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O provão será realizado do dia 18 ao dia 21 de novembro, a lista de aprovados está disponível aqui!
A lista de alunos aprovados direto foi divulgada, acesse aqui!

 

 Ilha Skye

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+47
Eros Casterly Kalitch
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Darwin Christ. McBride
Nate Drozdov McBride
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Aloha Kosey Jinxed
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Natasha Tudor Sparks
Agnes B. Campbell
Brooke Nottingham Keller
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Arthur Casterly Schmidth
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Kai'Sa Binsikhi Zirima
Sargie N. Kvasir
Eppie Bladorthin Zarek
Alexei High Kosey
Wane Lannister
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Nana B. Hwang
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Diretor Alvoros Grunnion
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MensagemAssunto: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeQui 12 Jan 2017, 22:52

Relembrando a primeira mensagem :

Ilha Skye

Escócia


Ilha Skye - Página 3 UmZMUkp

A Ilha de Skye, habitualmente conhecida simplesmente pelo nome de Skye, é a maior e a mais setentrional das ilhas do arquipélago das Hébridas, na Escócia. O seu nome vem do norueguês antigo Skið = "ski", uma alteração da palavra picta original que, nas fontes romanas, era mencionada como Scitis (Cosmografia de Ravenna) e Scetis (no mapa de Ptolomeu). Em certas lendas, é comum associarem a ilha à figura lendária de Scáthach. A ilha caracteriza-se por uma paisagem agreste, com muito pouca vegetação comparativamente à Escócia continental. A população da ilha não é muito numerosa, vivendo pela maior parte da criação de gado. A ilha está ligada ao resto do país pela ponte de Skye, bem como pelas linhas de ferries a partir de Armadale até Mallaig, e de Kylerhea a Glenelg.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


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"Falas de outros personagens"
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AutorMensagem
Nate Drozdov McBride
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Procurados
Nate Drozdov McBride


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Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeSeg 15 Fev 2021, 16:14

  Diferente de antes, quando Drake ainda vinha me ajudar com os suprimentos (por algum motivo ele sumiu e não falou nada), agora eu me arriscava mais, tentando viver em sociedade, embora fosse difícil. Na grã-bretanha eu era um homem procurado, embora fora do mundo eu não era tão criminoso assim para alguns países... e pessoas de nichos específicos, como por exemplos os anarco-capitalistas. Bom, parece doideira, mas eles são a favor da morte do estado e o ato gravado por um satélite que registrou minha ação contra o exército bretão, embora não divulgados, era o exemplo daquilo. A população na época realmente pediu para ver as câmeras (a população de fora do domo), porém a ONU e a Inglaterra interviram, dizendo que o caso ainda estava em processo e que nenhuma prova poderia ser divulgada, já que o caso ocorria sob sigilo do estado. A população não gostou da desculpa e pressionou, pressionou, pressionou... até que "vazaram" a gravação adulterada, onde eu não aparecia como um bruxo, mas sim como um cidadão normal, aterrorizando e matando vários soldados com uma tropa de cinquenta homens. A verdade era que só tinha onze comigo, e todos eles bruxos de convívio normal com a população trouxa. Aquela ilha Skye havia me relembrado quem eu era; e o que eu podia ter me tornado, se continuasse com Nyx, seguindo bruscamente as regras. Infelizmente tinha perdido uma chance e tanto e todos os dias eu me cobrava por isso. Eu precisava arrumar um jeito de voltar aos vípers, não aguentava mais ficar parado, porém não tinha-se o que fazer. Eu estava fadado a seguir dias solitários, naquela fazenda imunda, fedendo a estrume. Eu tinha causado aquilo; eu tinha que pagar com juros. Ver as águas daquelas mini-montanhas da ilha era incrível. Por alguns minutos eu esquecia todo aquele aborrecimento e realmente aproveitava o ambiente ao qual tinha me inserido. Foi cômico quando cogitei construir uma casinha ali e morar tranquilamente no local como um verdadeiro eremita, mas o local era cheio e eu só estava naquele momento dando as caras pra fora de casa, pois estava sob efeito da poção polissuco. Daquela vez eu tinha o disfarce de um garoto de mais ou menos catorze anos e com um bigode horrivelmente feio em cima dos lábios, que mais lembrava a cauda de um rato. Quando agitei o frasco contendo a poção polissuco e notei que tinha tomado mais que a metade, optei por me retirar da ilha e voltar para meu bom e velho ambiente; meus melhores amigos naquela fazenda eram os porcos.


— Oh shit, a rat! ; let me love, let me love you
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Darwin Christ. McBride
Membro da Guilda
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Darwin Christ. McBride


Patrono : Esquilo-voador
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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeQui 25 Fev 2021, 14:55

  Embora fosse a primeira vez do lobo na ilha, Darwin sentia a nostalgia que era estar ali quando criança, ao lado dos pais. Era muito novo para entender ou saber tudo que ocorreria em seguida e isto era algo que não o deixava em paz nem por um instante. O lobo branco chegou a choramingar ao lembrar daquilo, pois não conseguia se conter. Embora fosse grande e peludo ao extremo, o que facilmente identificaria Darwin no meio de um gramado verde, por sorte estava de noite para que o animal pudesse andar sem ser notado. Não queria holofotes. Aquele era seu momento de paz. Olhando para as pequenos rios que tinham internamente na ilha, Darwin se continha no seu formato animago para simplesmente não sair trotando aos pulos até lá e tomar um banho, ensopando-se de fuligem, como antes fazia na escola. Não tinha mais tempos para brincadeira, mesmo quando camuflado pelo lobo. Pensando naquilo, o lobo voltou a andar só que dessa vez mais devagar, vislumbrando cada formato que a ilha tinha e suas montanhas. Ao olhar para o topo de um dos cumes, o animal simplesmente não se conteve e correu à escalada. Darwin não considerava aquilo uma bobagem, o que faria a seguir. As patas do lobo deixavam marcas no solo, mas nada que não pudesse ser confundido facilmente com um animal grande; pouco se importava Darwin se uma lenda fosse criada por causa de seus vestígios. A emoção que sentia ao relembrar as últimas vezes que esteve na ilha o transformava em alguém tristonho; não podia voltar no tempo para relembrar tudo. Ao chegar no topo da montanha, o lobo sentou-se sobre as patas traseiras e olhou em direção ao céu e por um momento quase uivou, mas não queria chamar atenção; tinha muito com o que se preocupar. Lá de cima, Darwin só conseguiu pensar no quanto queria viver aquele momento de sossego pro resto de sua vida, mas era óbvio que não teria. Agora que se tornara um víper, era de suma importância continuar proativo e melhorando cada vez mais suas especialidades em combate. Não sabia se deveria contar à Nyx sobre sua forma animaga, mas ansiava encontrar logo a resposta dentro de si. Ela poderia se aproveitar de sua forma para fins maléficos, o que Darwin duvidava, mas que mesmo assim deixava um vestígio de medo. Após Nyx entregá-lo por um bom tempo à resistência, sem nem mesmo uma explicação, Darwin não sabia se podia confiar cegamente nela... mas esperava que sim. O Christopher começou a se incomodar com a forma lupina e logo retornou à região mais baixa da ilha, para então voltar à sua fisiologia humana. Antes de retornar, sentira o cheiro de humanos por perto, o que fez Darwin ficar apreensivo. Não queria encontrar ninguém, mesmo que fosse aliado. O rapaz se retirou da ilha pouco tempo depois, com a mente mais leve e a alma vazia. Era exatamente do que precisava. Os estudos em oclumência transformara Darwin em uma pessoa desolada por até então não conseguir conter os sentimentos da maneira que queria; Darwin ainda era explosivo. Logo o Christopher se retirou de vez, deixando para trás apenas boas lembranças que nunca resgataria... De um tempo em que guerra bruxa/trouxa era uma chacota.


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Elsie H. Schreave
Resistência - Membro
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Elsie H. Schreave


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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeQua 03 Mar 2021, 22:14

Knock Knock Pinoquio
if you lie i'll know

O fato do feitiço não denunciar ninguém no quintal da residência fez com que Elsie torcesse o nariz, ao menos conseguiriam andar pelos arredores da residência sem chamar a atenção do vizinho ou quaisquer fossem as pessoas que ali estavam, mas nada disso garantia que estariam seguras quanto a criaturas ou coisas do tipo — Nada no quintal, mas guarda alta...Denunciaram criaturas nos arredores e eu não quero receber uma surpresinha chamada MONSTRO — Brincou mesmo em meio ao momento tenso enquanto continuava a dar passos lentos para mais próximo da casa — Vamos desilusionar? Assim ao menos não chamamos atenção caso tenha alguma coisa que possa nos ver aqui — Sugeriu a Aredhel enquanto prontamente já apontava sua própria varinha para sua nuca — A gente é tipo umas ninjas que tão caçando um maluco que vende um chá que mais parece um murro na cara — Riu novamente — Desilusionar — Concluiu o processo de se camuflar em meio a paisagem. Enquanto a própria asiática conjurava o feitiço em si, ela imaginava os arredores e a paisagem como um todo, queria fazer parte daquilo de forma física e se mesclar em meio ao todo que ali estava, sendo assim, ao fim do processo de Desilusionismo, Elsie soltou algumas palavras para Aredhel, onde quer que ela estivesse — O que acha de eu ir para um lado e você para o outro? Nos encontramos nos fundos da casa — Sugeriu para a parceira que respondia ao longe que fariam isso, sendo assim, Elsie indicou a direção que iria com uma pequena seta na grama a qual ela havia desenhado com o próprio coturno e logo apagado para não deixar nada que indicasse para um possível “ invasor “ que chegasse em meio a investigação da dupla. Elsie corria os olhos por toda a extensão da grama enquanto apertava sua varinha com firmeza, esperava não ter que encontrar nenhuma surpresa mas considerando que haviam visto algum tipo de movimento na casa, a asiática não podia deixar de se manter cautelosa e atenta a tudo que corresse ao seu olhar, sendo assim, desde os detalhes da relva do lugar e até mesmo o movimento do vento faziam com que ela se mantesse “ esperta “ como ela mesma dizia. Ela mesma não conseguia encontrar nada que denunciasse muitas coisas, porem, considerando que deveriam sempre se manter atentas, não dispensou nada que pudesse servir de prova como possíveis pegadas ou coisa do tipo para que seguissem a investigação...Pensar que possivelmente o vizinho escondia algo da vizinhança e de possíveis atos ilícitos fazia com que Elsie franzisse o cenho com força, afinal, algo estranho estava acontecendo com pessoas de idade avançada e consequentemente, pessoas dependentes de proteção.

Com o prosseguir da investigação, a asiática não se bastou somente ao entorno da casa, observava também o terreno por si só, desde a formação geográfica ou até mesmo escombros de antigas construções ou objetos largados pelo tempo como pedregulhos maiores do que os naturais ou coisa do tipo, nada saltava os olhos da mesma a não ser pela figura feminina a qual ela deu a cara. A surpresa fora tamanha que Elsie apontou a varinha em direção ao rosto da pessoa de prontidão, mas hesitou ao ver que o rosto era de sua parceira — Caralho que susto! — Exclamou ainda que segurando o grito — Já devem ter passado três minutos desde o feitiço...E ai, encontrou algo? — Disse chutando a grama em descontentamento...Estavam nos fundos da casa e não haviam notado nada de diferente no entorno portanto a lógica de Elsie dizia que deveriam entrar na casa do vizinho para investigar lá dentro, isso tudo se Aredhel não despontasse um apontamento em meio a conversa das duas sobre não terem notado nada no entorno — O que? Aredhel, é só uma tábua e umas coisas jogadas...Estamos em uma fazenda, as coisas ficam meio largadas mesmo — Respondeu ao ouvir a amiga apontar para uma pilha de escombros localizada no entorno dos fundos da casa...Nada parecia dizer que algo estava sendo guardado ali, principalmente considerando que pareciam coisas relacionadas a terraplanagem e coisas do tipo...Nada muito útil após a preparação do terreno pelo que ela havia percebido, mas por insistência da colega foi em direção — Vamos lá então Sherlock — Fez uma careta enquanto começava a remover os entulhos do lugar, sem muita esperança, o que fez com que seu choque fosse ainda maior considerando o que havia acontecido. Em meio aos escombros removidos pela dupla, Elsie conseguiu ver claramente uma espécie de entrada camuflada entre a grama a qual ela realmente passaria despercebida...Ok, talvez ela estivesse animada por Aredhel ter achado aquilo — Achamos o caminho do rato...Ok, eu admito, você foi mais inteligente e obviamente salvou a missão — Mostrou a língua para a colega enquanto apontava a varinha para o trinco — Aberto — Ouviu o trinco abrir com o auxílio do feitiço da colega que também havia utilizado um encantamento para que a tranca do lugar se abrisse de maneira forçada — Faz as honras? — Perguntou enquanto já ouvia a colega lançar um Homenum revelio para dentro do túnel, que em poucos segundos respondeu que não havia detectado nenhum ser humano lá dentro — Criaturas sempre podem tar por aí né...Desilusionar e olhar? — Perguntou, obtendo uma resposta que realmente a fazia contestar sobre se delusionar — Podemos nos perder de nós duas e na verdade eu não duvido que as criaturas do exército consigam ver a gente por aqui...Vamos andar juntas e garantir que nada vai nos pegar de surpresa então. — Concluiu dando os primeiros passos para dentro do túnel — Lumus — Disse puxando a varinha para mais próximo de si enquanto conjurava uma fonte de luz — Eu levo a luz e você a arma, simbora — Falou descendo cada vez mais dentro da passagem secreta.

O ambiente era classicamente abafado e úmido, considerando que estavam a alguns metros abaixo do chão Elsie sequer se surpreendia, era o processo natural as coisas quando você faz um túnel abaixo do chão em uma ilha...Certo? Era o que ela gostaria de acreditar já que preferia não imaginar o que poderia acontecer em um túnel fechado que haviam invadido na investigação. Elsie dava passos cautelosos para dentro do lugar ao lado de Aredhel, na verdade ela esperava muito que a amiga conseguisse às defender a tempo de Elsie também engajar em um combate mas parte dessa preocupação sequer aparecia, sabia que podia confiar na garota ao seu lado, e a partir do momento em que a própria asiática começava a ver algumas luzes surgindo em um ponto do túnel, não hesitou em avisar — Parece ter uma saída ali Aredhel...Vamos olhar — Indicou com a cabeça enquanto seguia a andar em direção às pequenas fontes de luz que se despontavam no escuro. Os túneis em si que se ramificavam a partir do central eram confusos o suficiente para fazer a mente de Elsie entrar em parafuso, não tinha motivo algum para que esses tuneis se estendessem por toda a propriedade do homem e considerando que já estavam andando a um bom tempo, não era como se tivessem ficado somente na propriedade dele...O tempo poderia indicar que até mesmo estavam em outras propriedades e ao observar de perto qual era a fonte de luz próxima, Elsie soltou um suspiro pesado — É uma saída...Devemos ter saído da propriedade dele a um bom tempo, vou checar, fique aqui por alguns segundos — Disse subindo em direção a porta que parecia ter sido trancada somente por dentro, o que fora bem fácil de resolver considerando que ela teve só de destrancar o ferrolho da fechadura com as mãos para abrir o lugar que era estranhamente familiar. Era noite, por isso parte da luz que surgia nas frestas da entrada eram remetentes à luz do luar, e agora já observando o lugar com exatidão, Elsie sussurrou para Aredhel — Estamos na propriedade da senhora que está sendo roubada...Descobrimos quem anda invadindo as coisas por aí né? Aredhel, esses túneis vão parar em outros lugares e outras propriedades...Tenho quase certeza — Afirmou enquanto fechava a entrada e voltava de encontro a sua colega — Vamos entrar na casa do vacilão? — Perguntou com um sorriso nervoso no rosto, enquanto já voltava a fazer o caminho de retorno para a propriedade do vizinho que fornecia o chá para a senhora.

O processo de retorno da dupla fora ainda mais cauteloso, considerando que haviam descobrido passagens secretas para outras propriedades, ambas pareciam estar preocupadas em serem emboscadas ali e portanto o silêncio e o foco redobrado reinavam em meio as duas. A respiração de Elsie era pesada, ainda que silenciosa, e a cada novo passo a tensão do ambiente parecia se tornar sólida o suficiente para se tornar palpável, nada daquilo tinha sentido para ela a não ser pela pequena teoria que surgia em sua cabeça sobre o fato o vizinho estar invadindo outras propriedades e considerando que existiam idosos naquele lugar, era perigoso a níveis preocupantes ter um criminoso solto e disfarçado pela vizinhança, ao menos era isso que os nervos à flor da pele da asiática indicavam com base em seu pensamento. Chegar na entrada do túnel fora aliviante, mesmo que alguns metros antes de a atingir ambas estivessem vagando no escuro já que Elsie havia apagado sua varinha para que pudesse se defender de possíveis ataques, porem, para a surpresa da asiática que parecia ter seu coração preso em sua garganta, nada as atacou ao dar o primeiro passo para fora da entrada — Tudo limpo, pode vir Aredhel — Disse para a colega enquanto a ajudava a sair do ambiente. Elsie levou as mãos aos joelhos de forma cansada, estava tensa o suficiente para sentir suas articulações gritarem em dor, mas considerando que deveriam prosseguir a investigação pouco ligou ou se importou, deveriam continuar o trabalho — Vamos entrar na casa do suspeito...Pelos fundos conseguimos ir pela porta — Disse enquanto apontava para a porta e logo observava Aredhel ir em direção a mesma, com Elsie indo logo atrás. A mulher apertava o punho de seu condão com raiva, principalmente considerando que pensava tanto na confiança que a senhora de idade havia depositado no vizinho quanto na força do chá dado para ela...Era quase certeza que o vizinho era um criminoso, e aquilo a deixava absurdamente estressada — Pode abrir a porta? Eu nos defendo caso seja necessário — Pediu para Aredhel de forma solicita, se deixasse ela abrir a porta possivelmente ela a arrombaria com chutes e não com feitiços, o que poderia prejudicar a investigação, sendo assim, a companheira apontou sua varinha para a tranca e logo utilizou um feitiço para a abrir. Enquanto Aredhel fazia isso, Elsie apontava sua varinha para o interior do ambiente com pesar, quaisquer que fossem as coisas que entrassem em seu caminho seriam no mínimo estuporadas, mas o fato de não haver nada em frente fez com que ela relaxasse os ombros. 

