Local onde os Elfos dormem e vivem quando não estão em serviço. Devido ao fato dos elfos terem ajudado e muito a família Donati no passado, principalmente durante a guerra, a família os trata da melhor maneira possível.
Assunto: Re: Toca dos Elfos Sex 11 Nov 2011, 15:15
Miss Independent
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Olhava para o pequeno aparelho em minhas mãos em forma retangular, minha paciência tinha se esgotado com os esforços para entender tal objeto tecnológico. Minha mente não conseguia processar a informação de que um toque em uma tela de “vidro” poderia programar um dispositivo para fazer com que o que queria aparecesse, parecia tudo muito irreal. A verdade é que evolução humana ou tecnologia dos trouxas era muito complexa para minha mente bruxa. Bufei! Nem sei do que tanto reclamo, já que algumas funções básicas eu conseguira dominar. Puxei os fios que se prendiam as orelhas, enrolei ao pequeno aparelho e o joguei em cima da cama com cuidado eu não queria que ele caísse ou quebrasse, estiquei os braços por cima de minha cabeça enquanto espreguiçava. Levantei meu corpo da cama macia, queria passear. Talvez pudesse ir até o Beco Diagonal, comprar a minha varinha já que até então se tornara desnecessária como eu não podia usar os feitiços até os 17 anos, por causa do rastreador. Mas como entraria para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, lá dentro eu poderia testar e usar muito esse objeto bruxo tão desejado. Balancei a minha cabeça afastando tais pensamentos, não queria ir até lá sozinha, seria com ir às Gemialidades Wesley, mas não levar nada, estava fora de questão. Quem sabe até que as aulas começarem minhas irmãs não vão comigo e aproveitamos um pouco para tomar sorvete na B & B Cream? A idéia me pareceu bem tentadora.
Passei os dedos entre os fios do cabelo para desembaraçá-los enquanto seguia em direção a porta de meu quarto, a Mansão estava muito calma o que me fez achar fora de lugar com a agitação interna em que sentia, meus passos acompanhavam o ambiente tornando extremamente lentos. Eu só percebi que queria sair quando meus pés me guiaram para porta de trás do meu lar, assim que cheguei do lado de fora pude sentir o gostoso sol batendo em meus cabelos, caminhei para os jardins, aproximei e procurei um local para sentar quando avistei a toca dos Elfos. Hoje em dia eu me sentia a verdadeira Branca de Neve - dos contos trouxas que li em uma de minhas viagens - perto de tal casinha, lembranças do tempo em que eu fugia de mamãe e me escondia lá dentro pedindo abrigo aos serzinhos pequenos invadiram a minha mente, era incrível como sempre foram tão prestativos. Desisti dos jardins e caminhei em direção do Local.
Assim que aproximei o suficiente, comecei a dar leves gargalhadas, já meus pensamentos iam fundo e me lembravam quando eu brincava de esconde-esconde com meus sobrinhos-primos. Eu nem me importava por muitos deles serem mais velhos que eu. Encostei minhas mãos nas pequenas cercas, o jardim bem cuidado a minha frente mostrava o quanto que Glóin, Flynn e Blinkie amavam o seu lar. Mesmo com os muitos tipos de flora arranjei um local para me assentar, aproveitei da Vitamina D que o sol providenciava juntamente com a fragrância do ambiente e relaxei aproveitando do momento enquanto não havia muita coisa a se fazer.
Permaneci ali até que não agüentasse mais o buraco que meu estômago produzia, exigindo que se fechasse rapidamente, a fome era algo realmente frustrante. Será que Abigail se importaria que eu atacasse a cozinha enquanto o jantar não ficasse pronto? Com um pouco de dúvida quanto a minha pergunta interior. Saio dali.
And when you think the coast is clear, you're never free.
