e receava pelo pior até que a aparição repentina de Carl, um de meus irmãos, me surpreendeu na semana passada. Felizmente, o mesmo trazia boas novas. Descobri que meus pais haviam estado em Queerditch no dia em que os Vípers e as Forças Armadas guerrearam. Graças a Merlin, nada houve, mas meu irmão mencionara uma evacuação dos indivíduos presentes, provavelmente por ordem de Nyx, à um lugar misterioso e desconhecido. Minha mãe havia mandado uma carta a Carl, pedindo que também me avisasse sobre sua localização e de meu pai. Recordava-me bem do nome: Mag Mell – uma ilha protegida. No entanto, sua carta não dizia muito mais que isso. Que lugar era esse?

Um calafrio percorreu por minha espinha de supetão. Eu sempre fui muito próximo de meus pais, e por mais que eu soubesse que eles se encontravam em segurança, me sentia estranho na ausência deles. Enfim, levei minhas mãos aos bolsos do casaco e voltei a caminhar sem rumo pelas ruelas da cidade. Mesmo com os recentes acontecimentos, uma parte dos trouxas parecia querer se divertir e esquecer aquele conflito – era época do famoso Highland Games, evento dos clássicos jogos escoceses. Alguns torcedores, ainda que poucos, corriam e gritavam entusiasmados por ali. Me lembrava a Copa Mundial de Quadribol... Ah, que saudades eu tinha de jogar e assistir a uma partida. Suspirei. O som alto de um locutor a alguns metros de distância, despertou-me do transe. Um telão era exposto em um bar, onde uma partida de arremesso de tronco era exibida. Sorri ao avistar o local cheio e me aproximei, esperando que aquela felicidade alheia me contagiasse. Eu estava precisando.

- Uma cerveja... a melhor que você tiver, por favor! – disse me dirigindo ao barman que concordou em um sorriso. Logo, me virei de costas, apoiando os cotovelos sobre o balcão do bar. O tumulto era grande, porém me sentia bem em meio ao movimento. Estava acostumado com aquilo desde muito novo quando frequentava os campeonatos e jogos de quadribol de meus pais. Cresci no meio de multidões e torcedores, e de fato, aquele espírito de torcida me fazia me sentir em casa - Pastéis! – contornei o olhar de volta ao barman enquanto gesticulava com o indicador. Sempre fui um guloso, não iria negar. E se fosse para acompanhar um jogo, que fosse aproveitando com aperitivos para saciar a fome.

Em instantes, percebi uma voz feminina soar próximo, me despertando a atenção. Uma loira exclamava algo em direção ao telão. Não pude conter a risada quando percebi que a mesma xingava um dos competidores. Não levou nem dois segundos até que seu olhar se dirigiu à minha figura. Franzi o cenho - Espera... Anna? Não acredito – abri um sorriso em surpresa.
(Com Anna D'Anjou Casiraghi)
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Liam Chandler Wichbest
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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeQui 21 Maio 2020, 20:53




Embora eu não anulasse a minha parte de culpa, senti-me aliviado ao perceber que Harper também admitia ter se afastado um pouco durante os últimos meses. É claro que o avanço de uma relação depende igualitariamente das duas pessoas envolvidas, mas sempre imaginei que era em grande maioria minha grande responsabilidade termos deixado o que tínhamos para trás. “O que se tornou ainda pior depois que entrei para a revista.” Concluí mentalmente, segurando um guardanapo entre os dedos. Em momentos de nervosismo gosto de dobrar folhas de papel até que não sejam mais humanamente dobráveis. O guardanapo já virava um pequeno bloquinho do tamanho de um dedal. Outro grito no bar quando um dos times da partida na TV quase marcou um ponto, gerando comentários insatisfeitos dos telespectadores. Minha cabeça virou para olhar, porém logo retornou a encarar o homem a minha frente. Ele nunca mudaria mesmo, os mesmos olhos cor de mel brilhando com a iluminação externa da rua, em um rosto fino de pele branquinha e uma boca pequena, os cabelos arrumados em um topete muito bem erguido. Por um momento temi que ele já não fosse mais o mesmo, que resolvesse mudar de interesses e abandonar as experiências que tivemos juntos em Hogwarts. Se assim o fizesse, quem seria eu para julga-lo. As pessoas mudam toda hora... Mudam de gostos por música, livros, lugares e até mesmo por outras pessoas. Eu teria que me aprofundar na conversa antes de descobrir mais sobre a vida de Harper naquele momento. Ele citou a academia e eu ergui as sobrancelhas com a menção dela, pois tinha muita curiosidade para entender o que Harper andara estudando lá, embora tenha me segurado antes de perguntar, pois escutara algo bem mais interessante na sequência. Então ele me colocara em seus planos durante a folga? Isso era bom, não é? Senti-me revigorado com aquela informação. O cheiro de gordura na chapa chegou a minhas narinas quando alguém na cozinha colocou pedaços de calabresa para esquentar, obrigando meu estomago a roncar baixinho. – Como está na academia? Quer dizer... Magizoologia, não é?! Já estudou alguma fera de perto? – O mundo mágico continha criaturas de todos os tipos e tamanhos, mas as mais excitantes eram de fato, as perigosas. Perguntei-me se elas eram de interesse de Harper ou se ele preferia as mais quietinhas.

Entoar uma conversa de reparação me parecia muito difícil, pois cada passo dado era como pular uma amarelinha em um campo minado. Eu tinha medo de entrar em um assunto ruim ou mesmo me tornar extremamente entediante com meu papo, mas sentia que logo começaria a me endireitar com Harper se continuássemos naquele tom. Isso porque parecia extremamente natural nos entendermos. Como quando nos conhecemos, por exemplo. Lembro-me do Festival de Astronomia em Hogwarts, o qual nós passamos horas e horas explorando barraquinhas sobre planetas e galáxias, e tudo decorreu de uma forma tão simples e honesta. – Oh, lembra disso? - Ergui um chaveiro no qual prendia minhas chaves. Era uma lembrança do festival, uma réplica de Saturno com seu disco girando poeira cósmica brilhante. – Sinto saudade de Hogwarts. – Minhas memórias passaram do chaveiro para todas as aventuras naquela escola, desde o meu primeiro ano quando era uma criança inocente. Logo percebi que Harper era obrigatoriamente parte dessas memórias, especialmente porque participou ativamente de meus últimos anos na escola. Em dado momento ele começou a se desculpar sobre a sua ausência, o que trouxe uma aceleração espontânea do meu coração depois de escutar que ele sentia saudades de mim. Isso me daria mais calma, não é? Quer dizer... É algo bom de escutar de alguém o qual você julga estar relativamente chateado contigo. Logo me apressei em corrigi-lo. – Não... Por que está dizendo algo assim? – Estendi a mão e segurei a dele, pressionando para lhe dar confiança. – Eu tenho mais culpa que você. – Dei de ombros, digerindo aquela informação amarga em meu estômago. Quando deixamos o castelo, as coisas se tornaram tão diferentes em minha realidade. Eu entrei para um emprego difícil e de repente minha rotina mudou, as pressões e as cobranças me afastaram de inúmeros pontos importantes de minha vida. – Embora agora nada pareça fazer mais sentido já que estamos aqui novamente. – Foi o momento de permitir que o sentisse perto de mim como já não fazia há muito tempo. Não tinha nada em minha cabeça, além da necessidade de reprimi-lo pelas suas bobas desculpas, quando segurei em suas mãos, mas agora que parara de falar, fui tomado por um arrepio em meu corpo ao manter o toque seguro. Eu poderia ficar mais alguns minutos apenas segurando a mão de Harper, apreciando o calor dela, porém o homem bigodudo apareceu com uma bandeja contendo o meu pedido e me obriguei a controlar meu impulso de demonstrar intimidade em público. – Okay... Obrigado. – Ele a depositou em cima da mesa, colocando alguns temperos e condimentos junto da batata frita e acenou, retornando aos seus afazeres. – Batata? – Ofereci, pescando uma das tiras crocantes e levemente salpicadas com sal reunidas em uma cestinha vermelha com guardanapo manchado de óleo. Em uma caneca de vidro a cerveja se mantinha gelada com espuma borbulhante logo acima. – Me conta o que anda acontecendo na sua vida, além da Academia. Você sabe... Vida de adulto. – Comentei tentando compreender o que já não compreendia mais. Gostaria que Harper me contasse pelo menos um pouco mais sobre sua nova rotina.




