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 Ilha Skye

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
Diretor
Diretor
Diretor Alvoros Grunnion

Patrono : Fênix
Bicho-papão : Diretor

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeQui 12 Jan 2017, 22:52

Ilha Skye

Escócia


Ilha Skye UmZMUkp

A Ilha de Skye, habitualmente conhecida simplesmente pelo nome de Skye, é a maior e a mais setentrional das ilhas do arquipélago das Hébridas, na Escócia. O seu nome vem do norueguês antigo Skið = "ski", uma alteração da palavra picta original que, nas fontes romanas, era mencionada como Scitis (Cosmografia de Ravenna) e Scetis (no mapa de Ptolomeu). Em certas lendas, é comum associarem a ilha à figura lendária de Scáthach. A ilha caracteriza-se por uma paisagem agreste, com muito pouca vegetação comparativamente à Escócia continental. A população da ilha não é muito numerosa, vivendo pela maior parte da criação de gado. A ilha está ligada ao resto do país pela ponte de Skye, bem como pelas linhas de ferries a partir de Armadale até Mallaig, e de Kylerhea a Glenelg.

Fonte: Wikipédia

OBS.: Local protegido pela lista de Lugares Protegidos



RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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Bernardo Gael Rathbone
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Bernardo Gael Rathbone


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Rabo de Testrálio, Ébano, 30cm, Rígida.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeSab 28 Out 2017, 23:32

Conversas e Sussurros
Um hora no escuro


Depois da conversa que teve com John, Bernardo andava mais cauteloso consigo mesmo e com sua família. Com o parlamento ainda cobrando resposta, o Barão teve que deixar seus negócios nas mãos de sua irmã Anne, com muito pesar no coração. Anne nunca foi muito boa com negócios, mas ele sabia que do seu jeito ela dava conta, então partiu para resolver do seu jeito aquelas questões. Havia alguma coisa causando distúrbios na proximidade de Highland que deixava os trouxas nervosos, Bernardo sabia que aquilo era um risco tanto para a sociedade bruxa quanto para sua própria família, ele tinha um grande segredo a ser preservado. Bernardo precisou se desfazer de seus guardas costas, roupas finas e olhar presunçoso para continuar suas investigações na ilha Skye, que tinha uma população pequena enfrentando problemas com os gados. 

Aparatou no local e olhou para os lados, não havia ninguém a vista quando chegou na praia, ele mantinha sua varinha bem perto, por alguma razão ele sentia algo, não era uma sensação confortável. Depois de tantos anos, os instintos do homem tornaram-se mais apurados para saber que algo estava muito errado naquela região, e nem demorou tanto tempo assim para notar. Perto da encosta uma massa de terra tinha sido mexida, não era algo natural ou que animais daquela região fariam. – Definitivamente tem algo de errado! – Ponderou Bernardo voltando a andar até chegar a comunidade. O dia ele passou pelas lojinhas da cidade, escutando pequenas conversas e boatos que o deixaram um pouco preocupados, entrou no bar ao entardecer, o mesmo estava cheio de pequenos fazendeiros. O homem caminhou e sentou-se perto do balcão, pediu cerveja, pois era a bebida que notou que mais pediam e não queria chamar muita atenção. 

Enquanto o homem escutava tinha mais certeza que se tratava de algo do mundo bruxo interferindo ali, e não apenas ali, por toda a costa da Escócia, algo se movia pelas sombras. Postes na pequena estrada foram explodidos, animais assustados e as pegadas sugeriam uma espécie de urso pardo grande, ou algo do gênero. Bernardo sabia que deveria contatar logo alguém do ministério da magia. O homem nem percebeu que do lado de fora uma estranha criatura, que não pertencia a região, passeava assustada depois de fugir de seu cativeiro. O Erumpete tocou novamente em um poste de luz, e inocentemente provocou sua ruptura, a explosão fez todos dentro do bar se jogarem ao chão, isso incluía o Barão Rathbone. As luzes foram embora, e a terra parecia tremer, ou era apenas os batimentos cardíacos das pessoas, algumas pessoas correram para fora em busca de seus filhos. Bernardo levantou-se e caminhou para fora do estabelecimento, a luz do dia findava quando notou que a corrosão do poste fora feito por uma espécie de ácido. – Criatura! – Luzes de archotes e lanternas foram aparecendo na ruazinha, nenhum deles viu a criatura que corria para longe. 

Bernardo foi se afastando lentamente do lugar, para detrás de um das últimas casas da rua, todos os trouxas buscavam informações na rua. Nenhum olho estava sobre o homem que tirou de sua veste um globo que tinha uma luz fosca em tons esverdeados. – Anne? – Aquele era um dispositivo de comunicação que sua sobrinha Fairy criou, funcionava como um celular bruxo, era mais seguro e funcionava em lugares bruxos como Hogwarts perfeitamente. – Anne? – Ganhou mais uma vez até a imagem desfocada da mulher aparecer no globo. Por alguma razão ele sentiu que deveria ligar para a irmã, talvez alertar que eram criaturas que rondavam aquela região, para de alguma forma ela ficar alerta no Castelo. – Repete por favor! – A mulher falava de um jeito rápido e urgente que deixava o homem mais nervoso. – Anne! São criaturas que estão atormentando os trouxas, não bruxos diretamente, precise ter cuidado... o que disse? – A comunicação não estava muito boa, mas ele entendeu as últimas palavras dela. 

Vicenzo Bertolini estava morto! Parecia que as peças estavam se encaixando finalmente. – Tenha cuidado! – Foi tudo que ele falou para a mulher quando tornou a guardar o globo. Aquele nome era muito famoso, um bruxo contrabandista que tinha cruzado o caminho do barão e seus negócios pelo menos duas vezes. – Estão atrás de seus animais desgraçado, nem morto nos dar sossego! – Bufou o homem olhando para o céu, toda aquela confusão deveria ser pelos animais do homem, o mundo bruxo parecia estar em perigo novamente. Bernardo passou a mão pelos cabelos loiros pensando na melhor solução, pegou seu celular e mandou uma mensagem para John, e outra para seus guarda costas. Ele iria caçar um Erumpent. Saiu dali. 


Quando você ama alguém, você não tem uma escolha
Prefiro pensar que sou mentiroso de um jeito inteiramente meu
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Anne K. Rathbone
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Anne K. Rathbone

Bicho-papão : Envelhecer

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Cerda de Fada Mordente, Carvalho Inglês, 27cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeSeg 30 Out 2017, 08:41

[Castelo Rathbone] 
Anne não estava nem um pouco feliz com as viagens que o irmão andava fazendo ultimamente. Ela, no entanto, quase nunca reclamava na presença dele, todavia, quando estava sozinha, sentia vontade de chorar, não pelo fato de tomar conta da empresa, isso era o de menos. Sua letargia se devia ao fato de que cada vez mais os contrabandistas de poções chegavam próximo de suas filhas, ela temia o pior, isso era o único mal irremediável em sua vida. Desde que Bergan viajara há dias atrás, Anne vinha administrando todos os assuntos da família, inclusive, o baronato pertencente ao irmão, mesmo que de forma indireta, estava sob sua jurisdição. – Preciso relaxar um pouco. – seguiu em direção ao banheiro, tomando um rápido banho, em seguida, foi para seu quarto. Passou uma máscara de pepino sobre o rosto, apenas com o intuito de livra-se das rugas que se mostravam cada vez mais evidentes em sua face. Bergan estava resolvendo assuntos importantes na ilha de Syke. Ataques estranhos estavam acontecendo no lugar, de modo que, sem mais delongas, Bergan partiu para lá, a fim de solucionar todas as intercorrências.

Sentou-se na poltrona de seu quarto, apenas com a finalidade de deixar a máscara secar, dessa forma, fechou os olhos e descansou. Anne pensava nas três filhas enclausuradas nos estudos em Hogwarts. A escola era extremamente importante, contudo, no momento queria vê-las na sua frente, abraça-las e nunca mais deixar que saíssem de sua proteção. Dado momento, sua atenção é chamada com o chiado da pequena bola cristalina depositada em cima da cômoda. Anne se levanta e pega o objeto, olhando-o com atenção. Graças a Fairy, agora boa parte dos membros da família possuíam aquele estranho objeto, que possibilitava uma rede de comunicação extensa, funcionando com os celulares trouxas. – Fairy é mesmo um gênio. – sorriu. Bergan estava se comunicando, por isso, Anne achou por bem informá-lo sobre tudo o que estava acontecendo, inclusive, a morte de um importante contrabandista de criaturas mágicas. – Bergan... – o contato estava extremamente difícil, a imagem do barão era reproduzida na esfera totalmente desfocada. – Bergan. – quando conseguiu manter um contato, um pouco melhor que os anteriores, disparou. – Vincenzo Bertolini morreu, um dos maiores contrabandistas de criaturas mágicas. – disse muito rapidamente, em vista que o contato não estava muito bom. – Eu disse: Vincenzo Bertolini está morto. – repetiu mais uma vez, após ele dizer que os problemas na Ilha de Syke eram causados por criaturas mágicas.

– Vou ter. – despediu-se do irmão, colocando o globo de volta na cômoda. Em seguida, colocou um roupão e desceu as escadas. Não entendia muito bem o tamanho do problema, contudo, sabia que a morte desse contrabandista havia possibilitado saques e fugas de várias criaturas mágicas, deste modo, teria que garantir a segurança do castelo. – Ivy. – chamou a elfa-doméstica. – Mande fechar todas as portas e janelas do castelo, qualquer entrada deve ser fechada, entendeu? – a elfa confirmou, em seguida, saiu dali para cumprir as ordens dadas por Anne. Por sua vez, a Rathbone, pela primeira vez, em dias, demonstrou uma real preocupação. A segurança do castelo naquele momento era sua prioridade, por isso, tratou de resolver todas as questões envolvidas com a segurança de seu lar. Sem mais, saiu dali.


Anne Kampmann Rathbone
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Thomas Rietmann Rotschild
Resistência - Auror
Resistência - Auror
Thomas Rietmann Rotschild

Patrono : Águia Chilena

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pelo de Rabo de Cérbero, Álamo, 29cm, Quebradiça.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeSex 31 Ago 2018, 20:50

Poderia contar aos seus netos a história de quando estava apenas dialogando com alguns colegas no Quartel General da força tarefa em uma manhã quando ouviu as primeiras notícias sobre o reaparecimento do grupo até então dado como sequestrado no ano anterior. O que renderia a quase todos os auror um chamado até a sala da auror chefe, onde receberiam mais detalhes sobre o acontecido, bem como planejariam e debateriam sobre como deveriam agir nas próximas horas. Felizmente, Thomas estaria naquele grande grupo designado para a missão, entretanto por reconhecer a sua baixa patente e falta de experiência, decidira que ficar calado e apenas absorver toda e qualquer informação proveniente dos líderes seria o melhor a se fazer. Detalhes importantes e que não poderia se esquecer seria o grande número de desaparecidos que poderiam encontrar, em soma ao número maior de familiares preocupados e que somente serviam para atrapalhar o papel de todos os auror, além de que se tratava de uma área ampla, mas até então não aparentava ser nada além do que aquele esquadrão estaria preparado para lidar. – Alguma informação sobre como anda a capacidade de executar magia dos sequestrados ? Eu gostaria de saber se há este tipo de risco de contato mágico em campo. – Questionaria apenas o necessário. Entretanto, o que Thomas achou mais curioso seria a informação de que as pessoas acreditavam estar na idade média, bobagem ou não, se tratava de uma informação passada por fontes confiáveis.

Após cada auror se organizar em seu setor, Thomas que ficara com o Sierra, um dos setores mais tranquilos da costa em termos de geografia e mobilização, esperava apenas duas coisas, primeiramente não ter que utilizar qualquer magia contra as vítimas de sequestro, e no final do dia poder comemorar de sua amiga Nerida estar no meio destes nomes que surgiam. Apenas se preparou com os itens que deveria carregar consigo, tendo em mente um trabalho sem falhas, mesmo que o modo como gostava de trabalhar, ações diretas e eficazes, não fossem tão bem recomendadas nesta situação. Para o jovem aquela seria a graça do seu trabalho, ser submetido as mais diversas situações e ter que lidar com cada uma, havia sido por aquele desafio que teria deixado uma mesmice do estágio no nível um e se candidatado a carreira nos auror britânicos. Sem querer enrolar muito ou se atrasar ao ir para a praia, tentaria aparataria para uma região observada no mapa da costa, era de um esforço e dificuldade elevadas utilizar aquele tipo de magia para se dirigir a um local específico onde nunca havia pisado antes.

Uma vez no setor Sierra, a primeira reação de Thomas foi se abaixar, não deitou-se completamente no solo arenoso, com vegetação rala, mas ajoelhou-se de modo que pudesse tentar ganhar vantagem de qualquer pessoa no local antes que esta tivesse dele próprio. Poderia garantir que qualquer um que encontrasse não seria um auror, uma vez que aquele quadrante havia sido demarcado e entregue nas mãos de Thomas, devido a área de buscas imensa, deveriam se dividir com o intuito de cobrir um maior terreno, mas com cada um em sua posição para que fosse evitada a entrada na área de trabalho de outro auror. Paciente, o rapaz esperou naquela posição, estava uma espécie de terreno elevado que lhe dava uma boa visão de vários metros tanto para a esquerda, quanto para a direita, tendo as águas que banhavam o litoral cerca de quinhentos metros à frente. Minutos se passavam, gotas de suor começava a escorrer pela lateral de sua testa devido ao sol moderado, por mais ameno que o clima estivesse. Permanecer naquele relevo favorável era o tipo de coisa que um auror saberia que decerto era o melhor a se fazer, todos os treinamentos em campo e aprendizagem de reconhecimento de terrenos indicavam que o ideal seria utilizar a área ao seu favor para ampliar os seus sentidos, neste caso a visão, mas quando a boa árvore não costuma dar nem mesmo frutos ruins, é porque se há chegado a hora de tentar improvisar para mudar o curso das coisas.

