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 Ilha Skye

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
Diretor
Diretor
Diretor Alvoros Grunnion

Patrono : Fênix
Bicho-papão : Diretor

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeQui 12 Jan 2017, 22:52

Relembrando a primeira mensagem :

Ilha Skye

Escócia


Ilha Skye - Página 2 UmZMUkp

A Ilha de Skye, habitualmente conhecida simplesmente pelo nome de Skye, é a maior e a mais setentrional das ilhas do arquipélago das Hébridas, na Escócia. O seu nome vem do norueguês antigo Skið = "ski", uma alteração da palavra picta original que, nas fontes romanas, era mencionada como Scitis (Cosmografia de Ravenna) e Scetis (no mapa de Ptolomeu). Em certas lendas, é comum associarem a ilha à figura lendária de Scáthach. A ilha caracteriza-se por uma paisagem agreste, com muito pouca vegetação comparativamente à Escócia continental. A população da ilha não é muito numerosa, vivendo pela maior parte da criação de gado. A ilha está ligada ao resto do país pela ponte de Skye, bem como pelas linhas de ferries a partir de Armadale até Mallaig, e de Kylerhea a Glenelg.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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AutorMensagem
Agnes B. Campbell
Chefe de Conselho - Mag Mell
Chefe de Conselho - Mag Mell
Agnes B. Campbell


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Espinheiro-Negro, 27 cm, Inflexível, Corda de Coração de Dragão.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeTer 19 Maio 2020, 20:10




Mag Mell
Ilha Skye, com Ginny Pallas e Juliet Petry.
A viagem até a Ilha de Skye havia sido calma. Tendo eu optado por seguir até a mesma de uma forma tradicionalmente trouxa para chamar a menor atenção possível e não correr o risco de alguma autoridade trouxa ou apenas algum trouxa qualquer presenciar minha chegada ao lugar. Tendo o fato também de que se tratava de um lugar desconhecido para mim, o que impossibilitava apenas aparatar até algum lugar da ilha e pronto. Acabando isso por apenas não ser um grande problema e se tornar uma cansativa e incomoda viagem de ônibus, por como tivera Ginny a me oferecer uma viagem de carro para lá. Viagem esta que fazia com a mesma e minha filha Juliet. Não tendo eu certeza ainda do que me levava a optar por realmente seguir em direção a Ilha de Mag Mell, a qual era meu destino final. Mas tendo algo por me dizer que aquela era sim a melhor coisa a se fazer naquele momento. Não por apenas querer seguir o curso que me levaria naturalmente até o meu posto no antigo Ministério da Magia em algum momento, mas também por saber que o Saint Mungus precisaria de mim. Ainda não existia alguém para coordenar o hospital que havia perdido seus diretores dentro dos últimos meses, com isso alguém tinha que fazer o trabalho e nada melhor do que ser a ex-chefe do departamento de fiscalização de saúde e medibruxaria.

Durante toda a viagem havia me mantido bastante quieta e deixar Evelyn para trás não me agradava em muito. Porém minha esposa não queria estar ligada com o que acontecia naquele momento da história bruxa, afinal aquilo estava bem longe de ser o fim de um dos livros de nossa história. - Obrigada! - Agradecia Ginny que me entregava minha bagagem. Pegando minha mochila que era retirada do porta-malas quando então chegávamos na proximidade do cais onde o navio que nos levaria até Mag Mell aportaria a qualquer momento. Mochila a qual na verdade funcionava como uma mala, por ter seu interior ampliando, tendo ali dentro todo o necessário para passar ao menos uns quinze dias em Mag Mell, sabendo eu que teria que dar um jeito para as roupas durarem tanto tempo, afinal não traria metade do meu guarda-roupas, porém tendo ao menos uma boa quantidade de peças que durariam o tempo necessário. Como, no entanto, o navio ainda não estava por ali, nosso tempo foi tomado com uma breve volta no vilarejo próximo, onde tínhamos procurando fazer um lanche juntas e nos distrair um pouco, sendo notável a forma como rostos conhecidos iam surgindo vez ou outra. Demonstrando claramente como outros bruxos também se encontravam na área a espera do embarque. O qual aconteceu sem demora quando então o navio comandado por vípers apareceu, não demorando muito mais do que algumas horas em que diversas pessoas adentraram o navio, se juntando a tripulação, devendo sempre apresentar seus documentos mágicos quando possuíam e principalmente suas próprias varinhas. Com alguns poucos que não as possuíam por algum problema, sendo revistados e analisados com o feitiço ‘ariannum detectum’.

Após o navio ser abastecido também com suprimentos que iam para a ilha, não demorou muito para que a ancora fosse recolhida e então seguíssemos caminho em direção a ilha que começara a ser utilizada como refúgio para os bruxos, a ilha que ironicamente havia sido nomeada como Mag Mell.
Saio dali.
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Natasha Tudor Sparks
Avaliadores
Avaliadores
Natasha Tudor Sparks

Bicho-papão : Manequins

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Durmstrang (Escandinávia)
Ano Escolar: Formado
Varinha: Cabelo de Veela, Abeto Vermelho, 29cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeTer 19 Maio 2020, 20:59


Mag Mell

Ter optado por seguir para a Ilha de Mag Mell não havia sido fácil, porém sentia certa responsabilidade em ajudar o povo mágico e justamente por isso havia decidido que diante as minhas atuais condições, aquilo era o melhor a se fazer. Foi assim que na companhia de Sylvie ambas tínhamos nos preparado e seguido o ponto de embarque que nos havia sido revelado por um certo contato vindo de Sylvie, mais precisamente um contato fornecido por seu próprio chefe, o qual aparentemente iria ser um dos responsáveis por uma estalagem ou bar que havia sido instalada na ilha. - Estamos adiantadas em quase uma hora e o navio pelo visto só vai chegar mais próximo do horário marcado, que tal darmos uma volta pela praia? - Questionava Sylvie, decidindo que aquela seria a melhor forma de ocupar nosso tempo sem que ficássemos ansiosas de mais com a espera, além de ser uma boa forma de manter vigilância pelo lugar em busca de possíveis problemas. Eu ainda não tinha uma boa ideia do que pretendia realmente fazer por lá ou como poderia ajudar a população. Quem sabe arranjasse espaço em algum comércio como Sylvie fazia, quem sabe eles fossem precisar de auxílio com outras áreas, só o tempo saberia dizer. E assim tentei realmente me distrair um pouco com Sylvie em nossa caminhada pela praia, podendo eu ver quando um navio surgiu em nosso campo de visão. - Espero que tenhamos tomado a atitude certa ao escolher vir até aqui e embarcar para a ilha. - Eu não confessaria tão fácil, se é que um dia realmente confessaria aquilo, porém estava realmente temerosa e ao mesmo tempo muito curiosa com como a ilha que tanto tinha investigado como auror quando tantos bruxos tinham sido sequestrados e para lá enviados.

Com a aproximação do navio, acabamos então não demorando muito para seguir até o mesmo. Mantendo certa pose séria e centrada quando então fomos revistadas e tivemos nossos documentos bruxos verificados antes de então sermos autorizadas a embarcar. Vindo eu a ter alguns olhares um tanto quanto estranhos na minha direção por parte de vípers que controlavam a entrada de bruxos e de uma boa quantidade de recursos para seriam levados para a ilha. - Seja o que Merlim quiser! - Suspirava pesado, apertando a mão de Sylvie junto a minha, buscando um bom lugar no navio para nos acomodarmos sem que fôssemos incomodadas. Passando a viagem, a demorar algumas horas até realmente chegarmos a Ilha de Mag Mell. Tendo o navio levantado ancora após poucas horas depois de termos embarcado, buscando não se demorar muito no cais junto a Ilha Skye. Saio dali.
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Audrey Sawyer McGrath
Sociedade Bruxa - Criança
Sociedade Bruxa - Criança
Audrey Sawyer McGrath


Perfil Bruxo
Escola/Casa:
Ano Escolar: Criança
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeQua 20 Maio 2020, 20:43


A visita a ilha de Skye foi uma surpresa incrível para a pequena Audrey, é claro que ela havia levado o Sr. Beauchamp, não havia mais nada que a pequena fizesse sem a presença de seu companheiro inseparável. O gato, para a surpresa dos pais, havia assumido uma atitude protetora como que se comunicasse com a garota, eles agora eram tão próximos que dificilmente alguém via um sem dar de cara com o outro. Mesmo que houvessem algumas malas ela não fazia ideia de onde estava ou do porquê, mas estava gostando de caminhar perto da água. A praia era fria nessa época do ano, Audrey usava galochas roxas enquanto corria pela areia escurecida e procurava conchinhas para brincar. — Veja Sr. Beauchamp, são tão bonitas. — Audrey exclamou ao encontrar uma concha que chamou muito a sua atenção, um sorriso largo se formara em seus lábios enquanto o gato se aproximava e os dois observavam os achados da pequena.




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Gaary Bürckle Zarek
Chefe de Conselho - Mag Mell
Chefe de Conselho - Mag Mell
Gaary Bürckle Zarek

Bicho-papão : Harriet e/ou seus filhos sendo torturados diante dele

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Beauxbatons (França)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Unicórnio, Videira, 32cm, Flexível.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeDom 24 Maio 2020, 22:45

Apesar de ter flertado com o trabalho de cuidar de um dos negócios dos Zareks, eu acabei ouvindo sussurros sobre um movimento para recuperar o Ministério da Magia, o que fez com que eu me sentisse motivado a fazer e agir, o que me fez levantar do meu comodismo e me juntar a galera que estava se reunindo. O lado negativo disso tudo era ter que deixar Harriet e nossos filhos no meio do fogo cruzado, mas minha mulher tinha se empolgado de fazer o trabalho em um braço irmão do que era para ser o embrião do meu antigo trabalho. Levantei logo cedo, nas primeiras horas da manhã, e me troquei para a viagem, levava comigo uma mala com quase tudo que eu tinha nos Zareks por não saber quanto tempo ficaria de fora, para ser sincero. — Vamos nessa, amor. — Murmurei para minha amanda antes de roubar um beijo da figura sonolenta com quem eu planejava dividir a vida, rapidamente a loira se levantou e se trocou, devo admitir que ela havia precisado de muita lábia para me convencer a aceitar o que ela queria. — Eu cuido dos meninos, pode ir. — Comentei de modo carinhoso e, enquanto ela se aprontava, eu cuidei de arrumar os garotos, afinal era a última vez que eu teria os pequenos em tempo integral e por perto, a única coisa que Harriet não precisou me convencer de fazer com as palavras bonitas, meu coração de pai morria aos poucos por ficar longe deles. — Vamos encontrar a mamãe, dorminhocos. — Murmurei para os dois bebês dorminhocos, peguei a varinha e apontei para o horizonte e me concentrei. — Accio Carrinho de Bebê. — Lancei o feitiço e fiz o carrinho que estava do lado oposto do quarto, peguei primeiro Ethan, que era sempre o mais difícil de acomodar no carrinho e o coloquei no carrinho que já estava deitado em ambos os acentos, o que facilitou a minha vida, uma vez com o moreninho deitado no lado esquerdo do carrinho, eu peguei o outro, Scott sempre tinha aquele sono de pedra, então foi fácil acomodar ele. Com os dois bem presos nos carrinhos, segui em direção a suíte minha e de Harriet, então chegamos lá e a bela mulher estava pronta e plena, como se tivesse acordado horas antes.

[...] Depois do café, nós pegamos um carro para o centro de Cólofon de onde embarcamos para as Ilhas Skye. Ao longo do caminho eu não pude deixar que seria um momento difícil passar boa parte do meu tempo sem estar com ela depois de termos tanto contato nos últimos tempos, eu sentia um pequeno nós se formando no meu estômago. Eu sabia que logo mais as coisas se ajeitariam e a gente conseguiria resolver tudo como havíamos feito quando ela estava na Amazônia. Quando chegamos na Ilha eu segurei o carrinho pelo apoio e ajudei a carregar ao longo da praia. Nós paramos no píer próximo ao mar, era fácil se perder naquela paisagem, mas meu olhar recaiu sobre Harry. — Eu vou sentir muita falta de vocês... Você vai querer ficar lá quando eles liberarem? Assim vamos ter todos em segurança e você não vai passar sufoco. Até onde sei, o Alric vai estar lá também, algo como ter ouvido uns amigos ex-aurores sobre essa empreitada. — Comentei de forma casual, pois Harriet não costumava me ouvir falando de um gêmeo além de Gaspard, afinal Gaspard cresceu comigo e nós éramos carne e unha, tanto que no dia anterior foi difícil com todo o lance das despedidas e ainda havia Alex também, ela ainda era uma bebêzinha que tinha um pai que faria tudo por ela, disso não tinha um pingo de dúvida. Quando Harriet confirmou sobre ir para a ilha, senti um peso que nem sabia que existia sair dos meus ombros e isso me fez querer agarrar ela ali e fazer uma cena, mas eu me contive e me aproximei dela. Dei um breve beijo na mesma e suspirei pesado. — Obrigado por embarcar nessa loucura comigo. — Murmurei de modo carinhoso e logo ouvi a comoção a nossa volta, o navio havia chegado, abracei Harriet apertado e fiz um carinho no rosto dela com a mão direita. — Se cuide e... Nos vemos em breve. Eu te amo com todo meu coração. — Falei baixinho e em um tom bastante emocional, me despedi dos nossos filhos e respirei fundo, agora só me restava encarar o que viesse pela frente em Mag Mell e esperar para tê-los comigo novamente. Levava comigo a minha mala e vez ou outra olhava por cima do ombro para ver como eles estavam e, ao embarcar, eu tive certeza que contaria os dias para ter a família reunida novamente, Gaspard havia me prometido ajudar Harriet com os meninos enquanto eu estivesse fora e isso me acalmava bastante.