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Harper von Ziegler
Sociedade Bruxa - Adulto
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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeQui 21 Maio 2020, 23:45

Encontrar com Liam era algo que lhe dava bastante agrado, pois poderia simplesmente esquecer de tudo o que estava acontecendo no mundo, inclusive todos seus problemas com a academia e com sua família. Fazia tempo que não tinha notícia de seus familiares, até porque nunca chegou ser próximo deles, era como se fosse uma espécie de fantasma que andava pelos corredores da grande casa e que passava despercebido de tudo e todos. Não gostava daquela situação, mas não era visto com bons olhos, tudo porque sua mãe tinha sido expulsa da família e Harper era quem pagava, pelo menos era o que parecia. Estar ao lado de Liam trazia conforto e nostalgia, porque foi uma das melhores companhias que tivera na época de escola, além de ter se tornado uma pessoa muito especial. Vira e mexe lembrava dos momentos que passava junto ao jovem quando tinha um tempo, mesmo que ficaram um bom tempo sem se reencontrar. Por mais que não quisesse admitir, Harper precisava do outro em sua vida para que pudesse tomar algum rumo ou, pelo menos, para entender um pouco sobre sua pessoa. Não que usaria Liam como um objeto, mas costumava ficar mais à vontade e mostrar mais de sua personalidade junto ao rapaz. Não tinha dúvidas que sua vida era uma bagunça e tinha muito medo de falar sobre pois sempre achou que afastaria as pessoas de perto, até porque quem gostaria de saber que sua mãe era uma assassina e que morava na casa da família praticamente de favor? Ninguém queria ele lá, isso era óbvio, mas não tinha para onde ir, pelo menos foi na academia que encontrou um pouco de paz.

Sua vida na academia não era lá grandes coisas, quer dizer, ele tinha suas aulas que exigiam muito de sua pessoa e muitos trabalhos para ser entregues, entretanto, não precisava ficar escondido pelos cantos e podia ser o que sempre foi na escola, mesmo sentindo que faltava algo para que tudo tivesse completo. Aquela semana tinha vindo em uma hora boa porque tiraria um tempo para se entender melhor e rever um pouco de seus princípios, além de que estava de frente a uma das pessoas que certamente era especial. Não sabia direito o que sentia, mas seu coração começava a bater mais forte todas as vezes que o nome de Liam por alguém, mesmo que não fosse aquele que estava a sua frente. Suas mãos suavam e tremia toda vez que ouvia o rapaz direcionar a palavra para si. Até engasgou quando foi perguntado sobre os estudos, tendo que respirar fundo para voltar ao normal e não causar vergonha para si ou para o outro. — É como se estivesse em Hogwarts novamente, só que dessa vez tendo aula de Tratos das Criaturas Mágicas vinte e quatro horas por dia. É interessante o tanto que se pode aprender com as criaturas e o quão nós, humanos, somos leigos sobre isso... — naquele momento parou de falar, percebendo que se continuasse daria uma aula sobre as criaturas para Liam e não queria que aquele encontro se transformasse em um enterro. Apesar de ser um assunto que dificilmente causava tédio, muitas pessoas não gostava de falar sobre um assunto tão genérico que não levava ninguém a nada, afinal estavam se reencontrando depois de tempos, precisavam colocar o assunto em dia, não?

Desculpa, não quero entediar com esse assunto, mas existem diversas faces da magizoologia que não tem como explicar… E as vezes me perco no que realmente importa… — “Você e eu!” Era o que havia pensado e que decidiu não falar alto porque não queria constranger Liam, afinal não sabia o que aquilo era, se eram só amigos, se eram algo mais por conta de tudo o que já passaram. Oras, até para sua pessoa era confuso. Ao ver o chaveiro de Liam, uma grande nostalgia passou pelo seu corpo, relembrando todos os momentos que passaram naquele festival, não esquecendo de Vulpix que tinha sido uma das peças mais importantes para aquele quebra-cabeça, afinal se não fosse pelo seu feneco, provavelmente nunca teria conhecido o outro. Um sorriso brotou em seus lábios seguido de m arrepio pelo corpo quando sentiu o toque da mão macia de Liam na sua, chegando arregalar um pouco os olhos por causa da surpresa. Entrelaçou seus dedos com o do jovem e permaneceu quieto com um sorriso bobo em seu rosto, sentindo toda aquela sensação estranha, mas excitante, pelo seu corpo enquanto ouvia-o falar sobre nada daquilo ter mais sentido, uma vez que estavam juntos. — Tudo bem! Mas sinto que deveria ter me empenhado mais em escrever uma carta ou dar um sinal... — novamente voltava com suas desculpas, era uma forma de tentar se redimir, mas, honestamente, não sabia com o que. Quando abriu a boca para falar mais alguma coisa foi surpreendido pela chegada de um homem barbudo com o pedido que havia sido feito.

Com um pouco de vergonha, podendo sentir suas bochechas queimarem um pouco, desviou o olhar e permaneceu com sua atenção para qualquer canto do local. Não sabia porque estava com vergonha, talvez pelo fato de segurar a mão de uma pessoa que tinha sentimentos mais fortes? Ou talvez porque estava com vergonha de ter sido flagrado naquela situação? Apesar de não ter preconceito com nada, ainda sim não sabia como as outras pessoas reagiriam aquilo. — Não, obrigado! — agradeceu pela comida que foi oferecida e, apesar de estar morrendo de fome, preferiu não comer nada pois sentia seu estômago embrulhado, mas não porque estava passando mal, mas porque não conseguia controlar todas suas dúvidas e incertezas com Liam. Ele não sabia o que tudo aquilo significava e nem compreendia seu próprio corpo e sentimentos, o que era algo incomum para um jovem de quase dezoito anos. Quando questionado sobre sua vida, sua atenção foi tomada totalmente para o rapaz. — Nada demais… Eu não vejo minha família tem meses, não sei por onde anda minha mãe, perdi o contato com quase todo mundo da escola… Acho que são coisas de adulto, não é? A verdade é que minha vida está inteiramente na Academia… Devo ser uma pessoa bem trouxa, não? — respondeu, já declarando o que achava de sua pessoa, até porque não era normal ser alguém sozinho. Tudo o que tinha era seu amigo espírito, mas não era como se pudesse contar para Liam, pelo menos não agora, não é? — Mas e você, o que anda fazendo na sua vida de adulto? Aposto que deve ser bem mais animada que a minha!


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Anna D'Anjou Casiraghi
Sociedade Bruxa - Adulto
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Anna D'Anjou Casiraghi

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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeSex 29 Maio 2020, 17:42



Tudo parecia estar fora do lugar nas últimas semanas. O caos havia se instaurado entre a comunidade bruxa como nunca, mesmo a tensão não sendo a mesma como na ocasião em que a Galeria foi atacada. Todos haviam visto o tamanho e proporção que aquela confusão poderia chegar e, por isso, a maioria dos lugares estava quase um deserto por completo. Anna não trabalhava todos os dias da semana como antes e, quando era seu dia, precisava se prevenir a cada passo. Aquele era um lado bom de viver sozinha, já que não precisava se preocupar com mais ninguém além de sua própria segurança. Tornou-se costume a loira se mudar a cada determinado tempo de uma localidade, tudo dependia de como as coisas poderiam sair do controle. Fora isso, tentava manter sua vida o mais normal possível, até porque ninguém é de ferro e além de Casiraghi possuir suas próprias manias. Naquele dia, por sua vez, ela se arriscou saindo de seu apartamento em Londres, preferiu escolher um de seus casacos cinzas mais discretos para a ocasião. Havia escutado de um dos moradores trouxas locais que um dos bares da região de Cumberland estaria transmitindo o festival dos Highland Games, e por não ser algo que ela realmente conhecia, resolveu usar o pretexto para escapar da monotonia.

