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 Bar de Cumberland

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Diretor Alvoros Grunnion
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Diretor Alvoros Grunnion

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Varinha:

MensagemAssunto: Bar de Cumberland   Qui 12 Jan 2017, 22:52

Bar de Cumberland

Edimburgo, Escócia



Frequentado mais por escoceses do que turistas, apesar de ser convidativo à estrangeiros, o Bar de Cumberland é um bom lugar para aquelas pessoas que querem beber um pouco após trabalhar durante o dia inteiro, onde seus clientes poderão escolher entre uma enorme variedade de cervejas e também acompanharem os principais eventos esportivos que acontecem no mundo e trazem atenção dos escoceses.


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Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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Evan Drescher Nottingham
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Evan Drescher Nottingham

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Bicho-papão : Duendes

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Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Qui 19 Out 2017, 13:46

O final do ano letivo se aproximava e talvez o momento não fosse o melhor de todos, mas mesmo assim, eu tinha conversado com a Lucy, pois alguns problemas familiares tinham dado uma desestabilizada na minha vida, logo, precisava de alguns dias de folga para poder ajeitar tudo. Mas a verdade era que agora que eu tinha finalmente chegado na Escócia, eu não me sentia nenhum pouco motivado a enfrentar minha família. — Acho que não terá problema se eu demorar um pouco. — concluí, enquanto entrava no Bar de Cumberland, local onde eu tinha passado grande parte da minha vida de jovem adulto, e porque não dizer adolescência, sempre utilizando identidade falsa, ou apelando para uma boa e velha poção polissuco. No fim das contas, se os alunos descobrissem meu passado estudantil, eu não teria credibilidade nenhuma como Zelador, visto que eu não nunca tinha sido aquele tipo de cara certinho. Suspirando fundo, me encaminhei até uma dos bancos que dava de frente para o bar e pedi uma cerveja. Na televisão passava algum jogo qualquer de futebol envolvendo a seleção escocesa, que eu tinha total conhecimento que eram um dos piores times do mundo. Mesmo assim, resolvi assistir um pouco do esporte, que não era um dos meus favoritos, mas a outra seleção era tão ruim, que parecia fazer os escoceses serem craques de bola. Permaneci por ali até que a noite começasse a se aproximar e eu soubesse que não tinha mais para onde fugir. Eu precisava enfrentar minha família, e por sorte meu teor alcoólico estava razoavelmente alto o suficiente para que eu fizesse isso. Quando fui pagar notei que só havia dinheiro bruxo em minhas vestes, o que poderia ser um problema. Por sorte achei um cartão de crédito. Como provavelmente não tinha dinheiro, fiz a prazo.Depois que me estabilizasse, trocaria o dinheiro para não me ferrar, nem ferrar o dono do bar. Desse modo, saí do Bar de Cumberland, indo enfrentar meus demônios do passado.



Evan Drescher Nottingham
« I like smoke and lightning, heavy metal thunder, racin' with the wind, and the feeling that I'm under. Yeah, darlin', gonna make it happen, take the world in a love embrace, fire all of your guns at once and, Eexplode into space »
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Arcturus Alborne Looken
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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Qui 29 Mar 2018, 23:42

ESCÓCIA – EDIMBURGO – BAR DE CUMBERLAND
Eu era uma pessoa instável, então logo deixei minhas amadas terras bruxas na Inglaterra pra me aventurar pela Escócia, lá eu nunca havia ido e estava sendo muito maneiro viver entre a galera de lá e descobrindo pouco a pouco os lugares da Escócia, algo que enriquecia qualquer "diário", sim eu tinha alguns escritos sobre minhas aventuras pelo mundo e essa era uma que merecia uma boa quantidade de páginas. O engraçado era que, apesar de estar em uma cidade diferente e com muitas coisas legais rolando, eu mantinha contato com Allegra, ela era um dos motivos pra eu não ter umas histórias insanas sobre mulheres e afins. – I'm so f'cked, bro... – Falei meio desligado a um colega que me acompanhava, seu nome era bem estranho, mas todos estávamos chamando ele de Andy, por ele se parecer com um personagem de um desenho animado que levava esse nome, segundo alguns membros do pequeno grupo. Ele me olhou meio confuso e eu expliquei sobre a garota e toda a história e ele riu, enquanto me empurrava na direção de um bar e disse que tínhamos de beber para eu parar de falar dela, eu nem tive tempo de reagir pois ele pediu uma dose e me fez virar ela e foi assim que eu comecei a beber insanamente no Bar de Cumberland. [...] Nós saímos do bar horas depois, eu não via nada pela frente, mas concordei em saltar de paraquedas, eu fiz uma anotação sobre isso no meu diário de bordo no transporte que estava nos levando, eu já havia voado em vassouras, então não tinha um pingo de medo da altura e tudo mais, sendo assim a gente partiu de lá para um aeroporto particular que era "próximo". Saio dali.
interagindo com NPCs





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Dimitri J. Rathbone
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Dimitri J. Rathbone

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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Sex 06 Jul 2018, 18:29

Mal Agouro
O início do fim
 

Dimitri estava triste naquele dia, ninguém sabia o porque, nem ele mesmo, uma sensação ruim lhe consumia, pressentia que algo lhe aconteceria em breve, e cada dia que passava o mal agouro ficava mais forte, e como sempre em tardes chuvosas como aquelas ele fora ao Bar de Cumberland, um bar trouxa, onde ele passava horas observando como os seres que não conheciam a magia se comportavam, não desejava ser como eles, mas divirtia-se com as neuroses que eles tinham, coisas que sempre lhe alegrava em dias amargos como aqueles.


Sentou-se em uma mesa ao canto e pediu uma cerveja a garçonete mais bonita do local, que agilmente lhe atendeu. Entre goles de cerveja ficou ali observando os estranhos hábitos dos trouxas.


Off.: Interação com Tereza! (Duelo combinado)
 
 


DIMITRI J. RATHBONE 
É NOS PIORES MOMENTOS QUE VOCÊ TEM OPORTUNIDADE DE MOSTRAR A FORÇA
DAS SUAS CONVICÇÕES E A GRANDEZA DA SUA ATITUDE!
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Tereza Ella Bittencourt

Tereza Ella Bittencourt


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Varinha:

MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Dom 15 Jul 2018, 12:00



Acertando as contass

Trama Familiar (2018.01)  -----------♥
 
Tereza errou muito em sua vida, as memórias dela voltavam lentamente e isso causava desconforto, ela tinha vivido longos anos felizes ao lado do marido, sem lembrar das maldades que fizera no passado. No entanto, as piores lembranças voltaram e ela sabia agora que tinha deixado duas crianças para trás, a menina era como ela, e o menino tinha seus olhos, mas sua antiga família jamais permitiria que ela voltasse a ver eles. Ela queria mostrar como tinha se tornado uma pessoa diferente, mas a raiva das memorias antigas parecia despertar uma outra pessoa em Tereza. Agora haviam duas forças dentro da mulher, uma delas queria vingar tudo e todos e a outra queria apenas os filhos e uma família pacifica. 

Ela chegou ao bar decidida a negociar uma aproximação, tinha seguido Dimitri, o guarda-costas de seu irmão. Mas ao ver o homem uma recordação voltou a mente, ele já havia impedido ela de ver a filha, a muitos anos atrás. – Não é justo, eu era doente! – Ela pensou alto sentindo as mãos tremerem. Um conflito interno iniciou e ela pensava que ele também seria contra ela, a personalidade mais acida da mulher falou mais alto. – Preciso tirar ele do meu caminho! – Puxou a varinha e apontou para o homem em pleno bar. 

– Estupefaça! – Viu o homem ser atirado para trás com força caindo sobre uma mesa, aproveitando a distração inicial ela não perdeu tempo. – Sectumsempra – Queria o ver sofrer e sangrar até morrer, para ela seria uma retribuição justa, pois eles tiraram seus filhos. 


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Gwen Carter Bolton
Sonserina
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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Ter 02 Out 2018, 23:10

Sua vida de mochileira é sem hora, sem roteiro e sem destino, ela não fazia a menor ideia de como foi parar da irlanda, mas já que estava na chuva era pra me molhar. Acabou se enturmando com os moradores e conhecendo um pouco melhor de su cultura, principalmente a parte de partir para um bar pós um dia de trabalho. Com certeza o pessoal daquela cidade sabiam beber como ninguém, Gwen adora isso e as boas risadas que dava quando era expulsa do bar. Porém infelizmente esse anoite seria curta, após algumas boas rodadas de whiskey a garota teve que deixar o local mais cedo do que o planejado, logo logo seu ônibus para a próxima cidade estaria de partida. Deixou o local.


I was scared of dentists and the dark. I was scared of pretty girls and starting conversations, oh all my friends are turning green!
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Viktor Hartmann Báthory
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Viktor Hartmann Báthory


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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Qua 14 Nov 2018, 11:43

Eu detestava esperar por Savonya em lugares esquisitos. Ela havia marcado um encontro comigo sem dizer nem o motivo lá no quinto dos infernos – também conhecido como Escócia – para que a gente pudesse conversar. Eu era lindo demais para ficar à mercê dos meliantes escoceses. Já tentaram entender dois escoceses conversando? Não dava para saber se estavam brabos, bêbados, te ameaçando, rindo de você ou tristes pela morte de alguém. Uma coisa era certa: eu era cego e o jeito que eles falavam me assustava ainda mais. Eu estava investigando uma série de ervas esquisitas que Savonya havia me pedido para comprar e meu trabalho estava realmente bom, só faltava mais 3 das 30 ervas que ela havia pedido e eu a avisaria. Será que aquela vaca peituda havia se irritado com a minha demora e estava me levando para a Escócia para me matar? Não tinha como saber. Escuta aqui, ruiva dos peitos fartos, eu sou cego. Respeite minha deficiência, ok?

