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 Sala comum

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
Diretor
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Diretor Alvoros Grunnion

Patrono : Fênix
Bicho-papão : Diretor

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeDom 14 Fev 2016, 22:27

Relembrando a primeira mensagem :

Sala comum

Orfantao


Sala comum - Página 2 KMeSLzV

Sala onde as crianças podem interagir, conversar, jogar, ler ou apenas passar o tempo. O local é bem iluminado e possui sofás e poltronas confortáveis.




RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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AutorMensagem
Themer Werner Ludwig
Sociedade Bruxa - Adulto
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Themer Werner Ludwig

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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeQui 10 Nov 2016, 21:48

Revirei os olhos olhando para a criança logo em seguida. Havia uma outra abraçada numa almofada, um menino para ser mais exato, parecia estar desconfortável com alguma coisa que estivesse acontecendo ou talvez estivesse "viajando" nos próprios pensamentos, fui até o garoto, não sabia como começar a puxar papo com crianças que foram provavelmente, largadas ou fugiram, geralmente essa é a história de muitas crianças que tem o orfanato como primeiro ou segunda moradia. Depois de tanto nervosismo, me sentei do lado dele e cocei o queixo. - Olá! Tá tudo bem com você? Parece estar um pouco triste ou nervoso... - falei olhando para ele, era um rapazinho bonito, meu maior medo ali era assustá-lo. - Se achar que eu estou sendo chato, pode avisar, viu? - voltei a dizer enrolando minhas próprias mãos entre elas mesmas, era um indicador de nervosismo.

Continuei olhando para ele, dando algumas pausas, não queria com que o garoto de sentisse constrangido com o meu olhar para ele. Não sabia lidar com crianças, Dasha em si já era complicado. Peguei a varinha e comecei a conjurar alguns efeitos na frente do mesmo. - Magia é algo bonito, sabe? Pelo que fui notificado, você foi escolhido para Hogwarts. Se for para lá, vai encontrar bastante pessoas legais, outros bruxos, outros hábitos e até mesmo outros animais. - parei de gesticular com a varinha, finalizando o efeito que estava desenhando com ela, havia tomado a forma de um raio, havia visto uma série por um longo período de tempo, logo só conseguia pensar numa carga de energia descendo, só não conseguia me lembrar qual série era... Mas enfim, não importa. - Qual seu nome? Eu me chamo Thomas... - falei meio nervoso, não sabia como ele iria reagir. E se fosse uma criança revoltada? Ah! Droga, chega desses pensamentos negativos, vai dar tudo certo aqui. - Você, por ter sido chamado para Hogwarts, tem grande potencial. Deve vir a ser um menino extraordinário se for para lá. Eu estudei em Hogwarts até o 5° ano, depois fui fazer uma outra escola de magia... Mas se pudesse, teria continuado lá... - terminei de falar, era enfim, a vez do garoto de se pronunciar e contar sua história. Mas eu não estava preparado para que ele respondesse.


A frase criativa é aqui. Mas eu não sou criativo :c
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Thomas A. G. Sparrow
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeDom 13 Nov 2016, 14:32

[quote="Thomas Griffiths"]
That New Strange Guy
PRÉ-HOGWARTS ▪ ORPHANAGE ▪ DAY

Pisquei, tomando um susto quando ouvi alguém falando comigo. Quem..? Observei. Era um cara que eu nunca tinha visto antes. É o visitante? Eu franzi a testa, pensativo. — Uh... Tá... — Falei, lentamente, quando ele disse que se estivesse sendo chato eu poderia avisar. Pra ser honesto, eu não queria conversar então isso era chato, mas se eu falasse isso os outros poderiam ficar irritados comigo. O homem parecia estar nervoso.

Ele disse que tinha ficado sabendo que eu iria para Hogwarts, eu encolhi os ombros. Aquilo era um orfanato mágico, afinal. Meus olhos vagaram pelas cores, um pouco distraído. Só voltei a prestar atenção quando ele perguntou meu nome. — Mi... Thomas, também. — Ele se corrigiu. — Thomas Griffiths. — Ele começou a falar um pouco sobre si mesmo, e eu honestamente tentei prestar atenção, mas minha cabeça estava se sentindo pesada e distraída. — Eu não sou extraordinário. — Eu respondi, simplesmente. — É uma pena que saiu, eu acho. — Não forneci nada sobre mim mesmo. Não me sentia nada confortável com compartilhar coisas com um cara que conheci a cinco minutos.

There are wounds that never show on the body that are deeper and more hurtful than anything that bleeds



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Themer Werner Ludwig
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeSeg 14 Nov 2016, 13:10

O nome dele era Thomas, assim como o meu, dei uma risada ao perceber isso. - Olha, nomes iguais! - comentei dando um sorriso pra o garoto. Olhei ao meu redor, muitas crianças estavam brincando ou fazendo aqueles desenhos que ninguém entende. A impressão que eu tinha era que Thomas tinha algo especial, um potencial.

- Como assim não é extraordinário? Claro que é... Olha... Você vai ir para Hogwarts, não é qualquer um que vai para lá, você sabe disso... Não precisa ficar se diminuindo, Thomas. - mostrei preocupação com o olhar, o nervosismo estava passando e com isso, estava me sentindo mais seguro ao conversar com ele. Me levantei, me distanciando logo em seguida. Comecei a acenar para Thomas indo em direção até a responsável pelo orfanato. - Há algum modo de antecipar a adoção? Eu queria conversar melhor com aquele menino ali, algo me diz que ele é um rapazinho muito esperto, com alguns probleminhas que deve ter tido antes de vir pra cá, mas nada que eu não possa resolver. Podemos? - perguntei, a responsável assentiu.

Voltei até Thomas com um sorriso. - Então... A gente pode conversar um pouquinho? - ergui minha mão para ele, não era certeza que ele iria retribuir ao gesto, porque nos conhecíamos a pouco tempo, mas quem sabe, ele poderia contrariar totalmente as minhas expectativas.


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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeSeg 14 Nov 2016, 13:29

That New Strange Guy
PRÉ-HOGWARTS ▪ ORPHANAGE ▪ DAY

Revirei um pouco os olhos quando ele falou dos nomes iguais. Sim, era um pouco irônico, mas não exatamente incomum, Thomas era um nome bastante comum, assim como Harry e John. Então ele reclamou que eu estava me diminuindo e eu franzi a testa para isso. Não realmente... Meus pensamentos vagaram para minha irmã morta. Ela era extraordinária. Eu sou só um pouco mais que um aborto. Mas não falei isso, não me sentia nem um pouco a vontade.

Ele saiu para falar com a responsável do orfanato e eu me perguntei se ele iria reclamar de mim, era um tanto comum isso na verdade. "O garoto antissocial", "o mal educado", eu estava bastante habituado, então apenas encolhi os ombros, pensativo. Pulei de susto quando ouvi a voz dele novamente e o observei um pouco perdido. O que ele disse? Ele tinha erguido a mão para mim e eu franzi a testa antes de aperta-la. — Eu... Uh... Sim? — Arrisquei. A maioria dos adultos preferia quando você concordava com eles, então parecia a resposta mais sensata.

