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 Dormitório e banheiro Masculino

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AutorMensagem
Diretor Alvoros Grunnion
Diretor
Diretor
Diretor Alvoros Grunnion

Patrono : Fênix
Bicho-papão : Diretor

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha:

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MensagemAssunto: Dormitório e banheiro Masculino   Dormitório e banheiro Masculino I_icon_minitimeDom 14 Fev 2016, 22:27

Dormitório e banheiro Masculino

Orfanato


Dormitório e banheiro Masculino WobG85E

Um ambiente confortável e acolhedor com beliches, pufes e mesas. Há também o banheiro com chuveiros e pias individuais.


RPGHogwarts.org


Alvoros Grunnion
Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de  Hogwarts


Ações
- Falas
"Falas de outros personagens"
"Pensamentos"
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Colin Von Wanküuk
Lufa-Lufa
Lufa-Lufa
Colin Von Wanküuk


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Lufa-Lufa
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha: Lasca de Casco de Centauro, Álamo, 30cm, Quebradiça.

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MensagemAssunto: Re: Dormitório e banheiro Masculino   Dormitório e banheiro Masculino I_icon_minitimeSab 21 Maio 2016, 01:06

Era um domingo de frio. Vestido com alguns moletons e escondido sob a coberta da minha cama, tentava ler alguns trechos pequenos de um livro com ilustrações da Rússia, onde enfatizava os lugares mais belos e comuns de frequentar do país. E fiquei por ali por mais algumas boas horas até dar o horário do almoço.



I am silver ray lone ranger riding through an open space


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Alyssa Krochan Zarek
Sonserina
Sonserina
Alyssa Krochan Zarek

Patrono : Leopardo-siberiano

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: 3º Ano
Varinha: Escama de Cauda de Sereiano, Olmo, 32cm, Inflexível.

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MensagemAssunto: Re: Dormitório e banheiro Masculino   Dormitório e banheiro Masculino I_icon_minitimeSeg 02 Jan 2017, 16:50

Os dias estavam monótonos. Era um pouco bizarro admitir isso, mas diferente de grande parte das crianças, eu gostava do colégio. Talvez porque Hogwarts tinha mudado minha vida e isso valia muito. O orfanato era legal. Eu tinha algumas pessoas que eu podia chamar de amigo, mas as pessoas que eu realmente gostava estavam longe. Aislynn era a principal delas. Vez ou outra a gente fazia alguma coisa juntos, e ela me chamava para ir em alguma loja ou cafeteria que ela curtisse visitar, mas nossa rotina de se ver todo dia, e falar qualquer bobagem durante as aulas tinha se alterado e eu me sentia estranho. Era engraçado, mas eu realmente gostava de passar meu tempo com a menina, e jamais imaginaria que sentiria a sua falta. Nós se conhecíamos desde os onze anos, e esse sentimento nunca tinha estado tão presente quando agora. — Só existe uma coisa para fazer em um dia entediante como esse. — dormir. Sim, eu sabia que podia fazer outras coisas, mas minha tática era sempre dormir, por um motivo simples: Eu não via o tempo passar e talvez depois de horas apagado, algo surgisse. De qualquer forma, me deitei ali na minha cama no dormitório. Fiquei por um momento refletindo que eu nunca tinha tido um quarto só para mim. Quem sabe um dia. De qualquer forma, não demorou muito para que meus devaneios se perdessem e eu adormecesse.


Área de Flood Tumblr_ppv5kpPxvf1wrqcdso2_400
Alyssa
Krochan
Zarek
Área de Flood Tumblr_ppv5kpPxvf1wrqcdso7_400
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Sebastian Adams Waynwood
Sonserina
Sonserina
Sebastian Adams Waynwood

Bicho-papão : Fogo Azul (Ignotus Glaciare)

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha: Escama de Kappa, Jacarandá, 32cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Dormitório e banheiro Masculino   Dormitório e banheiro Masculino I_icon_minitimeTer 07 Mar 2017, 17:33