A sensação de frio era intensa quando Anna finalmente chegou na cidade. A mulher desaparatou em um dos becos vazios que encontrou da última vez em que esteve ali e por sorte não demorou para encontrar um aglomerado de pessoas que rodeava os bares da cidadela. Suas mãos dentro dos bolsos mostrava o quanto estavam geladas, porém, prontas para irem à varinha escondida em sua bota. Haviam alguns lugares cheios, dentre eles bares, restaurantes e loja de jogos. Os dias pareciam estar passando normalmente por ali, o que fez a loira sorrir discretamente. Era disso que sentia falta. Enquanto caminhava, ouviu um som de apito seguido de uma leve comemoração que vinha de um bar ao longe. Assim que se aproximou, ela conseguiu distinguir entre a multidão o que estava acontecendo. Era uma disputa de força, tradicional dentre os escoceses, o que explicava toda a animação local. Anna se esgueirou em meio às pessoas e se sentou em um dos bancos próximos ao balcão. O homem do telão gritava enquanto tomava fôlego para arremessar o tronco pesado que tinha em mãos. No mesmo instante o barman sorriu para a loira, dando-lhes as boas-vindas ao passo que ela escolhia dentre o cardápio algo que mais lhe agradava. — Ouvi dizer que a Scottish Ale é uma das melhores, é verdade? Me vê uma, por favor. — Pediu, desejando ter uma experiência completa de Cumberland. 

Enquanto aguardava sua bebida, a partida no telão parecia chamar a atenção de vários moradores, que sempre paravam na porta do lugar para olhar. Por um momento ela poderia esquecer como era viver em tempos de guerra e somente relaxar, ouvindo risadas e comemorações. Após suas cerveja ser entregue, ela alternava entre beber um leve gole e se concentrar na pequena televisão que ficava na parede acima da prateleira de bebidas. Anna estava empolgada com tudo e por vezes se pegou torcendo para um dos jogadores, falando num tom alto e descontraído. — Fala sério, olha isso! — A loira sorriu, erguendo os braços, ao se espantar com a distância onde haviam conseguido lançar o pesado tronco. Seu olhar percorreu ao redor, como de costume e logo notou a presença de um rapaz que antes não estava ali. A feição do mesmo não era estranha e então uma lembrança de sua adolescência lhe passou pela cabeça. — Otto? Eu que não acredito! — Ela riu, espantada por encontrar alguém conhecido na cidade. Levando sua bebida consigo, ela se levantou, aproximando-se do moreno. — Nossa, quanto tempo! Está tão diferente. — Anna o abraçou, puxando um banco para se sentar ao lado de Otto em seguida. Havia muitos anos que não via o amigo, fazendo-a despertar uma certa curiosidade sobre o mesmo. — O quê faz por aqui? Vi que ainda está fazendo sucesso no quadribol, fiquei feliz. — Perguntou, animada. Enquanto isso, o telão mais uma vez fez sinal de que outro jogador entraria em campo.
Interação com Otto Donati Nottingham





ANNA D'ANJOU CASIRAGHI
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Tereza Ella Von Ziegler
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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeSab 30 Maio 2020, 12:24



Dias de salvadora!

Atemporal (2020.01)  -----------♥

A cidade estava silenciosa, era possível ver patrulhas indo e vindo pelas ruas e a mulher estava sentada em um restaurante comendo. Ela estava apenas fazendo um trabalho de reconhecimento do local, a sua má personalidade ainda estava ativa graças a poção que tomava regularmente. As ruas da cidade escocesa eram diferentes do que ela lembrava na infância, havia muita desconfiança com estranhos e ela podia sentir o olhar de um atendente sobre sua nuca. No entanto, Tereza não era uma mulher que demonstrava fraqueza por alguma coisa, continuou quieta e comendo. Naquele tempo que esteve ali contou que a cada sete minutos o carro da patrulha voltava a andar na rua da frente do restaurante, eles não andavam em alta velocidade, por isso deveriam percorrer poucas ruas antes de voltar para o lugar novamente. Ela pagou pela refeição e saiu dali antes que começassem a fazer perguntas, ela foi esperar pelo carro da patrulha passar novamente. Fazia uns dias que ela ouviu uma história sobre a morte de crianças bruxas, era algo que ela não iria tolerar, odiava os trouxas por estarem fazendo os bruxos de palhaço, por isso uma retribuição não cairia nada mal. Ela viu o carro vindo novamente e uma das janelas estava aberta, podia ver que eram quatro militares com couro de dragão. Ela ria pensando se o couro seria o suficiente para eles se salvarem do fogo, porque quando eles estavam para chegar na esquina a mulher pegou sua varinha. – Bombarda Maxima – Ela apontou para o tanque do carro que explodiu fazendo um grande barulho, ela guardou a varinha e protegeu o rosto da poeira que correu para ela. Sentiu o chão vibrar com a explosão e gritou como se fosse uma civil, Tereza adorava fazer esse tipo de teatrinho com as pessoas. Alguns carros pararam para observar o que estava acontecendo, as ruas foram tomadas de curiosos e ela aproveitou para sair dali. Sempre discreta ela misturava-se com a confusão com uma expressão surpresa e em choque, mas ela considerava aquilo pouco. Por isso pensou em juntar um grupo de bons bruxos para começar a aplicar a lei do olho por olho, matar quantos trouxas pudesse em retribuição a tudo que eles fizeram, lembrar quem estava por cima da cadeia evolutiva. Tereza saiu dali.




I'm a rollin' freight train. One more time. Gotta start all over. Can't slow down
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Liam Chandler Wichbest
Funcionário do Profeta Diário
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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeSab 30 Maio 2020, 21:13



Uma inesperada imagem de Harper sem camisa domando um dragão surgiu em minha cabeça do nada, obrigando-me a controlar meus impulsos imaginativos. Foi tão imediata quanto a porta do bar abrindo ou o grito dos torcedores na bancada. Simplesmente apareceu, eu nem ao menos entendi qual fora a sua origem. Por que essas coisas só acontecem nos momentos mais inconvenientes? Quer dizer, não que a imagem de Harper sem camisa domando um animal feroz não fosse atraente, porém eu não tinha nenhuma necessidade de pensar naquilo justo no meio do nosso encontro. Deve ser porque ainda estávamos no tópico de magizoologia e eu não sabia muito sobre os interesses dele pela área, o que me tornava livre para imagina-lo com dragões e criaturas perigosas. Mas dragões e os outros monstros agressivos eram mesmo apreciados por Harper? Ou ele não preferia brincar com pufosos fofinhos, com os animais correndo ao seu redor e fazendo cócegas em sua barriga desnuda... “Quer parar com isso?” Meu bom senso combateu meu cérebro e eu precisei simplesmente afastar aquelas ideias malucas antes que ficasse totalmente vermelho. – Sim! – Restou-me concordar com o que ele dizia sobre o estudo na Academia, precisando me corrigir logo em seguida pela exaltação. – Quer dizer... Você tem razão. Criaturas mágicas são tão diferentes e interessantes... Estudar cada uma é como descobrir um mundo novo todos os dias. – Embora ele tivesse revelado que o curso era na verdade como as aulas de Trato de Criaturas Mágicas vinte e quatro horas por dia, eu ainda acreditava que as coisas na Sociedade Estudantil fossem mais animadoras e envolvessem mais atividade prática. Harper demonstrou controlar um pouco de suas palavras e embora eu estivesse até disposto a escutar mais sobre os temas estudados por ele, entendi que ele não queria me entediar com o assunto. Não achei que seria realmente entediante vindo dele. A verdade é que eu o compreendia, preferindo apenas menear positivamente com a cabeça, esboçando um leve sorriso diante de sua hesitação. – O que realmente importa é que você gosta, não é?! Fico feliz com isso. – Era bom enxerga-lo traçando seu próprio caminho de independência, longe das raízes familiares conturbadas e criando uma perspectiva de futuro individual. E woah, isso soou totalmente parental.