Ele sabia que precisava sair, ir em rumo a praia e andar por alguns vários metros além do que sua vista conseguia enxergar dali de cima, e assim o fez, Thomas caminhava tranquilamente, com os olhos bem abertos nos arredores, não queria acabar sendo atacado por qualquer um sequestrado que estivesse em uma fantasia mental de ser algum saltimbanco medieval. Ele caminharia até que finalmente se deparasse com uma pessoa, por alguns segundos se manteve calado e parado, estava pronto para uma possível reação auto-defensiva, mas não seria necessário uma vez que, o que aparentava ser uma mãe se direcionaria na direção de Thomas, procurando seu filho. – Não, senhora, eu não sou seu filho. Me chamo Thomas Rietmann, auror aspirante e estou aqui justamente para tentar encontrar seu filho. – Mesmo com a explicação a mulher continuava a buscar seu filho, mas ao menos havia largado o rapaz. – Olha eu não sei o que a senhora pensa que está fazendo aqui além de atrapalhando a minha missão, então por favor, deve deixar esta área. – Havia sido um pouco grosso em suas palavras, ele realmente não gostava nem quando Faye se metia em seu trabalho. A mulher teimava em continuar sua busca, e Thomas honestamente desistia de ser um bom rapaz. – Ainda está aqui ? A estrada mais próxima é naquela direção. Vai agora! – Exclamaria com um tom de voz autoritário, mas ao menos havia feito com que a mulher seguisse na direção ordenada.

De um problema ele havia se livrado, mas quanto mais acabaria sendo encontrados naquele dia de buscas ? Não decidiu esperar, nem seguir a mulher para ter certeza de que ela ficaria longe ao menos do Setor Sierra, provavelmente receberia alguma abordagem semelhante se invadisse o perímetro de buscas de outro auror, mas nunca se sabe, cada um com seus métodos de resolver-se as situações. Continuando a caminhada, pode notar uma pessoa, esta com as festes molhadas, deitada sobre a areia da praia aparentava ser uma moça, idade entre quatorze e dezesseis anos, sexo feminino, cabelos longos e negros. Ajoelhando-se ao lado do corpo, pode notar palidez e dificuldade respiratória, estado que mostrava uma certa gravidade desta ter sido afogada ou mesmo sofrendo de hipotermia. Sabia que, não somente como Auror, mas como cidadão, deveria agir com rapidez para que pudesse salvar a vida da menina.

Entretanto não optou por isto de imediato. Retiraria seu sobretudo negro, cobrindo o corpo da menina enquanto tentava aquece-la, a abraçando para que a temperatura da mesma aumentasse e não acabasse por ser o responsável de sua morte. Pressionava levemente seu tórax em impulsos periódicos, o que fizera com que a mesma cuspisse um pouco de água e abrisse seus olhos fracos. Thomas ainda não havia aparatado porque gostaria de descobrir mais sobre onde estavam os desaparecidos, no mínimo onde aquela garota estava. Puxou a varinha do bolso de suas vestes e mirou para a cabeça da moça, exclamando um. – Legilimens! – Exclamaria para tentar invadir sua mente e descobrir qualquer coisa útil, vasculharia qualquer memória ou emoção útil para que pudesse ao menos montar sua própria hipótese sobre os desaparecimentos. Se tratava de um alvo complicado, que embora estivesse facilitando a entrada por sua atual fragilidade, possuía uma mente escassa em boa parte de suas memorias. Invadir a mente da jovem fora uma ação pessoal de Thomas, e as memorias que ele descobrisse sobre o local onde ela se encontrava, guardaria apenas para si por ora. O esforço mental de receber uma invasão daquela acabou retirando o resto de energia que a moça teria, fazendo-a desmaiar novamente. Fora neste ponto que o aspirante decidiu remover a conexão e junto com a desconhecida, aparatar rumo ao Saint Mungus. Não apagaria a mente dela sobre aquela invasão, caso ela se lembrasse ao acordar, ele poderia se explicar ainda que aquela investigação não fosse uma ordem superior.
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Elle Belmonte V. Hansen
Comerciante
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Elle Belmonte V. Hansen

Patrono : Dik-dik
Bicho-papão : Zoelle Hansen morta c.ç

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Freixo, 26 cm, Rígida, Pena de Fênix.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeDom 16 Set 2018, 20:08

A bruxaria aliada à tecnologia poderia realmente se tornar um perigo, e a noite de caça às vassouras era uma prova disso. Foi louco chegar à conclusão com Zoelle de que sairíamos naquele ano para roubar vassouras, e ainda mais louco conseguir driblar a dona Abigail, mas quando enfim conseguimos, partimos em buscas individuais pelo objeto. Eu tinha a vantagem de poder aparatar, e enquanto a jovem estava ocupada em roubar vassouras onde todos conheciam a tradição, eu tinha o mundo todo pra fazer isso, e um instinto meu fez com que eu parasse na ilha Skye - Lugar lindo, por sinal, já havia ido em um bar de lá e conhecia parcialmente o território. Meu faro para festas me ajudou a encontrar uma casa ligeiramente desprotegida, e um sorriso me escapou dos lábios quando vi a pequena comemoração - Povoados pequenos são tão amigáveis... - Se não estivesse lá para roubar até tentaria entrar de penetra, mas balancei a cabeça e passei a estudar melhor o cercado que me impedia de chegar até um casebre onde provavelmente estariam as vassouras, mas era repleto de grandes vacas que estavam mansas, mas era capaz de não estarem assim depois que eu invadisse seus espaços. Por isso pego meu smartphone trouxa, e em uma busca rápida descubro que as benditas enxergavam e ouviam melhor que os humanos, então nem rolava aquela coisa de entrar sorrateiramente. Bufo exasperada, e após muito pensar, outro sorriso me escapa - Se não posso entrar de mansinho, posso causar o contrário. - Com esta ideia, aproximo-me do canto contrário ao da casa, sem estar à vista de ninguém, e com um único movimento de varinha dou início ao meu plano, após adentrar o cercado e as primeiras vacas começarem a ficar inquietas - Serpensortia! - A grande serpente conjurada estava bem no meio de várias vacas, e ao fazer seu barulho imediatamente as mesmas começam a mugir e afastarem-se dali, disfarçando o estardalhaço que eu havia causado. Com isso corro mais do que depressa para próximo ao casebre, oculta por minha roupa preta, e com outro movimento de varinha destranco a porta - Alohomora! - Um pequeno barulho metálico se ouve, e é disfarçado pela confusão. Ainda sabendo o que poderia acontecer me escondo dentro do casebre, e como adivinhado primeiro o dono da casa chega na porta do casebre com uma espingarda em mãos, mas não entra ao ver que a confusão com os animais estava concentrada no meio do cercado, lado contrário ao local em que estava. Assim, tenho tempo de escolher a melhor vassoura e sair tranquilamente dali, fazendo o favor de fechar a porta enquanto o caseiro ainda tentava domar vacas e matar a serpente mágica. Tive o cuidado de ir sempre pela sombra e evitar as luzes da casa com a vassoura em mãos e varinha na outra, aparatando logo que possível para Hogsmead.


I'm that bad type, make your mama sad type, make your girlfriend mad type, might seduce your dad type
I'm the bad guy I'm Elleonora
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Darcy Bitt. Rathbone
Resistência - Auror
Resistência - Auror
Darcy Bitt. Rathbone

Patrono : Papa-léguas
Bicho-papão : Matar um inocente

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Durmstrang (Escandinávia)
Ano Escolar: Formado
Varinha: Corda de Coração de Dragão, Azevinho, 30cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeDom 16 Set 2018, 20:25

Porque eu preciso de Liberdade agora. E eu preciso saber viver minha vida como deve ser. Mas eu vou me agarrar na esperança. E eu não vou te deixar sufocar no laço ao redor do pescoço. Eu vou encontrar força na dor, eu vou mudar meus caminhos. Eu vou saber quando meu nome for chamado de novo.  
____________________________________________________________________________


Nem Darcy acreditava que estava ali perto de vacas, ele tinha decidido entrar por trás do pequeno festim onde tinha bastante pessoas no local, para uma comunidade relativamente pequena. Existiam muitos entraves ali, o primeiro era o odor forte e o segundo era que as vacas ficavam agitadas quando chegava perto. Ele pensou em usar o som de cobras, mas isso iria mais assustar os animais do que as manter caladas, ele estava pensando em desistir quando resolveu silenciar todas. Na verdade ele usou Immobilus nas primeiras, porque mesmo que o fazendeiro/dono olhasse pela janela, ele ainda veria os animais em pé. Ele usou Silencio em algumas, porque vacas não ficavam paradas o tempo todo, e se o dono ou alguém olhasse por um tempo relativamente longo, iria desconfiar de algo, e por isso ele deixava algumas em movimento, mas sem a voz. Ele atravessava o pasto abaixado para não revelar sua presença para os humanos do local, usando as vacas imobilizadas como esconderijo. Assim, paulatinamente, ele chegou perto do casebre usando Alohomora para entrar no local e pegar sua tão sonhada vassoura, ele nem tinha palavras para descrever como gostava de roubar elas. Era mesmo um adolescente novamente, Darcy diminuiu o tamanho da vassoura, colocou no bolso e aparatou do local.
Note: 1. Roubando Vassoura #8


DarcyAuror perito em esconderijos e disfarce. Sobrevivente de Mag Mell
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Miesha Amun. Eltz Bennett
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Miesha Amun. Eltz Bennett

Patrono : Boxer
Bicho-papão : Agulha e Aranhas

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pelo de Unicórnio, Cerejeira, 26cm, Flexível.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeDom 16 Set 2018, 20:33

Fogos
Miesha tinha gostado de pegar vassouras na companhia de alguém e esse alguém era Nana, uma menina um pouco mais nova que ela. Não, não sabia a idade da garota, até porque isso não importava quando as pessoas se dão bem, não é mesmo? Em uma festinha ninguém ficaria de olho em vassoura,s não é mesmo? Bom, com isso as meninas estavam curtindo o lugar, mas claro que não deixaram de explorar os cômodos com cuidado atrás de uma vassoura, porém, em nenhum lugar acharam o que procuravam. - Você viu as vacas estranhas  lá fora? - Sussurrou para a grifina enquanto bebericava o suco. - Os olhos delas saltam, aparecem extraterrestres.. - Riu do comentário e então escutou o plano bolado pela menina, pois achava que as vassouras daquele lugar só podiam estar sendo guardadas pelas vacas. - Têm razão… - Sorriu e então encarou os animais de longe. - Eu tenho algumas coisas aqui, corneta, mais Pó Escurecedor Instantâneo do Peru, bombas de bostas e fogos.. - Um sorriso malicioso tomou conta dos lábios de Miesha e então o plano foi bolado, assim que escutasse algum barulho que pudesse denunciar que sua amiga estava tentando invadir o lugar onde supostamente achava estar escondidas as vassouras, a Eltz acenderia os fogos. Viu a mais nova despistar os convidados e ir trabalhar, enquanto isso a mais velha ia preparando para soltar os fogos se necessário

Ficou pensando como iria acobertar sua amiga e então olhou os convidados. - Senhoras e Senhores, quero fazer uma apresentação de fogos que comprei em outro lugar. O vendedor dizem que esses fogos são incríveis e de alta qualidade. - Olhou para cada um dos rostos presentes e sorriu de canto ao ver que estava conseguindo o que queria. - Mas não é indicado soltar aqui do lado de dentro, então, eu peço que venham comigo para ver o espetáculo. - Falou com um grande sorriso nos lábios e seguiu para o local onde poderia ajeitar os fogos para fazer a magia acontecer e prender a atenção de todos o máximo que podia. Não sabia se já tinha esperado tempo o suficiente, mas não queria acabar esperando demais e as vacas fizessem algum barulho estranho. Arrumou os fogos com cuidado e então olhou para os convidados. - E o show vai começar, mas antes.. Preciso de um isqueiro. - Falou e então aguardou que uma aam caridosa lhe entregasse o objeto. Tinha preparado fogos de roda,, eles voaram pelo ar como discos voadores, o de um dragão que seria formado inteiramente por faíscas verdes e douradas e alguns foguetes com longas caudas de estrelas pratas cintilantes que ricocheteiam. Ascendeu cada um deles, um atrás do ouro e deixou que os convidados e donos da casa apreciasse o show, tudo graças as coisas que vivia comprando na loja dos irmãos Weasley. O barulho e as imagens faziam todos ficarem vidrados, menos ela que estava de olho no lugar que as vacas estavam, provavelmente poderiam ter feito barulhos, porém, o som delas foi abafados pelo barulho das explosões. Miesha viu um vulto correr para a escuridão e então soube que aquela era sua deixa. De fininho se afastou dos convidados e foi atrás de Nana,, era hora de comemorar a vitória ou não, saberia ao encontrar a menina.


Miesha Katharine Amundsen Eltz

Ilha Skye 5aDaTlt Ilha Skye G5ZdiEI

18 anos | Grifina | Esposa Søren
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Nana B. Hwang
Grifinória
Grifinória
Nana B. Hwang

Bicho-papão : Solidão

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 5º Ano
Varinha: Presa de Vampiro, Aveleira, 23cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeDom 16 Set 2018, 20:35

Rouba Vassouras!

Ilha Skye

Com Miesha

#8 - Ottery St. Catchpole

Não havia muita coisa por ali. Se não encontrávamos sequer casas, como íamos encontrar vassouras? Podia estar na altura de voltar para trás, mas duas grifinas não iam simplesmente deixar uma oportunidade assim. As minhas esperanças foram reacendidas ao ver uma casa em específico, na qual um fogo chamava a nossa atenção. Era ali. A família estava reunida à volta de uma fogueira. Atrás da casa havia um cercado, onde se encontravam umas vacas que tudo viam e um casebre. Como as pessoas dali não estavam a prestar atenção à casa, tivemos tempo de vasculhar o seu interior à procura de vassouras. Mas, acredite ou não, não havia uma única vassoura dentro da casa. — Incrível. — Suspirei, a procurar melhor. Todavia, não podia ser assim tão difícil encontrar as vassouras. Ao voltar lá para a fora, Miesha comentou que as vacas eram estranhas. Tive de concordar, rindo. — Pensei o mesmo. Juro que estão a observar tudo com atenção. Eu até diria que o casebre ao lado delas é um bom lugar para esconder vassouras. — E, por isso, íamos ter de procurar também no casebre pelas vassouras dos escoceses. Da sua grande mochila, a ruiva viu o que podíamos usar para nos ajudar naquela situação. O plano era queimar fogos para distrair aquelas pessoas, enquanto eu ia buscar as vassouras. Assim, as vacas deixariam de ser importantes.

