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 Sala comum

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MensagemAssunto: Sala comum   Sala comum - Página 3 I_icon_minitimeDom 14 Fev 2016, 22:27

Relembrando a primeira mensagem :

Sala comum

Orfantao


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Sala onde as crianças podem interagir, conversar, jogar, ler ou apenas passar o tempo. O local é bem iluminado e possui sofás e poltronas confortáveis.




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Alvoros Grunnion
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 3 I_icon_minitimeDom 06 Jun 2021, 17:48

Eu mal conseguira saborear o doce direito, porque Carrie brotou do nada para questionar o que estávamos comendo; ficava parecendo até que não tínhamos comida em casa. Não contente, ainda franzi as sobrancelhas quando ela resolveu anunciar para todo mundo. — Ei, fica na sua! — reagi dando um tapinha na mão estendida da minha irmã. — Foi o Bernardo que me deu. — Então, sem motivo algum, ouvi ela contar que tinha matado uma joaninha acidentalmente. Dei de ombros. — Você vai ter que tomar cuidado com as outras joaninhas daqui pra frente, elas vão querer VINGANÇA! — Aumentei a voz, dando uma ênfase dramática para assustar Carrie.
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 3 I_icon_minitimeTer 08 Jun 2021, 20:52

- Isso é verdade. - Farrah tinha acabado de entrar na sala, ouvindo que as joaninhas iriam querer vingança. Carrie, além de ser muito velocista na hora de roubar comida, também contou que tinha matado uma joaninha sem querer. - Mas talvez se você argumentar com elas, elas deixem você viver! - A garota falou com muita animação, se perguntando porque nunca tinha tentado falar com as joaninhas antes também. - O que mais você tem dentro dessa mochila? - A garota voltou-se para Bernardo, caminhando para perto da mochila e pegando nela com a ponta dos dedos como se fosse um espécime muito interessante. Estava cheirando diferente. - Aaaaah, você está criando fungos mágicos podres? Tem um que entra no seu cérebro e te faz de escravo. - Farrah contou ainda mais animada, seus olhos pedindo permissão para revistar a mochila alheia.


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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 3 I_icon_minitimeTer 22 Jun 2021, 01:29

Meu irmão disse que eu teria que tomar cuidado com as joaninhas e isso me fez o encarar curiosa. — Por quê? — Quando ele respondeu que elas iam querer vingança, arregalei os olhos e logo as lágrimas vieram, num choro escandaloso. Farrah logo chegou para perto de nós e confirmava o que Fionn disse, mas dizendo que eu podia negociar com elas. Limpei as lágrimas e mostrei a língua ao meu gêmeo. — Sem graça! — Foi aí que lembrei o que tava fazendo ali e estiquei a mão na direção de Bernardo. — A tia disse que compartilhar é saudável! — Sorri alegremente, lembrando do que a professora tinha falado um tempinho atrás. Enquanto isso, Farrah seguia tentando desvendar o que tinha de podre dentro da mochila de Bernardo.
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 3 I_icon_minitimeSeg 05 Jul 2021, 21:25

Não sei mesmo por quê, mas todo dia sinto que a manhã não acaba sem que Carrie chore pelo menos uma vez; às vezes eu preciso provocá-la, outras vezes o universo cuida disso sozinho. Não lembro muito bem o que foi dessa vez, mas devia ser a minha culpa, porque ela me põe língua. Dou de ombros. — Isso devem ser as meias dele — comento a pergunta que Farrah manda para o Bernardo, sobre o cheiro estranho da mochila dele. Mas quase cuspo a bala que tinha na boca quando ouço dos fungos mágicos que te fazem escravos. Pode ser que já seja tarde demais.

De repente, a nossa conversa é interrompida por um grupo de cinco pessoas que entra na sala: eram três garotos e duas meninas. Quatro deles parecem mais velhos, enquanto um dos meninos é definitivamente mais novo; talvez um ano. Não os reconheço, mas sinto que estão procurando encrenca. E é o que os rostos dos meus primos e da minha irmã também alertam. Eles, de alguma forma, sabem que não são pessoas boas. Eu também saberia se conseguisse me lembrar. Mas não preciso perguntar, pois o maior deles, o mais rechonchudo, atravessa a sala e encara Bernardo e eu. Meu olhar demora no seu nariz, que é a coisa mais horrenda, parece uma batata empelotada por causa de uma verruga. Os outros se aproximam logo atrás dele.

Vocês estão na minha poltrona. Ele fala para nós dois. — Não vi seu nome aqui, banhudo — respondo, atrevido. Talvez eu não devesse ter feito isso. Seus olhos, que já eram pequenos, ficam ainda menores e ele estala os nós dos dedos. Peter, ele chama, e o outro garoto vem. Esse outro usa uma touca marrom por cima do cabelo raspado e roupas escuras; tem o corpo mais esbelto. O garoto de nome Peter já chega encarando Bernardo, seus olhos são tão frios e cruéis que dão mais medo do que os punhos do grandalhão balofo. Vamos mostrar pra esses dois franguinhos onde está escrito o nome de Elioth Soho. Os dois estalam os pescoços juntos. Então, o tal Elioth se vira para as duas meninas que vieram com eles. Rosa, segure a loira. A menina de cabelos e roupas coloridos vai na direção de Farrah. Denise… a outra loira. E a outra menina, com traços asiáticos, vai para cima de Carrie. Peter e Elioth começam a vir para Bernardo e eu, respectivamente.
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 3 I_icon_minitimeSab 10 Jul 2021, 03:11

Farrah relutou em tirar a atenção da mochila fedorenta de Bernardo, mas girou a cabeça e observou a movimentação que tinha acabado de se iniciar. Cinco pessoas estavam ali e Farrah não pode deixar de arregalar os olhos para a enorme verruga no nariz de um deles. Certamente era um parasita disfarçado! O cara da verruga parecia o líder, já que os outros seguiram atrás dele como se fossem mandados, e falou que a poltrona onde os quatro estavam era dele. Farrah ainda estava mais interessada na mochila de Bernardo do que numa briga, mas apreciou o fato de Fionn comentar que não tinha visto o nome dele na poltrona. No entanto, era óbvio que o brutamontes e seus minions não deixariam isso barato. Um a um, ele designou seus subordinados para enfrentar os quatro amigos. Pela primeira vez, Farrah de fato desistiu de ter esperanças em vasculhar a mochila e lançou um olhar para a tal da Rosa. Ela usava um macacão multicolorido, seus cabelos também eram coloridos. Adivinha só a cor? Isso mesmo, rosa. Apesar das muitas cores, Farrah prestou mais atenção na boca dela. Ela tinha lábios cheios demais, na opinião da jovem, ficava esquisito. Pera, ela usava batom? Isso explicava porque os lábios eram estranhos, embora não explicava porque ela usava batom. Farrah, ainda em seus nove anos, pouco entendia do porque garotas precisarem de maquiagem.