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Brianna Ludwig DiBord Donati Lufa-Lufa ♥ Conselheira da Lufter Studies ● Membro da Badgers' Force
Assunto: Re: Toca dos Elfos Ter 13 Dez 2011, 21:32
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Não, um corte não dói tanto como a dor de uma lembrança do passado. Uma lembrança a qual faz vocês sentir-se vulnerável, totalmente sem chão. É, hoje eu estava em um dos meus dias de lembrar as coisas do passado. Coisas que, por muitas vezes, me fizeram sorrir no passado, mas que, agora, consegue apenas me fazer chorar. Não gostava de lembrar que eu amei pessoas que fingiram me amar para não ficarem sozinhos, pessoas me usaram para tapar buracos, pessoas me usaram como um objeto, um objeto sem sentimentos. Enfim, eu estava me sentindo totalmente mal por me lembrar das coisas do meu passado. Eu tinha que sair, tomar um ar para ver se, com o mesmo, as coisas ruins daquele momento se iam embora. Levantei da cama e fui até o banheiro para passar uma água em meu rosto. Quando mus olhos viram meu reflexo mais uma lembrança veio a minha mente. Essa era um forte uma que tinha deixado marca. Quando eu namorava a Juliet, eu havia feito uma tatuagem com seu nome no meu peito, mas logo depois de ter feito a tal, ela terminou comigo. Sem saber o que fazer e tomado pela tristeza, cortei pedaço do meu peito fora, deixando uma marca para sempre. É, essa era uma das marcas que eu tinha que me fazia mal. Abri a torneira e coloquei minhas mãos debaixo da mesma, pegando uma quantidade de água para jogar no meu rosto. Quando o liquido entrou em contado com a minha pele, senti que a mesma estava fria, mas boa para acordar qualquer um. Sequei meu rosto com a toalha de algodão que estava ali ao lado. Sai do banheiro e fui em direção do me closet, já pensando no que colocar e para onde ir. É, eu não pensei muito na roupa e nem no lugar. Peguei uma capa preta e coloquei sobre os ombros, e nos cabelos coloquei uma touca, deixando minha franja do lado de fora. Pronto, agora eu aparatei.
Não sabia onde eu tinha aparatado, não sabia mesmo. Sabe quando você fecha os olhos e imagina um lugar qualquer onde você se sentiria livre para ficar sozinho? Foi o que eu fiz naquele momento. Quando a fumaça saiu de volta de mim, percebi que eu estava num tipo de caverna ou algo do gênero. Não sabia ao certo onde eu estava, mas sentia que ali era um ótimo lugar para eu pensar nas coisas. Sentei mais afastado da claridade, em meio a escuridão, e abracei meu joelhos, ficando quieto.
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john mcbride gringz mccain
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Assunto: Re: Toca dos Elfos Ter 13 Dez 2011, 22:52
Suli Effie Mcflont Donati
Fazia um longo tempo desde a última vez que havia estado em casa. Eu estava parada ali na minha cama, observando o meu quarto com um livro nas mãos. Eu não conseguia nem mais ler direito, nem a música me chamava muita atenção, sabe, era horrível me sentir assim. Eu não me agüentava mais. Queria fugir, me isolar de tudo, chorar, me descabelar, sei lá o que eu poderia fazer, mas queria tirar esse sentimento de tristeza do meu corpo. Tristeza. Seria isso o que eu estava sentindo? Ah, mas só podia ser. Era a única explicação para que eu ficasse desse modo tão de repente, do nada, quando tudo há algumas horas atrás essa completamente normal. Bem, não indo a mil maravilhas, mas estava bem melhor do que agora.
Mas, ah, Merlin! Parece que eu só sei reclamar. Eu não sou assim normalmente, eu juro. Isso é coisa momentânea. Não é a melhor sensação do mundo, porque geralmente ela vem acompanhada de algumas lembranças de coisas especiais que você passou, mas que geralmente não vem à tona todos os dias. Tudo bem fique tranqüilo, não comentei sobre minha nostalgia, prefiro guardá-la para mim mesma. E eu estava nesse quarto vazio, que sempre teve muito de mim. Mas, não parecia ser o meu refúgio e nada do que eu tentasse fazer me agradava. Eu realmente não sabia o que sentia, mas era uma mistura de tristeza com agonia, um nó na garganta. São umas daquelas sensações que ninguém sabe explicar direito, porque senti-las já nos tira toda a capacidade de fazer outra coisa.
Então, antes que me afundasse mais nesse mar tempestuoso de pensamentos, eu levantei e vesti um casaco fino sobre o vestido. Sabe-se lá a temperatura que me esperava do lado de fora. Sai do quarto percorrendo silenciosamente os corredores até me ver defronte com a porta que me daria a liberdade. Abria com o maior cuidado que consegui e ultrapassei a passagem. Corri com os braços estendidos pelo gramado, sentindo meu coração batendo tão rápido quanto em anos anteriores em que fazia o mesmo.