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Themer Werner Ludwig
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeSeg 14 Nov 2016, 13:43

A minha surpresa estava clara no meu olhar assim que o garoto apertou a minha mão e se levantou comigo, também tinha enrolado toda a língua para falar comigo, fiquei bastante contente com as atitudes dele. - Venha, vamos para um lugar mais afastado dessas crianças, tenho uma proposta pra você. - levantei indo para um canto da sala aonde não haviam crianças. Só estavam ali eu e ele. Não tinha conseguido ver o garoto antes por inteiro, já que o mesmo vivia encolhido. Era uma linda criança, olhos azuis e cabelos loiro-mel, havia ficado encantado com a criança.

- Então Thomas, você gosta daqui? - perguntei, em seguida conjurei alguns papeis e um tinteiro com pena e entreguei os dois para ele. - Crianças da sua idade geralmente adoram desenhar, eu vou te dar isto... Talvez você goste, mas é o que eu posso te dar agora, se tudo der certo, poderei te dar mais e mais. - falei sorrindo para ele, aqueles olhos brilhavam mais que tudo o que eu havia visto na vida. A responsável do orfanato me olhou com uma cara assustada, havia pensado que seria um outro garoto, não aquele. Mas lógico que eu não iria saber disso.

- Erhm, senhora. Vou querer conversar com ele mais um pouco, se importa? - não havia nem começado a conversar com ele, eu não estava interessado no passado de Thomas, talvez fosse algo traumatizante e que ele não iria compartilhar com facilidade, então preferia que ficasse tudo normal, sem forçar o garoto a fazer ou falar nada. A responsável pelo orfanato assentiu e se afastou. - Já pensou como é o mundo lá fora? Digo, na maioria do tempo, a gente só vê as coisas pelo buraco da fechadura, algo inexplorado. Existem coisas ruins e boas, mas posso te garantir que as boas são a maioria. - sorriu.


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Thomas A. G. Sparrow
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeSeg 28 Nov 2016, 23:31

That New Strange Guy
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Segui-o para um canto afastado, tentando compreender o que ele queria. Ele não pode estar querendo... Eu... Certo? Ninguém me quer. Ele me perguntou se eu gostava daqui, conjurando papéis e tinta. — Aqui é ok. — Eu encolhi os ombros. Não era realmente ruim, mas também não era especialmente bom. Ele confirmou meus pensamentos quando falou que se tudo desse certo, ele poderia me dar mais e mais. Eu mordi os lábios pegando a pena e começando a rabiscar no papel distraidamente. Eu detestava tinta, porque era canhoto, então escrever ou desenhar era ruim. Mas eu realmente gostava.

Ele perguntou se eu já tinha pensado como era o mundo lá fora. E falou que as coisas eram em sua maioria boas. — Eu sei como é lá fora... Eu sou bem novo para essa coisa de orfanato. — Eu respondi, levemente. Meus olhos vagaram para meu desenho, que parecia ter tomado lados obscuros, uma sala apertada e escura, com apenas um bonequinho no meio. Estava meio manchado, mas era um dos melhores que eu já tinha feito. — Eu não acho que lá fora é... Bom. — Mordi meus lábios nervosamente. Meus pensamentos estavam vagando por coisas ruins. Para... Eu respirei fundo. — Eu não acho que lá fora é onde eu quero estar.

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Gustaf Danikov Shelann
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Bicho-papão : ir na cozinha de madruga

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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeQua 30 Nov 2016, 15:40

Off: Bom, graças ao vácuo do Anthony, Gustaf saiu dali.
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Themer Werner Ludwig
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeSex 02 Dez 2016, 15:39

Continuei olhando para o menino, tentava entender o porque ele preferia ficar num orfanato aonde não havia muita ação ou conversa do que ir para o lado de fora e viver de verdade. - Se planeja ir para Hogwarts, vai ter que sair. Mas fique tranquilo, respeito sua escolha. Mas saiba que eu não irei desistir. Se você sofreu no passado, não precisa levar isso para o seu futuro, Thomas. - comentei me levantando e indo até o canto do orfanato para buscar alguns papeis. Dava algumas olhadas para o garoto que parecia estar tímido ou confuso com tudo o que estava acontecendo por ali. Minha última frase já havia sido dita para mim mesmo há um tempo atrás e, novamente ela estaria sendo dita para alguém com quem eu realmente poderia me importar.

Antes de sair fui até o garoto e passei a mão em seus cabelos, tomando cuidado para não desarruma-los. - Eu voltarei mais cedo do que você pensa. - era a última frase que eu havia proferido naquele dia, alguns papéis já me deixavam na frente de muitas pessoas que tinham interesse em alguma adoção. Fui até a porta, mas por algum motivo não conseguia sair. Algo me dizia para ficar, já outra coisa, para sair e esperar algum tempo. Não sabia o que fazer, só estava parado em frente à porta, sem ação nenhuma.


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Forever Crimson River
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Bicho-papão : Tornar-se uma aberração

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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeDom 04 Mar 2018, 23:24

The Pink Ribbon
Em primeiros dias Forever estranhou aquela marca que surgia do nada em seu braço, tendo até fugido do orfanato buscando saber mais sobre o que ela fazia, no entanto, nada havia encontrado e estava no orfanato de novo. Agora a menina estava ali olhando para aquela marca, uma coisa não podia negar: era bonita. Era bem ornamentada, eram ramos que contornavam todo o seu pulso e tinham algumas flores em meio a esses, era bem fofo e bonitinho, mas tinham surgido do além, o que a deixou com medo inicialmente, mas bem, até agora não tinham feito nada com ela e era bonito, não deveria ser algo ruim. O problema mesmo era se alguém descobrisse que aquilo tinha surgido do nada, e não dava pra tirar, ela já tinha tentado com água e sabão, até com produtos de limpeza entrando clandestinamente no armário onde ficava esse tipo de coisa, mas nada adiantou. Desde então andava pelo local com o pulso escondido, mas é difícil esconder o seu pulso quando vc precisa comer ou escrever, então precisava de algo para cobrir, acabou achando o ideal naquela sala mesmo.

Era um livro que estava parado aberto em uma das mesas, não sendo usado por ninguém, não parecendo de ninguém pra falar a verdade, mas o que interessou a menina não foi o livro em si, mas sim a fita rosa que ele trazia, era grossa o suficiente pra esconder a sua tatuagem no pulso. Espero que essa pessoa não se importe de perder uma fita... Mas ela não parece de ninguém mesmo. Dizia olhando para os lados, ninguém nem sequer se incomodava do fato de Forever estar perto de algo que não é dela. Seu senso de justiça era maior no fim das contas. - Isso é de alguém? - Perguntou em voz alta apontando para o livro, eventualmente uma pessoa veio. - Eu gostei muito da fita, eu poderia ficar com ela? - Perguntou com a inocência de uma criança, a dona era uma das mulheres velhas que vigiava as crianças, dizia ela que tinha mais outra porção de fitas e que poderia ficar com aquela. - Muito obrigada. - Disse feliz pegando a fita e indo se sentar em uma das poltronas mais isoladas. Ali ela começou a amarrar a fita em torno do seu pulso usando a sua outra mão e a sua boca para fazer o serviço, demorou um pouquinho, mas eventualmente conseguiu. Pronto, agora ninguém mais vai ver. E até que ficava um charme aquilo nela, faceira com o seu feito, saiu saltitando do lugar.