O que ela faria contra aquela garota mais velha? Instintiva como Farrah era, ela pensou em utilizar a coisa mais próxima e letal que parecia ter ao seu alcance. A mochila do Bernardo, é claro, com aquele fedor que até então era um mistério. Meias velhas ou fungos mágicos podres? Fosse o que fosse, era uma arma e tanto. Por uma breve fração de segundos, ela olhou para os lados para ver os amigos, então pegou a mochila de Bernardo e jogou com tudo em cima da Rosa. - Tem fungos mágicos podres nessa mochila! - Farrah avisou e ela realmente acreditava nisso. - Se você não se limpar... Não diga que eu não te avisei. - A garota disse balançando a cabeça de forma afirmativa, ainda muito segura do que estava falando. Para Farrah, era fácil acreditar nas coisas mais absurdas possíveis. Mesmo assim, ela estava longe de ser uma garota ingênua, seus olhos estavam procurando por uma rota de fuga caso Rosa não ficasse incomodada com ficar cheirando mal. Qualquer coisa, ela saía correndo!


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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 3 I_icon_minitimeQua 04 Ago 2021, 01:24

Fight
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Fiz uma careta bem feia quando Farrah mencionou o fungo mágico que faz a gente de escravo quando vai pro cérebro. Nunca tinha escutado aquilo, mas parecia nojento o suficiente pra eu não querer mais o que Bernardo tinha dado pra Fionn. Meus olhos então se arregalaram ao ver cinco dos mais velhos chegando perto da gente. Tentei falar alguma coisa pro meu irmão quando o garoto mais velho e feioso disse que estavam sentados na poltrona dele. Bom, eu tava sentada no braço, então saí, mas Fionn resolveu ser engraçadinho, mesmo comigo o encarando de um jeito bem bravo. Não gostava de brigas, eu gostava é de fugir de brigas, mas como sair correndo enquanto meu irmão gêmeo estava desafiando aquele gorducho? Olhei pra Bernardo de relance, percebendo que ele também não sairia do lado de Fionn, então busquei em Farrah um consolo em saber que ela me ajudaria se fosse necessário. Se quer saber eu tava prontinha pra pular em cima do gorducho e tirar ele de perto do meu irmão, mas enquanto ele se aproximava dele e do meu primo junto de um outro grandalhão, ele disse alguma coisa pras meninas que estavam junto dele e uma grandona de olhos puxados chegou perto de mim, ficando na frente e atrapalhando minha visão. Ele tinha chamado a menina pelo nome, mas eu não prestei atenção. — Com licença, você tá na minha frente, sabia? — Comentei de maneira inocente, tentando voltar a olhar pra onde os meninos estavam, mas ela insistia em ficar na minha frente. — Olha eu matei uma joaninha. Não me estressa! — Fechei a cara, cruzando os braços, bem brava mesmo. Mas a menina simplesmente começou a rir de mim, o que eu não entendi direito o motivo. Eu tava falando sério!

E a coisa toda nem era justa, pra começo de conversa, mas piorou quando ela resolveu partir pra cima de mim, pra me segurar mesmo. Onde já se viu uma coisa dessas? Não deu muito tempo de pensar na hora, porque se eu pensasse ela me agarraria, então quando ela chegou mais perto eu só dei um pisão bem forte no seu pé enorme e tentei sair de perto. Até porque se eu não tinha irritado ela antes, agora ela parecia muito furiosa. Os olhos dela até pareciam mais fechados, eu juro! Enquanto eu corria da menina, meu boné caiu no chão e eu fui obrigada a me abaixar pra pegar, porque era um presente e a gente não deixa os presentes jogados no chão né? Só que na hora que eu me abaixei, senti meu cabelo sendo puxado com força. — AI! — Não foi preciso mais nada para que eu começasse a chorar alto. Enquanto eu chorava, a menina me segurava pelo cabelo e me mandava calar a boca, mas eu me mexia mais e chorava mais também, porque me mexer fazia meu cabelo puxar. — ME SOLTA SUA... SUA... COCÔ DE CRUPE! — Xingava, muito brava e furiosa. Daquele ângulo eu podia olhar mais onde os grandões estavam com meu primo e meu gêmeo e também vi que a outra menina de beiço colorido estava enchendo a Farrah.


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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 3 I_icon_minitimeSex 06 Ago 2021, 13:05

Quando vejo aquele orangotango vindo para cima de mim, penso mais rápido e uso a poltrona a meu favor. Dou um impulso para trás e, no ricochete, vou com os dois pés na barriga do grandão. Mas ele consegue parar o meu ataque com uma parada de mãos. Em seguida, ele tenta me agarrar, mas era lento demais com toda aquela corpulência. Consigo desviar da sua investida, escorregando pela lateral da poltrona. No embalo, Elioth passa direto. Eu dou um giro, levanto o pé e meto um coice no traseiro dele. Para a força dele, normalmente o meu chute não faria efeito, mas, considerando o movimento que ele já estava, só contribuiu para que fosse mais longe. É suficiente para irritá-lo, porque é arrogante demais para aceitar levar uma dessas de alguém menor que ele. Elioth ataca de novo, dessa vez, com um soco. Tento desviar, mas ele prevê meu movimento e me acerta no braço. Caio de lado no chão. Enquanto ele ri, miro um pontapé por trás do seu joelho, mas ele desvia a tempo. No mesmo segundo, Elioth joga todo seu peso em cima de mim. Não consigo rolar com rapidez suficiente, então, sou imobilizado embaixo de cinquenta quilos de banha.

Enquanto eu me debato e reluto para sair, vejo Farrah acertar a mochila de Bernardo em Rosa. Só o cheiro é suficiente para fazer a patricinha nojenta recuar. Ela tira um perfume da bolsa e começa a borrifar, fazendo cara de náusea. Do outro lado, Carrie enfrentava problemas contra Denise, que a segurava pelos cabelos. Bernardo não teve chances contra Peter, que o imobilizou logo de primeira. Enfim, no meio da confusão, Elioth grita ordens para o outro garoto, que até então só assistia. Pega as mochilas deles, Shawn. O garoto, mais novo da gangue, corre pelo meio e pega a minha mochila; em seguida, recolhe a mochila fedorenta de Bernardo e sai correndo da sala. Seguindo a deixa, os outros quatro fazem o mesmo sob as ordens do brutamontes. Com alguns segundos de delay para me recuperar, fico de pé e massageio o braço dolorido, onde o soco do grandão tinha acertado. — Droga, estão com as nossas mochilas! — praguejo, batendo o pé no chão. — Vamos, temos de alcançá-los! — E, chamando meus primos e a minha irmã, saio da sala, correndo atrás daqueles idiotas.
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 3 I_icon_minitimeQui 19 Ago 2021, 22:07

