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 Ilha Skye

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
Diretor
Diretor
Diretor Alvoros Grunnion

Patrono : Fênix
Bicho-papão : Diretor

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeQui 12 Jan 2017, 22:52

Relembrando a primeira mensagem :

Ilha Skye

Escócia


Ilha Skye - Página 3 UmZMUkp

A Ilha de Skye, habitualmente conhecida simplesmente pelo nome de Skye, é a maior e a mais setentrional das ilhas do arquipélago das Hébridas, na Escócia. O seu nome vem do norueguês antigo Skið = "ski", uma alteração da palavra picta original que, nas fontes romanas, era mencionada como Scitis (Cosmografia de Ravenna) e Scetis (no mapa de Ptolomeu). Em certas lendas, é comum associarem a ilha à figura lendária de Scáthach. A ilha caracteriza-se por uma paisagem agreste, com muito pouca vegetação comparativamente à Escócia continental. A população da ilha não é muito numerosa, vivendo pela maior parte da criação de gado. A ilha está ligada ao resto do país pela ponte de Skye, bem como pelas linhas de ferries a partir de Armadale até Mallaig, e de Kylerhea a Glenelg.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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AutorMensagem
Nate Drozdov McBride
Procurados
Procurados
Nate Drozdov McBride

Patrono : Macaco-japonês

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Rabo de Testrálio, Aveleira, 30 cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeSeg 15 Fev 2021, 16:14

  Diferente de antes, quando Drake ainda vinha me ajudar com os suprimentos (por algum motivo ele sumiu e não falou nada), agora eu me arriscava mais, tentando viver em sociedade, embora fosse difícil. Na grã-bretanha eu era um homem procurado, embora fora do mundo eu não era tão criminoso assim para alguns países... e pessoas de nichos específicos, como por exemplos os anarco-capitalistas. Bom, parece doideira, mas eles são a favor da morte do estado e o ato gravado por um satélite que registrou minha ação contra o exército bretão, embora não divulgados, era o exemplo daquilo. A população na época realmente pediu para ver as câmeras (a população de fora do domo), porém a ONU e a Inglaterra interviram, dizendo que o caso ainda estava em processo e que nenhuma prova poderia ser divulgada, já que o caso ocorria sob sigilo do estado. A população não gostou da desculpa e pressionou, pressionou, pressionou... até que "vazaram" a gravação adulterada, onde eu não aparecia como um bruxo, mas sim como um cidadão normal, aterrorizando e matando vários soldados com uma tropa de cinquenta homens. A verdade era que só tinha onze comigo, e todos eles bruxos de convívio normal com a população trouxa. Aquela ilha Skye havia me relembrado quem eu era; e o que eu podia ter me tornado, se continuasse com Nyx, seguindo bruscamente as regras. Infelizmente tinha perdido uma chance e tanto e todos os dias eu me cobrava por isso. Eu precisava arrumar um jeito de voltar aos vípers, não aguentava mais ficar parado, porém não tinha-se o que fazer. Eu estava fadado a seguir dias solitários, naquela fazenda imunda, fedendo a estrume. Eu tinha causado aquilo; eu tinha que pagar com juros. Ver as águas daquelas mini-montanhas da ilha era incrível. Por alguns minutos eu esquecia todo aquele aborrecimento e realmente aproveitava o ambiente ao qual tinha me inserido. Foi cômico quando cogitei construir uma casinha ali e morar tranquilamente no local como um verdadeiro eremita, mas o local era cheio e eu só estava naquele momento dando as caras pra fora de casa, pois estava sob efeito da poção polissuco. Daquela vez eu tinha o disfarce de um garoto de mais ou menos catorze anos e com um bigode horrivelmente feio em cima dos lábios, que mais lembrava a cauda de um rato. Quando agitei o frasco contendo a poção polissuco e notei que tinha tomado mais que a metade, optei por me retirar da ilha e voltar para meu bom e velho ambiente; meus melhores amigos naquela fazenda eram os porcos.


— Oh shit, a rat! ; let me love, let me love you
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Darwin Christ. McBride
Membro da Guilda
Membro da Guilda
Darwin Christ. McBride

Patrono : Esquilo-voador
Bicho-papão : Assistir a morte de seu pai

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Formado
Varinha: Ferrão de Explosivin, Abeto Vermelho, 26cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeQui 25 Fev 2021, 14:55

  Embora fosse a primeira vez do lobo na ilha, Darwin sentia a nostalgia que era estar ali quando criança, ao lado dos pais. Era muito novo para entender ou saber tudo que ocorreria em seguida e isto era algo que não o deixava em paz nem por um instante. O lobo branco chegou a choramingar ao lembrar daquilo, pois não conseguia se conter. Embora fosse grande e peludo ao extremo, o que facilmente identificaria Darwin no meio de um gramado verde, por sorte estava de noite para que o animal pudesse andar sem ser notado. Não queria holofotes. Aquele era seu momento de paz. Olhando para as pequenos rios que tinham internamente na ilha, Darwin se continha no seu formato animago para simplesmente não sair trotando aos pulos até lá e tomar um banho, ensopando-se de fuligem, como antes fazia na escola. Não tinha mais tempos para brincadeira, mesmo quando camuflado pelo lobo. Pensando naquilo, o lobo voltou a andar só que dessa vez mais devagar, vislumbrando cada formato que a ilha tinha e suas montanhas. Ao olhar para o topo de um dos cumes, o animal simplesmente não se conteve e correu à escalada. Darwin não considerava aquilo uma bobagem, o que faria a seguir. As patas do lobo deixavam marcas no solo, mas nada que não pudesse ser confundido facilmente com um animal grande; pouco se importava Darwin se uma lenda fosse criada por causa de seus vestígios. A emoção que sentia ao relembrar as últimas vezes que esteve na ilha o transformava em alguém tristonho; não podia voltar no tempo para relembrar tudo. Ao chegar no topo da montanha, o lobo sentou-se sobre as patas traseiras e olhou em direção ao céu e por um momento quase uivou, mas não queria chamar atenção; tinha muito com o que se preocupar. Lá de cima, Darwin só conseguiu pensar no quanto queria viver aquele momento de sossego pro resto de sua vida, mas era óbvio que não teria. Agora que se tornara um víper, era de suma importância continuar proativo e melhorando cada vez mais suas especialidades em combate. Não sabia se deveria contar à Nyx sobre sua forma animaga, mas ansiava encontrar logo a resposta dentro de si. Ela poderia se aproveitar de sua forma para fins maléficos, o que Darwin duvidava, mas que mesmo assim deixava um vestígio de medo. Após Nyx entregá-lo por um bom tempo à resistência, sem nem mesmo uma explicação, Darwin não sabia se podia confiar cegamente nela... mas esperava que sim. O Christopher começou a se incomodar com a forma lupina e logo retornou à região mais baixa da ilha, para então voltar à sua fisiologia humana. Antes de retornar, sentira o cheiro de humanos por perto, o que fez Darwin ficar apreensivo. Não queria encontrar ninguém, mesmo que fosse aliado. O rapaz se retirou da ilha pouco tempo depois, com a mente mais leve e a alma vazia. Era exatamente do que precisava. Os estudos em oclumência transformara Darwin em uma pessoa desolada por até então não conseguir conter os sentimentos da maneira que queria; Darwin ainda era explosivo. Logo o Christopher se retirou de vez, deixando para trás apenas boas lembranças que nunca resgataria... De um tempo em que guerra bruxa/trouxa era uma chacota.


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Elsie H. Schreave
Resistência - Membro
Resistência - Membro
Elsie H. Schreave

Bicho-papão : Incendios

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Garra de Barrete Vermelho, Azevinho, 28 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeQua 03 Mar 2021, 22:14

Knock Knock Pinoquio
if you lie i'll know

O fato do feitiço não denunciar ninguém no quintal da residência fez com que Elsie torcesse o nariz, ao menos conseguiriam andar pelos arredores da residência sem chamar a atenção do vizinho ou quaisquer fossem as pessoas que ali estavam, mas nada disso garantia que estariam seguras quanto a criaturas ou coisas do tipo — Nada no quintal, mas guarda alta...Denunciaram criaturas nos arredores e eu não quero receber uma surpresinha chamada MONSTRO — Brincou mesmo em meio ao momento tenso enquanto continuava a dar passos lentos para mais próximo da casa — Vamos desilusionar? Assim ao menos não chamamos atenção caso tenha alguma coisa que possa nos ver aqui — Sugeriu a Aredhel enquanto prontamente já apontava sua própria varinha para sua nuca — A gente é tipo umas ninjas que tão caçando um maluco que vende um chá que mais parece um murro na cara — Riu novamente — Desilusionar — Concluiu o processo de se camuflar em meio a paisagem. Enquanto a própria asiática conjurava o feitiço em si, ela imaginava os arredores e a paisagem como um todo, queria fazer parte daquilo de forma física e se mesclar em meio ao todo que ali estava, sendo assim, ao fim do processo de Desilusionismo, Elsie soltou algumas palavras para Aredhel, onde quer que ela estivesse — O que acha de eu ir para um lado e você para o outro? Nos encontramos nos fundos da casa — Sugeriu para a parceira que respondia ao longe que fariam isso, sendo assim, Elsie indicou a direção que iria com uma pequena seta na grama a qual ela havia desenhado com o próprio coturno e logo apagado para não deixar nada que indicasse para um possível “ invasor “ que chegasse em meio a investigação da dupla. Elsie corria os olhos por toda a extensão da grama enquanto apertava sua varinha com firmeza, esperava não ter que encontrar nenhuma surpresa mas considerando que haviam visto algum tipo de movimento na casa, a asiática não podia deixar de se manter cautelosa e atenta a tudo que corresse ao seu olhar, sendo assim, desde os detalhes da relva do lugar e até mesmo o movimento do vento faziam com que ela se mantesse “ esperta “ como ela mesma dizia. Ela mesma não conseguia encontrar nada que denunciasse muitas coisas, porem, considerando que deveriam sempre se manter atentas, não dispensou nada que pudesse servir de prova como possíveis pegadas ou coisa do tipo para que seguissem a investigação...Pensar que possivelmente o vizinho escondia algo da vizinhança e de possíveis atos ilícitos fazia com que Elsie franzisse o cenho com força, afinal, algo estranho estava acontecendo com pessoas de idade avançada e consequentemente, pessoas dependentes de proteção.