Em meio a correria, me vi em frente a toca dos elfos. Merlin, a quanto tempo eu não ia até lá? Eu costumava me esconder ali quando tinha vontade de chorar e não queria que ninguém me encontrasse. Mas Tamy sempre encontrava. Entrei no local, torcendo pra não acordar ninguém. E fui andando com uma mão estendida, tocando a parede e confiando nela como guia. Até que esbarrei em algo, me desequilibrei e fui de encontro ao chão, abafando um grito de dor. Santo Merlin, mas o que era aquilo?
- Que... Quem... O que, está... Está ai? - perguntei em um sussurro nervoso.
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Assunto: Re: Toca dos Elfos Qua 14 Dez 2011, 17:26
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É, eu não tinha que dar bola para essas coisas que me deixavam mal. Afinal, quem vive de passado é museu. Eu não posso viver o presente enquanto eu ficar olhando para o passado, pois se eu ficar olhando para trás a qualquer momento irei tropeçar em algo. Tinha que viver cada dia como se fosse o último sem me preocupar com o que fosse acontecer com o meu passado e futuro. Respirei fundo, várias vezes, tentando mandar todas as coisas ruins que tinha dentro de eu ir embora junto do gás carbônico que transpirava. Levei minhas mãos até meus olhos, limpando minhas lagrimas. As lagrimas que, naquele momento, poderia mostrar toda minha vida para alguém se fosse adicionada a uma penseira. Enfim, eu tinha que seguir em frente agora. Independente dos obstáculos que a vida iria colocar em meu caminho. Passei a mão pelos meus cabelos, colocando os mesmos para trás, e fiquei a brincar com pedras que havia no chão daquele local misterioso.
Verdade. Onde eu estava? Com essa mania de eu aparatar sem lugar definido, às vezes, eu acabava em lugares que nem sabia que existia no mundo bruxo. Tinha vezes que eu ia para algum lugar relacionado a algo que eu estava pensando ou sentindo. Então, se for como eu estou pensando, eu devo estar em algum lugar onde tenha alguém que possa me fazer bem, pois eu estava triste e precisava de carinho de alguém. Mas onde era aquele lugar? Não parecia ser nem um lugar onde eu havia ido em toda minha vida. Sim, era muito estranho. Quando eu estava pensando em aparatar do local, em direção a minha casa, senti uma coisa tropeçar em mim e cair ao chão. Levei um susto quando vi que o que havia caído no chão era algo vivo. Fiquei meio assustado no começa, mas logo depois me acalmei. Eu tinha que fazer alguma coisa antes que aquela “coisa” que estava a minha frente pudesse fazer algo contra mim. Saquei a minha varinha que se localizava na manga do casaco e apontei para cima - Lumus Maxima. Uma grande bola de luz saiu da minha varinha e iluminou todo o local. Quando olhei ao chão para ver o que estava a minha frente, vi que havia uma menina no chão. Arregalei meus olhos e comecei a ajudar a menina a se levantar - Você está bem? Desculpe, não era a minha intenção derrubar você. Eu pensei que não ninguém iria entrar aqui, desculpe. Estava muito envergonhado por ter feito aquela menina cair ao chão. Depois de ajudar ela se levantar vi que a menina havia se sujado um pouco no rosto. Então coloquei a mão dentro do me bolso e retirei um lenço branco. Alcancei para ela e fiquei a observá-la. Eu nunca havia visto tal menina por nem um lugar do mundo bruxo. Ela tinha os olhos puxados e era um tanto magra. É, com toda certeza do mundo ela tinha ela coreana, japonesa ou chinesa. Era meio esquisito ver alunos de tal região estudando em Hogswarts, pois, até onde eu sei, para ao lado de lá também tem escola para bruxos, mas isso não vem ao caso agora. Bati minha capa e olhei para ela - Você poderia me informar onde eu estou? A menina ia achar que eu era algum tipo de maníaco que estava perdido, pois não é comum achar pessoas dentro de cavernas dando sopa.