Good Guys Versus Bad Guys
Farrah não conseguia acreditar no que estava vendo, Rosa recuou com o cheiro da mochila (e não com a mochila em si, algo que a garota achou impressionante porque, bem, era uma mochila!) e começou a passar um perfume que tirou de dentro de sua bolsa. Como assim ela carregava um perfume? Outra coisa que Farrah não conseguia entender nas garotas mais velhas. Enquanto Rosa se ocupava em não pegar o fedor da mochila do Bernardo, Farrah olhou na direção de seus amigos. Fionn estava enterrado pelo brutamontes, o que fez Farrah colocar as duas mãos na boca porque tinha sido uma cena chocante. Bernardo não teve a menor chance e Carrie chorava e gritava enquanto a dos olhos puxados segurava ela pelos cabelos. Farrah sentiu uma enorme vontade de pular em cima daquela garota má, mas seus olhos voltaram para Rosa, que aparentemente tinha acabado de se perfumar. A garota olhou para os lados, não sabendo se enfrentava Rosa, se ajudava os seus amigos e qual deles ajudaria primeiro. Estar na única posição favorável deixou-a tão nervosa que ela só ficou ali, parada sem conseguir fazer nada, enquanto seus olhos começavam a lacrimejar. Não que Farrah sempre fosse emotiva desse jeito, mas ela se importava tanto com os seus amigos! Porque isso estava acontecendo com eles? Eles não tinham feito nada para aqueles idiotas. Em meio a tudo isso, o líder do grupo dá ordens para as mochilas dos quatro serem recolhidas e assim o grupo mais velho fez, saindo do local com os pertences de Farrah e dos outros.

Os outros três foram se recuperando aos poucos, Farrah foi em direção de Carrie para abraçar a garota, que tinha chorado. - Espero que sejam contaminados com os fungos do Bernardo ou com o monstro do pó da minha mochila. - Farrah falou assim com que Fionn reclamou sobre as mochilas terem sido pegas. O monstro de pó era como Farrah enxergava a enorme quantidade de pó existente na mansão Wichbest. Mesmo com a elfa doméstica trabalhando para limpar a residência, sempre tinha pó naquela casa, a garota já atribuía isso ao fato de existir uma criatura lá dentro feita de pó, o monstro do pó. Como por várias vezes a mochila de Farrah também ficava empoeirada, ela acreditava que às vezes carregava partes do monstro do pó com ela. Fionn, por sua vez, já queria alcançar os ladrões. - Espera, a gente não pode ir desse jeito sem... - Mas Fionn já tinha começado a sua corrida, chamando as outras crianças. - Pensar em alguma coisa. - Ela continuou, mas numa voz mais baixa. Farrah era uma garotinha perspicaz, ela só tinha o hábito de acreditar em muitas coisas justamente por pensar sobre o mundo, fazer questionamentos e tudo mais. Ela sabia que os ladrões eram mais fortes do que eles, então ela acabava pensando que eles tinham que ter uma espécie de plano antes, igual nos livros! Ainda sim, não teve muita escolha senão correr atrás dos demais, acabando como última da fila.


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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 3 I_icon_minitimeDom 29 Ago 2021, 23:55


Ocupar o cargo de governanta do orfanato e da Pré-escola Babbity era algo que eu via como uma oportunidade única de retorno a algum tipo de ocupação e ficar próxima ao meu filho, ao mesmo tempo. Fazia um mês desde que tinha assumido aquela responsabilidade e tinha a noção clara de muitas coisas relacionadas as regras e o funcionamento das instituições, contudo, algo que eu não esperava encontrar ali era a afetividade que ia acabar desenvolvendo a cada dia com as crianças, principalmente as do orfanato. Não sabia ao certo o que acontecia, talvez a maternidade tinha acabado por me deixar uma mulher mais sentimental do que há quatro anos atrás, o fato era que eu sentia por aqueles pequenos que sequer haviam tido a oportunidade de conhecer seus pais ou até mesmo saber da sua origem. Logicamente havia um livro de ata onde continha o registro de todos que davam entrada na instituição, mas as informações eram mínimas e pouco agregava caso algum daqueles pequenos algum dia pudesse procurar saber sobre sua origem. Já era quase meio dia e o almoço seria servido a qualquer momento, só precisava do sinal do cozinheiro para que pudesse levar todos em direção ao refeitório.

As crianças estavam em horário de lazer, por isso a maioria encontrava-se na sala comum do prédio. Observava om atenção a cada uma delas ali, precisava zelar pela integridade física e psicológica de cada uma, ao mesmo tempo imaginava como seria crescer sem a presença de uma figura materna ou paterna, mas, ao mesmo tempo, imaginava que a ausência deles era tão comum que provavelmente a maioria não tinha alguma lembrança deles, afinal, muitos ali deram entrada ainda recém-nascidos. Pouco tempo depois o novo cozinheiro veio até mim e anunciou próximo que o almoço seria servido em dois minutos. - Obrigado, Sr. Baldwin. - Agradeci ao jovem rapaz que logo dirigiu-se novamente para seu posto. - Muito bem, crianças, o nosso almoço será servido em dois minutos. - Anunciei num tom que pudesse chamar a atenção de todos ali, que logo pararam o que estavam fazendo para me escutar. - Em fila e em silêncio, vamos até o banheiro para lavar as mãos. - Naquele momento dois garotos de cinco e seis anos decidiram relutar na instrução e, caso eu não controlasse aquela birra, era capaz de outros fazerem a mesma coisa. - Se os dois não lavarem as mãos, não terá sobremesa... E olhe que hoje é pudim com cobertura de chocolate. - A negociação precisava ser feita e a mesma logo fora acatada. Sendo assim, todos os alunos fizeram uma fila e caminharam em direção aos banheiros de forma organizada, eu logo acompanhei eles para auxiliar no que precisassem e logo deixei a sala para trás, saindo dali com os pequenos.



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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 3 I_icon_minitimeDom 26 Set 2021, 22:54


O menino não fazia a menor ideia do porque dos humanos se matarem por causa de uma pequena diferença já que um era capaz de fazer magia e outro não, porém agora ele estava órfã e tinha uma grande raiva dos trouxas, raiva que ele estava usando para te rum grande foco para crescer no mundo bruxo. Ele encarou as outras crianças e até mesmo adolescentes envolta e respirou fundo, só esperava que ainda naquele dia seu padrinho aparecesse para lhe levar dali, pois o menor conhecia Fred desde pequeno e com isso achava que o outro não se importaria de levá-lo para sua casa. 
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 3 I_icon_minitimeDom 03 Out 2021, 18:55