Bocejei. Eu estava extremamente cansado. As férias já tinham se tornado entediantes e eu não via a hora de voltar para Hogwarts. — É bom eu não falar isso em voz alta. — comentei para mim mesmo. Algumas pessoas achariam que eu era maluco por pensar daquela forma. Não que eu realmente não fosse. Eu estava bem longe de ser normal, mas depois de tanto tempo ali no orfanato, eu sentia saudades do colégio e até mesmo da correria que era para conseguir deixar os estudos em ordem e consequentemente passar de ano. Eu era um aluno aplicado, mas sempre tinha algumas matérias que eu possuía maior dificuldade. Todos os meus devaneios sobre as aulas aconteciam enquanto eu estava sentado na cama do dormitório. Naquela hora o local estava vazio então eu tinha todo o tempo do mundo para relaxar, mesmo que esse relaxamento estava sendo entediante. Voltei a bocejar, agora me deitando na cama e abraçando um travesseiro. — Que sono! — eu gostava de falar em voz alta que estava com sono, pois assim ele parecia ir embora. Não foi exatamente o que aconteceu, pois antes que pudesse perceber, eu já tinha adormecido. Acordei horas mais tarde, e fiquei feliz de ver que a hora da janta ainda não tinha chegado. Eu não queria perder aquela refeição, por isso me levantei e rumei para o refeitório, saindo dali.




Sebastian Adams Nottingham
BUT I lOVE HER AND I'M SORRY

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Dante Stella Gyllenhaal
Funcionários
Funcionários
Dante Stella Gyllenhaal


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: Concluído
Varinha: Olmo, 24 cm, Inflexível, Corda de Coração de Dragão.

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MensagemAssunto: Re: Dormitório e banheiro Masculino   Dormitório e banheiro Masculino I_icon_minitimeQui 30 Mar 2017, 21:01

You'll keep living and breathing until this world turns over
Na cozinha - meio da tarde
O Natal veio e se foi rapidamente praticamente passando despercebido pelas crianças do Orfanato. Seus presentes são em grande maioria frutos de doações então nem sempre é possível todo mundo ficar feliz. O ponto positivo foi que como a Babbity não tem aulas neste periodo de festas, então a equipe conseguiu se juntar e montar um baita banquete de natal para as crianças. Para melhorar o clima comecei uma batalha épica de bola de neve depois da refeição. O problema é que agora alguns dos meninos - que se recusaram a terminar rapidamente a brincadeira - estão resfriados. Pouco tempo atrás eles tomaram uma poção ministrada por uma das assistentes e eu me prontifiquei a fazer uma infusão de alfavaca para ajudar a baixar um pouco a febre deles.

Tento não me sentir muito culpado ao jogar algumas folhas da erva na água fervente e decido mimar eles um pouco. - Accio amido de milho! - um saco grande de amido vem flutuando do estoque e eu passo Madonna para abrir a embalagem derramando tudo num bowl. Despejo açucar, manteiga e gemas de ovos e com um aceno na varinha a massa é misturada sozinha até se tornar homogenea. Com outro aceno da varinha a masssa começa a se enrolar, formando minhocas e Madonna os corta formando pequenos pedacinhos que serão biscoitos amorfos. Queria algo com cara de 'feito pela mamãe' e acho que nada melhor do que sequilhos docinhos para passar essa impressão. Com a infusão de alfavaca pronta faço mais um aceno com a varinha e os sequinhos assam a minha  frente, flutuando no processo e caindo num grande pote de vidro já prontos.