Gaary Alexander
Bürckle Zarek
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Katy Keller D'Amici
Chefe de Conselho - Mag Mell
Chefe de Conselho - Mag Mell
Katy Keller D'Amici

Patrono : Ovelha
Bicho-papão : Morte da Família

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Teixo, 30 cm, Elástica, Pena de Hipogrifo.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeSeg 25 Maio 2020, 20:00


Ilha Skye

Desde o dia que tomei minha decisão, o tempo passou voando e tive que organizar as coisas em casa da melhor maneira possível. Decidi que Luca ficaria com meus familiares, afinal ele estava seguro em casa e apesar de Mag Mell ser um local seguro também, ele não teria toda a atenção e os cuidados que merece, sem falar que não teria os primos para se distrair, então não vi motivos para levá-lo. Eu não era a única da família que iria para a ilha, outros iriam, inclusive Alessa, que por conta de ser uma ótima medibruxa, poderia ajudar bastante. Eu iria tentar ajudar com os meus conhecimentos em criaturas mágicas e mais no que pudesse, infelizmente o que eu sabia de curandeirismo era o básico para me virar e cuidar dos meus filhos. Eu iria sentir muita saudade do meu filho e de minha família, mas eu queria que Luca crescesse em um mundo mágico melhor, e se eu pudesse fazer algo para melhorar seu futuro, então eu o faria.

Com uma pequena mala enfeitiçada pronta, despedi-me de quem ficaria em casa, e claro que a parte mais difícil foi Luca, que agarrou em minha perna durante um bom tempo e eu tive que ter uma boa conversa com ele. Na verdade eu já havia conversado, mas acho que só naquele momento que ele havia entendido realmente. Deixei minha casa em direção à Ilha Skye, que não era muito longe, era lá que pegaria um barco em direção à Mag Mell.

Ao chegar no local, encontrei vários outros bruxos que embarcariam e logo peguei uma fila onde teria que apresentar meus documentos mágicos. Notei também que a embarcação estava sendo abastecida com comida e diversos outros suprimentos. Assim que verificaram meus documentos e minha varinha, subi à bordo e logo encontrei alguns conhecidos que fui cumprimentar. Alguns minutos depois, senti o navio recolher sua âncora e começar a zarpar.

Saio do local.


by nay


Katy Blanche Keller D'Amici
mãe da athenodora, da scarlett e do luca
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Alan Moerbeeck Looren
Conselho - Suprema Corte
Conselho - Suprema Corte
Alan Moerbeeck Looren

Patrono : Coruja-orelhuda

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Formado
Varinha: Lasca de Casco de Centauro, Choupo-Branco, 28cm, Flexível.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeTer 26 Maio 2020, 23:32

Journey Into The Unknown
Não foi difícil descobrir sobre os navios. Aqueles que foram evacuados de Queerditch (Alan incluído nestes) tiveram o vislumbre do primeiro navio, aquele que foi utilizado para embarcar primeiro pessoas enfermas que estavam no Hospital Saint Mungus improvisado na Sede do Clube de Duelos da Grã-Bretanha. As demais pessoas logo foram informadas como poderiam acessar um próximo navio, os associados de Nyx quem tinham as informações. Muitos bruxos, temendo por não saberem mais para onde correr, foram logo no primeiro navio livre para todos os públicos (não somente enfermos e medibruxos em prioridade). Alan não poderia fazer isso. Não poderia simplesmente partir porque tinha família, pessoas das quais o homem se importava. Ainda sim, perguntou a um dos associados de Nyx, a contragosto (visto que não gostava de Nyx, muito menos da associação dela), sobre a possibilidade de ter mais navios em períodos futuros. O viper explicou a Alan que os navios sairiam de tempos em tempos, dando a informação de lugares e horários onde poderia encontrar associados de Nyx que estariam exclusivamente divulgando novos locais e horários onde navios fariam o deslocamento mais uma vez. Alan não gostava de estar seguindo tanto assim o plano dos vipers, mas neste momento eram eles quem estavam preservando a saúde e segurança dos bruxos. Mesmo não embarcando em um navio no dia em que Queerditch foi atacada, Alan ficou por vários dias pensando sobre ir ou não ir. O pensamentos de estar seguindo os vipers sempre cutucava-lhe a mente. Alan não concordava com Nyx, Alan sabia que Nyx era uma vilã, uma procurada. Alan tinha sido um auror, tinha visto várias fichas de procurados, tinha visto o número de crimes que Nyx fez e não acreditava um segundo sequer na lábia daquela mulher. Ela poderia enganar a muitos, mas não a Alan. Ela até podia mesmo querer favorecer os bruxos, mas sabia que ela eliminaria facilmente bruxos que estivessem no caminho do que ela quisesse. Ela não era heroína e nem chegava perto de uma anti-heroína também. Dias se passaram, até mesmo um mês. Agosto já estava ali e Alan ainda não tinha decidido.

Foi quando decidiu conversar com Évora a respeito. Foi uma conversa esclarecedora, ela lembrou a Alan como ambos tinham combinado de ficar de olho na Nyx quando ela estava como diretora de Hogwarts, Évora ficaria de olho dentro do castelo e Alan ficaria de olho fora do castelo. Era a mesma coisa, só que agora Alan ficaria de olho nos associados de Nyx dentro da ilha enquanto Évora ficaria de olho fora da ilha. De fato, era interessante e Alan sentia que deveria ter pensado nisso antes. Ele queria continuar investigando as coisas que Nyx andava fazendo, ele tinha que fazer isso, ficar por perto e espreitar. Alan precisava fazer alguma coisa para combater os vipers, mesmo que fosse apenas ficar de olho neles, já lhe era o suficiente para acreditar que estava somando ao mundo. Alan sabia que Évora não iria para a ilha naquele momento, ela tinha recebido comunicados de que os alunos de Hogwarts teriam aulas em Durmstrang. Ela não abandonaria os alunos nem a sua profissão. Aquele momento foi uma despedida, mas ambos se prometeram enviar notícias quando pudessem. Com a sua decisão feita e sabendo que Évora ficaria, Alan só tinha que falar com mais uma outra pessoa importante na sua vida, Alessa. Foi de encontro a mulher e explicou a ela o que pretendia fazer. Preteriam ir até a ilha onde muitos bruxos estavam indo, onde os vipers alegavam ser uma ilha desconhecida para os trouxas, um lugar seguro. Também contou a ela que as reais intenções de Alan em ir para tal ilha não era buscar a segurança que ofereciam, mas fazer parte do local e conseguir inteirar-se ao máximo no que os vipers estavam fazendo. Por fim, perguntou se Alessa gostaria de ir junto. Alan entenderia se ela não quisesse segui-lo, mas ela disse que iria. O sorriso de Alan foi de orelha a orelha ao ouvir isso e, nos dias seguintes, enquanto faziam os preparativos para a viagem, a mulher até falava sobre como poderia ajudar com seus conhecimentos de curanderismo as pessoas que lá estavam residindo. Também soltou algumas vezes que poderia cuidar de Alan caso ele precisasse, o que fez ele se sentir parte de uma dupla dinâmica por um momento. Era um pensamento divertido, Alan tinha se esquecido como muitas coisas podem se transformar em algum tipo de diversão. Quando Alan estava com Alessa, ele conseguia sentir-se muito mais vivido e contente.

Quando Alan e Alessa estavam prontos, Alan lembrou-se do que tinha aprendido lá depois da invasão de Queerditch. Onde e em qual horário achar um associado de Nyx para lhe falar sobre os próximos navios. Se Alan estava bem lembrado, encontraria um viper que estaria divulgando um novo horário de navio em Saint Ives, perto dos chalés de pedra, mais ou menos durante o horário de almoço. Com isso, Alan foi até tal local e, de fato, encontrou um viper. Alan só sabia que tal pessoa era um viper e que iria dar a informação por causa da descrição dada a ele quando perguntou ao viper da evacuação de Queerditch. Era um homem que aparentava ser um turista nos chalés de pedras e que estaria usando uma camiseta que ostentava a estampa de uma víbora (bem conveniente). Alan aproximou-se dele e pediu a informação com discrição, os dois começaram uma conversa como se fossem conhecidos e falaram sobre o próximo navio, seria no dia seguinte, no período da tarde, na Ilha Skye. O viper também orientou Alan a respeito de continuar com discrição quanto a informação, ela não poderia cair nos ouvidos dos inimigos. Alan até entendia isso e, de fato, apesar de ouvir alguns rumores sobre navios, eles sempre se extinguiam muito rápido e não tinha como verificar se era verdade até que o dia chegasse. Felizmente Alan sabia como falar diretamente com o viper que espalhava os boatos para as pessoas, o que lhe dava garantia de ter uma informação correta. Depois disso, no dia seguinte, Alan estava na Ilha Skye com Alessa. O homem observava o navio e, por um momento, hesitava se era mesmo a coisa certa a se fazer. No entanto, ao lembrar-se das conversas que tivera com a sua irmã, lembrou-se do porque estava indo para o destino que os vipers clamavam ser seguro. Estava decidido, iria com aquela navio para tal nova área. - As damas primeiro. - Sempre cavalheiro, Alan ofereceu a entrada para Alessa, subindo no navio logo atrás dela. Com isso, os dois se retiraram da Ilha Skye em busca de um destino ainda inexplorado por ambos.


Alan Moerbeeck
Looren
Irmão da Évora, pai da Aphrodite, crush de Aloha, já foi auror, vice-ministro, inominável, ministro do judiciário, atualmente é Conselheiro Supremo de Mag Mell.
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Ginny Z. Angst Pallas
Conselho de Mag Mell
Conselho de Mag Mell
Ginny Z. Angst Pallas

Patrono : Gato Turco do Lago de Van
Bicho-papão : Perder os filhos

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pinho, 28 cm, Quebradiça, Cabelo de Veela.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeQui 28 Maio 2020, 03:44

Se me contassem alguns meses atrás, que estaria indo para uma ilha ironicamente chamada de “Mag Mell”, sem perspectiva alguma de tecnologia e civilização moderna, estando dando um tempo com Liz e na companhia de Agnes e Juliet, eu provavelmente teria chamado de maluco. Primeiro porque um lugar como o santuário, muito provavelmente teria que ser Liz a me puxar, segundo que eu jamais pensava que dividiria a empreitada com minha “ex-chefe” e minha melhor amiga. Entretanto, ali estávamos nós entrando na minha muito bem mantida ferrari, prontas para sairmos da região da casa de campo na Escócia para seguirmos para a Ilha Skye. A viagem era até que bem simples feita de modo trouxa: Eu havia saído com Juliet de Londres, seguido até ali buscar Agnes e então as três juntas seguíamos até um porto onde uma balsa levaria nós três e o carro para a ilha, onde assim supostamente estaria o navio que levaria todas para a tal Mag Mell. No que deveria admitir que, em um momento ou outra, havia me sentido tentada a perguntar se Agnes sabia – através claramente de sua irmã gêmea que já havia estado na ilha –, que tipo de instalações poderíamos esperar. Entretanto, vendo a mesma tão quieta durante a viagem tudo o que fazia era não incomodá-la muito, achando até mesmo certa graça no fundo, por atribuir sua quietude ao fato de que estava deixando a “meio-veela que é vampira” para trás. - Eu só sei que espero que ao menos camas adequadas existam, porque eu fico a cara do mal humor se fico muito tempo sem uma boa noite de sono. - Conversava com Juliet durante o caminho, me divertindo um pouco com a mesma enquanto fazíamos suposições sobre o que viríamos a encontrar na ilha. - Sim, vai ser bom conferir se todo mundo do hospital chegou inteiro na ilha, após o sufoco de Queerditch. - Comentava um pouco depois, fazendo uma certa careta ao me lembrar do ocorrido que, embora Agnes não houvesse presenciado, tinha gerado uma certa desaventura entre mim, Juliet e uma certa francesa crush alheio. […]

- A balsa demora um pouco pra chegar, vamos procurar o almoço? - Questionava minhas companhias após termos chego na costa da Escócia, tendo sido informada que a próxima balsa chegaria apenas em uma hora. No que ao ter ambas aceitando a proposta, não demorávamos a encontrar um restaurante interessante bem próximo, da onde teríamos visão para a balsa e com isso poderíamos voltar pro carro quanto avistássemos a mesma. De forma que se tratando de um lugar especializado em frutos do mar, eu não demorava a pedir uma caprichada salada de camarão, vendo as outras duas seguirem um caminho parecido. - Vou deixar a escolha do vinho por sua conta, Agnes. Confio bastante no seu bom gosto. - Dizia então para a morena, deixando que ela escolhesse nossa bebida, sabendo bem que ela saberia pedir algo não tão forte – já que estávamos em meio a uma viagem –, mas, ainda assim, gostoso o suficiente para acompanhar o que comíamos. No que me deixava aproveitar uma taça de vinho sem problemas, por como passaria provavelmente a próxima hora dento de uma balsa e não dirigindo, tendo tempo o suficiente para que o pouco resquício de álcool saísse de meu organismo. - Sabe, eu acho que você deveria aprender a dirigir. - Brincava com Juliet durante nosso almoço, pouco depois dos pratos chegarem junto com os molhos para que pudéssemos temperar as saladas. Tendo eu por sorrir de lado ao ouvir a resposta de minha ex-cunhada, antes de então prosseguir com minha refeição sempre de olho na região da balsa. Afinal de contas, ao vê-la chegar deveríamos ser rápidas para que entrássemos na fila o quanto antes, evitando assim ter que aguardar mais tempo ainda por uma próxima que, com certeza, apenas dali uma hora e alguma coisa. […]

