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 Biblioteca

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AutorMensagem
Isabellah Celesty Schwarz
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MensagemAssunto: Biblioteca   Sab 29 Out 2011, 14:48

Biblioteca



Biblioteca da mansão, contém diversos volumes de livros trouxas e mágicos. Nela encontram-se exemplares de extrema raridade, alguns não publicados há anos, escritos apenas em latim ou grego.
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George Donati Rolstroy
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MensagemAssunto: Re: Biblioteca   Seg 07 Nov 2011, 18:36

Eternal Sunshine of a Spotless Mind

...

Aquele dia ainda possuía os reflexos da noite anterior. Fora um princípio de dia turbulento, tumultuado do ponto de vista psicológico. Mas tudo lentamente começou a se dissolver quando a carta de Hogwarts chegou. George estava à biblioteca, tentando minimizar os efeitos que Karine lhe imputara na noite anterior quando Abigail adentrou no recinto com uma carta dourada em suas mãos. George intuitivamente já sabia do que se tratava. Pegando o envelope das mãos da mulher, em silêncio, agradeceu-a, e ela compreendeu que ele desejava ficar sozinho. Retirou-se silenciosamente com o olhar esquivo de governanta, mas George agora violava o selo do envelope com o brasão de Hogwarts estampado. O conteúdo da carta era um convite para ingressar no corpo docente da escola. Um bom emprego, afinal. Aquela oportunidade de lecionar – sua paixão – em Hogwarts, acabaria pode fazê-lo rever antigos colegas e poder estar perto, também, dos Rolstroy e dos próprios Donati que frequentavam a escola. Finalmente poderia ficar em casa após dez anos.

- Abigail... Ele a chamou, e ela novamente irrompeu na sala como uma espécie de fantasma. - pegue este envelope e analise os livros que aí estão expostos para o curso que lecionarei em Hogwarts. Analise pelo catálogo da biblioteca se possuo todos os volumes aqui em casa. E aqueles que não tiver, por favor, vá com algum dos elfos comprar na Floreios e Borrões. Aliás, vamos poupar mais viagens e, por favor, compre logo o material para todos os anos letivos para todas as crianças da mansão. Isto poupará futuras viagens. Compre exemplares de todos os livros para mim também. Preciso estar informado acerca da interdisciplinaridade atual neste nível de ensino. Ele, por fim, dispensou-a e levantou-se, indo até a sessão de adivinhação da biblioteca e pegando um dos livros que utilizara em sua pós-graduação acerca de métodos folclóricos de adivinhação. Ficou ali, folheando as páginas um pouco incerto, porque as brumas da noite anterior ainda lhe incomodavam e lhe obliteravam a visão.

À medida que a noite chegava, as luzes da biblioteca se acenderam, douradas, dando uma aparência suntuosa ao local. Foi quando ouviu passos se aproximarem. Ergueu os olhos para a porta, esperando que Abigail já tivesse voltado com os livros após talvez duas horas de espera...mas não era ela.

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MensagemAssunto: Re: Biblioteca   Seg 07 Nov 2011, 18:58

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Um tédio estranho ameaçava me sufocar, engoli seco. Havia alguns dias em que passara em meu quarto para poder descansar, mas agora toda essa solidão me provocou um sentimento tão errôneo, que me frustrava. Meu quarto continuava sendo o meu quarto e mesmo assim não me deixava totalmente à vontade. Uma vontade súbita de me aventurar pelos terrenos da casa encheu meus olhos, pelo menos nesse trajeto eu teria Abigail e os pequenos Elfos reclamando da bagunça de que eu fazia.

Nesse meu momento e andanças pela grande mansão, avisto o local em que levava a grande e vasta biblioteca da família, um sorriso enorme apareceu-me na face, lembrava-me quando pequena nas milhares de vezes que entrava escondida no local, apenas para pegar o grandes e grossos livros, apoiar-me na mesa, fingindo-me que lia algo, pelo simples prazer de me sentir “gente grande” como as minhas irmãs. Com passos animados me dirigi ao local, eu só queria dar uma olhadinha, ver se tudo mantivera da mesma forma, e além do mais ter a certeza de que os livros mais altos, das estantes mais distantes não eram agora nenhum obstáculo para mim.

