O salão de festas é, provavelmente, o local mais suntuoso da mansão. Comportando aproximadamente quatrocentas e cinquenta pessoas, sempre foi palco dos grandes eventos e comemorações da mansão Donati.
Assunto: Re: Salão de Festas Sab 28 Abr 2012, 14:32
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Com um som seco, quase inaudível, a porta se abriu. Deu espaço a um lugar amplo, imaculadamente limpo e decididamente requintado. As luzes estavam acesas; por todo lado, estendiam-se mesas, cadeiras e até um som potente que, de certa forma, contrastava com o resto do ambiente. Ninguém poderia negar a suntuosidade daquele salão e, apesar disso, daquela vez seria usado com uma função bem diferente da tradicional. Não era para uma festa dos adultos ou uma reunião chata em que eles discutissem, pela milésima vez, os trâmites sem sentido do Ministério italiano. Era por uma razão mais pura e simples. Pensando bem, nem tão simples assim.
Pus um pé dentro da sala. Já perdera a conta de quantas vezes ficara embasbacado com aquele local. O salão já era naturalmente decorado, mas com a mão-de-obra extra vinda de mim e Lucca, não havia outra descrição a não ser perfeito. E perfeito para o propósito ao qual serviria. Não queria ter que me relacionar com o primo, e tinha sido mesmo uma surpresa saber que, não só Kayleigh estava na mansão, como era uma boa amiga de Lucca. Não havia outra saída a não ser concordar que ele também participasse da comemoração surpresa. Aquele tipo de coisa não fazia muito a cara da menina, mas às vezes simplesmente perdíamos a noção para agradar alguém. As corujas já tinham sido despachadas e havia recebido animadas respostas dos outros. Sorri, mal podendo esperar para ver o que Emilie aprontaria.
Sentei em uma das cadeiras que eu mesmo colocara ali cuidadosamente mais cedo, notando que havia bem mais espaço do que precisávamos. No entanto, aquele era o melhor lugar para festejar sem sermos incomodados. Observei as bolas coloridas dispostas no teto. Aquilo havia dado certo trabalho, mas Lucca e eu finalmente conseguíramos acertar o feitiço para fazer com que brilhassem em cores diferentes. Com as luzes apagadas, seria uma ótima improvisação de discoteca trouxa. O garoto havia escolhido os melhores discos de Kay e os deixara sobre a mesa para serem colocados mais tarde. Sem dúvidas, estava tudo pronto. Podia vê-la surgindo pela porta, mas fazia tanto tempo que não nos víamos... Saberia o que dizer? Lucca certamente já havia falado bastante. Tive que recordar a mim mesmo outra vez que concordáramos em não arranjarmos problemas pelo bom decorrer da festa.
Observei meu presente, devidamente embrulhado e parcialmente escondido num canto do salão onde dificilmente alguém poderia danificar. Apoiei-me no balcão, ouvindo, pela primeira vez àquele fim de tarde, passos ecoando no corredor, aproximando-se lentamente da porta de mogno que eu encarava, apreensivo.
Assunto: Re: Salão de Festas Sab 28 Abr 2012, 20:12
O beco diagonal estava abarrotado de pessoas apressadas aquele dia, na verdade, a maioria dos dias era assim. Lewis locomovia-se com dificuldade entre aquelas pessoas, embora fosse alto e realmente visível, não dava conta de espremer-se entre aqueles corpos inebriantes. Apertou o casaco contra o corpo, sentindo o vento frio açoitar seu rosto e suas mãos sem proteção. Deveria ter comprado o presente para sua irmã na semana anterior, porém seu dinheiro não era suficiente naquela época. E o convite do aniversário surpresa chegou atrasado para ele, ainda mais que não socializava com nenhum dos amigos de sua irmã. Pensou em fazer algo simples, sabia que Kayleigh era simplória e não se importaria se viesse somente com um pedaço de papel escrito te amo, mas precisava dar a ela algum objeto de valor, era uma das poucas pessoas que realmente se importava atualmente. Deu uma cotovelada em um adolescente ranzinzo que passou por ele esbarrando em seu ombro, e seguiu seu rumo para a casa da Astronomia.
Dentro da loja as opções eram variadas. Qualquer artigo de astronomia podia ser encontrado ali. O garoto andou em círculos pela loja, observando seus variados objetos, um tanto quanto estranhos, achou ele, mas magníficos. Parou o olhar em um telescópio antigo, feito de madeira e com uma lente um pouco grossa, modestamente escondido entre tantos outros telescópios. Enquanto sua atenção estava concentrada ali, esgueirando-se pelo corredor, uma senhora a base de seus quarentas anos aproximou-se, perguntando a ele com a voz rouca se desejaria algo.
- Olá. Eu gostaria de saber quanto está esse telescópio... - Ele afastou sem jeito os outros utensílios e pegou na mão o que lhe chamou atenção. A mulher imediatamente ralhou com Lewis, dizendo que aquela não era a maneira certa de se tocar em algo tão antigo como aquele. Ele colocou novamente o telescópio no lugar e fez uma careta de desgosto. - Tudo bem, não coloco a mão naquilo! Mas quero levá-lo, é para presente.
Sem muita vontade de vender o telescópio, a senhora o pegou delicadamente e o levou até o balcão, mencionando seu preço com orgulho, e todas suas qualidades. Poderia ver com ele apenas a lua, e os planetas mais próximos da terra, porém sem nenhuma exatidão de imagem, pois a lente era muito velha. 32 galeões. Lewis balançou a cabeça negativamente e começou a se irritar com a situação. Aquele era um preço três vezes maior do que gostaria de pagar. Obviamente pedia dinheiro para Morgana, e detestava ter que fazer aquilo. Retirou do bolso todo o dinheiro, colocando-o sobre o balcão e contando moeda por moeda, até chegar o preço definitivo. Entregou a ela as moedas com um olhar de desprezo, desejando que o objeto fosse mais barato. Exigiu que fosse embrulhado com todo o cuidado, e colocado em uma sacola decorada que estava devidamente posicionada em uma prateleira. Após achar que tudo estava perfeitamente do seu gosto, dirigiu-se até a lareira ao final da loja, e aproveitou o pó de flu em seu bolso mentalizando a casa Donati.
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As partículas cinzentas que adentravam em suas narinas o fizeram a sair da lareira tossindo. Há quanto tempo não a limpavam? Olhou com dificuldade para sua própria roupa, pois os olhos lacrimejavam com aquele incômodo do pó. Sua calça e coturno preto estavam totalmente acinzentados, e parte do seu casaco também aderira a aquela coloração de limpeza não feita. O embrulho em suas mãos se salvara por pouco da sujeira, mantendo seu aspecto saudável de quando o comprara. Saiu das paredes apertadas curvando-se, e assim que conseguiu, deixou o presente em cima de um suporte limpo da lareira. Bateu as mãos suas roupas tentando retirar delas a cama espessa de cinzas, que juntavam-se aos poucos ao chão da sala de estar. Não conseguiu deixar a roupa inteiramente limpa, a coloração cinza impregnou-se no tecido e sairia somente após uma boa lavagem.
- Da próxima vez venho voando... - Disse para si mesmo, batendo os pés para se livrar de alguns pedaços de madeira que intervinham-se no seus pés.
A sala estava vazia, ele tinha somente a companhia de uma mosca que tentava escapar pela janela que não estava aberta. Se aparecesse alguém ali, provavelmente Lewis reclamaria da lareira mal limpa, e também da receptividade dos moradores da casa. Não se impressionou com os móveis amadeirados e as plantas de alto porte do local, se acostumara com a mansão Rolstroy, e aquela sala lhe lembrava um pouco da sua nova moradia. Pegou o presente de sua irmã novamente e retirou-se dali, sem inspecionar o local, e sem se dar conta de que estava perdido.
Andou por alguns corredores da mansão, sendo seguido pelos olhares dos quadros imóveis que jaziam na parede. Não escutava nenhum barulho vindo de algum canto daquela mansão, nada que pudesse lhe dar uma pista de onde estaria ocorrendo a festa surpresa. Algumas pegadas de seu sapato sujo ficaram marcadas pelo lustroso chão do corredor principal daquele andar. Parou seus passos em frente a uma porta preta, amadeirada com alguns desenhos serpentinos esculpidos nela. Começaria a abrir cada porta daquele andar para poder achar seu local. A primeira tentativa foi frustrante, pois se deparou com uma mesa de sinuca, e uma mesa com cartas jogadas em cima. Provavelmente era a sala de jogos, e conteve-se para não ficar ali.
Andou até uma segunda porta, amarela e amadeirada, onde estavam esculpidas coisas indefinidas. Abriu-a sem nenhuma delicadeza, e foi entrando com um passo largo. Um salão com uma decoração extraordinária se apresentara, mesas pretas com cadeiras arroxeadas estavam espalhadas pelo local, e alguns balões brancos flutuavam acima de sua cabeça. Sorriu discretamente, gostando do que haviam preparado para sua irmã. Entrou de vez na sala, empurrando a porta para que ela mesma se fechasse. Pelo jeito havia chego cedo demais, olhando para o lado direito viu que lá estava sentado um garoto, aparentava mais ou menos ter a sua idade, e provavelmente seria um dos amigos de sua irmã.