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john mcbride gringz mccain
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Assunto: Re: Toca dos Elfos Qua 14 Dez 2011, 20:36
Suli Effie Mcflont Donati
Enquanto procurava me encolher, ainda no chão, longe do ser desconhecido em quem eu havia tropeçado eu o ouvi sibilando um feitiço. Ele não era um dos elfos. Não. Ele era um bruxo. Um arrepio subiu por minha espinha ao constatar isso, e se ele fosse um comensal? Papai era do ministério, será que era isso? Eu tropecei em um comensal? Espremi os olhos até que eles se acostumassem com a recente claridade, tentando ver quem era a pessoa que conjurara o feitiço. Quem quer que fosse o garoto que estava na minha frente, ele não era a personificação da palavra 'comensal', mas aparências enganam, eu sei.
O meu voto de confiança foi totalmente entregue a ele quando, o mesmo me ajudava a levantar. Sorri envergonhada em meio as desculpas dele, a culpa tinha sido minha afinal. Tentei limpar o vestido como pude, pra depois encará-lo.
- Tudo bem, a culpa foi minha, na verdade, sinto muito. Devia ser mais cuidadosa. Desculpe. - perdi a fala ao ver o lenço que ele me oferecia, fiquei encarando o objeto por um tempo até estender as mãos para pegá-lo, e logo depois levá-lo até o rosto. - Obrigada. - respondi, tentando o meu melhor sorriso de agradecimento.
Mal tinha acabado de falar um trovão se fez ouvir. Lá fora a chuva começou a cair com veracidade e o céu agora ficava quase claro por causa dos relâmpagos e trovões. Estremeci. Tempestades não me agradavam muito. Tentei me concentrar na pergunta que o garoto fazia, enquanto o lenço era segurado com mais e mais força a cada trovão, sem que eu realmente me desse conta.
- Ah, claro. Toca dos Elfos, Mansão Donati. - Me calei de súbito, como ele podia estar em um lugar se nem ao menos sabia onde era? - Como chegou aqui? - Tentei expressar calma nas palavras, enquanto tentava ler seus olhos, a verdade sempre estava nos olhos. Se ele fosse um comensal eu saberia. - Aliás, me chamo Suli, Suli Effie McFlont Donati. E você, é? - Varrendo a minha memória, não lembrava de tê-lo visto antes, só esperava que isso não fosse uma coisa ruim.
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Assunto: Re: Toca dos Elfos Sab 07 Jan 2012, 16:19
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Estava escuro, escuro como a minha mente naquele momento. Dentro de mim cabeça parecia que havia se apagado todas as luzes, sem explicações. Eu estava sem saber o porque de tudo, tudo mesmo. Para ter noção, eu não lembrava porque eu estava naquele lugar. A única coisa que eu lembro, mais ou menos, era que eu estava em casa e decidi sair para dar uma volta. Só, mais nada. Parece que eu havia levado um Obleviate bem no meio da fuça, pois não lembrava de nada. Tá, eu lembrava quem eu era e qual era meu nome, mas não fazia a minima ideia do porque da minha pessoa estar localizada naquele lugar. Engraçado, não?
A chuva, fenômeno meteorológico que consiste na precipitação de gotas de água no estado líquido sobre a superfície da Terra, formada nas nuvens, estava caindo em grande quantidade no lado de fora da... Caverna? É deve ser isso. No começo disso tudo, eu fiquei sem saber o que fazer. Fiquei olhando para os lados e nem liguei para menina que estava ali na minha frente. Parecia que eu estava apenas vivo, mas sem conseguir pensar. Estranho. Enfim, eu fiquei assim por algum tempo até que escutei a menina falar comigo. Com o toque de sua voz em meus tímpanos, parece que tudo voltou ao voltar. Balancei a minha cabeça e voltei a minha atenção para menina de descendência coreana.
- Para falar a verdade? Torci os lábios em forma de dúvida. - Eu não sabia nem o que era isso daqui. Eu parecia ter entrado em algum tipo de transe por alguns segundos, esquecendo de tudo. Menos do meu nome, é claro. Dei um sorriso tímido para ela. - Eu não acredito que vim parar aqui. Eu vim um vez aqui, mas faz muito tempo. Taranee é madrinha da minha irmã, Lola. Olhei para os lados observando o local. - Esse lugar mudou muito, não acha? Sorri para ela. A menina parecia ser um tanto tímida, ou tinha medo de mim. Era normal pessoas terem medo de mim. Sempre tive fama de falar demais e querer ser lega com todo mundo. É, tem gente que não gosta disso. - Sou John, John Augusto McBride Gringz McCain. Era para falar o nome todo, né?! Ok, John. Você não está conseguindo ser engraçado.