Eu sentia que a cada minuto passado ficávamos mais confortáveis com a presença um do outro. Aos poucos meu corpo se tornou menos tenso e eu percebi que permaneci os minutos anteriores com a coluna totalmente reta na cadeira, sendo que ao relaxa-la, detectei uma dorzinha incômoda pelo esforço inconsciente. Harper lamentou em não ter se empenhado em mandar uma carta ou algo parecido, mas quem seria eu para julga-lo? Eu mesmo não fizera isso. Meu intuito não era mais procurar atribuir às culpas, embora eu tenha feito isso no começo e estivesse pronto para assumir todo o erro caso ele simplesmente o jogasse em cima de mim. Como ele não fizera, eu decidi que não vali a pena manter um pingue-pongue da bolinha do mais culpado, lançando um para o lado do outro. E além do mais... Ele também estava nervoso com a minha presença? Eu juro que notei um enrubescer em suas bochechas. “Merlin, Liam! Você tem sorte.” Mesmo daquele jeito o rapaz ainda continuava extremamente fofo. – Tem certeza? Não quer pedir nada? – Indaguei com certo desconforto por ser o único comendo enquanto ele apenas me observava. Será que os outros clientes iam pensar que eu não oferecera minha comida para ele? Que eu deixara o pobre Harper faminto enquanto me esbaldava com fritas? – Eu desconfio seriamente das condições higiênicas daquela cozinha. – Olhei para a chapa fritando pedaços de bacon gorduroso. – Mas comer essas coisas ajudam na construção dos nossos anticorpos. – Dei outra crocante mordida na batata, saboreando o gosto salgado misturado com o clamor característico que apenas este vegetal tem. – Batatas são os melhores vegetais do mundo. Elas funcionam fritas, assadas, cozidas, no purê, na sopa... – Dei uma pausa e um sorriso escapou. – Na sua boca. – Então ofereci divertidamente uma delas para que Harper pegasse. Ele não teria como resistir a minha oferta aliada a um olhar de súplica, certo?! Outra gargalhada surgiu naturalmente. Será que Harper era muito preocupado com a sua dieta? Ele tinha um corpo bem malhado para um jovem moderno. Quer dizer... Outra imagem de um Harper lutando contra dragões apareceu contra a minha vontade, na qual ele malhava os músculos domando um barriga-de-ferro-ucraniano.

A vida de adulto é realmente um saco. Nossas preocupações se tornam maiores e as consequências de nossos erros apenas dobram de tamanho. Temos mais liberdade, porém o mundo é extremamente vasto e perigoso. Como uma mina enterrada. Cada passo uma possibilidade de ferrar com tudo. – Você está morando... na Academia? – Perguntei inocentemente sem ter muita certeza de como era feita a acolhida dos alunos na instituição de ensino bruxa. – Tem visto o Vulpix pelo menos, não é?! – Embora ficar longe da família e dos velhos amigos fosse algo a ser considerado, não consegui separar Harper de seu feneco adorável. Imediatamente fui tomado por uma onda de nostalgia ao imaginar um dos nossos primeiros encontros no Beco Diagonal quando a raposinha roubou meu lanche. – E você... Não teve tempo de conhecer outras pessoas? – Mudei de assunto, tentando pegar o gatilho deixado pelas as informações de relacionamento. – Quer dizer... Amigos novos... Namorados ou algo assim? – Estava ficando vermelho, eu sabia disso. Que grande ideia trazer aquela pergunta à tona, mas eu não conseguia ignorar a dúvida martelando em minha cabeça. Harper poderia estar sendo gentil e receptivo agora, como nos velhos tempos, mas quem garante que não é apenas uma atitude em honra de nossa antiga amizade? E se ele tiver encontrado alguém que estava lá junto dele, alguém que mandou cartas e sinais de fumaça, enquanto eu corrigia artigos idiotas na editora? De repente a figura de um homem enorme com cabelos voando ao vento, peito com músculos de ferro e braços maiores que um tronco, lutando contra um dragão ao lado de um Harper apaixonado invadiram meus pensamentos como uma flecha. Isso tornou minha capacidade imaginativa ainda mais deplorável. – Minha vida? – Ele acabou questionando o meu lado da história. – A verdade é que eu estou muito bem. – Balancei a cabeça positivamente, tomando um gole da cerveja gelada. – Estou trilhando meu caminho no jornalismo, porém ainda tenho muito que aprender. Moro em Londres com o Purr e... Ele se tem se adaptado ao seu lugarzinho. De vez em quando eu saio com alguns colegas. – O quanto eu me divertia ia depender da sua resposta sobre o namoro. Se ele confirmasse a ideia de outra pessoa, eu subitamente teria que enfiar minhas maravilhosas experiências de solteiro independente na vida noturna londrina.


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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeTer 02 Jun 2020, 00:36

Anna era uma daquelas amigas que eu nunca pensava que poderia encontrar novamente. Acredito que a última vez que havíamos saído ou algo parecido fora em torno de nossos quinze anos. Lembro-me das vezes em que minha mãe perguntava curiosa sobre a garota. Seu sonho era de que eu pudesse me casar com ela algum dia. Era incrível como Elena Nottingham conseguia sonhar alto. Tudo bem, admito que sentia uma queda pela loira, mas não passava disso. Foi uma amizade mais de infância do que qualquer outra coisa e sabia que Anna me considerava quase como um irmão. Pelo menos, era o que eu pensava.

Ela logo se aproximou, me puxando em um abraço apertado. Seu perfume adentrou minhas narinas e sorri, me deliciando com seu cheiro - Diferente, eu? Olha só para você! – respondi ao seu comentário referente à minha aparência. Busquei sua mão e a rodopiei, de maneira a admirá-la por completo. Ela logo agarrou um banco por ali e se sentou ao meu lado - Então... – respondi à sua pergunta, dando uma pausa e causando-lhe um suspense - Tédio, né? - rimos - Na verdade, com isso tudo que que está acontecendo, hoje em dia eu ando procurando um pouco de distração – fato era que muita coisa havia mudado com a guerra. Eu mal tinha contato com meus amigos e meus irmãos eram os únicos que pareciam me fazer companhia. Eu realmente estava me sentindo um pouco solitário.

- Mas sim, sou goleiro dos Orgulho de Portree agora – baixei a cabeça, enquanto sentia uma mistura de timidez e felicidade. Anna acompanhou toda minha trajetória em relação ao quadribol. Ela havia sido minha companhia em meu primeiro jogo em Queerditch, quando vimos meu pai jogar e frequentava minha casa quase todos os finais de semana. Pequenas partidas se tornaram uma atividade clássica e habitual para minha família, e por vezes, quando nos encontrávamos no quintal para jogar, lá estava ela como batedora em meu time. Tinha saudade de viver aquelas experiências. Naquela época, tudo parecia ser mais fácil. Em seguida, o mesmo barman de antes, se aproximou, deixando uma pequena cesta de pasteis sobre o balcão junto à minha cerveja. Não demorei a pegar a garrafa e brindá-la com a que Anna segurava - À esse reencontro – disse, arrancando-lhe uma risada. A bebida preencheu minha boca e o líquido desceu ardente por minha garganta.