- E aí. - Disse Lewis, entoando sua voz mais alto do que o normal, pois o local era enorme. - Sou Lewis, o irmão de Kayleigh. - Não havia nenhum vestígio de que o conhecia, nem nos corredores do colégio havia visto aquele rosto. Procurou por uma pilha de presentes, mas não encontrou nada de que satisfizesse sua ideia daquilo. Foi até ao lado da mesa principal, onde jaziam comidas apetitosas, e bebidas de cores variadas. Pensou em perguntar ao menino se alguma era alcoólica, mas preferiu descobrir mas tarde por si mesmo. Posicionou delicadamente seu presente em cima de uma mesa vazia, colocada um pouco mais afastada da mesa principal. Deduziu que ali então seria o recolher dos presentes. - Colocarei isso aqui...
Assunto: Re: Salão de Festas Dom 29 Abr 2012, 12:38
Oh she makes me feel like shit
But I can't get over it, cause she's everything I ask for, everything I ask for and just a little bit more everything I ask for everything I ask for .Just a little bit more.Everything I ask for, everything I ask for. So much more! So much more - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Ela parecia um anjo. Se é que ela não fosse. Kayleigh dormia tranquilamente no quarto ao lado do meu, pertencente a uma de minhas primas ausentes naquela casa. Fora difícil convencer a menina a dormir naquele quarto por mais uma noite, mas era isso ou dormiria comigo .
Era a terceira vez do dia que ia até o quarto certificar e vigiar seu sono. Não podia deixá-la acordar a ponto de notar movimentações a mais naquela casa. O prometido era que iria deixar apenas um café da manha sobre sua cama, e no dia seguinte, quando o sol raiasse na janela, a garota partiria para escola para resolver algumas pendências.
Desci até a cozinha e preparei uma bandeja de café da manhã, sem a ajuda de nenhum elfo doméstico. Era um dia especial, e devia manter Kay o mais distraída que fosse, nem se isso precisasse ser com comida. Deixei a bandeja em cima de um criado mudo vazio. A garota se mexeu quando eu entrei no quarto, e quase que paralisei antes de chegar até a cama. Larguei as diversas frutas, torradas e geléias e sai andando o mais cauteloso possível. Tranquei a porta. Ela ficaria absorta e completamente atordoada quando percebesse mas tinha que ganhar algum tempo com Bryan...
(...)
– Eu estou de bem hoje!- disse a Bryan que procurava entre as bexigas a que melhor se encaixava na cor roxa do salão de festas. O garoto pareceu ignorar meu comentário, mas tinha certeza que ele ouvira. Essa foi uma das únicas vezes que Bryan ouviu minha voz na arrumação do salão. A ideia de uma festa surpresa era dele, ao saber que Kayleigh estava na mansão. O que me intrigava era essa típica amizade de minha amiga com o garoto. Talvez o meu sentimento pela menina fosse diferente do que Bryan sentia, e isso me deixava tranqüilo.
O beijo de Kayleigh me inspirava a deixar o salão cada vez mais belo. Queria demonstrar o que sentia pela menina, e às vezes palavras não era o suficiente para expressar. Sabia que ela estrangularia meu pescoço a hora que percebesse que estava trancada, mas depois pularia em mim de forma carinhosa, agradecendo a mim e a Bryan.
Quando tudo já estava pronto, os Elfos começaram a trazer as comidas. Eles mesmos de dispuseram a fazer àquele enorme banquete em agradecimento a menina Kay que os trataram com imenso carinho. Era evidente que Kayleigh causara algumas alegrias na mansão Donati, em especial para mim, e tinha que agradecê-la.
(…)
-Bom, ela ainda ta dormindo. – disse ao adentrar no salão novamente. – Já avisei que podem deixar entrar o pessoal. - disse a Bryan que apenas me encarava e notei um garoto novo na sala. – E você é?- perguntei ao menino. Ele possuía algumas características do irmão de Kay. Nunca tinha visto, mas sua fisionomia de pouco caso me fizeram pensar que era Lewis. - Bom, sou Lucca e pode ficar de boa! – disse após o silencio repentino. Esperava que os próximos convidados fossem mais animados, ou então a festa acabaria cedo.
Assunto: Re: Salão de Festas Dom 29 Abr 2012, 16:43
MY MY MY YOU'RE MY ♥
A mansão Donati se camuflava em meio à neblina naquele dia. Enormes portões pretos cercavam o local, dando um ar tenebroso e misterioso à mansão. Nenhum dos trouxas que eu Solveig encontramos pelos arredores de Veneza, sabiam informar onde ficava a Rua Cisalpinas 230. Seria uma coisa óbvia se eu não estivesse tão nervosa pelo grande atraso. Lucca não havia dado muitos detalhes sobre a localização, e por erro da própria lareira usada para viagem, caímos em um restaurante que servia fondue. A mansão era praticamente três quarteirões do restaurante, e se meu namorado não estivesse ao meu lado, ficaria extremamente arrependida de não ter aceitado ajuda de Lucca.
Um pequenino Elfo veio a nosso encontro. Suas perninhas curtas tremiam um pouco de frio, mas conseguiam guiar os novos visitantes até algum lugar adentro da mansão – Emilie e Solveig! - disse sorrindo e um pouco em dúvida. [color=#bef6f6] – Tem até lista essa festa?- disse sussurrando. A casa estava tão silenciosa que dava medo dizer algo e romper com a imensidão ensurdecedora. Apenas meu salto vermelho fazia barulho. Solveig ficara inconformado pela minha opção de calçado. Queria ser um pouco mais alta, principalmente em uma festa, mas confesso que ameacei tacá-lo longe em todo aquele trajeto para a mansão.
O elfo repetia sozinho algumas palavras. Algo sobre os nomes das pessoas que chegaria a festa. Achei engraçada a maneira que eles se preocupavam com a festa surpresa, mas não duvidava que se Kayleigh perguntasse o pobre coitado não soltaria. Os corredores estavam escuros e não consegui analisar grande parte da decoração da mansão. A mesma era bem tradicional, cheio de artefatos bruxos com um toque de arquitetura modernista. Algumas esculturas pareciam vivas, e dava medo de passar em frente e levar um cutucão.
Finalmente paramos em frente a uma porta enorme. Ela era de madeira e possuía detalhes esculpidos. O elfo a empurrava para dentro com dificuldade, até que Solveig o ajudou. Diversos tipos de luzes invadiram meus olhos. Não sabia para onde olhar, e quase peguei meus óculos escuros para agüentar a mudança repentina de claridade de um ambiente para outro. O salão era amplo demais para a quantidade de pessoas. Uma mesa retangular e comprida ocupava o canto da sala, refletindo milhões de comidas, copos e bebidas. As paredes roxas se completavam com as bexigas flutuantes. Algumas jorravam confetes quando notava sua presença. Lucca viera e meu encontro, e então soltei as mãos de Solveig para cumprimentá-lo. – Oi Luuu! –- disse e o abracei. Com aquele salto eu conseguia alcançar o mesmo tamanho do garoto. – Solveig, meu namorado! –- disse apresentando ambos. Lucca pareceu surpreso ao apresentar Sol. Enquanto o meu namorado parecia meio descontente com Lucca.Ignorei os olhares dos dois e fui de encontro a Bryan que se levantou para me cumprimentar. – Oi seu lindo! –- disse e o agarrei em meus braços, dando-lhe um abraço forte. – Ficou muito lindo isso daqui, mas ta faltando alguma coisa. – - disse analisando o espaço. Procurei em algum lugar alguma coisa que servisse para músicas e enfim achei um som, servido se enormes auto falantes, e escolhi algum CD. O som fizera um estrondo e logo abaixei a intensidade do volume. – Desculpa gente. Ah, oi pra você! – disse assim que percebi um garoto de preto, e olhos revestidos de algumas olheiras me encararem. – Espero ao menos um Oi, Lewis! – o menino arrogante continuou a me fitar e parecia ter nojo de alguma coisa em mim. Em todas as vezes que o encontrei, o garoto fora um completo arrogante. Saber que ele era irmão de Kay me causara náuseas e um pouco de pena por uma garota tão pura possuir um irmão daqueles.
Fiquei ao lado do som, observando todos se dispersar, um para cada canto da sala. – Que isso gente. Isso é uma festa!- disse e larguei minha bolsa um pouco grande para a ocasião, em uma mesa redonda próxima ao som. Ninguém parecia querer se entrosar, o que me irritava profundamente. Solveig conversava com Bryan, Lucca ficava rondando a porta, Lewis.... Bom Lewis parecia um fantasma. – Quero ver o teatro de todo mundo na hora que a Kay chegar. – comentei. Sentei-me na cadeira que cercava a mesa a frente vencida pela simpatia de todos. Vasculhei a bolsa pouco grande em busca de alguma coisa, o presente de Kay.
Animal de Estimação: Gato (Kiara) Número de Mensagens: 432 Habilidade: Meio-Veela Patrono: Bobtail Americano Varinha: Jacarandá Sangue: Mestiço Idade: 15
Assunto: Re: Salão de Festas Dom 29 Abr 2012, 18:22
When I'll feel that something
I WANNA HOLD YOUR HAND
Acabei comprando um vestido simples na trampobelo em Hogsmead, na dúvida do que comprar de presente, acho que roupas sempre eram a solução. O presente já estava devidamente embrulhado enquanto procurava a mansão Donati em Veneza com Emilie, pois não chegamos à casa de Bryan direto pela rede de Flu, se perder pela rede de flu era sempre uma grande possibilidade quando não se sabia exatamente o que dizer ao jogar o pó, mas pelo ao menos chegamos em Veneza e não devia ser difícil chegar até a casa de Bryan, era o que eu pensava.