Deu seus primeiros passos dentro da residência com sua amiga...Não era um lugar muito arrumado ou organizado, mas considerando que ela não era o maior exemplo de organização do mundo ela não podia julgar isso — Homenum Revelio — Utilizou para se certificar de que não teriam uma surpresa ali, ao passo que voltava os olhos no ambiente que estavam. Aquilo parecia uma espécie de sala de jantar em conjunto com cozinha e em cima do tampo da mesa do ambiente, diversos papéis estavam depositados, o que despertou a curiosidade da asiática. Elsie pegou um dos papéis em mãos enquanto acompanhava o resultado do feitiço e também a investigação de Aredhel pelo ambiente, ler o conteúdo das anotações fez o estômago dela se revirar...Estava certa, aquele vizinho realmente estava fazendo algo ilicito e pelo que tudo indicava, haviam achado quem estava entrando nas estufas  — Aredhel chega aqui — Chamou a amiga enquanto pegava mais um dos papéis e a entregava — Esse otário rouba as estufas dos vizinhos e vende para o exército...Os carregamentos são bem pagos e geralmente sempre vão para esses lugares que são do exército...Que verme — Rangeu os dentes enquanto olhava a amiga reagir e dizer tudo que gostaria de falar — O que faremos? — A indagou, afinal, estavam em um ambiente hostil mas a investigação não tinha terminado, deveriam prosseguir ou não? Só a conversa com ela poderia dizer isso, sendo assim, deixou a guarda alta e esperou a resposta da amiga...Estavam entrando em um trabalho muito mais profundo do que imaginavam e não poderiam arriscar tudo ali.

Made by The Hermit


—Predator
In the face of the world's wills, your personal speculations are so ephemeral they can't help being overwhelmed.
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Aredhel Maeir Elric
Sociedade Estudantil - Estudante
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Aredhel Maeir Elric


Bicho-papão : Vampiros

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Escama de Cauda de Sereiano, Carvalho Inglês, 27cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeQua 03 Mar 2021, 23:28


two girls one nut
OU DUAS GAROTAS E UMA IDOSA
Aredhel achou esquisito que o feitiço não denunciou presença humana no local, pois podia jurar que tinha visto movimentos e sabia que Elsie também tinha tido a mesma impressão. - Melhor encontrar monstro do que alguém do exército… A não ser que seja um monstro feito por aquela laia, aí não é nada bom - deu uma risadinha, acompanhando a colega e avançando em direção da casa. Assentiu com a ideia de desilusionar, afinal não era um feitiço que lhe fosse estranho, principalmente por usá-lo depois de formada para fugir das brincadeiras de seus irmãos. - Ninjas bonitas e onde habitam - respondeu com um sorriso, apontando a varinha para sua própria nuca e pronunciando - Desilusionar - mentalizou o corpo desaparecendo, misturando-se com o restante do ambiente. Não demorou muito para que não conseguisse enxergar suas mãos, assim como não enxergava Elsie ao seu lado. Concordou com a cabeça com a proposta da colega, mas aí recordou-se que ela não enxergaria nada - Sim, vamos - falou, seguindo para o lado oposto da seta indicada pela asiática que havia desenhado no chão o local que iria. Aredhel deslocava-se em silêncio, observando ao redor, pronta para estuporar ou petrificar caso algo ou alguém surgisse na sua frente. Avançou pelo local tentando encontrar algo, mas parecia ser uma busca em vão. Aquela região fazia com que ela se lembrasse de sua casa quando era pequena, mas fazia tanto tempo que não retornava para a casa dos pais que não sabia como estava agora. Passado três minutos, Aredhel levantou uma mão e já conseguia visualizar sua pele, então foi em direção do ponto de encontro com Elsie, assustando a asiática com sua presença - Bu - brincou quando ela disse que havia levado um susto. - Não parece ter nada por aqui - falou - Nem ninguém - acrescentou com um revirar de olhos. Parecia que estavam perdendo tempo naquela busca, mas também não podiam deixar de averiguar tudo que envolvia aquele caso. Enquanto ouvia Elsie, Aredhel vasculhou os fundos da casa com o olhar, arqueando uma sobrancelha ao ver uma pilha de escombros um pouco mais ao fundo - Hey, Elsie, o que acha que aquilo pode ser? - apontou para as madeiras, negando com a cabeça sobre não ser nada demais - Eu acho que é melhor dar uma olhada - insistiu, fazendo com que a asiática cedesse.

Removeram o entulho em conjunto até que encontraram uma passagem, fazendo com que Aredhel sorrisse de maneira vitoriosa - Elementar, minha cara Watson - brincou enquanto Elsie utilizava o feitiço para abrir a porta que havia surgido por entre as pilhas de madeira. - Aberto - pronunciou uma vez mais, agora ouvindo o destrancar da fechadura. - Homenum Revelio - buscou por alguma presença humana no caminho, mas o feitiço não indicou nada preocupante por ali. - E se a gente se perder? Não parece seguro desilusionar agora - comentou, assentindo com os comentários acrescentados pela colega antes de adentrarem o túnel, que foi levemente iluminado pela ponta da varinha de Elsie - Combinado - empunhou a varinha em modo de alerta, para caso precisasse utilizar algum feitiço imediato durante o trajeto. Caminharam em silêncio e Aredhel manteve-se atenta para tudo ao seu redor, respirando fundo para sentir se havia algum cheiro diferente. Nada parecia haver por ali, até que Elsie indicou algumas luzes mais a frente. Seguiram até lá e perceberam que o tunel possuía diversas ramificações. - Se saímos da propriedade dele… Isso parece um pouco criminoso - se divertiu ao imaginar uma pessoa se deslocando por baixo das ruas para se locomover pela ilha. Elsie disse que iria averiguar a saída e Aredhel aguardou em silêncio, mantendo-se em alerta para caso ouvisse passos pelo local. Não demorou muito para que a colega voltasse, informando que estavam na propriedade da senhora - Aposto que um desses túneis levam até a casa do vizinho emburrado - acrescentou, assentindo sobre entrarem na casa do suspeito - Vacilão morre cedo - falou de maneira divertida, acompanhando Elsie no caminho que levaria de volta até a casa do homem do chá.

Caminharam em silêncio novamente, mas era um silêncio ainda mais cauteloso que o anterior. Aredhel temia que fossem pegas em alguma emboscada, mas felizmente isso não aconteceu e, quando percebeu, já estavam na entrada do túnel, sendo que Elsie saiu primeiro para averiguar se a saída estava segura. Subiu quando a colega disse que estava tudo limpo, segurando a mão da asiática para que não fizesse tanto esforço na saída. - Beleza - concordou, indo em direção da porta dos fundos e ouvindo Elsie logo atrás de si. Deu uma risadinha com o pedido da colega, pois sua voz indicava que ela estava bastante irritada - Tudo bem, Aberto - falou agitand sua varinha, fazendo com que a porta destrancasse - Vem, Elsie - falou baixinho, erguendo a varinha na sua frente para caso algo surgisse para atacá-las. A amiga utilizou o feitiço rastreador, mas parecia que a única coisa a ser revelada por ali era a bagunça do local. Não que Aredhel fosse organizada, mas definitivamente não era desorganizada daquele jeito. Ouviu o chamado de Elsie e foi até seu encontro próximo da mesa que estava repleta de papéis, sendo que um foi entregue para Aredhel e seu conteúdo lhe fez torcer o nariz - Por isso que o exército ainda não fez nada por aqui… Estão usando as estufas como estoque pessoal - grunhiu, sentindo-se nervosa quando Elsie lhe perguntou o que fariam. Não sentia que podiam simplesmente voltar para a sede da resistência e informar, porque isso custaria tempo e talvez não tivessem muito tempo disponível, mas ao mesmo tempo sentia a cabeça girar por terem descoberto algo daquele tipo. - Nós? Nós vamos pegar esse infeliz quando ele retornar - respondeu de maneira firme, recolhendo os papéis de cima da mesa e os colocando dentro do bolso do casaco para que pudessem ler tudo quando retornassem até a casa da senhora.



thanks covfefe



aredhel maeir elric
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Julian Ziegler Schmidth
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Bicho-papão : Perder sua magia

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Ano Escolar: Formado
Varinha: Chifre de Serpente Chifruda, Olmo, 28 cm, Inflexível

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeQui 01 Abr 2021, 09:01


[Norte da Ilha Skye - Arquipélago das Hébridas, Escócia - Começo de Agosto]
—Enquadramento é o segredo para uma boa imagem! - Terminei de explicar sobre fotografia para o filho dos donos da The Old Croft, o hotel que me acolhia naquela tarde. Por que um auror da resistência estava hospedado na Ilha Skye falando sobre fotografia? Como um bom irlandes que estudou cinema na Inglaterra, eu estava ali para analisar a possibilidade de usar Kingsburgh House em meu novo projeto cinematográfico, ou pelo menos, essa era a desculpa usada no meu disfarce com os trouxas. Camponeses não entendiam muito sobre as excentricidades londrinas, e pela minha paixão por fotografias, era um personagem confortável. A verdade é que eu estava ali para auxiliar Aredhel Elric e Elsie Schreave, duas membros da resistência que pediram reforços à Max no dia anterior, uma vez que um civil bruxo havia sido sequestrado. Ambas também estavam hospedadas ali, Elsie sendo a roteirista reclusa em busca de inspiração enquanto Aredhel era minha assistente de direção. O fato das duas soltarem tanta fumaça quanto o expresso de Hogwarts ajudava no disfarce, sendo também algo que colabora a manter os saudáveis donos afastados. Após o café, nos reunimos no meu quarto, cujo feitiço de imperturbabilidade garantia que ninguém nos escutasse. Na noite anterior havíamos vigiado um galpão da Skye Harvest, uma companhia local de suprimentos agrícolas cujo símbolo estava presente em uma pista deixada na casa do sequestrado. A instalação estava com um número razoável de membros do exército, assim como um purgante e um homem sem porte militar. Elsie e Aredhel acreditavam que o homem extra podia ser o contrabandista, mas ainda assim, era arriscado tentar qualquer movimento sem um bom plano.

—A confederação também não colabora, não é? - Reclamei em voz alta, considerando o quanto precisávamos ser furtivos na tentativa de salvar o bruxo. Considerando o cessar fogo exigido da Confederação, um ataque direto era inviável contra aquela situação terrível. Mesmo que o outro lado não estivesse cumprindo com sua parte, precisávamos ser inteligentes ao agir. Isso me lembrava do que Emma e Diane haviam conversado e me explicado, no momento que soubemos das consequências da queda da barreira. A Confederação acreditava que os trouxas iriam cumprir com o seu lado do acordo. A missão era investigar, mas era possível salvar uma vida inocente. Elric não parecia muito confortável com a situação, mas Schreave parecia disposta a me apoiar. Se fizéssemos um bom plano, uma vida inocente seria salva. Como um mago amaldiçoado, meu número de feitiços era precioso. Talvez esse tenha sido o motivo que levou Max a me enviar, confiando em minha tendência a busca alternativas para o uso da varinha. Sobre a mesa havia duas capas de invisibilidade, minha velha firebolt, um onióculos, dois pares de orelhas-extensíveis, fogos básicos, detonadores-chamariz, pó escurecedor do Peru e minhas adagas encantadas: —Acredite, isso é uma versão curta do meu arsenal. - Tinha um certo quê de orgulho ao analisar o meu material de trabalho. Elsie não perdeu a oportunidade de pegar no meu pé sobre eu ser um auror criança, a qual ignorei gastando a pouca maturidade que eu tinha: —Temos o número do responsável pelo galpão? - A asiática encarou sua parceira, que confirmou com um aceno rápido de cabeça: —Então temos tudo para traçarmos um plano.

As discussões sobre a melhor forma de executar aquela missão duraram quase o dia todo. Graças as orelhas extensíveis e meu trabalho observando a instalação oculto pela capa de invisibilidade na noite anterior, descobri que os militares aguardavam a liberação para montar uma chave de portal, algo que só iria acontecer à meia noite, para garantir que o material coletado saísse das Ilhas Skye em segurança. Precisávamos agir antes das 22h, quando o caminhão enfim chegasse às Terras Altas. Junto ao trabalho de observação, Elsie conseguiu usar o onióculos para ver dentro do depósito, localizando a sala onde o bruxo estava sendo feito prisioneiro. Eu tinha várias sugestões sobre como poderíamos fazer aquilo, fosse usando o dono do galpão para atrair militares para fora, encher o espaço com pó escurecedor do Peru entre outras formas de distrair o grupo. Elric foi enfática sobre precisarmos ter uma desculpa trouxa para o exército não usar nosso movimento contra a Confederação, o que fez a asiática sugeriu que usássemos Radium para sobrecarregar a rede: —Entramos ocultos pela capa de invisibilidade e vamos até a sala. Esperamos a energia cair e então você usa um feitiço para cegar quem estiver montando guarda, eu liberto o prisioneiro. - Aredhel concordou em ficar com a parte elétrica por ter experiências com sua casa de infância, usando um dos pó escurecedores para tornar o acesso ao gerador inviável para os trouxas: —O purgante provavelmente vai ficar próximo ao Sr. Hendrick, então o lumus maxima deve ser suficiente. - Pegando o pergaminho onde Schreave havia trabalhado o feitiço transfiguratório para tornar nossa visão sensível ao calor humano, pensei nos testes que ela havia feito em mim, enquanto Elric executava um lumus para garantir que não fôssemos afetados na hora do assalto.

Mais alguns detalhes do plano foram repassados, como o uso do feitiço de desilusão em Hendrick, na hora que fôssemos sair: —E caso algo dê errado, você lança um detonador-chamariz na porta para nos avisar. Escapamos com o uso do finestra, já que em algum momento eles vão perceber o que está acontecendo. São trouxas mas nem tanto. - Deixei a piadinha escapar: —E o contrabandista? - As meninas já haviam discutido a oportunidade de capturá-lo, mas ao menos que ele se afastasse dos militares, era arriscado demais tentar capturá-lo: —Considerando que ele é um dos nossos, não há problema em azarar esse covarde… Ou lançar uma adaga nele. - Um sorriso maldoso brincou nos meus lábios, pensando em quantos bruxos podiam estar mortos por causa daquele imbecil. Ficou acordado que se ele tentasse escapar, Elric podia estuporá-lo. Inspirados pelo plano dos militares, montamos um acampamento encoberto de visitantes trouxas, onde nossas mochilas e uma chave de portal ficaria oculta à nossa espera. Uma rota de fuga da Ilha Skye. O relógio marcou 18h, o que significava que era hora de agir. O verão fazia o sol se pôr por volta das 20h, o que nos dava duas horas para atravessar os 15Km que separavam nosso hotel do depósito da Skye Harvest. [...] O crepúsculo havia chegado ao fim quando Elsie, Aredhel e eu terminamos de organizar os nossos pertences dentro do buraco de um dos pedregulhos de Quiraing, os devidos feitiços de proteção sendo já tendo sido lançados. Possuindo um mestrado em transfiguração pelo tempo que passou na China, minha colega executou uma transmutação perfeita que fez tudo ficar escuro, exceto por elas que tinham um tom entre verde e vermelho: —Funcionando perfeitamente. - Uma vez oculto pela capa de invisibilidade, dividi a minha com Aredhel até ficarmos próximos o suficiente do galpão: —Hora da ação! Boa sorte para todos!

Eu estava posicionado na entrada do depósito quando a porta subiu, dois militares saindo de uma vez. Foi uma experiência interessante vê-los sob o efeito dos olhos transfigurados, mas logo afastei minha curiosidade da cabeça. Foco na missão. Uma vez dentro da instalação, continuei me esgueirando entre caixas e homens parados conversando. Foi possível ver o purgante em meio a eles, calado com sua varinha na cintura, a pose militar inconfundível. Elsie havia executado um homenum revelio enquanto aguardávamos do lado de fora, para saber quantos soldados haviam ali naquele momento, o tanto suficiente para que nosso plano desse certo, graças a Aredhel do lado de fora. Não demorou para eu atravessar o galpão até a porta onde a asiática havia localizado nosso homem, um militar montando guarda na entrada. Agora era esperar a energia cair. O que aconteceu menos de um minuto depois de eu tocar algo invisível, um toque combinado após ser combinado de ficarmos próximos de uma determinada parede para impedir qualquer esbarrão com os trouxas, além de saber que estávamos juntos. Minha visão observou os militares reclamando daquelas instalações de nomes não devem ser reproduzidos aqui, dois soldados sendo enviados para ver qual era o problema. Ainda assim, o responsável parecia preparado, pois logo pediu para que os outros caminhassem pelos corredores de caixas por via das dúvidas. Idiota. O purgante veio para próximo da porta como esperado, o que foi o momento certo para Elsie puxar a varinha e executar o feitiço luminoso. Eu por outro lado, estava com a varinha em mãos observando os outros militares, que estavam razoavelmente longe tanto para serem afetados quanto para chegarem ali. “Aberto!”