No dormitório - Alguns minutos depois
Com tudo pronto carrego uma bandeja com a bebida e as canecas, mantendo a varinha em riste fazendo o pote com os petiscos flutuando a minha frente. Bato na porta do dormitório masculino com o pé e espero que abram para poder entrar. A assistente ainda está lá e me dirijo primeiramente a ela ao colocar o pote num dos pufes coloridos. - Aqui está o 'chá'. - Digo salientando a palavra chá. Odeio pessoas que não sabem o que é um verdadeiro chá e o confundem com infusões, é algo tão simples! - Pelo jeito a poção apimentada já fez efeito! O quarto tá todo fumaçado... - Digo bagunçando o cabelo de um dos garotos deitado na cama de baixo da beliche mais próxima. - Tomem tudo e comam alguns biscoitos. Eles estão uma delicia! - Digo isso para todos e brinco um pouco com eles e roubo alguns biscoitos antes de sair do aposento.
BY SUEIKO




Another day, another door
Another high, another low
ROCK BOTTON *rock bottom, rock bottom, rock bottom, rock*
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Louie S. Marshall

Louie S. Marshall

Bicho-papão : Zaja com medo dele

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Não possui
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha:

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MensagemAssunto: Re: Dormitório e banheiro Masculino   Dormitório e banheiro Masculino I_icon_minitimeSab 29 Jul 2017, 13:35

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Os olhos de Louie se abriram para observar o estranho relógio na parede. Era três horas da manhã, se ele não estivesse enganado. Relógios bruxos muitas vezes pareciam mais confusos que o normal, e sem seus óculos não podia realmente ter certeza de nada. O menino suspirou baixinho por baixo de sua respiração, escorregando devagar para o chão. Seus pés tocaram o chão gelado, enviando-lhe arrepios pela coluna. Devagar, tentando impedir o chão de madeira de ranger, ele caminhou até o banheiro. A porta se abriu com um clique baixo, e ele olhou ao redor nervosamente para ver se não o tinham visto, enquanto ele não era proibido de ir no banheiro durante a noite, o menino não queria ter que explicar a vermelhidão de choro em seus olhos. Não mesmo.

Entrando no banheiro, a diferença de temperatura era bastante óbvia. O chão gelado de ladrilho era realmente menos confortável que o de madeira dos quartos, os encantos de aquecimento do banheiro eram a unica coisa que impedia Louie de tremer de frio. Estava satisfeito por isso, era bem diferente do orfanato trouxa, e realmente mais confortável. Balançou a cabeça, afastando esses pensamentos enquanto se debruçava na pia, alta demais para que ele se sentisse confortável com ela. Tinha que esticar seus braços demais para abrir a água morna, afinal. Sendo o menor do seu grupo de idade, Louie conhecia muito bem as dificuldades de ser verticalmente desafiado. Por um segundo, considerou acender a luz enquanto esfregava o rosto com a água morna, mas decidiu contra isso. O escuro sempre tinha sido mais acolhedor para a criança. Luzes significavam pessoas, o que o fazia imensamente nervoso.

Seus olhos vagaram por seu rosto, magro demais, baixo demais, cansado demais, preocupado demais. Louie se perguntou se Zaja estava tendo uma boa noite de sono, mas duvidava disso. Sua irmã sempre tinha tido problemas com os "terrores noturnos", como os adultos costumavam chamar. Louie, embora, acreditava que os terrores reais aconteciam quando se estava acordado. Mordeu os lábios, bagunçando o cabelo loiro com a mão molhada. Seus pensamentos indo cada vez para lados negativos e dolorosos, a cada segundo. Suspirou baixinho, puxando algo do seu bolso, era apenas um pedaço de plástico duro, fino, mas não realmente algo perigoso que os monitores e matrona do orfanato iriam tirar dele se o vissem com isso. Era apenas um plástico.

O menino deliberadamente observou o plástico por alguns segundos, antes de pousar ele sob o braço descoberto. A pele ali já era áspera com as cicatrizes finas, mas ele não se importou muito. A maioria das roupas do orfanato tinham manga comprida, e ele podia fugir facilmente com usar casaco o tempo todo ali. Não fechou os olhos, quando sentiu a leve ardência familiar em seus braços, assistindo o sangue leve brotar e escorrer um pouco morbidamente.

Louie sabia que não podia ser forte para cuidar de Zaja, tanto quanto ele queria. Se preocupava com a irmã mais do que com a própria saúde, sempre tinha sido assim. Queria que Zaja pudesse ver nele um porto seguro, queria que Zaja pudesse confiar nele, confiar que ele podia apoiar a dupla quebrada dos gêmeos Marshall. — Mas no fim, eu sou o mais fraco de nós, não é verdade? — murmurou para si mesmo, fechando os olhos cansado. Suas mãos tremiam um pouco, e  ele as colocou sob a água morna. Isso fazia os pequenos ferimentos recém feitos doerem, mas ele gostava assim.