Ninguém sabia dizer onde ficava a mansão dos Donati, achei que seria fácil encontrar já que devia ser uma construção grande que chamaria a atenção. Seria triste se chegássemos depois que a festa surpresa para Kayleigh já tivesse começado, acho que isso realmente aconteceria se não tivesse conseguido falar com Miranda. Minha prima também morava em Veneza, e depois de darmos uma passada rápida pela entrada da mansão Fontaine, Miranda veio ao nosso encontro e fez um simples mapa de onde se localizava a mansão. Conseguiríamos chegar lá sem preoblemas então.
Suspeitava mesmo que a família de Bryan era rica, e agora tinha certeza, ao adentrar a Mansão com Emilie. O susto só não foi maior por que muitos dos meus amigos mais próximos pertenciam a famílias antigas e tradicionais, que geralmente eram podres de ricas também, eu mesmo tinha parte da família pelos Van Der Villi, embora não falasse muito com esse lado da família, quase sempre só com Cecília.
Fomos guiados por um Elfo doméstico até o local da festa, o coitadinho parecia estar com frio, quase dei meu casaco marrom grosso para ele, mas podia parecer grosseria com os donos da casa fazer isso. Chegamos ao salão de festas, bem grande, beeem grande -q. Estava bem decorado, mas sem nada muito exagerado, afinal era uma festa para poucos. Constatei que Kay ainda não havia chegado e que já haviam pessoas no local.
- Oi Lucca - cumprimentei o garoto sem muita emoção, mas tentando sorrir um pouco, não sabia bem porque o rapaz não despertava muito a minha simpatia... na verdade sabia, ele era muito próximo de Emi, mas fiquei feliz de ela ter me apresentado como namorado, quem sabe assim o garoto não mantinha alguma distância de Emi. Acho que ia tentar dar uma outra chance pro garoto, já que Emilie parecia simpatizar com ele.
- Hey Bryan! - apertei a mão do garoto num comprimento com um sorriso mais amplo. Ele que havia pensado na festa de aniversário para Kayleigh. - Oi - cumprimentei com um sorriso de canto o outro na sala, pálido, um garoto de aspecto macabro, convidado, talvez parente de Kay, não devia ser um primo...irmão?? - Eu sou Solveig - tentei interagir com ele quando escutei um som alto de música, era Emilie tentando animar o local.
- Ah é Bryan, legal da sua parte fazer isso pela Kay - olhava desconfiado para o garoto, aquilo não era normal, um amigo organizar uma festa assim, se bem que não sabia o quanto ele e Kayleigh se tornaram íntimos depois do acampamento, talvez estivesse sendo maldoso... acho que não. Depositei meu presente junto aos demais sobre uma mesa, e voltei ao local onde os outros estavam.
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Solveig Crowe Van Der Villi Miller Valence McGyull
Assunto: Re: Salão de Festas Dom 29 Abr 2012, 18:55
In her dreams, she drowns
- Droga ! - Resmunguei a mim mesma, enquanto tentava entrelaçar uma ponta da fita lilás com sua outra ponta. A algumas horas atrás, havia presentiado algumas pessoas com a minha humilde presença pelas lojas do Beco Diagonal, a fim de encontrar um bom e descente presente para minha linda Kay. Missão suicida, praticamente revirei cada canto de cada loja, cheguei a ponto de quase aniquilar algumas pessoas ao meu redor. No fim, acabei encontrando um bom presente, não era exatamente o que procurava para Kay, mas serviria.
Estava, naquele momento, tentando dar a finalização no presente, e ai sim, poderia colocar o vestido e descer até o salão. Havia embrulhado o lembrol em jornais velhos, que encontrei jogado em um canto qualquer no escritório de papai. Após muitas bufadas e tentativas frustadas, consegui juntar, finalmente, ambas as pontas, fazendo um laço até razoável. Logo, deixei-o sobre a cama, peguei o vestido que permanecia jogado sobre a poltrona, colocando-o. Totalmente rendado, de cor preta e um tanto justo. Complementei com um salto de cor esverdeada, brincos do mesmo tom e só. Não precisaria de mais nada, afinal a festa seria no andar de baixo, nesta mansão. Deixei os cabelos soltos, maquiagem leve e um batom cor da boca. - é, não estou tão mal. - comentei enquanto apreciava-me em frente ao espelho.
-x-
Andava pelos corredores silenciosos, a única coisa audível era o barulho de seu salto chocando-se com o piso amadeirado. Nenhum minímo sinal de movimentação fora notado. Será que havia trocado o dia da festa ? Não não, Merlin não permitiria que eu cometesse total insanidade. Continuei meus passos, agora um pouco mais lentos. Olhava atentamente cada canto averiguando se não teria qualquer pessoa escondida por aí, atrás das plantas, enfim .. qualquer local que coubesse um ser. Afinal, a festa era surpresa e considerando o fato de que a maioria dos seres deste mundo era meio maluco, nada me surpreenderia.
Pelo tamanho do salão, o tanto de pessoas ali presentes era totalmente desproporcional. Via elfos espalhados por todo o recinto, andando ligeiramente para tentar terminar os últimos detalhes a tempo, mesas enormes e totalmente recheadas com variados tipos de delícias, incluindo bebidas ... mas, e os nossos seres não tão humanos, aonde estariam ? Apoei-me na parede ao lado da porta, observando aterntamente cada canto, e verificando se via alguma face conhecida. - Ah, um primo ! - exclamei, andando em rapidamente em direção de Bryan, que permanecia apoiado em um balcão e juntamente trazia também consigo um olhar apreensivo, além de uma companhia. Havia outro garoto ao seu lado, desconhecido por meu cerébro. Parei em frente aos dois, fitando-os. - Bryan, certo ? E você é ? - sorri para ambos,e enquanto esperava algum dos dois se pronunciarem, aproveitei e apoiei-me também ao balcão, ao lado de Bryan. Levei o presente que permanecia em minhas mãos até frente a meus olhos, a fim de verificar melhor este maldito laço, que parecia querer desmanchar.
Assunto: Re: Salão de Festas Seg 30 Abr 2012, 01:55
Kayleigh Foltz Rolstroy
Abriu os olhos com certa dificuldade, pois suas pálpebras estavam tão pesadas que pareciam uma colada na outra. Ouviu o clique da porta fechando-se ao fundo, acompanhada com o som de passos cuidadosos vindos do corredor. Será que alguém estivera ali com ela? Deduziu que os barulhos eram meros efeitos dos sonhos que há pouco tempo ocupavam sua mente adormecida. Kayleigh não ousou se movimentar naquela cama macia, sua posição estava tão agradável que temeu fazer um movimento brusco e sair do conforto que adquiriu durante uma boa noite de sono. Aquela cama não era melhor do que a sua na mansão Rolstroy, mas conseguia fazer com que a menina se sentisse satisfeita durante sua estadia. Imaginou o que Lucca estaria fazendo naquele momento, e se ele já estava acordado. Não entendia porque o menino não a acordava cedo, pois assim poderiam aproveitar melhor o dia juntos. O cheiro de comida fresca lhe atingiu as narinas, conseguia distinguir com precisão o que lhe atormentou: torradas e um mocaccino poderiam estar perto de si agora. Levantou-se delicadamente da cama, sentando-se, e notou os raios solares atravessando o espesso vidro da janela, parando diretamente em cima do seu corpo. Não havia notado a claridade do sol anteriormente, pois seu rosto estava virado para o outro lado. Olhou a sua direita e viu a bandeja com variados tipos de comida descansando sobre o criado mudo. Sorriu abertamente ao imaginar Lucca trazendo-lhe a bandeja, todo atrapalhado em seus movimentos e tomando o maior cuidado para não acordá-la. Beliscou primeiramente uma torrada que estava mais chamuscada do que as outras, e por fim decidiu colocar a bandeja sobre suas pernas.
Após tomar um excelente café da manhã, a garota levantou-se da cama, deixando a bandeja ainda com uma grande quantidade de comida sobre o criado mudo, e foi pegar suas vestes para tomar um banho. Escolheu roupas simples, pois passaria o dia inteiro com Lucca vagando pelo enorme quintal, a procura de algo que lhes interessasse. Foi até a porta, segurou suas roupas com o braço esquerdo, e levou a mão direita até o trinco, girando-o rapidamente. Nada aconteceu, parecia que sua mão simplesmente deslizara pelo ferro. Tentou novamente, desta vez colocando uma força maior sobre seu gesto. A porta estaria emperrada? Tentou abrir mais duas vezes, ainda calma com a situação, mas a porta não fazia seu devido trabalho. Largou as roupas no chão mesmo, e tentou com as duas mãos abrir a porta, dando toda a força que possuía em seus braços. Aquilo não poderia estar acontecendo. Ela estava trancada no quarto da mansão Donati? Quem havia feito aquilo?
- SOCORRO!! - Gritou ela, fazendo movimentos exagerados para abrir a porta. Seu pé descalço foi ao encontro da porta, numa tentativa em vão de abri-la. - ALGUÉM ABRA ESSA PORTA! - Sua voz ainda rouca pelo horário matinal e ecoava pelos cantos vazios da mansão. - LUCCA! CADÊ VOCÊ? - Gritava repetidamente as mesmas sentenças, na esperança de quem alguém viesse lhe buscar. Não passava nenhuma justificativa por sua cabeça do porque permanecia ali trancada. Depois de meia hora na mesma situação, cansou-se e foi até sua cama, tentando analisar o ocorrido. Gostaria que Hoplias, seu rato, estivesse ao alcance de sua visão para tentar passá-lo por debaixo da porta, ajudando-a em algo. Pensou em escrever até um bilhete.