Foi só apenas depois da viagem de balsa que havia durado quase duas horas, devido a como o “capitão” da balsa parecia navegar com dificuldade devido à presença perdida de algum navio da marinha, que finalmente voltávamos para dentro do carro. Podendo eu assim seguir em direção ao ponto combinado, um tanto quanto receosa com toda aquela empreitada após ter visto a presença militar trouxa. - Não estou dizendo que deveríamos desistir, mas sou só eu que não se sente muito bem vendo os militares tão próximos? - Questionava minhas companhias após termos nos afastado da balsa, seguindo de maneira calma para o ponto onde tínhamos sido informadas que deveríamos estar. De toda forma, a viagem seguia um pouco mais silenciosa durante o tempo gasto da região da balsa até o ponto de encontro, tendo eu por deixar o carro em uma região já previamente estipulada. Um lugar que sabia que ele ficaria bem cuidado até meu retorno para a civilização moderna, já que eu não deixaria meu carro em qualquer canto assim, principalmente considerando os ciúmes que tinha do mesmo e como Liz já havia o feito sofrer o suficiente anos atrás. Descendo do carro e deixando as outras duas mais livres, apenas ia até o porta-malas e retirava dali inicialmente a mochila de Agnes, a qual lhe entregava quando a mesma surgia em meu campo de visão, acenando de maneira cordial ao ouvi-la agradecer. - Disponha. - Dizia com toda minha boa educação, passando então a pegar a mochila de Juliet e repetir o gesto, antes de então pegar minha própria mala e fechar o porta-malas com cuidado e acionar o alarme. - Eu só espero que realmente fique bem protegido e cuidado, do contrário eu vou matar quem me arrumou isso. - Resmungava em voz alta a medida que nos afastávamos da região, não demorando muito a ver um grupo de conhecidos mais adiante. […] Foi com certa “alegria” que me encaminhava finalmente para o navio quando este aportava, estando sempre com minhas companhias enquanto éramos revisadas e, após provarmos nossas identidades embarcávamos finalmente rumo ao “desconhecido”.
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Samuel Campbell McCready
Conselho de Mag Mell
Conselho de Mag Mell
Samuel Campbell McCready

Bicho-papão : Clara

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Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeSex 29 Maio 2020, 03:35

A verdade era que desde que meu pai veio ao poder, o mundo mágico revezava entre a insanidade e uma paz bizarra, eu sabia que nada disso era um bom sinal bem antes dos ataques dos Vípers, mas após eles achei que as coisas acalmariam e não foi exatamente assim, pois os trouxas foram os que surtaram, então os Vípers se tornaram um ponto razoável da coisa. Tão razoável que agora eles começaram essa inciativa da qual só ouvi falar, até então, e agora estava tentando me infiltrar e fazer parte disso, eu me perguntava até que ponto esse conselho era uma salvação ou perdição para a sociedade em que eu vivia. Eu tinha planos de levar as meninas comigo, porém sabia com toda a certeza do meu coração que a versão rebelde de Íris dificilmente iria aceitar se prender em uma ilha comigo e a irmã, piorou uma isolada, só me restava pensar que logo mais teria Elle comigo naquele lugar estranho. Dei um beijo demorado na testa dela antes de partir para a ilha Skye, nós tínhamos passado a noite anterior todinha juntos, eu e ela, já que Íris andava me evitando por conta da invenção que tive de dar a ela uma proteção extra chamada Rony. Peguei um transporte até a Ilha Skye, na Escócia, pois era o local mais próximo da minha casa que eu sabia como chegar, além de saber que era parte da rota de transporte, tentei fazer tudo ao modo mais trouxa possível para que não suspeitassem de mim e eu me metesse em alguma enrascada. Claro que eu estava com a mão dentro do bolso da calça, onde eu segurava a minha varinha, sem duplos sentidos aqui, afinal precisava me assegurar caso algo errado acontecesse.

Quando me aproximei do píer, notei que havia mais alguém ali, mas devido a distância e a minha leve miopia, não consegui reconhecer ela antes de Brooke me saudar, abri um sorriso largo e me aproximei a passos mais apressados, tirando a mão no bolso para acenar de volta. — Brooke!!! — Retribui a saudação e acabei dando um breve cumprimento, ela foi a primeira a falar e eu dei uma risada divertida, certamente haviam forças maiores sempre nos unindo quando não esperávamos. — Acho que podemos chamar de destino... Porque estou aqui para ir para Mag Mell. Mas e você?! — Comentei de modo sereno, tendo o cuidado para não falar alto e nos ouvirem, o que eu não esperava era que ela fosse me dizer a mesma coisa, meu coração sentiu uma leve inquietação com aquela novidade, não era como se fôssemos parte do filme a Lagoa Azul ou sei lá o quê, mas dois encontros da forma como estava acontecendo só podiam ser uma conspiração maior do que nós, pois nós se quer comentamos que iríamos nos dispor a esse projeto que podia ou dar muito certo ou muito errado em nossas cartas e ali estávamos nós. — Vai ser meio complicado, mas acho que vamos conseguir algo bom, né? — Perguntei de maneira gentil e sorri de canto para ela, eu me divertia bastante com a possibilidade de ser o exato oposto do meu pai no que toca acontecimentos históricos. — Eu tenho certeza que Íris não vai querer vir, mas acho que dobro Elle com facilidade. — Comentei bem humorado e respirei fundo, eu era um pai cheio de problemas e com um ideal trouxa, porém nobre, porque eu estava quase arriscando o que restou da minha família em prol de um futuro melhor para as meninas e eu sabia disso, sabia do peso da minha decisão.


Com Brooke Nottingham Lewis


SAM MCCREADY
"BUT I CAN'T HELP, FALLING IN LOVE WITH YOU"
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Aloha Kosey Jinxed
Chefe de Conselho - Mag Mell
Chefe de Conselho - Mag Mell
Aloha Kosey Jinxed

Patrono : Husky Siberiano
Bicho-papão : Seu irmão morto

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Rabo de Testrálio, Videira, 27cm, Flexível.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeQua 03 Jun 2020, 03:45

The Beginning Of Something New
Embora não tenha sido evacuada junto aos demais no momento em que Queerditch estava sendo atacada, visto que eu quem precisei reportar o ataque e a presença de Nyx para Max, a chefe da resistência, eu pude ter um vislumbre nada agradável do que os trouxas causaram pelo local pouco tempo depois quando, com auxílio de uma colega de resistência, salvamos uma garotinha que havia se tornado órfã recentemente das garras de inferis e outra criatura invisível que ousou tentar nos atacar. Eram muitas informações ao mesmo tempo, uma chuva de situações as quais precisávamos lidar o mais rápido que conseguíamos, e, por isso, muitas vezes acabávamos sendo precipitados. Pelo menos eu era. Alguns dias se passaram desde minha última missão quando começamos a ficar sabendo de algumas informações sobre a evacuação que os vípers estavam providenciando de tempos em tempos para uma localidade livre da presença dos trouxas. Pelo que se era sabido, os enfermos e funcionários do Saint Mungus que saíram de Queerditch no dia do ataque foram os primeiros a serem levados para esse lugar secreto, enquanto os demais poderiam ter o mesmo "privilégio" de tempos em tempos, quando os navios atracassem na costa novamente. Sendo uma pessoa curiosa por natureza, não pude deixar de pensar nesse assunto em momento algum, era algo que alguns colegas comentavam e eu mesma não me via livre de escutar, por isso não foi difícil que algumas ideias piradas começassem a surgir em minha mentalidade um tanto quanto fértil. Para onde nosso povo estava indo, afinal de contas? Seria mesmo um lugar livre da presença de trouxas? Tantas coisas passavam pela minha cabeça que minha atenção havia sido voltada totalmente para isso.

Tendo noção de que se eu passasse muito tempo só nas ideias meu foco logo mudaria, tratei de ir atrás de respostas para meus questionamentos, não demorando muito a ter mais informações sobre e não me contentando absolutamente nada com elas. Aparentemente tudo o que dizia respeito a essa tal localidade era mesmo um segredo, a não ser o fato de que a ideia era mesmo ficar longe dos trouxas. Por quê Nyx estaria interessada em ajudar tanto os bruxos de forma a dar-lhes um local totalmente seguro? Era algo que ainda não se encaixava muito bem em minha mente, principalmente levando em conta o fato de ela mesma, junto aos seus cachorrinhos, ter causado destruição em diversas de nossas localidades e matado diversos bruxos. Quanto mais ouvia uns e outros conversando a respeito - sempre aqueles que haviam evacuado de Queerditch pelas chaves de portal disponibilizadas pelos vípers e que, consequentemente, viram os primeiros navios partindo -, mais eu tinha certeza de que algo de muito inusitado tinha em cima dessa história. Minha ideia inicial era a mais nobre possível. Queria descobrir o máximo de informações possíveis para fazer um relatório completo para Max do que havia descoberto. — Talvez eu descubra onde os navios estão sendo atracados e depois posso ir reportar... — Pensava comigo ao imaginar que essa talvez fosse a única informação que ainda não tinha comigo. O problema era: quem saberia me dizer onde os navios estavam atracando para buscar mais pessoas?

No fim das contas existiam pessoas que estavam a espera dos navios, e, depois de algum tempo de busca, acabei encontrando por elas. Agora me encontrava na costa da Ilha Skye, sentada e aguardando por qualquer sinal suspeito. O que quer que acontecesse naquele dia, eu presenciaria tudo. Era óbvio que parte de mim se aliviava com a questão de possivelmente existir um lugar onde os bruxos pudessem ficar em segurança, mas outra parte de mim insistia em pensar que tudo aquilo seria na verdade um grande problema. Se ao menos Nicolai estivesse por perto no momento em que resolvi seguir com essas ideias, ele poderia estar me ajudando e eu não estaria sozinha nessa. [...] Algumas horas se passaram e eu até já havia me alimentado quando um navio finalmente atracou. Haviam algumas pessoas começando a se aproximar dele e foi aí que tomei a liberdade de fazer o mesmo, observando como se não estivesse na verdade avaliando a situação. Dois dos bruxos com quem eu havia conversado recentemente começaram a embarcar e quando dei por mim, os estava imitando, caminhando assim para dentro do navio. — Ainda tem tempo, eu posso sair quando decidirem seguir viagem. — Acalmava meus próprios ânimos, inicialmente decidida a deixar o navio. O problema é que ainda existia aquela parte que não queria deixar o navio, queria descobrir do que se tratava o lugar, para onde os bruxos estariam sendo levados e o que essa nova localidade escondia. Fiquei tempo suficiente no navio para me convencer de que deveria seguir viagem com os demais, afinal, seria bom alguém da resistência no meio dos demais para conhecer o terreno, não? A gente já começava a deixar a costa quando me dei conta disso, mas não me arrependia da decisão tomada de última hora. Vamos ver o que nos aguarda nesse novo lugar...
...almost ready for a new adventure


Aloha Demetria Kosey Jinxed
chefe do conselho de ocorrências e catástrofes mágicas;; leal ao ministério da magia
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Arícia Felipa Rathbone
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Arícia Felipa Rathbone


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Escola/Casa: Não possui
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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeSex 05 Jun 2020, 13:39

Para sempre

Quando tudo parece sem saída o desespero dá lugar a desesperança, era como a fantasma sentia-se depois de meses sobre julgo de Tereza. A cada dia uma fúria crescia dentro dela como se pudesse explodir de raiva, um mal estar por tudo e todos. Era visível que nossa fantasminha camarada estivesse a ponto de virar um fantasma maligno, isso parecia não ser o que Tereza queria, mas era o que iria conseguir com toda aquela história de prender. O ritual estava enfraquecendo a medida que Arícia ficava mais raivosa, parecia ser a única saída para ela, se tornar mal para ser livre. Não era o melhor final, mas era algo.


is this the real life?
is this just fantasy?
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Scar Smethwyck-Harle
Corvinal
Corvinal
Scar Smethwyck-Harle

Bicho-papão : Árvore Falante

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Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeTer 09 Jun 2020, 01:14

Packing
"Odeio fazer as malas", terminei de dobrar a blusa e guardar ela dentro do balão, já havia feito isso no mínimo umas 100 vezes, só podia esperar que Skye estivesse odiando tanto, quanto eu essa história de mudança. Voltei para o armário e tirei de lá mais algumas roupas, jogando todas no chão enquanto me sentava no meio da pilha e ia trabalhando em peça por peça, odiando cada segundo, principalmente pela quantidade de pensamentos que passavam na minha mente. Eu estava fazendo certo, nós estávamos fazendo isso certo? Será que eu devia ficar? Ir embora? Nossos pais estavam tomando uma decisão racional aqui? Soltei um suspiro segurando o choro, não tinha quaisquer respostas, mas de uma coisa eu tinha certeza: logo tudo ficaria claro como o dia.