Eu conseguia perceber que as vacas tinham sono, mas ao mesmo tempo, incrivelmente, recusavam-se a dormir para vigiar tudo. Enquanto me esgueirava até ao casebre, na escuridão, os animais iam lentamente ganhando vida, como se já estivessem a sentir alguma agitação. Peguei num pouco de ervas, para dar à vaca que estava mais perto de mim enquanto entrava no cercado. Ainda assim, uma vaca soltou um pequeno mugido. Miesha fez então a sua parte, reunindo a família para os fogos. Todos pareciam animados com a ideia, o suficiente para ignorar as vacas, então contornei duas ou três vacas até encontrar o casebre e entrei. Ali estavam as vassouras… ainda não era naquele ano que aquela família ia conseguir mantê-las seguras. Peguei nelas e levei-as comigo, enxotando uma ou outra vaca até voltar a sair. Depois, corri na direção de umas árvores, para me esconder. Miesha, que me vira, não demorou muito a se juntar a mim e guardou as vassouras na sua mochila. — Dessa vez foi bem calmo. Mesmo que uma vaca tenha tentado me morder… — Disse, saindo dali. Eram mesmo umas vacas de outro mundo.


We rest as one soul Just one last night here Remembering what we gave up This golden love Our path have crossed But it's the last time I'll have you When we're old, we'll look on Thisgolden love
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Kira Seaworth O'Phelan
Resistência - Auror
Resistência - Auror
Kira Seaworth O'Phelan

Patrono : Leão-Branco
Bicho-papão : Morte do irmão gêmeo

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Castelobruxo (Brasil)
Ano Escolar: Formado
Varinha: Pelo de Unicórnio, Cerejeira, 29 cm, Flexível.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeTer 25 Set 2018, 11:55

wendigo
[Ilha Skye, Escócia, Ilhas Britânicas, 22H09] A lua minguante pairando sobre o céu limpo era responsável por iluminar o caminho que a auror especialista em criaturas mágicas percorria. O verde das colinas de Stein era opaco, sem muita vida, mas não importava muito para Kira, visto que ela sabia que estava ali desperdiçando tempo. Mesmo com a baixa temperatura ao redor, o sangue quente circulando em suas veias a mantinha aquecida e preparada para continuar a busca por algum indício do tal wendigo que algumas pessoas na ilha haviam relatado. Era muito estranho isso, a julgar que esse tipo de criatura das trevas era encontrado exclusivamente em território norte-americano, mas hoje em dia estava tudo tão confuso por conta do caso de Bertolini que realmente poderia ter um wendigo perdido em algum canto da europa, o que fazia com que Kira engolisse qualquer suposição de que civis apavorados estavam vendo demais para variar um pouco.

A auror farejava o ar com frequência, tentando identificar algum odor diferente o suficiente para identificar a localização da criatura, mas não achava nada, até porque não conhecia o fedor especifico de um wendigo. Imaginava que cheirava a carne humana, visto que um bicho desses nada mais é do que um humano que ficou com fome e comeu a tribo toda durante um inverno rigoroso. Era quase tão horrível quanto a licantropia, apesar de achar que a maldição que carregava ainda conseguia ser pior, pois wendigos perdiam a noção humana da coisa, e licantropos lembravam sempre da dor da transformação. De qualquer modo, a auror começou a se aventurar por uns lugares de mais difícil acesso, onde a iluminação já começava a ficar prejudicada por conta da altura da copa das árvores daquela pequena floresta. Se bem se lembrava, por ali havia uma série de pequenas grutas que podiam ser o local perfeito para essa criatura se esconder, visto que ela hibernava e a lenda conta que o wendigo leva suas vítimas para cavernas subterrâneas para as devorar. Agora, era estranho não ter nenhum registro no Ministério da existência dessas passagens subterrâneas por ali, o que impossibilitava a ideia de ter um wendigo hibernando, mas já estava ali, então seria interessante continuar a procurando até para não ter sido em vão sua ida até ali.

[...] Algumas horas se passaram e Seaworth já havia percorrido uma boa extensão do território de Stein, sem nem ao menos encontrar um rastro que indicasse a presença do wendigo ou de outra criatura mágica ou não, o que fez com que a auror saísse dali em sua forma gasosa e voltasse para o centro de Londres.
x Broken bottles under children's feet. And bodies strewn across a dead end street. But I won't heed the battle call. It puts my back up, puts my back up against the wall. Sunday, bloody Sunday. There's many lost but tell me who has won? The trenches dug within our hearts And mothers, children, brothers, sisters torn apart. Sunday, bloody sunday x




I caught the darkness Drinking from your cup. I said: Is this contagious? You said: Just drink it up. I've got no future, I know my days are few. The present's, not that pleasant, Just a lot of things to do. I thought the past would last me, But the darkness got there too
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Bernardo Gael Rathbone
Sociedade Bruxa - Adulto
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Bernardo Gael Rathbone


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Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Rabo de Testrálio, Ébano, 30cm, Rígida.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeTer 23 Out 2018, 16:30



Alguém uma vez disse: vivemos tempos sombrios...Isso refletia-se na sociedade bruxa novamente, desde os desaparecimentos de bruxos, sem rastros, sem explicações, um silêncio desesperador para todos os envolvidos. E depois de um tempo eles voltaram, novamente sem explicação aparente, todos tentavam manter uma calma como se soubessem exatamente o que tinha acontecido, mas Gael podia sentir e ver as rachaduras no Ministério que estava preste a cair. A chegada de alguns desaparecidos num grande navio deixou o pequeno vilarejo preocupado, assim como o Ministério, pois as pessoas andavam desconfiadas, falando coisas, e tudo que eles podiam fazer era andar por ali para apagar as memórias das pessoas. Gael não gostava disso, tinha receio do que uma exposição no mundo trouxa poderia fazer, não confiava no Parlamento Britânico onde trabalhou por mais de dez anos. E numa tentativa de suavizar a situação ele e sua equipe foram mandados ao local para alterar as memórias, nada mais que um navio de um bilionário que atracou no porto sem autorização, então a guarda-costeira local o tirou dali. Essa era a lembrança falsa, ainda complementariam que algumas pessoas desceram do navio mas estavam bêbedas e por isso houve uma algazarra, isso iria para os moradores que viram, para os desconfiados apenas a breve explicação.

– Vamos ter que nos misturar! – A muito contragosto Gael vestiu roupas trouxas que se assemelhavam com a do lugar, ele se sentia nu quando não vestia seu terno e gravata. O homem era tão acostumado com a vestimenta formal que já não lembrava mais como era não vestir aquilo. [...] Ao chegarem no local eles se separaram, já tinham uma lista de pessoas para visitarem, as que mais falavam sobre isso, então Gael foi logo para os locais. Ele esperou por detrás de uma casa usando um feitiço para o deixar invisível por um tempo, assim entrou na primeira casa sem ser visto, viu a mulher de cabelos preto na cozinha preparando uma refeição. Ficou atrás dela se concentrando para pronunciar o feitiço num sussurro. – Obliviate – Ele mantinha o foco constante para modificar a memória da senhora que tinha visto a fuga de um bruxo, então ele mudava para a versão de uma pessoa bêbada forasteira da ilha, a presença dos bruxos aurores ou ministeriais era completamente apagada da memória dela. Ele seguiu para a sala onde uma criança estava assistindo um desenho, a criança estava com a mãe e ele precisava alterar. – Obliviate – A criança não tinha visto muita coisa, então ele apenas apagou a maior parte das lembranças ficando apenas algumas coisas.

[...] Gael conversava com um morador local, em uma lojinha de bijuterias. – Lugar bonito não é? É bem calmo aqui, ou acontecem coisas estranhas? – Ele só precisava saber se aquele senhor sabia de algo, e logo teve a história do homem que falou de uma confusão perto da praia, ele não tinha visto mas ouviu a história de pessoas ali. No final Gael alterou a memória dele para a notícia geral que estavam passando. Aquilo levou o dia inteiro, pararam apenas para comer num restaurante dali mesmo, sempre conversando, eles lembravam de apagar até a memória das conversas que tiveram. Gael estava cansado ao final do dia, mas satisfeito de ter controlado a situação, ele e outros membros foram rápidos em não deixar a notícia vazar. No final da noite Gael saiu dali.


Quando você ama alguém, você não tem uma escolha
Prefiro pensar que sou mentiroso de um jeito inteiramente meu
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Wane Lannister
Procurados
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Wane Lannister

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeQui 28 Fev 2019, 00:41



Tha animal that i became
Fiscal de Habilidade
 Entra dia e sai dia, as mesmas coisas iam se repetindo, não que agora eu ainda tivesse uma rotina similar à de quando eu era um simples estudante, mas toda vez que meus olhos se abriam eu já me preparava para mais um dia em minha luta pela sobrevivência. Já se fazia alguns meses desde de que fui declarado procurado pelo ministério e com isso eu precisava tomar o dobro de cuidado no uso da minha habilidade. Além disso, era impossível eu permanecer mais do que dois meses no mesmo lugar, principalmente pelo motivo de uma onça pintada estar em risco de extinção e com isso qualquer encontro com este animal fora de seu habitat natural já seria motivo para chamar atenção não somente dos trouxas, mas dos bruxos também. Jamais poderia esquecer que havia alguém no mundo bruxo que sabia daquele dom que acabei adquirindo e isso era um enorme problema. A vegetação baixa de característica agreste me desfavorecia totalmente na tentativa de passar desapercebido, o que me obrigava a me adaptar a ter hábitos noturnos, para que assim eu pudesse caçar e me hidratar com uma preocupação a menos. Porém eu não poderia passar muito tempo mais naquela ilha e logo eu teria que procurar outro local para me esconder.

Eu praticamente já havia me esquecido de como era andar sobre duas pernas novamente e devo admitir que era muito difícil manter a minha consciência humana depois de tanto tempo agindo como um felino. Mais uma vez esperei a noite cair para então poder sair da minha toca para procurar por uma nova criação de gado naquelas redondezas. Infelizmente ou felizmente, aquele era o meu único meio de sobrevivência naquela ilha, pois a invasão das pessoas acabou alterando um pouco a fauna local daquele lugar e com isso os bovinos eram minha melhor fonte de alimentos. Oque não é nada muito diferente do que acontece no mundo a fora quando o homem invade demais o território de algum predador local. Com certeza já existia entre eles o boato de um novo felino que atacava suas criações no período noturno e com isso eu precisaria tomar o maior cuidado possível na hora de escolher qual fazenda eu atacaria. Caminhando então calmamente sobre minhas quatro patas e utilizando as partes fofas dos meus dedões para fazer o menor barulho possível, iniciei então a minha procura. Minha boa audição fez minhas orelhas se empinarem ao escutar o primeiro mugido bovino a alguns quilômetros de distância e então comecei a iniciar um leve trote até o local de onde vinha aquele som, não demorando para que eu percebesse que se tratava de uma nova criação que estava sendo feita próxima a um lago local.

Permaneci um bom tempo agachado, apenas aproveitando da minha visão noturna para poder dar uma boa analisada na ambientação antes de realizar qualquer movimento brusco. Graças as minhas inúmeras tentativas falhas de caças, acabei aprendendo muito com meus erros e com isso agora eu sabia que poderia utilizar minha inteligência humana a meu favor para escolher um melhor alvo. Além disso eu também precisava prestar atenção na movimentação dos fazendeiros e trabalhadores locais para evitar que me percebessem ali e com isso optei por esperar aproximadamente uma hora até que todas as pessoas presentes pegassem no sono e apagassem as luzes. Finalmente. Pensei me aproximando devagar de uma das cercas de madeiras no qual facilmente consegui atravessar. Por sorte ainda não fui percebido por nenhum bovino e com isso pude me aproximar um pouco mais de um boi que estava um pouco mais distante dos demais de seu bando. Novamente me agachei e foquei meus olhos em sua direção, preparando as patas traseiras para que em instantes fizessem um impulso grande para me jogarem para próximo de onde meu alvo estava. Mentalmente contei de um até dez e rapidamente iniciei a perseguição que automaticamente começou a causar pânico entre os outros animais ali presentes.


Continuei correndo atrás do bovino em uma perseguição que durou poucos segundos, mas que para mim duraram uma verdadeira eternidade. Assim que me aproximei de sua pata traseira, o mesmo tentou me atingir com um forte coice que passou a poucos centímetros do meu focinho. Essa ação de defesa fez com que o animal perdesse velocidade e com isso fui capaz de pular em seu pescoço para que em seguida atingisse sua traqueia com minhas presas caninas enormes. Apesar de tudo, a refeição ainda não estava garantida e precisei me esforçar muito com minhas garras para me segurar no pescoço do animal para que o mesmo não escapasse. Após alguns minutos de muita luta, o bovino foi perdendo força e logo veio a cair ao chão. Ainda assim permaneci com as presas cravadas no seu pescoço até que seu coração parasse de bater. Quando me senti seguro que tudo ali estava terminado, liberei minhas presas daquele touro e passei a respirar fundo e de maneira rápida para que em instantes eu pudesse me alimentar o mais rápido possível. Primeiro eu era obrigado a tirar parte da pele para que eu pudesse chegar no plano do músculo em si, essa ação demorava em torno de 10 minutos até que eu começasse finalmente a saborear a carne, que ainda tinha um cheiro forte de sangue que impregnava na minha face na medida que eu ia me alimentando, chegando ao ponto do meu rosto mais parecer ter uma coloração vermelha do que dourada.

Porém, um ruído de uma voz alta foi escutado por mim e logo percebi que os fazendeiros que antes dormiam haviam sido despertados devido ao barulho do gado que mugia até esse exato momento. Não demorou para que cerca de cinco fazendeiros aparentemente armados corressem em minha direção, me obrigando a abandonar a carcaça e corresse rapidamente dali. Por pouco um tiro de espingarda não me atingiu e como consequência tive que aumentar a minha velocidade ao máximo para sair daquela área. Permaneci correndo em alta velocidade por mais alguns longos metros para que eu pudesse puxar algum folego. Entretanto, em poucos instantes, escutei trotes de cavalos que se aproximavam do local aonde eu estava. Droga! Era a primeira vez em que eles insistiam tanto em me perseguir, provavelmente estavam com a intenção de me matar para que dessem o fim no prejuízo em que eu estava causando a eles. Mais uma vez voltei a correr para longe, seguindo a direção da toca em que eu estava morando nesses últimos meses.



Senti que não havia ali outra saída, a não ser me transformar em um humano novamente, aquele processo acabou sendo mais difícil do que se esperava, pois precisei de muita concentração para poder imaginar a sensação de ser um homem novamente. Ao longo que minhas lembranças como pessoa fluíam pela minha mente, a transformação ia ocorrendo de forma um pouco mais demorada do que de costume, mas felizmente tudo acabou como o esperado e após a mudança em todos os meus sistemas anatômicos e fisiológicos, o velho Wane Lannister estava de volta a sua forma original. Com o corpo totalmente desnudo, me aproximei de um saco velho que havia deixado dentro daquela toca no qual estava guardado algumas velhas vestimentas usadas. Rapidamente me vesti e decidi que naquela mesma noite eu sairia daquela ilha, pois o local estava demasiadamente perigoso para me arriscar por mais tempo ali. Sem perder tempo, sai daquele local sem ser visto por ninguém. 