Com o prosseguir da investigação, a asiática não se bastou somente ao entorno da casa, observava também o terreno por si só, desde a formação geográfica ou até mesmo escombros de antigas construções ou objetos largados pelo tempo como pedregulhos maiores do que os naturais ou coisa do tipo, nada saltava os olhos da mesma a não ser pela figura feminina a qual ela deu a cara. A surpresa fora tamanha que Elsie apontou a varinha em direção ao rosto da pessoa de prontidão, mas hesitou ao ver que o rosto era de sua parceira — Caralho que susto! — Exclamou ainda que segurando o grito — Já devem ter passado três minutos desde o feitiço...E ai, encontrou algo? — Disse chutando a grama em descontentamento...Estavam nos fundos da casa e não haviam notado nada de diferente no entorno portanto a lógica de Elsie dizia que deveriam entrar na casa do vizinho para investigar lá dentro, isso tudo se Aredhel não despontasse um apontamento em meio a conversa das duas sobre não terem notado nada no entorno — O que? Aredhel, é só uma tábua e umas coisas jogadas...Estamos em uma fazenda, as coisas ficam meio largadas mesmo — Respondeu ao ouvir a amiga apontar para uma pilha de escombros localizada no entorno dos fundos da casa...Nada parecia dizer que algo estava sendo guardado ali, principalmente considerando que pareciam coisas relacionadas a terraplanagem e coisas do tipo...Nada muito útil após a preparação do terreno pelo que ela havia percebido, mas por insistência da colega foi em direção — Vamos lá então Sherlock — Fez uma careta enquanto começava a remover os entulhos do lugar, sem muita esperança, o que fez com que seu choque fosse ainda maior considerando o que havia acontecido. Em meio aos escombros removidos pela dupla, Elsie conseguiu ver claramente uma espécie de entrada camuflada entre a grama a qual ela realmente passaria despercebida...Ok, talvez ela estivesse animada por Aredhel ter achado aquilo — Achamos o caminho do rato...Ok, eu admito, você foi mais inteligente e obviamente salvou a missão — Mostrou a língua para a colega enquanto apontava a varinha para o trinco — Aberto — Ouviu o trinco abrir com o auxílio do feitiço da colega que também havia utilizado um encantamento para que a tranca do lugar se abrisse de maneira forçada — Faz as honras? — Perguntou enquanto já ouvia a colega lançar um Homenum revelio para dentro do túnel, que em poucos segundos respondeu que não havia detectado nenhum ser humano lá dentro — Criaturas sempre podem tar por aí né...Desilusionar e olhar? — Perguntou, obtendo uma resposta que realmente a fazia contestar sobre se delusionar — Podemos nos perder de nós duas e na verdade eu não duvido que as criaturas do exército consigam ver a gente por aqui...Vamos andar juntas e garantir que nada vai nos pegar de surpresa então. — Concluiu dando os primeiros passos para dentro do túnel — Lumus — Disse puxando a varinha para mais próximo de si enquanto conjurava uma fonte de luz — Eu levo a luz e você a arma, simbora — Falou descendo cada vez mais dentro da passagem secreta.

O ambiente era classicamente abafado e úmido, considerando que estavam a alguns metros abaixo do chão Elsie sequer se surpreendia, era o processo natural as coisas quando você faz um túnel abaixo do chão em uma ilha...Certo? Era o que ela gostaria de acreditar já que preferia não imaginar o que poderia acontecer em um túnel fechado que haviam invadido na investigação. Elsie dava passos cautelosos para dentro do lugar ao lado de Aredhel, na verdade ela esperava muito que a amiga conseguisse às defender a tempo de Elsie também engajar em um combate mas parte dessa preocupação sequer aparecia, sabia que podia confiar na garota ao seu lado, e a partir do momento em que a própria asiática começava a ver algumas luzes surgindo em um ponto do túnel, não hesitou em avisar — Parece ter uma saída ali Aredhel...Vamos olhar — Indicou com a cabeça enquanto seguia a andar em direção às pequenas fontes de luz que se despontavam no escuro. Os túneis em si que se ramificavam a partir do central eram confusos o suficiente para fazer a mente de Elsie entrar em parafuso, não tinha motivo algum para que esses tuneis se estendessem por toda a propriedade do homem e considerando que já estavam andando a um bom tempo, não era como se tivessem ficado somente na propriedade dele...O tempo poderia indicar que até mesmo estavam em outras propriedades e ao observar de perto qual era a fonte de luz próxima, Elsie soltou um suspiro pesado — É uma saída...Devemos ter saído da propriedade dele a um bom tempo, vou checar, fique aqui por alguns segundos — Disse subindo em direção a porta que parecia ter sido trancada somente por dentro, o que fora bem fácil de resolver considerando que ela teve só de destrancar o ferrolho da fechadura com as mãos para abrir o lugar que era estranhamente familiar. Era noite, por isso parte da luz que surgia nas frestas da entrada eram remetentes à luz do luar, e agora já observando o lugar com exatidão, Elsie sussurrou para Aredhel — Estamos na propriedade da senhora que está sendo roubada...Descobrimos quem anda invadindo as coisas por aí né? Aredhel, esses túneis vão parar em outros lugares e outras propriedades...Tenho quase certeza — Afirmou enquanto fechava a entrada e voltava de encontro a sua colega — Vamos entrar na casa do vacilão? — Perguntou com um sorriso nervoso no rosto, enquanto já voltava a fazer o caminho de retorno para a propriedade do vizinho que fornecia o chá para a senhora.

O processo de retorno da dupla fora ainda mais cauteloso, considerando que haviam descobrido passagens secretas para outras propriedades, ambas pareciam estar preocupadas em serem emboscadas ali e portanto o silêncio e o foco redobrado reinavam em meio as duas. A respiração de Elsie era pesada, ainda que silenciosa, e a cada novo passo a tensão do ambiente parecia se tornar sólida o suficiente para se tornar palpável, nada daquilo tinha sentido para ela a não ser pela pequena teoria que surgia em sua cabeça sobre o fato o vizinho estar invadindo outras propriedades e considerando que existiam idosos naquele lugar, era perigoso a níveis preocupantes ter um criminoso solto e disfarçado pela vizinhança, ao menos era isso que os nervos à flor da pele da asiática indicavam com base em seu pensamento. Chegar na entrada do túnel fora aliviante, mesmo que alguns metros antes de a atingir ambas estivessem vagando no escuro já que Elsie havia apagado sua varinha para que pudesse se defender de possíveis ataques, porem, para a surpresa da asiática que parecia ter seu coração preso em sua garganta, nada as atacou ao dar o primeiro passo para fora da entrada — Tudo limpo, pode vir Aredhel — Disse para a colega enquanto a ajudava a sair do ambiente. Elsie levou as mãos aos joelhos de forma cansada, estava tensa o suficiente para sentir suas articulações gritarem em dor, mas considerando que deveriam prosseguir a investigação pouco ligou ou se importou, deveriam continuar o trabalho — Vamos entrar na casa do suspeito...Pelos fundos conseguimos ir pela porta — Disse enquanto apontava para a porta e logo observava Aredhel ir em direção a mesma, com Elsie indo logo atrás. A mulher apertava o punho de seu condão com raiva, principalmente considerando que pensava tanto na confiança que a senhora de idade havia depositado no vizinho quanto na força do chá dado para ela...Era quase certeza que o vizinho era um criminoso, e aquilo a deixava absurdamente estressada — Pode abrir a porta? Eu nos defendo caso seja necessário — Pediu para Aredhel de forma solicita, se deixasse ela abrir a porta possivelmente ela a arrombaria com chutes e não com feitiços, o que poderia prejudicar a investigação, sendo assim, a companheira apontou sua varinha para a tranca e logo utilizou um feitiço para a abrir. Enquanto Aredhel fazia isso, Elsie apontava sua varinha para o interior do ambiente com pesar, quaisquer que fossem as coisas que entrassem em seu caminho seriam no mínimo estuporadas, mas o fato de não haver nada em frente fez com que ela relaxasse os ombros. 

Deu seus primeiros passos dentro da residência com sua amiga...Não era um lugar muito arrumado ou organizado, mas considerando que ela não era o maior exemplo de organização do mundo ela não podia julgar isso — Homenum Revelio — Utilizou para se certificar de que não teriam uma surpresa ali, ao passo que voltava os olhos no ambiente que estavam. Aquilo parecia uma espécie de sala de jantar em conjunto com cozinha e em cima do tampo da mesa do ambiente, diversos papéis estavam depositados, o que despertou a curiosidade da asiática. Elsie pegou um dos papéis em mãos enquanto acompanhava o resultado do feitiço e também a investigação de Aredhel pelo ambiente, ler o conteúdo das anotações fez o estômago dela se revirar...Estava certa, aquele vizinho realmente estava fazendo algo ilicito e pelo que tudo indicava, haviam achado quem estava entrando nas estufas  — Aredhel chega aqui — Chamou a amiga enquanto pegava mais um dos papéis e a entregava — Esse otário rouba as estufas dos vizinhos e vende para o exército...Os carregamentos são bem pagos e geralmente sempre vão para esses lugares que são do exército...Que verme — Rangeu os dentes enquanto olhava a amiga reagir e dizer tudo que gostaria de falar — O que faremos? — A indagou, afinal, estavam em um ambiente hostil mas a investigação não tinha terminado, deveriam prosseguir ou não? Só a conversa com ela poderia dizer isso, sendo assim, deixou a guarda alta e esperou a resposta da amiga...Estavam entrando em um trabalho muito mais profundo do que imaginavam e não poderiam arriscar tudo ali.