[postagem atemporal]




in Black
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Reign Tønnesen Sondheim
Capitão do time da Lufa-lufa
Capitão do time da Lufa-lufa
Reign Tønnesen Sondheim

Patrono : Harpia

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: 6º Ano
Varinha: Pelo de Rabo de Cérbero, Aveleira, 28 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeQui 11 Jun 2020, 10:19

The shadow is my best friend
Reign amava o sol e seus fortes raios. Sim, estranho que um mini meio-vampiro adorasse tanto algo que lhe faz mal e que nunca poderia ter. Não julgo, afinal, os seres humanos num geral são assim, adoram aquilo que nunca poderão ter. Por mais que Reign amasse ser diferente dos outros, a única coisa que ele sentia inveja de uma pessoa normal é que elas podem se expor ao raios ultra-violetas sem serem queimados por tal. — Não se pode ter tudo. — Sussurrou baixinho enquanto colocava o óculos de sol no rosto e encolhia as pernas para ficar completamente coberto pela sombra. Por mais que houvessem essas adversidades, ele estava ali, com a pessoa que mais ama no mundo, sua mãe. Eles costumavam fazer esse passeio sempre que podiam e como o mundo está em chamas, eles resolveram espairecer um pouco e irem aproveitar a companhia um do outro mais uma vez. Enquanto Reign contemplava a paisagem natural da margem do rio com uma cachoeira logo a sua frente, Indie estava exposta ao sol, um tanto quanto perto dele, observando a paisagem também. Em um dado momento, sua mãe perguntara se Reign gostava do lugar, e para falar a verdade, ele nunca havia pensado sobre o assunto. — Por que essa pergunta agora? — Rebateu com o tom de voz um pouco alterado. Com aquela pergunta, Indie fez com que seu filho fizesse uma reflexão antes de respondê-la. O jovem mestiço crescera ali, naquele lugar quente, e por mais que sentisse suas raízes presas ao local, no fundo ele estava infeliz por não poder andar sem se preocupar em morrer queimado. Por se tratar de uma ilha, o clima do lugar não era tão adequado para um meio-vampiro, mas depois de tantos anos vivendo e se adaptando, Reign havia ignorado o fato que aquela prisão fazia-o mal. Vendo o outro lado da moeda, ele não queria ser egoísta e pedir pra mudar de casa, até por que não se tratava apenas dele, já que Indie tinha uma história com o local.

O garoto pensou bem antes de responder, colocando todas as medidas na balança, mas não demorando muito para chegar à conclusão que se sua mãe se preocupava com o bem-estar dele, o garoto tinha que ser recíproco e fazer o mesmo por ela. — Gostar é uma palavra muito forte… — Tentou não ser rude com a resposta. — Eu me acostumei com esse lugar, mesmo tendo inúmeras limitações. E sim, tudo no sol me incomoda. — Reign esboçou um sorriso ao fazer a piadinha no final da frase. — Porém, eu vou para o meu terceiro ano e as escolas que eu costumo estudar são frias e o sol não aparece muito. Então, por mais que eu não ame esse lugar, eu sei que você ama e que significa muito pra você. — Finalizou com a voz um pouco mais alta. — E outra, eu só venho pra cá nas férias… — Deu de ombros. Por mais que fosse novinho, Reign não era burro, ele sabia que sua mãe estava com medo e preocupada com o que poderia acontecer com ele. Por fim, Indie afirmara que nada disso precisaria ser feito se ele não quisesse. — Ótimo. Não quero. Quem sabe depois que eu me formar? — Questionou de forma retórica. A bruxa voltou a observar a cachoeira enquanto o silêncio havia se instaurado novamente. — Tudo vai ficar bem. — Afirmou de forma rápida, abrindo outro diálogo imediatamente, sem dar brecha para que sua mãe respondesse aquela frase. — Eu gostei de Durmstrang, por mais que os alunos de lá sejam uns otários, a instituição em si é bacana. Porém, nada é melhor que Hogwarts. — Suspirou ao lembrar da sua Escola, que neste momento está nas mãos do Exército britânico. Ao comentar aquilo, outra pergunta surgira em sua mente e ele se viu na obrigação de questionar alguém mais experiente. — Falando em Hogwarts, nunca vou entender por que o Chapéu me colocou na Lufa-lufa. Pensei que eu iria para Sonserina, ou até mesmo a Grifinória. Você tem todas as características de lá, mas eu? Olha pra mim. — Bufou, esperando que a mãe explanasse um motivo plausível para tal escolha do objeto bruxo.
Com Indie Bocholtz Sondheim (Mamãe)
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Alessa Azalee

Alessa Azalee


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Escola/Casa:
Ano Escolar: 1° Ano
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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeSex 19 Jun 2020, 10:43



Ela estava esperando fazia um tempo, não podia deixar de falar com aquele último informante porque tinha vindo de muito longe para um país que odiava. A mulher olhava com raiva para a pessoa que se aproximava dela, logo estendeu a mão para pegar o envelope que trazia. Ali dentro estava o dinheiro que tanto queria receber, não era uma grande quantia porque era em dinheiro trouxa uma de suas exigências. – Não pense que gosto de atrasos, não venha me cobrar nada quando eu atrasar. Outra coisa, o próximo carregamento chega em sete dias, as fronteiras têm ficado perigosas. Caso queira algo novo e poderoso deve encomendar agora, não posso garantir que continuaremos nesse país. As burocracias desse país estão me dando dor de cabeça! – Ela falou, Alessa gerenciava um dos negócios de contrabando de itens raros provenientes de criaturas mágicas, especialmente da Africa e Oceania para a Europa. Em seguida aparatou dali.

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Madeline White Copper
Corvinal
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Madeline White Copper


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Escola/Casa:
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeSex 19 Jun 2020, 14:18

Iria fazer uma viagem junto as minhas amigas, estava feliz, e ao mesmo tempo ansiosa.

[...]

Concerteza, uma das piores coisas de se fazer em uma viagem, é arrumar as malas. Sem dúvidas, isso era cansativo. - Vamos?! - Disse, e em um passe de mágica, já estávamos fora, na Ilha Skye.

Postagem pequena, problemas pessoais.

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Seraphina Grin. Salvatore
Sonserina
Sonserina
Seraphina Grin. Salvatore

Bicho-papão : Aviões

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Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: 4º Ano
Varinha: Pluma de Basilisco, Carvalho Inglês, 27 cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeTer 30 Jun 2020, 22:02

    O fim do ano letivo finalmente tinha chegado e com ele podia respirar novamente, o peso e pressão de estudar e passar de ano tinha saído de seus ombros e agora tudo estava mais leve, ou pelo menos quase tudo, Hogwarts ainda estava destruída, guerras ainda aconteciam e ainda tinha ele. Seraphina suspirou e seus ombros se mexeram impacientes pelo movimento, pelo menos estava na companhia agradável de seu progenitor. Sentira falta dele durante os meses longe, em outro país. Sabia que Khalil tinha ficado preocupado, assim como ela também, mas agora estavam juntos e era o que importava. Afinal, não suportaria perdê-lo também. Agarrou firme os dedos do mais velho e juntos caminhavam pelas pedras íngremes em direção ao lago, um dava apoio ao outro para não derrapar e acabar se machucando. O vento era gelado, mas ambos estavam aquecidos pelos casacos grossos e pelo sol tímido. Ao chegarem perto do lago, sentaram-se de frente para ele e aproveitaram do silêncio durante um tempinho. Era um silêncio confortável e comum entre ambos, já que eram pessoas de poucas palavras. Ela tinha o puxado no fim das contas.

    Entretanto, Seraphina sabia que ele queria lhe perguntar várias coisas, coisas das quais ela não estava pronta para conversar, como por exemplo o fato dela ter sido “pega” dentro da área da piscina, área na qual era restrita para alunos, e ainda por cima com um menino. Claro que na hora ela achou que ninguém os tinha visto, doce engano. Khalil foi notificado sobre isso semanas mais tarde. Então ela adiantou-se para escapar antes que o interrogatório começasse. — Vou dar um mergulho. - Levantou-se e tirou o casaco grande e o par de tênis juntos da meia. O lago estava há poucos metros, então ela se jogou na água antes mesmo do pai poder retrucar ou impedi-la, embora ela soubesse que ele não faria isso, porque ele gostava de ver a filha abraçando sua verdadeira natureza.

    No começo, a água estava tão fria e cortante como os ventos e neve que cercavam Durmstrang, mas por conta de sua condição, seu corpo rapidamente se adequou a temperatura e ela já não lhe incomodava mais, assim como o oxigênio que faltava nos pulmões, com o surgimento das guelras na região do pescoço, ela podia respirar normalmente dentro d’água, como um peixinho. Não gostava de entrar na água com roupas pois sentia-se limitadas com elas, mas na ocasião não tinha muita escolha, então deslizou pela água aceitando que contentaria-se com aquilo. O lago era grande e havia uma diversidade grande de vida ali dentro, provavelmente teria mais para o fundo, porém ela optou por não se afastar muito da costa. Nadou livremente, para lá e pra cá, desviando dos cardumes ou simplesmente parando para os observar. Ali dentro da água tudo mudava, absolutamente tudo. Era como se fosse outra Seraphina ali, não a simples e chata Seraphina, mas Seraphina Saron, filha de Arista Arsenaut, meia-sereiana. E ela, por sua vez, descendente de um também, da espécie Selkie. Ah, como sentia falta de sua avó. Tudo que mais queria era vê-la novamente, mas como fazer isso depois de tudo? Era covarde demais para isso.

    Disposta a esquecer o passado pelas próximas horas, Seraphina deleitou-se mais um pouquinho daquela sensação gostosa e de “estar em casa”, colheu algumas plantas marinhas que serviam para poções simples, e até mesmo recolheu o pouco do lixo que achou na água, não gostava de ver aquele ambiente poluído, pois prejudicava muito o ecossistema local. Ao fim, voltou para a superfície e quando o pai a avistou segurando uma série de coisas, levantou correndo para ajudá-la. — Você não muda mesmo, peixinho. - Ele sorriu e usou a varinha para se livrar daquele lixo enquanto ela usava a sua própria para se secar. — Lixo não é legal em nenhum lugar. - Ignorou o apelido de infância e quando sentiu-se seca o suficiente calçou as meias e o tênis e vestiu o casaco novamente, voltando a sentar na pedra que ficava de frente para o lago. — Então, pode falar, eu sei que você quer. - Suspirou novamente e respondeu todas as perguntas com calma. Após algumas horas, saíram dali e ambos voltaram para casa.


    post atemporal.




Seraphina Grinfild Salvatore ﹏ She thought she was not going to hold the wave. But she remembered that she is the sea itself.
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Annelise C. Habsburg
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Annelise C. Habsburg

Patrono : Cobra da Morte

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
Varinha: Jacarandá, 28cm, Inflexível, Cerda de Acromântula.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeSab 01 Ago 2020, 16:21


A lua cheia no céu brilhava e banhava tudo com o seu esplendor prateado, levemente pálido, a claridade era enorme a criatura uivava para ela, deixando a sua presença clara. Todas as criaturas da floresta corriam para longe frente a presença da criatura que ali era o maior e mais perigoso predador daquela noite de lua cheia. Não havia briga, havia uma caçada às vezes divertida e às vezes muito fácil, com um belo banquete no final. Não era exatamente o que a criatura buscava mas mesmo assim era algo para lhe satisfazer, satisfazer a sua sede de sangue. Tudo corria em seu ciclo natural, a criatura perseguia um felino de porte médio para pequeno, analisando os seus movimentos, até que o uivo cortou a noite e espantou a sua caça. As orelhas se ergueram, prestando atenção ao som que não havia sido proferida pela criatura, a cabeça se ergueu com o focinho farejando o ar em busca de qualquer coisa. Seguir o som parecia ser a melhor opção e foi isso o que foi feito a seguir. [...]

Abri os olhos e me deparei com uma pequena cabana na minha área de visão, eu estava deitada sob a relva, com muitas folhas espalhadas ao meu redor, o que fazia parecer que uma bagunça havia sido feita naquele espaço, não estava em seu estado natural. Me levantei com certa dificuldade, da mesma maneira que tinha sido feita em todas as minhas manhãs pós transformação, com o corpo dolorido e cheio de hematomas. Dessa vez pelo menos não haviam machucados. Optei por seguir até a cabana, como sempre eu queria ver o nível de estrago que eu tinha causado, principalmente saber se eu tinha encontrado alguém. Quando entrei encontrei uma pilha de roupas, pareciam velhas e abandonadas, mesmo assim consegui me vestir com uma camisa comprida que serviu quase como um vestido, era um bom avanço. Ao caminhar, apenas dois passos foram dados, eu me deparei com um corpo no chão. Fiquei enjoada na mesma hora, parecia uma jovem garota, eu não via sangue, mas isso não queria dizer que eu não tivesse atacado ela durante a noite. O grito ecoou da minha boca quando ela se mexeu, eu esperava por qualquer coisa menos por aquilo.

Quando ela estava acordada e se sentou eu pude notar que ela estava meio perdida mas ainda assim não estava assustada. Isso significava um bocado de coisas, assim como o fato dela estar nua, com hematomas e tão desgrenhada quanto eu. Busquei na pilha de roupas algo que ela pudesse vestir, assim como eu tinha feito, e encontrei outra camisa grande o suficiente para ela. Joguei a camisa para a jovem que se vestiu antes de se levantar. — Eu sei o que você é e você sabe o que eu sou. — Falei, cortando o silêncio entre nós, não tinha motivos para enrolar com aquilo, os sinais assim como todas as evidências estavam na cara para nós duas. — Eu sou Annelise. Todo mundo me chama de Lisy. — Falei na intenção de amenizar as coisas, afinal de contas ela tinha ficado em silêncio após a minha primeira frase de exposição. Ela seria a segunda licantropa que eu encontraria desde a minha transformação no quinto ano, quando eu fui mordida por alguém que eu conhecia mas não sabia o que ele era. Eu não tinha ódio dele, como poderia? Ele não estava a frente das suas atitudes, ele só fez o que o instinto da maldição o obrigou a fazer. Se não fossemos marginalizados talvez aquilo tivesse um teor completamente diferente.