Wane Lannister
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Alexei High Kosey
Fantasmas
Fantasmas
Alexei High Kosey

Patrono : Dragão-espinhoso
Bicho-papão : Seu pai

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Castelobruxo (Brasil)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Corda de Coração de Dragão, Freixo, 28cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeSab 23 Mar 2019, 15:27

Saving Animals
in the fight against smuggling
Mais uma vez Alexei tinha se colocado em perigo, mas o que poderia fazer se não conseguia lidar com criaturas sendo contrabandeadas bem debaixo de seus olhos? Quando ele sabe, ele vai atrás. Na Ilha Skye, segurando uma gaiola, estava o homem, num campo aberto e bonito. Estava ali para soltar o gavião que estava dentro da gaiola, ele merecia a liberdade. Naturalmente, antes disso, ele certificou-se de ver se o animal estava em boas condições, felizmente os contrabandistas cuidaram bem dele para ser uma boa peça de venda, então não havia nenhum arranhão. Era desprezível o que algumas pessoas podiam fazer com os animais. Alexei então abriu a gaiola e soltou o gavião, que voou para longe, desaparecendo no horizonte do céu. Alexei sorriu e apartou para longe dali, retirando-se do local, sentindo-se muito bem por mais um animal salvo.


Alexei
Ilha Skye 9S5FpQo
High
Ilha Skye VCGLcnJ
Kosey
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Eppie Wittelsbach Zarek
Sonserina
Sonserina
Eppie Wittelsbach Zarek

Bicho-papão : Sereianos

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: 4º Ano
Varinha: Ferrão de Explosivin, Olmo, 26cm, Inflexível

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeSab 08 Jun 2019, 22:45

Um sentimento ruim.
S.A.S tables
F inalmente o tempo de férias se aproximava, e isso dava a Eppie a oportunidade de passar algum tempo com seu ausente pai. Não que ele quisesse ou por negligência, mas sim por questões familiares. Sim famílias são mesmo complicadas e quando se trata de herança e dinheiro, todo cuidado é pouco. Por isso, Mr. Jon vivia longe da menina, mantendo a sua estadia na Escócia. Naquela tarde de outono, Eppie e o pai resolveram passar uma tarde na praia, vestiram moletons grossos e roupas de frio, para enfrentar os ventos gelados daquela época do ano. Apesar do sol, a sensação térmica era de doze graus, nada que não pudessem suportar. Mas principalmente porque podiam soltar pipa, pois o vento era propicio. Antes de saírem, Jon pediu para que um dos empregados fizessem uma cesta de lanches para levarem, a menina ficou encarregada de pegar a pipa e as linhas, e antes que deixassem a casa, seu pai pegou uma vara de pescar, e juntos chegaram até a praia na Ilha de Skye. O bruxo deixou a cesta de comida em uma pedra alta, enquanto enrolou a calça até o meio das canelas e tirou seus calçados e meias. Eppie assim como seu pai, ergue a calça e ficou com os pés descalços tocando a areia fria e fofa da praia. Seu pai ao contrário dela, colocou a isca na ponta do anzol e lançou para dentro do mar, ouvindo o som da carretilha que rodava acompanhando a força que ele fizera para que o anzol chegasse o mais fundo que pudesse. Ele sorriu calorosamente enquanto sem dó alguma enfiou os pés na água gelada. Meu Merlin! Meu pai pode ser bem maluco. - Pensou a menina pelo fato da água estar trincando de gelada, mas nem percebeu o quanto ela parecida com seu velho, ela também adorava sentir o gelo em seus pés.  

Ficou sentada em silêncio em uma pedra redonda, perto de onde o pai estava, vendo o vento bater na água e trazer ondas quebradas para a praia, enquanto enfiou as mãos no bolso do moletom, assistindo Jon pescar, até que o silêncio fora quebrado. “-  O que foi princesa? Tenho percebido você muito calada esses dias. Está tudo bem com você e a ... sua mãe?” -  Falou o homem calmamente e fazendo uma pausa para não xingar a ex-mulher de sem juízo, como tinha o costume de fazer. A sonserina mordeu o próprio lábio, enquanto buscava palavras para descrever o que sentia, sem alarmar o pai. A ausência de sua mãe, mesmo vivendo sobre o mesmo teto, era maior do que com o progenitor. - Tá tudo bem pai. - Os olhos de Eppie vagaram tristes pelo oceano ao responder. Mas o homem ainda permanecia com a cabeça virada para ela, mas sem soltar a vara de pesca. - É Hogwarts? É algum garoto? Sabe que pode falar tudo pro pai, não sabe? - Ele insistiu. Mas a sonserina abriu a boca fazendo uma careta para o bruxo, respondendo com um grito. - PAI! Não tem menino nenhum. - Ela se ajeitou na pedra e finalmente tocou os pés na água. - Hogwarts... tá bem... hum... eu não sei explicar. - Falou fazendo pausas, não queria preocupar o homem. Mas o que havia afetando o humor e a autoestima da garota, era o fato de ser tão solitária e não ter amigos. O pai de Eppie havia se formado em Durmstrang e havia sugerido que ela estudasse lá como ele.  Mas a menina tinha o desejo de ser sonserina como a mãe.

Jon assentiu e voltou a virar a cabeça para frente quando sentiu uma fisgada na ponta da vara, Eppie olhou empolgada para ver se tinha pego um peixe. O bruxo começou a enrolar a carretilha e a puxar a vara como quem faz muita força. Minutos depois de uma árdua luta de homem versus peixe, o homem finalmente venceu.  -Olha pai, é um bagre! - Eppie o ajudou a tirar do anzol e os dois juntos o devolveram para o mar. A menina ficou feliz por saber que seu pai não ia come-lo. Depois de pegar mais dois peixes, fizeram uma pausa, comeram alguns lanches e frutas, na cesta preparada pela manhã, finalizaram com um suco bem saboroso de romã. Depois desta farta refeição, Jon segurou a pipa cor de rosa, para que Eppie aproveitasse o vento que ainda restara da tarde. A menina deixou a pipa no céu, enquanto ia puxando a linha, fazendo o objeto dançar no céu. Voltando a pescar o homem ficou calado, mas vez ou outra olhava para o rosto da filha, qual ele havia notado que alguma coisa estava errada, sentiu-se preocupado, mas não tocou mais no assunto. Eppie percebia os olhares do pai, porém tentava disfarçar a sua tristeza em sorrisos falsos e vagos. A hora foi passando, até que Jon pescara muitos peixes, a menina já tinha baixado a pipa e enrolado a linha na lata, os dois juntos, pegaram seus pertences, calçaram seus sapatos e saíram dali.  

Trama pessoal



Outta
Outta My Hand
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Sargie N. Kvasir
Membro da Guilda
Membro da Guilda
Sargie N. Kvasir

Bicho-papão : Ficar sem sua magia

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Salem (EUA)
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pluma de Basilisco, Olmo, 30cm, Inflexível

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeQua 31 Jul 2019, 23:53

Com os recentes acontecimentos, era normal de se esperar que alguns membros do ministério inglês entrassem em desespero e tentassem a todo custo esconder suas famílias, e os aurores não fugiam dessa regra. Pareciam belas abelhas zangadas em busca de vingança e de brinde nossas cabeças em uma bandeja de prata, mas é claro que tínhamos aliados ao nosso favor, além de um sistema bem mais organizado, o que nos possibilitava saber de muita coisa, inclusive maneiras de atingi-los onde mais doía. Pensem comigo: Se você trabalha em uma organização bruxa com plantões e horários estranhos que te impossibilitam de proteger devidamente sua família, o que poderia fazer por elas? Claro, escondê-los estava no topo da lista, e minha sorte era que eu tinha certa habilidade em encontrar pessoas - Isso até me lembra daquela criança...- Já havia ficado mais de horas a espreita, esperando apenas uma brecha para sequestrar, torturar e matar a filha de um outro auror, a única coisa diferente ali era que talvez a vida da criança fosse poupada, dependendo de meu humor e de meus colegas. Era de certa forma uma missão da Guilda para desestabilizar uma pessoa específica naquela tarde, e estava tão confiante de minha vitória e desejando aprovação dos superiores que resolvi embarcar sozinha naquela missão, equipada apenas com minha varinha.

Na região haviam muitas casas, mas todas bem espaçadas e sem muita proteção. Era de se esperar que pelo menos o filho de um auror tivesse uma segurança especial, mas as únicas ameaças que vejo são um cachorro e uma mãe atenta, que nada que um feitiço de dor não a derrubasse. Era meio de tarde quando a criança saiu para brincar e a mãe passou a aguar as plantas do jardim, e minha impaciência no dia era grande demais para causar algum drama ou fazer uma grande comoção com algo que era tão simples, tanto que da moita onde estava escondida lanço um feitiço imobilizador no cão da família, e me aproximo sem medo algum da cerca que separava a casa das trilhas da ilha - Boa tarde, senhora! - Meu rosto estava estampado em vários lugares por ser uma procurada do ministério, o que faz a mulher imediatamente me reconhecer e tentar reagir pegando a varinha, mas ajo de forma mais rápida - Crucio! - Imediatamente a outra começa a se contorcer e cai no chão, mas como não estava com paciência de continuar com aquilo mesmo gostando de sofrimento alheio, apenas mantenho meu sorriso maligno na face enquanto me aproximo do garotinho que não devia ter mais que três anos de idade e me olhava confuso - Bem, são tempos sombrios para deixar uma criança tão desprotegida assim. - Trato de não demorar, pois os grunhidos de dor da mulher poderiam alertar alguém que passasse ali por perto, além de que o cachorro logo sairia do efeito do feitiço. Seguro o braço da criança com certa violência enquanto paro de apontar a varinha para a mãe, e sem mais delongas aparado dali para um lugar próximo, mas que poucos saberiam localizar.


Víper da Guilda de Nyx • Procurada pelo Ministério da Magia por assassinato infantil e outros delitos • Seguidora e protegida de Hecate • Família Kvasir • Irmã de Frigga • Mãe de Skitter (†) , Ícaro, Stella & Annemette • Apreciadora de vinhos e artes nas horas vagas
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Kai'Sa Binsikhi Zirima

Kai'Sa Binsikhi Zirima


Perfil Bruxo
Escola/Casa:
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeSab 22 Fev 2020, 15:59

A alsa de uma bolsa improvisada a qual era preenchida por pequenos frutos fazia peso nos ombros da figura esguia de cabelos longos e negros que jazia pendurada em um dos galhos mais fortes da árvore. Apesar de absorta na função de adquirir comida para sua sobrevivência para pelo menos os próximos três dias, Kai’Sa se mantinha atenta a qualquer mudança sonora brusca – os comuns da natureza já faziam tão parte de seu dia-a-dia que sentia, mesmo com os constantes sons do vento a mexer nas folhas das árvores e de pequenos roedores a se esconder entre os arbustos, que estava em meio ao silêncio da segurança –, tendo, de onde estava, uma visão ampla de qualquer aproximação a um grande raio de distância. Enquanto furtava da imensa árvore seus frutos, um deles sendo levado a boca ao invés da bolsa, antes de continuar com os movimentos repetitivos, considerava as mudanças climáticas repentinas daquele fim de tarde, sentindo em cada centímetro de pele a aproximação não só de uma chuva, mas de chuva forte. Geralmente preferia montar acampamento ao ar livre, se sentia mais liberta para fugir se precisasse, mas contando com a resposta de seu corpo às mudanças externas, sabia que naquela noite teria que buscar abrigo sob as pedras que formavam cavernas ao pé de montanhas. Sabendo que não teria muito tempo para procurar até que as primeiras gotas começassem a cair, a morena pulou do galho em que estava diretamente para o chão, a magia fluindo de suas mãos para segura-la no ar apenas tempo suficiente para que o contato com o solo não fosse tão brusco, e seguiu seu caminho, se esquivando entre árvores e plantas até sair da vista de qualquer pessoa que viesse a passar por ali. Kai'Sa saiu dali.
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Aredhel Maeir Elric
Resistência - Membro
Resistência - Membro
Aredhel Maeir Elric

Bicho-papão : Vampiros

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Escama de Cauda de Sereiano, Carvalho Inglês, 27cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeTer 31 Mar 2020, 23:33


agosto
com jeremy
Ao chegarem na ilha de Skye, Aredhel abriu um sorriso - Parece um bom lugar para ficar um final de semana - comentou de maneira tímida, avançando pelo gramado junto com seu companheiro de missão, Jeremy. Não o conhecia tão bem como conhecia Sigrid, mas era interessante poder conhecer um outro membro da resistência. Eles estavam ali para investigar o desaparecimento de plantas nas estufas de uma senhora, que, por sinal, havia se recusado a sair de sua residência para um local seguro. - O que será que vamos encontrar? Não é possível que realmente bruxos estejam perdendo tempo para roubar uma velhinha - falou baixinho e olhou ao redor, mas seus olhos atentos não captaram nada.

Aquilo era um pouco estranho para Aredhel. Por que bruxos iriam querer se expor a tantos riscos só para pegar umas plantinhas? O exército estava por aí e podia muito bem capturá-los. Se bem que… bem, se eles fossem, por exemplo, contrabandistas, eles deveriam ser bem cuidadosos, não é? Se é que eram contrabandistas… Podiam ser pessoas do exército ou até mesmo um parente da senhora. - Lá é a casa - apontou com a mão esquerda e, com passos comedidos, mas apressados, caminharam em direção da casa da senhora. A mulher os esperava no portão e parecia desconfiada, mas o abraço que ela deu em Aredhel fez com que a garota suspeitasse que talvez seus órgãos tivessem explodido internamente. - Olá, eu sou a Aredhel - falou quando pode finalmente respirar. A jovem segurou o riso ao ver que Jeremy também havia sido abraçado, mas logo retomou a seriedade ao escutar o que a senhora tinha para falar.

A idosa falava tanto que lembrava um pouco de uma antiga colega de Aredhel, uma lufana bastante falante e serelepe que conhecia. - Você pode retomar o que disse? Suas plantas sumiram sem rastro nenhum, certo? - perguntou e, quando a mulher assentiu, Aredhel olhou com curiosidade para Jeremy. - E você não acha que possa ter sido algum parente ou até mesmo algum vizinho? - questionou, mas a mulher respondeu que seus netos haviam ficado do lado de fora da barreira e, que naqueles meses, ela estava completamente isolada do restante da sociedade, além, claro, de criaturas modificadas pelo exército que aparentemente pareciam ter matado um rebanho de seu vizinho. Quando a senhora informou que iria preparar um chá, Aredhel suspirou em alívio - Ela fala bastante - comentou, dando uma risadinha.