Os dois toques na porta fizeram meu sangue circular como se fosse navalha, mas nada com que eu já não estivesse acostumado, a fechadura destrancando rapidamente. Um novo clarão surgiu atrás de mim, a porta sendo fechada logo em seguida. Minha parceira ficou visível e  executou o conatus para tornar a sala imperturbável, logo executando o enervarte para despertar o feiticeiro desacordado. Puxando minha adaga, deixei a capa sobre os ombros e caminhei até o bruxo amarrado, um movimento certeiro cortando as cordas: —Boa noite, Sr. Hendrick! Viemos resgatá-lo! - Retirando a mordaça, puxei o par de orelhas extensíveis para ouvir o que os bruxos do lado de fora combinavam. Enquanto Elsie desilusionava o senhor e o ajudava a chegar até a parede do fundo, identifiquei o movimento do lado de fora, preparando-se para invadir a sala: —A capa! - Voltando a jogar o manto da invisibilidade sobre mim, Elsie encantou a parede para ser possível atravessá-la, logo se ocultando com a capa e deixando o local. Apontei a varinha para o teto, mentalizando o feitiço de imperturbabilidade se findando: “Finite Incantatem!” - Corri até a parede encantada, saindo com cuidado para caso algum militar estivesse ali. Com o cenário livre, apontei a varinha novamente para a parede, usando o anti-feitiço para desencantar a parede. Ao longe era perceptível uma nuvem de fumaça e continuei caminhando na direção do ponto combinado com Elric, onde ela iria desaparatar comigo. Foi então que um idiota passou correndo ao longe, caindo sob o efeito de uma azaração precisa. Dia de sorte? Fui em sua direção, sabendo que para levar um feitiço, só podia ser nosso contrabandista. No momento que ele desapareceu, olhei o perímetro e sussurrei para minha outra parceira: —Are? - A confirmação veio, e abaixando próximo ao lugar onde sabia que o corpo estava estuporado, estiquei a mão para que a aparatação guiada fosse bem sucedida. Girando sob meus pés, novamente meu corpo teve a sensação horrível, mas bem menos intensa ao deixar meu corpo seguir a sonserina. A iluminação do prédio voltou no instante em que deixamos o grupo de militares confusos e frustrados.


#Atemporal com Aredhel Maeir Elric e Elsie H. Schreave


Jules Ziegler Schmidth
Acrobat || Investigator || Bullsye || Gryffindor || Cursed
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Elsie H. Schreave
Resistência - Membro
Resistência - Membro
Elsie H. Schreave


Bicho-papão : Incendios

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Garra de Barrete Vermelho, Azevinho, 28 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeQui 01 Abr 2021, 21:03

Knock Knock Pinoquio
if you lie i'll know

Voltar a ilha Skye era uma das coisas que Elsie realmente achava que não teria de fazer, ao menos não tão cedo. Considerando que haviam conseguido mover a idosa e constantemente faziam idas a ilha para tentar manter uma melhor noção do que era encontrado no lugar já que haviam achado os registros do contrabandista, contudo, tudo havia mudado nos últimos tempos. Tanto ela quanto Aredhel haviam voltado para a Ilha e descoberto novas coisas sobre aquele caso, coisas que por sinal pareciam deixar a garota e a amiga boquiabertas em um piscar de olhos, coisas sobre o novo local onde estavam levando os contrabandos e por sinal, a captura de um dos moradores, fizeram com que a garota ficasse extremamente incomodada com a situação em geral e optasse em conjunto com Aredhel para que pudessem chamar reforços da resistência para que enfim conseguissem resolver tudo aquilo. Elsie e Aredhel haviam se unido com Julian, um Auror que pelo que tudo indicava havia se aliado a resistência a pouco tempo e mesmo que ele realmente parecesse ser mais velho que ela, Elsie insistia em chama-lo de criança as vezes. Ele havia montado um belo álibi tanto para ele quanto para a dupla de mulheres que estavam ao seu lado, que agora carregavam entre si o fardo de parecerem membros de um time técnico de filmagem, ou algo assim, Elsie sequer sabia algo sobre cinema — Acho interessante a pegada meio vintage que é encontrada em umas regiões mais afastadas dos centros urbanos do Reino Unido...Na verdade, a atmosfera meio Kubrick vai dar um ar maravilhoso para o roteiro — Tentou manter o máximo que conhecia evidente para uma pessoa que havia perguntado sobre o diretor de cinema que ela acompanhava naquele lugar, ao passo que soltava a fumaça de seu característico cigarro de cravo no ambiente e esperava que o dono da estalagem os liberassem — Agora se me da licença, teremos um Brainstorm sobre o filme — Deu as costas sem muito olhar para a pessoa enquanto revirava as próprias frases dentro de sua própria cabeça, como ela odiava ter que manter um disfarce com o vocabulário tão idiota.

A ida até o quarto de Julian tinha a função de finalizar o planejamento daquela investida, não era seguro e sequer recomendável fazer o que iriam fazer, mas se tinha uma coisa que Elsie sabia fazer era correr riscos de maneira inteligente, ou quase isso. — Bem, não duvido que eles tão igual Cachorro que fareja outro cachorro por ai...Tão só na espreita olhando, é mais esperto realmente não atacar eles, mesmo que nos ataquem — Respondeu Julian de forma meio cansada — Se você analisar bem, temos o benefício da não agressão huh — Girou sua varinha entre os dedos enquanto terminava de falar, ela não acreditava piamente que teriam esse benefício, mas preferia simplesmente largar aquilo de lado e se focar no que deveriam fazer para tirar o civil daquele lugar. Quando Julian demonstrou seu “arsenal” para a garota ela não pode deixar de dar uma risada e soltar uma piadinha boba — Um auror criança carregando brinquedos, é normal não é? — Brincou, ela não achava que ele era realmente uma criança mas era cômico e impressionante a quantidade de coisas que ele conseguia fazer com aquelas bugigangas, ao menos Elsie conseguia imaginar inúmeras enquanto voltava seus olhos para Aredhel quando ouviu a pergunta de Julian, ela era a responsável por aquilo. A discussão portanto se estendeu por mais algumas horas as quais o cérebro de Elsie parecia fundir, era realmente arriscado tudo aquilo mas não tinha o que fazer quando se tratava de um sequestro, ela mesma estava cansada de perder pessoas da sua espécie para momentos como aquele, portanto, foi enfática em diversos momentos da discussão, principalmente quando se tratava de possíveis combates que poderiam acontecer ou até mesmo formas de invadir o lugar já que a própria Aredhel havia dito que necessitavam de justificativas trouxas para não levantar as suspeitas — Podemos sobrecarregar a rede elétrica — Disse dando os ombros, era uma solução rápida para aquilo que queriam — Não é como se eu fosse uma expert nisso, mas em um dos casos de sequestro na China precisamos entrar em um prédio o qual existiam alarmes trouxas...A solução encontrada foi derrubar a energia, eu sei que provavelmente nesse lugar existem alguns geradores mas eles demoram no mínimo 3 minutos para serem ligados, pouco tempo realmente mas nada que uma corridinha não resolva não é mesmo? — Disse logo sendo complementada pelo homem que dizia como entrariam e resgatariam o homem, considerando que também iriam investigar, teriam tempo de fazer aquilo utilizando a capa da invisibilidade e os outros aparatos fornecidos por Julian — Podemos utilizar a visão de calor de algumas cobras para não sermos cegados, um Mutato é o suficiente para conseguirmos enxergar igual a elas. Os testes estratégicos foram conduzidos com naturalidade pelo trio, Elsie havia transfigurado os olhos de Julian utilizando o feitiço Mutato Python para que ele assumisse a visão infravermelha do réptil dito pela execução, saberiam que a luminosidade não atrapalharia tanto naquele caso já que estariam enxergando o calor dos corpos presentes no galpão antes fiscalizado pela asiática e seus companheiros de trabalho, sabiam onde ir, agora necessitavam de agir. — Finestra, Muri Lacuna, qualquer coisa que nos tire do lugar vai ser usada, não quero dar mole não — Disse se esparramando em uma poltrona presente no quarto, voltando a prestar atenção na discussão seguinte dos testes — Quando esse ai tentar correr pra fora, o que na verdade provavelmente vai acontecer já que vão suspeitar do único bruxo não militar do lugar, podemos tentar capturar. Derruba ele e carrega com a gente, nada de mais — Findou o assunto, voltando sua atenção para as preparações necessárias.
[...]
O vento que batia nos cabelos de Elsie que pendiam em um coque preparado para que não atrapalhasse o movimento da mulher levava a fumaça de seu cigarro ao longe enquanto ela mesma fitava o Galpão ao longe, estava na hora do trio agir e ela não queria transparecer que estava nervosa, na verdade, uma das poucas coisas que ela não estava era nervosa naquele momento. Ouviu o chamado de Julian e de Aredhel para que pudessem agir e rapidamente retirou sua varinha de dentro de seu coldre, a apontando para os olhos do Auror a sua frente — Mutato Python — Disse, se concentrando na mudança dos olhos do irlandes para os olhos da serpente dita, desde a forma e até mesmo a cor da Iris deveriam ser mudadas para acompanhar o funcionamento da visão do animal — Bem, se está funcionando é só seguirmos, ne? — Disse puxando a capa da invisibilidade fornecida para Julian, a trajando poucos segundos depois de repetir a transfiguração feita no auror em si mesma. Elsie seguiu observando as medições de calor ao longe, não era a primeira vez que havia tido aquele tipo de visão e duvidava que certamente seria a ultima portanto só se ateve a aproximação segura do lugar que iriam invadir. Elsie sabia exatamente onde Julian estava...Ok, exatamente é bem forte, mas a assinatura de calor do homem era ainda presente, portanto ela realmente evitaria trombar com ele o máximo que conseguisse, principalmente considerando que agora começavam a avançar para dentro do galpão. “ Homenum Revelio “ utilizou o feitiço de forma não verbal, ao passo que conseguia observar todos os homens que estavam dentro do ambiente que agora começava a ser desbravado pela dupla, purgantes apareciam na vista termo sensível de Elsie e ela descrevia uma cara enojada, como ela odiava aqueles caras. Elsie continuou a seguir em direção a uma porta a qual ela havia observado anteriormente e que seria o cativeiro do homem, sendo assim, desviou de caixas que eram levadas de um lado para o outro e alguns militares que corriam ao seu lado para que enfim se aproximasse da porta. Elsie se a teve a movimentação da base para notar que continuavam transportando objetos e mercadorias, provavelmente aquilo tudo funcionava como um centro de distribuição de objetos mágicos para o exército? era nisso que ela acreditava, queria poder explorar mais a região mas era perigoso o suficiente para ela se ater somente ao resgate e principalmente falando : Era quase confirmado que utilizavam aquilo como depósito de no mínimo plantas, já que os carregamentos indicavam aquilo. A asiática observou as caixas sem conseguir distinguir o que estava dentro das mesmas, já que sua visão estava seguindo a visão da serpente, contudo, conseguia ouvir coisas sobre carregamentos e bases as quais ela com certeza comunicaria a resistência quando saírem dali. “ Tá na sua hora Aredhel “ pensou, poucos segundos antes de observar as luzes piscarem ao mesmo tempo e se apagarem de imediato, graças à assinatura de calor das lâmpadas era completamente possível ver que estavam desligadas já que o calor em volta dos objetos havia cessado, e enquanto Elsie acompanhava um amontoado de iluminação vermelha e verde chegar mais próximo ainda da porta do cativeiro, sacou sua varinha e apontou para o alto de maneira instintiva — Lumus Solem — Disse criando a grande quantidade de luz com a sua varinha que logo começava a varrer o ambiente que era preenchido com xingamentos absurdos e alguns homens caindo ao chão graças a surpresa — Não terminou não, Lumus Máxima — Conjurou outro feixe, dessa vez mais localizado, jogando diretamente em direção ao rosto do purgante enquanto ela mesma corria para dentro da sala e fechava a porta, removendo sua capa da invisibilidade logo em seguida — Colloportus — Trancou a porta enquanto se afastava da mesma e logo conjurava mais um feitiço — Conatus! — Agora poderiam conversar de maneira livre sem que o ambiente fosse invadido por ouvidos indesejados, logo após isso correu em direção ao refém que deveriam resgatar — Ta na hora de acordar… Enervate — Disse apontando para o peito do refém que abria os olhos em um sobressalto — Calma, calma, vamos te tirar daqui — Sussurrou preocupada, enquanto voltava sua atenção para a porta e apontava sua varinha para a mesma  — Vamos, não podemos demorar...Desilusionar! — Disse tocando a nuca do mais velho com a varinha enquanto ele mesmo começava a desaparecer em frente aos olhos da asiática que segurava seu antebraço com afinco — Me segue — Falou enquanto puxava o braço do mesmo com fragilidade, o trazendo para a parede ao fundo que deveria ser a rota de fuga daqueles que estavam ali — Julian fez a boa te soltando com a faca...Finestra — Se concentrou ao máximo em meio aquela situação periclitante, imaginando uma passagem grande o suficiente se abrir na parede para que os três conseguissem passar sem nenhuma dificuldade ali. Elsie jogou a capa sobre os próprios ombros e desapareceu da visão daqueles que estavam ali no mesmo ambiente que a mesma, conseguindo observar a assinatura de calor de Hendrick a frente enquanto o guiava com pequenos toques para seguir em frente. O trabalho de Elsie seria levar Hendrick para fora do galpão e desaparatar com ele para longe dali, e enquanto ambos corriam por dois minutos exatos, Elsie se garantia que ninguém estaria os seguindo ou coisa do tipo para que enfim pudesse remover sua capa de seu corpo e dar as mãos para o homem — Vamos para longe daqui, não se preocupe — Tentou tranquilizar o mais velho da melhor maneira possível — Vamos aparatar, segure bem — Comunicou, poucos segundos antes de sentir seu mundo girar em torno do ambiente e enfim se distanciar dali para que voltassem a traçar o plano de volta e contar o que haviam visto. Aparatou para o lugar combinado com Julian e Aredhel.

Made by The Hermit


—Predator
In the face of the world's wills, your personal speculations are so ephemeral they can't help being overwhelmed.
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Aredhel Maeir Elric
Sociedade Estudantil - Estudante
Sociedade Estudantil - Estudante
Aredhel Maeir Elric


Bicho-papão : Vampiros

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Escama de Cauda de Sereiano, Carvalho Inglês, 27cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeSex 02 Abr 2021, 17:29


two girls one nut
OU DUAS GAROTAS E UM AUROR
Aredhel ajeitou a boina em sua cabeça enquanto escutava Julian falar sobre o enquadramento da imagem - Acreditem, ele sabe do que fala - deu um meio sorriso e olhou para o auror, que, nesse momento, mais era um diretor de cinema acompanhado de sua assistente e da roteirista de seu futuro filme. Era um disfarce agradável, afinal Aredhel tinha um pouco de conhecimento de cinema e não era difícil ter de entrar no personagem que Julian havia designado a elas. Terminou de tragar seu cigarro e acompanhou Julian e Elsie até o quarto em que o auror estava hospedado. Assentiu e revirou os olhos quando ouviu o comentário sobre a resistência. Aredhel não era de tecer muitos comentários, mantendo-se mais atenta na conversa do que realmente fazendo parte dela. Era uma situação complicada: tentar resgatar um civil em meio a um cessar fogo era uma atividade que Elric não imaginava fazer parte tão cedo, mas era a realidade em que estava inserida no momento. Precisavam elaborar um plano e, enquanto mordiscava o lábio inferior, ficou um tanto quanto surpresa quando Julian apontou para uma mesa que possuía inúmeros itens que poderiam ser usados em várias emboscadas - Uau - deixou escapar com um sorrisinho, logo olhando de relance para Elsie e revirando os olhos com sua piadinha - O nosso só está escondido e a gente não lembra onde - respondeu de maneira divertida. Enquanto discutiam um plano, Aredhel ficou um pouco receosa com a reação que a Confederação poderia ter diante tudo aquilo - Precisamos de uma justificativa trouxa para isso tudo. Não podemos atrair os olhares da Confederação de maneira negativa - observou, em que Elsie sugeriu que poderiam sobrecarregar a rede elétrica do local. Arqueou uma sobrancelha e olhou para a asiática, que passou a explicar que tal técnica já havia sido usada em situações diferentes - Parece uma boa ideia. Posso ficar com essa parte, já fiz coisa parecida quando era pequena - deu de ombros, não achando um bom momento para tentar justificar aquilo. Assentiu sobre usar pó escurecedor para facilitar o processo, além de que Radium parecia ser a melhor opção para completar aquela parte do resgate. Ouviu atentamente o restante do plano: o auror e Elsie utilizariam um feitiço transfiguratório para não serem afetados na hora de utilizar Lumus Maxima, em que Aredhel fez o teste posteriormente para garantir que tudo correria como desejavam. O feitiço pareceu funcionar e, dessa forma, deram uns últimos ajustes no plano que se seguiria.

[...]