Acabou adormecendo em meio aos seus péssimos devaneios, e não conseguiu concluir o que gostaria. Estava cansada, pois passara a madrugada com Lucca assistindo filmes antigos. Seu rosto angelical não demonstrava preocupação durante o sono, embora seu coração estivesse aflito. Seus sonhos transcorreram normalmente, e passou à manhã inteira inerte a preocupação por ficar trancafiada no aposento. Após algumas horas uma elfa pequenino, com uma camiseta rosa rasgada se materializou em seu quarto, parando silenciosamente na frente do rosto da menina. Seus olhos esbugalhados observavam a garota deitada, sua boca fina não tivera coragem de pronunciar nenhuma palavra para que ela acordasse. A elfa esperou alguns segundos para obter alguma movimentação, mas ela continuava na mesma posição. Com seu indicador finíssimo e enrugado, ela cutucou de leve o braço descoberto de Kayleigh, tentando acordá-la. A menina abriu os olhos calmamente, mas quando mirou o que estava a sua frente, não conseguiu identificar, pois a visão ainda estava turva.
- AAAAAH! MAS... - Ela se impulsionou para trás, afastando-se da criatura, que continha um olhar triste no rosto. A garota esfregou os olhos rapidamente, e logo focou um elfo doméstico acolhedor. - Me desculpe. Não havia conseguido ver quem era. Desculpe-me mesmo. É você que vai me tirar daqui? Por que eu fiquei trancada? Teve algum problema com a porta? - Disparou a perguntar. Ela se sentou de supetão, esperando sair do quarto o mais rápido possível.
- Boa tarde, senhorita. Não se preocupe, eu irei tirá-la daqui em breve. As ordens de meu senhor Lucca foram claras: Entre no quarto somente após as 14:00 horas da tarde. - A elfa começou a explicar com sua voz trêmula. - A senhoria irá acompanhá-lo em um jantar da família, que se iniciará as 18:00. Não deixou nenhum bilhete, pois achou que a senhorita escaparia de alguma forma, por isso trancou também o quarto. Pediu para que eu lhe ajudasse com a sua preparação, se a senhora permitir, claro. - Terminou de falar como se tivesse feito a oração mais crente do universo. Parecia preocupada com a reação da menina.
- Jantar? Ele não menciou nada! E pode me chamar pelo nome - Disse Kayleigh chateada por Lucca não ter compartilhado a informação. - Mas se você diz... Aliás, qual o seu nome? Temos quatro horas para eu ficar pronta. Eu não tenho vestido e sapato nenhum... - Calou-se, visualizando mentalmente cada roupa que trouxera em sua mochila.
- Há um vestido especial para a senhori... Ka... senh...senhorita, e um sapato também. Meu nome é Blinkie, sou a elfa doméstica da casa. - Respondeu timidamente.
- Me chame de Kayleigh, por favor. E você é muito amável, Blinkie. Agradeço sua companhia durante esse tempo. - Ela esbouçou um sorriso doce, tentando acolher espiritualmente a pequena criatura frágil que estava lhe ajudando.
A água espumada da banheira retirava de seu corpo todo o peso da incerteza que se alastrara por ela anteriormente. Fizera questão de se esquecer do seu próprio aniversário naquela semana, e funcionou, pois não se lembrava de que estava completando 13 anos naquele dia. Após terminar o banho, uma névoa estava instalada no banheiro, deixando Kayleigh submersa entre aquelas gotículas esbranquiçadas pairando no ar. Enrolou o corpo na toalha e foi até o espelho embaçado, passando sua minúscula mão para limpá-lo, formando um círculo onde se podia ver seu próprio rosto refletido nele. Os cabelos molhados estavam emaranhados, formando ondulações nos fios. Passou os dedos entre as partes embaraçadas do cabeço, e encarou sua própria imagem no espelho. A feição de menina ingênua não lhe abandonava nunca, inconscientemente ela sabia que sua pureza era algo para se admirar. Não conseguia, por vezes, reconhecer a beleza que tinha, e tentava de toda a maneira encontrá-la apenas em seu interior, já que o exterior era uma não era concreto com o passar dos nos. Encarou seus olhos no reflexo, e por um momento viu sua mãe como si mesma, sorrindo para ela. Acordou do seu transe com uma batidinha na porta. Era Blinke, perguntando se já havia terminado e poderia ir para o quarto se arrumar.
- Já estou indo - Avisou-a, desviando o olhar do espelho.
Ao chegar no quarto, um vestido marrom com um desenho enfeitando seu tecido estava estendido sobre a cama, juntamente com uma sapatilha e alguns acessórios. Agradeceu a quem quer que tenha arrumado aquilo para ela, pois era um desastre quando se tratava de se arrumar com elegância. A elfa se retirou do quarto para que ela se arrumasse, e deixou tudo organizado para que Kayleigh não se perdesse. Colocou o vestido primeiramente, com uma meia calça da cor de sua pele por baixo, em seguida vestiu o casaco jeans, dobrando suas mangas até o cotovelo. Afivelou em sua cintura o fino cinto preto que estava ali, para complementar o visual, sobrepondo depois as pulseiras e longo colar que também estava ali. Chamou por Blinkie meia hora depois, que adentrou o quarto com os olhos brilhando, ansiosa por ver Kayleigh vestida. Assim que se deparou com ela, soltou instantaneamente um elogio, batendo palmas com suas mãos esguias. A menina sorriu, agradecendo pelas palavras da criatura. Sentou-se em um banquinho improvisado pela criada, em frente a uma penteadeira, que estava recheada com produtos de maquiagem. Ela passou os olhos, pensando no que passar primeiro, mas tinha tantas coisas que parecia impossível distinguir uma da outra.
- Não sei me maquiar direito. - Confessou à Blinkie. - Devo passar o que primeiro?
- Não sei, senhorita. Sinto muito, mas nisso não posso ajudá-la. - Respondeu a elfa sinceramente.
Sentiu-se egoísta ao fazer uma pergunta indevida à Blinkie. Era óbvio que ela não saberia dessas coisas, afinal, em seu mundo as coisas eram totalmente diferentes, onde trapos de roupas serviam como luxo. Baixou os olhos para as maquiagens, concentrando-se nelas e fazendo um esforço para escolher. Não queria deixar o rosto todo enfeitado, então prefiriu apenas deixá-lo simples. Espalhou o pó pelo rosto, curvou os cílios e os mascarou com rímel preto, deixando-os imensamente maiores, por fim passou nos lábios um batom rosa claro. Olhou-se no espelho, embora não estivesse completamente satisfeita estava animada para o que viria a seguir. A elfa aprovou o resultado final, e pediu para que ela esperasse mais um pouco no quarto, pois o horário do jantar não chegara. Pacientemente, ela se sentou na cama, e folheou uma revista qualquer que encontrara pelo quarto.
-x-
No espaço de um segundo interminável, o corredor pareceu se estreitar e encolher-se sob seus pés, atraindo-a para aquela porta. Na verdade, eram dois sentimentos em conflito dentro de si. Seria apresentada de que maneira naquele jantar? Nem ao menos conhecia os pais de seu melhor amigo, e estaria ali interferindo em um momento importante. Kayleigh segurava a mão fria de Blinkie com firmeza, como se tentasse pegar toda a confiança da criatura ao seu lado. Andava em passos lentos para o local, atrasando ao máximo chegar a ele. A ilusão que tivera a pouco lhe deixara aflita, porém a insegurança ainda não corroía o corrimão firme da sua mente. Parou em frente a porta, escutando um barulho estranho saindo dela. Se fosse um jantar normal, aquela sonoridade toda não poderia estar saindo pelos fincos daquela porta. Olhou para os quadros no corredor, pareciam guardas mudos que a acompanhavam com o olhar desde o começo.
- Aqui? - Perguntou Kayleigh com a voz mansa, quase inaudível.
- Sim, senhorita. Espero que aproveite. - Blinkie fez menção de abrir a porta, mas a menina lhe impediu.
- Calma, ainda não. - Deu um passo para trás, respirando fundo, recuperando sua compostura.
Sentiu o perfumo que adocicava seu corpo em seu colo, e imaginou pessoa amigáveis dentro daquela sala. Ficou em silêncio na expectativa de ouvir alguma voz conhecida naquele lugar, que a voz de Lucca ressoasse de algum canto e lhe acompanhasse. Decidiu não esperar pelo seu regresso, nada aconteceria se ficasse ali estática. Fez um sinal para que a elfa abrisse a porta devagar, e não deixasse que a menina aparecesse por completo. Uma fresta se abriu, o suficiente para que um balão branco saísse do recinto a frente. A menina o acompanhou com o olhar, sem entender o que aquele enfeita fazia ali. Deu um pulinho para pegá-lo, antes que fugisse dela e voasse para um canto desconhecido. Pegou-o em suas mãos, uma saliência divertida entrou em contato com sua pele, parecia brincar com ela. Não se deixou entreter muito, pegando o fio que se estendia dele e chegando perto de Blinkie, que a mirava assustada. Pegou gentilmente no pulso esquelético da criada, e amarrou o balão em seu braço.
- Divirta-se um pouco com isso. Mas não conte a ninguém. - Lançou-lhe um sorriso cúmplice, como quem guardaria o segredo para sempre. Blinkie assentiu com a cabeça, e saiu andando despreocupada com o balão agarrado a si, achando-o a coisa mais magnífica do planeta. Kayleigh entendeu que para ela era uma coisa nova, além de sua criação, que poderia contemplar uma coisa trouxa sem se sentir culpada. Esperou até ela sumir de vista, e virou-se para a porta entreaberta, um som estranho tocava.