A porta já se encontrava semi- aberta, o ambiente interno exclamava a cor amarela que luzes acesas provocavam. Endireitei-me e entrei no recinto esperando encontrar o famoso cheiro de poeira, juntamente com o ambiente silencioso. Logicamente eu encontrei isso, mas algo a mais, dois olhos encaravam a porta assim que entrei, encontrei com eles e observei a figura já tão conhecida por trás dos mesmos, sorri. – Ora, ora, quem nos dá o ar de sua presença? – disse para a pessoa já conhecida. George era conhecido pelo seu fascínio com o conhecimento, consequentemente viajava muito. Eu também viajara por uns tempos, mas ele não sabia o que deixava livre para usar tão frase. – Sem querer demonstrar falta sensibilidade nem nada, mas o que fazes por aqui? – perguntei enquanto me caminhava em direção a aquele homem. Eu sei, eu sei, de vez em quanto eu posso ser um pouco invasiva.

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MensagemAssunto: Re: Biblioteca   Seg 07 Nov 2011, 19:13

Eternal Sunshine of a Spotless Mind

...

A silhueta de uma adolescente que já começava a despontar toda sua beleza raiou como o sol, banhada pelas luzes da biblioteca. Não havia dúvidas de quem se tratava, mesmo que só a tivesse visto três ou quatro vezes no últimos dez anos. A cor da tez, o olhar que começava a criar hipnoses, o sorriso aberto exalando o aspecto pueril de sua idade – era uma das três. Brianna era seu nome, e só a reconheceu porque começava a ganhar os traços de suas duas irmãs mais velhas. George sentiu uma gota de suor lhe descer pela têmpora pois a imagem de Brianna evocou a de Karine instantaneamente – eram irmãs. Mas guardou o desconforto dentro de si, não deixando transparecer a ela o que sua imagem ainda jovem – que lembrava muito a irmã, lhe causava dados os episódios da noite anterior.

George lhe abriu um sorriso e se levantou, dando um beijo em seu rosto e um abraço. Lembrava-se de Brianna ainda nova, lindinha, fugindo até o quarto dele para que ele lhe escondesse da mãe. Mas agora ela havia crescido bastante e ele já podia notar na forma felina de seus olhos que ela inevitavelmente sabia se cuidar. - Como você me reconheceu após tantos anos eu realmente não sei, mas fico feliz. Você está linda, fedelha. Parabéns.

Foi até a mesinha no canto do escritório, onde havia sachês para chá e um bule de água fumegante e um de leite. Serviu duas xícaras, uma para si, uma para ela. Derramou o leite lentamente, medindo com todo cuidado, como se fizesse uma poção. Ao fim, aproximou-se entregando a ela uma xícara sobre um “pires” pequenininho, para que ela repousasse a mesma e não queimasse suas mãos na louça quente. - À inglesa, Bri. Deu-lhe uma piscadela e sentou no sofá que comportava duas pessoas na biblioteca, fazendo sinal para que ela se sentasse a seu lado. - Como vai a vida, minha querida? Soube que já está em Hogwarts. Estou ansioso para que esteja o quanto antes em minha classe. Será um prazer te receber, meu amor. E lhe lançou um outro sorriso, sorvendo o chá. Evitou qualquer menção ao nome de sua irmã, sequer tocou o assunto em algum momento. Apenas ficou contemplando-a. Ela era igual a Karine em sua idade.

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MensagemAssunto: Re: Biblioteca   Seg 07 Nov 2011, 19:39

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Um brilho de reconhecimento logo surgiu nos olhos de George. Eu suspirei ainda bem que havia me reconhecido, as reuniões familiares eram poucas em que pudéssemos ter nos vistos, mas como eu o havia notado, ele fez o mesmo. Assim que me aproximava notava que ele agora possuía um ar mais concentrado e sensato sua face exalava confiança, acho que foram os anos de experiência. Retribuir-lhe o abraço – Sabe como é, memória de elefante. – sorri enquanto dava respostas as suas inquisições. – Fedelha?! – Perguntei com falso ultraje.Ele tinha me feito um elogio mesmo assim era difícil não responder ao nome pejorativo anterior – Obrigado, tiozinho. – Sorri com sarcasmo.