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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeQui 03 Maio 2018, 20:42

The Beginning Of An Adventure
- Os livros tem que saber de alguma coisa. - Dizia Forever enquanto andava pela sala comum recolhendo qualquer livro que não estivesse sendo lido naquele momento. Não, Forever estava longe de ser uma daquelas leitoras ávidas, ela não estava indo ler porque queria ler, estava indo ler em nome de ter uma aventura, seria mesmo uma verdadeira aventura descobrir o que era aquela estranha marca bonita em seu pulso. Para onde será que ela iria levá-la? Ela imaginava muitas coisas diferentes, todas elas cheia de aventuras e mistérios, talvez até com um pouco de perigo, mas nada demais, a graça mesmo era explorar, procurar pistas e descobrir o porque daquela marca, esperava que ela fosse algo especial. Após juntas todos os livros que podia, a maioria sobre contos infanto-juvenis, ela sentou-se em um dos sofás onde só senta uma pessoa e passou a folhear eles procurando alguma pista sobre a marca. Quem sabe ela estivesse desenhada em algum daqueles livros, eles tinham tantas imagens.

Aqueles livros não teriam nenhuma informação para ajudar Forever, afinal, não passavam de livros de ficção, meras histórias para crianças, mesmo assim ela ainda acreditava que queria achar algo, e até inventasse algum fato para ter achado algo e então seguir este algo como as crianças fazem quando querem brincar de detetive, ainda mais aqueles que gostam de uma boa aventura. Porém a medida que a menina folheava os livros, ela nada encontrava, encontrava muitos tipos de desenhos diferentes, mas nada que fosse parecido com a marca que andava carregando em seu pulso. Folheou vários livros, e depois de terminar de ver as imagens do último, Forever constatou que nada tinha encontrado, o que a deixou um pouco frustrada. - Talvez... Eu esteja procurando no lugar errado. - Dizia para si mesma, já pegando toda a esperança de novo, era claro que a resposta não poderia ser tão óbvia, se não não seria uma aventura. - Deve estar em alguma sala proibida. - Talvez a sala dos funcionários do orfanato? É, Forever agora tinha alvos, só precisava planejar para chegar até eles. Saiu da sala comum, indo para a sua cama onde começaria a bolar planos.


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Desmond Lawford
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeTer 15 Jan 2019, 22:06



First steps


A nebulosa manhã se iniciava em nuaces singelas de um céu aclarado pelos feixes solares. O relógio de cabeceira indicava o menor dos ponteiros no 6. O garoto teimou em escancarar seus olhos tempestuosos e gélidos. A rotina era maçante e nada, nada animadora. Entretanto, aquela manhã seria diferente, devido ao fato de que os pequenos rascunhos de bruxos, realizariam as compras no Beco - evidentemente, sob a supervisão de alguns funcionários do Ministério, além daqueles do lar institucional de crianças e adolescentes. Relembrar esse verdadeiro acontecimento, foi o suficiente para que o garoto de cabelos desgrenhados saísse correndo na frente de meia dúzia, a fim de poder utilizar o toalete a firmar-se pronto para a saída.

Suas pernas eram ágeis e sua estatura elevada para a idade, ajudava que tivesse uma vantagem sobre os demais. Pôs-se sobre o batente da porta, não conseguira ser o primeiro, mas, seria o próximo da fila. Escorando-se na madeira à frente, o menino recebeu os empurrões dos que chegavam, ao tempo de forçar seu corpo para trás - ou do contrário, seria amassado - em meio a desgostosas revirada de olhos. O trinco da porta já poderia ser audível quando, sem mais nem menos, o pré-adolescente sentiu um puxão assaz violento, seguido de algo que se colocava sobre os calcanhares, restando, de nádegas no canto mais próximo. - Aaaai! - Exclamou, de olhos cerrados em vista da dor que se fez na região. - Isso não vale, seu... - Palavreou, em vão, pois aquele típico folgadinho que fazia de tudo para chamar atenção, adentrou ao banheiro acompanhado das gargalhadas de seus comparsas que se aproximavam logo atrás. O pequeno se ergueu - com dificuldade e sem ajuda, vale mencionar - e se encaminhou para próximo da porta, quando o restante do grupo o empurrou (só que dessa vez ele estava mais atento e não restou ao chão). Olhou-os emburrado e logo fez menção de seguir para trás destes, mas mesmo aquele outro menino mais miúdo que vivia escorado pelos cantos, não deixou que o rapaz tomasse a frente, sendo que este, antes, estava na frente de todos eles. E depois o outro e mais o outro que vinha logo atrás. - Tsc, idiotas... - Murmurou, mais a si mesmo, seguindo para o final da fila, enquanto colocava a toalha gasta por cima de um dos ombros.

O trajeto até a realização das necessidades da natureza pareceu uma eternidade, mas ele finalmente conseguiu tratar da higiene primordial como um relâmpago. - 13... tá faltando um, ah, olhe ele ali! - Anunciou, o timbre respeitoso da srta. Hoffman, uma das educadoras. O garoto correu aos tropeços ao pequeno aglomerado, no mesmo instante em que enfiava de qualquer jeito os cadarços de seu all star para dentro do próprio tênis. - Os funcionários do Ministério já chegaram, se você não tivesse demorado tanto em seu banho, teria conseguido tomar café. - Entoou, com ar de reprovação. Contudo, nem isso foi o suficiente para que o garoto se sentisse desmotivado ou retrucasse - como faria de costume. Se havia uma coisa que o nosso protagonista não tolerava, eram injustiças e, como se vê, ironicamente, ele estava cercado delas.

Ele se limitou a - tentar - se misturar ao grupo, passando a ouvir as orientações gerais passadas pelos engravatados. Basicamente, eles seriam transportados por meio de pequenas chaves de portal em formato de livros, caldeirões de estanho e objetos correlatos ao mundo bruxo do tamanhos de miniaturas. - E não se esqueçam de pegarem, antes, o saquinho de moedas. Há quantidade o suficiente para que possam comprar tudo que precisam da lista de materiais. - Orientou, a responsável em tom mais cordial. O menino posicionou-se na extremidade da mesa recém conjurada, frente a um lembrol, tendo logo pego o saquinho e o atirando para dentro do bolso da jeans. Com um olhar de relance, pôde perceber a aproximação do rapaz que o havia empurrado na fila e, segundo considerava, esse teria de pegar a pena, pois os demais lugares na grande mesa, já estavam ocupados. Tão velozmente quanto veio aquele pensamento errante, Lawford tratou de recolher a mão que fazia menção de surrupiar o saco de moedas do do outro. Uma nova olhada por cima dos ombros, ele não parecia muito atento ao lugar que teria de ocupar. Mas a hesitação veio e já era tarde para ele devolver o empurrão, visto que o tal acabava por perceber o lugar vago ao lado deste. Talvez se ele não pudesse ser alvo de tantos olhares, segundo analisou, ele tivesse subtraído o saquinho de galeões do outro, como forma de se vingar pelo o quê o mesmo lhe fez na fila do banheiro.