Acompanhada por Julian e Elsie, Aredhel dividia uma capa da invisibilidade com o auror. Aproximavam-se com cautela do galpão e, quando se tornou seguro o suficiente para iniciarem a investida, Afastando-se da dupla, Aredhel, optando por não utilizar o pós escurecedor, apontou a varinha para si e pronunciou - Desilusionar - e, quando viu que suas mãos sumiram, avançou em direção do gerador de luz. Os soldados que ali haviam pareciam distraídos com um jogo de cartas, então Aredhel pegou uma pedra e arremessou para o lado oposto de onde utilizaria seu feitiço, fazendo com que os homens levantassem de maneira desconfiada. Anda, saiam daí, pensou. Quando eles se afastaram, Elric usou este momento para jogar o pó escurecedor, avançando em direção do gerador e apontando a varinha para ele - Radium - pronunciou, não esperando para afastar-se dali e posicionar-se de maneira que pudesse avisar a dupla de qualquer coisa que viesse a acontecer. Estava escondida logo em frente ao galpão, observando com atenção para garantir que ninguém se locomoveria de modo que viesse a atrapalhar o resgate. O tempo era curto, pois tinham somente três minutos para que conseguissem fazer tudo que precisavam e aquilo deixava Aredhel bastante nervosa. Percebeu que sua mão aos poucos retomava a visibilidade, deixando a bruxa atenta para que ninguém a enxergasse por ali. Não demorou muito mais para que visse, ao longe e além da fumaça preta, uma forte iluminação, certamente causada pelos feitiços dos dois bruxos. Aredhel olhou ao redor e, vindo em sua direção, um soldado corria. Ele não parecia ter visto a bruxa, que se abaixou e, com precisão, pronunciou: - Estupefaça! - e, dessa forma, o soldado caiu desacordado. - Oi - respondeu ao chamado de Julian, que estava acompanhado de Elsie e o resgatado. Estendeu a mão para o auror e, dessa forma, aparataram dali.

thanks covfefe



aredhel maeir elric
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Raven Austin Haraldsen
Servidores do Ministério da Magia
Servidores do Ministério da Magia
Raven Austin Haraldsen


Patrono : Vespa do mar
Bicho-papão : O cadáver de uma Merrow

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Espinheiro-Negro, 31 cm, Inflexível, Ferrão de Explosivins.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeSex 07 Maio 2021, 23:36

It's Not Just a Dive
Raven eventualmente dava escapadas de Londres para poder nadar com mais tranquilidade e, convenhamos, em águas mais limpas. Levando em consideração seu trabalho no bar de Faye, era raro que estivesse com muito tempo para viagens longas, uma vez que preferia sempre fazê-las de carro para não chamar atenção demais, então a Ilha de Skye se tornara a melhor alternativa para suas escapadas da realidade. Geralmente, quando Raven decidia ficar o dia fora para se reconectar com suas raízes – que era estritamente necessário nas condições de mestiça de Haraldsen, tendo descendência sereiana de ambos os lados da família –, deixava comida pronta para Alexandra comer quando chegasse do trabalho, assim como um bilhetinho na porta da geladeira avisando quando voltaria. Raven buscava visitar lagos e mares distantes e reservados ao menos uma vez na semana, ou uma vez a cada dez ou doze dias, em média. Estender o prazo longe da água era o mesmo que libertar o pior lado de seu sangue de criatura. Era uma noite de terça-feira, dia de sua folga. O movimento no Rising Sun diminuía consideravelmente no começo da semana, permitindo que Alex e Daisy dessem conta do recado mesmo na ausência de Faye. Dessa forma, Raven sentia-se mais tranquila para visitar seu pequeno paraíso perdido. Estacionou a BMW em um local discreto e como sempre usou feitiços de ocultação para escondê-la. Deixou o veículo levando apenas sua bolsa, avançando de forma silenciosa pela faixa de terra em direção às águas do mar que formavam as piscinas da ilha. A luz da lua iluminava o caminho da costa, nem precisava usar a varinha para enxergar o chão, e conforme chegava mais perto mais sentia o coração bater forte.  Era tarde e o local estava deserto, acreditava estar segura assim como em todas as outras vezes.

Um sorriso de felicidade genuína tomou seu rosto, era sempre revigorante estar de volta ao seu verdadeiro lar. Após alguns minutos de caminhada quando já estava perto da água, parou de andar e deixou a bolsa no chão. Retirou a jaqueta, a blusa, as botas e a calça. A única coisa além da lingerie era o coldre no braço onde mantinha a varinha de espinheiro-negro bem segura. O vento que vinha da água era forte e gelado, mas Raven gostava porque seu pai pertencia aos mares irlandeses de uma tribo Merrow, estava em seu sangue. Sendo assim, apenas correu de peito aberto e mergulhou na piscina natural formada nas depressões da ilha, sendo abraçada pela água fria que deu início à transformação. Raven sentiu seus pulmões se comprimirem com a repentina falta de ar, mas a pressão sumiu no instante em que suas guelras surgiram no pescoço e costelas. As membranas interdigitais, assim como as translúcidas escamas, vieram juntamente da cauda lilás esverdeada que, ao invés da couraça do lado paterno, possuía lindas escamas herdadas da mãe, descendente de uma sereia grega. Raven agitou a cauda e mergulhou fundo, sentindo sua magia se potencializar com a recarga energética proporcionada pelo oceano. Todo o seu ser vibrava e a felicidade se manifestou em forma de um salto acrobático na superfície. No entanto, quando caiu de volta na água sentiu que havia algo errado. As vibrações na água estavam estranhas, levou apenas alguns segundos para ter certeza de que não estava sozinha quando viu uma espécie de flecha vindo em sua direção. Não conseguiu sacar a varinha a tempo de se defender, sendo atingida no braço esquerdo de raspão, mas o contra-ataque veio em seguida mesmo com o ferimento. “Wavius”, mentalizou fazendo um gesto preciso do condão. O corpo do mergulhador ficou visível, ele estivera oculto por um feitiço, por isso Raven não o viu antes, e imediatamente foi lançado contra as rochas da encosta.

O impacto o desacordou, mas isso não ia impedi-la de interroga-lo. Nadou velozmente e apanhou o corpo que trajava roupas bruxas de mergulho utilizadas por magizoologistas, retornando com ele para a margem da piscina natural. Ao pisar em terra firme com suas pernas humanas, Raven passou a puxar o homem pelo pé, ignorando que estivesse sendo pouco delicada e demonstrando força física além da comum. Largou o homem na terra lamacenta e apontou a varinha enquanto retirava a máscara de mergulho dele e via as últimas modificações do guelricho desaparecem. Enervate. — Ela ditou com confiança em sua voz rouca e melódica. O homem despertou e quando ele fez menção de se levantar ela empurrou o pé contra seu peito, obrigando-o a se deitar. Quem é você e por que me atacou?! — Grunhiu, seus olhos brilhavam no tom violeta de quando estava em contato com a água, ou de quando estava com raiva, e ela sentiu a vibração no condão aumentar conforme mantinha a mira nele. Estava a um fio de ataca-lo sem esperar por respostas, mas a adrenalina baixou e Raven sentiu uma fisgada no braço esquerdo. Olhou rapidamente e viu que estava sangrando, tinha perdido um naco de carne para a flecha ou sabe-se lá o que era o que o homem usou de arma. Não foi assim tão de raspão. Eu já matei por bem menos, desembucha! — Ordenou mais uma vez, imponente e perigosa como sempre ficava quando tinha o mar ao seu lado. Grande erro do curioso infeliz que quis se meter com ela em seu habitat natural.

Atemporal | soundtrack | outfit


BulletWith Butterfly Wings
mm
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Gus Sondeburg-Mountbatten
Centro de Cura - Especialista
Centro de Cura - Especialista
Gus Sondeburg-Mountbatten



Perfil Bruxo
Escola/Casa: Durmstrang (Escandinávia)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Cauda de Unicórnio Salgueiro, 30 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeSab 08 Maio 2021, 16:33

Ser um medibruxo exigia muito. Não era uma tarefa fácil, e mesmo que Gustaf estivesse a pouco tempo no cargo, ele sentia-se sobrecarregado como se não parasse por anos. Não à toa, em sua primeira folga, o homem havia decidido sair da ilha para se conectar um pouco mais com a natureza e fazer alguns rituais que abririam sua cabeça. Na realidade, aquela era apenas uma forma bonita de dizer que ele iria se drogar com os mais variados tipos de ervas em busca de descarregar um pouco o peso que sentia, e talvez trazer algum esclarecimento para sua cabeça. Na mesma noite em que sua folga havia sido anunciada, o homem havia se munido de uma roupa adaptada de magizoologista, uma mochila de campista - que apesar de mágica e caber tudo que ele precisaria para ter o melhor conforto possível, também era relativamente grande - e um arco rústico com um compartimento para guardar as flechas. Escondido, um coldre guardava sua varinha. A roupa e toda sua indumentária era um resquício de práticas familiares. Entretanto, Gus poderia estar bem mais tranquilo e com bem menos coisas, só que havia um objetivo para tudo aquilo: Proteção. A primeira proteção era contra criaturas mágicas. Sabia que pelos locais onde andaria, poderia encontrar diversos seres não muito amigáveis. Já a segunda proteção era contra Trouxas. Quanto mais se parecesse com apenas um no-maj caçando nas terras altas, melhor seria.

A ilha de Mag Mell, apesar de ter uma vasta área e flora diversificada, ainda tinha grandes limites. O primeiro limite era social. Gustaf precisava passar a ideia de ser um respeitado Medibruxo. Já o segundo limite era físico, pois apesar de haver uma variedade grande de plantas, com a receita para os dardos que “roubavam” a magia, o homem também buscava algumas alternativas menos invasivas nos pacientes e que poderiam servir como alento para todos que tivessem que se submeter ao procedimento. Por isso bastou a madrugada surgir, para que Gustaf saísse de Mag Mell sem que ninguém o visse. [...] Dois dias tinham se passado desde que o Medibruxo tinha começado suas andanças. Seu estado não era dos melhores, pois uma das partes de sua peregrinação era a dificuldade. Encontrar lugares de difícil acesso, onde a vegetação não tinha sido explorada. Também havia tido o encontro com algumas criaturas mágicas, assim como alguns animais trouxas, mas como vegetariano, seu único objetivo tinha sido se livrar dos seres. Apesar de poder, em todas as situações, tinha evitado usar magia. Era a segurança de não ser visto ou rastreado, mas que lhe cobraria um preço. Talvez os ferimentos, a falta de alimentação adequada, e o estado mental, tenha contribuído para que na noite do segundo dia, tudo desse errado. Gustaf tinha preparado um composto de ervas alucinógenas, bem pesado, para tentar limpar seu corpo e se conectar mais com sua alma, algo que faria inveja a qualquer xamã propagador da Ayahuasca.

Tudo corria bem. As visões eram agradáveis. A conexão com as plantas que brilhavam. A conversa com o velho urso, seu patrono e protetor. Assim como a reconexão com seus antepassados e seus pais. Entretanto, bastou a terceira dose da bebida entrar, para que o sonho se tornasse um pesadelo, e Gustaf perdesse o controle de tudo. A última coisa que se lembrava era do urso falando com a voz distorcida e distante que ele não estava mentalmente preparado para aquilo. Depois disso foram apenas flashes. Num momento Gus andava nu pela floresta. Em outro ele estava abraçado fortemente a uma árvore, como um coala. A outra lembrança era de estar de quatro, em frente a uma mulher loira que também permanecia na mesma posição. Inexplicavelmente sentiu vontade de lambê-la, mas sua língua ao tocar sua face sentiu uma sensação estranha, como se estivesse lambendo pelos. A mulher tinha se transformado em um lobo, ou um cachorro, ou qualquer criatura quadrúpede com um fuço. Gus se afastou assustado. Outro flash veio. O céu estava vermelho. As nuvens precipitavam sangue. A cada gota que caía em seu rosto, era o barulho do choro e dos gritos dos membros de sua família. Outro flash. Gus estava em um descampado, próximo a um penhasco. Suas roupas tinham voltado. Não só elas como o arco com as flechas estavam em seu ombro. Ele corria mais rápido do que imaginava um dia correr correr. Mais um flash. Gus se afogava em um mar frio e violento. Tentava nadar, mas era como se todo seu corpo era feito de rochas. Apagou novamente.

Quando acordou viu uma calmaria. Parecia estar no caribe, lugar que tinha visitado com sua irmã menor. Tentou respirar para ver o que estava acontecendo, e sentiu que estava com uma máscara de mergulho, algo que usava para procurar plantas no fundo de rios e lagos. Havia também um gosto estranho em sua boca. Estava mastigando algo. Antes que pudesse entender, notou que o mar estava movimentado demais, e um grupo de sereianos vinha atacá-lo. Puxou uma das flechas e ajeitou seu arco. Apagou novamente. Acordou com uma falta de ar descomunal, que foi passando aos poucos. Sentia algo estranho em seu pescoço, e quando fez menção de levantar, veio um baque em seu peito. Olhando para cima, Gustaf notou que uma mulher o prendia. Uma mulher familiar. Puxou da memória até que o nome veio — Raven… Raven… — sua voz saía fraca, mas pareceu trazer sentimentos mistos na mulher. Ela estava com mais raiva dele saber seu nome, mas ao mesmo tempo queria saber quem ele era. — Bolso… — falou antes de apagar novamente. No bolso havia um cartão, onde falava seu nome, sua especialidade, e uma mensagem: “Se eu te atacar, não é minha culpa. Eu tive contato com alguma planta alucinógena em meio as minhas pesquisas”. Aquela não era a primeira bad trip de Gus, por isso precisava estar sempre prevenido, mesmo que fosse com uma mentira. Raven, junto com mais duas Aurores tinham levado as “poções” e a receita para a ilha Mag Mell. Foi Gus que a recebeu. Esperava que ela brevemente se lembrasse dele.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeTer 11 Maio 2021, 16:52

It's Not Just a Dive
Ouvir seu nome na boca de um completo desconhecido deixou Raven desnorteada. Ele a conhecia, disse seu nome, ela tinha certeza disso embora a voz dele fosse apenas um sibilo sofrido. Raven abriu a boca para continuar seus questionamentos, mas o homem nada disse além de “bolso” antes de ficar inconsciente novamente. — Você tá de brincadeira! — Vociferou baixinho, vasculhando os bolsos da roupa de mergulho sem encontrar nada. Não acreditava que estivesse mesmo mexendo no corpo de estranho atrás de alguma pista, nunca pensou que pudesse chegar nesse nível, mas depois da Batalha de Hogwarts e do terror Durmstrang era de se esperar que o resto fosse fichinha. Raven colocou a varinha entre os dentes, nem se incomodando com os espinhos da madeira que machucaram seus lábios, e rapidamente abriu o zíper da roupa de mergulho até conseguir alcançar o bolso da camisa do homem. Pegou o bilhete um pouco decepcionada, pois pensou que encontraria um crachá ou coisa assim. “Se eu te atacar, não é minha culpa. Eu tive contato com alguma planta alucinógena em meio as minhas pesquisas”, era o que dizia. O nome dele era Gustaf, não era dali com certeza, o que trouxe certa estranheza. Pelo sobrenome, Raven teve a impressão de que era norueguês, assim como ela. Engoliu em seco sentindo menos raiva, mas não menos empenhada em descobrir qual era a dele se drogando com ervas alucinógenas em espaços públicos. — A bonita sai pra nadar, pra melhorar a própria saúde e um maluco desses vem armado e drogado nadar na porra do mesmo lugar que eu! Saco! Eu deveria te matar! — Resmungava baixinho andando de um lado para o outro, indecisa sobre o que fazer.

Parte de si tinha certeza que ele merecia uma surra, primeiro por ser irresponsável e segundo por ser perigoso, a outra parte queria amarrá-lo e interroga-lo para arrancar qualquer informação útil. Temia que ele fosse das Forças Armadas, um Purgante como os muitos que morreram pelas mãos da meio-sereiana na batalha de quase dois anos atrás. Pensou na possibilidade de terem descoberto sua identidade e sua localização, não era impossível que tivessem enviado um caçador de criaturas para sequestrá-la, soube que tentaram fazer isso com sereianos em St. Ives. Vestiu as roupas sem se importar em secar o corpo, afinal, ficar molhada era agradável para ela, e tentou estancar o sangramento em seu braço. Sem sucesso, Raven não era muito boa com feitiços de cura, principalmente sob grande estresse como no momento. Decidiu que deixaria para tentar de novo quando saíssem dali. Usou um feitiço para flutuar com o corpo do pesquisador para longe da margem e foi seguindo pela ilha em direção à escuridão. Raven conhecia bem a região e sabia que existia cavernas subterrâneas – e perigosas – perto dali. Guiou o corpo inconsciente para dentro de uma dessas cavernas, não tendo dificuldade de chegar a uma galeria ampla e mais distante possível da entrada para que não fossem descobertos – e nem ele tentasse fugir. O lugar era úmido, frio e escuro. As pedras eram escorregadias e para um iniciante o local poderia se tornar uma armadilha. Raven, no entanto, sentia-se em casa.

Colocou o corpo do homem deitado perto da parede e sentou-se próxima, apontando a varinha para frente, há cerca de um metro deles. Ignotus Gaubracianus — Pronunciou, vendo a chama surgir no local indicado e iluminar o interior da caverna, aquecendo também o entorno deles. Virou-se para o pesquisador, apontou a varinha e disse: Incarcerous. — As cordas amarraram seus tornozelos e punhos, porém, ele continuou desacordado. Raven buscou em sua bolsa a maleta de poções que sempre carregava consigo, nela também havia alguns itens de primeiros socorros que ajudariam a mestiça a cuidar do braço machucado. Enrolou alguns gazes e esparadrapos de qualquer jeito, estava com raiva demais para ser cuidadosa, depois pegou um frasco de antídoto para venenos comuns e aproximou-se de Gustaf, inclinando a cabeça dele e abrindo a boca com a ajuda do indicador (a varinha Raven manteve na boca, segurando-a com os dentes). — Vai, bebe logo. Tomara que ajude. — Não fazia ideia de qual planta ele tinha ingerido, mas talvez o antídoto funcionasse. O cara engoliu um pouco mais que as 50ml necessárias, mas engasgou e acabou cuspindo um pouco, o que acabou dando na mesma. Raven afastou-se dele quando viu que tinha acordado e rapidamente mirou a varinha; a luz do fogo deixava a mestiça com ares ainda mais predatórios, seu lado criatura mais evidente. — Você me conhece. — Ela disparou encarando os olhos azuis dele. — Como você sabe meu nome? Você é um Purgante das Forças Armadas? Mandaram você atrás de mim, foi?! O que mais você sabe, huh?! Está atrás de mestiços, é isto?! — Quanto mais nervosa ficava mais melódica sua voz parecia, não queria influenciar o homem, mas se isso significasse fazê-lo contar tudo ela iria usar seus poderes sim.