Peguei a xícara em que o mesmo me oferecia, levei lentamente aos lábios tomando cuidado de me certificar de sua temperatura para não ocorrer casos de queima de língua, que me deixam sem sentir o gosto por diversos dias. Ao mesmo tempo concentrava-me no que meu primo dizia. E no momento em que suas palavras saíram de sua boca, quase derrubei a xícara que ainda permanecia em minha mão. – Você vai estar em Hogwarts? – gaguejei um pouco em quanto terminava. – Èrr... va- vai lecionar lá? – Okaay, todo aquele meu esquema planejado, das milhares de coisas que eu poderia aprontar, ou até mesmo imaginar a fazer estava a um fio de ser desmanchado.

Voltei a uma expressão mais serena e encarei o homem a minha frente, ele era um familiar próximo, mas jamais me proibiria ou questionaria algo, eu era a sua priminha mais nova, a priminha fofa. Não. Não. – Nossa, que ótimo. – respondi com um entusiasmo quase verdadeiro. Encarei novamente a minha xícara, como se me afastasse de seu olhar. – Tem um tempo que estou por aqui e ainda não encontrei ninguém. Vós vistes, ou conversaste com alguém? – passei as mãos em meus cabelos enquanto me acalmava com a noticia anterior, eu nem mesmo sabia a causa de tanta preocupação.

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MensagemAssunto: Re: Biblioteca   Seg 07 Nov 2011, 19:59

Eternal Sunshine of a Spotless Mind

...

- Relaxe, princesinha. Eu não vou pegar no seu pé e controlar seus namoricos pelo colégio. Também já tive sua idade. George deu uma risadinha abafada e levou seu chá à boca, sorvendo mais um gole. Mas a pergunta que ela lhe fez em seguida lhe deixou um pouco desarmado. Engoliu em seco, inspirando pesado e depois soltando o ar devagar, como se buscasse um jeito de fugir do assunto, mas era visivelmente impossível. - Estive sim, ontem à noite, com sua irmã... Fez uma leve pausa, sentindo-se um pouco desconfortável, movendo os ombros tesos para trás, como quisesse soltá-los. - Karine. Estivemos na piscine, bem…conversando um pouco sobre o passado. Muita coisa aconteceu em dez anos, não?

Novamente sorveu o chá, o desconforto se esvaindo aos poucos e ele recobrando a plenitude de seus atos, sendo novamente dono de si mesmo. Fitava-a não completamente, apenas lhe lançava olhadelas. Ela era bastante intrigante para a pouca idade que tinha. Parecia em uma estranha redoma de mistérios, como se sua alma fosse inescrutável, lembrava a George um pouco seu próprio coração, isolado e quase inalcançável, e naquele momento sentiu uma grande empatia por ela. - E pelo visto você vai seguir a genética absurda de sua mãe. Isto é quase desleal com a raça humana, se você quer saber. Estava encantado e orgulhava-se pela linhagem daquela família produzir proles tão saudáveis, tão bem articuladas e peculiares à sua maneira. Não era difícil conceber que dada à leve astúcia, quase invisível, aquela jovenzinha a seu lado seria uma formidável bruxa. Passou a mão em seus cabelos, como um afago, e lhe puxou para ele, em um gesto muito paternal, como fazia com suas sobrinhas.

- Eu lhe trouxe um presente das minhas viagens. Quer que eu peça a Abigail para pegá-lo? Na verdade, eu te trouxe dois presentes. Mas não tenho certeza se gostará. Não sei quais seus hábitos. Afinal, você mudou. Cresceu bastante. Titia está bem, aliás? Além de Karine estive com ela também, como pude esquecer? Conversamos durante uma ou duas horas. Sua mãe é, entre os mais velhos, aquela a quem eu recorro nos momentos de dificuldade. Sabe como é. As mulheres têm uma forma mais sutil de observar a vida.

George enfim silenciou-se. Talvez tivesse tantos rodeios e abordasse tantos assuntos para que a noite anterior caísse em esquecimento, mas era impossível. Ainda estava inquieto, o espírito imerso em dúvidas. Não queria magoar a irmã daquela menina ali a seu lado, mas seu coração era uma espécie de invólucro vazio rodeado por uma estranha e dura carapaça. George era um objetivador de sentimentos.

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MensagemAssunto: Re: Biblioteca   Seg 07 Nov 2011, 20:30

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George tinha seu jeito de perceber as coisas que aconteciam ao seu redor, quando me disse adivinhando uma de minhas preocupações, arregalei os olhos, não era nem por causa dos garotos em si, mas isso não evitou que eu corasse de leve, joguei meus cabelos para trás afastando-os do rosto e balancei a cabeça para dar mais veemência a minha negativa. Por sorte ele trocou o foco, respondendo a minha pergunta, assim que citou o nome de Karine um sorriso sapeca apareceu em meus lábios, apesar de não ter tentando reder o assunto, eu sábia o quão desconfortável poderia ser.