A lua começava a aparecer em meio as gotículas de água que caiam do céu. Agora, sem ter muito o que falar, comecei a caminhar pelo local, observando o tal. Aquele lugar era ótimo para ir quando queria se pensar na vida ou se isolar de alguma coisa. Era bom, sabe?! Caminhei e caminhei, até que parei um pouco a frente da saída da caverna. A luz do luar começava a vir em minha direção. Vocês sabem que sou meio-veela e me sinto mais forte a noite, não é?! Então, naquela noite parecia que a lua estava me chamando. Eu amava quando isso acontecia. A luz do luar começou a me iluminar, deixando meu dom amostar. Meus cabelos começaram a mover-se sem vento, minha pele ficou mais clara e meus olhos com um coloração de azul intenso. Virei-me em direção da menina: - Não precisa ter medo, eu sou normal como qualquer outra pessoa. Muitas pessoas acham, até hoje em dia, que todos os descendentes de veelas são aberrações. Imagina se ela coeçar a me atacar. Melhor me prevenir.
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john mcbride gringz mccain
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Assunto: Re: Toca dos Elfos Dom 08 Jan 2012, 06:07
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Estava chovendo muito lá fora. Eu ainda segurava o lenço com as mãos quando ele desfez o silêncio e eu voltei o olha-lo. Ele foi tão sincero em cada uma das palavras, parecia ter me dado a confiança que eu não tinha dado a ele de princípio. Quando ele sorriu eu acenei com a cabeça concordando, como que dizendo que entendia, tentei retribuir o sorriso, mas a segunda frase dele me perturbou. Ele já tinha vindo ali alguma vez? Varri minhas lembranças mais antigas, não conseguia lembrar dele. Talvez tivesse acontecido antes de eu me mudar, antes do acidente, antes de... Sacudi a cabeça de leve dispersando os pensamentos inconvenientes, procurando lembrar da primeira vez que entrara ali, já que aquela frase ao menos significava que ele não era nenhum perigo.
- Tem razão, mudou não é? - minha voz não era mais do que um sussuro. - Eu costumava vir muito aqui. - dessa vez devolvi o sorriso pra ele, pelo menos até a frase seguinte dele. Baixei o rosto para esconder o rubor que tomava a minha face. Estava escuro, ele provavelmente não notaria. - É um prazer, John.
Voltei a olhá-lo quando ele começou a caminhar, ele parecia procurar algo e eu me vi perguntando-me quantas vezes ele já tinha estado ali. Será que ele costumava frequentar a casa quando criança? Talvez eu pudesse perguntar a papai mais tarde, enchê-lo de perguntas não me parecia uma forma educada de se tratar um visitante.
E foi então que eu reparei. Ele estava de pé, frente a porta da toca, a luz da lua caia sobre ele como um manto, como uma aura em torno o seu corpo. Mas quando capto seus profundos olhos azuis, a pele clara, o cabelo louro rebelde e as roupas descontraídas, como um conjunto meu coração dá um salto. E então ele dá um daqueles sorrisos lânguidos, serenos, e meu coração ameaça parar. Eu suspiro, sabendo que devia me concentrar numa resposta, que devo acrescentar, estava difícil de achar.
- Claro, eu... Eu não quis te ofender com isso, desculpe. - Aperto os lábios e faço um gesto positivo com a cabeça. Não queria que ele pensasse que eu tinha medo dele, não tinha. não mais. Talvez eu devesse deixar minha mania de ficar com um pé atrás ao conhecer novas pessoas. Eu tentava fazer minha cabeça funcionar, o silencio me incomodava, obviamente por eu estar tão compenetradamente admirando-o - Hm... Espero que você não tenha problemas com a chuva, sabe? Se quiser ir pra mansão. - Aquilo foi o máximo que eu consegui, talvez se eu conseguisse me concentrar em outra coisa que não fosse ele...
data off
08 de janeiro
clima
Chuvoso
vestindo
Vestido e um casaco
humor
Desconhecido
local
Toca dos Elfos
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Assunto: Re: Toca dos Elfos Dom 08 Jan 2012, 14:31
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Nos últimos tempos parecia que eu estava começando a conseguir controlar meu dom. Ele não estava mais fazendo loucuras como fazia antigamente. Desde a vez que eu fiquei em coma, devido a queda da torre de astronomia, nada mais aconteceu. Bem, eu nunca mais usei ele também. Nunca mais tive que lançar feitiços forte ou tentei seduzir ninguém, não mesmo. Acho que desde a tragedia nada de bom aconteceu em minha vida. Ela parou, se adormeceu de forma que não acordou mais. Eu era uma pessoa conhecida por todos, que todos sabiam quem era, mas agora eu não passo de um simples menino londrino. Antes eu era o monitor chefe, um dos meninos mais disputados do mundo bruxo, mas agora não sou um nada, como acabei de dizer. Não é fácil, mas eu não me incomodo tanto como antes. Agora eu percebi que ser um simples menino é bom para alguém que quer ter uma vida simples, sem muitas surpresas.