Made by The Hermit


—Predator
In the face of the world's wills, your personal speculations are so ephemeral they can't help being overwhelmed.
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Aredhel Maeir Elric
Resistência - Membro
Resistência - Membro
Aredhel Maeir Elric

Bicho-papão : Vampiros

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Escama de Cauda de Sereiano, Carvalho Inglês, 27cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeQua 03 Mar 2021, 23:28


two girls one nut
OU DUAS GAROTAS E UMA IDOSA
Aredhel achou esquisito que o feitiço não denunciou presença humana no local, pois podia jurar que tinha visto movimentos e sabia que Elsie também tinha tido a mesma impressão. - Melhor encontrar monstro do que alguém do exército… A não ser que seja um monstro feito por aquela laia, aí não é nada bom - deu uma risadinha, acompanhando a colega e avançando em direção da casa. Assentiu com a ideia de desilusionar, afinal não era um feitiço que lhe fosse estranho, principalmente por usá-lo depois de formada para fugir das brincadeiras de seus irmãos. - Ninjas bonitas e onde habitam - respondeu com um sorriso, apontando a varinha para sua própria nuca e pronunciando - Desilusionar - mentalizou o corpo desaparecendo, misturando-se com o restante do ambiente. Não demorou muito para que não conseguisse enxergar suas mãos, assim como não enxergava Elsie ao seu lado. Concordou com a cabeça com a proposta da colega, mas aí recordou-se que ela não enxergaria nada - Sim, vamos - falou, seguindo para o lado oposto da seta indicada pela asiática que havia desenhado no chão o local que iria. Aredhel deslocava-se em silêncio, observando ao redor, pronta para estuporar ou petrificar caso algo ou alguém surgisse na sua frente. Avançou pelo local tentando encontrar algo, mas parecia ser uma busca em vão. Aquela região fazia com que ela se lembrasse de sua casa quando era pequena, mas fazia tanto tempo que não retornava para a casa dos pais que não sabia como estava agora. Passado três minutos, Aredhel levantou uma mão e já conseguia visualizar sua pele, então foi em direção do ponto de encontro com Elsie, assustando a asiática com sua presença - Bu - brincou quando ela disse que havia levado um susto. - Não parece ter nada por aqui - falou - Nem ninguém - acrescentou com um revirar de olhos. Parecia que estavam perdendo tempo naquela busca, mas também não podiam deixar de averiguar tudo que envolvia aquele caso. Enquanto ouvia Elsie, Aredhel vasculhou os fundos da casa com o olhar, arqueando uma sobrancelha ao ver uma pilha de escombros um pouco mais ao fundo - Hey, Elsie, o que acha que aquilo pode ser? - apontou para as madeiras, negando com a cabeça sobre não ser nada demais - Eu acho que é melhor dar uma olhada - insistiu, fazendo com que a asiática cedesse.

Removeram o entulho em conjunto até que encontraram uma passagem, fazendo com que Aredhel sorrisse de maneira vitoriosa - Elementar, minha cara Watson - brincou enquanto Elsie utilizava o feitiço para abrir a porta que havia surgido por entre as pilhas de madeira. - Aberto - pronunciou uma vez mais, agora ouvindo o destrancar da fechadura. - Homenum Revelio - buscou por alguma presença humana no caminho, mas o feitiço não indicou nada preocupante por ali. - E se a gente se perder? Não parece seguro desilusionar agora - comentou, assentindo com os comentários acrescentados pela colega antes de adentrarem o túnel, que foi levemente iluminado pela ponta da varinha de Elsie - Combinado - empunhou a varinha em modo de alerta, para caso precisasse utilizar algum feitiço imediato durante o trajeto. Caminharam em silêncio e Aredhel manteve-se atenta para tudo ao seu redor, respirando fundo para sentir se havia algum cheiro diferente. Nada parecia haver por ali, até que Elsie indicou algumas luzes mais a frente. Seguiram até lá e perceberam que o tunel possuía diversas ramificações. - Se saímos da propriedade dele… Isso parece um pouco criminoso - se divertiu ao imaginar uma pessoa se deslocando por baixo das ruas para se locomover pela ilha. Elsie disse que iria averiguar a saída e Aredhel aguardou em silêncio, mantendo-se em alerta para caso ouvisse passos pelo local. Não demorou muito para que a colega voltasse, informando que estavam na propriedade da senhora - Aposto que um desses túneis levam até a casa do vizinho emburrado - acrescentou, assentindo sobre entrarem na casa do suspeito - Vacilão morre cedo - falou de maneira divertida, acompanhando Elsie no caminho que levaria de volta até a casa do homem do chá.

Caminharam em silêncio novamente, mas era um silêncio ainda mais cauteloso que o anterior. Aredhel temia que fossem pegas em alguma emboscada, mas felizmente isso não aconteceu e, quando percebeu, já estavam na entrada do túnel, sendo que Elsie saiu primeiro para averiguar se a saída estava segura. Subiu quando a colega disse que estava tudo limpo, segurando a mão da asiática para que não fizesse tanto esforço na saída. - Beleza - concordou, indo em direção da porta dos fundos e ouvindo Elsie logo atrás de si. Deu uma risadinha com o pedido da colega, pois sua voz indicava que ela estava bastante irritada - Tudo bem, Aberto - falou agitand sua varinha, fazendo com que a porta destrancasse - Vem, Elsie - falou baixinho, erguendo a varinha na sua frente para caso algo surgisse para atacá-las. A amiga utilizou o feitiço rastreador, mas parecia que a única coisa a ser revelada por ali era a bagunça do local. Não que Aredhel fosse organizada, mas definitivamente não era desorganizada daquele jeito. Ouviu o chamado de Elsie e foi até seu encontro próximo da mesa que estava repleta de papéis, sendo que um foi entregue para Aredhel e seu conteúdo lhe fez torcer o nariz - Por isso que o exército ainda não fez nada por aqui… Estão usando as estufas como estoque pessoal - grunhiu, sentindo-se nervosa quando Elsie lhe perguntou o que fariam. Não sentia que podiam simplesmente voltar para a sede da resistência e informar, porque isso custaria tempo e talvez não tivessem muito tempo disponível, mas ao mesmo tempo sentia a cabeça girar por terem descoberto algo daquele tipo. - Nós? Nós vamos pegar esse infeliz quando ele retornar - respondeu de maneira firme, recolhendo os papéis de cima da mesa e os colocando dentro do bolso do casaco para que pudessem ler tudo quando retornassem até a casa da senhora.



thanks covfefe



aredhel maeir elric
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Julian Ziegler Schmidth
Resistência - Auror
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Julian Ziegler Schmidth

Bicho-papão : Perder sua magia

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Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Chifre de Serpente Chifruda, Olmo, 28 cm, Inflexível

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeQui 01 Abr 2021, 09:01


[Norte da Ilha Skye - Arquipélago das Hébridas, Escócia - Começo de Agosto]
—Enquadramento é o segredo para uma boa imagem! - Terminei de explicar sobre fotografia para o filho dos donos da The Old Croft, o hotel que me acolhia naquela tarde. Por que um auror da resistência estava hospedado na Ilha Skye falando sobre fotografia? Como um bom irlandes que estudou cinema na Inglaterra, eu estava ali para analisar a possibilidade de usar Kingsburgh House em meu novo projeto cinematográfico, ou pelo menos, essa era a desculpa usada no meu disfarce com os trouxas. Camponeses não entendiam muito sobre as excentricidades londrinas, e pela minha paixão por fotografias, era um personagem confortável. A verdade é que eu estava ali para auxiliar Aredhel Elric e Elsie Schreave, duas membros da resistência que pediram reforços à Max no dia anterior, uma vez que um civil bruxo havia sido sequestrado. Ambas também estavam hospedadas ali, Elsie sendo a roteirista reclusa em busca de inspiração enquanto Aredhel era minha assistente de direção. O fato das duas soltarem tanta fumaça quanto o expresso de Hogwarts ajudava no disfarce, sendo também algo que colabora a manter os saudáveis donos afastados. Após o café, nos reunimos no meu quarto, cujo feitiço de imperturbabilidade garantia que ninguém nos escutasse. Na noite anterior havíamos vigiado um galpão da Skye Harvest, uma companhia local de suprimentos agrícolas cujo símbolo estava presente em uma pista deixada na casa do sequestrado. A instalação estava com um número razoável de membros do exército, assim como um purgante e um homem sem porte militar. Elsie e Aredhel acreditavam que o homem extra podia ser o contrabandista, mas ainda assim, era arriscado tentar qualquer movimento sem um bom plano.

—A confederação também não colabora, não é? - Reclamei em voz alta, considerando o quanto precisávamos ser furtivos na tentativa de salvar o bruxo. Considerando o cessar fogo exigido da Confederação, um ataque direto era inviável contra aquela situação terrível. Mesmo que o outro lado não estivesse cumprindo com sua parte, precisávamos ser inteligentes ao agir. Isso me lembrava do que Emma e Diane haviam conversado e me explicado, no momento que soubemos das consequências da queda da barreira. A Confederação acreditava que os trouxas iriam cumprir com o seu lado do acordo. A missão era investigar, mas era possível salvar uma vida inocente. Elric não parecia muito confortável com a situação, mas Schreave parecia disposta a me apoiar. Se fizéssemos um bom plano, uma vida inocente seria salva. Como um mago amaldiçoado, meu número de feitiços era precioso. Talvez esse tenha sido o motivo que levou Max a me enviar, confiando em minha tendência a busca alternativas para o uso da varinha. Sobre a mesa havia duas capas de invisibilidade, minha velha firebolt, um onióculos, dois pares de orelhas-extensíveis, fogos básicos, detonadores-chamariz, pó escurecedor do Peru e minhas adagas encantadas: —Acredite, isso é uma versão curta do meu arsenal. - Tinha um certo quê de orgulho ao analisar o meu material de trabalho. Elsie não perdeu a oportunidade de pegar no meu pé sobre eu ser um auror criança, a qual ignorei gastando a pouca maturidade que eu tinha: —Temos o número do responsável pelo galpão? - A asiática encarou sua parceira, que confirmou com um aceno rápido de cabeça: —Então temos tudo para traçarmos um plano.