Porque meu primo via as coisas dessa maneira sempre tão peculiar e fazia comentários perspicazes que eu ainda não entendia? Mas decifrar e analisar George Donati estavam fora de contexto para qualquer ser humano normal da Terra. O mesmo me tirou dos devaneios quando estranhamente começou a dizer sem parar algumas frases que me deixaram nas alturas de tanta animação – Por favor, por favor, peça para que Abigail traga. – comecei a dar leves palminhas no ar pelo entusiasmo, mas logo percebi o quão infantil aquilo poderia ser, concentrei em resplandecer um sorriso imenso enquanto imaginava nas coisas que ele poderia ter trago pra mim.

Até mesmo conseguir ficar mais animada do que a preocupação que me instalara na urgência de ligar a minha mãe quando ele a citou, fazia um tempo em que eu não ouvia sua calorosa e suave voz, sentia muitíssima falta destas pequenas coisas.


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George Donati Rolstroy
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MensagemAssunto: Re: Biblioteca   Seg 07 Nov 2011, 20:48

Eternal Sunshine of a Spotless Mind

...

- Abigail, minha linda mulher, por favor, vá até meu quarto e pegue os dois embrulhos contendo o nome de Brianna. George piscou para Brianna ao frisar o linda, demosntrando o caráter cômico de sua piada. Abigail estava longe de ser uma mulher bonita, mas George admirava secretamente a sagacidade da governanta da mansão, a pessoa em quem ele confiaria até mesmo sua vida. Viu o momento de infantilidade de Brianna batendo palminhas no ar como se fosse uma criancinha e deu uma risadinha que ela pôde perceber, e o fez claramente para constrangê-la, para implicar, como era de sua natureza indolente, mas depois deu a ela um sorrisinho sincero e um afago no cabelo. Alguns instante depois, Abigail irrompeu novamente na sala com os pacotes pedidos por George.

- Abie, faz um favor para esse seu querido amor que você cuida desde que ele ainda usava fraldas? George deu a ela o mesmo olhar pidão que lançava quando ainda era criança e queria quebrar alguma regra ou havia feito alguma besteira. A mulher riu, pois em sua mente também imagens da infância de George se reavivaram, e falou: “George, George, você não muda, mas o que eu não faço por você?” - Como não amar esta mulher, não é, Bri? Pois bem, Abie, traga um pedaço de torta com sorvete para mim e para Bri, imagino que um pouquinho não vai tirar esta aparência exuberante que minha priminha mais nova está começando a ganhar. Anote, Abigail, ela será a mais bonita de todos os Donati antes de terminar Hogwarts.

George, ao fim do discurso, deu uma piscadela para sua prima e entregou-lhe os embrulhos. No primeiro ela encontraria um aparelho trouxa pelo qual George se encatara em suas viagens: o tal Ipod. É claro que ele se apaixonara pelos avanços tecnológicos trouxas, porque também havia encomendado computadores de última geração para a mansão. Apesar dos Donati serem uma família de caráter clássico e tradicional, George, que começava a ganhar o status de chefe da família, queria modernizar a mansão. E em breve toda aquela parafernalha trouxa, que ele julgava utilíssima – principalmente a nível de pesquisas – chegaria à mansão. George havia compreendido algumas nuanças dos trouxas como poucos bruxos compreendiam. E havia tentado assimilar o que havia de melhor naquela estranha estirpe em suas viagens. Ele acostumara-se completamente àquelas novas tecnologias e naturalmente estava totalmente integrado à civilização não mágica, embora preferisse completamente estar em meio aos meandros da bruxaria.

No segundo embrulho ela encontraria um chapéu de palha lindíssimo que facilmente combinaria com o formato de seu rosto, e a rodeá-lo jazia uma fita de cetim pérola. George entregou a ela, para que abrisse os embrulhos. Ficou ali, observando-a, esperando sinceramente que gostasse daquilo que encontraria. - Sinceramente, espero que goste, mas sou péssimo para presentes.