Seus olhos distinguiram com uma clareza absoluta que tratava-se de uma festa. Estava olhando pela pequena abertura da porta, uma decoração impecável estendia-se até onde seus olhos não conseguiam alcançar. Os balões flutuavam pelo teto, todos idênticos aquele que escapara. O odor de comida também estava presente, e um som estrondoso estava tocando. Abriu finalmente a porta inteira, empurrando-a com a mão esquerda para o lado. Logo captou todos seus amigos ali, socializando juntos. Sua memória voltou a cena da fogueira, onde todos conversavam e riam, comendo marshmallows e contando histórias de terror. Só que desta vez... Era diferente. Um outro propósito. Flamejando no alto, as palavras escritas a fogo diziam: Parabéns Kayleigh! E eram enfeitadas com velinhas flutuantes. Tudo aquilo estava impressionante. Um sorriso grande e sincero nasceu em seus lábios, sentiu as bochechas arderem, já estavam ficando salpicadas de vermelho.
- Oi. - Falou envergonhada, levando a mão para cima e acenando. Queria jogar seu corpo sobre todos os amigos, e abraçá-los demoradamente, sentir em um aperto forte a amizade de todos. Sentiu os olhos lacrimejarem abobadamente, estava feliz com aquela cena.
Assunto: Re: Salão de Festas Seg 30 Abr 2012, 13:17
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- A sensação reconfortante de alívio engolfou-me, substituindo o momento rápido de aflição. Felizmente, a pessoa que agora entrava no aposento não era Kayleigh. Do contrário, tudo teria ido por água abaixo. E eu mataria Lucca. Mas, até o momento, ele parecia estar fazendo bem a sua parte. O convidado me era estranho. Nunca o havia visto pelos corredores do castelo ou em alguma das aulas, mas apesar de não o reconhecer fisicamente, era inevitável que se tratava de Lewis, o irmão de Kay. Alguns traços aleatórios se assemelhavam aos dela, e me surpreendi de conhecer tão bem a fisionomia da garota. Fazia algum tempo que não nos víamos. Para ser exato, desde o Acampamento. Não sabia o quanto ela havia mudado... Ou o quanto acharia estranho o fato de logo eu, Bryan, ter tido a ideia de preparar tudo isso para ela.
— E aí. — devolvi o cumprimento do garoto, que parecia deslocado — Sim, imaginei que fosse. Eu sou Bryan, um... amigo da Kay, da sua irmã. — disse-lhe, sentindo-me muito idiota. É claro que ele sabia que o apelido da irmã era Kay. Por sorte, Lewis não me deu muita confiança e passou a esquadrinhar a sala até achar a mesa que eu elegera como o local de depósito dos futuros presentes. Seguiu-se ao primeiro contato entre nós um silêncio incômodo já que eu não sabia o que dizer, e Lewis não parecia estar muito afim de responder a coisa alguma. Depositou-se num canto próximo ao da mesa de presentes, enquanto eu vasculhava a mente à procura de algum assunto. Não precisei, contudo, me esforçar muito, pois Lucca surgiu naquele instante.
Informou-me que Kayleigh ainda dormia, o que foi uma ótima surpresa. Havia esperado que talvez ela já estivesse acordada, socando a porta e gritando por ajuda. Não sabia como uma pessoa se sentia ao acordar e perceber que estava presa num quarto em uma casa que não era a sua. Embora ali ela fosse bem-vinda. Meu primo notou Lewis ali próximo e também o cumprimentou. Caminhei até a porta, pondo a cabeça para fora à espera de sons de sapatos. Retornei, observando meu primo que parecia tão ansioso quanto eu. — Está tudo certo, então? Blinkie já sabe o que tem que fazer? — perguntei à Lucca, sem ter a mínima ideia do que George pensaria sobre eu dar ordens aos elfos dele. Embora achasse que ele não ligaria muito. O grifino respondeu que eu podia ficar tranquilo, finalmente conseguindo formular uma frase sem que tivesse algum insulto por detrás de suas palavras. As bolas presas ao teto mudavam esporadicamente de cor, lançando feixes de luz coloridos sobre nossas peles. A porta se abriu outra vez naquele instante e mais dois convidados entraram. Dessa vez, conhecia-os bem. Sorri para Solveig e Emilie, sabendo que agora definitivamente a tensão se quebrara. Emilie cumprimentou Lucca entusiasticamente, e reparei no olhar não tão condescendente de Solveig para o rapaz.
— Oi, Em. — abracei a francesa, ainda sorrindo para ela. Enquanto eu falava com Solveig, a loira achou as caixas de som e pôs um dos CDs que eu separara, mostrando-se bem mais acostumada com aquele tipo de coisa do que todos nós juntos. Reclamou de nossa falta de animação, no entanto, estava nervoso demais para reparar muito em seus comentários. Solveig dizia sobre como era legal eu ter organizado aquilo. Sorri, sem saber exatamente para quem ou o porquê. — Achei que ela merecia. Afinal, nós somos... — pensei numa palavra que nos descrevesse. Kay e eu não éramos exatamente amigos, havíamos nos conhecido uma vez e depois disso não conversamos tanto. Então, por que eu tinha feito tudo aquilo tão animadamente? Descobri que eu não conseguia responder a pergunta de Solveig e, mais uma vez, fui salvo de uma situação embaraçosa por uma prima sonserina que não via há algum tempo. Tamy aproximou-se de nós, mostrando que havia chegado. — Sim. Bom te rever, Tamy. — disse a ela, revivendo em pensamentos o dia um tanto sinistro que vivemos naquela mesma casa, explorando o memorial.
Eu tenho certeza de que havia pensado em mais algumas coisas para dizer à Tamy, ao Solveig e aos outros, mas, de relance, observei que a porta se abria outra vez, e tudo se embaralhou em minha cabeça. Foi engraçado não a reconhecer de imediato. Ainda não havia visto Kayleigh vestida formalmente, e o efeito disso fez com que sorrise sem me dar conta. Ela observou seu nome em palavras flamejantes dançando no ar, a decoração bem feita, o salão. Olhou para os seus amigos. E olhou para mim. Um sorriso grande iluminava o seu rosto, e eu me dei conta de que não conseguiria desviar os olhos, mesmo se quisesse. E então ela disse "oi", os outros começaram a gritar, e o efeito momentâneo se dissipou.
Dei um passo à frente, mas algo roçou meu ombro antes que me aproximasse muito, e Lucca foi até a garota, abraçando-a e desejando feliz aniversário. Em segundos, ela já estava rodeada de amigos. Engolindo em seco, também me aproximei, confuso sobre o que havia acabado de sentir. Uma fila desordenada se formara em torno da menina, fazendo com que eu fosse o último. Reprimi um suspiro antes de finalmente falar algo com ela. — Parabéns, Kayleigh. — disse, notando que não conseguia dizer muito mais. O sotaque inglês mais acentuado do que nunca. Não sabia se ela tinha ideia de que tinha sido eu o responsável por aquela ideia. Não sabia mesmo. E também não conseguiria expressar o fato em palavras. Mas também não me importava. Ela estava feliz, e por isso, descobri que também estava. De alguma forma, consegui pôr meus braços ao redor de sua cintura num abraço carinhoso. Não durou mais do que alguns segundos (os quais não respirei), mas já tinha outro estado de espírito quando nos separamos. Os outros começaram a conversar com ela, e tive um tempo para recompor o coração — curiosamente descompassado — e absorver seu cheiro embriagante que me fazia bem.
Assunto: Re: Salão de Festas Seg 30 Abr 2012, 15:19
A movimentação das pessoas entrando naquela sala não condiziam com a animação do garoto estático perto da mesa. Parecia mais uma sombra negra e quieta, analisando com os olhos vagos a porta no final do recinto. Após deixar seu presente andou em volta da mesa dos comes e bebes, querendo colocar o dedo em algumas guloseimas que lhe chamavam a atenção. Conteve-se, porque logo poderia se empanturrar com o que estava ali. Os dois meninos, a primeira vista, davam a ele a impressão de dois perdedores, pois não gostava de se relacionar com ninguém. Reconheceu o menino sentado, era sonserino como ele, e estava alguns anos a sua frente. Olhou o relógio trouxa em seu pulso pela milésima vez, esperando que mais alguém entrasse ali. Ignorou o silêncio incômodo que habitou entre eles durante um momento.
- Eu sou Lewis. - Falou novamente, fazendo questão de não olhar para Lucca. - Você é sonserino, não é, Bryan? Engraçado se aproximar de uma corvina... - Jogou as palavras em cima dele sem nenhuma emoção. - Aliás, quem organizou tudo isso foi você e o... - Desviou os olhos para o menino loiro e desleixado que segurava uma bexiga, o qual antes ignorou. - Lucca. Não é isso? Devo reconhecer a intenção boa de ambos, mas espero que fique somente na amizade com a Kayleigh.