Atemporal antes da Resistência com Gus Sondeburg-Mountbatten | soundtrack | outfit


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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeSex 14 Maio 2021, 16:35

Nada fazia muito sentido. As sensações que Gustaf sentia eram confusas. Num primeiro momento era como se estivesse flutuando em nuvens, no outro o sonho bom se transformava num pesadelo de queda onde ele ia de encontro a um chão duro. Tentou se mover. Não conseguiu. Tinha perdido o controle do seu corpo ao mesmo tempo que se sentia completamente preso. Amarrado. Tentou abrir os olhos. Sentiu que estava sentado. Queria manter a cabeça erguida, mas ela parecia pesada demais para seu pescoço. Do pouco que conseguia abrir os olhos, via a silhueta alta e esguia da mulher que o havia atacado, mas não sentia como se pudesse identificar o que ela fazia. Do nada, a caverna fria, úmida e escura tinha ficado mais quente e clara. Não que isso fosse bom, já que o que produzia aquela sensação estava próxima demais do medibruxo, fazendo ele sentir como se sua pele começasse a queimar lentamente pelo calor emanado. Tentou olhar para a mulher novamente. Tudo era um borrão, além do seu corpo. Se lembrava de uma lenda difundida pelos trouxas, o Slender Man. Riu, mas não sabia se a garota tinha notado. Provavelmente não, pois ela só veio ao encontro de Gustaf alguns minutos depois. Ele não sabia ao certo. O tempo parecia muito relativo. Sem muita cerimônia, o medibruxo sentiu Raven colocando algo em sua boca. Se num momento tentou resistir, por medo e receio, a ordem da mulher fez com que ele logo engolisse o líquido, que se tornou extremamente familiar.

— Antídoto para venenos comuns — balbuciou, quase como se estivesse respondendo a uma questão de uma prova. No curso de curandeirismo aquele tipo de prática era bem comum. O gosto, aliado a quantidade desnecessária, fez com que Gus engasgasse e cuspisse parte fora, para o lado onde estava a luz brilhante. Apesar de não servir plenamente para o que ele tinha usado, havia sido uma alternativa eficaz da mulher, já que ajudaria o medibruxo a recobrar melhor a consciência. Notou que estava numa caverna. Raven agora estava vestida. O instinto primordial de se mexer, fez com que ele percebesse que estava preso tanto nos pés, como nas mãos. A caverna não era nada amistosa, assim como o fogo alto que queimava não muito longe, e a garota que lhe apontava uma varinha. Ouviu ela falar sobre forças armadas, purgantes, e sobre caça de mestiços. Em parte Gustaf queria rir. Achava que era uma pegadinha. Outra parte pensava que a mulher parecia completamente louca. Entendia sua cautela, mas ao mesmo tempo, não era como se tudo aquilo fosse necessário. Os dois já tinham se visto. — Vamos lá, Raven. O que você está falando? — a falta de percepção do homem era realmente verdadeira. E talvez em outra situação sua abordagem seria mais abrupta, mas entendia que Raven era um membro da resistência. Talvez ela estivesse passando por algum tipo de estresse pós-traumático.

— Você sabe quem eu sou. Eu sou o Dr. Gustaf Sondeburg-Mountbatten. Curandeiro especialista em Herbologia. Eu fui o responsável por receber a cura trazida por você, a Fauna e a Solara. — a citação ao nome das mulheres pareceu fazer Raven ficar ainda mais furiosa. Gus sabia que estava falando demais, mas ele já tinha convivido com muitas criaturas e viajado por muitas partes do mundo para saber que aquela mulher não era nenhum ser transmorfo. Ela apenas não estava conseguindo ligar os pontos, e ele simplesmente não entendia o porquê. As perguntas sobre a resistência e sobre as mulheres vieram como uma metralhadora para cima do bruxo, mas antes que ele pudesse responder, Raven tinha um olhar quase assassino enquanto partia para cima dele. [...] Gus cuspiu e viu a mancha vermelha escorrer pela pedra úmida. Sangue. Algo dentro dele não estava bem. Esperava que fosse apenas os dentes. Raven insistia sobre ele ser um invasor caçador de criaturas. De alguma forma, ela não se lembrava dele. Porque? Era a única pergunta que percorria seu cérebro. Sentia que morreria naquela caverna. — Deixe de ser estúpida, garota. Porque eu tentaria te caçar estando nesse estado? Eu caí aqui sem querer, e mal consigo deixar minhas mãos firmes. — algo na frase tinha deixado a mulher ainda mais furiosa, fazendo com que ela não pegasse tão leve quanto da outra vez. [...] Quando Gus acordou, além do sangue expelido, ele sentia que duas de suas costelas estavam quebradas e havia algo apertando seu peito. Como uma faca. A dor era externa, mas poderia ser apenas uma confusão. — Porque você está fazendo isso? — a pergunta saiu como uma súplica.

Raven já tinha o visto, todas suas credenciais estavam no cartão. Cartão esse que voou em direção ao seu rosto, enquanto a Raven falava que tudo que ele tinha contado até então eram mentiras. Gus não olharia para o cartão normalmente. Apenas o ignoraria e voltaria sua atenção a Raven, se algo mais importante não chamasse sua atenção. Seu título de medibruxo tinha sumido, assim como algumas letras do seu nome. Não era como se elas não existissem. Elas estavam literalmente desaparecendo. A dor em seu peito, fez o homem gelar. — Que dia é hoje? — a pergunta fez Raven ficar relutante em falar, mas Gus rolou os olhos e se mostrou levemente alterado pela preocupação. — O que você acha que eu vou fazer com essa informação? Por favor, que dia é hoje? — assim que Raven respondeu, ele riu histericamente. Com esforço o homem olhou para sua perna esquerda, que estava amostra após tanto “contato físico”. Ali deveria existir uma cicatriz de queimadura, fruto de um embate com uma Bubotúreba. A cicatriz ainda estava ali, mas também estava sumindo. Era a prova de que não tinha nada a ver com viagem de ácido ou alucinação. Era bem pior. Aquilo fez com que além do sorriso histérico, lágrimas saíssem do seu rosto. — Eu ferrei com tudo. Eu ferrei com tudo. Eu ferrei com tudo. — talvez pela primeira vez o desespero do homem fez Raven não entender o que estava acontecendo, lhe questionando qual era o problema. — Abra minha roupa. — Gus entendeu o olhar de desconfiança da mulher, mas seu desespero não estava muito tranquilo. — O que você acha que eu vou fazer? Te beijar? — a frase saiu um pouco grossa, e talvez, futuramente, poderia vir acompanhada de outra surra, mas com cuidado Raven abriu a parte de cima da roupa de mergulho de Gus mostrando que enrolado em seu pescoço estava um vira-tempo.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeTer 21 Set 2021, 04:34

Remeber Me
A Week in Dunscaith Castle
Deixar o Profeta Diário havia sido uma das decisões mais dolorosas que tomei em muito tempo. Eu tinha aquele lugar como minha segunda casa há cerca de dez anos, e sair "de uma hora para outra" ainda me parecia assustador, mesmo que eu soubesse e compreendesse minha necessidade de ir em busca de restaurar a memória e recuperar momentos preciosos que se dissiparam da minha mente. Na linguagem mais clara e popular, eu precisava de um tempo para mim, para que eu voltasse a ser aquela que eu sempre fui. Bom, aqueles que me conheciam desde sempre diziam que não havia mudado nada, mas ainda assim queria me reconectar com uma Éire que ainda estava perdida em memórias quebradas ou desaparecidas. Deixar o Profeta Diário foi o primeiro passo para iniciar esse momento, sair de casa e entregar a chave do apartamento foi o segundo. Exatamente, eu não tinha mais casa, e por isso acabava me hospedando em alguns hotéis com uma única mala com feitiço indetectável de extensão e meu fiel escudeiro, Hook, o macaco-prego. Claro que, se eu quisesse, poderia muito bem ir para o castelo dos McCready, onde minha família vivia, mas… Eu não lembrava dos momentos com nenhum deles, nem mesmo os reconhecia, sendo essa uma sequela dos problemas com a minha memória. Era mesmo muita sorte ainda ter meus diários comigo, porque apesar de ter esquecido muita coisa, ler o conteúdo deles me fazia conhecer algumas coisas e me familiarizar com outras. Uma delas era algo que eu não tinha esquecido de gostar, que era viajar, mas não me lembrava de todos os lugares por onde tinha ido, e ao passar os olhos por uma bela descrição local feita por mim, soube imediatamente qual destino tinha a intenção de recordar. Com um sorriso estampado no rosto, tratei de arrumar minha bagagem o mais rápido possível e providenciar minha ida ao destino.

Existia um castelo na Ilha de Skye, o Dunscaith Castle, protegido da presença de trouxas como se fossem ruínas onde bruxos interessados em ir em busca das localidades secretas e escondidas através da magia pela ilha, se hospedam. A ilha por si só já trazia um misticismo especial para si, mas existiam pontos que somente bruxos ou pertencentes e conhecedores do mundo mágico conseguiam acesso, embora muitos desses lugares fossem difíceis de serem encontrados. Os curiosos e aventureiros topavam se aventurar na busca, é claro, e pelo que li no meu diário, eu por muito tempo fui uma dessas pessoas. Talvez fosse dessa forma que minha busca por uma reaproximação comigo mesma devesse começar, e foi pensando nisso que fiz o check-in no castelo naquela noite, e mesmo cansada e meio enjoada por conta da chave de portal até ali, deixei as coisas no quarto, Hook devidamente acomodado e resolvi dar uma volta. Com uma bolsinha menor com meu diário dentro e minha jaqueta de couro pendurada sobre ela, caminhei pelos corredores do castelo em busca de algo que chamasse minha atenção. Não era um castelo comum, embora parecesse, então tinha certeza que em algum momento poderia se deparar com algo interessante. Havia uma espécie de sofá grande e espaçoso logo abaixo da enorme janela que dava para as colinas daquela parte da ilha, e foi ali que me sentei por um momento, percebendo como o ângulo me dava uma visão privilegiada do salão.

Não eram os bruxos mais comuns que já tinha visto, mas longe dos trouxas era de se esperar que se sentissem mais livres, e mesmo que eu não fosse mais a editora-chefe do maior jornal da Grã-Bretanha, escrever sobre aquela experiência me parecia bom. Enquanto olhava em volta, meus olhos foram de encontro a um rapaz mais à frente, era bonito, sem sombra de dúvidas, mas o que me chamou a atenção foi o fato dele me parecer familiar. Era como se eu tivesse certeza que já o vira antes, mais de uma vez, mas meu cérebro não conseguisse relacionar exatamente onde. Passei por isso algumas vezes, a maioria delas me encontrando na delicada situação de explicar o que me havia acontecido para esquecer de alguém próximo, e temendo que ser esse mais um dos casos, quis sair dali. Mas antes que eu fizesse qualquer movimento diferente, o rapaz provavelmente percebeu que eu o encarava, porque agora ele retribuía o olhar. Sem graça, acenei a cabeça em cumprimento. O que eu estava fazendo? Era o oposto de fugir de constrangimentos. — Eu te conheço! — Para meu alívio, quando ele se aproximou e eu pude reparar em sua aparência mais de perto, tive certeza. Ele era da minha turma na época da escola, mesma casa, inclusive, embora não andássemos com o mesmo grupo de amigos. Sorri ao perceber que conseguia me recordar de alguns momentos em Hogwarts. — Tudo bem… Jack? — Questionei meio sem graça, ainda mais por ter demorado a falar mais alguma coisa e pela demora em lembrar de seu nome. Maldita memória defeituosa. Fiz uma careta engraçada e depois continuei a falar. — Hm, não imaginava encontrar um rosto conhecido por aqui, ainda mais o seu. — Minhas expressões logo suavizaram. De fato, aquele era um papo aleatório, mas agora que eu tinha me enfiado nessa, continuaria dançando conforme a música.


Éire Casterly Sondheim
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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeSab 25 Set 2021, 09:05

Sweet unexpected reencounter
A Ilha Skye era uma das paradas em meu pequeno caderno de viagens quando mais novo, embora eu nunca tivesse conseguido ter tempo para visitá-la. Na juventude, eu conseguia manter minha vida de mochileiro, afinal, as coisas eram mais fáceis... até que meu pai viesse complicar tudo. Com o tempo, eu acabei deixando muitos sonhos e projetos para trás, mas desde que eu havia sido expulso de casa e me mudado para Mag Mell, aos poucos, minha vida começou a voltar aos trilhos felizmente. Meu trabalho era flexível, o que me permitia fazer coisas novas em épocas de folga ou férias, e não foi diferente quando encontrei aquele pequeno punhado de informações e desejos que eu escrevia em meus tempos de dezoito anos. Sempre impulsivo, me deixei levar pela vontade de passar alguns poucos dias isolado no famoso arquipélago das Hébridas, e com um sorriso no rosto, admirei meu reflexo no espelho antes de sair do meu quarto em Dunscaith Castle. Aquele talvez fosse o local mais único em que eu conhecera. Embora ele emitisse toda uma atmosfera mais rústica, tradicional e de época, o que eu não estava acostumado, ainda assim me fazia sentir aconchegado. Ao descer as escadarias e atravessar os enormes corredores, imaginava o que eu poderia planejar para aquela noite em especial. Eu sempre tive o costume de conhecer lugares novos sem criar qualquer plano, tentando sempre experienciar o inesperado. A vida poderia ter muito mais graça se a gente simplesmente deixasse as coisas acontecerem. Esse era meu lema e sempre havia dado certo.

No salão principal do castelo, o clima era agradável, porém não nego que por vezes, sentia que havia me hospedado no lugar errado. Luxo era algo que eu simplesmente não apreciava, e tudo que fosse o mais simples, era o que me atraía. Contudo, a diversidade de bruxos em trajes mais elegantes percorrendo o ambiente, me fez pensar duas vezes em sair dali. Permaneci um bom tempo observando o movimento, enquanto meus pés perambulavam inquietos. Eu havia chegado há poucas horas na região, mas não o suficiente para ter feito alguma coisa até então. Skye era conhecida por suas áreas de campo, o que fazia ser um pouco complicado de encontrar algo útil na parte da noite. Então, pela primeira vez, me vi perdido. Pela primeira vez, não sabia o que fazer - Merda – murmurei - O que eu estou fazendo aqui? – minhas palavras saíram num sopro inaudível. Meus olhos correram pelo salão agitadamente, percebendo o ambiente se tornar mais vazio aos poucos, até que me vi próximo ao balcão da recepção, onde havia alguns folhetos de pontos turísticos e curiosidades sobre a ilha. Permaneci durante alguns segundos lendo as informações com rapidez até que meu olhar subisse instintivamente e encontrasse uma figura feminina sentada em um dos sofás mais adiante. Mal percebi quanto tempo me mantive preso à ruiva, quando ela balançou a cabeça num sinal de cumprimento. Um sorriso contido brincou em meus lábios, no entanto, ao mesmo tempo, minha mente fervilhava em pensamentos até encontrar seu nome. Eu a conhecia de Hogwarts.

Com a atenção cravada em sua direção, deixei o folheto com figuras mágicas de lado e me aproximei no momento em que a ouvi mencionar que me conhecia. Ela logo franziu a testa ao citar meu nome, curiosa se havia de fato acertado - Tudo bem sim... Éi...? – ela sorria sem graça, mas antes que respondesse querendo se apresentar, fui mais rápido - Éire! Sabia que era algo com “E” – soltei uma risada anasalada. Por uma fração de segundos, me diverti ao vê-la esboçar uma careta - Fico até surpreso que se lembre de mim – respondi seu comentário. Nós nunca havíamos sido tão chegados na época de escola, e confesso que se não fosse pela sua primeira atitude, provavelmente eu ainda estaria a encarando a alguns passos de distância. Tão logo, me sentei ao seu lado - Ok, eu estou sendo bem modesto, eu sei que eu sou inesquecível – brinquei, recebendo uma risada mais alta de sua parte - Mas sim... coincidências do destino – então, um curto silêncio se fez entre nós dois, enquanto ambos sustentavam o contato visual. Percebendo que ela ficara um pouco sem jeito, não hesitei em quebrá-lo - Skye estava na minha lista de lugares para conhecer. Mas para falar a verdade, eu estou é quase me arrependendo – voltei minha atenção aos poucos hóspedes do castelo que ainda se encontravam por ali - Não imaginava que as pessoas fossem ser tão caretas – sorri divertido antes de finalmente me recostar no sofá - Tá vendo aquele cara ali? – apontei discretamente a um homem sentado em uma poltrona, com seu nariz empinado, lendo uma cópia do Profeta Diário - Eu juro que meu avô de noventa anos usa essa mesma roupa no dia-a-dia.


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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeSex 01 Out 2021, 19:31


Após algumas horas dentro do navio, que fez todo o trajeto das Hébridas Exteriores até o norte da Ilha Skye, saltei logo na primeira parada em terra firme. Seria uma longa jornada até Dublin, mas isso tornava a minha aventura ainda mais interessante. Ainda vestido com os trapos medievais que me acompanhavam desde Mag Mell, a minha varinha e alguns trocados em dinheiro bruxo, procurei por alguma instalação local que pudesse me oferecer onde banhar e comprar algo decente para vestir. Também não seria nada mal se eu conseguisse um novo corte de cabelo. Mas, para a minha falta de sorte, o local que o navio aportou era totalmente despovoado, e eu me vi obrigado a procurar alguma alternativa nas redondezas. A boa notícia, no entanto, era que o terreno dos arredores me era muito familiar por ser de paisagem montanhosa. Eu estava acostumado com aquele tipo de lugar e conseguiria me virar muito bem. Se eu conseguisse encontrar um lugar alto suficiente, poderia ver no horizonte algo interessante. Mas, pela proximidade com a costa, a névoa cobria um pouco da paisagem. Como não tinha outra alternativa, continuei seguindo.

Off: Continua.

•skye island | with: myself | restart•














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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeSex 01 Out 2021, 23:10


Assim que aparatei com o garoto para a ilha Skye, ele acabou desmaiando (ele estava extremamente fraco) e assim, precisei pega-lo no colo para leva-lo até uma casa vazia onde eu normalmente me escondia antes de me tornar uma viper, dessa forma preciso manter o garoto ali até eu conseguir alguém de confiança pra cuidar dele (ou até ele ir para Hogwarts).

(....)