- Tudo certo, meninos? Bem, agora que já pegaram as moedas, podem tocar a superfície do objeto que está à frente de cada qual. - Falou a mulher. O pequeno Lawford pôde perceber que os funcionários do Ministério já não mais estavam entre eles, muito provavelmente estivessem no Beco, tendo aparatado, julgou. Ou então, como de costume, apenas vieram cumprir com, como se diz no popular, o "social" e fazer jus a mais um mês de salário a lotar seus cofres no Gringotes.

Um a um, os garotos iam sendo engolidos nos vórtices, Lawford com as mãos trêmulas e ávidas para tocar sua chave de portal. Percebeu que o folgado ao seu lado parecia muito nervoso, de modo que não parecia ter coragem para o ato. - Não vai se borrar todo, hein, Montgomery. Panaca. - Disse, com um sorriso de escárnio nos lábios. Após, tateou a superfície do lembrol, sendo sugado por meio da magia contida no mesmo rumo ao Beco Diagonal.

LAWFORDFALA DE TERCEIROS - NPC'S ORFANATO
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Catherine H. Ziegler
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeQua 31 Jul 2019, 21:58



Depois de passar uma tarde agradável com Alessa botando o papo em dia e contando novidades e ouvindo as dela também, acabamos nos empolgando no assunto e estendemos demais o nosso horário, quando percebi estava jantando com parte de sua família numa conversa animada, onde tentávamos ignorar todos os outros problemas que aconteciam no mundo bruxo. O que era muito bom, ter momentos assim era saudável. Como acabou ficando tarde e Alessa e Katy estavam preocupadas com minha segurança, mesmo eu avisando que não havia perigo nenhum, mas acabaram me convencendo de ficar por ali.

Passamos grande parte da noite conversando e… tomando vinho. Mas logo pela manhã estava de pé, pronta para ir trabalhar, mas é claro que elas fizeram eu tomar um café da manhã bem reforçado antes. Despedi-me delas, agradeci todo o cuidado que tiveram comigo e então fui para a pré escola Mágica Babbity, a Coelha, mais precisamente no orfanato. Há algum tempo atrás eu estive na escola para vacinar os alunos e naquela ocasião por conta de muitas crianças estarem presentes e algumas darem trabalho, acabei não conseguindo vacinar as do orfanato e por isso eu estava ali.

A primeira coisa que fiz ao chegar, foi arrumar uma mesa com tudo o que precisaria, mas tentei deixar meu material meio discreto, algumas crianças estavam passando pelo local enquanto isso e eu não queria desencorajar e nem assustar nenhuma delas. Para ajudar também, eu havia arrumado um pote de doces para incentivar, essa parte eles olhavam com vontade.

E então a vacinação começou, eu e os funcionários separamos as crianças por idade, os mais novos foram primeiro e eu sempre conversava bastante com eles, procurando distrair e falar o quanto eles estavam sendo corajosos. Algumas crianças eram tão doces e amáveis que me faziam me perguntar se um dia eu e Alexei seríamos pais, eu tinha vontade, mas ainda não havia conversado com ele sobre essas coisas, nosso relacionamento com certeza não começou como o das outras pessoas. Enfim, a vacinação foi acontecendo, algumas crianças davam um pouquinho de trabalho, choravam ou até tentavam correr, mas com jeitinho fui conseguindo convencer e vacinei todo mundo.



Catherine H. Ziegler
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Elise Chevalier D'Anjou
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeQua 02 Out 2019, 10:42

Tia Lise para todos



Mais uma manhã de terça-feira, Elise como de costume estava realizando sua ronda pelo orfanato, no intuito de fiscalizar alguma imperfeição que precisasse de reparo, as crianças já estavam no café da manhã conforme o cronograma do local, tudo parecia está calmo e nos trilhos. Permitindo assim que a mulher fosse para a biblioteca da instituição pegar um livro, desde que começara a trabalhar ali, ela não tem tido muito tempo para suas leituras. Vasculhou as estantes com um pensamento em sua mente “Preciso pedir novas doações de livros” ela sentira falta da grande variedade que possuía em casa “Novos livros podem ajudar na melhoria das notas” cogitou ainda em pensamento, o seu toc a fazia ajeitar cada pequeno livro de acordo com sua linhagem. Seguiu organizando a estante da biblioteca quando uma de suas crianças veio até ela com uma doce voz 'Tia Lise me ajuda na lição' a corvina abriu um largo sorriso e concordou com tal feito _ Certamente meu querido, qual sua dificuldade? _ questionou chegando a uma mesa de estudos, o local permanecia silêncios, Elise sabia que as crianças preferiam outros cômodos a este _ Olha só!Você está aprendendo a escrever algumas palavrinhas _ bateu palmas para o pequeno menino moreno de olhos claros.


Elise sentou-se próximo do garotinho, buscando auxilia-lo em sua escrita _ Mathew certo? _ fazia quase um mês e pouco que ela estava lá, a mesma buscou memorizar os nomes de cada criança _ Mathew você está indo bem, mas, precisa atenta-se com o som das palavras _ comentou com o menino de seis anos _ Lápis e canis tem o mesmo final do is, por isso tem a pronúncia parecida _ seguiu explicando para o garoto com toda a calma do mundo, afinal ela já passou por esse processo com seus cinco filhos e muitos primos. O menino seguia realizando sua lição sobre a supervisão de Elise, quando duas meninas aparecem no local aparentemente raivosas uma com a outra _ Anika e Kaila o que está acontecendo? _ perguntou, levantando-se da mesa e indo em direção as meninas _ Por que estavam brigando? _ fez uma feição seria para demonstrar que não estava brincando, elas respondiam que uma pegou o brinquedo que a outra queria brincar _ Brinquem juntas meninas, vocês precisam dividir e… _ estava prestes a continuar o sermão quando Mat a chamava para ajuda-lo novamente _ Olha vou fazer outra igualzinha e vocês vão brincar juntas sem brigar, combinado? _ as meninas pareciam satisfeitas, pois, abriram um sorrisinho concordando, então a D'Anjou pegou sua varinha que sempre carrega consigo e apontou para a boneca de pano _ Protean! _ criou uma cópia do brinquedo, entregando o mesmo para as meninas _ Agora vão brincar _ deu um beijo na testa de cada uma e voltou para atividade que estava fazendo anteriormente ajudar o pequeno na lição de casa “Preciso conseguir mais brinquedos também” refletiu, sabendo que essa correria toda somente aumentaria durante as férias, quando as crianças que estão em Hogwarts retornaram.
09:00 orfanato fiscal
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  Elise Chung Chevalier D'Anjou
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Elise Chevalier D'Anjou
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Elise Chevalier D'Anjou

Bicho-papão : Fracassar na missão e perder meus filhos

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Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeSab 01 Fev 2020, 23:44