Mas o fato é que eu realmente não sabia o que ela queria e aquilo me assustava um pouco. Por mais que fôssemos amigos, eu tinha medo de Savonya bem no fundo do meu coração. A voz dela não se alterava quase nunca e quando eu enxergava eu percebia que a cara dela também não mudava. A frieza dela era desconfortável demais quando ela estava lidando com assuntos sérios – quase sempre – e geralmente indicava que ela estava ou puta da cara, ou feliz, ou irritada, ou triste. Não tem como saber como a ruiva peituda se sente em momento algum, ainda mais agora que eu era cego. Só me restava esperar. Usei a rede de pó de flu para chegar num bar próximo a outro bar que ela queria me encontrar. O ruim de ser cego é que Savon agora me mandava recados através de berradores. Ou seja: todos meus vizinhos sabiam que eu ia pra Escócia. Por sorte ela era cuidadosa suficiente para mudar os nomes de certas coisas para que os trouxas não entendessem, por exemplo: Pó de Flu era Polícia Federal. Então basicamente meus vizinhos escutaram que eu tinha que usar a polícia federal pra chegar na Escócia. Fazia sentido? Nenhum, mas vida que segue.

Eu carregava aquela maldita bengala que não funcionava para me locomover até o bar. Como que os cegos usavam aquilo? Ela não me indicava nada e eu sempre acabava descobrindo as canelas das pessoas quando dava uma paulada nelas. Nada legal. Criei vários inimigos assim. Ou não, afinal eu sou cego e ninguém pode me bater. Ou podem? Ninguém iria querer estragar um rostinho tão lindo quanto o meu, certo? Eu não precisei chegar no bar para que a peituda me encontrasse na rua. – Suas boas-vindas sempre são lindas, Savonya peituda– falei, sentindo uma mão dela agarrar meu braço e me puxar para sabe-se lá onde. Ok, acho que entramos no bar, afinal um forte cheiro de bebida e cigarros entrou no meu nariz. Estávamos em um bar de bandidos? Laurie iria adorar aquela história, mas acho que era um bar normal, não sei, apenas me sentei onde a ruiva me jogou e aguardei o que ela queria me dizer. 


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Savonya Seawor. Kaminskov
Conselheiro da Guilda
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Savonya Seawor. Kaminskov

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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Sab 22 Dez 2018, 00:55

O dia da reunião com Viktor havia chegado e a curiosidade de Savonya não podia estar mais atiçada do que naquele momento. Nyx havia lhe pedido claramente para não comentar com o comerciante o motivo da reunião e, após a conversa que tiveram na Sede dos mercenários, tudo era um mistério para a ruiva. O que seriam dali em diante era uma névoa densa a ser descoberta, mas Savonya tinha certeza que estava seguindo a pessoa certa. Nyx sabia o que fazia e a antiga mercenária confiava cegamente em sua líder. Agora entendia o motivo de conversar com dois comerciantes diferentes, mas não sabia as reais intenções da líder com seu amigo. Eu não tenho que me preocupar com isso, Nyx sabe o que faz e Viktor é obediente, não vai me decepcionar. O maior medo de Savonya era que Viktor fizesse algo de errado e a decepcionasse, fazendo com que Nyx ficasse desgostosa com o trabalho da ruiva em lhe achar um bom comerciante. Mas a ex-mercenária confiava em Viktor e em seu trabalho, afinal ele nunca havia lhe decepcionado, mesmo com encomendas difíceis que tivera que fazer quando ainda estava abastecendo as estufas da Sede em Black Forest.

Estava quase no horário de sua reunião. Savonya sabia que Viktor jamais a deixaria esperando, mesmo sendo cego e um pouco desrespeitoso quanto ao tamanho de seus seios. A ruiva, então, aparatou para a Escócia, próximo ao bar de Cumberland, onde encontraria com seu melhor amigo para a fatídica conversa com Nyx. Obviamente havia indicado quais redes de flu ele poderia utilizar para chegar ao local e esperava profundamente que ele não tivesse se perdido, afinal ele não era burro e sabia se virar muito bem com sua deficiência temporária. Chegando na Escócia, Savonya sentiu o impacto de sua chegada com a sola de seus sapatos e olhou ao redor. Logo avistou o rapaz que conhecia há tantos anos parado e tentando observar, inutilmente, ao redor. Não demorou muito para aproximar-se do rapaz e puxar-lo pelo braço em direção ao bar onde havia marcado o encontro. – Próxima menção aos meus seios e eu acabo com a sua raça aqui mesmo, Viktor – falou, empurrando-o para dentro do bar e o levando até uma mesa mais afastada. Ao sentar, logo dispensou o garçom com uma mão. Não precisaria consumir nada ali ao aguardar Nyx, pois a presença dela seria mais do que satisfatória. O bar era bastante simples e um pouco mais movimentado do que Savonya esperava. Os escoceses realmente não tinham hora para beber. O ambiente fedia a cigarros e a gordura velha, com, claro, um forte cheiro de cerveja e álcool etílico que era utilizado para limpar as mesas.

- Você parece uma criança querendo saber as coisas. No tempo certo você vai saber, uma pessoa muito importante precisa chegar primeiro antes de conversarmos – falou, ajeitando-se na cadeira e olhando no relógio de pulso. Nyx ainda não estava atrasada – e não haveria problema algum se estivesse. Savonya só queria, de verdade, saber a hora. A líder fazia seu próprio horário e nunca chegava tarde, os outros que chegavam cedo demais. A ruiva não podia negar que estava um pouco ansiosa para saber o papel de Viktor nessa nova história, mas ele não calava a boca e não a deixava pensar tempo suficiente para ao menos ficar preocupada. – Viktor, pelo amor de Merlin, cala essa sua boca antes que eu esmurre a sua cara – disse entredentes, pressionando seus molares um pouco mais forte do que certamente era aconselhado por dentistas. Ela não se importava com isso. Esperava profundamente que Viktor não começasse com piadinhas na presença da líder, mas tinha certeza que aquele contrabandista sabia a hora de parar. Ele sentiria que a líder era a líder no momento que ela chegasse, disso Savonya tinha certeza. Mais alguns minutos se passaram e só restou aos dois aguardarem pela presença mais importante do dia: Nyx. 





Savonya Kaminskov
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Nyx Prince El Bianco
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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Seg 07 Jan 2019, 18:01

A noite já caía pelas ruas de Edimburgo na Escócia, quando um pequeno estampido se fez presente em um beco escuro e malcheiroso, local onde para os olhos curiosos uma figura misteriosa se materializou do nada. Com vestimentas tão negras quanto o próprio escuro, a figura não era facilmente vista naquele lugar claramente evitado pelos trouxas que caminhavam calmamente pela calçada na rua em frente. Porém, para a loira pálida que se escondia atrás do terno e sobretudo escuro, o conhecimento de seu surgimento ou não para aqueles que considerava inferiores, pouco realmente lhe importava. O ar da noite acompanhado do mal cheiro do beco, no entanto, trazia-lhe incomodo o suficiente para que Nyx Prince El Bianco desse seus primeiros passos para fora do beco, revelando para todos aqueles que mal sabiam o perigo que corriam em sua presença, seu rosto pálido de feições perigosamente divertidas. Verdade fosse dita, a procurada número um do Ministério da Magia jamais se preocupou em mostrar seu rosto por aí, tendo uma confiança excepcional em suas próprias habilidades para fazer aquilo. No entanto, mostrar suas feições em um lugar claramente mais trouxa do que bruxo, divertia a figura muito mais do que qualquer possibilidade de encontrar um auror o faria. Afinal de contas, tão alheios em sua própria vida e desapercebidos do perigo, os trouxas passavam por ela como se ela fosse apenas mais uma na multidão, completamente indefesos. Porém, não era por aquela diversão que a procurada estava naquela rua e, mesmo que a contragosto devido as ideias que começavam a povoar sua mente, a figura loira não demorou a desviar seu caminho na calçada ao chegar em frente a um bar.