Ao menos ele sabia que estava sendo punido pela mentira que ele queria acreditar. Que ele queria que as pessoas acreditassem. Louie não era forte. Mas ninguém nunca saberia disso... Ele não deixaria as pessoas saberem disso, até o final. Ele não podia suportar ver imaginar os olhos da sua irmã desamparados novamente. E, se assim fosse, ele iria lutar contra si mesmo. Ele iria se parar de fazer o que suas mãos tremiam para que ele fizesse. Porque Louie não podia morrer ainda. Não até ver Zaja bem e segura.

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Benedict Morgan Thompson
Sonserina
Sonserina
Benedict Morgan Thompson


Perfil Bruxo
Escola/Casa: Sonserina
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha: Corda de Coração de Dragão, Espinheiro-Alvo, 30cm, Maleável.

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MensagemAssunto: Re: Dormitório e banheiro Masculino   Dormitório e banheiro Masculino I_icon_minitimeSex 08 Dez 2017, 10:53

Olhei para o lado para ver que horas eram. Os olhos cheios de tendo a não ajudava a ver mais do que vultos. Eu não entendia porque enxergar o horário era tão importante para mim. Eu estava de férias, no orfanato de Godric's Hollow. Talvez fosse o costume de quando eu estava em hogwarts, provavelmente era isso. De qualquer forma, as luzes nas frestas das janelas apontavam que o dia já tinha clareado. Eu tinha razão, pois quando meus olhos se acostumaram, percebi que os ponteiros se moldaram para algo semelhante a nove horas e vinte e cinco minutos. Ainda era cedo pra cacete. As outras crianças dormiam ao meu redor. E os barulhos de roncos eram claramente ouvíveis. Mesmo assim, eu já estava acostumado com aquilo fazia muito tempo. No colégio era pior. Era curioso como em uma escola de magia, não existia no minimo feitiços que abafassem o som de cada leito. Eu sabia que existia essa capacidade, mas pelo menos nunca tinham usado no dormitório da Sonserina. Talvez era uma forma de nos testar. Quem conseguisse dormir em meio ao barulho e ir bem nas aulas, ganhava um prêmio. De qualquer forma, bocejei, e me sentando na cama, ficando finalmente sentado. Olhei para os lados uma última vez, e saí do quarto buscando outras coisas.


Benedict Morgan Thompson
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Desmond Lawford
Corvinal
Corvinal
Desmond Lawford

Bicho-papão : Paralisia do sono

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: 4º Ano
Varinha: Lasca de Casco de Centauro, Carvalho Inglês, 29cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Dormitório e banheiro Masculino   Dormitório e banheiro Masculino I_icon_minitimeTer 04 Fev 2020, 00:13

Summer disappoiment - Final


A atmosfera cálida desbotava em borrões os quais se assemelhavam aos contornos de uma paisagem surrealista, traçada em pinceladas contrastantes e epifânicas. Os motores do ônibus distrital roncavam uma sinfonia cansada, à medida que ganhavam a avenida principal da efervescente e cosmopolita Londres. Fronte recostada nos vidros, o ravino acompanhava o trajeto com um olhar tipicamente blasé. Naquela manhã ele houvera ido à praia de Porthbeor para uma confraternização organizada por parte de alguns colegas de Hogwarts. Eram férias e ele queria um pouco de variedade em seu cotidiano repetitivo em Babbity. Eram férias e ele queria poder dizer a si que realmente fizera algo em suas férias, além dos mormentes afazeres que perfaziam sua estadia no lar. Como resultado de sua busca, ele acabara por ver uma de suas colegas mais próximas durante o letivo anterior, digamos, à vontade com relação a outro garoto na praia. Como se isto não fosse o bastante, o tímido pré-adolescente acabara, ainda, tendo recebido um selinho da mesma logo após.