A conexão paterna

Elise acabará de acompanhar os deveres de casa das crianças, afinal não é porque estão de férias, que não vai estudar. _ Greice cuide deles, tenho um compromisso agora _ comunicou sua auxiliar _ Não deixe o Davi próximo do Derek, eles conservam demais _  indicou os meninos, sorrindo então para as crianças _ Precisarei ir resolver um imprevisto, então obedeçam a senhorita Greice _ deu a ordem aos menores. Após, terminar todas as suas falas, Elise se retirou do cômodo, seguindo para sua sala. A chevalier havia sido informada que um casal, estava querendo conhecer mais sobre o orfanato, assim como também adquirir mais informações sobre as papeladas de adoção. A D'Anjou caminhou com passos firmes, empurrando a porta de sua sala com cuidado, ergueu a cabeça e permitiu-se sorrir _ Boa tarde! Senhor e senhora  Ehatsc _ cumprimentou o casal, sentando em sua cadeira _ Presumo que queiram saber mais sobre nossa instituição, correto? _ ambos concordaram, então Elise prosseguiu _ Somos um orfanato que existe a muitos anos, cuidamos de crianças mágicas que não tem pais...eu sou Elise a governanta, nosso quadro de funcionários é bem variado e qualificado _ explicou de maneira confiante _ Nossas crianças possuem educação primordial, como também brincam e realizam passeios _ seguiu, entregando uma agenda com o quadro de horário das crianças _ Temos crianças de várias nacionalidades aqui, buscamos preservar a língua materna _ Elise sentia-se feliz toda vez que um casal surgiu no orfanato, afinal aquilo poderia acabar em uma ou mais adoção. Apresentou mais algumas informações do local e de seus moradores, então abriu espaço para que o casal iniciasse os questionamentos, ela anotava cada pergunta em seu pequeno bloco de notas, desejava responder todas de maneira eficaz... Suspirando após responder todas as perguntas, a francesa tomou um gole de água, oferecendo o líquido as visitas _ Todas as crianças estão saudáveis em termo de doenças, temos algumas que possuem deficiências no entanto são tão incríveis quanto as outras _ deixou claro que todos os pequenos são especiais e únicos. 
 
Chamou os visitantes, para conhecerem um pouco do orfanato _ Os quartos são no andar de cima _ início a explicação, apontando para as esculturas e quadros que decoram a casa grandiosa _ Ali temos a cozinha, refeitório onde as crianças realizam suas refeições _ seguiu comentando, enquanto sorria e acenava para outros funcionários _ As crianças estão aqui na sala de estudo _ direcionou o casal para o cômodo onde a maioria das crianças  estavam presentes, terminando seus deveres de casa _ Amores da tia Elise, dei um oi para o casal... _  quando lise ia completar, logo a própria moça tratou-se de apresentar se como Allana e apresentou o marido como sendo Halan. O homem ruivo mais velho, chamou Elise para fora da sala, ele parecia nervoso e meio inseguro, já a doce moça morena seguia se divertindo em meio as crianças que a enxiam de perguntas. Lise vendo que o moço parecia confuso aceitou seu pedido, assim saiu da sala e fora para o corredor, onde ele acabou desabafando tudo o que estava preso dentro de si, ele comentara sobre a esposa sonhar muito em ser mãe, mas, por causa do aborto espontâneo sofrido no sétimo mês da gestação, ela não poderia engravidar novamente...então ele dera a ideia de adotar uma criança, porém o mesmo não se sentia preparado para ser pai, não sabia o que faria, no entanto não queria deixar a esposa triste e nem a fazer sofrer mais ainda a perda do bebê, a D’Anjou sabia bem como era aquele sentimento, então instantaneamente sorriu, colocou a mão no ombro do homem e falou _ Primeiramente, parabéns por amar tanto sua esposa e fazer de tudo para vê-la feliz _ sua voz saia com tranquilidade, ela queria o deixar calmo e pensativo _ Você vai aprender a ser um bom pai, acredite...alguém que faz algo mesmo com medo...por amor! Já é um ótimo candidato a paternidade _ explicou, tentando deixar claro o seu ponto de vista _ Você deve se abrir com sua esposa, ela com certeza ira te auxiliar em tudo! De uma chance para você e para as crianças _ tirou a mão do ombro do mesmo _ Um pai nasce a partir do momento em que cria uma conexão com o filho _ seguiu, passando tranquilidade e confiança para o mais velho. Assim que Allana veio em busca do marido com um casal de gêmeos bebês de 1 ano e 5 meses, Elise pode ver os olhos de Hallan brilharem...ali ela teve a certeza de que o inicio da conexão fora estabelecida..afinal ela mesma já havia sentido o que era aquilo.  
De tarde ஃ orfanatoஃ Fiscal
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  Elise Chung Chevalier D'Anjou
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Emmett Lewis Beoulve
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Emmett Lewis Beoulve

Bicho-papão : Desconhecido

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Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: 1° Ano
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeSex 14 Ago 2020, 13:25


[Portões do orfanato, dias antes de completar dez anos]

Albert era um sádico, essa fora a palavra que sua mãe usará para classificar o antigo sogro muitas vezes, desde que Emmett se entende por gente, para ser mais específico. E com o tempo, usando a velha biblioteca da Mansão Cromwell como esconderijo dos seus outros parentes igualmente cruéis, o menino aprenderá qual era o real significado da palavra em uma das milhares páginas amarelas pela qual passará através dos anos. E a progenitora estava certa, Albert provavelmente fora a pessoa mais sádica a qual cruzou o caminho da falecida russa em sua breve vida. — Eu sinceramente acho que o senhor foi capaz de matar o próprio filho para se livrar de mim e da minha mãe, sabe? — Definitivamente não tinha muito o que perder em desafiar o homem grisalho, esguio e com a pele tão alva quanto a de Stecovich. E a maior prova disso era que, estava distribuído pela calçada de um orfanato grotesco junto com seus poucos, mas preciosos pertences - em sua grande parte, esses tratavam-se de lembranças singelas da mãe do menino. Estava sendo colocado a mercê da vida com apenas nove anos e, nem mesmo a possibilidade de ser um bruxo confortava o pequeno no momento. Emmett só fora capaz de sentir raiva nos últimos minutos que antecederam a última vez que falara com o avô paterno, Albert. — Tudo para proteger um legado o qual ninguém se importa, nem mesmo aqueles caras que o senhor vive lambendo as botas para ganhar um elogio ou algo do tipo. Ninguém liga para vocês, sendo sangue puro ou não! — Emmett esbravejara como se aquela fosse a última coisa que faria em sua vida, adornando uma das alças da mochila em suas costas com uma força considerável.