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MensagemAssunto: Re: Biblioteca   Ter 08 Nov 2011, 15:56

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Abigail apareceu logo depois de chamá-la, George de forma galante tentou pedi-la com muito carinho para que pegasse alguns presentes com meu nome, mas à medida que o mesmo pronunciava, automaticamente meus olhos se arregalaram, foi sem querer, mas ele ressaltou suas características de maneira que eu não esperava. Não demorou muito para a mesma estar de volta com dois embrulhos, com curiosidade tentava adivinhar o que poderia ter ali dentro. Depois meu primo voltou-se para a governanta com mais outro pedido, com certeza ele possuía sua maneira própria para pedir as coisas era difícil até mesmo imaginar alguém negando. Disfarcei um sorriso alto com uma tossida baixa, mas nenhum dos dois percebera muito isso, já que estavam concentrados em um assunto melhor, como por exemplo, a Abigail trazer duas tortas com sorvete. Minha boca salivou só de imaginar o maravilhoso gosto que esse agrado poderia me dar, e George para fechar com chave- de- ouro ainda me elogiou, voltei meus olhos para ele e joguei meus cabelos para trás como se fosse a mais pura verdade o que dissera, a realidade é que é difícil ser a mais bonita da Família com duas irmãs belíssimas.

Assim que recebi o primeiro embrulho em minhas mãos como a curiosidade é mais rápida do que a calma o violei com pressa, até que no fim dentro de uma caixa havia um pequeno objeto retangular, muitíssimo fino e com uma tela a frente eu não sabia o que aquilo poderia significar, mas me pareceu algo bem moderno, o mundo bruxo custava a acreditar como os trouxas poderiam sobreviver sem magia e aposto que se soubessem de nossa existência custaria a acreditar que praticamente vivemos na energia movida a lenha. Saber da possibilidade de ter algo tecnológico era uma das melhores coisas que eu ganhara em minha vida. – Uau, muito obrigado – afaguei o braço do homem que estava ao meu lado com carinho.

Eu estava radiante enquanto recebia o segundo embrulho, novamente sem tranqüilidade rasguei o papel que o envolvia e me dei de cara com um chape de palha com uma fita de cetim, não havia como descrevê-lo ele era mais do que belo. Meus dedos com suavidade passaram pelo seu contorno somente para sentir sua textura. Tirei-o do meu colo e o levei a minha cabeça por cima dos cabelos loiros, ele era confortável e parecia se ajustar perfeitamente virei de frente para o primo – Como estou? – Sorria só de imaginar como poderia estar a minha imagem no momento.


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MensagemAssunto: Re: Biblioteca   Ter 08 Nov 2011, 16:18

Eternal Sunshine of a Spotless Mind

...

- Está maravilhosa. De fato, a mulher mais bela que já vi em minha vida, e isto aos treze anos. George lhe lançou uma piscadela. Depois tomou permissão e ajeitou melhor o chapéu na cabeça da menina, deixando-o com uma aparência verdadeiramente angelical. Puxou a varinha, brandindo-a no ar e fazendo um movimento esguio, lânguido, deixando com que sua essência mágica fluisse não não verbalidade de sua bruxaria. - “Conjurius Army”. Eis que, do éter, um espelhinho super sutil de bordas douradas e armação flexível emanou na mão da menina. - Veja com seus próprios olhos e verá que inequivocamente não há mulher mais bela neste mundo. Deu-lhe um sorriso e então Abigail chegou com o pedido que George lhe fizera.

O sorvete derretia sobre o pedaço de torta, deixando evidente uma aparência deliciosa. George esperou que Brianna mordesse o primeiro pedaço para, então, fazê-lo. Estava verdadeiramente delicioso. Ele sorriu para Abigail com aquele mesmo olhar de agradecimento que fazia quando criança. - Está ótimo. Parabéns, Abie. Deu mais uma abocanhada, sentindo o sorvete lentamente se dissolver pela superfície delgada de sua língua. Ficou ali com Brianna, conversando por mais um tempo. Depois propôs a ela um passeio de gôndolas pela cidade para aproveitarem o pôr do sol e conversarem sobre os acontecimentos dos últimos dez anos. Assim, ambos abandonaram o local.