Agora ele não conseguia ver nada além de ser visto como um completo idiota por parte de seu restrito círculo social, uma vez que acabou por fugir - literalmente - após o ocorrido. Ora, ele ficara confuso com relação aos próprios sentimentos em vista do gesto galgado por parte da grifina. Ele nunca houvera beijado alguém antes, aliás, de fato ele não houvera beijado. Tecnicamente falando, fora um selinho. Entretanto ao garoto cujo psicológico lá não seria dos melhores estruturados com relação aos relacionamentos afetivos, ele simplesmente não soubera como lidar - em verdade, ele ainda não o sabia.

Portando dois exemplares de contos infanto-juvenis - os quais ele houvera utilizado como desculpa para conseguir empregar fuga do orfanato -, o rapaz tornou a alçar a caminhada em prol do respectivo, tão logo desembarcou do coletivo. Bom, ele sabia que agora ele tinha que focar-se, uma vez que muito provavelmente seria indagado quanto seu paradeiro. Astutamente, o rapaz não houvera saído com aquela jaqueta marrom alguns bons números maiores que o seu corpo à toa. Prontamente ele levou os exemplares ao forro interno, de modo que com seu braço canhoto por sobre, ele conseguia passar como se não ocultasse nada consigo, afinal, ele não houvera ido à biblioteca pública coisa alguma.

Transpôs os pórticos engolindo seco, pois ele não gostaria de ser punido. Se ele conseguia gozar de relativa confiança com relação aos instrutores, era por conta de sua boa conduta ao longo dos anos de sua estada por ali. Fronte abaixada, o garoto limpou os pés no tapete da frente, com o fito de eliminar quaisquer resquícios de areia de seus tênis. Seguiu com um sorriso frouxo atado nos lábios, logo rumando para o dormitório masculino.

- Lawford? - Ressoara a voz contundente. O garoto virou-se de súbito, passando a fitar a figura da srta. Wood. - Você demorou para quem só foi à biblioteca municipal. - Proseou, de modo a aproximar-se do garoto com o rosto ligeiramente lateralizado e um olhar analítico. - Si-sim, srta. Wood. - Respondeu o menino, piscando as orbes de uma maneira desconfortável. - Havia uma apresentação do teatro de bonecos sobre o conto do rouxinol e o imperador chinês. - Informou, de uma maneira despretensiosa. A funcionária o mirou fixamente nos olhos, tendo perpassado a mão por sobre o ombro do menino a encaminhá-lo em prol do dormitório dos meninos. Ele seguiu o rumo designado, tendo logo se jogado sobre sua beliche, lá no canto mais afastado do comprido aposento. Considerou ter passado no curto interrogatório, uma vez que a srta. Wood informara que a ação do garoto houvera gerado como consequência de o mesmo ter perdido o almoço e o lanche da tarde. Por mais que estivesse com o estômago roncando, ele considerou aquele, um ínfimo preço a se pagar em vista de sua atitude. Ele não queria ser como os garotos mais velhos que aprontavam todo o tipo de arruaça. Os funcionários de lá já tinham trabalho o suficiente com estes e o menino não gostaria de ser mais um a ser acrescido à lista.        

Por fim, ele rumou ao banheiro, tendo lavado seu rosto, bem como dado um jeito de esconder os livros sobre a jaqueta que acabava por retirar de seu corpo esguio. Sorriu amenamente a si diante do reflexo no espelho. Ele ainda não saberia dizer como se sentia em relação ao selinho roubado. Talvez tivesse gostado. Ou talvez não. Ainda era muito prematuro chegar a qualquer tipo de conclusão. Eis que ele rumou de volta ao grande cômodo e, daí, à cama novamente. Deitado a admirar o teto ornado em motivos pueris, o pré-adolescente revisitou aquela manhã em seus pensamentos e quando menos se percebeu, já estava a visitar o mundo dos sonhos. Após algum tempo considerável, ele fora acordado pelo burburinho de passos que ecoavam pelas tábuas, tendo seguido, então, ao refeitório. Sendo assim, deixou o local.