Tudo voltava a ficar mais claro em minha mente naquele momento. Eu estava lembrando o porque de eu estar ali naquele lugar. Eu estava vazio, triste, querendo ficar sozinho. Doía em meu peito algo que eu acha que havia virado pedra, algo que eu queria que não existisse mais. Coração é algo que só me traz problemas, algo que, para mim, não precisava existir. Ser uma pessoa que, quando ama, ama quando com todas as forças não era fácil, pois sempre tomava uma faca no peito. As pessoas não ligam para os sentimentos dos outros. Agora eles só querem saber de ficar um mês, dois, por ai, apenas para tirar a teia de aranha. Mas e se a pessoa que for usada começar a sentir algo de diferente por você? Você não pensou nisso? É, isso dói. Faz com que seu peito fique em pedaços. Pedaços que, muitas vezes, não voltam a se unir nunca mais. O jeito é, hoje em dia, não amar. Ficar sempre frio e sem coração para não sofrer nunca. Amar é bom? Claro que é, mas quando a pessoa é verdadeira contigo. Adianta você ser verdadeiro se a pessoa que está a sua frente não acredita? É, isso também é ruim. Ter uma pessoa ao seu lado que não confia em tia dói também, dói muito. Mas ela liga para isso? Não. Afinal, ela apenas está apenas te usando.
Nos momentos que eu estava com o meu dom era raro eu sentir dor, sentir pena, sentir qualquer sentimento que pudesse me deixar mal, mas naquele momento era o que eu estava sentindo. Meus olhos se abaixaram e eu sai da luz do luar, indo para o fundo mais escuro da caverna. Meus cabelos caíram, minha pele corou e meus olhos voltaram a coloração de sempre. Eu estava me sentindo mal, inútil, apenas útil para as pessoas que não tinham quem usar como brinquedo. Queria ficar sozinho, queria me isolar, queria entrar em um escuro profundo. Senti-me ao chão, em meio as pedras que caíam devido a ação do tempo, sem medo de me sujar. Eu estava fora de mim. Estava em um momento em que os sentimentos e as lembranças estavam dominando meu corpo. Estava desligado do meu corpo. Há muito tempo que não me sentia assim, tão frágil. Acho que, naquele momento, qualquer coisa iria me afetar se fosse dirigida em mim. Sento física ou psicológica. É, doía.
Quando as pessoas me olham devem achar que sou a pessoa mais feliz do mundo por sempre estar sorrindo, sempre estar alegre, mas as vezes o sorriso esconde lagrimas de sofrimento que arrecadamos do dia-à-dia. O tempo passa, os dias acabam, os minutos voam, mas ainda sou o mesmo meninos sentimental e que finge muitas vezes ser quem não é. Sempre tento mostrar ser forte e feliz, mas muitas vezes eu estou destruído e precisando de carinho. Alguém percebe isso? Não, pois sempre estou tentando ajudar elas a ficarem bem. Quando eu consigo me abrir com os outros sou chamado de fraco ou falam que estou tentando me aparecer. Bom, eu acho que devia estar em outro século, pois nesse século as pessoas não acreditam que uma pessoa possa amar a outra. Até mesmo eu perco as esperanças as vezes. Amar muitas vezes trás problemas também. Você ama a pessoa intensamente, vive por ela, mas com o tempo ela fica pisando em você, trancando-o em uma jaula, pensando que você é só dela. Isso é ruim. O amor é forte, mas quando uma pessoa que você ama te faz mal consegue ser mais forte. As marcas que ficam dentro de tal, por muitas vezes, não conseguem ser concertadas com um sorriso. Por isso as pessoas as vezes não conseguem mais amar, ainda estão tentando se recuperar das marcas de amores passados, amores fortes que foram derrotados por armas ainda mais fortes. Ciúmes excessivo, brigas por coisas bobas, pensar que a pessoa é só dela, são armas fortes para destruir um amor.