- Ok, plantas que sumiram, rebanhos mortos por alguma criatura… Não acho que uma criatura que mata um rebanho iria simplesmente começar a roubar plantas - comentou e ouviu atentamente o que Jeremy tinha para dizer sobre talvez o vizinho estar envolvido - É, pode ser. Quer falar com ela? Eu espero aqui fora, realmente preciso de um pouco de silêncio - sorriu - Quando você voltar, a gente investiga as estufas - concluiu. Quando Jeremy virou em seus calcanhares para adentrar a casa, Aredhel aproveitou para olhar ao redor. Não parecia ter nada de estranho, a não ser, claro, duas enormes estufas e um pouco de mato ao redor. Pelo pouco que conversara com a mulher, percebera que, apesar da idade, ela não era senil e sabia muito bem das plantas que tinha ali. Quem iria roubar? suspirou, mas, antes que pudesse refletir mais, Jeremy apoiou a mão em seu ombro, fazendo com que tivesse um sobressalto.

Ele contou que a senhora desconfiava de um vizinho herbólogo que supostamente tinha inveja de suas plantas - Será mesmo que ele iria fazer isso? - mordiscou o lábio inferior - Eu acho melhor irmos investigar as estufas e pedir para passar a noite aqui. Amanhã falamos com o vizinho e, hoje mesmo, tentamos convencer a senhora de ir para a sede para se proteger. - Jeremy parecia concordar com o plano, mas ele sugeriu para que tentassem convencer a senhora antes de investigarem, afinal a idosa poderia ser um problema - É, você tem razão, mas não acho que ela vai querer - afinal, alguém que tinha ficado até agora sem se esconder do exército não parecia ser alguém que iria sair de casa quando dois estranhos chegassem.

Dito e feito, a mulher recusou se deslocar para a sede naquele dia, mas ofereceu que dormissem lá caso fosse necessário. Ok, pelo menos podemos ficar de olho durante a noite pensou, indo, acompanhada por Jeremy, em direção das estufas. - Sabe, acho que alguém tem que estar desocupado para vir roubar plantas em uma estufa… dessas - comentou. Era enorme, mas parecia ser cansativo ir ali somente para isso. Jeremy entrou primeiro e revisou o lugar com alguns feitiços e disse que não encontrou nada magicamente estranho por ali. Aredhel então entrou e passou a olhar para as plantas. Nunca fora boa em herbologia, mas sabia muito bem quando uma planta era arrancada de um lugar, e era isso que parecia ter acontecido ali. - Olha, parece só que tiraram daqui, mas… Não tem mais nada - suspirou, desapontada. Não parecia que teriam muitas descobertas ali.

- O que você acha de ficarmos de vigília esta noite? - comentou. Jeremy pareceu concordar, o que era bom - Eu posso ficar primeiro, a senhora pareceu gostar da sua companhia - deu uma risada enquanto caminhavam de volta para a casa - Ela confirmou que está sozinha desde que a barreira foi levantada, não é? - questionou mais uma vez, ao passo que Jeremy assentiu. - Isso é estranho, muito estranho… Ficamos de vigília hoje e amanhã vamos perguntar ao vizinho - falou. Jeremy comentou mais algo e Aredhel concordou antes de adentrarem a casa para passarem o restante do dia e prepararem-se para a vigília, pois assim, quem sabe, conseguiriam mais informações.
thanks covfefe



A
redhel Maeir
Elric
22 | MEMBRO DA RESISTÊNCIA | EX-SERVIDORA MINISTERIAL | TOGETHER WE STAND, DIVIDED WE FALL  
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Arthur Highmore Schmidth
Grifinória
Grifinória
Arthur Highmore Schmidth


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Grifinória
Ano Escolar: 6º Ano
Varinha: Ferrão de Explosivin, Figueira, 25cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeTer 12 Maio 2020, 17:34


FILE: História de pescador
LOCATION: Findotchy, Escócia
ARCHIVE: Number 1

O barco balançou de um lado para o outro e eu me segurei em suas beiradas para aguentar o movimento contínuo da maré. Meu acompanhante de viagem, um pescador chamado Frang, me fitou com seus olhos azuis hesitando antes de perguntar em um sotaque carregado: “Você está bem, filho? Está branco.” Ele cuidava do trabalho de remar e nos guiar pelas ondas enquanto eu me ocupava em segurar o enjoo marítimo. – Eu não estou muito acostumado com barcos. – Admiti fechando os olhos para espantar a tontura e fingir por um momento que estava em terra firme. O homem ficou um tempo em silêncio enquanto eu escutava o barulho da água chapinhando o casco do barquinho e as aves marítimas gritando em alguma elevação rochosa próxima. Não muito longe o tilintar dos sinos de uma boia marítima também alcançava meus ouvidos. “É porque eu limpei a madeira antes de ontem, então se quiser vomitar, faça isso no mar, ok?” A menção da ideia de vomitar quase me fez, de fato, colocar para fora a panqueca gigante com pedaços de maçã que comi naquele pequeno restaurante do vilarejo. – Não. – Ergui um dedo, garantindo que ficaria bem e forçando um sorriso. – Eu consigo aguentar. É apenas o meu ouvido tentando me enganar. – Minhas pálpebras se abriram novamente e finalmente enxergaram ao longe, o mastro do navio em escombros fincados em uma rocha no meio do oceano.

Fugi de Hogwarts mais uma vez para me meter na Costa de Moray, especificamente em Findotchy, um vilarejo escocês de pescadores, após descobrir o primeiro desaparecimento e consequente morte misteriosa de duas pessoas nos últimos dias. Ergui-me no barco e usei meu Binóculo com Olhos magicamente modificado para enxergar de perto os detalhes daquela embarcação parcialmente naufragada. “Pois bem, aí está. O que restou do ‘Jóia de Sangue’. Apenas a parte dianteira, o mastro e a pedra incrustrada na ponta da lança da proa.” Meus olhos colados com o binóculo, enxergaram perfeitamente o que restara do navio pirata, afundado ainda em 1716 quando encurralado em uma definitiva batalha sangrenta. – E o resto afundou, não é?! – Questionei embora já soubesse da resposta. “Sim. Mais da metade da embarcação está no fundo do oceano. Isso inclui, pelo que contam, os pertences de Black John, o Temido, capitão do navio. Dizem que ele tinha um tesouro enorme guardado em seus cofres. Tal hora tem uns malucos tentando encontrar esses troços perdidos no mar. Imbecis.” Continuei analisando a paisagem com minhas lentes à medida que ia esquecendo o balançar do barco e mesmo os enjoos. De fato a presença de caçadores de tesouros não me surpreendia, embora a maioria não conseguisse nem chegar perto dos escombros do Jóia de Sangue já que ele se perdera em meio aos recifes e cânions submersos, onde era demasiadamente perigoso nadar. Ou pelo menos era. Isso até que um grupo de pesquisadores trouxas decidiu financiar uma expedição, utilizando-se de equipamentos tecnológicos modernos para navegar de forma segura entre os cânions e recuperar os objetos perdidos do navio em “nome da ciência”. Sarah Tynn e Gehard Mount desapareceram enquanto controlavam um pequeno submarino. O aparelho foi encontrado destroçado junto de pedaços de material genético da dupla, o que incluía muito sangue. Pouco depois um pescador encontrou metade do corpo de Sarah atolado nas areias brancas da praia. A polícia local atribuiu a tragédia a um provável acidente com o submarino, o que proporcionou a morte da dupla e expôs seus cadáveres aos diversos predadores aquáticos. Os trouxas sempre tentam encontrar explicações aleatórias para aquilo que não entendem. – O que acha que aconteceu com aqueles dois pesquisadores, Frang? – Indaguei casualmente, retirando o binóculo de meu campo de visão. “Arre, como é que eu vou saber? Aquelas águas são perigosas, escuras e desconhecidas... Eu não me arriscaria me metendo no meio de uma chance praticamente comprovada de morte!” Ele parou e então fez uma pergunta. “Você acredita em fantasmas, filho?” O questionamento me arrancou um pequeno sorriso. – Depende do contexto. – Voltei a me sentar enquanto Frang adentrava no assunto como quem compartilha um segredo. “Dizem que o fantasma de Black John ainda está lá, em sua cabine no fundo do oceano. O pessoal daqui acredita que quando há tempestades ou naufrágios, é culpa do pirata assombrado.” Tirei meu chapéu de pescador com pequenos adereços imitando iscas para coçar a cabeça e concordei. – Quando se carrega uma ligação tão forte a um navio, acredito que é possível, de certa forma, permanecer preso nele pelo resto da vida. – Então Frang informou que não podia se aproximar demais por conta das rochas pontiagudas e eu me obriguei a aceitar nosso retorno para a costa, finalizando a excursão que me custou algum dinheiro trouxa sofrido.

Eu não descartava a possibilidade de um fantasma estar agindo por trás dos panos, principalmente porque a lenda do Black John perdurara por gerações. É sempre muito estranho quando pessoas desaparecem, deixando para trás um corpo claramente mutilado por uma força sobrenatural, após se meterem em ambientes nunca explorados antes. Meu intuito era dar um jeito de descobrir pelo menos a verdade sobre o destino de Sarah e Gehard. Só que... Tinha alguns problemas. Eu não sou um grande explorador nato e, portanto, não confiava em meu senso direção dentro dos cânions. Consegui uma Bússola de Orientação Definida, enfeitiçada de modo a sempre mostrar o caminho que você deseja seguir, para não correr o risco de me perder. Também arranjei em uma loja de mergulho, uma roupa muito apertada que iria garantir a proteção de meu corpinho no submundo. Por fim, aluguei um barco a remos baratinho, que tinha o nome entalhado de “Frida”. Só me restara uma pendência: a forma de respirar embaixo d’água. Eu gosto do feitiço cabeça de bolha, mas preferi colher algum guelricho como opção extra. O guelricho daquela região fria era diferente, crescia em grandes folhas espiraladas e garantia mais de uma hora de proteção contra afogamentos. Quando escutei o som do sino de uma Igreja trouxa para anunciar o meio-dia, eu já ia me preparando para alcançar a área de crescimento da planta mágica tão adorada por mergulhadores. Meus trajes eram bem apertados, de fato, mas facilitariam meu nado seguro. – Espero não ficar com uma assadura depois. – Enfeiticei os remos a funcionarem sozinhos e me dirigi até o ponto marcado no meu mapa, sentindo o vento carregar o aroma de água salgada em minhas narinas. E é claro que eu me perdi após navegar em círculos durante minutos inteiros. Peguei a minha bússola enfeitiçada, sentindo-me estúpido por errar o caminho mesmo com a ajuda de magia. Foi quando finalmente distingui a faixa de pedras indicando a hortinha natural de guelrichos. O barco foi atracado e permaneceu boiando na beirada até que eu fosse me metendo nas pedras cobertas por cracas, temendo um escorregão e consequente morte. No centro da formação identifiquei ao que parecia uma piscina natural rasa. Uma ave marítima branca pousou em uma pedra perto de mim, piando e chamando atenção. – O que foi? – Olhei para ela e depois para a piscina. – Se tudo der errado, deixo minha coleção de cards de sapo de chocolate para você. – O pássaro continuou piando, eu me agachei enquanto ia colhendo os longos pedaços de guelricho que cresciam na proximidade da borda. Eu tinha colhido pelo menos um saco cheio quando notei alguma coisa se mexendo na piscina. Imediatamente saquei minha varinha e apontei para a forma obscura nadando a apenas alguns metros quando de repente o pássaro se assustou, gritou e uma criatura me puxou para dentro d’água, agarrando-me pelos ombros. Eu não consegui reagir no momento da ação, pois me distraí com o animal apenas por um segundo fatal. Logo eu me via afundando e afundando, enquanto a luz do sol nada mais era que um globo se tornando cada vez mais fraco no meu campo de visão.

[atemporal]: Em algum momento deixei o lugar.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeTer 12 Maio 2020, 17:46


FILE: História de pescador
LOCATION: Findotchy, Escócia
ARCHIVE: Number 2

Quanto mais eu descia, mais eu sentia que ia acabar morrendo. Depois do que pareceram horas inteiras, carregado contra a minha vontade por uma criatura extremamente forte, perdi a consciência e desmaiei. Quando acordei, tinha sido amarrado em uma pedra com... aquilo eram algas? O mais estranho é que imediatamente me senti em pânico por afogamento, porém depois de alguns instantes, notei que conseguia respirar embaixo d’água perfeitamente. Guelras e formações de anfíbio tomaram conta dos meus membros, com as minhas mãos ligando os dedos por membranas, assim como os pés alongados para facilitar o nado. Finalmente me atentei ao ambiente ao meu redor, percebendo que tinha sido trazido para uma sala submersa com grandes colunas e paredes com representações estranhas relacionadas ao mar. Cercando-me como guardas vigiando um prisioneiro, haviam alguns sereianos postados em círculo.  Por que diabos aquelas criaturas haviam me tragado para o fundo do mar? Por acaso eu tinha feito alguma coisa contra eles? – Ahm? O que está acontecendo? Me soltem agora! – Ordenei começando a me enfurecer, balançando de um lado para o outro na alga enrolada em meu corpo. Os sereianos das águas salgadas da Escócia eram ligeiramente diferentes daqueles encontrados em lagos de água doce. Suas colônias eram maiores, com mais integrantes e certamente mais bem guardadas. Eu não sabia que tinha um grupo na costa de Moray, porém descobri da pior forma. Diferente das raças de Hogwarts, esses possuíam alguns traços bem originais como uma cauda semelhante a um tubarão de pele mais cinzenta, dedos com garras longas, olhos de peixe e a cabeça raspada. Tinham consigo também lanças afiadas, enroladas com algas marinhas. Um deles se aproximou de mim, enfrentando-me, tinha um capacete feito de concha na cabeça e uma armadura coberta de um tipo de pedra com cracas. Falou algo em uma língua estranha. – Eu... Me não compreende serêiaco... – Improvisei, sentindo-me incomodado por continuar preso desconfortavelmente naquela rocha. – Quero que me soltem agora! – Continuei reclamando, sem escolher um receptor em específico. As criaturas falaram coisas em sua língua, alguns claramente bravos até que uma voz feminina os interrompeu. “O nosso chefe quer lhe interrogar.” E ela era um sereiano ligeiramente diferente dos demais. Com um longo corpo esguio lilás, que terminava em uma cauda de dragão marinho, possuía duas barbatanas no lugar de orelhas, olhos negros de peixe e cabelos longos escuros que refletiam o azul. – Você... fala a minha língua? – Indaguei me sentindo ligeiramente aliviado por causa dessa constatação. Pelo menos eles compreenderiam minha estratégia de defesa. “Compreendo e espero que colabore comigo, pois sou a única que pode traduzir o que diz para meus irmãos combatentes.” A sereiano acenou com a cabeça para dois de seus aparentes irmãos que se apressaram a desatar a corrente de algas e me incitar a nadar com suas lanças afiadas, cutucando as minhas costas. Isso doeu até demais!