TEMPLATE FEITO POR MOON


BEKKS;
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Emmett Lewis Beoulve
Corvinal
Corvinal
Emmett Lewis Beoulve

Bicho-papão : Desconhecido

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha: Cerda de Acromântula, Carvalho Inglês, 29 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Dormitório e banheiro Masculino   Dormitório e banheiro Masculino I_icon_minitimeSex 14 Ago 2020, 21:10


[Dormitório masculino, dias antes de completar dez anos]

Abandonados, descrentes, sem perspectiva alguma. Emmett sabia que pouca coisa o diferenciava do resto das crianças com quem agora dividia o amplo espaço do orfanato. Alguns nomes por ali haviam nascido no âmbito da casa acolhedora, já outros ainda pareciam sofrer o quase luto que era ser abandonado no lugar. No caso de Emmett, o menino era o mais novo morador do local, entretanto, para os empregados da instituição, Stecovich não parecia compartilhar do mesmo sentimentalismo que o resto das crianças que acabaram de serem desvinculadas de suas famílias biológicas. Não sabia ao certo quanto tempo fazia desde a morte de sua mãe, mas ainda assim era capaz de notar que Albert tinha encenado um falso luto por um tempo considerável. Logo, mesmo na presença de pessoas que infelizmente carregavam o mesmo sangue que ele em suas veias, Emmett sabia que havia sido abandonado pela família mesmo antes de Albert ter lhe deixado nos portões do orfanato - ficará sozinho no mundo no exato momento em que a vida abandonará o corpo de Yulia, sua mãe.  Completamente consciente de tudo o que acontecerá em sua vida até ali e das possíveis consequências em desvincular-se de sua família biológica, Emmett não tinha o porquê compartilhar do semblante de velório dos iguais. Era apenas uma mudança de cenário, algo que, se usasse a imaginação e se desligasse do mundo real, era capaz de fazer antes mesmo de ser deixado no orfanato, ainda na Mansão Cromwell - coisa que, inclusive fizerá algumas vezes depois da morte de sua mãe.

Suspirou, relaxando os ombros que pareciam ter tijolos apoiados sobre si desde o início da manhã, quando todo o pseudo caos começará. — Apenas uma mudança de cenário… — Assentiu os próprios pensamentos, permitindo que os dedos alvos abrissem o zíper da mochila surrada, assim como as roupas que vestia no momento. No acessório azul, Emmett carregava toda a sua vida. Assim como sua idade, os pertences podiam ser contados nos dedos - definitivamente não eram muitas coisas. Carregava três fotos: uma de sua mãe ainda criança. Uma de Morgana, a gata que os Cromwell mantiveram por anos apenas porque alguém do Profeta Diário dira certa vez que isso gerava popularidade entre alguns bruxos da comunidade. E a terceira tratava-se de uma foto em família, a qual tinha uma de suas laterais dobradas, de modo que seu pai não aparecesse ao lado dele e de sua mãe. Mesmo enquanto vivo, Emmett nunca fora capaz de nutrir bons sentimentos enquanto ao pai, mas não o rasgara de vez da foto apenas porque queria saber se ficaria parecido fisicamente com o ele algum dia. Temia esquecer, com o tempo, a fisionomia daqueles que o colocaram no mundo um dia. Além de outra muda de roupas igualmente surradas as que usava no momento, também havia na mochila alguns exemplares de livros trouxas e bruxos. Dentre eles, estava Os Contos de Beedle, o Bardo, o qual sua mãe costumava ler para ele desde que de algo despertou seu desejo pela literatura bruxa. O velho livro também era a única lembrança que tinha da avó que falecerá antes mesmo dele ter nascido, visto que o livro um dia tinha sido dela enquanto ainda morava na Rússia. — Apenas. — Interrompeu as lembranças, permitindo apenas naquele momento que certa tristeza adornasse sua voz ainda em mudanças por conta da puberdade. Definitivamente tinha muito o que ler, refletir e repassar durante aquele ano. Essas seriam suas únicas distrações até que finalmente completasse onze anos e, só então, pudesse receber sua carta de Hogwarts.