As discussões sobre a melhor forma de executar aquela missão duraram quase o dia todo. Graças as orelhas extensíveis e meu trabalho observando a instalação oculto pela capa de invisibilidade na noite anterior, descobri que os militares aguardavam a liberação para montar uma chave de portal, algo que só iria acontecer à meia noite, para garantir que o material coletado saísse das Ilhas Skye em segurança. Precisávamos agir antes das 22h, quando o caminhão enfim chegasse às Terras Altas. Junto ao trabalho de observação, Elsie conseguiu usar o onióculos para ver dentro do depósito, localizando a sala onde o bruxo estava sendo feito prisioneiro. Eu tinha várias sugestões sobre como poderíamos fazer aquilo, fosse usando o dono do galpão para atrair militares para fora, encher o espaço com pó escurecedor do Peru entre outras formas de distrair o grupo. Elric foi enfática sobre precisarmos ter uma desculpa trouxa para o exército não usar nosso movimento contra a Confederação, o que fez a asiática sugeriu que usássemos Radium para sobrecarregar a rede: —Entramos ocultos pela capa de invisibilidade e vamos até a sala. Esperamos a energia cair e então você usa um feitiço para cegar quem estiver montando guarda, eu liberto o prisioneiro. - Aredhel concordou em ficar com a parte elétrica por ter experiências com sua casa de infância, usando um dos pó escurecedores para tornar o acesso ao gerador inviável para os trouxas: —O purgante provavelmente vai ficar próximo ao Sr. Hendrick, então o lumus maxima deve ser suficiente. - Pegando o pergaminho onde Schreave havia trabalhado o feitiço transfiguratório para tornar nossa visão sensível ao calor humano, pensei nos testes que ela havia feito em mim, enquanto Elric executava um lumus para garantir que não fôssemos afetados na hora do assalto.

Mais alguns detalhes do plano foram repassados, como o uso do feitiço de desilusão em Hendrick, na hora que fôssemos sair: —E caso algo dê errado, você lança um detonador-chamariz na porta para nos avisar. Escapamos com o uso do finestra, já que em algum momento eles vão perceber o que está acontecendo. São trouxas mas nem tanto. - Deixei a piadinha escapar: —E o contrabandista? - As meninas já haviam discutido a oportunidade de capturá-lo, mas ao menos que ele se afastasse dos militares, era arriscado demais tentar capturá-lo: —Considerando que ele é um dos nossos, não há problema em azarar esse covarde… Ou lançar uma adaga nele. - Um sorriso maldoso brincou nos meus lábios, pensando em quantos bruxos podiam estar mortos por causa daquele imbecil. Ficou acordado que se ele tentasse escapar, Elric podia estuporá-lo. Inspirados pelo plano dos militares, montamos um acampamento encoberto de visitantes trouxas, onde nossas mochilas e uma chave de portal ficaria oculta à nossa espera. Uma rota de fuga da Ilha Skye. O relógio marcou 18h, o que significava que era hora de agir. O verão fazia o sol se pôr por volta das 20h, o que nos dava duas horas para atravessar os 15Km que separavam nosso hotel do depósito da Skye Harvest. [...] O crepúsculo havia chegado ao fim quando Elsie, Aredhel e eu terminamos de organizar os nossos pertences dentro do buraco de um dos pedregulhos de Quiraing, os devidos feitiços de proteção sendo já tendo sido lançados. Possuindo um mestrado em transfiguração pelo tempo que passou na China, minha colega executou uma transmutação perfeita que fez tudo ficar escuro, exceto por elas que tinham um tom entre verde e vermelho: —Funcionando perfeitamente. - Uma vez oculto pela capa de invisibilidade, dividi a minha com Aredhel até ficarmos próximos o suficiente do galpão: —Hora da ação! Boa sorte para todos!

Eu estava posicionado na entrada do depósito quando a porta subiu, dois militares saindo de uma vez. Foi uma experiência interessante vê-los sob o efeito dos olhos transfigurados, mas logo afastei minha curiosidade da cabeça. Foco na missão. Uma vez dentro da instalação, continuei me esgueirando entre caixas e homens parados conversando. Foi possível ver o purgante em meio a eles, calado com sua varinha na cintura, a pose militar inconfundível. Elsie havia executado um homenum revelio enquanto aguardávamos do lado de fora, para saber quantos soldados haviam ali naquele momento, o tanto suficiente para que nosso plano desse certo, graças a Aredhel do lado de fora. Não demorou para eu atravessar o galpão até a porta onde a asiática havia localizado nosso homem, um militar montando guarda na entrada. Agora era esperar a energia cair. O que aconteceu menos de um minuto depois de eu tocar algo invisível, um toque combinado após ser combinado de ficarmos próximos de uma determinada parede para impedir qualquer esbarrão com os trouxas, além de saber que estávamos juntos. Minha visão observou os militares reclamando daquelas instalações de nomes não devem ser reproduzidos aqui, dois soldados sendo enviados para ver qual era o problema. Ainda assim, o responsável parecia preparado, pois logo pediu para que os outros caminhassem pelos corredores de caixas por via das dúvidas. Idiota. O purgante veio para próximo da porta como esperado, o que foi o momento certo para Elsie puxar a varinha e executar o feitiço luminoso. Eu por outro lado, estava com a varinha em mãos observando os outros militares, que estavam razoavelmente longe tanto para serem afetados quanto para chegarem ali. “Aberto!”

Os dois toques na porta fizeram meu sangue circular como se fosse navalha, mas nada com que eu já não estivesse acostumado, a fechadura destrancando rapidamente. Um novo clarão surgiu atrás de mim, a porta sendo fechada logo em seguida. Minha parceira ficou visível e  executou o conatus para tornar a sala imperturbável, logo executando o enervarte para despertar o feiticeiro desacordado. Puxando minha adaga, deixei a capa sobre os ombros e caminhei até o bruxo amarrado, um movimento certeiro cortando as cordas: —Boa noite, Sr. Hendrick! Viemos resgatá-lo! - Retirando a mordaça, puxei o par de orelhas extensíveis para ouvir o que os bruxos do lado de fora combinavam. Enquanto Elsie desilusionava o senhor e o ajudava a chegar até a parede do fundo, identifiquei o movimento do lado de fora, preparando-se para invadir a sala: —A capa! - Voltando a jogar o manto da invisibilidade sobre mim, Elsie encantou a parede para ser possível atravessá-la, logo se ocultando com a capa e deixando o local. Apontei a varinha para o teto, mentalizando o feitiço de imperturbabilidade se findando: “Finite Incantatem!” - Corri até a parede encantada, saindo com cuidado para caso algum militar estivesse ali. Com o cenário livre, apontei a varinha novamente para a parede, usando o anti-feitiço para desencantar a parede. Ao longe era perceptível uma nuvem de fumaça e continuei caminhando na direção do ponto combinado com Elric, onde ela iria desaparatar comigo. Foi então que um idiota passou correndo ao longe, caindo sob o efeito de uma azaração precisa. Dia de sorte? Fui em sua direção, sabendo que para levar um feitiço, só podia ser nosso contrabandista. No momento que ele desapareceu, olhei o perímetro e sussurrei para minha outra parceira: —Are? - A confirmação veio, e abaixando próximo ao lugar onde sabia que o corpo estava estuporado, estiquei a mão para que a aparatação guiada fosse bem sucedida. Girando sob meus pés, novamente meu corpo teve a sensação horrível, mas bem menos intensa ao deixar meu corpo seguir a sonserina. A iluminação do prédio voltou no instante em que deixamos o grupo de militares confusos e frustrados.


#Atemporal com Aredhel Maeir Elric e Elsie H. Schreave


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BULLSYE

AUROR

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CURSED
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Elsie H. Schreave
Resistência - Membro
Resistência - Membro
Elsie H. Schreave

Bicho-papão : Incendios

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Garra de Barrete Vermelho, Azevinho, 28 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeQui 01 Abr 2021, 21:03

Knock Knock Pinoquio
if you lie i'll know

Voltar a ilha Skye era uma das coisas que Elsie realmente achava que não teria de fazer, ao menos não tão cedo. Considerando que haviam conseguido mover a idosa e constantemente faziam idas a ilha para tentar manter uma melhor noção do que era encontrado no lugar já que haviam achado os registros do contrabandista, contudo, tudo havia mudado nos últimos tempos. Tanto ela quanto Aredhel haviam voltado para a Ilha e descoberto novas coisas sobre aquele caso, coisas que por sinal pareciam deixar a garota e a amiga boquiabertas em um piscar de olhos, coisas sobre o novo local onde estavam levando os contrabandos e por sinal, a captura de um dos moradores, fizeram com que a garota ficasse extremamente incomodada com a situação em geral e optasse em conjunto com Aredhel para que pudessem chamar reforços da resistência para que enfim conseguissem resolver tudo aquilo. Elsie e Aredhel haviam se unido com Julian, um Auror que pelo que tudo indicava havia se aliado a resistência a pouco tempo e mesmo que ele realmente parecesse ser mais velho que ela, Elsie insistia em chama-lo de criança as vezes. Ele havia montado um belo álibi tanto para ele quanto para a dupla de mulheres que estavam ao seu lado, que agora carregavam entre si o fardo de parecerem membros de um time técnico de filmagem, ou algo assim, Elsie sequer sabia algo sobre cinema — Acho interessante a pegada meio vintage que é encontrada em umas regiões mais afastadas dos centros urbanos do Reino Unido...Na verdade, a atmosfera meio Kubrick vai dar um ar maravilhoso para o roteiro — Tentou manter o máximo que conhecia evidente para uma pessoa que havia perguntado sobre o diretor de cinema que ela acompanhava naquele lugar, ao passo que soltava a fumaça de seu característico cigarro de cravo no ambiente e esperava que o dono da estalagem os liberassem — Agora se me da licença, teremos um Brainstorm sobre o filme — Deu as costas sem muito olhar para a pessoa enquanto revirava as próprias frases dentro de sua própria cabeça, como ela odiava ter que manter um disfarce com o vocabulário tão idiota.