O local era até que movimentado e isso serviria para discrição, mas Nyx não era exatamente uma pessoa que gostava de discrição e, por isso mesmo foi inevitável que ideias de como tornar o lugar mais agradável para seus padrões não demoraram a povoar sua mente. Ah, ela se divertiria bastante se pudesse trocar as feições de divertimento daquelas pessoas, pelo mais puro e belo pânico e medo. No entanto, firme ao seu agora primeiro propósito naquele lugar, a procurada apenas deixou seus olhos repousarem na ruiva que lhe jurara lealdade a pouco tempo atrás, a qual agora se encontrava em uma das mesas acompanhada por um homem. Sem nada que ocultasse sua identidade para os presentes, Nyx sabia muito bem que havia sido já reconhecida por Kaminskov, mas dedicou mais um olhar pelo bar antes de iniciar sua caminhada. O cheiro de cerveja, gordura e cigarro chegava facilmente a suas narinas, deixando-a ciente da forma como aquele lugar poderia ser retratado como mais um antro de divertimento trouxa, o que apenas lhe tentava ainda mais a colocar seu segundo novo objetivo em prática. Porém, conteve-se o suficiente até chegar na mesa onde sua subordinada lhe aguardava, esboçando assim mais um daqueles leves sorrisos frios e sem grandes emoções. - Uma escolha interessante de lugar. - Sua voz saia então em um misto de divertimento proibido com uma malícia perigosa, antes de então ocupar um dos lugares mantendo seu olhar sempre vasculhando todo o local, em uma clara admiração perigosa. - Distraídos, bêbados e desleixados… Sim, uma escolha muito interessante de lugar. - Sua voz novamente escapava, dando lugar agora para um humor sombrio que denunciava facilmente o perigo de seu olhar, que para quem visse naquele momento, mais parecia com o de um caçador ao admirar suas presas. - Mas negócios antes de diversão. Acredito que este é o seu contrabandista confiável, sim? - Anunciou a procurada em um tom de voz frio, mas ainda assim perigosamente divertido enquanto voltava sua atenção para o homem que também ocupada um lugar a mesa, aguardando uma confirmação.

OFF: Postagens referentes a trama, interrupções não serão consideradas.


Legenda de Duelos:
 
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Mary Wolstonecraft Godwin
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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Sab 12 Jan 2019, 22:50


Um novo projeto estava a caminho, e Mary estava deveras ansiosa em poder regojizar-se consigo e seus familiares sobre as boas novas. Sua profissão de escritora sempre fora um tanto quanto conturbada, Mary não sabia agir sob pressão dos seus produtores, tão pouco sob pressão dos seus ouvintes... Uma das qualidades dos Wolstonecraft's era que ambos eram muito criativos, até mesmo os Godwin's, mas nenhum deles escrevia para cumprir obrigações, mas sim, por puro amor e criatividade. Naquele dia em específico, Mary saíra de seu apartamento no centro de Edimburgo e seguiu rumo ao Bar de Cumberland, para um encontro casual com sua irmã e Percy Shelly, seu ex marido — Acho que fica na próxima esquina, meu bem — A mulher comentou com o taxista — Isso mesmo, próxima esquerda — Era incrível como apesar do Bar ser um dos pontos turísticos da cidade de Edimburgo, Mary não se contentava em confirmar com o taxista onde ficava o prédio do bar — Obrigada, meu bem. Pode ficar com o troco — Após pagar, Mary tomou sua bolsa em mãos, saiu do carro e seguiu ao interior do bar. 

— Aí estão vocês... — Andou até uma das mesas do canto direito, depositando sua bolsa em cima da mesma, a mulher assentou-se e falou com o garçom que estava ao seu lado — Suco de frutas vermelhas. Sem gelo e açúcar. Obrigada! — Logo, voltou sua atenção aos mesmos — Como vocês estão? Espero que bem. Ok, vamos aos negócios. — Mary era tão centrada quando o que estava em jogo era o lançamento do seu mais novo exemplar — Eu não quero que o evento de lançamento seja algo grande ou que chame à atenção da mídia. Você sabe o quanto sou simples, Percy. E Shelby, a doação da primeira remessa de exemplares está confirmada para a santa casa, diga aos diretores do local que o público alvo são as mulheres — Mary era uma ímpar feminista, e suas literaturas eram sempre voltadas para as mulheres, sempre! — Do que mais precisaremos tratar? — Então, aquela tarde só estava começando, vários assuntos tomaram conta da mesa, além do suco de frutas vermelhas sem gelo e açúcar de Mary. Ao término de tudo, ambos saíram dali.


Mary Shelly Wollstonecraft Godwin

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Viktor Hartmann Báthory
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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Qui 24 Jan 2019, 14:20

Ok, eu posso ser sem noção, mas eu entendia quando a situação era séria. Só o fato de Sav não ter me dito com quem iríamos nos encontrar fazia eu ter uma leve ideia de que se tratava: era algo a ver com a vida diferenciada que ela levava. Não que eu fosse totalmente honesto, porque até onde eu sei contrabando de ervas e plantas não é lá a coisa mais honesta do mundo, mas Savonya estava metida com coisas mais sérias. Não que eu me importasse, muito pelo contrário, mas eu não gostava de matar gente e até onde eu sei minha querida amiga tinha uma cota bem alta de assassinatos. Meu rosto lindo não precisava ser manchado com sangue, pelo menos não ainda. Eu estava um pouco mais quieto que o normal por dois motivos: 1) eu não fazia ideia de onde eu estava e 2) eu não fazia ideia do que se tratava a reunião, então isso me deixou pensativo. Savonya também não puxara assunto algum, então talvez ela estivesse nervosa também. Não sei, mas aquela reunião com certeza seria interessante. Quem diria, eu sendo requisitado para coisas importantes! O mundo dá voltas e olha eu por cima, hehe.

Estava ficando entediado já quando Savonya chamou minha atenção sobre a pessoa que estava chegando ser super importante e coisa do tipo. – Ruiva, eu sei tratar de negócios, não se preocupa – falei, com um tom um pouco mais sério que o normal. Não era possível que depois de anos trabalhando juntos ela ainda não acreditasse que eu era realmente capaz de encarar com seriedade algumas situações. Ok, eu não era a pessoa mais séria do mundo, mas eu sabia que se tinha algo a ver com a segunda vida de Savonya eu deveria ter cuidado com as minhas palavras.

Senti alguém se aproximar e uma voz um tanto quanto perigosa comentou sobre a escolha de minha amiga sobre o local de encontro. Não vou negar, a voz daquela mulher me causou arrepios. Parecia perigosa e pronta para atacar e  eu não saberia como me defender tendo em vista que eu não enxergava absolutamente nada. Quando ela questionou se eu era o contrabandista, não pude deixar de sorrir. Savonya realmente confiava em mim e aquilo me deixava bastante feliz. – É, acredito que seja eu mesmo – falei, mantendo o tom de voz sério e retirando qualquer ironia que pudesse conter nele, afinal eu pude imaginar que aquela mulher era perigosa só de ouvir ela falar. Eu estava bastante assustado para falar a verdade, mas não por medo da mulher; estava com medo de decepcionar Savonya. Eu trabalhava com ela há tantos anos que era estranho ser reconhecido tão abruptamente. 

 


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Savonya Seawor. Kaminskov
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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Qui 24 Jan 2019, 14:24

Por mais surreal que lhe parecesse, Viktor estava estranhamente quieto. Era difícil de acreditar, mas parecia que o velho amigo finalmente havia entendido a importância do que estava prestes a acontecer, mesmo que Savonya não tivesse lhe dito com quem exatamente iriam se encontrar e o motivo. Aquilo deixou a ruiva um pouco mais segura, principalmente quando viu a figura esguia de Nyx na entrada do bar. Ajeitou-se na cadeira, aguardando o que a líder iria fazer, mas ela claramente estava averiguando se o local estava realmente seguro e possivelmente imaginando como tornar o lugar um pouco mais divertido. Savonya conhecia muito bem o senso de humor um tanto quanto peculiar da líder, mas aquilo não a incomodava nem um pouco, inclusive era divertido fazer parte. A mulher ruiva deu um leve chute na canela e Viktor, pronunciando em voz baixa: - Viktor, a pessoa que está se aproximando merece muito respeito e não acho que fazer brincadeiras seja a melhor ideia, então controle-se pelo menos uma vez – era importante averiguar que ele não faria nada que irritasse Nyx, porque se tivesse que mata-lo, Savonya não pensaria duas vezes. Mesmo que fosse seu melhor amigo, uma ordem de Nyx jamais seria recusada.

A líder se aproximou e disse que aquela era uma escolha interessante de lugar antes de ocupar o lugar que lhe fora reservado para que sentasse. – Trouxas bêbados não interferem em negócios – comentou Sav com um esboço de sorriso nos lábios, tendo em vista que sorrir não era sua atividade favorita. Porém Nyx reforçou que aquela era uma escolha interessante, o que fez a ruiva imaginar-se o que será que passava na cabeça da líder naquele momento. Será que se divertiriam um pouco com os trouxas? Não havia como saber, mas aquele comentário atiçou a curiosidade de Savonya, não havia como negar. Ficou um pouco receosa quando a líder dirigiu a palavra para Viktor, pois não sabia como ele iria reagir. Porém, apesar do sorriso nos lábios dele, ele foi bastante coerente em sua resposta, até mesmo sem o tom de ironia que sempre havia em sua voz. Ao ouvir a resposta dele, Savonya não pode deixar de dar um silencioso suspiro, sentindo seu corpo ficar muito menos tenso do que estava, afinal era ainda o início da reunião e coisas poderiam acontecer, mas a primeira impressão estava ótima. 