- Mas e você? Por onde anda? – me virei em sua direção, mas já me assustando com um grupo de amigos que gritavam em frente ao telão. Não vou negar que além de sentir falta daquela mesma emoção como torcedor, também sentia saudades de estar em campo. A adrenalina já não corria em minhas veias, havia pelo menos um pouco mais de um ano, desde que os jogos e treinos pausaram. Eu era acostumado a receber cartas de fãs e as estocava em um quarto de meu apartamento, vendo aquele pequeno montante de papéis aumentar a cada mês. Hoje em dia, recebia uma ou outra. A guerra definitivamente havia afetado as pessoas - Precisamos nos ver mais vezes. Agora que eu te reencontrei, você não vai escapar assim tão fácil - meus dedos deslizaram pela cesta e peguei um dos pasteis, mordiscando um grande pedaço em seguida.
Com Anna D'Anjou Casiraghi
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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeQua 03 Jun 2020, 21:48

Passava a se sentir mais confortável naquele ambiente, quer dizer, não tinha porque se sentir nervoso, com as mãos suadas e nem com o coração batendo acelerado, não é? Estava ao lado de uma pessoa especial, um amigo que não via há muito tempo, mas porque diabos se sentia daquele jeito? Fato que os dois tinha uma certa história inacabada e, infelizmente tiveram que se separar para seguir suas determinadas vidas, mas já havia passado um bom tempo e não imaginava que ainda se sentia daquela forma. Parecia que tinha se transformado em um adolescente de quinze anos quando começa a se interessar por alguma outra pessoa. Claro que não gostava daqueles joguinhos de adolescente, tentava ser o mais direto possível, mas porque com Liam não funcionava daquele jeito? Porque sentia que a qualquer momento estragaria tudo e nunca mais encontraria com ele? Sabe, Harper sempre foi do tipo muito cauteloso com suas amizades e seus interesses, o que era muito ruim para sua pessoa, já que se atrapalhava e acabava dizendo ou fazendo algo que não devia. O nervosismo e aquele frio na barriga é um sentimento muito cruel, porque adorava aquela sensação, mas com ela vinha muita responsabilidade para não dizer algo impensado e estragar toda a relação com a pessoa. É, já havia passado por aquilo e não queria mais sofrer pelas pessoas que tinha um carinho maior, por isso precisava se acalmar! — Talvez em um próximo encontro a gente possa conversar mais sobre meu curso, se quiser… — comentou dando de ombros na esperança de que Liam entendesse que gostava de sua companhia e queria se encontrar mais vezes.

E, mesmo diante de toda aquela conversa, imaginava como seria um próximo encontro com o rapaz, algo que já havia imaginado e pensado diversas vezes. Poderiam fazer uma pequena viagem para algum lugar que tinha muitas histórias para ser contadas, dormir debaixo do imenso céu rodeado de estrelas, lembrando um pouco daquele primeiro momento que tiveram juntos. Também pensou em fazer algo mais simples e ir em algum lugar na cidade, caminhar por algum parque e jogar conversa fora. Oras, Harper tinha até imaginado levar ele escondido para conhecer a academia, o que provavelmente não daria certo. É, tinha pensado em muitas coisas, mas tinha um pequeno problema naquilo, se Liam aceitaria, claro. Contudo foi pego de surpresa quando ouviu o comentário sobre a comida. Sabe, nunca foi uma pessoa que tinha uma dieta restrita ou que malhava para ter um corpo em forma, tudo aquilo era algo que tinha aprendido e conseguido na academia, uma vez que seu trabalho exigia um pouco de força. — Nã… — entretanto, quando ia recusar o pedido novamente, ouviu um comentário que deixou-o ainda mais surpreso, com direito a ter suas bochechas ficando rosadas e desviando o olhar com um sorriso sem graça. — Se você insiste… — uma boa quebra de clima, algo que Harper sabia fazer bem, no entanto, escorregou seu corpo para ficar bem mais perto de Liam e levou uma das mãos para a cesta de batatas, que de fato eram gordurosas. Comeu umas duas ou três antes de mirar seu olhar para o rosto de Liam.

Para falar a verdade eu não estou com fome, mas gosto de te ver comendo, sabe? O jeito que você come e seu nariz mexe junto, deixa você muito mais fofo e lindo. — como dito, Harper nem sempre media as palavras para falar com uma pessoa que gostava e muitas vezes era direto, mesmo que tenha sido um comentário simples igual aquele. Tinha baixado sua guarda, ou seja, demonstrado que gostava de Liam e que achava-o bonito, mas quem não acharia? Veja bem o homem que tinha se tornado. Foi naquele momento que seus pensamentos viajaram mais uma vez e imaginou o rapaz andando pela rua enquanto era notado por um monte de pessoas olhando para ele e comentando sobre sua beleza. É, teve que chacoalhar sua cabeça para tirar aqueles pensamentos porque já começava a sentir um pouco de ciúmes daquelas pessoas que nem sequer existiam. Quer dizer, precisava de um novo assunto para conversar e tirar seu foco daquela investida e de todos seus pensamentos. Por sorte, não demorou muito para que voltassem a falar da academia que, mesmo que quisesse passar horas falando, não era algo que mexia consigo como Liam fazia. “Por Merlim, para de passar vergonha… Eu sei que você estava com saudades dele, mas desse jeito que agindo não vai demorar pra estar no colo dele…” Respirou fundo e apenas maneou a cabeça positivamente para aquela primeira resposta de Liam. Morar na academia tinha sido a melhor decisão que havia sido feita, pois podia ser ele próprio, sem precisar se esconder de uma faceta para agradar sua família.

O Vulpix? Agora ele está morando comigo na academia. Tá que ele fica sozinho a maior parte do dia, mas não é nada diferente de como vivia… Pelo menos ele me vê durante a noite… — disse com bastante entusiasmo, afinal o feneco era um de seus únicos amigos na academia. Infelizmente, muitos estavam focados no aprendizado, assim como ele, o que deixava aquele buraco em relação as outras pessoas. Claro, tinha conhecido muitas pessoas legais durante as aulas, professores extraordinários, mas não passavam de colegas, até porque muitos não tinham paciência para ouvir histórias ou até mesmo contar. Além que sempre foi uma pessoa mais retraída e guardava tudo para si, então talvez sua personalidade não fosse algo que agradasse as pessoas. — Consegui convencer o pessoal da direção da academia e do meu andar sobre o Vulpix, afinal ele nem da muito trabalho e todos adoram ele, virou o mascote da turma… — tudo bem que havia virado mascote de uma pequena parcela de pessoas que convivia no mesmo andar que Harper, no caso, seus três vizinhos que nem cursava o mesmo curso que fazia. Contudo, não se animou nem um pouco com a próxima pergunta, até porque não tinha tempo para conhecer novas pessoas, visto que seu horário era muito intenso e corrido, portanto apenas sacudiu a cabeça negativamente para Liam e voltou a falar. — Conheci algumas pessoas, mas ainda não tive muito tempo para aprimorar essas amizades — concluiu aquela primeira pergunta.

Não tenho tempo nem para comer direito, imagina para namorar? — respondeu um tanto rápido demais, o que poderia deixar Liam desconfortável com a situação, até porque seu tom tinha sido um pouco mais agressivo do que normalmente era, por isso, respirou fundo novamente e tentou arrumar sua resposta, para que a situação não desandasse a partir daquele momento. — Conheci pessoas, mas pode me chamar de romântico bobo se quiser, mas algo mais sério só consigo imaginar uma única pessoa para ocupar… uma que me faz sorrir de orelha a orelha igual um bobo apenas em oferecer uma batata frita. — será que Liam entenderia aquela referência? Tipo, tudo bem que não conhecia muito bem o outro rapaz, mas a sintonia que os dois tinham juntos era incrível e mexia muito com os seus sentimentos, e como dito, não era o tipo de pessoa que perdia tempo fazendo joguinhos, ia direto ao ponto e, desde o momento que conheceu Liam até aquele momento no bar, seus sentimentos eram confusos e intensos com o outro, portanto precisava ver até onde aquilo iria, não é? É, mas logo mudou de assunto para não acabar mais vermelho e inchado de vergonha e ouviu sobre a vida de Liam. Pelo menos era bom ver que Liam estava se dando muito bem na vida e que chegava a ser fascinante de querer saber mais. — Você está em Londres? Pelo visto é só viajando que conseguimos nos encontrar. — riu do seu comentário e voltou a falar. — Jornalismo? Você sempre teve essa cara de aventureiro… Está trabalhando onde? Já publicou alguma matéria? — estava fascinado e queria saber mais.