A ida até o quarto de Julian tinha a função de finalizar o planejamento daquela investida, não era seguro e sequer recomendável fazer o que iriam fazer, mas se tinha uma coisa que Elsie sabia fazer era correr riscos de maneira inteligente, ou quase isso. — Bem, não duvido que eles tão igual Cachorro que fareja outro cachorro por ai...Tão só na espreita olhando, é mais esperto realmente não atacar eles, mesmo que nos ataquem — Respondeu Julian de forma meio cansada — Se você analisar bem, temos o benefício da não agressão huh — Girou sua varinha entre os dedos enquanto terminava de falar, ela não acreditava piamente que teriam esse benefício, mas preferia simplesmente largar aquilo de lado e se focar no que deveriam fazer para tirar o civil daquele lugar. Quando Julian demonstrou seu “arsenal” para a garota ela não pode deixar de dar uma risada e soltar uma piadinha boba — Um auror criança carregando brinquedos, é normal não é? — Brincou, ela não achava que ele era realmente uma criança mas era cômico e impressionante a quantidade de coisas que ele conseguia fazer com aquelas bugigangas, ao menos Elsie conseguia imaginar inúmeras enquanto voltava seus olhos para Aredhel quando ouviu a pergunta de Julian, ela era a responsável por aquilo. A discussão portanto se estendeu por mais algumas horas as quais o cérebro de Elsie parecia fundir, era realmente arriscado tudo aquilo mas não tinha o que fazer quando se tratava de um sequestro, ela mesma estava cansada de perder pessoas da sua espécie para momentos como aquele, portanto, foi enfática em diversos momentos da discussão, principalmente quando se tratava de possíveis combates que poderiam acontecer ou até mesmo formas de invadir o lugar já que a própria Aredhel havia dito que necessitavam de justificativas trouxas para não levantar as suspeitas — Podemos sobrecarregar a rede elétrica — Disse dando os ombros, era uma solução rápida para aquilo que queriam — Não é como se eu fosse uma expert nisso, mas em um dos casos de sequestro na China precisamos entrar em um prédio o qual existiam alarmes trouxas...A solução encontrada foi derrubar a energia, eu sei que provavelmente nesse lugar existem alguns geradores mas eles demoram no mínimo 3 minutos para serem ligados, pouco tempo realmente mas nada que uma corridinha não resolva não é mesmo? — Disse logo sendo complementada pelo homem que dizia como entrariam e resgatariam o homem, considerando que também iriam investigar, teriam tempo de fazer aquilo utilizando a capa da invisibilidade e os outros aparatos fornecidos por Julian — Podemos utilizar a visão de calor de algumas cobras para não sermos cegados, um Mutato é o suficiente para conseguirmos enxergar igual a elas. Os testes estratégicos foram conduzidos com naturalidade pelo trio, Elsie havia transfigurado os olhos de Julian utilizando o feitiço Mutato Python para que ele assumisse a visão infravermelha do réptil dito pela execução, saberiam que a luminosidade não atrapalharia tanto naquele caso já que estariam enxergando o calor dos corpos presentes no galpão antes fiscalizado pela asiática e seus companheiros de trabalho, sabiam onde ir, agora necessitavam de agir. — Finestra, Muri Lacuna, qualquer coisa que nos tire do lugar vai ser usada, não quero dar mole não — Disse se esparramando em uma poltrona presente no quarto, voltando a prestar atenção na discussão seguinte dos testes — Quando esse ai tentar correr pra fora, o que na verdade provavelmente vai acontecer já que vão suspeitar do único bruxo não militar do lugar, podemos tentar capturar. Derruba ele e carrega com a gente, nada de mais — Findou o assunto, voltando sua atenção para as preparações necessárias.
[...]
O vento que batia nos cabelos de Elsie que pendiam em um coque preparado para que não atrapalhasse o movimento da mulher levava a fumaça de seu cigarro ao longe enquanto ela mesma fitava o Galpão ao longe, estava na hora do trio agir e ela não queria transparecer que estava nervosa, na verdade, uma das poucas coisas que ela não estava era nervosa naquele momento. Ouviu o chamado de Julian e de Aredhel para que pudessem agir e rapidamente retirou sua varinha de dentro de seu coldre, a apontando para os olhos do Auror a sua frente — Mutato Python — Disse, se concentrando na mudança dos olhos do irlandes para os olhos da serpente dita, desde a forma e até mesmo a cor da Iris deveriam ser mudadas para acompanhar o funcionamento da visão do animal — Bem, se está funcionando é só seguirmos, ne? — Disse puxando a capa da invisibilidade fornecida para Julian, a trajando poucos segundos depois de repetir a transfiguração feita no auror em si mesma. Elsie seguiu observando as medições de calor ao longe, não era a primeira vez que havia tido aquele tipo de visão e duvidava que certamente seria a ultima portanto só se ateve a aproximação segura do lugar que iriam invadir. Elsie sabia exatamente onde Julian estava...Ok, exatamente é bem forte, mas a assinatura de calor do homem era ainda presente, portanto ela realmente evitaria trombar com ele o máximo que conseguisse, principalmente considerando que agora começavam a avançar para dentro do galpão. “ Homenum Revelio “ utilizou o feitiço de forma não verbal, ao passo que conseguia observar todos os homens que estavam dentro do ambiente que agora começava a ser desbravado pela dupla, purgantes apareciam na vista termo sensível de Elsie e ela descrevia uma cara enojada, como ela odiava aqueles caras. Elsie continuou a seguir em direção a uma porta a qual ela havia observado anteriormente e que seria o cativeiro do homem, sendo assim, desviou de caixas que eram levadas de um lado para o outro e alguns militares que corriam ao seu lado para que enfim se aproximasse da porta. Elsie se a teve a movimentação da base para notar que continuavam transportando objetos e mercadorias, provavelmente aquilo tudo funcionava como um centro de distribuição de objetos mágicos para o exército? era nisso que ela acreditava, queria poder explorar mais a região mas era perigoso o suficiente para ela se ater somente ao resgate e principalmente falando : Era quase confirmado que utilizavam aquilo como depósito de no mínimo plantas, já que os carregamentos indicavam aquilo. A asiática observou as caixas sem conseguir distinguir o que estava dentro das mesmas, já que sua visão estava seguindo a visão da serpente, contudo, conseguia ouvir coisas sobre carregamentos e bases as quais ela com certeza comunicaria a resistência quando saírem dali. “ Tá na sua hora Aredhel “ pensou, poucos segundos antes de observar as luzes piscarem ao mesmo tempo e se apagarem de imediato, graças à assinatura de calor das lâmpadas era completamente possível ver que estavam desligadas já que o calor em volta dos objetos havia cessado, e enquanto Elsie acompanhava um amontoado de iluminação vermelha e verde chegar mais próximo ainda da porta do cativeiro, sacou sua varinha e apontou para o alto de maneira instintiva — Lumus Solem — Disse criando a grande quantidade de luz com a sua varinha que logo começava a varrer o ambiente que era preenchido com xingamentos absurdos e alguns homens caindo ao chão graças a surpresa — Não terminou não, Lumus Máxima — Conjurou outro feixe, dessa vez mais localizado, jogando diretamente em direção ao rosto do purgante enquanto ela mesma corria para dentro da sala e fechava a porta, removendo sua capa da invisibilidade logo em seguida — Colloportus — Trancou a porta enquanto se afastava da mesma e logo conjurava mais um feitiço — Conatus! — Agora poderiam conversar de maneira livre sem que o ambiente fosse invadido por ouvidos indesejados, logo após isso correu em direção ao refém que deveriam resgatar — Ta na hora de acordar… Enervate — Disse apontando para o peito do refém que abria os olhos em um sobressalto — Calma, calma, vamos te tirar daqui — Sussurrou preocupada, enquanto voltava sua atenção para a porta e apontava sua varinha para a mesma  — Vamos, não podemos demorar...Desilusionar! — Disse tocando a nuca do mais velho com a varinha enquanto ele mesmo começava a desaparecer em frente aos olhos da asiática que segurava seu antebraço com afinco — Me segue — Falou enquanto puxava o braço do mesmo com fragilidade, o trazendo para a parede ao fundo que deveria ser a rota de fuga daqueles que estavam ali — Julian fez a boa te soltando com a faca...Finestra — Se concentrou ao máximo em meio aquela situação periclitante, imaginando uma passagem grande o suficiente se abrir na parede para que os três conseguissem passar sem nenhuma dificuldade ali. Elsie jogou a capa sobre os próprios ombros e desapareceu da visão daqueles que estavam ali no mesmo ambiente que a mesma, conseguindo observar a assinatura de calor de Hendrick a frente enquanto o guiava com pequenos toques para seguir em frente. O trabalho de Elsie seria levar Hendrick para fora do galpão e desaparatar com ele para longe dali, e enquanto ambos corriam por dois minutos exatos, Elsie se garantia que ninguém estaria os seguindo ou coisa do tipo para que enfim pudesse remover sua capa de seu corpo e dar as mãos para o homem — Vamos para longe daqui, não se preocupe — Tentou tranquilizar o mais velho da melhor maneira possível — Vamos aparatar, segure bem — Comunicou, poucos segundos antes de sentir seu mundo girar em torno do ambiente e enfim se distanciar dali para que voltassem a traçar o plano de volta e contar o que haviam visto. Aparatou para o lugar combinado com Julian e Aredhel.