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Karine L. DiBord Donati
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MensagemAssunto: Re: Biblioteca   Qui 26 Jan 2012, 01:15


Karine DiBord Donati
....................................
¯

As nuvens cinzentas descarregavam toda sua densa água sobre a terra e com isso, fazia subir um delicioso aroma de campo que adentrava as narinas de Karine, conseguindo dobrar o nível de comodidade na qual estara. Na biblioteca, sentada em um confortável sofá de frente a uma estante repleta de variados tipos de livros; contemplava a capa de um deles enquanto se debandada em pensamentos. Estava dispersa, escorregava os dedos de sua mão esquerda sobre a espessa capa, sentindo as curvas de sua forma. Tinha o rosto de uma velha mulher, cheia de rugas; verrugas e marcas de expressões. Sorria, mostrando que dentes lhe faltavam. Em sua cabeça havia um grande chapéu pontudo, de cor preta. Era um livro trouxa sobre bruxas. Apenas por esta capa podia notar que seu conteúdo distorcia toda a real verdade do assunto em questão.


Karine não tinha a intenção de lê-lo, apenas o pegou por pegar. Só estava frustadamente tentando mudar o foco que seus pensamentos tomavam, em vão. A situação estara tão critica que ja se passava da meia noite, e ela continuara ali sem nenhum sinal que o sono estivesse chegando. Bufou, apoiando o livro em seu abdomên enquanto encostava sua cabeça na almofada. Ajeitou a camisola que insistia em subir conforme se ajeitava no sofá. Pousou as mãos sobre o livro e em seguida, começou a movimentar seus dedos freneticamente como se estivesse batendo em um tambor. A chuva continuava a cair, mas agora, juntamente com ela vinha o vento, fazendo com que a mesma tomasse um rumo diferente. Antes estava indo direto para a terra, agora chocava-se contra os vidros das janelas. Karine virou-se para observa-las. Agora as mesmas junto com o uivar dos ventos iriam ajuda-la a esvaziar a mente e pegar no sono. Ao menos era isso que Karine esperava que acontecesse.


"From my boat I can see your house"

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Bryan M. F. Donati
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MensagemAssunto: Re: Biblioteca   Qui 26 Jan 2012, 11:50

I'll be yours tonight


Apenas outro dia na mansão. Era assim que eu deveria encarar se quisesse sobreviver. Não ter muito o que fazer nas férias já era frustrante por si só, mas não ter muitas pessoas com quem conversar, isso sim era algo desesperador. Eu sabia que a enorme casa não ficava totalmente abandonada, é claro. Simplesmente não conseguia ver a mim mesmo batendo de porta em porta buscando conhecer os outros moradores ou indo até a cozinha conversar com Abigail ou um dos elfos domésticos. Depois de repassar esse pensamento, convenci-me de que estava melhor do jeito que estava. Em breve estaria retornando a Hogwarts e todas as perturbações daquele tipo desapareciam de minha mente. Não que a escola fosse um oásis relaxante, mas, embora tivesse aulas que podiam ser incrivelmente desgastantes, era o lugar onde eu conseguia encontrar meus amigos com uma frequência maior do que em qualquer outro lugar.

Nos últimos dias, o vazio ocasionado pela solidão estava sendo preenchido pela presença duradoura dos livros. Eles, sim, eram coisas que eu podia apostar que estariam no mesmo lugar na manhã seguinte. Aos poucos, a biblioteca foi se tornando o meu refúgio, o lugar onde eu podia me estabelecer quando não havia mais o que fazer ou com quem conversar. Já haviam se passado alguns dias que eu a conhecera, mas em cada retorno ao local, sentia como se fosse a primeira vez que a via. A porta lisa de madeira milimetricamente polida, as luzes poeticamente adornadas ao redor das paredes, as escrivaninhas encostadas em lugares estratégicos e, é claro, os exemplares em capa dura exalando seu cheiro forte de novidade. Em muitos aspectos, a biblioteca da mansão Donati se parecia com a de Hogwarts, como na vastidão dos assuntos exibidos nas páginas. A surpresa era que, na casa, a quantidade de edições amareladas e empoeiradas era irrisoriamente menor do que no castelo, onde se encontravam livros que percorreram séculos juntamente com o colégio. Em suma, com suas características próprias, as duas bibliotecas podiam ser chamadas de perfeitas.

Adentrei mais uma vez o recinto, caminhando distraidamente para o centro do lugar. Estava calmo como o habitual, quieto, o som do silêncio entrecortado vez ou outra pelo estrondo de um trovão cujos raios iluminavam o aposento mais claramente do que as próprias lamparinas e lâmpadas que, surpreendentemente, já estavam acesas quando me esgueirei para dentro. Enquanto decidia o que poderia ler, ouvia a chuva cair pesadamente, intuindo que passeios pelo jardim no dia seguinte estariam fora de cogitação uma vez que a lama se sobressairia indesejavelmente. Recolhi de uma das estantes um livro qualquer, observando sua capa e logo depois virando-o à procura de um prelúdio da história na parte de trás.