 




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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Sab 09 Fev 2019, 20:28

O olhar da procurada dançava indeciso entre seus acompanhantes e os fregueses do bar, talvez um claro sinal de como pretendia finalizar sua estádia naquele lugar, ou apenas um pequeno indício de como se entendiava facilmente. Quando se tratava da mulher em questão, nada era certo por seu humor ser considerado uma das coisas mais instáveis que existem no mundo. A resposta do suposto contrabandista então chegou aos ouvidos da procurada, fazendo assim com que esta firmasse seu olhar sobre a figura, analisando-o inicialmente enquanto podia notar a sua seriedade mediante a conversa. Aquilo agradou a mulher facilmente, afinal de contas, Nyx detestava muitas vezes ter de lidar com algumas excentricidades do mundo do crime, não que elas não fossem divertidas em alguns momentos, mas em outros eram simplesmente irritantes. Não passou batido para a procurada o fato do homem estar aparentemente cego, mas considerando que o mesmo gozava da confiança de uma de suas mais leais seguidoras, ela lhe daria a oportunidade de provar que era realmente bom no que fazia. - Ótimo, podemos então falar sobre negócios. - Declarou a mulher prontamente, voltando assim a fixar seu olhar no homem novamente. - Se você conseguir provar para mim que consegue fazer realmente um ótimo trabalho, estou disposta a lhe oferecer uma quantidade significativa de trabalhos e, é claro, recompensas a altura de todo serviço cumprido com sucesso. - Prosseguiu a procurada em um tom mais sério, adotando uma pose mais concentrada embora aquilo não tirasse aquela aura sinistra de perigo. Nyx não era exatamente uma mulher que gostava de pessoas que faziam tudo por dinheiro, mas ela sabia que em alguns momentos era necessário envolver-se com esse tipo de pessoa. - Porém… - A voz da procurada então voltou a soar com um leve divertimento perigoso. - Devo alertá-lo que eu não tolero traições, independente do motivo ou de onde ela vem. Fui clara? - A pergunta soava quase tão ameaçadora quanto a própria ameaça implícita em seu alerta, o qual a procurada esperava que fosse o suficiente para deixar o contrabandista ciente de onde estava se metendo. E muito embora aquele não fosse um comportamento muito típico, o referente a alertas, Nyx encontrava-se em um período onde preferia alertar do que ter de lidar com as consequências após a decepção com os mercenários.

A figura pálida então apenas aguardou que o contrabandista absorvesse suas palavras, deixando que tomasse assim a fala brevemente antes que voltasse seu olhar desta vez para Savonya. - Leve-o para fora, em breve estarei enviando a primeira solicitação e se, apenas se, o serviço for cumprido como deve. Conversaremos sobre negociações futuras onde, é claro, espero que você… - Prosseguiu a procurada retornando agora sua atenção para o contrabandista. - Entenda que a lealdade é algo que prezo muito, não só por questões de informações sendo vazadas como também, é claro, negociações com outras organizações se me entende. - Para Nyx a exclusividade nos negócios era algo primordial naquele momento, afinal de contas, não podia deixar de se lembrar que os mercenários ainda existiam e poderiam tentar se reerguer, algo que ela honestamente não desejava de forma alguma. Ajeitando-se no lugar onde se sentava, a procurada deixou que seus olhos verdes novamente esquadrinhassem o local, acenando brevemente para que sua seguidora soubesse que estava na hora do contrabandista sair do local, assim como a própria caso não desejasse se envolver. Da posição que se encontrava, Nyx conseguia ver bastante do bar e dos que ali estavam, todos tranquilhos e em meio a risadas e copos de bebidas, todos tão longe de saber o perigo que lhes rondava naquele instante. A procurada não deixou de dedicar alguns minutos para absorver aquilo, sentir aquela adrenalina costumeira de quando se encontrava em um lugar onde, tão despercebidos do perigo, as pessoas simplesmente continuavam com sua vida como se a morte não estivesse logo ao seu lado. Nenhuma pessoa naquele lugar parecia desconfiar que, naquele exato instante estavam vivendo os seus últimos momentos de vida. Muitos chamariam aquele ato de terrorismo, um ato criminoso, um massacre injustificado. Porém, para Nyx aquilo tinha apenas um nome: Diversão. E se deixasse aquela diversão de lado, com certeza a situação em si então passaria a ser chamada de desperdício. E desperdícios não era uma coisa muito comum vindo da parte da procurada, a qual não pode deixar de se erguer enquanto suas pupilas aos poucos se dilatavam a medida que seus batimentos aceleravam. A morte estava próxima, ela sabia.

- Avada Kedavra! - A maldição tão conhecida escapou-lhe dos lábios com uma leveza e despreocupação dignas de inveja, com a procurada já tendo naquele momento sua varinha em mãos, apontando-a para as costas de um dos clientes do bar o qual encontrava-se no centro do salão. O jato de luz verde fora rápido e mais eficaz do que poderia ter previsto, já que quando este mal atingiu o homem e tirou-lhe sua preciosa vida, os olhares chocados de grande parte do pub foram em sua direção. O sorriso sádico então tomou conta de suas expressões, com a satisfação apenas aumentando os níveis de adrenalina derrubados em sua corrente sanguínea, a medida que então o corpo inerte tombava no chão e o choque tornava-se medo que levava rapidamente ao pânico. Caos. O maior vício de Nyx e o propósito ao qual dedicara sua vida. O mais puro e glorioso caos. Da onde estava a procurada pode ver aquilo acontecer em primeira mão, com algumas pessoas gritando, outras ainda tentando entender o que acontecia e algumas, é claro, divididas entre tentar sair correndo do bar e vir lhe ameaçar. Porém, antes que Nyx pudesse se preocupar em deixar claro para seus convidados que eles não poderiam deixar a festa, ela pode notar uma segunda figura mascarada juntar-se a diversão no local, trancando-o através de magia para que ninguém pudesse sair de lá. Sua risada não poderia ter sido mais cruel ao contemplar aquele cenário, debochando daqueles que faziam menção de vir em sua direção ou procuravam por algo com o qual poderiam – em suas imaginações férteis – defender-se contra ela, mas também achando graça da forma como o pânico reagia naquelas pessoas. - Tão previsíveis… - O seu tom era da mais pura admiração, mas não era ele que deveria chamar a atenção daquelas pessoas, mas sim a forma como sua varinha rapidamente dançou em suas mãos. - Bombarda Maxima! - Vociferou a procurada quando a ponta de sua varinha passou pelo primeiro trouxa. - Deprimo! - Sua voz denunciava facilmente o início de seu frenesi enquanto sua varinha executava seus comandos, derrubando e incapacitando cada uma das pessoas pelas quais sua mira passava. A mulher podia ver que do outro lado do estabelecimento Kaminskov também encontrava sua diversão, não poupando uma pessoa que lhe cruzasse o caminho.

No entanto, por mais que alguns tombassem mortos a frente da procurada, ao mesmo tempo que outros tentavam inutilmente encontrar ainda uma saída ou esconder-se atrás do balcão ou debaixo de mesas, a mulher ainda não se sentia satisfeita. O caos era um ótimo vício, mas a misericórdia da morte não era sempre tão satisfatória a procurada, afinal de contas, para a mulher os gritos de sofrimento eram o que faziam sua caçada valer a pena. E assim sua varinha cortou o ar mais uma vez, com seu corpo girando ao mesmo tempo para que conseguisse ter visão do homem musculoso que se aproximava pelas suas costas, provavelmente tentando pegá-la de surpresa em um ataque. - Crucio! - Vociferou a procurada com uma vontade digna de dar inveja, causando a queda imediata do homem em uma agonia sinfônica. Naquele momento sim, Nyx enfim soube… A noite estava apenas começando. […] Sentada em cima do balcão onde vários copos quebrados, bebidas e sangue se misturavam, a procurada apenas contemplava o bar a sua frente. Aquela mistura caótica de corpos, sangue, entranhas e olhos abertos congelados para sempre no mais profundo e puro pânico. - Ora, ora, ora… Admito estar admirada com seu estômago, Kaminskov. - Proferiu a procurada com uma mistura de diversão e contentamento em sua voz, pois a mulher não tinha mais aqueles que seguiram seu lado como mercenários, como pessoas que realmente tinham estômago para serviços sujos como aquele. O bar era uma cena digna de filme de terror, havia sangue tanto nas paredes quanto no teto, para não mencionar nas próprias mulheres e, para Nyx, uma pessoa capaz de se divertir ao seu lado em uma situação como aquela, certamente era digna de nota. O olhar da procurada, no entanto, não se demorava muito em sua seguidora enquanto a sua frente sua última vítima se encontrava. O balconista, preso por cordas, sem camisa, com ferimentos e suspenso no ar. - Sinta-se honrado, meu caro… Você viverá para transmitir um recado meu para o mundo. - Sentenciou a procurada ao erguer-se do balcão e deixar que seus pés encontrassem o chão mais uma vez.