 
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Annelise Campbell Habsburg, ou Lisy. Formada com Grade de comunicação e Ministerial, Herdeira e Sonserina.  é Licantropa, mimada, rude e autoritária. atualmente trabalha no Profeta Diário
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Indie Bocholtz Sondheim
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Indie Bocholtz Sondheim

Bicho-papão : O pai de Reign

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Unicórnio, Carvalho Inglês, 28 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeTer 04 Ago 2020, 03:19

Conversations and Concerns

Mesmo que Reign apresentasse pouquíssima idade, era natural para Indie conversar com o filho quase de igual para igual, mesmo que ambos soubessem que aquilo não tiraria o respeito que ele precisaria ter com a mãe. Ouvir a explicação do garoto após ser questionado sobre gostar de morar ali era uma coisa boa, mesmo que vez ou outra se surpreendesse com a maneira madura que ele encarava toda aquela situação. Para ele, mesmo que tudo no sol o incomodasse, ele não se importaria em continuar vivendo ali justamente porque Indie amava o local e ele próprio quase não passasse tempo por lá. — Mas durante as férias você precisa aproveitar... O verão aqui pode não ser o mais quente dos sete continentes, mas ainda sim é quente. Que tal planejarmos uma viagem nos períodos mais quentes do verão? — Questionava de maneira animada, como se tivesse acabado de ter aquela ideia. — Assim você pode curtir mais a época de férias! — Seria uma conclusão excelente, principalmente se Reign topasse. Já sobre a ideia de mudar para outro lugar, Indie acabou se dando por vencida e mencionado que só estava mencionando, mas que nada precisaria ser feito, o que foi rebatido por Reign como se achasse muito bom que a mudança não precisasse acontecer. A mulher sorriu para o filho, aproximando-se mais um pouco dele, que se mantinha na sombra. Por mais que não falasse sobre isso em voz alta, era normal que se preocupasse com toda a situação atual e como isso atingiria sua família, principalmente o filho.

Talvez, como se tivesse adivinhado os pensamentos que corriam pela mente da mãe, Reign quebrou o silêncio ao mencionar fato de que tudo ficaria bem, seguindo com a conversa ao dizer que havia gostado de Durmstrang. Indie virou o rosto para o filho ao se surpreender com aquela informação, arqueando a sobrancelha ao notar que ele chamava as pessoas do instituto de "otárias" e depois dizer que ainda assim Hogwarts era melhor. — Hogwarts sempre será a melhor escola! — Concordou com o garoto, abrindo um sorriso ao defender o lugar onde também fora ensinada. Ela sentia muito orgulho de ter estudado ali e torcia muito para que as coisas voltassem ao normal e os alunos pudessem retornar ao castelo. Ninguém deveria ser privado de estudar na melhor escola de magia e bruxaria já existente. Enquanto viajava em pensamentos nostálgicos, ouviu um comentário a respeito do Chapéu Seletor e o fato de ela ter características lufanas enquanto Reign aparentemente não. Prendeu uma risadinha ao ouvir aquilo, principalmente ao ver o garoto se imaginar como grifinório ou sonserino. — Primeiro, o Chapéu Seletor nunca, nunca erra. — Resolveu deixar aquilo muito bem dito, uma vez que acreditava nisso com veemência. — Segundo, prezar pelo bem estar do outro ao invés do próprio e argumentar de maneira a fazer o que é justo e não necessariamente o que é certo, são atitudes de um lufano. — Levou sua mão até o rosto do filho e alisou delicadamente sua bochecha. Talvez ele não compreendesse o que Indie estava tentando dizer, por isso ela apenas sorriu naquele primeiro momento.

OFF: com Reign Tønnesen Sondheim
badger


Indie Bocholtz Sondheim
herbologista
mãe de reign sondheim, herbologista na Dogweed & Deathcap, amante de quadribol
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Calliope Nikaule Selassie
Corvinal
Corvinal
Calliope Nikaule Selassie

Bicho-papão : Atacar alguém.

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: 5º Ano
Varinha: Cabelo de Veela, Macieira, 28cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeQua 05 Ago 2020, 23:43

    A corvina seguiu o mesmo rito que fazia antes de suas transformações, agora se encontrava sentada encarando o céu por meio das frestas das copas de árvores. Seus músculos estavam tensos demais o que indicava que estava bem próximo de fera presa dentro dela tomar conta e ficar livre por mais uma noite. Quando a lua já brilhava intensamente no céu, não podendo mais ser ignorada, a garota apenas se deixou levar pelas dores da transformação que depois de tanto tempo não se aliviara nada; assim que se encontrava liberto do corpo em que era obrigado a se prender, a criatura levantou-se ficando nas patas traseira e saudou a lua com um uivo alto que acalmou os sons arredores, estes já sabendo que era uma noite um tanto perigosa para ficar por perto. Comparada as outras noites de lua, a fera se encontrava mais calma e, por isso, não se entregou logo à uma caçada. Tratou de estudar brevemente o território em uma corrida e parando apenas quando achou ser suficiente. Após isso, tratou de se aquietar para que pudesse analisar os outros sons por perto, procurando por uma presa fácil que não fizesse a criatura gastar suas energias caçando-a.

    Assim que se satisfez com o primeiro coelho que encontrou distraído por ali, a criatura voltou a correr parando apenas quando chegou em uma espécie de clareira que agora se encontrava totalmente iluminada pela lua. A fera logo tratou de saudar a mesma com um uivo alto novamente. A noite só havia começado.
    [...] A garota respirava devagar em um sono leve, sentia os poucos raios de sol adentrar desconfortavelmente por suas pálpebras tornando mais difícil de continuar naquela posição, então se mexeu levemente tentando desviar da claridade. Todo o sono que tinha se esvaiu assim que alguém próximo a ela gritou fazendo com que acordasse e se sentasse imediatamente, se perguntando mentalmente o que raios estava acontecendo até que tomou consciência de que estava nua e no meio de uma cabana, após passar por mais uma noite de transformação. Ignorou as reclamações de dor que seu corpo lhe dava e encarou a mulher em sua frente, analisando a brevemente e pensando no que diria caso a mesma começasse a lhe fazer perguntas sobre o que estava fazendo ali e naquela situação. Foi fazendo essa análise que notou que a mulher não parecia estar em uma situação diferente da dela.

    Observou a outra revirar uma pilha de roupa e logo depois jogou uma camiseta velha para a corvina que vestiu rapidamente. A garota levantou as sobrancelhas numa expressão surpresa pelo modo em a mulher fora direta ao dizer que ambas sabiam o que eram. Direta demais, pensou olhando atentamente para ela que se apresentou como Annelise. — Sou Calliope. Falou em um tom baixo depois de alguns segundos em silêncio. Não sabia como agir em uma situação como aquelas. — Há quanto tempo você foi mordida? — Indagou e mordeu o lábio inferior esperando não estar sendo muito invasiva, mas estava curiosa pois Annelise era a primeira licantropa que conhecia.


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Elsie H. Schreave
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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeDom 01 Nov 2020, 18:20

Knock Knock Pinoquio
físcal de outubro com Aredhel Maeir Elric

O animo de receber uma missão em conjunto com o fato de ter de entrar em maior contato com outros membros da resistência parecia fazer com que esse sentimento tomasse conta do corpo da asiática, que parecia pensar e repensar em diversos detalhes antes mesmo de que ela e sua dupla chegassem no lugar necessário para que conseguissem fazer a tarefa designada. A ilha Skye era realmente bem bonita, caso ela tivesse tempo e até mesmo coragem possivelmente chamaria seu pai para passar algum tempo ali com seus irmãos, mas sabia que Michael tinha outras prioridades do que “ jogar tempo fora “ com seus filhos, e ela entendia isso muito bem.— Quer dizer que ela não é senil? Ok, então temos uma coisa aí — Disse Elsie de maneira meio embolada graças ao cigarro preto que estava depositado entre seus dentes, objeto o qual ela sempre recorria em momentos de nervosismo ou ansiedade, ao passo que seguia Aredhel pelo caminho entre a folhagem para que pudessem seguir o caminho para a casa da idosa que deveriam conversar , que parecia aguardá-los em frente a propriedade como a parceira de Elsie já havia dito que ela possivelmente faria.

Antes mesmo de falar com a senhora, Elsie apagou seu cigarro e depositou seus restos dentro do bolso para que não tivesse que simplesmente joga-lo em meio a vegetação, e a cada novo passo em direção a figura miúda da idosa, sua ansiedade parecia crescer mais e mais. Aredhel fora a primeira a fazer contato com a senhora que a envolveu em um abraço que mais parecia um golpe e assim que a mulher se desvencilhou dos braços da idosa era a vez de Elsie receber um abraço de urso o qual ela realmente duvidava que aconteceria dado a idade avançada que a mulher possuía — P-Prazer meu nome é Elsie — Falou com dificuldades poucos segundos antes da idosa solta-la da “ prisão “ em forma de abraço que havia feito nas duas mulheres, que agora acompanhavam a senhora para dentro da propriedade enquanto ela dizia o que estava acontecendo.As palavras da idosa não fugiam muito do que Aredhel havia dito que teria encontrado na ultima visita feita a casa dela, o que denotava que ela realmente não era senil, e enquanto ela continuava mostrando alguns detalhes da fazenda em uma espécie de passeio a estufa foi um dos primeiros lugares que Elsie pediu para checar já que teriam de ver a mesma para que pudessem começar os trabalhos.

Uau, a senhora realmente cuida bem das suas plantas, depois me dá umas dicas? Eu não tenho um dedo verde e acabo sempre matando minhas plantas...Uma vez matei um cactos por falta de água! — Brincou com a idosa que agora parecia acompanhar as jovens para dentro da estufa que era realmente impressionante. Os diversos exemplares que ali estavam compunham uma bela coleção de plantas, porem, da forma como ela mesma havia dito e que Aredhel também, era possível reconhecer que alguns vasos estavam quebrados e que alguns também haviam sido remexidos, coisa que a parceira de Elsie também parecia notar enquanto analisavam o lugar. — A senhora se importa de me falar se viu seu vizinho ultimamente ou até mesmo onde ele mora? — Perguntou de maneira calma para que não assustasse a mesma — Como você disse, um rebanho inteiro foi morto a um tempo e temos que checar o perímetro da vizinhança, depois você pode me apontar onde ele mora? — Concluiu a tempo de ouvir a idosa responder de maneira calma que ele morava bem ao lado da fazenda da mesma, tendo que somente voltar o caminho feito pelas duas membras da resistência e ir em direção a fazenda mais próxima que pudesse ver — Obrigada, uma pergunta rápida, a senhora poderia pegar um copo de água pra mim? Acho que esqueci de beber água pela manhã — falou em meio a uma risada calma enquanto recebia uma espécie de “ puxão de orelha “ da senhora que havia a alertado para beber mais água, enquanto ia em direção a casa e oferecia também água para Aredhel.

— Então...por onde quer começar? Quer tentar convencer ela a se mudar ou quer ir direto no vizinho? Não sei se foi uma suspeita minha somente mas acho difícil um herbólogo ter tanta falta de tato com algumas plantas daqui — Comentou enquanto ouvia as coisas que Aredhel tinha para dizer sobre aquela situação, também comentando sobre como haviam encontrado as estufas em sua primeira visita — Podemos fazer um interrogatório leve com ele, nada muito invasivo, só usar um feitiço de detecção de mentira simples como o Verum e ver se ele viu algo de estranho na casa dela também, já que ela suspeita dele — Concluiu enquanto ouvia o que a parceira teria para dizer daquela sugestão, ao passo que voltava sua atenção para a idosa que voltava com a água com um olhar simpático — Obrigada, a senhora é muito simpática! — Disse de maneira calma enquanto pegava o copo em mãos — Bem, se a senhora não se importa, vou dar uma olhada nos arredores enquanto a Aredhel olha umas coisas aqui perto, ok? — Comentou com a idosa que parecia concordar , ao passo que seguia com o copo em mãos e voltava o caminho em direção ao portão ( onde ela deixou o copo ) e com sua varinha em mãos ela foi em direção ao caminho dito pela idosa, andando de maneira cautelosa e observando os arredores para que nada acontecesse. Elsie andava em direção a uma das fazendas mais próximas, a qual a senhora havia dito que era a casa de seu vizinho, sendo assim ela passou pelo portão da propriedade até que conseguisse percorrer o caminho até a porta , batendo na mesma quando já estivesse próxima o suficiente.