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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeQui 04 Jun 2020, 23:52



Era muito incomum Anna encontrar alguém de sua infância pelas cidades em que costumava frequentar, digamos que por ser algo fora do padrão de seus pais. Sempre muito tradicionais e acostumados a uma vida calma, consideravam bares agitados e cidades movimentadas coisa de gente louca. Salvo a família de Otto, que se dava muito bem com a dela mesmo sendo jogadores de quadribol e viverem sob agitação, por assim dizer. O moreno sempre foi um de seus melhores amigos quando ainda morava com os pais, então poder ter a chance de revê-lo ali era de bastante agrado. — Nossa, entendo perfeitamente. Tudo anda sério demais. — Murmurou, ao ouvir a queixa de Otto sobre o tédio que sentia. Ela podia imaginar o quão difícil estava sendo para o amigo, já que, com a guerra, todas as partidas foram simplesmente canceladas. — Seus pais devem ter ficado orgulhosos de você. — Comentou, dando um sorriso largo.

Algumas lembranças de ambos jogando quadribol passou em sua mente enquanto bebericava de sua cerveja. Depois de ter saído de casa quando completou dezoito anos, pouco se esforçava para lembrar do que vivera em Holyhead. Naquela altura de sua vida a família de Otto já havia se mudado e eles diminuíram bruscamente o contato um com o outro, afastando-os. Todavia, o carinho por eles não estava diferente e sentia-se feliz pela conquista do amigo. — Lembra de quando eu jogava quadribol na sua casa? Nossa, eu era péssima. — Gargalhou, imersa em pensamentos. Assim que ele sugeriu o brinde, ela o seguiu, encostando levemente sua garrafa na dele. Anna sorriu, concordando com o título dado para a pequena comemoração. Em seguida, bebeu mais um gole da bebida, agora já quase finalizada. — Então... — Começou, tentando encontrar palavras para resumir toda a loucura de sua vida. — Eu saí da casa dos meus pais, me mudei para Londres e me especializei em bebidas. Trabalho em uma cafeteria hoje em dia. — Disse, respondendo a pergunta de Otto.

— Mas entre uma coisa e outra eu fiz muita loucura, mudei muito de uns anos pra cá. — Confessou, bebendo o restante da bebida. Ela sorriu, um tanto sem graça pelo que disse, mas feliz por estar conversando isso com ele. O pedido dele de saírem mais vezes a fez rir. Sentia como se estivesse em casa, porém em outro local, se é que isso fazia algum sentido. — Pode ter certeza disso, cara. Ainda mais com isso tudo o que está acontecendo, ter um amigo é bom. — Disparou, observando-o comer mais um de seus pastéis, o que a fez rir. Otto sempre foi de comer de tudo, e Anna sempre adorava os fins de semana em sua casa por prepararem um almoço sem igual. — Mas e seus pais, como estão? — Logo que terminou a pergunta, levantou a mão e fez sinal para que lhe trouxessem outra garrafa de cerveja. O grupo de pessoas no canto próximo ao telão estava enlouquecido, como se a competição estivesse acontecendo ali mesmo no bar.

O barulho das pessoas lhe ter uma leve curiosidade sobre o jogo, fazendo-a olhar por cima da estante de bebidas, mais precisamente para a televisão, rapidamente, antes de voltar para a conversa. — Meus pais estão bem, eles se mudaram para o interior um pouco antes disso tudo começar, conversamos por carta vez ou outra. Eles contam que a tensão não é tão grande por lá. — Contou em um tom mais baixo, a fim de que a conversa não fosse ouvida com outros olhos por trouxas. Todo cuidado era pouco, ainda mais com tanta aglomeração como aquela. Assim que o barman trouxe sua bebida devidamente aberta, ela o agradeceu e tomou um gole generoso. — Sobre os jogos, deve estar sendo difícil pra você agora, com isso tudo. — Perguntou, fitando-o com certa preocupação no olhar. Vê-lo comendo havia lhe despertado um pouco de fome e, como não conhecia muito do cardápio local, teria de arriscar algo dali a não muito tempo.

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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeSab 06 Jun 2020, 08:54

Confesso que o tempo havia feito muito bem à Anna. Como ela estava linda... Não que a garota fosse feia ou coisa parecida, porém agora eu a via com outros olhos. Talvez por estarmos um pouco mais velhos, eu a enxergava diferente. Não se tratava somente de minha velha amiga. Não era mais a mesma garota que me fazia companhia durante as férias escolares e que passávamos momentos aleatórios, rindo e agindo feito crianças bobas. Não iria negar... por um minuto, pensei em beijá-la naquele exato momento. Sem enrolações, indiretas, joguinhos ou rodeios. Mas sabia que poderia ser taxado de louco e logo agora que havíamos nos reencontrado após tanto tempo, não seria idiota de perdê-la novamente.

A fitava em meios aos pensamentos loucos, – eu podia ser um pouco aloprado às vezes – quando a ouvi comentar sobre meus pais estarem orgulhosos de meus feitos. De fato, se existia algo em que lhes trazia felicidade, era minha carreira. Especialmente meu pai, que sendo minha maior inspiração, se emocionava a cada jogo de meu time. Tão logo, assim que brindamos, ela revelou sobre os acontecimentos de sua vida nos últimos anos. Não imaginava que um dia, Anna pudesse se tornar funcionária de uma cafeteria. Recordava-me de quando ela sonhava em trabalhar no Ministério da Magia e por vezes, conversávamos sobre nosso futuro juntos; como ficaríamos unidos e preservaríamos nossa amizade até o fim. Tudo bem, éramos novos e provavelmente aquele trabalho como ministerial, apenas se tratasse de um desejo de criança da mesma. Esquecia o quanto havíamos mudado e já não éramos mais os mesmos. Assim como eu, Anna crescera e naquele instante, percebi que já não a conhecia mais. Seus gostos haviam mudado. Sua aparência era outra. Seus sonhos eram diferentes.

- Nossa, preciso frequentar Londres mais vezes – ri. Eu passava tempo demais em Nova York e saber que Anna morava na cidade inglesa agora, me despertou certa vontade de vê-la mais vezes. Enfim, ela mudou de assunto, um pouco curiosa sobre meus pais - Ah, meus velhos... nem sei como te contar – assim que engoli parte do pastel, finalmente abocanhei o que restava do mesmo em minhas mãos e dei um longo gole da cerveja, antes de continuar - Depois da invasão à Queerditch, eles desapareceram. Você acredita que dias depois, Carl recebeu uma carta de minha mãe, em que ela dizia estar com meu pai em... Mag Mell? – franzi o cenho ao proferir as últimas palavras, agora mais baixo. Devido ao desconhecimento da ilha, ainda tinha dúvidas sobre a pronúncia do nome. Anna se encontrava calada, talvez ainda absorvendo a informação - Mas eu nunca te contei isso, tá bem? – arqueei uma das sobrancelhas em sua direção. O paradeiro de meus pais ainda era segredo, mas contar à garota, me trazia um pouco de conforto. Ter que reservar aquele tipo de informação apenas à minha família, era meio frustrante. De alguma forma, eu precisava desabafar com um amigo.

- E os seus? Ainda fugindo deles? – sabia que Anna não conseguia se manter muito tempo sobre o controle de seus pais, até porque tradições e rituais, talvez um pouco conservadores, era o que sua família mais prezava. Em instantes, ao ouvir sua resposta, apenas assenti com a cabeça. Mais uma vez, peguei outro dos aperitivos na pequena cesta a minha frente e o levei aos lábios. Então, um comentário sobre os jogos na situação atual - Nem me fala... Você não tem ideia do quanto eu sinto falta de subir em uma vassoura – revirei os olhos, já mastigando metade do pastel. No entanto, notei sua atenção se dirigir ao pedaço em minhas mãos e logo suavizei o olhar - Come. Eu sei que você quer – sorri, e passei o restante dos salgados a ela. Em seguida, um breve silêncio se instaurou em meio a nós dois. Ouviam-se apenas as vozes dos demais torcedores, que em alguns gritos, abafavam o som do locutor do jogo. Não nego que aquilo passou a me incomodar após nossa entusiasmada conversa. Queria sair dali com Anna e rumar a qualquer lugar mais calmo, porém, dei de ombros. Meus olhos se mantinham fixos na garota, que logo percebeu e sorriu levemente constrangida. Hesitei, mas em poucos segundos, minha voz soou - Você... – a vi me fitar no aguardo de que eu completasse a frase, contudo, balancei a cabeça em negativa. Não sabia como Anna reagiria caso eu a elogiasse. Quero dizer, ela ainda me via apenas como seu amigo de infância. Talvez, um irmão mais novo.