Capturando os cabelos do homem a sua frente, a figura pálida agora manchada por sangue puxou a cabeça de sua presa para baixo, forçando-o a esticar ainda mais seu pescoço em total desconforto. - Diga a eles que eu estou vindo… - Começou a procurada com um sorriso psicopata surgindo em seus lábios, demonstrando uma satisfação e uma promessa completamente perigosa. - Diga ao Ministério da Magia que Nyx Prince El Bianco manda lembranças, diga a eles que eu estou vindo para todos eles. - Proferiu a mulher mais uma vez com uma satisfação enorme, acabando assim por soltar os cabeços do trouxa em questão e desacordá-lo com apenas um golpe. - Cuide das fitas de segurança dessa espelunca, Kaminskov. Depois disso retorne para sua casa, quando precisar de você voltarei a chamar. - Ordenou a procurada para sua acompanhante, antes de assim voltar a mover sua varinha mais uma vez naquela noite, marcando a pele desnuda do abdômen de sua vítima com uma assinatura bastante peculiar e definitivamente sua cara. O ministério da magia saberia reconhecer aquilo, e mesmo que não soubessem conseguiriam ver suas feições através das memórias do aterrorizado balconista. Deliciando-se com seu feito mais um pouco, a procurada assim tratou de deixar o balconista preso pelos pés em uma das paredes, com os braços abertos e facas fincadas em suas mãos, as quais certamente eram o motivo de seus braços permanecerem naquela posição. Com um último olhar por toda a extensão do bar de Cumberland, a procurada deixou que um último sorriso tomasse conta de seus lábios, permitindo-se respirar fundo e sentir aquele aroma de sangue, bebida, medo e morte que o local exalava, saindo do estabelecimento em seguida.

OFF: Postagens referentes a trama, interrupções não serão consideradas.


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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Sex 15 Fev 2019, 21:07

O dia de trabalho havia sido bastante tranquilo, sem qualquer resquício de perigo advinda dos bruxos com más intenções. Roman não aparentava estar tão cansado fisicamente, afinal, a ronda não aconteceu nada fora do comum; nada que precisasse de sua atenção, ali, no exercício de suas funções. Ao chegar ao quartel-general, no Ministério da Magia, o homem caminhou para um dos inúmeros cubículos existentes ali, com a finalidade de preencher o relatório sobre a ronda daquele dia. Não havia nada de tão interessante a ser escrito, mas, era de praxe que o auror comentasse tudo nos detalhes. Assim que Roman terminou de preencher o relatório, o mesmo apressou-se para ir embora. Entretanto, antes que pudesse sair do quartel, Emma o chamou.

Sua voz estava diferente, o assunto tinha caráter emergencial para Emma chamá-los naquele momento. O auror não demorou a atendeu ao chamado do sua chefe, e logo em seguida a loira chamou por Natasha, mas, dispensou a estagiária para o departamento de acidentes e catástrofes mágicas. ▬ O que houve? ▬ questionou a sua chefe. Para Emma segurar alguns dos seus aurores aquela hora da noite, era porque a situação demandava um caráter emergente. A resposta da chefe dos aurores foi clara ao dizer que uma denúncia anônima havia chegado há pouco tempo; constava que o bar de Cumberland, na Escócia, havia sido atacado. Ouviram-se gritos e jorros de luzes dentro do local. Roman torceu em silêncio para que nada de tão grave tenha acontecido no local.

O homem era bastante esperançoso. No entanto, só esse sentimento não salvaria nenhuma vida. Pelo que parecia, a denúncia havia sido enviada por um vizinho bruxo daquela região escocesa, cuja identificação continuou no anonimato, e tampouco se dispôs a dar mais informações. ▬ Nos encontraremos lá, então. ▬ disse para Emma, assim que a mesma o dispensou junto a auror Natasha. Tão logo, retirou-se do Ministério através de uma das lareiras do átrio ministerial. Aparatou em frente ao local, e logo averiguou se alguém havia lhe visto chegar, e logo avistou Natasha, que também havia chegado ao seu destino. O combatente estava curioso para saber o que havia acontecido dentro daquele bar.

Da posição em que estavam, Roman olhou para o bar, e notou que algo não estava certo. Além disso, a rua estava vazia, o que era incomum. Não era possível enxergar o interior do bar, pois havia algo impedindo que alguém de fora pudesse enxergar o que havia lá dentro. Isso intrigou o Roman, que ao comando da auror chefe, deixou a sua varinha escorregar até a mão, ficando a postos para qualquer eventualidade. A loira deu alguns passos, tomando a frente para ir até a porta, e tão logo uma barreira fora desfeita pela chefe. ▬ Está tudo quieto demais. ▬ a voz grave do homem disse a frase de maneira ponderada, mas deixou evidente sua preocupação. Logo atrás de sua prima, Roman adentrou o local.

Uma vez dentro da localidade, o auror semicerrou os olhos e levou a mão direita à barba, coçando-a, por conseguinte. A surpresa em seu olhar era clara, afinal, a barbárie que havia acontecido ali, foi pior do que o Roman poderia imaginar algum dia. O combatente já havia presenciado cenas chocantes, mas, nada que o tocasse tanto como o cenário de que seus olhos desfrutavam com extrema agonia. Somente uma pessoa sedenta pela desgraça alheia poderia causar tudo aquilo sem nenhum resquício de humanidade. As pessoas ali jogadas eram clientes do bar, provavelmente. O cheiro de sangue estava impregnado no lugar, alguns dos bruxos estavam morto, porém, inteiros, o que não poderia dizer de outros que estavam com partes dos corpos faltando. Um deles estava preso na parede, pela região dos pés.

Roman observou o sangue espalhado por todo lado, nas paredes, o chão estava repleto. No entanto, era difícil encontrar alguém com vida diante daquele rumo de corpos, o Ziegler respirou fundo e espremeu os lábios.  E foi graças à sua oclumência, que o homem não deixou que o sentimento de tristeza lhe dominasse naquele momento. O foco era encontrar quem fez aquilo. Tão logo a Emma deu as primeiras instruções para Natasha e ao Ziegler. ▬ Irei verificar o que há lá atrás. ▬ respondeu à sua chefe. Assim, o auror caminhou para trás do bar com a varinha empunhada, tão logo empurrou a porta de acesso ao local com lentidão, afinal, não sabia o que poderia encontrar do outro lado. Mirou a varinha para frente. Homenum Revelio. proferiu o feitiço, que porventura não encontrou nenhuma presença humana.

Havia alguns aparelhos ligados, pelo que havia estudado em Hogwarts sobre os trouxas, eram televisões ligadas, mas não mostravam nada além de riscos acinzentados e negros, além dos chiados; estavam fora do ar. Com o uso das mãos, o auror procurou pelas fitas entre a bagunça que estava sobre a mesa, mas nenhuma fita foi encontrada, alguém havia dado fim, provavelmente. ▬ Nada aqui! ▬ afirmou para si mesmo. Tinha em mente que o responsável por aquele massacre sabia bem o que estava fazendo, e queria dificultar o trabalho da força-tarefa dos aurores, assim como de qualquer bruxo do povo que descobrisse a sua identidade. Tão logo o Ziegler retornou ao salão onde a chefe dos aurores estava, e não demorou a visualizá-la próxima a um corpo sobre o balcão.

▬ O que aconteceu com esse homem? ▬ questionou Roman ao se aproximar de Emma, que não demorou a explicar que aquele homem ainda estava vivo, e aquela era uma boa oportunidade para descobrirem o que havia acontecido ali dentro. Após as instruções da chefe dos aurores, o Ziegler esperou que o homem despertasse, e quando aconteceu, começou a gritar nomes como “Ministério da Magia”, “Nyx” e “está vindo”, repetidas vezes. O homem estava desesperado, e pelo que tudo indicava, Nyx poderia ser a culpada por toda aquela desgraça daquele lugar. Desgraçada! Gritou em pensamento. Tão logo sua prima pediu para que utilizasse a legilimência no homem. Aquela mistura de sentimentos à flor da pele do homem era a deixa perfeita para utilizar a habilidade.

Se pôs numa posição favorável diante do homem, e mirou a varinha em seu rosto, o contato visual entre o Ziegler e o trouxa era fixo, e ainda assim, aparentava estar apavorado. Legilimens. Proferiu o feitiço, e logo o auror entrou na mente do trouxa, que trabalhava como balconista daquele bar. Roman vasculhou as memórias mais recentes do trouxa, e como não havia nada mais recente que antecedesse aquele massacre, fora fácil encontrar o causador de toda aquela desgraça que irradiaria em suas respectivas famílias. Nyx, esse era o nome da procurada do Ministério da Magia. Os feitos desta mulher já eram conhecidos por quase toda a Europa, o que a colocava no topo da lista entre os bruxos mais perigosos existentes.

Nas memórias do trouxa, fora possível ver que Nyx queria transmitir um recado, e pelo visto, conseguiu o que queria. Tão logo retirou-se da mente do trouxa, este que esteve agoniado com a presença do Ziegler dentro da sua mente durante todo o processo. ▬ Foi ela, Emma. Nyx assassinou todas essas pessoas a sangue frio! Além disso, fez questão de nos deixar um recado, foi por isso que esse pobre homem continuou vivo até agora. ▬ apontou para o homem trouxa no momento em que citou-o durante o diálogo. E assim, continuou a relatar para a sua chefe o que viu na mente do trouxa, sem deixar de fitá-la. ▬ Essa desgraçada precisou que alguém transmitisse a sua mensagem. O recado é claro e objetivo: Ela está vindo para todos nós! ▬ sentenciou para sua prima. Era difícil acreditar que Nyx esteve bem embaixo dos olhos dos aurores, e nenhum deles conseguiu impedi-la; era como pegar fumaça com as mãos.


Post relacionado à trama. Interrupções serão desconsideradas.


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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Dom 24 Fev 2019, 16:05


HAPPY HALLOWEEN, DAD!
And I don't care if I sing off key. I found myself in my melodies. I SING FOR LOVE. I SING FOR ME.