Fight
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Meus cabelos eram puxados com força por Denise, que insistia em querer que eu ficasse quieta, mas me dava mais razões para chorar com força, afinal, a cada cabelo arrancado doía e eu reclamava. Até tentei ficar um pouco quieta para ver se ela afrouxava a mão nas mechas, mas não, nada disso, ela parecia apertar ainda mais. — Se gosta tanto de cabelo porque não cuida do seu? — Resmunguei, mas isso só fez ela puxar mais e ameaçar pegr uma tesoura, o que me fez chorar de novo. Tinha demorado para meu cabelo ficar daquele tamanho, imagina ter que esperar mais nove anos? Não! [...] Demorou um tempão até eu conseguir me desvencilhar daquela idiota daquela menina. Acontece que eu esperneei tanto, tanto, tanto, que uma hora acabei pisando em cima daquele pézão e ela demonstrou sentir dor, tendo que ficar pulando com um dos pés provavelmente porque alguma unha daquelas que pisei deveria estar encravada. Até pensei em pedir desculpa, mas não dava tempo, eu me distraí olhando o que faziam com meus primos e com meu irmão. — SAI DE PERTO DELES, QUE DROGA! — Falei aos berros, tão alto que se ninguém viesse ver o que tava acontecendo, com certeza era por falta de atenção. Mas ninguém veio, e ao invés disso, fui empurrada para o chão e por pouco não bato a testa no piso de madeira, e então, me equilibrando, vejo o momento exato em que aqueles meninos pegam as mochilas de Fionn e Bernardo, depois os outros pegam a minha e a da Farrah, me fazendo levantar e correr até onde Fionn estava enquanto uma das minhas mãos ia aos olhos, para coçá-los depois de tanto ter chorado. Farrah se aproxima e me abraça, então retribuo o abraço e seguro a nova onda de choro. Droga, será que era karma por causa da joaninha? Suspirei. Tinham levado nossas coisas... — Eu não quero mais brigar! — Falei com voz de choro, ouvindo Fionn falar que a gente tinha que ir atrás das mochilas. Farrah até queria ponderar toda aquela conversa de ir atás deles, mas não adiantou muito, a determinação do meu gêmeo era inalterável e acabou que todos tivemos que ir. Com ele tomando a frente e Bernardo indo logo em seu encalço, fui depois dele, sendo seguida por Farrah.


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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 3 I_icon_minitimeSab 11 Dez 2021, 20:28

summertime



O sol brilhava forte lá fora, ao passo que as nuvens refletiam parte dos ultravioletas, formando uma camada espelhada de aspecto vítreo. A baixa umidade das últimas semanas, contribuía para a elevação da temperatura, de modo a alterar significativamente a sensação térmica. Não se sentia muito entusiasmado a nada ultimamente. Sua vida houvera parado no tempo e espaço, como se estivesse em alguma espécie de hiato. Esta era a sensação que possuía - dentre as tantas -, sempre que retornava ao orfanato. Recusou de pronto o convite para se juntar aos demais na área externa, pois, parecia que alguma instituição beneficente estaria a realizar uma ação social, a saber, distribuição gratuita de picolés. Pouco lhe aprazia. Daquilo que ele necessitava - realmente - não poderia ser suprido. Assim, meio a contragosto, ele se dirigiu ao refeitório, a fim de tentar achar um lugar um pouco mais adequado para que conseguisse estudar, já que os quartos por serem divididos, não propiciariam o ambiente mais adequado a. Privacidade nunca foi o forte por ali. Logo, deixou o local.



TEMPLATE FEITO POR MOON


BEKKS;
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Varinha: Pena de Fênix, Nogueira, 29 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 3 I_icon_minitimeSeg 10 Jan 2022, 23:57

Depois do jantar, fui para a sala comum do orfanato, levando o meu material escolar. Tinha dever de casa para fazer e levaria algumas horas, já que a professora queria, também, um trabalho para daqui a dois dias. Sentei em uma das poltronas, abri o zíper da minha mochila e tirei o meu caderno, o lápis e a borracha. Algumas outras crianças também faziam seus deveres, mas havia aquelas que estavam apenas brincando e criando confusão. Não me importei muito, sabia me concentrar perfeitamente em meio ao caos. Já eram anos passando por isso. Mas agradeci silenciosamente por uma das meninas, que também fazia o dever, pedir para eles ficarem quietos ou diminuir o volume. Os garotos botaram a língua para ela e saíram correndo da sala. Enfim, ao menos agora poderia focar na lição de inglês. [...] Assim que terminei, guardei meus materiais dentro da mochila e me levantei da poltrona. Meu corpo estava um pouco dolorido por ficar muito tempo na mesma posição. Aproveitei para dar uma caminhada pela sala e me esticar. Logo, peguei a mochila e subi para os dormitórios.
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 3 I_icon_minitimeDom 20 Mar 2022, 01:42

Versus
Enquanto seguia os seus amigos, possivelmente indo para uma briga, o cérebro de Farrah começou a pensar que aquele caminho era... Ineficiente. Quer dizer, como eles venceriam? Os outros eram mais velhos e mais fortes e, do jeito que estava, ninguém iria bolar um plano com ela. Sendo assim, ela decidiu agir por vontade própria e, enquanto caminhava pelos corredores, desviou para um em questão. A garota continuou caminhando confiante até chegar na sala do diretor da pré-escola. Sem delongas, a menina contou o que tinha acontecido e, sendo acompanhada pelo adulto, foi em direção de onde estava toda a confusão. Dessa forma, a garota conseguiu reaver a sua mochila. Verdade que não era uma atitude muito orgulhosa de si, mas quem disse que Farrah tem esse tipo de orgulho? O que importava para ela é que estava resolvido. Dessa forma, o dia na escola se passou e, ao chegar no final, a garota retirou-se da pré-escola ao ser buscada por um responsável.
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☼ Farrah
We Are Like... Onions
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Oliver Herczeg Marlboro
Ministério - Auror Especialista
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Oliver Herczeg Marlboro


Patrono : Iguana Verde
Bicho-papão : Nunca conhecer a filha

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Espinheiro-Negro, 31 cm, Flexível, Pelo do Rabo de Cérbero.

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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 3 I_icon_minitimeDom 21 Ago 2022, 13:48


Tão perto e também tão distante



Pompéia - Villa Marlboro

“- Onde pensa que vai com isso, senhor Marlboro? Isso é da sua avó, está na família a gerações.” - Dizia o elfo Estrupício, ano notar que Oliver e Anna estavam na porta de entrada da mansão. - Eu sei, mas a “nonna” está bastante velha, não vai fumar por muito mais tempo. - Disse o auror com um sorriso de escárnio enquanto enfiava um isqueiro de ouro e prata no bolso da jaqueta de couro. Ele apostava a relíquia poderia valer no mínimo centenas de milhares de galeões. O homem estava bastante acostumado a levar as coisas da casa enquanto fazia uma curta passagem por Pompéia, era assim que colecionava seus “brinquedinhos” de velocidade, que ele mesmo restaurava. Afinal, o salário de um auror não era lá grande coisa, para quem estava acostumado a uma vida de alto custo. Os dois foram até o terreno da casa, onde ele tinha deixado a “Harley Davidson” estacionada e entregou um capacete à Anna enquanto apenas colocou o outro no topo de sua cabeça para só então tirar a pequena caixa de mármore de entalhes chineses de dentro da calça. Ia guardá-la dentro da bolsa lateral da moto, quando começou a organizar as coisas dentro dela e um vestimenta intima feminina caiu de dentro dela. - Que porra é essa? - Indagou-se, enquanto seus olhos se arregalaram espontaneamente. Ele tentou disfarçar, jogando a calcinha de renda vermelha dentro da maleta novamente, usando a ponta das pontas e torcendo para que a loira não tivesse notado a presença da veste. No entanto, Anna aproximou-se e apenas deixou o capacete sobre o assento da motocicleta, ela não pode ver, mas Oliver piscava algumas vezes os olhos, como se esperasse que ela arrebentasse a moto com chutes ou qualquer objeto que estivesse disponível.  