Made by The Hermit


—Predator
In the face of the world's wills, your personal speculations are so ephemeral they can't help being overwhelmed.
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Aredhel Maeir Elric
Resistência - Membro
Resistência - Membro
Aredhel Maeir Elric

Bicho-papão : Vampiros

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Escama de Cauda de Sereiano, Carvalho Inglês, 27cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeSex 02 Abr 2021, 17:29


two girls one nut
OU DUAS GAROTAS E UM AUROR
Aredhel ajeitou a boina em sua cabeça enquanto escutava Julian falar sobre o enquadramento da imagem - Acreditem, ele sabe do que fala - deu um meio sorriso e olhou para o auror, que, nesse momento, mais era um diretor de cinema acompanhado de sua assistente e da roteirista de seu futuro filme. Era um disfarce agradável, afinal Aredhel tinha um pouco de conhecimento de cinema e não era difícil ter de entrar no personagem que Julian havia designado a elas. Terminou de tragar seu cigarro e acompanhou Julian e Elsie até o quarto em que o auror estava hospedado. Assentiu e revirou os olhos quando ouviu o comentário sobre a resistência. Aredhel não era de tecer muitos comentários, mantendo-se mais atenta na conversa do que realmente fazendo parte dela. Era uma situação complicada: tentar resgatar um civil em meio a um cessar fogo era uma atividade que Elric não imaginava fazer parte tão cedo, mas era a realidade em que estava inserida no momento. Precisavam elaborar um plano e, enquanto mordiscava o lábio inferior, ficou um tanto quanto surpresa quando Julian apontou para uma mesa que possuía inúmeros itens que poderiam ser usados em várias emboscadas - Uau - deixou escapar com um sorrisinho, logo olhando de relance para Elsie e revirando os olhos com sua piadinha - O nosso só está escondido e a gente não lembra onde - respondeu de maneira divertida. Enquanto discutiam um plano, Aredhel ficou um pouco receosa com a reação que a Confederação poderia ter diante tudo aquilo - Precisamos de uma justificativa trouxa para isso tudo. Não podemos atrair os olhares da Confederação de maneira negativa - observou, em que Elsie sugeriu que poderiam sobrecarregar a rede elétrica do local. Arqueou uma sobrancelha e olhou para a asiática, que passou a explicar que tal técnica já havia sido usada em situações diferentes - Parece uma boa ideia. Posso ficar com essa parte, já fiz coisa parecida quando era pequena - deu de ombros, não achando um bom momento para tentar justificar aquilo. Assentiu sobre usar pó escurecedor para facilitar o processo, além de que Radium parecia ser a melhor opção para completar aquela parte do resgate. Ouviu atentamente o restante do plano: o auror e Elsie utilizariam um feitiço transfiguratório para não serem afetados na hora de utilizar Lumus Maxima, em que Aredhel fez o teste posteriormente para garantir que tudo correria como desejavam. O feitiço pareceu funcionar e, dessa forma, deram uns últimos ajustes no plano que se seguiria.

[...]

Acompanhada por Julian e Elsie, Aredhel dividia uma capa da invisibilidade com o auror. Aproximavam-se com cautela do galpão e, quando se tornou seguro o suficiente para iniciarem a investida, Afastando-se da dupla, Aredhel, optando por não utilizar o pós escurecedor, apontou a varinha para si e pronunciou - Desilusionar - e, quando viu que suas mãos sumiram, avançou em direção do gerador de luz. Os soldados que ali haviam pareciam distraídos com um jogo de cartas, então Aredhel pegou uma pedra e arremessou para o lado oposto de onde utilizaria seu feitiço, fazendo com que os homens levantassem de maneira desconfiada. Anda, saiam daí, pensou. Quando eles se afastaram, Elric usou este momento para jogar o pó escurecedor, avançando em direção do gerador e apontando a varinha para ele - Radium - pronunciou, não esperando para afastar-se dali e posicionar-se de maneira que pudesse avisar a dupla de qualquer coisa que viesse a acontecer. Estava escondida logo em frente ao galpão, observando com atenção para garantir que ninguém se locomoveria de modo que viesse a atrapalhar o resgate. O tempo era curto, pois tinham somente três minutos para que conseguissem fazer tudo que precisavam e aquilo deixava Aredhel bastante nervosa. Percebeu que sua mão aos poucos retomava a visibilidade, deixando a bruxa atenta para que ninguém a enxergasse por ali. Não demorou muito mais para que visse, ao longe e além da fumaça preta, uma forte iluminação, certamente causada pelos feitiços dos dois bruxos. Aredhel olhou ao redor e, vindo em sua direção, um soldado corria. Ele não parecia ter visto a bruxa, que se abaixou e, com precisão, pronunciou: - Estupefaça! - e, dessa forma, o soldado caiu desacordado. - Oi - respondeu ao chamado de Julian, que estava acompanhado de Elsie e o resgatado. Estendeu a mão para o auror e, dessa forma, aparataram dali.

thanks covfefe



aredhel maeir elric
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Raven Austin Haraldsen
Sociedade Estudantil - Estudante
Sociedade Estudantil - Estudante
Raven Austin Haraldsen

Patrono : Vespa do mar
Bicho-papão : Medea Moon

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Espinheiro-Negro, 31 cm, Inflexível, Ferrão de Explosivins.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeSex 07 Maio 2021, 23:36

It's Not Just a Dive
Raven eventualmente dava escapadas de Londres para poder nadar com mais tranquilidade e, convenhamos, em águas mais limpas. Levando em consideração seu trabalho no bar de Faye, era raro que estivesse com muito tempo para viagens longas, uma vez que preferia sempre fazê-las de carro para não chamar atenção demais, então a Ilha de Skye se tornara a melhor alternativa para suas escapadas da realidade. Geralmente, quando Raven decidia ficar o dia fora para se reconectar com suas raízes – que era estritamente necessário nas condições de mestiça de Haraldsen, tendo descendência sereiana de ambos os lados da família –, deixava comida pronta para Alexandra comer quando chegasse do trabalho, assim como um bilhetinho na porta da geladeira avisando quando voltaria. Raven buscava visitar lagos e mares distantes e reservados ao menos uma vez na semana, ou uma vez a cada dez ou doze dias, em média. Estender o prazo longe da água era o mesmo que libertar o pior lado de seu sangue de criatura. Era uma noite de terça-feira, dia de sua folga. O movimento no Rising Sun diminuía consideravelmente no começo da semana, permitindo que Alex e Daisy dessem conta do recado mesmo na ausência de Faye. Dessa forma, Raven sentia-se mais tranquila para visitar seu pequeno paraíso perdido. Estacionou a BMW em um local discreto e como sempre usou feitiços de ocultação para escondê-la. Deixou o veículo levando apenas sua bolsa, avançando de forma silenciosa pela faixa de terra em direção às águas do mar que formavam as piscinas da ilha. A luz da lua iluminava o caminho da costa, nem precisava usar a varinha para enxergar o chão, e conforme chegava mais perto mais sentia o coração bater forte.  Era tarde e o local estava deserto, acreditava estar segura assim como em todas as outras vezes.

Um sorriso de felicidade genuína tomou seu rosto, era sempre revigorante estar de volta ao seu verdadeiro lar. Após alguns minutos de caminhada quando já estava perto da água, parou de andar e deixou a bolsa no chão. Retirou a jaqueta, a blusa, as botas e a calça. A única coisa além da lingerie era o coldre no braço onde mantinha a varinha de espinheiro-negro bem segura. O vento que vinha da água era forte e gelado, mas Raven gostava porque seu pai pertencia aos mares irlandeses de uma tribo Merrow, estava em seu sangue. Sendo assim, apenas correu de peito aberto e mergulhou na piscina natural formada nas depressões da ilha, sendo abraçada pela água fria que deu início à transformação. Raven sentiu seus pulmões se comprimirem com a repentina falta de ar, mas a pressão sumiu no instante em que suas guelras surgiram no pescoço e costelas. As membranas interdigitais, assim como as translúcidas escamas, vieram juntamente da cauda lilás esverdeada que, ao invés da couraça do lado paterno, possuía lindas escamas herdadas da mãe, descendente de uma sereia grega. Raven agitou a cauda e mergulhou fundo, sentindo sua magia se potencializar com a recarga energética proporcionada pelo oceano. Todo o seu ser vibrava e a felicidade se manifestou em forma de um salto acrobático na superfície. No entanto, quando caiu de volta na água sentiu que havia algo errado. As vibrações na água estavam estranhas, levou apenas alguns segundos para ter certeza de que não estava sozinha quando viu uma espécie de flecha vindo em sua direção. Não conseguiu sacar a varinha a tempo de se defender, sendo atingida no braço esquerdo de raspão, mas o contra-ataque veio em seguida mesmo com o ferimento. “Wavius”, mentalizou fazendo um gesto preciso do condão. O corpo do mergulhador ficou visível, ele estivera oculto por um feitiço, por isso Raven não o viu antes, e imediatamente foi lançado contra as rochas da encosta.