Encontrei o chefe da colônia em um salão submerso, decorado com pedras brilhantes, conchas, anêmonas e corais, e esqueletos de peixes. Ele era maior e mais robusto que os outros sereianos, flutuando em posição de superioridade enquanto segurava uma lança fincada em um crânio de tubarão. Expressou alguma coisa na língua da espécie e a fêmea que me acompanhou, respondeu no mesmo tom. “O que um bruxo como você faz em nosso território?” Enfim perguntou revelando também conhecer o dialeto inglês. Território? Que território? Como eu saberia que havia um limite de território no mar? – Mas eu... não fiz nada. Eu só estava procurando um pouco de guelricho naquelas pedras. – Admiti, dando de ombros. Então os guelrichos eram deles? Plantação particular? Não gosto de me meter com agricultores desde o último caso com nabo-gnomos. O chefe desceu lentamente, movendo a cauda para se deslocar e se aproximar de mim. Os demais guardas continuavam apontando as lanças em sinal de ameaça. “Nossos patrulheiros estão guardando com mais cuidado os limites de nosso território. Todos os dias nós enfrentamos cada vez mais ameaças inesperadas. Os trouxas com suas máquinas opressoras, os bruxos com suas tentativas de adentrarem em nossa colônia, agora os recentes desaparecimentos de nosso povo... Como não saberei que está mentindo?” Ele tinha uma voz grave, amedrontadora, os olhos negros de peixe se movendo de um jeito estranho. Sabia que minha situação era delicada, pois qualquer passo em falso significaria minha morte espetada naquelas lanças, portanto decidi escolher bem as minhas próximas palavras. – Se eu quisesse fazer algo contra seu povo, eu... Viria mais preparado, senhor. Uma varinha contra dezenas de lanças forjadas em osso de peixe-espada? Eu deveria ser muito tolo para imaginar que sairia ileso. Nem a minha varinha tenho mais, aliás. – E então decidi ser um pouco mais honesto. – Estou aqui para explorar o “Jóia de Sangue”. Apenas. Deixem-me ir embora e nunca mais adentro em seu território. – Ergui as mãos em sinal de redenção enquanto o chefe me observava, analisando minha expressão facial. Quem se pronunciou foi a outra sereiano, aparentemente interessada na minha fala. “Jóia de Sangue? O que quer naquele lugar?” Desviei minha atenção do chefe para ela. – Quero resolver um mistério acerca do desaparecimento de dois trouxas. Acredito que haja alguma coisa maligna nos escombros do navio. – Os demais sereianos trocaram comentários entre si, uns resmungaram desconfortáveis e outros apenas expressaram uma risada nervosa. Imediatamente percebi que havia algo a mais naquele tema. “Os escombros do navio são, de fato, um lugar amaldiçoado. Nenhum membro da colônia é permitido adentrar nos cânions por conta própria.” O chefe então se endireitou, virando-se de costas para mim. “Em alguns anos já perdemos cinco grandes patrulheiros que se ofereceram a explorarem o local. Eles nunca mais retornaram e nos serve como lição para não mexermos com aquele ambiente perigoso.” O salão ficou em silêncio de falas, preenchido apenas o barulho do som se propagando pesadamente embaixo d’água. – Sinto muito, senhor, pelas... Suas perdas. – Lamentei de forma sincera. – Mas eu não sou um sereiano. Agora que escutei a história de vocês, tenho ainda mais motivos para investigar. – Especialmente porque a história afetava não apenas trouxas, mas criaturas mágicas até então inocentes. Esperei que alguns deles se pronunciasse antes de arriscar pedir para me libertarem de bom grado. “Se assim deseja, não existe punição melhor para um intruso senão esta. Hyrion! Escolte essa criatura até as dependências do Jóia de Sangue.” Se referia a sereiano que também compreendia a minha língua. “Mas não passe do ponto limite. Garanta que o humano entre lá e depois jogue a sua varinha. Não o abandonaríamos no cânion sem nenhuma chance de luta.” Ela acenou concordando com a cabeça e me puxou com um braço, tragando-me rapidamente para fora do salão enquanto eu via o chefe da colônia me encarar com uma expressão sisuda.

Eu já tinha sido retirado do prédio político dos sereianos quando me arrisquei a protestar. – Whoa, whoa, whoa! Já chega! Está me machucando! – Ela me soltou e eu dei uma cambalhota não planejada, esquecendo-me como era fácil girar o corpo dentro d’água. “Quero garantir que não irá tentar alguma gracinha!” Hyrion apontou a lança para mim e eu me afastei. – Como eu tentaria? Estou desarmado e indefeso! Isso é abuso de poder! – Eu não conhecia as leis dos sereianos, especialmente porque elas variavam de colônia para colônia, porém utilizei de minha honra humana para criar um argumento. Hyrion me ameaçou novamente com a lança e depois se endireitou. “Você é louco, humano. Os cânions são um chamado de morte. Existem monstros demoníacos ali dentro.” Falou como quem já conhece o assunto desde pequena, o que me induziu a perguntar com interesse. – O que sabe sobre os cânions? - Ela balançou a cabeça, os cabelos com adereços de conchas flutuando ao redor dos ombros. “O suficiente para ficar longe. Você também, se fosse esperto.” Novamente me ameaçou com a lança, o que me obrigou a procurar uma distância mais segura entre nós. – E sobre fantasmas? Já escutou alguma coisa sobre eles nos cânions? – Hyrion pareceu ainda mais incomodada em continuar com o assunto. “Sei que se tornará um daqui algumas horas! Ou mais cedo se ficar tagarelando perto da minha lança. Vamos em frente!” Cutucou-me com a lança e eu comecei a nadar, atravessando a colônia de sereianos e suas construções estranhas. Muitos deles me encararam como se eu fosse uma criatura alienígena, embora os rostos deles fossem mais semelhantes a um ser espacial do que o meu.  Logo depois de algum tempo em silêncio nadando por entre recifes e pedras, arrisquei perguntar: - Quanto tempo o guelricho segura o efeito? - Eu tinha medo de acabar me afogando mais rápido do que pensei, porém meu guarda-costas afirmou: “Para a sua sorte, ele durará algumas horas.” Continuamos nadando por um tempo até que chegamos à beirada dos cânions. Eles se estendiam por quilômetros e eu podia enxergar o quão eram profundos por conta da ausência de luz à medida que iam descendo na escuridão. – E onde está o Jóia de Sangue? – Indaguei, sem nenhum sinal do navio pirata á vista. “Por que não cala boca por um minuto e continua nadando até que o encontraremos?” Ela me empurrou com sua arma e eu não tive muitas alternativas senão seguir em frente. Logo passamos por algumas construções naturais rochosas, cobertas por pedaços restantes de corais ainda iluminadas pela luz solar. Um ou outro cardume de peixes nadava por perto de nós, ocupados com suas próprias rotinas subaquáticas, enquanto florestas de algas gigantes nasciam e viviam nas laterais em uma dança orquestrada pela corrente marítima.

Os restos do Jóia de Sangue afundaram até se assentarem em uma elevação rochosa cercada por um penhasco profundo e escuro. Eu conseguia enxergar o mastro central quebrado e o traseiro ainda intacto, acima do casco partido com uma abertura para os cômodos internos. Uma âncora pendia parada, descendo na direção do abismo logo abaixo. – Você sabia que o Jóia de Sangue tinha 300 toneladas e 36 metros de comprimento? – Informei a Hyrion. – Podia suportar até 350 tripulantes e possuía uns 50 canhões. – Ela, no entanto, grunhiu. “Não me interessam os humanos e suas armas de guerra.” Então começou a analisar o ambiente ao nosso redor, um agrupado de mais formações pedregosas antigas, expressando uma cara de puro incômodo. “Chegastes onde queria. Daqui não posso mais passar. Boa sorte, homem tolo.” Ela me entregou a varinha, contrariando as ordens do seu chefe de joga-la apenas depois de me ver entrando no navio e isso me incentivou a tentar uma despedida amigável. – Ahm... obrigado. Tirando as cutucadas de uma lança afiada, acho que você é uma boa acompanhante de escolta, Hyrion. – Sugeri sorrindo. Vai que a sereiano me considerasse simpático depois de tudo aquilo, não é?! "Eu..." Entretanto, antes que ela respondesse qualquer coisa sobre meu comentário, seu corpo simplesmente desapareceu da minha frente. Tomada pela distração da conversa, Hyrion se deixou ser facilmente puxada através da longa cauda por uma coisa, inicialmente indistinguível, que surgiu do abismo tão rápido quanto uma flecha. Ela gritou, deixando a lança escapar de suas mãos na surpresa, enquanto ia sendo carregada para as profundezas em alta velocidade sem poder ao menos reagir. – HYRION! – Chamei em horror tentando segui-la com os olhos, embora em poucos segundos eu já não tivesse mais nenhum sinal dela.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeTer 12 Maio 2020, 18:11


FILE: História de pescador
LOCATION: Findotchy, Escócia
ARCHIVE: Number 3

Meu coração bateu mais forte, acelerando pesadamente, e eu desejei ser um polvo para ter três órgãos vitais funcionando em meu peito para aguentar aquela barra. Segurei a lança de Hyrion e nadei para o fundo do abismo, abandonando qualquer lógica anterior sobre o perigo de me meter em locais escuros e desconhecidos sem antes fazer um reconhecimento. – Lumus! – Minha varinha iluminou o caminho à medida que ia ficando mais enegrecido até que em dado momento, a luz solar já havia sido esquecida a alguns metros acima e eu me vi em completa escuridão. – HYRION? – Gritei o mais alto que podia, esperando que ela ao menos gritasse em alguma direção. Pouco a pouco distingui algumas criaturas bioluminescentes brilhando em alguns pontos do fundo do abismo. Eram pequenas anêmonas, medusas e mesmo ouriços-do-mar com coloração azul. – H-Hyrion? – Continuei nadando à medida que me orientava com as criaturas brilhantes e procurava qualquer vestígio do caminho traçado por ela e o ser estranho que a capturara. Seria mesmo o fantasma de Black John? Mas como ele teria a força suficiente para segurar uma cauda tangível como a dela? Depois de um tempo tombei com uma parede de pedra, mostrando-me que aquele lugar seria um completo labirinto. – Ótimo. Como eu conseguirei encontra-la desse jeito? – Balancei a cabeça frustrado, mas de repente fui tomado por uma sensação assustadora. Eu sabia que tinha algo atrás de mim. Alguma coisa grande se moveu, pude sentir as ondulações e escutar o som característico. Quando me virei, deparei-me com uma lula-gigante de um azul brilhante, com os tentáculos maiores que meu corpo balançando em sinal de ataque. – Merda, merda, merda! – Nadei para o alto no mesmo momento que a lula golpeou a parede e contornei por cima de seu corpo enorme, mirando minha varinha eu seus braços cheios de ventosas. – Incarcerous! – Uma corda surgiu magicamente e enrolou pelo menos três tentáculos enquanto a lula tentava se desvencilhar, nadando em minha direção. – Tô ferrado, tô ferrado, tô ferrado! – Eu nadei com a maior velocidade que podia, mas a lula sendo um animal evoluído especialmente para caçar embaixo d’água, alcançou-me antes que eu ao menos tentasse me esforçar. Ela me enrolou com os tentáculos soltos, aproximando-me de seu bico afiado prestes a me triturar em pedacinhos quando o som de alguma coisa a interrompeu. Eu tentei me soltar de suas ventosas balançando o corpo pesadamente, procurando minha varinha que se perdera durante a perseguição, mas a lula parou por um momento com os olhos arregalados, largando-me por conta própria de supetão e sumindo atrás de uma pedra tão rápido quanto uma bala de canhão. Demorei um segundo para recobrar o equilíbrio, perguntando-me o que tinha acabado de acontecer, sentindo a onda de perigo aumentar a cada segundo. Então procurei a varinha por todos os lados, encontrando-a brilhando o Lumus em um local próximo. – É melhor sair dessa área antes que... – Mas quanto mais me aproximava da varinha, mais estranha a luz ficava. Quando finalmente cheguei perto dela percebi que não era a minha varinha, mas sim um pequeno globo iluminado. – Mas o que...? – E então me arrependi do que vi. Uma criatura assombrosa, muito maior que um ser humano, grunhiu ferozmente para mim. Ele tinha um tronco humanoide, embora possuísse uma cauda semelhante a de sereianos. Braços cobertos por escamas espinhosas e a cabeça exatamente igual a de um peixe abissal, incluindo as barbatanas, a antena com o globo de luz na testa e os dentes extremamente afiados. O bicho tentou me agarrar com seus braços fortes, mas eu chutei a sua cara, soltando-me de seu ataque por um momento e nadando para longe. “Eu tenho que encontrar a minha varinha, eu tenho que encontrar...” E acabei lembrando que ainda tinha a lança de Hyrion. O monstro marinho me alcançou com facilidade, puxando-me pela perna e tentando me morder. Eu lhe ataquei com a lança, furando seu braço e ele grunhiu de dor, obrigando-se a me soltar.