Abriu um sorriso contido e sárcastico no rosto, andando até uma mesa vazia e afastada das outras. Brincou com o enfeite que pendia da toalha, batendo os dedos sobre que ela, que voltava para sua mão a cada batida dada. A porta fez um barulho como se algo riscasse o chão, avisando que mais alguém estava chegando. Não fez menção de levavantar o olhar, simplesmente deixou os ouvidos atentos para escutar a voz de quem soaria primeiro. Era feminina e delicada, com uma acentuação francesa. Não lhe era estranho. Juntamente uma voz masculina proliferou no salão, ambos demonstravam animação e chegavam cumprimentando os outros convidados. Interessou-se em saber quem era, espiando com o canto do olho as pessoas que entraram. Era Emilie, a menina corvina que encontrara bêbada na ponta coberta, descobrira por suas pernas tortas e seu hálito que o atingira como um perfume estranho. Mas, hoje, ela estava diferente. Os olhos devidamente maquiados, sem estarem borrados, com a vividez de sua púpila. Seu vestido liso e colado ao corpo, parecia uma modelo com aqueles saltos gigantes que deixavam suas pernas torneadas. Por que estava tão encantado com ela? Ao seu lado, viu um garoto alto de cabelos loiros e compridos, uma feição inofensiva estampada. Emilie lhe apresentou como seu namorado, toda orgulhosa, como se tivesse ganho o troféu do ano. Aquilo lhe deu uma ânsia não esperada, chegou a rolar os olhos ao ouvir a apresentação.
- Lewis, irmão de Kayleigh. - Respondeu ele pela terceira vez ao ouvir que Solveig falava com ele. Não dava muita importância ao loiro, e nunca o viu em Hogwarts. A silhueta da corvina apareceu ao seu lado, para colocar um som que animasse a festa. Dirigiu-se a ele como se fosse uma escória, e lhe trouxe lembranças da primeira conversa. - Olá, francesa. Está sóbria hoje. Devo dizer que fica melhor assim, do que caindo sobre as próprias pernas. - Não mexeu a parte superior do corpo, apenas inclinou sua cabeça para poder vê-la melhor.
A tentativa de irritar a menina foi interrompida pelo clique da porta se abrindo novamente. Acreditou que era sua irmã, porém, uma garota de estatura mediana, cabelos castanhos e olhos totalmente pretos invadiu o recinto. Usava salto também, suas pernas eram esbranquiçadas e finas. Pensou em sorrir com sua entrada, mas como era cético de tudo, contentou-se em apenas observar sua beleza. Lembrou-se de que era também sonserina, lhe avistou algumas vezes entre os corredores das aulas -que ele frequentava poucas vezes. Colocou ambas as mãos em cima da mesa, tomando impulso para se levantar. Antes que pudesse ir a algum lugar, a porta se abriu em uma fresta, deixando um balão escapar. Segundos depois, sua irmã apareceu, parecendo um anjo. Com seu rosto delicado e branco, as maçãs do rosto envermelhadas como sempre, e sua altura baixa sem ser modificada por algum salto. Estava ali, arrumada como uma boneca de porcelana, emanando bondade e felicidade. Todos os convidados correram para recebê-la, enquanto ele esperou a correria de todos e foi até ela um minuto depois. Quando viu que Lucca foi o primeiro a abraçar Kayleigh, teve vontade de retirá-lo de cima dela a base de socos, ninguém a tocava sem sutileza. Virou o olhar para o lado, esperando que o abraço acabasse logo. Antes que alguém pudesse pular em cima da menina, Lewis enfiou-se no meio de todos, e a abraçou, trazendo-a para si.
- Irmãzinha. Feliz aniversário! Você sabe que te amo. - Fechou os olhos enquanto a abraçava. A apertava com toda sua força, trazendo a tona naquele abraço todo o sentimento de amor e ternura que se escondia entre as entranhas de sua alma. Balançou o corpo da pequena diversas vezes, e por fim, a soltou, colocando as duas mãos em seu rosto e conectando seus olhares. - Você vai ser muito feliz. Só tome cuidado com esses... moleques. - Aconselhou ele com um sorriso brincalhão que surgira em seu rosto.
Se retirou entre aquelas pessoas e ficou observando a maneira como todas rodeavam Kayleigh, a abraçavam, e comentavam coisas inúteis. Sentia proteção apenas por suas irmãs, e era difícil admitir para si mesmo que ela estava cercada de pessoas que não a abandonariam. Deu um passo para trás e esbarrou em alguém sem ter a intenção, ao virar-se para identificar, era a menina que entrara antes de sua irmã. Com os olhos acobertados por grandes olheiras lhe lançou uma piscadela como cumprimento. Socializaria melhor depois que ingerisse alguma bebida com teor alcoólico alto, e começaria a falar, e a seguir o conselho que sua irmã sempre lhe dava: seja legal com as pessoas.
Assunto: Re: Salão de Festas Seg 30 Abr 2012, 16:05
Oh she makes me feel like shit
But I can't get over it, cause she's everything I ask for, everything I ask for and just a little bit more everything I ask for everything I ask for .Just a little bit more.Everything I ask for, everything I ask for. So much more! So much more - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Ansioso. Esse era o termo que definia meu estado de espírito naquele momento. A cada movimentação por detrás da porta, meus olhos se dilatavam de medo e angústia. Será que a elfa doméstica conseguiria segurar a matraca e seguir minhas ordens?
O relógio demarcava exatas 17 horas e 30 minutos. A inquietação era tipicamente definida por passos largos e circulares, dando voltas de 360º em meu próprio eixo. Milhões de pensamentos me impediam de ficar incomodado com os dois corpúsculos em sala. O irmão de Kayleigh comprovou seu parentesco com mera indiferença. Não para Kayleigh, mas para mim. Era de se imaginar que ele e Bryan trocariam mais palavras. Particularmente os dois possuíam o mesmo estilo bonecão de ser. Calados e feitos de acordo com o sentimentalismo. No fundo eram fracos e fatalmente atingidos pelos outros, mas simplesmente guardam para si, como se nada pudesse sentir ou demonstrar. Triste não?
–- Kayleigh é uma garota especial. – comentei. Lewis por sua vez demonstrou sua feição de menino ciumento, estipulando relações somente de amizade com sua irmã. Infelizmente o garoto avisou tarde desse limite que ele mesmo criará. Bryan não deveria ter nenhum tipo de interesse pela garota a não ser o coleguismo. Deveria ter dado a ideia da festa por mero intuito de aparecer mais do que eu.
A porta se abriu novamente, encostou-se em meu ombro e quase decai ao chão. Saltos reluzentes se destacavam na garota loirinha, dando a ela mais uns 10 centímetros de altura, o que conseguiu ficar próximo dos meus. – Oi em!- disse sorrindo e abraçando de maneira carinhosa. O fato de ela ter me apresentado Solveig como namorado, me deixou um pouco angustiado. Ela era de fato uma garota interessante, principalmente seus olhos reluzentes, mas não possuía interesse algum na menina. Porém, o fato dela estar namorando me incomodou. Talvez por que ela não demoraria mais seus olhos em mim, de forma diferente... Ou não me desejaria. – E ai Sol-veig- pretendia dizer apenas seu apelido, mas não era tão intimo do garoto, apesar dele ser da mesma sala que eu.
Emilie ligou o rádio, coisa que eu havia esquecido. Em um estrondo meus ouvidos me acordaram para a realidade. A porta se abriu novamente e meus olhos captaram com dificuldade uma garota morena. Não a conhecia a ponto de conversar e conhecer sobre sua vida, mas sabia que ela estava em algum porta retrato do Hall de entrada da Mansão.
O relógio atordoava meus olhos. Era a única coisa que eu olhava. E quando os ponteiros já se alinhavam formando um ângulo de 180º, Kayleigh adentrou no salão acompanhada de Blinkie. Não deveria deixar que ninguém a alcançasse primeiro que eu, a não ser que fosse possível, pois eu estava plantado na porta. – SURPRESA! – gritei avançando para seu encontro. - Parabéns meu amor!- disse acalentando-a em meus braços. Ela não podia ter ficado mais bonita, com uma maquiagem simplista e o caimento perfeito do vestido, torneando seu corpo em desenvolvimento. Kayleigh não era daquelas garotas que possuía a necessidade de apresentar suas pernas ao mundo, e sua simplicidade era o que a deixava bela. – Gostou do meu presente?- perguntei-a.
Talvez a convivência com primas tivesse ajudado em um espírito gay para presentes. A roupa que comprara junto com os demais acessórios caíram perfeitamente no estilo da menina. E ela parecia ter gostado. - Calma Lewis, ela é toda sua! - disse o encarando sem medo. O garoto parecia afobado demais e querer aparecer mais do que todos. Talvez alguns infelizes esqueciam o ambiente que estavam. Ele ali era apenas um desconhecido, convidado por educação e deveria ao menos emitir respeito. Abri alas para que todos cumprimentasse Kay. A quantidade de pessoas não condizia com a demora dos cumprimentos. Caminhei até a mesa de comida, esperando até que eu mesma a liberasse para ser atacada. Sempre fora meu sonho ser o dono da mesa, e comandar que horas ela seria aberta para os famintos de plantão. Não contive o demorado olhar na felicidade de minha amiga. Ela parecia feliz, e completamente perdida. Se algum estranho aparecesse para abraçá-la ela o abraçaria com toda ternura trasbordável.
interações: personagens aqui. créditos destinados ao ~ Johnny do OPS
Assunto: Re: Salão de Festas Seg 30 Abr 2012, 17:04
MY MY MY YOU'RE MY ♥
O pano roxo que cobria a mesa a minha frente, fora por completo ofuscado por milhões de artefatos tirados de minha bolsa. Alguns batons escorregavam entre a lisura do pano e se embaralhavam até cair ao chão. O garoto fantasma se prontificou a falar, e parecia ter notado que estava completamente perdida em busca do presente de Kayleigh, pois usara do momento para pronunciar pequenas palavras e de nível alto de irritação – Bebada?- fingi não lembrar. Não estava o que se intitula por embriagada. Talvez tivesse alcançado alguma porcentagem maior de álcool no sangue. – Nada que me fizesse ignorar o quão irritante você é!- disse encarando-o com o olhar erguido Não gastaria minhas energias para virar minha cabeça e fita-lo melhor. O jeito arrogante, fingido de superioridade estava me irritando. E ainda por cima me chamar de francesa e encarar minha beleza daquela forma? – Esquisito- foi à melhor coisa que pude dizer no momento. O peso de seu olhar e o giro da porta me deixou tensa, perdida nas próprias palavras.