Desde que pusera os pés ali, sentira a presença de alguém no lugar. Até um pouco da sensação de estar sendo observado. Minha desconfiança era guiada pelo fato de a biblioteca estar toda iluminada quando não deveria ter ninguém ali dentro. Abigail enlouqueceria se alguém deixasse as lâmpadas acesas sem estar dentro do cômodo em questão. Não custava nada me informar, então limpei a garganta com um pigarro e entreabri os lábios. — Tem alguém aí? — indaguei para um grupo de estantes particularmente suspeitas, a esmo. Se houvesse alguém ali dentro, independente de onde se encontrava, haveria escutado o som de minha voz no silêncio sepulcral abafado bem minimamente pela música das gotas de chuva dardejando as janelas.








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Karine L. DiBord Donati
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MensagemAssunto: Re: Biblioteca   Dom 29 Jan 2012, 01:18


Karine DiBord Donati
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Suas pálpebras ja fechadas e sua respiração lenta deixavam transparecer que a mesma estara ja dormindo. Como era de se esperar, as gotículas de água chocando-se contra a janela juntamente com o estrondo dos trovões seguidos dos longos e altos uivos do vento tinham conseguido deixa-la no estado em que estara em questões de minutos. Seu corpo e sua mente se encontravam em um estado tão profundo de relaxamento que, em seguida, começou-se a gerar uma cena dentro de si.

Karine se encontrava em um corredor sob grandes arcos de pedra. À frente havia uma porta, minúscula na distância, mas mesmo de longe vira que estava pintada de vermelho. Caminhou depressa, e seus pés nus deixavam pegadas sangrentas na pedra. - Porque você fez isso, mamãe ? Uma voz melancólica e fina fazia ecoar tais palavras afiadas que adentravam dentro de seus ouvidos, atravessando todos os caminhos até chegar em seu coração, despedaçando-o. Tal voz parecia vir de trás da tal porta avermelhada. Karine caminhou mais rapidamente, seu corpo tremia descontroladamente da cabeça aos pés, queria chegar logo até a maçaneta, puxa-la e descobrir quem era o dono da tal voz, no caso, dona.

Estava se aproximando, sentia uma fina linha de suor escorregar pelas suas mãos; seus pés continuavam a deixar pegadas de sangue por onde passavam. - Porque você fez isso, mamãe ? E a voz falou novamente. Agora mais forte, com mais intensidade. Depois de mais alguns passos, finalmente sua mão direita conseguiu alcançar a grande maçaneta dourada. Pousou-a, apoiando seus dedos sobre as curvas, abrindo-na. Um rugido significou que a porta estava entre-aberta. Karine apertou os olhos, na tentativa de enxergar algo meio a sombria escuridão. Até que, logo, uma luz surgiu ao fundo, parecendo voar até sua direção.

Estara quase conseguindo decifrar o formato que ela tomara ao chegar cada vez mais perto, quando de repente num ligeiro movimento suas pálpebras se abrem. Assustada e com a respiração ofegante, sentia como se alguém estivesse observando-a. Talvez fosse a voz do sonho; ou poderíamos dizer pesadelo ? Apoiou-se no sofá, esforçando-se para levar seu corpo para cima, voltando assim a sua posição inicial, sentada.

Agora ouvia como passos. O piso de madeira fazia repetidos rugidos a cada segundo, como se algo ou alguém estivesse se aproximando. Atenta, mantinha os olhos presos a única entrada e saída que no recinto havia. Se realmente não estivesse sozinha, por aquele corredor saberia. Quando seu coração, que antes disparado, começara a se acalmar lentamente, Karine da um pulo do sofá que quase a faz cair. Uma voz ouvira, mas diferente da do sonho. Essa era mais grossa, como a de um menino,e a mesma perguntara quem se tinha alguém ali. Não respondeu, apenas agarrou o livro de capa dura que se encontrara espatifado no chão, pressionando-o contra o peito. Apenas continuou com seus olhos vidrados, esperando que alguém no seu foco aparecesse.