Eu estava longe. Quer dizer, eu estava perto, mas meus pensamentos estavam em um mundo só meu. Um mundo que apenas eu tinha as chaves. Havia esquecido que eu estava estava com uma companhia, uma nova companhia. Eu estava tão longe que havia esquecido que estava falando com alguém. Balancei a cabeça tentando tirar todos os pensamentos da minha cabeça por alguns minutos e olhei para menina que estava ali: - Perdão, Suli. É que... Respirei fundo. Um nó havia se formado em minha garganta naquele momento. Sentia uma pressão em meu peito, tal pressão que fez eu parar de falar com a menina. Trouxe meus joelhos até meu peito e abracei os mesmos. Meu dom estava fora de mim, totalmente. Minha pele estava albina, meus cabelos estavam sem brilho e meus olhos ficaram cinzas. Eu estava fraco. Tal fraqueza que foi demostrada por uma lagrima que escorria pelo meu rosto naquele momento.
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john mcbride gringz mccain
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Assunto: Re: Toca dos Elfos Sab 14 Jan 2012, 16:06
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Fiquei observando-o, esperando uma resposta. Uma resposta que não veio. Ele parecia ter-se perdido nos seus próprios fantasmas internos, seus olhos observavam o nada, seu rosto tinha um semblante vazio. Tive medo de ter digo ou feito algo errado, mas vendo-o assim desejei que tivesse o conhecido a mais tempo, para poder dar-lhe um abraço reconfortante, mas não o conhecia então só desejei que ficasse bem logo. Ele parecia ter percebido que se distanciara, já que com um aceno de cabeça tentou retomar ao assunto me pedindo desculpas. Dei um sorriso de compreensão para ele, que foi diminuindo ao ver a lágrima que descia pelo seu rosto.
Por um impulso peguei em uma de suas mãos, segurando-a entre as minhas e o lenço que ele havia me emprestado mais cedo.
- Tudo bem... Vai ficar tudo bem, não é?
Continuei segundo sua mão, tentando reconfortá-lo com esse gesto e pedindo silenciosamente que ele não me achasse uma doida perseguidora por tocá-lo. Eu não conhecia ele, não sabia o que ele tinha passado ou estava passando, mas queria ajudar, queria que ele pudesse confiar em mim, eu... Eu queria ser sua amiga, alguém em quem ele pudesse se apoiar. Pela primeira vez na minha vida me importa mais fazer uma pessoa mais feliz do que a mim mesma.
data off
13 de janeiro
clima
chuvoso
vestindo
VESTIDO E UM CASACO
humor
desconhecido
local
TOCA DOS ELFOS
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Assunto: Re: Toca dos Elfos Sab 14 Jan 2012, 17:06
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Aquilo tudo parecia me corroer por dentro a cada segundo que passava. Lembrar de tudo que eu passei não era nada fácil para mim. Ainda mais quando se tratava de coisas do coração. Eu não era muito bom em coisas vindo de tão órgão, pois ele sempre me traz problemas quais não consigo resolver nunca. Tanto que sofro até hoje com tais. Eu precisava de algo que não sabia o que era. Talvez meu pai, minha mãe, minha irmã, meu irmão, meu avó falecido, minha avó, tanta coisa que não sabia o que poderia saber, mas sabia que dentro de mm havia um vazio que estava difícil de ser preenchido. Sem falar nada para menina que naquele momento estava se mostrando uma pessoa muito generosa, aparatei do local.
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john mcbride gringz mccain
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Assunto: Re: Toca dos Elfos Sab 14 Jan 2012, 22:15
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Eu não sabia o que tinha acontecido. Esperava não ter dito nada de errado, ele só desaparatou, não disse nada. Meu coração apertou e meus olhos se inundaram em lágrimas. Não sabia o que fazer, então encarei o caminho que me levaria de volta até a mansão. Talvez Abigail o conhecesse, talvez ela soubesse onde eu pudesse encontrá-lo. Talvez...
Sem pensar mais, corri em direção a mansão repetindo o nome mentalmente, e esperando que ela pudesse me ajudar.
data off
07 de janeiro
clima
muito calor
vestindo
uniformed a grifinória
humor
animada
local
salão principal
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