O impacto o desacordou, mas isso não ia impedi-la de interroga-lo. Nadou velozmente e apanhou o corpo que trajava roupas bruxas de mergulho utilizadas por magizoologistas, retornando com ele para a margem da piscina natural. Ao pisar em terra firme com suas pernas humanas, Raven passou a puxar o homem pelo pé, ignorando que estivesse sendo pouco delicada e demonstrando força física além da comum. Largou o homem na terra lamacenta e apontou a varinha enquanto retirava a máscara de mergulho dele e via as últimas modificações do guelricho desaparecem. Enervate. — Ela ditou com confiança em sua voz rouca e melódica. O homem despertou e quando ele fez menção de se levantar ela empurrou o pé contra seu peito, obrigando-o a se deitar. Quem é você e por que me atacou?! — Grunhiu, seus olhos brilhavam no tom violeta de quando estava em contato com a água, ou de quando estava com raiva, e ela sentiu a vibração no condão aumentar conforme mantinha a mira nele. Estava a um fio de ataca-lo sem esperar por respostas, mas a adrenalina baixou e Raven sentiu uma fisgada no braço esquerdo. Olhou rapidamente e viu que estava sangrando, tinha perdido um naco de carne para a flecha ou sabe-se lá o que era o que o homem usou de arma. Não foi assim tão de raspão. Eu já matei por bem menos, desembucha! — Ordenou mais uma vez, imponente e perigosa como sempre ficava quando tinha o mar ao seu lado. Grande erro do curioso infeliz que quis se meter com ela em seu habitat natural.

Atemporal | soundtrack | outfit


Bullet With Butterfly Wings
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Gus Sondeburg-Mountbatten
Centro de Cura - Especialista
Centro de Cura - Especialista
Gus Sondeburg-Mountbatten


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Durmstrang (Escandinávia)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Cauda de Unicórnio Salgueiro, 30 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeSab 08 Maio 2021, 16:33

Ser um medibruxo exigia muito. Não era uma tarefa fácil, e mesmo que Gustaf estivesse a pouco tempo no cargo, ele sentia-se sobrecarregado como se não parasse por anos. Não à toa, em sua primeira folga, o homem havia decidido sair da ilha para se conectar um pouco mais com a natureza e fazer alguns rituais que abririam sua cabeça. Na realidade, aquela era apenas uma forma bonita de dizer que ele iria se drogar com os mais variados tipos de ervas em busca de descarregar um pouco o peso que sentia, e talvez trazer algum esclarecimento para sua cabeça. Na mesma noite em que sua folga havia sido anunciada, o homem havia se munido de uma roupa adaptada de magizoologista, uma mochila de campista - que apesar de mágica e caber tudo que ele precisaria para ter o melhor conforto possível, também era relativamente grande - e um arco rústico com um compartimento para guardar as flechas. Escondido, um coldre guardava sua varinha. A roupa e toda sua indumentária era um resquício de práticas familiares. Entretanto, Gus poderia estar bem mais tranquilo e com bem menos coisas, só que havia um objetivo para tudo aquilo: Proteção. A primeira proteção era contra criaturas mágicas. Sabia que pelos locais onde andaria, poderia encontrar diversos seres não muito amigáveis. Já a segunda proteção era contra Trouxas. Quanto mais se parecesse com apenas um no-maj caçando nas terras altas, melhor seria.

A ilha de Mag Mell, apesar de ter uma vasta área e flora diversificada, ainda tinha grandes limites. O primeiro limite era social. Gustaf precisava passar a ideia de ser um respeitado Medibruxo. Já o segundo limite era físico, pois apesar de haver uma variedade grande de plantas, com a receita para os dardos que “roubavam” a magia, o homem também buscava algumas alternativas menos invasivas nos pacientes e que poderiam servir como alento para todos que tivessem que se submeter ao procedimento. Por isso bastou a madrugada surgir, para que Gustaf saísse de Mag Mell sem que ninguém o visse. [...] Dois dias tinham se passado desde que o Medibruxo tinha começado suas andanças. Seu estado não era dos melhores, pois uma das partes de sua peregrinação era a dificuldade. Encontrar lugares de difícil acesso, onde a vegetação não tinha sido explorada. Também havia tido o encontro com algumas criaturas mágicas, assim como alguns animais trouxas, mas como vegetariano, seu único objetivo tinha sido se livrar dos seres. Apesar de poder, em todas as situações, tinha evitado usar magia. Era a segurança de não ser visto ou rastreado, mas que lhe cobraria um preço. Talvez os ferimentos, a falta de alimentação adequada, e o estado mental, tenha contribuído para que na noite do segundo dia, tudo desse errado. Gustaf tinha preparado um composto de ervas alucinógenas, bem pesado, para tentar limpar seu corpo e se conectar mais com sua alma, algo que faria inveja a qualquer xamã propagador da Ayahuasca.

Tudo corria bem. As visões eram agradáveis. A conexão com as plantas que brilhavam. A conversa com o velho urso, seu patrono e protetor. Assim como a reconexão com seus antepassados e seus pais. Entretanto, bastou a terceira dose da bebida entrar, para que o sonho se tornasse um pesadelo, e Gustaf perdesse o controle de tudo. A última coisa que se lembrava era do urso falando com a voz distorcida e distante que ele não estava mentalmente preparado para aquilo. Depois disso foram apenas flashes. Num momento Gus andava nu pela floresta. Em outro ele estava abraçado fortemente a uma árvore, como um coala. A outra lembrança era de estar de quatro, em frente a uma mulher loira que também permanecia na mesma posição. Inexplicavelmente sentiu vontade de lambê-la, mas sua língua ao tocar sua face sentiu uma sensação estranha, como se estivesse lambendo pelos. A mulher tinha se transformado em um lobo, ou um cachorro, ou qualquer criatura quadrúpede com um fuço. Gus se afastou assustado. Outro flash veio. O céu estava vermelho. As nuvens precipitavam sangue. A cada gota que caía em seu rosto, era o barulho do choro e dos gritos dos membros de sua família. Outro flash. Gus estava em um descampado, próximo a um penhasco. Suas roupas tinham voltado. Não só elas como o arco com as flechas estavam em seu ombro. Ele corria mais rápido do que imaginava um dia correr correr. Mais um flash. Gus se afogava em um mar frio e violento. Tentava nadar, mas era como se todo seu corpo era feito de rochas. Apagou novamente.

Quando acordou viu uma calmaria. Parecia estar no caribe, lugar que tinha visitado com sua irmã menor. Tentou respirar para ver o que estava acontecendo, e sentiu que estava com uma máscara de mergulho, algo que usava para procurar plantas no fundo de rios e lagos. Havia também um gosto estranho em sua boca. Estava mastigando algo. Antes que pudesse entender, notou que o mar estava movimentado demais, e um grupo de sereianos vinha atacá-lo. Puxou uma das flechas e ajeitou seu arco. Apagou novamente. Acordou com uma falta de ar descomunal, que foi passando aos poucos. Sentia algo estranho em seu pescoço, e quando fez menção de levantar, veio um baque em seu peito. Olhando para cima, Gustaf notou que uma mulher o prendia. Uma mulher familiar. Puxou da memória até que o nome veio — Raven… Raven… — sua voz saía fraca, mas pareceu trazer sentimentos mistos na mulher. Ela estava com mais raiva dele saber seu nome, mas ao mesmo tempo queria saber quem ele era. — Bolso… — falou antes de apagar novamente. No bolso havia um cartão, onde falava seu nome, sua especialidade, e uma mensagem: “Se eu te atacar, não é minha culpa. Eu tive contato com alguma planta alucinógena em meio as minhas pesquisas”. Aquela não era a primeira bad trip de Gus, por isso precisava estar sempre prevenido, mesmo que fosse com uma mentira. Raven, junto com mais duas Aurores tinham levado as “poções” e a receita para a ilha Mag Mell. Foi Gus que a recebeu. Esperava que ela brevemente se lembrasse dele.

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Raven Austin Haraldsen
Sociedade Estudantil - Estudante
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Raven Austin Haraldsen

Patrono : Vespa do mar
Bicho-papão : Medea Moon

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Espinheiro-Negro, 31 cm, Inflexível, Ferrão de Explosivins.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeTer 11 Maio 2021, 16:52

It's Not Just a Dive
Ouvir seu nome na boca de um completo desconhecido deixou Raven desnorteada. Ele a conhecia, disse seu nome, ela tinha certeza disso embora a voz dele fosse apenas um sibilo sofrido. Raven abriu a boca para continuar seus questionamentos, mas o homem nada disse além de “bolso” antes de ficar inconsciente novamente. — Você tá de brincadeira! — Vociferou baixinho, vasculhando os bolsos da roupa de mergulho sem encontrar nada. Não acreditava que estivesse mesmo mexendo no corpo de estranho atrás de alguma pista, nunca pensou que pudesse chegar nesse nível, mas depois da Batalha de Hogwarts e do terror Durmstrang era de se esperar que o resto fosse fichinha. Raven colocou a varinha entre os dentes, nem se incomodando com os espinhos da madeira que machucaram seus lábios, e rapidamente abriu o zíper da roupa de mergulho até conseguir alcançar o bolso da camisa do homem. Pegou o bilhete um pouco decepcionada, pois pensou que encontraria um crachá ou coisa assim. “Se eu te atacar, não é minha culpa. Eu tive contato com alguma planta alucinógena em meio as minhas pesquisas”, era o que dizia. O nome dele era Gustaf, não era dali com certeza, o que trouxe certa estranheza. Pelo sobrenome, Raven teve a impressão de que era norueguês, assim como ela. Engoliu em seco sentindo menos raiva, mas não menos empenhada em descobrir qual era a dele se drogando com ervas alucinógenas em espaços públicos. — A bonita sai pra nadar, pra melhorar a própria saúde e um maluco desses vem armado e drogado nadar na porra do mesmo lugar que eu! Saco! Eu deveria te matar! — Resmungava baixinho andando de um lado para o outro, indecisa sobre o que fazer.