Depois de deixar o menino na casa e comprar algumas coisas uteis para poções, roupas e comidas, retornei com segurança para o esconderijo e comecei a preparar um soro caseiro, já que o garoto estava nitidamente desidratado enquanto os demais machucados consegui cura-los com feitiço.
- É, apesar de serem desprezíveis, as receitas medicinais deles são uteis. - exaltei me referindo aos trouxas assim que finalizei e o garoto começava a sussurrar algo além da compreensão e ao mesmo tempo estava acordando... Me aproximei do mesmo para ver como ele estava mas era nítido o quão assustado ele estava (já que objetos começavam a flutuar e os moveis ficavam tremendo) - Ei, ei, esta tudo bem! Ninguém vai machucar você agora. - falei enquanto tentava tranquiliza-lo - Olha, bebe isso! - falei dando um copo com soro caseiro a ele, o qual acabou bebendo rapidamente e claro que pela expressão facial dele, aquela coisa tinha um gosto horrível - Eu sei, o gosto dessa coisa não é das melhores mas tenho certeza que vai fazer você ficar bem! falei tentando ser mais legal possível apesar do garoto continuar desconfiada de mim - Trouxe batatas pra você! - mostrei um pacote de ruffles que havia comprado no mercado e claro que ele comia tão rápido que me dava uns nervos em ver aquilo - Deixei roupas novas e limpas aqui... Volte a dormir assim que terminar de comer! - falei de uma forma calma, mas séria e nesse meio tempo, caminhei e "me apoiei" em cima de algumas roupas ali e logo depois o deixei sozinho enquanto eu ia fumar e beber um pouco do lado de fora.

Acendi o cigarro e fiquei sentada na escada da entrada da casa enquanto observava a paisagem que tinha apenas som do vento batendo nas arvores, já que acabei conjurando o protego maxima em toda área próxima da casa depois que cheguei aqui, assim fiquei refletindo o que fazer com aquele garoto até que ele vá para Hogwarts, já que ele nitidamente é um bruxo... Deixar ele sozinho aqui seria negligente demais e milady jamais aceitaria uma criança na ilha (já que Nyx havia deixado bem claro que não era permitido menores de 17 anos em Alderney) e não posso deixar esse garoto nas mãos erradas.

Horas se passaram e apenas fiquei do lado de fora bebendo e vendo o sol nascer, e assim que tudo estava clareando, notei a presença do garoto que apesar de ainda expressar um olhar confuso, estava melhor que ontem e o mesmo perguntava onde estava os pais dele enquanto se sentava ao meu lado - Onde eles estão eu não sei... Mas garanto que eles nunca mais vão te machucar! - expliquei com sinceridade enquanto eu apenas acredito na possibilidades deles estarem mortos, pois fora da casinha como aquela Eivor é, tenho certeza que o destino que ela deu a eles foi a morte e o garoto ainda perguntou se o "demônio" tinha me assustado ontem a noite - Demônio? Você ainda acredita nessa baboseira depois de tudo que você passou? - perguntei enquanto o olhava com uma expressão séria e claro que ele retrucava dizendo que não era baboseira e sim algo sério - Bom, eu vou te explicar uma coisa... Não tem demônio nenhum dentro dessa sua cabeça, você é apenas um garoto especial. - ainda tentava achar uma forma de explicar para ele sobre o mundo bruxo e apenas via a expressão de confusa do garoto que começava a fazer mais perguntas sobre o que acontecia com ele durante os últimos meses - É claro que tem muita coisa para você aprender, mas saiba que depois do seu aniversário de 11 anos, você vai para uma escola chamada Hogwarts, onde só tem crianças e adolescentes como você. - é claro que faze-lo entender que ele é um bruxo e não uma pessoa "possuída" como aqueles trouxas imbecis colocaram na cabeça do garoto mas tudo começava bem já que ele estava curioso com a tal escola que mencionei e claro que fiquei disposta a ensina-lo sobre Hogwarts (apesar de eu nunca ter colocado um pé la, eu sei bastante coisa sobre aquela escola devido a popularidade da mesma) - Primeiramente, você pode me falar o seu nome? - perguntei gentilmente enquanto o mesmo se apresentava como Alan Spencer e em seguida perguntou o meu nome - Evelyn Kalinowa, mas me chame de Ivy - me apresentei enquanto o garoto se demonstrava mais feliz ainda - Vem, vamos tomar um café da manhã enquanto te falo mais coisas sobre Hogwarts! - falei enquanto me levantava e assim, nós dois voltamos para dentro da pequena casa para tomar um humilde café da manhã enquanto penso em como vou falar com Nyx sobre a situação!



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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeTer 05 Out 2021, 04:18


Dias se passaram e me sinto extremamente orgulhosa de como Alan esta se recuperando bem, é claro que pra comemorar, acabei comprando umas guloseimas para a gente comer e claro que acabei chamando o Vickon para sair do tédio (eu queria que Darwin viesse também, mas como Vickon odeia ele, preferi deixa-lo de lado pra evitar brigas).

Ao chegar na cabana, me deparei com o garoto olhando a janela - Cheguei! - avisei assim que fechei a porta com os pés e claro que o garoto estava feliz com a minha chegada e perguntou o que eu havia comprado - Ah, são só guloseimas e algumas bebidas - falei enquanto tirava as coisas da minha bolsa enfeitiçada enquanto Alan observa tudo impressionado, já que ele estava finalmente conhecendo o mundo bruxo com uma visão diferente - E pra ficar mais divertido, chamei um amigo meu pra fazer algumas brincadeiras pra você aprender mais coisas sobre o mundo bruxo. - falei de uma forma animada enquanto mais coisas saia de minha bolsinha e o garoto perguntava como era esse meu amigo - Bom, ele é uma pessoa legal e também bruxo assim como eu e você! - expliquei enquanto eu finalmente termino de colocar as coisas na mesa enquanto o garoto fazia mais e mais perguntas, principalmente sobre o futuro dele - Olha, eu garanto que vou deixar você em um lugar seguro e... Não se preocupe demais com o futuro, apenas viva o agora. - falei enquanto dava um sorriso amarelo e claro que depois disso, começamos a organizar a mesa enquanto aguardamos ansiosamente a chegada de Vickon

(...)

Depois de algum tempo de espera, ouço batidas vindas da porta e corro pra la imediatamente e ao abri-la estava um rapaz britânico perguntando se era ali uma festa - Entra! - falei dando leves risadas e dando abertura para o meliante entrar, apesar de ser um rapaz tipicamente britânico, o sotaque russo entregava totalmente a identidade de Vickon e também as suas reclamações em relação a forma que se viu no espelho também era típica de Vickon. Alan se mostrou chocado assim que viu Vickon desfazendo o feitiço de transfiguração (voltando a sua aparência normal) e o ruivo se mostrou impressionado com a aparição do garoto, perguntando se ele era o tal "Alan Spencer" que eu tanto falava e o menino fez um sim com a cabeça e foi se seguindo com Vickon se apresentando a ele - Tudo bem, podemos começar com a diversão agora mesmo! - falei já fazendo todo mundo se acomodar diante da mesa, assim começando jogos e desafios de perguntas relacionada ao mundo bruxo.


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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeSab 16 Out 2021, 04:29

Remeber Me
A Week in Dunscaith Castle
Foi engraçado vê-lo demorando um pouco para falar meu nome, o que por si só já aliviou bastante minha tensão. Jack disse que ficava surpreso pelo fato de eu me lembrar dele, e eu sorri em resposta, mal sabendo ele que eu mesma também estava surpresa com aquilo. Eu tenho plena compreensão de que na época de escola era comum que eu soubesse o nome da maioria das pessoas, principalmente pela minha personalidade curiosa que de muito serviu para o clube de comunicação, mas ainda assim eu não era aquela menina que tinha o costume de sair por aí conversando com todo mundo, até por me acharem estranha o suficiente graças aos meus hábitos pouco convencionais. Antes que eu pudesse lhe dar uma resposta, ele se sentou e soltou um comentário sobre ser inesquecível, o que me fez rir. — Realmente, existem pessoas nessa vida que a gente nem tem contato, mas não se esquece. — Respondi com um sorriso. Talvez ele pensasse que aquilo fosse uma cantada barata, mas a verdade é que falava sério, afinal, eu estava sofrendo com problemas de memória e eram poucos os nomes e rostos dos passado que ainda se mantinham vivos. E surpreendentemente ele era uma dessas exceções. Mantive meus olhos sustentados sobre os de Jack e antes mesmo que eu pudesse desviar, embora a timidez com certeza já tivesse me atingido em cheio, ele mencionava sobre o motivo de estar ali e como estava quase se arrependendo de ter  vindo. Arqueei a sobrancelha, curiosa sobre isso. — Por quê? — Perguntei, escutando com bastante atenção enquanto ele mencionava sobre as pessoas dalí serem muito caretas, logo apontando na direção de um homem. — Uhum, que tem ele? — Pergunto assim que movo meu rosto na direção apontada. Sinto um pequena agitação interna ao perceber que ele lia a última edição feita por mim. Tentei ignorar, rindo sobre o comentário a respeito de sua roupa.

Era uma roupa feia mesmo, totalmente fora dos padrões atuais, e com padrões atuais eu me referia aos padrões do século passado. Ele não era um homem velho, então a roupa acabava ficando muito esquisita mesmo. Coloquei as mãos na frente da boca, ainda dando risada. — Você esperava encontrar alguma coisa diferente por aqui? — O castelo era só uma espécie de pousada, a diversão mesmo ficava aos arredores, mas a curiosidade tomou conta do meu ser ao vê-lo tão desapontado com o local. Um pouco receosa, mexi na minha bolsa em busca do diário que guardei sem nem mesmo ter me dado conta e o retirei dali de dentro, e, um pouco envergonhada, quando criei coragem de olhar para ele no minuto seguinte, percebi que havia me distraído com o diário e logo me dei conta de que eu costumava escrever desde a época da escola. — Velhos hábitos não morrem. — Ri sem graça. Era bem provável que ele nem se lembrasse disso, afinal, eu era mais solitária em Hogwarts do que a maioria das pessoas, sempre me enfiando em problemas por ir atrás de coisas que chamavam a minha atenção, mas nunca chamando atenção para mim mesma. Durante a conversa, um garçom passou por onde estávamos e ofereceu as bebidas que haviam ali. Quando me virei para olhar o que ele tinha na bandeja, vi uma garrafa de hidromel e pedi que colocasse sobre a mesa junto de duas taças, caso Jack quisesse beber junto comigo.

— Obrigada. — Disse gentilmente ao garçom, que sorriu e agradeceu em cima, algo como um “às ordens, Srta. McCready” e me analisou como se buscasse alguma resposta que, por um acaso, eu já sabia qual era. Sorri sem graça e voltei a atenção para o rapaz diante de mim. Era sempre estranho ser “reconhecida” ou ser chamada por um sobrenome do qual eu nem tinha tanto contato com as pessoas que o dividiam comigo. — Aposto que ele quer saber o que me fez deixar o jornal. — Ri com a constatação. Minha carta de despedida havia sido publicada e era meio compreensível que dúvidas começassem a surgir. Logo me estiquei até a mesa e abri a garrafa, despejando o líquido dentro da taça. — Quer um pouco? — Minha pergunta saiu de maneira gentil. Então peguei minha taça e beberiquei um pouco do líquido, degustando-o antes de engolir.  — Aliás, se me permite perguntar... — Molhei os lábios antes de continuar, limpando o resquício de hidromel que havia ficado em meus lábios. — O que é que você gosta de fazer atualmente? Talvez eu consiga te indicar alguma coisa pela ilha... — Dei de ombros e esbocei um sorriso singelo. Por causa daquele diário que trazia comigo, eu talvez tivesse escrito sobre vários lugares da ilha e que talvez o agradassem de acordo com suas preferências, e como ele estava quase desistindo de sua estadia, achei que seria uma boa ideia. Meus olhos se mantinham sobre os dele enquanto esperava saber a resposta daquilo que tinha perguntado.


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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeSab 23 Out 2021, 19:37

Sweet unexpected reencounter
A risada de Éire me envolveu naquele momento e antes mesmo que eu pudesse pensar em reagir, senti meu rosto virar em sua direção. Durara apenas alguns segundos, mas o bastante para que eu também sorrisse genuinamente ao contemplá-la. Diferente do que eu me lembrava dela, eu costumava ser um garoto bastante tranquilo e estimado em Hogwarts. Tudo bem, talvez eu estivesse sendo modesto demais, mas nós éramos bem diferentes um do outro. Éire era uma menina muito fechada e solitária, embora ela não transparecesse isso à primeira vista. Sempre que eu a via, ela se encontrava presa a um pequeno caderno em uma das escadarias do castelo, concentrada demais para perceber o tumulto a sua volta. Me admirava que ela não se importava em ser daquela maneira, ser sociável... ou ao menos, era o que eu acreditava - Uma diversidade maior, sim. Era o que eu esperava – respondi sendo ainda contagiado pelo seu bom humor. Percebi sua mão deslizar até sua bolsa, onde logo agarrou uma espécie de diário. Eu notava o nervosismo nas expressões da ruiva. Ela tentava ser sociável, mas sua timidez não deixava de dar as caras. Estávamos um pouco próximos demais e então, de forma a não querer deixá-la desconfortável, me afastei, mas logo sendo atraído pela sua voz fazendo referência ao diário - Que bom ouvir isso – me peguei a fitando mais intensamente do que da última vez. Éire era graciosa, e eu não nego, acabava me deixando ser enfeitiçado. Sempre fora assim desde o momento em que nos falamos da primeira e também única vez há anos, mas era somente isso. Nada mais. Era irônico que eu lembrasse dela tão bem, mesmo sem termos tido contato de verdade. Eu a observava muito.

Um garçom então se aproximou e nos ofereceu o que parecia ser uma garrafa de hidromel, claramente uma cortesia do local. Balancei a cabeça em afirmativo de modo a agradecê-lo, porém, o ouvi chamar a mulher pelo sobrenome como se a conhecesse. Meus olhos encararam as duas taças na mesa a nossa frente e eu passei breves segundos pensativo sobre o que acabara de acontecer - Não é a sua primeira vez aqui, né? – soltei uma risada anasalada, recebendo um sorriso de volta. Sua fala a seguir me deixou mais intrigado. Jornal? Éire era famosa? Eu sei que eu poderia ter uma memória falha em algumas ocasiões, mas eu realmente não me lembrava de seu nome no meio da fama - Não, espera – murmurei. Então eu desviei o rosto até o mesmo homem que eu havia caçoado momentos atrás, e constatei o Profeta Diário ainda em suas mãos. Não sabia dizer se havia espontaneamente esboçado alguma careta e muito menos se ela havia percebido, uma vez que estava mais interessada nas bebidas naquele momento. Me senti envergonhado por ter esquecido de quem Éire se tratava. Eu não era muito adepto da literatura ou até de veículos de informação. Era errado ser daquela forma, especialmente nos dias de hoje... especialmente após uma turbulenta guerra. Era de se esperar que as pessoas procurassem se informar, mas eu era um pouco avoado para isso. A ruiva logo me ofereceu uma taça de hidromel, e desejando que ela não tivesse notado nada, aceitei calado. Ao buscar pela bebida, a ouvi rumar felizmente para outro assunto - O que eu gosto de fazer atualmente? – ela esperava me indicar algo, visto meus claros resmungos em relação ao castelo e todo o possível arrependimento que eu estava tendo daquela viagem.

- Eu não sou muito chato. Gosto de qualquer coisa, pra falar a verdade – e aquilo não era mentira. Eu era bastante eclético, não à toa, desde muito novo, perpassando por várias tribos em Hogwarts. Eu me dava muito bem com todos, não só pela minha personalidade, mas pelo fato de eu conseguir gostar um pouco de tudo. Era isso que me aproximava das pessoas - Mas confesso que eu vim esperando fazer algo novo. Eu costumava ser mochileiro quando mais jovem – memórias pelo mundo percorreram minha mente. Eu sentia falta disso. Eu sentia falta da liberdade. Meu trabalho era flexível, mas ainda assim, eu não me sentia como antes. Eu estava vivendo uma vida normal, e só eu sabia como odiava ser normal como os outros. Meu espírito aventureiro gritava. Eu não conseguiria ficar muito tempo preso e com os pés no chão. Eu não era assim e nem queria. Provavelmente, não demoraria muito até que eu pedisse demissão da loja de quadribol. Mag Mell estava me enfadando - Você quer saber a verdade? Acordar, fazer uma trilha e chegar no topo daquelas colinas – apontei à janela, onde era possível avistar a parte rural da ilha - Na tarde, ir desbravar os mistérios da ilha, assistir o pôr do sol, voltar pra cá, e à noite correr pelas ruas iluminadas dos arredores igual aqueles clipes de música trouxas – levei o hidromel aos lábios e dei um longo gole, enquanto a observava por cima da taça. Um sorriso contido surgia de leve - Mas pra o dia ser mais perfeito e eu colocar a cabeça no travesseiro em paz depois disso tudo, faltaria uma companhia – eu prontamente fazia questão de deixar o silêncio dominar em alguns minutos da conversa. Esse era meu charme. Ok, eu estava flertando - Você conhece alguém, senhorita McCready? – copiei a entonação do garçom de antes, divertindo-a. Jurei ter visto Éire corar, mas a fim de deixar o clima menos tenso, pisquei em sua direção e desviei o olhar - Você acredita que eu não sabia que era você a editora-chefe do Profeta? – descontraí - Por que saiu do jornal?