 Como em todas as outras datas comemorativas do ano, o Halloween começou com uma aparente harmonia familiar. Papai e tia Mary me buscaram na estação de Edimburgo pouco depois do almoço. Ele elogiou meu rosto corado, ela elogiou meu cabelo, e ninguém teceu nenhuma crítica no caminho pra casa. Depois de mais de quatro horas de viagem, isso era o mínimo. Os dois haviam se mudado pra capital escocesa dois anos antes, e a casa escolhida era fenomenal.

A fachada imponente refletia a personalidade do meu pai, e a decoração cuidadosa refletia o cuidado de minha tia. Bastou uma olhada na sala de chá e na sacada do segundo andar para considerar aumentar o número de minhas visitas. Sem exageros, era bem provável que o hall fosse maior que meu apartamento em Londres.Uma das empregadas me levou até o quarto de hospedes e me desfiz da minha pouca bagagem. O nosso limite era três dias (talvez menos) sem brigas. Se eu conseguisse evitar as perguntas de meu pai sobre meu emprego, talvez até fosse possível voltar no Natal.

A casa já estava toda decorada pra ocasião. Havia teias de aranha falsas, abóboras flutuando, coroas de papel dourado, plumas de diferentes tons, morcegos de goma e um esqueleto atrás da porta principal. Tia Mary era muito boa com festas temáticas. Na cozinha, ela corria entre as duas empregadas atrás de açúcar e canela, usando a varinha para fazer com que uma tigela vazia flutuasse até ela. Passei a tarde ajudando-a com biscoitos, tortas e assados de cordeiro, e por um instante me senti incrivelmente normal. Mas foi durante o chá que as coisas começaram a declinar. Nos sentamos à mesa às seis horas, pois não somos ingleses, e não foi preciso mais de vinte minutos para que o assunto favorito do meu pai fosse abordado.

Me orgulho de dizer que fui muito mais racional e sensata que em outras ocasiões, mas isso não impediu uma discussão. Pra ele meu trabalho era perda de tempo, minha vida era desregrada, meu comportamento era rebelde e meus modos eram pagãos. Então, antes que o jantar de Halloween fosse servido, tudo tinha vindo abaixo, e meu pai já gritava no corredor: "é tudo culpa do sangue cigano de sua mãe, isso sim." Ele adorava repetir aquilo. Recolhi minha carteira e sai batendo a porta. Aquilo sim era um feriado. Respirei fundo e tomei a direção da área boêmia da cidade, indo parar em um dos meus Pubs favoritos, o Cumberland. Bendito era o meu velho por ter adquirido uma propriedade tão perto dele.

Um atendente jovem me sorriu sobre o balcão enquanto eu me aproximava. A decoração do bar perdia por pouco pro trabalho da tia Mary. Havia fantasmas pendurados no teto e inúmeros soldados ingleses do século XVIII em miniatura sobre as mesas. - Redcoats? - Perguntei ao garçom. - Sim. Já que a intenção é assustar, que seja ao estilo escocês. - Disse ele, em referência ao conflito separatista entre Inglaterra e Escócia. Sorri em resposta. - E então, o que vai querer, senhorita? - Perguntou.

- Cerveja. - Digo, mas me arrependo. - Não. Espera. Whisky. E nem tenta me servir aquela porcaria irlandesa. - Peço, e o garçom confirma com a cabeça e se afasta sorrido. Poucos minutos depois eu tenho meu copo comigo, no meio de um bar quase vazio, cercada de Redcoats e amargurada. - Feliz Halloween, pai. - Resmunguei em um brinde solitário, e comecei a esvaziar o copo. No fim, deixei o dinheiro sobre o balcão e ajeitei minha roupa. Uma Wichbest não podia fugir daquele jeito. Mais que isso, uma cigana de Aberdale não foge das suas responsabilidades. Então, me despedi do atendente e tomei o caminho da reunião de família, saindo dali.



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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Qui 28 Fev 2019, 04:47

O ar da noite não demorou a invadir meus pulmões quando meus pés voltaram a tocar a terra firme, desta vez de um beco nas proximidades do bar de Cumberland, local ao qual a denúncia recebida se referia. Após a saída apressada do Ministério da Magia, não desacelerei muito meus passos ao surgir no beco e logo já tratava de me retirar do mesmo, caminhando no sentido do bar enquanto podia notar um pouco ao longe, tanto Natasha quanto Roman se aproximando. Acompanhada de ambos os aurores e sabendo o quão a prudência era necessária naquela situação, a primeira coisa que eu fiz foi dedicar minha atenção a uma pequena revisão das redondezas e tentar escutar algum barulho vindo do bar. O silêncio incomum foi o que eu encontrei, um absoluto e profundo silêncio tomava conta do bar e, pior ainda para aquela situação, também da rua. Afinal de contas, a julgar pelo horário era de se esperar algum movimento na rua e um bar ainda cheio, mas o que encontrávamos era apenas o silêncio recheado de tensão e uma expectativa negativa. Respirando fundo ao trilhar meus últimos passos para próxima da porta do bar, apenas levava uma de minhas mãos até minha cintura, puxando debaixo da blusa minha varinha que ficava em seu coldre. - Varinhas em mãos, não queremos ser surpreendidos. - Dava a ordem de maneira rápida, não desviando meu olhar de nosso objetivo. Próxima a porta, dediquei um momento para olhar melhor pelas janelas, apenas para me deparar com o mesmo resultado que tivera a distância: Alguma coisa impedia a visão. A falta de movimento, a denúncia, o possível envolvimento de Nyx e o profundo silêncio, em minha cabeça todos ingredientes para um novo possível grande problema e desastre para os aurores. Com um aceno breve de varinha então chequei a entrada do bar, encontrando uma barreira a qual vinha a anular logo em seguida com o uso de um finite incantatem.

A preocupação exposta em voz alta por Roman era dividida comigo, pois tudo aquilo era um péssimo sinal e um mau presságio. Porém, apenas fiz segurar mais firme minha varinha e abrir a porta de uma vez, tomando a dianteira enquanto mantinha a varinha em riste, pronta para atacar ou me defender se necessário. No entanto, nada daquilo foi necessário ao entrarmos no bar, pois ali não era mais um lugar dos vivos já a provavelmente algum tempo. - Mierda! – Exclamei em um tom baixo de voz em minha língua materna, tendo minha voz por acabar soando mais melodiosa. Porém, tão logo a frustração pela falta de oponentes vinha, o choque de realidade me atingia quando notava as peculiaridades do local e dos corpos mortos. Não eram poucos corpos e não eram mortes decentes que haviam encontrado, alguns mostravam sinais leves de tortura, outros já estavam mutilados de forma que até menos cogitar achar palavras para descrever, simplesmente me parecia errado. Existia sangue para todos os lados, um cheiro de sangue e morte misturado com álcool das bebidas, os corpos em diversos estados e posições. Aquilo havia sido um massacre completo, um do tipo que eu não via já se fazia muitos anos na carreira de auror, algo que apenas me indicava problemas. Com muito custo enquanto tentava me recuperar do choque com o estado do local, passava então a analisá-lo de maneira mais crítica e menos horrorizada, tentando encontrar um vestígio ou resquício que fosse que pudesse nos ajudar a entender o que havia acontecido. Foi então que meus olhos bateram com as câmeras de segurança, as quais poderiam conter algumas respostas se revistas, com sorte confirmando ou mostrando a verdadeira face do culpado ou culpada por tudo aquilo. - Roman, cheque pelo bar onde estão as fitas de segurança… - Começava assim ao me recuperar o suficiente para pensar logicamente e distribuir as ordens devidas.

Voltando então meu olhar em seguida para Natasha, eu sabia que considerando o silêncio da rua e a denúncia de barulhos ter vindo da vizinhança, era muito provável que logo as autoridades trouxas aparecessem por ali, com sorte junto ou depois do Nível 03. - Natasha, vá lá fora e veja se consegue encontrar o rastro ou alguma pista da onde quem fez isso pode ter ido, qualquer coisa. - Continuava então com as instruções, acenando com a cabeça quando Roman veio a avisar que estava indo em direção a parte de trás do bar. - A polícia trouxa deve ter sido avisada, fique de olho. - Avisava assim para a auror quando ela fazia menção de começar seu caminho para o lado de fora. De minha parte, ao dispensar os dois aurores, apenas dedicava-me a uma busca por qualquer pista que pudesse encontrar naquele bar digno de um filme de terror. Caminhando por entre os corpos e cuidando com o chão escorregadio por conta do sangue e bebida, apenas dedicava minha atenção em qualquer coisa fora do normal, realizando vez ou outra algum feitiço para me ajudar em minha busca. No entanto, nada parecia ser útil naquele lugar e já estava quase para me dar por vencida quando, ao aproximar-me da parede onde o corpo do que julgava poder ser o barman pendurado pelos pés, um grunhido vinha a chamar minha atenção. O barulho não era escandaloso, mas o suficiente para me fazer voltar minha atenção para o homem e, apressando meus passos até o mesmo, levar dois de meus dedos para o seu pescoço próximo a jugular. Seus batimentos cardíacos eram fracos, mas ainda existiam ao contrário de todos os outros corpos no bar, algo que me fez rapidamente dar um jeito de tirá-lo daquela posição cruel. Anestesiando suas mãos com um rápido feitiço, apenas puxava assim a faca de uma das mesmas, liberando-a de junto a parede e logo voltando a apontar minha varinha para ela. - Estanque Sangria! - Lançava o feitiço para impedi-lo de perder mais sangue do que já deveria ter perdido até aquele momento, voltando assim a repetir o processo com a outra mão, mas não me dando o luxo de lhes curar completamente. Eu não sabia a natureza completa de seus ferimentos e, infelizmente para o mesmo naquela situação, naquele momento eu não tinha tempo para tentar lembrar de meus ensinamentos sobre curandeirismo para colocá-los em prática.