Assim, a garota se virou de forma à voltar a atenção ao jogo. Baixei o olhar à garrafa em minhas mãos e a levei aos lábios, sentindo o líquido atravessar minha garganta. De súbito, os torcedores próximos a nós, logo se levantaram violentamente de suas cadeiras, gritando em comemoração a algo. Me deparei com a garota agindo da mesma forma e não pude conter a risada, que logo se transformou em um sorriso ao encará-la ainda vibrando - Como você consegue ser tão linda? – murmurei, esperando que Anna não ouvisse.

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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeTer 16 Jun 2020, 00:40



Apesar de todo tempo passado, Anna ainda sentia um grande carinho pelo amigo que sempre a acompanhava em aventuras pela cidade de Holyhead. Otto havia sido seu melhor amigo e vê-lo depois de tantos anos lhe trazia sentimentos tranquilos e até alguns estranhos, considerando o quanto ele havia se tornado um homem atraente. Com o comentário dele sobre as idas em Londres, a loira riu. — Com certeza, preciso te mostrar as belezas da cidade pelos meus olhos. Você vai adorar! — Falou, piscando para Otto em seguida. O assunto logo foi mudado para o paradeiro de seus pais, que, de acordo com ele estavam na famosa ilha onde todos estavam indo. Anna escutou tudo o mais atentamente possível, tomando o cuidado para não ser chamativa em sua reação. Ela sabia que Meg Mell era a ilha que os bruxos estavam usando como uma espécie de esconderijo, mas era só isso. Entendendo a preocupação do amigo, Anna assentiu brevemente, sem dizer uma palavra. Torcia para que eles estivessem bem, afinal. 

O paradeiro dos pais dela era misterioso. As cartas sempre eram enviadas para endereços diferentes quando escolhiam o modo trouxa para enviá-las, somente usavam corujas quando algo mais urgente acontecia. Tudo era considerado medida de proteção, incluindo palavras trocadas e feitiços de proteção nos bilhetes. Nada era exagero quando se tratava de segurança, sendo justamente por isso que ela mudou de assunto tão de repente, perguntando-o sobre a situação do quadribol. — Verdade, desde criança você sempre amou voar. Sinto muito. — Finalizou, pensando um pouco a respeito. Não saberia mesmo entender o quão estava sendo difícil pra ele estar sem realizar o que tanto ama. Como Anna sempre trabalhou com bebidas nos últimos anos, era mais fácil se encaixar em um grupo de não mágicos quando precisava trabalhar. Por se descuidar, Otto acabou notando o ligeiro olhar da loira sobre os pastéis, fazendo-a rir. — Vou pedir mais uma porção e aí dividimos, beleza? Mas eu quero sim. — Riu, levando a mão até a cesta e pegando um dos pastéis disponíveis. 

Enquanto comia, observou brevemente a movimentação do bar, que ainda se encontrava tão movimentado quanto antes. O volume do telão e dos gritos por vezes a incomodava. Anna notou no silêncio que havia se instaurado e voltou sua atenção à seu companheiro, reparando que ele já lhe fitava. Como não esperava o olhar, ela sorriu timidamente. — Sim? — Perguntou, incentivando-o a continuar a frase que havia começado, porém como ele balançou a cabeça negativamente, a loira voltou a olhar para o jogo, terminando de comer seu pastel. Bebericou mais de sua cerveja e assim que viu o ganhador dos jogos de força que estava assistindo antes, comemorou junto com os outros clientes, se pondo de pé e levantando a garrafa. Um grito de vitória saiu de sua garganta fazendo-a rir em seguida. Durante o barulho, ouviu a voz de Otto e se virou para olhá-lo. — Eu? — Sorriu, caindo sobre o banco novamente. Anna não havia escutado toda a frase dita por ele, mas a dizer pelo gênero usado sabia que se tratava dela, já que não haviam muitas mulheres no local, isso se houvessem. Para falar a verdade o local estava muito lotado, sendo onde eles estavam um dos cantos mais espaçosos que ainda restavam.

— Olha quem fala. A última vez que te vi nem músculo tinha e olha só pra você... — Ela levou a garrafa aos lábios e bebeu o restante do conteúdo da mesma antes de terminar. — Homens como você fazem sucesso com as mulheres de onde eu moro. — Finalizou, rindo. Pela reação de Otto estava claro que ele não esperava que ela ouvisse e muito menos o que diria em seguida. Naquele momento, a julgar pela saída das pessoas, o festival havia chegado ao fim, fazendo um silêncio se transformar em uma música escocesa que começou a ecoar pelos alto falantes ao redor deles. — Quer ir para Londres comigo? — Indagou, se inclinando em sua direção. — Lá também tem pastel. — Indicou o cesto já vazio ao falar, sorrindo para Otto em seguida. Ficou aguardando a resposta dele enquanto pensava em possíveis lugares para levá-lo caso aceitasse, já esperando uma frase positiva. Tinha muitas coisas para contar, depois de tanto tempo longe. Normalmente, ela já estaria usando de dotes de conquista se não o conhecesse, já que se tratava de um homem tão bonito quanto ele. Entretanto, se tratando de um amigo de infância, Anna não faria isso, deixando que a conversa rolasse. Apesar de pensar a respeito vez ou outra.

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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeTer 16 Jun 2020, 23:14



Um próximo encontro era tudo que eu queria imaginar depois de tanto tempo separados e o fato de Harper citar isso me deixou com uma boa dose de animação futura. Eu definitivamente podia escuta-lo falando sobre os pormenores do seu curso e a profissão e teria todo o prazer do mundo de retribuir falando ainda mais sobre os meus até que ficássemos cansados o suficiente e esquecêssemos tudo que tínhamos acabado de explicar com tanta seriedade um pro outro. O fato de eu querer incentivar mesmo conversas supostamente entediantes com Harper apenas para me aprofundar na sua vida e demandar mais tempo com ele era suficiente para acreditar que meus sentimentos realmente não tinham mudado. Alguma parte do meu cérebro parecia satisfeita, e mesmo triunfante, ao dizer a si mesma: “é, Liam, algumas coisas não mudam mesmo. Você sabe disso. Você nunca o esqueceu.” E eu realmente sabia? Eu realmente não o esqueci? Por mais que não quisesse imediatamente admitir nenhum assunto relacionado a sentimentos profundos, ainda mais quando eles envolviam paixão, no fundo aquela pequena pulguinha saltitante persistia em me alertar sobre o quanto era bom experimentar aquilo novamente, e dessa vez com uma boa perspectiva ao estar presencialmente diante dele. E fazia um bom tempo que eu não sentia algo tão bom assim. Quer dizer, minha rotina como jornalista era sempre pautada em atividades tão relativamente monótonas que as principais emoções do meu dia mesclavam entre o temor pelas palavras do meu chefe e o ânimo em encontrar algum assunto interessante para escrever, seguido por doses e mais doses de frustração e temor quando o mesmo chefe recusava essas ideias. Falando desse jeito faz parecer que eu possuo uma vida extremamente miserável, resumida em um trabalho igualmente aterrorizante onde sofro opressões diárias, mas a coisa não é desse jeito. A revista não é o emprego mais animador do mundo, porém paga as minhas contas, o apartamento e a ração especial do Purr – ele tem comido uma ração misturada para gato e dragão. Parte das minhas dores são um caminho natural que os jovens seguem quando estão amadurecendo, já que nem todo mundo consegue uma boa oportunidade assim que sai da escola. Imaginar que pelo menos Harper prezava por incrementar seu currículo de aprendizado, fazia-me ficar mais tranquilo por ele. De qualquer forma, ser inundado por um sentimento agradável, acima das minhas tensões recentes, era como um sopro de uma brisa litorânea. Harper era tudo isso e muito mais, uma imagem de uma costa tranquila e aconchegante com a força interna de uma tempestade de verão. Que poético. Acrescento o dragão sobrevoando a praia e de repente eu tenho uma arte panorâmica digna de museu.