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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeTer 26 Out 2021, 12:58


Já próximo ao pé de uma montanha, avistei alguém. Era uma senhora idosa. Ela estava colhendo as ervas que nasciam no solo da encosta. Seu rosto corado e ossudo transmitia calma de espírito. Seus cabelos eram encaracolados e cinzentos como as suas vestes puídas; seu estilo de vida deveria ser dos mais simples. Fui caminhando, cuidadoso, na sua direção e, quando estava a uma distância que julgava ser suficiente para que ela pudesse me ouvir, pigarreei, tentando me anunciar da melhor maneira que sabia. ― E aí! ― Ao menor ruído da minha voz, as feições da senhora, antes calma e serena, mudaram para uma expressão raivosa. Ela me encarou por um breve segundo, de cara amarrada, depois se virou e começou a se afastar, como se estivesse fugindo de mim. ― Hum… foi mal aí! Não quis atrapalhar... ― Arrisquei um pedido de desculpas, mesmo sem saber o que eu tinha feito de errado. ― Eu só estava imaginando se a Senhora saberia me falar sobre o vilarejo mais próximo daqui, tipo, como eu chego lá e tals. ― A velha já estava a uns dez metros de distância, prestes a entrar para uma trilha da montanha, quando parou e se virou para mim. Seu rosto ainda estampava uma fúria incompreensiva, como se cada palavra minha piorasse ainda mais o seu humor. Decidi chegar mais perto para ouvir o que ela tinha para falar, mas fui cortando caminho por um canteiro de flores silvestres, a fim de encurtar os passos. Foi uma ideia idiota. No meio do canteiro, algo me puxou para baixo e eu mergulhei com as pernas numa espécie de poço, até a altura das coxas, e pouco a pouco fui afundando mais. Areia movediça?, pensei, apavorado e confuso. Rapidamente, sem hesitar, puxei a varinha e a apontei para a primeira árvore que vi. ― Carpe retractum! ― bradei. Apertando o punho da varinha com as duas mãos, senti o puxão do feitiço me levantar do chão e me guiar na direção da árvore. Era sorte que ela estivesse firmemente plantada no solo. Quando me livrei totalmente da armadilha, deixei-me ser puxado pela árvore até o caminho por onde a velha tinha passado, então cancelei o feitiço.

Por falar na velha, ela tinha assistido tudo. De repente, seu semblante mudou por completo, indo da raiva extrema para um sorriso bondoso e iluminado. Achei aquilo muito estranho, mas continuei me aproximando. ― Essa foi por pouco ― comentei, aliviado, enquanto diminuía a distância entre mim e a senhora. Se eu fosse você, tomava mais cuidado ao desafiar a natureza dessas montanhas. A mulher idosa tinha a voz aguda e falhada, como uma risada de megera. Até me lembrava a velha Starry da tenda de profecias, onde eu costumava trabalhar. ― Anotado. Mas sobre o vilarejo mais próximo... ― Tentei insistir no assunto, porém, ela se virou novamente e prosseguiu adiante na trilha. Fui atrás. Eu posso te mostrar o caminho através das montanhas. Atrás delas passa uma estrada que leva a diversos vilarejos da ilha. Mas antes vamos precisar passar por alguns obstáculos. A forma como ela me dizia isso, insinuava algum tipo de perigo oculto do qual eu não tinha a menor ideia. ― O que você quer dizer com “obstáculos”? ― Eu mal tinha terminado de perguntar quando a velha parou de andar. Olhei para frente, além dela, e vi que tinha alguma coisa bloqueando a trilha: era um pedaço de árvore, que caíra provavelmente com um deslizamento de terra. Eu teria passado tranquilamente por ele, mas a mulher não. Isso que eu quero dizer, falou, indicando o tronco que cruzava o nosso caminho. Seria da sua bondade retirá-lo para que possamos passar? Por um momento, tive a impressão de estar de volta ao trabalho na tenda de profecias, onde Madame Starry recorria a mim para fazer os serviços “pesados” que o seu corpo idoso e frágil já não era mais capaz. ― Por que não? ― respondi, escondendo um pouco de má vontade, porque já sacara qual era a da velha. Apontei a varinha para o tronco e recitei enquanto fazia os movimentos: ― Wingardium leviosa! ― Com a força do feitiço, levitei o tronco a poucos centímetros do solo e o movi para a lateral da trilha, abrindo um caminho largo, suficiente para passarmos. Assim que terminei, a velha passou na frente e seguiu andando. [...] Como previ, aquele não foi o único desafio que a mulher me colocou para superar por ela. Houve uma sebe de espinheiros bloqueando a trilha, uma pequena ponte caída que eu precisei recompor, um espírito agourento no meio do bosque que tive de espantar e mais um casal de lobos, que passara a rondar uma cabana no meio do nada; que depois descobri ser a casa da velha. Só depois disso que ela me indicou o caminho certo para chegar à estrada. Mas, pelos menos, me deu algumas ervas que ela tinha colhido, dizendo que eram ótimas para chás e com poderes curativos. Agradeci, mesmo tendo eu feito todo o trabalho, e fui embora, trilhando meu caminho até a estrada.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeDom 14 Nov 2021, 21:43

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O fato de Jack não fazer ideia que eu era do Profeta Diário me fez soltar uma risada anasalada e divertida, afinal, não era muito comum que as pessoas se surpreendessem tal como ele se mostrou surpreso. O mais engraçado em tudo aquilo é que eu realmente não me incomodava, na verdade, era até bem gostoso não precisar me preocupar com esse fator durante nossa conversa, porque ele não parecia ter medo que eu fosse expor seus maiores segredos para as folhas de um jornal. Ingeri um pouco do hidromel que havia aceitado do garçom e aguardei um momento, escutando com atenção quando ele dizia gostar de qualquer coisa, embora estivesse esperando por algo novo. Levei meus olhos até ele com curiosidade sobre aquela fala, sorrindo em seguida de suas falas ter sido mochileiro. — Também viajei bastante quando mais jovem. — Saiu de maneira tão instantânea que chegou a ser engraçado. O único problema seria se ele viesse a me perguntar mais sobre as viagens assim, de supetão. Por mais que eu soubesse dizer os lugares pelos quais já passei, seria complicado contar histórias, já grande parte dessas lembranças vinham por alguns escritos em meus diários. Deixei um suspiro suave escapar antes de dar mais um gole na bebida, aproveitando então a imagem que surgia em minha cabeça enquanto me era narrado um pouco sobre o que ele gostaria de fazer. Fui pega de surpresa, porém, ao escutá-lo dizer que para que o dia de trilha, caminhada e pôr do sol fosse perfeito, seria necessário uma companhia. Meus olhos estavam sobre os de Jack naquele momento e por algum motivo pude sentir um friozinho na barriga, nada exagerado, mas que já dava aquela sensação de “opa, isso foi algum tipo de indireta?”. — Pode ser que eu conheça. — Respondi enquanto sentia minhas bochechas esquentarem um pouco. Por Merlin, eu não tinha mais idade para ficar corada. Contudo, o sorriso em meu rosto permaneceu.

— Foram dez anos me dedicando ao jornal… — Iniciei a resposta assim que percebi a sutil mudança no assunto. Não era nada demais falar sobre aquilo, afinal era minha zona de conforto e eu sabia que conseguiria discorrer melhor algum tipo de comunicação. — Fui estagiária até me formar e após a confirmação de que eu havia me formado, eles me efetivaram. Aos vinte, acabei me tornando editora-chefe e à partir daí minha vida virou de ponta cabeça. — Não era necessário explicar detalhe por detalhe de tudo o que ocorreu durante meus momentos como editora-chefe, sobretudo no início. Puxando as memórias comigo, não era difícil que eu fechasse os olhos vez ou outra ou acabasse esboçando sorriso espontâneos durante a breve história. — Só que… Durante todo esse tempo eu nunca cheguei a ter um momento para mim, entende? Foi só trabalho, trabalho e trabalho. — Não era mentira, meu único tempo livre foi quando fui sequestrada e levada para aquela ilha que hoje conhecemos como Mag Mell, e até hoje não consigo compreender direito como cheguei lá e como saí. Sequer era conhecida pelas outras pessoas. Bom, voltando… — Então eu cheguei num ponto onde precisei escolher viver um pouco fora daquelas paredes e tentar resgatar um pouco daquilo que eu tinha perdido. — No caso era minha memória, mas não achei que precisava falar disso. Conforme eu discorria minhas motivações, balançava delicadamente a taça com hidromel, levando-a aos lábios alguns segundos depois. Basicamente era essa a minha história, embora não necessariamente fosse tão simples como eu fiz parecer. O momento para falar de coisas tão sérias não era aquele e eu não tinha a intenção de aborrecê-lo de tal modo. Assim, coloquei minha taça novamente em cima da mesa e mexi na minha bolsa, puxando o diário logo de uma vez, abrindo-o em uma determinada página que talvez fosse interessante para Jack.

Gastei um tempinho para achar a página, mas assim que achei, abri um sorriso. — Na época em que eu comecei a trabalhar efetivamente no jornal, eu até me divertia mais... Explorava lugares para fazer matérias, mas tem um em específico que acabei desistindo, buscando preservar o local ao invés de lotá-lo de curiosos. — Lhe entreguei o diário para que visse as imagens do lugar. A primeira foto continha uma paisagem natural com cachoeira e uma água cristalina, enquanto as outras seguiam a mesma ideologia, mas claramente se mostravam estar em outros lugares. Aquela página também continha textos falando a respeito do local e narrando a experiência. — Os trouxas chamam esse lugar de Piscina das Fadas por conta da beleza local e das águas absolutamente cristalinas, mas o interessante é que de fato há fadas pelo local, embora não apareçam por ali com frequência. — Comentei com Jack, esboçando um sorriso tímido enquanto falava. Não queria demonstrar tanta empolgação ao falar a respeito, mas era um tanto impossível. Fazia um bom tempo desde minha última visita a Skye, então não sabia se algo havia mudado desde minha estadia. — Mas não é um lugar fácil de encontrar... Na verdade é muito comum se confundir na hora de achar a trilha correta e muita gente acaba se desistindo. — Dei de ombros, achando cômica a ideia de pessoas despreparadas em fazer trilha tentarem memorizar a aparência de uma só por aquilo que ouviram de outros. Skye era uma ilha interessante, mas poucos realmente conheciam sua verdadeira beleza e magia. Num dado momento, percebi que aquela conversa talvez pudesse estar entediando Jack, então o olhei novamente, agora de uma maneira mais serena do que antes, talvez por culpa da bebida, ou talvez porque eu já estivesse me sentindo mais confortável. — Acabei e perceber uma coisa... Eu te contei até porque eu saí do jornal, mas sobre você... Bem, eu não sei nada. — Soltei uma risada divertida e espontânea, esticando minha mão para puxar a taça e dar mais um gole no hidromel. — O que você tem feito? — Certo, era uma curiosidade sincera.


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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeSex 10 Dez 2021, 05:39

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Era até engraçado saber que Éire havia estado no Profeta Diário por longos dez anos e eu nem tinha conhecimento. Não à toa, acabei me engasgando com a bebida ao ouvir aquilo. A mulher também havia se tornado editora-chefe aos vinte anos de idade, o que me deixou surpreso por alguns segundos. Admito que parte de mim se sentiu um pouco encabulado ao perceber que ela já havia feito um tanto durante a vida, completamente diferente de mim. A voz de meu pai ecoou em minha mente, me fazendo relembrar dos momentos em que ele adorava causar uma briga dentro de casa, quando eu ainda era novo. Nós nunca tivemos uma boa relação. Eu tinha agora vinte e oito anos, mas levara todo esse tempo para que eu finalmente tivesse coragem para tomar jeito, além de uma bela expulsão de casa. Eu não era mimado, mas “vagabundo” era o perfeito adjetivo para me caracterizar e eu tinha plena noção disso. Bastou ficar longe de tudo e buscar independência financeira quase que na obrigação, para eu conseguir amadurecer. De fato, eu descobri do pior jeito. Eu só aprendia na porrada, essa era a verdade. Éire sorria naturalmente, perceptivelmente perdida em lembranças, o que me contagiou. O brilho em seu olhar denunciava seu amor pelo antigo trabalho, apesar dos apesares. Saber que ela havia tido coragem o suficiente para desapegar disso, fez com que eu me tornasse um pouco mais introspectivo naquele momento - Nossa – foi a única coisa que consegui dizer. Eu estava maravilhado, exaltando-a com o olhar e isso já denunciava tudo. Confesso que saber sobre toda essa parte de sua vida, acabou me fazendo admirá-la um pouco mais. Ela provavelmente não sabia, mas carregava um brilho consigo mesma sem precisar dizer uma palavra se quer. Poucas eram as pessoas que possuíam isso, mas eu já havia percebido no primeiro momento em que nos esbarramos em Hogwarts. Ela era encantadora e parecia não ter noção disso.

Percebi que ela agora dava atenção a algo e de dentro de sua bolsa, ela retirou um diário. Suas mãos correram pelas páginas até que ela parou em uma e adiantou o assunto, me entregando o objeto. Algumas fotografias se moviam por aquelas folhas, ilustrando o que pareciam ser locais paradisíacos, os quais Éire afirmava terem feito parte de suas viagens de exploração no passado. Contudo, seu dedo apontava para uma em especial, contendo uma grande cachoeira com uma água exageradamente clara, além de uma caverna mais ao fundo - Isso existe? – parecia tão perfeito à ponto de ser irreal, devo admitir. Eu não estava acostumado a visitar locais assim. Praias e cachoeiras não eram algo que me atraía, ao contrário da maioria. Eu sempre fui uma pessoa do contra e apreciava locais mais exóticos e diferentões. Ainda assim, aquela imagem me trouxe uma certa sensação de paz. Éire havia feito uma descoberta e ela estava mais do que certa em ter omitido sobre o local às pessoas. Parecia um refúgio. A ruiva dizia que trouxas tinham conhecimento dali, e que pelo fato de ser dominado por aquelas águas tão cristalinas, eles logo chamaram o local de Piscina das Fadas. O interessante era o fato de os mesmos não saberem que realmente existiam aquelas criaturas residindo por ali. Eu depositei minha taça sobre a mesa a nossa frente e segurei o diário melhor com as duas mãos, enquanto virava o rosto totalmente na direção de Éire. Estávamos até que próximos demais, visto uma certa empolgação de sua parte ao contar sobre aquela descoberta. Acabei passando um bom tempo em silêncio, apenas no intuito de continuar ouvindo sua voz. Poderia ser clichê, mas eu realmente estava encantado pela mulher. Era lindo vê-la se animar com o assunto, principalmente porque seu sorriso se alargava um pouco mais a cada segundo que passava. Naquele instante, me arrependi de nunca ter passado mais tempo com ela na juventude. Eu a via sozinha, na maior parte das vezes, sentada naquelas escadarias extensas de Hogwarts. Em alguns dias, me pegava a observando de relance, mas nada que a fizesse perceber, contudo, sempre acabava me distraindo com alguns amigos que se aproximavam logo depois. Era difícil aproveitar de minha própria companhia naquela época, e eu não estava reclamando, porém, era por conta disso que eu acabava perdendo oportunidades como as de poder conhecer Éire melhor. Ela concluiu seu discurso mencionando que o lugar era difícil de ser achado, e logo desviou o assunto, um pouco curiosa sobre mim. Até então, apenas ela havia se aberto e se dando conta disso, ela riu antes de buscar pelo hidromel novamente. Com os olhos sorridentes, eu suspirei - Por onde começar? – brinquei - Eu saí de Hogwarts e me formei em Adivinhação e Filosofia Mágica. Sim, muita coisa. Nem sei como consegui conciliar duas graduações ao mesmo tempo – percebi que a mulher ficara um pouco surpresa, o que não era incomum. Muitas pessoas costumavam ficar espantadas pela minha escolha, afinal, convenhamos que Adivinhação nunca foi uma matéria que chamava muita atenção - E sim, eu sou um pouco... – tentava achar a melhor palavra - Excêntrico. Eu gosto de coisas diferentes, coisas que as pessoas não costumam gostar. Eu sou do grupo dos estranhos.

Sempre fugindo do padrão, eu me encantava por áreas de gosto menos populares. Eu e Éire fazíamos parte não só da mesma casa, mas também da mesma turma em muitas matérias, e não sabia se ela lembrava de minhas notas em Adivinhação, o que eram motivo de zoação de muitos amigos meus na época. Às vezes era difícil ser o único que se destacava em uma matéria caçoada e desmerecida pela maioria - Mas eu acabei não atuando na área. Eu passei por muitos empregos, tive minha banda... – se havia algo na qual eu realmente me sentia feliz fazendo, era cantar. Mesmo que por hobby, essa foi uma paixão que nasceu quando eu ainda era bem novo. Junto com alguns amigos, acabei formando uma banda em Hogwarts, e até a formatura, o que mais fazíamos era tocar nos bailes de inverno e festas que alguns alunos faziam nas comunais - Lembra? – sorri, uma vez que Éire balançou a cabeça em afirmativo - Hoje eu... – então eu pausei a fala bruscamente. Eu não gostava muito de revelar sobre meu atual emprego. Não era por vergonha, mas talvez por medo de que as pessoas sentissem pena de mim. Eu só estava atuando como vendedor pelo dinheiro. Não era algo que eu almejava - Hoje eu... eu sou professor – esbocei uma careta em automático, mas que logo se desfez. O quê? Foi a primeira ideia que me surgiu à mente. A verdade era que eu não queria ser verdadeiro sobre minha vida profissional com Éire. Ela era uma escritora, uma jornalista e havia se tornado chefe do Profeta. Eu me sentia mal por apenas trabalhar numa loja de quadribol. Eu queria estar à sua altura. O problema é que ela parecia realmente interessada e então eu pigarreei, antes de forçar mais naturalidade - Mas não estou em Hogwarts. Eu sou docente em... Ilvermorny. Dou aulas de Adivinhação – uma risada forçada saiu, mas logo voltei a desviar a atenção ao diário ainda em minhas mãos. Eu busquei pela taça novamente e de uma vez, acabei terminando todo o hidromel que restava. Percebi Éire estranhar minha atitude, e contendo um nervosismo, eu tentei mudar definitivamente de assunto - Mas esse lugar... por que você me mostrou ele? – a curiosidade era genuína apesar da situação. Felizmente, ela parecia tranquila e voltou a sorrir quando voltei com aquele tema, embora ela tivesse fugido da pergunta - Éire – eu me virei um pouco mais em sua direção e a fitei com um sorriso no canto da boca - Você quer me levar lá? – mesmo que eu estivesse a fim de jogar uma indireta num tom brincalhão, internamente, eu queria que a resposta fosse “sim”. Já havia reparado que ela corava facilmente, o que não foi diferente dessa vez. Eu fechei o diário e num movimento sutil, eu a entreguei, deixando com que meus dedos roçassem lentamente nos seus. Nossos olhos se encontraram e um clima nos envolveu brevemente, mas ela os desviou logo após.