Apoiando-o em uma mesa então, apenas apontava minha varinha para as correntes que o prendiam de pés pra cima. - Relaxo! - Sentenciava com precisão, não demorando a amparar a queda brusca que parte de seu corpo estava prestes a sofrer, voltando assim a acenar minha varinha. - Wingardium Leviosa! - Lançava o próximo feitiço fazendo com que o corpo do homem começasse a flutuar, levando-o até que ficasse deitado em cima do balcão. E por mais que eu desejasse respostas naquele momento, não fazia ideia de como poderia conseguir obtê-las de alguém que claramente acabou por passar por momentos fortes de tortura. Foi quando então pensava exatamente em como fazer aquilo que ouvia Roman retornando para junto de mim, não tardando a questionar sobre o que havia acontecido com o homem em cima do balcão. - Aparentemente foi bastante torturado, mas ao contrário dos outros ainda está vivo. - Começava a explicar para Roman, lembrando-me então no meio da explicação sobre uma das habilidades do auror, a qual com sorte poderia nos render algumas respostas sobre aquele caso. - Roman, preciso que você use sua legilimência nele para descobrir o que exatamente aconteceu, quem foi e o porque ele foi o único que restou. - Dizia assim para o mesmo de maneira firme, sabendo que aquele caso não poderia ser deixado para depois. Um homem havia sido poupado e algo me dizia que não fora por bondade no coração de quem tinha feito aquele massacre, muito menos por falta de tempo de finalizá-lo depois de tudo o que tínhamos visto por ali. - Vou acordá-lo, ele provavelmente estará agitado, mas preciso que você tente descobrir alguma informação. - Instruía assim o auror uma última vez, levando então minha varinha em direção ao homem após Roman acenar mostrando ter entendido sua parte, não demorando a mirar no peito da vítima. - Enervate! - Proferia assim o feitiço que não demorou a fazê-lo despertar, ficando agitado poucos segundos após abrir os olhos e então começar a gritar coisas como “Ministério da Magia”, “Nyx” e algo como “está vindo”. O frio que tomou conta de minha espinha foi extremamente incomodo, pois apenas seus gritos confirmavam a autora de todo aquele banho de sangue e massacre sem motivo, dando vida a algo que poderia vir a se tornar meu pior pesadelo. Enfrentar a ameaça de Nyx Prince El Bianco era definitivamente algo que, poucos dos aurores poderiam dizer querer realmente fazer.

Estávamos sempre prontos para lidar com a insana procurada número um do Ministério, assim como para aproveitar oportunidades de capturá-la, mas enfrentá-la quando esta decidia dedicar seu tempo a suas próprias tramas pelo mundo mágico, era um grande desafio. Nenhum auror correria dele, mas todos saberiam que a cada passo dado, deveríamos estar prontos para qualquer rasteira. Apertando com força minha varinha enquanto tentava conter o sentimento de revolta que crescia dentro de mim, pela forma como não conseguia entender o motivo daquele massacre tão horroroso, apenas observava quando Roman invadiu a mente do homem junto ao balcão. Em minha cabeça meus pensamentos estavam a mil por hora, dividida entre me acalmar, analisar a situação e tentar calcular o quão ruim aquele presságio realmente era após ter uma boa visão deste. Porém, nada me prepararia para o que viria a escutar quando, pouco depois de Roman invadir a mente do outro homem, este veio a me contar que Nyx realmente havia assassinado todas aquelas pessoas a sangue frio, mas pior ainda: Havia deixado para nós um recado, sendo esse o motivo do homem ter sobrevivido. - Um recado? - Questionava enquanto erguia a sobrancelha, não demorando a notar como o homem deitado no balcão passava a novamente ficar agitado após a saída de Roman de sua mente. O recado de Nyx era claro: Ela estava vindo para todos nós. Por um momento me permiti então absorver aquelas palavras, respirando fundo e tentando considerar todas as implicações que aquela simples frase poderia ter, mas antes que conseguisse qualquer coisa os barulhos agitados do homem se tornavam mais altos, quando agora mais recuperado este começava a perguntar quem nós eramos e porque “tínhamos aqueles gravetos”. - Está tudo bem, não se preocupe. Nós viemos lhe ajudar, somos da polícia e estamos aqui para levá-lo para o hospital e levar para justiça quem cometeu esse crime. - Sentenciava então para o mesmo, utilizando-me de meu tom mais natural e melodioso de voz, apenas para conseguir acalmá-lo melhor e convencê-lo de que podia confiar em nós, pois não queria ter que atingi-lo com um feitiço para que voltasse a ficar mais calmo. O pobre homem já havia sofrido o suficiente com feitiços naquela noite. Felizmente para mim, foi ao terminar de falar com o mesmo que um dos servidores do nível três aparecia na porta do bar, perdendo a fala pouco depois de se deparar com o que tinha ali no interior.

- Foco, por favor. - Pedia assim para o mesmo quando notava que este estava prestes a me perguntar sobre o que tinha acontecido, de forma que apenas voltava meu olhar para o homem recém-acordado. - Este homem vai lhe levar para o hospital. - Tentava assim avisar e acalmar um pouco mais a vítima, mesmo que sua confusão e agito ainda fossem visíveis, apenas não tão escandalosos quanto um pouco antes. Voltando meu olhar para o servidor, ele apenas então acenou como se tivesse entendido o recado e não demorou a se aproximar do homem e cuidar daquele caso. - Roman, preciso que você acompanhe os dois até o hospital, apenas pra se certificar de que todas as informações estejam em ordem. - Passava assim as próximas instruções para o auror, voltando a assumir uma pose mais séria e concentrada, ignorando momentaneamente os diversos pensamentos e teorias sobre a situação. - Depois disso vá direto para o Ministério da Magia, se possível levando consigo fotos daquele símbolo estranho gravado no peito da vítima. - Dizia então ao dispensar o auror do local, o qual apenas dava mais uma boa olhada antes de sair em direção ao lado de fora, precisando realmente tomar um ar fresco. Foi então apenas ao me encontrar no exterior do bar que, notava algumas viaturas se afastando e a presença de Natasha e outros servidores do nível 03 ainda no local. - Sparks, preciso que registre a cena do crime e depois me encontre no Ministério da Magia, precisamos nos reunir com a Ministra da Magia urgente. - Ordenava assim a auror que, sabia o suficiente que deveria ser o mais rápida possível no que fazia. No que apenas aparatava em seguida para o Ministério, onde daria um jeito de entrar em contato urgente com a Ministra da Magia, mesmo que no meio da noite.


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Nágila P. Keller McCready
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Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Qui 28 Fev 2019, 16:23

Depois de alguns dias eu ja estava quase morrendo de saudades do Vincent. Meu filho estava sumido a tantas semanas e eu não sabia como encontra-lo. Sofria vendo a cama dele vazia, os brinquedos dele espalhados pelo quarto, o prato de bichinho dele em cima do escorredor de louça. Eu não conseguia se quer assistir a TV pois era onde ele jogava com seus amigos. Onde ele estava? Provavelmente naquele lugar de onde vim, onde Ethan passou dias a minha procura preocupado. Agora eu tentava manter a calma de gastar minhas horas passando o dia com Ethan. Naquele dia fomos ao bar e combinamos de beber um pouco, mas ele acabou indo embora antes de mim já que precisava retornar à Hogwarts. 

Me questionava se não era hora de eu tomar um rumo e decidir ocupar-me com um trabalho. Nunca trabalhei pois nunca precisei, dinheiro é o que não me falta, mas lembrar da forma com que Seph fala de seu trabalho me faz pensar se eu não seria uma boa professora. Eu sempre fui otima em poções na minha época de escola e hoje todos meus amigos, ou a maioria deles, trabalham lá; Seph ja deu aula la, Ethan trabalha lá, Aaylah ainda leciona... E Gregory, foi um bom professor por bastante tempo. Beberiquei da minha cerveja que estava quase no fim e encarei a porta sendo aberta por um trouxa acompanhado de seu amigo. Ambos riam e na mão de um deles uma pasta com brasão de uma universidade próxima. O barman se aproxima da bancada e me questiona se ainda iria beber — Não, obrigada, eu to de saída. Quanto deu? — abro a carteira e retiro uma nota de cinquenta libras — Pode ficar com o troco.... Tenho que me preparar para dar aulas... — sorrio de canto e me dirijo ate a saída com a bolsa sobre os ombros. Atravessei a rua e caminhei até um beco próximo que não tinha quase movimento algum. Dali criei uma chave de portal para me levar até os arredores de Hogwarts, assim poderia me encontrar com Aaylah e me aconselhar sobre as ideias.