Parte de si tinha certeza que ele merecia uma surra, primeiro por ser irresponsável e segundo por ser perigoso, a outra parte queria amarrá-lo e interroga-lo para arrancar qualquer informação útil. Temia que ele fosse das Forças Armadas, um Purgante como os muitos que morreram pelas mãos da meio-sereiana na batalha de quase dois anos atrás. Pensou na possibilidade de terem descoberto sua identidade e sua localização, não era impossível que tivessem enviado um caçador de criaturas para sequestrá-la, soube que tentaram fazer isso com sereianos em St. Ives. Vestiu as roupas sem se importar em secar o corpo, afinal, ficar molhada era agradável para ela, e tentou estancar o sangramento em seu braço. Sem sucesso, Raven não era muito boa com feitiços de cura, principalmente sob grande estresse como no momento. Decidiu que deixaria para tentar de novo quando saíssem dali. Usou um feitiço para flutuar com o corpo do pesquisador para longe da margem e foi seguindo pela ilha em direção à escuridão. Raven conhecia bem a região e sabia que existia cavernas subterrâneas – e perigosas – perto dali. Guiou o corpo inconsciente para dentro de uma dessas cavernas, não tendo dificuldade de chegar a uma galeria ampla e mais distante possível da entrada para que não fossem descobertos – e nem ele tentasse fugir. O lugar era úmido, frio e escuro. As pedras eram escorregadias e para um iniciante o local poderia se tornar uma armadilha. Raven, no entanto, sentia-se em casa.

Colocou o corpo do homem deitado perto da parede e sentou-se próxima, apontando a varinha para frente, há cerca de um metro deles. Ignotus Gaubracianus — Pronunciou, vendo a chama surgir no local indicado e iluminar o interior da caverna, aquecendo também o entorno deles. Virou-se para o pesquisador, apontou a varinha e disse: Incarcerous. — As cordas amarraram seus tornozelos e punhos, porém, ele continuou desacordado. Raven buscou em sua bolsa a maleta de poções que sempre carregava consigo, nela também havia alguns itens de primeiros socorros que ajudariam a mestiça a cuidar do braço machucado. Enrolou alguns gazes e esparadrapos de qualquer jeito, estava com raiva demais para ser cuidadosa, depois pegou um frasco de antídoto para venenos comuns e aproximou-se de Gustaf, inclinando a cabeça dele e abrindo a boca com a ajuda do indicador (a varinha Raven manteve na boca, segurando-a com os dentes). — Vai, bebe logo. Tomara que ajude. — Não fazia ideia de qual planta ele tinha ingerido, mas talvez o antídoto funcionasse. O cara engoliu um pouco mais que as 50ml necessárias, mas engasgou e acabou cuspindo um pouco, o que acabou dando na mesma. Raven afastou-se dele quando viu que tinha acordado e rapidamente mirou a varinha; a luz do fogo deixava a mestiça com ares ainda mais predatórios, seu lado criatura mais evidente. — Você me conhece. — Ela disparou encarando os olhos azuis dele. — Como você sabe meu nome? Você é um Purgante das Forças Armadas? Mandaram você atrás de mim, foi?! O que mais você sabe, huh?! Está atrás de mestiços, é isto?! — Quanto mais nervosa ficava mais melódica sua voz parecia, não queria influenciar o homem, mas se isso significasse fazê-lo contar tudo ela iria usar seus poderes sim.

Atemporal antes da Resistência com Gus Sondeburg-Mountbatten | soundtrack | outfit


Bullet With Butterfly Wings
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Gus Sondeburg-Mountbatten
Centro de Cura - Especialista
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Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Cauda de Unicórnio Salgueiro, 30 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 3 I_icon_minitimeSex 14 Maio 2021, 16:35

Nada fazia muito sentido. As sensações que Gustaf sentia eram confusas. Num primeiro momento era como se estivesse flutuando em nuvens, no outro o sonho bom se transformava num pesadelo de queda onde ele ia de encontro a um chão duro. Tentou se mover. Não conseguiu. Tinha perdido o controle do seu corpo ao mesmo tempo que se sentia completamente preso. Amarrado. Tentou abrir os olhos. Sentiu que estava sentado. Queria manter a cabeça erguida, mas ela parecia pesada demais para seu pescoço. Do pouco que conseguia abrir os olhos, via a silhueta alta e esguia da mulher que o havia atacado, mas não sentia como se pudesse identificar o que ela fazia. Do nada, a caverna fria, úmida e escura tinha ficado mais quente e clara. Não que isso fosse bom, já que o que produzia aquela sensação estava próxima demais do medibruxo, fazendo ele sentir como se sua pele começasse a queimar lentamente pelo calor emanado. Tentou olhar para a mulher novamente. Tudo era um borrão, além do seu corpo. Se lembrava de uma lenda difundida pelos trouxas, o Slender Man. Riu, mas não sabia se a garota tinha notado. Provavelmente não, pois ela só veio ao encontro de Gustaf alguns minutos depois. Ele não sabia ao certo. O tempo parecia muito relativo. Sem muita cerimônia, o medibruxo sentiu Raven colocando algo em sua boca. Se num momento tentou resistir, por medo e receio, a ordem da mulher fez com que ele logo engolisse o líquido, que se tornou extremamente familiar.

— Antídoto para venenos comuns — balbuciou, quase como se estivesse respondendo a uma questão de uma prova. No curso de curandeirismo aquele tipo de prática era bem comum. O gosto, aliado a quantidade desnecessária, fez com que Gus engasgasse e cuspisse parte fora, para o lado onde estava a luz brilhante. Apesar de não servir plenamente para o que ele tinha usado, havia sido uma alternativa eficaz da mulher, já que ajudaria o medibruxo a recobrar melhor a consciência. Notou que estava numa caverna. Raven agora estava vestida. O instinto primordial de se mexer, fez com que ele percebesse que estava preso tanto nos pés, como nas mãos. A caverna não era nada amistosa, assim como o fogo alto que queimava não muito longe, e a garota que lhe apontava uma varinha. Ouviu ela falar sobre forças armadas, purgantes, e sobre caça de mestiços. Em parte Gustaf queria rir. Achava que era uma pegadinha. Outra parte pensava que a mulher parecia completamente louca. Entendia sua cautela, mas ao mesmo tempo, não era como se tudo aquilo fosse necessário. Os dois já tinham se visto. — Vamos lá, Raven. O que você está falando? — a falta de percepção do homem era realmente verdadeira. E talvez em outra situação sua abordagem seria mais abrupta, mas entendia que Raven era um membro da resistência. Talvez ela estivesse passando por algum tipo de estresse pós-traumático.

— Você sabe quem eu sou. Eu sou o Dr. Gustaf Sondeburg-Mountbatten. Curandeiro especialista em Herbologia. Eu fui o responsável por receber a cura trazida por você, a Fauna e a Solara. — a citação ao nome das mulheres pareceu fazer Raven ficar ainda mais furiosa. Gus sabia que estava falando demais, mas ele já tinha convivido com muitas criaturas e viajado por muitas partes do mundo para saber que aquela mulher não era nenhum ser transmorfo. Ela apenas não estava conseguindo ligar os pontos, e ele simplesmente não entendia o porquê. As perguntas sobre a resistência e sobre as mulheres vieram como uma metralhadora para cima do bruxo, mas antes que ele pudesse responder, Raven tinha um olhar quase assassino enquanto partia para cima dele. [...] Gus cuspiu e viu a mancha vermelha escorrer pela pedra úmida. Sangue. Algo dentro dele não estava bem. Esperava que fosse apenas os dentes. Raven insistia sobre ele ser um invasor caçador de criaturas. De alguma forma, ela não se lembrava dele. Porque? Era a única pergunta que percorria seu cérebro. Sentia que morreria naquela caverna. — Deixe de ser estúpida, garota. Porque eu tentaria te caçar estando nesse estado? Eu caí aqui sem querer, e mal consigo deixar minhas mãos firmes. — algo na frase tinha deixado a mulher ainda mais furiosa, fazendo com que ela não pegasse tão leve quanto da outra vez. [...] Quando Gus acordou, além do sangue expelido, ele sentia que duas de suas costelas estavam quebradas e havia algo apertando seu peito. Como uma faca. A dor era externa, mas poderia ser apenas uma confusão. — Porque você está fazendo isso? — a pergunta saiu como uma súplica.

Raven já tinha o visto, todas suas credenciais estavam no cartão. Cartão esse que voou em direção ao seu rosto, enquanto a Raven falava que tudo que ele tinha contado até então eram mentiras. Gus não olharia para o cartão normalmente. Apenas o ignoraria e voltaria sua atenção a Raven, se algo mais importante não chamasse sua atenção. Seu título de medibruxo tinha sumido, assim como algumas letras do seu nome. Não era como se elas não existissem. Elas estavam literalmente desaparecendo. A dor em seu peito, fez o homem gelar. — Que dia é hoje? — a pergunta fez Raven ficar relutante em falar, mas Gus rolou os olhos e se mostrou levemente alterado pela preocupação. — O que você acha que eu vou fazer com essa informação? Por favor, que dia é hoje? — assim que Raven respondeu, ele riu histericamente. Com esforço o homem olhou para sua perna esquerda, que estava amostra após tanto “contato físico”. Ali deveria existir uma cicatriz de queimadura, fruto de um embate com uma Bubotúreba. A cicatriz ainda estava ali, mas também estava sumindo. Era a prova de que não tinha nada a ver com viagem de ácido ou alucinação. Era bem pior. Aquilo fez com que além do sorriso histérico, lágrimas saíssem do seu rosto. — Eu ferrei com tudo. Eu ferrei com tudo. Eu ferrei com tudo. — talvez pela primeira vez o desespero do homem fez Raven não entender o que estava acontecendo, lhe questionando qual era o problema. — Abra minha roupa. — Gus entendeu o olhar de desconfiança da mulher, mas seu desespero não estava muito tranquilo. — O que você acha que eu vou fazer? Te beijar? — a frase saiu um pouco grossa, e talvez, futuramente, poderia vir acompanhada de outra surra, mas com cuidado Raven abriu a parte de cima da roupa de mergulho de Gus mostrando que enrolado em seu pescoço estava um vira-tempo.

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