Sabia que depois de ver a figura de Albert desaparecer dentre a viela que detinha o orfanato, sua vida não seria mais a mesma - mas não era capaz de dizer que seria mais difícil, visto que até ali, não lembrará de um dia em que coisas foram de fato, fáceis para ele e sua mãe. — Isso tudo não vai ser nada amigável comigo, mas não ter mais que olhar para sua cara e para o resto dessas cobras que o senhor chama de família, provavelmente vai ser a melhor coisa que podia acontecer comigo. Muito obrigado. — A ironia gritante em sua voz e palavras era algo incomum para a idade do moreno, entretanto, enquanto com os Cromwell, terá de crescer mais rápido do que o resto das crianças da família. — E não se preocupe, eu não vou fugir do roteiro. Minha mãe me deixou aqui porque estava prestes a morrer, nunca conheci o meu pai. Sou um Zé Ninguém. — Repassou as duras palavras que Albert lhe dirá no início da manhã, quando apenas o informou que se livraria dele - como se fosse uma roupa velha que ninguém mais quisera usar, porque estava surrada demais pelas histórias que tinha presenciado. — Quem me dera eu não tivesse conhecido mesmo, né? — As ácidas, mas verdadeiras palavras, foram as últimas coisas proferidas por Emmett à Albert, antes do homem desaparecer de sua vida com o cínico sorriso de sempre, mais uma vez "vitorioso" em suas tramóias. Estava sozinho dali para frente, só podia contar com a sua força de vontade e a lembrança da mãe que, na medida do possível, fez de tudo para que tivesse uma vida confortável mesmo dentro de um covil de cobras. Sentia falta dela mais do que tudo agora.


Emmett
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Blair Lewis Czarevich
Funcionários
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Blair Lewis Czarevich

Patrono : Lobo-Marinho
Bicho-papão : Perder seu filho Eric

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: Formado
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeQua 02 Set 2020, 23:01


Ocupar o cargo de governanta do orfanato e da Pré-escola Babbity era algo que eu via como uma oportunidade única de retorno a algum tipo de ocupação e ficar próxima ao meu filho, ao mesmo tempo. Fazia um mês desde que tinha assumido aquela responsabilidade e tinha a noção clara de muitas coisas relacionadas as regras e o funcionamento das instituições, contudo, algo que eu não esperava encontrar ali era a afetividade que ia acabar desenvolvendo a cada dia com as crianças, principalmente as do orfanato. Não sabia ao certo o que acontecia, talvez a maternidade tinha acabado por me deixar uma mulher mais sentimental do que há quatro anos atrás, o fato era que eu sentia por aqueles pequenos que sequer haviam tido a oportunidade de conhecer seus pais ou até mesmo saber da sua origem. Logicamente havia um livro de ata onde continha o registro de todos que davam entrada na instituição, mas as informações eram mínimas e pouco agregava caso algum daqueles pequenos algum dia pudesse procurar saber sobre sua origem. Já era quase meio dia e o almoço seria servido a qualquer momento, só precisava do sinal do cozinheiro para que pudesse levar todos em direção ao refeitório.

As crianças estavam em horário de lazer, por isso a maioria encontrava-se na sala comum do prédio. Observava om atenção a cada uma delas ali, precisava zelar pela integridade física e psicológica de cada uma, ao mesmo tempo imaginava como seria crescer sem a presença de uma figura materna ou paterna, mas, ao mesmo tempo, imaginava que a ausência deles era tão comum que provavelmente a maioria não tinha alguma lembrança deles, afinal, muitos ali deram entrada ainda recém-nascidos. Pouco tempo depois o novo cozinheiro veio até mim e anunciou próximo que o almoço seria servido em dois minutos. - Obrigado, Sr. Baldwin. - Agradeci ao jovem rapaz que logo dirigiu-se novamente para seu posto. - Muito bem, crianças, o nosso almoço será servido em dois minutos. - Anunciei num tom que pudesse chamar a atenção de todos ali, que logo pararam o que estavam fazendo para me escutar. - Em fila e em silêncio, vamos até o banheiro para lavar as mãos. - Naquele momento dois garotos de cinco e seis anos decidiram relutar na instrução e, caso eu não controlasse aquela birra, era capaz de outros fazerem a mesma coisa. - Se os dois não lavarem as mãos, não terá sobremesa... E olhe que hoje é pudim com cobertura de chocolate. - A negociação precisava ser feita e a mesma logo fora acatada. Sendo assim, todos os alunos fizeram uma fila e caminharam em direção aos banheiros de forma organizada, eu logo acompanhei eles para auxiliar no que precisassem e logo deixei a sala para trás, saindo dali com os pequenos.



Blair Lewis Czarevich
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Aaron Dütscher Schmidth
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Aaron Dütscher Schmidth

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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeQui 03 Set 2020, 00:45

Bem vindo ao Orfanato Babbitty, a Coelha
Aquele com a visita surpresa

[Orfanato Babbitty, Godric's Hollow - Dia seguinte à festa dos Gremory - Tarde]
Godric’s Hollow é um pequeno vilarejo no condado de Devon, na Inglaterra. Para muitos, a pequena cidade passa despercebida na rodovia que corta o sul do país rumo à Cornualha, mas qualquer bruxo sabe que aquele nome protege mil anos de história. Eu estava entretido com o vôo pelo túnel subterrâneo que ligava Cair Paravel à cripta dos Schmidth, cuja entrada era magicamente guardada por um mausoléu. O caminho havia sido construído durante a criação do Estatuto de Sigilo em Magia, como forma dos membros da família poderem se locomover até o povoado sem fazer uso de meios de transporte trouxas. Uma vez que seus mortos eram enterrados no cemitério local, a ideia do túnel foi facilmente aprovada pelos anciões da família. As luzes encantadas do salão de pouso brilhavam a minha frente e agradeci por ter me alimentado de uma bolsa de sangue antes de deixar a mansão, uma vez que o dia estava desagradavelmente ensolarado. Com a vassoura devidamente estacionada e o cemitério livre de olhares curiosos, sai para o pequeno terreno cheio de túmulos sentindo a brisa de verão. O portão de ferro do cemitério estava apenas encostado, e com a varinha bem protegida no bolso interno da jaqueta de couro, comecei a caminhada pelas ruas de Godric’s Hollow com uma sacola na mão.

Desde que eu havia iniciado o curso na escola escandinava, já faziam dois anos desde a última vez que eu havia visitado o pequeno povoado. Não era como se eu morasse exatamente na cidade, o que dava o título de “riquinhos reservados” a qualquer trouxa que conhecê-se o sobrenome Schmidth. A praça e o cemitério já estavam há algumas quadras quando o prédio do Babbitty A Coelha surgiu ocupando tanto a esquina quanto boa parte da quadra. O prédio de esquina era a pré-escola que eu havia frequentado por alguns anos, onde eu havia aprendido a ler e escrever, enquanto o menor e mais discreto era um que eu nunca havia visitado, devido a maneira reservada como seus moradores se portavam. O orfanato bruxo tinha uma fachada simples, beirando os maus tratos, o que era estranho considerando que a Spiral Labyrinth fazia doações para a instituição. Caminhei calmamente pela entrada até chegar na recepção, onde um homem mal encarado me olhou da cabeça aos pés. Retirando o óculos escuros, abri um sorriso tentando ser o mais simpático possível: —Boa tarde! Tudo bem? Eu gostaria de falar com Desmond Lawford. - O homem perguntou meu nome e mantive o sorriso enquanto respondia: —Aaron Schmidth, ao seu dispor!