Não tinha a mínima ideia de que criatura era aquela e contando com a escuridão e perseguição, não podia nem ao menos parar para reconhecê-la. Ele continuou tentando me capturar, a boca arreganhada com os dentes pontiagudos, enquanto eu ia me desvencilhando com a lança até encontrar um caminho escondido atrás de uma pedra. Joguei-me naquele lugar, segurando o corpo e esperando que ela não me notasse pelos próximos instantes. Encontrei alguns ossos de animais e restos de equipamentos de mergulho na areia, assim como um crânio humano quebrado. "Essa não..." Passaram alguns segundos e eu arrisquei olhar por cima da rocha, enxergando apenas algumas anêmonas bioluminescentes. Um alívio percorreu meu corpo brevemente. Foi quando o monstro reapareceu arrancando a pedra do lugar, urrando e nadando para cima de mim com toda força. Eu gritei e apontei a lança em sua direção quando alguma coisa o empurrou para o lado. Era Hyrion! Ela gritou algumas ameaças em sua língua nativa em direção à criatura e o socou no peito. Eu aproveitei a deixa para golpeá-lo com a lança novamente, embora o monstro tenha recoberto as forças mais rápido que pensei, desviando e dando uma volta para retornar ainda mais bravo. “Siga-me!” Ela me ordenou e eu assenti com a cabeça, sem hesitar. Nós nadamos com pressa, o monstro em nosso encalço até entrarmos em uma caverna. Eu continuei nadando atrás dela até que começássemos a nos perder em meio a tantos caminhos e finalmente parássemos de escutar os grunhidos do monstro. Só paramos quando já não tinha mais nenhum ruído para distinguir além do som da nossa cauda e pernas batendo incessantemente. Chegamos a uma área da caverna mais ampla, com um feixe de luz solar oriunda de um buraco mais acima tornando o ambiente enfim visível. – O que era aquilo? – Indaguei, encostando-me em um coral suficientemente grande para sentar. “É um daimoke. Imaginei que estivessem quase extintos!” Hyrion respondeu alarmada e preocupada, tirando a varinha presa em seus cabelos e me estendendo com a mão. “Encontrei-a no fundo do abismo. Uma arma pela outra?” Eu assenti concordando e entreguei a sua lança em troca da varinha. – Um daimoke? Eu acho que... Já li sobre eles no bestiário do meu avô. O que são mesmo? – Tinha uma vaga memória relacionada a criaturas marinhas predadoras, embora minha colega sereiano fosse claramente mais conhecedora do que eu. “São demônios do oceano. Uma espécie de monstro das profundezas que se alimenta de carne, independente do tipo que for. Daimokes são tão vis que há centenas de anos os sereianos entraram em guerra contra eles, buscando a extinção da raça, e conseguiram eliminar boa parte dos grupos conhecidos.” Ou pelo menos tentaram já que tinha pelo menos um espécime vivo. – Então... Os pesquisadores trouxas, seus irmãos de colônia... Todos foram provavelmente mortos por um daimoke? – Concluí de imediato, aproximando-me dela. – Como conseguiu escapar? – Ela olhou para a sua lança afiada e respondeu. “Eu lutei contra ele. Nunca fiquei tão apavorada na minha vida! Quando percebi que era um daimoke, senti-me extremamente atordoada.” Ela colocou a mão na cabeça e depois prosseguiu: “Retornei ao topo do abismo, mas logo escutei uma voz humana gritando lá embaixo então... desci novamente para ajudar.” Completou como se sentisse um tanto quanto constrangida por ter tomado aquela atitude. – Eu... Obrigado, Hyrion. – Agradeci com o coração aquecido. Minha companheira deu de ombros, indiferente. “Não temos tempo para ficarmos confabulando agradecimentos. Precisamos matar essa criatura antes que ela acabe com a vida de mais alguém!” E Hyrion tinha total razão. Enfim não teria que lidar com um fantasma, mas um monstro das profundezas. Em escala de virada de jogo, eu esperava não ter mais nada a que esperar nas próximas horas.

O senso de direção dos sereianos é melhor que minha bússola mágica, de fato. Em pouco tempo, Hyrion me guiou pelas cavernas subaquáticas até que saíssemos em uma abertura ao lado do Jóia de Sangue. Até então eu não tinha chegado tão perto dos escombros, portanto senti a pressão de anos e anos de esquecimento carregado na madeira dele. – O que estamos procurando? – Perguntei, falando baixinho, enquanto íamos nadando com cautela para um buraco no casco. “Seringas.” Ela revelou. “Possuem um veneno poderoso e podemos encontra-la em lugares abandonados como esse.” Ela acenou para que eu entrasse na frente enquanto verificava a retaguarda por segurança. Seringas eram animais mágicos aquáticos encontrados no fundo do Mar Norte e conhecidos por terem um veneno potente, usado pelos sereianos na confecção de armas letais. – Você acha que é suficiente para matar o daimoke? – O interior dos escombros eram quase tão escuros quanto o abismo, embora ainda pudéssemos distinguir as formas. “Se não for suficiente, daremos um jeito de ser. Meus ancestrais usaram o veneno para matar esses monstros no passado.” Hyrion começou a revirar alguns móveis, tirar as coisas do lugar e logo percebi que estávamos em um dos cômodos de descanso da tripulação. – Alguma coisa aí? – Perguntei depois de abrir um guarda-roupa e encarar nada mais que um peixe assustado escapar nadando. “Não!” A sereiano, no entanto, não parecia muito afobada, embora estivesse bastante determinada. “Procure no outro quarto. Eu dou uma olhada lá em cima.” Acabamos que por nos separar por alguns instantes quando eu iniciei minha busca por seringas em outro cômodo. Eu já tinha aberto alguns baús e jogado cadeiras para o lado quando um som de madeira quebrada me atentou e de repente tudo entrou em um total estado de silêncio. O ruído de bolhas em algum lugar cessou e eu parei de me mexer na mesma hora, tomado por uma estranha sensação de observação. Lentamente retirei minha varinha e a ergui de forma a estar pronto para o combate quando um grunhido à minha esquerda quebrou o equilíbrio silencioso. Foi então que um vulto passou em alta velocidade através de um buraco na parede do quarto. Olhei para todos os lados, procurando uma estratégia de combate até me deparar com o guarda-roupa suficientemente grande para me esconder. Depois de me meter lá dentro, espiei pela beirada da porta quando o daimoke entrou no quarto.

O monstro moveu-se lentamente, grunhindo baixinho, enquanto sondava o local com sua luz da antena iluminando parcialmente o ambiente. Sua forma era assustadora, mas a sombra criada pela luz o tornava ainda mais demoníaco. “Okay. É a hora...” Contei de um até três, com a varinha empunhada, antes de saltar para fora do guarda-roupa com brutalidade e mirar na criatura. – Estupefaça! – Dirigi-me ao vulto da criatura, que há poucos instantes estava bem na minha frente, quando de repente o alvo de meu feitiço se tornou uma mesa. – Mas hein? – Então o daimoke reapareceu acima de mim, jogando-me no casco com tamanha brutalidade que quebrou a madeira, empurrando-me para outra área do navio. Eu senti uma imensa dor nas minhas costas, mas felizmente não houve impacto da queda já que eu conseguia controlar a minha flutuação na água. A criatura urrou de raiva e adentrou no compartimento debaixo, onde eu estava, buscando me atacar. – Diffindo! – Mirei em uma rede segurando barris, da qual rasgou-se, e liberou os objetos pesados em cima do monstro enquanto eu tinha alguns segundos para ganhar a dianteira. Entretanto, ele era realmente muito rápido e forte, pois logo recomeçou a me perseguir, lançando os barris para longe e urrando ferozmente com as garras prestes a segurar minhas pernas enquanto eu ia me desvencilhando, adentrando em aberturas quaisquer nos escombros do barco, o sangue na cabeça me deixando surdo. Em dado momento ele conseguiu alcançar meu pé, puxando-me para trás, arrancando-me um pequeno grito de horror a tempo de eu utilizar mais um feitiço. – Confundus! – Ele grunhiu novamente, balançando a cabeça de peixe e fechando os olhos, o que me permitiu lhe chutar e conseguir escapar novamente. Finalmente despontei do lado de fora dos escombros, perguntando-me onde estaria Hyrion, mas a criatura também apareceu, determinada a me alcançar e arrancar um pedaço do meu corpo. Diante da luz eu conseguia enxerga-lo perfeitamente como um ser humanoide e sereiano, sedento por sangue e tomado por uma selvageria anormal. Eu apontei novamente minha varinha, mas logo escutei um grito ao meu lado. Era Hyrion com sua lança apontada diretamente para o bicho. “Segura esse veneno!” A sereiano lançou sua arma com bastante precisão e por um segundo eu acreditei que chegaria ao alvo correto. Entretanto, o daimoke desviou da lança com facilidade que se fincou sozinha na borda do barco. Ele urrou e disparou para ataca-la, ao passo que Hyrion nadou para longe, saindo do meu campo de visão junto com ele. – Droga, droga... – Nadei para perto da lança e com um pouco de esforço, arranquei-a da madeira e finalmente nadei para procura-los. Não muito longe, Hyrion e o daimoke nadavam pelos cânions, dando uma vantagem para a criatura que a agarrou pela cauda e a prendeu encurralada em uma pedra. Ela então pareceu perder a consciência com o golpe e ficou a mercê das garras do monstro. – É agora! – Murmurei, seguindo na direção deles até que finalmente chegasse perto o suficiente. O daimoke abriu a enorme boca com dentes em forma de agulha, disposto e morder e arrancar o pescoço da sereiano, mas foi interrompido de supetão quando eu finquei a lança em suas costas até que ela saísse do outro lado da barriga. Ele urrou de dores enquanto eu segurava a lança, girando-a para tornar a ferida ainda mais letal até que reunisse forças suficientes para direcionar o monstro para trás e empurra-lo para o fundo do abismo. Com o sangue da criatura pintando a água em tons vermelhos, ela começou a afundar na escuridão, morrendo aos poucos, mas eu decidi que seria justo ajuda-la no enterro. – Bombarda Maxima! – Nesse momento, apontei para o único assentamento rochoso segurando o Jóia de Sangue e o explodi em pedaços dos quais desestabilizaram os escombros do navio e o tragaram em um pesado ruído sonoro para o fundo do penhasco. Em pouco tempo, apenas uma fumaça arenosa composta por pedaços de pedra, madeira e um mastro preso na confusão restaram do que um dia fora um dos mais intrigantes navios piratas da história. Junto do fim dele, somou-se o fim do daimoke e seus ataques mortais. “Hum... O quê? O quê...?” Hyrion murmurou acordando e eu a auxiliei no exato momento, segurando-a por um ombro. – Vamos embora, Hyrion! Essa maldição acabou! – E sendo assim, deixamos os cânions enquanto ela ia aos poucos recobrando os sentidos completos.

Coloquei-a para descansar em cima de um grande coral em formato arredondado, mas depois de algum tempo, ela já tinha se recuperado o suficiente para falar. “Eu não consigo acreditar... Você o matou mesmo?” O local onde paramos era bem iluminado e vividamente ocupado por cardumes de peixes em meio às algas coloridas. – Se a lança não o matou completamente, os restos do Jóia de Sangue certamente o fizeram. – Falei, flutuando enquanto um grupo de pequenos peixinhos rodeou minha cabeça. Hyrion olhou para a paisagem e depois inspirou, soltando algumas bolhas. “Obrigada, humano. Serei eternamente grata por sua ajuda e seu povo irá se lembrar de você como um bruxo nobre. Lutou não apenas por homens inocentes, mas também sereianos.” Ela acenou com a cabeça para baixo em sinal de agradecimento e eu apenas sorri. – Então quer dizer que sou bem-vindo em sua colônia? – E ela também sorriu. “Quando quiseres.” Sendo assim, eu também assenti até que ela retirasse uma das conchas amarradas em seus cabelos. "É um presente meu. Pode parecer uma concha ordinária, mas é a prova concreta que tem o respeito de uma sereiano.” Ela pôs a concha em minha mão e fechou, depois simplesmente me deixou sozinho, seguindo seu rumo de volta para a colônia. Eu admirei a concha por alguns segundos, pensando no quão importante era possuir aquele presente até sentir que as minhas mãos retornavam ao normal. Depois minhas guelras sumiram e eu comecei a me afogar diante do efeito interrompido do guelricho. Não tinha a mínima ideia da profundidade ou do quanto demoraria a subir, porém tentei nadar para o alto usando o resto do meu esforço, até que alguma coisa me empurrou com força e em poucos segundos eu já respirava o oxigênio de cima. O sol se punha, deixando o mar amarelo e vermelho, com as ondas calmas dançando o fim do dia. Hyrion então acenou antes de retornar para o fundo do oceano. “Consideramos como uma dívida paga. Acabei de salvar a sua vida!” Ela piscou um olho e mergulhou, deixando-me rindo à deriva do estranho mar escocês.

[atemporal]: Em algum momento deixei o local.


BESTIÁRIO #3: DAIMOKE


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Roland Sondheim Beoulve
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Roland Sondheim Beoulve


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Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Rabo de Cérbero, Carvalho Inglês, 30cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeTer 12 Maio 2020, 22:44


Roland esticava desesperadamente a gola de seu suéter com o indicador. Detestava a sensação da lã pinicando em sua pele, mas era um presente de sua vó, então não podia recusar, tampouco fazer desfeita. Fez uma breve pausa para rolar os olhos pelo seu redor e  analisar melhor a paisagem enquanto caminhava. Era uma manhã agradável, até mesmo para Roland, que não era fã de acordar cedo. O cheiro do mar e o som das águas traziam certa paz para o jovem.

Ambos os gêmeos passeavam pela encosta da ilha, sob a supervisão do pai. Roland estava um pouco atrás de Aeryn, visto que não conseguia dar um passo sem parecer desengonçado pela roupa. Foi então que o pequeno irlandês se deu por vencido, e apressou o passo, fungando de leve para chamar a atenção da irmã. — Morar por aqui deve ser bem... Calmo. — Pendeu a cabeça para o lado, estudando melhor como expressar seus pensamentos. — Eu não vi ninguém da nossa idade, acho que só tem adultos. — Aquilo o deixou um tanto desapontado, pois sabia que a viagem seria longa, e esperava ao menos conhecer novos colegas.

— O que será que o pai veio fazer aqui? — Murmurou desta vez, para que o mesmo não lhe escutasse logo atrás. — Eu espero que não seja uma daquelas conversas... — Quando quis dizer conversas, Roland se referia ao fato de insistir em Durmstrang, era claro. Já havia deixado claro sua insatisfação em estudar lá e que preferia Hogwarts, mas tanto Aeryn quanto Roland vinham sendo ignorados quando o assunto era sobre escola.



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Aeryn Sondheim Beoulve
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Aeryn Sondheim Beoulve


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: 4º Ano
Varinha: Pelo de Rabo de Cérbero, Cerejeira, 29cm, Flexível.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeQua 13 Maio 2020, 16:57

Aeryn foi metida em um vestido desconfortável. Bufante, claro, rodado. Parecia uma menina de quatro anos presa no corpo de uma de quatorze.

Apesar de sempre fazer o possível para agradar os pais e avós, falava pouco. Inicialmente, agarrava-se ao braço de Roland. Cumprimentava-os com acenos da cabeça, sorria apenas quando estritamente necessário e, em tom baixo, concordava com coisa ou outra que o irmão dizia, como se tivesse que provar que estava ali, viva, e que não era apenas um poste silencioso. Em mente, constumava se convencer que sua personalidade não era completa se o irmão gêmeo não estivesse ao seu lado.