Opa, bom dia! — Cumprimentou o homem que parecia abrir a porta após as batidas da mulher — Err...Meu nome é Elsie e fui enviada pra cá para dar uma olhada em algumas coisas...Se importa de eu entrar e fazer algumas perguntas para você? Não é nada demais, são perguntas básicas, é que tivemos algumas denúncias de criaturas desconhecidas aqui e precisamos de algumas informações, parece que a estufa de uma senhora foi atacada também — Falou de maneira calma enquanto ouvia as palavras do homem que parecia questionar a mesma sobre quem ela representava e o do porque teria ido até lá, principalmente se tratando da estufa de sua vizinha — Bem, eu sou uma Auror e vim aqui dar só umas olhadas, posso entrar? — Perguntou enquanto ouvia o mesmo concordar e abrir o caminho para que ela entrasse. Ao pisar suas botas dentro da casa do homem, Elsie se concentrou por alguns segundos para que pudesse lançar o feitiço “ Homenum Revelio “ de maneira não-verbal para conferir se ele estaria sozinho na casa, somente prosseguindo com seus atos após utilizar o feitiço e observar seu resultado — Bem, comecemos então — Disse apontando a varinha para o rosto do homem que deu um sobressalto para trás — Não se preocupe, não é nada demais...Verum — Disse dando uma balançada no condão , conjurando o feitiço para que detectasse se o homem estava mentindo ou não em suas respostas — Primeira coisa, você viu algum movimento estranho na propriedade da sua vizinha? Responda com sim ou não — Perguntou de maneira firme enquanto ouvia a resposta do homem e acompanhava o resultado do encantamento, caso ele mentisse ela teria certeza que ele teria mentido portanto sua atenção se focava de maneira extrema no interrogatório que se seguiria ali.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeDom 01 Nov 2020, 19:09


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Ou Duas Garotas e Uma Idosa
Aredhel estava contente de retornar a ilha de Skye, agora com uma parceira que parecia mais consigo. Levou um cigarro aos lábios e deu um sorrisinho ao ver os olhos deslumbrados de Elsie com o ambiente que agora caminhavam. - Bom, só quero te lembrar que aquela senhora está longe de ser senil, ok? Então… Não pense que ela está alucinando ou coisa do tipo - informou, apagando o cigarro e colocando a bituca dentro do maço. - Olha, lá está ela - indicou com a cabeça, acenando com um sorriso em direção da senhora que, quando se aproximaram, puxou Aredhel para aquele abraço apertado que fez com que as costas da sonserina estalassem. - Ufff, eu estou bem e você? - falou e respirou fundo quando finalmente foi libertada, segurando o riso quando Elsie foi a vítima seguinte. - Meu antigo parceiro não pôde vir, mas acho que você vai gostar da minha amiga - indicou a colega para que se apresentasse. Aredhel meio que desligou o cérebro enquanto caminhavam para dentro da propriedade, pois a senhora parecia repetir a história para que Elsie estivesse a par de tudo. Olhou ao redor, não parecia ter muita coisa diferente desde a última vez que estivera ali. Não demorou muito para que chegassem até às estufas, que estavam definitivamente mais bagunçadas do que a outra vez. Enquanto Elsie conversava com a senhora, Aredhel esquadrinhou o ambiente com os olhos, mas, novamente, não parecia haver muitas pistas por ali. - Para matar um cacto, é quase necessário um assassinato - comentou, dando um sorrisnho com o canto do lábio enquanto avançavam para dentro do ambiente. - Hum… - observou que os vasos pareciam muito quebrados e remexidos, o que parecia meio improvável confirmar as acusações da senhora sobre o vizinho.

Agachou-se ao lado de um vaso grande quebrado e bastante remexido, que deixava as raízes expostas. - Houve um bom estrago por aqui - falou baixinho e olhou ao redor, vendo que o padrão parecia se repetir. - Sim, eu aceitaria um copo de água - sorriu e levantou-se, parando ao lado de Elsie quando a mais velha se afastou. - Os vasos foram descuidadosamente quebrados, duvido muito que algum herbologista fosse deixar espécimes tão grandes a beira da morte - fez aspas com as mão e apontou para o enorme vaso quebrado - Talvez uma criatura? Tudo isso parece muito estranho - observou e ponderou sobre as propostas de Elsie - Acho que se dividirmos o trabalho vai nos custar menos tempo. Eu posso ficar e convencê-la, afinal já a conheço - deu de ombros. - Verum me parece uma boa ideia, mas tente não chamar muito a atenção - sorriu, indicando com o nariz que a mais velha voltava com dois copos - Muito obrigada - agradeceu, bebendo calmamente o líquido gelado. Elsie logo se despediu e Aredhel encostou-se na porta da estufa, analisando a senhora por alguns instantes antes de sorrir em sua direção - O que a senhora acha de um chá? Eu sei fazer ótimos muffins. Podemos deixá-los prontos enquanto Elsie vai verificar o vizinho - ofereceu e a mais velha pareceu empolgar-se com a ideia.

Não demorou muito para que estivessem na cozinha, mas a idosa impediu que Aredhel colocasse a mão na massa. Ali de dentro, podia-se perfeitamente observar as estufas. - O que a senhora faz durante a noite? Quando estou na fazenda, quase nunca sei o que fazer para relaxar até a hora de dormir - mentiu, tentando arrancar alguma resposta da mulher. Analisou cada palavra, tentando encaixar algo com os ataques nas estufas - Eu adoro muito herbologia, sabe? Se eu não tivesse me especializado em poções, acho que teria ido para essa área - sorriu, apoiando os cotovelos na mesa - Sabe, lá em Mag Mell eu vi uma estufa linda! Na praça mercante tem o representante da Dogweed & Deathcap, ele é ótimo - comentou como quem não tivesse tentando convencer, mas não parecia ter chamado a atenção da idosa, que tagarelava sobre a vida da fazenda e como gostava das suas plantas - Nós poderíamos transportar tudo isso para lá, você sabe, não? - sugeriu, sem ter muita certeza se de fato poderiam fazer aquilo Droga, ela só queria tirar aquela mulher daquela maldita ilha! Enquanto esperava, recostou-se na cadeira da cozinha. A senhora era uma incógnita e Aredhel queria desvendá-la.
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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeSeg 28 Dez 2020, 16:52


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OU DUAS GAROTAS E UMA IDOSA
A senhora parecia bastante simpática e até mesmo carente aos olhos de Aredhel - O cheiro desses muffins está delicioso - comentou enquanto sentia um calorzinho aquecer seu corpo por sua proximidade com o forno. Arqueou uma sobrancelha quando a idosa mencionou que todos os dias antes de dormir, tomava um chá que havia sido recomendado por um vizinho recente, que parecia entender bastante de tratamentos contra insônia. Interessante, pensou - Os ataques começaram há mais ou menos um ano, não? - perguntou, um pouco receosa em tomar o chá que a senhora havia servido - Esse não é o chá para insônia, certo? - brincou com um sorrisinho, ficando bastante aliviada quando a mais velha disse que era um simples chá de hortelã - Adoro chá de hortelã - agradeceu, levando a xícara aos lábios e observando as estufas com certa cautela. Pelo o que a senhora havia dito, um homem havia se mudado na mesma época em que os ataques começaram. Casualmente, este mesmo homem havia indicado um chá para insônia, que, pelo visto, fazia com que a mulher tivesse uma noite de sono bem agradável. - Quanto a Mag Mell… - começou Aredhel, pegando um muffin que recém havia sido colocado na mesa. Não o mordeu, afinal o vapor ainda saía com certa intensidade do bolinho, mas repousou-o na frente de sua xícara de chá, deitando a cabeça um pouco de lado - Acho que sua estufa estaria mais segura por lá. Esses ataques… Enquanto não descobrirmos a causa, creio que suas plantas não estarão seguras - comentou, mesmo tendo uma certa ideia do que poderia estar acontecendo por ali.

Com o chá terminado, a senhora ofereceu abrigo tanto para Aredhel quanto para Elsie, que não tardara muito a chegar de sua conversa com o vizinho - Por mim, parece ótimo. Aceitamos ficar por aqui hoje, certo, Elsie - Elric deu uma piscadela para a colega e, quando a senhora se afastou para preparar um quarto para as duas, voltou-se para Elsie. - O que você descobriu? - perguntou, ouvindo atentamente o que ela tinha descoberto. Pelo visto, o vizinho que havia sido acusado não parecia estar envolvido e vinha sofrendo os mesmos ataques em suas estufas - Curioso - cruzou os braços, encostando-se no marco da porta - Ela disse que na época em que os ataques começaram, um homem se mudou para a vizinhança e lhe ofereceu um chá para lidar com a insônia. Não acho que seja coincidência - falava baixo para garantir que a idosa não escutasse o que ambas conversassem - Acho que precisamos conversar com esse novo vizinho - sugeriu, e, quando Elsie concordou, a senhora surgiu novamente, informando que os quartos estavam prontos. - Muito obrigada, a viagem é um pouco longa e cansativa mesmo - sorriu - Você sabe se o vizinho que lhe prepara o chá poderia vir até aqui? Acho que eu gostaria de um chá para melhorar meu sono - suspirou - Faz um tempo que não durmo direito, mas não é insônia. Queria falar com ele para ver se meu sono tem alguma salvação - brincou, dando uma risadinha e aguardando a resposta da mais velha. A ideia de averiguar esse suspeito era um pouco ousada ao chamar ele no local, mas Aredhel queria analisar esse tal chá antes de prosseguir com a investigação. Quando a senhora se afastou para cuidar das estufas, Elric voltou-se para a colega, que havia comentado sobre perguntarem sobre o chá para o vizinho que também tinha problemas com as estufas - Claro, podemos passar lá - assentiu, saindo da casa e indo em direção da casa do vizinho e sendo acompanhada por Elsie.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeQua 30 Dez 2020, 23:42

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A negativa dada pelo vizinho, que não demonstrou nenhum tipo de reação ao feitiço posto para detectar suas mentiras fez com que a asiática tentasse traçar outras maneiras de pegar as informações com o mesmo, seja por uma conversa simples ou continuando seu interrogatório utilizando o feitiço detector, mas graças a alguns detalhes ditos pelo próprio senhor, ela desistiu da ideia ao menos por alguns segundos — Bem, quer dizer então que você acredita que ela contratou gente para roubar suas estufas? — Perguntou logo ouvindo as reclamações do rabugento senhor, que voltava a dizer que a vizinha já não estava lá com o melhor raciocínio do mundo graças a idade, não só alegando isso como alegando ter uma coleção mais cuidada do que a dela — Senhor Hendrick, você sabe me dizer algo sobre os supostos ataques de criaturas que têm ocorrido por aqui? — seguiu a questionar o homem, caso as histórias batessem ela não teria de se preocupar mas caso não, voltaria para Aredhel com uma “ surpresinha “ para que pudessem analisar da melhor maneira possível, portanto se atentou a cada detalhe dito pelo homem de idade. Ao fim dos dizeres e do próprio conferimento se as histórias batiam em sua própria cabeça, Elsie optou por voltar ao encontro de Aredhel para juntar as informações percebidas à primeira vista, para que pudessem então planejar os próximos passos — Obrigada pela hospitalidade, talvez eu apareça aqui depois para analisar outras coisas...Estamos em guerra, lembre-se, devemos buscar a segurança de todos — Falou de forma compreensiva enquanto voltava o olhar para ele — Cuidado e, caso tenha alguma pendência, estarei nos arredores — Alertou, dando as costas e indo em direção a porta, consequentemente ao sair da casa, traçou o caminho de volta para a casa da senhora.

Ao dar as passadas iniciais para dentro da propriedade, Elsie gastou alguns minutos tentando conferir se algum rastro ou coisa do tipo teria deixado coisas a mostra, mas talvez buscando não demorar e não levantar nenhuma tensão tanto para a senhora quanto para seu vizinho, decidiu deixar aquilo para outro momento, então seguiu em direção as estufas para se reunir com as duas mulheres. — Olá olá — Falou em tom animado ao entrar novamente na residência da senhora que prontamente a ofereceu uma xícara de chá — Agradeço a hospitalidade senhora — Disse dando os primeiros goles leves na bebida, enquanto voltava a atenção para o assunto discutido entre ela e Aredhel — Claro, adoraria ficar por aqui — Sorriu após dizer aquilo, observando a senhora portanto ir em direção aos quartos da casa para prepara-los para a estadia. — O vizinho também ta sofrendo os mesmos ataques, não acho que ele esteja entrando aqui para roubar as plantas ou coisa do tipo...Ele até disse que tem uma coleção maior que a dela, duvido ser descuidado daquele nível, era bem purista na verdade — Falou, levando as mãos aos bolsos, logo se atentando as informações dada pela colega em relação ao outro vizinho que havia oferecido um chá, o qual Elsie não conseguia imaginar qual seria, para solucionar a insônia a qual ela sofria — Podemos ir sim, mas antes quero dar uma olhada na parte exterior, mesmo que de leve...Quero ver se alguma criatura passou por aqui — Disse logo cortando a frase, observando a senhora se aproximar — Agradeço, acho que não deito já tem um bom tempo...Trabalho difícil, sabe como é — Brincou, dando de ombros quanto ao fato — Mas tá tudo tranquilo — Complementou tranquilizando a senhora, logo voltando a atenção para as palavras de Aredhel. Elsie se manteve centrada nas palavras de Aredhel, assentindo de maneira afirmativa a cada novo dizer sobre chamar o homem para o local e também averiguarem o chá...Sem muito mistério, um simples feitiço diria se tudo aquilo era uma farsa ou não, portanto voltou novamente a falar com a parceira —Vamos checar também a casa do outro vizinho, se encontrarmos uma história parecida temos algo a observar— Comentou com a colega sobre irem ver o outro vizinho, logo saindo da casa e indo em direção a casa do senhor Hendrick novamente.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeSeg 01 Fev 2021, 16:34


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Acompanhava tranquilamente Elsie para que ambas pudessem averiguar a vizinhança que rondava a casa da idosa. - Nós vamos dar uma olhada por aí, depois retornamos - sorriu em direção da mais velha, logo a deixando para trás para que pudesse acompanhar a colega, que agora indicava o caminho que deveriam seguir. A garota assentiu e manteve-se atenta ao redor para garantir que nada passaria despercebido mesmo com a baixa iluminação, pois o fim da tarde já se aproximava. Tudo aquilo era um tanto quanto misterioso, desde os ataques às estufas dos vizinhos que pelo visto se odiavam até mesmo o estranho vizinho que fornecia chá para a simpática senhora que sofria de insônia. Quando Elsie apertou o passo, Aredhel coordenou o ritmo para que andassem lado a lado, assim, caso algo acontecesse, ambas estariam preparadas para o ataque. Enquanto caminhavam, Elric olhava ao redor e percebia que, curiosamente, nenhuma das casas possuía estufas - Hey, Elsie - chamou a atenção da colega, que logo virou-se para ouvir o que tinha a dizer - Você percebeu que nenhuma das casas tem estufa? - comentou, indicando com a ponta do nariz uma das casas próximas. - E havia muitas marcas nas estufas da senhora, o que não condiz com as casas. Nenhuma parece ter sido atacada recentemente - observou, logo escutando o que Elsie dizia sobre o vizinho também ter reclamado de um ataque à sua estufa. Ela também acrescentou que ele não tinha comentado nada sobre um chá, então seria um tiro no escuro ir até a casa dele averiguar isso - Pode ser perda de tempo, sem contar que ele já não parece estar muito aberto para conversas. Vamos voltar - deu meia volta. A história do chá era realmente algo que perturbava Aredhel, afinal a senhora parecia dormir pesadamente quando o tomava; ela mesmo havia informado isso. Talvez isso tivesse alguma relação, mas só saberiam quando finalmente pudessem examinar o dito chá milagroso para insônia.