O homem me guiou até uma sala comum e pediu para que eu aguardasse ali. Ocupei uma das poltronas e coloquei a sacola ao meu lado, onde a camisa do corvino estava guardada. Na noite anterior, Desmond havia passado mal na festa dos Gremory e enquanto eu cuidava do garoto, uma confusão fez com que nossas blusas fossem trocadas. Em qualquer dia do ano eu teria deixado a coincidência passar, mas eu sabia que Katherine Schmidth reclamaria pelo extravio da peça que havia pertencido ao meu pai. Enquanto aguardava, refleti sobre como as coisas haviam mudado rápido entre o garoto e eu, fosse pelo pedido de desculpas, pela confissão, ou pelo… Rejeitando a lembrança com a cabeça, observei a sala de maneira curiosa, que era extremamente bem iluminada, com suas paredes também beges e poltronas vermelhas. Ficando da maneira mais confortável possível, brinquei com os óculos até alguém pigarrear atrás de mim. Ao olhar, pude ver o homem de volta com o garoto que tanto me odiava. Ao me fitar de cima a baixo, o homem perguntou se eu era parente da Katherine Schmidth: —Sou neto dela… Enfim, hey Desmond! - Quando minha atenção voltou para o garoto dos olhos profundamente azuis, senti minha respiração mudar um pouco enquanto sorria na direção do menino, que enfim quebrou o silêncio.


Off:Postagem atemporal entre a festa dos Gremory e o festival em Mag Mell, com Desmond Lawford. Interrupções serão ignoradas.


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Desmond Lawford
Corvinal
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Desmond Lawford

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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeQui 03 Set 2020, 02:14

what the fuck are you doing here?


Interação com Aaron Dütscher Schmidth.

A cúpula crepuscular sobrepujava-se às cortinadas nebulosas disformes em tons pastéis. A chama solar aquecia o firmamento, conferindo uma sensação de agradável temperatura à estância. A maioria dos internos estava na área externa, desfrutando de tudo quanto o período de folga escolar fosse capaz de aflorar. Destoando destes - desta vez, não propositalmente, apenas para não se perder o costume -, Lawford permanecia em seu quarto compartilhado, sob a guarida de um forte erigido na fragilidade de lençóis amarrotados.

Sua cabeça pulsava de um estranho jeito, ao passo que suas entranhas pareciam não aceitar nada além de substâncias liquefeitas. Uma ironia completa, principalmente em se considerando que na noite anterior, o garoto houvera sorvido um alcoólico pela primeira vez na vida. Ora, veja bem. Que atire a primeira pedra, quem nunca tivera cometido um deslize nos tempos da puberdade. No caso em questão, Lawford o fizera, ao menos, movido por um sentimento de estima, à medida que tragara - literalmente - a mistura de refrigerante com o etílico, apenas para não ver Cailin e Eppie na situação vexatória que, horas depois, ele acabou padecendo.

Um vômito na camisa e palavras ruidosas trovejadas a um garoto com o qual, digamos, Lawford não mantivera lá tão boa relação em Durmstrang. É, isto seria um eufemismo, levando-se em conta que ambos houveram até mesmo saído no braço no instituto nórdico, no letivo ao qual acabava por findar-se. Bom, neste presente momento, o adolescente tentava rememorar tudo quanto tivesse ocorrido, visto ter acordado em um dos quartos da residência dos Gremory e, talvez aquele sentimento obliterante que pungia em pesadas pontadas às têmporas, fosse a chamada ressaca moral, à qual, evidentemente, pelos motivos citados, Lawford jamais ter experimentado.

Eis que no afã daqueles flashes desconexos, o garoto fora surpreendido com a presença de um dos educadores sociais o qual acabava por solicitar sua presença. "Ferrou! Eles descobriram o qua aconteceu na festa", matutou, engolindo em seco. - E-eu? - Indagou, ligeiramente mais parvo que o habitual e, como resposta, recebera um: "Tem mais algum Lawford aqui além de ti?. O suficiente para que o garoto retribuísse com um olhar blasé, erguendo-se com certa dificuldade sequencialmente. Já que segundo ao que o próprio considerava, uma vez que fora descoberto, ele nem precisaria esconder o seu mal estar.

No trajeto galgado entre os corredores frios e insólitos, Lawford conseguia elaborar uma dúzia de desculpas que, segundo ao próprio crivo, seriam razoavelmente convincentes. Afinal, para começo de conversa, ele nem desejaria ter comparecido à festa, ele o fizera, porque a equipe multidisciplinar do orfanato houvera considerado mais apropriado para a formação de redes de apoio e de vínculos secundários. Entretanto, nada daquilo parecia válido, uma vez que ele próprio decidira beber por livre e espontânea vontade. Sendo assim, já estava pronto para arcar com as responsabilidades advindas de seu erro, tão logo cruzasse os pórticos que se o separavam da saleta, à qual estava sendo conduzido.

O adolescente parou rente ao batente da porta, piscando os olhos algumas vezes, quanto forma de se crer em quem seu olhar acabava por recair. E o choque patente naqueles tempestuosos olhos de maremoto, metamorfosearam-se ao costumeiro olhar blasé, conforme o educador social o mandava não ficar ali parado. - Eu não tenho nada a tratar com este garoto. - Disse, com a face ligeiramente meneada, sem conseguir encarar ao adulto ali presente, tampouco seu interlocutor lá do outro lado da mesa. O adulto, então, surpreendeu-se, uma vez este não ser o costumeiro comportamento do tímido e distante ravino, tendo explicado que não era uma questão dele querer falar, e sim predispor-se a escutar ao que o convidado teria a dizer.

Com a mesma expressão, o ravino se sentou na cadeira em frente ao mesmo da maneira mais displicente que conseguiu. Encarou-o por curtos segundos, antes de sentir os zigomáticos arderem em brasas. O adolescente virou a face em direção do único adulto presente, com os olhos semicerrados e uma expressão de incredulidade. - A gente não pode ter dois minutos de privacidade? - Indagou, com um quê de sarcasmo. Primeiro, porque dois minutos, fosse tudo quanto o outro fosse conseguir de seu tempo; segundo, porque à luz dos direitos das crianças e adolescentes, a privacidade e a vontade própria pareciam letras mortas no orfanato de Babbitty, uma vez que tinham que submeter a tudo quanto os educadores sociais impusessem. - É assim que é isso aqui? - Lançou, com mais amenidade. Isto porque, muitos órfãos estavam institucionalizados por diversos motivos, já que a orfandade era um conceito deveras amplo. Alguns tinham parentes, os quais não poderiam deter a guarda dos menores, não sendo este o caso do do ravino, o qual não estava acostumado a receber este tipo de visita particular. Com uma advertência de que logo voltaria, o educador deixou a sala, de modo que o único som audível nos segundos seguintes fora a respiração exasperada da do ravino.

- O que você quer Schmidth? - Perguntou, rolando os olhos às órbitas. - A gente já não se resolveu ontem? - Questionou, com as sobrancelhas erguidas, pois até onde ele se recordava, ele tinha colocado tudo para fora sobre o quê ele pensava do mesmo. De uma maneira tão literal, que talvez fosse este o motivo da presença do mesmo: o vômito. Isto fora o suficiente para que o ravino prosseguisse. - Olha, se é sobre o vômito, me desculpa, tá bom? - Ponderou, com maior racionalidade e as feições levemente esmorecidas. Ele se envergonhara da noite anterior e tudo que ele gostaria era de apagar aquele episódio mais do que teratológico em sua vida.