Mas, Casiraghi apenas afastou-se lhe dando as costas e parecia caminhar, buscando algo no chão. Marlboro foi atrás dela e a puxou, não esperava que tivesse aplicado tanta força, as ela se virou para ele automaticamente. - O que você está fazendo? Vamos sair fora daqui. - A olhou nos olhos e por um instante, deixou o sentimento de sentir-se culpado pelo flagrante, virando o jogo e mostrando que era ele quem estava irritado agora, pela atitude inesperada da mulher. - O que? Chave de portal? Está maluca? - A questionou, com um tom de voz mais alto, achando que ela perdeu completamente o juízo. Ela puxou a mão e se afastou novamente e continuou por sua busca, por algum objeto que pudesse se tornar uma chave de portal. A observando de longe, ele tirou o capacete do topo da cabeça e o deixou ao lado do outro. Pegando um cigarro e o colocando entre os lábios enquanto berrou: - Isso não funciona aqui! - Usou a pressão dos próprios lábios para equilibrar o cigarro, enquanto pegou o isqueiro “bic” que em nada se parecia com o “tomado” recentemente e acendeu o fumo. Enquanto a fumaça atravessava a garganta e ele tragava, percebeu que ela estava se preparando para aparatar, sua posição, somadas a sua concentração indicavam isso. - Para de loucura, Anna! Não podemos perder tempo com isso. - Falava ao mesmo tempo que a fumaça era liberada pela boca e pelo nariz. - Para com essa palhaçada, não podemos perder mais tempo. - Fez uma pausa, para dar mais uma tragada. - É sério, aquela calcinha não tem nada a ver, eu vou te explicar. - Assim que as palavras saíram, ele liberou a fumaça do pulmão ao virar e inclinar a cabeça para o alto.  

No entanto, foi pego de surpresa, quando ela lhe pediu um tempo. Ele achou que ela ia respirar fundo e tentar deixar tudo pra lá, pois estavam juntos naquela busca, e a peça intima de renda, não podia ser o gatilho que o fariam se separar e desistir de todo o seu objetivo. Mas, sem que pudesse esperar, Casiraghi pegou a varinha e apontou na direção dele, rapidamente ele pegou a sua e apontou na direção da mulher. Se ela fosse cortar um membro ou tentar lhe matar, ele ia se defender. Talvez ele não ia lhe ferir, mas ia tentar impedi-la. Ele sabia o quanto ela estava fragilizada, tinham vivenciado uma cena horrível, Anna uma segunda vez e ter visto uma calcinha que não era sua, podia tê-la tirado do sério. Por isso, não queria se precipitar, quis deixar que ela extravasasse um pouco da sua raiva. Foi surpreendido quando a bolsa lateral voou e foi atingida em cheio no ar, por um ataque de sua amadeirada. - OooooooW! - Berrou irritado, enquanto seus olhos fecharam-se preocupados, achando que a “Fat boy clássica virasse pequenos pedaços. - Ainda bem, pensei que ia estourar a única coisa que ia nos tirar daqui. - Comentou, terminando de fumar o “Craudinho” olhando irritado para Anna, colocando o capacete de volta e apagando a bituca do fumo com a ponta do coturno, a observando colocar o segundo capacete e sentando-se irritada na motocicleta. Ele sentou-se na frente e deu partida, esperando que ela o abraçasse em volta do abdome. Porém, a viu pelo espelho da moto, quando ela cruzou os braços em frente ao próprio peito e o olhava para o canteiro de cravos, sem querer olhar ou tocar no homem que conduziria. Logo os dois deixaram o local e partiram pela rodovia.  



O orfanato em Godri’cs Hollow

Os dois estavam em alta velocidade pela rodovia, até que pudessem chegar a uma região segura e então Oliver poder acionar os elementos mágicos da “Harley Davidson.” Rapidamente, como um transporte aéreo os dois chegaram na pequena de Godric’s Hollow e a moto foi estacionada em uma das calçadas da via. Ambos desembarcaram e tiraram os capacetes que logo foram deixados sobre o banco de couro. Eles andaram e olharam ao derredor para observar a região e então decidiram buscar informações sobre o orfanato citado pela falsa enfermeira ainda no parto de Casiraghi. Um transeunte lhe orientou a chegar ao local, precisavam seguir por uma rua mais afastada do que a região central e começaram a sentir que estavam tendo alguma sorte. Durante o trajeto, Marlboro tentou na mão de Anna para poderem caminhar juntos, ele também queria saber se estavam bem, no entanto ela fingiu não notar sua movimentação e falou sozinha sobre algo que tinha notado no caminho. O auror não tentou tocar mais no assunto que viveram em Pompéia e então rumaram em silêncio até as portas do orfanato. Oliver mordeu o lábio pela empolgação de estarem tão perto de seu objetivo, mas também por parecer ser um lugar feliz para uma criança sem lar. Ao menos de fora, era essa a impressão transmitida. Já na portaria foram recepcionados por um tipo de vigia, que anotou seus nomes e também suas varinhas, assim liberando a entrada de ambos para a sala de recepção. O homem sentou-se, dando um espaço para que Anna senta-se ao seu lado, entretanto, ela sentou-se no sofá à sua frente, mantendo distância do homem. Foi inevitável não bufar e pensar consigo mesmo naquele instante.  

- Que orgulho da porra! - Fala com ele em seus pensamentos, mas sobre as atitudes da mulher. E enquanto a olhava nos olhos, algo tirou completamente a sua atenção, era as crianças que passavam por ali, rindo, chorando e correndo. - Que barulho infernal! - Comentou ao franzir o cenho, parecendo estar sentido dor pelo barulho natural de crianças saudáveis. “- São apenas crianças, senhor Marlboro!” - Disse a voz de um homem, que parecia mais velho que Oliver e que se divertia com o comentário. O auror virou a cabeça para notar o velhinho com dificuldade de caminhar, de pele muito clara e cabelos e barba ainda mais alvos. Ela aproximou-se de Marlboro e tocou a sua mão para um cumprimento e fez o mesmo com Anna. E então, assim que a sala foi esvaziada das crianças que passaram por ali, sentou-se na poltrona no meio dos dois estofados de forma confortável, mas rígida. “- Sou Credence Ducant, o diretor do orfanato. Em que posso ajudá-los?” - O senhorzinho apresentou-se, cruzando a perna, uma em cima da outra, enquanto olhava de Casiraghi a Oliver. Anna, pareceu mais empolgada e começou a contar do porquê de estarem ali. Mas Credence, até mesmo antes de ouvir toda a história já balançava a cabeça de maneira negativa e fechava os olhos. Seus trejeitos, sua postura, deixaram o auror em alerta. Ele não se lembrava ao certo a quanto tempo tinha tomado a poção que lhe dava algum tempo de liberdade para usar a sua habilidade sem o rastreio do ministério, mas àquela altura, isso não lhe preocupava mais. - foda-se, também! - Pensou consigo, novamente e então resolveu usar o que ele tinha de mais talentoso, "o jogo sujo." Não precisou de muito tempo, logo o homem estava usando a legilimência no velhote, tão rapidamente quanto invadiu sua mente para ler seus segredos, também levantou-se. - Seu mentiroso! - Apontou o dedo em direção ao diretor.  