Uma das manias mais irritantes de Aeryn era o limitado uso de palavras. Com todo cuidado, sempre estudava as próprias frases por segundos a fio, como se não houvesse qualquer urgência para dizê-las e como se o interlocutor do outro lado da conversa não fosse perder a paciência. Sabia que uma palavra, um verbo, um artigo ou uma vírgula fora do lugar poderiam fadá-la ao fracasso. Assim, mentalizava frases como quem cria o perfeito diálogo de um romance.

Logo que foram dispensados para o lado de fora, Aeryn tomou a frente na trilha e, em silêncio, acompanhou Roland e o pai até a praia. A faixa de areia escura ainda estava distante quando parou de caminhar. Ansiosa para não se deixar ir muito além dos passos do irmão, ela recuou, aproximando-se novamente, e investigou a expressão distante do pai antes de se engajar na conversa.

— Gostaria que o castelo Beoulve fosse mais calmo. Nossos primos têm muita energia. — Comentou. Era uma confissão pertinente, já que Aeryn raramente participava das brincadeiras propostas pelos mais novos ou pelos mais velhos. Trancavia-se no próprio quarto, lia algum livro e, quando se cansava de ler, escrevia cartas destinadas a si mesma, nas quais narrava os acontecimentos do próprio dia e registrava suas mais diversas reflexões filosóficas.

"Para onde vão nossos sonhos depois que acordamos?"

Defensora ferrenha de Hogwarts, Aeryn enfureceu-se ao ouvir a hipótese do irmão. Não que estivesse com raiva dele — muito pelo contrário! — mas o mais sublime sinal de que não poderiam retornar à escola bretã frustrava-a além do imaginável. As sobrancelhas claras franziram-se em uma expressão irritada e ela se aproximou de Roland. — Não. Não pode ser. Se for por isso, farei uma greve de fome. — A solução proposta foi o mais perto de "rebeldia" que Aeryn conseguia formular. A família inteira se queixava da sua magreza; talvez vê-la definhando de fome fosse uma boa estratégia de convencimento.

Atenta aos movimentos do pai, mais uma vez se agarrou ao braço de Roland e prosseguiu o caminho até o mar. — Pensemos em outras formas de convencê-lo do contrário. Veja, eu posso mentir, afirmar que encontrei um namorado em Durmstrang e que fugirei para a Escandinávia com ele. O pai nos arrancará do Instituto no dia seguinte. — Aeryn murmurou. Em sinal de vitória, como se tivesse formulado o plano mais perfeito de todos os tempos, ela sorriu.


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Roland Sondheim Beoulve
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Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeQui 14 Maio 2020, 08:19

O rapaz assentiu a medida que Aeryn comentava sobre a família. De fato, eram um tanto animados. Mas talvez essa fosse uma das características mais marcantes do povo Irlandês, pensou consigo.
Roland era bastante observador. Normalmente, falava por ele e por Aeryn, visto que sempre sabia o que ela pensava. Sua mãe costumava dizer que era uma característica que somente irmãos gêmeos possuíam e talvez fosse mesmo. Ambos eram calmos e discretos, embora o menino fosse um pouco mais sociável. Roland gostava de conversar e gostava da maneira que Aeryn se expressava consigo, algo que ela não fazia com os demais, seja família, ou os poucos amigos que cultivavam.

Não precisou tirar os olhos do horizonte para notar que Aeryn estava irritada, pequenos sinais demonstravam isso, como por exemplo, o fato de que ela sempre chegava mais perto para lhe dizer algo. — Que saco, viu? — Foi aí que ele supirou pesadamente e torceu os lábios, em um claro sinal de cansaço. Entendia plenamente a fúria da irmã e não discordava. Não era justo que fossem obrigados a continuar em uma escola onde tratava os alunos de forma absurdamente severa. Sem contar no preconceito que sofriam por ser mestiços. Inacreditável.

Quando ouviu sobre a ideia da greve de fome, Roland deu um riso soprado bem baixo. — Aí a mãe ia fazer a sua comida favorita. Ela joga sujo. — Roland fez a suposição mais óbvia, mas não era para irritá-la e sim para descontrair o momento. Mesmo em meio as risadinhas e piadas, estava prestando atenção em suas costas, e foi então que ouviu o pai pigarrear. Aeryn parecia ter entendido o recado também, pois segurou em seu braço. Francamente, não tinham um minuto de paz. O pai sempre dizia que quando estavam cochichando demais, era hora de separar. Mas eram teimosos, continuavam como se ninguém mandasse neles. Ambos tinham uma personalidade única e nada maleável.

Roland retribuiu o gesto, dobrando o braço para que pudesse lhe servir melhor de apoio. Parecia até um mini cavalheiro. Ouviu atentamente o plano da irmã e deu graças pelo fato do som do mar abafar a conversa. — Ele iria te dar uma surra por tentar fugir e outra em mim por deixá-la arrumar um namorado. — Retrucou baixinho. — Vamos simplesmente fugir... — Pela primeira vez, Roland simplesmente disse o que pensava, sem contar com as consequências. Fez uma breve pausa, atento ao pai que, não mostrou interesse em sua conversa. — Nós já estamos assistindo as aulas deles, quando eles voltarem com os alunos, vamos juntos. — Seu tom de voz era sério demais até mesmo para si. — Eu não aguento passar sequer mais um semestre com aquele bando de animais... — Roland tornou a olhar para a irmã de canto, estudando sua reação e esperando pela resposta.


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Indie Bocholtz Sondheim
Sociedade Bruxa - Adulto
Sociedade Bruxa - Adulto
Indie Bocholtz Sondheim

Bicho-papão : O pai de Reign

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Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pelo de Unicórnio, Carvalho Inglês, 28 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeSex 15 Maio 2020, 20:13

Conversations and Concerns

Embora gostasse muito do seu trabalho e de passar horas nas estufas estudando combinações de plantas e outras coisas, Indie também tinha o costume de tirar um tempo para algo que considerava ainda mais importante que qualquer vocação profissional. Seu filho era, e sempre seria, o mais importante em sua vida e não costumava pular os momentos em que podiam fazer alguma coisa ou simplesmente ficarem juntos. Além disso, também era a oportunidade pra descansar um pouco de seus esforços para tentar reerguer seu negócio, já que com o caos que havia sido instaurado, as coisas ficavam cada vez mais difíceis, sobretudo agora que seus fornecedores de frascos e outros materiais também paravam de trabalhar aos poucos. Estava próxima da margem do rio onde uma cachoeira podia ser vista refletida pelos raios de sol, uma visão que Indie nunca deixou de apreciar, mesmo que fosse tão comum para aqueles que, assim como ela, moravam por ali. Reign estava ao seu lado, não totalmente próximo, já que ela havia optado por sentir os raios de sol em sua pele enquanto o rapazinho se mantinha na sombra, mas estavam demasiadamente perto. — Diga-me, você gosta daqui? — Questionava ao filho com estrema curiosidade, não de forma repreensiva, mas por ter pensado diversas vezes sobre o bem estar do menino e se ele preferia um outro lugar para morar. Indie havia crescido naquela parte da Ilha de Skye, estava acostumada com o lugar e com as pessoas, mas o mundo estava tão alterado que ela mesma cogitou a possibilidade de novas mudanças.

— É apenas curiosidade minha, querido. — Falou a mulher tentando explicar os motivos que a levaram fazer essa pergunta. Parte dela ainda sentia certo peso por Reign não ter tido um pai para criá-lo e esse era um assunto que não costumava tratar com o garoto. Pigarreou, limpando a garganta, para então prosseguir sua linha de raciocínio. — O sol aqui aparece bastante e eu posso não ser expert, mas imagino que irrite seus olhos ou te incomode de alguma forma. — Justificava-se, esboçando um leve sorriso nos lábios enquanto olhava o mais novo com ternura. Ela sempre olhava o filho com ternura. Seus pensamentos voavam enquanto imaginava o que se passava pela cabeça do menino, muitas vezes sentia receio de perguntar e parecer uma espécie de mãe grudenta que não larga do pé. Não era isso o que queria e muito menos pretendia que parecesse. Sendo totalmente sincera consigo, não era somente por aqueles motivos que a ideia de mudar havia passado por sua cabeça. Indie sabia que os trouxas podiam ser impiedosos se quisessem, os soldados não tinham clemência, faziam o que lhes era mandado. Mas seu filho não era um bruxo comum e ela tinha plena noção de que, por si só, esse fato apresentada um risco enorme a vida dele. Sua vontade, naquele momento, era ir pra qualquer lugar onde ninguém pudesse fazer mal ao seu menino. — Claro que não precisamos fazer nada disso se não quiser. — Tornou a sorrir, desviando os olhos e voltando a observar a cachoeira enquanto deixava um suspiro tranquilo escapar por entre os lábios.

OFF: com Reign Tønnesen Sondheim
badger


Indie Bocholtz Sondheim
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Brooke Nottingham Keller
Ex-ministerial
Ex-ministerial
Brooke Nottingham Keller

Patrono : Tigre-siberiano
Bicho-papão : Perder Cassie ou Nina

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Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Acácia, 21 cm, Maleável, Cabelo de Veela.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeSab 16 Maio 2020, 16:34

Ainda estava estranhando a ideia de me instalar em Mag Mell para fazer parte dos conselhos, claro que todo o contexto era muito bom, mesmo assim ainda era estranho estar sendo guiada a um momento voltado a uma política como esse pelo mesmo grupo que destruiu o Ministério da Magia e foi o responsável por tudo pelo que estávamos passando. Se os ataques Trouxas não tivessem começado não sei sequer qual teria sido o rumo do mundo mágico com a Guilda dos Vipers no comando de tudo. Se a guerra não fosse contra os de fora seria interna, entre os próprios bruxos, com certeza. Seguir esse caminho era solitário, estava deixado a minha família para trás, principalmente as minhas duas filhas, que nesse momento ainda estavam em Durmstrang e ainda iam demorar um tempo para entender o que estava se passando, se é que eu conseguiria mandar todas as informações para elas. Eu esperava, no entanto, poder trazê-las para junto de mim em breve, queria poder trazê-las comigo para Mag Mell, pelo menos assim o lugar seguro me traria maior paz. Fiz a viagem até a Ilha de Skye, na Escócia, era dali que o transporte para a ilha de Mag Mell. A vista era esplêndida e eu esperava pela chegada do navio que seria o primeiro vislumbre do que a localidade ainda desconhecida teria a me oferecer. Ainda aguardava, olhando para o horizonte enquanto o vento soprava e fazia os meus cabelos voarem, quando vi alguém se aproximando a distância. Deixei a mão despretensiosamente acima do local onde a minha varinha estava, caso fosse necessário fazer qualquer tipo de defesa, era difícil saber quando algo era amigável ou não nos dias atuais. No entanto conforme a figura foi chegando mais perto eu a reconheci, era Samuel McCready, nós havíamos nos conhecido semanas antes em um café e desde então nos correspondemos por algumas cartas, nunca imaginei que encontraria ele ali. — Samuel! — Exclamei acenando com a mão no ar, ele seguiu logo em minha direção, quando bem perto trocamos um rápido cumprimento. — O que faz nessa área da Escócia? — Perguntei querendo saber o que o trazia até ali, é claro que eu não ia perguntar se ele estava indo ao mesmo lugar que eu, não queria dar mais informações do que fosse necessário. Para a minha surpresa ele não teve nenhuma dificuldade em ser completamente sincero e falar na lata que estava ali para pegar o transporte para Mag Mell, perguntando em seguida o que me trazia até ali, era nítido que ele já desconfiava que fosse o mesmo motivo. — Ao que tudo indica temos o mesmo destino. — Falei com um pequeno sorriso, o que eu queria saber era como e por que estávamos no mesmo barco tão literalmente, é claro que a nossa troca de cartas em momento nenhum deixou qualquer menção dessa escolha. Assim como eu Samuel estava sem as filhas, uma separação que eu sabia exatamente o quanto doía.
— Interagindo com Samuel Campbell McCready







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MÃE DA CASSIE E DA NINA + CHEFE DOS NOTTINGHAM + PATRONOS
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Aeryn Sondheim Beoulve
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Aeryn Sondheim Beoulve


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Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: 4º Ano
Varinha: Pelo de Rabo de Cérbero, Cerejeira, 29cm, Flexível.

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MensagemAssunto: Re: Ilha Skye   Ilha Skye I_icon_minitimeDom 17 Maio 2020, 16:43

Não era nada fácil ser filha de uma escocesa que adorava cozinhar. Se Roland e Aeryn não tivessem metabolismos rápidos, com certeza não caberiam nos uniformes, e teriam que dar um jeito para remendar as blusas e calças, a fim de acomodar as gordurinhas sobressalentes.

A garota mordiscou os lábios, dividida, e viu-se obrigada a concordar com o irmão. A estratégia acerca da alimentação realmente não daria certo — ao primeiro som de linguiças de sangue sendo fritas ou do aroma de torta de carne, desistiria da greve de fome. Em silêncio, pensou consigo mesma, determinada a encontrar outra solução para o problema tão complexo.

Confortável na posição na qual havia encaixado o braço ao do irmão, ela prosseguiu no trajeto em passos lentos, estrategicamente pensados para que não alertassem o pai acerca dos seus esquemas. Como de esperado, o raciocínio de Roland, complementar ao seu, apontou as falhas no seu segundo plano. Aeryn bufou, desapontada, mas assentiu, consciente daquilo. A ameaça de uma surra não poderia ser enfrentada.

Já próximos da praia, Aeryn adiantou o passo, ansiosa para fincar os pés na areia escura, e conduziu Roland consigo. — Fugir? — Questionou, surpresa. Apesar de sempre ter desejado dar um basta naquele surto chamado Durmstrang, fugir parecia algo extremo. Seduzida pela possibilidade, no entanto, Aeryn parou de caminhar, sem antes espiar o pai, atrás dos dois, que havia parado para observar o oceano.

— Para onde? Como? Não temos dinheiro. — Sussurrou, preocupada. A levar a sério a possibilidade dos dois se virarem completamente sozinhos, mesmo sem ter qualquer noção dos impactos da guerra, da vida em Durmstrang ou da presença da família em suas vidas, ela prosseguiu. — Podemos planejar com cuidado no próximo ano letivo. Acho que não voltaremos a Hogwarts tão cedo.

Só de pensar no que viveram por conta das ameaças dos não-mágicos, Aeryn não conseguia controlar a ansiedade. Com as mãos levemente trêmulas, ela aconchegou-se nas mangas grossas do vestido e lançou um olhar preocupado ao irmão.


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