Emmett
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Emmett Lewis Beoulve
Corvinal
Corvinal
Emmett Lewis Beoulve

Bicho-papão : Desconhecido

Perfil Bruxo
Escola/Casa: Corvinal
Ano Escolar: 1° Ano
Varinha: Cerda de Acromântula, Carvalho Inglês, 29 cm, Maleável

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MensagemAssunto: Re: Dormitório e banheiro Masculino   Dormitório e banheiro Masculino I_icon_minitimeDom 16 Ago 2020, 12:28


[Dormitório masculino, dias antes do início do ano letivo]

Apesar daquele sempre mesmo horário ser destinado à socialização e atividades nos jardins e playground do amplo orfanato, Emmett quase nunca era uma das cabeças de fácil visualização para qualquer um que transitasse do outro lado da cerca de madeira que demarcava os limites do lugar - era comum vê-lo no dormitório masculino, completamente absorto em histórias em quadrinhos e, na pior das hipóteses, nos próprios pensamentos. No momento atual, a segunda opção era a que se executava. Durante o lapso mental, Emmett havia sido atingido por uma coloração rubra em grande parte de sua face, essa quase sempre em um tom alvo assustador. Estava angustiado, sem opção alguma, completamente estagnado. Enquanto ainda dividia a vida com a mãe e com o resto dos familiares, imaginava que receber sua carta de aceitação de Hogwarts seria um dos melhores momentos de sua vida - e realmente foi quando a pequena coruja apareceu sorrateiramente em sua janela, mas a felicidade que a possibilidade de finalmente iniciar seus estudos mágicos trazia, não vinha sozinha. Estava sem sua mãe, sem seu pai e no meio de uma segunda caça às bruxas - e dentre todos esses desastres, por ironia, o que parecia pior falava à respeito de sua idade: só tinha dez anos, definitivamente não podia fazer muita coisa sozinho. Não tinha como conseguir os materiais que eram requisitados na carta de aceitação e, muito menos se locomover até o local de encontro para o embarque à Durmstrang - essa que agora dividia o corpo discente e castelo com os que normalmente ingressam na escola localizada em algum lugar entre a Inglaterra e Escócia.

Permitiu que os dedos da destra se fechassem em um punho, com uma força considerável - essa fizerá sua mão mudar para a mesma coloração rubra que cobria sua face. — Sinceramente, quanto Albert conseguiu ditar da minha vida só por ser um canalha? — Suspirou, encostando as costas em um dos vários beliches distribuídos pelo dormitório predominantemente laranja. — Ou um assassino? — Dirá o último em um tom extremamente baixo, visto que ainda não sabia ao certo o real envolvimento do avô paterno na morte de ambos os pais. Por um momento, relutou em esconder o rosto com as mãos - de modo que escondesse qualquer expressão minimamente desesperada para qualquer um dos meninos que dividiam o quarto consigo que resolvessem repentinamente voltar ao lugar. E fez bem, caso cobrisse o rosto e fechasse os olhos para qualquer coisa que quisesse evitar no momento, perderia a entrada triunfal e nada terrena de uma figura masculina rapidamente conhecida aos olhos azuis de Emmett. — Quem é você? — Questionou, ao mesmo passo em que fechará a porta de madeira atrás da figura estranha ao cenário - o homem pouco grisalho simplesmente não parecia se importar em ser visto como algo estranho e suspeito durante uma caça às bruxas, ele anunciará que já tinha tudo resolvido, antes mesmo de falar o seu nome ou qualquer outra coisa que o identificasse além do sorriso cínico e amarelado, ligeiramente parecido com o do carrasco avô.