Joguei todos os utensílios que pendiam sobre a mesa novamente para dentro da bolsa, e o pequeno embrulho envolto por uma caixa de papelão descansou sobre a mesa de presentes. A menina recém chegada demonstrou arrogância como se não ligasse para os desconhecidos perambulantes naquela festa. Como ânsia de alguém que quisesse ser notada, caminhei até os garotos mais ao centro do salão, e descansei a mão sobre o ombro de meu namorado. – Olá!- disse apenas para demonstrar a maneira correta que se faz para os recém chegados. Meu salto pouco mais alto que oito centímetros, me deixavam a ver o couro cabeludo da menina.
Não demorou muito para que a porta se abrisse novamente. Dessa vez não contive a emoção a ver Kayleigh, quase da mesma altura do elfo, entrar pela porta do salão. – LINDA!- Exclamei ao notar sua roupa altamente fofa e simplista. A menina não era perua como eu, mas possuía um jeito diferente de chamar a atenção sem ser extravagante. Corri ao encontro da menina, mas Lucca fora completamente mais rápido e parecia demonstrar afeto e intimidade para com a garota. Eu estava logo atrás de Lucca, acompanhada de Solveig e Bryan. O fantasma da festa se aproximou afastando a todos como se tivesse feito STRIKE no boliche. – Vejo que sua educação morreu junto com sua aparência né fofo?- disse ironicamente e me irritei profundamente quando o garoto não fez menção de ter ouvido meu comentário.
Quando finalmente o encosto se livrou de minha amiga, pude alcançá-la curvando-me para abraçá-la. Meu salto era de longe o maior naquele lugar. Minha altura natural não era nada diferente das garotas ali presentes. – Parrabeins minha querrida!- forcei o sotaque para parecer mais formal e carinhoso possível. Diversas vezes a encontrava na comunal e agradecia por ela ser da mesma casa que eu. Mesmo assim muitas vezes nossos horários não eram comuns perdendo a oportunidade de deixar os acontecimentos em dia. Talvez ela nem soubesse de Solveig ainda. – Espero que goste da sua festa. E depois quero que me conte as novidades. - pisquei como se já soubesse de tudo e captasse o clima entre Lucca e Bryan. Bryan era muito mais reservado e me causava dúvidas. O olhar que o menino transferia para Kay era bem mais concentrado do que da vez do acampamento. E Lucca era o que mais queria demonstrar seus sentimentos repentinos. Grudei nos braços de Solveig depois que ele cumprimentou a menina. Suspirava envolta pelo clima de romance do ambiente e por sorte também possuía alguém para me importar. Sentia- me como Kay e conseguia entender sua emoção e sua breves lágrimas rolarem bochechas abaixo.
Animal de Estimação: Gato (Kiara) Número de Mensagens: 432 Habilidade: Meio-Veela Patrono: Bobtail Americano Varinha: Jacarandá Sangue: Mestiço Idade: 15
Assunto: Re: Salão de Festas Seg 30 Abr 2012, 23:57
An angelface smiles to me
THAT SMILE ALWAYS GIVE ME WARM
Como ele era péssimo em desconversar, só faltou mesmo gaguejar quando começou a falar. - É, a Kay merece - sorrindo dei uns tapinhas amigáveis no ombro de Brayn pouco antes de uma garota que eu não conhecia se aproximar, conhecida de Bryan, ou não... ela mal tinha certeza se o nome dele era mesmo Bryan e.e. - Ah, prazer, eu sou Solveig - apresentei-me depressa por reflexo, ou por estar em um lugar que não conhecia muito bem, e por isso mesmo ignorei o fato de ela não ter se apresentado antes de perguntar meu nome.
- E você é...? - disse arqueando minimamente uma sobrancelha, não de forma ofensiva, dando um sorriso de canto. Notei algo que me incomodou muito acontecendo em volta, o irmão da Kay, Lewis, parecia estar importunando minha namorada de alguma forma. Mas antes que fosse até onde ela estava, Emilie veio até nosso trio, descansando a mão em meu ombro esquerdo ao chegar e falando com Tamy num cumprimento simples. - Emilie, minha namorada. - apresentei para a última garota a ter chegado ao salão, enquanto passava o braço esquerdo por trás de Emilie num meio abraço carinhoso, descansando a mão em sua cintura do lado oposto.
A porta principal voltou a se abrir, atraindo a atenção de todos para ela. Era Kayleigh. A primeira a lhe cumprimentar foi, Emilie, chamando-a de 'linda' ao longe, levantei a mão à altura do ombro num aceno em resposta ao da aniversariante, já indo em sua direção como antes, com um largo sorriso estampado no rosto. O que aconteceu a seguir foi como uma luta de seres esfomeados pelo único pedaço de carne que sobrara, é claro que era algo bem mais bonito que isso, já que o pedaço de carne era a Kay, e os seres esfomeados eram seus amigos querendo parabenizá-la, mas foi a imagem que me veio à mente.
- E ai fera em medicina bruxa! - aproximei-me de Kay comentando sobre seu desempenho no acampamento de férias, ela se saíra melhor que muitos veteranos, lembrava-me da garota daquela mesma forma, ela não mudara nada, a não ser o fato de ficar um ano mais velha. - Feliz aniversário Kay - Abracei-a com cuidado ao parabenizá-la, ela era daqueles tipos de garota que aparentava ser frágil, ainda mais com os olhos lacrimejantes. Finalmente deixei os outros felicitarem a aniversariante também, e me pus ao lado do grupo de pessoas em volta de Kay, com Emilie ao meu lado. Preferia assim, surpreendi-me ao perceber que talvez estivesse com uma ponta de ciúmes pela presença de Lucca e Lewis ali, ao menos Lucca pareceu mais educado da que na aula de poções, talvez não fosse tão mal.
Enquanto o foco dos outros era o cumprimento de Kay, levei a mão oposta a do braço que ela Emilie segurava, à maçã de seu rosto com cuidado, virando-o devagar para minha direção, no que pude aproximar nossos lábios o suficiente para um selinho carinhoso. Mantive a proximidade por pouco tempo, o suficiente para mostrar meu sorriso e sentir um pouco mais sua respiração de perto. Depois de tirar proveito da atenção dos outros em Kayleigh, eu e Emi voltamos a observar o andamento da festa, ou dos comprimentos, que já haviam acabado.
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Solveig Crowe Van Der Villi Miller Valence McGyull
Assunto: Re: Salão de Festas Ter 01 Maio 2012, 00:47
O ano letivo transcorrera-se sem grandes acontecimentos, para minha frustração. Tá, talvez possa soar patético admitir que eu esperava um pouco mais de comoção - se é que me entendem -, mas pelo menos para vocês eu tenho que ser sincera, uma vez que meu ego, nesta época, repelia mágoas mais do que a água ao óleo. Chegara aos Rolstroy por volta das quatorze horas, e passara a tarde inteira absorta em tarefas como desfazer as malas e reorganizar minhas coisas. Kayleigh, curiosamente, não encontrava-se em qualquer canto da mansão... tampouco a vira em Hogwarts recentemente. Uma parte de mim preocupava-se com minha irmãzinha e perguntava-se onde ela poderia estar, mas não passavam de segundos pensamentos... não tinha uma natureza pessimista, apesar de tudo, e preferia imaginar que ela estava vivendo sua própria vida em algum canto afastado. Ligação entre meus pensamentos ou mera coincidência, Linn logo aparatava em meu quarto, pregando-me um breve susto. Carregava em suas mãos um envelope, que logo me estendeu. Tomei-o em mãos: nos poucos meses que passara na mansão, aprendera a diferenciar material tosco, ordinário de coisas mais refinadas, e ele encaixava-se mais na primeira opção. No entanto, o responsável por este empregara-lhe tamanho capricho... ao puxar a fita que selava-o, desprendeu-se deste um perfume adocicado, que certamente fora borrifado ali de maneira proposital.
Conforme meus olhos percorriam as letras de caligrafia miudinha, o elfo-chefe dos Rolstroy se apressava em fornecer-me explicações para o atraso da carta: era um convite para uma festa que começaria em minutos, e aparentemente, a coruja acabara se confundindo em seu trajeto, uma vez que fora despachada quando eu estava à caminho da mansão. Lendo e ouvindo, em sinestesia absorvi todas as informações que precisava pra concluir uma coisa: era melhor eu me apressar, ou acabaria perdendo a festinha de aniversário da minha irmã. Confesso que me surpreendi levemente ao saber que ela tinha amigos - quando é que ela aprendeu a se entrosar mesmo? -, ainda mais uns que se importassem o suficiente para organizar aquilo. Rapidamente larguei minhas coisas, confiando que os elfos poderiam resolver o resto por mim, e procurei por uma roupa adequada à situação. Acabei optando por um vestido de tecido negro e sem muitos detalhes quanto ao material; no entanto, tal simplicidade era compensada pelo trabalho minucioso na costura. Ele era um famoso tomara-que-caia, justo no tronco, mas alargando-se da cintura para baixo: ia parar até pouco acima dos joelhos. Calcei um sapato de salto não muito alto (até porque eu não me sustentaria decentemente em cima de algo maior) e deixei que meus cabelos caíssem livremente pelas costas, já lisos devido à uma poção que eu aplicara mais cedo.