TEMPLATE FEITO POR MOON


BEKKS;
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Aaron Dütscher Schmidth
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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeQui 03 Set 2020, 03:18

Eu trouxe um presente!
Aquele com a amnésia

[Orfanato Babbitty, Godric's Hollow - Dia seguinte à festa dos Gremory - Tarde]
A forma como Desmond evitou falar meu nome incomodou alguma parte dentro de mim, ao mesmo tempo que fez o leão adormecido em meu peito despertar repleto de curiosidade. O funcionário do Orfanato sugeriu de maneira bem autoritária que o garoto me escutasse e me perguntei se ser neto de Katherine havia me garantido aquilo ou se todos os visitantes eram tratados com tamanha cortesia. A julgar pelo olhar recebido no momento que entrei, provavelmente não. O ravino ocupou a cadeira na minha frente e nossos olhares se cruzaram por alguns segundos, até que ergui as sobrancelhas e o garoto encarou o seu responsável, o que o imitei de maneira levemente vampiresca. Me perguntei o quanto os educadores do orfanato se intrometiam na vida de seus protegidos e soltei um suspiro baixo, refletindo o quanto a vida do garoto sentado na minha frente devia ser difícil. Quando Desmond e voltou para mim, seu tom ao dizer meu sobrenome arrancou um sorriso dos meus lábios, mas enquanto ele questionava os motivos da minha visita, aguardei até ouvir os passos do funcionário sumindo bem longe.

—Relaxa, o vômito é o menor dos motivos para a minha visita. - Com uma expressão divertida contrapondo-se a típica face blasé do corvino, pude ver a mente do garoto trabalhando. Demorei alguns instantes para perceber que talvez ele não lembra-se de tudo o que havia acontecido na última noite. Aproveitando que aparentemente ele ainda não havia se trocado desde a festa, decidi brincar um pouco com a situação: —Vejo que gostou da minha camisa, já que continua usando ela. Sinto te informar que vou precisar dela, tem valor sentimental pra minha avó. Mas, oh, trouxe uma de presente para você. - Enquanto o ravino olhava a própria roupa, peguei a sacola ao meu lado e entreguei a ele: —Dado o nosso histórico, ontem foi uma noite bastante interessante. - Sem conseguir segurar uma piadinha, joguei um verde para testá-lo: —Até revivemos nossas quedas épicas. Não lembrar disso magoaria meus sentimento, Lawford. - Aguardando o garoto digerir as informações, pude sentir diversos olhares em mim e me permiti estudar os órfãos presentes no cômodo, que ia de crianças ainda na pré escola até alguns em fase de inciar a Hogw… Durmstrang. Vendo alguns rostos conhecidos, decidi ousar um pouco com corvino: —Você é obrigado a ficar aqui dentro o tempo todo? Poderíamos dar volta e eu te contaria tudo o que rolou. - Eu estava trapaceando ao usar meu magnetismo para deixar Desmond mais favorável a sair comigo, mas desde ontem eu sentia aquela vontade de apenas conhecê-lo melhor. O medo em sua voz e sua vulnerabilidade ao falar do orfanato haviam mexido comigo.


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MensagemAssunto: Re: Sala comum   Sala comum - Página 2 I_icon_minitimeTer 22 Set 2020, 00:38

what the fuck are you doing here?


Interação com Aaron Dütscher Schmidth.

Com os sentidos um pouco mais lentos pelas razões retromencionadas, Lawford veio a perceber que o educador social lançara uma pergunta ao grifino, sobre o parentesco dele com outra pessoa de mesmo sobrenome. Seria este o motivo pelo qual ambos desfrutavam de relativa privacidade? E lhe seria ainda mais intrigante o real motivo da presença do Schmidth no orfanato, uma vez que o mesmo acabava por confessar que não o seria por conta do vômito. Quer dizer, como saber que o ravino estava ali alocado? De tudo quanto se lembrava até antes da regurgitação, ele não entrara neste tipo de detalhe acerca da própria vida ou entrara?

Franziu o cenho diante da incógnita lançada acerca da real presença do mesmo, sobretudo pela expressão faceira que o grifino trazia em seu semblante - algo que era retribuído com uma contratura dos músculos da face por parte do ravino. Até que finalmente Schmidth revelou o motivo de sua visita, algo que fez com que o ravino ficasse - ainda mais - enrubescido. Ele estava utilizando uma peça de roupa que pertencia àquele e nem se dera conta disso. Segundo ao que era informado, ainda, aquela camisa tinha um valor sentimental para a avó do garoto e esta informação fez com que Lawford crispasse as sobrancelhas quase que de maneira inconsciente.

O adolescente puxou a gola da camisa, a fim de procurar pelo nome da marca da que ele trajava e que seria pertencente ao grifino. "Deve ser uma camisa muito cara para ele ter se dado ao trabalho de vir buscar", matutou, ao tempo de menear a fronte lateralmente quando vislumbrou a sacola exposta por Schmidth. Lawford, então, muniu-se da sacola com uma esticada de braço, tornando a expressar o mesmo semblante de incerteza de outrora.

Eis que o comentário seguinte acerca das quedas fora o suficiente para que o rosso na altura dos zigomáticos ficasse em evidência, ao que as piscadelas contínuas de olhos evidenciavam o total desconforto diante da sentença ou da insinuação feita por parte do Schmidth. Engoliu em seco, fazendo menção de retrucar à altura, quando o visitante mudara completamente o rumo daquela prosa. Eis que subitamente Lawford sentiu-se tentado a esboçar aquele maldito sorriso inexplicavelmente. E ele o fez, porque era como se o Schmidth estivesse mais convidativo? Ou como se uma espécie de centelha fria envolvesse o alvo rosto daquele garoto, ocasionando um arrepio de partir a espinha que o tutelado não poderia determinar a procedência.

Lawford, então, se debruçou sobre a mesa que os separava, de modo a se apoiar sobre os cotovelos. - Eu adoraria. - Respondeu, perpassando a língua de uma extensão a outra sobre o lábio inferior. - Mas como deve ter percebido, eu sou órfão. - Emendou-se com uma frieza quase que inumana. Era como se todo aquela aura estranha tivesse caído por terra. - A não ser que você ache uma solução mágica, eu só posso sair com aval ministerial. - Explanou, tornando a fitá-lo com o olhar blasé que sempre o acompanhava.

- Antes, Schmidth, o correto seria você perguntar se eu estou disposto a saber sobre tudo o que rolou. - Disparou, com uma entonação especial em relação aos últimos vocábulos, os quais foram utilizados pelo próprio garoto. Lawford cerrou os olhos, inspirando profundamente. Em seu imo, ele repetia a si mesmo para que se controlasse, mas isto parecia impossível diante daquele garoto metido. - Neste caso, esta é a porra da empatia esperada numa situação destas. E não vir aqui e ficar aí deste lado, me fitando como se eu fosse o adolescente mais infeliz do mundo. - Trovejou, recuando o tronco, vindo a cruzar os braços na altura do peito. Não havia nada pior do que receber um olhar condolente, ainda mais vindo de quem vinha.

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