Considerando a forma de aparição do homem, sabia que ele era o mais perto do misticismo que Hogwarts e o mundo bruxo trazia que teria em toda a sua vida - mas, nem mesmo tal fato, fez com que parecesse satisfeito com a confusão e incapacidade do mais velho em lhe responder. — Certo. Resolve as coisas dentro de dois segundos, não gosta de se nomear… Me deixe ver. — Tocou o próprio queixo com uma das mãos, forjando estar se esforçando para pensar no resto da frase. — Você é um elfo! Mais alto, mas ainda assim um elfo, estou certo? —  Disse ironicamente, desmanchando a expressão de confusão e transitando rapidamente para a de aborrecimento. Apesar de amar magia, o dormitório do orfanato realmente não era o lugar mais adequado para praticá-la. Aliás, imaginava que somente a visão das vestes quase inteiramente em veludo do homem, poderia entregar sua real natureza. Não conseguia imaginar o que aconteceria caso fossem descobertos, afinal, a casa acolhedora era a sua última opção de moradia. — Não, eu prefiro, sei lá, fada madrinha, se você não se importar. Me chamo William Alucard, e venho por conta de uma promessa à sua mãe. — A piada, o nome nada tradicional e a menção à sua falecida mãe, era definitivamente muitas coisas para Emmett processar em curto espaço de tempo.

Relaxou os ombros, deixando que ambas as mãos caíssem nas laterais do seu corpo como se fossem duas maria moles, completamente esgotado. — Minha mãe fez um trato com o Drácula? — A pergunta era retórica, mas ainda assim havia muito o quê perguntar ao homem. — É isso que se faz quando se é um bruxo, tratos com pseudo vampiros? E olha, isso que ela era um aborto, hein?! — Disparou, conformando-se internamente de que a sua vida tratava-se de um show de horrores, aparentemente. — Sim, é isso que fazemos, ha ha! A sua mãe me pegou fazendo uma coisa alguns anos atrás e isso, para o seu amado avô, seria só mais um motivo para deserdar mais alguém. Não tanto quanto você, mas sei que não sou um dos Cromwell que ele mais prestigia em uma mansão lotada do mesmo. — Por um segundo, Emmett terá a rápida impressão de que o parente nutria os mesmos desafetos que ele por Albert, o patriarca da família - entretanto, sabia que isso era conversa para outro momento. — Enfim, eu devo à sua mãe. Ela me pediu isso um tempo antes de morrer… — De repente, um frio subirá pela espinha esguia do menino, cogitando mais uma vez que toda a trágica história poderia realmente ser algo premeditado. Mas, para a sua frustração, mais uma vez a outra figura parecia saber tanto quanto ele - se Albert o detestava tanto assim, era óbvio que não deixaria que algo como assassinar alguém caísse nos ouvidos de um segundo nome que não confiava muito.

Perceberá que as íris de um azul tão intenso quanto as suas, correram pelo dormitório visivelmente bagunçado. O mais velho parecia estar procurando alguma coisa, ao mesmo passo em que agora, finalmente, parecia estar com medo de ser visto por algum trouxa do orfanato. — Eu vou te levar para comprar os materiais de Hogwarts, depois vou dar um jeito de te colocar no lugar de embarque para Durmstrang, está bem? Mas por mais que eu queira, não posso fazer por você mais do que isso futuramente. — Ambos, frente a frente, pareceram adquirir uma postura mais dura, preocupados. — Veja bem, você conhece o seu avô. E de alguma forma, como o resto dos meus irmãos, eu dependo daquele velho sacana. — William, como se revelará também, arregalou os olhos de modo que fizesse com que Emmett engolisse a seco, como se tivesse trocado de lugar com o mais velho. Pior do que ser largado a mercê da vida, era depender do patriarca dos Cromwell - Merlin sabia que isso que era castigo. — E se ele souber que estive por aqui e que te ajudei de alguma forma, presumo que eu nem vá acordar para contar o resto da história, entende? — Engoliu, pela vigésima vez, a seco. O homem lhe tocou a mão, dando a entender que aparatariam do dormitório. Devia estar assustado em simplesmente sumir partícula por partícula no ar com William, mas pensar em Albert e em seu terrorismo deixava Emmett momentaneamente anestesiado à muitas coisas.


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Dormitório e banheiro Masculino
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