Sua aproximação acelerou meus batimentos e o fato dele aceitar a batata também gerou um impacto que não gostaria de comentar. Se ele realmente não comia frituras para manter o corpo atlético, não admitiu logo de imediato, mas minhas suposições logo foram jogadas de lado quando Harper afirmou gostar de me assistir comendo. – Meu nariz? – Dei um esfregão involuntário nele, deixando um sorriso escapar sem querer. Quando alguém cita especificamente alguma parte do meu corpo, eu instantaneamente toco nela. Certo dia elogiaram meu corte de cabelo e eu o baguncei. No escritório uma colega disse que eu tinha coxas bonitas – não me pergunte como ela identificou esse detalhe – e eu simplesmente esmurrei minha coxa, dizendo que era apenas impressão. Doeu um pouco. Mas ele pareceu ficar tão vermelho expressando seus pensamentos quanto eu os recebendo. Consegue imaginar? Dois jovens adultos livres para se expressarem de modo que pareçam momentaneamente dois adolescentes se conhecendo pela primeira vez? O fato é que não demandei muito tempo alheio a isso, pois me interessei quando o assunto envolveu animais. Harper animadamente anunciou que Vulpix permanecia, sim, com ele e a informação também me deixou instantaneamente feliz. Talvez em parte pelo próprio entusiasmo do rapaz quando o assunto era o seu feneco, cujo nome provinha de uma criaturinha originada em jogos trouxas. – Eu me preocupo com o Purr sozinho em casa todos os dias. Ele tem estado mais estressado, mas não consigo simplesmente solta-lo para passear por aí. – Meu gato era diferente dos demais em alguns pontos essenciais e a ideia dele zanzando por Londres me soava assustadora, especialmente pelo modo como as pessoas o tratariam. Diferente do meu pet, o Vulpix parecia ter se tornado querido entre os colegas de convivência de Harper e se tornara mesmo o mascote deles. – É justo. O Vulpix é fofinho demais para não se tornar o emblema de qualquer coisa. – Mesmo que de um andar de estudantes bruxos. E quantos colegas de estudo Harper teria? Eu não conhecia a quantidade de alunos pelos terrenos da Academia, mas supus que era uma quantidade razoável. A ideia de festas universitárias invadiu minha cabeça na qual Harper estaria no meio, jogando bolinhas em copos vermelhos postados em cima de uma mesa de ping pong. Logo anulei essa ideia considerando que era estupidamente um estereótipo de um trouxa norte-americano. Só que festas ocorriam entre bruxos também. Seria Harper agora um frequentador delas? O que ele me revelou foi não ter tido tempo para aprimorar as suas amizades e isso me transpareceu que, de fato, ele não havia mudado tanto assim. Eu não era o tipo de pessoa que frequentava festas e fazia amizades com qualquer um, embora também não me mostrasse um cara totalmente antipático e antissocial. Mas o fato dele não citar o namoro se referia que também não se envolvera com alguém e em parte, sentia-me mais esperançoso com aquela revelação. Não que eu quisesse que Harper não fosse feliz em um relacionamento saudável, mas quem pode me culpar por encarar aquela notícia com uma dose de felicidade?

Esse era apenas um passo dado, mas o resto dele ainda era impreciso. Entretanto, tudo mudou quando Harper me falou que mesmo sujeito a julgamentos sobre ser um romântico bobo, ele ainda se imaginava com uma pessoa em específico. Imediatamente sorri, ficando igualmente taxado como um romântico bobo com os dentes brancos expostos de orelha a orelha. – Nesse caso fico feliz por ter pedido as batatas e não os anéis de cebola. – Isso soou como uma piadinha, mas meu olhar perante a Harper era extremamente sincero. Eu realmente estava feliz em ter o reencontrado. Eu podia ter me engajado naquele rumo da conversa, mas acabou que adentramos nos termos sobre mais pormenores da vida adulta. – É, eu estou em Londres, sim. – Não queria pensar naquele momento sobre as questões distanciais, especialmente para não criar nenhuma expectativa fracassada. – E sim, jornalista. – Fiz menção como se estivesse enfim me apresentando, instigando certo orgulho em minha voz. – Mas para falar a verdade, eu não tenho me aventurado tanto... – Era difícil admitir isso depois de ter ressaltado meu caminho trilhado na fala anterior. – Meu trabalho envolve corrigir textos a serem publicados e eles não são grande coisa. – A verdade mais dolorosa viria logo em seguida. – E não... Eu ainda não publiquei nada. – Ele já sabia de meus demais projetos como o Alembrol em Hogwarts, por exemplo, onde eu mesmo editava e publicava meu jornal amador. Estar em uma revista de verdade me fazia acreditar que eu finalmente teria meus pensamentos expostos para o país inteiro, ainda que a realidade fosse outra naquele momento. – Eu trabalho em uma revista chamada “Explore Spell”. Já ouviu falar? Provavelmente não e tudo bem, não está perdendo muita coisa. – Acabei mesmo rindo com a minha frase, já que não poupei esforços para negativar a imagem daquele editorial.


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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Bar de Cumberland - Página 2 I_icon_minitimeDom 21 Jun 2020, 06:12

Eu havia me esquecido como Anna era linda, para não dizer perfeita. Tudo bem que o tempo havia passado e ela havia mudado bastante, mas ainda assim, ela continuava a ter aquela beleza que costumava encantar a todos por onde passava. Perdia a conta de quantas vezes percebia homens flertarem com ela. Éramos como irmãos, mas não podia negar o ciúme que sentia diante daquelas situações. Talvez eu não gostasse de ser considerado e visto como apenas um amigo. Naquela época, por vezes, me pegava pensando em alguma maneira que pudesse demonstrá-la que estava interessado em algo a mais, porém Anna nunca pareceu se importar. Imaginava se ela realmente via nossa relação apenas como uma singela amizade. Me assustei ao ver que ela havia ouvido meu comentário. Me vi um pouco sem graça e então peguei minha garrafa mais uma vez e finalizei a cerveja em segundos - Ah, isso? Não é nada – me esforcei a aparecer mais convencido enquanto agora desviava o olhar aos meus braços. Procurava alternar os treinos de quadribol com alguns exercícios em casa. Minha posição no time exigia um pouco de força, embora não parecesse. De alguma forma, todo aquele resultado parecia chamar a atenção de homens e mulheres... e pelo visto, a de Anna também.

- Eu não sou mais o garoto que você conhecia – me permiti me aproximar aos poucos. Ainda assim, ela ria devido ao seu último comentário. Queria que ela compreendesse que eu estava mudado não só por fora, mas a vi dar de ombros. Eu deveria me esforçar um pouco mais se quisesse convencê-la daquilo. Mas então, ouvi Anna convidando-me para acompanhá-la até Londres. Ela aproximou o rosto do meu, mas mal percebi enquanto me encontrava surpreso com sua pergunta. Arqueei as sobrancelhas - Sério? – era a única reação que me surgiu. Me senti um idiota pela resposta e logo me deixei levar em uma risada descontraída com sua piada sobre pastéis - Er... Claro! Por que não? Eu realmente preciso sair de Nova York um pouco – havia tempo em que não visitava a Inglaterra. Talvez fosse bom respirar novos ares. Em poucos minutos, já estava a pagar pelo meu pedido e o dela – algo na qual ela insistiu que eu não fizesse - Ah, qual é? Me deixa ser um pouco cavalheiro – sorri em sua direção, depositando um beijo carinhoso em seu rosto. Era certo que ela não esperava por aquela atitude, mas não me atrevi a dizer mais nada. Tomei sua mão e a guiei para fora do bar, onde logo rumamos apressados à um dos becos da cidade e aparatamos, saindo dali.
Com Anna D'Anjou Casiraghi
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