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Bryan M. F. Donati
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MensagemAssunto: Re: Biblioteca   Dom 29 Jan 2012, 11:49

I'll be yours tonight


A chuva fustigava a janela com animação, molhando a supefície envidraçada. Não parecia que pararia tão cedo. Um raio iluminou o aposento outra vez, ecoando segundos depois que minha voz se manifestou. A desconfiança ainda existia em mim. Acabara de ouvir barulhos secos vindos de trás de algumas estantes, do outro lado do cômodo. Meus dedos automaticamente precipitaram-se na direção do cós da calça, onde a varinha repousava. Hesitei ao sentir seu volume em minhas mãos. Eu estava em casa, por assim dizer. Não havia o que temer dentro da biblioteca, certo? No máximo, seria um elfo doméstico levado que achava divertido esconder-se de seus patrões.

Caminhei pelo piso que rangia ligeiramente, visualizando estantes e mais estantes, ladeadas por uma ou outra escrivaninha ou janela. Em uma curva, deparei-me com uma mulher desconhecida, já adulta, que apertava o livro contra si e parecia muito assustada. Meu primeiro pensamento foi se a mansão havia sido invadida para que ela ficasse tão atormentada. Então percebi que talvez fosse eu o motivo de sua apreensão. Tentei romper a tensão que se amarrara em torno de nós dois, pois sabia que eu provavelmente estava mais nervoso ali. — Oi. — mal terminara de dizer essas palavras, ouvi com um sobressalto quando um raio estourou ruidosamente lá fora.

A mulher abraçou o livro e encolheu-se ainda mais e eu odiei o clima em que estávamos nos encontrando pela primeira. — Meu nome é Bryan... — falei outra vez, acima do barulho da chuva, e então resolvi acrescentar — Filho do Enzo. — ela deveria conhecer o nome e quem meu pai fora se fosse uma moradora do lugar. Esperei, meio assustado, por sua reação, engolindo em seco. Em meio à penumbra tremulante da biblioteca, forçava os olhos a distinguirem melhor a silhueta da moça em minha frente.








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Karine L. DiBord Donati
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MensagemAssunto: Re: Biblioteca   Dom 29 Jan 2012, 19:22


Karine DiBord Donati
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O causador dos rugidos estava demorando demais a aparecer. Os dedos de Karine ja começavam a formigar de tanto que a mesma os apertara contra o livro. O barulho ficara cada vez mais alto, significando assim que mais próximo a "coisa" estara dela. A chuva, agora, parecia estar mais veloz e também mais densa, deixando o barulho de sua queda, que antes era suave, estrondante. Será que ainda estaria sonhando ? Ou poderia ser apenas mais umas das façanhas de sua mente, que adorava-lhe pregar peças.
Instantes depois, enquanto tentara desvendar e descobrir se aquilo que estava vivendo era real, um clarão nascido de um raio chocando-se contra a terra e juntando-se com um Oi da voz anterior a fez despertar. Se aquilo tudo fosse realmente um sonho, neste momento teria acordado. Ao menos era assim em seus sonhos, que paravam de gerar cenas quando algo terrívelmente assustador estara prestes a acontecer. Encolheu-se ainda mais ao ver uma silhueta surgir do canto de uma estante. E continuou até onde seus músculos permitiam, conforme a mesma se aproximava. Seus olhos que permaneciam fixados a norte, conseguiram captar o formato da face do garoto. Sim, era um garoto que estara dividindo o mesmo espaço com ela e que, a segundos átras, havia conseguido deixa-la apavorada.
Karine deixou surgiu um sorriso de alívio em seu rosto assim que ouvira o menino se apresentar. Era Bryan, filho de seu querido irmão Enzo. Quem diria que aquele bebêzinho rechonchudo que Karine pegara no colo a anos atrás, teria virado esse menino, que antes, cabia em seus braços, agora ja estara mais alto que ela. E notou isso sem nem precisar levantar e medir suas alturas ombro a ombro. Nunca o virá crescido. Poucos meses depois que nascera, Karine teve que viajar para fora e concluir seus estudos, tinha voltado a pouco tempo e ainda não o tinha visto.
A mesma jogou o livro no canto do sofá, levantando-se.
- Você está lindo Bryan. Quantos anos ja tem ? - Disse caminhando até seu encontro. Parou de frente ao mesmo, encarando-o com um sorriso. Queria ja dar-lhe um abraço, mas seria algo estranho. Ao menos ela achava que seria, para ele.

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