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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeTer 11 Jan 2022, 00:02

Remeber Me
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Naquele momento eu estava totalmente imersa no que Jack tinha para me dizer a seu respeito. Logo de cara me senti interessada em sua vida, assim que o escutei dizer suas formações, e sorri de forma genuína enquanto buscava fazer silêncio mesmo ao bebericar mais um pouco do hidromel. Nunca chegamos a passar muito tempo juntos na escola, na verdade, nunca chegamos a passar nenhum tempo juntos, porque o grupo de amigos que ele tinha não eram de pessoas que curtiam a presença de uma esquisita com um diário. Apesar disso, ele nunca se deixou levar por essa imagem e até já chegou a me defender de alguns ataques desnecessários que chegavam a fazer contra mim. Uma risada escapou dos lábios assim que minha mente puxava a lembrança de Jack em uma banda, algo ainda na época da escola e que aparentemente ele seguiu após se formar. Balanço a cabeça de forma afirmativa quando ele me questiona se eu me lembrava. Eles eram muito talentosos, ele era muito talentoso, mesmo que talvez não achasse isso. Mas então algo em seus gestos e fala me fez ficar alerta, analisando-o de maneira sutil enquanto o ouvia falar sobre ser professor. Por quê ele exitou antes de falar aquilo? Molhei os lábios com a ponta da língua, percebendo também sua careta. O que tinha errado em dizer que era professor? Era estranho que um comportamento tão natural, de uma hora para outra, se tornasse algo mais enxuto, digamos assim. Balancei a cabeça, percebendo que estava analisando o rapaz tal como eu fazia quando entrevistava alguém para o jornal. Essa época da minha vida tinha acabado e eu precisava mesmo aprender a conversar civilizadamente sem ficar analisando os outros. Era uma atitude bem feia da minha parte, diga-se de passagem. — Ilvermorny? Que legal… Nunca cheguei a conhecer a escola, embora tenha visitado o país algumas vezes. — Comentei de maneira descontraída, tentando ignorar a estranheza de Jack ao falar a respeito daquele assunto.

Mantive minha atenção sobre ele, tentando ao máximo não parecer invasiva no modo como o encarava, mas ele logo mudou o assunto, voltando para o que falávamos antes: o local que registrei no meu diário. Sorri com aquilo de forma involuntária, mas desviei meu olhar no mesmo segundo. — É um ambiente bem interessante e eu… — Tentei desconversar, mas ao escutar meu nome ecoando de seus lábios, acabei voltando a fitá-lo, agora curiosa com o que quer que ele quisesse me falar, mas ao contrário do que eu talvez pudesse esperar, minhas bochechas adotaram um leve rubor ao escutá-lo perguntar aquilo, me fazendo rir. Com Jack fechando o diário e o entregando para mim, ergui minha mão para segurá-lo e senti meus dedos sobre os dele, fazendo com que eu sentisse um leve arrepio, me fazendo desviar o olhar mais uma vez naquela noite, após alguns segundos. Mantive o silêncio presente entre nós dois por um tempo, tomando coragem para agir de forma mais deliberada pela primeira vez. Jack era uma pessoa do meu passado, quer dizer, ele estudou em Hogwarts junto comigo, embora não fôssemos amigos e muito menos próximos, mas naquele momento... Era como se nós nos entendêssemos e eu apreciava a companhia. Por isso, tomei coragem para dar uma resposta adequada. — E se eu quisesse, você iria? — Viro meu rosto, analisando suas expressões enquanto um sorriso muito contido tomava conta do canto dos meus lábios. — Não tenho a intenção de passar todo o tempo da minha estadia bem aqui nesse lugar, e pelo jeito como você está super empolgado com a agitação local, acredito que você também não. Então... Que mal há nisso? Te mostrei porque talvez fosse um lugar que você quisesse conhecer. — Dei de ombros, embora sorrisse mais abertamente agora. Se ele não quisesse me acompanhar, tudo bem também.

— Essa é uma época do ano em que os turistas não tentam encontrar a trilha que leva ao local. Na verdade, é aconselhável não fazer por conta da umidade, mas bruxos não precisam se preocupar tanto com detalhes assim, não é verdade? — Minhas feições indicavam certa esperteza naquela descoberta, isso porque era uma pesquisa longa que fiz sobre o lugar, tudo porque esperava visitá-lo mais vezes. — Por isso, se você estiver interessado... Vou adorar a companhia. — Levei a taça com hidromel para a boca, bebendo mais um gole e sorrindo logo em seguida, analisando o nosso redor e percebendo que aos poucos o lugar começava a ficar um pouco mais vazio. — É impressão minha ou as pessoas estão decidindo se recolher mais cedo? Gente, que sem graça. — Comento de repente, fazendo uma careta. — Desculpe, é mania... Às vezes acabo analisando demais o ambiente, coisa de jornalista, creio eu. — Coloco uma mecha de cabelo para trás da orelha, fechando e abrindo os olhos algumas vezes. Apoiei a taça sobre a mesinha diante de nós e comecei a guardar o diário, organizando minha bolsa e logo me esticando novamente, pegando a taça e novamente bebendo seu líquido. — Provavelmente é porque amanhã vão buscar fazer aquelas coisas chatas como caçar e jogar daqueles jogos chatos que só pessoas ricas se interessam. — Ok, agora eu estava divagando sem necessidade, mas o pensamento me fazia rir. Era interessante olhar para os demais e apenas deduzir o que eles pensavam ou queriam fazer, sem me basear em fatos e nem nada disso, apenas deduções.


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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeSeg 14 Fev 2022, 22:01

Sweet unexpected reencounter
A resposta de Éire foi certeira, e admito, não imaginava que ela fosse audaciosa àquele ponto. Tudo bem, ela nunca aparentou ser tão tímida assim e nem nada do tipo, mas ela correspondeu o flerte sem rodeios. Seu olhar encontrou o meu e eu tentei esconder o sorriso que insistia em crescer em meu rosto. Ela fazia o mesmo, antes de quebrar o silêncio com uma continuação menos corajosa. Na realidade, eu senti que ela queria justificar sua resposta para tentar camuflar o flerte - Eu aceito seu convite, senhorita McCready então finalmente me aliviei com uma risada, ao voltar a imitar o mesmo tom de voz ao qual o garçom havia utilizado com ela instantes atrás - Eu quero, eu quero conhecer sim – o brilho voltou aos meus olhos. Em seguida, a ruiva indagou sobre a questão de turistas pelo local e como não era aconselhável que eles não aparecessem pela trilha por conta da umidade naquela época. Seu semblante se tornou quase como uma careta, se mostrando bastante esperta e conhecedora sobre os detalhes da Piscina das Fadas. Ela buscou a taça de hidromel e eu a acompanhei, tomando de um bom gole enquanto a olhava interessado. Não nego, Éire sempre me pareceu ser uma menina divertida em Hogwarts, apesar de na maior parte das vezes, preferir estar sozinha com seu caderno na mão. Eu sempre me pegava intrigado com a cena, especialmente após conhecê-la de verdade pela primeira e única vez. Foi uma pequena interação, mas o suficiente para que eu ficasse curioso. Ela se destacava em meio às outras garotas, sem se esforçar. Era esse jeito único de ser que me fez espioná-la nas poucas vezes em que nos esbarrávamos. Mesmo já tendo respondido sobre acompanhá-la naquela aventura, ela enfatizou o convite e eu respondi apenas com o olhar, no silêncio daquele salão.

Se não fosse por ela, talvez eu ainda persistisse admirando-a. Éire me despertou a atenção ao mencionar sobre o movimento diminuindo ao redor - Pois é – respondi sério ao seu comentário sobre todos estarem provavelmente se dirigindo aos seus quartos. Eu girei o rosto para perceber alguns indivíduos que começavam a subir as escadas. O homem no qual eu havia visto com o Profeta Diário anteriormente, também já havia desaparecido. Éire logo pediu desculpas, avisando que era algo de sua personalidade observar e analisar o ambiente - Esse castelo é tão antigo que eu aposto que todas essas mesmas pessoas testemunharam a construção dele – ela sorriu em resposta, e eu continuei notando seus movimentos. Naquele momento, eu não soube o que dizer. Talvez eu até estivesse sendo um pouco irritante com todo aquele olhar a seguindo, mas era como se eu estivesse enfeitiçado. Todos os seus jeitos e trejeitos eram graciosos. Eu poderia ficar admirando-a guardar seu diário e tomar daquele hidromel por mais um bom tempo, sem reclamar. Mas então, ela voltou a dirigir sua atenção a mim e num reflexo, eu desviei o rosto. Ok, talvez rápido demais, droga. Não sei dizer se a mulher percebeu, mas não houve nenhum daqueles silêncios e muito menos sua voz balbuciou. Pelo contrário, ela ainda divagava na esportiva sobre a questão dos outros hóspedes por ali - Xadrez, né? – me referi aos jogos chatos em que ela dizia que só pessoas ricas se interessavam - Aqueles dali – aproveitei do fato de o casal de idosos que meus olhos recorreram, se encontrarem de costas para nós dois - Eu aposto tudo o que você quiser que quando forem para o quarto, ela vai xingar ele e pôr o cara para dormir em outra cama – concluí minha dedução ao notar que o velho senhor parecia paquerar uma mulher mais nova e sua esposa o repreendia disfarçadamente.

A risada de Éire encheu meus ouvidos, mas eu contive o ímpeto de voltar a olhá-la. Meus olhos continuaram acompanhando o casal mais ao longe, até que eu percebi a senhora ir de encontro ao balcão e falar algo com um dos recepcionistas - “Por favor, eu quero um quarto extra, meu querido. Meu marido hoje vai dormir em outro lugar” – numa voz mais aguda e baixa somente para a ruiva ouvir, eu reproduzi um falso diálogo da senhora, enquanto analisávamos toda a cena. Após mais algumas risadas, eu passeei os olhos até encontrar uma mulher de traje pomposo agarrada ao braço do que eu julgava ser seu marido, quem trajava um terno bastante elegante - Aquele dali vai arrancar os cabelos rapidinho quando souber que a mulher gastou uma boa fortuna nas mordomias do castelo – automaticamente, eu me ajeitei e me aproximei mais de Éire para conseguir falar mais baixo, porém, antes de prosseguir, eu percebi que meu ombro batia contra o dela e meu rosto quase encostava no seu. Ela só percebeu quando se virou na minha direção e eu parei de respirar num pulo. Como se tivessem vida própria, meus olhos rolaram até seus lábios e eu engoli em seco, antes de voltá-los aos seus. Fiquei desconcertado por um tempo, como se eu houvesse me esquecido de como me mexer e então eu me afastei, soltando uma risada anasalada. Eu não conseguia nem sequer me desculpar, eu havia perdido a fala - Desculpa, eu não... eu não queria... – o sorriso era de nervoso. Eu desviei o rosto por um tempo, querendo obter coragem para voltar a olhá-la nos olhos outra vez. Com um suspiro demorado, eu finalmente consegui dizer algo após ganhar mais um tempo ao terminar o líquido na taça e depositá-la sobre a mesa de centro - Não sei porque não fomos amigos em Hogwarts – comecei a brincar com meus próprios dedos sobre o colo e ao fitá-los por um tempo, eu girei o rosto para alcançá-la finalmente - A gente conversou um dia para nunca mais – ri, descontraindo o clima - Se lembra disso? Você estava próximo do campo, correndo atrás de algo com algum jogador e acabou se acidentando. Bem atrapalhada eu diria. Com sua jaqueta de couro... – rolei os olhos até a peça enrolada à sua bolsa no sofá. Aquilo me fez sorrir, mas não levou muito tempo para meu semblante mudar e eu cerrar a mandíbula - Eu odiava aqueles jogadores da Sonserina – as memórias me inundavam. A imagem de Éire caída no chão e sendo zoada pelo grupo de garotos me fez desviar os olhos, querendo esconder uma leve irritação.


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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeSeg 14 Mar 2022, 19:05

Preszi vestiu-se de maneira mais sóbria que o normal apenas por insistência da mãe. Já eram os parentes mais altos, mais "providos de uma arrogância que só se vê em gente alta" (palavras do avô), então tinham que se comportar. A família Vyttoics, originalmente de duendes, não era tão simpática com aqueles que haviam se relacionado com bruxos. E Preszi era uma desses, já que seu bendito avô foi um duende, a bendita avó uma bruxa escocesa, o que resultou na mãe — ainda mais baixinha que si e com os cabelinhos claros. Perto dela (e dos outros familiares, menos o pai), Preszi era considerada alta. Seu menos de um meio e meio destacava-a nas fotos de família. "Pois estão vamos logo, vamos logo, rápido!", ela apressou os pais. Quanto antes chegassem à toca dos Vyttoics, antes poderiam retornar a Londres. Saiu dali.
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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeDom 08 Maio 2022, 01:56

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— Exatamente. — Respondi sobre a referência ao jogo de xadrez, soltando uma risadinha logo em seguida. Depois disso, começamos a confabular sobre um dos casais à nossa frente. Ele achava que a esposa do cara o colocaria pra dormir em outra cama, e observando a situação, foi fácil perceber o motivo dessa interpretação. O senhor paquerava uma mulher mais nova bem na frente da esposa, e a cara dela era de poucos amigos. Acabei soltando uma risada divertida, percebendo que realmente aquela era uma situação cômica, ao menos para quem via de longe. Conforme o casal se afastava de onde estávamos e parava diante do recepcionista, já me preparava para olhar para outra parte do salão quando fui pega desprevenida pela voz de Jack, imitando a senhora pedindo um quarto extra. Levei minha mão até a boca para não rir alto. Tantos anos escrevendo sobre a vida dos outros no jornal, e nunca parei para olhar algumas situações dessa forma cômica como Jack levava. Meu estômago já dava sinais de querer doer por conta das risadas quando ele me mostra mais um casal, mencionando sobre o cara querer arrancar os próprios cabelos pela esposa ter gastado uma fortuna. Prendi os lábios, virando meu rosto para rir com ele, só então notando o quão próximo estava. Me esforcei ao máximo para não ficar sem graça, afinal, da última vez em que estive tão perto assim do garoto, foi em Hogwarts e eu tinha um certo crush nele. Ok, não chegamos a ficar tão próximos como agora, mas isso não importava muito para a questão. Um clima pareceu se instaurar naquele momento e eu senti minha respiração ficar um pouco mais densa, mais lenta, enquanto observava seus olhos desviando dos meus e analisando algo no meu rosto. Soltei o ar de maneira suave, desprendendo meus lábios e mantendo o absoluto silêncio, até que ele se afasta de maneira brusca, rindo um pouco. Decido olhar pra baixo e controlar a timidez que por algum motivo queria dar o ar da graça. — Não foi nada… — Respondi quase imediatamente. — Quer dizer… Ah, eu não quis di… — Melhor que eu me calasse, já estava me complicando demais com aquela situação, então apenas sorri de um jeito sem graça.

Para alguém tão boa com palavras, eu parecia ter esquecido como se falava. Demorou um tempinho até conseguir me recompor, além do silêncio ter se instaurado, só sendo quebrado com um comentário de Jack que me fez esboçar um sorriso sincero. Nem eu mesma sabia porque não fomos amigos em Hogwarts. Depois do sequestro que me fez ficar com problemas na memória, eu já esperava não conseguir me recordar de muita coisa, mas eu me lembrava dele e da época em que estudávamos… Então por qual razão eu não conseguia me lembrar de motivos que nos separavam na questão amizade? — Ah eu me lembro… — Respondi, não sobre esses motivos, mas sobre o questionamento feito por Jack. Fiz uma careta quando voltei para aquele dia, onde eu tentava falar com um dos jogadores de quadribol e simplesmente... Apertei minha jaqueta de couro sobre meu colo e sorri em seguida. — Eu fazia parte do clube de comunicação… Estava tentando conseguir informações sobre os treinos da Sonserina, e um dos jogadores reserva concordou em ser entrevistado. — Molhei os lábios por um momento. — O que eu não sabia é que tinha sido levada para um ponto estratégico de onde me jogariam um balaço. — Olhei para Jack naquele momento, esboçando um meio sorriso. Tudo não pareceu mais do que um simples acidente na época, mas quando me recuperei e a enfermeira-chefe me liberou da ala-hospitalar, eu tentei investigar o que tinha acontecido. — Como ninguém conseguiu provar que foi um ato proposital, nada aconteceu. E eu não queria ser a responsável de levar as evidências que coletei para o diretor. Convenhamos… Quem acreditaria na palavra da pessoa que sofreu o acidente? — Dei de ombros. No fim das contas era um passado distante.

Naquele momento da conversa, porém, eu não tinha me atentado a algo simples. Bom, pelo menos daquela lembrança eu não me recordava: o teor da nossa conversa. Ele sabia exatamente o que havia me acontecido. Lembro de conversar com ele, mas o assunto que falávamos simplesmente me fugiu. — Você se lembra sobre o quê nós falávamos naquele dia? Me deu um… branco. — Contar que eu estava um tanto desmemoriada por terem mexido na minha cabeça há alguns anos não me pareceu ser um bom assunto para tratar naquele momento. — Talvez não seja o melhor dos assuntos, afinal nunca mais nos falamos após isso. — Brinquei com a situação, soltando uma risadinha em seguida. As pessoas já começavam a se retirar, o tempo ia passando e eu já nem notava tanto, de tão imersa que estava na conversa que tinha com Jack.


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