Credence levantou-se:  “- Do que você está falando?” - Ele encarou, Oliver não parecendo ser mais o homem frágil de antes e se mostrando imponente. - Você é um grande filho da puta! - Xingou e sem ameaças ou avisos, Marlboro partiu para cima do velhote e com o braço na direção de seu pescoço o empurrou até a parede mais próxima com o peso do próprio corpo e o enforcando usando o antebraço. - Cadê a minha filha, seu desgraçado? - Ouviu Anna lhe pedir para parar, ela parecia com dó do velho. Até que dois seguranças entraram na sala e partiram para segurar Marlboro e findar a agressão. - Corre, Anna! - Gritou, enquanto os seguranças tentavam tirar o auror de cima do diretor. - Ele não é isso, ELA tomou poção polissuco! - Mal fechou a boca e foi afastado de Credence, quando ele começou a tomar a sua verdadeira forma. - Ela é a ladra, aquela que roubou a nossa filha. - A poção polissuco foi retrocedendo e transformando o velhote, na mulher da prancheta que Oliver tinha visto nas lembranças de Anna. Enquanto ela voltava a sua forma normal, a falsa enfermeira lhes ameaçou:  “- Que pena, enquanto você perdia o controle, sendo esse desgraçado d de cabeça quente, uma de minhas garotas, levou aquela sua catarrenta daqui.  

E o ministério, avisado do uso ilegal da legilimência.”
- Ela sorriu de um lado ao outro, bastante diabólica, olhando De Oliver para Anna, enquanto ouviram um barulho de carro de porta de carro do lado de fora. Casiraghi correu até a janela e começou a gritar que estavam levando sua filha. Marlboro tentou desvencilhar-se dos seguranças, enquanto a loira saltou da janela sem pensar e correu atrás do automóvel para impedir a fuga. “- Que idiota!” - A mulher riu ao comentar sobre a mãe atrás da filha, enquanto aproximou-se do auror, com o mesmo sorriso diabólico de antes. “- Vai ser sensacional, ver vocês dois presos por invadir um espaço de crianças quando suas entradas não foram permitidas e ainda um deles estarem fora da lei. E mais... Eu receber uma grana preta por aquela criança, sem ninguém desconfiar do pobrezinho do Credence Ducant.” - A mulher tinha todo o roteiro formado, desde a entrada deles que fora anunciada na portaria. E o casal estava encurralado, pelo menos por enquanto. Eles não tinham se dado conta como estavam tão perto da filha, foi realmente surpreendente, até Anna voltar à sala parecendo devastada novamente.  



Com Anna Schreave-Casiraghi


Coração apaixonado é trouxa.
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Anna Schreave-Casiraghi
Sociedade Estudantil - Estudante
Sociedade Estudantil - Estudante
Anna Schreave-Casiraghi


Patrono : Borboleta Tigre Laranja
Bicho-papão : Perder sua liberdade

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Pluma de Basilisco, Carvalho Inglês, 29cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 3 I_icon_minitimeQua 09 Nov 2022, 19:39

Não demorou muito tempo de viagem comum sobre a Harley Davidson para que Oliver ativasse os mecanismos mágicos adicionados nela. Mesmo de moto, pareciam voar sobre grandes distâncias e, dessa forma, cobriram as cidades que separavam Pompéia de Godric’s Hollow em um tempo considerável. Assim que chegaram no local, pararam a moto e desembarcaram, deixando os capacetes sobre o banco e seguindo em direção à uma rua larga que parecia uma avenida, onde buscaram informações. Mais por orgulho do que por qualquer outra coisa, Anna fingiu não notar a tentativa dele de se aproximar, continuando seu trajeto enquanto pensava alto sobre os nomes das ruas indicados nas placas que via. O orfanato não ficava muito longe de onde haviam deixado a moto, porém, por não conhecerem muito o lugar dava a impressão que fosse o contrário. Quando o avistaram, uma necessidade urgente de apressar o passo até as escadarias que davam para a enorme porta de entrada. — Vamos, Oliver. Depressa. — Pediu, olhando em seus olhos pela primeira vez depois da breve discussão que tiveram antes. Subindo até a portaria, foram recepcionados pelo vigia que, por padrão, anotou seus nomes e portou suas varinhas, liberando a entrada de ambos em seguida. Juntos, foram conduzidos até uma espécie de recepção, mas depois que a loira se sentou e observou em volta, começou a pensar que não fosse exatamente esse tipo de lugar. A sala era enorme e possuía muitas poltronas, sofás e até uma mesa de centro. Devido à enorme quantidade de espaço vago para sentar, ela escolheu não ficar ao lado de Marlboro mas sim na poltrona à sua frente, do outro lado da mesa. Por um breve instante imaginou ter ouvido o outro bufar em reclamação, mas ignorou, cruzando as pernas.

Anna o fitou quando percebeu seu olhar em sua direção, sustentando-o por afronta, mas sem deixar de estar atenta ao que ocorria ao redor. Haviam informado que estavam à procura de uma garotinha de aproximadamente três anos para adotar, sem dar detalhes verdadeiros por precaução. A ideia veio da loira, que adiantou a fala antes que Oliver dissesse alguma coisa. Os dois só desviaram o olhar quando sons de crianças rindo e conversando em vários tons foram se intensificando até que eclodiram na sala. Elas surgiram correndo, chorando, brincando ou caminhando, como era o caso de algumas poucas. Atenta à oportunidade que tinha, observou cada uma delas pelo pouco tempo que passavam por ali, sendo interrompida apenas por Marlboro que reclamou do barulho e por um velhinho que o repreendeu em sequência. Ele se aproximou para tocar sua mão e ela aceitou o cumprimento, levemente impaciente para voltar a olhar as crianças que já sumiam pela porta que levava a um corredor até não sobrar nenhuma. Mas, para sua surpresa, uma delas voltou cambaleando com passos apressados e pequenos até uma das poltronas no canto para pegar um urso que estava lá. Seus cabelos pendiam ondulados até a metade das costas, alinhados e completamente loiros, fez a curiosidade de Anna observá-la nos detalhes. Quando a menina se virou, seus olhos azuis penetraram nos de Casiraghi que não conseguiu se mover e, então, a garotinha sorriu, voltando a correr para o lugar de onde veio. Enquanto estava parada, a mulher sentiu seu coração acelerar em diversos compassos diferentes que teve a certeza, ou quase toda ela, que era sua filha. Por isso, deixou toda a precaução de lado ao se virar e contar o real motivo de estarem ali. Em vista à sua vontade de levantar e carregar a menina para longe dali, ela foi até bastante razoável, se não estivessem lidando com algo tão sigiloso.