Não houve nada de diferente no trajeto de volta. Enquanto conversavam, Elsie comentou sobre pedirem o chá para a idosa, já que ela aparentava ter gostado bastante delas - Realmente. Assim não precisamos vasculhar escondidas - deu uma risada, fazendo uma leve reverência quando Elsie permitiu que Aredhel adentrasse o local primeiro - Uau, estou trabalhando com uma gentleman. Ou gentlewoman? - ponderou, mas logo foram abordadas pela senhorinha que as aguardava na cozinha. Elsie não esperou muito e foi direta sobre querer ver o chá, pois também alegava possuir insônia - Como pode ver, nosso trabalho é de tirar o sono - brincou com a idosa, mas sustentou o olhar de Elsie por um momento antes de voltar sua atenção para a mais velha, que entregava à colega o chá e mantinha uma conversa animada sobre como utilizar e outros métodos para dormir - Eu passo a do leite quente, realmente não gosto de leite - torceu o nariz antes de abrir um sorriso em direção da senhora. Enquanto Elsie averiguava o chá, Aredhel voltou-se para a idosa para manter uma conversa agradável, pois assim talvez ela não desconfiasse de nada - Esse chá lhe ajuda mesmo? Fiquei bastante curiosa sobre as ervas dele! Ah, se eu pudesse reproduzi-lo para ter uma boa noite de sono - sorriu - Esse seu vizinho parece ter vindo em boa hora, além de com certeza ser uma boa alma! Ele ajuda tanto o sono da senhora - tentou esse assunto pois talvez a mais velha desse mais informações sobre o vizinho, mas não obteve nada muito diferente do que já havia informado anteriormente. Foi surpreendida quando Elsie lhe chamou para cheirar o chá e, quando o fez, não conseguiu segurar uma tossida - Meu Merlin - sentiu os olhos lacrimejarem por alguns instantes - Ele deve realmente ser bom para a insônia - comentou, recompondo-se enquanto a colega entregava o pote para a que a idosa pudesse guardá-lo. Não demorou muito para que Elsie encenasse ter perdido sua varinha - Claro. Você tinha que amarrar essa varinha no pescoço para não perder - revirou os olhos e deu uma risada[color=#311F57 - Já voltamos! -[/color] acenou para a senhora, que insistiu em ajudar, mas a colega disse que não era necessário - Mas se puder reservar um bolinho para gente… Eu ficaria bem feliz - comentou, acompanhando Elsie para fora da casa. Seguiram em silêncio até uma certa distância, até que a asiática resolveu comentar sobre o cheiro do chá - Terrível. Com certeza apaga qualquer um, ainda mais na idade dela - assentiu com o que Elsie dizia e meneou com a cabeça quando ela lhe perguntou sobre o vizinho - Nah, ele não está em casa. Aparentemente, ele teve que sair para uma viagem. Oportuno, não acha? - comentou. Sorriu de maneira divertida quando Elsie sugeriu de irem investigar a casa dele - Me parece ótimo - deu uma piscadela, empunhando sua varinha e mantendo-se alerta aos arredores. Enquanto se aproximavam da casa do vizinho, era possível avistar uma enorme estufa, mas também, com olhos atentos, enxergar alguns movimentos vindos da casa. Aredhel assentiu em silêncio e ergueu a varinha de maneira defensiva, adentrando o terreno enquanto Elsie lançava Homenum Revelio para que pudessem identificar o que estava acontecendo por ali.


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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeSeg 01 Fev 2021, 17:34

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if you lie i'll know

Elsie deu os primeiros passos para fora da casa da senhora guiando Aredhel pelo caminho que havia feito para que pudesse investigar a vizinhança enquanto a parceira mantinha o diálogo com a idosa de maneira mais calma o possível — Só ir nessa direção, vamos só tentar prestar mais atenção nas outras casas, vai que achamos mais pistas — Sugeriu para a colega, enquanto começava a se distanciar cada vez mais da casa. A luz natural já não era tão mais presente, ainda que obviamente o dia ainda estivesse pleno e não escuro, era fácil saber que possivelmente teriam de continuar a investigação no outro dia, assim, Elsie apertou o passo para que continuasse indo em direção a casa do nem um pouco simpático senhor que havia encontrado na região enquanto investigava a relação entre a tensão de ambos o senhor e a senhora e possíveis ligações com o caso. Elsie afundava a bota na grama a cada novo passo, tentando observar cada casa no caminho que pudesse denunciar algum tipo de alteração ou ataque, considerando o fato das denúncias de ataques de criaturas no lugar ela tinha de esperar tudo, até mesmo um chamado de Aredhel — Hm? Oi? — Perguntou de forma meio perdida, dividir o foco de sua atenção não era uma coisa muito complicada, mas ouviu atentamente o que a colega repetia com relação a falta de estufas nas outras casas e talvez a relação acerca da falta de marcas evidentes de invasão ou ataques que tanto a casa do senhor quanto a da senhora possuíam — Eu lembro muito bem dele reclamar que tinham entrado na estufa dele também igual eu te falei na casa dela, não sei dizer com 100% de certeza que ele toma o mesmo chá da senhora, mas podemos tanto ir na casa dele olhar o chá quanto voltar para a casa da senhora, o que acha melhor fazermos? — Indagou agora de maneira séria, ouvindo a resposta de Aredhel sobre voltarem para conferir o chá lá e talvez a relação de tudo aquilo com as ervas. Sendo assim, tanto a asiática quanto a colega voltaram o caminho em direção a casa da idosa, prestando ainda mais atenção afinal o que Aredhel havia dito era realmente uma coisa curiosa, só existiam três estufas no lugar, a da idosa, do senhor interrogado por Elsie e o suposto vizinho vendedor de chá, talvez uma criatura que atacasse plantas mágicas estivesse solta ou coisa do tipo, não tinha como afirmar tudo aquilo com muita certeza.

A volta havia sido realmente tranquila, e ao dar os primeiros passos para dentro do terreno da senhora, Elsie falava com Aredhel antes mesmo de verem a senhora — Podemos ver com ela se ela mostra o chá pra gente, certo? Acho que não tem problema, ela é bem simpática e gostou da gente — Riu de forma animada, continuando os passos em direção ao portal da porta, dando passagem primeiro para a colega — Damas primeiro — Fez com o braço, ainda dando uma risada até ser surpreendida novamente pela animada idosa que voltava a esperar a dupla na cozinha — Senhora, você poderia me mostrar o chá que seu vizinho te trás? Talvez eu comece a tomar uns chás para poder dormir...Tenho uma insônia muito ruim e talvez ele ajude sabe? — Perguntou de maneira sutil, dando pequenas olhadas de canto de olho para Aredhel para que a amiga continuasse a conversa enquanto Elsie observaria o chá, que a senhora a cedeu de maneira feliz soltando algumas recomendações e etc — Obrigada! Parece com os chás que eu tomava na China — falou pegando parte das ervas com as mãos para que pudesse sentir seu odor. O cheiro pungente e invasivo correu pelas narinas de Elsie que facilmente teve de segurar uma tosse imediata, não era nada como seus cigarros ou qualquer outra coisa, o cheiro era marcante o suficiente para se notar que o chá mostrado pela senhora era talvez forte o suficiente para apagar até mesmo o próprio pai da Asiática por uma semana. Ao passo que Elsie continuava a analisar o chá, Aredhel se manteve conversando com a senhora para obter mais informações sobre as ervas e também sobre o vizinho ( conversa a qual Elsie tentava capturar algumas informações a cada nova olhada para as ervas disponíveis ). A asiática era tentada a retirar sua varinha do coldre para continuar analisando as plantas e o que causava aquele cheiro tão forte, mesmo não sendo uma expert em Herbologia, ela sabia definir muito bem o cheiro daquilo — Aredhel, parece que o chá realmente vai me ajudar a dormir, vem cá ver o cheiro! — Ofereceu para que a colega cheirasse, observando atentamente ela segurar as mesmas reações que ela mesma havia tido quando havia testado — Obrigada por me mostrar, talvez eu comece a tomar sim, toma aqui o pote — Disse o entregando enquanto voltava a bater a mão por cima do casaco de couro para achar um álibi, ela tinha percebido muito bem que Aredhel também havia notado o cheiro.

— Eita...Acho que derrubei minha varinha no caminho, que descuidada...Vou voltar para pegar antes que eu esqueça, Aredhel pode me ajudar? — Fitou a colega de forma que entendesse o que ela gostaria de dizer, ao passo que voltava a atenção para a senhora que insistia em ajudar — Não precisa não, acho que rapidinho achamos a danada que fugiu do casaco...Mas obrigada pela oferta viu? Vamos? — Olhou para a amiga no ultimo instante, logo saindo da residência novamente enquanto ouvia os passos da colega a seguindo para o exterior, e ao momento que estavam em uma distância “segura” , soltou o verbo — Então, você sentiu o cheiro daquilo? — Perguntou passando a mão na ponta do nariz que evidentemente parecia ter sido agredido — Sinceramente eu acho que beber aquilo ali me derruba por 3 dias seguidos, não é nem um pouco normal ela consumir aquilo naquela idade — Continuou o raciocínio enquanto ouvia a colega falar sobre o chá também — Ela te falou sobre o vizinho? Se ele ta em casa ou não? — Perguntou, ouvindo a resposta que realmente não gostaria de ouvir : Ele havia saido em viagem portanto não poderia ajudar a dupla e voltaria em somente uma semana — Quer ir olhar a casa dele? — Olhou sorrindo para ela, retirando sua varinha do coldre interno de sua jaqueta enquanto seguia a colega de trabalho em direção a casa do vizinho misterioso. Do contrário do que antes fora observado pelo caminho das outras casas, esse vizinho também possuía uma estufa que a cada nova passada em direção a casa, parecia possuir algum movimento vindo da mesma, ainda que sendo observada a distância — Ta vendo ali também? Varinha em mãos, parece que alguem ou não viajou ou achamos o invasor — Apertou o punho em volta da varinha enquanto se aproximava da entrada da propriedade — Tá, vamos entrar...Cuidado, ok? — Falou para Aredhel, dando mais passos em direção a estufa, que ainda em uma distância segura era logo alvejada por um feitiço de Elsie — Homenum Revelio...Vamos ver quem ta ai — Sussurrou apontando a varinha para o ambiente, esperando o feitiço agir para que mostrasse o que ou quem estaria ali.

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—Predator
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Annabel Lee Schmidth
Conselho de Mag Mell
Conselho de Mag Mell
Annabel Lee Schmidth

Bicho-papão : Manticora

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

Ilha Skye - Página 2 Empty
MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye - Página 2 I_icon_minitimeTer 02 Fev 2021, 19:00

She Wolf

—Diga que estamos aqui por caus... - Olhei para o lado enquanto três jovens eram escoltados por membros da resistência. A frase interminada para o Viper morreu no instante em que o membro da guilda questionou o motivo da comissão. A noite estava estrelada, com a lua saindo da fase cheia e entrando na minguante, o que significava que os bezerros apaixonados de Cair Paravel já haviam deixado a borda do lago Lynn. Minha atenção parcial no grupo retornou no momento em que as palavras trouxas surgiram: —Como assim, trouxas? - O membro da resistência voltou a explicar que Devan, o mais alto do trio, era um lobisomem e fez a festa de Duvegan até Neist Point Lighthouse na noite anterior. Meu olhar certeiro no loiro fez ele engolir em seco, mas pude perceber a expressão desafiadora de seus amigos. Crianças… A licantropia é uma maldição, mas isso não impede da pessoa ser mais prudente: —Poderiam me informar com o máximo de detalhes o que se lembram da noite anterior? - O Viper parecia aliviado com meu interesse na situação, provavelmente querendo se ocupar com outra coisa para retornarmos a Mag Mell. Os amigos de Devan explicaram que com a guerra, a mata cão não estava sendo de fácil acesso, e com a chegada da lua cheia, eles se confundiram nas datas. Enquanto revisava minhas informações, fiz a pergunta de ouro: —Algum trouxa percebeu o que aconteceu ontem a noite? - O mais forte, e provavelmente o líder, do trio explicou que houveram gritos e animais mortos, mas não chegaram a encontrar nenhum ferido ou próximo: —Vocês colocaram ele na coleira para passear? Vocês acham, ou tem certeza de que nenhum trouxa os viu? - O terceiro garoto impediu que o fortinho falasse, apenas dizendo que não tinham certeza: —Então precisaremos ter. Qual foi o ponto onde encontraram ele? - Eles explicaram que era no Neist Point e respirei fundo, pensando no trabalho que teria explorando a ilha: —Acho que vou precisar de algumas coisinhas… Wright, quer me acompanhar? Talvez aprenda algo... - Sim, eu sabia o sobrenome do membro da resistência. Eu podia estar trabalhando para o conselho, mas continuava uma agente.