Viajei pela rede de flu, obviamente. Segundo o que Linn me contara, os Rolstroy já haviam estabelecido laços com os Donati antes - se não me engano, as primas de Morgaine eram frutos de um casamento entre as duas famílias -, sendo fácil para ele entrar em contato com a governanta da casa e a informar de que eu estaria chegando em breve. De fato, assim que eu aterrissei na lareira da família, ainda um pouco tonteada da viagem e com a visão meio turva, uma mulher roliça tratou de me recepcionar. Chamava-se Abigail ou qualquer coisa semelhante, e logo me guiava até o suposto local da reunião. Enquanto percorria a mansão, não podia esconder meu interesse e admiração; os Rolstroy eram ricos, e por mais que sua residência dispusesse de luxo, nem se comparava aos Donati: seu estilo clássico tinha qualquer coisa charmosa, exótica, que encheu meus olhos imediatamente. Tanto que pude esquecer meu orgulho por um segundo e apreciar sua arquitetura, totalmente alheia aos risinhos que a mulher soltava, indiscretamente, ao notar meu deslumbre. Por fim estávamos em frente à uma grande porta de carvalho, e mesmo através das paredes grossas da mansão, eu podia ouvir ruídos de passos e conversas, ainda que meio abafados. Acenei para a governanta em forma de despedida e agradecimento, antes de adentrar o salão.
Imediatamente senti meia dúzia de olhares se concentrarem em mim, mas não fraquejei em qualquer momento: não era Kayleigh, afinal. Atrás de mim, a porta se fechou com certo estrondo após eu passar, gafe a qual eu tentei ignorar. –Lewis. – falei com um leve sorriso enquanto acenava-lhe brevemente, afinal, ele era o único rosto conhecido ali no meio... além da minha própria irmãzinha, é claro. Fingi surpresa ao finalmente avistá-la em um canto, meio escondida entre dois amigos, e fui até ela. –Ora ora, se não é nossa aniversariante. Treze anos, huh? Você está crescendo. – e adiantei-me para abraçá-la, embora a mesma parecesse um pouco insegura. Só então parei para analisar a situação. O suntuoso recinto estava bem ornamentado para a situação, e os jovens presentes pareciam estar imersos em um clima amistoso... ou pelo menos fora assim antes de eu chegar. Pude notar também os olhares compridos de dois dos meninos para cima de minha irmãzinha. Se você esperou uma crise protetora agora, bem... sinto decepcioná-lo, pois o que senti passou bem longe disso. Era semelhante à uma amarga brasa que, aos poucos, corroia por dentro, alimentada por comparações frustradas e ambição egoísta... era ser moralmente indigna por ter tal sensação, por mais que essa fosse inevitável e você sofresse por ela... era um conjunto de desprezíveis fatores que levaram-me à, neste momento, invejar minha própria caçula.
Minha expressão facial vacilou por um instante, demonstrando minha insegurança interior, mas eu fiz o melhor possível para reparar isto; no caso, disfarcei com um largo sorriso e um acariciar aparentemente terno em seus cabelos. –Há de me perdoar pelo atraso, Kay... a coruja acabou se extraviando e fiquei sabendo da festa faz pouquíssimo tempo, motivo pelo qual não pude providenciar um presente, também. – e então girei nos calcanhares, ficando de frente para o resto dos convidados, que estavam organizados em uma circunferência falha. –Mas bem... porque não me apresenta aos seus amigos? – não acho que, na ocasião, alguém possa ter captado o que se passava comigo realmente... até porque eu mesma queria abafar aquele sentimento. Ainda dispunha de decência o bastante para saber o quão deplorável era aquilo, culpa que ainda haveria de se dissipar conforme esse sentimento se intensificasse; felizmente seria algo gradual, lento, e que não chegaria a afetar minhas ações naquela festa. Sendo assim, apenas sorri e ergui as sobrancelhas em forma de incentivo, como se indagasse se ela faria ou não o que eu pedia.
Assunto: Re: Salão de Festas Ter 01 Maio 2012, 02:48
In her dreams, she drowns
Maldito seja aquele laço, porque raios eu tinha que ter escolhido um tão complexo ? Poderia ter comprado um já feito, evitaria todo este trabalho para mante-lo bonito.Mas acabei desistindo do mesmo quando ouvi Bryan confirmar que felizmente não havia errado seu nome. - Bom te rever também, primo. Precisamos marcar outra exploração pelo memorial - comentei, virando-me frente a ele, dando um leve sorriso em seguida. Dessa vez não hesitaria a me aprofundar melhor no local, não sairia correndo como naquele dia. Tinha algo muito estranho ocorrendo por lá, e eu iria descobrir do que se tratava. Logo, o outro loiro aparentemente mais alto que Bryan apresentou como Solveig, e claro, querendo que eu fizesse o mesmo. - Meu nome é Tamy, o prazer é todo meu - e realmente era, e teria demonstrado facialmente, mas notara que em sua direção uma garota loira, de estatura mediana vinha até nós. Obviamente devia ser a namorada, e lógicamente, outra amiga de Kay.
Álias, pensar sobre isto me deixava intrigada e admito, um pouco enciumada. Antigamente era apenas Kay e eu, as melhores amigas sempre inseparáveis. A menina sempre fora pouco sociável, e agora todas essas pessoas das quais ela nunca havia citado a mim, presente em seu aniversário, trazia-me uma pequena depressão. Provavelmente se alguém soubesse como me sentia, seria tachada como egoísta. Bá, falariam isso apenas porque não estão em minha linda pele para compreender. - Olá, prazer Emilie. Sou Tamy - respondi a garota que parecia descontente com alguma coisa. Dei de ombros e resolvi ir a procura da mesa onde estavam os presentes, ficar segurando o pacote por muito tempo seria perigoso, atiçaria minha vontade de mexer no laço novamente, e em seguida viria a vontade de taca-lo em algum lixo. Não poderia ocorrer, infelizmente era o mesmo que deixava o embrulho um pouco bonito.
Parada feito estátua no meio do salão,percorria com os olhos todos os cantos á procura da tal mesa. Mas só via bolinhos e mais bolinhos, bebidas e mais bebidas, elfos em cada metro - se bobear, até mesmo no teto - e por fim, um rosto familiar, mas tinha certeza que não o conhecia. Era um outro garoto de estatura mediana, de pele esbranquiçada e olhos profundos, sentado em uma cadeira frente a uma mesa vazia. Será ele o tal irmão de Kay ? Provavelmente sim, mas descobriria a tardar.
- A, ali ! - exclamou num tom de voz alto, mas não aúdivel. O alto barulho da música não permitiria isso. Dando lentos e cautelosos passos - o piso estava escorregadio e não estava a fim de ser a diversão do recinto - foi até a mesa colocada ao lado, mas um pouco distante da porta central. Observou ter váriados embrulhos em cima da mesma, com todo o tipo de tamanho. Colocou o seu no meio, mas em cima de todos os outros, dando-lhe um destaque maior. Esboço um sorriso,satisfeita, pensando já no que faria a seguir. Verificar quais seriam as bebidas, talvez. É, quem sabe ajudaria a me socializar melhor com as pessoas presentes.
Começara a dar os primeiros passos, firmes, até o som de um clique soar adentrar seus ouvidos. Olhou para a porta a seu lado, que já havia sido aberta. Um pouco a frente dela estava Kay, toda linda com um vestido marrom , que dava destaque a um desenho diferente, mas bonito. Usava sapatilhas e alguns acessórios, e maquiagem suficiente para que seu ar angelical continuasse a pairar sobre si. Levantou uma das mãos,acenando para todos os seres presentes. Notei seus olhos azuis como o céu lacrimajarem um pouco, e sua bochecha criar uma cor avermelhada saúdavel. Havia pensado em correr até a mesma, mas fora impedida por um outro garoto loiro - aja loiros,Merlin - que parecia ter possuído meu pensamento e agiu,correndo até a mesma,abrançando-na e dizendo coisas que não consegui decifrar. Provavelmente um parabéns.
- Não serei a última ! - bufei, indo rapidamente em direção a MINHA Kay, antes que a manada de lobos que vinham até a mesma chegassem antes de mim. - Minha maravilhosa ! Parabéns. - disse a ela com entusiasmo na voz, e apertando-na com um abraço de urso. - Te amo Kay, está ficando velhinha ! - finalizei, dando-na um beijo estralado na bochecha esquerda, logo indo um pouco para o lado,deixando que o resto da manada pudesse fazer o mesmo. Havia muito amor para com a minha amiga, não gostei disto. Lançava meu olhar fuzilante para todos - que por Merlin não notaram - mas logo os desviei novamente para a entrada do salão, onde outra garota havia chegado. Para variar um pouco, a mesma era morena, alta e até bonita, tinha que admitir. Pelas suas caracteristicas, havia de ser a Chloe, irmã de Kay. A mesma comentara dela algumas vezes, mas nunca cheguei a conhece-la pessoalmente.
Cruzei os braços, esperando que todos aqueles carinhos para com minha amiga terminassem, e eu pudesse ir até a mesma, dando-lhe outro abraço. Poxa,estava com tanta saudades, tinha que mata-las.