O velho se apresentou como Ducant, o atual diretor do orfanato, enquanto se sentava em uma poltrona separada. Ele analisou Anna e Oliver, olhando de um para o outro, antes de permitir que ela explicasse. — Há três anos eu tive um bebê na Escócia, uma menina, mas apesar de eu ter desistido da doação, fui vítima de um roubo e, por isso, agora que sei o que houve, vim pegar ela de volta. — A voz da mulher saiu rápida, mas ainda assim clara. Ela se preparava para pegar a documentação que provava tudo, porém, notou que ele balançava a cabeça em negativa antes mesmo dela continuar. A mulher explicou com mais detalhes, tentando convencer uma última vez o diretor antes de deixar seu lado diplomático de lado e aceitar o que acabava tendo que fazer todas as vezes que tentavam algo na amizade. A paciência da loira foi se esgotando, mas foi pega de surpresa quando o namorado apontou o dedo para o velho e anunciou que ele estava mentindo. — O que?! — Anna olhou de um para o outro, sem entender o que tinha acontecido. Credence se levantou no mesmo instante numa velocidade e imponência que sua idade claramente não permitia e questionava o que o outro queria dizer. Tudo aconteceu muito rápido: Oliver partiu pra cima do velho com toda a força que conseguia, enforcando-o com seu antebraço contra a parede e gritando xingamentos e perguntas sobre onde estava a filha. Sem fazer parte da conversa interna que tiveram, ela deduziu, não havia motivos para a atitude. — Você vai machucar ele assim, não precisa disso. — Pediu, ficando de pé e indo em direção aos dois. Mas com a chegada dos dois seguranças e a informação de que, na verdade, ela estava sob efeito de polissuco, a mulher parou onde estava ao ponto de assistir a forma do velho mudar e dar lugar à enfermeira que a enganou no hospital.

— Você! Sua desgraçada. — Anna sentiu raiva por se abrir para quem havia lhe causado tal sofrimento e só não avançou pra cima dela porque foi alertada sobre o fato de alguém já ter levado sua filha dali. Ela então correu até a janela que dava para a rua e conseguiu ver a última porta do carona ser fechada e uma cabeleira loira ser empurrada para o lado. — Devolvam minha filha! — Sem pensar, ela pulou a janela, cambaleando por um segundo antes de recuperar o passo e correr atrás do carro. — Parem o carro! — A raiva de Casiraghi se misturou à tristeza, fazendo-a puxar a varinha ainda em movimento e a apontar para um ponto mais próximo do automóvel, fazendo seu corpo ser puxado para lá. Por um segundo, viu mais de perto quem estava dentro, reconhecendo a menina que viu pegando o ursinho. O carro aumentou a velocidade e ela mais uma vez apontou a varinha em sua direção, desejando fazê-lo parar, mas logo a abaixou, voltando atrás. Causar uma parada brusca colocaria em risco a vida de sua filha e, por isso, preferiu apenas guardar a placa do carro em sua memória e voltar para a sala comum do orfanato. Perderia a luta mas não a guerra. Aparatando de volta na escadaria e ainda portando sua varinha, Anna correu para dentro sentindo seu coração partido mais uma vez. Pela confusão no local, os dois seguranças ainda estavam por ali, mantendo Oliver prisioneiro e ao lado deles estava a mulher que empunhava uma voz superior e caminhava de um lado para o outro. Ela fez um gesto rápido com a varinha, fazendo o segurança que estava contendo Marlboro desmaiar, e foi em direção à mulher. Confiando que os dois homens iriam se virar na sala, só conseguia ver a falsa enfermeira em sua frente. — Para onde aquele carro foi? — Questionou em meio caminho.

A superioridade da mulher continuou, chegando até a rir quando viu que seu comparsa tinha acertado um dos golpes em Oliver. Mas Anna não estava com paciência alguma. — Dormentia! — Na mesma hora ela perdeu as forças e gritou, segurando o braço que doía. — Para onde eles levaram minha filha? — Sua voz era firme e praticamente gritava para se sobrepor às reclamações de dor da outra. Marlboro a alertou sobre ter cuidado com o barulho, pois poderia atrair olhares e, além disso, precisavam agir rápido por causa da possibilidade do Ministério ter sido avisado sobre o uso da habilidade dele. Casiraghi não sabia dessa última informação e cessou o feitiço, avançando até a mulher que, apesar de ainda se recuperar, debochava sobre o quanto o casal não sairia ileso. — Eu não acho que tenha chamado Ministério nenhum, a menos que queira ser pega também. Ou você acha que eles não vão descobrir que anda roubando recém nascidos por ai? — Ainda séria, uma parte da enfermeira lhe chamou atenção: seus cabelos ruivos, a magreza e as feições. Vendo de perto agora sem estar dopada de remédios, Anna reconheceu de um passado distante aquela que estava em sua frente. — Oliver, como você pode não reconhecer a louca do pier?! Uma vadia dessas não se vê todo dia por aí. — Cuspiu, irônica, as palavras sem desviar o olhar do dela. Em resposta, recebeu um tapa dolorido, mas a loira apenas se levantou e utilizou de sua magia para amarrá-la. Precisava pensar o que fariam a seguir, mas não tinham muito tempo. Não pelo Ministério, pois achava realmente que era um blefe, mas sim pela criança que a casa segundo se distanciava dali.

Com Oliver Herczeg Marlboro.


Anna Schreave-Casiraghi

Dona do All Star Café & Piano Bar - Acadêmica & Sommelier - Aventureira
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Oliver Herczeg Marlboro
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 3 I_icon_minitimeSex 25 Nov 2022, 11:59

Tão perto e também tão distante
   

Oliver viu Anna saltar a janela, quão angustiando era assistir a tentativa de recuperar sem que ele tivesse qualquer outra opção que não fosse tentar se desvencilhar dos seguranças. Assim que desferiram um golpe contra as costelas do auror e o desestabilizando completamente, o homem perdeu as forças nas duas pernas, caindo de joelhos no chão. Brevemente o falso diretor agora com a sua real aparência aproximava-se do bruxo para lhe aplicar uma provocação “face a face.” Marlboro assistia sem esboçar reação alguma, ainda que sentisse dor na região agredida, ele escutou tudo em silêncio, sem se desviar por um segundo dos olhos dela. Após a sua fala cheia de ameaças, ele não hesitou em formar o cuspe no fundo na garganta e direcionou a catarrada contra o rosto da enfermeira. - Vai se ferrar, sua vaca! - Berrou, sendo puxado pelos homens que seguravam seus abraços com afinco, porém, dificuldade. Foi então, que Anna retornou, seu rosto sua feição era de alguém que não tinha conseguido o que queria, no entanto, com a varinhas e as mãos livres, a loira usou dos feitiços para atingir o primeiro feitiço na ruiva. O grito de dor ecoou por todo o cômodo, ainda que bem mobiliado e cheio como estava. Naquele momento o homem vibrou com a mulher de cabelos vermelhos em extrema lamúria, ainda assim, ver Casiraghi no seu limite era perturbador. Preocupava Oliver também, o fato de que o ministério poderia de fato estar atrás dele pelo uso ilegal da habilidade. Era uma droga estar devendo tudo o que tinha e o que não tinha a justiça, mas ele não se arrependia por ter feito o uso da legilimência e chegarem aonde haviam chegado agora. Estavam mais perto do que nunca de recuperar sua filha, ele teria feito mais uma centena de vezes sem se quer pensar na possibilidade de ir preso, ou mesmo ser obliviado.