— mccready
Formada em hogwarts pela grifinoria, mãe de vincent, irmã de Sephira, gêmea de Ivy, filha de Angela e Paul.
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Natasha Habsburg Sparks
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MensagemAssunto: Re: Bar de Cumberland   Sex 01 Mar 2019, 22:46


Blood every where

Tendo feito minhas rondas e demais atividades entre os aurores durante o dia, já em encontrava quase de saída do Ministério da Magia quando então fui chamada, recebendo uma notícia um tanto quanto preocupante, a qual vinha de Emma e da Senhora Moore. Segundo a secretária, ela havia recebido uma denúncia anônima, de um bruxo que habitava as redondezas do Bar de Cumberland, na Escócia. Ao que parecia havia ocorrido uma briga ou algo do tipo em tal bar, que envolvia o possível uso de feitiços, devido a forma como a pessoa havia avistado diversos feixes de luz. Porém isso não fora o que havia me deixado mais alerta diante da situação, mas sim o fato de que ao que parecia a procurada número 1 do Ministério da Magia estava envolvida, já que a pessoa afirmara ter avistado alguém muito parecido com ela, adentrando ao local pouco antes da confusão. Desta forma, a pedido da auror-chefe, tanto eu quanto o auror Ziegler fomos encaminhados para a região, onde deveríamos nos encontrar com a mesma para averiguar o que realmente havia ocorrido. E saindo do Ministério da Magia, lado a lado com o auror combatente, foi que então me dirigi para o beco mais próximo, onde poderia aparatar em direção a um lugar nas redondezas do bar escocês, um local já conhecido de rondas passadas. […]

Desaparatando em uma rua calma a mal iluminada, cruzei meus braços junto ao corpo, um movimento que para alguns podia ser apenas devido ao frio, porém que para mim se tratava mais de segurança, devido a como uma de minhas mãos ficava junto ao coldre onde minha varinha habitava. Foi após caminhar poucos metros em direção ao bar, pela rua deserta, que então encontrei primeiro com Roman, passando a andar ao seu lado, não demorando muito a então encontrar Emma pouco mais a adiante. ”Este silêncio todo e a falta de movimento não são comuns por esta região.“ Pensava comigo mesma, mantendo meu olhar atento a nossa volta, sacando a varinha de meu coldre diante as ordens da meio-sereiana. O silêncio reinava também junto ao bar, pelo qual era impossível vermos qualquer coisa do interior, por meio de suas janelas, o que fazia com que ao passar próximo a estas, me mantivesse ainda mais atenta, mediante a um possível ataque que poderia acontecer a qualquer momento. Porém foi apenas junto a entrada do bar que o primeiro feitiço foi lançado por parte de um dos membros do pequeno grupo, mais precisamente com a intenção de anular uma barreira que se encontrava ali.

Foi diante a abertura das portas, que o horror e o espanto então tomou conta não apenas de minha face, como também de meus outros dois colegas de trabalho. - Holy Shit! - Tudo o que encontramos ali foi sangue e corpos, ou pedaços do que um dia haviam sido corpos, um claro motivo pelo qual o silêncio reinava por ali, afinal ao que tudo indicava a vida de todas aquelas pessoas havia sido roubada de forma violente e impiedosa, sendo impossível que se identificasse com facilidade, quantas podiam ter sido as pessoas que ali haviam perdido a vida. Demorou certo tempo para que conseguíssemos começar a absorver o que havia acontecia e então começar a agir diante as ordens de Emma, que primeiramente ordenava a Roman que buscasse pela gravação das câmeras de vigilância do local. Nossa melhor chance de conseguir descobrir o que havia acontecido ali, vindo o homem a se mover em direção aos fundos do bar. Não demorando muito para que ordens também fossem direcionadas a mim, quando Emma pediu para que fizesse uma vistoria do lado de fora do local, buscando por qualquer pista que pudesse nos indicar de qual havia sido o destino de quem havia causado aquilo tudo. - Agora mesmo! - Minha voz assim soou firme, não demorando para que me virasse em direção a saída, podendo eu ouvir um último alerta da auror-chefe, que pedia para que tomássemos cuidado com a possível chegada da polícia trouxa dali a alguns instantes. - Me manterei alerta. Qualquer coisa é só me chamar. - Aleguei antes de então partir em direção ao exterior do local em busca de qualquer indício de qual havia sido o destino de quem havia praticado tal chacina.

Minha primeira atitude no exterior do local, foi lançar um tergeo junto a sola de meus calçados, buscando assim que qualquer vestígio de sangue do interior que ali pudesse estar, fosse trazida para o exterior e confundida com possíveis pegadas de quem cometera o crime. Não demorando também, a com um toque de minha varinha em direção a minhas roupas, fazer com que as mesmas se alterassem, ficando idênticas as roupas da policial trouxa, que um dia já havia utilizado ao trabalhar disfarçada entre estes. Aqui me ajudaria a despistar os policiais que, com certeza, chegariam a qualquer momento por ali, já que se um vizinho bruxo havia identificado algo estranho e chamado os aurores, certamente algum vizinho trouxa teria chamado a polícia. Tendo eu feito aquilo tudo em um ponto cego junto a entrada do local, onde não seria vista por ninguém. - Lumus. - O feitiço foi então utilizado com a intenção de iluminar melhor a região, comigo passando a segurar a varinha como seguraria uma lanterna, para caso fosse vista por alguém, acreditassem que eu simplesmente estava me utilizando realmente apenas do objeto trouxa. Não podendo eu realizar algum feitiço que espantasse trouxas da região por isso poder trazer ainda mais problemas depois. Foi fácil que então identificasse algumas marcas de sangue por ali, com passadas que não demonstravam presa da pessoa ao se locomover nem nada do tipo, podendo eu notar que, com certeza, ao menos duas pessoas haviam saído dali após o ocorrido. - Estas passadas certamente são de quem cometeu tal crime. - Pensava comigo mesma, notando que eram marcas definidas de mais para serem de alguém em fuga, além das mesmas simplesmente sumirem depois de uns 4 ou 5 passos, tendo ficado mais falhas pelo caminho, mais ainda assim podendo ser identificadas com clareza, até simplesmente sumirem por completo, havendo um leve esforço maior junto a ponta dos pés, o qual identificava como o local de uma possível aparatação.

Foi alguns instantes depois, enquanto verificava todo o perímetro em volta do local, que notei a aproximação de luzes vermelhas e azuis de um automóvel. No mesmo instante apagando a iluminação gerada por minha varinha, porém ainda a mantendo em mãos, só que de maneira mais discreta. - Boa noite, também vieram checar a queixa de perturbação da ordem? - Cumprimentava, o primeiro homem que saía do carro, ainda me mantendo a certa distância, tendo meu distintivo auror em mãos. Objeto que quando visto por um trouxa, tinha um feitiço de ocultação que fazia com que se assimilasse bastante a um distintivo policial, um pequeno feito meu de alguns anos atrás que muito já havia ajudado. - Apenas música alta e alguns gritos, para resolver acabaram decidindo fechar o bar mais cedo. - Constatava para os mesmos ao me aproximar um pouco mais de ambos, já que agora tanto homem quanto mulher haviam saído do automóvel. Momento em que notava a aproximação de alguns funcionários do Ministério da Magia se aproximando, os quais prontamente passaram a lidar com a situação, se utilizando de alguns feitiços escondidos para isso, sem deixar é claro de também lhes dar uma ajudinha, já que quando atingiram o primeiro, a mulher notou algo de estranho e teve então que ser atingida por um confundus de minha parte, com os mesmos logo sendo despachados por completo, assim como os policiais de outra viatura que havia se aproximado. [...]

- A auror-chefe está lá dentro. Apenas tomem cuidado por onde pisam e se preparem pois a situação lá dentro não foi nada legal. - Constatava para ambos os membros do nível 3 após os mesmos despacharem dali todos os policiais. O deixando ir na frente enquanto verificava as últimas coisas, sem nada encontrar além de um gato que quase me pregou um susto, junto a região das lixeiras do bar. - Sim!? - Respondia ao chamado de Emma assim que me aproximava da entrada do bar outra vez, me sentindo um tanto quanto derrotada por voltar de mãos abanando se não por aquele simples rastro que havia identificado. - Apenas consegui identificar que ela não estava sozinha, porém seja quem for que lhe acompanhava, não deixou rastros que pudessem fazer com que eu consiga identificar quem era, ou para onde foram. Já que parecem ter simplesmente aparatado após sair do bar. - Constatava para a mesma, repassado o que tinha ali identificado, mesmo que não fosse grandes coisa, tendo a mesma informado sobre o que tinham encontrado no interior do bar. - Sim, tentarei buscar por alguma pista no interior do local e assim que possível lhe encontro no Ministério da Magia. - Sentenciava de maneira branda, notando como suas feições demonstravam uma palpável preocupação. Foi assim que então me voltei outra vez para o interior do local, após assistir a auror-chefe aparatar dali, buscando lá dentro tentar identificar quantos haviam sido os mortos e qualquer outra pista em relação as pessoas que aquilo haviam causado. Porém sem sucesso, não demorando a assim que possível e deixar o caso em boas mãos, partir em direção ao Ministério da Magia, onde viria a encontrar a Auror-chefe e a Ministra da Magia.





Tasha Habsburg Sparks



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