[...]

Não foi difícil convencer os agentes de Nyx a me deixarem ficar. Eles precisavam que alguém especializado ajudasse a limpar a bagunça, entretanto, tão certo quanto eles não tinham desejo de ficar, no meu caso, era extremamente conveniente, principalmente com a oportunidade de não precisar voltar para Mag Mell nos próximos quinze dias. Benefícios ocupando o cargo de Justificativas Dignas para os Trouxas. Ainda pensando na minha confirmada ida até Cair Paravel, observei Wright terminar de reunir suas coisas enquanto eu estudava o mapa da ilha. Não havíamos dormido mais do que três horas desde a partida dos Vipers: —Neist Point, certo? - O ruivo confirmou e puxei saquei minha varinha, prestes a usar um simples encantamento: —Point me! - O feitiço dos quatro pontos indicou o norte e soube para que lado eu precisava ir. Foi uma caminhada tranquila subindo a praia rumo ao farol ocidental. Não levamos pouco mais que meia hora para descer acampamento e apagar qualquer vestígio da nossa passagem ou traços da embarcação. Wright, cujo primeiro nome é Nebus, explicou que o ponto de encontro do navio era a poucos quilômetros seguindo a costa, e com a situação atual da Grã Bretanha, não teríamos problemas com turistas: —Ainda bem. Menos vítimas para sobreviverem e saírem correndo atrás do próprio rabo. - Eu não gosto de lobisomens. Não me entenda mal, eu entendo a dor e sofrimento de se transformar em uma besta durante a lua cheia. O problema é quando você tem um irmão que lidera um grupo de licantropos sanguinários. Afastando meus problemas familiares da cabeça, ajustei a mochila de trilha, cujo mapa, alimento, barraca entre outras coisas estavam guardados. Ter Wright comigo era o álibi perfeito. Dois amigos fazendo trilha. O próximo disfarce ficava para depois. Pouco mais de duas horas de caminhada, o farol se tornou visível ao longe: —Deve ser maior de perto. - Fiz uma tentativa de animar meu novo parceiro. Outro motivo para trazer o jovem era para afastá-lo de pensar na guerra e nas perdas que assolavam o mundo bruxo. Às vezes era apenas difícil ter que conviver com tanta dor e incerteza. Ter que limpar os rastros podia ser entediante em certos momentos, mas sempre permitia limpar a mente dos próprios problemas… e agir de maneira lex malla lex nulla.

Foi então que o primeiro rastro de sangue surgiu. Havia pedaços de lã tão brancas que o vermelho de sangue se destacava em contraste: —Parece que encontramos o pet shop. - O membro da resistência se manteve com o estômago forte e arqueei a sobrancelha: —Podiam ser inocentes… Enfim, entende de transfiguração? - Eu sabia a resposta pelo que já havia analisado em suas tentativas falhas de puxar assunto: —Perfeito! Precisamos de um lobo grande. - Enquanto o garoto brincava de somar palavras e testar gaélico, procurei traços de algo diferente além das ovelhas estraçalhadas. Pela forma como o garoto lobo havia ficado enraivecido, algo realmente deveria ter acontecido. Olhando o perímetro, encontrei o que parecia ser marcas de gaiola e um pequeno traço de plantas destruídas: —Terminou? Precisamos seguir… Faça uma rima e eu jogo um engorgio por cima! - O membro da resistência pareceu constrangido e desfez a pedra peluda, enfim conseguindo um lobo cinzento e levemente rústico: —Espantamus! - Com a varinha já em mãos, mirei no pobre lobo, que correu na direção oposta: —Espero que seja realmente com transfigurações. Vamos seguir por aqui. - Olhando o oceano uma última vez, caminhei para dentro da ilha Skye, pensando que teria um dia daqueles.

[...]

—Comer mais? - Já era meio dia quando Wright parou de comer. Novamente eu já estava pronta, e começando a me arrepender de dar um dia de folga para o garoto ruivo: —O mapa informa que estamos no extremo sul de Upper Milovaig. Ainda bem que o nosso Mogli evitou as estradas. - Com um risinho pelo nariz, o garoto ruivo terminou de se arrumar, e seguimos rumo ao norte onde estava Milovaig. Perguntando como chegava a Meanish Community Pier, os moradores com quem cruzamos caminho no Upper Milovaig pareciam distraídos demais. Wright se ocupou em ser sociável, e foi então que um dos fazendeiros disse sobre ouvir uivos assustadores. Um outro fazendeiro insistiu sobre ser estranho ter lobos naquele distrito, e com uma piscada para Wright, tomei a fala: —Estou vindo com Victor de Neist Point. Havia um grupo de pessoas falando sobre um lobo perdido e algumas ovelhas mortas. - Não era mentira sobre as ovelhas, elas continuavam lá, o que servia para comprovar minha história. Nebus usou a varinha para confundir o trouxa espertalhão, e logo todos concordaram que o lobo devia estar viajando. Nos despedimos a busca por mais traços do licantropo, chegando até a parte norte de Milovaig. Uma vez no pier, o garoto ruivo me ofereceu uma cârema para tirar fotografias, e abri um sorriso falso, fingindo entusiasmo com o cenário. Era maio, o meio da primavera, então o verde era notável. Alguns moradores se aproximaram com a novidade que estava tão próxima de sua casa, e enquanto nos estudavam, acenei fingindo preocupação: —Boa tarde a todos! - Enquanto eles nos encaravam de cara feia, alguns começaram a perguntar porque estávamos fazendo trilha em tempos tão perigosos: —Ah, Victor e eu já vimos de tudo. Somos de Nova York… Bruxos? Barreira mágica? Nós costumávamos lidar com congestionamento e locações no meio da rua de alienígenas destruindo nossa casa. Mudar para a Inglaterra foi uma benção, mas só agora estamos podendo aproveitar e visitar a Escócia. - Obrigado, Aaron, por amar ler gibis e me inteirar que alienígenas invadindo a terra era a cultura pop trouxa da atualidade. Enquanto refletia o quanto que conhecimento pop era importante nessas horas, notei que Wright parecia surpreso com minha sabedoria sobre a cultura trouxa. Usar cidades grandes de outro país para disfarçar sua real origem era a chave para confundir as pessoas. NY tinha a fama de ser um caos, e para camponeses escoceses? Vínhamos realmente de um lugar mágico em sua concepção: —Vindo para cá alguns fazendeiros falaram sobre lobos. Vocês estão todos bem? - Com o som de negação, abri um novo sorriso sentindo o olhar de Wright em mim.

[...]

O trajeto seguindo os rastros do lobo já não eram tão frescos, e vez ou outra decidimos desviar do caminho até a vila Borrodale, onde ficava a escola primária de Glendale. Fazendo um trabalho de equipe, enquanto Wright se ocupava em transfigurar outra pedra em lobo, sondei as pessoas sobre o lobo que atacou as ovelhas do farol, mas ninguém ali havia ouvido nada. Seguimos caminho até Red Roof Skye, um restaurante local onde pudemos comprar algumas frutas e usar o banheiro, antes de seguirmos viagem. Foi somente próximo ao rio Hamra que encontramos alguns traços da tentativa de captura do licantropo, onde cordas destruídas eram visíveis. Após fazê-las desaparecer, continuamos na trilha até uma rede de hotéis de Skinidin, onde só duas funcionárias haviam escutado uivos: —Sabe como são esses lobos, amam uivar para a lua como cachorros. Nova York é cheio disso! - O disfarce vinha bem a calhar, considerando que se poucos haviam visitado Londres, eram menores as chances de terem ido até a cidade americana. Após cruzar o rio Osdale, as coisas começaram a se complicar à medida que nos aproximamos da vila Kilmuir, onde o dialeto gaélico era muito usado e Nebus precisou tomar a dianteira da conversa. Enquanto ele recolhia relatos, conversei com a metade que não tinha problemas em falar inglês o que ficava no sentido dos uivos. Ao explicarem que era o cemitério Alter Friendhof, uma mulher gritou que morava ao lado e havia sido mordida por um lobo, mas só não havia morrido porque seu marido atirou no animal e ele fugiu.

—E ninguém encontrou um animal ferido por aí? - Meu coração gelou com a probabilidade de uma trouxa licantropa. Com o som de negação, o olhar na direção do membro da resistência fez ele perguntar se podia olhar o pé da mulher, uma vez que havia feito alguns anos de medicina em NY. A mulher ficou grata por ser poupada de uma viagem até Portree, enquanto Wright olhava a perna, perguntei aos moradores: —É comum jovens ficarem bêbados por aqui? Nenhum adolescente reclamou de ser perseguido por lobos, né? - Enquanto uma nova onda de debates surgia entre os fazendeiros, meu parceiro chamou pedindo bandagens, e fui até nossas mochilas onde poderia sacar minha varinha discretamente para fazer o que precisava. Conjurei algumas ataduras e bandagens dentro da mochila, antes de me concentrar na situação atrás de mim: —Confundus! - Com a varinha apontada na direção da fazendeira, mentalizei em sua incerteza dos responsáveis pelas luzes e crença de que viu mesmo adolescentes rindo e gritando naquela noite. Com a varinha voltando rapidamente para o bolso interno, peguei as bandagens, ataduras e uma garrafa de água. Ao me aproximar da perna mordida, percebi que eram apenas pontinhos, e Nebus negou que fosse uma mordida de lobisomem. Arqueei a sobrancelha levemente confusa, mas ainda assim, intrigada. Realmente havia um lobo naquela região? A mulher logo se intrometeu na conversa, afirmando que havia visto jovens próximos de sua fazenda, e Nebus se limitou a fazer um novo curativo em sua perna mordida. Não era tão perfeito quanto um doaid, mas servia. Com uma descrença de que as conversas iriam muito longe e a certeza de que precisávamos terminar o trabalho devido às horas de sol que estavam prestes a acabar, partimos rumo ao cemitério.

Não foi difícil deixar o cemitério com rastros de jovens. Criando uma fogueira e depois apagando-a, e depois conjurando algumas garrafas vazias de cerveja, as falsas evidências eram o suficiente para qualquer morador curioso: —Precisamos terminar de seguir o rastro do licantropo. - Não era meu trabalho cuidar de criaturas normais, mas não podia negar que estava mais preocupada com o lobo recebendo tiros do que com a mulher mordida por ele. Não gastamos muito tempo para encontrar o local da transformação, o recorte do castelo Duvegan sendo avistado ao fundo: —Acha que vai ter problemas se passar a noite longe? - Placas informavam que havia uma pequena pousada para os visitantes do castelo, e na ideia de não alimentar suspeitas sobre os turistas que sabiam demais sobre lobos e investigar qualquer pessoa que pudesse ter escutado ou visto o lobisomem, azarava dos bruxos com um feitiço só. Depois de deixar os rastros, o crepúsculo começou a apontar o horizonte, e logo o som de rosnados chamou nossa atenção. A direita era possível ver uma loba grande, com filhotes próximos dela: —Deve explicar porque atacou a mulher… Ela deu cria. - Sentindo um pouco pela loba que provavelmente havia cruzado com o lobisomem, a varinha já estava a postos: —Hypnus! - A loba tombou adormecida, as marcas de mordidas e do tiro de raspão evidentes. Wright se limitou a assistir meu trabalho cuidando da loba, sarando as feridas e conjurando água limpa para que os filhotes pudessem saciar sua sede: —Estou pensando em tirá-las daqui. Já deixamos dois lobos falsos para eles caçarem, ela e seus filhotes não precisam sofrer. - A floresta de Godric’s Hollow poderia acolhê-los bem.

Enquanto meu parceiro conjurava uma caixa, não tardei a colocar os outros lobos para dormir, executando um segundo feitiço: —Reducio! - Fazendo os lobos ficarem menores, os coloquei com cuidado dentro da caixa, guardando-a no fundo da mochila. Na área de hospedagem do castelo Dunvegan, não foi difícil encontrar as pessoas que ouviram os uivos, mas quando falamos da situação encontrada em nosso trajeto inverso, os ânimos acalmaram, crentes de que os lobos seriam agora um problema da região sul da península de Duirinish. [...] Na manhã seguinte, não tardei a me despedir das pessoas, explicando que precisávamos seguir viagem até o castelo Duntulm, o último em nossa rota. Wright achou engraçado o quanto eu havia me empenhado em decorar o nome dos lugares da região, e antes de nos afastarmos o suficiente para desaparatar, ele me questionou se eu era sempre tão centrada: —Você deve ter notado que só precisei empurrar a informação na direção certa. Às vezes é divertido mentir e enganá-los, se você tiver um espírito de bruxa malvada dentro de si. Entretanto, você consegue imaginar o que teria sido daquela mulher se ela realmente tivesse sido mordida por um lobisomem? - Enquanto o membro da resistência assimilava as minhas palavras, pensei no real motivo para ser calada. A verdade era muito mais sombria. Enterrada viva a beira do mar. Sentindo um rápido rápido com o cheiro da água salgada, voltei a me concentrar para não deixar o medo da solidão me controlar: —Espero que tenha curtido a folga da guerra, Wright. Agora me vou… Boa sorte contra o exército! - E com a mochila e os filhotes de lobos seguros no fundo da bolsa, desaparatei rumo a Godric’s Hollow.

#Atemporal - Maio, antes da queda da barreira.





Annabel Schmidth
When the aurors fail, you can call the cavalry
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