Entretanto, Anna parecia muito exaltada e barulhenta, ainda preso e sentindo os dois grandalhões apertarem os braços em volta dos seus, Marlboro pediu para que ela se acalmasse ou teriam consequências piores do que aquelas. - Não importa o quão filho da puta você é, a gente vai recuperar nossa filha. - Disse em um tom brando após a fala da loira, nem parecendo o homem que surtou poucos minutos atrás. Novamente a fala sobre chamar o ministério para resgatar um infrator o fez ficar apreensivo, a namorada pareceu notar que aquilo o afetara instantaneamente e então tomou a frente para enfrentar a ruiva. Por um momento, lembrar-se da prisão o fez temer o seu retorno, mesmo sendo obrigado a fazer uma troca de suas capacidades com poções por liberdade. Estar atrás das grades era um preço muito grande e que ele não estava disposto a pagar novamente. - Calma, amor, calma! - Pediu a Anna, olhando com insegurança a mulher que era cada vez mais parecida com ele em personalidade do que nunca, aos poucos ela se mostrava tão visceral e emponderada. Só fazia aumentar a sua admiração e o amor que tinha por ela, mesmo sabendo que ela estava “putassa” ainda, embora fosse compreensível, já que ela tinha encontrado uma peça intima na bolsa da moto. Foi inesperado quando Casiraghi parou um tempo para analisar a falsa enfermeira, ela ficou por alguns segundos em silêncio fazendo uma observação minuciosa no rosto e no corpo da outra mulher. Gerou estranheza em todos na sala, principalmente em Oliver, que franzia a fronte na tentativa de entender o que estava acontecendo. Até que a namora berrou reconhecendo a ruiva e mencionando que era uma velha conhecida dos dois. Foi uma surpresa quando Anna disse com certeza que aquela mulher era a mesma que tinha atacado ambos com uma arma de fogo em um dos seus passeios.  

O jeito que falou com ela, a fez perder a paciência e desferir um golpe contra seu rosto, isso deixou o auror revoltado e como um veneno que alcança rapidamente todo o sistema nervoso. Foi o combustível pra ele se revoltar também e unir forças para se desvencilhar de um dos seguranças e pegar a varinha no coldre. - Fodio! - Girou a mão dominante em “L” que era o movimento específico do feitiço. Atingindo um dos seguranças que caiu para trás sentindo a dor no peito causada pela luz branca que saiu da amadeirada. O outro tentou pegar uma arma de contenção em seu bolso, mas foi atingido pelo feitiço rápido do homem: - Levicorpus! - Com o segundo homem preso pelos pés, ele foi ver se Anna estava bem, mas ela tinha sido muito mais esperta e agora tinha prendido a ruiva com o feitiço “Incarcerous.” Aproximando-se das duas perguntou se a namorada estava bem e com a resposta positiva, tentou reconhecer a mulher presa as cordas magicas. - Tem alguma coisa errada, eu não vejo nada! - Aproximou-se do rosto da ruiva, tentando reconhecer sua face assim como Anna havia feito. - Tem alguma coisa errada. - Disse olhando para Casiraghi, imaginando que talvez tivesse sido obliviado ou algo do tipo. “- E nem adianta se esforçar demais, ele está enfeitiçado. Nunca me reconheceria, porque eu sabia da habilidade desse otário.” - A mulher presa chamou a atenção do casal que se virou para olhá-la, enquanto ela começou a rir. Uma risada alta, gargalhada e bastante dramática, que tinha sido forçada apenas para a provocação de ambos. “- Quem é o mais esperto agora, Oliver?” - Ela indagou sem esperar por uma resposta, seu tom de voz indicava zombaria e afronta. “- Você se achava tão esperto, mas estou um passo à frente, como sempre...” - Fez uma pausa. “- É inacreditável como uma rejeição pode mudar tudo, não é?” - Disse com um riso de deboche.

- Leah? - Exasperado perguntou, mas seu rosto não era o mesmo, ele não reconheceu a ex-namorada. Havia algo em seu rosto, ele não via como Anna ou qualquer outra pessoa era capaz. “ - Sim, Leah. A influência faz coisas maravilhosas, até mesmo contratar um desses... Como é mesmo o nome? Ahhh! Mercenários, eles fazem qualquer coisa por um preço. O que fez esse servicinho pra mim ficou bem decepcionado quando eu disse que queria você vivo. Muito vivo, pra ver a desgraça que eu ia fazer na sua vida.” - A jovem começou a falar tudo, pelo menos um pouco do porquê o auror não a reconhecia e como tinham parado ali apenas por vingança, mas Oliver a interrompeu, não tinham tempo, a filha ainda estava sendo levado e se fosse verdade, o ministério logo chegaria. - Cala essa boca! - Saiu de perto dela, passando a mão na barba para controlar a irritação e não partir pra porrada com aquela desgraçada. - Eu estou me esforçando demais pra não te quebrar! - Bufou, respirando fundo e forte, demonstrando nitidamente que tentava manter a calma. - Você não é nada, nem mesmo se eu não tivesse com a Anna eu teria escolhido você, pra mim você é um lixo. E eu teria deixado você naquela merda de vida que você vivia, milhares de vezes. - Caminhava de um lado ao outro, tentando demonstrar alguma frieza, mas por dentro ele estava tremendo. Colocou a mulher que mais amava em risco, agora a filha estava nas mãos de gente que não prestava, tudo por causa de seus momentos de diversão e uma maluca que não teve suas expectativas superadas. “- Não precisa se vangloriar, há muito tempo meu objetivo não era mais você, eu superei, de verdade.” - Leah voltou a falar, mas de repente ouviu-se do lado de fora o peculiar som de aparatação. - O que é isso? - Perguntou a Casiraghi, que correu até a janela e certificou-se de que o ministério estava ali. Desesperado pelo pouco tempo que tinham, Marlboro aproximou-se da ex e acessou os últimos registros de suas lembranças, enquanto a atual namorada o apressava, pela aproximação dos funcionários. - Pronto, consegui! - Correu até a loira e segurou a sua mão e desaparataram dali, buscando a possível localização para onde tinham levado sua filha. Deixando a ruiva e seus funcionários para traz, além de toda a bagunça que tinha acontecido por ali.  

Com Anna Schreave-Casiraghi


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